
30/10/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Prazo 31/10 pedido avaliação IES com IGC 1 e 2
I Encontro Estadual de Estudantes do ensino Privado da ARTE
Ministério da Cultura lança curso gratuito de desenho animado
Lula sanciona projeto de Cristovam que universaliza ensino médio gratuito
Projeto que exige diploma para dar aula em creche ameaça curso de magistério
CNE revisa Diretrizes Curriculares para Educação Infantil
Programa repassa R$ 22 milhões para investimento em escolas
CFT aprova projeto em favor da UNE
Deputado Vignatti incentiva criação de um marco
regulatório para universidades
comunitárias
Mudanças no ensino começam em 2011
Segundo estudo, aumento
da carga horária em ciências faria Brasil ganhar oito
posições em ranking internacional
A crise das universidades
Nanotecnologia é a profissão do futuro
Estatal de internet banda larga pode sair do papel
Prazo 31/10 pedido avaliação IES com IGC 1 e 2
Fonte: Covac Sociedade de Advogados
As IES que obtiveram IGC 1 e 2, acometidas dos seguintes reflexos: (i)
suspensão de novos ingressos (especificadamente para alguns
cursos ou para a Instituição como um todo) e (ii)
arquivamento dos pedidos de autorização de cursos que
tramitavam perante o Sapiens ou e-MEC, conforme dispunham os despachos
e nos termos da Nota Técnica divulgada pelo INEP em 1º de
outubro; tem até o dia 31 de outubro para formalizar o pedido de
avaliação in loco e apresentar, junto ao e-MEC, quais
serão as medidas adotadas para a superação das
fragilidades indicadas.
O mesmo ocorre com as IES que obtiveram conceitos 3 e 4 e tiverem
interesse de rever o CPC, podem solicitar a realização de
avaliação in loco valendo-se do mesmo prazo acima
indicado.
I Encontro Estadual de Estudantes do ensino Privado da ARTE

Ministério da Cultura lança curso gratuito de desenho animado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
Jovens de todo o país já podem se inscrever, via
internet, a partir desta quarta-feira, para participar de um curso de
ensino a distância que dará oportunidade de atuar no
mercado profissional de animação.
O projeto, intitulado AnimaEdu, é resultado de parceria entre o
Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Audiovisual,
Infraero e a produtora OTTO Desenhos Animados.
O programa foi lançado hoje, quando é comemorado o Dia
Internacional da Animação, com eventos em 400 cidades do
Brasil e 30 países.
Para participar da iniciativa não precisa entender de
animação. Basta ter idade mínima de 16 anos,
computador com acesso à internet, scanner e noções
de desenho.
As atividades, que abrangem 18 módulos, vão
começar em novembro e serão concluídas em janeiro
de 2010. Para ser incluído na primeira turma é preciso
fazer a inscrição no site www.animaedu.com.br.
O curso é gratuito e tem duração de nove a 16
semanas, com aulas com duração de uma hora, acompanhadas
por tutores, duas vezes por semana.
O material didático, contendo textos, exercícios e
manuais, será disponibilizado no site do AnimaEdu e só
poderá ser acessado por jovens matriculados no curso. Ao final,
cada aluno ganhará um certificado de participação.
A primeira turma será formada em caráter experimental,
mas a idéia é que depois o projeto passe por ajustes para
atender a um público mais diversificado.
Segundo os organizadores do projeto, os formandos poderão
trabalhar na realização de curtas metragens para
publicidade, material destinado à internet e a empresas da
área de desenho animado.
Fonte: Terra - Educação
Lula sanciona projeto de Cristovam que universaliza ensino médio gratuito
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 29/10/2009 - Brasília DF
Da Agência Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na noite de
terça-feira (27) o projeto de lei que garante a qualquer pessoa
o acesso ao ensino médio público e gratuito. Essa
é a quinta proposta de autoria do senador Cristovam Buarque
(PDT-DF) a ser transformada em lei - todas as cinco matérias
visam aperfeiçoar a educação no país. Ao
defender a nova lei (Lei 12.061, de 27 de outubro de 2009), Cristovam
argumenta que, "sem o ensino médio, que é o antigo
segundo grau, os jovens não podem entrar na universidade nem se
tornar cientistas; sem o ensino médio, portanto, o Brasil
não tem futuro". - Obrigar os governos a garantir vagas a todos
os que quiserem cursar o segundo grau é uma questão de
decência e eficiência nacional - declarou ele em entrevista
à Agência Senado, acrescentando que, atualmente, apenas um
terço dos jovens brasileiros conclui essa etapa dos estudos. O
texto sancionado na terça-feira altera a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 20 de dezembro
de 1996, também conhecida como LDB). Até então, a
LDB obrigava o poder público a garantir somente o acesso ao
ensino fundamental - que é responsabilidade dos
municípios. Agora, qualquer pessoa pode exigir vaga no ensino
médio, que é responsabilidade dos estados. No Senado, a
proposta de Cristovam tramitou como PLS 6/06. Posteriormente, na
Câmara dos Deputados, esse mesmo texto foi examinado sob a forma
do PL 7.409/06.
