
1º/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Legislação Educacional
OEA recebe inscrição de instituições para oferta de bolsas
Chamada Pública FAPESC 11/2009 - Prêmio Mérito Universitário Catarinense
Comissão arquiva lei da autonomia universitária
CCJ da Câmara aprova projeto que prevê feriado de meio de semana na segunda-feira
Portaria nº 1.452, de 28 de Setembro de 2009
Chip eletrônico vai monitorar alunos da rede estadual de ensino
Gasto de R$ 2 bilhões reduz pouco o analfabetismo no país
Em debate proposta que restabelece exigência de diploma para jornalista
UNE quer que 50% dos recursos do Fundo Social sejam investidos em educação
Governo federal transfere R$ 21 milhões para escolas públicas
Cursos tecnológicos garantem rápida inserção no mercado
MEC regulamenta programa para melhora do ensino superior
MEC regulamenta ensino de crianças com deficiência
Nota oficial esclarece problemas em relação aos locais das provas
Câmara discute investimento do Pré-Sal em educação
Pesquisa revela percepções sobre setor educacional superior privado
Inep estuda realocar candidatos que farão a prova longe de casa
Novo Censo EAD desmente mito das altas taxas de evasão
Liberados R$ 27,9 milhões para execução de programas
Bielschowsky: ‘Nós estamos salvando a EAD no país’
Ensino a distância e presencial: igualdade no desempenho dos alunos
Estudantes serão impedidos de ocupar simultaneamente duas vagas em universidades públicas
Acesso cresce mais entre população pobre, diz pesquisa
Ministério da Educação cancela Enem após vazamento do exame
Legislação Educacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:57 hs.
A CM Consultoria disponibiliza em seu Portal o hall de
legislações educacionais (Portarias, Pareceres,
Resoluções, Despachos, Leis e Súmulas) publicadas
pelo Ministério da Educação e Cultura.
Acesse em: http://www.cmconsultoria.com.br/legislacoes.php
Fonte: CM Consultoria
OEA recebe inscrição de instituições para oferta de bolsas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:14 hs.
Instituições de educação superior,
públicas e privadas, interessadas em integrar a rede de
intercâmbio da Organização dos Estados Americanos
(OEA) podem apresentar, até esta quarta-feira, 30, proposta de
oferta de bolsas de estudos em cursos de capacitação
profissional. As bolsas podem ser em cursos presenciais e a
distância, nas áreas prioritárias indicadas,
ministrados em 2010. Informações e formulário
eletrônico para encaminhamento das propostas estão
disponíveis em http://www.educoas.org/Portal/es/oasbecas/invitacionpd2010.aspx?culture=es&navid=281.
Fonte: MEC
Chamada Pública FAPESC 11/2009 - Prêmio Mérito Universitário Catarinense
Fonte: FAPESC
A Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e
Tecnológica do Estado de Santa Catarina – FAPESC, convida
as Instituições de Ensino Superior do Estado de Santa
Catarina – IES, com fins não lucrativos, aptas a receberem
recursos segundo o Decreto 307, a selecionar alunos de
graduação em todas as áreas de conhecimento, para
que apresentem propostas de projetos de pesquisa, a fim de concorrerem
a Bolsas de Iniciação Científica e, ao final da
pesquisa, ao Prêmio Mérito Universitário
Catarinense (PMUC), nos termos aqui estabelecidos.
A proposta deverá ser protocolada na FAPESC, até às 19h00 do dia 30 de outubro de 2009,
à Rodovia SC 401, Km 01 – Módulo 12ª, ParqTec
Alfa – 5º andar, Bairro João Paulo –
Florianópolis – SC – CEP: 88030-000 ou postada até essa mesma data.
Link: http://www.fapesc.rct-sc.br/arquivos/23092009pmuc_11_2009.pdf
Comissão arquiva lei da autonomia universitária
Fonte: Clipping Educacional Portal Aprendiz, 29/09/2009
A Comissão de Finanças e Tributação da
Câmara dos Deputados rejeitou na quarta-feira (23/09) o Projeto
de Lei Complementar 118/03, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que
pretendia instituir a Lei Orgânica da Autonomia
Universitária. A proposta tinha como objetivo regulamentar a
autonomia das universidades públicas nos aspectos
didático- científico, administrativo e de
gestão financeira e patrimonial. Prevaleceu o parecer do
relator, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), pela
incompatibilidade e inadequação financeira e
orçamentária. Segundo o relator, o projeto fere artigo da
Constituição que define como privativa do presidente da
República a atribuição de, por meio de lei,
criar cargos, funções ou empregos públicos
na administração direta e autárquica. O projeto
havia sido aprovado em 2007 pela comissão do Trabalho,
Administração e Serviço Público, e
rejeitado no mesmo ano pela comissão de Educação e
Cultura. Como a rejeição pela comissão de
Finanças é terminativa, o projeto será arquivado.
(Agência Câmara)
CCJ da Câmara aprova projeto que prevê feriado de meio de semana na segunda-feira
Fonte: Agência Brasil
A antecipação da maioria dos feriados que ocorrerem no
meio da semana para as segundas-feiras poderá ser transformada
em lei. Projeto nesse sentido foi aprovado em caráter conclusivo
na semana passada pela Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara (CCJ). A matéria será
apreciada agora pelo Senado e se aprovada vai à
sanção presidencial.
O projeto de autoria do deputado Milton Monti (PR-SP) estabelece que os
feriados que caírem entre as terças e sextas-feiras
serão comemorados por antecipação nas
segundas-feiras, exceto os dias 1º de janeiro
(Confraternização Universal), Carnaval, Sexta-feira
Santa, 7 de setembro (Independência) e 25 de dezembro (Natal). A
proposta também prevê que havendo mais de um feriado na
mesma semana, o segundo passará para a semana seguinte.
Apresentado em 2003, o projeto foi aprovado por unanimidade na
Comissão de Educação e Cultura da Câmara em
julho de 2004.
Na justificativa da matéria, o deputado Milton Monti afirma que
os feriados que caem no meio da semana "causam muitos transtornos e
prejuízos à economia do país, principalmente ao
comércio". Monti disse ainda que quando um feriado é
comemorado na segunda-feira, o trabalhador pode planejar melhor a sua
vida e aproveitar um fim de semana prolongado sem que a economia fique
prejudicada.
Portaria nº 1.452, de 28 de Setembro de 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:55 hs.
Prorroga o período para efetuação da
atualização de bolsas do Programa Universidade para Todos
- ProUni, referente ao segundo semestre de 2009, pelas
instituições de ensino superior participantes do programa.
A Secretária de Educação Superior, no uso de suas atribuições.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1831.pdf
Fonte: DOU n.º 186, de 29.09.2009
Chip eletrônico vai monitorar alunos da rede estadual de ensino
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 153 - 09/09)
A tecnologia ajuda muitos estudantes em pesquisas e trabalhos
escolares. Agora, a novidade é um programa que vai interligar
alunos, professores, pais e diretores. O projeto "Conexão
Educação" é da Secretaria estadual de
Educação. O sistema vai contar com um cartão
eletrônico para o acompanhamento do desempenho de todos os alunos.
Ao todo, 54 escolas já estão equipadas com o novo
sistema. Segundo o subsecretário estadual de
Educação, Júlio da Hora, será
possível controlar a frequência, o desempenho
pedagógico do estudante e a alimentação. O aluno
também terá gratuidade no transporte urbano.
O cartão terá foto, nome do aluno, número da
matrícula estadual e virá com um chip interno. O
acessório não terá nenhum custo inicial ao aluno,
mas se houver perdas, um valor será cobrado.
O subsecretário planeja implantar por ondas o processo
até o final do ano para que todas as escolas estaduais estejam
com o cartão.
