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24/11/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.


Encontro de Estudantes em Ead

Palestras do ENANGRAD disponíveis

Solenidade de celebração da Promulgação da Emenda Constitucional nº 59/2009

O Conselho Federal de Contabilidade, após esclarecidos os problemas técnicos ocorridos no link e nos servidores do CFC, marcou nova data para a realização da eleição nos Estados do, SC, RS, BA, PB, PA, PE e Distrito Federal.

Portaria Interministerial nº 2906, de 23 de Novembro de 2009.

Empresa que pagou pós-graduação recebe verba de volta

Governo quer zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010

Nova normatização de tributação previdenciária observação às IES filantrópicas

Militantes do movimento negro pedem direito de participar de julgamento de cotas raciais no STF

A internet deve ser uma aliada na formação de leitores, diz Ministério da Cultura

Tendências Pedagógicas Brasileiras: um olhar holístico

Portaria Interministerial nº 1082 de 20 de Novembro de 2009.


Educação e Constituição

O que de fato pode revolucionar a educação

Refis IV ou refis da crise: novas regras de deferimento do pedido de parcelamento

Instituições discutem futuro do ensino superior

Conferência Nacional de Educação - CONAE

STF suspende decisão que obrigava MEC a mudar data do Enem para alunos judeus

Educação profissional é estratégica para inserção do Brasil no mundo, afirma Lula

A classe C com diploma

Regulamentação da medicina?

Brasil pode cumprir meta de universalização do ensino


Encontro de Estudantes em Ead
Fonte: Gabinete Deputado Professor Grando
De 28 e 29 de novembro, na FAMELAGES em Lages.
Qualquer interessado deverá contactar (048) 8457-5005 ou enviar e-mail para congressoead.sc@gmail.com
até o dia 24/11/2009.
PROGRAMAÇÃO
28 de novembro Sábado
7:30 Café da Manhã
7:30 – Início do Credenciamento dos Participantes.
9:00 Solenidade de Abertura do Congresso (Presença de Autoridades)
10:30 Palestra Ricardo Holz – Presidente da Abe-Ead
“Cenários da Educação a Distância no Brasil e o papel dos Estudantes nesta nova realidade educacional!”
Debate
12:00 – Almoço
14:00 – Painel Deputado Estadual Sergio Grando:
“A Luta contra a Discriminação do Ead em Santa Catarina ”
Debate
15:30 hs Painéis Simultâneos:
Marcius Machado – Cientista Político
Tema: Ciência Política e Movimento estudantil
Dr. Wesley Collyer – Juiz Federal Aposentado.
Tema: Ética na Política e Sua relação com Educação
Dr. André Pereira – Defensor Público da União
Tema: O Papel da Defensoria Pública na Luta dos Estudantes de EaD
17:00 – Painel Luciano Formighieri – Ex-Presidente da UCE e Presidente da Comissão Organizadora do Congresso.
Tema: Uma proposta de Organização estudantil para a EaD Catarinense.
Debate
18:30 – Atividade Cultural ( Violoniosta e Cantor)
20:00 Jantar
22:00 – Festa em Bar da Cidade.
29 de Novembro Domingo
7:30  - Café da Manhã
9:30 – Aprovação do estatuto da Entidade e Assembléia de Fundação.
11:00 – Inscrição de Chapas
11:30 – Eleição da Diretoria da Ace-Ead
12:30 – Almoço
14:00 – Encerramento do Evento com Aprovação da Carta de Lages – Manifesto dos Estudantes em EaD em Santa Catarina!

Palestras do ENANGRAD disponíveis
Fonte: Informativo Enangrad
Por Thais Carreira
Os arquivos com o material utilizado pelos palestrantes do XX ENANGRAD já começou a ser disponibilizado por nós aqui.
A medida que formos recebendo o material dos autores, estaremos colocando no ar. Então fiquem atentos para possíveis atualizações.
Já estão disponíveis os materiais dos seguintes autores:
Prof. Cláudio Moura de Castro - Painel 3: Plano Nacional de Educação
Prof. Roberto Claúdio Bezerra - Painel 2: Uso do IGC e Novo Cadastro das Instituições para o Censo
Diego Calegari - Encontro Nacional de Empresas Juniores na Área de Administração
Rubén Olmedo - Painel dos Grandes Autores
Antonio Andrade - Encontro Nacional de Empresas Juniores na Área de Administração
Prof. Edson Nunes - Painel 4: Diretrizes Curriculares no Ensino de Administração: Implantação, Formação Intelectual e Desenvolvimento de Competências
Leonardo Gomes - Encontro Nacional de Empresas Juniores na Área de Administração
O material é muito interessante, inclusive para quem não esteve no evento. Então não deixem de conferir.
A ANGRAD agradece as palestrantes por permitir a divulgação das palestras em questão.

Solenidade de celebração da Promulgação da Emenda Constitucional nº 59/2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:27 hs. 
No próximo dia 07 de dezembro de 2009, às 18 horas, no auditório do Conselho Nacional de Educação, será realizada uma solenidade de celebração da "Promulgação da Emenda Constitucional nº 59/2009".
O evento contará com a participação do Excelentíssimo Senhor FERNANDO HADDAD, Ministro de Estado da Educação, da Senadora IDELI SALVATTI, do Deputado ROGÉRIO MARINHO, de Conselheiros nacionais, estaduais e municipais de educação, bem como de representantes de entidades, organizações e instituições ligadas à Educação. 
Fonte: Blog do CNE 

O Conselho Federal de Contabilidade, após esclarecidos os problemas técnicos ocorridos no link e nos servidores do CFC, marcou nova data para a realização da eleição nos Estados do, SC, RS, BA, PB, PA, PE e Distrito Federal.
Fonte: CFC
Veja a decisão sobre o cancelamento do CFC No CRCSC será:
Dia 25/11/09 (4ª feira)
Horário: 00:00 (zero hora) até 20:00 (vinte horas)
Modalidade: exclusivamente pela Internet
ATENÇÃO!
O profissional que votou no dia 12/11/09 deverá votar novamente, pois o voto foi anulado, assim como, as justificativas de ausência na eleição.
• SISTEMA DE VOTAÇÃO
A eleição de 2/3 dos membros do Plenário deste Conselho, em novembro próximo, será realizada por SISTEMA ELETRÔNICO INFORMATIZADO EXCLUSIVAMENTE VIA INTERNET, com concordância expressa das duas chapas habilitadas. NÃO HAVERÁ, portanto, MESAS ELEITORAIS no CRCSC, nas Delegacias ou Macrodelegacias.
Para votar, será remetida, pelo CFC, nos próximos dias, correspondência a todos os inscritos com registro em vigor no CRCSC, com instruções para o exercício do voto, que é pessoal e intransferível. O voto poderá ser exercido em qualquer computador conectado à Internet.
• SENHA PARA VOTAR
O CFC enviou correspondência a todos os inscritos com registro em vigor no CRCSC, com instruções para o exercício do voto, que é pessoal e intransferível, e poderá ser exercido em qualquer computador conectado à Internet. A correspondência contém uma senha provisória que propiciará acesso ao Sistema de Eleições para cadastro da senha definitiva que será utilizada no dia do pleito.
Caso o profissional não tenha recebido a correspondência do CFC ou não disponha da senha provisória, deverá acessar o seguinte endereço eletrônico, https://eleicao.cfc.org.br, onde poderá obter uma nova senha provisória que será remetida para o seu e-mail informado no seu cadastro. Quando da solicitação da nova senha, o profissional, a partir da confirmação de alguns dados pessoais, poderá atualizar seu e-mail no cadastro.
O site da eleição para votação (https://eleicao.cfc.org.br) está liberado para os contabilistas, para solicitação de senha provisória e a substituição de senha provisória para a definitiva, até às 18 horas do dia 20/11/09.
De 20/11/09 (a partir das 18 horas) até o dia 23/11/09 o site ficará inacessível (fora do ar), pois nesse período será migrado o sistema/dados para armazenamento no data center.
No dia da votação, o sistema ficará disponível, também, para solicitação de senha provisória e troca de senha provisória para a definitiva.
• QUEM DEVE VOTAR
• Todo Contador e Técnico em Contabilidade com registro definitivo em vigor (originário ou transferido) e registro provisório.
• O voto será facultativo para quem já tiver completado, em 12/11/09, 70 anos de idade.
• O portador de registro secundário deverá votar no Conselho em que tiver seu registro principal, de origem (definitivo, transferido ou provisório)
IMPORTANTE: Somente quem estiver em situação regular no CRCSC poderá votar. Como situação regular entende-se o profissional com registro ativo no CRCSC e sem débito de qualquer natureza. No caso de parcelamento, estando em dia, o profissional estará apto para votar.
• ELEITORES EM TRÂNSITO
Há duas situações:
1) Com registro em outros Estados:
Não votam no CRCSC. Devem votar no CRC do seu registro definitivo ou provisório.
2) Com registro no CRCSC:
Estes se estiverem em dia, deverão votar pela Internet, em qualquer local. Se em débito, devem antes regularizar a sua situação no CRCSC para que possam votar.
• NÃO-VOTANTES SE SUJEITAM À MULTA
Quem deixar de votar e não justificar a sua ausência dentro de 30 dias estará sujeito à multa de R$ 84,00, de acordo com o estabelecido pela Resolução CFC nº 975/03, com as alterações da Resolução CFC nº 1.169/09.
• JUSTIFICATIVA POR AUSÊNCIA À ELEIÇÃO
A justificativa por omissão de voto deverá ser apresentada ao CRCSC, pelo profissional, após a votação, ou seja a partir de 13/11/09 até 12/12/09. A justificativa somente poderá ser considerada se enquadrada em uma das seguintes situações:
1) impedimento legal ou força maior;
2) enfermidade;
A justificativa poderá ser apresentada por correspondência ou por meio eletrônico. Neste caso, pelo próprio sistema de votação via Internet.

