22/02/2009
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Minuta do TSE prevê mais uma vaga para SC na Câmara e na Assembléia

Selecionados no Prouni já podem realizar matrículas


Uma conquista particular

Segunda etapa do Sisu encerra inscrições com 550.972 inscritos

Decreto nº 7114, de 19 de fevereiro de 2010.

Pedágio na BR-101 fica mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina

América Latina sofre com baixa escolaridade


Cristovam propõe mudanças no Bolsa-família

Horas extras não podem ser impostas na celebração do contrato

MEC divulga lista de aprovados no Sisu

Educação precisa de 7% do PIB para que o país decole

É preciso mais que um ensino médio


Alunos de SC pedem para fazer dois cursos

Governo importa método cubano de alfabetização

Sem continuidade, método perde eficácia


Qual é seu maior sonho?

Financiamento estudantil é a alternativa mais viável para o desenvolvimento das instituições de ensino superior e de ensino médio que possuam cursos profissionais

Concessão do benefício do Bolsa Família pode sofre alterações

Brasil fica entre líderes em fusões e aquisições em 2009

Brasileiro lê menos que há dois anos

Classe A ganha mais 303 mil famílias

Receita Federal moderniza sistema de declaração do Imposto de Renda na internet

Minuta do TSE prevê mais uma vaga para SC na Câmara e na Assembléia

Fonte: OAB/SC Notícias
O Tribunal Superior Eleitoral publicou ontem (17), em seu site, a minuta de resolução que define o número de vagas de deputados federais na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembleias legislativas nas Eleições 2010.
O texto da minuta e um pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas, para que justamente fosse feita a redefinição dos quantitativos de deputados federais, serão discutidos em audiência pública marcada para o dia 24 de fevereiro, a partir das 15h, no auditório do TSE. Nesta audiência, também será discutida a minuta do voto em trânsito para presidente da República nas eleições de outubro.
Os estados do Rio de Janeiro e da Paraíba perdem duas vagas de deputados federais cada um na próxima legislatura, pelo texto da minuta. Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perdem, por sua vez, uma cadeira na Câmara cada um. O Pará é o estado que mais ganha em vagas, sobe de 17 para 20 deputados federais a partir de 2011. Minas Gerais vem em seguida, com aumento de duas cadeiras em sua bancada. Já Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.
Permanecem inalteradas as representações de São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. São Paulo continua a ser o estado com o maior número de deputados federais (70), permanecendo em oito o número de deputados nos estados com menor população.
Pela minuta, o número de representantes dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados se mantém em 513, assim distribuídos: São Paulo (70), Minas Gerais (55), Rio de Janeiro (44), Bahia (40), Rio Grande do Sul (30), Paraná (29), Pernambuco (24), Ceará (23), Pará (20), Maranhão (17), Santa Catarina (17), Goiás (16), Paraíba (10), Espírito Santo (10), Piauí (9), Alagoas (9), Rio Grande do Norte (9), Amazonas (9), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com oito deputados cada um.
As assembléias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal terão um total de 1.057 parlamentares, assim distribuídos: São Paulo (94), Minas Gerais (79), Rio de Janeiro (68), Bahia (64), Rio Grande do Sul (54), Paraná (53), Pernambuco (48), Ceará (47), Pará (44), Maranhão (41), Santa Catarina (41), Goiás (40), Paraíba (30), Espírito Santo (30), Piauí (27), Alagoas (27), Rio Grande do Norte (27), Amazonas (27), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com 24 deputados estaduais ou distritais cada um.
Audiência
Relator das instruções das Eleições 2010, o ministro Arnaldo Versiani quer, antes de apresentar as minutas de resolução ao plenário do TSE, debater os textos e o pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas com representantes dos partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demais interessados no assunto. A audiência foi autorizada no dia 11 pelo plenário do TSE.
Após ouvir as sugestões, caso Versiani não altere a minuta e o texto seja aprovado pelo plenário do Tribunal, a resolução que modifica o número de deputados federais de alguns estados provocará também alterações no quantitativo de integrantes nas assembleias legislativas destes estados.
A quantidade de cadeiras nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal é definida a partir do número de deputados federais. Estados com até 12 parlamentares federais podem ter o triplo de deputados estaduais. Depois disso, cada deputado federal equivale a um estadual.
Constituição e Lei Complementar
As alterações no número de deputados federais por estado buscam cumprir a Constituição Federal (artigo 45, parágrafo 1º) e a Lei Complementar 78/93, que disciplinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal. A Constituição determina ainda que se façam os ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhum estado tenha menos de oito ou mais de setenta deputados federais.
Para se adequar a essas exigências constitucionais e atualizar os quantitativos de deputados federais para a próxima legislatura, o TSE tomou como base a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em 1º de julho de 2009. A última mudança na representação de um estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da bancada de São Paulo para 70 parlamentares. 
A Assembleia Legislativa do Amazonas se baseou justamente no dispositivo constitucional e na lei complementar para solicitar ao Tribunal a redefinição do número de deputados federais nas eleições deste ano.
Em ano de eleições gerais, o TSE edita resolução sobre a composição da Câmara dos Deputados para a futura legislatura. Pelo calendário eleitoral, todas as resoluções das Eleições 2010 devem estar aprovadas pelo plenário do Tribunal até 5 de março.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Selecionados no Prouni já podem realizar matrículas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 089 - 02/10)
O período de matrícula dos estudantes pré-selecionados no Prouni (Programa Universidade para Todos) teve início na última quarta-feira, 17.  Com um total de 165 mil bolsas de estudos oferecidas, o programa registrou este ano cerca 822 mil concorrentes, um recorde do projeto. Nesta primeira edição foram selecionados 148.327 mil candidatos que poderão concorrer a bolsas integrais e parciais em Universidades particulares.
Para saber se foi pré-selecionado a uma das vagas, o concorrente deve acessar o site do MEC e informar o número de inscrição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e também o CPF (Cadastro de Pessoa Física). A data limite para matrícula será dia 26 de fevereiro.
Já os concorrentes que não foram selecionados nesta primeira etapa terão uma segunda chance; isso porque, entre os dias 4 e 7 de março, haverá outra fase de inscrições do Prouni, com resultados no dia 10 do mesmo mês.

