
29/01/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
INEP - Censo da Educação Superior
MEC divulga notas do Enem
Projeto abrirá exceção para diploma de professores
CFA aprova registro para tecnólogos
Universidades estaduais e municipais podem ganhar financiamento da União
Ministério Público Federal em Santa Catarina quer suspender Enem
Senado vota projeto que flexibiliza exigência de nível superior para professores do ensino básico
Aluno inadimplente poderá ser desligado após 90 dias sem pagamento
OAB fará exame nacional unificado para a profissão de advogado
Aviso de Contribuição Sindical Exercício 2010
Com novas regras do Fies, ministério espera chegar a 200 mil contratos por ano
Prouni completa cinco anos e pode sofrer alterações
Novo Censo da Educação Superior inicia coleta na próxima segunda-feira, dia 18
Lei nº 12.202 de 14 de Janeiro de 2010.
Lei nº 12.197 de 14 de Janeiro de 2010.
Fies poderá ser pago com trabalho
Nova lei do Fies define regras mais brandas para financiamento estudantil
Crianças de 5 anos poderão ser aceitas na 1ª série só neste ano
Governo vai criar Enem em espanhol para ingresso de alunos na Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Lei nº 12.189, de 12 de Janeiro de 2010
Entrevista - Fernando Haddad
Ensino fora do padrão
A educação do Brasil em 2016: os mesmos erros?
Estados estão despreparados para oferecer espanhol na rede pública
Ministros desistem de deixar o governo
Fundo imobiliário mira universidades
Pesquisa mostra que 95% não sabem se vão concluir estudos
Portaria nº 16, de 15 de Janeiro de 2010
Perguntas e respostas explicam notas do exame em cada área
Confira a lista de profissões mais bem pagas do país, segundo a FGV
INEP - Censo da Educação Superior
Fonte: ABMES Notícias
http://sitio.censosuperior.inep.gov.br/
Agora é a hora de todas Instituições de
Educação Superior do país responderem ao Censo da
Educação Superior 2009.
Acesse o sistema de coleta do Censo no endereço eletrônico
www.censosuperior.inep.gov.br e informe os dados solicitados.
Ofício que dispõe sobre o novo sistema de coleta do Censo
da Educação Superior:
http://www.censosuperior.inep.gov.br/
MEC divulga notas do Enem
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação disponibilizou nesta
quinta-feira, dia 28, as notas do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem). Foram divulgadas as notas dos candidatos que fizeram o exame em
janeiro deste ano. A divulgação estava prevista para a
próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro.
Mais de 2,5 milhões candidatos poderão ter acesso
às notas através do site do Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os estudantes
encontrarão na página eletrônica as quatro
médias de cada área avaliada no exame, inclusive a da
redação.
Para ver o resultado o candidato deve informar o CPF e senha contida no
cartão de confirmação ou o número de
inscrição mais a senha. Aqueles que perderão a
senha poderão recuperá-la no próprio sistema.
Como a nota do Enem, os candidatos poderão se candidatar a uma
das 47,9 mil vagas em instituições federais de ensino
superior, para isso, precisam acessar o Sistema de
Seleção Unificada do Ministério da
Educação.
Projeto abrirá exceção para diploma de professores
Fonte: Jornal da Educação
O Projeto de Lei da Câmara que prevê exceção
para a exigência de diploma de curso superior para professores do
ensino básico está na pauta de votações do
Plenário.
De acordo com a proposta, poderão ser contratados docentes para
a educação infantil e primeira fase do ensino fundamental
que tenham apenas formação mínima de nível
médio em locais onde não haja, comprovadamente,
profissionais com ensino superior.
O projeto tramita em caráter de urgência e tranca a pauta
de votação de qualquer proposta legislativa, pois a
apreciação da proposta não foi concluída no
prazo de 45 dias.
CFA aprova registro para tecnólogos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs.
29/01/2010 - Medida vai beneficiar os profissionais diplomados em curso
superior de tecnologia voltado para a área da
Administração
Nos últimos anos, aumentou o número de cursos superiores
tecnológicos. Para se ter uma idéia do crescimento,
segundo o Censo da Educação Superior de 2007, divulgado
pelo Instituto Nacional de Pesquisa e Estatística Anísio
Teixeira (Inep/MEC), dos cerca de 24 mil cursos de ensino superior
ofertados o país, quase quatro mil são
tecnológicos. Nas áreas relacionadas à
Administração, por exemplo, são formados
aproximadamente cerca de 20 mil tecnólogos por ano.
Pensando nestes profissionais, o Sistema Conselhos Federal e Regionais
de Administração (CFA/CRAs) publicou as
Resoluções Normativas nº 373,374 e 379/2009 onde
aprova o registro para os tecnólogos das áreas da
Administração. A partir de então, passa a ser
obrigatória a obtenção do registro para exercer a
profissão.
Ao editar as resoluções, o Conselho cumpriu com sua
missão legal de orientar, disciplinar e fiscalizar o
exercício profissional daqueles que exerçam ou explorem
funções restritas à Administração.
“Dessa forma atendemos a própria legislação
educacional em vigor, ou seja, acatamos a formação
acadêmica dos profissionais egressos de cursos devidamente
reconhecidos pelo MEC.
Os cursos superiores de tecnologia e os de bacharelado são
modalidades de graduação. Porém, as suas bases
legais são diferentes. Cabe ao bacharel em
Administração atuar em todo o campo de conhecimento da
administração e ao Tecnólogo atuar somente em uma
determinada área do conhecimento dessa ciência. O seu
exercício profissional está restrito à sua
formação acadêmica.
Uma das vantagens de ser um profissional registrado é ser
reconhecido no mercado de trabalho como uma pessoa qualificada e apta a
exercer a profissão. Além disso, contará com o
respaldo do Sistema CFA/CRAs para proteger os diretos profissionais e
pelo reconhecimento da profissão.
O diplomado em curso superior de tecnologia já pode solicitar o
seu registro no Conselho Regional de Administração do seu
estado. Além dos documentos pessoais como identidade e CPF, o
interessado precisa apresentar o requerimento de registro preenchido e
o diploma de conclusão. Porém, é importante
ressaltar que o curso esteja reconhecido pelo MEC. Para saber quais
são eles, basta acessar o Catálogo Nacional dos Cursos
Superiores de Tecnologia (http://catalogo.mec.gov.br). Atualmente
existem muitas opções de cursos tecnológicos na
área de Administração aprovados como, por exemplo,
“Gestão Financeira”, “Gestão
Pública”, “Gestão de Cooperativa” e
“Gestão da Qualidade”.
Sobre o CFA – O Conselho Federal de Administração
é um órgão normativo, consultivo, orientador e
disciplinador do exercício da profissão de Administrador,
sediado na capital federal, responsável por controlar e
fiscalizar as atividades financeiras e administrativas do Sistema
CFA/CRAs. Este, que tem como missão promover a difusão da
Ciência da Administração e a
valorização da profissão do Administrador visando
a defesa da Sociedade, é integrado pelo CFA e pelos 25 Conselhos
Regionais de Administração – CRAs, sediados em
quase todos os Estados da Federação.
ROBERTO CARVALHO CARDOSO
Fonte: www.administradores.com.br
Universidades estaduais e municipais podem ganhar financiamento da União
Fonte: Jornal da Educação
A União poderá financiar cursos gratuitos em Centros
Universitários municipais e estaduais. Pelo menos é o que
diz o projeto de Lei 6464/09 que tramita na Câmara, que tem em
vista o aumento da oferta de vagas, além de auxiliar com
melhorias na qualidade do ensino. Caso o texto seja aprovado, ele
deverá ser inserido na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB - 9.394/96) e os critérios
e fontes de receita para o financiamento serão definidos em um
regulamento complementar.
Segundo o senador Omar Dias (PDT-PR), autor do projeto, a medida visa
aumentar o número de vagas nessas universidades, uma vez que a
procura de brasileiros que buscam qualificação
profissional é grande em relação à
quantidade de vagas oferecidas. Além disso, muitos não
têm capital para arcar com uma instituição
particular.
Sobre os outros programas de financiamento, o senador conclui que tanto
o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e o
Programa Universidade para Todos (Prouni) são importantes, mas
não são suficientes para democratizar o acesso às
universidades.
