
04/12/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Pesquisa de opinião no site da AMPESC sobre a distribuição das bolsas de estudo do Fundo Social
Portaria nº 317, de 2 de Dezembro de 2009.
Portaria nº 1709, de 2 de Dezembro de 2009.
Judeus ortodoxos devem desistir de prova do Enem
Portarias ProUni
Portaria nº 1132, de 2 de Dezembro de 2009.
Portaria nº 1133, de 2 de Dezembro de 2009.
Sindicatos voltam-se para a sala de aula
Universidade deve indenizar estudante
PERISCÓPIO
Resolução Conselho Federal de Administração que aprova o registro profissional dos tecnólogos
Homologação de Pareceres CNE
No ritmo atual, meta para ensino superior não será atingida até 2011
A nova prioridade da educação
*** PERISCÓPIO ***
Aprendiz seleciona jornalista
Planejamento estratégico nas IES Privadas
Setor de TI empregará 140 mil em 2013
Curso gratuito só para estagiário
Quanto recebe um estagiário no país?
Conselho de Educação quer padronizar regra
Ciclo básico sofre com desigualdades e pouco resultado
Enem tinha só 7% de questões difíceis
Cursos mais procurados privilegiam área de exatas
A crise não terminou
Mensalidade das melhores escolas da capital sobe o dobro da inflação
Pesquisa de opinião no site da AMPESC sobre a distribuição das bolsas de estudo do Fundo Social
O levantamento, até o momento com 800 participantes, demonstrou
que a relevância por parte dos internautas é na
divisão proporcional ao número de alunos.
Sugerimos que essa enquete seja compartilhada com os acadêmicos e
que a votação seja incentivada, já que fundamental
é a opinião do estudante catarinense.

Portaria nº 317, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:26 hs.
O INEP aplicará o Exame Nacional do Ensino Médio.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2027.pdf
Fonte: DOU n.º 232 - 04.12.2009
Portaria nº 1709, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:27 hs.
Indicar os Coordenadores de Ação e
Coordenadores-Executivos de Ação dos Programas da
Secretária de Educação Superior constantes do
Plano Plurianual 2008-2011.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2028.pdf
Fonte: DOU n.º 232 - 04.12.2009
Judeus ortodoxos devem desistir de prova do Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:43 hs.
Após mais uma negativa ontem do Supremo, que não permitiu
que judeus façam o Enem em uma data alternativa, muitos
ortodoxos devem desistir do exame, que será realizado neste
sábado e domingo.
Segundo o MEC, cerca de 15 mil alunos, a maioria judeus e adventistas,
declararam-se sabatistas. Eles devem chegar no horário normal
(até as 12h55) e esperar até as 19h para começar a
prova. Os adventistas, que reservam o sábado para rezar,
estão satisfeitos com a alternativa. Entre os judeus, no
entanto, a situação é mais delicada.
Isso porque a religião determina que no Shabat - do pôr do
sol de sexta ao de sábado - não é permitido andar
de carro, acender a luz, cozinhar ou carregar objetos.
Fonte: Folha de São Paulo
Portarias ProUni
Fonte: COVAC Advogados
Publicado 04/12/2009 Informativos Deixar um Comentário
Tags: direito educacional, prouni
Encaminhamos abaixo o texto da Portaria n.º 1.132, de 2 de
dezembro de 2009, que impõe às Instituições
de Ensino Superior (IES) participantes do ProUni, a obrigatoriedade de
criação das Comissões Locais de Acompanhamento e
Controle Social do Programa Universidade para Todos – PROUNI, no
prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da publicação
desta Portaria.
Estas Comissões terão, por principal objetivo, exercer o
acompanhamento, averiguação e fiscalização
da implementação do Programa nas
Instituições participantes, emitindo o competente
relatório de acompanhamento a cada processo seletivo realizado.
Na sequência, por se tratar de norma correlata, encaminha-se a
Portaria n.º 1.133, de 2 de dezembro de 2009, que aprova o
Regimento Interno das Comissões Locais de Acompanhamento e
Controle Social do ProUni.
Portaria nº 1132, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:00 hs.
Dispõe sobre a instituição das Comissões
Locais de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade
para Todos - PROUNI.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2025.pdf
Fonte: CM Consultoria
Portaria nº 1133, de 2 de Dezembro de 2009.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:05 hs.
Aprova o Regimento Interno das Comissões Locais de
Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos -
PROUNI.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2026.pdf
Fonte: CM Consultoria
Sindicatos voltam-se para a sala de aula
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs.
Trabalho: Bancários de São Paulo vão encaminhar ao
Ministério da Educação projeto para criar faculdade
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São
Paulo, Osasco e Região, filiado à Central Única
dos Trabalhadores (CUT), está às voltas com um ambicioso
projeto. Deve lançar no próximo ano uma faculdade. Os
investimentos na empreitada ainda não foram definidos, mas a
proposta que será encaminhada ao Ministério da
Educação está adiantada. "Será uma
instituição totalmente voltada para o sistema
financeiro", diz o presidente do sindicato, Luiz Claudio Marcolino. "A
ideia é criar cursos de graduação e
especialização e, num segundo momento,
pós-graduação."
Este passo será dado em decorrência da demanda dos quase
135 mil associados, que têm abarrotado o Centro de
Formação Profissional, inaugurado em 1993. "Com os cursos
oferecidos, propiciamos ao trabalhador a chance de melhorar sua
competitividade, além de garantir uma
especialização", diz o dirigente sindical dos
bancários.
Nos últimos seis anos, participaram dos 272 cursos ministrados
no centro 5,5 mil alunos. Totalmente financiados pela entidade
sindical, com investimentos anuais que chegam a R$ 80 mil, os programas
são muito procurados até por conta das exigências
do Banco Central (BC) para quem quer atuar na área. Os alunos
desembolsam por módulo entre R$ 170 e R$ 325. "O custo
corresponde a um terço do valor se comparado aos demais
ofertados por outros estabelecimentos de ensino", compara Marcolino.
Com o mercado de trabalho globalizado e mutante, o sindicato dos
bancários não é o único a se prevenir e
ampliar os investimentos em qualificação profissional. Os
valores aplicados, no entanto, são guardados a sete chaves. A
maior parte dos recursos vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Por isso mesmo, antes de destinar dinheiro a qualquer curso, a
Confederação Nacional dos Trabalhadores
Metalúrgicos (CNTM), que tem sob o guarda-chuva o Centro de
Solidariedade ao Trabalhador (CST), filiado à Força
Sindical, opta por realizar pesquisas nos locais em que atua para
checar qual é a demanda do mercado quanto à
formação profissional.
Amparado por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) e da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), ambos elaborados pelo
Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), a CNTM mapeia estas
necessidades e procura atendê-las. "No momento temos cursos
voltados para o setor de alimentação, serviços
domiciliares telemarketing e administração", diz Gildo
Bezerra da Rocha, coordenador-geral do CST/CNTM.
Quando o trabalhador recorre ao CST, são postas em
prática três ações -
intermediação da mão de obra,
habilitação do seguro desemprego e ação de
qualificação. Até o final de novembro deste ano,
1,8 mil pessoas foram qualificadas. "Queremos contribuir para a
formação do trabalhador, que em geral tem baixa
escolaridade, e dessa forma, promover uma inserção
concreta no mercado de trabalho", observa Rocha.
Em um país onde há uma deficiência crônica no
setor educacional, ações como a do Sindicato dos
Comerciários de São Paulo são bem-vindas e sugerem
um futuro um pouco mais promissor para quem procura emprego e quer se
qualificar. Com 50 mil sócios, a agremiação
disponibiliza aos seus integrantes seminários sobre meio
ambiente, economia, sindicalismo, direito comparado e
comunicação. "As pessoas precisam compreender o que
ocorre na área ambiental, quais serão os impactos
ocasionados pela falta de alimentos e pelas mudanças
climáticas", diz o presidente do sindicato e também da
União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. "Se o
trabalhador não tiver consciência dos temas atuais, as
consequências serão adversas."
O sindicato dos comerciários da capital tem convênios com
Fatecs e Etecs e também firmou acordos com 125 universidades,
faculdades e escolas para a obtenção de até 40% de
desconto nas mensalidades. Patah reconhece que a maioria das pessoas
que se associa ao sindicato está à procura desses
benefícios. "Mais de 15% desse contingente é formado por
jovens que querem se qualificar e ter acesso ao ensino superior."
Com 12 mil associados, o Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias Químicas e Plásticas de São
Paulo e Região se beneficia do Plano Setorial de
Qualificação (Planseq), ação casada do MET
com o Ministério do Desenvolvimento Social, para aumentar as
possibilidades de emprego nos setores da economia que mais apresentam
crescimento. Por meio do convênio firmado foram oferecidos cursos
nas áreas de papel e celulose e setor farmacêutico, num
total de 124 turmas e 4.320 formados.
"Como a atribuição da qualificação
profissional é tripartite, ou seja, compete às entidades
patronais, aos sindicatos e aos trabalhadores, cada um desses setores
da sociedade vislumbra uma série de benefícios", diz
Mário Henrique Ladosky, assessor da área de
formação sindical. O empregador ganha porque terá
um funcionário mais qualificado e preparado; o sindicato, por
outro lado, agrega mais frequentadores e assim se estabelece um canal
de diálogo mais sólido, conscientizando o aluno; e no
final, o trabalhador é beneficiado porque ele fica com esse
conhecimento adquirido, que o ajudará em sua jornada.
Rachel Cardoso
Fonte: Valor Econômico
Universidade deve indenizar estudante
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs.
O Centro Universitário UNA deve ressarcir uma estudante por ter
cancelado, em 2002, o bacharelado que ela cursava desde 2000. A
universidade alterou o nome do curso e o grau conferido, de
Administração com ênfase em Gestão em
Hotelaria, Turismo e Lazer para Turismo. O Tribunal de Justiça
de Minas Gerais condenou a escola a indenizar a universitária,
determinando o pagamento de R$ 7 mil por danos morais e quantia
referente a danos materiais a ser estabelecida após arbitramento.
Segundo a estudante, o Manual do aluno e do professor da
instituição informava que, ao final de um período
de 5 anos, o estudante receberia o título de bacharel em
Administração com habilitação em
Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer.
A estudante alega que a possibilidade de ter um diferencial ao se
graduar em Administração e em Turismo simultaneamente, o
que seria possível porque “ambos têm várias
cadeiras em comum”, atraiu a sua atenção.
Em 2002, quando já estava na metade do curso, a estudante soube
que o MEC não autorizou o funcionamento do curso nos moldes
pretendidos pela UNA, a não ser que a denominação
e o título conferidos mudassem, respectivamente, para Turismo,
Gestão Hoteleira e Lazer e bacharel em Turismo.
O Centro Universitário propôs, então, que os alunos
matriculados em Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer migrassem para
o curso autorizado.
Na ação, a estudante alegou também que, devido
à norma de oferta de disciplinas, foi obrigada a cumprir os
créditos em 5 anos, apesar de o curso de Turismo ter
duração de quatro anos. Ela exigiu o reembolso do custo
que teve com transporte e com o pagamento de horas-aula complementares,
orçados em R$ 7.216. Além disso, destacou que a
indefinição a respeito da validade do curso causou-lhe
“decepção e frustração”.
