
28/09/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Resolução com novas normas funcionamento de cursos de pós-graduação
Inep amplia prazo para solicitação de reconsideração do cálculo dos indicadores
Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior - PROGRAMA IES - MEC/BNDES
Faculdades criticam financiamento oferecido pelo BNDES
Resolução nº 1931, de 17 de Setembro de 2009.
OAB divulga listas de aprovados na primeira fase de exame
Alunos não escolhem curso pela nota
Publicados resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica 2009
Matrículas na educação básica caem 2,1%, aponta censo
Cassada liminar que determinava rematrícula de inadimplente em universidade particular
Matrículas em creches do país sobem 6%
Homologação de Pareceres CNE
Ministro regulamenta diretrizes para atendimento de alunos com deficiência
STF fará audiências antes de julgar cotas das universidades
Governo repassa R$ 447 milhões para estados e municípios
MEC pretende oferecer formação continuada para cem mil educadores
Surdos querem escola própria para alfabetização adequada
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre a origem escolar
Comissões da Câmara discutem esta semana projetos do marco regulatório do pré-sal
Após 9 meses de nova ortografia no Brasil, adoção em Portugal é indefinida
MEC quer substituir sistema de leitura de braille nas escolas
Faculdade é condenada por expulsar aluno de sala indevidamente alegando inadimplência
Resolução com novas normas funcionamento de cursos de pós-graduação
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 185, segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Ministério da Educação
GABINETE DO MINISTRO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
RESOLUÇÃO Nº 6, DE 25 DE SETEMBRO DE 2009
Altera o § 3º do art. 4º da Resolução
CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001, que estabelece normas para o
funcionamento de cursos de pós-graduação.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do
Conselho Nacional de Educação, tendo em vista o disposto
no art. 48, § 3º, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, e com fundamento no Parecer CNE/CES nº 247, de 7 de agosto
de 2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da
Educação, publicado no DOU de 11 de setembro de 2009,
resolve:
Art. 1º O § 3º do art. 4º da
Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001, passa
a vigorar com a seguinte redação:
§ 3º Esgotadas as possibilidades de acolhimento do pedido de
reconhecimento pelas universidades, cabe recurso à Câmara
de Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação, exclusivamente em caso de erro de fato ou de
direito.
Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor na
data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
PAULO MONTEIRO VIEIRA BRAGA BARONE
RESOLUÇÃO Nº 7, DE 25 DE SETEMBRO DE 2009
Altera o § 2º do art. 8º da Resolução
CNE/CES nº 8, de 4 de outubro de 2007, que estabelece normas para
a revalidação de diplomas de graduação
expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do
Conselho Nacional de Educação, tendo em vista o disposto
no art. 48, § 2º, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, e com fundamento no Parecer CNE/CES nº 247, de 7 de agosto
de 2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da
Educação, publicado no DOU de 11 de setembro de 2009,
resolve:
Art. 1º O § 2º do art. 8º da
Resolução CNE/CES nº 8, de 4 de outubro de 2007,
passa a vigorar com a seguinte redação:
§ 2º Esgotadas as possibilidades de acolhimento do pedido de
revalidação pela universidade, caberá recurso
à Câmara de Educação Superior do Conselho
Nacional de Educação, exclusivamente em caso de erro de
fato ou de direito.
Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor na
data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
PAULO MONTEIRO VIEIRA BRAGA BARONE
Inep amplia prazo para solicitação de reconsideração do cálculo dos indicadores
Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep
Foi estendido até o dia 2 de outubro o prazo para que as
Instituições de Ensino Superior (IES) encaminhem pedido
de reconsideração nos cálculos de seus Conceitos
Preliminares de Curso (CPC) e também de seu Índice Geral
de Cursos (IGC), divulgados no início do mês de setembro
pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira).
As solicitações deverão ser encaminhadas via
postal ou protocoladas diretamente no Protocolo-Geral do Inep, por meio
de ofício endereçado à Presidência do Inep -
Setor de Rádio e TV Sul, Quadra 701, Bloco M, 6º andar -
Brasília-DF CEP: 70340-909. Todos os pedidos serão
analisados e eventuais alterações serão publicadas
conjuntamente, quando oportuno. Enquanto perdurar a greve da ECT, o
Inep receberá, excepcionalmente, as solicitações,
via Internet, no endereço presidencia@inep.gov.br.
Para subsidiar as IES, o Inep disponibilizou em sua página
www.inep.gov.br/superior/enade, o CPC decomposto de cada curso.
Já o IGC decomposto será disponibilizado a partir do dia
28 de setembro de 2009.
Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior - PROGRAMA IES - MEC/BNDES
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
PORTARIA NORMATIVA Nº 14, DE 24 DE SETEMBRO DE 2009 que
dispõe sobre os procedimentos referentes ao Programa de Melhoria
do Ensino das Instituições de Educação
Superior – PROGRAMA IES - MEC/BNDES, no âmbito do
Ministério da Educação
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de considerando
o Protocolo de Atuação Conjunta nº Ministério
da Educação
Econômico e Social - BNDES
EM ANEXO.
Faculdades criticam financiamento oferecido pelo BNDES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:59 hs.
Para instituições, requisitos exigidos pelo MEC tornam linha de crédito burocrática e complicada.
LARISSA GUIMARÃES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Universidades e faculdades já reclamam da linha de financiamento
montada pelo governo para socorrer financeiramente e apoiar
investimentos das instituições de ensino superior. A
linha de crédito que será oferecida pelo BNDES foi
considera "excessivamente burocrática" e "complicada".
As farpas do setor de ensino se dirigem ao Ministério da
Educação, que definiu as requisitos necessários
para o pedido de financiamento. As regras foram publicadas na
última quinta-feira no "Diário Oficial da União",
e o MEC começa a analisar os pedidos nesta semana.
"O MEC complicou muito as coisas. Do jeito que está, não
atende", disse o presidente da ABMES (Associação
Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), Gabriel Mário
Rodrigues. Pelas regras estabelecidas pelo ministério, as
universidades e faculdades precisam ter 70% de seus cursos com nota 3
(numa escala de 1 a 5). O conceito da instituição tem de
ser igual ou maior a 3, e 60% dos cursos devem ser reconhecidos pelo
MEC.
As exigências também incluem a adesão da
instituição de ensino a dois programas federais: o Prouni
(bolsas em faculdades) e também aos Fies (financiamento
estudantil).
No universo de cerca de 2.200 universidades e faculdades no
país, cerca de 1.500 estão no Prouni e aproximadamente
1.300 no Fies. As universidades e faculdades interessadas no
financiamento do BNDES também precisam entregar ao MEC um "plano
de providências acadêmicas", para demonstrar como a
qualidade se ensino poderá ser elevada.
"O ministério só deveria exigir que as
instituições apresentassem nota 3 e participassem do
Prouni", avaliou o presidente da ABMES.
