
22/02/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Minuta do TSE prevê mais uma vaga para SC na Câmara e na Assembléia
Selecionados no Prouni já podem realizar matrículas
Uma conquista particular
Segunda etapa do Sisu encerra inscrições com 550.972 inscritos
Decreto nº 7114, de 19 de fevereiro de 2010.
Pedágio na BR-101 fica mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina
América Latina sofre com baixa escolaridade
Cristovam propõe mudanças no Bolsa-família
Horas extras não podem ser impostas na celebração do contrato
MEC divulga lista de aprovados no Sisu
Educação precisa de 7% do PIB para que o país decole
É preciso mais que um ensino médio
Alunos de SC pedem para fazer dois cursos
Governo importa método cubano de alfabetização
Sem continuidade, método perde eficácia
Qual é seu maior sonho?
Financiamento estudantil é a alternativa mais
viável para o desenvolvimento das instituições de
ensino superior e de ensino médio que possuam cursos
profissionais
Concessão do benefício do Bolsa Família pode sofre alterações
Brasil fica entre líderes em fusões e aquisições em 2009
Brasileiro lê menos que há dois anos
Classe A ganha mais 303 mil famílias
Receita Federal moderniza sistema de declaração do Imposto de Renda na internet
Minuta do TSE prevê mais uma vaga para SC na Câmara e na Assembléia
Fonte: OAB/SC Notícias
O Tribunal Superior Eleitoral
publicou ontem (17), em seu site, a minuta de resolução
que define o número de vagas de deputados federais na
Câmara dos Deputados e de integrantes das assembleias
legislativas nas Eleições 2010.
O texto da minuta e um pedido da
Assembleia Legislativa do Amazonas, para que justamente fosse feita a
redefinição dos quantitativos de deputados federais,
serão discutidos em audiência pública marcada para
o dia 24 de fevereiro, a partir das 15h, no auditório do TSE.
Nesta audiência, também será discutida a minuta do
voto em trânsito para presidente da República nas
eleições de outubro.
Os estados do Rio de Janeiro e da
Paraíba perdem duas vagas de deputados federais cada um na
próxima legislatura, pelo texto da minuta. Rio Grande do Sul,
Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí
perdem, por sua vez, uma cadeira na Câmara cada um. O Pará
é o estado que mais ganha em vagas, sobe de 17 para 20 deputados
federais a partir de 2011. Minas Gerais vem em seguida, com aumento de
duas cadeiras em sua bancada. Já Amazonas, Rio Grande do Norte,
Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.
Permanecem inalteradas as
representações de São Paulo, Espírito
Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal,
Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.
São Paulo continua a ser o estado com o maior número de
deputados federais (70), permanecendo em oito o número de
deputados nos estados com menor população.
Pela minuta, o número de
representantes dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos
Deputados se mantém em 513, assim distribuídos:
São Paulo (70), Minas Gerais (55), Rio de Janeiro (44), Bahia
(40), Rio Grande do Sul (30), Paraná (29), Pernambuco (24),
Ceará (23), Pará (20), Maranhão (17), Santa
Catarina (17), Goiás (16), Paraíba (10), Espírito
Santo (10), Piauí (9), Alagoas (9), Rio Grande do Norte (9),
Amazonas (9), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal,
Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos
esses com oito deputados cada um.
As assembléias legislativas e
a Câmara Legislativa do Distrito Federal terão um total de
1.057 parlamentares, assim distribuídos: São Paulo (94),
Minas Gerais (79), Rio de Janeiro (68), Bahia (64), Rio Grande do Sul
(54), Paraná (53), Pernambuco (48), Ceará (47),
Pará (44), Maranhão (41), Santa Catarina (41),
Goiás (40), Paraíba (30), Espírito Santo (30),
Piauí (27), Alagoas (27), Rio Grande do Norte (27), Amazonas
(27), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe,
Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses
com 24 deputados estaduais ou distritais cada um.
Audiência
Relator das instruções
das Eleições 2010, o ministro Arnaldo Versiani quer,
antes de apresentar as minutas de resolução ao
plenário do TSE, debater os textos e o pedido da Assembleia
Legislativa do Amazonas com representantes dos partidos
políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) e demais interessados no assunto. A audiência foi
autorizada no dia 11 pelo plenário do TSE.
Após ouvir as
sugestões, caso Versiani não altere a minuta e o texto
seja aprovado pelo plenário do Tribunal, a
resolução que modifica o número de deputados
federais de alguns estados provocará também
alterações no quantitativo de integrantes nas assembleias
legislativas destes estados.
A quantidade de cadeiras nas
assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito
Federal é definida a partir do número de deputados
federais. Estados com até 12 parlamentares federais podem ter o
triplo de deputados estaduais. Depois disso, cada deputado federal
equivale a um estadual.
Constituição e Lei Complementar
As alterações no
número de deputados federais por estado buscam cumprir a
Constituição Federal (artigo 45, parágrafo
1º) e a Lei Complementar 78/93, que disciplinam que a quantidade
de deputados federais deve ser proporcional à
população dos estados e do Distrito Federal. A
Constituição determina ainda que se façam os
ajustes necessários, no ano anterior às
eleições, para que nenhum estado tenha menos de oito ou
mais de setenta deputados federais.
Para se adequar a essas
exigências constitucionais e atualizar os quantitativos de
deputados federais para a próxima legislatura, o TSE tomou como
base a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), atualizada em 1º de julho de 2009. A
última mudança na representação de um
estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da
bancada de São Paulo para 70 parlamentares.
A Assembleia Legislativa do Amazonas
se baseou justamente no dispositivo constitucional e na lei
complementar para solicitar ao Tribunal a redefinição do
número de deputados federais nas eleições deste
ano.
Em ano de eleições
gerais, o TSE edita resolução sobre a
composição da Câmara dos Deputados para a futura
legislatura. Pelo calendário eleitoral, todas as
resoluções das Eleições 2010 devem estar
aprovadas pelo plenário do Tribunal até 5 de
março.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Selecionados no Prouni já podem realizar matrículas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 089 - 02/10)
O período de matrícula
dos estudantes pré-selecionados no Prouni (Programa Universidade
para Todos) teve início na última quarta-feira, 17.
Com um total de 165 mil bolsas de estudos oferecidas, o programa
registrou este ano cerca 822 mil concorrentes, um recorde do projeto.
Nesta primeira edição foram selecionados 148.327 mil
candidatos que poderão concorrer a bolsas integrais e parciais
em Universidades particulares.
Para saber se foi
pré-selecionado a uma das vagas, o concorrente deve acessar o
site do MEC e informar o número de inscrição do
Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e também o CPF
(Cadastro de Pessoa Física). A data limite para matrícula
será dia 26 de fevereiro.
Já os concorrentes que
não foram selecionados nesta primeira etapa terão uma
segunda chance; isso porque, entre os dias 4 e 7 de março,
haverá outra fase de inscrições do Prouni, com
resultados no dia 10 do mesmo mês.