Uma conquista particular
Fonte: Diário Catarinense 22 de fevereiro de 2010 | N° 8722A
Pré-selecionados têm até sexta-feira para comprovar dados. Histórias de quem já se beneficiou com o programa são inspiração aos que sonham com uma vaga no ensino superior
Mensalidade da faculdade, aluguel do apartamento, pilhas de fotocópias, livros, passagem de ônibus. Vida de estudante é uma dureza. Não é à toa que conquistar uma vaga no ensino superior ganhou status de sonho para muitos jovens.
Encurralados entre as concorridas vagas nas universidades públicas e a falta de dinheiro para pagar uma instituição privada, muitos encontram no Programa Universidade Para Todos (Prouni) a única alternativa para botar as mãos em um diploma de graduação. Para quem agarrou esta oportunidade, muita atenção. O prazo de matrículas para os aprovados termina esta semana (veja quadro na próxima página).
O programa do governo federal oferece bolsas de estudos para estudantes de baixa renda na rede privada de ensino desde 2005. Este ano, a segunda turma está se formando. São pessoas como Marina Vieira que, há pouco menos de um ano da tão esperada formatura, sonha alto quando o assuntos são os planos para o futuro.
Nestas páginas, estão as histórias de Marina e de outros dois jovens beneficiados pelo Prouni. Eles são exemplos que justificam o aumento na procura pelo programa. Neste ano, o número de inscritos no primeiro semestre foi recorde: 820 mil, contra 793 em 2006. A quantidade de bolsas também cresceu em 112% de 2005 a 2009.
Em troca da vaga, as universidades têm isenção de impostos.
– A isenção é muito importante para as universidade privadas. E os bolsistas são bons alunos. A Estácio de Sá até adotou uma premiação para os melhores estudantes. Eu diria que 40% deles são bolsistas do Prouni – calcula o vice-presidente da Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina e diretor da faculdade Estácio de Sá, Ary Oliveira Filho.
O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alvaro Prata, também apoia o programa do governo federal. De acordo com o dirigente, o ensino público superior abriga cerca de 600 mil estudantes, o equivalente a 10% de todo o sistema.
– Enquanto não temos todas as vagas no ensino público podemos aproveitar o sistema privado.
Mas nem tudo está perdido para quem ficou de fora da seleção. Depois de feita a comprovação dos dados econômicos prestados no formulário, um novo período de inscrições para candidatos a vagas remanescentes será aberto, de 4 a 7 de março.
mauricio.frighetto@diario.com.br
MAURÍCIO FRIGHETTO
Link:http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2816985.xml&template=3898.dwt&edition=14160&section=846

Segunda etapa do Sisu encerra inscrições com 550.972 inscritos
Fonte: Jornal da Educação
Já está disponível a lista de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que ocuparão as 29.240 vagas em 51 instituições de ensino superior da segunda etapa de inscrição de 2010. Ao todo forma recebidas 550.972 inscrições.
O próximo passo que os estudantes devem dar é fazer a inscrição na instituição de ensino para a qual foram selecionados até a próxima sexta-feira, dia 26. Para saber os documentos necessários para a inscrição é preciso entrar no site do Sisu ou ir à instituição de ensino que estudará.
Os candidatos que não forma selecionados nesta segunda etapa ainda terão a oportunidade de concorrer a uma vaga na terceira chamada, que terá prazo de inscrição entre 1º e 3 de março.
Mais informações na página www.mec.gov.br

Decreto nº 7114, de 19 de fevereiro de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs. 
22/02/2010 - Dá nova redação a dispositivos do Decreto nº 6.092, de 24 de abril de 2007, que regulamenta o Auxílio de Avaliação Educacional - AAE.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2212.pdf 
Fonte: DOU nº 34 - 22-02-2010 

Pedágio na BR-101 fica mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina
Fonte: Diário Catarinense 22/02/2010
Tarifa básica passará de R$ 1,10 para R$ 1,20
O pedágio na BR-101 ficará mais caro a partir desta segunda-feira em Santa Catarina. A tarifa básica passará de R$ 1,10 para R$ 1,20. Confira os novos valores na tabela abaixo.
A concessionária que administra a rodovia, Autopista Litoral Sul, informa que o aumento da tarifa será aplicado nas quatro praças de pedágio entre Garuva, no Norte do Estado, e Palhoça, na Grande Florianópolis.
Segundo a concessionária, o reajuste anual está previsto no contrato de concessão, assinado entre a empresa e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no dia 14 de fevereiro de 2008.
A data de reajuste é feita sempre na data de aniversário da inauguração da primeira praça de pedágio, que no caso da BR-101, é no dia 22 de fevereiro.

América Latina sofre com baixa escolaridade
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 091 - 02/10)
Quanto mais baixo o nível educacional de jovens, menor será o acesso a empregos de qualidade e de alta produtividade, particularmente entre as mulheres. A afirmação foi feita pelo secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, Antonio Prado, durante encontro em Lima, no Peru.
De acordo com o Secretário, somente 32,4% das mulheres latino-americanas com até três anos de escolaridade estão empregadas. Quando há formação nos Ensinos Fundamental e Médio, entretanto, o número sobe para 53% de pessoas do sexo feminino inseridas no mercado de trabalho. Prado acha que a relação entre escolaridade e pobreza está diretamente ligada; isso porque, segundo dados, 25% dos jovens mais pobres da região não têm renda e nem trabalham.
Para melhorar a situação dos latino-americanos, a recomendação do Secretário-executivo da ONU (Organização das Nações Unidas) se baseia na melhora do sistema educacional, assim como na iniciativa de investir mais na área.

Cristovam propõe mudanças no Bolsa-família
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 095 - 02/10)
O Bolsa-família, programa do governo-federal, pode sofrer algumas modificações de acordo com projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Segundo o projeto de lei 6747/10, já aprovado pelo senado, o pagamento do Bolsa-Família deve ser condicionado à frequência dos pais a reuniões escolares.
Para não haver transtornos, as reuniões devem ser marcadas fora do horário de expediente dos pais. Para o senador, a presença dos pais na vida escolar do estudante é muito importante, pois o dever de educar deve ser divido entre o pai, a mãe e o Estado. Com isso, o projeto altera a Lei original (10.836/04) que criou o programa do governo. Já a proposta atual está em caráter conclusivo e em regime de prioridade. 

