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22/12/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a opinião da Associação.




A AMPESC estará em recesso do dia 22 de dezembro até o dia 22 janeiro de 2010.
Sendo que fará plantão em dias alternados durante esse período.



Portaria nº 1207, de 22 de Dezembro de 2009

Sucessivas falhas em sistemas de avaliação afastam Presidente do INEP

Novo presidente do Inep diz que sua missão é consolidar Enem

IPAE abre prazo para submissão de projetos de Produção Científica.


Senado aprova a criação de universidade federal latino-americana

Senado termina ano legislativo com votação para alterar LDB

Nova resolução do CNE estabelece diretrizes para educação infantil

Despachos do Ministro

Busca por engenharia cresce, mas falta vaga


Mec envia projeto ao congresso

Alunos terão aula de educação financeira

Em busca de verba federal para o ensino do Paraná 

Os formados em medicina deveriam passar por um exame de habilitação, como a prova da OAB?

Pesquisa do IBGE revela vários fatores de risco à saúde dos estudantes


Educação a Distância – Tendências para 2010


Especialistas mostram que, se ensino fosse priorizado, país deixaria de gastar R$ 23 bi em consequência da violência

MEC vai pedir US$ 420 milhões ao Banco Mundial para socorrer hospitais universitários

Projeto que pede isenção de impostos de materiais escolares segue para Câmara

PEC obriga Estado a oferecer educação especial a superdotados

O dilema do diploma

A graduação tecnológica e as tendências para 2010

Senado aprova criação da 1ª universidade bilíngue no Brasil

Jovem cria microcrédito para jovens

Dresch comemora aprovação de projeto que dá preferência a microempresas em licitações

Gratuidade em estacionamentos para deficientes

Portaria nº 1207, de 22 de Dezembro de 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:37 hs. 
Nomear: JOAQUIM JOSÉ SOARES NETO, para Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2073.pdf 
Fonte: DOU n.º 244 - 22.12.2009 

Sucessivas falhas em sistemas de avaliação afastam Presidente do INEP
Fonte: Jornal da Educação
Antecipou-se a saída do Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Reynaldo Fernandes, em função de sucessivos falhas nos diversos sistemas de avaliação da educação, cuja responsabilidade cabe, por lei, ao órgão. A exoneração já era prevista para fora do período natalino.
Vários foram os desgastes, sendo o mais público o frágil sistema de Exame Nacional do Ensino Médio.  Os prejuízos sociais e financeiros foram enormes e, apesar de terem sido divulgados nomes de "culpados" existiam muitas outras pessoas que, indiretamente, erraram especialmente por omissão.
A nova edição do ENEM também foi grávida de erros, especialmente no processo de aplicação das provas.
Fato semelhante, com menor destaque na mídia, foi a errônea estratégia do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).  As entidades mantenedoras de ensino superior requereram a suspensão das provas, mas, como de hábito, o Ministério da Educação não atende à maioria das reivindicações das instituições particulares de ensino, responsáveis pela sustentabilidade do setor.
Por fim outro significativo desgaste vinha ocorrendo, de forma pouco citada pela grande imprensa, nos processos de avaliação de cursos, universidades, faculdades e centros universitários.  O INEP, não conseguindo dar conta de atribuição que lhe é outorgada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, vinha criando uma série de mecanismos extra-legais para facilitar o trabalho de seus técnicos e dificultar, em muito, a vida das IES.   A lentidão na nomeação das Comissões de Avaliação e a prática de alterar conceitos atribuídos pelos "experts" nomeados pelo próprio órgão fizeram com que centenas de processos se retardassem nos trâmites normais.
Vale salientar que nem mesmo a prática de "entrincheiramento" do órgão, em prédio locado a altos custos para o povo brasileiro (responsável pelos tributos que geram a receita da União) e fora do conjunto do MEC, fez com que existisse o funcionamento melhor.   O não atendimento (físico, eletrônico ou telefônico)  aos interessados agravou-se nos últimos tempos e a falta de previsão para tudo ajudou a provocar o caos.
Em boa hora o Ministro "aceitou" o pedido de exoneração e nomeou, mesmo que talvez interinamente, Joaquim José Soares Neto que até então exercia a função de Diretor Geral do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília. Nos primeiros dias deverá manter as principais pessoas da equipe, mas é praticamente certa a substituição dos responsáveis pelos cargos chaves no órgão.   Não se descarta a possibilidade de mudanças no sistema com maior concentração de poder nas Secretarias do Ministério da Educação.

Novo presidente do Inep diz que sua missão é consolidar Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 21/12/2009 - São Paulo SP
da Agência Brasil / da Folha Online 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou na tarde desta segunda-feira o novo presidente do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto, 50. Neto, que ocupava o cargo de diretor do Cespe (Centro de Seleção e Promoção da Universidade de Brasília), substitui Reynaldo Fernandes, que pediu demissão após um acordo com o ministro. Ele disse que sua missão no instituito será consolidar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que, em sua opinião, é um instrumento que "democratiza o acesso às vagas públicas" nas universidades. Ele disse ainda que tem experiência tento em estrutura técnica quanto de logística e usará isso em seu  trabalho à frente da instituição.
Ao apresentar o novo presidente, Haddad ressaltou que ele tem experiência e conhecimento para acompanhar com cuidado "problemas graves" que vem ocorrendo em concursos públicos do país. "Os concursos públicos vem sofrendo problemas graves, muito correntes, e que vieram à tona no exame de 2009. O professor Neto tem muito conhecimento da área porque acompanha isso de perto", disse. Haddad disse que o ex-presidente do Inep deixa o legado de ter ajudado a criar os principais índices de avaliação do ensino no Brasil. "Praticamente todos os índices de avaliação passaram pelo seu crivo.  Temos avaliação desde o ensino básico até os cursos superiores com padrões internacionais", afirmou.
Enem - O principal problema enfrentado pelo Inep neste ano foi o vazamento da prova do Enem, que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro para 4,1 milhões de estudantes. Apesar disso, Haddad disse que não culpava Fernandes pelo problema. O Ministério da Educação suspendeu a prova e cinco pessoas foram denunciadas pelo vazamento. O exame foi adiado para o início de dezembro, o que prejudicou o calendário de diversas instituições de ensino superior. 

IPAE abre prazo para submissão de projetos de Produção Científica.
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação estará recebendo, até o dia 30 de dezembro de 2009, manifestações de interesse para submissão de projetos de Produção Científica em 2010.
Os mesmos poderão ser apresentados em versão ainda muito preliminar, podendo ser nas seguintes áreas: desenvolvimento de cursos a serem ministrados por educação a distância, em três versões: a convencional eletrônica (material escrito com sistema tutorial e suporte aos estudantes), os cursos só através de áudio e os cursos somente por intermédio de vídeo (todos com transmissão pela internet); edição de e-books e áudio livros; integração aos conselhos editorias das revistas técnicas e desenvolvimento de cursos e workshops presenciais.
As comunicações devem ser feitas para o e-mail: diretor@ipae.com.br 

Senado aprova a criação de universidade federal latino-americana
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:17 hs. 
O plenário do Senado Federal aprovou na noite de quarta-feira, 16, o projeto de lei que cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Para entrar em vigor, a lei depende, agora, da sanção do presidente da República.
A nova universidade, com sede em Foz do Iguaçu, Paraná, na fronteira com Argentina e Paraguai, tem a proposta de integrar o Brasil aos demais países da América Latina, promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional. A intenção é favorecer a mobilidade estudantil nas comunidades latino-americanas.
A Unila terá metade dos alunos e professores brasileiros, será bilíngue (português-espanhol) e terá projeto político-pedagógico inovador. Os cursos estarão relacionados a áreas de interesse mútuo dos países-membros do Mercosul, com ênfase em temas que envolvam exploração de recursos naturais e biodiversidade transfronteiriça, estudos sociais e linguísticos regionais e relações internacionais.
Serão oferecidas dez mil vagas, entre graduação, mestrado e doutorado. A seleção dos alunos e dos 250 professores será aberta a candidatos de toda a América Latina, com provas em português e espanhol.
A Unila é uma das quatro novas universidades cujas propostas de criação, encaminhadas pelo governo federal, ainda tramitavam no Congresso Nacional. Já tiveram os projetos sancionados e estão em processo de implantação a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) é a única que ainda depende de aprovação do Poder Legislativo. (Assessoria de Comunicação Social) 
Fonte: MEC 

