
5/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Seminário
CAPTAÇÃO DE MATRÍCULAS 2010 - TÉCNICAS DE
ATENDIMENTO COM AUMENTO DO PODER DE PERSUASÃO
ITENS INCLUSOS: Almoço, material de apoio, coffee, CD com a íntegra do treinamento e certificado.
DATA: dia 17 de outubro de 2009 (sábado)
HORÁRIO: das 10 às 17 horas
LOCAL: Balneário Camboriú - Faculdade AVANTIS
PÚBLICO-ALVO: Destinado às
secretárias, monitores, atendentes, telefonistas, coordenadores
pedagógicos e demais pessoas ligadas a matrículas.
PROGRAMAÇÃO:
Entendendo a empresa da educação como negócio?;
Atendimento ao cliente interno e externo com Excelência: questão de sobrevivência desse negócio;
Qual é o conceito de Excelência?; E como se aplica as instituições?;
Afinal de contas: como é nosso potencial cliente nos dias de hoje?;
O que espera de uma instituição?; Fatores mais citados nas pesquisas;
Como ele se decide pela instituição A ou B?; Critérios;
O que ele não perdoa de jeito nenhum?;
Aspectos que impedem de dar ao cliente a Excelência no Atendimento;
Eles estão no dia a dia das instituições presentes ao evento?;
Como vender a idéia de atendimento com excelência na hora de uma matricula;
Usando a Técnica da Pergunta para entender as necessidades dos clientes;
Técnicas de vendas aplicadas as matriculas; 5 passos consagrados;
O método CVB em todos os níveis do ensino básico bem como no superior;
Táticas para superar objeções a preço e comparações “tipo leilão”;
Como fazer com que o cliente perceba o Valor; Valor X Preço;
Colorindo passo a passo cada argumento - dicas;
O que não se deve fazer num atendimento pelo telefone;
Use corretamente o telefone e capte mais alunos; Atitudes que encantam;
A sala de atendimento em época de matriculas: cuidados importantes;
Interagindo com diversos tipos de clientes: Detalhista, Objetivo, Egocêntrico, Nervoso e Oportunista;
Como reagir frente a reclamações: como evitar o estresse;
Como avaliar o atendimento prestado.
MINISTRANTE: Prof. Dorival dos Santos Machado. Graduado em
Comunicação Social, com
pós-graduações em Marketing pela ESPM,
Administração de Empresas pela USJT e
Especialização em Gestão de Recursos Humanos pela
FGV; Master of Business Management (WCOB EUA), Master of Business
Leadership (WCOB EUA), 15 anos de vivência na área de
Educação tendo proferido mais de 500
apresentações pelo país. Prestou serviços
para Colégio Sion, Imperatriz Leopoldina, Drummond, Augusto
Laranja, Objetivo, Pueri Domus, Mackenzie, Senai SC, Facinter,
Instituições Adventistas. Autor do Livro
Redução da Inadimplência no Setor da
Educação – RCS Editora – 2006; Diretor Geral
da DMC Educacional criada em 1991
INVESTIMENTO:
1. R$ 212,00 (individual) para associadas; ou
2. R$ 312,00 (individual) para não associadas; ou
3. Consulte preços para Grupos em nosso telefone (48) 3225-2445 ou por e-mail institutoampesc@ampesc.com.br .
PAGAMENTO: Depósito bancário: Caixa
Econômica Federal – Agência 1873 – Conta
corrente 158-3 em nome da Associação de Mantenedoras
Particulares de Educação Superior de Santa Catarina.
Enviar fax do comprovante de depósito juntamente com a ficha de
inscrição para: 48-3225-2445 devidamente identificado com
o nome da Instituição.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
INSTITUTO AMPESC | Associação das Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina
Telefone: (48) 3225-2445 | Fax: (48) 3028-2445 | E-mail: institutoampesc@ampesc.com.br | Site: www.ampesc.com.br
Faculdade pode pedir financiamento
Prorrogação do Prazo para Aditamento do FIES - 2º semestre/2009
MEC estuda criar "feriado" para Enem
Nova data do Enem sai na quarta, diz Fernando Haddad
MEC pedirá adiamento de vestibular a universidades
Novo Fies
Diretrizes Operacionais
para o Atendimento Educacional Especializado na Educação
Básica, modalidade Educação Especial
Evento Enade Administração 2009
Professor Antonio Freitas, Presidente da ANGRAD, é eleito uma das Personalidades Educacionais de 2009!
Formação de atletas encabeça lista de exigências para Jogos
Saiba o que o ministério recomenda aos inscritos após cancelamento do Enem
Legislação Educacional
Fies: inadimplência alcança 28% dos contratos
PROFISSAO MESTRE
Para Unesco, situação do professor é crítica
Reprovados e mal pagos
Valorização do professor brasileiro é por tempo de serviço
Prejuízo para os estudantes
Brasil melhora índice de desenvolvimento humano
Escolas técnicas francesas pagam por comparecimento de alunos
Receita libera quarta-feira consulta ao quinto lote do Imposto de Renda 2009
Instituto Mapa divulga pesquisa de intenção de voto para o Senado em Santa Catarina
Faculdade pode pedir financiamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:25 hs.
O Ministério da Educação (MEC) regulamentou ontem
o Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de
Educação Superior (IES). O orçamento é de
R$ l bilhão para os próximos cinco anos. Os recursos
podem ser requisitados por instituições de ensino
superior privadas. Para obter os financiamentos, o MEC deve aprovar
primeiramente o projeto institucional.
Como o programa operará apenas por meio da modalidade indireta,
as instituições terão que dispor de um agente
financeiro credenciado, por meio do qual encaminharão a consulta
prévia em conformidade com o formulário do Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Numa outra fase, as instituições terão de cumprir
outros pré-requisitos para atender as exigências de
qualidade dentro dos parâmetros de avaliação do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes).
As adesões ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni)
são condições indispensáveis.
Fonte: Jornal do Commércio - PE
Prorrogação do Prazo para Aditamento do FIES - 2º semestre/2009
Fonte: GIFUS/FL CEF
A prorrogação do período de aditamento, relativo
ao 2º semestre/2009, até o dia 30/10/2009 , é
conforme Circular CEF nº 490, Dessa forma a IES, obrigatoriamente,
deverá acessar o menu CONTRATOS/PERÍODO DE ADITAMENTO,
clicar sobre a legenda "Alterar" do semestre 2º/
2009 e proceder a alteração da data final.
MEC estuda criar "feriado" para Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 04/10/2009 - São Paulo SP
Prova no meio da semana teria o objetivo de evitar conflito com as
datas de outros vestibulares. Órgão diz que prazo de 30
dias é pequeno para organizar exame e que ele deve ocorrer na
segunda quinzena de novembro
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal poderá decretar feriado estudantil durante
dois dias da semana para aplicar as provas do Enem, caso não
consiga uma nova data para a realização do exame num
final de semana de novembro. O assunto será discutido
amanhã numa reunião com reitores das universidades
federais. O Enem estava marcado para este final de semana, mas foi
suspenso, após o Ministério da Educação ter
sido informado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", na noite de quarta,
de que uma repórter fora procurada por pessoas dispostas a
vender a prova por R$ 500 mil. Um acordo com os reitores das federais
é importante porque a maioria dessas instituições
decidiu utilizar as avaliações do exame no ingresso dos
estudantes. E a escolha de datas no meio da semana poderia ser uma
forma de evitar conflito com outros vestibulares.
O Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) disse
que agora é mais provável que as provas ocorram na
segunda quinzena de novembro -e não no começo do
mês. Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, disse que 30 dias
é um prazo muito pequeno para organizar a logística para
realização do Enem, que teve 4,1 milhões de
inscritos. O MEC informou ontem que a nova prova do Enem já
está pronta. As questões foram escolhidas a partir de um
banco de dados organizado pelo Inep. O MEC também deve definir
amanhã se manterá o contrato assinado com o Connasel,
consórcio liderado pela Consultec que ganhou a
licitação para a realização do Enem. Na
hipótese de romper o contrato com a empresa, a única que
participou da licitação, o governo trabalha com duas
possibilidades: contratar em caráter extraordinário (sem
licitação) outra empresa ou adotar um plano de
emergência.
Se decidir contratar outras empresas, o governo vai verificar se as que
atuam no setor -como Cespe, Cesgranrio e Fundação Carlos
Chagas- teriam condições de assumir a tarefa
emergencialmente. Já o plano de emergência pode envolver
Inep, apoio da Força de Segurança Nacional, dos Correios
e até mesmo do Banco do Brasil. O MEC informou, por meio de
nota, que a reunião entre os diretores do consórcio
Connasel, a diretoria do Inep e representantes do ministério,
prevista para ontem, foi adiada para a tarde de amanhã. "Os
diretores do consórcio solicitaram o recesso pela necessidade de
tempo para apresentar as respostas (pedidas pelo MEC)", informa a nota.