Horas extras não podem ser impostas na celebração do contrato
Fonte: OAB/SC Notícias
Por maioria de votos, a Seção I de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso da Agip do Brasil contra a condenação de pagar como hora normal de jornada as horas extras pré-contratadas no ato de admissão do trabalhador.
O relator dos embargos da empresa, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, defendeu a tese de que a pré-contratação de horas extras na celebração do contrato é ilegítima, justamente porque descaracteriza a natureza extraordinária da prorrogação da jornada normal de trabalho.
Quando esse tipo de contrato acontece, explicou o relator, deve ser considerado nulo. Já o salário contratual do empregado é aquele com o acréscimo das horas extras pré-contratadas, pois, havendo trabalho extraordinário, deve ser pago separadamente pelo empregador.
Na Justiça do Trabalho, o ajudante de caminhão alegou que vendia botijões de gás para a Agip e assinou acordo de prorrogação de jornada em duas horas extraordinárias por dia. Pediu a declaração de nulidade desse ajuste contratual e, por consequência, as diferenças salariais daí decorrentes.
A 3ª Vara do Trabalho de Canoas, no Rio Grande do Sul, concordou com os argumentos do empregado, mas o Tribunal do Trabalho gaúcho (4ª Região) confirmou a validade do contrato.
Quando o recurso de revista do empregado chegou ao TST, a Terceira Turma reformou a decisão do Regional e declarou a nulidade da prévia contratação de duas horas extraordinárias por dia, restabelecendo, assim, os créditos salariais devidos pela empresa ao trabalhador.
Por analogia, a Turma aplicou ao caso a Súmula nº 199 do TST, que veda a pré-contratação de horas extras para a categoria dos bancários. Para a Turma, quando o artigo 59 da CLT estabelece que a jornada poderá ser acrescida de horas suplementares, significa que o trabalho extraordinário constitui exceção à duração normal da jornada.
Nos embargos à SDI, a empresa sustentou que esse entendimento era inaplicável à hipótese dos autos e contrariava a Súmula nº 199, uma vez que a norma era destinada à categoria dos bancários.
Entretanto, na interpretação do ministro Aloysio, ao tratar da nulidade da contratação de hora suplementar no momento da admissão do empregado, a súmula não contém impedimento para aplicação a outros profissionais, embora traga no título a expressão “bancário”. O entendimento da Turma, concluiu o ministro, visava à proteção do trabalhador e não contrariou a súmula.
Durante o julgamento, o vice-presidente do Tribunal, ministro João Oreste Dalazen, divergiu do relator. O ministro observou que o artigo 59 da CLT permite a celebração por escrito de prorrogação de jornada mediante contraprestação salarial. Disse ainda que, no caso dos bancários, para os quais se destina a súmula, a legislação proíbe a sistemática prorrogação da jornada.
De acordo com o ministro Dalazen, portanto, a decisão que estava sendo proposta entrava em conflito com o texto da lei. “Ainda que possamos entender que é de boa política do ponto de vista social inibir a prestação sistemática de horas extras, porque, por sua vez, reduz o mercado de trabalho, nós não podemos decidir contra texto expresso de lei”, afirmou o vice-presidente.
Por outro lado, o ministro Aloysio chamou a atenção para o caráter excepcional da prorrogação da jornada. De acordo com relator, o artigo 59 da CLT fala da possibilidade de a jornada normal do trabalho ser prorrogada mediante acordo escrito ou contrato coletivo, mas não autoriza a pré-contratação de horas extras no início da relação de emprego. Do contrário, sustentou o relator, se o artigo 59 for aplicável à celebração do contrato, o mesmo teria que acontecer com o artigo 225 da CLT, que permite excepcionalmente a prorrogação da jornada de trabalho do bancário.
Com a divergência, votaram os ministros Maria Cristina Peduzzi e Brito Pereira. Os demais integrantes da SDI-1 acompanharam o relator. (E-ED-RR - 8345300-48.2003.5.04.0900)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

MEC divulga lista de aprovados no Sisu
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 22/02/2010 - Recife PE 
Relação dos aprovados na segunda fase do Sistema de Seleção Unificada, que seleciona candidatos a vagas em universidades e institutos federais de educação, está disponível no site http://sisu.mec.gov.br 
BRASÍLIA – A relação dos aprovados na segunda etapa do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos às vagas em universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia, já está disponível para consulta através do site http://sisu.mec.gov.br/. Os candidatos aprovados devem efetuar a matrícula na instituição de ensino e o prazo é de 23 a 26 de fevereiro, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Nessa segunda etapa, são oferecidas 29.240 vagas nas 51 instituições participantes do Sisu, entre universidades e institutos federais, de acordo com o MEC.
No site é possível consultar o resultado pesquisando por unidade federativa, instituição   de ensino, campus e curso. Como resultado da busca, será exibida a lista dos classificados com identificação do nome e número de inscrição do candidato no Enem. Os candidatos inscritos poderão acessar o sistema informando o número de inscrição no Enem e a senha cadastrada no Sisu, para consultar sua nota final após a ponderação dos pesos atribuídos pelas instituições e saber como foi feito o cálculo. Além disso, o aluno saberá sua classificação no curso escolhido e os documentos exigidos pela instituição para que seja efetuada a matrícula.
A ocupação da vaga só é confirmada após a realização da matrícula na instituição. As vagas não ocupadas serão ofertadas novamente em uma etapa complementar de inscrições, que  vai de 1º a 3 de março. Os candidatos não selecionados na primeira e segunda etapas poderão se inscrever novamente na etapa complementar, assim como aqueles que ainda não se inscreveram no Sisu. Participam da primeira edição da seleção unificada 23 universidades e 26 institutos federais. Além das instituições federais, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE também participam do Sisu. INSCRITOS - O MEC registrou 550.972 estudantes inscritos na segunda etapa do Sisu. Em todo o país, 60% das vagas da primeira etapa não foram preenchidas. Na segunda fase, 29.240 postos foram oferecidos em quase todos os cursos, inclusive para medicina. 

