
04/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Prorrogação Prazo Aditamento FIES 2º semestre 2009
Mais de 1 milhão de estudantes participam do Enade
Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde
90% dos professores têm curso superior
Comissão do Senado pode votar 14º salário para professor
Portaria nº 244, de 22 de Outubro de 2009.
Inep vai informar local de prova do Enem até o dia 30 de novembro
Candidatos devem receber cartão da prova do Enem até 30 de novembro
Refis IV ou Refis da crise: contagem regressiva às IES
MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
A educação moderna, por Sérgio Grando
Tabela Periódica ganha 112º elemento.
Aprovada emenda que dá mais R$ 8 bi para educação
Senado Federal aprova fim da DRU para a educação
Exame oferece oportunidade aos que não obtiveram certificado
Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos
Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis
Supervisão de medicina mantém redução de mais de 600 vagas
MEC quer investir recurso extra na formação de professor
Unesco lança cartilha para auxiliar comunicadores na divulgação da cidadania
Associação Brasileira dos Jornalistas lança site oficial
Com eleições, quase metade dos ministros pode deixar cargo
O Brasil merece uma educação melhor, mas quem irá educar os brasileiros?
Ensino a distância sofre resistência
Brasil fica em 42º lugar no ranking de inovação tecnológica
Colégio terá ensino médio como o Enem
TCU pode barrar proposta de elaboração do Enem
MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
Gasto com qualidade
Formação de professores ganha apoio com adicional a bolsista
Representante da Unesco
no Brasil critica número de cargos de confiança no MEC e
mudanças a cada troca de mandato
Grupo de Cingapura vai oferecer curso superior no Brasil
País abriga melhores escolas de hotelaria do mundo
Estudo conclui que latino-americanos não possuem habilidades críticas para o século 21
Prorrogação Prazo Aditamento FIES 2º semestre 2009
Fonte: GIFUS/FL Gerência de Fundos e Seguros
Sociais
A prorrogação do período de aditamento, relativo
ao 2º semestre/2009, é até o dia
13/11/2009.
Dessa forma essa IES, obrigatoriamente, deverá acessar o menu
CONTRATOS/PERÍODO DE ADITAMENTO, clicar sobre a legenda
"Alterar" do semestre 2º/ 2009 e proceder a
alteração da data final.
Informação: gifusfl03@caixa.gov.br ou (48) 3722.5382
Mais de 1 milhão de estudantes participam do Enade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs.
No próximo domingo, dia 8 de novembro, 1.103.173 estudantes
farão a prova do Exame Nacional de Desempenho do Estudante
(Enade), prova obrigatória para estudantes ingressantes e
concluintes das 16 áreas avaliadas este ano. A prova, com
início previsto para às 13h, horário de
Brasília, será aplicada em 997 municípios.
Ao todo, deverão participar 681.206 alunos ingressantes e
421.967 concluintes. Nesta sexta edição do exame
serão avaliadas 16 áreas: agronomia (9.301
participantes); biomedicina (6.016); educação
física (48.490); enfermagem (38.628); farmácia (19.090);
fisioterapia (21.304); fonoaudiologia (2.585), medicina (9.879);
medicina veterinária (9.027); nutrição (14.680);
odontologia (9.493); serviço social (14.786); tecnologia em
agroindústria (872); tecnologia em radiologia (5.019); terapia
ocupacional (1.931) e zootecnia (4.318).
Além desses universitários, também deverão
fazer a prova do Enade aqueles selecionados e faltosos de alguma das
edições anteriores e que ainda não regularizaram
sua situação. O total de estudantes nesta
condição é de 108.903, sendo 73.217 ingressantes e
35.686 concluintes.
Os participantes já devem ter recebido, pelos Correios, o
cartão de informação, enviado pelo Inep. Quem
não recebeu o cartão deve consultar seu local de prova na
página eletrônica do Inep ou na coordenação
de seu curso. A apresentação do cartão de
informação não é imprescindível para
a realização da prova. Basta o estudante ir ao local
correto com documento oficial de identificação.
Fonte: Terra - Educação
Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União Nº 209, terça-feira, 3 de novembro de 2009
EDITAL Nº 2/2009/CAPES/DAV
MESTRADO PROFISSIONAL ASSOCIADO A PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM SAÚDE
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - CAPES, em consonância com o
Ministério da Saúde e a Coordenação-Geral
de Residências em Saúde da SESu/MEC, torna público
que receberá das universidades, instituições de
ensino, centros de pesquisa públicos e privados e demais
instituições enquadráveis nos termos deste edital,
propostas de Programas de Pós-Graduação em
Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em
Saúde, nos termos da Portaria Normativa no- 7 do MEC, de 22 de
junho de 2009, publicada no DOU de 23 de junho de 2009, conforme
cronograma:
ATIVIDADES DATAS
Lançamento do edital 22 de outubro de 2009
Seminário: Residência/Mestrado Profissional 11- 12 de novembro de 2009
Início de apresentação de propostas de Mestrado
Profissional associado a Programas de Residência em Saúde
20 de novembro de 2009
Término de apresentação de propostas 30 de dezembro de 2009
Período de análise - CAPES Janeiro - Fevereiro/2010
O edital completo encontra-se disponível no sítio da CAPES: www.capes.gov.br
JORGE ALMEIDA GUIMARÃES
Presidente da CAPES
90% dos professores têm curso superior
Fonte: Portal O Meu Futuro
A lei que torna obrigatório o diploma universitário para
professores da Educação Infantil e anos iniciais do
Fundamental (1ª a 4ª série) exigirá a
adequação de apenas 90 dos 903 professores que atuam nas
creches e Escolas primárias de Blumenau. Esse é o
contingente que ainda não se adaptou ao Estatuto do
Magistério, que vigora desde 2008 na rede municipal de
Educação e exige formação superior em
Pedagogia. A participação dos pais nessa cobrança
por qualificação também é importante. Um
dos critérios essenciais para escolher a Escola do filho
é avaliar quem são os professores (ver tabela).
- Não dá para ficar parada no tempo, temos que estar
sempre nos reciclando, aprendendo coisas novas. É bom pra gente
e para os alunos que ensinamos – avalia a diretora interina do
CEI Henrich Reif, no Bairro Nova Esperança, Sandra Denise
Oechsler, que trabalha há 20 anos com Educação
Infantil e tem 15 anos de formada.
Ela defende que é importante graduar o quanto antes esses 90
professores que ainda não se adaptaram ao Estatuto pois eles
lidam todos os dias com seres humanos que precisam crescer e se
desenvolver. A educadora Dulcicleia Hoeller, 51 anos, concorda e
já garantiu a vaga no curso de Educação a
distância da Udesc:
– Acredito que o curso será bom para mim e para as crianças, pois poderei ensinar melhor.
Dulcicleia, que trabalha no Centro de Educação Infantil
(CEI) Monteiro Lobato, no Bairro Velha Pequena, foi selecionada para o
curso gratuito de Pedagogia por já trabalhar na área. O
curso faz parte do Plano Nacional de Formação dos
professores da Educação Básica, do
Ministério da Educação (MEC), lançado como
incentivo para a graduação dos educadores.
daniela.pereira@santa.com.br DANIELA PEREIRA
Comissão do Senado pode votar 14º salário para professor
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação do Senado pode votar ainda
essa semana proposta que dá direito a um 14º salário
para os professores da educação básica da rede
pública de ensino.
O projeto é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e
teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que apresentou o
substitutivo. O texto estabelece que, para ter direito ao 14º
salário, os profissionais da educação
básica pública precisarão elevar o Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de
sua escola em pelo menos 50%.
O benefício também será pago aos profissionais que
alcançarem o Ideb igual ou superior a sete. Pelo projeto, o
pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o
fim do semestre subsequente ao da publicação dos
resultados do Ideb.
Portaria nº 244, de 22 de Outubro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:46 hs.
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS
ANÍSIO TEIXEIRA - INEP, no exercício de suas
atribuições, conforme o inciso VI, do art. 16, do Decreto
nº 6.317, de 20 de dezembro de 2007, e tendo em vista o
dispositivo na Portaria MEC nº 438, de 28 de maio de 1998, que
instituiu o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), complementada
pela Portaria MEC nº 318, de 22 de fevereiro de 2001, e Portaria
MEC nº 391, de 07 de fevereiro de 2002, e alterada pela Portaria
nº 462, de 27 de maio de 2009.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1956.pdf
Fonte: DOU n.º 209 - 03.11.2009
Inep vai informar local de prova do Enem até o dia 30 de novembro
Fonte: Jornal da Educação
O "Diário Oficial da União" publicou que o Inep
(Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) afirma que os
cartões de confirmação da inscrição
no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) devem ser entregues nos
endereços fornecidos pelos candidatos até o dia 30 de
novembro. Os cartões contêm o local de prova, o
número de inscrição e a senha necessária
para consultar o resultado individual no exame.
No caso de o candidato não receber o cartão até o
dia 30, o Inep indica que deverá acessar a página de
consulta do órgão ou ligar para o programa Fala Brasil,
pelo telefone 0800-616161, e solicitar as informações.
Caso o candidato precise de atendimento especial e a
informação não constar no cartão, ele
deverá informar o Inep imediatamente. Não serão
aceitas mudanças no local de prova.
Candidatos devem receber cartão da prova do Enem até 30 de novembro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs.
Em caso de não recebimento, inscrito terá telefone e internet para reclamar.
Exame será aplicado em 5 e 6 de dezembro a 4,2 milhões de estudantes.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Até o dia 30 de novembro, o Ministério da
Educação vai enviar, por correio, os cartões de
confirmação de inscrição a todos os 4,2
milhões de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), marcado para ocorrer entre os dias 5 e 6 de dezembro. A partir
do cartão, os candidatos serão informados sobre a hora, a
data e o local de realização da prova.
A especificação do prazo foi publicada na
edição do Diário Oficial da União desta
terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo a portaria, o
candidato que não receber o cartão dentro do prazo fixado
pelo MEC terá duas formas de acessar informações
sobre a prova: “Entrar em contato com o Programa Fala Brasil pelo
telefone 0800-616161 ou acessar a página do Inep na
internet.”
Em caso de não-recebimento do cartão de
confirmação da inscrição, o candidato
poderá apresentar o comprovante de inscrição,
juntamente com um dos documentos de identificação pessoal.
Além do local de realização da prova, o
cartão que será enviado por correspondência ao
endereço informado pelo candidato, vai informar o número
de inscrição, a senha de acesso aos resultados
individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do
questionário socioeconômico. “No caso de o
cartão não especificar corretamente o tipo de atendimento
especial solicitado na ficha de inscrição, o inscrito
deverá entrar imediatamente em contato com o Inep para as
providências necessárias até o dia 30 de
novembro”, avisa o Inep.
