
23/02/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Portaria Normativa Nº 5 que define os cursos do ENADE 2010
Senador quer garantias para estudantes deficientes
Prazo para confirmar matrícula no ProUni acaba na sexta-feira
OLHO NO PROUNI (continuação)
São Paulo autoriza matrícula sem o certificado do Enem
Financiamento do governo tem juro menor que o de banco
79 mil crianças de 6 anos são reprovadas
Prova de certificação é adiada
Índice de calote no Fies chega a 25%, diz Caixa
Projeto dará 1 milhão de laptops às escolas públicas do país
Bienal do Livro 2010 será realizada em São Paulo
A caminho da classe média, com ideias próprias de participação
Os tiozinhos da faculdade
Portaria Normativa Nº 5 que define os cursos do ENADE 2010
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 35, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=23/02/2010&jornal=1&pagina=14&totalArquivos=88
Senador quer garantias para estudantes deficientes
Fonte: Jornal da Educação
Está em decisão
terminativa o projeto de lei (22/10) que visa assegurar o acesso de
alunos deficientes nas escolas. Por enquanto, aguarda recebimento de
emendas da Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH). O projeto, do senador
Augusto Botelho (PT-RR), determina o atendimento em lugar especial para
alunos com deficiências e impossibilidades de
locomoção.
De acordo com o senador o projeto
foi proposto para estabelecer uma integração maior entre
o aluno deficiente e a escola. Ainda de acordo com Botelho, o
impedimento de locomoção de jovens deficientes, mesmo que
em escolas especiais, cercearia o acesso à
educação.
Prazo para confirmar matrícula no ProUni acaba na sexta-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Foram pré-selecionados 148.327 estudantes para bolsas parciais e integrais
DA REPORTAGEM LOCAL
Termina na sexta-feira o
período para confirmar a matrícula no ProUni, programa do
governo federal que dá bolsas a alunos carentes em universidades
e faculdades particulares. Foram pré-selecionados 148.327
estudantes para fazer a matrícula. Eles devem comparecer
à instituição escolhida e apresentar a
documentação exigida, que pode variar. O ProUni oferece
165 mil bolsas de estudo, das quais 86 mil integrais e 79 mil parciais.
Nem todos os candidatos atenderam aos critérios estabelecidos
-por isso o número de convocados é inferior ao de bolsas.
Inicialmente, inscreveram-se no programa 822.254 alunos em todo o
país, segundo o Ministério da Educação.
Para o frei David Santos, diretor da ONG Educafro, o prazo é
muito curto. "Mas o Ministério da Educação
não é o culpado. Isso aconteceu pelo furto das provas do
Enem, o que fez o exame ser adiado e criou essa confusão
nacional quanto às datas." Para conseguir uma bolsa no ProUni
é preciso ter tirado boa nota no Enem.
Santos é representante da
sociedade civil no comitê que discute o ProUni. "Nossa
preocupação é que no final haja muitas vagas
não preenchidas [com matrículas não
confirmadas], devido ao pouquíssimo tempo para os alunos se
inscreverem e se matricularem." Candidato a uma bolsa em gestão
financeira ou em enfermagem, Eliabe Martins dos Santos, 19, ainda
não se preparou. Ele precisa reunir seus documentos e ir
à universidade efetivar a matrícula. Quem ficar de fora
do ProUni nesta etapa ainda tem chances de obter uma bolsa. As
inscrições para a segunda rodada, com as bolsas
não preenchidas, ocorrem de 4 a 7 de março. O resultado
sai dia 10, mesma data em que começa a
apresentação de documentos para confirmação
da vaga. O prazo termina no dia 12 de março.
OLHO NO PROUNI (continuação)
Fonte: Diário Catarinense 22 de fevereiro de 2010 | N° 8722
Hoje, só não estuda quem não quer
Flávia Vaz, 29 anos, comeu
muito miojo e bife empanado enquanto estudava e fazia estágio na
Univali, em Itajaí. A dificuldade ficou na memória, e a
lembrança é de superação. Hoje, ela
trabalha com comércio exterior e se prepara para fazer um curso
de pós- graduação depois de ter se formado como
bolsista do Prouni.
– Hoje, só não estuda quem não quer – opina.
