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07/12/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.


PESQUISA PARA LEVANTAMENTO DE TEMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURSOS 2010 AMPESC

Enade anula questão sobre críticas a Lula e outras dez

O que esperar para 2010?

Número de jovens e idosos será o mesmo em 2030

De cada cem jovens brasileiros, apenas dois têm curso superior completo

*** PERISCÓPIO ***

Mesmo com adiamento das provas, federais utilizarão Enem para selecionar alunos

Mais de 2,5 milhões de estudantes participam do Enem em todo o país

Exame deve ser feito 2 vezes em 2010

Enade anula questão sobre críticas a Lula e outras dez


PESQUISA PARA LEVANTAMENTO DE TEMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURSOS 2010 AMPESC
     Colabore com os temas para os eventos do ano que vem que serão promovidos pela AMPESC, envie-nos um email para comercial@ampesc.com.br com alguns dos temas abaixo ou novas sugestões que você gostaria de participar em 2010.

  Relação de Temas 
1 Administração de recursos humanos
2 Aspectos jurídicos nas instituições de ensino 
3 Aspectos legais e estruturais nas fusões, aquisições e incorporações
4 Aspectos legais e tributários das IES
5 Avaliação de cursos (credenciamento, reconhecimento, ...) 
6 Avaliação de cursos de Pedagogia
7 Avaliação institucional (relatório do SINAES, CPA)  
8 Bolsas de Estudo
9 Capacitação de professores: desenvolvendo competências
10 Cenário do Mercado de Ensino Superior em Santa Catarina
11 Cerimonial e Protocolo
12 Contrato de Trabalho
13 Controle de evasão 
14 Coordenador de curso como gestor de negócios 
15 Crédito Educativo
16 Criação de Núcleos (empregabilidade, cultural, imprensa, ...)
17 Cursos de graduação tecnológica 
18 Diretrizes Curriculares
19 E-MEC
20 ENADE
21 Ensino a distância
22 Funcionamento do Sistema Federal de Ensino  
23 Gestão de Bibliotecas  
24 Gestão Financeira nas IES
25 ISO 9000 e Gestão da Qualidade  
26 Legislação atualizada
27 Marketing Educacional
28 Negociação (contratos, inadimplência, ...) 
29 Oratória e Relacionamentos
30 Pesquisa, extensão e responsabilidade social nas IES 
31 Planejamento estratégico  
32 Planejamento tributário (impostos, bolsas, PROUNI, ...)  
33 Plano de desenvolvimento institucional – PDI  
34 Processo de secretaria acadêmica  
35 Programas de Estágio Curricular
36 Projeto pedagógico institucional – PPI 
37 Redesenho do FIES (portaria a ser publicada)
38 Regimento e Estatuto: técnicas de elaboração e reforma
39 Técnicas de Atendimento
40 Técnicas para digitalização de documentos
41 Transferência

