
28/01/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Instituições de ensino superior já podem fazer sua adesão ao Fies
Fies passará a aceitar pedido de bolsa em qualquer mês
Fim do processo seletivo e outras mudanças vão agilizar o acesso ao Fies
Decreto nº 7083, de 27 de Janeiro de 2010
Portaria Inep nº 29 de 27 de Janeiro de 2010
ONG se mobiliza para construir casas no Haiti
Certidão de antecedentes criminais deve ser gratuita
Arrecadação para o Haiti chega a quase R$40 mil
Projeto equipara diplomas de cursos presenciais e a distância
Novo censo recebe dados sobre cursos, docentes e estudantes
Portaria Inep nº 27, de 20 de Janeiro de 2010.
Banco do Brasil oferecerá Fies
Banco privado entra no crédito para universitário
UNE propõe que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à educação
Prova da OAB incluirá temas como ética e Direitos Humanos
Resolução nº 1, de 20 de Janeiro de 2010.
Projeto do governo determina distribuição de 5% do lucro das empresas a funcionários
Fies oferecerá taxa menor e prazo mais longo
Entrevista - Professor Edson Nunes
Avaliadores reprovados
Aluno receberá indenizações por cancelamento de curso à distância
Importância e área de atuação da Pedagogia
Valor de Mensalidade de curso superior varia em até 89%
Brasil alcança bons índices em estudo da Unesco
Mensalidade escolar terá o maior reajuste em seis anos
Medicina: A supervisão funciona a qualquer tempo
Melhores universidades e politécnicos vão poder criar cursos sem pedir autorização
Haddad promete mudar elaboração do Enade
Mais 43 questões do Enade são anuladas
Novo Fies é ineficaz para atrair jovem à carreira de docente, dizem especialistas
STF discute reserva de cotas para negros nas universidades
União pode dar suporte às universidades
Blitz verde na Escócia
Universidade do século 21
Jovens enfrentam novos problemas no mercado de trabalho, diz Ipea
O novo perfil do engenheiro ambiental pós-Copenhague
Cresce procura por escolas bilíngues No País
Nossas Previsões de Crescimento para 2010
Atenção à demografia (ANTONIO DELFIM NETTO)
Estudo vai reduzir pena de presidiário
Interpretação da AGU aponta R$ 1.024,67 a partir de janeiro
Educação: lei pode ajudar a fiscalizar metas
A revolução que testemunhei em 40 anos
Mulheres serão maioria no trabalho
China dá sinais de que seguirá com aquisições no exterior
Orçamento da educação receberá mais R$ 10 bilhões a cada ano
O Ensino Superior no liminar de 2010: Cenários e Tendências (I)
Indicados seis nomes do GT da Comissão da Verdade
Pesquisas acadêmicas de interesse do Judiciário terão apoio
MEC promete anunciar resultados do Enem 2009 na quinta-feira
ABMES consegue redução da carga tributária para IES
MEC pretende financiar 200 mil alunos por ano
A China dominará o mundo?
Instituições de ensino superior já podem fazer sua adesão ao Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs.
27/01/2010 - As instituições de ensino superior
interessadas em aderir ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies) já podem se cadastrar. A adesão
será feita pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFIES),
ferramenta gerenciada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE).
O processo de adesão das instituições foi
regulamentado pela Portaria Normativa nº 1, de 22 de janeiro de
2010, publicada nesta terça-feira, 26, no Diário Oficial
da União. A inscrição dos estudantes terá
início após a adesão das
instituições, e será regulamentada em portaria a
ser publicada pelo Ministério da Educação.
O Fies financia estudantes matriculados em cursos de
graduação não gratuitos, desde que tenham
alcançado desempenho satisfatório nas
avaliações conduzidas pelo Ministério da
Educação. Para a aferição dos
critérios de qualidade, serão considerados os cursos que
obtiverem conceito maior ou igual a três no Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Atualmente, há 486.718 contratos ativos do Fies. Desde 1999,
quando o mecanismo foi criado, foram firmados 562.921 contratos.
Novas regras – A partir deste ano, o Fies passa a funcionar com
novas regras. A Lei nº 12.202, de 14 de janeiro de 2010, estendeu
o prazo para quitação da dívida para três
vezes o tempo financiado do curso. Além disso, a nova taxa de
juros de 3,5% ano, além de valer para os novos contratos, passa
a incidir também sobre o saldo devedor dos contratos antigos.
Outra inovação é a possibilidade de os formandos
em cursos de medicina e de licenciaturas abaterem 1% da dívida a
cada mês trabalhado, caso optem por atuar como professores da
rede pública de educação básica ou como
médicos no programa Saúde da Família.
Assessoria de Comunicação Social
Acesse o SisFies
http://sisfies.mec.gov.br/
Fonte: MEC
Fies passará a aceitar pedido de bolsa em qualquer mês
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
28/01/2010 - Brasília - A partir de março deste ano,
candidatos ao Financiamento Estudantil (FiEs) poderão pedir o
ingresso no programa em qualquer época do ano, desde que cumpram
os requisitos de renda e suas instituições de ensino
tenham se cadastrado no Ministério da Educação. O
período de seleção feito pelo MEC, antes
obrigatório, foi cancelado.
"Agora será como qualquer outro tipo de financiamento: o
candidato vai à Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil
e pede a qualquer tempo. Hoje, passado o período de
seleção a pessoa teria que esperar para o próximo
ano", explicou a secretária de ensino superior, Maria Paula
Dallari.
O ministério tem recursos para conceder 200 mil financiamentos.
Hoje, existem apenas 35 mil contratos ativos. Entre as mudanças
publicadas hoje também estão a extensão do prazo
de carência dos atuais seis meses para 18 meses e o de pagamento
de duas vezes o período do curso para três vezes.
Fonte: Portal Semesp
Fim do processo seletivo e outras mudanças vão agilizar o acesso ao Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:30 hs.
27/01/2010 - Taxa de juros de 3,5% ao ano, oferta de até 200 mil
contratos em 2010, fim do processo seletivo para obter financiamento
– estas são as principais mudanças do Fundo de
Financiamento Estudantil (Fies) anunciadas pelo Ministério da
Educação nesta terça-feira, 26. As medidas
têm o objetivo de ampliar o acesso dos alunos e agilizar a
concessão do crédito.
De acordo com a secretária de Educação Superior do
MEC, Maria Paula Dallari Bucci, no início de março os
estudantes poderão ir aos bancos para solicitar o Fies. Neste
ano, os financiamentos serão concedidos pela Caixa
Econômica Federal e pelo Banco do Brasil e, em 2011, serão
abertos a outras instituições financeiras.
Uma mudança importante, explica Maria Paula, é que o
estudante, a partir de agora, pode pedir o financiamento
bancário a qualquer tempo, sem se submeter a processo seletivo
como aconteceu de 1999 a 2009. A redução da taxa anual de
juros do empréstimo tomado no banco, de 6,5% para 3,5%,
também será aplicada sobre o saldo devedor dos alunos
já beneficiários do programa.
A responsabilidade pelo gerenciamento do Fies será do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que
é uma autarquia do Ministério da Educação.
Até 2009, a gerência foi da Caixa Econômica Federal.
O prazo para a quitação da dívida, que era de duas
vezes o período financiado do curso, passa a ser três
vezes. Isso significa que um estudante que financiou um curso com
duração de quatro anos, por exemplo, terá 12 anos
para quitar o empréstimo.
Outra mudança do Fundo de Financiamento Estudantil
beneficiará estudantes das licenciaturas e de medicina. No caso
das licenciaturas, o aluno que pagar o curso com o Fies e, depois de
formado, for trabalhar na educação básica
pública, pode abater 1% da dívida a cada mês
trabalhado e assim quitar o empréstimo. E os médicos
poderão pagar o financiamento trabalhando em áreas de
assistência definidas pelo Ministério da Saúde.
As mudanças que envolvem queda de juros, fim da
seleção de ingresso, atenção especial
às licenciaturas e à medicina, ampliação do
prazo de quitação do empréstimo visam ampliar o
acesso ao Fies. No primeiro semestre de 2009, segundo dados da
Secretaria de Educação Superior, 35 mil pessoas tomaram
recursos do Fies. Em 2010, esse número pode subir para 200 mil.
Ionice Lorenzoni
Fonte: MEC
Decreto nº 7083, de 27 de Janeiro de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:38 hs.
28/01/2010 - Dispõe sobre o Programa Mais Educação.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2159.pdf
Fonte: DOU n.º 18 - 27.01.2010
Portaria Inep nº 29 de 27 de Janeiro de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:41 hs.
28/01/2010 - Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros - Celpe-Bras.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2157.pdf
Fonte: DOU n.º 19 - 28.01.2010
ONG se mobiliza para construir casas no Haiti
Fonte: Instituto Voluntários em Ação
São Paulo, 14 de janeiro de 2010 - A organização
latino-americana Um Teto para meu País, com
representação no Brasil, lançou ontem a campanha
"A terra se mexeu para que olhássemos para o Haiti. Mexa-se
agora! Precisamos de você para reconstruir-lo" com o objetivo de
arrecadar fundos para a construção de 100 casas de
emergência, feitas de madeira, nesta primeira etapa da
ação para ajudar a população haitiana
após o terremoto na última terça-feira que deixou
o país devastado.
As primeiras ações consistem em enviar voluntários
de diferentes países da América Latina, provenientes dos
países onde a instituição está presente,
para trabalhar na reconstrução das zonas afetadas pelo
terremoto de magnitude de 7,3 graus na escala Richter. Aproximadamente
mil voluntários serão envolvidos na
construção das casas após reconhecimento das
áreas mais atingidas e necessitadas. A
organização, com matriz no Chile, já está
fazendo todas as coordenações necessárias com
autoridades governamentais e organismos internacionais para
começar a trabalhar.
No Brasil, interessados em ajudar a causa podem colaborar com
doações em dinheiro, como voluntário na ajuda da
causa aqui no país e apoio à campanha em redes sociais,
como Twitter, Facebook, Orkut e MSN. Todas as informações
estão no site: www.umtetoparameupais.org
Ao longo de sua história, a organização Um Teto
para meu País interveio em quatro episódios de terremotos
recentes ocorridos na América Latina: na Costa Rica e El
Salvador em 2009, e no México e Peru em 2007. Em todas essas
ocasiões a experiência é que depois que a
catástrofe deixa de ser notícia, é difícil
passar de uma cooperação de primeira necessidade a uma
verdadeira reconstrução da zona afetada. É por
isso que uma vez que a emergência sanitária é
atenuada por meio das primeiras ações, a
intervenção da organização contempla uma
primeira etapa na qual se construirão 100 casas de
emergência com a ajuda de aproximadamente mil voluntários,
sendo muitos deles provenientes da República Dominicana,
país mais próximo ao Haiti onde o UTPMP atua.
"O Haiti se encontra em uma situação de emergência
permanente que é inaceitável prolongá-la",
declarou Claudio Castro, diretor social de UTPMP no Chile. "Os jovens
da América Latina têm força, energia, vontade e
disposição para trabalhar a serviço da
reconstrução do Haiti. Necessitamos da confiança e
da determinação de todos os setores da sociedade para
atuarmos de maneira coordenada e, assim, apoiarmos com uma casa de
emergência o maior número possível de
famílias haitianas. Esperamos que a lamentável
situação que este país enfrenta hoje em dia seja
um chacoalho para que o resto do mundo trabalhe por uma
solução definitiva para sua gente".
Antecedentes de UTPMP em situações de emergência
Novembro de 2009 - El Salvador - O furacão Ida deixa 300
famílias desabrigadas. UTPMP El Salvador lança campanha
solidária coletando mais de US$250.000 para a
construção de casas de emergência. Até
agora, eles construíram as primeiras 100 casas.
Janeiro de 2009 - Costa Rica - UTPMP Costa Rica interveio após o
terremoto de 6,2 graus na escala Richter, registrado nas
províncias de Heredia e Alajuela. 200 casas de emergência
foram construídas para as famílias afetadas.
Outubro de 2007 - México - Milhares de famílias sofreram
as consequências das inundações, causadas pelo
rompimento do dique do Rio Grijalva, cujas águas inundaram o
estado de Tabasco, no México. Durante o primeiro semestre de
2008, mais de 350 casas de emergência foram construídas
por UTPMP México para as famílias afetadas.
Agosto de 2007 - Peru - Um terremoto de magnitude 7,9 graus afetou
principalmente as cidades de Pisco, Chincha e Ica. UTPMP Peru construiu
441 casas de emergência em cinco semanas. No total, foram cerca
de 1.500 casas na área afetada.
Sobre a organização - Um Teto para meu País
é uma organização latino-americana criada no Chile
em 1997 por um grupo de estudantes universitários. Em 2001, o
Teto, como é conhecida, começou a expandir sua
atuação pela América Latina e hoje está
presente em 15 países. Nestes doze anos de existência,
passaram pelo Teto cerca de 200 mil voluntários que
construíram mais de 43 mil casas. Presente no Brasil desde
novembro de 2006, a ONG já construiu 230 casas de
emergência em 4 municípios do Estado de São Paulo:
Guarulhos, Itapeva, São Paulo e Suzano. Desde então
centenas de jovens brasileiros e de famílias das comunidades
carentes trabalham em conjunto em uma solução real para o
problema dos assentamentos irregulares. Os recursos para a
construção dessas moradias de emergência foram
viabilizados mediante parcerias e apoios de diversas naturezas,
estabelecidos com organizações não-governamentais,
públicas e privadas.
Certidão de antecedentes criminais deve ser gratuita
Fonte Conselho Nacional de Justiça
Na primeira sessão do ano, em Brasília, ontem (26) o
Conselho Nacional de Justiça determinou que as certidões
de antecedentes criminais deverão ser expedidas gratuitamente
pelos Tribunais de Justiça de todo o Brasil. Aprovada por
unanimidade, a medida atende ao pedido do Controle Administrativo do
promotor de Justiça André Luis Alves de Melo.
Ele pediu a dispensa do pagamento da taxa de custas no valor de R$ 5,00
da certidão de antecedentes criminais emitida pelo Tribunal de
Justiça de Minas Gerais. O relator do pedido, o ministro Ives
Gandra Martins Filho, declarou que o CNJ já havia decidido pela
inconstitucionalidade da cobrança.
A gratuidade é garantida pela Constituição
Federal. Para atender o que determina a Constituição, o
ministro Ives Gandra propôs que o CNJ dê caráter
geral e normativo à decisão que será comunicada a
todos os Tribunais de Justiça do país.
O conselheiro pediu informações para todos os Tribunais
de Justiça. Ele constatou que a taxa não é cobrada
em 14 estados: Acre, Amapá, Ceará, Distrito Federal,
Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São
Paulo.
Os outros 13 cobram valores variados pela expedição do
documento. A taxa vai de R$ 1 em Roraima a R$ 35,82, no Rio de Janeiro.
O custo da emissão das certidões de antecedentes
criminais em Mato Grosso varia conforme o número de
páginas impressas e a quantidade de Varas consultadas. O
mínimo cobrado é R$ 33, e o máximo R$ 76.
Arrecadação para o Haiti chega a quase R$40 mil
Fonte: Instituto Voluntários em Ação
No segundo dia depois do terremoto que deixou milhares de pessoas
desabrigadas na capital do Haiti, Porto Príncipe, as
doações ultrapassam R$38 mil. Desde 2004, o Viva Rio
desenvolve projetos sociais voltados para a segurança, o
desenvolvimento e o meio ambiente no Haiti. Os nove brasileiros que
trabalham no projeto estão bem. A sede do Viva Rio em Bel Air
sofreu apenas rachaduras e está abrigando milhares de
vítimas. Em breve, o Viva Rio informará, por meio de um
relatório a ser publicado no site, o balanço das
doações e investimentos.
Depois de prestar consultoria ao programa de Desarmamento,
Desmobilização e Reintegração (DDR) das
Nações Unidas no Haiti, o Viva Rio implementa, desde
2007, o programa Honra e Respeito por Bel Air na capital do
país, Porto Príncipe. Através do programa,
são realizados projetos voltados para a segurança, o
desenvolvimento, a saúde, a cultura e o meio ambiente. Dois mais
de 400 integrantes da equipe do Viva Rio no Haiti, nove são
brasileiros e os demais, haitianos.
Faça a sua doação na conta:
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941000128
Para doações efetuadas de outros países, informe o código BRASBRRJRJO.
ATENÇÃO: O Viva Rio não recebe
doações através de ligações ou
qualquer outra maneira que não o depósito na conta acima.
Ministério das Relações Exteriores
DAC - Divisão de Assistência Consular - Núcleo de Assistência Consular
Telefones: 0 xx 61 3411-8803, 0 xx 61 3411-8804, 0 xx 61 3411-8805, 0
xx 61 3411-8809, 0 xx 61 3411-8817, 0 xx 61 3411-8818, 0 xx 61
3411-6270, 0 xx 61 3411-9718
Para saber mais sobre o programa Honra e Respeito por Bel Air, implementado pelo Viva Rio no Haiti, clique aqui.
Pesquisa e documentos do programa Honra e Respeito por Bel Air.
Projeto equipara diplomas de cursos presenciais e a distância
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:34 hs.
21/01/2010 - A Câmara analisa o Projeto de Lei 6219/09, do
deputado Wilson Picler (PDT-PR), que assegura ao portador de diploma de
cursos a distância as mesmas prerrogativas legais do portador de
diploma de cursos presenciais. Entre as prerrogativas estão o
registro profissional e a progressão de carreira.
A proposta garante a equiparação para cursos superiores
de graduação e de pós-graduação e
também para os de ensino médio e técnicos
profissionalizantes.
Vantagens
Wilson Picler argumenta que o número de alunos do ensino a
distância vem aumentando gradativamente, "resultado direto da
melhora na qualidade desses cursos e da percepção, por
parte da sociedade, das vantagens que essa modalidade de ensino pode
representar para o estudante".
Entre estas vantagens, o deputado cita a flexibilidade de
horários, que facilita ao aluno compatibilizar o estudo com o
trabalho. Segundo o autor do projeto, é apenas o preconceito que
leva diversos conselhos profissionais e órgãos da
administração pública a hesitar em aceitar a
validade dos diplomas de curso a distância.
Imbróglios judiciais
Até o momento, segundo Picler, a Justiça tem dado
razão aos [alunos] formados nos cursos a distância,
garantindo a eles o mesmo direito dos graduados em cursos presenciais.
"Mas os imbróglios judiciais causam uma série de
transtornos, desgastes e prejuízos para esses alunos, que,
muitas vezes, se dedicaram mais para obter seu título do que
alunos egressos da educação presencial."
Daí a necessidade, de acordo com o deputado, da
aprovação do projeto de lei. "Esses litígios
judiciais nada mais são do que um artifício para
postergar o exercício de um direito legítimo obtido pelos
graduados. É uma grave injustiça ante a qual não
podemos ficar omissos", afirma.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será
analisado pelas comissões de Educação e Cultura;
de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Gilberto Nascimento
Íntegra da proposta:
PL-6219/2009
Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Fonte: Portal - Câmara dos Deputados
Novo censo recebe dados sobre cursos, docentes e estudantes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:44 hs.
19/01/2010 - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep) abre nesta segunda-feira, 18, o período para que as
instituições de ensino preencham o Censo da
Educação Superior 2009. A coleta será realizada
até 5 de abril, por meio de preenchimento via internet.
Serão levantados dados sobre instituições, cursos,
docentes e alunos. Ao contrário dos anos anteriores, o Censo
passará a levantar informações individualizadas
por docente e aluno, assim como ocorre desde 2007 com o Censo Escolar
da Educação Básica. Dessa forma, a coleta
viabilizará a construção de indicadores mais
sólidos que retratem a qualidade dos cursos e
instituições do país.
No que diz respeito a instituições, serão
coletados dados sobre infraestrutura da sede, campi e polos, com a
localização e estrutura de bibliotecas e
laboratórios. As instituições também devem
informar o número de vagas ofertadas em cada um de seus cursos,
modalidade de ensino, nível acadêmico, vínculo com
a unidade e com instalações para aulas práticas.
O Inep está encaminhando ofício a todas as
instituições, com maiores informações sobre
o novo censo. Para auxiliar no levantamento também foi criado
uma página na internet, com instruções detalhadas
sobre o novo sistema e as etapas de preenchimento e
migração de dados. Nessa página, é
possível acessar um atalho para contatos ou pedidos de
informações (“fale conosco”).
Na próxima semana, o Inep inicia um ciclo de treinamentos. De 18
a 22 de janeiro, técnicos da autarquia apresentarão o
novo sistema a 390 instituições de ensino. O encontro
reunirá cerca de 500 representantes de
instituições de ensino superior para treinamento dos
procedimentos de migração (importação e
exportação) dos dados dos sistemas próprios das
instituições para o banco de dados do censo.
Realizado anualmente pelo Inep, o Censo da Educação
Superior é o principal instrumento de coleta de
informações sobre a educação superior no
Brasil. Suas informações subsidiam a
formulação e o acompanhamento das políticas e
programas da educação superior, subsidiando o trabalho
dos gestores públicos, instituições
públicas e privadas, pesquisadores e estudantes do Brasil e de
outros países, bem como de organismos internacionais.
Assessoria de Imprensa do Inep
Fonte: Portal Inep
Portaria Inep nº 27, de 20 de Janeiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:01 hs.
22/01/2010 - Oficializar os resultados do Índice Geral de Cursos
do ano de 2008 (IGC - 2008), do Conceito ENADE 2008 e do Conceito
Preliminar de Cursos do ano de 2008 (CPC-2008).
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2146.pdf
Fonte: DOU n.º 15 - 22.01.2010
Banco do Brasil oferecerá Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
O Banco do Brasil começa neste ano a operar os recursos do Fies
(Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), do
Ministério da Educação, que financia as
mensalidades do curso superior para estudantes que não possuem
condições financeiras de arcar com o investimento.
Atualmente, apenas a Caixa Econômica Federal está
habilitada a oferecer o serviço. Ambos os bancos vão
oferecer as mesmas condições nos contratos. A vantagem
agora é que o aluno terá opção de escolha.
Vanessa Fajardo
do Agora
Fonte: Agora São Paulo - SP
Banco privado entra no crédito para universitário
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:05 hs.
