
8/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Nova data do Enem será em 5 e 6 de dezembro
Mudanças podem prejudicar ProUni, diz sindicato
Candidatos podem mudar até o dia 14 de outubro a cidade onde farão o Enem
Enem merece ser reconhecido como política de Estado, diz CNE
Conselho Nacional de Educação lança nota de apoio às medidas
Haddad falará à CE sobre cancelamento das provas do Enem
Unesco lança estudo inédito sobre professores brasileiros
Inglês passa a ser obrigatório para crianças a partir dos 6 anos no Rio
Regras de fundos devem mudar
Capes lança programa para professores aposentados no Brasil
Justiça não pode aplicar multa do artigo 538 e 18 do CPC ao mesmo tempo
Projeto OAB nas Faculdades pretende melhorar a quantidade de aprovados
Fundos que financiam estudante sofrem com inadimplência
Média de anos de estudo do brasileiro aumenta em 1 ano a cada 8
Conselho Nacional de Educação lança nota de apoio às medidas
CE realizou audiência pública sobre gestão escolar
CCJ vai discutir necessidade de curso superior para jornalistas
Deputados analisam primeiro ano da nova Lei dos Estágios
ProUni pode ser prejudicado
Uniplac vai oferecer curso sequencial gratuito
Analfabetismo no Brasil só acaba em 20 anos, revela Ipea
Últimas Vagas - Evento Técnicas de Atendimento em Captação de Matrículas 2010
Nova data do Enem será em 5 e 6 de dezembro
Fonte: Jornal da Educação
A nova data escolhida para a aplicação do Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) será nos dias 5 e 6 de dezembro.
No entanto, a data ainda não foi confirmada oficialmente pelo
Ministério da Educação (MEC) pois será
apresentada na tarde desta terça-feira ao ministro da
Justiça, Tarso Genro. O ministério informou que a
reunião é necessária para avaliar a
atuação da Polícia Federal na
aplicação da prova e as medidas de segurança que
serão colocadas em prática durante o exame.
As suspeitas de fraude ocorreram após um homem ter telefonado
para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos
duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo
Ministério da Educação. Nas provas do exame de
ensino médio havia questões com o poema
Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma
tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre
índices de desmatamento na Amazônia. A Polícia
Federal, que instaurou inquérito para apurar o caso, já
indiciou duas pessoas. Na última semana, a professora Itana
Marques, representante do Connasel, afirmou não ter havido
"fragilidade" na segurança dos exercícios. Por ser alvo
de investigação da Polícia Federal, a professora
evitou dar detalhes de que requisitos de logística seriam
aprimorados ou alterados para garantir a segurança das futuras
provas.
(IPAE 033 - 10/09)
Mudanças podem prejudicar ProUni, diz sindicato
Fonte: Clipping Educacional CONSAE Estado de São Paulo, 08/10/2009 - São Paulo SP
Mariana Mandelli
A alteração na data do Enem pode afetar o
calendário do ProUni, que dá bolsas para alunos carentes
em universidades privadas. Segundo o presidente do Sindicato das
Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino
Superior no Estado (Semesp), Hermes Figueiredo, haverá
prejuízo acadêmico e financeiro. Isso porque o processo de
efetivação da bolsa é lento e pode
fazer com que alunos desistam de esperar e façam
matrícula como pagantes. Em São Paulo, cerca de 65% das
escolas privadas participam do ProUni.
Candidatos podem mudar até o dia 14 de outubro a cidade onde farão o Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:10 hs.
Opção estará disponível no site do Inep a partir das 8h desta quarta.
MEC enviará depois a confirmação do local de prova.
Os candidatos que quiserem mudar a cidade onde estão inscritos
para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), remarcado
para os dias 5 e 6 de dezembro, poderão fazer o pedido ao
Ministério da Educação (MEC) a partir das 8h desta
quarta-feira (7) pelo site www.inep.gov.br. A opção
estará disponível na internet até as 23h59 de
quarta-feira (14).
Os pedidos serão analisados pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), que aplica a prova. Segundo o
ministério, os locais serão confirmados pelos "meios
habituais", ou seja, pelo correio, e-mail ou SMS, além de
poderem ser consultados no site do Inep.
Segundo o MEC, todas as provas dos vestibulares de universidades e
institutos federais marcadas para esta data, além dos concursos
para o IBGE, serão postergadas. Seus organizadores concordaram
com o adiamento em prol da realização do Enem.
Inicialmente, a assessoria do MEC havia divulgado que a data do
concurso da Receita Federal também iria mudar, mas não
vai mais.
Com relação aos certames estaduais, o MEC trabalha
intensamente para preservar o interesse dos estudantes, já tendo
iniciado as conversações com UERJ, UEL, Unioeste, UEMG,
Uneb e Fatec-SP. Até o momento, os reitores contactados se
dispuseram a rever seus calendários.
A prova será aplicada pelo Cespe/UnB e a Fundação
Cesgranrio, que serão responsáveis pela impressão,
aplicação e correção; os Correios, pela
distribuição em caráter especial; a Polícia
Federal (PF), pela parte da inteligência.
A PF vai acompanhar todo o processo, desde a saída das provas do
Inep até a distribuição. A Força Nacional
de Segurança pode também participar do processo. Segundo
Haddad, as Forças Armadas se colocaram à
disposição
Fonte: G1
Enem merece ser reconhecido como política de Estado, diz CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:29 hs.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou nesta
terça-feira uma moção de apoio às medidas
tomadas pelo Ministério da Educação (MEC) para
assegurar o processo de aplicação do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). A nota diz ainda que o Enem "merece hoje
ser reconhecido como uma política de Estado". As
informações são do site do MEC.
