
01/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.

Especialistas orientam escolas no combate à Gripe Suína
Ministério divulga indicadores de qualidade das instituições
Enem pode virar prova obrigatória
Para STF, regulação profissional extrapola o diploma
Ministro minimiza aumento de cursos ruins
Principais legislações educacionais publicadas em Agosto/2009
Educação a Distância em crescimento
Receita Federal aperta o cerco contra os contribuintes
Revistas do século 19 estão na internet
Projeto estabelece diretrizes para a valorização de professores
Ministério
da Educação usa critérios de
avaliação não previstos em lei e causa graves
consequências em centenas de instituições de ensino
superior
Conselhos de
representação profissional participação nos
processos de autorização e reconhecimento de cursos de
graduação
Dirigentes ibero-americanos discutem o futuro da educação
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é novamente alterada
Comissão ouve ministro da Educação sobre reforma universitária
Docentes são o diferencial das melhores
Especialistas orientam escolas no combate à Gripe Suína
Fonte: FENEP
Elaboramos, juntamente com
especialistas da Secretaria da Saúde do estado de São
Paulo uma cartilha, no formato de perguntas e respostas, para dirimir
dúvidas e auxiliar os estabelecimentos de ensino no combate aos
efeitos da gripe H1N1. Abaixo publicamos entrevista feita pela FENEP
com a Dra. Clélia Maria Sarmento Souza Aranda, coordenadora do
Controle de Doenças e Dra. Denise Brandão,
infectologista.
Como a Secretaria de Saúde se organizou para o enfrentamento da pandemia, de gripe no estado de São Paulo?
Dra. Clélia Aranda - Desde
2005 a secretaria de estado elaborou um plano para o enfrentamento da
pandemia de influenza. Este plano é consonante com o plano
brasileiro, elaborado à mesma época, e com as
recomendações da Organização Mundial
de Saúde
Como é a coordenação das ações para o controle da doença?
Dra. Clélia Aranda - A
Secretaria de Saúde tem na sua organização a
Coordenadoria de Controle de Doenças onde estão
localizados os principais órgãos
responsáveis pelas ações de Vigilância
Epidemiológica, Vigilância Sanitária,
Laboratório de Saúde Pública - o Instituto Adolfo
Lutz - dentre outros. Esta coordenadoria tem atuado junto ao
Ministério da Saúde e secretarias municipais
implementando as ações prioritárias para a
notificação, diagnóstico, tratamento,
monitoramento e análise dos casos no estado de São
Paulo.
De que maneira a Secretaria tem conhecimento dos casos no estado?
Dra. Clélia Aranda - Todos os
casos suspeitos precisam ser notificados pelos hospitais,
ambulatórios e consultórios às autoridades de
saúde municipais e estas à Secretaria Estadual. As
coletas de amostras seguem rigorosamente os protocolos
estabelecidos pelo Ministério da Saúde, bem como a
disponibilização da medicação
específica, se houver necessidade.
Pais preocupados, voltam ou não voltam às aulas?
Dra. Clélia Aranda - Neste
momento, a recomendação do Ministério da
Saúde é de que alunos e funcionários doentes
não devem freqüentar a escola até que estejam
completamente restabelecidos.
Estudantes ou funcionários que apresentam a síndrome gripal (febre, tosse e dor de garganta) devem ir a escola?
Dra. Denise Brandão -
Estudantes ou funcionários com sintomas de gripe não
devem ir à escola por 7 dias. É importante orientar que
mesmo que haja melhora dos sintomas o afastamento deve ser de 7 dias
– desde o início dos sintomas - , pois durante este
período há risco de transmissão. Além
disso, todos devem ser orientados a não visitar colegas com
sintomas de gripe.
Caso um funcionário ou aluno
que vem a apresentar os sintomas ao chegar à escola ou durante
sua estada, qual é o procedimento?
Dra. Denise Brandão - Devem
ser orientados a ir para casa e procurar seu médico ou
serviço de saúde para avaliação
clínica e conduta.
Reservar um local que evite contato
com outras pessoas, para não infectá-las, enquanto
aguarda ser encaminhado ao seu domicílio ou à unidade de
saúde. Além disso, alunos e funcionários devem ser
orientados a não ir à escola por 7 dias. O
estabelecimento escolar deve colaborar com as autoridades de
saúde pública da região. Neste sentido acompanhar
o número de visitas à enfermaria escolar e o
absenteísmo diário pode identificar a ocorrência de
surtos e é importante a notificação desta
situação à autoridade sanitária
municipal. A divulgação de ações de
prevenção de doenças infecciosas e
promoção de saúde também são
relevantes.
Quais as formas de
contágio e as medidas de precaução que visam
impedir a disseminação do vírus?
Dra. Denise Brandão - O
contágio da influenza se dá pela transmissão de
pessoa a pessoa através da tosse ou espirro e eventualmente por
contato com secreções respiratórias do
indivíduo doente.
Quais as medidas gerais para prevenção?
Dra. Denise Brandão - Evitar
contato com pessoas doentes e realizar a higienização das
mãos com água e sabão freqüentemente.
O uso do álcool-gel para
higienização de mãos é uma alternativa
quando a lavagem com água e sabão é inexistente.
Quais as medidas que o
serviço de higienização e manutenção
da escola devem tomar em relação a limpeza geral da
escola, salas de aula, banheiros, bebedouros, telefones, nextel, etc.?
Dra. Denise Brandão - A
limpeza da escola deve ser feita normalmente com água e
sabão e outros produtos já utilizados habitualmente.
Produtos a base de cloro e álcool são eficientes para
eliminar o vírus. Álcool a 70% pode ser utilizado
em superfícies como mesas, maçanetas, telefones e
bebedouros para complementar a limpeza após a limpeza com
água. Nos banheiros podem ser usados produtos contendo cloro na
sua composição. Antes de utilizar qualquer um destes
produtos é importante verificar se não danificam as
superfícies onde serão utilizados.