Uma conquista particular
Fonte: Diário Catarinense 22 de fevereiro de 2010 | N° 8722A
Pré-selecionados têm
até sexta-feira para comprovar dados. Histórias de quem
já se beneficiou com o programa são
inspiração aos que sonham com uma vaga no ensino superior
Mensalidade da faculdade, aluguel do
apartamento, pilhas de fotocópias, livros, passagem de
ônibus. Vida de estudante é uma dureza. Não
é à toa que conquistar uma vaga no ensino superior ganhou
status de sonho para muitos jovens.
Encurralados entre as concorridas
vagas nas universidades públicas e a falta de dinheiro para
pagar uma instituição privada, muitos encontram no
Programa Universidade Para Todos (Prouni) a única alternativa
para botar as mãos em um diploma de graduação.
Para quem agarrou esta oportunidade, muita atenção. O
prazo de matrículas para os aprovados termina esta semana (veja
quadro na próxima página).
O programa do governo federal
oferece bolsas de estudos para estudantes de baixa renda na rede
privada de ensino desde 2005. Este ano, a segunda turma está se
formando. São pessoas como Marina Vieira que, há pouco
menos de um ano da tão esperada formatura, sonha alto quando o
assuntos são os planos para o futuro.
Nestas páginas, estão
as histórias de Marina e de outros dois jovens beneficiados pelo
Prouni. Eles são exemplos que justificam o aumento na procura
pelo programa. Neste ano, o número de inscritos no primeiro
semestre foi recorde: 820 mil, contra 793 em 2006. A quantidade de
bolsas também cresceu em 112% de 2005 a 2009.
Em troca da vaga, as universidades têm isenção de impostos.
– A isenção
é muito importante para as universidade privadas. E os bolsistas
são bons alunos. A Estácio de Sá até adotou
uma premiação para os melhores estudantes. Eu diria que
40% deles são bolsistas do Prouni – calcula o
vice-presidente da Associação de Mantenedoras
Particulares de Educação Superior de Santa Catarina e
diretor da faculdade Estácio de Sá, Ary Oliveira Filho.
O reitor da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), Alvaro Prata, também apoia o programa do
governo federal. De acordo com o dirigente, o ensino público
superior abriga cerca de 600 mil estudantes, o equivalente a 10% de
todo o sistema.
– Enquanto não temos todas as vagas no ensino público podemos aproveitar o sistema privado.
Mas nem tudo está perdido
para quem ficou de fora da seleção. Depois de feita a
comprovação dos dados econômicos prestados no
formulário, um novo período de inscrições
para candidatos a vagas remanescentes será aberto, de 4 a 7 de
março.
mauricio.frighetto@diario.com.br
MAURÍCIO FRIGHETTO
Link:http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2816985.xml&template=3898.dwt&edition=14160§ion=846
Segunda etapa do Sisu encerra inscrições com 550.972 inscritos
Fonte: Jornal da Educação
Já está
disponível a lista de aprovados no Sistema de
Seleção Unificada (Sisu) que ocuparão as 29.240
vagas em 51 instituições de ensino superior da segunda
etapa de inscrição de 2010. Ao todo forma recebidas
550.972 inscrições.
O próximo passo que os
estudantes devem dar é fazer a inscrição na
instituição de ensino para a qual foram selecionados
até a próxima sexta-feira, dia 26. Para saber os
documentos necessários para a inscrição é
preciso entrar no site do Sisu ou ir à instituição
de ensino que estudará.
Os candidatos que não forma
selecionados nesta segunda etapa ainda terão a oportunidade de
concorrer a uma vaga na terceira chamada, que terá prazo de
inscrição entre 1º e 3 de março.
Mais informações na página www.mec.gov.br
Decreto nº 7114, de 19 de fevereiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs.
22/02/2010 - Dá nova
redação a dispositivos do Decreto nº 6.092, de 24 de
abril de 2007, que regulamenta o Auxílio de
Avaliação Educacional - AAE.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2212.pdf
Fonte: DOU nº 34 - 22-02-2010
Pedágio na BR-101 fica mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina
Fonte: Diário Catarinense 22/02/2010
Tarifa básica passará de R$ 1,10 para R$ 1,20
O pedágio na BR-101
ficará mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina.
A tarifa básica passará de R$ 1,10 para R$ 1,20. Confira
os novos valores na tabela abaixo.
A concessionária que
administra a rodovia, Autopista Litoral Sul, informa que o aumento da
tarifa será aplicado nas quatro praças de pedágio
entre Garuva, no Norte do Estado, e Palhoça, na Grande
Florianópolis.
Segundo a concessionária, o
reajuste anual está previsto no contrato de concessão,
assinado entre a empresa e a Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), no dia 14 de fevereiro de 2008.
A data de reajuste é feita
sempre na data de aniversário da inauguração da
primeira praça de pedágio, que no caso da BR-101,
é no dia 22 de fevereiro.
América Latina sofre com baixa escolaridade
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 091 - 02/10)
Quanto mais baixo o nível
educacional de jovens, menor será o acesso a empregos de
qualidade e de alta produtividade, particularmente entre as mulheres. A
afirmação foi feita pelo secretário-executivo da
Comissão Econômica para a América Latina e o
Caribe, Cepal, Antonio Prado, durante encontro em Lima, no Peru.
De acordo com o Secretário,
somente 32,4% das mulheres latino-americanas com até três
anos de escolaridade estão empregadas. Quando há
formação nos Ensinos Fundamental e Médio,
entretanto, o número sobe para 53% de pessoas do sexo feminino
inseridas no mercado de trabalho. Prado acha que a
relação entre escolaridade e pobreza está
diretamente ligada; isso porque, segundo dados, 25% dos jovens mais
pobres da região não têm renda e nem trabalham.
Para melhorar a
situação dos latino-americanos, a
recomendação do Secretário-executivo da ONU
(Organização das Nações Unidas) se baseia
na melhora do sistema educacional, assim como na iniciativa de investir
mais na área.
Cristovam propõe mudanças no Bolsa-família
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 095 - 02/10)
O Bolsa-família, programa do
governo-federal, pode sofrer algumas modificações de
acordo com projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Segundo o projeto de lei 6747/10, já aprovado pelo senado, o
pagamento do Bolsa-Família deve ser condicionado à
frequência dos pais a reuniões escolares.
Para não haver transtornos,
as reuniões devem ser marcadas fora do horário de
expediente dos pais. Para o senador, a presença dos pais na vida
escolar do estudante é muito importante, pois o dever de educar
deve ser divido entre o pai, a mãe e o Estado. Com isso, o
projeto altera a Lei original (10.836/04) que criou o programa do
governo. Já a proposta atual está em caráter
conclusivo e em regime de prioridade.
Horas extras não podem ser impostas na celebração do contrato
Fonte: OAB/SC Notícias
Por maioria de votos, a
Seção I de Dissídios Individuais do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso da Agip do
Brasil contra a condenação de pagar como hora normal de
jornada as horas extras pré-contratadas no ato de
admissão do trabalhador.
O relator dos embargos da empresa,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, defendeu a tese de que a
pré-contratação de horas extras na
celebração do contrato é ilegítima,
justamente porque descaracteriza a natureza extraordinária da
prorrogação da jornada normal de trabalho.
Quando esse tipo de contrato
acontece, explicou o relator, deve ser considerado nulo. Já o
salário contratual do empregado é aquele com o
acréscimo das horas extras pré-contratadas, pois, havendo
trabalho extraordinário, deve ser pago separadamente pelo
empregador.