21/01/2010 - Itaú, Unibanco e Santander abrem linhas para o financiamento das mensalidades
Bancos privados se rendem ao filão do ensino superior privado no
Brasil, que movimenta nada menos que R$ 25 bilhões por ano
somente em mensalidades. A oferta de crédito aos
universitários, que abrange hoje apenas 5% dos estudantes contra
85% nos Estados Unidos, tende a aumentar, ainda neste ano, com a
criação de linhas de financiamento para
formação em cursos superiores por
instituições financeiras como o Itaú Unibanco e o
Santander Brasil.
Até então, as fontes de crédito para
universitários eram praticamente restritas às
próprias instituições de ensino e à Caixa
Econômica Federal (CEF), a única a repassar o Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), programa do
Governo federal que abrange 477 mil alunos, num universo de 3,8
milhões de toda a rede privada no país.
De olho nesse nicho, o Itaú Unibanco abriu linha de
financiamento para universitários e já oferece
empréstimos no atual ciclo de matrículas. Segundo o
diretor de Financiamentos da instituição, Marcos
Magalhães, o banco optou por seguir modelo de outros
países em desenvolvimento, como Colômbia e México,
em que o aluno arca com aproximadamente metade do valor da mensalidade
durante o curso, e o restante é quitado após a formatura,
em prazo igual à duração da
graduação.
A renovação do contrato é feita a cada semestre,
sempre com carência, para evitar o acúmulo de parcelas. A
taxa de todo o período contratado gira em torno de 8% ao ano,
abaixo dos juros básicos da economia, a Selic, hoje em 8,75% ao
ano. Magalhães explica que as taxas são resultado de
acordos fechados com as universidades, que subsidiam os custos. O risco
de inadimplência também é dividido.
Também o Bradesco e o oficial Banco do Brasil estão de
olho nos universitários. Mas ainda não abriram linhas
específicas para o financiamento das mensalidades. A
atuação, nos dois casos, restringe-se à oferta de
recursos para estudantes universitários por meio de
crédito direto ao consumidor (CDC). Os prazos são de 60
meses no Bradesco e 48 no BB.
A mesma modalidade é oferecida pela Caixa, com valor
mínimo de R$ 300 e máximo de R$ 15 mil, e o prazo para
pagamento varia de acordo com o crédito escolhido. As
prestações são debitadas na conta do correntista.
Por sua vez, o grupo Santander Brasil anuncia para o segundo semestre a
oferta de financiamento de 100% das mensalidades, mas a linha
poderá ser utilizada somente por estudantes de universidades
conveniadas.
A instituição, que já opera o sistema em
projeto-piloto em duas universidades de São Paulo,
oferecerá contratos semestrais, e o prazo de pagamento é
o dobro da duração do curso. As taxas de juros ainda
não foram definidas.
No mercado, a expectativa é que a adesão de bancos
privados ao financiamento de mensalidades do ensino superior culmine em
redução gradativa do alto índice de
inadimplência. Só em Minas Gerais, mais de 1 milhão
de estudantes estão matriculados em universidades privadas. No
país funcionam hoje 87 universidades privadas e, em Minas,
segundo o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep-MG), 80% das
instituições são particulares. O índice de
inadimplência nas instituições mineiras, revela o
Sinep-MG, vem se mantendo na casa dos 15%.
Dados do Ministério da Educação mostram que,
até 2008, o Brasil contava com 2.016 faculdades privadas, que
correspondem a 89,5% de todas as instituições de ensino
superior do país. Já o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep) revela que 5 milhões de estudantes
estão matriculados em instituições de ensino
superior em todo o país, 3,8 milhões deles em
universidades particulares.
O número de potenciais estudantes, no entanto, é quatro
vezes maior. São pelo menos 20 milhões de jovens entre 18
e 24 anos, faixa etária na qual se enquadram os
universitários. Para especialistas, o alto custo das
mensalidades (em média R$ 500) é o principal fator de
exclusão de jovens do ensino superior.
Para Magalhães, do Itaú Unibanco, o crédito
oferecido por bancos privados pode ser alternativa viável para
milhares de famílias com renda entre R$ 1.500 e R$ 2 mil, que
não têm condições de pagar mensalidades.
Magalhães estima em R$ 10 bilhões o potencial para essa
modalidade de carteira, no médio prazo.
“O crédito universitário contribui para que o
estudante possa tornar-se um profissional mais qualificado, com
melhores condições de conquistar boa
posição no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em
dá mais tranquilidade às famílias”, comenta.
Para o presidente do Sinep-MG, Ulysses Panisset, além da
redução gradativa da inadimplência, a
ampliação dessa modalidade de crédito pode
resultar em melhores dias para as universidades privadas.
“Quanto maior a oferta, melhor para as classes menos abastadas,
uma vez que o crédito educativo, que volta e meia atrasa, e o
Prouni garantem apenas 500 mil vagas nessas
instituições”, afirma Panisset, que aposta em
redução da desistência nos cursos superiores.
Fonte: Portal Semesp
UNE propõe que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:15 hs.
19/01/2010 - O presidente da União Nacional dos Estudantes
(UNE), Augusto Chagas, reivindicou nesta segunda (18), em
reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o
governo se empenhe mais nas discussões em torno da
criação do Fundo Social do Pré-sal para que parte
dos recursos do novo fundo sejam investidos em educação e
em projetos que aumentem o tempo de permanência dos brasileiros
na escola.
Chagas afirmou que, apesar das políticas educacionais nos
últimos anos terem apresentado melhorias na qualidade do ensino
do país, é preciso ampliar os investimentos no setor.
Segundo ele, a média de permanência do brasileiro adulto
na escola é de sete anos e que não chega a 30% o
percentual de escolas públicas que têm uma quadra de
esportes.
"O salário dos nossos professores ainda é muito defasado
e o Brasil tem apenas 13,9% de jovens, de 18 a 24 anos, com acesso
à universidade. Isso tudo demonstra a necessidade de se aplicar
melhor os recursos em educação, principalmente, em
aumentar o aporte de de recursos em educação. Portanto,
na nossa avaliação, essa questão do fundo
será muito importante", disse o presidente da UNE.
Ivan Richard - Da Agência Brasil - Em Brasília
Fonte: Uol - Educação
Prova da OAB incluirá temas como ética e Direitos Humanos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:40 hs.
08/01/2010 - O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do
Brasil), Cezar Britto, afirmou nesta quinta-feira que as provas do
Exame de Ordem começarão, este ano, a conter
questões sobre direitos humanos, direitos fundamentais e
ética profissional, conforme regulamentação
aprovada em 2009 pelo Conselho Federal da OAB. Britto destacou que a
inclusão destes temas na prova será extremamente
importante para o avanço na qualidade do ensino jurídico
no país e, particularmente, para o aprimoramento da grade
curricular das faculdades.
De acordo com o presidente da OAB, a inclusão dessas
disciplinas, a partir de 2010, e suas consequências positivas
para o ensino jurídico, serão propiciadas em grande parte
pela unificação das provas do Exame de Ordem: "Com a
unificação, haverá agora um diagnóstico
confiável e único de todo o Brasil. Sabemos que a
qualidade daquele que se formou no Amazonas é a mesma daquele
que foi aprovado no Rio Grande do Sul - e isso é importante
até porque a carteira da OAB é nacional e o advogado pode
atuar em todo território nacional".
Britto ressaltou, ainda, que antes da unificação do exame
os candidatos escolhiam cidades diferentes das suas para fazer a prova.
"É importante, portanto, que a qualidade (da
formação) seja a mesma, até para evitarmos o que
havia no passado, em que a pessoa se inscrevia para o Exame de Ordem na
seccional onde achasse ser mais fácil passar", disse
Britto.
Fonte: Portal Terra
Resolução nº 1, de 20 de Janeiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:32 hs.
21/01/2010 - Dispõe sobre normas e procedimentos para credenciamento e recredenciamento de Centros Universitários.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2145.pdf
Fonte: DOU n.º 14 - 21.01.2010
Projeto do governo determina distribuição de 5% do lucro das empresas a funcionários
Fonte: O Globo
Um projeto de lei do Ministério da Justiça determina que
5% do lucro líquido das empresas terão que ser
distribuídos entre seus funcionários, segundo reportagem
publicada nesta terça-feira no jornal "Valor Econômico".
Caso não cumpram a determinação, as companhias
terão seu Imposto de Renda a pagar aumentado no mesmo
percentual. As empresas estatais e as micro e pequenas empresas
não estariam incluídas nesta lei.
A proposta, que segundo o jornal será apresentada no
Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, faz parte de um pacote
mais amplo, que inclui ainda a determinação de que as
empresas prestem informações que em muitos casos
são consideradas estratégicas e protegidas por sigilo e a
determinação de que no caso de o trabalhador vencer
ação na Justiça do Trabalho a empresa terá
que corrigir os valores por índices oficiais e no mínimo
1% ao mês. Uma outra proposta é a anulação
das demissões feitas contra o trabalhador que entrou na
Justiça alegando discriminação no ambiente da
empresa.
Do lucro das empresas, 2% deveriam ser distribuídos de forma
igualitária entre os funcionários e outros 3% seguiriam
critérios internos de distribuição, atendendo a
questões como gestão, mérito e resultados.
"A ideia é que haja uma correlação entre o lucro
da empresa e a participação do trabalhador, numa linha de
reforçar a parceria entre ele e a empresa", disse, em entrevista
ao "Valor", o secretário de Reforma do Judiciário do
Ministério da Justiça, Rogério Favreto.
Ele reconheceu, no entanto, que o percentual de 5% é apenas uma
proposta e que serão recebidas novas sugestões do
Congresso.
Os critérios para a distribuição dos 3% de lucro
seriam definidos, segundo o projeto, por uma comissão
paritária, com igual número de representantes dos
patrões e dos funcionários. A participação
nos lucros poderá ser semestral ou anual e terá de ser
prevista no contrato de trabalho.
Uma simulação feita pelo "Valor" estima que Vale,
Itaú Unibanco e Bradesco, as três maiores empresas
privadas de capital aberto no país, teriam distribuído o
equivalente a R$ 1,2 bilhão aos funcionários nos 12 meses
encerrados em setembro de 2009.
Na prática, muitas empresas no Brasil já têm
práticas de distribuição de lucro entre seus
funcionários. O debate sobre a reforma trabalhista está
presente desde o início do governo Lula. O presidente vem
defendendo uma mudança na legislação trabalhista -
ele chegou a criticar o fato de uma lei da década da
década de 40 estar em vigor mais de 60 anos depois -, mas
destacando que as alterações não vão tirar
direitos dos trabalhadores.
Fies oferecerá taxa menor e prazo mais longo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs.
11/01/2010 - O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies), maior programa de crédito universitário do
Brasil, passará em breve por algumas mudanças com o
objetivo de atender a um número maior de estudantes. A
previsão do Ministério da Educação é
que o projeto de lei que trata do assunto seja sancionado nesta semana
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Criado pelo governo em 1999, o programa atende hoje 477 mil alunos, com
uma carteira de R$ 5,5 bilhões. De acordo com Maria Paula
Dallari Bucci, secretária de educação superior do
Ministério da Educação (MEC), a expectativa
é que as novas regras do Fies atraiam mais 200 mil alunos
só neste ano, consumindo R$ 1 bilhão em recursos.
A principal alteração deve ficar com a
redução da taxa de juros cobrada, de 6,5% ao ano para
3,5% ao ano. O prazo que os estudantes têm para pagar o valor
devido ao Fies também será ampliado. Hoje eles podem
quitar a dívida em até duas vezes o prazo do curso,
período que será estendido para três. Quem optar
por cursos de licenciatura e medicina ainda poderá reduzir os
juros em 1% da dívida por mês trabalhando na rede
pública de educação básica, para o caso dos
professores, e no programa Saúde da Família, para os
médicos.
Para as instituições de ensino, a novidade é que
aquelas que aderirem ao Fies poderão usar o Certificado
Financeiro do Tesouro, papel dado à escola como pagamento das
mensalidades, para quitar débitos com a Receita Federal. Pela
lei em vigor, os títulos só servem para pagar
dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além de atingir escolas e alunos, a nova regra vai mexer com a
forma de distribuição do crédito, hoje
centralizada na Caixa Econômica Federal. Todas as
instituições financeiros estarão autorizadas a
repassar o produto, ganhando uma comissão que pode
alcançar 2% sobre o saldo devedor. Com essa mudança, o
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
passará a ser o agente operador do Fies no lugar da Caixa.
"Queremos que os bancos conheçam melhor o crédito
universitário para motivá-los a criar seus
próprios produtos no longo prazo. Com isso, mais alunos
serão atendidos", diz Maria Paula.
Recentemente, o número de contratações anuais do
Fies estava em queda. No ano passado, por exemplo, foram 35 mil,
enquanto em 2005 o Fies atingiu 135 mil adesões. Para a
secretária do MEC, ao permitir a ampliação a rede
de distribuição para diversos bancos, os alunos
vão acessar o produto de forma mais fácil.
Fonte: Valor Econômico
Entrevista - Professor Edson Nunes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:08 hs.
27/01/2010 - “Nenhum Conselho tem voz própria”
Em maio deste ano, o professor Edson Nunes encerrará seu segundo
mandato no Conselho Nacional de Educação (CNE) e mais um
ciclo em sua vida. Vice-reitor da Universidade Candido Mendes (Ucam),
ele coordena o Observatório Universitário e se dedica a
estudar o ensino superior em perspectiva comparada. É Ph.D. em
Ciência Política pela U.C. Berkeley, fez
pós-graduação na Universidade de Chicago, é
mestre pelo Iuperj, graduado em Direito e Ciências Sociais pela
Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor de livros e artigos nas
Ciências Sociais.
Em sua trajetória profissional, ocupou vários cargos no
setor público, como o de secretário-executivo do
Ministério do Planejamento, vice-presidente executivo do Ipea,
presidente do IBGE e representante do Ministério do Planejamento
no Rio de Janeiro; integrou o Conselho de Administração
do BNDES, da Finep e da Dataprev e hoje participa do Conselho de
Administração do Ibam e do CIEE/RJ. Em 2002, foi indicado
pelo então Presidente da República, Fernando Henrique
Cardoso, para compor o colegiado. Em 2006 foi reconduzido pelo
presidente Lula.
No CNE, foi vice-presidente e presidente da Câmara de
Educação Superior, e presidiu o órgão de
2006 a 2008. Ao se aproximar a despedida do colegiado, o
acadêmico revela ter tido um contato ainda mais profundo com a
realidade da burocracia educacional brasileira, uma vez que conhecia
bem a área econômica do governo, na qual sempre atuou,
lamenta a ausência de estabilidade nas políticas
públicas educacionais e a falta de autonomia para o CNE. O
intelectual promete apresentar, no final de seu mandato, um
relatório com sua participação no
órgão.
“Nesses dois mandatos apresentei, até dezembro de 2009, um
total de 287 pareceres, a maioria deles de autorização de
cursos, 56. Respondi a 42 consultas diversas, relatei 26
credenciamentos institucionais e 15 alterações
estatutárias. Tenho um levantamento da minha
participação. Essa distribuição é
mais ou menos a mesma para os demais conselheiros”, informou o
educador, revelando o trabalho burocrático ao qual os
conselheiros são submetidos.
FOLHA DIRIGIDA - O SEU SEGUNDO MANDATO NO CNE TERMINA EM MAIO. QUE
ANÁLISE O SENHOR FAZ DE SUA ATUAÇÃO NO COLEGIADO?
Edson Nunes - Minha atuação foi um grande aprendizado.
Tive uma grande aquisição do senso de realidade das
limitações de conselhos, dos órgãos
colegiados educacionais que deveriam ter autonomia no Brasil. Isso se
aplica não apenas ao CNE, mas também aos Conselhos
Estaduais. Já estava claro para mim, antes de ingressar, que o
governo federal e os governos estaduais nunca encontraram uma forma
adequada de se relacionar com os Conselhos. O governo de Fernando
Henrique Cardoso e o Lula não diferem muito no seu
relacionamento com o CNE. E pelo que tenho aprendido, também
não diferem os governos estaduais.
E COMO O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO TEM SIDO TRATADO PELOS GOVERNOS?
Todos dizem que o CNE deveria ser um órgão de Estado e
não um órgão de Governo, não deveria ser um
órgão simplesmente assessor. Mas isso é apenas
retórica. Isso é um grande mantra que partidos,
governantes, educadores, e mesmo conselheiros repetem, mas não
há ministro, ou governador, que tenha concordado com a autonomia
do CNE, ou de seus Conselhos Estaduais, e com a aceitação
dele como órgão de Estado. Os ministros querem um
Conselho Nacional, assim como os governadores e secretários
querem um Conselho Estadual, simplesmente assessor. Querem um
órgão no qual possam desaguar problemas políticos
nos
quais não queiram se envolver diretamente, compartilhar
pressões e só deixar valer a voz do Conselho como uma voz
derivada. Ou seja, nenhum Conselho tem voz própria, pois tudo
depende de homologação do ministro (ou do
secretário nos casos dos Conselhos Estaduais). Se isso era
verdade no passado, é mais surpreendente que isso seja verdade
no Governo que falava em valorizar o Estado, o serviço
público estatal. A existência real de um Conselho
efetivamente nacional, com letras maiúsculas, de
Educação, ainda é um tema para o futuro.
E QUAIS SÃO AS CONSEQÜÊNCIAS DESSA POSTURA DOS GOVERNANTES?
Não acredito que o Brasil encontre uma boa solução
para as discussões educacionais se não aceitar a
idéia de que, eventualmente, deveria ter um CNE que fosse um
órgão de Estado, independente, que não fosse
representante de interesses, que não fosse apenas um
órgão assessor de ministro, mas que tivesse autonomia,
competência, estrutura técnica, assessorias
especializadas, adequada infra-estrutura e qualificação
para discutir as grandes questões da educação como
política permanente, política de Estado e não
política de governo.
ESSA FALTA DE AUTONOMIA SE RESTRINGE À ÁREA DA
EDUCAÇÃO OU É UMA CARACTERÍSTICA GERAL DO
ESTADO BRASILEIRO?
Esse aspecto certamente não se restringe à
Educação, mas há exceções
importantes. O maior sucesso do governo atual é relativo a 16
anos de estabilidade na política econômica. A
política econômica foi tratada como uma questão de
Estado no Brasil.
Mudou o governo, de Itamar a FHC e deste a Lula, mas ela continuou
estável. De antes do início do governo Fernando Henrique,
quando começou o Plano Real, em 1993, no governo Itamar, com o
Cruzeiro Real, já temos quase 18 anos de estabilidade
econômica. Portanto, a política econômica foi
entendida como política de Estado. As pessoas pararam de mexer,
improvisar e experimentar. E em economia ninguém fala mais em
inovações demiúrgicas; a estabilidade
transformou-se em coisa natural. Esta é uma
exceção, que talvez seja a mais vital, porque trata de
área crucial da vida dos brasileiros. Mas por que não
podemos fazer o mesmo na Educação? Nos dois
últimos governos inventamos índices,
condições de oferta, Sinaes, Conaes, IGCs, CPCs, CCs AIEs
(Avaliação Institucional Externa), produzimos especiosos
e detalhistas, senão ineficazes, instrumentos de
avaliações, além de Enade, Enem, provinhas e
provões, decretos-pontes, reformas universitárias,
dilúvios de portarias ministeriais, micro ( ou nano)
regulatórias, enfim, uma parafernália de mudanças.
É um processo avassalador de modificações
tão constantes que não permitem garantir um sentimento de
estabilidade nem aos estudantes e suas famílias, nem aos
gestores, nem aos docentes. E a sociedade certamente enxerga que a
educação deveria merecer um tratamento permanente.
É um mistério na vida política brasileira saber
porque conseguimos fazer isso com a economia e não conseguimos
com a educação. Os governos brasileiros, federal e
estaduais, têm alergia à idéia de
órgãos autônomos, sejam agências reguladoras,
sejam universidades, sejam conselhos educacionais. Por isso, por
exemplo, universidades brasileiras não gozam de autonomia
verdadeira. Acho que os políticos brasileiros pensam que
autonomia seja equivalente a soberania. E soberanos, como sabemos, no
nosso caso, são mesmo os políticos. Estamos longe de
entender a importância de órgãos técnicos
autônomos, mas responsáveis frente à sociedade e a
seus representan tes. Neste sentido, é de certa forma
irônico observar que foi uma certa autonomia do Banco Central que
deu ao Brasil a estabilidade da qual hoje se beneficia o país.
E COMO O SENHOR AVALIA O DESEMPENHO DO COLEGIADO NESSES ÚLTIMOS OITO ANOS?
O Governo não achou a identidade de sua relação
com o CNE, assim como o CNE não conseguiu achar sua identidade.
O CNE não tem tempo para discutir as suas próprias
questões porque está amarrado no relato de processos. Ele
não aprofunda seus estudos porque não tem assessoria
técnica. Não tem competência para avançar
nos grandes temas regulatórios da administração
pública ou da legislação adequada, porque
também não tem assessoria jurídica nenhuma. O
Conselho fica como uma caixa de fósforos vazia. E os ministros,
fingindo que não
sabem disso, mas sabem muito bem, nunca se dispõem a prover
meios técnicos, equipe, estrutura e recursos que possibilitem a
existência efetiva do CNE. Os 24 Conselheiros — 12 da
Câmara de Educação Básica e 12 da
Câmara de Educação Superior — trabalham em um
certo vácuo de ausência de apoio técnico. Os poucos
técnicos que temos são abnegados, fazem milagres. Os
conselheiros despacham em cubículos, visto que só
têm arremedos de sala, sem nenhuma privacidade e sem nenhuma
assessoria. Levam para casa seus processos e elaboram
de próprio punho seus pareceres, diligências e toda e qualquer minudência processual.
Conselheiros são secretários de si mesmos. Se sequer o
órgão tem estrutura para trabalhar, é
compreensível que o CNE não tenha encontrado a sua
verdadeira identidade, seu verdadeiro papel. E isso não é
diferente nos estados federados.
NA PRÁTICA, EM QUE O CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
SE DIFERE DO ANTIGO CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO (CFE)?