Senado termina ano legislativo com votação para alterar LDB
Fonte: Jornal da Educação
O Senado Federal encerra nesta terça-feira, dia 22, sei Ano Legislativo. Nesta segunda será realizada reunião plenária não deliberativa que tem início às 14h, com discursos e demais comunicações dos senadores.
Na terça-feira, acontece reunião deliberativa que tem como primeiro item em pauta O Projeto de Lei, de iniciativa do presidente da República, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
De acordo com a proposta, a formação de nível superior dos professores que atuam na educação básica será obrigatória. Ainda na terça-feira, será realizada reunião conjunta no Congresso Nacional para votação do projeto da lei do Orçamento para 2010.
O recesso parlamentar terá início a partir da próxima quarta-feira, dia 23. O Senado Federal e Câmara dos Deputados só retomam os trabalhos legislativos em 2 de fevereiro de 2010.

Nova resolução do CNE estabelece diretrizes para educação infantil
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira, dia 18, Resolução nº 5 que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na Educação Infantil.
A Resolução ressalta que a educação infantil é a primeira etapa da educação básica, que segue até a conclusão do ensino médio. Em seu artigo 4º, traz em detalhes a importância da fase inicial de escolarização para o desenvolvimento global da criança.
Entre as novidades para o setor de ensino está a exigência de que o atendimento de crianças de zero a cinco anos deve ocorrer em espaço de educação infantil e não mais doméstico.  Outro ponto exposto é a questão da avaliação que deve ser feita pelos professores, não como forma de aprovar as crianças, mas sim de se obter informações sobre o rendimento escolar da criança nessa faixa etária, que vai identificar suas habilidades e as áreas onde deve ser ajudada para suprir as dificuldades.
A resolução nº 5, que já está em vigor, substitui a resolução nº 1 de 1999, que também traçavas orientações para a educação infantil.
Resolução CNE/CEB nº 05/2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:27 hs. 
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 05, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009
Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 1º, alínea "c" da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995, e tendo em vista o Parecer CNE/CEB nº 20/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 9 de dezembro de 2009, resolve:
Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na Educação Infantil.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas na área e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares.
Art. 3º O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.
Art. 4º As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.
Art. 5º A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social.
§ 1º É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção.
§ 2° É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula.
§ 3º As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.
§ 4º A frequência na Educação Infantil não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental.
§ 5º As vagas em creches e pré-escolas devem ser oferecidas próximas às residências das crianças.
§ 6º É considerada Educação Infantil em tempo parcial, a jornada de, no mínimo, quatro horas diárias e, em tempo integral, a jornada com duração igual ou superior a sete horas diárias, compreendendo o tempo total que a criança permanece na instituição.
Art. 6º As propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios:
I - Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
II - Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática.
III - Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.
Art. 7º Na observância destas Diretrizes, a proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica:
I - oferecendo condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais;
II - assumindo a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias;
III - possibilitando tanto a convivência entre crianças e entre adultos e crianças quanto a ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;
IV - promovendo a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de vivência da infância;
V - construindo novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa.
Art. 8º A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.
§ 1º Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem:
I - a educação em sua integralidade, entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo;
II - a indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural da criança;
III - a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a valorização de suas formas de organização;
IV - o estabelecimento de uma relação efetiva com a comunidade local e de mecanismos que garantam a gestão democrática e a consideração dos saberes da comunidade;
V - o reconhecimento das especificidades etárias, das singularidades individuais e coletivas das crianças, promovendo interações entre crianças de mesma idade e crianças de diferentes idades;
VI - os deslocamentos e os movimentos amplos das crianças nos espaços internos e externos às salas de referência das turmas e à instituição;
VII - a acessibilidade de espaços, materiais, objetos, brinquedos e instruções para as crianças com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;
VIII - a apropriação pelas crianças das contribuições histórico-culturais dos povos indígenas, afrodescendentes, asiáticos, europeus e de outros países da América;
IX - o reconhecimento, a valorização, o respeito e a interação das crianças com as histórias e as culturas africanas, afrobrasileiras, bem como o combate ao racismo e à discriminação;
X - a dignidade da criança como pessoa humana e a proteção contra qualquer forma de violência - física ou simbólica - e negligência no interior da instituição ou praticadas pela família, prevendo os encaminhamentos de violações para instâncias competentes.
§ 2º Garantida a autonomia dos povos indígenas na escolha dos modos de educação de suas crianças de 0 a 5 anos de idade, as propostas pedagógicas para os povos que optarem pela Educação Infantil devem:
I - proporcionar uma relação viva com os conhecimentos, crenças, valores, concepções de mundo e as memórias de seu povo;
II - reafirmar a identidade étnica e a língua materna como elementos de constituição das crianças;
III - dar continuidade à educação tradicional oferecida na família e articular-se às práticas sócio-culturais de educação e cuidado coletivos da comunidade;
IV - adequar calendário, agrupamentos etários e organização de tempos, atividades e ambientes de modo a atender as demandas de cada povo indígena.
§ 3º - As propostas pedagógicas da Educação Infantil das crianças filhas de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta, devem:
I - reconhecer os modos próprios de vida no campo como fundamentais para a constituição da identidade das crianças moradoras em territórios rurais;
II - ter vinculação inerente à realidade dessas populações, suas culturas, tradições e identidades, assim como a práticas ambientalmente sustentáveis;
III - flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e atividades respeitando as diferenças quanto à atividade econômica dessas populações;
IV - valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas populações na produção de conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente natural;
V - prever a oferta de brinquedos e equipamentos que respeitem as características ambientais e socioculturais da comunidade.
Art. 9º As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que:
I - promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança;
II - favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;
III - possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos;
IV - recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaçotemporais;
V - ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas;
VI - possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar;
VII - possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e reconhecimento da diversidade;
VIII - incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza;
IX - promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;
X - promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais;
XI - propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras;
XII - possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos.
Parágrafo único - As creches e pré-escolas, na elaboração da proposta curricular, de acordo com suas características, identidade institucional, escolhas coletivas e particularidades pedagógicas, estabelecerão modos de integração dessas experiências.
Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo:
I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano;
II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.);
III - a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/préescola e transição pré-escola/Ensino Fundamental);
IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de
desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil;
V - a não retenção das crianças na Educação Infantil.
Art. 11. Na transição para o Ensino Fundamental a proposta pedagógica deve prever formas para garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, respeitando as especificidades etárias, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental.
Art. 12. Cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para a implementação dessas Diretrizes.
Art. 13. A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, especialmente a Resolução CNE/CEB nº 1/99.
CESAR CALLEGARI 
Fonte: Blog do CNE 
 