Enade anula questão sobre críticas a Lula e outras dez
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:17 hs. 
Aluno tinha de avaliar atitude da imprensa quando presidente citou a crise como "marolinha"
Questões faziam parte da prova de comunicação social; desempenho dos estudantes é base para avaliar instituições
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Onze questões da prova de comunicação social do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) foram anuladas por problemas na sua formulação. A prova é aplicada a alunos e formandos de educação superior e serve de base para a avaliação das instituições de ensino. Cada área é examinada de três em três anos.
Uma das anuladas gerou polêmica por pedir que os alunos analisassem críticas feitas na imprensa a Lula, quando disse que a crise mundial no Brasil não passaria de "marolinha".
"Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão do presidente Lula", dizia o enunciado da questão, pedindo em seguida que o aluno avaliasse se houve por parte da imprensa "atitude preconceituosa", "irresponsabilidade", "livre exercício da crítica", "manipulação política da mídia" ou "pré-julgamento".
A resposta prevista no gabarito era "c", ou seja, houve livre exercício da crítica, mas a comissão considerou que a questão envolvia um contexto político que poderia confundir o candidato. Ou seja: pelo fato de a prova ser aplicada pelo governo, o estudante poderia pensar que o certo seria dizer que a crítica da imprensa era preconceituosa ou irresponsável.
A prova de cada habilitação de comunicação (jornalismo, relações públicas etc.) tinha dez perguntas a todos os universitários, 15 comuns a todas as áreas da comunicação e 15 específicas. Foram anuladas as questões 18 e 19, na parte comum às áreas de comunicação; as de número 30, 33 e 35 de jornalismo; a 33 e a 37 de publicidade; a 34 e a 36 de relações públicas; e a 34 e a 38 de cinema.
A correção da prova considerará que todos os alunos acertaram as perguntas anuladas. As questões foram elaboradas pela Consulplan, empresa contratada pelo Inep (instituto ligado ao MEC) para aplicar a prova.
A anulação, que ainda será divulgada oficialmente, foi decidida pela comissão que analisa as questões e é formada por professores. Segundo membros do colegiado, as perguntas anuladas tinham problemas de formulação no enunciado, respostas incorretas ou mesmo duas alternativas corretas.
A comissão também avaliou que houve erros técnicos em enunciados. É o caso da questão 30 de jornalismo, que pedia a avaliação do aluno sobre uma página de um jornal angolano. O problema é que a impressão da prova só deixava visíveis os títulos da capa do jornal.
Outra questão, de publicidade, perguntava sobre a célebre propaganda "o primeiro valisère a gente nunca esquece", de 1987. Parte da comissão considerou que as respostas exigiam conhecimentos técnicos detalhados sobre um vídeo publicitário que não seria do tempo dos alunos avaliados.
O Inep informou que a avaliação das perguntas cabe às comissões de especialistas de cada área e que o relatório completo com as questões anuladas em todas as áreas será divulgado a partir da próxima semana. 
Fonte: Folha de São Paulo 

O que esperar para 2010?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:16 hs. 
Antonio Carlos Pôrto Gonçalves, da Fundação Getulio Vargas, traça o cenário econômico e político para o ano que vem. O ano de 2010 no Brasil terá crescimento alto, dólar barato, inflação sob controle e muitos gastos públicos. Essas são as principais conclusões da palestra realizada nesta segunda-feira por Antonio Carlos Pôrto Gonçalves, professor da Fundação Getulio Vargas e diretor-executivo do FGV in Company. Confira os pontos mais importantes de sua apresentação:
Recuperação econômica
Vários indicadores demonstram que o país já se recupera dos efeitos da crise financeira mundial. A produção industrial, em queda de 11% em dezembro de 2008 na comparação com os 12 meses anteriores, registrava alta de 4% em setembro passado. Também sinalizam a retomada da economia indicadores como utilização da capacidade industrial instalada, consumo de energia, venda de automóveis e índices de confiança do consumidores.
Gastos públicos
Para estimular a recuperação econômica, o governo abriu os cofres. Com o aumento dos gastos públicos, o superávit primário atingiu 1% nos 12 meses encerrados em outubro passado, ante aos mais de 4% registrados um ano antes. Na expectativa de Pôrto, os desembolsos vão continuar pesados em 2010, impulsionados sobretudo pelas eleições. “Dilma terá que gastar muito para tentar reeleger a Dilma”, diz. Além disso, as eleições para Congresso e construções de alianças na eleições estaduais pressionam ainda mais as contas públicas.
PIB
Como resultado recuperação da economia e do aumento dos gastos públicos, Pôrto aposta em crescimento do PIB superior aos 5% previstos por grande parte dos bancos. “Talvez cheguemos a 6% ou 6,5%”, diz.
Câmbio
Após a alta cambial causada pela fuga de dólares do Brasil no início da crise, a moeda americana entrou em queda, causada pela expansão da base monetária nos Estados Unidos e pela retração da demanda mundial. Na opinião do professor, dificilmente o governo brasileiro conseguirá inverter o quadro de forma substancial para incentivar as exportações. “Tentar desvalorizar o real com a compra de reservas ou estímulos a investimentos no exterior é o mesmo que querer secar o oceano com um baldinho”, diz. Para os exportadores, resta um consolo: a inflação na moeda americana. “O fato de os preços em dólar estarem mais altos ajuda a minimizar o impacto da valorização cambial no Brasil.”
Inflação
O dólar barato, a redução da demanda externa e a capacidade ociosa da indústria nacional devem segurar a alta dos preços no ano que vem. “Não motivo para se preocupar com a inflação em 2010. Se houver, será mais tarde”, disse.
Eleições
Para Pôrto, o sucesso da candidatura de Dilma Roussef à presidência dependerá da principalmente da capacidade de Lula transferir seus votos. Ele ressaltou que a ela “falta carisma” – problema também enfrentado por José Serra. Na sua opinião, também prejudica o provável candidato tucano a ausência de um programa alternativo de governo.
Longo prazo
Pôrto prevê uma mudança no perfil da economia brasileira no longo prazo – algo em torno de 20 anos. Assim como ocorre em países como Estados Unidos, a indústria perderá mercado para produtos chineses e de outros países da Ásia, acredita. Na sua opinião, sobrará espaço para produtos de alta tecnologia. “Nossa economia será baseada num parque industrial sofisticado e na agricultura.”
Cenário americano
Pôrto apresentou tanto dados positivos como negativos sobre a economia americana, responsável por 20% da demanda mundial por bens e serviços. Freiam a recuperação econômica o fato de os consumidores estarem ainda muito endividados e com baixa confiança. Em contraposição, cai o ritmo de redução de vagas de trabalho e sobem preços de ativos como imóveis e ações. Projeções internacionais prevêem para o PIB americano crescimento de 1% no ano que vem, após queda projetada em 3,5% para este ano.
HSM Online ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas - Antonio Carlos Pôrto Gonçalves 
Fonte: HSM Online ExpoManagement 2009 