Ele também reclama que a oferta da linha de financiamento
demorou -o setor pressionava por uma linha específica de
crédito desde fevereiro.
A secretária de Educação Superior do MEC, Maria
Paula Dallari Bucci, afirma que os requisitos para pedir crédito
pela linha do BNDES são uma questão de "coerência".
"Faz parte da cultura de qualidade que estamos querendo consolidar",
rebateu. "Não faz sentido fomentar a expansão se
patamares mínimos não forem atingidos", completou.
Procurado pela reportagem, o BNDES afirmou por sua assessoria que
não se pronunciaria.
Fonte: Folha de São Paulo
Resolução nº 1931, de 17 de Setembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:53 hs.
Aprova o Código de Ética Médica.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1786.pdf
Fonte: DOU n.º 183 - 24.09.2009
OAB divulga listas de aprovados na primeira fase de exame
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:47 hs.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou as listas de aprovados
na primeira fase do segundo Exame de Ordem unificado deste ano. A
seleção conta com 26 Estados --Minas Gerais não
participa do exame.
Acesse o site e siga as instruções abaixo
http://www.cespe.unb.br/concursos/OAB2009_2/
Para verificar se está entre os aprovados para a segunda fase, o
candidato tem que entrar no site acima e clicar no Estado em realizou a
prova, em uma lista no lado direito. A relação dos
aprovados é o arquivo "Relação dos examinandos
aprovados na prova objetiva".
Na área de cada Estado, o candidato também pode acessar
os três cadernos de prova ("Igualdade", "Liberdade" e
"Fraternidade") e seus respectivos gabaritos preliminares.
O candidato que desejar entrar com recursos contra o resultado da prova
poderá acessar o sistema de quinta-feira (24) até o dia
28 de setembro, respeitando os horários estabelecidos por cada
cada seccional da OAB.
Serão excluídos preliminarmente os recursos
inconsistentes ou intempestivos. Os resultados devem ser publicados no
dia 14 de outubro.
Fonte: Folha on line
Alunos não escolhem curso pela nota
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
Alunos não escolhem curso pela nota
Avaliações do MEC são levadas em conta por apenas 4% dos alunos, de acordo com pesquisa
Simone Iwasso e Mariana Mandelli
O resultado das avaliações feitas pelo Ministério
da Educação (MEC) das universidades e faculdades do
País foram importantes na hora da escolha da
instituição para cerca de 4% dos estudantes do ensino
superior privado no Estado de São Paulo, segundo pesquisa
encomendada pelo Semesp, sindicato das entidades privadas. Os fatores
mais levados em conta foram a localização (24%) e o valor
da mensalidade (19%).
Para especialistas, o fato de estudantes darem pouca importância
para avaliações pode ser indicativo de que eles ainda
não conhecem bem esses dados, o que exigiria maior
esforço na divulgação deles. E com a
inclusão de novos indicadores nos últimos anos, a leitura
dos números ficou mais completa, mas também mais complexa.
“A pesquisa mostra que o estudante busca o ensino superior para
aumentar o acesso ao mercado e que ele quer conseguir isso perto de
onde ele mora e pelo preço que ele pode pagar”, diz
Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp. “O dado mostra que
as instituições precisam dialogar melhor com as empresas,
para aprimorar sua empregabilidade.”
O levantamento foi feito com uma amostra formada por 1.682 alunos,
pais, professores e funcionários de instituições
da capital e de nove regiões do interior no primeiro semestre
deste ano. O instituto responsável foi o CDN Estudos &
Pesquisa.
“As avaliações ainda não chegaram aos
alunos. A gente que trabalha com isso, que acompanha, já
está acostumado, discute muito e fala muito. Mas, no geral, os
resultados ainda não foram popularizados”, analisa Mozart
Neves, do movimento Todos pela Educação. “Uma vez
por ano, os jornais e revistas publicam os dados, eles reverberam por
dias e depois ninguém mais toca no assunto. E o jovem, em geral,
não lê muito.”
Na avaliação do consultor Carlos Monteiro, da CM
Consultoria, outro fator que pode explicar o impacto pequeno das
avaliações entre os estudantes é o fato de muitos
não estarem dispostos a sair de sua cidade para estudar, no caso
de que mora no interior. “Muitas vezes a escola com conceito ruim
é a única que ele tem.” O consultor avalia
também que a tendência é que haja mudanças.
“No segundo semestre, o ministério adotou
ações como suspensão de vagas em cursos com
avaliações ruins, isso vai influenciar a
percepção do aluno.”
No caso de São Paulo, a opção pela comodidade
é explicada pela dificuldade de locomoção.
Moradora de São Bernardo do Campo, Camila Pfeifer, de 20 anos,
escolheu fazer administração na Universidade Metodista,
porque era perto de sua casa. “Para ser sincera, eu nem me
importei com avaliação.” O estudante de
administração da Fundação Santo
André Kenny Curcovezki, de 23 anos, se encaixa nos 4% que
valorizam os indicadores. “Sabia que era um dos mais bem
avaliados.”
Fonte: Jornal da Tarde - SP
Publicados resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:43 hs.
O Diário Oficial da União (DOU) do dia de hoje, 23 de
setembro, traz os resultados preliminares do Censo Escolar da
Educação Básica de 2009. Após a
publicação, as redes de ensino têm 30 dias para
fazer a conferência, correção e
complementação dos dados. Findo esse período, o
banco de dados será definitivamente fechado e será feita
a publicação do resultado consolidado do Censo 2009.
Além da publicação no DOU, o Inep envia, a cada
gestor (secretários estaduais e municipais de
educação) – pelo Correio e com aviso de recebimento
– a situação de preenchimento, inclusive quais as
escolas de seu município que ainda não responderam o
Censo (escolas faltantes). O instituto envia, também, cinco
relatórios detalhados: de dados de matrículas, de
transporte escolar, de atividade complementar e atendimento educacional
especializado, de educação de jovens e adultos integrada
à educação profissional e de
educação profissional. Todos separados por escola, para
que a secretaria possa fazer sua conferência e proceder às
correções após a publicação do
resultado preliminar.
Com esse rigor, o Inep pretende que a informação coletada
seja o mais exata possível. O controle atual permite, por
exemplo, a redução de alunos duplicados – coisa que
ocorre quando os pais, para garantir vaga, fazem matrícula em
mais de um estabelecimento de ensino. Hoje é possível
verificar isso e pedir informações sobre qual escola, de
fato, o aluno está freqüentando. Assim o mesmo aluno
não é contado duas vezes. Há, no entanto,
estudante matriculado em duas escolas em turnos diferentes – e
esse tipo de detalhe o Educacenso, que faz do aluno a unidade de
informação, é capaz de mostrar.
Os números de matrículas nas diversas modalidades de
ensino servem de base para o planejamento orçamentário de
ações públicas. O Censo Escolar é a
referência para o repasse de recursos para programas como o da
merenda e o do transporte, além do Fundeb – Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação Básica.
