
14/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar
Proposta de
alteração da Resolução CNE/CES Nº 1
que estabelece normas para o funcionamento de cursos de
pós-graduação
Ministério da
Educação edita portaria credenciando, por
critérios diferenciados 49 instituições
públicas, para programas de educação à
distância
Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina
ABED lança Prêmio de Jornalismo
Homologação de Pareceres CNE
II Concurso Estadual de Plano de Negócios
UNE quer que metade dos recursos do pré-sal sejam aplicados em educação
Pós em hospitais pode ser vetada
Entidades podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização
Seguridade aprova abatimento de até 50% da dívida com o Fies
Novas regras aproximam mestrado profissional do mercado
Ensino católico nas escolas não pode ser substituído
Três novas leis alteram a LDB
MPE recorre de decisão sobre cobrança de mensalidades na Unitins
Professores têm estratégias para detectar plágio ou fraude em monografia
MEC divulgada
relação de entidades aptas à
execução de ações do programa de
alfabetização
Acadêmica terá indenização por cursar um semestre a mais
Pesquisa mostra quanto o brasileiro gasta em livros
Área contábil concentra profissionais com idade superior a 30 anos
Universidade para mais gente
Aumenta número de estudantes brasileiros no exterior
SEB anuncia venda da Sociedade Educacional de Goiânia Ltda.
Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil
A crise e a competitividade
Brasil pretende ter maior empresa de soluções educacionais da América Latina
Revolução na escola
Crise faz Harvard e Yale perderem R$ 32 bilhões
A turma que não quer ter chefe
Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Verba privada para inovação precisa aumentar 5 vezes
Estados têm 15 dias para sugerir ao MEC mudanças em programa do ensino médio
OCDE diz que Alemanha precisa investir mais em educação
Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 10/09/2009
Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar
A qualidade do ensino, as
mensalidades e a inadimplência são alguns dos assuntos
abordados pelos repórteres Leandro Andrade e Wellington
Mesquita, da Jovem Pan Online, na entrevista com José Augusto de
Mattos Lourenço, presidente da Fenep (Federação
Nacional das Escolas Particulares) e vice-presidente do Sieeesp
(Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São
Paulo). Lourenço põe em dúvida a validade do Enade
(Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), a avaliação
do ensino superior feita pelo MEC (Ministério da
Educação). Ele diz que o baixo desempenho dos
estudantes se deve ao fato de que eles são obrigados a
comparecer ao exame, mas não a responder todas as
questões. Para o professor, se a nota fosse para o
histórico escolar, os alunos não boicotariam o exame.
(Jovem Pan Online)
Proposta de
alteração da Resolução CNE/CES Nº 1
que estabelece normas para o funcionamento de cursos de
pós-graduação
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Ministério da Educação
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 10 de Setembro de 2009
Nos termos do art. 2o da Lei no
9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da
Educação, HOMOLOGA o Parecer no 247/2009
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/pces247_09.pdf, da Câmara de
Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação, que aprova os Projetos de
Resolução anexos a este Parecer, que tratam,
respectivamente, da alteração da Resolução
CNE/CES No-1, de 3 de abril de 2001
http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/resolucao12001.pdf, que
estabelece normas para o funcionamento de cursos de
pós-graduação, e da Resolução
CNE/CES No- 8, de 4 de outubro de 2007
http://www.ufmg.br/prograd/arquivos/docs/resCes008_07.pdf, que
estabelece normas para a revalidação de diplomas de
graduação expedidos por estabelecimentos estrangeiros de
ensino superior, conforme consta do Processo no 23001.000188/2009-28.
FERNANDO HADDAD.
Ministério
da Educação edita portaria credenciando, por
critérios diferenciados 49 instituições
públicas, para programas de educação à
distância
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O Ministro da Educação
editou neste dia 4 de setembro (e publicou no DOU de 8) a Portaria 859
que "credencia em caráter experimental" num único ato, 49
instituições públicas, para atuarem no campo da
EAD.
Desse universo, 13 nunca atuaram no setor.
Dentre elas muitas das piores
avaliadas pelo próprio MEC. A listagem, que era de 210, passa
para 223, numa única "penada" sendo lamentável que isso
aconteça. Para as IES privadas há uma longa série
de exigências e os processos demoram, no mínimo, dois
anos. Para as estatais, dispensam-se todas as exigências.
A fundamentação citada
na Portaria é errônea eis que a LDB permite a
existência de instituições experimentais,
entretanto não admite a figura criada pelo MEC.
Não devemos ser contra a expansão, mas é inadmissível que tenhamos dois pesos e duas medidas.
Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina
Fonte: Jornal da Educação IPAE
No Dia Internacional da
Alfabetização, o Brasil aparece como o país com o
maior número de analfabetos na América Latina, apesar de
alguns progressos, segundo dados divulgados pela
Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura.
No total, 14,1 milhões de
brasileiros, o que equivale a 10,5% da população maior de
15 anos, não saber ler nem escrever. No mundo, são 776
milhões de adultos nesta situação. Na
última década, o Brasil reduziu essa taxa em cinco pontos
percentuais. Porém, em números absolutos, essa
diminuição significa a alfabetização de
apenas dois milhões de pessoas. Em 2003, o governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva lançou um programa para
promover a alfabetização da população
adulta centrado em municípios com taxas de analfabetismo
superiores a 25%, sendo que a maioria deles fica na região
Nordeste.
De acordo com os dados cedidos pelos
governos latino-americanos e reunidos pela Unesco, a América
Latina tem 25 milhões de analfabetos, principalmente no Brasil e
México, os países mais populosos. Por outro lado,
há nações que avançaram bastante no tema.
Hoje, o Equador foi o sexto país latino-americano a anunciar que
está livre do analfabetismo. Os outros são Argentina,
Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.
ABED lança Prêmio de Jornalismo
Fonte: Jornal da Educação IPAE
A Associação
Brasileira de Educação a Distância – ABED,
com o apoio do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial – instituiu o “Prêmio ABED SENAI de
Jornalismo”, que terá lançamento de sua primeira
edição este ano. O Prêmio tem como objetivo
valorizar o trabalho realizado pelos veículos de
comunicação e seus profissionais, além de destacar
os trabalhos jornalísticos de qualidade e incentivar a
divulgação de informações relevantes sobre
o setor educacional.
Foram definidas quatro categorias:
publicações impressas, matérias televisivas,
matérias radiofônicas e Internet. Poderão concorrer
trabalhos jornalísticos realizados a partir de 1° de janeiro
de 2009. As inscrições serão aceitas até 20
de outubro e devem ser realizadas através do site:
www.abed.org.br/jornalismo2009/formulario.html. Mais
informações pelos telefones: (11) 3825-7171 / 3825-6939.
Homologação de Pareceres CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:48 hs.
Publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, p. 8-9, de 11 de setembro de 2009.
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 10 de Setembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei
nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da
Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 15/2009, do Conselho
Pleno do Conselho Nacional de Educação, que responde
consulta de interesse do Sindicato dos Professores do Estado de
Goiás (SINPRO-GO), sobre a categoria profissional do professor
de curso livre e de Educação Profissional Técnica
de Nível Médio, com base no Plano Nacional de
Educação, conforme consta do Processo nº
23001.000236/2008-05.
Nos termos do art. 2º da Lei
nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da
Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 164/2009,
Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação, que responde consulta de interesse do
Ministério Público Federal/Procuradoria da
República no Município de Bauru/SP, sobre
regulamentação da cobrança de taxas relativa a
emissões e expedições de conteúdo
programático e históricos prestados pelas
instituições de Ensino Superior, conforme consta do
Processo nº 23001.000124/2009-27.
II Concurso Estadual de Plano de Negócios
Fonte: Diário Catarinense
O plano de negócios pode
render uma viagem aos estudantes regularmente matriculados em
Instituições de Ensino Superior do estado e seus
orientadores. O 2º Concurso Estadual Plano de Negócios
promovido pelo Sebrae/SC oferece uma viagem técnica ao Vale do
Silício, nos EUA, aos quatro primeiros colocados. As
inscrições ficam abertas até dia 9 de outubro pelo
site sebrae-sc.com.br/concurso. Produzido por meio do portal, o
candidato tem direito a cinco horas de consultoria gratuita para
finalização do plano de negócios com data definida
até dia 16 de novembro. Informações pelo site
www.apoiocomunicacao.com.br e pelo telefone (48) 3223-4647.
UNE quer que metade dos recursos do pré-sal sejam aplicados em educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:26 hs.
A destinação da metade
dos recursos provenientes daextração do petróleo
da camada pré-salpara a educação é uma das
principais bandeirasda nova diretoria da União Nacional dos
Estudantes(UNE).
Segundoo novo presidente da
entidade, Augusto Chagas, o tema surgiu commuita força nas
últimos debates entre os estudantes."Com certeza, [a
educação] é a políticapública que
mais tem condições de superardesigualdades, de ajudar a
construir uma sociedade mais igualitária.Por isso, nós
achamos muito justo que 50% desses recursos sejamaplicados em
educação", disse Chagas em entrevista Agência
Brasil durante a cerimônia de posse.
A regulamentação da
meia-entrada para estudantes em eventos culturais é outra
prioridade da UNE. Para Chagas, "da maneira como está hoje, a
meia-entrada é um direito que foi atacado".
O novopresidente da
instituição comentou ainda osresultados da
avaliação do ensino superior, divulgadospelo
Ministério da Educação na semanapassada. De acordo
com os dados, um em cada três cursos teve
notainsatisfatória no Conceito Preliminar de Curso (CPC).
AugustoChagas atribui os resultados a uma visão de ensino
quedá prioridade ao lucro, uma vez que o mau desempenho se
concentra noensino particular.
"A faltade
regulamentação desse setor [educação] tem
permitido universidades e cursos com tão poucaqualidade. Essas
instituições estão muito aserviço do lucro
dos seus proprietários e poucocompromisso com a qualidade",
considerou. Entre oscursos que obtiveram notas ruins no Exame Nacional
de Desempenho dosEstudantes (Enade) - um dos critérios que
compõem o CPC - 74% eram privados.
Fonte: Agência Brasil
Pós em hospitais pode ser vetada
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:40 hs.
Parecer do conselho de
educação proíbe curso de
especialização em institutos e fundações
SIMONE IWASSO
Entidades como hospitais,
fundações e institutos podem ser proibidas de oferecer
cursos de especialização lato sensu, reconhecidos pelo
Ministério da Educação, caso parecer aprovado pelo
Conselho Nacional de Educação seja homologado pelo
ministro Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150
instituições do País, como os hospitais
Sírio Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência
Portuguesa, escolas de negócios como Fia, Fipe, BSP e Dom
Cabral, e outras como Escola Paulista de Magistratura e Escola Superior
do Ministério Público.
A proposta do conselho é que
as autorizações dadas a essas instituições
sejam revogadas a partir do ano que vem, abrindo espaço para que
os programas continuem sendo oferecidos como cursos livres. Neste
modelo, não há necessidade de autorização
para abertura da escola, não existem critérios para seu
funcionamento e o certificado não é reconhecido pelo
ministério - semelhante ao que ocorre com cursos de idiomas e
artes. A justificativa do conselho para o parecer está na
proliferação de entidades que pedem o credenciamento sem
terem tradição de excelência na área de
atuação, com fins meramente comerciais. “O
credenciamento especial se desvirtuou de seu objetivo, que era atender
apenas centros de excelência e notório saber”,
afirma Milton Linhares, um dos relatores do parecer e ex-vice-reitor da
Universidade Bandeirantes. “Hoje instituições de
alto nível em suas áreas não precisam da chancela
do poder público para mostrar que têm credibilidade. Quem
é bom, vai continuar bom.”
Para Antonio Carlos Ronca,
também relator do texto e ex-reitor da PUC-SP, é melhor
que o próprio mercado e a sociedade se encarreguem de dizer
quais são os cursos bons e os ruins, sem envolver o
ministério na autorização e sem o carimbo
governamental no certificado. “É preciso desregulamentar a
intervenção do Estado nas coisas onde essa
regulamentação não é importante”,
defende.