Na Justiça do Trabalho, o
ajudante de caminhão alegou que vendia botijões de
gás para a Agip e assinou acordo de prorrogação de
jornada em duas horas extraordinárias por dia. Pediu a
declaração de nulidade desse ajuste contratual e, por
consequência, as diferenças salariais daí
decorrentes.
A 3ª Vara do Trabalho de
Canoas, no Rio Grande do Sul, concordou com os argumentos do empregado,
mas o Tribunal do Trabalho gaúcho (4ª Região)
confirmou a validade do contrato.
Quando o recurso de revista do
empregado chegou ao TST, a Terceira Turma reformou a decisão do
Regional e declarou a nulidade da prévia
contratação de duas horas extraordinárias por dia,
restabelecendo, assim, os créditos salariais devidos pela
empresa ao trabalhador.
Por analogia, a Turma aplicou ao
caso a Súmula nº 199 do TST, que veda a
pré-contratação de horas extras para a categoria
dos bancários. Para a Turma, quando o artigo 59 da CLT
estabelece que a jornada poderá ser acrescida de horas
suplementares, significa que o trabalho extraordinário constitui
exceção à duração normal da jornada.
Nos embargos à SDI, a empresa
sustentou que esse entendimento era inaplicável à
hipótese dos autos e contrariava a Súmula nº 199,
uma vez que a norma era destinada à categoria dos
bancários.
Entretanto, na
interpretação do ministro Aloysio, ao tratar da nulidade
da contratação de hora suplementar no momento da
admissão do empregado, a súmula não contém
impedimento para aplicação a outros profissionais, embora
traga no título a expressão
“bancário”. O entendimento da Turma, concluiu o
ministro, visava à proteção do trabalhador e
não contrariou a súmula.
Durante o julgamento, o
vice-presidente do Tribunal, ministro João Oreste Dalazen,
divergiu do relator. O ministro observou que o artigo 59 da CLT permite
a celebração por escrito de prorrogação de
jornada mediante contraprestação salarial. Disse ainda
que, no caso dos bancários, para os quais se destina a
súmula, a legislação proíbe a
sistemática prorrogação da jornada.
De acordo com o ministro Dalazen,
portanto, a decisão que estava sendo proposta entrava em
conflito com o texto da lei. “Ainda que possamos entender que
é de boa política do ponto de vista social inibir a
prestação sistemática de horas extras, porque, por
sua vez, reduz o mercado de trabalho, nós não podemos
decidir contra texto expresso de lei”, afirmou o vice-presidente.
Por outro lado, o ministro Aloysio
chamou a atenção para o caráter excepcional da
prorrogação da jornada. De acordo com relator, o artigo
59 da CLT fala da possibilidade de a jornada normal do trabalho ser
prorrogada mediante acordo escrito ou contrato coletivo, mas não
autoriza a pré-contratação de horas extras no
início da relação de emprego. Do contrário,
sustentou o relator, se o artigo 59 for aplicável à
celebração do contrato, o mesmo teria que acontecer com o
artigo 225 da CLT, que permite excepcionalmente a
prorrogação da jornada de trabalho do bancário.
Com a divergência, votaram os
ministros Maria Cristina Peduzzi e Brito Pereira. Os demais integrantes
da SDI-1 acompanharam o relator. (E-ED-RR - 8345300-48.2003.5.04.0900)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
MEC divulga lista de aprovados no Sisu
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 22/02/2010 - Recife PE
Relação dos aprovados
na segunda fase do Sistema de Seleção Unificada, que
seleciona candidatos a vagas em universidades e institutos federais de
educação, está disponível no site
http://sisu.mec.gov.br
BRASÍLIA – A
relação dos aprovados na segunda etapa do Sistema de
Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos
às vagas em universidades federais e institutos federais de
educação, ciência e tecnologia, já
está disponível para consulta através do site
http://sisu.mec.gov.br/. Os candidatos aprovados devem efetuar a
matrícula na instituição de ensino e o prazo
é de 23 a 26 de fevereiro, de acordo com o Ministério da
Educação (MEC). Nessa segunda etapa, são
oferecidas 29.240 vagas nas 51 instituições participantes
do Sisu, entre universidades e institutos federais, de acordo com o
MEC.
No site é possível
consultar o resultado pesquisando por unidade federativa,
instituição de ensino, campus e curso. Como
resultado da busca, será exibida a lista dos classificados com
identificação do nome e número de
inscrição do candidato no Enem. Os candidatos inscritos
poderão acessar o sistema informando o número de
inscrição no Enem e a senha cadastrada no Sisu, para
consultar sua nota final após a ponderação dos
pesos atribuídos pelas instituições e saber como
foi feito o cálculo. Além disso, o aluno saberá
sua classificação no curso escolhido e os documentos
exigidos pela instituição para que seja efetuada a
matrícula.
A ocupação da vaga
só é confirmada após a realização da
matrícula na instituição. As vagas não
ocupadas serão ofertadas novamente em uma etapa complementar de
inscrições, que vai de 1º a 3 de março.
Os candidatos não selecionados na primeira e segunda etapas
poderão se inscrever novamente na etapa complementar, assim como
aqueles que ainda não se inscreveram no Sisu. Participam da
primeira edição da seleção unificada 23
universidades e 26 institutos federais. Além das
instituições federais, a Universidade Estadual do Norte
Fluminense (Uenf) e a Escola Nacional de Ciências
Estatísticas do IBGE também participam do Sisu. INSCRITOS
- O MEC registrou 550.972 estudantes inscritos na segunda etapa do
Sisu. Em todo o país, 60% das vagas da primeira etapa não
foram preenchidas. Na segunda fase, 29.240 postos foram oferecidos em
quase todos os cursos, inclusive para medicina.
Educação precisa de 7% do PIB para que o país decole
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:41 hs.
20/02/2010 - A previsão do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil se
tornará a quinta maior economia mundial em cerca de dez anos
tende a não se concretizar, caso se mantenham os desembolsos em
educação, segundo especialistas.
"Da forma como o governo tem
investido no setor, qualitativa e quantitativamente, não
há meios de chegar a quinta posição,
principalmente por escassez de mão-de-obra qualificada", analisa
Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Co-responsabilidade
pela Educação (ICE).
Segundo ele, seria necessário
ampliar os investimentos totais (governo, estados e municípios)
da média de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano para 7%.
"Este é o mínimo adequado para sustentar crescimento
nacional acima de 5% no longo prazo. Há países que
aplicam 12% do PIB", calcula.
Um fator que reforçará
o caixa para ações no setor é a
extinção da Desvinculação de Recursos da
União (DRU), medida que injetará R$ 7,5 bilhões ao
ano no segmento a partir de 2011, conforme expectativa do
Ministério da Educação. Tal mecanismo permitia que
20% dos recursos públicos da área fossem utilizados
livremente pelo Executivo.
Mais importante que volume,
porém, é o direcionamento dos recursos. "O Brasil gasta o
mesmo em proporção do PIB que a Coreia, por exemplo, que
é a quinta região com a melhor qualidade de ensino do
mundo, de acordo com o Programa Internacional de
Avaliação de Alunos (Pisa)", diz economista
Naércio Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e
Pesquisa (Insper).