Segundo as informações prestadas, preliminarmente, em
todo o Brasil há 52.099.832 estudantes matriculados na
Educação Básica, que engloba as etapas: creche,
pré-escola, educação fundamental, ensino
médio, educação especial, educação
de jovens e adultos e educação profissional. O resultado
definitivo do Censo 2008 apontou 53.232.868 matrículas – o
que significa que cerca de 2% dos alunos ainda não foram
informados, supondo-se que a matrícula mantenha-se
estável.
Há 1.860.872 matrículas em creches. Na pré-escola
há 4.809.620 matrículas e, na educação
fundamental, são 17.139.755 nos anos iniciais e 14.351.200 nos
anos finais. Um total de 8.280.875 estudantes cursa o ensino
médio regular. Na educação de jovens e adultos
são 4.577.517 matrículas, na profissional são
837.011 e na educação especial observamos 242.982
matrículas.
Quanto à dependência administrativa, a maior parte das
matrículas se concentra na rede pública. Há
215.901 estudantes matriculados na rede federal, 20.646.917 na rede
estadual, 24.148.378 na rede municipal e 7.088.636 na rede privada.
Estabelecimentos
No que se refere a estabelecimentos educacionais, há, neste ano,
194.546 em funcionamento. Desses, 41.506 são creches, 104.224
são de pré-escola, 136.329 atendem alunos dos anos
iniciais da educação fundamental e 61.624 atendem alunos
dos anos finais. Há 25.709 estabelecimentos de ensino
médio, 40.078 de EJA, 3.461 de educação
profissional e 5.350 estabelecimentos de educação
especial.
No que se refere à dependência administrativa, 301
estabelecimentos são federais, 32.200 são estaduais,
24.148.378 são municipais e 7.088.636 são da rede privada
de ensino.
Preenchimento
Embora esses 30 dias após a publicação dos
resultados preliminares no DOU sejam destinados à
conferência e correção de dados, as redes que ainda
não lançaram seus dados deverão fazê-lo
nesse período. Ao se comparar os dados preliminares de 2009 com
os definitivos de 2008, constata-se uma diminuição que
pode indicar o não-preenchimento correto de dados por algumas
redes. Segundo o banco de dados do Inep, órgão
responsável pela realização do Censo Escolar,
foram coletadas informações de 97,4% das escolas
existentes no ano passado e 97,9% das matrículas.
O Inep fornecerá informações sobre preenchimento
por rede de ensino, dividido por unidade da federação.
Há municípios em que menos de 80% do total de
matrículas foi informado. Também foram registradas
escolas que não conseguiram, durante o período regular de
preenchimento do Censo, lançar nenhum dado. Os gestores
educacionais dos municípios e das redes têm sido alertados
pelo Inep, pois deverão preencher os cadastros faltantes neste
período de 30 dias.
Os estados que apresentaram os piores índices de resposta das
escolas foram Ceará, Rondônia, Piauí,
Paraíba e Rio Grande do Norte. Já os que mostraram os
melhores índices de preenchimento foram São Paulo, Mato
Grosso do Sul e Distrito Federal. Essa informação
não se refere às escolas das redes estaduais, mas ao
conjunto de todas as redes – que inclui escolas privadas,
municipais e federais - localizadas nesses estados. Já com
relação ao preenchimento de matrículas, os piores
resultados foram observados na Paraíba, Bahia, Piauí, Rio
de Janeiro e Rio Grande do Norte. Já os melhores índices
de preenchimento quanto a número de matrículas se deu no
Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Confira no arquivo para download:
Tabela 1 - Número de matrículas da educação
básica, dados preliminares e finais, Brasil e UF - 2008-2009
Tabela 2 - Número preliminar de matrículas da
educação básica por modalidade/etapa de ensino,
Brasil e UF, em 27/05/2009
Tabela 3 - Número de estabelecimentos da educação
básica por modalidade/etapa, Brasil e UF, em 27/05/2009
Tabela 4 - Número de escolas e matrículas da
educação básica por dependência
administrativa, Brasil e UF - 2009
Tabela 5 – Percentual de preenchimento de escolas e
matrículas de educação básica em
relação a 2008, Brasil e UF
Tabela 6 - Percentual de preenchimento de matrículas e escolas
da educação básica em relação a
2008, por dependência administrativa, Brasil e UF
Tabela 7 - Percentual de preenchimento das matrículas e escolas
da educação básica em relação a
2008, por localização, Brasil e UF
Tabela 8 – Censo vs Pnad: Comparativo de matrículas de
educação básica, segundo etapa/modalidade de
ensino - Brasil - 2003-2008
Fonte: Inep
Matrículas na educação básica caem 2,1%, aponta censo
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 23/09/2009 - Brasília DF
Agência Brasil
As matrículas na educação básica do
país tiveram uma queda de 2,1% entre 2008 e 2009. O total de
alunos que estudam em escolas das redes pública e privada passou
de 53,2 milhões para 52.099.832, segundo os dados do Censo
Escolar divulgados hoje (23) pelo Ministério da
Educação (MEC). O ministro Fernando Haddad, entretanto,
destaca que a redução não significa que há
menos crianças na escola. Ao verificar os dados da Pesquisa
Nacional por amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), a taxa de
atendimento cresce a cada ano. A última verificada em 2008 foi
de 97,5% das crianças de 6 a 14 anos na escola. “O que
ocorre é que a metodologia do nosso censo está muito mais
apurada do que no passado e evita a dupla contagem”,
explica Haddad. Antes de 2007 a escola era obrigada a
informar o número de alunos e por essa razão às
vezes uma mesma criança era contada duas ou até
três vezes. Agora os estabelecimentos de ensino precisam enviar
ao MEC o nome de cada um dos estudantes, o que reduz a chance de erros.
Os dados divulgados hoje ainda são preliminares. A partir da
publicação dessas informações, estados e
municípios têm 30 dias para solicitar
correções. É a partir do número de
matrículas que é calculado os valores que serão
repassados via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica (Fundeb) para as redes estaduais e
municipais. Quem não corrigir os dados pode ficar com menos
verba do que deveria receber. A educação
básica envolve a creche, a pré-escola, o ensino
fundamental e o ensino médio. Na avaliação do
ministro, a queda do número de matrículas é
tendência esperada, principalmente em função da
redução do número de nascimentos no país.
“Cada vez nascem menos crianças e isso terá impacto
na queda de matrículas. O número de brasileiros na faixa
etária dos 10 aos 17 anos cai em torno de 700 mil ao ano”,
afirmou. Haddad acredita que a partir de uma melhor
apuração do número de alunos é
possível otimizar os recursos já que as secretarias
estaduais e municipais não receberão recursos além
do devido. O detalhamento dos dados foi publicado no Diário
Oficial da União de hoje (23).
