logo
16/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.



Mini-curso Normativas e Diretrizes do ENADE 2009


Lula assina criação de universidade em SC

Reconsideração IGC divulgado

Inep implementa módulo de avaliação integrado ao e-MEC

Maior acesso às universidades democratiza o serviço público

Esperanto poderá ser disciplina facultativa no ensino médio

Dia da Responsabilidade Social promovido pela ABMES

Publicado resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação

Projeto que altera regras do Fies deve ser votado

Ministro afirma que Câmara deve votar projeto que muda regras do Fies

Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE

Aberta consulta a mais um lote residual do Imposto de Renda
                      
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre origem escolar

Reconhecidos 266 novos cursos de mestrado e doutorado

Revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras

MEC suspende 10 vestibulares de pedagogia

Concurso "Natal Brasileiro" da ABMES

Escolas públicas recebem repasse de R$ 22,4 milhões

FNDE publica normas para apoio financeiro a instituições de ensino

CNE quer proibir entidades de darem cursos latu sensu 

O salto da educação infantil

Educação é condição para entrar no hall dos desenvolvidos

Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação

Mudanças finais dos projetos de lei da filantropia são apresentadas em reunião

Alteração em data das audiências públicas sobre Educação Infantil

Prorrogadas inscrições para o Curso Latino-Americano de Políticas e Avaliação da Educação Superior

BR Educacional negocia compra da HSM

Dois pilares da sociedade democrática 


Grávidas começam a retornar ao trabalho no Paraná

Para Haddad, gestão é o principal problema da educação

"Não faltam professores", diz MEC

Ministro afirma que gestão é o principal problema da educação

Brasil e França trocam experiências sobre as políticas públicas

CNPq vai autorizar pesquisas

Universitários devem protocolar ação em defesa das cotas raciais

Em dez anos, R$ 150 bilhões para acabar com as desigualdades na educação da América Latina

Fies pode ficar mais “leve”


Mini-curso Normativas e Diretrizes do ENADE 2009
Solicite FICHA DE INSCRIÇÃO através do e-mail institutoampesc@ampesc.com.br ou telefone (48) 3225-2445

Lula assina criação de universidade em SC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:32 hs. 
As aulas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) devem começar em março de 2010. A previsão é do ministro da Educação, Fernando Haddad, que participou ontem da solenidade de sanção da lei que institui, 50 anos depois da UFSC, nova universidade federal em Santa Catarina. O ato foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do Executivo Federal em Brasília. Estiveram presentes senadores, deputados, prefeitos, vereadores e educadores.
De acordo com o autor do projeto de lei que cria a UFSS, deputado Cláudio Vignatti (PT/SC), serão aceitos alunos de escolas públicas através de processo seletivo pelo Enem. “Vamos democratizar o acesso ao conhecimento, desenvolver e integrar toda região Sul”, afirma.
A partir da sanção, o ministério do Planejamento deverá iniciar a seleção dos 500 professores e 400 funcionários que deverão compor o quadro da instituição.
O relator da proposta, deputado André Vargas (PT/PR), lembra que esta foi a décima primeira instituição de ensino superior criada pelo governo Lula. “Até o final deste governo serão 14, incluindo a Universidade de Integração Latino Americana, no Paraná, a Universidade Luso-Afro Brasileira, na Bahia, e outra no oeste do ParT, destaca.
A nova universidade oferecerá 2.160 vagas. A UFSS terá campi espalhados em 400 municípios e terá cursos voltados para o potencial econômico de cada região. Em Santa Catarina, a sede será em Chapecó. No Rio Grande do Sul, haverá unidades em Erechim e Cerro Largo. No Paraná, haverá campi em Laranjeiras do Sul e Realeza. 
Lei nº 11.029 de 15 de Setembro de 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs. 
Dispõe sobre a criação da Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS e dá outras providências
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1744.pdf 
Fonte: Publicação no DOU n.º 177 
Fonte: Correio Lageano - SC 

Reconsideração IGC divulgado
Fonte:ABMES
Como é do seu conhecimento, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) divulgou o  Índice Geral dos Cursos (IGC) para todas as instituições de ensino superior (IES). As que se julgarem prejudicadas poderão requerer ao citado órgão a revisão do IGC que lhes foi atribuído, até 18 de setembro.
Para tanto, é indispensável que as instituições tenham acesso a todos os dados utilizados para cálculo de seu conceito no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), do Conceito Preliminar de Cursos (CPC) dos cursos avaliados e, assim, do IGC.
Recomendamos que as IES encaminhem seus pedidos ao Inep/MEC utilizando-se do modelo de ofício anexado a esta carta, solicitando ainda que o prazo assinalado para apresentar pedido de revisão do IGC somente tenha seu início computado a partir da efetiva divulgação dessas informações.
Informamos-lhe finalmente que a ABMES enviará ofício de igual teor ao presidente do Inep/MEC, Professor Reynaldo Fernandes, em nome de todas as suas instituições associadas.
Atenciosamente
Gabriel Mario Rodrigues
Presidente

Inep implementa módulo de avaliação integrado ao e-MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs. 
O Inep acaba de implementar um sistema de gerenciamento que irá agilizar os procedimentos operacionais relacionados ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Integrada ao e-MEC, a ferramenta chamada Módulo de Avaliação auxiliará diretamente as atividades desenvolvidas na Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAES). Os seus recursos permitirão à autarquia enviar comunicados para as instituições e avaliadores, preencher formulários eletrônicos, finalizar relatórios de avaliação e designar comissões de avaliação. Isso porque o sistema também incorporou às suas funcionalidades o que antes era feito pelo Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação (BASis).
Segundo a diretora da DAES, Iguatemy de Lucena Martins, o módulo criado pela autarquia irá assegurar transparência ao processo de avaliação. “A implementação dessa ferramenta trará melhoria na qualidade do fluxo de avaliação. Com isso, teremos mais eficiência na gestão dos processos”, explica a diretora. Iguatemy Martins acrescenta ainda que a inserção dos avaliadores ao novo sistema está sendo realizada gradativamente, de acordo com as recapacitações promovidas pelo Inep.
Mesmo tendo sido integrado ao e-MEC, que gerencia as informações relativas aos processos de regulação da Educação Superior no Ministério da Educação, o Módulo de Avaliação será de inteira responsabilidade do Inep.
Assessoria de Imprensa do Inep 
Fonte: Portal Inep

Maior acesso às universidades democratiza o serviço público
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:27 hs. 
A ampliação do acesso ao ensino superior, para estudantes de diferentes camadas sociais, permitiu a democratização da máquina pública. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 15, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no seminário Profissionalização e consolidação do serviço público no contexto de reforma das políticas públicas. O evento fez parte da programação do Fórum Brasil-França, realizado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.
O ministro observou que, em seis anos, o número de alunos que ingressou nessa etapa de ensino triplicou. “Em 2002 eram dois milhões de alunos. Em 2007, eram seis milhões”, informou. “No início da década, nós já tínhamos mais alunos matriculados no ensino superior do que pessoas com diplomas”, disse.
Na visão do ministro, como o serviço público seleciona em geral pessoas com graduação, a ampliação do acesso diversificou a categoria dos servidores que trabalham para o Estado. “O serviço público hoje dá acesso a pessoas com diferentes perspectivas de atuação, o que permite reorganizar democraticamente o Estado”.
Haddad explicou que o país se estruturou originalmente de maneira oligárquica e que, apenas a partir da Constituição de 1988, passou-se a se vislumbrar um estado republicano e democrático, com políticas universais voltadas ao interesse coletivo.
“O desafio para os que têm compromisso com a democratização do país passa pela questão da educação”, enfatizou. Assim, programas de democratização do acesso ao ensino superior – como o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) – ampliaram o número de alunos de baixa renda nas escolas de ensino superior e, consequentemente, diversificaram os estratos sociais representados na administração pública, ajudando a democratizar o serviço público.
“É preciso constituir a máquina pública de pessoas egressas de todas as classes sociais e assegurar que o serviço público tenha compromisso com políticas universais”, disse.
Maria Clara Machado 
Fonte: MEC 

Esperanto poderá ser disciplina facultativa no ensino médio
Fonte: Jornal da Educação
O esperanto - língua artificial criada para facilitar a comunicação internacional - passará a constituir "componente curricular facultativo" da grade escolar do ensino médio, segundo o Projeto de Lei do Senado (PLS) 27/08, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi aprovado nesta terça-feira (15), em decisão terminativa, pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE).
Segundo o projeto, que teve como relator o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a oferta da disciplina só será obrigatória caso haja demanda que a justifique. Em seu voto favorável, o relator observou que a universalização do conhecimento do esperanto "pode representar um fomento à paz entre as nações".
Votaram contra o projeto os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Segundo Camata, trata-se de um "projeto inútil", pois quem aprender o esperanto não terá com quem praticar a nova língua. A comissão aprovou também parecer favorável ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 48/08, que autoriza a concessão de tratamento especial às estudantes estagiárias grávidas. De acordo com substitutivo apresentado pelo relator, senador Augusto Botelho (PT-RR), as estagiárias grávidas terão direito ao regime de exercícios domiciliares, a partir do oitavo mês de gestação, e à interrupção do estágio. Uma vez concluído o período de interrupção, o estágio prosseguirá nos termos e condições anteriormente ajustados, acrescido do número de dias correspondente ao afastamento.

