
18/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Atualização semestral ProUni até 28 de setembro
Projeto de mudanças na LDBE é aprovado pela Câmara e vai à sanção presidencial
Em encontro, senador defende renovação das universidades
MEC abre consulta para mudança de nomes de cursos de humanidades, exatas e comunicação
Apontamentos jurídicos sobre a avaliação de cursos e instituições de ensino superior
Dia Sem Carros e Semana do Trânsito 2009
Portaria nº 883, de 16 de Setembro de 2009
Bolsa na faculdade paga com trabalho
Câmara aprova mais verba para educação
Médico formado lá fora terá de fazer teste
MEC defende ampliação do direito à educação infantil
Despachos do Ministro em 16 de Setembro de 2009
Mudança curricular
Comissão propõe fim de disciplinas em Jornalismo
MEC defende ampliação do direito à educação infantil
Programa Erasmus Mundus para a América Latina recebe inscrições até 15 de outubro
CCJ aprova projeto que cria espaços para alfabetização de adultos
Prêmio Finep de Inovação 2009 tem 571 inscritos
Acordo com Ministério Público vai aperfeiçoar o controle
Bolsa Família beneficia 17 milhões de estudantes de baixa renda no País
Cresce demanda pelos MBAs de um ano
Secretário do MEC sugere novo modelo de gestão para Unitins
Enem: cresce a expectativa
Revolução na escola
Resolução nº 51, de 16 de Setembro de 2009
Pnad: sobe nº de alunos de nível superior na rede particular
Palestra com Fernando Henrique Cardoso (FHC) em Criciúma
Atualização semestral ProUni até 28 de setembro
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 18 de setembro de 2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
PORTARIA Nº 1.389, DE 17 DE SETEMBRO DE 2009
Estabelece o período para efetuação da
atualização de bolsas do Programa Universidade para Todos
- ProUni, referente ao segundo semestre de 2009, pelas
instituições de ensino superior participantes do programa.
A Secretária de Educação Superior, no uso de suas
atribuições, e considerando o disposto no inciso I do
art. 3o- da Portaria Normativa MEC Nº 19, de 20 de novembro de
2008, resolve:
Art. 1º As instituições de ensino superior
participantes do ProUni deverão efetuar, no período de 21
a 28 de setembro de 2009, os procedimentos de atualização
semestral das bolsas já concedidas.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
MARIA PAULA DALLARI BUCCI
Projeto de mudanças na LDBE é aprovado pela Câmara e vai à sanção presidencial
Fonte: Jornal da Educação
Os deputados aprovaram, há pouco, emenda dos senadores ao
projeto de lei do Poder Executivo que muda a Lei de Diretrizes e Bases
da Educação (LDBE) para tornar mais clara a
cooperação entre os três níveis de governo
(federal, estaduais e municipais). A emenda que havia sido aprovada
pelo Senado e foi aprovada pela Câmara dá
preferência ao ensino presencial na formação
inicial dos professores da educação básica.
A emenda dos senadores ao projeto estabelece ainda que nos cursos de
formação continuada e de capacitação dos
professores da educação básica poderão ser
usados os recursos e as tecnologias de educação à
distância, mas a preferência deve ser dada para a
modalidade presencial. Como o projeto já foi aprovado nas duas
casas legislativas, ele segue agora à sanção
presidencial.
Em encontro, senador defende renovação das universidades
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 17/09/2009
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) participou na quarta-feira de uma
palestra com os reitores das universidades federais para discutir os
rumos da educação superior no país. O encontro faz
parte de uma série de debates que a Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federias de
Ensino Superior (Andifes) está promovendo com potencias
candidatos à presidente nas eleições de 2010.
Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Cristovam defendeu
que as instituições precisam se renovar e se aproximar da
sociedade. "Universidade não deve ter ex aluno porque ele
deveria voltar sempre à instituição para se
atualizar. Ela também tem que conviver mais com aqueles que
não são universitários, com empresários e
governos", disse o senador. Na avaliação de Cristovam, as
universidades precisam se renovar constantemente, inclusive nos cursos
que oferece e nos métodos de ensino. Ele disse que hoje esse
processo é muito lento e outras instituições
acabam assumindo o papel educacional das universidades. Cristovam
também defendeu o ensino a distância e disse que a
ampliação dessa modalidade é inevitável.
"Não adianta querer frear isso. Alguns setores e algumas
disciplinas são mais presenciais do que outros, mas todos
terão que se adaptar a esse desafio. Estamos adaptados aos
endereços geográficos e não aos eletrônicos,
por isso pode ser difícil aceitar", comparou. O primeiro debate
organizado pela Andifes foi com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). A
senadora Marina Silva (PV-AC) e a ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, também já foram convidadas, mas ainda
não confirmaram participação nos próximos
eventos.
MEC abre consulta para mudança de nomes de cursos de humanidades, exatas e comunicação
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação,
16/09/2009 Da Redação em São Paulo
Após a consulta pública dos nomes dos cursos de
engenharia e ciências biológicas e da saúde,
é a vez das graduações das áreas de
comunicação, artes, humanidades e ciências exatas e
da terra passarem por uma revisão. Até o dia 16 de
outubro, os interessados em participar poderão encaminhar
sugestões sobre 52 cursos de graduação dessas
áreas. Os referenciais nacionais de graduação
servem de parâmetro para as instituições de ensino
na oferta de seus cursos. São eles que definem o perfil do
egresso, os temas que devem ser abordados durante a
formação, as possíveis áreas de
atuação dos estudantes e a infra-estrutura
que deve ser oferecida pela instituição. Veja as atuais
denominações:
As sugestões podem ser enviadas pela internet. Revisão -
A revisão dos referenciais tem o propósito de facilitar a
elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos,
orientar os estudantes nas escolhas profissionais e dar mais clareza
às empresas e órgãos públicos na
formação dos quadros de pessoal. A intenção
da Sesu (Secretaria de Educação Superior), segundo o MEC
(Ministério da Educação), é a de revisar as
denominações todos os anos, a partir de agora. Ao final
da consulta, será feita a análise das
contribuições encaminhadas e os novos
referenciais passarão a valer a partir do próximo ano. As
instituições terão prazo para fazer a
transição até o próximo ciclo avaliativo do
Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior). Os primeiros cursos a terem seus
referenciais em consulta pública foram os de engenharia e
ciências biológicas e da saúde. Ao todo, foram
recebidas mais de 2 mil sugestões de profissionais e entidades
representativas. Um grupo de especialistas trabalha no levantamento das
sugestões recebidas para que já passem a valer a partir
de 2010. *Com informações do Ministério da
Educação.
Apontamentos jurídicos sobre a avaliação de cursos e instituições de ensino superior
Fonte: Clipping Educacional Consae Revista Gestão Universitária, Edição 204
Edgar Gastón Jacobs Flores Filho
No dia 24 de agosto de 2009, o Ministério da
Educação divulgou a Portaria nº 821/2009, que
“Define procedimentos para avaliação de
Instituições de Educação Superior e Cursos
de Graduação”, oferecendo nova fórmula de
cálculo para o Conceito Preliminar de Curso – CPC, novo
sentido para o “conceito ENADE” e tratando de outros temas
relativos à avaliação. Nesse documento a
avaliação passa a ser praticamente toda voltada para
índices simplificados, aparentemente abandonando boa parte do
esforço estatístico por trás de
índices como o CPC, o Índice Geral de Curso – IGC e
o Conceito ENADE. As regras claras sobre avaliação de
Instituições de Ensino que possuem campi fora de sede, a
limitação das avaliações do ciclo 2007/2009
aos cursos presenciais e a limitação do número de
avaliadores, também apontam no sentido de uma
“racionalização” dos processos avaliativos.
Nesse sentido, vale lembrar que o art. 7º, da Portaria MEC nº
1027/2006 previa até oito avaliadores e que não havia
disposição legal excluindo a avaliação dos
campi fora de sede ou dos cursos na modalidade à
distância. Além destas medidas, destaco a
integração do cadastro nacional e único de
avaliadores (BASis) com o e–MEC, que certamente permitirá,
no futuro, verificar eventuais relações de avaliadores
com instituições avaliadas. Mas mesmo diante desta
amplitude de temas, entendo que as mais importantes medidas foram
aquelas relativas aos índices de avaliação de
cursos e das instituições. Por isso, precisamos, analisar
separadamente estes temas.
CPC 2008 - VARIÁVEIS E PESOS
Conceito ENADE - 40%
IDD - 30%
INSUMOS - 30%
VARIÁVEL “INSUMOS” - (subdivisão)
Infra-estrutura e instalações físicas - 10,20%
Recursos Didáticos - 27,10%
Corpo docente (% de doutores) - 38,90%
Corpo Docente (regime de trabalho) - 23,80%
CPC 2009 - VARIÁVEIS E PESOS
ENADE
Concluintes - 15%
Ingressantes - 15%
IDD - 30%
INSUMOS - 40%
VARIÁVEL “INSUMOS” - (subdivisão)
Infra-estrutura - 5%
“questão pedagógica” - 5%
Corpo docente (% de doutores) - 20%
Corpo Docente (% de mestres) - 5%
Corpo Docente (regime de trabalho) – 5%
Num primeiro olhar, duas alterações são
evidentes: o peso da variável INSUMOS aumentou em
relação ao peso das respostas das provas do ENADE (que
determinam, também, o valor do IDD); e na variável
“corpo docente” passou a ter peso o percentual de
professores mestres. O aumento do peso da variável INSUMOS,
apesar de pequeno, parece ser uma valorosa inovação.
Afinal, quanto menos a avaliação depender do desempenho
no ENADE mais as Instituições de Ensino terão de
preocupar-se com os meios necessários para um bom ensino. Esta
modificação afasta um pouco o foco do
“resultado” que, no senso comum equivale ao desempenho dos
alunos. E, em virtude disso, reduz a possibilidade de
criação de “grandes cursinhos” focados e
formatados pelo ENADE. Como tive oportunidade de ouvir de um bom aluno
do curso de MBA em gestão educacional: a fórmula anterior
do CPC era, de certa forma, perversa, pois permitia que um bom
desempenho no ENADE dispensasse outras preocupações.
Isso, facilita, dizia ele, a atuação voltada para o
mercado e inibe medidas ousadas como currículos diferenciados ou
abordagem de novos conteúdos. O cálculo era simples: como
as Instituições de Ensino perseguiam, no mínimo, a
nota “3”, numa escala de “5”, os 70% do ENADE
já garantiam o desempenho básico (70% de 5 pontos
é igual a 3,5). Por isso, em tese, uma faculdade poderia
“treinar nem” seus alunos para responder a prova do ENADE,
deixando em segundo plano os regimes de dedicação, a
melhoria da infra-estrutura e os recursos didáticos.
Nesse ponto, a alteração promovida pela Portaria MEC
nº 821/2009, mesmo sendo tímida, já configura um
incentivo maior para a preocupação com os INSUMOS. Por
outro lado, quando observamos a subdivisão da variável
INSUMOS, constatamos que os componentes de avaliação dos
meios usados para o ensino receberam percentuais em números
absolutos, aumentando a qualidade da informação.