Flávia morava em Marau,
pequena cidade no Rio Grande do Sul, e trabalhava em uma loja de
móveis e eletrodomésticos. Ela queria ingressar em uma
universidade, mas não tinha condições. Até
que recebeu uma injeção de ânimo do chefe.
– Quando ouvi falar sobre o
Prouni achei que era uma coisa para estudantes
recém-saídos do segundo grau. Mas meu chefe me apoiou,
disse que eu tinha potencial, e isso foi muito importante para eu
correr atrás dos meus objetivos – lembra.
A nota que tirou no Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) não foi suficiente para conseguir
uma vaga em um dos cursos da região. Foi então que ela se
inscreveu na Univali e conseguiu a bolsa. Com um amigo, mudou de estado
e ingressou, no dia 10 de fevereiro de 2005, na faculdade.
Três dias depois já
fazia estágio, ganhando a mesma coisa que recebia em Marau: um
salário mínimo.
– O Prouni abriu portas para
mim. Além da bolsa, consegui fazer estágio. A biblioteca
tinha todos os livros de que eu precisava e até uma cota para a
impressão – recorda.
Um ano antes de se formar, em 23 de
janeiro, Flávia conseguiu um emprego. Ela ela é analista
de comércio exterior sênior e se prepara para fazer um
curso de pós-graduação. Com bolsa? Não.
Desta vez, ela pagará.
Flávia também virou
uma entusiasta do Prouni. Tanto que o marido, um marceneiro, agora
cursa Gestão Ambiental. Quando volta para Marau, ela costuma
manter contato com o ex-chefe que a apoiou. Até fez palestra
sobre marketing e administração na mesma loja em que
trabalhou como vendedora. Sentiu-se realizada.
Sem bolsa eu não sabia se ia chegar até o fim. Mas eu fui, meti a cara
O dia de Marina Vieira, 21 anos,
começa às 7h. Ela trabalha, faz o almoço para o
pai e o irmão, limpa a cozinha, trabalha de novo, pega dois
ônibus, vai à faculdade, pega mais dois ônibus e
volta para casa. Já são 22h. A rotina é
desgastante. Mas tudo seria bem mais difícil se não
tivesse uma bolsa do Prouni.
Marina mora no Bairro Campeche, no
Sul de Florianópolis, com o pai, que ganha um salário
mínimo de aposentadoria. Formada no ensino médio em 2005,
ela demorou a conseguir a bolsa.
Em 2006, fez um curso
pré-vestibular gratuito na Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), mas não conseguiu passar. No ano seguinte
não quis mais esperar e começou a cursar Ciências
Contábeis nas Faculdades Barddal, na Capital:
– Eu pagava a faculdade com o
meu salário. Sobrava bem pouco, mas eu economizava ao
máximo. Deixei de sair com meus amigos, deixei de comprar
roupas. Mas não me arrependo.
Nesta época, ela trabalhava
no escritório de contabilidade da irmã, hoje falecida, ao
lado de casa, onde continua. Mas em 2007, enquanto estudava no Barddal,
fez o Enem e conseguiu uma bolsa para uma universidade de São
José.
– Era muito longe. Eu pegava
três ônibus para ir e três para voltar. Às
vezes, chegava em casa já era depois da meia noite –
lembra.
A estudante permaneceu em contato
com os coordenadores do Barddal e, quando a faculdade entrou no
programa, ela voltou para um pouco mais perto de casa.
Marina deve se formar no fim do ano.
Pretende fazer concurso público, em busca de uma carreira mais
estável. Fazer um mestrado também está nos planos
dela.
– Vale a pena o
esforço. Hoje em dia, quem não tem faculdade terá
muita dificuldade para conseguir emprego. E se não correr
atrás, ninguém consegue nada. Sem bolsa eu não
sabia se ia chegar até o fim. Mas eu fui, meti a cara –
afirma, orgulhosa.
Eu não tinha a menor ideia de por onde começar
O sonho de ter o próprio negócio parecia longe para Patrícia de Oliveira:
– Eu não tinha a menor ideia de por onde começar.
Formada em Gestão de
Tecnologia e Produtividade, em Joinville, pelo Prouni, o desejo dela
está próximo. Em abril, deve abrir uma empresa de
produtos artesanais, enquanto faz uma
pós-graduação. Tudo isso aos 21 anos.
A paranaense mora com a
família em Joinville há nove anos. Na época da
faculdade, o pai vendia alho em lanchonetes. A mãe cuidava de
crianças.
