
20/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.

Seminário Catarinense de Educação a Distância
Conselho de administração vai disciplinar curso de tecnologia
Perspectivas do Conselho Regional de Contabilidade Para 2010
As boas e as más avaliações
Diretrizes para
educação das relações étnico-raciais
não chegam até sistemas de ensino
Brasil tem mais de 22 mil
cotistas negros em faculdades públicas; eles representam 1,7% do
corpo discente das públicas
Senado quer fundo emergencial para Educação dos municípios
Fenaj aposta em diálogo com Legislativo para debater exigência de diploma para jornalista
O Ensino superior do Turismo e da hotelaria no Brasil
MEC repassa mais de R$ 1,2 milhão ao Ministério da Defesa para garantir segurança do Enem
Municípios não têm dinheiro para investir em
educação e nem para pagar professores, dizem
especialistas
Projeto quer serviço obrigatório a universitários
Médicos brasileiros formados em Cuba pedem a Lula reconhecimento do diploma
Escolas não devem usar a pré-escola para antecipar a primeira série
Programa de intercâmbio de doutorandos entre Brasil e França lança novo edital
Cremesp apóia decisão do MEC contra a abertura de curso de medicina no estado de São Paulo
Estudantes carentes entram na universidade
À caça das escolas ilegais
Deve ficar (ainda) mais complicado ser advogado
Seminário Catarinense de Educação a Distância
Fonte: ALESC
PROGRAMAÇÃO
09 h - Abertura Oficial
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09h15min
Regulação e Supervisão em EAD: Competências Federal e Estadual
Helio Chaves - Secretário de Educação a
Distância do Ministério da Educação -
SEED/MEC
Adélcio Machado Santos – Conselho Estadual de Educação
Dep. Pedro Uczai - Presidente da Comissão de Educação Cultura e Desporto da - ALESC
Coordenação: Prof. Paulo Ivo Koehntopp – Presidente da Acafe
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12 h - Intervalo
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14 h - 15h
Análise dos cenários da EAD no Brasil
Adélcio Machado dos Santos – Conselho Estadual de Educação
Ricardo Holz – ABE-EAD (Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância)
Dep. Estadual Sergio Grando
Fernando Spanhol – Diretoria da ABED
Coordenação – Profª. Jucimara Roesler
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16 h
Fórum para elaboração da Carta de Santa Catarina sobre a Educação a Distância:
- Dep. Pedro Uczai – Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da - ALESC
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17h - Encerramento
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Local e data do Evento:
Data: 23/11/2009
Horário: 9 as 17h
Assembléia Legislativa de Santa Catarina
Plenarinho Dep. Paulo Stuart Wright
Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310
Florianópolis - Santa Catarina
Conselho de administração vai disciplinar curso de tecnologia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:14 hs.
Os conselhos regionais de administração do país
passarão a regulamentar o exercício profissional dos
diplomados em cursos superiores de tecnologia na área de
administração. A resolução Normativa CFA
n° 374, que trata deste tema, foi publicada no Diário
Oficial da União nesta semana.
De acordo com o dispositivo, para efeito de
regulamentação, serão considerados como cursos de
graduação em tecnologia da administração
aqueles regulamentados pelo Ministério da Educação
e dispostos no Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de
Tecnologia.
Segundo o coordenador de supervisão da Secretaria de
Educação Profissional do MEC, Aléssio Trindade de
Barros, a norma do Conselho Federal de Administração
(CFA) confere maior inclusão desses profissionais no mundo do
trabalho, com dignidade e atuação plena, em conformidade
com a formação acadêmica recebida.
Aléssio lembrou que as maiores ofertas nacionais de cursos
superiores de tecnologia estão na área de
administração, como os cursos superiores de tecnologia em
gestão de recursos humanos e o de marketing. Além disso,
escolas e alunos há muito pleiteavam que o Conselho Federal e os
conselhos regionais tivessem uma maior atuação no
reconhecimento profissional dos tecnólogos.
Para Aléssio, a medida é coerente com a política
de organização da educação
tecnológica e valorização social dos profissionais
tecnólogos. Acrescentou que vincular essa norma ao
Catálogo Nacional de Cursos é uma
demonstração desse alinhamento.
Com a finalidade de orientar e disciplinar o exercício da
profissão, conforme descrito na Lei n° 4.769/65, o CFA tem a
responsabilidade de regulamentar e fiscalizar a atuação
profissional nos campos da administração. O conselho
debate agora os mecanismos para viabilizar o registro profissional dos
tecnólogos.
Ana Júlia Silva de Souza
Fonte: MEC
Perspectivas do Conselho Regional de Contabilidade Para 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:20 hs.
Pela primeira vez chegamos a um legado raro e de singular
importância para a categoria contábil em Goiás, que
é a renovação de 2/3 da chapa para os anos de 2010
a 2013, em votação que hoje se encerra. Este fato
preceitua a grandeza e relevância de como foram tratados os
compromissos assumidos junto aos contabilistas em Goiás.
Por outro lado nos revela a harmonia e a coesão da categoria num
momento crucial para a contabilidade brasileira. Primeiro quero retomar
o início da gestão que neste momento se despede,
lembrando que na última eleição tivemos três
chapas concorrentes e esta foi justamente a de número 3, chamada
na época A última via. Foi uma das mais espetaculares
campanhas já registradas em Goiás, capitaneada pelo
Contador Edson Candido Pinto. Enfrentamos as mais difíceis
adversidades. Fomos à luta e proporcionamos uma das mais
espetaculares vitórias na história das
eleições do CRC/Goiás, onde pela primeira vez em
60 anos, uma chapa dissidente derrotou a chapa da
situação.
Dos compromissos assumidos com o devido em registro em cartório,
constavam convênios com entidades públicas, Receita
Federal, Estado, Município, Juceg, Sebrae, entre outras,
além da educação continuada e de cursos no
interior do Estado e a criação da
CrédContábil, o banco dos contadores. Dos compromissos
assumidos ficou pendente de cumprimento a criação
Faculdade do Contador e convênio do mestrado em contabilidade.
Não conseguimos pela falta de apoio junto aos
órgãos competentes, porém, deixamos semeados
fortes contatos para criação do Mestrado em Contabilidade
em Goiânia.
A gestão que comandará o CRC/GO em chapa única a
partir de 2010 tem como presidente o Contador Luiz Antônio
Demarchi, que assume com status e compromissos que potencializam a
categoria. Entre as principais metas citamos:
• Capacitação Profissional: tem como meta trazer o
convênio do Mestrado em Contabilidade para suprir a demanda
existente em Goiás, além de promover cursos de
atualização para melhorar a qualidade dos serviços
prestados pelos contabilistas;
• Pós-Graduação & MBA: objetiva
solidificar o convênio com Sebrae e CFC no programa
“Contabilizando o Sucesso”, dando uma visão
holística ao profissional da contabilidade, inclusive como
Pós-graduação;
• Integração Estudantil: trata-se de um programa de
integração estudantil no sentido de colocar o CRC/GO
à disposição dos futuros contadores;
• Integração Acadêmica: visa aproximar os
docentes das faculdades a participar das ações do CRC/GO;
• Contabilizando Direito: tem o propósito de atualizar os
profissionais da contabilidade quanto às constantes
mudanças na área tributária, para melhor
qualificar os contadores;
• Canal de TV CRC: tem objetivo de criar a TV CRC, que
servirá como canal para discussão dos temas das
área contábil e tributária, além de
informações empresariais, num elo entre os contadores e a
sociedade organizada.
