
05/02/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo
da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING
é divulgar as notícias e legislação do
setor educacional às instituições associadas.
Em
breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para
consulta, proporcionando praticidade na pesquisa.
Esclarecemos que as matérias veiculadas no
AMPESC CLIPPING não representam, necessariamente, a
opinião da Associação.
Regulamentação processo seletivo ProUni 2010
Formando de Direito não consegue dispensa da realização do Enade
Projeto de lei visa equiparação entre Ensinos técnico e médio
MEC anula critério de antecedência na inscrição no Sisu em caso de empate
Projeto de autonomia universitária deve ser aprovado este ano
Conselhos de Educação discordam quanto à autonomia recebida
Em quatro anos, Chile tem aumento de quase 200% em incentivo aos estudantes
Estudantes passarão por exames de saúde
Prêmio Jovem Cientista abre inscrições
CNPq tem novo presidente
Enem 2009: Prazo de inscrição no SiSu não deve ser estendido, diz Haddad
Calote faz MEC mudar crédito estudantil
Universidade: o que você precisa saber sobre Crédito Educativo
Conselho Nacional de Educação - Calendário de reuniões de 2010
Universitários ganham mais opções de crédito
Falta de investimentos na educação causa desemprego na Espanha
Representantes de IES conhecem sistema de migração de dados para Censo da Educação Superior
Projeto quer que material didático passe por análise de comissão
Reuni precisa ser duplicar para atender meta de jovens no ensino superior
TSE realiza audiências para receber
Empresa que muda razão social deve informar no processo
Indústria tem R$ 10 bilhões para modernizar ensino profissional
Associação de universidades cobra punição rigorosa para acabar com trotes violentos
Brasil é o país com o maior número de dentistas do mundo
MEC muda consulta ao vestibular unificado
Pressa para divulgar listas
Estão abertas inscrições para Celpe-Bras
Formação falha de mão de obra ameaça a competitividade
A nova onda de aquisições no exterior
Plano Municipal de Educação
Falha afetou 915 redações do Enem, diz ministério
Licenciaturas têm menor nota de corte no Enem
Estudantes portugueses reivindicam política educativa no país
Defensoria Pública pede que MEC prorrogue prazo de inscrição no SiSU
Ameaça Latente
Ensino fundamental de nove anos
CNE - Diretrizes operacionais para a implantação do ensino fundamental de nove anos
Abono de faltas
Reconhecimento de cursos exclusivamente para fins de expedição de diplomas
Regulamentação processo seletivo ProUni 2010
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutroni
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 25, sexta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ministério da Educação
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2010
Regulamenta o processo seletivo do Programa Universidade para Todos
– ProUni referente ao primeiro semestre de 2010 e dá
outras providências.
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=05/02/2010&jornal=1&pagina=26&totalArquivos=168
Formando de Direito não consegue dispensa da realização do Enade
Fonte: OAB/SC Notícias
O ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu o pedido de um formando do curso de Direito
da Universidade Católica de Salvador para que fosse dispensado
da realização do Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (Enade).
O estudante alegou, no STJ, para não se submeter ao Enade, que
não foi cientificado pessoalmente para prestar o exame e que
sofria de moléstia contagiosa, além do fato de não
ter condições pessoais e de concentração
para prestar o exame. Sustentou, ainda, que já foi prejudicado,
uma vez que não participou da colação de grau,
realizada no último dia 7, com solenidade e festa de formatura
pagas, e com o adiamento da obtenção da carteira da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), cerceando o seu exercício
profissional.
Ao decidir, o ministro destacou que, diante de dúvidas acerca de
fatos que considera essenciais, o direito afirmado no pedido inicial do
formando não se mostra indiscutível, o que afasta a
admissão jurídica do pedido. “Registre-se, ainda,
que a liminar postulada confunde-se com o mérito da
própria impetração, tratando-se, pois, de tutela
cautelar satisfativa”, afirmou.
O presidente do STJ solicitou informações ao ministro de
Estado da Educação, Fernando Haddad. Após o seu
recebimento, determinou o envio dos autos ao Ministério
Público Federal (MPF).
O mérito do mandado de segurança será julgado pela
Primeira Seção. A relatora é a ministra Eliana
Calmon.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Projeto de lei visa equiparação entre Ensinos técnico e médio
Fonte: Jornal da Educação
O ensino técnico profissionalizante pode ter melhorias de acordo
com o projeto de Lei 6516/09, do deputado Arnaldo Faria de Sá
(PDT-SP). Ainda tramita na Câmara a proposta que visa
equivalência entre o ensino técnico e o ensino
médio, seja em escola pública ou particular, nos setores
de contabilidade, administração,
telecomunicações, informática, entre outros. Para
isso ocorrer, o aluno não pode ter cursado o antigo segundo grau
e deve fazer pelo menos três anos de curso técnico para
pedir equiparação.
Para Faria de Sá, os cursos profissionalizantes deverão
seguir certas normas como a obrigatoriedade de disciplinas como
português, matemática, história, geografia, por
exemplo, além das matérias técnicas. Ainda de
acordo com o texto, a União também irá constituir
o Fundo de Apoio ao Ensino Técnico (Faetec) com
participação pública e privada.
O MEC será responsável pela administração
do fundo. A finalidade do projeto, de acordo com Sá, é,
portanto, melhorar o ensino técnico fazendo com que os
estudantes possam aprimorar suas qualidades.
MEC anula critério de antecedência na inscrição no Sisu em caso de empate
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação resolveu mudar os
critérios de desempate no sistema do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) 2009. Devido aos problemas enfrentados no Sistema
de Seleção Unificada (Sisu), o MEC optou por
desconsiderar o último quesito de desempate, que utilizava a
ordem de inscrição no Sisu, garantindo a vaga aos dois
candidatos empatados.
Serão considerados seguintes quesitos para desempate,
respectivamente: nota na redação; nota na prova de
Linguagens, Códigos, e suas Tecnologias; nota no exame de
Matemática e Suas Tecnologias; nota da prova de Ciências
da Natureza e suas Tecnologias; e na prova de Ciências Humanas e
Suas Tecnologias
Mais de 500 mil estudantes já se inscreveram no sistema. Estes
poderão ter acesso à nota de corte do último
candidato no curso escolhido para que possam avaliar as chances de
conseguir a vaga.
Projeto de autonomia universitária deve ser aprovado este ano
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 01/02/2010
"Não há pressão que consiga subir com a pesquisa
de opinião mostrando que as pessoas estão compreendendo o
que está acontecendo no pais", disse hoje (1º) o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, ao se referir ao resultado do
levantamento feito pela Confederação Nacional do Trans
(CNT) e pelo Instituto Sensus. A pesquisa, divulgada nesta
segunda- feira, revela que a aprovação de Lula
subiu para 81,7%. O presidente fez o comentário durante a
solenidade de entrega de placas para os 78 institutos federais de
ensino técnico que estão sendo inaugurados em todo
país. Desses, 32 já estão funcionando. Lula
também comemorou o aumento do orçamento para a
educação. Segundo o presidente, o valor saiu do
patamar de R$ 20 bilhões em 2003 para R$ 60 bilhões em
2009. "Espero ser o paradigma para quem vier depois. Quem vier depois
não terá o direito de fazer menos do que eu fiz." Ele
disse ainda que o projeto de autonomia universitária deve ser
aprovado em seu governo. "Quero tirar esse peso das minhas costas e
colocar nas de vocês reitores."
Conselhos de Educação discordam quanto à autonomia recebida
Fonte: Jornal da Educação
A afirmação feita pelo professor Edson Nunes, membro do
CNE (Conselho Nacional de Educação), ao cobrar mais
autonomia aos Conselhos de Educação vem dividindo
opiniões no Conselho Estadual de Educação do Rio
de Janeiro (CEE/RJ). Nunes, que está no fim de seu segundo
mandato, lamenta a falta de autonomia que é dada tanto ao CNE
quanto ao CEE/RJ. Para ele, os ministros querem que os Conselhos sirvam
somente de assessores, sem voz própria e sem qualquer liberdade
para tomar atitudes, pois tudo depende da homologação dos
ministros ou secretários estaduais.
Já o professor Paulo Alcântara, presidente do CEE/RJ,
discorda da colocação de Nunes, pois acha que os
conselhos têm uma tomada de decisão relativa. Para ele, os
conselhos têm autonomia plena em alguns momentos, até
porque muitas deliberações são homologadas mesmo
sem total aval da Secretaria Estadual de Educação. Ainda
de acordo com Alcântara, o Conselho Estadual do Rio de Janeiro
tem uma relação estreita com a Secretaria de
Educação e acha vantajoso trabalhar em parceria com os
secretários.
A opinião de João Pessoa de Albuquerque, membro CEE/RJ e
da ABE (Associação Brasileira de Educação),
vai, entretanto, de acordo com as idéias de Edson Nunes. De
acordo com Pessoa, além de todos os problemas salientados pelo
presidente do CNE, ainda há muita burocracia que consome um
tempo precioso para discussões e debates de interesse
educacional.
Em quatro anos, Chile tem aumento de quase 200% em incentivo aos estudantes
Fonte: Jornal da Educação
A educação do Chile tem muito o quê comemorar. Isso
porque de acordo com dados do Ministério da
Educação chileno houve um aumento de 181% de incentivo
aos estudantes em apenas quatro anos. Entre os benefícios
está o Fundo de Solidariedade em bolsas e crédito
das Universidades, que em 2010 terá uma subida de 25% em
relação a 2009; com isso, será dado 121 mil em
benefícios para alunos que ingressam no Ensino Superior.
Segundo a Secretaria de Estado da nação, há,
atualmente, mais de 800 mil jovens que estão em faculdades e
mais de 60% com bolsas e empréstimos do projeto “Novo
Milênio”. E não foi apenas o ensino
universitário que se beneficiou nesses ultimos anos, o ensino
técnico também foi agraciado com 13 mil bolsas de estudos
só no ano passado.
Estudantes passarão por exames de saúde
Fonte: Jornal da Educação
Nessa quarta-feira, dia 3, a Comissão de Assuntos Sociais do
Senado aprovou, em caráter terminativo, o Projeto de Lei que
autoriza o Poder Executivo a realizar exames de saúde anuais em
alunos da rede pública e privada do ensino fundamental e
médio.
A proposta, de autoria da senadora Marisa Serrano, estabelece que entre
os exames, que vão ser realizados pelo Serviço
Único de Saúde (SUS), devem estar
avaliações da saúde bucal, nutricional, visual e
auditiva dos estudantes. Serrano recomendou ainda que a primeira
semana de agosto seja dedicada à realização da
Semana Nacional da Saúde na Escola.
A senadora ressaltou a importância da avaliação
desde a infância, período em que é maior o
surgimento de problemas relacionados a dificuldades de visão,
audição, nutrição e a presença de
cáries dentárias.
Para o senador Paulo Duque, é importante que a proposta seja
efetivamente aplicada e divulgada para que não fique apenas no
papel, mesmo que seja difícil devido ao tamanho do
território brasileiro.
Prêmio Jovem Cientista abre inscrições
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Agência FAPESP – Estão abertas até 30 de
junho as inscrições para a 24ª edição
do Prêmio Jovem Cientista. Este ano o tema será
“Energia e meio ambiente – soluções para o
meio ambiente”.
O prêmio – que foi criado em 1981 – é uma
parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq), o Grupo Gerdau, a Fundação
Roberto Marinho e a Eletrobrás. O prêmio pretende
incentivar a pesquisa brasileira com temas que busquem
soluções para problemas encontrados no cotidiano.
