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04/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.


Prorrogação Prazo Aditamento FIES 2º semestre 2009

Mais de 1 milhão de estudantes participam do Enade

Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde

90% dos professores têm curso superior

Comissão do Senado pode votar 14º salário para professor

Portaria nº 244, de 22 de Outubro de 2009.

Inep vai informar local de prova do Enem até o dia 30 de novembro

Candidatos devem receber cartão da prova do Enem até 30 de novembro

Refis IV ou Refis da crise: contagem regressiva às IES

MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal

A educação moderna, por Sérgio Grando

Tabela Periódica ganha 112º elemento.

Aprovada emenda que dá mais R$ 8 bi para educação

Senado Federal aprova fim da DRU para a educação

Exame oferece oportunidade aos que não obtiveram certificado

Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos

Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis

Supervisão de medicina mantém redução de mais de 600 vagas

MEC quer investir recurso extra na formação de professor

Unesco lança cartilha para auxiliar comunicadores na divulgação da cidadania

Associação Brasileira dos Jornalistas lança site oficial

Com eleições, quase metade dos ministros pode deixar cargo

O Brasil merece uma educação melhor, mas quem irá educar os brasileiros?

Ensino a distância sofre resistência

Brasil fica em 42º lugar no ranking de inovação tecnológica

Colégio terá ensino médio como o Enem

TCU pode barrar proposta de elaboração do Enem 

MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal

Gasto com qualidade

Formação de professores ganha apoio com adicional a bolsista

Representante da Unesco no Brasil critica número de cargos de confiança no MEC e mudanças a cada troca de mandato

Grupo de Cingapura vai oferecer curso superior no Brasil

País abriga melhores escolas de hotelaria do mundo

Estudo conclui que latino-americanos não possuem habilidades críticas para o século 21

Prorrogação Prazo Aditamento FIES 2º semestre 2009
Fonte: GIFUS/FL Gerência de Fundos e Seguros Sociais                         
A prorrogação do período de aditamento, relativo ao  2º semestre/2009, é até o dia  13/11/2009.
Dessa forma essa IES, obrigatoriamente, deverá acessar o menu CONTRATOS/PERÍODO DE ADITAMENTO, clicar sobre a legenda "Alterar" do  semestre  2º/ 2009  e proceder a alteração da data final.
Informação: gifusfl03@caixa.gov.br ou (48) 3722.5382

Mais de 1 milhão de estudantes participam do Enade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs. 
No próximo domingo, dia 8 de novembro, 1.103.173 estudantes farão a prova do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), prova obrigatória para estudantes ingressantes e concluintes das 16 áreas avaliadas este ano. A prova, com início previsto para às 13h, horário de Brasília, será aplicada em 997 municípios.
Ao todo, deverão participar 681.206 alunos ingressantes e 421.967 concluintes. Nesta sexta edição do exame serão avaliadas 16 áreas: agronomia (9.301 participantes); biomedicina (6.016); educação física (48.490); enfermagem (38.628); farmácia (19.090); fisioterapia (21.304); fonoaudiologia (2.585), medicina (9.879); medicina veterinária (9.027); nutrição (14.680); odontologia (9.493); serviço social (14.786); tecnologia em agroindústria (872); tecnologia em radiologia (5.019); terapia ocupacional (1.931) e zootecnia (4.318).
Além desses universitários, também deverão fazer a prova do Enade aqueles selecionados e faltosos de alguma das edições anteriores e que ainda não regularizaram sua situação. O total de estudantes nesta condição é de 108.903, sendo 73.217 ingressantes e 35.686 concluintes.
Os participantes já devem ter recebido, pelos Correios, o cartão de informação, enviado pelo Inep. Quem não recebeu o cartão deve consultar seu local de prova na página eletrônica do Inep ou na coordenação de seu curso. A apresentação do cartão de informação não é imprescindível para a realização da prova. Basta o estudante ir ao local correto com documento oficial de identificação. 
Fonte: Terra - Educação 

Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União Nº 209, terça-feira, 3 de novembro de 2009
EDITAL Nº 2/2009/CAPES/DAV
MESTRADO PROFISSIONAL ASSOCIADO A PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM SAÚDE
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, em consonância com o Ministério da Saúde e a Coordenação-Geral de Residências em Saúde da SESu/MEC, torna público que receberá das universidades, instituições de ensino, centros de pesquisa públicos e privados e demais instituições enquadráveis nos termos deste edital, propostas de Programas de Pós-Graduação em Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde, nos termos da Portaria Normativa no- 7 do MEC, de 22 de junho de 2009, publicada no DOU de 23 de junho de 2009, conforme cronograma:
ATIVIDADES DATAS
Lançamento do edital 22 de outubro de 2009
Seminário: Residência/Mestrado Profissional 11- 12 de novembro de 2009
Início de apresentação de propostas de Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde 20 de novembro de 2009
Término de apresentação de propostas 30 de dezembro de 2009
Período de análise - CAPES Janeiro - Fevereiro/2010
O edital completo encontra-se disponível no sítio da CAPES: www.capes.gov.br
JORGE ALMEIDA GUIMARÃES
Presidente da CAPES

90% dos professores têm curso superior
Fonte: Portal O Meu Futuro
A lei que torna obrigatório o diploma universitário para professores da Educação Infantil e anos iniciais do Fundamental (1ª a 4ª série) exigirá a adequação de apenas 90 dos 903 professores que atuam nas creches e Escolas primárias de Blumenau. Esse é o contingente que ainda não se adaptou ao Estatuto do Magistério, que vigora desde 2008 na rede municipal de Educação e exige formação superior em Pedagogia. A participação dos pais nessa cobrança por qualificação também é importante. Um dos critérios essenciais para escolher a Escola do filho é avaliar quem são os professores (ver tabela).
- Não dá para ficar parada no tempo, temos que estar sempre nos reciclando, aprendendo coisas novas. É bom pra gente e para os alunos que ensinamos – avalia a diretora interina do CEI Henrich Reif, no Bairro Nova Esperança, Sandra Denise Oechsler, que trabalha há 20 anos com Educação Infantil e tem 15 anos de formada.
Ela defende que é importante graduar o quanto antes esses 90 professores que ainda não se adaptaram ao Estatuto pois eles lidam todos os dias com seres humanos que precisam crescer e se desenvolver. A educadora Dulcicleia Hoeller, 51 anos, concorda e já garantiu a vaga no curso de Educação a distância da Udesc:
– Acredito que o curso será bom para mim e para as crianças, pois poderei ensinar melhor.
Dulcicleia, que trabalha no Centro de Educação Infantil (CEI) Monteiro Lobato, no Bairro Velha Pequena, foi selecionada para o curso gratuito de Pedagogia por já trabalhar na área. O curso faz parte do Plano Nacional de Formação dos professores da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), lançado como incentivo para a graduação dos educadores.
daniela.pereira@santa.com.br DANIELA PEREIRA

Comissão do Senado pode votar 14º salário para professor
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação do Senado pode votar ainda essa semana proposta que dá direito a um 14º salário para os professores da educação básica da rede pública de ensino.
O projeto é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que apresentou o substitutivo. O texto estabelece que, para ter direito ao 14º salário, os profissionais da educação básica pública precisarão elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de sua escola em pelo menos 50%.
O benefício também será pago aos profissionais que alcançarem o Ideb igual ou superior a sete. Pelo projeto, o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o fim do semestre subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb.

Portaria nº 244, de 22 de Outubro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:46 hs. 
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA - INEP, no exercício de suas atribuições, conforme o inciso VI, do art. 16, do Decreto nº 6.317, de 20 de dezembro de 2007, e tendo em vista o dispositivo na Portaria MEC nº 438, de 28 de maio de 1998, que instituiu o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), complementada pela Portaria MEC nº 318, de 22 de fevereiro de 2001, e Portaria MEC nº 391, de 07 de fevereiro de 2002, e alterada pela Portaria nº 462, de 27 de maio de 2009.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1956.pdf 
Fonte: DOU n.º 209 - 03.11.2009 

Inep vai informar local de prova do Enem até o dia 30 de novembro
Fonte: Jornal da Educação
O "Diário Oficial da União" publicou que o Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) afirma que os cartões de confirmação da inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) devem ser entregues nos endereços fornecidos pelos candidatos até o dia 30 de novembro. Os cartões contêm o local de prova, o número de inscrição e a senha necessária para consultar o resultado individual no exame.
No caso de o candidato não receber o cartão até o dia 30, o Inep indica que deverá acessar a página de consulta do órgão ou ligar para o programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161, e solicitar as informações.
Caso o candidato precise de atendimento especial e a informação não constar no cartão, ele deverá informar o Inep imediatamente. Não serão aceitas mudanças no local de prova.