Portaria Interministerial nº 2906, de 23 de Novembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:17 hs. 
Certifica 6 unidades hospitalares como Hospital de Ensino.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2005.pdf 
Fonte: DOU n.º 224 - 24.11.2009 

Empresa que pagou pós-graduação recebe verba de volta
Fonte: OAB Notícias
O caso é de uma trabalhadora que fez curso de pós-graduação e pediu demissão antes de prazo acertado quanto à sua permanência na empresa. O empregador descontou das verbas rescisórias os valores que havia investido na formação de sua funcionária – o que a levou a ajuizar ação trabalhista, alegando abuso de direito e alteração ilícita de contrato.
Contratada pela Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) como técnica em computação, ela conseguiu fazer curso de especialização em desenvolvimento de software, proposto pela empresa em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Para isso deveria aderir a um termo de compromisso que a obrigava a manter o contrato em vigor pelo período de um ano após a conclusão do curso. Mas a profissional pediu demissão antes do prazo e, por esse motivo, a empresa descontou, a título de indenização, os valores gastos no curso de pós-graduação.
A 22ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) e o TRT negaram o pedido da trabalhadora, sob o fundamento de que o investimento na melhoria da formação profissional dos empregados justificaria, sim, garantias ao empregador, além de expressar retorno à sociedade diante dos gastos efetuados pelo Estado. Inconformada a técnica recorreu ao TST, mediante recurso de revista.
O ministro Guilherme Caputo Bastos, que relatou a matéria na Sétima Turma, considerou não haver afronta aos artigos da CLT que proíbem alterações prejudiciais aos contratuais empregatícios e impedem descontos indevidos aos salários. Para ele, o exercício de autonomia da vontade por parte do trabalhador trouxe vantagens proporcionais, senão superiores, à contrapartida a que se obrigou. A conduta do trabalhador que aceita os termos negociados, usufrui as vantagens a ele proporcionadas, no entanto recusa-se injustificadamente a cumprir sua obrigação e frustra a justa expectativa da parte contrária, prossegue o ministro, ofende a boa-fé objetiva. Assim, conclui, o desconto, bem como o ajuste, não ofende, neste caso, qualquer norma de proteção ao trabalhador e, portanto, deve ser considerado válido. Com esse entendimento, a Sétima Turma negou o recurso da técnica em computação e manteve decisão do TRT. (AIRR-111486/2003-900-04-00.2)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Governo quer zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010
Fonte: Clipping Educacional Folha Online, 21/11/2009 - São Paulo SP
Agência Brasil 
Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais. A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.
"Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão  da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros", afirmou Fabiano dos Santos. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios em 2007, revela que o brasileiro não frequenta bibliotecas. Esta foi a resposta dada por 73% dos entrevistados, que representam 126 milhões de pessoas. Os argumentos vão desde a falta de interesse ou hábito pela leitura (24%) à ausência de uma biblioteca próxima (16%). Mesmo os leitores não têm o hábito de ir à biblioteca, como afirmaram 58% dos entrevistados, que representam 55 milhões de brasileiros.
Por outro lado, 52,8 milhões ou  55% dos leitores entrevistados informaram que, além de emprestar livros, usam as bibliotecas como ambiente de pesquisa e estudo. Já 15,9 milhões de brasileiros leitores ou 17% dos entrevistados vão às bibliotecas para ler por prazer. Para atingir a meta de zerar o número de municípios sem biblioteca, o governo federal contratou a Fundação Getulio Vargas para fazer um mapeamento. O problema, de acordo com o diretor do Livro, Leitura e Literatura do MEC, é que nem todas as administrações municipais são parceiras. "Depois de uma eleição, é comum ver a antiga biblioteca da cidade transformada em posto de saúde", afirmou Fabiano dos Santos. 