São premiados, anualmente, os três primeiros colocados nas
categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino
Médio, e seus respectivos orientadores. Na categoria
"Mérito Institucional" são distinguidas uma
instituição de ensino superior e outra de ensino
médio.
Os três primeiros colocados receberão R$ 20 mil, R$ 15 mil
e R$ 10 mil, respectivamente. Os estudantes do ensino superior
receberão R$ 10 mil, R$ 8,5 mil e R$ 7 mil, enquanto os
vencedores do ensino médio ganham computadores e impressora.
Além disso, os três primeiros das categorias Graduado,
Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio
poderão receber bolsas de estudo do CNPq, desde que atendam aos
critérios normativos. E o primeiro colocado dessas categorias
participará da 62ª Reunião da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2010, com o objetivo de
expor suas pesquisas.
Assim como na edição anterior, também serão
concedidos R$ 30 mil para cada instituição vencedora na
categoria "Mérito Institucional" e o pesquisador homenageado com
"Menção Honrosa" receberá R$ 15 mil e uma placa
alusiva. Mais informações: www.jovemcientista.cnpq.br
CNPq tem novo presidente
Fonte: Jornal da Educação
Tomou posse no dia 27 de janeiro o novo presidente do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT),
Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho.
Filho é físico e professor titular da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, além de membro da Academia Brasileira
de Ciências.
O CNPq foi presidido anteriormente pelo médico Marco Antônio Zago, que esteve no cargo por dois anos e meio.
Enem 2009: Prazo de inscrição no SiSu não deve ser estendido, diz Haddad
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:24 hs.
03/02/2010 - RIO - O ministro da Educação, Fernando
Haddad descartou a possibilidade de ampliação do prazo de
inscrições por meio do no Sistema de
Seleção Unificada (SISU), que vai até quarta-feira.
- Temos o calendário do ProUni que vai entrar na sequência
do Sisu e temos que acompanhar o calendário universitário
para que não tenha prejuízo na matrícula.
Então, vamos avaliar, mas no momento não é essa a
intenção. Os problemas não comprometeram as
inscrições - afirma, ao se referir à pane sofrida
pelo sistema, que chegou a sair do ar. Segundo, ele a média de
inscrições diárias -160 mil - representa uma
"velocidade de cruzeiro".
De acordo com o ministro, os problemas de acesso nos dois primeiros
dias de inscrições foi uma coisa natural, que exigiu
ajustes. Mas ele afirmou que os problemas já foram sanados.
Questionado sobre a mudança no critério de desempate,
Haddad disse que os nenhum estudante será prejudicado. Segundo
ele, estatisticamente a chance de um empate é quase igual a zero.
- Eu penso que a chance de acontecer esse empate estatisticamente
é próxima de zero e se isso acontecer posso assegurar que
nenhum dos candidatos será prejudicado - disse.
Fonte: Jornal Extra - RJ
Calote faz MEC mudar crédito estudantil
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 19/01/2010 - Rio de Janeiro RJ
SÃO PAULO - Com inadimplência em alta e fechamento de
contratos em baixa, o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies) passa por mudanças. Desde 1999 sob gestão
financeira exclusiva da Caixa Econômica Federal - que atesta taxa
de inadimplência média entre 25% e 28% para cerca de 500
mil contratos totalizando R$ 5,5 bilhões -, o maior mecanismo de
crédito universitário do país terá agora o
Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE)
como operador do programa, redução do juro anual de 6,5%
para 3,5% e descontos mensais de 1% para professores da
educação básica e médicos que atuarem no
Programa Saúde da Família (PSF). Além disso, a
nova versão do Fies passa a contemplar estudantes do ensino
médio profissionalizante, conforme lei sancionada pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de
Ensino Superior (ABMES) e reitor da Universidade Anhembi Morumbi,
Gabriel Mario Rodrigues, avalia que, ao cortar os juros quase pela
metade e mudar a operação do Fies, o Ministério da
Educação (MEC) dá oportunidade para mais alunos
acessarem o financiamento. "Normalmente, o aluno brasileiro
não quer fazer dívidas, e evidentemente havia uma grande
inadimplência para a Caixa, o que fez com que o MEC mudasse a
responsabilidade da operação do fundo " , diz. A
secretária de educação superior do MEC, Maria
Paula Dallari Bucci, explica que as mudanças do Fies já
vinham sendo estudadas como forma de acompanhar o programa de bolsas
para alunos de baixa renda, o ProUni, e questiona a inadimplência
informada pela Caixa, entre 25% e 28% nos últimos 11 anos.
"O Fies estava abaixo da capacidade de financiar os jovens
universitários, principalmente com a chegada do ProUni. E pior
que a inadimplência, o problema maior do Fies estava na sobra de
recursos, em desacordo com as necessidades do público-alvo. Os
últimos dados que tenho sobre inadimplência eram de 11%."
O número de contratações anuais do Fies
registraram queda no ano passado: foram 35 mil, contra 135 mil
adesões em 2005. Segundo Maria Paula, o corte nos juros vai
atacar a inadimplência e atrair mais alunos. Ela diz que a
expectativa do ministério para este ano é que 200 mil
novos contratos sejam assinados no novo formato do Fies. Com a
mudança de operador, o governo terá mais facilidade
para ampliar as parcerias com instituições de
ensino - hoje são 1,5 mil universidades cadastradas -, deixando
para os bancos apenas a execução financeira dos
contratos, que continuará tendo a Caixa e o Banco do Brasil como
principais agentes.
"O FNDE tem um ano para se adaptar às mudanças, mas o MEC
tem interesse em abrir o Fies para bancos privados para ficar mais
capilarizado. O importante é ter aluno fora da universidade com
a desculpa de que não tem dinheiro para estudar " , complementou
Maria Paula. Além de juros mais baixos, que também valem
para o estudante que já tem o contrato firmado, o novo Fies
amplia para três vezes o prazo de pagamento do financiamento.
Para o economista especializado em financiamento educacional Jorge
Abrahão de Castro, do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada
(Ipea), as mudanças no programa de crédito são
encaradas como uma combinação de políticas.
"Bancar o acesso ao ensino superior e, agora, profissional é um
custo aceitável para o Estado. Além disso, o governo
está tentando resolver uma dificuldade na área da
saúde, que é fixar médicos do PSF em
regiões que precisem desses profissionais."
Universidade: o que você precisa saber sobre Crédito Educativo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:20 hs.
04/02/2010 - Com o início do ano e tantas
prestações sendo iniciadas e reiniciadas, nos deparamos
com o que seja talvez o investimento mais importante de uma vida, o
conhecimento e junto com ele o diploma universitário. Em um
país onde o ensino público superior ainda restringe muito
a população devido à falta de vagas, a
saída encontrada por grande parte dos estudantes são as
Universidades particulares. Sabe-se por estudos realizados que as
chances de um cidadão com diploma crescem em 80% no mercado de
trabalho e não é só isso, a diferença
salarial também é observada, é um investimento de
uma vida para pais, responsáveis ou dos próprios alunos.
Em um momento que falamos em material escolar de alto custo, livros
didáticos a preços elevados, mensalidades
impossíveis de serem pagas e principalmente mantidas por uma
população que ganha em média um
salário-mínimo, vemos no fim do túnel uma
oportunidade para aqueles que não podem arcar com o alto custo
da educação no país, o crédito educativo.
Habituados a prestações, mas com a vantagem do bem final
ser levado por toda vida, o Crédito Educativo nada mais é
do que um empréstimo que cobre até 70% do valor do curso
e que, normalmente, passa a ser pago depois da conclusão do
curso, julgando-se que o estudante possa começar a arcar com as
suas prestações.
Na verdade, o Crédito Educativo pode ser simplesmente
requisitado após a conclusão do ensino médio, ou
mesmo no meio do curso universitário. O crédito Educativo
está ligado ao FIES / Ministério da
Educação e é gerido pela Caixa Econômica
Federal.
O FIES é um programa de financiamento estudantil, voltado para
estudantes que não podem arcar com o alto custo da sua
formação e que estejam regularmente matriculados em
instituições de ensino Superior. Para receber esse tipo
de financiamento, o estudante não pode ter sido beneficiado por
nenhum outro programa de crédito educativo, e deverá se
candidatar a um processo seletivo, para que haja uma
democratização do acesso ao ensino superior. Desde 2005,
o FIES concede financiamento também aos bolsistas parciais,
beneficiados com bolsa de 50%, do PROUNI – Programa Universidade
para Todos.
O financiamento prioriza os estudantes que tenham aderido ao PROUNI e
aos matriculados nos cursos com os melhores resultados obtidos nos
processos de avaliação conduzidos pelo Ministério
da Educação – MEC, através do Enade –
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.
Os cursos não avaliados pelo ENADE poderão ser
habilitados excepcionalmente para concessão do financiamento, a
critério do MEC.
Para estudantes matriculados em cursos com avaliação
inferior a 3, é vedada a concessão do financiamento
até que o curso obtenha avaliação positiva, sem
prejuízo de manutenção do financiamento
regularmente concedido a estudantes já contemplados.
A distribuição de bolsas leva em conta a região, o
estado e as necessidades de acordo com os critérios
estabelecidos pelo MEC, normalmente na Portaria de
Seleção de cada processo seletivo, levando em conta a
demanda dos candidatos inscritos e o valor fixado pela
Instituição de Ensino, quando seu credenciamento no
processo for positivo.
Vale ressaltar que é necessária a
apresentação de um fiador para o crédito e que a
qualquer tempo poderá haver troca do mesmo, caso não seja
apresentada idoneidade cadastral, comprovação de renda
mínima, ou ainda em caso de falecimento, nesses casos a Caixa
Econômica deverá ser informada.
A forma de pagamento do FIES está determinada na
legislação que instituiu o Programa (Lei nº
10.260/2001, art. 5º, IV e V). O § 7º da Lei
10.260/2001, alterada pela lei 11.552/2007, que autoriza ao agente
financeiro do FIES (CAIXA), a pactuar condições especiais
de amortização ou alongamento excepcional de prazos, nos
termos da normatização do agente operador (CAIXA),
respeitado o equilíbrio econômico-financeiro do FIES, de
forma que o valor inicialmente contratado retorne integralmente ao
FUNDO, acrescido dos encargos contratuais.
Uma vez participando do FIES, o estudante poderá efetuar
transferência de curso uma única vez e poderá
encerrar o programa em caso de solicitação do
próprio estudante, em virtude da conclusão de curso, por
falta de aproveitamento acadêmico das disciplinas cursadas, pela
falta de idoneidade constatada a qualquer tempo dos documentos do
fiador ou do próprio estudante e, ainda, pelo esgotamento do
prazo máximo para a utilização do financiamento ou
por uma nova mudança de curso.
Agora é um bom momento para este tipo de investimento, pois
além da redução da taxa de juros, o Fies (Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) dará um prazo
maior para que os estudantes saldem a dívida. As novas regras
estão previstas na Lei nº 12.202, publicada no
Diário Oficial da União desta sexta-feira, 15 de janeiro.
As mudanças já entraram em vigor em todo o
território nacional.
A nova taxa de juros, que em agosto de 2009, com a
aprovação do Conselho Monetário Nacional, passou
de 6,5% para 3,5% ao ano, vale para os novos contratos e também
para o saldo devedor dos contratos antigos. A assessoria de imprensa do
MEC (Ministério de Educação) enfatiza, no entanto,
que a medida não será retroativa, ou seja, valores
já pagos não serão revistos com base na nova
alíquota.