Número de jovens e idosos será o mesmo em 2030
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:21 hs. 
Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, população está envelhecendo.
Novo Hamburgo - Uma novidade mudará o perfil da população brasileira daqui 20 anos. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), idosos terão participação na população praticamente igual à dos jovens em 2030. Com essa nova dinâmica da sociedade, especialistas explicam que setores como os de saúde, de trabalho e de previdência social serão fortemente afetados e poderão sofrer, inclusive, impactos econômicos.
Os dados do IBGE foram divulgados na Tábua Completa da Mortalidade 2008, tabela que, desde 1999, vem apresentando anualmente a expectativa de vida da população, para idades até os 80 anos. Conforme o instituto, o índice de envelhecimento (divisão do número de idosos pelo de crianças) continuará em mudança. Dados indicam que entre 2035 e 2040 a população idosa, de 65 anos ou mais, poderá alcançar um número de 18% superior ao das crianças, de zero a 14 anos. Em 2050, a perspectiva é de 172,7 idosos para cada cem crianças.
O antropólogo Valdir Pedde acredita que os avanços da medicina, o cuidado com a alimentação e a maior vontade de viver são algumas das explicações para que o grupo de idosos esteja crescendo. "A população tem a consciência de que vai viver por mais anos e então resolve viver de forma mais prazerosa", descreveu.
PREVIDÊNCIA
Conforme o economista Roberto Moraes, o crescimento da população idosa causa forte impacto na Previdência Social no Brasil. Com mais aposentados, há menos contribuição e mais custos. Moraes conta que em países como a Alemanha, para lidar com a mesma situação, o governo determinou o aumento da idade para a aposentadoria. Já no Chile há o sistema de capitalização, um modelo muito copiado por muitos lugares, que funciona como uma previdência privada. Cada pessoa contribui para um fundo individual e, após se aposentar, a pessoa tem o direito de sacar. Quanto mais tempo trabalhando, maior será o valor da previdência.
Moraes explica que no Brasil, talvez seja necessário, para o equilíbrio de custos, que algumas medidas sejam tomadas para evitar prejuízos no sistema previdenciário, como a necessidade de um aumento nos valores de desconto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nas folhas de pagamento, aumento da idade da aposentadoria ou diminuição no valor do prêmio pago aos aposentados. "É uma discussão geral em todo o País. Os aposentados têm seus direitos e ao mesmo tempo é preciso o equilíbrio. Menos contribuintes para ajudar os que não precisam contribuir mais. Isso gera um impacto econômico sim. É um custo a mais ainda não calculado pela previdência."
SAÚDE
O médico geriatra João Senger acredita que as melhores condições de infra-estrutura da saúde pública, o acesso ao conhecimento e o autocuidado são fatores que ajudam no aumento da expectativa de vida dos idosos. "A tecnologia dos equipamentos e melhores condições de atendimento progrediram, não na velocidade que esperávamos, mas cresceu muito", disse. Segundo Senger, há 20 anos somente 20% das cirurgias realizadas em idosos eram eficientes. Atualmente, esse número aumentou para 80%. "A tendência é que o progresso continue e contribua para que a população tenha mais saúde".
Ele também explica que a medicina preventiva ajuda no processo. Hoje em dia, cita, há o Programa de Saúde da Família, no qual agentes vão até a casa das pessoas e orientam sobre os procedimentos corretos com sua saúde. Senger também afirma que o acesso a informações sobre saúde está mais fácil e conscientiza sobre os cuidados, inclusive com a ajuda da mídia, que está se dedicando a comunicar mais sobre o tema e orientando a população. "Antigamente, nem todo mundo tinha a compreensão do que era certo ou errado. As pessoas querem uma qualidade melhor de vida e buscam isso cada vez mais", enfatiza.
TRABALHO
De acordo com o vice-presidente de Expansão da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Estado e professor universitário Jefferson Leonardo, a nova configuração do mercado de trabalho está trazendo benefícios para todas as gerações. Ele comenta que percebe os empregadores unindo a geração Y, que possui mais agilidade e facilidade com a tecnologia, com os mais velhos (pessoas acima dos 45 anos), que são mais experientes e tem mais paciência. "É um movimento que está crescendo. Os jovens têm muita facilidade em aprender, mas falta experiência e paciência. Então unindo as duas gerações e o empregador sai ganhando", opina.
Para Leonardo, são diversos os pontos que estão ajudando a aumentar a proporção de idosos no País, entre eles, destaque para a diminuição do número de filhos, entre os mais jovens.
- Dicas para o empregador
Usar a inteligência e eliminar o preconceito de contratar pessoas de mais idade. Devem utilizar pois possuem grande potencialidade, experiência, porém sem abandonar os mais jovens que serão os líderes do futuro.
- Dicas para o empregado
Estar sempre se qualificando constantemente. Cursos, seminários, são algumas das opções. Além disso, procurar ser um multiespecialista em determinados assuntos. Há falta de profissionais qualificados.
Razões, desafios e expectativas da nova dinâmica
Aumento da qualidade de vida, em especial as melhorias nas condições básicas de saúde, como saneamento básico e investimentos em prevenção de doenças, vacinação em massa e redução da mortalidade infantil. Esses são alguns dos fatores citados pelo técnico do IBGE no Rio Grande do Sul, Ademir Koucher, para justificar o aumento do tempo de vida no Brasil. "Quem passa do primeiro ano de idade tende a ter uma vida maior. Há 50 anos, havia no Brasil 150 óbitos por mil nascimentos e, hoje, há 23", descreveu.
Conforme ele, os desafios à sociedade para se adequar com a população mais envelheciada são muitos, especialmente no que se refere a mercado de trabalho, mobilidade urbana e saúde pública. "A estimativa é que nos próximos anos haverá uma defasagem de mão de obra no País. É preciso repensar o mercado de trabalho, que cada vez mais passará a investir em pessoas mais velhas em detrimento dos jovens", afirmou.
De acordo com Koucher, a diferença na expectativa de vida entre homens e mulheres (69,11 anos e 76,71 anos, respectivamente) pode ser explicada pelo número de óbitos violentos. "Dos 12% de óbitos violentos no País, como acidentes e homicídios, 80% deles atingem homens entre 15 e 24 anos", disse.
ESTADO - Para os gaúchos, a expectativa de vida ainda é mais alta do que a média nacional. Em 2008, a esperança de vida era de 75,2, sendo que 71,6 para homens e 79 para as mulheres, enquanto no País essa média ficou em 72,86 anos. Parte disso se deve ao menor índice de mortalidade infantil. No Estado, para cada mil crianças que nascem a média de óbitos é que 13 venham a falecer. 
Fonte: Diário de Canoas - RS 

