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04/12/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.


Pesquisa de opinião no site da AMPESC sobre a distribuição das bolsas de estudo do Fundo Social

Portaria nº 317, de 2 de Dezembro de 2009.

Portaria nº 1709, de 2 de Dezembro de 2009.

Judeus ortodoxos devem desistir de prova do Enem

Portarias ProUni

Portaria nº 1132, de 2 de Dezembro de 2009.

Portaria nº 1133, de 2 de Dezembro de 2009.


Sindicatos voltam-se para a sala de aula

Universidade deve indenizar estudante

PERISCÓPIO

Resolução Conselho Federal de Administração que aprova o registro profissional dos tecnólogos

Homologação de Pareceres CNE

No ritmo atual, meta para ensino superior não será atingida até 2011

A nova prioridade da educação

*** PERISCÓPIO ***

Aprendiz seleciona jornalista

Planejamento estratégico nas IES Privadas

Setor de TI empregará 140 mil em 2013

Curso gratuito só para estagiário

Quanto recebe um estagiário no país?

Conselho de Educação quer padronizar regra

Ciclo básico sofre com desigualdades e pouco resultado

Enem tinha só 7% de questões difíceis

Cursos mais procurados privilegiam área de exatas

A crise não terminou

Mensalidade das melhores escolas da capital sobe o dobro da inflação

Pesquisa de opinião no site da AMPESC sobre a distribuição das bolsas de estudo do Fundo Social
O levantamento, até o momento com 800 participantes, demonstrou que a relevância por parte dos internautas é na divisão proporcional ao número de alunos.
Sugerimos que essa enquete seja compartilhada com os acadêmicos e que a votação seja incentivada, já que fundamental é a opinião do estudante catarinense.


Portaria nº 317, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:26 hs. 
O INEP aplicará o Exame Nacional do Ensino Médio.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2027.pdf 
Fonte: DOU n.º 232 - 04.12.2009 

Portaria nº 1709, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:27 hs. 
Indicar os Coordenadores de Ação e Coordenadores-Executivos de Ação dos Programas da Secretária de Educação Superior constantes do Plano Plurianual 2008-2011.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2028.pdf 
Fonte: DOU n.º 232 - 04.12.2009 

Judeus ortodoxos devem desistir de prova do Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:43 hs. 
Após mais uma negativa ontem do Supremo, que não permitiu que judeus façam o Enem em uma data alternativa, muitos ortodoxos devem desistir do exame, que será realizado neste sábado e domingo.
Segundo o MEC, cerca de 15 mil alunos, a maioria judeus e adventistas, declararam-se sabatistas. Eles devem chegar no horário normal (até as 12h55) e esperar até as 19h para começar a prova. Os adventistas, que reservam o sábado para rezar, estão satisfeitos com a alternativa. Entre os judeus, no entanto, a situação é mais delicada.
Isso porque a religião determina que no Shabat - do pôr do sol de sexta ao de sábado - não é permitido andar de carro, acender a luz, cozinhar ou carregar objetos. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Portarias ProUni
Fonte: COVAC Advogados
Publicado 04/12/2009 Informativos Deixar um Comentário
Tags: direito educacional, prouni
Encaminhamos abaixo o texto da Portaria n.º 1.132, de 2 de dezembro de 2009, que impõe às Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do ProUni, a obrigatoriedade de criação das Comissões Locais de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos – PROUNI, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da publicação desta Portaria.
Estas Comissões terão, por principal objetivo, exercer o acompanhamento, averiguação e fiscalização da implementação do Programa nas Instituições participantes, emitindo o competente relatório de acompanhamento a cada processo seletivo realizado.
Na sequência, por se tratar de norma correlata, encaminha-se a Portaria n.º 1.133, de 2 de dezembro de 2009, que aprova o Regimento Interno das Comissões Locais de Acompanhamento e Controle Social do ProUni.

Portaria nº 1132, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:00 hs. 
Dispõe sobre a instituição das Comissões Locais de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos - PROUNI.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2025.pdf 
Fonte: CM Consultoria 

Portaria nº 1133, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:05 hs. 
Aprova o Regimento Interno das Comissões Locais de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos - PROUNI.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2026.pdf 
Fonte: CM Consultoria 

Sindicatos voltam-se para a sala de aula
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs. 
Trabalho: Bancários de São Paulo vão encaminhar ao Ministério da Educação projeto para criar faculdade
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), está às voltas com um ambicioso projeto. Deve lançar no próximo ano uma faculdade. Os investimentos na empreitada ainda não foram definidos, mas a proposta que será encaminhada ao Ministério da Educação está adiantada. "Será uma instituição totalmente voltada para o sistema financeiro", diz o presidente do sindicato, Luiz Claudio Marcolino. "A ideia é criar cursos de graduação e especialização e, num segundo momento, pós-graduação."
Este passo será dado em decorrência da demanda dos quase 135 mil associados, que têm abarrotado o Centro de Formação Profissional, inaugurado em 1993. "Com os cursos oferecidos, propiciamos ao trabalhador a chance de melhorar sua competitividade, além de garantir uma especialização", diz o dirigente sindical dos bancários.
Nos últimos seis anos, participaram dos 272 cursos ministrados no centro 5,5 mil alunos. Totalmente financiados pela entidade sindical, com investimentos anuais que chegam a R$ 80 mil, os programas são muito procurados até por conta das exigências do Banco Central (BC) para quem quer atuar na área. Os alunos desembolsam por módulo entre R$ 170 e R$ 325. "O custo corresponde a um terço do valor se comparado aos demais ofertados por outros estabelecimentos de ensino", compara Marcolino.
Com o mercado de trabalho globalizado e mutante, o sindicato dos bancários não é o único a se prevenir e ampliar os investimentos em qualificação profissional. Os valores aplicados, no entanto, são guardados a sete chaves. A maior parte dos recursos vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Por isso mesmo, antes de destinar dinheiro a qualquer curso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que tem sob o guarda-chuva o Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST), filiado à Força Sindical, opta por realizar pesquisas nos locais em que atua para checar qual é a demanda do mercado quanto à formação profissional.
Amparado por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ambos elaborados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), a CNTM mapeia estas necessidades e procura atendê-las. "No momento temos cursos voltados para o setor de alimentação, serviços domiciliares telemarketing e administração", diz Gildo Bezerra da Rocha, coordenador-geral do CST/CNTM.
Quando o trabalhador recorre ao CST, são postas em prática três ações - intermediação da mão de obra, habilitação do seguro desemprego e ação de qualificação. Até o final de novembro deste ano, 1,8 mil pessoas foram qualificadas. "Queremos contribuir para a formação do trabalhador, que em geral tem baixa escolaridade, e dessa forma, promover uma inserção concreta no mercado de trabalho", observa Rocha.
Em um país onde há uma deficiência crônica no setor educacional, ações como a do Sindicato dos Comerciários de São Paulo são bem-vindas e sugerem um futuro um pouco mais promissor para quem procura emprego e quer se qualificar. Com 50 mil sócios, a agremiação disponibiliza aos seus integrantes seminários sobre meio ambiente, economia, sindicalismo, direito comparado e comunicação. "As pessoas precisam compreender o que ocorre na área ambiental, quais serão os impactos ocasionados pela falta de alimentos e pelas mudanças climáticas", diz o presidente do sindicato e também da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. "Se o trabalhador não tiver consciência dos temas atuais, as consequências serão adversas."
O sindicato dos comerciários da capital tem convênios com Fatecs e Etecs e também firmou acordos com 125 universidades, faculdades e escolas para a obtenção de até 40% de desconto nas mensalidades. Patah reconhece que a maioria das pessoas que se associa ao sindicato está à procura desses benefícios. "Mais de 15% desse contingente é formado por jovens que querem se qualificar e ter acesso ao ensino superior."
Com 12 mil associados, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Plásticas de São Paulo e Região se beneficia do Plano Setorial de Qualificação (Planseq), ação casada do MET com o Ministério do Desenvolvimento Social, para aumentar as possibilidades de emprego nos setores da economia que mais apresentam crescimento. Por meio do convênio firmado foram oferecidos cursos nas áreas de papel e celulose e setor farmacêutico, num total de 124 turmas e 4.320 formados.
"Como a atribuição da qualificação profissional é tripartite, ou seja, compete às entidades patronais, aos sindicatos e aos trabalhadores, cada um desses setores da sociedade vislumbra uma série de benefícios", diz Mário Henrique Ladosky, assessor da área de formação sindical. O empregador ganha porque terá um funcionário mais qualificado e preparado; o sindicato, por outro lado, agrega mais frequentadores e assim se estabelece um canal de diálogo mais sólido, conscientizando o aluno; e no final, o trabalhador é beneficiado porque ele fica com esse conhecimento adquirido, que o ajudará em sua jornada.
Rachel Cardoso 
Fonte: Valor Econômico 