– Nossa família era
muito humilde. Conseguíamos sobreviver, mas eu não teria
condições de fazer uma faculdade sem uma bolsa de estudos
– avalia.
Patrícia tinha bolsa no
ensino médio na Sociesc Educação e Tecnologia.
Além de se formar no curso técnico, ela entrou no curso
superior da mesma faculdade, por meio do Prouni. No segundo semestre,
já tinha um estágio. No quinto, estava empregada.
– Sem o Prouni, dificilmente
eu conseguiria estudar. Talvez eu conseguisse trabalhando de
babá ou vendedora. Durante o curso eu trabalhei, mas na
área em que eu estava me preparando. O Prouni abriu as portas
para a minha carreira. Foi o ponto de partida para meu sonho.
No mesmo mês em que se formou,
em abril de 2009, Patrícia começou a fazer
pós-graduação em Gestão de Negócios,
na Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUC-PR). Mas vai ser em abril deste ano que o sonho vai se realizar.
Ela pretende abrir sua loja perto de casa, no Bairro Guanabara:
– Quero começar logo. Estou ansiosa e também muito feliz.
O programa
QUEM JÁ PASSOU: 26 mil alunos
se formaram pelo Prouni, no último levantamento, feito em 2009.
Desses, 650 eram de Santa Catarina.
NÚMERO DE BOLSISTAS: 11.398
estudantes estão, atualmente, cursando o ensino superior em SC
pelo ProUni (9.891 integrais e 1.507 parciais)
Melhor aluna ProUni
Durante a cerimônia de
formatura dos primeiros acadêmicos da Horus Faculdades, de
Pinhalzinho, muitas homenagens e agradecimentos foram realizadas.
O título de melhor aluna da turma foi entregue à formanda Tatiane Locatelli, aluna do ProUni.
São Paulo autoriza matrícula sem o certificado do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Medida visa evitar que estudantes
que usaram o exame para substituir supletivo percam a matrícula
em universidades. Aluno precisa de documento emitido pelo Estado com
base no Enem, mas gestões Lula e Serra discordam sobre forma de
transmissão dos dados
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério da
Educação e a rede de ensino de São Paulo
anunciaram medidas para evitar que alunos que usaram o Enem para
substituir o antigo supletivo percam a matrícula em
universidades. Para garantir a vaga, mesmo que tenha sido aprovado, o
aluno precisa apresentar um certificado emitido pelo governo estadual
com base em informações do Enem, que é aplicado
pelo governo federal. As gestões Serra (PSDB-SP) e Lula (PT)
discordam sobre a forma de transmissão dos dados. Enquanto o
impasse não é resolvido, o Conselho Estadual de
Educação de São Paulo publicou uma portaria que
permite que o estudante possa se matricular sem o
certificado -apenas com o boletim impresso pela internet, que mostra o
desempenho no Enem. A medida vale apenas no Estado. Assim, o aluno
poderá levar o documento após o prazo de matrícula
das universidades.
Impasse - O Ministério da
Educação afirmou que enviará automaticamente
às secretarias as informações do aluno que
manifestar interesse no certificado por meio do site
http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009/. Em princípio,
só ao final do prazo os dados serão enviados. A data
fixada foi 31 de março -após o fim das
matrículas em boa parte das universidade e da
confirmação do ProUni. A Secretaria da
Educação de São Paulo pede o banco de dados com
todos os alunos do Estado, para pesquisar os que querem certificado.
Mas o MEC afirma que o banco é sigiloso e que só pode
enviar os dados específicos dos alunos que manifestarem
interesse. Pela primeira vez, o Enem passou a servir como instrumento
para conceder certificado equivalente ao diploma de conclusão do
ensino médio. Para isso, o estudante deve ter mais de 18 anos e
ter obtido pontuação mínima (400 na prova de
conhecimentos gerais e 500 na redação).