Ele destaca que, atualmente, os
gastos com ensino superior são seis vezes maiores que com
educação básica (infantil, fundamental e ensino
médio). "Essa proporção já foi muito maior.
Em 2000, a disparidade chegava a onze vezes e, desde 2007, vem se
reduzindo."
Um dos principais problemas dessa
política de distribuição está na quantidade
de pessoas atingidas pelo sistema. De acordo com dados da a
Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), os alunos de curso superior
somam menos de 3% do total de estudantes do país.
"O ensino básico carece de
recursos, enquanto o governo federal foca sua atuação no
segmento que menos demanda investimentos, o ensino superior", avalia
Magalhães.
A OCDE aponta que o Brasil possui um
dos menores aportes por aluno, considerando todos os níveis
educacionais, entre 30 países. A média global é de
US$ 7,5 mil. O Brasil investe US$ 1,5 mil. As demais regiões que
estão abaixo de US$ 3 mil são o Chile (US$ 2,6 mil),
México (US$ 2,4 mil) e Rússia (US$ 2 mil).
A matemática da educação
Com a crise financeira
internacional, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb), uma das principais
fontes de recurso do setor, sofreu redução de R$ 9,2
bilhões em 2009, segundo estimativas da
Confederação Nacional de Municípios. Desta forma,
o volume disponível para investimentos fechou o ano em R$ 67,6
bilhões.
Do montante, R$ 5 bilhões
vieram da União. Mesmo com a redução, o valor foi
9,2% superior ao acumulado em 2008, de R$ 61,9 bilhões.
Já a previsão para 2010 é que ele chegue a R$ 83,8
bilhões.
Por conta da Emenda Constitucional
53, de 2006, a União deixa de contribuir com valores fixos e
passa a repassar 10% do valor do que estados e municípios
repassam - serão R$ 76,2 bilhões este ano, e a
União vai repassar R$ 7,6 bilhões. Até
então, a União repassava R$ 4,5 bilhões.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
É preciso mais que um ensino médio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:58 hs.
20/02/2010 - Os resultados do Exame
Nacional do Ensino Médio, o Enem, recentemente divulgados,
acendem o sinal amarelo para essa etapa da formação
escolar no Brasil. Quase metade dos 2,6 milhões de estudantes
que fizeram a prova em 2009 obteve notas inferiores aos 500 pontos
estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame. O pior
desempenho foi em Matemática (57,7% dos participantes ficaram
abaixo da média), seguido de Ciências Humanas, ou seja,
História e Geografia (49,8% não alcançaram os 500
pontos), Ciências da Natureza, que incluem Química,
Física e Biologia (48,7% também ficaram aquém da
média) e Linguagens, as quais avaliam leitura e língua
portuguesa (com 47% sem atingir essa mesma faixa de corte).
A verdade é que, nas quatro
áreas avaliadas, os estudantes tiveram desempenho
medíocre. Como poderão obter êxito na etapa
seguinte, isto é, no nível superior? Mais preocupante
ainda: como enfrentarão, depois, o mercado de trabalho, cada vez
mais competitivo? Chega a ser um enigma como enfrentam, hoje, os
diversos desafios da sociedade contemporânea. Os resultados do
Enem refletem uma carência que tem origem ainda no ensino
fundamental: não temos uma educação
compatível com as demandas do mundo contemporâneo.
O Brasil demonstra avanços
nesse sentido. A própria realização
periódica de exames como o Enem e o Enade, entre outros, permite
ao Estado e à sociedade obter um diagnóstico da
situação do ensino e do aprendizado no País e, com
isso, continuar enfrentando as deficiências mais flagrantes. Os
estímulos, de diversos tipos, em diversos níveis, a uma
formação continuada também revelam a
disposição do governo de elevar o padrão
educacional brasileiro. O mesmo vale dizer de algumas
administrações estaduais e municipais, que procuram
investir em educação com o mesmo entusiasmo com que
constroem pontes e inauguram praças.
Acontece que alcançar a
excelência em educação é trabalho para
décadas. Por isso mesmo, agir no presente, com eficiência
e agilidade, torna-se tão importante. O que os resultados do
Enem 2009 apontam não configura surpresa. Apenas confirmam
suspeitas e mesmo diagnósticos anteriores, nacionais e
internacionais, ainda que de menor envergadura. As alavancagens dos
últimos anos fizeram muito pela educação no
Brasil, mas ainda não a colocaram num patamar comparável
com o de nações mais desenvolvidas. Falta muito para o
muito bom, o excelente, o ótimo.
Mas como chegar lá? Alguns
estudos e pesquisas oferecem sugestões bastante
razoáveis. Nos EUA acaba de sair um livro intitulado Organizing
Schools for Improvement: Lessons from Chicago (algo como Preparando
Escolas para o Aperfeiçoamento: Lições de Chicago,
em tradução livre). Lançamento da Universidade de
Chicago, a obra aponta cinco ingredientes principais para o êxito
da educação em escolas urbanas: liderança forte
(diretores com estratégia, focados no ensino e abertos à
participação de outros membros da comunidade escolar);
relações abertas com os pais e a comunidade em geral;
capacitação de professores, que precisam acreditar na
mudança e nela envolver-se; ambiente seguro, acolhedor e
estimulante para o aprendizado; e orientações e materiais
didáticos de qualidade.
Os pesquisadores de Chicago
observaram que cada um desses ingredientes pode ter sua
importância individualmente, mas a combinação deles
garante êxito maior. Entre as escolas pesquisadas, as que se
saíam bem nas cinco áreas essenciais obtinham resultados
dez vezes melhores em leitura e Matemática, por exemplo, do que
escolas bem-sucedidas em apenas uma ou duas das áreas. Os
estudiosos descobriram também que as escolas em pior
situação estavam em bairros onde havia mais
famílias habitando moradias públicas e a taxa de
criminalidade era mais elevada. Na palavra dos pesquisadores, nesses
lugares faltavam "capital social" e "eficiência coletiva", e a
melhora da educação ali era improvável. Sabemos,
aqui, no Brasil, e na América Latina em geral, que esse é
um dos maiores desafios que enfrenta a educação. A
violência nas escolas e na comunidade que as cerca pode levar os
estudantes a prejuízos como dificuldade de
concentração, absenteísmo, repetência, etc.
"Quando a densidade dos pr oblemas que entram pela porta da frente
é tão palpável diariamente, ela acaba por consumir
todo o tempo e energia e prejudica os esforços para melhorar o
ensino e a aprendizagem", afirma Anthony Bryk, organizador da obra.
Outra pesquisa recente,
também norte-americana, realizada entre professores em sala de
aula, mostra que o melhor indicador de eficiência na aprendizagem
está no envolvimento dos estudantes com o curso. Essa, ao menos,
é a opinião de 92% dos professores de escolas
públicas ouvidos no estudo Convergence and Contradictions in
Teacher"s Perceptions of Policy Reform Ideas (algo como
Convergência e Contradições nas
Percepções dos Professores sobre Ideias de
Política de Reforma Educacional). Eles enfatizam que o
envolvimento dos estudantes na sala de aula é que faz a
diferença no processo de ensino e aprendizagem. Sem
dúvida, para esses educadores, precisamos de estratégias
educacionais que realmente motivem os estudantes.