Universidade deve indenizar estudante
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs. 
O Centro Universitário UNA deve ressarcir uma estudante por ter cancelado, em 2002, o bacharelado que ela cursava desde 2000. A universidade alterou o nome do curso e o grau conferido, de Administração com ênfase em Gestão em Hotelaria, Turismo e Lazer para Turismo. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou a escola a indenizar a universitária, determinando o pagamento de R$ 7 mil por danos morais e quantia referente a danos materiais a ser estabelecida após arbitramento.
Segundo a estudante, o Manual do aluno e do professor da instituição informava que, ao final de um período de 5 anos, o estudante receberia o título de bacharel em Administração com habilitação em Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer.
A estudante alega que a possibilidade de ter um diferencial ao se graduar em Administração e em Turismo simultaneamente, o que seria possível porque “ambos têm várias cadeiras em comum”, atraiu a sua atenção.
Em 2002, quando já estava na metade do curso, a estudante soube que o MEC não autorizou o funcionamento do curso nos moldes pretendidos pela UNA, a não ser que a denominação e o título conferidos mudassem, respectivamente, para Turismo, Gestão Hoteleira e Lazer e bacharel em Turismo.
O Centro Universitário propôs, então, que os alunos matriculados em Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer migrassem para o curso autorizado.
Na ação, a estudante alegou também que, devido à norma de oferta de disciplinas, foi obrigada a cumprir os créditos em 5 anos, apesar de o curso de Turismo ter duração de quatro anos. Ela exigiu o reembolso do custo que teve com transporte e com o pagamento de horas-aula complementares, orçados em R$ 7.216. Além disso, destacou que a indefinição a respeito da validade do curso causou-lhe “decepção e frustração”.
De acordo com a aluna, o centro universitário se dispôs a indenizá-la oferecendo-lhe o curso de Administração de Empresas gratuitamente, mas, poucos meses depois de iniciá-lo, ela teria sido impedida de frequentar as aulas por estar devendo a quantia de R$ 1.210,87, relativa ao curso de Turismo. A estudante explicou que, como o cheque já havia sido sacado, registrou queixa-crime contra a empresa e solicitou a devolução do dinheiro no Juizado Especial de Relações de Consumo.
Quando ajuizou a ação no TJ-MG, em novembro de 2007, a estudante salientou que “a escola se comprometeu a prestar um serviço e não o fez”, gerando grande abatimento. Por essa razão, ela incluiu no pedido uma indenização por danos morais a ser estipulada pelo juiz.
Em sua defesa, a UNA argumentou que o curso foi aprovado em março de 1998, mas só obteve reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), em 2002, com a formatura da primeira turma.
Segundo a escola, a palavra administração constava no Manual da instituição por um erro de impressão, mas a referência expressa ali era que a habilitação seria em Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer.
O Centro Universitário sustentou que “o curso de ‘Gestão em Hotelaria, Turismo e Lazer’ não deixou de existir”, apenas “sofreu modificações para atender às diretrizes do MEC”, razão pela qual sua duração foi reduzida. “Para que os alunos com o curso em andamento não fossem prejudicados com a alteração, foram criadas grades curriculares intermediárias, mas sem prejuízo dos formandos”, afirmou a UNA. Também argumentou que o direito de ressarcimento estava prescrito.
Em maio de 2009, o juiz Wanderley Salgado de Paiva, da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte, deu ganho de causa à estudante. Para ele, houve falha da parte do centro universitário, pois, embora soubesse desde 1998 que o curso autorizado deveria ter a denominação “Turismo”, a UNA “continuou divulgando no manual do aluno de 2000 que os graduandos seriam bacharéis em Administração”.
O juiz fixou a reparação por danos morais em R$ 7 mil. De acordo com o magistrado, o valor da indenização por danos materiais deveria ser apurado em sentença por arbitramento e corresponder apenas às mensalidades a mais pagas pela estudante, pois os gastos com locomoção e o impedimento para cursar Administração gratuitamente não ficaram comprovados. A universidade e estudante recorreram da sentença.
O desembargador Eduardo Mariné da Cunha, da 17ª Câmara Cível, manteve a decisão inicial, negando provimento a ambos os recursos. Para o relator, “a conduta da ré, independentemente de sua intenção, induziu os estudantes em erro”. Em conformidade com a decisão de primeira instância, ele considerou que os danos materiais são devidos e correspondem à diferença entre as mensalidades pagas e as que seriam cobradas para que se obtivesse o grau de bacharel em administração. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG. 
Fonte: Consultor Jurídico 

PERISCÓPIO
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:36 hs. 
Censo 2008 – Evasão
A evasão é um problema complexo e implica na discussão e avaliação das mais diversas causas que envolvem desde questões financeiras até a insatisfação pessoal do aluno. Esse índice é avaliado sistematicamente, possibilitando ao gestor educacional realizar correções e traçar as estratégias necessárias à redução dos impactos causados às IES.
Um estudo realizado na USP mapeou as causas da evasão no ensino superior. A pesquisa constatou que 44,5% dos estudantes que desistem da graduação tiveram problemas no momento da escolha, tais como pressão dos pais ou falta de informação sobre a IES.
Outros 30,7% desistem por não gostarem do curso em que ingressaram e os insatisfeitos com o mercado de trabalho e com a profissão, somam 13,4%. Os que desistem do curso por razões pessoais (problemas familiares, financeiros) totalizam 10,5%. Menos de 1% abandona o curso por não se adaptar à cidade onde o curso está localizado.
Embora a metodologia aplicada pelo INEP ainda não possua dados que permitam o cálculo específico da taxa de evasão no ensino superior, é possível, com base nos dados do Censo da Educação Superior, utilizar um outro indicador que trata, ainda que indiretamente, das perdas do ensino superior. Trata-se da taxa de conclusão.
Analisando-se essa taxa de conclusão de curso, pouco mais da metade dos estudantes (57,3%) conseguiu se formar. O índice é o menor desde 2004. As menores taxas de conclusão registradas em 2008 são de IES privadas: 55,3%, o que constitui uma ameaça às IES. A taxa é calculada pela razão entre o número de estudantes que concluem o curso naquele determinado ano, no caso da pesquisa é 2008, e o de ingressantes quatro anos antes, explica o Inep. A tabela a seguir demonstra o percentual do número de concluintes em relação ao número de ingressantes quatro anos antes na graduação presencial - 2002-2008:

A CM Consultoria desenvolveu um método de trabalho para o cálculo da evasão, para sinalizar melhor os índices de evasão e possibilitando desta forma a utilização de uma estratégia que possa minimizar esses mesmos índices.
O cálculo é feito subtraindo-se o percentual de alunos concluintes no período em questão de 100%; no caso, o ano de 2008. Sendo assim, sabemos que a evasão no ano foi de 42,7%, resultando em acréscimo de 1,9% em relação à evasão de 2007 que foi de 41,9%.
O gráfico a seguir demonstra a evolução da evasão no período de 2000 a 2008.

Vale ressaltar que a diminuição na taxa de evasão de alunos é um dos objetivos propostos pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para o ensino superior. Só resta agora saber quais as estratégias que cada instituição utilizará para reduzir suas taxas de evasão, destacando que para combatê-las é preciso atacar em duas frentes: uma de ação imediata que busca não só resgatar o aluno evadido, mas principalmente evitar que ele abandone a IES; e outra de reestruturação interna. 
Fonte: CM Consultoria 