Os beneficiados - Cristovam avalia que, "lamentavelmente, aqueles que
terminaram o ensino fundamental há mais tempo dificilmente
tentarão se matricular no ensino médio, inclusive porque
nem pretendem mais estudar, como é o caso dos que já
estão trabalhando". - Para eles, infelizmente, a mudança
na lei não trará muitos benefícios - disse
ele. Por isso, o senador acredita que os principais beneficiados
serão os jovens que cursam o último ano do ensino
fundamental e estão prestes a entrar no ensino médio -
mas que normalmente não o fariam devido à falta de vagas
em escolas públicas ou devido à falta de recursos para
pagar uma escola privada. A nova lei, portanto, seria uma forma de
combater a evasão escolar. - Uma parte da evasão é
causada pela pobreza, que induz o jovem a trabalhar. Outra parte
é provocada pela péssima qualidade das escolas, que, por
essa razão, não seguram os alunos. E há ainda a
evasão provocada pela falta de vagas; é esta que
pretendemos atacar agora - explicou.
Recursos - Ao ser questionado sobre a viabilidade financeira de sua
proposta, Cristovam respondeu com uma crítica: ele disse que,
"quando se trata da Copa do Mundo, das Olimpíadas no Brasil ou
dos investimentos no pré-sal, ninguém pergunta de onde
virão os recursos". Em seguida, o senador lembrou que o ensino
médio público é responsabilidade dos estados, mas
ressaltou que, para universalizá-lo, o governo federal
também terá de investir no setor. - A União tem de
participar, inclusive porque há desigualdade de
condições entre os estados - argumentou ele. Por outro
lado, Cristovam ressaltou que os primeiros aportes "não precisam
ser altos, pois a demanda inicial por matrículas não
será tão grande, restringindo-se basicamente
àqueles que estão concluindo o ensino fundamental". -
É um investimento que poderá ser ampliado aos poucos -
avaliou.
Leis Buarque - Com a sanção desse projeto, já
somam cinco as propostas de Cristovam transformadas em lei - duas neste
ano e três no ano passado, todas relacionadas à
educação. - Aos poucos, apesar da
lentidão do Congresso Nacional, estou conseguindo aprovar os
projetos que apresentei quando era ministro da Educação.
Propostas que foram engavetadas por José Dirceu e ignoradas por
Tarso Genro, que me substituiu no ministério - declarou o
senador. Cristovam Buarque chama esse conjunto de normas de "Leis
Buarque": - Lei 11.700, de 13 de junho de 2008: assegura vaga na escola
pública mais próxima da casa da criança a partir
do dia em que ela completar quatro anos de idade. - Lei 11.738, de 16
de julho de 2008: institui o piso salarial nacional de R$ 950 para os
professores da educação básica em escolas
públicas. - Lei 11.899, de 8 de janeiro de 2009: institui o Dia
Nacional da Leitura, a ser comemorado em 12 de outubro, e a Semana
Nacional da Leitura e da Literatura, a ser celebrada na semana em que
recair o Dia Nacional da Leitura. - Lei 12.013, de 6 de agosto de 2009:
obriga as escolas a informarem aos pais, mesmo quando um deles
não more com o filho, sobre o desempenho escolar do aluno.
Cristovam observou que, somadas, as exigências da Lei 11.700/08,
da obrigatoriedade de oferta do ensino fundamental e, agora, da
universalização do ensino médio, "se completam,
pois tentam cobrir o período que vai dos 4 aos 18 anos".
Além da obrigatoriedade da oferta de vagas, o senador defende
ainda outra medida: no futuro, todos deveriam ser obrigados a estudar
até os 18 anos (aproximando, assim, "oferta" e "demanda"). Mas
ele reconheceu que "isso exige que as escolas sejam boas, pois do
contrário estaremos 'condenando' os alunos a estudar, em vez de
lhes oferecer um benefício". Nesse sentido, ele afirmou que a
Lei 11.738/08, ao garantir o piso salarial de R$ 950, "contribui para
que as escolas tenham professores melhores".
Projeto que exige diploma para dar aula em creche ameaça curso de magistério
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 27/10/2009
Tempo de adaptação preocupa entidades e escolas. Aprovado
pela Câmara, texto ainda precisa passar pelo Senado
Do G1, em São Paulo, com informações do ClicRBS
Ao mesmo tempo em que promete melhorar a qualidade do ensino em creches
e pré-escolas, um projeto de lei ameaça o curso de
formação de professores em nível médio
Normal, conhecido como magistério, bem como os serviços
prestados por entidades comunitárias. Aprovada pela Câmara
dos Deputados, a proposição da deputada Angela Amin
(PP-SC) exige diploma a todos professores do ensino básico, a
começar pela Educação Infantil. Para entrar em
vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o que não
tem data prevista. Embora em teoria todos concordem com o aumento da
qualificação dos professores, a viabilidade da medida
preocupa a comunidade escolar. A principal dúvida da presidente
do Sindicreches, Susana Fogliatto, que representa 5 mil escolas
privadas de Educação Infantil no Rio Grande do Sul,
é quanto tempo as escolas terão para se adaptar. Segundo
a deputada, autora do projeto, o prazo deve ser definido após a
aprovação, quando a lei precisará ser
regulamentada pelo Ministério da Educação.