Educação precisa de 7% do PIB para que o país decole
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:41 hs. 
20/02/2010 - A previsão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil se tornará a quinta maior economia mundial em cerca de dez anos tende a não se concretizar, caso se mantenham os desembolsos em educação, segundo especialistas.
"Da forma como o governo tem investido no setor, qualitativa e quantitativamente, não há meios de chegar a quinta posição, principalmente por escassez de mão-de-obra qualificada", analisa Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE).
Segundo ele, seria necessário ampliar os investimentos totais (governo, estados e municípios) da média de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano para 7%. "Este é o mínimo adequado para sustentar crescimento nacional acima de 5% no longo prazo. Há países que aplicam 12% do PIB", calcula.
Um fator que reforçará o caixa para ações no setor é a extinção da Desvinculação de Recursos da União (DRU), medida que injetará R$ 7,5 bilhões ao ano no segmento a partir de 2011, conforme expectativa do Ministério da Educação. Tal mecanismo permitia que 20% dos recursos públicos da área fossem utilizados livremente pelo Executivo.
Mais importante que volume, porém, é o direcionamento dos recursos. "O Brasil gasta o mesmo em proporção do PIB que a Coreia, por exemplo, que é a quinta região com a melhor qualidade de ensino do mundo, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa)", diz economista Naércio Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Ele destaca que, atualmente, os gastos com ensino superior são seis vezes maiores que com educação básica (infantil, fundamental e ensino médio). "Essa proporção já foi muito maior. Em 2000, a disparidade chegava a onze vezes e, desde 2007, vem se reduzindo."
Um dos principais problemas dessa política de distribuição está na quantidade de pessoas atingidas pelo sistema. De acordo com dados da a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os alunos de curso superior somam menos de 3% do total de estudantes do país.
"O ensino básico carece de recursos, enquanto o governo federal foca sua atuação no segmento que menos demanda investimentos, o ensino superior", avalia Magalhães.
A OCDE aponta que o Brasil possui um dos menores aportes por aluno, considerando todos os níveis educacionais, entre 30 países. A média global é de US$ 7,5 mil. O Brasil investe US$ 1,5 mil. As demais regiões que estão abaixo de US$ 3 mil são o Chile (US$ 2,6 mil), México (US$ 2,4 mil) e Rússia (US$ 2 mil).
A matemática da educação
Com a crise financeira internacional, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), uma das principais fontes de recurso do setor, sofreu redução de R$ 9,2 bilhões em 2009, segundo estimativas da Confederação Nacional de Municípios. Desta forma, o volume disponível para investimentos fechou o ano em R$ 67,6 bilhões.
Do montante, R$ 5 bilhões vieram da União. Mesmo com a redução, o valor foi 9,2% superior ao acumulado em 2008, de R$ 61,9 bilhões. Já a previsão para 2010 é que ele chegue a R$ 83,8 bilhões.
Por conta da Emenda Constitucional 53, de 2006, a União deixa de contribuir com valores fixos e passa a repassar 10% do valor do que estados e municípios repassam - serão R$ 76,2 bilhões este ano, e a União vai repassar R$ 7,6 bilhões. Até então, a União repassava R$ 4,5 bilhões. 
Fonte: Jornal Brasil Econômico

É preciso mais que um ensino médio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:58 hs. 
20/02/2010 - Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, recentemente divulgados, acendem o sinal amarelo para essa etapa da formação escolar no Brasil. Quase metade dos 2,6 milhões de estudantes que fizeram a prova em 2009 obteve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame. O pior desempenho foi em Matemática (57,7% dos participantes ficaram abaixo da média), seguido de Ciências Humanas, ou seja, História e Geografia (49,8% não alcançaram os 500 pontos), Ciências da Natureza, que incluem Química, Física e Biologia (48,7% também ficaram aquém da média) e Linguagens, as quais avaliam leitura e língua portuguesa (com 47% sem atingir essa mesma faixa de corte).
A verdade é que, nas quatro áreas avaliadas, os estudantes tiveram desempenho medíocre. Como poderão obter êxito na etapa seguinte, isto é, no nível superior? Mais preocupante ainda: como enfrentarão, depois, o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo? Chega a ser um enigma como enfrentam, hoje, os diversos desafios da sociedade contemporânea. Os resultados do Enem refletem uma carência que tem origem ainda no ensino fundamental: não temos uma educação compatível com as demandas do mundo contemporâneo.
O Brasil demonstra avanços nesse sentido. A própria realização periódica de exames como o Enem e o Enade, entre outros, permite ao Estado e à sociedade obter um diagnóstico da situação do ensino e do aprendizado no País e, com isso, continuar enfrentando as deficiências mais flagrantes. Os estímulos, de diversos tipos, em diversos níveis, a uma formação continuada também revelam a disposição do governo de elevar o padrão educacional brasileiro. O mesmo vale dizer de algumas administrações estaduais e municipais, que procuram investir em educação com o mesmo entusiasmo com que constroem pontes e inauguram praças.
Acontece que alcançar a excelência em educação é trabalho para décadas. Por isso mesmo, agir no presente, com eficiência e agilidade, torna-se tão importante. O que os resultados do Enem 2009 apontam não configura surpresa. Apenas confirmam suspeitas e mesmo diagnósticos anteriores, nacionais e internacionais, ainda que de menor envergadura. As alavancagens dos últimos anos fizeram muito pela educação no Brasil, mas ainda não a colocaram num patamar comparável com o de nações mais desenvolvidas. Falta muito para o muito bom, o excelente, o ótimo.
Mas como chegar lá? Alguns estudos e pesquisas oferecem sugestões bastante razoáveis. Nos EUA acaba de sair um livro intitulado Organizing Schools for Improvement: Lessons from Chicago (algo como Preparando Escolas para o Aperfeiçoamento: Lições de Chicago, em tradução livre). Lançamento da Universidade de Chicago, a obra aponta cinco ingredientes principais para o êxito da educação em escolas urbanas: liderança forte (diretores com estratégia, focados no ensino e abertos à participação de outros membros da comunidade escolar); relações abertas com os pais e a comunidade em geral; capacitação de professores, que precisam acreditar na mudança e nela envolver-se; ambiente seguro, acolhedor e estimulante para o aprendizado; e orientações e materiais didáticos de qualidade.
Os pesquisadores de Chicago observaram que cada um desses ingredientes pode ter sua importância individualmente, mas a combinação deles garante êxito maior. Entre as escolas pesquisadas, as que se saíam bem nas cinco áreas essenciais obtinham resultados dez vezes melhores em leitura e Matemática, por exemplo, do que escolas bem-sucedidas em apenas uma ou duas das áreas. Os estudiosos descobriram também que as escolas em pior situação estavam em bairros onde havia mais famílias habitando moradias públicas e a taxa de criminalidade era mais elevada. Na palavra dos pesquisadores, nesses lugares faltavam "capital social" e "eficiência coletiva", e a melhora da educação ali era improvável. Sabemos, aqui, no Brasil, e na América Latina em geral, que esse é um dos maiores desafios que enfrenta a educação. A violência nas escolas e na comunidade que as cerca pode levar os estudantes a prejuízos como dificuldade de concentração, absenteísmo, repetência, etc. "Quando a densidade dos pr oblemas que entram pela porta da frente é tão palpável diariamente, ela acaba por consumir todo o tempo e energia e prejudica os esforços para melhorar o ensino e a aprendizagem", afirma Anthony Bryk, organizador da obra.
Outra pesquisa recente, também norte-americana, realizada entre professores em sala de aula, mostra que o melhor indicador de eficiência na aprendizagem está no envolvimento dos estudantes com o curso. Essa, ao menos, é a opinião de 92% dos professores de escolas públicas ouvidos no estudo Convergence and Contradictions in Teacher"s Perceptions of Policy Reform Ideas (algo como Convergência e Contradições nas Percepções dos Professores sobre Ideias de Política de Reforma Educacional). Eles enfatizam que o envolvimento dos estudantes na sala de aula é que faz a diferença no processo de ensino e aprendizagem. Sem dúvida, para esses educadores, precisamos de estratégias educacionais que realmente motivem os estudantes.
Novidade? Não! Estas últimas evidências demonstram uma vez mais o que já sabemos, mas não conseguimos implementar com a velocidade e a continuidade necessárias.
Enfim, sugestões, propostas, ideias não faltam aqui e alhures. O debate segue aberto. Resultados como os do mais recente Enem só comprovam a necessidade e a relevância de se incorporarem insumos e inovações que permitam ao Brasil avançar para além do padrão médio - ou abaixo do médio - e finalmente alcançar o nível de excelência compatível com seu status de potência emergente.
Jorge Werthein, doutor em Educação pela Stanford University, vice-presidente da Sangari Brasil, foi representante da Unesco no Brasil.
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Fonte: O Estado de São Paulo 

