
16/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.

Mini-curso Normativas e Diretrizes do ENADE 2009
Lula assina criação de universidade em SC
Reconsideração IGC divulgado
Inep implementa módulo de avaliação integrado ao e-MEC
Maior acesso às universidades democratiza o serviço público
Esperanto poderá ser disciplina facultativa no ensino médio
Dia da Responsabilidade Social promovido pela ABMES
Publicado resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação
Projeto que altera regras do Fies deve ser votado
Ministro afirma que Câmara deve votar projeto que muda regras do Fies
Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE
Aberta consulta a mais um lote residual do Imposto de Renda
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre origem escolar
Reconhecidos 266 novos cursos de mestrado e doutorado
Revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras
MEC suspende 10 vestibulares de pedagogia
Concurso "Natal Brasileiro" da ABMES
Escolas públicas recebem repasse de R$ 22,4 milhões
FNDE publica normas para apoio financeiro a instituições de ensino
CNE quer proibir entidades de darem cursos latu sensu
O salto da educação infantil
Educação é condição para entrar no hall dos desenvolvidos
Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Mudanças finais dos projetos de lei da filantropia são apresentadas em reunião
Alteração em data das audiências públicas sobre Educação Infantil
Prorrogadas inscrições para o Curso
Latino-Americano de Políticas e Avaliação da
Educação Superior
BR Educacional negocia compra da HSM
Dois pilares da sociedade democrática
Grávidas começam a retornar ao trabalho no Paraná
Para Haddad, gestão é o principal problema da educação
"Não faltam professores", diz MEC
Ministro afirma que gestão é o principal problema da educação
Brasil e França trocam experiências sobre as políticas públicas
CNPq vai autorizar pesquisas
Universitários devem protocolar ação em defesa das cotas raciais
Em dez anos, R$ 150 bilhões para acabar com as desigualdades na educação da América Latina
Fies pode ficar mais “leve”
Mini-curso Normativas e Diretrizes do ENADE 2009
Solicite FICHA DE INSCRIÇÃO através do e-mail institutoampesc@ampesc.com.br ou telefone (48) 3225-2445
Lula assina criação de universidade em SC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:32 hs.
As aulas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) devem
começar em março de 2010. A previsão é do
ministro da Educação, Fernando Haddad, que participou
ontem da solenidade de sanção da lei que institui, 50
anos depois da UFSC, nova universidade federal em Santa Catarina. O ato
foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Centro
Cultural Banco do Brasil, sede provisória do Executivo Federal
em Brasília. Estiveram presentes senadores, deputados,
prefeitos, vereadores e educadores.
De acordo com o autor do projeto de lei que cria a UFSS, deputado
Cláudio Vignatti (PT/SC), serão aceitos alunos de escolas
públicas através de processo seletivo pelo Enem.
“Vamos democratizar o acesso ao conhecimento, desenvolver e
integrar toda região Sul”, afirma.
A partir da sanção, o ministério do Planejamento
deverá iniciar a seleção dos 500 professores e 400
funcionários que deverão compor o quadro da
instituição.
O relator da proposta, deputado André Vargas (PT/PR), lembra que
esta foi a décima primeira instituição de ensino
superior criada pelo governo Lula. “Até o final deste
governo serão 14, incluindo a Universidade de
Integração Latino Americana, no Paraná, a
Universidade Luso-Afro Brasileira, na Bahia, e outra no oeste do ParT,
destaca.
A nova universidade oferecerá 2.160 vagas. A UFSS terá
campi espalhados em 400 municípios e terá cursos voltados
para o potencial econômico de cada região. Em Santa
Catarina, a sede será em Chapecó. No Rio Grande do Sul,
haverá unidades em Erechim e Cerro Largo. No Paraná,
haverá campi em Laranjeiras do Sul e Realeza.
Lei nº 11.029 de 15 de Setembro de 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs.
Dispõe sobre a criação da Universidade Federal da
Fronteira Sul - UFFS e dá outras providências
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1744.pdf
Fonte: Publicação no DOU n.º 177
Fonte: Correio Lageano - SC
Reconsideração IGC divulgado
Fonte:ABMES
Como é do seu conhecimento, o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) divulgou
o Índice Geral dos Cursos (IGC) para todas as
instituições de ensino superior (IES). As que se julgarem
prejudicadas poderão requerer ao citado órgão a
revisão do IGC que lhes foi atribuído, até 18 de
setembro.
Para tanto, é indispensável que as
instituições tenham acesso a todos os dados utilizados
para cálculo de seu conceito no Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade), do Conceito Preliminar de Cursos (CPC) dos cursos
avaliados e, assim, do IGC.
Recomendamos que as IES encaminhem seus pedidos ao Inep/MEC
utilizando-se do modelo de ofício anexado a esta carta,
solicitando ainda que o prazo assinalado para apresentar pedido de
revisão do IGC somente tenha seu início computado a
partir da efetiva divulgação dessas
informações.
Informamos-lhe finalmente que a ABMES enviará ofício de
igual teor ao presidente do Inep/MEC, Professor Reynaldo Fernandes, em
nome de todas as suas instituições associadas.
Atenciosamente
Gabriel Mario Rodrigues
Presidente
Inep implementa módulo de avaliação integrado ao e-MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs.
O Inep acaba de implementar um sistema de gerenciamento que irá
agilizar os procedimentos operacionais relacionados ao Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Integrada ao e-MEC, a ferramenta chamada Módulo de
Avaliação auxiliará diretamente as atividades
desenvolvidas na Diretoria de Avaliação da
Educação Superior (DAES). Os seus recursos
permitirão à autarquia enviar comunicados para as
instituições e avaliadores, preencher formulários
eletrônicos, finalizar relatórios de
avaliação e designar comissões de
avaliação. Isso porque o sistema também incorporou
às suas funcionalidades o que antes era feito pelo Banco de
Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação (BASis).
Segundo a diretora da DAES, Iguatemy de Lucena Martins, o módulo
criado pela autarquia irá assegurar transparência ao
processo de avaliação. “A
implementação dessa ferramenta trará melhoria na
qualidade do fluxo de avaliação. Com isso, teremos mais
eficiência na gestão dos processos”, explica a
diretora. Iguatemy Martins acrescenta ainda que a
inserção dos avaliadores ao novo sistema está
sendo realizada gradativamente, de acordo com as
recapacitações promovidas pelo Inep.
Mesmo tendo sido integrado ao e-MEC, que gerencia as
informações relativas aos processos de
regulação da Educação Superior no
Ministério da Educação, o Módulo de
Avaliação será de inteira responsabilidade do Inep.
Assessoria de Imprensa do Inep
Fonte: Portal Inep
Maior acesso às universidades democratiza o serviço público
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:27 hs.
A ampliação do acesso ao ensino superior, para estudantes
de diferentes camadas sociais, permitiu a democratização
da máquina pública. A afirmação foi feita
nesta terça-feira, 15, pelo ministro da Educação,
Fernando Haddad, no seminário Profissionalização e
consolidação do serviço público no contexto
de reforma das políticas públicas. O evento fez parte da
programação do Fórum Brasil-França,
realizado na Escola Nacional de Administração
Pública (Enap), em Brasília.
O ministro observou que, em seis anos, o número de alunos que
ingressou nessa etapa de ensino triplicou. “Em 2002 eram dois
milhões de alunos. Em 2007, eram seis milhões”,
informou. “No início da década, nós
já tínhamos mais alunos matriculados no ensino superior
do que pessoas com diplomas”, disse.
Na visão do ministro, como o serviço público
seleciona em geral pessoas com graduação, a
ampliação do acesso diversificou a categoria dos
servidores que trabalham para o Estado. “O serviço
público hoje dá acesso a pessoas com diferentes
perspectivas de atuação, o que permite reorganizar
democraticamente o Estado”.
Haddad explicou que o país se estruturou originalmente de
maneira oligárquica e que, apenas a partir da
Constituição de 1988, passou-se a se vislumbrar um estado
republicano e democrático, com políticas universais
voltadas ao interesse coletivo.
“O desafio para os que têm compromisso com a
democratização do país passa pela questão
da educação”, enfatizou. Assim, programas de
democratização do acesso ao ensino superior – como
o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e o Programa de
Expansão e Reestruturação das Universidades
Federais (Reuni) – ampliaram o número de alunos de baixa
renda nas escolas de ensino superior e, consequentemente,
diversificaram os estratos sociais representados na
administração pública, ajudando a democratizar o
serviço público.
“É preciso constituir a máquina pública de
pessoas egressas de todas as classes sociais e assegurar que o
serviço público tenha compromisso com políticas
universais”, disse.
Maria Clara Machado
Fonte: MEC
Esperanto poderá ser disciplina facultativa no ensino médio
Fonte: Jornal da Educação
O esperanto - língua artificial criada para facilitar a
comunicação internacional - passará a constituir
"componente curricular facultativo" da grade escolar do ensino
médio, segundo o Projeto de Lei do Senado (PLS) 27/08, de
autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi aprovado nesta
terça-feira (15), em decisão terminativa, pela
Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE).
Segundo o projeto, que teve como relator o senador Mozarildo Cavalcanti
(PTB-RR), a oferta da disciplina só será
obrigatória caso haja demanda que a justifique. Em seu voto
favorável, o relator observou que a
universalização do conhecimento do esperanto "pode
representar um fomento à paz entre as nações".
Votaram contra o projeto os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Roberto
Cavalcanti (PRB-PB). Segundo Camata, trata-se de um "projeto
inútil", pois quem aprender o esperanto não terá
com quem praticar a nova língua. A comissão aprovou
também parecer favorável ao Projeto de Lei da
Câmara (PLC) 48/08, que autoriza a concessão de tratamento
especial às estudantes estagiárias grávidas. De
acordo com substitutivo apresentado pelo relator, senador Augusto
Botelho (PT-RR), as estagiárias grávidas terão
direito ao regime de exercícios domiciliares, a partir do oitavo
mês de gestação, e à
interrupção do estágio. Uma vez concluído o
período de interrupção, o estágio
prosseguirá nos termos e condições anteriormente
ajustados, acrescido do número de dias correspondente ao
afastamento.
Dia da Responsabilidade Social promovido pela ABMES
Fonte: ABMES
Faltam menos de 15 dias para o Dia da Responsabilidade Social –
Ensino Responsável 2009. Para que sua instituição
passe a fazer parte desta grande corrente em prol de um ensino
socialmente responsável é necessário fazer o
cadastro das atividades no site: www.abmes.org.br/dia.
Como Participar
É extremamente simples!
Basta cadastrar a 1ª atividade para sua IES aderir ao Ensino Responsável 2009.
Digite o login e a senha que sua instituição recebeu no topo da página e entre no sistema.
Não há custo algum em aderir ao Ensino Responsável
2009! Apenas os custos operacionais da própria
instituição para realizar as atividades.
Dúvidas?
