
18/02/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Portaria INEP Nº 44 que trata do processo de realização do Censo da Educação Superior 2009
Cursos superiores em segurança pública entram no catálogo do MEC
Pré-selecionados no ProUni já podem comprovar informações
Prazo de matrícula no ProUni tem início nesta quarta-feira
Projeto quer obrigar escola exibir filme
Prêmio Capes de Teses recebe inscrições até dia 19
Crédito estudantil dever ser prioridade
MEC estuda abrandar exigências
Ajuda do BNDES a faculdades não sai do papel
Crédito estudantil dever ser prioridade
Taxa de empregos deve crescer em 2010
Diploma do supletivo sairá em abril
Número de inscritos chega a 282.614 até as 18h desta quarta-feira
Ensino à Distância é fraco e fácil? Entrevista especial com Marta Campos Maia
Salários aumentam 6,9%, em média, indica Datafolha
Expansão do ensino a distância desacelera
Entrevista Fernando Haddad - Promoção por mérito valoriza docente
Portaria INEP Nº 44 que trata do processo de realização do Censo da Educação Superior 2009
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA
PORTARIAS DE 12 DE FEVEREIRO DE 2010
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL
DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA - INEP,no
uso das atribuições conferidas pelo Art. 16, VI do
Decreto Nº - 6.317 de 20 de dezembro de 2007, resolve:
Nº 44 - Art. 1º Ficam estabelecidas para as etapas e atividades do
processo de realização
do Censo da Educação Superior 2009, a ser realizado via
Internet em todo o território nacional, as seguintes datas
e respectivos responsáveis:
a) abertura do Sistema do Censo da Educação Superior na Internet para entrada de dados.
Data: 18/01/2010
Responsável: Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais - DTDIE/INEP;
b) período de coleta de
dados, por digitação nos formulários "on line" e
por importação de dados pela Internet.
Data Inicial: 18/01/2010
Data Final: 05/04/2010
Responsáveis: Representante
legal e Pesquisador Institucional (PI) da Instituição de
Educação Superior
c) envio para as IES dos relatórios de verificação dos dados.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 21/05/2010.
Responsável: Diretoria de Estatísticas Educacionais - DE-ED/INEP;
d) reabertura do Sistema do Censo da
Educação Superior na Internet para a
retificação e validação dos dados.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 31/05/2010.
Responsável: Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais - DTDIE/INEP;
e) período de
conferência, retificação e validação
dos dados pelas Instituições de Educação
Superior.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 31/05/2010.
Responsáveis: Representante
legal e Pesquisador Institucional (PI) da Instituição de
Educação Superior
f) divulgação dos dados consolidados do Censo da Educação Superior 2009.
Data: 06/08/2010.
Responsável: Diretoria de Estatísticas Educacionais - DE-ED/INEP
Art 2º. Ficam assegurados o
sigilo e a proteção de dados pessoais apurados no Censo
da Educação Superior, vedada a sua
utilização para fins alheios aos previstos na legislação aplicável.
Art. 3º. O representante legal
da Instituição de Educação Superior (IES)
é responsável pela exatidão e fidedignidade das
informações prestadas para o Censo da
Educação Superior, no limite de suas
atribuições institucionais.
§ 1º O Pesquisador
Institucional (PI) é o representante oficial junto ao Inep
indicado pelas Instituições de Educação
Superior para o fornecimento das informações relativas ao
Censo da Educação Superior 2009.
§ 2º O Pesquisador
Institucional é responsável solidário pela
exatidão e fidedignidade das informações prestadas.
Art. 4º Os casos omissos serão analisados e decididos pelo INEP.
Art. 5º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Cursos superiores em segurança pública entram no catálogo do MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - A realidade de 86% dos
profissionais de segurança que não tem curso superior
pode ser modificada com a inclusão dos cursos superiores de
Tecnologia em Segurança Pública, em Serviços
Penais e em Segurança do Trânsito no Catálogo
Nacional de Cursos Superiores do Ministério da
Educação (MEC).
O ato de criação dos
cursos foi assinado na semana passada, pelos ministros da
Justiça, Tarso Genro, e da Educação Fernando
Haddad. As faculdades interessadas em oferecer os cursos, podem iniciar
os vestibulares a partir do segundo semestre deste ano.
Tarso considerou a
criação dos cursos como “uma grande e profunda
modificação” que foi concebida após um longo
caminho de debate conceitual, político e institucional.
“Os cursos não vão só enriquecer a estrutura
de segurança ao qual eles (agentes de segurança)
pertencem, como também credenciá-los para atuar em outras
áreas de formação, reproduzindo o ensinamento que
eles receberam”, disse Tarso.
“Nós não podemos
pensar mais em uma estrutura de segurança pública do
país, que seja baseada pela força e pelo controle
físico. Nós temos que trabalhar com inteligência,
qualificação policial e métodos
tecnológicos adequados para enfrentar a criminalidade
contemporânea, sobretudo preparar a estrutura policial para ser
dura com o crime e ser generosa e acolhedora com os
cidadãos”, completou o ministro da Justiça.
Para Haddad, os cursos na
área de segurança “dão ao profissional de
segurança pública condições de acesso a uma
melhor formação para continuar o seu trabalho. Ganha a
profissionalização na área de segurança
pública, com a definição de um perfil mais
adequado de formação.” Haddad lembrou ainda que 28%
do total de inscritos no Sistema de Seleção Unificada em
2010 escolheram cursos de tecnologia, o que mostra a importância
dessa graduação para o mercado de trabalho.
O novo eixo tecnológico vai
englobar cursos técnicos de nível médio e
superiores de tecnologia de oferta específica para profissionais
da área de segurança pública, nos respectivos
Catálogos do MEC.
As cargas horárias
mínimas serão de 1.600h cada curso superior destinado
à graduação de profissionais da área de
segurança pública do país.
Além disso, cursos realizados
nas Academias de polícia terão valor acadêmico.
Antes, o profissional se dedicava aos cursos nas Academias, mas
não tinham esse reconhecimento. A decisão também
vai ajudar os estados a aprimorarem seus processos de
capacitação.
O secretário Nacional de
Segurança Pública, Ricardo Balestreri, lembrou que o
Ministério da Justiça tem investido maciçamente na
formação dos agentes de segurança. Atualmente,
cerca de 160 mil profissionais recebem formação por meio
da Rede Nacional de Educação a Distância do
Ministério da Justiça, que é “a maior rede
de educação policial do planeta”, além de
formar cinco mil especialistas em segurança pública por
ano. “Estamos vivendo avanços significativos na
área da educação e da segurança. Hoje
é um dia que representa uma virada na segurança
pública do país”, comemora Balestreri.