Dia da Responsabilidade Social promovido pela ABMES
Fonte: ABMES
Faltam menos de 15 dias para o Dia da Responsabilidade Social – Ensino Responsável 2009. Para que sua instituição passe a fazer parte desta grande corrente em prol de um ensino socialmente responsável é necessário fazer o cadastro das atividades no site: www.abmes.org.br/dia.
Como Participar
É extremamente simples!
Basta cadastrar a 1ª atividade para sua IES aderir ao Ensino Responsável 2009.
Digite o login e a senha que sua instituição recebeu no topo da página e entre no sistema.
Não há custo algum em aderir ao Ensino Responsável 2009! Apenas os custos operacionais da própria instituição para realizar as atividades.
Dúvidas?
Tel.: (61) 3322-3252
E-Mail e MSN: dia@abmes.org.br

Publicado resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs. 
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) divulga nesta segunda-feira, 14, os resultados da apreciação de propostas de cursos novos de 2008 e 2009. As propostas foram analisadas e recomendadas durante a 111ª Reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), entre os dias 24 e 28 de agosto, em Brasília.
As fichas, com os pareceres das propostas recomendadas e das não recomendadas, encontram-se disponíveis às instituições proponentes na página eletrônica da Capes. Outras propostas ainda estão em processo de análise. Acesse aqui os resultados.
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/Resultado_111_ReuniaoCTC_APCN.pdf
Fonte: Portal Capes 

Projeto que altera regras do Fies deve ser votado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:11 hs. 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que muda as regras do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Pelo texto, alunos do curso de Pedagogia poderão amortizar com trabalho o custo de seus estudos. Cada mês trabalhado em escola pública reduz em 1% a dívida. O projeto está em regime de urgência e o prazo está terminando. Haddad estima que será aprovado para valer no ano letivo de 2010. A fala do ministro ocorreu durante seminário que avaliou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) em São Paulo.
Fonte: DCI - SP 

Ministro afirma que Câmara deve votar projeto que muda regras do Fies
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta segunda que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que muda as regras do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e permite que alunos do curso de pedagogia não precisem pagar pela sua formação. A ideia é que a dívida seja amortizada com trabalho: cada mês que o professor trabalhar em uma escola pública reduz em 1% a dívida.
Haddad afirmou durante seminário de avaliação sobre os dois anos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em São Paulo, que o projeto está em regime de urgência e o prazo está terminando. Por isso a Câmara deve votar esta semana e o projeto segue para o Senado. Mas, com certeza, para o ano letivo de 2010 ele já estará valendo.

Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE
Fonte: Assessoria de Imprensa Inep/MEC, Professor César Lunkes HORUS Pinhalzinho
Dados da Pesquisa Panorama da Educação, pesquisa internacional anual divulgada no ultimo dia 15 de setembro, apontam que a renda aumenta substancialmente com a conclusão do nível médio e do nível superior, tanto nos países mais ricos do mundo quanto no Brasil. Na maioria dos países os ganhos excedem 50% para os que concluem a educação superior - no Brasil, esse aumento excede os 100%.
Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE
Dados da Education at a glance (Panorama da Educação), pesquisa internacional anual divulgada hoje, apontam que a renda aumenta substancialmente com a conclusão do nível médio de ensino e nível superior, tanto nos países mais ricos do mundo quanto no Brasil. Na maioria dos países os ganhos excedem 50% para os que concluem a educação superior - no Brasil, esse aumento excede os 100%. A Education at a glance é produzida pelo Ines (Indicadores dos Sistemas Educacionais), uma instância da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) responsável pela construção de indicadores educacionais comparáveis internacionalmente, bem como pela elaboração de estudos técnicos, pesquisas e levantamentos para a análise das dimensões da constituição de indicadores.
A pesquisa traz ainda análises sobre o perfil educacional da população adulta dos países participantes, impacto da educação no mercado de trabalho, benefícios econômicos da educação, atendimento escolar nas redes púbica e privada em cada país , relação aluno/professor e tamanho das turmas, além de informações sobre gastos em educação. Participam do estudo os membros da OCDE e aqueles associados à organização, num grupo que inclui, além do Brasil, países como Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e México.
A coleta de dados para a elaboração da pesquisa é feita por cada país participante, por meio do preenchimento de planilhas e questionários encaminhados pela OCDE. No caso do Brasil, o Inep é o órgão responsável por fornecer os dados. Este levantamento é feito com base no Censo da Educação Básica e Censo da Educação Superior, além das informações fornecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Os dados educacionais são referentes ao ano de 2007 e, os financeiros, a 2006. As comparações internacionais são feitas pela OCDE com base nos dados fornecidos por cada país.
Clique para ver os principais destaques do Brasil na publicação:
http://www.inep.gov.br/download/internacional/EAG_2009_briefing_note_Brazil_04-09.pdf
A publicação Education at a Glance 2009, assim como o sumário executivo, os dados e as tabelas on-line podem ser obtidos por meio de download gratuito no site www.oecd.org/edu/eag2009.

Aberta consulta a mais um lote residual do Imposto de Renda
Fonte: Portal Administradores
A Receita Federal abriu hoje a consulta do lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física 2004, calendário 2003. O valor da restituição estará disponível para saque, a partir do dia 22 de setembro, nas redes bancárias.
Os lotes residuais são referentes aos contribuintes que caíram na malha fina. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o telefone 146. As restituições terão correção de 72,72%, correspondente à variação da taxa SELIC.
A Receita Federal avisa que, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta corrente ou poupança.
                        
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre origem escolar
Fonte: Valor Econômico
"Se separarmos uma turma de jovens talentos da empresa em dois grupos, o dos formados nas faculdades de primeira linha e o dos que vieram de faculdades de segunda linha, fica claro que o segundo grupo é mais engajado e tem um nível de comprometimento diferenciado com a empresa". A frase de Rodolfo Eschenbach, líder da área de organização e talentos da consultoria Accenture, representa uma grande quebra de paradigma e reflete um movimento que começa a acontecer nas empresas brasileiras em relação a contratações de jovens profissionais e trainees.
Enquanto uma parte das organizações ainda acredita que os melhores talentos vêm das melhores universidades e usa esse critério como peso nos processos seletivos, outra parcela tem se encarregado de mudar os filtros de escolha de candidatos por perceber que estava deixando muita gente boa de fora simplesmente porque não se encaixavam a um perfil padrão.
A Accenture reviu seus critérios de seleção de trainees há três anos e retirou da peneira os nomes das faculdades. A razão inicial foi uma necessidade de suprir a demanda: a empresa não estava conseguindo preencher todas as suas vagas -em 2008, por exemplo, foram contratados 805 trainees, a uma média superior a 10 candidatos por vaga -e precisava buscar talentos em outras praças. Mas essa necessidade acabou levando a área de recursos humanos a desenvolver novos testes de avaliação de comportamentos e aptidões e, com isso, descobriu nesse novo grupo traços de flexibilidade, inteligência emocional e força de vontade que nem sempre encontrava nos candidatos que vinham das escolas "top" de linha.
Um dos casos que motivou a Accenture a romper essa barreira foi o da consultora Daniella Alledo. Formada em administração de empresas pela Universidade São Judas- que não faz parte da hipotética "lista" das escolas de primeira linha-, com um perfil considerado técnico e um nível de inglês aquém do desejado, Daniella foi contratada pela empresa para atuar em uma função técnica em recursos humanos pelo seu conhecimento em SAP, mas não tinha o perfil que a empresa buscava para a área de consultoria, seu grande desejo profissional. No entanto, quando procurou o diretor de Talentos para manifestar seu interesse em mudar, Daniella teve sua chance. E Eschenbach faz questão de ressaltar que, a partir desse exemplo, ele teve certeza que precisaria mudar o modelo de seleção da empresa. "Ela se destacava na outra área e, depois que mudou para a consultoria, tornou-se uma das melhores funcionárias da equipe, com nível de engajamento acima do normal justamente porque ela teve essa oportunidade", conta o diretor.
De fato, nem ela esperava que um dia faria parte do quadro de uma multinacional de grande porte. Com origem no interior de São Paulo e recursos insuficientes para pagar uma escola de prestígio como a Fundação Getulio Vargas (FGV), Daniella conta que sempre ouviu do pai que só se daria bem na vida quem fizesse uma faculdade de primeira linha. Hoje com 32 anos e há dois atuando como consultora da Accenture, ela valoriza a chance que teve: "Isso me motiva a melhorar sempre."
Para alguns especialistas, existe uma discussão importante por trás do estigma que foi criado pelas empresas em torno dos programas de trainees. O presidente da consultoria DBM, Claudio Garcia, explica que as organizações, especialmente as multinacionais, centraram seus esforços nos últimos anos para atrair e reter os jovens da chamada geração Y sem se dar conta de que eles ainda representam uma parcela muito pequena da população brasileira nessa faixa dos 20 aos 30 anos.
São chamados de Y os netos dos baby boomers, aqueles profissionais nascidos no pós-Segunda Guerra nos Estados Unidos. Seus pais, alcunhados de geração X, acumularam riquezas ao custo de muito trabalho, estresse e pouca - ou nenhuma- qualidade de vida, enquanto essa nova geração, gozando da estabilidade financeira conquistada pela família, busca outro tipo de relação com o trabalho. Formados em bons colégios particulares, graduados nas melhores universidades, fluentes em vários idiomas, com perfil crítico e empreendedor e, na maior parte das vezes, com vivência internacional, os Y querem fazer diferente. Esses jovens não abrem mão da qualidade de vida, gostam de realizar atividades que tragam reconhecimento e evolução rápida na carreira- de preferência, sem passar pelos sacrifícios que viram seus pais enfrentar no trabalho.
Porém, ao selecionar apenas gente com esse perfil, muitas organizações no Brasil se depararam com questões difíceis de serem administradas, como a alta expectativa e a pouca flexibilidade, muitas vezes traduzida em arrogância. "Imagine só: esses jovens vêm das melhores faculdades e depois passam por processos seletivos árduos e super concorridos. Em algumas situações, de 30 mil candidatos de um programa de trainees sobram apenas 30", diz a sócia-diretora da Across, Regina Camargo. "Ele certamente vai pensar 'eu sou o cara, agora posso relaxar'. Mas não se dá conta que a carreira dele está apenas começando", acrescenta.
As próprias instituições de ensino começam a reagir. Depois de receber um "puxão de orelha" de algumas organizações que classificaram seus alunos como arrogantes, a FGV lançou há dois anos o programa "Baixa a Bola, FGV". A coordenadora de estágios e colocação profissional da escola, Christina de Paula Leite, conta que a ação consiste em palestras nos cursos de graduação, ministradas por professores e psicólogos, que explicam aos alunos do primeiro ano que a escola estimula a proatividade, mas não a arrogância. "Mostramos que eles não são donos do mundo só porque entraram na FGV. Uma coisa é ter determinação, brilho nos olhos. Outra é se achar melhor que os outros", afirma Christina.
Um fato concreto é que alunos egressos de faculdades mais conceituadas são mais disputados e costumam ter um leque maior de opções de estágio e emprego em grandes empresas em comparação aos estudantes de escolas de menor prestígio. Quando participam de processos seletivos, os melhores alunos em geral conseguem ser aprovados em duas, três ou até quatro faculdades e se dão o direito de escolher. E são exigentes: se a empresa não atender rapidamente às suas expectativas, eles deixam a companhia e tratam de seguir seu caminho onde acharem que serão mais reconhecidos. Para estes que têm várias opções na mão, avaliam os especialistas, a paciência se mostra bem mais curta do que no caso de jovens que agarraram aquela oportunidade como se fosse a única.
É diante desse cenário que organizações começam a ampliar o foco de atuação em busca de maior diversidade na caça aos talentos. E é também nesse sentido que entra o raciocínio exposto por Garcia, da DBM. "No Brasil, o baby boom e as chamadas gerações X e Y só se repetiram nas classes A e B. Porém, no país existe muita diversidade a ser explorada", afirma o consultor. Ou seja, muitas regiões do país começaram somente agora a produzir os seus representantes da geração anterior, a X, caracterizada por profissionais mais pragmáticos, ágeis no aprendizado e pautados pelo senso de oportunidade. São aqueles que querem construir uma carreira sólida e agarram com força as oportunidades que surgem. Diferentemente da geração Y, que usufrui das riquezas financeiras que seus pais acumularam, os X precisam do trabalho para conquistar a ascensão social, profissional e econômica. "Depois que perceberam isso, diversas organizações encontraram jovens com alto nível de competitividade, motivação, boa capacidade cognitiva e uma capacidade emocional até melhor do que os chamados jovens da geração Y formados nas faculdades de primeira linha. E melhor: sem a pressão pela promoção no curto prazo e alta remuneração", completa o executivo da DBM.
Consultorias especializadas na seleção de jovens profissionais confirmam a mudança. Depois de identificar que o conhecimento e nível educacional dos estudantes não necessariamente se traduzem nas melhores competências e comportamentos esperados pelas organizações, a Across decidiu redesenhar seu modelo de contratação, dando maior foco a questões comportamentais. "Buscamos gente com potencial, e o maior indicador é a capacidade de aprendizagem. É possível medir nos processos seletivos o nível de adaptabilidade, interação com outras pessoas e como aquele jovem lida com feedbacks", diz Regina Camargo. "Se o jovem tem essas características, ele vai atrás do resto". A diretora calcula que metade dos seus clientes já compartilha dessa visão, enquanto outra parte ainda acredita que os melhores talentos estão nas faculdades mais tradicionais. "Por isso, vamos levar para os clientes duas possibilidades na hora de fazer seleção, a que acreditamos e a tradicional."
Pesquisa realizada pela Franceschini, empresa especializada em análises de mercado, mostra que 71% das organizações declaram preferir alunos de escolas tradicionais, porém apenas 15% dos profissionais recém-graduados contratados vêm dessas faculdades de primeira linha. Foram entrevistados 259 executivos de recursos humanos de companhias de diferentes portes e regiões do país. "As empresas buscam perfil de 'Super Homem' até nos recém-formados. Querem gente que trabalhe excessivamente, que atenda o telefone de madrugada se for preciso. E é difícil que pessoas que vêm de uma classe social mais elitizada tenham essa flexibilidade exigida pelas empresas", afirma Adélia Franceschini, responsável pelo estudo.
A executiva lembra ainda que, nos últimos anos, houve uma grande evolução no ensino das faculdades particulares no que diz respeito a práticas de mercado. "Na maior parte das universidades tradicionais, o corpo docente está focado e orientado para a pesquisa científica e para a busca de novos conhecimentos, seguindo o modelo de ensino francês. Já as faculdades mais recentes se voltaram para o mercado de trabalho, como o modelo americano. O que existe ainda é um preconceito com relação às escolas menos tradicionais", completa Adélia, lembrando que diversos cursos de universidades possuem pontuação de destaque no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, do Ministério da Educação. "A maioria dos contratantes traz as suas referências próprias do que são boas escolas, e em geral são aquelas que eram as melhores no seu tempo. Infelizmente os RHs ainda não estudam essa questão profundamente. A contratação é um processo ainda operacional."
Para a presidente da Cia de Talentos, Sofia Esteves, há dois pontos relevantes nessa discussão. O primeiro é o fato de que as pessoas que tiveram que batalhar e trabalhar para pagar a faculdade amadurecem mais rápido e dão mais valor quando conseguem um bom emprego. O segundo é que, na outra ponta, muitas organizações têm paradigmas errados em suas contratações, com frequência exigindo mais do que precisam. "As empresas perdem pouco tempo na reflexão do que é talento para elas. Querem trazer o melhor dos melhores, mas depois a pessoa vai embora porque não se identifica com aquela realidade". Novamente, trata-se da necessidade de se rever os filtros. "Será que todos realmente precisam ter inglês fluente?", questiona, lembrando que cerca de 75% a 80% dos jovens são reprovados nos processos seletivos por não atenderem ao nível desejado do idioma.
Roberta Lippi e Claúdio Belli


