
14/12/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.

Calendário - Conselho Nacional de Educação - 2010
Panorama Político - o queridinho
Aprovada redução dos juros do Fies
Mais engenheiros para o brasil
Ministério patrocinará livros didáticos na área tecnológica
Conselho autoriza alunos de 5 anos no ensino básico em 2010
Aprovada gratuidade de vistos para estudantes no Mercosul
Cresce número de estudantes que trabalham
A performance da Região Sul - Censo 2008
Professor estrangeiro terá seu título reconhecido no Brasil
Tarifa elétrica brasileira deve ficar mais barata em 2010
Senado aprova bolsas para extensão universitária
Governo estimula oferta de mestrado profissional no país
Lula veta parcialmente Lei do Inquilinato
Conselho dos institutos tem a primeira mulher no comando
Entidades médicas esclarecem motivos da saída do Conselho Nacional de Saúde
Negócios com Angola estimulam ensino do português na China
Governo alemão quer facilitar reconhecimento de diplomas estrangeiros
Positivo esclarece rumores de que sociedade estrangeira teria proposto sua aquisição
Dez lições para o Brasil tirar proveito no pós-crise
Portugal começará a adotar nova ortografia em janeiro
Ensino de nove anos aguarda implantação em apenas 8% dos municípios
Cresce 16% o total de brasileiros que estudam nos EUA
Empresas buscam novo consumidor nordestino
Preço do computador é motivo que menos impede acesso à internet no Brasil
Projeto amplia direitos dos passageiros de ônibus
Seguradoras são obrigadas a dar cobertura total para danos com enchentes
Conheça os 26 impulsionadores da motivação no mundo
Depois das Casas Bahia, vem aí nova onda de fusões no varejo brasileiro
Reabertura do Coleta Capes – ano base 2008
Editoras se unem para criar conteúdo do futuro
Panorama é excitante e arriscado
Calendário - Conselho Nacional de Educação - 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:03 hs.
Já se encontra disponível no Portal CM Consultoria o
calendário do Conselho Nacional de Educação - 2010
http://www.cmconsultoria.com.br/calendariocne2010.php
Fonte: CNE
Panorama Político - o queridinho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:43 hs.
Pesquisa feita pela FSB Comunicações com 255 dos 513
deputados federais, entre 1º e 3º de dezembro, mostra que o
ministro Fernando Haddad (Educação) é que tem a
melhor imagem, mesmo depois de ter enfrentado o escândalo da
Fraude no Enem. Quando a avaliação é sobre a
importância no governo, ele está praticamente empatado com
Guido Mantega (Fazenda) e com o predidente do BC, Henrique
Meirelles.
Fonte: Jornal O Globo - RJ
Aprovada redução dos juros do Fies
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 11/12/2009 - Belo Horizonte MG
Texto que segue para sanção presidencial prevê que
a taxa do fundo que financia o ensino superior caia de 6,5% para 3,5%
Glória Tupinambás
Novas regras para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies). O Senado aprovou nesta semana um projeto de lei que
reduz as taxas de juros do programa, criado para financiar cursos
superiores para estudantes de instituições privadas que
não têm condições de arcar integralmente com
os custos de sua formação. A proposta prevê juros
de 3,5% ao ano para todos os cursos e desconto na dívida para
alunos dos cursos de licenciatura e medicina que, depois de formados,
atuarem como professores da rede pública ou como médicos
do Programa Saúde da Família (PSF). O texto segue agora
para sanção presidencial.
Atualmente, a taxa de juros do Fies é de 6,5% ao ano, com
exceção dos cursos de licenciatura e tecnologia,
que têm índices mais baixos. Com a nova
legislação, a taxa passará a ser de 3,5% para
todos os cursos, tanto para os novos contratos como para o saldo
devedor dos já financiados. Além disso, o projeto aumenta
o prazo para pagamento da dívida. Após a
sanção presidencial, se o texto for mantido, os
estudantes terão prazo equivalente a até três vezes
a duração do curso contratado para quitar o
financiamento. Hoje, o limite é de até duas vezes a
duração da graduação.
REDUÇÃO DA DÍVIDA No caso do benefício para
os egressos dos cursos de licenciatura e medicina, o texto prevê
que eles paguem o financiamento com o exercício da
profissão como professores da rede pública ou como
médicos do PSF. Com isso, eles poderão
reduzir 1% da dívida a cada mês trabalhado.
Para ter direito ao desconto, os estudantes terão que exercer o
cargo de professor de educação básica, com jornada
mínima de 20 horas semanais. Já os alunos que se formarem
em medicina deverão trabalhar como médico de
família em áreas e regiões que serão
definidas como prioritárias pelo Ministério da
Saúde. O projeto de lei estabelece que, nesse caso, 75% das
concessões serão reservadas para atuações
nas regiões Norte e Nordeste do país. Outra novidade
é que o Fies poderá beneficiar, além de
universitários, alunos de cursos técnicos que não
têm condições de pagar as prestações
escolares. De acordo com o projeto, o uso do programa para o ensino
médio terá como prioridade estudantes de cursos
profissionalizantes. (Com agências)
Mais engenheiros para o brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:12 hs.
Seria importante que o governo adotasse política agressiva para
incentivar a formação de engenheiros pelo setor privado
QUEM VIU o presidente Luiz Inácio Lula da Silva posar ao lado de
grandes líderes mundiais em encontros do G10 e outros
fóruns globais pode ter sido levado à falsa
conclusão de que apenas esse movimento na mídia
internacional pode ser suficiente para projetar o Brasil para a fase de
desenvolvimento que o incluiu no Bric (Brasil, Rússia,
Índia e China). Criada quase dez anos atrás pela equipe
do economista-chefe do banco Goldman Sachs, Jim O"Neill, a sigla
refere-se aos quatro maiores mercados emergentes e seu potencial de
crescimento.
No mundo real, há indicadores de sobra que nos colocam abaixo da
média dos demais países do Bric. Entre eles, o
número de novos engenheiros formados por ano.
Inegável dizer que a força da engenharia num país
está estreitamente ligada à capacidade de
inovação tecnológica e à competitividade
industrial. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira), o número de engenheiros
formados no Brasil em 2008, em todas as especialidades, é de 30
mil, quase 50% dos quais formados em instituições de
ensino superior (IES) públicas - em outras áreas, dois
terços se formam em particulares.
Os demais países do Bric formam muito mais engenheiros do que
nós: a Rússia forma 120 mil, a Índia, 200 mil, e a
China, 300 mil. Esses números, embora aproximados e
condicionados ao conceito da formação profissional,
à duração e à pertinência das
especialidades, indicam nossa defasagem na formação de
engenheiros.
Ainda que as populações desses países sejam
diferentes, as discrepâncias aparecem claramente ao se comparar a
vocação e o incentivo que cada país dá para
a inovação tecnológica, sendo um bom indicador o
percentual de engenheiros formados em relação ao total de
concluintes no ensino superior. No Japão, 19% dos formados
estão nas áreas de engenharia; na Coreia, 25%; na
Rússia, 18%; no Brasil, só 5% (dados de 2007 da
Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico - OCDE). A média da OCDE
é de 14%, e dela não constam os números da China.
Outra informação relevante é a
produção científica brasileira na área de
engenharia, que se coloca em patamar bastante inferior ao dos demais
Brics -em parte como consequência dessa defasagem no
número de formados, como demonstra a estatística sobre
trabalhos publicados em 2007.
Enquanto o Brasil publicou menos de 2.000 trabalhos, a Índia
produziu 4.000, a Rússia, cerca de 3.500, a Coreia, 6.500, e a
China, o número impressionante de 50 mil trabalhos. A
disparidade é ainda mais gritante se observarmos que o Brasil
está entre os países mais produtivos em trabalhos
científicos na área de medicina.
O mesmo problema ocorre no Brasil em relação às
patentes. Os principais centros internacionais apontam os registros de
patentes brasileiras em patamares muito inferiores aos dos demais Brics.
Como explicar esse fenômeno? É simples. O custo da
mensalidade é elevado por causa dos laboratórios e
estágios, o que reduz a demanda do setor privado e tem levado ao
fechamento de vários cursos.
Por isso, entendo que seria importante que o governo adotasse uma
política agressiva para incentivar a formação de
engenheiros pelo setor privado, utilizando o mecanismo de compra de
vagas em bons cursos, desonerando IES e estudantes.
As instituições com bom desempenho em exames nacionais,
como o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), seriam boas
candidatas iniciais. Se houver dificuldade em financiar
instituições com fins lucrativos, as
instituições comunitárias poderiam ser escolhidas
para dar início ao programa. O custo disso seria muito menor do
que a alternativa de o próprio governo criar vagas de engenharia
no setor público.
Uma solução assim nos faria diminuir um pouco a
distância que nos separa, nesse item, de nossos parceiros no
Bric, que formam muito mais engenheiros por ano do que o Brasil.
Calcula-se que, para cada milhão de dólares empregados em
novos investimentos, é preciso agregar um novo engenheiro.
Diante dos planos e das perspectivas de crescimento do país,
milhares de novos engenheiros e técnicos serão
necessários (cerca de 500 mil para a concretização
do PAC).
Como vários outros educadores, temos procurado alertar as
autoridades educacionais sobre essa situação, e é
com esperança que vemos que o Ministério da
Educação e outras instâncias estão se
mobilizando para enfrentar esse problema com a prioridade que ele
merece.
ROBERTO LEAL LOBO E SILVA FILHO, 71, professor titular aposentado e
ex-reitor da USP (1990-1993) e da Universidade de Mogi das Cruzes
(1996-1999), foi diretor do CNPq e é presidente do Instituto
Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência
e da Tecnologia.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a
opinião do jornal. Sua publicação obedece ao
propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e
mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento
contemporâneo. debates@uol.com.br
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Folha de São Paulo
Ministério patrocinará livros didáticos na área tecnológica
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:26 hs.
A Secretaria de Educação Profissional e
Tecnológica (Setec) do Ministério da
Educação vai patrocinar a publicação de
livros didáticos nas áreas profissional e
tecnológica. O objetivo é estimular a
produção dessas obras e registrar as experiências
desenvolvidas nas instituições. Até 31 de
março, a Setec receberá propostas de obras que tenham
como referência os eixos estabelecidos nos Catálogos
Nacionais dos Cursos Técnicos e Superiores de Tecnologia.
