23/02/2009
AMPESC CLIPPING
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Portaria Normativa Nº 5 que define os cursos do ENADE 2010

Senador quer garantias para estudantes deficientes

Prazo para confirmar matrícula no ProUni acaba na sexta-feira

OLHO NO PROUNI (continuação)

São Paulo autoriza matrícula sem o certificado do Enem

Financiamento do governo tem juro menor que o de banco

79 mil crianças de 6 anos são reprovadas

Prova de certificação é adiada

Índice de calote no Fies chega a 25%, diz Caixa

Projeto dará 1 milhão de laptops às escolas públicas do país

Bienal do Livro 2010 será realizada em São Paulo

A caminho da classe média, com ideias próprias de participação

Os tiozinhos da faculdade

Portaria Normativa Nº 5 que define os cursos do ENADE 2010
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 35, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=23/02/2010&jornal=1&pagina=14&totalArquivos=88

Senador quer garantias para estudantes deficientes
Fonte: Jornal da Educação
Está em decisão terminativa o projeto de lei (22/10) que visa assegurar o acesso de alunos deficientes nas escolas. Por enquanto, aguarda recebimento de emendas da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O projeto, do senador Augusto Botelho (PT-RR), determina o atendimento em lugar especial para alunos com deficiências e impossibilidades de locomoção.
De acordo com o senador o projeto foi proposto para estabelecer uma integração maior entre o aluno deficiente e a escola. Ainda de acordo com Botelho, o impedimento de locomoção de jovens deficientes, mesmo que em escolas especiais, cercearia o acesso à educação.

Prazo para confirmar matrícula no ProUni acaba na sexta-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Foram pré-selecionados 148.327 estudantes para bolsas parciais e integrais
DA REPORTAGEM LOCAL 
Termina na sexta-feira o período para confirmar a matrícula no ProUni, programa do governo federal que dá bolsas a alunos carentes em universidades e faculdades particulares. Foram pré-selecionados 148.327 estudantes para fazer a matrícula. Eles devem comparecer à instituição escolhida e apresentar a documentação exigida, que pode variar. O ProUni oferece 165 mil bolsas de estudo, das quais 86 mil integrais e 79 mil parciais. Nem todos os candidatos atenderam aos critérios estabelecidos -por isso o número de convocados é inferior ao de bolsas. Inicialmente, inscreveram-se no programa 822.254 alunos em  todo o país, segundo o Ministério da Educação. Para o frei David Santos, diretor da ONG Educafro, o prazo é muito curto. "Mas o Ministério da Educação não é o culpado. Isso aconteceu pelo furto das provas do Enem, o que fez o exame ser adiado e criou essa confusão nacional quanto às datas." Para conseguir uma bolsa no ProUni é preciso ter tirado boa nota no Enem.
Santos é representante da sociedade civil no comitê que discute o ProUni. "Nossa preocupação é que no final haja muitas vagas não preenchidas [com matrículas não   confirmadas], devido ao pouquíssimo tempo para os alunos se inscreverem e se matricularem." Candidato a uma bolsa em gestão financeira ou em enfermagem, Eliabe Martins dos Santos, 19, ainda não se preparou. Ele precisa reunir seus documentos e ir à universidade efetivar a matrícula. Quem ficar de fora do ProUni nesta etapa ainda tem chances de obter uma bolsa. As inscrições para a segunda rodada, com as bolsas não preenchidas, ocorrem de 4 a 7 de março. O resultado sai dia 10, mesma data em que começa a apresentação de documentos para confirmação da vaga. O prazo termina no dia 12 de março.