De cada cem jovens brasileiros, apenas dois têm curso superior completo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:22 hs. 
O acesso ao ensino superior continua restrito para apenas 13 de cada cem jovens.
Apesar do número de jovens analfabetos no país ter diminuido nos últimos dez anos, a desigualdade na educação superior ainda preocupa. É o que mostra um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Segundo a pesquisa, o índice de brasileiros, entre 18 e 24 anos, que não sabem ler, nem escrever, diminuiu de 8,8 para 2,4 por cento, entre 1998 e 2008.
Com isso, os jovens têm passado mais tempo na sala de aula e alcançado um nível de escolaridade maior que os adultos.
No ano passado, os brasileiros entre 18 e 24 anos apresentaram, em média, nove anos de estudo, quase três anos a mais que a população acima de 40 anos.
Mesmo assim, o acesso ao ensino superior continua restrito para apenas 13 de cada cem jovens.
Mais metade da população, com faixa estária adequada para cursar uma universidade, não estuda mais.
Para compreender melhor o problema, a cada 100 jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, apenas dois têm o ensino superior completo. 
Fonte: Portal Região Nordeste 

*** PERISCÓPIO ***
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 14:13 hs. 
A correlação entre Vagas, Ingressantes, Matriculados e Concluintes a partir dos números do Censo 2008.
Na edição de 2008, o censo da educação superior deixou clara a sequência de acontecimentos que já vinham ocorrendo, porém, desta vez, de forma mais aberta. Com a redução do número de IES, muitos veículos de comunicação noticiaram manchetes do tipo “ensino superior recua”, quando na verdade a situação crítica já está pré-instalada há um bom tempo.
Nesta analogia, os egressos são os “evadidos consequenciais”, visto que grande parte não dá continuidade aos estudos após a graduação. Não é necessário mencionar que o número de vagas cresce ano a ano.
As taxas de evasão e de ociosidade se caracterizam pelo não preenchimento da demanda total que poderia ser absorvida pela IES. Diferem entre si no modo como são consideradas. A evasão consiste no abandono do curso após a matrícula por motivos variados.
A ociosidade caracteriza-se, em parte, pela inércia do aluno aprovado no vestibular e que efetivamente não faz sua matrícula. Esta dedução pauta-se no fato de que os inscritos, na maioria das vezes, são em número maior que o número de vagas e, portanto, ao ser aprovado no vestibular, pressupõe-se que o aluno tenha intenções de efetivar a matrícula, e não o faz por motivos diversos.
Neste caso, pode-se considerar que a ociosidade é uma forma de evasão na sua modalidade omissiva, pelo fato do aluno abster-se do direito de matrícula, isto se entendendo que, ao efetuar a inscrição no vestibular, o mesmo tenha pretensões para matrícula, ingresso e conclusão do curso escolhido.
Assim, é bem visto que o número de matrículas continua crescendo, além de outros indicadores como o número de ingressantes, porém há outros dados da educação que são importantes. Exemplificando, a sustentabilidade: em dez anos o ensino superior, teve taxa de evasão elevada, o que contribuiu de forma direta para o não cumprimento das metas do PNE – Plano Nacional de Educação.
O gráfico que segue ilustra a relação de ingressantes de 2008 e a evasão nos últimos 10 anos, demonstrando que o total de evadidos desse período foi três vezes maior que o quantitativo de alunos matriculados no ensino superior de 2008:
 
Destaca-se que este é um número crítico, sinalizando baixo aproveitamento das vagas disponíveis nos últimos anos. A média da evasão nos últimos 10 anos foi 40,3% a.a. Em 2008 este número foi de 42,7%, o que reflete, dentre outros fatores, além das questões financeiras: frustração, falta de preparo dos ingressantes do ensino médio e incompetência das IES para trabalhar a retenção e a fidelização dos discentes.
Por outro lado, o número de ingressantes apresentou crescimento de forma menos acelerada. Nos últimos 10 anos, o crescimento médio foi de 7,6% a.a., porém em 2008, este número foi apenas 1,6% maior em relação ao ano anterior.
Os egressos obtiveram um desempenho melhor em relação aos ingressantes, visto que no ano de 2008 houve um aumento de 5,8% em relação a 2007.
Um comparativo entre estes três indicadores destaca a crise estabelecida no ensino superior brasileiro.
O gráfico a seguir demonstra a relação entre ingressos, egressos e evasão, além do cálculo do índice de reposição, uma média que correlaciona estes indicadores demonstrando ou não o crescimento no número de alunos que ocupam as vagas que anualmente são disponibilizadas:

Como se vê, nos últimos dez anos o número de ingressantes no ensino superior brasileiro, manteve-se abaixo do quantitativo de alunos egressos e evadidos do mesmo período. Em média, para cada 100 alunos egressos ou evadidos, apenas 59 ingressaram no ensino superior.
Daí a resposta para o crescimento das matrículas: o aumento do número de IES e cursos nos últimos anos. Será que daqui algum tempo haverá estouro da segunda bolha e o número de matriculados irá recuar? Isto será inevitável, resta saber o momento em que ocorrerá.
Desta forma, conclui-se que as aspirações para melhoria da qualidade na educação superior partem inicialmente da necessidade de se agregar valor aos serviços prestados, bem como dos parâmetros de mensuração elaborados pelo Ministério da Educação, via instrumentos de mensuração da qualidade do ensino. Não há como fugir das ‘blitz’. É preciso dar respostas mais expressivas.
Logo, o desafio, em tempos de alta competitividade engloba a necessidade de não se abandonar o conceito social, mas incluir, no âmbito da gestão, a visão estratégica tão necessária às IES (empresas prestadoras de serviço), até porque esta relação de consumo caracteriza-se pelas suas peculiaridades.
Em suma é preciso fidelizar para diminuir a evasão. Isto se dará por meio da valorização do discente. É essencialmente necessário possibilitar melhores condições de financiamento, atender às necessidades do público-alvo e não frustrar se ingresso no ensino superior. A sala de aula deve se adequar a linguagem e o perfil dessa nova geração. 
Fonte: CM Consultoria 

Mesmo com adiamento das provas, federais utilizarão Enem para selecionar alunos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs. 
Com o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro, após o roubo das provas na gráfica que imprimia o material, muitas instituições tiveram que remarcar seus vestibulares para não haver choque com a nova data do exame. Outras, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desistiram de usar a nota do Enem em seus processo seletivos.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, as desistências são puramente em função do calendário e não têm relação com uma possível perda de credibilidade do exame após o vazamento. “Aquelas universidades que usavam a nota do Enem na primeira fase do seu processo seletivo não terão tempo de fazê-lo em função de a divulgação dos resultados ter sido adiada por causa do adiamento da prova. Esse prejuízo ocorreu e felizmente ele está limitado a algumas instituições cujo calendário impede a utilização dos resultados”, explicou.
Em março, Haddad lançou a ideia de que o Enem substituísse os vestibulares de todas as universidades federais. Quarenta e duas instituições federais aderiram ao modelo e não voltaram atrás mesmo após o adiamento dos testes. Algumas substituíram totalmente seus processo seletivos pelo Enem, outras vão usar a nota do exame como integrante do vestibular (veja lista abaixo).
“Foi um projeto construído a muitas mãos. Estamos confiantes de que o Brasil vai superar o velho vestibular em um processo natural, sem imposição. É um desejo dos educadores e também dos estudantes que possamos estabelecer um marco diferente daquele que tem prevalecido nos últimos 100 anos: um vestibular anacrônico, excludente, que impõe o pagamento de várias taxas e testes que sobrecarregam o estudante do ensino médio”, defendeu o ministro.
Confira a lista das universidades federais que vão utilizar a nota do Enem em seus vestibulares.
Sul
36.Universidade Federal do Rio Grande (Furg): O Enem vai compor 50% da nota do vestibular. Também será utilizado para preenchimento de vagas remanescentes
37.Universidade Federal de Pelotas (UFPel): Adota o Enem em fase única e para as vagas remanescentes.
38.Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): O Enem vai compor 20% da nota do candidato. O aluno poderá optar por utilizar ou não a nota do exame no processo seletivo.
39.Universidade Federal do Paraná (UFPR): A nota do processo seletivo será composta pela combinação do resultado do Enem (10%) e do vestibular tradicional (90%).
40.Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR): Adota o Enem em fase única.
41.Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): Adota o Enem como fase única e para o preenchimento de vagas remanescentes.
42.Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): A nota do Enem poderá ser considerada no resultado do vestibular. O aluno decidirá se o desempenho no Enem deve ser levado em conta ou não. 
Fonte: Tribuna do Norte - RN 