O documento, assinado pela presidente da entidade, Clélia
Brandão Alvarenga Craveiro, presta solidariedade "aos mais de 4
milhões de inscritos", pela necessidade do adiamento nas provas,
e ao "excepcional esforço" empreendido por entidades oficiais e
privadas para viabilizar a realização do exame.
Cancelamento das provas
O Ministério da Educação cancelou na madrugada da
última quinta-feira (30) a realização do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicado no
último final de semana, 3 e 4 de outubro, para mais de 4
milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria
ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas
em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.
As suspeitas de fraude ocorreram após um homem ter telefonado
para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos
duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo
Ministério da Educação. Nas provas do exame de
ensino médio havia questões com o poema
Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma
tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre
índices de desmatamento na Amazônia. A Polícia
Federal instaurou inquérito para apurar o caso.
Na última semana, a professora Itana Marques, representante do
Connasel, afirmou não ter havido "fragilidade" na
segurança dos exercícios. Por ser alvo de
investigação da Polícia Federal, a professora
evitou dar detalhes de que requisitos de logística seriam
aprimorados ou alterados para garantir a segurança das futuras
provas. O governo rescindiu o contrato com o Connasel nesta segunda.
Fonte: Portal Terra
Conselho Nacional de Educação lança nota de apoio às medidas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:54 hs.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou nesta
terça-feira, 6, moção de apoio às medidas
tomadas pelo Ministério da Educação para assegurar
o processo de aplicação do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem).
O documento, assinado pela presidente da entidade, Clélia
Brandão Alvarenga Craveiro, presta solidariedade “aos mais
de 4 milhões de inscritos”, pela necessidade do adiamento
nas provas, e ao “excepcional esforço” empreendido
por entidades oficiais e privadas para viabilizar a
realização do exame.
A nota diz, ainda, que o Enem “merece hoje ser reconhecido como uma política de Estado”.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC
Haddad falará à CE sobre cancelamento das provas do Enem
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, deverá
comparecer na próxima terça-feira (13) à
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), para
comentar as providências adotadas pelo governo depois do
cancelamento das provas do Exame Nacional de Ensino Médio
(Enem). O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) pelo
presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSDB-PR),
que relatou ter mantido contato permanente com a equipe do ministro
desde que foram publicadas denúncias de quebra de sigilo do
exame.
Ele considerou correta a postura de Haddad diante do episódio,
mas ponderou que existem ainda muitas questões em aberto, como a
redefinição do calendário de provas e o rumo das
investigações. Arns lembrou ao ministro que ele poderia
comparecer a uma reunião da comissão mesmo sem a
prévia aprovação de um requerimento de convite,
desde que ele mesmo se oferecesse a comparecer à CE para falar
sobre a questão. Segundo relato do senador, Haddad concordou em
falar à comissão, mas pediu que o encontro ocorresse na
próxima semana, quando ele terá informações
mais concretas a apresentar, principalmente a respeito das
investigações.
(IPAE 039 - 10/09)
Unesco lança estudo inédito sobre professores brasileiros
Fonte: Jornal da Educação
A Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil
lançou ontem (6), na 32ª Reunião Anual da
Associação Nacional de Pós-Graduação
e Pesquisa em Educação (Anped), em Caxambu (MG), estudo
inédito sobre a situação dos professores
brasileiros. Será às 20h no Hotel Glória.
A pesquisa Professores do Brasil: Impasses e Desafios é a mais
abrangente sobre a categoria já feita no país, envolvendo
abordagens como condições de trabalho,
formação inicial e continuada, carreira e
remuneração.
O objetivo do estudo foi examinar aspectos ligados à
formação e à profissão docente no ensino
básico brasileiro, questões críticas no
cenário das políticas contemporâneas,
particularmente ligadas ao grande desafio da melhoria da qualidade da
educação para todos.
(IPAE 037 - 10/09)
Inglês passa a ser obrigatório para crianças a partir dos 6 anos no Rio
Fonte: Jornal da Educação
Em 2010, crianças a partir dos 6 anos de idade e que estudam na
rede municipal do Rio vão começar a aprender
inglês. Ao todo, segundo a Secretaria Municipal de
Educação serão 177 mil alunos do primeiro, segundo
e terceiros anos.
Atualmente, os alunos estudam inglês do sexto ao nono anos. A
secretária Cláudia Costin acrescentou que em 2010 entram
os alunos do primeiro, segundo e terceiro anos. Em 2011, as
crianças do quarto ano passam a integrar o programa do
inglês obrigatório e, em 2012, a disciplina passa a fazer
parte do currículo também dos estudantes do quinto ano.
Ainda segundo a secretária, atualmente na rede municipal,
somente os alunos do 6º ao 9º anos têm aulas de
língua estrangeira – inglês, francês ou
espanhol. Com o novo programa, o inglês passa a ser
obrigatório, inclusive para os estudantes a partir do 1º
ano.
O objetivo é que os alunos estejam bem preparados para ser bons anfitriões nas Olimpíadas de 2016.
(IPAE 040 - 10/09)
Regras de fundos devem mudar
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:14 hs.
Governo quer alterar regras de tributação, para que o
imposto de renda passe a ser recolhido só uma vez por ano
Adriana Fernandes, BRASÍLIA
O governo estuda mudanças nas regras de tributação
dos fundos de investimento para tornar a aplicação mais
atraente. A ideia é que o Imposto de Renda (IR) sobre o
rendimento da aplicação seja recolhido apenas uma vez por
ano. Hoje, o IR é pago a cada semestre, no sistema popularmente
conhecido como come-cotas.