De acordo com a aluna, o centro universitário se dispôs a
indenizá-la oferecendo-lhe o curso de
Administração de Empresas gratuitamente, mas, poucos
meses depois de iniciá-lo, ela teria sido impedida de frequentar
as aulas por estar devendo a quantia de R$ 1.210,87, relativa ao curso
de Turismo. A estudante explicou que, como o cheque já havia
sido sacado, registrou queixa-crime contra a empresa e solicitou a
devolução do dinheiro no Juizado Especial de
Relações de Consumo.
Quando ajuizou a ação no TJ-MG, em novembro de 2007, a
estudante salientou que “a escola se comprometeu a prestar um
serviço e não o fez”, gerando grande abatimento.
Por essa razão, ela incluiu no pedido uma
indenização por danos morais a ser estipulada pelo juiz.
Em sua defesa, a UNA argumentou que o curso foi aprovado em
março de 1998, mas só obteve reconhecimento do
Ministério da Educação (MEC), em 2002, com a
formatura da primeira turma.
Segundo a escola, a palavra administração constava no
Manual da instituição por um erro de impressão,
mas a referência expressa ali era que a habilitação
seria em Gestão Hoteleira, Turismo e Lazer.
O Centro Universitário sustentou que “o curso de
‘Gestão em Hotelaria, Turismo e Lazer’ não
deixou de existir”, apenas “sofreu
modificações para atender às diretrizes do
MEC”, razão pela qual sua duração foi
reduzida. “Para que os alunos com o curso em andamento não
fossem prejudicados com a alteração, foram criadas grades
curriculares intermediárias, mas sem prejuízo dos
formandos”, afirmou a UNA. Também argumentou que o direito
de ressarcimento estava prescrito.
Em maio de 2009, o juiz Wanderley Salgado de Paiva, da 30ª Vara
Cível de Belo Horizonte, deu ganho de causa à estudante.
Para ele, houve falha da parte do centro universitário, pois,
embora soubesse desde 1998 que o curso autorizado deveria ter a
denominação “Turismo”, a UNA “continuou
divulgando no manual do aluno de 2000 que os graduandos seriam
bacharéis em Administração”.
O juiz fixou a reparação por danos morais em R$ 7 mil. De
acordo com o magistrado, o valor da indenização por danos
materiais deveria ser apurado em sentença por arbitramento e
corresponder apenas às mensalidades a mais pagas pela estudante,
pois os gastos com locomoção e o impedimento para cursar
Administração gratuitamente não ficaram
comprovados. A universidade e estudante recorreram da sentença.
O desembargador Eduardo Mariné da Cunha, da 17ª
Câmara Cível, manteve a decisão inicial, negando
provimento a ambos os recursos. Para o relator, “a conduta da
ré, independentemente de sua intenção, induziu os
estudantes em erro”. Em conformidade com a decisão de
primeira instância, ele considerou que os danos materiais
são devidos e correspondem à diferença entre as
mensalidades pagas e as que seriam cobradas para que se obtivesse o
grau de bacharel em administração. Com
informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.
Fonte: Consultor Jurídico
PERISCÓPIO
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:36 hs.
Censo 2008 – Evasão
A evasão é um problema complexo e implica na
discussão e avaliação das mais diversas causas que
envolvem desde questões financeiras até a
insatisfação pessoal do aluno. Esse índice
é avaliado sistematicamente, possibilitando ao gestor
educacional realizar correções e traçar as
estratégias necessárias à redução
dos impactos causados às IES.
Um estudo realizado na USP mapeou as causas da evasão no ensino
superior. A pesquisa constatou que 44,5% dos estudantes que desistem da
graduação tiveram problemas no momento da escolha, tais
como pressão dos pais ou falta de informação sobre
a IES.
Outros 30,7% desistem por não gostarem do curso em que
ingressaram e os insatisfeitos com o mercado de trabalho e com a
profissão, somam 13,4%. Os que desistem do curso por
razões pessoais (problemas familiares, financeiros) totalizam
10,5%. Menos de 1% abandona o curso por não se adaptar à
cidade onde o curso está localizado.
Embora a metodologia aplicada pelo INEP ainda não possua dados
que permitam o cálculo específico da taxa de
evasão no ensino superior, é possível, com base
nos dados do Censo da Educação Superior, utilizar um
outro indicador que trata, ainda que indiretamente, das perdas do
ensino superior. Trata-se da taxa de conclusão.
Analisando-se essa taxa de conclusão de curso, pouco mais da
metade dos estudantes (57,3%) conseguiu se formar. O índice
é o menor desde 2004. As menores taxas de conclusão
registradas em 2008 são de IES privadas: 55,3%, o que constitui
uma ameaça às IES. A taxa é calculada pela
razão entre o número de estudantes que concluem o curso
naquele determinado ano, no caso da pesquisa é 2008, e o de
ingressantes quatro anos antes, explica o Inep. A tabela a seguir
demonstra o percentual do número de concluintes em
relação ao número de ingressantes quatro anos
antes na graduação presencial - 2002-2008:

A CM Consultoria desenvolveu um método de trabalho para o
cálculo da evasão, para sinalizar melhor os
índices de evasão e possibilitando desta forma a
utilização de uma estratégia que possa minimizar
esses mesmos índices.
O cálculo é feito subtraindo-se o percentual de alunos
concluintes no período em questão de 100%; no caso, o ano
de 2008. Sendo assim, sabemos que a evasão no ano foi de 42,7%,
resultando em acréscimo de 1,9% em relação
à evasão de 2007 que foi de 41,9%.
O gráfico a seguir demonstra a evolução da evasão no período de 2000 a 2008.

Vale ressaltar que a diminuição na taxa de evasão
de alunos é um dos objetivos propostos pelo Plano Nacional de
Educação (PNE) para o ensino superior. Só resta
agora saber quais as estratégias que cada
instituição utilizará para reduzir suas taxas de
evasão, destacando que para combatê-las é preciso
atacar em duas frentes: uma de ação imediata que busca
não só resgatar o aluno evadido, mas principalmente
evitar que ele abandone a IES; e outra de reestruturação
interna.
Fonte: CM Consultoria
Resolução Conselho Federal de Administração que aprova o registro profissional dos tecnólogos
Fonte: Diário Oficial da União Nº 217, de 13/11/09 - Seção 1 – Página 183 e 184
RESOLUÇÃO NORMATIVA CFA Nº 374, de 12 de novembro de 2009
Aprova o registro profissional nos Conselhos Regionais de
Administração dos diplomados em curso superior de
Tecnologia em determinada área da Administração,
oficial, oficializado ou reconhecido pelo Ministério da
Educação.
O CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso da
competência que lhe conferem a Lei n.º 4.769, de 9 de
setembro de 1965, o Regulamento aprovado pelo Decreto n.º 61.934,
de 22 de dezembro de 1967, e o Regimento do CFA aprovado pela
Resolução Normativa CFA nº 309, de 14 de setembro de
2005,
CONSIDERANDO o disposto na Resolução Normativa CFA
nº 373, de 12 de novembro de 2009, que aprovou o registro
profissional nos Conselhos Regionais de Administração dos
diplomados em curso superior de Administração;
CONSIDERANDO as versões do Catálogo Nacional de Cursos
Superiores de Tecnologia, previsto nos artigos 42 e 43 do Decreto
nº 5.773, de 9 de meio de 2006, que organiza e orienta a oferta de
Cursos Superiores de Tecnologia; e a
DECISÃO do Plenário do CFA na 19ª reunião,
realizada em 12 de novembro de 2009, corroborada pela
recomendação da 3ª Assembléia de Presidentes
do Sistema CFA/CRAs em 2009, realizada em Fortaleza/CE no dia de 14 de
outubro de 2009,
RESOLVE:
Art. 1º Fica criado nos Conselhos Regionais de
Administração o registro profissional para os diplomados
em curso superior de Tecnologia em determinada área da
Administração, oficial, oficializado ou reconhecido pelo
Ministério da Educação.
Art. 2º Para efeitos de concessão do registro de que trata
esta Resolução Normativa, são cursos de Tecnologia
de Nível Superior em determinada área da
Administração, conforme normativo vigente do
Ministério da Educação:
a) Curso Superior de Tecnologia em Comércio Exterior: outras
denominações existentes com possibilidades de
convergência - Exportação e
Importação; Gerência de Comércio Exterior;
Gestão de Comércio Exterior; Gestão de
Negócios e Relações Internacionais; Gestão
de Negócios Internacionais; Gestão de Serviços e
Negócios Internacionais; Gestão em Comércio
Internacional; Marketing Internacional.
b) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Comércio e Serviços; Gestão
de Comércio Atacadista e Distribuidor; Gestão de
Comércio e Serviços; Gestão de Comércio
Eletrônico; Gestão de Comércio Varejista;
Gestão de Concessionárias e Franquias; Gestão de
Marketing de Varejo; Gestão de Negócios em
Comércio e Serviços; Gestão de Negócios no
Varejo; Gestão de Representações Comerciais;
Gestão de Supermercados; Gestão de Varejo; Gestão
do Varejo de Moda; Gestão Empresarial ênfase em Marketing
e Vendas; Gestão Empresarial para o Varejo de Material de
Construção; Gestão Estratégica Comercial;
Marketing de Varejo, Produto e Serviço;
Representação Comercial; Vendas de Varejo; Vendas e
Estratégia Comercial.
c) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Negócios
Imobiliários: Denominações existentes com
possibilidades de convergência - Gerência de
Negócios Imobiliários; Gestão Imobiliária.
d) Curso Superior de Tecnologia em Logística:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Logística; Gestão
de Logística de transportes e distribuição;
Gestão de Operações Logísticas;
Gestão em Logística Empresarial; Logística
Comercial; Logística de Armazenamento e
Distribuição; Logística ênfase em
transportes; Logística e Distribuição;
Logística Empresarial; Sistema de Logística Empresarial.
e) Curso Superior de Tecnologia em Marketing:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Estratégias de Vendas; Gerência de
Vendas; Gestão da Informação e Marketing
Estratégico; Gestão de Marketing; Gestão de
Marketing Competitivo; Gestão de Marketing de Varejo;
Gestão de Marketing e Vendas; Gestão de Marketing em
Turismo; Gestão de Marketing Estratégico; Gestão
de Marketing Hoteleiro; Gestão de Planejamento e Marketing e
Vendas; Gestão de Vendas; Gestão e Marketing Hospitalar;
Gestão e Promoção de Vendas; Gestão
Empresarial ênfase em Marketing e Vendas; Gestão
Estratégica de Vendas; Gestão Mercadológica;
Gestão Tecnológica em Marketing Gerencial; Marketing de
Negócios; Marketing de Produto, Serviços e Varejo;
Marketing de Relacionamento; Marketing de Turismo; Marketing de Varejo;
Marketing de Vendas; Marketing e Propaganda; Marketing
Estratégico; Marketing Estratégico de Varejo; Marketing
Hoteleiro; Negociação e Relacionamento Comercial;
Produção e Marketing Cultural; Propaganda e Marketing;
Vendas de Varejo; Vendas e Representações.
f) Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Controle e qualidade nas empresas; Gestão
da Produção e da Qualidade; Gestão da Qualidade;
Gestão da Qualidade e Produtividade; Gestão da Qualidade
Industrial; Gestão da Qualidade no Atendimento.
g) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Desenvolvimento de Recursos Humanos;
Gerência de Desenvolvimento de Pessoas; Gestão de Pessoas;
Gestão de Gestão Pessoas e Competências;
Gestão de Pessoas e das Relações de Trabalho;
Gestão de Pessoas nas Organizações; Gestão
de Recursos Humanos; Gestão de Talentos; Gestão em
Controladoria e Recursos Humanos; Recursos Humanos; Gestão de
Recursos Humanos.
h) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Auditoria Fiscal e Tributária; Auditoria;
Desenvolvimento de Auditoria e Faturamento Hospitalar; Finanças
Empresariais; Gestão Bancária; Gestão da
Controladoria Financeira; Gestão de Agências
Bancárias; Gestão de Bancos e Finanças;
Gestão de Bancos e Mercado Financeiro; Gestão de custos;
Gestão de Custos e Finanças; Gestão de
Finanças; Gestão de Fundos de Investimentos;
Gestão de Instituições Financeiras; Gestão
de Instituições Financeiras e Mercado de Capitais;
Gestão de Negócios e Finanças; Gestão de
Planejamento Financeiro; Gestão de Planejamento Financeiro e
Tributário; Gestão e Análise de Crédito;
Gestão em Controladoria e Finanças; Gestão
Fazendária; Gestão Financeira de Empresas; Gestão
Financeira e Tributária; Gestão Financeira para Micro e
Pequenas Empresas; Gestão Financeira para Micro, Pequenas e
Médias Empresas; Gestão Tributária;
Negócios da Informação; Planejamento
Administrativo e Programação Econômica.
i) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Administração
Pública e Serviços Governamentais; Gestão de
Cidades; Gestão de Serviços Públicos;
Gestão em Políticas Públicas; Gestão
Pública e Direito Administrativo; Gestão Pública e
Planejamento Municipal; Gestão Pública e Planejamento
Urbano; Gestão Pública Municipal.
j) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Pequenas e
Médias Empresas: Denominações existentes com
possibilidades de convergência Empreendedorismo; Empreendedorismo
e Gestão de Negócios; Empreendimento; Gerência de
Processos Empresariais; Gestão da Informação em
Negócios; Gestão de Cooperativas; Gestão de
Empreendimentos; Gestão de Empreendimentos Educacionais;
Gestão de Empreendimentos Rurais; Gestão de Empresas de
Serviços; Gestão de Médias e Pequenas Empresas;
Gestão de Micro e Pequenas Empresas; Gestão de
Negócios; Gestão de Negócios de Pequeno e
Médio Porte; Gestão de Negócios e da
Informação; Gestão de Negócios e
Empreendedorismo; Gestão de Negócios em Comércio e
Serviços; Gestão de Negócios em Serviços
Terceirizáveis; Gestão de Negócios Empresariais;
Gestão de Pequenas e Médias Empresas; Gestão de
Pequeno e Médio Empreendimento; Gestão de Processos
Empreendedores; Gestão de Processos Organizacionais;
Gestão e Desenvolvimento de Sistemas Corporativos; Gestão
Empreendedora; Gestão Empreendedora da Informação;
Gestão Empreendedora de Empresas; Gestão Empreendedora de
Negócios; Gestão Empreendedora de Pequenos
Negócios; Gestão Empresarial; Gestão Empresarial
de Pequenas e Médias Empresas; Gestão Empresarial e
Tecnologia da Informação; Gestão
Estratégica de Organizações; Gestão
Estratégica de Pequenas e Médias Empresas; Gestão
Estratégica Organizacional; Gestão Executiva de
Negócios; Pequenas Empresas; Planejamento Administrativo e
Programação Econômica.
l) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Desportiva e de Lazer:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Esportes e Clubes Esportivos;
Gestão de Marketing Esportivo; Gestão do Esporte;
Gestão Esportiva; Organização e Gestão do
Lazer.
m) Curso Superior de Tecnologia em Gestão da
Produção Industrial: Denominações
existentes com possibilidades de convergência - Gerência de
Indústria; Gestão da Manufatura;Gestão da
Produção; Gestão da Produção e da
Qualidade; Gestão da Produção e Logística;
Gestão da Produção e Serviços Industriais;
Gestão da Produção Industrial; Gestão de
Processos Industriais; Gestão de Sistemas Produtivos;
Gestão Empreendedora de Indústria;
Normalização e Qualidade Industrial; Processos de
Produção; Processos Industriais; Produção
Industrial; Qualidade e Produtividade Industrial;
n) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gerenciamento Ambiental; Gestão do Meio
Ambiente; Gestão e Monitoramento Ambiental; Gestão e
Planejamento Ambiental; Planejamento e Gerenciamento Ambiental;
Planejamento e Gestão Ambiental; Sistema de Gestão
Ambiental.
o) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Hospitalar:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Serviços da Saúde;
Gestão de Saúde; Gestão de Serviços
Hospitalares; Gestão e Marketing Hospitalar; Gestão de
Hospitais e Serviços de Saúde; Secretariado e
Gestão Clínico-Hospitalar; Gestão de
Empreendimentos de Saúde.
p) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Transportes:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Trânsito e Transporte;
Logística e Transportes Multimodal; Gestão de
Logística e Transporte Multimodal; Planejamento de Transportes;
Transportes Urbanos.
q) Curso Superior de Tecnologia em Gestão Portuária:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Gestão de Terminais e
Operação Portuária; Gestão Portuária.
r) Curso Superior de Tecnologia em Eventos: Denominações
existentes com possibilidades de convergência -
Administração e Organização de Eventos;
Gestão de Eventos e Cerimonial; Gestão de Eventos e
Turismo; Gestão de Eventos Sociais e Desportivos; Gestão
de Organização e Promoção de Eventos;
Gestão, Organização e Promoção de
Eventos; Organização de Eventos;
Organização de Eventos Desportivos e de Lazer;
Organização de Eventos Sociais e Desportivos;
Organização e Produção de Eventos;
Organização e Promoção de Eventos Sociais e
Desportivos; Planejamento e Organização de Eventos;
Produção Cultural e de Eventos.
s) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Agenciamento de Viagens; Gestão de
Empreendimentos de Turismo e Hotelaria; Gestão de Empresas
Turísticas; Gestão Turística; Planejamento
Turístico.
t) Curso Superior de Tecnologia em Hotelaria:
Denominações existentes com possibilidades de
convergência - Administração Hoteleira;
Gestão da Atividade Hoteleira; Gestão em Hotelaria;
Gestão em Turismo; Hospitalidade; Gestão Hoteleira;
Hospedagem; Hotelaria e Gestão de Empresas de Turismo; Hotelaria
e Gestão Sustentável do Turismo; Hotelaria e Eventos;
Hotelaria Hospitalar.
u) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas.
v) Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais.
x) Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada.
Art. 3º A atuação profissional dos Tecnólogos
se limitará especificamente à sua área de
formação.
Art. 4º Caberá à Câmara de
Formação Profissional do CFA promover estudos visando a
adequação desta Resolução Normativa
às versões subseqüentes do Catálogo Nacional
de Cursos Superiores de Tecnologia ou normativo equivalente.
Art. 5º. Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Adm. Roberto Carvalho Cardoso
Presidente do CFA
CRA/SP nº 097
RN09374
Homologação de Pareceres CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:35 hs.
Publicado no Diário Oficial da União, Seção 1, p. 644, de 30 de novembro de 2009.
DESPACHO DO MINISTRO
Em 27 de novembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer nº 16/2009, da Câmara de Educação
Básica do Conselho Nacional de Educação, que
responde consulta de interesse da Assessoria Internacional do
Ministério da Educação, no sentido de que: 1. Os
estabelecimentos de ensino de Educação Básica que
tiverem alunos que pretendam continuar estudos fora do Brasil, em
quaisquer dos países-membros ou associados do MERCOSUL, devem
estar atentos quanto à correta utilização da
"Tabela de Equivalência para o Reconhecimento de Certificados,
Títulos e Estudos de Nível Fundamental e Médio
não Técnico" anexa ao Parecer CNE/CEB nº 23/2005. 2.
Os supervisores do correspondente sistema de ensino, que tenham sob sua
jurisdição de supervisão o respectivo
estabelecimento de ensino, devem conferir a documentação
escolar a ser expedida para fins de continuidade de estudos em outros
países-membros e associados do MERCOSUL, vistando-a, com a
finalidade de dar-lhe a necessária acreditação e
comprovação de validade da mesma; 3. Em
decorrência, no documento escolar expedido para aluno que
pretenda continuar estudos em quaisquer dos países-membros e
associados do MERCOSUL, o supervisor educacional do respectivo
estabelecimento de ensino deve apor no correspondente documento escolar
o carimbo da competente Secretaria de Educação, bem como,
encabeçando sua assinatura pessoal, o seu carimbo indicativo de
que é a autoridade supervisora responsável, no
âmbito do sistema de ensino. Em caso de dúvida quanto
à correta aplicação da referida Tabela de
Equivalência, o supervisor de ensino deve consultar o respectivo
Conselho de Educação, no âmbito da
jurisdição do seu sistema de ensino. 5. No período
de transição descrito no presente Parecer, os
procedimentos aqui indicados deverão ser adotados em regime de
colaboração entre a respectiva Embaixada do Brasil, o
Ministério das Relações Exteriores, os
órgãos próprios do MEC e a Câmara de
Educação Básica do Conselho Nacional de
Educação. 6. Idêntico procedimento deverá
ser adotado, imediatamente, em relação aos 34 (trinta e
quatro) alunos já identificados no presente Parecer, os quais
pretendem continuar estudos na República Argentina, constante na
relação anexa, conforme consta do Processo nº
23000.025409/2008-08.
Fonte: Blog do CNE
No ritmo atual, meta para ensino superior não será atingida até 2011
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal UOL Educação, 27/11/2009
Karina Yamamoto Editora do UOL Educação em Brasília
Em 2008, apenas 13,71% dos universitários tinham idade entre 18
e 24 anos, idade adequada para estar na faculdade. A meta, estabelecida
pelo PNE (Plano Nacional de Educação), almeja incluir 30%
de jovens nessa faixa etária no ensino superior até 2011.
"É muito difícil atingir a meta", disse Reynaldo
Fernandes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Pesqusias
Educacionais Anísio Teixeira). "Não temos muito o que
fazer porque dependemos de estoque [de alunos que concluam o ensino
médio com a idade adequada para ingressar no ensino superior]."
Para Maria Paula Dallari Bucci, a taxa bruta de matrícula
é mais específica, pois "existe defasagem em todo ciclo
escolar". O índice aponta a porcentagem de
universitários em relação à
população brasileira. "A taxa bruta está em
25,2%", aponta Maria Paula. "Em países avançados quase
não existe diferença entre a taxa bruta e a taxa
líquida, porque as pessoas vão para a universidade na
idade certa", completou Reynaldo.
Matrículas - As matrículas no ensino superior em 2008
cresceram 4,1%, taxa semelhante à do ano anterior (4,4%). As
instituições privadas têm a maior parte, com 3,8
milhões (74,9%). As demais correspondem às federais
(12,7%), estaduais (9,7%) e municipais (2,8%), respectivamente. A taxa
de crescimento de matrícula do período noturno
(5,7%) cresceu mais do que a do diurno (1,6%). Particulares e federais
tiveram os maiores aumentos de matrículas do período da
noite: 6% e 5,9%, respectivamente. O que é o Censo - O Censo da
Educação Superior é realizado anualmente pelo Inep
(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira). A edição de 2008 foi feita com base em
informações coletadas entre os dias 25 de março e
12 de junho de 2009. As instituições de ensino superior
devem responder um questionário eletrônico preparado pelo
Inep, com perguntas sobre seus cursos de graduação,
sequenciais, vagas oferecidas, inscrições,
matrículas, concluintes, e professores.