Nova normatização de tributação previdenciária observação às IES filantrópicas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:17 hs. 
Publicada na última terça-feira, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa RFB n.0 971, de 13 de novembro de 2009, Dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas à Previdência Social e as destinadas a outras entidades ou fundos, administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2009/in9712009.htm
Após a criação da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), nova denominação da Secretaria da Receita Federal (SRF), e com a extinção da Secretaria de Receita Previdenciária (SRP), por força da Lei n.0 11.457, de 16 de março de 2007, este é o primeiro ordenamento que reúne todas as questões relacionadas à tributação previdenciária, tais como: conceito, definição e cadastro dos contribuintes da Previdência Social; obrigações previdenciárias – principal (fato gerador, base de cálculo, alíquota, vencimento, etc) e acessórias (GFIP, Cadastro Específico de INSS (CEI), encerramento de matrículas, Declaração e Informação Sobre Obra (DISO), Aviso para Regularização de Obra (ARO), entre outros); responsabilidade tributária; solidariedade; retenção, deduções; normas e procedimentos específicos; riscos ocupacionais no ambiente de trabalho; procedimentos adotados pela fiscalização da SRFB; formas de constituição do crédito previdenciário, entre outros.
Reserva, ainda, capítulo para as empresas optantes pelo Simples Nacional, além do tratamento específico para as empresas em Regime Especial, tais como: em processo de falência; concordata; recuperação judicial e extrajudicial; intervenção e liquidação extrajudicial.
Chama-se a atenção para o Capítulo reservado às entidades isentas das contribuições sociais, consoante os artigos 227 a 247, que versam sobre o processo de isenção das contribuições previdenciárias patronais (a cargo da empresa), direito adquirido e remissão, cabendo destaque a seguinte Seção:
Seção VI
Do Direito Adquirido
Art. 240. O direito à isenção foi assegurado até 31 de outubro de 1991 à entidade que, em 1º de setembro de 1977, data da publicação do Decreto-Lei nº 1.572, de 1º de setembro de 1977, atendia aos requisitos abaixo:
I - detinha Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos (CEFF) com validade por prazo indeterminado;
II - era reconhecida como de utilidade pública pelo Governo Federal;
III - os diretores não percebiam remuneração;
IV - encontrava-se em gozo de isenção das contribuições previdenciárias.
§ 1º A entidade cuja validade do CEFF provisório encontrava-se expirada teve garantido o direito previsto no caput, desde que a renovação tenha sido requerida até 30 de novembro de 1977, e não tenha sido indeferida.
§ 2º O disposto no caput também se aplica à entidade que não era detentora do Título de Utilidade Pública Federal, mas que o tenha requerido até 30 de novembro de 1977 e esse requerimento não tenha sido indeferido.
§ 3º A entidade cujo reconhecimento de utilidade pública federal fora indeferido ficou sujeita ao recolhimento das contribuições sociais, a partir do mês seguinte ao da publicação do ato que indeferiu aquele reconhecimento.
§ 4º O direito à isenção adquirido pela entidade não a exime, para a manutenção dessa isenção, do cumprimento, a partir de 1º de novembro de 1991, das disposições do art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991, com exceção do disposto no seu § 1º.
Art. 241. Medida Provisória nº 446, de 7 de novembro de 2008, vigorou no período de 10 de novembro de 2008 a 12 de fevereiro de 2009, e gerou os efeitos seguintes:
I - os requerimentos de reconhecimento de isenção protocolizados perante a RFB, pendentes de apreciação até 10 de novembro de 2008, seguirão o rito estabelecido pela legislação precedente;
II - no período de 10 de novembro de 2008 a 12 de fevereiro de 2009, a entidade certificada pela autoridade competente na forma da Medida Provisória nº 446, de 7 de novembro de 2008, faz jus à isenção a contar da data de sua certificação, desde que atendidos, cumulativamente, os requisitos previstos no art. 28 da Medida Provisória nº 446, de 7 de novembro de 2008;
III - a partir de 13 de fevereiro de 2009, a entidade deverá requerer o reconhecimento de isenção como disposto no art. 229;
IV - os Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) que expiraram no prazo especificado no caput foram prorrogados por 12 (doze) meses, desde que a entidade mantenha os requisitos exigidos pela legislação vigente à época de sua concessão ou renovação.
Nota-se, entre outras questões não menos relevante a validação, já no referido ordenamento jurídico, acerca dos efeitos legais produzidos pela Medida Provisória n.0 446, de 2008, coadunando-se com o entendimento firmado pela Advocacia Geral da União (AGU), nos termos da NOTA DECOR/CGU/AGU N.0 180/2009-JGAS, aplicada pelo Ministro de Estado da Previdência Social nos processos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS), a qual resultou nos deferimentos dos pedidos de registro e de certificação pendentes de julgamento à época, arquivamento de recursos interpostos contra as renovações de CEAS e das representações administrativas.
Desta forma, ficam revogadas a partir do dia 17.11.2009 (data da publicação da IN RFB n.0 971, de 2009) a IN MPS/SRP n.0 3, de 2005, com exceção dos artigos 743 e 745, cuja revogação ocorrerá a partir de 16 de fevereiro de 2010; a IN MPS/SRP n.0 4, de 2005; a IN MPS/SRP n.0 5, de 2005; a IN MPS/SRP n.0 6, de 2005; a IN MPS/SRP n.0 14, de 2006; a IN MPS/SRP n.0 20, de 2007; a IN MPS/SRP n.0 23, de 2007, com exceção do artigo 30; a IN MPS/SRP n.0 24, de 2007; a IN RFB n.0 739, de 2007; a IN RFB n.0 761, de 2007; a IN RFB n.0 774, de 2007; a IN RFB n.0 785, de 2007; a IN RFB n.0 829, de 2008; a IN RFB n.0 836, de 2008; a IN RFB n.0 851, de 2008; a IN n.0 889, de 2008; a IN RFB n.0 910, de 2009; e a IN RFB n.0 938, de 2009, que disciplinavam anteriormente o tema.
Marcelo Aparecido Batista Seba - Advogado sócio-administrador da SEBA Sociedade de Advogados, especialista em Direito Tributário pelo Centro Universitário do Distrito Federal – UniDF / ICAT – Instituto de Cooperação e Assistência Técnica; e-mail: marcelo@sebaadvogados.com.br; 
Fonte: CM Consultoria - Marcelo Seba 

Militantes do movimento negro pedem direito de participar de julgamento de cotas raciais no STF
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 20/11/2009
Alex Rodrigues da Agência Brasil em Brasília 
Estudantes e entidades sociais favoráveis às cotas raciais protocolaram nesta sexta (20), no STF (Supremo Tribunal Federal), um pedido para participar como parte interessada no processo movido pelo partido Democratas (DEM) contra o sistema de cotas raciais adotados pela Universidade de Brasília desde 2004. Protocolada pelo MNU (Movimento Negro Unificado), a iniciativa reúne entidades como o AfroAtitude, Enegrecer, Fórum de Mulheres Negras, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira) e o Diretório Central dos Estudantes da UnB (Universidade de Brasília). Para a coordenadora estadual do MNU, Jacira da Silva, as cotas ampliaram as perspectivas dos estudantes negros, levando maior pluralidade à universidade sem prejudicar o nível de ensino. Ainda assim, ela afirma que há uma grande resistência ao sistema, inclusive dentro da própria universidade, e que os alunos cotistas se sentem intimidados. "A sociedade tinha que ser solidária em vez de querer extinguir [as cotas]. Precisamos de políticas de ações afirmativas para garantir o acesso de uma população que representa mais da metade da sociedade brasileira e as cotas são um nada diante do que nós, descendentes de africanos, temos direito", disse Jacira à Agência Brasil.
O DEM pede na Arguição de  Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que protocolou no STF, em julho deste ano, que a Corte declare a inconstitucionalidade dos atos que resultaram na instituição do sistema de cotas na UnB. O partido sustenta que a reserva de 20% das vagas oferecidas pela instituição para estudantes negros e afrodescendentes viola princípios constitucionais como os que preveem a igualdade nas condições de acesso ao ensino e o que proíbe o preconceito de cor e a discriminação. A liminar solicitada pelo DEM foi negada pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, com base em pareceres da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da AGU (Advocacia-Geral da União), que entenderam que a adoção de cotas é constitucional. No entanto, ao analisar o recurso de um estudante, o ministro Ricardo Lewandowski concluiu que o tema ultrapassa o interesse individual e decidiu convocar uma audiência pública para debater o assunto com especialistas e pessoas com experiência em matéria de políticas de ação afirmativa no ensino superior. A audiência está agendada para os dias 3 a 5 março do próximo ano.
O estudante autor do recurso reclama que, embora tenha atingido uma pontuação maior que a de outros candidatos admitidos por meio do sistema de cotas, não  conseguiu ingressar na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), instituição que destina vagas aos estudantes provenientes do ensino público. A aluna cotista do curso de antropologia da UnB e membro do Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal, Natália Maria Alves Machado, defende as cotas. "As cotas vão além do simples acesso à educação. Estamos falando em um fazer científico mais representativo, em maior representatividade nas instâncias de poder, em discutir como as instituições e as tradições são construídas. A maioria dos estudantes cotistas se tornam multiplicadores da causa negra formando uma ampla rede que tem reflexos psíquicos, filosóficos, políticos, culturais, sociais e econômicos." Já a antropóloga, estudante de mestrado na UnB e integrante do Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas, Paula Balduíno de Melo, acredita que as cotas são uma ação pontual que não exclui a necessidade de outras iniciativas que melhorem o ensino. "Acho que a gente tem que também investir na educação de base, mas se fizermos apenas isso, levará muito tempo para que as pessoas [negras] cheguem à universidade e só daqui a muitos anos nós começaremos a mudar esse quadro de exclusão da população negra. Por isso as cotas são importantes como uma medida emergencial." 