Os críticos da medida afirmam
que por trás da iniciativa está uma forte briga pelo
mercado de especializações. “Esses cursos
são importantes para a educação continuada e para
a atualização profissional”, diz Paulo Monteiro
Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do conselho e
professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ele deu um voto
contrário ao parecer. Na avaliação dele, tirar a
chancela dos cursos em entidades apenas fará com que
universidades e faculdades tenham uma nova fonte de renda emprestando
seu nome a eles. Sem emitir certificados reconhecidos, elas teriam de
pagar a alguma universidade.
Oferta de cursos cresce 15% ao ano desde 2001
Desde 2001, o credenciamento
especial de hospitais, fundações e institutos
profissionais para oferta de cursos de especialização
lato sensu cresceu 15% ao ano, representando atualmente 5% de todas as
instituições de ensino superior do País. Para se
ter uma ideia, são cerca de 150 entidades do tipo num universo
onde existem 183 universidades, segundo dados de levantamento do
Conselho Nacional da Educação.
“É um mercado que tem
se expandido, mas a solução não é extinguir
toda a modalidade”, afirma o consultor Carlos Monteiro, da CM
Consultoria. “Seria melhor criar uma espécie de
avaliação para o setor.”
Hoje, esses cursos são
avaliados apenas no momento de sua abertura e na hora em que pedem o
recredenciamento, num processo semelhante ao que ocorre com as
especializações dadas por universidades e faculdades.
Apenas a especialização stricto sensu, que forma mestres
e doutores, é avaliada constantemente pelo governo.
“É um grande
equívoco, há entidades sérias, com alto
nível de excelência e que atuam em áreas muito
específicas”, afirma Roberto Padilha, diretor do Instituto
de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês.
Fonte: Jornal da Tarde - SP
Entidades podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs.
Parecer do conselho de
educação impede hospitais e fundações de
abrirem vagas; decisão final depende do MEC
Simone Iwasso
Entidades como hospitais,
fundações e institutos podem ser proibidas de oferecer
cursos de especialização lato sensu, reconhecidos pelo
Ministério da Educação, caso parecer aprovado pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE) seja homologado pelo
ministro Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150
instituições do País, como os hospitais
Sírio-Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência
Portuguesa, escolas de negócios como FIA, Fipe, BSP e Dom Cabral
e outras como Escola Paulista de Magistratura e a Superior do
Ministério Público.
A proposta do conselho é que
as autorizações dadas a essas instituições
sejam revogadas a partir de 2010, abrindo espaço para que os
programas continuem sendo oferecidos como cursos livres. Nesse modelo,
não há necessidade de autorização para
abertura da escola, não existem critérios para seu
funcionamento e o certificado não é reconhecido pelo
ministério - semelhante ao que ocorre com cursos de idiomas e
artes.
A justificativa do CNE para o
parecer está na proliferação de entidades que
pedem o credenciamento com fins meramente comerciais, sem
tradição de excelência na área de
atuação. "O credenciamento especial se desvirtuou de seu
objetivo, que era atender apenas centros de excelência e
notório saber", afirma Milton Linhares, um dos relatores do
parecer e ex-vice-reitor da Universidade Bandeirantes. "Hoje,
instituições de alto nível em suas áreas
não precisam da chancela do poder público para mostrar
que têm credibilidade. Quem é bom vai continuar bom."
Para Antonio Carlos Ronca,
também relator do texto e ex-reitor da PUC-SP, é melhor
que o próprio mercado e a sociedade se encarreguem de dizer
quais são os cursos bons e os ruins, sem envolver o
ministério na autorização.
"É preciso desregulamentar a
intervenção do Estado nas coisas em que a
regulamentação não é importante", defende.
Os críticos da medida afirmam
que por trás da iniciativa há uma briga pelo mercado de
especializações - nos últimos anos, muitas
universidades abriram unidades voltadas para esses cursos,
principalmente nas áreas de saúde, economia e
administração. "Esses cursos são importantes para
a educação continuada e para a atualização
profissional", diz Paulo Monteiro Barone, presidente da Câmara de
Ensino Superior do conselho e professor da Universidade Federal de Juiz
de Fora. Ele deu um voto contrário ao parecer.
"A maioria desses cursos aborda
temas que não estão na agenda das universidades e devem
ser ofertados em abundância, com qualidade." Na
avaliação de Barone, tirar a chancela fará com que
universidades tenham uma nova fonte de renda emprestando seu nome a
eles. É que, sem emitir certificado reconhecido, as
instituições teriam de pagar uma parte da renda a alguma
universidade para que ela faça isso.
Fonte: O Estado de São Paulo
Seguridade aprova abatimento de até 50% da dívida com o Fies
Fonte: Jornal da Educação IPAE
A Comissão de Seguridade
Social e Família aprovou nesta quarta-feira (9) proposta que
permite a redução da dívida com o Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) de
mutuários formados em Direito que prestarem serviços para
a Defensoria Pública; de formados em cursos de Licenciatura que
derem aulas na rede pública de educação
básica; e de formados em ciências de saúde que
exerçam sua profissão em municípios onde haja
carência de profissionais e serviços básicos de
saúde.
A proposta também estende os
financiamentos do Fies aos alunos de nível médio de
cursos profissionalizantes. Permite ainda a utilização do
saldo de conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS), em nome do mutuário do Fies, para
amortização ou liquidação do saldo devedor.
O texto aprovado foi o substitutivo
do deputado Jofran Frejat (PR-DF) para os projetos de lei 5413/09, do
Poder Executivo; 4881/09, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), e cinco
outros apensados. A proposta tramita simultaneamente nas
comissões e no Plenário, por estar submetida ao regime de
urgência constitucional, sendo uma das que trancam a pauta de
votações, em razão do prazo de
tramitação vencido.
Novas regras aproximam mestrado profissional do mercado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:12 hs.
Com mudanças, número de mestres no País deve aumentar
Exigências para mestrados profissionais
- apresentar estrutura curricular
objetiva e enfatizar a articulação entre conhecimento
atualizado, domínio da metodologia e aplicação
orientada para o campo de atuação profissional;
- ter tempo de titulação de no mínimo um e no máximo dois anos;
- possibilitar a inclusão de
atividades curriculares estruturadas das áreas das
Ciências Sociais Aplicadas correlatas com o curso, tais como
legislação, comunicação,
administração e gestão, ciência
política e ética;
- conciliar a proposta ao perfil dos candidatos e ao curso;
- ter corpo docente integrado por
doutores, profissionais e técnicos com experiência em
pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação;
- apresentar normas bem definidas de
seleção dos docentes responsáveis pela
orientação dos alunos;
- comprovar carga horária docente e condições de trabalho compatíveis com as necessidades do curso;
- prever a defesa apropriada na etapa de conclusão do curso;
- prever a exigência de
apresentação de trabalho de conclusão de curso,
tais como dissertação, revisão sistemática,
artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos
técnicos, etc.
Confira a íntegra da Portaria Normativa Nº 7, de 22 de junho de 2009.
http://www3.universia.com.br/materia/img/ilustra/2009/set/artigos/port_mestrado_profissional_.pdf
Por Larissa Leiros Baroni
Após 11 anos da
implantação dos primeiros mestrados profissionais no
Brasil, a modalidade stricto sensu ganha regras de credenciamento e de
avaliação próprias distintas das utilizadas
atualmente para o mestrado acadêmico. O vínculo e as
influências deste, até então muito fortes no
processo de construção dos programas profissionalizantes,
foram quebrados a partir da publicação da Portaria
Normativa nº 7, no último dia 22 de junho. A medida adotada
pelo MEC (Ministério de Educação) promete expandir
esse tipo de mestrado, ainda inexpressivo, no País.
Segundo a Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior) os cursos de mestrado profissional representam
apenas 9,41% das pós-graduações stricto sensu por
ela recomendados. Dos 2.793 programas avaliados, 260 são
voltados à formação de mestres profissionais. A
maior concentração da modalidade está no Sudeste,
que mantém 141 opções. Na seqüência
aparecem as regiões Sul (55), Nordeste (39), Centro Oeste (18)
e, por fim, a Norte (7).
Na opinião do presidente da
Câmara de Educação Superior do CNE/MEC (Conselho
Nacional de Educação), Paulo Barone, a expansão do
mestrado profissional no Brasil foi emperrada pelas fortes
influências que a modalidade sofreu dos programas
acadêmicos. "O curso não tinha identidade própria.
Portanto, não era compreendido por algumas áreas do
conhecimento, tais como o Direito e a Educação", relata
ele, bastante otimista em relação às novas normas.
"Os estímulos previstos tendem, no entanto, a mudar o quadro da
modalidade no Brasil", acredita.
Estímulos que, segundo
Barone, passam pela flexibilidade na concepção dos
mestrados. "Cada comitê de área irá criar as normas
de acordo não só com as necessidades científicas e
acadêmicas, mas principalmente vinculadas à
aproximação das demandas do mercado de trabalho. As
especificidades de cada setor serão preservadas", descreve o
presidente.
De acordo com o ministro da
educação, Fernando Haddad, o viés acadêmico
na avaliação será abolido a partir da
criação de uma área específica na Capes
para analisar o mercado profissional. "Por falta de parâmetros,
houve a proliferação de cursos de
pós-graduação lato sensu no País que
poderiam ser regidos pelas normas do mestrado profissional. O
procedimento atrasa a trajetória de muitos profissionais que se
vêem obrigados a fazer especialização e, ao
decidirem caminhar em direção ao doutorado, necessitam
passar pelo mestrado acadêmico", justifica Haddad, em entrevista
ao site do ministério.
Apesar da possibilidade de algumas
especializações se transformarem em mestrados
profissionais, a pró-reitora de
pós-graduação e pesquisa da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de janeiro), Angela Uller, garante que uma modalidade
não substitui a outra. Segundo ela, os cursos lato sensu
são feitos para executivos que não têm interesse de
seguir para o doutorado ou não têm disponibilidade para
dedicação intensiva ao estudo, como exige o mestrado
profissional. "São itens distintos no cardápio de
formação das instituições de Ensino",
compara.
Os ganhos da criação
de uma área específica para avaliação dos
cursos de mestrado profissional serão mútuos. De um lado,
a academia poderá ampliar a interação com o mundo
do trabalho. Do outro, os alunos que terão a oportunidade de
consolidar a formação e, caso necessário, seguir
direto para o doutorado. O Governo, segundo Barone, também
terá benefícios. "A iniciativa nos ajudará a
alcançar, com vantagem, as metas do plano anual da
pós-graduação por meio da ampliação
do número de mestres e doutores formados", pontua.
Novas regras
Dentre as principais normas prevista
na portaria nº 7, destacam-se as possibilidades de trabalhos de
conclusão de curso, que vão além da
dissertação. "As alternativas incluem a
produção de patentes, registros de propriedades
intelectuais, projetos técnicos, publicações
tecnológicas, desenvolvimento de aplicativos, materiais
didáticos e instrucionais e a produção
artística", apresenta o ministro.
Para a coordenadora do Projeto de
Mestrado Profissional da ESPM (Escola de Propaganda e Marketing) de
Porto Alegre, Iara Silva, a medida aproxima o programa das necessidades
do mundo dos negócios. "O objetivo do curso não é
produzir ciência, mas conhecimento aplicado, o que pode trazer
mudanças para o mercado de trabalho", enfatiza ela que
também acredita no aumento da aplicabilidade dos projetos
desenvolvidos pelos novos mestres.
A composição do corpo
docente é outra novidade. A mudança, de acordo com a
coordenadora adjunta do mestrado profissional em Ensino de
Ciência e Matemática da PUC-Minas (Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais), Agnela Giusta,
representa o alinhamento da finalidade da modalidade com sua
avaliação. "Não havia congruência entre
esses elementos. Por que, por exemplo, exigir a
publicação de artigos científicos se a
produção técnica de peso seria muito mais
útil para contribuir com a formação desses
mestres?", questiona.
As novas regras, no entanto,
permitem que o quadro de professores dos mestrados profissionais
não seja composto exclusivamente por mestres e doutores, como
é exigido nos programas acadêmicos. A
formação docente, segundo Haddad, será mista. "Uma
fração dos profissionais deverá ter reconhecida
experiência profissional e a outra parcela será composta
por professores portadores do título de doutor. Mesmo os
titulados deverão ter formação específica
na área do mestrado profissional", explica.