A dilatação do prazo para a quitação da
dívida é outra novidade. Segundo as regras, os estudantes
terão, a partir de agora, três vezes o período
financiado do curso para pagar o empréstimo. O financiamento de
um curso de quatro anos, por exemplo, poderá ser saldado em
até 12 anos. Antes da mudança, o prazo era limitado a 8
anos.
Já os formandos em cursos de medicina e de licenciaturas
poderão ainda abater 1% da dívida a cada mês
trabalhado, caso optem por atuar como professores da rede
pública de educação básica ou como
médicos no programa Saúde da Família. A
possibilidade de pagamento com trabalho vale para jornada de no
mínimo 20 horas semanais. O estudante que já estiver em
efetivo exercício na rede pública de
educação básica ao ingressar no curso de
licenciatura terá direito ao abatimento da dívida desde o
início do curso.
Aqueles que optarem por ingressar em programas de residência
médica credenciados pela Comissão Nacional de
Residência Médica e em especialidades definidas pelo
Ministério da Saúde como prioritárias terão
o período de carência estendido por todo o período
da residência. Antes da sanção da Lei nº
12.202, a carência era de 18 meses após a conclusão
do curso.
O financiamento passará a ser gerido pelo FNDE (Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação). O benefício
poderá ser requerido a qualquer momento por meio de sistema
eletrônico gerenciado pelo órgão. A adesão
das instituições de educação superior ao
Fies e o período de inscrição dos estudantes
terá início com a publicação de portaria do
Ministério da Educação para
regulamentação do processo.
Dessa forma, quanto mais informações obtidas antes do
processo de seleção, maiores são as chances de
preparo dos estudantes e de analisar os critérios exigidos pelo
Ministério da Educação.
Para mais informações, acesse o site http://www.mec.gov.br.
Fonte: Blog Mistura Fina
Conselho Nacional de Educação - Calendário de reuniões de 2010
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação definiu o calendário de suas reuniões em 2010.
As datas marcadas foram as seguintes:
- Janeiro: Dia 25 – Reunião de Dirigentes
Dias 26, 27 e 28 – Sessão das Câmaras
- Fevereiro: Dia 3 – Reunião dos Dirigentes
Dia 8 – Reservado para Reunião de Comissões do CNE
Dia 9 - Sessão de Pleno
Dias 10 e 11 – Sessão das Câmaras
Dias 16 e 17 - Feriado
Universitários ganham mais opções de crédito
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:08 hs.
04/02/2010 - O crédito universitário está sendo
expandido para ajudar quem sonha conquistar um diploma de curso
superior, mas não consegue ter acesso a uma
instituição pública e tem limitações
financeiras para pagar a mensalidade numa escola particular.
Além do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do governo
federal, que financia o pagamento após a conclusão do
curso, o estudante já conta com outras opções
oferecidas por bancos privados e pelas próprias
instituições de ensino superior.
Este ano, o Fies teve os juros reduzidos de 6,5% para 3,5% e o prazo
para parcelamento do saldo devedor ampliado de dois para até
três vezes o período financiado do curso. Em Goiás,
o número de contratos ativos pelo Fies subiu de 10.154 em 2008
para 11.317 beneficiados hoje.
O montante de recursos investidos subiu de R$ 147,35 milhões
para R$ 160,4 milhões no período. Antes, somente a Caixa
Econômica Federal podia operar o Fies. Agora, o crédito
também será oferecido pelo Banco do Brasil. Este ano, as
inscrições ainda não começaram.
Recentemente, o Itaú Unibanco também lançou seu
crédito universitário, que financia 50% do valor das
mensalidades, enquanto Bradesco e Santander anunciaram que
também colocarão o produto no mercado em breve.
A principal vantagem dos bancos privados é o acesso mais
facilitado ao crédito, uma vez que o Fies conta com verba
pública e um rigoroso processo de seleção dos
beneficiados, que precisam comprovar que não têm
condições financeiras para arcar com a mensalidade.
Bancos privados
Em contrapartida, o crédito oferecido pelos bancos privados, que
apostam no potencial de renda desses futuros profissionais, é
bem mais caro. No Itaú Unibanco, os juros do crédito
universitário são de 8% ao ano.
O Bradesco e o Santander ainda não definiram quais serão
suas taxas. A assessoria do Santander adiantou que a linha está
em fase piloto e deve ser lançada no segundo semestre. A meta
é financiar até 100% do valor e o prazo de pagamento
será o dobro do tempo do curso. A instituição de
ensino deverá ser conveniada ao banco.
O mercado de universidades pagas já movimenta cerca de R$ 25
bilhões anuais. Algumas instituições de ensino
superior em Goiânia também oferecem financiamentos
específicos para seus alunos.
É o caso da Faculdades Alves Faria (Alfa), que oferece o
crédito estudantil FBR Alfa, pelo qual o aluno pode financiar
40% do curso e pagar em quatro anos com apenas a correção
da inflação no período.
A gerente comercial da Alfa, Cláudia Salazar, informa que se o
aluno tiver um bom desempenho acadêmico, com médias acima
de 8, ainda ganha um desconto de 50% sobre o valor financiado. Segundo
ela, 150 alunos fazem o financiamento próprio da
instituição de ensino.
O estudante do curso de Direito na Alfa, o comerciante Alibamar
Quintino Nascimento, utiliza o financiamento do Fies desde o terceiro
período do curso.
Com isso, ele paga apenas 50% do valor da mensalidade: pouco mais de R$
330 mensais. “Se não fosse o financiamento, ficaria muito
mais difícil pagar, porque também pago a mensalidade de
minha filha”, afirma.
Lúcia Monteiro
Fonte: O Popular - GO
Falta de investimentos na educação causa desemprego na Espanha
Fonte: Jornal da Educação
A crise econômica que atingiu o mundo em 2009 afetou
também os espanhóis; isso porque muitos trabalhadores
ficaram sem seus empregos. Entre eles, estavam principalmente
funcionários de baixa escolaridade, que contam com 26,4% de
desempregados. Com isso, a fragilidade do sistema educacional da
Espanha em relação aos outros países da
União Européia ficou evidente.
De todas as nações da UE, a Espanha é a que menos
investe em educação. Comparando com os outros 27
componentes do bloco econômico, os espanhóis investem
apenas 4,9% de seu PIB (Produto Interno Bruto) no setor educacional.
Assim, ficam 0,76% abaixo das outros países da UE e 0,8% menos
do que as 30 nações mais ricas do mundo.
Representantes de IES conhecem sistema de migração de dados para Censo da Educação Superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:23 hs.
04/02/2010 - Representantes de 390 instituições de ensino
superior (IES) estão participando de oficina de trabalho para se
familiarizar com os procedimentos de importação dos dados
de seus sistemas próprios para o sistema de coleta do Censo da
Educação Superior. Essas oficinas estão sendo
realizadas no auditório do Inep. Houve um primeiro ciclo de
treinamento, de 18 a 22 de janeiro, e agora, de 1º a 5 de
fevereiro, está ocorrendo o segundo ciclo. A cada dia, cerca de
80 representantes de IES que optaram por transferir dados de seu
sistema são treinados por técnicos do Inep.
Este ano o Censo da Educação Superior está
passando por grandes mudanças. As informações
solicitadas são individualizadas por docente, aluno e
instituição. Houve profunda transformação
também na forma como é realizada a coleta de
informações que, agora, é feita diretamente na
Internet, por meio de um sistema, auto-explicativo, desenvolvido para
esse fim.
No entanto, algumas instituições optaram por transferir
as informações que têm em seus cadastros para o
sistema do Censo – ao invés de lançar os dados
individualmente. É para mostrar como fazer essa
transferência de dados que a Diretoria de Estudos
Estatísticos (DEED) do Inep está promovendo as oficinas
de trabalho.
Os dados que estão sendo coletados se referem à realidade
de 2009. Ou seja, as instituições deverão informar
a situação daquele momento, e não a atual. As
informações ao Censo da Educação Superior
2009 deverão ser prestadas no período de 18/01/2010 a
05/04/2010.
Assessoria de Imprensa Inep/MEC
Fonte: Portal Inep
Projeto quer que material didático passe por análise de comissão
Fonte: Jornal da Educação
As comissões de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania analisam
projeto de lei do Senado, que tramita em caráter conclusivo e em
regime de prioridade, para que seja criada a Comissão Nacional
de Avaliação de Material Didático.
O objetivo da proposta é que seja examinado o conteúdo do
material didático destinado à educação
básica, para que se possa verificar se há algum
preconceito de etnia, religião, nacionalidade,
deficiência, gênero ou orientação sexual.
De acordo com o projeto do senador Paulo Paim, integrarão a
comissão representantes dos órgãos federais
encarregados das áreas de educação, cultura,
direitos humanos, minorias e cidadania; integrantes dos sistemas de
ensino dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
representantes de entidades da sociedade civil e personalidades das
áreas de defesa dos direitos humanos e das minorias;
especialistas de notório saber nas áreas
pedagógicas da educação básica.
Reuni precisa ser duplicar para atender meta de jovens no ensino superior
Fonte: Jornal da Educação
Especialistas que participaram na última quinta-feira do 8º
Seminário do Reuni chegaram a conclusão de que a meta de
colocar 30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior até
2020 só será cumprida se houver uma nova
edição do Programa de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais (Reuni) duas vezes maior.
Hoje, este percentual é de 13%.
Os especialistas acreditam que é preciso haver um entendimento
político de que o Reuni é estratégico para o
desenvolvimento do Brasil, e por esta razão necessita de altos
investimentos. Além disso, consideram que deve-se ter uma
reforma profunda que assegure uma maior autonomia no modelo de
gestão das instituições.
O 8º Seminário aconteceu no dia 28 de janeiro e reuniu
reitores, vice-reitores e outros representantes das
instituições Federais de Ensino Superior.
TSE realiza audiências para receber
Fonte: OAB/SC Notícias
O Tribunal Superior Eleitoral fará três audiências
públicas para debater as instruções que vão
reger as eleições gerais deste ano. Os encontros
ocorrerão de hoje (02) até a próxima quinta-feira
(04) no auditório do edifício sede, em Brasília, a
partir das 15 horas. O relator das instruções, o ministro
Arnaldo Versiani, receberá as sugestões de partidos
políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além
do Ministério Público. As sugestões poderão
ser apresentadas durante as audiências de forma oral, por cinco
minutos. No dia de hoje serão discutidos as
instruções de escolha e registro de candidatos e o voto
do eleitor residente no exterior.
Fonte: Conselho Federal da OAB
Empresa que muda razão social deve informar no processo
Fonte: Notícias OAB/SC
Quando uma empresa altera a denominação, deve comprovar a
mudança na razão social ao entrar com recurso na
Justiça do Trabalho, do contrário pode configurar
ilegitimidade de parte. Em julgamento recente, a Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de embargos do Banco
Mercantil de São Paulo pelo fato de a empresa ter mudado a
nomenclatura, sem comunicar à Justiça.
Como observou o relator, ministro João Batista Brito Pereira, a
hipótese dos autos era semelhante a outros casos julgados no
tribunal em que ocorreu alteração na razão social,
não houve comunicação no processo e a
procuração está com o nome novo, não
coincidindo com o que constava nos autos. Desse modo, afirmou o
relator, se a procuração juntada aos autos traz como
outorgante o nome da nova denominação e não
há prova da modificação efetuada, o recurso deve
ser considerado inexistente por irregularidade de
representação.