Responsável pela assessoria de imprensa da Connasel, a
Máquina da Notícia informou que o consórcio
deverá ser mantido porque já está a par de toda a
questão logística. Como a Folha já publicou, o
Ministério da Educação avalia que o
consórcio cometeu diversas falhas, o que pode levar à
rescisão contratual. O contrato com a Connasel custou R$ 116
milhões. O governo estima que o vazamento já provocou um
prejuízo de pelo menos R$ 35 milhões, apenas com a
impressão das provas que foram canceladas.
Nova data do Enem sai na quarta, diz Fernando Haddad
Fonte: Clipping Educacional Consae Hoje em Dia, 04/10/2009 - Belo Horizonte MG
A nova data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser
divulgada na quarta-feira (07), depois de quatro reuniões a
serem realizadas na segunda e terça-feira. segundo informou
neste domingo o ministro da Educação, Fernando
Haddad
SÃO PAULO - A nova data do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) deve ser divulgada na quarta-feira (07), depois de quatro
reuniões a serem realizadas na segunda e terça-feira.
segundo informou neste domingo o ministro da Educação,
Fernando Haddad. "Na quarta-feira já poderemos fechar o
diagnóstico e apresentar os novos processos para
realização do Enem. Divulgaremos os procedimentos de
segurança, parceiros envolvidos e a data do novo Exame", afirmou
o ministro Fernando Haddad. A reunião entre os diretores do
consórcio Connasel, a diretoria do Inep e representantes do
Ministério da Educação, que se iniciou na
manhã de sexta-feira, foi suspensa na madrugada de sábado
com a definição de uma planilha de
informações que deverá ser apresentada pelo
consórcio.
Os diretores do consórcio solicitaram o recesso pela necessidade
de tempo para apresentar as respostas. A retomada do encontro
está prevista para amanhã de manhã. Às
15h30, o ministro Fernando Haddad deve se reunir com o Comitê de
Governança do Enem 2009, que traz, dentre outros, alguns
reitores de Universidades Federais e Institutos Federais de
Educação Profissional e Tecnológica, e
secretários estaduais e municipais de Educação. Na
terça-feira (06), o ministro reúne-se com a
Associação Nacional dos Dirigentes das
Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que
traz os reitores das 55 universidades federais de todo o País.
Depois, encontra-se com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para
discutir o inquérito que levará aos responsáveis
pelo vazamento da prova e também para apresentar um mapeamento
dos processos tomados para a prova adiada e pedir a
colaboração do serviço de inteligência da
Polícia Federal para o novo exame.
MEC pedirá adiamento de vestibular a universidades
Fonte: Clipping Educacional Jornal da Tarde, 05/10/2009 - São Paulo SP
Governo fará proposta hoje, em reunião com
comissão que representa reitores de 55 universidades e 31
instituições federais; ministério excluiu
consórcio da organização da prova, que deve
ocorrer na 2ª quinzena de novembro
Renata Cafardo e Vannildo Mendes
O Ministério da Educação (MEC) vai propor hoje o
adiamento do vestibular de algumas universidades para evitar a
coincidência de datas e permitir que a nota do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) seja usada na seleção dos
alunos. Se isso não for possível, o MEC pode realizar o
exame em dois dias úteis, que seriam transformados em feriados
escolares. O exame foi cancelado na quinta-feira depois que o jornal O
Estado de S.Paulo, do Grupo Estado, que edita o Jornal da Tarde,
informou ao MEC que o caderno de questões tinha vazado. A nova
data do Enem e os detalhes sobre a organização da prova
serão divulgados na quarta-feira, segundo o ministro Fernando
Haddad.
“Estamos apurando todo o calendário de vestibulares e
outros concursos, como o do IBGE, para compatibilizar as datas”,
afirmou ontem o ministro. A reunião em que o MEC pedirá o
adiamento terá a participação de uma
comissão representativa dos reitores de 55 universidades, 31
instituições federais e secretários da
educação dos Estados. O que já está
definido é que a empresa que havia sido contratada para
aplicar o Enem está fora da nova prova. Segundo a reportagem
apurou, a decisão já foi tomada pelo MEC, que agora busca
soluções jurídicas para romper o contrato com o
Connasel, consórcio que reúne empresas de São
Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Hoje, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)
se reunirá com o Connasel. Segundo a reportagem apurou,
não foi definido se uma nova empresa ficará
responsável pela prova ou se o Inep fará esse trabalho.
Hoje, o instituto tem a função de elaborar as
questões da prova. Será preciso reimprimir 4
milhões de cadernos de questões e enviá-los para
1,8 mil municípios em que a prova se realizará. A
decisão de não mais usar o consórcio - e
consequentemente a gráfica Plural, contratada pela empresa - foi
motivada pela constatação de que as cláusulas de
segurança não foram seguidas. Um dos homens que tentaram
vender a prova, Felipe Pradella, seria funcionário da Cetro, uma
das empresas do consórcio. Ainda não
está claro se ele cuidava da área de segurança ou
do manuseio do caderno de questões (colocar em envelopes,
lacrar, etc.). Pradella não havia sido localizado até
ontem.
Outra opção, de ruptura parcial do contrato,
também está sendo analisada. O consórcio ficaria
encarregado apenas da aplicação da prova na ponta, mas
cederia a impressão e a distribuição para o
próprio MEC, que realizaria a tarefa com auxílio dos
Correios, do Exército e da Força Nacional de
Segurança Pública e outras instituições
estatais. A reportagem procurou ontem o Connasel, mas não obteve
resposta. Haddad vai também se reunir, amanhã, com o
ministro da Justiça, Tarso Genro. Ele pedirá a
participação da inteligência da Polícia
Federal na supervisão da segurança e na
correção dos pontos frágeis detectados. Sobre a
data da nova prova, a única certeza de Haddad é de que
“em hipótese alguma” será na primeira semana
de novembro. O mais provável é que o exame ocorra na
segunda quinzena de novembro.
Novo Fies
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 04/10/2009 - Belo Horizonte MG
Expansão do ensino superior privado está no limite
Jacques Schwartzman - Diretor do Centro de Estudos de Políticas
Públicas e Educação Superior (Cespe) da UFMG
Aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de lei que muda as regras do
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
São várias as mudanças. A Caixa Econômica
Federal (CEF) deixa de ser o agente operador, passando essa
atribuição para o Fundo Nacional do Desenvolvimento do
Ensino/Ministério da Educação (MEC), prazos mais
dilatados de reembolso são introduzidos e para algumas
áreas (medicina e licenciaturas, principalmente) é
possível pagar o crédito com trabalho em
órgão público. No entanto, a medida mais
importante é a que procura trazer para o mercado de
crédito educativo instituições financeiras, como
os bancos comerciais, que até este momento têm uma
participação irrelevante. É de se indagar por que
os bancos não se sentem atraídos. Possivelmente porque o
risco é muito elevado quando comparado com outros
financiamentos, tais como de automóveis e imóveis. Nesses
casos, os próprios bens financiados servem de garantia, o que
não ocorre com o financiamento de pessoas em financeiras que
aderirem às regras do Fies. A busca de melhor
qualificação, cujo ativo gerado é
intangível. É preciso portanto exigir garantias de
pessoas que não as tem, tornando mais difícil a
concessão de crédito. O setor bancário sofre
também da concorrência do Fies, que trabalha com taxas
muito baixas, em alguns casos, de 3,5% ao ano.
O projeto trata de eliminar o risco dos agentes. Solução
encontrada foi distribuir este risco entre as
instituições de ensino superior (entre 15% e 30% e
tornando-as mais responsáveis na escolha dos que vão
receber o empréstimo) e as reservas do Fies com os restantes 70%
ou 85%. Assim, se um aluno, depois de todas as tentativas
amigáveis e judiciais de cobrança, permanecer com um
saldo devedor de, digamos, R$ 10 mil, a instituição de
ensino superior repassará ao Fies entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil e
o Fies transferirá esse montante e mais R$ 7 mil para o agente
financeiro. Isto será suficiente para atrair os bancos ao
programa? Aguardemos para ver as respostas. De qualquer maneira,
é uma boa tentativa.