Reconhecidos 266 novos cursos de mestrado e doutorado
Fonte: SINPAAET www.omeufuturo.com.br
Novos cursos de mestrado e doutorado foram reconhecidos pelo Ministério da Educação na sexta-feira, 19. No total, foram 266, em todas as regiões do país: Norte, 14; Nordeste, 66; Sudeste, 116; Sul, 54; e Centro-Oeste, 16. Os cursos estão divididos em nove grandes áreas do conhecimento: ciências agrárias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências exatas e da terra, ciências humanas, ciências sociais aplicadas, engenharias, linguística, letras e artes e multidisciplinar.
O Diário Oficial da União publicou duas portarias do MEC reconhecendo os cursos aprovados com conceitos entre 3 e 5 pelo Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Reconhecimento – O processo para o reconhecimento de um curso de pós-graduação e a consequente validade nacional do diploma tem três estágios. Primeiro, os mestrados e doutorados devem passar por avaliação do CTC-ES para ser considerados cursos recomendados pela Capes. Depois, pela avaliação e aprovação do Conselho Nacional de Educação e só após a publicação do ato do ministro da Educação, os cursos são definidos como reconhecidos.
Para ser recomendados, os cursos são submetidos à Avaliação das Propostas de Cursos Novos de Pós-graduação, parte do rito estabelecido para a admissão de novos programas e cursos ao Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Ao avaliar as propostas de cursos novos, a Capes verifica a qualidade de tais propostas e se elas atendem ao padrão de qualidade requerido pelo nível de formação e encaminha os resultados desse processo para, nos termos da legislação vigente, fundamentar a deliberação do Conselho Nacional de Educação sobre o reconhecimento de tais cursos e sua incorporação ao SNPG.
Acesse o link abaixo e verifique a lista completa dos novos cursos:
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/PO_589_590.pdf

Revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 177, quarta-feira, 16 de setembro de 2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA INTERMINISTERIAL No- 865,
DE 15 DE SETEMBRO DE 2009
Aprova o Projeto Piloto de revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras e disponibilizar exame de avaliação com base em matriz referencial de correspondência curricular, com a finalidade de subsidiar os procedimentos de revalidação conduzidos por universidades públicas.
OS MINISTROS DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA
SAÚDE, no uso das atribuições que lhes confere o art. 87 da Constituição,e
Considerando o disposto no art. 48, § 2º, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, bem como a preocupação comum do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Saúde (MS) e das universidades públicas em estabelecer sistemas de avaliação que tenham como foco a aptidão para o exercício profissional do graduado em Medicina, em consonância com os diagnósticos de necessidades nacionais e regionais;
Considerando a necessidade de oferecer às universidades públicas,como medida de equidade e racionalidade, um exame de
revalidação de diplomas médicos expedidos no exterior com parâmetros e critérios mínimos para aferição de equivalência curricular;
Considerando a recente adequação do instrumento de aferição da qualidade dos cursos de medicina ministrados no Brasil,
decorrente das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em medicina, instituídas pela Resolução CNE/CES nº 4, de 7 de novembro de 2001, e pela Portaria MEC/GM nº 474, de 14 de abril de 2008; e
Considerando os resultados dos trabalhos da Subcomissão
Temática de Revalidação de Diplomas Médicos de que trata a Portaria Interministerial MEC/MS nº 383/09, resolvem:
Art. 1º Aprovar o Projeto Piloto de revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras e disponibilizar
exame de avaliação com base em matriz referencial de correspondência curricular, com a finalidade de subsidiar os procedimentos de revalidação conduzidos por universidades públicas.
§ 1º O exame será utilizado pelas universidades públicas que aderirem ao Projeto Piloto estabelecido nesta Portaria e terá como base a Matriz de Correspondência Curricular elaborada pela Subcomissão
Temática de Revalidação de Diplomas, instituída pela Portaria
Interministerial MEC/MS nº 383/09 (Anexo).
§ 2º Os candidatos inscritos deverão comprovar ter concluído
a graduação em Medicina, em curso devidamente reconhecido pelo
Ministério da Educação ou órgão correspondente, no país de conclusão,
com carga horária mínima de 7.200 horas, período de integralização
de 6 anos e 35% da carga horária em regime de treinamento
em serviço/internato, de acordo com as Diretrizes Curriculares
Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina (Resolução
CNE/CES nº 04/2001).
Art. 2º O exame constará de duas avaliações sucessivas e
eliminatórias, sendo uma escrita e uma de habilidades clínicas, respectivamente.
Parágrafo único. O exame será implementado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP) com a colaboração das universidades públicas que aderirem
ao Projeto Piloto.
Art. 3º O exame tem por objetivo verificar a aquisição de conhecimentos,
habilidades e competências requeridas para o exercício profissional
adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde.
Art. 4º As universidades públicas interessadas em participar
do Projeto Piloto, regulado por esta Portaria, deverão firmar termo de
adesão com o Ministério da Educação.
Art. 5º Caberá às universidades públicas que aderirem ao
Projeto Piloto, após a divulgação do resultado do exame, adotar as
providências necessárias à revalidação dos diplomas dos candidatos
aprovados.
Art. 6º Os recursos para cobertura das despesas decorrentes das medidas
necessárias à consecução do exame de que trata esta Portaria serão cobertas
pelas dotações consignadas no orçamento do INEP para o exercício de 2009, no
Programa 1449 - Estatísticas e Avaliações Educacionais, Ação 8257 - Avaliação
da Educação Superior -PTRES 021120, Fonte de Recursos 0112000000 e Natureza
de Despesa: 339039 - Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica.
Art. 7º Poderão candidatar-se à realização do exame de que
trata esta Portaria os portadores de diplomas de Medicina expedidos
no exterior, em cursos que atendam a parâmetros similares aos nacionais,
conforme o disposto no art. 1º, § 2º.
Art. 8º O processo regulado por esta Portaria não exclui o
procedimento ordinário de revalidação de diplomas realizado pelas
universidades públicas.
Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10. Fica revogada a Portaria Interministerial MEC/MS nº 444, de 15 de maio de 2009, publicada no Diário Oficial da União,nº 92, de 18 de maio de 2009, seção 1, pg. 18 .
FERNANDO HADDAD
Ministro de Estado da Educação
JOSÉ GOMES TEMPORÃO
Ministro de Estado da Saúde
ANEXO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DA GESTÃO DO TRABALHO E DA DUCAÇÃO NA SAÚDE
COMISSÃO INTERMINISTERIAL SAÚDE - EDUCAÇÃO
SUBCOMISSÃO TEMÁTICA DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS
PROJETO PILOTO PARA REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS DE MÉDICO EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS MATRIZ DE CORRESPONDÊNCIA CURRICULAR PARA FINS DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS DE MÉDICO EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=16/09/2009&jornal=1&pagina=14&totalArquivos=112