Cassada liminar que determinava rematrícula de inadimplente em universidade particular
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:12 hs.
Instituição de ensino particular pode impedir aluno
inadimplente de frequentar as aulas, decidiu o Desembargador
Antônio Corrêa Palmeiro da Fontoura, do TJRS. De acordo com
o magistrado, a conduta é expressamente autorizada pelos artigos
5º e 6º, § 1º, da Lei 9.870/99. Tratando-se de
contrato bilateral, acrescentou, o estabelecimento não é
forçado a prestar serviços educacionais sem a devida
contraprestação.
Com o posicionamento, cassou liminar que determinava à
Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Santa Maria efetuar
rematrícula de universitário do curso de Direito, com
dívida confessa de longa data.
A Ulbra interpôs o recurso de Agravo de Instrumento ao TJ contra a tutela antecipada deferida no 1º Grau.
Em decisão monocrática, o Desembargador Palmeiro destacou
que o artigo 5º da Lei 9.870/99, ao assegurar o direito da
rematrícula aos alunos de determinada instituição
de ensino, exclui os inadimplentes. “Nenhuma norma é
descumprida caso a universidade particular resolva não mais
prestar serviços educacionais aos estudantes em tal
situação.” Nessa relação contratual
bilateral é necessária a contraprestação do
serviço prestado. A previsão está contida no
artigo 476 do Código Civil.
Inadimplência
Na avaliação do magistrado, depreende-se que a
inadimplência é confessa e antiga. As partes realizaram
negociação para sanar o débito, mas o autor da
ação declaratória não cumpriu o acordo.
“Dessa forma, mostra-se plenamente respaldada pela
legislação aplicável à espécie a
recusa a agravante em oferecer seus serviços educacionais.”
Segundo a Ulbra a dívida do universitário é de
aproximadamente R$ 10 mil. Sustentou que desde 2005, o agravado vem
reiteradamente apresentando débito. Informou que foi tabulado
acordo referente à inadimplência do segundo semestre de
2007, com parcelas de R$ 313,19, com pagamento de apenas uma
prestação. Em 2008/2, a matrícula em 10
disciplinas gerou mensalidade de R$ 1.195,28. No primeiro semestre de
2009, o universitário não concluiu o curso de Direito em
razão dos débitos pendentes.
O Desembargador Antônio Palmeiro citou jurisprudência
reconhecendo a legalidade de instituição particular negar
renovação de matrícula de inadimplente no final do
período letivo. Os julgados são da 6ª Câmara
Cível do TJRS e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
TJ-RS
Fonte: Portal Direito do Estado
Matrículas em creches do país sobem 6%
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 24/09/2009 - São Paulo SP
Revelado pelo Censo Escolar da Educação Básica, o
dado é positivo, já que a demanda por atendimento nessa
fase é grande. Nas outras etapas da educação
básica, houve queda nas matrículas; motivo é o
número menor de nascimentos, diz governo
LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As matrículas em creches (crianças de zero a três
anos) aumentaram 6% neste ano nas redes pública e privada do
país, na comparação com 2008. Especialistas
apontam que o aumento é positivo, principalmente porque a
demanda no país por atendimento nessa fase é grande.
Só 18% das crianças de zero a três anos
estão na escola, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios, do IBGE). As creches são a
única etapa do ensino básico em que não houve
queda no número de alunos, segundo o Censo Escolar da
Educação Básica, que mostrou que, no geral, o
número de matrículas no país caiu 2,28%. A
tendência de queda deve se manter, segundo o Ministério da
Educação, principalmente por causa da questão
demográfica. "Nascem menos brasileiros a cada ano. Por isso, o
número de crianças na escola cai ano após ano",
afirmou o ministro Fernando Haddad. Ele, no entanto, negou que isso
signifique menor atendimento na rede pública de ensino. "A Pnad
mostrou que, do ponto de vista proporcional, há mais
crianças na escola."
Uma mudança na metodologia também ajudou a reduzir o
número de alunos registrados nas escolas do país, de
acordo com Haddad. Antes, as escolas enviavam apenas o número de
alunos a que atendiam. Pelo novo sistema, eles precisam enviar o nome
de cada estudante, além de seus dados básicos.
"Diminuímos a duplicidade de matrículas, que, às
vezes, chegava a ser triplicidade." Os dados do censo são
preliminares. Eles são usados no cálculo para o repasse
de verba pública para Estados e municípios. Os recursos
vão para programas como o da merenda e o do transporte,
além do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação Básica). A partir da
divulgação, as redes de ensino têm 30 dias para
fazer a conferência, correção e
complementação dos dados. Questionado se a duplicidade de
registros estava relacionada a indícios de fraudes em Estados e
municípios -com o objetivo de receber repasses
maiores-, ele respondeu: "Não necessariamente". Supletivo
- A redução nas matrículas foi maior no EJA
(Educação para Jovens e Adultos), o antigo supletivo.
Nessa etapa, o número de alunos passou de 4,9 milhões
para 4,5 milhões. Embora seja a mais expressiva do censo, a
queda pode não representar um dado negativo, segundo o
presidente do Inep (instituto do MEC responsável por
avaliações), Reynaldo Fernandes. "Pode significar que os
alunos estão ficando no ensino regular e, com isso, ocorre uma
redução natural do público. Mas teremos que
analisar esse dado mais a fundo." Na pré-escola, que atende a
crianças de quatro a cinco anos, a queda nas matrículas
pode estar relacionada a mudanças no ensino fundamental, de
acordo com o presidente do Inep. A partir de 2010, o ensino fundamental
ganhará um ano (chegando a um total de nove anos) e
passará a receber crianças com seis anos de idade.
"Muitas escolas estão em transição, então
isso pode ter influenciado os números", afirmou Fenandes.
Homologação de Pareceres CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:11 hs.
Publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, p. 13, de 24 de setembro de 2009.
DESPACHO DO MINISTRO
Em 23 de setembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 13/2009, da Câmara de Educação
Básica do Conselho Nacional de Educação, que
aprova as Diretrizes Operacionais para a Educação
Especial na forma deste Parecer e do Projeto de Resolução
em anexo ao Parecer, do qual é parte integrante.
Fonte: Blog do CNE
Ministro regulamenta diretrizes para atendimento de alunos com deficiência
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 23/09/2009
Matrícula poderá ser feita em classes regulares e
especializadas. Ministério da Educação (MEC) quer
garantir recursos de acessibilidade.
Do G1, em São Paulo
Alunos com deficiência poderão ser matriculados em classes
regulares e em entidades especializadas simultaneamente. O ministro da
Educação, Fernando Haddad, homologou nesta quarta-feira
(23) o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que
garante recursos para ambas as instituições. Até
então, a verba era destinada para apenas uma das
instituições. O parecer trata das diretrizes para o
atendimento educacional especializado para os alunos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação. Segundo o Ministério
da Educação (MEC), houve ajustes no texto inicial, antes
da publicação, para evitar interpretações
equivocadas, como a de que o governo estaria proibindo o
atendimento educacional especializado.
