
13/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Nota de Esclarecimento Programa de Bolsas de Estudo do Governo do Estado
O papel da iniciativa privada no ensino superior – realidade e desafios para o futuro
Professores podem se inscrever como corretores das redações
Portal Chamada de Trabalhos
CCJ aprova volta da exigência de diploma para jornalista
Lei nº 12.089, de 11 de novembro de 2009.
Enade 2009: Justificativas de ausência poderão ser
enviadas até 23/11, para análise de Comissão
Seminário discute papel da iniciativa privada no ensino superior
Secretário Paulo
Bauer lidera comitiva que busca apoio federal para
construção de cinco Cedups no
Estado
Cresce o número de filhas que seguem a carreira do pai
Portaria Interministerial nº 1077, de 12 de novembro de 2009.
Um pacto pela educação
Pente-fino nas faculdades
Inscrições para o Encceja vão até dia 30
Congresso aprova aumento de verba para educação
Descumprimento do regime escolar no ensino superior
Gestor de escola privada critica exame do Enade
Brasil e França buscam novas parcerias na área de pesquisa
A regulamentação da medicina
Brasil poderá ter "apagão" na formação de jovens, alertam representantes do ensino privado
Sancionada lei que proíbe fazer 2 cursos ao mesmo tempo em faculdades públicas
Audiência pública do Senado expõe falhas no acordo ortográfico
Diário Oficial publica emenda que determina o fim da DRU sobre educação
Universalização: Novo desafio do ensino médio
Sistema Educacional Brasileiro registra crescimento de 33,4%
Nota de Esclarecimento Programa de Bolsas de Estudo do Governo do Estado
Fonte: AMPESC
Atualmente, o sistema AMPESC representa 60 instituições
de ensino superior do Estado de Santa Catarina (devidamente autorizadas
pelo MEC), que juntas respondem por 40% do total de alunos do Estado
(120 mil alunos) e geram aproximadamente 13.000 empregos diretos.
Diante das várias manifestações que ocorreram nos
últimos dias, promovidas por alguns movimentos estudantis de
algumas instituições de ensino superior e divulgadas por
alguns órgãos de imprensa, cumpre-nos esclarecer à
sociedade catarinense que tais argumentos são equivocados e,
infelizmente, proferidos sem conhecimento de causa.
Assim, esclarecemos que o art. 170 da Constituição
Estadual de que falam, prevê a distribuição de
recursos na forma de bolsas de ensino superior destinando 90% para
alunos carentes do sistema fundacional e 10% para alunos carentes do
sistema AMPESC. Embora tal distribuição seja injusta
(pois não respeita a proporcionalidade dos alunos matriculados
em cada sistema), ressaltamos que não existe qualquer movimento
de nossa Associação que busque alterar a
distribuição desses recursos, e nem é do nosso
conhecimento que haja qualquer projeto nesse sentido na
Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
O que existe de fato é uma mobilização entre
diversos deputados, dirigentes e acadêmicos de
instituições de ensino superior tratando diretamente do
PL 458/2009, que procura alterar a Lei 13.334/2005. Essa Lei autoriza o
Estado a destinar 0,3% do Fundo Social para aquisição de
vagas remanescentes nos cursos superiores, mas na
proporção de 90% para os alunos carentes do sistema
fundacional e 10% para os alunos carentes do sistema AMPESC. O Projeto
de Lei que apoiamos propõe que a distribuição
desses recursos do Fundo Social seja realizada de forma
igualitária com base na proporcionalidade dos alunos de cada
instituição, ou seja, conforme o número de alunos
matriculados.
Face a esses esclarecimentos esperamos que a sociedade catarinense, a
verdadeira beneficiada, reconheça que o pleito é justo,
pois entendemos que a distribuição das bolsas de estudo
do Fundo Social, como foi aprovada, afronta o princípio
igualitário, pois de forma discriminatória e injusta
reduz os direitos de 40% dos estudantes catarinenses (acadêmicos
do sistema AMPESC). Acreditamos que os nossos alunos devam possuir os
mesmos direitos de igualdade de tratamento pois também
são cidadãos catarinenses como você, leitor.
Marlon J. Tafner
Presidente da AMPESC
O papel da iniciativa privada no ensino superior – realidade e desafios para o futuro
Fonte: ABMES
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do
Senado Federal realizou na última quarta-feira (11/11) um evento
inédito sobre educação superior. "O papel da
iniciativa privada no ensino superior – realidade e desafios para
o futuro” .
O encontro é fruto das conquistas do Fórum das Entidades
Representativas do Ensino Superior Particular. Uma
organização formada pelas entidades: ABMES, ABRAFI, ANUP,
ANACEU e SEMESP que vem buscando uma maior interação
política entre o ensino superior particular e o governo federal.
O seminário que reuniu parlamentares e os prinicipais representantes do ensino superior particular.
Confira nos links abaixo abaixo algumas notícias veiculadas pela Agência Senado sobre o evento.
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97264&codAplicativo=2
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97283&codAplicativo=2
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97318&codAplicativo=2
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97317&codAplicativo=2
Professores podem se inscrever como corretores das redações
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:20 hs.
Se você tem curso superior em letras-língua portuguesa e
pelo menos dois anos de experiência como professor, poderá
se tornar um corretor de redações do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) recebe inscrições até as 23h59
do próximo domingo, 15 de novembro, para formação
de um cadastro nacional de corretores de redação para a
prova.
Não poderá se inscrever aquele que tiver cônjuge,
filho, dependente legal ou qualquer outro parente de primeiro grau
inscrito no Enem 2009. A seleção será feita pelo
Centro de Seleção e de Promoção de Eventos
(Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), com base nos dados
fornecidos.
Após a seleção preliminar, os inscritos
deverão encaminhar cópias de documentos
comprobatórios, como diploma reconhecido pelo MEC e comprovante
de regência emitido pela instituição de ensino em
que leciona ou lecionou.
A intenção do Inep, órgão
responsável pelo Enem, é ter um banco unificado de
corretores de redação com cinco mil professores
cadastrados. Esses corretores passarão por treinamento que
será feito pelo Cespe. Já estão marcados
treinamentos em Brasília (dia 8 de dezembro), Rio de Janeiro (10
de dezembro) e Fortaleza (11 de dezembro).
O sistema de corretores está estruturado com um coordenador
nacional e 180 supervisores. A cada supervisor estarão
vinculados 28 corretores. Esse banco possibilitará agilidade na
correção da redação do Enem.
Como é feita a correção – Todas as
redações são levadas para Brasília, onde
são escaneadas com um código para posterior
identificação, já que o cabeçalho, com a
identificação do aluno, não é escaneado.
Cada supervisor recebe, via internet, determinado número de
redações, e as repassa para seus corretores.
Cada redação é repassada a dois corretores –
nunca ligados ao mesmo supervisor. Após a
correção, o sistema apura, automaticamente, aquelas que
têm notas discrepantes. Essas redações são
enviadas a um terceiro corretor – que não sabe as notas
dadas anteriormente e não sabe também que está
fazendo uma revisão. A nota final dessa redação
será a dada pelo terceiro corretor. É considerada com
nota discrepante aquela redação que, numa escala de 0 a
10, teve avaliação com diferença igual ou maior
que 5 pontos.
Para se inscrever – O interessado deve acessar a página
eletrônica do Inep e preencher o cadastro e o questionário
disponíveis.