A tramitação do projeto já está em fase de
conclusão e deverá ser analisado pelas comissões
de Educação e Cultura; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Ministério Público Federal em Santa Catarina quer suspender Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:29 hs.
Procedimento adotado para abertura e separação de provas é questionado
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC)
ingressou com ação civil pública, com pedido de
liminar, para suspender o concurso público do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) 2009/2010. A alegação é
de que o procedimento adotado na prova não atende o
princípio da impessoalidade.
A partir de denúncias anônimas, o MPF apurou que as provas
do concurso haviam sido envelopadas com a identificação
dos candidatos. Enquanto o procedimento correto consiste em manter a
folha de respostas — múltipla escolha ou subjetiva
(escrita pelo candidato) — identificada apenas por um
número. Esse mesmo número também deve constar em
um outro cartão, com a identificação do candidato.
Ao final da provas, os três últimos candidatos costumam
ser chamados para verificar a inserção das folhas de
respostas em um envelope, que é lacrado com cera, enquanto em
outro envelope são inseridos os cartões com a
identificação de cada candidato. É, então,
lavrada uma ata com assinatura dos fiscais e dos três candidatos
que passam a servir como testemunhas do procedimento.
São remetidos aos examinadores apenas os envelopes contendo as
provas. Os envelopes com cartões de identificação
são abertos somente após a correção de
todas as provas e a devolução delas pelos examinadores. O
procedimento, conhecido como desidentificação, garante
desta forma o princípio da impessoalidade.
Segundo o MPF, no entanto, o Enem não teve qualquer tipo de
fiscalização ou de participação dos
candidatos no processo. O órgão requer a suspensão
do concurso a fim de evitar a divulgação e a
homologação das notas dos candidatos, para que o Enem
não possa ser utilizado pelas universidades brasileiras como
critério de seleção para o ingresso.
MPF quer imagens do sistema interno de TV
Assinada pelos procuradores da República em Joinville Davy
Lincoln Rocha e Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, a
ação foi proposta contra a União, o Centro de
Seleção e de Promoção de Eventos da
Universidade de Brasília (Cespe/UnB), organizador da prova, e o
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep).
Para os procuradores, embora não seja obrigatória a
participação dos candidatos no procedimento de
lacração dos envelopes, o procedimento empregado pelo
Cespe/UnB estaria longe de garantir que as provas sejam corrigidas sem
a possibilidade de identificação dos candidatos.
Entre os pedidos da ação, o MPF requer que seja
determinada a exibição das imagens captadas pelo sistema
interno de TV durante o procedimento de desidentificação
das provas subjetivas.
Organizador da prova garante sigilo
No caso dos exames do Enem, realizados nos dias 5 e 6 de dezembro, a
própria Cespe/UnB informou ao MPF que a
desidentificação das provas é feita “em
ambiente sigiloso, absolutamente seguro e monitorado por circuito
interno de TV que funciona 24 horas por dia”, e executada por
“profissionais experientes, responsáveis,
sérios”.
Porém, como foi noticiado recentemente, o MPF paulista denunciou
cinco pessoas pelos crimes de peculato (furto praticado por servidor
público), corrupção passiva (exigir vantagem
indevida) e violação de sigilo funcional depois da
descoberta de furto, vazamento e tentativa de venda da prova do Enem.
Por causa disso, a primeira prova do concurso foi anulada.
Fonte: Zero Hora Online
Senado vota projeto que flexibiliza exigência de nível superior para professores do ensino básico
Fonte: ABMES Notícias
PLENÁRIO / Votações 26/01/2010 - 16h34
Matéria retificada dia 27/01 às 19h03
Está na pauta do Plenário o Projeto de Lei da
Câmara (PLC) 280/09, de autoria do Executivo que abre
exceção para a exigência de diploma de curso
superior - licenciatura ou graduação plena - para os
professores do ensino básico.
Com a nova redação, o PLC 280/09 altera a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) para
admitir a contratação de professores para a
educação infantil e as quatro séries iniciais do
ensino fundamental com formação mínima de
nível médio onde comprovadamente não existirem
formados em nível superior.
O projeto, que tramita em regime de urgência constitucional,
tranca a pauta da Casa juntamente com as Medidas Provisórias
(MPs) 469/09, 471/09 e o Projeto de Lei de Conversão (PLV)
18/09.
O regime de votação de urgência constitucional
estabelece prazo de votação de 45 dias para a
votação da proposta. Como a apreciação do
PLC 280/09 não foi concluída dentro desse período,
a proposição passará a trancar a pauta, impedindo
a votação de qualquer proposta legislativa.
Laércio Franzon / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Aluno inadimplente poderá ser desligado após 90 dias sem pagamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:06 hs.
16/01/2010 - Aluno inadimplente poderá ser desligado após 90 dias sem pagamento
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6124/09, do deputado
Clóvis Fecury (DEM-MA), que permite à escola particular
desligar o aluno inadimplente após 90 dias sem pagamento da
mensalidade, contados da assinatura do contrato; ou no fim do semestre
letivo, quando o estabelecimento adotar o regime didático
semestral.
O projeto altera a Lei da Mensalidade Escolar (9.870/99), que
prevê o desligamento anual por inadimplência e permite o
semestral apenas nos casos de estabelecimentos de ensino superior que
adotem esse regime.
Clóvis Fecury argumenta que a atual legislação
desequilibra o setor educacional, pois protege o aluno inadimplente e
prejudica as escolas, que não podem pagar seus
funcionários nem fazer investimentos com receita reduzida.
"É fundamental punir o calote para garantir a
sobrevivência das instituições privadas de ensino
básico", afirma. Para o deputado, a inadimplência
também encarece o sistema de ensino e pune os alunos que pagam
suas mensalidades em dia.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será
analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de
Educação e Cultura; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Pierre Triboli
Fonte: Revista Envolverde - SP
OAB fará exame nacional unificado para a profissão de advogado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:29 hs.
18/01/2010 - BRASÍLIA - Alvo de constantes críticas
devido aos altos índices de reprovação e
denúncias de fraude, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
anunciou que, a partir de agora, o seu exame jurídico, para
aqueles que querem atuar na profissão, será realizado de
forma nacional. A prova da OAB será a mesma nas 27 seccionais da
ordem no país.
O presidente Nacional OAB, Cezar Britto, comemorou a mudança,
uma promessa de sua gestão. Por meio de nota divulgada no
domingo, Britto afirmou que a mudança tornará o exame da
OAB mais eficaz. No formato atual, os índices de
reprovação do exame variam entre 60% e 70%.
“Hoje é um dia histórico porque nasce o mais
abalizado instrumento de análise, controle e
fiscalização dos cursos de direito no país. A OAB,
O MEC [Ministério da Educação] e a sociedade
terão agora um instrumento eficaz para combater a ganância
e a mercantilização do ensino jurídico", disse o
presidente da OAB, em nota.
Fonte: Portal IG
Aviso de Contribuição Sindical Exercício 2010
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
O Sindicato Nacional dos docentes das Instituições de
Ensino Superior - ANDES - Sindicato Nacional, com base territorial
nacional e sede em Brasília-DF, FAZ SABER aos que o presente
virem ou dele tiverem conhecimento, especialmente às
Instituições de Ensino Superior - IES, que a
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL de seus docentes, relativa ao
exercício de 2010, de que tratam o Artigo 8º, Inciso IV, da
Constituição Federal e o Capitulo III do Título V
da CLT, equivalente a um (1) dia de trabalho, no que se refere a sua
parcela do total da contribuição, não
deverá ser descontada este ano na folha de MARÇO, seja em
favor deste ou de qualquer outro sindicato. Este Sindicato, como
representante da categoria docente das Instituições de
Ensino Superior de todo o País, na forma do registro sindical
restabelecido em 5 de junho de 2009, publicado no Diário Oficial
da União em 6 de junho de 2009, é quem detém
legalmente o direito a parcela de tal contribuição,
razão pela qual pode, como o fez, livremente resolver isentar a
categoria da efetivação do seu pagamento. Isto porque, em
exercícios anteriores fezse o desconto para posteriormente
devolver as importâncias, em cumprimento ao que dispõe o
Artigo 68 e seu Parágrafo Único, de nossos Estatutos
("Artigo 68 O ANDES - Sindicato Nacional luta contra toda taxa
compulsória sindical não deliberada nas suas
instâncias competentes. Parágrafo Único - Toda taxa
compulsória, referida neste Artigo, recebida pela Entidade,
deverá ser devolvida àqueles de quem foi descontada, na
forma definida pelo Congresso"), para não gerar qualquer
trabalho com os descontos e eventual atraso na devolução
aos docentes, deliberou-se pela dispensa do recolhimento da parcela
pertencente ao ANDES-SN. Entretanto, ficam as IES notificadas, para
todos os efeitos de direito, que a CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
dos seus empregados pertencentes à categoria docentes não
deverá ser recolhida para outro SINDICATO, com consequente
ônus para o docente, não se responsabilizando esta
entidade de classe por eventuais depósitos feitos indevidamente,
em relação aos quais poderá tomar medidas
apropriadas contra a própria IES para cobrar o estorno ao
professor. Na hipótese de haver desconto, o montante
eventualmente arrecadado deverá ser repassado para a conta
corrente 51567- 2, OP. 003 - ANDES-SN/IMPOSTO SINDICAL, Agência
1041 - Caixa Econômica Federal, sob pena dos consectários
legais decorrentes do não cumprimento da obrigação
de fazer, o que levará o Sindicato Requerente a adotar as
medidas judiciais cabíveis, para fazer prevalecer as suas
disposições estatutárias sobre a
contribuição sindical. Informamos ainda o endereço
do Sindicato para que sejam remetidas informações sobre o
não recolhimento: SCS - Setor Comercial Sul, Quadra 2, Ed. Cedro
II, 5º andar - Brasília-DF, CEP 70302-914.