Nossa escola tem
berçário e educação infantil, quais os
cuidados preventivos que devemos tomar em relação:
a. ambiente e seu entorno
Dra. Denise Brandão - Como
já mencionado, a limpeza pode ser realizada normalmente com
água, sabão e outros produtos utilizados habitualmente.
b. relação interpessoal de funcionários e crianças
Funcionários e
crianças com sintomas de gripe não devem ir ao
berçário e medidas educativas devem ser implantadas com
ênfase na higienização das mãos e na
orientação de etiqueta respiratória, ou seja,
utilizar lenço para cobrir a boca e o nariz em caso de tosse e
espirro. É importante orientar que não se deve
compartilhar talheres, copos ou toalhas.
c. brinquedos, chupetas, mamadeiras; higiene e possíveis trocas, aparelho de inalação
Os brinquedos que são
compartilhados por todas as crianças devem ser lavados com maior
freqüência utilizando inclusive álcool 70%.
Mamadeiras e chupetas devem ser de
uso individual, ou seja, não devem ser compartilhados por
várias crianças. Lavar com água e sabão
após cada uso e fervura em água por 15 minutos é
importante
Não realizar
inalação no berçário, pois este
procedimento gera aerossóis aumentando a possibilidade de
transmissão do vírus. Inalações devem ser
realizadas em serviços de saúde que estão
preparados para a realização destes procedimentos
O uso de vaporizadores para manter a
umidade do ambiente, se esta for necessária, não
estão contra-indicados.
d. tanque de areia
Sem orientações específicas.
e. animais de estimação: tartaruga, cão, periquito , galinha, etc.
Não há risco de transmissão do vírus por meio do contato com animais de estimação.
Em relação as
crianças do ensino fundamental 1 e 2 , que cuidados com sua
relação interpessoal? e os adolescentes que tem um
contacto físico intenso ?
Dra. Denise Brandão - Para
alunos de todas as faixas etárias deve-se investir em medidas
educativas com ênfase na higienização das
mãos, etiqueta respiratória e na orientação
de não compartilhar copos, talheres e toalhas.
Neste momento de pandemia é
importante providenciar alternativas, para alunos que necessitam ficar
em isolamento domiciliar, para não prejudicar o acompanhamento
das atividades e cumprimento das atividades curriculares (provas,
trabalhos, deveres de casa, etc)
Alguns locais especiais na escola
como: laboratório, anfiteatro, refeitório
comunitário, cantina, sala dos professores; Quais os cuidados
necessários? Manuseio de alimentos?
Dra. Denise Brandão - Nestes
locais os cuidados com a limpeza devem ser os mesmos citados
anteriormente e não há orientações
específicas para o manuseio de alimentos. Estes locais que
propiciam aglomerados de pessoas, devem ter
ventilação e, se necessário, estabelecer
horários diferentes para reduzir o número de pessoas que
participam destas atividades em cada turno. Relembramos que estes
também são fatores que fortalecem a adoção
de afastar os alunos e funcionários doentes.
Temos crianças especiais; Down, cadeirantes, etc . Tem mais risco? Quais cuidados são necessários?
Dra. Denise Brandão -
Crianças com Down podem apresentar cardiopatias crônicas e
com isso apresentam maior risco para desenvolver
complicações quando infectadas tanto pela influenza
sazonal quanto para a Influenza AH1N1. Dessa forma, estas
crianças devem passar por avaliação e
acompanhamento médico caso apresentem sintomas de gripe.
Não há orientações específicas para
as demais crianças especiais.
Temos piscina e ou academias, fanfarra em nossa escola, quais são os cuidados?
Dra. Denise Brandão -
Não há orientações específicas, mas
é importante destacar que lugares com aglomerações
devem ser evitados, pois aumenta a possibilidade de transmissão
do vírus.
Temos serviço de transporte em nossa escola, que cuidados devemos ter?
Dra. Denise Brandão -
Crianças com sinais de gripe não devem ir à
escola, e, portanto, não devem usar o transporte escolar.
Além disso, é
importante melhorar a ventilação do veículo e
higienizá-lo com álcool 70%.
Em relação à
secretaria , tesouraria da escola e lojinha de artigos escolares, que
lidam com público externo, requer algum cuidado especial?
Dra. Denise Brandão -
Não há cuidados especiais, as recomendações
são as mesmas para os demais ambientes: limpeza,
ventilação, sem a frequência de pessoas doentes...
Temos atividades extracurriculares,
tais como: olimpíadas internas e externas, passeios a
zoológico, teatros, estação ciência; que
cuidados preventivos devemos ter?
Dra. Denise Brandão - As
orientações são sempre as mesmas:
higienização frequente das mãos, cobrir boca e
nariz com lenço ao tossir ou espirrar. Entretanto,
aglomerações devem ser evitadas, pois aumentam a
possibilidade de transmissão do vírus indicando a
necessidade de, neste momento especial, buscar soluções
alternativas e criativas que não prejudiquem o convívio
com tais atividades.
Nossas reuniões pedagógicas de pais e mestres, requerem alguma atenção?
Dra. Denise Brandão -
Não. Recomenda-se aproveitar estes momentos para fortalecer as
orientações de prevenção e
promoção a saúde já mencionadas.
Como os professores podem e devem orientar seus alunos?
Dra. Denise Brandão - Devem
informar as formas de transmissão do vírus e,
principalmente, as medidas de prevenção.
Qual faixa etária a doença pode se tornar mais grave?
Dra. Denise Brandão - Em
crianças abaixo de 2 anos e em adultos acima de 60 anos.
Crianças com doenças crônicas (cardíacas,
pulmonares, diabetes, imunodeprimidas) necessitam de
avaliação e acompanhamento médico durante o quadro
gripal.
Veja o vídeo: http://www.fenep.com.br/video.asp
Ministério divulga indicadores de qualidade das instituições
Fonte: MEC - Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:40 hs.
01/09/2009 - Os Índices
Gerais de Cursos das Instituições (IGC), referentes a
todas as universidades, centros universitários e faculdades do
país foram divulgados nesta segunda-feira, 31, no
Ministério da Educação. O IGC 2008 torna
públicos os indicadores de qualidade de 2 mil
instituições. A maioria – 884 – obteve nota
3, numa escala de 1 a 5 , o que 3 é considerado
satisfatório. Entre as 206 instituições
públicas, 151 tiveram notas iguais ou superiores a 3.
