
26/02/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Prazo de matrículas para aprovados no Prouni termina nesta sexta-feira
O cliclo de vida das IES
Enade vai avaliar cerca de 450 mil estudantes em 2010
Gastos com educação de apadrinhados poderá ser deduzido do IR
MEC altera regulação do Sisu
Exame avaliará em 2010 cinco cursos superiores de tecnologia
Programa vai incentivar 5 mil crianças a praticar esportes
MEC participa de comitê do Programa Informação para Todos
Tigre abre vagas em seu Programa de Trainee 2010
Programa de Estágio 2010 da TIM oferece 400 vagas
Certificação: Mais uma atribuição do Enem
Programa lançado pelo MEC incentiva prática do esporte
Olimpíada Internacional de Matemática conta pela primeira vez com equipe brasileira
Grã-Bretanha tem alto índice de “cola” por recursos tecnológicos
Veículos em pena de perdimento poderão ser destinados ao transporte escolar
Borba confirma participação da OAB/SC em debate
Bancos não podem cobrar tarifa para receber boleto bancário em suas agências
Número de engenheiros trabalhando na área é pequeno em relação a número de formandos
Percentual de jovens brasileiros nas universidades levará 12 anos para alcançar índice chileno
Brasil perde grande nome da educação brasileira
Escolas não se adaptam a aluno de 6 anos
Mudança será concluída neste ano, dizem pastas
32% dos jovens cogitam, mas só 2% tentam ingressar na carreira docente
Publicados microdados de levantamentos estatísticos e avaliações educacionais
Salariômetro informa remuneração média dos brasileiros
Na indústria, recursos para pagar juros são sete vezes superiores a gastos com P&D
MEC oferece cursos de formação continuada para professores
Regras minuciosas deverão ser adotadas por universidades australianas
ABT amplia área de atuação
Senadora propõe debate para discutir Bolsa-Família
Saiba quais áreas demandarão mais profissionais até 2015
Prazo de matrículas para aprovados no Prouni termina nesta sexta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:41 hs.
26/02/2010 - Os estudantes
pré-selecionados no Prouni (Programa Universidade para Todos)
devem fazer a matrícula e comprovar as informações
nas instituições de ensino esta sexta-feira (26).
Na primeira edição de
2010, o programa que dá bolsas de estudo na rede privada de
ensino superior selecionou 148.327 candidatos. Para checar se conseguiu
o benefício, o estudante deve informar o número do CPF
(Cadastro de Pessoa Física) e a inscrição no Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio) 2009.
A segunda etapa de inscrições vai de 4 a 7 de março, com resultados no dia 10 do mesmo mês.
Neste ano, o Prouni registrou
recorde de inscrições para 165 mil bolsas de estudo em
instituições de ensino superior particulares. Ao todo
822.254 estudantes disputam as vagas. No ano passado, 600 mil alunos se
candidataram ao programa.
O programa tem duas etapas de
inscrição: em cada uma, o candidato pode escolher
até cinco opções de curso. São etapas
independentes, ou seja, o aluno que se inscreveu na primeira, mas
não foi selecionado, tem uma nova chance. Das bolsas oferecidas
em cerca de 1,5 mil instituições, 86 mil são
integrais e 79 mil, parciais (50% da mensalidade).
Como funciona o programa
Para participar, é
necessário ter prestado o Enem 2009, e ter obtido nota
mínima de 400 pontos na média das cinco notas
--ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas
e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias;
matemática e suas tecnologias e redação--
além de não ter zerado na redação.
É preciso ter renda familiar
de até três salários mínimos (R$ 1.530) por
pessoa da família para concorrer às bolsas de 50%; e
renda máxima de um salário mínimo e meio (R$ 765)
por pessoa da família para concorrer às bolsas integrais.
Deve-se também atender a uma das condições:
- ter cursado o ensino médio
completo em escola pública ou em escola privada com bolsa
integral da instituição;
- ter cursado o ensino médio
parcialmente em escola pública e parcialmente em escola privada
com bolsa integral da instituição;
- ser professor da rede
pública de ensino básico, em efetivo exercício,
integrando o quadro permanente da instituição, e estar
concorrendo a vaga em curso de licenciatura, normal superior ou
pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é
considerada.
O que é o Prouni
O Prouni foi criado em 2004, pela
Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a
concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes
do ensino superior em instituições privadas. As
instituições que aderem ao programa recebem
isenção de tributos.
Fonte: Bol
O cliclo de vida das IES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:46 hs.
26/02/2010 - Assista ao Prof. Carlos Monteiro falando sobre o tema: O ciclo de vida das IES.
Clique aqui para assistir: http://www.cmconsultoria.com.br/central_interna.php?modo=2
Fonte: CM Consultoria
Enade vai avaliar cerca de 450 mil estudantes em 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:33 hs.
24/02/2010 - Prova será aplicada em 7 de novembro.
Alunos de 19 cursos farão o exame.
Do G1, em São Paulo
O Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade) deverá avaliar cerca de 450 mil estudantes em
2010, de acordo com nota do Ministério da Educação
(MEC).
Farão o exame os alunos de
bacharelado em agronomia, biomedicina, educação
física, enfermagem, farmácia, fisioterapia,
fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária,
nutrição, odontologia, serviço social, terapia
ocupacional, zootecnia, tecnologia em agroindústria,
agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental
e radiologia. A portaria que estabelece a regulamentação
foi publicada nesta terça (23) pelo Diário Oficial da
União.
Estão dispensados do Enade
2010 os estudantes que colarem grau até o dia 31 de agosto e,
também, aqueles que estiverem oficialmente matriculados e
cursando atividades curriculares fora do Brasil na data de
realização da prova. Entre os alunos habilitados a fazer
o exame estão os estudantes que tiverem concluído entre
7% e 22% da carga horária mínima do currículo.
Saiba mais no endereço eletrônico do ministério:
www.mec.gov.br.
O exame será aplicado no dia 7 de novembro, com início às 13h (horário de Brasília).
Fonte: G1 - Portal Globo
Gastos com educação de apadrinhados poderá ser deduzido do IR
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 127 - 02/10)
A Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado
aprovou na reunião desta quarta-feira o Projeto de Lei que
permite a dedução no Imposto de Renda dos gastos
educação de crianças e adolescentes apadrinhados,
feitos por meio de doação a instituições
assistenciais de utilidade pública.
As comissões de
Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos
Econômicos (CAE) ainda analisam a proposta, que tem como
objetivo, segundo o autor, senador Jefferson Praia, o incentivo do
apadrinhamento e adoção a distância de jovens
carentes.
