
15/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.

Lei altera LDB
Universidade Federal de Santa Catarina adia data do vestibular 2010
Governador apresenta um pacote de projetos à Assembleia Legislativa
Senado aprova projeto que reserva vagas em universidades para professores
Senado discute projeto que permitirá troca de curso a alunos do Prouni
MEC cria programa para melhorar qualidade do ensino médio
Comissão de Educação aprova projetos de lei por unanimidade
Faltam salas de aula e prédios
Ensino de aspectos
histórico-culturais indígenas e afro-brasileiros
será obrigatório a partir de 2010
Os novos números da educação
UNE faz movimento em defesa da educação
MEC cria programa para melhorar qualidade do ensino médio
Prazo para pedir mudança de cidade onde fará a prova do Enem acaba nesta quarta-feira (14)
Relator pode usar recursos do pré-sal na capacitação profissional
Comissão aprova fim de incidência da DRU na educação
Projetos de inclusão terão recursos de R$ 5 milhões
Senado aprova reserva de vagas em faculdades para professores
Governo fará campanha sobre nova data do Enem
Sarney quer conceder anistia a estudantes endividados com o Fies
Portaria Capes nº 141, de 14 de Outubro de 2009.
Cenário dos professores no Brasil é preocupante, diz Unesco
Educação ainda é maior desafio do programa
Cerca de 1,5 mil candidatos já pediram para mudar local de prova do Enem
Os novos números da educação
Estudo: alunos preferem professores a instituições de ensino
O consumidor do futuro: Internet pode estar mudando o cérebro das pessoas
Liberado o 5º Lote de Restituição do IRPF 2009
Horário de Verão começa no dia 18 de outubro
Ainda há duas (2)
vagas para inscrição no Curso de Atendimento para
Captação de Matrículas
Lei altera LDB
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Atos do Poder Legislativo
LEI No- 12.056, DE 13 DE OUTUBRO DE 2009
Acrescenta parágrafos ao art. 62 da Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional.
O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Faço saber
que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O art. 62 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
que estabelece diretrizes e bases da educação nacional,
passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:
"Art. 62. ..................................................................................
§ 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os
Municípios, em regime de colaboração,
deverão promover a formação inicial, a continuada
e a capacitação dos profissionais de magistério.
§ 2º A formação continuada e a
capacitação dos profissionais de magistério
poderão utilizar recursos e tecnologias de
educação a distância.
§ 3º A formação inicial de profissionais de
magistério dará preferência ao ensino presencial,
subsidiariamente fazendo uso de recursos e tecnologias de
educação a distância." (NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de outubro de 2009; 188º da Independência e 121º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Universidade Federal de Santa Catarina adia data do vestibular 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:35 hs.
O vestibular 2010 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve
sua data adiada na manhã desta terça-feira. O processo
seletivo, inicialmente marcado para acontecer nos dias 6, 7 e 8 de
dezembro, foi transferido para 19, 20 e 21 de dezembro.
A alteração foi necessária em função
da coincidência com o período de aplicação
do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), determinado pelo
Ministério da Educação para os dias 5 e 6 de
dezembro.
A mudança na data do vestibular foi aprovada durante
votação do Conselho Universitário da UFSC, por
volta das 10h15min.
A UFSC também manterá o percentual de 20% da nota do Enem
no cômputo do vestibular desde que o resultado do exame seja
divulgado até o dia 8 de fevereiro. De acordo com o presidente
da Coperve, professor Julio Szeremeta, após esta data,
valerá a nota geral da UFSC.
- Esta é uma forma da universidade se preservar e não
prejudicar o seu calendário acadêmico de 2010 - diz Julio.
A estimativa é que o Enem divulgue seu resultado entre 5 a 8 de fevereiro, mas a data ainda não foi confirmada.
Apesar do adiamento em duas semanas da aplicação da prova
da UFSC, serão mantidos os horários, locais e a estrutura
do concurso.
Outra decisão do encontro desta terça foi o adiamento da
inscrição do processo seletivo. O prazo, que vencia nesta
quarta-feira, foi estendido para o próximo dia 20. Segundo a
Coperve, cerca de 30 mil candidatos estavam inscritos na
seleção até esta terça-feira.
Estudantes que já fizeram sua inscrição e
não tenham disponibilidade de realizar o concurso no novo
período poderão solicitar devolução da taxa
de inscrição.
O Enem teve de ser adiado após o vazamento de sua prova no dia
1º de outubro. A informação foi revelada em
reportagem do site do jornal O Estado de São Paulo. Um homem
teria ligado para a redação pedindo R$ 500 mil em troca
da cópia da prova. Após consultar o material para checar
sua veracidade, sem se comprometer com sua compra, as
infomações foram repassadas por telefone e e-mail para o
ministro da Educação Fernando Haddad, e a fraude foi
confirmada por técnicos do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável
pelo Enem. O exame do Enem seria aplicado nos dias 3 e 4 de
outubro.
Fonte: O Globo Online - RJ
Governador apresenta um pacote de projetos à Assembleia Legislativa
Fonte: ALESC 13/10/2009 - 19h32min http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=22028
O governador em exercício, Jorginho Mello (PSDB), esteve na
tarde de hoje (13) na Assembleia Legislativa e apresentou aos
parlamentares, durante a sessão ordinária, um pacote com
sete projetos de lei, que começam a tramitar em regime de
urgência. Mesmo com uma fissura na tíbia,
conseqüência da queda de um palco, na tarde de ontem (12),
em Campos Novos, no Planalto catarinense, ele leu os projetos e pediu o
apoio dos deputados estaduais para que a apreciação seja
rápida, permitindo que ele mesmo sancione as novas leis
até o próximo dia 20, enquanto estiver à frente do
Executivo. Os projetos serão apreciados pelas comissões
técnicas da Casa Legislativa a partir de amanhã.
Preocupado com o grande número de vagas ociosas nas
instituições privadas de ensino superior e do Sistema
Acafe, Jorginho Mello apresentou um projeto de lei que destina 0,3% dos
recursos do Fundo Social para aquisição de bolsas de
estudos, no valor máximo de 30% das mensalidade dessas
universidades a estudantes carentes com renda de até R$ 250,00
por membro da família.
Outro projeto de lei de autoria do governador em exercício
incentiva a cultura no estado com a implantação do
programa Cem Livros Sem Custo, na Imprensa Oficial do Estado. O
programa concede a impressão dos 100 primeiros livros gratuitos
ao autor, 20% do custo se ele imprimir mais 100 e assim,
sucessivamente, até chegar a 100%.
Jorginho Mello também apresentou cinco projetos de lei
complementar (PLC). Um deles prevê o aumento da
licença-maternidade para 180 dias para as servidoras da
Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; outro
relacionado aos servidores civis do Hospital da Polícia Militar
autoriza o retorno à situação original de cada um;
e ainda o projeto de lei complementar que concede a todos os servidores
públicos do Estado o mesmo modelo de aposentadoria adotado pela
Secretaria de Estado da Educação, no qual o servidor pode
deixar a função 60 dias após a
apresentação dos documentos, sem prejuízos. As
duas últimas propostas dispõem sobre o modelo de
gestão e estrutura organizacional da Administração
Pública Estadual.
Jorginho Mello, presidente licenciado da Assembleia Legislativa,
destacou que sua visita como governador é uma homenagem ao
Parlamento. “Quero dividir com vocês a honra de ser
governador. Tenham certeza que vou honrar todos os momentos desta
interinidade, de forma discreta, com exceção do acidente
em Campos Novos”, brincou. Sobre seus projetos, ele ressaltou as
propostas voltadas para educação, principalmente o que
destina recursos do Fundo Social para a aquisição de
bolsas de estudo. “Criar novas oportunidades de acesso ao ensino
superior é garantir uma vida melhor a muitos
catarinenses”, enfatizou.
(Denise Arruda Bortolon/Divulgação Alesc)
Senado aprova projeto que reserva vagas em universidades para professores
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 13/10/2009
Educadores da rede pública poderão cursar
magistério ou licenciatura. Apreciado na comissão de
Educação, projeto seguirá para a Câmara
Robson Bonin do G1, em Brasília
A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta
terça-feira (13) projeto de lei que pretende garantir vagas nas
universidades federais a professores da rede pública de ensino.