O IGC é um indicador de
qualidade construído com base numa média ponderada das
notas dos cursos de graduação e
pós-graduação de cada instituição.
Assim, sintetiza num único instrumento a qualidade de todos os
cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma
instituição de ensino. Divulgado anualmente, o resultado
final do IGC é expresso em valores contínuos (que
vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). Notas 1 e 2 são
consideradas insatisfatórias.
O indicador orienta as visitas in
loco dos avaliadores do Instituto Nacional de Educação e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), além de
informar a sociedade sobre a qualidade das instituições.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o
IGC está cumprindo a função de diminuir as
distâncias entre instrumentos de avaliação
objetivos e as visitas in loco de especialistas às
instituições. “As avaliações in loco
vem confirmando os indicadores apontados pelo IGC”, disse.
Segundo o ministro, o indicador permite aos avaliadores in loco aferir
as deficiências apontadas na avaliação objetiva.
“Antes da criação do IGC, os resultados eram muito
diferentes”.
Caso as visitas dos especialistas
confirmem o resultado do IGC, as instituições com notas
inferiores a 3 têm prazo para recorrer desse resultado. Mantida a
nota baixa, a instituição não poderá abrir
novos campi, cursos ou ampliar vagas em cursos existentes até
resolver os problemas indicados, mediante termo de saneamento firmado
com a Secretaria de Educação Superior.
“Cada caso é avaliado
de perto e, nos casos mais graves, pode haver suspensão dos
processos seletivos e até o descredenciamento da
instituição”, informa a secretária de
educação superior do MEC, Maria Paula.
Cálculo do IGC – Para a
graduação, o cálculo do IGC considera a
média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da
instituição. O CPC tem como base o desempenho dos
estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o
quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno, além de
indicadores de corpo docente, infraestrutura e
organização didático-pedagógica. Na
pós-graduação, o IGC utiliza a Nota Capes, que
avalia a qualidade da pós-graduação numa escala de
1 a 5.
O IGC de cada
instituição de ensino superior do Brasil foi apresentado
pela primeira vez em 2008, a partir da dos resultados do CPC 2007,
compreendendo todos os cursos das instituições avaliados
pelo Enade dentro do triênio 2005-2006-2007. O IGC 2008,
divulgado hoje, atualiza as informações de cada
instituição, dentro do triênio 2006-2007-2008.
Assessoria de Comunicação Social
Enem pode virar prova obrigatória
Fonte: Clipping Educacional - Diário Catarinense, 01/09/2009 - Florianópolis SC
O Exame Nacional de Ensino
Médio (Enem) pode ser dividido em edições
regionais e se tornar obrigatório em alguns anos. A perspectiva
foi traçada pelo diretor de avaliação do Instituto
Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) do
Ministério da Educação, Heliton Ribeiro Tavares,
aos participantes do Seminário Sobre o Enem, promovido pelo
Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul, ontem, em Porto
Alegre.
Antes de chegar à
discussão da obrigatoriedade, reivindicada pelas secretarias
estaduais de Educação, o exame terá de passar pela
fase de expansão para poder ser aplicado em todos os
municípios brasileiros, com estudos de viabilidade
logística e de segurança. A primeira etapa, de
fragmentação, está prevista para começar em
2010, quando o exame terá duas edições: uma
em abril e outra em outubro. Tavares adiantou que as notas das duas
provas serão comparáveis. – Na prática,
é como se fosse uma só avaliação, mas que
poderá se realizar em dois ou mais momentos distintos do ano
– afirmou.
Na sequência, em anos
posteriores, o exame poderá ser “quebrado” em
edições menores, com aplicações
regionalizadas de questões de abrangência nacional.
– A metodologia deverá garantir que os resultados de uma
região possam ser comparados com os de outra. Com
edições menores ficará cada vez mais fácil
garantir a expansão – acredita Tavares. A expansão
é a etapa intermediária entre o sistema atual, no qual o
estudante submete-se voluntariamente à prova, e o futuro, no
qual o exame pode se tornar obrigatório. – Os dois
assuntos são vinculados, não há como
ser diferente – disse.
Segundo o diretor de
avaliação do Inep, a obrigatoriedade é uma demanda
confirmada pelas secretarias estaduais de Educação, que
percebem que há escolas com problemas sérios e que
poderão ser melhor identificados com a
participação de todos os estudantes no exame. A
decisão, no entanto, não caberá ao
Ministério da Educação. – Nós
estudaremos a expansão do Enem a todos os municípios e as
secretarias providenciariam, por intermédio dos conselhos
estaduais, a obrigatoriedade para todos os alunos do ensino
médio – destacou Tavares. A previsão, segundo o
diretor de avaliação do Inep, é que o cronograma
da expansão esteja elaborado até o fim do ano que vem,
com a ressalva de que a aplicação é a etapa
posterior.