Candidatos devem receber cartão da prova do Enem até 30 de novembro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs. 
Em caso de não recebimento, inscrito terá telefone e internet para reclamar.
Exame será aplicado em 5 e 6 de dezembro a 4,2 milhões de estudantes.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Até o dia 30 de novembro, o Ministério da Educação vai enviar, por correio, os cartões de confirmação de inscrição a todos os 4,2 milhões de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para ocorrer entre os dias 5 e 6 de dezembro. A partir do cartão, os candidatos serão informados sobre a hora, a data e o local de realização da prova.
A especificação do prazo foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo a portaria, o candidato que não receber o cartão dentro do prazo fixado pelo MEC terá duas formas de acessar informações sobre a prova: “Entrar em contato com o Programa Fala Brasil pelo telefone 0800-616161 ou acessar a página do Inep na internet.”
Em caso de não-recebimento do cartão de confirmação da inscrição, o candidato poderá apresentar o comprovante de inscrição, juntamente com um dos documentos de identificação pessoal.
Além do local de realização da prova, o cartão que será enviado por correspondência ao endereço informado pelo candidato, vai informar o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. “No caso de o cartão não especificar corretamente o tipo de atendimento especial solicitado na ficha de inscrição, o inscrito deverá entrar imediatamente em contato com o Inep para as providências necessárias até o dia 30 de novembro”, avisa o Inep.
A portaria relembra que o local de realização da prova não será mais modificado: “Não será permitida a mudança do local em hipótese alguma.” Cada candidato será responsável por conferir os dados do cartão. Sobre a taxa de inscrição, a portaria também informa que não será possível pedir a devolução: “O valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, salvo em caso de cancelamento ou adiamento do certame por conveniência da Administração Pública.” 
Fonte: G1 - Portal Globo 

Refis IV ou Refis da crise: contagem regressiva às IES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:41 hs. 
Instituído pela Lei n.0 11.941, de 27 de maio de 2009, a condição especial de pagamento à vista ou de parcelamento em até 180 (cento e oitenta) meses de débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) e os débitos para com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), inclusive o saldo remanescente dos débitos consolidados no REFIS, PAES e PAEX, além dos parcelamentos ordinários (tidos anteriormente como parcelamentos comuns previdenciário ou da Receita Federal/PGFN), tem seu prazo de adesão até o dia 27 de novembro (último dia útil do sexto mês subseqüente ao da publicação daquela Lei).
A ampla possibilidade de parcelamento de débitos vencidos até 30 de novembro de 2008 - ou seja, decorrentes de retenção/apropriação ou não, de pessoa física ou jurídica, consolidadas pelo sujeito passivo (confessadas ou declaradas em obrigações acessórias), com exigibilidade suspensa ou não (dentre as hipóteses legais em que os créditos não podem ser considerados em cobrança pela autoridade fiscal: moratória; depósito de seu montante integral; reclamações ou recursos; concessão de liminar, medida cautelar ou tutela antecipada em ação própria; parcelamento), inscritas ou não em Dívida Ativa da União (DAU), consideradas isoladamente, mesmo em fase de execução fiscal já ajuizada, ou que tenham sido objeto de parcelamento anterior, não integralmente quitado, ainda que cancelado por falta de pagamento - soma-se às vantagens de redução de multas (de mora e de ofício, inclusive, das isoladas), de juros de mora, além da exclusão de encargos legais (a exemplo do percentual de 20% (vin te por cento) incidente sobre o montante do crédito tributário cobrado em execução fiscal).
A nova modalidade de parcelamento ainda traz a “vantagem” que, no caso de débitos que tenham sido objeto daqueles parcelamentos deverão ser computadas as parcelas pagas, atualizadas pelos critérios aplicados aos débitos (ou seja, pela taxa Selic), até a data de solicitação do novo parcelamento, cujo saldo devedor poderá ser parcelado (mediante redução de multa e juros em condições específicas para cada modalidade de parcelamento (REFIS, PAES, PAEX e ordinários), além de exclusão dos encargos legais), podendo, ainda, ser quitado nas condições previstas na Lei para pagamento à vista, ou ainda, gozar destas mesmas condições no caso de antecipação de no mínimo 12 (doze) parcelas, enquanto as pessoas se mantiverem ativas no novo parcelamento.
É importante ter em mente, que a adesão ao referido parcelamento não depende de apresentação de garantias ou de arrolamento de bens, exceto quando já houver penhora em execução fiscal ajuizada; os depósitos existentes, vinculados aos débitos a serem pagos ou parcelados nos termos desta Lei, serão automaticamente convertidos em renda da União, aplicando-se as benesses legais (reduções para pagamento à vista ou parcelamento, sobre o saldo remanescente).
Chama-se a atenção quanto aos honorários decorrentes da desistência formulada pelo contribuinte nas ações propostas anteriormente em face da União, relativamente aos débitos objeto do novo parcelamento, ou seja, não havendo que se falar em exclusão de condenação em honorários, eventualmente arbitrados pelo Juízo competente em razão da desistência da respectiva ação judicial, em conseqüência da renuncia a qualquer alegação de direito sobre a qual se funda a referida ação, ante a exigência da Lei do protocolo de requerimento de extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do inciso V do caput do artigo 269, do Código de Processo Civil (CPC), até 30 (trinta) dias após a data de ciência do deferimento do requerimento do parcelamento. Contudo, cabendo a inclusão destes valores na modalidade de pagamento optado pelo contribuinte, consoante inciso II, artigo 11 da Lei n.0 11.941, de 2009.
Assim, é facultada ao contribuinte a consolidação de quaisquer débitos existentes, vencidos até 30 de novembro de 2008, desde que passível de distinção, inclusive, quanto à desistência de impugnações ou recursos administrativos, ou mesmo de ações judiciais, em que se discutem outros débitos, a qual deverá ser efetuada mediante petição dirigida ao Delegado da Receita Federal de Julgamento ou ao Presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme o caso, devidamente protocolado na unidade da RFB do domicílio tributário do sujeito passivo, no prazo de 30 (trinta) dias após a ciência do deferimento do requerimento de adesão ao parcelamento ou da data do pagamento à vista, de acordo com o modelo apresentado pela Portaria Conjunta PGFN/RFB n.0 6, de 22 de julho de 2009. No caso de desistência parcial de ações judiciais, no prazo acima, deverá o sujeito passivo apresentar nas unidades da PGFN ou da RFB, conforme o órgão responsável pela administração do débito, a seg unda via da petição de desistência, devendo discriminar com exatidão os períodos de apuração e os débitos objeto do novo parcelamento.
Destaca-se, ainda, que não obstante a faculdade de inclusão de débitos distintos pelo sujeito passivo, a opção pelo novo parcelamento do saldo devedor dos parcelamentos anteriores (REFIS, PAES, PAEX e ordinários) implica, obrigatoriamente, a desistência de todos os débitos consolidados na respectiva modalidade de parcelamento, vez que esta abrange automaticamente o parcelamento anterior como um todo, quando da comunicação eletrônica gerada no ato de adesão ao novo parcelamento.
O pedido de adesão ao novo parcelamento está condicionado ao pagamento da primeira prestação, que deverá ser realizado até o último dia útil do mês em que for formalizado, estando o novo parcelamento ainda vinculado à consolidação posterior da dívida, aguardando-se o ato conjunto da PGFN e RFB para divulgação de prazo para apresentação das informações complementares pelos sujeitos passivos, devendo até lá serem pagas as parcelas mínimas estabelecidas, conforme cálculo prévio realizado no ato de adesão nos sítios da PGFN ou da RFB.
Desta forma, merecem maiores reflexões pelas IES os débitos decorrentes de tributos federais efetivamente devidos, principalmente, aqueles decorrentes de retenção ou de apropriação (impostos de renda retido na fonte e as contribuições retidas dos segurados empregados), cuja adesão ao novo parcelamento possibilitará a suspensão da pretensão punitiva do Estado referente aos crimes contra a ordem tributária previstos nos artigos 10 e 20 da Lei n.0 8.137, de 1990 e nos artigos 168-A e 337-A do Código Penal, limitada a suspensão aos débitos que tiverem sido objeto de concessão de parcelamento, podendo, inclusive, ser extinta a punibilidade com o pagamento integral dos valores correspondentes à ação penal.
Por outro lado, as discussões jurídicas atinentes à (i) cobrança indevida de impostos incidentes sobre a renda, patrimônio e serviços (inclusive, aqueles decorrentes de movimentação financeira: IOF/IOC e IR sobre aplicação financeira) e a da COFINS, para o caso das IES cuja natureza jurídica é de associação civil, sem finalidade lucrativa; (ii) somada a esta imunidade dos impostos, a cobrança indevida das contribuições sociais (quota patronal, SAT e Terceiros; PIS sob a modalidade de 1% sobre a folha de pagamento; COFINS e CPMF (no período de vigência do tributo)) para o caso das IES cuja natureza jurídica é de entidade de assistência social; (iii) os benefícios fiscais decorrentes da adesão ao PROUNI, para as IES de fins econômicos, s.m.j., oferecem segurança jurídica em favor das entidades, com margens elevadas de êxito nas medidas jurídicas ou ações em curso, por força do ordenamento jurídico aplicado aos tributos em referência e das jurisprudências dos Tribunais, cabendo à assessoria jurídica da entidade avaliar em tais casos, a possibilidade de distinção dos débitos quando da consolidação do novo parcelamento.
Dr. Marcelo Aparecido Batista Seba - SEBA Sociedade de Advogados, especialista em Direito Tributário pelo Centro Universitário do Distrito Federal – UniDF / ICAT – Instituto de Cooperação e Assistência Técnica; e-mail: marcelo@sebaadvogados.com.br; 
Fonte: CM Consultoria - Dr. Marcelo Seba/Seba Advogados

MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:07 hs. 
Ideia do ministro é eliminar licitações e tornar o processo mais seguro. "Prova não foi realizada graças ao bom jornalismo do Brasil, afirmou."
Do G1, em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse em entrevista publicada neste domingo (1º) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” que pretende dotar o Ministério da Educação (MEC) de uma entidade própria e capacitada para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) todos os anos. “Será a Fuvest do MEC”, afirmou, se referindo à fundação responsável por organizar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP).
Haddad disse que não seria necessária a criação de uma entidade, pois, segundo ele, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) seria o parceiro ideal para a aplicação do Enem. “Já conversei com o reitor [da UnB]. O Cespe é um parceiro antigo do MEC. Ele precisa se preparar para assumir os exames. Assim como o maior vestibular do país tem a Fuvest, o Enem teria sua entidade”, afirmou.
O novo Enem, que servirá como método de ingresso em dezenas de universidades do país, seria realizado no começo de outubro. No entanto, acabou adiado para os dias 5 e 6 de dezembro, após a constatação de uma tentativa de fraude. O contrato para a realização do exame acabou rescindido e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) firmou novo convênio com o consórcio formado pela Fub/Cespe e Cesgranrio.
Na entrevista ao jornal, Haddad destacou que seu objetivo ao defender uma entidade própria para realizar o Enem a longo prazo é o de eliminar a necessidade de licitações e tornar o processo mais seguro. “Se nós mantivermos o modelo, temo que as pessoas possam desconfiar da segurança da prova”, disse.
Motivação política
Questionado se acredita que houve motivação política para o furto do exame, o ministro evitou especulações, mas disse ter opinião semelhante à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu, como o presidente Lula, consideramos estranho uma pessoa que quisesse fazer dinheiro com a prova procurar a imprensa, seria a última decisão a tomar. É muito estranho.”
Haddad observou que não avisou a Lula sobre o vazamento da prova. Segundo ele, “o presidente leu [a notícia] no jornal”. O ministro também lamentou não ter insistido para alterar as normas de contratação da empresa responsável pela aplicação do Enem.
Ele ainda elogiou a imprensa por ter levado o caso do vazamento do exame à tona, fato que motivou o cancelamento das provas. “A prova não foi realizada, isso é importante dizer, graças ao bom jornalismo que temos no Brasil.” 
Fonte: G1 - Portal Globo 