Despachos do Ministro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:19 hs. 
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 18 de dezembro de 2009
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 11/2009, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, com fundamento no art. 46, § 1º, da LDB, no sentido de que o processo de recredenciamento do ABEU - Centro Universitário, mantido pela Associação Brasileira de Ensino Universitário, seja devolvido à Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), para que esta formule o procedimento de que tratam os arts. 60 e 61 do Decreto nº 5.773/2006, para o qual recomendo o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da homologação do presente, bem como para instruir adequadamente o processo. Adicionalmente, para que a SESu/MEC, na qualidade de órgão coordenador da instrução processual e no exercício de sua função de Supervisão, conforme Decreto nº 5.773/2006, alterado pelo Decreto nº 6.303/2007, garanta que nenhum processo de recredenciamento de Centros Universitários e Universidades, incl usive o presente, seja encaminhado à consideração desta CES sem a adequada análise avaliativa da trajetória histórico-institucional da IES que requer seu recredenciamento com prerrogativas de autonomia universitária, conforme consta do Processo nº 23000.001579/2005-46, Registro SAPIEnS nº 20041004589.
Nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer nº 281/2009, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, favorável à retificação do Parecer CNE/CES nº 119/2009, de modo que passe a constar da relação dos egressos do curso de Mestrado em Ciências do Movimento da Universidade Guarulhos o nome da aluna Janaína Monteiro Marques Santos, RG 24.231.100-3 SSP/SP, conforme consta do Processo nº 23001.000253/2008-34.
FERNANDO HADDAD
(Publicação no DOU n.º 243, de 21.12.2009, Seção 1, página 26) 
Fonte: DOU nº 243 - 21.12.2009 

Busca por engenharia cresce, mas falta vaga
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Dados do MEC sobre curso de engenharia civil revelam descompasso num momento em que a construção civil vive "apagão" de mão de obra
Haverá falta de profissionais da área no país em 2010, diz estudo; faculdades privadas pediram ajuda ao governo para abrir mais vagas
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
De um lado, falta de profissionais formados no mercado de trabalho. Do outro, candidatos interessados na formação, mas sem vagas suficientes. Assim está o panorama da engenharia civil no país.
Dados do Ministério da Educação mostram que o número de alunos que prestaram vestibular para a área cresceu 86% em três anos (o número mais recente, divulgado mês passado, é de 2008). Já as vagas subiram em ritmo menor: 49,6%.
Com o descompasso, a relação de candidatos por vaga chegou a 3,5 no sistema como um todo, mas subiu para 8,4 considerando só as universidades públicas, onde a diferença nos indicadores foi mais acentuada. Na Unicamp, por exemplo, 27,4 alunos disputam uma vaga.
A incapacidade do ensino superior de absorver interessados na área ocorre num momento em a construção civil já vive um "apagão" de mão de obra.
Estudo da FGV Projetos e da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção mostra que haverá falta de profissionais na área em 2010, por conta do reaquecimento da economia. Com isso, surge a necessidade de obras de infraestrutura, como ampliação de estradas. O país sediará ainda Copa do Mundo e Olimpíadas, o que exigirá mais obras. Também há procura de profissionais para explorar o pré-sal e para o mercado imobiliário.
Ajuda
A discussão no setor educacional é como aumentar as vagas. O setor privado, que oferece 70% dos postos na engenharia civil, pede ajuda ao governo.
A alegação é que abrir vagas em engenharia civil sai caro. Segundo o Centro Universitário da FEI (ABC paulista), a construção de um laboratório custa R$ 2 milhões, ou quase 1.500 mensalidades, num curso com 900 estudantes ao ano.
"Devido à queda na procura pelas vagas nas décadas passadas, quando o crescimento do país foi pequeno, muitas instituições têm receio de ampliar", diz Rodrigo Capelato, diretor do Semesp (sindicato das universidades privadas de SP). "É uma área prioritária; a ampliação deveria ser puxada pelo setor público."
O MEC diz já estar em andamento um programa para expandir as vagas nas universidades federais, rede com a maior concorrência pelas vagas.
Batizado de Reuni, o projeto prevê dobrar os postos nas instituições federais até 2018, considerando todos os cursos.
A secretária de Ensino Superior do governo Lula, Maria Paula Dallari, diz haver prioridade para formar professores da educação básica e engenharias. Ainda não há balanço da expansão, iniciada em 2008. Além da necessidade de recursos, as faculdades veem outro problema para expandir. "O mercado está muito aquecido. Poucos preferem lecionar", afirma o reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, Otávio de Mattos Silvares.
MEC estuda financiar aluno de engenharia
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério da Educação estuda criar um programa para financiar alunos de engenharia em universidades particulares.
Ideia semelhante foi implementada para os cursos de pedagogia e medicina. A ideia é que o universitário formado pague o financiamento por meio de trabalho para o setor público. A cada mês trabalhado, ele abate 1% da dívida.
A secretária de Ensino Superior do ministério, Maria Paula Dallari, diz, porém, que o governo vai aguardar os primeiros resultados do programa com medicina e pedagogia, cujo modelo foi aprovado pelo Congresso neste ano, antes de ampliá-lo.
As instituições privadas dizem que precisam de ajuda governamental para expandir vagas. Coordenador do curso de engenharia civil da FEI, Kurt Amann defende que o crescimento ocorra apenas em instituições que já ofereçam bons cursos. (FT)
Frases
"É um modelo novo [de financiamento], que pode ser adotado para outras áreas estratégicas, como a engenharia"
MARIA PAULA DALLARI
secretária de Ensino Superior do MEC
"Se não houver qualidade [no curso], será um risco"
KURT AMANN
coordenador do curso de engenharia civil da FEI 
Fonte: Folha de São Paulo 

Mec envia projeto ao congresso
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:14 hs. 
O Ministério da Educação envia ao Congresso, até o fim do mês, o projeto de lei que define 31 de março como a data-limite para o aluno do 1º ano do ensino fundamental completar seis anos de idade.
A ideia é padronizar a idade de entrada no novo ensino fundamental de nove anos.
O Conselho Nacional de Educação, entretanto, decidiu aceitar, em 2010, que crianças de cinco anos que já tiverem cursado dois anos de pré-escola entrem no fundamental.
Fonte: Folha de São Paulo 

Alunos terão aula de educação financeira
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 21/12/2009 - São Paulo SP
Programa atingirá estudantes da rede pública a partir de 2010; meta é ensinar também beneficiários do Bolsa Família. Na primeira fase, conteúdo relacionado a orçamento público, finanças pessoais e poupança será levado a 1.650 escolas do país
DA SUCURSAL DO RIO 
Estudantes de 1.650 escolas públicas de ensino médio em todo o país passarão a ter, a partir do próximo ano, aulas sobre educação financeira. Em uma outra etapa, no futuro, o alvo de lições sobre como lidar com o dinheiro serão os 11 milhões de beneficiários do Bolsa Família. Entre os conteúdos a serem ensinados nas escolas, estão orçamento público, finanças pessoais e poupança. O programa foi desenvolvido sob orientação do MEC -que promete formar os professores- e não vai estar inserido em uma só disciplina, mas em várias. Essas escolas integram um projeto-piloto para que, no futuro, a iniciativa seja realidade em todas as escolas do país. Escolas públicas e privadas que quiserem abordar o tema já poderão, no próximo ano, ter acesso aos conteúdos, informou o superintendente de proteção aos investidores da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), José Alexandre Vasco. É a primeira ação do grupo de trabalho formado em 2007 por governo e instituições financeiras para criar uma política de educação financeira. Entre os  envolvidos, estão o Banco Central, a CVM, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o Ministério da Educação. Também faz parte o Comitê de Regulamentação e Fiscalização do Mercado de Capitais.
Falta de conhecimento - Segundo dados da CVM, apresentados em congresso sobre educação financeira, 82% dos consumidores brasileiros não conhecem os juros que pagam quando tomam empréstimos e 87% não poupam. É essa realidade que o grupo de trabalho formado há dois anos quer começar a mudar com programas de educação financeira como o das escolas. Atendendo a outra sugestão do grupo de trabalho, o governo assinará, no próximo ano, um decreto para criar o Conselho Nacional de Educação Financeira e um grupo de apoio pedagógico. Segundo o superintendente de proteção aos investidores da CVM, eles serão a base para que a educação financeira se torne uma política permanente do governo e das   instituições financeiras. Ainda não se sabe quantas crianças serão atingidas, nem de quais Estados, já que os convênios com as escolas ainda estão sendo fechados. Mas, ao fim do ano, os conteúdos ensinados serão avaliados pelo MEC. O foco do programa para beneficiários do Bolsa Família dependerá de uma pesquisa nacional que será feita com essas pessoas no próximo ano. A criação do programa brasileiro de educação financeira está sendo apoiada pela OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico), entidade que reúne 30 países ricos e mantém cooperação com cem outros países. Aart de Geus, vice-secretário da OCDE, afirma que o maior desafio para o Brasil levar educação financeira à população é o rápido crescimento da classe média que foi verificado nos últimos anos no país. "É um contingente enorme de pessoas, mas o apoio do governo para implantar uma estratégia de educação financeira coloca o país em situação melhor do que muitos outros." 