Para STF, regulação profissional extrapola o diploma
Fonte: Clipping Educacional - Portal Universia, 31/08/2009
Demandas de mercado e conhecimento técnico resguardam profissões
Por Bruno Loturco
O fim da exigência do diploma
para exercício do jornalismo, decidido pelo STF (SupremoTribunal
Federal) no último dia 17 de junho, trouxe à tona, junto
com os argumentos dos juízes do STF, questionamentos sobre a
aplicação dos mesmos critérios a outras
profissões regulamentadas. Afinal, as justificativas do STF para
eliminar a necessidade de diploma de jornalista referem-se ao resguardo
da liberdade de expressão, à relevância
pública e social da profissão e à
inexistência de técnicas específicas para o
desenvolvimento das atividades jornalísticas. Tais argumentos
não serviriam, no entanto, para todas as profissões,
conforme afirma o presidente da OABSP (Ordem dos Advogados do Brasil -
Seção de São Paulo), Luiz Flávio Borges
D'Urso em relação ao Direito que, além do diploma,
demanda aprovação do profissional junto ao
órgão de classe para poder ser exercido. "Não
é a leitura da lei que faz de alguém um jurista, mas sua
interpretação. O leigo não tem como conhecer
isso", afirma. O mesmo valeria para profissões relacionadas
à saúde, como a odontologia, que demandam conhecimentos
técnicos específicos e, portanto, fogem à
argumentação do STF. "Estamos falando de saúde, de
exercício de uma profissão em que se pode fazer
diagnóstico e intervenções no corpo humano. O que
é impossível se o indivíduo não é
habilitado, se não tem o diploma", salienta Rubens Corte Real,
do CFO (Conselho Federal de Odontologia
Embora a decisão do STF abra
precedente para questionar a exigência do diploma em outras
profissões, a dinâmica das demais profissões deve
evitar questionamentos mais contundentes. É no que acredita
Otacílio Amaral Filho, diretor da faculdade de
comunicação da UFPA (Universidade Federal do
Pará). "A Medicina, por exemplo, tem um impacto social muito
grande, mas a atividade em si é muito internalizada e só
os resultados vêm a público. O jornalismo subverte o
espaço público porque lida com a informação
escancaradamente", analisa. A afirmação corrobora a
opinião do ministro e presidente do STF, Gilmar Mendes. "O ponto
crucial é que o jornalismo é uma profissão
diferenciada por sua estreita vinculação ao pleno
exercício das liberdades de expressão e
informação", explica. O questionamento acerca da
exigência de diploma em outras profissões extrapola a
aplicação dos mesmos critérios. Isso porque,
segundo Mello, a sugestão de que os diplomas de outras
profissões possam cair contraria a evolução.
"Não posso acreditar nisso sob pena de
desregulamentação total e porque seria um retrocesso em
termos culturais. Temos que avançar e buscar o aprimoramento",
acredita. Ele faz, ainda, um paralelo sobre os riscos de ampliar a
discussão sobre liberdades individuais sob o risco de
subverter a organização social. "Falou-se muito em
liberdade de expressão para determinar o fim do diploma de
jornalismo, mas não podemos partir para contextos
específicos. Ou então vamos questionar a liberdade de ir
e vir e podemos chegar ao fim da CNH (Carteira Nacional de
Habilitação)", exemplifica. "A comparação
é exagerada. São coisas distintas e assim deve ser
consideradas", completa.
Mercado e sociedade - A
diferenciação do jornalismo perante as demais
profissões não o torna imune às forças de
mercado, às quais estão sujeitas todas as
profissões cuja regulação é pouco eficiente
e que tende a desvalorizar o trabalho frente à oferta de
mão-de-obra. "Hoje podemos ter jornalistas com os mais variados
níveis de formação. Pode ser Superior,
Médio ou até Fundamental", conta o ministro Marco
Aurélio Mello, também do STF e único a votar
contra o fim da exigência do diploma. Dessa forma, aumenta a
oferta de mão-de-obra e a remuneração,
logicamente, cai. D'Urso, presidente da OABSP, alerta ainda para o
risco de perda de qualidade da profissão. "Ao longo do tempo, se
pessoas despreparadas exercerem a profissão, podem rebaixar a
qualidade", alerta. Na concepção de Mendes, no entanto, o
diploma não é a única forma de assegurar a
qualidade do trabalho profissional. A autorregulação
promovida pelo mercado, para ele, é eficiente para separar bons
e maus profissionais. Assim, caberia às empresas promover a
regulação e a manutenção da qualidade. Sob
essa perspectiva, Filho, da UFPA, considera que o STF tirou da
sociedade e entregou às empresas o direito de decidir o que
é liberdade de expressão. "Basta olharmos a
história para vermos que essa decisão não é
muito promissora. Temos como exemplo a escravidão, a
exploração de mão-de-obra infantil. Isso,
decididamente, é ruim", lamenta.
Dentre as justificativas do STF para
abolir a exigência do diploma para jornalistas está a
afirmação de que se trata de atividade profissional de
grande relevância profissional e que, portanto, não
deveria ser limitada apenas aos detentores do diploma. É
possível questionar, sob esse aspecto, os riscos à
sociedade do exercício da profissão por profissionais
não qualificados. No entanto, de acordo com o voto do ministro
Cezar Peluso, favorável ao fim da obrigatoriedade do diploma, os
riscos decorrentes da atividade jornalística não
são eliminados com a mera exigência do diploma. Esses,
afirma em seu voto, "correm à conta de posturas pessoais, de
visões do mundo, de estrutura de caráter e, portanto,
não têm nenhuma relação com a necessidade de
freqüentar curso superior específico, onde se
pudesse obter conhecimentos científicos que não
são exigidos para o caso".
No mesmo sentido vai a
argumentação de Mendes. "Um excelente chefe de cozinha
certamente poderá ser formado numa faculdade de
culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda
e qualquer refeição seja feita por profissional
registrado mediante diploma de curso Superior nessa área",
comentou, de acordo com informações da Agência
Brasil. Mello, em contraponto, contesta o argumento. "Presume-se que a
pessoa que passa quatro anos numa faculdade e detém o diploma
tem uma base maior para redigir, informar e entrevistar, considerando a
ética e as exigências da profissão", explica. "A
exigência do diploma não implica em prejuízo
à veiculação de informações e
idéias. Pelo contrário, associa-se à
prestação de serviços de maior valor", completa.
Algumas profissões não têm tanta visibilidade ou
relevância social quanto o jornalismo, mas, além de
carecerem de regulamentação, têm problemas com
aquela promovida pelo mercado. É o caso do Design, cujos
profissionais não são reconhecidos e, portanto,
não podem participar de concursos públicos, e concorrem
com profissionais de outras áreas, como a arquitetura. "Queremos
definir áreas de competência, em que cada um é
responsável pela sua especialidade. Afinal, só arquiteto
assina planta de arquitetura", explica a diretora financeira da ADG
Brasil (Associação Brasileira de Design Gráfico),
Sônia Carvalho.
Ela acredita que a
regulação traria benefícios aos profissionais, mas
não configuraria reserva de mercado. "Seria o reconhecimento da
profissão, que existe no Brasil desde a década de 1950, e
permitiria melhor entendimento e absorção da nossa
capacidade profissional, principalmente por órgãos
públicos", conta. Os resultados, acrescenta, seriam
benéficos também para as escolas de design. "Não
adianta ter muitos cursos de design sendo oferecidos se a
profissão pode ser exercida por qualquer um. A
regulação serviria também para elevar a qualidade,
pois os profissionais teriam de registrar os projetos", ressalta.