Podem apresentar propostas professores vinculados aos institutos
federais de educação, ciência e tecnologia, ou a
colégios técnicos vinculados às universidade
federais, ao Instituto Benjamin Constant, ao Instituto Nacional de
Surdos e ao Colégio Pedro II.“Existe
produção de material didático de qualidade e com
características adequadas ao perfil dos cursos de
formação inicial e continuada de trabalhadores,
técnicos de nível médio e superiores de
tecnologia, elaborados por professores e especialistas da rede”,
afirmou Luiz Augusto Caldas, diretor de formulação de
políticas da educação profissional e
tecnológica do MEC.Para o diretor, pretende-se, com o fomento
às publicações, acabar com a escassez de livros
didáticos nessa modalidade de ensino, estimulando a
produção de obras de autoria individual ou coletiva. O
livro didático encaminhado deverá ser inovador e
estabelecer conexões entre o cotidiano do aluno e o
conteúdo da disciplina escolhida. Os textos deverão
abordar temas atuais, relacionados ao desenvolvimento
sustentável, à inclusão social, à
valorização da ética e ao respeito â
diversidade. As propostas deverão ser encaminhadas, pela
instituição a que o professor ou especialista pertence,
à Diretoria de Formulação de Políticas de
Educação Profissional e Tecnológica da Setec, no
seguinte endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco L,
2° andar, anexo I, sala 200. CEP 70047-900, Brasília, DF.
Maiores esclarecimentos poderão ser obtidos por meio de mensagem
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots.
Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
eletrônica ou pelo telefone (61) 2022-8510.
Ana Júlia Silva de Souza
Catálogos Nacionais dos Cursos Técnicos
http://catalogonct.mec.gov.br/
Catálogos Nacionais dos Cursos Superiores de Tecnologia
http://catalogo.mec.gov.br/
Fonte: MEC
Conselho autoriza alunos de 5 anos no ensino básico em 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:40 hs.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou uma medida
que autoriza crianças de cinco anos de idade que já
estiverem cursado dois anos de pré-escola a entrar no ensino
fundamental de nove anos em 2010. A decisão foi tomada na
quinta-feira e vale exclusivamente para o ano que vem. As
informações são da Folha de S.Paulo.
A medida ainda necessita ser homologada pelo ministro Fernando Haddad
(Educação), o que deve ocorrer nas próximas
semanas. O objetivo é evitar que se repitam casos de
crianças que estão sendo obrigadas pelas escolas a
repetirem algum ano na educação infantil porque
não tinham seis anos completos para ingressar no ensino
fundamental.
Fonte: JB Online - RJ
Aprovada gratuidade de vistos para estudantes no Mercosul
Fonte: Clipping Educacional Correio Braziliense, 10/12/2009 - Brasília DF, Da Agência Senado
Em sua reunião desta quinta-feira (10), sob a presidência
do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a Comissão de
Relações Exteriores (CRE) aprovou o texto do Acordo sobre
Gratuidade de Vistos para Estudantes e Docentes entre os
países-membros do Mercosul, quando forem solicitar
residência temporária para cursos secundários, de
graduação, pós-graduação,
docência ou pesquisa em estabelecimentos oficiais. A proposta,
oriunda da representação brasileira no Parlamento do
Mercosul, tem como objetivo promover maior intercâmbio
educacional e cultural entre os integrantes do Mercosul
(Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e beneficia também
os familiares dependentes dos estudantes e professores.
A CRE aprovou, também, os textos do Acordo-quadro de
Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel, na forma de
projeto de decreto legislativo. Para o relator, senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), o acordo é relevante por ser o primeiro, e por
enquanto o único, que os países do Mercosul assinam em
conjunto, com um país fora do âmbito da América do
Sul.
- Queremos assinar outros semelhantes com países da
União Européia, por exemplo, para promover maior
integração do bloco com outras partes do mundo - disse
Azeredo, lembrando que a iniciativa da proposta foi da
representação brasileira no parlamento do bloco. Azeredo
ressaltou, ainda, que todos os produtos oriundos de Israel terão
tarifas especiais em seu comércio com os países do bloco,
com exceção daqueles oriundos dos assentamentos na
Cisjordânia, da faixa de Gaza, das colinas de Golan e de
Jerusalém oriental. Os projetos de decreto legislativo 848 de
2009 e 925 de 2009 seguem para exame do Plenário.
Cresce número de estudantes que trabalham
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 14/12/2009 - São Paulo SP
Entre 1998 e 2008, o percentual de alunos que dividem seu tempo entre
emprego e estudo avançou de 63% para 71%. Para consultor, o
principal motivo foi a maior inclusão de jovens de renda menor
na rede; experiência tem vantagens e desvantagens
ANGELA PINHO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A maratona do estudante de administração Levino Neves de
Lima Júnior, 23, começa às 6h, na cidade de
São Paulo, quando acorda e se prepara para o primeiro transporte
público do dia. Às 8h, chega a uma das lojas onde vende
ração para cachorro. Quando o expediente termina,
às 18h, segue para a faculdade. Após a aula, toma
metrô e ônibus (para economizar, às vezes, dispensa
o ônibus e vai a pé) na volta para casa, onde chega por
volta da meia-noite. Devido ao aumento das matrículas no ensino
superior, que mais do que dobraram nos últimos dez anos,
é cada vez mais comum encontrar estudantes como Levino nas salas
de aula das universidades brasileiras. Dados do IBGE, tabulados a
pedido da Folha, revelam que a proporção de
universitários que trabalham passou de 63%, em 1998, para 71% em
2008. Dentro das universidades, o movimento se reflete na
profusão de matrículas em cursos noturnos, que passaram
de 56% a 62% do total entre 2000 e 2008, segundo censo do Inep
(instituto de pesquisa ligado ao Ministério da
Educação). O fenômeno se deve principalmente
à inclusão de alunos com menor renda nas faculdades
nos últimos anos, explica Ryon Braga, da consultoria Hoper,
especializada em ensino superior. "São pessoas que precisam do
emprego para poder pagar a faculdade", afirma. Levino é um
exemplo: ele será a primeira pessoa de sua família a ter
diploma de nível superior. Por outro lado, como muitos dos novos
universitários, ele tem menos tempo para estudar. Com o dia
tomado por aulas e trabalho, faz as leituras da faculdade no
ônibus, no trajeto entre uma loja e outra. Amin Ziad Chacra, 27,
consultor de vendas, só consegue pensar nas tarefas do curso
depois de trabalhar o dia inteiro, estudar à noite, responder os
e-mails da empresa no começo da madrugada e dar
atenção à mulher e ao filho pequeno.
Emprego ajuda - Mas se o emprego tira tempo dos estudos, às
vezes, acaba ajudando. "O trabalho facilita a
participação nas aulas, porque a gente passa por uma
coisa na rua e vê depois a mesma coisa na faculdade. Fica mais
fácil assimilar", afirma Amin. Maria de Fátima Guerra de
Souza, professora da Faculdade de Educação da UnB
(Universidade de Brasília), prefere dar aulas no curso noturno
justamente porque a maior parte dos estudantes trabalha como
professores da educação básica. "Os alunos chegam
mais cansados, mas a diferença é que as questões
que eles trazem para aula são as que vivem diariamente. A gente
não fica conversando sobre hipóteses", afirma. Para o
estudante, outro ganho pode ser a vivência com os macetes para se
relacionar no mundo do trabalho. Além do maior interesse dos
alunos, nos últimos anos tem havido um esforço crescente
das empresas para atrair universitários. Dados do Ciee (Centro
de Integração Empresa-Escola) relativos a 19 Estados
mostram que, de 1998 a 2008, o número de estágios no
ensino superior intermediados pela entidade quadruplicou. "Para as
empresas, o estágio é fundamental para identificar
talentos e inserir profissionais que irão trazer coisas novas",
afirma Silvana Rocha, gerente técnica de estágios do
Ciee. Para o aluno, acredita, serve também para comprovar a
opção pelo curso que fizeram.
A performance da Região Sul - Censo 2008
Fonte: CM Consultoria
Os indicadores do Censo de 2008 referentes à região sul
revelaram a mesma tendência das demais regiões do
país, inclusive em relação ao decréscimo no
quantitativo de IES, a grande novidade dessa edição do
censo da educação superior.
A região sul compreende três estados, sendo que 48% das
IES estão localizadas no Paraná, 25% localizam-se em
Santa Catarina e 27% no Rio Grande do Sul. Nota-se que no Estado do
Paraná houve decréscimo de 3%, comparando com os
indicadores do censo de 2007, abrigando 887.182 alunos no ensino
superior, o que representou 17,46% das matriculas nesta modalidade de
ensino no âmbito nacional.
Por outro lado, mesmo com o decréscimo observado, na
região em pauta, observou-se a ampliação de 4% no
quantitativo de cursos, não refletindo na performance do
processo seletivo, já que a região apresentou crescimento
de apenas 1,58%, comparado a 2007. Embora o quantitativo de candidatos
tenha decaído em 0,6%, o número de ingressantes ampliou,
comparando aos indicadores do ano anterior (2007).
Em 2008, a ampliação de matrículas no âmbito
nacional foi de 4,09%, entretanto, a região Sul, foi a que menos
contribuiu para este indicador. O crescimento regional foi de 2,7%. A
taxa de ociosidade manteve o mesmo patamar de 2007, ou seja, em torno
de 40% de preenchimento das vagas oferecidas, abaixo da média
nacional (49,6%).
Quanto aos concluintes, em 2008, no Brasil graduaram-se 800.318 alunos,
destes, 17% em IES da região Sul, mantendo-se em 2º lugar
no ranking, liderado pela região sudeste que deteve 55% dos
concluintes em 2008. Os indicadores relacionados ao corpo docente,
segundo censo de 2008, revelaram maior quantitativo de docentes com
pós-graduação stricto sensu. Este crescimento foi
de 1,4% para mestres e de 5,8% para doutores, quando comparado aos
dados de 2007.
As regiões norte e sul foram as principais propulsoras deste
crescimento que ainda está muito aquém do ideal,
sobretudo, a partir das exigências de composição de
NDE – Núcleo Docente Estruturante e atendimento aos
requisitos de titulação e regime de trabalho no
âmbito de cada curso de graduação.