Formação e valorização
Essa é mais uma iniciativa do
Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com
Cidadania) para valorizar e melhorar a capacitação dos
profissionais de segurança pública. O Programa oferece, a
cada três meses, mais de 200 mil vagas de ensino à
distância para policiais civis e militares, bombeiros, agentes
penitenciários, peritos e guardas municipais de todo o
país. Para incentivar a participação, eles podem
receber R$ 400 da Bolsa Formação, se receberem
salário de até R$ 1.700.
São mais de 50 cursos de
atualização sobre Direitos Humanos, uso progressivo da
força, isolamento do local do crime, identificação
veicular e gerenciamento de crises, por exemplo.
Os profissionais também podem
optar por cursos gratuitos de especialização, pós
graduação e mestrado oferecido por mais de 60
instituições de ensino superior que fazem parte da Rede
Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).
A cada ano, mais de 5 mil profissionais de segurança participam
das aulas. O objetivo é possibilitar a troca de conhecimento
prático das ruas com o saber da Academia, formando gestores e
estudiosos do tema.
Segurança com Cidadania
O Pronasci articula políticas
de segurança com ações sociais, prioriza a
prevenção e busca atingir as causas que levam à
violência, sem desconsiderar as estratégias qualificadas
de repressão. São mais de 90 ações
integrando a União, estados, municípios e diversos
setores da sociedade. Criado em 2007, o Programa deverá investir
R$ 6,7 bilhões em segurança pública até
2011.
O Pronasci é considerado um
modelo mundial de política pública de segurança
contra a criminalidade, segundo a Declaração de Genebra
sobre Violência Armada e Desenvolvimento. Foi criado para
diminuir a criminalidade das regiões metropolitanas que
apresentam os mais altos índices de homicídio.
O público-alvo é
formado por jovens de 15 a 24 anos à beira da criminalidade,
jovens presos e os que já cumpriram pena. Atualmente, integram
Pronasci 170 municípios de 23 estados da federação
e o Distrito Federal. Além deles, existem quatro
consórcios públicos intermunicipais, que fazem parte do
Pronasci.
Fonte: Portal Semesp
Pré-selecionados no ProUni já podem comprovar informações
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 17/02/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
Os estudantes que foram
pré-selecionados no Programa Universidade para Todos (ProUni)
já podem comparecer à instituição de ensino
escolhida e comprovar as informações que foram declaradas
na inscrição. O prazo vai até o próximo dia
26. O resultado da primeira etapa de inscrições do
ProUni está disponível no site www.mec.gov.br. Ao todo,
148.327 estudantes foram pré-selecionados. Para saber se foi
aceito, o aluno deve acessar o link do ProUni e, em seguida, informar o
número de inscrição no Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) e o número no Cadastro de Pessoa
Física (CPF). Foram ofertadas 165 mil bolsas de estudo,
sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (com desconto de 50% da
mensalidade). Os estudantes que não foram
pré-selecionados terão outra oportunidade e
poderão se inscrever na segunda etapa de
inscrições, de 4 a 7 de março.
Prazo de matrícula no ProUni tem início nesta quarta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
17/02/2010 - São oferecidas 165 mil bolsas - 86 mil integrais e 79 mil parciais.
Candidatos têm até dia 26/2 para apresentar os documentos.
Do G1, em São Paulo
O prazo de matrícula na
primeira etapa do Programa Universidade para Todos (ProUni)
começa nesta quarta-feira (17) e vai até o dia 26 de
fevereiro.
Os candidatos deverão
apresentar os documentos comprobatórios (veja aqui quais
são) nas instituições em que foram aprovados. Para
pleitear uma bolsa integral, o candidato deve ter faixa de renda de
até 1,5 salário mínimo por membro da
família. No caso de bolsa parcial, a faixa de renda deve ser de
até 3 salários mínimos por integrante da
família.
Algumas instituições
podem submeter os pré–selecionados a um processo seletivo
próprio. Nesse caso, o candidato deverá ser informado com
no mínimo 48 horas de antecedência. Segundo o
Ministério da Educação, não poderá
haver cobrança de nenhuma taxa.
No total, 148.327 estudantes foram
pré-selecionados. Neste processo seletivo, foram ofertadas 165
mil bolsas, sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (50% da
mensalidade), mas nem todos os candidatos atenderam aos
critérios exigidos.
Para acessar o resultado, o
candidato precisa entrar no site do MEC e colocar o número de
inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), número do CPF e senha.
Segunda etapa
A segunda etapa será aberta
do dia 4 de março ao dia 7. O resultado será divulgado no
dia 10. Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) e obtido a média mínima de
400, considerando as quatro provas e a redação. Quem
tirou zero na redação não poderá participar.
Só podem se candidatar alunos
que não estejam ocupando outra vaga em instituição
pública e que se encaixem nas faixas de renda determinadas pelo
MEC.
A central de atendimento do
ministério funcionará durante todo o período de
inscrições entre as 8h e as 20h pelo telefone 0800
616161. No último dia de inscrição da segunda
etapa (7/3), o atendimento será das 8h às 23h59.
Fonte: G1 - Portal Globo
Projeto quer obrigar escola exibir filme
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 18/02/2010 - Recife PE
Rosa Costa Brasília Agência Estado
Devem os estudantes brasileiros, de
4 a 18 anos, assistirem no período de um mês, nas escolas
públicas e privadas, a pelos menos duas horas de filmes
nacionais? É essa a polêmica iniciada na Comissão
de Educação do Senado pelo projeto de lei do senador
Cristovam Buarque (PDT-DF), que está prestes a ser examinado. A
medida, de caráter obrigatório, recebeu do mesmo relator,
a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), dois pareceres totalmente
diferentes. Em maio, ela defendeu a rejeição do projeto.
Alegou que “esse tipo de norma, por sua rigidez, conquanto possa
servir a interesses diversos e estranhos à escola, pouco ou nada
contribui para a melhoria do ensino”. Ao contrário,
afirmou a senadora, “pode diminuir a margem de autonomia e de
flexibilidade dos estabelecimentos de ensino.” Já em
novembro, coincidindo com o lançamento do filme Lula, o filho do
Brasil, Rosalba só teve elogios para a proposta, sob a
alegação de que a obrigatoriedade das escolas exibirem
filmes nacionais “será benéfica para ambos,
estudantes e indústria cinematográfica”. E vai
além, ao dizer que a produção nacional, “com
raras exceções, tem qualidade plástica e
conteudista irretorquível, diversidade temática e
de público-alvo”.
“E isso é verdade tanto
em relação à produção nacional mais
recente, quanto em relação aos nossos clássicos,
de valor inestimável na retratação de realidades e
personagens da nossa cultura”, afirma. A senadora diz que mudou
de opinião, “convencida” pelo autor da proposta.