Brasília, 18 de janeiro de 2010
CIRO TEIXEIRA CORREIA
Presidente do Sindicato
DOU, Seção3 – Nº 12, terça-feira, 19 de janeiro de 2010, página 261
Link DOU: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=261&data=19/01/2010
Com novas regras do Fies, ministério espera chegar a 200 mil contratos por ano
Fonte: ABMES Notícias
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Com as novas regras do Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies), publicadas na última semana, o
Ministério da Educação (MEC) pretende chegar a 200
mil contratos por ano. Segundo a secretária de Ensino Superior,
Maria Paula Bucci, em 2009 foram fechados cerca de 35 mil contratos,
seis vezes menos do que a nova meta do ministério.
“Muitos estudantes ainda têm temor de fazer o financiamento
e nós precisamos vencer isso mostrando que a taxa de juros foi
reduzida e o prazo de carência e de quitação da
dívida foram ampliados”, disse.
O programa permite aos universitários financiar os estudos em um
curso superior de instituições particulares. Entre as
mudanças está a redução dos juros de 6,5%
para 3,5% ao ano, inclusive para o saldo devedor de contratos antigos.
O prazo para quitação da dívida, que antes era de
duas vezes o período do curso, agora passa a ser de três.
Ou seja: um estudante que financiou um curso com duração
de quatro anos, poderá quitar seu saldo devedor com o banco em
até 12 anos.
O processo de seleção para o Fies, que antes era feito no
início de cada semestre, agora poderá ser feito a
qualquer momento. O estudante deve procurar uma agência da Caixa
Econômica ou do Banco Brasil para efetuar o financiamento a
partir de março.
Maria Paula afirmou que a taxa de inadimplência do Fies
está hoje em cerca de 12%, o que seria “normal” para
essa modalidade de financiamento.
As instituições interessadas em participar do Fies
já podem se cadastrar pela internet. O MEC leva em
consideração alguns critérios de qualidade do
curso a partir da nota obtida em avaliações com o Exame
Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
Edição: Lílian Beraldo
Prouni completa cinco anos e pode sofrer alterações
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:06 hs.
14/01/2010 - Há exatamente cinco anos, em 13 de janeiro de 2005,
o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionava a lei
11.096/05, criando o Programa Universidade para Todos (Prouni), que
oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades
particulares, destinadas a estudantes de baixa renda.
Meia década após sua criação, o Prouni
já teve denúncias de irregularidades em bolsas e agora
pode reservar vagas para portadores de deficiência. O Projeto de
Lei 5943/09, em análise pela Câmara Federal dos Deputados,
visa destinar 15% das bolsas de estudo a estudantes especiais.
Fonte: Folha on line
Novo Censo da Educação Superior inicia coleta na próxima segunda-feira, dia 18
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:16 hs.
16/01/2010 - O Inep abre na segunda-feira período para que as
instituições de educação superior (IES)
preencham o Censo da Educação Superior 2009. A coleta
será realizada de 18/01 a 05/04, por meio de preenchimento on
line. Serão levantados dados sobre instituições,
cursos, docentes e alunos. Diferentemente dos anos anteriores, o Censo
passará a levantar informações individualizadas
por docente e aluno, assim como ocorre desde 2007 com o Censo Escolar
da Educação Básica. Dessa forma, a coleta
viabilizará a construção de indicadores mais
sólidos que retratem a qualidade dos cursos e
instituições do País.
No que diz respeito a instituições, serão
coletados dados sobre infra-estrutura da sede, campi e pólos,
com a localização e estrutura de bibliotecas e
laboratórios. As instituições também devem
informar o número vagas ofertadas em cada um de seus cursos,
modalidade de ensino, nível acadêmico, vínculo com
a unidade e com instalações para aulas práticas.
O Inep está encaminhando ofício a todas as
instituições, com mais informações sobre o
novo Censo. Para auxiliar no levantamento também foi criado um
hot site, com instruções detalhadas sobre o novo sistema
e as etapas de preenchimento e migração de dados:
http://sitio.censosuperior.inep.gov.br.
Além disso, na próxima semana o Inep inicia um ciclo de
treinamentos. De 18 a 22 de janeiro, técnicos da autarquia
irão apresentar o novo sistema a 390 instituições
de ensino. O encontro reunirá cerca de 500 representantes de IES
para treinamento dos procedimentos de migração
(importação e exportação) dos dados dos
sistemas próprios das instituições para o banco de
dados do Censo.
O que é
Realizado anualmente pelo Inep/MEC, o Censo da Educação
Superior é o principal instrumento de coleta de
informações sobre a educação superior no
Brasil. Suas informações subsidiam a
formulação e o acompanhamento das políticas e
programas da educação superior, contribuindo com o
trabalho dos gestores públicos, instituições
públicas e privadas, pesquisadores e estudantes do Brasil e de
outros países, bem como de organismos internacionais.
Fonte: Portal Inep
Lei nº 12.202 de 14 de Janeiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:36 hs.
15/01/2010 - Altera a Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que
dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior - FIES (permite abatimento de saldo devedor do FIES aos
profissionais do magistério público e médicos dos
programas de saúde da família; utilização
de débitos com o INSS como crédito do FIES pelas
instituições de ensino; e dá outras
providências).
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2141.pdf
Fonte: DOU n.º 10 - 15.01.2010
Lei nº 12.197 de 14 de Janeiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
15/01/2010 - Fixa limites para o valor das anuidades devidas ao
Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Educação
Física.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2139.pdf
Fonte: DOU n.º 10 - 15.01.2010
Fies poderá ser pago com trabalho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:33 hs.
16/01/2010 - Nova lei do financiamento permite que médicos e
professores empregados na rede pública descontem dívida
Carlos Lordelo
Médicos ou professores formados poderão pagar o
financiamento estudantil que receberam durante a faculdade com trabalho
em escolas públicas ou no Programa Saúde da
Família (PSF). A lei que muda os critérios do Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do governo
federal, foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
As regras já valem para este ano.
O abatimento será de 1% da dívida a cada mês
trabalhado. A Lei 12.202 também inclui alunos da
educação profissional técnica de nível
médio no programa de financiamento. A prioridade de atendimento,
porém, continua sendo dos estudantes da graduação.
Quem faz mestrado ou doutorado também pode requerer o
benefício. A nova legislação estende aos contratos
formalizados até agosto do ano passado a redução
de 6,5% para 3,5% dos juros incidentes sobre o saldo devedor. A taxa
foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e
está em vigor para os contratos assinados a partir de agora.
O prazo para quitar a dívida com o governo foi ampliado de duas
para três vezes o período financiado pelo Fies. Um
estudante que financiou um curso universitário durante quatro
anos, por exemplo, terá até 12 anos para pagar o que deve.
Dentro de um ano, o Fies deverá ter como agente operador o Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado
ao Ministério da Educação (MEC), e não mais
a Caixa Econômica Federal.