MEC suspende 10 vestibulares de pedagogia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:35 hs. 
Corte se deve às notas baixas das faculdades em duas avaliações federais; escolas ofereceram 2.000 vagas no último processo seletivo
Segundo o governo Lula, os objetivos são evitar que estudantes entrem em cursos com problemas e melhorar a qualidade do ensino
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério da Educação vai suspender os vestibulares de dez cursos de pedagogia do país que tiveram notas baixas nas duas avaliações da área (2005 e 2008). A decisão será publicada hoje no "Diário Oficial".
A intenção, diz a gestão Lula, é evitar que estudantes entrem em cursos com problemas. O governo afirma ainda que a redução de alunos ajuda a melhorar a qualidade do ensino.
As dez escolas, todas privadas, ofereceram cerca de 2.000 vagas no último vestibular (no total, foram 173 mil no país todo, segundo o último censo).
A área de pedagogia forma professores para lecionar no ensino infantil e nas primeiras séries do fundamental (antigo primário), além de gestores escolares. A capacitação dos educadores é apontada como um dos pilares para a melhoria da qualidade do ensino no país.
Levantamento da reportagem aponta que, das 49 escolas fiscalizadas pela pasta, mal avaliadas na prova de 2005, apenas nove atingiram o patamar adequado no exame de novembro de 2008 -cujos resultados foram divulgados neste mês.
A base de avaliação é o Enade, exame federal aplicado aos universitários. Recentemente, a análise passou a considerar também itens como número de professores com doutorado. São considerados inadequados cursos com notas 1 e 2, numa escala que vai até 5.
Dos 49, 23 cursos repetiram os índices insatisfatórios no conceito Enade. Os dez que terão vestibular suspenso integram esse grupo e têm como agravante o fato de terem sido mal avaliados também no CPC (Conceito Preliminar de Curso), indicador que considera ainda fatores como avaliação da infraestrutura e perfil do corpo docente.
Outras 17 escolas não tiveram nota final em 2008 (fecharam ou têm poucos alunos). A supervisão incluía medidas a serem tomadas pelas faculdades e visita de especialistas. O MEC diz que é a primeira vez que há suspensão de vestibular na área de pedagogia. A decisão já havia sido tomada em outras carreiras, como medicina e fisioterapia. Em direito, faculdades mal avaliadas precisaram diminuir as vagas.
A suspensão, segundo a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, dura até que as faculdades comprovem melhoria do ensino. Serão feitas visitas de técnicos.
Cesar Callegari, presidente da câmara de educação básica do Conselho Nacional de Educação, defendeu que os cursos com notas baixas sejam fechados. "O estudante não pode esperar três ou quatro anos para descobrir que o curso é ruim."
Para outro membro do conselho, o professor da PUC-SP Antonio Ronca, o controle deveria ser feito antes mesmo do início do curso. "Só deveriam abrir os que apresentam condições satisfatórias", disse.
Há uma outra linha de pesquisadores de educação, como o economista Gustavo Ioschpe, que defende que é melhor que haja cursos ruins do que nenhuma vaga.
Faculdades dizem que aluno chega com nível ruim
DA REPORTAGEM LOCAL
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM PRESIDENTE PRUDENTE
As faculdades que não conseguiram atingir o patamar esperado de qualidade afirmam que um dos principais problemas é que o aluno chega ao ensino superior sem os conhecimentos básicos, de ensino médio.
"Fizemos cursos [de reforço] para os alunos, mas eles não estão preparados para essa prova [Enade]", diz Sônia Cabrera, diretora das Faculdades Integradas de Paranaíba (MS).
O problema é confirmado por Divino Eterno, diretor da Faculdade Alfredo Nasser (GO), que tirou 2 no conceito Enade (escala de 1 a 5), mas não perderá vagas de vestibular.
Os alunos da faculdade de Paranaíba obtiveram nota 1 no último Enade. Três anos antes, a nota havia sido 2. A escola terá o vestibular suspenso.
Das dez faculdades que terão os vestibulares de pedagogia suspensos, apenas a de Paranaíba se manifestou.
Crítica ao Enade
O Enade foi criticado por Alba Arana, diretora da Faclepp (Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente), da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). O curso de pedagogia da faculdade manteve o conceito 2 em 2008, mesmo índice de 2005, tido como insatisfatório, mas não terá vagas de vestibular fechadas.
"O Enade avalia só o aluno, que muitas vezes não tem comprometimento."
A diretora, no entanto, elogiou o CPC (Conceito Preliminar do Curso), em que obteve nota 3 no ano passado, número satisfatório, segundo o MEC. Esse indicador leva em consideração, além da avaliação de desempenho dos estudantes, infraestrutura, instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.
NOTAS BAIXAS
Instituições que terão vestibular suspenso
1) Faculdades Integradas de Cassilândia (MS)
2) Faculdades Integradas de Diamantino (MT)
3) Faculdades Integradas de Paranaíba (MS)
4) Fac. de Filosofia, Ciências e Letras Carlos Queiroz (SE)
5) Faculdade de Ilha Solteira (SP)
6) Faculdade Jesus Maria José (DF)
7) Faculdades Integradas da Terra de Brasília (DF)
8) Faculdades Integradas de Naviraí (MS)
9) Faculdade de Jandaia do Sul (PR)
10) Instituto de Ciências Sociais e Humanas (GO)
Motivo do fechamento
Os vestibulares serão suspensos porque os cursos repetiram, em 2005 e 2008, notas baixas no Enade (que avalia os estudantes) e no CPC (Conceito Preliminar de Cursos, que inclui também fatores como qualidade da infraestrutura e perfil do corpo docente) 
Fonte: Folha de São Paulo 

Concurso "Natal Brasileiro" da ABMES
Fonte: ABMES
Prêmios
Primeiro lugar – R$ 5.000,00 (cinco  mil reais)
Segundo lugar – R$ 2.000,00 (dois  mil reais)
Terceiro lugar –  R$ 1.000,00 (um  mil reais)
Prazo de entrega –  31 de outubro de 2009
Edital
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) promove, por meio deste edital, o concurso para a criação da mensagem virtual de Natal.
I – Condições de Participação
1. Os concorrentes deverão:
– ser alunos de instituições de ensino superior públicas e privadas brasileiras;
–  concorrer com apenas uma proposta;
– aceitar que a ABMES tenha pleno direito de divulgar  a proposta vencedora; de gravá-la; de enviá-la via e-mail, de imprimi-la e de utilizá- la como convier à entidade;
– transferir à ABMES todos os direitos da proposta vencedora sem, com isso, fazer jus a qualquer remuneração ou direito, além daqueles previstos neste edital.
2. A ABMES fica autorizada a divulgar todas as propostas, classificadas ou não, desde que citados seus autores, o que não implica em cessão de direitos autorais.
II – Apresentação dos Trabalhos
1. As propostas deverão:
– ser inéditas;
– ter a logomarca e a assinatura da ABMES que constam do site do concurso:www.abmes.org.br/natalbrasileiro;
– conter imagens brasileiras e em nenhuma hipótese símbolos ligados à legendária e mítica figura de Santa Claus (Papai Noel);
– conter texto e imagem de autoria do aluno e/ou grupo de alunos, sendo opcional a inclusão de animação e trilha sonora;
–  ser elaboradas nos formatos: Flash (SWF), PowerPoint (PPT/PPS), imagem vetorizada com alta resolução com, no mínimo, 300dpi (AI/CDR);
– limitar o tamanho do arquivo até 3(três)MB e a duração até 1(um) minuto;
– ser enviadas no ato de inscrição.
III – Inscrição
1. As inscrições deverão ser feitas no site do concurso;
2. As inscrições se encerrarão às 18 horas do dia 31 de outubro de 2009.
IV – Seleção
1. Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Julgadora composta de três membros, designados pela ABMES, observados os critérios: a) criatividade; b) qualidade do texto e da imagem; c) qualidade da animação e da trilha sonora, quando for o caso; d) facilidade de exibição; 
2.  A Comissão Julgadora se reunirá na sede da ABMES, em Brasília, no dia 13 de novembro de 2009;
3.  A Comissão Julgadora é soberana em todas as suas decisões, não cabendo nenhum tipo de recurso por parte do concorrente;
4. O resultado constará do site do concurso a partir do dia 20 de novembro de 2009;
5. O concurso poderá ser anulado se nenhum dos trabalhos for aceito pela Comissão Julgadora.
V – Premiação
1. Os vencedores do concurso serão agraciados com um certificado e com um prêmio  em dinheiro, de acordo com os valores abaixo relacionados:
– Primeiro lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
– Segundo lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)
– Terceiro lugar: R$ 1.000,00 (um mil reais)
2. Os prêmios serão entregues no dia 08 de dezembro de 2009, em Brasília, durante o Jantar de Confraternização das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular a ser realizado na sede da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup, SHIS QI 07 Conjunto 09  Casa 01  Lago Sul 71.615-290 – Brasília – DF Tel.61 3248-1721/3091).
3. O comparecimento dos vencedores à cerimônia de entrega dos prêmios não implica ônus (passagens, diárias e alimentação) para a ABMES.