Como podemos perceber, os compromissos assumidos são bastante
consistentes e com objetivos claros, que ao longo dessa gestão
serão difundidos entre a categoria contábil, onde
possamos vislumbrar melhoria na qualidade de serviços
contábeis em prol das entidades organizadas.
Fonte: Diário da Manhã - GO
As boas e as más avaliações
Fonte: Revista Veja, 19/11/2009
Blog Monica Weinberg
Às vésperas da Prova Brasil e do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), ambos aplicadas pelo Ministério da
Educação, cabe registrar uma preocupação
sobre o rumo das avaliações oficiais. A se basear pelo
conteúdo do último Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade), a que recentemente se submeteram
universitários de todo o país, a ideologia vem,
perigosamente, se sobrepondo à objetividade – este, o
princípio básico de qualquer boa prova. O vazamento do
Enem, por sua vez, chamou a atenção para as
inúmeras fragilidades em relação à
própria segurança da prova. Notícias ruins
numa rara área em que o Brasil costuma ir muito bem.
A eficiência do já gigantesco sistema de
avaliação do ensino implantado no país é
reconhecida até fora do Brasil. Técnicos daqui costumam
ser convidados para versar sobre as aferições brasileiras
em países de elevada excelência acadêmica. Todo
mundo quer saber como colocar de pé uma avaliação
aplicada a tanta gente. Fala-se de algo na casa dos milhões de
provas. Quanto ao conteúdo, o Enem tem sido comparado ao Pisa,
prova conduzida pela OCDE (organização que reúne
os países mais ricos) – referência no mundo
das avaliações.
Até então, o conjunto de exames oficiais vinha cumprindo
bem o seu papel, de fornecer apuradas fotografias da sala de aula.
Até meados da década de 90, não havia nada
parecido no Brasil, o que só fazia ampliar os problemas. Sem
diagnósticos, não havia metas. E sem metas,
estávamos no escuro. O último Enade mostra que no escuro
continuamos. Tomara que os novos exames oficiais sigam rumo inverso. O
país não pode prescindir de bons termômetros do
ensino.
Diretrizes para educação das
relações étnico-raciais não chegam
até sistemas de ensino
Fonte Portal Aprendiz, 19/11/2009
Talita Mochiute
“Falta muito para Lei n°10.639/03 ser institucionalizada
dentro dos sistemas de ensino. Ainda há uma distância
grande entre os gestores educacionais e a lei. Há
desconhecimento do caráter da legislação e
resistência para sua implementação”, afirma a
professora da Faculdade de Educação da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do Programa de
Ações Afirmativas na UFMG, Nilma Lino Gomes. A Lei
n°10.639/03 torna obrigatório o ensino de cultura e
história afro-brasileira nos sistemas de ensino. Outros dois
instrumentos legais foram criados para orientar as
instituições educacionais nessa direção: o
Parecer do CNE n° 03/2004 e a Resolução n°
01/2004. De acordo com a pesquisadora, se por um lado a lei ainda
não está enraizada nas redes estudais e municipais, por
outro, já começa haver nas escolas um maior envolvimento
de profissionais para implementação da lei e das
diretrizes curriculares para Educação
Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-brasileira e Africana. “Se houvesse uma postura de
indução das secretarias de educação, o
trabalho seria mais positivo”, afirma Nilma. Segundo a
professora, a indução poderia ser por meio de projetos e
de distribuição de recursos. Os sistemas também
poderiam verificar quais são as lacunas em relação
às temáticas e realizar formações para
docentes em parceria com as universidades.
Pesquisa - Para chegar a essas sinalizações, o programa
de Ações Afirmativas na UFMG coordena a pesquisa
“Práticas Pedagógicas de Trabalho com
Relações Étnico-Raciais na escola na perspectiva
da Lei 10.639/0”, encomendada pelo Ministério da
Educação (MEC) e pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (UNESCO). “Um dos objetivos é
verificar o grau de institucionalização da lei nos
sistemas de ensino”, disse Nilma. Para mapear e analisar
trabalhos desenvolvidos pelas escolas públicas e pelas
redes de ensino, foram aplicados questionários aos gestores
estaduais e municipais. Os pesquisadores também recolheram
indicações de práticas via Secretárias de
Educação, Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros
(Neabs) e Centro de Estudos de Relações de Trabalho e
Desigualdade (CEERT). Foram selecionadas 36 escolas de todas as
regiões brasileiras para estudo de caso. No momento, os
pesquisadores estão preparando o relatório final. Os
resultados devem ser divulgados no início de 2010. O coordenador
do programa de educação e políticas
públicas do CEERT, Antonio Carlos Malachias, aponta outro
desafio: institucionalizar as práticas dentro das escolas.
“Muitas experiências são iniciativas individuais dos
professores”. O que contribui para descontinuidade de projetos em
caso de transferência do professor. Para estimular iniciativas da
gestão escolar, o CEERT incorporou no prêmio “Educar
para Igualdade Racial” a categoria escola. “A
premiação foi criada em 2002. Após a lei, um dos
critérios de seleção das práticas
pedagógicas é o diálogo com as diretrizes do
MEC”. Hoje o Centro reúne um banco de 1.073
experiências. Podem se inscrever no prêmio escolas
públicas e privadas da Educação Básica.
“O que notamos também é que muitas
instituições particulares não são
demandadas, nem entendem que essa temática é de interesse
da escola”, ressaltou Malachias.
Plano de Implementação - Como a adoção da
lei e das diretrizes não se universalizou nos sistemas de
ensino, MEC, Secretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), em diálogo
com os movimentos sociais e outros atores sociais ligados à
educação, elaboraram o Plano Nacional de
Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para
a Educação das Relações
Étnico-Raciais e Ensino da Cultura e História
Afro-Brasileira e Africana, lançado no dia 13 de
maio de 2009, em Brasília (DF). Para a coordenadora do programa
Pesquisa e Monitoramento da Ação Educativa, Denise
Carreira, o plano significa uma mudança efetiva da agenda da
política nacional. “Tira a armadilha do específico.
O enfrentamento do racismo é central para agenda educacional e
deve perpassar todas as políticas educacionais”.
Além do fortalecimento do marco legal, o plano se apresenta como
mecanismo indutor de políticas e práticas.
“Também conversa com os sistemas de educação
e estabelece a quem compete o quê”, destaca Malaquias.
“Articula as diferentes instâncias educacionais que
precisam atuar em conjunto para implementação da
lei”, complementa Nilma. De acordo com Denise, um dos
avanços do Plano é estabelecer a criação de
uma rubrica para recursos orçamentários, oferecendo
condições institucionais para implementação
da lei. Outro eixo fundamental refere-se à política de
formação inicial e contínua de professores e
também de materiais didáticos. O documento determina
ainda que as secretarias estaduais de educação instituam
equipes técnicas para os assuntos relacionados à
diversidade, dotadas de recursos orçamentários. “O
grande desafio é ampliar a divulgação do Plano e
pressionar para que as metas no âmbito do MEC já sejam
implementadas”, lembra Denise. Segundo o coordenador do CEERT, as
Conferências Estaduais de Educação têm sido
um momento para divulgação. “O plano foi discutido
e aprovado em São Paulo, Rio Grande do Sul e caminha para outros
estados. Os movimentos sociais incorporaram o Plano como instrumento de
interlocução com a Conferência Nacional de
Educação”. A coordenadora da Ação
Educativa comenta que a expectativa é que o Plano de
Implementação das Diretrizes sirva de base para o Plano
Nacional da Educação, efetivando assim a temática
étnico-racial em um plano de Estado.