Com a esperada corrida às faculdades de licenciatura, uma
das primeiras consequências deve ser o gradual fechamento dos
cursos de formação de professores em nível
médio, já decadentes nos últimos anos. No
Instituto Estadual de Educação Flores da Cunha, em Porto
Alegre, que chegou a ter 2 mil alunos no magistério, hoje restam
cerca de 350 matriculados. Por falta de demanda, o Instituto Estadual
de Educação Paulo da Gama, também na capital
gaúcha, está prestes a fechar as portas. Será em
2011, quando os últimos 45 alunos concluírem seus
estudos. "A lei é boa, mas precisaria pelo menos uns 10 anos
para a adaptação. Com a crescente exigência por
faculdade, os alunos do Normal acabam em desvantagem no vestibular,
porque o currículo tem menos aulas de química e
matemática, por exemplo", avalia a diretora do Paulo da Gama,
Nilse Christ.
Impacto - O impacto do projeto preocupa entidades comunitárias,
que sobrevivem com doações e repasses públicos.
"É simplesmente a inviabilidade de funcionar",
preocupa-se Fernanda Ribas, consultora jurídica do
Sindicato das Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência
Social, de Orientação e Formação de
Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul, temendo o risco de
fechamentos em cascata entre as 600 creches comunitárias no
estado, que atendem cerca de 40 mil alunos.
Na rede privada, o cenário é outro. Apostando na
qualificação como diferencial, boa parte das escolas
privadas já opta por contratar professores com diploma. Na Pato
– Escola de Educação Infantil, por exemplo, apenas
uma das oito professoras ainda não concluiu a faculdade, e
há inclusive profissionais com
pós-graduação, como a pedagoga Patrícia
Dexheimer, 38 anos, especializada em psicopedagogia. "A escola divide
com a família a base de todas as coisas que vão
influenciar a criança, por isso é muito importante um bom
preparo pedagógico. Educação infantil não
é recreação", argumenta a coordenadora
pedagógica da escola, Laura Hoppe.
SAIBA MAIS
COMO É HOJE - Docentes da Educação Infantil
até a 4ª série do Ensino Fundamental ainda podem
exercer a profissão com nível médio
COMO FICARÁ - O projeto de lei 3971/2008 exige nível
superior para todos os professores da Educação
Básica, a começar pelas creches. Só será
admitida a contratação de professores sem curso superior
em locais onde comprovadamente não houver profissionais com essa
formação
COMO É NA REDE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL - Dos 68 mil
professores da rede estadual de educação, apenas 5.397
não têm curso superior. Segundo a diretora
pedagógica da Secretaria Estadual da Educação,
Sonia Balzano, o Estado não terá dificuldades em cumprir
a lei
INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO - O Ministério da
Educação desenvolve o Plano Nacional de
Formação dos Professores da Educação
Básica. O plano prevê a oferta de cursos superiores
gratuitos para professores da rede pública - No Rio Grande do
Sul a expectativa é que os cursos comecem a ser oferecidos em
2010, em universidades públicas e comunitárias (detalhes
e número de vagas ainda estão em
definição). Para se candidatar a uma vaga, os professores
precisam se cadastrar no site http://freire.mec.gov.br/ (Com informações do Zero Hora)
CNE revisa Diretrizes Curriculares para Educação Infantil
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 27/10/2009
Talita Mochiute
Qual é a especificidade do trabalho educativo na primeira etapa
da educação básica? Como a ampliação
do Ensino Fundamental para nove anos interfere no papel da
Educação Infantil? Qual é a relação
da Educação Infantil com as diversidades? São
algumas questões presentes no debate sobre a
elaboração das novas Diretrizes Curriculares Nacionais
(DCNs) para Educação Infantil. Devido às
mudanças pelas quais passou a educação brasileira
nos últimos dez anos, a Câmara de Educação
Básica (CEB) – integrante do Conselho Nacional de
Educação (CNE), órgão vinculado ao
Ministério da Educação (MEC) – está
revisando, desde o início deste ano, as normas que norteiam as
propostas pedagógicas e os planejamentos curriculares das
instituições de Educação Infantil. “A
última resolução é de 1999. Frente
às generalidades operacionais e curriculares é
fundamental que o MEC oriente as propostas pedagógicas”,
comentou a coordenadora-geral de Educação Infantil da
Secretaria de Educação Básica, do MEC, Rita
Coelho. As Diretrizes Curriculares Nacionais são normas
obrigatórias que estabelecem os princípios, as metas e os
objetivos a serem buscados por determinada etapa da
educação brasileira. Para atualizar a
normatização, o CNE promoveu consulta nacional e
audiências públicas nas cidades de São Luís
(MA) e São Paulo (SP).
No município paulista, membros do CNE/ MEC,
instituições ligadas à primeira etapa da
educação básica, à infância e
especialistas se reuniram na última terça-feira (20/10)
na Câmara dos Vereadores para discutir a revisão do
Parecer CNE/CEB nº 22/98 e da Resolução CNE/CEB
nº 01/99. A ideia era discutir o documento com as
indicações para a elaboração das
Diretrizes. Assim, a partir do debate, incorporar as
modificações ou proposições da sociedade ao
texto. “Pretendemos terminar o documento até 30 de
outubro. Em novembro, apresentá-lo para votação no
CNE”, explicou o relator das DCNs para Educação
Infantil e membro do CNE, Moacir Feitosa. Segundo a professora da
Universidade de São Paulo (USP) e consultora das Diretrizes,
Zilma Oliveira, o novo documento deve manter o princípio da
primeira diretriz: a Educação Infantil como um direito
da criança. Já a professora da USP Ribeirão
e consultora das DCNs, Ana Paula Soares, lembra que é preciso
pensar como será o tratamento dado às diversidades.