OLHO NO PROUNI (continuação)
Fonte: Diário Catarinense 22 de fevereiro de 2010 | N° 8722
Hoje, só não estuda quem não quer
Flávia Vaz, 29 anos, comeu muito miojo e bife empanado enquanto estudava e fazia estágio na Univali, em Itajaí. A dificuldade ficou na memória, e a lembrança é de superação. Hoje, ela trabalha com comércio exterior e se prepara para fazer um curso de pós- graduação depois de ter se formado como bolsista do Prouni.
– Hoje, só não estuda quem não quer – opina.
Flávia morava em Marau, pequena cidade no Rio Grande do Sul, e trabalhava em uma loja de móveis e eletrodomésticos. Ela queria ingressar em uma universidade, mas não tinha condições. Até que recebeu uma injeção de ânimo do chefe.
– Quando ouvi falar sobre o Prouni achei que era uma coisa para estudantes recém-saídos do segundo grau. Mas meu chefe me apoiou, disse que eu tinha potencial, e isso foi muito importante para eu correr atrás dos meus objetivos – lembra.
A nota que tirou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não foi suficiente para conseguir uma vaga em um dos cursos da região. Foi então que ela se inscreveu na Univali e conseguiu a bolsa. Com um amigo, mudou de estado e ingressou, no dia 10 de fevereiro de 2005, na faculdade.
Três dias depois já fazia estágio, ganhando a mesma coisa que recebia em Marau: um salário mínimo.
– O Prouni abriu portas para mim. Além da bolsa, consegui fazer estágio. A biblioteca tinha todos os livros de que eu precisava e até uma cota para a impressão – recorda.
Um ano antes de se formar, em 23 de janeiro, Flávia conseguiu um emprego. Ela ela é analista de comércio exterior sênior e se prepara para fazer um curso de pós-graduação. Com bolsa? Não. Desta vez, ela pagará.
Flávia também virou uma entusiasta do Prouni. Tanto que o marido, um marceneiro, agora cursa Gestão Ambiental. Quando volta para Marau, ela costuma manter contato com o ex-chefe que a apoiou. Até fez palestra sobre marketing e administração na mesma loja em que trabalhou como vendedora. Sentiu-se realizada.
Sem bolsa eu não sabia se ia chegar até o fim. Mas eu fui, meti a cara
O dia de Marina Vieira, 21 anos, começa às 7h. Ela trabalha, faz o almoço para o pai e o irmão, limpa a cozinha, trabalha de novo, pega dois ônibus, vai à faculdade, pega mais dois ônibus e volta para casa. Já são 22h. A rotina é desgastante. Mas tudo seria bem mais difícil se não tivesse uma bolsa do Prouni.
Marina mora no Bairro Campeche, no Sul de Florianópolis, com o pai, que ganha um salário mínimo de aposentadoria. Formada no ensino médio em 2005, ela demorou a conseguir a bolsa.
Em 2006, fez um curso pré-vestibular gratuito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas não conseguiu passar. No ano seguinte não quis mais esperar e começou a cursar Ciências Contábeis nas Faculdades Barddal, na Capital:
– Eu pagava a faculdade com o meu salário. Sobrava bem pouco, mas eu economizava ao máximo. Deixei de sair com meus amigos, deixei de comprar roupas. Mas não me arrependo.
Nesta época, ela trabalhava no escritório de contabilidade da irmã, hoje falecida, ao lado de casa, onde continua. Mas em 2007, enquanto estudava no Barddal, fez o Enem e conseguiu uma bolsa para uma universidade de São José.
– Era muito longe. Eu pegava três ônibus para ir e três para voltar. Às vezes, chegava em casa já era depois da meia noite – lembra.
A estudante permaneceu em contato com os coordenadores do Barddal e, quando a faculdade entrou no programa, ela voltou para um pouco mais perto de casa.
Marina deve se formar no fim do ano. Pretende fazer concurso público, em busca de uma carreira mais estável. Fazer um mestrado também está nos planos dela.
– Vale a pena o esforço. Hoje em dia, quem não tem faculdade terá muita dificuldade para conseguir emprego. E se não correr atrás, ninguém consegue nada. Sem bolsa eu não sabia se ia chegar até o fim. Mas eu fui, meti a cara – afirma, orgulhosa.
Eu não tinha a menor ideia de por onde começar
O sonho de ter o próprio negócio parecia longe para Patrícia de Oliveira:
– Eu não tinha a menor ideia de por onde começar.
Formada em Gestão de Tecnologia e Produtividade, em Joinville, pelo Prouni, o desejo dela está próximo. Em abril, deve abrir uma empresa de produtos artesanais, enquanto faz uma pós-graduação. Tudo isso aos 21 anos.
A paranaense mora com a família em Joinville há nove anos. Na época da faculdade, o pai vendia alho em lanchonetes. A mãe cuidava de crianças.
– Nossa família era muito humilde. Conseguíamos sobreviver, mas eu não teria condições de fazer uma faculdade sem uma bolsa de estudos – avalia.
Patrícia tinha bolsa no ensino médio na Sociesc Educação e Tecnologia. Além de se formar no curso técnico, ela entrou no curso superior da mesma faculdade, por meio do Prouni. No segundo semestre, já tinha um estágio. No quinto, estava empregada.
– Sem o Prouni, dificilmente eu conseguiria estudar. Talvez eu conseguisse trabalhando de babá ou vendedora. Durante o curso eu trabalhei, mas na área em que eu estava me preparando. O Prouni abriu as portas para a minha carreira. Foi o ponto de partida para meu sonho.
No mesmo mês em que se formou, em abril de 2009, Patrícia começou a fazer pós-graduação em Gestão de Negócios, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mas vai ser em abril deste ano que o sonho vai se realizar.
Ela pretende abrir sua loja perto de casa, no Bairro Guanabara:
– Quero começar logo. Estou ansiosa e também muito feliz.
O programa
QUEM JÁ PASSOU: 26 mil alunos se formaram pelo Prouni, no último levantamento, feito em 2009. Desses, 650 eram de Santa Catarina.
NÚMERO DE BOLSISTAS: 11.398 estudantes estão, atualmente, cursando o ensino superior em SC pelo ProUni (9.891 integrais e 1.507 parciais)
Melhor aluna ProUni
Durante a cerimônia de formatura dos primeiros acadêmicos da Horus Faculdades, de Pinhalzinho, muitas homenagens e agradecimentos foram realizadas.
O título de melhor aluna da turma foi entregue à formanda Tatiane Locatelli, aluna do ProUni.