A portaria relembra que o local de realização da prova
não será mais modificado: “Não será
permitida a mudança do local em hipótese alguma.”
Cada candidato será responsável por conferir os dados do
cartão. Sobre a taxa de inscrição, a portaria
também informa que não será possível pedir
a devolução: “O valor referente ao pagamento da
taxa de inscrição não será devolvido, salvo
em caso de cancelamento ou adiamento do certame por conveniência
da Administração Pública.”
Fonte: G1 - Portal Globo
Refis IV ou Refis da crise: contagem regressiva às IES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:41 hs.
Instituído pela Lei n.0 11.941, de 27 de maio de 2009, a
condição especial de pagamento à vista ou de
parcelamento em até 180 (cento e oitenta) meses de
débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil (SRFB) e os débitos para com a Procuradoria Geral da
Fazenda Nacional (PGFN), inclusive o saldo remanescente dos
débitos consolidados no REFIS, PAES e PAEX, além dos
parcelamentos ordinários (tidos anteriormente como parcelamentos
comuns previdenciário ou da Receita Federal/PGFN), tem seu prazo
de adesão até o dia 27 de novembro (último dia
útil do sexto mês subseqüente ao da
publicação daquela Lei).
A ampla possibilidade de parcelamento de débitos vencidos
até 30 de novembro de 2008 - ou seja, decorrentes de
retenção/apropriação ou não, de
pessoa física ou jurídica, consolidadas pelo sujeito
passivo (confessadas ou declaradas em obrigações
acessórias), com exigibilidade suspensa ou não (dentre as
hipóteses legais em que os créditos não podem ser
considerados em cobrança pela autoridade fiscal:
moratória; depósito de seu montante integral;
reclamações ou recursos; concessão de liminar,
medida cautelar ou tutela antecipada em ação
própria; parcelamento), inscritas ou não em Dívida
Ativa da União (DAU), consideradas isoladamente, mesmo em fase
de execução fiscal já ajuizada, ou que tenham sido
objeto de parcelamento anterior, não integralmente quitado,
ainda que cancelado por falta de pagamento - soma-se às
vantagens de redução de multas (de mora e de
ofício, inclusive, das isoladas), de juros de mora, além
da exclusão de encargos legais (a exemplo do percentual de 20%
(vin te por cento) incidente sobre o montante do crédito
tributário cobrado em execução fiscal).
A nova modalidade de parcelamento ainda traz a “vantagem”
que, no caso de débitos que tenham sido objeto daqueles
parcelamentos deverão ser computadas as parcelas pagas,
atualizadas pelos critérios aplicados aos débitos (ou
seja, pela taxa Selic), até a data de solicitação
do novo parcelamento, cujo saldo devedor poderá ser parcelado
(mediante redução de multa e juros em
condições específicas para cada modalidade de
parcelamento (REFIS, PAES, PAEX e ordinários), além de
exclusão dos encargos legais), podendo, ainda, ser quitado nas
condições previstas na Lei para pagamento à vista,
ou ainda, gozar destas mesmas condições no caso de
antecipação de no mínimo 12 (doze) parcelas,
enquanto as pessoas se mantiverem ativas no novo parcelamento.
É importante ter em mente, que a adesão ao referido
parcelamento não depende de apresentação de
garantias ou de arrolamento de bens, exceto quando já houver
penhora em execução fiscal ajuizada; os depósitos
existentes, vinculados aos débitos a serem pagos ou parcelados
nos termos desta Lei, serão automaticamente convertidos em renda
da União, aplicando-se as benesses legais
(reduções para pagamento à vista ou parcelamento,
sobre o saldo remanescente).
Chama-se a atenção quanto aos honorários
decorrentes da desistência formulada pelo contribuinte nas
ações propostas anteriormente em face da União,
relativamente aos débitos objeto do novo parcelamento, ou seja,
não havendo que se falar em exclusão de
condenação em honorários, eventualmente arbitrados
pelo Juízo competente em razão da desistência da
respectiva ação judicial, em conseqüência da
renuncia a qualquer alegação de direito sobre a qual se
funda a referida ação, ante a exigência da Lei do
protocolo de requerimento de extinção do processo com
resolução do mérito, nos termos do inciso V do
caput do artigo 269, do Código de Processo Civil (CPC),
até 30 (trinta) dias após a data de ciência do
deferimento do requerimento do parcelamento. Contudo, cabendo a
inclusão destes valores na modalidade de pagamento optado pelo
contribuinte, consoante inciso II, artigo 11 da Lei n.0 11.941, de 2009.
Assim, é facultada ao contribuinte a consolidação
de quaisquer débitos existentes, vencidos até 30 de
novembro de 2008, desde que passível de distinção,
inclusive, quanto à desistência de
impugnações ou recursos administrativos, ou mesmo de
ações judiciais, em que se discutem outros
débitos, a qual deverá ser efetuada mediante
petição dirigida ao Delegado da Receita Federal de
Julgamento ou ao Presidente do Conselho Administrativo de Recursos
Fiscais, conforme o caso, devidamente protocolado na unidade da RFB do
domicílio tributário do sujeito passivo, no prazo de 30
(trinta) dias após a ciência do deferimento do
requerimento de adesão ao parcelamento ou da data do pagamento
à vista, de acordo com o modelo apresentado pela Portaria
Conjunta PGFN/RFB n.0 6, de 22 de julho de 2009. No caso de
desistência parcial de ações judiciais, no prazo
acima, deverá o sujeito passivo apresentar nas unidades da PGFN
ou da RFB, conforme o órgão responsável pela
administração do débito, a seg unda via da
petição de desistência, devendo discriminar com
exatidão os períodos de apuração e os
débitos objeto do novo parcelamento.
Destaca-se, ainda, que não obstante a faculdade de
inclusão de débitos distintos pelo sujeito passivo, a
opção pelo novo parcelamento do saldo devedor dos
parcelamentos anteriores (REFIS, PAES, PAEX e ordinários)
implica, obrigatoriamente, a desistência de todos os
débitos consolidados na respectiva modalidade de parcelamento,
vez que esta abrange automaticamente o parcelamento anterior como um
todo, quando da comunicação eletrônica gerada no
ato de adesão ao novo parcelamento.
O pedido de adesão ao novo parcelamento está condicionado
ao pagamento da primeira prestação, que deverá ser
realizado até o último dia útil do mês em
que for formalizado, estando o novo parcelamento ainda vinculado
à consolidação posterior da dívida,
aguardando-se o ato conjunto da PGFN e RFB para
divulgação de prazo para apresentação das
informações complementares pelos sujeitos passivos,
devendo até lá serem pagas as parcelas mínimas
estabelecidas, conforme cálculo prévio realizado no ato
de adesão nos sítios da PGFN ou da RFB.
Desta forma, merecem maiores reflexões pelas IES os
débitos decorrentes de tributos federais efetivamente devidos,
principalmente, aqueles decorrentes de retenção ou de
apropriação (impostos de renda retido na fonte e as
contribuições retidas dos segurados empregados), cuja
adesão ao novo parcelamento possibilitará a
suspensão da pretensão punitiva do Estado referente aos
crimes contra a ordem tributária previstos nos artigos 10 e 20
da Lei n.0 8.137, de 1990 e nos artigos 168-A e 337-A do Código
Penal, limitada a suspensão aos débitos que tiverem sido
objeto de concessão de parcelamento, podendo, inclusive, ser
extinta a punibilidade com o pagamento integral dos valores
correspondentes à ação penal.
Por outro lado, as discussões jurídicas atinentes
à (i) cobrança indevida de impostos incidentes sobre a
renda, patrimônio e serviços (inclusive, aqueles
decorrentes de movimentação financeira: IOF/IOC e IR
sobre aplicação financeira) e a da COFINS, para o caso
das IES cuja natureza jurídica é de
associação civil, sem finalidade lucrativa; (ii) somada a
esta imunidade dos impostos, a cobrança indevida das
contribuições sociais (quota patronal, SAT e Terceiros;
PIS sob a modalidade de 1% sobre a folha de pagamento; COFINS e CPMF
(no período de vigência do tributo)) para o caso das IES
cuja natureza jurídica é de entidade de assistência
social; (iii) os benefícios fiscais decorrentes da adesão
ao PROUNI, para as IES de fins econômicos, s.m.j., oferecem
segurança jurídica em favor das entidades, com margens
elevadas de êxito nas medidas jurídicas ou
ações em curso, por força do ordenamento
jurídico aplicado aos tributos em referência e das
jurisprudências dos Tribunais, cabendo à assessoria
jurídica da entidade avaliar em tais casos, a possibilidade de
distinção dos débitos quando da
consolidação do novo parcelamento.
Dr. Marcelo Aparecido Batista Seba - SEBA Sociedade de Advogados,
especialista em Direito Tributário pelo Centro
Universitário do Distrito Federal – UniDF / ICAT –
Instituto de Cooperação e Assistência
Técnica; e-mail: marcelo@sebaadvogados.com.br;
Fonte: CM Consultoria - Dr. Marcelo Seba/Seba Advogados
MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:07 hs.
Ideia do ministro é eliminar licitações e tornar o
processo mais seguro. "Prova não foi realizada graças ao
bom jornalismo do Brasil, afirmou."
Do G1, em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse em
entrevista publicada neste domingo (1º) pelo jornal “O
Estado de S. Paulo” que pretende dotar o Ministério da
Educação (MEC) de uma entidade própria e
capacitada para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
todos os anos. “Será a Fuvest do MEC”, afirmou, se
referindo à fundação responsável por
organizar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP).
Haddad disse que não seria necessária a
criação de uma entidade, pois, segundo ele, o Centro de
Seleção e de Promoção de Eventos da
Universidade de Brasília (Cespe/UnB) seria o parceiro ideal para
a aplicação do Enem. “Já conversei com o
reitor [da UnB]. O Cespe é um parceiro antigo do MEC. Ele
precisa se preparar para assumir os exames. Assim como o maior
vestibular do país tem a Fuvest, o Enem teria sua
entidade”, afirmou.
O novo Enem, que servirá como método de ingresso em
dezenas de universidades do país, seria realizado no
começo de outubro. No entanto, acabou adiado para os dias 5 e 6
de dezembro, após a constatação de uma tentativa
de fraude. O contrato para a realização do exame acabou
rescindido e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep) firmou novo convênio com o consórcio formado pela
Fub/Cespe e Cesgranrio.
Na entrevista ao jornal, Haddad destacou que seu objetivo ao defender
uma entidade própria para realizar o Enem a longo prazo é
o de eliminar a necessidade de licitações e tornar o
processo mais seguro. “Se nós mantivermos o modelo, temo
que as pessoas possam desconfiar da segurança da prova”,
disse.