Gasto de R$ 2 bilhões reduz pouco o analfabetismo no país
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 154 - 09/09)
Lançado seis anos atrás com a meta de erradicar o
analfabetismo no país, o programa Brasil Alfabetizado já
consumiu mais de R$ 2 bilhões até este ano, mas o
índice de brasileiros que não sabem ler nem escrever um
bilhete simples caiu apenas 13% entre 2004 e 2008, segundo reportagem
de Marta Salomon.
Segundo o texto, ainda há mais de 14 milhões de jovens e
adultos analfabetos --o equivalente a um a cada dez brasileiros com 15
anos ou mais. "Não vou brigar com os números", reagiu
André Lázaro, secretário de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade do
Ministério da Educação: "A queda do analfabetismo
não é proporcional ao nosso esforço", completou.
No ritmo de queda registrado desde o início do programa, o
Brasil ainda vai demorar pelo menos o dobro do tempo --oito anos-- para
tirar do papel o compromisso de Dakar. "A [atual] taxa não
é o que queríamos, mas vamos cumprir a meta", insiste
Lázaro, com o aval do ministro Fernando Haddad.
Em debate proposta que restabelece exigência de diploma para jornalista
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 159 - 09/09)
A Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) realiza nesta quinta-feira (1º) audiência
pública para discutir proposta de emenda à
Constituição (PEC) do senador Antônio Carlos
Valadares (PSB-SE) que estabelece que o exercício da
profissão de jornalista é privativo do portador de
diploma de curso superior de Comunicação, com
habilitação em Jornalismo, expedido por curso reconhecido
pelo Ministério da Educação.
Foram convidados a participar do debate os presidentes da
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio
Murillo de Andrade; da Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero;
do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson
Spenthof, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI),
Maurício Azedo; da Associação Nacional de Jornais
(ANJ), Judith Brito; e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar
Britto, além do representante da Associação
Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Carlos Franciscato.
UNE quer que 50% dos recursos do Fundo Social sejam investidos em educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal IG, 30/09/2009
Agência Brasil
BRASÍLIA - A União Nacional do Estudantes (UNE)
lança no dia 13 de outubro uma campanha para reivindicar a
aplicação de 50% dos recursos do Fundo Social, financiado
com lucros da exploração do pré-sal, em
educação. Segundo o presidente da UNE, Augusto Chagas, o
objetivo é aumentar os investimentos na área.
“Existem mais de 14 milhões de analfabetos [no
País], a média de escolarização da nossa
população é de sete anos, os profissionais de
educação são mal remunerados e a infraestrutura
das escolas é muita precária.”
Para Chagas, a educação no Brasil funciona como um
“funil”, ou seja, apenas 13% dos jovens conseguem chegar ao
ensino superior. “Não há política mais
efetiva para construir justiça social do que a
educação. Por
isso estamos lançando a campanha, porque queremos que [a
destinação de 50% dos recursos do Fundo Social para a
educação] seja regulamentada em lei, para que esse
recurso seja colocado numa nova agenda educacional para o
País”, afirmou. Em Brasília, a UNE pretende fazer
uma blitz no Congresso Nacional para apresentar a proposta aos
presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara,
Michel Temer (PT-SP), aos deputados que integram as quatro
comissões especiais criadas para analisar os projetos do
pré-sal e a outros parlamentares. Também está
programada uma passeata com estudantes de todo o Distrito Federal.
“A partir dessa agenda de lançamento, pretendemos realizar
nos estados, nas principais universidades, debates com
intelectuais, artistas que possam se contagiar com essa
pauta pública positiva de interesse da
sociedade. Então, nós estamos muito otimistas com a
possibilidade dessa conquista.” Na avaliação do
presidente da UNE, o debate sobre o pré-sal precisa ser feito
com toda a sociedade. “Achamos que é uma questão de
interesse público, do conjunto da população, e um
debate fundamental na nossa opinião é a que toda essa
riqueza do pré-sal está a serviço: colocar o
Brasil para se desenvolver, se vai construir uma agenda de
desenvolvimento econômica e também social de
distribuição de renda”, disse. Para Chagas,
é importante que a fase do pré-sal não seja mais
um ciclo econômico no País, que fica registrado nos livros
de história, mas não se traduz “em uma sociedade
desenvolvida e justa”.
Governo federal transfere R$ 21 milhões para escolas públicas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 161 - 09/09)
O governo federal transferiu R$ 21 milhões para colégios
públicos de 23 estados e do Distrito Federal, nesta
segunda-feira, 28. Os recursos foram repassados pelo Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) e referem-se ao Plano
de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola) e à
implementação da educação integral nas
unidades de ensino.
Para o PDE Escola, foram transferidos R$ 16,61 milhões, com
destaque para os estados do Rio Grande do Norte, onde mais de 140
escolas foram beneficiadas com R$ 2,71 milhões, e da Bahia que
recebeu R$ 2,37 milhões para mais de 120 escolas.
O dinheiro do programa serve para melhorar a gestão escolar em
unidades de ensino que não tiveram desempenho
satisfatório, segundo o Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb). Os recursos podem ser
usados na formação de profissionais da
educação, implantação de
laboratórios de informática e reformas que garantam a
acessibilidade de estudantes com deficiência ou mobilidade
reduzida às dependências escolares.
Cursos tecnológicos garantem rápida inserção no mercado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:03 hs.
Os cursos tecnológicos vêm ganhando espaço no
cenário da educação superior no Brasil.
Instituições de ensino da cidade garantem que a procura
pelos cursos de tecnologia aumentou nos últimos anos. O enfoque
na formação prática e técnica do
profissional, a rápida inserção no mercado de
trabalho e o menor tempo de duração são fatores
que contribuem para a escolha destes cursos na hora do vestibular.
De acordo com os dados do Censo da Educação Superior,
divulgados em janeiro deste ano pelo Ministério da
Educação, o número de alunos que ingressaram em
cursos de tecnologia aumentou 390% de 2002 a 2007, passando de 38.386
para 188.347. Este foi o maior crescimento de matrículas
registrado no período. Além disso, o número de
cursos e de matrículas nessa modalidade de ensino cresceu mais
do que as graduações presenciais.
Segundo o pró-reitor de ensino da Universidade do Norte do
Paraná (Unopar), Hélio Navarro, os alunos dos cursos
tecnológicos representam cerca de 60% do total dos alunos
matriculados na instituição. Para ele, ainda falta
mão de obra especializada no país e estes cursos
vêm para suprir a demanda das indústrias. “É
uma tendência que atinge o setor profissional. Agora estes cursos
estão mais difundidos do que há cinco anos. Eles surgiram
da necessidade de desenvolvimento do mercado produtivo em áreas
específicas”, conta.
Apesar do crescimento na busca de qualificação, muitas
pessoas ainda não conhecem as diferenças que norteiam os
cursos de formação superior. O tecnológico dura em
média três anos e visa formar profissionais para atender
campos específicos do mercado de trabalho. É voltado para
a produção e inovação
científico-tecnológica e para a gestão de
processos de produção de bens e serviços. O
tecnólogo diplomado pode dar continuidade ao ensino cursando uma
pós graduação lato sensu
(especialização e MBA) e stricto sensu (mestrado e
doutorado). “As pessoas ainda confundem bastante o curso
tecnológico com o sequencial, que é um curso que
não permite um estudo complementar como uma
especialização”, contou a pró-reitora de
ensino do Centro Universitário Filadélfia (Unifil),
Georfeavia Montoza.