São Paulo autoriza matrícula sem o certificado do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Medida visa evitar que estudantes que usaram o exame para substituir supletivo percam a matrícula em universidades. Aluno precisa de documento emitido pelo Estado com base no Enem, mas gestões Lula e Serra discordam sobre forma de transmissão dos dados
DA REPORTAGEM LOCAL 
O Ministério da Educação e a rede de ensino de São Paulo anunciaram medidas para evitar que alunos que usaram o Enem para substituir o antigo supletivo percam a matrícula em universidades. Para garantir a vaga, mesmo que tenha sido aprovado, o aluno precisa apresentar um certificado emitido pelo governo estadual com base em informações do Enem, que é aplicado pelo governo federal. As gestões Serra (PSDB-SP) e Lula (PT) discordam sobre a forma de transmissão dos dados. Enquanto o impasse não é resolvido, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo publicou uma portaria que permite que o estudante possa se matricular   sem o certificado -apenas com o boletim impresso pela internet, que mostra o desempenho no Enem. A medida vale apenas no Estado. Assim, o aluno poderá levar o documento após o prazo de matrícula das universidades.
Impasse - O Ministério da Educação afirmou que enviará automaticamente às secretarias as informações do aluno que manifestar interesse no certificado por meio do site http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009/. Em princípio, só ao final do prazo os dados serão enviados. A data fixada foi 31 de março   -após o fim das matrículas em boa parte das  universidade e da confirmação do ProUni. A Secretaria da Educação de São Paulo pede o banco de dados com todos os alunos do Estado, para pesquisar os que querem certificado. Mas o MEC afirma que o banco é sigiloso e que só pode enviar os dados específicos dos alunos que manifestarem interesse. Pela primeira vez, o Enem passou a servir como instrumento para conceder certificado equivalente ao diploma de conclusão do ensino médio. Para isso, o estudante deve ter mais de 18 anos e ter obtido pontuação mínima (400 na prova de conhecimentos gerais e 500 na redação). 