Escolas públicas recebem repasse de R$ 22,4 milhões
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, na última quarta-feira, R$ 22,4 milhões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para escolas de ensino público de todo o país.
Do total liberado, R$ 16,9 milhões destinam-se ao Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola), que promove a melhoria da gestão escolar em unidades de ensino que não tiveram desempenho satisfatório no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Foram contempladas escolas de 25 estados. Os outros R$ 5,5 milhões, do PDDE educação básica, beneficiarão unidades de ensino de 18 estados e do Distrito Federal.
O PDDE tem orçamento de R$ 920 milhões este ano. A finalidade do programa é a de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas públicas e às particulares de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo é a melhora da infraestrutura física e pedagógica, o reforço da autogestão e a elevação dos índices de desempenho da educação básica.

FNDE publica normas para apoio financeiro a instituições de ensino
Fonte: Jornal da Educação IPAE 
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) publicou normas para apoiar financeiramente as instituições de ensino participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). A portaria está no Diário Oficial da União de hoje do dia 11 de setembro.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a proposta da Universidade Aberta não é criar mais uma instituição de ensino, mas providenciar a articulação das que já existem para levar ensino superior público de qualidade aos municípios que não dispõem de cursos de formação superior ou cujos cursos não sejam suficientes para atender a demanda. Para isso, o sistema busca parcerias entre as esferas federais, estaduais e municipais.
Para ofertar cursos a distância, de acordo com o MEC, o município precisa montar um polo com biblioteca e laboratórios de informática, biologia, química e física. Essa infraestrutura deve contar com o apoio de tutores e ficar à disposição dos alunos, mas a elaboração dos cursos é de responsabilidade das instituições públicas de ensino superior.

CNE quer proibir entidades de darem cursos latu sensu 
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 12/09/2009
Entidades como hospitais, fundações e institutos podem ser proibidas de oferecer cursos de especialização lato sensu, reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação), caso parecer aprovado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) seja homologado pelo ministro Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150 instituições do País, como os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência Portuguesa, escolas de negócios como FIA, Fipe, BSP e Dom Cabral e outras como Escola Paulista de Magistratura e a Superior do Ministério Público.
A proposta do conselho é que as autorizações   dadas a essas instituições sejam revogadas a partir de 2010, abrindo espaço para que os programas continuem sendo oferecidos como cursos livres. Nesse modelo, não há necessidade de autorização para abertura da escola, não existem critérios para seu funcionamento e o certificado não é reconhecido pelo ministério - semelhante ao que ocorre com cursos de idiomas e artes.
A justificativa do CNE para o parecer está na proliferação de entidades que pedem o credenciamento com fins meramente comerciais, sem tradição de excelência na área de atuação. "O credenciamento especial se desvirtuou de seu objetivo, que era atender apenas centros de   excelência e notório saber", afirma Milton  Linhares, um dos relatores do parecer e ex-vice-reitor da Universidade Bandeirantes. "Hoje, instituições de alto nível em suas áreas não precisam da chancela do poder público para mostrar que têm credibilidade. Quem é bom vai continuar bom." Para Antonio Carlos Ronca, também relator do texto e ex-reitor da PUC-SP, é melhor que o próprio mercado e a sociedade se encarreguem de dizer quais são os cursos bons e os ruins, sem envolver o ministério na autorização. "É preciso desregulamentar a intervenção do Estado nas coisas em que a regulamentação não é importante", defende. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

O salto da educação infantil
Fonte: Clipping Educacional Gazeta do Povo, 13/09/2009 - Curitiba PR
Em 15 anos, o porcentual de crianças com idade entre 4 e 6 anos matriculadas no Brasil passou de 45% para 79,8%. O Paraná também avançou, mas está abaixo da média nacional
Pollianna Milan 
A formação dos pais e a redução do tamanho das famílias fizeram com que o Brasil desse um salto no acesso à educação infantil. Em 1992, o p!ís tinha 45% das crianças, com idade entre 4 e 6 anos, matriculadas em uma escola. Este porcentual saltou para 79,8% em 2007, conforme levantamento feito pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Paraná avançou em ritmo ainda maior: passou de 24,45%, em 1992 para 72,8%, em 2007. Mesmo assim, o estado mantém um porcentual de crianças matriculadas abaixo da média nacional. Para especialistas consultados pela reportagem, o Paraná ainda não apresenta um desempenho melhor por causa da educação no interior. “Ainda somos uma região que tem vários municípios com ambiente predominantemente rural, onde os pais não se preocupam tanto em levar os filhos pequenos para a escola. Dificilmente crianças menores de 5 anos vão para a aula nestes locais”, explica a pedagoga Maribel Rhoden, mestre em educação e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
O superintendente-executivo da Secretaria de Educação de Curitiba, Jorge Wekerlin, lembra que, desde 1997, os municípios conseguiram ampliar a oferta do ensino público para esta faixa etária de crianças, quando foi criado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) – hoje Fundeb. “Crescemos na oferta de vagas nestes últimos 15 anos e conseguimos chegar a bairros em que a iniciativa privada não estava. Na época, sobraram recursos para investir também na educação infantil”, diz. Antes disso, não havia (ou existiam poucas) creches ou pré-escolas para as crianças dos bairros afastados de Curitiba, assim como o interior do estado que,  ainda hoje, sofre com a falta de infraestrutura: até os 5 anos, o ensino é facultativo, o que faz com que o próprio governo (seja qual for) não se preocupe em ofertar vagas para esta faixa etária.
Matrículas - A Secretaria Municipal de Curitiba não soube determinar com precisão quantas crianças – na faixa dos 4 aos 6 anos – estão matriculadas na cidade. Apenas informou que, desde 2005, o número de matrículas nas escolas públicas tem superado o das privadas. Para o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Curitiba, Ademar Batista Pereira, há apenas quatro anos houve um aumento considerável das matrículas para a educação infantil. “É resultado da percepção de que este ensino é importante”, afirma.
No mês passado, a coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Educação do Ministério Público do Paraná, Hirmínia Dorigan de Matos Diniz, questionou publicamente onde estavam as 120 mil crianças que não apareciam matriculadas nas creches de Curitiba e nem reivindicavam uma vaga. Para chegar ao cálculo, ela cruzou a estimativa da população infantil da capital – entre 0 a 5 anos – com o número de vagas ocupadas tanto nas escolas privadas como públicas. “Temos 170 mil crianças neste faixa etária e 50 mil matriculadas (ou que devem conseguir uma vaga nos próximos meses, quando a prefeitura promete ampliar a oferta de creches em quase 10 mil). Onde estão as outras 120 mil?”, questionou a promotora na época. O exemplo dado por Hermínia explica por que, segundo a pesquisa, o Paraná tem um bom porcentual de crianças na escola. “O número fica superestimado porque leva em conta apenas crianças de 4 a 6 anos – não fala das menores.   A questão é que crianças de 5 e 6 anos já devem estar na escola, porque os pais são obrigados a matriculá-las. É claro que temos uma boa infraestrutura em Curitiba, por exemplo, para atender a educação infantil. Mas também sabemos que existe uma fila de espera para as menores”, afirma Maribel.
Evolução - O Censo Escolar do Ministério da Educação, de 2001, já mostrava que as matrículas na educação infantil lideravam no ranking das crianças que passaram a frequentar a escola. Também apontava que as escolas particulares ficavam com 25% dos alunos, enquanto as públicas tinham 68%. A pesquisa da FGV aprofundou os dados, mostrando quais os motivos que levaram os pais a colocar as crianças cada vez mais cedo na escola. Além do encolhimento da família – que contribui com as condições financeiras –, houve uma melhora na formação acadêmica dos pais. “Por isso, a conscientização ficou maior. Pais mais educados valorizam mais a educação e se preparam melhor para investir nesta área”, explica o economista André Portela, um dos autores da pesquisa. Entre outros fatores, Portela afirma que a oferta no ensino pré-escolar aumentou, o que também ajudou a mudar a realidade brasileira. Entre 1992 e 2007, o número de unidades passou de 62.431 para 104.323 no Brasil. Há ainda o fato de as mulheres, em número cada vez maior, trabalharem fora e, algumas vezes, serem chefes de família, o que as obriga a colocar os filhos na escola mais cedo. “A pesquisa mostra que, obviamente, é mais rápido subir de 45% para 80% . Agora, chegar aos 90% ou próximo dos 100% de crianças matriculadas vai demorar mais do que os 15 anos. Será um desafio”, analisa Portela. 

Educação é condição para entrar no hall dos desenvolvidos
Fonte: Jornal da Educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar ontem (14) a proposta de um Fundo Social composto por recursos da exploração do petróleo da camada pré-sal. Segundo ele, investimentos em educação é "condição básica" para que o país entre no que chamou de "hall dos países desenvolvidos".
"O século 21 é o século do Brasil e a gente não pode jogá-lo fora como jogamos o século 20. Por isso que a educação, para mim, é fundamental", disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
O Fundo Social está previsto em um dos quatro projetos de lei do pré-sal a serem votados no Congresso Nacional. Os parlamentares já apresentaram mais de 250 emendas para mudar algum ponto das propostas do governo federal, que prevêem o financiamento de áreas como educação, ciência e tecnologia, além de ações de combate à pobreza.

Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Fonte: Jornal da Educação
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacaram que o desenvolvimento econômico do País está financiando investimentos em educação, durante a inauguração do campus de Ipojuca, município a 43 quilômetros de Recife. O evento incluiu a inauguração, via transmissão televisiva, do campus de Floresta, também em Pernambuco.
O presidente destacou que o país vive um momento em que a expansão das vagas da rede de educação profissional coincide com o crescimento da economia, permitindo que os alunos estudem, façam estágios nas empresas e saiam contratados. O Brasil está carente de mão de obra qualificada.
Haddad ressaltou que a expansão das escolas federais e os demais investimentos do ministério foram possíveis porque o orçamento da pasta mais que dobrou em seis anos. “Passou de R$ 23 bilhões em 2004 para R$ 53 bilhões no orçamento de 2010”.