A modalidade de ensino surgiu com a demanda daquelas pessoas que
já desempenhavam determinada função e desejavam
saber mais sobre a área. Neste caso o diploma se soma à
experiência prática e aprimora o currículo, como
aconteceu com o estudante de automação industrial na
Unopar, Starly Junior da Silva, que aos 34 anos decidiu buscar uma
graduação. “Eu já fiz outros cursos
técnicos, mas o tecnológico agrega vários fatores,
inclusive o financeiro, para garantir uma melhor e mais rápida
formação”, contou. Segundo ele, o profissional
direcionado dificilmente ficará desempregado, pois existe um
déficit de mão de obra especializada. “A maior
parte da minha turma é de pessoas com mais de 25 anos, é
um pessoal que já sabe o que quer da vida, que chegou até
a instituição devido a uma necessidade real do
mercado”, afirmou.
Tendência atrai jovens que concluíram ensino médio
De acordo com a pró-reitora de ensino da Unifil, Georfeavia
Montoza, além dos profissionais já empregados, os jovens
que acabaram de concluir o ensino médio estão cada vez
mais interessados nesses cursos. “Há uma forte
tendência do jovem buscar essa opção, já que
ele quer conquistar o quanto antes um emprego e se tornar um
profissional bem sucedido”, disse. A Unifil, oferta desde 2008,
os cursos de Estética e Cosmética, Gastronomia e
Gestão Ambiental. Para o início do ano que vem, devido
à procura nos últimos processos seletivos realizados,
serão ofertados mais três novos cursos em Gestão
Pública , Logística e Negócios Imobiliários.
Hélio Navarro, da Unopar, acredita o curso de tecnologia promove
durante o desenvolvimento dos semestres as resoluções de
problemas que o profissional vai enfrentar no dia a dia do trabalho.
“O bacharelado forma profissionais generalistas e não os
direciona para as especificidades que o mercado exige”,
argumentou. A UNOPAR oferta três cursos presenciais de design de
interiores, automação industrial e análise e
desenvolvimento de sistemas (que recebeu maior pontuação
no Conceito Preliminar de Cursos (CPC) do MEC entre aqueles ofertados
pelas Instituições de Ensino Superior – IES do
Paraná, sejam elas públicas ou privadas) e oito no ensino
à distância em análise e desenvolvimento de
sistemas, processos gerenciais, marketing, gestão ambiental,
gestão de turismo, gestão comercial e recursos humanos.
Segundo a pró-reitora de ensino, oferecer os cursos
tecnológicos é ampliar o atendimento às
necessidades da região, que busca mão de obra
especializada. “O curso de Negócios Imobiliários
é um exemplo de formação que atenderá um
nicho específico. O setor cresceu bastante na cidade, em menos
de dez anos a cidade evoluiu e necessita de pessoas que possam
organizar esse processo. Todos os outros reafirmam a demanda do
crescimento econômico de Londrina ”.
Fonte: Jornal de Londrina - PR
MEC regulamenta programa para melhora do ensino superior
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 145 - 09/09)
Portaria do Ministério da Educação publicada no
Diário Oficial da União desta sexta-feira regulamenta o
Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de
Educação Superior (Programa IES). O orçamento
é de R$ 1 bilhão para os próximos cinco anos.
Os recursos podem ser requisitados por Instituições de
Ensino Superior (IES) privadas. Para obter os financiamentos, o MEC
deve aprovar primeiramente o projeto institucional. Como o programa
operará apenas por meio da modalidade indireta, as
instituições terão que dispor de um agente
financeiro credenciado, por meio do qual encaminharão a consulta
prévia em conformidade com o formulário do Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Numa outra fase, as instituições terão de cumprir
outros pré-requisitos para atender as exigências de
qualidade dentro dos parâmetros de avaliação do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes). As adesões ao Fundo de Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior (Fies) e ao Programa Universidade para
Todos (ProUni) são condições indispensáveis
para as IES se candidatarem ao crédito.
MEC regulamenta ensino de crianças com deficiência
Fonte: Jornal da Educação
Foi homologado pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad, um parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação)
que trata do atendimento a alunos com deficiência. A
decisão permite ao aluno com deficiência a
matrícula em dois turnos, um na sala regular de aula e outro de
atendimento especializado.
Como essas crianças precisam atendimento especializado, o Fundeb
(Fundo de Manutenção da Educação
Básica) remunerará duas vezes a Prefeitura por este
aluno. O objetivo é induzir a matrícula de
crianças deficientes na escola regular.
Espera-se, com isso, permitir o pagamento do convênio com uma
instituição especializada. As diretrizes já
constavam de decreto presidencial, mas foi necessário
acrescentar um dispositivo para evitar equívocos na
interpretação do texto.
Nota oficial esclarece problemas em relação aos locais das provas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:19 hs.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) presta
os seguintes esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem):
1. Não existe problema generalizado com a alocação
de participantes do Enem 2009. Também não há
possibilidade de que inscritos tenham sido acomodados para realizar o
exame em municípios diferentes daqueles escolhidos no ato da
inscrição, dentre os oferecidos em ordem
alfabética numa lista do sistema automatizado. O que foi
identificado é que, em alguns casos, o próprio
participante se equivocou no momento de fazer a opção,
selecionando municípios imediatamente anteriores ou posteriores
ao desejado, gerando ocorrências que estão sendo
analisadas e resolvidas pelo nosso serviço de atendimento ao
cidadão. O volume de ocorrências deste tipo é
mínimo e todas serão devidamente analisadas. Até
às 16h desta segunda-feira, 28 de setembro, apenas 400 casos
foram encaminhados ao serviço de atendimento do Inep, num
universo de mais de 4 milhões de inscritos.
2. Em relação à distância acima do
padrão habitual que alguns participantes alegam ter que
percorrer para realizar a prova na cidade de São Paulo,
informamos que também se tratam de exceções no
universo do Enem 2009. Tal fato foi gerado pelo descompasso entre o
número de participantes do Enem dentro de uma determinada
região e as escolas disponíveis para a
aplicação da prova, o que tornou necessária a
redistribuição dos inscritos para outras áreas. O
volume desse tipo de ocorrência registrada também é
pequeno. Até o momento, 200 solicitações foram
encaminhadas ao Inep e estão sendo analisadas.
3. Maiores informações: 0800-616161 ou falecosnosco@inep.gov.br
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC
Câmara discute investimento do Pré-Sal em educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:20 hs.
A comissão especial do Projeto de Lei 517/09, que trata da
criação do fundo social do Pré-Sal, realiza nesta
terça-feira (29) audiência pública para discutir a
destinação dos recursos do fundo social para a
educação.
Foram convidados os ministros da Educação e da Cultura,
Fernando Haddad e Juca Ferreira, e o pesquisador da
Fundação Getúlio Vargas Marcelo Neri. A
audiência está marcada para as 14h30m, no plenário
12.
Para o presidente da comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF),
autor de um dos requerimentos para o debate, os recursos provenientes
da exploração do petróleo e do gás natural
da camada pré-sal podem ser um forte impulsionador do
fortalecimento do setor educacional do País.
"Para que esses recursos sejam utilizados da maneira mais adequada, de
forma a otimizar os investimentos, é indispensável
escutar os gestores e especialistas com reconhecida capacidade de
reflexão para a superar os nossos dilemas educacionais".
Rollemberg observa que a educação é um setor
estratégico para o desenvolvimento social. "Por isso, do ponto
de vista dos indicadores quantitativos e qualitativos há imensas
deficiências a serem superadas."
Logo após a audiência pública, os integrantes da comissão votam requerimentos para novos debates.
Fonte: Agência Rio de Notícias - RJ
Pesquisa revela percepções sobre setor educacional superior privado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:10 hs.