REGRAS
O médico integrante de equipe do Programa Saúde da
Família que se graduou com a ajuda do Fies terá
abatimento na dívida somente se atuar "em especialidades e
regiões com carência e dificuldade de
retenção desse profissional, definidas como
prioritárias pelo Ministério da Saúde", diz a lei.
Segundo a assessoria de comunicação do MEC, será publicada uma portaria para regulamentar a questão.
Por meio do PSF, famílias são acompanhadas por
médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que
ficam responsáveis por uma determinada área, sediados em
unidades básicas de saúde e visitando as casas. As
equipes multidisciplinares atuam com ações de
promoção da saúde, prevenção,
recuperação, reabilitação de doenças
e agravos mais frequentes, e na manutenção da
saúde da comunidade.
Os formandos em Medicina que optarem por ingressar em programa de
residência médica credenciado pela Comissão
Nacional de Residência Médica (CNRM) e em especialidades
definidas como prioritárias pelo Ministério da
Saúde terão o período de carência estendido
por todo o período de duração da residência.
Para todos os outros cursos, a carência se mantém em 18
meses após o fim do financiamento.
O professor de escola pública poderá ter desconto no
pagamento da dívida caso tenha jornada de trabalho de, no
mínimo, 20 horas semanais. Aqueles profissionais que já
atuam na educação básica ao ingressar na
universidade terão o abatimento de 1% desde o início do
curso de licenciatura.
FUNCIONAMENTO
O financiamento à educação técnica,
superior e à pós-graduação pode ser
requerido pelo estudante interessado por meio do sistema
eletrônico do Fies, no site da Caixa Econômica Federal.
Para isso, é necessário que a instituição
seja cadastrada no Fundo e haja disponibilidade de recursos.
A instituição de ensino não pode ser gratuita e
deve ter avaliação positiva nos processos do MEC. O
ministério ainda não publicou portaria para regulamentar
os futuros processos seletivos do financiamento.
Fonte: O Estado de São Paulo
Nova lei do Fies define regras mais brandas para financiamento estudantil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:30 hs.
16/01/2010 - A taxa de juros do Fundo de Financiamento ao Estudante do
Ensino Superior (Fies) caiu de 6,5% para 3,5% ao ano para o saldo
devedor dos contratos antigos, a partir da publicação da
Lei no 12.202, nesta sexta-feira, 15, pelo Diário Oficial da
União (Seção 1, página 3). Para os novos
contratos, essa redução já estava em vigor desde
agosto de 2009, quando foi aprovada pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN).
O prazo para quitação da dívida, que era de duas
vezes o período financiado do curso, agora é de
três. Um estudante que tenha financiado um curso com
duração de quatro anos, por exemplo, terá 12 anos
para quitar a dívida.
Outra inovação é a possibilidade de os formandos
em cursos de medicina e de licenciaturas abaterem 1% da dívida a
cada mês trabalhado, caso optem por atuar como professores da
rede pública de educação básica ou como
médicos no programa Saúde da Família.
A possibilidade de pagamento com trabalho vale para jornada de no
mínimo 20 horas semanais para os professores e em especialidades
e regiões definidas como prioritárias pelo
Ministério da Saúde, no caso dos médicos. O
estudante que já estiver em efetivo exercício na rede
pública de educação básica ao ingressar no
curso de licenciatura terá direito ao abatimento da
dívida desde o início do curso.
Os formandos em medicina que optarem por ingressar em programas de
residência médica credenciados pela Comissão
Nacional de Residência Médica (CNRM) e em especialidades
definidas pelo Ministério da Saúde como
prioritárias terão o período de carência
estendido por todo o período de duração da
residência. Anteriormente, a carência era de 18 meses
após a conclusão do curso.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
passa a ser o agente operador do Fies. O financiamento pode ser
requerido a qualquer momento pelo estudante interessado por meio de
sistema eletrônico gerenciado pelo órgão.
A adesão das instituições de
educação superior ao Fies e o período de
inscrição dos estudantes terão início com a
publicação de portaria do Ministério da
Educação para regulamentação do processo.
A Lei nº 12.202/2010 altera dispositivos da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fies.
Assessoria de Imprensa da Sesu
http://www3.caixa.gov.br/fies/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10260.htm
Fonte: MEC
Crianças de 5 anos poderão ser aceitas na 1ª série só neste ano
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:59 hs.
16/01/2010 - Crianças de cinco anos de idade poderão ser
aceitas no ensino fundamental excepcionalmente neste ano, desde que
já tenham cursado dois anos de pré-escola. De 2011 em
diante, os alunos terão que ter completado seis anos até
31 de março.
As regras foram instituídas pelo CNE (Conselho Nacional de
Educação) e homologadas pelo ministro Fernando Haddad
(Educação). O ensino fundamental de nove anos entra em
vigor neste ano.
Fonte: Folha de São Paulo
Governo vai criar Enem em espanhol para ingresso de alunos na Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:41 hs.
13/01/2010 - RIO - Os alunos latino-americanos, exceto brasileiros, que
quiserem ingressar na Universidade Federal da Integração
Latino-Americana (Unila), criada hoje (12), terão de enfrentar
um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em espanhol. O ministro
da Educação, Fernando Haddad, disse que o Enem em
espanhol será elaborado nos moldes do exame brasileiro. A
universidade com sede em Foz do Iguaçu (PR) estará
concluída em agosto.
A ideia é que a universidade funcione como uma espécie de
centro de pesquisas latino-americanas em várias áreas -
de humanas às ciências. Haddad afirmou que a
seleção, no caso dos brasileiros, será feita por
meio do aproveitamento do resultado do Enem nacional.
"Queremos formar profissionais de forma integrada na América Latina (Haddad)"
- Queremos formar profissionais de forma integrada na América Latina - diz o ministro.
A universidade terá espaço para cerca de 10 mil
estudantes em cursos que vão do direito, relações
internacionais, música, letras, economia à antropologia e
bioenergia. De acordo com o ministro, 500 professores serão
contratados via concurso público e outros vão ser
convidados.
O campus da universidade vai ser instalado na aérea da
Hidrelétrica de Itaipu e o projeto arquitetônico é
da equipe de Oscar Niemeyer. Segundo Haddad, não há
problema de espaço nem dificuldades para execução
das obras.
Na Unila, os alunos terão aulas em português e espanhol,
além do acesso a cursos de pós-graduação.
Na cerimônia, Haddad disse que a criação da
instituição representa a construção da
13ª universidade federal pelo atual governo.
O ministro adiantou que mais uma universidade será criada
até o final deste ano: a Universidade Federal de
Integração Luso AfroBrasileira, cuja sede será em
Redenção (CE). O objetivo é que parte das vagas se
destine a brasileiros e outra, a africanos. A ideia é colaborar
com o estímulo de estudos para o desenvolvimento do continente
africano.
Fonte: O Globo - RJ
Lei nº 12.189, de 12 de Janeiro de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:39 hs.
13/01/2010 - Dispõe sobre a criação da
Universidade Federal da Integração Latino-Americana -
UNILA e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2135.pdf
Fonte: DOU n.º 08 - 13.01.2010
Entrevista - Fernando Haddad
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:37 hs.
13/01/2010 - "Não faz sentido licitar o Enem para 4,1 milhões de candidatos"
BRASÍLIA - O MEC divulga nos próximos dias resultado da
auditoria sobre o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem). Foi constatada a responsabilidade de servidores do
Inep na fiscalização falha. Também há
indícios para que seja cobrada do consórcio que organizou
a prova a devolução do dinheiro. Ao GLOBO, o ministro da
Educação, Fernando Haddad, não antecipou o
resultado da apuração, mas disse que as conclusões
reforçam a convicção de se realizar a
próxima edição do exame, em abril, sem
licitação.
O relatório da auditoria sobre o Enem está pronto?
FERNANDO HADDAD:
O auditor concluiu sua avaliação, e caberá ao
presidente do Inep analisar o que aponta e divulgar o texto. A
orientação é dar transparência ao assunto.
Por que o senhor defende a dispensa de licitação para o Enem?