Alunos de SC pedem para fazer dois cursos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs. 
20/02/2010 - Lei federal proíbe que universitário estude em duas instituições públicas gratuitas ao mesmo tempoEstudantes de Santa Catarina têm procurado a Justiça para tentar garantir matrículas em duas instituições públicas de ensino superior. A prática foi proibida neste ano pela Lei Federal 12.089, sancionada em novembro pelo presidente Lula.
No primeiro dia de matrículas, na quinta-feira, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu quatro liminares que possibilitaram a inscrição provisória de universitários que estudam em outra faculdade gratuita. Os nomes deles não foram divulgados.
O diretor do Departamento de Administração Escolar da UFSC, Luiz Carlos Podestá, disse que houve casos em que a Justiça não atendeu aos pedidos dos estudantes.
No curso de Engenharia Elétrica há um aluno que entrou com recurso para fazer a matrícula. O coordenador do curso, Renato Pacheco, disse que o estudante está cursando a quarta fase de Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e não quis perder a vaga conquistada nas duas faculdades.
Ontem terminou o período de matrículas na UFSC, que aprovou 5,3 mil candidatos no último vestibular. A universidade não informou se houve novas liminares.
A Udesc, que fez as matrículas no dia 8 de fevereiro, informou ter recebido três mandados de segurança. A pró-reitora de Ensino, Sandra Makowiecky, disse que tem medo que esses casos abram precedentes para outros. Ela considera que os três “estudantes pertencem a uma minoria” porque a universidade aprovou 1,5 mil candidatos no último vestibular.
Universidade da Fronteira não recebeu nenhuma liminar
O Instituto Federal de Educação Tecnológica (IF-SC) não recebeu nenhuma liminar ou mandado. A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) também não.
A estudante Mariana Mendes de Oliveira, 19 anos, é uma das que se sente prejudicada pela nova lei. Ela iria para a segunda fase do curso de Pedagogia da Udesc. Mas como passou para Serviço Social na UFSC, precisou optar. Ontem, ao se matricular na universidade federal, teve de assinar declaração garantindo que não está matriculada em outra instituição gratuita.
– Eu entrei em um cursinho no ano passado porque queria passar na UFSC. A ideia era cursar nas duas universidades. Uma é matutina e outra é noturna – diz.
A colega de turma Amábile Elias Policarpo, 17 anos, também assinou a declaração. Mesmo abrindo mão do curso de Pedagogia na Udesc, para o qual passou neste ano, ela não viu problemas em ter que fazer a escolha.
O estudante que descumprir a lei perderá a matrícula mais antiga se estiver cursando em instituições diferentes e a mais recente se estiver estudando na mesma universidade.
Se descoberto estudando em duas instituições gratuitas, o aluno terá cinco dias úteis para resolver em qual pretende ficar. 
Fonte: Diário Catarinense 

Governo importa método cubano de alfabetização
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
Programa é baseado em 65 aulas em vídeo, recorde para cursos do tipo, que costumam durar de seis a oito meses. Técnicos de Cuba foram enviados aos Estados ondeo Ministério da Pesca implementa o projeto; despesas são pagas pelo Brasil
ANGELA PINHO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Após anos de resultados tímidos no combate ao analfabetismo, o governo Lula resolveu importar de Cuba uma tentativa de atacar o problema. Há dois meses, o governo federal utiliza um método importado da ilha caribenha para ensinar pescadores a ler e escrever. O programa -chamado Sim, eu posso, ou Yo, sí puedo, no original- promete alfabetizar uma pessoa após 65 aulas em vídeo, um tempo recorde para cursos do tipo, que costumam durar de seis a oito meses. Para implantar o método, técnicos cubanos foram enviados aos cinco Estados onde o projeto está sendo implementado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. O governo de Raúl Castro cedeu os filmes e enviou os consultores. O Brasil paga as despesas deles no país. Para Maria Luiza Gonçalves Ramos, que coordena o programa, a principal vantagem do Sim, eu posso é que ele se adequa ao tempo dos pescadores: como eles passam longos períodos no mar ou no rio, tendem a abandonar cursos de alfabetização mais extensos. Já o Sim, eu posso pode ser encaixado no período de defeso, em que a pesca é proibida e que  dura em média três meses. Depois, são feitos "círculos de cultura", com objetivo de consolidar o aprendizado. Trazido ao Brasil em 2005, em um projeto-piloto do Ministério da Educação no Piauí que acabou não tendo seguimento, o Sim, eu posso também é utilizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e será aplicado neste ano em Fortaleza e João Pessoa.
Vantagens - Para a coordenadora de educação do movimento, Maria Cristina Vargas, uma das principais vantagens do método é que ele possibilita que lugares com pouca estrutura, ou com educadores menos qualificados, tenham acesso às mesmas condições de locais mais favorecidos, uma vez que a aula acontece pelo vídeo. Por outro lado, críticos apontam que o método não vai muito além da decodificação do alfabeto. Antonio Ferreira Sobrinho, professor da UFPI (Universidade Federal do Piauí) que acompanhou o projeto-piloto no Piauí, avalia que o método tira o aluno do estágio mais primário do analfabetismo, mas, diferentemente de outros  programas, não enfatiza leitura e interpretação de textos. Esse, segundo ele, foi um dos motivos para o projeto não continuar no Estado -além do custo de aparelhos de TV e DVD.
Timothy Ireland, especialista em educação da Unesco (ligada à ONU) e à frente do departamento de Educação de Jovens e Adultos do MEC na época, também diz que não adianta os alunos aprenderem rápido com o Sim, eu posso se não continuarem estudando depois -com o tempo, esquecem o que aprenderam. De acordo com ele, a avaliação da aplicação do método no Piauí indicou que a eficácia da iniciativa estava mais ligada ao fato de os alfabetizadores terem tido treinamento prévio e acompanhamento ao longo do programa do que ao método em si. Cerca de 80% dos que participaram dos cursos foram considerados alfabetizados. Embora venha ganhando espaço no país nos últimos anos, o Sim, eu posso é ainda minoritário entre os métodos de alfabetização usados no Brasil e tem uma abrangência pequena. 