A medida, a princípio,
poderá provocar desconfiança por partes de alguns
setores, conforme diz o presidente da Câmara de
Educação Superior. "Há pessoas que erroneamente
associam a qualidade de um curso com a titulação dos seus
docentes", aponta Barone que garante que a formação do
corpo-docente dos mestrados profissionais não
comprometerá o ensino do programa. "Além disso, a Capes,
na função de guardiã, irá resguardar a
qualidade de todos os programas stricto sensu brasileiros, inclusive os
de mestrado profissional", diz.
Agnela concorda com ele e diz que o
doutorado não coincide com competência. "Existem
habilidades fora das titulações também. E as
instituições precisam ter bom senso para explorar as duas
possibilidades de expansão do aprendizado", recomenda. O
mestrado profissional deve ter a visão científica dos
titulados, mas também precisa dos conhecimentos práticos
de um profissional com vasta experiência no mercado de trabalho.
"Não quer dizer, no entanto, que esse professor sem
titulação seja leigo e não tenha
instrução", completa.
Com a diferenciação
das regras entre mestrados acadêmicos e profissionais, muitas
áreas podem ser beneficiadas. No caso da Saúde, por
exemplo, qualificam-se para o oferecimento dos mestrados profissionais
os programas de residência médica ou multiprofissional. "A
medida irá abreviar a formação dos médicos,
que geralmente precisam fazer a residência e, caso queiram optar
pela carreira acadêmica, passar pelo mestrado acadêmico e
só depois seguir para o doutorado", diz Barone.
O título de mestre obtido nos
mestrados profissionais recomendados e avaliados pela Capes e
credenciados pelo CNE terão validade nacional. E, de acordo com
a portaria, os mestres terão os mesmos direitos concedidos aos
portadores da titulação nos cursos de mestrado
acadêmico. "A modalidade visa capacitar profissionais
qualificados para o exercício da prática profissional
avançada, além de contribuir para o aumento da
competitividade e produtividade de empresas, organizações
públicas e privadas", explica o pró-reitor de
pós-graduação da UFSCar (Universidade de
São Carlos), Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira.
Apresentação de propostas
As propostas de cursos de mestrado
profissional deverão ser apresentadas à Capes mediante
preenchimento do formulário APCN-MP (Aplicativo para Cursos
Novos - Mestrado Profissional), disponível no site da
agência. O calendário para a submissão dos
projetos, referente ao ano acadêmico 2009, já está
encerrado. A abertura do próximo processo de
avaliação está prevista para dezembro de 2009.
De acordo com Barone, as propostas
poderão ser encaminhadas pelas instituições de
Ensino - públicas ou privadas -, centros de pesquisas e
empresas. Os cursos de mestrado profissional já existentes devem
providenciar, ao longo do triênio, as mudanças e
atualizações que se mostrem necessárias para
adequação ao novo regulamento.
O presidente da Câmara de
Educação Superior do CNE acredita que a
repercussão da portaria será maior entre os centros de
pesquisas e as instituições privadas de Ensino. "A IFES
(Instituições Federais de Ensino Superior) levarão
um pouco mais de tempo para atender a essa demanda, principalmente por
causa da tradição do mestrado profissional", supõe
Barone. "Os verdadeiros reflexos, no entanto, só serão
colhidos em médio prazo, assim que os primeiros cursos forem
avaliados e os primeiros mestres forem formados", acrescenta.
Fonte: Portal Universia
Ensino católico nas escolas não pode ser substituído
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O ensino da religião
católica nas escolas não poderá ser
substituído por matérias como história das
religiões, de ética ou de cultura religiosa segundo
informou o governador regional da Congregação Vaticana
para a Educação Católica, Zenon Grocholewski. A
carta, enviada às conferências episcopais em maio, foi
publicada pelo diário La Repubblica nesta quinta-feira (10).
Grocholewski descreveu na carta que
isso significaria "dano e marginalização dos estudantes
que pedem para estudar a religião católica". Ainda
segundo a carta, o ensino da religião "não pode estar
limitado a uma exposição das distintas religiões,
em modo comparativo ou neutro", mas deve concentrar-se no ensino da
religião católica, acrescenta.
No final do mês de agosto, a
Câmara dos Deputados regulamentou o direito à liberdade
religiosa, em projeto que repete diversos artigos do acordo entre o
Brasil e o Vaticano, adaptando-os a todas as religiões. Entre os
artigos, está a questão do ensino religioso. Em vez de
proibir a discriminação de qualquer credo na
aplicação dessa disciplina nas escolas públicas
(como aconteceu no caso do acordo com o Vaticano), o projeto
proíbe o proselitismo, que é a atividade de catequizar
uma pessoa.
Três novas leis alteram a LDB
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:48 hs.
Só em agosto, foram
sancionadas três leis que alteram a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB). A primeira delas (Lei 12.013) obriga, com
justiça, que as informações feitas pela escola
sejam comunicadas igualmente para a mãe e o pai, quando eles
não viverem juntos.
Na segunda mudança (Lei
12.014), o artigo 61 passou a definir o "profissional de
educação". Incluem-se nessa "categoria" os profissionais
com habilitação para lecionar na educação
infantil a ensino médio; os pedagogos habilitados em
administração, planejamento, supervisão,
inspeção e orientação educacional e os
"portadores de diploma de curso técnico ou superior em
área pedagógica ou afim habilitados" que atuam na
área educacional.
Em 2006, o artigo 67 da LDB foi
alterado para incluir como "função de magistério"
a direção, coordenação e assessoramento
pedagógico, numa tentativa de estender também a esses
profissionais a aposentadoria constitucional aos 25 ou 30 anos de
serviço. A partir de uma ação que questionava a
constitucionalidade da lei, o Supremo Tribunal entendeu que apenas os
professores que passaram a ocupar tais funções poderiam
aposentar-se com menor tempo de serviço.
"Cooperativas educacionais"
A terceira mudança circula
por um ambinete pantanoso. Publicada em 28/08, a (Lei 12.020) altera o
artigo 20 da LDB incluindo as "cooperativas educacionais" como
modalidade de escola comunitária.
A LDB classifica as escolas privadas
em quatro categorias: particulares, confessionais, filantrópicas
e comunitárias. Estas três últimas podem receber
recursos públicos, desde que comprovem ter finalidade
não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em
educação. Até então, eram classificadas
como comunitárias as cooperativas constituídas apenas por
pessoas vinculadas ao processo educativo. Originalmente, a lei tratava
de professores e de alunos. Em 2005, passou a incluir também os
pais.
A nova redação
substituiu a expressão "cooperativas de pais, professores e
alunos" por "cooperativas educacionais". Tecnicamente, qualquer pessoa
ou grupo pode montar uma, desde que inclua, na mantenedora,
"representantes da comunidade", o que, convenhamos, é um termo
bastante vago.
A mudança, portanto,
não é semântica. O novo conceito enquadra um maior
número de estabelecimentos de ensino credenciados a ter acesso a
dinheiro público. Se não houver cuidado, essa
flexibilização poderá resultar em aumento da
transferência da Viúva para a iniciativa privada.
Vínculo empregatício
As cooperativas - não apenas
as educacionais - tiveram grande expansão nos anos 90 e hoje
estão longe da idéia romântica de o trabalhador ser
dono de sua própria força de trabalho. Na onda de
desregulamentação da legislação
trabalhista, muitas cooperativas foram criadas com o único
objetivo de fraudar a contratação de trabalhadores.
Sindicatos e agentes do Poder Público (Justiça,
Ministério do Trabalho, Ministério Público)
têm tentado fechar o cerco.
Para que a mudança na LDB
não crie novas polêmicas, é importante lembrar que
o fato de ser uma "cooperativa educacional", patrocinada por pais ou
quem quer que seja, não dispensa o registro dos professores em
carteira de trabalho, com todos os direitos garantidos. Qualquer outro
arranjo, é fraude.



Fonte: Sinpro - SP
MPE recorre de decisão sobre cobrança de mensalidades na Unitins
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:34 hs.
Na tarde da última
quarta-feira, 9, o Ministério Público Estadual (MPE)
interpôs recurso da sentença judicial proferida pelo juiz
da 2ª Vara dos Feitos das Fazendas e Registros Públicos de
Palmas, a qual considera legal a cobrança de mensalidades e
matrículas por parte da Fundação Universidade do
Tocantins (Unitins). No recurso, o MPE alega que enquanto persistir nas
cobranças, a Unitins não obterá novo
credenciamento junto ao Ministério da Educação
(MEC), visto que esse foi o principal motivo para o descredenciamento
da universidade.
O imbróglio envolvendo o
descredenciamento da instituição de ensino segue trazendo
prejuízos aos acadêmicos, como por exemplo, a
suspensão pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) de novos
estágios, que ocorreu em virtude da obrigatoriedade da
emissão da Declaração de Supervisão de
Estágio, documento que a Unitins não pode mais expedir,
conforme, inclusive, noticiou a imprensa local.
Dentre os argumentos arrolados pelo
22 °Promotor de Justiça da Capital, Miguel Batista de
Siqueira Filho, também estão o fato da Unitins ter sido
criada sob a natureza de uma fundação governamental, ou
seja, de fundação instituída pelo Poder
Público por força de lei, o que a inclui nas
hipóteses, constitucionalmente previstas, de incidência do
princípio da gratuidade do ensino público. (Com
informações da Ascom/MPE)
Fonte: Portal O Girassol
Professores têm estratégias para detectar plágio ou fraude em monografia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:35 hs.
São usados sites de busca e programa específico para detectar cópia.
Fraudadora que faz monografias admite ter só o ensino médio.
O comércio de monografias,
que é quando o universitário compra o trabalho de
conclusão de curso, é ilegal por ser um crime de
violação de direito autoral cometido tanto por quem vende
como por quem compra.
Para descobrir se o trabalho
entregue pelo universitário foi mesmo feito por ele, os
professores usam algumas técnicas. Orientador de 15 monografias
por semestre, Isaac Luna usa sites de busca e um programa
específico para detectar textos copiados, principalmente, da
internet. “É uma questão de honra descobrir, apesar
de dar mais trabalho”, diz.
Se a fraude ou o plágio
não foram descobertos durante a elaboração do
trabalho, a prova de fogo é na hora da
apresentação da monografia. Aqui, diante da banca, o
orientador e dois professores têm que estar preparados para
descobrir se o estudante comprou, copiou ou realmente elaborou a
monografia.
A banca é rigorosa, faz perguntas estratégicas e, com uma câmera, grava as apresentações.
Monografia para exportação
Em uma empresa, a fraudadora diz que
o golpe está sendo até exportado. “Eu já
acompanho um doutorado há quase quatro anos de uma menina em
Barcelona”, diz. Segundo ela, o texto é feito primeiro em
português para depois ser traduzido para o espanhol.
Ela admite ter só o ensino
médio. “Eu só tenho o segundo grau, nunca entrei na
faculdade. E basta eu olhar um trabalho que eu descubro que é
plágio. Não precisa ser professor [para
saber].”
Fonte: G1 - Portal globo
MEC divulgada
relação de entidades aptas à
execução de ações do programa de
alfabetização
Fonte: Imprensa Nacional
A Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade publica a Portaria Nº 158 que resolve divulgar a
relação dos entes executores que tiveram seus Planos
Plurianuais de Alfabetização validados pela SECAD/MEC,
considerados aptos a receber recursos para execução de
ações no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado, no
exercício de 2009.
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=11&data=14/09/2009
Acadêmica terá indenização por cursar um semestre a mais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:11 hs.
Uma estudante de Naviraí
ganhou R$ 13,5 mil de indenização porque foi obrigada a
frequentar, por um erro da faculdade, um semestre a mais. A 5ª
Turma Cível do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso
do Sul) negou recurso à Faculdade de Presidente Prudente e
manteve a condenação de primeira instância.
A acadêmica de Naviraí,
que não teve o nome divulgado, acionou a Justiça
após ser obrigada a frequentar mais um semestre para concluir o
curso de Medicina Veterinária. Na época, ela contou
à Justiça que esperava concluir o curso.