O crescimento do ensino superior agora depende da capacidade de
pagamento dos alunos no setor privado, que parece estar chegando ao
limite. No setor público, apesar do programa de expansão
e do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais (Reuni), eles não
serão suficientes para atender a demanda, mesmo porque os alunos
que entrarem por essas vias serão os melhores do setor privado
devido à dificuldade do vestibular, o que se constituirá
num golpe contra as privadas. Para compensar, o Programa Universidade
para Todos (ProUni) está colocando no setor privado cerca de 400
mil alunos entre os alunos carentes de bom desempenho no Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem). O problema não é a falta
de oferta em termos agregados, pois no setor privado temos 1,3
milhão de vagas não preenchidas. O que está
faltando é a capacidade de pagamento dos possíveis
demandantes. A extensão do crédito inclusive aos
estudantes carentes é uma boa forma de se financiarem os alunos,
pois estaremos aumentando suas chances de obter uma
remuneração mais elevada, se comparada ao que ganharia se
tivesse somente o curso médio, o que lhe permitiria pagar o
empréstimo. Sem dúvida, este é um caminho mais
justo do que as bolsas do ProUni ou o ensino gratuito nos
estabelecimentos públicos.
Diretrizes Operacionais para o Atendimento
Educacional Especializado na Educação Básica,
modalidade Educação Especia
Fonte: Imprensa Nacional
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009
Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional
Especializado na Educação Básica, modalidade
Educação
Especial.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação, no uso de suas
atribuições legais, de con-formidade com o disposto na
alínea "c" do artigo 9º da Lei No -4.024/1961, com a
redação dada pela Lei No - 9.131/1995, bem como no artigo
90, no § 1º do artigo 8º e no § 1º do artigo
9º da Lei No -9.394/1996, considerando a
Constituição Federal de 1988; a Lei No -10.098/2000; a
Lei No - 10.436/2002; a Lei No - 11.494/2007; o Decreto No -
3.956/2001; o Decreto No - 5.296/2004; o Decreto No - 5.626/2005; o
Decreto No - 6.253/2007; o Decreto No - 6.571/2008; e o Decreto
Le-gislativo No - 186/2008, e com fundamento no Parecer CNE/CEB No
-13/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da
Educação, publicado no DOU de 24 de setembro de 2009, resolve:
Art. 1º Para a implementação do Decreto No -
6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com
deficiência, trans-tornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino
regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em
salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento
Educacional Especializado da rede pública ou de
instituições comunitárias, confessionais ou
filantrópicas
sem fins lucrativos.
Art. 2º O AEE tem como função complementar ou
suplementar a formação do aluno por meio da
disponibilização de serviços,
recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as
barreiras para sua plena participação na sociedade e
desenvolvimento de sua apren-dizagem.
Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes,
consideram-se recursos de acessibilidade na educação
aqueles que asseguram condições de acesso ao
currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade
reduzida, promovendo a utilização dos materiais
didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos
mobiliários e equipamentos, dos sistemas de
comunicação e informação, dos transportes e
dos demais serviços.
Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os
níveis,etapas e modalidades de ensino, tendo o AEE como parte
integrante
do processo educacional.
Art. 4º Para fins destas Diretrizes, considera-se público-alvo do AEE:
I - Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de
longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial.
II - Alunos com transtornos globais do desenvolvimento:
aqueles que apresentam um quadro de alterações no
desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas
relações sociais, na comunicação ou
estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos
com autismo clássico, síndrome de Asperger,
síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância
(psicoses) e transtornos invasivos sem outra
especificação.
III - Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles
que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as
áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas:
intelectual, liderança,psicomotora, artes e criatividade.
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de
recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de
ensino regular, no turno inverso da escolarização,
não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser
realizado, também, em centro de Atendimento Educacional
Especializado da rede pública ou de instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins
lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou
órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos
Municípios.
Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em
ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos,
pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de
forma complementar ou suplementar.
Art. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação
terão suas atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas
no âmbito de escolas públicas de ensino regular em
interface com os núcleos de atividades para altas
habilidades/superdotação e com as
instituições de ensino superior e institutos voltados ao
desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes e dos
esportes.
Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do
FUNDEB,de acordo com o Decreto No - 6.571/2008, os alunos matri-culados
em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE.
Parágrafo único. O financiamento da matrícula no
AEE é condicionado à matrícula no ensino regular
da rede pública, conforme
registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior, sendo con-templada:
a)matrícula em classe comum e em sala de recursos mul-tifuncionais da mesma escola pública;
b)matrícula em classe comum e em sala de recursos mul-tifuncionais de outra escola pública;
c)matrícula em classe comum e em centro de Atendimento
Educacional Especializado de instituição de
Educação Especial pública;
d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento
Educacional Especializado de instituições de
Educação Especial co-munitárias,
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 9º A elaboração e a execução do
plano de AEE são de competência dos professores que atuam
na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em
articulação com os demais professores do ensino regular,
com a participação das famílias e em interface com
os demais serviços setoriais da saúde, da
assistência social, entre outros necessários ao
atendimento.
Art. 10. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve
institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua
organização:
I - sala de recursos multifuncionais: espaço físico,
mobi-liário,materiais didáticos, recursos
pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos
específicos;
II - matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III - cronograma de atendimento aos alunos;
IV - plano do AEE: identificação das necessidades
educacionais específicas dos alunos, definição dos
recursos necessários e
das atividades a serem desenvolvidas;
V - professores para o exercício da docência do AEE;
VI - outros profissionais da educação: tradutor e
intérprete de Língua Brasileira de Sinais,
guia-intérprete e outros que atuem no
apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII - redes de apoio no âmbito da atuação
profissional, da formação, do desenvolvimento da
pesquisa, do acesso a recursos,
serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE.
Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI
atuam com os alunos público-alvo da Educação
Especial em todas as
atividades escolares nas quais se fizerem necessários.
Art. 11. A proposta de AEE, prevista no projeto pedagógico do
centro de Atendimento Educacional Especializado público ou
privado sem fins lucrativos, conveniado para essa finalidade, deve ser
aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou
órgão equivalente,contemplando a
organização disposta no artigo 10 desta
Resolução.
Parágrafo único. Os centros de Atendimento Educacional
Especializado devem cumprir as exigências legais estabelecidas
pelo
Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino,
quanto ao seu credenciamento, autorização de
funcionamento e organização, em consonância com as
orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais.
Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter
formação inicial que o habilite para o exercício
da docência e formação específica para a
Educação Especial.
Art. 13. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:
I - identificar, elaborar, produzir e organizar serviços,
recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias
considerando as necessidades específicas dos alunos
público-alvo da Educação Especial;
II - elaborar e executar plano de Atendimento Educacional
Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos
recursos pedagógicos e de acessibilidade;
III - organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais;
IV - acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do
ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
V - estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na
elaboração de estratégias e na
disponibilização de recursos de acessibilidade;
VI - orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno;
VII - ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar
habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e
participação;
VIII - estabelecer articulação com os professores da sala
de aula comum, visando à disponibilização dos
serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e
das estratégias que promovem a participação dos
alunos nas atividades escolares.
Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data
de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
CESAR CALLEGARI
Evento Enade Administração 2009
Fonte: CRA/SC
De: VALQUIRIA - CRA/SC [mailto:valquiria@crasc.org.br]
Enviada em: sexta-feira, 25 de setembro de 2009 15:01
Para: AMPESC - Valquíria
Assunto: Fw: ENADE ADM 2009 EM SANTA CATARINA
Prezado(a) Coordenador(a) do Curso de Administração,
O Conselho Regional de Administração de Santa Catarina,
em parceria com o Conselho Federal de Administração,
realizará o Encontro ENADE ADM 2009.
Participará do evento o Professor da Comissão Assessora
de Avaliação de área de
Administração do INEP/MEC, Prof. Vitor Francisco Schuch
Júnior.
Acompanhará o Prof. Vitor, o Conselheiro Federal do CFA, Adm. Lúcio Mariano Albuquerque Melo.
Os objetivos do referido evento são: elevar o nível de
conhecimento e compreensão dos Coordenadores sobre o processo do
ENADE e visibilizar as ações do Sistema CFA/CRAs em prol
da qualidade dos cursos de Administração.
O evento ocorrerá dia 09/10/2009 (sexta-feira), em
Florianópolis, Santa Catarina, sem ônus na
inscrição do participante da Instiuição de
Ensino Superior.
Programação:
09h00 -11h00: ENADE ADM 2009
11h00 -12h00: O papel do Sistema CFA/CRAs na formação do Administrador
12h00 -14h00: Almoço
14h00 -15h30: Debates
Preliminarmente, para que possamos verificar um local adequado e
contratarmos coffee break, necessitamos estimar a quantidade de
público no referido evento, por isso pedimos, com a
máxima urgência, uma resposta dessa
Instituição de Ensino sobre o interesse em participar e
qual o número de participantes. Posteriormente informaremos o
local do referido evento.