Assessoria de Imprensa do Inep
Fonte: MEC
Portal Chamada de Trabalhos
Fonte: Arceloni Neusa http://www.chamadadetrabalhos.com.br/
O Chamada de Trabalhos é um espaço colaborativo para a
identificação de oportunidade para
publicação de material científico em congressos,
periódicos e afins. Junte-se ao Chamada de Trabalhos e divulgue
os eventos e periódicos que você conhece, conheça
várias oportunidades nacionais e internacionais, e aproveite pra
entrar em contato com pessoas que compartilham o mesmo interesse que
você.
CCJ aprova volta da exigência de diploma para jornalista
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 12/11/2009 - São Paulo SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Foi aprovada ontem na CCJ (Comissão de
Constituição e Justiça) da Câmara a proposta
de emenda constitucional que reinstitui a obrigatoriedade do diploma de
curso de jornalismo para o exercício da profissão. O
texto agora será analisado por uma comissão
especial da Casa, a ser criada, e depois ainda precisa ser aprovada em
dois turnos no plenário da Câmara. Em seguida, vai para o
Senado. A exigência de diploma foi derrubada pelo Supremo em
junho, quando oito ministros entenderam que ela contrariava o
princípio da liberdade de expressão. A PEC, do deputado
Paulo Pimenta (PT-RS), insere a exigência no artigo da
Constituição relativo à liberdade de
informação jornalística.
Lei nº 12.089, de 11 de novembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:50 hs.
Proíbe que uma mesma pessoa ocupe 2 (duas) vagas simultaneamente
em instituições públicas de ensino superior.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1967.pdf
Fonte: DOU n.º 216 - 12.11.2009
Enade 2009: Justificativas de ausência
poderão ser enviadas até 23/11, para análise de
Comissão
Fonte: ILAPE - Instituto Latino-Americano de Planejamento Educacional
Estudantes que não compareceram ao Enade 2009, realizado no dia
8 de novembro, terão oportunidade de justificar o não
comparecimento na prova. As informações deverão
ser encaminhadas ao Inep de 10 a 23 de novembro. As justificativas
serão analisadas por comissão designada especificamente
para este fim. O prazo máximo para resposta aos estudantes
é 26 de março do próximo ano.
A solicitação de dispensa deverá ser encaminhada
exclusivamente via correios, contendo os seguintes documentos:
requerimento de dispensa, disponível em:
http://enade.inep.gov.br/enadeDispensa;
declaração de aluno regular e habilitado no Enade 2009, disponível em:
http://enade.inep.gov.br/enadeDispensa (comprovada por meio de
assinatura do responsável da instituição de
educação superior do estudante);
cópia autenticada de documento que comprove o impedimento de participação no Enade 2009.
Não serão aceitas solicitações via fax ou via correio eletrônico.
O endereço para envio da justificativa é:
Ministério da Educação - MEC
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep
Comissão Especial de Análise e Julgamento de Dispensa - Enade 2009
Caixa Postal no 9520
Agência AC Banco Central
SBS Quadra 3, Bloco A, 2o Subsolo
Asa Sul - Brasília – DF
CEP: 70070-972
Portaria 1.059 de 9/11/2009
Assessoria de Imprensa do Inep/ MEC
Seminário discute papel da iniciativa privada no ensino superior
Fonte: Senado Federal COMISSÕES / Educação 11/11/2009 - 09h33
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE)
promove neste momento o seminário O Papel da Iniciativa Privada
no Ensino Superior: Realidade e Desafios para o Futuro. Na Mesa de
abertura, presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), a
secretária de Ensino Superior do Ministério de
Educação, Maria Paula Dallari Bucci, informou que
três quartos dos estudantes brasileiros de cursos superiores
estão matriculados em faculdades privadas. Ela também fez
referência à cobertura do Programa Universidade para Todos
(ProUni), que concede bolsas para estudantes de graduação
da rede privada.
O primeiro painel do seminário trata do tema
"Participação no desenvolvimento econômico-social
brasileiro" e tem como mediador o presidente da CE, senador
Flávio Arns (PSDB-PR).
São expositores do primeiro painel Rodrigo Capelato,
diretor-executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo; Antônio
Carbonari Netto, diretor-presidente do Grupo Anhanguera Educacional; e
Cláudio de Moura e Castro, presidente do Conselho Consultivo do
Instituto Inhotim.
O segundo painel debate a "Qualidade do ensino: diagnóstico e
propostas" e tem como mediador o senador Sérgio Zambiasi
(PTB-RS). Falam aos senadores Maria Helena Guimarães e Castro,
professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); João Batista
Araújo Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto; e
Fábio José Garcia dos Reis, diretor de
Operações do Centro Universitário Salesiano de
São Paulo.
O seminário continua na parte da tarde, com o tema
"Avaliação, regulação e supervisão",
a partir das 14h, e "Perspectivas para o futuro: Reforma ou
revolução?", às 15h20, com mediação
dos senadores Marisa Serrano e Romeu Tuma (PTB-SP). Entre os
convidados, o senador Cristovam Buarque.
Secretário Paulo Bauer lidera comitiva que
busca apoio federal para construção de cinco Cedups no
Estado
Fonte: SED
Por Alessandro Bonassoli
O secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer,
chefia a comitiva catarinense que será recebida pelo ministro da
Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (12),
às 10h, em Brasília. Bauer lidera o grupo de prefeitos,
presidentes das Câmaras e integrantes da bancada federal de Santa
Catarina que vão cobrar do governo federal a
liberação da verba para a instalação dos
Centros de Educação Profissional (Cedups) em Abdon
Batista, Guaramirim, Curitibanos, Mafra e Rio do Sul.
Com custo estimado em R$ 8 milhões (entre obras civis e
equipamentos), as unidades vão oferecer cursos técnicos
profissionalizantes de nível médio voltados às
necessidades de cada uma das cinco regiões catarinenses.
Além dos representantes dos municípios, Bauer já
sabe que deve contar com o apoio dos senadores e de boa parte dos
deputados federais, além dos secretários de
desenvolvimento regional e deputados estaduais que representam as
cidades.
"As prefeituras cederam os terrenos e nós já entregamos
os projetos ao Ministério. Agora vamos até
Brasília para comprovar o interesse e a necessidade do Estado e
das cidades em receber estas unidades de ensino", comentou o
secretário. A presença maciça da classe
política deve demonstrar ao ministro que há um interesse
geral, acima das disputas partidárias, pois cada Cedup
poderá atender não só as sedes das escolas, mas
todas as respectivas regiões. "Além de ampliarmos o
número de vagas para o ensino médio, ainda vamos
disponibilizar formação de mão-de-obra de
qualidade, algo que Santa Catarina necessita para se manter em
desenvolvimento constante e permanente", concluiu Bauer.
Cresce o número de filhas que seguem a carreira do pai
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs.
Uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos
Estados Unidos, revelou que as mulheres estão seguindo mais a
carreira do pai.
De acordo com os dados, como resultado de um relacionamento mais
próximo entre pais e filhas, as mulheres da década de
1970 passaram a seguir três vezes mais a carreira deles, se
comparadas com as profissionais nascidas nas décadas anteriores.
O fato pode ser explicado, em grande parte, nas mudanças na
sociedade, já que há um século algumas mulheres
nem trabalhavam fora de casa.
Capital humano
No entanto, a coautora do estudo, Melinda Morrill, disse que
aproximadamente 20% deste maior interesse das meninas pelo campo de
trabalho do pai é devido a um aumento da transmissão do
que é chamado "capital humano relativo ao trabalho". Em outras
palavras: eles estão prestando mais atenção uns
aos outros.
"Os pais estão passando as habilidades relacionadas ao seu
trabalho a suas filhas", afirmou Melinda, que disse ainda não
saber como o relacionamento entre pais e filhas mudou, para que isso
passasse a acontecer.