Tel.: (61) 3322-3252
E-Mail e MSN: dia@abmes.org.br
Publicado resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes/MEC) divulga nesta segunda-feira, 14, os
resultados da apreciação de propostas de cursos novos de
2008 e 2009. As propostas foram analisadas e recomendadas durante a
111ª Reunião do Conselho Técnico-Científico
da Educação Superior (CTC-ES), entre os dias 24 e 28 de
agosto, em Brasília.
As fichas, com os pareceres das propostas recomendadas e das não
recomendadas, encontram-se disponíveis às
instituições proponentes na página
eletrônica da Capes. Outras propostas ainda estão em
processo de análise. Acesse aqui os resultados.
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacao/Resultado_111_ReuniaoCTC_APCN.pdf
Fonte: Portal Capes
Projeto que altera regras do Fies deve ser votado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:11 hs.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que
a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que muda as
regras do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Pelo texto,
alunos do curso de Pedagogia poderão amortizar com trabalho o
custo de seus estudos. Cada mês trabalhado em escola
pública reduz em 1% a dívida. O projeto está em
regime de urgência e o prazo está terminando. Haddad
estima que será aprovado para valer no ano letivo de 2010. A
fala do ministro ocorreu durante seminário que avaliou o Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE) em São Paulo.
Fonte: DCI - SP
Ministro afirma que Câmara deve votar projeto que muda regras do Fies
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta
segunda que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que
muda as regras do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e permite
que alunos do curso de pedagogia não precisem pagar pela sua
formação. A ideia é que a dívida seja
amortizada com trabalho: cada mês que o professor trabalhar em
uma escola pública reduz em 1% a dívida.
Haddad afirmou durante seminário de avaliação
sobre os dois anos do Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE), em São Paulo, que o projeto
está em regime de urgência e o prazo está
terminando. Por isso a Câmara deve votar esta semana e o projeto
segue para o Senado. Mas, com certeza, para o ano letivo de 2010 ele
já estará valendo.
Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE
Fonte: Assessoria de Imprensa Inep/MEC, Professor César Lunkes HORUS Pinhalzinho
Dados da Pesquisa Panorama da Educação, pesquisa
internacional anual divulgada no ultimo dia 15 de setembro, apontam que
a renda aumenta substancialmente com a conclusão do nível
médio e do nível superior, tanto nos países mais
ricos do mundo quanto no Brasil. Na maioria dos países os ganhos
excedem 50% para os que concluem a educação superior - no
Brasil, esse aumento excede os 100%.
Nível superior garante aumento de 100% nos salários, mostra pesquisa da OCDE
Dados da Education at a glance (Panorama da Educação),
pesquisa internacional anual divulgada hoje, apontam que a renda
aumenta substancialmente com a conclusão do nível
médio de ensino e nível superior, tanto nos países
mais ricos do mundo quanto no Brasil. Na maioria dos países os
ganhos excedem 50% para os que concluem a educação
superior - no Brasil, esse aumento excede os 100%. A Education at a
glance é produzida pelo Ines (Indicadores dos Sistemas
Educacionais), uma instância da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
responsável pela construção de indicadores
educacionais comparáveis internacionalmente, bem como pela
elaboração de estudos técnicos, pesquisas e
levantamentos para a análise das dimensões da
constituição de indicadores.
A pesquisa traz ainda análises sobre o perfil educacional da
população adulta dos países participantes, impacto
da educação no mercado de trabalho, benefícios
econômicos da educação, atendimento escolar nas
redes púbica e privada em cada país ,
relação aluno/professor e tamanho das turmas, além
de informações sobre gastos em educação.
Participam do estudo os membros da OCDE e aqueles associados à
organização, num grupo que inclui, além do Brasil,
países como Alemanha, Austrália, Bélgica,
Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados
Unidos, Finlândia, França, Japão, Chile e
México.
A coleta de dados para a elaboração da pesquisa é
feita por cada país participante, por meio do preenchimento de
planilhas e questionários encaminhados pela OCDE. No caso do
Brasil, o Inep é o órgão responsável por
fornecer os dados. Este levantamento é feito com base no Censo
da Educação Básica e Censo da
Educação Superior, além das
informações fornecidas pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e
pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do
IBGE. Os dados educacionais são referentes ao ano de 2007 e, os
financeiros, a 2006. As comparações internacionais
são feitas pela OCDE com base nos dados fornecidos por cada
país.
Clique para ver os principais destaques do Brasil na publicação:
http://www.inep.gov.br/download/internacional/EAG_2009_briefing_note_Brazil_04-09.pdf
A publicação Education at a Glance 2009, assim como o
sumário executivo, os dados e as tabelas on-line podem ser
obtidos por meio de download gratuito no site www.oecd.org/edu/eag2009.
Aberta consulta a mais um lote residual do Imposto de Renda
Fonte: Portal Administradores
A Receita Federal abriu hoje a consulta do lote residual do Imposto de
Renda Pessoa Física 2004, calendário 2003. O valor da
restituição estará disponível para saque, a
partir do dia 22 de setembro, nas redes bancárias.
Os lotes residuais são referentes aos contribuintes que
caíram na malha fina. Para saber se teve a
declaração liberada, o contribuinte deverá acessar
a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou
ligar para o telefone 146. As restituições terão
correção de 72,72%, correspondente à
variação da taxa SELIC.
A Receita Federal avisa que, caso o valor não seja creditado, o
contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência
do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento nos telefones
4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e
0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em
conta corrente ou poupança.
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre origem escolar
Fonte: Valor Econômico
"Se separarmos uma turma de
jovens talentos da empresa em dois grupos, o dos formados nas
faculdades de primeira linha e o dos que vieram de faculdades de
segunda linha, fica claro que o segundo grupo é mais engajado e tem um
nível de comprometimento diferenciado com a empresa". A frase de
Rodolfo Eschenbach, líder da área de organização e talentos da
consultoria Accenture, representa uma grande quebra de paradigma e
reflete um movimento que começa a acontecer nas empresas brasileiras em
relação a contratações de jovens profissionais e trainees.
Enquanto
uma parte das organizações ainda acredita que os melhores talentos vêm
das melhores universidades e usa esse critério como peso nos processos
seletivos, outra parcela tem se encarregado de mudar os filtros de
escolha de candidatos por perceber que estava deixando muita gente boa
de fora simplesmente porque não se encaixavam a um perfil padrão.
A
Accenture reviu seus critérios de seleção de trainees há três anos e
retirou da peneira os nomes das faculdades. A razão inicial foi uma
necessidade de suprir a demanda: a empresa não estava conseguindo
preencher todas as suas vagas -em 2008, por exemplo, foram contratados
805 trainees, a uma média superior a 10 candidatos por vaga -e
precisava buscar talentos em outras praças. Mas essa necessidade acabou
levando a área de recursos humanos a desenvolver novos testes de
avaliação de comportamentos e aptidões e, com isso, descobriu nesse
novo grupo traços de flexibilidade, inteligência emocional e força de
vontade que nem sempre encontrava nos candidatos que vinham das escolas
"top" de linha.
Um dos casos que motivou a Accenture a romper essa
barreira foi o da consultora Daniella Alledo. Formada em administração
de empresas pela Universidade São Judas- que não faz parte da
hipotética "lista" das escolas de primeira linha-, com um perfil
considerado técnico e um nível de inglês aquém do desejado, Daniella
foi contratada pela empresa para atuar em uma função técnica em
recursos humanos pelo seu conhecimento em SAP, mas não tinha o perfil
que a empresa buscava para a área de consultoria, seu grande desejo
profissional. No entanto, quando procurou o diretor de Talentos para
manifestar seu interesse em mudar, Daniella teve sua chance. E
Eschenbach faz questão de ressaltar que, a partir desse exemplo, ele
teve certeza que precisaria mudar o modelo de seleção da empresa. "Ela
se destacava na outra área e, depois que mudou para a consultoria,
tornou-se uma das melhores funcionárias da equipe, com nível de
engajamento acima do normal justamente porque ela teve essa
oportunidade", conta o diretor.
De fato, nem ela esperava que um
dia faria parte do quadro de uma multinacional de grande porte. Com
origem no interior de São Paulo e recursos insuficientes para pagar uma
escola de prestígio como a Fundação Getulio Vargas (FGV), Daniella
conta que sempre ouviu do pai que só se daria bem na vida quem fizesse
uma faculdade de primeira linha. Hoje com 32 anos e há dois atuando
como consultora da Accenture, ela valoriza a chance que teve: "Isso me
motiva a melhorar sempre."
Para alguns especialistas, existe uma
discussão importante por trás do estigma que foi criado pelas empresas
em torno dos programas de trainees. O presidente da consultoria DBM,
Claudio Garcia, explica que as organizações, especialmente as
multinacionais, centraram seus esforços nos últimos anos para atrair e
reter os jovens da chamada geração Y sem se dar conta de que eles ainda
representam uma parcela muito pequena da população brasileira nessa
faixa dos 20 aos 30 anos.
São chamados de Y os netos dos baby
boomers, aqueles profissionais nascidos no pós-Segunda Guerra nos
Estados Unidos. Seus pais, alcunhados de geração X, acumularam riquezas
ao custo de muito trabalho, estresse e pouca - ou nenhuma- qualidade de
vida, enquanto essa nova geração, gozando da estabilidade financeira
conquistada pela família, busca outro tipo de relação com o trabalho.
Formados em bons colégios particulares, graduados nas melhores
universidades, fluentes em vários idiomas, com perfil crítico e
empreendedor e, na maior parte das vezes, com vivência internacional,
os Y querem fazer diferente. Esses jovens não abrem mão da qualidade de
vida, gostam de realizar atividades que tragam reconhecimento e
evolução rápida na carreira- de preferência, sem passar pelos
sacrifícios que viram seus pais enfrentar no trabalho.
Porém, ao
selecionar apenas gente com esse perfil, muitas organizações no Brasil
se depararam com questões difíceis de serem administradas, como a alta
expectativa e a pouca flexibilidade, muitas vezes traduzida em
arrogância. "Imagine só: esses jovens vêm das melhores faculdades e
depois passam por processos seletivos árduos e super concorridos. Em
algumas situações, de 30 mil candidatos de um programa de trainees
sobram apenas 30", diz a sócia-diretora da Across, Regina Camargo. "Ele
certamente vai pensar 'eu sou o cara, agora posso relaxar'. Mas não se
dá conta que a carreira dele está apenas começando", acrescenta.
As
próprias instituições de ensino começam a reagir. Depois de receber um
"puxão de orelha" de algumas organizações que classificaram seus alunos
como arrogantes, a FGV lançou há dois anos o programa "Baixa a Bola,
FGV". A coordenadora de estágios e colocação profissional da escola,
Christina de Paula Leite, conta que a ação consiste em palestras nos
cursos de graduação, ministradas por professores e psicólogos, que
explicam aos alunos do primeiro ano que a escola estimula a
proatividade, mas não a arrogância. "Mostramos que eles não são donos
do mundo só porque entraram na FGV. Uma coisa é ter determinação,
brilho nos olhos. Outra é se achar melhor que os outros", afirma
Christina.