Mudanças finais dos projetos de lei da filantropia são apresentadas em reunião
Fonte: Jornal da Educação
As mudanças finais dos projetos de lei 7494/3021 sobre a filantropia foram apresentadas em reunião com dirigentes das instituições associadas ao SINEPE/RS, na quarta-feira, 09/09. As propostas as propostas devem ir à votação na Câmara dos Deputados nos próximos dias.
No encontro, o presidente do sindicato, Osvino Toillier (foto) destacou o empenho da entidade, juntamente com o grupo da filantropia, em conduzir debates, promover eventos e mediar contatos com entidades nacionais, para discutir adequações possíveis aos projetos de lei.
Entre as ações, o grupo publicou um apedido no jornal Zero Hora, chamado de “Manifesto à sociedade”, e participou do programa Democracia, da TV Assembleia, onde debateu sobre o assunto. Na reunião, foram apresentadas as principais mudanças da última versão do projeto. Acesse nos links abaixo os documentos.

Alteração em data das audiências públicas sobre Educação Infantil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:10 hs. 
A Câmara de Educação Básica deste Conselho Nacional de Educação (CNE) está promovendo três audiências públicas para revisar as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil.
As audiências públicas contam com a participação de Conselheiros do CNE e de representantes de entidades, organizações e instituições ligadas à Educação Infantil.
A primeira audiência pública foi realizada no dia 28 de agosto de 2009, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em São Luiz/MA, e as próximas audiências estão programadas para acontecer nos dias:
- 05 de outubro de 2009, das 13 às 17 horas, em Brasília/DF; e
- 20 de outubro de 2009, das 09 às 13 horas, em São Paulo/SP.
Fonte: Blog do CNE 

Prorrogadas inscrições para o Curso Latino-Americano de Políticas e Avaliação da Educação Superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs. 
Foi ampliado para sexta-feira, 18, o prazo para inscrições no Curso Latino-Americano de Políticas Públicas e Avaliação da Educação Superior (CLAEPPAES), que será realizado na sede provisória da Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR).
Serão concedidas 40 bolsas de estudos para os participantes do encontro, das quais a metade será destinada para alunos brasileiros e a outra parte, para estudantes dos demais países latino-americanos. O financiamento das bolsas será da Capes.
Os interessados devem encaminhar os seguintes documentos: comprovante de conclusão de curso de graduação; curriculum vitae detalhado quanto a atividades ou publicações relacionados à temática do curso; 02 cartas de recomendação; manifestação de interesse da instituição a qual esteja vinculado ou, na ausência dessa, de carta pessoal justificando o interesse em participar do curso por meio eletrônico. 
Fonte: MEC 

BR Educacional negocia compra da HSM
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:58 hs. 
Depois de tentar adquirir várias instituições de ensino, o fundo de investimentos BR Educacional, do economista Paulo Guedes, está negociando agora com a HSM - empresa brasileira responsável por eventos como ExpoManagement e World Business Forum.
Segundo o Valor apurou, a intenção do fundo BR Educacional é adquirir apenas a unidade brasileira da HSM, que possui operações também nos Estados Unidos, Argentina, México, Espanha, Portugal, Itália e Alemanha.
No ano passado, a HSM Brasil teve faturamento de R$ 45 milhões. Desse montante, cerca de 50% é proveniente de seminários e palestras e a outra parte vem do fornecimento de conteúdo na área de gestão para executivos. A expectativa é que a empresa feche o ano com crescimento de 10%, segundo informou Marcos Braga, presidente da HSM Brasil, durante entrevista concedida ao Valor em março.
Há cerca de dois anos, a HSM Brasil vem negociando a entrada de um investidor, mas as operações não foram concluídas com sucesso até então porque seu interesse seria fechar com um parceiro com atuação em educação e não uma instituição puramente financeira. Nesse período, a HSM chegou a conversar também com grupos de mídia.
Criado em 2007, o fundo BR Educacional tem em caixa R$ 15,8 milhões para aquisições de empresas ligadas à área de educação. O objetivo de Paulo Guedes é criar um grupo com várias instituições de ensino. O economista já teve conversas com o SEB, com a Universidade Salgado Oliveira e a Faculdade Maurício de Nassau, mas nenhuma delas avançou, segundo fontes do setor.
Atualmente, a HSM pertence a vários sócios, sendo que a maior parte das ações está nas mãos do JP Morgan, que detém 20% do controle. Um dos mais interessados em vender sua participação é o próprio JP Morgan, que herdou o negócio do Chase Manhattan, que se associou ao JP em setembro de 2000, de acordo com uma fonte do setor.
A empresa foi fundada no Brasil em 1987 pelos ex-jogadores de tênis e administradores de empresas Harry Ufer, José Salibi Neto e Marina Domingues de Souza Uffer, cujas iniciais deram origem ao nome HSM. Há cerca de nove anos, os fundadores venderam o negócio para investidores argentinos que, por sua vez, venderam 20% das ações para o Chase.
Após essa injeção de capital, a HSM começou a investir em palestrantes internacionais, sendo que foi a primeira empresa a trazer para o Brasil conferencistas como Don Peppers, Michael Porter, Tom Peters, entre outros nomes famosos no mundo corporativo.
Procurada pelo Valor, a HSM confirmou a negociação, mas não quis comentar o assunto. O fundo BR Educacional não retornou as ligações da reportagem. (Colaborou André Vieira) 
Fonte: Valor Econômico 

Dois pilares da sociedade democrática
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:25 hs. 
Na sexta-feira (18/9), às 15 horas, o ministro da Educação Fernando Haddad vai receber, em seu gabinete no edifício-sede do MEC, em Brasília, o relatório da comissão nomeada, no dia 19 de fevereiro deste ano, para rever as diretrizes curriculares do curso de jornalismo.
Trata-se de documento emblemático, que mobilizou a categoria dos jornalistas, no último semestre, apresentando sugestões para melhorar a qualificação dos profissionais formados pela universidade para atuar nas organizações jornalísticas.
Sua finalização ocorreu num momento conturbado da vida nacional, quando a decisão polêmica do Supremo Tribunal Federal suprimiu a exigência do diploma universitário para o desempenho do ofício de jornalista. Essa medida suscitou enorme comoção na sociedade, criando, do meu ponto de vista, um precedente perigoso para o aviltamento do jornalismo, ainda que as principais empresas do ramo tenham emitido sinais de que continuarão a contratar os profissionais competentes diplomados pela universidade.
Cresce, portanto, a responsabilidade das instituições de ensino superior que formam jornalistas profissionais, desafiando a comissão de ensino de jornalismo e o próprio Ministério da Educação a dar respostas sensatas, consensuais e alentadoras à sociedade, bem como ao jornalismo, vislumbrando caminhos eficazes para superar o impasse existente.
Pressupostos democráticos
Quando fui surpreendido pelo ministro Haddad, no final do ano passado, confiando-me a espinhosa missão de encabeçar o grupo de especialistas que deveria propor novos rumos ao ensino de jornalismo, seu argumento foi convincente, irrecusável.
A grande preocupação do jovem e ousado ministro, assim como de sua equipe gestora, tem como vetor o fortalecimento da democracia em nosso país.
O diagnóstico feito pelo staff ministerial identifica quatro campos universitários como pilares da sociedade democrática no país: medicina, direito, pedagogia e jornalismo. Por isso mesmo, os cursos respectivos foram declarados prioritários no calendário de atualização das diretrizes norteadoras do nosso ensino superior.
De que modo a universidade pode contribuir para sedimentar as instituições democráticas, formando cidadãos cujo capital cognitivo e cujos valores éticos possam convergir para a tomada de decisões coletivas, capazes de nutrir o espaço público, respaldando o bem comum, a liberdade de pensamento e a diversidade cultural, de forma a fortalecer naturalmente a defesa dos interesses nacionais? Esta a pergunta que desafiou as comissões nomeadas.
Diante de tamanha responsabilidade, propus que a comissão de jornalismo, integrada por Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Eduardo Meditsch, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araújo, Sergio Mattos e Sonia Virginia Moreira, não limitasse suas estratégias aos indicadores convencionais do claustro acadêmico, fundamentando-as nas aspirações coletivas da sociedade brasileira.
A justificativa para ouvir os representantes dos segmentos sociais organizados foi a circunstância de ali atuarem as forças que configuram a fisionomia do jornalismo brasileiro, das fontes aos usuários, ou seja, da emissão à recepção das notícias e comentários. Desta maneira, evitávamos ficar refém dos interesses corporativos, arrefecendo as pressões dos grandes intelectuais que se consideram os donos da verdade.
Metodologia participativa
Abertas à participação de todos os agentes dos processos jornalísticos, foram realizadas três audiências públicas.
No Rio de Janeiro, a comunidade acadêmica (professores, estudantes, pesquisadores, dirigentes de escolas, cursos, departamentos de ensino e pesquisa) expressou suas aspirações. Em Recife, foi a vez da comunidade profissional, representada pelas organizações sindicais ou corporativas (empresas, setor público e terceiro setor). Finalmente em São Paulo manifestaram-se as lideranças e porta-vozes da sociedade civil organizada (advogados, psicólogos, educadores, religiosos, ecologistas, bem como outros segmentos comunitários).
Da mesma forma, os cidadãos interessados na questão tiveram oportunidade de encaminhar recomendações; isso foi possível através de um fórum de debates instituído, durante vários dias, no portal do MEC na internet.
Finalmente, o presidente e alguns membros da comissão ouviram as propostas específicas de empresários, profissionais renomados, líderes estudantis, docentes e pesquisadores, acolhendo todos os subsídios possíveis. Depois de uma apreciação do itinerário percorrido pela educação dos jornalistas no Brasil, dos currículos mínimos às diretrizes curriculares, a comissão buscou compatibilizar todas as contribuições recebidas.
Ao perfil de idéias, demandas e propostas captadas nas audiências públicas agregou-se a revisão do conhecimento existente sobre o ensino de jornalismo, na literatura nacional e internacional, conteúdos que embasaram substancialmente tanto o diagnóstico do cenário atual quanto os argumentos utilizados para justificar as mudanças recomendadas ao MEC e ao Conselho Nacional de Educação.
Variáveis independentes
Enquanto se processava o trabalho da comissão, alguns fatos novos alteraram o cenário nacional, sobrepondo-se ao rumo da proposta. Por um lado, a já mencionada decisão do Supremo Tribunal Federal, revogando a Lei de Imprensa e a obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional. Por outro, a nova regulamentação do mestrado profissional, anunciada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e publicada no Diário Oficial da União.
Tais dispositivos legais, ao balizar o atendimento a demandas específicas, devem ser aplicados no sentido de aperfeiçoar o ensino, valorizar a profissão e qualificar ainda mais os aspirantes ao exercício do jornalismo.
Contribuirá também para esse aperfeiçoamento a restauração do estágio supervisionado, alocado nos últimos anos do curso. Correspondendo a antiga reivindicação dos estudantes, possibilita a interação da universidade com o setor produtivo. Para tanto, será indispensável a assessoria acadêmica de modo a garantir o estágio como forma de observação crítica das rotinas profissionais, bem como a vigilância sindical para evitar a exploração dos estagiários por empresas inidôneas.
A formação de profissionais especializados, pleito histórico das organizações jornalísticas, tem a possibilidade de se estabelecer através de cursos de mestrado profissional, credenciados pela Capes. Neles, os formados em outras áreas do conhecimento poderão preparar-se para colaborar nas editorias especializadas, atuando como comentaristas, consultores ou planejadores de conteúdo.
A especialização de graduados em jornalismo, reciprocamente proposta pelos sindicatos, pode também ser garantida em mestrados profissionais, tutelados pela Capes. Nesses novos espaços de capacitação avançada, os profissionais diplomados em jornalismo terão oportunidades para dominar os conteúdos requeridos pela reportagem nas editorias de economia, política, esportes, cultura e outras editorias da segmentação jornalística, entre as quais as de atendimento a áreas emergentes nos cenários da atualidade.
Da mesma forma, os estudantes de graduação em áreas que se projetam no conteúdo dos jornais podem ter acesso, através de cursos seqüências e congêneres, ao conhecimento essencial da profissão jornalística, adquirindo competência para atuar nas empresas como mídia-educadores e nas instituições de ensino como educomunicadores.
A responsabilidade social do jornalismo qualifica o papel dos jovens profissionais no fortalecimento da democracia, demandando uma educação fundamentada na ética, na competência técnica, no discernimento social e na capacidade crítica, habilidades que só podem ser adquiridas em uma sólida formação superior própria. 
Fonte: Observatório da Imprensa - SP 