“Vamos destacar orientações específicas para
populações não-urbanas (campo, indígena e
quilombola) ou traremos essas questões nos fundamentos?”,
questionou.
Indicações da sociedade civil - Os participantes da
audiência pública em São Paulo foram
favoráveis ao destaque dado à diversidade no documento
preliminar. No entanto, reivindicaram também mais ênfase
ao direito à igualdade. “Além do problema da
desigualdade de acesso à creche, hoje a garantia de vaga
não significa igualdade de oportunidade ao conhecimento”,
apontou a professora da Pontifícia Universidade Católica
(PUC) e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Maria
Malta Campos. Para Maria Malta, as novas diretrizes devem ainda
destacar a transição da Educação Infantil
para o Ensino Fundamental. “Como primeira etapa da
educação básica, a Educação Infantil
precisa oferecer atividades que propiciem o letramento e a
alfabetização sem caráter
obrigatório”.
A professora de Educação Infantil e
secretária-executiva das Escolas Waldorf no Brasil, Maria
Chantal Amarante, reforçou a preocupação com o
ensino de crianças em fase de transição da
Educação Infantil para o Ensino Fundamental.
“Considero a alfabetização precoce um
malefício para crianças em fase de desenvolvimento motor,
corporal. A alfabetização é o fim de um processo
de leitura de mundo, deve ser iniciado só a partir dos 6 anos de
idade”. Além do período de transição,
alguns participantes, como o presidente do Conselho Estadual de
Educação de São Paulo, Arthur Fonseca Filho,
levantaram a necessidade do documento detalhar as especificidades da
creche e da pré-escola. “É absolutamente
necessário tratar da creche em um bloco distinto, definindo com
clareza o papel do educador em cada segmento”. A consultora Zilma
Oliveira fez um contraponto a essa indicação.
“É possível detalhar as orientações.
A especificidade ajuda por um lado, mas atrapalha por outro.
Também é preciso lembrar que é não
estamos fazendo um documento de referências curriculares, mas de
diretrizes”.
Por outro lado, o maior detalhamento do papel do educador da
Educação Infantil foi um dos pontos de consenso.
“Deve-se enfatizar a atuação intencional do
professor para o desenvolvimento integral das crianças”,
destacou Maria Malta. “Temos de pensar em quem faz o dia-a-dia da
Educação Infantil”, complementou a integrante da
comissão gestora do Fórum Paulista de
Educação Infantil, Sylvie Klein. Sylvie comentou
também que uma das conquistas da DCN anterior foi a
definição do número máximo de alunos por
professor. Por isso, o novo documento deve contemplar esse item.
“Um professor não pode ficar com mais de 25 alunos em uma
sala”, destacou a professora da Universidade Federal de
São Carlos (UFScar), Matilde Santos. Já os
secretários municipais de Diadema e Santa Bárbara
d’Oeste, Lúcia Couto e Herb Carlini, apontaram o problema
da falta de recursos para Educação Infantil e a
questão do acesso. “Não conseguimos atender a
todos. Além disso, uma criança na creche custa o dobro de
uma no Ensino Fundamental”, disse Carlini.
Articulação das DCNs - O relator das DCNs Moacir Feitosa
disse que as contribuições da sociedade civil são
importantes para a elaboração do documento. “Embora
algumas questões levantadas sejam de gestão e
financiamento, é preciso relacionar esses aspectos na hora de
pensar as diretrizes”.De acordo com a assessora da
organização Ação Educativa, Samantha Neves,
o documento deve ser articulado com as diferentes políticas
voltadas à Educação Infantil nas diferentes
esferas. “Não adiantar alcançar um voo muito alto
sem raízes firmes no chão”, ressaltou. Para que o
documento chegue até quem está na ponta do processo
educacional, como diretores, coordenadores e professores, o
Núcleo de Desenvolvimento Infantil, da Universidade de Santa
Catarina, representado pela professora Marilene Raupp, sugeriu que o
MEC publique uma edição comentada sobre as diretrizes,
esclarecendo conceitos presentes no documento.
Programa repassa R$ 22 milhões para investimento em escolas
Fonte: Jornal da Educação
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
transferiu R$ 22.733.424,25 do Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE) e de convênios com entidades ou prefeituras municipais. Os
recursos foram depositados no dia 22 de outubro.
Do PDDE, foram transferidos R$ 9.874.591,69 para os caixas escolares ou
similares das escolas de todo país que oferecem o ensino
integral. Para convênios, foram transferidos R$ 12.858.832,56.
Desse valor, R$ 9.367.143,55 serão empregados pela Secretaria
Estadual de Educação do Acre na formação
continuada de professores, correção de fluxo escolar,
aquisição de equipamentos para o ensino fundamental,
educação étnico racial, acervos
bibliográficos, jogos pedagógicos e
aquisição de mobiliário escolar.