Atualmente, apenas os gastos com
crianças e jovens carentes que estão sob a guarda do
contribuinte podem ser deduzidas no Imposto.
MEC altera regulação do Sisu
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 121 - 02/10)
O Ministério da
Educação publicou no Diário Oficial da
União desta quinta-feira Portaria Normativa nº 6 que altera
a regulamentação do Sistema de Seleção
Unificada (Sisu) presente na Portaria Normativa nº 2, de 26 de
janeiro de 2010.
Agora os candidatos poderão
desistir processo seletivo durante o período de
inscrição, já que antes só era permitida a
troca de cursos. Além desta novidade, a portaria traz ainda
alteração no que diz respeito aos candidatos não
selecionados na última etapa de seleção. Estes
estarão em uma lista de espera para o curso escolhido.
Os estudantes interessados em uma
vaga na lista devem confirmar o interesse na vaga. As
alterações já valem para a próxima etapa do
Sisu, que ocorre entre os dia 1 e 3 de março.
Exame avaliará em 2010 cinco cursos superiores de tecnologia
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 24/02/2010 - Brasília DF
Cinco cursos superiores de
tecnologia serão avaliados em 2010 pelo Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (Enade), conforme portaria publicada nesta
terça-feira, 23, no Diário Oficial da União. Os
estudantes ingressantes e concluintes de agroindústria,
agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental
e radiologia farão o Enade no dia 7 de novembro deste ano
às 13h, horário de Brasília. O Instituto Nacional
de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
divulgará as instruções para a
realização do exame até o dia 20 de maio. A
inscrição dos estudantes é de responsabilidade das
instituições de ensino e deve ser feita no período
entre 2 e 31 de agosto.
A Rede Federal de
Educação Profissional e Tecnológica tem obtido
bons resultados no Enade. Em 2009, foi divulgado o desempenho dos
estudantes de cursos superiores de tecnologia que fizeram a prova em
2008. Ao todo, 18 cursos da rede federal obtiveram conceito
máximo, nota cinco numa escala que vai de zero a cinco.
Outros 28 cursos ficaram com conceito 4, nota também considerada
como muito boa. A expectativa é repetir o bom desempenho da rede
também em 2010. “Estamos investindo pesadamente em
educação profissional em todo o país. Certamente,
isso terá reflexo no exame”, afirmou Eliezer Pacheco,
secretário de educação profissional e
tecnológica do Ministério da Educação. Em
2009, o Enade foi aplicado a 1,1 milhão de estudantes em 997
cidades brasileiras.
Programa vai incentivar 5 mil crianças a praticar esportes
Fonte: Portal O Meu Futuro
Levar esporte gratuito para 5 mil
crianças e jovens e equipar as quadras esportivas dos institutos
federais é o objetivo do programa Segundo Tempo, lançado
oficialmente nesta segunda-feira, 22, em Brasília. Os institutos
federais de educação, ciência e tecnologia
oferecerão oficinas de esportes, abertas à comunidade, e
receberão recursos para equipar as quadras.
O programa é uma parceria
entre os ministérios da Educação e do Esporte. Os
campi recebem até R$ 300 mil para melhorar a infraestrutura e
devem oferecer, no mínimo, três modalidades esportivas
para 100 jovens. Uma das novidades é que os professores
serão capacitados para identificar possíveis
prodígios.
“O esporte é a
ferramenta mais poderosa que dispomos para salvar crianças da
marginalidade”, ressaltou Eliezer Pacheco, secretário de
educação profissional e tecnológica do
Ministério da Educação.
Ganhos – Antes mesmo de
começar, os ganhos que o programa deve trazer já animam
os gestores da Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica. Reitor do Instituto Federal do Mato Grosso,
José Bispo dos Santos pretende inscrever ao menos quatro campi
no programa. “Em Campo Novo do Parecis, Juína, Confresa e
Rondonópolis nós não temos quadras poliesportivas
e esses recursos trariam piscinas para a comunidade e para a
escola”, afirmou.
Outro benefício é
utilizar a capilaridade da rede. Hoje, são 281 escolas em todo
país. O programa permitirá a prática de esportes,
orientada por profissionais capacitados, em comunidades do interior.
“A ação traz uma universalização do
direito ao esporte no Brasil”, afirmou Apolinário Rebelo,
diretor de esporte universitário do Ministério do
Esporte.
A princípio, serão
instalados 50 núcleos esportivos em escolas federais de
educação profissional. Todos os institutos federais podem
aderir à iniciativa, por intermédio de chamada
pública, divulgada nesta segunda-feira, 22.
Assessoria de Imprensa da Setec
Fonte:MEC
MEC participa de comitê do Programa Informação para Todos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:09 hs.
26/02/2010 - Em portaria do
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), publicada no
Diário Oficial da União desta quarta-feira, 24, foram
designados os membros para compor o Comitê Nacional do Programa
Informação para Todos (Ifap) da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco).
O Programa Informação
para Todos é um programa intergovernamental criado no ano 2000
no qual governos de todo o mundo comprometeram a tirar partido das
possibilidades oferecidas pela era da informação para
criar sociedades mais equitativas através de um melhor acesso
à informação. De acordo com o site da Unesco, o
programa constitui uma resposta da Organização às
oportunidades e aos desafios decorrentes da sociedade da
informação.
O Comitê será
coordenado pelo representante do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Emir
José Suaiden. Como representante do Ministério da
Educação (MEC), foi designado o Assessor de Planejamento
e Estudos da Presidência da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),
Sérgio Oswaldo de Carvalho Avellar.
Entre os membros designados
estão ainda representantes do MCT, do Ministério do
Planejamento e do Gabinete Pessoal da Presidência da
República. Assim como representantes de empresas privadas como a
Microsoft e representantes da área acadêmica com membros
de instituições como a Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ). A Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC) também está representada no grupo.
http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/Portaria_IFAP.pdf
http://www.unesco.pt/cgi-bin/comunicacao/programas/com_programas.php
Fonte: Capes
Tigre abre vagas em seu Programa de Trainee 2010
Fonte: Portal O Meu Futuro
A Tigre está com o período de inscrições aberto para o seu Programa de Trainee 2010.
Podem participar
recém-formados e estudantes dos cursos de
Administração de Empresas, Comércio Exterior,
Marketing, Economia, Engenharia (de Materiais, Química,
Mecânica e Civil), que tenham graduação no
período de dezembro de 2008 a dezembro de 2010.
Os trainees serão preparados
para ocuparem cargos de liderança nas áreas de
Suprimentos, Marketing, Engenharia e Pesquisa e Desenvolvimento
(P&D), na empresa em Joinville (SC).