Mais de 2,5 milhões de estudantes participam do Enem em todo o país
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:32 hs. 
Total tranqüilidade. Essa foi a situação vista no segundo e último dia de aplicação de prova do Enem. Não houve registro de nenhum incidente em nenhuma das mais de 9 mil salas onde foram aplicadas as provas. Neste domingo, os participantes do Enem fizeram as provas de Matemática e suas tecnologias e de Linguagens, códigos e suas tecnologias – cada uma com 45 questões, além da redação.
Para o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o balanço desta edição do Enem é positivo. Segundo ele, o sucesso na reorganização do exame em 60 dias e a eficiência demonstrada no novo processo demonstram a seriedade com que o Ministério da Educação e o Inep trataram a questão. “A reestruturação do Enem é um avanço, uma oportunidade concreta de sinalizarmos com mudanças no ensino médio, ao mesmo tempo em que se racionaliza os processos seletivos das instituições de ensino superior. Apesar de tudo o que enfrentamos, o Enem se consolida como a grande avaliação do ensino médio brasileiro”, diz.
A média nacional de faltosos ficou em 37,7% no sábado. Só em São Paulo, foi registrado índice de 46,9%. O estado concentra mais de 1 milhão de estudantes e, com a mudança da data de aplicação da prova, instituições importantes como USP, Unicamp, Fundação Getúlio Vargas e PUC ficaram impossibilitadas de utilizar a nota do Enem, por força de seu calendário, o que diminuiu o estímulo dos alunos para fazer a prova.
O índice nacional de abstenção é atribuído, fundamentalmente, à distância de quase cinco meses entre período de inscrições e aplicação da prova e à ocorrência de chuvas em todo o país. “O adiamento do exame deve ter tido impacto nesses índices. Nas edições anteriores, a abstenção tem oscilado entre 25% e 30%, mas nunca o período que separa inscrição e aplicação da prova havia sido tão longo”, pondera Fernandes.
O presidente Reynaldo Fernandes lembra que o número absoluto de participantes é bastante expressivo. “São quase 2,6 milhões de estudantes que fizeram o novo Enem, enquanto que cerca de 1,8 milhão concluem o ensino médio no Brasil todos os anos. Além disso, se somarmos as inscrições dos processos seletivos em todas as instituições federais de ensino superior, não chegamos a 2,2 milhões, mesmo considerando que uma mesma pessoa pode se inscrever em mais de um vestibular”, argumenta.
No domingo, dados preliminares apontam que 2,9% dos inscritos que realizaram a prova no sábado desistiram de fazê-la hoje.
Assessoria de Imprensa do Inep 
Fonte: MEC

