
27/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
I Encontro Estadual de Estudantes do ensino Privado da ARTE
MEC regulamenta ensino de crianças especiais
Ensino Superior
Deputados votam na quarta-feira exigência do diploma para jornalistas
Angola e Argentina assinam acordo sobre ensino superior
Juiz muda data do Enem para alunos judeus
Exigência de diploma para professores de ensino infantil preocupa comunidade escolar
IPOs crescem no último trimestre, Ásia é destaque
Ensino a distância cresce no Brasil
Ensino superior: ainda insuficiente
I Encontro Estadual de Estudantes do ensino Privado da ARTE

MEC regulamenta ensino de crianças especiais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:39 hs.
Foi homologado pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad, um parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação)
que trata do atendimento a alunos com deficiência. A
decisão permite a matrícula em dois turnos, um na sala
regular de aula e outro de atendimento especializado.
Como essas crianças precisam atendimento especializado, o Fundeb
(Fundo de Manutenção da Educação
Básica) remunerará duas vezes a Prefeitura por este
aluno. O objetivo é induzir a matrícula de
crianças especiais na escola regular.
Espera-se, com isso, permitir o pagamento do convênio com uma
instituição especializada. As diretrizes já
constavam de decreto presidencial, mas foi necessário
acrescentar um dispositivo para evitar equívocos na
interpretação do texto.
Vamos cobrar para que o parecer seja cumprido!
Fonte: O Povo Online - CE
Ensino Superior
MEC regulamenta programa para melhora do ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs.
Portaria do Ministério da Educação publicada no
Diário Oficial da União regulamenta o Programa de
Melhoria do Ensino das Instituições de
Educação Superior (Programa IES). O orçamento
é de R$ 1 bilhão para os próximos cinco anos.
Os recursos podem ser requisitados por Instituições de
Ensino Superior (IES) privadas. Para obter os financiamentos, o MEC
deve aprovar primeiramente o projeto institucional. Como o programa
operará apenas por meio da modalidade indireta, as
instituições terão que dispor de um agente
financeiro credenciado, por meio do qual encaminharão a consulta
prévia em conformidade com o formulário do Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Numa outra fase, as instituições terão de cumprir
outros pré-requisitos para atender as exigências de
qualidade dentro dos parâmetros de avaliação do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes). As adesões ao Fundo de Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior (Fies) e ao Programa Universidade para
Todos (ProUni) são condições indispensáveis
para as IES se candidatarem ao crédito.
Fonte: O povo on line
Deputados votam na quarta-feira exigência do diploma para jornalistas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 143 - 10/09)
O projeto que restabelece a obrigatoriedade do diploma de bacharel para
o exercício da profissão de jornalista será votado
na Comissão de Constituição e Justiça nesta
quarta-feira (28). O parecer do relator, deputado Maurício Rands
(PT-PE), é favorável à constitucionalidade da
matéria.
Em junho, o Supremo Tribunal Federal acabou com a obrigatoriedade do
diploma para o exercício da profissão com o entendimento
de que a exigência feria a liberdade de expressão prevista
na Constituição.
O deputado cita trecho do voto do ministro Marco Aurélio –
o único do STF que decidiu pela manutenção do
diploma. Para ele, o jornalista deve ter uma formação
básica, que viabiliza e atividade profissional, que repercute na
vida dos cidadãos em gera. Tendo o profissional um nível
superior estará mais habilitado à prestação
de serviços profícuos à sociedade brasileira. O
relatório de Maurício Rands ainda afirma que a
obrigatoriedade do diploma não revoga o direito ao
exercício da profissão dos jornalistas que tenham
registro precário.
Angola e Argentina assinam acordo sobre ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs.
Os governos de Angola e da Argentina assinaram sexta-feira na cidade de
Buenos Aires, um acordo de cooperação no domínio
do ensino superior e o processo verbal da primeira sessão da
comissão bilateral, no termo de dois dias de
conversações entre delegações de ambos os
países.
Foram signatários dos dois documentos, pela parte angolana, o
ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro, e pela parte
argentina, o ministro o Planeamento Federal, Investimento
Público e Serviços, Júlio de Vido, e o
secretário de Estado do Comércio e Relações
Internacionais, Alfredo Chiarodia.