A empresa dá
preferência para candidatos com
pós-graduação, completa ou cursando, que tenham
inglês e espanhol avançado e experiência na
área.
O programa de trainee terá
duração de 12 meses, com remuneração de R$
3.500 mais benefícios e participação nos lucros.
Os interessados devem se inscrever no site de 23 de fevereiro a 14 de março de 2010.
Programa de Estágio 2010 da TIM oferece 400 vagas
Fonte: Portal O Meu Futuro
Estágio sem Fronteiras, este
é o novo nome do Program de Estágio 2010 da TIM, que
está ofercendo 400 vagas para Universitários de todo o
país.
Podem participar estudantes dos
cursos de Administração, Comunicação,
Engenharia, Informática, Economia, Estatística,
Análise de Sistemas, entre outros. O estudante deve estar no
último ou penúltimo ano do curso.
O candidato deve ter bom rendimento acadêmico e conhecimentos avançados de inglês e informática.
A carga horária do
estágio é de 30 horas semanais e pode se estender por
até dois anos. O estagiário irá receber
bolsa-auxílio compatível com o mercado, vale-transporte,
vale-refeição e celular.
Os interessados podem se inscrever através do site até o dia 14 de março de 2010.
Certificação: Mais uma atribuição do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Dirigida, 23/02/2010 - Rio de Janeiro RJ
Ana Paula Pinto
A partir deste ano, o aproveitamento
das notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) também
servirá de base para a obtenção do certificado de
conclusão do Ensino Médio. Ou seja, o antigo Exame
Nacional para Certificação de Competências de
Jovens e Adultos (Encceja), foi substítuido pela nota do Enem. A
medida adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep), porém, está gerando
discussão, já que uma boa nota no Enem pode garantir a
conclusão do ensino médio para aqueles que estudam
através da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Uma
outra questão relevante seria o fato deste
substituição desestimular alguns alunos a prosseguir com
os seus estudos, já que garantem, automaticamente, um diploma
que poderá ser usado para conseguir um emprego ou realizar um
concurso público. Para alguns educadores a medida pode ser
nociva à melhoria da educação já que, na
visão deles, a substituição do Encceja pelo Enem
pode provocar um atropelamento no ciclo natural da
educação. O professor Marcelo Côrrea e Castro,
diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal
do Rio deJaneiro (UFRJ), é um dos profissionais da
educação que pensam assim. Ele também faz uma
crítica ao sistema de certificados.
"Esta lógica do Encceja
representa um desvio histórico da educação
brasileira. O que está ocorrendo é a troca do ensino pelo
certificado. Acredito que este sistema esteja criando um dilema entre a
aprendizagem e a conclusão de um ciclo de ensino", critica o
professor. Para ele, o novo sistema de certificação
é reflexo de um desinteresse pela aprendizagem. "Não
há uma preocupação em saber como o aluno chegou
àquele estágio de ensino, e sim se ele irá passar,
ou não, no exame. Não é uma prova que irá
avaliar o que ele aprendeu em três anos de ensino médio. O
governo está desobrigando as instituições de
ensino a ensinarem, eles fazem muitas medidas de impactos de
números, mas faltam medidas que causem impacto na qualidade de
ensino", reclama o educador. Marcelo acredita que a
solução ideal para que o aluno possa concluir
integralmente os seus estudos e conseqüentemente não
precisar de um certificado, é a melhoria na
educação. "Acho que o Brasil perdeu, nesses oito anos de
governo do presidente Lula, uma grande oportunidade de fazer um
investimento pesado na educação básica. Não
se pode abreviar a educação com certificados e sim
investir na educação desde o ensino infantil.
Também é preciso
investir mais na educação de jovens e adultos que
está muito empobrecida, fraca", conclui. O professor Fabiano
Félix, da Faculdade de Educação da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (Uerj), faz coro a Marcelo. Para ele, este
sistema pode ser um desestímulo aos alunos. "Ninguém
é a favor desta substituição, todos nós,
educadores, queremos questionar o Estado. O que o governo está
fazendo com o Enem é um incentivo ao aluno não querer
estudar mais, não concordo com esta medida. Estamos retrocedendo
cada vez mais", lamenta o professor. Félix não acredita
que os alunos de EJA possam ter um bom desempenho no Enem, ainda mais
porque eles estão concorrendo com alunos melhor capacitados.
"Esses estudantes de EJA fazem esta prova juntamente com alunos que se
preparam bem, fizeram um bom curso e esses alunos muitas vezes estudam
em condições adversas. É preciso primeiramente
diminuir a taxa de analfabetismo, dar condições de estudo
para esses jovens", afirma o professor.
Na direção
contrária dos educadores, está o professor Waldeck
Carneiro. Waldeck, que é diretor da Faculdade de
Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), pensa
que a substituição do Encceja pelas notas do Enem pode
ser um estímulo, mas faz algumas ressalvas. "Acredito que esta
medida, por um lado, possa ser um estímulo às
instituições de ensino que oferecem o curso de EJA, um
incentivo também ao aluno, para que ele possa aprofundar os
estudos e, num longo prazo, a instituição possa aprimorar
o ensino. Porém, para que isto ocorra, é
necessária a criação de políticas que
pressionem as escolas, para que elas ofereçam melhores
condições de ensino. Mas creio que esta nova forma de se
obter o certificado possa, num longo prazo, ajudar a trazer uma
melhoria na qualidade nas escolas de EJA", diz. Para Paulo
Roberto Corbucci, técnico de Planejamento e Pesquisa de Estudos
e Políticas Sociais do do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) é preciso que esta substituição
seja acompanhada de perto. "Nenhuma política é
infalível, e com o Enem não poderia ser diferente.
É preciso que se criem instrumentos de avaliação
para analisarmos os resultados e ver se essa medida deu certo. É
necesário uma garantia da qualidade do exame para que ele
não prejudique esses jovens e a educação como um
todo", afirma Corbucci. Procurada pela reportagem para responder
às críticas dos educadores, a direção do
Inep preferiu não se manifestar a respeito das mudanças
incorporadas este ano à concessão do certificado de
ensino médio.
Pedidos devem ser feitos até
o dia 31 de março - De acordo com as normas divulgadas pelo
Ministério da Educação (MEC), aqueles que tiverem
18 anos ou mais e obtiveram 400 pontos na parte prática e 500
pontos na redação da prova do Enem podem entrar com um
pedido de certificação do ensino médio até
o dia 31 de março, na página eletrônica do Inep.