Resolução Conselho Federal de Administração que aprova o registro profissional dos tecnólogos
Fonte: Diário Oficial da União Nº 217, de 13/11/09 - Seção 1 – Página 183 e 184
RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 374, de 12 de novembro de 2009
Aprova o registro profissional nos Conselhos Regionais de Administração dos diplomados em curso superior de Tecnologia em determinada área da Administração, oficial, oficializado ou reconhecido pelo Ministério da Educação.
O CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso da competência que lhe conferem a Lei n.º 4.769, de 9 de setembro de 1965, o Regulamento aprovado pelo Decreto n.º 61.934, de 22 de dezembro de 1967, e o Regimento do CFA aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 309, de 14 de setembro de 2005,
CONSIDERANDO o disposto na Resolução Normativa CFA nº 373, de 12 de novembro de 2009, que aprovou o registro profissional nos Conselhos Regionais de Administração dos diplomados em curso superior de Administração;
CONSIDERANDO as versões do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, previsto nos artigos 42 e 43 do Decreto nº 5.773, de 9 de meio de 2006, que organiza e orienta a oferta de Cursos Superiores de Tecnologia; e a
DECISÃO do Plenário do CFA na 19ª reunião, realizada em 12 de novembro de 2009, corroborada pela recomendação da 3ª Assembléia de Presidentes do Sistema CFA/CRAs em 2009, realizada em Fortaleza/CE no dia de 14 de outubro de 2009,
RESOLVE:
Art. 1º Fica criado nos Conselhos Regionais de Administração o registro profissional para os diplomados em curso superior de Tecnologia em determinada área da Administração, oficial, oficializado ou reconhecido pelo Ministério da Educação.
Art. 2º Para efeitos de concessão do registro de que trata esta Resolução Normativa, são cursos de Tecnologia de Nível Superior em determinada área da Administração, conforme normativo vigente do Ministério da Educação:
a) Curso Superior de Tecnologia em Comércio Exterior: outras denominações existentes com possibilidades de convergência - Exportação e Importação; Gerência de Comércio Exterior; Gestão de Comércio Exterior; Gestão de Negócios e Relações Internacionais; Gestão de Negócios Internacionais; Gestão de Serviços e Negócios Internacionais; Gestão em Comércio Internacional; Marketing Internacional.
b) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Comércio e Serviços; Gestão de Comércio Atacadista e Distribuidor; Gestão de Comércio e Serviços; Gestão de Comércio Eletrônico; Gestão de Comércio Varejista; Gestão de Concessionárias e Franquias; Gestão de Marketing de Varejo; Gestão de Negócios em Comércio e Serviços; Gestão de Negócios no Varejo; Gestão de Representações Comerciais; Gestão de Supermercados; Gestão de Varejo; Gestão do Varejo de Moda; Gestão Empresarial ênfase em Marketing e Vendas; Gestão Empresarial para o Varejo de Material de Construção; Gestão Estratégica Comercial; Marketing de Varejo, Produto e Serviço; Representação Comercial; Vendas de Varejo; Vendas e Estratégia Comercial.
c) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Negócios Imobiliários: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gerência de Negócios Imobiliários; Gestão Imobiliária.
d) Curso Superior de Tecnologia em Logística: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Logística; Gestão de Logística de transportes e distribuição; Gestão de Operações Logísticas; Gestão em Logística Empresarial; Logística Comercial; Logística de Armazenamento e Distribuição; Logística ênfase em transportes; Logística e Distribuição; Logística Empresarial; Sistema de Logística Empresarial.
e) Curso Superior de Tecnologia em Marketing: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Estratégias de Vendas; Gerência de Vendas; Gestão da Informação e Marketing Estratégico; Gestão de Marketing; Gestão de Marketing Competitivo; Gestão de Marketing de Varejo; Gestão de Marketing e Vendas; Gestão de Marketing em Turismo; Gestão de Marketing Estratégico; Gestão de Marketing Hoteleiro; Gestão de Planejamento e Marketing e Vendas; Gestão de Vendas; Gestão e Marketing Hospitalar; Gestão e Promoção de Vendas; Gestão Empresarial ênfase em Marketing e Vendas; Gestão Estratégica de Vendas; Gestão Mercadológica; Gestão Tecnológica em Marketing Gerencial; Marketing de Negócios; Marketing de Produto, Serviços e Varejo; Marketing de Relacionamento; Marketing de Turismo; Marketing de Varejo; Marketing de Vendas; Marketing e Propaganda; Marketing Estratégico; Marketing Estratégico de Varejo; Marketing Hoteleiro; Negociação e Relacionamento Comercial; Produção e Marketing Cultural; Propaganda e Marketing; Vendas de Varejo; Vendas e Representações.
f) Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Controle e qualidade nas empresas; Gestão da Produção e da Qualidade; Gestão da Qualidade; Gestão da Qualidade e Produtividade; Gestão da Qualidade Industrial; Gestão da Qualidade no Atendimento.
g) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Desenvolvimento de Recursos Humanos; Gerência de Desenvolvimento de Pessoas; Gestão de Pessoas; Gestão de Gestão Pessoas e Competências; Gestão de Pessoas e das Relações de Trabalho; Gestão de Pessoas nas Organizações; Gestão de Recursos Humanos; Gestão de Talentos; Gestão em Controladoria e Recursos Humanos; Recursos Humanos; Gestão de Recursos Humanos.
h) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Auditoria Fiscal e Tributária; Auditoria; Desenvolvimento de Auditoria e Faturamento Hospitalar; Finanças Empresariais; Gestão Bancária; Gestão da Controladoria Financeira; Gestão de Agências Bancárias; Gestão de Bancos e Finanças; Gestão de Bancos e Mercado Financeiro; Gestão de custos; Gestão de Custos e Finanças; Gestão de Finanças; Gestão de Fundos de Investimentos; Gestão de Instituições Financeiras; Gestão de Instituições Financeiras e Mercado de Capitais; Gestão de Negócios e Finanças; Gestão de Planejamento Financeiro; Gestão de Planejamento Financeiro e Tributário; Gestão e Análise de Crédito; Gestão em Controladoria e Finanças; Gestão Fazendária; Gestão Financeira de Empresas; Gestão Financeira e Tributária; Gestão Financeira para Micro e Pequenas Empresas; Gestão Financeira para Micro, Pequenas e Médias Empresas; Gestão Tributária; Negócios da Informação; Planejamento Administrativo e Programação Econômica.
i) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Administração Pública e Serviços Governamentais; Gestão de Cidades; Gestão de Serviços Públicos; Gestão em Políticas Públicas; Gestão Pública e Direito Administrativo; Gestão Pública e Planejamento Municipal; Gestão Pública e Planejamento Urbano; Gestão Pública Municipal.
j) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Pequenas e Médias Empresas: Denominações existentes com possibilidades de convergência Empreendedorismo; Empreendedorismo e Gestão de Negócios; Empreendimento; Gerência de Processos Empresariais; Gestão da Informação em Negócios; Gestão de Cooperativas; Gestão de Empreendimentos; Gestão de Empreendimentos Educacionais; Gestão de Empreendimentos Rurais; Gestão de Empresas de Serviços; Gestão de Médias e Pequenas Empresas; Gestão de Micro e Pequenas Empresas; Gestão de Negócios; Gestão de Negócios de Pequeno e Médio Porte; Gestão de Negócios e da Informação; Gestão de Negócios e Empreendedorismo; Gestão de Negócios em Comércio e Serviços; Gestão de Negócios em Serviços Terceirizáveis; Gestão de Negócios Empresariais; Gestão de Pequenas e Médias Empresas; Gestão de Pequeno e Médio Empreendimento; Gestão de Processos Empreendedores; Gestão de Processos Organizacionais; Gestão e Desenvolvimento de Sistemas Corporativos; Gestão Empreendedora; Gestão Empreendedora da Informação; Gestão Empreendedora de Empresas; Gestão Empreendedora de Negócios; Gestão Empreendedora de Pequenos Negócios; Gestão Empresarial; Gestão Empresarial de Pequenas e Médias Empresas; Gestão Empresarial e Tecnologia da Informação; Gestão Estratégica de Organizações; Gestão Estratégica de Pequenas e Médias Empresas; Gestão Estratégica Organizacional; Gestão Executiva de Negócios; Pequenas Empresas; Planejamento Administrativo e Programação Econômica.
l) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Desportiva e de Lazer: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Esportes e Clubes Esportivos; Gestão de Marketing Esportivo; Gestão do Esporte; Gestão Esportiva; Organização e Gestão do Lazer.
m) Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gerência de Indústria; Gestão da Manufatura;Gestão da Produção; Gestão da Produção e da Qualidade; Gestão da Produção e Logística; Gestão da Produção e Serviços Industriais; Gestão da Produção Industrial; Gestão de Processos Industriais; Gestão de Sistemas Produtivos; Gestão Empreendedora de Indústria; Normalização e Qualidade Industrial; Processos de Produção; Processos Industriais; Produção Industrial; Qualidade e Produtividade Industrial;
n) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gerenciamento Ambiental; Gestão do Meio Ambiente; Gestão e Monitoramento Ambiental; Gestão e Planejamento Ambiental; Planejamento e Gerenciamento Ambiental; Planejamento e Gestão Ambiental; Sistema de Gestão Ambiental.
o) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Hospitalar: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Serviços da Saúde; Gestão de Saúde; Gestão de Serviços Hospitalares; Gestão e Marketing Hospitalar; Gestão de Hospitais e Serviços de Saúde; Secretariado e Gestão Clínico-Hospitalar; Gestão de Empreendimentos de Saúde.
p) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Transportes: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Trânsito e Transporte; Logística e Transportes Multimodal; Gestão de Logística e Transporte Multimodal; Planejamento de Transportes; Transportes Urbanos.
q) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Portuária: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Gestão de Terminais e Operação Portuária; Gestão Portuária.
r) Curso Superior de Tecnologia em Eventos: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Administração e Organização de Eventos; Gestão de Eventos e Cerimonial; Gestão de Eventos e Turismo; Gestão de Eventos Sociais e Desportivos; Gestão de Organização e Promoção de Eventos; Gestão, Organização e Promoção de Eventos; Organização de Eventos; Organização de Eventos Desportivos e de Lazer; Organização de Eventos Sociais e Desportivos; Organização e Produção de Eventos; Organização e Promoção de Eventos Sociais e Desportivos; Planejamento e Organização de Eventos; Produção Cultural e de Eventos.
s) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Agenciamento de Viagens; Gestão de Empreendimentos de Turismo e Hotelaria; Gestão de Empresas Turísticas; Gestão Turística; Planejamento Turístico.
t) Curso Superior de Tecnologia em Hotelaria: Denominações existentes com possibilidades de convergência - Administração Hoteleira; Gestão da Atividade Hoteleira; Gestão em Hotelaria; Gestão em Turismo; Hospitalidade; Gestão Hoteleira; Hospedagem; Hotelaria e Gestão de Empresas de Turismo; Hotelaria e Gestão Sustentável do Turismo; Hotelaria e Eventos; Hotelaria Hospitalar.
u) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas.
v) Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais.
x) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada.
Art. 3º A atuação profissional dos Tecnólogos se limitará especificamente à sua área de formação.
Art. 4º Caberá à Câmara de Formação Profissional do CFA promover estudos visando a adequação desta Resolução Normativa às versões subseqüentes do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia ou normativo equivalente.
Art. 5º. Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Adm. Roberto Carvalho Cardoso
Presidente do CFA
CRA/SP nº 097
RN09374

Homologação de Pareceres CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:35 hs. 
Publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, p. 644, de 30 de novembro de 2009.
DESPACHO DO MINISTRO
Em 27 de novembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 16/2009, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que responde consulta de interesse da Assessoria Internacional do Ministério da Educação, no sentido de que: 1. Os estabelecimentos de ensino de Educação Básica que tiverem alunos que pretendam continuar estudos fora do Brasil, em quaisquer dos países-membros ou associados do MERCOSUL, devem estar atentos quanto à correta utilização da "Tabela de Equivalência para o Reconhecimento de Certificados, Títulos e Estudos de Nível Fundamental e Médio não Técnico" anexa ao Parecer CNE/CEB nº 23/2005. 2. Os supervisores do correspondente sistema de ensino, que tenham sob sua jurisdição de supervisão o respectivo estabelecimento de ensino, devem conferir a documentação escolar a ser expedida para fins de continuidade de estudos em outros países-membros e associados do MERCOSUL, vistando-a, com a finalidade de dar-lhe a necessária acreditação e comprovação de validade da mesma; 3. Em decorrência, no documento escolar expedido para aluno que pretenda continuar estudos em quaisquer dos países-membros e associados do MERCOSUL, o supervisor educacional do respectivo estabelecimento de ensino deve apor no correspondente documento escolar o carimbo da competente Secretaria de Educação, bem como, encabeçando sua assinatura pessoal, o seu carimbo indicativo de que é a autoridade supervisora responsável, no âmbito do sistema de ensino. Em caso de dúvida quanto à correta aplicação da referida Tabela de Equivalência, o supervisor de ensino deve consultar o respectivo Conselho de Educação, no âmbito da jurisdição do seu sistema de ensino. 5. No período de transição descrito no presente Parecer, os procedimentos aqui indicados deverão ser adotados em regime de colaboração entre a respectiva Embaixada do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores, os órgãos próprios do MEC e a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. 6. Idêntico procedimento deverá ser adotado, imediatamente, em relação aos 34 (trinta e quatro) alunos já identificados no presente Parecer, os quais pretendem continuar estudos na República Argentina, constante na relação anexa, conforme consta do Processo nº 23000.025409/2008-08. 
Fonte: Blog do CNE

No ritmo atual, meta para ensino superior não será atingida até 2011
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 27/11/2009
Karina Yamamoto Editora do UOL Educação em Brasília 
Em 2008, apenas 13,71% dos universitários tinham idade entre 18 e 24 anos, idade adequada para estar na faculdade. A meta, estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação), almeja incluir 30% de jovens nessa faixa etária no ensino superior até 2011. "É muito difícil atingir a meta", disse Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Pesqusias Educacionais Anísio Teixeira). "Não temos muito o que fazer porque dependemos de estoque [de alunos que concluam o ensino médio com a idade adequada para ingressar no ensino superior]." Para Maria Paula Dallari Bucci, a taxa bruta de matrícula é mais específica, pois "existe defasagem em todo ciclo escolar".  O índice aponta a porcentagem de universitários em relação à população brasileira. "A taxa bruta está em 25,2%", aponta Maria Paula. "Em países avançados quase não existe diferença entre a taxa bruta e a taxa líquida, porque as pessoas vão para a universidade na idade certa", completou Reynaldo.
Matrículas - As matrículas no ensino superior em 2008 cresceram 4,1%, taxa semelhante à do ano anterior (4,4%). As instituições privadas têm a maior parte, com 3,8 milhões (74,9%). As demais correspondem às federais (12,7%), estaduais (9,7%) e municipais (2,8%), respectivamente. A taxa de crescimento de matrícula do  período noturno (5,7%) cresceu mais do que a do diurno (1,6%). Particulares e federais tiveram os maiores aumentos de matrículas do período da noite: 6% e 5,9%, respectivamente. O que é o Censo - O Censo da Educação Superior é realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A edição de 2008 foi feita com base em informações coletadas entre os dias 25 de março e 12 de junho de 2009. As instituições de ensino superior devem responder um questionário eletrônico preparado pelo Inep, com perguntas sobre seus cursos de graduação, sequenciais, vagas oferecidas, inscrições, matrículas, concluintes, e professores. 