Pela sistemática atual, os fundos de investimentos são
tributados em dois momentos: quando há o resgate da
aplicação e a cada seis meses sobre os valores que
permanecem aplicados. O tributo incide no último dia útil
dos meses de maio e de novembro.
Com a mudança, a incidência do come-cotas se daria apenas
uma vez por ano. O secretário adjunto de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, disse
à Agência Estado que a alteração está
em estudo pelo Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais, que prepara
uma agenda de medidas de ajuste operacional para aperfeiçoar o
sistema.
Segundo o secretário, o come-cotas provoca um custo operacional
para a indústria de fundos de investimento (registro e
cobrança) e reduz a rentabilidade do cotista. Isoladamente, a
mudança não gera ganho tão elevado na
rentabilidade do cotista. Mas, com custo menor, os bancos teriam
condições de reduzir também a taxa de
administração que cobram dos investidores.
Para o analista da Spinelli Corretora Jayme Alves, o ganho para o
investidor seria em torno de 0,05% ao ano, considerando as atuais taxas
de juros. Mas ele ressaltou que a medida é positiva porque os
fundos ficarão mais competitivos em relação aos
títulos públicos e aos Certificados de Depósito
Bancário (CDB), que sofrem tributação do IR na
hora do resgate. "A medida melhora para os fundos. Equipara mais com o
CDB", disse.
A alíquota do IR no come-cotas é de 20% sobre os
rendimentos para os fundos de curto prazo e de 15% para os de longo
prazo. Como a tributação não é feita no
momento do resgate, o imposto é pago na forma de
diminuição da quantidade de cotas do fundo que o
investidor possui - daí o nome de come-cotas. O valor da cota
não se altera. Com a cobrança passando a ser anual, o
investidor poderá ficar com uma maior quantidade de recursos
rendendo por seis meses a mais.
Para o governo, explicou Oliveira, o maior problema é que uma
alteração na sistemática traz
implicações no fluxo de arrecadação
tributária. A arrecadação dessas
aplicações, de cerca de R$ 3 bilhões a cada seis
meses, ficaria concentrada num único mês. "A medida teria
um impacto direto no fluxo do nosso caixa", disse.
A cobrança do come-cotas funciona, na prática, como uma
antecipação de receita para o governo. É uma
"jabuticaba" brasileira bastante criticada pela
Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Com a maior concorrência da caderneta de poupança depois
da queda da Selic (taxa básica de juros) para os mais baixos
níveis históricos, a indústria de fundos tem
defendido uma tributação mais igualitária entre as
aplicações.
A redução da Selic reduziu a rentabilidade dos fundos,
que temem uma migração para a poupança. O ministro
da Fazenda, Guido Mantega, chegou a anunciar, em maio, uma queda das
alíquotas do IR sobre os fundos de investimento, mas voltou
atrás. A justificativa para o recuo foi a de que não
havia necessidade de uma diminuição dos tributos porque o
mercado ficou estável e uma forte migração de
investidores não ocorreu. O governo anunciou também um
projeto para tributar os rendimentos dos saldos de poupança
acima de R$ 50 mil, mas o plano ficou na gaveta depois que
líderes da base aliada alertaram que a medida não seria
bem aceita no Congresso.
Fonte: estadao.com.br
Capes lança programa para professores aposentados no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:09 hs.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) lançou nesta segunda-feira, 5, o
Programa Professor Visitante Nacional Sênior (PVNS). A iniciativa
atende às instituições federais de ensino superior
(Ifes) criadas a partir do ano 2000, assim como àquelas
participantes do Programa Reuni. O objetivo é fortalecer e
consolidar essas instituições, em particular seus campi
fora de sede. As inscrições vão até o dia
20 de novembro.
O Programa Professor Visitante Nacional Sênior é voltado
para professores que possuem título de doutorado há mais
de dez anos e estão aposentados ou oficialmente licenciados. Aos
professores serão oferecidas bolsas no valor de R$ 8.905,42
mensais e passagem aérea, de ida e volta, entre a
residência do candidato e a instituição onde
atuará o bolsista.
A iniciativa se fundamenta no reconhecimento de que a presença
de professores-pesquisadores de consagrado mérito
científico e reconhecida experiência acadêmica
é relevante para o fortalecimento das instituições
recém-instituídas e dos campi fora de sede. O apoio
destinado à atuação de visitantes é
percebido como uma forma de propiciar, ademais da
aquisição de conhecimento científico, ganhos de
experiência acadêmica e institucional, relevantes para a
capacitação e a qualificação das novas
instituições.
O PVNS foi primeiramente anunciado pelo presidente da Capes, Jorge
Guimarães, no mês de julho, durante a 61ª
Reunião Anual da SBPC, realizada em Manaus (AM).
Na avaliação das propostas, a Capes levará em
conta, além da qualificação e do mérito
individual do Professor Visitante Nacional Sênior proposto, a
pertinência científica e acadêmica da
programação a ser cumprida e as implicações
estratégicas do plano, atinentes à inserção
da instituição no seu meio sócio-cultural e
econômico.
As propostas devem ser encaminhadas para o email pvns@capes.gov.br Este
endereço de e-mail está protegido contra spambots.
Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . A
previsão é de que os resultados sejam divulgados no dia
14 de dezembro. Mais informações pelo telefone (61)
2022-6259.