Quando questionados sobre a imagem com a qual associam o ensino
superior particular, alunos e ex-alunos afirmam ser o acesso ao mercado
de trabalho. Essa é apenas uma das constatações da
pesquisa sobre imagem e reputação do setor educacional
superior privado, realizada pela CDN Estudos & Pesquisa sob
encomenda do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos
de Ensino Superior no Estado de São Paulo (SEMESP).
Para o levantamento, foram recolhidas as percepções de
nove públicos de dez regiões do estado de São
Paulo. A pesquisa, realizada entre fevereiro e março de 2009,
envolveu 1.682 pessoas entre alunos, ex-alunos, professores, pais de
alunos e de ex-alunos, gestores, funcionários,
população do entorno, autoridades municipais e
mídia.
O estudo indicou que 15% dos entrevistados citam de maneira
espontânea emprego e profissão. Em seguida, as outras
imagens que vêm à mente do público são
qualidade de ensino (6%) e um futuro melhor (4%). Para os alunos, o
ensino superior privado representa maior empregabilidade. Esse valor
está relacionado às seguintes imagens ou
evocações: acesso ao mercado de trabalho (12%),
formação profissional (9%) e futuro melhor (9%).
Já qualidade de ensino foi a resposta mais citada pelos
gestores. Oportunidade de trabalho ficou na segunda
colocação dentro desse grupo. De acordo com a presidente
da CDN Cristina Panella, os dados evidenciam certo descompasso entre o
objetivo do aluno e a oferta do gestor. “De um modo geral, o
aluno procura o diploma de nível superior para garantir a
entrada imediata no mercado de trabalho”.
O fator empregabilidade, no entanto, fica evidente nos resultados da
pesquisa, já que 55% dos alunos entrevistados trabalham. Esse
percentual salta para 82% entre os ex-alunos.
Com relação ao que motiva a escolha da
instituição, 40% dos alunos entrevistados indicaram que o
principal critério é localização. Segundo
Cristina, esse dado indica a necessidade das instituições
adequarem seu leque de cursos de acordo com as especificidades locais.
O segundo critério mais mencionado foi preço
acessível (19%). Já a oferta de bolsas de estudo
só tem importância para alunos das classes C e D (14%),
que representam 25% dos estudantes entrevistados.
Por outro lado, segundo os alunos, o critério qualidade de
ensino aparece como o principal fator de satisfação (33%)
com a instituição em que estudam. A porcentagem de
satisfeitos é de 88%. Para os alunos insatisfeitos,
“professores que deixam a desejar” é o principal
motivo, o que representa 17% das citações desse grupo.
De acordo com a presidente da CDN, quanto aos atributos de uma
instituição, os resultados permitem a divisão dos
públicos em dois grupos. Para alunos, ex-alunos, pais e
população no geral, o corpo docente e administrativo
assim como as condições financeiras e a estrutura
física são os fatores mais importantes na
avaliação da instituição de ensino superior
(IES).
Para gestores, professores e funcionários administrativos,
há uma diversidade maior de fatores, como corpo docente,
avaliações de ensino, estrutura física e leque de
cursos oferecidos. Os principais indicadores de uma
instituição de ensino superior de qualidade para todos os
públicos são corpo docente e variedade de cursos.
“A mídia me surpreendeu muito, primeiro pelo nível
de conhecimento sobre o setor. No entanto, o que mais chamou
atenção foi que a pequena parcela que se pronunciou tem
uma visão conservadora”, disse Cristina, tendo como base
os dados de comparação entre IES públicas e
privadas.
Foram propostas algumas frases, em que os entrevistados deveriam
mencionar sua concordância ou discordância. 68% da
mídia discordaram da afirmação: “As IES
públicas não apresentam superioridade na qualidade de
ensino em relação às particulares”. Essa
taxa ficou em 79% entre autoridades. O nível de
discordância entre professores, funcionários e gestores
ficou em torno de 40%. Já entre alunos, ex-alunos, pais e
população em geral, a porcentagem foi de 60%.
Apesar das percepções diferentes, um ponto é
consenso. Todos os públicos concordam que as
instituições particulares garantem que um número
maior de pessoas ingresse no ensino superior.
“A pesquisa revela que a comunicação entre
instituições e imprensa precisa ser melhorada. É
preciso aumentar o conhecimento do público em geral sobre o
setor”, afirma Cristina.
Com esses indicadores, a CDN chegou ao índice de
reputação e imagem do setor de IES privada. O
índice final foi de 59,4%. O resultado foi apresentado no
11° Fórum do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP),
realizado em São Paulo, nos dias 24 e 25 de setembro.
Por Talita Mochiute, do Aprendiz
Fonte: Revista Envolverde - SP
Inep estuda realocar candidatos que farão a prova longe de casa
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 29/09/2009 - São Paulo SP
Mais de 4 milhões farão o Enem neste fim de semana
PATRÍCIA GOMES REPORTAGEM LOCAL
O Inep informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que considera
a possibilidade de alterar o local de prova de candidatos que
vão fazer o Enem longe de casa. O órgão admitiu
que pode ter havido problemas pontuais na alocação dos
alunos dentro da cidade, mas nega que candidatos tenham sido mandados a
outros municípios fazer o exame. Nesses casos, afirma o Inep, o
erro deve ter sido do aluno no ato da inscrição.
Até o fechamento desta edição, o Inep ainda
não havia definido quando divulgaria sua decisão sobre a
realocação dos candidatos, mas a resposta deve sair em
breve, já que apenas quatro dias separam os 4.576.126 inscritos
das provas. O Inep disponibiliza o telefone 0800-616161 para tirar
dúvidas. As novidades sobre o caso poderão ser conferidas
no blog do Fovest, em blogdofovest.folha.blog.uol.com.br.
Reta final - Remodelado neste ano, o Enem acontece no próximo
fim de semana, contendo 180 questões, 90 em cada dia. No
sábado, serão 45 questões de ciências da
natureza -com química, física e biologia- e 45 de
ciências humanas -com história, geografia e sociologia. No
segundo dia, o exame será mais longo, porque além das 45
questões de linguagens e das 45 de matemática, é
também o dia da redação. A prova de linguagens
engloba as disciplinas de português, literatura, artes,
educação física e comunicação.
O candidato só poderá deixar o local de prova, em ambos
os dias, às 15h. Para levar o caderno de
questões para casa, o aluno deverá ficar até as
17h. O gabarito dos dois dias de exame sai no domingo após as
18h30. Mesmo com o gabarito em mãos, a nota da parte objetiva
não será um simples somatório. Isso porque, a
partir desta edição, o Enem passa a adotar a TRI (Teoria
de Resposta ao Item), um mecanismo "antichute" que dá pesos
diferentes às questões conforme o seu nível de
dificuldade -fáceis, intermediárias e difíceis. O
Inep prevê que o boletim de desempenho seja entregue na casa dos
candidatos na segunda quinzena de janeiro. Luiza Rodrigues, 17,
já viveu essa sensação de espera duas vezes: ela
faz o Enem desde o primeiro ano do ensino médio. Luiza, que
presta para direito, vai usar o exame nos vestibulares de FMU,
Mackenzie e USP.
Novo Censo EAD desmente mito das altas taxas de evasão
Fonte: Folha Dirigida Educação a Distância
“Os outros trazem opinião. Nós trazemos
números”. Foi com essa frase que um sempre sorridente
Fredric Litto anunciou, no final da tarde de segunda, 28 de setembro, a
divulgação do Censo EAD.br, publicação que
traz os números mais recentes do setor no Brasil, referentes ao
final de 2008. Logo na abertura do Ciaed, na noite anterior, o
presidente da Abed já havia destacado o dado que, em sua
opinião, era o mais surpreendente. “Nosso estudo revela um
índice médio de evasão, somadas todas as
instituições e segmentos, de 18,5% na EAD. O
próprio Inep aponta a evasão média de 58% nos
cursos de graduação presenciais. E,
atenção, nas universidades públicas, esse
índice ultrapassa os 70%… Alguma coisa no presencial
não está funcionando… Ou funcionando pior do que
nos cursos a distância. Acho, inclusive, que esses dados deveriam
ser estudados com afinco. Primeiro, para serem confirmados. E, segundo,
compreendidos”, disse Litto.