Um fato concreto é que alunos egressos de faculdades
mais conceituadas são mais disputados e costumam ter um leque maior de
opções de estágio e emprego em grandes empresas em comparação aos
estudantes de escolas de menor prestígio. Quando participam de
processos seletivos, os melhores alunos em geral conseguem ser
aprovados em duas, três ou até quatro faculdades e se dão o direito de
escolher. E são exigentes: se a empresa não atender rapidamente às suas
expectativas, eles deixam a companhia e tratam de seguir seu caminho
onde acharem que serão mais reconhecidos. Para estes que têm várias
opções na mão, avaliam os especialistas, a paciência se mostra bem mais
curta do que no caso de jovens que agarraram aquela oportunidade como
se fosse a única.
É diante desse cenário que organizações começam a
ampliar o foco de atuação em busca de maior diversidade na caça aos
talentos. E é também nesse sentido que entra o raciocínio exposto por
Garcia, da DBM. "No Brasil, o baby boom e as chamadas gerações X e Y só
se repetiram nas classes A e B. Porém, no país existe muita diversidade
a ser explorada", afirma o consultor. Ou seja, muitas regiões do país
começaram somente agora a produzir os seus representantes da geração
anterior, a X, caracterizada por profissionais mais pragmáticos, ágeis
no aprendizado e pautados pelo senso de oportunidade. São aqueles que
querem construir uma carreira sólida e agarram com força as
oportunidades que surgem. Diferentemente da geração Y, que usufrui das
riquezas financeiras que seus pais acumularam, os X precisam do
trabalho para conquistar a ascensão social, profissional e econômica.
"Depois que perceberam isso, diversas organizações encontraram jovens
com alto nível de competitividade, motivação, boa capacidade cognitiva
e uma capacidade emocional até melhor do que os chamados jovens da
geração Y formados nas faculdades de primeira linha. E melhor: sem a
pressão pela promoção no curto prazo e alta remuneração", completa o
executivo da DBM.
Consultorias especializadas na seleção de jovens
profissionais confirmam a mudança. Depois de identificar que o
conhecimento e nível educacional dos estudantes não necessariamente se
traduzem nas melhores competências e comportamentos esperados pelas
organizações, a Across decidiu redesenhar seu modelo de contratação,
dando maior foco a questões comportamentais. "Buscamos gente com
potencial, e o maior indicador é a capacidade de aprendizagem. É
possível medir nos processos seletivos o nível de adaptabilidade,
interação com outras pessoas e como aquele jovem lida com feedbacks",
diz Regina Camargo. "Se o jovem tem essas características, ele vai
atrás do resto". A diretora calcula que metade dos seus clientes já
compartilha dessa visão, enquanto outra parte ainda acredita que os
melhores talentos estão nas faculdades mais tradicionais. "Por isso,
vamos levar para os clientes duas possibilidades na hora de fazer
seleção, a que acreditamos e a tradicional."
Pesquisa realizada pela
Franceschini, empresa especializada em análises de mercado, mostra que
71% das organizações declaram preferir alunos de escolas tradicionais,
porém apenas 15% dos profissionais recém-graduados contratados vêm
dessas faculdades de primeira linha. Foram entrevistados 259 executivos
de recursos humanos de companhias de diferentes portes e regiões do
país. "As empresas buscam perfil de 'Super Homem' até nos
recém-formados. Querem gente que trabalhe excessivamente, que atenda o
telefone de madrugada se for preciso. E é difícil que pessoas que vêm
de uma classe social mais elitizada tenham essa flexibilidade exigida
pelas empresas", afirma Adélia Franceschini, responsável pelo estudo.
A
executiva lembra ainda que, nos últimos anos, houve uma grande evolução
no ensino das faculdades particulares no que diz respeito a práticas de
mercado. "Na maior parte das universidades tradicionais, o corpo
docente está focado e orientado para a pesquisa científica e para a
busca de novos conhecimentos, seguindo o modelo de ensino francês. Já
as faculdades mais recentes se voltaram para o mercado de trabalho,
como o modelo americano. O que existe ainda é um preconceito com
relação às escolas menos tradicionais", completa Adélia, lembrando que
diversos cursos de universidades possuem pontuação de destaque no
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, do Ministério da
Educação. "A maioria dos contratantes traz as suas referências próprias
do que são boas escolas, e em geral são aquelas que eram as melhores no
seu tempo. Infelizmente os RHs ainda não estudam essa questão
profundamente. A contratação é um processo ainda operacional."
Para
a presidente da Cia de Talentos, Sofia Esteves, há dois pontos
relevantes nessa discussão. O primeiro é o fato de que as pessoas que
tiveram que batalhar e trabalhar para pagar a faculdade amadurecem mais
rápido e dão mais valor quando conseguem um bom emprego. O segundo é
que, na outra ponta, muitas organizações têm paradigmas errados em suas
contratações, com frequência exigindo mais do que precisam. "As
empresas perdem pouco tempo na reflexão do que é talento para elas.
Querem trazer o melhor dos melhores, mas depois a pessoa vai embora
porque não se identifica com aquela realidade". Novamente, trata-se da
necessidade de se rever os filtros. "Será que todos realmente precisam
ter inglês fluente?", questiona, lembrando que cerca de 75% a 80% dos
jovens são reprovados nos processos seletivos por não atenderem ao
nível desejado do idioma.
Roberta Lippi e Claúdio Belli
Reconhecidos 266 novos cursos de mestrado e doutorado
Fonte: SINPAAET www.omeufuturo.com.br
Novos cursos de mestrado e doutorado foram reconhecidos pelo
Ministério da Educação na sexta-feira, 19. No
total, foram 266, em todas as regiões do país: Norte, 14;
Nordeste, 66; Sudeste, 116; Sul, 54; e Centro-Oeste, 16. Os cursos
estão divididos em nove grandes áreas do conhecimento:
ciências agrárias, ciências biológicas,
ciências da saúde, ciências exatas e da terra,
ciências humanas, ciências sociais aplicadas, engenharias,
linguística, letras e artes e multidisciplinar.
O Diário Oficial da União publicou duas portarias do MEC
reconhecendo os cursos aprovados com conceitos entre 3 e 5 pelo
Conselho Técnico Científico da Educação
Superior (CTC-ES), da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Reconhecimento – O processo para o reconhecimento de um curso de
pós-graduação e a consequente validade nacional do
diploma tem três estágios. Primeiro, os mestrados e
doutorados devem passar por avaliação do CTC-ES para ser
considerados cursos recomendados pela Capes. Depois, pela
avaliação e aprovação do Conselho Nacional
de Educação e só após a
publicação do ato do ministro da Educação,
os cursos são definidos como reconhecidos.
Para ser recomendados, os cursos são submetidos à
Avaliação das Propostas de Cursos Novos de
Pós-graduação, parte do rito estabelecido para a
admissão de novos programas e cursos ao Sistema Nacional de
Pós-graduação (SNPG). Ao avaliar as propostas de
cursos novos, a Capes verifica a qualidade de tais propostas e se elas
atendem ao padrão de qualidade requerido pelo nível de
formação e encaminha os resultados desse processo para,
nos termos da legislação vigente, fundamentar a
deliberação do Conselho Nacional de
Educação sobre o reconhecimento de tais cursos e sua
incorporação ao SNPG.
Acesse o link abaixo e verifique a lista completa dos novos cursos:
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/PO_589_590.pdf
Revalidação de diploma de médico expedido por universidades estrangeiras
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 177, quarta-feira, 16 de setembro de 2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA INTERMINISTERIAL No- 865,
DE 15 DE SETEMBRO DE 2009
Aprova o Projeto Piloto de revalidação de diploma de
médico expedido por universidades estrangeiras e disponibilizar
exame de avaliação com base em matriz referencial de
correspondência curricular, com a finalidade de subsidiar os
procedimentos de revalidação conduzidos por universidades
públicas.
OS MINISTROS DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA
SAÚDE, no uso das atribuições que lhes confere o art. 87 da Constituição,e
Considerando o disposto no art. 48, § 2º, da Lei nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996, bem como a preocupação
comum do Ministério da Educação (MEC), do
Ministério da Saúde (MS) e das universidades
públicas em estabelecer sistemas de avaliação que
tenham como foco a aptidão para o exercício profissional
do graduado em Medicina, em consonância com os
diagnósticos de necessidades nacionais e regionais;
Considerando a necessidade de oferecer às universidades
públicas,como medida de equidade e racionalidade, um exame de
revalidação de diplomas médicos expedidos no
exterior com parâmetros e critérios mínimos para
aferição de equivalência curricular;
Considerando a recente adequação do instrumento de
aferição da qualidade dos cursos de medicina ministrados
no Brasil,
decorrente das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em medicina, instituídas pela
Resolução CNE/CES nº 4, de 7 de novembro de 2001, e
pela Portaria MEC/GM nº 474, de 14 de abril de 2008; e
Considerando os resultados dos trabalhos da Subcomissão
Temática de Revalidação de Diplomas Médicos
de que trata a Portaria Interministerial MEC/MS nº 383/09,
resolvem:
Art. 1º Aprovar o Projeto Piloto de revalidação de
diploma de médico expedido por universidades estrangeiras e
disponibilizar
exame de avaliação com base em matriz referencial de
correspondência curricular, com a finalidade de subsidiar os
procedimentos de revalidação conduzidos por universidades
públicas.
§ 1º O exame será utilizado pelas universidades
públicas que aderirem ao Projeto Piloto estabelecido nesta
Portaria e terá como base a Matriz de Correspondência
Curricular elaborada pela Subcomissão
Temática de Revalidação de Diplomas, instituída pela Portaria
Interministerial MEC/MS nº 383/09 (Anexo).
§ 2º Os candidatos inscritos deverão comprovar ter concluído
a graduação em Medicina, em curso devidamente reconhecido pelo
Ministério da Educação ou órgão correspondente, no país de conclusão,
com carga horária mínima de 7.200 horas, período de integralização
de 6 anos e 35% da carga horária em regime de treinamento
em serviço/internato, de acordo com as Diretrizes Curriculares
Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina (Resolução
CNE/CES nº 04/2001).
Art. 2º O exame constará de duas avaliações sucessivas e
eliminatórias, sendo uma escrita e uma de habilidades clínicas, respectivamente.
Parágrafo único. O exame será implementado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP) com a colaboração das universidades públicas que aderirem
ao Projeto Piloto.
Art. 3º O exame tem por objetivo verificar a aquisição de conhecimentos,
habilidades e competências requeridas para o exercício profissional
adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde.
Art. 4º As universidades públicas interessadas em participar
do Projeto Piloto, regulado por esta Portaria, deverão firmar termo de
adesão com o Ministério da Educação.