Motivação política
Questionado se acredita que houve motivação
política para o furto do exame, o ministro evitou
especulações, mas disse ter opinião semelhante
à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu,
como o presidente Lula, consideramos estranho uma pessoa que quisesse
fazer dinheiro com a prova procurar a imprensa, seria a última
decisão a tomar. É muito estranho.”
Haddad observou que não avisou a Lula sobre o vazamento da
prova. Segundo ele, “o presidente leu [a notícia] no
jornal”. O ministro também lamentou não ter
insistido para alterar as normas de contratação da
empresa responsável pela aplicação do Enem.
Ele ainda elogiou a imprensa por ter levado o caso do vazamento do
exame à tona, fato que motivou o cancelamento das provas.
“A prova não foi realizada, isso é importante
dizer, graças ao bom jornalismo que temos no
Brasil.”
Fonte: G1 - Portal Globo
A educação moderna, por Sérgio Grando
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:10 hs.
Nos dias de hoje é imprescindível ter uma
formação superior para o melhor desempenho profissional.
A procura pela modalidade de ensino a distância se deve ao
concorrido espaço no mercado de trabalho, aliado ao curto
espaço de tempo para se deslocar até uma
instituição de ensino superior. Atualmente em Santa
Catarina, mais de 30 mil alunos estão matriculados em cursos de
ensino à distância ou semipresencial. Em nosso
país, já são aproximadamente 1 milhão.
Educação à distância não é um
fast-food em que o aluno se serve de algo pronto. É uma
prática que permite um equilíbrio entre as necessidades
individuais e as do grupo. Nessa perspectiva, é possível
avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer
dúvidas e inferir resultados.
As formas de EAD são as mais distintas, alguns são
semipresenciais, com aulas em polos toda semana, outros são com
teleconferência, outros totalmente via internet, ou seja,
são variados, mas praticamente todos autorizados pelo MEC. O
processo de mudança na educação à
distância não é uniforme nem fácil. As
transformações acontecem aos poucos, em todos os
níveis e modalidades. Há uma grande desigualdade
econômica, de acesso, de maturidade, de motivação
das pessoas. É difícil modificar padrões
adquiridos das organizações, governos, dos profissionais
e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos
tecnológicos, que podem democratizar o acesso à
informação.
Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o
acesso às tecnologias, à informação e
à mediação de professores preparados para a sua
utilização inovadora e contemplar estes alunos dispostos
a uma educação moderna e atualizada.
Fonte: Diário Catarinense Online
Tabela Periódica ganha 112º elemento.
Fonte: http://www.omeufuturo.com.br/index.php?pagina=anuncio&idanuncio=550
Cientistas na Alemanha estão tentando encontrar um nome para o
mais novo elemento da tabela periódica, que recebeu o
número 112.
Depois de mais de uma década de seu descobrimento, o elemento de
número atômico 112 (que é a quantidade de
prótons do núcleo) foi aceito oficialmente na tabela e
recebeu, temporariamente, o nome de "ununbium" (ou unúmbio, que
em latim quer dizer 112). Ele é super-pesado e altamente
instável - existe por apenas alguns milionésimos de
segundo e depois de desfaz.
Demorou muito para que a descoberta da equipe alemã do Centro
para Pesquisa de Íons Pesados, liderada por Sigurd Hofmann,
fosse reconhecida oficialmente pela União Internacional de
Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês). É que
sua existência teve que ser confirmada de maneira independente -
até agora apenas quatro átomos foram observados. A Tabela
Periódica dos elementos químicos é a
disposição sistemática dos elementos, na forma de
uma tabela, em função de suas propriedades. São
muito úteis para prever as características e
tendências dos átomos. Corrida por super-pesados Hofmann
começou sua busca por elementos para a tabela periódica
em 1976.
Para criar o elemento 112, a equipe de Hormann usou um acelerador de
partículas com 120 metros de comprimento para lançar um
fluxo de íons de zinco contra átomos de chumbo. Os
núcleos dos dois elementos se fundiram para formar o
núcleo do novo elemento.
Estes núcleos muito grandes e pesados também são
muito instáveis. Eles começam a se desintegrar pouco
depois de formados. Isso libera energia, que os cientistas podem medir
para descobrir o tamanho do núcleo que está se desfazendo.
Mas tais experiências resultam em poucas fusões bem
sucedidas e os cientistas precisam de aceleradores de partículas
cada vez mais poderosos para realizar experiências mais longas e
descobrir os elementos mais evasivos e instáveis.
Equipes de pesquisadores na Rússia, nos Estados Unidos e no
Japão estão participando do que Hofmann qualificou como
"uma competição amistosa" para descobrir elementos novos
e mais pesados.
Aprovada emenda que dá mais R$ 8 bi para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 29/10/2009 - São Paulo SP
Verba integral será repassada a partir de 2011, quando termina a DRU
Carol Pires, BRASÍLIA
A Desvinculação das Receitas da União (DRU)
deixará de incidir gradativamente no orçamento da
Educação até não ser mais cobrada, em 2011.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que
altera o mecanismo foi aprovada ontem por unanimidade pelo
plenário do Senado, após seis anos de
tramitação no Congresso. O projeto precisa, agora, ser
promulgado em sessão do Congresso Nacional para entrar em vigor.
O fim da DRU na Educação será gradativo - 12,5%
neste ano, 5% em 2010 e nada a partir de 2011. O fim da
vinculação resultará em mais R$ 4 bilhões
no Orçamento deste ano, previsto em R$ 41 bilhões. Em
2010, o fim da DRU representará R$ 8 bilhões a mais. A
DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda
arrecadação sem justificar no projeto de orçamento
a destinação dos recursos. A Educação
também era afetada pela DRU, uma vez que a
Constituição determina que 18% da
arrecadação com tributos federais deve ser destinada
à área. A estimativa do Ministério da
Educação é de que o setor perdeu cerca de R$ 100
bilhões desde 1996, quando a DRU foi instituída.
"Se pudéssemos contar com esses recursos, teríamos mais
professores com nível superior, mais crianças na
pré-escola e mais jovens no ensino médio", disse ao
Estado a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da emenda. A PEC
96/2003 já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado,
quando recebeu parecer favorável do senador Jefferson
Pérez (PDT-AM), já falecido. O projeto, porém, foi
aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro deste ano com
alterações e por isto precisou passar por nova rodada de
votação no Senado, onde foi relatada pela
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). O fim da incidência
da DRU na Educação chegou a ser negociada durante
análise da prorrogação da
Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF), extinta em dezembro de
2007. Senadores do PDT ganharam apoio de outros senadores para que o
projeto que prorrogava a contribuição só fosse
aprovado se o governo aceitasse acabar com a DRU na
Educação.
EDUCAÇÃO BÁSICA - O projeto aprovado ontem
também institui a obrigatoriedade da educação
básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos.
De acordo com o projeto, a medida será colocada em
prática gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a
oferta obrigatória do ensino fundamental
Senado Federal aprova fim da DRU para a educação
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC
O plenário do Senado Federal aprovou em dois turnos na noite
desta quarta, 28, a proposta de emenda à
Constituição (PEC) 277/08, que dispõe sobre o fim
da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para a
educação. O texto também torna obrigatório
o ensino dos quatro aos 17 anos de idade, ou seja, da
educação infantil ao ensino médio. O texto
será promulgado pelo Congresso Nacional. O ministro Fernando
Haddad definiu a aprovação como um dia histórico
para a educação do País.
A PEC aprovada acrescenta terceiro parágrafo ao artigo 76 do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias, para
reduzir, anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual
da Desvinculação de Receitas da União incidente
sobre os recursos destinados à manutenção e
desenvolvimento do ensino, de que trata o artigo 212 da
Constituição Federal. A revinculação dos
recursos passa a contar retroativa a janeiro. Com o fim da DRU para a
educação, o MEC passará a contar com cerca de R$ 9
bilhões a mais por ano em seu orçamento. A
redução será gradativa ao longo de três
anos, até sua extinção total em 2011.
A DRU retirava 20% dos recursos destinados à
educação, provenientes de arrecadação de
tributos e contribuições federais. Com a
aprovação do texto, em 2009 e 2010 serão
descontados 12,5% e 5%, respectivamente. Em 2011, não
haverá mais a incidência da DRU na educação.
A obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos de idade tem prazo até 2016 para ser implementado.
Exame oferece oportunidade aos que não obtiveram certificado
Fonte: Jornal da Educação
As pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino
fundamental poderão fazer uma prova de
certificação e, se comprovarem ter conhecimento adequado
a esse nível de ensino, poderão ter seus certificados.
Para isso, o interessado deve se inscrever ao Exame Nacional para
Certificação de Competências de Jovens e Adultos
(Encceja), até esta sexta-feira, 30. Para se inscrever no exame,
o participante deve ter, no mínimo, 15 anos de idade completos
até o dia da prova.
As provas contemplarão áreas básicas do
conhecimento, como linguagens (língua portuguesa, inglês,
artes, educação física), matemática,
ciências naturais e ciências humanas (história,
geografia). Serão 30 itens de múltipla escolha para cada
uma dessas áreas. Há ainda uma redação.
A inscrição é gratuita. Para se inscrever, o
candidato tem até hoje (30) às 23h59min, para acessar a
página do exame: www.encceja.inep.gov.br/inscricao
Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos
Fonte: Jornal da Educação
O Senado alterou a idade de acesso às escolas públicas.
Hoje, a educação gratuita é obrigatória
para crianças que têm entre 7 e 14 anos. Em 2010, a idade
mínima já passa para 6 anos. E, a partir de 2011, o
ingresso na escola vai começar mais cedo: aos quatro anos.
O ministro Fernando Haddad disse que as mudanças vão
reparar um prejuízo para a educação. A Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada na noite
de quarta-feira (28). Essa mesma emenda também que acaba
progressivamente com uma retenção de 20% sobre as verbas
da educação, a chamada Desvinculação de
Receitas da União (DRU). Com a medida, até 2011, a
área pode receber cerca de R$ 10 bilhões, segundo o
Ministério da Educação. A emenda agora será
promulgada pelo Congresso Nacional.
Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs.
Mudanças atingem o ensino de Ciências Contábeis
A contabilidade brasileira atravessa uma fase repleta de
mudanças. A entrada em vigor do Sistema Público de
Escrituração Digital (Sped), a convergência das
normas nacionais aos padrões internacionais e as
alterações que serão aplicadas ao setor
governamental são algumas das novidades para a profissão.
Muda a prática e consequentemente o ensino. As grades
curriculares das universidades precisam acompanhar o que o mercado
cobrará dos estudantes.