HADDAD:
Da mesma maneira que a USP não licita o seu vestibular para 120
mil candidatos, não faz sentido licitar o Enem para 4,1
milhões de candidatos. Sabendo-se que o Enem é aplicado,
no modelo atual, em 1.800 municípios do país, em
presídios, para 4,2 milhões inscritos, que mobilizam 300
fiscais de prova, são três mil rotas de
distribuição das provas, todas elas com escolta. Como
você vai operacionalizar isso, correndo o risco de uma empresa
vencedora de um certame tentar economizar nos custos, o que vai
impactar certamente a questão da segurança.
Como está a receptividade a essa proposta?
HADDAD:
Nosso diálogo com a CGU, com o Tribunal de Contas está
evoluindo muito bem. Estamos nos municiando de pareceres
jurídicos para embasar essa decisão. Isso é uma
questão estratégica para o país.
O próximo Enem sai sem licitação e em abril?
HADDAD:
Dependendo de como transcorrerem as coisas até o final de janeiro, a possibilidade é essa.
Mesmo com dispensa de licitação, dá tempo?
HADDAD
Qual é o plano de trabalho do MEC para 2010?
HADDAD:
A questão de curtíssimo prazo, se você recuperar
uma entrevista que dei há mais de um ano, me perguntavam o
seguinte: você sairá do MEC com alguma
frustração de não ter conseguido realizar.
Assinalei três questões importantes naquela época:
acabar com a DRU, um ponto de honra; realizar o reforma do Sistema S; e
reestruturar os hospitais universitários. Cumprimos duas,
está faltando a terceira. De lá para cá, a nossa
compreensão dos hospitais universitários aumentou muito.
Criamos um sistema operacional de gestão dos hospitais, mapeamos
a situação dos hospitais e apresentamos ao presidente e
ao ministro Temporão a proposta de reestruturação
com partilha dos custos.
Como seria esse formato?
HADDAD:
A proposta da Andifes, que foi encampada pelo Ministério da
Educação, que já levou ao presidente esse
posicionamento, é uma partilha meio a meio. Ou seja, são
igualmente importantes para os dois ministérios os hospitais.
Então, a área da educação e a área
da saúde tem que entrar à razão de um para um, 50%
(cada).
A Saúde topa?
HADDAD:
Quem tem que topar é o presidente da República. Quando
há divergência entre duas áreas, ele toma um
posicionamento. Entendo que há uma compreensão
também do Ministério da Saúde de que os hospitais
não podem continuar como estão.
O piso salarial dos professores foi reajustado, mas eles dizem que foi
pouco. E governadores e prefeitos que têm que pagar a conta dizem
que não têm dinheiro...
HADDAD:
Convenhamos, o aporte de recursos da União para o Fundef,
durante os dez anos de vigência, foi de R$ 500 milhões por
ano. Este ano, é de R$ 7 bilhões.
Dinheiro tem, então. Eles não estão sabendo aplicar?
HADDAD:
Tudo é uma questão de prioridade. É óbvio
que a mentalidade hodierna (atual), entregar obra, praça, isso,
aquilo, que é importante, mas a valorização do
professor não é vista como uma coisa que rende dividendos
políticos para você imediatamente. Porque isso vai
impactar a qualidade da educação em cinco, dez, 20
anos.
Fonte: O Globo - RJ
Ensino fora do padrão
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:32 hs.
13/01/2010 - Ministro Haddad referendou decisão do CNE que define novas regras.
Lei de diretrizes / Levantamento do MEC revela que 434 cidades precisam
se estruturar para receber crianças com 6 anos em suas escolas
Brasília - Dezoito estados brasileiros têm
municípios em que o ensino fundamental de nove anos ainda
está em fase de implantação. Apenas Acre,
Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro,
Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal
têm acesso garantido. Levantamento do Ministério da
Educação, com base no Censo Escolar, revela que 434
cidades precisam estruturar o sistema de ensino para receber
crianças com 6 anos em suas escolas. A legislação
prevê que este seja o último ano para o cumprimento da
nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Faltava também o ministro
da Educação, Fernando Haddad, referendar a decisão
da Câmara do Conselho Nacional de Educação que
definia as novas regras. Despacho publicado nesta semana no
Diário Oficial da União confirma o parecer
técnico. Proposta de lei com orientações às
escolas e secretarias de Educação será enviada
neste ano para o Congresso Nacional.
O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à
Educação, Daniel Cara, considera "promissor" o
avanço no número de cidades que implementaram o novo
sistema. "É um elemento fundamental saber que os
municípios terão regras mais claras de como
operacionalizar o modelo", diz, em relação à
homologação do ministro. Ele cobra agora compromisso e
agilidade de deputados e senadores na hora de votarem a proposta em ano
eleitoral. "O desafio é constituir uma lei garantindo uma
política de educação para todos". De acordo com o
projeto, a criança deverá ter, no período da
matrícula, seis anos completos até 31 de março.
Após a data definida, os alunos serão incluídos na
pré-escola. Este era um ponto polêmico nas cidades em que
o ensino fundamental de nove anos já foi implementado.
Especialistas divergiam sobre a proposta pedagógica que seria
adotada em sala de aula e a data de corte.
A resolução também traz regras de
transição para crianças que já estão
na escola. Quem faz 6 anos depois de 31 de março deve, em
caráter excepcional, continuar o curso. As de 5 anos,
independente domês de aniversário, que estiveram
matriculadas e frequentaram por mais de dois anos a pré-escola,
poderão este ano prosseguir no ensino fundamental.
A reunião do conselho foi em 8 de dezembro e teve mais de 40
participantes do Brasil. Segundo o parecer do conselho, a
organização do ensino implica um debate ainda mais
profundo sobre a formação de professores,
condição de infraestrutura, recursos didáticos
apropriados ao atendimento da infância, organização
dos tempos e espaços escolares. Conselhos estaduais e municipais
de educação precisam elaborar documento com detalhes
sobre o currículo em processo de extinção e o que
está em fase de implantação, a
criação de materiais didáticos compatíveis
com o novo curso, a alteração dos atos de
autorização e reconhecimento das escolas que vão
ofertar o ensino de nove anos, reorganização
pedagógica.
Essas informações deverão ser tornadas
públicas por publicação no Diário Oficial,
na página eletrônica das secretarias de
educação e nas reuniões da comunidade escolar.
"Éfundamental mudar a tradição. Por isso, é
preciso pensar que o público-alvo da alfabetização
é diferente e isto implica garantir que esta criança de 6
anos preste atenção. As estratégias precisam ser
diferentes. Os professores precisam entrar no universo dos alunos, como
acontece na educação infantil", sugere Daniel Cara.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
A educação do Brasil em 2016: os mesmos erros?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs.
Não se trata de exercício de adivinhação.
Nem de data aleatória. Penso no Brasil das Olimpíadas de
2016, ou seja, daqui a facilmente previsíveis seis ou sete anos.
Por exemplo: ainda teremos 14 milhões de analfabetos puros? O
vestibular ficará na saudade? E os salários dos
professores estarão próximos de uma
remuneração decente?
São referências a fatos que nos incomodam. Como é o
caso da educação de até três anos de idade.
É preciso que especialistas estrangeiros venham gozar as
delícias dos trópicos e nos “ensinem” o que
estamos cansados de saber? Josué de Castro e Nelson Chaves,
ambos de Pernambuco, cansaram de chamar a atenção das
autoridades para a necessidade de cuidar adequadamente (sobretudo com
alimentação) dessa crucial faixa etária, quando as
conexões cerebrais se organizam para sempre.
Vivemos hoje sob o estigma da baixa qualificação escolar.
Não é um fenômeno somente brasileiro, pois o
presidente Barack Obama, que afirma ter escolhido a esperança em
lugar do medo, investe US$ 500 bilhões anuais em
educação. Está impressionado com a má
performance de 5 mil escolas norte-americanas e as notas
medíocres alcançadas nos exames internacionais (Pisa) de
matemática, por exemplo: os Estados Unidos ficaram em 35º
lugar, enquanto o Brasil alcançou o 54º, numa
competição de 57 países (ano-base 2006).
No Brasil, existe uma clara mortalidade infantil pedagógica. O
abandono escolar é uma realidade, embora o governo tenha
estimulado a valorização da escola por intermédio
de ambiciosos projetos sociais, como o Bolsa Família, que hoje
alcança população de 12 milhões de pessoas,
sobretudo no interior do país. Partindo do princípio de
que “conhecimento é poder”, luta-se para reformar os
currículos das escolas, abandonando a rigidez secular de
currículos que não mais condizem com as necessidades dos
que vão buscar de imediato o amparo no mercado de trabalho.