A internet deve ser uma aliada na formação de leitores, diz Ministério da Cultura
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 22/11/2009
Lísia Gusmão da Agência Brasil em Brasília 
Crianças e jovens entre 5 e 17 anos leem três vezes mais que os adultos, mas 45% afirmam que o fazem por obrigação. Apenas 26% consideram o hábito da leitura um prazer. Os dados, que estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2007 com 5.012 pessoas em 311 municípios, indicam que o jovem leitor não manterá o hábito da leitura depois de concluída a fase escolar. A diretora editorial da Editora Record, Luciana Villas-Boas, avalia que, embora envolvidos com os meios eletrônicos, os jovens estão cada vez mais interessados nos livros. Segundo ela, mesmo quando já tiveram acesso ao texto na internet, o jovens não abrem mão da relação física com a   obra. "O livro é melhor. Além do prazer, a relação física com a obra influencia a absorção do conhecimento e os jovens perceberam isso", disse Luciana Villas-Boas.
Na tentativa de ampliar o acesso ao livro e incentivar a formação de leitores, o Ministério da Cultura trata a internet como "aliada". A modernização das bibliotecas públicas inclui a instalação de centros digitais. "Nada substitui o livro. Não vamos cair na armadilha de opor a internet ao livro. Mas, inevitavelmente, a internet leva o jovem ao universo da leitura e da escrita", afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos. O   brasileiro, segundo Luciana Villas- Boas, da Editora Record, segue as modas internacionais. Com o jovem, afirma, não é diferente. "E somos cobrados sempre que há demora na publicação de uma série. O jovem já leu na internet, mas quer o livro", explica. Para Fabiano dos Santos, é importante estimular a leitura de qualidade, mas a formação do hábito é fundamental. "Por isso, tratamos a internet como aliada", afirma. "A leitura é fundamental para o desenvolvimento humano. É um elemento de inclusão social. Quem lê, amplia seus conhecimentos e sua capacidade de crítica. Ao fim de um livro, você não é mais o mesmo", completou. 

Tendências Pedagógicas Brasileiras: um olhar holístico
Fonte: Clipping Educacional Consae Revista Gestão Universitária, Edição 210
Alexsandro Rosa Soares 
É necessário discutir a reformulação da visão de educação de todos aqueles personagens comprometidos com o ato de ensinar e o ato de aprender. (SOARES, p.19, 2003). Fundamentar um processo educacional é uma tarefa que exige historicidade, embasamento teórico e muita reflexão acerca de várias entrelinhas existentes no processo de evolução educacional brasileiro. Sabe-se que a educação é um processo sócio-cultural que busca através da individualidade uma junção entre o Ser e o que está ao seu redor. Quão importante é, promover uma análise precisa do cenário educacional desde os últimos tempos e o reconhecimento do papel da universidade no que diz respeito a reconstrução de uma sociedade capitalista e neoliberal. Procurou-se através deste texto tecer uma linha coerente da história educacional do país, até os dias atuais, onde a busca por uma educação de qualidade está atrelada às condições sócio-econômicas da população, bem como as vantagens adquiridas por uma elite dominadora. Se levarmos em conta que o mundo vivia, à época, um momento de crescimento industrial e de expansão urbana e que a Escola Nova veio com o intuito de promover uma educação para todos, com a filosofia de igualdade entre os homens e do direito de todos à educação; podemos constatar várias entrelinhas no discurso de uma escola verdadeiramente nova. Além de raízes da Pedagogia tradicional, totalmente centrada no professor com a mera transmissão de conhecimento; ainda encontramos alguns pontos incomuns no processo de aquisição desta nova filosofia e/ou tendência educacional.
No que diz respeito a vantagens, podemos citar que a Escola Nova veio com o intuito de promover um processo de evolução educacional associado à evolução industrial da época, buscando um novo formato de educação, onde o ponto chave da prática educativa era o aluno e o seu cotidiano. Contudo, desvantajosamente percebe-se que ainda existe a questão da transmissão do conhecimento por si só, bem como a dicotomia entre a necessidade de aprender fazer e a desnecessidade de saber, deixando de lado o embasamento teórico que é necessário para o ato prático qualitativo. Em relação à Pedagogia Tecnicista, o próprio nome já nos informa a negatividade desta Pedagogia. Com um ensino totalmente técnico, modelador do comportamento humano, não levando o indivíduo a criticidade de analisar as informações, esta pedagogia transforma o indivíduo em mero expectador do processo de aprendizagem, passivo a toda informação que lhe é transmitida. Como nessa concepção, o homem é considerado um produto do meio, a educação fica a mercê de teorias infundadas e que não acrescentam em nada no conhecimento humano. Nesta Pedagogia a educação é trabalhada de forma mecanizada e manipuladora, para que o indivíduo se integre na máquina do sistema social global.
Talvez pudéssemos dizer que a pedagogia crítico-social dos conteúdos seja uma tendência evolutiva da pedagogia libertadora, pois ambas tratam a educação como uma ferramenta de mobilização dos seres humanos para uma protagonização social e política. Ambas preocupam-se com a transposição dos muros escolares, levando a educação direcionada nas escolas para os espaços públicos. No entanto, a pedagogia crítico-social opõe-se no que diz respeito a falta de relevância da pedagogia libertadora ao lidar com o  saber elaborado, que foi adquirido por toda a vida, diariamente, buscando respaldo não somente na atualidade, mas nas questões sociais da história sócio-política do país. Como se comparou no parágrafo anterior, ambas tem semelhanças em suas filosofias pedagógicas. Discutem e enfatizam a necessidade de uma educação social, buscando sempre uma conscientização escamoteada das camadas sociais, mas ainda não se libertando por completo das raízes tradicionalistas. Uma enfatizando as questões sociais mais atuais, e a outra, indo além, buscando considerações em processos históricos e políticos passados. Existe ainda a esperança de que a educação brasileira tenha um futuro mais promissor e pode-se crer que sim. Para que isso ocorra têm-se a necessidade do AGIR, no sentido pleno deste sintagma. Estudos já foram feitos, artigos científicos já foram escritos, embasamento teórico existe, no entanto de nada adiantará se não colocar-se em prática as teorias aprendidas. O ato de agir é imprescindível para que a educação brasileira seja verdadeiramente de forma igualitária à todos, sem qualquer distinção e privilégio. Já passamos por diversas tendências educacionais, que na maioria das vezes foram deturpadas e não concluíram o seu objetivo principal, e o mais incrível é que só passamos por estas, mas não participamos ativamente para que as mesmas tenham sucesso no processo de reconstrução educacional e conseqüentemente social.
Quando afirma-se que: O saber científico e técnico é um saber neutro; que o saber científico e técnico é um saber crítico; que o saber científico e técnico é um saber superior; que o papel da universidade é produzir e transmitir o saber técnico e que a universidade atende aos interesses da sociedade; mais do que um equívoco observamos uma manipulação elitizada do saber e a re-afirmação de que a educação desde os tempos passados é defensora de uma camada social elitista, dominadora da sociedade política. Ambas afirmações refletem a dominação das camadas sociais e expressam o verdadeiro interesse da classe dominante (centralizar o conhecimento). Sabe-se que a educação brasileira está há muito tempo vinculada a uma padronização tradicionalista de transmissão dos conteúdos. Formas reprodutivas, tecnicistas, mecânicas, que não acrescentam em nada na evolução humanística do indivíduo. Através da interdisciplinaridade o educador recebeu uma nova ferramenta com várias possibilidades de apresentação e contextualização dos conteúdos. Como a interdisciplinaridade ocorre quando, ao tratar de um assunto dentro de uma disciplina, você lança mão dos conhecimentos de outra, pode-se observar que sua função é integrar e agregar cada vez mais conteúdos, de forma bem diversificada, possibilitando um aprendizado mais eficaz. Podemos dizer que a interdisciplinaridade é importante para que ocorra a articulação entre as disciplinas proporcionando que o conhecimento do aluno seja global, e não fragmentado.
A principal vantagem da contextualização de conteúdos é a motivação que o aluno adquire por dar praticidade ao que se aprende nos bancos escolares, promovendo uma relação direta com o que se vivencia. A metodologia contextualizada serve como uma ferramenta de estímulo e interacionalidade na sala de aula, unido professor e aluno num compartilhar de experiências que podem facilitar o processo   ensino-aprendizagem. Paulo Freire (1996) diz que: “Me movo como educador, porque primeiro me movo como gente”, esta frase nos revela diretamente o porquê da importância do educador na reconstrução para uma educação cidadã. Baseado na primícia de autonomia e integração a escola cidadã surge para defender a democratização do ensino, de forma pedagógica e criativa. Na Escola Cidadã os alunos têm liberdade de escolha e de decisão, discutindo coletivamente a forma de melhorar a vida escolar e defendendo a reconstrução da escola tradicionalista, para uma escola autônoma e participativa, onde todos têm voz; onde todos podem compartilhar de seus conhecimentos e de suas filosofias particulares, buscando uma hegemonia social em meio a tanta heterogeneidade e acima de tudo a evolução da passividade para a protagonização no espaço educacional.
Se constatarmos que o pensamento complexo tem como princípio a compreensão dos contrários sem a necessidade de exclusão, pode-se afirmar que este é um conhecimento sustentado na busca pelo “todo” e para as “partes” buscando relações entre elas, sabendo que o “todo” é diferente da soma das “partes” e estas por sua vez são diferentes do “todo”, chegando à reafirmação de que por mais interacionados que estejam, a individualidade não poderá ser deixada de lado. Segundo Crema (apud Stigar, 2008) a complexidade pode ser definida e entendida como uma escola filosófica que vê o mundo como um todo, integral, indissociável e propõe uma abordagem multidisciplinar para a construção do conhecimento. A complexidade pressupõe mudanças, em todos os âmbitos. Daí pode-se extrair a importância e a necessidade do pensamento complexo dentro da educação brasileira. Faz-se a cada dia mais necessário obter um olhar holístico sobre o “todo”, não descartando as “partes”, promovendo uma contextualização entre ambos, na busca de uma educação de qualidade, voltada para o ser humano enquanto indivíduo social, político e principalmente, psicológico. Precisa-se sim, de se repensar a reconstrução da universidade brasileira, buscando habilitar, capacitar, especializar e socializar cada vez mais o profissional no mercado de trabalho.
CONCLUSÃO - Há muito tempo há uma discussão em torno do processo educativo existente no Brasil e as tendências pedagógicas que surgem com propostas tentadoras, a fim de se democratizar o ensino. Sabe-se que é de extrema importância estas discussões, para que consiga-se uma evolução notória e funcional do sistema educacional vigente. Em contrapartida, se respaldarmos, nos diversos níveis de evolução educacional adquiridos até o momento, verificaremos que precisamos além da reflexão, partirmos para uma prática efetiva, para promover uma releitura da universidade brasileira totalmente voltada para o progresso do país, com um atendimento educacional igualitário à todos, o que é imprescindível para obtermos uma ruptura da elitização do acesso a educação de qualidade e funcional. Enfim, podemos concluir que a busca por uma educação cidadã, realista e funcional é urgentemente e necessária para a reconstrução da universidade brasileira, e por conseguinte, da educação brasileira. E além disso, constata-se que as tendências pedagógicas são de extrema valia para que este processo evolutivo seja verdadeiramente em prol de benefícios à todos. 