Apreciada em caráter terminativo, a matéria ainda deve
passar por ajustes finais na própria comissão para, em
seguida, ser encaminhada à Câmara. Se for aprovado pelos
deputados, o texto será encaminhado para sanção do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elaborado pelo senador
Cristovam Buarque (PDT-DF), o projeto estipula uma parcela de 20% das
vagas para professores em cada universidade. Se o número de
educadores for superior à cota, cada
instituição de ensino poderá adotar
critérios de seleção das vagas. Para ter direito
à cadeira, o professor concursado precisa ter no mínio
três anos de atividade. Os candidatos poderão optar pelos
cursos de licenciatura ou magistério. “Esse projeto vai
representar um reconhecimento à categoria, justamente na
véspera do Dia Nacional do Professor. Apresentei esse projeto em
2003. Desde então, ele chegou a ser arquivado, nós
reapresentamos e agora, depois de um bom tempo, ele foi
aprovado”, comemora Cristovam.
A líder do governo no Congresso, senadora Ideli
Salvatti (PT-SC), também comemora a
aprovação do projeto. A catarinense lembra que há
uma parcela significativa de professores que ainda não tem
diploma de ensino superior. “O MEC tem diversos programas para
melhorar o nível de capacitação dos professores.
Esse tema é muito importante, porque influencia diretamente na
melhoria da educação no país”, avalia Ideli.
Por ter sofrido modificações, a matéria aprovada
nesta terça, ainda terá de passar por uma segunda
votação de análise final de redação
na próxima terça-feira (20). Nesse período, os
integrantes da comissão ainda poderão apresentar
emendas.
Senado discute projeto que permitirá troca de curso a alunos do Prouni
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 13/10/2009
Da Redação em São Paulo
A CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte) do
Senado aprovou nesta terça-feira (13) parecer favorável a
projeto que permite a estudantes beneficiados com bolsas do Prouni
(Programa Universidade para Todos) que solicitem transferência
para outra faculdade participante do programa. A proposta ainda
será submetida ao Plenário. Para que o estudante possa
mudar de faculdade, será necessária a existência de
"bolsa análoga disponível para curso homólogo
àquele para o qual foi admitido", segundo o texto. O "instituto
da mobilidade", como definiu o relator Alvaro Dias (PSDB-PR), já
é previsto em portarias do MEC (Ministério da
Educação). Ele considerou positiva a
regulamentação do tema em lei, para que a
transferência de alunos "deixe de se sujeitar aos humores" da
direção do ministério.
Lei de Responsabilidade Fiscal - Também recebeu parecer
favorável da comissão o Projeto de Lei do Senado 265/08 -
Complementar, de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), que modifica a
Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o texto, durante a
vigência do Fundeb (Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais de
Educação), serão excluídas do conceito de
receita corrente líquida dos entes federados as receitas de
transferência do próprio fundo. Da mesma forma, seriam
excluídos das despesas com pessoal os gastos com
remuneração de trabalhadores da educação
básica. Ao apresentar seu voto favorável, o senador Marco
Maciel (DEM-PE), relator do projeto, observou que o projeto
permitirá uma "flexibilização bem-vinda nos gastos
dos entes da federação com a remuneração
dos profissionais desse setor". O projeto ainda será examinado,
em decisão terminativa, pela CAE (Comissão de Assuntos
Econômicos). Com informações da Agência
Senado.
MEC cria programa para melhorar qualidade do ensino médio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:41 hs.
O Diário Oficial da União de ontem (13) traz publicada
portaria que institui o Programa Ensino Médio Inovador, do
Ministério da Educação (MEC). A ideia é
apoiar as secretarias de Educação dos estados e do
Distrito Federal no desenvolvimento de ações para
melhorar os currículos e a qualidade do ensino médio
não profissionalizante.
A portaria enfatiza os projetos pedagógicos que promovam a
educação científica e humanística, a
valorização da leitura e da cultura, o aprimoramento da
relação entre a teoria e a prática, o uso de novas
tecnologias e o desenvolvimento de metodologias criativas e
emancipadoras.
O Programa Ensino Médio Inovador surgiu para incentivar as redes
estaduais de Educação a criar iniciativas inovadoras para
o ensino médio. A intenção é
incentivá-las a pensar novas soluções que
diversifiquem os currículos. As atividades sugeridas devem
integrar o trabalho, a ciência, a tecnologia e a cultura para
tornar o ensino mais atraente.
Entre as mudanças está a alteração na carga
horária, a possibilidade de o aluno escolher 20% de sua carga
horária e grade curricular. Outro objetivo é associar a
teoria com a prática, com ênfase para as atividades
experimentais, desenvolvidas em laboratórios e oficinas,
além de buscar formas de valorizar da leitura em todas as
áreas do conhecimento.
Da Agência Brasil
Fonte: Diário de Natal Online
Comissão de Educação aprova projetos de lei por unanimidade
Fonte: ALESC 13/10/2009 - 19h46min http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=22030
Durante a tarde desta terça-feira (13), a Comissão de
Educação aprovou por unanimidade sete projetos de lei e a
realização de duas audiências públicas:
sobre o Programa de Acesso do Trabalhador à Cultura e o Vale
Cultura, com um representante do governo federal, marcada para o dia 19
deste mês, solicitada pelos deputados Pedro Uczai, presidente da
comissão, e Pedro Baldissera, ambos do PT, e outra sobre o Plano
de Cargos e Salários do Magistério Estadual, ainda sem
data definida.
Projeto aprovados
Projeto de Lei nº 72/09, de autoria do deputado Darci de Matos
(DEM), dispõe sobre a obrigatoriedade de
apresentação de caderneta de vacinação para
matrícula anual na rede pública e privada de ensino do
Estado de Santa Catarina.
Projeto de Lei nº 331/09, de autoria do deputado Moacir Sopelsa
(PMDB), declara integrante do patrimônio histórico e
cultural do Estado o dialeto “Talian”, originado dos
italianos e descendentes radicados em Santa Catarina.
Projeto de Lei nº 268/09, de autoria do deputado Dionei Walter da
Silva (PT), Institui o Dia Estadual do Bandoneon, a ser comemorado no
dia 20 de julho.
Projeto de Lei nº 307/09, de autoria do deputado Renato Hinnig (PMDB), Institui o Dia Estadual dos Pioneiros.
Projeto de Lei nº 309/08, de autoria da deputada Odete de Jesus
(PRB), autoriza o Executivo a adotar nas escolas públicas da
rede de ensino médio e superior o uso de microfone durante as
aulas ministradas pelos professores.
Projeto de Lei nº 382/07, de autoria da deputada Odete de Jesus
(PRB), proíbe a utilização de Organismos
Geneticamente Modificados - OGM (transgênicos) na merenda escolar
das escolas da rede pública de Santa Catarina. (Denise Arruda
Bortolon Montagna/Divulgação Alesc)
Faltam salas de aula e prédios
Fonte: Clipping Educacional Consae A Notícia, 14/10/2009 - Joinville SC
Sem poder contar com a estrutura física do Estado, a rede
municipal alega que faltam salas de aula e recursos para absorver essa
demanda do ensino fundamental, considerando que o repasse hoje
já está defasado, e precisa ser inteirado pelos
municípios, segundo os prefeitos e secretários da
região. Só em Joinville seria necessário construir
50 novas salas de aula para atender aos alunos que migrariam da rede
estadual para a municipal (cerca de 30 mil alunos). “Sem isso,
teríamos que voltar ao turno intermediário, um
retrocesso, considerando que conseguimos reduzir para mil o
número de alunos nesse turno em Joinville”, diz o
secretário de Educação, Marco Aurélio
Fernandes.
“Não temos condições. Falta espaço
físico para atender todos esses estudantes”, afirma
João Pedro Woitexem, prefeito de Araquari. Segundo o prefeito,
há 350 alunos em turno intermediário, de um total de 2,8
mil estudantes em nove escolas municipais. Outra queixa diz
respeito ao posicionamento de escolas estaduais com
relação à matrícula. Os municípios
estudam a possibilidade de recorrer à Justiça. Segundo
secretários, algumas escolas estaduais já estão
negando a matrícula para o ensino fundamental, o que promove a
mudança forçada dos para a rede municipal. Segundo a
gerente de ensino Clarice Portella, a orientação de
encaminhar os alunos para escolas do município vale, em
princípio, para a 1ª série.