Art. 5º Caberá às universidades públicas que aderirem ao
Projeto Piloto, após a divulgação do resultado do exame, adotar as
providências necessárias à revalidação dos diplomas dos candidatos
aprovados.
Art. 6º Os recursos para cobertura das despesas decorrentes das medidas
necessárias à consecução do exame de que trata esta Portaria serão cobertas
pelas dotações consignadas no orçamento do INEP para o exercício de 2009, no
Programa 1449 - Estatísticas e Avaliações Educacionais, Ação 8257 - Avaliação
da Educação Superior -PTRES 021120, Fonte de Recursos 0112000000 e Natureza
de Despesa: 339039 - Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica.
Art. 7º Poderão candidatar-se à realização do exame de que
trata esta Portaria os portadores de diplomas de Medicina expedidos
no exterior, em cursos que atendam a parâmetros similares aos nacionais,
conforme o disposto no art. 1º, § 2º.
Art. 8º O processo regulado por esta Portaria não exclui o
procedimento ordinário de revalidação de diplomas realizado pelas
universidades públicas.
Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10. Fica revogada a Portaria Interministerial MEC/MS nº 444,
de 15 de maio de 2009, publicada no Diário Oficial da
União,nº 92, de 18 de maio de 2009, seção 1,
pg. 18 .
FERNANDO HADDAD
Ministro de Estado da Educação
JOSÉ GOMES TEMPORÃO
Ministro de Estado da Saúde
ANEXO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DA GESTÃO DO TRABALHO E DA DUCAÇÃO NA SAÚDE
COMISSÃO INTERMINISTERIAL SAÚDE - EDUCAÇÃO
SUBCOMISSÃO TEMÁTICA DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS
PROJETO PILOTO PARA REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS DE
MÉDICO EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS MATRIZ DE
CORRESPONDÊNCIA CURRICULAR PARA FINS DE REVALIDAÇÃO
DE DIPLOMAS DE MÉDICO EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=16/09/2009&jornal=1&pagina=14&totalArquivos=112
MEC suspende 10 vestibulares de pedagogia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:35 hs.
Corte se deve às notas baixas das faculdades em duas
avaliações federais; escolas ofereceram 2.000 vagas no
último processo seletivo
Segundo o governo Lula, os objetivos são evitar que estudantes
entrem em cursos com problemas e melhorar a qualidade do ensino
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério da Educação vai suspender os
vestibulares de dez cursos de pedagogia do país que tiveram
notas baixas nas duas avaliações da área (2005 e
2008). A decisão será publicada hoje no "Diário
Oficial".
A intenção, diz a gestão Lula, é evitar que
estudantes entrem em cursos com problemas. O governo afirma ainda que a
redução de alunos ajuda a melhorar a qualidade do ensino.
As dez escolas, todas privadas, ofereceram cerca de 2.000 vagas no
último vestibular (no total, foram 173 mil no país todo,
segundo o último censo).
A área de pedagogia forma professores para lecionar no ensino
infantil e nas primeiras séries do fundamental (antigo
primário), além de gestores escolares. A
capacitação dos educadores é apontada como um dos
pilares para a melhoria da qualidade do ensino no país.
Levantamento da reportagem aponta que, das 49 escolas fiscalizadas pela
pasta, mal avaliadas na prova de 2005, apenas nove atingiram o patamar
adequado no exame de novembro de 2008 -cujos resultados foram
divulgados neste mês.
A base de avaliação é o Enade, exame federal
aplicado aos universitários. Recentemente, a análise
passou a considerar também itens como número de
professores com doutorado. São considerados inadequados cursos
com notas 1 e 2, numa escala que vai até 5.
Dos 49, 23 cursos repetiram os índices insatisfatórios no
conceito Enade. Os dez que terão vestibular suspenso integram
esse grupo e têm como agravante o fato de terem sido mal
avaliados também no CPC (Conceito Preliminar de Curso),
indicador que considera ainda fatores como avaliação da
infraestrutura e perfil do corpo docente.
Outras 17 escolas não tiveram nota final em 2008 (fecharam ou
têm poucos alunos). A supervisão incluía medidas a
serem tomadas pelas faculdades e visita de especialistas. O MEC diz que
é a primeira vez que há suspensão de vestibular na
área de pedagogia. A decisão já havia sido tomada
em outras carreiras, como medicina e fisioterapia. Em direito,
faculdades mal avaliadas precisaram diminuir as vagas.
A suspensão, segundo a secretária de Ensino Superior do
MEC, Maria Paula Dallari, dura até que as faculdades comprovem
melhoria do ensino. Serão feitas visitas de técnicos.
Cesar Callegari, presidente da câmara de educação
básica do Conselho Nacional de Educação, defendeu
que os cursos com notas baixas sejam fechados. "O estudante não
pode esperar três ou quatro anos para descobrir que o curso
é ruim."
Para outro membro do conselho, o professor da PUC-SP Antonio Ronca, o
controle deveria ser feito antes mesmo do início do curso.
"Só deveriam abrir os que apresentam condições
satisfatórias", disse.
Há uma outra linha de pesquisadores de educação,
como o economista Gustavo Ioschpe, que defende que é melhor que
haja cursos ruins do que nenhuma vaga.
Faculdades dizem que aluno chega com nível ruim
DA REPORTAGEM LOCAL
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM PRESIDENTE PRUDENTE
As faculdades que não conseguiram atingir o patamar esperado de
qualidade afirmam que um dos principais problemas é que o aluno
chega ao ensino superior sem os conhecimentos básicos, de ensino
médio.
"Fizemos cursos [de reforço] para os alunos, mas eles não
estão preparados para essa prova [Enade]", diz Sônia
Cabrera, diretora das Faculdades Integradas de Paranaíba (MS).
O problema é confirmado por Divino Eterno, diretor da Faculdade
Alfredo Nasser (GO), que tirou 2 no conceito Enade (escala de 1 a 5),
mas não perderá vagas de vestibular.
Os alunos da faculdade de Paranaíba obtiveram nota 1 no
último Enade. Três anos antes, a nota havia sido 2. A
escola terá o vestibular suspenso.
Das dez faculdades que terão os vestibulares de pedagogia suspensos, apenas a de Paranaíba se manifestou.
Crítica ao Enade
O Enade foi criticado por Alba Arana, diretora da Faclepp (Faculdade de
Ciências, Letras e Educação de Presidente
Prudente), da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). O curso de
pedagogia da faculdade manteve o conceito 2 em 2008, mesmo
índice de 2005, tido como insatisfatório, mas não
terá vagas de vestibular fechadas.
"O Enade avalia só o aluno, que muitas vezes não tem comprometimento."
A diretora, no entanto, elogiou o CPC (Conceito Preliminar do Curso),
em que obteve nota 3 no ano passado, número satisfatório,
segundo o MEC. Esse indicador leva em consideração,
além da avaliação de desempenho dos estudantes,
infraestrutura, instalações, recursos
didático-pedagógicos e corpo docente.
NOTAS BAIXAS
Instituições que terão vestibular suspenso
1) Faculdades Integradas de Cassilândia (MS)
2) Faculdades Integradas de Diamantino (MT)
3) Faculdades Integradas de Paranaíba (MS)
4) Fac. de Filosofia, Ciências e Letras Carlos Queiroz (SE)
5) Faculdade de Ilha Solteira (SP)
6) Faculdade Jesus Maria José (DF)
7) Faculdades Integradas da Terra de Brasília (DF)
8) Faculdades Integradas de Naviraí (MS)
9) Faculdade de Jandaia do Sul (PR)
10) Instituto de Ciências Sociais e Humanas (GO)
Motivo do fechamento
Os vestibulares serão suspensos porque os cursos repetiram, em
2005 e 2008, notas baixas no Enade (que avalia os estudantes) e no CPC
(Conceito Preliminar de Cursos, que inclui também fatores como
qualidade da infraestrutura e perfil do corpo docente)
Fonte: Folha de São Paulo
Concurso "Natal Brasileiro" da ABMES
Fonte: ABMES
Prêmios
Primeiro lugar – R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
Segundo lugar – R$ 2.000,00 (dois mil reais)
Terceiro lugar – R$ 1.000,00 (um mil reais)
Prazo de entrega – 31 de outubro de 2009
Edital
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino
Superior (ABMES) promove, por meio deste edital, o concurso para a
criação da mensagem virtual de Natal.
I – Condições de Participação
1. Os concorrentes deverão:
– ser alunos de instituições de ensino superior públicas e privadas brasileiras;
– concorrer com apenas uma proposta;
– aceitar que a ABMES tenha pleno direito de divulgar a
proposta vencedora; de gravá-la; de enviá-la via e-mail,
de imprimi-la e de utilizá- la como convier à entidade;
– transferir à ABMES todos os direitos da proposta
vencedora sem, com isso, fazer jus a qualquer remuneração
ou direito, além daqueles previstos neste edital.
2. A ABMES fica autorizada a divulgar todas as propostas, classificadas
ou não, desde que citados seus autores, o que não implica
em cessão de direitos autorais.
II – Apresentação dos Trabalhos
1. As propostas deverão:
– ser inéditas;
– ter a logomarca e a assinatura da ABMES que constam do site do concurso:www.abmes.org.br/natalbrasileiro;
– conter imagens brasileiras e em nenhuma hipótese
símbolos ligados à legendária e mítica
figura de Santa Claus (Papai Noel);
– conter texto e imagem de autoria do aluno e/ou grupo de alunos,
sendo opcional a inclusão de animação e trilha
sonora;
– ser elaboradas nos formatos: Flash (SWF), PowerPoint
(PPT/PPS), imagem vetorizada com alta resolução com, no
mínimo, 300dpi (AI/CDR);
– limitar o tamanho do arquivo até 3(três)MB e a duração até 1(um) minuto;
– ser enviadas no ato de inscrição.
III – Inscrição
1. As inscrições deverão ser feitas no site do concurso;
2. As inscrições se encerrarão às 18 horas do dia 31 de outubro de 2009.
IV – Seleção
1. Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão
Julgadora composta de três membros, designados pela ABMES,
observados os critérios: a) criatividade; b) qualidade do texto
e da imagem; c) qualidade da animação e da trilha sonora,
quando for o caso; d) facilidade de exibição;
2. A Comissão Julgadora se reunirá na sede da ABMES, em Brasília, no dia 13 de novembro de 2009;
3. A Comissão Julgadora é soberana em todas as suas
decisões, não cabendo nenhum tipo de recurso por parte do
concorrente;
4. O resultado constará do site do concurso a partir do dia 20 de novembro de 2009;
5. O concurso poderá ser anulado se nenhum dos trabalhos for aceito pela Comissão Julgadora.
V – Premiação
1. Os vencedores do concurso serão agraciados com um certificado
e com um prêmio em dinheiro, de acordo com os valores
abaixo relacionados:
– Primeiro lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
– Segundo lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)
– Terceiro lugar: R$ 1.000,00 (um mil reais)
2. Os prêmios serão entregues no dia 08 de dezembro de
2009, em Brasília, durante o Jantar de
Confraternização das Entidades Representativas do Ensino
Superior Particular a ser realizado na sede da Associação
Nacional das Universidades Particulares (Anup, SHIS QI 07 Conjunto
09 Casa 01 Lago Sul 71.615-290 – Brasília
– DF Tel.61 3248-1721/3091).