Brasil tem mais de 22 mil cotistas negros em
faculdades públicas; eles representam 1,7% do corpo discente das
públicas
Fonte: Portal UOL Educação, 20/11/2009
Ana Okada em São Paulo
O Brasil tem, atualmente, mais de 22 mil alunos negros matriculados em
faculdades públicas que ingressaram no ensino superior
graças às cotas raciais, segundo levantamento foi feito
pelo professor da UnB (Universidade de Brasília) José
Jorge de Carvalho. O número representa 1,7% do total de
1.240.968 alunos matriculados em IES (Instituições de
Ensino Superior) públicas, registrados no Censo da
Educação Superior de 2007. O censo reúne dados de
2008 com referência à situação observada em
2007. "É a maior revolução do ensino no Brasil,
mas ainda é pouco", diz o antropólogo. "Nos
últimos sete anos ingressaram mais negros nas universidades
públicas do que nos 20 anos anteriores. Muitas pessoas
não têm consciência da intensidade da
revolução que é termos mais negros e
indígenas nas faculdades", afirma. Segundo os dados pesquisados
por Carvalho, das 249 instituições públicas
brasileiras, 93 (37,3%) já oferecem ações
afirmativas, como bônus na pontuação das provas ou
cotas raciais ou para alunos de baixa renda ou provenientes de escolas
públicas. Dentre essas instituições, 67 (26,9% do
total) oferecem cotas voltadas a negros e indígenas. Segundo o
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 6,5% da
população é preta (denominação
utilizada pelo instituto). O professor também ressalta a
importância do Prouni (Programa Universidade Para Todos), que
oferece bolsas de estudo em instituições particulares,
para a inclusão de afrodescendentes: em três anos de
aplicação do programa, que funciona desde 2005, dos 380
mil alunos beneficiados, 45% eram pardos ou negros. Cotas na UnB
- José Jorge participou da elaboração dos
parâmetros do sistema de cotas da UnB, o pioneiro do país.
O docente também coordena o INCT (Instituto Nacional de
Ciência e Tecnologia) que pretende estudar formas de
inclusão dos negros no ensino superior e na pesquisa
acadêmica das faculdades e universidades. O instituto será
um observatório do impacto que as ações
afirmativas têm onde já estão sendo aplicadas. O
episódio que inspirou a criação do sistema de
cotas da UnB foi a reprovação de Arivaldo Lima Alves,
primeiro aluno negro a fazer doutorado em antropologia na UnB em 1998.
Ele foi aprovado posteriormente, mas passou por "circunstâncias
difíceis", que o professor José credita como "racismo".
"Foi a primeira vez que eu fiz um censo dos professores negros da UnB:
de 1.500 docentes, apenas 15 eram negros, e em outras universidades a
porcentagem não passava longe desta, de 1%", explica. Em 2003, a
UnB inaugurava o sistema de cotas na instituição. O
número mostrava a baixa participação da etnia,
desproporcional à representação dos
afrodescendentes na sociedade; daí viria a
inspiração para o sistema. Segundo dados da Pnad
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados em
setembro deste ano, a população brasileira (189,8
milhões) está dividida na seguinte
proporção: 48,8% branca, 6,5% preta, 43,8% parda e 0,9%
amarela/indígena/sem declaração.
Opositores - Em 21 de julho, o Democratas (DEM) entrou com
pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que houvesse a
suspensão das cotas da universidade, alegando que os
critérios do sistema seriam "dissimulados, inconstitucionais e
pretensiosos". O pedido foi negado, mas o mérito do caso ainda
deve ser julgado no ano que vem, após audiências que
ocorrerão nos dias 3, 4 e 5 de março. No Rio de Janeiro,
em maio deste ano, o TJ (Tribunal de Justiça) havia suspendido
os efeitos da lei de cotas do Estado (5.346/2008). No mês
seguinte, diante de uma questão de ordem suscitada pelo governo,
e para evitar prejuízos aos estudantes que já estavam
inscritos nos vestibulares 2010, os desembargadores decidiram que a
suspensão entraria em vigor a partir de 2010. No dia 18 de
novembro, o Órgão Especial do TJ do Rio declarou que o
texto é constitucional. E as cotas voltaram a valer no Estado
carioca. A lei, que entrou em vigor em dezembro de 2008, beneficia
estudantes carentes negros, indígenas, alunos da rede
pública de ensino, portadores de deficiência física
e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de
segurança e administração penitenciária,
mortos ou incapacitados em razão do serviço. Seu prazo de
validade, segundo a Justiça, é de dez anos. Há,
também, em tramitação na Corte, um recurso em que
se debate o sistema de reserva de vagas para estudantes do ensino
público e para estudantes negros adotado pela UFRGS
(Universidade Federal do Rio Grande do Sul). *Com
informações da Folha Online e da Agência Brasil
Senado quer fundo emergencial para Educação dos municípios
Fonte: Portal UOL Educação, 19/11/2009
Da Redação em São Paulo
A CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte) do
Senado deverá encaminhar ao governo a proposta de
instituição, por medida provisória, de um fundo
emergencial para os municípios, além da sugestão
de aproveitamento de parcela dos recursos que voltaram a ser vinculados
à educação, com o fim da DRU
(Desvinculação das Receitas da União). A
comissão também deverá pedir ao ministro da
Educação, Fernando Haddad, medidas destinadas a melhorar,
em caráter emergencial, a situação
orçamentária da educação nos
municípios. As decisões foram tomadas na audiência
pública da comissão realizada na quarta-feira (18).
Segundo especialistas presentes, os municípios foram fortemente
afetados com a redução das receitas do Fundeb (Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e
de Valorização dos Profissionais de
Educação). Segundo o MEC, a diminuição das
verbas foi um reflexo da queda de arrecadação ocorrida no
ano de 2009.
Para José Nery (PSOL-PA), autor do requerimento, a saída
apontada para a crise foi a de fortalecer os setores produtivos - "ou
não-produtivos, como os bancos" - o que representou um golpe, em
cada país, nas políticas sociais. O senador entende
que a questão é menos técnica e mais
política, de prioridade. Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que a
redução dos recursos do Fundeb é "uma
tragédia para o país" e lembrou que o Brasil tem dinheiro
para a Copa do Mundo, para a Olimpíada e para muitas outras
atividades. Já a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) manifestou
interesse na previsão de recuperação da
arrecadação tributária, e o senador Sérgio
Zambiasi (PTB-RS) informou que uma das emendas da CE ao
Orçamento destinaria recursos para a educação
básica.
Fenaj aposta em diálogo com Legislativo para debater exigência de diploma para jornalista
Fonte: Portal UOL Educação, 19/11/2009
Da Agência Brasil em Brasília
O fim da obrigatoriedade de diploma para o exercício da
atividade jornalística, publicado na última sexta-feira
(13) no Diário da Justiça, deve ser questionado pela
Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) no STF
(Supremo Tribunal Federal), até amanhã (20). A Fenaj
pretende contestar trechos considerados obscuros, segundo informou
à Agência Brasil, o presidente da entidade, Sérgio
Murillo de Andrade. Um dos pontos é o que considera
inconstitucional a criação de um conselho federal de
jornalistas, em razão do cerceamento de liberdade de
expressão. Outra tentativa da entidade de restituir a
exigência do diploma para a profissão de jornalista deve
ser feita por meio de debates, no Congresso, a favor da
aprovação de uma PEC (proposta de emenda à
Constituição) que torne restrito o exercício aos
que têm diploma de curso superior em
comunicação social, com habilitação em
jornalismo. Murillo acredita que "há uma condição
de dialogar com os parlamentares, o que não existe com os
ministros do Supremo" e acrescenta que o parlamento é "um poder
imensamente mais democrático que a Justiça brasileira".