Portaria Interministerial nº 1082 de 20 de Novembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs. 
Dispõe sobre a criação da Rede Nacional de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada - Rede CERTIFIC.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2004.pdf 
Fonte: DOU n.º 223 - 23.11.2009 

Educação e Constituição
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:44 hs. 
As novas gerações hão de notar o sentido progressista em que foi reescrito o capítulo consagrado à educação em nossa lei maior
UMA BOA maneira de julgar a atuação de um governante numa área específica é avaliar as mudanças constitucionais avalizadas por sua base de sustentação, sem a qual é impossível aprovar uma emenda constitucional, com ou sem o apoio da oposição.
O governo Lula aprovou, com o apoio da oposição, duas emendas constitucionais (nº 53 e nº 59) que alteraram significativamente oito dispositivos da maior relevância para a educação.
1) Obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos. Nesse particular, nossa Constituição está entre as mais avançadas do mundo. Em editorial, esta Folha defendeu a seguinte tese: "Falta uma medida ousada, como estender a obrigatoriedade para todo o ensino básico, até a terceira série do nível médio". Cinco meses depois, a emenda constitucional promulgada vai além, ao garantir a universalização da pré-escola, sem o que a obrigatoriedade do ensino médio se tornaria pouco factível.
2) Fim da DRU da educação. A Desvinculação de Receitas da União retirava do orçamento do MEC, desde 1995, cerca de R$ 10 bilhões ao ano. Depois da tentativa frustrada de enterrá-la por ocasião da prorrogação da CPMF, em 2007, o Congresso finalmente pôs fim à DRU, valendo-se dos últimos três orçamentos de responsabilidade do governo Lula.
3) Investimento público em educação como proporção do PIB. O atual Plano Nacional de Educação (PNE 2001-2010) previra a "elevação, na década, por meio de esforço conjunto da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, do percentual de gastos públicos em relação ao PIB, aplicados em educação, para atingir o mínimo de 7%".
O dispositivo foi vetado, em 2001, com o seguinte argumento: "Estabelecer, nos termos propostos, uma vinculação entre despesas públicas e PIB, a vigorar durante exercícios subsequentes, contraria o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal".
A saída para o próximo PNE foi aprovar norma de hierarquia superior. Com a emenda constitucional nº 59, torna-se obrigatório o "estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do PIB".
4) Piso salarial nacional do magistério. O Pacto pela Educação, firmado em 1994 no Palácio do Planalto, previa a fixação de um piso salarial para todos os professores do país. Renegado, o compromisso, enfim, tornou-se realidade. Em 1º de janeiro de 2010, o piso deverá ser totalmente integralizado e observado por todos os Estados e municípios.
5) Fundeb. O Fundo da Educação Básica, que substituiu o Fundef, multiplicou por dez a complementação da União que visa equalizar o investimento por aluno no país, além de incluir as matrículas da educação infantil, do ensino médio e da educação de jovens e adultos, desconsideradas pelo fundo anterior, restrito ao ensino fundamental regular.
6) Repartição e abrangência do salário-educação. Os recursos do salário-educação, mais do que duplicados, antes destinados apenas ao ensino fundamental, podem, agora, financiar toda a educação básica, da creche ao ensino médio, e sua repartição passou a ser feita entre Estados e municípios pela matrícula, diretamente aos entes federados.
7) Ensino fundamental de nove anos. As crianças das camadas pobres iniciam agora o ciclo de alfabetização na mesma idade que os filhos da classe média, aos seis anos, garantindo-se o direito de aprender a ler e escrever a todos.
8) Extensão dos programas complementares de livro didático, alimentação, transporte e saúde escolar, antes restritos ao ensino fundamental, para toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Pode soar inacreditável, mas, até 2005, os alunos do ensino médio público não faziam jus a nada disso.
Mesmo que fosse possível deixar de lado as reformas infraconstitucionais no nível da educação básica, profissional e superior enfeixadas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), a profundidade dessas mudanças estruturais já justificaria um governo.
No tempo certo, as novas gerações se debruçarão, com o distanciamento devido, sobre um evento tão cheio de significado histórico quanto a presidência de Lula, suas semelhanças e colossais diferenças, e hão de notar o sentido progressista em que foi reescrito o capítulo consagrado à educação na nossa lei maior.
FERNANDO HADDAD, 46, advogado, mestre em economia e doutor em filosofia, é professor de ciência política da USP e ministro da Educação.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br 
Fonte: Folha de São Paulo 

