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14/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
 

Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar 

Proposta de alteração da Resolução CNE/CES Nº 1 que estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação

Ministério da Educação edita portaria credenciando, por critérios diferenciados 49 instituições públicas, para programas de educação à distância

Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina

ABED lança Prêmio de Jornalismo

Homologação de Pareceres CNE

II Concurso Estadual de Plano de Negócios

UNE quer que metade dos recursos do pré-sal sejam aplicados em educação

Pós em hospitais pode ser vetada

Entidades podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização

Seguridade aprova abatimento de até 50% da dívida com o Fies

Novas regras aproximam mestrado profissional do mercado

Ensino católico nas escolas não pode ser substituído

Três novas leis alteram a LDB

MPE recorre de decisão sobre cobrança de mensalidades na Unitins

Professores têm estratégias para detectar plágio ou fraude em monografia

MEC divulgada relação de entidades aptas à execução de ações do programa de alfabetização

Acadêmica terá indenização por cursar um semestre a mais

Pesquisa mostra quanto o brasileiro gasta em livros

Área contábil concentra profissionais com idade superior a 30 anos

Universidade para mais gente

Aumenta número de estudantes brasileiros no exterior
 
SEB anuncia venda da Sociedade Educacional de Goiânia Ltda.

Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil

A crise e a competitividade

Brasil pretende ter maior empresa de soluções educacionais da América Latina

Revolução na escola

Crise faz Harvard e Yale perderem R$ 32 bilhões

A turma que não quer ter chefe

Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação

Verba privada para inovação precisa aumentar 5 vezes

Estados têm 15 dias para sugerir ao MEC mudanças em programa do ensino médio

OCDE diz que Alemanha precisa investir mais em educação

Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar 
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 10/09/2009
Para presidente da Fenep, nota do Enade deveria ir para o histórico escolar 
A qualidade do ensino, as mensalidades e a inadimplência são alguns dos assuntos abordados pelos repórteres Leandro Andrade e Wellington Mesquita, da Jovem Pan Online, na entrevista com José Augusto de Mattos Lourenço, presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares)  e vice-presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo). Lourenço põe em dúvida a validade do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), a avaliação do ensino superior feita pelo MEC (Ministério da Educação). Ele diz que o baixo desempenho  dos estudantes se deve ao fato de que eles são obrigados a comparecer ao exame, mas não a responder todas as questões. Para o professor, se a nota fosse para o histórico escolar, os alunos não boicotariam o exame. (Jovem Pan Online) 

Proposta de alteração da Resolução CNE/CES Nº 1 que estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Ministério da Educação
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 10 de Setembro de 2009
Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer no 247/2009 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/pces247_09.pdf, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que aprova os Projetos de Resolução anexos a este Parecer, que tratam, respectivamente, da alteração da Resolução CNE/CES No-1, de 3 de abril de 2001 http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/resolucao12001.pdf, que estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação, e da Resolução CNE/CES No- 8, de 4 de outubro de 2007 http://www.ufmg.br/prograd/arquivos/docs/resCes008_07.pdf, que estabelece normas para a revalidação de diplomas de graduação expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior, conforme consta do Processo no 23001.000188/2009-28.
FERNANDO HADDAD.

Ministério da Educação edita portaria credenciando, por critérios diferenciados 49 instituições públicas, para programas de educação à distância
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O Ministro da Educação editou neste dia 4 de setembro (e publicou no DOU de 8) a Portaria 859 que "credencia em caráter experimental" num único ato, 49 instituições públicas, para atuarem no campo da EAD.
Desse universo, 13 nunca atuaram no setor.
Dentre elas muitas das piores avaliadas pelo próprio MEC. A listagem, que era de 210, passa para 223, numa única "penada" sendo lamentável que isso aconteça. Para as IES privadas há uma longa série de exigências e os processos demoram, no mínimo, dois anos. Para as estatais, dispensam-se todas as exigências.
A fundamentação citada na Portaria é errônea eis que a LDB permite a existência de instituições experimentais, entretanto não admite a figura criada pelo MEC.
Não devemos ser contra a expansão, mas é inadmissível que tenhamos dois pesos e duas medidas.

Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina
Fonte: Jornal da Educação IPAE
No Dia Internacional da Alfabetização, o Brasil aparece como o país com o maior número de analfabetos na América Latina, apesar de alguns progressos, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
No total, 14,1 milhões de brasileiros, o que equivale a 10,5% da população maior de 15 anos, não saber ler nem escrever. No mundo, são 776 milhões de adultos nesta situação. Na última década, o Brasil reduziu essa taxa em cinco pontos percentuais. Porém, em números absolutos, essa diminuição significa a alfabetização de apenas dois milhões de pessoas. Em 2003, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um programa para promover a alfabetização da população adulta centrado em municípios com taxas de analfabetismo superiores a 25%, sendo que a maioria deles fica na região Nordeste.
De acordo com os dados cedidos pelos governos latino-americanos e reunidos pela Unesco, a América Latina tem 25 milhões de analfabetos, principalmente no Brasil e México, os países mais populosos. Por outro lado, há nações que avançaram bastante no tema. Hoje, o Equador foi o sexto país latino-americano a anunciar que está livre do analfabetismo. Os outros são Argentina, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.

ABED lança Prêmio de Jornalismo
Fonte: Jornal da Educação IPAE
A Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, com o apoio do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – instituiu o “Prêmio ABED SENAI de Jornalismo”, que terá lançamento de sua primeira edição este ano. O Prêmio tem como objetivo valorizar o trabalho realizado pelos veículos de comunicação e seus profissionais, além de destacar os trabalhos jornalísticos de qualidade e incentivar a divulgação de informações relevantes sobre o setor educacional.
Foram definidas quatro categorias: publicações impressas, matérias televisivas, matérias radiofônicas e Internet. Poderão concorrer trabalhos jornalísticos realizados a partir de 1° de janeiro de 2009. As inscrições serão aceitas até 20 de outubro e devem ser realizadas através do site: www.abed.org.br/jornalismo2009/formulario.html. Mais informações pelos telefones: (11) 3825-7171 / 3825-6939.

Homologação de Pareceres CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:48 hs. 
Publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, p. 8-9, de 11 de setembro de 2009.
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 10 de Setembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 15/2009, do Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação, que responde consulta de interesse do Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (SINPRO-GO), sobre a categoria profissional do professor de curso livre e de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, com base no Plano Nacional de Educação, conforme consta do Processo nº 23001.000236/2008-05.
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 164/2009, Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que responde consulta de interesse do Ministério Público Federal/Procuradoria da República no Município de Bauru/SP, sobre regulamentação da cobrança de taxas relativa a emissões e expedições de conteúdo programático e históricos prestados pelas instituições de Ensino Superior, conforme consta do Processo nº 23001.000124/2009-27.

II Concurso Estadual de Plano de Negócios
Fonte: Diário Catarinense
O plano de negócios pode render uma viagem aos estudantes regularmente matriculados em Instituições de Ensino Superior do estado e seus orientadores. O 2º Concurso Estadual Plano de Negócios promovido pelo Sebrae/SC oferece uma viagem técnica ao Vale do Silício, nos EUA, aos quatro primeiros colocados. As inscrições ficam abertas até dia 9 de outubro pelo site sebrae-sc.com.br/concurso. Produzido por meio do portal, o candidato tem direito a cinco horas de consultoria gratuita para finalização do plano de negócios com data definida até dia 16 de novembro. Informações pelo site www.apoiocomunicacao.com.br e pelo telefone (48) 3223-4647.

UNE quer que metade dos recursos do pré-sal sejam aplicados em educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:26 hs. 
A destinação da metade dos recursos provenientes daextração do petróleo da camada pré-salpara a educação é uma das principais bandeirasda nova diretoria da União Nacional dos Estudantes(UNE).
Segundoo novo presidente da entidade, Augusto Chagas, o tema surgiu commuita força nas últimos debates entre os estudantes."Com certeza, [a educação] é a políticapública que mais tem condições de superardesigualdades, de ajudar a construir uma sociedade mais igualitária.Por isso, nós achamos muito justo que 50% desses recursos sejamaplicados em educação", disse Chagas em entrevista Agência Brasil durante a cerimônia de posse.
A regulamentação da meia-entrada para estudantes em eventos culturais é outra prioridade da UNE. Para Chagas, "da maneira como está hoje, a meia-entrada é um direito que foi atacado".
O novopresidente da instituição comentou ainda osresultados da avaliação do ensino superior, divulgadospelo Ministério da Educação na semanapassada. De acordo com os dados, um em cada três cursos teve notainsatisfatória no Conceito Preliminar de Curso (CPC). AugustoChagas atribui os resultados a uma visão de ensino quedá prioridade ao lucro, uma vez que o mau desempenho se concentra noensino particular.
"A faltade regulamentação desse setor [educação] tem permitido universidades e cursos com tão poucaqualidade. Essas instituições estão muito aserviço do lucro dos seus proprietários e poucocompromisso com a qualidade", considerou. Entre oscursos que obtiveram notas ruins no Exame Nacional de Desempenho dosEstudantes (Enade) - um dos critérios que compõem o CPC - 74% eram privados. 
Fonte: Agência Brasil 

Pós em hospitais pode ser vetada
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:40 hs. 
Parecer do conselho de educação proíbe curso de especialização em institutos e fundações
SIMONE IWASSO
Entidades como hospitais, fundações e institutos podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização lato sensu, reconhecidos pelo Ministério da Educação, caso parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação seja homologado pelo ministro Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150 instituições do País, como os hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência Portuguesa, escolas de negócios como Fia, Fipe, BSP e Dom Cabral, e outras como Escola Paulista de Magistratura e Escola Superior do Ministério Público.
A proposta do conselho é que as autorizações dadas a essas instituições sejam revogadas a partir do ano que vem, abrindo espaço para que os programas continuem sendo oferecidos como cursos livres. Neste modelo, não há necessidade de autorização para abertura da escola, não existem critérios para seu funcionamento e o certificado não é reconhecido pelo ministério - semelhante ao que ocorre com cursos de idiomas e artes. A justificativa do conselho para o parecer está na proliferação de entidades que pedem o credenciamento sem terem tradição de excelência na área de atuação, com fins meramente comerciais. “O credenciamento especial se desvirtuou de seu objetivo, que era atender apenas centros de excelência e notório saber”, afirma Milton Linhares, um dos relatores do parecer e ex-vice-reitor da Universidade Bandeirantes. “Hoje instituições de alto nível em suas áreas não precisam da chancela do poder público para mostrar que têm credibilidade. Quem é bom, vai continuar bom.”
Para Antonio Carlos Ronca, também relator do texto e ex-reitor da PUC-SP, é melhor que o próprio mercado e a sociedade se encarreguem de dizer quais são os cursos bons e os ruins, sem envolver o ministério na autorização e sem o carimbo governamental no certificado. “É preciso desregulamentar a intervenção do Estado nas coisas onde essa regulamentação não é importante”, defende.
Os críticos da medida afirmam que por trás da iniciativa está uma forte briga pelo mercado de especializações. “Esses cursos são importantes para a educação continuada e para a atualização profissional”, diz Paulo Monteiro Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do conselho e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ele deu um voto contrário ao parecer. Na avaliação dele, tirar a chancela dos cursos em entidades apenas fará com que universidades e faculdades tenham uma nova fonte de renda emprestando seu nome a eles. Sem emitir certificados reconhecidos, elas teriam de pagar a alguma universidade.
Oferta de cursos cresce 15% ao ano desde 2001
Desde 2001, o credenciamento especial de hospitais, fundações e institutos profissionais para oferta de cursos de especialização lato sensu cresceu 15% ao ano, representando atualmente 5% de todas as instituições de ensino superior do País. Para se ter uma ideia, são cerca de 150 entidades do tipo num universo onde existem 183 universidades, segundo dados de levantamento do Conselho Nacional da Educação.
“É um mercado que tem se expandido, mas a solução não é extinguir toda a modalidade”, afirma o consultor Carlos Monteiro, da CM Consultoria. “Seria melhor criar uma espécie de avaliação para o setor.”
Hoje, esses cursos são avaliados apenas no momento de sua abertura e na hora em que pedem o recredenciamento, num processo semelhante ao que ocorre com as especializações dadas por universidades e faculdades. Apenas a especialização stricto sensu, que forma mestres e doutores, é avaliada constantemente pelo governo.
“É um grande equívoco, há entidades sérias, com alto nível de excelência e que atuam em áreas muito específicas”, afirma Roberto Padilha, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. 
Fonte: Jornal da Tarde - SP