A nova prioridade da educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:43 hs.
Ainda que não tenha dito como isto se transformará em
política pública, deve ser elogiada a prioridade ao
ensino pré-escolar que o ministro da Educação,
Fernando Haddad, revelou na entrevista concedida com exclusividade ao
Jornal do Brasil, na edição de ontem. Isso mostra que o
ocupante da pasta está atento a uma das maiores lacunas da
educação no país. Estudos internacionais indicam
que investimentos nesta fase da formação da vida do ser
humano são fundamentais e que grande parte das desigualdades que
surgirão mais tarde entre os indivíduos pode ser evitada
no nascedouro.
No recém-publicado livro Educação básica no
Brasil (Campus/Elsevier), um interessante artigo escrito pelos
brasileiros Aloisio Pessoa de Araújo, Flávio Cunha e
Rodrigo Moura e pelo americano James Heckman, Nobel de economia de
2000, mostra a importância da criação de programas
educacionais voltados para crianças em idade pré-escolar
que vivem em condições desfavoráveis. É
comprovado que crianças nascidas num ambiente marcado por
famílias desestruturadas, por pais que não têm boa
escolaridade ou não dão incentivo aos estudos têm
suas oportunidades comprometidas para o resto da vida. Os primeiros
anos são determinantes no desenvolvimento da
cognição – que está praticamente formada
antes da entrada na escola.
A consequência deste achado é simples. A sociedade teria
muito a ganhar com investimentos de educação na primeira
infância. A atuação precoce seria uma forma de
reduzir a repetência, combater preventivamente a violência
e diminuir as desigualdades sociais. Programas educacionais voltados
para a pré-escola chegam a diminuir as taxas de criminalidade no
futuro em até 30%.
Dados como esses foram obtidos por meio da observação da
vida de alunos que passaram por programas experimentais iniciados, nos
Estados Unidos, nas décadas de 1960 e 70. Em alguns casos, as
trajetórias das crianças (divididas em dois grupos, as
que participaram e as que ficaram de fora, formando um grupo de
controle com alunos de nível socioeconômico semelhante)
foram acompanhadas até que elas chegassem aos 40 anos de idade.
Em um dos programas, constatou-se que, enquanto 45% das crianças
que não tiveram a educação pré-escolar
concluíram o ensino médio, esse percentual subiu para 66%
entre aquelas que receberam o ensino adequado na primeira
infância. Em outro programa, o número de crianças
nascidas em ambientes desfavoráveis que concluíram o
ensino superior foi três vezes maior que o daquelas que ficaram
de fora.
São números mais do que contundentes e que mostram valer
a pena o investimento. Há uma ligação
inequívoca entre o pleno desenvolvimento da
cognição da criança nos primeiros anos de vida e o
aumento na probabilidade de conclusão do ensino médio, de
chegada à universidade, algo que os gestores estão
buscando por outras políticas, mas que é incompleto sem o
trabalho de base. Não só por uma questão
quantitativa, de universalização, mas qualitativa, de
oferecer aos filhos das camadas mais pobres oportunidades mais
equânimes de competição, contribuindo para a
riqueza do país. O objetivo, segundo Haddad, é
universalizar o atendimento a partir dos 4 anos. Os recursos
serão facilitados pelo fim da Desvinculação de
Receitas da União (DRU), que incidia sobre o orçamento da
educação.
Fonte: JB Online - RJ
*** PERISCÓPIO ***
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O CENSO 2008: UMA PERSPECTIVA MERCADOLÓGICA
O que dizem os números
Os dados preliminares apresentados pelo INEP em 27/11/2009 confirmam
algumas tendências que já vêm sendo observadas pelo
menos nos últimos cinco anos. Vejamos:
1. O modelo de negócio baseado exclusivamente no ensino de
graduação tradicional está esgotado. Em 2007, o
crescimento do número de IES foi de 0,5%. Em 2008, pela primeira
vez esse número decresceu, inclusive em relação ao
ensino público.
2. As matrículas cresceram 10%, mas o destaque foi para a EaD
– Educação a Distância. A
graduação tradicional abrangeu 4.668 milhões de
matriculados, crescendo apenas 3%. Já a graduação
tecnológica atingiu 412.032 mil alunos com crescimento de 19%.
Enquanto isso, a Educação a Distância chegou a
727.961 matrículas, com impressionante crescimento de 96% em
relação a ao ano de 2007.
3. As matrículas iniciais (ingressantes) se aproximam de 2
milhões de universitário novos. Esse número de
entrantes foi de 1.936.078 com crescimento de 8%. Desse total, 430.259,
ou seja, 22% foram destinadas à modalidade de
educação a distância.
4. O crescimento da EaD está relacionado ao aumento da oferta de
cursos. Até 2007 o Ministério da Educação
havia autorizado 408 cursos a distância. Em 2008, esse
número saltou para 647, perfazendo o crescimento de 59%.
5. O bolero da graduação tecnológica –
‘dois prá lá, dois prá cá’ -
uma das maiores apostas do MEC para incrementar as matrículas
visando a aproximação das metas do PNE – Programa
nacional de Educação tem demonstrado comportamento
pífio, crescendo apenas 64.882 matrículas em 2008.
Considerando que em 2007, a EaD e os cursos de graduação
tecnológica tinham os mesmos números de estudantes,
pode-se dizer que enquanto um cresce de forma alucinante, o outro quase
não saiu do lugar prevalecendo a dança de ‘um
prá lá, dois prá cá’. É
difícil entender porque esse segmento não cresceu tanto
no Brasil, ao contrário da maioria dos países. São
cursos mais rápidos, focados no mercado de trabalho e
programados para desenvolver competências e habilidades
específicas. Será que o MEC/SETEC ao criar um
Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia inibiu a
expansão?
6. As matrículas cresceram 10%, mas a concentração
está cada vez mais forte. Nota-se que os dez maiores cursos do
Brasil abrigam 3.311.536 alunos, o que representa 65% do total.
Além disso, os dois maiores (Administração e
Direito) detêm 1.502.964 matrículas, correspondendo a
29,5% do total. Isso significa que a cada quatro acadêmicos, um
está matriculado no curso de Administração ou de
Direito.
7. A taxa de ociosidade chegou a estratosfera deixando de ser
privilégio do setor privado. Em 2008, foram mais de um
milhão e quinhentas mil vagas iniciais não ocupadas.
Observa-se que enquanto a taxa de ociosidade aumenta, de outro lado, as
relações entre candidatos/vaga e ingressantes/vaga
diminuem cada vez mais, sendo 1,9 e 0,5 respectivamente.
8. A hemorragia da evasão continua a sangria, a taxa de
evasão em 2008, representa em média 18% correspondendo
12% na graduação tradicional, 32% na
graduação tecnológica e 49% na
educação a distância. Na hipótese de
evasão zero, em 2008, o sistema de ensino superior teria cerca
de 6 milhões duzentos e quinze mil alunos matriculados.
9. O ensino privado continua fortemente dominante. Do total de matriculados, 75% pertencem a esse segmento.
Assim, os números apresentados revelam que:
a. A concentração de matrículas em poucos cursos e poucas IES continuará ocorrendo.
b. As IES particulares continuarão perdendo talentos para as
universidades públicas em função da sua
expansão.
c. Para as IES commodities, a ‘guerra de preços’
seguirá cada vez mais violenta, inviabilizando o funcionamento
de diversas delas.
d. O foco e o posicionamento estratégico serão cada vez mais adotados.
e. Crescerá a preocupação com a oferta de valor e
muito mais com a participação de valor pelo cliente.
f. As IES de maior peso, tradição e qualidade
procurarão criar uma relação de amor com seus
clientes e com a própria sociedade, transformando suas marcas em
lovemarks.
g. As pequenas e médias IES inteligentes se transformarão em nichos.
h. As novas redes de IES surgirão, principalmente pelas mudanças nas IES confessionais.
i. Uma nova onda de consolidação se aproxima, pois diversos consolidadores estão altamente capitalizados.
j. A crise do sistema particular continuará em 2010, em
função da projeção dos dados do Censo 2008
e do nível de inadimplência. Não se referencia
à crise mundial de 2008, mas à crise estudantil do
sistema que instalou-se nos últimos 10 anos em
função de modelos ultrapassados de gestão.
É bom lembrar que 65% das IEs brasileiras detêm menos de
1000 alunos matriculados.
k. Por último, não menos importante, é bom lembrar
que para atender a base da pirâmide será preciso
REIMAGINAR a IES, o curso, a sala de aula e o professor.
Saiba mais sobre essas tendências participando do
Seminário “O Futuro da Universidade Brasileira”, dia
10/12/2009 na cidade de Cuiabá. Faça sua
inscrição.
Acesse: http://www.cmconsultoria.com.br/seminarios_eventos.php
Fonte: CM Consultoria
Aprendiz seleciona jornalista
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:53 hs.
O Portal Aprendiz busca jornalista. Podem se candidatar profissionais
recém-formados, com conhecimento e experiência em
educação, direitos humanos, terceiro setor e trabalho. O
profissional irá atuar na cidade de São Paulo, no bairro
da Vila Madalena, a partir de janeiro de 2010.
O profissional atuará em período integral. Como
atividades, além das reportagens para o Portal Aprendiz, o
jornalista produzirá conteúdo para os outros
veículos da Associação Cidade Escola Aprendiz
(Guia de Empregos, Conexão Aprendiz, Institucional).
Os interessados devem encaminhar currículo para o e-mail
selecao_nct@aprendiz.org.br, com o assunto Jornalista Aprendiz,
até 10 de dezembro.
Fonte: Portal Aprendiz
Planejamento estratégico nas IES Privadas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:19 hs.
“A GESTÃO POR PROJETOS”
A principal conceituação de “projeto”
é descrita pelo Project Management Institute (PMI), uma
instituição sem fins lucrativos, criada em 1969, que tem
em um de seus principais objetivos contribuir para a melhoria
contínua da gestão de projetos e
catalogação dos melhores, divulgando práticas
tradicionais e avançadas, como iniciativa inovadora no produto
que gera, no cliente do projeto, na localização, nas
pessoas envolvidas, ou em outro fator representativo.
Alguns problemas de impacto significativo e relevante nas IES, como,
por exemplo o aumento da evasão discente, caracterizada por
trancamentos, cancelamentos e desistências de clientes - alunos,
podem e devem ser tratados como um projeto contínuo, ou ainda
como parte integrante de um projeto maior de satisfação
dos clientes – alunos, pois afetam os negócios das IES. A
inadimplência, quando acima dos níveis normais afeta
sobremaneira a liquidez das Instituições, o processo de
matrículas (captação e retenção) e o
atendimento das centrais de relacionamentos com o cliente,
também são exemplos, entre outros, que poderiam ser
tratados na forma de projetos operacionais táticos, por que
todos estão correlacionados para o propósito
institucional de geração de valor na IES.
A elaboração de um projeto se diferencia das
operações regulares de uma IES, como a
criação de um determinado produto (curso), pois isso
é desenvolvimento de um novo produto (ensino) – curso
voltado claramente para a expansão de seu negócio.
Portanto, deve ser tratado diferentemente.