Financiamento do governo tem juro menor que o de banco
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Fies foi reformulado neste ano e taxa baixou; agora é de 3,5% ao ano
PATRÍCIA GOMES DA REPORTAGEM LOCAL 
Universidade à vista. Depois da maratona de provas de vestibular, é hora de os alunos que optaram por cursar uma faculdade particular fazerem as contas para ver se o valor da mensalidade cabe no bolso. Nos casos em que a ginástica orçamentária parece não ser suficiente, uma dica é recorrer a um dos financiamentos estudantis disponíveis no mercado. Hoje, há diversos tipos, entre os oferecidos pelos bancos, pelas próprias instituições e pelo governo. No Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), o governo federal financia parcial ou integralmente a mensalidade no período que o aluno julgar necessário e ele começa a quitar a dívida 18 meses após terminar a faculdade. Até lá, ele se compromete a pagar trimestralmente os juros do financiamento, limitados à parcela máxima de R$ 50. Para saldar a dívida, o aluno tem até três vezes o  tempo que usou o Fies. Assim, um estudante que financie seus quatro anos de graduação terá 12 anos, depois da carência de um ano e meio, para quitar seu débito.
Após a reformulação do programa, divulgada no início deste ano, a taxa de juros passou a ser de 3,5% ao ano. Antes, podia ser de 3,5% ou 6,5%, dependendo da graduação. Até 2007, esse valor era de 9% anuais. Mas, antes de tomar qualquer decisão, o advogado Sérgio Tannuri, especializado em direito do consumidor, sugere que o aluno tenha bom senso e peça ajuda aos pais para analisar minuciosamente propostas e condições de pagamento. "O estudante tem de ter a noção de que está assumindo uma dívida futura para quando se formar", alerta o especialista.
Tannuri ainda lembra que em algumas carreiras,   como odontologia, o aluno pode ter gastos iniciais elevados na compra de equipamentos ou na montagem de um consultório. No caso de Rilton Dantas, 24, a ajuda do Fies foi bem-vinda. Com o financiamento, ele pôde fazer o curso de tecnologia em redes de computadores. Agora, está no último semestre e planeja começar a quitar sua dívida em um ano. "Os juros do Fies são menores do que os dos bancos", afirma Dantas. Para participar do Fies, o aluno precisa, primeiro, se informar se sua faculdade tem convênio com o Ministério da Educação. Se tiver, o estudante deve se inscrever no programa e apresentar a documentação exigida ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica Federal. O período de inscrição deste ano ainda não foi definido, mas o MEC espera que seja mais ou menos na mesma época que no ano passado, no fim de março. 

79 mil crianças de 6 anos são reprovadas
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
MEC quer vetar a reprovação de crianças nessa faixa etária, pois teme prejudicar aluno tão jovem por toda a vida escolar. Até 2005, antigo primário começava aos 7 anos; prefeituras alegam que crianças chegam à escola sem passar por creche ou pré
ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DE RIO / FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL 
Crianças de seis anos têm sido reprovadas no país, depois que essa faixa etária passou a integrar o ensino fundamental. Em 2008, 79,3 mil alunos do novo primeiro ano da educação fundamental não passaram de ano, conforme dados inéditos do MEC, obtidos pela Folha. O número representa 3,5% das matrículas dessa série. Até 2005, o antigo primário começava aos sete anos. Uma lei daquele ano antecipou o início para os seis anos, para garantir mais anos de estudo para alunos pobres, que não tinham acesso à pré-escola. A transição terminou agora em 2010. O Ministério da Educação quer vetar a reprovação de crianças de seis anos, pois entende que o novo primeiro ano é apenas um início de alfabetização. O temor, diz o MEC, é prejudicar uma criança tão jovem por toda a vida escolar (pesquisas mostram que reprovação pode acarretar notas baixas e abandono).
As prefeituras, que têm autonomia, apontam diferentes explicações para os índices. Em   Tremedal (BA), por exemplo, a alegação para a reprovação de 50,3% foi o fato de parte das crianças chegarem ao fundamental sem nunca terem passado por creche ou pré-escola. "Percebemos despreparo dos professores para trabalhar essa série inicial e, por isso, investiremos em capacitação", afirma Débora Ferraz, secretária interina da Educação da cidade. Outras explicações para os indicadores foram excesso de faltas de alunos e possível erro ao preencher o formulário. "Alguns gestores não entenderam que a alfabetização não precisa estar completa no primeiro ano. É difícil num país continental que todos compreendam da mesma maneira", disse o presidente da Undime (que representa os secretários municipais da Educação), Carlos Eduardo Sanches.
Situação "grave" - Para evitar que o problema se agrave, o MEC e o Conselho Nacional de Educação divulgarão novas diretrizes para o ensino fundamental, reforçando a indicação   para que não haja reprovação aos seis anos. "Antecipar o fracasso escolar é grave", diz a secretária de Educação Básica do ministério, Maria Pilar Lacerda. O conselho, órgão normativo e consultivo do MEC, recebeu informações de que algumas redes transferiram a antiga primeira série, destinada a alunos de sete anos, para o novo primeiro ano. "Talvez seja falta de preparo dos gestores, mas é um crime colocar crianças de seis anos sentadas enfileiradas, com matérias", diz o presidente da Câmara de Educação Básica do conselho, Cesar Callegari. Nas séries destinadas às crianças de sete e oito anos de idade, as taxas de reprovação em 2008 foram, respectivamente, de 12,6% e 13,5%. O país tem uma reprovação semelhante à de países africanos. O problema é mais grave na rede municipal, que concentra a maior parte das matrículas, onde a taxa de reprovação é mais de duas vezes maior do que na particular (dado de 2007, o mais recente detalhado por tipo de sistema). 