Umas das maiores preocupações da Fenaj é com o
reflexo direto da decisão nas negociações de
salários e de condições de trabalho da classe.
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar
Britto, afirma que tanto a PEC quanto os embargos são
ações viáveis e que não se confundem. Ele
acredita que ainda é possível discutir o tema "sob
prismas constitucionais que não foram expressamente analisados"
e lembra o inciso XIV do Art. 5º da
Constituição Federal, segundo o qual "é assegurado
a todos o acesso à informação e resguardado o
sigilo da fonte, quando necessário para o exercício
profissional". Para Britto, o texto aponta "para uma profissão
intimamente ligada à atividade jornalística". Segundo o
presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Edson
Spenthof, a decisão deve ser revista, para evitar
"consequências terríveis e desastrosas" com a
transferência de poder para as empresas jornalísticas. Na
avaliação do professor, é necessário
centrar-se no que é conceitualmente a profissão a fim de
evitar a associação equivocada entre o direito
constitucional de livre manifestação de pensamento e o
exercício profissional, que requer aplicação
técnica e conhecimento teórico adquiridos na
academia.
O Ensino superior do Turismo e da hotelaria no Brasil
Fonte: Folha Dirigida, 18/11/2009 - Rio de Janeiro RJ
Bayard Do Coutto Boiteux
A escolha de carreiras, como as de Turismo e hotelaria, deve levar em
conta algumas características específicas, tanto das
instituições de ensino superior, como dos corpos discente
e docente. Nosso grande desafio é preparar uma mão de
obra, que deverá entender muito bem a diversidade e a
pluralidade da sociedade, tão bem descrita no código de
ética mundial do turismo da OMT. Precisamos que tais jovens
entendam que o mundo globalizado é aquele que convive com
opções políticas, religiosas e sexuais distintas,
de forma harmônica. Com os grandes problemas de violência
urbana nas cidades brasileiras, a vida em condomínios fechados,
com completa infra-estrutura de lazer e entretenimento e o fato de
muitos pais trabalharem o dia inteiro, colocou na universidade uma
outra atribuição, a de educar para o mundo verdadeiro os
futuros bacharéis em turismo e hotelaria.
Gostaria de iniciar minhas considerações, pela
importância que deve ser dada ao professor, não só
na escolha do mesmo, mas sobretudo no respeito que tal profissional
merece e que parece esquecido. Para que tenhamos um aluno plural, nasce
a necessidade de um professor antenado com as mudanças do mundo
e sobretudo de nossa atividade, mas que perceba que a
interação dos conhecimentos é a palavra chave no
momento da concepção dos projetos pedagógicos.
Eles devem ser norteados por uma forte vontade de adequar o aluno a uma
atividade, que muda diariamente mas tem que estar embasada
num grupo de disciplinas como história, geografia,
legislação aplicada, psicologia, para que as componentes
curriculares de cunho mercadológico possam ser mais bem
percebidas e sobretudo criar no aluno uma vontade de mudança e
de inovação, capazes de revolucionar um mercado, que
infelizmente sofre poucas mudanças conceituais.
O professor ainda é a figura chave para que tais impactos
aconteçam e não é somente a sua
titulação que vai mostrar competência e a arte de
ensinar. Muitas vezes, mais importante que um doutorado, vital hoje nos
moldes de avaliação governamental, é um caminho
educacional e ideológico, que permite conviver com a
formação efetiva do indivíduo. Não
capacitamos apenas para o mercado mas desenvolvemos um individuo capaz
de se tornar agente da pluralidade, anteriormente mencionada. Por outro
lado, a proliferação de cursos de turismo e hotelaria no
Brasil é uma realidade. O número é tão
grande e infelizmente nem sempre traduz a qualidade almejada.
Não se pode conceber uma faculdade que não tenha
laboratórios práticos de hotelaria, agenciamento,
eventos, incubadoras e sobretudo que dedique parte do seu tempo a fazer
pesquisas, que levam o mercado a entender melhor o valor
econômico da atividade e não apenas o aspecto glamouroso,
que é mormente veiculado nos anúncios de
comercialização de produtos. As IES precisam criar tais
espaços como forma de integração com o
trade turístico, mas sobretudo para que os alunos busquem
novas opções de venda.
O aluno que escolhe tais carreiras precisa estar preparado para um
mundo que trabalha vinte e quatro horas, nos feriados, e saber que vai
abrir mão de uma série de benesses que a vida normal
proporciona. O maior enriquecimento para sua vida, serão as
viagens, sobretudo a culturas totalmente diferentes da sua, para que
compreenda que o mundo está além das fronteiras
convencionais, criadas politicamente e no campo dos tratados
econômicos. Os idiomas são vitais mas deverá
procurar fora da faculdade, o aprimoramento dos mesmos. Cabe muito mais
a uma instituição de ensino, buscar convênios
internacionais, que possibilitem cursar disciplinas no exterior,
trabalhar em alguns períodos ou simplesmente fazer um
intercâmbio. Aos órgãos governamentais, cabem as
diretrizes e um controle, através de métodos efetivos e
não de provas que promovam o governo e que não medem
realmente os conhecimentos previstos em suas normativas. Continuamos a
lutar por um ensino de turismo e hotelaria que seja democrático,
que passe para o âmbito do Ministério do Turismo
também a sua formulação, mas que sobretudo
não engane aqueles que desejam ingressar num mercado muito
competitivo, onde vão sobreviver os que desejarem mudar. A Lei
geral do turismo não pode esquecê-los, como o
fez....
MEC repassa mais de R$ 1,2 milhão ao Ministério da Defesa para garantir segurança do Enem
Fonte: Folha Online, 18/11/2009 - São Paulo SP
O MEC (Ministério da Educação) vai repassar mais
de R$ 1,2 milhão ao Ministério da Defesa para garantir a
segurança da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio), que será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro, de
acordo com publicação do "Diário Oficial da
União" desta quarta-feira. Após o vazamento, a nova prova
do Enem vai custar aos cofres públicos mais de R$ 133
milhões. O valor de R$ 1.264.479,10 será destinado para
as unidades de armazenamento da prova e escolta do comboio da
avaliação até os locais do exame. Segundo o texto,
os saldos orçamentários que não forem utilizados
devem ser devolvido em até 30 dias, ou obrigatoriamente
até o dia 31 de dezembro deste ano.
Apenas a aplicação da prova custará R$ 99,9
milhões. O contrato foi assinado pelo Inep (Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais) e pelo contrato
formado pela FUB/ Cespe e Cesgranrio. Já o contrato fechado com
a gráfica RR Donnelley Moore serão pagos mais R$ 31,9
milhões. A empresa será responsável pela
impressão, manuseio, embalagem, rotulagem e entrega dos cadernos
das provas para os Correios. A contratação da empresa
aconteceu sem licitação. O texto afirma que o Inep
"pesquisou o mercado em busca de gráficas com a
certificação, necessária que pudesse executar
integralmente o objeto".
Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de
seleção em parte das 55 universidades federais. O exame
é usado por federais também para substituir a primeira
fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem. Devido
ao adiamento, universidades como a USP, Unicamp, PUC Campinas e
São Paulo decidiram não utilizar a nota do
Enem em seu vestibular. Já outras instituições
decidiram alterar seus calendários que tinham as datas dos
vestibulares no mesmo dia da prova do Enem.
Fraude - Após a fraude, o Ministério da
Educação rompeu o contrato com o consórcio
Connasel, responsável pela aplicação do exame. Mas
a empresa negou falhas na segurança. Cinco pessoas foram
indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe
Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das
três empresas que compõem o consórcio. A
licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e,
segundo o ministério, já haviam sido pagos R$ 35
milhões. A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 de
outubro, mas foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a
denúncia de vazamento do conteúdo.
Municípios não têm dinheiro
para investir em educação e nem para pagar professores,
dizem especialistas
Fonte: Portal IG Educação, 18/11/2009
Agência Senado
A queda da arrecadação das receitas tributárias
que constituem o Fundeb (Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação),
decorrente da crise financeira internacional, deixou os
municípios sem condições de investir em
educação e até mesmo, em muitos casos, sem
recursos para pagar os salários dos professores. O alerta foi
feito por especialistas nesta quarta-feira (18), em audiência
pública promovida pela Comissão de
Educação, Cultura e Esporte (CE). Eles defenderam uma
solução emergencial para o problema. Nota do Conselho
Nacional de Secretários de Educação (Consed), lida
pela presidente do órgão e secretária de
Educação do Paraná, Yvelise Freitas de Souza
Arco-Verde, informa que a previsão inicial de R$ 76,8
bilhões para 2009 cai para R$ 67,6 bilhões - uma
redução de 12%. Se incluídos os recursos da
União, segundo Selma Maquiné, da
Confederação Nacional de Municípios (CNM), a
receita passa de R$ 81,9 bilhões para R$ 72,7 bilhões.
Nos municípios, conforme a CNM, a queda foi de R$ 4,6
bilhões. Já o valor mínimo nacional por aluno/ano,
que era de R$ 1.350,90, está estimado agora em R$ 1.221,34
(redução de 9,5%).
Filhos dos trabalhadores - A nota do Consed afirma que projetos e
ações de melhoria, aperfeiçoamento e
modernização certamente estão sendo afetados em
todo o país, já que gastos obrigatórios não
poderão ser reduzidos. Lembra que o Congresso
promulgou recentemente a Emenda Constitucional nº 59 -
que garante o fim dos cortes orçamentários destinados
à educação - e pede ao governo federal que parcela
dos recursos agora novamente vinculados ao setor sejam destinados
à assistência financeira aos estados e municípios
que mais dificuldades enfrentam "no cumprimento da desafiadora agenda
da educação básica". Para a presidente do
órgão, "é preciso que haja coerência entre o
discurso e a prática". O presidente da União Nacional dos
Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e
secretário municipal de Educação de Castro (PR),
Carlos Eduardo Sanches, disse que a redução do IPI
(Imposto sobre Produtos Industrializados), utilizada pelo governo para
promover a atividade econômica, trouxe problemas para a
educação: "Os filhos dos trabalhadores são as
crianças que estão na escola pública. Não
há como ofertar educação pública de
qualidade se não trabalhamos com tranquilidade e com recursos. A
grande maioria dos 5.564 municípios passa por uma completa
inércia na área dos investimentos em
educação", afirmou Sanches. O presidente da Undime
acrescentou que, quando mais de 80% dos recursos do Fundeb são
comprometidos com salários, "cai muito a educação"
se o município não tiver fonte de recursos
próprios.
Sanches disse que o Fundeb é a grande e quase única
receita para o setor e afirmou que ficam comprometidos, com a
redução dos recursos, investimentos em
manutenção de prédios, estrutura, equipamentos e
informação. A grande maioria dos municípios
não terá recursos em novembro e dezembro para arcar com o
pagamento do transporte escolar e nem para honrar o salário e o
13º salário, alertou Sanches, para quem o governo deveria
instituir um fundo emergencial por medida provisória. Pela CNM,
Selma Maquiné afirmou que, em muitos municípios, os
gastos com a folha de pagamento superam os 100% do Fundeb. Com isso,
observou, não há dinheiro para transporte escolar,
construção de escolas, formação continuada
de professores e material didático.
Colchão de amortecimento - O coordenador de Estudos,
Previsão e Análise da Receita Federal do Brasil,
Jefferson Rodrigues, explicou que o Imposto de Renda (IR) e o IPI foram
os tributos que mais sofreram com a redução da atividade
econômica, o que afetou fortemente o Fundeb. Com a retomada do
crescimento, segundo Rodrigues, há sinais positivos em
relação à arrecadação
tributária. Já o coordenador-geral de
Operacionalização do Fundeb e de Acompanhamento e
Distribuição da Arrecadação do
Salário Educação, Vander Oliveira Borges, falou
sobre a complementação de recursos feita pela
União aos municípios, observando que ela "serviu de
colchão de amortecimento dos impactos da crise para os estados
mais afetados". A audiência pública foi solicitada pelos
senadores José Nery (PSOL-PA) e Romeu Tuma (PTB-SP).
Projeto quer serviço obrigatório a universitários
Fonte: Portal UOL Educação, 18/11/2009
Da Band News
Dois projetos que estão no Congresso preveem que estudantes de
faculdades públicas tenham que prestar serviços à
sociedade, como uma espécie de contrapartida social aos anos
de estudo bancados pelos contribuintes. O projeto do deputado
federal Luis Carlos Bussato (PTB-RS) é voltado a formandos de
todos os cursos e tem como objetivo tornar
obrigatória a prestação remunerada de
serviços para a sociedade. Estudantes e especialistas divergem
sobre o assunto.
Médicos brasileiros formados em Cuba pedem a Lula reconhecimento do diploma
Fonte: Portal UOL Educação, 18/11/2009
Yara Aquino da Agência Brasil em Brasília
Ao chegar na manhã desta quarta (18) ao CCBB (Centro Cultural
Banco do Brasil), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
conversou com médicos brasileiros formados em Cuba que
reivindicam o reconhecimento do diploma pelo governo brasileiro. Eles
aguardavam Lula na entrada do CCBB, sede provisória da
Presidência da República, vestidos com jaleco e segurando
uma bandeira de Cuba. O presidente desceu do carro, ouviu os pedidos e
disse que dará atenção ao assunto. Lula
também abraçou integrantes do grupo e tirou fotos
com eles, que formaram uma comissão a ser recebida pelo chefe de
gabinete do presidente, Gilberto Carvalho.
Médica formada em Cuba, Ana Marta veio da Bahia na tentativa de
falar com o presidente. Segundo ela, uma portaria do Ministério
da Educação estabelece um projeto piloto para que os
brasileiros formados em medicina naquele país façam um
prova a fim de ter o diploma reconhecido no Brasil. Os
médicos, no entanto, criticam alguns pontos da norma e pedem
agilidade no processo. "Queremos uma prova coerente, que tenha uma
grade curricular compatível com a nossa, que se possa fazer a
prova duas vezes ao ano e não uma, que todas as universidades
públicas façam a adesão ao projeto piloto e que,
caso não se consiga na prova a pontuação
estabelecida, essa pessoa possa fazer complementação em
alguma universidade pública", afirmou Ana Marta.
