18/02/2009
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Portaria INEP Nº 44 que trata do processo de realização do Censo da Educação Superior 2009

Cursos superiores em segurança pública entram no catálogo do MEC

Pré-selecionados no ProUni já podem comprovar informações

Prazo de matrícula no ProUni tem início nesta quarta-feira

Projeto quer obrigar escola exibir filme


Prêmio Capes de Teses recebe inscrições até dia 19

Crédito estudantil dever ser prioridade

MEC estuda abrandar exigências

Ajuda do BNDES a faculdades não sai do papel

Crédito estudantil dever ser prioridade

Taxa de empregos deve crescer em 2010

Diploma do supletivo sairá em abril

Número de inscritos chega a 282.614 até as 18h desta quarta-feira

Ensino à Distância é fraco e fácil? Entrevista especial com Marta Campos Maia

Salários aumentam 6,9%, em média, indica Datafolha


Expansão do ensino a distância desacelera

Entrevista Fernando Haddad - Promoção por mérito valoriza docente

Portaria INEP Nº 44 que trata do processo de realização do Censo da Educação Superior 2009
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA
PORTARIAS DE 12 DE FEVEREIRO DE 2010
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA - INEP,no uso das atribuições conferidas pelo Art. 16, VI do Decreto Nº - 6.317 de 20 de dezembro de 2007, resolve:
Nº 44 - Art. 1º Ficam estabelecidas para as etapas e atividades do
processo de realização do Censo da Educação Superior 2009, a ser realizado via Internet em todo o território nacional, as seguintes datas
e respectivos responsáveis:
a) abertura do Sistema do Censo da Educação Superior na Internet para entrada de dados.
Data: 18/01/2010
Responsável: Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais - DTDIE/INEP;
b) período de coleta de dados, por digitação nos formulários "on line" e por importação de dados pela Internet.
Data Inicial: 18/01/2010
Data Final: 05/04/2010
Responsáveis: Representante legal e Pesquisador Institucional (PI) da Instituição de Educação Superior
c) envio para as IES dos relatórios de verificação dos dados.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 21/05/2010.
Responsável: Diretoria de Estatísticas Educacionais - DE-ED/INEP;
d) reabertura do Sistema do Censo da Educação Superior na Internet para a retificação e validação dos dados.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 31/05/2010.
Responsável: Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais - DTDIE/INEP;
e) período de conferência, retificação e validação dos dados pelas Instituições de Educação Superior.
Data Inicial: 11/05/2010.
Data Final: 31/05/2010.
Responsáveis: Representante legal e Pesquisador Institucional (PI) da Instituição de Educação Superior
f) divulgação dos dados consolidados do Censo da Educação Superior 2009.
Data: 06/08/2010.
Responsável: Diretoria de Estatísticas Educacionais - DE-ED/INEP
Art 2º. Ficam assegurados o sigilo e a proteção de dados pessoais apurados no Censo da Educação Superior, vedada a sua
utilização para fins alheios aos previstos na legislação aplicável.
Art. 3º. O representante legal da Instituição de Educação Superior (IES) é responsável pela exatidão e fidedignidade das informações prestadas para o Censo da Educação Superior, no limite de suas atribuições institucionais.
§ 1º O Pesquisador Institucional (PI) é o representante oficial junto ao Inep indicado pelas Instituições de Educação Superior para o fornecimento das informações relativas ao Censo da Educação Superior 2009.
§ 2º O Pesquisador Institucional é responsável solidário pela exatidão e fidedignidade das informações prestadas.
Art. 4º Os casos omissos serão analisados e decididos pelo INEP.
Art. 5º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Cursos superiores em segurança pública entram no catálogo do MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br  
18/02/2010 - A realidade de 86% dos profissionais de segurança que não tem curso superior pode ser modificada com a inclusão dos cursos superiores de Tecnologia em Segurança Pública, em Serviços Penais e em Segurança do Trânsito no Catálogo Nacional de Cursos Superiores do Ministério da Educação (MEC).
O ato de criação dos cursos foi assinado na semana passada, pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Educação Fernando Haddad. As faculdades interessadas em oferecer os cursos, podem iniciar os vestibulares a partir do segundo semestre deste ano.
Tarso considerou a criação dos cursos como “uma grande e profunda modificação” que foi concebida após um longo caminho de debate conceitual, político e institucional. “Os cursos não vão só enriquecer a estrutura de segurança ao qual eles (agentes de segurança) pertencem, como também credenciá-los para atuar em outras áreas de formação, reproduzindo o ensinamento que eles receberam”, disse Tarso.
“Nós não podemos pensar mais em uma estrutura de segurança pública do país, que seja baseada pela força e pelo controle físico. Nós temos que trabalhar com inteligência, qualificação policial e métodos tecnológicos adequados para enfrentar a criminalidade contemporânea, sobretudo preparar a estrutura policial para ser dura com o crime e ser generosa e acolhedora com os cidadãos”, completou o ministro da Justiça.
Para Haddad, os cursos na área de segurança “dão ao profissional de segurança pública condições de acesso a uma melhor formação para continuar o seu trabalho. Ganha a profissionalização na área de segurança pública, com a definição de um perfil mais adequado de formação.” Haddad lembrou ainda que 28% do total de inscritos no Sistema de Seleção Unificada em 2010 escolheram cursos de tecnologia, o que mostra a importância dessa graduação para o mercado de trabalho.
O novo eixo tecnológico vai englobar cursos técnicos de nível médio e superiores de tecnologia de oferta específica para profissionais da área de segurança pública, nos respectivos Catálogos do MEC.
As cargas horárias mínimas serão de 1.600h cada curso superior destinado à graduação de profissionais da área de segurança pública do país.
Além disso, cursos realizados nas Academias de polícia terão valor acadêmico. Antes, o profissional se dedicava aos cursos nas Academias, mas não tinham esse reconhecimento. A decisão também vai ajudar os estados a aprimorarem seus processos de capacitação.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, lembrou que o Ministério da Justiça tem investido maciçamente na formação dos agentes de segurança. Atualmente, cerca de 160 mil profissionais recebem formação por meio da Rede Nacional de Educação a Distância do Ministério da Justiça, que é “a maior rede de educação policial do planeta”, além de formar cinco mil especialistas em segurança pública por ano. “Estamos vivendo avanços significativos na área da educação e da segurança. Hoje é um dia que representa uma virada na segurança pública do país”, comemora Balestreri.
Formação e valorização
Essa é mais uma iniciativa do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) para valorizar e melhorar a capacitação dos profissionais de segurança pública. O Programa oferece, a cada três meses, mais de 200 mil vagas de ensino à distância para policiais civis e militares, bombeiros, agentes penitenciários, peritos e guardas municipais de todo o país. Para incentivar a participação, eles podem receber R$ 400 da Bolsa Formação, se receberem salário de até R$ 1.700.
São mais de 50 cursos de atualização sobre Direitos Humanos, uso progressivo da força, isolamento do local do crime, identificação veicular e gerenciamento de crises, por exemplo.
Os profissionais também podem optar por cursos gratuitos de especialização, pós graduação e mestrado oferecido por mais de 60 instituições de ensino superior que fazem parte da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp). A cada ano, mais de 5 mil profissionais de segurança participam das aulas. O objetivo é possibilitar a troca de conhecimento prático das ruas com o saber da Academia, formando gestores e estudiosos do tema.
Segurança com Cidadania
O Pronasci articula políticas de segurança com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem desconsiderar as estratégias qualificadas de repressão. São mais de 90 ações integrando a União, estados, municípios e diversos setores da sociedade. Criado em 2007, o Programa deverá investir R$ 6,7 bilhões em segurança pública até 2011.
O Pronasci é considerado um modelo mundial de política pública de segurança contra a criminalidade, segundo a Declaração de Genebra sobre Violência Armada e Desenvolvimento. Foi criado para diminuir a criminalidade das regiões metropolitanas que apresentam os mais altos índices de homicídio.
O público-alvo é formado por jovens de 15 a 24 anos à beira da criminalidade, jovens presos e os que já cumpriram pena. Atualmente, integram Pronasci 170 municípios de 23 estados da federação e o Distrito Federal. Além deles, existem quatro consórcios públicos intermunicipais, que fazem parte do Pronasci. 
Fonte: Portal Semesp 