O restante dos recursos foi transferido para municípios que
celebraram convênio com o FNDE para a construção de
escolas de educação infantil, no âmbito do Programa
Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar
Pública de Educação Infantil (Proinfância),
e do programa Caminho da Escola, para a compra de ônibus
escolares. Também receberam recursos universidade e escolas
técnicas.
CFT aprova projeto em favor da UNE
Fonte: Assessoria do Deputado Vignatti
Vignatti cumprimenta vice-presidente da União Nacional de Estudantes, Tiago Ventura
Depois de muita discussão na Câmara dos Deputados, o
deputado federal, Cláudio Vignatti (PT/SC), que preside a
Comissão de Finanças e Tributação costurou
um acordo suprapartidário e garantiu a aprovação
por unanimidade pela Comissão, nessa quarta-feira (28), do
projeto Lei 3931/08 do Executivo, que obriga a União a
reconhecer sua responsabilidade pela destruição da sede
da União Nacional de Estudantes - UNE, no Rio de Janeiro, em
1964 e indenizá-la no montante de R$30 milhões.
Vignatti, que foi relator do projeto, lembra que na sessão
anterior, após manifestação de uma comitiva de
estudantes durante a sessão, reuniu-se com representantes da UNE
estabelecendo um diálogo em nome da história da
instituição. “Como essa casa antes de ser
política é democrática, conseguimos convencer o
DEM e o PSDB que a história da UNE estava acima de qualquer
manifestação”, concluiu o deputado.
Após a aprovação do PL 3931-B/08 que vai agora
para a Comissão de Constituição e Justiça,
o vice-presidente da União Nacional de Estudantes, Tiago
Ventura, disse que “a UNE amadureceu bastante com o recuo
estratégico que fez na semana passada, por que o diálogo
foi fundamental para o resultado” disse.
Deputado Vignatti incentiva criação de
um marco regulatório para universidades
comunitárias
Fonte: Assessoria do Deputado Vignatti
Em audiência proposta pelo deputado foi criada a Frente Parlamentar das Universidades Comunitárias
Brasília – Foi na audiência pública conjunta
das comissões de Finanças e Tributação e
Educação, presidida respectivamente, pelos deputados
federais, Cláudio Vignatti (PT/SC) e Maria do Rosário
(PT/RS), que foi criada a Frente Parlamentar Mista das Universidades
Comunitárias, nessa terça-feira (27), na presença
de diversos reitores de universidades catarinenses, em Brasília.
A Frente, presidida pela deputada Maria do Rosário, terá
a missão de intensificar o debate na Câmara dos Deputados
para a criação de um marco regulatório para as
universidades comunitárias.
Vignatti explica que atualmente, existem apenas dois modelos de
universidades: públicas (federais, estaduais ou municipais) e
privadas, sendo que não há uma legislação
brasileira que contempla a figura de entidade pública
não-estatal. Assim, a universidade comunitária acaba por
ser tratada como instituição privada, o que limita o
repasse de recursos do Ministério da Educação
(MEC) para projetos de pesquisa junto a comunidade.
Para o deputado Vignatti, a criação da Frente ratifica o
apoio dos deputados federais ao pleito das universidades
comunitárias. “É o primeiro passo da Câmara
na tentativa de fazer com que se crie uma legislação para
organizar a sua atuação, ampliar a
integração de projetos junto a comunidade e garantir
recursos do governo federal”, destacou.
O presidente da Associação Brasileira das Universidades
Comunitárias - ABRUC , Gilberto Gonçalves Garcia,
destacou que as instituições ficam impedidas de
avançar pedagogicamente, “por que isso demanda
investimentos que somente poderão ser feitos, se assumidas pelo
erário público”.
Garcia explicou que muitas destas universidades comunitárias
enfrentam dificuldades financeiras. "O marco regulatório
definirá um caminho a seguir, mas isso precisa ser
construído com o Ministério da Educação a
partir de um diálogo franco e aberto”, disse.
Reivindicações
A audiência reuniu representantes de universidades
comunitárias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco e
dirigentes da UNE – União Nacional dos Estudantes, que
entregaram aos deputados e a representante do Ministério da
Educação, Carolina Gabas Stuchi, um documento com a
posição e as prioridades das instituições,
que necessitam de apoio do Congresso Nacional e do governo federal.
No documento, “as universidades comunitárias alegam que
há décadas prestam serviços relevantes às
suas regiões de abrangência, contribuindo para o
desenvolvimento das comunidades em seu entorno. Sustentam ter
vocação pública e por isso merecem ser tratadas
pelo Estado brasileiro com a criação do Marco Legal das
Instituições Comunitárias, evidenciando este
caráter público e sua atuação junto a
comunidade ”.
Para a representante do MEC, Carolina Gabas Stuchi, “é um
pleito justo, considerando-se a importância destas
instituições, mas é preciso ampliar esta
discussão e encontrar um caminho legal para isso”,
ponderou.