Ainda de acordo com o MEC, as secretarias estaduais de
educação são as responsáveis pela
emissão dos certificados, tendo a liberdade de usar os
critérios ue acharem necessários para a
certificação, com base nas notas do Enem. As
instituições federais de ensino superior também
podem emitir certificados de conclusão do Ensino Méwww.cmconsultoria.com.brdio.
Até o ano passado, a nota mínima para conseguir o
certificado era de 100 pontos no Encceja. Então o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep), orgão do MEC, montou uma análise
estatística para fazer uma correlação entre a nota
de corte do antigo Encceja e a atual nota do Enem. De acordo com a
pesquisa "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", organizado
pelo Ipea, somente 6,2% dos jovens que participam de programas de
alfabetização, os chmados supletivos, dão
continuidade aos estudos. Esta discrepância teria sido uma das
razões para a substituição do Encceja pelo Enem na
certificação do ensino médio.
Programa lançado pelo MEC incentiva prática do esporte
Fonte: Jornal da Educação
Os Ministérios da
Educação e do Esporte lançaram nessa segunda-feira
o programa Segundo Tempo, que levará a 5 mil jovens e
crianças esporte gratuito. O objetivo da iniciativa, além
de possibilitar a prática das atividades físicas,
é também equipar as quadras dos institutos
tecnológicos.
De acordo com o programa, os
institutos receberão até R$ 300 mil para melhorarem a
infraestrutura de suas quadras e terão que oferecer o
mínimo de três modalidades esportivas para 100 jovens.
O diferencial da proposta é a
qualificação de professores para identificarem jovens
prodígios. Serão instalados 50 núcleos esportivos
nas escolas profissionais federais. Todos os institutos podem aderir ao
programa.
Olimpíada Internacional de Matemática conta pela primeira vez com equipe brasileira
Fonte: Jornal da Educação
O Brasil participará pela
primeira vez das Olimpíadas Internacionais de Matemática,
a mais importante competição do mundo, que reúne
os 500 melhores alunos do ensino médio de mais de 100
países.
Este ano, o evento acontecerá
em Bucareste, na Romênia. Estarão presentes ainda
representantes da Alemanha, Bielorussia, Bulgária, Coréia
do Sul, China, dos Estados Unidos, da Hungria, Itália, do
Irã, Japão, Reino Unido, da Romênia, Rússia,
Sérvia, Turquia e Ucrânia.
Atualmente, o Brasil está na
16º posição do ranking, e é o único
país latino-americano e ibero-americano a ser convocado em todos
os tempos. A equipe brasileira é formada por seis estudantes: um
do Ceará, dois do Rio de Janeiro, um de Santa Catarina e dois de
São Paulo. Dois professores completam a delegação.
Grã-Bretanha tem alto índice de “cola” por recursos tecnológicos
Fonte: Jornal da Educação
Levantamento realizado pelo
Departamento britânico de Educação revelou que os
estudantes usam cada vez mais os recursos tecnológicos como
ferramenta para as “colas” nas provas.
Em 2009, o número de alunos
pegos trapaceando foi de 4,5 mil., percentual 0,6% maior que em 2008. O
recurso mais usado é o celular, que tem ganhado cada vez mais
recursos que permitem o acesso a informações de qualquer
parte do mundo.
Para tentar conter a
atuação desenfreada dos estudantes, algumas escolas
instalaram detectores de telefone, e os avaliadores tem sido
instruídos com relação aos perigos dos celulares.
Veículos em pena de perdimento poderão ser destinados ao transporte escolar
Fonte: Jornal da Educação
Tramita em caráter conclusivo
nas comissões de Educação e Cultura; de
Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania da
Câmara Projeto de Lei 6711/09 que destinará os
veículos para transporte coletivo de passageiros apreendidos a
prefeituras municipais para utilização obrigatória
em transporte escolar.
Para o autor da proposta, Expedito
Júnior, atualmente a questão do transporte escolar
é um dos principais problemas encontrados nos municípios,
principalmente nas regiões rurais. O Ministério da
Educação, segundo a proposta, será o
responsável por fornecer à autoridade fazendária a
lista prioritária dos municípios que deverão ser
atendidos.
Borba confirma participação da OAB/SC em debate
Fonte: OAB/SC Notícias
para criação de quatro novos TRFs no país
Voltar
O presidente nacional da OAB, Ophir
Cavalcante, enviou ofício aos presidentes das 27 Seccionais da
entidade convocando para reunião de trabalho do Colégio
de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB. Defensor da
ampliação, o presidente da OAB/SC, Paulo Borba, já
confirmou a presença. A reunião, que será a
primeira do Colégio de Presidentes da gestão de Ophir,
será realizada no dia 7 de março, a partir 14h, no
Salão Nobre da sede do Conselho Federal, em Brasília.
Estará em debate a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) nº 544, de 2002, que cria os
Tribunais Regionais Federais da 6ª, 7ª, 8ª e 9ª
Regiões, alterando o artigo 27 do ADCT da
Constituição Federal de 1988.
Fonte: Conselho Federal da OAB
Bancos não podem cobrar tarifa para receber boleto bancário em suas agências
Fonte: OAB/SC Notícias
A cobrança de tarifa pela
emissão de boleto bancário ou ficha de
compensação é abusiva e constitui vantagem
exagerada dos bancos em detrimento dos consumidores. Com esse
entendimento, a Quarta Turma do STJ rejeitou recurso interposto pelo
ABN Amro Real S/A e o Banco do Nordeste do Brasil S/A contra
acórdão do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Acompanhando o voto do relator,
ministro Luis Felipe Salomão, a Turma reiterou que, como os
serviços prestados pelo banco são remunerados pela tarifa
interbancária, a cobrança de tarifa dos consumidores pelo
pagamento mediante boleto ou ficha de compensação
constitui enriquecimento sem causa por parte das
instituições financeira, pois há “dupla
remuneração” pelo mesmo serviço, importando
em vantagem exagerada dos bancos em detrimento dos consumidores,
conforme dispõe os artigos 39, inciso V, e 51, parágrafo
1°, incisos I e III, do Código de Defesa do Consumidor (CDC)
No caso julgado, o Ministério
Público do Maranhão ajuizou ação civil
pública contra vários bancos que insistiam em cobrar
indevidamente tarifa pelo recebimento de boletos e fichas de
compensação em suas agências. Para o MP, a
ilegalidade de tal prática já foi reconhecida pela
Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por conta da
existência de tarifa interbancária instituída
exclusivamente para remunerar o banco recebedor.
Em primeira instância, os
bancos foram proibidos de realizar tal cobrança sob pena de
multa diária de R$ 500,00 por cada cobrança, em favor de
fundo público a ser indicado pelo Ministério
Público. A sentença foi mantida pelo Tribunal de
Justiça estadual.