Porém, estes valores provavelmente não resultam de uma
regressão feita com critérios estatísticos, ou
seja, não refletem o percentual de importância de cada
item na composição de um bom desempenho. A
dimensão e os impactos dessa modificação devem ser
avaliados pelos profissionais da área de estatística, mas
mesmo na visão de um leigo a substituição de
índices como 38,20% e 27,10% por índices como 20% e 5%
parece carecer de fundamentação técnica. A boa
novidade, com relação aos componentes dos INSUMOS,
é a inclusão de percentual relativo aos professores com
título de mestre. E outra modificação digna de
nota é a redução considerável da
importância dos regimes docentes – dedicação
parcial e integral –, que pode até ser justa para as
faculdades. Todavia, uma análise mais aprofundada dos INSUMOS e
do novo CPC somente poderá ser feita quando notas
técnicas ou novas portarias esclarecerem o que significa
“infra-estrutura” e “questão
pedagógica”; indicando como e de onde serão
extraídos os dados para quantificar estes parâmetros.
Nesse sentido, observe-se que, ao contrário da
situação anterior, não houve uma
divulgação de qual seria o item determinante da
questão pedagógica e da infra-estrutura (numa nota
técnica divulgada em 2008, os recursos didáticos, por
exemplo, eram avaliados em função dos planos de ensino e
a infra-estrutura ficou vinculada aos equipamentos para aulas
práticas). Isso provoca incerteza, pois não é
possível saber se a “questão
pedagógica” equivale aos “recursos
didáticos” da fórmula anterior, ou mesmo saber o
que significa, exatamente, “infra-estrutura”. Além
disso, também não é possível saber se a
quantificação destas variáveis será feita
com base nos questionários preenchidos pelos alunos, como era
antes, ou se resultará de um cadastro específico, ou do
relatório de autoavaliação. Portanto, para suprir
a indefinição e justificar a simplificação
ocorrida nos componentes da variável INSUMOS ainda devem surgir
novas regras e novos fatos, que provavelmente serão apresentados
em nota ou resumo técnico.
Sobre o Índice Geral de Curso (art. 3º)
Em decorrência da modificação nas variáveis
que compõem o CPC, os Índices Gerais de Curso, que
resultam da média ponderada dos Conceitos Preliminares dos
cursos da Instituições de Ensino, serão alterados.
E além de serem modificados quantitativamente, os IGC’s
ganham também uma maior amplitude, pois segundo a Portaria MEC
nº 821/2009: O Índice Geral de Curso - IGC, criado pela
Portaria Nº 12, de 05 de setembro de 2008, servirá de
referência para o processo avaliativo, quando da visita in loco
para avaliação institucional externa (art. 3º). Os
novos IGC’s serão a referência para as
avaliações externas, passando a ser mais do que um dado
importante nas estratégias de marketing e nos processos de
supervisão. Este dispositivo, que segue a direção
já apontada pela Portaria MEC nº 12/2008, é uma
aplicação às avessas da regra prevista na Lei
10.861/2004 (Lei do SINAES), que afirmava: Os resultados da
avaliação referida no caput deste artigo
constituirão referencial básico dos processos de
regulação e supervisão da educação
superior (art. 2º, parágrafo único, grifo nosso).
Como podemos constatar, na MEC nº 821/2009, ao contrário do
que se prevê na Lei do SINAES é o índice usado para
a supervisão que passará a ser utilizado como referencial
para a avaliação. Esta é uma inversão de
papeis de duvidosa constitucionalidade, afinal a Lei do SINAES
prevê que a avaliação das
Instituições de Ensino terá por objetivo
identificar o seu perfil e o significado de sua atuação,
por meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores,
considerando as diferentes dimensões institucionais (art.
3º). E não consigo imaginar que um índice baseado no
resultado de uma prova e nalguns dados frios identifica o “perfil
e o significado de atuação” de uma
Instituição de Ensino e considera, concretamente, as
diferentes dimensões institucionais. Em
resumo, trata-se de uma aplicação equivocada
da expressão “referência”, que inverte os
termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei do SINAES
e vincula o complexo processo de avaliação a um indicador
que não está previsto nesta lei.
Sobre o Conceito ENADE (art. 5º) - Por fim, reservei um tema
não menos importante: A alteração do
“conceito ENADE”. No site do INEP, encontramos uma
explicação sobre como se calculava o Conceito ENADE:
Calcula-se o conceito do curso pela média ponderada da nota
padronizada dos concluintes no componente específico, da nota
padronizada dos ingressantes no componente específico e da nota
padronizada em formação geral (concluintes e
ingressantes), possuindo estas, respectivamente, os seguintes pesos:
60%, 15% e 25%. Assim, a parte referente ao componente
específico contribui com 75% da nota final do curso, enquanto
que a parte de formação geral contribui com 25%. O
conceito é apresentado em cinco categorias (1 a 5), sendo que 1
é o resultado mais baixo e 5 é o melhor resultado
possível, na área (disponível em:
http://www.inep.gov.br/superior/enade
/perguntas_frequentes.htm. Acesso em 27 de agosto de 2009). Na Portaria
MEC nº 821/2009, essa definição tornou–se
extremamente simplificada: Art. 5º Para o cálculo do
conceito do ENADE será considerado apenas o desempenho dos
concluintes. O Conceito ENADE deixa de ser um índice sofisticado
e passa e ser algo equivalente ao Provão, uma
tabulação do resultado de uma prova. E em
decorrência desta simplificação parece estar
reiterada reiterando a tendência manifestada no caso dos
componentes da variável INSUMO. Ou seja, o Ministério da
Educação mais uma vez dispensa os critérios
estatísticos e procura usar uma
informação fácil e direta. Esta mudança
talvez seja a mais emblemática, pois aparentemente representa um
passo a trás. Trata–se do reconhecimento de que o complexo
e bem elaborado sistema de avaliação criado em 2004
é inviável, diriam algumas pessoas. No entanto, ainda
podemos interpretar esta alteração como uma tentativa de
tornar viável o SINAES, com o Governo atuando de forma mais
simples, mas não menos interessado numa avaliação
multidimensional e democrática. Um indicativo da
manutenção dos preceitos da avaliação
multidimensional é que o art. 6º, da Portaria em foco,
trata do envio dos relatórios de autoavaliação
institucional. Neste caso, a dimensão prática, ou seja, a
utilidade que for atribuída a estes relatórios
poderá propiciar uma avaliação condizente com a
sistema concebido em 2003-2004. Por enquanto, resta esperar o que
virá a seguir.
Conclusão - Como podemos constatar, a pequena norma de apenas
oito artigos, pode causar grande repercussão nos processos de
avaliação dos cursos e das instituições de
ensino superior. Haverá uma simplificação, ou uma
“racionalização” como se diz em
relação a processos, que pode ser de grande valia para a
efetiva implementação de uma avaliação
institucional no país. Mas esta simplificação
também poderá gerar dados incorretos e, pior,
poderá favorecer a criação de um “valor de
mercado” baseado apenas em números absolutos e resultados
de provas feitas por alunos. Enfim, são estas as partes da nova
Portaria sobre a avaliação que gostaria de destacar nesse
momento inicial. Muitas de minhas constatações me
despertam uma sincera preocupação, mas entendo que os
sistemas regulatórios são sempre abertos e
flexíveis permitindo experimentações e ajustes de
rumo.
Dia Sem Carros e Semana do Trânsito 2009
Fonte: Associação do Ciclousuários da Grande Florianópolis
A Semana Nacional do Trânsito ocorre todo ano, no Brasil, de 18 a 25 de setembro.
No 22 de setembro ocorre, em várias cidades do mundo, o Dia Sem Carros.
o Dia mundial sem carro é um movimento que começou em
algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20,
e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada
edição mais adesões nos cinco continentes.
Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas
causados pelo uso massivo de automóveis como forma de
deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao
uso de meios de transporte sustentáveis nos quais a bicicleta
é o grande vedete.
Veja a programação nas mais diversas cidades http://www.viaciclo.org.br .

Portaria nº 883, de 16 de Setembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:59 hs.
Estabelece as diretrizes nacionais para o funcionamento dos
Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à
Formação Docente, criados pelo Decreto 6.755, de 29 de
Janeiro de 2009.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1746.pdf"
Fonte: Publicação no DOU n.º 178
Bolsa na faculdade paga com trabalho
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 17/09/2009 - Belo Horizonte MG
Câmara dos Deputados aprova novas regras para o Fies, como
prestação de serviços no setor público para
diminuir dívida
Rodrigo Couto
Brasília – Estudantes de medicina e das licenciaturas que
recorreram ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para conseguir o
diploma de ensino superior poderão abater 1%, a cada mês,
sobre o saldo devedor se aceitarem lecionar na rede pública de
ensino ou atender pacientes que participam do Programa Saúde da
Família. O benefício, aprovado pelo plenário da
Câmara dos Deputados na noite de terça-feira, deve ser
calculado a cada 12 meses, depois de um período mínimo de
um ano de trabalho. Pela proposta, durante o tempo da concessão
do desconto, os universitários não precisarão
pagar a prestação devida.
A possibilidade de trocar trabalho por redução na
dívida pode beneficiar 108.172 pessoas de todo o país,
sendo 8.134 graduandos da área de saúde e outros 100.038
da parte educacional. O Ministério da Educação
(MEC) não tem estimativas por unidade da
federação, mas se sabe que 13.513 alunos do Distrito
Federal, de todos os cursos, têm contratos ativos com o fundo.
Líder do movimento Fies Justo, Daniela Pellegrini comemora, em
parte, a aprovação do projeto pela Câmara.
“É bom somente para os novos contratos que
serão fechados. Entretanto, os estudantes que já se
formaram e ainda estão pagando as prestações
não serão beneficiados em nada por essa proposta. Nos
velhos contratos, por exemplo, os alunos chegam a pagar até
três vezes o valor do curso superior. Isso ainda vai continuar,
mesmo que o texto seja aprovado pelo Congresso”, critica a
representante dos universitários que recorreram ao fundo. Autor
do Projeto de Lei 4881/09, texto-matriz que engloba outros projetos
apensados e que muda as regras do Fies, o deputado Gilmar Machado
(PT-MG) lamentou o fato de o substitutivo não ter
incluído o mesmo desconto aos enfermeiros e dentistas.
“Mesmo com essa baixa, foi uma vitória para os professores
e médicos de todo o Brasil”, observou.
No caso dos alunos de cursos de licenciatura, o benefício
só pode ser usufruído para quem aceitar ministrar aula na
rede pública de educação básica e cumprir
jornada mínima de trabalho de 20 horas por semana. As
condições estabelecidas aos médicos
recém-formados preveem que devem atuar em áreas com
déficit de pessoal, de acordo com projeções
do Ministério da Saúde. Esses profissionais,
segundo a proposta, ainda terão adiamento da carência para
quitar as parcelas de empréstimo enquanto cursarem
residência médica considerada como especialidade
prioritária pelo governo federal.
ORÇAMENTO Caso seja aprovado até fim deste ano pelo
Senado, o impacto previsto pela União do abono na dívida
dos estudantes de medicina e licenciatura que recorreram ao Fies
é estimado em R$ 19,6 milhões. Em 2010, o valor
será reduzido para R$ 17,3 milhões. Outra mudança
prevista no projeto é a diminuição dos juros do
financiamento do Fies de 6,5% para 3,5% ao ano, definida pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) e válida para todos os cursos. A
proposição estabelece ainda que o prazo final para
encerrar a dívida se elevará para até três
vezes o tempo do curso, ante duas vezes o tempo de permanência na
faculdade. Na opinião do ministro da Educação,
Fernando Haddad, as novas regras do Fies vão permitir que mais
pessoas tenham acesso à educação superior.