A educação moderna, por Sérgio Grando
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:10 hs. 
Nos dias de hoje é imprescindível ter uma formação superior para o melhor desempenho profissional. A procura pela modalidade de ensino a distância se deve ao concorrido espaço no mercado de trabalho, aliado ao curto espaço de tempo para se deslocar até uma instituição de ensino superior. Atualmente em Santa Catarina, mais de 30 mil alunos estão matriculados em cursos de ensino à distância ou semipresencial. Em nosso país, já são aproximadamente 1 milhão. Educação à distância não é um fast-food em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades individuais e as do grupo. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados.
As formas de EAD são as mais distintas, alguns são semipresenciais, com aulas em polos toda semana, outros são com teleconferência, outros totalmente via internet, ou seja, são variados, mas praticamente todos autorizados pelo MEC. O processo de mudança na educação à distância não é uniforme nem fácil. As transformações acontecem aos poucos, em todos os níveis e modalidades. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. É difícil modificar padrões adquiridos das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação.
Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação e à mediação de professores preparados para a sua utilização inovadora e contemplar estes alunos dispostos a uma educação moderna e atualizada. 
Fonte: Diário Catarinense Online 

Tabela Periódica ganha 112º elemento.
Fonte: http://www.omeufuturo.com.br/index.php?pagina=anuncio&idanuncio=550
Cientistas na Alemanha estão tentando encontrar um nome para o mais novo elemento da tabela periódica, que recebeu o número 112.
Depois de mais de uma década de seu descobrimento, o elemento de número atômico 112 (que é a quantidade de prótons do núcleo) foi aceito oficialmente na tabela e recebeu, temporariamente, o nome de "ununbium" (ou unúmbio, que em latim quer dizer 112). Ele é super-pesado e altamente instável - existe por apenas alguns milionésimos de segundo e depois de desfaz.
Demorou muito para que a descoberta da equipe alemã do Centro para Pesquisa de Íons Pesados, liderada por Sigurd Hofmann, fosse reconhecida oficialmente pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês). É que sua existência teve que ser confirmada de maneira independente - até agora apenas quatro átomos foram observados. A Tabela Periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função de suas propriedades. São muito úteis para prever as características e tendências dos átomos. Corrida por super-pesados Hofmann começou sua busca por elementos para a tabela periódica em 1976.
Para criar o elemento 112, a equipe de Hormann usou um acelerador de partículas com 120 metros de comprimento para lançar um fluxo de íons de zinco contra átomos de chumbo. Os núcleos dos dois elementos se fundiram para formar o núcleo do novo elemento.
Estes núcleos muito grandes e pesados também são muito instáveis. Eles começam a se desintegrar pouco depois de formados. Isso libera energia, que os cientistas podem medir para descobrir o tamanho do núcleo que está se desfazendo.
Mas tais experiências resultam em poucas fusões bem sucedidas e os cientistas precisam de aceleradores de partículas cada vez mais poderosos para realizar experiências mais longas e descobrir os elementos mais evasivos e instáveis.
Equipes de pesquisadores na Rússia, nos Estados Unidos e no Japão estão participando do que Hofmann qualificou como "uma competição amistosa" para descobrir elementos novos e mais pesados.

Aprovada emenda que dá mais R$ 8 bi para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 29/10/2009 - São Paulo SP
Verba integral será repassada a partir de 2011, quando termina a DRU
Carol Pires, BRASÍLIA 
A Desvinculação das Receitas da União (DRU) deixará de incidir gradativamente no orçamento da Educação até não ser mais cobrada, em 2011. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o mecanismo foi aprovada ontem por unanimidade pelo plenário do Senado, após seis anos de tramitação no Congresso. O projeto precisa, agora, ser promulgado em sessão do Congresso Nacional para entrar em vigor. O fim da DRU na Educação será gradativo - 12,5% neste ano, 5% em 2010 e nada a partir de 2011. O fim da vinculação resultará em mais R$ 4 bilhões no Orçamento deste ano, previsto em R$ 41 bilhões. Em 2010, o fim da DRU representará R$ 8 bilhões a mais. A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos. A Educação também era afetada pela DRU,  uma vez que a Constituição determina que 18% da arrecadação com tributos federais deve ser destinada à área. A estimativa do Ministério da Educação é de que o setor perdeu cerca de R$ 100 bilhões desde 1996, quando a DRU foi instituída.
"Se pudéssemos contar com esses recursos, teríamos mais professores com nível superior, mais crianças na pré-escola e mais jovens no ensino médio", disse ao Estado a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da emenda. A PEC 96/2003 já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado, quando recebeu parecer favorável do senador Jefferson Pérez (PDT-AM), já falecido. O projeto, porém, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro deste ano com alterações e por isto precisou passar por nova rodada de votação no Senado, onde foi   relatada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). O fim da incidência da DRU na Educação chegou a ser negociada durante análise da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em dezembro de 2007. Senadores do PDT ganharam apoio de outros senadores para que o projeto que prorrogava a contribuição só fosse aprovado se o governo aceitasse acabar com a DRU na Educação.
EDUCAÇÃO BÁSICA - O projeto aprovado ontem também institui a obrigatoriedade da educação básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos. De acordo com o projeto, a medida será colocada em prática gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a oferta obrigatória do ensino fundamental

Senado Federal aprova fim da DRU para a educação
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC
O plenário do Senado Federal aprovou em dois turnos na noite desta quarta, 28, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 277/08, que dispõe sobre o fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para a educação. O texto também torna obrigatório o ensino dos quatro aos 17 anos de idade, ou seja, da educação infantil ao ensino médio. O texto será promulgado pelo Congresso Nacional. O ministro Fernando Haddad definiu a aprovação como um dia histórico para a educação do País.
A PEC aprovada acrescenta terceiro parágrafo ao artigo 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para reduzir, anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da Desvinculação de Receitas da União incidente sobre os recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino, de que trata o artigo 212 da Constituição Federal. A revinculação dos recursos passa a contar retroativa a janeiro. Com o fim da DRU para a educação, o MEC passará a contar com cerca de R$ 9 bilhões a mais por ano em seu orçamento. A redução será gradativa ao longo de três anos, até sua extinção total em 2011.
A DRU retirava 20% dos recursos destinados à educação, provenientes de arrecadação de tributos e contribuições federais. Com a aprovação do texto, em 2009 e 2010 serão descontados 12,5% e 5%, respectivamente. Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na educação.
A obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos de idade tem prazo até 2016 para ser implementado.

Exame oferece oportunidade aos que não obtiveram certificado
Fonte: Jornal da Educação
As pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino fundamental poderão fazer uma prova de certificação e, se comprovarem ter conhecimento adequado a esse nível de ensino, poderão ter seus certificados. Para isso, o interessado deve se inscrever ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), até esta sexta-feira, 30. Para se inscrever no exame, o participante deve ter, no mínimo, 15 anos de idade completos até o dia da prova.
As provas contemplarão áreas básicas do conhecimento, como linguagens (língua portuguesa, inglês, artes, educação física), matemática, ciências naturais e ciências humanas (história, geografia). Serão 30 itens de múltipla escolha para cada uma dessas áreas. Há ainda uma redação.
A inscrição é gratuita. Para se inscrever, o candidato tem até hoje (30) às 23h59min, para acessar a página do exame: www.encceja.inep.gov.br/inscricao 

Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos
Fonte: Jornal da Educação
O Senado alterou a idade de acesso às escolas públicas. Hoje, a educação gratuita é obrigatória para crianças que têm entre 7 e 14 anos. Em 2010, a idade mínima já passa para 6 anos. E, a partir de 2011, o ingresso na escola vai começar mais cedo: aos quatro anos.
O ministro Fernando Haddad disse que as mudanças vão reparar um prejuízo para a educação. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada na noite de quarta-feira (28). Essa mesma emenda também que acaba progressivamente com uma retenção de 20% sobre as verbas da educação, a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU). Com a medida, até 2011, a área pode receber cerca de R$ 10 bilhões, segundo o Ministério da Educação. A emenda agora será promulgada pelo Congresso Nacional.

Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs. 
Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis
A contabilidade brasileira atravessa uma fase repleta de mudanças. A entrada em vigor do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), a convergência das normas nacionais aos padrões internacionais e as alterações que serão aplicadas ao setor governamental são algumas das novidades para a profissão. Muda a prática e consequentemente o ensino. As grades curriculares das universidades precisam acompanhar o que o mercado cobrará dos estudantes.
Para discutir as medidas a serem tomadas, o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS) promoveu, no dia 23 de outubro, em Porto Alegre, o Encontro de Coordenadores e Professores dos Cursos de Ciências Contábeis. Participaram professores de instituições do centro do País e contadores atuantes no mercado.
No caso dos professores, essa série de transformações representa um desafio. Eles terão que se atualizar para repassar os conhecimentos. Segundo o doutor em Controladoria, pesquisador em Contabilidade e Finanças na Fucape Fábio Moraes da Costa, as normas internacionais são mais baseadas em princípios do que em regras, como era feito até então. A alteração torna necessário desenvolver no aluno a capacidade de fazer julgamentos, de trabalhar com a habilidade de interpretação, análise e comunicação. "Aí sim ele poderá ingressar no mercado de trabalho e atender às novas demandas", diz.
Costa foi o palestrante no painel Os Rumos do Ensino da Contabilidade Internacional. Como medida de curto prazo para preencher a lacuna que a convergência provoca, ele sugere a inserção de uma disciplina de contabilidade internacional para complementar a formação dos estudantes. Posteriormente, a matéria acabará diluída em outras disciplinas. Desde 2005, a Fucape oferece esse conteúdo aos seus universitários.
Para o gerente sênior da PricewaterhouseCoopers e professor universitário Rodrigo Ferreira La Rosa o momento atual é o grande atrativo para a graduação na área, uma vez que cresce a importância dos contadores.
"Dormimos em 1976 com uma legislação e acordamos em 2008 em um período totalmente diferente", destaca.
A participação em workshops, palestras, seminários e outros eventos contribui para que todos possam adquirir as novas doutrinas. A grande oferta de cursos - em torno de 70 apenas no Estado - a capacitação e reciclagem do corpo docente e um plano de ensino atualizado são desafios para garantir a qualidade e nível educacional, diretamente ligados à formação dos futuros profissionais.
Universidades do Estado fazem adequações nos seus currículos
As instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul vêm adequando sua grade curricular nos últimos tempos para atender às modificações sofridas no meio contábil. O currículo da Ufrgs possui, desde 2008, a disciplina de Contabilidade Internacional. "Ela nasceu com prazo para ser extinta", diz Ceno Odilo Kops, coordenador da Comissão de Graduação dos curso de Ciências Contábeis e Atuariais da Ufrgs.
Conforme as outras disciplinas comecem a dar tratamento às alterações, a matéria será retirada da grade. Como o currículo muda constantemente em função das mudanças que a legislação brasileira apresenta, lembra Kops, há a necessidade de adaptações frequentes.
A Faculdade São Francisco de Assis, acompanhando as recentes alterações no setor, a exemplo das alterações na Lei das Sociedades por Ações, Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, vem trabalhando permanentemente na adequação curricular desde o primeiro semestre de 2008. Conforme o professor José Mário Matsumura Gomes, coordenador do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade São Francisco de Assis, também os pronunciamentos técnicos, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis já são discutidos com os alunos. Isso é feito por meio de disciplinas como Teoria da Contabilidade, Contabilidade Societária, Controladoria e Tópicos Contemporâneos de Contabilidade em que são abordados os temas mais atuais da área contábil. Essas adequações objetivam atender não apenas aos alunos que estão no início do curso, mas também aos que já estão no final da graduação. "A partir do próximo ano, gradativamente, os conteúdos passarão a ser realocados para disciplinas específicas, fa zendo com que todas as disciplinas afetadas estejam devidamente ajustadas, em função dessas mudanças na área contábil, tanto no setor privado como também no setor público", afirma.
Transformações tornam domínio do inglês crucial
Compliance, fair value, impairment, stakeholders, balanced scorecard, US GAAP. Os meios contábil e empresarial estão repletos de termos em inglês. O profissional que não dominar o idioma enfrentará dificuldades em sua rotina. Essa lacuna no currículo poderá inclusive atrapalhar sua carreira, tornando-se um fator decisivo na hora de concorrer a uma promoção.
O gerente sênior da PricewaterhouseCoopers Rodrigo Ferreira La Rosa cita outras competências e habilidades essenciais a quem trabalha na área, como o networking ativo (rede de contatos) com outras empresas e órgãos de classe e a participação em seminários e demais eventos, que contribuem para a capacitação, tão importante no atual momento.
As boas vagas e oportunidades de emprego estão no networking. Muitas vezes, conquistamos uma excelente colocação o mercado através dos contatos mantidos e não pela concorrência nos processos de seleção tradicionais.
Também as universidades devem se unir e discutir o novo cenário. "Estamos correndo atrás da máquina, uma vez que há uma série de inovações como o Regime Tributário de Transição (RTT), Controle Fiscal Contábil de Transição (Fcont), Sped, IFRS e outras. O ano de 2010 será uma montanha-russa, muitas emoções em apenas um ano e as polêmicas começam agora."
O perfil do profissional do século XXI é o oposto do anterior. O contador que for reativo, como antigamente, não terá espaço. Ele deve ter iniciativa. Outras características que representam um diferencial são a capacidade de inovação, empatia, curiosidade, adaptabilidade, coragem e ética - palavras e práticas essenciais na rotina dos contadores.
Pesquisa oferece boas oportunidades de trabalho
Esqueça a imagem do profissional escondido atrás de uma pilha de livros, fechado em uma sala. O pesquisador da área de Ciências Contábeis não é mais assim. De acordo com Aridelmo Teixeira, coordenador do mestrado da Fucape, o doutor em Ciências Contábeis é, hoje, um profissional atuante no mercado e não mais restrito à vida acadêmica. "É ele quem consegue enxergar a realidade. Esse é o perfil a ser buscado, o de quem consegue aliar o conhecimento à prática", diz.
De acordo com Teixeira, a pesquisa em Contabilidade avançou na última década o que não andou em 500 anos. De três cursos de mestrado até o início dos anos 2000, há hoje 19. Quatro instituições oferecem o doutorado, quando antes era apenas uma.
A formação de nove mestres por ano saltou para uma média de 250. As perspectivas são promissoras. Teixeira espera que em cinco anos os quatro novos cursos de doutorado contribuam para a titulação de 25 doutores anualmente.
O avanço na área científica registrado não tem precedentes, graças ao apoio do Conselho Federal de Contabilidade e dos conselhos regionais. A tendência de evolução quantitativa deve atingir agora o patamar da qualidade. "Esse é o próximo desafio." A remuneração acompanha essa evolução, com possibilidade de ganhos melhores para os doutores do que para outros profissionais.
Para o estudante de graduação, vale investir nesse nicho no início da carreira. "Aqueles que conseguirem se qualificar em dois ou três anos e concluir o doutorado terão ótimas oportunidades de retorno. A qualificação proporciona não só envolvimento na vida acadêmica como melhores chances na carreira." O coordenador do mestrado da Fucape dá uma dica a quem desejar se envolver no campo da pesquisa. A contabilidade pública é um segmento recente com nível mínimo de publicações, constituindo assim um vasto campo a ser explorado.
Aluno da geração Y requer novo modelo de aula
O Ensino a Distância (EAD) é considerado por muitos o futuro da educação. Para as novas gerações, o modelo de aula tradicional, onde o professor é o centro das atenções, torna-se falho por não conseguir captar o interesse dos jovens da era tecnológica. "A chamada geração Y tem o raciocínio mais rápido. Como ela ficará sentada assistindo a uma aula expositiva?", questiona o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Irineu Afonso Frey.
O EAD representa uma nova forma de ensinar, formada por outros personagens que não só o aluno e o professor. São fatores importantes para o bom desenvolvimento do conteúdo à participação de uma equipe multidisciplinar com especialistas aptos a preparar material em áudio e vídeo, bem como os tutores que auxiliam os estudantes. Mesmo assim, Frey ressalta a importância dos encontros presenciais realizados, que contribuem para o esclarecimento de dúvidas. Ele reconhece que o tema EAD ainda enfrenta preconceito, porque alguns questionam a eficácia desse formato. Entretanto, acredita, o modelo atual não conseguirá permanecer por muitos anos.
Se a maneira de ensinar e o aluno são diferentes, também o professor precisa mudar. É uma outra linguagem e orientação pedagógica distinta e ele precisa dominar a tecnologia disponível.
Em relação às mudanças que o profissional já formado encontra, o presidente do Sindicato dos Contadores do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiconta) e professor do Unilasalle, Salézio Dagostim, registra sua preocupação com a Contabilidade Internacional. Segundo Dagostim, ela procura dar mais importância à essência do que à forma para produzir lucros não gerados pela produção, mas, sim, pelos ajustes patrimoniais.
Segundo ele, os objetivos são bem antagônicos. "A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) defende os investidores - lucro fácil - e a Contabilidade defende a pessoa jurídica, com manutenção do emprego e da renda e lucros reais e certos", alerta.
Luciane medeiros 
Fonte: Jornal do Comércio 

Supervisão de medicina mantém redução de mais de 600 vagas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:09 hs. 
O processo de supervisão que examina a situação de 17 cursos de medicina avaliados com conceitos insatisfatórios pelo Ministério da Educação já suspendeu 690 vagas de ingresso em nove daqueles cursos.
O corte de vagas envolveu sete instituições que, em dezembro de 2008 e janeiro deste ano, receberam medidas cautelares de redução do número de vagas ou de suspensão de vestibulares. Outros dois cursos são oferecidos por instituições submetidas a processo ordinário de supervisão, iniciado após o recebimento de denúncias encaminhadas por alunos sobre a oferta do curso em condições insuficientes de qualidade.
As nove instituições firmaram com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, no início deste ano, termo de saneamento de deficiências (TSD) em que se comprometem a promover as adequações necessárias para a oferta de um ensino de qualidade.
A decisão de manutenção das medidas cautelares foi tomada pela Sesu após a realização das visitas in loco pela comissão de especialistas em ensino médico que auxilia o MEC no processo de supervisão. A comissão avaliou que as instituições vêm cumprindo as determinações previstas no Termo de Saneamento e que a manutenção da redução do número de vagas e suspensão de vestibulares tem o objetivo de preservar o interesse dos estudantes atualmente matriculados. Todos os cursos sob supervisão passarão por nova avaliação no início do próximo ano, prazo final para o cumprimento das medidas.
Considerando que os recentes processos de autorização de cursos de medicina têm fixado em 50 o número de vagas de ingresso, a redução equivale ao encerramento de, aproximadamente, 14 cursos.
Supervisão – O processo de supervisão dos cursos de medicina teve início em abril de 2008. De agosto a dezembro, a situação de 17 cursos com conceitos 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) foi avaliada por uma comissão presidida pelo médico Adib Jatene.
Assessoria de Comunicação Social
Confira as instituições que tiveram redução de vagas.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1596&Itemid= 
Fonte: MEC 