"Nós não sabemos se os pais estão conversando mais
com suas filhas sobre trabalho, porque as mulheres estão
entrando mais no mercado de trabalho. Pode ser que as filhas
estão prestando mais atenção no que seus pais
têm a dizer sobre trabalho, já que elas podem considerar o
ingresso neste tipo de carreira".
Fonte: www.administradores.com.br
Portaria Interministerial nº 1077, de 12 de novembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:16 hs.
Dispõe sobre a Residência Multiprofissional em
Saúde e a Residência em Área Profissional da
Saúde, e institui o Programa Nacional de Bolsas para
Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da
Saúde e a Comissão Nacional de Residência
Multiprofissional em Saúde.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo1970.pdf
Fonte: DOU n.º 217 - 13.11.2009
Um pacto pela educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:26 hs.
As afirmações do "Manifesto dos Pioneiros pela
Educação Nova", de 1932, ainda guardam muita
semelhança com a situação atual no país
A EDUCAÇÃO de qualidade no Brasil continua a ser um
problema não resolvido. Intelectuais brasileiros produziram, no
século passado, duas versões do "Manifesto dos Pioneiros
pela Educação Nova". A primeira versão, de 1932,
foi assinada por 21 intelectuais, entre os quais Anísio
Teixeira, Fernando Azevedo, Cecília Meireles, Roquete Pinto e
Júlio de Mesquita Filho. Uma nova versão foi
lançada em 1959, dessa vez com o endosso de 161 acadêmicos.
Os dois documentos parecem ter sido escritos recentemente, o que revela
que não avançamos na resolução dos nossos
problemas educacionais. O documento de 1932, no seu início, diz:
"Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em
importância e gravidade ao da educação (....) todos
os nossos esforços, sem unidade de plano e sem espírito
de continuidade, não lograram ainda criar um sistema de
organização escolar à altura das necessidades
modernas e das necessidades do país. Tudo fragmentado e
desarticulado".
Passados 77 anos, as afirmações do manifesto ainda
guardam muita semelhança com a situação atual da
educação brasileira, especialmente nos níveis
fundamental e médio. Nas décadas mais recentes, é
verdade, houve um empenho bem-sucedido para a
universalização da educação básica.
Agora, precisa haver esforços para que a educação
tenha qualidade. Oferecemos escola; precisamos oferecer também
educação. A Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC) congrega cerca de 90 sociedades científicas
e caracteriza sua trajetória em ações que visam
promover o desenvolvimento científico e tecnológico e
melhorias no sistema educacional, além de sempre estar presente
nos episódios mais importantes da vida brasileira. Em agosto de
2008, criou o Grupo de Trabalho de Educação, que
lançará nesta sexta (13/11) o movimento "SBPC: Pacto pela
Educação".
A iniciativa tem como principal característica a aliança
e a parceria de diversos setores da sociedade com o objetivo de
alcançar a qualidade na educação em todos os
níveis e para todos. Além de entidades acadêmicas,
esse pacto pela educação envolverá os setores
empresarial, estudantil, sindical, Legislativo, Executivo e
associações e organizações sociais voltadas
para a melhoria da educação.
Em razão das dimensões dos problemas, sabemos que
levará décadas para que ocorra uma
transformação radical da educação no
Brasil. Assim, serão propostas ações de curto,
médio e longo prazo, que serão entregues aos sucessivos
governantes nos próximos 20 anos. Será elaborado um
conjunto de indicadores para acompanhar e avaliar a
implantação das ações propostas.
Esse acompanhamento será executado por todas as entidades que
participarem dessa verdadeira e necessária
revolução da educação, que deverá
ser feita em várias dimensões: formação do
professor contemporâneo, valorização da carreira
docente, gestão escolar moderna e eficiente, conteúdo
adequado como forma do exercício do pensar,
utilização de métodos pedagógicos
permanentemente atualizados, bibliotecas e outros instrumentos para a
busca da informação, avaliação e
principalmente as bases para tornar a educação um agente
civilizatório.
Em suma, temos que alterar drasticamente o quadro atual do ensino
básico brasileiro, que se apresenta como uma perversão
social, um indicador claro da desigualdade que vigora na nossa
sociedade.
Elevar nossa educação a patamares aceitáveis de
qualidade não é só um requisito para a
modernização do país e a melhoria das
condições de vida das pessoas. É um requisito
também para a inclusão, é uma responsabilidade
social, é uma demanda de reparação social em uma
sociedade desigual.
O ensino de qualidade, especialmente no nível fundamental, que
é o nível que mais afeta a cidadania, deve ser visto como
um compromisso de todo o país, em todas as suas instâncias
e segmentos. Para uma sociedade democrática, que tem como
pressuposto o oferecimento de oportunidades iguais para todos, trata-se
de um compromisso fundamental.
Esse é, no entendimento da SBPC, o grande desafio que temos pela
frente -e imediatamente. É preciso haver uma grande
mobilização da sociedade, de modo a fazer com que as
estruturas governamentais e políticas promovam o esforço
necessário.
Talvez esse seja mesmo o maior desafio que já se colocou para o
país em toda a sua história. Dotar a
educação básica da qualidade necessária
significa promover o salto de qualidade de que o Brasil precisa. O
movimento "SBPC: Pacto pela Educação" tem esse
compromisso.
MARCO ANTÔNIO RAUPP , 71, matemático, diretor-geral do
Parque Tecnológico de São José dos Campos,
é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência. Foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
e do Laboratório Nacional de Computação
Científica.
ISAAC ROITMAN , 70, doutor em ciências, é coordenador do
Grupo de Trabalho de Educação da SBPC. Foi professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade de
Brasília e da Universidade Estadual do Norte Fluminense,
além de reitor da Universidade de Mogi das Cruzes.
Fonte: Folha de São Paulo
Pente-fino nas faculdades
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 11/11/2009 - Brasília DF
Universidades particulares recebem orientação para
verificar quantos alunos estão matriculados sem o diploma legal
do ensino médio
Guilherme Goulart
A farra de certificados de conclusão de ensino médio sem
validade junto às autoridades locais de educação
será investigada por todas as universidades particulares do
Distrito Federal. O Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos Particulares de Ensino Superior do DF (Sindepes-DF)
encaminhou ontem ofício em que sugere levantamento dos alunos
matriculados com documentos emitidos pelo Instituto Latino-Americano de
Línguas (Ilal). São cerca de 90
instituições. O presidente do Sindepes-DF, Renato
Rezende, disse ao Correio que a iniciativa trata de uma
recomendação. “Cada instituição tem
sua própria autonomia e deve agir de acordo a sua
responsabilidade. Cada uma também deve tomar as medidas
cabíveis e previstas no regimento interno. O importante, neste
momento, é fazer o levantamento e descobrir as
irregularidades”, explicou Rezende, que também é
reitor do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF).