Pré-selecionados no ProUni já podem comprovar informações
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 17/02/2010 - Brasília DF
Agência Brasil 
Os estudantes que foram pré-selecionados no Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem comparecer à instituição de ensino escolhida e comprovar as informações que foram declaradas na inscrição. O prazo vai até o próximo dia 26. O resultado da primeira etapa de inscrições do  ProUni está disponível no site www.mec.gov.br. Ao todo, 148.327 estudantes foram pré-selecionados. Para saber se foi aceito, o aluno deve acessar o link do ProUni e, em seguida, informar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o número no Cadastro de Pessoa Física  (CPF). Foram ofertadas 165 mil bolsas de estudo, sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (com desconto de 50% da mensalidade). Os estudantes que não foram pré-selecionados terão outra oportunidade e poderão se inscrever na segunda etapa de inscrições, de 4 a 7 de março. 

Prazo de matrícula no ProUni tem início nesta quarta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br  
17/02/2010 - São oferecidas 165 mil bolsas - 86 mil integrais e 79 mil parciais.
Candidatos têm até dia 26/2 para apresentar os documentos.
Do G1, em São Paulo
O prazo de matrícula na primeira etapa do Programa Universidade para Todos (ProUni) começa nesta quarta-feira (17) e vai até o dia 26 de fevereiro.
Os candidatos deverão apresentar os documentos comprobatórios (veja aqui quais são) nas instituições em que foram aprovados. Para pleitear uma bolsa integral, o candidato deve ter faixa de renda de até 1,5 salário mínimo por membro da família. No caso de bolsa parcial, a faixa de renda deve ser de até 3 salários mínimos por integrante da família.
Algumas instituições podem submeter os pré–selecionados a um processo seletivo próprio. Nesse caso, o candidato deverá ser informado com no mínimo 48 horas de antecedência. Segundo o Ministério da Educação, não poderá haver cobrança de nenhuma taxa.
No total, 148.327 estudantes foram pré-selecionados. Neste processo seletivo, foram ofertadas 165 mil bolsas, sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (50% da mensalidade), mas nem todos os candidatos atenderam aos critérios exigidos.
Para acessar o resultado, o candidato precisa entrar no site do MEC e colocar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), número do CPF e senha.
Segunda etapa
A segunda etapa será aberta do dia 4 de março ao dia 7. O resultado será divulgado no dia 10. Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido a média mínima de 400, considerando as quatro provas e a redação. Quem tirou zero na redação não poderá participar.
Só podem se candidatar alunos que não estejam ocupando outra vaga em instituição pública e que se encaixem nas faixas de renda determinadas pelo MEC.
A central de atendimento do ministério funcionará durante todo o período de inscrições entre as 8h e as 20h pelo telefone 0800 616161. No último dia de inscrição da segunda etapa (7/3), o atendimento será das 8h às 23h59. 
Fonte: G1 - Portal Globo 

Projeto quer obrigar escola exibir filme
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 18/02/2010 - Recife PE
Rosa Costa Brasília Agência Estado 
Devem os estudantes brasileiros, de 4 a 18 anos, assistirem no período de um mês, nas escolas públicas e privadas, a pelos menos duas horas de filmes nacionais? É essa a polêmica iniciada na Comissão de Educação do Senado pelo projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que está prestes a ser examinado. A medida, de caráter obrigatório, recebeu do mesmo relator, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), dois pareceres totalmente diferentes. Em maio, ela defendeu a rejeição do projeto. Alegou que “esse tipo de norma, por sua rigidez, conquanto possa servir a interesses diversos e estranhos à escola, pouco ou nada contribui para a melhoria do ensino”. Ao contrário, afirmou a senadora, “pode diminuir a margem de autonomia e de flexibilidade dos estabelecimentos de ensino.” Já em novembro, coincidindo com o lançamento do filme Lula, o filho do Brasil, Rosalba só teve elogios para a proposta, sob a alegação de que a obrigatoriedade das escolas exibirem filmes nacionais “será benéfica para ambos, estudantes e indústria cinematográfica”. E vai além, ao dizer que a produção nacional, “com raras exceções, tem qualidade plástica e conteudista irretorquível, diversidade temática e  de público-alvo”.
“E isso é verdade tanto em relação à produção nacional mais recente, quanto em relação aos nossos clássicos, de valor inestimável na retratação de realidades e personagens da nossa cultura”, afirma. A senadora diz que mudou de opinião, “convencida” pelo autor da proposta. “Não tem sentido pensar que o filme de Lula teve alguma influência”, afirma. “Fui procurada pelo autor do projeto e ele me convenceu que era algo bom, pois também serão exibidos documentários e filmes históricos.” Cristovam Buarque apresentou o projeto em maio de 2008. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para incluir nos currículos do ensino fundamental e médio – de 4 a 18 anos – a obrigatoriedade de exibir para os alunos, por no mínimo duas horas mensais, “filmes de produção nacional”.
O texto não especifica como os filmes serão selecionados ou quem vai custear sua aquisição. A justificativa anexa à proposta ressalta, sobretudo, a necessidade de apoiar a indústria cinematográfica nacional. Cristovam explica   que "a única forma de dar liberdade à indústria cinematográfica é criar uma massa de cinéfilos que invadam nossos cinemas, dando uma economia de escala à manutenção da indústria cinematográfica". Em entrevista à reportagem, Cristovam Buarque foi enfático em defender não a indústria de filmes, como está na justificativa, mas sim os efeitos benéficos para os alunos. Ele afirma que optou pela reserva de mercado de filmes feitos no País porque caso contrário os mesmo seriam preteridos por produções internacionais requintadas.
“Se a gente fosse escolher o único problema das escolas brasileiras, sabe qual seria? Elas são chatas, não mudaram nos últimos 50 anos”, argumenta. O senador lembra que a música já faz parte da grade escolar obrigatória. E que caberá aos professores escolherem os filmes. Quanto à hipótese de serem exibidos filmes violentos ou com cenas apimentadas de sexo, impróprios para a faixa etária dos alunos, afirma que a probabilidade é a mesma disso ocorrer na indicação de livros. “O professor que fizer isso está sujeito a ser preso, porque não estará cumprindo com a sua obrigação”, prevê. 