Fonte: CAPES
Justiça não pode aplicar multa do artigo 538 e 18 do CPC ao mesmo tempo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:03 hs.
Em caso de embargos de declaração protelatórios, a
multa aplicável pela Justiça é a prevista no
artigo 538 do Código de Processo Civil. Portanto, não
é possível a aplicação, ao mesmo tempo, da
multa por litigância de má-fé, referida no artigo
18 do CPC. Essa é a conclusão da Segunda Turma do
Tribunal Superior do Trabalho ao acompanhar, por unanimidade, voto
relatado pelo ministro Renato de Lacerda Paiva para excluir a multa por
litigância de má-fé recebida pela Universidade
Católica do Salvador (UCSAL).
De acordo com o relator, o legislador adotou dois institutos legais
distintos para duas hipóteses igualmente diversas. O artigo 18
do CPC trata de multa (não excedente a um por cento sobre o
valor da causa) e de indenização a parte
contrária, em caso de litigância de má-fé.
Em resumo, refere-se aos recursos protelatórios em sentido
estrito.
Ainda segundo o ministro, os embargos protelatórios possuem
normatização específica, nos termos do artigo 538
do CPC. A multa também não pode exceder de um por cento
sobre o valor da causa, mas, quando há reiteração
de embargos protelatórios, pode ser elevada para até dez
por cento. Além do mais, a apresentação de
qualquer outro recurso fica condicionada ao depósito do valor
respectivo.
No recurso de revista apresentado ao TST, a Universidade contestou,
entre outros pontos, as multas aplicadas pelo juízo de primeiro
grau e mantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª
Região (BA) em processo iniciado por ex-empregado da
instituição. A Justiça Trabalhista baiana entendeu
que ficou provada a prática de atos desnecessários e o
caráter protelatório dos embargos de
declaração que justificavam as penalidades impostas com
base nos dois dispositivos.
Entretanto, para o ministro Renato Lacerda, na situação
dos autos, deve ser aplicado o princípio da especificidade,
porque onde há disposição legal específica
(artigo 538 do CPC) disciplinando determinado assunto (os embargos
protelatórios), esta não pode deixar de ser aplicada em
favor de disposição geral (artigo 18 do CPC), na medida
em que o intérprete (julgador) não pode ir além do
que dispõe a lei.
O relator também destacou decisões do Superior Tribunal
de Justiça no sentido de que as multas estabelecidas nos artigos
18 e 538 do CPC não são de imposição
cumulativa – uma tem caráter geral (a do artigo 18) e a
outra é regra específica para embargos
declaratórios com efeito procrastinatório (artigo 538).
Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho
Fonte: www.direitonet.com.br
Projeto OAB nas Faculdades pretende melhorar a quantidade de aprovados
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:24 hs.
Instituição que prepara os melhores alunos agora está em mais de 60 unidades de ensino superior
Cerca de 19% dos bacharéis que se submetem ao exame da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) são bem sucedidos. Os dados são
da Cespe (órgão responsável pela prova) e os
motivos apontados para a reprovação de mais da metade dos
candidatos são inúmeros. Entre eles está a
mercantilização do ensino jurídico, no
país, e o desinteresse dos candidatos. E é nesse contexto
que surge o OAB nas Faculdades. O projeto, idealizado pela Rede de
Ensino LFG, pretende oferecer atualização legislativa aos
alunos que cursam o último semestre de direito, com a marca de
qualidade do maior curso preparatório do Brasil. É da
Rede LFG o mérito de preparar os primeiros colocados em 14
estados, na primeira fase nacional do concurso, realizado no
último dia 13 de setembro. A partir de agora, qualquer faculdade
de direito poderá se associar à instituição.
O alto índice de aprovação atingido pela Rede de
Ensino LFG se deve à excelência no ensino oferecido pelos
profissionais mais capacitados do mercado de concursos
jurídicos. Além disso, a instituição
é a primeira da América Latina a implantar cursos
preparatórios telepresenciais. As aulas são transmitidas
via satélite para mais de 350 unidades em todo o Brasil.
À frente do empreendimento, existente desde 2002, está o
professor Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal pela
Universidade Complutense de Madri e mestre em Direito Penal pela
Universidade de São Paulo.
Mesmo com o alto nível de aprovação atingido pela
Rede LFG, a quantidade de bacharéis reprovados, no país,
ainda é considerada grande. Segundo o professor Luiz
Flávio Gomes, a mudança desta realidade depende
não somente da OAB e do MEC, mas também dos professores,
alunos de direito e das faculdades. “É chegada a hora de
assumir nossas responsabilidades. Somar forças para formar um
círculo virtuoso: esse nos parece o caminho correto. Recordemos:
‘Cada vez que pensamos que o problema não é nosso,
essa atitude é o problema’ (Stephen R.Covey, americano,
empresário e escritor)”.
A Rede de Ensino LFG pretende expandir os cursos para as faculdades,
melhorando, desta forma, a qualidade da educação
oferecida aos aspirantes a advogados. O professor Luiz Flávio
Gomes explica qual é o fator que deve ser modificado no ensino
jurídico brasileiro para ampliar a quantidade de aprovados no
exame da Ordem. “Cabe ponderar o seguinte: a grade curricular das
faculdades de direito são (praticamente) todas programadas para
ensinar o conteúdo demarcado em dez semestres. O erro
está em não programar o último semestre para uma
revisão geral de tudo que foi ministrado ao longo do curso.