“Não tem sentido pensar que o filme de Lula teve alguma
influência”, afirma. “Fui procurada pelo autor do
projeto e ele me convenceu que era algo bom, pois também
serão exibidos documentários e filmes
históricos.” Cristovam Buarque apresentou o projeto em
maio de 2008. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB) para incluir nos currículos do
ensino fundamental e médio – de 4 a 18 anos – a
obrigatoriedade de exibir para os alunos, por no mínimo duas
horas mensais, “filmes de produção nacional”.
O texto não especifica como
os filmes serão selecionados ou quem vai custear sua
aquisição. A justificativa anexa à proposta
ressalta, sobretudo, a necessidade de apoiar a indústria
cinematográfica nacional. Cristovam explica que "a
única forma de dar liberdade à indústria
cinematográfica é criar uma massa de cinéfilos que
invadam nossos cinemas, dando uma economia de escala à
manutenção da indústria cinematográfica".
Em entrevista à reportagem, Cristovam Buarque foi
enfático em defender não a indústria de filmes,
como está na justificativa, mas sim os efeitos benéficos
para os alunos. Ele afirma que optou pela reserva de mercado de filmes
feitos no País porque caso contrário os mesmo seriam
preteridos por produções internacionais requintadas.
“Se a gente fosse escolher o
único problema das escolas brasileiras, sabe qual seria? Elas
são chatas, não mudaram nos últimos 50
anos”, argumenta. O senador lembra que a música já
faz parte da grade escolar obrigatória. E que caberá aos
professores escolherem os filmes. Quanto à hipótese de
serem exibidos filmes violentos ou com cenas apimentadas de sexo,
impróprios para a faixa etária dos alunos, afirma que a
probabilidade é a mesma disso ocorrer na indicação
de livros. “O professor que fizer isso está sujeito a ser
preso, porque não estará cumprindo com a sua
obrigação”, prevê.
Prêmio Capes de Teses recebe inscrições até dia 19
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
17/02/2010 - Até sexta-feira,
19 de fevereiro, estão abertas as inscrições para
o Prêmio Capes de Teses 2009. Até esta data, as
pró-reitorias de pós-graduação podem enviar
à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes) os formulários com as melhores
teses de seus programas de pós-graduação stricto
sensu. A premiação escolhe os melhores trabalhos de
conclusão de cursos de doutorado apresentados durante o ano de
2008. Os vencedores recebem bolsas de pós-doutorado no Brasil
como incentivo para que continuem suas pesquisas. Três teses
receberão o Grande Prêmio Capes de Teses, que contempla as
grandes áreas do conhecimento, e homenageia pesquisadores
brasileiros que contribuíram para o avanço da
ciência. Aos vencedores do Grande Prêmio serão
concedidas bolsas de pós-doutorado no exterior. Acesse o
formulário de inscrição.
Fonte: MEC
Crédito estudantil dever ser prioridade
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 18/02/2010 - São Paulo SP
ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DO RIO
Se, num surto estatizante, o
Ministério da Educação decidisse fechar todas as
instituições privadas de ensino superior, o percentual de
jovens de 18 a 24 anos em universidades cairia de 14% -patamar
já baixo para os padrões de nações
desenvolvidas- para 4%. Esses dados não deixam dúvida
sobre a importância do setor privado para o país. Com
três em cada quatro universitários em
instituições particulares, não há outro
caminho senão reconhecer que o poder público, sozinho,
não é mais capaz de atender a demanda, ainda crescente,
por vagas no ensino superior. O papel que cabe ao Estado na
regulação do setor privado é um debate
extremamente sensível a ideologias, mas são poucos os que
discordam da tese de que, entre as funções do
Ministério da Educação, está a de cobrar
qualidade. É por isso que não causa surpresa, ou
não deveria causar, a notícia de que o ministério
está sendo rigoroso ao autorizar o financiamento público
para instituições privadas de ensino superior.
Aliás, a tese de que a crise
econômico-financeira mundial provocou fortes estragos nas
instituições particulares ainda está por ser
provada. Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios, do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), e do Censo da
Educação Superior, do MEC, só nos permitem olhar
até 2008, quando o setor privado continuava sua expansão,
ainda que num ritmo menor. Dados do Centro de Políticas Sociais
da FGV tabulados a partir da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE,
mostravam que, em março de 2009, a região metropolitana
de São Paulo registrava recorde de matrículas no ensino
superior. Os efeitos da crise mundial tampouco aparecem nos
balanços de grupos educacionais que abriram capital, e continuam
seu processo de expansão via aquisição de
instituições menores. Há, de fato,
instituições que atravessam grave crise financeira. Mas,
em boa parte delas, as causas são mais internas -leia-se aqui
má gestão- do que externas. Isso não significa que
o Ministério da Educação deva se omitir e deixar o
setor sem apoio. Mas, em sua escala de prioridade, faz mais sentido
colocar, em primeiro lugar, a ampliação do crédito
estudantil. Trata-se de área em que, apesar dos avanços
do ProUni, ainda há muito a fazer.
MEC estuda abrandar exigências
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 18/02/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL
O MEC diz que os critérios do
programa de financiamento são rígidos porque "dinheiro
público privilegiado" -a juros baixos e prazos longos-
não pode ser concedido a faculdades que "não estão
comprometidas com a qualidade". Na semana passada, reitores se reuniram
com o ministro Fernando Haddad e reclamaram do programa do BNDES. Ele
disse que estudaria abrandar as exigências. Haddad,
porém, avisou que as entidades com notas mais baixas
deverão sofrer uma fiscalização minuciosa e
rígida da aplicação do dinheiro. Eventuais
alterações serão anunciadas em março. O
programa surgiu após o pedido de socorro ao governo em 2009. As
faculdades se mobilizaram porque outros setores da economia
estavam recebendo ajuda do BNDES, em razão da crise
econômica. As faculdades alegaram que sua situação
era ainda mais delicada em razão da inadimplência -mais de
20% no Estado de São Paulo- e do desaquecimento do setor -as
instituições do Estado tiveram aumento de só 0,6%
no número de novos alunos entre 2007 e 2008. (RW)
Ajuda do BNDES a faculdades não sai do papel
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - Nenhuma
instituição de ensino conseguiu financiamento desde o
lançamento do programa, há 5 meses; há R$ 1 bi
à disposição
Universidades dizem que requisitos
do MEC para obter empréstimo são rígidos demais;
muitas nem sequer chegaram a elaborar pedido
RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL
Lançado pelo governo federal
cinco meses atrás, o programa financeiro de socorro e
modernização de faculdades e universidades particulares e
públicas ainda não saiu do papel.
A quantia oferecida - R$ 1
bilhão - está desde setembro intocada no BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As
instituições particulares argumentam que os requisitos
fixados pelo Ministério da Educação são
quase impossíveis de ser cumpridos. Muitas nem sequer elaboraram
pedidos.
Pelas contas do Semesp (sindicato
das instituições particulares de São Paulo), 76%
das faculdades e universidades particulares do Brasil não se
encaixam nas exigências do MEC.