Para discutir as medidas a serem tomadas, o Conselho Regional de
Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS) promoveu, no dia 23 de
outubro, em Porto Alegre, o Encontro de Coordenadores e Professores dos
Cursos de Ciências Contábeis. Participaram professores de
instituições do centro do País e contadores
atuantes no mercado.
No caso dos professores, essa série de
transformações representa um desafio. Eles terão
que se atualizar para repassar os conhecimentos. Segundo o doutor em
Controladoria, pesquisador em Contabilidade e Finanças na Fucape
Fábio Moraes da Costa, as normas internacionais são mais
baseadas em princípios do que em regras, como era feito
até então. A alteração torna
necessário desenvolver no aluno a capacidade de fazer
julgamentos, de trabalhar com a habilidade de
interpretação, análise e
comunicação. "Aí sim ele poderá ingressar
no mercado de trabalho e atender às novas demandas", diz.
Costa foi o palestrante no painel Os Rumos do Ensino da Contabilidade
Internacional. Como medida de curto prazo para preencher a lacuna que a
convergência provoca, ele sugere a inserção de uma
disciplina de contabilidade internacional para complementar a
formação dos estudantes. Posteriormente, a matéria
acabará diluída em outras disciplinas. Desde 2005, a
Fucape oferece esse conteúdo aos seus universitários.
Para o gerente sênior da PricewaterhouseCoopers e professor
universitário Rodrigo Ferreira La Rosa o momento atual é
o grande atrativo para a graduação na área, uma
vez que cresce a importância dos contadores.
"Dormimos em 1976 com uma legislação e acordamos em 2008 em um período totalmente diferente", destaca.
A participação em workshops, palestras, seminários
e outros eventos contribui para que todos possam adquirir as novas
doutrinas. A grande oferta de cursos - em torno de 70 apenas no Estado
- a capacitação e reciclagem do corpo docente e um plano
de ensino atualizado são desafios para garantir a qualidade e
nível educacional, diretamente ligados à
formação dos futuros profissionais.
Universidades do Estado fazem adequações nos seus currículos
As instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul
vêm adequando sua grade curricular nos últimos tempos para
atender às modificações sofridas no meio
contábil. O currículo da Ufrgs possui, desde 2008, a
disciplina de Contabilidade Internacional. "Ela nasceu com prazo para
ser extinta", diz Ceno Odilo Kops, coordenador da Comissão de
Graduação dos curso de Ciências Contábeis e
Atuariais da Ufrgs.
Conforme as outras disciplinas comecem a dar tratamento às
alterações, a matéria será retirada da
grade. Como o currículo muda constantemente em
função das mudanças que a legislação
brasileira apresenta, lembra Kops, há a necessidade de
adaptações frequentes.
A Faculdade São Francisco de Assis, acompanhando as recentes
alterações no setor, a exemplo das
alterações na Lei das Sociedades por Ações,
Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº 449/08, vem
trabalhando permanentemente na adequação curricular desde
o primeiro semestre de 2008. Conforme o professor José
Mário Matsumura Gomes, coordenador do Curso de Ciências
Contábeis da Faculdade São Francisco de Assis,
também os pronunciamentos técnicos, emitidos pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis já são
discutidos com os alunos. Isso é feito por meio de disciplinas
como Teoria da Contabilidade, Contabilidade Societária,
Controladoria e Tópicos Contemporâneos de Contabilidade em
que são abordados os temas mais atuais da área
contábil. Essas adequações objetivam atender
não apenas aos alunos que estão no início do
curso, mas também aos que já estão no final da
graduação. "A partir do próximo ano,
gradativamente, os conteúdos passarão a ser realocados
para disciplinas específicas, fa zendo com que todas as
disciplinas afetadas estejam devidamente ajustadas, em
função dessas mudanças na área
contábil, tanto no setor privado como também no setor
público", afirma.
Transformações tornam domínio do inglês crucial
Compliance, fair value, impairment, stakeholders, balanced scorecard,
US GAAP. Os meios contábil e empresarial estão repletos
de termos em inglês. O profissional que não dominar o
idioma enfrentará dificuldades em sua rotina. Essa lacuna no
currículo poderá inclusive atrapalhar sua carreira,
tornando-se um fator decisivo na hora de concorrer a uma
promoção.
O gerente sênior da PricewaterhouseCoopers Rodrigo Ferreira La
Rosa cita outras competências e habilidades essenciais a quem
trabalha na área, como o networking ativo (rede de contatos) com
outras empresas e órgãos de classe e a
participação em seminários e demais eventos, que
contribuem para a capacitação, tão importante no
atual momento.
As boas vagas e oportunidades de emprego estão no networking.
Muitas vezes, conquistamos uma excelente colocação o
mercado através dos contatos mantidos e não pela
concorrência nos processos de seleção tradicionais.
Também as universidades devem se unir e discutir o novo
cenário. "Estamos correndo atrás da máquina, uma
vez que há uma série de inovações como o
Regime Tributário de Transição (RTT), Controle
Fiscal Contábil de Transição (Fcont), Sped, IFRS e
outras. O ano de 2010 será uma montanha-russa, muitas
emoções em apenas um ano e as polêmicas
começam agora."
O perfil do profissional do século XXI é o oposto do
anterior. O contador que for reativo, como antigamente, não
terá espaço. Ele deve ter iniciativa. Outras
características que representam um diferencial são a
capacidade de inovação, empatia, curiosidade,
adaptabilidade, coragem e ética - palavras e práticas
essenciais na rotina dos contadores.
Pesquisa oferece boas oportunidades de trabalho
Esqueça a imagem do profissional escondido atrás de uma
pilha de livros, fechado em uma sala. O pesquisador da área de
Ciências Contábeis não é mais assim. De
acordo com Aridelmo Teixeira, coordenador do mestrado da Fucape, o
doutor em Ciências Contábeis é, hoje, um
profissional atuante no mercado e não mais restrito à
vida acadêmica. "É ele quem consegue enxergar a realidade.
Esse é o perfil a ser buscado, o de quem consegue aliar o
conhecimento à prática", diz.
De acordo com Teixeira, a pesquisa em Contabilidade avançou na
última década o que não andou em 500 anos. De
três cursos de mestrado até o início dos anos 2000,
há hoje 19. Quatro instituições oferecem o
doutorado, quando antes era apenas uma.
A formação de nove mestres por ano saltou para uma
média de 250. As perspectivas são promissoras. Teixeira
espera que em cinco anos os quatro novos cursos de doutorado contribuam
para a titulação de 25 doutores anualmente.
O avanço na área científica registrado não
tem precedentes, graças ao apoio do Conselho Federal de
Contabilidade e dos conselhos regionais. A tendência de
evolução quantitativa deve atingir agora o patamar da
qualidade. "Esse é o próximo desafio." A
remuneração acompanha essa evolução, com
possibilidade de ganhos melhores para os doutores do que para outros
profissionais.
Para o estudante de graduação, vale investir nesse nicho
no início da carreira. "Aqueles que conseguirem se qualificar em
dois ou três anos e concluir o doutorado terão
ótimas oportunidades de retorno. A qualificação
proporciona não só envolvimento na vida acadêmica
como melhores chances na carreira." O coordenador do mestrado da Fucape
dá uma dica a quem desejar se envolver no campo da pesquisa. A
contabilidade pública é um segmento recente com
nível mínimo de publicações, constituindo
assim um vasto campo a ser explorado.
Aluno da geração Y requer novo modelo de aula
O Ensino a Distância (EAD) é considerado por muitos o
futuro da educação. Para as novas gerações,
o modelo de aula tradicional, onde o professor é o centro das
atenções, torna-se falho por não conseguir captar
o interesse dos jovens da era tecnológica. "A chamada
geração Y tem o raciocínio mais rápido.
Como ela ficará sentada assistindo a uma aula expositiva?",
questiona o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Irineu
Afonso Frey.
O EAD representa uma nova forma de ensinar, formada por outros
personagens que não só o aluno e o professor. São
fatores importantes para o bom desenvolvimento do conteúdo
à participação de uma equipe multidisciplinar com
especialistas aptos a preparar material em áudio e vídeo,
bem como os tutores que auxiliam os estudantes. Mesmo assim, Frey
ressalta a importância dos encontros presenciais realizados, que
contribuem para o esclarecimento de dúvidas. Ele reconhece que o
tema EAD ainda enfrenta preconceito, porque alguns questionam a
eficácia desse formato. Entretanto, acredita, o modelo atual
não conseguirá permanecer por muitos anos.
Se a maneira de ensinar e o aluno são diferentes, também
o professor precisa mudar. É uma outra linguagem e
orientação pedagógica distinta e ele precisa
dominar a tecnologia disponível.
Em relação às mudanças que o profissional
já formado encontra, o presidente do Sindicato dos Contadores do
Estado do Rio Grande do Sul (Sindiconta) e professor do Unilasalle,
Salézio Dagostim, registra sua preocupação com a
Contabilidade Internacional. Segundo Dagostim, ela procura dar mais
importância à essência do que à forma para
produzir lucros não gerados pela produção, mas,
sim, pelos ajustes patrimoniais.
Segundo ele, os objetivos são bem antagônicos. "A
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) defende os
investidores - lucro fácil - e a Contabilidade defende a pessoa
jurídica, com manutenção do emprego e da renda e
lucros reais e certos", alerta.
Luciane medeiros
Fonte: Jornal do Comércio
Supervisão de medicina mantém redução de mais de 600 vagas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:09 hs.
O processo de supervisão que examina a situação de
17 cursos de medicina avaliados com conceitos insatisfatórios
pelo Ministério da Educação já suspendeu
690 vagas de ingresso em nove daqueles cursos.
O corte de vagas envolveu sete instituições que, em
dezembro de 2008 e janeiro deste ano, receberam medidas cautelares de
redução do número de vagas ou de suspensão
de vestibulares. Outros dois cursos são oferecidos por
instituições submetidas a processo ordinário de
supervisão, iniciado após o recebimento de
denúncias encaminhadas por alunos sobre a oferta do curso em
condições insuficientes de qualidade.
As nove instituições firmaram com a Secretaria de
Educação Superior (Sesu) do Ministério da
Educação, no início deste ano, termo de saneamento
de deficiências (TSD) em que se comprometem a promover as
adequações necessárias para a oferta de um ensino
de qualidade.
A decisão de manutenção das medidas cautelares foi
tomada pela Sesu após a realização das visitas in
loco pela comissão de especialistas em ensino médico que
auxilia o MEC no processo de supervisão. A comissão
avaliou que as instituições vêm cumprindo as
determinações previstas no Termo de Saneamento e que a
manutenção da redução do número de
vagas e suspensão de vestibulares tem o objetivo de preservar o
interesse dos estudantes atualmente matriculados. Todos os cursos sob
supervisão passarão por nova avaliação no
início do próximo ano, prazo final para o cumprimento das
medidas.