Em busca de verba federal para o ensino do Paraná 
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta do Povo, 21/12/2009 - Curitiba PR
De trás para frente, o Paraná é o nono dos 27 estados da Federação que menos recebem recursos da União para custear o ensino superior, conforme revelou o ministro da Educação, Fernando Haddad, a um grupo de deputados paranaenses. O critério utilizado para se chegar a tal resultado é o valor médio destinado pelo governo federal por jovem na faixa etária de 18 a 24 anos presente na população dos estados. No caso paranaense, em 2009 esse valor ficou em R$ 689,7, menos de 30% do que a média nacional, que ficou em R$ 992,07. Duas questões se colocam diante dessa realidade. Uma delas, histórica, diz respeito ao fato de o Paraná sustentar com recursos próprios seis universidades estaduais e inúmeras outras instituições de ensino superior de acesso gratuito. Outra, o fato de que o governo federal se responsabiliza pelo sustento de apenas duas universidades, a quase centenária UFPR e, a mais recentemente criada, Universidade Tecnológica (antigo Cefet). Juntas, para explicar o baixo investimento no ensino superior no Paraná, as duas questões se resumem numa só: a baixa expressão política do estado, que historicamente se revela incapaz de mudar a anomalia.
A anomalia se expressa de diversas formas. Em primeiro lugar, na divisão constitucional das incumbências definidas para as três esferas da administração, cabe aos municípios arcar com o ensino fundamental até a 4.ª série; aos  estados, com as séries restantes do fundamental e com nível médio; e à União, o ensino superior. Portanto, seria da lógica legal e administrativa que as universidades estaduais fossem federalizadas, de tal forma que os recursos estaduais hoje despendidos com elas pudessem ser direcionados para a expansão e para a melhoria qualitativa daquilo que de fato lhe compete.
Esta, no entanto, não é a realidade. O governo do Paraná destina às suas instituições superiores quase 4% do Orçamento estadual – um montante que, em números absolutos, alcança quase R$ 1 bilhão, um número expressivo diante dos investimentos em outras áreas da educação ou até mesmo em relação a outras prementes carências sociais ou infraestruturais que o estado deveria suprir. Já houve época em que, politicamente, teria sido mais factível a transferência para a União das responsabilidades pelo ensino superior custeado pelos cofres estaduais. Aproveitaram-na estados como o Rio Grande do Sul, que federalizou suas universidades ao tempo em que o Ministério da Educação foi ocupado por um gaúcho ao final dos anos 60. O Paraná não o fez quando o mesmo ministério esteve sob suas mãos.
Hoje, certamente, tal ideia, além de inviável sob o ponto de vista político e das novas realidades nacionais, talvez nem mesmo seja sequer conveniente. Como diz a secretária de Ciência e   Tecnologia, Lygia Pupatto, contrária à federalização, “as universidades estaduais representam hoje um capital cultural, educacional e econômico do Paraná. Elas têm um papel imprescindível para o desenvolvimento do estado”. Uma afirmação, de fato, que se tornou indiscutível.
Se já não é possível nem conveniente promover a federalização das estaduais, tal situação não elide o governo e as demais forças políticas do Paraná da responsabilidade de lutar em outra frente – isto é, no sentido de buscar maior participação federal na educação superior paranaense, aquinhoada recentemente, é verdade, com a criação de dois novos câmpus federais no interior, mas ainda assim insuficiente ou desproporcional em relação às potencialidades paranaenses. Não custa lembrar que o Paraná, embora represente tão somente 2,4% do território nacional e reúna uma população pouco superior a 5% da população brasileira, é um estado que contribui com 25% da produção de alimentos, com 20% do saldo das exportações e com expressiva da produção industrial e energética. E não recebe em troca parcela minimamente condizente com a expressão econômica do trabalho de sua gente. A deficiência de recursos federais no ensino superior, reconhecida pelo próprio Ministério da Educação, é apenas um dos sintomas do tratamento dispensado ao Paraná. Cabe aos paranaenses mobilizar esforços para que ele não se eternize. 