Vignatti disse que “o Brasil precisa criar um novo marco
regulatório, reconhecer a importância destas
instituições, seu papel na formação da
sociedade e considerar os índices apresentados por elas como
referência em suas bases”. Dados do Censo
Educação Superior 2007, apontam, que o segmento das
comunitárias é responsável por 28 % das
matrículas da educação superior.
Mudanças no ensino começam em 2011
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 30/10/2009 - Belo Horizonte MG
Congresso promulga nos próximos dias projeto que amplia limite
de idade para presença obrigatória em salas de aula
A partir de 2011, o ensino no Brasil passará a ser
obrigatório dos 4 aos 17 anos de idade. É o que estipula
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 277/08,
aprovada em dois turnos pelo Senado. O texto extinguiu também a
Desvinculação de Receitas da União (DRU) da
educação. Com o fim da DRU, o Ministério da
Educação terá cerca de R$ 9 bilhões a mais
por ano em seu orçamento. O fim de desvinculação
será gradativo, ao longo de três anos, devendo estar
totalmente extinto ao fim de 2011. Com relação à
ampliação da obrigatoriedade do ensino, que hoje é
dos 4 aos 14 anos, ela também será gradativa. Os estados
e municípios terão até 2016 para implantar
totalmente a mudança. O texto aprovado será
promulgado pelo Congresso Nacional nos próximos
dias, para que entre em vigor. Segundo informou o ministro Fernando
Haddad, da Educação, que acompanhou a
votação, os recursos provenientes do fim da
desvinculação serão aplicados, prioritariamente,
na expansão dos ensinos infantil e médio. Ele
também afirmou que o Congresso corrige uma
distorção do passado. Segundo ele, desde 1994 a
educação vem perdendo cerca de R$ 10 bilhões por
ano com a DRU. "Fizemos as contas e a educação perdeu
cerca de R$ 100 bilhões nesse período. Poderíamos
ter formado todos os professores e matriculado todas as crianças
na educação infantil", disse.
DRU Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de
Emergência, a DRU permite à União retirar da
área 20% dos recursos que, pela Constituição,
teriam que ser destinados ao setor. Pela proposta, a alíquota
que era de 20% cai para 12,5% no exercício de 2009 e 5% em 2010.
Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na
educação. Embora o fim da desvinculação dos
recursos para a educação só esteja previsto para
ocorrer a partir de 2011, a PEC estabelece redução da DRU
já em 2009 e 2010. Parte do valor poderia ser repassado a
estados e municípios, responsáveis pela oferta do ensino
médio e da pré-escola, respectivamente. O
Orçamento da educação neste ano é de cerca
de R$ 41 bilhões. A previsão para o próximo ano
é que seja de R$ 50 bilhões.
Segundo estudo, aumento da carga horária em
ciências faria Brasil ganhar oito posições em
ranking internacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:06 hs.
Uma carga horária maior em disciplinas como matemática,
ciências e leitura melhora a aprendizagem dos alunos e pode ser
um passo determinante em direção a um ensino de maior
qualidade. O economista e professor Victor Lavy, da Universidade
Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Londres, analisou
resultados de 50 países e constatou que uma hora a mais de aula
por semana aumenta a nota dos estudantes.
Lavy apresentará as conclusões da pesquisa nesta
segunda-feira, no Rio, em seminário promovido pela
Fundação Itaú Social.
"Tais evidências podem ser muito importantes para a
política educaciona, porque é relativamente fácil
aumentar as horas-aula, desde que haja recursos disponíveis"
Em média, segundo Lavy, uma hora a mais de aula de
ciências, cinco vezes por semana, permitiria que a Espanha
desbancasse a Finlândia, saltando do 31º para o 1º
lugar no ranking do Programa Internacional de Avaliação
de Alunos (Pisa 2006), da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O
Brasil subiria da 52ª posição para, no
mínimo, a 44ª, à frente da Turquia e atrás do
Uruguai.
O estudo conclui que uma hora a mais de aula por semana representa um
acréscimo de cerca de 15 pontos na nota do Pisa, entre as
nações da OCDE. Já nos países em
desenvolvimento, o impacto é metade disso. Participam do exame
jovens de 15 anos, independentemente da série em que estejam
matriculados.
- Tais evidências podem ser muito importantes para a
política (educacional), porque é relativamente
fácil aumentar as horas-aula, desde que haja recursos
disponíveis - escreveu Lavy.
Lavy: sem qualidade, não adianta ampliar tempo
O professor destaca, porém, que não basta ampliar a carga
horária, já que o impacto está ligado diretamente
à qualidade da escola. O raciocínio é simples:
estudar mais tempo com um bom professor será muito mais
proveitoso do que com um profissional despreparado.
Não é à toa que os estudantes no Primeiro Mundo
dedicam praticamente o mesmo tempo às aulas de matemática
do que seus colegas de nações em desenvolvimento - em
média 3,3 horas por semana contra 3,1. Mas atingem média
de 506,5 pontos no Pisa, na escala até 850, ante 398,5 dos
países em desenvolvimento.
Em média, as três disciplinas somam 9,2 horas semanais nas
nações da OCDE contra 8,6 horas nos países em
desenvolvimento. A nota média geral da OCDE nas três
disciplinas é de 504,3 ante 399,7 dos países em
desenvolvimento. A pesquisa levou em conta ainda
avaliações em Israel.