Ensino de aspectos histórico-culturais
indígenas e afro-brasileiros será obrigatório a
partir de 2010
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 12/10/2009 - Brasília DF
A identidade brasileira é caracterizada pela
miscigenação cultural entre povos específicos,
chamados de minorias. Em função disso, a partir de 2010,
as escolas brasileiras públicas e particulares, dos ensinos
fundamental e médio, deverão incluir no conteúdo
programático aspectos culturais e históricos
indígenas e afro-brasileiros. A obrigatoriedade é
amparada pela Lei 11.645/2008 (alteração da Lei 9394/96),
que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional
e determina a inclusão da temática História e
cultura afro-brasileira e indígena no currículo oficial
da rede de ensino. A inclusão dos aspectos
histórico-culturais dessas minorias visa o resgate das
contribuições sociais que estes dois grupos deram
à história do país. Hoje, há
desconhecimento e uma visão distorcida do que esses povos
representaram no passado. Entretanto, é necessário
mostrar também a sua cultura, a sua importância atual,
defende Marcelo Manzati, coordenador de Fomento à Identidade e
Diversidade Cultural, da Secretaria de Identidade e da Diversidade
(SID), do Ministério da Cultura. “É um trabalho
difícil e lento. A médio e longo prazo, a diversidade
cultural será mais valorizada na sociedade brasileira e essas
minorias serão mais respeitadas”, afirma. A
obrigatoriedade das temáticas no currículo escolar
preocupa o meio acadêmico. Não existe
formação cultural e o conhecimento dos
professores é limitado em relação ao assunto. Na
avaliação de Marcelo Afonso, professor de história
do Centro Educacional Leonardo da Vinci, falta de material
didático e a ausência de um respaldo específico
sobre as questões indígenas dificultam o trabalho com os
alunos dentro de sala. “Os livros estão desatualizados e o
material para pesquisa não está consolidado”,
observa.
A emissão de livros temáticos é insuficiente para
a capacitação de educadores, conforme lembra Marcio
Gomes, professor de antropologia da Universidade Federal Fluminense.
“É fundamental que se crie grupos de trabalho com
antropólogos e lideranças indígenas para a
produção de material e roteiro qualificados, não
apenas apostilas.” Para os estudantes, o conhecimento sobre as
culturas indígena e afro-brasileira contribui para o
entendimento sobre a formação histórica do
país. Eles destacam que o ensino escolar sobre esses dois povos
é superficial e a maior parte das informações vem
da televisão. “Conheço algumas
tradições e rituais simbólicos. Sei que eles
sobrevivem, praticamente, da natureza”, diz Lourrane Xavier,15
anos, aluna do Centro de Ensino Médio Setor Oeste (CEMSO). A
adolescente aprova o novo currículo. “O nosso conhecimento
sobre a história será enriquecido e o
preconceito diminuirá, teremos mais acesso a outras
culturas”, acredita.
Interação com diferentes áreas - De acordo com a
lei, os conteúdos serão ministrados em diferentes
áreas do currículo escolar, especialmente nas disciplinas
de literatura, história brasileira e educação
artística. Os estudantes serão avaliados por meio da
interdisciplinaridade, como ocorre hoje nos processos seletivos do
Enem, PAS, vestibulares, além das avaliações
educacionais. Paulo Lemos, professor de história do CEMSO,
concorda com a mudança. “É positivo sair da
visão eurocêntrica sobre a formação
histórica brasileira. Essas duas etnias foram fundamentais para
a construção social do nosso país”, opina.
Nascido aldeia Fulni-Ô, em Pernambuco, o indígena Clecildo
Santos enfatiza que a implementação da temática na
educação brasileira é apenas uma medida, dentre as
várias necessárias, para o processo de inclusão
das minorias no país. Ele critica o conhecimento que a sociedade
tem sobre a cultura indígena. “Somos mais de 200 povos e
180 línguas. As pessoas têm uma visão deturpada e
restrita sobre a nossa cultura”, diz, ao defender que outras
políticas públicas de conscientização
complementares são essenciais para que o país
conheça esse aspecto importante na formação da
nação brasileira.
Os novos números da educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:35 hs.
Divulgada pelo IBGE, a Síntese de Indicadores Sociais revela
avanços importantes no sistema educacional brasileiro, ainda que
em ritmo considerado lento pelos especialistas. Propiciado pela
expansão das universidades privadas e pelo ProUni, um dos
avanços mais importantes é o aumento de 6,9% para 13,9%
no número de alunos do ensino superior, entre 1998 e 2008. Esse
também é o período em que o Enem foi implantado no
País.
O levantamento do IBGE não leva em conta a faixa etária
dos universitários.Alguns especialistas afirmam que muitos
alunos continuam se formando bem mais velhos do que os estudantes dos
países desenvolvidos. Mesmo assim, reconhecem eles, esse fato
é positivo, na medida em que revela uma crescente
qualificação das novas gerações. "Para o
mercado é importante que a pessoa se forme, independentemente da
idade. Como a educação no Brasil ainda é
deficiente, as pessoas terminam o ensino médio mais tarde,
vão trabalhar antes e entram para a universidade depois", afirma
o economista Cláudio Moura Castro, que já dirigiu a Capes
e foi consultor para assuntos de educação de importantes
organismos multilaterais.
Outro importante avanço constatado pelo IBGE foi a
expansão do ensino médio. Entre 1998 e 2008, a
proporção de jovens com mais de 15 anos matriculados nas
três séries desse ciclo pulou de 76,5% para 84,1%. E,
deste total, 50,6% dos alunos estão na série adequada
à sua faixa etária, o que também é um
progresso. Em 1998, o índice era de 30,4%. Se o ritmo for
mantido, diz o IBGE, o Brasil chegará a 2018 com 70,8% dos
estudantes com idade adequada no ensino médio (nos países
desenvolvidos, a taxa é superior a 90%).
O levantamento também mostra que o porcentual de jovens de 18 a
24 anos com pelo menos 11 anos de estudo passou de 18,1%, em 1998, para
36,8%, em 2008. No ano passado, 45,3% dos jovens com mais de 15 anos
tinham menos de oito anos de escolaridade e 21% tinham menos de quatro
anos de estudo. Como era de esperar, os indicadores do IBGE mostraram
uma acentuada diferença no número de anos de estudo entre
os brasileiros que moram na cidade e no campo. Em 2008, 4,6% dos
habitantes de áreas rurais tinham estudado 15 anos ou mais, ante
7,9% dos moradores de áreas urbanas.
O levantamento do IBGE mostra ainda a melhoria da média de anos
de estudo dos mais pobres por quintos de renda. Por essa metodologia, a
sociedade foi dividida em cinco grupos de 20%, de acordo com a renda
familiar per capita, dos mais pobres para os mais ricos. Há dez
anos, o grupo mais pobre tinha, em média, 2,6 anos de estudo. Em
2008, esse número chegou a 4,3. No segundo quinto mais pobre, a
evolução foi de 3,4 para 5,4 anos de escolaridade. Outro
avanço importante é o número de crianças
entre 7 e 14 anos na escola. A taxa, que era de 94,7%, há dez
anos, foi de quase 98%, em 2008.
Todos esses números mostram que, depois de vencida a etapa da
universalização do ensino fundamental, a partir de 2000,
o País agora tem pela frente o desafio da
universalização do ensino médio. Mas, como
advertem os especialistas, essa é uma meta que só
será atingida a longo prazo. Os indicadores do IBGE revelaram
"um salto grande, mas não dá para ir mais rápido",
diz Moura Castro. Isto porque não adianta expandir
quantitativamente o número de matrículas do ensino
médio sem, ao mesmo tempo, adotar programas para melhorar a
qualidade da educação. "O ensino médio é
muito ruim, chato e abstrato. Se a escola for boa o curso é
voltado para o vestibular. E, se for ruim, o currículo do
Ministério da Educação não diz o que
fazer", afirma ele. Como esse nível de ensino hoje não
é nem profissionalizante nem formativo, ele fornece o que alguns
especialistas chamam de "escolaridade rarefeita", o que acaba levando
muitos estudantes a desistir do curso.