O ministério admite que os
requisitos são rígidos e, agora, ante a baixa procura e a
pressão das instituições, estuda
abrandá-los (leia texto ao lado).
Numa escala de 1 a 5, as faculdades
precisam ter, no mínimo, nota 3 em avaliações do
MEC. Entre os conceitos considerados está o IGC (índice
geral de cursos), que avalia a nota dos alunos no Enade (substituto do
Provão), a qualificação dos professores, a
infraestrutura e os projetos de pedagógicos.
Entre 2007 e 2008, o número
de instituições com IGC ruim (1 ou 2) subiu de 31% para
36%. Em 2008, havia 737 mil alunos em escolas reprovadas.
As faculdades privadas buscaram o
BNDES, que é estatal, no início de 2009 argumentando que
a crise econômica havia agravado suas dificuldades financeiras.
Elas pediram uma linha de financiamento com juros mais baixos e prazos
maiores que os oferecidos por bancos privados. Foram atendidas.
Para o diretor-executivo do Semesp,
Rodrigo Capelato, é contraditório que as
instituições que mais precisam de recursos, para ajudar a
elevar seus padrões educacionais, sejam justamente as que
não se encaixam nos requisitos.
"Virou uma linha [de financiamento]
fictícia", afirma Capelato. "A questão é
financeira, com banco. Não entendo por que passa por todas as
questões regulatórias do MEC."
Outra exigência é que
60% dos cursos tenham sido reconhecidos. O reconhecimento só
ocorre quando a primeira turma da carreira em questão chega ao
final dos estudos.
Foi por causa desse requisito que a
faculdade Etep, de São José dos Campos (SP), não
pleiteou dinheiro ao BNDES, apesar ter planos de expansão
estimados em R$ 10 milhões.
De seus 24 cursos, 20 ainda
não são reconhecidos -foram criados há menos de
três anos. "Só podemos recorrer a bancos privados, o que
encarece a operação", diz Wesley Barbosa, diretor
financeiro da Etep.
Pelas regras do financiamento, as
propostas passam primeiro pela avaliação educacional do
MEC e em seguida pela análise financeira do BNDES. Até
agora, só sete chegaram ao MEC. Nenhuma ao BNDES. O
ministério não diz de quem são os projetos sob
análise.
"O MEC tem preconceito contra
instituições privadas, como se só quisessem
dinheiro", diz o diretor do Semesp. "O MEC só vê as
federais e esquece que as privadas oferecem 75% das vagas do ensino
superior."
MEC estuda abrandar exigências
DA REPORTAGEM LOCAL
O MEC diz que os critérios do
programa de financiamento são rígidos porque "dinheiro
público privilegiado" -a juros baixos e prazos longos-
não pode ser concedido a faculdades que "não estão
comprometidas com a qualidade".
Na semana passada, reitores se
reuniram com o ministro Fernando Haddad e reclamaram do programa do
BNDES. Ele disse que estudaria abrandar as exigências. Haddad,
porém, avisou que as entidades com notas mais baixas
deverão sofrer uma fiscalização minuciosa e
rígida da aplicação do dinheiro. Eventuais
alterações serão anunciadas em março.
O programa surgiu após o
pedido de socorro ao governo em 2009. As faculdades se mobilizaram
porque outros setores da economia estavam recebendo ajuda do BNDES, em
razão da crise econômica.
As faculdades alegaram que sua
situação era ainda mais delicada em razão da
inadimplência - mais de 20% no Estado de São Paulo- e do
desaquecimento do setor - as instituições do Estado
tiveram aumento de só 0,6% no número de novos alunos
entre 2007 e 2008. (RW)
ANÁLISE
Programa ignora "pedido de socorro"
A discussão sobre a
polêmica linha de crédito lançada pelo BNDES para
ajudar as IES (instituições de ensino superior) a
enfrentarem a "marola" da crise mundial ganha corpo com a
constatação de que, passados cinco meses da abertura da
linha, nenhuma instituição conseguiu obter o
financiamento.
A coisa toda começou mal
desde a concepção do programa. De um lado, o Fórum
da Entidades Representativas do Ensino Superior Privado pleiteando um
socorro financeiro para as IES mais afetadas pela crise econômica
-na verdade, mais afetadas pelo aumento da competitividade no setor. Do
outro lado, o MEC querendo transformar o financiamento em um programa
de melhoria da qualidade do ensino.
Não podemos criticar os
representantes do setor privado, pois estão cumprindo seu papel
de buscar ajuda aos seus pares mais necessitados, mas há quem
defenda que o mercado deve se autorregular e que as
instituições em piores condições
financeiras deveriam dar espaço a grupos educacionais mais
sólidos e bem administrados, como acontece em qualquer outro
setor da economia.
No caso do MEC, a
situação é um tanto quanto esquizofrênica.
Ignorando que o pedido de financiamento tinha como objetivo o "socorro"
das IES com dificuldades financeiras, o MEC criou rigorosos
pré-requisitos qualitativos para a obtenção do
financiamento, o que acabou por excluir todos que realmente precisam
dele.
Não me parece coerente criar
um programa para financiar a melhoria da qualidade do ensino no setor
privado e excluir dele as instituições que, segundo o
MEC, "não têm qualidade". Além disso, as
exigências do MEC são uma afronta à livre
iniciativa do setor privado na educação, pois raramente o
BNDES coloca algum critério qualitativo nos
pré-requisitos para a concessão de crédito a
empresas de outros setores.
Os critérios de
avaliação utilizados pelo MEC, por si só,
já são passíveis de inúmeras
contestações pela grande quantidade de falhas que
apresentam. Somam-se a isso a obrigatoriedade da
participação no ProUni e no Fies, a necessidade de a
instituição possuir mais de 60% dos cursos já
reconhecidos e apresentar um "enigmático" plano de
providências acadêmicas. Na prática, o que vemos
é o MEC mandando um recado ao setor privado: "Não estou
nem aí para os seus problemas". RYON BRAGA é consultor educacional e presidente do Grupo Hoper
Crédito estudantil dever ser prioridade
Se, num surto estatizante, o
Ministério da Educação decidisse fechar todas as
instituições privadas de ensino superior, o percentual de
jovens de 18 a 24 anos em universidades cairia de 14% -patamar
já baixo para os padrões de nações
desenvolvidas- para 4%.
Esses dados não deixam
dúvida sobre a importância do setor privado para o
país. Com três em cada quatro universitários em
instituições particulares, não há outro
caminho senão reconhecer que o poder público, sozinho,
não é mais capaz de atender a demanda, ainda crescente,
por vagas no ensino superior.
O papel que cabe ao Estado na
regulação do setor privado é um debate
extremamente sensível a ideologias, mas são poucos os que
discordam da tese de que, entre as funções do
Ministério da Educação, está a de cobrar
qualidade.