No encontro, que decorreu no Palácio San Martin, sede do
Ministério das Relações Exteriores Comércio
Internacional e Culto da Argentina, angolana Angola procedeu a entrega
de uma proposta de acordo no domínio cultural, a qual foi
acolhida com satisfação pelos governantes argentinos.
O documento em causa estabelece um conjunto de acções que
abrangem áreas como a formação artística,
artes plásticas, dança, cinema e património
cultural.
As áreas ligadas à indústria, agro-pecuária
e pescas mereceram de igual modo uma reflexão profunda das duas
delegações, comprometendo-se a parte argentina a
transferir tecnologia de ponta e ministrar formação a
quadros angolanos desses sectores de actividade económica.
As partes como forma de materializarem os compromissos assumidos
decidiram trocar delegações técnicas sectoriais no
1º e 2º trimestres de 2010.
A acta assinada destaca ainda as deliberações da
comissão bilateral, o estado satisfatório das
relações entre os dois países e a firme vontade de
expandi-las a outros domínios.
O ministro Higino Carneiro, que chefiou a delegação
angolana, ressaltou que Angola pode aproveitar o que Argentina tem de
melhor, principalmente o seu alto desenvolvimento agro-pecuário,
para relançar o sector da agricultura que o governo, desde a
independência, definiu como base de todo o desenvolvimento
nacional.
Por sua vez - sublinhou ainda o governante angolano - os
empresários argentinos terão a possibilidade de investir
num dos territórios que maior diversidade de recursos oferece no
continente africano e com estabilidade política e social. E a
partir de Angola, devido a excelente localização
geográfica, pode-se atingir outros mercados da África
Central e Austral.
"O Governo angolano veria de bom grado se um número de empresas
argentinas investissem em Angola, principalmente nos sectores da
agricultura, na construção de habitação,
quer social como de média e alta renda, indústria dos
materiais de construção, na criação de
pólos industriais diversos, assim como no comércio,
educação e transportes” frisou.
Higino Carneiro precisou que Angola com o crescimento económico
que registou nos últimos anos, precisa criar internamente
capacidade produtiva capaz de suportar esse mesmo crescimento.
Para o governante angolano a Argentina é um parceiro importante,
não apenas pelo desenvolvimento alcançado em alguns
sectores, comparáveis com os níveis mais elevados do
mundo, mas também pelas características culturais do seu
povo, que se enquadram perfeitamente nos traços culturais do
povo angolano, e assim fazer-se um casamento perfeito em que predominem
não só as relações económicas, mas
também as culturais.
No quadro da sua estadia em Buenos Aires, o ministro das obras
públicas de Angola, foi aos estúdios do Canal 7, onde
concedeu uma entrevista de aproximadamente uma hora e vinte minutos e
que será transmitida na íntegra no programa
económico de grande audiência da Televisão
Pública da Argentina.
A delegação angolana que se fez representar com cerca de
25 técnicos de distintas instituições,
nomeadamente dos Ministérios das Relações
Exteriores, Obras Públicas, Petróleo, Agricultura e
Desenvolvimento Rural, e da Educação, bem como da
Secretaria de Estado para o Ensino Superior e das Alfândegas,
manteve, à margem da sessão da Comissão Bilateral,
um concorrido encontro com
empresários e membros ligados à áreas produtivas
dos governos provinciais da Agentina, onde foram prestadas
informações sobre os recursos e oportunidades de
negócios que Angola oferece.
No âmbito do programa da sua estadia, o ministro Higino Carneiro
efectuou, sexta-feira, uma visita demorada às
instalações da embaixada angolana em Buenos Aires.
Fonte: http://www.portalangop.co.ao
Juiz muda data do Enem para alunos judeus
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:07 hs.
A Justiça ordenou ao Ministério da Educação
que marque outro dia - que não o sábado - para que 21
alunos de um colégio judaico de São Paulo façam o
Enem. O MEC anunciou que recorrerá.
O Enem está marcado para 5 e 6 de dezembro - sábado e domingo.
O sábado é o shabat, dia em que os judeus descansam. Do
pôr do sol da sexta ao pôr do sol do sábado,
não trabalham, não dirigem e não escrevem.
Vendo que seus alunos perderiam o Enem, o colégio Iavne, nos
Jardins (zona oeste), apresentou a ação judicial. Na
primeira instância, a Justiça não viu motivo para
mudar a data. O colégio recorreu. E o Tribunal Regional Federal
deu razão à escola.