Um projeto tem inicio, meio e fim bem definidos, ou seja, tem um
objetivo claro que, quando atingido, caracteriza o final do projeto,
diferenciando-se da criação e inovação no
lançamento de um produto - curso novo. Logo, a
criação de um curso não pode ser considerado um
projeto propriamente dito.
Nesse exemplo, suponha-se que a IES resolva inovar com o
lançamento de um novo produto no mercado e que ela queira captar
recursos para financiar o desenvolvimento desse negócio. Para
isso, provavelmente, ou pelo menos, deveria desenvolver um plano de
negócios e estudos de viabilidade, com informações
sobre o produto, mercado, clientes, concorrentes, preço,
análise de ambiente interno e externo, identificar as
oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos. Deveria
também desenvolver planilhas de viabilidade
econômico-financeira com TIR, VPL, PAY-BACK, margem de
contribuição requerida; montar um plano de marketing;
avaliar o potencial diferenciador e a competitividade de custos de seu
produto no seu negócio, entre outros.
Até é possível afirmar que a criação
desse documento completo é um projeto, mas o conteúdo do
documento em si não, uma vez que se trata de um negócio
novo, pois, salvo exceções, negócios em qualquer
organização são criados para durar
indefinidamente, e projetos, para um final em um determinado momento.
Alguns elementos essenciais devem ser seguidos na
elaboração de um projeto. Tome-se, como exemplo, um
projeto para melhoria no atendimento discente no atendimento e processo
de matrículas, com reflexos claros na evasão e
inadimplência, que necessita constantemente ter respostas para
algumas questões básicas de cunho tático
operacional aplicado, como: O que fazer? Como fazer? Quem é
responsável? Quanto requer de recursos? Quais os indicadores?
Qual a meta de melhoria de atendimento? Quais os fatores chaves de
sucesso? Qual o prazo de requerido, entre outros.
Tais perguntas poderiam ser respondidas na dinâmica de um
processo operacional de desenvolvimento, execução,
aferição e conclusão, seguindo, entre
várias e pertinentes etapas do projeto, alguns passos
fundamentais, como por exemplo: formulação e
descrição do projeto, por meio da definição
dos seus objetivos e processos meios indispensáveis,
estabelecendo-se os resultados esperados, suas
priorizações de acordo com sua importância para o
projeto, às atividades e ações primordiais, a
equipe, metas e prazos, escopo geral, os indicadores de
avaliação e as questões relacionadas ao fato,
causa e ação do projeto.
Segundo HELDMAN, Kim em seu livro Gerência de Projetos, 5ª
edição, Ed. Campus, 2005, pg.69, “A
descrição do escopo do produto, define o produto do
projeto. Os detalhes e as características do produto ou o
serviço do projeto são descritos neste documento.
Não é obrigatoriamente um documento oficial do projeto,
mas você deve ter, sem dúvida, uma cópia em seu
caderno de projeto. A descrição do escopo do produto
é geralmente finalizada na mesma época que o documento
conceitual do projeto, embora antes do termo de abertura do projeto.
Por meio dela, você vai começas a conhecer alguns
objetivos do projeto...”
Numa IES, onde o objetivo principal dos projetos visam a
otimização de processos críticos para aumento da
satisfação de atendimento discente, perpassam,
obrigatoriamente, pela definição de processos que
precisam ser melhorados em áreas afins, como por exemplo, na
Central de Relacionamento e no Processo de Matrículas dos
alunos, para que o objetivo seja alcançado a contento e, por
conseqüência, sejam reduzidos os níveis de
insatisfação que levem a um aumento no nível de
evasão e impactos na inadimplência.
É de fundamental importância que sejam elencados os
resultados esperados de acordo com a sua importância,
definindo-se as atividades e ações correlacionadas com
cada resultado almejado.
A definição dos responsáveis e a equipe que
conduzirá o projeto, para cada atividade/ação
prevista, deve estar correlacionada com as metas, resultados e prazos
para os membros da equipe. Pois, é necessário a
definição clara e objetiva do que será feito para
que o projeto tenha sucesso.
Também, a importância do projeto para a IES, suas
recomendações, premissas, pontos chaves e
restrições, são partes importantes na sua
elaboração, para que os fatos, causas e
ações e data de conclusão prevista, sejam
atendidos.
Na execução e controle do projeto, os indicadores de
resultados e recursos, fazem parte dos marcos de controle e devem ser
monitorados, com avaliação sistemática de riscos
que ameaçam o sucesso do projeto.
A conclusão do projeto, consiste em avaliar os resultados e
metas alcançados em relação aos objetivos
inicialmente definidos, com relatório conclusivo dos pontos
positivos e problemáticos, e recomendações de
aprendizado, por meio de feedback à Direção e
membros do projeto.
O sucesso de um projeto depende da forma como será gerenciado,
administrado, coordenado ou gerido na aplicação de
técnicas, conhecimento e habilidades, desde o inicio até
sua finalização, passando, obrigatoriamente por etapas de
planejamento, execução e controle. Em determinadas
circunstâncias, é possível que um projeto seja
gerenciado apenas pelo bom senso ou por melhores práticas, ou
pela apenas utilização de algumas ferramentas, como, por
exemplo, o Microsoft Project. Nesse ponto, as melhores práticas
são compiladas pelo PMI e são empregadas por
vários países em projetos de diferentes tamanhos e
áreas e publicadas no Project Management Body of Knowledge
(PMBOK).
Para evitar problemas no desenvolvimento de projetos, em especial num
segmento que ainda caminha para um processo de
profissionalização mais contundente, é preciso,
primeiramente, desenvolver internamente a cultura de projetos na IES,
com transparência compartilhada, em que todos possam ter acesso
às informações e utilizá-las.
Para a qualidade que se espera em um determinado, começa-se pela
analise e revisão do escopo a fim de antecipar a identificar as
possíveis falhas de percurso. Nesse contexto, a gestão
constitui atividade essencial à execução de
projetos. Ela compreende várias atividades que têm por
objetivo planejar e guiar a realização de projetos. O
gestor tem de ter visão e propósitos claros do escopo do
projeto, pois tais informações é que
contribuirão de forma decisiva em todas as atividades e fases do
projeto.
Quando se encontram alguns gestores educacionais que ainda resistem a
acreditar na gestão por projetos, entende-se que, na verdade, o
que lhes falta é um conjunto de habilidades e
competências, que podem ser reconhecidas, classificadas e
desenvolvidas, aos gestores mais bem preparados.
O sucesso de um projeto depende de um conjunto de itens que auxilia seu
desenvolvimento, como objetivos claros e consistentes do produto ou
sistema a ser desenvolvido, escopo bem delimitado,
utilização de infraestrutura de TI adequada com
software-padrão, emprego de bases de dados e estimativas
confiáveis, apoio top dow da Reitoria, pleno envolvimento de
usuários e capitaneado por gestor de projeto que tenha
experiência, liderança, habilidades de
negociação com os clientes e fornecedores internos.
O gestor tem um papel de suma importância para o sucesso do
projeto que envolve a aplicação de conhecimentos,
habilidades e técnicas para projetar atividades que visem
atingir os requisitos de projeto. Esse gestor deve considerar no
desenvolvimento do projeto a inclusão do pensamento
estratégico corporativo, valor do cliente e estratégia de
relacionamento, táticas e estratégias de
negociação, análise e planejamento
estratégico e indicadores de desempenho e mercadológicos.
Também, devem ser levados em consideração aspectos
relacionados à cultura organizacional, percepção e
desempenho, liderança empreendedora e decisões
gerenciais, diagnósticos e propostas de liderança com
foco no cliente - aluno.
Segundo GASNIER, Daniel Georges em seu livro Gerenciamento de Projetos,
2000, 3ª edição, Ed. Instituto IMAM, pg.32,
“...antes de mais nada, o gerente de projeto deve ser uma pessoa
suficientemente generalista, capaz de se comunicar com todos os
stakeholders, ouvido-os, entendendo, atendendo as suas necessidades e
influenciando suas expectativas...”.
Certamente, os ganhos, ao se aplicar às técnicas de
projetos numa IES como forma de modernização da
gestão, podem contribuir significativamente para
otimização de recursos, redução do tempo em
colocar um novo produto no mercado, melhor controle de processos e
redução de custos, refletindo-se na
satisfação do cliente - aluno.
Num segmento essencialmente prestador de serviço de produtos
intangíveis, que requer a todo instante
diferenciação e qualidade reconhecida pelo cliente -
aluno, dentro de padrões de atendimento e
satisfação, a prática de projetos essenciais e
vitais promoverá e contribuirá para o avanço mais
rápido da tão desejada profissionalização
do setor.
Prof. Renato Silva, é Gestor Universitário, especialista
em planejamento estratégico de IES privada e autor do livro:
Balanced Scorecard – Gestão do Ensino Superior,
lançado em fev/09 pela Editora Juruá de Curitiba - PR.
E-mail: icaredi@terra.com.br
Fonte: Renato Silva
Setor de TI empregará 140 mil em 2013
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:35 hs.
A indústria brasileira de Tecnologia da Informação
(TI) irá precisar de ao menos 140 mil profissionais de todos os
setores e níveis, em 2013. Essa é uma das
conclusões preliminares do primeiro volume do relatório
Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em
Perspectiva, lançado na semana passada em São Paulo.
Segundo o estudo, preparado pelo Observatório da
Associação para Promoção da
Excelência do Software Brasileiro (Softex), o crescimento de
trabalhadores assalariados no setor foi de 17% ao ano, de 2003 a 2006,
apenas nas empresas cuja atividade fim é a informática.
“As empresas de outros setores da economia empregam quatro vezes
mais que as de informática”, explicou o vice-presidente
executivo da Sofitex, Arnaldo Bacha.
Segundo o estudo, o deficit é estimado esperando o crescimento
de receita, produtividade e capacidade de contratação de
mão de obra. Num cenário focado apenas em
serviços, a falta de profissionais qualificados sobe para 200
mil.
“Na Região Sudeste, onde concentra-se 78,1% da receita
líquida do setor, os egressos de graduação
são em torno de 36 mil”, explicou Bacha
“Nas empresas cuja atividade fim não é
informática, como bancos e indústrias, por exemplo,
são 284 mil”, disse a coordenadora do observatório,
Virgínia Duarte.
Uma das projeções da associação é o
crescimento de pessoal em 12,6% ao ano. “Estamos observando que o
crescimento não é apenas de empregos formais, os chamados
celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do
Trabalho)”, observou Virgínia.
A coordenadora comentou que entre 2003 e 2006, os empregados que
trabalham como pessoa jurídica nas empresas cresceram 14,6% ao
ano.
De acordo com o relatório, 132.510 pessoas se graduaram em
cursos superiores da área de TI, de 2003 a 2005. Os graduandos
em cursos superiores foram mais de 8 mil pessoas de 1996 a 2006 e as
ofertas de mestrado cresceram aproximadamente 97,9% ao ano, de 2001 a
2006. (Da Agência Brasil )
Fonte: Correio Popular - SP
Curso gratuito só para estagiário
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta de Cuiabá, 02/12/2009 - Cuiabá MT
Luiz Gonzaga Bertelli
Você sabia que o estagiário pode sair mais cedo em dia de
prova desde que a ausência seja devidamente informada pela
instituição de ensino onde estudante esteja matriculado?