O acesso à escola melhorou nos últimos dez anos, em todos
os níveis. Todavia, como mostram os mecanismos de
avaliação do MEC, o ensino ministrado para a maioria dos
estudantes continua longe de apresentar resultados minimamente
aceitáveis.
Fonte: O Estado de São Paulo
UNE faz movimento em defesa da educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:43 hs.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) lança hoje (14), em
Brasília, a campanha 50% do Fundo do Pré-Sal para a
Educação e pela Nova Lei do Petróleo.
Eles farão manifestação nos corredores do
Congresso Nacional som o objetivo de sensibilizar os parlamentares
sobre a questão educacional. Às 14h, representantes da
UNE se reúnem com o relator da Comissão Especial do Marco
Regulatório do Fundo Social do Pré-Sal, deputado Antonio
Palocci (PT-SP).
Fonte: Terra - Educação
MEC cria programa para melhorar qualidade do ensino médio
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 065 - 10/09)
O Diário Oficial da União de ontem (13) trouxe publicada
a portaria que institui o Programa Ensino Médio Inovador, do
Ministério da Educação (MEC). A ideia é
apoiar as secretarias de Educação dos estados e do
Distrito Federal no desenvolvimento de ações para
melhorar os currículos e a qualidade do ensino médio
não profissionalizante.
A portaria enfatiza os projetos pedagógicos que promovam a
educação científica e humanística, a
valorização da leitura e da cultura, o aprimoramento da
relação entre a teoria e a prática, o uso de novas
tecnologias e o desenvolvimento de metodologias criativas e
emancipadoras.
O Programa Ensino Médio Inovador surgiu para incentivar as redes
estaduais de Educação a criar iniciativas inovadoras para
o ensino médio. A intenção é
incentivá-las a pensar novas soluções que
diversifiquem os currículos. As atividades sugeridas devem
integrar o trabalho, a ciência, a tecnologia e a cultura para
tornar o ensino mais atraente.
Prazo para pedir mudança de cidade onde fará a prova do Enem acaba nesta quarta-feira (14)
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 066 - 10/09)
Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para pedir a mudança de
cidade onde fará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os candidatos devem acessar o site www.inep.gov.br. A prova foi
remarcada para os dias 5 e 6 de dezembro após o vazamento do
exame. Os pedidos serão analisados pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que aplica a prova. Segundo o
ministério, os locais serão confirmados pelos "meios
habituais", ou seja, pelo correio, e-mail ou SMS, além de
poderem ser consultados no site do Inep. A prova será aplicada
pelo Cespe/UnB e a Fundação Cesgranrio, que serão
responsáveis pela impressão, aplicação e
correção; os Correios, pela distribuição em
caráter especial; a Polícia Federal (PF), pela parte da
inteligência.
Relator pode usar recursos do pré-sal na capacitação profissional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:50 hs.
O relator dos projetos que criam um Fundo Social a ser formado com
receitas da exploração da camada pré-sal, deputado
Antonio Palocci (PT-SP), demonstrou simpatia à ideia de usar
parte dos recursos para financiar cursos de capacitação
profissional. A comissão analisa os projetos de lei 5417/09, do
deputado Pedro Eugênio (PT-PE), e 5940/09, do Executivo.
Com a missão de propor a destinação do dinheiro,
Palocci ouviu as demandas dos três ministérios da
seguridade social: Previdência, Desenvolvimento Social e Combate
à Fome e Saúde. O ministro da Previdência,
José Pimentel, defendeu a aplicação dos recursos
para atacar dois problemas: o déficit da previdência
rural, que neste ano é de R$ 40 bilhões; e a
universalização do licença-maternidade.
"Nós estamos pedindo ao Congresso Nacional que reserve uma parte
do pré-sal para o segurado especial rural e para a
criança que está nascendo, e as mais pobres não
têm qualquer proteção social", argumenta o ministro.
Recurso finito
Mas o relator Antonio Palocci destacou que o dinheiro do Fundo Social
é um recurso finito e que não deve ser usado em despesas
permanentes, mas em projetos complementares ao Orçamento
federal, com prazo definido.
Nesse sentido, Palocci foi simpático a uma das
ações apontadas pelo ministro do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome, Patrus Ananias: a capacitação
profissional vinculada a programas de transferência de renda,
como o Bolsa Família.
"O recurso de um fundo extraordinário deve servir a programas
complementares. Um programa de qualificação profissional
me parece uma ideia bastante consistente com o conteúdo e o
propósito do Fundo [Social]", entende Palocci.
Ações preventivas
Durante a audiência, o diretor do Departamento de Economia da
Saúde do Ministério da Saúde, Elias Jorge,
também disse que os recursos do Fundo Social do pré-sal
seriam fundamentais para que o Estado brasileiro pudesse priorizar
também ações preventivas de doenças, e
não as curativas, que são mais caras.
No entanto, o deputado Antonio Palocci não quis adiantar se
pretende incluir a saúde e outras áreas como
destinatárias dos recursos do Fundo Social. "Atender a todos
é a mesma coisa de não atender a ninguém; pode
ficar bem politicamente, mas não é a saída
adequada, correta para o fundo", observa.
"Como a minha preocupação é fazer o melhor
possível com o fundo para que ele tenha programas e resultados
eficientes em termos de impacto social, nós vamos fugir da ideia
de ser simpático com todos e não resultar em recursos
para ninguém", acrescenta.
Das 301 emendas apresentadas ao projeto que cria o Fundo Social, 53
pretendem incluir de alguma forma a saúde entre as áreas
beneficiadas. O projeto enviado pelo governo prevê que os
recursos do Fundo serão destinados a programas nas áreas
de combate à pobreza e de desenvolvimento da
educação, cultura, ciência e tecnologia e
sustentabilidade ambiental. No entanto, ainda não se sabe quanto
seria arrecadado pelo Fundo Social nem quando ele poderia
começar a ser usado.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Comissão aprova fim de incidência da DRU na educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 14/10/2009
Com medida, educação receberá cerca de R$ 3,6
bilhões a mais neste ano. Projeto segue agora para
votação no plenário do Senado
Da Agência Estado
A Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) aprovou na manhã desta quarta-feira (14), por
unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que acaba com a incidência da Desvinculação
das Receitas da União (DRU) sobre os recursos destinados
à educação pela União. O projeto é
de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e foi relatado
na comissão pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). O
fim da DRU na Educação será gradativo: será
cobrado 12,5% este ano, 5% em 2010 e nada a partir de 2011. A DRU
é um mecanismo que autoriza o governo a gastar 20% de toda
arrecadação sem justificar no projeto de orçamento
a destinação dos recursos. O projeto segue
agora para votação no plenário do Senado, onde
deverá passar por dois turnos de votação antes de
ser levado à promulgação. A redução
da incidência da DRU este ano permitirá que a
educação receba cerca de R$ 3,6 bilhões a mais que
o previsto. O orçamento de 2009 prevê repasse de R$ 20,9
bilhões para o setor.
Projetos de inclusão terão recursos de R$ 5 milhões
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 073 - 10/09)
Um grupo de 40 instituições federais e estaduais de
educação superior, de todas as regiões do
país, vai receber R$ 5 milhões do Ministério da
Educação para executar projetos de inclusão de
pessoas com deficiência. Cada instituição
receberá de R$ 44 mil a R$ 120 mil do programa Acessibilidade na
Educação Superior – Incluir, desenvolvido pelas
secretarias de Educação Superior (Sesu) e de
Educação Especial (Seesp) do MEC.
As instituições selecionadas precisam agora apresentar,
ao Ministério da Educação, planos de trabalho com
explicações sobre o desenvolvimento das atividades com os
recursos públicos. Para universidades e institutos federais, o
MEC descentraliza os recursos, enquanto as instituições
estaduais precisam assinar convênio para recebê-los. Pela
previsão da Sesu, o dinheiro será liberado em novembro.
Os projetos devem ser executados até 31 de dezembro do
próximo ano.
