
05/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
O Papel da Iniciativa Privada no Ensino Superior
Avaliação de Cursos
Portaria nº 1033, de 4 Novembro de 2009.
Legislativo consultará Fecam sobre a municipalização do ensino
Municípios têm planos de alfabetização validados pelo MEC
Projeto de lei que regulamenta a profissão de
pedagogo é aprovado na Câmara dos Deputados e será
analisado pelo Senado Federal
Prêmio UNESCO/Guillermo Cano 2010 abre inscrições
Oposição tenta adiar votação da exigência de diploma para jornalistas
Ensino em tempo integral para toda a educação básica
Países pobres chegam a ter 89% de fuga de cérebros
Após audiência pública, senadora sugere revisão do acordo ortográfico
Comissão aprova execução obrigatória do Hino Nacional nas escolas
Guia de tecnologias vai ganhar novos recursos pedagógicos
Concurso Natal Brasileiro
O Papel da Iniciativa Privada no Ensino Superior
Fonte: ABMES

Avaliação de Cursos
Fonte: CM Consultoria
compreensão da avaliação como um processo
dinâmico exige intervenção acadêmica e
administrativa permanente, o que impõe às
Instituições de Ensino Superior - IES, a necessidade de
revisão periódica de seus cursos e programas, de modo a
ajustá-los aos diferentes contextos e situações
apresentadas no cenário da educação superior.
Neste sentido, o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (SINAES), criado pela Lei n. 10.861, de
14 de abril de 2004, que instituiu a avaliação das IES
(Autoavaliação e Avaliação Externa), de
seus cursos (IGC/CPC) e do desempenho dos estudantes (ENADE) vem
exigindo, uma série de providências por parte das
Instituições.
Esse processo avaliativo impõe às IES o desafio de
responder com clareza a questões fundamentais. Assim, para
atender às necessidades das IES e de seus cursos, a CM
Consultoria dispõe dos mais avançados recursos
tecnológicos, que são disponibilizados através do
Sistema CM On-line - Instrumento de Avaliação de Cursos
(reconhecimento e renovação de reconhecimento),
permitindo que se desenvolva um diagnóstico detalhado abrangendo:
A gestão e organização das Instituições e dos cursos.
A qualificação dos coordenadores e os seus regimes de trabalho.
A qualificação, o envolvimento do docente e a sua produção científica.
As políticas de aperfeiçoamento e qualificação docente.
A realização de estágios, monitoria,
iniciação científica e a integração
do ensino, pesquisa e extensão.
A adequação do acervo e dos serviços prestados pela biblioteca.
A funcionalidade dos laboratórios e seus equipamentos e da infraestrutura de apoio.
O acesso dos portadores de necessidades especiais.
As formas de divulgação institucionais e as publicações da Instituição.
As atividades de extensão, pesquisa e o envolvimento com a comunidade.
O espaço físico para atividades esportivas, de lazer e culturais.
A imagem do curso junto à comunidade.
Este instrumento de autoavaliação oferece três tipos de relatórios, na ordem:
Relatório base para o MEC - subsídio para o preenchimento do formulário eletrônico.
Relatório com a autoavaliação - subsídio
para a definição do plano de ação.
Relatório com analise técnica da CM Consultoria -
Relatório para definições estratégicas e de
ações.
Estamos à disposição para orientar e dirimir
dúvidas sobre o processo de avaliação de cursos.
Caso seja de seu interesse preencha as informações abaixo
ou entre em contato pelo fone (14) 3402-3333 (falar com Rogério,
Cícero ou José Vicente), para mais esclarecimentos sobre
nossos instrumentos, processos e metodologia de trabalho.

Portaria nº 1033, de 4 Novembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:24 hs.
Divulgar a relação anexa das tecnologias educacionais
pré-qualificadas no processo de avaliação.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1959.pdf
Fonte: DOU n.º 211 - 05.11.2009
Legislativo consultará Fecam sobre a municipalização do ensino
Fonte: Assessor de Imprensa do deputado Marcos Vieira
A Assembleia Legislativa consultará a Federação
Catarinense de Municípios (Fecam) sobre a possibilidade de se
realizar uma reunião conjunta para discutir a questão da
municipalização do Ensino Fundamental em Santa Catarina.