E que ele também tem direito a recesso preferencialmente em
período de férias escolares? A nova Lei do
Estágio, em vigor desde o final de setembro do ano passado,
contém uma série de normas que, se geram dúvidas
em gestores de recursos humanos, também deixam muitos jovens no
mínimo curiosos para saber quais são seus direitos e
deveres, como estagiários. Isso é especialmente
verdadeiro para aqueles que nunca passaram por essa experiência e
Ciee transmitiam todas essas informações chamadas de
integrativos é comum em corporações de grande
porte ou multinacionais. As empresas e órgãos
públicos que contratam estagiários por
intermédio do Ciee tinham à sua disposição
uma equipe de técnicos que organizavam tais integrativos. Mas
desde julho, tudo isso é passado: o maior e mais tradicional
agente de integração do país lança o curso
gratuito Estagiário Ciee, feito pela internet e destinado
exclusivamente a estudantes que assinaram seu primeiro contrato pelo
Ciee.
Os estagiários passarão a receber um código que
dará acesso ao curso no portal www.ciee.org.br. A partir desse
ponto, terão uma semana para cumprir as três horas de
aulas virtuais, que utilizam muita interatividade e recursos dos jogos
eletrônicos. Todos que passarem pelo Estagiário Ciee
poderão imprimir um certificado, que certamente contará
pontos se apresentado ao gestor de RH, além de baixar uma
apostila para revisar temas abordados e a íntegra da nova Lei de
Estágio.
Dessa maneira, mais estagiários e empresas ou
órgãos públicos contratantes se
beneficiarão da expertise do Ciee em inclusão
profissional, já que esse novo serviço terá uma
amplitude bem maior, deixando de ser limitados pelas paredes de aulas
presenciais. Isso, certamente, se refletirá em melhor desempenho
dos estudantes que, mais preparados, iniciarão suas atividades
práticas mais conscientes do seu papel e de como será seu
caminho no ambiente organizacional. Vale sempre lembrar que o Ciee
também tem um curso específico para gestores de
estágio, que explica como deve ser a supervisão do futuro
profissional no dia a dia.
Quanto recebe um estagiário no país?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Desde a publicação da lei 11.788, em 26 de setembro de
2008, o mercado de estágios se alterou consubstancialmente. No
início o mercado deixou de contratar por não entender
claramente as novas regras. Para reforçar essa queda, a crise
econômica mundial foi deflagrada 11 dias antes. Resultado:
faltaram vagas e sobraram alunos. A limitação da carga
horária em 6 horas diárias e 30 semanais, além de
benefícios concedidos foi comemorado por muitos. Mas o impacto
foi percebido no bolso do estagiário.
Como ficaram as bolsas de quem estagia depois da nova lei e crise que
abalaram o Brasil? O Nube realizou uma pesquisa em abril deste ano.
Esse é o maior levantamento realizado no país. Os
resultados mostram uma diminuição significativa para os
cursos onde, tradicionalmente, se pagava por hora, como em engenharia.
Confira os resultados.
A pesquisa fez um levantamento com 12.140 estagiários de
diferentes níveis, contratados após a lei ser aprovada
(26 de setembro de 2008).
A média geral paga é de R$ 705,96. Sendo R$ 421,00 para o
ensino médio, R$ 467,16 para médio técnico, R$
805,84 para o superior e de R$ 707,07 para quem faz superior
tecnólogo. "Os números de 2009 refletem uma
adequação do mercado às novas exigências
legais. Com mais benefícios, muitas empresas optaram por
diminuir a remuneração", explica Carlos Henrique Mencaci,
presidente do Nube.
A nova legislação prevê carga horária
máxima de 6 horas diárias, bolsa-auxílio,
auxílio-transporte e recesso remunerado obrigatórios. O
tempo máximo na empresa passou a ser de dois anos.
Além do impacto na bolsa, o número total de estudantes
estagiando caiu. Segundo a Associação Brasileira de
Estágios - Abres o país tem atualmente 900 mil
estagiários, sendo 650 mil no nível superior e 250 mil no
nível médio, para um total de 13,1 milhões de
estudantes. "Isso se deve a dois fatores: à nova
legislação e também à crise econômica
mundial", explica Mencaci. "Contudo, estamos otimistas! Em julho houve
um crescimento de 20% na oferta de novas vagas", completa.
Confira os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil.
Os valores apresentados são uma média nacional, ou seja,
há diferença entre as regiões.
Nível Médio Técnico:
1- Edificações - R$ 641,00
2- Química - nível técnico - R$ 595,00
3- Mecânica - R$ 571,00
4- Técnico em Segurança do Trabalho - R$ 568,00
5- Mecatrônica - R$ 539,00
6- Informática - nível técnico - R$ 531,00
7- Eletrônica - R$ 512,00
8- Secretariado - R$ 511,00
9- Contabilidade - R$ 503,00
10- Eletrotécnica - R$ 479,00
Nível superior:
1- Engenharia - R$ 933,30
2- Direito - R$ 870,00
3- Arquitetura e Urbanismo - R$ 864,00
4- Economia - R$ 854,52
5- Comunicação Social - Relações Públicas - R$ 853,00
6- Psicologia - R$ 819,00
7- Relações Internacionais - R$ 818,00
8- Química - R$ 791,35
9- Ciência da Computação - R$ 783,84
10- Ciências Contábeis - R$ 780,22
Nível Superior Tecnólogo:
1- Tecnologia Mecânica - Processos de Produção - R$ 890,00
2- Gestão da Produção Industrial - R$ 815,00
3- Tec. em Análise e Desenv. de Sistemas - R$ 772,00
4- Tecnólogo em Logística - R$ 763,00
5- Tecnologia em Marketing - R$ 757,00
6- Tecnologia em Gestão Financeira - R$ 675,00
7- Tecnologia em Redes de Computadores - R$ 642,00
8- Gestão de Recursos Humanos - R$ 635,00
9- Gastronomia - R$ 600,00
10- Administração de Recursos Humanos - R$ 592,00
"Busquei o estágio para aumentar meus conhecimentos e colocar em
prática o que aprendo em sala de aula ", afirma Anderson
Dadário, estagiário da área de Tecnologia. Amanda
Tieme tem motivos para comemorar. "Foi estagiando que iniciei minha
carreira, fui efetiva e agora vislumbro um crescimento na minha
profissão”, afirma a analista de negócios da
empresa Total IP Telecomunicações.
Segundo Anessa Trassi, do Cedep - Centro de Desenvolvimento
Profissional “a remuneração é importante
para custear o curso, porém o estudante busca se tornar um
profissional e agregar mais valor à
organização”.
Fique de olho no mercado! Lembre-se sempre de agregar valor ao seu currículo e Boa sorte!
Fonte:Texto: Nube / Imagem: UFRGS
Conselho de Educação quer padronizar regra
Fonte: Portal O Meu Futuro
O Conselho Nacional de Educação, ligado ao
Ministério da Educação, reunirá em dezembro
representantes de Estados, municípios e Escolas particulares
numa tentativa de criar uma data-limite nacional para que a
criança, segundo o dia de nascimento, possa ser matriculada no
primeiro ano do novo ensino fundamental.
O conselho teme que, caso a ausência de
padronização permaneça, crianças novas
demais entrem no ensino fundamental. Para o órgão, os
alunos de cinco anos devem ter atividades lúdicas e
brincadeiras, e não lições de
alfabetização.
"Se um sistema estabelece dezembro como limite, a criança
cursará todo o primeiro ano com cinco anos. É uma
temeridade", diz o presidente da Câmara de Educação
Básica do conselho, Cesar Callegari.
O órgão vai defender que o corte nacional seja fixado em fevereiro, início do ano letivo.
A dificuldade para a padronização ocorre porque parte das
Escolas já vinha adotando datas diferentes para o corte. O
Estado de São Paulo, que fixou a data de aniversário
limite em 30 de junho, tinha dezembro como corte anterior. Se passasse
para fevereiro, a mudança seria demasiado brusca.
Mesmo com a decisão do Conselho Estadual de
Educação, o corte das Escolas estaduais e municipais
localizadas apenas na cidade de São Paulo ficou definido em
fevereiro.
Na cidade, a maioria dos colégios particulares fixou 30 de junho
como corte. E parte deles faz a criança vinda de outro
colégio, ainda que aprovada, repetir o ano caso ela não
se enquadre no limite etário. A criança, então,
refaz o estágio e entra no primeiro ano só no ano
seguinte, já com seis anos. É o que ocorre nos
colégios Santo Américo, onde o corte é em 31 de
julho, e Vera Cruz. Os alunos que já estudavam lá
não enfrentam o problema e continuam os estudos normalmente.
Há outras que aceitam as crianças, mas não
automaticamente. A vida Escolar anterior é analisada. Caso os
professores julguem que elas têm condições de
entrar no primeiro ano, são matriculadas.
Esse é o caso dos colégios Pentágono, Magno e
Santa Maria. "Respeito a história do aluno e não olho
só a data de nascimento", diz Cláudia Mileo, diretora do
Pentágono. "É preciso olhar caso a caso", concorda
Cláudia Tricate, do Magno.
Ciclo básico sofre com desigualdades e pouco resultado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs.
Abaixo da média: Índice para avaliar a
educação do país atinge apenas 4,2 em escala que
vai de 0 a 10
Não está na Olimpíada, nem na Copa do Mundo. Nem
nas metas de manter o PIB em alta e a inflação
controlada. O verdadeiro desafio nacional é educar com qualidade
os quase 54 milhões de pequenos candidatos a cidadãos
hoje com 4 a 17 anos de idade. Eles são, junto com os
educadores, os personagens principais do universo da
educação básica brasileira, que inclui os
segmentos infantil (creche e pré-escola), fundamental e ensino
médio, além da educação de jovens e adultos
e a especial.
Não bastasse a dimensão, é ainda um universo muito
heterogêneo, com enormes desigualdades entre cidades grandes e
pequenos povoados, entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste, entre ricos e
pobres. O tamanho do desafio agora tem mensuração
oficial. Criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), que combina dados de
repetência e evasão com os resultados da Prova Brasil
(português e matemática para o ensino fundamental) e do
Enem (para o ensino médio), revelou a distância do
país em relação ao chamado mundo desenvolvido, em
que índice similar estaria na casa dos 6 (numa escala de 0 a 10).
No Brasil, o Ideb do ensino fundamental foi de aproximadamente 4 (3,8
para o fundamental I e 4,2 para o fundamental II) e o do ensino
médio, 3,5. A porcentagem de crianças de 10 a 14 anos com
mais de dois anos de atraso escolar ficou em 13,3%. É preciso
mudar esse quadro, sob pena de a geração escolar de hoje
repetir a situação dos brasileiros que tinham 25 anos ou
mais em 2007 - a média nacional era de apenas 6,9 anos de
escolaridade, enquanto a dos países desenvolvidos situava-se
entre 12 e 13 anos. É uma condição de "lanterna"
insustentável para um país que projeta crescer a 4 a 5%
ao ano no próximo decênio.
As autoridades federais da área parecem conscientes da
"pedreira" que têm pela frente. "Ainda temos 600 mil
crianças de 7 a 14 anos fora da escola", constata a
secretária de Educação Básica do MEC, Maria
do Pilar Almeida e Silva. "Nunca tivemos uma escola verdadeiramente
pública, igual para ricos e pobres, como nos Estados Unidos e na
França, e precisamos construí-la num momento de
mudança tecnológica, para fazê-la
contemporânea, digital." Maria do Pilar acredita na possibilidade
de mudança desse quadro com a recente aprovação
pelo Congresso da Emenda Constitucional nº 59, que estabelece um
calendário para pôr fim gradual à DRU
(Desvinculação de Receitas da União) sobre as
verbas federais destinadas à educação.