Financiamento do governo tem juro menor que o de banco
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Fies foi reformulado neste ano e taxa baixou; agora é de 3,5% ao ano
PATRÍCIA GOMES DA REPORTAGEM LOCAL
Universidade à vista. Depois
da maratona de provas de vestibular, é hora de os alunos que
optaram por cursar uma faculdade particular fazerem as contas para ver
se o valor da mensalidade cabe no bolso. Nos casos em que a
ginástica orçamentária parece não ser
suficiente, uma dica é recorrer a um dos financiamentos
estudantis disponíveis no mercado. Hoje, há diversos
tipos, entre os oferecidos pelos bancos, pelas próprias
instituições e pelo governo. No Fies (Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), o governo federal
financia parcial ou integralmente a mensalidade no período que o
aluno julgar necessário e ele começa a quitar a
dívida 18 meses após terminar a faculdade. Até
lá, ele se compromete a pagar trimestralmente os juros do
financiamento, limitados à parcela máxima de R$ 50. Para
saldar a dívida, o aluno tem até três vezes o
tempo que usou o Fies. Assim, um estudante que financie seus quatro
anos de graduação terá 12 anos, depois da
carência de um ano e meio, para quitar seu débito.
Após a
reformulação do programa, divulgada no início
deste ano, a taxa de juros passou a ser de 3,5% ao ano. Antes, podia
ser de 3,5% ou 6,5%, dependendo da graduação. Até
2007, esse valor era de 9% anuais. Mas, antes de tomar qualquer
decisão, o advogado Sérgio Tannuri, especializado em
direito do consumidor, sugere que o aluno tenha bom senso e peça
ajuda aos pais para analisar minuciosamente propostas e
condições de pagamento. "O estudante tem de ter a
noção de que está assumindo uma dívida
futura para quando se formar", alerta o especialista.
Tannuri ainda lembra que em algumas
carreiras, como odontologia, o aluno pode ter gastos
iniciais elevados na compra de equipamentos ou na montagem de um
consultório. No caso de Rilton Dantas, 24, a ajuda do Fies foi
bem-vinda. Com o financiamento, ele pôde fazer o curso de
tecnologia em redes de computadores. Agora, está no
último semestre e planeja começar a quitar sua
dívida em um ano. "Os juros do Fies são menores do que os
dos bancos", afirma Dantas. Para participar do Fies, o aluno precisa,
primeiro, se informar se sua faculdade tem convênio com o
Ministério da Educação. Se tiver, o estudante deve
se inscrever no programa e apresentar a documentação
exigida ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica Federal. O
período de inscrição deste ano ainda não
foi definido, mas o MEC espera que seja mais ou menos na mesma
época que no ano passado, no fim de março.
79 mil crianças de 6 anos são reprovadas
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
MEC quer vetar a
reprovação de crianças nessa faixa etária,
pois teme prejudicar aluno tão jovem por toda a vida escolar.
Até 2005, antigo primário começava aos 7 anos;
prefeituras alegam que crianças chegam à escola sem
passar por creche ou pré
ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DE RIO / FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL
Crianças de seis anos
têm sido reprovadas no país, depois que essa faixa
etária passou a integrar o ensino fundamental. Em 2008, 79,3 mil
alunos do novo primeiro ano da educação fundamental
não passaram de ano, conforme dados inéditos do MEC,
obtidos pela Folha. O número representa 3,5% das
matrículas dessa série. Até 2005, o antigo
primário começava aos sete anos. Uma lei daquele ano
antecipou o início para os seis anos, para garantir mais anos de
estudo para alunos pobres, que não tinham acesso à
pré-escola. A transição terminou agora em 2010. O
Ministério da Educação quer vetar a
reprovação de crianças de seis anos, pois entende
que o novo primeiro ano é apenas um início de
alfabetização. O temor, diz o MEC, é prejudicar
uma criança tão jovem por toda a vida escolar (pesquisas
mostram que reprovação pode acarretar notas baixas e
abandono).
As prefeituras, que têm
autonomia, apontam diferentes explicações para os
índices. Em Tremedal (BA), por exemplo, a
alegação para a reprovação de 50,3% foi o
fato de parte das crianças chegarem ao fundamental sem nunca
terem passado por creche ou pré-escola. "Percebemos despreparo
dos professores para trabalhar essa série inicial e, por isso,
investiremos em capacitação", afirma Débora
Ferraz, secretária interina da Educação da cidade.
Outras explicações para os indicadores foram excesso de
faltas de alunos e possível erro ao preencher o
formulário. "Alguns gestores não entenderam que a
alfabetização não precisa estar completa no
primeiro ano. É difícil num país continental que
todos compreendam da mesma maneira", disse o presidente da Undime (que
representa os secretários municipais da Educação),
Carlos Eduardo Sanches.