A universidade localizada na 704/904 Norte descobriu sete casos de
estudantes com certificados do Ilal. “Não vamos fazer
pré-julgamentos, mas quem for flagrado terá até a
próxima matrícula para regularizar a
situação. Se ficar provado que o documento apresentado
não tem validade, a matrícula pode ser cancelada”,
afirmou. A reitoria ainda estuda como lidar com possíveis casos
de ex-alunos que se formaram pelo UDF após garantir
uma vaga com o certificado do Ilal. O balanço da UDF
se junta aos 138 universitários identificados pelas principais
instituições de ensino superior da capital do país
em situação irregular. A Universidade de Brasília
(UnB) reúne 88 casos, o Centro Universitário de
Brasília (Uniceub) tem 39 e o Instituto de
Educação Superior de Brasília (Iesb), 11. A
titular da Delegacia de Defraudação e
Falsificação (DEF), delegada Ivone Rossetto, recebeu
ontem da Coordenação de Supervisão Institucional e
Normas de Ensino (Cosine) declarações, certificados,
informativos e denúncias de pais, alunos e universidades. A
responsável pelo setor, Leila Pavanelli, entregou o material
pessoalmente — ela denunciou o caso dias antes ao
Ministério
Inscrições para o Encceja vão até dia 30
Fonte: Clipping Educacional Correio Braziliense, 11/11/2009 - Brasília DF
Ascom Inep
A edição de ontem do Diário Oficial da
União trouxe publicada portaria que estende o prazo de
inscrição ao Encceja – Exame Nacional de
Certificação de Estudantes – para até o dia
30 de novembro. As provas serão aplicadas no dia 21 de
fevereiro. Podem se inscrever candidatos com idade superior a 15 anos,
que não completaram o Ensino Fundamental. Eles farão
prova de Língua Portuguesa, Inglês, Artes,
Educação Física, Redação,
Matemática, História, Geografia e Ciências
Naturais. O candidato com aprovação total no exame
receberá histórico escolar com o certificado de
conclusão dessa etapa de ensino e o candidato que for aprovado
em algumas matérias receberá certificado de
eliminação da disciplina. Esses resultados
constarão no boletim Individual de desempenho, que cada
participante do Encceja 2009 receberá, pelos Correios, a partir
da primeira quinzena de maio de 2010.
Todos os inscritos receberão em sua casa, até o dia 2 de
fevereiro (no endereço informado no ato da
inscrição), o Cartão de Confirmação
das Inscrições contendo informações sobre
endereço, hora, data e local de prova e ainda quais as provas
selecionadas pelo inscrito no ato da inscrição (isso
porque o participante pode se inscrever para fazer apenas uma ou
algumas das provas). Ele receberá, ainda, o número
de inscrição e a senha de acesso aos
resultados individuais. A prova será aplicada no dia 21 de
fevereiro de 2010, nos seguintes horários: das 8h30 às
12h30, provas de Ciências Naturais e História e Geografia.
No período vespertino, das 14h30 às 19h30, serão
realizadas provas de Língua Portuguesa, Inglês, Artes,
Educação Física e Redação e
Matemática. As inscrições, gratuitas,
poderão ser feitas até às 23h59 do dia 30 de
novembro de 2009, pela Internet, no endereço eletrônico
http://www.encceja.inep.gov.br/inscricao. O horário utilizado -
tanto para encerramento de inscrição quanto para
aplicação de prova - é o horário oficial de
Brasília.
Congresso aprova aumento de verba para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 12/11/2009 - São Paulo SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Congresso promulgou ontem a emenda constitucional que tira a
educação da DRU (Desvinculação de Receitas
da União). O mecanismo, criado em 1994, permite à
União usar livremente 20% de suas receitas, o que reduz o
orçamento das áreas sociais. Com isso, o
Ministério da Educação afirma que terá R$
7,7 bilhões adicionais já no ano que vem, o que
corresponde a 19% do orçamento atual da pasta. Para 2011, a
estimativa oficial é de R$ 11,3 bilhões. O dinheiro
extra, segundo o MEC, será utilizado na construção
de creches e pré-escolas e em programas voltados
à inovação curricular e ao ensino médio
integrado com a educação profissional. Além do fim
da retenção de recursos, a emenda constitucional amplia a
obrigatoriedade do ensino, que hoje vai dos seis aos 14 anos (ensino
fundamental) e será estendida para a faixa etária de
quatro a 17. O maior desafio será incluir as crianças
mais novas. Segundo o IBGE, 27% das crianças com quatro e cinco
anos e 16% dos adolescentes de 15 a 17 estavam fora da escola em 2008.
Para José Marcelino Rezende Pinto, professor da USP e
ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais), a medida é bem-vinda, mas é preciso que os
recursos cheguem a Estados e municípios, que têm
atribuição sobre a pré-escola. Ele aponta que o
Brasil continuará com um gasto baixo por aluno. Hoje, o valor
mínimo anual por estudante previsto no Fundeb (fundo da
educação básica) é de R$ 1.220. Segundo
seus cálculos, o dinheiro da DRU aumenta esse valor para cerca
de R$ 1.500 anuais.
Descumprimento do regime escolar no ensino superior
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta de Alagoas, 12/11/2009 - Maceió AL
ROBERTA CAJUEIRO
É impressionante o descumprimento das regras estabelecidas no
contrato educacional por parte do discente. Os alunos não
compreendem (ou preferem não compreender) que regras devem ser
seguidas. E que regime nada mais é do que disciplina. Esse
assunto de “normas” nos remete a “taxar” os
responsáveis por fazer cumpri-las, como intransigentes ou
“caxias”. Quando é feito o contrato inicial,
geralmente no ato da matrícula, o aluno se dispõe a
cumprir o regime escolar a partir da sua assinatura, firmando
compromisso através do contrato pedagógico. Este
compromisso também é firmado por cada matéria que
ele inicia, quando o professor apresenta suas metodologias de ensino e
de avaliação. Desta forma, é acordado o
compromisso tanto com a instituição quanto com a
disciplina. Mas porque é difícil cumpri-las? Não
apenas elas, mas as regras em geral? Será o excesso de
liberdade? Será esta uma problemática comum do perfil
brasileiro? Mas, sem querer generalizar e adentrar em outras
situações que não a educacional que aqui se
propõe, esta característica não é
tão visível em outras regiões, pelo menos pelo que
se tem conhecimento. No caso específico da
educação, percebe-se um descumprimento de certas regras
tanto de situações que envolvem o comportamento e a
postura, quanto aos prazos estabelecidos, como a entrega de atividades
no período programado – que não deve ser confundido
com prorrogado – junto ao docente. A transigência de alguns
docentes mais compreensivos, que adotam uma postura flexível e
que também não costumam punir, por exemplo, a entrega
atrasada de uma atividade ou trabalho solicitado, resulta muitas vezes
na acomodação e na repetição por parte do
aluno, levando ao círculo vicioso.
Uma questão importante e que tem chamado muito a
atenção é o problema que envolve faltas e notas.
Problemas estes tão citados pelas pesquisas, mas que o
não cumprimento de certas normas vem acarretando nesse
“círculo vicioso”. É sabido que existe uma
tolerância limítrofe no número de faltas durante um
período de uma disciplina, proporcional a um rendimento de
presença igual ou superior a 75%, conforme a LDB. O ensino se
torna prejudicado devido a estas variáveis que se tornaram
constantes. É muito frequente os alunos pedirem aos professores
adiamento de datas, prorrogação de períodos,
até “imunidade” de faltas. Com tudo, a postura do
aluno é constantemente avaliada, e ela apresenta uma perspectiva
de como ele será amanhã. O que ele é agora pode
repercutir para o mercado de trabalho no futuro, porque seus colegas de
turma mostrarão a impressão que lhes foi passada na
época e esta impressão poderá ser decisiva numa
oportunidade de trabalho. Como nunca deixamos de aprender, o
aluno-profissional de hoje será o profissional-aluno de
amanhã.
Gestor de escola privada critica exame do Enade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs.
Ao participar do seminário O Papel da Iniciativa Privada no
Ensino Superior: Realidade e Desafios Para o Futuro, promovido pela
Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE),
nesta quarta-feira (11), o vice-reitor do Centro Universitário
do Estado do Pará (Cesupa), Sérgio Fiúza de Mello
Mendes, criticou o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
O Enade tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de
graduação em relação aos conteúdos
programáticos, suas habilidades e competências. As notas
obtidas pelos alunos recém-formados de cada faculdade,
através da aplicação de provas objetivas,
possibilitam a avaliação dos próprios cursos,
atribuindo conceitos que variam de 1 a 5. Resultados 1 e 2 são
considerados insatisfatórios no teste.