MEC quer investir recurso extra na formação de professor
Fonte: Jornal da Educação
A formação de professores deve ser o foco do investimento do Ministério da Educação (MEC) a ser feito com o recurso extra liberado pelo fim da DRU (Desvinculação das Receitas da União). A previsão do MEC é de que sejam cerca de R$ 9 bilhões a mais a partir de 2011. Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, o objetivo será melhorar a qualidade do ensino por meio da formação.
O plenário do Senado aprovou a PEC (Proposta de emenda à Constituição) que acaba progressivamente com a DRU - mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento o destino dos recursos - na educação. A pasta pretende focar os investimentos na formação básica e continuada dos professores e garantir melhorias nas estruturas dos estabelecimentos de ensino. "Com mais recursos teremos mais possibilidades", afirma a secretária. Em relação aos investimentos no plano de carreira dos professores, Maria do Pilar afirma que o MEC já vinha tomando providências antes da aprovação da verba.

Unesco lança cartilha para auxiliar comunicadores na divulgação da cidadania
Fonte: Jornal da Educação
A Unesco no Brasil lançou a cartilha Direitos Humanos na Mídia Comunitária: a Cidadania Vivida no Nosso Dia a Dia, que apresenta noções básicas sobre direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais.
Reconhecendo a importância de tais direitos na promoção da cidadania, a cartilha foi pensada para ser uma ferramenta à disposição de comunicadores comunitários que atuem como mediadores dos assuntos locais, com o intuito de divulgar notícias e informações de interesse da sua comunidade. O informativo pode ser usado nas rádios, páginas eletrônicas, reuniões comunitárias, escolas, igrejas, sindicatos, e outros lugares onde são discutidas noções de cidadania. O download gratuito da cartilha pode ser feito através do link: www.brasilia.unesco.org/areas/ci/Cartilha-DH-radio-comunitaria-2009l.pdf

Associação Brasileira dos Jornalistas lança site oficial
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
A Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ) lançou seu site oficial esta semana. A entidade é formada por jornalistas com ou sem diploma, e dirigida por Antonio Vieira.
A ABJ foi criada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para atuação na área.
O site reúne informações sobre legislação, liberdade de imprensa, além de matérias sobre jornalismo e o embate travado na questão do diploma.
Atualmente os membros da ABJ pressionam parlamentares contra a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 389/2009), que restitui a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão. Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que atua na frente contrária, defendendo a profissionalização do jornalismo, mobiliza seus sócios e também parlamentares em campanha para a aprovação do Proposta. 
Fonte: Comunique-se 

Com eleições, quase metade dos ministros pode deixar cargo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
A menos de seis meses do prazo máximo para que agentes públicos que planejam concorrer nas eleições de 2010 deixem seus cargos, a Esplanada dos Ministérios pode sofrer uma debandada de até 43% dos chefes das pastas. Dos 37 ministros de Estado, 16 têm claras ambições eleitorais e pretendem se arriscar nas disputas por cadeiras no Congresso, em assembleias legislativas, nos governos estaduais e na presidência da República.
Além da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, almejam se lançar na corrida pelos governos estaduais os ministros Hélio Costa (Comunicações), Henrique Meirelles (Banco Central), Tarso Genro (Justiça), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Edison Lobão (Minas e Energia), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Alfredo Nascimento (Transportes). O pleito de 2010 trará ainda situações inusitadas, como a disputa entre dois integrantes do governo - Hélio Costa e Patrus Ananias - pelo mesmo cargo, o de governador de Minas Gerais, além da condição inédita de um chefe da autoridade monetária se filiar a um partido político, ainda como presidente do BC, para concorrer a um cargo eletivo.
Têm a Câmara dos Deputados e o Senado como alvos, por sua vez, os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Paulo Bernardo (Planejamento), José Pimentel (Previdência) e Edson Santos (Igualdade Racial). Todos eles têm até o início de abril para deixar seus cargos no governo.
Sem admitir qualquer pretensão eleitoral no momento, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o neopetista Celso Amorim, de Relações Exteriores, poderiam engrossar a lista de integrantes do primeiro escalão federal dispostos a enfrentar as urnas em outubro de 2010.
Durante o ano, o próprio Lula já tentou emplacar Haddad como uma possibilidade no pleito de São Paulo, mas a absolvição do deputado Antonio Palocci pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a possibilidade de Ciro Gomes (PSB) desistir da corrida presidencial em prol de ser o candidato governista ao Palácio dos Bandeirantes tirou peso do ministro da Educação como um nome viável ao governo de São Paulo.
Em reunião com todos os ministros do governo, o próprio Lula já anunciou que pretende evitar que a poucos meses das eleições majoritárias tenha de administrar mais uma disputa de aliados por cargos públicos. A ideia é que os secretários-executivos assumam a responsabilidade pelas pastas assim que os titulares deixarem seus postos. Apesar da alternativa burocrática, dificilmente ela poderá ser colocada em prática na íntegra.
Pelo menos em dois casos emblemáticos, na Casa Civil e no Banco Central, a escolha pelos subordinados diretos dos ministros-candidatos não deve ser viabilizada. Braço direito de Dilma, Erenice Guerra enfrenta resistências do PT por ter tido seu nome vinculado ao episódio de confecção de um suposto dossiê com dados confidenciais do governo Fernando Henrique Cardoso. No caso do BC, o temor é o de que nomear um dos diretores como presidente possa não ser bem recebido pelo mercado.
Também há outros ministérios com problemas sucessórios, como o do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa Bolsa Família. A substituta direta de Patrus Ananias, Arlete Sampaio, deve disputar eleição pelo PT do Distrito Federal. Na Agricultura, por sua vez, o PMDB ligado à Câmara dos Deputados exige manter uma indicação, ainda que Reinhold Stephanes deixe o cargo em busca de uma reeleição como parlamentar.
Em sentido contrário, entre os secretários-executivos praticamente garantidos como ministros no ano eleitoral estão Carlos Eduardo Gabas (Previdência), Márcio Zimmermann (Minas e Energia) e Paulo Sérgio Passos (Transportes). 
Fonte: Terra - RS 