O CNE difere do antigo Conselho Federal em um ponto essencial: o
Conselho Federal tinha estrutura, servidores, assessores, assessorias
técnicas, cargos em comissão.
O antigo CFE era um órgão aparelhado para funcionar. Por um mistério, entre o encerramento
desmoralizante, e talvez intempestivo, posto que acabaram não
sendo investigadas as razões que teriam dado razão ao
fechamento do CFE, no governo Itamar, e o começo do CNE, sumiu a
equipe técnica, sumiram os cargos em comissão, sumiram as
assessorias especializadas, sumiu a estrutura e o CNE virou essa caixa
de fósforos vazia. Em um certo sentido, o CFE ainda é
mais lembrado talvez do que o CNE.
Algumas pessoas ainda citam seus pareceres e, francamente, alguns pareceres doutrinário
do antigo CFE merecem mesmo um lugar relevante. Se o CFE precisou mesmo
ser fechado, seria benéfico que a sociedade conhecesse o
resultado das investigações e inquéritos que
justificaram o fechamento. É muito ruim que um Estado moderno
feche o seu Conselho Federal de Educação e não
publique resultados efetivos de investigações, não
puna ninguém
ou desculpe ninguém porque, no fundo, sobram apenas as suspeitas
gerais. E isto fragiliza a todos no passado e, porque não, no
futuro, inclusive no CNE atual. Nós fizemos, no CNE, ao longo
desses anos, pareceres e trabalhos também relevantes. Mas talvez
muito menos do que poderíamos ter feito, tendo em vista a
qualidade dos conselheiros que são pessoas muito bem preparadas
e de exemplar qualificação. Se tivéssemos a
estrutura técnica que o antigo CFE tinha, certamente
teríamos produzido peças também fundamentais para
a história do pensamento educacional brasileiro.
Creio que ainda não fechamos essa ferida, de fechamento de um
conselho e abertura de outro. E esta ambigüidade, esta ferida
aberta, não serve a ninguém.
QUE ANÁLISE O SENHOR FAZ DO PERÍODO DE 2006 A 2008, EM QUE PRESIDIU O COLEGIADO?
A experiência foi boa. Mas como presidente vi mais de perto essas
contradições que mencionei. E senti mais ainda a
necessidade de que o CNE seja um órgão de Estado.
Por exemplo, quando o CNE vota um parecer de credenciamento da abertura
de uma faculdade, o documento vem do MEC, já analisado pelas
secretarias. No CNE, discutimos,
preparamos o parecer e o enviamos para homologação.
Chegando ao gabinete do ministro, pensa que vai mesmo ao ministro para
análise e homologação?
Não vai não. O mesmo parecer é mandado de volta
para a análise das secretarias, que já haviam recebido
antes o processo, e depois o encaminham para a secretaria
jurídica.
O MEC ouve a burocracia, que não é qualificada para isso
como são os conselheiros, para só então homologar
ou enterrar, pelo silêncio, o parecer. Qualquer parecer do CNE
morre num escaninho da burocracia, se assim se desejar. Nesse sentido,
o CNE é refém da burocracia do MEC, que se manifesta duas
vezes sobre cada assunto avaliado pelo CNE, antes de ir ao CNE e depois
de voltar do CNE. Isto faz sentido? Claro que não, e claro que
sim. Claro que não, se pensarmos na existência legal de um
verdadeiro CNE. Claro que sim, se pensarmos no predomínio
burocrático sobre o estratégico e na
incompreensível dificuldade que todo ministro tem com
órgãos eventualmente autônomos em seus
ministérios. É claro que uma das ambições
que o CNE abriga é a de ter um Estatuto aprovado por decreto
presidencial, que regulamentasse a lei que o cria. Muitos conselhos da
órbita federal têm seu estatuto aprovado por decreto do
Presidente da República, e certamente não seria demais
pedir que o CNE tivesse seu estatuto também desta forma. No dia
11 de maio de 2008, há quase dois anos, o CNE aprovou o Parecer
CNE/CP nº 3/2008, que reexamina o Parecer CNE/CP nº7/2007,
com a proposta para o ministro homologar um parecer, concordando que o
estatuto fosse exarado por decreto presidencial. Essa matéria
está voltando para lá e para cá há
três anos. E este parecer está agora de volta ao CNE,
enviado para reexame pelo gabinete do ministro que simplesmente diz que
o CNE não pode ter um estatuto aprovado pelo Presidente da
Republica, só pode ter um regimento aprovado pelo ministro. Ou
seja, o CNE é mais, em verdade, um CME, Conselho Ministerial de
Educação, do que efetivamente nacional. Esse
episódio só serve
para mostrar que mesmo os mais modernos ministros não
estão muito dispostos a dar ao CNE um grau de autonomia em uma
grandeza que talvez pudesse rivalizar com o MEC, pelo menos em termos
doutrinário. O Estado brasileiro tem ojeriza à autonomia.
Esse estatuto é um dos tristes marcos do período em que
fui presidente.
E esse parecer será votado novamente e talvez venha a repetir o mesmo ciclo de frustrações.
O MANDATO FIXO E A NOMEAÇÃO PELO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA SÃO FATORES IMPORTANTES PARA UM CONSELHEIRO?
No caso do CNE, é relevante observar que os conselheiros
são todos nomeados pelo Presidente da República, com
mandato certo, mas sua voz, assim como, por exemplo, seu direito a um
Estatuto próprio, dependem da boa vontade do ministro da
educação, da burocracia e dos Secretários do MEC.
A nomeação presidencial é pomposa e importante,
claro, mas as circunstâncias práticas diminuem muito o
valor objetivo e simbólico do mandato, cujo exercício
integral pode ser diminuído, senão impedido, por uma nota
técnica de um integrante do terceiro escalão do MEC sobre
qualquer de nossos pareceres que, por isso, podem deixar de obter
homologação ministerial. Portanto, depois de nomeado pelo
Presidente da República, todo e qualquer conselheiro,
normalmente um professor ou dirigente escolar com larga
experiência e trajetória acadêmica e profissional,
normalmente portador de titulo de doutor, pode valer menos que um jovem
técnico em assuntos educacionais do MEC, portador de um diploma
de gradua ção e pertencente ao terceiro ou quarto
escalão hierárquico do ministério, que discorde do
parecer, ou escolha deixá-lo a dormir em alguma gaveta.
Há uma certa contradição nisso e talvez por isso
não seja esdrúxulo que alguns o vejam como um Conselho
Ministerial de Educação.
E QUAL SERÁ A AGENDA DE DISCUSSÕES DO CNE NESTE ANO?
O tema mais importante que está agendado é sobre o
credenciamento e recredenciamento de universidades, inclusive as
federais. Esse é um tema que está muitos anos atrasado. O
governo não providenciou esse recredenciamento e as
universidades federais nunca se importaram se são credenciadas
ou não. As universidades federais são criadas por lei,
pelo Congresso Nacional, mas a lei não as credencia. A LDB diz
que quaisquer universidades devem ser credenciadas. As novas
universidades devem ser credenciadas e as antigas deverão ser
recredenciadas. Elas apresentaram as exigências
burocráticas para o MEC, mas isso não passa pelo
escrutínio de uma reunião pública. Não
menos importante será a discussão sobre o credenciamento
e recredenciamento das universidades privadas, visto que nunca
aconteceu no país este processo de recredenciamento
universitário. Há outra discussão relevante, sobre
a natureza jurídica e a legalidade das
Instituições de Educação Superior (IES) do
Sistema “S”: Sesi, Senac e Sesc. Essa discussão
ficou complicada porque comprovamos que eles funcionam
como IES privadas, pois cobram mensalidades a preços de mercado
e hoje já possuem extensa rede nacional. Mas eles vivem de
subsídio público e não oferecem serviços
apenas para os trabalhadores de cada respectivo setor que contribui com
parcela de sua folha de salários. Admitem todo e qualquer
estudante que seja aceito. Estas IES do Sistema “S”
são públicas ou privadas?
Ou seriam semi-públicas ou quase privadas, categorias estas que
não existem no ordenamento legal brasileiro? Se é
público, não deveria cobrar mensalidades. Se é
privado, não deveria se valer do dinheiro que é retirado
da folha dos trabalhadores para montar as estruturas maravilhosas que
têm. O MEC não se deu conta de que o estatuto deles
não continha a possibilidade de abrirem faculdades e Centros
Universitários, mas a possibilidade de oferta de
educação profissional. Na educação
profissional eles também cobravam e o MEC fez um acordo para o
Sistema “S” dar gratuidade até 2011. Houve um
ajuste. Mas esqueceram o ensino superior, que não faz parte do
acordo. Somos a favor de que o Sistema “S” possa oferecer
educação superior, mas a questão é quem vai
pagar. Seria interessante que eles pudessem oferecer
educação gratuita. Essa discussão está em
aberto e é muito relevante.
COMO O SENHOR AVALIA A POLÍTICA DE ENSINO SUPERIOR DO MEC?
Alguns dirão: a expansão, que é uma
política social; outros dirão: as cotas, que
também é uma política social; outros, o Prouni
(Programa Universidade para Todos), que também é uma
política social. Mas, as universidades devem ensinar o
quê? É para continuar formando quais profissionais na
graduação? Nós queremos universidades de
qualificação mundial no Brasil? Queremos universidades de
ponta comparadas às de outros países? O que devemos
ensinar aos estudantes universitários? Não se discute o
ensino superior no Brasil, discute-se o acesso ao ensino superior, por
isso, não existe uma política universitária, uma
política educacional do ensino superior. Minha
decepção nesse período é que não
tenhamos discutido os objetivos do ensino superior no Brasil. Hoje, o
Brasil é a 8ª, 9ª economia do mundo. Se pegarmos a
lista de melhores universidades mundiais, não encontramos
nenhuma universidade brasileira entre
as 100 primeiras. Vemos alguma lá na 180ª
posição, que são as paulistas, a USP, a Unicamp,
seguidas pela UFRJ, UFMG. O Brasil nunca definiu se deseja ter uma
grande universidade de qualificação mundial. A
Coréia do Sul está lutando bravamente para constituir
universidades de qualificação mundial. A China tem um
plano de fazer 100 universidades de qualificação mundial
até 2021. A Alemanha tem um programa de 2,5 bilhões de
euros para a qualificação.
O presidente francês deu autonomia para as principais
universidades e exigiu que elas se qualifiquem. Portugal e
Austrália também têm feito movimentos nessa
direção.
A Inglaterra tem pelo menos três universidades de classe mundial
e os EUA tem um caminhão delas. E o Brasil, quer o que com seu
ensino superior?
O SENHOR ACREDITA QUE HAVERÁ NOVOS REPRESENTANTES DO RIO DE JANEIRO NESTA MUDANÇA QUE DEVE OCORRER EM MAIO?
É possível que não haja nenhum. Até agora,
as movimentações não são conhecidas.
São Paulo é o Estado que concentra representantes do CNE.
Há uma certa “paulistização” do CNE.
QUAIS SÃO SEUS PLANOS DEPOIS DE MAIO, QUANDO DEIXA O CNE?
Estou terminando um livro sobre a singularidade brasileira no ensino
superior, cujos esboços estão nos documentos de trabalho
do Observatório Universitário, disponíveis em seu
site da internet. Este será um livro que espero que seja
robusto, com base quantitativa sólida e com uma visão
comparativa dos dilemas universitários nossos e dos outros
países. Vamos continuar
com o Observatório Universitário. Vou me dedicar
também à consolidação dos programas de
pós-graduação e graduação do
Instituto AVM, que está sendo construído em
associação com a Universidade Candido Mendes (Ucam).
É um programa grande, já com 15 anos de existência,
comprometido com ensino de qualidade para um público
estrategicamente especial, destinado
a oferecer cursos de graduação e de
especialização para educadores, advogados e profissionais
do setor terciário de uma economia que se moderniza, a
preços razoáveis, mas com um serviço de qualidade
muito alto. Vou continuar a fazer as conferências, os circuitos
de debate e vou continuar como vice-reitor da Ucam pelo resto de meu
mandato. Continuo honradamente
ligado ao Conselho de Administração do Instituto
Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) e do CIEE.
Tenho que cumprir um compromisso acadêmico no exterior, no
segundo semestre deste ano. Depois, é voltar à lida do
cientista social, com outros temas e renovada agenda de estudos e
pesquisas na Ucam.
EM DOIS ANOS O SENHOR PODE SER NOMEADO NOVAMENTE. PRETENDE RETORNAR?
Não. Já encerrei esse ciclo em minha vida. O CNE difere
do antigo Conselho Federal em um ponto essencial: o Conselho Federal
tinha estrutura, servidores, assessores, assessorias técnicas,
cargos em comissão. Segundo Edson Nunes, recredenciamento de
universidades será o tema de 2010 no CNE Professor Edson Nunes,
que encerra seu segundo mandato no CNE em maio, faz uma análise
de sua atuação nos oito últimos anos.
Folha Dirigida - Alessandra Moura Bizoni.
Fonte: Folha Dirigida
Avaliadores reprovados
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:42 hs.
07/01/2010 - A AVALIAÇÃO da qualidade constitui hoje
valor consensual entre profissionais e interessados nos rumos da
educação brasileira. O Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior da
administração petista, porém, viu sua
credibilidade fustigada por um revés inaudito: 54
questões da última edição do Enade (Exame
Nacional de Avaliação do Desempenho de Estudante)
precisaram ser anuladas, por falhas múltiplas.
Duas dezenas de áreas foram avaliadas pelo Enade 2009, de
administração a turismo. A prova ocorre de três em
três anos para cada grupo de áreas do conhecimento, por
amostragem. Seu antecessor, o Provão do governo FHC, abrangia
todos os cursos e alunos e era aplicado todos os anos, originando
rankings gerais abominados por algumas correntes
acadêmico-ideológicas.
Trata-se do segundo abalo no Enade. Há um mês, anulou-se
uma pergunta enviesada, que exigia de alunos de
comunicação julgar a cobertura da imprensa no
episódio em que Lula tachou de "marolinha" a crise
econômica global. Outra dezena de questões foi cancelada,
por defeitos diversos. Agora mais 43 são invalidadas, o que
totaliza 7% de todos os testes. Reprovados, ao que parece, estão
os avaliadores.
O MEC atribui responsabilidade à empresa Consulplan, contratada
por licitação para formular e aplicar a prova. Repete-se,
assim, o padrão do revés com o novo Enem (Exame Nacional
do Ensino Médio), cuja prova vazou por falhas de
segurança do consórcio contratado, Connasel.
A sucessão de deslizes acabou por levar à demissão
de Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (órgão do MEC
encarregado das avaliações). Falta, contudo, o ministro
Fernando Haddad explicitar que medidas vai adotar para sanar as
flagrantes deficiências na supervisão de contratados por
sua pasta.
Fonte: Folha de São Paulo
Aluno receberá indenizações por cancelamento de curso à distância
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:07 hs.
06/01/2010 - A 1ª Turma Recursal Cível confirmou que duas
escolas responsáveis por cursos à distância
deverão indenizar por danos morais e materiais aluno que teve o
curso cancelado após realizar teste de seleção e
matrícula. No primeiro momento, a turma para a qual havia se
inscrito foi fechada por falta de alunos e, depois, ao optar por outro
curso e iniciar a frequenta-lo, foi informado de que não havia
vagas na turma, sendo impedido de continuar.
O estudante ajuizou ação no Foro de Santo Ângelo,
RS, contra o Centro Integrado de Preparação do Estudante
(CIPEL), responsável por fornecer a sala de aula e
infraestrutura; e contra a Faculdade de Tecnologia Internacional
(FATEC), a quem cabe a disponibilização do sinal
transmitido para aula à distância.
Narrou que se matriculou na turma de Tecnologia em Gestão
Comercial e, ao ser comunicado do cancelamento, solicitou troca de
curso, passando a freqüentar Gestão Empresarial.
Porém, quando acompanhava uma das aulas presenciais, foi
informado de que a turma estava lotada, sendo retirado da sala, o que o
teria deixado constrangido.
Requereu então o cancelamento da matrícula, e relatou que
lhe foi negada a devolução dos valores pagos. Em
razão disso, recorreu à Justiça para que fosse
restituída da quantia paga pela inscrição no
processo seletivo e pela matrícula (danos materiais),
além de indenização por danos morais.
A decisão de 1º Grau, do Juizado Especial Cível
(JEC) de Santo Ângelo, fixou em R$ 270,00 a
indenização material e em R$ 2.325,00 a
reparação por dano moral. O CIPEL recorreu da
decisão, alegando que não é responsável
pelo incidente, pois apenas disponibiliza as salas de aula.
Para o relator, Juiz Leandro Raul Klippel a decisão do JEC deve
ser mantida, uma vez que o contrato de prestação de
serviços não foi cumprido por culpa exclusiva das
rés. Salientou que os danos morais estão configurados
pela frustração sentida pelo aluno que não
pôde frequentar o curso para o qual havia se matriculado. A
respeito da defesa da CIPEL, observou que o Código de Defesa do
Consumidor determina que todos os integrantes da cadeia de fornecedores
do serviço são responsáveis solidários.
Os Juízes Ricardo Torres Hermann e Heleno Tregnago Saraiva
acompanharam o voto do relator. A sessão da Turma Recursal
ocorreu em 3/12 e a publicação da decisão no
Diário da Justiça em 10/12.
Proc. 71002113975
Fonte: Portal Endividado - RS
Importância e área de atuação da Pedagogia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:27 hs.
07/01/2010 - A sociedade contemporânea tem sido assinalada por
rápidas modificações de desempenho, que se
refletem claramente na área educacional. Para acompanhar essas
alterações, governos e educadores se empenham numa
fundamentada reconstrução sobre a concepção
de educadores. Através desse contorno contemporâneo dado
à educação e às sucessivas mudanças
em seu conceito, deixa de ser reservada a atuação de
ensino-aprendizagem somente em espaços escolares formais, esse
procedimento atravessa os muros da escola, para diferentes e diversos
setores como: ONGs, família, trabalho, lazer, igreja,
sindicatos, clubes, etc. Faculta-se atualmente devido às
mudanças ocorridas um novo cenário para a
educação, dando uma cartografia significante à
educação não formal.
O pedagogo, na sociedade em que vivemos passa a atuar como educador
social em empresas, hospitais, ONGs, associações,
igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv),
formando atualmente, um novo panorama de ação deste
profissional, que ao atravessar a divisória da escola, invalida
preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para
exercer suas funções apenas na sala de aula. Nos dias
atuais o lema é de que onde houver uma prática educativa,
se instala uma ação pedagógica. O processo de
ensino-aprendizagem é vivenciado não somente dentro da
escola, mas é uma ação que acontece em todo e
qualquer setor da sociedade, que se caracteriza como a sociedade do
conhecimento, porque a educação formal e a não
formal caminham paralelamente e tornam a educação o
principal instrumento contra a desigualdade social.
Pedagogia se refere à arte, ciência e profissão de
ensinar. O curso de Pedagogia tem sua origem vinculada à
Faculdade Nacional de Filosofia, Ciências e Letras e à de
Educação, criada em 1937. A licenciatura em Pedagogia,
nos termos das diretrizes curriculares nacionais, assegura a
formação de profissionais da educação
prevista no art. 64 da Lei nº 9394/96 que diz:A
formação de profissionais de educação para
administração, planejamento, inspeção,
supervisão e orientação educacional para a
educação básica, será feita em cursos de
graduação em pedagogia ou em nível de
pós-graduação, a critério da
instituição de ensino, garantida, nesta
formação, a base comum nacional. Ao mesmo tempo em que
forma professores, a Pedagogia prepara pessoas capazes de compreender e
colaborar para a melhoria da qualidade em que se desenvolve a
educação na realidade brasileira, envolvidos e
compromissados com uma formação da idéia de
transformação social.
O curso de licenciatura em Pedagogia terá carga horária
mínima de 3.200 horas de efetivo trabalho acadêmico.
Assim, o curso de graduação em Pedagogia oferece ao
pedagogo uma formação integrada para exercer a
docência nas séries iniciais no Ensino Fundamental, na
Educação Infantil e nas disciplinas pedagógicas
dos cursos de formação de professores e também
para atuar na gestão dos processos educativos escolares e
não-escolares bem como na produção e
difusão do conhecimento do campo educacional.
As atividades docentes também abrangem a
participação na organização e gestão
de sistemas e instituições de ensino, no planejamento,
execução, coordenação, acompanhamento e
avaliação de tarefas próprias do setor da
Educação; planejamento, execução,
coordenação, acompanhamento e avaliação de
projetos e experiências educativas não-escolares;
produção e difusão do conhecimento
científico-tecnológico do campo educacional, em contextos
escolares e não-escolares.
Fonte: Portal do Maranhão
Valor de Mensalidade de curso superior varia em até 89%
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:14 hs.
09/01/2010 - Pesquisa do Procon (Coordenadoria de
Orientação e Defesa do Consumidor) aponta
variação de até 89% nos valores de mensalidades de
cursos de nível superior em faculdades de Mato Grosso do Sul.
Segundo o Procon, o levantamento foi feito em sete estabelecimentos de
Campo Grande, totalizando 110 itens; e em 12 estabelecimentos de outros
municípios, em um total de 57 itens.
Na Capital, a variação maior foi registrada em Filosofia,
com 60,74%. Depois vêm Fisioterapia (50,08%); Tecnologia em Redes
de Computadores (48,69%); Comunicação Social - Jornalismo
(44,26%); Comunicação Social - Pulblicidade e Propaganda
(44,26%); Farmácia Integral (42,93%); Turismo (41,60%);
Administração (41,30%); Ciências Contábeis
(41,30%); Eventos (40,27%); Gestão Comercial (39,85%);
Engenharia Mecânica (38,37%).
Nas faculdades dos municípios de Interior, as principais
variações encontradas são: Enfermagem (89,23%);
Turismo (70%); Ciências Contábeis (65,26%);
Nutrição (64,52%); Educação Física
(61,72%); Pedagogia (60,12%); Serviço Social (58,78%);
Administração (57,54%); Fisioterapia (57,05%); Direito
(54,05%).