Prêmio Capes de Teses recebe inscrições até dia 19
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
17/02/2010 - Até sexta-feira, 19 de fevereiro, estão abertas as inscrições para o Prêmio Capes de Teses 2009. Até esta data, as pró-reitorias de pós-graduação podem enviar à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) os formulários com as melhores teses de seus programas de pós-graduação stricto sensu. A premiação escolhe os melhores trabalhos de conclusão de cursos de doutorado apresentados durante o ano de 2008. Os vencedores recebem bolsas de pós-doutorado no Brasil como incentivo para que continuem suas pesquisas. Três teses receberão o Grande Prêmio Capes de Teses, que contempla as grandes áreas do conhecimento, e homenageia pesquisadores brasileiros que contribuíram para o avanço da ciência. Aos vencedores do Grande Prêmio serão concedidas bolsas de pós-doutorado no exterior. Acesse o formulário de inscrição. 
Fonte: MEC 

Crédito estudantil dever ser prioridade
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 18/02/2010 - São Paulo SP
ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DO RIO 
Se, num surto estatizante, o Ministério da Educação decidisse fechar todas as instituições privadas de ensino superior, o percentual de jovens de 18 a 24 anos em universidades cairia de 14% -patamar já baixo para os padrões de nações desenvolvidas- para 4%. Esses dados não deixam dúvida sobre a importância do setor privado para o país. Com três em cada quatro universitários em instituições particulares, não há outro caminho senão reconhecer que o poder público, sozinho, não é mais capaz de atender a demanda, ainda crescente, por vagas no ensino superior. O papel que cabe ao Estado na regulação do setor privado é um debate extremamente sensível a ideologias, mas são poucos os que discordam da tese de que, entre as funções do Ministério da Educação, está a de cobrar qualidade. É por isso que  não causa surpresa, ou não deveria causar, a notícia de que o ministério está sendo rigoroso ao autorizar o financiamento público para instituições privadas de ensino superior.
Aliás, a tese de que a crise econômico-financeira mundial provocou fortes estragos nas instituições particulares ainda está por ser provada. Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e do Censo da Educação Superior, do MEC, só nos permitem olhar até 2008, quando o setor privado continuava sua expansão, ainda que num ritmo menor. Dados do Centro de Políticas Sociais da FGV tabulados a partir da Pesquisa Mensal de Emprego,  do IBGE, mostravam que, em março de 2009, a região metropolitana de São Paulo registrava recorde de matrículas no ensino superior. Os efeitos da crise mundial tampouco aparecem nos balanços de grupos educacionais que abriram capital, e continuam seu processo de expansão via aquisição de instituições menores. Há, de fato, instituições que atravessam grave crise financeira. Mas, em boa parte delas, as causas são mais internas -leia-se aqui má gestão- do que externas. Isso não significa que o Ministério da Educação deva se omitir e deixar o setor sem apoio. Mas, em sua escala de prioridade, faz mais sentido colocar, em primeiro lugar, a ampliação do crédito estudantil. Trata-se de área em que, apesar dos avanços do ProUni, ainda há muito a fazer. 

MEC estuda abrandar exigências
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 18/02/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL 
O MEC diz que os critérios do programa de financiamento são rígidos porque "dinheiro público privilegiado" -a juros baixos e prazos longos- não pode ser concedido a faculdades que "não estão comprometidas com a qualidade". Na semana passada, reitores se reuniram com o ministro Fernando Haddad e reclamaram do programa do BNDES. Ele disse que estudaria   abrandar as exigências. Haddad, porém, avisou que as entidades com notas mais baixas deverão sofrer uma fiscalização minuciosa e rígida da aplicação do dinheiro. Eventuais alterações serão anunciadas em março. O programa surgiu após o pedido de socorro ao governo em 2009. As faculdades se mobilizaram porque outros setores da economia estavam   recebendo ajuda do BNDES, em razão da crise econômica. As faculdades alegaram que sua situação era ainda mais delicada em razão da inadimplência -mais de 20% no Estado de São Paulo- e do desaquecimento do setor -as instituições do Estado tiveram aumento de só 0,6% no número de novos alunos entre 2007 e 2008. (RW) 