Na avaliação de Sérgio Fiúza, o sistema de
classificação do Enade não demonstra de forma
adequada o padrão da qualidade das escolas avaliadas.
- Não podemos falar de qualidade de 1 a 5, porque a nota
padronizada, o escore padronizado do Enade, não diz para a
sociedade brasileira se o curso é bom ou se é ruim. Eu
posso ter uma instituição com meia dúzia de cursos
todos com conceito 4, por exemplo, e serem seis cursos ruins - disse o
vice-reitor, explicando que no Enade um conceito 4 pode ser pior do que
um conceito 2, se este for o resultado de uma carreira onde o Brasil
todo tenha se saído muito bem.
José Roberto Covac, consultor jurídico do Fórum
das Entidades Representativas do Ensino Superior, reclamou da falta de
isonomia no tratamento dispensado pelo governo para
instituições públicas e privadas de ensino
superior.
Como exemplo de tal falta de equidade, ele citou o caso da
transformação pelo governo federal dos centros de
educação tecnológica privados, em 2004, em
faculdades de tecnologia, sem levar em conta os interesses dos
proprietários de tais escolas.
Participante também do seminário, o coordenador-geral de
Legislação e Normas da Educação Superior do
Ministério da Educação, Samuel Martins Feliciano,
apresentou um resumo do marco regulatório da
educação superior no país.
Rebatendo críticas sobre o Enade, Samuel lembrou que o sistema
de avaliação do governo federal visa, antes de buscar
punir, contribuir para a melhoria do ensino superior no país.
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), ao final da reunião,
reclamou do tratamento privilegiado dado pelo governo às
instituições de ensino superior públicas. Segundo
ele, o excesso de normas e exigências do Ministério da
Educação "está sufocando" o desenvolvimento do
ensino superior privado de qualidade no país.
Fonte: Agência Senado
Brasil e França buscam novas parcerias na área de pesquisa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:20 hs.
Representantes de universidades, institutos de pesquisa e organismos
governamentais do Brasil e da França estarão reunidos em
Brasília até esta sexta-feira, 13, no 1º
Fórum Franco-Brasileiro de Educação Superior e
Pesquisa. O objetivo do encontro é avaliar a
cooperação científica e universitária
já existente entre os dois países e buscar novas
parcerias nas áreas de pesquisa e educação
superior. Também serão debatidos os processos de reforma
do ensino superior na França e no Brasil, sistemas de
avaliação científica e universitária,
políticas afirmativas e articulação
pesquisa-empresa, entre outros temas.
O encontro, que integra o calendário oficial do Ano da
França no Brasil, foi aberto nesta quarta-feira, 11, com a
presença de mais de cem pesquisadores, professores, reitores,
pró-reitores e representantes dos governos brasileiro e
francês. Na abertura, a secretária de
Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci,
falou sobre a importância do fórum na
ampliação e consolidação do esforço
de cooperação que vem sendo empreendido pelos dois
países e que se concretiza em programas como o duplo diploma,
por meio do qual Brasil e França reconhecem créditos
entre suas universidades.
A secretária afirmou que o Brasil acompanha com interesse a
reforma em curso no sistema universitário francês e
lembrou os laços antigos que unem os dois países na
educação. “O ensino superior brasileiro tem a marca
indelével da cultura francesa”, afirmou Maria Paula. Ela
citou a contribuição francesa para a
formação do pensamento cultural brasileiro e a vinda ao
Brasil, a partir dos anos 1930, de professores e pesquisadores
franceses como o antropólogo Claude Lévi-Strauss, morto
neste mês.
Lévi-Strauss também foi lembrado em uma mensagem da
ministra da Educação Superior e Pesquisa da
França, Valérie Pecresse, lida aos participantes do
fórum pelo diretor-geral de ensino superior e
integração profissional do Ministério do Ensino
Superior e Pesquisa da França, Alain Coulon. Para a ministra, o
fórum facilitará a troca de experiências sobre as
evoluções nos sistemas de ensino superior dos dois
países e o compartilhamento de boas práticas, além
de permitir a articulação de novas estratégias de
parceria, especialmente no âmbito de programas multilaterais.
Realizado no Brasília Alvorada Hotel, o encontro é
promovido pelo Ministério da Educação, por meio da
Secretaria de Educação Superior (Sesu),
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) e Embaixada da França.
Assessoria de Imprensa da Sesu
Fonte: MEC
A regulamentação da medicina
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:21 hs.
O Congresso Nacional está a um passo de aprovar uma lei que representa uma conquista para a saúde no Brasil
O CONGRESSO está a um passo de aprovar uma lei que representa
uma conquista para a saúde no Brasil. Após ser aprovada
com 292 votos favoráveis pela Câmara, seguiu para
apreciação do Senado a proposta que regulamenta o
exercício da medicina no país.
Apesar da aparente obviedade sobre qual o papel dos 344.034
médicos na assistência à população
brasileira, o projeto de lei 7.703/2006 preenche uma lacuna importante
ao definir de forma clara e objetiva os atos privativos desses
profissionais e aqueles que podem ser compartilhados com as outras 13
categorias vinculadas ao campo da saúde.
O texto não elimina os avanços alcançados pela
multidisciplinariedade da atenção em saúde. Pelo
contrário, valoriza o espaço de enfermeiros,
fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, biólogos,
biomédicos, farmacêuticos, fonoaudiólogos,
profissionais de educação física, terapeutas
ocupacionais e técnicos e tecnólogos de radiologia, entre
outros, ao ressaltar o que as regulamentações de cada uma
dessas categorias já fizeram quando definiram o escopo de suas
atuações.
O projeto de lei não impede que todos esses profissionais
participem ativamente das ações de promoção
da saúde, de prevenção de doenças e da
reabilitação dos enfermos e pessoas que vivem com
deficiências.
Na verdade, ele estimula a mútua colaboração entre
todos os profissionais da saúde -dentro de suas respectivas
competências-, com o objetivo único de garantir o
bem-estar individual e coletivo dos cidadãos.
Mas o projeto vai além e assegura algo a que todo brasileiro
deve ter direito: a garantia de que o diagnóstico de seu
problema de saúde e de que o tratamento para enfrentá-lo,
assim como a realização de procedimentos invasivos
capazes de gerar risco de vida, sejam realizados por um médico
devidamente capacitado, avaliado e fiscalizado por instâncias de
controle profissional, como os 28 conselhos federal e regionais de
medicina, além das associações e sociedades
médicas.
A confirmação dessa conquista pelo Senado, prevista para
as próximas semanas, consolidará o senso comum e a
jurisprudência existente sobre o assunto, aprovadas pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Quando adoecemos, queremos ser atendidos por médicos. Quando
nossos filhos, pais e irmãos adoecem, queremos que um
médico investigue as causas do problema, faça o
diagnóstico e oriente sobre o que fazer.
Com a ampliação e a especialização dos
diferentes campos do conhecimento, é claro que outros
profissionais podem participar na recuperação da
saúde dos pacientes. Porém, cabe ao médico o
diagnóstico e o tratamento das doenças, principalmente em
razão de sua formação profissional e pela
credibilidade e confiança atribuídas a ele pelos
pacientes.
A população passa ser a grande beneficiada com a
mudança, pois contará com uma linha de cuidados integral
e articulada dentro de princípios de competência e
responsabilidade. Isso trará maior segurança e
proteção aos pacientes ao contribuir para evitar
distorções que colocam a vida e o bem-estar de todos em
risco.