Cordiais Saudações,
Adm. Jaime José Mora
Presidente do CRA/SC - Nº 1595
Professor Antonio Freitas, Presidente da ANGRAD, é eleito uma das Personalidades Educacionais de 2009!
Fonte: Informativo Enangrad
Reconhecido por seu importante papel na luta pela maior qualidade do
ensino no país, o Professor Antonio Freitas, que além de
Presidente da Associação Nacional dos Cursos de
Graduação em Administração (ANGRAD)
é também Diretor Executivo da Fundação
Getúlio Vargas e membro do Conselho Nacional de
Educação (CNE), será homenageado no dia 22 de
Outubro, em cerimônia realizada no Jockey Club Brasileiro, ao
lado de nomes de peso como o ministro da Educação,
Fernando Haddad e a Secretária Estadual de
Educação do Rio Tereza Porto. Leia abaixo a
matéria completa da Folha Dirigida.
OS ELEITOS
Por Renato Deccache
O próximo dia 15 de outubro, mais uma vez, será de
reverência aos educadores. O Dia do Professor, em geral, é
a data em que vários segmentos da sociedade se voltam para
homenagear e destacar a relevância não só dos que
formam crianças, jovens e adultos nas salas de aula, mas
também dos demais profissionais que militam no campo da
Educação.
Mas este não é o único dia para homenagens
àqueles que fazem da melhoria das condições de
ensino um ideal de vida. Outra data especial será o
próximo dia 22 de outubro, quando onze educadores e três
instituições receberão o título de
Personalidade Educacional 2009. Eles foram os mais votados de uma
eleição promovida este ano pela Associação
Brasileira de Educação (ABE), pela
Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela Folha
Dirigida, que tem como objetivo o reconhecimento público
daqueles que contribuem para a melhoria da Educação no
país. Na área educacional, vários tipos de
profissionais dão, a cada dia, sua contribuição
para os avanços no ensino. E esta pluralidade foi um dos
traços que marcou a eleição dos homenageados deste
ano. A atuação no âmbito das políticas
educacionais, por exemplo, une três dos indicados: o ministro da
Educação, Fernando Haddad; o senador Cristovam Buarque e
a secretária estadual de Educação do Rio de
Janeiro, Tereza Porto.
Figuras que atuam, em seu dia-a-dia, no debate das políticas
educacionais também foram lembrados pelo colégio
eleitoral este ano. Entre os mais votados, estão o membro do
Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Freitas;
além dos professores José Carlos Portugal e Raymundo Nery
Stelling, ambos integrantes do Conselho Estadual de
Educação do Rio de Janeiro (CEE-RJ).
As contribuições dadas ao longo da vida para a
área de Educação Profissional e para o ensino
superior, em especial no período em que foi reitor do Centro
Universitário da Zona Oeste (Uezo), são algumas das
marcas da carreira do chefe de gabinete da Secretaria estadual de
Ciência e Tecnologia, professor Roberto Boclin. Eleito pela
terceira vez Personalidade Educacional, ele é o mais novo
integrante da galeria dos Grandes Educadores, assim como o senador
Cristovam Buarque.
Também por sua contribuição ao ensino superior,
neste caso no segmento privado, os representantes da comunidade
educacional elegeram o professor Valdir Vilela, presidente da
Associação Brasileira de Ensino Universitário
(Abeu), como uma das personalidades este ano. A lista dos educadores
homenageados é encerrada com a professora emérita da UFRJ
e da PUC-Rio, Cleonice Berardinelli; o diretor do Colégio
Pentágono, Paulo Armando Areal; e o presidente do Sindicato dos
Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio),
Wanderley Quêdo.
Assim como acontece a cada ano, desde 2003, também são
eleitas três instituições da área
educacional e cultural para terem seu trabalho e
contribuição reconhecidos. Este ano, os mais votados
foram o Serviço Social da Indústria do Rio de Janeiro
(Sesi-RJ), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro (PUCRio) e o Colégio Pedro II, que, por ter sido
indicado pela terceira vez, integrará a Galeria das Grandes
Instituições do Personalidade Educacional, da qual
já faz parte da Fundação Cesgranrio.
Em 2009, a eleição das Personalidades Educacionais chega
a sua décima 11ª edição. Para o presidente da
ABE, João Pessoa de Albuquerque, é uma honra para a
associação contribuir para o reconhecimento
público dos que se destacam em Educação.
“Considero que uma das grandes molas de desenvolvimento humano
é o estímulo. E o ‘Personalidade Educacional’
possui esse dom. Quando manifestamos publicamente o reconhecimento de
um mérito, a pessoa homenageada se sente altamente estimulada a
continuar o seu trabalho”, salienta João Pessoa.
Já o presidente da ABI, Maurício Azêdo, destaca que
a eleição promove uma justa homenagem àqueles que
se destacam em uma área estratégica para o país.
Desde a sua criação, o título de
‘Personalidade’ tem exercido forte influência na
melhoria da qualidade da educação. Trata-se de uma
promoção que tem sido um incomparável incentivo
aos professores do país”, acredita o presidente da ABI.
Criado em 1999, o título Personalidade Educacional é
concedido anualmente a pessoas que se destacam nas áreas de
educação e cultura.Em cada votação,
integrantes da comunidade educacional elegem dez nomes para receberem a
homenagem. De 2003 em diante, três instituições
também passaram a ter sua contribuição
reconhecida.
Desde quando foi criado, vários educadores e
instituições receberam a homenagem. Neste período,
foram eleitas personalidades das mais variadas vertentes, como
sindicalistas, reitores, professores, dirigentes, gestores e
autoridades públicas, entre outros, o que oferece uma mostra da
própria pluralidade que existe na área educacional.
A escolha das personalidades é feita a partir de uma
votação secreta, em que cada eleitor indica três
instituições e três educadores para serem
homenageados. Este ano, foram recebidos 8.148 votos de figuras
representativas das áreas de educação e cultura do
Estado. Na atual edição, os educadores Cristóvam
Buarque e Roberto Boclin passaram a integrar a Galeria dos Grandes
Educadores, por terem sido eleitos pela terceira vez. Neste grupo,
também estão: Arnaldo Niskier, Carlos Alberto Serpa de
Oliveira, Edília Coelho Garcia, Edgar Flexa Ribeiro, Evanildo
Bechara, Dom Lourenço de Almeida Prado, Francílio Paes
Leme, José Antonio Teixeira, Maria Lucia Sardenberg Soares,
padre Jesús Hortal, Paulo Alcantara Gomes, Paulo Alonso, Paulo
Renato Souza, Sonia Mograbi, Teresinha Machado da Silva e Wilson
Choeri. Também eleito pela terceira vez, o Colégio Pedro
II passa a integrar a Galeria das Grandes Instituições,
ao lado da Fundação Cesgranrio.
ANTONIO FREITAS - É membro do Conselho Nacional de
Educação (CNE), diretor-executivo da
Fundação Getúlio Vargas e presidente da
Associação Nacional de cursos de Graduação
em Administração (Angrad).
Garanta já sua Inscrição! Vagas limitadas!
A 20ª edição do encontro anual da ANGRAD será
realizada entre os dias 28 e 30 de outubro de 2009 no Centreventos Cau
Hansen, na cidade de Joinville/SC.
Através do apoio institucional da AMPESC, as
instituições de ensino superior associadas à
AMPESC, seus professores, coordenadores, gestores e alunos,
terão 10% (dez por cento) de desconto nas
inscrições devidamente identificadas como “Filiada
AMPESC”.
Tabela de valores e inscrições pelo site: http://www.enangrad.org.br/inscricoes/.
Formação de atletas encabeça lista de exigências para Jogos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs.
Os Jogos-16 devem ser a fagulha a impulsionar a promoção
do esporte de base, pedem desportistas, clubes formadores de atletas,
confederações esportivas nacionais,
federações estaduais e o Conselho Nacional de
Educação Física.
"A educação física por si só não
pode ser responsabilizada pela construção de uma base,
mas passa por ela", argumenta Jorge Steinhilber, do Conselho Nacional
de Educação Física.
"Formar a base é responsabilidade de clubes e
federações. Mas sem um trabalho na educação
física, o jovem nem olhará nessa direção",
analisa Steinhilber. "É preciso um plano integrado entre os
ministérios da Educação, Saúde e Esporte."
O sentimento de Steinhilber encontra eco entre dirigentes.