A coleta foi feita ontem. O superintendente em exercício do
Procon, Alexandre Monteiro Rezende, ressalta na Capital a
variação média dos percentuais entre a pesquisa
realizada em agosto de 2009 e a de agora é de + 3,25%. Já
no Interior, a variação média de agosto do ano
passado para cá ficou negativa em -5,78%.
Já a comparação entre Capital e Interior na nova
pesquisa, apresenta variação média de -7,48%.
Fernanda Mathias
Fonte: A Gazeta News
Brasil alcança bons índices em estudo da Unesco
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs.
21/01/2010 - Estudo publicado pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que o Brasil pode ser
considerado país de alto desenvolvimento educacional em
três dos quatro itens utilizados para construir o ranking do
Índice de Desenvolvimento Educação para Todos. O
relatório Educação para Todos 2010:
Alcançando os marginalizados mostra que o Brasil tem altos
índices de atendimento universal no ensino fundamental,
alfabetização e igualdade de acesso à escola entre
alunos e alunas.
O estudo cita o Brasil como destaque na área de
alfabetização, com o programa Brasil Alfabetizado,
iniciado em 2003, que contava com oito milhões de atendidos,
segundo o relatório, que utiliza dados de 2007. Até 2008,
o programa formou 9.856.916 alfabetizandos. Há hoje, cadastrados
em turmas ativas e em alfabetização, 2.135.495 alunos.
Para 2010, a meta será atender 2,5 milhões de pessoas.
Ações governamentais como o Bolsa-Família, o
Fundeb e o programa Fome Zero são também elogiados como
medidas eficientes para reduzir os déficits de financiamento da
educação e os problemas de aprendizagem causados pela
desnutrição dos alunos. O relatório menciona o
Brasil também como bom exemplo na criação de
programas orientados especificamente para escolas em comunidades
desfavorecidas.
PDE – Outro ponto positivo para o Brasil diz respeito à
criação de ferramentas para elevar os padrões de
qualidade do ensino, detectando cedo os problemas e realizando
ações continuadas e avaliações de
aprendizagem e de condições de leitura desde os primeiros
anos do ensino fundamental. É exatamente o que faz o Plano de
Desenvolvimento da Educação (PDE), criado em 2007 com
políticas concretas e objetivas para combater de frente os
grandes problemas da educação brasileira, da creche
à pós-graduação.
Na área de avaliação, o Brasil teve um grande
crescimento a partir de 2007, que pode ser acompanhado a partir da
criação do Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), que permitiu ao
país estabelecer metas até 2021 para todos os estados,
municípios e escolas do país. Entre 2005 e 2007, o Ideb
cresceu de 3,8 para 4,2, superando a meta estabelecida em 3,9.
Além do Ideb, houve o fortalecimento da Prova Brasil e foi
criada também a Provinha Brasil, para acompanhar, avaliar e
melhorar a qualidade da alfabetização e do letramento
inicial de crianças até oito anos.
A educação básica foi reforçada com a
entrada da educação infantil, do ensino médio e da
educação de jovens e adultos (EJA) em programas de
distribuição de livros didáticos,
alimentação e transporte escolar, além da
transformação do antigo Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização
do Magistério (Fundef) no Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb), que garante financiamento suplementar também para
aqueles níveis de ensino.
O Programa Brasil Alfabetizado, voltado para a
alfabetização de adultos, também teve uma grande
reformulação. A responsabilidade pelo programa passou a
ser solidária entre a União, estados e municípios.
Cabe às secretarias estaduais e municipais mobilizar os
analfabetos, selecionar e capacitar os professores. A União
custeia as bolsas dos professores e destina recursos para material
didático, merenda e transporte escolar dos estudantes, para
aquisição de óculos e supervisão das aulas.
Base de dados – O relatório da Unesco foi elaborado com
dados de 2006 e 2007 que, segundo a organização,
são os últimos dados consolidados entre os países
avaliados. Nesse período, o Brasil passou por mudanças
substanciais em algumas políticas de educação
ignoradas na construção dos indicadores do
relatório. É o caso da aprovação da lei que
mudou o ensino fundamental para nove anos e da criação do
Educacenso, sistema informatizado de contagem individualizada de alunos.
Com o Educacenso, a unidade aferida no censo escolar deixou de ser a
escola, para ser o aluno, diminuindo drasticamente e por completo a
dupla contagem de estudantes. Com isso, entre 2006 e 2007, observou-se
uma queda no número oficial de alunos matriculados – de
55,9 milhões para 52,3 milhões – mas que reflete
com muito mais precisão a realidade do país.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de
Domicílios (Pnad/IBGE), a taxa de frequência
líquida a estabelecimento de ensino das pessoas de sete a dez
anos no Brasil era de 91,2% em 2006, cresceu para 93,09% em 2007 e foi
a 94,64% em 2008, o que demonstra um crescimento contínuo.
Luciana Yonekawa
Veja a íntegra do relatório da Unesco.
http://www.unesco.org/en/efareport/reports/2010-marginalization/
Fonte: MEC
Mensalidade escolar terá o maior reajuste em seis anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
19/01/2010 - O aumento das mensalidades escolares este ano deve ser o
mais intenso dos últimos seis anos. A projeção
é do economista da Fundação Getúlio Vargas
(FGV) André Braz, que estima um reajuste em torno de 7% para os
cursos formais em 2010.
A estimativa foi feita com base em uma coleta de preços dos
serviços fornecidos pelo setor de educação nos
primeiros dez dias de janeiro. "Já temos uma boa amostra dos
reajustes já efetuados e podemos dizer que a média dos
reajustes em cursos formais este ano ficará em torno de 7%",
comentou.
Caso se confirme, esse reajuste conduzirá a um impacto positivo
de 0,31 ponto porcentual na inflação do varejo em
janeiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor
(IPC), calculado pela FGV. "Os cursos formais pesam 4,42% no
cálculo do IPC", explicou o economista.
Normalmente, o reajuste das mensalidades ocorre no primeiro mês
do ano e sua magnitude tem base na inflação do varejo no
ano anterior. Mas este ano o reajuste previsto pela FGV está
acima do IPC de 2009 (3,95%) e também do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, que
foi de 4,31%.
"Podemos dizer que as escolas terão um ganho real acima da
inflação em torno de 2,93%, se descontarmos a
inflação passada, de 2009."
Entre as quatro categorias pesquisadas pela FGV, o maior reajuste
deverá ocorrer no ensino fundamental, de 7,54%, na média.
No ensino médio, o reajuste previsto é de 7,35%. A
pré-escola deve ficar 6,67% mais cara e o ensino superior,
4,05%, próximo da inflação média de 2009 no
varejo.
ÍNDICE SEMANAL
A inflação medida pelo Índice de Preços ao
Consumidor - Semanal (IPC-S) foi de 0,78% até a quadrissemana
encerrada em 15 de janeiro, superior à taxa do período
anterior, até 7 de janeiro, que avançou 0,51%, segundo a
FGV. Das sete classes de despesas usadas para cálculo do
índice, seis apresentaram aceleração de
preços entre a primeira e a segunda quadrissemana.
As influências mais importantes no índice foram dos
transportes, cujos preços subiram de 0,78% para 1,63%;
alimentação (0,87% para 1,14%); e educação,
leitura e recreação (0,40% para 1,20%).
Os destaques foram as altas na tarifa de ônibus urbano (de 1,08%
para 3,24%); laticínios (de -0,37% para 0,86%) e cursos formais
(de 0,62% para 2,14%).
Outras três classes de despesa também apresentaram
aceleração de preços no mesmo período.
É o caso de saúde e cuidados pessoais (de 0,23% para
0,28%); habitação (de 0,18% para 0,22%); e despesas
diversas (de 0,21% para 0,24%).
Só um grupo apresentou desaceleração de
preços no período. É o caso de vestuário
(de 0,93% para 0,77%).
No grupo dos alimentos, tiveram expressiva queda de preços a cebola (20,37%), o limão (23%) e a batata (4,73%).
Alessandra Saraiva
Fonte: O Estado de São Paulo
Medicina: A supervisão funciona a qualquer tempo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:18 hs.
13/01/2010 - A supervisão funciona a qualquer tempo, ou seja,
qualquer curso ou IES poderá receber a visita do MEC, caso
ocorra uma “denúncia consistente” sobre um
determinado curso, afirmou a secretária de ensino superior, Dra.
Maria Paula Dallari Bucci, referindo-se à supervisão
ordinária a que foram submetidos os cursos de Medicina da
Universidade Nove de Julho (SP) e das Faculdades Integradas
Aparício Carvalho (RO).
Destaca-se que os principais problemas verificados pelo MEC, nas duas
IES que estão sob supervisão ordinária, ou nas 17
IES que estão sob supervisão especial são:
A baixa titulação do corpo docente.
A falta de adequação do curso frente às diretrizes curriculares nacionais.
A falta de espaço para as atividades prática.
A precariedade dos laboratórios e equipamentos.
A estrutura do hospital usado para o ensino prático (internato).
A falta de professores em regime de dedicação exclusiva;
O curso excessivamente teórico, com inserção tardia nas práticas de saúde.
O currículo deficiente na formação em comunicação e humanização.
O ciclo clínico centrado em especialidades, contrariando a diretriz nacional de formação generalista.
A baixa integração entre disciplinas e entre ciclos básico e clínico.
A atividade prática em atenção básica
incipiente (espaço físico inadequado e profissionais
carentes de capacitação para o ensino).
As deficiências nos laboratórios de habilidades e na biblioteca.
A baixa produção científica e a ausência de
incentivos à iniciação científica e aos
projetos de extensão
Os problemas dos ingressos transferidos de outras faculdades, até mesmo estrangeiras.
Vale destacar ainda que, a comissão designada para realizar a
supervisão nos cursos de Medicina tem como presidente o renomado
Prof. Dr. Adib Domingos Jatene, vinculado à Universidade de
São Paulo. A referida comissão adotou várias
medidas de saneamento nas IES que são alvo desse processo.
Assim, entre as medidas tomadas, a mais drástica foi a
diminuição do número de vagas ofertadas por ano.
As 19 IES que ofereciam um total de 1.140 vagas tiveram uma
redução de 60% no número de vagas, totalizando 690
vagas a serem ofertadas.
As novas medidas adotadas pela comissão de supervisão dos
cursos de Medicina têm exigido das IES a
profissionalização da gestão, a
capacitação dos docentes, a ampliação dos
convênios e um olhar criterioso para os espaços utilizados
para as atividades práticas.
É imprescindível que as IES busquem o padrão ouro
para os cursos de Medicina, ou seja, o ‘Padrão
Jatene’.
Fonte: CM Consultoria
Melhores universidades e politécnicos vão poder criar cursos sem pedir autorização
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs.
23/01/2010 - No prazo de um ano todos os cursos superiores vão ser avaliados
Por Bárbara Wong
No próximo ano lectivo, os estudantes do ensino superior
vão saber se os cursos que escolheram têm a qualidade
mínima para funcionarem. Até Outubro de 2011, a
Agência de Acreditação e Avaliação do
Ensino Superior (A3ES) pretende ter todos os ciclos de estudo que
existem acreditados previamente. Os que tiverem menos qualidade podem
ser encerrados, enquanto os melhores poderão criar cursos sem
pedir aval à tutela.
O passo seguinte será avaliar os cursos que “suscitam mais dúvidas”, revela Alberto Amaral
Para já, a A3ES vai fazer uma acreditação
prévia dos mais de quatro mil cursos existentes, decidindo se
são acreditados, acreditados com condições ou
não acreditados. O passo seguinte será avaliar os cursos
que “suscitam mais dúvidas”, revela Alberto Amaral,
presidente da A3ES, com visitas de avaliadores externos e peritos
internacionais, durante os próximos dois anos.
No futuro, as universidades e politécnicos que revelem ter
departamentos ou cursos que se aproximam da excelência podem ser
dispensados da acreditação prévia e ter autonomia
para criar novos cursos, admite Alberto Amaral, ex-responsável
do Centro de Investigação de Políticas do Ensino
Superior (CIPES). Essa responsabilidade será monitorizada pela
A3ES e, caso as instituições baixem a qualidade do ensino
oferecido, ou “façam asneiras, nessa altura,
perderão esse benefício e passarão ao sistema
corrente”, prevê.
É preciso definir os indicadores de desempenho para garantir
condições de excelência. Essa discussão
começará nas próximas semanas com o Conselho de
Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), o Conselho Coordenador
dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e a
Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP)
com o objectivo de criar um Sistema Interno de Garantia de Qualidade,
ou seja, a criação de uma espécie de
mini-agências a funcionar dentro das instituições,
que serão “as primeiras responsáveis pela
qualidade” do ensino ministrado e pela sua melhoria. A
intenção é que comecem a funcionar no final de
2010/2011.
Com o sistema anterior, desenvolvido pelo extinto Conselho Nacional de
Avaliação do Ensino Superior (CNAVES), a
avaliação demorava muito tempo porque anualmente eram
avaliadas determinadas áreas de estudo, com
auto-avaliações, visitas e entrevistas com os peritos, um
relatório final com direito a contraditório. Com a
intenção da A3ES de criar os sistemas internos nas
instituições, a acreditação e
avaliação pode “entrar em velocidade de
cruzeiro”, acredita Amaral, pois os cursos serão mais
rapidamente avaliados.
Flexibilidade na avaliação
Até ao final de Dezembro, as instituições
públicas e privadas apresentaram os pedidos de
acreditação para os novos cursos. Ao todo foram entregues
330, fazendo descer para um terço o número de pedidos,
quando comparados com os apresentados o ano passado à
Direcção Geral do Ensino Superior (cerca de 900). Esse
decréscimo deve-se ao processo de Bolonha estar a chegar ao fim,
ou seja, nos anos anteriores entraram muitos pedidos porque todos os
cursos estavam a ser adaptados a Bolonha.
A avaliação destes pedidos será realizada por
peritos nacionais e estrangeiros. Agora, as universidades têm
até Março e os politécnicos até Abril para
apresentarem os pedidos de acreditação prévia dos
cursos já existentes, mais de quatro mil. Os critérios de
garantia de qualidade são “mínimos” e passam
por observar se o ter corpo docente é qualificado, faz
investigação, se as instalações são
adequadas, qual o número de alunos inscritos, se tem
condições aceitáveis de empregabilidade e um
índice de mobilidade internacional.
Depois desta primeira acreditação, quando os cursos
começarem a ser avaliados é que a A3ES vai definir qual a
“medida” para cada critério. Uma das críticas
que a APESP levanta a este processo é precisamente
desconhecer-se qual o peso de cada item. “O que importa saber
é se a agência foi criada no sentido pedagógico da
qualidade, isto é, de ajuda às instituições
para melhorarem ou se, por outro lado, foi criada com um intuito
inquisitório”, refere Miguel Copetto, director-executivo.
“Não há rigidez. Se assim não fosse, fechava
quase tudo”, desabafa Alberto Amaral. “Porque é que
não fixamos padrões gerais? Porque há áreas
onde não há quadros qualificados suficientes”,
explica o antigo reitor da Universidade do Porto. Alguns exemplos:
Direito, Arquitectura, Artes, Ciências da Saúde não
têm doutorados como na Física ou na Química, onde
80 a 90 por cento do corpo docente tem o doutoramento.
“Claramente que quando chegarmos a tomar decisões isso vai
ser tomado em consideração e ou vamos acreditar sem
problemas ou ver que é tão mau que não há
alternativa de continuar, ou acreditar condicionalmente”, abrindo
a oportunidade às instituições para melhorarem.
Apesar de todas as instituições contactadas pelo
PÚBLICO recusarem-se a fazer previsões, algumas temem que
existam cursos que possam não receber a
acreditação. E nem vale a pena tentar traçar o
retrato-robot das que podem vir a sofrer essa penalização
pois há escolas pequenas, no interior do país com corpo
docente de excelência, argumenta Sobrinho Teixeira, presidente do
CCISP. “As instituições não querem tomar a
decisão de fechar, haver uma entidade externa pode ajudar a
melhorar a oferta educativa”, conclui Maria de Lurdes Correia
Fernandes, vice-reitora da Universidade do Porto. Nas últimas
semanas, o PÚBLICO tentou ouvir o CRUP sem êxito.
Fonte: Portal Público - Portugal
Haddad promete mudar elaboração do Enade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:29 hs.
07/01/2010 - Irritado, o ministro disse ser inaceitável a
anulação de 7% das questões do exame, elaboradas
por uma empresa contratada, e afirmou que, a partir deste ano, a prova
passará a ser feita pelo Inep.
BRASÍLIA – O ministro da Educação, Fernando
Haddad, disse ontem que as questões do próximo Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), no fim do ano, já
serão formuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep), e não mais pela empresa contratada para
aplicar o teste. No Enade de 2009, 54 questões – 7% do
total – foram excluídas por falhas nas perguntas ou
respostas.
Haddad considerou “inaceitável” o índice de
anulações. A margem de tolerância, segundo ele,
não deve ultrapassar 3%. As questões foram elaboradas
pela Consulplan, empresa vencedora da licitação do
último Enade. “Acho aceitável, numa prova com 100
questões, se anular duas, até três, numa
excepcionalidade. Chegar a 7% eu considero um índice
inaceitável”, disse.
Para ele, porém, as anulações não
afetarão os resultados do Enade. “A anulação
da questão visou justamente a preservar a qualidade da
avaliação, e não o contrário. Qual é
o critério para cancelar um item? Quando ele não
está discriminando adequadamente o conhecimento dos estudantes,
você não chega a conclusão nenhuma a partir da
resposta”, ponderou.
Haddad lembrou que uma medida provisória editada pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de dezembro permite a
contratação de professores ou pesquisadores de
universidades públicas e privadas para a
elaboração de questões em exames como o Enade. O
novo Auxílio de Avaliação Educacional
pagará até R$ 2 mil por serviço.
Haddad voltou a criticar a obrigatoriedade de abrir
licitação para contratar empresas que aplicam testes
oficiais. Desde o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) em outubro, em decorrência do vazamento das provas, ele
defende o fim da exigência. O argumento de Haddad é que,
no afã de oferecer preços mais baixos, empresas sem
tradição sacrificam a qualidade do serviço. O
resultado é a maior vulnerabilidade a falhas. Ele disse que uma
auditoria do Inep sobre o Enem, em vias de ser concluída,
mostrará se há falhas estruturais que geraram os erros no
Enem e no Enade. “Independentemente do resultado da auditoria, o
Inep terá que internalizar algumas tarefas que não eram
realizadas pelo órgão. Por exemplo, a
elaboração de provas do Enade”, observou.
Com sede em Muriaé (MG), a Consulplan realizou outras três
avaliações do MEC: o Encejja 2008, a Prova Brasil 2009 e
o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A
estreia no Enade ocorreu no ano passado. A empresa limitou-se a
divulgar que as questões foram elaboradas por professores
doutores e que cabe ao Inep apresentar a justificativa para a
anulação de cada item.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Mais 43 questões do Enade são anuladas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:59 hs.
06/01/2010 - Outras 11 perguntas de exame que avalia ensino superior
já tinham sido canceladas por problemas em respostas e enunciados
7% do total de questões foi cancelado, um recorde; Inep afirmou
que vai avaliar se tomará medida contra a empresa que fez a
prova.
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Mais 43 questões do Enade, exame federal que avalia o ensino
superior, foram anuladas por problemas em sua formulação.
Dois itens em questões dissertativas também foram
cancelados. A decisão foi tomada por especialistas nomeados pelo
Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação)
para analisar a prova. Outras 11 perguntas de comunicação
social já haviam sido anuladas. Entre elas, uma que pedia que os
alunos avaliassem críticas feitas pela imprensa à
declaração do presidente Lula de que a crise
econômica mundial não passava de uma "marolinha". Entre as
alternativas estava a de que tinha havido, por parte dos
críticos, "prejulgamento" ou "irresponsabilidade".
Já foram 54 questões descartadas ao todo (7% do total),
maior número desde que o exame foi criado, em 2004, e mais do
que o dobro que em 2008, quando houve 23 anulações. Todos
os que fizeram o exame irão ganhar pontos por elas.
Entre os problemas, estavam respostas duplas ou incorretas e enunciados
errados ou incompletos. Em outros casos, os especialistas consideraram
que as questões não cumpriam as diretrizes estabelecidas.
As perguntas foram elaboradas pela Consulplan, que venceu a
licitação para fazer a prova. Procurada ontem, a empresa
afirmou que o Inep deveria se pronunciar sobre o assunto.
O presidente do instituto, Joaquim José Soares Neto, afirmou que
sua equipe irá analisar o motivo da anulação de
cada questão para decidir se toma alguma medida em
relação à empresa. Entre as sanções
possíveis, segundo ele, estão desde multa até a
proibição de que a Consulplan participe de outras
licitações do Inep.
O Enade avalia a cada três anos um grupo de cursos superiores. Em
2009, foi a vez principalmente de áreas de humanidades. Todas as
provas tinham 40 questões, sendo 10 comuns a todas as
áreas e as demais de conteúdo específico.
Tropeços em avaliações como o Enade e o Enem, que
vazou e foi divulgado com gabarito errado, fizeram com que, no final do
ano passado, o então presidente do Inep, Reynaldo Fernandes,
deixasse o cargo.
Enem
Cerca de 200 detentos de SP e do RS deixaram de fazer ontem o Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio). As provas do exame em
presídios foram marcadas para ontem e hoje por razões de
segurança, com questões diferentes das aplicadas em
dezembro para os demais candidatos. Entre 12 mil que se inscreveram,
esses cerca de 200 foram prejudicados porque as provas ou os
técnicos que deveriam aplicá-las não chegaram
às suas unidades prisionais. Em São Paulo, o problema se
concentrou em dez unidades da Fundação Casa, antiga
Febem. De acordo com a instituição, 29 internos deixaram
de fazer a prova.
O MEC confirma a existência do problema, mas diverge sobre os
números. Para o ministério, foram oito unidades
prisionais em SP e 27 jovens prejudicados. No RS, 181 presos deixaram
de fazer a prova.
Colaborou PATRÍCIA GOMES
Fonte: Folha de São Paulo
Novo Fies é ineficaz para atrair jovem à carreira de docente, dizem especialistas
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22/01/2010 - Programa traz benefícios para estudar, porém salário da profissão é baixo.