“A mudança tem o objetivo de trazer maior justiça
social. É um subsídio estatal para que o estudante possa
se graduar.”
Câmara aprova mais verba para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 17/09/2009 - São Paulo SP
Proposta prevendo que o governo poderá reter cada vez menos
recursos do setor até 2011 passa em primeiro turno. Texto
permite, na prática, que Orçamento da
educação receba um incremento de R$ 3 bilhões
já neste ano e de R$ 7 bilhões em 2010
LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A educação poderá receber cerca de R$ 7
bilhões a mais no Orçamento a partir de 2010. A
Câmara dos Deputados aprovou ontem, em primeiro turno, a PEC
(proposta de emenda à Constituição) que acaba com
a retenção de recursos da educação por meio
da DRU (Desvinculação de Receitas da União). A
proposta precisa ser aprovada em segundo turno para voltar para o
Senado, pois foi modificada na Câmara. Criada em 1994 com o nome
de Fundo Social de Emergência, a DRU permite à
União retirar da área 20% dos recursos que, pela
Constituição, teriam que ser destinados ao setor. A PEC
prevê que o mecanismo seja reduzido gradualmente até
2011. O percentual passaria a 12,5% já neste ano, o que pode
representar aumento de cerca de R$ 3 bilhões no Orçamento
da área, de acordo com o relator da proposta, deputado
Rogério Marinho (PSDB-RN).
Estima-se que, após a extinção da DRU em 2011, o
Orçamento federal para a educação cresça
aproximadamente R$ 10,5 bilhões. Parte do valor poderia ser
repassado a Estados e municípios, responsáveis pela
oferta do ensino médio e da pré-escola, respectivamente.
O Orçamento da educação neste ano é de
cerca de R$ 41 bilhões. A previsão para o
próximo ano é de R$ 50 bilhões. A PEC
também torna obrigatório o ensino para crianças e
jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa
etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos
da pré-escola e o ensino médio. Durante a
tramitação da proposta, a mudança da
obrigatoriedade do ensino foi apoiada pelo Ministério da
Educação. Pela Constituição, os pais e o
poder público podem ser responsabilizados pelas crianças
fora da escola. "Isso deverá incluir cerca de 3,6 milhões
de crianças e jovens no sistema de ensino", disse o
deputado.
Médico formado lá fora terá de fazer teste
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 17/09/2009 - São Paulo SP
Exames teórico e prático serão necessários
para validar diploma, segundo normas divulgadas pelo Ministério
da Educação. Hoje a revalidação demora
cerca de 4 anos e depende de processo burocrático; nova medida
deverá beneficiar de 4.000 a 5.000 estudantes
LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os estudantes que cursaram medicina fora do país poderão
revalidar seus diplomas fazendo um exame padrão. As provas
teórica e prática serão montadas a partir de uma
matriz curricular, que já foi aceita por 16 universidades
públicas. As regras foram publicadas ontem no "Diário
Oficial da União", e a expectativa do Ministério da
Educação é que a primeira prova seja aplicada no
início do próximo ano. O novo processo deverá
beneficiar entre 4.000 e 5.000 recém-formados, na estimativa do
Ministério da Saúde. Hoje, para exercer a medicina no
Brasil, é preciso "nacionalizar" o diploma: o estudante formado
fora do país precisa procurar uma universidade pública,
onde uma banca avalia se a grade curricular do curso é
compatível com a que a instituição brasileira
oferece. "O processo hoje é burocrático e longo, uma
verdadeira via-crúcis para o estudante. Foi preciso estabelecer
regras claras, organizadas", disse Francisco Campos, secretário
de Gestão do Trabalho e Educação na
Saúde. Segundo ele, atualmente o interessado leva, em
média, quatro anos para revalidar o diploma de medicina. Apesar
de reduzir o tempo para a revalidação do diploma, o novo
processo irá perseguir a qualidade, de acordo com ele.
"Deverá, sim, ser uma prova difícil, que exija muito
estudo", disse.
Regras - As regras publicadas ontem pelos ministérios da
Saúde e da Educação trazem os conteúdos que
serão exigidos dos formados no exterior. A matriz curricular
-com as habilidades e competências exigidas para quem quer ser
médico no país- foi formada com a ajuda de 16
universidades. "É como um guia de estudo. Fica claro que
será cobrado do estudante", avaliou Ana Estela Haddad, diretora
do Departamento de Gestão da Educação na
Saúde. Para participar do exame padrão, os
recém-formados terão de se inscrever para a prova,
organizada pelo Inep (órgão do MEC), e precisam ter
passado por pelo menos 7.200 horas/ aula, que é a carga
horária do currículo brasileiro.
O MEC ainda não definiu se o exame único será
feito uma ou duas vezes ao ano. "Primeiro, vamos fazer o teste", disse
Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação
Superior do ministério. A estimativa é que de 2% a 5% do
total de médicos que atuam no Brasil tenham feito
graduação no exterior. De acordo com o secretário
Francisco Campos, um quarto dos médicos dos Estados Unidos, por
exemplo, não passou por universidades americanas. No Reino
Unido, um quarto da força de trabalho tem diploma de fora. Para
Edson de Oliveira Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina,
a medida é um avanço. "Sempre defendemos que deveria
haver uma regra nacional, uniforme. Os estudantes precisam saber quais
são as regras do jogo, de forma clara", afirmou.
MEC defende ampliação do direito à educação infantil
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 16/09/2009
A secretária de Educação Básica do
Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar
Lacerda, disse que o grande desafio da educação nos
primeiros anos é consolidar a identidade da
educação infantil como a primeira etapa da
educação básica e ampliar a sua oferta.
“Até 2000, as creches estavam vinculadas à
assistência social, não havia clareza da
educação infantil como direito”, explicou. A
secretária destacou que o poder público é obrigado
a oferecer vagas de educação infantil. “A
matrícula não é obrigatória, mas a oferta
da vaga é”, enfatizou.
As políticas públicas voltadas para a
educação infantil foram debatidas nesta terça, 15,
no colóquio “Cultura e Primeira Infância”, uma
realização da Embaixada da França, com
colaboração do Ministério da
Educação (MEC). Professores, estudantes e pedagogos que
presenciaram os debates receberam informações sobre os
programas do ministério voltados para a educação
infantil, como o Programa Nacional de Reestruturação e
Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação
Infantil (Proinfância), e também sobre o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb).
Para ampliar a oferta de vagas na 1ª etapa da
educação básica, o MEC criou em 2007 o
Proinfância, programa voltado para a construção de
creches e pré-escolas. Em seus dois primeiros anos
de existência, o Proinfância atendeu a 979
municípios ao construir 1016 escolas de educação
infantil, somando investimento total de R$ 714 milhões. A
previsão de atendimento para 2009 é de 700 novas
unidades. Pilar também enfatizou a importância do Fundeb
para a educação infantil. Além das creches e
pré-escolas públicas, o fundo atende as
instituições comunitárias, confessionais ou
filantrópicas sem fins lucrativos para a oferta de
educação infantil. Para que isso ocorra, é
necessário que essas instituições assinem um
convênio com a secretaria municipal de educação.
Neste ano, o ministério lançou uma
publicação para auxiliar a assinatura deste
convênio. (Portal MEC)
Despachos do Ministro em 16 de Setembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:14 hs.
17/09/2009 - DESPACHOS DO MINISTRO
Em 16 de setembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 13/2009, do Conselho Pleno do Conselho Nacional de
Educação, que conhece do recurso para, no mérito,
negar-lhe provimento, mantendo os efeitos da decisão contida no
Parecer CNE/CES nº 25/2008, contrária ao credenciamento da
Faculdade Wellington, que seria instalada na cidade de São
Paulo, Estado de São Paulo, conforme consta dos Processos
nºs 23001.000043/2008-46 e 23000.003252/2006-90.
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 14/2009, do Conselho Pleno do Conselho Nacional de
Educação, que conhece do recurso para, no mérito,
dar-lhe provimento, no sentido de autorizar o aluno Roosevelt Eduardo
Souza, regularmente matriculado no curso de Medicina da Universidade
Severino Sombra (USS), sob o nº 051101084, localizada em
Vassouras, Estado do Rio de Janeiro, a realizar o estágio
curricular supervisionado obrigatório, em regime de internato,
no Hospital Irmã Dulce (Hospital Santo Antônio -
Associação Obras Assistenciais Irmã Dulce), em
Salvador, BA. O requerente deverá cumprir as atividades do
estágio de acordo com os critérios previstos no Projeto
Pedagógico do seu curso de Medicina e as condições
de supervisão docente-profissional estabelecidas nas Diretrizes
Curriculares Nacionais desse curso, bem como nas demais normas
estabelecidas no convênio entre a Universidade Severino Sombr a e
a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (Hospital
Santo Antônio), conforme consta dos Processos nºs
23001.000109/2009-89 e 23001.000220/2008-94.
FERNANDO HADDAD
Publicação no DOU n.º 178, de 17.09.2009, Seção 1, página 26
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 16 de setembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 217/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação, que conhece do
recurso para, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo os
efeitos da Portaria nº 743, de 29 de outubro de 2008, da
Secretaria de Educação Superior do Ministério da
Educação, desfavorável à
autorização do curso de Letras, licenciatura, com
habilitações em Língua Portuguesa e em
Língua Inglesa e respectivas Literaturas, pleiteado pela
Faculdade das Américas, mantida pela Sociedade Educacional das
Américas, conforme consta do Processo no 23001.000223/2008-28.
Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, o
Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer no
236/2009, da Câmara de Educação Superior do
Conselho Nacional de Educação, que responde consulta de
interesse do Ministério Público Federal/Procuradoria da
República no Município de Bauru, no sentido de que
não há necessidade de emissão de nova norma
emanada por este Conselho, conforme consta do Processo no
23001.000151/2009-08.
FERNANDO HADDAD
(Publicação no DOU n.º 178, de 17.09.2009, Seção 1, página 26)
Fonte: DOU n.º 178 - 17-09-2009
Despachos do Ministro em 18 de Setembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:05 hs.
18/09/2009 - DESPACHOS DO MINISTRO
Em 17 de setembro de 2009
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 221/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento da Faculdade de Tecnologia do
Istituto Europeo di Design, a ser estabelecida à Rua
Maranhão, Nº 617, Higienópolis, no município
de São Paulo, no Estado de São Paulo, mantida pelo
Istituto Europeo di Design - São Paulo, com sede na mesma cidade
e Estado, até o primeiro ciclo avaliativo do SINAES a se
realizar após a homologação deste Parecer, nos
termos do disposto no art. 10, § 7º , do Decreto Nº
5.773/2006, com redação dada pelo Decreto Nº
6.303/2007, observado o prazo máximo de 3 (três) anos,
conforme o art. 13, § 4º, daquele Decreto, conforme consta do
processo e-MEC nº 20077808.