Situação "grave" -
Para evitar que o problema se agrave, o MEC e o Conselho Nacional de
Educação divulgarão novas diretrizes para o ensino
fundamental, reforçando a indicação
para que não haja reprovação aos seis anos.
"Antecipar o fracasso escolar é grave", diz a secretária
de Educação Básica do ministério, Maria
Pilar Lacerda. O conselho, órgão normativo e consultivo
do MEC, recebeu informações de que algumas redes
transferiram a antiga primeira série, destinada a alunos de sete
anos, para o novo primeiro ano. "Talvez seja falta de preparo dos
gestores, mas é um crime colocar crianças de seis anos
sentadas enfileiradas, com matérias", diz o presidente da
Câmara de Educação Básica do conselho, Cesar
Callegari. Nas séries destinadas às crianças de
sete e oito anos de idade, as taxas de reprovação em 2008
foram, respectivamente, de 12,6% e 13,5%. O país tem uma
reprovação semelhante à de países
africanos. O problema é mais grave na rede municipal, que
concentra a maior parte das matrículas, onde a taxa de
reprovação é mais de duas vezes maior do que na
particular (dado de 2007, o mais recente detalhado por tipo de
sistema).
Prova de certificação é adiada
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
Exame, que ocorreria domingo, tinha 370 mil inscritos
Carolina Stanisci, ESPECIAL PARA O ESTADO
Foi adiada pela segunda vez a
realização do Exame Nacional para
Certificação de Competências de Jovens e Adultos
(Encceja) de 2009. A prova estava marcada para domingo passado e seu
adiamento consta de um aviso no site do Encceja - sem
publicação no Diário Oficial. Nesta
edição, o exame é destinado a quem não
concluiu o ensino fundamental na idade correta. Com a nota, a pessoa
fica habilitada a receber o certificado de conclusão da etapa
escolar. Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), o adiamento - que afetou 370 mil inscritos - ocorreu por
conta de uma "readequação do processo". O
órgão alegou que está fortalecendo a estrutura de
segurança e logística para o projeto. Em dezembro, o Inep
já havia suspendido a concorrência para a escolha da
empresa que vai preparar o exame sob a alegação de rever
o plano "no que tange à segurança do processo".
Não se sabe ainda qual
é a empresa que vai preparar a prova nem quando
será marcado o exame. RECLAMAÇÕES - Inscritos se
queixam em sites de relacionamento na internet de sequer ter recebido o
cartão de inscrição. Em novembro, mês
seguinte ao vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
o Inep postergou pela primeira vez o exame marcado para o dia 29 do
mesmo mês. No ano passado, o Enem passou a substituir o Encceja
para alunos que não concluíram o ensino médio na
idade escolar adequada.
Índice de calote no Fies chega a 25%, diz Caixa
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 23/02/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Não há financiamento
que resista à dobradinha adesão baixa/falta de pagamento.
No Fies não foi diferente. A inadimplência ao programa,
hoje, chega a 25%, de acordo com dados da Caixa Econômica. Os 32
mil contratos firmados no ano passado representam apenas 16% dos 200
mil que o Fies pode oferecer. Diante dessa situação, o
MEC precisou reeditar os termos do Fies. Foi por isso que baixou a taxa
de juros, aumentou o prazo para o aluno quitar sua dívida
e deu a possibilidade de pagamento com trabalho para os estudantes
formados em cursos de licenciatura, entre outras mudanças.
Daniela Pellegrino, 36, é líder nacional do movimento
Fies Justo (www.fiesjusto.com.br), que reúne um grupo com
problemas em pagar o financiamento. Devido à carência do
programa, as pessoas que já começaram a pagar o Fies
são as que contrataram o financiamento quando a taxa anual
era de 9% ao ano. Para esse grupo de alunos, no qual Daniella se
inclui, as parcelas são muito salgadas, já que juros
sobre juros fazem o valor devido ficar muito alto. Para Daniela, a nova
proposta do MEC é boa. "Quem for fazer o Fies agora vai ficar
bem melhor. Deveria ter sido assim desde o início."