É por isso que não
causa surpresa, ou não deveria causar, a notícia de que o
ministério está sendo rigoroso ao autorizar o
financiamento público para instituições privadas
de ensino superior.
Aliás, a tese de que a crise
econômico-financeira mundial provocou fortes estragos nas
instituições particulares ainda está por ser
provada.
Os números da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE
(Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), e do Censo da Educação Superior, do
MEC, só nos permitem olhar até 2008, quando o setor
privado continuava sua expansão, ainda que num ritmo menor.
Dados do Centro de Políticas
Sociais da FGV tabulados a partir da Pesquisa Mensal de Emprego, do
IBGE, mostravam que, em março de 2009, a região
metropolitana de São Paulo registrava recorde de
matrículas no ensino superior.
Os efeitos da crise mundial tampouco
aparecem nos balanços de grupos educacionais que abriram
capital, e continuam seu processo de expansão via
aquisição de instituições menores.
Há, de fato,
instituições que atravessam grave crise financeira. Mas,
em boa parte delas, as causas são mais internas -leia-se aqui
má gestão- do que externas.
Isso não significa que o
Ministério da Educação deva se omitir e deixar o
setor sem apoio. Mas, em sua escala de prioridade, faz mais sentido
colocar, em primeiro lugar, a ampliação do crédito
estudantil. Trata-se de área em que, apesar dos avanços
do ProUni, ainda há muito a fazer.
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
Fonte: Folha de São Paulo
Taxa de empregos deve crescer em 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - O Ministério do
Trabalho prevê a criação de dois milhões de
empregos formais para 2010. Setores como contrução civil
e indústria devem impulsionar este crescimento. Aliás, em
São Paulo, o emprego na indústria já
começou o ano em recuperação. Segundo dados
divulgados pela Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp), o segmento registrou saldo positivo de 12
mil vagas em janeiro, alta de 0,42% na comparação com
dezembro - nos dados com ajuste sazonal.
Outro fator que permite uma
previsão otimista são os inúmeros setores da
economia que têm alcançado recordes de
produção e vendas, sinalizando que o país
já retomou seu crescimento. Aliás, esta rápida
recuperação do Brasil frente à crise tem chamado a
atenção de investidores de todo o mundo, que aumentam
seus negócios em nosso país.
Frente a estes dados, o Consultor e
Especialista em Desenvolvimento de Novos Negócios, Renato
Senatore, afima que os brasileiros devem se preparar para aproveitar o
cenário, seja para conquistar um emprego ou uma
promoção. "O ano de 2010 começa muito promissor
para os trabalhadores. O momento é de agregar valor. Isto
é, as oportunidades de conquistar uma vaga ou ascender na
carreira estão aí, mas só serão
aproveitadas por quem realmente for capaz de somar valor à
empresa contratante", destaca.
Atualmente, apesar da
redução das taxas de desemprego nos últimos anos,
ainda há muita gente buscando seu lugar no mercado. Muitos
destes são profissionais qualificados, o que significa que a
concorrência está grande e acirrada. Para enfrentar estas
disputas, Senatore sugere que a primeira coisa a fazer é criar
diferenciais competitivos. "O candidato a um emprego ou à uma
promoção deve avaliar sua "concorrência". Isto
é, identificar nos demais suas forças e fraquezas.
Depois, compará-las com seus próprios conhecimentos e
habilidades", indica.
Estudar as empresas contratantes
é uma boa estratégia complementar. É importante
descobrir as necessidades dessas organizações, o que elas
buscam ou precisam para que seus negócios sejam mais
competitivos, lucrativos. "Comparando seus conhecimentos com os dos
outros candidatos e depois confrontado-os com as necessidades das
empresas, o candidato conseguirá enxergar claramente quais
são suas habilidades de maior valor, assim como
identificará quais conhecimentos e habilidades precisa
desenvolver para se diferenciar dos demais e aumentar suas chances",
conclui Senatore.
Depois de identificar os pontos que
precisam de maior atenção, é hora de estudar os
assuntos em que precisa aprender, melhorar ou se atualizar. Ler o
máximo que puder a respeito e participar de cursos e workshops
sobre estes temas são boas opções. "Ajuda externa
também contribui muito: converse com amigos ou consultores de
gestão de carreira", pontua o consultor que, por acreditar na
importância da capacitação contínua, oferece
cursos de curta duração.
"Meus programas tem duas
características básicas e que os fazem capazes de agregar
imenso valor aos alunos: os conteúdos são atualizados,
apresentando os conceitos e ferramentas mais modernos sobre o assunto
abordado; são ministrados a partir de uma metodologia
prática, na qual o aluno trabalha em sua própria
necessidade", ressalta.
Dentre os cursos oferecidos pelo
especialista, os mais procurados no momento são os
estratégicos e os que desenvolvem a criatividade, como:
• "Marketing
Estratégico" (destinado não só a profissionais de
marketing, mas também a gestores que desejam aumentar sua
competitividade a partir de ações mais
estratégicas);
• "Análise de
tendências de mercado" (saber o que está mudando no mundo,
no mercado e nos consumidores é importante para todos que
influenciam as diretrizes da empresa);
• "Business Plan
Vencedor"(ensina a analisar o mercado, planejar estratégias e
definir ações capazes de facilitar o sucesso da empresa
e/ou produto);
• "Criatividade Empresarial"
(ensina como desenvolver e aplicar a criatividade nos mais diversos
departamentos da empresa, possibilitando melhor desempenho de cada
um).
Fonte: www.administradores.com.br
Diploma do supletivo sairá em abril
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - MEC impede que aluno que aguarda certificação dispute vaga no superior e pelo sistema online
Fábio Mazzitelli
Estudantes que fizeram o Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) como supletivo só
obterão o certificado de conclusão dessa etapa do ensino
básico a partir de abril. Em razão do atraso, eles
não ingressarão em uma instituição de
ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu)
do Ministério da Educação (MEC) e dificilmente
conseguirão o diploma a tempo de entrar num curso superior ainda
neste semestre.
Em portaria elaborada na
quinta-feira passada, o ministro da Educação Fernando
Haddad definiu 31 de março como data-limite para o participante
do Enem pedir a certificação do ensino médio.
Segundo informou ontem o Inep, responsável pelo exame, as notas
de quem pedir a certificação só serão
enviadas às secretarias estaduais de Educação
após esse prazo, o que inviabiliza a participação
no sistema online de escolha de vagas criado pelo MEC.
O número de alunos nessa
situação só será conhecido no fim de
março. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de
Educação, responsável pela emissão dos
diplomas de ensino médio no Estado, fala em “milhares de
alunos” à espera do diploma e afirma receber deles
“enorme pressão” para a emissão dos
certificados “a tempo da matrícula no ensino
superior”.