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 224/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento da Faculdade Marechal Cândido
Rondon (FAMAR), a ser instalada na Rua Almirante Barroso, Nº
1.335, Centro, no município de Ji-Paraná, Estado de
Rondônia, mantida pela Sociedade Educacional Ji-Paraná
Ltda. (SOEJI), com sede no mesmo município, até o
primeiro ciclo avaliativo do SINAES a se realizar após a
homologação deste Parecer, nos termos do art. 10, §
7º , do Decreto Nº 5.773/2006, com redação dada
pelo Decreto Nº 6.303/2007, observado o prazo máximo de 3
(três) anos, fixado no art. 13, § 4º, daquele Decreto,
conforme consta do processo e-MEC nº 20072875.
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 225/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento das Faculdades COC de Maceió,
a serem instaladas na Rua Senador Rui Palmeira, Nº 1.200, bairro
Ponta Verde, no município de Maceió, Estado de Alagoas,
mantida pela União dos Cursos Superiores COC Ltda., com sede no
município de Ribeirão Preto, no Estado de São
Paulo, até o primeiro ciclo avaliativo do SINAES a se realizar
após a homologação deste Parecer, nos termos do
art. 10, § 7º , do Decreto Nº 5.773/2006, com
redação dada pelo Decreto Nº 6.303/2007, observado o
prazo máximo de 3 (três) anos, fixado no art. 13, §
4º, daquele Decreto, conforme consta do processo e-MEC nº
20078454.
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 229/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento da Faculdade Anhanguera de
Sumaré, a ser instalada na Avenida Eugênio Biancalana
Duarte, Nº 501, bairro Jardim Primavera, no município de
Sumaré, Estado de São Paulo, mantida pela Anhanguera
Educacional S.A., com sede no município de Valinhos, Estado de
São Paulo, até o primeiro ciclo avaliativo do SINAES a se
realizar após a homologação deste Parecer, nos
termos do art. 10, § 7º , do Decreto Nº 5.773/2006, com
redação dada pelo Decreto Nº 6.303/2007, observado o
prazo máximo de 3 (três) anos, fixado no art. 13, §
4º, daquele Decreto, conforme consta do processo e-MEC nº
20073976.
FERNANDO HADDAD
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 230/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento da Faculdade Educacional de
Francisco Beltrão, a ser instalada na Av. União da
Vitória, Nº 14, Bairro Miniguaçu, no
município de Francisco Beltrão, no estado do
Paraná, mantida pela União de Ensino do Sudoeste do
Paraná S/C Ltda., com sede no município Dois Vizinhos, no
estado do Paraná, até o primeiro ciclo avaliativo do
SINAES a se realizar após a homologação deste
Parecer, nos termos do disposto no art. 10, § 7º , do Decreto
Nº 5.773/2006, com redação dada pelo Decreto Nº
6.303/2007, observado o prazo máximo de 3 (três) anos,
conforme o art. 13, § 4º, daquele Decreto, conforme consta do
processo e-MEC nº 200800245.
Nos termos do Art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 232/2009, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação,
favorável ao credenciamento do Instituto de
Pós-Graduação & Graduação, a ser
instalado na Rua T-55, Nº 580, Quadra 96, Lote 11, bairro Setor
Bueno, no município de Goiânia, Estado de Goiás,
mantido pelo Instituto de Pós-Graduação Ltda., com
sede no mesmo município, até o primeiro ciclo avaliativo
do SINAES a se realizar após a homologação deste
Parecer, nos termos do disposto no art. 10, § 7º , do Decreto
Nº 5.773/2006, com redação dada pelo Decreto Nº
6.303/2007, observado o prazo máximo de 3 (três) anos,
conforme o art. 13, § 4º, daquele Decreto, conforme consta do
processo e-MEC nº 200801073.
FERNANDO HADDAD
Fonte: DOU n.º 179 - 18.09.2009
Mudança curricular
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:21 hs.
A comissão encarregada de formular novas diretrizes para cursos
de Jornalismo apresenta nesta sexta-feira suas propostas ao ministro da
Educação, Fernando Haddad. O projeto prevê um novo
formato, em que o ensino por disciplinas dará lugar à
execução de projetos integrados, formulados de acordo com
seis áreas de conhecimento. A intenção, explica o
presidente da comissão, José Marques de Melo, professor
da Universidade Metodista de São Paulo, é fazer com que o
ensino teórico e prático seja feito de forma
simultânea. “Não tentamos reinventar a roda, mas
criar um modelo de ensino dinâmico, que possa ser
aperfeiçoado a cada momento”, conta Melo.
A ênfase nas atividades práticas vai além da grade
curricular. O projeto prevê o retorno do estágio
supervisionado no fim da graduação, que permanece com
quatro anos. “Não seria uma atividade solta. Ela tem de
estar integrada a um projeto, supervisionado pelo professor”,
relata. Além do retorno do estágio, o grupo recomenda a
separação do curso da grande área de
Comunicação Social, formato criado na década de
80. Autonomia A mudança, avalia a comissão, resgataria a
autonomia e identidade do curso.
O grupo quer ainda que o curso passe a ter 3,2 mil horas/aula, e
não mais 2,8 mil horas/aula como é exigido hoje. A ideia
de criar um mestrado profissionalizante não foi discutida.
“Nossa intenção foi aperfeiçoar a
graduação. Apresentar um modelo que privilegie a
área de humanidades, em que teoria da comunicação
seja ensinada ao lado da aplicação de tecnologias”.
Integrada por sete especialistas, a comissão foi formada pelo
Ministério da Educação em fevereiro passado. O
projeto que será apresentado hoje é fruto da
análise de propostas de representantes de entidades de classe,
docentes e profissionais.
Fonte: Jornal da Cidade - Sergipe - SE
Comissão propõe fim de disciplinas em Jornalismo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.
Projeto será entregue hoje ao ministro Fernando Haddad
Lígia Formenti, BRASÍLIA
A comissão encarregada de formular novas diretrizes para cursos
de Jornalismo apresenta hoje suas propostas ao ministro da
Educação, Fernando Haddad. O projeto prevê um novo
formato, em que o ensino por disciplinas dará lugar à
execução de projetos integrados, formulados de acordo com
seis áreas de conhecimento.
Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência
do diploma de jornalista para exercer a profissão. A
decisão, para um grupo de observadores, pode provocar uma queda
significativa na procura de cursos de graduação nesta
área.
A intenção, explica o presidente da comissão,
José Marques de Melo, professor da Universidade Metodista,
é fazer com que o ensino teórico e prático sejam
feitos de forma simultânea. "Não tentamos reinventar a
roda, mas criar um modelo de ensino dinâmico, que possa ser
aperfeiçoado a cada momento", conta Melo.
A nova ênfase nas atividades práticas vai além da
grade curricular. O projeto prevê o retorno do estágio
supervisionado no fim da graduação, que permanece com
quatro anos. "Não seria uma atividade solta. Ela tem de estar
integrada a um projeto, supervisionado pelo professor", relata.
Além do retorno do estágio, o grupo recomenda a
separação do curso da grande área de
Comunicação Social, formato criado na década de 80.
A mudança, avalia a comissão, resgataria a autonomia e
identidade do curso. O grupo quer ainda que o curso passe a ter 3,2 mil
horas/aula e não mais 2,8 mil horas/aula, como é exigido
hoje. A ideia de criar um mestrado profissionalizante não foi
discutida. "Nossa intenção foi aperfeiçoar a
graduação. Apresentar um modelo que privilegie a
área de humanidades, em que teoria da comunicação
seja ensinada ao lado da aplicação de tecnologias."
Integrada por sete especialistas, a comissão foi formada pelo
Ministério da Educação em fevereiro. O projeto que
hoje será apresentado é fruto da análise de
propostas de representantes de entidades de classe, docentes e
profissionais. Três audiências públicas - no Rio,
Recife e São Paulo - também foram realizadas para
discutir novos formatos. Após análise do ministro, o
projeto parte para a análise do Conselho Nacional de
Educação, que pode ou não acatar as
mudanças.
O conjunto de propostas surge em um momento em que a
atenção se volta para o destino dos cursos de Jornalismo.
Para Melo, o diploma não se desvalorizou. "O importante é
tornar o curso atrativo. "
ALTERAÇÕES SUGERIDAS
Área
O grupo recomenda a separação do Jornalismo da
Comunicação Social, formato criado na década de
80, para resgatar a autonomia e identidade do curso
Formato
Hoje, o curso de Jornalismo é composto por várias
disciplinas. Elas dariam lugar a um projeto integrado, formulado de
acordo com seis áreas de conhecimento
Carga horária
Seria ampliada de 2,8 mil horas/aula para 3,2 mil horas/aula
Estágio
O projeto propõe um estágio supervisionado no fim da
graduação, o que não existe atualmente
Fonte: O Estado de São Paulo
MEC defende ampliação do direito à educação infantil
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 16/09/2009
A secretária de Educação Básica do
Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar
Lacerda, disse que o grande desafio da educação nos
primeiros anos é consolidar a identidade da
educação infantil como a primeira etapa da
educação básica e ampliar a sua oferta.
“Até 2000, as creches estavam vinculadas à
assistência social, não havia clareza da
educação infantil como direito”, explicou. A
secretária destacou que o poder público é obrigado
a oferecer vagas de educação infantil. “A
matrícula não é obrigatória, mas a oferta
da vaga é”, enfatizou.
As políticas públicas voltadas para a
educação infantil foram debatidas nesta terça, 15,
no colóquio “Cultura e Primeira Infância”, uma
realização da Embaixada da França, com
colaboração do Ministério da
Educação (MEC). Professores, estudantes e pedagogos que
presenciaram os debates receberam informações sobre os
programas do ministério voltados para a educação
infantil, como o Programa Nacional de Reestruturação e
Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação
Infantil (Proinfância), e também sobre o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb).
Para ampliar a oferta de vagas na 1ª etapa da
educação básica, o MEC criou em 2007 o
Proinfância, programa voltado para a construção de
creches e pré-escolas. Em seus dois primeiros anos
de existência, o Proinfância atendeu a 979
municípios ao construir 1016 escolas de educação
infantil, somando investimento total de R$ 714 milhões. A
previsão de atendimento para 2009 é de 700 novas
unidades. Pilar também enfatizou a importância do Fundeb
para a educação infantil. Além das creches e
pré-escolas públicas, o fundo atende as
instituições comunitárias, confessionais ou
filantrópicas sem fins lucrativos para a oferta de
educação infantil. Para que isso ocorra, é
necessário que essas instituições assinem um
convênio com a secretaria municipal de educação.
Neste ano, o ministério lançou uma
publicação para auxiliar a assinatura deste
convênio. (Portal MEC)
Programa Erasmus Mundus para a América Latina recebe inscrições até 15 de outubro
Fonte: Jornal da Educação IPAE 091
O programa Erasmus Mundus lança uma chamada para o "Janela de
Cooperação Externa" da Região da América
Latina. As inscrições estarão abertas até o
dia 15 de outubro.
A Janela de Cooperação Externa do programa Erasmus Mundus
visa à promoção da cooperação entre
as instituições de ensino superior e o intercâmbio
de estudantes e docentes dos estados-membros da União Europeia e
de países terceiros. Os candidatos selecionados para
intercâmbio deverão começar suas atividades no
máximo até 1º de setembro de 2010. A
duração de um projeto não deve ultrapassar 48
meses.