A Primeira Turma do TST tinha negado provimento ao agravo de
instrumento do banco e barrado o exame do seu recurso de revista pelas
mesmas razões. Nos embargos à SDI-1, o banco argumentou
que ocorreu apenas mudança da nomenclatura, o CNPJ e o
endereço da empresa eram os mesmos e, portanto, qualquer
documento que informasse a alteração da razão
social seria desnecessário para o processo. Disse também
que houve violação do direito constitucional de ampla
defesa e contraditório (artigo 5º, LV).
No entanto, o relator, ministro Brito Pereira, não concordou com
as alegações do banco. O ministro explicou que, durante a
relação jurídico-processual, a parte deve observar
todos os pressupostos de formação e desenvolvimento do
processo. Se houver qualquer alteração da
denominação social, como ocorreu no caso, deve ser
informado ao juízo com os documentos comprobatórios da
mudança. Essa interpretação foi seguida, à
unanimidade, pelos integrantes da SDI-1. (E-A-AIRR-
57.089/2002-900-02-00.9)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Indústria tem R$ 10 bilhões para modernizar ensino profissional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:25 hs.
03/02/2010 - Para fazer frente às transformações
do mercado que geram novas exigências e requisitos básicos
à força de trabalho, o setor industrial está
investindo R$ 10,5 bilhões para modernizar a
educação profissional e ampliar em 30% as vagas nos
cursos de nível técnico e superior da rede que envolve o
Sesi e o Senai. "O país está diante de escolhas que
vão definir o seu futuro, e a educação é
uma peça-chave", afirma Rafael Lucchesi, diretor de
operações da Confederação Nacional da
Indústria (CNI). "Inovação, sustentabilidade,
segurança no trabalho, gestão da qualidade,
inclusão digital - são diversos os paradigmas emergentes
que aumentam a complexidade na formação de mão de
obra", completa Lucchesi, ao explicar o que motivou a
instituição a criar o programa Educação
para a Nova Indústria, com ações para o
triênio 2007-2010.
A iniciativa, voltada para garantir a competitividade industrial,
é um dos pilares da agenda estratégica, definida pela CNI
para o período 2007-2015, com foco no desenvolvimento
sustentável mediante agregação de valor e
inovação. Até o fim de 2010, em
comparação com três anos atrás, o
país deverá ter uma demanda adicional de cerca de 400 mil
técnicos, em consequência do aquecimento da economia, de
acordo com estimativa da CNI. "Mas toda vez que o país cresce 4%
ou 5% por um período mais longo, cria-se uma grande dificuldade
para encontrar mão de obra qualificada, o que limita a
expansão econômica", adverte Lucchesi.
A tendência, no entanto, é a contratação de
recursos humanos com maior escolaridade. Nos EUA e Europa, a
média da escolaridade dos trabalhadores é de 12 anos. Na
Coreia do Sul, dez anos. No Brasil, a força de trabalho
frequentou a escola, em média, por apenas cinco anos. "O
problema é que, em contraposição, a
indústria brasileira está contratando profissionais com
escolaridade média de 11 anos, igual à do Japão",
informa o diretor. "A defasagem indica que há vagas em aberto
por falta de trabalhadores qualificados."
O quadro espelha a falta de investimento público em
educação. Enquanto os países da OCDE investem 6%
do PIB no setor, o Brasil aplica 5%. Como resultado, apenas 14% dos
jovens com idade para ter concluído o ensino médio
efetivamente receberam o diploma. Na Coreia do Sul, esse número
é de 55%; na China, 45% e, na Índia, 26%. "Entre outras
razões, esse cenário explica por que é importante
o setor industrial, apesar de pagar tributos, investir no sistema
educacional próprio", diz Lucchesi. É também uma
questão estratégica: a qualificação das
pessoas - no fim das contas, o motor que sustenta os negócios -
não pode, na visão do setor industrial, depender de
ciclos políticos e correr o risco da descontinuidade.
A meta da CNI é promover a conclusão do ensino
fundamental de 40% da força de trabalho da indústria, no
total de 1 milhão de trabalhadores e também de seus
dependentes - cerca de 600 mil jovens e adultos. Além disso,
espera-se que seja atendida 30% da demanda para a
formação de nível médio nas
indústrias. Hoje são realizadas 2 milhões de
matrículas por ano nos cursos técnicos e de nível
superior, com plano de expansão. Desde o início do
programa, foram aplicados mais R$ 57 milhões no desenvolvimento
pessoal, com a formação de professores, técnicos e
gestores. "Precisamos de competência técnica mais
sólida, maior número de cursos técnicos e carga
horária ampliada", destaca Lucchesi. Estão previstas
também iniciativas para a reformulação das
metodologias de ensino e conteúdos educacionais, além do
reaparelhamento da infraestrutura.
"O programa é transformador, porque está sustentado nas
demandas da indústria", avalia Regina Torres, diretora de
operações do Senai Nacional. É forte a
tendência de interiorização da
produção industrial, com a formação de
novos polos de desenvolvimento. Para chegar às novas
regiões industriais, a instituição sai dos
próprios muros, criando mecanismos mais flexíveis e
móveis para o atendimento longe das capitais.
É o caso das atividades de qualificação realizadas
dentro das indústrias ou então sobre quatro rodas, a
bordo de veículos que chegam a lugares mais remotos. Nos
últimos dois anos, foram abertas mais de 124 mil vagas, nesse
modelo. Em Goiás, o sistema funciona para a indústria de
alimentos. No Rio, tem se mostrado eficiente na para a indústria
de petróleo e gás. "É essencial a cobertura
abrangente, em todo o território nacional", ressalta Torres.
Sérgio Adeodato, para o Valor, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
Associação de universidades cobra punição rigorosa para acabar com trotes violentos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:19 hs.
O trote aos calouros nas universidade deveria ser eliminado, diz
secretário executivo da Andifes (Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de
Ensino Superior), Gustavo Balduíno. "Não é
possível admitir em uma instituição educacional
uma atitude que gere violência".
Na noite de ontem (1º), um calouro de veterinária da
Unicastelo (Universidade Camilo Castelo Branco), em
Fernandópolis (SP), teve as roupas rasgadas e foi obrigado a
beber álcool combustível pelos veteranos. Segundo a
Secretaria de Segurança Pública do Estado de São
Paulo, o caso foi registrado na delegacia do município como
constrangimento ilegal.
Para evitar a ocorrência de casos como esse, Balduíno
defende a institucionalização da recepção
aos alunos que ingressam no ensino superior. "Não pode ser uma
coisa deixada para os alunos de forma desorganizada".
Os trotes violentos são praticados, segundo ele, por pessoas que
já possuem uma "deformidade comportamental" antes de entrar na
universidade. Por isso, Balduíno, defende a
punição exemplar para desestimular ações
semelhantes.
Para o secretário da Andifes, o ideal é que os novos
estudantes sejam integrados com atividades de
confraternização, visita às
instalações das faculdades e ações de
solidariedade.
Na linha de trotes que incentivam a cidadania, desde 1997 o projeto
Trote Cidadão tenta ser uma alternativa às
ações que desrespeitam ou agridem os novos estudantes.
Segundo o coordenador da campanha, Daniel Vaz, a iniciativa contou com
a participação de cerca de 250 instituições
de ensino superior em 2009.
Entre as ações que fizeram parte dos trotes do ano
passado, Vaz citou a montagem de um banco de doadores de medula na
Universidade Federal de Viçosa e o plantio de árvores
promovido na Universidade Federal da Bahia.
Ele ressaltou que o projeto obteve mais sucesso nas universidades onde
as reitorias também se envolveram no trabalho de
recepção dos estudantes. "Tem que haver uma
mudança de consciência das instituições que,
às vezes, acham que é mais fácil jogar a
responsabilidade nos estudantes."
A campanha é um "trabalho de formiguinha", de acordo com Vaz.
Para ele, os trotes violentos só vão acabar quando houver
uma mudança de paradigma na sociedade e "a violência
deixar de ser uma mercadoria".
O diretor da UNE (União Nacional dos Estudantes), Luís
Felipe Marciel, destacou a possibilidade de o trote ser um instrumento
educativo. A entidade apoia não só o Trote Cidadão
como outras formas de interação entre os alunos novos e
os veteranos, como a Calourada da UNE. Nessa iniciativa a entidade
promove debates sobre o futuro do país.
- O CM News é uma publicação diária da CM
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notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
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opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Uol - Educação
Brasil é o país com o maior número de dentistas do mundo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:10 hs.
03/02/2010 - Livro lançado em congresso de odontologia mapeia o perfil do cirurgião-dentista brasileiro.
IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
No Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é do
livro "Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista
Brasileiro", que foi lançado ontem no 28º Ciosp (Congresso
Internacional de Odontologia de São Paulo). Realizado no
Anhembi, em São Paulo, o congresso, que termina hoje, foi
promovido pela Associação Paulista de
Cirurgiões-Dentistas.
Segundo Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual de
Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o país
com a maior quantidade de profissionais de odontologia do mundo em
números absolutos: são 219.575 profissionais cadastrados.
"O "Atlas Global de Odontologia", publicado em 2009 pela
Federação Dentária Internacional, estima pouco
mais de um milhão de dentistas no mundo. De todos os
países incluídos no Atlas, o Brasil é o que tem o
maior número de profissionais", diz Morita.
Mas o recorde em número de dentistas ainda não se reflete
no acesso de boa parte da população aos serviços
odontológicos. "Embora nos últimos anos a odontologia
esteja se incluindo de forma mais representativa nas políticas
públicas de saúde, ainda há muita desigualdade",
afirma Ana Estela Haddad, da Secretaria da Gestão do Trabalho e
da Educação em Saúde do Ministério do
Trabalho. Haddad também assina o livro, com Morita e com Maria
Ercília de Araújo, do Observatório de Recursos
Humanos em Odontologia.
A dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais
é, segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores. Um deles
aparece nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas
estão na região Sudeste e três Estados concentram
57% deles -cerca de 33% estão em São Paulo, enquanto
Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada um, aproximadamente 12%
dos dentistas.
Além da distribuição regional, Haddad acredita que
outros dois fatores expliquem o menor acesso de camadas da
população aos serviços odontológicos. "A
inserção do dentista nas políticas públicas
de saúde é algo recente. Além disso, conforme
constatamos no livro, 2/3 dos dentistas trabalham como autônomos,
em atendimentos particulares. Isso representa um custo que algumas
parcelas da população não podem pagar", diz
Haddad.
Fonte: Folha de São Paulo
MEC muda consulta ao vestibular unificado
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 03/02/2010 - Belo Horizonte MG
Alunos que usam nota do Enem para disputar vaga na
graduação, vão checar nota de corte e procura por
curso. Medicina da UFSJ tem 451 candidatos/vaga
Flávia Ayer e Glória Tupinambás
Depois de tantas dúvidas e confusões, o Ministério
da Educação (MEC) tenta desatar alguns nós da
cabeça dos estudantes que usam o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) para disputar uma vaga no ensino superior. Ontem,
foi aberta uma nova forma de consulta ao Sistema de
Seleção Unificada (Sisu), que funciona como um
leilão para as 47,9 mil vagas disponíveis em 23
universidades federais e 26 institutos federais de
educação, ciência e tecnologia. A partir de agora,
os candidatos podem conferir a nota de corte, a relação
candidato/vaga, a maior nota entre os inscritos e o número total
de pessoas, antes de entrar na concorrência. Isso vai permitir
que o aluno veja com antecedência as chances de
aprovação nos 974 cursos em oferta.