3. O comparecimento dos vencedores à cerimônia de entrega
dos prêmios não implica ônus (passagens,
diárias e alimentação) para a ABMES.
Escolas públicas recebem repasse de R$ 22,4 milhões
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
transferiu, na última quarta-feira, R$ 22,4 milhões do
Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para escolas de ensino
público de todo o país.
Do total liberado, R$ 16,9 milhões destinam-se ao Plano de
Desenvolvimento da Escola (PDE Escola), que promove a melhoria da
gestão escolar em unidades de ensino que não tiveram
desempenho satisfatório no índice de desenvolvimento da
educação básica (Ideb). Foram contempladas escolas
de 25 estados. Os outros R$ 5,5 milhões, do PDDE
educação básica, beneficiarão unidades de
ensino de 18 estados e do Distrito Federal.
O PDDE tem orçamento de R$ 920 milhões este ano. A
finalidade do programa é a de prestar assistência
financeira, em caráter suplementar, às escolas
públicas e às particulares de educação
especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo
é a melhora da infraestrutura física e pedagógica,
o reforço da autogestão e a elevação dos
índices de desempenho da educação básica.
FNDE publica normas para apoio financeiro a instituições de ensino
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
publicou normas para apoiar financeiramente as
instituições de ensino participantes do Sistema
Universidade Aberta do Brasil (UAB). A portaria está no
Diário Oficial da União de hoje do dia 11 de setembro.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a
proposta da Universidade Aberta não é criar mais uma
instituição de ensino, mas providenciar a
articulação das que já existem para levar ensino
superior público de qualidade aos municípios que
não dispõem de cursos de formação superior
ou cujos cursos não sejam suficientes para atender a demanda.
Para isso, o sistema busca parcerias entre as esferas federais,
estaduais e municipais.
Para ofertar cursos a distância, de acordo com o MEC, o
município precisa montar um polo com biblioteca e
laboratórios de informática, biologia, química e
física. Essa infraestrutura deve contar com o apoio de tutores e
ficar à disposição dos alunos, mas a
elaboração dos cursos é de responsabilidade das
instituições públicas de ensino superior.
CNE quer proibir entidades de darem cursos latu sensu
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 12/09/2009
Entidades como hospitais, fundações e institutos podem
ser proibidas de oferecer cursos de especialização lato
sensu, reconhecidos pelo MEC (Ministério da
Educação), caso parecer aprovado pelo CNE (Conselho
Nacional de Educação) seja homologado pelo ministro
Fernando Haddad. A medida atinge cerca de 150
instituições do País, como os hospitais
Sírio-Libanês, Albert Einstein, Inca e Beneficência
Portuguesa, escolas de negócios como FIA, Fipe, BSP e Dom Cabral
e outras como Escola Paulista de Magistratura e a Superior do
Ministério Público.
A proposta do conselho é que as
autorizações dadas a essas
instituições sejam revogadas a partir de 2010, abrindo
espaço para que os programas continuem sendo oferecidos como
cursos livres. Nesse modelo, não há necessidade de
autorização para abertura da escola, não existem
critérios para seu funcionamento e o certificado não
é reconhecido pelo ministério - semelhante ao que ocorre
com cursos de idiomas e artes.
A justificativa do CNE para o parecer está na
proliferação de entidades que pedem o credenciamento com
fins meramente comerciais, sem tradição de
excelência na área de atuação. "O
credenciamento especial se desvirtuou de seu objetivo, que era atender
apenas centros de excelência e notório saber",
afirma Milton Linhares, um dos relatores do parecer e
ex-vice-reitor da Universidade Bandeirantes. "Hoje,
instituições de alto nível em suas áreas
não precisam da chancela do poder público para mostrar
que têm credibilidade. Quem é bom vai continuar bom." Para
Antonio Carlos Ronca, também relator do texto e ex-reitor da
PUC-SP, é melhor que o próprio mercado e a sociedade se
encarreguem de dizer quais são os cursos bons e os ruins, sem
envolver o ministério na autorização. "É
preciso desregulamentar a intervenção do Estado nas
coisas em que a regulamentação não é
importante", defende. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
O salto da educação infantil
Fonte: Clipping Educacional Gazeta do Povo, 13/09/2009 - Curitiba PR
Em 15 anos, o porcentual de crianças com idade entre 4 e 6 anos
matriculadas no Brasil passou de 45% para 79,8%. O Paraná
também avançou, mas está abaixo da média
nacional
Pollianna Milan
A formação dos pais e a redução do tamanho
das famílias fizeram com que o Brasil desse um salto no acesso
à educação infantil. Em 1992, o p!ís tinha
45% das crianças, com idade entre 4 e 6 anos, matriculadas em
uma escola. Este porcentual saltou para 79,8% em 2007, conforme
levantamento feito pela Escola de Economia de São Paulo, da
Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Paraná
avançou em ritmo ainda maior: passou de 24,45%, em 1992 para
72,8%, em 2007. Mesmo assim, o estado mantém um porcentual de
crianças matriculadas abaixo da média nacional. Para
especialistas consultados pela reportagem, o Paraná ainda
não apresenta um desempenho melhor por causa da
educação no interior. “Ainda somos uma
região que tem vários municípios com ambiente
predominantemente rural, onde os pais não se preocupam tanto em
levar os filhos pequenos para a escola. Dificilmente crianças
menores de 5 anos vão para a aula nestes locais”, explica
a pedagoga Maribel Rhoden, mestre em educação e
professora da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná (PUC-PR).
O superintendente-executivo da Secretaria de Educação de
Curitiba, Jorge Wekerlin, lembra que, desde 1997, os municípios
conseguiram ampliar a oferta do ensino público para esta faixa
etária de crianças, quando foi criado o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
(Fundef) – hoje Fundeb. “Crescemos na oferta de vagas
nestes últimos 15 anos e conseguimos chegar a bairros em que a
iniciativa privada não estava. Na época, sobraram
recursos para investir também na educação
infantil”, diz. Antes disso, não havia (ou existiam
poucas) creches ou pré-escolas para as crianças dos
bairros afastados de Curitiba, assim como o interior do estado
que, ainda hoje, sofre com a falta de infraestrutura: até
os 5 anos, o ensino é facultativo, o que faz com que o
próprio governo (seja qual for) não se preocupe em
ofertar vagas para esta faixa etária.
Matrículas - A Secretaria Municipal de Curitiba não soube
determinar com precisão quantas crianças – na faixa
dos 4 aos 6 anos – estão matriculadas na cidade. Apenas
informou que, desde 2005, o número de matrículas nas
escolas públicas tem superado o das privadas. Para o presidente
do Sindicato das Escolas Particulares de Curitiba, Ademar Batista
Pereira, há apenas quatro anos houve um aumento
considerável das matrículas para a educação
infantil. “É resultado da percepção de que
este ensino é importante”, afirma.
No mês passado, a coordenadora do Centro de Apoio às
Promotorias de Educação do Ministério
Público do Paraná, Hirmínia Dorigan de Matos
Diniz, questionou publicamente onde estavam as 120 mil crianças
que não apareciam matriculadas nas creches de Curitiba e nem
reivindicavam uma vaga. Para chegar ao cálculo, ela cruzou a
estimativa da população infantil da capital – entre
0 a 5 anos – com o número de vagas ocupadas tanto nas
escolas privadas como públicas. “Temos 170 mil
crianças neste faixa etária e 50 mil matriculadas (ou que
devem conseguir uma vaga nos próximos meses, quando a prefeitura
promete ampliar a oferta de creches em quase 10 mil). Onde estão
as outras 120 mil?”, questionou a promotora na época. O
exemplo dado por Hermínia explica por que, segundo a pesquisa, o
Paraná tem um bom porcentual de crianças na escola.
“O número fica superestimado porque leva em conta apenas
crianças de 4 a 6 anos – não fala das
menores. A questão é que crianças de 5
e 6 anos já devem estar na escola, porque os pais são
obrigados a matriculá-las. É claro que temos uma boa
infraestrutura em Curitiba, por exemplo, para atender a
educação infantil. Mas também sabemos que existe
uma fila de espera para as menores”, afirma Maribel.
Evolução - O Censo Escolar do Ministério da
Educação, de 2001, já mostrava que as
matrículas na educação infantil lideravam no
ranking das crianças que passaram a frequentar a escola.
Também apontava que as escolas particulares ficavam com 25% dos
alunos, enquanto as públicas tinham 68%. A pesquisa da FGV
aprofundou os dados, mostrando quais os motivos que levaram os pais a
colocar as crianças cada vez mais cedo na escola. Além do
encolhimento da família – que contribui com as
condições financeiras –, houve uma melhora na
formação acadêmica dos pais. “Por isso, a
conscientização ficou maior. Pais mais educados valorizam
mais a educação e se preparam melhor para investir nesta
área”, explica o economista André Portela, um dos
autores da pesquisa. Entre outros fatores, Portela afirma que a oferta
no ensino pré-escolar aumentou, o que também ajudou a
mudar a realidade brasileira. Entre 1992 e 2007, o número de
unidades passou de 62.431 para 104.323 no Brasil. Há ainda o
fato de as mulheres, em número cada vez maior, trabalharem fora
e, algumas vezes, serem chefes de família, o que as obriga a
colocar os filhos na escola mais cedo. “A pesquisa mostra que,
obviamente, é mais rápido subir de 45% para 80% . Agora,
chegar aos 90% ou próximo dos 100% de crianças
matriculadas vai demorar mais do que os 15 anos. Será um
desafio”, analisa Portela.
Educação é condição para entrar no hall dos desenvolvidos
Fonte: Jornal da Educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar ontem
(14) a proposta de um Fundo Social composto por recursos da
exploração do petróleo da camada pré-sal.
Segundo ele, investimentos em educação é
"condição básica" para que o país entre no
que chamou de "hall dos países desenvolvidos".
"O século 21 é o século do Brasil e a gente
não pode jogá-lo fora como jogamos o século 20.
Por isso que a educação, para mim, é fundamental",
disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
O Fundo Social está previsto em um dos quatro projetos de lei do
pré-sal a serem votados no Congresso Nacional. Os parlamentares
já apresentaram mais de 250 emendas para mudar algum ponto das
propostas do governo federal, que prevêem o financiamento de
áreas como educação, ciência e tecnologia,
além de ações de combate à pobreza.
Lula diz que crescimento da economia financia investimentos na educação
Fonte: Jornal da Educação
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o
ministro da Educação, Fernando Haddad, destacaram que o
desenvolvimento econômico do País está financiando
investimentos em educação, durante a
inauguração do campus de Ipojuca, município a 43
quilômetros de Recife. O evento incluiu a
inauguração, via transmissão televisiva, do campus
de Floresta, também em Pernambuco.