Desde 1994, a DRU retira da educação 20% do total de seus
recursos. Com a emenda, de 11 de novembro passado, esse percentual cai
para 12,5% em 2009, 5% em 2010 e deixa de existir em 2011. Serão
de R$ 9 bilhões a R$ 11 bilhões a mais para escolas,
professores, livros e merenda até 2011. De quebra, a mesma
emenda torna obrigatório o ensino para todos os brasileiros de 4
a 17 anos (não mais de 7 a 14, conforme estabelecia o texto
original da Constituição de 1988). "Teremos tempo de
ensino obrigatório similar ao da Alemanha", afirma a
secretária. Noves fora, aumentam os recursos e as
responsabilidades.
O MEC abriu as portas de universidades públicas para que 300 mil
professores do ensino básico voltassem às aulas
(são 50 mil novas matrículas só neste semestre, na
chamada Plataforma Freire, que oferece cursos presenciais ou a
distância) e trabalhou para que o Congresso Nacional aprovasse o
piso salarial nacional, hoje em torno de R$ 1.100 mensais por 40
horas/aula. Além de triplicar o valor das chamadas
transferências obrigatórias do ministério para
Estados e municípios (nas quais estão os recursos da
merenda escolar e dos livros didáticos) e mudar os
critérios para repasse das transferências
voluntárias.
Com o Ideb, relata Maria do Pilar, foi possível identificar
1.242 municípios (80% deles no Norte e no Nordeste), dos mais de
5 mil do país, que nunca haviam sido agraciados com montantes
"voluntários", porque não tinham capacidade sequer para
elaborar o Plano de Trabalho. "São localidades em que o
secretário de educação atende ao telefone na
barbearia", comenta. O MEC levou pessoal de universidades federais a
esses rincões e identificou duas demandas fundamentais -
formação de alfabetizadores e bibliotecas.
Mesmo considerando que a política global do governo está
no caminho certo, o presidente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin
Leão, insiste na necessidade de conjugar a luta por mais verbas
com a gestão democrática das escolas e a
valorização dos profissionais. "Como vamos atrair e
manter jovens na carreira de professor com uma
remuneração inicial de 20h para docentes de nível
médio de R$ 431,40, abaixo do salário mínimo, como
é no Rio Grande do Sul, ou de R$ 1 mil em Roraima, para quem tem
licenciatura plena?", pergunta o sindicalista.
Leão discorda da avaliação dos técnicos do
MEC, para os quais a maior parte dos Estados já cumpre a lei
11.738, de 2008, que estabeleceu o piso nacional de cerca de R$ 1.000
para jornada de 40 horas (com um terço dessas horas dedicado a
atividades extraclasse). De fato, dias depois da sanção
presidencial à Lei do Piso, aprovada por unanimidade no
Congresso, os governos de Ceará, Mato Grosso do Sul,
Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina arguiram, no STF, a
inconstitucionalidade da norma, mas tiveram liminar negada. "Onde
já se viu essa atitude?", indaga Leão. "A
Constituição, que determina 25% do Orçamento para
a educação, está acima da Lei de Responsabilidade
Fiscal."
Em 2007, o Brasil investiu em educação 5,1% do PIB -
contra 6% da Argentina, por exemplo. "Para avançar na
educação básica, precisamos investir 7%",
reconhece Maria do Pilar Almeida e Silva. "Eu acho justo que as verbas
para a educação cresçam na proporção
do crescimento do PIB também", afirma Leão. Talvez seja
hora de, acima de debates ideológicos e partidários,
repensar as leis. Para correr com alguma chance atrás do
prejuízo.
Ana C. Carvalhaes, para o Valor, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
Enem tinha só 7% de questões difíceis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:15 hs.
Cursinho aplicou a prova que vazou a 15 mil alunos e analisou as respostas; novo exame será amanhã e domingo
Paulo Saldana e Elida Oliveira, ESPECIAL PARA O ESTADO
Os 4,1 milhões de estudantes que farão o Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) amanhã e domingo devem encontrar
uma prova de nível fácil a médio. A
conclusão foi tirada após a correção do
exame cancelado em outubro e aplicado a 15 mil alunos de escolas
públicas.
Nenhuma das 180 questões da prova vazada é considerada
muito difícil. No total, há 14 questões
difíceis - 7,78% da prova. A maior parte das questões
está entre médias, 63,34%, e fáceis, 25%. Em uma
escala que vai de - 4 (muito fácil) a 4 (muito difícil),
a que mais se aproximou do alto da classificação foi a
questão 89 de Matemática, sobre geometria, com
pontuação de 1,56 (mais informações nesta
página). O Enem é montado para que as questões
sejam igualmente divididas em fáceis, médias e
difíceis - cada grupo representaria um terço do total.
A aplicação e correção pelo mesmo conjunto
de modelos matemáticos que o Ministério da
Educação (MEC) vai usar no Enem, chamado de Teoria da
Resposta ao Item (TRI), foram realizados pelo Sistema COC de Ensino. Os
temas que dominaram a prova cancelada foram meio ambiente,
sustentabilidade e poluição, com 17 questões -
duas delas falavam da Amazônia. Água também foi
frequente: 15 questões.
O padrão de dificuldade deve se repetir neste fim de semana.
Isso porque a nova prova será formulada a partir de um banco de
1,8 mil questões pré-testadas, do qual também saiu
a prova anterior. Se o prenúncio de uma prova fácil
tranquiliza os estudantes, a característica pode trazer outros
problemas, como dificultar sua utilização como vestibular
- status que o Enem ganhou este ano para mais de 25 universidades
federais. O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais
(Inep), Reynaldo Fernandes, defende que o Enem conseguirá
discriminar candidatos de todos os níveis. "É muito raro
alguém que consiga acertar tudo", diz ele. "Também
estamos no primeiro ano, poderemos calibrar no futuro."
Especialistas consultados pelo Estado discordam. "Nas carreiras de
grande competição era importante que tivesse
questões com grau de dificuldade mais altos, para diferenciar
concorrentes bem preparados", diz o coordenador pedagógico do
COC, Arnaldo William Pinto. O professor do Instituto de
Matemática da USP Antonio Luiz Pereira também condena a
baixa exigência do exame e concorda que a escolha entre os
candidatos bem preparados pode ser "quase aleatória". "As
pessoas que se preparam bem estariam todas próximas da nota
máxima", diz, que critica as questões de exatas em geral.
Apesar disso, Matemática e suas Tecnologias teve oito
questões difíceis, o maior índice entre as
áreas que compõem a prova. De acordo com a
correção do COC, a questão mais fácil foi a
3 (-2,67) de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. O enunciado
dizia que a maioria das declarações de imposto de renda
é realizada pela internet e, ao fim, perguntava o que isso
significa.
O linguista Sírio Possenti, da Unicamp, critica não
só a questão, mas toda a área de linguagens. "A
prova é desigual, mesmo que cubra vários temas. Nessa
questão, não sei como o aluno seria avaliado."
Após a divulgação da prova, a análise geral
era que ela estava mais fácil do que o esperado. "Achei mais
simples do que as anteriores", diz o supervisor de Geografia do Anglo,
Reinaldo Scalzaretto. Para o professor de História do Cursinho
da Poli Elias Feitosa de Amorim Júnior, "no que diz respeito a
conteúdo, não foi fechado como nos vestibulares."
SAIBA MAIS
Provas: Amanhã, entre 13 horas e 17h30, os candidatos
terão questões de ciências da natureza e
ciências humanas. Segundo professores, a cada hora de prova, o
aluno precisa resolver entre 22 e 23 questões. No domingo, entre
13 horas e 18h30, será a vez de linguagens, matemática e
redação. Haverá, no total, 180 questões -
45 de cada área
Horário: Os portões serão
abertos às 12 horas para a entrada dos candidatos e fechados às 12h55
Nota: Será utilizada por 25 universidades federais como fase
única do vestibular. Sete usarão a nota em
substituição à primeira fase e outras sete, como
parte do processo seletivo. Entre os institutos federais, 33
usarão a nota como parte da seleção
Fonte: O Estado de São Paulo
Cursos mais procurados privilegiam área de exatas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:20 hs.
Carreiras: Preocupação com meio ambiente e inovação ganha espaço
O ano de 2009 foi movimentado para quem trabalha na
prospecção de talentos. A crise econômica e
posterior retomada da economia, a projeção do país
no cenário internacional, a inclusão do brasileiro no
mundo digital e sua crescente adesão às redes sociais
obrigaram empresas de vários setores a rever procedimentos e a
quebrar paradigmas para se manter num mercado cada vez mais
competitivo, geograficamente maior e de consumidores antenados. Mais
que produto, o que esteve em jogo ao longo do ano foi a forma de fazer
negócio e encantar o cliente, esteja ele no mundo
analógico ou digital. Para conseguir isso, foi preciso buscar o
profissional certo no mercado.
Levantamento realizado pela consultoria Ricardo Xavier Recursos Humanos
sobre as carreiras que estiveram em alta ao longo desses onze meses
sinaliza bem essa demanda. Áreas como engenharia,
administração, ciências contábeis e economia
encabeçam a lista, seguidas respectivamente por propaganda e
marketing, direito, psicologia, tecnologia da informação,
análise de sistemas e comércio exterior. Para Neli
Barboza, diretora de consultoria da empresa, a área de
engenharia compreendeu oferta de vagas tanto ao profissional voltado
para o segmento civil como para o do ramo financeiro. Por mais um ano o
mercado constatou que faltam engenheiros no Brasil.
Profissionais formados em administração, ciências
contábeis e economia foram chamados para cuidar da área
financeira das empresas. Para a diretora da Ricardo Xavier, foi preciso
controlar riscos, cortar custos, planejar o negócio melhor, o
que fez a figura do controler se destacar.
Na avaliação de Barboza, o foco recaiu não apenas
em profissionais graduados na área, mas naqueles que tivessem
agregado expertise em situações tensas e de crise. A
percepção do mercado para essa oportunidade foi imediata.
No Senac-SP, por exemplo, o curso técnico de contabilidade viu
crescer o número de inscritos para 1.853 para as aulas deste
ano, contra os 1.613 que procuraram o curso em 2008. Em 2007, foram
1.591.
Na graduação, a instituição está
abrindo vestibular para um bacharelado em ciências
contábeis. "A crise econômica impulsionou a demanda por
esse profissional uma vez que as áreas de compras e de vendas
tiveram que se readequar ao cenário", afirma Adriano Meirinho,
diretor de marketing da Catho Online.
No que diz respeito à tecnologia, informática e mundo
digital em geral, a demanda por pessoal especializado ou com
experiência também esteve aquecida e deverá se
manter em alta por um bom tempo ainda. Na visão de Luiz Fernando
Garcia, diretor nacional do curso de comunicação da
Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o fato de o Brasil
ter ganhado dimensões novas, com a estabilidade econômica
e projeção internacional, exigiu das empresas um olhar
diferenciado sobre o mercado e o aprendizado para tomar decisões
rápidas.