Projeto dará 1 milhão de laptops às escolas públicas do país
Fonte: Jornal da Educação
O projeto “Um Computador dor
Aluno” poderá contar, a partir de agora, com o
financiamento de R$ 650 milhões do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As regras, que
vão orientar essa nova fase do projeto, serão definidas
pelo Governo Federal. O financiamento será operado pelo Banco o
Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
A expectativa do governo é
que, com a ajuda financeira dos bancos, possa comprar pelo menos 1
milhão de notebooks escolares para serem entregues a alunos de
toda a rede pública do Brasil. O edital sobre
aquisição dos laptops deve ser publicado em 60 dias pelo
Ministério da Educação (MEC).
A compra dos computadores deve ser
feita de forma diferente da última vez, quando o MEC comprou um
número específico de maquinas. Desta vez, o
Ministério irá realizar o registro de preço, ou
seja, ganha a marca que oferecer o menor preço. O vencedor
será o fornecedor do projeto por um ano. Já os governos
municipais e estaduais poderão requerer ao BNDES as suas
máquinas neste período. Os financiamentos terão
prazo de 36 meses e serão corrigidos pela Taxa de Juros de Longo
Prazo (TLJP).
Bienal do Livro 2010 será realizada em São Paulo
Fonte: Jornal da Educação
A Bienal do Livro, em sua 21ª
edição, volta às terras paulistas. Depois do
sucesso do evento em 2009, no Rio de Janeiro, a festa volta para o
estado em que começou na década de 70. Este ano, a
realização do evento será entre os dias 12 e 22 de
agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi em
São Paulo. O ingresso, como sempre, terá preços
populares.
A intenção do projeto,
segundo organizadores, é acima de tudo levar
educação e a prática da leitura para jovens
estudantes. Como ocorre todo ano, inúmeras escolas
públicas e particulares levarão seus alunos para
palestras e exposições de novas promessas da literatura,
assim como grandes autores do cenário nacional e internacional.
A caminho da classe média, com ideias próprias de participação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:19 hs.
23/02/2010 - Desenvolvimento:
Ascensão social de milhões de brasileiros não
dispensa reformas capazes de dar estabilidade à
continuação de um processo que está apenas em seu
princípio.
Por João Carlos de Oliveira, para o Valor, de São Paulo
"A Classe Média Brasileira -
Ambições, Valores e Projetos de Sociedade" - Amaury de
Souza e Bolivar Lamounier.
Editora Campus. 192 págs., R$ 49,00
Há um fenômeno global e
brasileiro de máxima importância social, econômica e
política neste início de século: o surgimento de
uma nova classe média. Nos países de economia emergente,
400 milhões pertencem a esse segmento e até 2030,
estima-se, mais dois bilhões de pessoas serão
incorporados. No Brasil, apenas no período entre 2002 e 2008, o
conjunto das famílias que ganhavam, em termos reais, entre R$
1,1 mil e R$ 4,8 mil passou de 44% para 52% da população.
Nos anos 2000, cerca de 26,9 milhões de brasileiros foram
incorporados à classe C.
A estabilidade econômica, o
aumento da renda e a crescente oferta de crédito aproximaram
esses brasileiros do padrão de consumo da chamada classe
média tradicional - que percebe mais de R$ 4,8 mil por mês
de renda média familiar. São esses os fatores que ajudam
a explicar o fato de que, hoje, na classe C, 69% têm casa
própria, 22% têm carro, 100% têm TV em cores, 89%
têm telefone celular, 52% têm computador e 34% têm e
usam banda larga. Foi o consumo, enfim, que os incluiu.
Não é por acaso,
portanto, que os cientistas políticos Amaury de Souza e
Bolívar Lamounier definem que a "classe C deixa de ser "baixa" e
começa a ser "média"" em livro agora publicado.
O verbo utilizado - "começa"
- dá ideia de que o alargamento da classe média no
país ainda não se completou. Além disso, eles
salientam que o fenômeno de megamobilidade social, vista no
Brasil e em outros países de economia emergente, não deve
ser analisado como resultado de estratégias individuais de
ascensão social, mas como fruto de uma nova
estratificação social que se está construindo.
Essas transformações repetem processos que levaram os
Estados Unidos, por exemplo, a ter 90% de sua população
de classe média.
O que não quer dizer que esse
crescimento do peso da classe média seja natural ou
inevitável. Ao contrário. Entre 1990 e 2004, por exemplo,
enquanto a classe média quase dobrava de tamanho na maioria dos
países de economia emergente, na vizinha Argentina ela encolhia
de 46% para 34%. Ou seja, o processo depende, sim, das escolhas de
política econômica, do cenário político e,
claro, das circunstâncias.