Durante os primeiros nove semestres do curso (quatro anos e meio),
muitas leis são ensinadas. Ocorre que, no Brasil, as leis mudam
todo dia! De 1988 a 2009 foram mais de três milhões de
normas novas. Como se esperar bons resultados no exame da OAB e no
ENADE se o aluno não foi devidamente atualizado?“,
completa.
O décimo período da faculdade de direito é
considerado, pelo educador, como o momento de
atualização, de recordação, de
aquisição de técnicas específicas aplicadas
no exame da OAB e Enade. “Ainda são poucas (praticamente
nenhuma) as faculdades que estão afinadas com essa nova e
revolucionária estratégia-curricular. Se ‘a
necessidade é a mãe da invenção’,
como dizia Platão, é momento de se mexer. Ou nos
reinventamos continuamente, ou perecemos! A mudança
contínua deve ser a única coisa permanente em nossa
vida”.
O projeto OAB nas Faculdades atua efetivamente através de
parceria entre as faculdades e a Rede de Ensino LFG, de modo que os
alunos, ao chegarem no último semestre do curso de direito,
terão acompanhamento dos profissionais da Rede. Até o
final do mês de setembro deste ano, 60 faculdades de direito
já haviam confirmado a inclusão no projeto. As
instituições interessadas podem obter outras
informações no endereço:
www.lfg.com.br/oabnasfaculdades.
Fonte: O Barriga Verde - SC
Fundos que financiam estudante sofrem com inadimplência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs.
Entenda por que dívidas não são pagas mesmo depois da formatura
Levantamento feito a partir do Censo da Educação Superior
2007 do MEC (Ministério da Educação) revela que
6,9% dos brasileiros que estão no Ensino Superior recorrem a
alguma modalidade de crédito educacional. A dificuldade para
pagar as mensalidades da faculdade, que leva muitos estudantes
até os financiamentos, não se resolve com a formatura.
Pesquisa realizada pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo)
mostra que 72% dos profissionais formados tiveram aumento salarial
após o término da graduação.
Mas mesmo diante da possibilidade de melhora das
condições financeiras com o término da
graduação, os programas de financiamento enfrentam
problemas de inadimplência. Segundo o censo, 10,7% dos que usam
verba do Fies (Programa de Financiamento Estudantil) não pagam a
dívida.
Devido à abrangência do programa, a taxa é
considerada aceitável pelo MEC, que atribui a
inadimplência a problemas de colocação
profissional. Nesses casos, o ministério afirma que é
possível renegociar a dívida diretamente com a Caixa
Econômica Federal. Entretanto, uma possível
renegociação nem sempre é um processo tão
simples. Quando Andreia Borges de Carvalho, graduada em Ciências
Biológicas na Unifran (Universidade de Franca), tentou rever o
valor da parcela de seu financiamento, o pedido foi negado.
"Fui informada que caso não conseguisse pagar a dívida,
deveria recorrer ao fiador e não me deram outra
opção", lembra Andreia. Ela diz que procurou a Caixa
porque o valor da parcela ainda pesa excessivamente em seu
orçamento. "Ainda não trabalho na área e meu
salário não é compatível com o que é
cobrado pelo financiamento", justifica ela. O MEC explica que a parcela
é baseada na mensalidade da época do empréstimo,
acrescida de juros de 3,5% ao ano, taxa que foi estendida a todos os
cursos no último dia 26 de agosto.
Mesmo com as dificuldades, Andreia considera que o programa é
uma boa alternativa. "Sem o Fies eu não teria como pagar a
graduação", resume ela. A opinião de Rodrigo
Capelato, diretor executivo do Semesp, é a mesma. Para ele, vale
a pena recorrer ao financiamento. "Até porque, depois que o
aluno se forma, há aumento da renda", diz ele em
referência à pesquisa realizada pelo Semesp. O diretor
executivo cita ainda uma pesquisa realizada pela FGV
(Fundação Getúlio Vargas) que mostra que
profissionais graduados têm salário 104% superior em
comparação aos que têm apenas o Ensino Médio.
Pouca oferta
Capelato faz algumas críticas em relação ao acesso
ao crédito para estudantes. Segundo ele, o leque de oferta do
crédito ainda é baixo e a burocracia na análise de
crédito é restritiva, o que impede alguns estudantes de
buscar a opção. "Hoje a taxa de inadimplência na
graduação é de 24,5%, mas os estudantes precisam
esperar que as inscrições [do Fies] sejam abertas para se
candidatar ao financiamento. Enquanto isso, permanece devedor", declara
ele.
A lei das mensalidades escolares, que impede as
instituições de proibirem os alunos de freqüentarem
as aulas no caso de não pagamento, associada à falta de
cultura de financiamento estudantil seriam as principais causas da
inadimplência. "A penalidade para quem deixa de pagar a
educação é baixa", acrescenta Capelato, ao citar
estudo realizado pela empresa de cobrança educacional Camargo
Rodrigues, que indica que o brasileiro coloca o pagamento da
educação em quinto lugar na lista de prioridades. "A
maioria prefere quitar a dívida com bens que perderia de
imediato, como carro e telefone celular, por exemplo. Dever para a
instituição de ensino só traz problemas na
rematrícula, único momento em que a universidade pode
barrar o aluno", explica ele.
Na opinião do diretor executivo, seria mais vantajoso se os
programas de crédito fossem ampliados e os devedores
incluídos no projeto. Segundo levantamento realizado pelo
Semesp, se não houvesse inadimplência, as universidades
poderiam investir 8,6% de seu faturamento mensal na infra-estrutura e
no ensino. Segundo o estudo, com as dívidas dos estudantes, a
capacidade cai para 1,1%.