Novidade? Não! Estas
últimas evidências demonstram uma vez mais o que já
sabemos, mas não conseguimos implementar com a velocidade e a
continuidade necessárias.
Enfim, sugestões, propostas,
ideias não faltam aqui e alhures. O debate segue aberto.
Resultados como os do mais recente Enem só comprovam a
necessidade e a relevância de se incorporarem insumos e
inovações que permitam ao Brasil avançar para
além do padrão médio - ou abaixo do médio -
e finalmente alcançar o nível de excelência
compatível com seu status de potência emergente.
Jorge Werthein, doutor em
Educação pela Stanford University, vice-presidente da
Sangari Brasil, foi representante da Unesco no Brasil.
- O CM News é uma
publicação diária da CM Consultoria de
Administração Ltda. Artigos, notícias e
matérias sobre educação, com foco no ensino
superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o
Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias
e notícias não refletem necessariamente a opinião
da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos
na integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: O Estado de São Paulo
Alunos de SC pedem para fazer dois cursos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs.
20/02/2010 - Lei federal
proíbe que universitário estude em duas
instituições públicas gratuitas ao mesmo
tempoEstudantes de Santa Catarina têm procurado a Justiça
para tentar garantir matrículas em duas
instituições públicas de ensino superior. A
prática foi proibida neste ano pela Lei Federal 12.089,
sancionada em novembro pelo presidente Lula.
No primeiro dia de
matrículas, na quinta-feira, a Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) recebeu quatro liminares que possibilitaram a
inscrição provisória de universitários que
estudam em outra faculdade gratuita. Os nomes deles não foram
divulgados.
O diretor do Departamento de
Administração Escolar da UFSC, Luiz Carlos
Podestá, disse que houve casos em que a Justiça
não atendeu aos pedidos dos estudantes.
No curso de Engenharia
Elétrica há um aluno que entrou com recurso para fazer a
matrícula. O coordenador do curso, Renato Pacheco, disse que o
estudante está cursando a quarta fase de
Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina
(Udesc) e não quis perder a vaga conquistada nas duas faculdades.
Ontem terminou o período de
matrículas na UFSC, que aprovou 5,3 mil candidatos no
último vestibular. A universidade não informou se houve
novas liminares.
A Udesc, que fez as
matrículas no dia 8 de fevereiro, informou ter recebido
três mandados de segurança. A pró-reitora de
Ensino, Sandra Makowiecky, disse que tem medo que esses casos abram
precedentes para outros. Ela considera que os três
“estudantes pertencem a uma minoria” porque a universidade
aprovou 1,5 mil candidatos no último vestibular.
Universidade da Fronteira não recebeu nenhuma liminar
O Instituto Federal de
Educação Tecnológica (IF-SC) não recebeu
nenhuma liminar ou mandado. A Universidade Federal da Fronteira Sul
(UFFS) também não.
A estudante Mariana Mendes de
Oliveira, 19 anos, é uma das que se sente prejudicada pela nova
lei. Ela iria para a segunda fase do curso de Pedagogia da Udesc. Mas
como passou para Serviço Social na UFSC, precisou optar. Ontem,
ao se matricular na universidade federal, teve de assinar
declaração garantindo que não está
matriculada em outra instituição gratuita.
– Eu entrei em um cursinho no
ano passado porque queria passar na UFSC. A ideia era cursar nas duas
universidades. Uma é matutina e outra é noturna –
diz.
A colega de turma Amábile
Elias Policarpo, 17 anos, também assinou a
declaração. Mesmo abrindo mão do curso de
Pedagogia na Udesc, para o qual passou neste ano, ela não viu
problemas em ter que fazer a escolha.
O estudante que descumprir a lei
perderá a matrícula mais antiga se estiver cursando em
instituições diferentes e a mais recente se estiver
estudando na mesma universidade.
Se descoberto estudando em duas
instituições gratuitas, o aluno terá cinco dias
úteis para resolver em qual pretende ficar.
Fonte: Diário Catarinense
Governo importa método cubano de alfabetização
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
Programa é baseado em 65
aulas em vídeo, recorde para cursos do tipo, que costumam durar
de seis a oito meses. Técnicos de Cuba foram enviados aos
Estados ondeo Ministério da Pesca implementa o projeto; despesas
são pagas pelo Brasil
ANGELA PINHO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após anos de resultados
tímidos no combate ao analfabetismo, o governo Lula resolveu
importar de Cuba uma tentativa de atacar o problema. Há dois
meses, o governo federal utiliza um método importado da ilha
caribenha para ensinar pescadores a ler e escrever. O programa -chamado
Sim, eu posso, ou Yo, sí puedo, no original- promete alfabetizar
uma pessoa após 65 aulas em vídeo, um tempo recorde para
cursos do tipo, que costumam durar de seis a oito meses. Para implantar
o método, técnicos cubanos foram enviados aos cinco
Estados onde o projeto está sendo implementado pelo
Ministério da Pesca e Aquicultura. O governo de Raúl
Castro cedeu os filmes e enviou os consultores. O Brasil paga as
despesas deles no país. Para Maria Luiza Gonçalves Ramos,
que coordena o programa, a principal vantagem do Sim, eu posso é
que ele se adequa ao tempo dos pescadores: como eles passam longos
períodos no mar ou no rio, tendem a abandonar cursos de
alfabetização mais extensos. Já o Sim, eu posso
pode ser encaixado no período de defeso, em que a pesca é
proibida e que dura em média três meses. Depois,
são feitos "círculos de cultura", com objetivo de
consolidar o aprendizado. Trazido ao Brasil em 2005, em um
projeto-piloto do Ministério da Educação no
Piauí que acabou não tendo seguimento, o Sim, eu posso
também é utilizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores
Sem Terra) e será aplicado neste ano em Fortaleza e João
Pessoa.
Vantagens - Para a coordenadora de
educação do movimento, Maria Cristina Vargas, uma das
principais vantagens do método é que ele possibilita que
lugares com pouca estrutura, ou com educadores menos qualificados,
tenham acesso às mesmas condições de locais mais
favorecidos, uma vez que a aula acontece pelo vídeo. Por outro
lado, críticos apontam que o método não vai muito
além da decodificação do alfabeto. Antonio
Ferreira Sobrinho, professor da UFPI (Universidade Federal do
Piauí) que acompanhou o projeto-piloto no Piauí, avalia
que o método tira o aluno do estágio mais primário
do analfabetismo, mas, diferentemente de outros programas,
não enfatiza leitura e interpretação de textos.
Esse, segundo ele, foi um dos motivos para o projeto não
continuar no Estado -além do custo de aparelhos de TV e DVD.