Nova lei foi sancionada na última sexta-feira.
Érica Polo Do G1, em São Paulo
A nova lei que regulamenta o Fundo de Financiamento ao Estudante do
Ensino Superior (Fies), de número 12.202, sancionada na semana
passada, não deve estimular os jovens a buscar a
profissão de professor, na opinião de especialistas.
Entre os benefícios do novo Fies está o abatimento de 1%
da dívida para os jovens que optarem por licenciaturas e atuarem
como professores da rede pública de educação
básica com jornada de, no mínimo, 20 horas semanais.
Da mesma forma serão contemplados alunos que optarem por
medicina e atuarem no programa Saúde da Família em
áreas prioritárias definidas pelo Ministério da
Saúde.
Veja o que mudou no Fies
Hoje: Redução da cobrança dos juros no
financiamento dos estudos - de 6,5% para 3,5% ao ano. A taxa vale para
saldos devedores de contratos antigos
Antes: A taxa de juros era de 3,5% para os cursos considerados
prioritários (cursos superiores de tecnologia; licenciaturas em
física, química, matemática e biologia; medicina e
geologia) e 6,5% para os demais cursos
Hoje: O prazo de financiamento subirá para três vezes o
tempo do curso. Exemplo: um estudante que tenha financiado um curso com
duração de quatro anos terá 12 anos para quitar a
dívida.
Antes: Era de duas vezes o prazo do curso
Hoje: Estudantes dos cursos de licenciatura e medicina que atuarem como
professores da rede pública de educação
básica - com jornada de, no mínimo, 20 horas semanais -
ou como médicos do programa Saúde da Família, em
área prioritárias definidas pelo Ministério da
Saúde, poderão pagar os estudos com trabalho. Esses
profissionais vão abater 1% da dívida a cada mês
trabalhado.
Antes: Não existia essa possibilidade
Hoje: Os alunos formados em medicina terão o período de
carência estendido enquanto durar a residência
médica. O benefício é válido para os que
ingressarem em programas de residência credenciados pela
Comissão Nacional de Residência Médica e em
especialidades prioritárias definidas pelo Ministério da
Saúde
Antes: Havia carência de 18 meses após o término do curso
Hoje: O financiamento pode ser requerido a qualquer momento e
não mais em processos seletivos, como antes. O agente operador
é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE), do MEC, e os agentes financeiros são a Caixa
Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil
Antes: O único agente financeiro era a CEF
Hoje: O Fies beneficiará alunos de cursos técnicos de
nível médio, desde que haja disponibilidade de recursos.
A verba ainda será disponibilizada prioritariamente aos
estudantes de cursos de graduação
Antes: Não havia essa possibilidade
As alterações, lembra Ilona Becskeházy, diretora
executiva da Fundação Lemann, foram feitas com o objetivo
de facilitar a graduação em áreas
estratégicas para o país, entre elas
educação e medicina. O Brasil tem déficit de
professores com formação adequada, especificamente na
educação básica. Quanto aos médicos, o
objetivo é de inclusão social, lembra Carlos Monteiro,
especialista em ensino superior. A carreira é vista como
elitista pelos altos valores das mensalidades.
"Atrair para a profissão de professor pede outras
estratégias e com urgência. Uma delas é oferecer
bom salário, além de garantir que a escola terá
intolerância zero com a indisciplina dos alunos, para melhorar as
condições de trabalho", avalia Ana Cristina Canettieri,
diretora da Consultores Associados de Educação (Cadec).
Monteiro concorda que o mercado de trabalho é o chamariz para os
jovens. "Embora seja uma evolução, ainda é
tímida, porque os salários nessa área são
irrisórios", opina.
Quanto ao benefício para os estudantes de medicina, diz
Monteiro, a maioria dos estudantes que optam por essa carreira em
instituições pagas têm condições de
arcar com as mensalidades. "O Fies atinge um grupo muito pequeno nesse
caso. Quem precisaria do programa para pagar mensalidades também
precisa de financiamento para comprar livros e se sustentar".
Na opinião de Ana Cristina, a mudança relativa ao curso
de medicina traz muitas restrições já que
serão beneficiados apenas aqueles que optarem por atuar no
Programa Saúde da Família e em especialidades e
regiões definidas como prioritárias pelo
Ministério da Saúde. De acordo com a pasta da
Saúde, essas regiões ainda serão definidas no
mês de fevereiro deste ano e devem predominar os
municípios das regiões Norte e Nordeste.
Outras mudanças
Uma das principais alterações no Fies é a
redução da cobrança dos juros no financiamento dos
estudos. A taxa caiu de 6,5% para 3,5% ao ano e também vai valer
para saldos de contratos antigos. Além disso, o prazo para
quitar a dívida ficou mais longo.
Para Ana Cristina, essas mudanças são significativas.
"São medidas muito bem vindas e devem estimular a
população estudantil a consumir mais ensino".
A especialista diz, ainda, que considera positiva a inclusão dos
alunos de educação profissional técnica de
nível médio como beneficiários do programa.
Monteiro, no entanto, diz que esta é uma melhoria "relativa",
pois as melhores escolas técnicas do país são
públicas, lembra.
Fonte: G1 - Portal Globo
STF discute reserva de cotas para negros nas universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs.
11/01/2010 - A constitucionalidade ou não do sistema de reserva
de cotas para ingresso nas universidades, com base em critérios
raciais, deve ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal, neste
primeiro semestre. A discussão acontecerá depois de uma
audiência pública a ser realizada nos dias 3, 4 e 5 de
março, para a qual foram selecionados, pelo ministro Ricardo
Lewandowski, 38 dos 252 debatedores inscritos - entre os quais o
próprio ministro de Promoção da Igualdade Racial,
Edson Santos, professores universitários, antropólogos e
diversos representantes de entidades e movimentos da sociedade civil.
Quatro dos 10 ministros habilitados a votar já se manifestaram
em ocasiões diversas, de uma forma ou de outra,
favoráveis à polêmica "ação
afirmativa": Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cármen Lúcia
e Marco Aurélio. O mais novo integrante do tribunal, Dias
Toffoli, está impedido de participar do julgamento por que, na
condição de advogado-geral da União, teve de se
pronunciar oficialmente sobre a matéria - e o fez, na linha de
que o acesso ao ensino "não deve basear-se, exclusivamente, no
critério do mérito".
O ministro Lewandowski é o relator de uma Arguição
de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 186) proposta pelo
Democratas (DEM), tendo como alvo o sistema da Universidade de
Brasília, em vigor há mais de quatro anos. Ele
também é autor de um recurso extraordinário contra
acórdão da Justiça gaúcha que garantiu o
mesmo tipo de ação afirmativa adotado pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul. As duas petições
serão julgadas em conjunto, e o relator garante que os
critérios que usou para a seleção dos habilitados
à audiência pública levaram em conta "a
participação dos diversos segmentos da sociedade, assim
como a mais ampla variação de abordagens sobre a
temática das políticas de ação afirmativa
de acesso ao ensino superior".
Em 31 de julho do ano passado o presidente do STF, Gilmar Mendes, negou
o pedido de liminar na ADPF do DEM, por entender que a questão
deveria ser examinada diretamente no mérito, "em
apreciação célere nesta Corte". Mendes,
porém, chegou a adiantar uma posição
flexível com relação ao assunto: "Na qualidade de
medidas de emergência ante a premência e urgência de
solução dos problemas de discriminação
racial, as ações afirmativas não constituem
subterfúgio e, portanto, não excluem a
adoção de medidas a longo prazo, como a necessária
melhora das condições do ensino fundamental". Para
Mendes, "a questão da constitucionalidade de ações
afirmativas com o objetivo de remediar desigualdades históricas
entre grupos étnicos e sociais, com o intuito de promover a
justiça social, representa um ponto de inflexão do
próprio valor da igualdade". Mas deixou no ar a
indagação, por ele mesmo feita, de se "em
relação ao ensino superior, o sistema de cotas raciais se
apresenta como o mais adequa do ao fim pretendido".
Pró cotas
Quando era presidente do STF, em novembro de 2001, o ministro Marco
Aurélio defendeu, num seminário sobre
"Discriminação e sistema legal brasileiro", cotas para a
população negra no acesso a empregos públicos e
à educação superior como "legislação
imperativa ante a necessidade de o estado intervir para corrigir
desigualdades". Além disso, adotou a reserva de 20% das vagas
nos serviços terceirizados do Supremo para afrodescendentes.
Em abril de 2008, no início do julgamento de ações
de inconstitucionalidade do DEM e da Confederação
Nacional de Estabelecimentos de Ensino (Confenen) contra dispositivos
da lei que criou o Programa Universidade para Todos (Prouni), o
ministro-relator Ayres Britto votou a favor do tratamento diferenciado
que o programa dá a negros, indígenas, deficientes
físicos e egressos de escolas públicas na
concessão de bolsas de estudo. Deu ênfase ao inciso
3º da Constituição, que inclui entre os "objetivos
fundamentais da República Federativa do Brasil" a
"erradicação da pobreza e a redução das
desigualdades sociais", e citou uma frase de Ruy Barbosa: "A verdadeira
igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os
desiguais".
Joaquim Barbosa - que pediu vista das duas ações contra o
Prouni - é citado nos pareceres da AGU e da Procuradoria-Geral
da República. Em artigo publicado na "Revista de
Informação Legislativa" (1999) ele preconizou a
"obrigatoriedade de inclusão, em percentuais compatíveis
com a respectiva presença de cada grupo em uma dada comunidade,
de representantes de grupos sociais historicamente marginalizados". Na
mesma revista, antes de ser nomeada para o STF, Cármen
Lúcia escreveu que "sem oportunidades sociais, econômicas
e políticas iguais, a competição - pedra de toque
da sociedade industrial capitalista - e, principalmente, a
convivência são sempre realizadas em bases e com
resultados desiguais".
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no parecer
enviado ao STF, qualificou a política de cotas de
"justiça distributiva", já que "a exclusão do
negro na sociedade justifica medidas que favoreçam e que ensejem
uma distribuição mais igualitária de bens
escassos, como são as vagas em uma universidade".
Advogada: negros não são única minoria
A advogada do DEM na ADPF 186 - também convidada para a
audiência pública marcada para março - é a
procuradora federal Roberta Fragoso Kauffman, mestre em Direito e
Estado pela Universidade de Brasília, com tese sobre o tema.
Para ela, "a adoção de políticas afirmativas
racialistas - nos moldes em que adotados pela UnB - decorre mais de
certo deslumbramento precipitado em relação ao modelo dos
Estados Unidos, país criador de tal política para negros,
aliado à análise superficial dos dados
estatísticos relacionados aos negros, do que, efetivamente, da
necessidade de tal modelo no Brasil".
Ainda segundo Roberta Kauffman, "a constitucionalidade, ou não,
das medidas afirmativas vai depender, sobretudo, da análise do
contexto histórico-econômico-social-cultural em que foram
implementadas". E exemplifica: "Se considerarmos que todo modelo de
Estado Social tem por pressuposto a integração de todas
as minorias por meio de ações afirmativas,
deveríamos então conviver com a necessidade de
implementação, em nossos sistema jurídico, de
medidas de inclusão para ciganos, homossexuais, nordestinos,
nortistas, transexuais, imigrantes, dentre outras inúmeras
minorias reconhecidas no Brasil. Apesar de todas as minorias precisarem
da proteção estatal contra o preconceito e a
discriminação, nem todo projeto de inclusão
forçada, via ação afirmativa, poderá ser
considerado válido e constitucional, por ofensa à
razoabilidade".
Fonte: Terra
União pode dar suporte às universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
23/01/2010 - Projeto do líder do PDT, senador Osmar Dias, que
prevê a participação da União no
financiamento das universidades estaduais já foi aprovado pelas
Comissões de Educação e de Assuntos
Econômicos do Senado Federal. O Projeto de Lei do Senado 002/2007
autoriza o governo federal a dar suporte financeiro às
universidades de ensino superior sob a responsabilidade dos estados. "A
intenção do meu projeto é determinar que a
União participe do financiamento das universidades estaduais. Se
garantirmos recursos às universidades podemos melhorar a
qualidade do ensino e a remuneração dos professores.
é justo que o governo federal, que detém 63% dos recursos
vindos dos tributos que pagamos, arque com o custeio das universidades
estaduais para expandir a oferta de vagas e melhorar a qualidade dos
cursos nessas instituições", afirma Osmar Dias.
O líder do PDT destaca que o Paraná, que conta com seis
universidades estaduais, gasta R$ 1,2 milhões por ano no ensino
superior público. "É investimento muito importante porque
é revertido na formação das pessoas e na
qualificação profissional. É importante lembrar
que Plano Nacional de Educação prevê que 30% dos
jovens estarão nas universidades públicas em 10 anos, mas
hoje temos apenas 9,8%. Vai demorar muito tempo para alcançarmos
esse objetivo, se não tomarmos medidas como esta. Entendo que
é mais inteligente que o governo federal, ao invés de
criar universidades federais novas, se associe aos estados", observa o
senador ao frisar que a União tem condições de
fazer uma análise técnico-financeira e investir nessas
instituições estaduais de ensino superior que já
têm corpo técnico, laboratórios, hospitais e corpo
acadêmico organizado.
Segundo o senador paranaense, além das cerca de 100
instituições federais de ensino superior, existem pouco
menos de 80 estabelecimentos mantidos pelos governos estaduais, que
respondem por mais de 470 mil matrículas de
graduação. "A demanda por educação superior
vem subindo a cada ano. Em dez anos, o número de alunos
praticamente triplicou. E, considerando as exigências cada vez
maiores do mercado de trabalho, o número de brasileiros que
buscam uma qualificação em nível superior
só tende a aumentar", observa.
Fonte: Diário dos Campos Gerais - PR
Blitz verde na Escócia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs.
29/12/2009 - Para reduzir em 10% as emissões de CO²,
Universidade de Edimburgo promete mudar a rotina de alunos e docentes
fosse adotada em uma cidade, a campanha da Universidade de Edimburgo,
na Escócia, para transformar o estilo de vida e os
hábitos de consumo de sua comunidade nos mais
“verdes” de toda a Grã-Bretanha teria conquistado as
manchetes dos jornais.
Numa das revoluções mais silenciosas do Reino Unido, cada
um dos 25.700 estudantes e 10.400 funcionários enfrentará
um desafio significativo: em menos de um ano, reduzir em 10% o
número de voos, o consumo de carne, as contas de luz e o uso de
automóveis.
Com uma população de 36 mil pessoas, a universidade
equivale em tamanho a uma pequena cidade. Numa estimativa bastante
conservadora, essa “cidade” emite ao menos 350 mil
toneladas anuais de gás carbônico.
A universidade é uma das muitas instituições
educacionais britânicas que decidiram participar da campanha
climática 10:10, cujo objetivo é alcançar uma
redução de 10% nas emissões já em 2010. O
programa, porém, vai além da esfera administrativa e
atinge áreas sensíveis, como o grande número de
viagens aéreas feitas por pesquisadores e alunos.
Na semana passada, a iniciativa recebeu um estímulo
considerável: a instituição recebeu 340 mil libras
do governo escocês para financiar uma equipe que vai mapear
emissões e administrar a campanha para reduzi-las.
A universidade já tem modernos equipamentos de
climatização, que poupam milhares de toneladas de
emissões por ano. Os prédios mais antigos vêm
ganhando inovações, como iluminação ativada
por sensores. O edifício mais novo já tem tecnologia de
baixo consumo energético. Mas, de acordo com David Somervell,
assessor de Sustentabilidade da universidade, essa foi a parte
relativamente fácil das mudanças – o consumo de
energia corresponde a um sexto do total de emissões. Transformar
o estilo de vida de estudantes e acadêmicos é uma tarefa
muito mais árdua, porque a campanha acaba representando uma
intromissão na vida das 36 mil pessoas. Voos rotineiros
Pesquisas sobre o estilo de vida de calouros da universidade, a maioria
deles britânicos, revelaram um dado desafiador: estimuladas por
tarifas baratas, as viagens aéreas se tornaram rotina. Um
questionário apresentado a 2 mil estudantes de um alojamento no
centro de Edimburgo pecou pela ingenuidade: tinha espaço para os
alunos listarem apenas oito viagens. Muitos entrevistados tiveram de
usar o verso do formulário na resposta.
A universidade bancou 7 mil passagens aéreas em 2007 e 2008 para
professores participarem de conferências. Esses voos representam
95% das emissões no quesito viagens de acadêmicos e
funcionários. Lançaram na atmosfera quase 5 mil toneladas
de CO². Mas viagens internacionais dos alunos estrangeiros
são um problema muito mais grave. Os 7.500 estudantes de fora da
Escócia produziram cinco vezes mais emissões apenas em
voos para seus países, ou 25.855 toneladas de CO².
Isso cria um problema para universidades que vêm tentando reduzir
emissões e aumentar o número de estudantes internacionais
para ampliar receita, influência e prestígio. Apesar desse
conflito de interesses, Somervell acredita que o ônus da
poluição produzida por estudantes pode ser atenuado por
outras medidas. A campanha pedirá a alunos que tornem
alojamentos mais “verdes”. Além disso, vai encorajar
dietas com menos carne, estimular caronas, incentivar a troca de
aviões por trens e o uso de videoconferências.
Somervell argumenta que, diante da elevação do custo da
energia, das mudanças climáticas, dos impostos potenciais
sobre lançamento de poluentes e do corte nas verbas repassadas
pelo governo, reduzir as emissões de gás carbônico
demonstra responsabilidade social. “Trata-se de reduzir riscos
futuros e de assegurar que tenhamos uma estratégia para o nosso
futuro.” Fonte: Estadão .EDU
Universidade do século 21
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:42 hs.
06/01/2010 - Ganha força a ideia de extensão inovadora,
prática capaz de levar à sociedade os conhecimentos
produzidos na universidade
NO INÍCIO do século passado, o renomado sociólogo
alemão Max Weber observou que somente por acaso se poderia
encontrar em um mesmo homem as vocações de cientista e
professor. Apenas em situações fortuitas teríamos
a felicidade de entrarmos em uma sala de aula e depararmos com o
acadêmico igualmente "vocacionado" para o ensino e para a
pesquisa.
O dilema weberiano ainda angustia aspirantes e mestres de diversas
áreas do conhecimento. De um lado, estudantes decepcionados por
não compreenderem o brilhantismo dos seus
professores-pesquisadores. De outro, pesquisadores-professores
amargurados por não conseguirem transmitir seus conhecimentos
para diligentes alunos.
Se já era difícil conciliar ensino e pesquisa, o que
dizer da combinação entre ensino, pesquisa e
extensão? As atividades extensionistas exigem dos docentes
universitários uma vocação pouco desenvolvida no
meio acadêmico: a de colocar em prática as
investigações teóricas e os achados das pesquisas.
Se considerarmos ainda o desigual reconhecimento atribuído
às atividades universitárias - a publicação
dos resultados de pesquisa confere mais status do que a
dedicação à sala de aula ou a projetos de
extensão-, é compreensível a
predileção pelos laboratórios entre os jovens
postulantes aos mais prestigiosos títulos acadêmicos.
Contudo, cada vez mais a sociedade contemporânea reclama um papel
engajado das instituições de ensino superior, em
particular das universidades públicas, das quais se exigem
retornos não só na forma de publicações
internacionais mas também em produtos e processos
aplicáveis ao desenvolvimento econômico e social.
Nesse contexto, ganha força o conceito de extensão
inovadora, isto é, a prática extensionista capaz de levar
à sociedade os conhecimentos científicos e
tecnológicos produzidos no intramuros universitário.
Mas, para tanto, é necessário um duplo movimento: 1) de
um lado, as universidades devem promover o reconhecimento mais
equitativo das práticas de ensino, pesquisa e extensão;
2) de outro, as práticas extensionistas devem eleger a
difusão do conhecimento científico e tecnológico
como atividade prioritária.
O conceito de extensão inovadora implica a
superação da ideia da prática extensionista como
consultoria empresarial ou assistencialismo comunitário.
Não se trata apenas de atender demandas de setores sociais
específicos, mas de levar o conhecimento científico e
tecnológico à sociedade como um todo. A extensão
deve constituir o núcleo promotor daquilo que os cientistas
sociais chamam de "meios de inovação", isto é, um
conjunto específico de relações com foco na
produção de novos conhecimentos, novos produtos e novos
processos. O lócus da sinergia entre os atores acadêmicos,
o poder público e o setor produtivo.
O velho modelo humboldtiano (ensino e pesquisa) é
condição necessária, mas não suficiente
para a universidade contemporânea. A superação
desse paradigma, por sua vez, é condição
imprescindível para a prática da extensão
inovadora. Não se trata de minimizar a importância da
fórmula ensino-pesquisa, mas de maximizar o alcance dos seus
resultados para além dos campi universitários.
A Universidade Federal do ABC (UFABC), na região metropolitana
de São Paulo, tem realizado um grande esforço no sentido
de desenvolver uma nova concepção de extensão
universitária, tão inovadora quanto o seu projeto
político pedagógico.
Para tanto, a UFABC tem participado de iniciativas importantes para o
desenvolvimento econômico e social do ABC paulista, como
são os casos do Grupo de Trabalho do Polo Tecnológico do
Grande ABC e do Conselho de Desenvolvimento Econômico do
Município de São Bernardo do Campo.
Só assim essa jovem universidade poderá cumprir o seu
papel científico e tecnológico de forma plena.
Será na relação profícua com os atores
sociais inovadores (representantes do poder público, dos
empresários e dos trabalhadores) que a universidade do
século 21 encontrará a base social para superar os
dilemas vividos pelas universidades do século 20.
- ADALBERTO FAZZIO, 59, é reitor ("pro tempore") da UFABC
(Universidade Federal do ABC), membro da Academia Brasileira de
Ciências e professor titular do Instituto de Física da USP.
- SIDNEY JARD DA SILVA, 38, é chefe de gabinete da reitoria e
professor adjunto do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências
Sociais Aplicadas da UFABC.
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Fonte: Folha de São Paulo
Jovens enfrentam novos problemas no mercado de trabalho, diz Ipea
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs.