O projeto se comporá de duas partes principais: as atividades da
parceria para a organização do intercâmbio e a
transferência das melhores práticas; e a
realização de intercâmbio individual para os
estudantes e os docentes. Mais informações:
http://eacea.ec.europa.eu
CCJ aprova projeto que cria espaços para alfabetização de adultos
Fonte: Jornal da Educação IPAE 095
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
do Senado aprovou nesta manhã projeto de lei do senador
Cristovam Buarque (PDT-DF) que obriga instituições
públicas de educação básica, superior e
profissionalizante a ceder salas de aula e outras
instalações para o funcionamento de classes de
alfabetização de jovens e adultos desenvolvidos pela rede
pública ou entidades da sociedade civil.
A obrigatoriedade se aplica a instituições das redes
federal, estadual e municipal. Agora, a matéria será
apreciada na Comissão de Educação e, se aprovada,
será remetida direto para a Câmara dos Deputados, uma vez
que tramita em caráter terminativo, ou seja, não passa
pela avaliação do Plenário.
Prêmio Finep de Inovação 2009 tem 571 inscritos
Fonte: Fapesc
Em todas as regiões o número de candidatos foi maior que o do ano passado
A 12ª edição do Prêmio Finep de
Inovação, aberto a empresas de todos os portes,
instituições de pesquisa, e inventores recebeu 571
inscrições, número que superou as expectativas dos
coordenadores. A região sudeste disparou na frente com 210
candidatos, aumento real de 355% em relação ao ano
passado. Só o estado de São Paulo teve 129 inscritos, o
maior número desde a criação do Prêmio, em
1998. O prazo para concorrer à premiação terminou
na sexta-feira (11/9).
Em todas as regiões, os números ultrapassaram os do ano
passado. "Apostamos em uma divulgação moderna, via
internet. A premiação continua mostrando a sua
força e importância", diz Vera Marina da Cruz e Silva,
coordenadora nacional do Prêmio Finep.
Os concorrentes puderam se inscrever em seis categorias: Micro/Pequena
Empresa, Média Empresa, Grande Empresa (esta só em
nível nacional), Instituição de Ciência e
Tecnologia, Tecnologia Social e Inventor Inovador (apenas para
candidatos com patente depositada no INPI - Instituto Nacional de
Propriedade Industrial e efetiva comercialização de suas
criações nos últimos três anos).
Os vencedores das etapas regionais e nacional dividirão R$ 29
milhões em financiamentos pré-aprovados pela Finep. Desse
total, R$ 9 milhões serão de recursos não
reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos) e
até R$ 20 milhões em recursos reembolsáveis.
O regulamento sofreu algumas alterações. "Mudamos a
pontuação e resolvemos que os julgamentos locais
serão feitos online, a distância, misturando especialistas
de todas as regiões, para que o júri seja mais
diversificado", explica Vera Marina. Além deste ajuste, a
categoria de Tecnologia Social passou a receber
inscrições feitas por instituições de
ciência e tecnologia, que irão participar de forma isolada
ou em parceria com organizações
não-governamentais, cooperativas e instituições
públicas ou privadas, sem fins lucrativos.
Veja a lista de inscritos por região e o percentual de aumento com relação ao ano passado:
Região Sudeste: 210 inscrições - aumento de 355%;
Região Norte: 72 inscrições - aumento de 80%;
Região Nordeste: 110 inscrições - aumento de 74%;
Região Sul: 106 inscrições - aumento de 63%;
Região Centro-Oeste: 73 inscrições - aumento de 43%.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Finep
Acordo com Ministério Público vai aperfeiçoar o controle
Fonte: Jornal da Educação
Aperfeiçoar os mecanismos de acompanhamento, controle e
fiscalização dos recursos públicos investidos em
educação é o objetivo do segundo encontro entre
representantes do Ministério da Educação e do
Ministério Público. A reunião teve início
nesta quinta-feira, 17, em Brasília, e encerra hoje, 18.
Haddad afirmou que o movimento favorável à
educação depende do protagonismo de várias
entidades, não só dos educadores. O Ministério
Público pode ajudar na fiscalização de todos os
gestores da educação. Ele lembrou também que
governos e prefeituras, com o compromisso assumido a partir do Plano de
Desenvolvimento da Educação (PDE), têm de seguir
diretrizes para melhorar a qualidade do ensino. Tais diretrizes
estão condicionadas a transferências voluntárias da
União.
O encontro também tem a presença do
secretário-executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas,
responsável pela articulação com diversos
segmentos da sociedade civil. Os assuntos tratados nesses dois dias
serão o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb), o Sistema de
Informações sobre Orçamentos Públicos em
Educação (Siope), o Programa Nacional de Apoio ao
Transporte Escolar (Pnate) e o Programa Nacional de
Alimentação Escolar (Pnae).
Bolsa Família beneficia 17 milhões de estudantes de baixa renda no País
Fonte: Jornal da Educação
O Programa Bolsa Família atende a 17 milhões de alunos da
educação básica e beneficia doze milhões de
famílias de baixa renda, com transferência direta de
recursos. As informações foram apresentadas na abertura
do I Seminário Intersetorial de Condicionalidades do Programa
Bolsa Família, nesta quarta-feira, 16, no auditório
Parlamundi, em Brasília.
O programa atende famílias com renda per capita mensal de
até R$ 140,00 com transferência direta que varia de R$
22,00 a R$ 200,00. A intenção é combater a pobreza
e melhorar a vida das gerações futuras pelo
acompanhamento da frequência escolar, da agenda de saúde e
a partir de ações de geração de trabalho e
renda.
Para assegurar a participação no programa, os pais
precisam, entre outras exigências, manter os filhos na escola e
garantir que recebam cuidados básicos de saúde, como a
aplicação de vacinas. O Ministério da
Educação é responsável por acompanhar a
frequência escolar dos alunos atendidos.
Cresce demanda pelos MBAs de um ano
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:44 hs.
Educação executiva: Pesquisa WSJ põe IE, da
Espanha, em primeiro lugar nos cursos de qualificação
acelerada
Muitos trabalhadores ambiciosos que precisam de um MBA para vitaminar a
carreira se veem sem ter como pagar e, muito menos, deixar o emprego
para estudar.
A solução? Muitos estão se voltando para programas
que permitem obter o diploma em meio período, geralmente a uma
fração do custo.
Veja o caso de Marco André. Ele sabia que se quisesse
alcançar seu sonho de administrar empresas e trabalhar em outros
países precisava conseguir um MBA. Mas deixar a carreira de lado
durante dois anos para frequentar um curso tradicional seria um
sacrifício grande demais. Então André, diretor de
gerenciamento de produto de uma empresa de tecnologia em Portugal,
optou pelo curso de um ano da Esade em Barcelona.
O MBA propiciou a mudança que ele buscava: depois de se formar,
em abril, conseguiu um emprego de gerente de planejamento de marketing
na Procter & Gamble Co. em Madri. "Num determinado momento, o tempo
extra simplesmente não acrescenta nada", disse André.
"Você pode aprender tudo perfeitamente num período mais
curto. Hoje em dia, gastar dois anos pela oportunidade é um
preço alto demais."
Os cursos de MBA de qualificação acelerada, que duram
entre 10 e 15 meses, existem há décadas e são o
tipo mais comum na Europa e no Brasil. Embora esses cursos sejam muito
mais raros nos Estados Unidos, estão se tornando cada vez mais
atraentes - especialmente para estudantes mais maduros, cada vez menos
dispostos a passar dois anos fora do mercado de trabalho.
Raramente esses programas são avaliados por terceiros, em parte
porque são menos onipresentes que os de dois anos. No mundo
todo, cerca de 90 das faculdades credenciadas para oferecer MBA
têm versões aceleradas, mas muitas só criaram essa
opção recentemente.
Mas a popularidade crescente e o alcance desse curso acelerado
motivaram o Wall Street Journal a investigá-lo mais de perto.
Para mensurar a qualidade desses cursos, juntamente com a
satisfação dos estudantes e ex-alunos, o WSJ, em
colaboração com a firma de pesquisa Management Research
Group e técnicos da Critical Insights, entrevistou as turmas que
se formam este ano e as que se formaram dois anos antes em 48
universidades. Só analisamos escolas que já formaram
quatro ou mais turmas com 12 estudantes ou mais. Ignoramos as
faculdades cujos estudantes tinham pouca ou nenhuma experiência
de trabalho. O universo da pesquisa é de 1.361 formandos e 735
estudantes. Perguntamos de tudo aos estudantes, desde qual é a
flexibilidade do programa a como são os serviços de
orientação profissional. E questionamos os ex-alunos
sobre a utilidade real do curso em suas carreiras e até que
ponto o diploma os protegeu durante a recessão.
O resultado é o primeiro ranking da história do WSJ sobre
cursos de MBA acelerados. O ranking conta com nove escolas europeias,
cinco americanas e uma na América Latina. A ausência de
algumas escolas menores, pouco conhecidas - juntamente com
universidades maiores que não oferecem o curso acelerado a um
tempo razoável - pode ficar evidente no momento. Mas, à
medida que o curso ganha espaço, certamente que mais escolas
entrarão na lista.
No topo do ranking estão três escolas europeias com forte
tradição de oferecer cursos respeitados. A número
1 é a Escola de Administração de Madri, Espanha,
elogiada por estudantes e ex-alunos pela diversidade do corpo discente
e pelas oportunidades de contatos. Na Suíça, o rigoroso
programa de 11 meses da IMD, voltado à formação de
líderes, está em segundo lugar. A Faculdade de
Administração Cranfield, do Reino Unido, que incentiva
uma atmosfera de cooperação em equipe, é a
terceira da lista. A Escola de Administração Kellogg, da
Universidade Northwestern, e a Escola F.W. Olin de
Pós-Graduação em Administração, da
Faculdade Babson - ambas nos EUA -, encerram a lista das cinco melhores
escolas desse segmento.
A única faculdade latino-americana é a IAE Business School, de Buenos Aires, em oitavo lugar.
Essas escolas se destacam pelo currículo sólido e dose
saudável de exposição internacional. As melhores
escolas também cultivam relacionamentos com empresas locais e
mundiais, dando aos estudantes a chance de trabalhar em projetos reais.
No IE, de Madri, estudantes e formandos dizem que a intensidade do
programa vem do fluxo constante de trabalhos de faculdade, assim como
os laços estreitos com os colegas de sala. Eles dizem que se
beneficiaram dos programas adicionais da escola, como o Venture Lab,
uma competição que premia os estudantes com o capital
inicial para abrir uma empresa. Já na IMD, o volume de dever de
casa se aproximava do ritmo de um trabalho de verdade - isto é,
de verdade no mundo em que trabalhar cem horas por semana é
considerado normal.
O principal fator motivador do MBA acelerado, disseram os
entrevistados, é a capacidade de voltar ao mercado de trabalho
mais rapidamente - mais de 82% dos estudantes disseram que esse
é o principal motivo para eles. Quando se trata de escolher a
faculdade, estudantes e formandos citaram a reputação
(92% disseram que é fundamental e 43% disseram que é o
fator mais importante a ser considerado) e o foco internacional (74%
disseram que é crucial e 15% declararam que esse fator
está no topo da lista de prioridades deles) como os principais
critérios.
As escolas avaliadas também preparam os formandos para obter
empregos bem remunerados e se destacar num cenário empresarial
globalizado, segundo estudantes e formandos. E a maioria dos
entrevistados diz que recrutadores e gerentes dão aos diplomas
acelerados o mesmo peso que os cursos de dois anos.