Ajuda do BNDES a faculdades não sai do papel
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - Nenhuma instituição de ensino conseguiu financiamento desde o lançamento do programa, há 5 meses; há R$ 1 bi à disposição
Universidades dizem que requisitos do MEC para obter empréstimo são rígidos demais; muitas nem sequer chegaram a elaborar pedido
RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL
Lançado pelo governo federal cinco meses atrás, o programa financeiro de socorro e modernização de faculdades e universidades particulares e públicas ainda não saiu do papel.
A quantia oferecida - R$ 1 bilhão - está desde setembro intocada no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As instituições particulares argumentam que os requisitos fixados pelo Ministério da Educação são quase impossíveis de ser cumpridos. Muitas nem sequer elaboraram pedidos.
Pelas contas do Semesp (sindicato das instituições particulares de São Paulo), 76% das faculdades e universidades particulares do Brasil não se encaixam nas exigências do MEC.
O ministério admite que os requisitos são rígidos e, agora, ante a baixa procura e a pressão das instituições, estuda abrandá-los (leia texto ao lado).
Numa escala de 1 a 5, as faculdades precisam ter, no mínimo, nota 3 em avaliações do MEC. Entre os conceitos considerados está o IGC (índice geral de cursos), que avalia a nota dos alunos no Enade (substituto do Provão), a qualificação dos professores, a infraestrutura e os projetos de pedagógicos.
Entre 2007 e 2008, o número de instituições com IGC ruim (1 ou 2) subiu de 31% para 36%. Em 2008, havia 737 mil alunos em escolas reprovadas.
As faculdades privadas buscaram o BNDES, que é estatal, no início de 2009 argumentando que a crise econômica havia agravado suas dificuldades financeiras. Elas pediram uma linha de financiamento com juros mais baixos e prazos maiores que os oferecidos por bancos privados. Foram atendidas.
Para o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, é contraditório que as instituições que mais precisam de recursos, para ajudar a elevar seus padrões educacionais, sejam justamente as que não se encaixam nos requisitos.
"Virou uma linha [de financiamento] fictícia", afirma Capelato. "A questão é financeira, com banco. Não entendo por que passa por todas as questões regulatórias do MEC."
Outra exigência é que 60% dos cursos tenham sido reconhecidos. O reconhecimento só ocorre quando a primeira turma da carreira em questão chega ao final dos estudos.
Foi por causa desse requisito que a faculdade Etep, de São José dos Campos (SP), não pleiteou dinheiro ao BNDES, apesar ter planos de expansão estimados em R$ 10 milhões.
De seus 24 cursos, 20 ainda não são reconhecidos -foram criados há menos de três anos. "Só podemos recorrer a bancos privados, o que encarece a operação", diz Wesley Barbosa, diretor financeiro da Etep.
Pelas regras do financiamento, as propostas passam primeiro pela avaliação educacional do MEC e em seguida pela análise financeira do BNDES. Até agora, só sete chegaram ao MEC. Nenhuma ao BNDES. O ministério não diz de quem são os projetos sob análise.
"O MEC tem preconceito contra instituições privadas, como se só quisessem dinheiro", diz o diretor do Semesp. "O MEC só vê as federais e esquece que as privadas oferecem 75% das vagas do ensino superior."
MEC estuda abrandar exigências
DA REPORTAGEM LOCAL
O MEC diz que os critérios do programa de financiamento são rígidos porque "dinheiro público privilegiado" -a juros baixos e prazos longos- não pode ser concedido a faculdades que "não estão comprometidas com a qualidade".
Na semana passada, reitores se reuniram com o ministro Fernando Haddad e reclamaram do programa do BNDES. Ele disse que estudaria abrandar as exigências. Haddad, porém, avisou que as entidades com notas mais baixas deverão sofrer uma fiscalização minuciosa e rígida da aplicação do dinheiro. Eventuais alterações serão anunciadas em março.
O programa surgiu após o pedido de socorro ao governo em 2009. As faculdades se mobilizaram porque outros setores da economia estavam recebendo ajuda do BNDES, em razão da crise econômica.
As faculdades alegaram que sua situação era ainda mais delicada em razão da inadimplência - mais de 20% no Estado de São Paulo- e do desaquecimento do setor - as instituições do Estado tiveram aumento de só 0,6% no número de novos alunos entre 2007 e 2008. (RW)
ANÁLISE
Programa ignora "pedido de socorro"
A discussão sobre a polêmica linha de crédito lançada pelo BNDES para ajudar as IES (instituições de ensino superior) a enfrentarem a "marola" da crise mundial ganha corpo com a constatação de que, passados cinco meses da abertura da linha, nenhuma instituição conseguiu obter o financiamento.
A coisa toda começou mal desde a concepção do programa. De um lado, o Fórum da Entidades Representativas do Ensino Superior Privado pleiteando um socorro financeiro para as IES mais afetadas pela crise econômica -na verdade, mais afetadas pelo aumento da competitividade no setor. Do outro lado, o MEC querendo transformar o financiamento em um programa de melhoria da qualidade do ensino.
Não podemos criticar os representantes do setor privado, pois estão cumprindo seu papel de buscar ajuda aos seus pares mais necessitados, mas há quem defenda que o mercado deve se autorregular e que as instituições em piores condições financeiras deveriam dar espaço a grupos educacionais mais sólidos e bem administrados, como acontece em qualquer outro setor da economia.
No caso do MEC, a situação é um tanto quanto esquizofrênica. Ignorando que o pedido de financiamento tinha como objetivo o "socorro" das IES com dificuldades financeiras, o MEC criou rigorosos pré-requisitos qualitativos para a obtenção do financiamento, o que acabou por excluir todos que realmente precisam dele.
Não me parece coerente criar um programa para financiar a melhoria da qualidade do ensino no setor privado e excluir dele as instituições que, segundo o MEC, "não têm qualidade". Além disso, as exigências do MEC são uma afronta à livre iniciativa do setor privado na educação, pois raramente o BNDES coloca algum critério qualitativo nos pré-requisitos para a concessão de crédito a empresas de outros setores.
Os critérios de avaliação utilizados pelo MEC, por si só, já são passíveis de inúmeras contestações pela grande quantidade de falhas que apresentam. Somam-se a isso a obrigatoriedade da participação no ProUni e no Fies, a necessidade de a instituição possuir mais de 60% dos cursos já reconhecidos e apresentar um "enigmático" plano de providências acadêmicas. Na prática, o que vemos é o MEC mandando um recado ao setor privado: "Não estou nem aí para os seus problemas".  RYON BRAGA é consultor educacional e presidente do Grupo Hoper