A primeira etapa de inscrições para o Sisu termina hoje,
às 23h59. Segundo balanço divulgado pelo MEC ontem,
às 19h30, 632 mil pessoas já efetivaram seu
cadastro. Levantamento feito pelo Estado de Minas, com base na
última atualização do sistema, mostra que Minas
Gerais tem os três primeiros cursos mais concorridos do Brasil
(veja quadro). O curso de medicina da Universidade Federal de
São João del-Rei (UFSJ) está no topo do ranking
com 451 candidatos na disputa por uma vaga. São também da
universidade mineira localizada na cidade de mesmo nome, na
Região do Campo das Vertentes, os dois segundos colocados,
psicologia, com 123 candidatos/vaga, e arquitetura e urbanismo, com 122
candidatos/vaga. O reitor da UFSJ, Helvécio Luiz Reis, ficou
surpreso com a grande procura pelos cursos da universidade no Sisu.
Segundo ele, a instituição reservou apenas 10% das vagas
para candidatos da modalidade, já que ainda havia dúvidas
do conselho da UFSJ sobre o funcionamento do vestibular
unificado. “Preferimos ser mais prudentes. Alguns
aspectos no sistema não foram respondidos. Acredito que o
aumento da procura seja pelo fato da UFSJ ter investido em
infraestrutura. Os cursos novos, entre eles a medicina, apresentam
condições excelentes. Outro aspecto são as cotas
sociais para alunos de escolas públicas. Metade das vagas que
oferecemos no Sisu são para cotistas”, ressalta. Na
medicina, há uma vaga apenas para os candidatos em geral e duas
para os de cotas sociais. A estudante Yasmim Jade dos Reis Martinez, de
17 anos, dormiu com uma vaga em medicina e acordou, ontem, sem nenhuma
chance de ser aprovada no curso de seus sonhos. A opção
foi se inscrever em bioengenharia. “No começo minha nota
dava para passar em medicina. Mas, à medida que as pessoas foram
se inscrevendo, perdi o lugar. Fico pensando na dificuldade de quem
não tem computador em casa, pois toda hora a gente tem de
verificar as notas”, afirma.
Pressa para divulgar listas
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 03/02/2010 - Belo Horizonte MG
Com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio nas mãos, as
universidades mineiras que vão usar o exame para substituir a
primeira etapa dos vestibulares se apressam para divulgar a lista de
aprovados. Na sexta-feira, será a vez da Universidade Federal de
Ouro Preto (Ufop) que, anteontem, publicou a relação dos
classificados na primeira fase. O nome dos 1.268 calouros dos cursos
oferecidos em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade estará
disponível no site www.ufop.br. O
cronograma de matrícula e registro acadêmico dos alunos
novatos ainda não foi definido, mas, ontem, o Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão da instituição decidiu
adiar o início das aulas de 22 de fevereiro para 1º de
março. A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) marcou
para o dia 9 a divulgação do resultado final do
vestibular. A lista com os 1.913 aprovados para os câmpus de
Uberlândia e Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, será
liberada a partir das 17h, no site www.ingresso.ufu.br.
Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) só vai
informar a lista preliminar dos classificados no dia 11, e o resultado
final, em 8 de março.
PRAZO A Defensoria Pública da União (DPU) quer prorrogar
o prazo de inscrições no Sistema de Seleção
Unificada (Sisu), que põe em jogo 47,6 mil vagas em 51
instituições de ensino superior. A
recomendação ao Ministério da
Educação foi feita por meio de um Ofício de
Direitos Humanos e Tutela Coletiva, sob o argumento de que é
baixo percentual dos candidatos do Enem que estão na
disputa por uma vaga no Sisu e que foram muitas as dificuldades
enfrentadas para acessar o sistema pela internet. Até às
19h30 de ontem, o balanço era de 632 mil inscritos, o que
corresponde a 25% do total de candidatos que fizeram o Enem. De acordo
com o defensor público federal André Ardacgy,
responsável por expedir o ofício, o MEC tem até
às 23h59 de hoje para se pronunciar. “Só poderemos
fazer algo na esfera judicial na quinta-feira (amanhã). Vamos
aguardar também para ver se a estatística melhora”,
afirma. O conselho do defensor para aqueles que não conseguiram
se inscrever no Sisu ainda é anotar o horário da
tentativa e imprimir a página da internet.
TIRA-DÚVIDAS - Termina hoje, às 23h59, as
inscrições para a primeira etapa de seleção
do Enem. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vale para
as universidades federais que decidiram substituir o vestibular
tradicional pelo exame nacional e os candidatos podem disputar uma das
47,9 mil vagas oferecidas em 23 universidades federais e 26 institutos
federais de educação, ciência e tecnologia. O
resultado da primeira etapa será divulgado sexta-feira e os
selecionados terão que se matricular entre os dias 8 e 12 de
fevereiro. Haverá mais duas etapas de seleção,
entre 15 e 20 de fevereiro e de 1º a 3 de março. A cada
etapa, o sistema vai excluir as vagas já preenchidas e
mostrará apenas as ainda disponíveis. Os processos
são independentes: alunos que não tentaram a vaga na
primeira etapa podem participar da segunda ou da terceira fase.
As inscrições para o Sisu são feitas
exclusivamente pela internet, no site http://sisu.mec.gov.br, sempre
das 6h às 23h59. O candidato deve informar o número de
inscrição e a senha cadastrada no Enem 2009. No momento
em que o aluno informa esses dados, o Sisu recupera, automaticamente,
as notas obtidas no exame. O Sisu funciona como um leilão de
vagas. O estudante deve consultar a lista de cursos e de
instituições participantes do sistema e fazer sua
opção. Antes de se inscrever, é possível
consultar a relação candidato/vaga, a nota de corte e o
total de inscritos em cada opção. Essas
informações serão atualizadas ao fim de cada dia.
Assim, o candidato vai poder alterar a opção de
inscrição caso não tenha nota suficiente para
obter vaga no curso desejado.
O Sisu permite que o candidato modifique sua opção
quantas vezes quiser, durante o período de
inscrição. Ao fim desse prazo, o sistema considera a
última inscrição concluída. Ao fim de cada
etapa de inscrições, o Sisu vai classificar
automaticamente os candidatos de acordo com as vagas oferecidas pelas
instituições. No caso de notas iguais, o desempate entre
os candidatos será feito considerando a ordem de
critérios: nota da redação; de linguagens e
códigos; de matemática; de ciências da natureza; e
de ciências humanas. O resultado final será divulgado no
site do Sisu e na Central de Atendimento do Ministério da
Educação (0800-616161). Fonte: Ministério da
Educação
Estão abertas inscrições para Celpe-Bras
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:18 hs.
03/02/2010 - O exame, destinado a estrangeiros que desejam obter
certificado de língua portuguesa, será aplicado nos dias
28 e 29 de abril
De hoje, 2 de fevereiro, até o dia 10 de março
estão abertas as inscrições para o Certificado de
Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros
(Celpe-Bras). Os interessados devem preencher cadastro de
inscrição e questionário exclusivamente pela
Internet (http://celpebras.inep.gov.br/inscricao), imprimir o boleto da
taxa de inscrição e de homologação e
pagá-lo. Para efetivação da
inscrição, o recibo de pagamento deverá ser
entregue, junto com cópia de documento de
identificação, no posto onde a prova será aplicada
(esse posto será escolhido pelo participante ao preencher o
cadastro de inscrição). Esses documentos deverão
ser entregues entre o dia 02 de fevereiro e 14 de março.
O Celpe-Bras é um certificado de proficiência em
língua portuguesa outorgado pelo Ministério da
Educação mediante o resultado de exame efetuado em
instituições credenciadas - postos aplicadores - pelo
MEC. Podem se candidatar estrangeiros, brasileiros com dupla
nacionalidade e brasileiros cuja língua materna não seja
a língua portuguesa. O participante deverá ter, no ato da
inscrição, a idade mínima de 16 anos e
escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro
completo.
A prova será aplicada em 22 instituições
brasileiras e ainda em instituições localizadas nos
seguintes países: Alemanha, Argentina, Austria, Bolivia, Chile,
China, Colômbia, Coréia Do Sul, Costa Rica, El Salvador,
Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Guiana, Italia,
Inglaterra, México, Nicarágua, Nigéria, Paraguai,
Peru, Polônia, Suiça, Suriname, Uruguai e Venezuela. (Veja
aqui a lista completa dos postos aplicadores).
O exame é será aplicado nos dias 28 e 29 de abril. As
provas são divididas em parte coletiva e parte individual e as
instruções sobre o local e os horários dos exames
serão obtidas pelo participante junto ao posto aplicador.
Já o horário de encerramento de inscrições
seguirá rigorosamente o horário oficial de
Brasília: será às 23h59 do dia 10 de março
de 2010. Os resultados serão divulgados no Diário Oficial
da União e na página eletrônica do Inep
(http://celpebras.inep.gov.br/resultados), com data prevista para o dia
05 de julho de 2010. Os certificados serão expedidos 90 dias
após a publicação dos resultados.
O Exame é operacionalizado em parceria pelo Ministério da
Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e conta com o
apoio do Ministério das Relações Exteriores
– MRE e regulado por portaria específica.
Assessoria de Imprensa do Inep/ MEC
Fonte: Portal Inep
Formação falha de mão de obra ameaça a competitividade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:39 hs.
03/02/2010 - Haddad: "Em cinco anos, avançamos o equivalente a 1% do PIB e aumentamos o orçamento"
O Brasil precisou de uma década e meia para ampliar em dois anos
a média de estudo da população com mais de 15
anos. De acordo com dados do IBGE, de 1992 a 2008, esse número
saltou de 5,2 anos para 7,4 anos, abaixo ainda dos oito anos
estabelecidos pela Constituição - e agora dos nove anos
da educação fundamental, de acordo com a nova
legislação. Acelerar esse processo com qualidade é
um dos grandes desafios do país que pretende ser a quinta
economia do mundo nos próximos anos.
"A conta pelo descaso com a educação está sendo
paga com pelo menos 30 anos de atraso", afirma Eduardo Eugênio
Gouvêa Vieira, presidente da Federação das
Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O apagão de
mão de obra assusta mais do que o desemprego. A falta de
engenheiros, por exemplo, é apenas um dos sinais de que o
país precisa agir rapidamente para não aumentar o
prejuízo e comprometer o futuro.
Embora os efeitos do problema ganhem visibilidade na ponta do ensino
superior, especialistas no assunto avaliam que as causas estão
na ponta de baixo, a começar pela educação
infantil. Mesmo com os avanços dos últimos 16 anos,
há muito que se fazer. "Somente em meados da década de 90
conseguimos universalizar a presença das crianças de 7 a
14 anos nas escolas. Foi muito tarde, mas ainda assim é algo a
ser comemorado", diz o economista e educador Cláudio de Moura
Castro. "Contudo, reprovação e repetência continuam
muito altas na transição da quarta para quinta
série e altíssimas na oitava série e no
médio. São das mais altas do mundo."
O acesso de crianças de zero a três anos às creches
saltou de 7,6% em 1992 para 18,1% em 2008. O ideal seria estar em 30%.