No Brasil, o número médio de horas-aula de
matemática por semana, em 2006, era de 2,7; ciências, 2; e
leitura (o equivalente à língua portuguesa), 2,6,
totalizando 7,3 horas semanais para as três disciplinas. A
pesquisa cita dados informados ao Pisa pelo governo brasileiro.
O levantamento considerou 49 dos 57 países avaliados pelo Pisa
em 2006. Eles foram divididos em três grupos: OCDE, com 22
países; leste europeu (14); e nações em
desenvolvimento (13). O benefício do aumento da carga
horária foi medido dentro de cada grupo, já que as
diferentes realidades socioeconômicas impedem
comparações gerais.
Para Lavy, o êxito de uma escola requer: 1) autonomia para
contratar e demitir professores; 2) autonomia
orçamentária, com liberdade para decidir se é
melhor criar um programa de bônus para professores ou reformar o
ginásio de esportes; e 3) total transparência na
divulgação de avaliações externas (Prova
Brasil) que mostrem o nível de aprendizagem dos estudantes.
Para professor, cabe aos gestores definir prioridades
Embora seu estudo revele que a ampliação da carga
horária produz bons resultados, o economista ressalva que cabe a
cada gestor decidir onde aplicar os recursos da educação.
Indagado se seria melhor aumentar o número de horas-aula ou
instituir um programa de bônus para professores, atrelado ao
desempenho profissional e à aprendizagem dos alunos, Lavy
respondeu:
- É uma pergunta difícil. Este estudo mostra o quanto
é importante uma hora adicional de aula. Ainda não
calculei a relação custo-benefício.
Fonte: Jornal O Globo
A crise das universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:22 hs.
AS UNIVERSIDADES privadas dos EUA foram por muito tempo a inveja do
mundo, não menos por conta dos seus saudáveis
patrimônios de investimento.
Antigos alunos ricos e outros benfeitores doaram, ao longo dos anos,
vastas somas para essas instituições. No começo de
2008, o fundo de investimentos de Harvard tinha US$ 37 bilhões
em capital, e o de Yale, US$ 23 bilhões.
Outras universidades também acumularam grandes
dotações ao investir pesadamente em títulos
privados de alto retorno, imóveis e fundos de hedge. Os
administradores dos fundos universitários lucraram
consideravelmente ao longo do processo, recebendo
bonificações multimilionárias. A
remuneração real que recebiam superava a de qualquer
reitor universitário.
Mas, em outubro de 2008, tudo mudou. O colapso financeiro em Wall
Street causou sérios abalos no sigiloso mundo da gestão
de investimentos universitários. A dotação de
Harvard perdeu mais de 27% de seu valor, o maior declínio
sofrido em 40 anos. Em Yale, as perdas foram de 24,6%. A
dotação de Stanford caiu em 27%. Em Princeton, a perda
foi de 23%.
Algumas universidades se saíram melhor (ou menos pior) que isso:
a Universidade da Pensilvânia, o Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT) e a Universidade Colúmbia, por exemplo, que
haviam direcionado a maior parte dos seus investimentos para
títulos do governo. Mas o quadro geral era de
devastação.
Muitas dessas universidades de elite usavam a receita de seus
investimentos para bancar despesas cotidianas. A expectativa de ganhos
com os investimentos havia sido incorporada ao seu nível atual
de despesa. No começo deste ano, Harvard tentou vender cerca de
US$ 1 bilhão em ativos, mas abortou o processo diante da
resposta pouco entusiástica do mercado.
Em vez disso, tomou um empréstimo de US$ 1 bilhão,
encorajou a antecipação de aposentadorias, congelou
salários, suspendeu projetos de expansão e impôs
cortes generalizados de despesas. Mas a venda de cotas em carteiras
privadas de investimento tende a agravar os prejuízos. No
começo deste ano, o valor dessas transações
aparentemente era de apenas 30% do valor de face das cotas em
questão, e mesmo que tenha subido a 50% nas últimas
semanas, ainda envolve a aceitação de substanciais
prejuízos nas carteiras universitárias de investimento
mais amplas.
Os alunos de Harvard, que retornaram à universidade em outubro,
descobriram que não terão mais direito a desjejuns
quentes. E essa é apenas uma pequena parte dos
sacrifícios que essas universidades terão de fazer agora.
KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Fonte: Folha de São Paulo
Nanotecnologia é a profissão do futuro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 07:53 hs.
Você já imaginou um micro-robô reduzido
milhões de vezes para agir como anticorpo na corrente
sanguínea? Com a nanotecnologia, isso, e muito mais, será
em breve possível. De olho nesse mercado promissor e na demanda
de mão-de-obra especializada na área, a Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu a primeira
graduação na área. O curso, que terá
início em 2010, é inédito no país.
Inicialmente, serão abertas duas turmas: uma no Fundão,
com 30 alunos, e outra em Xerém, na Baixada Fluminense, com 20
estudantes. A duração da graduação é
de quatro anos. O currículo possibilitará ao estudante um
ciclo básico de dois anos em matemática, física,
química e biologia. Só depois, o aluno poderá
optar por uma das três ênfases: física, materiais e
bionanotecnologia.