O presidente destacou que o país vive um momento em que a
expansão das vagas da rede de educação
profissional coincide com o crescimento da economia, permitindo que os
alunos estudem, façam estágios nas empresas e saiam
contratados. O Brasil está carente de mão de obra
qualificada.
Haddad ressaltou que a expansão das escolas federais e os demais
investimentos do ministério foram possíveis porque o
orçamento da pasta mais que dobrou em seis anos. “Passou
de R$ 23 bilhões em 2004 para R$ 53 bilhões no
orçamento de 2010”.
Mudanças finais dos projetos de lei da filantropia são apresentadas em reunião
Fonte: Jornal da Educação
As mudanças finais dos projetos de lei 7494/3021 sobre a
filantropia foram apresentadas em reunião com dirigentes das
instituições associadas ao SINEPE/RS, na quarta-feira,
09/09. As propostas as propostas devem ir à
votação na Câmara dos Deputados nos próximos
dias.
No encontro, o presidente do sindicato, Osvino Toillier (foto) destacou
o empenho da entidade, juntamente com o grupo da filantropia, em
conduzir debates, promover eventos e mediar contatos com entidades
nacionais, para discutir adequações possíveis aos
projetos de lei.
Entre as ações, o grupo publicou um apedido no jornal
Zero Hora, chamado de “Manifesto à sociedade”, e
participou do programa Democracia, da TV Assembleia, onde debateu sobre
o assunto. Na reunião, foram apresentadas as principais
mudanças da última versão do projeto. Acesse nos
links abaixo os documentos.
Alteração em data das audiências públicas sobre Educação Infantil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:10 hs.
A Câmara de Educação Básica deste Conselho
Nacional de Educação (CNE) está promovendo
três audiências públicas para revisar as Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Infantil.
As audiências públicas contam com a
participação de Conselheiros do CNE e de representantes
de entidades, organizações e instituições
ligadas à Educação Infantil.
A primeira audiência pública foi realizada no dia 28 de
agosto de 2009, no auditório da Procuradoria Geral de
Justiça, em São Luiz/MA, e as próximas
audiências estão programadas para acontecer nos dias:
- 05 de outubro de 2009, das 13 às 17 horas, em Brasília/DF; e
- 20 de outubro de 2009, das 09 às 13 horas, em São Paulo/SP.
Fonte: Blog do CNE
Prorrogadas inscrições para o Curso Latino-Americano de
Políticas e Avaliação da Educação
Superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs.
Foi ampliado para sexta-feira, 18, o prazo para
inscrições no Curso Latino-Americano de Políticas
Públicas e Avaliação da Educação
Superior (CLAEPPAES), que será realizado na sede
provisória da Universidade da Integração
Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR).
Serão concedidas 40 bolsas de estudos para os participantes do
encontro, das quais a metade será destinada para alunos
brasileiros e a outra parte, para estudantes dos demais países
latino-americanos. O financiamento das bolsas será da Capes.
Os interessados devem encaminhar os seguintes documentos: comprovante
de conclusão de curso de graduação; curriculum
vitae detalhado quanto a atividades ou publicações
relacionados à temática do curso; 02 cartas de
recomendação; manifestação de interesse da
instituição a qual esteja vinculado ou, na ausência
dessa, de carta pessoal justificando o interesse em participar do curso
por meio eletrônico.
Fonte: MEC
BR Educacional negocia compra da HSM
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:58 hs.
Depois de tentar adquirir várias instituições de
ensino, o fundo de investimentos BR Educacional, do economista Paulo
Guedes, está negociando agora com a HSM - empresa brasileira
responsável por eventos como ExpoManagement e World Business
Forum.
Segundo o Valor apurou, a intenção do fundo BR
Educacional é adquirir apenas a unidade brasileira da HSM, que
possui operações também nos Estados Unidos,
Argentina, México, Espanha, Portugal, Itália e Alemanha.
No ano passado, a HSM Brasil teve faturamento de R$ 45 milhões.
Desse montante, cerca de 50% é proveniente de seminários
e palestras e a outra parte vem do fornecimento de conteúdo na
área de gestão para executivos. A expectativa é
que a empresa feche o ano com crescimento de 10%, segundo informou
Marcos Braga, presidente da HSM Brasil, durante entrevista concedida ao
Valor em março.
Há cerca de dois anos, a HSM Brasil vem negociando a entrada de
um investidor, mas as operações não foram
concluídas com sucesso até então porque seu
interesse seria fechar com um parceiro com atuação em
educação e não uma instituição
puramente financeira. Nesse período, a HSM chegou a conversar
também com grupos de mídia.
Criado em 2007, o fundo BR Educacional tem em caixa R$ 15,8
milhões para aquisições de empresas ligadas
à área de educação. O objetivo de Paulo
Guedes é criar um grupo com várias
instituições de ensino. O economista já teve
conversas com o SEB, com a Universidade Salgado Oliveira e a Faculdade
Maurício de Nassau, mas nenhuma delas avançou, segundo
fontes do setor.
Atualmente, a HSM pertence a vários sócios, sendo que a
maior parte das ações está nas mãos do JP
Morgan, que detém 20% do controle. Um dos mais interessados em
vender sua participação é o próprio JP
Morgan, que herdou o negócio do Chase Manhattan, que se associou
ao JP em setembro de 2000, de acordo com uma fonte do setor.
A empresa foi fundada no Brasil em 1987 pelos ex-jogadores de
tênis e administradores de empresas Harry Ufer, José
Salibi Neto e Marina Domingues de Souza Uffer, cujas iniciais deram
origem ao nome HSM. Há cerca de nove anos, os fundadores
venderam o negócio para investidores argentinos que, por sua
vez, venderam 20% das ações para o Chase.
Após essa injeção de capital, a HSM começou
a investir em palestrantes internacionais, sendo que foi a primeira
empresa a trazer para o Brasil conferencistas como Don Peppers, Michael
Porter, Tom Peters, entre outros nomes famosos no mundo corporativo.
Procurada pelo Valor, a HSM confirmou a negociação, mas
não quis comentar o assunto. O fundo BR Educacional não
retornou as ligações da reportagem. (Colaborou
André Vieira)
Fonte: Valor Econômico
Dois pilares da sociedade democrática
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:25 hs.
Na sexta-feira (18/9), às 15 horas, o ministro da
Educação Fernando Haddad vai receber, em seu gabinete no
edifício-sede do MEC, em Brasília, o relatório da
comissão nomeada, no dia 19 de fevereiro deste ano, para rever
as diretrizes curriculares do curso de jornalismo.
Trata-se de documento emblemático, que mobilizou a categoria dos
jornalistas, no último semestre, apresentando sugestões
para melhorar a qualificação dos profissionais formados
pela universidade para atuar nas organizações
jornalísticas.
Sua finalização ocorreu num momento conturbado da vida
nacional, quando a decisão polêmica do Supremo Tribunal
Federal suprimiu a exigência do diploma universitário para
o desempenho do ofício de jornalista. Essa medida suscitou
enorme comoção na sociedade, criando, do meu ponto de
vista, um precedente perigoso para o aviltamento do jornalismo, ainda
que as principais empresas do ramo tenham emitido sinais de que
continuarão a contratar os profissionais competentes diplomados
pela universidade.
Cresce, portanto, a responsabilidade das instituições de
ensino superior que formam jornalistas profissionais, desafiando a
comissão de ensino de jornalismo e o próprio
Ministério da Educação a dar respostas sensatas,
consensuais e alentadoras à sociedade, bem como ao jornalismo,
vislumbrando caminhos eficazes para superar o impasse existente.
Pressupostos democráticos
Quando fui surpreendido pelo ministro Haddad, no final do ano passado,
confiando-me a espinhosa missão de encabeçar o grupo de
especialistas que deveria propor novos rumos ao ensino de jornalismo,
seu argumento foi convincente, irrecusável.
A grande preocupação do jovem e ousado ministro, assim
como de sua equipe gestora, tem como vetor o fortalecimento da
democracia em nosso país.
O diagnóstico feito pelo staff ministerial identifica quatro
campos universitários como pilares da sociedade
democrática no país: medicina, direito, pedagogia e
jornalismo. Por isso mesmo, os cursos respectivos foram declarados
prioritários no calendário de atualização
das diretrizes norteadoras do nosso ensino superior.
De que modo a universidade pode contribuir para sedimentar as
instituições democráticas, formando
cidadãos cujo capital cognitivo e cujos valores éticos
possam convergir para a tomada de decisões coletivas, capazes de
nutrir o espaço público, respaldando o bem comum, a
liberdade de pensamento e a diversidade cultural, de forma a fortalecer
naturalmente a defesa dos interesses nacionais? Esta a pergunta que
desafiou as comissões nomeadas.
Diante de tamanha responsabilidade, propus que a comissão de
jornalismo, integrada por Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Eduardo
Meditsch, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araújo, Sergio Mattos e
Sonia Virginia Moreira, não limitasse suas estratégias
aos indicadores convencionais do claustro acadêmico,
fundamentando-as nas aspirações coletivas da sociedade
brasileira.
A justificativa para ouvir os representantes dos segmentos sociais
organizados foi a circunstância de ali atuarem as forças
que configuram a fisionomia do jornalismo brasileiro, das fontes aos
usuários, ou seja, da emissão à
recepção das notícias e comentários. Desta
maneira, evitávamos ficar refém dos interesses
corporativos, arrefecendo as pressões dos grandes intelectuais
que se consideram os donos da verdade.
Metodologia participativa
Abertas à participação de todos os agentes dos
processos jornalísticos, foram realizadas três
audiências públicas.
No Rio de Janeiro, a comunidade acadêmica (professores,
estudantes, pesquisadores, dirigentes de escolas, cursos, departamentos
de ensino e pesquisa) expressou suas aspirações. Em
Recife, foi a vez da comunidade profissional, representada pelas
organizações sindicais ou corporativas (empresas, setor
público e terceiro setor). Finalmente em São Paulo
manifestaram-se as lideranças e porta-vozes da sociedade civil
organizada (advogados, psicólogos, educadores, religiosos,
ecologistas, bem como outros segmentos comunitários).
Da mesma forma, os cidadãos interessados na questão
tiveram oportunidade de encaminhar recomendações; isso
foi possível através de um fórum de debates
instituído, durante vários dias, no portal do MEC na
internet.
Finalmente, o presidente e alguns membros da comissão ouviram as
propostas específicas de empresários, profissionais
renomados, líderes estudantis, docentes e pesquisadores,
acolhendo todos os subsídios possíveis. Depois de uma
apreciação do itinerário percorrido pela
educação dos jornalistas no Brasil, dos currículos
mínimos às diretrizes curriculares, a comissão
buscou compatibilizar todas as contribuições recebidas.