Timothy Ireland, especialista em
educação da Unesco (ligada à ONU) e à
frente do departamento de Educação de Jovens e Adultos do
MEC na época, também diz que não adianta os alunos
aprenderem rápido com o Sim, eu posso se não continuarem
estudando depois -com o tempo, esquecem o que aprenderam. De acordo com
ele, a avaliação da aplicação do
método no Piauí indicou que a eficácia da
iniciativa estava mais ligada ao fato de os alfabetizadores terem tido
treinamento prévio e acompanhamento ao longo do programa do que
ao método em si. Cerca de 80% dos que participaram dos cursos
foram considerados alfabetizados. Embora venha ganhando espaço
no país nos últimos anos, o Sim, eu posso é ainda
minoritário entre os métodos de
alfabetização usados no Brasil e tem uma
abrangência pequena.
Sem continuidade, método perde eficácia
Fonte: Clipping Educacional Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
No afã de superar baixos
índices de alfabetização, Estados adotam
métodos aligeirados que comprometem a qualidade e a
relevância da aprendizagem
MOACIR GADOTTI ESPECIAL PARA A FOLHA
O "Documento de Incidência da
Sociedade Civil", preparado pelo Conselho Internacional de
Educação de Adultos e discutido na 4ª
Conferência Internacional de Educação de Adultos da
Unesco, realizada em Belém, no início de dezembro de
2009, fez um apelo aos Estados "para superar e ir além das
iniciativas baseadas em alfabetização a curto prazo e
campanhas de pós-alfabetização". No afã de
superar baixos índices de alfabetização, Estados
vêm adotando métodos aligeirados que comprometem a
qualidade e a relevância da aprendizagem. As políticas
devem ser articuladas no marco da aprendizagem ao longo de toda a vida.
Sem políticas estruturantes de longo prazo, intersetoriais e
integrais, não conseguiremos eliminar o analfabetismo. Os
promotores do chamado método cubano "Yo, sí puedo" (Sim,
eu posso) sustentam que podem alfabetizar em 35 dias. Como um processo
de alfabetização intensivo, ele se utiliza de cartilhas e
é marcadamente instrucionalista. Podemos reconhecer a sua
eficácia, mas não podemos deixar de apontar,
também, suas limitações pedagógicas. A
avaliação, por exemplo, não pode se constituir
apenas de uma prova final ou da cópia de uma carta.
Como um instrumento inicial de
promoção da alfabetização, ele pode ter
efeitos positivos. Contudo, sem uma continuidade, esse método, a
médio prazo, perde a eficácia inicial. As campanhas
gerais, notadamente com voluntários e na base de
muita mídia, desconsideram os diferentes contextos regionais e a
diversidade cultural dos aprendizes. A utilização de
novas tecnologias não deve quebrar a relação
pedagógica. Nada substitui o alfabetizador. A
alfabetização é multifacetada. Não
há uma só alfabetização como não
há nenhum método milagroso. Existem várias
alfabetizações: digital, cívica, ecológica,
política... Há conhecimentos sensíveis,
técnicos, simbólicos. O combate ao analfabetismo
não se reduz à política de escolha de um
método. A educação de adultos, a começar
pela alfabetização, é um direito que deve ser
garantido a todos e com qualidade. MOACIR GADOTTI é professor da
Faculdade de Educação da USP e diretor do Instituto Paulo
Freire
Qual é seu maior sonho?
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
No universo de expectativas de cerca
de 54 milhões de jovens brasileiros figuram, na ordem, emprego,
habitação e estudo
GILBERTO DIMENSTEIN
É POSSÍVEL perceber
como as mulheres vão superar os homens no mercado de trabalho a
partir de uma informação colhida pelo Datafolha em
investigação sobre qual é o maior sonho dos jovens
brasileiros. Para 20% das meninas entre 16 e 17 anos, o maior sonho
está ligado a um bom diploma universitário, o dobro da
taxa dos meninos da mesma idade. Na pesquisa, o entrevistado tinha
direito a uma resposta. Esse é um detalhe do universo de
expectativas dessa camada de cerca de 54 milhões de jovens
brasileiros que, pela ordem, têm os seguintes sonhos: emprego,
habitação, estudo. São pontos bem concretos:
apenas 1%, por exemplo, coloca como maior sonho acabar com a
violência. É a mesma porcentagem dos que desejam ser
jogadores de futebol. Aposta-se basicamente no trabalho e no estudo:
somente 1% dos entrevistados imaginam que vale a pena sonhar em ficar
rico ganhando na loteria. Uma das possíveis novidades da
eleição presidencial é a juventude subir ao topo
da agenda -essa é a proposta da ministra Dilma Rousseff,
aclamada pré-candidata do PT à sucessão de Lula.
Em busca de um discurso que marque sua candidatura e, ao mesmo tempo,
arrecade votos, Dilma informa que colocará a juventude como um
dos eixos de sua campanha. Há tempos venho dizendo que
não existe maior bomba social do que a questão da
juventude, com seus milhares de seres com baixas perspectivas. Podemos
traduzir essa bomba de vários jeitos. Um deles, o mais
óbvio, pela violência que infesta as cidades. Outro
é o fato de que, apesar do alto nível de desemprego no
país, 1,6 milhão de vagas no mercado formal de trabalho
não foram preenchidas por falta de mão de obra
qualificada. À medida que as mulheres estudam mais, elas tendem
a ocupar mais espaço. No cardápio jovem de Dilma,
aparecem promessas que vão do acesso à banda larga,
estímulos à compra da casa própria a linhas de
créditos especiais e avanços educacionais. Tudo, por
enquanto, vago, como convém a uma disputa eleitoral.
A verdade, porém, é
que essa tarefa de apoio à juventude depende muito menos de um
presidente, por mais dinheiro que tenha, do que dos prefeitos e
governadores. Fora disso, é conversa de palanque. Quando chega
à adolescência, o indivíduo sem recursos é
uma síntese das mais variadas carências, iniciadas no
berço e acentuadas com os anos. Entre elas, não saber ler
nem escrever direito. Apoiar com consistência a juventude
significa melhorar o ensino médio, onde se localiza um dos
grandes buracos negros nacionais. Estudos mostram que os adolescentes
não veem utilidade nas aulas, desconectadas da realidade e do
mercado do trabalho. Por todos os lados, faltam professores,
especialmente em ciências e matemática. Não consigo
ver nenhum plano consistente para a juventude que não esteja
centrado no ensino médio em tempo integral. E que, nele, o tempo
integral não se traduza em vivência cultural dentro e fora
da escola, além de cuidados com a saúde
física e mental. Ou seja, a escola precisa ser um polo
articulador. Há, entretanto, avanços a serem registrados:
o maior deles é a consciência da importância dos
cursos profissionalizantes. É uma proposta que abriu
espaço na agenda da gestão Lula. Mas quem sai na frente
é José Serra, que, em São Paulo, realizou uma
medida simples: ocupou as salas vagas das escolas estaduais com cursos
técnicos. Economizaram-se R$ 240 milhões e abriram-se 27
mil vagas. Montou-se, assim, uma porta de saída. O grau de
empregabilidade desses cursos é de 78% já no primeiro ano
depois de o aluno se formar.