Conheça as profissões que estarão em alta em cinco anos
De acordo com Rodrigo Capaz, professor do Instituto de Física da
UFRJ, estima-se que, até 2015, os bens e serviços de base
nanotecnológica deverão ultrapassar US$ 1 trilhão
anuais. Setores como a indústria de semicondutores,
metalúrgica e de materiais, química, farmacêutica,
biotecnológica, de cosméticos, e muitas outras, devem
solicitar cada vez mais mão-de-obra especializada.
- Em breve, os produtos e os processos nanotecnológicos
irão movimentar de forma importante a economia mundial. A
graduação é estratégica para o país.
O domínio dessa tecnologia trará para o Brasil uma
vantagem competitiva grande em relação as outras
nações - diz Rodrigo Capaz afirmando que, no país,
houve um rápido avanço na produção
científica em nanotecnologia, que hoje é a maior da
America Latina.
- No setor empresarial já há algumas dezenas de empresas,
nacionais e multinacionais, que vêm incorporando essa tecnologia
a seus produtos. Com a formação de cientistas
especializados nesta matéria, espera-se que o desenvolvimento
ocorra de forma ainda mais rápida - enfatiza.
Para o professor, os impactos da ciência serão sentidos em
praticamente todos os setores da sociedade, incluindo a
informática, as telecomunicações, o transporte, as
atividades agropecuárias, a produção de novos
remédios, o desenvolvimento de novas técnicas de
diagnóstico e de tratamento de saúde, a
produção e o armazenamento de energia, a
preservação ambiental, bem como a produção
de novos materiais para as mais diversas aplicações
(construção civil, vestuário, embalagens, tintas
etc).
"Até 2015, os bens e serviços de base
nanotecnológica deverão ultrapassar US$ 1 trilhão
anuais (Rodrigo Capaz)"
Embora hoje seja perfeitamente possível que um físico,
biofísico ou engenheiro atue em nanotecnologia, Rodrigo Capaz
acredita que o bacharel formado especificamente para a área,
devido à sua formação multidisciplinar,
poderá atuar com mais facilidade em áreas
interdisciplinares, bastante comuns em nanotecnologia, e poderá
circular com mais desenvoltura entre as diferentes áreas ao
longo de sua carreira.
O curso é uma iniciativa conjunta de 4 unidades da UFRJ:
Instituto de Física, Escola Politécnica, Instituto de
Biofísica Carlos Chagas Filho e Instituto de
Macromoléculas Professora Eloísa Mano.
Fonte: Jornal O Globo
Estatal de internet banda larga pode sair do papel
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:25 hs.
A solução para fazer deslanchar o Programa Nacional de
Banda Larga, em estudo no governo, pode passar pela
adoção de um modelo híbrido, pelo qual seria
criada uma estatal para atuar só no "atacado" do setor de
telecomunicações, transmitindo dados.
A oferta de serviços de internet ao usuário final, por
sua vez, ficaria a cargo do setor privado, especialmente as empresas de
telefonia. A decisão ainda não foi tomada, mas segundo
fontes do governo, essa composição garantiria o
início da implantação do projeto em 2010, antes do
fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na próxima semana, os técnicos do governo que
estão trabalhando na elaboração do projeto
apresentarão os estudos numa reunião do comitê
gestor do programa, que envolve vários ministérios, entre
eles Casa Civil, Comunicações e Planejamento. A ideia
é concluir a proposta até o dia 10 de novembro, quando
será apresentada ao presidente Lula, que tomará a
decisão final.
A estatal de transmissão seria constituída com as redes
ópticas de empresas do governo, como a Petrobras e a
Eletrobrás, além da Eletronet - empresa falida que tem a
Eletrobrás como acionista -, que somam cerca de 30 mil
quilômetros de cabos em todo o País. Numa analogia com o
setor elétrico, esta empresa seria uma espécie de
"linhão" de transmissão, enquanto a
distribuição do produto aos clientes seria feita pelas
operadoras privadas.
O objetivo principal do programa é baixar os preços dos
serviços e massificar a banda larga, hoje restrita a 18
milhões de assinantes em todo o País. Nesse sentido, a
infraestrutura estatal funcionaria como uma rede neutra, para vender
capacidade de transmissão de dados a qualquer empresa que
quisesse atuar na ponta oferecendo os serviços de banda larga.
"Essa infraestrutura seria usada pelo governo para estimular a
competição, e não para competir", avaliou um
técnico.
A ideia de um modelo híbrido não inviabilizaria a
possibilidade de a Telebrás ser a gestora da estatal de
transmissão. Mas ainda não está claro no grupo de
estudos se este é o melhor caminho ou se seria mais indicado
criar uma empresa nova para gerenciar essa infraestrutura, caso a
opção a ser adotada pelo governo seja a de
utilização das fibras ópticas.
O debate sobre o assunto começou de forma polarizada dentro do
governo entre uma proposta mais estatizante, apresentada pelo
secretário de Logística e Tecnologia da
Informação do Ministério do Planejamento,
Rogério Santanna, e outra pró-empresas, defendida pelo
ministro das Comunicações, Hélio Costa. As
discussões agora, segundo um dos integrantes do grupo,
estão caminhado para o "bom senso".
Fonte: http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco36631.shtm
Fonte: www.administradores.com.br