No Brasil, em 2008, o regime de trabalho docente esteve consolidado da
seguinte forma: 39% dos docentes em Regime de Tempo Integral, 20% do
corpo docente em regime de tempo parcial e 41% do corpo docente em
regime horista. Comparativamente, na região sul, estes
percentuais foram de 42%, 20% e 38% respectivamente.
Em síntese, observa-se que esta acirrada
competição tem contribuído para o desenvolvimento
de uma visão mais empreendedora em torno do negócio
‘educação’. Nota-se a busca de
estratégias conjuntas para aprimoramento contínuo dos
processos. Fala-se em escala de mercado, em geração de
soluções coletivas em redução de custos e
riscos e em acúmulo de capital social. Entretanto, é
preciso aprendizagem coletiva, inovação colaborativa e a
mudança da cultura organizacional predominante no meio
acadêmico e na gestão administrativa e financeira das
IES.
Professor estrangeiro terá seu título reconhecido no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:32 hs.
Os professores estrangeiros que vierem a lecionar no Brasil, em sistema
de intercâmbio, terão o benefício da
admissão (reconhecimento) de títulos e graus
acadêmicos obtidos em países do Mercosul. A decisão
foi tomada em reunião do Conselho Mercado Comum (CMC), realizada
esta semana, em Montevidéu.
Durante o encontro, foi aprovada a Decisão nº 29, deste
ano, que regulamenta o Acordo de Admissão de Títulos e
Graus Acadêmicos para o Exercício de Atividades
Acadêmicas nos Estados do Mercosul.
Com a regulamentação, o acordo vale apenas para
estrangeiros provenientes dos demais países do bloco que venham
a lecionar no Brasil. Portanto, não beneficia professores
brasileiros. “A admissão de títulos e graus
acadêmicos, para os fins do acordo, não se aplica aos
nacionais do país onde sejam realizadas as atividades de
docência e de pesquisa”, diz o artigo 2º do documento.
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/DEC29_PT.pdf
Assessoria de Imprensa de Capes
Fonte: MEC
Tarifa elétrica brasileira deve ficar mais barata em 2010
Fonte: Consumidor RS
Afirmação foi feita nesta quinta-feira (10) pelo diretor geral de Itaipu, Jorge Miguel Samek
A tarifa de energia elétrica cobrada do consumidor em 2010
deverá ficar mais barata. A afirmação foi feita
nesta quinta-feira (10) pelo diretor geral de Itaipu, Jorge Miguel
Samek, um dos expositores da audiência pública realizada
em conjunto pelas comissões de Serviços de Infraestrutura
(CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) para discutir a repentina
interrupção no fornecimento de energia elétrica
ocorrida no país no dia 10 de novembro, atingindo 17 estados
brasileiros e o Distrito Federal.
O preço mais baixo da conta a ser paga, segundo o diretor de
Itaipu, deve-se a dois fatores: o primeiro é o fato de que a
energia no Brasil está ficando cada vez mais barata, já
que Itaipu, a maior geradora do mundo, está operando com folga e
ainda fazendo novos investimentos. Também deverá
contribuir para a redução da conta a
valorização do real frente ao dólar, que já
está ocorrendo este ano, mas segundo Jorge Miguel, deverá
repercutir nas contas a partir de 2010.
- Estamos trabalhando com muita folga. Está sobrando energia no Brasil -acentuou Jorge Samek.
Em sua exposição, o diretor geral de Itaipu afirmou que o
sistema elétrico brasileiro, por ser todo interligado, dota o
Brasil de uma condição "extraordinária", que
permite que 95% da energia gerada por Itaipu, que recebe águas
de 44 usinas, seja limpa e barata. Ressaltou, portanto, que o Brasil,
por ser o país que mais recebe descarga elétrica em todo
mundo, não está imune a blecautes como o ocorrido em
novembro.
Garantiu, assim, que mesmo com a situação
favorável do país em relação ao sistema
elétrico, "as descargas elétricas podem sim interferir no
processo de produção de energia", apesar de ter
descartado qualquer tipo de falha no sistema elétrico do
país.
- Querer criminalizar o sistema elétrico nacional é um
desrespeito com o Brasil. Somos vanguarda do processo em todo o mundo.
Houve problemas e poderá haver novos, pois nos próximos
cinco anos haverá chuvas acima da média devido ao
aquecimento dos oceanos - enfatizou o presidente de Itaipu.
O engenheiro elétrico e professor aposentado da Universidade de
Brasília (UnB), Evandro Emílio Souza Lima, disse que
é cedo para determinar as verdadeiras causas do blecaute
ocorrido no mês passado, pois se trata de um problema "muito
complicado". Como exemplo, citou o blecaute ocorrido em Nova York em
1965, cuja causa até hoje tem várias
explicações.
- Não temos essa noção de um todo, pois nosso
sistema está politizado e é natural, nesse caso, que um
partido, ao defender sua administração como a melhor,
mostre só as vantagens, sem dar a noção de um todo
- explicou o engenheiro elétrico.
Já o presidente da Empresa de Planejamento em Energia (EPE),
Maurício Tiomno Tolmasquim, concentrou sua
exposição na explicação de que o
apagão elétrico ocorrido em novembro último e o
blecaute de energia que aconteceu nos anos de 2001 e 2002 nada
têm em comum. Naquele ano, quando foi decretado um racionamento
de energia que durou nove meses, o problema, segundo afirmou, foi
devido a dois fatores: falta de energia suficiente para atender a
demanda do país e falta de investimentos na
construção de usinas e linhas de transmissão de
energia.
- Querer comparar o que aconteceu naquele ano, pela falta de
investimentos, com o acidente recente é querer confundir a
opinião pública. Naquela época, não
tínhamos energia suficiente. Hoje, estamos vertendo água.
Nunca tivemos reservatórios tão cheios - garantiu o
presidente da EPE.
Ele explicou ainda que, atualmente, o sistema elétrico
brasileiro, tanto na parte de geração quanto em
transmissão, deve ser motivo de orgulho para todo brasileiro,
pois é um sistema "extremamente robusto, gerenciado por
instituições que usam a melhor técnica e, por
isso, é visitado por especialistas de todo o mundo".
- Mas não existe imunidade a acidentes - ressaltou Maurício.
TCU
O presidente da CI, senador Fernando Collor (PTB-AL), lamentou a
ausência do presidente do Tribunal de Contas da União
(TCU), ministro Ubiratan Aguiar, nos debates desta quinta. O magistrado
havia sido convidado a explicar entrevistas que teria dado logo
após o apagão de 10 de novembro, afirmando que o tribunal
havia elaborado um relatório em que apontava várias
falhas no sistema elétrico brasileiro.
- Farei um novo convite ao ministro para que compareça à
próxima reunião da comissão (no dia 17 deste
mês) e debata conosco o relatório para que possamos fazer
um juízo de valor do que de fato aconteceu - afirmou Collor, ao
ler o ofício do ministro justificando a ausência devido a
compromissos assumidos pela presidência do tribunal.
Os senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Eduardo Suplicy
(PT-SP)observaram que as três audiências ocorridas sobre o
apagão elétrico os enriqueceram muito.
Fonte: Agência Senado
Autor: Valéria Castanho
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Senado aprova bolsas para extensão universitária
Fonte: Jornal da Educação IPAE 071 - 12/09
Professores e estudantes do ensino superior que realizam atividades de
extensão universitária poderão passar a contar com
maior oferta de auxílio financeiro por meio de bolsas, conforme
projeto aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado
Feredal. A proposta prevê que o valor das bolsas será
semelhante ao já praticado em programas de incentivo à
pesquisa universitária.
De acordo com o projeto (PLC 281/09), o Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e as
Instituições Federais de Educação Superior
(Ifes) ficam autorizados a criar programas de bolsas para docentes e
alunos que realizem atividades de extensão universitária.
Tais atividades se constituem em formas de interação das
universidades com a sociedade, nas quais professores e alunos de cursos
superiores realizam projetos de interesse de grupos locais.
Governo estimula oferta de mestrado profissional no país
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 13/12/2009 - São Paulo SP
Modalidade responde por 9,5% dos cursos; intenção é aproximar academia e mercado
RAQUEL BOCATO DA REPORTAGEM LOCAL
O mestrado profissional tornou-se política de governo. O MEC
(Ministério da Educação) começa a
incentivar as instituições de ensino superior que
oferecem cursos de especialização a apresentar propostas
para transformá-los em mestrados profissionais. Para isso, o
órgão investiu em mudanças, previstas na Portaria
Normativa nº 7, de junho deste ano. Agora, não é
mais preciso que o corpo docente seja composto apenas por mestres e
doutores. Abre-se oportunidade para que professores com
experiência profissional na área façam parte do
quadro. Muda também o trabalho de conclusão de curso.
Passam a valer não só dissertações mas
também projetos técnicos, desenvolvimento de produtos e
processos, produção artística, de software e de
programas de mídia e projetos de inovação
tecnológica, entre outros.
"O país precisa qualificar recursos humanos em
várias modalidades, e o mestrado profissional é um dos
recursos para isso", esclarece Lívio Amaral, diretor de
avaliação da Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), reguladora
da oferta desses cursos. Foram recomendados pela Capes 2.823 mestrados
-269, ou 9,5%, são profissionais. Os demais são
acadêmicos. A ideia é que as alterações
permitam que a modalidade decole, com a criação de
cursos. Além disso, estão previstos editais de incentivo
à abertura de mestrados profissionais. O primeiro,
lançado em outubro, foca a área de saúde. Amaral
explica que não há um número ideal de mestrados
profissionais a serem atingidos com a mudança. No entanto,
ressalta que algumas áreas estão sendo mapeadas para que
haja aumento de oferta. Conexão - O diretor
acadêmico de pós-graduação stricto
sensu do Insper, Rinaldo Artes, elogia a medida. A não
exigência de dissertação abre um leque maior de
oportunidades e atende à demanda dos profissionais.
"Haverá maior ligação entre o mundo do saber e o
do fazer", diz o coordenador do mestrado profissional em metrologia do
Inmetro, Carlos Azevedo. Para o coordenador do mestrado profissional do
IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Mario Miyake, a
medida acena para que boas pós-graduações lato
sensu se tornem mestrados profissionais. Mas a não
exigência de dissertação podem fazer com que o
curso seja visto como um "mestrado de segunda categoria", diz.