Entidades podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs. 
Parecer do conselho de educação impede hospitais e fundações de abrirem vagas; decisão final depende do MEC
Simone Iwasso
Entidades como hospitais, fundações e institutos podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização lato sensu, reconhecidos pelo Ministério da Educação, caso parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) seja homologado pelo ministro Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150 instituições do País, como os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência Portuguesa, escolas de negócios como FIA, Fipe, BSP e Dom Cabral e outras como Escola Paulista de Magistratura e a Superior do Ministério Público.
A proposta do conselho é que as autorizações dadas a essas instituições sejam revogadas a partir de 2010, abrindo espaço para que os programas continuem sendo oferecidos como cursos livres. Nesse modelo, não há necessidade de autorização para abertura da escola, não existem critérios para seu funcionamento e o certificado não é reconhecido pelo ministério - semelhante ao que ocorre com cursos de idiomas e artes.
A justificativa do CNE para o parecer está na proliferação de entidades que pedem o credenciamento com fins meramente comerciais, sem tradição de excelência na área de atuação. "O credenciamento especial se desvirtuou de seu objetivo, que era atender apenas centros de excelência e notório saber", afirma Milton Linhares, um dos relatores do parecer e ex-vice-reitor da Universidade Bandeirantes. "Hoje, instituições de alto nível em suas áreas não precisam da chancela do poder público para mostrar que têm credibilidade. Quem é bom vai continuar bom."
Para Antonio Carlos Ronca, também relator do texto e ex-reitor da PUC-SP, é melhor que o próprio mercado e a sociedade se encarreguem de dizer quais são os cursos bons e os ruins, sem envolver o ministério na autorização.
"É preciso desregulamentar a intervenção do Estado nas coisas em que a regulamentação não é importante", defende.
Os críticos da medida afirmam que por trás da iniciativa há uma briga pelo mercado de especializações - nos últimos anos, muitas universidades abriram unidades voltadas para esses cursos, principalmente nas áreas de saúde, economia e administração. "Esses cursos são importantes para a educação continuada e para a atualização profissional", diz Paulo Monteiro Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do conselho e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ele deu um voto contrário ao parecer.
"A maioria desses cursos aborda temas que não estão na agenda das universidades e devem ser ofertados em abundância, com qualidade." Na avaliação de Barone, tirar a chancela fará com que universidades tenham uma nova fonte de renda emprestando seu nome a eles. É que, sem emitir certificado reconhecido, as instituições teriam de pagar uma parte da renda a alguma universidade para que ela faça isso. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Seguridade aprova abatimento de até 50% da dívida com o Fies
Fonte: Jornal da Educação IPAE
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (9) proposta que permite a redução da dívida com o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) de mutuários formados em Direito que prestarem serviços para a Defensoria Pública; de formados em cursos de Licenciatura que derem aulas na rede pública de educação básica; e de formados em ciências de saúde que exerçam sua profissão em municípios onde haja carência de profissionais e serviços básicos de saúde.
A proposta também estende os financiamentos do Fies aos alunos de nível médio de cursos profissionalizantes. Permite ainda a utilização do saldo de conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em nome do mutuário do Fies, para amortização ou liquidação do saldo devedor.
O texto aprovado foi o substitutivo do deputado Jofran Frejat (PR-DF) para os projetos de lei 5413/09, do Poder Executivo; 4881/09, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), e cinco outros apensados. A proposta tramita simultaneamente nas comissões e no Plenário, por estar submetida ao regime de urgência constitucional, sendo uma das que trancam a pauta de votações, em razão do prazo de tramitação vencido.

Novas regras aproximam mestrado profissional do mercado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:12 hs. 
Com mudanças, número de mestres no País deve aumentar
Exigências para mestrados profissionais
- apresentar estrutura curricular objetiva e enfatizar a articulação entre conhecimento atualizado, domínio da metodologia e aplicação orientada para o campo de atuação profissional;
- ter tempo de titulação de no mínimo um e no máximo dois anos;
- possibilitar a inclusão de atividades curriculares estruturadas das áreas das Ciências Sociais Aplicadas correlatas com o curso, tais como legislação, comunicação, administração e gestão, ciência política e ética;
- conciliar a proposta ao perfil dos candidatos e ao curso;
- ter corpo docente integrado por doutores, profissionais e técnicos com experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação;
- apresentar normas bem definidas de seleção dos docentes responsáveis pela orientação dos alunos;
- comprovar carga horária docente e condições de trabalho compatíveis com as necessidades do curso;
- prever a defesa apropriada na etapa de conclusão do curso;
- prever a exigência de apresentação de trabalho de conclusão de curso, tais como dissertação, revisão sistemática, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, etc.
Confira a íntegra da Portaria Normativa Nº 7, de 22 de junho de 2009.
http://www3.universia.com.br/materia/img/ilustra/2009/set/artigos/port_mestrado_profissional_.pdf
Por Larissa Leiros Baroni
Após 11 anos da implantação dos primeiros mestrados profissionais no Brasil, a modalidade stricto sensu ganha regras de credenciamento e de avaliação próprias distintas das utilizadas atualmente para o mestrado acadêmico. O vínculo e as influências deste, até então muito fortes no processo de construção dos programas profissionalizantes, foram quebrados a partir da publicação da Portaria Normativa nº 7, no último dia 22 de junho. A medida adotada pelo MEC (Ministério de Educação) promete expandir esse tipo de mestrado, ainda inexpressivo, no País.
Segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) os cursos de mestrado profissional representam apenas 9,41% das pós-graduações stricto sensu por ela recomendados. Dos 2.793 programas avaliados, 260 são voltados à formação de mestres profissionais. A maior concentração da modalidade está no Sudeste, que mantém 141 opções. Na seqüência aparecem as regiões Sul (55), Nordeste (39), Centro Oeste (18) e, por fim, a Norte (7).
Na opinião do presidente da Câmara de Educação Superior do CNE/MEC (Conselho Nacional de Educação), Paulo Barone, a expansão do mestrado profissional no Brasil foi emperrada pelas fortes influências que a modalidade sofreu dos programas acadêmicos. "O curso não tinha identidade própria. Portanto, não era compreendido por algumas áreas do conhecimento, tais como o Direito e a Educação", relata ele, bastante otimista em relação às novas normas. "Os estímulos previstos tendem, no entanto, a mudar o quadro da modalidade no Brasil", acredita.
Estímulos que, segundo Barone, passam pela flexibilidade na concepção dos mestrados. "Cada comitê de área irá criar as normas de acordo não só com as necessidades científicas e acadêmicas, mas principalmente vinculadas à aproximação das demandas do mercado de trabalho. As especificidades de cada setor serão preservadas", descreve o presidente.
De acordo com o ministro da educação, Fernando Haddad, o viés acadêmico na avaliação será abolido a partir da criação de uma área específica na Capes para analisar o mercado profissional. "Por falta de parâmetros, houve a proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu no País que poderiam ser regidos pelas normas do mestrado profissional. O procedimento atrasa a trajetória de muitos profissionais que se vêem obrigados a fazer especialização e, ao decidirem caminhar em direção ao doutorado, necessitam passar pelo mestrado acadêmico", justifica Haddad, em entrevista ao site do ministério.
Apesar da possibilidade de algumas especializações se transformarem em mestrados profissionais, a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de janeiro), Angela Uller, garante que uma modalidade não substitui a outra. Segundo ela, os cursos lato sensu são feitos para executivos que não têm interesse de seguir para o doutorado ou não têm disponibilidade para dedicação intensiva ao estudo, como exige o mestrado profissional. "São itens distintos no cardápio de formação das instituições de Ensino", compara.
Os ganhos da criação de uma área específica para avaliação dos cursos de mestrado profissional serão mútuos. De um lado, a academia poderá ampliar a interação com o mundo do trabalho. Do outro, os alunos que terão a oportunidade de consolidar a formação e, caso necessário, seguir direto para o doutorado. O Governo, segundo Barone, também terá benefícios. "A iniciativa nos ajudará a alcançar, com vantagem, as metas do plano anual da pós-graduação por meio da ampliação do número de mestres e doutores formados", pontua.
Novas regras
Dentre as principais normas prevista na portaria nº 7, destacam-se as possibilidades de trabalhos de conclusão de curso, que vão além da dissertação. "As alternativas incluem a produção de patentes, registros de propriedades intelectuais, projetos técnicos, publicações tecnológicas, desenvolvimento de aplicativos, materiais didáticos e instrucionais e a produção artística", apresenta o ministro.
Para a coordenadora do Projeto de Mestrado Profissional da ESPM (Escola de Propaganda e Marketing) de Porto Alegre, Iara Silva, a medida aproxima o programa das necessidades do mundo dos negócios. "O objetivo do curso não é produzir ciência, mas conhecimento aplicado, o que pode trazer mudanças para o mercado de trabalho", enfatiza ela que também acredita no aumento da aplicabilidade dos projetos desenvolvidos pelos novos mestres.
A composição do corpo docente é outra novidade. A mudança, de acordo com a coordenadora adjunta do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática da PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Agnela Giusta, representa o alinhamento da finalidade da modalidade com sua avaliação. "Não havia congruência entre esses elementos. Por que, por exemplo, exigir a publicação de artigos científicos se a produção técnica de peso seria muito mais útil para contribuir com a formação desses mestres?", questiona.
As novas regras, no entanto, permitem que o quadro de professores dos mestrados profissionais não seja composto exclusivamente por mestres e doutores, como é exigido nos programas acadêmicos. A formação docente, segundo Haddad, será mista. "Uma fração dos profissionais deverá ter reconhecida experiência profissional e a outra parcela será composta por professores portadores do título de doutor. Mesmo os titulados deverão ter formação específica na área do mestrado profissional", explica.
A medida, a princípio, poderá provocar desconfiança por partes de alguns setores, conforme diz o presidente da Câmara de Educação Superior. "Há pessoas que erroneamente associam a qualidade de um curso com a titulação dos seus docentes", aponta Barone que garante que a formação do corpo-docente dos mestrados profissionais não comprometerá o ensino do programa. "Além disso, a Capes, na função de guardiã, irá resguardar a qualidade de todos os programas stricto sensu brasileiros, inclusive os de mestrado profissional", diz.
Agnela concorda com ele e diz que o doutorado não coincide com competência. "Existem habilidades fora das titulações também. E as instituições precisam ter bom senso para explorar as duas possibilidades de expansão do aprendizado", recomenda. O mestrado profissional deve ter a visão científica dos titulados, mas também precisa dos conhecimentos práticos de um profissional com vasta experiência no mercado de trabalho. "Não quer dizer, no entanto, que esse professor sem titulação seja leigo e não tenha instrução", completa.
Com a diferenciação das regras entre mestrados acadêmicos e profissionais, muitas áreas podem ser beneficiadas. No caso da Saúde, por exemplo, qualificam-se para o oferecimento dos mestrados profissionais os programas de residência médica ou multiprofissional. "A medida irá abreviar a formação dos médicos, que geralmente precisam fazer a residência e, caso queiram optar pela carreira acadêmica, passar pelo mestrado acadêmico e só depois seguir para o doutorado", diz Barone.
O título de mestre obtido nos mestrados profissionais recomendados e avaliados pela Capes e credenciados pelo CNE terão validade nacional. E, de acordo com a portaria, os mestres terão os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico. "A modalidade visa capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada, além de contribuir para o aumento da competitividade e produtividade de empresas, organizações públicas e privadas", explica o pró-reitor de pós-graduação da UFSCar (Universidade de São Carlos), Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira.
Apresentação de propostas
As propostas de cursos de mestrado profissional deverão ser apresentadas à Capes mediante preenchimento do formulário APCN-MP (Aplicativo para Cursos Novos - Mestrado Profissional), disponível no site da agência. O calendário para a submissão dos projetos, referente ao ano acadêmico 2009, já está encerrado. A abertura do próximo processo de avaliação está prevista para dezembro de 2009.
De acordo com Barone, as propostas poderão ser encaminhadas pelas instituições de Ensino - públicas ou privadas -, centros de pesquisas e empresas. Os cursos de mestrado profissional já existentes devem providenciar, ao longo do triênio, as mudanças e atualizações que se mostrem necessárias para adequação ao novo regulamento.
O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE acredita que a repercussão da portaria será maior entre os centros de pesquisas e as instituições privadas de Ensino. "A IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) levarão um pouco mais de tempo para atender a essa demanda, principalmente por causa da tradição do mestrado profissional", supõe Barone. "Os verdadeiros reflexos, no entanto, só serão colhidos em médio prazo, assim que os primeiros cursos forem avaliados e os primeiros mestres forem formados", acrescenta. 
Fonte: Portal Universia 