O que de fato pode revolucionar a educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs. 
A Finlândia oferece à sua população aquela que é considerada a melhor educação entre todos os países do mundo. Esse nível de excelência alcança tanto a universidade, como o ensino nos níveis médio e primário. Tais resultados decorrem, acima de tudo, da qualidade de seus professores, das instalações de suas escolas, da adequação de seus currículos, do número de horas efetivas de aulas e da seriedade dos processos de avaliação da aprendizagem.
Que bom seria se professores brasileiros pudessem dar um depoimento parecido com este que ouvi de um professor de primeiro grau finlandês: "Como educador, sou bem remunerado, sinto-me integrante da classe média, tenho casa própria, automóvel, sei que terei uma aposentadoria decente e que meus filhos poderão estudar nas melhores escolas. A sociedade me respeita e reconhece o valor de minha contribuição para o futuro das crianças e jovens de meu país".
Ao visitar a Finlândia no ano passado, minha maior surpresa foi notar que suas escolas não revelam nenhuma paixão especial pelo computador ou pela banda larga. É claro que seus educadores consideram esses recursos tecnológicos importantes, mas afirmam que eles devem ser utilizados na dose certa, no momento exato e de modo correto.
Um dos exemplos desse uso correto é o curso que a escola de nível médio ministra a garotos e adolescentes na Finlândia e em outros países da Europa, para prepará-los para o uso competente do computador e da internet, fornecendo-lhe, ao final, o certificado chamado computer driving license, por analogia com a carteira de habilitação de motorista. Seria muito bom que as crianças brasileiras dispusessem de cursos periódicos semelhantes.
UM LAPTOP POR ALUNO?
Não tenho dúvida de que a maioria das pessoas que defende o projeto de Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês One Laptop Per Child) para o Brasil e outros países emergentes, são pessoas bem-intencionadas e idealistas. Mas basta refletir um pouco mais para se comprovar a fragilidade desse projeto.
Sejamos realistas. A maioria das crianças não poderá levar seu laptop à escola sem correr o risco de assalto no caminho, em especial em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os que conseguirem chegar à escola com a máquina, serão, com certeza, tentados a navegar pelos sites mais inadequados durante as aulas. Nesse caso, o laptop será muito mais um elemento de dispersão da atenção do aluno do que uma boa ferramenta de ensino. A experiência finlandesa mostra claramente que o computador, quando usado rotineiramente em sala de aula, sem critério, não traz nenhum benefício para a aprendizagem. Pelo contrário, prejudica o aproveitamento escolar do aluno.
É claro que muitas escolas poderão oferecer a seus alunos acesso a terminais de computadores de uma rede local, com recursos audiovisuais e didáticos, para o ensino de geografia, história, matemática, física, química, biologia, literatura e outras matérias, a partir de projetos pedagógicos bem concebidos.
Nesse sentido, seria útil e desejável que os garotos aprendessem a usar em casa alguns aplicativos para a aprendizagem de certas matérias. Conheço pais que usam o Google Earth para ensinar geografia a seus filhos. Ou astronomia com um programa tão atraente quanto o Starry Night (Noite Estrelada). Na escola, esses e muitos outros recursos de software poderiam ser adotados para ilustrar aulas, mas sempre sob estrita orientação do professor.
NÃO HÁ MILAGRE
Esperar que a simples disponibilidade do computador e da internet de banda larga na escola deflagre uma revolução na qualidade do ensino é mais que ingenuidade. Nenhuma ferramenta ou tecnologia tem esse dom mágico.
Na verdade, a grande revolução educacional que um país pode realizar é resultado da combinação de um conjunto de fatores tão conhecidos como: a) investimentos públicos prioritários em educação; b) melhor formação e atualização do professor; c) remuneração condigna e a perspectiva de uma carreira atraente ao educador; d) melhoria constante do ambiente escolar, dando-lhe mais segurança e funcionalidade; e) especial atenção à saúde e à nutrição dos alunos; f) atualização permanente dos currículos e do material didático; g) envolvimento direto da família e da sociedade no problema da educação.
Esse último aspecto me preocupa de modo especial, pois a maioria dos pais brasileiros não acompanha de perto a vida de seus filhos na escola, não conhece sequer seus professores, nem sabe o que suas crianças fazem na internet.
No Brasil, vivemos um momento paradoxal. Sem realizar nenhuma reforma em profundidade da educação no País, o governo federal anuncia um projeto no mínimo eleitoreiro: a distribuição de centenas de milhares de laptops e a instalação de terminais de acesso de banda larga à internet em todas as escolas de primeiro e segundo graus do País.
Os resultados efetivos desse projeto para a educação serão quase nulos. Como sempre, a maioria dos políticos e governantes só pensa em obter votos e não está interessada nas melhores soluções para o País.
Ethevaldo Siqueira 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Refis IV ou refis da crise: novas regras de deferimento do pedido de parcelamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:26 hs. 
Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 20.11.2009, a Portaria Conjunta PGFN/RFB n.0 13, de 2009, que Dispõe sobre as informações acerca do deferimento do requerimento dos parcelamentos de que tratam os arts. 1º a 13 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, e dá outras providências.
Prevê o referido ordenamento que a partir do dia 14.12.2009, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizarão, em seus sítios na Internet, nos endereços http://www.pgfn.fazenda.gov.br e http://www.receita.fazenda.gov.br, as informações sobre o deferimento do requerimento de adesão aos parcelamentos ou ao pagamento à vista com utilização de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL, retroagindo à data do requerimento de adesão os efeitos deste deferimento.
Dispõe também acerca do prazo para desistência de impugnação ou recurso administrativo ou de ação judicial em relação aos débitos que se encontram com exigibilidade suspensa ou garantidos por depósito administrativo ou judicial, o qual fica prorrogado para 28 de fevereiro de 2010.
O parágrafo 80 do artigo 18 da Portaria n.0 6, de 2009, que dispõe sobre a migração automática da modalidade de pagamento à vista ou parcelamento de que trata a Medida Provisória n.0 449, de 2008, passa a vigorar com a nova redação, a qual considera deferido o parcelamento na data em que o sujeito passivo concluir a apresentação das informações necessárias à consolidação, que terá por base a data de 30 de novembro de 2009.
Por fim, a Portaria Conjunta n.0 13, de 2009, revoga o artigo 19 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n.0 6, de 22 de julho de 2009, que tratava do deferimento do pedido de parcelamento na data em que o sujeito passivo concluísse a apresentação das informações necessárias à consolidação, bem como a retroatividade dos efeitos do deferimento à data do requerimento de adesão.
Vale lembrar que adesão ao novo parcelamento de débitos instituído pela União, que prevê benefícios de redução de juros e multa e abatimentos de parcelas despendidas em parcelamentos anteriores, além de utilização parcial de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL, encerra-se no próximo dia 30 de novembro, devendo ser realizada por meio eletrônico no site da PGFN ou da RFB.
** Link de acesso à Portaria Conjunta PGFN/RFB n.0 13, de 2009 http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Portarias/2009/PortariaConjunta/portconjuntaPGFNRFB013.htm 
Fonte: CM Consultoria - Marcelo Seba 

Instituições discutem futuro do ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:29 hs. 
O ensino superior privado foi tema ontem de um seminário realizado no Hotel Atlante Plaza, no bairro de Boa Viagem, no Recife. O evento intitulado “Educação Superior - Novos Rumos”, contou com representantes das instituições educacionais e do Conselheiro do Conselho Nacional de Educação.
A reunião foi promovida pelo Sindicato das Instituições particulares de Ensino do Estado de Pernambuco (Siespe).De acordo com o mediador do debate, o doutor em Direito, José Janguiê Bezerra Diniz, a categoria está mais unida em prol de melhorias. “Antes havia diversas associações isoladas, agora, já existe até uma Frente Parlamentar em defesa do ensino superior”, apontou. Para ele, o maior problema enfrentado hoje, pelas instituições é a política restritiva do Ministério da Educação (MEC). “O excesso de requisitos para a criação dos cursos os torna quase inviáveis.
É difícil conseguir professores que possam dedicar tempo integral e, em algumas regiões, com Mestrado e Doutorado. O MEC trata todas as faculdades e universidades de forma igual, não observa a diversidade de cada local”.Janguiê também criticou as avaliações feitas pelo órgão, como o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). “Não se pode usar apenas os alunos como critério até porque eles não são punidos e podem punir a faculdade caso queiram”, opinou. “Deviam ser levado em consideração itens como a infraestrutura e o projeto pedagógico”, disse.
Segundo o integrante do Conselho Nacional de Educação Milton Linhares, a avaliação do Ministério da Educação incentiva as faculdades particulares a melhorares sua qualidade de ensino. “Para que seus alunos tenham bom desempenho, elas se preocupam com a qualidade acadêmica e investem em um bom corpo docente e uma boa infraestrutura”, argumentou. Para ele, no entanto, o excesso de exigências para a regulamentação dos cursos dificulta a manutenção dos mesmos e, conseqüentemente, reduz o acesso às faculdades e universidades. 
Fonte: Folha de Pernambuco - PE 