Prova de certificação é adiada
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Exame, que ocorreria domingo, tinha 370 mil inscritos
Carolina Stanisci, ESPECIAL PARA O ESTADO 
Foi adiada pela segunda vez a realização do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2009. A prova estava marcada para domingo passado e seu adiamento consta de um aviso no site do Encceja - sem publicação no Diário Oficial. Nesta edição, o exame é destinado a quem não concluiu o ensino fundamental na idade correta. Com a nota, a pessoa fica habilitada a receber o certificado de conclusão da etapa escolar. Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o  adiamento - que afetou 370 mil inscritos - ocorreu por conta de uma "readequação do processo". O órgão alegou que está fortalecendo a estrutura de segurança e logística para o projeto. Em dezembro, o Inep já havia suspendido a concorrência para a escolha da empresa que vai preparar o exame sob a alegação de rever o plano "no que tange à segurança do processo".
Não se sabe ainda qual é a empresa que vai   preparar a prova nem quando será marcado o exame. RECLAMAÇÕES - Inscritos se queixam em sites de relacionamento na internet de sequer ter recebido o cartão de inscrição. Em novembro, mês seguinte ao vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Inep postergou pela primeira vez o exame marcado para o dia 29 do mesmo mês. No ano passado, o Enem passou a substituir o Encceja para alunos que não concluíram o ensino médio na idade escolar adequada. 

Índice de calote no Fies chega a 25%, diz Caixa
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL 
Não há financiamento que resista à dobradinha adesão baixa/falta de pagamento. No Fies não foi diferente. A inadimplência ao programa, hoje, chega a 25%, de acordo com dados da Caixa Econômica. Os 32 mil contratos firmados no ano passado representam apenas 16% dos 200 mil que o Fies pode oferecer. Diante dessa situação, o MEC precisou reeditar os termos do Fies. Foi por isso que baixou a taxa de  juros, aumentou o prazo para o aluno quitar sua dívida e deu a possibilidade de pagamento com trabalho para os estudantes formados em cursos de licenciatura, entre outras mudanças. Daniela Pellegrino, 36, é líder nacional do movimento Fies Justo (www.fiesjusto.com.br), que reúne um grupo com problemas em pagar o financiamento. Devido à carência do programa, as pessoas que já começaram a pagar o Fies são as  que contrataram o financiamento quando a taxa anual era de 9% ao ano. Para esse grupo de alunos, no qual Daniella se inclui, as parcelas são muito salgadas, já que juros sobre juros fazem o valor devido ficar muito alto. Para Daniela, a nova proposta do MEC é boa. "Quem for fazer o Fies agora vai ficar bem melhor. Deveria ter sido assim desde o início." 