A nova prioridade da educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:43 hs. 
Ainda que não tenha dito como isto se transformará em política pública, deve ser elogiada a prioridade ao ensino pré-escolar que o ministro da Educação, Fernando Haddad, revelou na entrevista concedida com exclusividade ao Jornal do Brasil, na edição de ontem. Isso mostra que o ocupante da pasta está atento a uma das maiores lacunas da educação no país. Estudos internacionais indicam que investimentos nesta fase da formação da vida do ser humano são fundamentais e que grande parte das desigualdades que surgirão mais tarde entre os indivíduos pode ser evitada no nascedouro.
No recém-publicado livro Educação básica no Brasil (Campus/Elsevier), um interessante artigo escrito pelos brasileiros Aloisio Pessoa de Araújo, Flávio Cunha e Rodrigo Moura e pelo americano James Heckman, Nobel de economia de 2000, mostra a importância da criação de programas educacionais voltados para crianças em idade pré-escolar que vivem em condições desfavoráveis. É comprovado que crianças nascidas num ambiente marcado por famílias desestruturadas, por pais que não têm boa escolaridade ou não dão incentivo aos estudos têm suas oportunidades comprometidas para o resto da vida. Os primeiros anos são determinantes no desenvolvimento da cognição – que está praticamente formada antes da entrada na escola.
A consequência deste achado é simples. A sociedade teria muito a ganhar com investimentos de educação na primeira infância. A atuação precoce seria uma forma de reduzir a repetência, combater preventivamente a violência e diminuir as desigualdades sociais. Programas educacionais voltados para a pré-escola chegam a diminuir as taxas de criminalidade no futuro em até 30%.
Dados como esses foram obtidos por meio da observação da vida de alunos que passaram por programas experimentais iniciados, nos Estados Unidos, nas décadas de 1960 e 70. Em alguns casos, as trajetórias das crianças (divididas em dois grupos, as que participaram e as que ficaram de fora, formando um grupo de controle com alunos de nível socioeconômico semelhante) foram acompanhadas até que elas chegassem aos 40 anos de idade.
Em um dos programas, constatou-se que, enquanto 45% das crianças que não tiveram a educação pré-escolar concluíram o ensino médio, esse percentual subiu para 66% entre aquelas que receberam o ensino adequado na primeira infância. Em outro programa, o número de crianças nascidas em ambientes desfavoráveis que concluíram o ensino superior foi três vezes maior que o daquelas que ficaram de fora.
São números mais do que contundentes e que mostram valer a pena o investimento. Há uma ligação inequívoca entre o pleno desenvolvimento da cognição da criança nos primeiros anos de vida e o aumento na probabilidade de conclusão do ensino médio, de chegada à universidade, algo que os gestores estão buscando por outras políticas, mas que é incompleto sem o trabalho de base. Não só por uma questão quantitativa, de universalização, mas qualitativa, de oferecer aos filhos das camadas mais pobres oportunidades mais equânimes de competição, contribuindo para a riqueza do país. O objetivo, segundo Haddad, é universalizar o atendimento a partir dos 4 anos. Os recursos serão facilitados pelo fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que incidia sobre o orçamento da educação. 
Fonte: JB Online - RJ 
 
*** PERISCÓPIO ***
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs. 
O CENSO 2008: UMA PERSPECTIVA MERCADOLÓGICA
O que dizem os números
Os dados preliminares apresentados pelo INEP em 27/11/2009 confirmam algumas tendências que já vêm sendo observadas pelo menos nos últimos cinco anos. Vejamos:
1. O modelo de negócio baseado exclusivamente no ensino de graduação tradicional está esgotado. Em 2007, o crescimento do número de IES foi de 0,5%. Em 2008, pela primeira vez esse número decresceu, inclusive em relação ao ensino público.
 
2. As matrículas cresceram 10%, mas o destaque foi para a EaD – Educação a Distância. A graduação tradicional abrangeu 4.668 milhões de matriculados, crescendo apenas 3%. Já a graduação tecnológica atingiu 412.032 mil alunos com crescimento de 19%. Enquanto isso, a Educação a Distância chegou a 727.961 matrículas, com impressionante crescimento de 96% em relação a ao ano de 2007.
3. As matrículas iniciais (ingressantes) se aproximam de 2 milhões de universitário novos. Esse número de entrantes foi de 1.936.078 com crescimento de 8%. Desse total, 430.259, ou seja, 22% foram destinadas à modalidade de educação a distância.
4. O crescimento da EaD está relacionado ao aumento da oferta de cursos. Até 2007 o Ministério da Educação havia autorizado 408 cursos a distância. Em 2008, esse número saltou para 647, perfazendo o crescimento de 59%.
5. O bolero da graduação tecnológica – ‘dois prá lá, dois prá cá’ - uma das maiores apostas do MEC para incrementar as matrículas visando a aproximação das metas do PNE – Programa nacional de Educação tem demonstrado comportamento pífio, crescendo apenas 64.882 matrículas em 2008. Considerando que em 2007, a EaD e os cursos de graduação tecnológica tinham os mesmos números de estudantes, pode-se dizer que enquanto um cresce de forma alucinante, o outro quase não saiu do lugar prevalecendo a dança de ‘um prá lá, dois prá cá’. É difícil entender porque esse segmento não cresceu tanto no Brasil, ao contrário da maioria dos países. São cursos mais rápidos, focados no mercado de trabalho e programados para desenvolver competências e habilidades específicas. Será que o MEC/SETEC ao criar um Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia inibiu a expansão?
6. As matrículas cresceram 10%, mas a concentração está cada vez mais forte. Nota-se que os dez maiores cursos do Brasil abrigam 3.311.536 alunos, o que representa 65% do total. Além disso, os dois maiores (Administração e Direito) detêm 1.502.964 matrículas, correspondendo a 29,5% do total. Isso significa que a cada quatro acadêmicos, um está matriculado no curso de Administração ou de Direito.
7. A taxa de ociosidade chegou a estratosfera deixando de ser privilégio do setor privado. Em 2008, foram mais de um milhão e quinhentas mil vagas iniciais não ocupadas. Observa-se que enquanto a taxa de ociosidade aumenta, de outro lado, as relações entre candidatos/vaga e ingressantes/vaga diminuem cada vez mais, sendo 1,9 e 0,5 respectivamente.
8. A hemorragia da evasão continua a sangria, a taxa de evasão em 2008, representa em média 18% correspondendo 12% na graduação tradicional, 32% na graduação tecnológica e 49% na educação a distância. Na hipótese de evasão zero, em 2008, o sistema de ensino superior teria cerca de 6 milhões duzentos e quinze mil alunos matriculados.
9. O ensino privado continua fortemente dominante. Do total de matriculados, 75% pertencem a esse segmento.
Assim, os números apresentados revelam que:
a. A concentração de matrículas em poucos cursos e poucas IES continuará ocorrendo.
b. As IES particulares continuarão perdendo talentos para as universidades públicas em função da sua expansão.
c. Para as IES commodities, a ‘guerra de preços’ seguirá cada vez mais violenta, inviabilizando o funcionamento de diversas delas.
d. O foco e o posicionamento estratégico serão cada vez mais adotados.
e. Crescerá a preocupação com a oferta de valor e muito mais com a participação de valor pelo cliente.
f. As IES de maior peso, tradição e qualidade procurarão criar uma relação de amor com seus clientes e com a própria sociedade, transformando suas marcas em lovemarks.
g. As pequenas e médias IES inteligentes se transformarão em nichos.
h. As novas redes de IES surgirão, principalmente pelas mudanças nas IES confessionais.
i. Uma nova onda de consolidação se aproxima, pois diversos consolidadores estão altamente capitalizados.
j. A crise do sistema particular continuará em 2010, em função da projeção dos dados do Censo 2008 e do nível de inadimplência. Não se referencia à crise mundial de 2008, mas à crise estudantil do sistema que instalou-se nos últimos 10 anos em função de modelos ultrapassados de gestão. É bom lembrar que 65% das IEs brasileiras detêm menos de 1000 alunos matriculados.
k. Por último, não menos importante, é bom lembrar que para atender a base da pirâmide será preciso REIMAGINAR a IES, o curso, a sala de aula e o professor.
Saiba mais sobre essas tendências participando do Seminário “O Futuro da Universidade Brasileira”, dia 10/12/2009 na cidade de Cuiabá. Faça sua inscrição.
Acesse: http://www.cmconsultoria.com.br/seminarios_eventos.php 
Fonte: CM Consultoria 

Aprendiz seleciona jornalista
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:53 hs. 
O Portal Aprendiz busca jornalista. Podem se candidatar profissionais recém-formados, com conhecimento e experiência em educação, direitos humanos, terceiro setor e trabalho. O profissional irá atuar na cidade de São Paulo, no bairro da Vila Madalena, a partir de janeiro de 2010.
O profissional atuará em período integral. Como atividades, além das reportagens para o Portal Aprendiz, o jornalista produzirá conteúdo para os outros veículos da Associação Cidade Escola Aprendiz (Guia de Empregos, Conexão Aprendiz, Institucional).
Os interessados devem encaminhar currículo para o e-mail selecao_nct@aprendiz.org.br, com o assunto Jornalista Aprendiz, até 10 de dezembro.
Fonte: Portal Aprendiz 