Outros dados do Censo merecem destaque, como, por exemplo, a
distribuição dos 2.648.031 matriculados em EAD no
país, nos 1.752 cursos oferecidos, entre credenciados e cursos
livres. “O estudo mostra que 37% deles estão na
pós-graduação, 26,5% na
graduação e 34,6% em cursos tecnólogos ou de
complementação pedagógica. No cenário
Brasil, 80% dos alunos EAD estão no Sudeste. E 53,4% são
do sexo feminino”, anunciou o presidente da Abed. Ainda segundo a
pesquisa, no Norte do país é verificado o maior
índice médio de evasão (27,8%). E o menor
está no Sul, com 14,8%. No Sudeste, 80% dos estudantes EAD
estão matriculados em instituições particulares.
No Norte e Nordeste, ocorre o contrário: 80% estão nas
instituições públicas. Por isso mesmo, aponta o
estudo da Abed, é crescente o interesse de grupos internacionais
em investirem na EAD nestas regiões onde, considera-se, existe
uma demanda reprimida, que aguarda ser atendida.
O otimismo daqueles que atuam na EAD também foi abordado por
Litto. “Devo lembrar que a apuração desses dados
foi concluída no final de 2008, auge da crise da economia
internacional. Apesar disso, 23% dos dirigentes dessas
instituições afirmaram ter a intenção de
investir ainda mais na modalidade em 2009. O que nos faz vislumbrar a
continuidade do crescimento expressivo já verificado no setor.
Vejam só: somente em 2008 foram lançados 269 novos cursos
EAD no país, número 90% maior do que os
lançamentos verificados em 2007?, disse Litto. A grande
mobilidade gerada pela modalidade é evidenciada no censo: 42%
dos alunos matriculados em EAD estão em outro estado que
não aquele de origem da instituição de ensino na
qual estudam. Por falar em alunos a distância, a maioria deles se
concentra na faixa dos 30 aos 34 anos de idade.
Quando analisados em separado, esse é o retrato dos segmentos de
ensino em EAD: o total de 2.648.031 alunos é formado por
1.075,272 matriculados em graduações e pós,
1.074.106 em cursos livres e 498.653 estudantes em iniciativas
corporativas. A tendência de maior crescimento foi registrada no
ensino superior e, levando-se em conta apenas graduações
e de pós, as áreas com maior número de cursos
são Educação & Pedagogia (552 ofertas),
Administração, RH e Gestão (345),
Computação & Tecnologia (118) e Direito (105).
Liberados R$ 27,9 milhões para execução de programas
Fonte: Jornal da Educação
Recursos de R$ 27,9 milhões foram liberados na sexta-feira, 25,
para a execução de programas educacionais. O valor
refere-se ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e a
convênios firmados com as secretarias estaduais de
educação do Acre, Paraíba e Piauí e com a
prefeitura de Verdelândia (MG).
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
destinou R$ 17,6 milhões aos convênios. As secretarias
estaduais ficaram com R$ 13,9 milhões para
execução do Plano de Ações Articuladas
(PAR). A Paraíba recebeu R$ 12,4 milhões; o Acre, R$
762,3 mil e o Piauí, R$ 693 mil.
Foram transferidos, ainda, R$ 10,3 mil, referentes à
complementação do convênio com o município
de Verdelândia (MG) para aquisição de ônibus
escolares. Desse convênio, foram transferidos, em 1º de
abril deste ano, R$ 125,4 mil. Quanto ao PDDE, foram transferidos R$
7,2 milhões. Do programa PDE Escola, foram liberados R$ 2,9
milhões, diretamente para caixas escolares,
associações de pais e mestres ou similares das escolas
que oferecem ensino básico.
Bielschowsky: ‘Nós estamos salvando a EAD no país’
Fonte: Folha Dirigida Educação a Distância
Exatos 1.337 polos de cursos de graduação a
distância foram fechados pelo Ministério da
Educação (MEC) em todo o país, no fim do ano
passado. Os centros de apoio aos alunos não eram registrados no
Ministério e, segundo o secretário de
Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo
Bielschowsky, “estavam com oferta muito desqualificada”. Em
alguns faltavam laboratórios, bibliotecas e até mesmo
coordenadores. “Nós não estamos forçando a
mão na qualidade. Muito pelo contrário: estamos salvando
a educação a distância”, diz Bielschowsky
nesta entrevista.
Qual o futuro da educação a distância no Brasil?
A escola brasileira precisa melhorar e para isso é preciso ter
alguns componentes principais, como gestão, infra-estrutura,
carreira e formação de pessoas. A gestão
está sendo trabalhada com algumas
descentralizações do MEC para estados e
municípios; a carreira conta agora com o piso nacional e,
finalmente, esse passo a mais para as pessoas, está no caminho
certo; e um outro problema público que está sendo
trabalhado fortemente pelo MEC é a questão da
gestão pública. A UAB está crescendo e tem um
forte programa voltado para administração pública
em alguns cursos. Uma outra parte, que já está totalmente
na Seed, é fazer com que o processo de educação a
distância tenha qualidade no Brasil, que é de
responsabilidade da secretaria.
O senhor acredita que o futuro da educação está
mesmo no mundo virtual? O ambiente de aprendizado passará a ser
qualquer um, e não mais apenas os bancos escolares?
O futuro da educação não está nem na
educação presencial, nem na educação a
distância. No futuro será difícil distinguir o que
será presencial e o que será a distância. Nas
universidades americanas, como a de Maryland, por exemplo, que visitei
recentemente, o aluno não é do ensino presencial ou a
distância; ele é aluno da universidade. Nos cursos
presenciais, em Portugal e em outros países, já se
está usando muito as tecnologias de ensino a distância nos
cursos presenciais. A tendência é que aconteça aqui
no Brasil também, e mais rápido do que esperamos. A
educação a distância começou num modelo
europeu nas universidades da América Latina, muito baseado no
papel, que é o modelo da Uned espanhola. Foi introduzido o que
hoje chamamos de ‘blended learning’, que é um modelo
misto de presencial e a distância, que está crescendo cada
vez mais. Acho que o futuro será de uma convergência
total. Pessoalmente, gosto dessa mistura. Os cursos que criamos aqui no
Rio foram assim, a UAB também tem esse parâmetro. Isso
é bom porque há alunos que precisam de mais
presencialidade e outros que vão muito bem só
virtualmente. Quando você vai para cursos de
especialização, no entanto, o mundo virtual, para quem
já é mais preparado para isso, passa a ter um peso maior.
Provavelmente, a parte presencial, nesses casos, vai diminuir cada vez
mais.
A adoção da EAD em tantas políticas
públicas já conseguiu reduzir o preconceito contra a
modalidade? Temos ouvido que o mercado de trabalho ainda não tem
uma boa aceitação de graduados em EAD…
É preciso tomar um certo cuidado com isso. Você tem gente
formada no ensino presencial que tem muita aceitação no
mercado de trabalho por causa da universidade onde ela foi formada.
Outras, ao contrário, têm pouca aceitação.