Projeto dará 1 milhão de laptops às escolas públicas do país
Fonte: Jornal da Educação
O projeto “Um Computador dor Aluno” poderá contar, a partir de agora, com o financiamento de R$ 650 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As regras, que vão orientar essa nova fase do projeto, serão definidas pelo Governo Federal. O financiamento será operado pelo Banco o Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
A expectativa do governo é que, com a ajuda financeira dos bancos, possa comprar pelo menos 1 milhão de notebooks escolares para serem entregues a alunos de toda a rede pública do Brasil. O edital sobre aquisição dos laptops deve ser publicado em 60 dias pelo Ministério da Educação (MEC).
A compra dos computadores deve ser feita de forma diferente da última vez, quando o MEC comprou um número específico de maquinas. Desta vez, o Ministério irá realizar o registro de preço, ou seja, ganha a marca que oferecer o menor preço. O vencedor será o fornecedor do projeto por um ano. Já os governos municipais e estaduais poderão requerer ao BNDES as suas máquinas neste período. Os financiamentos terão prazo de 36 meses e serão corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP).

Bienal do Livro 2010 será realizada em São Paulo
Fonte: Jornal da Educação
A Bienal do Livro, em sua 21ª edição, volta às terras paulistas. Depois do sucesso do evento em 2009, no Rio de Janeiro, a festa volta para o estado em que começou na década de 70. Este ano, a realização do evento será entre os dias 12 e 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo. O ingresso, como sempre, terá preços populares.
A intenção do projeto, segundo organizadores, é acima de tudo levar educação e a prática da leitura para jovens estudantes. Como ocorre todo ano, inúmeras escolas públicas e particulares levarão seus alunos para palestras e exposições de novas promessas da literatura, assim como grandes autores do cenário nacional e internacional.