Os cursos fora dos EUA geralmente se preocupam em selecionar candidatos
de vários países e indústrias diferentes. Algumas
escolas exigem que os candidatos já cheguem ao campus
bilíngues.
Veja a metodologia da pesquisa, o ranking, fotos e mais
informações sobre o Intituto de Empresa e a IAE Business
School no site em português do WSJ.
Para estudantes impacientes, MBA sem experiência prévia
Um crescente grupo de jovens recém-formados em
administração não quer acumular experiência
profissional antes de fazer um MBA. E esse grupo impaciente está
começando a ter mais opções.
Hugo Latorre é um deles. Depois de se formar em
administração e marketing na Universidade Ibero-Americana
na Cidade do México, em 2006, e trabalhar por dois anos e meio
na 3M Co., Latorre, hoje com 25 anos, descobriu que programas de MBA
tradicionais, por exigirem no mínimo cinco anos de
experiência, não lhe serviam.
"Eu descobri que, se quisesse superar os colegas de trabalho de minha
idade, minha melhor aposta seria colocar minha carreira na gaveta e
melhorar agora minhas credenciais acadêmicas, em vez de esperar
para fazer isso depois", diz Latorre.
Para esses apressados, a lógica é que, em determinado
ponto, precisarão ter um mestrado em
administração. Se é assim, por que não
tentar agora, especialmente se querem trabalhar num mercado em
recessão e com poucos empregos?
Na corrida para atrair esses estudantes, escolas de
administração de Santiago a Pequim estão adaptando
seus currículos para oferecer cursos a esse público.
Alguns se concentram em áreas de administração
específicas, enquanto outros são cursos de mestrado
genéricos, que oferecem uma visão ampla dos
negócios para recém-formados em outras áreas que
não administração.
Algumas escolas colocam seus jovens estudantes nas mesmas classes de
candidatos a MBAs mais experientes e dão a eles o mesmo
conteúdo. Outras desenvolveram programas independentes com novos
sumários (ou tópicos), que oferecem diplomas de mestrado
em ciências ou títulos novos como "mestrado sem
exigência de experiência profissional prévia" ou
"mestrado em administração". Algumas das escolas mais
famosas estão reduzindo a idade mínima para os programas
de MBA tradicionais, de tempo integral.
Alguns especialistas dizem que esses programas podem ser apenas um abrigo temporário para a tempestade.
"Quando (os estudantes) concluírem o curso e entrarem no mundo
real dos negócios, não terão a experiência
de que precisam para seguir em frente num mercado de trabalho cada vez
mais competitivo", diz John Byrne, diretor executivo da Boyden
Santiago, unidade chilena da Boyden Executive Search.
Esses programas surgiram na Europa nos últimos cinco anos, como
uma resposta das escolas de administração e das empresas
a uma gradual redução demográfica de formandos, ao
mesmo tempo em que a força de trabalho da Europa envelhece. Eles
também representam uma grande mudança nos programas
europeus de MBA, que em geral admitem estudantes entre cinco e dez anos
depois de suas contrapartes americanas, diz John Fernandes, presidente
da AASCB, sigla em ingês para a Associação para o
Avanço das Escolas de Administração, dos EUA.
Um acordo assinado em 1999 em Bolonha, na Itália, pelos
ministros da Educação de 29 países europeus, com o
objetivo de criar um sistema único de títulos de
pós-graduação no continente até 2010,
aumentou a competição entre os cursos de mestrado e levou
as faculdades a criar novas opções de cursos, como as dos
novos mestrados.
No Reino Unido, a London School of Economics oferece um mestrado em
administração de dois anos sem exigência de
experiência de trabalho prévia, ao custo de US$ 27.700 por
ano, para estudantes recém-saídos de faculdades de
história, idiomas ou administração
clássica. Na Espanha, a IE Business School inclui quatro
mestrados sem experiência prévia de tempo integral, alguns
disponíveis em inglês e espanhol, e tem estudantes de 88
nacionalidades (50% dos quais oriundos da América Latina), de
acordo com Eduardo Fernández Cantelli, diretor do departamento
de marketing da escola.
Universidades americanas como Harvard, Stanford e o Instituto de
Tecnologia de Massachusetts, ou MIT, também estão
aumentando esses programas destinados a jovens que planejam ser
executivos. Harvard, por exemplo, criou em 2007 seu programa 2+2, em
que os estudantes de graduação podem se matricular no MBA
antes de se formarem. Os estudantes aceitos obtêm a garantia de
vaga no futuro mestrado desde que terminem a graduação e
trabalhem por dois anos. No primeiro ano, o curso recebeu 631 pedidos
de matrícula e aceitou 106 estudantes. Este ano, a universidade
anunciou que o número de candidatos aumentou 34%, para 844.
Mas os programas voltados para estudantes sem experiência nem
sempre são uma aposta certa. Para a maior parte do mundo
empresarial, "o verdadeiro título acadêmico de
negócios é o MBA clássico", de acordo com
Fernández Cantelli, da IE Business School.
Byrne, da Boyden em Santiago, afirma que os mestrados sem o
pré-requisito de experiência aumentam a competitividade
mas não são fortes o suficiente. Por isso, ele espera que
os estudantes com grandes ambições executivas voltem
à escola para o MBA tradicional.
Os novos programas não estão, necessariamente,
concorrendo com os MBAs tradicionais, diz Jeanette Purcell, presidente
da Associação de MBAs. "O público alvo deles
são os formandos com pouca ou nenhuma experiência
profissional prévia, muitos dos quais não cumpririam as
exigências de um MBA", diz ele.
Fonte: Valor Econômico
Secretário do MEC sugere novo modelo de gestão para Unitins
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:37 hs.
Aós três horas e meia de discussão, o
secretário de Educação a Distância do
Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo
Bielschowsky, sugeriu um novo modelo para o ensino a distância da
Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), em que a
instituição poderá ser financiada e gerida pela
Universidade Aberta do Brasil, vinculada ao MEC, e pelo governo
estadual, com a oferta de ensino público e gratuito, mantida a
autonomia universitária. Aos atuais alunos de
graduação será garantido o direito de encerrar os
cursos e receber o diploma da Unitins, que cobrará as
mensalidades, completou o secretário.
Essa solução e outras possíveis alternativas ainda
serão discutidas pelaComissão de Educação,
Cultura e Esporte (CE) e posteriormente encaminhadas ao ministro da
Educação, Fernando Haddad. A decisão foi tomada
durante audiência pública realizada nesta quarta-feira
(16) na CE para debater o impasse causado pelo embargo do MEC aos
cursos de graduação de ensino a distância da
Unitins. O senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que deverá
assumir a Secretaria de Educação do estado, foi o
escolhido para intermediar a negociação.
- Estávamos prontos para assinar os dois termos de ajustamento
de conduta. Uma solução construída depois de
muitos meses. Havia um futuro brilhante como instituição
pública de ensino superior a distância, com ensino
público de qualidade e independência acadêmica. Qual
não foi nossa frustração, quando a reitora veio
com a ordem do governador [Carlos Henrique Gaguim] de não
assinar os documentos - desabafou o secretário do MEC.
Carlos Eduardo Bielschowsky referiu-se à ocasião do prazo
dado à Unitins, no final de julho, para sanear as
irregularidades técnicas e acadêmicas, o que seria feito
com a assinatura do aditivo ao primeiro termo de ajustamento de
conduta. No primeiro termo de ajustamento de conduta, conforme
explicou, estava prevista a transferência obrigatória dos
alunos para outras instituições de ensino. Após
entendimentos, e com a participação do Ministério
Público estadual, foi decidido que os alunos poderiam optar
entre terminar o curso na Unitins ou transferir-se para outras
instituições.
O representante do MEC salientou que o ministério vem realizando
esse trabalho de supervisão a partir de 2008 e, desde
então, 12 instituições já modificaram com
sucesso sua forma de atuação, enquanto 38 estão
sendo bem-sucedidas na adoção de novos modelos de ensino
a distância. Somente a Unitins estaria com processo
administrativo em curso. Outro aspecto questionado pelo
Ministério Público e verificado na auditoria do MEC,
segundo Bielschowsky, foi a redução, de 44% para 16%, dos
repasses das mensalidades à Unitins pela sua parceira privada -
a Eadcon - de 2006 a 2008.
Concordando com o secretário do MEC, a procuradora do
Ministério Público, Ludmila Fernandes da Silva Ribeiro,
explicou que a interferência do órgão se deu a
partir de denúncias dos alunos sobre a existência de
irregularidades no ensino a distância, quando o MP acionou o
Ministério da Educação.
- Continuamos as negociações e a
recomendação do MPF foi para suspender vestibulares e a
nova entrada [de alunos] só poderia ser feita se fosse observada
a gratuidade - explicou a procuradora, para quem o direito dos alunos
de optar pela instituição, a partir de critérios
de qualidade, deve ser respeitado.
A crítica da procuradora sobre a falta de controle do
número de alunos matriculados na Unitins provocou levou a
senadora Kátia Abreu (DEM-TO), autora do requerimento inicial
para realização da sessão, a levantar suspeitas.
Ela apontou para os números divergentes: 91 mil alunos seriam
declarados pela Unitins, e 47 mil alunos teriam sido encontrados pelo
MEC no exame da documentação.
Kátia Abreu também criticou o MEC pelo suposto
desconhecimento da nota que a Unitins teria recebido no Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (Enade).
Para Wellington Salgado (PMDB-MG), o ministro Fernando Haddad
deverá dar solução política e
jurídica à questão, uma vez que todos os
envolvidos, segundo ele, têm parte da razão.
Já o senador João Ribeiro (PR-TO), que inicialmente
avaliou a assinatura do termo de ajustamento de conduta como "o fim da
Unitins", concordou com a necessidade de entendimento, para que a
instituição "não morra". Ele, porém,
criticou a falta de supervisão do MEC sobre os pólos
privados de ensino nos estados.
O presidente da CE, senador Flávio Arns (sem partido-PR),
manifestou satisfação de que, embora com
posições divergentes, todos os debatedores se mostraram
dispostos a encontrar uma solução para o assunto.
Fonte: Agência Senado
Enem: cresce a expectativa
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Dirigida, 17/09/2009 - Rio de Janeiro RJ
A aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), nos dias 3 e 4 de outubro, vai marcar o
início de um "vestibular unificado" para as universidades
federais — uma experiência nova para vestibulandos,
professores e até mesmo gestores de ensino. Diante desse
cenário de inovação e na contagem regressiva para
a realização das avaliações, as
polêmicas em torno da medida proposta pelo Ministério da
Educação (MEC) se acumulam. Para um grupo de alunos, a
utilização da nota em vários vestibulares
poupará candidatos das tradicionais "maratonas de vestibular",
uma vez que o resultado do Enem poderá ser usado em diversos
processos seletivos. Outros jovens, no entanto, se sentem prejudicados
pelo fato de as matrizes de competências e habilidades terem sido
divulgadas em maio e o simulado produzido pelo MEC ter saído
somente no final de julho. Se neste momento de ansiedade as
divergências se acentuam, uma coisa é certa: a expectativa
é realmente por um novo modelo de avaliação.
Presentes no segundo Exame de Qualificação do Vestibular
Estadual 2009, no último dia 13, no campus do Maracanã da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), os candidatos
revelaram as suas apreensões e esperanças a respeito
deste novo perfil de vestibular.