Temos a vantagem de que as empresas
estão desesperadas correndo atrás de trabalhadores
qualificados, um gargalo para o crescimento econômico. É
uma linguagem capaz de sensibilizar o poder e os próprios
empresários a investirem mais em educação. Esse
é o assunto que ocupa cada vez mais a atenção das
entidades empresariais. É um sinal de que o assunto não
deve ficar apenas nos palanques e exigirá muito mais do que a
boa vontade de um presidente. PS - Curiosidade sobre os jovens e as
eleições: Dilma encontra sua melhor
pontuação entre os jovens mais ricos (32%), bem maior do
que na média dessa faixa etária (20%). Coloquei em meu
site (www.dimenstein.com.br) os dados do Datafolha sobre a
intenção de votos da juventude e seus sonhos.
Financiamento
estudantil é a alternativa mais viável para o
desenvolvimento das instituições de ensino superior e de
ensino médio que possuam cursos profissionais
Fonte: Jornal da Educação
As universidades, centros
universitários, faculdades e escolas de ensino médio que
possuem cursos profissionais dispõem, a partir de 2010, de
mecanismos capazes de possibilitar o acesso de um maior contingente de
estudantes às diversas habilitações que são
oferecidas nesse início de ano letivo.
As novas normas que regulam o FIES,
especialmente a partir da edição da Lei nº 12.202,
de 14 de janeiro de 2010, possibilitam que alunos de todos os cursos se
habilitem para a obtenção das linhas de recursos que
estão disponibilizadas.
Com as disposições
há outras opções de agentes financeiros, tendo
sido quebrado o monopólio que antes existia com apenas a Caixa
Econômica Federal como órgão oficial. Hoje,
há a possibilidade de outros bancos serem os
intermediários dessa linha.
Para as entidades mantenedoras,
especialmente as que têm dificuldades para recolhimento dos
tributos federais, é a oportunidade de obter os títulos
de crédito necessários para o pagamento dos impostos e
contribuições previdenciárias,
indispensáveis para a regularidade fiscal.
O grande desafio é a
capacidade que as instituições terão que ter de
trazer os alunos para os seus cursos. A mais aconselhável
linha é a de trabalhar com os discentes que estão com as
matrículas trancadas (especialmente por não terem tido
recursos para pagamento das parcelas normais).
Concessão do benefício do Bolsa Família pode sofre alterações
Fonte: Jornal da Educação
Está na pauta de
votações da reunião desta terça-feira, dia
23, da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do
Senado Federal Projeto de Lei do senador Tasso Jereissati que
prevê a ampliação do Bolsa Família para os
estudantes que tiverem bom desempenho escolar.
De acordo com a proposta, o
benefício será pago segundo os resultados obtidos pelas
crianças de seis a 12 anos e de adolescentes de 13 a 17 anos em
avaliações oficiais.
Para Jereissati esta é uma
maneira de incentivar a melhoria da qualidade da
educação, ampliando também o interesse dos alunos
pelo estudo e estimulando os professores em seu trabalho educacional.
A comissão tem em pauta ainda
a análise de projetos como o que fixa em cinco anos a idade
limite de crianças atendidas na educação infantil;
o que amplia o leque de cursos superiores que podem receber, para
ensino e pesquisa de caráter científico, cadáver
não reclamado perante as autoridades públicas no prazo de
30 dias; entre outros.
Brasil fica entre líderes em fusões e aquisições em 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs.
22/02/2010 - O Brasil foi destaque
no movimento global de fusões e aquisições da
indústria de mineração e metais em 2009 e
deverá permanecer como um dos 20 principais do setor em 2010.
Assim indicam os negócios anunciados neste início do ano
pela Vale e pela CSN, avalia Luiz Claudio Campos, diretor de Project
Finance da Ernst& Young para o Brasil. A consultoria acaba de
concluir estudo sobre Transações Globais no Setor de
Mineração e Metais em 2009, ao qual o Valor teve acesso.
Campos destacou o apetite que
vêm demonstrando as grandes empresas brasileiras em ir às
compras, dando como exemplo o anuncio feito pela Vale de suas
aquisições de ativos de fertilizantes da Bunge
Participações e Investimentos, no começo deste
ano, que lhe custaram US$ 5,5 bilhões, incluindo
ações da Fosfértil, Mosaic e Yara. No caso da CSN,
ressaltou a oferta hostil de mais de US$ 6 bilhões feita pelo
controle da cimenteira portuguesa Cimpor, num negócio disputado
por outros dois grandes grupos nacionais - Votorantim e Camargo
Corrêa.
Em 2009, o Brasil ficou em quarto e
sexto lugares, respectivamente, no ranking dos 20 maiores mercados-alvo
e dos 20 maiores compradores de ativos de minério e metais no
mercado global, segundo o levantamento da E&Y. A Vale figurou na
relação dos 13 "megadeals" de 2009, citada em duas
transações. Numa, a empresa atuou como compradora de
ações da ThyssenKrupp CSA, numa operação de
aumento de participação na futura usina de aço,
pela qual pagou US$ 1,4 bilhão. Na outra, a Vale foi alvo de
aquisição ao ter suas ações preferenciais
(PN) adquiridas no mercado pelo Barclays PLC, banco do Reino Unido, que
desembolsou US$ 3,5 bilhões por um volume de papéis
equivalente a 5% do capital total da mineradora.
Além destas
operações, a Vale, como consta do estudo, respondeu por
compras totais de ativos no valor de quase US$ 3 bilhões,
somando a participação na CSA. A mineradora pagou R$ 750
milhões por minas de minério de ferro em Corumbá
(MS) e US$ 850 milhões por minas de potássio na Argentina
e Canadá da concorrente australiana Rio Tinto.
A Usiminas também é
mencionada no trabalho da consultoria como alvo dos japoneses. A Nippon
Steel, uma das controlados da siderúrgica brasileira, gastou U$
205 milhões para adicionar 3,4% à sua
participação acionária na empresa, ficando com
26,7% na companhia.
O diretor de Project Finance da
E&Y diz que, dentre os grupos de empresas brasileiras, é
grande o potencial de aquisição da Vale em 2010. "A Vale
até agora só gastou metade do caixa de US$ 15
bilhões que dispõe para ir às compras". Segundo
ele, a meta da mineradora é diversificar seu portfólio e
adicionar valor a seus ativos de mineração. Campos
acredita que o grupo EBX, dono da mineradora MMX, também
poderá vir a ser um "player" consolidador neste segmento,
tão logo concretize suas empresas.
O trabalho da Ernst&Young mostra
que o Brasil está entre os que mais receberam investimentos na
área de mineração no ano passado. Esta
situação deve se repetir este ano, principalmente por
parte da China, país líder de fusões e
aquisições no mundo e com grande apetite pelos ativos
minerais e metálicos de países sul-americanos.
Em 2009, a China foi a campeã
de fusões e aquisições no setor de
mineração e metais, segundo a E&Y. Ao todo, no
período, foram fechados 1047 negócios neste segmento no
total de US$ 60 bilhões, com a China respondendo por 27% deste
valor. Em 2008, estas transações somaram 919 e renderam
US$ 126,9 bilhões. Os números confirmam a queda no valor
dos ativos no pós-crise.
Em 2010, Campos prevê que os
ativos de mineração tenderão a se valorizar por
conta do aumento de preço das commodities e serão alvo
dos países emergentes, que terão posição
ativa como compradores, liderados pelos chineses, além de India
e Brasil. "As grandes empresas dos mercados emergentes em processo de
internacionalização sairão à caça de
ativos dos países desenvolvidos, ainda enfraquecidos pela
crise", observou ele.