Ensino católico nas escolas não pode ser substituído
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O ensino da religião católica nas escolas não poderá ser substituído por matérias como história das religiões, de ética ou de cultura religiosa segundo informou o governador regional da Congregação Vaticana para a Educação Católica, Zenon Grocholewski. A carta, enviada às conferências episcopais em maio, foi publicada pelo diário La Repubblica nesta quinta-feira (10).
Grocholewski descreveu na carta que isso significaria "dano e marginalização dos estudantes que pedem para estudar a religião católica". Ainda segundo a carta, o ensino da religião "não pode estar limitado a uma exposição das distintas religiões, em modo comparativo ou neutro", mas deve concentrar-se no ensino da religião católica, acrescenta.
No final do mês de agosto, a Câmara dos Deputados regulamentou o direito à liberdade religiosa, em projeto que repete diversos artigos do acordo entre o Brasil e o Vaticano, adaptando-os a todas as religiões. Entre os artigos, está a questão do ensino religioso. Em vez de proibir a discriminação de qualquer credo na aplicação dessa disciplina nas escolas públicas (como aconteceu no caso do acordo com o Vaticano), o projeto proíbe o proselitismo, que é a atividade de catequizar uma pessoa.

Três novas leis alteram a LDB
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:48 hs. 
Só em agosto, foram sancionadas três leis que alteram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A primeira delas (Lei 12.013) obriga, com justiça, que as informações feitas pela escola sejam comunicadas igualmente para a mãe e o pai, quando eles não viverem juntos.
Na segunda mudança (Lei 12.014), o artigo 61 passou a definir o "profissional de educação". Incluem-se nessa "categoria" os profissionais com habilitação para lecionar na educação infantil a ensino médio; os pedagogos habilitados em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional e os "portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim habilitados" que atuam na área educacional.
Em 2006, o artigo 67 da LDB foi alterado para incluir como "função de magistério" a direção, coordenação e assessoramento pedagógico, numa tentativa de estender também a esses profissionais a aposentadoria constitucional aos 25 ou 30 anos de serviço. A partir de uma ação que questionava a constitucionalidade da lei, o Supremo Tribunal entendeu que apenas os professores que passaram a ocupar tais funções poderiam aposentar-se com menor tempo de serviço.
"Cooperativas educacionais"
A terceira mudança circula por um ambinete pantanoso. Publicada em 28/08, a (Lei 12.020) altera o artigo 20 da LDB incluindo as "cooperativas educacionais" como modalidade de escola comunitária.
A LDB classifica as escolas privadas em quatro categorias: particulares, confessionais, filantrópicas e comunitárias. Estas três últimas podem receber recursos públicos, desde que comprovem ter finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação. Até então, eram classificadas como comunitárias as cooperativas constituídas apenas por pessoas vinculadas ao processo educativo. Originalmente, a lei tratava de professores e de alunos. Em 2005, passou a incluir também os pais.
A nova redação substituiu a expressão "cooperativas de pais, professores e alunos" por "cooperativas educacionais". Tecnicamente, qualquer pessoa ou grupo pode montar uma, desde que inclua, na mantenedora, "representantes da comunidade", o que, convenhamos, é um termo bastante vago.
A mudança, portanto, não é semântica. O novo conceito enquadra um maior número de estabelecimentos de ensino credenciados a ter acesso a dinheiro público. Se não houver cuidado, essa flexibilização poderá resultar em aumento da transferência da Viúva para a iniciativa privada.
Vínculo empregatício
As cooperativas - não apenas as educacionais - tiveram grande expansão nos anos 90 e hoje estão longe da idéia romântica de o trabalhador ser dono de sua própria força de trabalho. Na onda de desregulamentação da legislação trabalhista, muitas cooperativas foram criadas com o único objetivo de fraudar a contratação de trabalhadores. Sindicatos e agentes do Poder Público (Justiça, Ministério do Trabalho, Ministério Público) têm tentado fechar o cerco.
Para que a mudança na LDB não crie novas polêmicas, é importante lembrar que o fato de ser uma "cooperativa educacional", patrocinada por pais ou quem quer que seja, não dispensa o registro dos professores em carteira de trabalho, com todos os direitos garantidos. Qualquer outro arranjo, é fraude.




Fonte: Sinpro - SP

MPE recorre de decisão sobre cobrança de mensalidades na Unitins
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:34 hs. 
Na tarde da última quarta-feira, 9, o Ministério Público Estadual (MPE) interpôs recurso da sentença judicial proferida pelo juiz da 2ª Vara dos Feitos das Fazendas e Registros Públicos de Palmas, a qual considera legal a cobrança de mensalidades e matrículas por parte da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins). No recurso, o MPE alega que enquanto persistir nas cobranças, a Unitins não obterá novo credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC), visto que esse foi o principal motivo para o descredenciamento da universidade.
O imbróglio envolvendo o descredenciamento da instituição de ensino segue trazendo prejuízos aos acadêmicos, como por exemplo, a suspensão pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) de novos estágios, que ocorreu em virtude da obrigatoriedade da emissão da Declaração de Supervisão de Estágio, documento que a Unitins não pode mais expedir, conforme, inclusive, noticiou a imprensa local.
Dentre os argumentos arrolados pelo 22 °Promotor de Justiça da Capital, Miguel Batista de Siqueira Filho, também estão o fato da Unitins ter sido criada sob a natureza de uma fundação governamental, ou seja, de fundação instituída pelo Poder Público por força de lei, o que a inclui nas hipóteses, constitucionalmente previstas, de incidência do princípio da gratuidade do ensino público. (Com informações da Ascom/MPE) 
Fonte: Portal O Girassol 

Professores têm estratégias para detectar plágio ou fraude em monografia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:35 hs. 
São usados sites de busca e programa específico para detectar cópia.
Fraudadora que faz monografias admite ter só o ensino médio.
O comércio de monografias, que é quando o universitário compra o trabalho de conclusão de curso, é ilegal por ser um crime de violação de direito autoral cometido tanto por quem vende como por quem compra.
Para descobrir se o trabalho entregue pelo universitário foi mesmo feito por ele, os professores usam algumas técnicas. Orientador de 15 monografias por semestre, Isaac Luna usa sites de busca e um programa específico para detectar textos copiados, principalmente, da internet. “É uma questão de honra descobrir, apesar de dar mais trabalho”, diz.
Se a fraude ou o plágio não foram descobertos durante a elaboração do trabalho, a prova de fogo é na hora da apresentação da monografia. Aqui, diante da banca, o orientador e dois professores têm que estar preparados para descobrir se o estudante comprou, copiou ou realmente elaborou a monografia.
A banca é rigorosa, faz perguntas estratégicas e, com uma câmera, grava as apresentações.
Monografia para exportação
Em uma empresa, a fraudadora diz que o golpe está sendo até exportado. “Eu já acompanho um doutorado há quase quatro anos de uma menina em Barcelona”, diz. Segundo ela, o texto é feito primeiro em português para depois ser traduzido para o espanhol.
Ela admite ter só o ensino médio. “Eu só tenho o segundo grau, nunca entrei na faculdade. E basta eu olhar um trabalho que eu descubro que é plágio. Não precisa ser professor [para saber].” 
Fonte: G1 - Portal globo

MEC divulgada relação de entidades aptas à execução de ações do programa de alfabetização
Fonte: Imprensa Nacional
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade publica a Portaria Nº 158 que resolve divulgar a relação dos entes executores que tiveram seus Planos Plurianuais de Alfabetização validados pela SECAD/MEC, considerados aptos a receber recursos para execução de ações no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado, no exercício de 2009.
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=11&data=14/09/2009

Acadêmica terá indenização por cursar um semestre a mais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:11 hs. 
Uma estudante de Naviraí ganhou R$ 13,5 mil de indenização porque foi obrigada a frequentar, por um erro da faculdade, um semestre a mais. A 5ª Turma Cível do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso à Faculdade de Presidente Prudente e manteve a condenação de primeira instância.
A acadêmica de Naviraí, que não teve o nome divulgado, acionou a Justiça após ser obrigada a frequentar mais um semestre para concluir o curso de Medicina Veterinária. Na época, ela contou à Justiça que esperava concluir o curso.
Em Naviraí, a Justiça condenou a instituição de ensino a pagar indenização de R$ 1,7 mil de danos materiais e R$ 8 mil de danos morais, embora tenha considerado as duas partes culpadas pelo incidente.
O caso – Conforme o processo, a universitária ingressou em 1997 e, após trancar a matrícula, retomou os estudos em 2000. Na época, a faculdade lhe informou que não seria necessário fazer outro semestre em decorrência da mudança na grade curricular.
No entanto, ao se matricular no 7º semestre, ela foi obrigada a cursar as matérias obrigatórias e se adaptar às mudanças. No entanto, ao terminar o curso de cinco anos, a faculdade lhe obrigou a cursar mais um semestre.
O relator, desembargador Vladimir Abreu da Silva, considerou a culpa das duas partes no caso. Sobre a responsabilidade da instituição, ele destacou que falhou ao demonstrar negligência e falhar no dever de bem informar.
Quanto ao recurso da faculdade, a 5ª Turma Cível negou provimento por unanimidade e por maioria deram provimento ao apelo da ex-acadêmica, acompanhando o voto do revisor, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, o qual divergiu do relator apenas quanto ao reconhecimento da culpa concorrente.
Segundo ele, “não se pode impor culpa ao estudante que, em decorrência de situação financeira desfavorável, teve de paralisar o curso de ensino superior. O fato da apelante ter cursado cinco anos e seis meses de medicina veterinária, além do previsto no regulamento da universidade, caracteriza omissão no dever de informação”, recaindo assim a culpa exclusivamente sobre a instituição.
Diante do entendimento do colegiado, a ex-acadêmica receberá indenização por danos materiais no montante de R$ 3.533,40, visto que foi reformada a sentença que considerou a culpa concorrente e, quanto aos danos morais, o valor foi fixado em R$ 10.000,00. 
Fonte: Campo Grande News 