A proposta feita pelo deputado Marcos Vieira (PSDB) durante a
reunião da Comissão de Finanças e
Tributação desta quarta-feira (04) foi acatada pelos
demais membros da comissão. A intenção é
aproveitar a vinda dos prefeitos à Capital para participarem do
VII Congresso Catarinense de Municípios, entre os dias 30 de
novembro e 1º de dezembro, e realizar uma audiência
pública visando debater com profundidade o assunto. Serão
convidados também a Secretaria Estadual da
Educação, secretários municipais e representantes
da classe dos servidores da educação.
Conforme o deputado Marcos Vieira, relator do Projeto de Lei
Complementar (PLC) nº 14/09, a proposta do Executivo não
esclarece e não especifica a forma da
municipalização. “Não temos
condições de apreciar o projeto da forma como ele veio do
Executivo, pois ele transfere a responsabilidade administrativa,
financeira e operacional aos municípios mas não
prevê repasse de recursos”, esclareceu. O deputado Marcos
Vieira também questiona a omissão do projeto quanto aos
direitos adquiridos pelos professores. “Não está
claro quem pagará os vencimentos dos professores em caso de
licença prêmio ou saúde", disse.
Pelo conteúdo do projeto, a transferência de
responsabilidade aos municípios, onde as unidades escolares em
destaque estejam em funcionamento, acontecerá de forma
progressiva, ou seja, uma série a cada ano, até a 9ª
série. A matéria prevê ainda que a
municipalização do ensino fundamental se constitua por
meio de convênio firmado entre o Estado e o município e
será considerada efetivada sempre no início do ano
letivo.
Duas audiências públicas já aconteceram no estado
durante este ano. Tanto em Chapecó quanto em Lages não
houve consenso entre os participantes.
Municípios têm planos de alfabetização validados pelo MEC
Fonte: Jornal da Educação
A Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade divulgou no Diário
Oficial da União de ontem (4) a lista dos municípios
cujos Planos Plurianuais de Alfabetização foram validados
pelo Ministério da Educação (MEC), no âmbito
do Programa Brasil Alfabetizado.
Criado pelo governo federal em parceria com as prefeituras, o programa
tem o objetivo de erradicar o analfabetismo por meio de
ações que contribuam para universalizar o ensino
fundamental. As ações são voltadas para jovens com
mais de 15 anos, adultos e idosos, nos estados, municípios e no
Distrito Federal. O apoio se dá por meio de transferência
de recursos financeiros, em caráter suplementar.
De acordo com o MEC, a meta é alfabetizar 3,9 milhões de
jovens e adultos no triênio 2008-2010, a partir dos planos
plurianuais elaborados por estados, municípios e pelo Distrito
Federal. Dos municípios participantes, 1.928 estão nos
nove estados do Nordeste, mais o Pará, o Tocantins e o Acre,
regiões que concentram os mais altos índices de
analfabetismo do país.
Projeto de lei que regulamenta a profissão de
pedagogo é aprovado na Câmara dos Deputados e será
analisado pelo Senado Federal
Fonte: Jornal da Educação
O Projeto de Lei 4746, de 1998, que dispõe sobre o
exercício da profissão de pedagogo e dá outras
providências, foi aprovado em caráter terminativo pela
Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania da Câmara dos Deputados e sem recurso para
votação em plenário, foi considerado
concluído pela Câmara dos Deputados.
No Senado Federal, onde já tramita, recebeu o número PLC
196, de 2009, sendo distribuído à Comissão de
Assuntos Sociais que o apreciará de forma definitiva (isto
é, sem ir à outras Comissões). Após a
votação segue para o Plenário do Senado.