Educação: presente!
Fonte: Diário Catarinense, 19/11/2009 - Florianópolis SC
Aduardo Shinyashiki
Estamos bem próximos de uma nova era, em que a lista de chamada
não será mais tão necessária. O
número de cursos não presenciais cresce exponencialmente
e, em escolas e universidades, algumas aulas começam a ser
transferidas para salas de computação. Faço-me
várias perguntas pensando nessa inovação: quais
mudanças ela irá promover? O que esse novo ambiente
escolar trará de diferente aos alunos? E como utilizar a
tecnologia para potencializar o ensino à distância? O uso
da internet na educação é uma de suas grandes
novidades. Além de possibilitar métodos didáticos
inovadores e uma nova forma de contato entre a
instituição e o aluno, a web potencializa a qualidade da
educação à distância, antes
realizada por meio da televisão e dos correios. Claro que, como
tudo, essa prática educacional possui suas deficiências.
Muitos pedagogos acreditam que nada substitui a interação
entre professor e aluno, entre a criança e seus colegas.
Em resposta, acredito que o ensino à distância não
deve chegar para substituir a sala de aula, mas a fim de complementar o
curso presencial, importante por desenvolver capacidades básicas
de interação social, noções espaciais e
outras características importantes nas crianças. As
exceções se aplicam nos casos citados acima, quando o
estudante é impossibilitado ou tem dificuldade para chegar
até a instituição. O importante é que
esse novo tipo de formação não seja visto como um
empecilho, mas como uma possibilidade de enriquecimento e
inovação do processo educacional. A internet potencializa
a educação, permite que ela seja diferente, divertida e
prazerosa para o aluno. Lógico, deve ser implementada de forma
progressiva e consciente, não como uma medida para economizar
dinheiro ou manter os alunos satisfeitos por não terem que ir
à escola. Um dos segredos no uso do ensino à
distância é a integração com o curso
presencial. Não podemos deixar de lado os dois pilares de nossa
educação: a sala de aula e os professores. Mas não
podemos ignorar o novo, ou seja, renegar aquilo que, mais cedo ou mais
tarde, será comum.
Escolas não devem usar a pré-escola para antecipar a primeira série
Fonte: Portal G1, 19/11/2009
Ensino fundamental de nove anos será obrigatório. Pais
não devem ter pressa para alfabetizar filhos pequenos
Ana Cássia Maturano especial para o G1
Através do brincar, a criança tem a possibilidade de
aprender muitas coisas. Explora o mundo e navega por seus cantos
desconhecidos sem correr grandes riscos. Incorpora diferentes
papéis, enfrenta os mais terríveis vilões e sai
ilesa de qualquer batalha. Experimenta, cria e recria. E tudo pode. Mas
é só brincadeirinha. Faz parte do faz de conta. O brincar
é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e
emocional da criança. Tanto é assim que, aos poucos, a
escola foi se ampliando, aproveitou a fase anterior ao ensino formal e
criou a pré-escola -época em que aprender e brincar se
confundem. Com isso, passou a ter uma diferença das
crianças que a frequentavam das que iniciaram sua
escolarização na primeira série do ensino
fundamental. Geralmente, aquelas com uma experiência escolar
prévia tinham um desempenho na sua aprendizagem formal num
nível mais elevado. As pré-escolas vão além
de serem um lugar para as mães deixarem seus filhos quando saem
para trabalhar. Para isso, existem as creches. Elas são um lugar
organizador do brincar de modo a propiciar um aproveitamento desta
atividade e, consequentemente, o desenvolvimento mais efetivo das
crianças. Elas, inclusive, podem ter um significado positivo no
combate ao fracasso escolar. Sete anos - Aqui no Brasil, no
entanto, o ensino era obrigatório a partir da primeira
série do ensino fundamental, quando então a
criança encontrava-se com cerca de sete anos. A
pré-escola, portanto, era um privilégio daqueles que
podiam pagar, não sendo oferecido pelo estado. Assim, as
crianças das classes menos favorecidas não tinham as
mesmas condições educacionais que as outras, entrando
mais tarde na escola e sem a escolarização prévia,
bastante necessária para o seu futuro acadêmico. Pouco
democrático.
Pensando em aumentar o número de crianças
incluídas no sistema educacional, o MEC ampliou o ensino
fundamental de oito para nove anos. Para tanto, as crianças
entrarão na escola obrigatoriamente com seis anos no que se
passará a chamar primeiro ano do ensino fundamental. A
antecipação de sete para seis anos visa, segundo as
orientações do ministério, propiciar uma
escolarização mais construtiva, não se tratando de
antecipar para o primeiro ano as atividades da primeira série.
No entanto, mesmo sem essa mudança, já se observava que
muitas escolas usavam o último ano do período
pré-escolar para antecipar a primeira série. Não
há a mínima necessidade disso. Não é
o momento de a criança levar de maneira tão regrada e
séria a alfabetização e a matemática.
As escolas parecem querer mostrar competência alfabetizando seus
alunos cada vez mais cedo. E os pais, com medo que seus filhos fiquem
para trás, também estão exigindo isso das
instituições. Porém, o preço é alto
para as crianças, que estão tendo que dar algo que ainda
não está de acordo com seu desenvolvimento e
amadurecimento. Estão tendo que amadurecer na marra. Hoje em
dia, crianças bem pequenas, de cinco ou seis anos, parecem
pequenos adultos. Falam e se comportam como tal. Recebem
críticas por isso, quando, é claro, esses comportamentos
não interessam. Sem dizer que, logo no início da
escolarização formal, já estão cansados dos
compromissos acadêmicos. Ora, vamos deixar as crianças
crescerem e se desenvolverem de acordo com suas possibilidades. E isso
quer dizer que muito do que aprendem, inclusive a
alfabetização e a matemática, pode e deve ser por
meio do brincar. Não vamos apressá-las. Elas terão
a vida toda para serem adultas e pouquíssimo tempo para a
infância. (Ana Cássia Maturano é psicóloga e
psicopedagoga)
Programa de intercâmbio de doutorandos entre Brasil e França lança novo edital
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:05 hs.
Foi publicado nesta quinta-feira, 19, no Diário Oficial da
União, o novo edital do Programa Colégio Doutoral Franco
Brasileiro que pretende selecionar 30 doutorandos brasileiros para
intercâmbio científico na França, em regime de
co-tutela ou co-orientação. As inscrições
vão até 15 de janeiro de 2010.
Formado por uma parceria entre a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o
Conselho de Presidentes de Universidades Francesas (CPU), o
Colégio Doutoral Franco Brasileiro tem como objetivo formar
recursos humanos de alto nível nos dois países.
Os selecionados terão direito ao financiamento de bolsas mensais
no valor de 1,3 mil euros, passagens aéreas, auxílio
instalação e seguro saúde. Além de
financiamento compartilhado com a instituição francesa,
para participação de um membro da banca, no país
onde ocorrer a defesa da tese.
Um dos requisitos para os candidatos brasileiros é ser aluno dos
cursos avaliados com nota igual ou maior que cinco. Cursos avaliados
com nota quatro poderão ser considerados, mediante
análise de justificativa apresentada pela
coordenação do programa. Por parte dos candidatos
franceses, é necessário ser estudante de universidades
consorciadas com a CPU.