O Brasil merece uma educação melhor, mas quem irá educar os brasileiros?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
Depois de ler a pesquisa da revista Veja de 20/08/08, fiquei refletindo sobre a educação que os brasileiros merecem não é aquela educação acadêmica, decoreba:
1 – Que obriga o aluno a decorar o ponto, escrever na prova, mesmo que esqueça tudo logo depois;
2 – Que o aluno ouve, ouve, ouve e repete, repete, repete o que o professor fala, fala, fala como se ele não tivesse opinião própria;
3 – Que o aluno fica sentado em silêncio, escutando, escutando e escutando (ou dormindo), porque sabe que não pode interromper quando o professor fala, fala e fala para dar tempo de acabar o programa;
4 - Que humilha o aluno nas avaliações valorizando os enganos, fazendo cair a autoestima de 40 alunos em cada sala de aula, (milhões no Brasil);
5 - Que faz o aluno odiar a escola e os professores, esperando ansiosamente pelas férias;
6 – Que oprime tanto que o aluno não sabe citar momentos de alegria na sala de aula;
7 – Que é formada por duas classes: a dominante (que sabe tudo) e a dominada (que não sabe nada). Qual será o futuro desse pobre aluno sem iniciativa, sem espírito de luta, de liderança, acovardado diante dos problemas da vida?
8 – Que o aluno é considerado inimigo, por isso tem que se submeter a tudo e a todos, em silêncio, sem reclamar, sem se defender, aprendendo a abaixar a cabeça e dizer “sim” SEMPRE;
9 – Que o aluno não tem de saber quais as finalidades, os objetivos daquela aula para a vida deles. Quem tem de saber tudo é o professor. O aluno só tem que decorar ponto.
10- Que o aluno adora quando o professor fica doente, assim não terá que ouvir, ouvir e ouvir o professor falando, falando, falando, dando ordens e oprimindo;
11 – Que faz o aluno odiar a escola, criando apelidos horrorosos para os professores (e vice-versa).
Talvez a educação criativa possa ajudar. Na Educação Criativa, o que acontece na sala de aula?
1 - O professor é aquele que dá a proposta de atividade criativa e a classe vira um formigueiro provocado pela motivação. Os alunos, em subgrupos, são colocados em situação-problema e buscam soluções criativas, dando ideias, ouvindo as sugestões dos colegas, concordando, discordando, acrescentando, pesquisando nos livros ou na memória de cada um.
Eles estão desenvolvendo a agilidade mental porque sabem que essa atividade tem apenas alguns minutos. Depois, cada subgrupo irá apresentar suas soluções de problemas criados pelo professor, conclusões criativas, fugindo da mesmice. Professor não é aquele que resolve problema de alunos, mas, sim, aquele que coloca os alunos em situações-problema para que aprendam a se virar na vida, criativamente.
2 – Qualquer pessoa acadêmica que entrar na classe irá ficar assustada com a “indisciplina”, mas esse é um novo conceito de disciplina. É a disciplina da Educação Criativa que põe o aluno em ação, aprendendo com a troca de experiências dos colegas, sabendo que a conversa tem que ser no “cochicho” para não importunar os outros que também estão pensando e discutindo outros problemas. É um novo conceito de disciplina que quer dizer ORDEM MENTAL e não “todos sentados em silêncio absoluto durante 50 minutos”, escutando, escutando e escutando ou dormindo.
3 – O conteúdo, que era apenas um pequeno apoio, começa a aumentar, aumentando também a curiosidade e o estímulo para buscar mais conhecimento; descobrindo a alegria de aprender mais sobre aquele assunto.
4 – Cada grupo se apresenta, na frente da classe, contando o que descobriu, suas dificuldades para resolver cada parte do problema criado pelo professor.
5 – Nesse momento, eles estão motivados para buscar novos conhecimentos para a próxima aula, promovendo o desbloqueio de três personagens que cada aluno tem dentro de si: o gigante (que pode tudo, mas está bloqueado), a criança (que quer ser feliz e viver plenamente, mas está bloqueada) e o filósofo (que gosta de aprender a pensar, sentir, agir, analisar, liderar, escolher, criar laços afetivos com todos, mas também está bloqueado). A autoconfiança, a autoestima e a segurança emocional estão aumentando em cada aula, em cada atividade criativa, porque a escola está trabalhando com seres humanos e não com robôs.
6 – Sem muito trabalho, o professor está terminando sua aula e deixando os alunos muito motivados para pesquisar e discutir qualquer conteúdo fazendo Projetos Criativos e apresentando, na próxima aula, para o professor e para os colegas que poderão ajudá-los, acrescentando sugestões e dando forças para que leiam e pesquisem mais.
7 – Por estarem motivados, os alunos querem falar sobre seus Projetos, sem medo de errar, de pensar, de fazer, de realizar o que está pretendendo, sem inibição e sem exibicionismo, defendendo sua opinião e respeitando o que o professor e os colegas têm a acrescentar, aprendendo a trabalhar individualmente e em grupo.
8 – O professor está levando os alunos a descobrir que é motivo de grande prazer saber pesquisar, ler e entender o que leu, saber que o texto é a opinião do autor e que ele pode concordar ou discordar porque tem sua própria opinião.
9 – Na atividade de situação-problema, o professor está despertando nos alunos a vontade de experimentar, fazer laboratórios, criar Projetos e interpretá-los para a classe, de forma humorística e com expressão corporal, desenvolvendo o espírito lúdico e a autoconfiança.
10 - Pela motivação, aprendem a maravilhar-se com o gigante que cada um tem dentro de si, mas também maravilhar-se com o nascer e o pôr do sol, o sorriso de uma criança, o apoio a um idoso, buscando valores humanos.
11- Na busca de soluções criativas para a situação-problema aprendem a fazer amigos, a mantê-los e a compartilhar suas emoções. Afinal, são seres humanos aprendendo a amar.
12 - Brincando com a imaginação e com o absurdo deixam transbordar a alegria própria da criança, do adolescente e do jovem.
13 - Cheios da alegria de estudar, de ler, de compreender, de aprender, de crescer, os alunos estão aprendendo e treinando o senso de responsabilidade, de compromisso, de solidariedade e de amor.
14 - Nessa atividade criativa, os alunos estão se exercitando para saber comentar um livro, um filme, desenvolvendo sua capacidade de análise crítica.
15 - Avaliando os colegas, e fazendo auto-avaliação os alunos admiram com alegria quando eles expressam riqueza de liberdade de pensamentos e sentimentos. Descobrem então que não há necessidade de tanta avaliação, porque cada um está dando o melhor de si, promovendo o seu crescimento sem comparação e sem competição, cada um com a sua individualidade.
Em Educação Criativa a avaliação é feita por aplausos de encorajamento para que os alunos aumentem sua autoconfiança, acreditem em si próprios e produzam cada vez mais, sempre felizes com a sua maneira de ser.
16 - Despertando a sabedoria e o potencial do gigante, da criança e do filósofo que estavam bloqueados dentro de cada aluno, o professor estará realmente fazendo educação. Vamos tentar entender e aprender a trabalhar com a geração internet, que merece uma educação melhor no Brasil? Com essa pesquisa mundial (revista Veja de 20/08/08) ficou provado que dar ponto para aluno decorar não é educação. Se não mudarmos a metodologia, as escolas se tornarão fábricas de produzir analfabetos.
Texto de Glorinha Aguiar, especialista em Educação Criativa (na prática). Contato: glorinhaaguiar@uol.com.br Bom feriado. 
Fonte: Jornal Virtual nº 141 

Ensino a distância sofre resistência
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 03/11/2009 - São Paulo SP
Levantamento mostra que 18 mil estudantes foram vítimas de preconceito; para MEC, discriminação é ilegal
Mariana Mandelli 
Mais de 18 mil alunos de cursos de educação a distância de instituições particulares e públicas sofreram preconceito por terem optado por essa modalidade de ensino, segundo levantamento da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), que recebe as denúncias desde 2007. São casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos - mesmo os autorizados pelo Ministério da Educação -, dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso. Hoje há no Brasil mais de 2,6 milhões de alunos em 1.752 cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra o Conselho Nacional do Ministério Público. Por meio da resolução nº 40, de maio deste ano, o conselho dizia que só diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para o  Ministério Público. A conclusão deve sair nas próximas semanas.
Além do conselho, outros órgãos veem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a "quantidade em vez da qualidade da formação". "O mercado não absorve esse número de estagiários." Em junho de 2008, o Conselho Federal de Biologia publicou resolução proibindo o registro para profissionais com diplomas de ensino a distância. Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. "Entramos com as medidas legais e eles vão sofrer a penalidade da lei." Segundo a vice-presidente do   conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A resolução ainda vigora.
SÃO PAULO - Neste ano, a ABE-EAD iniciou uma discussão com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de deliberações de 2004, vetou a participação de professores formados a distância em concursos públicos. Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a posição da prefeitura como discriminatória. No caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A Prefeitura de São Paulo recorreu. Na rede estadual, circular da direção de ensino de Itapetininga repudia a atribuição de aulas a docentes formados a distância. O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não tinha conhecimento do caso e que verificará a situação. Foi marcado encontro entre ABE-EAD e governo. 

Brasil fica em 42º lugar no ranking de inovação tecnológica
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 02/11/2009 - Brasília DF
Ricardo Allan 
O Brasil ocupa o 42º lugar num ranking de inovação tecnológica feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Numa lista de 48 nações desenvolvidas e emergentes, está à frente apenas do México, África do Sul, Argentina, Índia, Letônia e Romênia. Entre os principais concorrentes de renda média, o país perde para a Coreia do Sul (8°), Rússia (29º) e China (34º), por exemplo. O baixo investimento público e privado em pesquisa, as deficiências nas políticas de incentivo e a qualidade ruim da formação profissional funcionam como um freio, atrapalhando a expansão sustentada da economia brasileira. "Com esse quadro negativo na inovação, o aumento da produtividade em médio e longo prazos fica muito prejudicado. Se o país quiser seguir a trilha do crescimento num ritmo mais acelerado, sem inflação e com elevação na renda real dos trabalhadores, vai ter que enfrentar o desafio de mudar esse cenário", afirma o economista Carlos Pacheco, professor da Unicamp. Pacheco escreveu o estudo Indicadores selecionados sobre o desempenho do Brasil em inovação, analisando os dados da OCDE a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O pódio no ranking da organização é ocupado por Suécia, Suíça e Finlândia. Os Estados Unidos, donos da maior economia do mundo, estão em 6º lugar.
Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil investiu R$ 32,57 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos produtivos (P&D;) no ano passado,  o equivalente a 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB). É o maior percentual nos últimos 10 anos, mas não representa um crescimento significativo em relação a 2007 (1,10%). O campeão na aplicação de recursos públicos e privados é Israel (4,7% do PIB), que tem um forte complexo industrial militar. A Coreia do Sul, que deu um salto tecnológico nos últimos 35 anos e ganhou competitividade no mercado internacional de eletrônicos e automóveis, injeta o correspondente a 3,2% do PIB em P&D; e os EUA, 2,6%. Na avaliação de Pacheco, é difícil aumentar o percentual de investimentos em inovação de uma hora para outra, mas alcançar a meta de 1,5% num prazo de até 10 anos seria factível. "O pressuposto é elevar um pouco a aplicação de recursos públicos na forma de estímulos fiscais aos projetos do setor privado e aumentar a eficiência dos programas de financiamento. No mundo, cada dólar gasto pelo governo alavanca, em média, US$ 2,5 investidos pelas empresas. No Brasil, essa proporção é mais ou menos de um para um", afirma. Nos cálculos do ministério, o setor público gasta 0,60% do PIB com essa atividade no país, enquanto o privado contribui com 0,52%.
Os três níveis de governo gastam 0,16% do PIB com incentivos à pesquisa privada, seja com cortes de impostos ou subvenções. Não é um valor pequeno se comparado com outros países, como os EUA (0,22%) e a França (0,18%). Segundo Pacheco, entretanto, o número é enganoso, pois a Lei de Informática é   responsável por quase 70% das despesas.  "Essa lei não é propriamente de estímulo à pesquisa. É uma compensação tributária para os outros estados não saírem perdendo para a Zona Franca de Manaus", diz. Tirando esse efeito, o apoio se reduz a 0,05% do PIB. Os demais programas oficiais têm poucos recursos.
O diretor de Competitividade da petroquímica Braskem, Antônio Queiroz, acredita que os incentivos governamentais ainda são limitados e ineficientes, apesar de avanços recentes, como a Lei do Bem. Para ele, é preciso haver um relacionamento mais estreito entre as indústrias e as agências de fomento à pesquisa, como a federal Finep e a paulista Fapesp. "Esses órgãos deveriam colocar dinheiro nas empresas e não só apoiar pesquisas nas universidades. A inovação no ambiente da fábrica cria parques industriais mais competitivos, com uma maior produtividade", diz. Para o diretor de Pesquisa e Tecnologia da Natura, Daniel Gonzaga, a capacitação técnica possibilitada pelo investimento em P&D; é necessária para que os produtos exportados tenham maior valor. Apostando mais nos itens manufaturados desenvolvidos nas indústrias com o apoio público, o país poderia diminuir sua dependência das vendas externas de commodities. Gonzaga também cobra uma atitude diferente das empresas. "Elas precisam estar preparadas para aproveitar os financiamentos e usufruir dos incentivos. Isso exige uma mudança cultural. Se não investirmos em inovação, não sairemos do lugar", diz. 