O programa Incluir tem entre seus objetivos implantar a política
de educação especial com inclusão, promover
ações que assegurem o acesso e a permanência de
pessoas com deficiência nas instituições
públicas de educação superior e eliminar barreiras
físicas, pedagógicas e de comunicação.
Senado aprova reserva de vagas em faculdades para professores
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 079 - 10/09)
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do
Senado aprovou, em decisão terminativa, nesta terça-feira
projeto de lei que facilita o acesso de professores de
educação básica a cursos superiores de pedagogia e
licenciatura sem necessidade de vestibular. De autoria do senador
Cristovam Buarque (PDT-DF), o projeto prevê que as universidades
reservem 20% das vagas para os professores interessados.
Segundo o projeto, terão direito a pleitear o acesso por
processo diferenciado os professores das redes municipais, estaduais e
federal que tenham ingressado por meio de concurso público,
tenham pelo menos três anos de exercício da
profissão e não contem ainda com diploma de
graduação. Terão prioridade, ainda de acordo com a
proposta, os professores que optarem por cursos de licenciatura em
matemática, física, química, biologia e
língua portuguesa.
Segundo o texto, "as universidades e faculdades de pedagogia e
licenciatura definirão os critérios para escolher quais
dos professores interessados terão direito a este acesso, caso o
número de candidatos ultrapasse 20% das vagas disponíveis
para o respectivo curso".
Governo fará campanha sobre nova data do Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:38 hs.
No próximo mês, o Ministério da
Educação iniciará uma campanha publicitária
para esclarecer os estudantes sobre a nova data do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) e sobre medidas de segurança para a
nova edição do Exame. Segundo o ministro Fernando Haddad,
medidas simples que podem ser tomadas pelos alunos - assinar a prova no
local correto, verificar se a prova recebida tem seu nome e o seu CPF,
e não é de um homônimo, por exemplo - podem
facilitar a correção e diminuir o tempo para que saiam os
resultados. A campanha, que deverá ser estrelada pelo ator
Wagner Montes, está em processo de criação e
deverá custar R$ 200 mil aos cofres do ministério. A
veiculação deverá ser feita em rádio e TV
durante todo o mês de novembro. O Enem será realizado nos
dias 5 e 6 de dezembro.
Fonte: A Tarde On line - BA
Sarney quer conceder anistia a estudantes endividados com o Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:36 hs.
Presidente do Senado apresentou emenda para adotar medida.
Estudantes desempregados ou com doenças graves teriam direito.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Em discurso na sessão desta quarta-feira (14), o presidente do
Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu a concessão de
anistia a estudantes endividados com o Fundo de Financiamento do Ensino
Superior (Fies).
O peemedebista apresentou uma emenda a um projeto de lei da
Câmara que trata do assunto e está em
tramitação no Senado. “Muitas vezes, aqui no
Congresso e aqui no Senado, nós temos votado anistias para muito
setores da economia brasileira. Como temos dado anistia a outros
setores, vamos dar também anistia aos jovens devedores do
Fies”, discursou Sarney. A proposta de Sarney segue para a
Comissão de Educação do Senado e não tem
prazo para ser analisada pelos senadores.
Como temos dado anistia a outros setores, vamos dar também anistia aos jovens devedores do Fies"
A emenda apresentada pelo presidente do Senado prevê a
concessão de anistia às dívidas de jovens que
estejam desempregados ou sofram de doenças graves.
“Serão absorvidas pelo Fies, na forma do regulamento, as
dívidas correspondentes aos encargos mensais do Fies: não
pagos na fase de amortização nos períodos de
desemprego do mutuário, ou, no caso de profissional liberal ou
autônomo, de cessação total de sua renda”,
diz o texto da emenda.
Os estudantes terão um prazo para comprovar a
condição de autônomo ou de desempregado. Já
em relação à saúde, a emenda tem por base a
lista de doenças previstas pelo Sistema Único de
Saúde para determinar a condição de invalidez. Os
estudantes enquadrados nessa lista poderiam reivindicar a anistia do
Fies, caso a matéria seja aprovada pelo Senado.
O presidente do Senado lembrou o movimento “Fies Justo”,
para justificar a apresentação da emenda: “Nada
mais justo do que nós, neste momento, fazermos isso para
socorrer centenas de milhares de estudantes que estão hoje
reclamando por meio da Internet, mobilizados no site Fies
Justo.”
Fonte: G1 - Portal Globo
Portaria Capes nº 141, de 14 de Outubro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:39 hs.
O Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - CAPES, usando das
atribuições que lhes são conferidas pelo Estatuto
aprovado pelo Decreto nº 6.316, de 20.12.2007, publicado no DOU de
21 subseqüente.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1910.pdf
Fonte: DOU n.º 197 - 15.10.2009
Cenário dos professores no Brasil é preocupante, diz Unesco
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 15/10/2009
Problemas na formação continuada dos professores e
até mesmo na formação inicial, além da
baixa remuneração, compõem um cenário
"preocupante", de acordo com o consultor em educação da
Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil,
Célio da Cunha. Ao comentar o estudo Professores do Brasil:
Impasses e Desafios, lançado pela Unesco na semana passada,
Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo
ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos
escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de
serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor
de construção civil (4%).
O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o
status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao
concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira
revolução" nas estruturas institucionais e de
formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos
que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que
não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto",
segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria 50%
dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês. O estudo alerta
para um grande "descompasso" entre a formação
teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a
formação do docente precisa estabelecer uma
espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um
projeto pedagógico, para que o professor tenha
condições de entrar em sala de aula.
Como recomendações, a Unesco defende a real
implementação do novo piso salarial e a política
de formação docente, lançada recentemente. Cunha
acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla
recuperação" da profissão no Brasil. "Se houver
continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem,
seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem
mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores
bem formados e com uma remuneração digna não
será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa
para a educação básica. "Isso coloca em risco o
futuro do país, por conta da importância que a
educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma
sociedade globalizada."
Educação ainda é maior desafio do programa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:03 hs.
Pobreza: Rendimento dos alunos beneficiários do Bolsa Família é menor do que o das demais crianças
287 x 39. Uma conta simples, facilmente resolvida por uma
criança do 5º ano (4ª série) do ensino
fundamental de um bom colégio urbano. Apresentada a um aluno da
7ª série de uma escola rural de Poço Redondo,
Semiárido de Sergipe, revelou-se um problema insolúvel,
permanecendo assim mesmo com a ajuda da irmã, estudante do
1º ano do ensino médio.
Há pequenos avanços, mas a combinação de
escolas deficientes com a dificuldade de aprendizado dos alunos mais
carentes mantém o problema educacional um dos maiores desafios
para elevar o nível de vida das regiões mais pobres do
Brasil. Rosângela Leandro do Nascimento, vice-diretora de uma
unidade bem aparelhada para os padrões regionais, a Escola
Municipal Jovino de Carvalho (só ensino fundamental e
educação noturna de jovens e adultos), no povoado de
Riacho (Paulo Afonso, Bahia), admite que contas de multiplicar com
algarismos maiores que 5 são muito difíceis para seus
alunos.
Há quatro anos, a então diretora da mesma escola Jovino
de Carvalho, Deunilzair das Neves Lima, hoje afastada por problemas de
saúde, apresentou à reportagem do Valor números
desalentadores apurados nas últimas provas aplicadas. O
aproveitamento médio fora de 50%, caindo para 30% entre os
inscritos no Bolsa Família.
Quando comparados com aqueles números, o aproveitamento do ano
de 2008 revela algum progresso. Segundo dados fornecidos pela
secretaria da escola, o índice de aprovação do ano
passado dos alunos da 1ª à 8ª série que
não abandonaram os estudos foi de 66%, caindo para 61% entre os
beneficiários do Bolsa Família, cerca de 300 entre os 520
matriculados.
A escola Jovino de Carvalho fica a 20 quilômetros da sede de um
dos mais desenvolvidos municípios do Semiárido nordestino
(Paulo Afonso, sede de quatro grandes usinas hidrelétricas,
14º IDH entre os 415 municípios baianos). Limpa, bem
conservada, com biblioteca diversificada, instalações
para as crianças escovarem os dentes, estoque de merenda escolar
farto e variado, dois computadores novos para uso dos alunos (oferta de
uma ONG) e internet sem fio instalada pela prefeitura.