Não havendo modificações no texto original (vindo
da Câmara) irá ao Presidente da República, para ser
sancionado e virar lei. Existindo alterações, volta
à Câmara que poderá acolher as mudanças ou
manter a redação que foi dada, sendo remetido, a seguir,
à sanção presidencial.
Prêmio UNESCO/Guillermo Cano 2010 abre inscrições
Fonte: Jornal da Educação
A UNESCO convida os Estados-membros, as organizações
regionais e internacionais e as organizações
profissionais e não-governamentais que atuam na área de
jornalismo e liberdade de expressão a nomear candidatos para o
Prêmio UNESCO/Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa 2010.
O objetivo do prêmio é reconhecer internacionalmente a
contribuição de uma pessoa, organização ou
instituição para a defesa e/ou promoção da
liberdade de imprensa, especialmente se a atividade implica risco.
Com edições anuais, a 12ª cerimônia de
premiação será realizada em 2010, na
Austrália, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de
maio. O vencedor receberá a soma de US$ 25 mil.
O prêmio denomina-se Guillhermo Cano em homenagem ao jornalista
colombiano de mesmo nome (foto), morto no exercício da
profissão, e que se tornou símbolo da luta contra a
repressão à mídia em todo o mundo.
Oposição tenta adiar votação da exigência de diploma para jornalistas
Fonte: Jornal da Educação
Contrário à PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) que exige o diploma de jornalista para o
exercício da profissão, o deputado José Carlos
Aleluia (DEM-BA) apresenta diversos requerimentos, numa tentativa de
adiar a votação na Comissão de
Constituição e Justiça.
Até o momento, o requerimento de adiamento da
votação foi rejeitado, mas Aleluia apresentou outros
dois: um para adiamento da discussão e outro para
votação nominal, o que pode derrubar o resultado se
não houver quorum suficiente no plenário da
comissão.
A PEC 386/09 estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo
para o exercício da profissão. Há quatro meses, o
Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma. Um dos
argumentos é o de que legislar sobre o assunto seria uma
tentativa de restrição da liberdade de expressão,
prevista na Constituição.
Ensino em tempo integral para toda a educação básica
Fonte: Jornal da Educação
Autor da proposta de ensino em tempo integral para toda a
educação básica, o senador e ex-ministro da
Educação Cristovam Buarque acredita que só uma
"revolução" pode mudar o ensino do país. E ela
passaria pela construção de novos e mais equipados
prédios, aumento dos salários dos profissionais e
adoção do turno e da educação integrais.
Cristovam propõe ainda que os recursos para a
implantação do turno integral não sejam
pulverizados nas redes de ensino de todo o país.
As escolas que hoje existem não merecem o nome de escolas.
Algumas nem o quadro-negro têm, quando esse recurso já
deveria ter sido substituído por computadores em todas elas.
Não precisa aumentar a rede, é preciso refazer pelo menos
70% dela. Esse dinheiro deve ser usado nas redes de 250 cidades a cada
ano. Ao fim de 20 anos o país terá feito a
revolução de que se precisa.
Países pobres chegam a ter 89% de fuga de cérebros
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 03/11/2009
Em Guiana, que faz fronteira com Roraima e Pará, de cada dez
pessoas que terminam a faculdade, nove deixam o país. Quadro
semelhante foi constatado em Granada e na Jamaica (8,5 em cada dez), no
Haiti (8,4) e em pequenos países africanos e asiáticos,
aponta o estudo Fluxo de Capacidade: Uma Reconsideração
Fundamental da Mobilidade dos Trabalhadores Capacitados e o
Desenvolvimento. O trabalho faz parte de uma série de pesquisas
que subsidiaram o RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) de
2009, intitulado Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento
humanos. O documento aponta que as nações menores e mais
pobres são as que mais sofrem com a fuga de cérebros.
“Sabendo que esses países também concentram os
piores índices educacionais e o menor número de
trabalhadores com nível superior, esse tipo de
mão-de-obra está deixando precisamente os lugares onde
ela é mais escassa”, afirma o texto do pesquisador Michael
A. Clemens. No total, elenca o estudioso, 81 países têm
pelo menos 15% de seus cidadãos formados vivendo fora, e em 34
dessas nações a proporção supera um
terço. O estudo foi feito com dados de 2000 referentes a 173
países-membros da ONU.