Conferência Nacional de Educação - CONAE
Fonte: MEC
A CONAE acontecerá em Brasília, de 23 a 27 de abril de 2010, será precedida de Conferências Municipais, previstas para o primeiro semestre de 2009 e de Conferências Estaduais e do Distrito Federal programadas para o segundo semestre do mesmo ano. A Portaria Ministerial nº 10/2008 constituiu comissão de 35 membros, a quem atribuiu as tarefas de coordenar, promover e monitorar o desenvolvimento da CONAE em todas as etapas. Na mesma portaria foi designado o Secretário Executivo Adjunto, Francisco das Chagas, para coordenar a Comissão Organizadora Nacional.
A Comissão Organizadora Nacional é integrada por representantes das secretarias do Ministério da Educação, da Câmara e do Senado, do Conselho Nacional de Educação, das entidades dos dirigentes estaduais, municipais e federais da educação e de todas as entidades que atuam direta ou indiretamente na área da educação.
Link: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/conae/documento_referencia.pdf

STF suspende decisão que obrigava MEC a mudar data do Enem para alunos judeus
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:36 hs. 
O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu nesta segunda-feira a decisão que obrigava o MEC (Ministério da Educação) a marcar outra data, que não o sábado, para a aplicação da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para pelo menos 21 alunos de um colégio judaico de São Paulo.
O sábado é o shabat, dia em que os judeus descansam. Do pôr do sol da sexta ao pôr do sol do sábado, não trabalham, não dirigem e não escrevem. Vendo que seus alunos perderiam o Enem, o colégio Iavne, nos Jardins (zona oeste), apresentou a ação judicial, e o Tribunal Regional Federal deu razão à escola.
Entretanto, nesta segunda, o ministro Gilmar Mendes suspendeu a decisão do TRF alegando que o MEC, na ocasião da inscrição, oferecia a possibilidade de "atendimento especial por razões religiosas". O Supremo cita o exemplo dos estudantes da igreja Adventista do Sétimo Dia, que poderão fazer a prova do sábado após o pôr do sol. 
Fonte: Portal Aleba 

Educação profissional é estratégica para inserção do Brasil no mundo, afirma Lula
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:20 hs. 
Na abertura do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica nesta segunda-feira, 23, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a inserção do Brasil no cenário mundial tem como pré-requisito a formação do povo. “Nesse sentido, a educação profissional é estratégica”, ressaltou.
Segundo o presidente, mais importante do que o número de novas escolas criadas nos últimos sete anos – 96 até agora – é a mudança de paradigma que permitiu a melhoria da qualidade do ensino. Para debater as políticas públicas na área da educação profissional e tecnológica, estudantes, professores e especialistas de 16 países vieram a Brasília participar do fórum.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o fórum de educação profissional difere de outras conferências já realizadas porque os participantes vieram a Brasília voluntariamente, ao se inscreverem pela internet. “Todos aqui presentes são militantes da educação, que vieram discutir o que vai ajudar a construir um mundo diferente”, enfatizou.
A cerimônia de abertura teve as apresentações do Grupo Tholl Trupe Circense e da Escola de Teatro Bolshoi. O evento acontece ao longo da semana no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O público estimado é de 15 mil participantes.
A programação cultural, gratuita, lista 202 atividades, que vão de oficina de culinária a sessões de cinema e aulas de dança afro. As inscrições podem ser feitas até a próxima quarta-feira, 25, de 9h às 17h, no Centro de Convenções. O evento faz parte das comemorações dos 100 anos de criação das primeiras escolas federais de educação profissional e tecnológica.
Letícia Tancredi 
Fonte: MEC 