O parecer regulamenta o decreto nº 6.571/08, que dispõe
sobre o apoio técnico e financeiro da União aos sistemas
públicos de ensino nos estados e municípios para ampliar
a oferta do atendimento educacional especializado. Esse tipo de
atendimento se refere a atividades complementares à
escolarização dos alunos.
De acordo com o MEC, o texto do parecer diz que, para a
implementação do decreto, os sistemas de ensino devem
matricular os alunos com deficiência nas classes comuns do ensino
regular e no atendimento educacional especializado, ofertado em salas
de recursos ou instituições especializadas,
públicas ou privadas sem fins lucrativos. As
instituições que oferecerem o atendimento especializado
para alunos matriculados nas classes comuns do ensino regular
também receberão recursos do Fundo de
Manutenção da Educação Básica
(Fundeb). O decreto ainda diz que a matrícula de cada aluno com
deficiência no ensino regular da rede pública e
também no atendimento especializado deve ser contada em dobro,
para que os recursos do Fundeb possam subsidiar as duas modalidades. O
objetivo, segundo o ministério, é garantir recursos de
acessibilidade, bem como estratégias de desenvolvimento da
aprendizagem, previstos no projeto político-pedagógico da
escola.
STF fará audiências antes de julgar cotas das universidades
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 23/09/2009
O Supremo Tribunal Federal (STF) só irá se pronunciar
sobre a legalidade dos critérios raciais e do sistema de reserva
de vagas para alunos egressos do ensino público como formas de
acesso a universidades federais no próximo ano. As
ações que discutem o assunto serão tema de
audiência pública de 3 a 5 de março do
próximo ano, das 9 às 12 horas, conforme
convocação feita pelo relator, ministro Ricardo
Lewandowski. Quem quiser participar dos debates deve se inscrever entre
os dias 1º e 30 de outubro, por meio de mensagem eletrônica
para o endereço acaoafirmativa@stf.jus.br. O STF vai
disponibilizar em seu portal, a partir do dia 13 de novembro deste ano,
a relação dos inscritos habilitados a participar da
audiência.
O objetivo do ministro Lewandowski é colher depoimentos de
pessoas com experiência e autoridade em matéria de
políticas de ação afirmativa no ensino
superior, que possam balizar o futuro julgamento. Foram convidados,
além dos ministros do STF, os presidentes do Congresso Nacional
e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); o procurador-geral da
República e o advogado-geral da União; o
Ministério da Educação; as Secretarias Especiais
de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
(Seppir) e dos Direitos Humanos (SEDH) e o Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).
"A questão constitucional apresenta relevância do ponto de
vista jurídico, uma vez que a interpretação a ser
firmada por esta Corte poderá autorizar, ou não, o uso de
critérios raciais nos programas de admissão das
universidades brasileiras", afirmou Lewandowski, no despacho no qual
convocou a audiência. "Evidencia-se a repercussão social,
porquanto a solução da controvérsia em
análise poderá ensejar relevante impacto sobre
políticas públicas que objetivam, por meio de
ações afirmativas, a redução de
desigualdades para o acesso ao ensino superior", acrescentou o relator.
Uma das ações que será objeto do debate foi
ajuizada pelo DEM e questiona o sistema de cotas raciais adotado pela
Universidade de Brasília (UnB) para preenchimento de 20% das
vagas abertas nos vestibulares. Segundo o DEM, as cotas ferem os
princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da
razoabilidade. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, negou, em
31 de julho, liminar pedida pelo partido e a Procuradoria-Geral da
República (PGR) já emitiu parecer pela
rejeição da ação. Há ainda em
tramitação na Corte um recurso em que se debate o sistema
de reserva de vagas para estudantes do ensino público e para
estudantes negros adotado pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS).
Governo repassa R$ 447 milhões para estados e municípios
Fonte: Jornal da Educação
A União repassou R$ 447 milhões para estados e
municípios nesta quarta-feira, 23 referentes à parcela de
agosto da cota do salário-educação. As redes
estaduais recebem R$ 230,6 milhões e as municipais R$ 216,7
milhões. O salário-educação é
destinado ao financiamento de programas voltados para a
educação básica pública.
Os recursos são recolhidos das contribuições dos
salários pagos por empresas vinculadas ao Regime Geral da
Previdência Social – a alíquota é de 2,5%
sobre a folha de pagamento.
Após a arrecadação, cabe ao Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) repartir os recursos
do salário-educação da seguinte forma: 90%
são divididos entre estados, municípios e a União,
e 10% vai para programas, projetos e ações voltados
à educação básica. Dos 90% estados e
municípios que ficam com 66,6% e cota federal é de 33,3%.
Distribuída com base no número de alunos da
educação básica, a cota estadual/municipal
é depositada mensalmente nas contas correntes das secretarias de
educação dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios. Já a cota federal é destinada ao FNDE,
para reforçar o financiamento de programas e projetos do ensino
básico, para reduzir os desníveis socioeducacionais entre
municípios e estados.
MEC pretende oferecer formação continuada para cem mil educadores
Fonte: Clipping Educacional Portal G1, 24/09/2009
Pró-letramento oferece cursos de matemática,
alfabetização e linguagem. Tutores do projeto recebem
bolsa mensal de R$ 400
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) pretende oferecer,
em 2010, cursos de formação continuada em
matemática, alfabetização e linguagem para cem mil
educadores. Os cursos integram o projeto Pró-letramento e
serão destinados aos professores dos anos iniciais do ensino
fundamental das redes públicas que aderiram ao programa em 2009.
O projeto oferece dois tipos de formação: um curso
de alfabetização e linguagem e outro de
matemática, com carga de 120 horas cada. A
formação combina encontros presenciais e atividades
individuais durante oito meses e tem o auxílio de tutores que
ajudam na orientação dos estudos.
Esses tutores recebem bolsas mensais no valor de R$ 400 pagas pelo
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE), uma autarquia do MEC. O Pró-letramento é
desenvolvido pelo ministério em parceria com 19 universidades
que integram a Rede Nacional de Formação Continuada e com
a adesão de estados e municípios. De acordo com o MEC,
atualmente 169.764 docentes estão fazendo esse tipo de
formação continuada.