Os formados em medicina deveriam passar por um exame de habilitação, como a prova da OAB?
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 19/12/2009 - São Paulo SP
SIM - As dimensões da tragédia
JOSÉ LUIZ GOMES DO AMARAL e JORGE CARLOS MACHADO CURI 
TEM-SE COMO certo serem os médicos profissionais bem preparados e atualizados, aptos a utilizar com precisão e segurança os mais modernos e eficientes recursos da ciência. Quem confiaria, portanto, sua vida e a de seus familiares a um médico, caso houvesse dúvida quanto à sua qualificação? Não nos faltam, infelizmente, razões para duvidar. Pelo quinto ano consecutivo, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) documenta o despreparo de muitos de nossos futuros médicos: mais da metade dos estudantes submetidos à avaliação foram reprovados. Visto ter sido a prova aplicada apenas em voluntários, muito provavelmente os resultados seriam ainda piores caso fossem todos obrigados a realizá-la. Há mais de uma década, as entidades médicas vêm reiteradamente alertando a sociedade sobre os riscos da abertura de escolas de medicina sem qualificação. Tais denúncias, no entanto, não se mostraram suficientes para vencer os interesses econômicos e políticos associados à indústria do ensino superior. Assim, diante da permissividade de sucessivos governos e da frouxidão da legislação, vê-se hoje no Brasil 178 faculdades de medicina, em sua maioria desprovidas de suficiente corpo docente qualificado na área médica ou hospital universitário próprio. Nessas instituições são anualmente autorizadas 17 mil novas vagas ao ano.  É bem possível que esses 17 mil exerçam a profissão durante, pelo menos, 40 anos. Não é difícil estimar quantos brasileiros estarão sob seus cuidados. Se, na melhor das hipóteses, cada um deles atender diariamente dez pessoas e o fizer cinco dias por semana, 11 meses ao ano ao longo da carreira, terá visto um número próximo de 100 mil pacientes. Aplicando a esse grupo os índices catastróficos registrados neste ano na prova do Cremesp (56% erraram, no mínimo, 40% das questões formuladas), teremos, na turma de formandos de 2009, cerca de 9.500 médicos incapazes de diagnosticar ou tratar corretamente 40% dos casos. Em outras palavras, comprometendo perto de 400 milhões de atendimentos. Tem-se assim a dimensão do prejuízo que deixamos acumular a cada ano que adiamos a solução desse problema! Não resta a menor dúvida de que a solução passa pela moralização do ensino médico, aqui obrigatoriamente incluídas as avaliações das escolas e de seus alunos.
Insensível à situação calamitosa configurada acima, o Congresso há seis anos mantém na gaveta o projeto de lei 65/03, que estabelece parâmetros para autorização de abertura e renovação de cursos de medicina.
Até que esse projeto seja aprovado e passe a vigorar, não haverá respaldo jurídico sólido para  impedir o funcionamento de escolas médicas sem hospital de ensino próprio, sem corpo docente médico suficiente vinculado ao hospital universitário e sem programa de residência médica associado, requisitos essenciais para instituições dessa natureza. A legislação é necessária, porém não suficiente para garantir a qualidade dos graduados. Faz-se obrigatório também avaliá-los. Entendemos que o processo de habilitação para o exercício da medicina não se deve restringir apenas a uma prova de fim de curso. Ele tem de incluir avaliações externas, realizadas por instituição independente (como o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira) e, possivelmente, aplicadas ao término do segundo, do quarto e do sexto ano. As avaliações ao longo do curso permitem o redirecionamento de alunos sem vocação ou preparo e constituirão instrumento complementar para o credenciamento das universidades. Não se trata de ideia original. Esse modelo aproxima-se do adotado em países desenvolvidos que, há cerca de cem anos, passaram por circunstâncias semelhantes. Não há outro caminho a seguir. Até quando vamos postergar uma decisão definitiva? JOSÉ LUIZ GOMES DO AMARAL é presidente da Associação Médica Brasileira. JORGE CARLOS MACHADO CURI é presidente da Associação Paulista de Medicina. 
NÃO - Punir a faculdade, não o aluno
DR. ROSINHA 
QUANDO ME mudei do interior paranaense para Curitiba, na década de 1970, além do sonho de ser médico, carregava uma enorme bagagem de desinformação. Queria ser médico, mas nada sabia sobre a qualidade do ensino das faculdades, que, na época, eram poucas. Hoje, quantos jovens que desejam ser médicos sabem diferenciar uma boa faculdade de uma ruim? Ao longo do curso de medicina, estudamos para sermos tecnicamente bons profissionais e imaginamos estar numa faculdade capaz de garantir tal resultado. Talvez poucos terminem o curso com a impressão de não estarem preparados para exercer a profissão. De qualquer forma, formam-se e vão ao conselho profissional se inscrever para trabalhar ou mesmo para continuar se aperfeiçoando, por meio da residência. Todo cidadão ou cidadã tem o direto de ser atendido por bons profissionais, em qualquer área. Cabe ao Estado qualificar e fiscalizar as instituições que formam esses profissionais. Apesar de os conselhos ou ordens serem autarquias federais, não lhes cabe fazer essa fiscalização nem classificar os melhores ou piores alunos.
Seria bom se os conselhos, como os de medicina, de fato punissem os profissionais que cometem erros, abusos, omissões e outras irregularidades. Os conselhos de fiscalização profissional começaram a se difundir no Brasil na primeira metade do século 20 com o objetivo de controlar atividades profissionais. Nas últimas décadas,  porém, passaram a atuar notadamente na defesa da reserva de mercado. Nessa linha, tramitam no Congresso projetos de lei como o do ato médico e o do exame de suficiência para os formados em medicina. A OAB aplica seu teste de suficiência, mas isso impede a existência de advogados incapazes no mercado. Como nas outras profissões, existem advogados que ludibriam clientes e dificilmente são punidos. São muitos os advogados e maior ainda o número de recém-formados que hoje questionam a validade dos exames da ordem.
Em geral, são testes feitos não para medir conhecimento, mas para dizer ao recém-formado que ele não sabe nada. A reprovação chega por vezes a percentuais próximos a 90%. Há bons estudantes de direito que não conseguem passar na prova da OAB e que poderiam ser bons profissionais. Alguns são competentes, mas exercem a profissão no subemprego, com sub-remuneração. Trabalham para alguém que assina o processo. O que faz a OAB nesses casos? Os conselhos de medicina querem o mesmo destino? Acham que esses recém-formados não aprovados deixarão de trabalhar? Desejam incentivar a proliferação de cursos pré-exames e o círculo "cursinho-faculdade-cursinho-conselho profissional"? Algumas entidades, como o Cremesp, tentam seguir o exemplo da OAB e aplicar exames nos recém-formados de sua área. Só 44% dos poucos alunos que fizeram neste ano as provas do Cremesp passaram   para a segunda fase do exame -boicotado por alunos da Unicamp, da USP e de outras instituições.
No editorial "Exame médico" (17/ 12), esta Folha reproduz a insinuação de que os que boicotaram o exame seriam "maus alunos". O jornal procurou ouvir as razões dos estudantes? O Cremesp sabe que o teste é ilegal e que suas provas, por melhores que sejam, não medem os conhecimentos acumulados em seis anos de curso. Sabe também que quem não passar poderá ter constrangimentos e dificuldades no exercício da profissão. É preciso melhorar a qualidade do ensino. A aplicação de testes desse tipo não resolve o problema e fará do elo mais frágil -os estudantes- as vítimas. Se o ensino é ruim, cabe ao Estado melhorá-lo, fiscalizar os cursos ofertados e fechar os que não prestam. Ou seja, reprovar a faculdade. Em outubro, por exemplo, o Ministério da Educação confirmou a suspensão de 690 vagas de ingresso em 9 dos 17 cursos de medicina cujos conceitos de avaliação foram classificados como insatisfatórios. Em vez de implantar um teste como o da OAB, os conselhos de medicina deveriam buscar manter informados os estudantes sobre quais cursos não apresentam boas condições de ensino e acompanhar, com o Ministério da Educação, a formação do profissional ao longo de todo o curso -e não puni-lo ao final. FLORISVALDO FIER , o dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, é deputado federal pelo PT-PR. 

Pesquisa do IBGE revela vários fatores de risco à saúde dos estudantes
Fonte: Jornal da Educação
Na última sexta-feira, dia 18, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), feita com cerca de 490 mil estudantes brasileiros. O estudo revelou que mais de 70% dos estudantes entre 13 e 15 anos já experimentaram bebida alcoólica, cerca de 24,2% já fumaram cigarro e 8,7% usam droga ilícita.
No que diz respeito ao álcool, a pesquisa mostrou que as meninas já se embriagaram 3,6% mais vezes que os meninos. O percentual de embriaguez é maior entre os alunos das escolas particulares, 75,7% contra 70,3% das escolas públicas.
Curitiba, no Paraná, é a cidade com maior percentual de adolescentes que já experimentaram cigarro uma vez na vida (35%) e de estudantes que consumiram o produto nos últimos 30 dias antes da pesquisa (9,9%). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, vem em seguida com 32,7% e 9,3%, respectivamente. Além disso, a capital paranaense é ainda a Cida com maior número de adolescentes que se embriagaram (30%) e que consumiram algum tipo de droga ilícita (13,2), tais como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy.
A pesquisa realizada pelo IBGE também investigou os casos de bullying e constatou que é maior o fato em escolas da rede privada, onde 35,9% dos alunos se sentiram humilhados por provocações de colegas, contra 29,5% nas escolas públicas. Os homens (32,6%) são alvo mais frequente do que mulheres (28,3%).