Pode-se registrar claro retrocesso, nos últimos 15 anos, mas a
reação se nota pela vontade política de valorizar
a avaliação mais do que nunca presente no processo
ensino-aprendizagem. Busca-se política de valores e não
só de resultados: a classe média alta brasileira
raciocina em níveis muito inferiores, por exemplo, aos europeus.
Existe a certeza de que “a aprendizagem é para toda a
vida” (como vimos na Unesco) e que a gestão da escola
é elemento estratégico essencial. Aí surge a
figura do diretor, que pode transformar esse quadro. Ele luta para
vencer preconceitos descabidos, como o que existe no país contra
o ensino profissional. A Constituição de 1937 afirmava
que ele seria destinado “às classes menos
favorecidas”. Não seria exagero encontrar, no preceito
constitucional, uma das causas principais da existência, hoje, de
7 milhões de jovens brasileiros sem emprego por absoluta falta
de qualificação?
Com os nossos avanços econômicos, inclusive com as
perspectivas do pré-sal, que poderá ter
exploração potencializada nos próximos 10 anos,
surgirão milhares de empregos, sobretudo de nível
intermediário, nas áreas de petróleo e gás,
transformando completamente as opções de recursos
humanos. Temos hoje 60 milhões de alunos frequentando as escolas
brasileiras, em todos os níveis. Cerca de 33% da
população, o que representa número bastante
expressivo. O ensino cresceu muito, nos últimos anos, sobretudo
no fundamental. Mas quais são as perspectivas de melhorar a sua
qualidade?
Há necessidade de mais recursos para a educação,
que hoje investe cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto. A
educação, com cerca de US$ 22 bilhões, tem o
terceiro orçamento da República, atrás somente de
saúde e defesa. Deveremos chegar a 6% do PIB, para que todos os
planos e projetos sejam viabilizados no prazo determinado. Assim
será possível vencer um dos maiores obstáculos da
educação brasileira que é a
remuneração do quadro do magistério. Temos cerca
de 3 milhões de professores empregados (quase 500 mil no ensino
superior), com a média salarial de US$ 500 dólares, o que
é muito pouco.
Devemos valorizar a atuação dos professores e
especialistas, não só aperfeiçoando os cursos de
formação (providência urgente), como remunerando
adequadamente esse serviço fundamental para os planos de
crescimento do país. Será sempre difícil estimular
os jovens da classe média a escolher o magistério com
salários que são reconhecidamente dos mais baixos do
mundo. A estimativa é de que, nos próximos cinco ou seis
anos, possamos triplicar os números atuais. E ainda assim
estaremos abaixo de nações como as que foram batizadas de
tigres asiáticos.
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Correio Braziliense - DF
Estados estão despreparados para oferecer espanhol na rede pública
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:09 hs.
15/01/2010 - Falta de professor é um dos motivos; lei determina
que idioma esteja disponível no ensino médio a partir de
agosto.
Simone Iwasso e Mariana Mandelli
A inclusão do espanhol no currículo dos estudantes do
ensino médio, obrigatória a partir deste ano, não
estará implementada até o início das aulas na
maior parte dos Estados brasileiros. As dificuldades para a oferta do
idioma na rede pública estão na falta de planejamento, de
professores e de material didático, além de
divergências na interpretação da lei.
De acordo com a Lei 11.161, sancionada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em agosto de 2005, as escolas são
obrigadas a oferecer espanhol no ensino médio, no horário
regular de aula. A matrícula do estudante será
facultativa, ele escolhe se quer ou não fazer. A lei deu cinco
anos para que a medida entrasse em vigor - prazo que acaba em agosto.
De 25 Estados procurados pela reportagem, apenas 8 disseram estar com a
infraestrutura pronta para oferecer espanhol - Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Paraná, Minas, Rio, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,
além do Distrito Federal.
No entanto, apenas o Rio terá aulas para todo o ensino
médio. Os outros terão só em um dos anos, numa
proposta semelhante à de São Paulo, que
começará com as aulas em agosto. Todos os outros Estados,
incluindo as Regiões Norte e Nordeste, afirmaram que ainda
estão se organizando e, para isso, esbarram na falta de
professores.
Muitos deles, como Rio Grande do Norte e Pernambuco, abriram concurso,
mas não sabem se terão candidatos. No Tocantins, um
concurso aberto no ano passado não conseguiu preencher as 11
vagas - não há licenciatura em espanhol no Estado. No
Maranhão e Ceará, os estudantes terão de optar
entre inglês ou espanhol.
Na Paraíba, os concursos ainda nem foram marcados. "A primeira
turma do curso de licenciatura em espanhol do Estado, com dez alunos,
forma-se agora", justifica a coordenadora estadual do ensino
médio, Terezinha Fernandes. "Vamos tentar o máximo
possível, mas temos poucos profissionais."
Sergipe enfrenta a mesma situação. "A maior dificuldade
é a contratação de professores", diz Isabel Silva,
diretora do departamento de educação da secretaria
estadual. Até o fim de 2009, apenas 3 das 152 escolas da rede
ofereciam espanhol.
Há no País 12,7 mil professores do idioma, segundo dados
do Inep, do Ministério da Educação, para cerca de
8 milhões de alunos que cursam o ensino médio.
A presidente do Conselho Nacional dos Secretários da
Educação, Yvelise de Souza Arco-Verde, do Paraná,
afirma que o ensino de idiomas é um problema histórico e
que, neste caso, as redes deixaram para a última hora.
"Há dificuldade para formar professor, para ter material
didático. É todo um ensino que precisa ser debatido."
O próprio Conselho Nacional de Educação não
deliberou sobre o tema. "A lei não normatiza sobre a oferta para
cada um dos anos do ensino médio. Os conselhos estaduais devem
decidir sobre isso", diz Cesar Callegari, da Câmara de
Educação Básica.
Fonte: O Estado de São Paulo
Ministros desistem de deixar o governo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs.
16/01/2010 - Aos poucos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
vai pedindo a ministros que não saiam do governo em abril. Na
última quarta-feira, foi a vez de Orlando Silva, do Esporte.
Antes da solenidade que marcou o lançamento do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) voltado a investimentos
em infraestrutura para os estados-sede dos jogos da Copa de 2014, Lula
se reuniu com o ministro, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e
o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Trataram das Olimpíadas de 2016
e da Autoridade Pública Olímpica. “Com uma agenda
dessas, como é que você pode sair agora para ser
candidato? Vou falar com o PCdoB e dizer que eu prefiro que você
fique, afinal, já conhece todo mundo, e está fazendo um
bom trabalho aqui”, disse o presidente ao ministro.
Como muitos com quem Lula tem conversado para tratar dos 10
próximos meses, Orlando terminou cedendo. Falta apenas o sinal
verde do PCdoB para ele permanecer no ministério, adiando o seu
projeto de tentar um mandato de deputado federal por São Paulo.
O ministro é o nome acertado entre as três esferas de
governo — União, prefeitura e estado do Rio de Janeiro
— para assumir o cargo de chefe da Autoridade Pública
Olímpica, o órgão encarregado de fiscalizar e
cobrar a infraestrutura necessária às Olimpíadas
do Rio, em 2016.
E, pelas conversas no Planalto, o PCdoB não será o
único a perder candidatos. Assim como Lula insistiu para que o
PT não lhe tirasse Gilberto Carvalho da chefia de gabinete no
ano passado, ele vai dizer ao partido que há alguns nomes que
ele prefere dentro do governo. Nesse rol, o ministro da
Educação, Fernando Haddad, é hoje muito mais
candidato a uma vaga de doutorado em Harvard, nos Estados Unidos, do
que a percorrer o território paulista em busca de votos para
ficar quatro anos no Congresso.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, é outro que o PT
deve perder para Lula. Cogitado para concorrer a vaga de deputado
federal no Paraná, Bernardo, no entanto, deve desistir do
projeto político para atender ao presidente. É que, no
desenho feito nos últimos dias, o Planejamento deve incorporar
às suas tarefas a administração do PAC, que hoje
está sob a tutela da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Essa transferência está prevista para abril, quando Dilma
deixa o governo para se dedicar à campanha. E Paulo Bernardo,
por ser um dos mais próximos ao presidente, tende a continuar
tocando os projetos no período eleitoral.