Faltam, porém, salas de aula. Por causa disso, o
laboratório de ciências, que tem equipamentos, está
desativado, desalojado pela secretaria da escola que, por sua vez,
cedeu seu espaço para uma sala de aula. A vice-diretora disse
que, apesar dos avanços "de 2005 para cá", ainda
há muita dificuldade de aprendizado e muito desinteresse.
"Muitos alunos só vêm para garantir a presença para
o Bolsa Família (o programa exige frequência mínima
à escola)", lamenta. E a carência de salas obriga a escola
a uma prática comum na região, e que dificulta mais ainda
o aprendizado: juntar mais de uma série na mesma turma. Em
Panelas, município de Fátima, Bahia, a
solução para abrigar os alunos da 3ª série
foi dividi-los por aproveitamento: os mais adiantados ficam com a
4ª série e os mais atrasados, com a 2ª.
Em São José da Tapera, Alagoas, uma confusão na
passagem de oito para nove anos do ensino fundamental obrigou pelo
menos 13 escolas rurais (o município tem 41 escolas no total) a
pular o 2º ano que seria a antiga 1ª série.
Segundo a professora Flávia Santos Fontes, uma das três
coordenadoras da Secretaria de Educação municipal, no
processo de transformação de série para ano, os
alunos do que seria o 1º ano em 2008 (antiga
alfabetização) foram passados para o 2º ano em
agosto e para o 3º no fim do ano. Dessa forma, as escolas que
passaram de um sistema para o outro ficaram sem 2ª série
este ano.
A coordenadora disse que, como o Ministério da
Educação (MEC) não aceitou que os alunos fossem
retidos no 2º ano, eles tiveram que passar de ano mesmo sem estar
preparados. Segundo ela, só a forte repetência esperada
para este ano nas turmas afetadas vai corrigir o problema, evitando que
as escolas não tenham 3º ano em 2010.
A secretária nacional de Educação Básica do
MEC, Maria Pilar Lacerda, disse que, a partir da demanda da reportagem,
consultou a Secretaria de Educação do município
alagoano e constatou que, efetivamente, está havendo problema na
implantação do ensino fundamental de nove anos. Ela
avalia que houve um erro de interpretação e o MEC vai
enviar um técnico para ajudar na reorganização da
sequência curricular nas escolas afetadas. A proposta a ser
apresentada será a da aplicação da chamada
provinha aos alunos de 7 e 8 anos para, dessa forma, saber quem
está no 2º ou no 3º ano. A secretária disse
ainda que o caso de São José da Tapera é
preocupante, mas que, no geral, a mudança está sendo
feita sem problemas.
A repetência e a forte evasão de alunos são
problemas graves na escola Professora Laurentina Ignez de Castro
(alfabetização à 8ª série) em Campinas
do Castro, Cícero Dantas (BA), apesar dos esforços da
equipe de professores dirigida pela professora Marta Vasconcela Pires
da Silva. Em 2008 a escola teve 37% de reprovação e 23%
de abandono, uma queda dramática nas aprovações
que dois anos antes foram de 73,7%.
A evasão de 2008, segundo a diretora, foi de alunos da 5ª
à 8ª séries, a maioria para acompanhar os pais que
foram trabalhar como boias-frias em outros Estados. "Eles [os pais]
não gostam de trabalhar na roça. Deixam de investir aqui
para ir para fora e voltar com uma moto, uma coisa. Não sei se
é bom", reflete. Marta disse que ela e sua equipe estão
fazendo um trabalho de conscientização dos pais para a
necessidade de investir nos estudos dos filhos, independentemente da
obrigatoriedade imposta pelo Bolsa Família. Além disso, a
equipe de 21 professores está dando duas horas extras por semana
em aulas de reforço na tentativa de reverter o quadro negativo
do aproveitamento dos alunos.
Apesar das dificuldades na educação, ela é
considerada a grande janela de perspectiva até pelo pessimista
prefeito de Poço Redondo, o franciscano frei Enoque Salvador de
Melo (PSB). Crítico do Bolsa Família, que considera
só assistencialismo, e dos assentamentos de sem-terra, que
considera embriões de "favelas rurais", ele avalia que a farta
disponibilidade de recursos para a educação "se bem
direcionada" pode abrir espaço para que o município que
ele dirige pela terceira vez possa começar a superar os
péssimos indicadores socioeconômicos que ostenta.
Poço Redondo recebe R$ 800 mil por mês para a
educação. Em um ano (R$ 9,8 milhões), o valor
é mais que o dobro da cota municipal no Fundo de
Participação dos Municípios (FPM) para 2009. Do
total, 60% vão para salários e aperfeiçoamento de
professores. Por causa do piso salarial do magistério, de R$
950, o prefeito conta que na cidade já surgiu uma espécie
de nova "profissão" - a do quincas, o marido de professora.
Renda das famílias alcança receita dos municípios
O pequeno município de Fátima, no Semiárido baiano
(19.588 habitantes), tem 2.650 famílias inscritas no Bolsa
Família, que receberam em agosto deste ano um total de R$ 251,12
mil em benefícios. Multiplicados por 12 meses, os
benefícios correspondem a uma injeção de R$ 3,01
milhões na economia local em um ano, o que equivale a 74% dos R$
4,07 milhões que o município receberá este ano do
Fundo de Participação dos Municípios (FPM),
principal fonte de renda da maioria dos pequenos municípios
nordestinos.
Como ocorria em 2005 quando o Valor foi a Fátima pela primeira
vez, a loja local da rede de Supermercados Bittencourt segue fazendo
promoções para atrair as compras dos bolsistas nos dias
que eles vão receber seus benefícios. Segundo Joseane do
Nascimento, faturista e responsável pela contabilidade da loja,
o movimento dos bolsistas começa no dia 20 e vai até o
começo do mês seguinte. "Nesses dias fazemos
promoções de produtos básicos, principalmente
óleo, açúcar, café, massa de milho (para
cuscuz), biscoito e macarrão, os itens mais comprados", explica.
Além disso, a loja dá dez pãezinhos de brinde para
quem levar todos ou a maior parte dos itens e, se não fizer a
entrega na casa do cliente, dá R$ 3 para a passagem de volta.
Segundo Joseane, a clientela do Bolsa Família em geral paga
à vista e suas compras seguem somando os mesmos R$ 20 mil por
mês ao faturamento da loja que somavam em 2005, quando o total de
famílias beneficiárias era de 2.033 e o volume pago por
mês era de R$ 143,4 mil.
"Embora o valor de cada benefício seja muito pequeno, não
podemos confundir esse valor com aquele que é agregado à
economia de cada cidade", diz a economista Lena Lavinas. Para ela, o
programa, com os R$ 11,96 bilhões em benefícios pagos
este ano, funciona como um poderoso instrumento de
correção de falhas de mercado.
"Uma sociedade de mercado com 40 milhões de pessoas que
não consomem não é um problema grave?", pergunta.
Ela ressalta que, no Brasil, diferentemente de países como a
Inglaterra, há cobrança de impostos sobre alimentos, e
assim parte dos gastos de quem recebe o auxílio retorna para o
Estado na forma de tributos.
O movimento dos supermercados representa apenas uma parte do que os
beneficiários do Bolsa Família consomem. Josefa Santos
Vieira, 30, duas filhas, mora no povoado de Panelas, a sete
quilômetros da sede do município de Fátima, e
recebe R$ 102 por mês. É a única renda certa da
família, além dos R$ 10 que recebe da mãe. Na
safra, o marido colhe feijão nas roças da cidade a R$ 20
por dia. Josefa diz que compra todo mês arroz, óleo,
macarrão, café e outros itens no supermercado. No mercado
municipal compra carne e é preciso sobrar para cadernos, roupas
e outros artigos para as crianças.
Edélson Bittencourt, conhecido como o dono da rede de
supermercados que leva seu nome, embora ele tenha negado para a
reportagem, diz que a participação dos
beneficiários do Bolsa Família nas vendas da loja de
Cícero Dantas, a matriz, é de 10% do total. Os maiores
compradores, diz, são os aposentados. "Aqui se vive da
prefeitura, do comércio, do Bolsa Família e das
aposentadorias", resume.