Em Naviraí, a Justiça
condenou a instituição de ensino a pagar
indenização de R$ 1,7 mil de danos materiais e R$ 8 mil
de danos morais, embora tenha considerado as duas partes culpadas pelo
incidente.
O caso – Conforme o processo,
a universitária ingressou em 1997 e, após trancar a
matrícula, retomou os estudos em 2000. Na época, a
faculdade lhe informou que não seria necessário fazer
outro semestre em decorrência da mudança na grade
curricular.
No entanto, ao se matricular no
7º semestre, ela foi obrigada a cursar as matérias
obrigatórias e se adaptar às mudanças. No entanto,
ao terminar o curso de cinco anos, a faculdade lhe obrigou a cursar
mais um semestre.
O relator, desembargador Vladimir
Abreu da Silva, considerou a culpa das duas partes no caso. Sobre a
responsabilidade da instituição, ele destacou que falhou
ao demonstrar negligência e falhar no dever de bem informar.
Quanto ao recurso da faculdade, a
5ª Turma Cível negou provimento por unanimidade e por
maioria deram provimento ao apelo da ex-acadêmica, acompanhando o
voto do revisor, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, o qual
divergiu do relator apenas quanto ao reconhecimento da culpa
concorrente.
Segundo ele, “não se
pode impor culpa ao estudante que, em decorrência de
situação financeira desfavorável, teve de
paralisar o curso de ensino superior. O fato da apelante ter cursado
cinco anos e seis meses de medicina veterinária, além do
previsto no regulamento da universidade, caracteriza omissão no
dever de informação”, recaindo assim a culpa
exclusivamente sobre a instituição.
Diante do entendimento do colegiado,
a ex-acadêmica receberá indenização por
danos materiais no montante de R$ 3.533,40, visto que foi reformada a
sentença que considerou a culpa concorrente e, quanto aos danos
morais, o valor foi fixado em R$ 10.000,00.
Fonte: Campo Grande News
Pesquisa mostra quanto o brasileiro gasta em livros
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:23 hs.
Entidades do livro analisam pesquisa
do IBGE e concluem: na média nacional, 40,7% das famílias
brasileiras adquirem algum tipo de material de leitura. Gasto com
fotocópias é quase o mesmo despendido com livros
não-didáticos.
O estudo foi realizado com base na
Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final
de 2007, e permitiu traçar o perfil do mercado consumidor, por
nível de renda, escolaridade, local de compra e outras
variáveis importantes. Os dados foram coletados ao longo de 12
meses (julho de 2002 a junho de 2003) e têm uma amostragem de
aproximadamente 50 mil domicílios, distribuídos em
áreas urbanas e rurais de todos os estados do País.
A pesquisa “O Livro no
Orçamento Familiar” comparou a soma dos gastos das
famílias brasileiras com material de leitura a outras despesas
não essenciais. O valor relativo à
aquisição de aparelhos, manutenção e compra
ou aluguel de conteúdo (fitas, discos, CDs, softwares, jogos
etc) de televisão, som, vídeo, DVD, informática e
jogos eletrônicos, dentre outros itens (Grupo 1), foi de R$
19,303 bilhões, praticamente equivalente à soma dos
outros três grupos analisados no estudo.
Os gastos com telefonia celular
(Grupo 2: compra e manutenção de aparelhos, assinatura e
cartões) aparecem em segundo lugar, atingindo R$ 8,816
bilhões; os dispêndios com opções de lazer
fora de casa (Grupo 3) chegaram a R$ 6,154 bilhões; os gastos
com o conjunto de itens de material de leitura foram de R$ 5,471
bilhões, somando-se o total de despesas com revistas, jornais,
livros didáticos e não-didáticos,
fotocópias, livros religiosos, técnicos,
dicionários, apostilas e bibliotecas.
O gasto médio anual com
revistas, por família, chega a R$ 42,00. Com jornais, esse dado
é de R$ 17,00, enquanto as despesas com livros
não-didáticos é quase quatro vezes menor –
apenas R$ 11,00 por ano.
O principal item de leitura
consumido pelas famílias brasileiras, em todas as faixas de
renda e para todos os níveis de escolaridade, é o grupo
composto pelas revistas e jornais, que representam, respectivamente,
37,1% e 15,2% do total dos valores despendidos. Ou seja, mais da metade
(52,3%) de todo o gasto com leitura destina-se a revistas e jornais. A
despesa com livros didáticos representa 19,6% do total –
praticamente 1/5 do gasto com leitura vai para livros escolares, de
todos os níveis.
Livro x Fotocópia
A compra de livros também
sofre a concorrência das fotocópias, cujo gasto total
quase se iguala ao das obras não-didáticas. Da totalidade
das despesas das famílias com material de leitura, 10,1%
são com compras de livros não-didáticos, enquanto
as fotocópias representam 9,7%. As relativas às
fotocópias, que superam de longe as referentes aos livros
técnicos, são consistentemente maiores (independentemente
do critério adotado, seja por renda familiar, seja por
escolaridade da pessoa de referência) nos domicílios com
estudantes, indicando que, muito possivelmente, pelo menos parte dessas
fotocópias substitui material impresso. Grande parte das
fotocópias é realizada em estabelecimentos de ensino.
Para onde vamos?
Desde a realização da
4ª POF, em 2002-2003, a importância do consumo de material
de leitura no orçamento das famílias certamente sofreu
alterações, devido principalmente à mudança
na proporção de domicílios com indivíduos
com posse de telefone celular, que tem crescido de modo constante e
significativo, mais do que duplicando entre 2001/2007, indo de 31,2% no
primeiro instante para 67,9%. No momento, o IBGE realiza a coleta de
dados da 5a POF (Julho 2008-Junho 2009), cuja análise
poderá confirmar ou não esta hipótese.
Da mesma maneira, o índice de
domicílios dispondo de microcomputador passou de 16,6%, em 2001,
para 27,4%, em 2007, o que também favoreceria uma eventual
substituição da leitura dos “livros
físicos” pela consulta de arquivos digitais. Tal
possibilidade ainda deve ser confirmada, quando for concluída a
próxima POF.
Para Beltrão, a melhoria na
distribuição de renda e nos níveis de escolaridade
da população, verificada nos anos recentes, não
garante que haja aumento no consumo de livros, uma vez que a folga nos
orçamentos familiares pode ser canalizada para a compra de
outros bens e serviços, de desfrute mais fácil e maior
apelo comercial. “Apenas o acompanhamento da
modificação dos padrões de consumo das
famílias brasileiras ao longo do tempo, através da
análise de futuras pesquisas de Orçamento Familiar,
confirmará ou não a justeza dessas
hipóteses”, conclui Beltrão.
Sobra a base para a pesquisa
Os dados procedem de entrevistas
coletadas pelo IBGE com quase 50 mil famílias brasileiras, em
cerca de quatro mil setores censitários, representativos de
todas as unidades da Federação, de modo a retratar os
distintos estratos de renda, escolaridade, assim como setores urbanos e
rurais. A quarta Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares foi
realizada entre julho 2002 e junho 2003, e esta foi a primeira vez em
que o IBGE disponibilizou o acesso aos microdados.
Atualmente, está sendo
realizada a quinta POF nacional, cuja divulgação ainda
não tem data prevista pelo IBGE.
Fonte: www.administradores.com.br
Área contábil concentra profissionais com idade superior a 30 anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs.
A área contábil
concentra profissionais com idade superior aos 30 anos, revelou
pesquisa realizada pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade).
De acordo com os dados, grande parte
(44,1%) dos contabilistas do País possui entre 31 e 49 anos de
idade. Há ainda os profissionais mais experientes, uma vez que
32% dos contabilistas entrevistados estão na faixa etária
dos 50 a 59 anos. Outros 19,2% possuem mais de 59 anos de idade.
Os dados fazem parte da pesquisa
"Perfil do Contabilista Brasileiro", realizada com cerca de 20 mil
profissionais de contabilidade (contadores e técnicos) de todo o
País, no período entre 1º de dezembro do ano passado
e 30 de março de 2009.
A pesquisa constatou ainda que a
maioria (70,5%) dos contabilistas exerce a profissão há
mais de 15 anos. Apenas em Amazonas, Rondônia e Roraima, grande
parte dos profissionais atua no mercado entre cinco e dez anos.
Homens predominam
O contabilista brasileiro é,
em sua maioria, homem, uma vez que eles representam 74,6% do total de
profissionais no mercado de trabalho.
Entretanto, vale destacar que a
participação feminina está crescendo
significativamente nos últimos anos. Mesmo assim, em nenhum
estado o número de contabilistas mulheres ultrapassa o dos
homens.
No Amazonas, há um certo
equilíbrio, já que 53,6% dos contabilistas são
homens e 46,4% são mulheres. Outro estado em que a
diferença não é tão acentuada é no
Pará, onde 55,9% dos profissionais são homens e 44,1%
são mulheres.
Escolaridade e salários
Com relação ao
nível de escolaridade, a pesquisa revelou que 60,9% dos
contabilistas concluíram o ensino superior e o restante possui
formação técnica.
Entre os profissionais com
graduação, 18,1% revelaram que são
pós-graduados. Já 1,6% foi além e fez mestrado e
apenas 0,2% possui doutorado.
Quanto à média
salarial do contabilista, grande parte deles (27,6%) recebe entre R$
2,1 mil e R$ 4,2 mil. Outros 24,3% dos profissionais consultados
disseram que possuem salários entre R$ 4,2 mil e R$ 8,4
mil.
Fonte: www.administradores.com.br
Universidade para mais gente
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:45 hs.
Um novo estudo da OCDE chama a
atenção para um antigo gargalo do ensino brasileiro:
é ínfimo o grupo de pessoas que chega à
universidade no Brasil. Nada menos do que 90% dos jovens entre 25 e 34
anos ainda não têm um diploma de ensino superior – e
provavelmente isso jamais acontecerá. Na
comparação internacional, um verdadeiro abismo separa a
realidade brasileira da dos países mais desenvolvidos. Enquanto
mais de 60% da população adulta do país não
completou sequer o ciclo escolar, em alguns países da OCDE
é exatamente esse o porcentual daqueles que já têm
um canudo de ensino superior.
O estudo ajuda a dimensionar o
tamanho de nosso atraso. E remete a uma questão bem anterior
à vida universitária: é nas escolas brasileiras
que o destino desses estudantes vai sendo mal traçado, ano
após ano. Quase todo mundo já ingressa no ensino
fundamental no Brasil, mas 32% não conseguem ascender do
primeiro para o segundo ano, dez vezes a média de
repetência da OCDE. Quais as perspectivas desses alunos?
Baixíssimas. Conforme seguem adiante, a situação
não muda muito. Basta saber que os professores brasileiros
estão entre o que menos usam a aula para fazer o básico:
ensinar. Também são os que desperdiçam mais tempo
na tentativa de manter a ordem e o mínimo de
atenção, no que quase sempre fracassam.
De acordo com a OCDE, tudo isso
está por trás do péssimo desempenho das escolas
brasileiras. Sem enfrentar esse nó, não dá sequer
para o Brasil sonhar com a massificação de seu ensino
superior, nem tampouco em ser uma nação moderna.
Por Monica Weinberg
Fonte: Portal Veja
Aumenta número de estudantes brasileiros no exterior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:36 hs.
De 11 a 22 de setembro seis cidades
brasileiras - Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia,
São Paulo e Curitiba - receberão mais de 50
instituições de ensino durante o Salão do
Estudante Mini Fairs. O evento, que existe há 14 anos e tem duas
edições anuais, uma no mês de março e outra
em setembro, é a maior feira de educação
internacional da América Latina.
O visitante encontrará no
evento cursos de línguas, intercâmbio, curso de idioma,
high school, graduação,
pós-graduação, mestrado, MBA, entre outras
oportunidades. Representantes e ex-alunos das
instituições internacionais atenderão os
visitantes e esclarecerão possíveis dúvidas. No
ano passado, a feira recebeu uma média de público de 11
mil pessoas e este ano contará com a participação
de dezenas de países, entre eles Canadá, Espanha, EUA,
Irlanda, Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, Holanda e
Chipre.