No Ministério da Defesa, os assessores palacianos dão
como certa a permanência do ministro Nelson Jobim, apesar de toda
a polêmica em torno da Comissão da Verdade, que irá
investigar os crimes ocorridos no período da ditadura militar.
Jobim tem como meta para 2010 a conclusão do Plano Nacional de
Defesa, que ainda irá a votação no Congresso
Nacional. E, para completar, o espaço do PMDB gaúcho
está ocupado, sem muito chão onde ele possa enraizar uma
forte campanha para deputado ou senador.
Do Correio Braziliense, por Denise Rothenburg e Luísa Seixas
Fonte: Blog Brasília Urgente
Fundo imobiliário mira universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:40 hs.
16/01/2010 - Com a expectativa de um crescimento ainda maior da renda
do brasileiro, o setor de educação vem atraindo cada vez
mais a atenção de investidores dispostos a aplicar no
segmento. Gestores e administradores de fundos imobiliários, por
exemplo, estão de olho nos imóveis que abrigam
principalmente universidades. O mais novo fundo a mirar essa
área é o Educacional, que pretende captar R$ 200
milhões e pretende atrair investidores de varejo.
O fundo tem como foco a compra de imóveis de
instituições privadas de ensino para, em seguida, fechar
um contrato de aluguel de longo prazo com ela. Para diversificar os
riscos, há um limite de 25% do patrimônio para
aplicação em um único empreendimento e em
único locador, segundo informações contidas no
prospecto da oferta.
A carteira tem como administrador o Banco Ourinvest e a gestão
ficará a encargo da Claritas Administração de
Recursos e da Credit Suisse DTVM. O valor total da emissão
será de R$ 200 milhões, sendo que cada cota terá
preço de R$ 1 mil. A aplicação mínima, no
entanto, é de R$ 30 mil. A taxa de distribuição
é de 1% do valor investido pelo cotista. Essa taxa é
deduzida do valor investido no momento da integralização
das cotas. Isso quer dizer que quem quiser aplicar R$ 30 mil
terá de pagar R$ 300 no momento da compra.
Dado o tamanho da operação, é provável que
os imóveis selecionados estejam concentrados nas principais
cidades do país. Além disso, provavelmente terão
como foco as quatro empresas de capital aberto do setor: Anhanguera
Educacional, Estácio Participações, Kroton
Educacional e Sistema Educacional Brasileiro (SEB).
O prazo para reservar as cotas do fundo termina no dia 12 de julho,
segundo o prospecto, mas poderá se encerrar antes se o total da
emissão for atingido. Já a taxa de
administração é de 1,75% ao ano. Há a
cobrança de 20% a título de performance sobre o que
exceder a variação do IPCA mais 8%.
Este é o segundo fundo imobiliário no mercado com foco em
educação. O primeiro foi o Anhanguera Educacional, uma
carteira de R$ 38 milhões destinada à compra de um
imóvel localizado na Rodovia Régis Bittencourt, em
Taboão da Serra (SP).
A isenção sobre os rendimentos confere um atrativo a mais
para a pessoa física interessada em buscar ganhos diferenciados
neste momento de juros baixos. Os rendimentos distribuídos pelos
fundos imobiliários não pagam IR. Mas isso só vale
se o investidor não tiver mais de 10% das cotas do fundo.
Os fundos imobiliários são fechados, ou seja, não
há resgate das cotas. Se quiser deixar a
aplicação, o investidor deve vender suas cotas a
terceiros no mercado secundário. Nesse caso, a falta de liquidez
pode ser um entrave.
Fonte: Blog - Atualidades Imobiliárias
Pesquisa mostra que 95% não sabem se vão concluir estudos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:19 hs.
18/01/2010 - Só 5% dos alunos da rede pública estadual do
Rio têm certeza de que vão concluir o Ensino Médio.
O dado foi revelado pela pesquisa O Aluno do Ensino Médio
Público Estadual - Percepções, Hábitos e
Expectativas, divulgada pela Secretaria Estadual de
Educação (Seeduc). Realizado entre 2008 e 2009 pelo
Instituto Mapear, o estudo também mostrou que cerca de 20% dos
estudantes interromperam os estudos em algum momento por impedimentos,
como trabalho ou gestação. O número de alunos com
filhos é expressivo: 15% das meninas já são
mães e 8% dos alunos conhecem os desafios da paternidade.
Dentro das estatísticas está o ajudante de cozinha Marcos
Vinicius da Conceição, 27 anos, que conta nos dedos os
dias para retomar os estudos. Morador do bairro do Galo Branco, em
São Gonçalo, ele precisou deixar a sala de aula quando
cursava o 1º ano do Ensino Médio para conciliar dois
empregos. Quando pensava em voltar para a escola, sua mulher engravidou
e ele teve que se preparar para a chegada do pequeno João
Victor. "Quando trabalhava em dois empregos, ficava esgotado e acabei
deixando a escola. Depois minha esposa engravidou, e não deu
para retomar. Agora que meu filho está com 4 anos, quero voltar
a estudar. Faz toda diferença no mercado de trabalho", acredita.
Marcos está disposto a dividir seu tempo entre o atual emprego,
a família e a escola. "Meu desejo é terminar o Ensino
Médio e fazer cursos de capacitação. Mas, para
quem trabalha, as coisas acabam sendo mais complicadas. Quero estudar
até mesmo para dar exemplo ao meu filho", conclui.
Após o nascimento de seu primeiro filho, em outubro passado,
Lorraine Cristina Marinho, 14 anos, também precisou abandonar a
escola. Ela cursava o 5º ano do Ensino Fundamental. "Tive que
parar. Pretendo voltar no ano que vem. Mas não tenho ideia de
qual profissão vou seguir. Depois que o Lorran nasceu eu estou
mais com ele, em casa", conta a adolescente.
Lizandra Rodrigues Lima, 15 anos, conseguiu conciliar a maternidade com
os estudos. Mesmo com o nascimento do filho Pietro, em setembro, ela
concluiu o Ensino Fundamental. Moradora da Tijuca, Lizandra se prepara
agora para iniciar o Ensino Médio na Escola Estadual Antonio
Prado Júnior. "Às vezes, precisava faltar aulas durante a
gravidez. Mas consegui terminar e passar para o 1º ano do Ensino
Médio", orgulha-se. A adolescente quer fazer Enfermagem, mas,
embora já tenha ultrapassado diversos obstáculos,
não tem certeza se vai concluir o Ensino Médio. "Chegar
até aqui foi um sacrifício. Quero seguir com os estudos,
mas não sei se consigo concluir. Meu sonho é ser
enfermeira", diz.
A subsecretária de comunicação e projetos da
Seeduc, Delânia Cavalcanti, ressalta que, apesar de a maioria dos
estudantes ter respondido que não tem certeza se
concluirá o Ensino Médio, a maior parte dos alunos
considera a educação fundamental. "A pesquisa foi muito
importante porque passamos a conhecer o que pensam e o que querem os
nossos alunos. Havia a necessidade de traçar esse perfil.
Realmente, o percentual dos que não têm certeza se vai
terminar os estudos é alto. Mas eles querem concluir", observa.
A doutora em Educação Bertha do Valle, da Uerj, ressalta,
no entanto, que muitos alunos só consideram o Ensino
Médio válido para quem pretende ingressar no Ensino
Superior. "Muitos estudantes não chegam a concluir porque acham
que o Ensino Médio só tem valor para quem vai prestar
vestibular. Esses alunos muitas vezes precisam entrar no mercado de
trabalho e, nesse caso, a capacitação profissional
é mais interessante".
A assistente social Denise Auvray, da ONG Abraçar, explica que
é importante o aluno seguir com estudos mesmo quando ocorre
maternidade ou paternidade precoce. "Uma gravidez precoce traz
conflitos, inseguranças, baixa auto-estima. A escola tem papel
fundamental na acolhida e orientação desses jovens. Esse
grupo social será determinante para a aceitação e
decisão de permanência no convívio escolar".
Atenção especial para a sexualidade dos alunos
A subsecretária Delânia Cavalcanti explica que, com base
nos resultados da pesquisa, estão sendo desenvolvidos projetos
que atendem aos alunos do Ensino Médio. A sexualidade mereceu
atenção especial. "O assunto ainda é tabu em sala
de aula e o percentual de estudantes que têm filhos é
considerável. Desenvolvemos dois projetos para atender essa
demanda. O "Verdade ou Consequência" promoveu oficinas e debates
em 12 escolas; enquanto no Festival Sem Tabu, os alunos assistiam e
produziam curta-metragens de animação sobre sexualidade.