A caminho da classe média, com ideias próprias de participação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:19 hs. 
23/02/2010 - Desenvolvimento: Ascensão social de milhões de brasileiros não dispensa reformas capazes de dar estabilidade à continuação de um processo que está apenas em seu princípio.
Por João Carlos de Oliveira, para o Valor, de São Paulo
"A Classe Média Brasileira - Ambições, Valores e Projetos de Sociedade" - Amaury de Souza e Bolivar Lamounier.
Editora Campus. 192 págs., R$ 49,00
Há um fenômeno global e brasileiro de máxima importância social, econômica e política neste início de século: o surgimento de uma nova classe média. Nos países de economia emergente, 400 milhões pertencem a esse segmento e até 2030, estima-se, mais dois bilhões de pessoas serão incorporados. No Brasil, apenas no período entre 2002 e 2008, o conjunto das famílias que ganhavam, em termos reais, entre R$ 1,1 mil e R$ 4,8 mil passou de 44% para 52% da população. Nos anos 2000, cerca de 26,9 milhões de brasileiros foram incorporados à classe C.
A estabilidade econômica, o aumento da renda e a crescente oferta de crédito aproximaram esses brasileiros do padrão de consumo da chamada classe média tradicional - que percebe mais de R$ 4,8 mil por mês de renda média familiar. São esses os fatores que ajudam a explicar o fato de que, hoje, na classe C, 69% têm casa própria, 22% têm carro, 100% têm TV em cores, 89% têm telefone celular, 52% têm computador e 34% têm e usam banda larga. Foi o consumo, enfim, que os incluiu.
Não é por acaso, portanto, que os cientistas políticos Amaury de Souza e Bolívar Lamounier definem que a "classe C deixa de ser "baixa" e começa a ser "média"" em livro agora publicado.
O verbo utilizado - "começa" - dá ideia de que o alargamento da classe média no país ainda não se completou. Além disso, eles salientam que o fenômeno de megamobilidade social, vista no Brasil e em outros países de economia emergente, não deve ser analisado como resultado de estratégias individuais de ascensão social, mas como fruto de uma nova estratificação social que se está construindo. Essas transformações repetem processos que levaram os Estados Unidos, por exemplo, a ter 90% de sua população de classe média.
O que não quer dizer que esse crescimento do peso da classe média seja natural ou inevitável. Ao contrário. Entre 1990 e 2004, por exemplo, enquanto a classe média quase dobrava de tamanho na maioria dos países de economia emergente, na vizinha Argentina ela encolhia de 46% para 34%. Ou seja, o processo depende, sim, das escolhas de política econômica, do cenário político e, claro, das circunstâncias.
No texto, os autores defendem a necessidade de o Brasil retomar uma agenda de reformas, para que o processo de alargamento da classe média brasileira não se frustre. Lembram, por exemplo, que a distribuição de renda no país permanece como uma das piores do mundo e que será preciso desmontar as barreiras que separam os setores formal e informal da economia.
O foco do livro não é o debate macroeconômico, mas o que os autores chamam de fatores weberianos ligados à motivação e à autocapacitação (educação, empreendedorismo etc.) e de formação de valores sociais e políticos. Seu conteúdo é o resultado de estudo patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que começou com pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas pelo Ibope em novembro de 2008, passou por workshops e foi desenvolvido por Souza e Lamounier. Não faltam artes e tabelas ilustrativas. Pena que todas tenham sido feitas em nuances de preto e cinza, dificultando sobremaneira a leitura.
Em 182 páginas, com sete capítulos e um apêndice sobre estratificação ocupacional, os autores traçam um rico perfil dessa parcela de brasileiros, revelam algumas de suas crenças, comportamentos e valores, debatem o peso econômico e político que podem desempenhar e colocam em questão a sustentabilidade desse processo. Afinal, os brasileiros que compõem a classe C ampliaram seu consumo se endividando (via crédito) e não está claro se terão capacidade para gerar renda no futuro suficiente para manter ou melhorar o padrão de vida recém-conquistado. É sintomático, por exemplo, que o grande temor e preocupação para a maioria (53%) seja mesmo perder renda ou o emprego ou ver falir o próprio negócio.
Entre aspectos que mais cham a atenção no livro está a mentalidade estatista, que os autores frisam ser um dos entraves para o desenvolvimento no país do empreendedorismo. Os entrevistados acreditam que o poder público deve intervir na economia, inclusive controlando preços, e que deve ficar nas mãos do governo a parte dominante da seguridade social (88%), saúde (88%), educação fundamental (87%) e universidades (78%).
A educação continua a ser vista como instrumento fundamental de ascensão social. Mas há grande insatisfação com o sistema educacional, que se manifesta em dois aspectos: aumento da procura por educação profissional e técnica e crescente demanda por uma política de cotas (etnias, pobreza ou estudantes do ensino público) para ingresso na universidade.
Outro aspecto é a política. A arrasadora maioria (entre 92% e 98%, dependendo do nível de escolaridade) avalia que os partidos não se interessam por conhecer as aspirações e preferências do eleitorado; 88% concordam com a ideia de que a política é tão complicada que não se consegue entender o que acontece; e 87% acreditam que tirar proveito é a principal motivação de quem entra na política.
As forças armadas, o governo, o Judiciário, o Congresso e a polícia despertam confiança em menos de um terço dos entrevistados. Somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se sai razoavelmente, contando com a confiança de mais da metade desses brasileiros menos escolarizados (53%). 
Fonte: Valor Econômico