Sem continuidade, método perde eficácia
Fonte: Clipping Educacional Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
No afã de superar baixos índices de alfabetização, Estados adotam métodos aligeirados que comprometem a qualidade e a relevância da aprendizagem
MOACIR GADOTTI ESPECIAL PARA A FOLHA 
O "Documento de Incidência da Sociedade Civil", preparado pelo Conselho Internacional de Educação de Adultos e discutido na 4ª Conferência Internacional de Educação de Adultos da Unesco, realizada em Belém, no início de dezembro de 2009, fez um apelo aos Estados "para superar e ir além das iniciativas baseadas em alfabetização a curto prazo e campanhas de pós-alfabetização". No afã de superar baixos índices de alfabetização, Estados vêm adotando métodos aligeirados que comprometem a qualidade e a relevância da aprendizagem. As políticas devem ser articuladas no marco da aprendizagem ao longo de toda a vida. Sem políticas estruturantes de longo prazo, intersetoriais e integrais, não conseguiremos eliminar o analfabetismo. Os  promotores do chamado método cubano "Yo, sí puedo" (Sim, eu posso) sustentam que podem alfabetizar em 35 dias. Como um processo de alfabetização intensivo, ele se utiliza de cartilhas e é marcadamente instrucionalista. Podemos reconhecer a sua eficácia, mas não podemos deixar de apontar, também, suas limitações pedagógicas. A avaliação, por exemplo, não pode se constituir apenas de uma prova final ou da cópia de uma carta.
Como um instrumento inicial de promoção da alfabetização, ele pode ter efeitos positivos. Contudo, sem uma continuidade, esse método, a médio prazo, perde a eficácia inicial. As campanhas gerais, notadamente com   voluntários e na base de muita mídia, desconsideram os diferentes contextos regionais e a diversidade cultural dos aprendizes. A utilização de novas tecnologias não deve quebrar a relação pedagógica. Nada substitui o alfabetizador. A alfabetização é multifacetada. Não há uma só alfabetização como não há nenhum método milagroso. Existem várias alfabetizações: digital, cívica, ecológica, política... Há conhecimentos sensíveis, técnicos, simbólicos. O combate ao analfabetismo não se reduz à política de escolha de um método. A educação de adultos, a começar pela alfabetização, é um direito que deve ser garantido a todos e com qualidade. MOACIR GADOTTI é professor da Faculdade de Educação da USP e diretor do Instituto Paulo Freire 

Qual é seu maior sonho?
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 21/02/2010 - São Paulo SP
No universo de expectativas de cerca de 54 milhões de jovens brasileiros figuram, na ordem, emprego, habitação e estudo
GILBERTO DIMENSTEIN 
É POSSÍVEL perceber como as mulheres vão superar os homens no mercado de trabalho a partir de uma informação colhida pelo Datafolha em investigação sobre qual é o maior sonho dos jovens brasileiros. Para 20% das meninas entre 16 e 17 anos, o maior sonho está ligado a um bom diploma universitário, o dobro da taxa dos meninos da mesma idade. Na pesquisa, o entrevistado tinha direito a uma resposta. Esse é um detalhe do universo de expectativas dessa camada de cerca de 54 milhões de jovens brasileiros que, pela ordem, têm os seguintes sonhos: emprego, habitação, estudo. São pontos bem concretos: apenas 1%, por exemplo, coloca como maior sonho acabar com a violência. É a mesma porcentagem dos que desejam ser jogadores de futebol. Aposta-se basicamente no trabalho e no estudo: somente 1% dos entrevistados imaginam que vale a pena sonhar em ficar rico ganhando na loteria. Uma das possíveis novidades da eleição presidencial é a juventude subir ao topo da agenda -essa é a proposta da ministra Dilma Rousseff, aclamada pré-candidata do PT à sucessão de Lula. Em busca de um discurso que marque sua candidatura e, ao mesmo tempo, arrecade votos, Dilma informa que colocará a juventude como um dos eixos de sua campanha. Há tempos venho dizendo que não existe maior bomba social do que a questão da juventude, com seus milhares de seres com baixas perspectivas. Podemos traduzir essa bomba de vários jeitos. Um deles, o mais óbvio, pela violência  que infesta as cidades. Outro é o fato de que, apesar do alto nível de desemprego no país, 1,6 milhão de vagas no mercado formal de trabalho não foram preenchidas por falta de mão de obra qualificada. À medida que as mulheres estudam mais, elas tendem a ocupar mais espaço. No cardápio jovem de Dilma, aparecem promessas que vão do acesso à banda larga, estímulos à compra da casa própria a linhas de créditos especiais e avanços educacionais. Tudo, por enquanto, vago, como convém a uma disputa eleitoral.
A verdade, porém, é que essa tarefa de apoio à juventude depende muito menos de um presidente, por mais dinheiro que tenha, do que dos prefeitos e governadores. Fora disso, é conversa de palanque. Quando chega à adolescência, o indivíduo sem recursos é uma síntese das mais variadas carências, iniciadas no berço e acentuadas com os anos. Entre elas, não saber ler nem escrever direito. Apoiar com consistência a juventude significa melhorar o ensino médio, onde se localiza um dos grandes buracos negros nacionais. Estudos mostram que os adolescentes não veem utilidade nas aulas, desconectadas da realidade e do mercado do trabalho. Por todos os lados, faltam professores, especialmente em ciências e matemática. Não consigo ver nenhum plano consistente para a juventude que não esteja centrado no ensino médio em tempo integral. E que, nele, o tempo integral não se traduza em vivência cultural dentro e fora da  escola, além de cuidados com a saúde física e mental. Ou seja, a escola precisa ser um polo articulador. Há, entretanto, avanços a serem registrados: o maior deles é a consciência da importância dos cursos profissionalizantes. É uma proposta que abriu espaço na agenda da gestão Lula. Mas quem sai na frente é José Serra, que, em São Paulo, realizou uma medida simples: ocupou as salas vagas das escolas estaduais com cursos técnicos. Economizaram-se R$ 240 milhões e abriram-se 27 mil vagas. Montou-se, assim, uma porta de saída. O grau de empregabilidade desses cursos é de 78% já no primeiro ano depois de o aluno se formar.
Temos a vantagem de que as empresas estão desesperadas correndo atrás de trabalhadores qualificados, um gargalo para o crescimento econômico. É uma linguagem capaz de sensibilizar o poder e os próprios empresários a investirem mais em educação. Esse é o assunto que ocupa cada vez mais a atenção das entidades empresariais. É um sinal de que o assunto não deve ficar apenas nos palanques e exigirá muito mais do que a boa vontade de um presidente. PS - Curiosidade sobre os jovens e as eleições: Dilma encontra sua melhor pontuação entre os jovens mais ricos (32%), bem maior do que na média dessa faixa etária (20%). Coloquei em meu site (www.dimenstein.com.br) os dados do Datafolha sobre a intenção de votos da juventude e seus sonhos. 