Como o novo Enem passou a substituir
o antigo Exame Nacional para Certificação de
Competências de Jovens e Adultos (Encceja), não foi
realizado no ano passado em São Paulo o exame supletivo
organizado pela Secretaria Estadual de Educação, que
aderiu ao exame nacional, via Enem.
Segundo Maria Inês Fini,
assessora técnica da secretaria estadual paulista, a pasta vai
garantir a emissão de todos os certificados assim que os dados
do Enem forem liberados pelo Inep. Mas, antes disso, a assessora diz
que um problema ainda vai ter de ser resolvido: o Enem deste ano
não aferiu o conhecimento dos estudantes em uma língua
estrangeira (inglês), parte da matriz curricular
obrigatória do ensino médio.
“Vou perguntar ao Conselho
Estadual de Educação como resolver essa
situação”, diz Maria Inês Fini, que ajudou a
criar o Enem na década de 1990 e foi crítica do modo
“precipitado” como o exame foi ampliado. “O conselho
pode aprovar um termo afirmando que podemos certificar neste ano mesmo
sem o exame de inglês, mas a secretaria não pode
certificar sem a legitimação dessa prova.”
PRAZO
Quem fez o Enem para diploma do
ensino médio tem até 31 de março para declarar
isso pela internet, pelo site: www.enem.inep.gov.br
Depois disso, é preciso procurar uma diretoria de ensino da Secretaria Estadual da Educação
Fonte: Jornal da Tarde - SP
Número de inscritos chega a 282.614 até as 18h desta quarta-feira
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18/02/2010 - Até as 18h desta
quarta-feira, 17, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu)
recebeu 282.614 inscrições de candidatos às vagas
oferecidas por 51 instituições públicas de
educação superior. Nessa segunda etapa, 29.240 vagas
estão disponíveis.
O sistema possibilita a
inscrição dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) em 2009. Eles são candidatos a vagas
em universidades que usam as notas do exame em seus processos de
seleção. As inscrições podem ser feitas
entre 6h e 23h59 (horário de Brasília) até
sábado, 20.
Participam da seleção
unificada 23 universidades federais e 26 institutos federais de
educação, ciência e tecnologia, com a oferta de
vagas em cursos de educação superior – entre
bacharelados, licenciaturas e cursos superiores de tecnologia.
Além das instituições federais, a Universidade
Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Escola Nacional de
Ciências Estatísticas (Ence) selecionarão
candidatos pelo Sisu.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC
Ensino à Distância é fraco e fácil? Entrevista especial com Marta Campos Maia
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18/02/2010 - O mito de que a
educação à distância é fraca ou
fácil é desvendado pela professora Marta Campos Maia.
Segundo ela, o ensino à distância “tende a aumentar
a possibilidade do aluno aprender, uma vez que somos seres humanos
diferentes e temos capacidades e inteligências diferentes. E
mais: ele permite, pela flexibilidade, que você estude em
qualquer local e que veja e reveja aquela disciplina quantas vezes
quiser”. Na Europa, inclusive, os alunos dos cursos realizados
à distância são mais valorizados no mercado,
“eles conseguem fazer um autoestudo, sabem estudar de forma
autônoma, organizar-se melhor, resolvem problemas inesperados.
Eles estão muitos mais preparados para este mundo moderno e para
a demanda do mercado atual”, afirmou em entrevista concedida
à IHU On-Line.
Doutora em
Administração de empresas pela Fundação
Getulio Vargas de São Paulo, onde atualmente é
professora, Marta Campos Maia também dá aulas na
Associação Educacional Toledo, na Fundação
de Ensino Eurípedes Soares da Rocha e na Fundação
Armando Álvares Penteado. Desenvolve a pesquisa O Papel da
Educação à Distância como Recurso de
Nivelamento em Cursos de Pós-graduação.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Qual a velocidade com que a educação à distância vem crescendo no país?
Marta Campos Maia – Vem
crescendo muito rápido. Em 2004, quando o primeiro censo da
educação à distância foi feito, havia 166
instituições credenciadas pelo Ministério da
Educação e 309 mil alunos inscritos. No último
levantamento, pulamos para 376 instituições, um
crescimento de 127%. O número de alunos subiu para um
milhão e 75 mil. É um crescimento gigantesco, visto que
esse tipo de ensino é muito recente. O crescimento é
entre 90% e 100% anualmente.
IHU On-Line – Quais são os aspectos positivos do EAD e os pontos negativos em sua opinião?
Marta Campos Maia – Eu li um
artigo recente que ajuda a responder essa questão. O autor
explica muito bem as razões do não funcionamento da
escola atual. Ele diz que nós oferecemos uma
educação em todas as escolas, em todos os níveis,
no padrão médio. Estabelecemos um padrão
médio de aluno e atendemos aquele padrão
muitíssimo bem. Mas não atendemos quem está acima
do padrão e nem quem tem dificuldade. Ele também afirma
que o ensino mediado pela tecnologia tende a aumentar a possibilidade
do aluno aprender, uma vez que somos seres humanos diferentes e temos
capacidades e inteligências diferentes. E mais: ele permite, pela
flexibilidade, que você estude em qualquer local e que veja e
reveja aquela disciplina quantas vezes quiser.
Além disso: a questão
geográfica é algo importantíssimo no Brasil.
Segundo o ministro da educação, em 2006, 70% do
território nacional não era atendido pelo Ensino
Superior. Se oferecemos educação à
distância, chegamos a pontos do país onde antes era
inimaginável para uma pessoa estudar. Estamos aumentando a
oferta de ensino para essas pessoas que antes teriam que mudar de
cidade, fazer viagens longas etc.
O aluno que faz um curso à
distância no Brasil é discriminado. Essa é uma
desvantagem. Isso porque há desconhecimento sobre a área
e, principalmente, que o processo funciona e que o aluno de fato
aprende. Na Europa, os alunos desse tipo de curso são muito mais
disputados porque eles conseguem fazer um autoestudo, sabem estudar de
forma autônoma, organizar-se melhor, resolvem problemas
inesperados. Eles estão muito mais preparados para este mundo
moderno e para a demanda do mercado atual.
Hoje em dia, o aluno que faz
graduação, à distância ou não, vai
fazer o Enade de qualquer forma. É nesse momento que vai ocorrer
a comparação de quem foi o melhor. Um estudo sobre isso
já foi feito, em 2006, onde foi verificado que dos 13 cursos que
existiam à distância na época, em sete deles, os
alunos EAD foram melhores do que os de cursos presenciais.
Tem outras desvantagens, como, por
exemplo, as turmas tendem a ser maiores no EAD. Como o ensino é
medido por um tutor e não por um professor, isso pode ser um
problema. O fato de o tutor ser ou não qualificado e receber ou
conforme o seu trabalho são fatores que influenciam no
aprendizado. São itens que os alunos precisam conferir quando
vão se matricular num curso à distância.