A taxa de frequência dos alunos do ensino médio aumentou
de 18,2% para 50,4% nesse mesmo período. Mas 56,2% dos alunos
não concluem na idade adequada o ciclo da educação
básica.
Segundo a professora da Unicamp, Maria Helena Guimarães de
Castro, ex-secretária de Educação do Estado de
São Paulo, pesquisas feitas nos Estados Unidos e na Europa
demonstram que oferecer uma pré-escola de qualidade é a
melhor garantia para o desenvolvimento e desempenho das crianças
sobretudo nas faixas de menor renda. Hoje, a taxa de frequência
de alunos das famílias mais pobres na primeira série
é de 55,4%, mas cai para 36,4% na oitava série, com alto
grau de repetência.
A educação acaba sendo um espelho da desigualdade social
do país. Segundo análise do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), enquanto a população
mais rica apresenta tempo médio de escolaridade de dez anos, os
mais pobres não superaram a faixa de cinco anos. O professor de
economia do Insper (ex-Ibmec), Eduardo de Carvalho Andrade,
especialista no assunto, explica que há um impacto direto do
tempo de escolaridade sobre a remuneração. "Um ano a mais
de escolaridade representa um ganho médio de 15% no
salário", diz. "O efeito é o mesmo na produtividade das
empresas", diz.
Essa é mais uma prova de que educação é um
bom investimento e produz retorno - até maiores, segundo Moura
Castro, do que os recursos aplicados em capital físico. No
Brasil, em proporção ao PIB, os investimentos
alcançam 5%. "Em cinco anos, avançamos o equivalente a 1%
do PIB e aumentamos o orçamento do MEC de R$ 20 bilhões
para R$ 50 bilhões", informa o ministro Fernando Haddad,
lembrando que o país está muito próximo da
média de 6% do PIB ostentada pelos países da OCDE. Mesmo
assim, ele defende aumentar esse valor. E comemora os R$ 8
bilhões a mais que entrarão este ano com o fim da
Desvinculação de Receitas da União (DRU) para a
educação.
Para alguns especialistas, o problema maior não é tanto o
volume total investido, mas a forma como é aplicado. "Na
média mundial há países gastando menos e
conseguindo resultados bem melhores", diz Moura Castro. Para Andrade,
do Insper, a composição do gasto é equivocada.
"Gasta-se mais com educação superior do que com a
educação básica", afirma. Segundo
relatórios da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a
educação básica no Brasil recebe a metade dos
recursos do que investem Chile, México e Argentina.
Haddad explica que mesmo nos países da Europa gasta-se mais com
ensino superior "porque é mais caro". Em 2003, o investimento
público por aluno no Brasil era de R$ 12 mil no ensino superior
e de R$ 1,2 mil na educação básica. "Essa
diferença caiu de dez para seis vezes em 2008", informa o
ministro. Os R$ 12 mil por aluno foram mantidos no ensino superior, mas
o investimento per capita na educação básica subiu
para pouco mais de R$ 2 mil. "Estamos perto da média da
União Europeia, onde essa diferença é de cinco
vezes", diz Haddad. O Brasil tem 52,5 milhões de alunos na
educação básica e cerca de 6 milhões no
ensino superior.
Para os especialistas, o foco deve ser dirigido para a sala de aula. "A
prioridade é melhorar o ensino nas séries iniciais. Tudo
o mais ou é consequência ou será espontaneamente
resolvido quando tivermos uma educação fundamental de
qualidade", diz Moura Castro. Programas internacionais de
avaliação comparada como o PISA colocam o Brasil nas
últimas posições em relação ao
ensino de matemática, ciências e português. " Ainda
temos crianças analfabetas na quarta série " , lembra
Maria Helena Guimarães de Castro.
Edson Pinto de Almeida, para o Valor, de São Paulo
Novas medidas colaboram para melhorar quadro de professores
É impossível melhorar a qualidade do ensino sem bons
professores. Segundo o economista Cláudio de Moura Castro,
seriam necessários 30 anos para que houvesse a
renovação do atual quadro docente, que apresenta
sérias deficiências. Segundo dados do Inep, um em cada
quatro professores do ensino básico não tem a
habilitação exigida por lei - curso superior e
magistério. É preciso encontrar mecanismos para recrutar
melhor.
Moura Castro defende a adoção de vantagens financeiras
para matriculados nos cursos de formação de professores.
Para ele, políticas de aumentos salariais adotadas isoladamente
são ineficazes. Em sua opinião, o Enem pode ser um bom
instrumento para definir níveis de competência
acadêmica. "Do lado financeiro, tanto o Prouni [Programa de
Universidade para Todos] como o crédito educativo são
instrumentos valiosos", diz.
Foto Destaque
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirma que o
governo vem fazendo sua parte para melhorar a formação
dos professores. Segundo ele, com a aprovação do novo
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies),
será garantida a gratuidade para formação inicial
de professores, pois o aluno poderá estudar em escola particular
e quitar o financiamento enquanto estiver atuando em escola
pública. Cada mês de exercício profissional
representa o abatimento de 1% do total. "Essa é uma forma de
atrair bons profissionais para o ensino público", diz. Outra
medida importante, em sua opinião, foi a
instituição do piso nacional do professor, que foi
reajustado de R$ 950,00 para R$ 1.014,67 em primeiro de janeiro. Embora
tenha ficado abaixo do valor reivindicado pelos professores, Haddad
considera que houve um avanço importante. "Em 2003, um
profissional de nível superior ganhava 86% a mais do que um
professor com o mesmo nível de escolaridade. Em 2008, antes
mesmo do piso, e ssa diferença caiu para 51%", afirma.
O próximo passo, segundo ele, é a aprovação
no Congresso de mecanismos que estabeleçam uma contrapartida
para esse apoio. "A ideia é criar um filtro tanto para a
graduação como para a carreira do professor, exigindo uma
nota mínima no Enem e admissão por meio de uma prova
nacional, para que os governadores possam acompanhar", explica.
Haddad afirma que, além de ampliar as licenciaturas na
universidades públicas, o governo também instituiu uma
bolsa de iniciação à docência, no valor de
R$ 350. "O Brasil está bem posicionado na área de
iniciação científica mas não tinha nada
correspondente para a iniciação à docência.
Criamos a bolsa para garantir a permanência dos licenciandos e a
interação com a escola pública. É
espécie de residência que o aluno faz para o
magistério", diz.
Para a professora da Unicamp e ex-secretária de
educação de São Paulo, Maria Helena
Guimarães de Castro, outra medida importante é mudar a
estrutura da carreira dos funcionários do sistema de ensino. "Em
São Paulo, por exemplo, o cargo é da pessoa. Se um
vice-diretor se afasta, não é permitido abrir uma vaga
para professor", diz. Outra distorção atinge os diretores
de escola. "Eles são escolhidos por concurso e ficam no cargo
até a aposentadoria, independentemente de sua
competência", afirma.
Segundo ela, já há experiências em Minas Gerais,
Pernambuco e Ceará onde os diretores são escolhidos por
meio de uma prova e assinam um contrato de gestão, com metas.
"Um diretor sozinho não pode dar conta das tarefas
burocráticas e ao mesmo tempo cuidar dos aspectos de qualidade",
diz. (E.P.A.)
Fonte: Valor Econômico
A nova onda de aquisições no exterior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:28 hs.
04/02/2010 - A aquisição da americana Sunoco pela
Braskem, a compra, pela Votorantim, da fatia da Lafarge na portuguesa
Cimpor, fechada ontem, e até a investida de companhias de moda
em mercados externos é uma prova inequívoca de que
estamos em uma nova fase no processo de
internacionalização das companhias brasileiras. A busca
de mercados além-fronteiras não é exatamente uma
novidade no mundo corporativo brasileiro e a gaúcha Gerdau - com
a maior parte do seu faturamento hoje no exterior - é sempre
lembrada como exemplo de internacionalização. A novidade
está na forma mais madura, disseminada e consistente que o
processo adquiriu nos últimos meses.
Apenas em 2009, segundo dados recentemente divulgados pelo Banco
Central, os investimentos brasileiros diretos no exterior
alcançaram US$ 10,1 bilhões, enquanto os investimentos
estrangeiros diretos (IED) no Brasil somaram US$ 25,9 bilhões.
Para 2010, o BC projeta investimentos estrangeiros diretos (que
não incluem a compra de ações nas bolsas) de US$
45 bilhões e o último Boletim Focus, com a média
das opiniões dos economistas, projeta US$ 38 bilhões.
Não há previsões oficiais para os investimentos
brasileiros diretos no exterior, mas a se julgar pelo tumultuado
início de 2010, o ano promete.
"Estamos projetando aumento da entrada de recursos externos no Brasil,
tanto de investimento direto, como de portfólio
(ações). E vemos como natural a
participação crescente de empresas brasileiras no mercado
internacional", diz Nilson Teixeira, chefe da equipe de análise
econômica do Credit Suisse, que projeta IED de US$ 40
bilhões em 2010. Ele diz que, a médio prazo, o
investimento estrangeiro deve continuar a ser maior do que o brasileiro
lá fora e não se arrisca a dizer se pode haver, no
futuro, uma reversão desse superávit. "Mas o que se pode
dizer é que esse avanço no exterior não
está mais só concentrado nas grandes empresas. Vemos
marcas de biquínis, empresas de moda e outras ampliando sua
exposição no exterior, seja em
comercialização, absorção de tecnologia ou
em aquisições", afirma.
Essa nova fase no processo de internacionalização
é consequência, claro, do processo de
estabilização macroeconômica, mas também do
fortalecimento do mercado de capitais, da capacidade de endividamento
das empresas e da expansão do mercado doméstico, que
deixou os grupos com maior musculatura. No passado, muitas grandes
companhias brasileiras chegaram a perder negócios para
concorrentes porque não conseguiram usar suas
ações como forma de pagamento. Hoje, isso é
viável porque os papéis de empresas nacionais são
bem avaliados em bolsa. "O custo de capital é hoje competitivo.
A empresa nacional tem como se endividar, emitir bônus no
exterior e até aumentar seu capital para suportar uma
aquisição", diz Reynaldo Passanezi Filho, vice-presidente
da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e
da Globalização Econômica).
O governo - em especial, o BNDES - está atento à
necessidade de apoio à internacionalização das
empresas brasileiras. Embora as iniciativas ainda sejam tímidas
frente ao arsenal de que dispõem companhias de outros
países, estão na direção correta, segundo
avaliação de analistas. O banco presidido por Luciano
Coutinho, por exemplo, está criando uma estrutura para poder
financiar diretamente as companhias brasileiras no exterior, sem a
necessidade de que os recursos sejam trazidos ao país. O
estatuto do banco teve de ser alterado para que isso fosse
possível. Até o início da década, o BNDES
tinha restrições e exigia que as empresas apresentassem
um crescimento de exportações como contrapartida aos
financiamentos para internacionalização. "Acabou a imagem
negativa de que a aquisição feita no exterior
representava uma fuga de capitais. O regime de câmbio flutuante
foi importante para essa mudança de percepção",
diz Passanezi Filho.