De acordo com levantamento feito
pela organização do Salão do Estudante, cerca de
140 mil pessoas foram estudar fora do Brasil em 2008. Ou seja, um
aumento de 30% em relação a 2007 (110 mil). Entre os
destinos preferidos estão Canadá, Austrália, Nova
Zelândia, Reino Unido, EUA, Espanha e Alemanha. Samir Zaveri,
coordenador do Salão do Estudante Mini Fairs, atribui o aumento
a dois fatores: baixa dos preços e a necessidade de
fluência de uma segunda língua.
Mas fazer as malas e colocar o
pé na estrada exige cuidados e por esse motivo quem pretende
viajar deve ficar muito atento. Confira as dicas:
1º passo: Escolher o destino e
colher informações sobre o país, sua cultura,
clima etc. Pesquise sobre a moeda do país e veja a
valorização da mesma em relação ao real.
2º passo: Colocar a mochila nas
costas e sair sem destino pode não ser uma boa idéia. O
ideal é procurar uma empresa especializada em cursos no exterior.
3º passo: Verifique se essa
empresa é séria. Converse com alunos que contrataram os
serviços e ouça as experiências. Pesquise em sites
de relacionamento e sites destinados ao direito do consumidor para
averiguar se a empresa não possui nenhuma
reclamação.
4º passo: Não deixe de
averiguar as opções de moradia e escolha a que mais se
assemelhe ao seu perfil. Lembre-se que você terá de
obedecer às regras impostas pelos donos ou responsáveis
pelo local.
5º passo: Providencie a
documentação necessária e não
esqueça de tomar algumas medidas cautelosas como
contratação de seguro saúde internacional, compra
de passagens de trem, metrô e rotas aéreas caso seja
necessário.
6º passo: Caso opte por ficar
hospedado em casa de família tente manter um contato antes da
viagem. Falar ao telefone ou manter contato via-e-mail com certeza
aproximará você de sua "nova família" e
diminuirá as chances de choque cultural.
7º passo: Pesquise sobre o curso que fará e também sobre a instituição.
8º passo: Caso queira
trabalhar, certifique-se antes se o país permite e opte por
trabalhos indicados pelo instituição.
Fonte: O Popular - GO
SEB anuncia venda da Sociedade Educacional de Goiânia Ltda.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:02 hs.
O SEB (Sistema Educacional
Brasileiro S.A.) (Bovespa: SEBB11; Bloomberg: SEBB11.BZ; REUTERS:
SEBB11.SA), uma das maiores e mais reconhecidas companhias privadas do
setor de educação no Brasil, com 46 anos de
atuação no mercado, vêm, em cumprimento ao disposto
no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/76, na
Instrução CVM nº 358/02 que, em 9 de setembro de
2009, alienou 99,99% do capital da SOCIEDADE EDUCACIONAL DE
GOIÂNIA LTDA. ("Sociedade"), sua subsidiária indireta por
R$1,00 (um real).
A Sociedade contava com 320 alunos
de educação básica em 30/06/2009, e apresentou
receita líquida de R$1,1 milhão e prejuízo de
R$0,6 milhão no primeiro semestre de 2009.
O comprador, um colégio
tradicional de Goiânia, passará a utilizar material
didático do SEB (Pueri Domus na educação infantil
e ensino fundamental, e COC no ensino médio), inclusive em sua
própria unidade a partir de 2010. O fornecimento de material
didático será não oneroso até dezembro de
2010. O SEB comprometeu-se a arcar com os custos de algumas
demissões ao final do ano letivo corrente, que se materializadas
em sua totalidade, deve custar aproximadamente R$0,3 milhão.
A Sociedade continuará
utilizando a marca COC, e junto com as operações
recentemente adquiridas de ABEDI e Dínatos em Brasília,
permanecerão como unidades de referência do grupo para a
Região Centro-Oeste, e permite ao SEB a conquista de mais de
1.000 novos alunos parceiros na região, reforçando sua
estratégia de crescimento.
Fonte: Portal SEB
Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs.
Cerca de 30% dos empregadores em
todo o mundo têm dificuldade de encontrar candidatos qualificados
em áreas específicas. Este é o resultado da
pesquisa realizada mundialmente pela Manpower para vagas de trabalho. A
pesquisa indica que, depois da crise, esta é uma das grandes
preocupações dos dirigentes das empresas no enfrentamento
com a concorrência.
A Pesquisa aponta respostas
já identificadas em 2008, o que demonstra que o panorama
continua o mesmo. Foram consultados 39 mil empregadores de 33
países para avaliar a capacidade de se encontrar o talento de
que necessitam.
“Nos momentos de crise, as
empresas precisam repensar suas estratégias e atitudes,
realizando mais com menos recursos. Nesse contexto, o papel dos
talentos se torna ainda mais importante e as empresas procuram cada vez
mais aqueles que trazem para o empregador os melhores
resultados.”, afirma a country manager da Right para
América Latina, Elaine Saad.
Dentro do resultado levantado, a procura de profissionais mais talentosos está nas seguintes áreas:
1. Mão de Obra Especializada
2. Representantes de Vendas
3. Técnicos
4. Engenheiros
5. Pessoal Administrativo/Executivos
6. Pessoal de Contabilidade & Finanças
7. Mão de Obra Não Especializada
8. Operadores de Produção
9. Assistentes Administrativos / Pessoais
10. Motoristas
A Pesquisa
Os empregadores com maior
dificuldade de encontrar as pessoas certas para preencher
posições localizam-se na Romênia (62%), Taiwan
(62%), Peru (56%), Japão (55%), Austrália (49%), Costa
Rica (48%) e Polônia (48%). A escassez de talentos parece menos
problemática na Irlanda (5%), Espanha (8%), Reino Unido (11%),
China (15%) e República Checa (17%).
Em comparação com
2008, empregadores mencionam que a escassez de talentos é
consideravelmente menos invasiva em Hong Kong (queda de 24 pontos
porcentuais), Noruega (queda de 21 pontos porcentuais),
República Checa e Cingapura (em cada uma, queda de 20 pontos
porcentuais) e Espanha (queda de 19 pontos porcentuais).
Américas
Nas Américas, a pesquisa
mostra que 36% dos empregadores da região encontram dificuldades
para preencher posições devido à falta de talento
adequado nos respectivos mercados. Trata-se de um aumento de oito
pontos porcentuais em comparação com a pesquisa de 2008,
sendo seis pontos porcentuais superior à média global.
As vagas para técnicos
são as mais difíceis de serem preenchidas nas
Américas pelo segundo ano consecutivo. Depois de não
aparecer entre as 10 principais posições mais
difíceis de preencher na pesquisa de 2008, os empregadores
classificaram as posições de Contabilidade &
Finanças em terceiro lugar
A Dificuldade
As estratégias de
administração de talentos não são mais um
modelo único aplicável a qualquer circunstância,
afirmou Jeffrey A. Joerres, presidente do conselho e diretor presidente
(CEO) da Manpower Inc. Para ele, os empregadores necessitam rever seu
processo de administração de talentos para se concentrar
em novas qualidades como liderança e flexibilidade pessoal,
inclusive para trabalhar em outros países.
"À medida que a falta de
talentos se acentua, o treinamento e desenvolvimento serão
fundamentais para os empregadores manterem e melhorar os talentos de
que dispõem. Esta baixa demonstra como uma estratégia
ágil para a força de trabalho é necessária
para atrair e reter o talento de que uma empresa precisa para atingir
sua estratégia de negócios", acrescentou Joerres.
Fonte: www.administradores.com.br
A crise e a competitividade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:30 hs.
Ruim para todos, a crise está
afetando mais a competitividade de alguns países do que de
outros. Os Estados Unidos, epicentro da pior crise econômica
global desde o fim da 2ª Guerra, perderam para a
Suíça a liderança na classificação
dos países mais competitivos do mundo. O Brasil, menos afetado
pelos problemas financeiros globais do que as economias
industrializadas, conseguiu um notável avanço de oito
posições no ranking de 2009 que acaba de ser divulgado
pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e hoje ocupa a 56ª
posição entre 133 países.
O relatório do WEF observa
que, graças às mudanças ocorridas no País a
partir da década passada no rumo de uma política fiscal
mais confiável e sustentável e também
graças às medidas de liberação e abertura
do mercado, que resultaram num ambiente mais favorável para o
desenvolvimento, o Brasil conseguiu melhorar sensivelmente sua
competitividade. Já está na metade de cima da tabela de
classificação dos países analisados pelo WEF, que
utilizou dados macroeconômicos conhecidos e entrevistou 13 mil
executivos de empresas em 133 países. Pela primeira vez, o
Brasil ficou na frente do México e também da
Rússia - que, com o Brasil, a Índia e a China, forma o
Bric -, que perdeu 12 posições.
Entre os principais fatores que
tornam o Brasil mais competitivo, o relatório cita o amplo e
crescente mercado interno de consumo, um dos mais desenvolvidos
sistemas financeiros da região, o diversificado e sofisticado
setor de negócios e o potencial para a inovação. A
existência de grandes empresas brasileiras que estenderam suas
atividades para outros países, chamadas pelo WEF de
"multilatinas", também foi citada no relatório como
demonstração do potencial e da competitividade da
economia do País, pois essa expansão no exterior resulta,
sobretudo, de uma tecnologia e de uma organização
empresarial superiores.
O relatório ressalta,
porém, que o Brasil ainda tem muitas carências que limitam
sua competitividade e sua capacidade de combater a pobreza e a
desigualdade de renda. Apesar de melhoras observadas nos últimos
anos, o Brasil ainda ocupa as últimas
classificações no que se refere a ambiente institucional,
estabilidade macroeconômica, flexibilidade do mercado de
trabalho, qualidade do ensino e saúde.
Neste ano, o relatório do WEF
apresenta também uma pesquisa com alguns dos principais
economistas do mundo, aos quais se perguntou como viam o impacto da
crise sobre a competitividade de um grupo de 37 países
considerados os mais importantes de todos os analisados. De acordo com
a pesquisa, apenas 5 desses países poderão ter algum
benefício com a crise, e o que mais se beneficiará
é o Brasil - os demais são China, Índia
(também integrantes do Bric), Austrália e Canadá.
Apesar das boas perspectivas para os
Brics (exceto a Rússia), o WEF destaca que os governos desses
países não podem esquecer que há vários
desafios pela frente, como o aperfeiçoamento das
instituições que asseguram o ambiente melhor para a
produção e para os investimentos, a
modernização da infraestrutura e a melhora da qualidade
dos sistemas educacional e de saúde. As perspectivas
relativamente melhores para esses países do que para o resto do
mundo não devem alimentar a complacência de seus governos
com relação às reformas, mas estimulá-los a
fazer aquelas necessárias para dinamizar seu enorme potencial de
competição. Trata-se de conselho que vem a calhar para o
governo brasileiro, que abandonou o ímpeto reformista.
Quanto aos EUA, o relatório
lembra que, embora o país tenha perdido a liderança
mundial em matéria de competitividade, continuam tendo uma
economia altamente sofisticada, contam com empresas inovadoras que
impulsionam a modernização, dispõem de um
excelente sistema de ensino universitário e têm um mercado
interno que é, de longe, o maior do mundo.
No atual ambiente econômico,
cheio de desafios, o relatório, diz o WEF, tem o mérito
de mostrar que consequências podem ter para o crescimento futuro
as ações que os governos estão adotando no
presente.
Fonte: O Estado de São Paulo
Brasil pretende ter maior empresa de soluções educacionais da América Latina
Fonte: Jornal da Educação IPAE
Três empresas ex-abrigadas na
Incubadora Gênesis da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) vão se juntar em uma
empresa de e-learning (educação a distância) e
gestão do conhecimento. A empresa resultante da fusão da
EduWeb, da Milestone e da QuickMind tem como propósito ser a
maior empresa nacional de soluções educacionais e
também da América Latina.
O anúncio foi feito nesta
quarta-feira (9), na abertura do Rio Info 2009 – 7º Encontro
Nacional de Tecnologia e Negócios, promovido pelo Sindicato das
Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj).
A ideia é que a nova empresa
já esteja constituída em janeiro de 2010. Por enquanto,
as três companhias ex-incubadas da PUC/RJ continuarão
operando de forma separada, embora já trabalhando como um
único empreendimento. O nome da nova companhia ainda não
foi escolhido. A expectativa é que essa nova empresa de
soluções educacionais gere no curto prazo até 200
novos empregos.