IHU On-Line – Muitos afirmam
que há um abuso no uso do EAD, que se tornou fonte fácil
de recursos no mercado. Qual é a sua avaliação?
Marta Campos Maia – Se o curso
é bem organizado, com projeto pedagógico adequado, com
conteúdo bem estruturado, ele tende a se tornar um curso
bastante exigente. É um mito dizer que o diploma obtido na
educação à distância é mais
fácil.
IHU On-Line – Cada vez mais os
profissionais são exigidos a interagir com os novos recursos
tecnológicos para além do uso da sala da aula. Quais
são os impactos na vida do profissional da área da
educação?
Marta Campos Maia – Não
é um problema exclusivo dos professores. Você
também deve ficar plugado o dia inteiro. Se seu chefe quiser
encontrar você, inclusive durante as férias, ele te acha.
Esse é um impacto na sociedade em geral. O uso, a facilidade, a
mobilidade que a tecnologia nos permite estar online. Com isso, o aluno
quer se sentir mais próximo do professor. E ele realmente pode
entrar em contato com o professor via e-mail e outras ferramentas da
web 2.0. Por um lado há o excesso de trabalho do professor, por
outro, o aluno tem mais acesso ao professor. Antes, ele só podia
ter dúvida de estatística, por exemplo, das 8h às
12h das quartas-feiras. Isso aumentou muito o trabalho do professor,
sem dúvida.
IHU On-Line – As crianças e adolescentes de hoje exigem interatividade na educação?
Marta Campos Maia – Com
certeza. Eles são os nativos digitais e a tecnologia não
é encarada como uma ferramenta de trabalho. Para eles, o
computador é uma forma de comunicação e
entretenimento. Esse nativo digital é multitarefa, multiperfis,
e ele é multimídia. Quanto mais você associar
mídia ao seu conteúdo curricular, mais você tende a
conseguir ligar o seu aluno à disciplina fora da sala de aula,
ou seja, a se aplicar mais. É uma forma de estímulo ao
aprendizado do aluno, o que está fortemente relacionado ao
sucesso da instituição de ensino.
IHU On-Line – Como podem ser
definidas as escolas que não investirem em interatividade? Qual
o futuro dessas instituições de ensino?
Marta Campos Maia – Muitas
instituições estão focadas 100% no presencial e
sequer utilizam uma plataforma virtual para disponibilizar seus
conteúdos. Tem aí um caminho grande e uma ótima
possibilidade para todos os professores, porque vamos ter uma ruptura
no modelo de ensino. A educação antiga não
está mais adequada para esse novo jovem. O professor tem que
passar por uma reformulação para atender os diferentes
processos cognitivos desses novos alunos e atender suas demandas de uso
das tecnologias que, para eles, está associada ao lúdico.
Além de nos importarmos com o que vamos ensinar, precisamos
descobrir como ajudar o aluno a aprender melhor.
http://www.ihu.unisinos.br/
Fonte: Novoeste Online - BA
Salários aumentam 6,9%, em média, indica Datafolha
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17/02/2010 - Em 2009, indústria liderou reajustes, com alta de 8%, seguida por serviços
Brito Jr./Folha Imagem
FLUTUAÇÃO
Variações cambiais e
mapeamento de novos mercados foram o foco do assistente de
importação da Marcomar Rodrigo Groff, 22; o cargo teve a
maior alta entre assessores e assistentes
RAQUEL BOCATO
DA REPORTAGEM LOCAL
O ano passado, ameaçado por
contenção de gastos após a crise econômica
iniciada em 2008, não prometia em termos salariais. Mas o
reflexo nos holerites não foi negativo: eles registraram aumento
de, em média, 6,9%, segundo a pesquisa Bolsa de Salários,
do Datafolha.
Apesar de o reajuste ser inferior ao
de 2008 (7,15%), o ganho real foi maior. Como a inflação
em 2008 foi de 6,16%, segundo o IPC-Fipe (Índice de
Preços ao Consumidor do Município de São Paulo, da
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o
ganho real foi de 0,99 ponto percentual.
Em 2009, descontados os 3,65% de
inflação, o ganho real foi de 3,25 pontos percentuais.
Parte da explicação está nos dissídios de
2008, aplicados no ano passado. "Foi um dos melhores anos [em termos de
reajuste]", diz Marcelo Braga, sócio da consultoria Search.
Para o diretor da consultoria Mesa
RBL, Manuel Martins, as centrais sindicais foram hábeis na
negociação. "Alguns setores não foram afetados
pela crise, e isso foi usado para discutir salários", comenta.
Já o professor da FIA
(Fundação Instituto de Administração) Celso
Grisi acha que parte do incremento é reflexo da política
de estímulo ao consumo interno. Com a queda das
exportações, incentivos como aumento de crédito e
redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
levaram à criação de novos empregos e à
negociação de salários maiores.
Aumento na indústria
A indústria foi o setor que
mais se destacou. Com 7,97% de alta, foi seguida pelos setores de
serviços, construção civil e comércio.
O diretor do departamento sindical
da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo) Roberto Della Manna afirma que grandes empresas
reajustam salários antes das demais, e a alta pressiona as
negociações restantes para cima.
Já o setor de serviços
saiu quase ileso da crise. "A demanda tem crescido", diz o presidente
da Confederação Nacional de Serviços, Luigi
Nese.
Fonte: Folha de São Paulo
Expansão do ensino a distância desacelera
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
13/02/2010 - Após anos de
crescimento intenso, ritmo teve a maior diminuição desde
2000, segundo dados do MEC
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após anos de crescimento
intenso, o ensino superior a distância no Brasil sofreu a maior
desaceleração desde 2000, quando surgiram as primeiras
estatísticas sobre o setor.
Segundo dados ainda inéditos
da Secretaria de Educação a Distância do
Ministério da Educação, as matrículas nessa
modalidade continuam crescendo, mas num ritmo muito menor. De 2008 para
2009, o número de matrículas aumentou 7%, enquanto, nos
quatro anos anteriores, o percentual ficou em pelo menos 80%. O freio
se deu principalmente no setor privado, que expandiu apenas 1% e
é alvo de recentes punições do MEC.
A mais recente
fiscalização da pasta apontou, na quarta, a
existência de 108 polos de ensino sem autorização
em cinco instituições, incluindo duas gigantes do setor
privado, a Unip e a Estácio de Sá. A estimativa é
que esses polos fossem receber 10 mil alunos.
Na ocasião, a Unip disse que
os seus 76 polos apontados como irregulares estão de acordo com
a lei. A Estácio de Sá afirmou que possui
autorização para funcionar em 54 locais.
Desde 2008, quando iniciou a
fiscalização, o MEC fechou 5.613 locais que não
tinham a estrutura mínima para o aluno cumprir a carga
presencial.