Mas o executivo alerta para o fato
de a economia mundial ainda continuará volátil e o
crédito bancário escasso. "Isso vai exigir
diversificação das fontes de recursos para fechar
negócios, seja via emissão de papéis, troca de
ativos ou através de fundos de participações",
afirmou.
- O CM News é uma
publicação diária da CM Consultoria de
Administração Ltda. Artigos, notícias e
matérias sobre educação, com foco no ensino
superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o
Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias
e notícias não refletem necessariamente a opinião
da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos
na integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: Valor Econômico
Brasileiro lê menos que há dois anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
22/02/2010 - Pesquisa realizada pela
Fecomércio-RJ revela que aumentou a parcela de pessoas
desinteressadas em atividades culturais
Ubiratan Brasil
HÁBITO CONDENADO - Maioria
das pessoas (60%) respondeu não ter o costume de ler, enquanto
22% confessam não gostar: assistir à TV é o
passatempo preferido dos brasileiros
O brasileiro hoje lê menos
livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos
espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada
em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro,
cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer
relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas
aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de
visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional
e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades,
incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações,
realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam
entender a visão da população sobre atividades
culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas
atividades. Também interessou descobrir a
avaliação dos consumidores sobre sua
participação no ambiente cultural.
As conclusões não
foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito
cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar
exposições, ir ao teatro e a espetáculos de
dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado
nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo:
falta de hábito ou gosto.
Já entre aqueles que
desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%)
disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez
mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada
por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa
buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam
não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta,
afirmando não gostar de ler. A restrição
econômica não aparece como determinante, uma vez que
apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.
O teatro enfrenta
situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram
não ter o hábito de frequentar as salas de
espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de
assistir a uma peça teatral.
Quais seriam, então, os
hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram
surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da
TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto
religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um
almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a
resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos
entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.
Se pudessem escolher entre as
atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao
cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show
musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse
por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando
Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às
seguintes questões.
Para resolver o problema do baixo
índice de leitura no País seria preciso uma
política pública ampla, que ataque várias
questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do
governo na educação e na construção de mais
bibliotecas?
A opção "ler um livro"
aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que
usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa.
A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele
estar mais ao alcance da população e ter o
benefício de permitir uma ampla circulação de um
mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se
compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao
teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma
exposição ou a um show é possível observar
que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas
atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos
inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no
sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das
próximas gerações por atividades culturais.
Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem
bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da
cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural
como uma forma de entretenimento.
Sobre o preço, a
reclamação do leitor reflete a tese de que o livro
não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?
O levantamento mostra que há
uma inércia em relação à cultura que
não passa necessariamente pela questão do preço,
mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros
que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto
motivo, bem depois de "não tenho o hábito" e "porque
não gosto". Isso nos leva a crer que a questão é
intergeracional - em geral, os pais não têm o
hábito de frequentar "ambientes culturais", como museus, cinema
ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.
Se um trabalho coerente e de
eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível
prever quando o índice atingiria números
aceitáveis?
Não é possível
fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai
depender da recepção do público que, como
já vimos, passar por uma questão intergeracional.
É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço
nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de
incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal,
para gostar, é preciso conhecer, e a valorização
de hábitos culturais tem de começar cedo.
Em Números
LEU ALGUM LIVRO
23% (2009) contra 31% (2007)
ASSISTIU A ALGUMA PEÇA OU ESPETÁCULO DE TEATRO
6% (2009) ante 6% (2007)
VISITOU ALGUM TIPO DE EXPOSIÇÃO DE ARTE
4% (2009) contra 8% (2007)
FOI AO CINEMA
18% (2009) contra 17% (2007)
FOI A ALGUM TIPO DE SHOW DE MÚSICA
20% (2009) ante 20% (2007)
ASSISTIU A ALGUM ESPETÁCULO DE DANÇA
4% (2009) contra 7% (2007)
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Fonte: O Estado de São Paulo
Classe A ganha mais 303 mil famílias
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs.
22/02/2010 - SÃO PAULO - O
seleto grupo dos ricos brasileiros ganhou 303 mil novas famílias
nos últimos sete anos. O crescimento da classe C tornou-se a
vedete do comércio e da propaganda - até mesmo a
governamental -, mas a classe A mantém-se acima da marca de 1
milhão de famílias desde 2006 e continua crescendo.
Integram o topo da pirâmide pessoas com rendimento domiciliar
mensal acima de 20 salários mínimos (R$ 10,2 mil).
É um grupo de perfil diversificado: reúne desde
profissionais liberais até consumidores de artigos de luxo, como
Porsches e helicópteros.
Dados compilados pela MB Associados,
com base nas estatísticas do IBGE, a pedido do Estado, mostram
que o rendimento médio da classe A é hoje 48% maior que
em 2002. Mas, apesar desse crescimento, a participação da
classe A em relação ao total da população
não mudou - ainda representa apenas 1,9% das famílias
brasileiras.
Como base de
comparação, do fim de 2002 até 2009, 1,146
milhão de famílias passaram à classe B (renda de
10 a 20 salários mínimos) e 7,772 milhões à
classe C (renda de 3 a 10 salários mínimos). O
crescimento da renda não foi muito diferente entre as
categorias: dobrou na classe A, cresceu 116% na classe B e 142% para a
C.
O ano de crise de 2009 foi ruim para
a Classe A. A estimativa da MB Associados é que cerca de 10 mil
famílias tenham descido um degrau. Mas essa
oscilação não foi suficiente para tirar do grupo a
marca de 1 milhão de famílias (alcançada antes,
pontualmente, em 1996 e 1998). A expectativa é de que, passado o
pior da crise, o consumo nessa faixa de renda volte a crescer muito em
2010. As informações são do jornal O Estado de
S.Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo
Receita Federal moderniza sistema de declaração do Imposto de Renda na internet
Fonte: OAB/SC Notícias
A Receita Federal está
colocando em sua página na internet um maior número de
ferramentas para auxiliar o contribuinte na solução de
problemas com a declaração do Imposto de Renda, disse a
coordenadora-geral de Atendimento e Educação Fiscal da
Receita Federal, Maria Helena Cotta Cardozo.
A mudança também vai
trazer benefícios para a Receita, que passa a remanejar um
número maior de servidores para os grandes contribuintes e
questões mais complexas da declaração.
Um destes espaços na
página da Receita é o Centro Virtual de Atendimento, onde
o contribuinte pode acompanhar a sua declaração do
Imposto de Renda, suas pendências, se tem imposto a pagar, quais
programas de computador deve usar para enviar os dados à
Receita, entre outros itens.
A coordenadora enfatiza que o novo
modelo de atendimento ao cidadão da Receita é quase
tão importante como a chegada da internet para ao setor
público.
“Isso tudo é um
respeito maior ao cidadão e para tornar as coisas mais
práticas, que com a vida moderna não tem mais tempo para
nada. Então, o que a gente puder facilitar, a gente facilita
para o contribuinte”, disse Maria Helena.
Fonte: Agência Brasil