Crédito estudantil dever ser prioridade
Se, num surto estatizante, o Ministério da Educação decidisse fechar todas as instituições privadas de ensino superior, o percentual de jovens de 18 a 24 anos em universidades cairia de 14% -patamar já baixo para os padrões de nações desenvolvidas- para 4%.
Esses dados não deixam dúvida sobre a importância do setor privado para o país. Com três em cada quatro universitários em instituições particulares, não há outro caminho senão reconhecer que o poder público, sozinho, não é mais capaz de atender a demanda, ainda crescente, por vagas no ensino superior.
O papel que cabe ao Estado na regulação do setor privado é um debate extremamente sensível a ideologias, mas são poucos os que discordam da tese de que, entre as funções do Ministério da Educação, está a de cobrar qualidade.
É por isso que não causa surpresa, ou não deveria causar, a notícia de que o ministério está sendo rigoroso ao autorizar o financiamento público para instituições privadas de ensino superior.
Aliás, a tese de que a crise econômico-financeira mundial provocou fortes estragos nas instituições particulares ainda está por ser provada.
Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e do Censo da Educação Superior, do MEC, só nos permitem olhar até 2008, quando o setor privado continuava sua expansão, ainda que num ritmo menor.
Dados do Centro de Políticas Sociais da FGV tabulados a partir da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE, mostravam que, em março de 2009, a região metropolitana de São Paulo registrava recorde de matrículas no ensino superior.
Os efeitos da crise mundial tampouco aparecem nos balanços de grupos educacionais que abriram capital, e continuam seu processo de expansão via aquisição de instituições menores.
Há, de fato, instituições que atravessam grave crise financeira. Mas, em boa parte delas, as causas são mais internas -leia-se aqui má gestão- do que externas.
Isso não significa que o Ministério da Educação deva se omitir e deixar o setor sem apoio. Mas, em sua escala de prioridade, faz mais sentido colocar, em primeiro lugar, a ampliação do crédito estudantil. Trata-se de área em que, apesar dos avanços do ProUni, ainda há muito a fazer.
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
Fonte: Folha de São Paulo

Taxa de empregos deve crescer em 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br
18/02/2010 - O Ministério do Trabalho prevê a criação de dois milhões de empregos formais para 2010. Setores como contrução civil e indústria devem impulsionar este crescimento. Aliás, em São Paulo, o emprego na indústria já começou o ano em recuperação. Segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o segmento registrou saldo positivo de 12 mil vagas em janeiro, alta de 0,42% na comparação com dezembro - nos dados com ajuste sazonal.
Outro fator que permite uma previsão otimista são os inúmeros setores da economia que têm alcançado recordes de produção e vendas, sinalizando que o país já retomou seu crescimento. Aliás, esta rápida recuperação do Brasil frente à crise tem chamado a atenção de investidores de todo o mundo, que aumentam seus negócios em nosso país.
Frente a estes dados, o Consultor e Especialista em Desenvolvimento de Novos Negócios, Renato Senatore, afima que os brasileiros devem se preparar para aproveitar o cenário, seja para conquistar um emprego ou uma promoção. "O ano de 2010 começa muito promissor para os trabalhadores. O momento é de agregar valor. Isto é, as oportunidades de conquistar uma vaga ou ascender na carreira estão aí, mas só serão aproveitadas por quem realmente for capaz de somar valor à empresa contratante", destaca.
Atualmente, apesar da redução das taxas de desemprego nos últimos anos, ainda há muita gente buscando seu lugar no mercado. Muitos destes são profissionais qualificados, o que significa que a concorrência está grande e acirrada. Para enfrentar estas disputas, Senatore sugere que a primeira coisa a fazer é criar diferenciais competitivos. "O candidato a um emprego ou à uma promoção deve avaliar sua "concorrência". Isto é, identificar nos demais suas forças e fraquezas. Depois, compará-las com seus próprios conhecimentos e habilidades", indica.
Estudar as empresas contratantes é uma boa estratégia complementar. É importante descobrir as necessidades dessas organizações, o que elas buscam ou precisam para que seus negócios sejam mais competitivos, lucrativos. "Comparando seus conhecimentos com os dos outros candidatos e depois confrontado-os com as necessidades das empresas, o candidato conseguirá enxergar claramente quais são suas habilidades de maior valor, assim como identificará quais conhecimentos e habilidades precisa desenvolver para se diferenciar dos demais e aumentar suas chances", conclui Senatore.
Depois de identificar os pontos que precisam de maior atenção, é hora de estudar os assuntos em que precisa aprender, melhorar ou se atualizar. Ler o máximo que puder a respeito e participar de cursos e workshops sobre estes temas são boas opções. "Ajuda externa também contribui muito: converse com amigos ou consultores de gestão de carreira", pontua o consultor que, por acreditar na importância da capacitação contínua, oferece cursos de curta duração.
"Meus programas tem duas características básicas e que os fazem capazes de agregar imenso valor aos alunos: os conteúdos são atualizados, apresentando os conceitos e ferramentas mais modernos sobre o assunto abordado; são ministrados a partir de uma metodologia prática, na qual o aluno trabalha em sua própria necessidade", ressalta.
Dentre os cursos oferecidos pelo especialista, os mais procurados no momento são os estratégicos e os que desenvolvem a criatividade, como:
• "Marketing Estratégico" (destinado não só a profissionais de marketing, mas também a gestores que desejam aumentar sua competitividade a partir de ações mais estratégicas);
• "Análise de tendências de mercado" (saber o que está mudando no mundo, no mercado e nos consumidores é importante para todos que influenciam as diretrizes da empresa);
• "Business Plan Vencedor"(ensina a analisar o mercado, planejar estratégias e definir ações capazes de facilitar o sucesso da empresa e/ou produto);
• "Criatividade Empresarial" (ensina como desenvolver e aplicar a criatividade nos mais diversos departamentos da empresa, possibilitando melhor desempenho de cada um). 
Fonte: www.administradores.com.br 