Os bancos recorreram ao STJ
sustentando, entre outros pontos, que a cobrança de tarifa sob a
emissão de boleto bancário é legal, e que o
Ministério Público não tem legitimidade para
propor tal ação, já que os alegados direitos dos
clientes não são difusos, coletivos e, tampouco,
individuais homogêneos.
Em seu voto, o ministro ressaltou
que cabe ao consumidor apenas o pagamento da prestação
que assumiu junto ao seu credor, não sendo razoável que
ele seja responsabilizado pela remuneração de
serviço com o qual não se obrigou, nem tampouco
contratou, mas que é imposto como condição para
quitar a fatura recebida. Para ele, tal procedimento gera um
desequilíbrio entre as partes, pois não é
fornecido ao consumidor outro meio para o pagamento de suas
obrigações.
Segundo o relator, a legitimidade do
Ministério Público é indiscutível, pois a
referida ação busca a proteção dos direitos
individuais homogêneos e a defesa do consumidor, conforme
prevêem os artigos 127 da Constituição Federal e 21
da Lei n. 7.327/85. Ao rejeitar o recurso dos bancos, a Turma manteve a
multa diária pelo descumprimento da obrigação de
não fazer em favor de fundo público, uma vez que
não é possível determinar a quantidade de
consumidores lesados pela cobrança indevida da tarifa.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Número de engenheiros trabalhando na área é pequeno em relação a número de formandos
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 122 - 02/10)
A Pesquisa Radar: Tecnologia,
Produção e Comércio Exterior, realizada pelo
Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), revelou que
de cada 3,5 engenheiros formados no Brasil, apenas um está
formalmente empregado em ocupações típicas da
profissão.
O índice mostra que há
grande número de estudantes de engenharia, o suficiente para
atender a demanda prevista com o crescimento econômico, mas
é preciso que haja um aumento na proporção de
profissionais dedicados às áreas específicas da
engenharia. É justamente este ponto que preocupa, já que
são poucos os engenheiros que estão em
ocupações típicas da profissão.
Com base nos números
concluintes dos cursos de engenharia, na produção e na
construção no Brasil, e na projeção dos
formandos, o Instituto acredita que em 2015 haverá 1,099
milhão de engenheiros no mercado brasileiro, o suficiente para
atender a demanda se o percentual do Produto Interno Bruto se manter em
3%. Caso este valor aumente para 5%, o número de engenheiros
necessários passa para 1,155 milhões, e no caso do PIB
ficar em 7%, a necessidade seria de 1,462 de profissionais.
Percentual de jovens brasileiros nas universidades levará 12 anos para alcançar índice chileno
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 123 - 02/10)
Pesquisa realizada pela Universidade
de Brasília apontou que o Brasil só
alcançará o atual índice do Chile de jovens
inseridos no ensino superior em 2022. Nem mesmo as políticas de
inclusão conseguiram reduzir a defasagem, apesar dos projetos de
cotas para negros e bolsas de estudo em instituições
privadas terem acelerado o crescimento do percentual, ritmo não
foi suficiente para chegar ao do país vizinho.
A diferença entre o
número de jovens nas universidades no dois países em 2006
era de 15%, 12% contra 27%. O Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) estima que em 2022, o percentual brasileiro chegue a
25%.
De acordo com a pesquisadora
responsável pelo estudo, Luana Goveia, o fato se deve à
maior desigualdade de renda encontrada na sociedade brasileira, o que
reflete na desigualdade de acesso ao ensino. Há ainda o atraso
na implantação de programas de inclusão e a
não obrigatoriedade do ensino médio.
O Chile é hoje o país
sul-americano com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Seus projetos de inclusão foram iniciados cerca de 10 anos antes
dos brasileiros, o que possibilitou o desenvolvimento e com isso
abrangência de quase 50% dos estudantes.
Brasil perde grande nome da educação brasileira
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 128 - 02/10)
Faleceu na última
terça-feira, dia 23, o ex-reitor da Universidade de
Brasília (UnB), José Carlos de Almeida Azevedo devido a
uma pneumonia, que evoluiu para uma infecção pulmonar. O
acadêmico tinha ainda um câncer em estágio
avançado no fígado e nos ossos. Azevedo, que aos 78 anos
deixa duas filhas, três netos e a viúva, foi enterrado
nessa quarta-feira no Cemitério Campo Esperança.
Entre os anos de 1976 e 1985,
José Carlos Azevedo esteve à frente da Universidade de
Brasília por duas vezes consecutivas. Em sua primeira
gestão enfrentou conflitos devido a presença da
Polícia Militar no campus para conter as
manifestações estudantis. Depois de deixar o cargo, ainda
lecionou em cursos de pós-graduação da UnB.
O acadêmico atuou
também no Conselho Nacional de
Pós-Graduação e na Secretaria Geral do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior. Fez parte da Academia Brasileira de Letras,
ocupando a cadeira de número 11.
Azevedo era formado em engenharia,
arquitetura naval, física e engenharia nuclear, além de
PhD em Física, todos cursados no Instituto de Tecnologia de
Massachussets, nos Estados Unidos.
Escolas não se adaptam a aluno de 6 anos
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 26/02/2010 - São Paulo SP
No primeiro ano do ensino
fundamental, colégios estaduais e municipais não
têm estrutura ou projeto pedagógico adequado. Proposta era
mesclar o início da alfabetização com atividades
lúdicas, mas professores não foram preparados para isso
FÁBIO TAKAHASHI DA REPORTAGEM LOCAL
Sentada em uma carteira de adulto,
Isabela, 6, não consegue colocar o pé no chão.
Suas sandalinhas balançam dois palmos acima do solo.
Também com os pés no ar, colegas de sala dela sentam com
a mochila nas costas, para ficarem próximas à mesa.
Outras estão em pé, para alcançar lápis e
papel. "Elas são pequenas para ficar cinco horas aqui.
Estão sempre inquietas, incomodadas. Depois do lanche,
coçam o olho de sono. Umas dormem apoiadas na mesa", observa
Maria, professora da turma. A cena, passada em uma escola municipal em
Cidade Dutra (zona sul), exemplifica a má notícia da
volta às aulas na rede pública de São Paulo,
segundo docentes: não houve preparação para
receber crianças de seis anos nas escolas de ensino fundamental,
norma implementada neste ano na cidade. Até o ano passado, o
antigo primário recebia alunos a partir dos sete. Lei federal
determinou a antecipação da entrada para que os
estudantes pobres tivessem mais um ano de escolarização
(crianças na faixa do fundamental devem, obrigatoriamente, estar
na escola). A ideia era que houvesse adaptação para
receber as crianças mais novas, com carteiras adequadas,
espaços como brinquedotecas e a criação de projeto
pedagógico que mesclasse o início da
alfabetização com atividades lúdicas.