Financiamento estudantil é a alternativa mais viável para o desenvolvimento das instituições de ensino superior e de ensino médio que possuam cursos profissionais
Fonte: Jornal da Educação
As universidades, centros universitários, faculdades e escolas de ensino médio que possuem cursos profissionais dispõem, a partir de 2010, de mecanismos capazes de possibilitar o acesso de um maior contingente de estudantes às diversas habilitações que são oferecidas nesse início de ano letivo.
As novas normas que regulam o FIES, especialmente a partir da edição da Lei nº 12.202, de 14 de janeiro de 2010, possibilitam que alunos de todos os cursos se habilitem para a obtenção das linhas de recursos que estão disponibilizadas.
Com as disposições há outras opções de agentes financeiros, tendo sido quebrado o monopólio que antes existia com apenas a Caixa Econômica Federal como órgão oficial.  Hoje, há a possibilidade de outros bancos serem os intermediários dessa linha.
Para as entidades mantenedoras, especialmente as que têm dificuldades para recolhimento dos tributos federais, é a oportunidade de obter os títulos de crédito necessários para o pagamento dos impostos e contribuições previdenciárias, indispensáveis para a regularidade fiscal.
O grande desafio é a capacidade que as instituições terão que ter de trazer os alunos para os seus cursos.  A mais aconselhável linha é a de trabalhar com os discentes que estão com as matrículas trancadas (especialmente por não terem tido recursos para pagamento das parcelas normais).
 
Concessão do benefício do Bolsa Família pode sofre alterações
Fonte: Jornal da Educação
Está na pauta de votações da reunião desta terça-feira, dia 23, da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal Projeto de Lei do senador Tasso Jereissati que prevê a ampliação do Bolsa Família para os estudantes que tiverem bom desempenho escolar.
De acordo com a proposta, o benefício será pago segundo os resultados obtidos pelas crianças de seis a 12 anos e de adolescentes de 13 a 17 anos em avaliações oficiais.
Para Jereissati esta é uma maneira de incentivar a melhoria da qualidade da educação, ampliando também o interesse dos alunos pelo estudo e estimulando os professores em seu trabalho educacional.
A comissão tem em pauta ainda a análise de projetos como o que fixa em cinco anos a idade limite de crianças atendidas na educação infantil; o que amplia o leque de cursos superiores que podem receber, para ensino e pesquisa de caráter científico, cadáver não reclamado perante as autoridades públicas no prazo de 30 dias; entre outros.

Brasil fica entre líderes em fusões e aquisições em 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs. 
22/02/2010 - O Brasil foi destaque no movimento global de fusões e aquisições da indústria de mineração e metais em 2009 e deverá permanecer como um dos 20 principais do setor em 2010. Assim indicam os negócios anunciados neste início do ano pela Vale e pela CSN, avalia Luiz Claudio Campos, diretor de Project Finance da Ernst& Young para o Brasil. A consultoria acaba de concluir estudo sobre Transações Globais no Setor de Mineração e Metais em 2009, ao qual o Valor teve acesso.
Campos destacou o apetite que vêm demonstrando as grandes empresas brasileiras em ir às compras, dando como exemplo o anuncio feito pela Vale de suas aquisições de ativos de fertilizantes da Bunge Participações e Investimentos, no começo deste ano, que lhe custaram US$ 5,5 bilhões, incluindo ações da Fosfértil, Mosaic e Yara. No caso da CSN, ressaltou a oferta hostil de mais de US$ 6 bilhões feita pelo controle da cimenteira portuguesa Cimpor, num negócio disputado por outros dois grandes grupos nacionais - Votorantim e Camargo Corrêa.
Em 2009, o Brasil ficou em quarto e sexto lugares, respectivamente, no ranking dos 20 maiores mercados-alvo e dos 20 maiores compradores de ativos de minério e metais no mercado global, segundo o levantamento da E&Y. A Vale figurou na relação dos 13 "megadeals" de 2009, citada em duas transações. Numa, a empresa atuou como compradora de ações da ThyssenKrupp CSA, numa operação de aumento de participação na futura usina de aço, pela qual pagou US$ 1,4 bilhão. Na outra, a Vale foi alvo de aquisição ao ter suas ações preferenciais (PN) adquiridas no mercado pelo Barclays PLC, banco do Reino Unido, que desembolsou US$ 3,5 bilhões por um volume de papéis equivalente a 5% do capital total da mineradora.
Além destas operações, a Vale, como consta do estudo, respondeu por compras totais de ativos no valor de quase US$ 3 bilhões, somando a participação na CSA. A mineradora pagou R$ 750 milhões por minas de minério de ferro em Corumbá (MS) e US$ 850 milhões por minas de potássio na Argentina e Canadá da concorrente australiana Rio Tinto.
A Usiminas também é mencionada no trabalho da consultoria como alvo dos japoneses. A Nippon Steel, uma das controlados da siderúrgica brasileira, gastou U$ 205 milhões para adicionar 3,4% à sua participação acionária na empresa, ficando com 26,7% na companhia.
O diretor de Project Finance da E&Y diz que, dentre os grupos de empresas brasileiras, é grande o potencial de aquisição da Vale em 2010. "A Vale até agora só gastou metade do caixa de US$ 15 bilhões que dispõe para ir às compras". Segundo ele, a meta da mineradora é diversificar seu portfólio e adicionar valor a seus ativos de mineração. Campos acredita que o grupo EBX, dono da mineradora MMX, também poderá vir a ser um "player" consolidador neste segmento, tão logo concretize suas empresas.
O trabalho da Ernst&Young mostra que o Brasil está entre os que mais receberam investimentos na área de mineração no ano passado. Esta situação deve se repetir este ano, principalmente por parte da China, país líder de fusões e aquisições no mundo e com grande apetite pelos ativos minerais e metálicos de países sul-americanos.
Em 2009, a China foi a campeã de fusões e aquisições no setor de mineração e metais, segundo a E&Y. Ao todo, no período, foram fechados 1047 negócios neste segmento no total de US$ 60 bilhões, com a China respondendo por 27% deste valor. Em 2008, estas transações somaram 919 e renderam US$ 126,9 bilhões. Os números confirmam a queda no valor dos ativos no pós-crise.
Em 2010, Campos prevê que os ativos de mineração tenderão a se valorizar por conta do aumento de preço das commodities e serão alvo dos países emergentes, que terão posição ativa como compradores, liderados pelos chineses, além de India e Brasil. "As grandes empresas dos mercados emergentes em processo de internacionalização sairão à caça de ativos dos países desenvolvidos, ainda enfraquecidos pela crise", observou ele.
Mas o executivo alerta para o fato de a economia mundial ainda continuará volátil e o crédito bancário escasso. "Isso vai exigir diversificação das fontes de recursos para fechar negócios, seja via emissão de papéis, troca de ativos ou através de fundos de participações", afirmou.
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias sobre educação, com foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias e notícias não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor.
Fonte: Valor Econômico 