Planejamento estratégico nas IES Privadas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:19 hs. 
“A GESTÃO POR PROJETOS”
A principal conceituação de “projeto” é descrita pelo Project Management Institute (PMI), uma instituição sem fins lucrativos, criada em 1969, que tem em um de seus principais objetivos contribuir para a melhoria contínua da gestão de projetos e catalogação dos melhores, divulgando práticas tradicionais e avançadas, como iniciativa inovadora no produto que gera, no cliente do projeto, na localização, nas pessoas envolvidas, ou em outro fator representativo.
Alguns problemas de impacto significativo e relevante nas IES, como, por exemplo o aumento da evasão discente, caracterizada por trancamentos, cancelamentos e desistências de clientes - alunos, podem e devem ser tratados como um projeto contínuo, ou ainda como parte integrante de um projeto maior de satisfação dos clientes – alunos, pois afetam os negócios das IES. A inadimplência, quando acima dos níveis normais afeta sobremaneira a liquidez das Instituições, o processo de matrículas (captação e retenção) e o atendimento das centrais de relacionamentos com o cliente, também são exemplos, entre outros, que poderiam ser tratados na forma de projetos operacionais táticos, por que todos estão correlacionados para o propósito institucional de geração de valor na IES.
A elaboração de um projeto se diferencia das operações regulares de uma IES, como a criação de um determinado produto (curso), pois isso é desenvolvimento de um novo produto (ensino) – curso voltado claramente para a expansão de seu negócio. Portanto, deve ser tratado diferentemente.
Um projeto tem inicio, meio e fim bem definidos, ou seja, tem um objetivo claro que, quando atingido, caracteriza o final do projeto, diferenciando-se da criação e inovação no lançamento de um produto - curso novo. Logo, a criação de um curso não pode ser considerado um projeto propriamente dito.
Nesse exemplo, suponha-se que a IES resolva inovar com o lançamento de um novo produto no mercado e que ela queira captar recursos para financiar o desenvolvimento desse negócio. Para isso, provavelmente, ou pelo menos, deveria desenvolver um plano de negócios e estudos de viabilidade, com informações sobre o produto, mercado, clientes, concorrentes, preço, análise de ambiente interno e externo, identificar as oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos. Deveria também desenvolver planilhas de viabilidade econômico-financeira com TIR, VPL, PAY-BACK, margem de contribuição requerida; montar um plano de marketing; avaliar o potencial diferenciador e a competitividade de custos de seu produto no seu negócio, entre outros.
Até é possível afirmar que a criação desse documento completo é um projeto, mas o conteúdo do documento em si não, uma vez que se trata de um negócio novo, pois, salvo exceções, negócios em qualquer organização são criados para durar indefinidamente, e projetos, para um final em um determinado momento.
Alguns elementos essenciais devem ser seguidos na elaboração de um projeto. Tome-se, como exemplo, um projeto para melhoria no atendimento discente no atendimento e processo de matrículas, com reflexos claros na evasão e inadimplência, que necessita constantemente ter respostas para algumas questões básicas de cunho tático operacional aplicado, como: O que fazer? Como fazer? Quem é responsável? Quanto requer de recursos? Quais os indicadores? Qual a meta de melhoria de atendimento? Quais os fatores chaves de sucesso? Qual o prazo de requerido, entre outros.
Tais perguntas poderiam ser respondidas na dinâmica de um processo operacional de desenvolvimento, execução, aferição e conclusão, seguindo, entre várias e pertinentes etapas do projeto, alguns passos fundamentais, como por exemplo: formulação e descrição do projeto, por meio da definição dos seus objetivos e processos meios indispensáveis, estabelecendo-se os resultados esperados, suas priorizações de acordo com sua importância para o projeto, às atividades e ações primordiais, a equipe, metas e prazos, escopo geral, os indicadores de avaliação e as questões relacionadas ao fato, causa e ação do projeto.
Segundo HELDMAN, Kim em seu livro Gerência de Projetos, 5ª edição, Ed. Campus, 2005, pg.69, “A descrição do escopo do produto, define o produto do projeto. Os detalhes e as características do produto ou o serviço do projeto são descritos neste documento. Não é obrigatoriamente um documento oficial do projeto, mas você deve ter, sem dúvida, uma cópia em seu caderno de projeto. A descrição do escopo do produto é geralmente finalizada na mesma época que o documento conceitual do projeto, embora antes do termo de abertura do projeto. Por meio dela, você vai começas a conhecer alguns objetivos do projeto...”
Numa IES, onde o objetivo principal dos projetos visam a otimização de processos críticos para aumento da satisfação de atendimento discente, perpassam, obrigatoriamente, pela definição de processos que precisam ser melhorados em áreas afins, como por exemplo, na Central de Relacionamento e no Processo de Matrículas dos alunos, para que o objetivo seja alcançado a contento e, por conseqüência, sejam reduzidos os níveis de insatisfação que levem a um aumento no nível de evasão e impactos na inadimplência.
É de fundamental importância que sejam elencados os resultados esperados de acordo com a sua importância, definindo-se as atividades e ações correlacionadas com cada resultado almejado.
A definição dos responsáveis e a equipe que conduzirá o projeto, para cada atividade/ação prevista, deve estar correlacionada com as metas, resultados e prazos para os membros da equipe. Pois, é necessário a definição clara e objetiva do que será feito para que o projeto tenha sucesso.
Também, a importância do projeto para a IES, suas recomendações, premissas, pontos chaves e restrições, são partes importantes na sua elaboração, para que os fatos, causas e ações e data de conclusão prevista, sejam atendidos.
Na execução e controle do projeto, os indicadores de resultados e recursos, fazem parte dos marcos de controle e devem ser monitorados, com avaliação sistemática de riscos que ameaçam o sucesso do projeto.
A conclusão do projeto, consiste em avaliar os resultados e metas alcançados em relação aos objetivos inicialmente definidos, com relatório conclusivo dos pontos positivos e problemáticos, e recomendações de aprendizado, por meio de feedback à Direção e membros do projeto.
O sucesso de um projeto depende da forma como será gerenciado, administrado, coordenado ou gerido na aplicação de técnicas, conhecimento e habilidades, desde o inicio até sua finalização, passando, obrigatoriamente por etapas de planejamento, execução e controle. Em determinadas circunstâncias, é possível que um projeto seja gerenciado apenas pelo bom senso ou por melhores práticas, ou pela apenas utilização de algumas ferramentas, como, por exemplo, o Microsoft Project. Nesse ponto, as melhores práticas são compiladas pelo PMI e são empregadas por vários países em projetos de diferentes tamanhos e áreas e publicadas no Project Management Body of Knowledge (PMBOK).
Para evitar problemas no desenvolvimento de projetos, em especial num segmento que ainda caminha para um processo de profissionalização mais contundente, é preciso, primeiramente, desenvolver internamente a cultura de projetos na IES, com transparência compartilhada, em que todos possam ter acesso às informações e utilizá-las.
Para a qualidade que se espera em um determinado, começa-se pela analise e revisão do escopo a fim de antecipar a identificar as possíveis falhas de percurso. Nesse contexto, a gestão constitui atividade essencial à execução de projetos. Ela compreende várias atividades que têm por objetivo planejar e guiar a realização de projetos. O gestor tem de ter visão e propósitos claros do escopo do projeto, pois tais informações é que contribuirão de forma decisiva em todas as atividades e fases do projeto.
Quando se encontram alguns gestores educacionais que ainda resistem a acreditar na gestão por projetos, entende-se que, na verdade, o que lhes falta é um conjunto de habilidades e competências, que podem ser reconhecidas, classificadas e desenvolvidas, aos gestores mais bem preparados.
O sucesso de um projeto depende de um conjunto de itens que auxilia seu desenvolvimento, como objetivos claros e consistentes do produto ou sistema a ser desenvolvido, escopo bem delimitado, utilização de infraestrutura de TI adequada com software-padrão, emprego de bases de dados e estimativas confiáveis, apoio top dow da Reitoria, pleno envolvimento de usuários e capitaneado por gestor de projeto que tenha experiência, liderança, habilidades de negociação com os clientes e fornecedores internos.
O gestor tem um papel de suma importância para o sucesso do projeto que envolve a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para projetar atividades que visem atingir os requisitos de projeto. Esse gestor deve considerar no desenvolvimento do projeto a inclusão do pensamento estratégico corporativo, valor do cliente e estratégia de relacionamento, táticas e estratégias de negociação, análise e planejamento estratégico e indicadores de desempenho e mercadológicos. Também, devem ser levados em consideração aspectos relacionados à cultura organizacional, percepção e desempenho, liderança empreendedora e decisões gerenciais, diagnósticos e propostas de liderança com foco no cliente - aluno.
Segundo GASNIER, Daniel Georges em seu livro Gerenciamento de Projetos, 2000, 3ª edição, Ed. Instituto IMAM, pg.32, “...antes de mais nada, o gerente de projeto deve ser uma pessoa suficientemente generalista, capaz de se comunicar com todos os stakeholders, ouvido-os, entendendo, atendendo as suas necessidades e influenciando suas expectativas...”.
Certamente, os ganhos, ao se aplicar às técnicas de projetos numa IES como forma de modernização da gestão, podem contribuir significativamente para otimização de recursos, redução do tempo em colocar um novo produto no mercado, melhor controle de processos e redução de custos, refletindo-se na satisfação do cliente - aluno.
Num segmento essencialmente prestador de serviço de produtos intangíveis, que requer a todo instante diferenciação e qualidade reconhecida pelo cliente - aluno, dentro de padrões de atendimento e satisfação, a prática de projetos essenciais e vitais promoverá e contribuirá para o avanço mais rápido da tão desejada profissionalização do setor.
Prof. Renato Silva, é Gestor Universitário, especialista em planejamento estratégico de IES privada e autor do livro: Balanced Scorecard – Gestão do Ensino Superior, lançado em fev/09 pela Editora Juruá de Curitiba - PR.
E-mail: icaredi@terra.com.br 
Fonte: Renato Silva 

Setor de TI empregará 140 mil em 2013
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:35 hs. 
A indústria brasileira de Tecnologia da Informação (TI) irá precisar de ao menos 140 mil profissionais de todos os setores e níveis, em 2013. Essa é uma das conclusões preliminares do primeiro volume do relatório Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva, lançado na semana passada em São Paulo.
Segundo o estudo, preparado pelo Observatório da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o crescimento de trabalhadores assalariados no setor foi de 17% ao ano, de 2003 a 2006, apenas nas empresas cuja atividade fim é a informática.
“As empresas de outros setores da economia empregam quatro vezes mais que as de informática”, explicou o vice-presidente executivo da Sofitex, Arnaldo Bacha.
Segundo o estudo, o deficit é estimado esperando o crescimento de receita, produtividade e capacidade de contratação de mão de obra. Num cenário focado apenas em serviços, a falta de profissionais qualificados sobe para 200 mil.
“Na Região Sudeste, onde concentra-se 78,1% da receita líquida do setor, os egressos de graduação são em torno de 36 mil”, explicou Bacha
“Nas empresas cuja atividade fim não é informática, como bancos e indústrias, por exemplo, são 284 mil”, disse a coordenadora do observatório, Virgínia Duarte.
Uma das projeções da associação é o crescimento de pessoal em 12,6% ao ano. “Estamos observando que o crescimento não é apenas de empregos formais, os chamados celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho)”, observou Virgínia.
A coordenadora comentou que entre 2003 e 2006, os empregados que trabalham como pessoa jurídica nas empresas cresceram 14,6% ao ano.
De acordo com o relatório, 132.510 pessoas se graduaram em cursos superiores da área de TI, de 2003 a 2005. Os graduandos em cursos superiores foram mais de 8 mil pessoas de 1996 a 2006 e as ofertas de mestrado cresceram aproximadamente 97,9% ao ano, de 2001 a 2006. (Da Agência Brasil ) 
Fonte: Correio Popular - SP 

Curso gratuito só para estagiário
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta de Cuiabá, 02/12/2009 - Cuiabá MT
Luiz Gonzaga Bertelli 
Você sabia que o estagiário pode sair mais cedo em dia de prova desde que a ausência seja devidamente informada pela instituição de ensino onde estudante esteja matriculado? E que ele também tem direito a recesso preferencialmente em período de férias escolares? A nova Lei do Estágio, em vigor desde o final de setembro do ano passado, contém uma série de normas que, se geram dúvidas em gestores de recursos humanos, também deixam muitos jovens no mínimo curiosos para saber quais são seus direitos e deveres, como estagiários. Isso é especialmente verdadeiro para aqueles que nunca passaram por essa experiência e Ciee transmitiam todas essas informações chamadas de integrativos é comum em corporações de grande porte ou multinacionais. As empresas e  órgãos públicos que contratam estagiários por  intermédio do Ciee tinham à sua disposição uma equipe de técnicos que organizavam tais integrativos. Mas desde julho, tudo isso é passado: o maior e mais tradicional agente de integração do país lança o curso gratuito Estagiário Ciee, feito pela internet e destinado exclusivamente a estudantes que assinaram seu primeiro contrato pelo Ciee.
Os estagiários passarão a receber um código que dará acesso ao curso no portal www.ciee.org.br. A partir desse ponto, terão uma semana para cumprir as três horas de aulas virtuais, que utilizam muita interatividade e recursos dos jogos eletrônicos. Todos que passarem pelo Estagiário Ciee poderão imprimir um certificado, que certamente contará pontos se apresentado ao gestor de RH, além  de baixar uma apostila para revisar temas abordados e a íntegra da nova Lei de Estágio.
Dessa maneira, mais estagiários e empresas ou órgãos públicos contratantes se beneficiarão da expertise do Ciee em inclusão profissional, já que esse novo serviço terá uma amplitude bem maior, deixando de ser limitados pelas paredes de aulas presenciais. Isso, certamente, se refletirá em melhor desempenho dos estudantes que, mais preparados, iniciarão suas atividades práticas mais conscientes do seu papel e de como será seu caminho no ambiente organizacional. Vale sempre lembrar que o Ciee também tem um curso específico para gestores de estágio, que explica como deve ser a supervisão do futuro profissional no dia a dia. 