Pesquisa mostra quanto o brasileiro gasta em livros
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:23 hs. 
Entidades do livro analisam pesquisa do IBGE e concluem: na média nacional, 40,7% das famílias brasileiras adquirem algum tipo de material de leitura. Gasto com fotocópias é quase o mesmo despendido com livros não-didáticos.
O estudo foi realizado com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final de 2007, e permitiu traçar o perfil do mercado consumidor, por nível de renda, escolaridade, local de compra e outras variáveis importantes. Os dados foram coletados ao longo de 12 meses (julho de 2002 a junho de 2003) e têm uma amostragem de aproximadamente 50 mil domicílios, distribuídos em áreas urbanas e rurais de todos os estados do País.
A pesquisa “O Livro no Orçamento Familiar” comparou a soma dos gastos das famílias brasileiras com material de leitura a outras despesas não essenciais. O valor relativo à aquisição de aparelhos, manutenção e compra ou aluguel de conteúdo (fitas, discos, CDs, softwares, jogos etc) de televisão, som, vídeo, DVD, informática e jogos eletrônicos, dentre outros itens (Grupo 1), foi de R$ 19,303 bilhões, praticamente equivalente à soma dos outros três grupos analisados no estudo.
Os gastos com telefonia celular (Grupo 2: compra e manutenção de aparelhos, assinatura e cartões) aparecem em segundo lugar, atingindo R$ 8,816 bilhões; os dispêndios com opções de lazer fora de casa (Grupo 3) chegaram a R$ 6,154 bilhões; os gastos com o conjunto de itens de material de leitura foram de R$ 5,471 bilhões, somando-se o total de despesas com revistas, jornais, livros didáticos e não-didáticos, fotocópias, livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e bibliotecas.
O gasto médio anual com revistas, por família, chega a R$ 42,00. Com jornais, esse dado é de R$ 17,00, enquanto as despesas com livros não-didáticos é quase quatro vezes menor – apenas R$ 11,00 por ano.
O principal item de leitura consumido pelas famílias brasileiras, em todas as faixas de renda e para todos os níveis de escolaridade, é o grupo composto pelas revistas e jornais, que representam, respectivamente, 37,1% e 15,2% do total dos valores despendidos. Ou seja, mais da metade (52,3%) de todo o gasto com leitura destina-se a revistas e jornais. A despesa com livros didáticos representa 19,6% do total – praticamente 1/5 do gasto com leitura vai para livros escolares, de todos os níveis.
Livro x Fotocópia
A compra de livros também sofre a concorrência das fotocópias, cujo gasto total quase se iguala ao das obras não-didáticas. Da totalidade das despesas das famílias com material de leitura, 10,1% são com compras de livros não-didáticos, enquanto as fotocópias representam 9,7%. As relativas às fotocópias, que superam de longe as referentes aos livros técnicos, são consistentemente maiores (independentemente do critério adotado, seja por renda familiar, seja por escolaridade da pessoa de referência) nos domicílios com estudantes, indicando que, muito possivelmente, pelo menos parte dessas fotocópias substitui material impresso. Grande parte das fotocópias é realizada em estabelecimentos de ensino.
Para onde vamos?
Desde a realização da 4ª POF, em 2002-2003, a importância do consumo de material de leitura no orçamento das famílias certamente sofreu alterações, devido principalmente à mudança na proporção de domicílios com indivíduos com posse de telefone celular, que tem crescido de modo constante e significativo, mais do que duplicando entre 2001/2007, indo de 31,2% no primeiro instante para 67,9%. No momento, o IBGE realiza a coleta de dados da 5a POF (Julho 2008-Junho 2009), cuja análise poderá confirmar ou não esta hipótese.
Da mesma maneira, o índice de domicílios dispondo de microcomputador passou de 16,6%, em 2001, para 27,4%, em 2007, o que também favoreceria uma eventual substituição da leitura dos “livros físicos” pela consulta de arquivos digitais. Tal possibilidade ainda deve ser confirmada, quando for concluída a próxima POF.
Para Beltrão, a melhoria na distribuição de renda e nos níveis de escolaridade da população, verificada nos anos recentes, não garante que haja aumento no consumo de livros, uma vez que a folga nos orçamentos familiares pode ser canalizada para a compra de outros bens e serviços, de desfrute mais fácil e maior apelo comercial. “Apenas o acompanhamento da modificação dos padrões de consumo das famílias brasileiras ao longo do tempo, através da análise de futuras pesquisas de Orçamento Familiar, confirmará ou não a justeza dessas hipóteses”, conclui Beltrão.
Sobra a base para a pesquisa
Os dados procedem de entrevistas coletadas pelo IBGE com quase 50 mil famílias brasileiras, em cerca de quatro mil setores censitários, representativos de todas as unidades da Federação, de modo a retratar os distintos estratos de renda, escolaridade, assim como setores urbanos e rurais. A quarta Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares foi realizada entre julho 2002 e junho 2003, e esta foi a primeira vez em que o IBGE disponibilizou o acesso aos microdados.
Atualmente, está sendo realizada a quinta POF nacional, cuja divulgação ainda não tem data prevista pelo IBGE. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Área contábil concentra profissionais com idade superior a 30 anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs. 
A área contábil concentra profissionais com idade superior aos 30 anos, revelou pesquisa realizada pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade).
De acordo com os dados, grande parte (44,1%) dos contabilistas do País possui entre 31 e 49 anos de idade. Há ainda os profissionais mais experientes, uma vez que 32% dos contabilistas entrevistados estão na faixa etária dos 50 a 59 anos. Outros 19,2% possuem mais de 59 anos de idade.
Os dados fazem parte da pesquisa "Perfil do Contabilista Brasileiro", realizada com cerca de 20 mil profissionais de contabilidade (contadores e técnicos) de todo o País, no período entre 1º de dezembro do ano passado e 30 de março de 2009.
A pesquisa constatou ainda que a maioria (70,5%) dos contabilistas exerce a profissão há mais de 15 anos. Apenas em Amazonas, Rondônia e Roraima, grande parte dos profissionais atua no mercado entre cinco e dez anos.
Homens predominam
O contabilista brasileiro é, em sua maioria, homem, uma vez que eles representam 74,6% do total de profissionais no mercado de trabalho.
Entretanto, vale destacar que a participação feminina está crescendo significativamente nos últimos anos. Mesmo assim, em nenhum estado o número de contabilistas mulheres ultrapassa o dos homens.
No Amazonas, há um certo equilíbrio, já que 53,6% dos contabilistas são homens e 46,4% são mulheres. Outro estado em que a diferença não é tão acentuada é no Pará, onde 55,9% dos profissionais são homens e 44,1% são mulheres.
Escolaridade e salários
Com relação ao nível de escolaridade, a pesquisa revelou que 60,9% dos contabilistas concluíram o ensino superior e o restante possui formação técnica.
Entre os profissionais com graduação, 18,1% revelaram que são pós-graduados. Já 1,6% foi além e fez mestrado e apenas 0,2% possui doutorado.
Quanto à média salarial do contabilista, grande parte deles (27,6%) recebe entre R$ 2,1 mil e R$ 4,2 mil. Outros 24,3% dos profissionais consultados disseram que possuem salários entre R$ 4,2 mil e R$ 8,4 mil. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Universidade para mais gente
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:45 hs. 
Um novo estudo da OCDE chama a atenção para um antigo gargalo do ensino brasileiro: é ínfimo o grupo de pessoas que chega à universidade no Brasil. Nada menos do que 90% dos jovens entre 25 e 34 anos ainda não têm um diploma de ensino superior – e provavelmente isso jamais acontecerá. Na comparação internacional, um verdadeiro abismo separa a realidade brasileira da dos países mais desenvolvidos. Enquanto mais de 60% da população adulta do país não completou sequer o ciclo escolar, em alguns países da OCDE é exatamente esse o porcentual daqueles que já têm um canudo de ensino superior.
O estudo ajuda a dimensionar o tamanho de nosso atraso. E remete a uma questão bem anterior à vida universitária: é nas escolas brasileiras que o destino desses estudantes vai sendo mal traçado, ano após ano. Quase todo mundo já ingressa no ensino fundamental no Brasil, mas 32% não conseguem ascender do primeiro para o segundo ano, dez vezes a média de repetência da OCDE. Quais as perspectivas desses alunos? Baixíssimas. Conforme seguem adiante, a situação não muda muito. Basta saber que os professores brasileiros estão entre o que menos usam a aula para fazer o básico: ensinar. Também são os que desperdiçam mais tempo na tentativa de manter a ordem e o mínimo de atenção, no que quase sempre fracassam.
De acordo com a OCDE, tudo isso está por trás do péssimo desempenho das escolas brasileiras. Sem enfrentar esse nó, não dá sequer para o Brasil sonhar com a massificação de seu ensino superior, nem tampouco em ser uma nação moderna.
Por Monica Weinberg 
Fonte: Portal Veja