Colégio terá ensino médio como o Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 01/11/2009 - São Paulo SP
Escola Viva, na zona oeste de São Paulo, dividirá as disciplinas com base nas quatro áreas pedidas pelo exame do ministério. Professores de diferentes matérias trabalharão um mesmo tema para tornar o conteúdo interdisciplinar; isso já acontece na Politeia
DA REPORTAGEM LOCAL 
Por muito tempo, a escola Viva, na Vila Olímpia (zona oeste de São Paulo), foi considerada "alternativa", distante do sistema de ensino oferecido pelas escolas tradicionais da cidade. Matérias como expressão corporal e artes faziam parte do currículo obrigatório e os conteúdos eram passados para os alunos com base em projetos, abordados por todas as disciplinas ao mesmo tempo. Ano que vem, ironicamente, a escola vai se adequar à tendência: abrirá o ensino médio dividido nas mesmas áreas que o Enem deste ano -linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e ciências humanas e suas tecnologias. Cada uma das quatro áreas abriga um grupo de disciplinas, que são planejadas juntas. "Em ciências da  natureza, por exemplo, os professores de biologia, física e química criam articulações. Há um grupo de assessores externos que elabora trabalhos dessas três disciplinas em conjunto", afirma Ferreira. "Foi uma feliz coincidência criarmos o ensino médio nesse momento, em que há um contexto favorável para o projeto da escola. Se fosse em outros tempos, teríamos uma grande pressão para focar só no conteúdo propriamente dito", diz o diretor do ensino fundamental e médio, Francisco Ferreira.
O conceito não é novo em escolas como a Politeia, de linha democrática (onde os estudantes participam de todas as decisões tomadas na escola, que vão desde o que eles querem estudar até quem regará as plantas da   sala de aula). Todo o aprendizado é feito por meio de "trilhas de conhecimento", conta a sócia fundadora da escola Carol Sumie. Uma das trilhas estudadas, por exemplo, chamava-se "nossa escola, nosso bairro". Os alunos saíram pela região do parque da Água Branca (no centro de São Paulo), onde está localizada a escola, com o objetivo de estudar o bairro. Entre as tarefas que tinham que realizar, estavam entrevistas com moradores (para pesquisar história). Também escreveram uma revista sobre o que viram e ouviram e fizeram uma maquete, onde trabalharam conceitos matemáticos. É desta forma que o conteúdo obrigatório por lei é passado para os estudantes. (TALITA BEDINELLI) 

TCU pode barrar proposta de elaboração do Enem 
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 01/11/2009 - Rio de Janeiro RJ
A proposta do ministro da Educação, Fernando Haddad, de contratar sem licitação o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) - órgão vinculado à Fundação Universidade de Brasília (UnB) - para elaborar de forma permanente o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) pode ser barrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), informa Luiza Damé em reportagem publicada nesta segunda-feira em O GLOBO. Segundo o procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no TCU, a proposta fere a Lei de Licitações, uma vez que o Cespe costuma subcontratar instituições privadas para ajudá-lo a organizar as provas.  Essas empresas particulares acabariam contratadas sem licitação. Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" publicada neste domingo, o ministro disse que "o modelo de contratação exigido pelos órgãos de controle é inapropriado para o Enem". Haddad quer que o MEC tenha uma instituição semelhante à Fuvesp, organizadora dos vestibulares da Universidade de São Paulo (USP), para realizar o Enem. Essa entidade seria o Cespe, e o ministro disse que já conversou a respeito com o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior.
- Toda nossa preocupação vai para que tenhamos uma espécie de  Fuvest dos exames do MEC - disse Haddad ao  jornal paulista. O Cespe, segundo o ministro, seria "o braço operacional do Inep" para a organização da Prova Brasil, do Enem e do Enade. Haddad afirmou que pretende apresentar essa proposta para a análise do Tribunal de Contas da União. Há um mês, o MEC foi obrigado a cancelar o Enem depois que as provas foram furtadas da gráfica e o caso foi divulgado na imprensa. Contratado após uma licitação, o consórcio que elaborava a prova teve o contrato encerrado e o Cespe foi contratado em consórcio com a Fundação Cesgranrio, às pressas, para elaborar o novo exame, que será aplicado em 5 e 6 de dezembro. 

MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 01/11/2009
Ideia do ministro é eliminar licitações e tornar o processo mais seguro. 'Prova não foi realizada graças ao bom jornalismo do Brasil, afirmou
Do G1, em Brasília 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse em entrevista publicada neste domingo (1º) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” que pretende dotar o Ministério da Educação (MEC) de uma entidade própria e capacitada para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) todos os anos. “Será a Fuvest do MEC”, afirmou, se referindo à fundação responsável por organizar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP). Haddad disse que não seria necessária a criação de uma entidade, pois, segundo ele, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) seria o parceiro ideal para a aplicação do Enem. “Já conversei com o reitor [da UnB]. O Cespe é um parceiro antigo do MEC. Ele precisa se preparar para assumir os exames. Assim como o maior vestibular do país tem a Fuvest, o Enem teria sua  entidade”, afirmou. O novo Enem, que servirá como método de ingresso em dezenas de universidades do país, seria realizado no começo de outubro. No entanto, acabou adiado para os dias 5 e 6 de dezembro, após a constatação de uma tentativa de fraude. O contrato para a realização do exame acabou rescindido e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) firmou novo convênio com o consórcio formado pela Fub/Cespe e Cesgranrio. Na entrevista ao jornal, Haddad destacou que seu objetivo ao defender uma entidade própria para realizar o Enem a longo prazo é o de eliminar a necessidade de licitações e tornar o processo mais seguro. “Se nós mantivermos o modelo, temo que as pessoas possam desconfiar da segurança da prova”, disse. Motivação política - Questionado  se acredita que houve motivação política para o furto do exame, o ministro evitou especulações, mas disse ter opinião semelhante à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu, como o presidente Lula, consideramos estranho uma pessoa que quisesse fazer dinheiro com a prova procurar a imprensa, seria a última decisão a tomar. É muito estranho. Haddad observou que não avisou a Lula sobre o vazamento da prova. Segundo ele, “o presidente leu [a notícia] no jornal”. O ministro também lamentou não ter insistido para alterar as normas de contratação da empresa responsável pela aplicação do Enem. Ele ainda elogiou a imprensa por ter levado o caso do vazamento do exame à tona, fato que motivou o cancelamento das provas. “A prova não foi realizada, isso é importante dizer, graças ao bom jornalismo que temos no Brasil.” 

Gasto com qualidade
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 03/11/2009 - São Paulo SP
Fim do desvio de verba dá mais R$ 9 bi anuais para educação que deveriam fluir para programas de atestada eficácia
Editorial 
A REVINCULAÇÃO completa de verbas federais para o ensino, aprovada no Senado, tem a aparência de boa notícia. A emenda constitucional votada acaba de forma paulatina com a DRU (desvinculação de receitas da União), que permitia ao governo gastar em outros setores 20% das receitas carimbadas para a educação. A parcela cai para 12,5% neste exercício, chega a 5% em 2010 e acaba em 2011. No final do processo, o MEC contará com R$ 9 bilhões adicionais por ano num orçamento que, hoje, movimenta cerca de R$ 40 bilhões. O dinheiro surge como reforço genérico para as políticas bem orientadas que o ministro Fernando Haddad vem implantando, enfeixadas no Plano de Desenvolvimento da Educação. Mas seria melhor se viesse precedido por programas concretos e de eficácia comprovada para aplicar as verbas devolvidas.
Tradicionalmente se gasta mal no Brasil, e a área de educação não foge a essa regra. O dispêndio público com ensino se aproxima de 5% do PIB, patamar semelhante ao de países   desenvolvidos como EUA (5,3%), Reino Unido (5,5%) e França (5,7%). O Japão gasta 3,5%. Temos, por certo, uma base mais larga de jovens em idade escolar. Isso resulta num gasto proporcionalmente mais baixo por aluno, mas não o bastante para explicar a diferença abissal de qualidade, como atestam os maus resultados de estudantes brasileiros em testes internacionais padronizados. Mesmo ponderando o dispêndio por estudante como fração da renda per capita do país, o resultado é decepcionante. A nota de alunos brasileiros do ensino fundamental na prova de matemática do exame internacional Pisa ficou pouco acima de 350 pontos em 2006. Considerado o nível de renda do Brasil, porém, nossos alunos deveriam alcançar algo entre 450 e 500 pontos, de acordo com os cálculos do economista Fernando Veloso, do IBMEC-RJ, num cotejo entre os países participantes do Pisa.
Diante desse quadro, mais dinheiro pode redundar só em mais desperdício, ou em   ganhos irrisórios para a qualidade do ensino. Correto  seria identificar primeiro programas prioritários para melhorar as aulas, partindo de experiências bem sucedidas em outros países, depois orçá-los e só então incluir o valor necessário no orçamento. A emenda constitucional aprovada também ampliou a faixa etária de escolarização obrigatória. Até o presente, todos os que tinham de 6 a 14 anos deveriam estar matriculados; agora o Estado fica obrigado a prover vagas para aqueles entre 4 e 17 anos que as buscarem. A medida, em si mesma meritória, corre o risco de seguir a mesma lógica do aumento indiscriminado de recursos. Ninguém pode ser contra dar pré-escola e ensino médio para todos. No caso da pré-escola, contudo, não faltam estudos mostrando que ela só faz diferença no desempenho de futuros estudantes se contar com professores treinados para lidar com essa faixa etária, turmas reduzidas e visitas regulares às famílias. Isso tem preço, mas a verba pode escoar antes que ele seja corretamente fixado. 