Revolução na escola
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:23 hs.
Como o novo Enem vai mudar a forma
de transmitir e avaliar o conhecimento nas instituições
de ensino. E essas transformações começam na
alfabetização
Uma nova educação
está batendo às portas das escolas brasileiras. Com
atraso, é verdade. Durante décadas nosso aprendizado
permaneceu focado em ler, escrever e calcular. Educadores e governo
esqueceram que o ser humano precisa de compreensão ampla sobre o
cotidiano e o mundo para interagir de maneira saudável com a
vida. Agora, o pensar será privilegiado no lugar do simples
memorizar.
O novo conceito do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem), a ser testado nos dias 3 e 4 de outubro,
será o passo decisivo de uma revolução na
educação do País. Para os alunos se saírem
cada vez melhor nele e terem a oportunidade de ingressar em
universidades de qualidade, as escolas já estão
repensando o jeito de ensinar, desde a educação infantil.
Em maio foi divulgada a
reformulação da prova, criada em 1998. As
alterações serão decisivas para boa parte dos
cerca de 1,5 milhão de estudantes que ingressarão na
universidade no ano que vem. Se antes as 63 questões cobravam
organização de informações,
interpretação de textos e gráficos, mas num
apanhado de testes engessados por disciplinas sem diálogo entre
si, na atual versão haverá uma divisão por
áreas (leia quadro à pág. 84).
Isso exige raciocínio
lógico, compreensão do conteúdo estudado no ensino
médio e o uso do conhecimento de disciplinas distintas em uma
mesma solução. A prova será mais trabalhosa, com
180 questões de múltipla escolha (além da
redação), e em dois dias de testes.
O modelo é parecido com o
SAT, elaborado em 1926, nos Estados Unidos, para o ingresso nas
universidades americanas. Como o método prima pela
excelência, a famosa decoreba não tem vez. Será
assim também com o novo Enem. E é justamente o que
obrigará as escolas a se adaptar
"O saber é mutável e,
hoje, atualizado com rapidez", diz Neide Noffs, diretora da Faculdade
de Educação da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP). "Em curto prazo,
memorizar é irrelevante. Iniciativa e entendimento devem ser
estimulados."
Para isso, as
instituições de ensino terão de oferecer aos
estudantes a oportunidade de debater um mesmo assunto em várias
matérias do currículo escolar, de maneira integrada. No
Colégio Rio Branco, em São Paulo, temas da atualidade,
como a gripe suína, são enfocados do ponto de vista da
geografia, da matemática, da história, da sociologia.
"O excesso de
fragmentação das disciplinas, transmitidas de modo
isolado ao jovem, impede o aproveitamento significativo do aprendizado
na vida dele", diz a diretora Esther Carvalho. Essa proposta de
educação não é nova. A
determinação existe há 11 anos, quando foram
instituídas pelo Ministério da Educação
(MEC) as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Fora os colégios de elite das
grandes metrópoles, que têm recursos para investimentos em
pessoal e infraestrutura, a maior parte do sistema educacional
não adotou os parâmetros. Com o Enem, as escolas foram
forçadas a isso. "O exame se tornou uma cobrança
oficial", afirma Heliton Ribeiro Tavares, diretor de
Avaliação da Educação Básica do
Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep).
Os professores também
serão obrigados a se atualizar. Quem não voltar a estudar
e valorizar a transmissão de um ensino inteligente, está
fadado a ficar para trás. O aluno está antenado 24 horas
por dia, por todos os meios possíveis, graças ao acesso
à tecnologia.
Precisa, porém, aprender a
organizar tanta informação. "Ele traz o novo ao
professor", diz Gracia Klein, diretora pedagógica do
Colégio Pentágono, em São Paulo. Esses
profissionais não podem mais negar que os alunos pensam junto
com o mestre.
Por exemplo, o professor que ignora
a capacidade de quem alcança o resultado de uma
equação por um caminho diferente da fórmula
predeterminada não está aberto para a
interação e o questionamento. E a figura
autoritária não é respeitada pelo estudante do
século XXI. Não é surpresa perceber que as escolas
mais bem colocadas no ranking do Enem são justamente as que
oferecem um ensino baseado na interdisciplinaridade e investem na
formação da equipe.
Em São Paulo, professores de
colégios badalados ganham em média R$ 7 mil, por 40 horas
de aula semanais. Eles são titulados e recebem toda a estrutura
necessária dos empregadores para aperfeiçoamento. "Depois
da publicação dos resultados do Enem, escolas de outros
Estados vêm nos visitar para conhecer a metodologia que
aplicamos", diz Adilson Garcia, diretor do Colégio
Vértice, o primeiro no ranking da capital paulista.
Em cinco anos, a escola passou de
600 alunos para 900, tamanha a procura. Para cada uma das 100 vagas
oferecidas anualmente, há cerca de oito famílias
interessadas. No Colégio São Bento, no Rio de Janeiro,
primeiro colocado no ranking nacional do Enem, a constância do
modelo de ensino é o que o leva ao sucesso. "Não
preparamos o aluno para este ou aquele tipo de vestibular", diz Pedro
Araújo, coordenador de ensino médio. "Procuramos dar uma
preparação sólida."
Estudar numa escola com mestres
motivados, bem estruturada e incentivadora do raciocínio traz
confiança aos candidatos a uma futura vaga nas melhores
universidades. "Estou sendo preparado desde já", diz Caio
Becker, 16 anos, estudante do primeiro ano do ensino médio do
Centro Educacional da Lagoa, no Rio de Janeiro.
Felipe Cabral, 17 anos, aluno do
terceiro ano do Vértice, diz sentir segurança com o que
aprendeu na escola para disputar uma das vagas de engenharia da
computação em instituições de calibre.
"Nenhum cursinho me prepararia melhor", afirma. Sua colega Andressa
Mendonça, 17 anos, é da mesma opinião.
"Tive contato com pessoas de outras
escolas e percebi que estou mais bem preparada", fala a jovem, que
sonha com a carreira de arquiteta. O Enem se tornou um indicador de
qualidade tão importante que pais de crianças já
escolhem a escola dos filhos usando o ranking como critério.
Com dois filhos ainda no ensino
fundamental, a arquiteta Carla Pimentel resolveu que eles deveriam
ingressar numa escola que rendesse bons resultados no exame nacional.
No ano passado, transferiu Maria Inês, 12 anos, e João
Vitor, 14, para o Liceu Franco- Brasileiro, no Rio de Janeiro. "Escolhi
o colégio porque está bem colocado no ranking", afirma.
"Isso me dá a certeza de que há chances maiores de acesso
a boas universidades e também no mercado de trabalho."
A preocupação é
válida, mas precipitada. Primeiro por não existirem
garantias - apesar de ser a hipótese mais provável - de
que as escolas campeãs no Enem hoje continuem assim com o passar
do tempo. Segundo, porque vale mais optar por uma
instituição na qual os valores são semelhantes aos
da família da criança.
"Não adianta colocar no
colégio rígido por ser o melhor, se em casa a
educação é mais liberal", diz Osmar Ferraz,
coordenador de vestibular do Colégio Bandeirantes, em São
Paulo. Por fim, deixar a criança numa escola em que ela
não consegue acompanhar o ritmo puxado pode ser um massacre, que
gera traumas e interfere na boa formação
Mobilidade estudantil
Para Miguel Jorge, concorrer em mais de uma universidade é vantagem da prova
"Com o novo Enem haverá uma democratização do acesso ao ensino superior. É um avanço"
Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da Unifesp
Pais que desejam garantir uma
educação de qualidade devem ficar atentos se a escola
escolhida está adaptada às atuais regras do ensino
fundamental. Antes, era obrigatório dos 7 aos 14 anos (da
1ª a 8ª série). A nova faixa etária vai dos 6
aos 14 anos (do 1° ao 9° ano). Além de um ano a mais de
estudo, as diretrizes pedem espaço ao conceito de letramento,
que significa ensinar as crianças a ler e escrever compreendendo
a essência dos exercícios.
O raciocínio lógico
também passa a ser valorizado desde cedo. É nessa linha
que segue o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de
Avaliação de Alunos), promovido a cada três anos
pela Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mede o conhecimento entre
jovens de 14 e 15 anos de diversas nações. E o Brasil vai
mal. No último resultado, de 2007, os alunos brasileiros
obtiveram médias que os colocam, entre 57 países, na
53ª posição em matemática, na 48ª em
leitura e na 52ª em ciências.
Outra característica
inovadora do Enem é a possibilidade de o candidato concorrer com
a mesma prova em até cinco universidades federais. Um
avanço que aumenta as chances de ingresso em
instituições qualificadas e diminui o gasto com
inscrições de vestibular e em deslocamento para realizar
o exame.
"Democratiza o acesso ao ensino
superior", diz Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de
graduação da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), que utilizará a avaliação como forma de
ingresso único em 19 dos 26 cursos. A mineira Diana Salma, 31
anos, entrou na faculdade de medicina da Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro (UNIRIO) em 2008 apenas com os resultados do Enem.
"Por esse critério, fiquei em 14º lugar", comemora. Malvina
Tuttman, reitora da UNIRIO, vê mais uma vantagem. "O exame
incentivará a mobilidade estudantil pelo território
nacional."
Mas nem todos os educadores
estão otimistas com as mudanças. Os críticos dizem
que estudantes do Sudeste que não alcançarem
pontuação para estudar nas faculdades de seus Estados
terão nota suficiente para cursar as instituições
do Norte e Nordeste, tomando o lugar dos candidatos dessas
regiões.
"Vamos provocar justiça
social, ao permitir acesso a candidatos de várias partes do
País, ou injustiça social, ao permitir que alunos locais
sejam excluídos por pessoas que se preparam em colégios
caros?", questiona Roberto Salles, reitor da Universidade Federal
Fluminense.
A discussão retorna à
necessidade de um investimento de impacto no ensino público para
que a desigualdade social, ao invés de aumentar, ganhe menores
proporções. O programa Ensino Médio Inovador
é um caminho.
O projeto pretende mudar a
organização curricular das escolas das redes estaduais.
As 100 instituições que apresentarem até 24 de
setembro propostas de inovação receberão
financiamento do MEC. A intenção é estimular a
diversificação de atividades integradoras, com
ênfase na formação cultural do aluno.
Em três anos, o MEC espera que
o Enem seja o principal processo de seleção de
universidades públicas e privadas. "Todas as
instituições vão perceber que esse é o
melhor método", garante Maria Paula Dalari, secretária de
Ensino Superior. Por enquanto, muitas acreditam que seu vestibular
tradicional é eficiente.
"Consideramos o nosso sistema
consolidado", diz Márcia Abrahão, decana de
graduação da Universidade de Brasília (UnB), que
usa o Programa de Avaliação Seriada, no qual, por meio de
convênios com as escolas locais, acompanha o desempenho dos
alunos a cada série do ensino médio desde 1995. "Nosso
vestibular já privilegia argumentação,
competências e habilidades", diz André Sarmantini,
vice-coordenador de graduação da Escola de
Administração de Empresas de São Paulo da
Fundação Getulio Vargas.
"Mas, se o exame evoluir, podemos
incorporá-lo." E a avaliação pode melhorar ainda
mais. A ideia é que em 2010 a prova seja realizada em duas
etapas, tomando novamente como exemplo o SAT americano, que acontece em
sete fases. Não demandaria um imenso teste e os alunos se
preparariam mais.
Caso a evolução do
Enem se concretize, juntamente com as mudanças positivas
prometidas para os ensinos fundamental e médio, a
esperança é que em dez anos, cálculo dos
especialistas ouvidos pela reportagem de ISTOÉ, a
educação brasileira forme pessoas mais preparadas para a
vida - e resulte em uma nação cada vez melhor.
"O ENEM VAI REORIENTAR O ENSINO"
O ministro da Educação, Fernando Haddad, falou à ISTOÉ sobre os reflexos do exame nas escolas.
ISTOÉ - Por que só agora, 11 anos após sua criação, o Enem chegou a esse novo formato?