Quanto recebe um estagiário no país?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Desde a publicação da lei 11.788, em 26 de setembro de 2008, o mercado de estágios se alterou consubstancialmente. No início o mercado deixou de contratar por não entender claramente as novas regras. Para reforçar essa queda, a crise econômica mundial foi deflagrada 11 dias antes. Resultado: faltaram vagas e sobraram alunos. A limitação da carga horária em 6 horas diárias e 30 semanais, além de benefícios concedidos foi comemorado por muitos. Mas o impacto foi percebido no bolso do estagiário.
Como ficaram as bolsas de quem estagia depois da nova lei e crise que abalaram o Brasil? O Nube realizou uma pesquisa em abril deste ano. Esse é o maior levantamento realizado no país. Os resultados mostram uma diminuição significativa para os cursos onde, tradicionalmente, se pagava por hora, como em engenharia. Confira os resultados.
A pesquisa fez um levantamento com 12.140 estagiários de diferentes níveis, contratados após a lei ser aprovada (26 de setembro de 2008).
A média geral paga é de R$ 705,96. Sendo R$ 421,00 para o ensino médio, R$ 467,16 para médio técnico, R$ 805,84 para o superior e de R$ 707,07 para quem faz superior tecnólogo. "Os números de 2009 refletem uma adequação do mercado às novas exigências legais. Com mais benefícios, muitas empresas optaram por diminuir a remuneração", explica Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube.
A nova legislação prevê carga horária máxima de 6 horas diárias, bolsa-auxílio, auxílio-transporte e recesso remunerado obrigatórios. O tempo máximo na empresa passou a ser de dois anos.
Além do impacto na bolsa, o número total de estudantes estagiando caiu. Segundo a Associação Brasileira de Estágios - Abres o país tem atualmente 900 mil estagiários, sendo 650 mil no nível superior e 250 mil no nível médio, para um total de 13,1 milhões de estudantes. "Isso se deve a dois fatores: à nova legislação e também à crise econômica mundial", explica Mencaci. "Contudo, estamos otimistas! Em julho houve um crescimento de 20% na oferta de novas vagas", completa.
Confira os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil. Os valores apresentados são uma média nacional, ou seja, há diferença entre as regiões.
Nível Médio Técnico:
1- Edificações - R$ 641,00
2- Química - nível técnico - R$ 595,00
3- Mecânica - R$ 571,00
4- Técnico em Segurança do Trabalho - R$ 568,00
5- Mecatrônica - R$ 539,00
6- Informática - nível técnico - R$ 531,00
7- Eletrônica - R$ 512,00
8- Secretariado - R$ 511,00
9- Contabilidade - R$ 503,00
10- Eletrotécnica - R$ 479,00
Nível superior:
1- Engenharia - R$ 933,30
2- Direito - R$ 870,00
3- Arquitetura e Urbanismo - R$ 864,00
4- Economia - R$ 854,52
5- Comunicação Social - Relações Públicas - R$ 853,00
6- Psicologia - R$ 819,00
7- Relações Internacionais - R$ 818,00
8- Química - R$ 791,35
9- Ciência da Computação - R$ 783,84
10- Ciências Contábeis - R$ 780,22
Nível Superior Tecnólogo:
1- Tecnologia Mecânica - Processos de Produção - R$ 890,00
2- Gestão da Produção Industrial - R$ 815,00
3- Tec. em Análise e Desenv. de Sistemas - R$ 772,00
4- Tecnólogo em Logística - R$ 763,00
5- Tecnologia em Marketing - R$ 757,00
6- Tecnologia em Gestão Financeira - R$ 675,00
7- Tecnologia em Redes de Computadores - R$ 642,00
8- Gestão de Recursos Humanos - R$ 635,00
9- Gastronomia - R$ 600,00
10- Administração de Recursos Humanos - R$ 592,00
"Busquei o estágio para aumentar meus conhecimentos e colocar em prática o que aprendo em sala de aula ", afirma Anderson Dadário, estagiário da área de Tecnologia. Amanda Tieme tem motivos para comemorar. "Foi estagiando que iniciei minha carreira, fui efetiva e agora vislumbro um crescimento na minha profissão”, afirma a analista de negócios da empresa Total IP Telecomunicações.
Segundo Anessa Trassi, do Cedep - Centro de Desenvolvimento Profissional “a remuneração é importante para custear o curso, porém o estudante busca se tornar um profissional e agregar mais valor à organização”.
Fique de olho no mercado! Lembre-se sempre de agregar valor ao seu currículo e Boa sorte!
Fonte:Texto: Nube / Imagem: UFRGS

Conselho de Educação quer padronizar regra
Fonte: Portal O Meu Futuro
O Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação, reunirá em dezembro representantes de Estados, municípios e Escolas particulares numa tentativa de criar uma data-limite nacional para que a criança, segundo o dia de nascimento, possa ser matriculada no primeiro ano do novo ensino fundamental.
O conselho teme que, caso a ausência de padronização permaneça, crianças novas demais entrem no ensino fundamental. Para o órgão, os alunos de cinco anos devem ter atividades lúdicas e brincadeiras, e não lições de alfabetização.
"Se um sistema estabelece dezembro como limite, a criança cursará todo o primeiro ano com cinco anos. É uma temeridade", diz o presidente da Câmara de Educação Básica do conselho, Cesar Callegari.
O órgão vai defender que o corte nacional seja fixado em fevereiro, início do ano letivo.
A dificuldade para a padronização ocorre porque parte das Escolas já vinha adotando datas diferentes para o corte. O Estado de São Paulo, que fixou a data de aniversário limite em 30 de junho, tinha dezembro como corte anterior. Se passasse para fevereiro, a mudança seria demasiado brusca.
Mesmo com a decisão do Conselho Estadual de Educação, o corte das Escolas estaduais e municipais localizadas apenas na cidade de São Paulo ficou definido em fevereiro.
Na cidade, a maioria dos colégios particulares fixou 30 de junho como corte. E parte deles faz a criança vinda de outro colégio, ainda que aprovada, repetir o ano caso ela não se enquadre no limite etário. A criança, então, refaz o estágio e entra no primeiro ano só no ano seguinte, já com seis anos. É o que ocorre nos colégios Santo Américo, onde o corte é em 31 de julho, e Vera Cruz. Os alunos que já estudavam lá não enfrentam o problema e continuam os estudos normalmente.
Há outras que aceitam as crianças, mas não automaticamente. A vida Escolar anterior é analisada. Caso os professores julguem que elas têm condições de entrar no primeiro ano, são matriculadas.
Esse é o caso dos colégios Pentágono, Magno e Santa Maria. "Respeito a história do aluno e não olho só a data de nascimento", diz Cláudia Mileo, diretora do Pentágono. "É preciso olhar caso a caso", concorda Cláudia Tricate, do Magno.