Os tiozinhos da faculdade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:04 hs. 
23/02/2010 - Com o lema antes tarde do que nunca e muita disposição, os mais “maduros” tomam as carteiras universitárias em busca de realização profissional e pessoal
Há algumas décadas, cursar universidade era coisa para poucos. Não havia grande diversidade de cursos, oportunidade e acessibilidade a todos. Os profissionais, na grande maioria das carreiras, eram formados no dia-a-dia de trabalho, e os que eram diplomados se destacavam num mercado de trabalho em que não havia pós-graduação.
Com o passar dos anos, muitas universidades foram abertas, cursos novos formados e programas de bolsas oferecidos para que o ensino superior se tornasse algo tão fundamental para a educação como o ensino médio.
De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 1,9 milhão de novos alunos ingressou em faculdades naquele ano – um grande salto, se comparados aos 426 mil ingressantes em 1991.
Apenas o ProUni (Programa Universidade para Todos), em 2010, está oferecendo 165 mil bolsas integrais e parciais em instituições particulares de todo o País. Outras 47,9 mil vagas foram oferecidas em universidades públicas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Aqueles que não tiveram oportunidade de serem universitários no passado aproveitam uma nova chance agora.
Dividindo os livros com os filhos
Rosilene de Oliveira, 47 anos, entrou na Universidade São Marcos, no curso de Administração de Empresas. A filha tinha acabado de se formar em fisioterapia, e era chegada a hora de investir em si mesma, no seu estudo e dar um upgrade em seu currículo. “Decidi fazer a faculdade porque precisava, pelo meu trabalho. Hoje em dia, para o mercado de trabalho não adianta ter só experiência, tem que ter conhecimento teórico”, explica a administradora, que se formou em 2006.
Além da faculdade, Rosilene tinha de dar conta do trabalho em casa como mãe e esposa e da atuação na empresa em que trabalhava. “Estava parada há muito tempo com os estudos, desde o término do ensino médio, mas quando decidi cursar a universidade meus filhos e marido me apoiaram bastante”, comenta.
Apesar de ser mais velha do que seus colegas de classe, ela vivia os mesmos problemas de um universitário e seus dilemas, e confessa que chegou a “colar” em uma prova. “A gente é exemplo por não estar na idade em que a maioria das pessoas cursa universidade, mas uma vez que estamos ali temos as mesmas dificuldades que qualquer aluno”, explica. Rosilene já planeja a continuação de seus estudos, pensando em fazer pós-graduação e mestrado, para poder tornar-se professora universitária.
Bixo aos 68 anos
Aos 71 anos Apólo Natalli recebeu seu diploma de jornalista, após trabalhar a vida inteira nesta profissão que desde cedo escolheu. Estudou em uma sala em que seus colegas tinham, em média, 50 anos a menos que ele. No começo, tamanha diferença foi sentida na bagunça dos jovens, que tanto o incomodava. “Nos primeiros anos eu era um pouco impaciente e intolerante com a turma, mas no final do curso falava mais do que eles e era eu quem levava a bronca”, relembra o jornalista que, atualmente, aos 73 anos, dedica-se à produção de livros e cartas a jornais com reclamações sobre problemas da sociedade.
A faculdade trouxe grandes desafios a Apólo, como aprender a lidar com computador e com os novos paradigmas da profissão. “Para compensar a minha dificuldade em algumas matérias, estudava bastante sozinho após as aulas”, comenta.
Foi lá também que Natalli teve a oportunidade de promover uma grande troca de experiências entre jovem e idoso, mestre e aluno, onde os papéis constantemente se confundiam. “A faculdade me ressuscitou. Ganhei muito com a convivência com os jovens”, diz o jornalista, que acredita ter freqüentado a universidade na melhor hora possível, com a maturidade suficiente para aproveitar todo o conhecimento ofertado. “Aconselho todas as pessoas com mais idade a irem para as carteiras universitárias, pois mesmo que tardiamente vale a pena”, diz.
Do ponto de vista jovem
Denise Pimentel, 23 anos, formou-se jornalista na mesma turma de Apólo Natalli. Ela comenta que a presença de uma pessoa mais experiente na sala foi importante para conhecer a realidade e a praticidade da profissão, que nos primeiros anos de curso os alunos só conheciam na teoria.
Mas esta mistura de gerações também gera um certo estranhamento e conflitos. “Eu acho que no começo os alunos mais velhos são malvistos pelos mais jovens por conta do histórico de Imaturidade X Maturidade. Com o tempo e a peneira que separa o primeiro do último ano, as coisas tendem a mudar. Na nossa sala, por exemplo, depois de alguns semestres o Apólo começou a considerar os nossos comentários e notou que o nosso olhar tecnológico e moderno poderia ser vantajoso para ele. Em contrapartida, nós também passamos a vê-lo com respeito e guru para alguns conselhos”, relembra Denise.
O que fica são as trocas de experiências de duas gerações que aprendem juntas na sala de aula. “O que mais acrescentou foram as experiências e histórias que ele viveu em um tempo de "sonho do jornalismo romântico" que nós não chegamos a conhecer”, comenta a jornalista. 
Fonte: Portal ORB - Notícias