Fernando Haddad - O Enem, no seu
formato original, falhou no seu principal propósito, que era
acabar com o vestibular tradicional. As principais universidades
não viam o Enem como um instrumento adequado para seus processos
seletivos nem os secretários estaduais viam no exame o formato
adequado para orientar o currículo do ensino médio.
Daí a mudança foi necessária e, em minha
opinião, recebeu apoio em função de ter sido um
formato negociado, tanto com os secretários estaduais quanto com
os reitores.
ISTOÉ - Algumas
universidades, como o ITA, dizem que não vão aderir
porque sua seleção dá certo. Em quanto tempo
acredita que todas participarão?
Haddad - Estamos prevendo para as
universidades federais um processo de transição de
três anos. Nesse primeiro ano, 50 instituições
vão utilizar o Enem como fase única e 26 universidades
públicas vão usá-lo como componente da nota.
Compreendo que algumas instituições, por adotarem um
processo seletivo adequado aos seus propósitos, não
tenham a intenção, nesse momento, de fazer do Enem a base
de seu processo seletivo
"Hoje, em virtude do conteúdo
excessivo, os professores têm pouca condição de
aprofundar as disciplinas"
ISTOÉ - O sr. acredita que o conceito do novo Enem vai mudar o jeito de as escolas ensinarem?
Haddad - Não tenho
dúvida de que vai reorientar o ensino médio, fazendo com
que diminua o conteúdo e permita o aprofundamento dos temas
pertinentes a essa etapa de ensino. Hoje, em virtude do conteúdo
excessivo, os professores têm pouca condição de
aprofundar as disciplinas porque o currículo do ensino
médio acabou se tornando uma espécie de
sobreposição de programas de vestibular. É
praticamente impossível não lançar mão de
decorebas, fórmulas, etc., para dar conta da abrangência
dos conteúdos que são cobrados nos milhares de
vestibulares que ocorrem no País.
ISTOÉ - Quanto tempo a
educação brasileira levará para mudar para melhor,
graças ao novo conceito?
Haddad - Minha expectativa é
que o início da mudança ocorra a partir da adesão
das universidades. Dependemos dessa adesão, para que o ensino
médio consiga respirar aliviado, para cobrir um conteúdo
mais inteligente, mais instigante. A velocidade da
transição vai determinar a da mudança
"Desde que as notas médias do Enem por escola foram divulgadas começou um movimento de adaptação"
ISTOÉ - Muitas escolas de
elite que não se saíram bem na avaliação de
2007 subiram dezenas de posições em 2009. Como isso foi
possível?
Haddad - Na
interlocução com diretores de escolas particulares e
públicas, percebemos que, desde que as notas médias do
Enem por escola foram divulgadas pela primeira vez, em 2006,
começou um movimento de adaptação das
instituições de ensino.
ISTOÉ - Os alunos de escolas
públicas não continuam em desvantagem, já que o
problema é a qualidade do ensino nessas
instituições?
Haddad - Em primeiro lugar, as
escolas públicas têm um investimento por aluno equivalente
a 10% do que se investe em média no estudante de escola privada.
E recebem o aluno em condições socioeconômicas
muito mais desfavoráveis. A família é um
determinante da educação dos filhos. A distância
existe, mas entendo que é superável. Fixamos metas
até 2022 para que a escola pública se equipare em
qualidade à escola particular - que atende apenas 12% da
população.
Hugo Marques
ELAS NÃO QUEREM SER AVALIADAS
O exame que confere o desempenho dos estudantes do ensino superior é rejeitado por importantes universidades
A USP de fora
Uma das mais conceituadas universidades do País não aceita as regras do Enade
Algumas das principais
instituições de ensino superior do País se negam a
participar do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que
avalia os alunos ingressantes e formandos das faculdades. A
Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) se abstêm do teste desde 2004, quando ele foi
implantado.
Entre as justificativas, elas alegam
a possibilidade de boicote por parte dos alunos, o que interferiria
negativamente no resultado. "Antes da divulgação do
resultado, a universidade deveria ter tempo de se adaptar para
consertar as falhas apontadas", diz a educadora Neide Noffs, da PUC-SP,
que participa do Enade.
A secretária de Ensino
Superior do MEC, Maria Paula Dalari, acredita que essas universidades
ainda se conscientizarão da importância do exame. "Ele
é um instrumento para elevar a qualidade do ensino no
País."
Fonte: Revista Isto é nº 2079
Crise faz Harvard e Yale perderem R$ 32 bilhões
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:12 hs.
Duas das maiores
instituições de ensino superior dos Estados Unidos e do
mundo, Harvard e Yale, têm sido atingidas pela crise financeira
mundial, apresentando uma perda conjunta de US$ 18 bilhões
(cerca de R$ 32 bilhões) em suas doações no ano
passado em relação ao exercício anterior, segundo
informações do jornal britânico The Guardian.
Nas grandes
instituições de ensino americanas, as
doações equivalem ao montante que elas mantêm
investido no mercado por meio de entidades próprias que
administram o dinheiro. Harvard and Yale foram prejudicadas por suas
apostas em aplicações financeiras que revelaram-se menos
vantajosas em tempos de crise global.
Elas preferiram fundos de hedge e
private equity, enquanto outras faculdades de ponta optaram mais por
ações e títulos e tiveram perdas menos
significativas, segundo estudo da consultoria Wilshire Associates. As
duas universidades mais ricas dos EUA advertem para a necessidade de
mais cortes depois de registrarem os maus resultados.
Harvard teve redução
de US$ 11 bilhões (R$ 19,8 bilhões) em
doações, caindo para US$ 26 bilhões (R$ 46,8) no
ano passado, uma queda de 30% ante 2007, segundo a Harvard Management
Company, instituição própria que administra as
doações.
A queda nos investimentos no
período alcançou 27.3%, a maior em quatro décadas.
As perdas forçaram a instituição de 373 anos de
existência a cortar 275 funcionários e suspender os planos
de expansão do campus em Massachusetts.
Em Yale, as doações em
2008 foram de US$ 16 bilhões (R$ 28,8 bilhões) ,
mostrando uma redução de US$ 7 bilhões (R$ 12,6
bilhões) em relação ao ano anterior, o que
significa uma queda maior do que a esperada de 30%.
"Temos de alertar que uma nova
rodada de reduções se fará necessária",
disse o presidente de Yale, Richard Levin, em carta enviada para a
comunidade universitária.
Isso significa que Yale terá
um déficit anual de US$ 150 milhões (R$ 270
milhões) no período entre os biênios 2010-2011 to
2013-2014, diz a carta. Levin disse ainda que a escola já cortou
funcionários e reduziu as despesas não salariais em 7,5%,
com expectativa de cortar mais 5% até o fim deste ano.
Fonte: Portal Invertia
A turma que não quer ter chefe
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:37 hs.
Cresce no país o grupo de jovens que, uma vez com diploma,
preferem abrir a própria empresa. Qualificados, eles têm altas chances de prosperar. Bom para o país
As universidades brasileiras
estão despejando no mercado de trabalho um grupo de jovens cujas
angústias e ambições já não
são as mesmas do típico recém-formado: no lugar de
um emprego fixo numa grande empresa, eles preferem aventurar-se num
negócio próprio, ainda que essa opção traga
mais riscos e incertezas. Em apenas cinco anos, esse grupo ficou 30%
maior, de acordo com um novo estudo do instituto internacional Global
Entrepreneurship Monitor. Já são 3 milhões os
brasileiros entre 18 e 24 anos que, com o diploma na mão ou
prestes a obtê-lo, estão à frente da própria
companhia. Eles vislumbram a possibilidade de alcançar sucesso
mais rapidamente – mas também desejam usufruir a liberdade
de quem não está sob as asas de um chefe. Outro aspecto
captado pela pesquisa diz respeito à visão otimista que
têm da economia brasileira. "Eles enxergam espaço para a
inovação – e isso é um estímulo
decisivo para que tentem a vida por conta própria", diz Simara
Greco, coordenadora do estudo . Está-se falando de gente como
Pedro Valiati, 27 anos, que ainda cursava engenharia ambiental na USP
quando, junto com dois colegas, teve a ideia de abrir uma empresa numa
área até então inexplorada: a de softwares para
racionalizar o uso da água. Emprego? "Era o sonho dos meus pais,
nunca foi o meu."
Mais da metade desses novos
negócios se concentra no setor de tecnologia, muitos deles na
área de TI, um mercado em expansão e passível de
ser explorado sem grandes investimentos iniciais – vantagem
determinante para profissionais que, em início de carreira,
não contam com capital e começam sua empresa até
dentro de casa. "Trabalho no meu quarto, em frente a um único
computador", diz o cientista da computação Thiago
Ventura, de 23 anos. Em 2007, ele e dois amigos de faculdade selaram
sociedade num negócio voltado para o desenvolvimento de games
educativos, em Cuiabá. Já com uma dezena de clientes
fixos no país inteiro, cogitam agora recrutar mais gente e,
enfim, abrir um escritório. Esse modelo de negócio
só foi possível porque, nos últimos dois anos, os
rapazes estiveram sob a guarida dos pais, que os sustentavam em casa
enquanto eles acumulavam dinheiro. A mesma fórmula tem ajudado
outros jovens no país a dar o pontapé inicial em sua
empresa, e é reflexo de uma mudança de c omportamento. Os
brasileiros estão postergando a decisão de morar longe
dos pais: 62% dos jovens só começam a pensar nisso quando
já passaram dos 30 anos, segundo mostra o IBGE. Até
lá, vão se capitalizando. Conclui o economista Marcelo
Neri, da Fundação Getulio Vargas: "Esse padrão
é determinante para explicar o aumento do empreendedorismo entre
os jovens com ensino superior no Brasil".
Ao tomarem a decisão de
montar uma empresa, os jovens pesam também o fato de que, desse
modo, terão mais liberdade para ditar os rumos do negócio
e tomar conta do próprio tempo. É verdade que isso sempre
impulsionou, em algum grau, a opção pelo empreendedorismo
– mas foi mais recentemente que se tornou um fator decisivo.
Fruto de uma educação mais liberal, dada por pais que
viram de perto a ascensão dos movimentos estudantis e da
contracultura, os jovens de hoje são menos afeitos à
noção de hierarquia. "Criados com liberdade, eles
resistem mais à ideia de responder a chefes e dar
satisfação sobre o que fazem", diz a educadora Tania
Zagury. É natural que vejam o empreendedorismo como uma
alternativa. Ao segui-la, também buscam chegar ao sucesso mais
rápido – o que, evidentemente, nem todos conseguem. A
ideia de que se pode obter o sucesso, contudo, é
reforçada pela ascensão-relâmpago de figuras como
Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, ou de Mark
Zuckerberg, o cr iador do site de relacionamentos Facebook. O jovem
trio, que antes dos 30 amealhou fortunas na casa dos bilhões de
dólares, chega a ser venerado pela nova geração de
empreendedores brasileiros.
Outro impulso para o
empreendedorismo vem do próprio mercado de trabalho, que
está mudando em ritmo veloz no Brasil. Enquanto os empregos
formais entre os que ganham menos aumentam, no topo da pirâmide
eles se estão reduzindo. Segundo um levantamento da consultoria
LCA, desde 2003 surgiram no país 700 000 postos formais de
trabalho para quem ganha acima de 3?500 reais – o que é
bom, porém insuficiente para absorver os 2,5 milhões de
novos profissionais com diploma que, no mesmo período,
saíram à procura de emprego. Nesse meio tempo, as grandes
empresas no Brasil passaram por uma transformação
espelhada numa tendência mundial: terceirizaram vários dos
setores que não tinham relação direta com suas
atividades-fim, como o de recursos humanos, o jurídico e a
área de TI. Isso abriu um novo campo para quem trabalha por
conta própria, como bem ilustra o caso das publicitárias
Patrícia Moreno, 27 anos, e Ana Carolina Patrício, 28.
Tão logo saíram da faculdade, em 2005, elas dec idiram
abrir uma consultoria. Hoje, trabalham para quinze empresas. "Somos o
setor de marketing delas", explicam as moças.
O aumento do número de jovens
empreendedores é desejável para qualquer país.
"Recém-saídos da universidade, eles estão
atualizados sobre sua área – e têm grande capacidade
de inovar", diz o especialista Marcos Hashimoto, do Insper.