Diploma do supletivo sairá em abril
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18/02/2010 - MEC impede que aluno que aguarda certificação dispute vaga no superior e pelo sistema online
Fábio Mazzitelli
Estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como supletivo só obterão o certificado de conclusão dessa etapa do ensino básico a partir de abril. Em razão do atraso, eles não ingressarão em uma instituição de ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação (MEC) e dificilmente conseguirão o diploma a tempo de entrar num curso superior ainda neste semestre.
Em portaria elaborada na quinta-feira passada, o ministro da Educação Fernando Haddad definiu 31 de março como data-limite para o participante do Enem pedir a certificação do ensino médio. Segundo informou ontem o Inep, responsável pelo exame, as notas de quem pedir a certificação só serão enviadas às secretarias estaduais de Educação após esse prazo, o que inviabiliza a participação no sistema online de escolha de vagas criado pelo MEC.
O número de alunos nessa situação só será conhecido no fim de março. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Educação, responsável pela emissão dos diplomas de ensino médio no Estado, fala em “milhares de alunos” à espera do diploma e afirma receber deles “enorme pressão” para a emissão dos certificados “a tempo da matrícula no ensino superior”.
Como o novo Enem passou a substituir o antigo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), não foi realizado no ano passado em São Paulo o exame supletivo organizado pela Secretaria Estadual de Educação, que aderiu ao exame nacional, via Enem.
Segundo Maria Inês Fini, assessora técnica da secretaria estadual paulista, a pasta vai garantir a emissão de todos os certificados assim que os dados do Enem forem liberados pelo Inep. Mas, antes disso, a assessora diz que um problema ainda vai ter de ser resolvido: o Enem deste ano não aferiu o conhecimento dos estudantes em uma língua estrangeira (inglês), parte da matriz curricular obrigatória do ensino médio.
“Vou perguntar ao Conselho Estadual de Educação como resolver essa situação”, diz Maria Inês Fini, que ajudou a criar o Enem na década de 1990 e foi crítica do modo “precipitado” como o exame foi ampliado. “O conselho pode aprovar um termo afirmando que podemos certificar neste ano mesmo sem o exame de inglês, mas a secretaria não pode certificar sem a legitimação dessa prova.”
PRAZO
Quem fez o Enem para diploma do ensino médio tem até 31 de março para declarar isso pela internet, pelo site: www.enem.inep.gov.br
Depois disso, é preciso procurar uma diretoria de ensino da Secretaria Estadual da Educação 
Fonte: Jornal da Tarde - SP 

Número de inscritos chega a 282.614 até as 18h desta quarta-feira
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18/02/2010 - Até as 18h desta quarta-feira, 17, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) recebeu 282.614 inscrições de candidatos às vagas oferecidas por 51 instituições públicas de educação superior. Nessa segunda etapa, 29.240 vagas estão disponíveis.
O sistema possibilita a inscrição dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. Eles são candidatos a vagas em universidades que usam as notas do exame em seus processos de seleção. As inscrições podem ser feitas entre 6h e 23h59 (horário de Brasília) até sábado, 20.
Participam da seleção unificada 23 universidades federais e 26 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, com a oferta de vagas em cursos de educação superior – entre bacharelados, licenciaturas e cursos superiores de tecnologia. Além das instituições federais, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) selecionarão candidatos pelo Sisu.
Assessoria de Comunicação Social 
Fonte: MEC 

Ensino à Distância é fraco e fácil? Entrevista especial com Marta Campos Maia
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18/02/2010 - O mito de que a educação à distância é fraca ou fácil é desvendado pela professora Marta Campos Maia. Segundo ela, o ensino à distância “tende a aumentar a possibilidade do aluno aprender, uma vez que somos seres humanos diferentes e temos capacidades e inteligências diferentes. E mais: ele permite, pela flexibilidade, que você estude em qualquer local e que veja e reveja aquela disciplina quantas vezes quiser”. Na Europa, inclusive, os alunos dos cursos realizados à distância são mais valorizados no mercado, “eles conseguem fazer um autoestudo, sabem estudar de forma autônoma, organizar-se melhor, resolvem problemas inesperados. Eles estão muitos mais preparados para este mundo moderno e para a demanda do mercado atual”, afirmou em entrevista concedida à IHU On-Line.
Doutora em Administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo, onde atualmente é professora, Marta Campos Maia também dá aulas na Associação Educacional Toledo, na Fundação de Ensino Eurípedes Soares da Rocha e na Fundação Armando Álvares Penteado. Desenvolve a pesquisa O Papel da Educação à Distância como Recurso de Nivelamento em Cursos de Pós-graduação.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Qual a velocidade com que a educação à distância vem crescendo no país?
Marta Campos Maia – Vem crescendo muito rápido. Em 2004, quando o primeiro censo da educação à distância foi feito, havia 166 instituições credenciadas pelo Ministério da Educação e 309 mil alunos inscritos. No último levantamento, pulamos para 376 instituições, um crescimento de 127%. O número de alunos subiu para um milhão e 75 mil. É um crescimento gigantesco, visto que esse tipo de ensino é muito recente. O crescimento é entre 90% e 100% anualmente.