Com o fim da percepção negativa sobre a saída de
capitais, o amadurecimento do processo de
internacionalização e a expectativa de continuidade desse
movimento, é hora, agora, de acompanhar como a ida de empresas
brasileiras para o exterior pode afetar nosso balanço de
pagamentos. Na década de 90, quando ocorreram as grandes
privatizações no Brasil, a chegada dos estrangeiros e
seus dólares era comemorada (ajudava a fechar nossas contas
externas e a manter a política de câmbio quase fixo). Mas,
naquela época, economistas alertavam que essas companhias, mais
tarde, iriam remeter lucros e dividendos para suas matrizes, com
impacto no balanço de pagamentos. Em 2008 e 2009, segundo
levantamento do Credit Suisse, seis setores (veículos
automotores, metalurgia, sistema financeiro, eletricidade, produtos
químicos e bebidas) responderam por mais da metade das remessas
de lucros e dividendos para o exterior. "É natural que aqueles
que mais investiram no país sejam os que mais remetam r
ecursos", diz Teixeira.
Em 2008, segundo dados do Banco Central, o total de remessas de lucros
e dividendos foi de US$ 33,875 bilhões. No ano passado, as
remessas foram de US$ 25,2 bilhões e a previsão do BC
para este ano é de US$ 30,2 bilhões. Para se ter uma base
de comparação, o projetado para 2010 representa quase 20%
das importações do país. É um peso
importante no resultado final da conta corrente, que teve um
déficit de US$ 24,334 bilhões no ano passado e deve
registrar em 2010, segundo projeções do BC,
déficit de US$ 40 bilhões.
Com o avanço das aquisições no exterior, seria
interessante que também o movimento de entrada de recursos com
remessas de lucros e dividendos dessas companhias adquiridas passe a
ser acompanhado mais atentamente. Não se espera que, a curto ou
médio prazo, ele supere as remessas para o exterior. Mas a conta
torna-se passível de análise. Se há uma nova fase
no processo de internacionalização das empresas
brasileiras, o BC pode ajudar, com a divulgação de
estatísticas, a acompanhá-la melhor.
Raquel Balarin é diretora de Conteúdo Digital
E-mail: raquel.balarin@valor.com.br
- O CM News é uma publicação diária da CM
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notícias e matérias sobre educação, com
foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes
em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos,
matérias e notícias não refletem necessariamente a
opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e
reproduzidos na integra, não havendo alteração por
parte da CM Consultoria, a não ser por autorização
do veículo ou do autor.
Fonte: Valor Econômico
Plano Municipal de Educação
Fonte: Jornal da Educação
Todos os municípios brasileiros são obrigados a possuir
um Plano Municipal de Educação, segundo estabelece a Lei
nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001.0s planos têm que ser
decenais, isto é, com duração de dez anos.
Não há um roteiro obrigatório a ser seguido pelas
cidades mas é certo de que deve ser uma lei municipal que pode
ter iniciativa do Prefeito ou de qualquer Vereador. A UNDIME -
União dos Dirigentes Municipais de Educação
disponibilizou em seu site (www.undime.org.br) uma
orientação técnica de como elaborar o PME.
É recomendável que as municipalidades sigam essa diretriz
como forma de possibilitar maiores condições de
aceitabilidade por parte das Câmaras Municipais e facilitar sua
aprovação pelo Legislativo.
Falha afetou 915 redações do Enem, diz ministério
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:17 hs.
04/02/2010 - SÃO PAULO - O Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao Ministério da
Educação (MEC), admitiu ontem que um problema na
digitalização das redações do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) levou à
divulgação errada das notas de 915 estudantes. As notas
obtidas no Enem puderam ser usadas para concorrer a 47,9 mil vagas em
cursos superiores de instituições federais pelo Sistema
de Seleção Unificada (Sisu). A primeira fase do processo
de seleção terminou ontem à meia-noite.
O erro nas notas das redações teria sido identificado
pelo Inep no domingo e corrigido na segunda-feira. Segundo o instituto,
todos os estudantes afetados foram avisados por mensagens de celular.
No processo de digitalização das redações,
cada texto é associado a um código de barras e não
ao nome do autor, para garantir a impessoalidade da
correção.
O comunicado divulgado pelo Inep diz que foram identificados casos de
leitura óptica "realizadas de forma parcial, dificultando a
interpretação das informações". O instituto
anunciou que o processo de leitura óptica foi refinado e as
informações reinseridas no sistema de consulta aos
resultados.
Inscrições
Até o meio-dia de ontem, o MEC registrou a
inscrição de mais de 692 mil candidatos para os cursos de
graduação oferecidos pelo Sisu. Mais de 915 mil alunos
fizeram a troca de senha, o que significa que entraram no sistema pelo
menos uma vez apesar de nem todos terem realizado a
inscrição.
As vagas que não forem preenchidas serão reabertas em uma
segunda fase, entre 15 e 20 de fevereiro. O MEC prevê ainda uma
terceira fase, entre os dias 1º e 3 de março. As
informações são do jornal O Estado de S.
Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo
Licenciaturas têm menor nota de corte no Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 04/02/2010 - São Paulo SP
Dos cem cursos com as notas mais baixas, 75 são os que formam professores, como física e matemática
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os cursos que formarão os futuros professores do país
são os que atraem alunos com as piores notas no Sisu (Sistema de
Seleção Unificada). O sistema dá acesso a 47,9 mil
vagas em instituições públicas de ensino.
Até as 19h de ontem, 741 mil inscrições haviam
sido registradas. Dos cem cursos com as notas de corte mais baixas, 75
são de licenciatura em disciplinas como física e
matemática. Considerando-se todos os 1.293 cursos oferecidos no
Sisu, a nota de corte da licenciatura era, em média, 10% menor
do que a dos bacharelados.
Os dados do Sisu são preliminares porque o prazo de
inscrição só terminaria ontem às 23h59, e a
nota de corte foi calculada em relação aos estudantes que
se candidataram a uma vaga até anteontem. Mas a
situação não é nova. Outra
pesquisa divulgada em 2008 já mostrava que a carreira de
professor no Brasil atrai os piores alunos do ensino médio, ao
contrário do que ocorre em países com sucesso
educacional. Na Finlândia, por exemplo, os futuros docentes
são selecionados entre os 10% melhores alunos do ensino
médio. Aqui, para tornar mais rígida a
seleção de professores, o MEC enviou ao Congresso, em
2009, um projeto de lei que permite à pasta estabelecer uma nota
mínima no Enem para quem quiser entrar em cursos de
formação de docentes. A proposta, porém, foi
alterada na Câmara. O MEC tentará restituir o texto
original no Senado.
Para Clélia Brandão, presidente do Conselho Nacional de
Educação, as baixas notas nas licenciaturas é
consequência da má valorização do
magistério, causada pelo salário e pelas
condições de trabalho. Colocado o problema, ela defende
que os cursos de formação de professores lidem com esse
tipo de aluno, tentando suprir as deficiências que ele trouxe do
ensino médio. A secretária de Educação
Básica do MEC, Maria Pilar Lacerda, concorda que a baixa
atratividade da carreira é responsável por esse quadro.
Ela afirma que o ministério está combatendo a
situação com a instituição do piso do
professor, das diretrizes da carreira e com o plano que oferece vagas
para docentes em atividade em universidades públicas. Ela
avalia, porém, que parte da baixa atratividade também
é causada pelo fato de que outras carreiras passaram a oferecer
vantagens que antes eram praticamente exclusivas do magistério.
Uma delas era a flexibilidade de horário para as mulheres.
(ANGELA PINHO)
Estudantes portugueses reivindicam política educativa no país
Fonte: Jornal da Educação
Em Portugal, a Delegação Nacional de
Associações de Estudantes do Ensino Básico e
Secundário (DNAEEBS) realizou protestos, na última
quinta-feira (4), por causa da política educativa do governo.
Entre as reclamações de centena de estudantes, estavam a
omissão dos governantes com o sistema educacional para assuntos
como a falta de educação sexual nas escolas, a
revogação do estatuto do aluno e ainda as
instalações precárias das
instituições de ensino.
Cidades importantes como Viseu, Coimbra, Porto e Lisboa foram alvos dos
manifestantes. Na capital da nação, por exemplo,
aproximadamente 400 estudantes protestaram em frente ao
Ministério da Educação. Ao todo, estima-se que 30
mil estudantes foram às ruas e avisam que a
manifestação não foi em vão já que
pretendem apresentar mais 50 mil assinaturas contra as medidas do
ministério português.
Defensoria Pública pede que MEC prorrogue prazo de inscrição no SiSU
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 03/02/2010
DPU quer fim da inscrição na sexta por 'lentidão e
sobrecarga do sistema'. Ministério da Educação diz
que não há motivo para prorrogação
Rafael Targino do G1, em Brasília
A Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro,
pediu nesta quarta-feira (3) ao Ministério da
Educação que prorrogue o prazo de inscrição
no Sistema de Seleção Unificada (SiSU), cuja primeira
fase está prevista para terminar às 23h59. A DPU pede que
o sistema continue aberto até, pelo menos, sexta-feira (5). Em
nota, a defensoria diz que “os candidatos ainda enfrentam
diversos problemas para se inscrever, entre eles, a lentidão no
acesso ao formulário de cadastro e a sobrecarga do
sistema.” O SiSU tem capacidade para 200 mil acessos
simultâneos. Confira horários de funcionamento do sistema
do Enem nesta quarta. Caso o ministério não prorrogue
o prazo e “se os problemas de acesso para
realizar as inscrições persistirem”, a DPU
não descarta entrar com uma ação civil
pública. Até 12h desta quarta (3), 692 mil estudantes
haviam se inscrito, de acordo com o MEC. Internautas disseram que ainda
enfrentavam dificuldades na terça.
O MEC afirmou ao G1 que não há motivo para prorrogar o
prazo, já que o critério de desempate pela
inscrição mais recente foi eliminado. De acordo com o
ministério, desde sábado de manhã não foram
registrados mais problemas no acesso ao site. A DPU orienta os
candidatos a tentarem acessar o sistema até o final do prazo,
não deixando de anotar data e horário da tentativa
de inscrição. Caso o aluno não consiga fazer o
registro no SiSU, o órgão pede que a página que
“inviabiliza a inscrição” seja impressa e que
seja tirada uma fotografia da tela do computador com a data de acesso.
A defensoria ainda recomenda que o estudante reúna testemunhas
“que atestem o envio de e-mail que formalize a
reclamação ao ministério." Central de atendimento
- A central de atendimento do MEC funciona entre 6h e 23h59 para tirar
dúvidas dos candidatos no 0800 616161. Além do telefone o
contato pode ser feito no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br/falecomagente.html
Ameaça Latente
Fonte: Blog Miguel Nozar
Com indisfarçável alegria, aguçada com generosas
doses dos mais caros champagnes que o dinheiro pode comprar os donos e
os principais executivos das grandes corporações
internacionais e seus braços mediáticos, festejavam a
decisão da Suprema Corte de Justiça dos EE. UU que
permite a empresas privadas financiar, sem limites, candidatos a cargos
eletivos. E, inclusive, para fazer ainda mais calamitosa essa infeliz
resolução, também permite financiar campanhas
incriminatórias, possibilitando uma desmedida ameaça e
censura prévia àqueles que não se dobram aos
desígnios dos poderosos.
Ou, traduzindo, uma torrente impressionante de dinheiro,
disponível nas arcas das maiores corporações do
mundo - as principais favorecidas por essa decisão - passa a
influir, legalmente, a eleição daqueles que tomam as
decisões e fazem as leis que, de um modo ou outro, pelo poder
gravitacional dos EE. UU, afetam uma boa parte da humanidade.