Na educação a distância vai ter a mesma coisa. Mas,
por outro lado, é preciso ver que algumas pessoas que fizeram
suas graduações a distância estão passando
nos primeiros lugares em concursos públicos. O mercado de
trabalho vai perceber que os alunos formados em educação
a distância nas boas instituições têm boa
autonomia, e tendo mais autonomia eles apresentam
características profissionais importantes para o trabalho de uma
empresa. Na Espanha vi anúncios em jornal que procuravam
advogados formados exclusivamente na Uned. Lá, a cultura
já está instalada há muito tempo. A Uned é
uma instituição que notoriamente cobra dos seus alunos,
que saem de lá mais autônomos.
A tendência é que os empregadores sigam o mesmo caminho por aqui?
Acho que é uma questão de cultura, de tempo. Por isso
é muito importante informar que estamos regulando o sistema de
educação a distância aqui no país,
supervisionando os cursos, para que eles tenham qualidade e não
chegue gente no mercado de trabalho mal formada. Não tenho
dúvida de que na hora em que o mercado de trabalho tomar contato
com essas pessoas que tenham o mesmo conteúdo que oferecem os
melhores cursos presenciais, mas que têm maior autonomia pelas
características que os cursos a distância acabam
conferindo aos seus egressos, vai achar ótimo. No Enade, por
exemplo, onde foi possível comparar o desempenho dos alunos que
começaram e terminaram o curso, tivemos casos em que os dos
cursos a distância foram melhores e outros em que os de cursos
presenciais foram melhores. É um outro indicador de que eles
estão indo muito bem, porque não houve tanta
discrepância assim entre um modelo e outro.
Pois é: no fim do ano passado o MEC fechou 1.337 polos de cursos
de graduação a distância em todo o país.
Como a SEED viu as críticas depois dessa medida?
Nós não estamos forçando a mão na
qualidade. Muito pelo contrário: estamos salvando a
educação a distância. Nós tínhamos
denúncias, uma competição cada vez mais agressiva
entre a oferta, baixando custo e qualidade. Não tenho a menor
dúvida de que com as ações que temos feito estamos
trabalhando para que a oferta seja mantida com qualidade e mediando o
que poderia ser uma competição sem regras. O que estamos
exigindo é fácil de entender: conteúdo
compatível com o curso de graduação;
avaliação feita para valer, com prova corrigida por um
professor na universidade para evitar que alunos do último
período de Letras mandem e-mail para a Seed com
‘nós vai’, como já ocorreu;
condições democráticas para que o aluno possa
desenvolver seus estudos, como uma sala com computadores com acesso
à internet, biblioteca e laboratórios, ou seja, tem que
ter infra-estrutura e atendimento, porque o aluno a distância
precisa estar mediado dentro desse processo educacional.
Há alguma resistência por parte da Seed, ou pessoal sua,
de que o ensino em EAD ocorra de forma 100% a distância, isto
é, sem a parte presencial, como defendem muitas
instituições de ensino?
Temos um leque de modelos pedagógicos que vão do muito
presencial ao virtual. No Cederj, por exemplo, o aluno pode optar se
quer fazer seu estudo semi-presencial ou virtual, com as atividades de
laboratório naquelas áreas que assim necessitem. Mas ele
pode fazer um dos dois. Em outros casos os processos pedagógicos
não dão essa opção, o que não deixa
de ser uma exigência das universidades. Pode ser um processo com
mais tecnologia ou mais presencial. Dá para medir isso. E um
curso com bastante tecnologia é caro de manter. Mas porque o
processo pedagógico está todo na internet e é
caro, não significa que ele está fazendo bem ao aluno,
que é a ponta principal desse processo.
Mais especificamente, como o senhor vê as críticas da
Abed, que afirma que o MEC tem uma visão única e estreita
sobre o que seja qualidade em EAD?
Acho que é totalmente legítimo a Abed fazer o
questionamento, assim como a comissão da Câmara e outros
representantes da sociedade civil. O presidente da Abed, Fredric Litto,
no início, estava com esse posicionamento. Mas mostramos para
ele os elementos que nos nortearam e ele mudou de opinião. Ele
concordou que, por exemplo, é impossível admitir que uma
instituição ofereça um curso de
graduação cujo conteúdo é menos da metade
do conteúdo esperado. É impossível admitir que uma
instituição tenha um processo de avaliação,
como nós vimos, que na realidade boa parte é feita pelo
tutor na ponta com notas todas nove e dez, seguida por uma prova de
múltipla escolha com média nove. Ou os alunos eram
brilhantes ou esse processo de delegar a atribuição da
nota ao tutor, que era amigo do aluno, não funcionava a
contento. Identificamos outros elementos, outras fragilidades. Nossa
impressão é que deixando claros todos esses elementos que
nortearam nosso processo de revisão nós conquistamos a
confiança, não só do Litto, mas também da
Câmara, onde mostramos todo esse processo em uma audiência.
Ensino a distância e presencial: igualdade no desempenho dos alunos
Luiz Flávio Gomes*
Fonte: Folha Dirigida Educação a Distância
No ano 2000 contávamos no Brasil com apenas 1.682 alunos de
graduação, na modalidade do ensino a distância. Em
2005 eram 114 mil e em 2008 chegou-se a 760 mil. A casa do um
milhão deve ser ultrapassada neste ano de 2009. Pesquisa (que
acaba de ser divulgada) do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos
Educacionais (Inep), do Ministério da Educação
(MEC) concluiu: o desempenho dos alunos do ensino a distância, na
média geral, é melhor que o dos alunos presenciais.
Comparando-se alunos com os mesmos perfis, as notas alcançadas
por eles no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2005,
2006 e 2007 (alunos a distância e presenciais) são
praticamente idênticas (O Estado de S. Paulo de 19.07.09, p. A21).
O preconceito que alguns ainda revelam contra o ensino a
distância não encontra correspondência nos dados
objetivos analisados (Enade de 2005, 2006 e 2007). O ensino a
distância vem tendo crescimento muito superior ao ensino
presencial e essa tendência, ao que tudo indica, vai se manter e
até incrementar (em virtude do bom aproveitamento que os alunos
a distância vêm alcançando). Na última greve
dos alunos da USP (esta instituição está se
preparando para ingressar na educação a distância),
um dos motivos que os alunos (equivocadamente) levantavam foi a suposta
“baixa qualidade do ensino a distância”. Na
última Resolução do Conselho Nacional do
Ministério Público (n. 45) privilegiou-se o ensino
presencial em detrimento do telepresencial. Essa inconstitucionalidade
patente, que será declarada em breve, certamente, se deve,
claro, à ignorância (ou à má-fé).
O estudo do Inep, pela primeira vez, analisou e comparou pessoas com o
mesmo perfil (idade, gênero, estado civil, cor/raça,
escolaridade do pai, se trabalha, se estudou em escola pública
no ensino médio, região, se o curso é oferecido em
ensino público ou privado etc.). No estudo anterior do Inep
havia sido pesquisada somente a média geral dos dois grupos: o
aluno do ensino a distância teve melhor desempenho (superou o
aluno presencial em 6,7 pontos). Agora, conhecidos os resultados do
detalhamento levado a cabo na nova pesquisa
(identificação do perfil de cada grupo), a
conclusão é que diferença não existe. Ou
melhor: existe. É de 0,23 em favor do aluno presencial (o que
é absolutamente irrelevante).
Os alunos dos cursos a distância são mais velhos (trinta
anos ou mais, em geral), em sua maioria casados (54,4%), trabalham
(65,6%), possuem renda inferior aos alunos presenciais (52,2% ganham
até três salários mínimos) e 83,8% deles
são filhos de pessoas que cursaram até o ensino
fundamental: mas talvez precisamente em virtude de todos esses dados
são bastante responsáveis, pragmáticos, mais
dedicados e contam com objetivo claro. O ensino a distância exige
muita disciplina do aluno. Se de um lado existe certa flexibilidade de
horário, sobretudo nas suas tarefas extra-classe, de outro,
é certo que se o aluno não se dedica ao estudo fica
defasado (e não acompanha o curso). Aliás, essa é
uma das causas mais comuns para a desistência do aluno
(evasão).