IHU On-Line – Quais são os aspectos positivos do EAD e os pontos negativos em sua opinião?
Marta Campos Maia – Eu li um artigo recente que ajuda a responder essa questão. O autor explica muito bem as razões do não funcionamento da escola atual. Ele diz que nós oferecemos uma educação em todas as escolas, em todos os níveis, no padrão médio. Estabelecemos um padrão médio de aluno e atendemos aquele padrão muitíssimo bem. Mas não atendemos quem está acima do padrão e nem quem tem dificuldade. Ele também afirma que o ensino mediado pela tecnologia tende a aumentar a possibilidade do aluno aprender, uma vez que somos seres humanos diferentes e temos capacidades e inteligências diferentes. E mais: ele permite, pela flexibilidade, que você estude em qualquer local e que veja e reveja aquela disciplina quantas vezes quiser.
Além disso: a questão geográfica é algo importantíssimo no Brasil. Segundo o ministro da educação, em 2006, 70% do território nacional não era atendido pelo Ensino Superior. Se oferecemos educação à distância, chegamos a pontos do país onde antes era inimaginável para uma pessoa estudar. Estamos aumentando a oferta de ensino para essas pessoas que antes teriam que mudar de cidade, fazer viagens longas etc.
O aluno que faz um curso à distância no Brasil é discriminado. Essa é uma desvantagem. Isso porque há desconhecimento sobre a área e, principalmente, que o processo funciona e que o aluno de fato aprende. Na Europa, os alunos desse tipo de curso são muito mais disputados porque eles conseguem fazer um autoestudo, sabem estudar de forma autônoma, organizar-se melhor, resolvem problemas inesperados. Eles estão muito mais preparados para este mundo moderno e para a demanda do mercado atual.
Hoje em dia, o aluno que faz graduação, à distância ou não, vai fazer o Enade de qualquer forma. É nesse momento que vai ocorrer a comparação de quem foi o melhor. Um estudo sobre isso já foi feito, em 2006, onde foi verificado que dos 13 cursos que existiam à distância na época, em sete deles, os alunos EAD foram melhores do que os de cursos presenciais.
Tem outras desvantagens, como, por exemplo, as turmas tendem a ser maiores no EAD. Como o ensino é medido por um tutor e não por um professor, isso pode ser um problema. O fato de o tutor ser ou não qualificado e receber ou conforme o seu trabalho são fatores que influenciam no aprendizado. São itens que os alunos precisam conferir quando vão se matricular num curso à distância.
IHU On-Line – Muitos afirmam que há um abuso no uso do EAD, que se tornou fonte fácil de recursos no mercado. Qual é a sua avaliação?
Marta Campos Maia – Se o curso é bem organizado, com projeto pedagógico adequado, com conteúdo bem estruturado, ele tende a se tornar um curso bastante exigente. É um mito dizer que o diploma obtido na educação à distância é mais fácil.
IHU On-Line – Cada vez mais os profissionais são exigidos a interagir com os novos recursos tecnológicos para além do uso da sala da aula. Quais são os impactos na vida do profissional da área da educação?
Marta Campos Maia – Não é um problema exclusivo dos professores. Você também deve ficar plugado o dia inteiro. Se seu chefe quiser encontrar você, inclusive durante as férias, ele te acha. Esse é um impacto na sociedade em geral. O uso, a facilidade, a mobilidade que a tecnologia nos permite estar online. Com isso, o aluno quer se sentir mais próximo do professor. E ele realmente pode entrar em contato com o professor via e-mail e outras ferramentas da web 2.0. Por um lado há o excesso de trabalho do professor, por outro, o aluno tem mais acesso ao professor. Antes, ele só podia ter dúvida de estatística, por exemplo, das 8h às 12h das quartas-feiras. Isso aumentou muito o trabalho do professor, sem dúvida.
IHU On-Line – As crianças e adolescentes de hoje exigem interatividade na educação?
Marta Campos Maia – Com certeza. Eles são os nativos digitais e a tecnologia não é encarada como uma ferramenta de trabalho. Para eles, o computador é uma forma de comunicação e entretenimento. Esse nativo digital é multitarefa, multiperfis, e ele é multimídia. Quanto mais você associar mídia ao seu conteúdo curricular, mais você tende a conseguir ligar o seu aluno à disciplina fora da sala de aula, ou seja, a se aplicar mais. É uma forma de estímulo ao aprendizado do aluno, o que está fortemente relacionado ao sucesso da instituição de ensino.
IHU On-Line – Como podem ser definidas as escolas que não investirem em interatividade? Qual o futuro dessas instituições de ensino?
Marta Campos Maia – Muitas instituições estão focadas 100% no presencial e sequer utilizam uma plataforma virtual para disponibilizar seus conteúdos. Tem aí um caminho grande e uma ótima possibilidade para todos os professores, porque vamos ter uma ruptura no modelo de ensino. A educação antiga não está mais adequada para esse novo jovem. O professor tem que passar por uma reformulação para atender os diferentes processos cognitivos desses novos alunos e atender suas demandas de uso das tecnologias que, para eles, está associada ao lúdico. Além de nos importarmos com o que vamos ensinar, precisamos descobrir como ajudar o aluno a aprender melhor.
http://www.ihu.unisinos.br/ 
Fonte: Novoeste Online - BA 
 