O juiz Mairan Maia escreveu que o MEC deveria permitir que a prova
fosse resolvida pelos alunos do Iavne "em dia compatível com o
exercício da fé". Seria um exame com "o mesmo grau de
dificuldade". "Ninguém será privado de direitos por
motivos de crença religiosa."
Para os advogados da escola, o Ministério Público deveria
exigir o mesmo direito aos demais alunos judeus e aos seguidores da
Igreja Adventista, que descansam nos sábados.
Fonte: Folha de São Paulo
Exigência de diploma para professores de ensino infantil preocupa comunidade escolar
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:50 hs.
Ao mesmo tempo em que promete melhorar a qualidade do ensino em creches
e pré-escolas, um projeto de lei ameaça o curso de
formação de professores em nível médio
Normal, conhecido como magistério, bem como os serviços
prestados por entidades comunitárias. Aprovada pela Câmara
dos Deputados, a proposição da deputada Angela Amin
(PP-SC) exige diploma a todos professores do Ensino Básico, a
começar pela Educação Infantil.
Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o
que não tem data prevista. Embora em teoria todos concordem com
o aumento da qualificação dos professores, a viabilidade
da medida preocupa a comunidade escolar. A principal dúvida da
presidente do Sindicreches, Susana Fogliatto, que representa 5 mil
escolas privadas de Educação Infantil no Estado, é
quanto tempo as escolas terão para se adaptar. Segundo a
deputada, autora do projeto, o prazo deve ser definido após a
aprovação, quando a lei precisará ser
regulamentada pelo Ministério da Educação.
Com a esperada corrida às faculdades de licenciatura, uma das
primeiras consequências deve ser o gradual fechamento dos cursos
de formação de professores em nível médio,
já decadentes nos últimos anos. No Instituto Estadual de
Educação Flores da Cunha, em Porto Alegre, que chegou a
ter 2 mil alunos no magistério, hoje restam cerca de 350
matriculados. Por falta de demanda, o Instituto Estadual de
Educação Paulo da Gama, também na Capital,
está prestes a fechar as portas. Será em 2011, quando os
últimos 45 alunos concluírem seus estudos.
– A lei é boa, mas precisaria pelo menos uns 10 anos para
a adaptação. Com a crescente exigência por
faculdade, os alunos do Normal acabam em desvantagem no vestibular,
porque o currículo tem menos aulas de química e
matemática, por exemplo – avalia a diretora do Paulo da
Gama, Nilse Christ.
O impacto do projeto preocupa entidades comunitárias, que
sobrevivem com doações e repasses públicos.
– É simplesmente a inviabilidade de funcionar –
preocupa-se Fernanda Ribas, consultora jurídica do Sindicato das
Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de
Orientação e Formação de Profissionais do
Estado do Rio Grande do Sul, temendo o risco de fechamentos em cascata
entre as 600 creches comunitárias no Estado, que atendem cerca
de 40 mil alunos.
Na rede privada, o cenário é outro. Apostando na
qualificação como diferencial, boa parte das escolas
privadas já opta por contratar professores com diploma. Na Pato
– Escola de Educação Infantil, por exemplo, apenas
uma das oito professoras ainda não concluiu a faculdade, e
há inclusive profissionais com
pós-graduação, como a pedagoga Patrícia
Dexheimer, 38 anos, especializada em psicopedagogia.
– A escola divide com a família a base de todas as coisas
que vão influenciar a criança, por isso é muito
importante um bom preparo pedagógico. Educação
infantil não é recreação – argumenta
a coordenadora pedagógica da escola, Laura Hoppe.
Saiba mais
COMO É HOJE
- Docentes da Educação Infantil até a 4ª
série do Ensino Fundamental ainda podem exercer a
profissão com nível médio
COMO FICARÁ
- O projeto de lei 3971/2008 exige nível superior para todos os
professores da Educação Básica, a começar
pelas creches. Só será admitida a
contratação de professores sem curso superior em locais
onde comprovadamente não houver profissionais com essa
formação
COMO É NA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
- Dos 68 mil professores da rede estadual de educação,
apenas 5.397 não têm curso superior. Segundo a diretora
pedagógica da Secretaria Estadual da Educação,
Sonia Balzano, o Estado não terá dificuldades em cumprir
a lei
INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO
- O Ministério da Educação desenvolve o Plano
Nacional de Formação dos Professores da
Educação Básica. O plano prevê a oferta de
cursos superiores gratuitos para professores da rede pública
- No Rio Grande do Sul a expectativa é que os cursos comecem a
ser oferecidos em 2010, em universidades públicas e
comunitárias (detalhes e número de vagas ainda
estão em definição). Para se candidatar a uma
vaga, os professores precisam se cadastrar no site
http://freire.mec.gov.br/
ZERO HORA
Fonte: Jornal Pioneiro - RS
IPOs crescem no último trimestre, Ásia é destaque
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:25 hs.