22/01/2010 - Os jovens representam 26,4% da população
nacional, segundo pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada). Em 2008, eram 50,2 milhões de pessoas
entre 15 e 29 anos.
De acordo com o levantamento, os jovens estão enfrentando novos
problemas no mercado de trabalho, como a inserção em
empregos que exigem menos qualificação e que, por isso,
oferecem baixos salários e não registram os
profissionais. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 50% trabalham sem
carteira assinada, enquanto na população de 25 a 29 anos,
o índice é de 30%.
Para o Ipea, o trabalho juvenil é caracterizado pela alta
rotatividade, já que os jovens buscam novas experiências
profissionais e maneiras inovadoras de geração de renda.
Desemprego
O desemprego também afeta a população jovem, a
porcentagem é maior entre os de 15 a 17 anos (22,6%), no grupo
de 18 a 24 anos, o índice é de 16,7% e de 9,5% para os
jovens de 25 a 29 anos.
A pesquisa destacou também que a taxa de inatividade é
maior entre as mulheres, de 31,7% entre as de 18 e 24 anos e de 32,7%
para as de 25 a 29 anos. No caso dos homens, a porcentagem é de
13,7% e 10,1%, respectivamente.
Educação
Em relação à educação, o estudo
apontou que, entre a população de 15 a 17 anos, menos da
metade (48%) frequentam o Ensino Médio, 44% não
concluíram o Ensino Fundamental e 18% estão fora da
escola.
Na população entre 18 e 24 anos, 31% dos jovens
frequentam a escola e apenas 13% estão matriculados no Ensino
Superior.
Para 42,2% dos homens jovens, o principal motivo de abandono da escola
é devido à oportunidade de emprego, enquanto, entre as
mulheres, a gravidez é a principal causa, com 21,1%.
Entre os jovens analfabetos, a porcentagem é maior entre os de
25 a 29 anos, com 4,3%, seguido pelo grupo de 18 a 24 anos (2,4%) e
entre 15 e 17 anos (1,7%).
Por Equipe InfoMoney
Fonte: www.administradores.com.br
O novo perfil do engenheiro ambiental pós-Copenhague
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:01 hs.
29/12/2009 - Como a graduação é muito recente e
grande parte dos profissionais experientes vem de outras carreiras,
como engenheiro civil
Na esteira dos encaminhamentos oriundos de Copenhague sobre os desafios
de tornar a terra habitável por mais tempo, tem-se, além
das estratégias para estagnar o aquecimento global, um novo
modelo de desenvolvimento, que deve afetar de forma contundente o
perfil dos profissionais ambientais. Nesse contexto, Fortaleza ganha
seu quarto curso de Engenharia Ambiental. Este, que já existia
na Universidade Federal do Ceará (UFC), na Universidade de
Fortaleza (Unifor) e no Instituto de Ensino Superior, chega agora
à Faculdade Nordeste (Fanor).
Como a graduação é muito recente e grande parte
dos profissionais experientes vem de outras carreiras, como engenheiro
civil, o perfil deste profissional, associado às mudanças
estruturais do planeta e dos cenários competitivos, sofre
alterações de grande significado. “Há trinta
anos, os engenheiros eram treinados para domar a natureza, para
derrubar florestas e abrir estradas. Hoje, os tempos são outros.
Há uma demanda muito grande por mais gente no mercado, pois o
que está em jogo é o futuro da humanidade”,
ressalta o coordenador do curso de Engenharia Ambiental na Fanor,
Márcio Botto.
A visão otimista de Botto é compartilhada pelo professor
doutor Oyrton Monteiro Jr., coordenador do curso da Unifor. “O
engenheiro ambiental, por ter uma formação
multidisciplinar e ampla, tem uma atuação bastante
abrangente e heterogênea, ocupando um vasto campo de
atuação no mercado”, aponta.
Esse profissional promove o desenvolvimento econômico
sustentável. Como pondera Oyrton, ele tem a
“difícil tarefa de conciliar o desenvolvimento
econômico e social com a preservação dos recursos
naturais”. Como uma das atividades principal, diz Oyrton,
encontra-se o planejamento e administração de Sistemas de
Gestão Ambiental, prevendo, evitando, avaliando, medindo,
controlando e se possível recuperando os impactos ambientais
causados pelas atividades do homem na natureza, buscando um
equilíbrio da atividade humana e o meio ambiente.
“Na prática, ele [o engenheiro ambiental] ajuda empresas
ou órgãos públicos a adequarem seu funcionamento
à legislação, que nessa área é muito
nova. Além de as questões ambientais serem uma grande
preocupação da sociedade, as empresas não querem
ter sua imagem atrelada a impactos ambientais negativos”, destaca
Botto.
O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias
para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. A
principal função é preservar a qualidade da
água, do ar e do solo. O profissional realiza estudos de impacto
ambiental e propõe soluções que visam ao
aproveitamento racional dos recursos naturais. Além disso,
elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de
recursos hídricos, saneamento básico, tratamento de
resíduos e recuperação de áreas
contaminadas ou degradadas. Pode ocupar-se, ainda, do estudo de
várias fontes de energia e da avaliação do
potencial energético de uma região.
O mercado de trabalho
A procura pelo engenheiro ambiental é grande, principalmente com
as crescentes exigências legais de proteção ao meio
ambiente. Empreendimentos que exigem avaliações de
impacto ambiental, como termelétricas, indústrias de base
(como siderúrgicas) e grandes obras de infraestrutura (rodovias
e ferrovias), buscam o especialista para o controle de
poluição. No setor público, há vagas em
prefeituras, órgãos do meio ambiente e empresas estatais
que atuam com tratamento de esgoto e conservação e
recuperação de áreas degradadas.
O engenheiro ambiental pode trabalhar, ainda, em empresas de
consultoria e auditoria ambiental, que atendem à demanda de
serviços por parte, principalmente, de construtoras. “O
boom imobiliário que o país vive tem impulsionado a
construção, em grandes capitais, dos green buildings,
edifícios planejados para racionalizar o consumo de água
e energia. Esses projetos são coordenados e assessorados pelo
engenheiro ambiental”, finaliza Botto.
O currículo é multidisciplinar e engloba matérias
das áreas de exatas, biológicas e sociais aplicadas.
Assim, as aulas de matemática, física, química e
estatística alternam-se com as de ecologia, geologia,
hidrologia, topografia e hidráulica.
Fonte: Jornal O Estado - Fortaleza/CE
Cresce procura por escolas bilíngues No País
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:42 hs.
22/01/2010 - No País, instituições passaram de 145
para 180; perfil das famílias muda e as mensalidades ficam mais
baratas
O número de escolas bilíngues no Brasil saltou de 145 em
2007 para 180 em 2009, registrando um aumento de 24% no período.
Neste ano, outros sete colégios estão abrindo as portas
só em São Paulo. O surgimento de novas
instituições revela um nicho educacional disputado, que
se tornou sonho de consumo de famílias de classe média e
alta.
O mapeamento dessas instituições - de ensino fundamental
e médio - é feito anualmente pelo diretor
pedagógico da Escola Cidade Jardim/PlayPen, Lyle Gordon French.
Não há números oficiais de colégios
bilíngues nem legislação específica sobre
seu funcionamento, o que exige dos pais maior atenção com
infraestrutura e proposta pedagógica na hora da escolha (mais
informações nesta pág.).
"Está crescendo a demanda do mercado", explica o diretor. "Os
pais querem que seus filhos estejam habilitados para cursar uma
universidade no exterior ou disputar uma vaga no mercado de trabalho
que peça fluência em outro idioma."
De maneira geral, os colégios bilíngues funcionam em
período integral. Metade das aulas é ministrada em
português e o restante em outro idioma - em muitos casos, como
nas escolas alemãs, por exemplo, há uma carga
horária intensa em alemão e também inglês.
Diferentemente das escolas estrangeiras, que seguem calendários
e currículos de outros países, as bilíngues adotam
as datas e as diretrizes nacionais. Nas instituições
tradicionais, a grande maioria dos professores é estrangeira ou
fez faculdade nos Estados Unidos ou Canadá.
"Para famílias que mudam muito de país, a escola
internacional é melhor. Já famílias que moram no
Brasil preferem as bilíngues, porque seguem as diretrizes
nacionais e preparam para os vestibulares nacionais e estrangeiros",
diz French.
O próprio perfil das famílias que procuram esses
colégios tem mudado nos últimos anos. Na Escola
Suíço Brasileira de São Paulo, atualmente 70% dos
alunos são de famílias brasileiras e 30% de estrangeiras,
de 36 nacionalidades diferentes. "Cada língua que uma
criança aprende expande suas possibilidades. Cada língua
é uma cultura. As famílias brasileiras têm
percebido isso", afirma o diretor Benhard Beutler.
CLASSE MÉDIA
Outro fator que explica o crescimento dessas instituições
nos últimos anos é a abertura de escolas voltadas para a
classe média, com mensalidades mais baixas - os colégios
tradicionais custam, em média, R$ 2.500 ao mês para o
primeiro ano do ensino fundamental.
"Desde que abrimos, preenchemos todas as vagas, os pais que não
aprenderam inglês na infância e sentem hoje dificuldade,
querem que seus filhos estudem em escola bilíngue", explica a
Teca Antunes, diretora do Colégio Santa Amália, no
Tatuapé (zona leste de São Paulo). A mensalidade na
escola custa em torno de R$ 1.200.
Para a funcionária pública Alessandra Poltronieri, que
têm dois filhos na escola, a fluência em inglês
é o grande diferencial. "Eu fui aprender mais velha e tenho
dificuldades. Não queria que eles passassem por isso", conta.
"Quero que aprendam mais do que se estivessem numa escola de idiomas."
A fluência desde a infância em outro idioma foi
também o motivo que levou Robélia Dantas Schmitz Saraiva
a matricular os dois filhos no colégio alemão Humboldt.
"Somos uma família de classe média e sempre tivemos
dificuldade com idiomas. Por isso, decidimos por uma escola que garante
fluência no inglês e no alemão", conta.
ORIENTAÇÕES
Alfabetização: Pais devem prestar atenção
em como será feita a alfabetização do aluno.
Especialistas recomendam que se alfabetize na língua materna e
introduza o outro idioma aos poucos nos
primeiros anos
Professores: É importante saber qual a formação
dos professores da escola, que devem ser pedagogos ou formados na
disciplina que lecionam, além de serem fluentes no idioma
Currículo: Pais devem questionar o currículo de
português do colégio, que deve oferecer a mesma carga
horária e os mesmos conhecimentos do idioma oferecidos por um
colégio brasileiro
Inglês: É importante questionar também quais os parâmetros
curriculares do inglês ensinado na escola e qual o tipo - se
é o inglês mais acadêmico ou social, usado nas
conversas informais. O ideal é que haja um equilíbrio
entre os dois tipos
Provas: É importante saber quais exames e quais
referências de desempenho serão usadas no colégio
para avaliar os alunos. Muitas têm avaliações
internacionais
Fonte: O Estado de São Paulo
Nossas Previsões de Crescimento para 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:04 hs.
29/12/2009 - Sou cobrado continuadamente por jornalistas para fazer uma previsão do PIB para 2010.
Recuso pelas seguintes razões:
1. O crescimento do PIB é um resumo grosseiro da realidade, e que pode causar mais danos do que benefícios.
Não é o PIB que cresce, são as empresas, e nenhuma
empresa cresce exatamente o PIB, pelo contrário. 99% das
empresas tem um crescimento bem diferente do PIB, para mais ou para
menos.
Portanto, mais correto e mais científico é prever o
crescimento das empresas em 2010, e aí temos uma realidade bem
mais complexa, e realista.
Estas estimativas são baseadas no nosso banco de dados das 1000
maiores empresas deste país, que mantenho desde 1974.
PREVISÕES PARA 2010
10% das empresas irão crescer em 2010 mais do que 35%. Isto mesmo.
20% das empresas irão crescer em 2010 mais do que 23%. O que inclui os 10% acima.
30% das empresas irão crescer em 2010 mais do que 14%.
Ou seja, já dá para perceber como estas previsões
de crescimento do "PIB" de 4,5% a 6% em 2010, apresentadas por
vários consultores, podem atrapalhar os executivos de empresas
de classe mundial, que estimam crescimento superior.
"O Sr. tem certeza que o poderemos crescer 35% em 2010?"
"Nosso contratado, que já foi Ministro, diz que o Brasil só irá crescer 4,5% ano que vem."
"Lamento, eu que não entendo nada de Economia, mas sou acionista
desta companhia, terei que cortar o seu pedido de investimentos, para
um valor mais conservador. Não vou me arriscar com estimativas
internas da empresa".
40% das empresas irão crescer em 2010 mais do que 8,2%.
POUCAS EMPRESAS CRESCEM O "PIB"
10% das empresas irão crescer em 2010 entre 4,5% a 6%. Ou seja,
somente 10% das empresas brasileiras irão crescer o que o "PIB"
irá crescer.
Por isto, para administradores de empresas, tanto faz 4,5% ou 6%, muda
muito pouco para um empresa individual, que tem vida própria.
Estimativas do PIB são importantes somente para o governo, cuja
arrecadação tributária depende do crescimento da
economia como um todo. Para isto, basta o IBGE mandar um email para o
Ministro Da Fazenda.
Publicar o PIB como sendo uma previsão útil para empresas
específicas sem apresentar esta dispersão em torno da
média, é atrapalhar a vida do executivo brasileiro.
Agora o lado mais negativo.
40% das empresas irão crescer menos que 1,2% em 2010, mesmo com esta tal euforia.
30% das empresas irão ter queda de vendas de -2,0% ou mais.
20% das empresas terão quedas em 2010 superiores a -4,8%.
Isto é muito grave, para estas empresas, mas poucas ficam de
alertas, porque o consenso é que o "PIB" vai crescer 4,5% a 6%.
10% das empresas terão quedas de mais que -17% em 2010.
Isto, se o passado for alguma indicação do futuro, mas a
distribuição do meu banco de dados mostra que é
por aí. Mais ou menos alguns %.
O Conceito de PIB foi criado 100 anos atrás, quando os
países eram eminentemente agrícolas, ou seja o PIB
representava basicamente um único setor. Leiam David Ricardo.
Hoje, felizmente, países como o Brasil possuem centenas de
setores diferentes, com crescimentos diferentes, e isto o conceito de
PIB não consegue capturar.
Stephen Kanitz
Atenção à demografia (ANTONIO DELFIM NETTO)
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:22 hs.
29/12/2009 - A QUALIDADE do futuro da sociedade brasileira está
presa à sua demografia. As últimas
projeções mostram que em 2030 (que para a
nação é amanhã!) seremos qualquer coisa
como 216 milhões de habitantes, 151 milhões entre 15 e 65
anos. A tabela abaixo deixa isso mais claro:

Esses números mostram que, se o Brasil não for capaz de
pensar os próximos 20 anos, corre o risco de ficar velho antes
de ficar rico. Há dois graves problemas colocados por essa
evolução demográfica.
1º) Temos de acertar nossas contas com o setor da
previdência social (principalmente a do setor público).
Nas condições atuais de pressão e temperatura (que
ameaçam piorar pela miopia do Congresso), isso coloca um
problema insolúvel de equilíbrio fiscal. Sua simples
expectativa ameaça o equilíbrio monetário, o que
torna mais difícil a redução da taxa real de
juros. Esse é um problema ainda mais sério quando
sofisticados economistas, usando sofisticadas técnicas
econométricas, afirmam que a taxa de juro real de
equilíbrio no Brasil é de "7% a 8%"! Só mesmo essa
dupla sofisticação poderia produzir um resultado
teratológico como esse!
2º) É preciso manter no nosso radar que teremos de dar
emprego de boa qualidade a 151 milhões de brasileiros em 2030.
Isso não será feito apenas com a atividade
agrícola e mineradora ou com a economia de baixo carbono, as
duas primeiras certamente poupadoras de mão de obra devido ao
desenvolvimento tecnológico. Precisamos expandir a
produção industrial e a de serviços,
complementando o mercado interno com as exportações.
Isso seguramente não será feito com o "câmbio mais
valorizado do mundo"! Qual é a razão econômica para
uma aplicação, no Brasil, ter rendido em 2009, na
Bovespa, de 7% a 8% ao mês em dólares? Não me
venham com a explicação de que isso se deve "à
oferta e à procura", porque, no Brasil, é a
formação do câmbio futuro que determina o
presente... Como disse o sábio Thomas Carlyle, basta ensinar um
papagaio a soletrar "oferta" e "procura" e teremos um economista...
A excessiva valorização do real está destruindo as
cadeias produtivas e levando as empresas a se transferirem para o
exterior, transformando-se de exportadoras (que criavam emprego) em
importadoras (que dispensam empregos).
Se tudo continuar como está, em 2030 seremos um grande
exportador de alimentos e minérios e um grande e
miserável repositório de desempregados!
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Folha de S. Paulo
Estudo vai reduzir pena de presidiário
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:35 hs.
30/12/2009 - O condenado submetido a regime fechado ou semiaberto de
prisão poderá diminuir sua pena se decidir estudar
O condenado submetido a regime fechado ou semiaberto de prisão
poderá diminuir sua pena se decidir estudar, assim reduzindo um
dia de privação de liberdade para cada 12 horas de
freqüência escolar. Iniciativa nesse sentido será
votada em 2010 pela Comissão de Educação, Cultura
e Esporte (CE) do Senado.
O texto será deliberado na forma de substitutivo do senador
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) a projeto do senador Cristovam Buarque
(PDT-DF), que tramita em conjunto com outros dois - de Aloizio
Mercadante (PT-SP) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) -, todos com
ênfase na ressocialização de presidiários
pelo estudo.
O substitutivo muda a Lei da Execução Penal (LEP), que
já prevê a remição da pena à
razão de um dia a menos de encarceramento por três dias de
trabalho do presidiário. O texto compreende como
freqüência escolar a atividade de ensino fundamental,
médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de
requalificação profissional.
A iniciativa também estabelece que o estudo poderá ser
desenvolvido de forma presencial ou pelo método do ensino
à distância. E, ao sistematizar essas possibilidades de
redução da pena, pelo trabalho ou pelo estudo, o
substitutivo organiza a contagem de tempo para a concessão
desses benefícios, a fim de que isso seja feito à
razão de:
- um dia de pena por 12 horas de freqüência escolar;
- um dia de pena por 3 dias de trabalho; e
- um dia de pena por três dias de prisão cautelar, a
partir do nonagésimo dia até a intimação da
sentença condenatória.
O substitutivo também estabelece que o tempo a ser resgatado
pelo presidiário em função das horas de estudo
será acrescido de um terço no caso de conclusão do
ensino fundamental, médio ou superior, durante o cumprimento da
pena, desde que certificado pelo órgão competente do
sistema de educação. E mais: se a proposta virar lei, o
tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os
efeitos legais. (Fonte: Agência Senado)
Fonte: A Tribuna - MT
Interpretação da AGU aponta R$ 1.024,67 a partir de janeiro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:58 hs.
31/12/2009 - A Advocacia-Geral da União (AGU) respondeu nesta
terça-feira, 29, consulta feita pelo Ministério da
Educação sobre a interpretação do art.
5º da Lei nº 11.738/2008 que atrela o reajuste do piso
nacional dos professores ao crescimento do valor anual mínimo
por aluno do Fundeb.
Em sua resposta, a AGU entende que a melhor interpretação
do referido dispositivo é a que permite a
utilização de um parâmetro efetivo para a
identificação da variação do valor anual
mínimo por aluno. Seguindo essa interpretação, o
percentual de reajuste sugerido para o ano de 2010 é de 7,86%,
referente à diferença dos valores mínimos por
aluno aferidos nos anos de 2008 e 2009, consignados na Portaria
Interministerial nº 1.027, de 19 de agosto de 2008, e na Portaria
Interministerial nº 788, de 14 de agosto de 2009.
A aplicação do percentual eleva o piso de R$ 950,00 para
R$ 1.024,67 para uma jornada de 40 horas semanais a partir de 1º
de janeiro de 2010. Embora a interpretação da AGU
não seja vinculante, esta será a
recomendação do MEC aos entes federados que o consultarem
sobre o tema.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: MEC
Educação: lei pode ajudar a fiscalizar metas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:25 hs.
Objetivo é solucionar problemas enfrentados pelos estudantes
Adauri Antunes Barbosa
SÃO PAULO. Uma Lei de Responsabilidade Educacional, nos moldes
da Lei de Responsabilidade Fiscal, pode ser a solução
para que a educação brasileira consiga superar os graves
problemas mostrados pelo GLOBO na série de reportagens
“Vida de estudante”, publicadas durante esta semana. A
ideia de criar essa lei, que fiscalizaria todos os recursos aplicados
no setor, é do presidente da Câmara de
Educação Básica do Conselho Nacional de
Educação (CNE), César Callegari.
Os candidatos que saírem vencedores das eleições
do próximo ano terão a responsabilidade de colocar em
prática o novo Plano Nacional de Educação (PNE),
que será votado em 2010 pelo Congresso. O maior mérito do
projeto é tornar obrigatório a sinalização
dos recursos que devem estar à disposição dos
objetivos e metas do setor. Para que o Plano passe à
prática com força de lei, Callegari considera fundamental
a criação de uma Lei de Responsabilidade Educacional.
— Um dos grandes desafios para a educação de
qualidade é o nosso país construir instrumentos como a
Lei de Responsabilidade Educacional, da mesma forma como já
existe a Lei de Responsabilidade Fiscal. Seria para obrigar os
governantes a cumprirem o que determinam as leis da
educação — defende o educador.
Entre os problemas enfrentados hoje pelos estudantes, e abordados na
série publicada pelo GLOBO, estão a evasão
escolar, a falta de professores e a defasagem de ensino.
Depois que o Congresso Nacional votar em 2010 o PNE, se a lei de
Responsabilidade Educacional for criada, segundo o presidente da
Câmara de Educação Básica do Conselho
Nacional de Educação (CNE), os planos estaduais e
municipais de educação teriam de se adaptar à Lei.
De acordo com ele, esses planos devem ter clareza em termos de
ampliação da melhoria da qualidade da
educação e ainda responsabilizar quem não atingir
as metas.