Considerando que os recentes processos de autorização de
cursos de medicina têm fixado em 50 o número de vagas de
ingresso, a redução equivale ao encerramento de,
aproximadamente, 14 cursos.
Supervisão – O processo de supervisão dos cursos de
medicina teve início em abril de 2008. De agosto a dezembro, a
situação de 17 cursos com conceitos 1 e 2 no Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de
Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) foi
avaliada por uma comissão presidida pelo médico Adib
Jatene.
Assessoria de Comunicação Social
Confira as instituições que tiveram redução de vagas.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1596&Itemid=
Fonte: MEC
MEC quer investir recurso extra na formação de professor
Fonte: Jornal da Educação
A formação de professores deve ser o foco do investimento
do Ministério da Educação (MEC) a ser feito com o
recurso extra liberado pelo fim da DRU (Desvinculação das
Receitas da União). A previsão do MEC é de que
sejam cerca de R$ 9 bilhões a mais a partir de 2011. Segundo a
secretária de Educação Básica do MEC, Maria
do Pilar Lacerda, o objetivo será melhorar a qualidade do ensino
por meio da formação.
O plenário do Senado aprovou a PEC (Proposta de emenda à
Constituição) que acaba progressivamente com a DRU -
mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda
arrecadação sem justificar no projeto de orçamento
o destino dos recursos - na educação. A pasta pretende
focar os investimentos na formação básica e
continuada dos professores e garantir melhorias nas estruturas dos
estabelecimentos de ensino. "Com mais recursos teremos mais
possibilidades", afirma a secretária. Em relação
aos investimentos no plano de carreira dos professores, Maria do Pilar
afirma que o MEC já vinha tomando providências antes da
aprovação da verba.
Unesco lança cartilha para auxiliar comunicadores na divulgação da cidadania
Fonte: Jornal da Educação
A Unesco no Brasil lançou a cartilha Direitos Humanos na
Mídia Comunitária: a Cidadania Vivida no Nosso Dia a Dia,
que apresenta noções básicas sobre direitos civis,
políticos, econômicos, sociais e culturais.
Reconhecendo a importância de tais direitos na
promoção da cidadania, a cartilha foi pensada para ser
uma ferramenta à disposição de comunicadores
comunitários que atuem como mediadores dos assuntos locais, com
o intuito de divulgar notícias e informações de
interesse da sua comunidade. O informativo pode ser usado nas
rádios, páginas eletrônicas, reuniões
comunitárias, escolas, igrejas, sindicatos, e outros lugares
onde são discutidas noções de cidadania. O
download gratuito da cartilha pode ser feito através do link:
www.brasilia.unesco.org/areas/ci/Cartilha-DH-radio-comunitaria-2009l.pdf
Associação Brasileira dos Jornalistas lança site oficial
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
A Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ)
lançou seu site oficial esta semana. A entidade é formada
por jornalistas com ou sem diploma, e dirigida por Antonio Vieira.
A ABJ foi criada após a decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF), que decidiu pela não obrigatoriedade do diploma
de jornalismo para atuação na área.
O site reúne informações sobre
legislação, liberdade de imprensa, além de
matérias sobre jornalismo e o embate travado na questão
do diploma.
Atualmente os membros da ABJ pressionam parlamentares contra a
votação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC 389/2009), que restitui a
obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão.
Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas
(Fenaj), que atua na frente contrária, defendendo a
profissionalização do jornalismo, mobiliza seus
sócios e também parlamentares em campanha para a
aprovação do Proposta.
Fonte: Comunique-se
Com eleições, quase metade dos ministros pode deixar cargo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br.
A menos de seis meses do prazo máximo para que agentes
públicos que planejam concorrer nas eleições de
2010 deixem seus cargos, a Esplanada dos Ministérios pode sofrer
uma debandada de até 43% dos chefes das pastas. Dos 37 ministros
de Estado, 16 têm claras ambições eleitorais e
pretendem se arriscar nas disputas por cadeiras no Congresso, em
assembleias legislativas, nos governos estaduais e na presidência
da República.
Além da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
provável candidata à sucessão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, almejam se
lançar na corrida pelos governos estaduais os ministros
Hélio Costa (Comunicações), Henrique Meirelles
(Banco Central), Tarso Genro (Justiça), Patrus Ananias
(Desenvolvimento Social), Edison Lobão (Minas e Energia), Geddel
Vieira Lima (Integração Nacional) e Alfredo Nascimento
(Transportes). O pleito de 2010 trará ainda
situações inusitadas, como a disputa entre dois
integrantes do governo - Hélio Costa e Patrus Ananias - pelo
mesmo cargo, o de governador de Minas Gerais, além da
condição inédita de um chefe da autoridade
monetária se filiar a um partido político, ainda como
presidente do BC, para concorrer a um cargo eletivo.
Têm a Câmara dos Deputados e o Senado como alvos, por sua
vez, os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Paulo Bernardo
(Planejamento), José Pimentel (Previdência) e Edson Santos
(Igualdade Racial). Todos eles têm até o início de
abril para deixar seus cargos no governo.
Sem admitir qualquer pretensão eleitoral no momento, o ministro
da Educação, Fernando Haddad, e o neopetista Celso
Amorim, de Relações Exteriores, poderiam engrossar a
lista de integrantes do primeiro escalão federal dispostos a
enfrentar as urnas em outubro de 2010.
Durante o ano, o próprio Lula já tentou emplacar Haddad
como uma possibilidade no pleito de São Paulo, mas a
absolvição do deputado Antonio Palocci pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) e a possibilidade de Ciro Gomes (PSB) desistir
da corrida presidencial em prol de ser o candidato governista ao
Palácio dos Bandeirantes tirou peso do ministro da
Educação como um nome viável ao governo de
São Paulo.
Em reunião com todos os ministros do governo, o próprio
Lula já anunciou que pretende evitar que a poucos meses das
eleições majoritárias tenha de administrar mais
uma disputa de aliados por cargos públicos. A ideia é que
os secretários-executivos assumam a responsabilidade pelas
pastas assim que os titulares deixarem seus postos. Apesar da
alternativa burocrática, dificilmente ela poderá ser
colocada em prática na íntegra.
Pelo menos em dois casos emblemáticos, na Casa Civil e no Banco
Central, a escolha pelos subordinados diretos dos ministros-candidatos
não deve ser viabilizada. Braço direito de Dilma, Erenice
Guerra enfrenta resistências do PT por ter tido seu nome
vinculado ao episódio de confecção de um suposto
dossiê com dados confidenciais do governo Fernando Henrique
Cardoso. No caso do BC, o temor é o de que nomear um dos
diretores como presidente possa não ser bem recebido pelo
mercado.
Também há outros ministérios com problemas
sucessórios, como o do Desenvolvimento Social,
responsável pelo programa Bolsa Família. A substituta
direta de Patrus Ananias, Arlete Sampaio, deve disputar
eleição pelo PT do Distrito Federal. Na Agricultura, por
sua vez, o PMDB ligado à Câmara dos Deputados exige manter
uma indicação, ainda que Reinhold Stephanes deixe o cargo
em busca de uma reeleição como parlamentar.
Em sentido contrário, entre os secretários-executivos
praticamente garantidos como ministros no ano eleitoral estão
Carlos Eduardo Gabas (Previdência), Márcio Zimmermann
(Minas e Energia) e Paulo Sérgio Passos (Transportes).
Fonte: Terra - RS
O Brasil merece uma educação melhor, mas quem irá educar os brasileiros?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br.
Depois de ler a pesquisa da revista Veja de 20/08/08, fiquei refletindo
sobre a educação que os brasileiros merecem não
é aquela educação acadêmica, decoreba:
1 – Que obriga o aluno a decorar o ponto, escrever na prova, mesmo que esqueça tudo logo depois;
2 – Que o aluno ouve, ouve, ouve e repete, repete, repete o que o
professor fala, fala, fala como se ele não tivesse
opinião própria;
3 – Que o aluno fica sentado em silêncio, escutando,
escutando e escutando (ou dormindo), porque sabe que não pode
interromper quando o professor fala, fala e fala para dar tempo de
acabar o programa;
4 - Que humilha o aluno nas avaliações valorizando os
enganos, fazendo cair a autoestima de 40 alunos em cada sala de aula,
(milhões no Brasil);
5 - Que faz o aluno odiar a escola e os professores, esperando ansiosamente pelas férias;
6 – Que oprime tanto que o aluno não sabe citar momentos de alegria na sala de aula;
7 – Que é formada por duas classes: a dominante (que sabe
tudo) e a dominada (que não sabe nada). Qual será o
futuro desse pobre aluno sem iniciativa, sem espírito de luta,
de liderança, acovardado diante dos problemas da vida?
8 – Que o aluno é considerado inimigo, por isso tem que se
submeter a tudo e a todos, em silêncio, sem reclamar, sem se
defender, aprendendo a abaixar a cabeça e dizer
“sim” SEMPRE;
9 – Que o aluno não tem de saber quais as finalidades, os
objetivos daquela aula para a vida deles. Quem tem de saber tudo
é o professor. O aluno só tem que decorar ponto.
10- Que o aluno adora quando o professor fica doente, assim não
terá que ouvir, ouvir e ouvir o professor falando, falando,
falando, dando ordens e oprimindo;
11 – Que faz o aluno odiar a escola, criando apelidos horrorosos para os professores (e vice-versa).
Talvez a educação criativa possa ajudar. Na Educação Criativa, o que acontece na sala de aula?
1 - O professor é aquele que dá a proposta de atividade
criativa e a classe vira um formigueiro provocado pela
motivação. Os alunos, em subgrupos, são colocados
em situação-problema e buscam soluções
criativas, dando ideias, ouvindo as sugestões dos colegas,
concordando, discordando, acrescentando, pesquisando nos livros ou na
memória de cada um.
Eles estão desenvolvendo a agilidade mental porque sabem que
essa atividade tem apenas alguns minutos. Depois, cada subgrupo
irá apresentar suas soluções de problemas criados
pelo professor, conclusões criativas, fugindo da mesmice.
Professor não é aquele que resolve problema de alunos,
mas, sim, aquele que coloca os alunos em
situações-problema para que aprendam a se virar na vida,
criativamente.
2 – Qualquer pessoa acadêmica que entrar na classe
irá ficar assustada com a “indisciplina”, mas esse
é um novo conceito de disciplina. É a disciplina da
Educação Criativa que põe o aluno em
ação, aprendendo com a troca de experiências dos
colegas, sabendo que a conversa tem que ser no “cochicho”
para não importunar os outros que também estão
pensando e discutindo outros problemas. É um novo conceito de
disciplina que quer dizer ORDEM MENTAL e não “todos
sentados em silêncio absoluto durante 50 minutos”,
escutando, escutando e escutando ou dormindo.