Ao perfil de idéias, demandas e propostas captadas nas
audiências públicas agregou-se a revisão do
conhecimento existente sobre o ensino de jornalismo, na literatura
nacional e internacional, conteúdos que embasaram
substancialmente tanto o diagnóstico do cenário atual
quanto os argumentos utilizados para justificar as mudanças
recomendadas ao MEC e ao Conselho Nacional de Educação.
Variáveis independentes
Enquanto se processava o trabalho da comissão, alguns fatos
novos alteraram o cenário nacional, sobrepondo-se ao rumo da
proposta. Por um lado, a já mencionada decisão do Supremo
Tribunal Federal, revogando a Lei de Imprensa e a obrigatoriedade do
diploma para o exercício profissional. Por outro, a nova
regulamentação do mestrado profissional, anunciada pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) e publicada no Diário Oficial da
União.
Tais dispositivos legais, ao balizar o atendimento a demandas
específicas, devem ser aplicados no sentido de
aperfeiçoar o ensino, valorizar a profissão e qualificar
ainda mais os aspirantes ao exercício do jornalismo.
Contribuirá também para esse aperfeiçoamento a
restauração do estágio supervisionado, alocado nos
últimos anos do curso. Correspondendo a antiga
reivindicação dos estudantes, possibilita a
interação da universidade com o setor produtivo. Para
tanto, será indispensável a assessoria acadêmica de
modo a garantir o estágio como forma de observação
crítica das rotinas profissionais, bem como a vigilância
sindical para evitar a exploração dos estagiários
por empresas inidôneas.
A formação de profissionais especializados, pleito
histórico das organizações jornalísticas,
tem a possibilidade de se estabelecer através de cursos de
mestrado profissional, credenciados pela Capes. Neles, os formados em
outras áreas do conhecimento poderão preparar-se para
colaborar nas editorias especializadas, atuando como comentaristas,
consultores ou planejadores de conteúdo.
A especialização de graduados em jornalismo,
reciprocamente proposta pelos sindicatos, pode também ser
garantida em mestrados profissionais, tutelados pela Capes. Nesses
novos espaços de capacitação avançada, os
profissionais diplomados em jornalismo terão oportunidades para
dominar os conteúdos requeridos pela reportagem nas editorias de
economia, política, esportes, cultura e outras editorias da
segmentação jornalística, entre as quais as de
atendimento a áreas emergentes nos cenários da atualidade.
Da mesma forma, os estudantes de graduação em
áreas que se projetam no conteúdo dos jornais podem ter
acesso, através de cursos seqüências e
congêneres, ao conhecimento essencial da profissão
jornalística, adquirindo competência para atuar nas
empresas como mídia-educadores e nas instituições
de ensino como educomunicadores.
A responsabilidade social do jornalismo qualifica o papel dos jovens
profissionais no fortalecimento da democracia, demandando uma
educação fundamentada na ética, na
competência técnica, no discernimento social e na
capacidade crítica, habilidades que só podem ser
adquiridas em uma sólida formação superior
própria.
Fonte: Observatório da Imprensa - SP
Grávidas começam a retornar ao trabalho no Paraná
Fonte: Agência Brasil www.omeufuturo.com.br
Curitiba - As gestantes do Paraná, que estavam afastadas das
atividades estudantis e profissionais por prevenção
à influenza A (H1N1) – gripe suína, retornam hoje
(14) ao trabalho. Por entender que elas pertencem ao grupo de risco da
doença a dispensa foi indicada pelo governo estadual desde o dia
desde o dia 14 de agosto para todas as grávidas do Paraná.
No último boletim epidemiológico divulgado pela
Secretaria da Saúde na sexta-feira (11), dos 8.236 casos
confirmados, 382 eram de gestantes, o equivale a 4,6%. De acordo com
dados da última análise epidemiológica, a
gestação não é a principal causa de morte
por complicações da nova gripe no Paraná. Fatores
de risco como doença metabólica crônica,
pneumopatia e cardiopatia crônicas e tabagismo causaram o maior
número de mortes entre os doentes. Em todo o estado, 220 pessoas
morreram até agora devido a complicações
decorrentes da doença.
Entretanto, as secretarias estaduais de Saúde e de
Administração alertam que continua em vigor a
recomendação para que as gestantes sigam rigorosamente as
medidas de prevenção de contágio, adotando medidas
de higiene e evitando aglomerações. A Secretaria de
Saúde mantém atualizado o site oficial
(www.novagripe.pr.gov.br) com dados sobre a doença,
orientações e dicas de prevenção.
Para Haddad, gestão é o principal problema da educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 15/09/2009
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o
problema do ensino público hoje está mais concentrado em
falhas na execução e gestão das
ações propostas e menos na questão de
financiamento. Para ele, o país vive um "momento inusitado".
"Hoje a nossa tarefa é de capacitação continuada
de gestores locais para que eles consigam executar os recursos
transferidos", afirmou durante seminário sobre os dois anos do
Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Segundo ele,
o orçamento da pasta cresceu mais de 100% em seis anos. Mesmo
com o crescimento, ele afirmou que "o cobertor ainda é pequeno"
para tentar cobrir todas as necessidades. Lançado em 2007
pelo governo federal, o plano conhecido como PAC da
Educação é formado por um conjunto de
ações que visa a melhorar os indicadores educacionais do
país até 2022.
Um dos pontos mais importantes do plano, acredita Haddad, é a
evolução na questão do planejamento e da
gestão que permite "equalizar as oportunidades educacionais".
"Nós atendemos o prefeito e não sabemos de que partido
é, isso não interessa. E quem aprova o PAR Plano de
Ações Articuladas e transferência de recursos
é um grupo de pessoas tecnicamente qualificadas para
essa tarefa", afirmou. Em relação às recentes
cassações de mandatos de governadores e às
eleições de 2010, o ministro disse que toda troca de
comando "tem seus traumas", que são mais fáceis de serem
resolvidos quando há um plano de ações.
Atualmente, todos os estados aderiram ao PDE e traçaram planos
plurianuais de ações, metas e investimentos. "Quando
você tem um norte, a tendência é preservar as
ações em curso, não tem porque refazer tudo. Esse
planejamento tem um ganho muito grande, sobretudo para as escolas",
defendeu.
"Não faltam professores", diz MEC
Fonte: Clipping Educacional Folha de São Paulo, 15/09/2009 - São Paulo SP
Secretária de Educação Superior defende Reuni pelas oportunidades que ele proporciona
PATRÍCIA GOMES DA REPORTAGEM LOCAL
Para que o Reuni crie as 227.371 vagas previstas até 2012, as
instituições passarão, até lá, por
um processo que Maria Paula Dallari Bucci, responsável pela
Secretaria de Educação Superior do MEC, comparou a uma
obra dentro de casa: ninguém gosta, mas o resultado compensa. Em
entrevista à Folha, ela negou a falta de professores, mas
assumiu que possam existir problemas pontuais.
FOLHA - O andamento do Reuni está dentro do planejado?
MARIA PAULA DALLARI BUCCI - Sim. É um programa muito grande,
complexo. Evidentemente, existem questões pontuais. Temos cerca
de 2.000 obras em andamento. Obras em prédios,
laboratórios, salas de aula, restaurantes
universitários...
FOLHA - Alunos da UFMG dizem que estão enfrentando problemas
devido ao Reuni: obras atrasadas, falta de professor, disciplinas
canceladas e falta de talher no bandejão.
MARIA PAULA - A universidade está passando por uma
revitalização inédita. É evidente que pode
haver uma questão aqui ou ali. A UFMG é uma
instituição que está muito bem nos indicadores de
qualidade nacionais e internacionais. Não sei se o talher
está ou não [faltando], mas eu acho que essa é uma
questão menor. Há tendências mais importantes, como
quantos alunos está formando e quantas graduações
novas há.
FOLHA - E a falta de professores?
MARIA PAULA - Isso não é verdade. A
contratação de professores não tem precedentes. A
UFMG certamente não é uma instituição onde
falta professor. Eles estão com muitas inovações,
estão a pleno vapor.
FOLHA - Os alunos que estão convivendo com obras são sacrificados?
MARIA PAULA - É como reformar a casa. Primeiro, tem aquela
poeira, ninguém gosta. Mas quando você lembra que vai
ficar mais bonito, você entende. Nesse caso, além de a
escola ficar mais bonita, ela vai ficar mais equipada, e o mais
importante: receberá mais alunos. A poeira é um
incômodo mínimo perto da melhoria promovida.
FOLHA - Reuni e Enem tendem a elevar a mobilidade estudantil. As instituições estão preparadas?
MARIA PAULA - Elas vêm se preparando e o MEC dobrou, nas
universidades que aderiram ao Enem, a verba de assistência
estudantil. A mobilidade é um dos eixos de
orientação do Reuni e o Enem a potencializa.
FOLHA - Apesar das críticas, o governo avalia bem o Reuni?
MARIA PAULA - Sim. O programa completa o movimento de expansão e
interiorização de 2006 e 2007. Quando vivemos problemas,
são os bons problemas: do excesso, e não da escassez. A
universidade hoje é muito mais democrática, cobre cidades
aonde não chegava, atende a alunos que nem sonhavam estudar numa
federal. Ela está revitalizada e dinamizada, o que gera bons
efeitos mesmo depois de o Reuni terminar.
Ministro afirma que gestão é o principal problema da educação
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o
problema do ensino público hoje está mais concentrado em
falhas na execução e gestão das
ações propostas e menos na questão de
financiamento. Para ele, o país vive um "momento inusitado".
Segundo ele, o orçamento da pasta cresceu mais de 100% em seis
anos. Mesmo com o crescimento, ele afirmou que "o cobertor ainda
é pequeno" para tentar cobrir todas as necessidades.
Lançado em 2007 pelo governo federal, o plano conhecido como PAC
da Educação é formado por um conjunto de
ações que visa a melhorar os indicadores educacionais do
país até 2022. Um dos pontos mais importantes do plano,
acredita Haddad, é a evolução na questão do
planejamento e da gestão que permite "equalizar as oportunidades
educacionais". "Nós atendemos o prefeito e não sabemos de
que partido é, isso não interessa. E quem aprova o PAR
Plano de Ações Articuladas e transferência de
recursos é um grupo de pessoas tecnicamente qualificadas para
essa tarefa", afirmou.
Em relação às recentes cassações de
mandatos de governadores e às eleições de 2010, o
ministro disse que toda troca de comando "tem seus traumas", que
são mais fáceis de serem resolvidos quando há um
plano de ações. Atualmente, todos os estados aderiram ao
PDE e traçaram planos plurianuais de ações, metas
e investimentos.
Brasil e França trocam experiências sobre as políticas públicas
Fonte: Jornal da Educação
Brasil e França trocam experiências sobre políticas
públicas para crianças até seis anos nesta
terça-feira, 15, e na quarta, 16, em Brasília.