"O ideal seria o ministério [do Esporte] fazer algo para atrair
jovens [para o esporte], implantar o esporte na escola. Mas podemos
procurar alternativas. De repente, a gente faz parcerias com
prefeituras", argumenta o presidente da Confederação
Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta de Melo.
"Fazemos o possível para atingir o alto nível. Mas a base
é pequena, tem de ser uma ação de governo, ter uma
política nacional de esporte", reivindica José Antonio
Martins, da Federação Paulista de Atletismo.
"É preciso investir forte na formação de atletas
que competirão nos Jogos-16", argumenta a ginasta Jade Barbosa.
Membros do Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos cobram o mesmo.
"Tenho visto grandes planos de investimento para estrutura
física, mas não vi nenhuma para preparação
de atleta. Não podemos dar vexame", diz Sergio Bruno Coelho,
presidente do Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos.
A ideia de fazer algo nos moldes de Londres, que receberá os
Jogos de 2012, de incrementar a educação física,
chegou a ser discutida no ministério do Esporte, segundo a
reportagem apurou, mas não ganhou corpo.
A pasta alega que as iniciativas de fomento nas escolas têm de ser tratadas diretamente pelas prefeituras e pelos estados.
"É preciso ter a conscientização. Em muitas
escolas não há espaço para a prática do
esporte, até por conta de quem deveria zelar por ele", diz
Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do
ministério. "Tem enchente e há muita gente desalojada?
Leva para o ginásio da escola. Não tem lugar para dar
aula? Leva para o ginásio. É o que frequentemente ocorre."
A Olimpíada, para o governo federal, servirá de
catalisador para série de ações que
beneficiarão o esporte e que poderiam levar mais tempo, ou ser
menos sofisticados caso o Rio não tivesse ganhado a disputa.
O ministério do Esporte aponta que o programa Segundo Tempo, que
hoje beneficia cerca de 100 mil jovens em idade escolar no Rio,
passará a contemplar todos os elegíveis (cerca de 1
milhão de crianças).
Um instituto gestor de centros de treinamento do país
operará no Rio. A Agência Nacional Antidoping
ganhará impulso. "Isso ganhará velocidade agora", afirma
Leyser.
EDUARDO OHATA
JOSÉ EDUARDO MARTINS
Fonte: Folha Online - SP
Saiba o que o ministério recomenda aos inscritos após cancelamento do Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:11 hs.
Denúncia de vazamento fez governo cancelar provas do fim de
semana. Estão inscritos para o Enem 4 milhões de
estudantes em todo o país.
As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), programadas
para o próximo final de semana, foram canceladas na madrugada
desta quinta pelo Ministério da Educação
após denúncia de vazamento do conteúdo do exame.
Saiba quais são as recomendações do
Ministério para os cerca de 4 milhões de candidatos
inscritos em 1,8 mil cidades do país.
Os estudantes terão de fazer nova inscrição?
Não. Segundo o ministro da Educação, Fernando
Haddad, estão mantidas as inscrições dos cerca de
4 milhões de candidatos inscritos em todo o país.
O ministério vai elaborar uma nova prova?
Ao organizar o exame, o Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos
Educacional (Inep), órgão do Ministério da
Educação responsável pelo Enem, preparou, para a
hipótese de alguma eventualidade, uma prova substituta para ser
aplicada no lugar da que foi cancelada.
Quanto tempo vai demorar para a aplicação dessa nova prova?
Segundo o ministro Fernando Haddad, o tempo necessário é
o tempo de impressão de outras 4 milhões de cópias
da prova - a expectativa é de que sejam 45 dias. Em nota
oficial, o Inep diz que vai divulgar "a nova data nos próximos
dias, depois de reorganizar a logística".
Qual é a recomendação do ministério para os estudantes inscritos?
"Aguardar a nova data e usar o tempo que ganhou com o incidente para continuar estudando", afirmou o ministro Fernando Haddad.
Qual a nova data de divulgação do resultado das provas?
Inicialmente previsto para sair no dia 8 de janeiro, o resultado final das provas deve atrasar m cerca de um mês.
Ministro da Educação
Fonte: VNews - SP
Legislação Educacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:12 hs.
A CM Consultoria disponibiliza em seu Portal o hall de
legislações educacionais (Portarias, Pareceres,
Resoluções, Despachos, Leis e Súmulas) publicadas
pelo Ministério da Educação e Cultura.
Acesse em: http://www.cmconsultoria.com.br/legislacoes.php
Fonte: CM Consultoria
Fies: inadimplência alcança 28% dos contratos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:05 hs.
A inadimplência entre os estudantes que aderiram ao
crédito estudantil pelo Fies (Fundo de Financiamento ao
Estudante de Ensino Superior) a partir de 1999 alcança 28%,
segundo a Caixa Econômica Federal.
De acordo com Jorge Pedro de Lima Filho, representante do banco que
participou de audiência da Comissão de
Educação, Cultura e Esporte do Senado, na quarta-feira
(30), o saldo devedor do programa de financiamento do Governo
está em R$ 5 bilhões.
Segundo Lima Filho, o Fies atende aproximadamente 500 mil alunos, que
representam 5% do total de estudantes de Ensino Superior do País.
Dívidas
A audiência pública foi realizada a pedido do senador
Pedro Simon (PMDB-RS), para discutir projeto que concede aos alunos
endividados as mesmas condições dadas aos produtores
rurais para sanar dívidas agrícolas.
O senador lembrou que a dívida dos estudantes é bem menor
que a agrícola - que hoje está em R$ 75 bilhões -,
porém, o problema dos estudantes não deixa de ser
importante.
Para o presidente da Comissão, senador Flávio Arns (PR),
a dívida estudantil é ainda mais importante que a rural,
"pois o patrimônio maior de um país é a
formação, o conhecimento, que vai dar subsídio
às áreas agrícola e industrial", disse, de acordo
com a Agência Senado.
Fonte: Diario do Pará
PROFISSAO MESTRE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:39 hs.
Chegou o mês do professor! E será mais um
“aniversário” muito bem comemorado por nós,
cadastrados do Jornal Virtual. Teremos uma sequência de textos
sobre educação criativa e uma surpresa especial – a
qual você vai saber melhor no final deste texto.
Boa leitura e que comecem os parabéns!
A criatividade pode mudar a educação no Brasil?
A Internet tem se refletido na escola aumentando a distância
entre professor e aluno. A forma de pensar, sentir, agir, aprender,
comunicar, registrar, relacionar, tudo difere muito.
A agilidade mental do “aluno geração
Internet” diante de um computador é impressionante: liga o
MSN, abre o Orkut e o Facebook, faz o download de músicas em
mp3, fala ao telefone convencional, passa mensagens pelo celular, olha
um programa na TV, tira dúvidas perguntando ao
“professor” Google, manda e recebe e-mails, comunica-se com
novos amigos ao redor do planeta, ouve músicas e, com o livro
didático aberto, ainda estuda para as provas. Tudo isso ao mesmo
tempo!
O professor reclama de aluno indisciplinado e desmotivado. O aluno
considera as aulas monótonas e sem graça. Ele não
consegue ficar 50 minutos apenas ouvindo o professor falar.
A Internet (com todos os prós e contras) nos pegou de surpresa e
nos colocou numa posição de mudança urgente. Temos
de mudar porque não podemos acabar com a Internet. Ela veio para
ficar.
Tudo mudou e nós, professores, temos de aprender a conviver com
a internet e nos transformar em internautas? Para responder a essa
pergunta precisamos analisar uma pesquisa que circula na Internet
–fonte da pesquisa: iLEARNINGGLOBAL INDEPENDENT MARKETER, de
2005. Ela nos mostra a importância e a urgência da
mudança da Educação para promover o
desenvolvimento da geração Internet.
Algumas observações sobre a pesquisa:
Nos próximos 8 segundos, 34 bebês vão nascer. Como será o mundo para eles?
Em 1900, a Inglaterra era o país mais rico, com o maior
exército, o maior centro financeiro e de negócios, tinha
a educação mais forte, a melhor qualidade de vida...
E em 2006, os Estados Unidos formaram no ensino médio 1.3
milhões; na Índia, 3.1 milhões e na China, 3.3
milhões (100% falam Inglês). É previsto que a China
será, em 10 anos, o primeiro na Língua Inglesa –
há 60 ou 40, até mesmo, ou 20 anos ninguém poderia
prever isso.
Há 10 anos, não havia tantas
especializações como existem hoje. Agricultura
orgânica, Negócios pela Internet, Tecnologia.