Nada disso ocorreu na rede
pública de São Paulo, segundo professores e diretores
ouvidos pela Folha, presidentes das entidades que representam diretores
dos colégios, educadores e um membro do Conselho Nacional de
Educação. A lei, de 2005, havia dado cinco anos para
implementação. Tanto o governo José Serra (PSDB)
quanto a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) dizem que a
adaptação do novo fundamental já começou,
mas admitem que não foi finalizada. "As crianças reclamam
que não têm parquinho, que têm de ficar cinco horas
na sala de aula. As carteiras que atendem aos alunos da EJA [antigo
supletivo] são as mesmas das dos de seis anos", diz João
Alberto Rodrigues de Souza, do Sinesp (sindicato dos dirigentes da rede
municipal). "Não houve capacitação dos
professores. É para alfabetizar? É para focar
na parte lúdica? Ninguém sabe", diz o presidente da Udemo
(sindicato dos dirigentes da rede estadual), Luiz Gonzaga de Oliveira
Pinto. Professor de escola estadual na zona sul, Batista conta que
precisa levantar as crianças no colo para elas alcançarem
os bebedouros. Elas também têm dificuldades para usar o
banheiro.
"Verificamos a falta de
adaptação em São Paulo e em boa parte do
país", diz o presidente da Câmara de
Educação Básica do Conselho Nacional de
Educação, Cesar Callegari. "Muitas redes apenas
transferiram a antiga primeira série [alunos de sete anos] para
o primeiro ano". A gestão Kassab diz que a
adequação do mobiliário iniciou em 2007,
não foi concluída, mas todas escolas serão
atendidas. Já o governo estadual afirma que "à medida das
diferentes demandas da diretorias de ensino serão encaminhados
equipamentos para as escolas". A prefeitura possui 55,5 mil alunos no
novo primeiro ano. O Estado não informou o dado.
Mudança será concluída neste ano, dizem pastas
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 26/02/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL
As secretarias estadual e municipal
da Educação dizem que o processo de
implementação do novo ensino fundamental já
começou, mas não foi concluído. Em nota, o governo
estadual afirma que "a implantação do ensino fundamental
de nove anos iniciou-se na rede em 2009 e deve se completar em 2010".
Diz ainda que já há proposta pedagógica. "Houve um
texto preliminar que foi discutido e entregue aos professores
coordenadores das oficinas pedagógicas das diretorias de
ensino e supervisores de ensino responsáveis, em 2008. No
documento consta, entre outras orientações, os novos
conteúdos e expectativas de aprendizagem para o novo primeiro
ano". O Estado diz ainda que o programa Ler e Escrever, já
implementado na rede, contempla todo o processo de
alfabetização. Não respondeu, porém, sobre
formação específica para os docentes do novo
primeiro ano.
A rede municipal, também por
nota, afirma que todas as escolas terão o
mobiliário adaptado. Diz que aumentou os repasses diretos para
as escolas, o que pode ser gasto em montagem de parques ou
brinquedotecas. Pedagogicamente, diz, já organizou novas
orientações curriculares. Os estudantes receberão
cadernos de apoio e vídeos educativos, como o "Cocoricó".
"Adicionalmente, está prevista a formação para
cerca de 2.000 coordenadores pedagógicos e diretores da rede",
afirma a nota. (FT)
32% dos jovens cogitam, mas só 2% tentam ingressar na carreira docente
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 25/02/2010
Desirèe Luíse
Enquanto 32% dos alunos do ensino
médio consideraram seguir a carreira de professor, apenas 2%
efetivamente vão prestar o vestibular para pedagogia ou alguma
licenciatura. Os dados são da pesquisa “Atratividade da
Carreira Docente no Brasil”, apresentada pela
Fundação Carlos Chagas nesta quinta-feira (25/2), em
São Paulo (SP). O estudo revelou que a visão negativa
não é resultado da falta de identificação
profissional ou pessoal com a docência, mas sim das más
condições de trabalho a que o professor é
submetido. De acordo com os alunos, o docente desempenha papel
fundamental, sendo modelo formador de opinião na sociedade. No
entanto, acreditam que o profissional é desvalorizado pelos
próprios alunos, sociedade e governo. A pesquisa entrevistou 1,5
mil alunos do 3º ano do ensino médio de 18 escolas
públicas e privadas do país.
A pesquisadora da
fundação e supervisora do estudo, Bernadete Gatti, disse
que existe uma contradição entre o que os jovens pensam
do “ser profissional” e o trabalho real do docente.
“Para eles, ser professor é uma profissão bonita,
mas o trabalho é encarado com limitações e
dificuldades. Os alunos acham que para ser professor é preciso
gostar muito do que faz, porque é algo pesado e
frustrante”, revelou ela. Os alunos do ensino médio
acreditam ainda que é preciso ter muita paciência para
seguir a carreira. O estudo, encomendado pela fundação
Victor Civita, apontou também as principais causas da
desistência. Responsável por 40%, a baixa
remuneração é um fator decisivo. A dificuldade que
o professor é obrigado a passar no dia-a-dia também
é outro fator relevante, 17% dos jovens lembram o desinteresse e
desrespeito dos próprios alunos para com o professor em sala de
aula.
Bernadete ressaltou a melhora nas
políticas públicas para a educação como
ponto central para melhorar o setor e, consequentemente, aumentar a
atratividade da carreira. “Precisamos pensar em o que é
valorizado neste modelo de educação atual, o que é
oferecido ao profissional. É preciso estruturar planos de
carreira que envolvam progressão e salários melhores.
Assim, a docência será profissionalizante e atrativa.
Reestruturar é um caminho longo, mas é preciso ter a
visão clara de que esse profissional é o fundamento de
uma nação”, concluiu a pesquisadora.
Publicados microdados de levantamentos estatísticos e avaliações educacionais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:34 hs.
25/02/2010 - Foram publicados no dia
(23) no portal do Inep, (www.inep.gov.br), os microdados do Censo da
Educação Básica 2008, do Censo da
Educação Superior 2008, do Enem 2008 e da Prova Brasil
2007. Esses dados publicados agora se agregam ao conjunto de microdados
anteriormente divulgados: Censo da Educação Básica
1995 a 2007, Censo da Educação Educação
Superior 1995 a 2007, Saeb 1995 a 2003, Enem 1998 a 2007, Enade 2004 e
2005, Pnera 2004, Censo dos Profissionais do Magistério (2003) e
Provão 1997 a 2003.