Aumenta número de estudantes brasileiros no exterior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:36 hs. 
De 11 a 22 de setembro seis cidades brasileiras - Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, São Paulo e Curitiba - receberão mais de 50 instituições de ensino durante o Salão do Estudante Mini Fairs. O evento, que existe há 14 anos e tem duas edições anuais, uma no mês de março e outra em setembro, é a maior feira de educação internacional da América Latina.
O visitante encontrará no evento cursos de línguas, intercâmbio, curso de idioma, high school, graduação, pós-graduação, mestrado, MBA, entre outras oportunidades. Representantes e ex-alunos das instituições internacionais atenderão os visitantes e esclarecerão possíveis dúvidas. No ano passado, a feira recebeu uma média de público de 11 mil pessoas e este ano contará com a participação de dezenas de países, entre eles Canadá, Espanha, EUA, Irlanda, Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, Holanda e Chipre.
De acordo com levantamento feito pela organização do Salão do Estudante, cerca de 140 mil pessoas foram estudar fora do Brasil em 2008. Ou seja, um aumento de 30% em relação a 2007 (110 mil). Entre os destinos preferidos estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, EUA, Espanha e Alemanha. Samir Zaveri, coordenador do Salão do Estudante Mini Fairs, atribui o aumento a dois fatores: baixa dos preços e a necessidade de fluência de uma segunda língua.
Mas fazer as malas e colocar o pé na estrada exige cuidados e por esse motivo quem pretende viajar deve ficar muito atento. Confira as dicas:
1º passo: Escolher o destino e colher informações sobre o país, sua cultura, clima etc. Pesquise sobre a moeda do país e veja a valorização da mesma em relação ao real.
2º passo: Colocar a mochila nas costas e sair sem destino pode não ser uma boa idéia. O ideal é procurar uma empresa especializada em cursos no exterior.
3º passo: Verifique se essa empresa é séria. Converse com alunos que contrataram os serviços e ouça as experiências. Pesquise em sites de relacionamento e sites destinados ao direito do consumidor para averiguar se a empresa não possui nenhuma reclamação.
4º passo: Não deixe de averiguar as opções de moradia e escolha a que mais se assemelhe ao seu perfil. Lembre-se que você terá de obedecer às regras impostas pelos donos ou responsáveis pelo local.
5º passo: Providencie a documentação necessária e não esqueça de tomar algumas medidas cautelosas como contratação de seguro saúde internacional, compra de passagens de trem, metrô e rotas aéreas caso seja necessário.
6º passo: Caso opte por ficar hospedado em casa de família tente manter um contato antes da viagem. Falar ao telefone ou manter contato via-e-mail com certeza aproximará você de sua "nova família" e diminuirá as chances de choque cultural.
7º passo: Pesquise sobre o curso que fará e também sobre a instituição.
8º passo: Caso queira trabalhar, certifique-se antes se o país permite e opte por trabalhos indicados pelo instituição. 
Fonte: O Popular - GO 
 
SEB anuncia venda da Sociedade Educacional de Goiânia Ltda.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:02 hs. 
O SEB (Sistema Educacional Brasileiro S.A.) (Bovespa: SEBB11; Bloomberg: SEBB11.BZ; REUTERS: SEBB11.SA), uma das maiores e mais reconhecidas companhias privadas do setor de educação no Brasil, com 46 anos de atuação no mercado, vêm, em cumprimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/76, na Instrução CVM nº 358/02 que, em 9 de setembro de 2009, alienou 99,99% do capital da SOCIEDADE EDUCACIONAL DE GOIÂNIA LTDA. ("Sociedade"), sua subsidiária indireta por R$1,00 (um real).
A Sociedade contava com 320 alunos de educação básica em 30/06/2009, e apresentou receita líquida de R$1,1 milhão e prejuízo de R$0,6 milhão no primeiro semestre de 2009.
O comprador, um colégio tradicional de Goiânia, passará a utilizar material didático do SEB (Pueri Domus na educação infantil e ensino fundamental, e COC no ensino médio), inclusive em sua própria unidade a partir de 2010. O fornecimento de material didático será não oneroso até dezembro de 2010. O SEB comprometeu-se a arcar com os custos de algumas demissões ao final do ano letivo corrente, que se materializadas em sua totalidade, deve custar aproximadamente R$0,3 milhão.
A Sociedade continuará utilizando a marca COC, e junto com as operações recentemente adquiridas de ABEDI e Dínatos em Brasília, permanecerão como unidades de referência do grupo para a Região Centro-Oeste, e permite ao SEB a conquista de mais de 1.000 novos alunos parceiros na região, reforçando sua estratégia de crescimento. 
Fonte: Portal SEB 

Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs. 
Cerca de 30% dos empregadores em todo o mundo têm dificuldade de encontrar candidatos qualificados em áreas específicas. Este é o resultado da pesquisa realizada mundialmente pela Manpower para vagas de trabalho. A pesquisa indica que, depois da crise, esta é uma das grandes preocupações dos dirigentes das empresas no enfrentamento com a concorrência.
A Pesquisa aponta respostas já identificadas em 2008, o que demonstra que o panorama continua o mesmo. Foram consultados 39 mil empregadores de 33 países para avaliar a capacidade de se encontrar o talento de que necessitam.
“Nos momentos de crise, as empresas precisam repensar suas estratégias e atitudes, realizando mais com menos recursos. Nesse contexto, o papel dos talentos se torna ainda mais importante e as empresas procuram cada vez mais aqueles que trazem para o empregador os melhores resultados.”, afirma a country manager da Right para América Latina, Elaine Saad.
Dentro do resultado levantado, a procura de profissionais mais talentosos está nas seguintes áreas:
1. Mão de Obra Especializada
2. Representantes de Vendas
3. Técnicos
4. Engenheiros
5. Pessoal Administrativo/Executivos
6. Pessoal de Contabilidade & Finanças
7. Mão de Obra Não Especializada
8. Operadores de Produção
9. Assistentes Administrativos / Pessoais
10. Motoristas
A Pesquisa
Os empregadores com maior dificuldade de encontrar as pessoas certas para preencher posições localizam-se na Romênia (62%), Taiwan (62%), Peru (56%), Japão (55%), Austrália (49%), Costa Rica (48%) e Polônia (48%). A escassez de talentos parece menos problemática na Irlanda (5%), Espanha (8%), Reino Unido (11%), China (15%) e República Checa (17%).
Em comparação com 2008, empregadores mencionam que a escassez de talentos é consideravelmente menos invasiva em Hong Kong (queda de 24 pontos porcentuais), Noruega (queda de 21 pontos porcentuais), República Checa e Cingapura (em cada uma, queda de 20 pontos porcentuais) e Espanha (queda de 19 pontos porcentuais).
Américas
Nas Américas, a pesquisa mostra que 36% dos empregadores da região encontram dificuldades para preencher posições devido à falta de talento adequado nos respectivos mercados. Trata-se de um aumento de oito pontos porcentuais em comparação com a pesquisa de 2008, sendo seis pontos porcentuais superior à média global.
As vagas para técnicos são as mais difíceis de serem preenchidas nas Américas pelo segundo ano consecutivo. Depois de não aparecer entre as 10 principais posições mais difíceis de preencher na pesquisa de 2008, os empregadores classificaram as posições de Contabilidade & Finanças em terceiro lugar
A Dificuldade
As estratégias de administração de talentos não são mais um modelo único aplicável a qualquer circunstância, afirmou Jeffrey A. Joerres, presidente do conselho e diretor presidente (CEO) da Manpower Inc. Para ele, os empregadores necessitam rever seu processo de administração de talentos para se concentrar em novas qualidades como liderança e flexibilidade pessoal, inclusive para trabalhar em outros países.
"À medida que a falta de talentos se acentua, o treinamento e desenvolvimento serão fundamentais para os empregadores manterem e melhorar os talentos de que dispõem. Esta baixa demonstra como uma estratégia ágil para a força de trabalho é necessária para atrair e reter o talento de que uma empresa precisa para atingir sua estratégia de negócios", acrescentou Joerres. 
Fonte: www.administradores.com.br 

A crise e a competitividade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:30 hs. 
Ruim para todos, a crise está afetando mais a competitividade de alguns países do que de outros. Os Estados Unidos, epicentro da pior crise econômica global desde o fim da 2ª Guerra, perderam para a Suíça a liderança na classificação dos países mais competitivos do mundo. O Brasil, menos afetado pelos problemas financeiros globais do que as economias industrializadas, conseguiu um notável avanço de oito posições no ranking de 2009 que acaba de ser divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e hoje ocupa a 56ª posição entre 133 países.
O relatório do WEF observa que, graças às mudanças ocorridas no País a partir da década passada no rumo de uma política fiscal mais confiável e sustentável e também graças às medidas de liberação e abertura do mercado, que resultaram num ambiente mais favorável para o desenvolvimento, o Brasil conseguiu melhorar sensivelmente sua competitividade. Já está na metade de cima da tabela de classificação dos países analisados pelo WEF, que utilizou dados macroeconômicos conhecidos e entrevistou 13 mil executivos de empresas em 133 países. Pela primeira vez, o Brasil ficou na frente do México e também da Rússia - que, com o Brasil, a Índia e a China, forma o Bric -, que perdeu 12 posições.
Entre os principais fatores que tornam o Brasil mais competitivo, o relatório cita o amplo e crescente mercado interno de consumo, um dos mais desenvolvidos sistemas financeiros da região, o diversificado e sofisticado setor de negócios e o potencial para a inovação. A existência de grandes empresas brasileiras que estenderam suas atividades para outros países, chamadas pelo WEF de "multilatinas", também foi citada no relatório como demonstração do potencial e da competitividade da economia do País, pois essa expansão no exterior resulta, sobretudo, de uma tecnologia e de uma organização empresarial superiores.
O relatório ressalta, porém, que o Brasil ainda tem muitas carências que limitam sua competitividade e sua capacidade de combater a pobreza e a desigualdade de renda. Apesar de melhoras observadas nos últimos anos, o Brasil ainda ocupa as últimas classificações no que se refere a ambiente institucional, estabilidade macroeconômica, flexibilidade do mercado de trabalho, qualidade do ensino e saúde.
Neste ano, o relatório do WEF apresenta também uma pesquisa com alguns dos principais economistas do mundo, aos quais se perguntou como viam o impacto da crise sobre a competitividade de um grupo de 37 países considerados os mais importantes de todos os analisados. De acordo com a pesquisa, apenas 5 desses países poderão ter algum benefício com a crise, e o que mais se beneficiará é o Brasil - os demais são China, Índia (também integrantes do Bric), Austrália e Canadá.
Apesar das boas perspectivas para os Brics (exceto a Rússia), o WEF destaca que os governos desses países não podem esquecer que há vários desafios pela frente, como o aperfeiçoamento das instituições que asseguram o ambiente melhor para a produção e para os investimentos, a modernização da infraestrutura e a melhora da qualidade dos sistemas educacional e de saúde. As perspectivas relativamente melhores para esses países do que para o resto do mundo não devem alimentar a complacência de seus governos com relação às reformas, mas estimulá-los a fazer aquelas necessárias para dinamizar seu enorme potencial de competição. Trata-se de conselho que vem a calhar para o governo brasileiro, que abandonou o ímpeto reformista.
Quanto aos EUA, o relatório lembra que, embora o país tenha perdido a liderança mundial em matéria de competitividade, continuam tendo uma economia altamente sofisticada, contam com empresas inovadoras que impulsionam a modernização, dispõem de um excelente sistema de ensino universitário e têm um mercado interno que é, de longe, o maior do mundo.
No atual ambiente econômico, cheio de desafios, o relatório, diz o WEF, tem o mérito de mostrar que consequências podem ter para o crescimento futuro as ações que os governos estão adotando no presente. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Brasil pretende ter maior empresa de soluções educacionais da América Latina
Fonte: Jornal da Educação IPAE
Três empresas ex-abrigadas na Incubadora Gênesis da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) vão se juntar em uma empresa de e-learning (educação a distância) e gestão do conhecimento. A empresa resultante da fusão da EduWeb, da Milestone e da QuickMind tem como propósito ser a maior empresa nacional de soluções educacionais e também da América Latina.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9), na abertura do Rio Info 2009 – 7º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios, promovido pelo Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj).
A ideia é que a nova empresa já esteja constituída em janeiro de 2010. Por enquanto, as três companhias ex-incubadas da PUC/RJ continuarão operando de forma separada, embora já trabalhando como um único empreendimento. O nome da nova companhia ainda não foi escolhido. A expectativa é que essa nova empresa de soluções educacionais gere no curto prazo até 200 novos empregos.