As pessoas de 21 anos hoje já assistiram 20 mil horas de
televisão; jogaram 10 mil horas de videogame; falaram ao
telefone 10 mil horas e mandaram e receberam 250 mil e-mails ou
mensagens no celular.
Mais de 70% das crianças de 4 anos, nos Estados Unidos já usaram um computador.
O rádio demorou 38 anos para conquistar uma audiência de 50 milhões; a TV, 13 anos e o computador, 4.
Em 1984, havia mil aparelhos de computador; em 1992 (8 anos depois)
havia um milhão; em 2006 (14 anos depois) havia 600
milhões.
A primeira mensagem comercial do celular foi enviada em 1992 e hoje o
número dessas mensagens enviadas e recebidas é mais que a
população do planeta.
A Internet se tornou popular em 1995. 1 em 8 casais nos Estados Unidos se conheceu on-line.
Em 2006, seis bilhões de dólares circularam no e-bay, que foi fundado em 1996.
Aproximadamente 2.7 bilhões de buscas foram feitas no Google, em apenas um mês.
Entre 2003 e 2005, dez milhões de assinantes novos visitaram o
myspace; atualmente, ele tem 230 mil assinantes novos por dia.
YouTube iniciou em 2005 e cresceu rapidamente com mais de 100 milhões de visitantes.
Quase 2 bilhões de crianças de terceiro mundo, 1 em 3,
não completaram a 5ª série e nunca seguraram um
livro. Contudo, existe o projeto OLPC (One Laptop Per Child Project),
que começou em 2007 a entregar um laptop para cada
criança.
Diante dessa explosão chamada Internet, será que
nós, professores, podemos continuar com a educação
tradicional que tem quase nada a ver com a realidade do aluno?
Perguntas importantes que todos os brasileiros deveriam fazer:
Ao aluno, o que ele está aprendendo na escola?
Ao professor, o que ele está ensinando para o aluno entender o século XXI?
Ao diretor da escola, quais as condições que ele
está oferecendo aos seus professores para prepararem os
estudantes para o século XXI?
Às autoridades educacionais, qual é a sua visão de
educação para o presente e futuro dos estudantes? Quais
as mudanças na legislação que são
necessárias?
O que os estudantes precisam aprender para viver no século XXI?
Talvez a educação criativa possa ajudar mudando
totalmente a metodologia nas escolas, de tradicional para criativa.
Contudo, o que é metodologia criativa?
Texto de Glorinha Aguiar, especialista em Educação
Criativa (na prática). Contato: glorinhaaguiar@uol.com.br
Fonte: Profissao Mestre – Ano 7 Nº 137
Para Unesco, situação do professor é crítica
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 04/10/2009 - São Paulo SP
Relatório aponta falhas na formação, que enfatiza
pouco a relação entre teoria e prática, e falta de
valorização profissional. Quase a metade dos professores
tem pais sem nenhuma escolaridade ou que chegaram apenas à
4ª série do ensino fundamental
DA SUCURSAL DO RIO
Num dos mais completos relatos já feitos sobre a
situação do professor brasileiro, a Unesco aponta que a
situação é bastante crítica, e não
apenas por causa dos baixos salários. Além de a carreira,
que emprega 2,8 milhões de pessoas no país, não
ser atrativa para os jovens de maior nível socioeconômico,
os alunos que ingressam em cursos de pedagogia e licenciaturas recebem
uma formação que enfatiza pouco a relação
entre teoria e prática. Eles se formam principalmente em
instituições particulares, à noite, e poucos
passam por atividades de estágio bem coordenadas antes de
começarem a dar aulas. Para mostrar esse quadro complexo, as
pesquisadoras da Fundação Carlos Chagas Bernadette Gatti
e Elba Barretto usaram várias bases de dados sobre professores
no país.
Escolaridade - Do questionário que é aplicado aos alunos
que fazem o Enade (exame que avalia a educação superior),
elas destacaram, entre outros fatos, que os universitários de
cursos de licenciatura e pedagogia vêm de famílias mais
pobres, com menor bagagem cultural. Quase metade (50,6%) tem pais sem
nenhuma escolaridade ou que chegaram apenas à 4ª
série do ensino fundamental. Entre alunos dos cursos de
medicina, por exemplo, esse percentual é de 7,1%. Na carreira de
enfermagem, a proporção é de 37,7%. "São
jovens em ascensão social, e é preciso aproveitar o
potencial deles, que buscam na universidade enriquecer sua bagagem
sociocultural. Para isso, no entanto, é fundamental mexer nas
grades curriculares dos cursos que formam professores, que deixam muito
a desejar", diz Bernadette Gatti.
Para chegar a essa conclusão, o relatório detalha uma
pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita com apoio da
Fundação Victor Civita, que analisou a estrutura
curricular e as ementas de 165 cursos de pedagogia e licenciaturas. Num
trecho do relatório, as autoras destacam que as "ementas dos
cursos frequentemente expressam preocupação com o
porquê ensinar, o que pode contribuir para evitar que
conteúdos se transformem em meros receituários, mas
só de forma muito incipiente registram o quê e como
ensinar." A proporção de horas dedicadas a
formação específica, por exemplo, não passa
de 30% nesses cursos. "A formação é
precária, com pouca ênfase na relação entre
teoria e prática. E não há acompanhamento
adequado dos estágios. Fazer isso de maneira benfeita tem um
custo alto, pois envolve um professor designado para acompanhar cada
estudante em seu projeto. Muitas faculdades privadas não
estão dispostas a arcar com isso", critica a pesquisadora.
Salário - Célio da Cunha, assessor especial da Unesco,
afirma que o relatório deixa muito evidente que a questão
salarial é importante, mas que a valorização do
trabalho do professor não se restringe a isso. "Salários,
apenas, não operam milagres. De que adianta aumentar os
rendimentos do professor se ele continuar a ser formado da mesma
maneira?", indaga Cunha. Ele afirma que a dificuldade de valorizar a
carreira do magistério não é um desafio apenas do
Brasil. No entanto, na comparação com países
desenvolvidos, os rendimentos dos professores brasileiros ficam muito
abaixo de seus colegas europeus, por exemplo. "E o que agrava mais a
situação dos professores brasileiros e de outros
países menos desenvolvidos é que, na Europa, os
serviços públicos de saúde e
educação são de alta qualidade, o que não
acontece no Brasil, onde parte da renda acaba sendo destinada a suprir
essa deficiência."
Reprovados e mal pagos
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 04/10/2009 - Brasília DF
Estudo mostra que, enquanto o governo brasileiro se esforça para
levar as crianças à escola, formação dos
professores deixa a desejar. Mesmo que reformulasse o ensino,
país levaria duas décadas para se igualar às
nações desenvolvidas
Diego Moraes
Se o Brasil reformulasse os currículos dos cursos de
licenciatura, investisse em formação profissional dos
professores, valorização salarial e estrutura das escolas
públicas, ainda assim seriam necessárias mais duas
décadas para que a qualidade do ensino no país chegasse
perto da observada em Estados desenvolvidos. A avaliação
é do consultor em educação da
Organização das Nações Unidas para a
Educação e Cultura (Unesco) no Brasil Célio da
Cunha. A maioria dos professores brasileiros tem curso superior, mas a
formação ainda é precária. A categoria
está entre as que recebem os menores rendimentos —
principalmente em regiões mais pobres do país. Para
piorar a situação, é justamente nesses locais onde
a profissão é vista como uma das poucas oportunidades de
entrada no mercado de trabalho, o que dificulta a ascensão
salarial. E é cada vez maior o número de
recém-graduados que deixam de lado o magistério para
seguir carreiras mais rentáveis.
Esse retrato dos docentes brasileiros está no estudo Professores
do Brasil: impasses e desafios, divulgado pela Unesco — um
levantamento que reúne dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e de ministérios como da
Educação e do Trabalho sobre os 2,6 milhões de
professores do ensino básico no país. A conclusão
é de que, apesar da expansão do ensino no Brasil, com
ampliação do acesso a diversas faixas etárias, os
professores e o ensino ainda estão em segundo lugar no plano das
prioridades. Ainda estamos muito longe desse que deve ser o objetivo de
qualquer país”, lamenta a coordenadora do estudo,
Bernadete Gatti. A pesquisa revela que o Brasil precisa de mais
professores de matemática, física e química.
E que a maior parte dos estudantes que se formam nessas áreas
não pretende levar seus conhecimentos para as salas de aula.
“A preocupação até hoje foi com a
inclusão de crianças na escola, sem levar em conta a
qualidade. Mas isso é um processo que tem que ser feito em
conjunto”, diz Cunha.