Exame deve ser feito 2 vezes em 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:17 hs. 
Primeiro Enem seria em abril ou maio; alunos poderiam participar de todas as provas e usar a nota por 2 anos
Renata Cafardo
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser feito em 2010 duas vezes por ano. Segundo o Estado apurou, a primeira prova seria realizada em abril ou maio e a segunda, em outubro ou novembro. Os alunos poderiam participar dos exames quantas vezes quiserem.
A nota mais alta seria considerada para seleção nas universidades que usarem o Enem. Além disso, a pontuação poderia ser utilizada em processos seletivos por um prazo de dois anos. Neste ano, 25 universidades federais substituíram seus vestibulares pelo exame.
A primeira edição do Enem em 2010 serviria também para ocupar vagas oferecidas pelas universidades no segundo semestre, funcionando como um vestibular de meio de ano. A ideia de fazer duas edições durante o ano já havia aparecido na divulgação das mudanças da prova em maio. Porém, depois do vazamento do exame, em outubro, não havia confirmação de que isso ocorreria já em 2010.
O único impedimento que ainda existe para o exame de abril/maio é a contratação da empresa que fará sua organização e aplicação. O ministro da Educação, Fernando Haddad, quer que o Tribunal de Contas da União (TCU) libere o MEC de fazer licitações para esse serviço. Como o Estado informou no mês passado, Haddad defende que seja criada uma espécie de "Fuvest do MEC". Essa entidade seria o Centro de Seleção (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), uma instituição pública já ligada ao governo federal.
A prova que terminou ontem foi realizada pelo Cespe e a Cesgranrio, num consórcio chamado às pressas depois do vazamento do exame. O Enem foi furtado da gráfica, e dois homens tentaram vendê-lo ao Estado por R$ 500 mil. A reportagem viu a prova e pôde memorizar questões. O Estado não compra informações. O MEC foi então avisado da fraude, cancelou o exame e rompeu o contrato com a empresa Connasel, que havia ganho a licitação.
A intenção do governo é a de que, no próximos dois ou três anos, a adesão de federais seja completa e que outras instituições, privadas ou públicas, também passem a usar a nota do Enem.
Nos EUA, os candidatos a vagas no ensino superior podem fazer o SAT (Scholastic Assessment Test) várias vezes ao ano e aproveitar sua melhor nota para seleção. O exame americano foi uma inspiração para a reformulação do Enem. O número de questões aumentou neste ano de 63 para 180 e, segundo professores, a prova passou a cobrar mais conteúdo. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Enade anula questão sobre críticas a Lula e outras dez
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 05/12/2009 - São Paulo SP
Aluno tinha de avaliar atitude da imprensa quando presidente citou a crise como "marolinha". Questões faziam parte da prova de comunicação social; desempenho dos estudantes é base para avaliar instituições
ANGELA PINHO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Onze questões da prova de comunicação social do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) foram anuladas por problemas na sua formulação. A prova é aplicada a alunos e formandos de educação superior e serve de base para a avaliação das instituições de ensino. Cada área é examinada de três em três anos. Uma das anuladas gerou polêmica por pedir que os alunos analisassem críticas feitas na imprensa a Lula, quando disse que a crise mundial no Brasil não passaria de "marolinha". "Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão do presidente Lula", dizia o enunciado da questão, pedindo em seguida que o aluno avaliasse se houve por parte da imprensa "atitude preconceituosa", "irresponsabilidade", "livre exercício da crítica", "manipulação política da mídia" ou "pré-julgamento".
A resposta prevista no gabarito era "c", ou seja, houve livre exercício da crítica, mas a comissão considerou que a questão envolvia um contexto  político que poderia confundir o candidato. Ou seja: pelo fato de a prova ser aplicada pelo governo, o estudante poderia pensar que o certo seria dizer que a crítica da imprensa era preconceituosa ou irresponsável. A prova de cada habilitação de comunicação (jornalismo, relações públicas etc.) tinha dez perguntas a todos os universitários, 15 comuns a todas as áreas da comunicação e 15 específicas. Foram anuladas as questões 18 e 19, na parte comum às áreas de comunicação; as de número 30, 33 e 35 de jornalismo; a 33 e a 37 de publicidade; a 34 e a 36 de relações públicas; e a 34 e a 38 de cinema. A correção da prova considerará que todos os alunos acertaram as perguntas anuladas. As questões foram elaboradas pela Consulplan, empresa contratada pelo Inep (instituto ligado ao MEC) para aplicar a prova.
A anulação, que ainda será divulgada oficialmente, foi decidida pela comissão que analisa as questões e é formada por   professores. Segundo membros do colegiado, as perguntas anuladas tinham problemas de formulação no enunciado, respostas incorretas ou mesmo duas alternativas corretas. A comissão também avaliou que houve erros técnicos em enunciados. É o caso da questão 30 de jornalismo, que pedia a avaliação do aluno sobre uma página de um jornal angolano. O problema é que a impressão da prova só deixava visíveis os títulos da capa do jornal. Outra questão, de publicidade, perguntava sobre a célebre propaganda "o primeiro valisère a gente nunca esquece", de 1987. Parte da comissão considerou que as respostas exigiam conhecimentos técnicos detalhados sobre um vídeo publicitário que não seria do tempo dos alunos avaliados. O Inep informou que a avaliação das perguntas cabe às comissões de especialistas de cada área e que o relatório completo com as questões anuladas em todas as áreas será divulgado a partir da próxima semana.