A classe C com diploma
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:07 hs. 
Aluno de baixa renda, geralmente os primeiros da família a chegar à universidade, mudam a cara do ensino superior
Carolina Stanisci, Elida Oliveira e Paulo Saldaña, especial para o Estadão.edu -
São PAULO - Eles estão mudando a cara do ensino superior no País. Os chamados universitários da classe C trabalham para pagar os estudos e demoram anos para iniciar o curso depois de concluir o ensino médio. Mas isso não importa: batalhadores, valorizam o fato de terem chegado à universidade – até porque, geralmente são os primeiros de sua família a conseguir isso.
Dos 5,9 milhões de estudantes de graduação no País, 31,4% têm renda familiar entre 1 e 5 salários mínimos. O número quase dobrou desde 2002, quando o porcentual era de 16,2%. Isso tem ocorrido graças a iniciativas oficiais, como políticas de cotas e o Programa Universidade para Todos (ProUni), mas também por causa de universidades que apostam nesse público, cobrando mensalidades baixas – que podem chegar a R$ 180.
O novo universitário brasileiro chamou a atenção da opinião pública na esteira do caso de Geisy Arruda, aluna de Turismo que virou celebridade após ter sido hostilizada, em 22 de outubro, pelos colegas do câmpus da Uniban em São Bernardo, ABC, por conta de seu vestido curto. O episódio provocou debates sobre os prós e contras da popularização do ensino superior. Para saber quem são esses estudantes, o Estadão.edu fez uma enquete em quatro universidades (Uniban, Estácio UniRadial, Uninove e Unip) e conversou com especialistas em pesquisa com universitários.
A consultoria Hoper, por exemplo, traçou um panorama do setor privado este ano tendo como base 378 instituições do País. Concluiu que, em 2012, os alunos das classes C e D serão a maioria nas universidades pagas, desbancando as classes A e B. Entre 2004 e 2008, a participação da classe C cresceu 53% e a da D, 95,3%. “Em 1996, com a entrada em vigor da Lei de Diretrizes e Bases, ficou menos burocrático criar curso universitário. E as classes C e D começaram a se inserir”, afirma Ryon Braga, presidente da Hoper.
Por trás dessas estatísticas estão universitários como Israel da Luz Barbosa Gomes, de 20 anos, um dos 419 mil bolsistas do ProUni. Israel cursa o 5º semestre de Engenharia Elétrica na Estácio UniRadial, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Caçula de cinco filhos, tem pais semianalfabetos. A mãe veio para a capital paulista do Paraná, para trabalhar como empregada doméstica quando tinha 15 anos. O pai, mineiro, sofre de hanseníase, e teve as pernas amputadas por causa do diabetes. Ex-operário, vive de bicos.“Foi por falta de oportunidade que meus irmãos não estudaram”, diz Israel, que sempre fez escola pública e trabalha como estagiário num banco. “Posso sair da UniRadial e não trabalhar com engenharia. Mas estarei feliz de ter cursado a universidade.”
“Enquanto o retorno esperado do universitário das classes A e B é ‘ter mais do que os meus pais me deram’, o da classe C é ‘ter o que os meus pais não tiveram”, afirma Paulo Seixas, da agência de pesquisa e marketing Namosca, que acabou de concluir estudo comparativo entre estudantes das classes A, B e C.
Como em geral vem de escolas públicas, essa turma de universitários pioneiros se impressiona com a infraestrutura. Em especial nas faculdades pagas, que investem em quadras e grandes espaços de convivência. “A infra nessas escolas do tipo ‘Uni’ é muito boa, chama a atenção”, diz Caio Romano, da agência de publicidade Mundo Universitário. Quando fala em “Unis”, Romano se refere a universidades que apostaram nesse público das classes C e D, como Estácio, Unip, Uniban e Uninove. “Em geral, elas conhecem bem seu público.”
Com 200 mil estudantes matriculados em todo o País, a Estácio de Sá, controladora da UniRadial, faz pesquisas anuais com seus alunos. Na última, constatou que 70% deles ingressam na universidade quatro anos depois de formados no ensino médio.
“Virei exemplo. As pessoas da minha família dizem: ‘Se você conseguiu, também vou fazer’”, diz Vanessa Castilho, de 30 anos. Filha de um pedreiro, ela abandonou dois cursos depois de passar no vestibular – “não tinha condições de fazer” – até conseguir bolsa para estudar Medicina na Uninove da Liberdade, centro. Vanessa está no 2º ano, mas diz que não se sente igual aos outros alunos do curso, cuja mensalidade supera R$ 3 mil. Preconceito? “Se falar que tenho um ‘melhor amigo’ na sala estarei mentindo. Apesar disso, sempre me respeitaram.”
Os anos de espera servem para juntar dinheiro ou estudar para o vestibular. Caloura do Jornalismo da PUC-SP, Álvara Bianca Teixeira, de 23, tentou por 5 anos o concorrido curso da USP. Estudava sozinha, sem cursinho. “Meu foco era total na USP.” Insistiu até descobrir que a PUC aceitava o ProUni. “Estar na faculdade é a melhor coisa que já fiz.”
Segundo o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, nem a crise do ano passado afetou a participação dos alunos da classe C e D na universidade. “Em 1992 só 4,5% da população podia dizer que frequentou ou frequenta curso superior. Em 2008, o porcentual é de 10,5%.”
Agora, o desafio da classe C é ir além da graduação. José Messias Santos, de 21, faz Jornalismo na Universidade do Estado do Rio (Uerj), graças às cotas raciais. “Se não fossem elas eu não passaria.” Ele conclui a graduação em dezembro e vai começar o mestrado. “Faço iniciação científica e isso despertou o interesse pela área acadêmica.”
Messias também se orgulha de não ser mais a única pessoa da família a chegar ao ensino superior. O irmão caçula entrou num curso de Informática – desta vez, sem precisar das cotas. COLABORARAM TAI NALON E DIANA DANTAS, ESPECIAL PARA O ESTADO. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Regulamentação da medicina?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:51 hs. 
A resolução do CFM é clara. É da preservação do campo de trabalho médico e do mercado de saúde que trata o projeto 7.703/2006
MUITAS MANIFESTAÇÕES contra e a favor do projeto de lei 7.703/2006, mais conhecido como "ato médico", estão sendo maciçamente divulgadas nos diversos meios de comunicação, mas poucos têm falado sobre a essência desse projeto: trata-se, na realidade, da regulamentação do mercado de saúde, e não da regulamentação da medicina, como querem fazer crer.
Segundo os defensores desse projeto de lei, há a necessidade de regulamentar a profissão, que seria a única dentre as demais da área que não está devidamente regulamentada. Será? A medicina foi uma das primeiras profissões a serem regulamentadas no Brasil, já em 1808, com o decreto imperial que fundou a primeira escola de medicina no país e que, a partir daquele momento, estabeleceu também as diretrizes dessa profissão. Em 1826, regulamentou-se a exclusividade de licenciatura às escolas de medicina. Em 1830, foi fundada a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, que, entre as várias incumbências, estabelecia as normas para o exercício da medicina.
Nos anos que se seguiram, foram editados vários outros decretos e leis, até que, em 13 de setembro de 1945, editou-se o decreto-lei 7.955 (posteriormente substituído pela lei 3.268, de 1957), que criou os conselhos federal e regionais de medicina.
Portanto, fica evidenciado que a profissão de médico há muito é regulamentada, já que o pré-requisito básico para a criação de um conselho profissional é a existência legal daquela profissão.
Então, por que regulamentar algo que já é regulamentado? A resposta para essa pergunta encontra-se na resolução 1.627/2001 do Conselho Federal de Medicina, que explicita os verdadeiros motivos da tão empenhada luta pela regulamentação da profissão: "considerando que o campo de trabalho médico se tornou muito concorrido por agentes de outras profissões (...); considerando que, quando do início da vigência da lei 3.268/57, existiam praticamente só cinco profissões que compartilhavam o campo e o mercado dos serviços de saúde (...)".
As frases compiladas da resolução 1.627/2001 do CFM, que deu origem ao projeto de lei do ato médico, falam por si só. É da preservação do campo de trabalho médico e do mercado de saúde que trata o projeto 7.703/2006. Temos lido e ouvido discursos nobres pela qualidade da saúde pública e da assistência de saúde à população.
Todas as profissões de saúde buscam por isso, mas sem reserva de mercado e dentro de suas competências. Uma vez que o projeto estabelece que o acesso aos serviços de saúde oferecidos pelas diversas profissões só poderá acontecer após uma consulta médica (é o que diz as linhas e entrelinhas do projeto de lei), os custos financeiros e sociais se elevarão de maneira geométrica.
Haverá uma pressão enorme pela elevação da remuneração médica. Planos de saúde repassarão aos usuários as novas despesas, encarecendo suas mensalidades. As consultas particulares sofrerão aumentos, pois, como qualquer outro serviço ou produto, os serviços médicos não escapam das leis de mercado.
Já a saúde pública, que, apesar de continuar trôpega, melhora seus índices a cada ano, sofrerá um golpe mortal, pois grande parte das políticas públicas interdisciplinares elaboradas nos últimos anos pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Saúde será destruída se esse projeto de lei for aprovado no Senado.
A assistência de saúde ficará refém daquele tipo de corporativismo que não mede esforços para fazer prevalecer seus ideais. Será que devemos desconsiderar a evolução técnica e científica que as profissões da saúde conquistaram em todos esses anos? Será que devemos esquecer sua contribuição para o desenvolvimento da assistência da saúde no país em benefício de uma única profissão?
Devemos lutar para que esse projeto de lei seja modificado em alguns aspectos, visando à preservação da autonomia das profissões de saúde. Não sendo possível sua modificação, que seja rejeitado pelo Senado Federal, pois sua aprovação, da maneira em que se está, trará prejuízos aos profissionais da saúde, para a população de menor poder aquisitivo e para aqueles que dependem da assistência pública de saúde.
ALCEU EDUARDO INDALENCIO FURTADO, fisioterapeuta, é secretário-geral da Associação de Fisioterapeutas Acupunturistas do Brasil e diretor regional do Sindicato Catarinense de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Brasil pode cumprir meta de universalização do ensino
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 24/11/2009 - São Paulo SP
DO ENVIADO ESPECIAL A DOHA 
O Brasil está próximo de alcançar a meta de universalização da educação primária, um dos oito objetivos do milênio estabelecidos em 2000 pela ONU para 2015. O documento foi assinado por 191 Estados-membros da organização. Em 2007, último período de análise disponível nos dados oficiais, o índice de crianças brasileiras de 7 a 14 anos que frequentavam a escola básica era de 97,6% -contra cerca de 80% das crianças nessa faixa etária no começo dos anos 90. A média, no entanto, esconde disparidades importantes, entre elas a baixa frequência   escolar em regiões isoladas, sobretudo no Norte e no Nordeste. Os altos índices de evasão escolar no ensino fundamental e no ensino médio igualmente prejudicam a avaliação positiva.
Na média global, segundo dados do Pnud (Programa da ONU para o Desenvolvimento), a realidade escolar é pior. A média de matrículas do ensino básico no planeta cresceu de 80% das crianças em idade escolar em 1991 para 88% em 2005. "Mais de 100 milhões de crianças em   idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana", relata o Pnud em seu site institucional. Na América Latina e Caribe, segundo dados do Unicef, há 4,1 milhões de crianças fora da escola. "A educação de qualidade é provavelmente a única maneira de obtermos um desenvolvimento econômico e social realmente sustentável, com tecnologias cada vez mais sofisticadas. Infelizmente, essa não é uma realidade para milhões de pessoas em todo o planeta", resumiu a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. (AP)