D'Urso também não encara a regulamentação
do Direito como reserva de mercado. "No Direito, a pessoa não
tem condições de ser autodidata. São cinco anos de
estudo e, ainda assim, 80% dos candidatos são reprovados no
exame da OAB", salienta. No caso da odontologia, Corte Real cita os
cursos de especialização como instrumentos adicionais
para regular a profissão "Logicamente, quem tem o diploma de
cirurgião-dentista pode atuar em qualquer área. Mas a
especialização resguarda o profissional sobre o assunto",
finaliza.
Ministro minimiza aumento de cursos ruins
Fonte: Clipping Educacinal - Folha de São Paulo, 01/09/2009 - São Paulo SP
Fernando Haddad, da
Educação, diz que mesmo que todas as faculdades fossem
boas haveria notas insatisfatórias no país. MEC
descredenciou uma faculdade em MG e colocou na "malha fina" outras oito
instituições que tiveram nota 2 em 2007 e 2008
LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro da
Educação, Fernando Haddad, minimizou ontem o fato de o
IGC 2008 (Índices Gerais de Cursos das
Instituições) mostrar aumento de
instituições de ensino superior com notas 1 e 2,
consideradas insatisfatórias pelo MEC (Ministério da
Educação). "Em qualquer circunstância haverá
instituição [com IGC] 1 e 2, por definição
do modelo", afirmou. "Se num futuro remoto, todas forem excelentes
ainda assim haverá instituições [com
índice] 1, 2, 3, 4 e 5 porque esse critério é
relativo, considera umas [instituições] em
relação às outras", completou. Para a
secretária de Educação Superior do MEC, Maria
Paula Dallari Bucci, ainda não é possível dizer o
motivo do aumento do número de universidades e faculdades
com conceito insatisfatório. "Parece que aumentou [o
número de instituições com notas 1 e 2] e o Inep
[órgão do MEC responsável por
avaliações] vai analisar as razões. O
ministério vai acompanhar de perto para resolver o problema." O
Inep deverá divulgar nesta semana o resultado do Enade (exame
que avalia o desempenho dos universitários do país),
cujos dados são usados na composição do IGC.
Segundo o ministro da
Educação, o IGC ajudou os técnicos do MEC nas
visitas às universidades e faculdades do país para
verificar as condições. Com base em cerca de 400 visitas,
o MEC descredenciou a Faculdade Cidade João Pinheiro, de Minas
Gerais, e colocou na "malha fina" oito instituições
que tiveram nota 2 em 2007 e 2008, e esse mesmo conceito foi
confirmado após visita dos técnicos. "Era a isso que eu
me referia quando disse no ano passado que entendia que a festa tinha
acabado. Temos um marco regulatório que dá
condições ao MEC de exercer seu papel de zelar pela
qualidade do ensino superior", afirmou Haddad. A maioria das
instituições na "malha fina" recorreu contra a nota
abaixo da média. Caso os recursos confirmem a baixa qualidade,
terão de assinar acordo se comprometendo a não abrir
novos cursos e não ampliar vagas nos cursos existentes.
Também terão de se comprometer a melhorar a qualidade,
apresentando metas claras ao MEC, como a contratação de
mais professores.
Principais legislações educacionais publicadas em Agosto/2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:31 hs.
01/09/2009 - A CM Consultoria de
Administração preparou uma relação
destacando as principais legislações educacionais
publicadas no D.O.U (Diário Oficial da União) do
mês de Agosto de 2009.
Acesse http://www.cmconsultoria.com.br/destaque_2009.php, para visualizar e também ter acesso às publicações na íntegra
Fonte: CM Consultoria
Educação a Distância em crescimento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:40 hs.
Investir na formação
profissional das corporações já faz parte do
orçamento de muitas empresas brasileiras e a
Educação a Distância (EAD) voltada para a
Educação Corporativa está crescendo a cada ano. De
acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de
Educação Aberta e a Distância, a EAD cresceu 21% em
2007 entre as empresas que investem em Educação
Corporativa no Brasil e 78% destas instituições pretendem
aumentar a parcela desta modalidade para aprimorar os negócios.
Para Carlos Alberto Chiarelli,
ex-Ministro da educação e Presidente da
Associação da Cadeia Produtiva de Educação
a Distância (ACED), o motivo deste investimento é simples:
a formação e treinamento dos colaboradores de uma
companhia é vista como uma forma de alcançar mais
rapidamente uma vantagem competitiva.
Fonte: Blog Mistura Fina
Receita Federal aperta o cerco contra os contribuintes
Fonte: Objetiva Contabilidade | Data: 27/8/2009
1. O Que será cruzado:
Todos devem começar a acertar
a sua situação com o leão, pois no próximo
ano o fisco começa a cruzar mais informações e no
máximo em dois anos eles vão cruzar tudo. As
informações que envolvam o CPF ou CNPJ serão
cruzadas on-line com:
CARTÓRIOS: Checar os Bens imóveis - terrenos, casas, aptos, sítios, construções;
DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis e etc.;
BANCOS: Cartões de crédito, débito, aplicações, movimentações, financiamentos;
EMPRESAS EM GERAL: Além das
operações já rastreadas (Folha de pagamentos,
FGTS, INSS, IRR-F e etc,), passam a ser cruzadas as
operações de compra e venda de mercadorias e
Serviços em geral, incluídos os básicos (luz,
água, telefone, saúde), bem como os financiamentos em
geral. Tudo através da Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal
Eletrônica e Nota Fiscal Digital.
TUDO ISSO NOS ÂMBITOS
MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL, amarrando pessoa física e pessoa
jurídica através destes cruzamentos e o pior, podem
FISCALIZAR OS ÚLTIMOS 5 ANOS !!!