Já Augusto Chagas, presidente da UNE (União Nacional dos
Estudantes), se diz contra o crédito e bolsas
restituíveis. "A lei não garante nenhum direito para os
estudantes que assinam contrato com esses programas", critica ele. A
entidade defende a ampliação de bolsas de estudos e de
criação de um programa nacional de assistência
estudantil, que ajude os estudantes da graduação a
custear despesas com transporte e material.
Quanto ao início do pagamento do Fies após o fim da
graduação, Chagas é favorável a projeto em
tramitação no Congresso, que daria oportunidade a
estudantes da área da saúde e educação
trabalharem na rede pública para pagar o crédito
concedido pelo governo. "Essa é uma forma de pagamento que pode
ser dada como opção aos profissionais que não
conseguiram emprego", sugere ele.
Tal opção poderia ser a solução para o
enfermeiro Clóvis Euripedes de Oliveira, que paga a parcela do
financiamento total da mensalidade da universidade. "Durante o primeiro
ano paguei um valor mais baixo, mas depois a parcela aumentou", conta
Oliveira, que pagará o programa até 2014.
Segundo o MEC, a parcela do Fies sofre aumento após o primeiro
ano de pagamento. Durante a fase I, o estudante passa a pagar,
mensalmente, o mesmo valor que já pagava a faculdade enquanto
estudava. Na fase II, o saldo devedor é dividido em
prestações iguais, por um prazo de até duas vezes
o período de utilização do empréstimo, o
que pode causar aumento na parcela. É possível simular do
valor do financiamento no site da Caixa.
Restituição à universidade
Algumas instituições de ensino oferecem crédito
estudantil próprio, chamado de bolsa restituível. A
diferença é que não há cobrança de
juros, mas a parcela é baseada na mensalidade vigente do curso
à época do pagamento, após a formatura. "Esse
financiamento concede entre 10% e 50% de bolsa, valor que deve ser
devolvido depois do fim da graduação", explica Oswaldo de
Souza Júnior, gerente de contas a receber e filantropia da
Metodista (Universidade Metodista de São Paulo). Souza
Júnior garante que a taxa de inadimplência nesse programa
fica abaixo de 1,5%. "Os estudantes que contratam o financiamento
têm consciência de que, ao restituir o valor ao fundo de
crédito, proporcionam a oportunidade para outros candidatos
serem selecionados", diz ele.
Já no caso do crédito próprio oferecido pela PUCRS
(Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul),
a taxa de inadimplência varia entre 3% e 4%. Darci Isoppo,
gerente financeiro da instituição, atribui a falta de
pagamento à situação econômica do mercado.
"Percebemos que quando o mercado passa por crise, a taxa de
inadimplência é mais alta. Se a receptividade é
maior, o número dos que deixam de pagar cai", afirma ele. O
gerente justifica a necessidade de um fiador, para que a taxa de
devedores seja reduzida.
De acordo com Isoppo, há ainda uma alternativa, caso tanto o
estudante quanto o fiador encontrem problemas para pagar a parcela do
crédito, para renegociar o contrato. "Temos uma equipe que
comprova as informações prestadas pelo ex-aluno e
analisamos cada caso. Depois da comprovação do problema,
geralmente prorrogamos os prazos", declara Isoppo.
Além do Fies e das bolsas restituíveis, há
empresas que oferecem crédito educativo. "Trabalhamos com duas
modalidades de crédito estudantil. Ou firmamos parcerias com as
universidades, e os estudantes assinam o contrato na
instituição. Há também a modalidade em que
o aluno nos procura diretamente e fazemos acordo. Pagamos parte da
mensalidade, sem vínculo com a universidade", conta Carlos
Becker, diretor adjunto da Fundação APLUB
(Associação dos Profissionais Liberais
Universitários do Brasil) de Crédito Educativo.
Para diminuir a taxa de inadimplência, Becker conta como
são selecionados os estudantes que pedem o crédito.
"Quando o número de vagas é limitado, damos
preferência aos que cursam carreiras com altas taxas
empregatícias como, por exemplo, Engenharia e Agronomia, pois
será mais fácil ter a dívida paga", diz Becker,
que afirma ser de aproximadamente 18% a taxa de inadimplentes no
programa. Alunos que estão matriculados em cursos com menos
oportunidades no mercado, como Filosofia e licenciaturas, passam por
análise mais rígida. "Se não houver
concorrência concedemos o crédito, mas conscientes de que
as chances do requerente tornar-se inadimplente no futuro são
maiores", acrescenta ele. Becker aconselha os alunos a não
pedirem financiamento total da mensalidade. "Se o candidato pede
crédito para cobrir todo o valor do curso, terá uma
parcela muito alta para pagar no futuro", alerta.
Fonte: www.universia.com.br
Média de anos de estudo do brasileiro aumenta em 1 ano a cada 8
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 041 - 10/09)
Uma nova análise do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (7) aponta como
destaque que o País precisou de um período de 16 anos
para ampliar em 2,2 anos a média de anos de estudo da
população.
Segundo a análise, a cada ano, a situação
educacional brasileira aumentou cerca de 0,14 para o número
médio de anos de estudo da população de 15 anos ou
mais. Considerando-se essa velocidade anual de crescimento da taxa,
vai-se levar ainda cerca de 5 anos para se atingir em média a
escolaridade obrigatória.