Formação de professores ganha apoio com adicional a bolsista
Fonte: Jornal da Educação
A formação de professores para a educação básica conta com um novo reforço. Bolsistas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CPNq) que trabalhem como formadores nos cursos e ações do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PNFP) vão receber auxílio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Pago pelo CNPq diretamente ao bolsista, com recursos da Capes, o adicional é devido ao desempenho de atividades relativas ao PNFP, como elaboração de material didático e coordenação de cursos.
A iniciativa foi oficializada pela Portaria Conjunta Capes/CPNq nº 1/2009, publicada na sexta-feira (30) no Diário Oficial da União. Têm direito ao auxílio os pesquisadores que recebem as bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) e de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) do CNPq. Até então, não era possível acumular os benefícios. A ação visa incrementar a formação dos docentes, agregando pessoal altamente qualificado.

Representante da Unesco no Brasil critica número de cargos de confiança no MEC e mudanças a cada troca de mandato
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:35 hs. 
O representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Vincent Defourny, diz que falta continuidade às políticas educacionais no país. Embora elogie o Ministério da Educação, considera que há excesso de cargos de confiança, sujeitos a troca a cada novo governo.
Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil: "O MEC não tem que se reinventar a cada mandato" - O MEC, o governo, uma administração desse tipo não tem que se reinventar a cada mandato - diz em entrevista a Demétrio publicado na edição deste domingo do Globo.
Defourny, que há três anos e meio dirige o escritório brasileiro, prefere não comentar a decisão do Itamaraty de apoiar a candidatura derrotada do egípcio Farouk Hosni à direção-geral da Unesco. O governo Lula abriu mão de lançar o brasileiro Márcio Barbosa, que tinha chances na disputa. Para Defourny, porém, o país não sofrerá prejuízo. Lembra que a búlgara Irina Bokova, eleita diretora-geral, fará sua viagem de estreia justamente para o Brasil - a Belém, em dezembro, para uma conferência sobre educação de adultos. 
Fonte: Jornal O Globo 

Grupo de Cingapura vai oferecer curso superior no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs. 
Ter domínio da língua inglesa será fundamental para cursar uma instituição particular de ensino superior que está se instalando em São Paulo. Por duas razões que vão além das exigências do mercado de trabalho: todas as aulas serão dadas em inglês e metade da graduação acontece no exterior. A Australia International Business School (AIBS) chega ao País neste ano e, a partir de 2010, vai oferecer os cursos de Administração (Business Administration) e Turismo (Tourism and Hospitality Management).
As graduações funcionarão em três etapas que devem durar, no mínimo, três anos. A primeira, chamada de foundation course, ocorre no Brasil e durará três meses. Nela, o aluno vai aprender conceitos básicos de Administração, Economia e Marketing, entre outros. A segunda fase, advanced diploma, ainda em solo brasileiro, dura 15 meses e é dividida em módulos que capacitam o aluno na profissão que ele escolheu, Administração ou Turismo. Finalmente, o estudante vai para a etapa final da graduação, em que passará os próximos 18 meses em uma das nove universidades australianas que são parceiras da AIBS. É lá que ele vai retirar seu diploma.
A faculdade faz parte do Melior Education Group, uma empresa de Cingapura que está presente na China, Vietnã, Tailândia, Índia e Austrália. Segundo a gerente da instituição, Chong Siew Hong, o país da Oceania foi escolhido por suas faculdades qualificadas. As classes da AIBS, instituição que vai funcionar no Brooklin Novo, zona sul, devem ter cerca de 25 alunos. As mensalidades devem custar em torno de R$ 1.500. Os professores serão, em sua maioria, estrangeiros. Os poucos docentes brasileiros devem ter experiência na academia e no mercado.
As primeiras turmas começam em fevereiro, mas haverá seleções em maio e agosto também. Para ingressar na AIBS, o estudante deve apresentar seu certificado de conclusão do ensino médio e histórico escolar. Ele será submetido a uma entrevista e a um teste de inglês semelhante ao TOEFL (Test of English as a Foreign Language) e ao IELTS (International English Language Testing System). Caso seja reprovado na língua, a AIBS oferece gratuitamente um curso preparatório de inglês para que o estudante tente novamente a vaga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

País abriga melhores escolas de hotelaria do mundo
Fonte: Portal O Meu Futuro
Tradição em hotelaria é o que leva a maioria dos estudantes brasileiros até a Suíça. Instituições como Belvoirpark Hotelfachschule, em Zurique, Glion Hotel School, em Montreaux, Domino Carlton Tivoli, em Lucerna, e as Ecole hôtelière, em Genebra e Lausanne, são apenas exemplos do que há de atrativo nesse tradicional centro educacional europeu.
O país também é considerado uma excelente rota para estudantes de economia e ciências tecnológicas. Além de abrigar dois importantes institutos federais de tecnologia - em Lausanne e Zurique -, a Suíça dedica, em média, 2% do seu PIB (Produto Interno Bruto) às atividades de pesquisa. Os institutos concentram suas atividades em áreas de alta tecnologia, tornando-se líderes internacionais em pesquisa científica básica, aplicada e interdisciplinar. Não é à toa que o país coleciona inúmeros prêmios Nobel.
Atualmente, a Suíça tem, pelo menos, dez cidades universitárias espalhadas por seu pequeno território, entre elas Basel, Bern, Fribourg, Genebra, Lausanne, Lucerna, Neuchâtel, St. Gallen, Zurique e Ticino. O sistema de ensino do país é, em sua maioria, público, mas dispõe de instituições privadas de nível internacional.
Em seus 41.290 km² - menor que o Estado do Rio de Janeiro -, falam-se quatro línguas oficiais (alemão, francês, italiano e romache), por conta da influência dos países fronteiriços. Por isso, antes de fazer a matrícula, é preciso saber em que idioma o curso será ministrado.
Brasileiros que pretendem estudar na Suíça devem apresentar um plano de estudo pessoal, contendo os objetivos finais da experiência - seja a conclusão de estudo em nível de ensino médio, graduação, mestrado ou doutorado.
A instituição de ensino será responsável pela avaliação do plano de estudo e pela aprovação do aluno no programa, mas, antes de entrar na Suíça, o estudante precisa provar que tem recursos financeiros suficientes para se manter no país.
Perfil suíço
A economia da Suíça é estável, mas apresenta problemas de demanda interna devido o pequeno número de habitantes -pouco mais de sete milhões. O país não aderiu ao mercado comum europeu, mantendo a tradição de neutralidade que o deixou fora das duas grandes guerras mundiais.
Há grande diversidade cultural em curtas distâncias. Cidades mais jovens e animadas, como Zurique, e mais nervosas, como Genebra. De um modo geral, o suíço é cordial, elegante e reservado. Nos restaurantes, dificilmente consegue-se ouvir a voz dos ocupantes da mesa ao lado e, geralmente, as pessoas estão bem vestidas e arrumadas.
Sua capital é Berna, mas Genebra - terceira maior cidade, com cerca de 180 mil habitantes - é a mais importante do país e uma das mais conhecidas do mundo. É sede da Cruz Vermelha e de várias agências da ONU (Organização das Nações Unidas), o que faz com que quase 50% de sua população seja formada por estrangeiros residentes no país.

Estudo conclui que latino-americanos não possuem habilidades críticas para o século 21
Fonte: Portal O Meu Futuro
A FedEx Express e a Dell apresentaram os resultados da pesquisa Habilidades para competir: depois da educação secundária e a sustentabilidade empresarial na América Latina, realizada pelo Economist Intelligence Unit (EIU).
De acordo com o estudo, encomendado pelas duas empresas, os empregadores da América Latina acreditam que os trabalhadores da região não possuem as habilidades necessárias para atuar no mercado global e competitivo de hoje.
A pesquisa revela ainda alunos graduados que ingressam no mercado de trabalho frequentemente não possuem habilidades interpessoais, fator que pode prejudicar suas chances para sucesso e a sustentabilidade de empresas da região.
A pesquisa aponta que para 97% dos pesquisados a globalização aumentou a necessidade por habilidades interpessoais. As respostas indicam ainda que habilidades como pensamento crítico (para 76% dos pesquisados), resolução de problemas (para 73%) e habilidades para a vida cotidiana (para 72%) são ainda mais importantes no trabalho.
Pequenas empresas - Outra conclusão da pesquisa é que as habilidades específicas como múltiplos idiomas, proficiência em tecnologia e ciências, engenharia e matemática serão importantes em cinco anos – especialmente para pequenas empresas.
Ao ajudar a melhorar as qualificações do estudante, as grandes empresas se concentram mais em buscar melhorias dentro das instituições de ensino, enquanto as pequenas empresas buscam levar os alunos para o mercado por meio de estágios e programas que integrem o estudo e o trabalho.
Ainda de acordo com a pesquisa, os alunos na América Latina passam menos tempo na escola se comparados a seus pares em outros países, e a produtividade dos trabalhadores regionais está abaixo dos níveis asiáticos identificados na pesquisa do Economist Intelligence Unit, de 2008.
Habilidades técnicas - Assim, a pesquisa aponta que o desafio que a região enfrenta para atender às demandas do novo ambiente global de negócios é o treinamento das pessoas em habilidades técnicas (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e interpessoais (pensamento crítico, resolução de problemas e habilidades para a vida).
Os executivos na América Latina – aponta a pesquisa – reconhecem a importância de uma força de trabalho educada para a competitividade empresarial e concordam que o setor privado desempenha um papel importante na preparação de alunos.
Em função dos resultados dessa pequisa, tanto a FedEx quanto a Dell estão reforçando os programas de educação que já desenvolvem na América Latina.