Especialistas em educação, cultura e assistência
social debatem o assunto no seminário Cultura e Primeira
Infância, um dos eventos alusivos ao ano da França no
Brasil, e apresentam exemplos dos dois países.
Na abertura do encontro, a secretária de educação
básica do Ministério da Educação, Maria do
Pilar Lacerda, ressaltou a necessidade de atender todas as
crianças por meio de políticas públicas
consistentes e articuladas.
O embaixador da França no Brasil, Antoine Pouillieute, explicou
que o país europeu tem um sistema de proteção
à criança e de educação que também
envolve os pais.
Na tarde desta terça-feira, serão debatidas a cultura e a
educação para a primeira infância, em uma
mesa-redonda com a participação de Maria do Pilar e de
professores e pedagogos brasileiros e franceses. No fim da tarde,
será discutida a diversidade cultural, com a presença do
secretário de educação continuada,
alfabetização e diversidade do MEC, André
Lázaro. Na quarta-feira, os assuntos a serem tratados no
encontro envolvem artes, literatura e mídia.
CNPq vai autorizar pesquisas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:43 hs.
Responsabilidade sobre estudo do patrimônio genético era do Ibama
Os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Sergio Rezende
(Ciência e Tecnologia) assinaram ontem um protocolo segundo o
qual cientistas que quiserem fazer pesquisas genéticas em
unidades de conservação federal não terão
mais que ir ao Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) pedir a autorização. Quem passa
a cuidar desse setor é o Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa faz parte
de um futuro projeto de lei que regulamentará o acesso aos
recursos genéticos e seus derivados e que será enviado
à Casa Civil após dez anos de idas e vindas.
Na Casa Civil, o anteprojeto passará por consultas nos
ministérios interessados, até se tornar um projeto e ser
enviado ao Congresso. Quando aprovado, o Brasil terá sua lei de
acesso aos recursos da biodiversidade. Por enquanto, o assunto é
regulamentado por medida provisória de 2001, defasada.
O envio do anteprojeto à Casa Civil foi anunciado com pompa por
Minc e Rezende, em cerimônia na sede do CNPq. "Durante dez anos
esse anteprojeto vagou por aí, transformando-se em um
monstrengo, em que cada ministério dava seu palpite. Estava com
180 artigos. Conseguimos reduzir para 70 para enviá-lo à
Casa Civil", declarou Minc.
A proposta, se ficar como está, tratará apenas do acesso
aos recursos genéticos e não de sua
comercialização, que deverá ser feita por outra
lei. De acordo com Minc, a decisão de dividir o assunto em duas
leis foi tomada para não complicar o debate e possibilitar a
aprovação de forma mais rápida.
O texto atual trata do pagamento de uma espécie de royalty para
as comunidades tradicionais que repassarem os seus conhecimentos a
respeito do uso genético dos recursos, do incentivo e da
promoção da pesquisa científica e
tecnológica.
Como a votação de uma lei é um processo demorado,
dentro de 180 dias, segundo os ministros, o CNPq dará
início à autorização para as pesquisas que
envolvem questões genéticas com animais e plantas.
Fonte: O Estado de São Paulo
Universitários devem protocolar ação em defesa das cotas raciais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
O movimento Articulação em Defesa das Cotas Raciais da
Universidade de Brasília, que reúne universitários
e ativistas, promete protocolar hoje (16), às 14h, no Supremo
Tribunal Federal uma ação amicus curiae em defesa do
sistema adotado pela UnB para ingresso de alunos afrodescendentes.
A expressão amicus curiae significa amigo da corte e serve para
identificar alguém que pede para entrar em um processo do qual
não é parte, mas cujo resultado pode influir em sua vida.
Por isso, pede para ser ouvido.
A ação será assinada pelo Movimento Negro Unificado.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/16/materia.2009-09-16.0548898622/view
Fonte: Agência Brasil
Em dez anos, R$ 150 bilhões para acabar com as desigualdades na educação da América Latina
Fonte: Clipping Educacional Consae El País, 16/09/2009 - Madri / Espanha
J. A. Aunión em Madri
O objetivo é muito concreto - dar um empurrão definitivo
na educação latino-americana para acabar com as enormes
desigualdades da região -, e agora também o
orçamento necessário para torná-lo realidade: 55
bilhões de euros (cerca de R$ 150 bilhões) em dez anos,
de 2011 a 2021. A Organização de Estados Ibero-americanos
(OEI) acaba de apresentar aos governos da região o estudo dos
custos para alcançar as Metas Educacionais 2021, elaborado com a
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
(Cepal) da ONU. Um custo que pode causar enjoos, mas que, segundo os
vice-ministros da Educação latino-americanos, reunidos no
final de agosto no Brasil, "a partir dos dados econômicos
apresentados (...) é possível alcançar as metas
educacionais em 2021, o que representaria um avanço
histórico". Esse empurrão, dado de maneira conjunta por
todos os países, significaria acabar em uma década,
coincidindo com a comemoração dos bicentenários da
independência dos países latino-americanos, com o
analfabetismo que ainda afeta 32 milhões de pessoas, escolarizar
as 15 milhões de crianças de 3 a 6 anos que não
estudam, melhorar o acesso à universidade ou construir sistemas
fortes de formação profissional.
É claro que cada país parte de um ponto diferente, com
populações e economias diferentes, mas o
relatório contém um estudo detalhado do esforço
que cada um deve fazer, desde os 13 bilhões de euros do
México e os 12,5 bilhões (cerca de R$ 32,3
bilhões) do Brasil, até os 186 milhões do Paraguai
e Bolívia ou os 115 milhões da Nicarágua. Para
alcançar esses números, se for mantida a prioridade
macroeconômica (o mesmo crescimento em educação que
no PIB do país), ainda faltariam cerca de 13,4 bilhões
para cumprir os objetivos.
De onde sairão? De aumentar um pouco mais esse esforço.
Concretamente, 0,56% a mais do PIB em uma década (em
média em toda a região) para atingir todas as metas: os
programas estritamente educacionais, os de pesquisa e desenvolvimento e
as transferências para os grupos vulneráveis. Para
alcançar só os objetivos estritamente educacionais (que
exigiriam 46 bilhões de euros, 40 bilhões sem contar
Espanha e Portugal), o esforço médio seria de 0,29% a
mais do PIB em média. Mas, como o relatório da Cepal leva
em conta que o esforço que os países podem fazer
não é ilimitado e definiu um máximo
possível, haveria três que não alcançariam
essas metas: Bolívia, Honduras e Nicarágua. Desse modo,
faltariam cerca de 1,86 bilhão de euros, um pouco menos que o
fundo solidário previsto no projeto das metas
educacionais para ajudar os mais atrasados, estabelecido em 2
bilhões. A OEI prevê angariar o fundo através dos
países mais ricos da região (incluindo Espanha), mais a
União Europeia (cuja presidência a Espanha ocupará
em 2010), e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Agora os países deverão adaptar as metas a sua
própria realidade e ver a maneira de aportar o financiamento
necessário, já que se em alguns países a
prioridade ainda está em aumentar a escolarização
(Nicarágua, El Salvador, República Dominicana, Honduras e
Guatemala não chegam a escolarizar a metade das crianças
de 3 a 6 anos), em outros o desafio é facilitar a chegada de
mais alunos à universidade. Em todo caso, o relatório
inclui algumas propostas para aumentar o financiamento educacional, por
exemplo, melhorando os resultados: cerca de 2,35 bilhões de
euros são perdidos por ano por causa das
repetições de alunos nos cursos primário e
secundário. O documento assinado no Brasil define como data para
o acordo definitivo das metas setembro de 2010, na Conferência de
Ministros da Educação que se realizará na
Argentina, e posteriormente na Cúpula de Chefes de Estado e de
Governo. Tradução: Luiz Roberto Mendes
Gonçalves
Fies pode ficar mais “leve”
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta do Povo, 16/09/2009 - Curitiba PR
Projeto que deve ser votado hoje na Câmara dos Deputados pretende melhorar as formas de pagamento do financiamento
Pollianna Milan
Os alunos que entrarem a partir de agora na universidade privada
poderão ser beneficiados com um projeto de lei que deve ser
votado hoje na Câmara dos Deputados: trata-se de novas regras
para o pagamento do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies). Atualmente, o prazo de amortização da
dívida é igual ao tempo do curso. O universitário
começa a pagar depois de seis meses da conclusão da
graduação. Se o projeto for aprovado, o tempo para
quitação poderá ser triplicado. Por exemplo: um
aluno de Biologia, que estuda durante quatro anos, poderá pagar
a dívida em 12 anos. O projeto de lei também prevê
benefício específico para médicos e professores:
depois de formados, eles poderão pagar o financiamento com
trabalho. O desconto, mensal em folha de pagamento, será de 1%
da dívida total e o prazo para a amortização
é de oito anos e quatro meses. A regra vale para profissionais
que trabalharem em escolas e órgãos públicos e o
abatimento começa após um ano de vínculo
empregatício. “Os médicos terão o
emprego, de certa forma, garantido porque temos nas cidades do interior
uma demanda maior do que a procura. Já os professores
terão de fazer concurso público para conseguir a
vaga”, explica o deputado federal Gilmar Machado (PT-MG), um dos
autores do projeto. Um pedagogo que financiar 100% do curso vai pagar
cerca de R$ 285 por mês, em oito anos e meio (o valor é
apenas uma estimativa). Durante as discussões do projeto de lei,
foi cogitada a hipótese de se ampliar o benefício para
outras profissões. Machado acredita que isso não
será aprovado, contudo, porque o Fies é um fundo
alimentado pelo dinheiro dos alunos formados que pagam o financiamento
e, ainda, recebe parte das mensalidades de graduandos que não
aderem ao Fies. O projeto de lei pode ser aprovado hoje, em
única votação. Depois vai para o Senado, onde
será votado também uma única vez e, então,
segue para sanção presidencial. Cada casa tem um prazo de
45 dias para voto. O projeto pretende estender o benefício
também a alunos de cursos técnicos e
profissionalizantes e ainda eliminar a figura do fiador exigida nos
contratos – um dos principais empecilhos aos estudantes.
Juro menor - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já
pediu para que o Conselho Monetário Nacional aceite o corte dos
juros para o Fies, que deve ficar em 3,5% ao ano para todos os cursos.
A redução dos juros para os novos alunos não
depende da aprovação do projeto de lei e deve ser, em
breve, colocada em prática. Desde 2007, os cursos de
licenciatura têm juros de 3,5% ao ano; as demais
graduações, entretanto, tinham juros de 6,5% ao ano. Com
a nova taxa, um curso de Pedagogia, por exemplo, vai ter cerca de R$
3,6 mil de juros em um financiamento de 100%. Antes disso, com a taxa
em 9% ao ano, pagava-se de juros aproximadamente R$ 9,9 mil. Os
cálculos são subestimados, porque não levam em
conta as atualizações dos valores das mensalidades e
servem apenas para ilustrar como a mudança refletirá no
bolso do aluno.