Surdos querem escola própria para alfabetização adequada
Fonte: Clipping Educacional Folha Online, 24/09/2009 - São Paulo SP
RACHEL BOTELHO da Folha de S.Paulo
Para estimular os surdos a assumir sua condição e para
combater a discriminação, surgiu nos Estados Unidos, no
começo da década de 1990, um movimento conhecido como
Orgulho Surdo. Os integrantes -principalmente pessoas que falam
línguas de sinais, frequentam escolas para surdos, são
parentes ou intérpretes- defendem que a surdez seja encarada
como uma experiência diferente, não como
deficiência. No Brasil, embora o movimento não
exista oficialmente, escolas e associações de surdos
reivindicam o direito de essas pessoas serem alfabetizadas primeiro em
Libras (Língua Brasileira de Sinais) e depois em
português. "Somente assim podemos ter pleno entendimento de um
mundo que não ouvimos", afirma Paullo Vieira, presidente da
Associação dos Surdos de São Paulo. No
próximo sábado, dia 26, às 12h, uma passeata
sairá do Masp, em São Paulo, para divulgar as
reivindicações da comunidade, como o direito de optar por
uma escola para surdos. "Ainda não estamos preparados para que a
inclusão seja imposta na parte educacional", diz Vieira. Na
data, comemora-se o Dia do Surdo. Colaborou FERNANDA BASSETTE, da
Reportagem Local
Empresas começam a flexibilizar exigências sobre a origem escolar
Fonte: Valor Econômico
"Se separarmos uma turma de jovens talentos da empresa em dois grupos,
o dos formados nas faculdades de primeira linha e o dos que vieram de
faculdades de segunda linha, fica claro que o segundo grupo é
mais engajado e tem um nível de comprometimento diferenciado com
a empresa". A frase de Rodolfo Eschenbach, líder da área
de organização e talentos da consultoria Accenture,
representa uma grande quebra de paradigma e reflete um movimento que
começa a acontecer nas empresas brasileiras em
relação a contratações de jovens
profissionais e trainees.
Enquanto uma parte das organizações ainda acredita que os
melhores talentos vêm das melhores universidades e usa esse
critério como peso nos processos seletivos, outra parcela tem se
encarregado de mudar os filtros de escolha de candidatos por perceber
que estava deixando muita gente boa de fora simplesmente porque
não se encaixavam a um perfil padrão.
A Accenture reviu seus critérios de seleção de
trainees há três anos e retirou da peneira os nomes das
faculdades. A razão inicial foi uma necessidade de suprir a
demanda: a empresa não estava conseguindo preencher todas as
suas vagas -em 2008, por exemplo, foram contratados 805 trainees, a uma
média superior a 10 candidatos por vaga -e precisava buscar
talentos em outras praças. Mas essa necessidade acabou levando a
área de recursos humanos a desenvolver novos testes de
avaliação de comportamentos e aptidões e, com
isso, descobriu nesse novo grupo traços de flexibilidade,
inteligência emocional e força de vontade que nem sempre
encontrava nos candidatos que vinham das escolas "top" de linha.
Um dos casos que motivou a Accenture a romper essa barreira foi o da
consultora Daniella Alledo. Formada em administração de
empresas pela Universidade São Judas- que não faz parte
da hipotética "lista" das escolas de primeira linha-, com um
perfil considerado técnico e um nível de inglês
aquém do desejado, Daniella foi contratada pela empresa para
atuar em uma função técnica em recursos humanos
pelo seu conhecimento em SAP, mas não tinha o perfil que a
empresa buscava para a área de consultoria, seu grande desejo
profissional. No entanto, quando procurou o diretor de Talentos para
manifestar seu interesse em mudar, Daniella teve sua chance. E
Eschenbach faz questão de ressaltar que, a partir desse exemplo,
ele teve certeza que precisaria mudar o modelo de seleção
da empresa. "Ela se destacava na outra área e, depois que mudou
para a consultoria, tornou-se uma das melhores funcionárias da
equipe, com nível de engajamento acima do normal justamente
porque ela teve essa oportunidade", conta o diretor.
De fato, nem ela esperava que um dia faria parte do quadro de uma
multinacional de grande porte. Com origem no interior de São
Paulo e recursos insuficientes para pagar uma escola de
prestígio como a Fundação Getulio Vargas (FGV),
Daniella conta que sempre ouviu do pai que só se daria bem na
vida quem fizesse uma faculdade de primeira linha. Hoje com 32 anos e
há dois atuando como consultora da Accenture, ela valoriza a
chance que teve: "Isso me motiva a melhorar sempre."
Para alguns especialistas, existe uma discussão importante por
trás do estigma que foi criado pelas empresas em torno dos
programas de trainees. O presidente da consultoria DBM, Claudio Garcia,
explica que as organizações, especialmente as
multinacionais, centraram seus esforços nos últimos anos
para atrair e reter os jovens da chamada geração Y sem se
dar conta de que eles ainda representam uma parcela muito pequena da
população brasileira nessa faixa dos 20 aos 30 anos.
São chamados de Y os netos dos baby boomers, aqueles
profissionais nascidos no pós-Segunda Guerra nos Estados Unidos.
Seus pais, alcunhados de geração X, acumularam riquezas
ao custo de muito trabalho, estresse e pouca - ou nenhuma- qualidade de
vida, enquanto essa nova geração, gozando da estabilidade
financeira conquistada pela família, busca outro tipo de
relação com o trabalho. Formados em bons colégios
particulares, graduados nas melhores universidades, fluentes em
vários idiomas, com perfil crítico e empreendedor e, na
maior parte das vezes, com vivência internacional, os Y querem
fazer diferente. Esses jovens não abrem mão da qualidade
de vida, gostam de realizar atividades que tragam reconhecimento e
evolução rápida na carreira- de preferência,
sem passar pelos sacrifícios que viram seus pais enfrentar no
trabalho.
Porém, ao selecionar apenas gente com esse perfil, muitas
organizações no Brasil se depararam com questões
difíceis de serem administradas, como a alta expectativa e a
pouca flexibilidade, muitas vezes traduzida em arrogância.
"Imagine só: esses jovens vêm das melhores faculdades e
depois passam por processos seletivos árduos e super
concorridos. Em algumas situações, de 30 mil candidatos
de um programa de trainees sobram apenas 30", diz a
sócia-diretora da Across, Regina Camargo. "Ele certamente vai
pensar 'eu sou o cara, agora posso relaxar'. Mas não se
dá conta que a carreira dele está apenas
começando", acrescenta.
As próprias instituições de ensino começam
a reagir. Depois de receber um "puxão de orelha" de algumas
organizações que classificaram seus alunos como
arrogantes, a FGV lançou há dois anos o programa "Baixa a
Bola, FGV". A coordenadora de estágios e colocação
profissional da escola, Christina de Paula Leite, conta que a
ação consiste em palestras nos cursos de
graduação, ministradas por professores e
psicólogos, que explicam aos alunos do primeiro ano que a escola
estimula a proatividade, mas não a arrogância. "Mostramos
que eles não são donos do mundo só porque entraram
na FGV. Uma coisa é ter determinação, brilho nos
olhos. Outra é se achar melhor que os outros", afirma Christina.