Todos esses produtos estão
disponíveis para download na página eletrônica do
Inep. Há ainda a possibilidade de fornecimento por meio de
CD-ROM, a partir de solicitação para o e-mail
cdi@inep.gov.br. Acompanham o arquivo de microdados a
documentação que fornece as descrições e
códigos das categorias das variáveis, adicionada, quando
necessários, dos elementos para o cálculo dos erros
amostrais.
Microdados consistem no menor
nível de desagregação de uma pesquisa, geralmente
retratando o conteúdo do questionário, preservado o
sigilo das informações. Possibilitam aos usuários
com conhecimento de linguagens de programação ou
softwares de cálculo criar suas próprias tabelas de
planos tabulares de dados numéricos.
A cada levantamento
estatístico ou avaliação educacional realizados
pelo Inep são sistematicamente gerados os microdados. As
informações estão disponíveis a partir da
unidade primária de coleta, sem identificação para
que o sigilo das informações individuais seja preservado.
Os microdados estão organizados em arquivos ASCII, o que permite a leitura dos dados usando diferentes softwares.
Assessoria de Imprensa do Inep/ MEC
Fonte: Portal Inep
Salariômetro informa remuneração média dos brasileiros
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:06 hs.
25/02/2010 - O governo de São
Paulo lançou nesta quarta-feira o site Salariômetro
(www.salariometro.sp.gov.br), uma ferramenta de busca de sobre os
salários pagos para diversos tipos de profissionais em todo o
Brasil. O site informa a remuneração média de
trabalhadores contratados formalmente, com carteira assinada, seis
meses antes da consulta, além da idade média dos
empregados por categoria.
A página na internet, feita
pela Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho em
parceria com a Fipe/USP (Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas da Universidade de São Paulo), conta com dados
levantados junto ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados) e da Rais (Relação Anual de
Informações Sociais), do Ministério do Trabalho.
“Os nossos mercados têm
cotações de tudo (juros, moedas, ações,
imóveis), mas não havia – até agora –
nenhuma cotação do maior patrimônio do trabalhador,
que é o valor do salário”, afirma o
secretário de Emprego e Relações do Trabalho de
São Paulo, Guilherme Afif. “É uma forma de o
governo ajudar o mercado de trabalho a funcionar melhor”,
completa.
Como usar
O usuário deve primeiro
digitar o número da CBO (Classificação Brasileira
de Ocupações) da profissão a ser pesquisada. Caso
não saiba qual é o código, a pessoa pode fazer uma
busca com palavras-chave, que o site informa algumas
opções.
Logo abaixo deste campo, o
usuário deve informar Estado (e Cidade, no caso de Sã
Paulo), Faixa Etária, Cor, Gênero, Escolaridade e Setor.
Salários
De acordo com o site, após
rápida busca feita pelo eBand, o salário médio de
uma professora de matemática do ensino fundamental da cidade de
São Paulo, com idade entre 25 e 29 anos, de pele branca e com
ensino superior completo é de R$ 1.092.
Já um lixeiro de pele negra,
com faixa etária de 25 a 29 anos, com até a 8ª
série completa, de São Paulo, tem
remuneração de R$ 687.
Ainda segundo o site, um engenheiro
civil de São Paulo, branco, com ensino superior completo, com
idade entre 40 e 49 anos e empregado no setor de
construção recebe em média R$ 6.368.
Fonte: Jornalismo E-band
Na indústria, recursos para pagar juros são sete vezes superiores a gastos com P&D
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal IG Educação, 24/02/2010
Carla Falcão, iG São Paulo
Os riscos econômicos –
leia-se câmbio e taxa de juros – seguidos por problemas
relacionados ao financiamento e pelas dificuldades na
obtenção de informações foram apontados
como os principais fatores que impedem ou dificultam investimentos em
atividades inovadoras no País. Essa é a conclusão
da pesquisa “Obstáculos à
Inovação”, realizada pelo Departamento de
Competitividade e Tecnologia da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Decomtec/Fiesp). De
acordo com o estudo, que envolveu 334 empresas de pequeno, médio
e grande porte do estado de São Paulo, os “riscos
econômicos” exigem maior esforço de
superação na opinião de 40% dos entrevistados.
Nesta categoria, os itens “elevada taxa de juros” (58%) e
“instabilidade/valorização do câmbio”
(55%) foram classificados como os principais entraves à
inovação.
A avaliação é
que a volatilidade do câmbio e os juros aumentam o custo dos
projetos e o grau de incerteza dos executivos, além de inibir a
ampliação da capacidade produtiva e o aumento dos gastos
com inovação. A pesquisa informa que os recursos
destinados ao pagamento de juros são 6,88 vezes superiores aos
investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Decomtec, afirma que a
maior parte dos investimentos em inovação na
indústria é feita com recursos próprios das
empresas. Segundo ele, isso explica o impacto de itens como a taxa de
juros e o câmbio sobre a disposição dos executivos
para assumir riscos e apostar no desenvolvimento de produtos que podem
não ter a demanda esperada.
Muito discurso, pouca
ação - “Com a valorização do real e a
entrada de produtos importados a preços muito competitivos, a
indústria nacional se vê obrigada a criar produtos
diferenciados e a inovação é a
solução para tudo”, diz Coelho. Para ele, os
executivos têm essa noção. “Mas, a verdade
é que as empresas brasileiras falam muito, mas ainda fazem pouco
ou quase nada para estimular atividades inovadoras”, afirma. Para
Coelho, o alto custo do capital limita o aumento dos investimentos em
inovação no País. “Poucas companhias
têm acesso a financiamentos com juros baixos”, diz. De
acordo com o estudo, na categoria “problemas relacionados ao
financiamento”, mencionada por 31,5% dos entrevistados, o item
mais lembrado foi “custos de financiamentos (juros e outros
encargos)”, com 58%. Já na categoria “elevados
custos da inovação” (31,1%), o maior
obstáculo foi a “elevada carga tributária incidente
nos gastos com I,P&D”, com 59% das respostas.
Mundo acadêmico distante - A
pesquisa da Fiesp aponta ainda a distância entre o mundo
acadêmico e o empresarial. A “falta de
informação sobre os serviços disponibilizados pela
universidade” foi classificada como o maior obstáculo na
categoria “Dificuldades na obtenção de
informações para desenvolver idéias inovadoras,
com 35% de respostas. Nas grandes empresas, esse percentual foi ainda
maior, chegando a 43%. “O empresário não procura a
universidade porque acha que não vai agregar nada”, afirma
Coelho. “A universidade acredita que não precisa da
empresa para sobreviver e investir em Pesquisa e
Desenvolvimento.” Ele acredita que isso só vai mudar
quando houver uma revisão do marco regulatório que rege
as relações entre universidades e empresas, incluindo
temas como o uso de patentes, a contratação
temporária de professores e pesquisadores e a
remuneração por projetos específicos.