As atividades globais de Ofertas Públicas Iniciais aumentaram
94% no último trimestre. Bovespa ficou entre as dez com maior
levantamento de capital. Embora ainda estejam abaixo dos índices
históricos, as Ofertas Públicas Iniciais (IPO) voltaram a
crescer no último trimestre de 2009. As transações
cresceram 94% e o volume captado aumentou 292% em relação
ao trimestre anterior, de acordo com informações da Ernst
& Young.
O reaquecimento do mercado de capitais e a abertura de capital de
empresas chinesas determinaram a retomada das atividades globais de
IPOs, elevando o total captado por este mercado no terceiro trimestre
(julho-setembro) para US$ 37,8 bilhões. O valor é o mais
alto desde o agravamento da crise, em 2008.
Apesar de ter tido apenas um IPO no período, a Bovespa se
classifica entre as dez bolsas que obtiveram maior levantamento de
capital no período, com US$ 320 milhões (0,9% do capital
global), obtido com a abertura de capital da Tivit.
O maior impulso para a atividade veio mesmo da China. Sete dos dez
maiores IPOs do trimestre foram de empresas chinesas. O maior deles foi
a China State Construction Engineering Corp, registrada na bolsa de
valores de Xangai em julho por US$ 7,3 bilhões. Além
disso, cerca de 63% do volume financeiro total dos IPOs foram obtidos
pelas empresas chinesas registradas no período, seguidas pelas
empresas norte-americanas, responsáveis por 8,4% do capital
global levantado. A terceira posição ficou com as
empresas indianas, com um valor total de $2,6 bilhões, ou 7,2%
do capital global levantado. A Europa manteve-se estagnada, registrando
um IPO na França e na Espanha e dois no Reino Unido. O valor
total de recursos captados em toda a Europa foi de US$189,2
milhões, ou 0,5% do número global do terceiro trimestre.
Segundo Paulo Sergio Dortas, líder da área de IPO da
Ernst & Young Brasil, o período foi memorável para o
mercado de ofertas públicas iniciais na Ásia. Não
apenas houve um retorno à atividade com uma série de
registros significativos na bolsa, mas também é
notável o fato de que, enquanto no início da
década as empresas consideravam o registro na bolsa apenas em
países desenvolvidos, hoje, não há dúvidas
sobre a capacidade dos países BRICs em receberem IPOs de grande
escala.
De acordo com Dortas, no Brasil a expectativa é que o
reaquecimento da economia traga aberturas de capital em menor
quantidade, mas mais qualificadas. “Com a boa resposta do
País à crise, espera-se que as empresas que se preparavam
para abrir capital antes do agravamento do cenário internacional
voltem à Bovespa ainda mais preparadas, em virtude dos ajustes
internos que o período demandou.”
Ritmo acelerado
Embora os níveis de IPO no terceiro trimestre tenham marcado
valores semelhantes ao mesmo trimestre em 2005 e 2006, o contraste
entre o mercado europeu e o asiático é notável. No
terceiro trimestre de 2005, mais de 31% do valor total de registros
partiram de empresas europeias, 15% de empresas domiciliadas na
Ásia e 28% dos EUA.
“Apesar de termos visto, há cinco anos, a
globalização dos mercados de capitais, o ritmo das
mudanças realmente se acelerou com a recessão, assim como
a velocidade relativa com que as economias chinesa e indiana se
recuperaram da depressão”, esclarece Dortas.
A expectativa é que o quarto trimestre de 2009 continue forte
para o mercado de IPOs na Ásia, mas apresente ausência de
recuperação mais rápida na Europa, que deve
retomar atividades em 2010. Espera-se ainda uma melhora cautelosa dos
IPO nos EUA. No Brasil a expectativa é que a Bovespa registre o
maior IPO de sua história e provavelmente um dos maiores do
mundo desde a oferta da VisaNet, podendo levantar cerca de R$ 16
bilhões com o IPO previsto do banco Santander.