Um fato concreto é que alunos egressos de faculdades mais
conceituadas são mais disputados e costumam ter um leque maior
de opções de estágio e emprego em grandes empresas
em comparação aos estudantes de escolas de menor
prestígio. Quando participam de processos seletivos, os melhores
alunos em geral conseguem ser aprovados em duas, três ou
até quatro faculdades e se dão o direito de escolher. E
são exigentes: se a empresa não atender rapidamente
às suas expectativas, eles deixam a companhia e tratam de seguir
seu caminho onde acharem que serão mais reconhecidos. Para estes
que têm várias opções na mão, avaliam
os especialistas, a paciência se mostra bem mais curta do que no
caso de jovens que agarraram aquela oportunidade como se fosse a
única.
É diante desse cenário que organizações
começam a ampliar o foco de atuação em busca de
maior diversidade na caça aos talentos. E é também
nesse sentido que entra o raciocínio exposto por Garcia, da DBM.
"No Brasil, o baby boom e as chamadas gerações X e Y
só se repetiram nas classes A e B. Porém, no país
existe muita diversidade a ser explorada", afirma o consultor. Ou seja,
muitas regiões do país começaram somente agora a
produzir os seus representantes da geração anterior, a X,
caracterizada por profissionais mais pragmáticos, ágeis
no aprendizado e pautados pelo senso de oportunidade. São
aqueles que querem construir uma carreira sólida e agarram com
força as oportunidades que surgem. Diferentemente da
geração Y, que usufrui das riquezas financeiras que seus
pais acumularam, os X precisam do trabalho para conquistar a
ascensão social, profissional e econômica. "Depois que
perceberam isso, diversas organizações encontraram jovens
com alto nível de competitividade, motivação, boa
capacidade cognitiva e uma capacidade emocional até melhor do
que os chamados jovens da geração Y formados nas
faculdades de primeira linha. E melhor: sem a pressão pela
promoção no curto prazo e alta
remuneração", completa o executivo da DBM.
Consultorias especializadas na seleção de jovens
profissionais confirmam a mudança. Depois de identificar que o
conhecimento e nível educacional dos estudantes não
necessariamente se traduzem nas melhores competências e
comportamentos esperados pelas organizações, a Across
decidiu redesenhar seu modelo de contratação, dando maior
foco a questões comportamentais. "Buscamos gente com potencial,
e o maior indicador é a capacidade de aprendizagem. É
possível medir nos processos seletivos o nível de
adaptabilidade, interação com outras pessoas e como
aquele jovem lida com feedbacks", diz Regina Camargo. "Se o jovem tem
essas características, ele vai atrás do resto". A
diretora calcula que metade dos seus clientes já compartilha
dessa visão, enquanto outra parte ainda acredita que os melhores
talentos estão nas faculdades mais tradicionais. "Por isso,
vamos levar para os clientes duas possibilidades na hora de fazer
seleção, a que acreditamos e a tradicional."
Pesquisa realizada pela Franceschini, empresa especializada em
análises de mercado, mostra que 71% das
organizações declaram preferir alunos de escolas
tradicionais, porém apenas 15% dos profissionais
recém-graduados contratados vêm dessas faculdades de
primeira linha. Foram entrevistados 259 executivos de recursos humanos
de companhias de diferentes portes e regiões do país. "As
empresas buscam perfil de 'Super Homem' até nos
recém-formados. Querem gente que trabalhe excessivamente, que
atenda o telefone de madrugada se for preciso. E é
difícil que pessoas que vêm de uma classe social mais
elitizada tenham essa flexibilidade exigida pelas empresas", afirma
Adélia Franceschini, responsável pelo estudo.
A executiva lembra ainda que, nos últimos anos, houve uma grande
evolução no ensino das faculdades particulares no que diz
respeito a práticas de mercado. "Na maior parte das
universidades tradicionais, o corpo docente está focado e
orientado para a pesquisa científica e para a busca de novos
conhecimentos, seguindo o modelo de ensino francês. Já as
faculdades mais recentes se voltaram para o mercado de trabalho, como o
modelo americano. O que existe ainda é um preconceito com
relação às escolas menos tradicionais", completa
Adélia, lembrando que diversos cursos de universidades possuem
pontuação de destaque no Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior, do
Ministério da Educação. "A maioria dos
contratantes traz as suas referências próprias do que
são boas escolas, e em geral são aquelas que eram as
melhores no seu tempo. Infelizmente os RHs ainda não estudam
essa questão profundamente. A contratação é
um processo ainda operacional."
Para a presidente da Cia de Talentos, Sofia Esteves, há dois
pontos relevantes nessa discussão. O primeiro é o fato de
que as pessoas que tiveram que batalhar e trabalhar para pagar a
faculdade amadurecem mais rápido e dão mais valor quando
conseguem um bom emprego. O segundo é que, na outra ponta,
muitas organizações têm paradigmas errados em suas
contratações, com frequência exigindo mais do que
precisam. "As empresas perdem pouco tempo na reflexão do que
é talento para elas. Querem trazer o melhor dos melhores, mas
depois a pessoa vai embora porque não se identifica com aquela
realidade". Novamente, trata-se da necessidade de se rever os filtros.
"Será que todos realmente precisam ter inglês fluente?",
questiona, lembrando que cerca de 75% a 80% dos jovens são
reprovados nos processos seletivos por não atenderem ao
nível desejado do idioma.
Roberta Lippi e Claúdio Belli
Comissões da Câmara discutem esta semana projetos do marco regulatório do pré-sal
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:54 hs.
Depois de terem escolhido os seus integrantes, as comissões que
tratam dos projetos do pré-sal na Câmara começam
efetivamente seus trabalhos nesta semana. Duas delas têm
audiências públicas marcadas para discutir o assunto.
A comissão que trata da criação do Fundo Social
convidou os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da
Cultura, Juca Ferreira. A comissão que trata da
capitalização da Petrobras, vai receber a presidente da
Comissão de Valores Mobiliários, Maria Helena Santana; e
o presidente da Bovespa, Edemir Pinto.
A comissão que analisa a criação da Petro-sal irá definir roteiro de trabalho e votar requerimentos.
O pré-sal também será assunto na comissão
da Amazônia e Desenvolvimento Regional. Foram convidados para
audiência pública os ministros do Meio Ambiente, Carlos
Minc; de Minas e Energia, Edison Lobão; e da
Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; e os
governadores do Amapá, Antônio Waldez; do Pará, Ana
Carepa; e do Acre, Arnóbio Júnior.