As recomendações e as prescrições
passarão a ser implementadas segundo critérios
rígidos e científicos que asseguram que o
indivíduo será avaliado de forma holística,
integral, e não apenas em função de sinais e
sintomas que nem sempre refletem a real dimensão de uma
doença ou um agravo de saúde.
Por outro lado, a legislação será também um
instrumento de aperfeiçoamento do próprio Sistema
Único de Saúde (SUS), ao exigir que os gestores, em todas
as esferas (federal, estadual e municipal), contem com médicos
em suas equipes.
Essa é uma maneira de enfrentar a iniquidade do acesso à
saúde no país, evitando que só recebam a
orientação de profissionais da medicina quem tiver
recursos para pagar uma consulta ou um plano privado de saúde.
A sociedade aguarda por essa mudança, que não pode
demorar mais. A regulamentação do exercício da
medicina não prejudica categorias profissionais nem cerceia
direitos. Na realidade, ela cumpre a função de tornar
cristalino o espectro das responsabilidades e das competências da
atividade médica, fundamental para o cuidado da saúde do
ser humano.
O tema, que está sobre a mesa dos senadores, é urgente e
imprescindível para transformar o que existe de fato
também em um direito. A saúde do Brasil espera por isso.
ROBERTO LUIZ D"AVILA , cardiologista, médico do trabalho, mestre
em neurociências e comportamento, é professor adjunto da
Universidade Federal de Santa Catarina e presidente do Conselho Federal
de Medicina (CFM).
Fonte: Folha de São Paulo
Brasil poderá ter "apagão" na formação de jovens, alertam representantes do ensino privado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:41 hs.
A necessidade de formação de centenas de milhares de
jovens para o mercado de trabalho ao longo dos próximos anos,
com a previsão de retomada do crescimento econômico, foi
ressaltada por diversos participantes do seminário O Papel da
Iniciativa Privada no Ensino Superior: Realidade e Desafios para o
Futuro, promovido nesta quarta-feira (11) pela Comissão de
Educação, Cultura e Esporte (CE).
A indústria do petróleo estará entre as que mais
precisará de jovens, segundo observou a professora Maria Helena
Guimarães de Castro, presidente do Conselho Superior de
Responsabilidade Social da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Apenas para a
exploração do petróleo da camada pré-sal,
informou, serão criados mais de 225 mil empregos "bem
qualificados". Outros milhares de empregos serão gerados na
preparação da Copa do Mundo de 2014 e das
Olimpíadas de 2016, recordou.
- Nós não temos um PAC de qualificação
profissional - lamentou Maria Helena, após fazer uma ampla
defesa da elevação da qualidade de ensino já na
educação básica.
O diretor-presidente do grupo Anhanguera Educacional, Antônio
Carbonari Netto, também alertou para a carência de
profissionais no futuro próximo. Em sua opinião, o
percentual de 13% de jovens que se encontram atualmente na
educação superior pode ser considerado "abaixo da linha
de segurança nacional". Ele previu que a capacidade de oferta de
vagas dobrará nas instituições privadas de ensino
superior ao longo da próxima década, apesar da "excessiva
regulação" do setor pelo governo.
- Um apagão na formação será inevitável já em 2012 - previu.
Ao abrir o seminário, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS)
lembrou que pela primeira vez as instituições de ensino
superior privado eram convidadas a falar sobre a sua
participação no desenvolvimento do país. O papel
dessas instituições também foi ressaltado pelos
senadores Flávio Arns (PSDB-PR) e Sérgio Zambiasi
(PTB-RS), que foram os moderadores dos painéis realizados pela
manhã desta quarta-feira.
A secretária de Educação Superior do
Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci,
reconheceu, na abertura do seminário, que três quartos das
matrículas do ensino superior encontram-se atualmente no setor
privado. Ela considerou a diversidade das instituições -
públicas e privadas - um "valor a ser preservado" e lembrou que,
por meio do Prouni, conseguiram ter acesso ao ensino superior 500 mil
jovens "aguerridos e sem preguiça, que agarram as oportunidades".
Mesmo assim, como anotaram diversos palestrantes, ainda permanecem
dúvidas sobre a qualidade do ensino oferecido por
instituições privadas. Ao responder a essas
dúvidas, o diretor-executivo do Sindicato das Entidades
Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de
São Paulo, Rodrigo Capelato, informou que 86% dos empregados com
nível superior nas 500 maiores empresas de São Paulo
são oriundos de instituições de ensino superior
privadas.
O especialista em educação Cláudio de Moura e
Castro classificou o sistema público de ensino superior no
Brasil de "caro, pequeno, gratuito e elitizado" - o que levaria ao
paradoxo de que estudantes pobres pagam pelo ensino privado, enquanto
os ricos estudam de graça. Em sua opinião, a
avaliação de qualidade não deveria levar em conta
apenas o número de mestres e doutores nas
instituições de ensino, mas também a sua
experiência profissional.
O atual conceito de qualidade também foi questionado pelo
diretor de operações do Centro Universitário
Salesiano de São Paulo, Fábio José Garcia dos
Reis. Para ele, qualidade também se mede pela empregabilidade
dos alunos formados, assim como por seu empreendedorismo. Ele sugeriu
ainda a criação de agências descentralizadas de
avaliação de instituições de ensino
superior, seguindo o exemplo do Chile.
Marcos Magalhães / Agência Senado
Fonte: Agência Senado
Sancionada lei que proíbe fazer 2 cursos ao mesmo tempo em faculdades públicas
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 12/11/2009
Estudante terá escolher um dos cursos e vai perder os
créditos do outro. Lei foi publicada no "Diário Oficial
da União" e entra em vigor em 30 dias
Do G1, em São Paulo
A lei que impede que universitários façam ao mesmo tempo
dois cursos de graduação em instituições
públicas não afetará os estudantes com cursos
já em andamento. A lei, sancionada na quarta-feira (11) e
publicada na edição desta quinta (12) no
“Diário Oficial da União”, entra
em vigor em 30 dias. Algumas universidades já
impedem a matrícula em duplicidade. Quando for constatado que o
aluno está matriculado em dois cursos, ele terá cinco
dias úteis para fazer a escolha. Se não o fizer, a
instituição está autorizada a cancelar a
matrícula. Se ele ocupar vagas em universidades
diferentes, a matrícula mais antiga será cancelada. Se
for na mesma instituição, a mais recente será
invalidade. A lei determina ainda que os créditos do curso da
matrícula cancelada serão considerados nulos.
Audiência pública do Senado expõe falhas no acordo ortográfico
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 12/11/2009 - Brasília DF
Idealizador do “Movimento Acordar Melhor”, o professor
Ernani Pimentel promoveu reflexões e apontou
soluções para incoerências no acordo
ortográfico em audiência pública realizada no
último dia 4, no Senado. Na oportunidade, o senador
Flávio Arns elogiou a exposição do especialista.
“A audiência foi extremamente rica para a discussão
de uma reforma”, afirmou o senador. Ele também acrescentou
estar abismado com as dificuldades que o novo acordo traz para o
cidadão. Além dele, o senador Cristovam Buarque
também defendeu a revisão do acordo. Ernani Pimentel foi
um dos expositores da primeira audiência realizada pelo Senado
para discutir o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, posto em vigor recentemente pelo Brasil. A Comissão
de Educação, Cultura e Esporte do Senado ouviu renomados
estudiosos e pesquisadores da língua, atendendo ao convite da
senadora Marisa Serrano.