Fonte: HSM Online
Ensino a distância cresce no Brasil
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 138 - 10/09)
Mais procurada por pessoas já formadas que buscam
aperfeiçoar a qualificação profissional, a
educação à distância é a modalidade
que mais tem crescido no ensino superior brasileiro. De 2004 a 2008, o
aumento foi de 1.175%. Pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas e
Estudos Educacionais (Inep), do Ministério da
Educação (MEC) mostrou, este ano, que os alunos desta
modalidade tiraram as mesmas notas no Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade) quando comparados aos dos cursos presenciais. Nas
chamadas aulas virtuais, o ensino é feito com a ajuda de
tecnologias como a internet.
No Rio, o método é oferecido em diversas faculdades,
públicas e privadas e, com o avanço da tecnologia, a
adesão está cada vez maior. Algumas
instituições, por exemplo, já trabalhavam com este
serviço antes da internet, utilizando os Correios para o envio
das apostilas de estudos. Mas segundo especialistas, a interatividade
entre aluno e professor era prejudicada. Além da falta de
interatividade, os custos para a promoção do ensino
à distância também eram bem maiores, embora o
sistema de aprendizagem seja hoje muito semelhante ao de dez anos
atrás.
Mas apesar do alto índice de pessoas formadas ou inseridas no
mercado produtivo, as graduações virtuais atraem cada vez
mais estudantes recém-chegados no ensino superior.
Ensino superior: ainda insuficiente
Fonte: Jornal da Tarde, 27/10/2009 - São Paulo SP
Josiane Maria de Freitas Tonelotto
Dados da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam para um grande
aumento no número de jovens com idade entre 18 e 24 anos no
ensino superior no Brasil. Apesar de sermos reconhecidos
internacionalmente pela taxa de analfabetismo que chega a 11% e pelos
baixos investimentos em Educação, parece que o
cenário começa a dar sinais de positividade. Em dez anos
(1998 a 2008) o porcentual de alunos cursando o Ensino Superior no
Brasil dobrou e atingiu 13,9%. Da mesma forma o número de
estudantes com pelo menos 11 anos de estudo nessa faixa etária
também dobrou e chegou a 36,8%. Apesar desse porcentual ainda
nos colocar muito distantes dos observados em países
desenvolvidos, que chegam a 80%, a proposta do Plano Nacional de
Educação é de que cheguemos a 30% em 2011. Entre
as principais causas que justificam os progressos citados se destacam a
expansão do número de Instituições de
Ensino Superior (IES), o aumento médio de renda dos
trabalhadores mais evidente a partir de 2004, a
instituição de política para financiamento
estudantil (FIES) e ainda o programa de bolsas parciais e integrais de
estudo para o ensino superior (Prouni).
O Programa Universidade para todos foi criado em 2004 e teve
início em 2005 e tem garantido acesso às IES privadas de
milhares de estudantes impossibilitados de custear seus estudos. Por
ser um programa cuja principal missão é garantir o acesso
de estudantes ao ensino superior , ele tem conseguido relativo sucesso.
O maior acesso ao ensino superior tem modificado a
correlação existente entre nível de renda e acesso
à universidade, apresentada pelo IBGE em 2004 (Pnad). A
análise de que a maioria dos estudantes de baixa renda tinha seu
acesso restrito a universidades públicas não é
mais verdadeira. O acesso ao curso de medicina é um exemplo
disso. Escolas privadas deixaram de ser privilégio para
estudantes mais abastados.
O Prouni tem colaborado também para a melhoria e
manutenção de qualidade das IES. Para ter asseguradas as
isenções fiscais oferecidas pelo governo, as IES
têm que garantir um bom desempenho de seus cursos. Isso significa
que instituições com duas avaliações
consecutivas ruins e que classifiquem cursos de baixa qualidade (notas
iguais a 1 e 2) serão retiradas do programa. Avançamos,
sem dúvida, mas ainda estamos muito aquém do patamar
necessário para garantir respeito internacional e termos orgulho
de nossos índices educacionais. Para cumprimento das metas do
Plano Nacional de Educação é preciso mais do que
garantir acesso ao ensino superior, é preciso melhorar o ensino
fundamental e médio, é preciso que se criem
políticas que defendam o ensino de qualidade na base...