Guilherme Trigon, de 17 anos, candidato de Física, acredita que
as mudanças propostas pelo novo Enem serão positivas,
pois haverá uma concorrência mais equânime entre
estudantes das redes pública e particular. Contudo, o estudante
acredita que as novas regras deveriam ser aplicadas somente no
próximo ano. "Acredito que estas mudanças são
positivas e vão democratizar o acesso dos estudantes à
universidade. Contudo, a forma como estão sendo implantadas
é ruim. Por exemplo, neste ano não haverá provas
de Línguas. E estudantes que têm facilidade nessa
matéria poderão sair prejudicados. Em algumas
carreiras, a nota da prova de Línguas acaba sendo um dos
diferenciais", explica o jovem, que pretende utilizar a nota do Enem
nos vestibulares da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UniRio), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no Prouni
(Programa Universidade para Todos).
A estudante Jéssyca Mello, 19 anos, candidata ao curso de
Medicina, se sente prejudicada com as mudanças repentinas
anunciadas pelo MEC. "Esse novo Enem foi mal planejado. Essa
mudança repentina não vai auxiliar muita gente. A medida
prejudica alunos de classes mais altas, que fazem curso
pré-vestibular. E também não acredito que esse
novo Enem vai ajudar estudantes de poder aquisitivo menor, pois eles
não terão como se manter caso passem para um outro
estado", completa a candidata de Medicina.
Candidato de Engenharia, Igor Chaffin, de 19 anos, está
apreensivo com relação ao novo modelo do Enem. Segundo o
candidato, houve demora do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em divulgar o padrão
das questões. "Essas mudanças foram anunciadas em cima da
hora. E, mesmo assim, muita gente não sabe como vai fazer. Estou
estudando pelo simulado divulgado pelo Inep e pelo programa.
Porém, diante das mudanças, sempre ficamos apreensivos",
revela o vestibulando.
Na linha de quem aprova as mudanças, Klaus Wilken, de 19 anos,
candidato de Engenharia Eletrônica, argumenta que a possibilidade
de usar a notas para concorrer em várias universidades e
também no ProUni vai poupar os estudantes da maratona de provas
do vestibular no final do ano. "Essas mudanças foram boas. Com
essa unificação, vamos perder menos finais de
semana fazendo provas, naquela cansativa maratona de vestibulares.
Além disso, a prova do Enem prioriza o raciocínio e nos
livra daquela ‘decoreba’", pondera o estudante. Para o
jovem Felipe Farias, de 18 anos, que ainda não sabe qual
carreira seguirá, o novo modelo de vestibular é uma boa
opção. Como a escolha da carreira será feita
somente após a divulgação da nota do Enem, o jovem
acredita que poderá fazer uma escolha mais consciente. "Ainda
não sei que curso vou fazer. Por isso, a partir da minha nota,
vou escolher a carreira. Dessa forma, terei mais opções.
No modelo anterior, ficávamos restritos a uma carreira,
independentemente da nossa nota", afirma o estudante.
Por outro lado, o vestibulando Loan Xavier, de 19 anos, candidato do
curso de Engenharia Mecânica, salienta que fazer o Enem, em dois
dias seguidos, vai ser cansativo. "As mudanças deste ano foram
muito radicais e nos pegaram de surpresa. Acho que o novo modelo vai
ser mais difícil do que um vestibular comum pois faremos duas
provas, com 90 questões cada uma, em dois dias seguidos. Isso
pode nos cansar e nos confundir. Quando fazemos uma prova longa,
ficamos esgotados mentalmente", completa o jovem. Aluna de escola
pública e candidata a uma vaga no curso de Direito, Ana Carolina
Moreira, de 17 anos, aplaudiu as mudanças propostas pelo novo
Enem. A estudante alimenta expectativas sobre o novo tipo de
avaliação que, na sua opinião, vai dar vantagem a
jovens interessados em aprender. "Gostei muito do novo Enem. Sou aluna
de escola pública e os outros modelos davam mais chances
àqueles que podiam pagar um cursinho, priorizando a decoreba.
Acho que o importante é aprender. Acredito que a prova do Enem
vai ser parecida com a do Exame de Qualificação do
Vestibular Estadual e daqui a algum tempo, todas as provas vão
ser assim, interdisciplinares", conclui a candidata de Direito.
Revolução na escola
Fonte: Clipping Educacional Revista IstoÉ, Edição 2079
Como o novo Enem vai mudar a forma de transmitir e avaliar o
conhecimento nas instituições de ensino. E essas
transformações começam na
alfabetização
Francisco Alves Filho e Suzane G. Frutuoso
Uma nova educação está batendo às portas
das escolas brasileiras. Com atraso, é verdade. Durante
décadas nosso aprendizado permaneceu focado em ler, escrever e
calcular. Educadores e governo esqueceram que o ser humano precisa de
compreensão ampla sobre o cotidiano e o mundo para interagir de
maneira saudável com a vida. Agora, o pensar será
privilegiado no lugar do simples memorizar. O novo conceito do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), a ser testado nos dias 3 e 4 de
outubro, será o passo decisivo de uma revolução na
educação do País. Para os alunos se saírem
cada vez melhor nele e terem a oportunidade de ingressar em
universidades de qualidade, as escolas já estão
repensando o jeito de ensinar, desde a educação infantil.
Em maio foi divulgada a reformulação da prova, criada em
1998. As alterações serão decisivas para boa parte
dos cerca de 1,5 milhão de estudantes que ingressarão na
universidade no ano que vem. Se antes as 63 questões cobravam
organização de informações,
interpretação de textos e gráficos, mas num
apanhado de testes engessados por disciplinas sem diálogo entre
si, na atual versão haverá uma divisão por
áreas. Isso exige raciocínio lógico,
compreensão do conteúdo estudado no ensino médio e
o uso do conhecimento de disciplinas distintas em uma mesma
solução. A prova será mais trabalhosa, com 180
questões de múltipla escolha (além da
redação), e em dois dias de testes. O modelo é
parecido com o SAT, elaborado em 1926, nos Estados Unidos, para o
ingresso nas universidades americanas. Como o método prima pela
excelência, a famosa decoreba não tem vez. Será
assim também com o novo Enem. E é justamente o que
obrigará as escolas a se adaptar. "O saber é
mutável e, hoje, atualizado com rapidez", diz Neide Noffs,
diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Em curto
prazo, memorizar é irrelevante. Iniciativa e entendimento devem
ser estimulados."
Para isso, as instituições de ensino terão de
oferecer aos estudantes a oportunidade de debater um mesmo assunto em
várias matérias do currículo escolar, de maneira
integrada. No Colégio Rio Branco, em São Paulo, temas da
atualidade, como a gripe suína, são enfocados do ponto de
vista da geografia, da matemática, da história, da
sociologia. "O excesso de fragmentação das disciplinas,
transmitidas de modo isolado ao jovem, impede o aproveitamento
significativo do aprendizado na vida dele", diz a diretora Esther
Carvalho. Essa proposta de educação não é
nova. A determinação existe há 11 anos, quando
foram instituídas pelo Ministério da
Educação (MEC) as Diretrizes Curriculares Nacionais para
o Ensino Médio. Fora os colégios de elite das grandes
metrópoles, que têm recursos para investimentos em pessoal
e infraestrutura, a maior parte do sistema educacional não
adotou os parâmetros. Com o Enem, as escolas foram
forçadas a isso. "O exame se tornou uma cobrança
oficial", afirma Heliton Ribeiro Tavares, diretor de
Avaliação da Educação Básica do
Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep). Os professores também serão obrigados a se
atualizar. Quem não voltar a estudar e valorizar a
transmissão de um ensino inteligente, está fadado a ficar
para trás. O aluno está antenado 24 horas por dia, por
todos os meios possíveis, graças ao acesso à
tecnologia. Precisa, porém, aprender a organizar tanta
informação. "Ele traz o novo ao professor", diz Gracia
Klein, diretora pedagógica do Colégio Pentágono,
em São Paulo. Esses profissionais não podem mais negar
que os alunos pensam junto com o mestre. Por exemplo, o professor que
ignora a capacidade de quem alcança o resultado de uma
equação por um caminho diferente da fórmula
predeterminada não está aberto para a
interação e o questionamento. E a figura
autoritária não é respeitada pelo estudante do
século XXI. Não é surpresa perceber que as escolas
mais bem colocadas no ranking do Enem são justamente as que
oferecem um ensino baseado na interdisciplinaridade e investem na
formação da equipe. Em São Paulo, professores de
colégios badalados ganham em média R$ 7 mil, por 40 horas
de aula semanais. Eles são titulados e recebem toda a estrutura
necessária dos empregadores para aperfeiçoamento. "Depois
da publicação dos resultados do Enem, escolas de outros
Estados vêm nos visitar para conhecer a metodologia que
aplicamos", diz Adilson Garcia, diretor do Colégio
Vértice, o primeiro no ranking da capital paulista. Em cinco
anos, a escola passou de 600 alunos para 900, tamanha a procura. Para
cada uma das 100 vagas oferecidas anualmente, há cerca de oito
famílias interessadas. No Colégio São Bento, no
Rio de Janeiro, primeiro colocado no ranking nacional do Enem, a
constância do modelo de ensino é o que o leva ao sucesso.
"Não preparamos o aluno para este ou aquele tipo de vestibular",
diz Pedro Araújo, coordenador de ensino médio.
"Procuramos dar uma preparação sólida."
Estudar numa escola com mestres motivados, bem estruturada e
incentivadora do raciocínio traz confiança aos candidatos
a uma futura vaga nas melhores universidades. "Estou sendo preparado
desde já", diz Caio Becker, 16 anos, estudante do primeiro ano
do ensino médio do Centro Educacional da Lagoa, no Rio de
Janeiro. Felipe Cabral, 17 anos, aluno do terceiro ano do
Vértice, diz sentir segurança com o que aprendeu na
escola para disputar uma das vagas de engenharia da
computação em instituições de calibre.
"Nenhum cursinho me prepararia melhor", afirma. Sua colega Andressa
Mendonça, 17 anos, é da mesma opinião. "Tive
contato com pessoas de outras escolas e percebi que estou mais bem
preparada", fala a jovem, que sonha com a carreira de arquiteta. O Enem
se tornou um indicador de qualidade tão importante que pais de
crianças já escolhem a escola dos filhos usando o ranking
como critério. Com dois filhos ainda no ensino fundamental, a
arquiteta Carla Pimentel resolveu que eles deveriam ingressar numa
escola que rendesse bons resultados no exame nacional. No ano passado,
transferiu Maria Inês, 12 anos, e João Vitor, 14, para o
Liceu Franco- Brasileiro, no Rio de Janeiro. "Escolhi o colégio
porque está bem colocado no ranking", afirma. "Isso me dá
a certeza de que há chances maiores de acesso a boas
universidades e também no mercado de trabalho."
A preocupação é válida, mas precipitada.
Primeiro por não existirem garantias - apesar de ser a
hipótese mais provável - de que as escolas campeãs
no Enem hoje continuem assim com o passar do tempo. Segundo, porque
vale mais optar por uma instituição na qual os valores
são semelhantes aos da família da criança.