Falta de valorização desmotiva - A professora de
Português Maria de Deus Coelho Rocha, 42 anos, está desde
1986 na rede pública de ensino do Distrito Federal. Hoje, ela
mora com o marido e os dois filhos numa confortável casa no
Cruzeiro. Quem a vê em sala de aula, sorridente e disposta, mal
pode imaginar quantos obstáculos a mulher teve de enfrentar para
chegar à carreira do magistério. Deusinha, como é
conhecida, nasceu em Barras do Maratuã, há 42 anos. Filha
de pais analfabetos, foi a única, entre nove irmãos, a
frequentar a escola.
Começou os estudos na zona rural e, aos 9 anos, veio para
Brasília trazida por um tio, que era porteiro na Universidade de
Brasília (UnB). Concluiu o ensino básico na rede
pública e formou-se em letras numa faculdade particular.
“Foi uma ascensão em todos os aspectos: social, financeiro
e pessoal”, ressalta. Deusinha representa uma parcela
significativa dos professores brasileiros: 68,4% estudaram apenas em
escolas públicas e 50,9% vêm de famílias de baixa
renda. Reconhecida como uma carreira de prestígio em
nações como Coreia do Sul e Dinamarca, até mais
que cursos como medicina, por exemplo, o magistério pode ser
visto no Brasil como uma oportunidade para que estudantes de baixo
poder aquisitivo ou menor escolarização possam chegar ao
mercado de trabalho. Essa é uma das conclusões do
estudo Professores do Brasil: impasses e desafios,
elaborado pela Unesco.
A pesquisa mostra, por outro lado, que a maior parte dos professores
— cerca de 26,5% — tem até 29 anos, sendo que 41%
desses profissionais lecionam na educação infantil.
“Os jovens que procuram o magistério buscam uma
ascensão social e cultural na profissão e têm um
potencial de realização profissional que o Estado
não está sabendo reconhecer e valorizar”, afirma a
pesquisadora Bernadete Gatti, que coordenou o levantamento da Unesco.
Ela aponta essa falta de valorização como um dos motivos
para evasão de professores qualificados das escolas.
Porta de entrada - O ofício de professor ainda é dominado
principalmente por mulheres no Brasil, onde elas representam 83,1% da
categoria. Mas essa proporção diminui na medida em que a
escolaridade aumenta. No ensino médio, os homens chegam a ocupar
33% dos postos de trabalho nas escolas públicas e privadas. E,
embora a maioria dos professores se declare como “brancos”
(61,3%), o magistério é apontado como uma das portas do
mercado de trabalho para negros e pardos. No ensino infantil, 42% dos
profissionais se declararam “não brancos”, mesmo
percentual observado no ensino fundamental. Os dados apontam, no
entanto, que eles têm menos anos de estudo. Os negros e pardos
são maioria entre os professores do ensino fundamental que
cursaram somente até o nível médio. Embora a
maioria dos professores brasileiros tenha curso superior, é
grande a parcela dos que não dominam outro idioma. “A
formação dos estudantes ainda é precária e
os cursos buscam formar professores em pouco tempo”, critica a
pesquisadora Bernadete Gatti. (DM)
Valorização do professor brasileiro é por tempo de serviço
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 04/10/2009 - Brasília DF
Diego Moraes
Os professores brasileiros são mais valorizados pelo tempo de
serviço do que por especializações acumuladas ao
longo da carreira. A constatação está no estudo
"Professores do Brasil: impasses e desafios", elaborado pela
Organização das Nações Unidas para a
Educação e Cultura (Unesco). De acordo com a pesquisa, as
avaliações com base no desempenho ou nos cursos feitos
pelos docentes não têm sido regulamentadas na maior parte
dos municípios, embora previstas em lei. "Os planos de carreira
consideram os anos que os profissionais passam na escola como fator
predominante na progressão dos professores e isso é algo
que precisa ser revisto rapidamente", afirma a pesquisadora Bernadete
Gatti, coordenadora da pesquisa. Para ela, esse fator é um
desestímulo para que os docentes busquem
aperfeiçoar a formação profissional. "Muitos
passam o dia ocupados com o trabalho da escola, inclusive em casa e
não se sentem motivados a fazer um curso, uma pós
graduação", resume a especialista.
Os professores brasileiros têm, em média, 14 anos de
estudos - o que é insuficiente para concluir a
educação básica e o ensino superior. Entre os
professores do ensino médio, esse número sobe um pouco,
para 16 anos. Com a ampliação do acesso ao ensino no
país - e a abertura de vagas para o magistério - houve um
crescimento também dos cursos de graduação a
distância. Estima-se que hoje cerca de 80 mil estudantes estejam
matriculados nessa modalidade. Mas a evasão ainda é
um fator marcante - quase 80% dos estudantes abandonam os estudos antes
da conclusão. "Estudar sozinho não é fácil.
E há dúvidas sobre a qualidade dessa
formação", afirma Bernadete. O Brasil tem 2,8
milhões de professores em todos os níveis de ensino - o
que corresponde a um professor para 67 habitantes. A região
Norte tem a menor proporção, com um professor para 80
habitantes, enquanto o Sul possui a maior, com um professor para 52
habitantes. Para especialistas, o problema no Brasil não
é o número de docentes, mas a qualidade da
formação deles e a área onde esses profissionais
atuam. Enquanto sobram matrículas nas faculdades de
Educação Física, por exemplo, faltam professores
de matemática, física e química nas salas de
aula.
Prejuízo para os estudantes
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 04/10/2009 - Brasília DF
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) estabelece que os professores
precisam ter curso superior para ensinar na educação
básica — que abrange do ensino infantil ao nível
médio. Mas os profissionais que estão nas salas de aula
hoje têm, em média, 14 anos de estudo, enquanto o tempo
necessário para concluir os níveis fundamental,
médio e superior é de, pelo menos, 15 anos. Os
professores do ensino médio têm, aproximadamente, 16 anos
de estudo. Na educação infantil, a média é
de 13 anos e, no ensino fundamental, 14 anos. E nem mesmo os
professores com diploma universitário saem da faculdade
preparados para o magistério. A formação dos
docentes no Brasil é o problema crônico da
educação brasileira, na opinião de especialistas.
O resultado aparece no desempenho dos estudantes em
avaliações internacionais — com frequência
abaixo das notas de países desenvolvidos. O estudo da
Unesco mostra que mais de 20 mil professores da educação
infantil e do ensino fundamental não foram além da
8ª série — e parte desse grupo nem sequer concluiu o
antigo 1º grau. “Preocupa porque são pessoas sem
formação, que desenvolvem apenas o trabalho padrão
dentro da escola, o que prejudica o desenvolvimento do aluno”,
diz a pesquisadora Bernadete Gatti. O Ministério da
Educação estima que 600 mil professores no Brasil
não têm a formação adequada. Por outro lado,
221 mil já fazem mestrado ou doutorado.
Nas escolas de ensino médio, 23 mil professores lecionam sem ter
passado por uma universidade — o que corresponde a 4,5% do total
de profissionais nesse nível de ensino. O Nordeste tem o maior
número: 13 mil docentes do ensino médio sem curso
superior. A região também tem a maior quantidade de
professores do ensino fundamental sem formação
universitária, como Maria Aparecida Ferreira, 50 anos, que
ensina há 15 anos na Escola José Sérgio Veras, de
Cruzeiro do Nordeste, distrito de Sertânia (PE). Cida, como
é conhecida entre os colegas, formou-se em magistério no
mesmo colégio e diz que não tem tempo para fazer uma
faculdade.
Boa parte dos alunos escolhem a licenciatura mais como uma forma de
acesso facilitado ao ensino superior do que um caminho para a carreira
nas salas de aula, segundo a pesquisa. “Eu fiz vestibular para
licenciatura em biologia porque era mais fácil de passar,
já pensando em fazer o bacharelado junto”, reconhece o
biólogo Marcelo Dutra. “Uma minoria escolhe a licenciatura
por vocação. A maioria escolhe por falta de
opção”, avalia o consultor em
educação da Unesco no Brasil, Célio da Cunha. (DM)
Brasil melhora índice de desenvolvimento humano
Fonte: clicrbs
País permanece atrás de Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, México, Venezuela e Panamá
O Brasil conquistou mais pontos na nova lista do Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH) 2009 e se manteve na categoria de
"desenvolvimento humano elevado". Com índice de 0,813, ocupa a
75ª posição e não é mais o lanterna
desse grupo de países. Em 2008, o IDH era de 0,807. Na
América Latina, permanece atrás de Chile, Argentina,
Uruguai, Cuba, México, Venezuela e Panamá. Com a entrada
de Listenstaine, Afeganistão e Andorra no relatório, a
lista de nações foi elavada de 179 para 182.