Para especialistas, a
profusão da descoberta de irregularidades se deve ao
rápido crescimento dessa modalidade de ensino. Em 2000, o Brasil
tinha apenas 1.682 alunos no ensino a distância, segundo censo da
educação superior do Inep (órgão do MEC).
Em 2009, já eram 814.183, segundo a Secretaria de
Educação a Distância.
O secretário Carlos
Bielschowsky afirma que, pelo fato de se tratar de um setor novo,
levou-se algum tempo para aprimorar os instrumentos de
fiscalização. Ele acredita que, nos próximos anos,
o número de matrículas continue crescendo e vê como
positiva a desaceleração em 2009. "É algo
benéfico porque o sistema ganhou em qualidade", diz.
O presidente da Abed
(Associação Brasileira de Educação à
Distância), Fredric Litto, lembrou dados do Enade, exame que
avalia os universitários, que mostram que na maioria das
áreas os estudantes do ensino a distância se saem melhor
do que os colegas do presencial.
Fonte: Folha de São Paulo
Entrevista Fernando Haddad - Promoção por mérito valoriza docente
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
17/02/2010 - Para o ministro,
além da formação de professores, os desafios do
setor são o ensino médio e os projetos voltados à
1.ª infância
Lisandra Paraguassú
No último ano do governo
Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, reconhece
que é preciso avançar em três questões na
área educacional - ter um modelo de valorização do
magistério, que inclua um debate sobre avaliação
dos professores; melhorar a qualidade do ensino médio e integrar
programas voltados à primeira infância, para atender
crianças de até 3 anos. Em entrevista ao Estado, Haddad
diz que esse último ponto foi tema de conversa com a ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff, para uma eventual agenda educacional
pós-2010.
Um dos maiores gargalos da educação nos últimos anos é a qualidade. O que avançou?
Há dois indicadores que
resumem a evolução da educação brasileira.
Um deles é o atendimento (crianças matriculadas).
Nós melhoramos. Do ponto de vista qualitativo, o indicador
é o Ideb (Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica). Também houve
evolução. É a primeira vez que acontece uma
evolução quantitativa acompanhada da qualitativa. A
expectativa é continuar evoluindo.
O que ainda é possível fazer no governo?
Da agenda anunciada em 2007,
há uma promessa a cumprir, que é a prova nacional de
admissão para professores. A formação de
professores tem dois momentos delicados: o ingresso na licenciatura e
na carreira. No que diz respeito às licenciaturas, o Brasil
tomou uma decisão muito importante, que foi assumir a
formação como política de Estado sem ônus
para o professor. Ele não paga mais pela sua
formação. No carreira, temos o piso nacional. Queremos
estabelecer contrapartidas desse esforço: uma nota mínima
no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para a entrada nos
cursos de licenciatura. E, para a entrada na carreira pública do
magistério, queremos que Estados e municípios adotem a
prova nacional de admissão.
E para o professor que já dá aula?
No início da gestão do
ex-ministro Cristovam Buarque (hoje senador), ele propôs uma
bolsa para os professores que passassem em uma prova nacional. Isso
não foi adiante. Os poucos Estados que tentaram alguma coisa
parecida ainda enfrentam resistência. No MEC nunca mais se tocou
no assunto. Nós trocamos por outra abordagem: o professor
precisa ser avaliado, mas também precisamos dar
condições a ele para que volte a estudar. Então
criamos a Plataforma Freire para oferecer cursos de
formação inicial continuada em universidades
públicas.
O senhor é a favor de avaliar e cobrar o desempenho do professor?
Sou favorável à
promoção por mérito. Elaborar uma carreira que
leve em consideração o mérito e negociar com a
categoria como aferir isso de maneira a considerar o esforço do
professor é louvável. Acho que não há
resistência da categoria.
Normalmente há resistência.
Não há desde que
você sente à mesa e negocie os critérios. Às
vezes a categoria reage a uma prova única. É preciso
considerar a atuação em sala de aula, pois muitas vezes o
professor pode até ser bem-sucedido em uma prova e eventualmente
malsucedido na sala de aula. A promoção por
mérito, que também ocorre na universidade, não
desmerece, pelo contrário, valoriza o profissional.
Há perspectiva de cobrar avaliação do professor que já dá aula?
Estamos, com Estados e
municípios, exigindo o cumprimento de um dos termos do
compromisso Todos pela Educação, que é a
questão do estágio probatório. Não
há ainda no País uma cultura de após três ou
quatro anos da admissão, antes da efetivação do
professor na carreira, fazer um balanço do desempenho para que
ele se efetive. É meramente formal o procedimento, é
quase um carimbo. Estamos procurando cobrar que observem essa diretriz
do Plano de Desenvolvimento da Educação.
Outra área em que os
avanços ficaram aquém do planejado foi o ensino
médio. Como está sendo tratada essa questão?
Estendemos todos os programas de
apoio para o ensino médio, que não contava com
alimentação, transporte, livro didático,
Bolsa-Família. Começamos a estruturar um currículo
muito mais adequado do que se tem hoje. Queremos um conteúdo
mais enxuto. Temos a expansão do ensino médio federal, a
reestruturação do ensino médio estadual integrado
à educação profissional. Isso não é
pouca coisa. Tínhamos um ensino médio completamente
capenga. Houve avanços e novos podem ser obtidos.
Ainda assim, o ensino médio tem resultados insatisfatórios.
Quando você tem o sistema de
ensino que atende hoje uma parcela significativa da
população, a onda da qualidade nem tem como não
iniciar pelos primeiros anos do ensino fundamental, nem tem como
você corrigir distorções históricas do
ensino médio sem cuidar das gerações que
estão ingressando agora no ciclo de alfabetização.
Mas, se mantivermos esse passo nos anos iniciais, ele vai chegar ao
ensino médio com a naturalidade que chegou nos países
desenvolvidos.
O senhor tem participado de
discussões sobre o plano de educação em um
possível novo governo com a ministra Dilma Rousseff?
Tive com ela duas conversas a
respeito de um assunto que é da maior importância: a
questão do 0 a 3 anos. Quando aprovamos a
ampliação da obrigatoriedade do ensino ficou essa
questão por resolver. Ainda estamos com um atendimento muito
baixo nessa faixa etária. Devemos fechar o governo com alguma
coisa entre 21% e 22% de atendimento, contra 11% de 2002. Mesmo tendo
dobrado, ainda estaremos em um patamar aquém das necessidades.
Precisamos conceber um plano de atenção abrangente para a
primeira infância. Que inclua assistência, saúde e
educação. Estamos dando esse atendimento, mas de maneira
desconexa: a saúde faz o trabalho dela; o desenvolvimento, o
dele. Mas temos a oportunidade de fazer da mesma maneira como fizemos
com o Bolsa-Família, de integrar todos os programas e
universalizar.
Fonte: O Estado de São Paulo