O estudo mostra, porém, que esta taxa de crescimento não
é uniforme nas regiões do País. A região
Centro-Oeste mostra uma taxa de cerca de 0,19 pontos percentuais ao
ano, enquanto na região Norte essa taxa foi de apenas 0,10
pontos percentuais. Com isso, a taxa média brasileira atingiu
7,4 anos, tendo como extremos as regiões Sudeste (8,1 anos) e
Nordeste (6,2 anos). Desse modo, apenas a primeira região
ultrapassou, pelo menos em termos médios, a
escolarização mínima obrigatória de 8 anos
de estudos, estabelecida pela Constituição Federal de
1988.
Esta análise publicada nesta quarta pelo Ipea é a
terceira de uma série de cinco estudos sobre a PNAD do IBGE,
divulgada em setembro. Nesta análise foram abordados três
temas: educação, gênero e migração.
Conselho Nacional de Educação lança nota de apoio às medidas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 042 - 10/09)
O Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou nesta
terça-feira, 6, moção de apoio às medidas
tomadas pelo Ministério da Educação para assegurar
o processo de aplicação do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem).
O documento, assinado pela presidente da entidade, Clélia
Brandão Alvarenga Craveiro, presta solidariedade aos mais de 4
milhões de inscritos, pela necessidade do adiamento nas provas,
e ao grande esforço empreendido por entidades oficiais e
privadas para viabilizar a realização do exame.
CE realizou audiência pública sobre gestão escolar
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 046 - 10/09)
Por requerimento da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), a
Comissão de Educação realizou nesta quarta-feira
(7) audiência pública sobre gestão escolar e
certificação de diretores de escolas. Ela explicou que a
audiência se destina a instruir a votação de
propostas de exigência de exames de proficiência aos
formandos de medicina e de pedagogia para entrada no mercado de
trabalho, nos moldes do exame da Ordem dos Advogados que já
acontece nos dias de hoje.
Os formandos de todos os cursos universitários poderão
ser submetidos a uma prova prática antes de serem considerados
habilitados a exercer qualquer profissão de nível
superior, caso o projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) seja
aprovado no Congresso Nacional.
Para a senadora, também os diretores de escolas precisam ter
formação específica, além de serem eleitos
pela comunidade de professores, alunos, pais e funcionários das
escolas. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a necessidade da
criação de uma escola de gestores educacionais, uma vez
que, mesmo um bom professor, precisa de treinamento especial para se
tornar um bom dirigente escolar. Segundo ele, para ser candidato a
diretor de uma escola, seria necessário ter esse diploma, que
poderia ter alcance nacional, habilitando os formandos a dirigir
qualquer escola de ensino fundamental e médio do Brasil.
CCJ vai discutir necessidade de curso superior para jornalistas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:53 hs.
Debate foi sugerido pelo deputado Maurício Quintella Lessa.
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania vai realizar audiência pública para discutir a
Proposta de Emenda à Constituição 386/09, do
deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pretende restabelecer a necessidade
de curso superior de jornalismo para a profissão.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade de
diploma superior para ser jornalista. Ainda não há data
marcada para o debate.
O requerimento para a realização da audiência foi
apresentado pelo deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL). A
PEC 386/09 está em análise na CCJ onde aguarda o parecer
do relator, deputado Maurício Rands (PT-PE).
O texto original do requerimento convidava um ministro do STF para
debater o assunto, mas essa redação foi alterada sob o
argumento do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) de que, em
respeito à independência dos Poderes, juízes
não devem vir à Câmara explicar suas
decisões. Biscaia, no entanto, ressaltou que é a favor da
exigência de diploma.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Deputados analisam primeiro ano da nova Lei dos Estágios
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:12 hs.
Os deputados da Comissão de Trabalho analisam, às 10h
desta quinta-feira, o primeiro ano de vigência da Lei dos
Estágios. A lei garante férias de 30 dias,
vale-transporte, bolsa-auxílio, seguro contra acidentes
pessoais, carga horária semanal de 30 horas semanais e
período máximo de duração do estágio
de dois anos.
Participam da sessão, entre outros, o presidente da Frente
Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da
Saúde, deputado Marcelo Ortiz, o consultor jurídico da
Secretaria da Educação Superior do Ministério da
Educação, Samuel Martins Feliciano, a vice-diretora
médica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre,
Maria Beatriz Mostardeiro Targa, e o vice-presidente da
Associação Brasileira de Hospitais Universitários
de Ensino, Júlio Dornelles Matos.
Fonte: Terra - Educação
ProUni pode ser prejudicado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:41 hs.
A alteração nas datas do Enem pode afetar o
calendário do ProUni, programa do governo federal que dá
bolsas para alunos carentes em universidades privadas. Para conseguir
entrar no programa, o estudante tem que obrigatoriamente prestar o
exame nacional.
Segundo o presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado (Semesp), Hermes
Figueiredo, haverá prejuízo acadêmico, com o atraso
do início do ano letivo para alguns calouros, e financeiro. Isso
porque o processo de efetivação da bolsa é lento e
pode fazer com que alunos desistam de esperar e façam
matrícula como pagantes.
Em São Paulo, cerca de 65% das 559 instituições
privadas de ensino superior participam do ProUni. O número de
estudantes que participam do programa variou neste ano entre 30 mil a
40 mil.
“Se as notas chegarem no dia 5 de fevereiro (prazo dado ontem
pelo Ministério da Educação), não quer
dizer que os alunos vão matricular-se no dia 6. Há um
prazo para catalogá-los, é preciso dar um prazo para
matrícula”, diz o presidente do Semesp. “Os alunos
já matriculados como pagantes chegarão à
instituição em março ou em abril com o atestado do
ProUni. Aí não haverá mais como preencher essa
vaga”, acredita.