Ciclo básico sofre com desigualdades e pouco resultado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs. 
Abaixo da média: Índice para avaliar a educação do país atinge apenas 4,2 em escala que vai de 0 a 10
Não está na Olimpíada, nem na Copa do Mundo. Nem nas metas de manter o PIB em alta e a inflação controlada. O verdadeiro desafio nacional é educar com qualidade os quase 54 milhões de pequenos candidatos a cidadãos hoje com 4 a 17 anos de idade. Eles são, junto com os educadores, os personagens principais do universo da educação básica brasileira, que inclui os segmentos infantil (creche e pré-escola), fundamental e ensino médio, além da educação de jovens e adultos e a especial.
Não bastasse a dimensão, é ainda um universo muito heterogêneo, com enormes desigualdades entre cidades grandes e pequenos povoados, entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste, entre ricos e pobres. O tamanho do desafio agora tem mensuração oficial. Criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que combina dados de repetência e evasão com os resultados da Prova Brasil (português e matemática para o ensino fundamental) e do Enem (para o ensino médio), revelou a distância do país em relação ao chamado mundo desenvolvido, em que índice similar estaria na casa dos 6 (numa escala de 0 a 10).
No Brasil, o Ideb do ensino fundamental foi de aproximadamente 4 (3,8 para o fundamental I e 4,2 para o fundamental II) e o do ensino médio, 3,5. A porcentagem de crianças de 10 a 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar ficou em 13,3%. É preciso mudar esse quadro, sob pena de a geração escolar de hoje repetir a situação dos brasileiros que tinham 25 anos ou mais em 2007 - a média nacional era de apenas 6,9 anos de escolaridade, enquanto a dos países desenvolvidos situava-se entre 12 e 13 anos. É uma condição de "lanterna" insustentável para um país que projeta crescer a 4 a 5% ao ano no próximo decênio.
As autoridades federais da área parecem conscientes da "pedreira" que têm pela frente. "Ainda temos 600 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola", constata a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Almeida e Silva. "Nunca tivemos uma escola verdadeiramente pública, igual para ricos e pobres, como nos Estados Unidos e na França, e precisamos construí-la num momento de mudança tecnológica, para fazê-la contemporânea, digital." Maria do Pilar acredita na possibilidade de mudança desse quadro com a recente aprovação pelo Congresso da Emenda Constitucional nº 59, que estabelece um calendário para pôr fim gradual à DRU (Desvinculação de Receitas da União) sobre as verbas federais destinadas à educação.
Desde 1994, a DRU retira da educação 20% do total de seus recursos. Com a emenda, de 11 de novembro passado, esse percentual cai para 12,5% em 2009, 5% em 2010 e deixa de existir em 2011. Serão de R$ 9 bilhões a R$ 11 bilhões a mais para escolas, professores, livros e merenda até 2011. De quebra, a mesma emenda torna obrigatório o ensino para todos os brasileiros de 4 a 17 anos (não mais de 7 a 14, conforme estabelecia o texto original da Constituição de 1988). "Teremos tempo de ensino obrigatório similar ao da Alemanha", afirma a secretária. Noves fora, aumentam os recursos e as responsabilidades.
O MEC abriu as portas de universidades públicas para que 300 mil professores do ensino básico voltassem às aulas (são 50 mil novas matrículas só neste semestre, na chamada Plataforma Freire, que oferece cursos presenciais ou a distância) e trabalhou para que o Congresso Nacional aprovasse o piso salarial nacional, hoje em torno de R$ 1.100 mensais por 40 horas/aula. Além de triplicar o valor das chamadas transferências obrigatórias do ministério para Estados e municípios (nas quais estão os recursos da merenda escolar e dos livros didáticos) e mudar os critérios para repasse das transferências voluntárias.
Com o Ideb, relata Maria do Pilar, foi possível identificar 1.242 municípios (80% deles no Norte e no Nordeste), dos mais de 5 mil do país, que nunca haviam sido agraciados com montantes "voluntários", porque não tinham capacidade sequer para elaborar o Plano de Trabalho. "São localidades em que o secretário de educação atende ao telefone na barbearia", comenta. O MEC levou pessoal de universidades federais a esses rincões e identificou duas demandas fundamentais - formação de alfabetizadores e bibliotecas.
Mesmo considerando que a política global do governo está no caminho certo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, insiste na necessidade de conjugar a luta por mais verbas com a gestão democrática das escolas e a valorização dos profissionais. "Como vamos atrair e manter jovens na carreira de professor com uma remuneração inicial de 20h para docentes de nível médio de R$ 431,40, abaixo do salário mínimo, como é no Rio Grande do Sul, ou de R$ 1 mil em Roraima, para quem tem licenciatura plena?", pergunta o sindicalista.
Leão discorda da avaliação dos técnicos do MEC, para os quais a maior parte dos Estados já cumpre a lei 11.738, de 2008, que estabeleceu o piso nacional de cerca de R$ 1.000 para jornada de 40 horas (com um terço dessas horas dedicado a atividades extraclasse). De fato, dias depois da sanção presidencial à Lei do Piso, aprovada por unanimidade no Congresso, os governos de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina arguiram, no STF, a inconstitucionalidade da norma, mas tiveram liminar negada. "Onde já se viu essa atitude?", indaga Leão. "A Constituição, que determina 25% do Orçamento para a educação, está acima da Lei de Responsabilidade Fiscal."
Em 2007, o Brasil investiu em educação 5,1% do PIB - contra 6% da Argentina, por exemplo. "Para avançar na educação básica, precisamos investir 7%", reconhece Maria do Pilar Almeida e Silva. "Eu acho justo que as verbas para a educação cresçam na proporção do crescimento do PIB também", afirma Leão. Talvez seja hora de, acima de debates ideológicos e partidários, repensar as leis. Para correr com alguma chance atrás do prejuízo.
Ana C. Carvalhaes, para o Valor, de São Paulo 
Fonte: Valor Econômico 

Enem tinha só 7% de questões difíceis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:15 hs. 
Cursinho aplicou a prova que vazou a 15 mil alunos e analisou as respostas; novo exame será amanhã e domingo
Paulo Saldana e Elida Oliveira, ESPECIAL PARA O ESTADO
Os 4,1 milhões de estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) amanhã e domingo devem encontrar uma prova de nível fácil a médio. A conclusão foi tirada após a correção do exame cancelado em outubro e aplicado a 15 mil alunos de escolas públicas.
Nenhuma das 180 questões da prova vazada é considerada muito difícil. No total, há 14 questões difíceis - 7,78% da prova. A maior parte das questões está entre médias, 63,34%, e fáceis, 25%. Em uma escala que vai de - 4 (muito fácil) a 4 (muito difícil), a que mais se aproximou do alto da classificação foi a questão 89 de Matemática, sobre geometria, com pontuação de 1,56 (mais informações nesta página). O Enem é montado para que as questões sejam igualmente divididas em fáceis, médias e difíceis - cada grupo representaria um terço do total.
A aplicação e correção pelo mesmo conjunto de modelos matemáticos que o Ministério da Educação (MEC) vai usar no Enem, chamado de Teoria da Resposta ao Item (TRI), foram realizados pelo Sistema COC de Ensino. Os temas que dominaram a prova cancelada foram meio ambiente, sustentabilidade e poluição, com 17 questões - duas delas falavam da Amazônia. Água também foi frequente: 15 questões.
O padrão de dificuldade deve se repetir neste fim de semana. Isso porque a nova prova será formulada a partir de um banco de 1,8 mil questões pré-testadas, do qual também saiu a prova anterior. Se o prenúncio de uma prova fácil tranquiliza os estudantes, a característica pode trazer outros problemas, como dificultar sua utilização como vestibular - status que o Enem ganhou este ano para mais de 25 universidades federais. O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, defende que o Enem conseguirá discriminar candidatos de todos os níveis. "É muito raro alguém que consiga acertar tudo", diz ele. "Também estamos no primeiro ano, poderemos calibrar no futuro."
Especialistas consultados pelo Estado discordam. "Nas carreiras de grande competição era importante que tivesse questões com grau de dificuldade mais altos, para diferenciar concorrentes bem preparados", diz o coordenador pedagógico do COC, Arnaldo William Pinto. O professor do Instituto de Matemática da USP Antonio Luiz Pereira também condena a baixa exigência do exame e concorda que a escolha entre os candidatos bem preparados pode ser "quase aleatória". "As pessoas que se preparam bem estariam todas próximas da nota máxima", diz, que critica as questões de exatas em geral.
Apesar disso, Matemática e suas Tecnologias teve oito questões difíceis, o maior índice entre as áreas que compõem a prova. De acordo com a correção do COC, a questão mais fácil foi a 3 (-2,67) de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. O enunciado dizia que a maioria das declarações de imposto de renda é realizada pela internet e, ao fim, perguntava o que isso significa.
O linguista Sírio Possenti, da Unicamp, critica não só a questão, mas toda a área de linguagens. "A prova é desigual, mesmo que cubra vários temas. Nessa questão, não sei como o aluno seria avaliado." Após a divulgação da prova, a análise geral era que ela estava mais fácil do que o esperado. "Achei mais simples do que as anteriores", diz o supervisor de Geografia do Anglo, Reinaldo Scalzaretto. Para o professor de História do Cursinho da Poli Elias Feitosa de Amorim Júnior, "no que diz respeito a conteúdo, não foi fechado como nos vestibulares."
SAIBA MAIS
Provas: Amanhã, entre 13 horas e 17h30, os candidatos terão questões de ciências da natureza e ciências humanas. Segundo professores, a cada hora de prova, o aluno precisa resolver entre 22 e 23 questões. No domingo, entre 13 horas e 18h30, será a vez de linguagens, matemática e redação. Haverá, no total, 180 questões - 45 de cada área
Horário: Os portões serão
abertos às 12 horas para a entrada dos candidatos e fechados às 12h55
Nota: Será utilizada por 25 universidades federais como fase única do vestibular. Sete usarão a nota em substituição à primeira fase e outras sete, como parte do processo seletivo. Entre os institutos federais, 33 usarão a nota como parte da seleção 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Cursos mais procurados privilegiam área de exatas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:20 hs. 
Carreiras: Preocupação com meio ambiente e inovação ganha espaço
O ano de 2009 foi movimentado para quem trabalha na prospecção de talentos. A crise econômica e posterior retomada da economia, a projeção do país no cenário internacional, a inclusão do brasileiro no mundo digital e sua crescente adesão às redes sociais obrigaram empresas de vários setores a rever procedimentos e a quebrar paradigmas para se manter num mercado cada vez mais competitivo, geograficamente maior e de consumidores antenados. Mais que produto, o que esteve em jogo ao longo do ano foi a forma de fazer negócio e encantar o cliente, esteja ele no mundo analógico ou digital. Para conseguir isso, foi preciso buscar o profissional certo no mercado.
Levantamento realizado pela consultoria Ricardo Xavier Recursos Humanos sobre as carreiras que estiveram em alta ao longo desses onze meses sinaliza bem essa demanda. Áreas como engenharia, administração, ciências contábeis e economia encabeçam a lista, seguidas respectivamente por propaganda e marketing, direito, psicologia, tecnologia da informação, análise de sistemas e comércio exterior. Para Neli Barboza, diretora de consultoria da empresa, a área de engenharia compreendeu oferta de vagas tanto ao profissional voltado para o segmento civil como para o do ramo financeiro. Por mais um ano o mercado constatou que faltam engenheiros no Brasil.
Profissionais formados em administração, ciências contábeis e economia foram chamados para cuidar da área financeira das empresas. Para a diretora da Ricardo Xavier, foi preciso controlar riscos, cortar custos, planejar o negócio melhor, o que fez a figura do controler se destacar.
Na avaliação de Barboza, o foco recaiu não apenas em profissionais graduados na área, mas naqueles que tivessem agregado expertise em situações tensas e de crise. A percepção do mercado para essa oportunidade foi imediata. No Senac-SP, por exemplo, o curso técnico de contabilidade viu crescer o número de inscritos para 1.853 para as aulas deste ano, contra os 1.613 que procuraram o curso em 2008. Em 2007, foram 1.591.
Na graduação, a instituição está abrindo vestibular para um bacharelado em ciências contábeis. "A crise econômica impulsionou a demanda por esse profissional uma vez que as áreas de compras e de vendas tiveram que se readequar ao cenário", afirma Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.
No que diz respeito à tecnologia, informática e mundo digital em geral, a demanda por pessoal especializado ou com experiência também esteve aquecida e deverá se manter em alta por um bom tempo ainda. Na visão de Luiz Fernando Garcia, diretor nacional do curso de comunicação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o fato de o Brasil ter ganhado dimensões novas, com a estabilidade econômica e projeção internacional, exigiu das empresas um olhar diferenciado sobre o mercado e o aprendizado para tomar decisões rápidas.
O mundo digital obrigou o marketing a empreender mudanças significativas de procedimentos em operações de venda realizadas até então e acabou criando novos players, ágeis, com muito fôlego, intensificando a concorrência, acredita Garcia. Na propaganda, por sua vez, não há mais como sustentar a tese de que uma empresa tem que falar com consumidor e formador de opinião nos moldes como era feito até recentemente. Qualquer pessoa que tenha um blog, por exemplo, pode ser formadora de opinião, e um consumidor hoje está em todos os lugares. "Não se pode fazer comunicação com uma única ferramenta, ela tem que ser integrada", sustenta o diretor da ESPM.
A área de recursos humanos foi outra que recebeu atenção especial, precisou mostrar assertividade nas contratações e deve ficar assim ainda no próximo ano, acredita a diretora da Ricardo Xavier, para quem ainda o RH deverá ser visto como parte estratégica de uma companhia. Call center é outro segmento com demanda por profissionais em expansão também. No portal Curriculum.com, a área juntamente com telemarketing apresentou uma busca intensa por profissionais durante esses onze meses. Para o diretor da Catho, a justificativa para a oferta de empregos está na grande rotatividade típica do setor e a mudança na legislação do serviço de call center. Quem trabalha com comércio exterior ou relações internacionais também esteve na mira durante 2009 e contou com boa remuneração sendo oferecida pelas empresas como atrativo. A tendência é que o cenário se mantenha em 2010. "As empresas têm priorizado aquele profissional com visão bem estratégica que a transforme num player competitivo e não que ofereça apenas conhecimento acadêmico", reforça Barboza.
Num futuro próximo, profissionais especializados nas áreas da sustentabilidade e inovação deverão estar entre os mais requisitados. Segundo estudo realizado neste ano pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP, a preocupação com meio ambiente, inovação e qualidade de vida deverão ser relevantes. Para James Wright, coordenador do MBA Executivo da instituição e do Profuturo, muitas empresas já começaram a preparar gente nestas áreas para tentar suprir a carência de um profissional especializado no mercado.
Para atuar em qualquer uma das carreiras mais disputadas atualmente ou num futuro próximo e estar na mira dos consultores sempre, porém, é preciso mais que atestar bom conhecimento técnico. Barboza, da Ricardo Xavier, acredita que a capacidade de se adaptar facilmente a mudanças e trabalhar sob pressão são fundamentais. Meirinho prioriza a visão estratégica e capacidade de ter mentalidade administrativa. O professor Wright aposta no perfil multivalente e no investimento para a requalificação a cada cinco anos para favorecer a identificação de nova rota profissional e capacitação adequada para atuar nela. 
Fonte: Valor Econômico 