Educação a Distância – Tendências para 2010
Fonte: Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:42 hs. 
O avanço extraordinário e o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação e a aceleração do progresso de ciência e da tecnologia associados à complexidade da vida moderna com desigualdades internas de ordem social, econômica e cultural, com demanda crescente por ensino superior têm desafiado as IES a trabalharem um novo conceito, um novo formato para o processo de ensino aprendizagem.
Trata-se da educação a distância – EaD, concebida como a educação que utiliza intensivamente tecnologias da informação e da comunicação (TICs), sendo ainda caracterizada pelo distanciamento físico e/ou temporal entre discentes e docentes. O modelo pedagógico, geralmente construtivista, vale-se do ambiente virtual, como oportunidade para aperfeiçoamento das relações pedagógicas e das interações processuais do processo formativo.
Este novo formato se traduz numa modalidade de ensino que amplia a flexibilidade da IES e de seus cursos em termos de atemporalidade, extraterritoriedade, interatividade e facilidade de escalonamento. Estas são palavras que estão se repetindo diariamente no meio acadêmico. Assim em meio a paixão e resistências, nota-se uma relação de amor e ódio, dividindo opiniões, porém uma coisa é certa. Estamos num caminho sem volta.
Neste cenário nebuloso, algumas tendências se destacam:
- A necessidade da EaD consolidar-se como metodologia educacional de qualidade, ou seja, é preciso vencer um desafio cultural e abrangente.
- Há de se responder ao imperativo da democratização da educação, um desafio social a ser superado.
- O trabalho com planejamento e com equipes multidisciplinares, um desafio processual que integra ações e papéis de diversos atores: (conteúdistas professores, tutores e designer acadêmico pedagógico);
- A democratização da educação com qualidade, valendo-se das novas tecnologias da informação e a promoção da formação continuada, visando à profissionalização de uma parcela mais expressiva da sociedade brasileira.
- A possibilidade de aquisição e construção de conhecimentos culturais científicos e tecnológicos pertinentes às escolhas profissionais dos discentes, valorizando a sua inserção em um mundo em constante mutação.
- Difundir as conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e das pesquisas científicas e tecnológicas geradas nas IES.
Todas estas tendências estão associadas à necessidade das pessoas que buscam outras opções de preço, além de comodidade e acessibilidade levando grande parte das IES brasileiras a planejar sua expansão por meio da educação a distância.
Trata-se de uma expansão rápida que promove a inclusão de dois públicos distintos: os de baixa renda que buscam formação superior com custo reduzido e aqueles que não dispõem de tempo e veem nessa modalidade uma alternativa para retomar os estudos, se aperfeiçoar e buscar uma nova área profissional.
Contextualizando estas tendências, o censo da educação superior de 2008 demonstrou que 115 IES ofereceram no mesmo ano, 239 novos cursos de graduação a distância, representando o crescimento de 58,6% (comparado ao censo de 2007).
Já o quantitativo de vagas em 2008 registrou aumento de 10,3%, ou seja, a oferta de 158.419 vagas a mais, comparada ao ano de 2007. o quantitativo de egressos de cursos nesta modalidade também ampliou significativamente, ou seja, 135% em relação ao ano de 2007.
Diante desses números, o crescimento da educação a distância, ao que tudo indica vai continuar ocorrendo, porém a tendência é que esse crescimento seja menos expressivo com o passar dos anos.
Vale ressaltar que a expansão da educação a distância também obteve índices elevados em relação aos programas de aperfeiçoamento e de pós-graduação. Em algumas IES esse aumento de matrículas é maior na pós-graduação do que na graduação.
Vê-se um novo nicho de mercado denominado educação corporativa. Decorrem daí aspectos relacionados ao tempo e ao custo por funcionário em processo de capacitação. Estima-se que nesta modalidade o custo seja reduzido reduz em um terço. A educação a distância proporciona às empresas resultados mais rápidos com menor interferência no processo produtivo. Os colaboradores não precisam sair do ambiente de trabalho para se capacitar ou atualizar, gerando economia em transporte, alimentação e hospedagem.
Em suma, a tendência ainda é de crescimento nesta modalidade de ensino, porém, não bastará somente oferecer os cursos à revelia, pois estes certamente estarão com os dias contados. Será preciso investir em infraestrutura humana e tecnológica. O próprio mercado irá selecionar as IES e cursos em condições se manterem no páreo competitivo. Os mais preparados, ou seja, aqueles que entenderem a educação a distância como uma unidade estratégica de negócio, terão longevidade, consolidarão sua marca e se manterão sustentáveis financeiramente. 
Fonte: CM Consultoria 

Especialistas mostram que, se ensino fosse priorizado, país deixaria de gastar R$ 23 bi em consequência da violência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:02 hs. 
Um dos fatores de maior destaque no seminário Educação na Primeira Infância, encerrado nesta sexta-feira na sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, foi a constatação dos especialistas de que, quanto mais um governo investe em educação, maior é o retorno à sociedade em termos de redução dos índices de violência - além dos efeitos positivos diretos na economia do país e no bem-estar da população . (Leia mais: MEC prepara plano interministerial para crianças de até 3 anos)
"FBI mostra que o aumento da educação reduz fortemente a propensão de um indivíduo cometer um homicídio"
- No fundo, implantar uma boa política educacional significa, ao mesmo tempo, propiciar uma boa política de saúde, uma boa política familiar e uma boa política antiviolência - disse ao GLOBO o prêmio Nobel de Economia de 2000, James Heckman, que participou do evento.
Um estudo realizado por ele em colaboração com três brasileiros - Flávio Cunha, Aloísio Araújo e Rodrigo Leandro de Moura - mostrou que é possível reverter a violência, pelo menos parcialmente, por meio de programas mais abrangentes de educação que deem maior ênfase à primeira infância.
Eles calcularam que poderia sobrar à sociedade brasileira R$ 23 bilhões a mais, por ano, para aplicar em iniciativas produtivas, se o governo utilizasse melhor os recursos investidos em educação. Aquele valor é equivalente ao que o país pouparia se conseguisse baixar o custo da violência para pelo menos uma média de R$ 400 por pessoa por ano.
Hoje, levando-se em conta valores ajustados pela inflação (e tendo 2004 como ano base), o custo da violência para o setor público é de R$ 176 per capita. Já o setor privado gasta cerca de R$ 343 per capita para se proteger da violência. A soma dá um total de R$ 519 anuais. Ou seja, cerca de 4,8% da renda per capita brasileira.
O maior item naquele gasto se refere à perda de capital humano em decorrência da criminalidade: 38,4%. Os gastos com seguro são 23,3%, e o custo das transferências das vítimas para os ladrões, por meio de roubos e furtos, chega a 15,1%.
"Implantar uma boa política educacional significa propiciar uma boa política de saúde, familiar e antiviolência (James Heckman)"
O seminário discutiu estudos práticos que comprovaram os benefícios de investimentos mais abrangentes em educação na infância. Como ainda não existe no Brasil um levantamento sobre a relação custo-benefício em relação ao que o dinheiro investido em educação rende no combate à violência, os pesquisadores utilizaram os dados referentes aos Estados Unidos. Eles mostram que as pessoas adultas, com baixo nível educacional, "são muito mais propensas a cometerem crimes do que aquelas com elevado nível educacional".
Segundo os autores, um aumento de apenas um ano na escolaridade reduz em 0,37 ponto percentual a probabilidade de participação no crime. "O FBI (polícia federal americana) mostra que o aumento da educação reduz muito fortemente a propensão de um indivíduo cometer um homicídio" - diz um trecho do estudo.
Heckman, que é professor da Universidade de Chicago, acrescentou que os gastos com a contratação de um policial - incluindo o seu treinamento anual obrigatório - custa o equivalente ao de aumentar em 50 o número de adolescentes que concluem o segundo grau.
O seminário da FGV reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros. Eles defendem intervenções específicas na primeira infância para melhorar o desenvolvimento cognitivo de crianças de até 3 anos. Para os especialistas, esse tipo de atenção é a melhor forma de garantir sucesso escolar.
José Meirelles Passos e Demétrio Weber
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias sobre educação, com foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias e notícias não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor.
Fonte: Jornal O Globo - RJ 
 
MEC vai pedir US$ 420 milhões ao Banco Mundial para socorrer hospitais universitários
Fonte: Jornal da Educação 
O MEC (Ministério da Educação) vai solicitar ao Banco Mundial um empréstimo de US$ 420 milhões para serem investidos na revitalização dos hospitais universitários federais. Junto com reitores das universidades federais, a pasta elaborou um plano para reestruturar a rede de 46 hospitais que hoje têm 10% dos seus leitos desativados e precisam contratar 5.000 profissionais em caráter emergencial.
O pedido de empréstimo foi autorizado e aprovado no último dia 16 pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério do Planejamento.
Segundo o diretor de hospitais universitários da Secretaria de Ensino Superior do MEC, José Rubens Rebelatto, a expectativa é de que parte do dinheiro já seja liberada em 2010 e que os recursos sejam empregados até 2011.

Projeto que pede isenção de impostos de materiais escolares segue para Câmara
Fonte: Jornal da Educação
Artigos escolares tais como borracha, cola, pasta, mochila, agenda, caderno e pincel são alguns dos materiais que poderão ter isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O projeto, aprovado nesta quarta-feira (16) pelo plenário do Senado, seguirá agora para exame da Câmara dos Deputados.
A proposição reduz a zero a alíquota do PIS (Programas de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) incidente sobre a receita bruta decorrente da venda desses produtos. A alíquota da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) incidente sobre a receita bruta decorrente da venda desses materiais também será zero. O autor do projeto (PLS 160/07), senador José Agripino (DEM-RN), justificou sua iniciativa argumentando que a isenção de impostos resultará na redução do preço dos materiais escolares, ajudando a manter na escola estudantes de baixa renda.