2. Modernidade do Sistema:
Este sistema é um dos mais
modernos e eficientes já construídos no mundo e logo
estará operando por inteiro!!! Só para se ter uma
idéia, as operações relacionadas com cartão
de crédito e débito foram cruzadas em um pequeno grupo de
empresas varejistas no fim do ano passado, e a grande maioria deles
sofreram autuações enormes, pois as
informações fornecidas pelas operadoras de cartões
ao fisco (que são obrigados a entregar a
movimentação), não coincidiram com as declaradas
pelos lojistas. Este cruzamento das informações deve, em
breve, se estender o número muito maior de contribuintes, pois o
resultado foi 'muito lucrativo' para o governo.
3. Foco nas empresas do SIMPLES: Sua empresa é optante pelo SIMPLES?
Veja esta curiosidade inquietante:
TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO
REAL: Maioria das empresas de grande porte. Representam apenas 6% das
empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda
arrecadação nacional;
TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO
PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte.
Representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis
por 9% de toda arrecadação nacional;
TRIBUTAÇÃO PELO
SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil e respondem por apenas 6%
de toda arrecadação nacional. OU SEJA, é nas
empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois
é nela onde se concentra a maior parte da informalidade,
leia-se, sonegação!
4. Informalidade deverá diminuir:
Acredita-se que muito em breve, a
prática da informalidade tende a diminuir muito!A
recomendação é de que as empresas devem se
esforçar cada vez mais no sentido de ir acertando os detalhes
que faltam para minimizar problemas com o FISCO.
5. Supercomputador T-REX e Sistema Harpia:
FISCO APERTA O CONTROLE DOS
CONTRIBUINTES - A Receita Federal passou a contar com o T-Rex, um
supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o
software Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria
até a capacidade de aprender com o 'comportamento' dos
contribuintes para detectar irregularidades. O programa vai integrar as
secretarias estaduais da Fazenda, instituições
financeiras, administradoras de cartões de crédito e os
cartórios.
6. DIMOF:
Com fundamento na Lei Complementar
nº 105/2001 e em outros atos normativos, o órgão
arrecadador - fiscalizador apressou-se em publicar a
Instrução Normativa RFB nº 811/2008, criando a
Declaração de Informações sobre
Movimentação Financeira (DIMOF), pela qual as
instituições financeiras têm de informar a
movimentação de pessoas físicas, se a mesma
superar a ínfima quantia de R$ 5.000,00 no semestre, e das
pessoas jurídicas, se a movimentação superar a
bagatela de R$ 10.000,00 no semestre. A primeira DIMOF foi apresentada
em 15 de dezembro de 2008.
7. Declaração Imposto de renda já pronta pelo Fisco previamente:
IMPORTANTE: O acompanhamento e
controle da vida fiscal dos indivíduos e das empresas
ficará tão aperfeiçoado que a Receita Federal
passará a oferecer a declaração de Imposto de
renda já pronta, para validação do contribuinte, o
que poderá ocorrer já daqui a dois anos.
8. Primeira etapa já iniciada em 2008, 37.000 contribuintes:
Apenas para a primeira etapa da
chamada Estratégia Nacional de Atuação da
Fiscalização da Receita Federal para o ano de 2008 foi
estabelecida a meta de fiscalização de 37 mil
contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, selecionados
com base em análise da CPMF, segundo publicado em
órgãos da mídia de grande circulação.
9. Criação do Sistema Nacional de Informações Patrimoniais do contribuinte:
O projeto prevê,
também, a criação de um sistema nacional de
informações patrimoniais dos contribuintes, que poderia
ser gerenciado pela Receita Federal e integrado ao Banco Central,
Detran, e outros órgãos.
10. Penhora on line:
Para completar, já foi
aprovado um instrumento de penhora on line das contas correntes. Por
força do artigo 655-A, incorporado ao CPC pela Lei 11382/2006,
poderá requerer ao juiz a decretação
instantânea, por meio eletrônico, da indisponibilidade de
dinheiro ou Bens do contribuinte submetido a processo de
execução fiscal.
11. Revisão procedimentos e controles contábeis:
Tendo em vista esse arsenal, que vem
sendo continuamente reforçado para aumentar o poder dos
órgãos fazendários, recomenda-se que o
contribuinte promova revisão dos procedimentos e controles
contábeis e fiscais praticados nos últimos cinco anos.
12. A Receita está trabalhando mesmo.
Hoje a Receita Federal tem diversos
meios (controles) para acompanhar a movimentação
financeira das pessoas. Além da DIMOF, temos a DIRPF, DIRPJ,
DACON. DCTF, DITR, DIPI, DIRF, RAIS, DIMOB, etc. etc.. Ou seja,
são varias fontes de informações.
13. Testes do sistema há já dois anos:
Esse sistema HARPIA, já
estava em teste há 2 dois anos, e agora está trabalhando
pra valer. Com a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e do
SPED, que vai começar pra valer em 2009, ai é que a
situação vai piorar, ou melhor, melhorar a
arrecadação.
Todo cuidado é pouco: a
partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e
verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes
para comprovar os pagamentos, além das demais
preocupações, como lançar corretamente as
receitas, bens, etc.
Revistas do século 19 estão na internet
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs.
O Arquivo Público do Estado
de São Paulo disponibilizou recentemente na internet a
versão integral de 29 títulos de revistas produzidas no
final do século 19 e início de século 20. Ao todo,
são 192 exemplares, que podem ser consultados gratuitamente pelo
endereço www.arquivoestado.sp.gov.br/revistas.
A publicação mais
antiga é a "Revista da Academia de São Paulo", de 1859,
que traz artigos sobre educação, direito civis,
literatura e poesias.
O acervo, voltado para educadores e
estudantes, serve de fonte para pesquisas sobre eventos
históricos e mudanças culturais da sociedade
paulista.
Fonte: Folha de São Paulo
Projeto estabelece diretrizes para a valorização de professores
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:05 hs.
01/09/2009 - A Câmara vai
analisar o Projeto de Lei 5321/09, de autoria da deputada Professora
Raquel Teixeira (PSDB-GO), que estabelece diretrizes para a
valorização de profissionais da educação
pública de nível básico.
A deputada explica que, com a
revogação da Lei 9.424/96, que regulamentava o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de
Valorização do Magistério (Fundef), criou-se um
"vazio normativo" em relação à
qualificação de professores.