A previsão é de que os resultados sejam divulgados em
março de 2010, para que o início das atividades
aconteça em abril do próximo ano.
Fonte: Portal Capes
Cremesp apóia decisão do MEC contra a abertura de curso de medicina no estado de São Paulo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:06 hs.
CREMESP APÓIA DECISÃO DO MEC CONTRA A ABERTURA DE CURSO DE MEDICINA NO ESTADO DE SÃO PAULO
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)
vem a público apoiar a decisão do Ministério da
Educação (Portaria nº 1600, de 5/11/2009, da
Secretaria de Educação Superior/MEC), contrária
à abertura de curso de Medicina no Estado de São Paulo.
O Cremesp concorda com o parecer do MEC que aponta a ausência de
necessidade social e o excesso de escolas médicas no Estado.
Ao mesmo tempo, alertamos que as recentes solicitações de
novos cursos de Medicina em várias cidades de São Paulo
colocam em risco a saúde da população.
Não podemos admitir que a abertura de novas escolas
médicas se transforme em um balcão de negócios e
de troca de favores políticos.
Já estão em atividade no Estado 31 cursos de Medicina que
formam cerca de 3.000 médicos por ano. Somente de 2002 a 2009
foram autorizados mais oito cursos no Estado de São Paulo, que
tem as maiores concentrações de médicos do mundo.
Os novos cursos não oferecem ensino de acordo com as
necessidades de saúde da população, não
estão integrados ao Sistema Único de Saúde e
não contribuem para a qualificação dos
serviços de saúde.
Predomina em São Paulo a abertura de cursos privados que visam
ao lucro e cobram, em média, R$ 3.000,00 a mensalidade.
A má qualidade do ensino médico é
responsável pelo aumento de denúncias e processos contra
médicos no Cremesp.
Mal formados, muitos profissionais não conseguem entrar na
Residência Médica e vão atuar em plantões,
pronto-socorros e unidades de saúde das periferias, prejudicando
a população que mais necessita de atendimento.
Por isso, solicitamos ao Ministério da Educação
(MEC), ao Ministério da Saúde (MS), ao Conselho Nacional
de Saúde (CNS) e ao Ministério Público Federal que
não permitam a abertura de novos cursos de Medicina no Estado de
São Paulo.
Fonte: Jornal Medicina - DF
Estudantes carentes entram na universidade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:56 hs.
Em apenas quatro anos, 350 mil jovens da classe D entraram no ensino
superior. São universitários com renda inferior a
três salários mínimos, ou seja, R$ 1.400. O
número equivale a um crescimento de 84% entre os anos de 2004 e
2008, o maior registrado entre todas as faixas de renda.
No mesmo período, 333 mil estudantes da classe C, de três
a cinco salários, também experimentaram pela primeira vez
a corrida pelo diploma.
Incapazes de atender a crescente demanda, as instituições
gratuitas ficam à margem da democratização
econômica do ensino superior. De acordo com estudo da Hoper
Educacional, maior consultoria de mercado de ensino superior, 70% dos
alunos do setor das instituições privadas concentram-se
nas faixas de renda até 10 salários.
O que parece uma ótima notícia deve ser visto com
cuidado, de acordo com o professor da Faculdade de
Educação da UnB, Remi Castioni. “As
avaliações do Ministro da Educação,
Fernando Haddad, mostram que são essas as
instituições que concentram as notas 2 e 3 no Enade. Na
minha opinião, existe uma relação entre o baixo
preço da mensalidade e a qualidade do ensino. Hoje existem
faculdades que cobram R$ 199, como se fossem aqueles comércios
baratos de R$1,99”, completa.
A queda no valor da mensalidade é a principal
explicação para a entrada dos jovens mais pobres no
ensino superior. De acordo com Ryon Braga, presidente da Hoper, em 1996
as mensalidades custavam em média R$ 840 (em valores
atualizados). Hoje, a média é de R$ 457. “O valor
caiu pelo metade permitindo que mais alunos fizessem ensino
superior”, avalia.
Ryon destaca que o Programa Universidade para Todos, o ProUni, só foi responsável por 5% da expansão.
O programa do governo federal troca vagas de faculdades particulares
por isenção de impostos. “Mas não acredito
que baixo preço queira dizer baixa qualidade. Existem
ótimas instituições que cobram pouco dos alunos e
instituições ruins que cobram caro.”
Pelo estudo, ainda há margem para crescer. “Considerando
que a média de comprometimento de renda familiar com o ensino
superior está em torno de 13% da renda, podemos concluir
facilmente onde está o maior obstáculo para
ampliação da inserção de alunos de menor
poder aquisitivo no ensino superior”, cita a conclusão da
pesquisa.
Fonte: Tribuna da Bahia - BA
À caça das escolas ilegais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:34 hs.
Secretaria de Educação identifica cinco
instituições que oferecem irregularmente ensino supletivo
e divulga lista de entidades credenciadas
O Instituto Latino-Americano de Línguas oferecia diplomas de
ensino médio sem ter autorização para isso: escola
foi autuada pelo Procon
A Secretaria de Educação do Distrito Federal prepara-se
para combater o esquema de venda, emissão e promessa de
certificados de ensino médio na capital do país.
Disfarçadas de cursos de línguas ou de supletivos
supostamente credenciados pelas autoridades de educação
locais e nacionais, instituições desafiam os
órgãos de fiscalização candangos e se
espalham pelas cidades do DF. Em menos de um mês, cinco escolas
com tais perfis foram identificadas. Elas são consideradas
ilegais pela Coordenação de Supervisão
Institucional e Normas de Ensino (Cosine).
O órgão da Secretaria de Educação do DF
iniciou levantamento depois de flagrar a atuação do
Instituto Latino-Americano de Línguas (Ilal) — o Correio
Braziliense publicou o caso com exclusividade. Mantém duas
equipes de técnicos nas ruas visitando diariamente entidades
denunciadas pela população. “São escolas sem
credenciamento, que usam a própria estrutura para explorar o
nome de outras credenciadas. Assim, não criam vínculos
com professores nem fazem acompanhamentos pedagógicos. O
serviço é clandestino”, afirmou a coordenadora da
Cosine, Leila Pavanelli.
A Infor School emitia certificados no nome de outra escola, o que é proibido
Além das unidades do Ilal — a sede fica na Asa Sul e as
demais, na Asa Norte, em Águas Claras e em Taguatinga —, a
Cosine descobriu instituições irregulares no Riacho Fundo
e no Plano Piloto. Mais uma oferece supletivos sem
autorização da Secretaria de Educação no
Setor M Norte, em Taguatinga. O Correio denunciou a
atuação da Infor School em reportagem publicada na
terça-feira. Ela usava o nome de uma entidade credenciada para
captar alunos, num tipo de terceirização proibida pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Conselho de
Educação do DF. Mantinha cartazes e materiais
informativos pelos quais enganava o consumidor com as expressões
“MEC” e “supletivo rápido”.
A faixa amarela erguida como propaganda em frente à fachada do
local acabou retirada após a visita do responsável legal
da instituição legalizada, mas envolvida na fraude.
“Ele (o dono) soube que também estão usando
indevidamente o nome da empresa dele em São Sebastião. A
preocupação agora fica por conta da
falsificação de documentos”, explicou Leila. A
Infor School, por exemplo, cobrava R$ 900 para agendar simulados e
avaliações, como informou uma funcionária ouvida
pela reportagem. Também prometia certificados de
conclusão de ensino médio com o carimbo da escola
credenciada.