"É preciso encontrar formas de avaliação [dos
programas pela Capes] que mostrem que não se trata de um curso
menos exigente [que o acadêmico]"
Lula veta parcialmente Lei do Inquilinato
Fonte: Consumidor RS
Foi vetada ainda a aplicação imediata da lei, que,
consequentemente, não passa a valer a partir de hoje (10), data
da publicação no Diário Oficial da União
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente a Lei
do Inquilinato. Entre os itens vetados está o que determina
concessão de liminar para desocupação do
imóvel em 15 dias quando houver pedido de retomada em
razão de melhor proposta apresentada por terceiros.
Também foi vetado o parágrafo que previa a
concordância do proprietário do imóvel para a
manutenção do contrato de aluguel em eventuais
mudanças societárias do inquilino pessoa jurídica.
A justificativa para o veto é de que “o contrato de
locação firmado entre o locador e a pessoa
jurídica não guarda qualquer relação de
dependência com o a estruturação societária
da pessoa jurídica locatária”.
Foi vetada ainda a aplicação imediata da lei, que
não passa a valer a partir de hoje (10), data da
publicação no Diário Oficial da União. A
lei terá o prazo de 45 dias para entrar em vigor. A razão
da extensão do prazo é dar tempo hábil para que as
pessoas afetadas pelas normas conheçam o conteúdo do
texto e estudem seus efeitos.
Em novembro, a relatora do projeto no Senado e líder do governo
no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), havia adiantado que os vetos
já haviam sido negociados.
Fonte: Agência Brasil
Autor: Yara Aquino
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Conselho dos institutos tem a primeira mulher no comando
Fonte: Jornal da Educação IPAE 066 - 12/09
A reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia de Santa Catarina, Consuelo Sielski Santos, é a
nova presidente do Conselho das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (Conif). Na eleição, realizada em
Brasília, Consuelo recebeu 35 de um total de 40 votos. Primeira
mulher a dirigir o conselho, ela terá mandato de um ano a partir
de 1º de janeiro.
Entre os principais desafios de sua gestão, Consuelo aponta a
defesa de políticas que ampliem o acesso ao ensino
público de qualidade e o intercâmbio de
informações e experiências entre
instituições brasileiras e estrangeiras. A presidente
afirmou que precisamos de iniciativas que visem ao avanço da
educação profissional, científica e
tecnológica no país.
O Conif é composto pelos reitores dos 38 institutos, pelo reitor
da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR),
pelos diretores-gerais dos centros federais de educação
tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ) e Minas Gerais
(Cefet-MG) e pela diretora do Colégio Pedro II.
Entidades médicas esclarecem motivos da saída do Conselho Nacional de Saúde
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:42 hs.
Com o objetivo de esclarecer à sociedade sobre os motivos que
levaram à decisão de não se candidatar às
eleições no Conselho Nacional de Saúde (CNS), a
Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho
Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos
Médicos (FENAM) vêm a público informar que:
1. A decisão tomada expressa discordância com
relação ao processo eleitoral proposto, que vincula a
representação de seus membros a negociações
e acordos políticos, desconsiderando a
qualificação técnica das diversas
profissões de saúde que deveriam, obrigatoriamente,
participar deste importante fórum de controle social e,
portanto, de deliberações fundamentais sobre o destino da
saúde no nosso país;
2. As inúmeras tentativas dos médicos de continuar
participando do CNS foram frustradas por estratégias e
articulações estranhas aos interesses da sociedade
brasileira;
3. A tensão existente neste processo confirma a tendência
de alguns grupos que compõem o plenário do CNS de
antagonizar-se com a classe médica, na tentativa de reduzir e
eliminar a natureza essencial da participação destes
profissionais nos debates relacionados a este setor;
4. A ausência das entidades médicas no CNS nos parece
inconcebível, pois dispensa opiniões e
contribuições dos mais de 340 mil médicos
brasileiros, representados pela AMB, CFM e FENAM;
5. Os médicos lamentam o ocorrido e, tendo em conta o
compromisso que têm com a sociedade brasileira, reafirmam sua
firme intenção de voltar a colaborar como membros do CNS,
desde que este volte a organizar-se em composição que o
qualifique como representativo dos diferentes dos segmentos que
compõem a atenção à saúde;
6. Independentemente desta triste e, esperamos, transitória
situação que culmina com nosso afastamento do
plenário do CNS, as entidades médicas continuarão
empenhadas na defesa do SUS e irmanadas à sociedade brasileira;
7. Defendemos uma política de recursos humanos capaz de
valorizar os trabalhadores da saúde e de
disponibilizá-los em todas as regiões do nosso
país. Defendemos financiamento que viabilize assistência
universal e integral à saúde. Defendemos a
implementação de políticas de gestão
participativa e democrática, expressas pelo direito de
decisão majoritária, em que as minorias sejam ouvidas e
consideradas e todos venham a ser representados;
8. Este é o nosso compromisso em nome dos médicos brasileiros.
Associação Médica Brasileira (AMB)
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Federação Nacional dos Médicos (Fenam)
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Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
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reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Portal do Médico
Negócios com Angola estimulam ensino do português na China
Fonte: jornal da Educação
O ensino da língua portuguesa na China, restrito até
há pouco tempo a três universidades, em Pequim, Xangai e
Cantão, está hoje implantado em uma dezena de cidades,
correspondendo ao aumento das relações com os
países lusófonos, sobretudo com Angola.
Só em Pequim há cinco universidades com licenciaturas em
português, a última das quais abriu este ano letivo na
Universidade de Economia e Comércio (Jing Mao Da Xue). Devido ao
petróleo, Angola tornou-se mesmo o maior parceiro comercial da
China no continente africano.
O domínio do português é igualmente importante para
as empresas com negócios no Brasil, que é um crescente
parceiro político da China e uma das grandes economias
emergentes do mundo. Na década de 1990, havia apenas duas
licenciaturas de português na China, uma na Beiwai e outra na
Universidade de Estudos Estrangeiros de Xangai. Na Universidade Jinan,
em Cantão, também se ensinava português, mas como
língua estrangeira opcional.
Governo alemão quer facilitar reconhecimento de diplomas estrangeiros
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:35 hs.
Alemanha deverá lucrar com novas regras, diz ministra
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Alemanha deverá lucrar com novas regras, diz ministra
Ministra alemã da Educação e Pesquisa, Annette
Schavan, anunciou plano do governo de facilitar o reconhecimento de
diplomas estrangeiros, destacando a relevância econômica do
projeto.
Segundo a ministra alemã da Educação e Pesquisa,
Annette Schavan, as qualificações profissionais de cerca
de 2,87 milhões de pessoas residentes na Alemanha foram obtidas
no exterior. Dessas, cerca de 500 mil poderão se beneficiar com
o novo projeto do governo alemão, que procura melhorar o
processo de reconhecimento de títulos e diplomas estrangeiros.
O novo plano de 13 pontos para equiparação de graus e
diplomas estrangeiros a níveis correspondentes na Alemanha foi
apresentado pela ministra Schavan, juntamente com a encarregada do
governo alemão para questões de Integração,
Maria Böhmer, nesta quarta-feira (09/12), em Berlim.
"Teremos enormes problemas para encontrar trabalhadores qualificados
nos próximos 10 anos", afirmou Schavan, "a não ser que
nossa economia sofra uma estagnação na próxima
década – o que ninguém espera que aconteça".
Tudo o que fazemos visa a um maior crescimento, e por esse motivo
está mais do que na hora de tomarmos tais providências",
explicou.
Processo único
A principal medida do novo plano é a criação de um
processo único de reconhecimento – uma agência
central na qual os cidadãos formados no exterior poderão
pedir a avaliação e o reconhecimento de seus
títulos, levando também em consideração a
experiência profissional acumulada. Atualmente, a disparidade
entre os padrões de avaliação dos diferentes
estados alemães complicam ainda mais esse processo.
Schavan quer que as novas regras passem a vigorar a partir de 1° de
janeiro de 2011. O novo projeto de lei aprovado pelo gabinete de
governo alemão nesta semana já fazia parte do tratado da
coalizão de governo entre conservadores e liberais.
As novas regras preveem que cada estrangeiro terá direito
à avaliação de suas qualificações
num período máximo de seis meses. Após esse
período, ele deverá ser informado se seu diploma
será reconhecido total ou parcialmente na Alemanha.
Urgência econômica
Segundo Maria Böhmer, a planejada legislação se
adéqua principalmente a estrangeiros que vivem no máximo
há dez anos na Alemanha. A encarregada governamental afirmou que
o projeto de lei sinaliza uma nova cultura de reconhecimento do
potencial de migrantes.
Os alemães também lucram, acresceu Böhmer, porque
podem absorver melhor pessoas com qualificação
profissional. A ministra Schavan, por sua vez, considera isso uma
necessidade econômica, diante da crescente demanda de pessoal
qualificado e para o desenvolvimento demográfico.
Com cautela, organizações de imigrantes saudaram o
projeto do governo. Hilmi Kaya Turan, membro do Conselho de Imigrantes
de Berlim e Brandemburgo, considera-o uma resposta a uma
preocupação de longa data.
Mas trata-se somente de uma declaração de
intenções a ser avaliada neste período
parlamentar. De qualquer forma, Turan considera positivo o governo
alemão estar finalmente tomando providências para resolver
um problema que, entre outras coisas, levou à existência
de uma grande quantidade de taxistas superqualificados.
Autor: Ben Knight / Carlos Albuquerque
Revisão: Simone Lopes
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5000601,00.html
Fonte: Folha on line
Positivo esclarece rumores de que sociedade estrangeira teria proposto sua aquisição
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:02 hs.
Positivo esclarece rumores de que sociedade estrangeira teria proposto sua aquisição
SÃO PAULO - A Positivo (POSI3) informou nesta quinta-feira (10)
"que não foi recebida nenhuma proposta de
aquisição de ações e nem discutido tal
assunto com a sociedade estrangeira" de informática, que
supostamente estaria interessada em sua aquisição.
O comunicado da companhia é uma resposta à notícia
divulgada na imprensa ao longo da tarde desta quinta-feira a respeito
do suposto interesse de uma sociedade estrangeira de informática
em efetuar aquisições no mercado brasileiro de tecnologia.
Após a divulgação da notícia, os
papéis ordinários da Positivo negociados na BM&F
Bovespa apresentaram um incremento no volume de negócios, tendo
encerrado o pregão regular da bolsa paulista cotados a R$ 22,61
cada, o que configura uma valorização de 7,72%.