Revolução na escola
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:23 hs. 
Como o novo Enem vai mudar a forma de transmitir e avaliar o conhecimento nas instituições de ensino. E essas transformações começam na alfabetização
Uma nova educação está batendo às portas das escolas brasileiras. Com atraso, é verdade. Durante décadas nosso aprendizado permaneceu focado em ler, escrever e calcular. Educadores e governo esqueceram que o ser humano precisa de compreensão ampla sobre o cotidiano e o mundo para interagir de maneira saudável com a vida. Agora, o pensar será privilegiado no lugar do simples memorizar.
O novo conceito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ser testado nos dias 3 e 4 de outubro, será o passo decisivo de uma revolução na educação do País. Para os alunos se saírem cada vez melhor nele e terem a oportunidade de ingressar em universidades de qualidade, as escolas já estão repensando o jeito de ensinar, desde a educação infantil.
Em maio foi divulgada a reformulação da prova, criada em 1998. As alterações serão decisivas para boa parte dos cerca de 1,5 milhão de estudantes que ingressarão na universidade no ano que vem. Se antes as 63 questões cobravam organização de informações, interpretação de textos e gráficos, mas num apanhado de testes engessados por disciplinas sem diálogo entre si, na atual versão haverá uma divisão por áreas (leia quadro à pág. 84).
Isso exige raciocínio lógico, compreensão do conteúdo estudado no ensino médio e o uso do conhecimento de disciplinas distintas em uma mesma solução. A prova será mais trabalhosa, com 180 questões de múltipla escolha (além da redação), e em dois dias de testes.
O modelo é parecido com o SAT, elaborado em 1926, nos Estados Unidos, para o ingresso nas universidades americanas. Como o método prima pela excelência, a famosa decoreba não tem vez. Será assim também com o novo Enem. E é justamente o que obrigará as escolas a se adaptar
"O saber é mutável e, hoje, atualizado com rapidez", diz Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Em curto prazo, memorizar é irrelevante. Iniciativa e entendimento devem ser estimulados."
Para isso, as instituições de ensino terão de oferecer aos estudantes a oportunidade de debater um mesmo assunto em várias matérias do currículo escolar, de maneira integrada. No Colégio Rio Branco, em São Paulo, temas da atualidade, como a gripe suína, são enfocados do ponto de vista da geografia, da matemática, da história, da sociologia.
"O excesso de fragmentação das disciplinas, transmitidas de modo isolado ao jovem, impede o aproveitamento significativo do aprendizado na vida dele", diz a diretora Esther Carvalho. Essa proposta de educação não é nova. A determinação existe há 11 anos, quando foram instituídas pelo Ministério da Educação (MEC) as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
Fora os colégios de elite das grandes metrópoles, que têm recursos para investimentos em pessoal e infraestrutura, a maior parte do sistema educacional não adotou os parâmetros. Com o Enem, as escolas foram forçadas a isso. "O exame se tornou uma cobrança oficial", afirma Heliton Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os professores também serão obrigados a se atualizar. Quem não voltar a estudar e valorizar a transmissão de um ensino inteligente, está fadado a ficar para trás. O aluno está antenado 24 horas por dia, por todos os meios possíveis, graças ao acesso à tecnologia.
Precisa, porém, aprender a organizar tanta informação. "Ele traz o novo ao professor", diz Gracia Klein, diretora pedagógica do Colégio Pentágono, em São Paulo. Esses profissionais não podem mais negar que os alunos pensam junto com o mestre.
Por exemplo, o professor que ignora a capacidade de quem alcança o resultado de uma equação por um caminho diferente da fórmula predeterminada não está aberto para a interação e o questionamento. E a figura autoritária não é respeitada pelo estudante do século XXI. Não é surpresa perceber que as escolas mais bem colocadas no ranking do Enem são justamente as que oferecem um ensino baseado na interdisciplinaridade e investem na formação da equipe.
Em São Paulo, professores de colégios badalados ganham em média R$ 7 mil, por 40 horas de aula semanais. Eles são titulados e recebem toda a estrutura necessária dos empregadores para aperfeiçoamento. "Depois da publicação dos resultados do Enem, escolas de outros Estados vêm nos visitar para conhecer a metodologia que aplicamos", diz Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, o primeiro no ranking da capital paulista.
Em cinco anos, a escola passou de 600 alunos para 900, tamanha a procura. Para cada uma das 100 vagas oferecidas anualmente, há cerca de oito famílias interessadas. No Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, primeiro colocado no ranking nacional do Enem, a constância do modelo de ensino é o que o leva ao sucesso. "Não preparamos o aluno para este ou aquele tipo de vestibular", diz Pedro Araújo, coordenador de ensino médio. "Procuramos dar uma preparação sólida."
Estudar numa escola com mestres motivados, bem estruturada e incentivadora do raciocínio traz confiança aos candidatos a uma futura vaga nas melhores universidades. "Estou sendo preparado desde já", diz Caio Becker, 16 anos, estudante do primeiro ano do ensino médio do Centro Educacional da Lagoa, no Rio de Janeiro.
Felipe Cabral, 17 anos, aluno do terceiro ano do Vértice, diz sentir segurança com o que aprendeu na escola para disputar uma das vagas de engenharia da computação em instituições de calibre. "Nenhum cursinho me prepararia melhor", afirma. Sua colega Andressa Mendonça, 17 anos, é da mesma opinião.
"Tive contato com pessoas de outras escolas e percebi que estou mais bem preparada", fala a jovem, que sonha com a carreira de arquiteta. O Enem se tornou um indicador de qualidade tão importante que pais de crianças já escolhem a escola dos filhos usando o ranking como critério.
Com dois filhos ainda no ensino fundamental, a arquiteta Carla Pimentel resolveu que eles deveriam ingressar numa escola que rendesse bons resultados no exame nacional. No ano passado, transferiu Maria Inês, 12 anos, e João Vitor, 14, para o Liceu Franco- Brasileiro, no Rio de Janeiro. "Escolhi o colégio porque está bem colocado no ranking", afirma. "Isso me dá a certeza de que há chances maiores de acesso a boas universidades e também no mercado de trabalho."
A preocupação é válida, mas precipitada. Primeiro por não existirem garantias - apesar de ser a hipótese mais provável - de que as escolas campeãs no Enem hoje continuem assim com o passar do tempo. Segundo, porque vale mais optar por uma instituição na qual os valores são semelhantes aos da família da criança.
"Não adianta colocar no colégio rígido por ser o melhor, se em casa a educação é mais liberal", diz Osmar Ferraz, coordenador de vestibular do Colégio Bandeirantes, em São Paulo. Por fim, deixar a criança numa escola em que ela não consegue acompanhar o ritmo puxado pode ser um massacre, que gera traumas e interfere na boa formação
Mobilidade estudantil
Para Miguel Jorge, concorrer em mais de uma universidade é vantagem da prova
"Com o novo Enem haverá uma democratização do acesso ao ensino superior. É um avanço"
Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da Unifesp
Pais que desejam garantir uma educação de qualidade devem ficar atentos se a escola escolhida está adaptada às atuais regras do ensino fundamental. Antes, era obrigatório dos 7 aos 14 anos (da 1ª a 8ª série). A nova faixa etária vai dos 6 aos 14 anos (do 1° ao 9° ano). Além de um ano a mais de estudo, as diretrizes pedem espaço ao conceito de letramento, que significa ensinar as crianças a ler e escrever compreendendo a essência dos exercícios.
O raciocínio lógico também passa a ser valorizado desde cedo. É nessa linha que segue o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), promovido a cada três anos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mede o conhecimento entre jovens de 14 e 15 anos de diversas nações. E o Brasil vai mal. No último resultado, de 2007, os alunos brasileiros obtiveram médias que os colocam, entre 57 países, na 53ª posição em matemática, na 48ª em leitura e na 52ª em ciências.
Outra característica inovadora do Enem é a possibilidade de o candidato concorrer com a mesma prova em até cinco universidades federais. Um avanço que aumenta as chances de ingresso em instituições qualificadas e diminui o gasto com inscrições de vestibular e em deslocamento para realizar o exame.
"Democratiza o acesso ao ensino superior", diz Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que utilizará a avaliação como forma de ingresso único em 19 dos 26 cursos. A mineira Diana Salma, 31 anos, entrou na faculdade de medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) em 2008 apenas com os resultados do Enem. "Por esse critério, fiquei em 14º lugar", comemora. Malvina Tuttman, reitora da UNIRIO, vê mais uma vantagem. "O exame incentivará a mobilidade estudantil pelo território nacional."
Mas nem todos os educadores estão otimistas com as mudanças. Os críticos dizem que estudantes do Sudeste que não alcançarem pontuação para estudar nas faculdades de seus Estados terão nota suficiente para cursar as instituições do Norte e Nordeste, tomando o lugar dos candidatos dessas regiões.
"Vamos provocar justiça social, ao permitir acesso a candidatos de várias partes do País, ou injustiça social, ao permitir que alunos locais sejam excluídos por pessoas que se preparam em colégios caros?", questiona Roberto Salles, reitor da Universidade Federal Fluminense.
A discussão retorna à necessidade de um investimento de impacto no ensino público para que a desigualdade social, ao invés de aumentar, ganhe menores proporções. O programa Ensino Médio Inovador é um caminho.
O projeto pretende mudar a organização curricular das escolas das redes estaduais. As 100 instituições que apresentarem até 24 de setembro propostas de inovação receberão financiamento do MEC. A intenção é estimular a diversificação de atividades integradoras, com ênfase na formação cultural do aluno.
Em três anos, o MEC espera que o Enem seja o principal processo de seleção de universidades públicas e privadas. "Todas as instituições vão perceber que esse é o melhor método", garante Maria Paula Dalari, secretária de Ensino Superior. Por enquanto, muitas acreditam que seu vestibular tradicional é eficiente.
"Consideramos o nosso sistema consolidado", diz Márcia Abrahão, decana de graduação da Universidade de Brasília (UnB), que usa o Programa de Avaliação Seriada, no qual, por meio de convênios com as escolas locais, acompanha o desempenho dos alunos a cada série do ensino médio desde 1995. "Nosso vestibular já privilegia argumentação, competências e habilidades", diz André Sarmantini, vice-coordenador de graduação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.
"Mas, se o exame evoluir, podemos incorporá-lo." E a avaliação pode melhorar ainda mais. A ideia é que em 2010 a prova seja realizada em duas etapas, tomando novamente como exemplo o SAT americano, que acontece em sete fases. Não demandaria um imenso teste e os alunos se preparariam mais.
Caso a evolução do Enem se concretize, juntamente com as mudanças positivas prometidas para os ensinos fundamental e médio, a esperança é que em dez anos, cálculo dos especialistas ouvidos pela reportagem de ISTOÉ, a educação brasileira forme pessoas mais preparadas para a vida - e resulte em uma nação cada vez melhor.
"O ENEM VAI REORIENTAR O ENSINO"
O ministro da Educação, Fernando Haddad, falou à ISTOÉ sobre os reflexos do exame nas escolas.
ISTOÉ - Por que só agora, 11 anos após sua criação, o Enem chegou a esse novo formato?
Fernando Haddad - O Enem, no seu formato original, falhou no seu principal propósito, que era acabar com o vestibular tradicional. As principais universidades não viam o Enem como um instrumento adequado para seus processos seletivos nem os secretários estaduais viam no exame o formato adequado para orientar o currículo do ensino médio. Daí a mudança foi necessária e, em minha opinião, recebeu apoio em função de ter sido um formato negociado, tanto com os secretários estaduais quanto com os reitores.
ISTOÉ - Algumas universidades, como o ITA, dizem que não vão aderir porque sua seleção dá certo. Em quanto tempo acredita que todas participarão?
Haddad - Estamos prevendo para as universidades federais um processo de transição de três anos. Nesse primeiro ano, 50 instituições vão utilizar o Enem como fase única e 26 universidades públicas vão usá-lo como componente da nota. Compreendo que algumas instituições, por adotarem um processo seletivo adequado aos seus propósitos, não tenham a intenção, nesse momento, de fazer do Enem a base de seu processo seletivo
"Hoje, em virtude do conteúdo excessivo, os professores têm pouca condição de aprofundar as disciplinas"
ISTOÉ - O sr. acredita que o conceito do novo Enem vai mudar o jeito de as escolas ensinarem?
Haddad - Não tenho dúvida de que vai reorientar o ensino médio, fazendo com que diminua o conteúdo e permita o aprofundamento dos temas pertinentes a essa etapa de ensino. Hoje, em virtude do conteúdo excessivo, os professores têm pouca condição de aprofundar as disciplinas porque o currículo do ensino médio acabou se tornando uma espécie de sobreposição de programas de vestibular. É praticamente impossível não lançar mão de decorebas, fórmulas, etc., para dar conta da abrangência dos conteúdos que são cobrados nos milhares de vestibulares que ocorrem no País.
ISTOÉ - Quanto tempo a educação brasileira levará para mudar para melhor, graças ao novo conceito?
Haddad - Minha expectativa é que o início da mudança ocorra a partir da adesão das universidades. Dependemos dessa adesão, para que o ensino médio consiga respirar aliviado, para cobrir um conteúdo mais inteligente, mais instigante. A velocidade da transição vai determinar a da mudança
"Desde que as notas médias do Enem por escola foram divulgadas começou um movimento de adaptação"
ISTOÉ - Muitas escolas de elite que não se saíram bem na avaliação de 2007 subiram dezenas de posições em 2009. Como isso foi possível?
Haddad - Na interlocução com diretores de escolas particulares e públicas, percebemos que, desde que as notas médias do Enem por escola foram divulgadas pela primeira vez, em 2006, começou um movimento de adaptação das instituições de ensino.
ISTOÉ - Os alunos de escolas públicas não continuam em desvantagem, já que o problema é a qualidade do ensino nessas instituições?
Haddad - Em primeiro lugar, as escolas públicas têm um investimento por aluno equivalente a 10% do que se investe em média no estudante de escola privada. E recebem o aluno em condições socioeconômicas muito mais desfavoráveis. A família é um determinante da educação dos filhos. A distância existe, mas entendo que é superável. Fixamos metas até 2022 para que a escola pública se equipare em qualidade à escola particular - que atende apenas 12% da população.
Hugo Marques
ELAS NÃO QUEREM SER AVALIADAS
O exame que confere o desempenho dos estudantes do ensino superior é rejeitado por importantes universidades
A USP de fora
Uma das mais conceituadas universidades do País não aceita as regras do Enade
Algumas das principais instituições de ensino superior do País se negam a participar do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia os alunos ingressantes e formandos das faculdades. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se abstêm do teste desde 2004, quando ele foi implantado.
Entre as justificativas, elas alegam a possibilidade de boicote por parte dos alunos, o que interferiria negativamente no resultado. "Antes da divulgação do resultado, a universidade deveria ter tempo de se adaptar para consertar as falhas apontadas", diz a educadora Neide Noffs, da PUC-SP, que participa do Enade.
A secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dalari, acredita que essas universidades ainda se conscientizarão da importância do exame. "Ele é um instrumento para elevar a qualidade do ensino no País." 
Fonte: Revista Isto é nº 2079 