Além do professor, expuseram seus pontos de vista:
Leodegário Amarante de Azevedo Filho, presidente da Academia
Brasileira de Filologia, e Walter Esteves Garcia, representante da
Associação Nacional de Pós-Graduação
e Pesquisa em Educação. Em sua
apresentação, Ernani lembrou que o acordo foi assinado em
1990, com base em acertos de 1975, porém o mundo
evoluiu muito de lá pra cá. Ele compara os jovens da
época com os atuais. “Hoje, o estudante não aceita
exceção e outras ilogicidades, no entanto, o acordo
apresenta inúmeras regras, com várias
exceções”, critica duramente o professor.
Além de anacrônico, o acordo foge de seus objetivos, traz
excepcionalidades inúteis e regras ilógicas. Como
solução, o professor alertou sobre a importância de
se promover uma discussão democrática e aberta para a
reforma da grafia. A senadora Marisa Serrano sugeriu que o Congresso
Nacional aprove uma lei que autorize o governo a indicar
modificações no texto da reforma
ortográfica.
Diário Oficial publica emenda que determina o fim da DRU sobre educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 12/11/2009 - Brasília DF
Agência Brasil
Brasília - O Diário Oficial da União publica na
edição de hoje (12) a Emenda Constitucional 59, que
determina o fim gradual da incidência da
Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre os
recursos federais destinados à educação,
até a extinção do mecanismo, em 2011. Ao excluir
do cálculo da DRU os recursos destinados à
educação, a emenda amplia os recursos para o setor.
Desde 1994, a desvinculação retira 20% do total dos
recursos que deveriam ser destinados à educação. A
emenda reduz esse percentual para 12,5% no exercício de 2009 e
para 5% em 2010, o que significa que, em 2010, ao invés de R$ 10
bilhões, a DRU ficará apenas com 2,5 bilhões da
educação. Em 2011 não haverá
mais a desvinculação, gerando cerca de R$ 9
bilhões a mais no orçamento do setor, de acordo com os
cálculos do Ministério da Educação. A EC 59
também assegura o direito ao ensino básico gratuito a
criança e jovens com idade entre 4 e 17 anos. Atualmente, a
universalização abrangia apenas o ensino fundamental, de
6 a 14 anos.
Universalização: Novo desafio do ensino médio
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Dirigida, 12/11/2009 - Rio de Janeiro RJ
Andréa Antunes
O crescimento no número de matrículas no ensino
médio registrado nos últimos anos - entre 1996 e 2007,
passaram de 5.739.077 para 8.369.369, um aumento de 41,7%, segundo
dados do Inep - ganhou um incentivo a mais com a Lei 12.061/09,
sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27
de outubro. De acordo com a lei, a partir de 2010, cabe ao Estado
garantir o acesso ao ensino médio gratuito. A medida foi bem
recebida no meio educacional, mas com a garantia da vaga novos desafios
estão colocados para governos, escolas e educadores. Um dos
principais é reter este aluno na escola. Presidente do Conselho
Nacional de Secretários de Educação (Consed) e
secretária de Educação do Estado do Paraná,
Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde vê a medida como uma
sinalização de que estamos avançando na
educação. "A lei mostra que temos mais estudantes
concluindo o ensino fundamental, o que é positivo. É
claro que ainda temos crianças fora da escola, mas
avançamos neste sentido. Agora, o desafio é pensar como
manter este jovem na escola", diz a secretária, que acredita que
com a nova lei o desafio será ainda maior. "A escola terá
que se preparar para lidar com um novo aluno. Aquele jovem que antes
não chegava à escola e que tem outros interesses.
É preciso descobrir o que ensinar para este novo aluno; fazer
com que a escola seja interessante para que ele permaneça. Essas
são questões que estão postas para os
próximos anos", afirma Yvelise Arco-Verde.
A falta de mão-de-obra e a infra-estrutura das escolas
também são obstáculos a serem
superados nos próximos anos, mas não são problemas
para a execução da lei. "É claro que se
tivéssemos um grande aumento na procura por vagas, as redes
estaduais não teriam condições de atender à
demanda. Mas acredito que a procura irá aumentar aos poucos. Com
isso, não haverá problemas para o cumprimento da lei." A
evasão escolar também preocupa o presidente da
Confederação Nacional de Trabalhadores em
Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão. "Este
é um dos grandes problemas do ensino médio. Temos que
repensar este segmento de ensino para torná-lo mais atraente.
Não adianta garantir a matrícula se o jovem não
ficar na escola." Na opinião de Franklin Leão, o ensino
médio está defasado e não motiva o estudante.
"Esta é uma fase de definição para os jovens.
É preciso capacitá-los para atender às
necessidades do mundo em que vivem. Um mundo marcado cada vez mais pela
velocidade. Não podemos preparar o jovem para executar apenas
uma profissão. Até porque as profissões
estão mudando muito rapidamente. É preciso dar a ele uma
formação geral para que possa transitar com tranquilidade
neste mundo."
Doutora em educação e professora do programa de
pós-graduação da universidade Gama Filho, Nilda
Teves defende a universalização, mas destaca que ela traz
a reboque uma série de dificuldades. "Quando se universalizou o
ensino fundamental tivemos uma queda na qualidade. Isso aconteceu
porque antes, como as turmas eram pequenas, a relação
professor-aluno era muito mais próxima. Além disso, as
famílias eram mais presentes na educação. Hoje,
a realidade é outra. O número de alunos aumentou
muito e os pais estão mais voltados em garantir a
subsistência da família. Isso gerou uma dificuldade. Temos
que estar atentos a estes aspectos quando falamos em
universalização."
Para garantir um ensino de qualidade, Nilda Teves defende o
investimento no professor e na escola. "Não basta fazer
treinamento, capacitação. É preciso garantir
melhores salários e condições dignas."
Assim como a secretária de Educação do
Paraná, a educatora acredita que é primordial debater
como deve ser a escola do século XXI. "Os jovens de hoje
são midiáticos e movidos pelo desejo. Querem tudo
rápido, não têm paciência. Como
fazê-los esperar mais três anos para concluir o ensino
médio antes de ingressar no mercado de trabalho e conseguir
dinheiro para comprar a blusa da moda?", questiona Nilda Teves, que
vê nesta questão o desafio do ensino médio
universalizado. "A juventude tem desejos sociais. O jovem quer
diversão e arte. É preciso fazer do ensino médio
algo atraente para que seja desejado por esses jovens. Do
contrário, não adianta universalizar porque não
haverá procura." A Lei 12.061/09 - Sancionada no dia 27 de
outubro, a nova lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei 9.394/96), que até
então obrigava o poder público a garantir somente o
acesso ao ensino fundamental - que é responsabilidade dos
municípios. Agora todos têm direito ao ensino
médio, que é obrigação dos estados. Os
custos da medida, em princípio, são de responsabilidade
dos estados.
Cristovam Buarque esclarece legislação
Folha Dirigida - Seu projeto muda dois artigos da LDB. Ele
propõe a universalização do ensino médio
gratuito. O que exatamente isso quer dizer? A escola terá a
obrigação de matricular o estudante mesmo que não
haja vaga?
Cristovam Buarque - Três medidas podem ser tomadas quando um
aluno procurar uma escola. Uma é matricular o aluno na
própria escola. Caso não haja vaga, a escola
deverá orientar o aluno a ligar para a secretaria de
Educação, que indicará uma escola; no caso da
secretaria não indicar uma unidade, ele deve se dirigir ao
Ministério Público para dizer que o governo do Estado
não está cumprindo as leis do país.
Como fica a situação das escolas federais e
técnicas de ensino médio em que o ingresso é feito
por meio de processo seletivo? Elas estão obrigadas a matricular
os alunos?