PEC obriga Estado a oferecer educação especial a superdotados
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 17/12/2009 - Brasília DF
Agência Câmara 
Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 394/09, do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que obriga o Estado a oferecer atendimento educacional especializado a alunos com altas habilidades ou superdotação. Para Marinho, a educação especial é uma "estratégia para o desenvolvimento e o crescimento econômico nacional". O deputado afirma que a produtividade do brasileiro caiu nos últimos anos. Segundo ele, enquanto em 1980 um trabalhador produzia valor agregado equivalente a 15,1 mil dólares (R$  26,4 mil), em 2005 esse valor caiu para 14,7 mil dólares (R$ 25,7 mil). "O País desperdiça talentos e cérebros", sustenta.
O parlamentar afirma ainda que estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de 2008, mostra que 71,6% dos brasileiros entre 15 e 19 anos não têm nível educacional adequado para conseguir um trabalho bem remunerado. Pesquisas indicam que 5% da população mundial possui potencial para superdotação, diz Marinho. Assim, do total de 53 milhões de  estudantes brasileiros na educação básica, mais de 2,5 milhões teriam altas habilidades potenciais. Mas, segundo o parlamentar, menos de 0,5% desse contingente recebe atendimento educacional adequado. Tramitação - A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos. 

O dilema do diploma
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 18/12/2009 - Belo Horizonte MG
A educação a distância é válida e primordial para o país
Carlos Alberto Chiarelli - Ex-ministro da Educação 
A dúvida sobre a validade dos diplomas de quem frequenta um curso utilizando a educação a distância (EAD) é constante e erroneamente questionada. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), cerca de 18 mil alunos de cursos de EAD de instituições particulares e públicas sofreram preconceito por terem optado por essa modalidade de ensino. O estudo cita casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos, mesmo os autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso. Esses dados são uma realidade muito triste, para não dizer preconceituosos, uma vez que os cursos a distância, desde que reconhecidos e autorizados pelo MEC, têm plena validade para todos os fins legais. Ou seja, desde que o aluno escolha uma instituição autorizada, o diploma deve gerar os mesmos efeitos de um curso  realizado em uma instituição qualquer pelos  métodos tradicionais, sem nenhuma vedação.
Devido a estes problemas enfrentados por alguns estudantes, o secretário de EAD do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, foi a público informar que qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. Além disso, para quem ainda não sabe, o diploma do curso a distância é válido e regulamentado pela Constituição, por meio do Decreto 5.622, de 19/12/2005, que revoga o Decreto 2.494/98) que regulamenta o artigo 80 da Lei 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBE). Graças ao bom senso, a não aceitação do diploma de alunos que cursaram a EAD vem caindo gradualmente. Não faz nenhum sentido questionar uma das modalidades de ensino que mais cresce no país (existem hoje aproximadamente 3 milhões de alunos que optaram pelo ensino a distância) devido à eficácia da EAD, que tem como maior aliada a  tecnologia, permitindo um acesso maior e mais  qualificado do saber.
Mas a visão retrógrada de algumas poucas pessoas continua tentando atrapalhar o sucesso do método. É preciso entender que nenhuma modalidade, seja qual for a opção, é melhor ou pior. Elas são apenas diferentes e têm um único propósito: levar a educação a todos. E o ensino a distância tem alcançado este fim. A qualidade dos materiais e professores contratados para a EAD supera qualquer dúvida a respeito desse método. Os estudantes que optam por essa metodologia têm um grau maior de disciplina para poder aprender, fazendo os próprios horários de estudo. Por isso, não posso crer que ainda existam pessoas contra tal eficiência no ensino. Está na hora de a população refletir um pouco mais sobre o que esta discussão representa para o futuro do Brasil. Quanto mais acesso ao ensino, mais cidadãos se tornarão conscientes e ativos na sociedade. A educação a distância é válida e primordial para o país, uma grande aposta para o futuro. 

A graduação tecnológica e as tendências para 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs. 
A graduação tecnológica e as tendências para 2010
A regulamentação da graduação tecnológica ocorreu mediante a Resolução n. 3/2002 que instituiu as diretrizes curriculares nacionais gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia. Neste mesmo ano, o número de cursos ainda era singelo para a demanda do mercado, com 65.903 vagas e 149.558 inscritos nos 638 cursos existentes. Observa-se que essa modalidade de graduação contribuiu significativamente para a expansão do ensino superior nessa década.
A instituição do catálogo nacional de cursos superiores de tecnologia contribui com o fortalecimento da modalidade, ao orientar as Instituições a elaborarem projetos qualificados e coerentes com as necessidades da região de atuação, porém esfriou as ações das IES no desenvolvimento projetos inovadores. Atualmente o catálogo abrange 10 eixos tecnológicos com 98 possibilidades de cursos superiores de tecnologia.
O objetivo dessa modalidade é ampliar o acesso ao ensino superior para uma parcela significativa da população que busca melhor preparo para competir frente às demandas do setor produtivo e de prestação de serviços. Assim, ao desenvolver cursos superiores de tecnologia, com possibilidades de conclusão em menor tempo, vislumbra-se uma inserção mais rápida de profissionais qualificados no mercado de trabalho.
A graduação tecnológica requer projetos pedagógicos construídos a partir da concepção de currículo por competências e organização modular capaz de conferir certificações intermediárias de qualificação profissional. As unidades curriculares devem abranger as bases tecnológicas necessárias para a aprendizagem de conceitos, habilidades e atitudes, via integração interdisciplinar.
A atuação docente, nesta modalidade de graduação, é a de conjugar viés profissional especializado na área de atuação, mas solidamente relacionado a uma educação que vai para além da formação para o mercado, abrangendo a profissionalização criativa e a autonomia competente que não se limita à reprodução, mas sim à produção de novos conhecimentos e tecnologias.
Dentre as principais variáveis da oferta de cursos de graduação tecnológica ressalta-se a ampliação de candidatos e de vagas. O crescimento, de acordo com o censo da educação superior de 2008, foi de 12% e 18% respectivamente, comparado aos indicadores de 2007.
Outros indicadores expressivos ressaltados pelo censo de 2008 foram: 568.914 candidatos, 464.108 vagas, 412.032 matrículas, 218.843 ingressantes, 85.794 egressos e 4.355, cursos. Comparando estes indicadores com os números do censo de 2007, observa-se crescimento de 17,6% no número de cursos, 18% no número de vagas, (destas 93% em IES privadas), 12% no quantitativo de candidatos, perfazendo a média de 5,8 candidatos/vaga e de 19% no número de matrículas. Neste cenário, nota-se que desde 2002, quando foram instituídas as diretrizes curriculares para essa modalidade de graduação, o quantitativo de cursos passou de 636 para 4.355 cursos, ou seja, um crescimento de 585%.
Este panorama permite algumas reflexões sobre o futuro da graduação tecnológica no Brasil, com grandes possibilidades de manutenção do crescimento observado, tanto do ponto de vista dos atos autorizativos observados em 2009, quanto do ponto de vista do quantitativo de candidatos que em 2008 optaram por cursos dessa natureza. É uma tendência mundial a busca pela redução do tempo destinado a graduação, uma vez que a formação continuada constitui-se numa regra para sobrevivência no mercado de trabalho.
A graduação tecnológica tem, neste contexto, o desafio de gerar conhecimentos, de desenvolver habilidades e competências profissionais específicas para atender às novas demandas do mercado de trabalho. Estes cursos estão atrelados ao desenvolvimento regional e atendem ao Plano Nacional da Educação, no que diz respeito ao cumprimento das metas de expansão do número de vagas destinadas a inserção dos jovens na faixa etária de 18 a 24 anos no ensino superior, sobretudo, em cursos noturnos.
É importante ressaltar a tendência de crescimento e de aceitação, minimizando resistências enfrentadas nos últimos anos. Recentemente, o CFA – Conselho Federal de Administração regulamentou o registro profissional dos tecnólogos da área de gestão, um avanço significativo para essa modalidade de ensino. Esses cursos devem estar focados na formação profissional para mercado, mantendo contínua inovação e integração entre teoria e prática. 
Fonte: CM Consultoria 