3 – O conteúdo, que era apenas um pequeno apoio,
começa a aumentar, aumentando também a curiosidade e o
estímulo para buscar mais conhecimento; descobrindo a alegria de
aprender mais sobre aquele assunto.
4 – Cada grupo se apresenta, na frente da classe, contando o que
descobriu, suas dificuldades para resolver cada parte do problema
criado pelo professor.
5 – Nesse momento, eles estão motivados para buscar novos
conhecimentos para a próxima aula, promovendo o desbloqueio de
três personagens que cada aluno tem dentro de si: o gigante (que
pode tudo, mas está bloqueado), a criança (que quer ser
feliz e viver plenamente, mas está bloqueada) e o
filósofo (que gosta de aprender a pensar, sentir, agir,
analisar, liderar, escolher, criar laços afetivos com todos, mas
também está bloqueado). A autoconfiança, a
autoestima e a segurança emocional estão aumentando em
cada aula, em cada atividade criativa, porque a escola está
trabalhando com seres humanos e não com robôs.
6 – Sem muito trabalho, o professor está terminando sua
aula e deixando os alunos muito motivados para pesquisar e discutir
qualquer conteúdo fazendo Projetos Criativos e apresentando, na
próxima aula, para o professor e para os colegas que
poderão ajudá-los, acrescentando sugestões e dando
forças para que leiam e pesquisem mais.
7 – Por estarem motivados, os alunos querem falar sobre seus
Projetos, sem medo de errar, de pensar, de fazer, de realizar o que
está pretendendo, sem inibição e sem
exibicionismo, defendendo sua opinião e respeitando o que o
professor e os colegas têm a acrescentar, aprendendo a trabalhar
individualmente e em grupo.
8 – O professor está levando os alunos a descobrir que
é motivo de grande prazer saber pesquisar, ler e entender o que
leu, saber que o texto é a opinião do autor e que ele
pode concordar ou discordar porque tem sua própria
opinião.
9 – Na atividade de situação-problema, o professor
está despertando nos alunos a vontade de experimentar, fazer
laboratórios, criar Projetos e interpretá-los para a
classe, de forma humorística e com expressão corporal,
desenvolvendo o espírito lúdico e a autoconfiança.
10 - Pela motivação, aprendem a maravilhar-se com o
gigante que cada um tem dentro de si, mas também maravilhar-se
com o nascer e o pôr do sol, o sorriso de uma criança, o
apoio a um idoso, buscando valores humanos.
11- Na busca de soluções criativas para a
situação-problema aprendem a fazer amigos, a
mantê-los e a compartilhar suas emoções. Afinal,
são seres humanos aprendendo a amar.
12 - Brincando com a imaginação e com o absurdo deixam
transbordar a alegria própria da criança, do adolescente
e do jovem.
13 - Cheios da alegria de estudar, de ler, de compreender, de aprender,
de crescer, os alunos estão aprendendo e treinando o senso de
responsabilidade, de compromisso, de solidariedade e de amor.
14 - Nessa atividade criativa, os alunos estão se exercitando
para saber comentar um livro, um filme, desenvolvendo sua capacidade de
análise crítica.
15 - Avaliando os colegas, e fazendo auto-avaliação os
alunos admiram com alegria quando eles expressam riqueza de liberdade
de pensamentos e sentimentos. Descobrem então que não
há necessidade de tanta avaliação, porque cada um
está dando o melhor de si, promovendo o seu crescimento sem
comparação e sem competição, cada um com a
sua individualidade.
Em Educação Criativa a avaliação é
feita por aplausos de encorajamento para que os alunos aumentem sua
autoconfiança, acreditem em si próprios e produzam cada
vez mais, sempre felizes com a sua maneira de ser.
16 - Despertando a sabedoria e o potencial do gigante, da
criança e do filósofo que estavam bloqueados dentro de
cada aluno, o professor estará realmente fazendo
educação. Vamos tentar entender e aprender a trabalhar
com a geração internet, que merece uma
educação melhor no Brasil? Com essa pesquisa mundial
(revista Veja de 20/08/08) ficou provado que dar ponto para aluno
decorar não é educação. Se não
mudarmos a metodologia, as escolas se tornarão fábricas
de produzir analfabetos.
Texto de Glorinha Aguiar, especialista em Educação
Criativa (na prática). Contato: glorinhaaguiar@uol.com.br Bom
feriado.
Fonte: Jornal Virtual nº 141
Ensino a distância sofre resistência
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 03/11/2009 - São Paulo SP
Levantamento mostra que 18 mil estudantes foram vítimas de
preconceito; para MEC, discriminação é ilegal
Mariana Mandelli
Mais de 18 mil alunos de cursos de educação a
distância de instituições particulares e
públicas sofreram preconceito por terem optado por essa
modalidade de ensino, segundo levantamento da Associação
Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), que
recebe as denúncias desde 2007. São casos de
discriminação por alunos de cursos presenciais,
dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos - mesmo os
autorizados pelo Ministério da Educação -,
dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro
profissional e fazer inscrição em concurso. Hoje
há no Brasil mais de 2,6 milhões de alunos em 1.752
cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No
início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de
segurança no Supremo Tribunal Federal contra o Conselho Nacional
do Ministério Público. Por meio da
resolução nº 40, de maio deste ano, o conselho dizia
que só diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para
o Ministério Público. A conclusão deve sair
nas próximas semanas.
Além do conselho, outros órgãos veem problemas no
ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de
Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade
para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete
Boschetti, culpa da estrutura da educação a
distância, que prioriza a "quantidade em vez da qualidade da
formação". "O mercado não absorve esse
número de estagiários." Em junho de 2008, o Conselho
Federal de Biologia publicou resolução proibindo o
registro para profissionais com diplomas de ensino a distância.
Segundo o secretário de educação a distância
do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno
formado por instituições credenciadas pelo governo
é ilegal. "Entramos com as medidas legais e eles vão
sofrer a penalidade da lei." Segundo a vice-presidente do
conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um
grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A
resolução ainda vigora.
SÃO PAULO - Neste ano, a ABE-EAD iniciou uma discussão
com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de
deliberações de 2004, vetou a participação
de professores formados a distância em concursos públicos.
Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a
posição da prefeitura como discriminatória. No
caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A
Prefeitura de São Paulo recorreu. Na rede estadual, circular da
direção de ensino de Itapetininga repudia a
atribuição de aulas a docentes formados a
distância. O secretário estadual da
Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não
tinha conhecimento do caso e que verificará a
situação. Foi marcado encontro entre ABE-EAD e
governo.
Brasil fica em 42º lugar no ranking de inovação tecnológica
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 02/11/2009 - Brasília DF
Ricardo Allan
O Brasil ocupa o 42º lugar num ranking de inovação
tecnológica feito pela Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Numa lista de 48 nações desenvolvidas e emergentes,
está à frente apenas do México, África do
Sul, Argentina, Índia, Letônia e Romênia. Entre os
principais concorrentes de renda média, o país perde para
a Coreia do Sul (8°), Rússia (29º) e China (34º),
por exemplo. O baixo investimento público e privado em pesquisa,
as deficiências nas políticas de incentivo e a qualidade
ruim da formação profissional funcionam como um freio,
atrapalhando a expansão sustentada da economia brasileira. "Com
esse quadro negativo na inovação, o aumento da
produtividade em médio e longo prazos fica muito prejudicado. Se
o país quiser seguir a trilha do crescimento num ritmo mais
acelerado, sem inflação e com elevação na
renda real dos trabalhadores, vai ter que enfrentar o desafio de mudar
esse cenário", afirma o economista Carlos Pacheco, professor da
Unicamp. Pacheco escreveu o estudo Indicadores selecionados sobre o
desempenho do Brasil em inovação, analisando os dados da
OCDE a pedido da Confederação Nacional da
Indústria (CNI). O pódio no ranking da
organização é ocupado por Suécia,
Suíça e Finlândia. Os Estados Unidos, donos da
maior economia do mundo, estão em 6º lugar.
Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o
Brasil investiu R$ 32,57 bilhões em pesquisa e desenvolvimento
de novos produtos e processos produtivos (P&D;) no ano
passado, o equivalente a 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB).
É o maior percentual nos últimos 10 anos, mas não
representa um crescimento significativo em relação a 2007
(1,10%). O campeão na aplicação de recursos
públicos e privados é Israel (4,7% do PIB), que tem um
forte complexo industrial militar. A Coreia do Sul, que deu um salto
tecnológico nos últimos 35 anos e ganhou competitividade
no mercado internacional de eletrônicos e automóveis,
injeta o correspondente a 3,2% do PIB em P&D; e os EUA, 2,6%. Na
avaliação de Pacheco, é difícil aumentar o
percentual de investimentos em inovação de uma hora para
outra, mas alcançar a meta de 1,5% num prazo de até 10
anos seria factível. "O pressuposto é elevar um pouco a
aplicação de recursos públicos na forma de
estímulos fiscais aos projetos do setor privado e aumentar a
eficiência dos programas de financiamento. No mundo, cada
dólar gasto pelo governo alavanca, em média, US$ 2,5
investidos pelas empresas. No Brasil, essa proporção
é mais ou menos de um para um", afirma. Nos cálculos do
ministério, o setor público gasta 0,60% do PIB com essa
atividade no país, enquanto o privado contribui com 0,52%.
Os três níveis de governo gastam 0,16% do PIB com
incentivos à pesquisa privada, seja com cortes de impostos ou
subvenções. Não é um valor pequeno se
comparado com outros países, como os EUA (0,22%) e a
França (0,18%). Segundo Pacheco, entretanto, o número
é enganoso, pois a Lei de Informática
é responsável por quase 70% das
despesas. "Essa lei não é propriamente de
estímulo à pesquisa. É uma
compensação tributária para os outros estados
não saírem perdendo para a Zona Franca de Manaus", diz.
Tirando esse efeito, o apoio se reduz a 0,05% do PIB. Os demais
programas oficiais têm poucos recursos.