Inovação é hoje, afinal, o que mais enriquece um
país. Num cenário em que 83% dos donos de negócio
brasileiros nem sequer pisaram numa universidade, esses jovens com
diploma têm, também, infinitamente mais chances de
prosperar. Para se ter uma ideia, apenas 7% das empresas abertas por
brasileiros com ensino superior fecham antes de completar um ano de
vida, um quarto da média nacional. O Brasil sempre registrou
altos índices de empreendedorismo. Entre os jovens, 15% dos
brasileiros já estão à frente de um negócio
próprio, mais do que americanos (14%) ou indianos (12%) –
ambos tradicionalmente empreendedores. A boa novidade, no entanto,
é que nunca se viu tanta gente qualificada. Em 2007, aos 20 anos
e com um empurrão financeiro dos pais, o administ rador de
empresas Rafael Soares decidiu se tornar dono de uma loja de material
de construção, em São Paulo. Só fez isso
depois de estar convicto de que o momento era bom e de inventar para o
negócio um diferencial: junto com o material, ele vende
serviços de empreiteiro. "Trabalho obcecadamente dia e noite",
resume. A tão sonhada liberdade, ele não tem. Mas, a
exemplo de tantos outros de sua geração, tem tudo para
fazer seu negócio vingar.
Fonte: Revista Veja nº 2130
Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:33 hs.
O presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da
Educação, Fernando Haddad, destacaram que o
desenvolvimento econômico do País está financiando
investimentos em educação, durante a
inauguração do campus de Ipojuca, município a 43
quilômetros de Recife. O evento incluiu a
inauguração, via transmissão televisiva, do campus
de Floresta, também em Pernambuco.
“Eu fiz um curso
técnico e venci na vida. Quero que vocês tenham o mesmo
destino”, disse o presidente Lula aos alunos presentes. O
presidente destacou que o país vive um momento em que a
expansão das vagas da rede de educação
profissional coincide com o crescimento da economia. “Isso
permite que vocês estudem, façam estágios nas
empresas e saiam contratados. O Brasil está carente de
mão de obra qualificada”, afirmou.
Foi o que ocorreu com uma das alunas
do campus de Ipojuca. Gedayane Lemos contou que não conseguia
emprego nas indústrias da região. “Depois de entrar
no curso, consegui um estágio”.
Para o ministro Fernando Haddad,
pela primeira vez, o desenvolvimento econômico do país
está atrelado a investimentos em educação.
“A diferença é que agora combinamos investimentos
em infraestrutura com investimentos na formação das
pessoas”, enfatizou.
Haddad ressaltou que a
expansão das escolas federais e os demais investimentos do
ministério foram possíveis porque o orçamento da
pasta mais que dobrou em seis anos. “Passou de R$ 23
bilhões em 2004 para R$ 53 bilhões no orçamento de
2010”.
O reitor do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco,
Sérgio Portela de Melo, percebeu a diferença. Ele relatou
que, há seis anos, brigava para pagar as contas de energia e
gás e que o mobiliário da escola era velho. “Hoje
contamos com um parque tecnológico de fazer inveja a qualquer
país”, comemorou. “Parece um sonho, mas é
realidade”, definiu.
Fonte: MEC
Verba privada para inovação precisa aumentar 5 vezes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:54 hs.
Presidente da Finep diz que apoio
público para pesquisa tecnológica está no
nível dos países ricos, mas empresa não investe
NO FINAL do mês passado,
quando falou a representantes de empresários e trabalhadores do
país, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o
presidente Lula se queixou da inércia do empresariado quando o
assunto é investir em inovação tecnológica.
Lembrou que, por meio do
Ministério da Ciência e Tecnologia, fez um PAC de R$ 41
bilhões para esse tipo de investimento, mas que o dinheiro
está parado.
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Mais diplomático, Luís
Manuel Rabelo Fernandes, 50, presidente da Finep (Financiadora de
Estudos e Projetos) faz a mesma provocação. Em entrevista
à Folha, o chefe da maior agência de fomento à
inovação do país disse que o investimento privado
em pesquisa e desenvolvimento precisa aumentar cinco vezes, mas o
aporte estatal já está no nível dos países
desenvolvidos.
FOLHA - Como está o Brasil em inovação tecnológica?
LUÍS MANUEL FERNANDES - Nossa
posição é intermediária. Em ciência e
tecnologia, temos o sistema mais consolidado da América Latina e
um dos mais avançados do mundo. Mas ainda há pouca
transmissão dessa capacidade de pesquisa para a atividade de
inovação nas indústrias. Isso se traduz naqueles
indicadores muito conhecidos: o Brasil tem 2,2% da
produção científica mundial -o equivalente
à participação do Brasil no PIB do mundo. Mas,
quando se trata de depósito de patentes, isso cai para 0,2%. O
Brasil investe em pesquisa, desenvolvimento e inovação na
faixa de 1,1% do seu PIB. Está no mesmo padrão de China,
Índia e Rússia, mas está bem atrás dos
países mais avançados, que tendem a investir de 2,5% a 4%.
FOLHA - Como corrigir isso?
FERNANDES - Haveria uma forma de
enfrentar esse descompasso, que é abrir uma linha de
financiamento para as empresas brasileiras serem mais audaciosas no
registro de patentes internacionais. Mas há uma leitura mais
profunda, que é sobre o grau efetivo de envolvimento das
empresas nacionais em relação à
inovação. O levantamento do IBGE identifica mais de 30
mil empresas inovadoras, mas, se você decompõe o que
chamam de inovação, consideram até compra de
maquinaria para dentro da empresa. Não é uma
inovação de desenvolvimento de processo e produto novo
para o mercado.
FOLHA - Vai ser cumprida a meta de chegar a 1,5% do PIB em investimentos em inovação até 2010?
FERNANDES - Se não chegarmos
lá, estaremos bem perto. Se você decompuser esse 1,1%, vai
ver que 0,7% é estatal e 0,4% empresarial. Com esse percentual,
nosso investimento público já está nos
padrões dos países desenvolvidos. A diferença
é que, nesses países, esse investimento público
alavanca duas ou três vezes mais de recursos privados -o que
não ocorre no Brasil. No setor privado, as empresas precisam
investir cinco vezes mais do que o Estado.
FOLHA - Em 2007, apenas 320 empresas
usaram os incentivos legais previstos pela lei de
inovação. Por que a lei não pegou?
FERNANDES - Esses números
são específicos para a "Lei do Bem", de 2005, posterior
à de inovação, de 2004. Não temos os
números para 2008, mas acredito que vão registrar um
crescimento expressivo de empresas que buscaram as
isenções fiscais facultadas pela lei.
FOLHA - Ainda há a mentalidade do setor universitário de se manter longe do mercado?
FERNANDES - Sim, mas houve
progressos significativos na última década. Nos anos
1990, havia uma mentalidade de que a universidade servia para produzir
conhecimento público e que qualquer tentativa de auferir
vantagem particular do conhecimento gerado era uma
relação promíscua com o mercado. Houve
avanços, embora haja o discurso de que a universidade não
pode se pautar pela necessidade do mercado. É um contraponto
importante.
FOLHA - A Coreia do Sul chegou à inovação e o Brasil não.
FERNANDES - Primeiro, há mais
uma questão de contexto histórico: eles não
enfrentaram a crise da dívida, pela qual passamos nos anos 1980.
Nossos empresários usam o exemplo da Coreia do Sul. Mas se
esquecem que lá os "chaebols" [grupos econômicos] foram
escolhidos pelo Estado e tiveram sua "missão" determinada. Houve
um grau acentuado de dirigismo estatal na montagem desse processo.
Tiveram sucesso muito maior do que hoje seria aceitável pela OMC
[Organização Mundial do Comércio].
FOLHA - O governo brasileiro
pretende dar preferência para suas compras aos produtos
desenvolvidos no país por empresas que fizeram pesquisa aqui.
Como evitar uma reserva de mercado como a dos computadores nos anos
1980?
FERNANDES - Todos os países
centrais usam o poder de compra para alavancar a
inovação. O dilema que enfrentamos é: pela
legislação brasileira não se pode distinguir
empresa brasileira de empresa de capital nacional [que pode ter capital
estrangeiro]. Se estiver instalada no Brasil, a companhia terá
acesso a todos os instrumentos de apoio que nós desenvolvemos.
Na subvenção, qualquer empresa que apresente projetos
deverá ter seu principal centro de pesquisa e desenvolvimento no
Brasil. Isso é para evitar que nosso financiamento possa
alavancar mera compra de tecnologia por uma empresa instalada no
país, adquirida lá fora, e apenas maquiada aqui.
Uma segunda questão que
queremos enfrentar é a compra de empresas aqui, por grupos
estrangeiros, nas quais investimos em desenvolvimento
tecnológico, compra essa feita não para dar continuidade
ao desenvolvimento que ela já vem fazendo no país, mas
somente para bloquear o potencial nascimento de uma concorrente no
mercado mundial. Daí a necessidade, que está na lei: se
houver essa aquisição, com interrupção do
projeto de inovação, os recursos públicos
investidos devem ser devolvidos.
A discussão sobre como
conduzir as compras governamentais foi o que menos avançou.
Conceber comprar desenvolvimento tecnológico como parte de
compras governamentais, que teriam um tratamento diferenciado, como a
proposta em teste na área da saúde.
Fonte: Folha de São Paulo
Estados têm 15 dias para sugerir ao MEC mudanças em programa do ensino médio
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 09/09/2009
Programa Ensino Médio
Inovador irá alterar organização curricular.
Objetivo do Ministério da Educação é
iniciar o projeto em 2010
Do G1, em São Paulo
As secretarias estaduais de
Educação têm 15 dias para apresentar
sugestões a um programa do Ministério da
Educação (MEC) que pretende mudar a carga horária
e a grade curricular das escolas de ensino médio público
do país. O programa, chamado de Ensino Médio Inovador,
pretende ainda definir critérios para o repasse de verbas da
União para os estados. O prazo para as secretarias se
manifestarem sobre o programa foi definido nesta quarta-feira (9),
durante encontro do ministro da Educação, Fernando
Haddad, com os secretários de educação dos
estados, no Rio de Janeiro.
De acordo com a secretária de
educação básica do MEC, Maria do Pilar
Lacerda, a proposta de modificação do currículo do
ensino médio está em debate há seis meses. O
objetivo do ministério é que as redes estaduais de ensino
apresentem propostas de diversificação do
currículo que o tornem mais atraente aos jovens e adolescentes.
Para ajudar os gestores, o MEC elaborou um documento, disponível
em seu site , com orientações sobre as mudanças.
Entre os itens estão a ampliação da carga
horária de 2.400 horas para 3.000 horas, a possibilidade de o
aluno escolher 20% da sua carga horária e grade curricular e
ênfase à prática em oficinas e laboratórios.
A meta do Ministério da
Educação é colocar o programa em prática
em 2010. Os estados terão dois meses, a partir da
publicação da portaria do MEC, para apresentar os Planos
de Ações Pedagógicas (PAP). O PAP deve ter quatro
itens: análise da situação das escolas, plano de
trabalho, plano pedagógico e programa
orçamentário. O diretor de concepção e
orientação curricular da Secretaria de
Educação Básica, Carlos Artexes Simões,
explica que é com este plano que a secretaria vai informar, por
exemplo, o número de escolas e de estudantes que estarão
inclusos no Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb). Esses dados, de evasão,
aprovação e reprovação, é que
vão determinar o volume de recursos que o MEC repassará
às redes estaduais.
OCDE diz que Alemanha precisa investir mais em educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 09/09/2009 - São Paulo SP
da Deutsche Welle, na Alemanha
O sistema educacional alemão
ainda está aquém do de outros países
industrializados, segundo um relatório da OCDE
(Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico) divulgado nesta
terça-feira (8) em Berlim. Em 2006, a Alemanha investiu 4,8% do
seu PIB (Produto Interno Bruto) em educação, menos que a
média de 5,7% dos países da OCDE. O Brasil
não faz parte da OCDE, mas foi incluído no
relatório na condição de país-associado e
investiu 4,9% do PIB. No topo da lista estão Islândia, com
8%, e Estados Unidos, com 7,4%.