"Exceto pelo potencial efeito favorável resultante da
extensão das medidas de desoneração fiscal para o
setor de informática até 2014, anunciada ontem pelo
Governo Federal, e do anúncio de incentivos para a
aquisição de computadores por escolas públicas, a
Positivo não tem qualquer outra informação
relevante que possa justificar as oscilações de
preço e volume acima referidas", destacou a companhia em nota.
Fonte: InfoMoney
Dez lições para o Brasil tirar proveito no pós-crise
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:50 hs.
Os velhos e conhecido modelos se quebraram. É preciso rever tudo
A crise serviu para testar nossa capacidade de reação e quebrar paradigmas
Decorrido o primeiro ano após o auge dos efeitos da quebra do
Lehman Brothers, o que fez aflorar a maior crise do capitalismo mundial
dos últimos 70 anos, é importante destacar as
lições daí emanadas. Especialmente para o Brasil,
a crise serviu para testar nossa capacidade de reação e
quebrar paradigmas.
A primeira lição é que a qualidade da
inserção externa é determinante para a melhora dos
indicadores de vulnerabilidade e de solvência externa. Somente
países com baixo grau de exposição do seu
balanço de pagamentos tiveram autonomia para redefinir suas
políticas econômicas domésticas. Possuir um
nível confortável de reservas, pelo menos equivalente ao
total dos passivos externos de curto prazo, é um poderoso
antídoto na crise. A despeito das críticas que destacavam
o custo fiscal da acumulação de reservas cambiais, elas
foram e têm sido fundamentais para evitar maior volatilidade da
economia.
A segunda lição importante é que um mercado
interno robusto faz diferença quando há um desaquecimento
global. O mercado doméstico, que no caso brasileiro responde por
85% do valor agregado, representa um importante ativo. Todos os
países que possuem um mercado interno relevante e em
expansão, como é o caso dos países em
desenvolvimento, tiveram um amortecedor para o colapso do
comércio internacional.
Terceira, é crucial possuir bancos públicos para agir
contraciclicamente e oferecer crédito e financiamento para a
economia. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, assim
como bancos estaduais, representaram um contraponto à
contração do mercado de crédito privado.
A quarta lição foi dada pelas empresas brasileiras que,
vacinadas contra crises, não se deixaram levar pela
precipitação. Ao mesmo tempo que promoveram ajustes de
curto prazo, elas não perderam o foco estratégico de
longo prazo. Isso fez com que mantivessem basicamente os seus planos de
investimento, embora inevitavelmente tivessem que ajustar os
desembolsos.
A quinta lição advém da questão
tributária. Foi possível ampliar a demanda de bens
duráveis com a redução da tributação
por unidade. O que deveríamos levar mais em conta é a
elasticidade da demanda em face de uma redução da
tributação unitária. Isso vale não apenas
para bens duráveis, mas para outros tipos de bens, cuja demanda
poderia ser estimulada, inclusive com fator distributivo de renda,
especialmente nos bens de salário (alimentos, bebidas,
calçados, vestuário etc.), sem que isso atrapalhe a
arrecadação tributária, uma vez que o volume seria
aumentado.
A sexta vem dos estímulos fiscais. É muito importante
expandir o gasto fiscal, especialmente em investimentos e na
área social, porque isso estimula a demanda, ao mesmo tempo em
que evita o agravamento da crise social e seus efeitos. O desafio
continua sendo o da melhora da eficácia dos gastos
públicos correntes e do aumento dos investimentos em
infraestrutura econômica e social, porque eles são
balizadores e multiplicadores dos investimentos privados.
A sétima lição vale para a política
monetária. O Banco Central agiu no início da crise de
forma equivocada, na contramão do mundo, elevando os juros
básicos, depois relutando em reduzi-los porque estava olhando o
inimigo errado - uma hipotética pressão
inflacionária de demanda. Aos olhos de hoje isso parece loucura,
mas quem se der ao trabalho de ler as atas das reuniões do Copom
do final do ano passado vai se deparar com a questão. O
cenário do ano que vem, com a forte retomada prevista vai nos
dar uma nova oportunidade. Ou de repetir o erro, ou avançar e
testar novos limites para o tal "juro de equilíbrio" ?
A oitava lição vem do câmbio. É um erro
deixar a moeda apreciar-se, em meio a uma discussão
etérea sobre as suas causas. Para além das causas, embora
seja importante detectá-las, é preciso agir logo para
evitar os efeitos da desindustrialização. Daí a
necessidade de rever a estrutura da regulação e da
política cambial, que sempre foi concebida para a
convivência com a escassez de divisas, e não com a sua
abundância, como é o caso presente e futuro da economia
brasileira.
A nona lição vem da importância da credibilidade e
capacidade de comunicação do governo. Particularmente o
papel do presidente Lula, destacando a importância de que as
empresas mantivessem seus investimentos e o nível de emprego e
aos consumidores que sustentassem a demanda, foi fundamental para a
continuidade das atividades.
A décima e última, mas nem por isso menos importante
lição é o rompimento de paradigmas. O
cenário internacional e doméstico exige a revisão
de paradigmas que impõem pseudolimites para a
redução das taxas de juros reais, do PIB potencial e de
muitos outros aspectos. Qualquer parâmetro de potencial de
crescimento e de possíveis pressões de preços deve
levar em conta as condições de saída de ociosidade
da indústria local, também que projetos de investimentos
de aumento da capacidade permanecem em execução, que
há em muitos casos excesso de oferta no mercado internacional.
Antonio Corrêa de Lacerda - professor-doutor da PUC-SP, é
doutor pelo Instituto de Economia da Unicamp, ex-presidente do Cofecon
e da Sobeet e autor de vários livros. Foi um dos ganhadores do
Prêmio Jabuti, em 2001, com "Desnacionalização"
(Editora Contexto). E mail aclacerda@pucsp.br
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Valor Econômico
Portugal começará a adotar nova ortografia em janeiro
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 10/12/2009
Cerca de um ano depois de oficialmente implementado no Brasil, o novo
acordo ortográfico começará a ser adotado a partir
de janeiro de 2010 em Portugal. O anúncio foi feito nesta
quinta-feira pela ministra da Cultura portuguesa, Gabriela Canavilhas.
As informações são do jornal Expresso. Segundo
Canavilhas, um dos primeiros documentos a adotar a nova ortografia, que
visa a unificar a linguagem escrita dos países lusófonos,
será o Diário da República. Gradualmente, a
exemplo do que ocorre no Brasil desde o início de 2009, todos
materiais impressos adotarão a nova ortografia da língua
portuguesa, informa o periódico.
Acordo - Aprovado em 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São
Tomé e Príncipe, o acordo só foi retificado em
2006 por São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil,
número mínimo de ratificações. Este grupo
foi seguido de Portugal e Guiné-Bissau. O Presidente de
Portugal, Aníbal Cavaco Silva, promulgou o acordo em julho de
2008. O português contemporâneo é falado por cerca
de 290 milhões pessoas, das quais 200 milhões são
falantes nativos. Grosso modo, o portugês se divide entre o
brasileiro e o dos demais países lusófonos. O novo acordo
modifica a grafia de cerca de 0,5% das palavras dos brasileiros,
enquanto que toca 1,6% do vocabulários de portugueses, angolanos
e demais falantes da língua.
Ensino de nove anos aguarda implantação em apenas 8% dos municípios
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 11/12/2009 - Brasília DF Ascom MEC
O ensino fundamental de nove anos já está implantado em
5.130 municípios brasileiros, o que corresponde a 92% do total.
Isso significa, segundo dados do censo escolar de 2009, que 1,4
milhão de crianças de seis anos de idade estão
matriculados no primeiro ano do ensino fundamental. Os outros 434
municípios (8%) devem garantir a matrícula das
crianças nessa faixa etária em 2010, como determina a Lei
nº 11.274, de 2006. Em nove unidades da Federação
— Acre, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e
Goiás —, 100% das redes universalizaram o acesso.
Os dados do censo escolar mostram que as regiões Norte e
Nordeste apresentam os menores índices de matrículas de
crianças de seis anos. No Norte, a implantação
está 78% e no Nordeste, em 84% — nas outras
regiões, os índices ficam entre 97% e 99%. Quando
os dados se referem aos estados, o Amapá aparece com 44% dos
seus 16 municípios e o Pará, com 47% dos 143 —
são as menores porcentagens entre as 27 unidades da
Federação, conforme a tabela.
Para tirar dúvidas levantadas pelos sistemas de ensino e
ajudá-los a superar obstáculos que dificultem a
execução da lei, a Secretaria de Educação
Básica (SEB) do Ministério da Educação
realizou, este ano, uma série de seminários nos estados.
Há a expectativa, segundo a coordenadora do ensino fundamental
da SEB, Edna Martins Borges, de que as 434 redes de ensino assegurem a
matrícula das crianças de seis anos na abertura do
próximo ano letivo. Evolução — A
trajetória de implantação do ensino fundamental de
nove anos começa em 2005, com a adesão de 27,08% das
prefeituras. Em 2006, sobe para 47,2%; em 2007, para 71,78%; em
2008, para 82,57% e este ano, para 92%. Levantamento da SEB
contém a relação dos 434 municípios, por
região e estado, nos quais o acesso de crianças de seis
anos não está assegurado.
Ao mesmo tempo em que avalia como positiva a
universalização do acesso em 92% das prefeituras, Edna
Borges lembra que o conjunto dos municípios ainda tem uma
série de desafios a serem vencidos para melhorar a qualidade da
educação. Um dos mais significativos, segundo ela,
é garantir às crianças que entraram na primeira
série aos sete anos a oportunidade de completar o ensino
fundamental na modalidade de oito anos. Edna considera fundamental,
também, que os sistemas consolidem o ciclo da infância
—crianças dos seis aos oito anos de idade devem ser
alfabetizadas sem sofrer reprovação.