A lei do Fundef estabelecia normas
para a elaboração dos planos de carreira do
magistério do ensino fundamental. Já a lei que
regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb - Lei 11.494/07),
segundo a parlamentar, contém apenas "diretrizes curtas e
genéricas para os planos de carreira".
Concurso e progressão
Pela proposta, os planos de carreira
de profissionais do magistério devem prever pontos como ingresso
na carreira apenas por meio de concurso público, possibilidade
de progressão funcional e os requisitos necessários a
essa evolução. Dentre eles, o texto enumera
titulação, atualização permanente,
avaliação de desempenho e piso remuneratório
conforme o mínimo nacional.
De acordo com o projeto,
profissionais da educação básica devem ter carga
horária semanal de até 40 horas. No máximo 80%
desse tempo devem ser dedicados à sala de aula. O restante,
reservado para estudos, planejamento e avaliação.
Professores que atuem na sala de aula devem ter direito a férias
anuais de 45 dias.
Além de prever que as turmas
precisam ter número adequado de alunos, e cada profissional deve
responder por número de turmas compatível com sua jornada
de trabalho, a proposta determina que o Poder Público
ofereça transporte aos profissionais quando atuarem em
área não atendida por transporte coletivo.
Tramitação
O projeto foi encaminhado para
análise em caráter conclusivo das comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Educação e Cultura; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-5321/2009
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Ministério
da Educação usa critérios de
avaliação não previstos em lei e causa graves
consequências em centenas de instituições de ensino
superior
Fonte: Jornal da Educação
A avaliação das
universidades, centros universitários e faculdades é
regulada pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que instituiu
o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior), sendo disciplinada pelo Decreto
nº 5.773, de 9 de setembro de 2006.
São previstos três
processos: a avaliação interna, a
avaliação externa das instituições e dos
cursos e a avaliação dos estudantes.
A primeira é feita pela
própria instituição, através dos
métodos de auto-avaliação; a externa, pelo
Ministério da Educação (quando se tratam de
organizações mantidas pela União Federal ou pela
livre iniciativa) que prevê critérios de
verificação das condições de oferta e a
última, dos alunos, por meio de aferição do
desempenho acadêmico dos estudantes dos cursos de
graduação, que é feita por intermédio do
ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).
Essa estrutura legal é
perfeita e encontra cobertura tanto da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, como da Constituição
Federal.
Ocorre, contudo, que o Poder
Público não vem conseguindo exercer corretamente o seu
dever (o de avaliar, na forma da lei) as instituições e
cursos. Inicialmente, justificando falta de recursos financeiros, criou
taxa para verificação "in loco". O Congresso
Nacional acolheu a proposta e editou lei específica, fixando
valores, aliás significativos, para que o governo cumprisse com
sua obrigação. Considerando que inexistiram
questionamentos judiciais até o presente momento as mantenedoras
pagam para serem visitadas.
Mesmo assim, em face das
dificuldades da burocracia estatal, somada a outros fatores internos,
como a carência de avaliadores capazes de verificar o
funcionamento de 2.500 entidades e de mais de 26.000 cursos, o
Executivo resolveu criar mecanismos "simplificados", por meio de
portarias ministeriais que se chocam frontalmente com a lei.
Iniciou-se a fase dos indicadores
provisórios, índices de diversas categorias, conceitos
preliminares e estabeleceu-se um perverso ranking das escolas
superiores.
Agrava-se a situação
quanto não há um prévio direito dos avaliados a
conhecerem seus desempenhos. Os resultados são
anunciados através de "bravatas governamentais nacionalistas"
junto à grande imprensa, estampando resultados "preliminares"
que se tornam fatais para muitas universidades, centros e faculdades.
Nesse dia 31 de agosto o Brasil
conheceu mais um ilegal ranking cujas bases são mecanismos
definidos por técnicos da máquina
ministerial.
As consequências são
imediatas, com debandada de alunos que, naturalmente, confiantes da
informação oficial buscam suas transferências para
outras organizações mais bem pontuadas.
Mesmo que, por meio de recursos
administrativos ou judiciais esse quadro "legal" seja revertido, os
alunos já não mais existem e o caos social e
econômico se estabelece de forma generalizada, causando
redução de receita e inevitáveis demissões.
Impõe-se a
apuração de responsabilidades das práticas
abusivas e ilegais, especialmente num momento em que o País
necessita eliminar "atos secretos" e outras medidas sequer vistas em
épocas sombrias de nossa história.
(IPAE 001 - 09/09)
Conselhos de
representação profissional participação nos
processos de autorização e reconhecimento de cursos de
graduação
Fonte: Jornal da Educação
Os conselhos profissionais, que
têm a competência de exercer suas atribuições
no tocante ao exercício das atividades dos graduados em
nível técnico e superior, passarão a atuar nos
processos de autorização e reconhecimento dos cursos de
graduação que tramitam no Ministério da
Educação.
Essa prática, que já
vem ocorrendo com os cursos de Direito, Medicina, Odontologia e
Psicologia (através da Ordem dos Advogados do Brasil e do
Conselho Nacional de Saúde), interferirá fortemente nas
decisões educacionais.
A Secretaria de
Educação Superior acaba de firmar termos de
colaboração com os conselhos federais de Contabilidade,
Administração, Biomedicina, Educação
Física, Química, Farmácia, Biologia, Engenharia,
Arquitetura e Agronomia. Os mesmos terão acesso direto ao
sistema e-MEC e, com isso, invadirão privacidade dos projetos
acadêmicos das universidades, centros universitários e
faculdades federais e as mantidas pela livre iniciativa.
A partir do acordo, representantes
dos conselhos serão capacitados para acessar o sistema e-MEC,
onde poderão avaliar e opinar sobre a relevância,
pertinência e inovação dos cursos, durante o
processo de regulação.
Representa mais um desvirtuamento
das funções do Poder Público na área
avaliação da educação superior que define
responsabilidades. Além do mais retardará os
já burocráticos processos que tramitam nos
órgãos do Executivo.