O esquema da Infor School passa por escolas locais. Segue o exemplo de
entidades que citam até mesmo as públicas credenciadas
para atrair a clientela. Sabe-se que uma delas arrisca a credibilidade
de um centro de ensino da Asa Sul. No DF, também existem as que
vendem e emitem diplomas de instituições de outros
estados (leia arte). A Cosine levantou que, no caso do Ilal, a fraude
conta com históricos escolares atestados pela Empresa de
Pesquisa, Ensino e Cultura (Epec), do Rio de Janeiro. Além da
prática ilegal, a Epec teve as atividades encerradas pelo
governo carioca em setembro.
Poder de polícia
- ()
A Secretaria de Educação colocou no próprio site
(www.se.df.gov.br) os nomes das 25 instituições
particulares credenciadas a oferecer supletivos no programa
Educação de Jovens Adultos (EJA) — menores de 18
anos são proibidos por lei de participar da modalidade a
distancia. Segundo a coordenadora da Cosine, a lista deve ser
consultada antes do fechamento de qualquer contrato. “Desconfie
de quem dá o nome de outra escola para a entrega do certificado.
Vale aquele documento em que consta o nome da instituição
contratada para o serviço”, alertou.
A Cosine encaminha as denúncias ao Procon e ao Ministério
Público do DF e Territórios (MPDFT). Como a Secretaria de
Educação do DF não tem poder de polícia,
cabe aos órgãos de fiscalização aplicar
punições contra as escolas acusadas de lesar pais e
estudantes. O Ilal sofreu operação-surpresa na
última sexta-feira. Fiscais e promotores do Procon e da
Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) o notificaram por
propaganda enganosa. Os donos tiveram de retirar imediatamente as
placas de publicidade com informações falsas sobre
credenciamento do MEC.
O Ilal também virou alvo da Promotoria de Defesa da
Educação (Proeduc) e da Delegacia de
Defraudação e Falsificação (DEF). Ambas
apuram indícios de estelionato, falsificação de
documentos e falsidade ideológica por parte dos
responsáveis legais da empresa. A DEF abriu inquérito na
semana passada. A atuação de cinco anos do Ilal ainda
colocou em xeque a entrada de milhares de brasilienses na
universidade(1). São universitários que passaram no
vestibular, mas garantiram matrícula com diplomas sem validade
emitidos pelo Ilal.
1 - Ensino superior
Após a denúncia do Correio, as principais universidades
do DF iniciaram levantamentos da quantidade de alunos com certificados
do Ilal — apenas o Uniceub identificou 39 casos antes da
reportagem. A UnB descobriu 81 estudantes em situação
irregular. O Iesb, 11. E o UDF, sete.
DENUNCIE
Os telefones da Coordenação de Supervisão
Institucional e Normas de Ensino (Cosine) são 3901-3182,
3901-3183, 3901-3217 e 3901-3259.
Fonte: Correio Braziliense Online
Deve ficar (ainda) mais complicado ser advogado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:38 hs.
Provimento da OAB muda regras do Exame de Ordem e gera dúvidas
em professores e candidatos – maior parte das novidades só
deve valer a partir de novembro de 2010
O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), porta final para o
acesso à advocacia, pode ficar mais complicado do que já
é. Isso porque o Conselho Federal da OAB publicou na semana
passada, no Diário da Justiça, o provimento n.°
136/2009, que estabelece novas normas e diretrizes para a
aplicação do Exame de Ordem em âmbito nacional. A
maior parte das mudanças entrará em vigor apenas em
novembro do ano que vem, um ano após a publicação
do provimento, mas as dúvidas e preocupações
já estão surgindo. “Acho que os examinados
vão sofrer um pouco mais”, diz o estudante Murilo Martinez
e Silva, que se forma em Direito no final deste ano pelas Faculdades
Integradas do Brasil (UniBrasil). Ele pretende fazer o próximo
exame, previsto para o início do ano que vem (chamado de 3.°
Exame de 2009).
Conforme o provimento da OAB, a primeira fase do exame continua sendo
objetiva, sem consulta, com cem questões de múltipla
escolha, e exigindo mínimo de 50% de acertos para
habilitação à segunda fase, subjetiva. O que muda
é a obrigatoriedade de que, entre as cem perguntas, pelo menos
15 tratem de Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB,
Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina –
esses temas já eram cobrados, mas sem índice
mínimo. Além desses, quer-se incluir no exame outras
matérias, do “Eixo de Formação
Fundamental”, como Sociologia e Filosofia Jurídica.
“O que a OAB quer com isso é um advogado formado dentro de
um padrão humanista. Isso me parece muito bom”, explica o
professor Sérgio Staut Jr., coordenador científico do
Curso Prof. Luiz Carlos – curso que, entre outros, oferece
preparatórios a bacharéis em Direito para o Exame de
Ordem. Essas novidades da primeira fase só valerão a
partir do final de 2010.
Segunda fase
A alteração que mais vem causando
preocupação entre os aspirantes a advogado é a que
estabelece o fim da consulta a livros de doutrina e à
legislação comentada, na segunda fase do exame – a
prova prático-profissional, discursiva, que, além de
cinco perguntas sobre a área do Direito escolhida pelo
candidato, inclui a elaboração de uma peça
processual. Agora, segundo o artigo 6.°, inciso II, do provimento
da OAB, na prova prático-profissional (segunda fase) é
“permitida, exclusivamente, a consulta à
legislação sem qualquer anotação ou
comentário”. Não mais se verá, portanto,
como vem sendo comum nos exames da OAB, bacharéis carregados de
livros no dia da prova prática. “Vai ficar mais rigoroso,
mas é positivo, pois o candidato será obrigado a aprender
a usar a legislação seca (sem comentários)”,
afirma o estudante Murilo Martinez e Silva.
Por conta de uma dubiedade do artigo 19 da resolução da
OAB, ainda há dúvida se a proibição do uso
de obras comentadas na segunda fase já valerá a partir do
próximo exame – a resposta definitiva só
virá com o edital, esperado para, no máximo, meados de
dezembro. “No momento, acreditamos que já no
próximo exame será proibido o uso de livros de doutrina e
legislação comentada. Mas é preciso esperar a
publicação do edital”, diz o professor Darlan
Barroso, coordenador do Curso Preparatório para OAB da Rede
de Ensino Luiz Flávio Gomes (LFG). Já Staut Jr.
acredita que essa mudança somente valerá a partir de
novembro de 2010, mas ele também espera que o edital responda
definitivamente a questão.
Outra alteração no Exame da OAB que promete gerar muita
polêmica – e recursos – é a
impossibilidade de arredondamento da nota na segunda fase.
Antes, se o candidato tirava nota entre 5,6 e 5,9, por exemplo,
arredondava-se a nota para 6 – mínimo para
aprovação na prova prático-profissional. Essa
mudança também vale apenas para exames feitos depois de
um ano da publicação do provimento.
Dificuldade
Mas vai ficar mesmo mais difícil? Para Staut Jr., sim.
“Acho que a prova vai ficar mais difícil, com mais temas e
sem consulta na segunda fase”, opina. Já Barroso pensa que
não. “O exame não deve ficar mais
complicado”, fala. É o que esperam milhares de
bacharéis. Na dúvida, o jeito é estudar – e
muito.
Fonte: Gazeta do Povo