Cresce 16% o total de brasileiros que estudam nos EUA
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 14/12/2009 - São Paulo SP
Relatório do governo americano aponta ainda que[br]o n.º de estudantes daquele país no Brasil subiu 8%
Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE, NOVA YORK
Cada vez mais estudantes brasileiros vão para universidades dos
Estados Unidos e americanos partem para estudar no Brasil. A
informação é do Instituto Internacional de
Educação (IIE), órgão ligado ao
Departamento de Estado norte-americano e que monitora o total de
estudantes estrangeiros em universidades do país. O crescimento
não foi suficiente para aproximar o Brasil de outras
potências emergentes, como a China e a Índia, que enviam
12 vezes mais estudantes para os Estados Unidos. O Brasil ocupa a
13ª colocação. No entanto, no ano de letivo de
2008/2009, o total de brasileiros subiu 16%. Atualmente, segundo
informou o IIE no seu relatório Open Doors, há 8.767
estudantes brasileiros cursando universidades nos EUA. A Índia,
com 103 mil, e a China, com 98 mil, estão nas duas primeiras
posições e apresentaram um crescimentos de 9% cada uma no
último ano. Dos 12 países à frente do Brasil,
apenas o Canadá, o México e a Alemanha não se
localizam na Ásia.
Ao todo, há 671.616 estrangeiros em universidades dos EUA.
A elevação foi de 16% em relação ao
ano letivo 2007/2008. Nos dois anos anteriores, o aumento foi de 10%.
"Receber estudantes e acadêmicos estrangeiros enriquece a
experiência educacional de todos, consolidando os laços
entre povos e nações", disse Judith McHale,
subsecretária dos EUA para Diplomacia Pública. "A
educação superior americana continua muito valorizada no
mundo", acrescentou em comunicado Allam Goodman, presidente do IIE.
As cidades das costas ainda são as que mais atraem. A primeira
colocada em número de estrangeiros é a Universidade
Southern Califórnia, em Los Angeles, seguida pela NYU e
Columbia, de Nova York. Para os brasileiros, a decisão de
estudar nos EUA é influenciada pela cotação do
dólar. Em momentos como agora, com a depreciação
da moeda americana em relação ao real, cresce a procura
de brasileiros por cursos nas universidades americanas. Um ano no
exterior, nas universidades mais tradicionais, como Princeton, Yale e
Stanford, pode custar quase US$ 50 mil (R$ 86,5 mil). Caso
não tenham condições de bancar os custos, os
brasileiros devem recorrer a bolsas de estudo esportivas ou
acadêmicas. Nos dois casos, são muito concorridas.
Além disso, as faculdades solicitam informações da
vida acadêmica, resultados de provas e entrevistas.
Thiago Arruda faz mestrado em administração
pública na Universidade Columbia. "Mesmo que não seja uma
universidade grande, vale a pena. O ideal é vir na
pós-graduação, já que os custos
serão mais curtos." Os mestrados nos EUA costumam durar de um a
dois anos. A graduação demora quatro. Doutorados podem
chegar a sete. O total de americanos estudando no Brasil também
cresceu. São 2.723 estudantes dos EUA nas universidades
brasileiras, 8% mais do que em 2008. O Brasil é o 20º
destino de americanos no mundo. Os quatro primeiros países na
lista são europeus. Na América Latina, México,
Argentina e Costa Rica recebem mais americanos do que o Brasil. Um dos
motivos pela procura maior pelos países vizinhos é a
língua, pois o espanhol se tornou praticamente
obrigatório no mercado americano.
Empresas buscam novo consumidor nordestino
Fonte: Consumidor RS
Taxas de crescimento da região vêm se mantendo
consistentemente acima da média nacional nos últimos anos
Tema recorrente nos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o "resgate da autoestima da população brasileira"
tem no Nordeste, região onde nasceu Lula, o principal exemplo.
Região que tem mais pessoas beneficiadas pelo
Bolsa-Família (6.238.155 em outubro, segundo o Ministério
do Desenvolvimento Social, correspondente a 49,96% do total) e
proporcionalmente tem mais trabalhadores que recebem até um
salário mínimo por mês (48,17% do total, ante
29,08% da média nacional, segundo o IBGE), o Nordeste mostra o
poder dos programas de distribuição de renda e dos
consecutivos reajustes do salário mínimo acima da
inflação na economia.
Com mais poder de consumo, a população compra mais, o que
fortalece os varejistas e incentiva os empreendedores a investir. Com
mais lojas, há mais demanda para a indústria, que se
instala na região para melhor atender aos pedidos. O
fortalecimento da cadeia faz crescer o mercado de trabalho, dando mais
opções de empregos à população.
"É um ciclo muito benéfico", avalia o presidente da
Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador , Antoine Tawil.
É nesse ciclo que se baseiam as taxas de crescimento da
região, que vêm se mantendo consistentemente acima da
média nacional nos últimos anos. Desde 2005, a taxa
média de crescimento do PIB do Nordeste é de 4,725%,
ajudando a puxar para cima o PIB nacional, que registra média de
4,5% de aumento por ano. Este ano, mesmo com a crise, a expansão
do PIB do Nordeste deve ser de 1,5%, enquanto a média nacional
deve ficar em torno de zero.
De acordo com a CDL, nos últimos cinco anos o mercado varejista
de Salvador cresceu, em média, 8,52% por ano - com picos de mais
de 10% de crescimento em 2006 e 2007. Mesmo com a crise econômica
mundial, o crescimento registrado em 2008 foi de 7,98% e em 2009,
até setembro, de 5,5%.
Quem percebeu a movimentação da economia do Nordeste com
mais antecedência hoje colhe os frutos da aposta. A multinacional
de alimentos Nestlé, por exemplo, inaugurou uma fábrica
em Feira de Santana (BA), 110 quilômetros a oeste de Salvador, em
fevereiro de 2007. Foi a primeira unidade da empresa no mundo a
fabricar produtos exclusivamente para um mercado específico, com
base no poder aquisitivo do público-alvo e nos gostos da
população da região.
Saem de lá, por exemplo, pacotes de biscoitos Bono e Negresco
30% menores (140 gramas) que os encontrados no Sudeste, além de
marcas específicas, como a linha de café solúvel
Dolca, de sabor menos amargo que o do Nescafé tradicional.
Um ano e quatro meses depois da inauguração, foram
anunciados novos investimentos na unidade, de R$ 50 milhões,
para fazer a produção saltar de 40 mil para 120 mil
toneladas por ano. "A participação do mercado nordestino
na operação brasileira da Nestlé já
é de 36% e cresce o dobro da média nacional", explica o
presidente da empresa, Ivan Zurita.
De lá para cá, outras indústrias tradicionais
apresentaram planos, com foco no mercado nordestino. Kraft, Sadia e
Perdigão instalaram-se em Pernambuco, com investimentos somados
de R$ 700 milhões. A fabricante de brinquedos Estrela escolheu
Sergipe para montar uma unidade de produção que vai
abastecer exclusivamente o Norte e o Nordeste - segundo comunicado da
empresa, mercados nos quais são valorizados "brinquedos maiores
e mais baratos". O investimento é de R$ 10 milhões.
Grandes redes varejistas que, por décadas, desprezaram a
região, agora anunciam investimentos. O exemplo mais
categórico foi das Casas Bahia, que depois de 52 anos resolveu
este ano se instalar, com quatro lojas, no Estado que lhe dá
nome, para iniciar suas operações no Nordeste.
Dois meses depois, a gigante do varejo comprou uma rede local de
eletrodomésticos, a Romelsa, com 17 lojas. Na semana passada, as
Casas Bahia comunicaram que estudam a possibilidade de adiantar a
instalação de uma fábrica de móveis
Bartira, integrante do grupo, em Camaçari.
A rede paulista de cafeterias Fran"s Café também
inaugurou uma loja da franquia em Salvador em 2007.
"Imaginávamos que havia espaço para uma loja do tipo na
cidade, funcionando 24 horas, já que não havia nada
parecido", conta a franqueada Daniela Luz. Em dois anos, ela e a
sócia, Andrea Rosa, abriram mais duas lojas na capital baiana. A
rede McDonald''s também passou a reforçar bases na
região. Este ano, das 24 novas lojas inauguradas no País,
seis estão no Nordeste.
No setor imobiliário, o maior empreendimento residencial em
construção no Brasil está em Salvador. O Le Parc,
instalado no meio do caminho entre a principal região comercial
da cidade, o Iguatemi, e o aeroporto, vai ter 1.138 apartamentos
distribuídos por 18 torres, todas unidades para a classe A -
preços a partir de R$ 420 mil. Para surpresa até dos
empreendedores - a paulista Cyrela, que chegou à região
há dois anos, e a baiana Andrade Mendonça -, que
planejavam lançar conjuntos de quatro ou cinco prédios
por vez, mil unidades foram vendidas em menos de um ano.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Tiago Décimo
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Preço do computador é motivo que menos impede acesso à internet no Brasil
Fonte: InfoMoney
Em 2005, custo era problema alegado por 9,1% da população
sem acesso à internet. Em 2008, proporção caiu
para 1,7%
O preço elevado do computador é um problema alegado por
apenas 1,7% dos brasileiros que não acessaram a internet em 2008.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), 104,7 milhões de pessoas no Brasil
não acessaram a internet nos três meses anteriores
à Pnad (Pesquisa por Amostragem de Domicílio), realizada
em 2008. O número de pessoas sem acesso à internet
representou 65,2% da população brasileira.
A falta de acesso ao computador diminuiu em relação
à Pnad 2005, quando 37,2% alegavam ser esse o motivo para
não navegar na internet. Caiu também a quantidade de
pessoas que atribuem ao custo elevado do computador (9,1% em 2005 para
1,7% em 2008).
Não saber usar
Em contrapartida, subiu de 20,9% para 32,8% a quantidade de brasileiros
dizendo que não achavam necessário ou não queriam
acessar a internet. Não saber utilizar a internet era o motivo
de 20,6% da população em 2005 e, em 2008, era de 31,6%.
A Pnad confirma a pesquisa do Ipsos divulgada pela
Fecomércio-RJ, que apontava que a redução nos
preços dos computadores, com isenções fiscais como
a Lei do Bem, vinha aumentando o acesso da população a
computadores.
Porém, esse novo consumidor ainda estava se adaptando - muitos deles (57%) afirmavam não saber usar o computador.
Projeto amplia direitos dos passageiros de ônibus
Fonte: Agência Câmara
Passageiro poderá desistir da viagem até a hora do
embarque e transferir o crédito correspondente ao valor da
passagem para outra pessoa
Garçon lembra que as empresas aéreas já dispõem de arquivos eletrônicos.
O Projeto de Lei 5533/09, do deputado Lindomar Garçon (PV-RO),
permite que o usuário do transporte público coletivo
rodoviário intermunicipal, interestadual e internacional desista
da viagem até a hora do embarque e transfira o crédito
correspondente ao valor da passagem para outra pessoa. Conforme a
proposta, esse crédito poderá ser usado em qualquer linha
ou trecho operado pela empresa.