Haverá, sem dúvida, o
viés da reserva de mercado das profissões. A
legislação estabelece funções bem definidas
e distintas para a formação acadêmica e para o
exercício profissional.
A medida, ao contrário do
anunciado pelo MEC, significa mais um atraso para a
educação brasileira, já emperrada por uma
fúria legislativa e por uma grande interferência do
Executivo nas instituições de ensino.
Segundo o Ministério da
Educação existem 26 mil cursos superiores em
funcionamento, onde estudam cerca de 6 milhões de alunos.
Dirigentes ibero-americanos discutem o futuro da educação
Fonte: Jornal da Educação
Representantes de 20 países
ibero-americanos, entre vice-ministros e dirigentes de
ministérios da educação, estiveram reunidos nesta
segunda-feira, 21, em Brasília, para conhecer e discutir o texto
das Metas 2021: a Educação que Queremos para a
Geração dos Bicentenários. O estudo foi elaborado
para consolidar o alcance das metas acertadas pelos ministros na
18ª Conferência Ibero-Americana de Educação,
que ocorreu em El Salvador, em maio de 2008.
Desenvolvidas de acordo com os
desafios de cada região, as metas devem nortear a melhoria da
qualidade da educação em cada país até
2021. No caso do Brasil, de acordo com o secretário-executivo do
Ministério da Educação, Henrique Paim, as metas
educativas para 2021 coincidem com aquelas já previstas no Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em
abril de 2007, e devem ser alcançadas dentro do prazo.
“O orçamento do
Ministério da Educação cresceu 130% de 2003 a 2010
e passou de R$ 23 bilhões para R$ 53 bilhões”,
enfatizou. “Com o fim da DRU para a educação,
garantiremos recursos suficientes para cumprir as metas”, disse,
referindo-se à desvinculação dos recursos da
União, que retira cerca de R$ 7 bilhões anuais da
área para investimento em outros setores.
Para o secretário-geral da
Organização dos Estados Ibero-Americanos para
Educação, Ciência e Cultura (OEI), Álvaro
Marchesi, entre os países envolvidos no acordo, o Brasil
é um exemplo de financiamento da educação.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é novamente alterada
Fonte: Jornal da Educação
O Governo Federal editou no ultimo
dia 27 de agosto a Lei 12.020, modificando o artigo 20 da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional no tocante
às escolas comunitárias. Aliás é a segunda
modificação feita no mesmo dispositivo eis que, em 2005,
havia sido baixada a Lei 11.183.
A nova norma permite que as
entidades comunitárias possam ser criadas também por
cooperativas educacionais, sem fins lucrativos.
Na versão inicial, de 1996,
havia a possibilidade de criação por cooperativa de
professores e alunos; em 2005, passou a ser possível que
fossem também instituídas por cooperativas de pais e
agora, substituem-se os termos por cooperativas educacionais. Na
prática a nova lei não traz nenhum reflexo para as
entidades já existentes.
Comissão ouve ministro da Educação sobre reforma universitária
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão Especial da
Reforma Universitária realiza nesta terça-feira (1º)
audiência pública com a presença do ministro da
Educação, Fernando Haddad. A comissão foi criada
para propor um novo modelo de gestão para as universidades
públicas e privadas no País. Será analisado o
Projeto de Lei 4212/04, do deputado Átila Lira (PSB-PI), e
outros que tramitam em conjunto.
Entre eles, o projeto de reforma
universitária encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 2006
(PL 7200/06) e a proposta (PL 5175/09) apresentada pela Comissão
de Legislação Participativa por sugestão da
União Nacional de Estudantes (UNE). O presidente da
comissão é o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES). O relator
é o deputado Jorginho Maluly (DEM-SP).
Docentes são o diferencial das melhores
Fonte: Clipping Educacional - Folha de São Paulo, 01/09/2009 - São Paulo SP
Na escola de
administração da FGV-Rio, a primeira entre 1.613
instituições, todos os professores de tempo integral
são doutores. Na Unifesp, de seus cerca de 900 professores, 93%
são doutores e 59% trabalham em tempo integral na universidade
DA SUCURSAL DO RIO / DA REPORTAGEM LOCAL / DA AGÊNCIA FOLHA
As instituições que
lideram o ranking de avaliação do Ministério da
Educação atribuem o bom desempenho, sobretudo, à
formação dos professores. Na Ebape (Escola Brasileira de
Administração Pública e de Empresas), da
Fundação Getúlio Vargas, no Rio, que é a
melhor instituição entre as 1.613 avaliadas, todos os
professores de tempo integral são doutores que mantêm
projetos de pesquisa. "Essa pesquisa é revertida em novos
conhecimentos, novas abordagens, que são usadas na
graduação", diz o diretor Flávio Vasconcelos.
Segundo ele, o bom resultado também está ligado à
decisão de manter a escola em um tamanho relativamente pequeno
para focar na qualidade. A instituição oferece apenas
graduação em administração de
empresas e pós-graduação em
administração de empresas e administração
pública. Somente 50 alunos ingressam a cada semestre. A
mensalidade fica em torno de R$ 1.500. A Unifesp (Universidade Federal
de São Paulo), que foi a primeira entre as universidades,
afirmou ontem que não poderia comentar o assunto porque
não havia recebido o resultado oficial do ministério. No
entanto, alguns números ajudam a explicar seu desempenho. De
seus cerca de 900 professores, 93% são doutores e 59% trabalham
em tempo integral na universidade. A Unifesp surgiu na década de
1930 com o nome de Escola Paulista de Medicina. Nos últimos
anos, expandiu a variedade de cursos e deixou de ser uma
instituição de ensino voltada apenas para saúde.
Oferece graduação, por exemplo, em letras, serviço
social, psicologia e filosofia. Tanto o Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina
quanto o Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia Sul-rio-grandense, classificados em primeiro e segundo como
melhores centros universitários do país, também
citam a qualidade e a capacitação de professores e
servidores como essenciais para a boa avaliação, segundo
os dirigentes. Já na PUC-Rio, que obteve a melhor nota entre as
universidades privadas, o reitor Jesus Hortal Sanches aponta a
integração entre os diferentes departamentos como um dos
principais pontos positivos.