A lógica verificada mundialmente se repete no interior de
países de grande extensão, como o Brasil. Cálculos
feitos pelo pesquisador com base em dados do Censo de 2000 mostram uma
tendência de a população brasileira com
nível superior deixar Estados pequenos e pobres, como o Acre e
Piauí, e permanecer em populosos e ricos, como São Paulo
e Rio de Janeiro. Uma das principais razões para esse movimento
é o abismo salarial entre os países desenvolvidos e o
restante. “Um desenvolvedor de software na Índia pode
triplicar seus ganhos reais ao mudar para os Estados Unidos; um
médico da Costa do Marfim pode multiplicar seu salário
por seis se for trabalhar na França”, afirma o texto. Por
ganho real, entenda-se o salário ajustado pela paridade do poder
de compra, que elimina a diferença de custo de vida entre
os países.
A desigualdade salarial, entretanto, não é o único
fator que contribui para que as pessoas com maior
instrução deixem países pobres. Conflitos armados,
falhas nas instituições, corrupção,
condições de trabalho precárias, poucas
oportunidades de se aprimorar profissionalmente e repressão
política também influenciam. Para mostrar como a
questão vai além do salário, Clemens deteve-se
sobre o período de maior fuga de cérebros de algumas
nações. A análise mostra que na Etiópia,
por exemplo, o aumento da saída de formados coincidiu com a
ascensão de uma junta militar marxista chamada Derg (de 1974 a
1991), que antecedeu uma violenta guerra civil. De forma semelhante, a
fuga de cérebros cresceu na Libéria durante a ditadura de
Samuel Doe (1980 a 1990) e o regime violento de Charles Taylor (1997 a
2003). A Uganda também registrou maior crescimento durante
instabilidades do governo na década de 80 e o Zimbábue a
partir da crise econômica no mandato de Robert Mugabe (no
início da década de 90).
O estudo afirma que se formou um consenso de que a fuga de pessoas com
nível superior tem papel prejudicial, particularmente na
saúde. Agências da ONU como a UNCTAD (Conferência
das Nações Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento) fizeram alertas nesse sentido, e um dirigente da
Associação Médica Britânica chegou a
classificar a emigração de profissionais da área
como “estupro dos países mais pobres”. Um
especialista chega a sugerir que aqueles que recrutam profissionais de
saúde desses países deveriam ser julgados por crimes
contra a humanidade.
Esse tipo de pensamento fez com que os britânicos durante muitos
anos não divulgassem vagas de trabalho para países em
desenvolvimento e que a UNCTAD recomendasse que
políticas fossem criadas para reduzir esse fluxo, comenta
Clemens. O trabalho do pesquisador, entretanto, contesta a
visão de que os profissionais mais capacitados de países
pobres devem ser controlados para não “fugirem”.
Mesmo que não houvesse fluxo migratório, as
nações em desenvolvimento ainda sofreriam com a falta de
profissionais de saúde, segundo estudos da OCDE
(Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico). “Essa e muitas outras
razões explicam o porquê de um maior número de
médicos e enfermeiras que emigram de um país africano
não estar diretamente relacionado com menores índices de
saúde daquela nação”, afirma. Outra das
razões, segundo o texto, é que não há
estudos que provem — e nada garante — que, ficando no
país, os especialistas vão se dedicar à
população menos favorecida e mais carente. “No
Quênia, apenas 8,3% da população vive na capital
Nairóbi, mas 65,8% dos médicos estão concentrados
lá. Em Moçambique, apenas 8% da população
mora na capital Maputo, que abriga 51% dos médicos do
país”, argumenta.