O projeto também obriga as empresas desse setor a manter
arquivos das passagens vendidas para emitir segunda via dos
tíquetes, em caso de dano ou extravio do original. Esse arquivo
poderá ser eletrônico ou não.
O autor lembra que as empresas aéreas já dispoõem
de arquivos eletrônicos e dispensam até a emissão
do bilhete, bastando o fornecimento do número pelo passageiro,
no momento do check in. Isso, segundo ele, mostra a importância
de manter o arquivo.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será
analisada pelas comissões de Viação e Transportes;
de Defesa do Consumidor; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-5533/2009
Seguradoras são obrigadas a dar cobertura total para danos com enchentes
Fonte: Consumidor RS
Sincor afirma que aumentou em até 25% o número de
sinistros causados pelas fortes chuvas neste ano em todo o Brasil
As fortes chuvas que atingiram a capital paulista e várias
outras regiões do País nos últimos dias deixaram
seu rastro: vários pontos de alagamento, rios transbordados e
enchentes.
Em todo o ano, o número de sinistros (acionamento do seguro
após algum acidente) ocasionados pela chuva aumentou entre 20% e
25%, segundo o presidente da Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de
Seguros de São Paulo), Leoncio de Arruda.
Arruda explica que, se o seguro do carro for total, cobre qualquer tipo
de alagamento. "Exceto em casos de negligência, onde o motorista
entra na enchente de propósito, o seguro cobre tudo", disse.
Negligência do motorista
O presidente do Sincor contou que, nesta semana, um policial de
São Paulo proibiu um motorista de avançar com o carro em
uma região alagada. "Mesmo após ser proibido, a pessoa
entrou. O carro ficou. Então, o policial fez o boletim de
ocorrência contando que havia proibido o motorista e, mesmo
assim, ele foi", disse. "Nesse caso, a seguradora vai se recusar a
pagar".
Arruda diz ainda que, exceto em casos que seja comprovada a
negligência ou imprudência do motorista, com testemunhas ou
o registro de alguma autoridade, a seguradora paga todos os incidentes
ocasionados por água da chuva.
Ele dá um exemplo: se a via está inundada, mas todos os
carros passam e só o seu fica, não é uma
imprudência. Agora, só caminhões conseguem passar e
ninguém mais e há várias testemunhas vendo que
você enfrentou a inundação, mesmo com
pouquíssima chance de conseguir atravessar, aí foi
cometida uma imprudência.
"O motorista agravou o risco, como dizemos", declarou Arruda. "É
equivalente a você parar seu carro, à noite, em um lugar
deserto, com as portas abertas e a chave no contato. A chance de ser
roubado é imensa", acrescentou.
O Sincor oferece o atendimento telefônico para esclarecer essa e
outras dúvidas dos segurados. O número é
0800-11-4999, ligação gratuita.
Conserto
A Pro Teste - Associação de Consumidores salienta que,
quando os danos não ultrapassam 75% do valor do veículo,
a seguradora pode optar por consertar o carro, em vez de considerar
"perda total".
Nesse caso, é importante que o segurado exija o orçamento
de todos os itens trocados e um prazo para a devolução do
carro.
Após arcar com o valor da franquia, não é
necessário pagar novamente qualquer valor, caso o veículo
precise voltar à oficina, de acordo com o Código de
Defesa do Consumidor.
Sem seguro
De acordo com a Pro Teste, motoristas que não possuírem
seguro de seu automóvel podem entrar na Justiça para
reaver os danos ao veículo. Nesse caso, ele precisa comprovar
que houve descaso do poder público na manutenção
das vias e no controle de áreas de risco.
No entanto, a indenização (da prefeitura, do governo
estadual ou até mesmo da União), pode demorar bastante
para sair. "A indenização não se limita às
perdas materiais. Podem ser reclamados também danos morais e
lucros cessantes, quando a pesos deixou de ganhar por não ter
chegado ao trabalho", orienta a associação.
Além disso, pessoas com renda inferior a três
salários mínimos podem recorrer à Defensoria
Pública do Estado. Outros motoristas precisam contratar um
advogado.
Fonte: InfoMoney
Autor: Redação
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Conheça os 26 impulsionadores da motivação no mundo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:24 hs.
Uma pesquisa realizada pela Right Management revelou que a força
de trabalho motivada é 50% mais produtiva do que a desmotivada.
Algumas empresas e profissionais acreditam que a
motivação está relacionada diretamente com
recompensas materiais, podendo ser em forma de aumento salarial ou
até mesmo uma gratificação extra por determinada
atividade desenvolvida.
"É interessante notar que as afirmações
relacionadas com recompensa e reconhecimento mostram
relações significativas com a motivação,
mas não foram as que apresentaram maior
correlação. Funcionários motivados esperam mais do
que incentivos materiais", afirma a diretora comercial da Right
Management, Márcia Palmeira.
Principais impulsionadores da motivação
Mas, se a motivação não está diretamente
ligada à recompensa material, quais são os principais
impulsionadores da motivação? De acordo com o estudo, os
motivos são os seguintes:
1. Comprometimento com os valores básicos da organização em que trabalha;
2. Valorização dos produtos e serviços pelos clientes;
3. Opiniões levadas em consideração;
4. Entendimento perfeito sobre o trabalho esperado;
5. Contribuição para atender às necessidades dos clientes;
6. Recompensa com justiça;
7. Valorização dos colaboradores por parte dos líderes;
8. Todos são tratados com respeito;
9. Concentração na atividade desenvolvida no local de trabalho;
10. Objetivos pessoais relacionados com o plano de negócios da área;
11. Compreensão clara da missão da organização;
12. Capacidade dos líderes em fazer da empresa um sucesso;
13. Incentivo para assumir novas responsabilidades;
14. Envolvimento da empresa no suporte à comunidade;
15. Oportunidades de carreira na organização;
16. Equilibro entre trabalho e interesses pessoais;
17. A empresa permitir o equilíbrio razoável entre família e trabalho;
18. Pressão razoável na função exercida;
19. Investimento suficiente para bom desempenho da organização;
20. Salário competitivo comparado como cargos semelhantes dentro da empresa;
21. Apoio necessário do gerente imediato para realização do trabalho;
22. Capacidade das pessoas em realizar seu trabalho com eficácia;
23. Empresa eficaz em atrair e reter talentos;
24. Autoridade necessária para realizar bem o trabalho;
25. A empresa promover a saúde e o bem-estar;
26. Investimento na aprendizagem e desenvolvimento das pessoas
Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado com cerca de 30 mil funcionários em
15 países e pediu aos entrevistados que indicassem o
nível de concordância ou discordância com 90
afirmações específicas envolvendo a
eficácia organizacional. As respostas foram correlacionadas com
os relatórios de autoavaliação dos entrevistados
sobre seu nível de motivação.
Por Equipe InfoMoney
Fonte: www.administradores.com.br
Depois das Casas Bahia, vem aí nova onda de fusões no varejo brasileiro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:13 hs.
Compras agora podem ser de redes regionais, apontam especialistas
Ronaldo D’Ercole
SÃO PAULO. Uma nova onda de fusões e
aquisições deve chegar ao varejo brasileiro em 2010. De
acordo com especialistas, o forte aumento da renda, a
inserção de novos consumidores no mercado e a
expansão do crédito com a queda dos juros está
mudando os padrões de consumo no país, e impondo um novo
ambiente de competição entre as empresas do setor. E
movimentos como a recente compra das Casas Bahia pelo grupo Pão
de Açúcar, que criou um gigante varejista de R$ 40
bilhões de faturamento anual, contribuem para desencadear novos
negócios.
— Esse parece ser o movimento natural do mercado. Mas isso
é uma oportunidade de mercado, não dá para prever
— disse Luiza Trajano, presidente da rede de lojas Magazine Luiza
que está pronta para reforçar o capital com o
lançamento de ações na Bolsa em 2010.
Estudo da Deloitte, concluído em novembro, aponta para a
retomada das fusões e aquisições também no
setor de supermercados já a partir do próximo ano.
Movimento precipitado pela necessidade de ganho de escala e de
diversificação dos formatos de lojas para atender
diferentes públicos.
— O que conseguimos ver é que há um viés
para novas aquisições nos próximos anos. Comprar
empresas estará na pauta de investimentos das empresas do setor
— diz Reynaldo Saad, sócio e diretor da área de
varejo da consultoria Deloitte.
A perspectiva de forte crescimento da economia brasileira a partir de
2010 é outro aspecto que aumenta o interesse por negócios
no setor, diz Alexandre Pierantoni, sócio especialista em
fusões e aquisições da PricewaterhouseCoopers
(PwC).
A questão é que, com o aquecimento da economia tanto as
redes de menor porte como as varejistas regionais, teoricamente
potenciais alvos das empresas líderes, estão
capitalizadas, e aproveitam o crédito farto para crescer. A
carteira de financiamento para investimentos no varejo do BNDES, que
fechou 2008 com desembolsos de R$ 1,56 bilhão, até
outubro deste ano era de R$ 2,58 bilhões.
— A maior formalização do varejo aumenta a
necessidade de ganho de escala, as margens são baixas no setor.
Tudo aponta para mais fusões e aquisições. As
redes nacionais estão crescendo e as regionais também
— diz Carlos Eduardo Castello Branco, chefe do Departamento de
Bens de Consumo do BNDES.
Com 280 lojas em dez estados e faturamento que deve chegar a R$ 2,3
bilhões este ano, Ricardo Nunes, dono da rede Ricardo Eletro,
diz não temer o assédio de gigantes como o Pão de
Açúcar, com quem quer brigar também nas
aquisições.
— Nós estamos firmes para crescer, não para ser
consolidados — avisa Nunes, que vai abrir 50 lojas ano que vem e
diz que quer ser líder no Rio.
— Mesmo no Nordeste, a situação das redes é
boa — diz Sussumu Honda, presidente da Associação
Brasileira de Supermercados (Abras).
O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: O Globo - RJ
Reabertura do Coleta Capes – ano base 2008
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:36 hs.
A Capes informa que no período de 10 de dezembro de 2009 a 15 de
janeiro de 2010 o aplicativo CAPESNET estará aberto para que
possam ser enviados arquivos corrigidos do Coleta referentes aos dados
do ano base 2008. O reenvio do arquivo não é
obrigatório, mas sim facultado àqueles programas de
pós-graduação que necessitarem corrigir o arquivo
anteriormente encaminhado à Capes.