O mundo digital obrigou o marketing a empreender mudanças
significativas de procedimentos em operações de venda
realizadas até então e acabou criando novos players,
ágeis, com muito fôlego, intensificando a
concorrência, acredita Garcia. Na propaganda, por sua vez,
não há mais como sustentar a tese de que uma empresa tem
que falar com consumidor e formador de opinião nos moldes como
era feito até recentemente. Qualquer pessoa que tenha um blog,
por exemplo, pode ser formadora de opinião, e um consumidor hoje
está em todos os lugares. "Não se pode fazer
comunicação com uma única ferramenta, ela tem que
ser integrada", sustenta o diretor da ESPM.
A área de recursos humanos foi outra que recebeu
atenção especial, precisou mostrar assertividade nas
contratações e deve ficar assim ainda no próximo
ano, acredita a diretora da Ricardo Xavier, para quem ainda o RH
deverá ser visto como parte estratégica de uma companhia.
Call center é outro segmento com demanda por profissionais em
expansão também. No portal Curriculum.com, a área
juntamente com telemarketing apresentou uma busca intensa por
profissionais durante esses onze meses. Para o diretor da Catho, a
justificativa para a oferta de empregos está na grande
rotatividade típica do setor e a mudança na
legislação do serviço de call center. Quem
trabalha com comércio exterior ou relações
internacionais também esteve na mira durante 2009 e contou com
boa remuneração sendo oferecida pelas empresas como
atrativo. A tendência é que o cenário se mantenha
em 2010. "As empresas têm priorizado aquele profissional com
visão bem estratégica que a transforme num player
competitivo e não que ofereça apenas conhecimento
acadêmico", reforça Barboza.
Num futuro próximo, profissionais especializados nas
áreas da sustentabilidade e inovação
deverão estar entre os mais requisitados. Segundo estudo
realizado neste ano pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da
Fundação Instituto de Administração (FIA)
da USP, a preocupação com meio ambiente,
inovação e qualidade de vida deverão ser
relevantes. Para James Wright, coordenador do MBA Executivo da
instituição e do Profuturo, muitas empresas já
começaram a preparar gente nestas áreas para tentar
suprir a carência de um profissional especializado no mercado.
Para atuar em qualquer uma das carreiras mais disputadas atualmente ou
num futuro próximo e estar na mira dos consultores sempre,
porém, é preciso mais que atestar bom conhecimento
técnico. Barboza, da Ricardo Xavier, acredita que a capacidade
de se adaptar facilmente a mudanças e trabalhar sob
pressão são fundamentais. Meirinho prioriza a
visão estratégica e capacidade de ter mentalidade
administrativa. O professor Wright aposta no perfil multivalente e no
investimento para a requalificação a cada cinco anos para
favorecer a identificação de nova rota profissional e
capacitação adequada para atuar nela.
Fonte: Valor Econômico
A crise não terminou
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:23 hs.
Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o
que pode acontecer com o mundo nos próximos anos. Na palestra
que encerrou o ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 3 de dezembro, o
professor e economista Paul Krugman deu uma aula sobre a crise
econômica mundial, suas origens, as soluções
adotadas até agora e fez questão de ressaltar: a crise
ainda não acabou. “Parece que o mundo não vai
acabar e a economia está se recuperando, mas temos de olhar para
a frente. Tivemos uma breve melhora, mas ainda não é o
fim”, alertou.
Sua exposição começou com um paralelo do mundo
entre a Crise de 1929 e a de 2008, quando o colapso visto no setor
imobiliário e bancário chegou a níveis parecidos
com os vistos nos anos 1930. “Sempre achamos que tínhamos
aprendido com a Grande Depressão e que não
repetiríamos os erros de nossos avós, mas a crise atual
é resultado de algo que fizemos para nós mesmos”,
comentou o prêmio Nobel de economia, que a partir daí
dissecou os motivos que levaram ao colapso do setor financeiro.
O primeiro passo para compreender a crise, diz Krugman, é a
bolha imobiliária tanto no setor residencial quanto no comercial
que surgiu no Atlântico Norte, principalmente em regiões
como Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, na Espanha e no Reino
Unido. “Essa bolha era prevista. O que ninguém percebeu
é que quando ela estourasse levaria junto também os
bancos”, analisou. “A maneira como os bancos estavam
funcionando deixava o sistema exposto”.
A pergunta, a partir daí, é: se o problema era no
Atlântico Norte, por que isso levou junto todo o mundo? Simples,
diz Krugman: porque há muita troca entre os países. Na
crise de 1929, os índices de trocas caíram em 15% nos
primeiros 24 meses, contra 18% nos primeiros 15 meses desde abril de
2008. Isso afetou os países que dependiam de
exportações, sobretudo os que precisavam exportar, como a
Alemanha, o primeiro a ser afetado. Depois, a onda pegou os que
dependiam de importações. No balanço final,
só não foram tão afetados os países que
dependem de exportar commodities – caso do Brasil. “Agora
as exportações já voltam a crescer, o que
significa que, sim, estamos nos recuperando. Infelizmente, não
dá para dizer que estamos no fim da crise”, comentou.
Europa, Estados Unidos e Japão estão, em média, 8%
abaixo do que deveriam estar, há muito desemprego,
principalmente na Espanha e nos Estados Unidos. E os americanos nunca
precisaram de tanto tempo para se realocar no mercado de trabalho como
no momento atual. São seis pessoas procurando trabalho para cada
novo posto que surge. “É um cenário feio. Tenho
até dito para meus alunos que eles estão entrando num
mercado que não os quer”, disse Krugman, para quem
há um grande risco de a recessão voltar.
Segundo ele, o crescimento que tem sido observado até agora
é fruto de algo temporário. Nos Estados Unidos, por
exemplo, houve um aumento na oferta de empregos a partir da oferta de
trabalhos na construção de estradas e outras obras
estatais. “Isso tudo tem ajudado muito, devolveu ao mercado algo
próximo de 1,3 milhão de pessoas que não estariam
lá. O problema é que o estímulo já atingiu
seu pico.” No ano que vem, se nada de novo surgir, a
previsão é de que as taxas de desemprego atinjam
índices abaixo da expectativa.
O que terminou com o desemprego durante a crise de 1929 foi a Segunda
Guerra Mundial, quando praticamente 40% do PIB nos Estados Unidos eram
destinados à produção de artigos militares.
“Foi necessário algo assim para curar a Grande
Depressão”, finalizou
Mesmo que não tenha ajudado a conter o surgimento da crise,
olhar para a história ajuda a compreendê-la e saber quais
os próximos passos a serem tomados. Historicamente,
países afetados por crise demoram, em média, 4,8 anos
para recuperar os índices de desemprego normais. Os Estados
Unidos, geralmente acostumados a taxas na casa dos 7%, hoje tem 10,2 e
esse número deve crescer até 12%. “Na média,
o desemprego cresce por até 5 anos. Isso significa que a
situação persistirá até 2013 e que estamos
diante de um longo período de depressão para o mundo
desenvolvido.”
Fonte - HSM Online - ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial - Paul Krugman
Fonte: Fonte - HSM Online - ExpoManagement 2009
Mensalidade das melhores escolas da capital sobe o dobro da inflação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs.
Reajuste dos primeiros colégios do ranking do Enem será
de 8,5% em 2010; instituições dizem que precisam investir
Mariana Mandelli
A média do aumento das mensalidades para 2010 nas melhores
escolas particulares de São Paulo será de 8,59%. O
índice deve representar o dobro da inflação
prevista para 2009. Os colégios alegam que é preciso
investir para continuar no topo. A mensalidade média ficou em
torno de R$ 1.600.
O Estado solicitou os valores para o ensino médio no ano que vem
a 29 colégios privados da capital que se revezaram nos 20
primeiros lugares dos rankings das edições 2007 e 2008 do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Só três
não responderam. O Colégio Albert Sabin e Escola do
Futuro não quiseram passar os valores. O Miguel de Cervantes
alegou "não ter tempo" para fornecer a sua mensalidade.
O aumento nas escolas campeãs do Enem é superior ao que
estimou o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de
São Paulo (Sieeesp), que representa 8.905
instituições, para o ano que vem. O índice geral
de reajuste nas mensalidades paulistas ficaria entre 4,5% a 6,5%,
informou a entidade.
A previsão do mercado é que o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 4,25%. Todas as
escolas consultadas devem reajustar as mensalidades acima desse
índice. O maior aumento no ensino médio foi do
Colégio Poliedro, que fica no Paraíso, zona sul. O
3º ano, cuja mensalidade era de R$ 1.014 em 2009, passará a
cobrar R$ 1.182 em 2010 - crescimento de 16,56%.
No Vértice, o colégio paulistano número 1 no Enem
há três anos, os valores para o ensino médio devem
aumentar em 7,48%. A escola diz que tem ampliado as atividades para
reforçar a preparação dos alunos para o Enem e
para os vestibulares. Algumas aulas do ensino médio têm
quatro professores em sala ao mesmo tempo. "A infraestrutura fica mais
custosa", afirma o diretor Adílson Garcia. "Em nenhum
país do mundo educação de qualidade é
barata."
No Pentágono, que fica no oeste da capital, a
intensificação da carga horária do ensino
médio ajudou a subir em 11% a mensalidade. A escola contratou
novos consultores e assessores pedagógicos. "Chegar no topo do
ranking do Enem é fácil, mas se manter é
difícil", justifica a proprietária Nancy Izzo.
O Enem também motivou as mudanças estruturais no
Colégio Stockler. "O exame obriga cada escola a ter um projeto
específico", afirma o diretor administrativo Agostinho Marques
Filho. A escola começou a dar aulas no período da tarde
para melhorar a preparação. Mas o aumento de 9,95%,
segundo a direção, refere-se principalmente ao reajuste
salariais dos professores.
O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro) informou que o
dissídio da categoria ainda não foi definido. "Nem sempre
essa estimativa das escolas acaba correspondendo ao nosso reajuste",
afirma Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sinpro. "Se a escola
resolve investir nela mesma, esse dinheiro tinha que sair do bolso
deles e não dos alunos."
Segundo o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, a escola
que aumentar a mensalidade acima da média pode perder alunos. No
entanto, ele considera que os aumentos são necessários
para a sobrevivência dos colégios.
DIREITOS
Para os pais dos alunos, o reajuste significa cortar lazer e segurar os
gastos. A professora Cássia Silveira, de 47 anos, tem dois
filhos na Escola da Vila, que fica no Morumbi. O pagamento das
mensalidades consome cerca de 35% do orçamento mensal da
família, o que significa um gasto de R$ 3 mil reais com
educação por mês. "Meu marido (que é
professor universitário) forma os professores dessas escolas e
sofremos para pagar."
Para se divertir e economizar ao mesmo tempo, a família procura
passeios e programas grátis e não costuma viajar nas
férias. Para 2010, Cássia pediu uma bolsa de 30%, mas
conseguiu só 15%. "Apesar dos valores serem absurdos, a
educação dos meus filhos é prioridade", diz.
Segundo o Procon-SP, os pais dos alunos têm direito de pedir
às escolas a planilha de cálculos para entender as
razões do reajuste. Caso considerem injusta a justificativa do
aumento, é possível acionar a Justiça. "O pai pode
solicitar uma reunião com a escola, porque a
instituição é obrigada a expor de forma
visível essa planilha", explica Márcia Christina
Oliveira, técnica do Procon-SP. Segundo ela, não existe
limite de aumento, mas valores muito acima da média são
considerados abusivos.
Fonte: O Estado de São Paulo