Essas instituições devem informar que é
necessário participar do processo seletivo feito pela escola
para conseguir a vaga. Elas vão continuar com seus procedimentos
normais. Toda escola que faz um processo seletivo poderá
continuar com sua seleção. O que acontece é que,
para os alunos que não forem aprovados neste processos, o Estado
deverá garantir a vaga em uma de suas escolas.
Quantas pessoas devem ser beneficiadas com a medida?
Posso lhe dizer que são cerca de 4 milhões de jovens que
estão dentro de uma idade que podem se interessar pelo ensino
médio.
O sr. acredita que as escolas terão condições de
atender à demanda ou será necessário contratar
novos professores, reformular unidades?
Isso tem que ser feito mesmo sem esta lei. Hoje é uma vergonha
dizer que certos prédios são escolas. Parecem escolas,
têm nomes de escolas, mas não são escolas.
Também é preciso contratar mais professores até
para que se possa melhorar a qualificação docente e para
que possamos implantar o ensino integral. Agora para este projeto, se
os jovens levarem a sério, será preciso contratar mais
professores, ampliar salas de aula... Eu fico até muito triste
porque provavelmente isto não será necessário,
pois no começo a lei não será usada. Eu não
estou otimista.
Por quê? a Lei já entra em vigor em 2010.
Sim, mas uma coisa é ela valer e outra é ser usada. A lei
não obriga o jovem a se matricular; espero que isso
aconteça mais adiante. Por enquanto as escolas é que
são obrigadas a garantir a vaga. Espero que comecemos a ter a
obrigação de manter o jovem até os 18 anos na
escola, mas por enquanto isso não acontece. É triste
dizer, mas acho que a lei não será usada no
começo.
Por quê?
Muitos jovens não vão tomar conhecimento da lei.
Além disso, acredito que muitos não vão querer
estudar porque precisam trabalhar e outros vão preferir ficar
longe da escola porque com a escola ruim não tem quem amarre o
aluno nela. Mas este é um primeiro passo.
O que é necessário para que o jovem se conscientize da importância de concluir o ensino médio?
É preciso que o Presidente da República fale de
Educação em cadeia nacional. Toda vez que fizer um
discurso, ele deve dizer: "você hoje tem um lei que eu assinei no
dia 27 pensando em você. Não deixe de se matricular e se
alguém não der a vaga ligue para mim." Com o carisma e o
prestígio do presidente, teremos muitos jovens estudando.
Além disso, precisamos também que a Xuxa, os jogadores de
futebol digam a importância de fazer o ensino médio.
É preciso criar uma campanha de conscientização
para que a lei seja usada. O Brasil tem lei que pega e lei que
não pega. Tem lei que pega, mas não é usada. Essa
lei não vai pegar se os governadores negarem vaga nas escolas,
mas eles podem estar dispostos a garantir o ensino e não haver
procura. O ensino médio no Brasil foi algo da classe
média. Hoje, temos gente da classe média baixa entrando.
Mas é preciso sobretudo melhorar a escola. Com uma escola ruim
os jovens vão se sentir punidos. Por exemplo, um jovem se
esforça e vai para o ensino noturno. Chega na escola depois de
um dia de trabalho e não tem professor. No dia seguinte ele
não volta.
Qual o próximo passo?
O grande esforço é trabalhar para que todos os que hoje
estão terminando o ensino fundamental procurem o ensino
médio.
Sistema Educacional Brasileiro registra crescimento de 33,4%
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:19 hs.
O Sistema Educacional Brasileiro (SEB) registrou crescimento de 33,4%
em sua receita líquida, que somou R$ 117,4 milhões no
terceiro trimestre de 2009. No acumulado do ano, a receita totalizou R$
291,9 milhões, aumento de 27,6% sobre os R$ 228,9 milhões
obtidos nos primeiros nove meses de 2008. No trimestre, o lucro
líquido ajustado da Companhia foi de R$ 23,9 milhões,
11,5% superior ao do mesmo período do ano passado. Entre janeiro
e setembro, o crescimento foi de 20,8%, totalizando R$ 51,5
milhões. O lucro líquido ajustado considera as despesas
do IPO, a amortização de ágio das
aquisições e as despesas não recorrentes, conforme
disse ontem o diretor financeiro e de Relações com
Investidores da empresa, Marco Rossi, acrescentando que, em termos de
resultado financeiro, a companhia registrou Ebtida ajustado de R$ 30,4
milhões no terceiro trimestre, crescimento de 17,8% sobre o
mesmo período do ano passado.
O crescimento da receita do SEB foi impulsionado pela expansão
do número total de alunos próprios e parceiros, que
saltou de 392.039 para 471.545, uma evolução de 20,3%. De
forma separada, o total de alunos próprios (matriculados nas
escolas e instituições de ensino da rede SEB) chegou a
67.237 no final do terceiro trimestre de 2009, um aumento de 29,1% em
relação ao mesmo período do ano passado. Já
o total de alunos de instituições parceiras (que incluem
tanto a rede pública quanto a rede privada) somou 404.308
estudantes de julho a setembro, crescimento de 18,9% sobre igual
trimestre de 2008.
- Essa evolução no número de alunos ocorreu
especialmente no Ensino à Distância (EAD), no qual o
aumento foi de 51,3%, e na Educação Básica, com a
incorporação dos três mil alunos do Pueri Domus.
A educação básica permaneceu como o segmento que
mais contribuiu para as receitas do SEB, representando 40,2% dos
resultados do trimestre. A receita bruta do segmento foi de R$ 49,7
milhões no terceiro trimestre de 2009, 48,1% maior do que no
mesmo período do ano anterior. O crescimento ocorreu
principalmente em função do aumento do número de
alunos, que passou de 23,2 mil no terceiro trimestre de 2008 para 28,5
mil no terceiro trimestre de 2009. Em sistema de ensino, a receita
bruta do segmento apresentou crescimento de 27,4% na
comparação entre trimestres, totalizando R$ 47,1
milhões em setembro.
No ensino superior, a receita bruta somou R$ 45,6 milhões no
acumulado do ano, um aumento de 11,7% em relação ao
período de janeiro a setembro de 2008. Já o EAD vem
apresentando crescimento significativo, impulsionado pelo maior
número de alunos. No terceiro trimestre de 2009, a receita do
segmento aumentou 95,2%, atingindo R$ 13,8 milhões. O SEB
acredita que o EAD continuará aumentando sua
participação na receita bruta total.
Aquisições - No início de julho , a SEB concluiu a
aquisição do Pueri Domus, por R$ 41,5 milhões, uma
instituição reconhecida por sua excelência
acadêmica nos mais de 40 anos de sua existência. Essa
aquisição agrega ao grupo quatro unidades próprias
localizadas na região metropolitana de São Paulo, com
aproximadamente três mil alunos, e um sistema de ensino com 125
parceiros privados e seis prefeituras, atendendo a aproximadamente 45
mil alunos. Além disso, o Pueri Domus fornece livros
didáticos a aproximadamente 100 mil alunos nos estados de Minas
Gerias e Santa Catarina.
- Essa aquisição traz ao SEB importante presença
no maior mercado educacional brasileiro, além de complementar
seu portfólio de sistemas de ensino, com posicionamento
diferenciado em relação ao COC e ao Dom Bosco - disse,
acrescentando que, no mês de outubro, o SEB adquiriu as
operações do Colégio Monet, em Salvador, por R$
1,2 milhão. A compra reforça a posição de
liderança do Sartre COC na região metropolitana de
Salvador e representa investimento em uma região de recente
desenvolvimento naquela capital.
Fonte: Portal Monitor Mercantil