No texto, os autores defendem a
necessidade de o Brasil retomar uma agenda de reformas, para que o
processo de alargamento da classe média brasileira não se
frustre. Lembram, por exemplo, que a distribuição de
renda no país permanece como uma das piores do mundo e que
será preciso desmontar as barreiras que separam os setores
formal e informal da economia.
O foco do livro não é
o debate macroeconômico, mas o que os autores chamam de fatores
weberianos ligados à motivação e à
autocapacitação (educação, empreendedorismo
etc.) e de formação de valores sociais e
políticos. Seu conteúdo é o resultado de estudo
patrocinado pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), que começou com pesquisas quantitativas
e qualitativas realizadas pelo Ibope em novembro de 2008, passou por
workshops e foi desenvolvido por Souza e Lamounier. Não faltam
artes e tabelas ilustrativas. Pena que todas tenham sido feitas em
nuances de preto e cinza, dificultando sobremaneira a leitura.
Em 182 páginas, com sete
capítulos e um apêndice sobre estratificação
ocupacional, os autores traçam um rico perfil dessa parcela de
brasileiros, revelam algumas de suas crenças, comportamentos e
valores, debatem o peso econômico e político que podem
desempenhar e colocam em questão a sustentabilidade desse
processo. Afinal, os brasileiros que compõem a classe C
ampliaram seu consumo se endividando (via crédito) e não
está claro se terão capacidade para gerar renda no futuro
suficiente para manter ou melhorar o padrão de vida
recém-conquistado. É sintomático, por exemplo, que
o grande temor e preocupação para a maioria (53%) seja
mesmo perder renda ou o emprego ou ver falir o próprio
negócio.
Entre aspectos que mais cham a
atenção no livro está a mentalidade estatista, que
os autores frisam ser um dos entraves para o desenvolvimento no
país do empreendedorismo. Os entrevistados acreditam que o poder
público deve intervir na economia, inclusive controlando
preços, e que deve ficar nas mãos do governo a parte
dominante da seguridade social (88%), saúde (88%),
educação fundamental (87%) e universidades (78%).
A educação continua a
ser vista como instrumento fundamental de ascensão social. Mas
há grande insatisfação com o sistema educacional,
que se manifesta em dois aspectos: aumento da procura por
educação profissional e técnica e crescente
demanda por uma política de cotas (etnias, pobreza ou estudantes
do ensino público) para ingresso na universidade.
Outro aspecto é a
política. A arrasadora maioria (entre 92% e 98%, dependendo do
nível de escolaridade) avalia que os partidos não se
interessam por conhecer as aspirações e
preferências do eleitorado; 88% concordam com a ideia de que a
política é tão complicada que não se
consegue entender o que acontece; e 87% acreditam que tirar proveito
é a principal motivação de quem entra na
política.
As forças armadas, o governo,
o Judiciário, o Congresso e a polícia despertam
confiança em menos de um terço dos entrevistados. Somente
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se sai razoavelmente,
contando com a confiança de mais da metade desses brasileiros
menos escolarizados (53%).
Fonte: Valor Econômico
Os tiozinhos da faculdade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:04 hs.
23/02/2010 - Com o lema antes tarde
do que nunca e muita disposição, os mais
“maduros” tomam as carteiras universitárias em busca
de realização profissional e pessoal
Há algumas décadas,
cursar universidade era coisa para poucos. Não havia grande
diversidade de cursos, oportunidade e acessibilidade a todos. Os
profissionais, na grande maioria das carreiras, eram formados no
dia-a-dia de trabalho, e os que eram diplomados se destacavam num
mercado de trabalho em que não havia
pós-graduação.
Com o passar dos anos, muitas
universidades foram abertas, cursos novos formados e programas de
bolsas oferecidos para que o ensino superior se tornasse algo
tão fundamental para a educação como o ensino
médio.
De acordo com o Censo da
Educação Superior de 2008, realizado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 1,9 milhão
de novos alunos ingressou em faculdades naquele ano – um grande
salto, se comparados aos 426 mil ingressantes em 1991.
Apenas o ProUni (Programa
Universidade para Todos), em 2010, está oferecendo 165 mil
bolsas integrais e parciais em instituições particulares
de todo o País. Outras 47,9 mil vagas foram oferecidas em
universidades públicas para quem fez o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem).