Em Riacho, povoado a 20 quilômetros de Paulo Afonso, Bahia,
Caiteane da Silva Gomes, gerente do Supermercado Lima, único do
local, também diz que o Bolsa Família responde por 10%
das vendas. Segundo Caiteane, a maioria dos beneficiários faz as
compras e anota na caderneta para pagar quando recebe o dinheiro.
(CS)
Fonte: Valor Econômico
Cerca de 1,5 mil candidatos já pediram para mudar local de prova do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 14/10/2009
Exame será aplicado em dezembro a 4,1 milhões de
estudantes. Baixo número de pedidos de mudança é
comemorado pelo MEC
Robson Bonin do G1, em Brasília
Até a tarde desta quarta-feira (14), 1,5 mil candidatos- de um
universo de 4,1 milhões de inscritos- pediram para mudar o local
onde farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
conforme apurou o G1 junto à assessoria do Ministério da
Educação (MEC). O prazo para pedir a
modificação do local da prova acaba nesta quarta-feira
(14) às 23h59. Horas antes do término deste prazo, o MEC
já comemora o baixo número de candidatos que solicitaram
a mudança. O número parcial de estudantes que pediram a
mudança do local da prova foi confirmado pela assessoria do MEC
na tarde desta quarta durante audiência da Comissão
de Educação do Senado, na qual o ministro da pasta,
Fernando Haddad, apresentou detalhes das investigações em
torno do vazamento da prova do Enem. Os estudantes poderiam modificar o
município escolhido para realizar a prova, mudar o
endereço de residência e informar se precisará de
condições especiais para fazer o exame. A prova foi
remarcada para 5 e 6 de dezembro, após o vazamento do exame.
Os pedidos estão sendo analisados pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que aplica a prova. Segundo o
ministério, os locais serão confirmados pelos
"meios habituais", ou seja, pelo correio, e-mail ou SMS, além do
site do Inep. A prova será aplicada pelo Cespe/UnB e a
Fundação Cesgranrio, que serão responsáveis
pela impressão, aplicação e
correção; os Correios, pela distribuição em
caráter especial; a Polícia Federal (PF), pela parte da
inteligência. A PF vai acompanhar todo o processo, desde a
saída das provas do Inep até a
distribuição. A Força Nacional de Segurança
pode também participar do processo. Segundo Haddad, as
Forças Armadas se colocaram à disposição.
Os novos números da educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de São Paulo, 15/10/2009 - São Paulo SP
Editorial
Divulgada pelo IBGE, a Síntese de Indicadores Sociais revela
avanços importantes no sistema educacional brasileiro, ainda que
em ritmo considerado lento pelos especialistas. Propiciado pela
expansão das universidades privadas e pelo ProUni, um dos
avanços mais importantes é o aumento de 6,9% para 13,9%
no número de alunos do ensino superior, entre 1998 e 2008. Esse
também é o período em que o Enem foi implantado no
País. O levantamento do IBGE não leva em conta a faixa
etária dos universitários.Alguns especialistas afirmam
que muitos alunos continuam se formando bem mais velhos do que os
estudantes dos países desenvolvidos. Mesmo assim, reconhecem
eles, esse fato é positivo, na medida em que revela uma
crescente qualificação das novas gerações.
"Para o mercado é importante que a pessoa se forme,
independentemente da idade. Como a educação no Brasil
ainda é deficiente, as pessoas terminam o ensino médio
mais tarde, vão trabalhar antes e entram para a universidade
depois", afirma o economista Cláudio Moura Castro, que já
dirigiu a Capes e foi consultor para assuntos de educação
de importantes organismos multilaterais.
Outro importante avanço constatado pelo IBGE foi a
expansão do ensino médio. Entre 1998 e 2008, a
proporção de jovens com mais de 15 anos matriculados nas
três séries desse ciclo pulou de 76,5% para 84,1%. E,
deste total, 50,6% dos alunos estão na série
adequada à sua faixa etária, o que também
é um progresso. Em 1998, o índice era de 30,4%. Se o
ritmo for mantido, diz o IBGE, o Brasil chegará a 2018 com 70,8%
dos estudantes com idade adequada no ensino médio (nos
países desenvolvidos, a taxa é superior a 90%).
O levantamento também mostra que o porcentual de jovens de 18 a
24 anos com pelo menos 11 anos de estudo passou de 18,1%, em 1998, para
36,8%, em 2008. No ano passado, 45,3% dos jovens com mais de 15 anos
tinham menos de oito anos de escolaridade e 21% tinham menos de quatro
anos de estudo. Como era de esperar, os indicadores do IBGE mostraram
uma acentuada diferença no número de anos de estudo entre
os brasileiros que moram na cidade e no campo. Em 2008, 4,6% dos
habitantes de áreas rurais tinham estudado 15 anos ou mais, ante
7,9% dos moradores de áreas urbanas.
O levantamento do IBGE mostra ainda a melhoria da média de anos
de estudo dos mais pobres por quintos de renda. Por essa metodologia, a
sociedade foi dividida em cinco grupos de 20%, de acordo com a renda
familiar per capita, dos mais pobres para os mais ricos. Há dez
anos, o grupo mais pobre tinha, em média, 2,6 anos de estudo. Em
2008, esse número chegou a 4,3. No segundo quinto mais pobre, a
evolução foi de 3,4 para 5,4 anos de
escolaridade. Outro avanço importante é o número
de crianças entre 7 e 14 anos na escola. A taxa, que era de
94,7%, há dez anos, foi de quase 98%, em 2008.
Todos esses números mostram que, depois de vencida a etapa da
universalização do ensino fundamental, a partir de 2000,
o País agora tem pela frente o desafio da
universalização do ensino médio. Mas, como
advertem os especialistas, essa é uma meta que só
será atingida a longo prazo. Os indicadores do IBGE revelaram
"um salto grande, mas não dá para ir mais rápido",
diz Moura Castro. Isto porque não adianta expandir
quantitativamente o número de matrículas do ensino
médio sem, ao mesmo tempo, adotar programas para melhorar a
qualidade da educação. "O ensino médio é
muito ruim, chato e abstrato. Se a escola for boa o curso é
voltado para o vestibular. E, se for ruim, o currículo do
Ministério da Educação não diz o que
fazer", afirma ele. Como esse nível de ensino hoje não
é nem profissionalizante nem formativo, ele fornece o que alguns
especialistas chamam de "escolaridade rarefeita", o que acaba levando
muitos estudantes a desistir do curso. O acesso à escola
melhorou nos últimos dez anos, em todos os níveis.
Todavia, como mostram os mecanismos de avaliação do MEC,
o ensino ministrado para a maioria dos estudantes continua longe de
apresentar resultados minimamente aceitáveis
Estudo: alunos preferem professores a instituições de ensino
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:33 hs.
Pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB) revela que
alunos de instituições particulares de ensino superior
particulares estão mais vinculados aos professores do que
à universidade. A relação aluno-professor é
mais valorizada inclusive do que instalações luxuosas. A
tese Capital Social Organizacional: A Confiança nas
Instituições de Ensino Superior (IESs) de
Brasília, desenvolvida em junho de 2007 pelo professor Gilson
Borda, foi realizada com alunos de faculdades tradicionais e novas do
Distrito Federal.
Para a pesquisa, Borda contou com a participação de 351
alunos e usou bases de teóricos tradicionais. Ele avaliou a
relação entre estudantes, funcionários,
professores e direção de ensino. De acordo com os dados
obtidos, 80% dos entrevistados preferem os professores à
instalações física como motivação
para ingressar ou permanecer em uma faculdade.
O pesquisador acredita que a relação de confiança
do aluno com a faculdade é intermediada pelo professor,
portanto, o responsável por fortalecer esse laço acaba
sendo o professor, pois é ele que passa a maior parte do tempo
com o estudante. Isso também pode funcionar de maneira negativa,
esclarece Borda, porque se o docente se sentir insatisfeito com a
instituição, a relação com o aluno pode
ficar abalada.
A opção por instituições privadas foi feita
porque além de relações sociais, existem
também as econômicas e segundo teorias estudadas para a
formulação da tese, "mesmo em uma relação
comercial, sempre há uma troca social maior do que a
econômica", explica o professor.