Fonte: UOL - SP
Após 9 meses de nova ortografia no Brasil, adoção em Portugal é indefinida
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 26/09/2009
Apesar de manifesto, tema está fora da campanha eleitoral
portuguesa. Logo após entrar em vigor, editoras brasileiras
já atualizaram dicionários
Fernanda Calgaro e Giovana Sanchez do G1, em São Paulo
Há nove meses adotada no Brasil, a reforma ortográfica
ainda não tem um cronograma oficial para ser aplicada em
Portugal. Ratificada por quatro países (Cabo Verde e São
Tomé e Príncipe também assinaram o acordo), a
mudança nas regras ortográficas tem causado
polêmica entre os portugueses. Apesar de não estar na
pauta das campanhas para as eleições gerais deste domingo
(27), o tema foi parar na Assembleia em maio deste ano, quando uma
petição para tentar reverter o acordo foi assinada por
113.206 pessoas e discutida na Comissão de Ética e
Sociedade. Um dos signatários, o escritor e ex-deputado do
Parlamento europeu Vasco Graça Moura, diz que a reforma é
"uma barbaridade e um chorrilho de asneiras, que não permite
atingir qualquer unidade da língua". Ele acredita que ainda
é possível reverter o acordo legalmente. "É
inconstitucional, face à Constituição Portuguesa,
ainda não foi ratificado por todos os países
signatários e é impossível aplicá-lo sem a
existência de um vocabulário ortográfico assente e
acordado entre todos os países que começaram por
subscrever o documento, além de criar inúmeros problemas
às crianças, aos professores e aos idosos, sem nenhuma
contrapartida útil."
Já para o professor de literatura da Universidade de Coimbra
Carlos Reis, a reversão política da adoção
do acordo não é aplicável, pois constituiu
um "ato político democraticamente legitimado". Se isso
acontecesse, segundo ele, seria um "ato de denúncia unilateral"
que prejudicaria a imagem do país. Em entrevista ao G1, o
professor Reis disse acreditar que, apesar das resistências, o
próximo ano será o da disseminação e o da
progressiva aceitação da nova ortografia. "Há
jornais que já a adotaram e ainda recentemente a
Associação de Professores de Português apelou ao
Ministério da Educação no sentido de
“forçar” a edição de livros escolares
em harmonia com o acordo ortográfico. E está para breve a
publicação, em Portugal, de um vocabulário
ortográfico da língua portuguesa, instrumento importante,
mas não decisivo, para que se resolvam algumas (poucas)
dificuldades que a nova ortografia levanta."
A reforma no Brasil - No Brasil, não houve grande polêmica
em relação à reforma ortográfica. Desde que
o novo acordo entrou em vigor, em janeiro, as escolas já
passaram a ensinar as novas regras, que começaram a ser aceitas
nas provas dos vestibulares. Veículos de imprensa também
aderiram imediatamente. Da parte das editoras, houve uma
preocupação em atualizar logo os dicionários,
livros de gramática e os didáticos, apesar de o prazo de
adaptação acabar em dezembro de 2011. “Professores
de português e tradutores, por exemplo, vieram
atrás dos novos dicionários e livros de referência.
Essas obras precisaram, obrigatoriamente, estar atualizadas”,
afirma Fabio Herz, diretor comercial da Livraria Cultura.
Os demais livros, como os de literatura e os técnicos,
porém, só são editados com as novas regras de
acordo com a demanda. “As obras prontas não são
modificadas. Quando um livro precisa ser reimpresso, ele sai revisado,
mas isso acontece conforme o fluxo de venda”, afirma Joaci
Pereira Furtado, editor de literatura e ensaio da Editora Globo.
“Antes de o prazo de adaptação terminar, no
entanto, teremos que passar um pente fino em todos os livros do
catálogo.” Mesmo no caso dos livros ainda com a regra
antiga, as vendas não sofreram nem abalo. “A nova
ortografia -que mexeu muito pouco no Brasil- não elimina a
qualidade do conteúdo existente. As obras de referência
ficaram obsoletas, mas não penso que ninguém vá
deixar de comprar um clássico, como “Cem Anos de
Solidão”, porque os tremas ainda estão
lá”, avalia Frederico Indiani, diretor de compras da
Livraria Saraiva. José Carlos Honório, que há 27
anos cuida do acervo dos livros de artes da Cultura, é da mesma
opinião. “As pessoas não estão muito
preocupadas com isso quando compram um texto literário.
Não é a falta da nova ortografia que vai depor contra o
trabalho de um poeta ou escritor.”
MEC quer substituir sistema de leitura de braille nas escolas
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 26/09/2009
A possibilidade de o Ministério da Educação (MEC)
substituir, nas instituições de ensino, o sistema braille
de leitura para cegos e portadores de forte deficiência visual
por computadores com programas específicos mobiliza entidades
representativas dessa parcela da população. Esse
será um dos pontos principais do documento final do
Seminário Brasileiro em Comemoração ao
Bicentenário de Nascimento de Louis Braille, criador do alfabeto
para cegos. O documento vai ser encaminhado a autoridades do
Legislativo e do Executivo. A proposta seria uma alternativa
apresentada pelo MEC para regularizar a distribuição de
livros didáticos em braille a cerca de 10 mil crianças
cegas de escolas públicas. O primeiro-vice-presidente da
Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB),
Moisés Bauer Luiz, ressaltou que a
substituição do braille por outro sistema é
completamente inviável. O encontro, promovido pela
organização, reúne 300 pessoas e 70
instituições na Câmara dos Deputados e será
encerrado após dois dias de debates. Entidades internacionais
também participam do seminário, uma
recomendação da Organização das
Nações Unidas (ONU) para comemorar os 200 anos da
criação desse sistema de leitura pelo francês Louis
Braille, cego desde os 8 anos de idade. Sobre a iniciativa do MEC,
Moisés Bauer afirmou que a organização defende um
sistema misto no qual se preserve o método tradicional para
alfabetizar as crianças deficientes, aliando a
incorporação de novos sistemas como os programas de
informática próprios para cegos.
"O sistema braille é fundamental para a
formação educacional do cego, principalmente da 1ª
à 4ª séries", destacou o vice-presidente da ONCB.
Quanto ao atraso na distribuição dos livros
didáticos, a instituição questiona a iniciativa do
MEC de cancelar a parceria com a Fundação Dorina Nowill,
responsável pela confecção e
distribuição dos livros didáticos juntamente com o
Instituto Benjamin Constant. Segundo ele, a alternativa apresentada
pelo ministério de reestruturar o sistema, com a
capacitação dos estados para confeccionar e distribuir o
material didático, levará pelo menos dois anos até
ser implementada. "Até a semana passada não tinha
saído sequer o edital de licitação para a compra
de 554 impressoras que serão distribuídas aos estados e
escolas capacitadas ao trabalho", afirmou.
Faculdade é condenada por expulsar aluno de sala indevidamente alegando inadimplência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs.
A Fundação Presidente Antônio Carlos (Fupac)
terá de indenizar em R$ 4 mil, por danos morais, um estudante de
Educação Física de 27 anos que foi expulso da sala
de aula em virtude de uma dívida de R$ 350 que já havia
sido quitada. A decisão é da 17ª Câmara
Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
Marcelo Moreira
Fonte: O Estado de São Paulo