A melhor e mais proveitosa combinação metodológica
até agora desenvolvida (na educação a
distância), de acordo com nosso ponto de vista, é a que
conjuga o sistema satelitário (aulas telepresenciais ao vivo),
com aulas presenciais (dadas por professores-tutores locais) e a
internet. Essa tríplice combinação vem tendo uma
excelente aceitação pelos alunos e um ótimo
aproveitamento no ensino e na aprendizagem. Aí está a
pesquisa do Inep para comprovar o bom desempenho do aluno a
distância (quando comparado com o aluno presencial).
Quatro foram os cursos analisados (e comparados):
administração, matemática, pedagogia e
serviço social. De um modo geral os alunos a distância
estão na frente com 6,7 pontos (a mais). Mas essa
constatação não se deu exclusivamente no Brasil.
Também nos EUA o aproveitamento (e desempenho) do aluno a
distância é igual ou melhor que o aluno presencial (cf.
Relatório do Departamento de Educação, divulgado
em junho de 2009). Os jovens teriam mais facilidade e melhor
aproveitamento na utilização das ferramentas online. Mas
o uso exclusivo da internet parece não ser uma boa
solução. A educação a distância
necessita sempre de um professor tutor, que faça o engajamento
do aluno no processo de aprendizagem.
Carlos Eduardo Bielschowsky, Secretário de
Educação a Distância do MEC, disse muito bem:
“São modelos diferentes de ensino que se aplicam a pessoas
diferentes, mas dão o mesmo resultado em qualidade”.
Comprovada a efetividade do ensino a distância, o próximo
passo que o MEC deveria dar é o seguinte: permitir a
difusão dos mestrados profissionalizantes por meio da
metodologia descrita: aulas telepresenciais + professor local +
internet. Aliás, hoje o MEC já autoriza que 20% de todos
os cursos superiores sejam ministrados por via semi-presencial
(telepresencial ou por internet). A tendência será
aumentar esse percentual, para que possam ser conjugadas as
metodologias referidas (aulas telepresenciais + professor local + internet).
Em virtude dos avanços das novas tecnologias e do estilo de vida
formatado pela era da (pós) modernidade, são poucos os
que suportam (durante o curso de graduação) ficar
sentados horas e horas numa sala de aula todos os dias úteis da
semana. A dificuldade de locomoção também é
muito grande (aliás, os gastos com essa locomoção
é um dos fatores mais preponderantes na inadimplência dos
alunos).
É preciso extrair do aluno (ou permitir que ele descubra) o seu
máximo potencial. Para isso é fundamental, no entanto,
não só o uso de todas as tecnologias disponíveis,
como, sobretudo, o desenvolvimento de uma pedagogia motivacional. O
aluno motivado rende mais, otimiza a aprendizagem, conta com maior foco
(e, claro, alcança mais sucesso).
Doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri, Mestre
em Direito Penal pela USP e Diretor-Presidente da Rede de Ensino LFG.
Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a
1998) e Advogado(1999 a 2001). www.blogdolfg.com.br
Estudantes serão impedidos de ocupar simultaneamente duas vagas em universidades públicas
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 30/09/2009 - Rio de Janeiro RJ
O Globo com informações da Agência Senado
RIO - Um mesmo estudante não poderá ocupar, ao mesmo
tempo, duas vagas de cursos de graduação em
instituições públicas de ensino superior.
Já adotada por muitas universidades públicas, essa
proibição poderá ser regra geral estipulada em
lei, como previsto em projeto aprovado pela Comissão de
Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta
terça-feira. Originária da Câmara dos Deputados, a
proposta passou em decisão terminativa, e segue agora à
sanção presidencial.
Pelo projeto, se o aluno fizer mais de uma matrícula, depois de
obter aprovação na seleção vestibular,
terá prazo de até cinco dias úteis
para optar por uma das vagas. Caso não houver
manifestação dentro desse prazo, o estabelecimento
providenciará o cancelamento da matrícula mais antiga se
a duplicidade ocorrer em instituições diferentes. Quando
se tratar de matrículas em uma mesma instituição,
a mais recente será cancelada. Será decretada a perda dos
créditos adquiridos no curso em que a matrícula tiver
sido fechada. O projeto foi apresentado à Câmara pelo
deputado Maurício Rands (PT-PE). Conforme o autor, o limite
estabelecido vem para permitir que maior número de estudantes
possa chegar às universidades publicas. Para o relator na CE,
senador Augusto Botelho (PT-RR), a medida é justa
diante das "notórias" dificuldades que o Poder Público
enfrenta para possibilitar o acesso à educação
superior aos que reivindicam esse ingresso.
Divergência - A votação não expressou
posição de consenso, tendo havido um voto
contrário e uma abstenção. Quem se posicionou
contra foi o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que fez
questão de justificou o voto. Segundo ele, um estudante com
capacidade para passar em mais de uma universidade pública deve
ter a oportunidade de fazer os cursos ou manter a vaga por tempo
suficiente para decidir qual o curso ou instituição que
mais atenda suas expectativas.
Acesso cresce mais entre população pobre, diz pesquisa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:29 hs.
Motivação para classes C, D e E é possibilidade de aumento da renda.
Por Mariana Bevilacqua
Entre 2004 e 2008, a quantidade de alunos na rede particular de Ensino
Superior pertencentes à classe C aumentou 53% e passou a
representar 22,1% dos estudantes do setor privado. No mesmo
período, as classes A e B permaneceram estagnadas no segmento.
Os dados são de pesquisa da Hoper Consultoria e Estudos de
Mercado de Educação e Tecnologia e foram apresentados
pelo presidente da empresa, Ryon Braga, durante palestra realizada no
segundo dia do 11º FNESP (Fórum Nacional de Ensino Superior
Particular Brasileiro) em São Paulo.
O estudo indica ainda que embora as classes D e E representem apenas
5,9% do total de alunos da rede privada, o crescimento no
período foi bastante expressivo. "O aumento foi de 95,3% na
classe D no período e de 176% na E", revelou Braga. Ele afirma
que o crescimento está ligado ao preço da mensalidade.
"Não adianta fazer cursos para as classes mais baixas e cobrar
R$ 700. A instituição fechará por falta de
estudantes", declarou Braga. [Clique aqui para conferir o texto na
íntegra]
• Governo tem visão ruim de IES privadas, aponta pesquisa
No encerramento do 11º Fnesp, a presidente da CDN Estudos &
Pesquisas, Cristina Panella, afirmou que o setor privado de Ensino
Superior evoluiu, mas que a sociedade ainda não reconhece os
ganhos de qualidade. "Fica claro que tanto a mídia como o
governo desconhecem números mais atuais que comprovam a
qualidade das instituições privadas", criticou.
Para fazer essa afirmação ela se baseou na pesquisa
Índice de Imagem e Reputação, encomendada pelo
Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de
Ensino Superior no Estado de São Paulo) e que entrevistou
alunos, ex-alunos, pais de estudantes, professores,
funcionários, gestores, mídia e autoridades. Cristina,
que representa a empresa que coordenou a pesquisa, afirmou que 79% das
autoridades entrevistadas concordam com a afirmação de
que as instituições particulares não apresentam
superioridade na qualidade de ensino em relação às
públicas. [Clique aqui para conferir o texto na íntegra]
• IES devem contribuir com desenvolvimento profissional
A abertura do segundo dia de debates do 11º Fnesp (Fórum
Nacional de Ensino Superior Particular) nesta sexta-feira, 25 de
setembro, foi marcada pelo questionamento do presidente do grupo Ibmec
Educacional, Eduardo Wurzmann, sobre a contribuição
efetiva das IES (instituições de Ensino Superior) sobre o
desenvolvimento profissional dos alunos face às demandas de
mercado.