Clemens cita algumas boas práticas para combater as causas da
fuga de cérebros. Entre elas, está ampliar incentivos ou
prêmios para melhorar a qualidade dos serviços e
fazê-los chegar a regiões rurais. O autor cita pesquisas
que mostram que gratificações de menos de 1% sobre o
salário já são suficientes para fazer com que
médicos comecem a se mudar para localidades rurais. Da mesma
forma, pequenas gratificações por qualidade dos
serviços melhorariam a situação da saúde ao
mesmo tempo em que diminuiriam a opção por sair do
país. Outra ação tomada por alguns países
que pode funcionar, diz o estudo, é proporcionar bolsas de
estudo e empréstimos para aqueles que querem estudar em centros
universitários fora do país, com a contrapartida de que,
após a conclusão da faculdade, essas pessoas possam pagar
ao governo voltando e trabalhando no país de origem.
Desburocratizar o exercício de certas profissões e
incentivar centros de excelência também pode ajudar.
(Agência Pnud)
Após audiência pública, senadora sugere revisão do acordo ortográfico
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 04/11/2009 - São Paulo SP
Da Agência Senado
O Congresso Nacional poderá autorizar o governo brasileiro a
rever o acordo ortográfico firmado com os demais países
de língua portuguesa. A sugestão foi apresentada pela
senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), após ouvir diversas
críticas feitas ao acordo, durante audiência
pública sobre o tema, realizada nesta quarta-feira pela
Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do
Senado. A aprovação de uma lei que autorize o governo a
sugerir modificações no texto da reforma
ortográfica é uma das alternativas a serem analisadas
pela comissão, segundo a senadora, que defendeu o aprofundamento
do debate sobre a reforma com a sociedade. O Brasil foi o único
país que adotou oficialmente o acordo, assinado em 1990. Segundo
o texto, implantação das mudanças na língua
deverá estar concluída até 2013.
O presidente de honra da Academia Brasileira de Filologia,
Leodegário Amarante de Azevedo Filho, observou que existe grande
resistência à adoção da reforma
ortográfica estabelecida pelo acordo, principalmente entre
escritores portugueses. Em sua opinião, o acordo foi feito para
as próximas gerações, que já
aprenderão a língua segundo a nova ortografia. Mesmo
assim, ele apontou a existência de problemas como a
extinção do trema, que tem uma função ao
indicar a pronúncia das palavras, e a manutenção
de consoantes mudas, como o c na palavra 'actor'.
"Os portugueses não abrem mão das consoantes mudas, que
não têm função, enquanto o trema, que tem
função, foi eliminado", comparou. A reação
dos portugueses à mudança também foi ressaltada
pelo representante da Associação Nacional de
Pós-Graduação e Pesquisa em
Educação, Walter Esteves Garcia. Na opinião de
escritores de Portugal, relatou, o Brasil está querendo impor
uma revisão da língua ao país onde a língua
foi criada.
O acordo foi duramente criticado pelo professor Ernani Pimentel,
que lançou o movimento Acordar Melhor, destinado a
aperfeiçoar a reforma ortográfica. Em primeiro lugar, ele
lembrou que as mudanças começaram a ser debatidas em
1975, quando ainda nem existia a internet. Além de
anacrônica, observou, a reforma também teria fugido a seus
objetivos, quando, por exemplo, eliminou o trema. Em sua
opinião, a reforma ortográfica deveria eliminar
exceções a regras e duplas grafias, além de
padronizar os radicais. " Não houve uma discussão
democrática e aberta", afirmou Pimentel. Após ouvir os
expositores, o senador Flávio Arns (PSDB-PR) disse ter ficado
"abismado com o nível de dificuldade que o acordo está
trazendo para a vida nacional". Se existem tantas
objeções à reforma aprovada, ele perguntou quem
estaria a favor do acordo. Por sua vez, o senador Cristovam Buarque
(PDT-DF) defendeu a revisão do acordo, após perceber a
existência das falhas mencionadas pelos expositores.