MEC oferece cursos de formação continuada para professores
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 24/02/2010
Professores da rede pública
interessados em participar dos cursos de formação
continuada oferecidos pelo Ministério da Educação
devem se inscrever até o próximo domingo pela internet.
Os cursos de curta duração são oferecidos em
parceria com universidades públicas, escolas técnicas,
estados e municípios. Estão abertas 354.952
vagas. O processo todo é feito pela Plataforma
Freire: http://freire.mec.gov.br. O professor faz sua
pré-inscrição que deve ser confirmada pelas
secretaria de educação - municipal ou estadual. Podem
participar docentes que tenham formação específica
para o magistério em nível médio (técnico
ou normal) e aqueles com licenciatura ou formados em pedagogia.
Os cursos têm carga horária entre 40 e 300 horas e
abrangem diversas áreas como educação em direitos
humanos, diversidade, relações étnico-raciais e o
uso do computador na escola. Mais informações no site do
MEC (http://www.mec.gov.br) ou pelo telefone 0800 616161.
Regras minuciosas deverão ser adotadas por universidades australianas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 115 - 02/10)
A Ministra da Educação
australiana anunciou na terça-feira que as universidades que
aceitam estudantes estrangeiros terão que seguir as novas
regulamentações aprovadas na última segunda-feira.
De acordo com a Lei, todas as
instituições de ensino superior que oferecem cursos para
estrangeiros terão até 31 de dezembro deste ao para se
recadastrarem e passarão a obedecer critérios mais
rigorosos.
As universidades terão que
provar que têm a educação como seu principal foco e
que são capazes de oferecer um ensino de qualidade. O objetivo
do governo é garantir que o país reforce sua
credibilidade de alto padrão do setor da educação
internacional.
Como a Austrália tem a
área educacional como o terceiro maior setor de
exportação, inúmeros são os estudantes que
saem de seus países para ingressar em um dos centros
universitários australianos. Devido a grande procura, algumas
instituições diminuíram seu padrão para
atender a demanda. Há ainda a denúncia de que alguns
agentes que recrutam os alunos estrangeiros façam a promessa de
visto permanente na Austrália.
ABT amplia área de atuação
Fonte: Jornal da educação (IPAE 117 - 02/10)
A Associação
Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT) contará com um novo
sistema prioritário de orientação online. Com a
nova ferramenta, a ABT ampliará seus convênios com
instituições de ensino, empresas, prefeituras e Estados.
o objetivo é possibilitar que
seus conveniados contem com o apoio direto na implantação
ou aperfeiçoamento de Núcleos de Tecnologia Educacional.
Mais informações sobre a iniciativa da ABT abt-br@abt-br.org.br
Senadora propõe debate para discutir Bolsa-Família
Fonte: Clipping Educacional Consae (IPAE 119 - 02/10)
O programa Bolsa Família, do
governo Lula, será o assunto principal da audiência
pública da Comissão de Educação, Cultura e
Esporte (CE). O requerimento, de autoria da senadora Marisa Serrano
(PSDB-MS), foi aprovado na última terça-feira (23) e deve
contar as presenças dos ministro da Educação,
Fernando Haddad, e do Desenvolvimento Social e Combate à fome,
Pautrus Ananias, e também do presidente do Tribunal de Contas da
União, Ubiratan Aguiar.
A finalidade da reunião, de
acordo com a senadora e também vice-presidente da
Comissão, é discutir a eficácia do projeto.
Segundo Marisa Serrano, apesar do Bolsa Família ter se tornado
uma referência como medida de distribuição de
renda, há várias denúncias de falhas e
irregularidades no programa.
Ainda sobre o tema, o senador
Cristovam Buarque também endossou a necessidade da
reunião sobre o projeto. De acordo com o senador pedetista, a
modificação do antigo nome Bolsa Escola para Bolsa
Família foi um erro do governo, pois a antiga nomenclatura
tornava mais visível o compromisso com a qualidade da
educação. Ele ainda acrescentou que se fosse candidato
à presidência novamente, defenderia a volta do primeiro
nome e destinaria a atual Bolsa Família a famílias pobres
e sem filhos.
Saiba quais áreas demandarão mais profissionais até 2015
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:44 hs.
26/02/2010 - A demanda por
profissionais que atuam na área da construção
civil, tecnologia de manufatura, moda, criatividade,
panificação e confeitaria irá aumentar até
2015, segundo um levantamento realizado pela Firjan
(Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro).
A pesquisa apontou que deve crescer
a oportunidade de emprego, no caso da construção civil,
para profissionais das áreas de tornearia mecânica,
fresagem, desenho mecânico, soldagem, eletrônica industrial
e mecânica de manutenção. Outras áreas
promissoras são as de design de moda, joalheria,
confecção de roupas e calçados. O mercado
também precisará de padeiros e confeiteiros.
Construção civil
Haverá também uma
grande oferta de vagas para carreiras como marcenaria, eletricidade
predial, construção em alvenaria e
aplicação de revestimento cerâmico.
“Na parte de
construção e edificações, destacam-se os
profissionais especializados em alvenaria, aplicação em
revestimentos cerâmicos e instalação predial. Para
as obras de infraestrutura, as demandas são para profissionais
de terraplanagem e preparação de terrenos e concreto e
montagem de estruturas metálicas”, explicou o gerente do
Observatório Ocupacional do Senai (Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial), Márcio Guerra.
Profissionais de telecomunicações
Guerra afirmou ainda que
haverá maior demanda por profissionais de
telecomunicações. O motivo é que serão
investidos mais de R$ 20 bilhões em
telecomunicações devido à Copa do Mundo que
acontecerá no Brasil, em 2014.
“É uma exigência
da Fifa que todas as áreas ao redor dos estádios
ofereçam telefonia e internet. Ou seja, essas cidades
precisarão capacitar profissionais na área de
telecomunicação”, declarou Guerra.
Parques industriais
Além da
ampliação da telecomunicação no
País, investimentos em habitação e infraestrutura
provocarão mudanças significativas na estrutura
industrial. Nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste,
regiões que estão montando parques industriais, devem
surgir postos de trabalho nas áreas de confecção,
alimentos e manutenção mecânica.
Por Karla Santana Mamona - InfoMoney
Fonte: www.administradores.com.br