Publicada hoje com o relatório Ultrapassar Barreiras, Mobilidade
e desenvolvimento humanos, a lista deste ano traz uma nova categoria, a
de países de IDH muito elevado. Ela agrega nações
com índice superior a 0,900 — o IDH máximo é
1. Os três primeiros lugares no IDH são Noruega,
Austrália e Islândia. A França, na oitava
posição, voltou a entrar nos 10 primeiros classificados
depois de se ausentar do grupo por um ano. Também estão
presentes nesse grupo Estados Unidos, Canadá, Suécia,
Japão, Finlândia, Dinamarca, Espanha, Reino Unido, Israel,
Coréia do Sul, Kuwait e Emirados Árabes.
O IDH é calculado anualmente pelo Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e serve de
indicador para o bem-estar humano. Neste ano, foi ampliado de 179 para
182 países. No entanto, não captura os efeitos da crise
econômica mundial, uma vez que os dados internacionalmente
comparáveis são apenas de 2007.
Cinco países subiram três ou mais posições
no ranking na comparação com a lista anterior: China,
Colômbia, França, Peru e Venezuela. Aumentos de renda da
população e da esperança média de vida
foram os principais fatores. No caso de China, Colômbia e
Venezuela, progressos na educação também
contribuíram para a melhor colocação. Entre os
países de IDH baixo, ocupado por uma maioria de países
africanos, as três piores colocações estão
Níger, Afeganistão e Serra Leoa.
O Pnud, instituição da Organização das
Nações Unidas voltada para o desenvolvimento, calcula o
IDH a partir do Produto Interno Bruto per capita, longevidade
(expectativa de vida) e educação (índice de
analfabetismo e taxa de matrícula dos estudantes). Esses
três indicadores têm o mesmo peso no índice, que
varia de zero a um. As informações são do jornal O
Estado de S.Paulo.
Escolas técnicas francesas pagam por comparecimento de alunos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:47 hs.
Para lutar contra a evasão escolar, alguns estabelecimentos
técnicos de ensino na França decidiram "pagar" os alunos
para assistir às aulas e oferecer até ingressos de
futebol.
A partir desta segunda-feira, três escolas nos arredores de Paris
oferecem prêmios de até 10 mil euros (cerca de R$ 26 mil)
para a classe que menos faltar às aulas.
A iniciativa para estimular a assiduidade nessas escolas, tomada pelo
secretário francês para a Juventude, Martin Hirsch, vem
provocando grande polêmica no país e está sendo
criticada por representantes de pais de alunos e até por membros
do próprio governo.
A ministra do Ensino Superior, Valérie Pecresse, declarou no
domingo que "a assiduidade é o primeiro dever de um aluno".
A ministra, que afirma não ter soluções imediatas
para o problema de alunos que faltam às aulas, questiona se
"é preciso pagar um adolescente para que ele faça sua
obrigação".
O índice de alunos que faltam regularmente aos cursos é
de 11%, em média, na França. Em escolas
profissionalizantes, esse número pode ser ainda mais elevado e
atingir até 80%, segundo Hirsch.
Sem diploma De acordo com um recente relatório sobre
Educação da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
anualmente 150 mil jovens franceses saem do sistema educacional sem
obter um diploma, o que corresponde a um entre cada cinco alunos.
O projeto piloto para estimular os alunos a frequentar as salas de
aulas vai ser aplicado em três escolas técnicas da
Academia de Créteil, nos arredores de Paris.
Cada classe vai dispor de um montante inicial de 2 mil euros (cerca de
R$ 5,2 mil), que poderá aumentar até 10 mil euros se o
objetivo em relação à assiduidade e à
disciplina for cumprido pelos alunos.
"Não quero dar uma de Papai Noel", afirmou o secretário
para a Juventude em relação ao projeto experimental.
"Não é um prêmio individual. Estamos tentando
coisas novas", afirmou Hirsch.
O dinheiro obtido pela classe será utilizado para financiar
viagens linguísticas e outros projetos culturais dos alunos.
"Um problema de educação resolvido com dinheiro é
algo catastrófico", diz a FCPE, a maior federação
de pais de alunos da França em um comunicado.
Para a organização, o problema deveria ser resolvido com
medidas relativas ao conteúdo do aprendizado, que deveria
despertar o interesse dos alunos.
Já uma escola técnica em Marselha, no sul da
França, a direção do estabelecimento decidiu
oferecer mensalmente ingressos para os jogos de futebol do Olympique de
Marselha aos alunos que não faltarem às aulas.
Fonte: UOL - SP - INTERNACIONAL
Receita libera quarta-feira consulta ao quinto lote do Imposto de Renda 2009
Fonte: Clicrbs
As restituições serão creditadas no dia 15 de outubro
A Receita Federal do Brasil libera na próxima quarta-feira, na
internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou pelo ReceitaFone
(número 146) a consulta ao quinto lote de
restituições do Imposto de Renda Pessoa Física
2009. Também será liberado consulta a um lote residual do
Imposto de Renda de 2008.
No dia 15 de outubro, serão creditadas nos bancos as
restituições referentes às
declarações de 2009, com correção de 4,7%.
Caso não tenha informado na declaração o
número e a conta bancária para depósito, o
contribuinte deve procurar uma agência do Banco do Brasil ou
ligar para o BB responde 4004 0001 (capitais) ou 0800 729 0001 (demais
localidades), a fim de agendar o crédito em conta-corrente ou
poupança em seu nome, em qualquer banco.
A restituição ficará disponível durante um
ano no banco. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo,
deverá requerê-la mediante formulário
eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição),
disponível na página da Receita Federal na internet.
A consulta ao extrato de processamento da declaração
também poderá ser feita pela internet. Se o contribuinte
não concordar com o valor da restituição,
poderá receber a quantia disponível no banco e requer a
diferença na unidade local da Receita.
Pelo cronograma do órgão, faltam apenas mais dois lotes
regulares de restituição do Imposto de Renda.
AGÊNCIA BRASIL
Instituto Mapa divulga pesquisa de intenção de voto para o Senado em Santa Catarina
Fonte: Jornal Diário Catarinense
Foram ouvidos 1.204 eleitores em todas as regiões, entre os dias 23 a 27 de setembro
Faltando um ano para as eleições, o Instituto Mapa
apresentou pesquisa exclusiva para o Grupo RBS sobre as
intenções de voto para o Senado em Santa Catarina.
É possível identificar uma certa
polarização de votos para a Casa e para a
Presidência da República em Santa Catarina, caso as
eleições ocorressem hoje.
Confira a pesquisa na íntegra: http://www.clicrbs.com.br/pdf/7101122.pdf
O Instituto Mapa ouviu 1.204 eleitores, entre os dias 23 a 27 de
setembro de 2009, na pesquisa elaborada com exclusividade para o Grupo
RBS. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou
para menos. Em 2010, os catarinenses deverão escolher dois nomes
para o Senado Federal.
Na intenção estimulada para o primeiro voto, o governador
Luiz Henrique (PMDB) recebe 33,1% dos votos. Ele é seguido pelo
o ex-governador Esperidião Amin (PP), com 27,2%.
O deputado federal Claudio Vignatti (PT) é o terceiro mais
citado, com 6,6% das intenções. Logo a seguir, aparecem
citados o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (DEM), com
4,7%, e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorginho Mello (PSDB),
com 4,0%. O assessor especial do Ministério dos Esportes,
João Ghizoni (PCdoB), tem 1,1%.
Duas avaliações ao Palácio do Planalto
Para a Presidência, foram avaliados dois cenários. No
primeiro, a intenção de voto estimulada apresenta o
deputado federal Ciro Gomes (PSB) como o mais citado no Estado, com
23,3% do total.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vem a
seguir, com 22,8%. Entre as pré-candidatas, a ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), obteve 14,5% das
intenções, a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL)
8,3% e a senadora Marina Silva (PV), 6,3%.
No segundo cenário para a Presidência, o candidato do PSDB
é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Ciro Gomes
aparece como o mais citado, com 26,7% do total. A seguir, surge Dilma
Rousseff, com 15,5%, Aécio (10,6%), Heloísa Helena (9%) e
Marina Silva (6,9%).
A pesquisa avaliou a administração federal. A
avaliação positiva do presidente alcança 60% em
Santa Catarina. Entre os entrevistados, 16,6% consideram a
administração Lula ótima, e 43,4% boa. Outros
25,2% apontaram a gestão do presidente como regular. Entre as
avaliações negativas, 4,9% consideraram o desempenho ruim
e 7,6%, péssimo.