Comissão aprova execução obrigatória do Hino Nacional nas escolas
Fonte: Jornal da Educação
Da Agência Câmara
A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara aprovou na
semana passada proposta que torna obrigatória a
execução diária do Hino Nacional no início
das atividades escolares. A regra, prevista no projeto de lei 4627/09,
será válida para escolas dos níveis fundamental e
médio. A proposta define também outras ocasiões em
que o hino deverá ser executado: abertura de sessões
cívicas; início de atividades desportivas; início
e encerramento das transmissões diárias das emissoras de
rádio e televisão. O relator, deputado Afonso Hamm
(PP-RS), recomendou a aprovação da proposta, com emendas.
Ele especificou as atividades esportivas em que o hino será
tocado: aquelas organizadas por entidades coletivas que
integram o Sistema Nacional de Desporto ou com a interveniência
de órgãos da administração pública.
O objetivo da mudança, explicou, é evitar que o hino
tenha que ser executado em qualquer atividade, mesmo aquelas de
natureza particular ou informal.
O relator suprimiu ainda trecho do projeto em que previa a mesma
exigência para as cerimônias religiosas a que se associa
sentido patriótico, por misturar Estado e religião,
contrariando o espírito laico do Estado democrático
brasileiro. Para o autor da proposta, deputado Vital do Rêgo
Filho (PMDB-PB), a execução do hino nessas
ocasiões pode ampliar o conhecimento e a
divulgação da letra e da música do hino.
Tramitação - O projeto tramita em caráter
conclusivo e será analisado pelas comissões de
Educação e Cultura; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania. Ensino fundamental - Em setembro, lei
sancionada pelo vice-presidente no exercício da
Presidência, José Alencar, determina que as escolas de
ensino fundamental públicas e privadas de todo o país
executem uma vez por semana o Hino Nacional. A lei não
prevê data e horário para a execução do
hino, ficando a critério dos estabelecimentos de ensino. O
projeto também não prevê punição a
quem não cumprir a lei. Com Folha de S.Paulo
Guia de tecnologias vai ganhar novos recursos pedagógicos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:00 hs.
Novos recursos pedagógicos para a educação
básica vão compor o Guia de Tecnologias Educacionais de
2010. Foram pré-qualificadas 29 novas tecnologias entre as 134
inscritas no processo de avaliação deste ano, coordenado
pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As tecnologias educacionais se referem a processos, ferramentas e
materiais que dão suporte às redes estaduais e municipais
de ensino, como explica o diretor de políticas de
formação, materiais didáticos e tecnologias da
Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC,
Marcelo Soares. “São experiências bem-sucedidas,
desenvolvidas por especialistas em educação,
universidades, empresas e organizações
não-governamentais, que deram certo e podem ser
replicadas.”
De acordo com Soares, as tecnologias pré-qualificadas podem se
tornar qualificadas à medida que forem usadas pelas redes de
ensino e aprovadas no monitoramento feito por especialistas em
educação. Caso não tenham eficácia, podem
ser desqualificadas.
As propostas inscritas este ano contemplam 15 áreas, entre elas,
alfabetização, formação continuada de
professores, inclusão digital e acessibilidade. As tecnologias
são voltadas para a educação infantil, o ensino
fundamental e o ensino médio, incluindo as modalidades da
educação especial, de jovens e adultos, escolar
indígena, quilombola, do campo, a distância, profissional
e tecnológica e nas prisões.
Os responsáveis pelos projetos não aprovados têm
até o dia 11 para entrar com recurso. O resultado sai em 1º
de dezembro. A partir desse dia, as redes já poderão usar
as tecnologias educacionais pré-qualificadas, que serão
reunidas no guia de 2010.
Criado em 2007, o Guia de Tecnologias Educacionais tem, atualmente, 112
recursos pedagógicos pré-qualificados. Destes, 52 foram
produzidos pelo Ministério da Educação. Dos outros
60, 19 foram incluídos em 2007 e 41 em 2008. Assim, com as novas
29 tecnologias pré-qualificadas este ano, as secretarias
municipais e estaduais de educação vão dispor de
141 tecnologias para melhorar o ensino em suas redes.
Letícia Tancredi
Fonte: MEC
Concurso Natal Brasileiro
Fonte: ABMES