O diretor de Competitividade da petroquímica Braskem,
Antônio Queiroz, acredita que os incentivos governamentais ainda
são limitados e ineficientes, apesar de avanços recentes,
como a Lei do Bem. Para ele, é preciso haver um relacionamento
mais estreito entre as indústrias e as agências de fomento
à pesquisa, como a federal Finep e a paulista Fapesp. "Esses
órgãos deveriam colocar dinheiro nas empresas e
não só apoiar pesquisas nas universidades. A
inovação no ambiente da fábrica cria parques
industriais mais competitivos, com uma maior produtividade", diz. Para
o diretor de Pesquisa e Tecnologia da Natura, Daniel Gonzaga, a
capacitação técnica possibilitada pelo
investimento em P&D; é necessária para que os
produtos exportados tenham maior valor. Apostando mais nos itens
manufaturados desenvolvidos nas indústrias com o apoio
público, o país poderia diminuir sua dependência
das vendas externas de commodities. Gonzaga também cobra uma
atitude diferente das empresas. "Elas precisam estar preparadas para
aproveitar os financiamentos e usufruir dos incentivos. Isso exige uma
mudança cultural. Se não investirmos em
inovação, não sairemos do lugar", diz.
Colégio terá ensino médio como o Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 01/11/2009 - São Paulo SP
Escola Viva, na zona oeste de São Paulo, dividirá as
disciplinas com base nas quatro áreas pedidas pelo exame do
ministério. Professores de diferentes matérias
trabalharão um mesmo tema para tornar o conteúdo
interdisciplinar; isso já acontece na Politeia
DA REPORTAGEM LOCAL
Por muito tempo, a escola Viva, na Vila Olímpia (zona oeste de
São Paulo), foi considerada "alternativa", distante do sistema
de ensino oferecido pelas escolas tradicionais da cidade.
Matérias como expressão corporal e artes faziam parte do
currículo obrigatório e os conteúdos eram passados
para os alunos com base em projetos, abordados por todas as disciplinas
ao mesmo tempo. Ano que vem, ironicamente, a escola vai se adequar
à tendência: abrirá o ensino médio dividido
nas mesmas áreas que o Enem deste ano -linguagens,
códigos e suas tecnologias; matemática e suas
tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e
ciências humanas e suas tecnologias. Cada uma das quatro
áreas abriga um grupo de disciplinas, que são planejadas
juntas. "Em ciências da natureza, por exemplo, os
professores de biologia, física e química criam
articulações. Há um grupo de assessores externos
que elabora trabalhos dessas três disciplinas em conjunto",
afirma Ferreira. "Foi uma feliz coincidência criarmos o ensino
médio nesse momento, em que há um contexto
favorável para o projeto da escola. Se fosse em outros tempos,
teríamos uma grande pressão para focar só no
conteúdo propriamente dito", diz o diretor do ensino fundamental
e médio, Francisco Ferreira.
O conceito não é novo em escolas como a Politeia, de
linha democrática (onde os estudantes participam de todas as
decisões tomadas na escola, que vão desde o que eles
querem estudar até quem regará as plantas da
sala de aula). Todo o aprendizado é feito por meio de "trilhas
de conhecimento", conta a sócia fundadora da escola Carol Sumie.
Uma das trilhas estudadas, por exemplo, chamava-se "nossa escola, nosso
bairro". Os alunos saíram pela região do parque da
Água Branca (no centro de São Paulo), onde está
localizada a escola, com o objetivo de estudar o bairro. Entre as
tarefas que tinham que realizar, estavam entrevistas com moradores
(para pesquisar história). Também escreveram uma revista
sobre o que viram e ouviram e fizeram uma maquete, onde trabalharam
conceitos matemáticos. É desta forma que o
conteúdo obrigatório por lei é passado para os
estudantes. (TALITA BEDINELLI)
TCU pode barrar proposta de elaboração do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 01/11/2009 - Rio de Janeiro RJ
A proposta do ministro da Educação, Fernando Haddad, de
contratar sem licitação o Centro de Seleção
e de Promoção de Eventos (Cespe) - órgão
vinculado à Fundação Universidade de
Brasília (UnB) - para elaborar de forma permanente o Exame
Nacional de Ensino Médio (Enem) pode ser barrada pelo Tribunal
de Contas da União (TCU), informa Luiza Damé em
reportagem publicada nesta segunda-feira em O GLOBO. Segundo o
procurador Marinus Marsico, representante do Ministério
Público no TCU, a proposta fere a Lei de
Licitações, uma vez que o Cespe costuma subcontratar
instituições privadas para ajudá-lo a organizar as
provas. Essas empresas particulares acabariam contratadas sem
licitação. Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo"
publicada neste domingo, o ministro disse que "o modelo de
contratação exigido pelos órgãos de
controle é inapropriado para o Enem". Haddad quer que o MEC
tenha uma instituição semelhante à Fuvesp,
organizadora dos vestibulares da Universidade de São Paulo
(USP), para realizar o Enem. Essa entidade seria o Cespe, e o ministro
disse que já conversou a respeito com o reitor da UnB,
José Geraldo de Sousa Júnior.
- Toda nossa preocupação vai para que tenhamos uma
espécie de Fuvest dos exames do MEC - disse Haddad
ao jornal paulista. O Cespe, segundo o ministro, seria "o
braço operacional do Inep" para a organização da
Prova Brasil, do Enem e do Enade. Haddad afirmou que pretende
apresentar essa proposta para a análise do Tribunal de Contas da
União. Há um mês, o MEC foi obrigado a cancelar o
Enem depois que as provas foram furtadas da gráfica e o caso foi
divulgado na imprensa. Contratado após uma
licitação, o consórcio que elaborava a prova teve
o contrato encerrado e o Cespe foi contratado em consórcio com a
Fundação Cesgranrio, às pressas, para elaborar o
novo exame, que será aplicado em 5 e 6 de dezembro.
MEC quer adotar modelo de vestibular da Fuvest no Enem, diz Haddad a jornal
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 01/11/2009
Ideia do ministro é eliminar licitações e tornar o
processo mais seguro. 'Prova não foi realizada graças ao
bom jornalismo do Brasil, afirmou
Do G1, em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse em
entrevista publicada neste domingo (1º) pelo jornal “O
Estado de S. Paulo” que pretende dotar o Ministério da
Educação (MEC) de uma entidade própria e
capacitada para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
todos os anos. “Será a Fuvest do MEC”, afirmou, se
referindo à fundação responsável por
organizar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP).
Haddad disse que não seria necessária a
criação de uma entidade, pois, segundo ele, o Centro de
Seleção e de Promoção de Eventos da
Universidade de Brasília (Cespe/UnB) seria o parceiro ideal para
a aplicação do Enem. “Já conversei com o
reitor [da UnB]. O Cespe é um parceiro antigo do MEC. Ele
precisa se preparar para assumir os exames. Assim como o maior
vestibular do país tem a Fuvest, o Enem teria sua
entidade”, afirmou. O novo Enem, que servirá como
método de ingresso em dezenas de universidades do país,
seria realizado no começo de outubro. No entanto, acabou adiado
para os dias 5 e 6 de dezembro, após a constatação
de uma tentativa de fraude. O contrato para a realização
do exame acabou rescindido e o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep) firmou novo convênio com o
consórcio formado pela Fub/Cespe e Cesgranrio. Na entrevista ao
jornal, Haddad destacou que seu objetivo ao defender uma entidade
própria para realizar o Enem a longo prazo é o de
eliminar a necessidade de licitações e tornar o processo
mais seguro. “Se nós mantivermos o modelo, temo que as
pessoas possam desconfiar da segurança da prova”, disse.
Motivação política - Questionado se acredita
que houve motivação política para o furto do
exame, o ministro evitou especulações, mas disse ter
opinião semelhante à do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. “Eu, como o presidente Lula, consideramos estranho
uma pessoa que quisesse fazer dinheiro com a prova procurar a imprensa,
seria a última decisão a tomar. É muito estranho.
Haddad observou que não avisou a Lula sobre o vazamento da
prova. Segundo ele, “o presidente leu [a notícia] no
jornal”. O ministro também lamentou não ter
insistido para alterar as normas de contratação da
empresa responsável pela aplicação do Enem. Ele
ainda elogiou a imprensa por ter levado o caso do vazamento do exame
à tona, fato que motivou o cancelamento das provas. “A
prova não foi realizada, isso é importante dizer,
graças ao bom jornalismo que temos no Brasil.”
Gasto com qualidade
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 03/11/2009 - São Paulo SP
Fim do desvio de verba dá mais R$ 9 bi anuais para
educação que deveriam fluir para programas de atestada
eficácia
Editorial
A REVINCULAÇÃO completa de verbas federais para o ensino,
aprovada no Senado, tem a aparência de boa notícia. A
emenda constitucional votada acaba de forma paulatina com a DRU
(desvinculação de receitas da União), que permitia
ao governo gastar em outros setores 20% das receitas carimbadas para a
educação. A parcela cai para 12,5% neste
exercício, chega a 5% em 2010 e acaba em 2011. No final do
processo, o MEC contará com R$ 9 bilhões adicionais por
ano num orçamento que, hoje, movimenta cerca de R$ 40
bilhões. O dinheiro surge como reforço genérico
para as políticas bem orientadas que o ministro Fernando Haddad
vem implantando, enfeixadas no Plano de Desenvolvimento da
Educação. Mas seria melhor se viesse precedido por
programas concretos e de eficácia comprovada para aplicar as
verbas devolvidas.
Tradicionalmente se gasta mal no Brasil, e a área de
educação não foge a essa regra. O dispêndio
público com ensino se aproxima de 5% do PIB, patamar semelhante
ao de países desenvolvidos como EUA (5,3%), Reino
Unido (5,5%) e França (5,7%). O Japão gasta 3,5%. Temos,
por certo, uma base mais larga de jovens em idade escolar. Isso resulta
num gasto proporcionalmente mais baixo por aluno, mas não o
bastante para explicar a diferença abissal de qualidade, como
atestam os maus resultados de estudantes brasileiros em testes
internacionais padronizados. Mesmo ponderando o dispêndio por
estudante como fração da renda per capita do país,
o resultado é decepcionante. A nota de alunos brasileiros do
ensino fundamental na prova de matemática do exame internacional
Pisa ficou pouco acima de 350 pontos em 2006. Considerado o
nível de renda do Brasil, porém, nossos alunos deveriam
alcançar algo entre 450 e 500 pontos, de acordo com os
cálculos do economista Fernando Veloso, do IBMEC-RJ, num cotejo
entre os países participantes do Pisa.
Diante desse quadro, mais dinheiro pode redundar só em mais
desperdício, ou em ganhos irrisórios para a
qualidade do ensino. Correto seria identificar primeiro programas
prioritários para melhorar as aulas, partindo de
experiências bem sucedidas em outros países, depois
orçá-los e só então incluir o valor
necessário no orçamento. A emenda constitucional aprovada
também ampliou a faixa etária de
escolarização obrigatória. Até o presente,
todos os que tinham de 6 a 14 anos deveriam estar matriculados; agora o
Estado fica obrigado a prover vagas para aqueles entre 4 e 17 anos que
as buscarem. A medida, em si mesma meritória, corre o risco de
seguir a mesma lógica do aumento indiscriminado de recursos.