Salários aumentam 6,9%, em média, indica Datafolha
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17/02/2010 - Em 2009, indústria liderou reajustes, com alta de 8%, seguida por serviços
Brito Jr./Folha Imagem
FLUTUAÇÃO
Variações cambiais e mapeamento de novos mercados foram o foco do assistente de importação da Marcomar Rodrigo Groff, 22; o cargo teve a maior alta entre assessores e assistentes
RAQUEL BOCATO
DA REPORTAGEM LOCAL
O ano passado, ameaçado por contenção de gastos após a crise econômica iniciada em 2008, não prometia em termos salariais. Mas o reflexo nos holerites não foi negativo: eles registraram aumento de, em média, 6,9%, segundo a pesquisa Bolsa de Salários, do Datafolha.
Apesar de o reajuste ser inferior ao de 2008 (7,15%), o ganho real foi maior. Como a inflação em 2008 foi de 6,16%, segundo o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o ganho real foi de 0,99 ponto percentual.
Em 2009, descontados os 3,65% de inflação, o ganho real foi de 3,25 pontos percentuais. Parte da explicação está nos dissídios de 2008, aplicados no ano passado. "Foi um dos melhores anos [em termos de reajuste]", diz Marcelo Braga, sócio da consultoria Search.
Para o diretor da consultoria Mesa RBL, Manuel Martins, as centrais sindicais foram hábeis na negociação. "Alguns setores não foram afetados pela crise, e isso foi usado para discutir salários", comenta.
Já o professor da FIA (Fundação Instituto de Administração) Celso Grisi acha que parte do incremento é reflexo da política de estímulo ao consumo interno. Com a queda das exportações, incentivos como aumento de crédito e redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) levaram à criação de novos empregos e à negociação de salários maiores.
Aumento na indústria
A indústria foi o setor que mais se destacou. Com 7,97% de alta, foi seguida pelos setores de serviços, construção civil e comércio.
O diretor do departamento sindical da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Roberto Della Manna afirma que grandes empresas reajustam salários antes das demais, e a alta pressiona as negociações restantes para cima.
Já o setor de serviços saiu quase ileso da crise. "A demanda tem crescido", diz o presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Expansão do ensino a distância desacelera
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13/02/2010 - Após anos de crescimento intenso, ritmo teve a maior diminuição desde 2000, segundo dados do MEC
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após anos de crescimento intenso, o ensino superior a distância no Brasil sofreu a maior desaceleração desde 2000, quando surgiram as primeiras estatísticas sobre o setor.
Segundo dados ainda inéditos da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, as matrículas nessa modalidade continuam crescendo, mas num ritmo muito menor. De 2008 para 2009, o número de matrículas aumentou 7%, enquanto, nos quatro anos anteriores, o percentual ficou em pelo menos 80%. O freio se deu principalmente no setor privado, que expandiu apenas 1% e é alvo de recentes punições do MEC.
A mais recente fiscalização da pasta apontou, na quarta, a existência de 108 polos de ensino sem autorização em cinco instituições, incluindo duas gigantes do setor privado, a Unip e a Estácio de Sá. A estimativa é que esses polos fossem receber 10 mil alunos.
Na ocasião, a Unip disse que os seus 76 polos apontados como irregulares estão de acordo com a lei. A Estácio de Sá afirmou que possui autorização para funcionar em 54 locais.
Desde 2008, quando iniciou a fiscalização, o MEC fechou 5.613 locais que não tinham a estrutura mínima para o aluno cumprir a carga presencial.
Para especialistas, a profusão da descoberta de irregularidades se deve ao rápido crescimento dessa modalidade de ensino. Em 2000, o Brasil tinha apenas 1.682 alunos no ensino a distância, segundo censo da educação superior do Inep (órgão do MEC). Em 2009, já eram 814.183, segundo a Secretaria de Educação a Distância.
O secretário Carlos Bielschowsky afirma que, pelo fato de se tratar de um setor novo, levou-se algum tempo para aprimorar os instrumentos de fiscalização. Ele acredita que, nos próximos anos, o número de matrículas continue crescendo e vê como positiva a desaceleração em 2009. "É algo benéfico porque o sistema ganhou em qualidade", diz.
O presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação à Distância), Fredric Litto, lembrou dados do Enade, exame que avalia os universitários, que mostram que na maioria das áreas os estudantes do ensino a distância se saem melhor do que os colegas do presencial. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Entrevista Fernando Haddad - Promoção por mérito valoriza docente
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17/02/2010 - Para o ministro, além da formação de professores, os desafios do setor são o ensino médio e os projetos voltados à 1.ª infância
Lisandra Paraguassú
No último ano do governo Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, reconhece que é preciso avançar em três questões na área educacional - ter um modelo de valorização do magistério, que inclua um debate sobre avaliação dos professores; melhorar a qualidade do ensino médio e integrar programas voltados à primeira infância, para atender crianças de até 3 anos. Em entrevista ao Estado, Haddad diz que esse último ponto foi tema de conversa com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para uma eventual agenda educacional pós-2010.
Um dos maiores gargalos da educação nos últimos anos é a qualidade. O que avançou?
Há dois indicadores que resumem a evolução da educação brasileira. Um deles é o atendimento (crianças matriculadas). Nós melhoramos. Do ponto de vista qualitativo, o indicador é o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Também houve evolução. É a primeira vez que acontece uma evolução quantitativa acompanhada da qualitativa. A expectativa é continuar evoluindo.
O que ainda é possível fazer no governo?
Da agenda anunciada em 2007, há uma promessa a cumprir, que é a prova nacional de admissão para professores. A formação de professores tem dois momentos delicados: o ingresso na licenciatura e na carreira. No que diz respeito às licenciaturas, o Brasil tomou uma decisão muito importante, que foi assumir a formação como política de Estado sem ônus para o professor. Ele não paga mais pela sua formação. No carreira, temos o piso nacional. Queremos estabelecer contrapartidas desse esforço: uma nota mínima no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para a entrada nos cursos de licenciatura. E, para a entrada na carreira pública do magistério, queremos que Estados e municípios adotem a prova nacional de admissão.
E para o professor que já dá aula?
No início da gestão do ex-ministro Cristovam Buarque (hoje senador), ele propôs uma bolsa para os professores que passassem em uma prova nacional. Isso não foi adiante. Os poucos Estados que tentaram alguma coisa parecida ainda enfrentam resistência. No MEC nunca mais se tocou no assunto. Nós trocamos por outra abordagem: o professor precisa ser avaliado, mas também precisamos dar condições a ele para que volte a estudar. Então criamos a Plataforma Freire para oferecer cursos de formação inicial continuada em universidades públicas.
O senhor é a favor de avaliar e cobrar o desempenho do professor?
Sou favorável à promoção por mérito. Elaborar uma carreira que leve em consideração o mérito e negociar com a categoria como aferir isso de maneira a considerar o esforço do professor é louvável. Acho que não há resistência da categoria.
Normalmente há resistência.
Não há desde que você sente à mesa e negocie os critérios. Às vezes a categoria reage a uma prova única. É preciso considerar a atuação em sala de aula, pois muitas vezes o professor pode até ser bem-sucedido em uma prova e eventualmente malsucedido na sala de aula. A promoção por mérito, que também ocorre na universidade, não desmerece, pelo contrário, valoriza o profissional.
Há perspectiva de cobrar avaliação do professor que já dá aula?
Estamos, com Estados e municípios, exigindo o cumprimento de um dos termos do compromisso Todos pela Educação, que é a questão do estágio probatório. Não há ainda no País uma cultura de após três ou quatro anos da admissão, antes da efetivação do professor na carreira, fazer um balanço do desempenho para que ele se efetive. É meramente formal o procedimento, é quase um carimbo. Estamos procurando cobrar que observem essa diretriz do Plano de Desenvolvimento da Educação.
Outra área em que os avanços ficaram aquém do planejado foi o ensino médio. Como está sendo tratada essa questão?
Estendemos todos os programas de apoio para o ensino médio, que não contava com alimentação, transporte, livro didático, Bolsa-Família. Começamos a estruturar um currículo muito mais adequado do que se tem hoje. Queremos um conteúdo mais enxuto. Temos a expansão do ensino médio federal, a reestruturação do ensino médio estadual integrado à educação profissional. Isso não é pouca coisa. Tínhamos um ensino médio completamente capenga. Houve avanços e novos podem ser obtidos.
Ainda assim, o ensino médio tem resultados insatisfatórios.
Quando você tem o sistema de ensino que atende hoje uma parcela significativa da população, a onda da qualidade nem tem como não iniciar pelos primeiros anos do ensino fundamental, nem tem como você corrigir distorções históricas do ensino médio sem cuidar das gerações que estão ingressando agora no ciclo de alfabetização. Mas, se mantivermos esse passo nos anos iniciais, ele vai chegar ao ensino médio com a naturalidade que chegou nos países desenvolvidos.
O senhor tem participado de discussões sobre o plano de educação em um possível novo governo com a ministra Dilma Rousseff?
Tive com ela duas conversas a respeito de um assunto que é da maior importância: a questão do 0 a 3 anos. Quando aprovamos a ampliação da obrigatoriedade do ensino ficou essa questão por resolver. Ainda estamos com um atendimento muito baixo nessa faixa etária. Devemos fechar o governo com alguma coisa entre 21% e 22% de atendimento, contra 11% de 2002. Mesmo tendo dobrado, ainda estaremos em um patamar aquém das necessidades. Precisamos conceber um plano de atenção abrangente para a primeira infância. Que inclua assistência, saúde e educação. Estamos dando esse atendimento, mas de maneira desconexa: a saúde faz o trabalho dela; o desenvolvimento, o dele. Mas temos a oportunidade de fazer da mesma maneira como fizemos com o Bolsa-Família, de integrar todos os programas e universalizar. 
Fonte: O Estado de São Paulo