— Nenhum candidato a governador que pretenda a
eleição ou a reeleição em 2010
poderá deixar de especificar metas sobre ampliação
da oferta do ensino médio — diz ele, lembrando que o novo
presidente da República também deve estar comprometido
com essas metas.
Reforçando a necessidade de que o novo Plano tenha força
de lei, o professor Sérgio Haddad, coordenador-geral da ONG
Ação Educativa, lembra que o desafio do país
é levar educação a 2 milhões de pessoas
entre 14 e 29 anos que não sabem ler e escrever.
— Se não tiver força de lei, o novo Plano Nacional
de Educação, que deve valer até 2021, não
vai mudar nada.
Fonte: O Globo
A revolução que testemunhei em 40 anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:26 hs.
04/01/2010 - Nunca pensei que 40 anos pudessem fazer tanta
diferença na história da humanidade. Não apenas na
política internacional ou na economia, mas, em especial, na
tecnologia. Voltemos a 1970, para comprovar, leitor. Naquele ano, a
humanidade não dispunha de computadores pessoais, nem de CDs, de
TV digital, de DVDs, de Blu-rays, de celulares, de internet, de
tomografia computadorizada ou de imagens de vídeo de alta
definição. Tudo isso intriga os garotos e jovens de hoje,
que nos perguntam, admirados: "Como era viver num mundo sem computador,
celular e internet?"
Essa reflexão me vem à mente logo que o avião
começa a se aproximar de Las Vegas, aonde venho para fazer a
cobertura, pela quadragésima vez, de mais uma
edição do Consumer Electronics Show (CES 2010),
também conhecido por Feira de Las Vegas, maior evento mundial de
eletrônica de entretenimento. Entre centenas de
inovações que deverão ser lançadas este
ano, estão o computador tablet duplo Entourage Edge, com duas
telas de cristal líquido (LCD); o Electronic Housekeeper, um
servidor que controla o consumo de água, luz e energia de toda a
casa; os novos e-books; Blu-ray disc-3D, para imagens tridimensionais;
e, talvez, o super-celular do Google.
Durante a semana do CES 2010, cerca de 120 mil pessoas visitarão
seus 2.500 estandes (450 dos quais de empresas chinesas), numa
área total de 140 mil metros quadrados. Para mim, o melhor desse
evento é ouvir palestras de especialistas e entrevistar
líderes da indústria sobre as grandes tendências da
eletrônica, em áudio, vídeo e multimídia.
Ao longo de quatro décadas, essa Feira de Las Vegas me tem
proporcionado a oportunidade de ouvir algumas celebridades, como Akio
Morita, ex-presidente da Sony; Bill Gates, da Microsoft; Steve Jobs, da
Apple; John Chambers, da Cisco; Craig Barrett e Paul Otellini, da
Intel; Larry Page, do Google; além de visionários como
Alvin Toffler, Nicholas Negroponte ou Don Tapscott.
Em janeiro de 2008, permaneci durante três horas em pé,
numa longa fila, com mais de 2 mil jornalistas, para garantir um lugar
no auditório onde Bill Gates falaria pela décima e
última vez na condição de presidente da Microsoft
e como keynote speaker, na pré-abertura do CES.
40 ANOS DE INOVAÇÕES
Quando olho para trás, fico impressionado com o número de
inovações e de mudanças tecnológicas
ocorridas ao longo de quatro décadas. A maioria dessas
tecnologias e produtos foi lançada no CES, nos últimos 40
anos. Confira:
Em 1970, gravador de videocassete (VCR).
Em 1974, toca-discos para laser discs, o bolachão com som digital e imagem analógica.
Em 1975, Pong, videogame pioneiro da Atari.
Em 1979, primeiro Walkman, reprodutor de fita cassete da Sony, com fones de ouvido de maior eficiência.
Em 1981, câmeras-gravadoras (camcorders) do formato VHS para videocassete.
Em 1982, pré-lançamento do Compact Disc (CD) e de seu toca-discos (CD player); o microcomputador Commodore 64.
Em 1984, microcomputador Amiga.
Em 1985, videogame Nintendo Entertainment System (NES), apelidado de Nintendinho no Brasil.
Em 1988, o jogo eletrônico Tetris.
Em 1991, CD-i ou CD interativo.
Em 1993, mini-disc digital de áudio.
Em 1994, receptor de televisão via satélite.
Em 1995, jogo eletrônico Virtual Boy.
Em 1996, DVD (Digital Versatile Disc).
Em 1998, TV digital de alta definição (HDTV).
Em 1999, gravador pessoal de vídeo ou PVRs (personal video recorder, ou PDR, de personal digital recorder).
Em 2001, primeiro televisor de plasma. O Xbox, da Microsoft.
Em 2004, Blu-ray Disc e HD-DVD, os DVDs de alta definição.
Em 2005, primeira demonstração de IPTV com imagens de alta qualidade.
Em 2006, Ultra High Definition TV (U-HDTV), da japonesa NHK, com 32
milhões de pixels em telões de 11 metros de diagonal.
Em 2008, protótipos de TV a laser e TV tridimensional.
Em 2009, protótipos de TV a LED e OLED.
UMA CIDADE ÚNICA
Da janela de meu quarto, num vigésimo andar, tenho uma vista
preciosa de Las Vegas, uma cidade que nunca dorme. Por suas luzes e a
loucura de sua arquitetura, é o melhor exemplo de urbe
psicodélica. Quando vista do espaço, contam os
astronautas, Las Vegas é a cidade mais luminosa do planeta.
As mudanças aqui foram profundas em 40 anos. Em 1970, sua
população metropolitana não passava de 120 mil
habitantes. Hoje são quase 2 milhões. É a maior
cidade norte-americana fundada no século 20 (em 1905). Turismo,
jogo e entretenimento rendem bilhões de dólares por ano.
A permissividade extrema desta "sin city" (cidade do pecado), talvez,
explique o fato de ser a campeã mundial de suicídios e de
divórcios.
Muito além do jogo, no entanto, Las Vegas tem coisas
extraordinárias. São os espetáculos do Cirque du
Soleil, os concertos e shows de artistas famosos, a infraestrutura
incomparável de seu imenso centro de convenções,
de seus luxuosos hotéis e finos restaurantes. Esse conjunto de
fatores, fez de Las Vegas um dos centros mundiais da indústria
de feiras e eventos de grande porte, competindo com Hannover e
Frankfurt, na Alemanha.
Ethevaldo Siqueira, esiqueira@telequest.com.br, LAS VEGAS
Mulheres serão maioria no trabalho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:17 hs.
31/12/2009 - As mulheres serão mais da metade da força de
trabalho dos Estados Unidos nos próximos meses, segundo a
edição desta semana da revista britânica Economist.
Em outubro, eram 49,9% do total. "O fortalecimento econômico das
mulheres no mundo rico é uma das mais extraordinárias
revoluções dos últimos 50 anos", afirma a revista,
que tem sua capa dedicada ao tema.
Elas já são a maioria entre as pessoas que saem das
universidades nos países da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e
ultrapassam os homens nos postos de trabalho intelectual em diversos
países ricos, incluindo os EUA.
Apesar disso, a revolução ainda está incompleta.
"Somente 2% dos dirigentes das maiores empresas americanas e 5% dos
seus pares na Inglaterra são mulheres", aponta a revista. "Elas
ainda recebem, na média, significantemente menos do que os
homens." Segundo o semanário britânico, esse problema
está estreitamente relacionado a um outro: muitas mulheres ainda
são obrigadas a escolher entre a carreira e os filhos. Nos EUA,
mulheres sem filhos ganham o mesmo que os homens, mas mães
ganham bem menos.
A capa da revista é a imagem de uma campanha do governo dos EUA
durante a Segunda Guerra, para incentivar as mulheres a trabalharem nas
fábricas, enquanto os homens estavam nos campos de batalha
estrangeiros. A trabalhadora com mangas arregaçadas vinha
acompanhada do slogan "somos capazes" (we can do it). A Economist
trocou a frase por "conseguimos" (we did it).
Na revolução feminina, "o aspirador de pó cumpriu
o seu papel", segundo a revista. "Mas a inovação mais
importante foi a pílula anticoncepcional." A pílula
permitiu que as mulheres se casassem mais tarde, e que investissem mais
tempo em educação. "Saber que não teriam que, por
exemplo, deixar a faculdade de direito para ter um bebê tornou a
faculdade de direito mais atrativa", diz a Economist.
A revista é contrária a grandes
intervenções do Estado, mas aponta que o governo pode
acelerar essa revolução, com políticas mais
simples e baratas, como a dos países escandinavos. Todos eles
têm muitas creches financiadas pelo Estado. A ideia seria
facilitar a vida das mães que trabalham, atualizando as
políticas públicas. "As escolas alemãs, por
exemplo, fecham ao meio dia", diz a reportagem. "As escolas americanas
fecham por dois meses no verão. Essas coisas podem ser mudadas
sem alto custo."
Segundo a revista, muitas crianças pagaram o preço de
crescer em uma casa com duas fontes de renda, e lidar com as
consequências da revolução feminina será um
"desafio para os próximos 50 anos".
Fonte: O Estado de S.Paulo
China dá sinais de que seguirá com aquisições no exterior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:12 hs.
04/01/2010 - A resolução de ano-novo da China: comprar
mais ativos no exterior, especialmente de recursos naturais.
Soa familiar? É a mesma promessa que a China fez no ano passado e no anterior.
As fusões e aquisições chinesas no exterior
somaram US$ 43,39 bilhões em 2009, segundo a Dealogic, firma que
acompanha essas transações. Em 2008, o total foi de US$
50,33 bilhões, mas apenas porque o acordo mais ambicioso da
China naquele ano, a proposta da Corporação de
Alumínio da China, a Chinalco, para fazer uma aliança de
US$ 19,5 bilhões com a Rio Tinto, fracassou depois que a
mineradora anglo-australiana optou por um acordo com a BHP Billiton.
Os resultados da febre de aquisições chinesas no
exterior, que atingiu o apogeu em 2008, são impressionantes. A
atividade total de fusão e aquisição de 2008 e
2009 ultrapassou toda a atividade chinesa nesse segmento dos
últimos oito anos.
E não espere que as coisas se acalmem tão cedo.
"Acreditamos que essa tendência muito provavelmente vai
continuar, diante do tamanho da economia chinesa em
relação a outras economias da região, e da vontade
das empresas chinesas de se expandir internacionalmente", diz Ed King,
diretor da divisão de F&A para a Ásia e Oceania do
Morgan Stanley. A principal área de foco, acrescenta,
serão os recursos naturais, que responderam por uns dois
terços do total de transações fechadas pela China
no exterior no ano passado.
Ferro, cobre, carvão, gás natural e outros recursos
são cruciais para alimentar o crescimento da China e Pequim
já deixou claro que investimentos no exterior que assegurem
esses recursos serão autorizados. Os compradores não
enfrentaram problemas na hora de conseguir financiamento do Banco de
Desenvolvimento da China e outras estatais.
É como descreve Joseph Gallagher, diretor de F&A para a
Ásia e Oceania do Credit Suisse: "A única
limitação é no lado dos vendedores. Há
ativos suficientes para comprar e as autoridades de
regulamentação nos mercados- alvo vão permitir
esses investimentos?"
Dois dos maiores acordos chineses no exterior recentemente envolveram a
aquisição de minas na Austrália, mas o
investimento chinês no país segue sendo uma questão
politicamente sensível. Alvos de aquisição em
outros países, como a Argentina, onde banqueiros dizem que
petrolíferas chinesas já chegaram a cogitar a
aquisição de ativos da espanhola Repsol YPF SA, podem ser
ainda mais delicados.
O preço e a concorrência também podem desacelerar
os esforços chineses. A recuperação das
commodities tornou os ativos de recursos naturais mais caros e
compradores rivais da Índia, Coreia do Sul e outros lugares
mostram que não é só a China que tem dinheiro para
gastar.
Alguns anteveem até a volta do investimento chinês no setor manufatureiro, como o automotivo.
"Acho que eles vão analisar áreas em que podem comprar
capacidade (de produção) e marca", a última uma
área em que os fabricantes chineses tradicionalmente são
fracos, diz David Chin, co-diretor de banco de investimento do UBS AG
para a região.
As empresas chinesas já começaram a selecionar os cacos
que lhes interessam em meio aos escombros das montadoras americanas e
europeias. No que pode ser uma venda histórica, a Ford Motor Co.
pretende fechar um acordo definitivo para desovar sua divisão
Volvo na Zhejiang Geely Holding Group Co. por uns US$ 2 bilhões
neste início de ano.
Um fator importante nesses acordos é a possibilidade de adquirir
um ativo estrangeiro para explorá-lo no mercado
doméstico, onde o potencial de crescimento é muito mais
atraente que nas maduras economias dos países desenvolvidos.
Para a Geely, diz Chin, "a motivação principal não
era comprar a Volvo e conquistar o mundo, mas comprar a Volvo e
conquistar o mercado chinês". Ele e outros acreditam que
há potencial para isso ocorrer em vários setores, como o
de tecnologia.
O investimento chinês em empresas do setor financeiro de
países ricos não foi muito bem aceito domesticamente, e
poucos esperam que o país faça tão cedo mais
investidas nessa direção.
Mesmo assim, é possível que ocorra algum investimento
seletivo no setor em 2010. Duas áreas em que é bom ficar
de olho são empresas financeiras que não são
bancos, como administradoras de recursos que contam com a expertise que
a China não tem, e bancos em países próximos da
China, como no Sudeste Asiático.
Com toda a empolgação relacionada ao investimento
chinês no exterior, a atividade interna de F&A na China
continua sendo uma área em que as expectativas diminuíram
consideravelmente. Um dos principais motivos é o persistente
efeito da decepção de março, quando o governo
chinês barrou a oferta de US$ 2,4 bilhões da Coca-Cola Co.
para comprar a fabricante de suco China Huiyuan Juice Group Ltd.,
devido a temores sobre seu impacto na concorrência interna.
Mas, além disso, num cenário de alta liquidez como o da
China, as boas empresas simplesmente não precisam mais do
investimento estrangeiro como antes. O renascimento das aberturas de
capital nas bolsas chinesas este ano dificultou que compradores
estrangeiros façam ofertas competitivas.
Qualquer empresa que tenha um lucro de US$ 10 milhões a US$ 15
milhões por ano vai tentar uma abertura de capital, explica um
banqueiro, em vez de um acordo com um investidor estrangeiro. "É
simplesmente difícil enxergar a possibilidade de surgirem muitos
acordos substanciais", diz ele.
Peter Stein, The Wall Street Journal, de Hong Kong
Fonte: Valor Econômico
Orçamento da educação receberá mais R$ 10 bilhões a cada ano
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:37 hs.
31/12/2009 - A aprovação da Emenda Constitucional nº
59, que determina o fim gradual da desvinculação das
receitas da União (DRU) sobre as verbas federais da
educação, é o maior avanço do setor desde a
constituinte de 1988. A avaliação foi feita pelo ministro
Fernando Haddad, ao falar nesta quarta-feira, 30, sobre as conquistas
da educação em 2009.
O fim da DRU significa o ingresso de cerca de R$ 7 bilhões no
orçamento da educação em 2010 e, com o fim da
incidência, em 2011, cerca de R$ 10 bilhões a mais por
ano. É uma reversão importante, segundo Haddad, porque,
desde 1994, a desvinculação retira 20% dos recursos que
deveriam ser destinados à educação. A
obrigatoriedade de estabelecer metas de aplicação das
verbas públicas em educação, proporcional ao
Produto Interno Bruto (PIB), é outra conquista da Emenda 59.
A ampliação do ensino obrigatório e gratuito a
todas as etapas da educação básica, dos quatro
anos de idade aos 17 anos, também está contemplada na
emenda. O prazo para universalizar o acesso à
educação pública gratuita é 2016. Na
avaliação do ministro, a pré-escola deverá
completar a universalização antes do prazo, em 2013, mas
o ensino médio, que exige uma série de medidas, entre as
quais a correção de fluxo escolar, deverá ser
concluída em 2016. Uma vez na escola, os estudantes de todas as
etapas terão direito ao livro didático, à merenda,
ao transporte e à assistência à saúde,
conforme a Emenda.
Entre os desafios de 2010, Fernando Haddad destacou a
definição de regras de rateio dos custos dos 46 hospitais
universitários (HUs). Pela Constituição, a
responsabilidade do MEC é arcar com os custos da
educação nos HUs e o Ministério da Saúde
com os custos de assistência à saúde. A
definição das novas regras deverá acontecer
até a metade de janeiro de 2010.
Ionice Lorenzoni
Fonte: MEC
O Ensino Superior no liminar de 2010: Cenários e Tendências (I)
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:28 hs.
Peter Drucker, o grande guru da administração, tem uma
frase fantástica quanto às relações entre
Planejamento e a construção do futuro. Diz ele:
“Planejar não diz respeito às ações
do futuro, mas ao impacto futuro das ações do
presente”.
A partir dessa afirmativa podemos dizer que o presente de uma IES
é fruto das decisões tomadas no passado. O futuro
será conseqüência das decisões tomadas hoje,
no presente.
Hoje, ultimo dia do ano, nos parece ser o momento adequado para
refletirmos sobre o que esperar no setor educacional em 2010: os
cenários e as tendências.
As IES não vivem isoladas do contexto, recebendo influencia de outros setores e a eles também influenciando.
Observando o cenário mundial percebemos profundas
transformações no mundo do trabalho, na
educação, nos valores sociais, nas influências
políticas e econômicas, no desenho de um novo mapa
geográfico do desenvolvimento de mais tecnologias de
informação e da comunicação (TICS), da
volatilidade do crescimento econômico e do desenvolvimento
sustentável.
Este cenário de profundas transformações exige
grandes mudanças no mundo das organizações, sejam
elas com ou sem fins lucrativos, sejam indústrias, escolas,
hospitais ou até mesmo Igrejas.
Todas as organizações são desafiadas para ter
sucesso em 2010 a desenvolver uma grande capacidade de
adaptação (em função das mudanças
profundas e rápidas); de construir estruturas flexíveis e
de se transformar em instituições ágeis e
inovadoras.
Ainda em 2010, mais do que nos primeiros anos do século XXI, as
organizações têm que se preparar para se tornar
mais competitivas e ao mesmo tempo buscar o desenvolvimento
sustentável, tanto do ponto de vista social, econômico e
ambiental.
Dentro desse contexto as organizações
universitárias devem permanentemente buscar a
inovação, a competitividade, a eficácia da
gestão, enfim se Reimaginar!!!
Assim o novo cenário do setor educacional para 2010 mostra que:
- as IES deverão ser mais competitivas;
- o foco das organizações educacionais deverá ser nas suas competências essenciais;
- as universidades deverão se preocupar com o desenvolvimento individual e coletivo;
- nesse novo cenário haverá mudanças na Cultura Institucional e no perfil dos profissionais;
- pessoas (talentos) serão diferenciais competitivos e a única vantagem competitiva sustentável.
Para as IES, 2010 reserva novos paradigmas:
1 – Satisfação e realização do aluno.
2 – Capacitação, valorização e empregabilidade.
3 – Concorrência crescente.
4 – As IES como centro de excelência e formação.
Para o binômio ensino-aprendizagem novos e desafiadores paradigmas se colocam frente as IES:
1 – Alunos são ativos, empreendedores, desbravadores e transformadores de conhecimentos novos e individuais
2 – Os alunos interagem entre si e processam informações
3 – O ensino prepara o aluno para um ambiente cooperativo e de aprendizagem baseado em times de trabalho.
4 – Os alunos são treinados a aprender e aprender
5 – Os alunos devem ser preparados para solucionar problemas
6 – A construção do conhecimento se dá a partir da sinergia entre as IES e o aluno
7 – A IES deve desenvolver competências diferenciadas para o mercado de trabalho
8 – As relações são baseadas em
intuição, sentimento, emoção,
sensações, percepções, além da
razão e do pensamento cientifico.
9 – A tecnologia faz parte do ensino
10 – A IES promoverá conhecimento sistêmico e
contínuo, voltado para o empreendedorismo pessoal e social.
Cenários e Tendências (II)
O futuro do passado
Em 2010, as IES ainda conviverão com diversos cenários que têm tirado o sono de muitos gestores.
O passado se apresenta em 2010 na forma de:
- aumento da competição;
- crescimento da taxa de evasão e inadimplência crescente;
- taxa de ociosidade representando metade da oferta de vagas;
- não-receita suplantando a receita real de muitas IES;
- preço médio em queda livre em função da “guerra de preços”;
- descontos crescentes quase sempre desvinculados de reduções de custos;
- relações candidatos-vaga e ingressantes-vaga diminuindo assustadoramente.
- regulação cada vez mais forte, quase sempre gerando novos custos (NDE por exemplo)
- taxa de lucratividade tendendo a zero
Conclusão: esses fantasmas do passado continuarão a assombrar as IES pelo menos em um futuro a médio prazo.
O presente do futuro
Não existe “bola de cristal” para prever o futuro
com precisão. Se pudéssemos conhecer o futuro, com
certeza, isso significaria que ele não pode ser alterado. No
entanto o objetivo principal de estudar o futuro é olhar para o
que pode acontecer se as tendências atuais continuarem, decidir
se isso é desejável, e, se não é, trabalhar
para mudar isso.
O objetivo principal das IES em estudar o futuro é
torná-lo melhor. Tendências, previsões e
idéias sobre o futuro permitem detectar oportunidades e
ameaças mais cedo, permitindo que as organizações
educacionais definam seu posicionamento e o nível dos
investimentos necessários.
Vejamos agora algumas tendências e previsões para o futuro
baseados nos estudos da World Future Society e na revista “The
Futurist”, que terão impacto forte em 2010 e anos
seguintes:
1 – Mais alunos irão cursar o ensino superior no exterior.
2 – A sala de aula do futuro não terá paredes, nem relógios e nem limite de idade.
3 – A expectativa de vida mais longa influenciará a escolha de carreiras.
4 – Mais pessoas com 50 anos ou mais voltarão a escola para iniciar uma nova carreira.
5 – Jovem entre 20 e 30 anos permanecerão mais tempo na
universidade, seja fazendo pós-graduação ou
capacitando para os trabalhos mais complexos exigidos pela nova
sociedade.