Aqueles que não tiveram oportunidade de serem universitários no passado aproveitam uma nova chance agora.
Dividindo os livros com os filhos
Rosilene de Oliveira, 47 anos,
entrou na Universidade São Marcos, no curso de
Administração de Empresas. A filha tinha acabado de se
formar em fisioterapia, e era chegada a hora de investir em si mesma,
no seu estudo e dar um upgrade em seu currículo. “Decidi
fazer a faculdade porque precisava, pelo meu trabalho. Hoje em dia,
para o mercado de trabalho não adianta ter só
experiência, tem que ter conhecimento teórico”,
explica a administradora, que se formou em 2006.
Além da faculdade, Rosilene
tinha de dar conta do trabalho em casa como mãe e esposa e da
atuação na empresa em que trabalhava. “Estava
parada há muito tempo com os estudos, desde o término do
ensino médio, mas quando decidi cursar a universidade meus
filhos e marido me apoiaram bastante”, comenta.
Apesar de ser mais velha do que seus
colegas de classe, ela vivia os mesmos problemas de um
universitário e seus dilemas, e confessa que chegou a
“colar” em uma prova. “A gente é exemplo por
não estar na idade em que a maioria das pessoas cursa
universidade, mas uma vez que estamos ali temos as mesmas dificuldades
que qualquer aluno”, explica. Rosilene já planeja a
continuação de seus estudos, pensando em fazer
pós-graduação e mestrado, para poder tornar-se
professora universitária.
Bixo aos 68 anos
Aos 71 anos Apólo Natalli
recebeu seu diploma de jornalista, após trabalhar a vida inteira
nesta profissão que desde cedo escolheu. Estudou em uma sala em
que seus colegas tinham, em média, 50 anos a menos que ele. No
começo, tamanha diferença foi sentida na bagunça
dos jovens, que tanto o incomodava. “Nos primeiros anos eu era um
pouco impaciente e intolerante com a turma, mas no final do curso
falava mais do que eles e era eu quem levava a bronca”, relembra
o jornalista que, atualmente, aos 73 anos, dedica-se à
produção de livros e cartas a jornais com
reclamações sobre problemas da sociedade.
A faculdade trouxe grandes desafios
a Apólo, como aprender a lidar com computador e com os novos
paradigmas da profissão. “Para compensar a minha
dificuldade em algumas matérias, estudava bastante sozinho
após as aulas”, comenta.
Foi lá também que
Natalli teve a oportunidade de promover uma grande troca de
experiências entre jovem e idoso, mestre e aluno, onde os
papéis constantemente se confundiam. “A faculdade me
ressuscitou. Ganhei muito com a convivência com os jovens”,
diz o jornalista, que acredita ter freqüentado a universidade na
melhor hora possível, com a maturidade suficiente para
aproveitar todo o conhecimento ofertado. “Aconselho todas as
pessoas com mais idade a irem para as carteiras universitárias,
pois mesmo que tardiamente vale a pena”, diz.
Do ponto de vista jovem
Denise Pimentel, 23 anos, formou-se
jornalista na mesma turma de Apólo Natalli. Ela comenta que a
presença de uma pessoa mais experiente na sala foi importante
para conhecer a realidade e a praticidade da profissão, que nos
primeiros anos de curso os alunos só conheciam na teoria.
Mas esta mistura de
gerações também gera um certo estranhamento e
conflitos. “Eu acho que no começo os alunos mais velhos
são malvistos pelos mais jovens por conta do histórico de
Imaturidade X Maturidade. Com o tempo e a peneira que separa o primeiro
do último ano, as coisas tendem a mudar. Na nossa sala, por
exemplo, depois de alguns semestres o Apólo começou a
considerar os nossos comentários e notou que o nosso olhar
tecnológico e moderno poderia ser vantajoso para ele. Em
contrapartida, nós também passamos a vê-lo com
respeito e guru para alguns conselhos”, relembra Denise.
O que fica são as trocas de
experiências de duas gerações que aprendem juntas
na sala de aula. “O que mais acrescentou foram as
experiências e histórias que ele viveu em um tempo de
"sonho do jornalismo romântico" que nós não
chegamos a conhecer”, comenta a jornalista.
Fonte: Portal ORB - Notícias