Grávidas começam a retornar ao trabalho no Paraná
Fonte: Agência Brasil www.omeufuturo.com.br
Curitiba - As gestantes do Paraná, que estavam afastadas das atividades estudantis e profissionais por prevenção à influenza A (H1N1) – gripe suína, retornam hoje (14) ao trabalho. Por entender que elas pertencem ao grupo de risco da doença a dispensa foi indicada pelo governo estadual desde o dia desde o dia 14 de agosto para todas as grávidas do Paraná.
No último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde na sexta-feira (11), dos 8.236 casos confirmados, 382 eram de gestantes, o equivale a 4,6%. De acordo com dados da última análise epidemiológica, a gestação não é a principal causa de morte por complicações da nova gripe no Paraná. Fatores de risco como doença metabólica crônica, pneumopatia e cardiopatia crônicas e tabagismo causaram o maior número de mortes entre os doentes. Em todo o estado, 220 pessoas morreram até agora devido a complicações decorrentes da doença.
Entretanto, as secretarias estaduais de Saúde e de Administração alertam que continua em vigor a recomendação para que as gestantes sigam rigorosamente as medidas de prevenção de contágio, adotando medidas de higiene e evitando aglomerações. A Secretaria de Saúde mantém atualizado o site oficial (www.novagripe.pr.gov.br) com dados sobre a doença, orientações e dicas de prevenção.

Para Haddad, gestão é o principal problema da educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 15/09/2009  
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o problema do ensino público hoje está mais concentrado em falhas na execução e gestão das ações propostas e menos na questão de financiamento. Para ele, o país vive um "momento inusitado". "Hoje a nossa tarefa é de capacitação continuada de gestores locais para que eles consigam executar os recursos transferidos", afirmou durante seminário sobre os dois anos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Segundo ele, o orçamento da pasta cresceu mais de 100% em seis anos. Mesmo com o crescimento, ele afirmou que "o cobertor ainda é pequeno" para  tentar cobrir todas as necessidades. Lançado em 2007 pelo governo federal, o plano conhecido como PAC da Educação é formado por um conjunto de ações que visa a melhorar os indicadores educacionais do país até 2022.
Um dos pontos mais importantes do plano, acredita Haddad, é a evolução na questão do planejamento e da gestão que permite "equalizar as oportunidades educacionais". "Nós atendemos o prefeito e não sabemos de que partido é, isso não interessa. E quem aprova o PAR Plano de Ações Articuladas e transferência de recursos é   um grupo de pessoas tecnicamente qualificadas para essa tarefa", afirmou. Em relação às recentes cassações de mandatos de governadores e às eleições de 2010, o ministro disse que toda troca de comando "tem seus traumas", que são mais fáceis de serem resolvidos quando há um plano de ações. Atualmente, todos os estados aderiram ao PDE e traçaram planos plurianuais de ações, metas e investimentos. "Quando você tem um norte, a tendência é preservar as ações em curso, não tem porque refazer tudo. Esse planejamento tem um ganho muito grande, sobretudo para as escolas", defendeu. 

"Não faltam professores", diz MEC
Fonte: Clipping Educacional Folha de São Paulo, 15/09/2009 - São Paulo SP
Secretária de Educação Superior defende Reuni pelas oportunidades que ele proporciona
PATRÍCIA GOMES DA REPORTAGEM LOCAL
Para que o Reuni crie as 227.371 vagas previstas até 2012, as instituições passarão, até lá, por um processo que Maria Paula Dallari Bucci, responsável pela Secretaria de Educação Superior do MEC, comparou a uma obra dentro de casa: ninguém gosta, mas o resultado compensa. Em entrevista à Folha, ela negou a falta de professores, mas assumiu que possam existir problemas pontuais.
FOLHA - O andamento do Reuni está dentro do planejado?
MARIA PAULA DALLARI BUCCI - Sim. É um programa muito grande, complexo. Evidentemente, existem questões pontuais. Temos cerca de 2.000 obras em andamento. Obras em prédios, laboratórios, salas de aula, restaurantes universitários...
FOLHA - Alunos da UFMG dizem que estão enfrentando problemas devido ao Reuni: obras atrasadas, falta de professor, disciplinas canceladas e falta de talher no bandejão.
MARIA PAULA - A universidade está passando por uma revitalização inédita. É evidente que pode haver uma questão aqui ou ali. A UFMG é uma instituição que está muito bem nos indicadores de qualidade nacionais e internacionais. Não sei se o talher está ou não [faltando], mas eu acho que essa é uma questão menor. Há tendências mais importantes, como quantos alunos está formando e quantas graduações novas há.
FOLHA - E a falta de professores?
MARIA PAULA - Isso não é verdade. A contratação de professores não tem precedentes. A UFMG certamente não é uma instituição onde falta professor. Eles estão com muitas inovações, estão a pleno vapor.
FOLHA - Os alunos que estão convivendo com obras são sacrificados?
MARIA PAULA - É como reformar a casa. Primeiro, tem aquela poeira, ninguém gosta. Mas quando você lembra que vai ficar mais bonito, você entende. Nesse caso, além de a escola ficar mais bonita, ela vai ficar mais equipada, e o mais importante: receberá mais alunos. A poeira é um incômodo mínimo perto da melhoria promovida.
FOLHA - Reuni e Enem tendem a elevar a mobilidade estudantil. As instituições estão preparadas?
MARIA PAULA - Elas vêm se preparando e o MEC dobrou, nas universidades que aderiram ao Enem, a verba de assistência estudantil. A mobilidade é um dos eixos de orientação do Reuni e o Enem a potencializa.
FOLHA - Apesar das críticas, o governo avalia bem o Reuni?
MARIA PAULA - Sim. O programa completa o movimento de expansão e interiorização de 2006 e 2007. Quando vivemos problemas, são os bons problemas: do excesso, e não da escassez. A universidade hoje é muito mais democrática, cobre cidades aonde não chegava, atende a alunos que nem sonhavam estudar numa federal. Ela está revitalizada e dinamizada, o que gera bons efeitos mesmo depois de o Reuni terminar.

Ministro afirma que gestão é o principal problema da educação
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o problema do ensino público hoje está mais concentrado em falhas na execução e gestão das ações propostas e menos na questão de financiamento. Para ele, o país vive um "momento inusitado".
Segundo ele, o orçamento da pasta cresceu mais de 100% em seis anos. Mesmo com o crescimento, ele afirmou que "o cobertor ainda é pequeno" para tentar cobrir todas as necessidades. Lançado em 2007 pelo governo federal, o plano conhecido como PAC da Educação é formado por um conjunto de ações que visa a melhorar os indicadores educacionais do país até 2022. Um dos pontos mais importantes do plano, acredita Haddad, é a evolução na questão do planejamento e da gestão que permite "equalizar as oportunidades educacionais". "Nós atendemos o prefeito e não sabemos de que partido é, isso não interessa. E quem aprova o PAR Plano de Ações Articuladas e transferência de recursos é um grupo de pessoas tecnicamente qualificadas para essa tarefa", afirmou.
Em relação às recentes cassações de mandatos de governadores e às eleições de 2010, o ministro disse que toda troca de comando "tem seus traumas", que são mais fáceis de serem resolvidos quando há um plano de ações. Atualmente, todos os estados aderiram ao PDE e traçaram planos plurianuais de ações, metas e investimentos.