Quem sabe, lembrando a histórica declaração de
Abraham Lincoln, em Gattisburg, em 1863, “A democracia é o
governo do povo, pelo povo, para o povo”, o presidente dos
Estados Unidos, Barack Obama, foi enfático com
relação aos efeitos tenebrosos dessa decisão da
Corte Suprema: “Não posso imaginar uma coisa mais
devastadora para o interesse público. Essa sentença
é um golpe à democracia”, disse o
mandatário. E acrescentou: “Com isso estamos dando mais
influência aos poderosos interesses que afogam as vozes da
maioria dos estadunidenses”.
E de dezenas de milhões além das fronteiras dos EE.UU.
Ao mesmo tempo, como se não chegassem as mazelas que já
entremeiam o sistema, tanto o polvo da corrupção ganha um
importante aliado institucional, como vai ficar ainda mais
difícil separar o joio do trigo na credibilidade dos meios de
informação globalizados.
Às vezes fica muito complicado confiar no bom discernimento dos
doutos juizes quando acontecem decisões contrárias ao
interesse publico e que acobertam repercussões de efeitos
catastróficos para a vida da maioria das pessoas em muitos
países desse mundo globalizado. No impacto, as lembranças
são sacudidas por outra decisão fundamental da Suprema
Corte, quando em 12 de dezembro de 2000 impediu uma nova contagem de
votos na Florida, que consolidaria a vitória de Al Gore,
permitindo assim a conquista da presidência por George Bush. E
com isso, deu no que deu.
Na prática, esses poderosos interesses, com sede nos EE. UU
estão fortemente concentrados em pouco mais de 200
multinacionais e seus “amigos do peito” que atuam nas
sombras – sistema financeiro, oligopólios de propriedade
intelectual, cartéis globais de tecnologia, sistemas de combate
ao terrorismo, esquemas de manipulação mediática,
e muitos outros - que, entre outras incongruências do sistema
liberal&capitalista, foram extraordinariamente beneficiadas pela
crise que assolou o mundo nos últimos dois anos.
Na verdade, o abalo da estrutura econômica global serviu muito
bem para acelerar a concentração do poder e, no
balanço final, lá por 2012, teremos menos empresas,
maiores e com maior participação de mercado. E com isso,
com mais facilidade para manipular a vontade dos consumidores e
possibilitar formas de globalização que melhor atendam os
interesses das maiores corporações do planeta.
Mas, nem tudo está perdido. Uma das defesas mais eficientes
contra os males dessa terrível concentração de
poder está na qualidade e transparência da gestão
da coisa pública, sabidamente uma das guaridas preferidas do
monstro da corrupção, sempre bem alimentado pelos
interesses e pela avidez dos influentes desse nosso sofrido
pedaço do universo.
Como também é absolutamente fundamental a inclusão
cada vez mais intensa do cidadão comum na
organização e formato do futuro que pretende para si e
para seus descendentes.
A começar pela sua participação ativa na
definição das características da
educação para os tempos que virão.
Ensino fundamental de nove anos
Fonte: Jornal da Educação
A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino,
através de seu presidente, Roberto Dornas, elaborou o seguinte
estudo acerca do ensino fundamental de nove anos. Considerando a
relevância do mesmo estamos o transcrevendo, para servir de
orientação para as escolas públicas e privadas que
atuam nesse segmento.
"Desde que foi mudada a duração do Fundamental para nove
anos/nove séries, nenhuma dúvida poderia existir na boa
interpretação de lei, de que, para matrícula na 1a
série, o aluno deve ter seis anos completos.
Escolas, conselhos e secretarias de educação, por
interesses vários, resolveram não entender isso. Ao assim
proceder, erraram em três aspectos: matemático, legal e de
competência para baixar norma.
Alguém só tem 1(um) ano quando tiver completado 12 (doze)
meses de vida (o período de gestação não
é computado). Antes, só tem meses. Em
conseqüência, a criança tem 6 (seis) anos quando
tiver completado 72 meses (6 x 12). Em 25/12/2009, comemoraram-se 2009
anos do nascimento de Cristo. O ano 1 ocorreu quando ele completou 12
meses (como antes só tinha meses, Herodes mandou matar todas as
crianças com menos de um ano, ou seja, menos de doze meses de
nascimento).
A lei considera ano de idade o número correspondente à
multiplicação por 12 meses. Com 17 anos, 11 meses e 29
dias, ninguém é maior, não responde criminalmente,
não pode dirigir veículo, não pode votar,
não pode se casar, não está obrigado a prestar
serviço militar. Com 70 anos ou menos de 21, a
prescrição punitiva penal se reduz à metade do
tempo previsto. Com 69 anos, 11 meses e 29 dias ou 21 anos e um dia, e
até sem esse, o tempo da prescrição é
integral.
Conselhos e Secretarias de Educação não têm
competência legal para definir se antes de seis anos completos ou
depois deles pode ocorrer matrícula na 1a série do
fundamental. Constitui competência exclusiva da União
legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional
(Const. Federal, art. 22, inciso IV). Usando de sua prerrogativa
exclusiva, a União editou a Lei 9394/96 (Diretrizes e Bases da
Educação Nacional).
A L.D.B., no seu art. 90, estabelece que ao Conselho Nacional de
Educação cabe resolver as dúvidas surgidas na
transição do regime instituído por ela. E, apenas
por delegação dele, podem tratar da matéria os
órgãos normativos dos sistemas de ensino. Lembre-se ainda
de que no art. 9o, § 1o, a Lei 9394/96 prevê um Conselho
Nacional de Educação com funções normativas
e de supervisão permanente.
Ao disciplinar a matéria, o Conselho Nacional de
Educação age em cumprimento ao disposto nos arts. 9o e 90
da LDB, que obedecem à competência exclusiva da
União (Const. Federal), art. 22, inciso IV).
Como o CNE não delegou a incumbência a ninguém, os
conselhos e secretarias de educação ou escolas que agiram
diferentemente exorbitaram suas prerrogativas e agiram ilegalmente.
O Conselho Nacional de Educação se cansou de dar parecer
esclarecendo que a matrícula na 1a série exigia 6 (seis)
anos completos na data de início do ano letivo. Deu tempo para
que as situações de fato existentes fossem acertadas.
Agora, através da Resolução no 5, o CNE de
17/12/09, fixou que a criança deverá fazer 6(seis) anos
até 31 de março (como a LDB permite ao aluno
infrequência de 25% no ano letivo, ela poderia não se
matricular oficialmente até seu início e entrar na escola
até o 50o dia de aulas e atividades). Usou, por
delegação de lei, a competência exclusiva da
União.
Como no estado de direito, principalmente no regime democrático,
constitui princípio o império da lei e, como já
ensinava Sêneca, quem for escravo da lei não será
escravo de ninguém, preferimos ficar com o Conselho Nacional de
Educação.
Os que exorbitaram na sua competência ainda têm uma
saída para resolver a situação de fato e já
existente que criaram: adotar, para os alunos atingidos, a
classificação de que trata o art. 24, inciso II, da Lei
9394/96, principalmente se a criança cursou um ano
pré-escolar, passando a considerá-lo, no caso, como
inicial do fundamental de 9 anos/séries (o que de fato ocorreu
com a mudança)."
CNE - Diretrizes operacionais para a implantação do ensino fundamental de nove anos
Fonte: Jornal da Educação
A Câmara de Educação Básica editou a
Resolução numero 1, de 2010, contendo as diretrizes
operacionais para a implantação do ensino fundamental de
nove anos.
Seu texto é o seguinte:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 1, DE 14 DE JANEIRO DE 2010
(*)
Define Diretrizes Operacionais
para a implantação do
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação, no uso de suas
atribuições legais, em conformidade com o disposto na
alínea “c” do § 1º do artigo 9º da
Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a
redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de
1995, bem como no § 1º do artigo 8º, no § 1º
do artigo 9º e no artigo 90 da Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer CNE/CEB nº
22/2009, homologado por despacho do Senhor Ministro da
Educação, publicado no DOU de 11 de janeiro de 2010,
resolve:
Art. 1º Os entes federados, as escolas e as famílias devem
garantir o atendimento do direito público subjetivo das
crianças com 6 (seis) anos de idade,
matriculando-as e mantendo-as em escolas de Ensino
Fundamental, nos termos da Lei nº 11.274/2006.
Art. 2º Para o ingresso no primeiro ano do Ensino Fundamental, a
criança deverá ter 6 (seis) anos de idade completos
até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a
matrícula.
Art. 3º As crianças que completarem 6 (seis) anos de idade
após a data definida no artigo 2º deverão ser
matriculadas na Pré-Escola.
Art. 4º Os sistemas de ensino definirão providências
complementares de adequação às normas desta
Resolução em relação às
crianças matriculadas no Ensino Fundamental de 8 (oito)
anos ou de 9 (nove) anos no período de
transição definido pela Lei nº
11.274/2006 como prazo legal de implantação do Ensino
Fundamental de 9 (nove) anos.
§ 1º As escolas de Ensino Fundamental e
seus respectivos sistemas de ensino que matricularam
crianças que completaram 6 (seis) anos de idade após a
data em que se iniciou o ano letivo devem, em caráter
excepcional, dar prosseguimento ao percurso educacional dessas
crianças, adotando medidas
especiais de acompanhamento
e avaliação do seu
desenvolvimento global.
§ 2º As crianças de
5 (cinco) anos de
idade, independentemente do mês do
seu aniversário, que no seu percurso educacional estiveram
matriculadas e frequentaram por mais de 2 (dois) anos a
Pré-Escola, poderão, em caráter excepcional, no
ano de 2010, prosseguir no seu percurso para o Ensino Fundamental.
Art. 5º Esta Resolução entrará em
vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
CESAR CALLEGARI
(*)
Resolução CNE/CEB 1/2010. Diário Oficial da
União, Brasília, 15 de janeiro de 2009,
Seção 1, p. 31.
Abono de faltas
Fonte: Jornal da Educação
Não há nenhuma lei que define as regras gerais quanto aos
abonos de faltas de alunos de educação básica ou
superior. A sistemática de dispensa às aulas é
decidida no âmbito interno dos estabelecimentos de ensino e devem
constar dos regimentos escolares. Há, contudo, algumas
disposições normativas específicas
aplicáveis em caso de risco à saúde. Nesse caso a
ausência não representa risco de reprovação
por faltas. É necessário que o setor competente da
escola, normalmente a Secretaria Acadêmica, receba as
justificativas apresentadas pelos discentes e as encaminhem para as
coordenações dos cursos que geralmente têm
competência delegada pela direção para esse tipo de
análise.
Reconhecimento de cursos exclusivamente para fins de expedição de diplomas
Fonte: Jornal da Educação
A legislação educacional prevê a figura do reconhecimento de cursos e instituições.
Os atos são emanados do Ministério da
Educação, Secretarias Estaduais (ou do Distrito Federal)
e dos Municípios, conforme a integração das
escolas aos sistemas de ensino.
Normalmente há o reconhecimento por um prazo determinado que
varia de um a cinco anos. Esse tempo é fixado pelas autoridades
conforme aspectos peculiares das instituições e
critérios definidos pelos órgãos de
fiscalização.
Quando ocorre algum aspecto impeditivo para que o reconhecimento seja
feito por um prazo certo pode haver a validação do curso
ou dos atos praticados pela instituição tão
somente para fins de reconhecimento de diploma. Isso faz com que
não traga prejuízo para os alunos, contudo impede que
novas matrículas feitas e praticamente põe fim ao
funcionamento do mesmo.