Esclarecimentos e informações adicionais que se fizerem
necessários poderão ser obtidos exclusivamente por meio
do endereço eletrônico coleta@capes.gov.br Este
endereço de e-mail está protegido contra spambots.
Fonte: Portal Capes
Editoras se unem para criar conteúdo do futuro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs.
Time Inc., Condé Nast, Hearst Corporation, Meredith e News
Corporation querem desenvolver software para dispositivos que ainda
não existem
Richard Pérez-Peña
Cinco das principais editoras de revistas e jornais anunciaram na
terça-feira seus planos para o desenvolvimento de uma plataforma
padrão para apresentar seu conteúdo na rede, em
smartphones e leitores eletrônicos de uma forma mais
flexível e lucrativa do que a atualmente possível.
Não falta ambição ao consórcio formado por
Time Inc., Condé Nast, Hearst Corporation, Meredith e News
Corporation. O grupo espera criar um software para dispositivos que
ainda não existem - celulares um pouco mais avançados do
que qualquer modelo disponível atualmente no mercado, e leitores
eletrônicos muito mais sofisticados do que os dispositivos de
hoje, com suas telas monocromáticas e interface estática.
A parceria ainda não batizada, cujas linhas gerais foram
divulgadas no mês passado, foi pensada originalmente para atender
às revistas, apesar de John Squires, futuro gerente geral da
iniciativa, dizer que o produto final servirá para a leitura de
jornais, livros e outras formas de mídia.
Ele disse que não pode oferecer uma estimativa quanto à
data em que o projeto disporia de um produto, mas, segundo ele, quando
os leitores eletrônicos sofisticados e dotados de telas capazes
de exibir cores realistas chegarem ao mercado, "precisaremos oferecer
aos leitores um aplicativo que torne a experiência atrativa".
James McQuivey, analista do setor de mídia da Forrester
Research, disse sobre a parceria: "No momento, tudo é muito
especulativo, mas o que eles estão tentando fazer é
fincar uma bandeira num novo território, dizendo que, conforme
os leitores eletrônicos evoluem, não podemos esquecer que
revistas têm formatos diferentes de livros."
A Time Inc. divulgou um vídeo dando alguma ideia do que tem em
mente - uma versão digital da revista Sports Illustrated,
exibida numa tela colorida sensível ao toque, mais atraente para
os leitores do que o conteúdo atualmente disponível na
maioria dos dispositivos móveis, oferecendo uma
experiência muito mais interativa e adaptável ao gosto do
usuário.
O consórcio planeja vender essas versões de suas
publicações por meio de uma loja online semelhante
à iTunes Store, da Apple. Squires, ex-vice-presidente executivo
da Time Inc., disse que o grupo espera atrair não apenas os
leitores, mas também os anunciantes, permitindo que as editoras
cobrem preços mais altos pelos anúncios digitais, que
são hoje muito mais baratos do que as versões impressas.
McQuivey questionou o uso de um novo software para permitir a
cobrança pelo acesso ao conteúdo de revistas, dizendo que
a ideia pode não oferecer grandes melhorias em
relação às experiências disponíveis
gratuitamente na rede.
GRUPO DE PESO
As cinco parceiras são proprietárias da joint venture -
elas não divulgaram o quanto investiram - e esperam conquistar o
apoio de outras editoras, que passariam a usar o software desenvolvido
pelo grupo.
Time, Condé Nast, Hearst e Meredith estão entre as
maiores editoras de revistas do mundo; a Advance Publications, dona da
Hearst e da Condé, possui também grandes cadeias de
jornais. A News Corporation é uma grande editora de jornais e
livros, e possui também grandes holdings no ramo da
televisão.
Fonte: O Estado de São Paulo
Panorama é excitante e arriscado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:04 hs.
Como de costume, neste período do ano divulgamos a
atualização de nossas previsões - da área
de pesquisa econômica do Goldman Sachs - para 2010, e as
projeções de Produto Interno Bruto (PIB) e
inflação em 2011.
Com base nessas projeções, 2010 e 2011 devem ser anos
mais vigorosos - a nossa expectativa é de um crescimento do PIB
mundial de 4,4% em 2010 e de 4,5% em 2011. A previsão para 2010
está acima do consenso, e, embora não haja ainda nenhum
prognóstico consensual para 2011, achamos que as nossas
previsões para esse ano também serão bem
superiores à média. Quanto à
inflação, nossa projeção está abaixo
da perspectiva de consenso, não obstante o nosso relativo
otimismo com o PIB.
Se essas previsões se provarem corretas, a
combinação de crescimento melhor do que o esperado e uma
inflação menor do que a prevista será uma boa
notícia para os mercados financeiros. Como esperamos que a
demanda doméstica no âmbito dos Brics (Brasil,
Rússia, Índia e China) e no mundo emergente continue
vigorosa, enquanto a demanda interna nos países do G-7 (grupo
dos sete países mais ricos) deve permanecer relativamente
morosa, podemos dizer que as perspectivas para o mercado financeiro
são ainda melhores.
Mais especificamente, prevemos dois anos consecutivos de crescimento do
PIB global acima de 4%, mas sem nenhum aumento das taxas de juro de
curto prazo nos EUA! Esse deve ser um fato positivo para os ativos de
risco, plantando as sementes para uma nova
supervalorização mais à frente. De outro lado,
isso nos deixa muito preocupados quanto aos riscos que poderão
surgir, incluindo o perigo de o Federal Reserve (Fed, o banco central
americano) precisar fazer um aperto da sua política mais cedo do
que o esperado.
Nosso índice de estresse financeiro sistêmico mostra um
quadro extremamente tranquilizador, como tem ocorrido há muitos
meses. Esse índice foi projetado para medir os riscos do sistema
financeiro. Se você acha que foi o aumento significativo dos
riscos financeiros sistêmicos em 2008 que originou a
recessão global, então o nosso índice, medido para
grande parte de 2009, vai deixá-lo mais otimista.
O índice certamente nos deixou mais otimistas. Examinando o
nível em que se situa atualmente, a única dúvida
é saber em que momento nossas autoridades poderão se ver
tentadas a ser menos generosas nas suas políticas
anticíclicas.
Uma parte bem importante desse nosso otimismo pode ser compreendida com
base em um exame das nossas projeções para a demanda
interna dos países. No geral acredita-se ainda, após a
crise, ser muito difícil para o mundo se desconectar da sua
dependência do consumidor americano. Esse pode ser o caso de
alguns países, especialmente no mundo desenvolvido, mas, com
base nas nossas projeções para 2010 e 2011, isso
não é verdade. De fato, nossa expectativa é de uma
demanda doméstica global mais ampla e mais vigorosa até
2011, com os países do Bric registrando aumentos de 9,9% e 9,3%
em 2010 e 2011. Embora deva ocorrer uma modesta redução
da demanda na China em 2011, em comparação com 2010,
nossas projeções para a demanda em outras partes,
especialmente a Índia (9,9% em 2011), são de chamar a
atenção.
Com efeito, se agregarmos todo o mundo em desenvolvimento, é
daí que vem o vigor das despesas de consumo em termos globais.
É improvável que se trate meramente de um desenvolvimento
cíclico de curto prazo. O crescimento do consumo na área
dos Brics e de mais 11 países considerados relevantes do mundo
emergente (como México, Nigéria, Paquistão e
Vietnã) é um importante avanço estratégico
da nossa era.
Atualmente, um dos aspectos mais fascinantes dos mercados é o
intenso debate sobre inflação e deflação.
Um campo parece muito convencido de que é inevitável um
grande aumento da inflação, consequência da
expansão dos balanços dos bancos centrais, da escalada
dos déficits fiscais e dos preços crescentes das
commodities. Para o outro campo, a crise do crédito e seus
efeitos devem nos conduzir a uma era de deflação
sustentada, como a que acometeu o Japão, particularmente nos EUA
e no resto do mundo desenvolvido.
Mas as nossas projeções para 2010 e 2011 - como
também as de consenso para 2010 - não indicam nenhum
desses extremos. No caso de 2010, como mencionamos anteriormente, nossa
perspectiva está na verdade abaixo da previsão de
consenso, embora seja mais otimista com relação ao
crescimento e aos preços do petróleo bruto.
Assim, em que devemos prestar atenção e o que nos
preocupa? Uma nova e persistente desaceleração da
economia dos Estados Unidos, além de implícita em nossas
previsões para 2010 (2,1% de crescimento), constitui
aparentemente o maior risco que vem preocupando muitos investidores.
É um perigo óbvio e, se os Estados Unidos resvalarem numa
nova recessão, com quedas reais do PIB, então esse
será um novo grande risco para o resto do mundo.
Mas para os mercados globais, especialmente os emergentes, talvez o
maior risco seja o oposto, com relação aos Estados
Unidos. Se a economia americana se fortalecer muito mais do que
projetamos e, em particular, o crescimento for forte e sustentado o
bastante para convencer o Fed a elevar as taxas de juros, esse
poderá ser um teste para os ativos de risco em todo o mundo.
Embora acreditemos que o Fed não elevará as taxas de
juros durante um longo tempo por causa do tamanho da ociosidade da
economia e das suas preocupações com uma possível
deflação, nós achamos que, se o BC americano
decidir elevar as taxas de juros, ele poderá fazê-lo de
forma resoluta.
Em relação a riscos mais gerais, muita gente já
está preocupada com novas bolhas dos preços de ativos e
com possíveis medidas de política econômica para
evitá-las. Várias medidas já foram introduzidas
com o objetivo de desencorajar entradas excessivas de capital
especulativo em alguns países. Levando-se em conta as nossas
projeções de crescimento global, e de nenhum aumento nas
taxas de juro de curto prazo nos Estados Unidos, esses temores podem se
intensificar.
Existem, claro, muitos outros tipos de riscos em todas as partes do
mundo, e isso ficou evidente com o recente tumulto envolvendo Dubai.
No entanto, acreditamos fundamentalmente que, para esses riscos serem
suficientemente globais e persistentes, provavelmente terão de
envolver os Estados Unidos e/ou a China. Com certeza, estaremos
prestando muita atenção, não só nesses dois
países, como também em muitos outros.
Jim O´Neill
Fonte: O Estado de São Paulo