A crise não terminou
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:23 hs. 
Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o que pode acontecer com o mundo nos próximos anos. Na palestra que encerrou o ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 3 de dezembro, o professor e economista Paul Krugman deu uma aula sobre a crise econômica mundial, suas origens, as soluções adotadas até agora e fez questão de ressaltar: a crise ainda não acabou. “Parece que o mundo não vai acabar e a economia está se recuperando, mas temos de olhar para a frente. Tivemos uma breve melhora, mas ainda não é o fim”, alertou.
Sua exposição começou com um paralelo do mundo entre a Crise de 1929 e a de 2008, quando o colapso visto no setor imobiliário e bancário chegou a níveis parecidos com os vistos nos anos 1930. “Sempre achamos que tínhamos aprendido com a Grande Depressão e que não repetiríamos os erros de nossos avós, mas a crise atual é resultado de algo que fizemos para nós mesmos”, comentou o prêmio Nobel de economia, que a partir daí dissecou os motivos que levaram ao colapso do setor financeiro.
O primeiro passo para compreender a crise, diz Krugman, é a bolha imobiliária tanto no setor residencial quanto no comercial que surgiu no Atlântico Norte, principalmente em regiões como Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, na Espanha e no Reino Unido. “Essa bolha era prevista. O que ninguém percebeu é que quando ela estourasse levaria junto também os bancos”, analisou. “A maneira como os bancos estavam funcionando deixava o sistema exposto”.
A pergunta, a partir daí, é: se o problema era no Atlântico Norte, por que isso levou junto todo o mundo? Simples, diz Krugman: porque há muita troca entre os países. Na crise de 1929, os índices de trocas caíram em 15% nos primeiros 24 meses, contra 18% nos primeiros 15 meses desde abril de 2008. Isso afetou os países que dependiam de exportações, sobretudo os que precisavam exportar, como a Alemanha, o primeiro a ser afetado. Depois, a onda pegou os que dependiam de importações. No balanço final, só não foram tão afetados os países que dependem de exportar commodities – caso do Brasil. “Agora as exportações já voltam a crescer, o que significa que, sim, estamos nos recuperando. Infelizmente, não dá para dizer que estamos no fim da crise”, comentou.
Europa, Estados Unidos e Japão estão, em média, 8% abaixo do que deveriam estar, há muito desemprego, principalmente na Espanha e nos Estados Unidos. E os americanos nunca precisaram de tanto tempo para se realocar no mercado de trabalho como no momento atual. São seis pessoas procurando trabalho para cada novo posto que surge. “É um cenário feio. Tenho até dito para meus alunos que eles estão entrando num mercado que não os quer”, disse Krugman, para quem há um grande risco de a recessão voltar.
Segundo ele, o crescimento que tem sido observado até agora é fruto de algo temporário. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve um aumento na oferta de empregos a partir da oferta de trabalhos na construção de estradas e outras obras estatais. “Isso tudo tem ajudado muito, devolveu ao mercado algo próximo de 1,3 milhão de pessoas que não estariam lá. O problema é que o estímulo já atingiu seu pico.” No ano que vem, se nada de novo surgir, a previsão é de que as taxas de desemprego atinjam índices abaixo da expectativa.
O que terminou com o desemprego durante a crise de 1929 foi a Segunda Guerra Mundial, quando praticamente 40% do PIB nos Estados Unidos eram destinados à produção de artigos militares. “Foi necessário algo assim para curar a Grande Depressão”, finalizou
Mesmo que não tenha ajudado a conter o surgimento da crise, olhar para a história ajuda a compreendê-la e saber quais os próximos passos a serem tomados. Historicamente, países afetados por crise demoram, em média, 4,8 anos para recuperar os índices de desemprego normais. Os Estados Unidos, geralmente acostumados a taxas na casa dos 7%, hoje tem 10,2 e esse número deve crescer até 12%. “Na média, o desemprego cresce por até 5 anos. Isso significa que a situação persistirá até 2013 e que estamos diante de um longo período de depressão para o mundo desenvolvido.”
Fonte - HSM Online - ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial - Paul Krugman 
Fonte: Fonte - HSM Online - ExpoManagement 2009 

Mensalidade das melhores escolas da capital sobe o dobro da inflação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs. 
Reajuste dos primeiros colégios do ranking do Enem será de 8,5% em 2010; instituições dizem que precisam investir
Mariana Mandelli
A média do aumento das mensalidades para 2010 nas melhores escolas particulares de São Paulo será de 8,59%. O índice deve representar o dobro da inflação prevista para 2009. Os colégios alegam que é preciso investir para continuar no topo. A mensalidade média ficou em torno de R$ 1.600.
O Estado solicitou os valores para o ensino médio no ano que vem a 29 colégios privados da capital que se revezaram nos 20 primeiros lugares dos rankings das edições 2007 e 2008 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Só três não responderam. O Colégio Albert Sabin e Escola do Futuro não quiseram passar os valores. O Miguel de Cervantes alegou "não ter tempo" para fornecer a sua mensalidade.
O aumento nas escolas campeãs do Enem é superior ao que estimou o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), que representa 8.905 instituições, para o ano que vem. O índice geral de reajuste nas mensalidades paulistas ficaria entre 4,5% a 6,5%, informou a entidade.
A previsão do mercado é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 4,25%. Todas as escolas consultadas devem reajustar as mensalidades acima desse índice. O maior aumento no ensino médio foi do Colégio Poliedro, que fica no Paraíso, zona sul. O 3º ano, cuja mensalidade era de R$ 1.014 em 2009, passará a cobrar R$ 1.182 em 2010 - crescimento de 16,56%.
No Vértice, o colégio paulistano número 1 no Enem há três anos, os valores para o ensino médio devem aumentar em 7,48%. A escola diz que tem ampliado as atividades para reforçar a preparação dos alunos para o Enem e para os vestibulares. Algumas aulas do ensino médio têm quatro professores em sala ao mesmo tempo. "A infraestrutura fica mais custosa", afirma o diretor Adílson Garcia. "Em nenhum país do mundo educação de qualidade é barata."
No Pentágono, que fica no oeste da capital, a intensificação da carga horária do ensino médio ajudou a subir em 11% a mensalidade. A escola contratou novos consultores e assessores pedagógicos. "Chegar no topo do ranking do Enem é fácil, mas se manter é difícil", justifica a proprietária Nancy Izzo.
O Enem também motivou as mudanças estruturais no Colégio Stockler. "O exame obriga cada escola a ter um projeto específico", afirma o diretor administrativo Agostinho Marques Filho. A escola começou a dar aulas no período da tarde para melhorar a preparação. Mas o aumento de 9,95%, segundo a direção, refere-se principalmente ao reajuste salariais dos professores.
O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro) informou que o dissídio da categoria ainda não foi definido. "Nem sempre essa estimativa das escolas acaba correspondendo ao nosso reajuste", afirma Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sinpro. "Se a escola resolve investir nela mesma, esse dinheiro tinha que sair do bolso deles e não dos alunos."
Segundo o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, a escola que aumentar a mensalidade acima da média pode perder alunos. No entanto, ele considera que os aumentos são necessários para a sobrevivência dos colégios.
DIREITOS
Para os pais dos alunos, o reajuste significa cortar lazer e segurar os gastos. A professora Cássia Silveira, de 47 anos, tem dois filhos na Escola da Vila, que fica no Morumbi. O pagamento das mensalidades consome cerca de 35% do orçamento mensal da família, o que significa um gasto de R$ 3 mil reais com educação por mês. "Meu marido (que é professor universitário) forma os professores dessas escolas e sofremos para pagar."
Para se divertir e economizar ao mesmo tempo, a família procura passeios e programas grátis e não costuma viajar nas férias. Para 2010, Cássia pediu uma bolsa de 30%, mas conseguiu só 15%. "Apesar dos valores serem absurdos, a educação dos meus filhos é prioridade", diz.
Segundo o Procon-SP, os pais dos alunos têm direito de pedir às escolas a planilha de cálculos para entender as razões do reajuste. Caso considerem injusta a justificativa do aumento, é possível acionar a Justiça. "O pai pode solicitar uma reunião com a escola, porque a instituição é obrigada a expor de forma visível essa planilha", explica Márcia Christina Oliveira, técnica do Procon-SP. Segundo ela, não existe limite de aumento, mas valores muito acima da média são considerados abusivos. 
Fonte: O Estado de São Paulo