O objetivo do trabalho era avaliar os capitais importantes no
século 21 e mostrar que a relação econômica
não é tão importante quanto se costuma acreditar.
Borda conta que desde a Revolução Industrial, o capital
econômico era o mais importante, porém "a partir da
década de 1950, passou a ser valorizado também o capital
intelectual".
Isso significa que a capacidade intelectual, principalmente no caso de
instituições de ensino, deve ser considerada primordial.
A conclusão a que chegou a pesquisa foi que a
ligação da instituição com o aluno é
gerada a partir da convivência com o professor que ensina
não só conhecimento, mas também valores.
Fonte: Terra - Educação
O consumidor do futuro: Internet pode estar mudando o cérebro das pessoas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
Olha aí um dado para se ficar de olho caso você trabalhe
com comunicação e planeje continuar trabalhando nos
próximos anos: o uso da internet e da tecnologia por
crianças pode estar alterando a maneira como nossos
cérebros funcionam.
Ainda não há nada concreto, mascientistas andam
pesquisando os impactos desse novo comportamento diretamente nos nossos
cérebros.
O neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade
Federal Fluminense, aponta que os nativos digitais aprendem a linguagem
tecnológica e a mecânica da internet assim como aprendem
sua primeira língua. Por esse motivo eles têm tanta
facilidade, diferente da geração anterior, que precisou
aprendê-la depois que as redes neuronais já estavam
formadas.
No contraponto, o psiquiatra Gary Small, diretor do Centro de
Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia,
ressalta que o cérebro dos mesmos nativos digitais, por passarem
muito mais tempo dedicados a tarefas relacionadas à tecnologia
do que a geração anterior, são deficientes em
habilidades cognitivas de comunicação.
Além disso, o mesmo pesquisador identificou que pesquisar no
Google ativa áreas no cérebro que normalmente não
são estimuladas durante a leitura. E isso vale tanto para
nativos digitais como qualquer pessoa que nunca usou a internet.
É bom ficar atento, afinal, o consumidor de amanhã será bem diferente de eu e você.
Fonte: Portal Sim Viral
Liberado o 5º Lote de Restituição do IRPF 2009
Fonte: Receita Federal
A consulta ao 5º lote de restituição do IRPF 2009
foi liberada e o dinheiro estará disponível na conta a
partir de 15 de outubro. Cerca de 1,2 milhão de contribuintes
vão receber mais de 1,5 bilhão de reais.
O contribuinte pode verificar se a restituição foi liberada através do site da Receita.
Outra opção é ligar para 146. É necessário informar o número do CPF.
Os valores serão creditados no dia 15/10 nas contas bancárias indicadas nas declarações.
Horário de Verão começa no dia 18 de outubro
Fonte: Oraggo.net
O horário de verão 2009/2010 começa a partir de
zero hora do dia 18 de outubro de 2009, o que significa que, da noite
de sábado 17 para domingo 18, as pessoas que moram nas
regiões onde o horário de verão vigora
deverão adiantar seus relógios em uma hora.
O ano de 2009 é o primeiro no qual o horário de
verão começa conforme um decreto assinado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. De acordo com esse decreto, o
horário de verão começará sempre a partir
da zero hora do terceiro domingo dos meses de outubro.
Ainda há duas (2) vagas para
inscrição no Curso de Atendimento para
Captação de Matrículas
Fonte: INSTITUTO AMPESC
Será a oportunidade para envolver o
“cartão-postal” da Instituição
(porteiros, telefonistas, secretárias, auxiliares, atendentes e
técnicos) com o objetivo de aumentar o poder de persuasão
através da qualificação e excelência nas
técnicas aplicadas às matrículas.
É um evento direcionado às Instituições de
Ensino Superior, ministrado pelo Prof. Dorival dos Santos Machado
– especialista em Marketing pela ESPM,
Administração de Empresas pela USJT e Gestão de
Recursos Humanos pela FGV; Master of Business Management, Master of
Business Leadership – com 15 anos de vivência na
área de Educação, tendo proferido mais de
500 apresentações em Universidades pelo país e
autor do Livro Redução da Inadimplência no Setor da
Educação.
O encontro foi propositalmente escolhido para ser realizado num
sábado das 10 às 17 horas, tanto para facilitar a
ausência na IES, quanto para tornar mais fácil o
deslocamento; já que Balneário Camboriú
localiza-se num ponto de convergência acessível entre as
associadas. Objetivando também ônus desnecessários
com hospedagem e refeições, já que o translado
poderá ser feito no mesmo dia e o almoço e demais
refeições estão incluídas na
inscrição.
O “Poder do Atendimento na Conquista e Manutenção
de Alunos" a ser apresentado aos participantes, de forma
descontraída e funcional, abordará técnicas de
como melhorar o atendimento telefônico e pessoal através
de insights do dia-a-dia, agilizando o atendimento e fidelizando o
cliente; aumentando assim o potencial de vendas nas matrículas.
Além disso, serão apresentados resultados de pesquisas do
que as pessoas esperam de uma instituição e todo o
conteúdo será disponibilizado no CD ao final do curso.
A IES precisa ter uma equipe bem preparada para fechar o ano com saldo acima do esperado!
Faça a inscrição, além do desconto a AMPESC está facilitando o pagamento.
Evento: CAPTAÇÃO DE MATRÍCULAS 2010 –
TÉCNICAS DE ATENDIMENTO COM AUMENTO DO PODER DE PERSUASÃO
Local: Balneário Camboriú/SC | Faculdade Avantis
Data: 17 de outubro de 2009
DESTAQUES DO CONTEÚDO:
Entendendo a empresa da educação como negócio?;
Atendimento ao cliente interno e externo com Excelência: questão de sobrevivência desse negócio;
Qual é o conceito de Excelência?; E como se aplica as instituições?;
Afinal de contas: como é nosso potencial cliente nos dias de hoje?;
O que espera de uma instituição?; Fatores mais citados nas pesquisas;
Como ele se decide pela instituição A ou B?; Critérios;
O que ele não perdoa de jeito nenhum?;
Aspectos que impedem de dar ao cliente a Excelência no Atendimento;
Eles estão no dia a dia das instituições presentes ao evento?;
Como vender a idéia de atendimento com excelência na hora de uma matricula;
Usando a Técnica da Pergunta para entender as necessidades dos clientes;
Técnicas de vendas aplicadas as matriculas; 5 passos consagrados;
O método CVB em todos os níveis do ensino básico bem como no superior;
Táticas para superar objeções a preço e comparações “tipo leilão”;
Como fazer com que o cliente perceba o Valor; Valor X Preço;
Colorindo passo a passo cada argumento - dicas;
O que não se deve fazer num atendimento pelo telefone;
Use corretamente o telefone e capte mais alunos; Atitudes que encantam;
A sala de atendimento em época de matriculas: cuidados importantes;
Interagindo com diversos tipos de clientes: Detalhista, Objetivo, Egocêntrico, Nervoso e Oportunista;
Como reagir frente a reclamações: como evitar o estresse;
Como avaliar o atendimento prestado.
PÚBLICO-ALVO: Destinado às secretárias, monitores,
atendentes, telefonistas, coordenadores pedagógicos e demais
pessoas ligadas a matrículas.
MINISTRANTE: Prof. Dorival dos Santos Machado. Graduado em
Comunicação Social, com
pós-graduações em Marketing pela ESPM,
Administração de Empresas pela USJT e
Especialização em Gestão de Recursos Humanos pela
FGV; Master of Business Management (WCOB EUA), Master of Business
Leadership (WCOB EUA), 15 anos de vivência na área de
Educação tendo proferido mais de 500
apresentações pelo país. Prestou serviços
para Colégio Sion, Imperatriz Leopoldina, Drummond, Augusto
Laranja, Objetivo, Pueri Domus, Mackenzie, Senai SC, Facinter,
Instituições Adventistas. Autor do Livro
Redução da Inadimplência no Setor da
Educação – RCS Editora – 2006; Diretor Geral
da DMC Educacional criada em 1991
ITENS INCLUSOS: Almoço, material de apoio, coffee, cd com a íntegra do treinamento e certificado.