O dirigente explicou a estratégia que usa na tentativa tornar o
ensino oferecido por seu grupo mais afinada com aquilo que o mercado
demanda e, dessa forma, propiciar uma formação mais
direcionada ao que as empresas buscam. "Mantemos contato constante com
algumas empresas para saber quais características consideram
necessárias aos profissionais para, dessa forma, formarmos
alunos com esse tipo de perfil", explicou Wurzmann. Ele garantiu que o
resultado se reflete na taxa de empregabilidade dos formandos. Wurzmann
apresentou dados segundos os quais 70% dos alunos da
instituição se formam já empregados. [Clique aqui
para conferir o texto na íntegra]
• Falta de iniciativa dos gestores impede inovação de IES
A diretora acadêmica de graduação do grupo
Anhangüera Educacional, Ana Maria Sousa, afirmou nesta
quinta-feira, 24 de setembro, que a estrutura curricular que perdura no
Ensino Superior não é eficiente para a
formação do senso crítico dos estudantes. Segundo
ela, a transformação do modelo, que poderia auxiliar as
instituições a enfrenta a crise econômica com menos
dificuldade, esbarra na falta de iniciativa dos gestores e na
necessidade de aprovação junto ao MEC (Ministério
da Educação). Ana Maria foi uma das palestrantes da
última mesa de debates do primeiro dia de debates do 11º
FNESP (Fórum Nacional de Educação Superior
Particular Brasileiro).
Ana Maria chamou a atenção para a importância das
transformações que o mercado sofre e criticou a postura
do MEC em relação à alterações. "O
MEC nem sempre é favorável às mudanças.
Para que o modelo diferenciado seja aprovado, há necessidade dos
dirigentes da instituição se convencerem da necessidade
dele para conseguirem argumentar com o governo", defendeu ela. [Clique
aqui para conferir o texto na íntegra]
• Setor educacional viverá onda de compras e fusões
Acompanhando os primeiros indícios de recuperação
da crise econômica, o mercado do Ensino Superior deve passar por
consolidação, o que ocorrerá a partir de uma onda
de compra e fusão entre IES (instituições de
Ensino Superior). Essa é a previsão de Martin Escobari,
sócio da Advent Internacional e co-fundador do portal
Submarino.com. Ele acredita que o setor, mesmo em meio à crise,
está fortalecido e movimenta cerca de R$ 49 bilhões por
ano. No entanto, alertou: "instituições mais ágeis
têm mais chances de serem bem sucedidas com a melhora da
economia".
Dentre as medidas apontadas por Escobari como necessárias para
evitar abalos mais significativos nas IES está a
redução dos índices de evasão - hoje na
casa de 45% -, o que poderia ser combatido com o aumento da oferta de
crédito educacional por parte das instituições.
"Do total de alunos que abandonam o estudo, 80% o fazem por
razões econômicas, sendo que 95% dos graduandos da rede
privada trabalham para manter os estudos", afirmou ele. [Clique aqui
para conferir o texto na íntegra]
• Avaliação do governo prejudicaria instituições privadas
A imparcialidade dos instrumentos de avaliação e
regulamentação de cursos e de IES
(instituições de Ensino Superior) utilizados pelo MEC
(Ministério da Educação) foi colocada em xeque
hoje, durante a sessão de Avaliação,
Regulação e Supervisão do 11º FNESP
(Fórum Nacional de Ensino Superior Particular Brasileiro). O
fórum é realizado em São Paulo sob o tema central
"Ensino Superior Privado na Economia Nacional". De acordo com
Sérgio Fiuza de Mello Mendes, vice-reitor do Cesupa (Centro
Universitário do Estado do Pará), os métodos de
avaliação do governo tendem a prejudicar as
instituições privadas.
"Apenas as universidades públicas se salvam, pois o MEC criou um
modelo de avaliação baseado nelas", criticou Mendes. O
vice-reitor afirmou ainda que a aplicação de um modelo
único de avaliação não considera as
particularidades de cada instituição. "A prova não
se aproxima da realidade do ensino e se o modelo do Enade (Exame
Nacional de Desempenho de Estudantes) persistir, as universidades
passarão a formar estudantes com o objetivo de terem notas
satisfatórias no Exame", afirmou Mendes. [Clique aqui para
conferir o texto na íntegra]
• Dinheiro público ajuda ricos, diz conselheiro da Fiesp
A abertura da 11º edição do Fnesp (Fórum
Nacional de Educação Superior Particular Brasileiro), que
começou nesta quinta-feira, 24 de setembro, na capital paulista,
foi marcada por críticas ao direcionamento dos investimentos
públicos em Ensino Superior. Segundo Eduardo Gianetti da
Fonseca, membro do Conselho Superior de economia da Fiesp
(Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo), os recursos do governo para educação
pública Superior beneficiam quem menos precisa de incentivos. De
acordo com ele, 93% dos estudantes de instituições
públicas no Brasil fazem parte dos 40% da
população mais rica.
Fonseca diz que a maioria desses alunos vem de
instituições privadas de Ensino Fundamental e
Médio. "A parte da população que só teve
acesso ao ensino da rede pública não tem como competir
nos processos seletivos com os que estudaram em
instituições privadas", afirma Fonseca. Hermes Ferreira
Figueiredo, presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras
de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo)
declarou que ao voltar os investimentos para a rede pública de
Ensino Superior, o governo beneficiaria uma parcela menor da
população. Segundo ele, 70% dos estudantes de Ensino
Superior estão matriculados na rede privada. "Em pesquisa
realizada pelo próprio sindicato, constatamos que 86% da
mão-de-obra do estado é proveniente de
instituições privadas e que 91% desses graduandos
estão satisfeitos com a qualidade do Ensino", acrescentou
ele.
Fonte: www.universia.com.br
Ministério da Educação cancela Enem após vazamento do exame
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Redação com agências
Decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após alerta do jornal "O Estado de S.Paulo"
A indicação de vazamento da prova do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da
Educação a cancelar, na madrugada desta quinta-feira, a
prova que seria aplicada no fim de semana para 4,5 milhões de
candidatos em 1,8 mil cidades do País.
A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após
ter sido alertado pela reportagem do jornal sobre a quebra do sigilo do
exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de
chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, ao jornal
por volta da 1h.
Na tarde de quarta-feira, 30, o jornal foi procurado por um homem que
disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no
sábado e no domingo. Propôs entregá-las à
reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito
sério, derruba o ministério", afirmou o homem.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, que diz nunca
ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao
consultar técnicos do Inep, órgão do
ministério responsável pelo Enem.
Encontro
Funcionários do jornal encontraram o homem que havia telefonado
para a redação na zona oeste de São Paulo. Ele
estava acompanhado de outra pessoa. Os dois disseram ter recebido o
material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. De acordo
com a publicação, eles afirmaram que o esquema de fraude
tinha cinco pessoas.
O homem teria dito ainda que recebeu o material "de Brasília, de
gente do Inep, do MEC". Disse que viu na situação a
oportunidade de ganhar dinheiro e que não tinha
motivação política.
Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma
posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui
é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por
nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente
vende isto aqui até por mais dinheiro", disse, revelando a
intenção de procurar emissoras de TV.
Novo exame
O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para
substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério
é realizar o exame em 45 dias. Como a metodologia do Enem exige
que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco
com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como
vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido
seus processos seletivos em favor do novo Enem. (*Com
informações do jornal "O Estado de S. Paulo" e da
Agência Brasil)