Crise faz Harvard e Yale perderem R$ 32 bilhões
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:12 hs. 
Duas das maiores instituições de ensino superior dos Estados Unidos e do mundo, Harvard e Yale, têm sido atingidas pela crise financeira mundial, apresentando uma perda conjunta de US$ 18 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) em suas doações no ano passado em relação ao exercício anterior, segundo informações do jornal britânico The Guardian.
Nas grandes instituições de ensino americanas, as doações equivalem ao montante que elas mantêm investido no mercado por meio de entidades próprias que administram o dinheiro. Harvard and Yale foram prejudicadas por suas apostas em aplicações financeiras que revelaram-se menos vantajosas em tempos de crise global.
Elas preferiram fundos de hedge e private equity, enquanto outras faculdades de ponta optaram mais por ações e títulos e tiveram perdas menos significativas, segundo estudo da consultoria Wilshire Associates. As duas universidades mais ricas dos EUA advertem para a necessidade de mais cortes depois de registrarem os maus resultados.
Harvard teve redução de US$ 11 bilhões (R$ 19,8 bilhões) em doações, caindo para US$ 26 bilhões (R$ 46,8) no ano passado, uma queda de 30% ante 2007, segundo a Harvard Management Company, instituição própria que administra as doações.
A queda nos investimentos no período alcançou 27.3%, a maior em quatro décadas. As perdas forçaram a instituição de 373 anos de existência a cortar 275 funcionários e suspender os planos de expansão do campus em Massachusetts.
Em Yale, as doações em 2008 foram de US$ 16 bilhões (R$ 28,8 bilhões) , mostrando uma redução de US$ 7 bilhões (R$ 12,6 bilhões) em relação ao ano anterior, o que significa uma queda maior do que a esperada de 30%.
"Temos de alertar que uma nova rodada de reduções se fará necessária", disse o presidente de Yale, Richard Levin, em carta enviada para a comunidade universitária.
Isso significa que Yale terá um déficit anual de US$ 150 milhões (R$ 270 milhões) no período entre os biênios 2010-2011 to 2013-2014, diz a carta. Levin disse ainda que a escola já cortou funcionários e reduziu as despesas não salariais em 7,5%, com expectativa de cortar mais 5% até o fim deste ano. 
Fonte: Portal Invertia 

A turma que não quer ter chefe
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:37 hs. 
Cresce no país o grupo de jovens que, uma vez com diploma,
preferem abrir a própria empresa. Qualificados, eles têm altas chances de prosperar. Bom para o país
As universidades brasileiras estão despejando no mercado de trabalho um grupo de jovens cujas angústias e ambições já não são as mesmas do típico recém-formado: no lugar de um emprego fixo numa grande empresa, eles preferem aventurar-se num negócio próprio, ainda que essa opção traga mais riscos e incertezas. Em apenas cinco anos, esse grupo ficou 30% maior, de acordo com um novo estudo do instituto internacional Global Entrepreneurship Monitor. Já são 3 milhões os brasileiros entre 18 e 24 anos que, com o diploma na mão ou prestes a obtê-lo, estão à frente da própria companhia. Eles vislumbram a possibilidade de alcançar sucesso mais rapidamente – mas também desejam usufruir a liberdade de quem não está sob as asas de um chefe. Outro aspecto captado pela pesquisa diz respeito à visão otimista que têm da economia brasileira. "Eles enxergam espaço para a inovação – e isso é um estímulo decisivo para que tentem a vida por conta própria", diz Simara Greco, coordenadora do estudo . Está-se falando de gente como Pedro Valiati, 27 anos, que ainda cursava engenharia ambiental na USP quando, junto com dois colegas, teve a ideia de abrir uma empresa numa área até então inexplorada: a de softwares para racionalizar o uso da água. Emprego? "Era o sonho dos meus pais, nunca foi o meu."
Mais da metade desses novos negócios se concentra no setor de tecnologia, muitos deles na área de TI, um mercado em expansão e passível de ser explorado sem grandes investimentos iniciais – vantagem determinante para profissionais que, em início de carreira, não contam com capital e começam sua empresa até dentro de casa. "Trabalho no meu quarto, em frente a um único computador", diz o cientista da computação Thiago Ventura, de 23 anos. Em 2007, ele e dois amigos de faculdade selaram sociedade num negócio voltado para o desenvolvimento de games educativos, em Cuiabá. Já com uma dezena de clientes fixos no país inteiro, cogitam agora recrutar mais gente e, enfim, abrir um escritório. Esse modelo de negócio só foi possível porque, nos últimos dois anos, os rapazes estiveram sob a guarida dos pais, que os sustentavam em casa enquanto eles acumulavam dinheiro. A mesma fórmula tem ajudado outros jovens no país a dar o pontapé inicial em sua empresa, e é reflexo de uma mudança de c omportamento. Os brasileiros estão postergando a decisão de morar longe dos pais: 62% dos jovens só começam a pensar nisso quando já passaram dos 30 anos, segundo mostra o IBGE. Até lá, vão se capitalizando. Conclui o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas: "Esse padrão é determinante para explicar o aumento do empreendedorismo entre os jovens com ensino superior no Brasil".
Ao tomarem a decisão de montar uma empresa, os jovens pesam também o fato de que, desse modo, terão mais liberdade para ditar os rumos do negócio e tomar conta do próprio tempo. É verdade que isso sempre impulsionou, em algum grau, a opção pelo empreendedorismo – mas foi mais recentemente que se tornou um fator decisivo. Fruto de uma educação mais liberal, dada por pais que viram de perto a ascensão dos movimentos estudantis e da contracultura, os jovens de hoje são menos afeitos à noção de hierarquia. "Criados com liberdade, eles resistem mais à ideia de responder a chefes e dar satisfação sobre o que fazem", diz a educadora Tania Zagury. É natural que vejam o empreendedorismo como uma alternativa. Ao segui-la, também buscam chegar ao sucesso mais rápido – o que, evidentemente, nem todos conseguem. A ideia de que se pode obter o sucesso, contudo, é reforçada pela ascensão-relâmpago de figuras como Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, ou de Mark Zuckerberg, o cr iador do site de relacionamentos Facebook. O jovem trio, que antes dos 30 amealhou fortunas na casa dos bilhões de dólares, chega a ser venerado pela nova geração de empreendedores brasileiros.
Outro impulso para o empreendedorismo vem do próprio mercado de trabalho, que está mudando em ritmo veloz no Brasil. Enquanto os empregos formais entre os que ganham menos aumentam, no topo da pirâmide eles se estão reduzindo. Segundo um levantamento da consultoria LCA, desde 2003 surgiram no país 700 000 postos formais de trabalho para quem ganha acima de 3?500 reais – o que é bom, porém insuficiente para absorver os 2,5 milhões de novos profissionais com diploma que, no mesmo período, saíram à procura de emprego. Nesse meio tempo, as grandes empresas no Brasil passaram por uma transformação espelhada numa tendência mundial: terceirizaram vários dos setores que não tinham relação direta com suas atividades-fim, como o de recursos humanos, o jurídico e a área de TI. Isso abriu um novo campo para quem trabalha por conta própria, como bem ilustra o caso das publicitárias Patrícia Moreno, 27 anos, e Ana Carolina Patrício, 28. Tão logo saíram da faculdade, em 2005, elas dec idiram abrir uma consultoria. Hoje, trabalham para quinze empresas. "Somos o setor de marketing delas", explicam as moças.
O aumento do número de jovens empreendedores é desejável para qualquer país. "Recém-saídos da universidade, eles estão atualizados sobre sua área – e têm grande capacidade de inovar", diz o especialista Marcos Hashimoto, do Insper. Inovação é hoje, afinal, o que mais enriquece um país. Num cenário em que 83% dos donos de negócio brasileiros nem sequer pisaram numa universidade, esses jovens com diploma têm, também, infinitamente mais chances de prosperar. Para se ter uma ideia, apenas 7% das empresas abertas por brasileiros com ensino superior fecham antes de completar um ano de vida, um quarto da média nacional. O Brasil sempre registrou altos índices de empreendedorismo. Entre os jovens, 15% dos brasileiros já estão à frente de um negócio próprio, mais do que americanos (14%) ou indianos (12%) – ambos tradicionalmente empreendedores. A boa novidade, no entanto, é que nunca se viu tanta gente qualificada. Em 2007, aos 20 anos e com um empurrão financeiro dos pais, o administ rador de empresas Rafael Soares decidiu se tornar dono de uma loja de material de construção, em São Paulo. Só fez isso depois de estar convicto de que o momento era bom e de inventar para o negócio um diferencial: junto com o material, ele vende serviços de empreiteiro. "Trabalho obcecadamente dia e noite", resume. A tão sonhada liberdade, ele não tem. Mas, a exemplo de tantos outros de sua geração, tem tudo para fazer seu negócio vingar. 
Fonte: Revista Veja nº 2130 

Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:33 hs. 
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacaram que o desenvolvimento econômico do País está financiando investimentos em educação, durante a inauguração do campus de Ipojuca, município a 43 quilômetros de Recife. O evento incluiu a inauguração, via transmissão televisiva, do campus de Floresta, também em Pernambuco.
“Eu fiz um curso técnico e venci na vida. Quero que vocês tenham o mesmo destino”, disse o presidente Lula aos alunos presentes. O presidente destacou que o país vive um momento em que a expansão das vagas da rede de educação profissional coincide com o crescimento da economia. “Isso permite que vocês estudem, façam estágios nas empresas e saiam contratados. O Brasil está carente de mão de obra qualificada”, afirmou.
Foi o que ocorreu com uma das alunas do campus de Ipojuca. Gedayane Lemos contou que não conseguia emprego nas indústrias da região. “Depois de entrar no curso, consegui um estágio”.
Para o ministro Fernando Haddad, pela primeira vez, o desenvolvimento econômico do país está atrelado a investimentos em educação. “A diferença é que agora combinamos investimentos em infraestrutura com investimentos na formação das pessoas”, enfatizou.
Haddad ressaltou que a expansão das escolas federais e os demais investimentos do ministério foram possíveis porque o orçamento da pasta mais que dobrou em seis anos. “Passou de R$ 23 bilhões em 2004 para R$ 53 bilhões no orçamento de 2010”.
O reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Sérgio Portela de Melo, percebeu a diferença. Ele relatou que, há seis anos, brigava para pagar as contas de energia e gás e que o mobiliário da escola era velho. “Hoje contamos com um parque tecnológico de fazer inveja a qualquer país”, comemorou. “Parece um sonho, mas é realidade”, definiu.
Fonte: MEC 

Verba privada para inovação precisa aumentar 5 vezes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:54 hs. 
Presidente da Finep diz que apoio público para pesquisa tecnológica está no nível dos países ricos, mas empresa não investe
NO FINAL do mês passado, quando falou a representantes de empresários e trabalhadores do país, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o presidente Lula se queixou da inércia do empresariado quando o assunto é investir em inovação tecnológica.
Lembrou que, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, fez um PAC de R$ 41 bilhões para esse tipo de investimento, mas que o dinheiro está parado.
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Mais diplomático, Luís Manuel Rabelo Fernandes, 50, presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) faz a mesma provocação. Em entrevista à Folha, o chefe da maior agência de fomento à inovação do país disse que o investimento privado em pesquisa e desenvolvimento precisa aumentar cinco vezes, mas o aporte estatal já está no nível dos países desenvolvidos.
FOLHA - Como está o Brasil em inovação tecnológica?
LUÍS MANUEL FERNANDES - Nossa posição é intermediária. Em ciência e tecnologia, temos o sistema mais consolidado da América Latina e um dos mais avançados do mundo. Mas ainda há pouca transmissão dessa capacidade de pesquisa para a atividade de inovação nas indústrias. Isso se traduz naqueles indicadores muito conhecidos: o Brasil tem 2,2% da produção científica mundial -o equivalente à participação do Brasil no PIB do mundo. Mas, quando se trata de depósito de patentes, isso cai para 0,2%. O Brasil investe em pesquisa, desenvolvimento e inovação na faixa de 1,1% do seu PIB. Está no mesmo padrão de China, Índia e Rússia, mas está bem atrás dos países mais avançados, que tendem a investir de 2,5% a 4%.
FOLHA - Como corrigir isso?
FERNANDES - Haveria uma forma de enfrentar esse descompasso, que é abrir uma linha de financiamento para as empresas brasileiras serem mais audaciosas no registro de patentes internacionais. Mas há uma leitura mais profunda, que é sobre o grau efetivo de envolvimento das empresas nacionais em relação à inovação. O levantamento do IBGE identifica mais de 30 mil empresas inovadoras, mas, se você decompõe o que chamam de inovação, consideram até compra de maquinaria para dentro da empresa. Não é uma inovação de desenvolvimento de processo e produto novo para o mercado.
FOLHA - Vai ser cumprida a meta de chegar a 1,5% do PIB em investimentos em inovação até 2010?
FERNANDES - Se não chegarmos lá, estaremos bem perto. Se você decompuser esse 1,1%, vai ver que 0,7% é estatal e 0,4% empresarial. Com esse percentual, nosso investimento público já está nos padrões dos países desenvolvidos. A diferença é que, nesses países, esse investimento público alavanca duas ou três vezes mais de recursos privados -o que não ocorre no Brasil. No setor privado, as empresas precisam investir cinco vezes mais do que o Estado.
FOLHA - Em 2007, apenas 320 empresas usaram os incentivos legais previstos pela lei de inovação. Por que a lei não pegou?
FERNANDES - Esses números são específicos para a "Lei do Bem", de 2005, posterior à de inovação, de 2004. Não temos os números para 2008, mas acredito que vão registrar um crescimento expressivo de empresas que buscaram as isenções fiscais facultadas pela lei.
FOLHA - Ainda há a mentalidade do setor universitário de se manter longe do mercado?
FERNANDES - Sim, mas houve progressos significativos na última década. Nos anos 1990, havia uma mentalidade de que a universidade servia para produzir conhecimento público e que qualquer tentativa de auferir vantagem particular do conhecimento gerado era uma relação promíscua com o mercado. Houve avanços, embora haja o discurso de que a universidade não pode se pautar pela necessidade do mercado. É um contraponto importante.
FOLHA - A Coreia do Sul chegou à inovação e o Brasil não.
FERNANDES - Primeiro, há mais uma questão de contexto histórico: eles não enfrentaram a crise da dívida, pela qual passamos nos anos 1980. Nossos empresários usam o exemplo da Coreia do Sul. Mas se esquecem que lá os "chaebols" [grupos econômicos] foram escolhidos pelo Estado e tiveram sua "missão" determinada. Houve um grau acentuado de dirigismo estatal na montagem desse processo. Tiveram sucesso muito maior do que hoje seria aceitável pela OMC [Organização Mundial do Comércio].
FOLHA - O governo brasileiro pretende dar preferência para suas compras aos produtos desenvolvidos no país por empresas que fizeram pesquisa aqui. Como evitar uma reserva de mercado como a dos computadores nos anos 1980?
FERNANDES - Todos os países centrais usam o poder de compra para alavancar a inovação. O dilema que enfrentamos é: pela legislação brasileira não se pode distinguir empresa brasileira de empresa de capital nacional [que pode ter capital estrangeiro]. Se estiver instalada no Brasil, a companhia terá acesso a todos os instrumentos de apoio que nós desenvolvemos. Na subvenção, qualquer empresa que apresente projetos deverá ter seu principal centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Isso é para evitar que nosso financiamento possa alavancar mera compra de tecnologia por uma empresa instalada no país, adquirida lá fora, e apenas maquiada aqui.
Uma segunda questão que queremos enfrentar é a compra de empresas aqui, por grupos estrangeiros, nas quais investimos em desenvolvimento tecnológico, compra essa feita não para dar continuidade ao desenvolvimento que ela já vem fazendo no país, mas somente para bloquear o potencial nascimento de uma concorrente no mercado mundial. Daí a necessidade, que está na lei: se houver essa aquisição, com interrupção do projeto de inovação, os recursos públicos investidos devem ser devolvidos.
A discussão sobre como conduzir as compras governamentais foi o que menos avançou. Conceber comprar desenvolvimento tecnológico como parte de compras governamentais, que teriam um tratamento diferenciado, como a proposta em teste na área da saúde. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Estados têm 15 dias para sugerir ao MEC mudanças em programa do ensino médio
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 09/09/2009
Programa Ensino Médio Inovador irá alterar organização curricular. Objetivo do Ministério da Educação é iniciar o projeto em 2010
Do G1, em São Paulo 
As secretarias estaduais de Educação têm 15 dias para apresentar sugestões a um programa do Ministério da Educação (MEC) que pretende mudar a carga horária e a grade curricular das escolas de ensino médio público do país. O programa, chamado de Ensino Médio Inovador, pretende ainda definir critérios para o repasse de verbas da União para os estados. O prazo para as secretarias se manifestarem sobre o programa foi definido nesta quarta-feira (9), durante encontro do ministro da Educação, Fernando Haddad, com os secretários de educação dos estados, no Rio de Janeiro.
De acordo com a secretária de educação básica do MEC, Maria do  Pilar Lacerda, a proposta de modificação do currículo do ensino médio está em debate há seis meses. O objetivo do ministério é que as redes estaduais de ensino apresentem propostas de diversificação do currículo que o tornem mais atraente aos jovens e adolescentes. Para ajudar os gestores, o MEC elaborou um documento, disponível em seu site , com orientações sobre as mudanças. Entre os itens estão a ampliação da carga horária de 2.400 horas para 3.000 horas, a possibilidade de o aluno escolher 20% da sua carga horária e grade curricular e ênfase à prática em oficinas e laboratórios.
A meta do Ministério da Educação é colocar o programa em prática em  2010. Os estados terão dois meses, a partir da publicação da portaria do MEC, para apresentar os Planos de Ações Pedagógicas (PAP). O PAP deve ter quatro itens: análise da situação das escolas, plano de trabalho, plano pedagógico e programa orçamentário. O diretor de concepção e orientação curricular da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões, explica que é com este plano que a secretaria vai informar, por exemplo, o número de escolas e de estudantes que estarão inclusos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Esses dados, de evasão, aprovação e reprovação, é que vão determinar o volume de recursos que o MEC repassará às redes estaduais. 

OCDE diz que Alemanha precisa investir mais em educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 09/09/2009 - São Paulo SP
da Deutsche Welle, na Alemanha 
O sistema educacional alemão ainda está aquém do de outros países industrializados, segundo um relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)  divulgado nesta terça-feira (8) em Berlim. Em 2006, a Alemanha investiu 4,8% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em educação, menos que a média de 5,7% dos países da OCDE. O Brasil   não faz parte da OCDE, mas foi incluído no relatório na condição de país-associado e investiu 4,9% do PIB. No topo da lista estão Islândia, com 8%, e Estados Unidos, com 7,4%.