Brasileiro lê menos que há dois anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs. 
22/02/2010 - Pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ revela que aumentou a parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais
Ubiratan Brasil
HÁBITO CONDENADO - Maioria das pessoas (60%) respondeu não ter o costume de ler, enquanto 22% confessam não gostar: assistir à TV é o passatempo preferido dos brasileiros
O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.
As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.
Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.
O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de assistir a uma peça teatral.
Quais seriam, então, os hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.
Se pudessem escolher entre as atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às seguintes questões.
Para resolver o problema do baixo índice de leitura no País seria preciso uma política pública ampla, que ataque várias questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas?
A opção "ler um livro" aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa. A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele estar mais ao alcance da população e ter o benefício de permitir uma ampla circulação de um mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma exposição ou a um show é possível observar que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das próximas gerações por atividades culturais. Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural como uma forma de entretenimento.
Sobre o preço, a reclamação do leitor reflete a tese de que o livro não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?
O levantamento mostra que há uma inércia em relação à cultura que não passa necessariamente pela questão do preço, mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto motivo, bem depois de "não tenho o hábito" e "porque não gosto". Isso nos leva a crer que a questão é intergeracional - em geral, os pais não têm o hábito de frequentar "ambientes culturais", como museus, cinema ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.
Se um trabalho coerente e de eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível prever quando o índice atingiria números aceitáveis?
Não é possível fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai depender da recepção do público que, como já vimos, passar por uma questão intergeracional. É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal, para gostar, é preciso conhecer, e a valorização de hábitos culturais tem de começar cedo.
Em Números
LEU ALGUM LIVRO
23% (2009) contra 31% (2007)
ASSISTIU A ALGUMA PEÇA OU ESPETÁCULO DE TEATRO
6% (2009) ante 6% (2007)
VISITOU ALGUM TIPO DE EXPOSIÇÃO DE ARTE
4% (2009) contra 8% (2007)
FOI AO CINEMA
18% (2009) contra 17% (2007)
FOI A ALGUM TIPO DE SHOW DE MÚSICA
20% (2009) ante 20% (2007)
ASSISTIU A ALGUM ESPETÁCULO DE DANÇA
4% (2009) contra 7% (2007)
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias sobre educação, com foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias e notícias não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Classe A ganha mais 303 mil famílias
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs. 
22/02/2010 - SÃO PAULO - O seleto grupo dos ricos brasileiros ganhou 303 mil novas famílias nos últimos sete anos. O crescimento da classe C tornou-se a vedete do comércio e da propaganda - até mesmo a governamental -, mas a classe A mantém-se acima da marca de 1 milhão de famílias desde 2006 e continua crescendo. Integram o topo da pirâmide pessoas com rendimento domiciliar mensal acima de 20 salários mínimos (R$ 10,2 mil). É um grupo de perfil diversificado: reúne desde profissionais liberais até consumidores de artigos de luxo, como Porsches e helicópteros.
Dados compilados pela MB Associados, com base nas estatísticas do IBGE, a pedido do Estado, mostram que o rendimento médio da classe A é hoje 48% maior que em 2002. Mas, apesar desse crescimento, a participação da classe A em relação ao total da população não mudou - ainda representa apenas 1,9% das famílias brasileiras.
Como base de comparação, do fim de 2002 até 2009, 1,146 milhão de famílias passaram à classe B (renda de 10 a 20 salários mínimos) e 7,772 milhões à classe C (renda de 3 a 10 salários mínimos). O crescimento da renda não foi muito diferente entre as categorias: dobrou na classe A, cresceu 116% na classe B e 142% para a C.
O ano de crise de 2009 foi ruim para a Classe A. A estimativa da MB Associados é que cerca de 10 mil famílias tenham descido um degrau. Mas essa oscilação não foi suficiente para tirar do grupo a marca de 1 milhão de famílias (alcançada antes, pontualmente, em 1996 e 1998). A expectativa é de que, passado o pior da crise, o consumo nessa faixa de renda volte a crescer muito em 2010. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Receita Federal moderniza sistema de declaração do Imposto de Renda na internet
Fonte: OAB/SC Notícias
A Receita Federal está colocando em sua página na internet um maior número de ferramentas para auxiliar o contribuinte na solução de problemas com a declaração do Imposto de Renda, disse a coordenadora-geral de Atendimento e Educação Fiscal da Receita Federal, Maria Helena Cotta Cardozo.
A mudança também vai trazer benefícios para a Receita, que passa a remanejar um número maior de servidores para os grandes contribuintes e questões mais complexas da declaração.
Um destes espaços na página da Receita é o Centro Virtual de Atendimento, onde o contribuinte pode acompanhar a sua declaração do Imposto de Renda, suas pendências, se tem imposto a pagar, quais programas de computador deve usar para enviar os dados à Receita, entre outros itens.
A coordenadora enfatiza que o novo modelo de atendimento ao cidadão da Receita é quase tão importante como a chegada da internet para ao setor público.
 “Isso tudo é um respeito maior ao cidadão e para tornar as coisas mais práticas, que com a vida moderna não tem mais tempo para nada. Então, o que a gente puder facilitar, a gente facilita para o contribuinte”, disse Maria Helena.
Fonte: Agência Brasil