Brasil e França trocam experiências sobre as políticas públicas
Fonte: Jornal da Educação
Brasil e França trocam experiências sobre políticas públicas para crianças até seis anos nesta terça-feira, 15, e na quarta, 16, em Brasília. Especialistas em educação, cultura e assistência social debatem o assunto no seminário Cultura e Primeira Infância, um dos eventos alusivos ao ano da França no Brasil, e apresentam exemplos dos dois países.
Na abertura do encontro, a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, ressaltou a necessidade de atender todas as crianças por meio de políticas públicas consistentes e articuladas.
O embaixador da França no Brasil, Antoine Pouillieute, explicou que o país europeu tem um sistema de proteção à criança e de educação que também envolve os pais.
Na tarde desta terça-feira, serão debatidas a cultura e a educação para a primeira infância, em uma mesa-redonda com a participação de Maria do Pilar e de professores e pedagogos brasileiros e franceses. No fim da tarde, será discutida a diversidade cultural, com a presença do secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade do MEC, André Lázaro. Na quarta-feira, os assuntos a serem tratados no encontro envolvem artes, literatura e mídia.

CNPq vai autorizar pesquisas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:43 hs. 
Responsabilidade sobre estudo do patrimônio genético era do Ibama
Os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) assinaram ontem um protocolo segundo o qual cientistas que quiserem fazer pesquisas genéticas em unidades de conservação federal não terão mais que ir ao Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedir a autorização. Quem passa a cuidar desse setor é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa faz parte de um futuro projeto de lei que regulamentará o acesso aos recursos genéticos e seus derivados e que será enviado à Casa Civil após dez anos de idas e vindas.
Na Casa Civil, o anteprojeto passará por consultas nos ministérios interessados, até se tornar um projeto e ser enviado ao Congresso. Quando aprovado, o Brasil terá sua lei de acesso aos recursos da biodiversidade. Por enquanto, o assunto é regulamentado por medida provisória de 2001, defasada.
O envio do anteprojeto à Casa Civil foi anunciado com pompa por Minc e Rezende, em cerimônia na sede do CNPq. "Durante dez anos esse anteprojeto vagou por aí, transformando-se em um monstrengo, em que cada ministério dava seu palpite. Estava com 180 artigos. Conseguimos reduzir para 70 para enviá-lo à Casa Civil", declarou Minc.
A proposta, se ficar como está, tratará apenas do acesso aos recursos genéticos e não de sua comercialização, que deverá ser feita por outra lei. De acordo com Minc, a decisão de dividir o assunto em duas leis foi tomada para não complicar o debate e possibilitar a aprovação de forma mais rápida.
O texto atual trata do pagamento de uma espécie de royalty para as comunidades tradicionais que repassarem os seus conhecimentos a respeito do uso genético dos recursos, do incentivo e da promoção da pesquisa científica e tecnológica.
Como a votação de uma lei é um processo demorado, dentro de 180 dias, segundo os ministros, o CNPq dará início à autorização para as pesquisas que envolvem questões genéticas com animais e plantas. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Universitários devem protocolar ação em defesa das cotas raciais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs. 
O movimento Articulação em Defesa das Cotas Raciais da Universidade de Brasília, que reúne universitários e ativistas, promete protocolar hoje (16), às 14h, no Supremo Tribunal Federal uma ação amicus curiae em defesa do sistema adotado pela UnB para ingresso de alunos afrodescendentes.
A expressão amicus curiae significa amigo da corte e serve para identificar alguém que pede para entrar em um processo do qual não é parte, mas cujo resultado pode influir em sua vida. Por isso, pede para ser ouvido.
A ação será assinada pelo Movimento Negro Unificado.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/16/materia.2009-09-16.0548898622/view 
Fonte: Agência Brasil 

Em dez anos, R$ 150 bilhões para acabar com as desigualdades na educação da América Latina
Fonte: Clipping Educacional Consae El País, 16/09/2009 - Madri / Espanha
J. A. Aunión em Madri 
O objetivo é muito concreto - dar um empurrão definitivo na educação latino-americana para acabar com as enormes desigualdades da região -, e agora também o orçamento necessário para torná-lo realidade: 55 bilhões de euros (cerca de R$ 150 bilhões) em dez anos, de 2011 a 2021. A Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) acaba de apresentar aos governos da região o estudo dos custos para alcançar as Metas Educacionais 2021, elaborado com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) da ONU. Um custo que pode causar enjoos, mas que, segundo os vice-ministros da Educação latino-americanos, reunidos no final de agosto no Brasil, "a partir dos dados econômicos apresentados (...) é possível alcançar as metas educacionais em 2021, o que representaria um avanço histórico". Esse empurrão, dado de maneira conjunta por todos os países, significaria acabar em uma década, coincidindo com a comemoração dos bicentenários da independência dos países latino-americanos, com o analfabetismo que ainda afeta 32 milhões de pessoas, escolarizar as 15 milhões de crianças de 3 a 6 anos que não estudam, melhorar o acesso à universidade ou construir sistemas fortes de formação profissional.
É claro que cada país parte de um ponto diferente, com populações e  economias diferentes, mas o relatório contém um estudo detalhado do esforço que cada um deve fazer, desde os 13 bilhões de euros do México e os 12,5 bilhões (cerca de R$ 32,3 bilhões) do Brasil, até os 186 milhões do Paraguai e Bolívia ou os 115 milhões da Nicarágua. Para alcançar esses números, se for mantida a prioridade macroeconômica (o mesmo crescimento em educação que no PIB do país), ainda faltariam cerca de 13,4 bilhões para cumprir os objetivos.
De onde sairão? De aumentar um pouco mais esse esforço. Concretamente, 0,56% a mais do PIB em uma década (em média em toda a região) para atingir todas as metas: os programas estritamente educacionais, os de pesquisa e desenvolvimento e as transferências para os grupos vulneráveis. Para alcançar só os objetivos estritamente educacionais (que exigiriam 46 bilhões de euros, 40 bilhões sem contar Espanha e Portugal), o esforço médio seria de 0,29% a mais do PIB em média. Mas, como o relatório da Cepal leva em conta que o esforço que os países podem fazer não é ilimitado e definiu um máximo possível, haveria três que não alcançariam essas metas: Bolívia, Honduras e Nicarágua. Desse modo, faltariam cerca de 1,86 bilhão de euros, um pouco menos que o fundo solidário previsto no projeto das   metas educacionais para ajudar os mais atrasados, estabelecido em 2 bilhões. A OEI prevê angariar o fundo através dos países mais ricos da região (incluindo Espanha), mais a União Europeia (cuja presidência a Espanha ocupará em 2010), e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Agora os países deverão adaptar as metas a sua própria realidade e ver a maneira de aportar o financiamento necessário, já que se em alguns países a prioridade ainda está em aumentar a escolarização (Nicarágua, El Salvador, República Dominicana, Honduras e Guatemala não chegam a escolarizar a metade das crianças de 3 a 6 anos), em outros o desafio é facilitar a chegada de mais alunos à universidade. Em todo caso, o relatório inclui algumas propostas para aumentar o financiamento educacional, por exemplo, melhorando os resultados: cerca de 2,35 bilhões de euros são perdidos por ano por causa das repetições de alunos nos cursos primário e secundário. O documento assinado no Brasil define como data para o acordo definitivo das metas setembro de 2010, na Conferência de Ministros da Educação que se realizará na Argentina, e posteriormente na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo. Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves 

Fies pode ficar mais “leve”
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta do Povo, 16/09/2009 - Curitiba PR
Projeto que deve ser votado hoje na Câmara dos Deputados pretende melhorar as formas de pagamento do financiamento
Pollianna Milan 
Os alunos que entrarem a partir de agora na universidade privada poderão ser beneficiados com um projeto de lei que deve ser votado hoje na Câmara dos Deputados: trata-se de novas regras para o pagamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Atualmente, o prazo de amortização da dívida é igual ao tempo do curso. O universitário começa a pagar depois de seis meses da conclusão da graduação. Se o projeto for aprovado, o tempo para quitação poderá ser triplicado. Por exemplo: um aluno de Biologia, que estuda durante quatro anos, poderá pagar a dívida em 12 anos. O projeto de lei também prevê benefício específico para médicos e professores: depois de formados, eles poderão pagar o financiamento com trabalho. O desconto, mensal em folha de pagamento, será de 1% da dívida total e o prazo para a amortização é de oito anos e quatro meses. A regra vale para profissionais que trabalharem em escolas e órgãos públicos e o abatimento começa após um ano de vínculo empregatício.  “Os médicos terão o emprego, de certa forma, garantido porque temos nas cidades do interior uma demanda maior do que a procura. Já os professores terão de fazer concurso público para conseguir a vaga”, explica o deputado federal Gilmar Machado (PT-MG), um dos autores do projeto. Um pedagogo que financiar 100% do curso vai pagar cerca de R$ 285 por mês, em oito anos e meio (o valor é apenas uma estimativa). Durante as discussões do projeto de lei, foi cogitada a hipótese de se ampliar o benefício para outras profissões. Machado acredita que isso não será aprovado, contudo, porque o Fies é um fundo alimentado pelo dinheiro dos alunos formados que pagam o financiamento e, ainda, recebe parte das mensalidades de graduandos que não aderem ao Fies. O projeto de lei pode ser aprovado hoje, em única votação. Depois vai para o Senado, onde será votado também uma única vez e, então, segue para sanção presidencial. Cada casa tem um prazo de 45 dias para voto. O projeto pretende estender o benefício também a alunos de cursos técnicos e  profissionalizantes e ainda eliminar a figura do fiador exigida nos contratos – um dos principais empecilhos aos estudantes.
Juro menor - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pediu para que o Conselho Monetário Nacional aceite o corte dos juros para o Fies, que deve ficar em 3,5% ao ano para todos os cursos. A redução dos juros para os novos alunos não depende da aprovação do projeto de lei e deve ser, em breve, colocada em prática. Desde 2007, os cursos de licenciatura têm juros de 3,5% ao ano; as demais graduações, entretanto, tinham juros de 6,5% ao ano. Com a nova taxa, um curso de Pedagogia, por exemplo, vai ter cerca de R$ 3,6 mil de juros em um financiamento de 100%. Antes disso, com a taxa em 9% ao ano, pagava-se de juros aproximadamente R$ 9,9 mil. Os cálculos são subestimados, porque não levam em conta as atualizações dos valores das mensalidades e servem apenas para ilustrar como a mudança refletirá no bolso do aluno.