Capacitamos 4 mil professores das redes estadual e municipal para
tratar do tema com os adolescentes", enumera.
Outro aspecto que tem tratamento especial é a conclusão
dos estudos. "Queremos tornar a escola um espaço atraente.
Estamos trabalhando as linguagens e os meios que despertam o interesse
dos jovens através de sites como o Orkut e o Twitter.
Também está sendo implantado o Ensino Médio
Integrado, no qual o aluno tem a formação geral e a
capacitação profissional", conta.
Poesia para resgatar a autoestima
Uma das constatações da pesquisa é que os alunos
da rede estadual, sobretudo aqueles que moram em comunidades mais
carentes, apresentam problemas de baixa autoestima. Com o objetivo de
reverter este quadro, foi concebido o projeto "Levanta a
Cabeça", em que atores do grupo Nós do Morro e a poetisa
Elisa Lucinda participaram de palestras e oficinas direcionadas a 1.200
alunos. "Trouxemos personalidades que estão na grande
mídia para bate-papos com os alunos. Muitas estudantes
não acreditavam que poderiam vencer", explica Delânia.
Para a poetisa Elisa Lucinda, a experiência foi única.
"Adorei participar e achei a iniciativa fantástica. Trabalhamos
a palavra na construção da cidadania. Meu objetivo era
desmistificar a poesia. Dizia para os alunos que, dominando a
língua, eles poderiam contar a própria história. A
palavra é instrumento, com a palavra eles podem se proteger;
quem tem repertório não tem medo. A reação
dos alunos foi ótima".
Fonte: Terra - Educação
Portaria nº 16, de 15 de Janeiro de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:54 hs.
18/01/2010 - Concessão das bolsas de
pós-graduação - nível pós-doutorado
- previstas no Programa de Apoio a Planos de
Reestruturação e Expansão das Universidades
Federais - REUNI.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2144.pdf
Fonte: DOU n.º 11 - 18.01.2010
Perguntas e respostas explicam notas do exame em cada área
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs.
Existe uma nota global do Enem? – Não, o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) não calcula
uma média global de desempenho, apenas apresenta as
médias separadamente.
A prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem cinco
notas: uma para cada área de conhecimento avaliada –
ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e
matemática –, mais a média da
redação. Para o cálculo das médias em cada
uma das quatro áreas foi utilizada metodologia da Teoria de
Resposta ao Item (TRI), que busca medir o conhecimento a partir do
comportamento observado em testes. No caso da redação, os
critérios são os mesmos do Enem tradicional.
Para distribuição das vagas no Sistema de
Seleção Unificada, do Ministério da
Educação, as instituições vão
utilizar o conjunto de notas do Enem segundo critérios
específicos de agregação e peso.
Como é calculada a nota do Enem em TRI? – Diferentemente
de uma prova comum, a nota do Enem em cada área não
representa simplesmente a proporção de questões
que o estudante acertou na prova. Em cada uma das quatro áreas
avaliadas, a média obtida depende, além do número
de questões respondidas corretamente, também da
dificuldade das questões que se erra e se acerta, e da
consistência das respostas. Por isso, pessoas que acertam o mesmo
número absoluto de itens podem obter médias de desempenho
distintas.
O que representa a nota? – Na escala construída para o
Enem, dentro de cada uma das áreas avaliadas, a nota 500
representa a média obtida pelos concluintes do ensino
médio que realizaram a prova (excluídos os egressos e
treineiros). Portanto, quanto mais distante de 500 for a nota do
estudante, para cima, maior o desempenho obtido em
relação à média dos participantes. Mesmo
raciocínio vale para desempenho menor que 500, que aponta
desempenho pior em relação ao obtido pela média.
Escala – Os limites da escala, dentro de cada área, variam
conforme o nível de dificuldade das questões da prova e o
comportamento dos estudantes em cada questão. Portanto, o
mínimo e máximo para cada área avaliada não
são pré-fixados.
Na prova de ciências da natureza e suas tecnologias, a
análise TRI apontou que a menor média de
proficiência observada foi 263,3. Esse número representa o
início da escala para essa área, ou seja, o nível
mais baixo de proficiência possível de
mensuração pelas questões da prova. A maior
proficiência foi 903,2.
Para ciências humanas e suas tecnologias, as notas variam entre
300,0 e 887,0. Para a área de linguagens, códigos e suas
tecnologias, as médias ficam entre 224,3 e 835,6. No caso de
matemática e suas tecnologias, as notas vão de 345,9 a
985,1.
Assessoria de Imprensa do Inep
Confira as médias de proficiência do Enem, calculadas segundo a TRI
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=2748&Itemid=
Fonte: MEC
Confira a lista de profissões mais bem pagas do país, segundo a FGV
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:08 hs.
29/01/2010 - Médicos e administradores estão no topo da
lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com
o estudo O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho,
divulgado nesta quinta-feira (28), pela FGV (Fundação
Getúlio Vargas).
Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da
lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de
estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração
salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os
médicos também lideram a lista do número de horas
trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas.
Já os médicos com graduação tem um
salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de
ocupação de 90%. No sentido oposto, os formados em
teologia estão entre as piores colocações e em
terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.
Para saber a média salarial de sua profissão, já
dividida por critérios de sexo, raça, idade e grau
urbano, clique aqui. A FGV lembra, no entanto, que os salários
do quadro são de 2000 e precisam ser multiplicados por 1,55 para
se chegar aos valores atuais corrigidos pela inflação.
Relação educação/salário
Para a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre
escolaridade e remuneração. A hierarquia educacional se
reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho,
ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e
tem maiores chances de conseguir trabalho, afirmou o coordenador do
estudo, o economista Marcelo Neri.
Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de
políticas públicas como para auxiliar a escolha do
cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de
pós-graduação de acordo com o retorno que cada
profissão pode oferecer.
Veja abaixo os 40 primeiros da lista com os salários já atualizados:*
Os salários incluem a renda de todos os trabalhos, ou seja, os
dados incluem a renda de mais de um emprego de médicos ou
advogados, por exemplo.
1- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07
2- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10
3- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79
4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24
5- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39
6- Medicina (graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82
7- Outros cursos de engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05
8- Engenharia mecânica (graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49
9- Engenharia civil (graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85
10- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32
11- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.349,96
12- Geologia (graduação)
Salário médio: R$ 5.285,77
13- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)
Salário médio: R$5.231,07
14- Militar
Salário médio: R$ 5.039,14
15- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 5.028,37
16- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.947,44
17- Engenharia química e industrial (graduação)
Salário médio: R$ 4.844,92
18- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 4.677,14
19- Direito (graduação)
Salário médio: R$ 4.649,63
20- Ciências econômicas (graduação)
Salário médio: R$ 4.644,67
21- Agronomia (graduação)
Salário médio: R$ 4.356,56
22- Propaganda e marketing (graduação)
Salário médio: R$ 4.199,05
23- Odontologia (graduação)
Salário médio: R$ 4.075,63
24- Administração (graduação)
Salário médio: R$ 4.006,61
25- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 3.949,86
26- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)
Salário médio: R$ 3.928,07
27- Letras e artes (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.864,82
28- Estatística (graduação)
Salário médio: R$ 3.846,21
29- Arquitetura e urbanismo (graduação)
Salário médio: R$ 3.835,08
30- Medicina veterinária (graduação)
Salário médio: R$ 3.758,94
31- Física (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52
32- Química (graduação)
Salário médio: R$ 3.516,52
33- Comunicação social (graduação)
Salário médio: R$ 3.435,09
34- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)
Salário médio: R$ 3.408,60
35- Farmácia (graduação)
Salário médio: R$ 3.381,98
36- Ciências da computação (graduação)
Salário médio: R$ 3.325,40
37- Outros de ciências agrárias (graduação)
Salário médio: R$ 3.278,04
38- Pedagogia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 3.219,14
39- Ciências contábeis e atuariais (graduação)
Salário médio: R$ 3.105,60
40- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)
Salário médio: R$ 3.099,10
Fonte: Correio da Paraíba - PB