Nas particulares, segundo levantamento feito pelo Semesp, 160 das 559
instituições do Estado (28,6%) utilizariam os resultados
do Enem para compor a nota do candidato. A ampliação do
uso do Enem, que neste ano vai ser de vestibular para universidades
federais, pode aumentar os problemas para o Semesp, que acredita que a
credibilidade do exame está arranhada.
Fonte: Jornal da Tarde - SP
Uniplac vai oferecer curso sequencial gratuito
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:47 hs.
O Programa de Educação Superior para o Desenvolvimento
Regional (Proesd) é uma iniciativa do Governo do Estado de Santa
Catarina, com o objetivo de formar agentes para o desenvolvimento de
cada uma das regiões do Estado. Em Lages, o programa tem o apoio
da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).
Nesse sentido, a partir de hoje, estão abertas as
inscrições para a seleção de 80 alunos que
terão a oportunidade de cursar uma graduação com
bolsa de 70% sobre o valor da mensalidade, além de fazer um
curso superior sequencial de complementação de estudos
inteiramente gratuito. Outras 20 vagas serão destinadas a
acadêmicos suplentes.
Podem concorrer a uma dessas vagas estudantes residentes nos 20
municípios de abrangência das Secretarias Regionais de
Lages e São Joaquim. De acordo com o coordenador do Proesd na
universidade, professor Valdir Roque Dallabrida, o curso é
oferecido a alunos de dez graduações, principalmente para
aqueles que estão nas primeiras fases. “Como o programa
terá uma duração de seis semestres letivos
só podem participar os alunos que concluírem os dois
cursos ao mesmo tempo”, explica.
A seleção dos candidatos será feita no dia 20 de
outubro, e a divulgação dos nomes, dois dias depois. O
coordenador lembra que se o número de inscritos ultrapassar o
total de 100 estudantes, a escolha será feita por meio de
sorteio.
Tanto as inscrições, que encerram-se no dia 19 deste
mês, quanto as aulas, acontecerão nos campi de Lages e
São Joaquim.
Fonte: Correio Lageano - SC
Analfabetismo no Brasil só acaba em 20 anos, revela Ipea
Fonte: Clipping Educacional CONSAE Hoje em Dia, 08/10/2009 - Belo Horizonte MG
Índice de brasileiros que não leem nem escrevem caiu de 17,2% para 10% da população
Cláudia Rezende e Jáder Rezende
Vinte anos seriam o tempo necessário para o Brasil conseguir
eliminar o analfabetismo. O índice relacionado ao problema caiu
em 16 anos – de 1992 para 2008 – passando de 17,2% para 10%
da população, mas isso significa que ainda existem cerca
de 14 milhões de brasileiros acima de 15 anos incapazes de ler e
escrever um bilhete simples. Essa é a medida internacional para
se classificar o analfabeto. Os dados foram divulgados nesta
quarta-feira (7), na terceira análise feita pelo Instituto de
Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) sobre a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2008, que também
abordou Gênero e Migração. A análise do Ipea
mostra que a taxa de analfabetismo está caindo 0,45 pontos
percentuais ao ano. Mas a queda não está acontecendo por
mérito das políticas públicas. Segundo o texto, a
redução não ocorre entre indivíduos da
mesma geração. A esperança do Brasil para a
redução do analfabetismo é a morte da
população idosa analfabeta. O secretário de
Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade do Ministério da Educação,
André Lázaro, discorda da projeção e
análise do Ipea. Para ele, as políticas públicas
de alfabetização estão funcionando. “Talvez
não na velocidade que gostaríamos”, disse. O
secretário observa que, em 2004, havia 32% de pessoas com 60
anos ou mais analfabetas. Em 2008, o número caiu para 28%.
Conforme Lázaro, o MEC trabalha com a meta estabelecida em
Dakar, (Senegal), em 2000, de reduzir pela metade o analfabetismo
até 2015. Com isso, o Brasil teria que chegar ao percentual de
6,7%. “Vamos chegar com folga”. Segundo André
Lázaro, o principal programa na área é o
“Brasil Alfabetizado”, que terá 2 milhões de
alunos em 2009. De acordo com o secretário, o maior contingente
de analfabetos está no Nordeste. Entre os estados, o
líder é a Bahia, com 1,8 milhão, seguido por
São Paulo, com 1,5 milhão. Minas vem em terceiro
lugar no país, com 1,3 milhão.
A reportagem tentou contato com representante da Secretaria de Estado
da Educação para comentar o índice, mas a
assessoria de imprensa informou que a fonte não estaria
disponível. Para a professora de Sociologia da UFMG, Danielle
Cireno Fernandes, a política de educação voltada
para adultos no Brasil é ineficiente. Ela acredita que deveria
ser implantado algum tipo de estímulo pecuniário, como o
Bolsa-Família ou o Pró-Jovem, também para a
população mais velha. Embora tenha estudado até a
8ª série, a dona de casa Viviane Chaves, 20 anos, pouco
domina a leitura e a escrita. Ela abandonou os estudos aos 15 anos, ao
descobrir que estava grávida. Viviane diz que tem vontade de
voltar a estudar, mas o salário do marido, de um salário
mínimo e meio, “mal dá para manter a casa e pagar o
aluguel, muito menos pagar alguém para cuidar da
menina”.