6 – As pessoas poderão optar por maiores salários
ou por mais tempo livre para se dedicar à família ou ao
lazer, ou ao entretenimento ou a cultura e a Educação
continuada.
7 – A Internet vai aumentar ainda mais a necessidade de conexões sociais.
8 – A educação vai ser portátil e a
aprendizagem será “on-demand”. O cliente (aluno)
pode baixar o que quiser e usá-lo quando quiser.
9 – O texto será imediatamente traduzido em apresentações multimídia.
10 – Educação para os nativos digitais vai se tornar cada vez mais pessoal e móvel.
11 – Os nativos digitais são multitarefas o que
obrigará os professores a lutar por seu tempo e
atenção.
12 – Os nativos digitais trabalharão colaborativamente e
aprenderão mais que as gerações anteriores. O
teste de progresso de um aluno será cada vez mais difícil.
13 – A mobilidade dos empregos terá caráter global.
14 – Experiências ao invés de bens materiais
promoverão bem-estar e felicidade. Pessoas que usam
experiências para satisfazer seus objetivos pessoais tornam-se
mais interessantes, agradáveis e felizes que os materialistas.
15 – Os artistas do futuro serão mais orientados para o mercado.
16 – Mais jovens vão atrasar ou optar por não
ingressar na força de trabalho. Seja passando mais tempo na
escola ou simplesmente aproveitando a vida.
17 – A tecnologia vai levar a educação para os analfabetos
18 – A Educação vai mudar da leitura, da escrita e
da matemática para incentivar a criatividade, a
imaginação e o pensamento crítico.
19 – A capacidade de conhecimento humano vai continuar a dobrar a cada ano.
“Capacidade de conhecimento humano é a quantidade de
conhecimento disponível multiplicado pelo poder da tecnologia em
processar esse conhecimento”.
20 – A Educação Virtual (EAD) crescerá
geometricamente, tanto na educação formal, quanto na
educação corporativa.
21 – Os nativos digitais terão um enorme impacto sobre a
sociedade. Têm uma forte inclinação empreendedora.
A maioria deles prefere ter o seu próprio negócio a ser
um alto executivo. Os empregadores e as universidades terão de
adaptar praticamente todas as suas políticas e práticas,
incluindo a busca de novas formas de motivá-los,
avaliá-los e recompensá-los.
Ao concluir este artigo, gostaríamos de lembrar ao leitor do que
se você acha que as coisas estão mudando rápido
agora, você ainda não viu nada.
A taxa de mudança está se acelerando. Todos nós
vamos passar o resto de nossas vidas no futuro. Portanto, se quisermos
ser práticos, devemos concentrar nossa atenção
sobre as tendências e idéias que estão moldando o
futuro. Quais serão essas mudanças? O que elas significam
para você, sua família, sua carreira, sua comunidade, seus
investimentos ou sua IES?
Não podemos fazer nada para mudar o passado, mas temos um poder
enorme para moldar o futuro, construindo nossos sonhos de amanhã.
Nas IES, à medida que seus diferentes “stakeholders”
se unirem, formando redes de interesse humano em relação
ao futuro, cada uma delas encontrará a força e a
sabedoria necessárias para criar um mundo melhor. E assim
será o futuro do futuro.
Pense nisso! Use este texto como leitura preliminar para o Planejamento de 2010 na sua IES.
Muito sucesso e um 2010 pleno de realizações para você e para a sua IES.
Fonte: CM Consultoria
Indicados seis nomes do GT da Comissão da Verdade
Fonte: Agência Brasil
O Diário Oficial da União deve publicar amanhã
(27) os nomes dos seis componentes do grupo de trabalho que
deverá elaborar até abril o projeto de lei para criar a
Comissão Nacional da Verdade. Esta comissão vai apurar
crimes comuns praticados por agentes do Estado desde 1946 até
1988, sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985).
De acordo com a Casa Civil da Presidência da República, os
nomes do governo são: o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria
Especial de Direitos Humanos (Sedh); Paulo Abrão, presidente da
Comissão de Anistia; Erenice Guerra, secretária-executiva
da Casa Civil; Vilson Marcelo Vedana, consultor jurídico do
Ministério da Defesa.
Além desses nomes, já estavam indicados cientista
político Paulo Sérgio Pinheiro (ex-secretário de
Direitos Humanos) e do advogado Marco Antônio Rodrigues Barbosa
(presidente da Comissão de Mortos e Desparecidos
Políticos).
A criação do GT foi determinada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em decreto de 13 de janeiro. Segundo o
documento, o grupo deverá formular anteprojeto de lei que defina
como a Comissão da Verdade funcionará. A portaria com os
nomes da Comissão da verdade sairá com três dias de
atraso em relação ao previsto no decreto presidencial.
Outros países que passaram por regimes não
democráticos como a Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru e
até a África do Sul (pós-Apartheid) já
criaram comissões da verdade para verificar abusos cometidos
durante o período de ditadura.
“A Comissão da Verdade não processa e não
prende ninguém”, esclarece o advogado Belisário dos
Santos Júnior, da Comissão de Mortos e Desparecidos
políticos. Caberá a comissão apurar eventuais
crimes como tortura, sequestro, estupro e assassinatos e encaminhar
processos relativos à Justiça.
“A Comissão da Verdade é fundamental para que as
cicatrizes sejam fechadas”, disse Barbosa, ao anunciar o nome de
Paulo Sérgio Pinheiro. O presidente da Comissão de Mortos
e desaparecidos tem expectativa que o Congresso Nacional elabore este
ano a lei da Comissão da Verdade e que a Justiça
faça os julgamentos.
“Eu espero que os agentes do estado cumpram seus deveres”,
disse Barbosa. Ele comentou a demora do julgamento sobre a
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF
nº 153), que questiona a extensão da anistia da ditadura
militar (Lei 6.6683, de 28/8/1979) a crimes comuns cometidos contra
presos políticos.
No próximo dia 3 de fevereiro, completará um ano que o
Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda parecer da Procuradoria Geral da
República (PGR) sobre a arguição. A
ação foi iniciada em outubro de 2008 pelo Conselho
Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Pesquisas acadêmicas de interesse do Judiciário terão apoio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:02 hs.
27/01/2010 - Um termo de cooperação para apoiar pesquisas
acadêmicas de interesse do Poder Judiciário foi assinado
nesta terça-feira, 26, pelo presidente da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, e pelo
presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes.
O documento prevê o fomento à pesquisa por meio de bolsas
de estudo.
As bolsas se destinarão a grupos de pesquisa das
instituições de ensino superior com programa de
pós-graduação aprovado pela Capes. O Conselho
Nacional de Justiça será o responsável por
transferir os recursos financeiros para a execução do
termo.
Guimarães explicou que a parceria firmada com o CNJ é
mais uma que Capes estabelece, desde 2007, de forma induzida para
atender a áreas estratégicas e de interesse do Estado.
São vários os acordos assinados com órgãos
do poder público com esta intenção, já
foram assinadas parcerias com Ministério da Defesa, da
Saúde, da Marinha, das Comunicações, Secretaria de
Política para Mulheres. “A Capes trabalha com três
componentes: qualidade, competência e agilidade. Estamos agora
aguardando o contato do CNJ para o lançamento em breve do
primeiro edital”, finalizou.
O ministro Gilmar Mendes destacou a importância de aprimorar
cientificamente as pesquisas voltadas ao Poder Judiciário.
“Não há dúvida sobre a importância do
setor para a sociedade, são milhões de processos por ano
em diversas áreas. Há uma variedade de temas que passam
no judiciário e por outro lado há uma enorme
carência na área de pesquisa. Por meio da parceria com a
Capes, o CNJ quer ter subsídios científicos para
enfrentar essa diversidade de temas com novas abordagens na
orientação do nosso trabalho”, concluiu.
Na ocasião, o CNJ assinou mais dois convênios. O primeiro
com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a
Advocacia Geral da União (AGU), o Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o
Instituto de Terras do Pará (Iterpa) para
regularização fundiária de terras da União
no estado do Pará. O segundo convênio foi firmado com o
Tribunal de Justiça do Pará e tem como objetivo
modernizar as unidades de registro de imóveis em todo o estado.
Acordo_CNJ_STF02
Capes e CNJ firmam parceria (Foto: ACS/Capes)
CNJ
O Conselho Nacional de Justiça é um órgão
voltado à reformulação de quadros e meios no
Judiciário, sobretudo no que diz respeito ao controle e à
transparência administrativa e processual. Foi criado em 31 de
dezembro de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005. Trata-se de um
órgão do Poder Judiciário com sede em
Brasília e atuação em todo o território
nacional, que visa, mediante ações de planejamento,
coordenação e controle administrativo, aperfeiçoar
o serviço público de prestação da
Justiça.
O Conselho foi instituído em obediência ao determinado na
Constituição Federal, e é composto por 15 membros,
com mandato de dois anos. Saiba mais sobre o CNJ.
Fonte: Portal Capes
MEC promete anunciar resultados do Enem 2009 na quinta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:52 hs.
27/01/2010 - BRASÍLIA - O Ministério da
Educação (MEC) deverá abrir já na
sexta-feira as inscrições para 47.913 vagas em 23
universidades federais e demais instituições nas quais o
Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) substituirá os
tradicionais vestibulares. O início das inscrições
no chamado Sistema de Seleção Unificada (Sisu) depende do
fim da correção e entrega dos resultados do Enem, o que
está previsto para ocorrer depois nesta quinta-feira.
O Sisu selecionará candidatos para 51 instituições
de ensino. Além das 23 universidades federais, as notas do Enem
serão usadas por 26 institutos federais de
educação, ciência e tecnologia, pela Universidade
do Norte Fluminense e pela Escola de Estatística do IBGE.
Caso não consiga abrir inscrições na sexta-feira,
o MEC pretende fazer isso na segunda ou terça da semana
seguinte. Os candidatos terão então quatro dias
úteis para escolher o curso e a instituição onde
pretendem estudar. Nesse período, será possível
saber se a nota obtida no Enem é suficiente para garantir a vaga.
Ao constatar que a nota não é alta o bastante, o
candidato poderá optar sucessivamente por outro curso e/ou
instituição. Encerrada essa etapa, o MEC dará
prazo de sete dias para as matrículas. A assessoria de imprensa
do MEC anunciou que o estudante deverá fazer a matrícula
pessoalmente. Depois disso, será aberto um novo período
de inscrições para as vagas que não tiverem sido
preenchidas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep),
órgão do ministério responsável pelo Enem,
informou que os resultados deverão ser divulgados na
quinta-feira. A ideia é que cada candidato possa consultar as
notas pela internet. O Inep vai divulgar cinco notas - uma para a
redação e outras quatro referentes aos testes com
questões objetivas: linguagens, matemática,
ciências humanas e ciências da natureza. No Sisu, o peso de
cada nota poderá variar conforme o curso ou a
instituição. Nesse caso, o próprio sistema
fará a ponderação.
Instituições vão abrir mão de seus processos seletivos
O ministério vai detalhar o funcionamento do Sisu ao longo da
semana. O novo sistema é a ferramenta que permitirá ao
MEC substituir os vestibulares tradicionais pelo Enem. As 51
instituições vinculadas ao Sisu abriram mão de
seus processos seletivos. Outras universidades também
levarão em conta as notas do Enem, mas apenas parcialmente, sem
integrar o Sisu.
O sistema unificado funcionará nos moldes do mecanismo já
utilizado para selecionar bolsistas do programa Universidade para Todos
(ProUni). Após o vazamento de provas do Enem, o anúncio
dos resultados estava previsto para 5 de fevereiro. O consórcio
formado pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, da
Universidade de Brasília (UnB), conseguiu antecipar a
correção das provas.
Fonte: O Globo - RJ
ABMES consegue redução da carga tributária para IES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs.
27/01/2010 - A Associação Brasileira de Mantenedoras de
Ensino Superior (ABMES) conseguiu um Mandado de Segurança
Coletivo que beneficia seus associados com a suspensão do
recolhimento dos valores relativos às
contribuições sociais patronais incidentes sobre os
valores pagos aos seus empregados.
Na prática a ação possibilitará que as
instituições de ensino superior (IES) associadas a ABMES
tenham crédito junto ao INSS por conta da Não
Incidência da Contribuição Previdenciária
sobre as seguintes contribuições sociais:
auxílio-doença, auxílio-acidente,
salário-maternidade, férias e adicional de férias.
Em que consiste essa Tese?
Quando um funcionário se acidenta e adoece, é afastado, a
empresa paga seu salário durante os 15 primeiros dias e
também recolhe a parte patronal de 20% ao INSS. A partir do
16º dia, o INSS assume os pagamentos. Quando a funcionária
fica grávida, recebe seu salário normalmente (a parte
salarial já é compensada em GPS’s futuras) –
a empresa recolhe a parte patronal de 20% ao INSS. A lei determina que
se recolha 20% da parte patronal ao INSS sobre
remunerações pagas por qualquer serviço
efetivamente, ou potencialmente prestado ao empregador. Em outras
palavras o pagamento dos 20% ao INSS é devido mediante ao
serviço prestado ao empregador, ou seja, no caso do afastamento
por acidente, por exemplo, não há serviço prestado
no período de 15 dias de afastamento.
Objetivo das Ações
Por meio de Mandado de Segurança Coletivo, sem risco da
sucumbência – pleiteia-se judicialmente o indébito
tributário relativo aos últimos 10 (dez) anos –
corrigido pela SELIC, bem como a suspensão da exigibilidade dos
pagamentos vincendos.
O que preciso fazer para aderir a Ação?
Ser associado à ABMES e estar em dia com suas mensalidades;
Assinar a Carta de Adesão ao Mandado de Segurança Coletivo;
Enviar para a ABMES o resumo da Folha de Pagamento dos últimos 10 anos;
Efetuar o pagamento no valor de 1% do valor ajuizado limitado à
R$ 1.916,00 a título de custas processuais. (As
informações bancárias para este passo serão
encaminhadas ao longo dos contatos feitos com a
associação);
Efetuar o pagamento de 20% para honorários advocatícios em caso de êxito da ação.
Dúvidas e outras informações
Prof. Sólon Hormidas Caldas
Assessor da ABMES
solon@abmes.org.br
Tel: (61) 3226-6481
Fonte: Portal ABMES
MEC pretende financiar 200 mil alunos por ano
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:27 hs.
27/01/2010 - Com as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies), publicadas na semana passada, o Ministério da
Educação (MEC) pretende chegar a 200 mil contratos por
ano. Segundo a secretária de Ensino Superior, Maria Paula Bucci,
em 2009 foram fechados cerca de 35 mil contratos, seis vezes menos do
que a nova meta do ministério.
"Muitos estudantes têm temor de fazer o financiamento e
nós precisamos vencer isso mostrando que a taxa de juros foi
reduzida e o prazo de carência e de quitação da
dívida foram ampliados", disse.
O programa permite aos universitários financiar os estudos em um
curso superior de instituições particulares. Entre as
mudanças está a redução dos juros de 6,5%
para 3,5% ao ano, inclusive para o saldo devedor de contratos antigos.
O prazo para quitação da dívida, que antes era de
duas vezes o período do curso, agora passa a ser de três.
Ou seja: um estudante que financiou um curso com duração
de quatro anos, poderá quitar seu saldo devedor em até 12
anos.
O processo de seleção para o Fies, que antes era feito no
início de cada semestre, agora poderá ser feito a
qualquer momento. O estudante deve procurar uma agência da Caixa
Econômica Federal ou do Banco do Brasil para efetuar o
financiamento a partir de março.
Maria Paula afirmou que a taxa de inadimplência do Fies
está hoje em cerca de 12%, o que seria "normal" para essa
modalidade de financiamento. As instituições interessadas
em participar do Fies já podem se cadastrar pela internet. O MEC
leva em consideração alguns critérios de qualidade
do curso a partir da nota obtida em avaliações com o
Enade.
Fonte: Valor Econômico
A China dominará o mundo?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs.
28/01/2010 - O outrora todo poderoso dólar treme à
mercê de Pequim e dos países ricos em petróleo
Dani Rodrik
A China ainda é um país pobre, mesmo assim projeta-se que
sua economia ultrapasse a dos EUA em tamanho nas próximas duas
décadas
Trinta anos atrás, a China tinha uma presença
minúscula na economia global e pouca influência fora das
suas fronteiras, exceto por alguns países com os quais mantinha
relações políticas e militares próximas.
Hoje, o país é uma notável potência
econômica: maior centro fabril do mundo, destacado investidor
mundo afora, da África à América Latina, e, cada
vez mais, uma importante fonte de pesquisa e desenvolvimento.
O governo chinês está sentado sobre um nível
espantoso de reservas cambiais, superior a US$ 2 trilhões.
Não existe um único setor em algum lugar no mundo que
já não tenha sentido o impacto da China, seja como um
fornecedor de baixo custo, ou, de forma mais ameaçadora, como um
concorrente formidável.
A China ainda é um país pobre. Apesar de a renda
média ter aumentado muito rapidamente nas décadas
recentes, ela ainda se situa entre 1/7 e 1/8 dos níveis nos EUA,
mais baixo que o da Turquia ou Colômbia. Enquanto a China
litorânea e suas metrópoles mais importantes exibem
riqueza formidável, extensas faixas da China Ocidental continuam
atoladas na pobreza. Apesar disso, projeta-se que a economia da China
ultrapasse a dos EUA em tamanho nas próximas duas décadas.
Enquanto isso, os EUA, a única superpotência
econômica do mundo até recentemente, permanecem um gigante
diminuído. O país se vê humilhado por seus fiascos
em política exterior e por uma descomunal crise financeira. Sua
credibilidade depois da desastrosa invasão do Iraque está
no seu nível histórico mais baixo, apesar da simpatia
global pelo presidente Barack Obama, e seu modelo econômico
está em pedaços. O outrora todo-poderoso dólar
cambaleia à mercê da China e dos países ricos em
petróleo.
Todos esses elementos levam a perguntar se a China acabará
substituindo os EUA como o poder hegemônico do mundo, o ditador e
fiscalizador de regras do mundo. Num livro novo fascinante, intitulado
de forma esclarecedora "When China Rules the World" (Quando a China
dominar o mundo), o intelectual e jornalista britânico Martin
Jacques é contundente: se você pensa que a China
será integrada suavemente num sistema mundial liberal,
capitalista e democrático, argumenta Jacques, prepare-se para
uma grande surpresa. A China não só será a
próxima superpotência econômica, como também
a ordem mundial que ela construirá parecerá muito
diferente daquela que tivemos sob a liderança dos EUA.
Americanos e europeus presumem displicentemente que a China se
tornará mais parecida com eles à medida que sua economia
se desenvolver e sua população ficar mais rica. Isso
é uma miragem, diz Jacques. Os chineses e seu governo
estão ligados a um conceito diferente de sociedade e de regime:
baseado em comunidade, em vez de individualista, centralizado no
Estado, em vez de liberal, autoritário em lugar de
democrático. A China tem 2 mil anos de história como uma
civilização distinta, aos quais pode recorrer para se
fortalecer. Ela não se curvará simplesmente aos valores e
instituições do Ocidente.
Uma ordem mundial centrada na China refletirá valores chineses
em vez de ocidentais, argumenta Jacques. Pequim eclipsará Nova
York, o renminbi substituirá o dólar, o mandarim
assumirá o lugar do inglês, e os alunos em todo o mundo
aprenderão sobre as viagens de descobrimento de Zheng He ao
longo da costa Oriental da África, em vez de aprenderem sobre
Vasco da Gama ou Cristóvão Colombo.
Serão coisas do passado o evangelismo dos mercados e a
democracia. É muito menos provável que a China interfira
nos assuntos internos de Estados soberanos. Em troca, porém, ela
exigirá que países menores e menos poderosos
reconheçam explicitamente a primazia chinesa (exatamente como
nos sistemas tributários de antigamente).
Antes que algo dessa natureza venha a ocorrer, contudo, a China
deverá continuar o seu veloz crescimento econômico e
manter sua coesão social e união política. Nada
disso está garantido. Por baixo do possante dínamo
econômico da China encontram-se profundas tensões,
desigualdades e rachaduras que poderão até arruinar uma
progressão tranquila rumo à hegemonia global. Ao longo da
sua longa história, forças centrífugas muitas
vezes empurraram o país na direção da desordem e
da desintegração.
A estabilidade da China depende criticamente da capacidade do governo
de distribuir ganhos econômicos contínuos à vasta
maioria da população. A China é o único
país do mundo onde qualquer coisa abaixo de 8% de crescimento
ano após ano é considerado perigoso porque o fato poderia
desencadear inquietação social. A maioria do resto do
mundo apenas sonha com crescimento àquela taxa, o que deixa
entrever muito sobre a fragilidade subjacente do sistema chinês.
A natureza autoritária do regime político está no
núcleo dessa fragilidade. Ele só permite a
repressão quando o governo enfrenta protestos e
oposição fora dos canais estabelecidos.
O problema é que ficará cada vez mais difícil para
a China manter o tipo de crescimento que experimentou nos anos
recentes. O crescimento do país atualmente se apoia numa moeda
subvalorizada e num enorme superávit na balança
comercial. Isso é insustentável e, cedo ou tarde,
precipitará um confronto de grandes proporções com
os EUA (e a Europa). Não há formas fáceis de
contornar esse dilema. A China provavelmente precisará se
conformar com crescimento mais baixo.
Se a China superar esses obstáculos e realmente acabar se
tornando a potência econômica predominante do mundo, a
globalização deverá, certamente, assumir as
características chinesas. Assim, a democracia e os direitos
humanos provavelmente perderão a sua atratividade como normas
mundiais. Esse é o lado negativo.
O lado positivo é que uma ordem global chinesa mostrará
maior respeito por soberania nacional e mais tolerância por
diversidade nacional. Haverá maior espaço para
experimentação com diferentes modelos econômicos.
Dani Rodrik, professor de Economia Política na Escola de
Administração Pública John F. Kennedy da
Universidade Harvard. Copyright: Project Syndicate, 2009.
www.project-syndicate.org Podcast no link http:// media.blubrry.com/ps/ media.libsyn.com/media/ps/rodrik39.mp3 .
Fonte: Valor Econômico