Senado aprova criação da 1ª universidade bilíngue no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:10 hs. 
O Senado aprovou na semana passada, por unanimidade, a criação da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), primeira universidade do país a ter aulas em duas línguas, português e espanhol. Para entrar em vigor, o projeto só precisa da aprovação do presidente Lula.
A instituição será implantada na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), no limite entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina. O maior objetivo da Unila é promover a integração latino-americana.
Segundo o Ministério da Educação, "os cursos estarão relacionados a áreas de interesse mútuo dos países-membros do Mercosul". Alguns exemplos são: relações internacionais e integração regional; história e direitos humanos na América Latina e saúde coletiva.
Para ajudar os alunos, estão previstas aulas de português e espanhol nos períodos iniciais da graduação.
A previsão é que a universidade comece a receber os alunos de graduação já a partir do segundo semestre de 2010. Algumas atividades de pós já estão acontecendo.
A construção do campus, cujo projeto é assinado pelo escritório de Oscar Niemeyer, deve durar dois anos. Enquanto isso, as aulas serão ministradas na sede provisória instalada no parque tecnológico de Itaipu. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Jovem cria microcrédito para jovens
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:24 hs. 
Banco Pérola terá empréstimos de R$ 50 a R$ 5 mil a empreendedor
Marianna Aragão
Obter capital para dar o pontapé inicial em um negócio é um dos maiores dramas dos empreendedores. Para os jovens, sem histórico de crédito e patrimônio para oferecer em garantia, a missão torna-se ainda mais difícil. A empreendedora Alessandra França, de 24 anos, buscou nessa situação a inspiração para fundar uma instituição de microcrédito em Sorocaba (SP). Em julho, seu Banco Pérola começou a operar no interior paulista, e já disponibilizou recursos para viabilizar negócios de seis jovens empreendedores.
"Esse é um público não atendido pelo mercado", conta a jovem "banqueira". Formada em marketing, Alessandra trabalhou por seis anos na ONG Pérola, que promove cursos de computação e cidadania para 50 mil jovens de baixa renda em cidades do interior de São Paulo. Durante essa experiência, percebeu a vontade de muitos deles de iniciar uma pequeno empreendimento, na maioria das vezes, devido à necessidade de ajudar no orçamento familiar.
"São negócios pouco sofisticados, mas que beneficiam toda a família e podem fazer a diferença naquela comunidade."
Com essa ideia, ela desenvolveu a metodologia para concessão de empréstimos e bateu à porta da Artemisia, organização internacional que apoia negócios sociais. Seu projeto foi selecionado pela entidade e recebeu uma doação de R$ 40 mil para sair do papel. Além do apoio financeiro, ela foi auxiliada na elaboração de seu plano de negócios e será acompanhada por especialistas estrangeiros por um período de dois anos. "A área de atuação do Banco Pérola é bastante promissora, uma vez que os modelos de concessão de microcrédito no Brasil ainda precisam amadurecer", diz Maure Pessanha, coordenadora da Artemisia.
Na metodologia desenvolvida por Alessandra, o jovem empreendedor pode obter empréstimos de R$ 50 a R$ 50 mil, a uma taxa de juros de 4% ao mês. Segundo a fundadora do banco Pérola, a taxa de juros é "um pouco alta" porque embute a orientação do negócio por agentes de crédito, em um modelo conhecido como microcrédito produtivo sustentado. "Esses agentes acompanham o empreendedor desde o desenvolvimento do projeto", explica. Quando as operações do banco ganharem escala, a ideia é reduzir a taxa de juros, diz ela. O prazo de pagamento dos empréstimos é de sete meses.
Desde o início das operações, foram realizadas seis operações de microcrédito, a um valor médio de R$ 500. "Já fizemos um empréstimo de R$ 80. Parece pouco, mas para alguém que tem renda mensal de R$ 400, faz toda a diferença." Segundo Alessandra, a taxa de inadimplência até agora é zero.
Outros quarenta projetos estão em análise pelo banco, que pretende alavancar o volume de empréstimos a partir do ano que vem.
Duas parcerias firmadas este ano - com a Caixa Econômica Federal e uma financeira privada de Sorocaba (SP) - devem ajudar nesse objetivo. A Caixa vai disponibilizar recursos para microcrédito utilizando a metodologia do Pérola. Os lucros serão repartidos. "Queremos chegar a 11 cidades paulistas em 2010 e, em um ano e meio, chegar a uma carteira de crédito de R$ 1 milhão", diz Alessandra.
Segundo a coordenadora da Artemisia, a rede de contatos da empreendedora é um poderoso recurso para acelerar a chegada à ambiciosa meta. "Alessandra tem contato com os jovens e conhece a realidade deles", avalia Maure. De acordo com Alessandra, há pelo menos 14 mil jovens na região com perfil para receber microcrédito. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Dresch comemora aprovação de projeto que dá preferência a microempresas em licitações
Fonte: ALESC
O projeto de lei que dá preferência às microempresas nas licitações púbicas realizadas pelo governo do Estado, no valor de até R$ 80 mil, foi aprovado pelos deputados na última sessão legislativa do ano. A proposição foi apresentada pelo deputado Dirceu Dresch, coordenador da subcomissão da Lei Geral da Microempresa da Assembleia Legislativa e líder da bancada do PT, em 2008, e foi apensada ao projeto Projeto de lei nº 135/07. "Sem dúvida, será um grande incentivo para o crescimento das empresas que são as maiores geradoras de emprego no nosso país", comemorou Dresch.
Além das compras do governo do Estado, o projeto abrange também os contratos de compras realizadas pelos poderes Legislativo e Judiciário. A proposta regulamenta a legislação estadual ao que já está aplicado no capítulo 5 da Lei Geral da Microempresa. “Foi uma conquista muito importante. O nosso projeto estava tramitando há dois anos na Assembleia legislativa. Vencemos a pressão de setores contrários e com uma grande articulação conseguimos finalmente que fosse levado a plenário, onde foi aprovado por unanimidade”, comemora Dresch.
Pelo texto, o governo do Estado fica autorizado a dar preferência e tratamento simplificado às micro e pequenas empresas nas compras públicas de até R$ 80 mil. As empresas devem estar enquadradas no Simples Nacional. O governo deverá comprar de micro e pequenas empresas o equivalente a 25% do orçamento destinado às compras púbicas. “Nosso projeto garante maior competitividade às microempresas, a partir de um tratamento diferenciado nas compras governamentais”, resume o autor. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador do Estado.
Assessoria de Imprensa
Deputado Dirceu Dresch – Líder do PT na Assembleia Legislativa
48- 9944 0190 / 48- 3221 2628  

Gratuidade em estacionamentos para deficientes
Aprovado em primeiro turno o Projeto de Lei nº 343/09, do deputado Kennedy Nunes (PP), que estabelece que os estacionamentos, públicos e privados, e os fornecedores de serviços de manobra e guarda de veículos em geral ficam obrigados a conceder, aos veículos utilizados por pessoas com deficiência, período mínimo de gratuidade do pagamento de tarifa equivalente a 90 minutos. Na justificativa, o  parlamentar esclarece que a proposição tem o objetivo de diminuir a exclusão social e resgatar a dignidade e cidadania dos portadores de deficiência.
Fonte: Jornal AL Notícias, 11 de dezembro de 2009, pg. 6