Ninguém pode ser contra dar pré-escola e ensino
médio para todos. No caso da pré-escola, contudo,
não faltam estudos mostrando que ela só faz
diferença no desempenho de futuros estudantes se contar com
professores treinados para lidar com essa faixa etária, turmas
reduzidas e visitas regulares às famílias. Isso tem
preço, mas a verba pode escoar antes que ele seja corretamente
fixado.
Formação de professores ganha apoio com adicional a bolsista
Fonte: Jornal da Educação
A formação de professores para a educação
básica conta com um novo reforço. Bolsistas de pesquisa
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CPNq) que trabalhem como formadores nos cursos e
ações do Plano Nacional de Formação de
Professores da Educação Básica (PNFP) vão
receber auxílio da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Pago pelo CNPq diretamente ao bolsista, com recursos da Capes, o
adicional é devido ao desempenho de atividades relativas ao
PNFP, como elaboração de material didático e
coordenação de cursos.
A iniciativa foi oficializada pela Portaria Conjunta Capes/CPNq nº
1/2009, publicada na sexta-feira (30) no Diário Oficial da
União. Têm direito ao auxílio os pesquisadores que
recebem as bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) e de Produtividade
em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT)
do CNPq. Até então, não era possível
acumular os benefícios. A ação visa incrementar a
formação dos docentes, agregando pessoal altamente
qualificado.
Representante da Unesco no Brasil critica
número de cargos de confiança no MEC e mudanças a
cada troca de mandato
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:35 hs.
O representante no Brasil da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco), Vincent Defourny, diz que falta
continuidade às políticas educacionais no país.
Embora elogie o Ministério da Educação, considera
que há excesso de cargos de confiança, sujeitos a troca a
cada novo governo.
Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil: "O MEC não
tem que se reinventar a cada mandato" - O MEC, o governo, uma
administração desse tipo não tem que se reinventar
a cada mandato - diz em entrevista a Demétrio publicado na
edição deste domingo do Globo.
Defourny, que há três anos e meio dirige o
escritório brasileiro, prefere não comentar a
decisão do Itamaraty de apoiar a candidatura derrotada do
egípcio Farouk Hosni à direção-geral da
Unesco. O governo Lula abriu mão de lançar o brasileiro
Márcio Barbosa, que tinha chances na disputa. Para Defourny,
porém, o país não sofrerá prejuízo.
Lembra que a búlgara Irina Bokova, eleita diretora-geral,
fará sua viagem de estreia justamente para o Brasil - a
Belém, em dezembro, para uma conferência sobre
educação de adultos.
Fonte: Jornal O Globo
Grupo de Cingapura vai oferecer curso superior no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
Ter domínio da língua inglesa será fundamental
para cursar uma instituição particular de ensino superior
que está se instalando em São Paulo. Por duas
razões que vão além das exigências do
mercado de trabalho: todas as aulas serão dadas em inglês
e metade da graduação acontece no exterior. A Australia
International Business School (AIBS) chega ao País neste ano e,
a partir de 2010, vai oferecer os cursos de Administração
(Business Administration) e Turismo (Tourism and Hospitality
Management).
As graduações funcionarão em três etapas que
devem durar, no mínimo, três anos. A primeira, chamada de
foundation course, ocorre no Brasil e durará três meses.
Nela, o aluno vai aprender conceitos básicos de
Administração, Economia e Marketing, entre outros. A
segunda fase, advanced diploma, ainda em solo brasileiro, dura 15 meses
e é dividida em módulos que capacitam o aluno na
profissão que ele escolheu, Administração ou
Turismo. Finalmente, o estudante vai para a etapa final da
graduação, em que passará os próximos 18
meses em uma das nove universidades australianas que são
parceiras da AIBS. É lá que ele vai retirar seu diploma.
A faculdade faz parte do Melior Education Group, uma empresa de
Cingapura que está presente na China, Vietnã,
Tailândia, Índia e Austrália. Segundo a gerente da
instituição, Chong Siew Hong, o país da Oceania
foi escolhido por suas faculdades qualificadas. As classes da AIBS,
instituição que vai funcionar no Brooklin Novo, zona sul,
devem ter cerca de 25 alunos. As mensalidades devem custar em torno de
R$ 1.500. Os professores serão, em sua maioria, estrangeiros. Os
poucos docentes brasileiros devem ter experiência na academia e
no mercado.
As primeiras turmas começam em fevereiro, mas haverá
seleções em maio e agosto também. Para ingressar
na AIBS, o estudante deve apresentar seu certificado de
conclusão do ensino médio e histórico escolar. Ele
será submetido a uma entrevista e a um teste de inglês
semelhante ao TOEFL (Test of English as a Foreign Language) e ao IELTS
(International English Language Testing System). Caso seja reprovado na
língua, a AIBS oferece gratuitamente um curso
preparatório de inglês para que o estudante tente
novamente a vaga. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo
País abriga melhores escolas de hotelaria do mundo
Fonte: Portal O Meu Futuro
Tradição em hotelaria é o que leva a maioria dos
estudantes brasileiros até a Suíça.
Instituições como Belvoirpark Hotelfachschule, em
Zurique, Glion Hotel School, em Montreaux, Domino Carlton Tivoli, em
Lucerna, e as Ecole hôtelière, em Genebra e Lausanne,
são apenas exemplos do que há de atrativo nesse
tradicional centro educacional europeu.
O país também é considerado uma excelente rota
para estudantes de economia e ciências tecnológicas.
Além de abrigar dois importantes institutos federais de
tecnologia - em Lausanne e Zurique -, a Suíça dedica, em
média, 2% do seu PIB (Produto Interno Bruto) às
atividades de pesquisa. Os institutos concentram suas atividades em
áreas de alta tecnologia, tornando-se líderes
internacionais em pesquisa científica básica, aplicada e
interdisciplinar. Não é à toa que o país
coleciona inúmeros prêmios Nobel.
Atualmente, a Suíça tem, pelo menos, dez cidades
universitárias espalhadas por seu pequeno território,
entre elas Basel, Bern, Fribourg, Genebra, Lausanne, Lucerna,
Neuchâtel, St. Gallen, Zurique e Ticino. O sistema de ensino do
país é, em sua maioria, público, mas dispõe
de instituições privadas de nível internacional.
Em seus 41.290 km² - menor que o Estado do Rio de Janeiro -,
falam-se quatro línguas oficiais (alemão, francês,
italiano e romache), por conta da influência dos países
fronteiriços. Por isso, antes de fazer a matrícula,
é preciso saber em que idioma o curso será ministrado.
Brasileiros que pretendem estudar na Suíça devem
apresentar um plano de estudo pessoal, contendo os objetivos finais da
experiência - seja a conclusão de estudo em nível
de ensino médio, graduação, mestrado ou doutorado.
A instituição de ensino será responsável
pela avaliação do plano de estudo e pela
aprovação do aluno no programa, mas, antes de entrar na
Suíça, o estudante precisa provar que tem recursos
financeiros suficientes para se manter no país.
Perfil suíço
A economia da Suíça é estável, mas
apresenta problemas de demanda interna devido o pequeno número
de habitantes -pouco mais de sete milhões. O país
não aderiu ao mercado comum europeu, mantendo a
tradição de neutralidade que o deixou fora das duas
grandes guerras mundiais.
Há grande diversidade cultural em curtas distâncias.
Cidades mais jovens e animadas, como Zurique, e mais nervosas, como
Genebra. De um modo geral, o suíço é cordial,
elegante e reservado. Nos restaurantes, dificilmente consegue-se ouvir
a voz dos ocupantes da mesa ao lado e, geralmente, as pessoas
estão bem vestidas e arrumadas.
Sua capital é Berna, mas Genebra - terceira maior cidade, com
cerca de 180 mil habitantes - é a mais importante do país
e uma das mais conhecidas do mundo. É sede da Cruz Vermelha e de
várias agências da ONU (Organização das
Nações Unidas), o que faz com que quase 50% de sua
população seja formada por estrangeiros residentes no
país.
Estudo conclui que latino-americanos não possuem habilidades críticas para o século 21
Fonte: Portal O Meu Futuro
A FedEx Express e a Dell apresentaram os resultados da pesquisa
Habilidades para competir: depois da educação
secundária e a sustentabilidade empresarial na América
Latina, realizada pelo Economist Intelligence Unit (EIU).
De acordo com o estudo, encomendado pelas duas empresas, os
empregadores da América Latina acreditam que os trabalhadores da
região não possuem as habilidades necessárias para
atuar no mercado global e competitivo de hoje.
A pesquisa revela ainda alunos graduados que ingressam no mercado de
trabalho frequentemente não possuem habilidades interpessoais,
fator que pode prejudicar suas chances para sucesso e a
sustentabilidade de empresas da região.
A pesquisa aponta que para 97% dos pesquisados a
globalização aumentou a necessidade por habilidades
interpessoais. As respostas indicam ainda que habilidades como
pensamento crítico (para 76% dos pesquisados),
resolução de problemas (para 73%) e habilidades para a
vida cotidiana (para 72%) são ainda mais importantes no trabalho.
Pequenas empresas - Outra conclusão da pesquisa é que as
habilidades específicas como múltiplos idiomas,
proficiência em tecnologia e ciências, engenharia e
matemática serão importantes em cinco anos –
especialmente para pequenas empresas.
Ao ajudar a melhorar as qualificações do estudante, as
grandes empresas se concentram mais em buscar melhorias dentro das
instituições de ensino, enquanto as pequenas empresas
buscam levar os alunos para o mercado por meio de estágios e
programas que integrem o estudo e o trabalho.
Ainda de acordo com a pesquisa, os alunos na América Latina
passam menos tempo na escola se comparados a seus pares em outros
países, e a produtividade dos trabalhadores regionais
está abaixo dos níveis asiáticos identificados na
pesquisa do Economist Intelligence Unit, de 2008.
Habilidades técnicas - Assim, a pesquisa aponta que o desafio
que a região enfrenta para atender às demandas do novo
ambiente global de negócios é o treinamento das pessoas
em habilidades técnicas (ciência, tecnologia, engenharia e
matemática) e interpessoais (pensamento crítico,
resolução de problemas e habilidades para a vida).
Os executivos na América Latina – aponta a pesquisa
– reconhecem a importância de uma força de trabalho
educada para a competitividade empresarial e concordam que o setor
privado desempenha um papel importante na preparação de
alunos.
Em função dos resultados dessa pequisa, tanto a FedEx
quanto a Dell estão reforçando os programas de
educação que já desenvolvem na América
Latina.