"Não adianta colocar no colégio rígido por ser o
melhor, se em casa a educação é mais liberal", diz
Osmar Ferraz, coordenador de vestibular do Colégio Bandeirantes,
em São Paulo. Por fim, deixar a criança numa escola em
que ela não consegue acompanhar o ritmo puxado pode ser um
massacre, que gera traumas e interfere na boa formação.
Pais que desejam garantir uma educação de qualidade devem
ficar atentos se a escola escolhida está adaptada às
atuais regras do ensino fundamental. Antes, era
obrigatório dos 7 aos 14 anos (da 1ª a 8ª
série). A nova faixa etária vai dos 6 aos 14 anos (do
1° ao 9° ano). Além de um ano a mais de estudo, as
diretrizes pedem espaço ao conceito de letramento, que significa
ensinar as crianças a ler e escrever compreendendo a
essência dos exercícios. O raciocínio lógico
também passa a ser valorizado desde cedo. É nessa linha
que segue o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de
Avaliação de Alunos), promovido a cada três anos
pela Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mede o conhecimento entre
jovens de 14 e 15 anos de diversas nações. E o Brasil vai
mal. No último resultado, de 2007, os alunos brasileiros
obtiveram médias que os colocam, entre 57 países, na
53ª posição em matemática, na 48ª em
leitura e na 52ª em ciências.
Outra característica inovadora do Enem é a possibilidade
de o candidato concorrer com a mesma prova em até cinco
universidades federais. Um avanço que aumenta as chances de
ingresso em instituições qualificadas e diminui o gasto
com inscrições de vestibular e em deslocamento para
realizar o exame. "Democratiza o acesso ao ensino superior", diz Miguel
Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que
utilizará a avaliação como forma de ingresso
único em 19 dos 26 cursos. A mineira Diana Salma, 31 anos,
entrou na faculdade de medicina da Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro (UNIRIO) em 2008 apenas com os resultados do Enem. "Por
esse critério, fiquei em 14º lugar", comemora. Malvina
Tuttman, reitora da UNIRIO, vê mais uma vantagem. "O exame
incentivará a mobilidade estudantil pelo território
nacional." Mas nem todos os educadores estão otimistas com as
mudanças. Os críticos dizem que estudantes do Sudeste que
não alcançarem pontuação para estudar nas
faculdades de seus Estados terão nota suficiente para cursar as
instituições do Norte e Nordeste, tomando o lugar dos
candidatos dessas regiões. "Vamos provocar justiça
social, ao permitir acesso a candidatos de várias partes do
País, ou injustiça social, ao permitir que alunos locais
sejam excluídos por pessoas que se preparam em
colégios caros?", questiona Roberto Salles, reitor da
Universidade Federal Fluminense.
A discussão retorna à necessidade de um investimento de
impacto no ensino público para que a desigualdade social, ao
invés de aumentar, ganhe menores proporções. O
programa Ensino Médio Inovador é um caminho. O projeto
pretende mudar a organização curricular das escolas das
redes estaduais. As 100 instituições que apresentarem
até 24 de setembro propostas de inovação
receberão financiamento do MEC. A intenção
é estimular a diversificação de atividades
integradoras, com ênfase na formação cultural do
aluno. Em três anos, o MEC espera que o Enem seja o principal
processo de seleção de universidades públicas e
privadas. "Todas as instituições vão perceber que
esse é o melhor método", garante Maria Paula Dalari,
secretária de Ensino Superior. Por enquanto, muitas acreditam
que seu vestibular tradicional é eficiente.
"Consideramos o nosso sistema consolidado", diz Márcia
Abrahão, decana de graduação da Universidade de
Brasília (UnB), que usa o Programa de Avaliação
Seriada, no qual, por meio de convênios com as escolas locais,
acompanha o desempenho dos alunos a cada série do ensino
médio desde 1995. "Nosso vestibular já privilegia
argumentação, competências e habilidades", diz
André Sarmantini, vice-coordenador de graduação da
Escola de Administração de Empresas de São Paulo
da Fundação Getulio Vargas. "Mas, se o exame evoluir,
podemos incorporá-lo." E a avaliação pode melhorar
ainda mais. A ideia é que em 2010 a prova seja realizada em duas
etapas, tomando novamente como exemplo o SAT americano, que acontece em
sete fases. Não demandaria um imenso teste e os alunos se
preparariam mais. Caso a evolução do Enem se concretize,
juntamente com as mudanças positivas prometidas para os ensinos
fundamental e médio, a esperança é que em dez
anos, cálculo dos especialistas ouvidos pela reportagem de
ISTOÉ, a educação brasileira forme pessoas mais
preparadas para a vida - e resulte em uma nação cada vez
melhor.
"O ENEM VAI REORIENTAR O ENSINO"
O ministro da Educação, Fernando Haddad, falou à ISTOÉ sobre os reflexos do exame nas escolas
ISTOÉ - Por que só agora, 11 anos após sua criação, o Enem chegou a esse novo formato?
Fernando Haddad - O Enem, no seu formato original, falhou no seu
principal propósito, que era acabar com o vestibular
tradicional. As principais universidades não viam o Enem como um
instrumento adequado para seus processos seletivos nem os
secretários estaduais viam no exame o formato adequado para
orientar o currículo do ensino médio. Daí a
mudança foi necessária e, em minha opinião,
recebeu apoio em função de ter sido um formato negociado,
tanto com os secretários estaduais quanto com os reitores.
ISTOÉ - Algumas universidades, como o ITA, dizem que não
vão aderir porque sua seleção dá certo. Em
quanto tempo acredita que todas participarão?
Haddad - Estamos prevendo para as universidades federais um processo de
transição de três anos. Nesse primeiro ano, 50
instituições vão utilizar o Enem como fase
única e 26 universidades públicas vão
usá-lo como componente da nota. Compreendo que algumas
instituições, por adotarem um processo seletivo adequado
aos seus propósitos, não tenham a intenção,
nesse momento, de fazer do Enem a base de seu processo seletivo
"Hoje, em virtude do conteúdo excessivo, os professores
têm pouca condição de aprofundar as disciplinas"
ISTOÉ - O sr. acredita que o conceito do novo Enem vai mudar o jeito de as escolas ensinarem?
Haddad - Não tenho dúvida de que vai reorientar o ensino
médio, fazendo com que diminua o conteúdo e permita o
aprofundamento dos temas pertinentes a essa etapa de ensino. Hoje, em
virtude do conteúdo excessivo, os professores têm pouca
condição de aprofundar as disciplinas porque o
currículo do ensino médio acabou se tornando uma
espécie de sobreposição de programas de
vestibular. É praticamente impossível não
lançar mão de decorebas, fórmulas, etc., para dar
conta da abrangência dos conteúdos que são cobrados
nos milhares de vestibulares que ocorrem no País.
ISTOÉ - Quanto tempo a educação brasileira
levará para mudar para melhor, graças ao novo conceito?
Haddad - Minha expectativa é que o início da
mudança ocorra a partir da adesão das universidades.
Dependemos dessa adesão, para que o ensino médio consiga
respirar aliviado, para cobrir um conteúdo mais inteligente,
mais instigante. A velocidade da transição vai determinar
a da mudança
"Desde que as notas médias do Enem por escola foram divulgadas começou um movimento de adaptação"
ISTOÉ - Muitas escolas de elite que não se saíram
bem na avaliação de 2007 subiram dezenas de
posições em 2009. Como isso foi possível?
Haddad - Na interlocução com diretores de escolas
particulares e públicas, percebemos que, desde que as notas
médias do Enem por escola foram divulgadas pela primeira vez, em
2006, começou um movimento de adaptação das
instituições de ensino.
ISTOÉ - Os alunos de escolas públicas não
continuam em desvantagem, já que o problema é a qualidade
do ensino nessas instituições?
Haddad - Em primeiro lugar, as escolas públicas têm um
investimento por aluno equivalente a 10% do que se investe em
média no estudante de escola privada. E recebem o aluno em
condições socioeconômicas muito mais
desfavoráveis. A família é um determinante da
educação dos filhos. A distância existe, mas
entendo que é superável. Fixamos metas até 2022
para que a escola pública se equipare em qualidade à
escola particular - que atende apenas 12% da população.
Hugo Marques
ELAS NÃO QUEREM SER AVALIADAS - O exame que confere o desempenho
dos estudantes do ensino superior é rejeitado por importantes
universidades. Algumas das principais instituições de
ensino superior do País se negam a participar do Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia os alunos ingressantes
e formandos das faculdades. A Universidade de São Paulo (USP) e
a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se abstêm do teste
desde 2004, quando ele foi implantado. Entre as justificativas, elas
alegam a possibilidade de boicote por parte dos alunos, o que
interferiria negativamente no resultado. "Antes da
divulgação do resultado, a universidade deveria ter tempo
de se adaptar para consertar as falhas apontadas", diz a educadora
Neide Noffs, da PUC-SP, que participa do Enade. A secretária de
Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dalari, acredita que essas
universidades ainda se conscientizarão da importância do
exame. "Ele é um instrumento para elevar a qualidade do ensino
no País."
Resolução nº 51, de 16 de Setembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:33 hs.
Dispõe sobre o Programa Nacional do Livro Didático para Educação de Jovens e Adultos (PNLD EJA).
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1748.pdf
Fonte: DOU n.º 178 - 17-09-2009
Pnad: sobe nº de alunos de nível superior na rede particular
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
Tabela

O percentual se mostrou ainda maior na região Sudeste, onde
82,4% dos estudantes do ensino superior freqüentam
instituições particulares
17 de setembro de 2009
Foto: IBGE/Divulgação
De acordo com os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) 2008, divulgados nesta sexta-feira pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em torno
de 76,3% dos estudantes de nível superior no Brasil dependiam da
rede particular em 2008. Este número aumentou 0,4 ponto
percentual em relação ao ano anterior.
O percentual se mostrou ainda maior na região Sudeste, onde
82,4% dos estudantes do ensino superior freqüentam
instituições particulares. O Sul aparece em segundo lugar
com 77,8% de alunos na rede privada e o Centro-Oeste em terceiro com
76,5%, próximo à média nacional.
Os estados com maior percentual de estudantes deste nível na
rede pública são os da região Norte do
País, rede que atende 37,2% do total do ensino superior.
Ensino fundamental e médio
Já os estudantes de ensino fundamental e médio continuam
sendo atendidos prioritariamente pela rede estadual de ensino em todo o
País. Em 2008, a maioria expressiva desta
população, 88,0% e 86,5%, respectivamente, estava na rede
pública.
Do total de estudantes do País - com 4 anos ou mais de idade - a escola pública atende cerca de 79,2% .
Este indicador também se mostrou diferente entre as
regiões do Brasil. Na Região Norte, a
proporção de estudantes em escolas privadas nestes
níveis de ensino também era inferior à verificada
nas demais regiões. No Ensino médio, por exemplo, a rede
pública atente a 91,8% dos alunos desta região do
País. E no Ensino Fundamental, o percentual é ainda
maior, 92,2%.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) é
realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) para levantar informações da
situação socioeconômica do Brasil, a partir da
coleta de dados sobre população, migração,
educação, trabalho, família, domicílios e
rendimento. Na Pnad 2008, foram pesquisadas 391.868 pessoas e 150.591
unidades domiciliares, distribuídas em todos os Estados e
Distrito Federal.
Fonte: Portal Terra
Palestra com Fernando Henrique Cardoso (FHC) em Criciúma
Fonte: Colégio e Faculdades Energia
