
02/03/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Ministro divulga cronograma de audiência pública sobre ação afirmativa para acesso ao ensino superior
Regime escolar de oito horas será avaliado na Câmara
Candidatos ainda podem conseguir bolsas parciais ou integrais na segunda etapa do Prouni
Sisu dá início à última etapa de inscrição
Portaria aprova cursos de tecnologia em Segurança Pública e Serviços Penais
Novos presidentes das comissões da Câmara serão eleitos esta semana
Projeto de cooperação incentiva ensino da língua chinesa em Portugal
Semesp apresenta Pesquisa Salarial para Educação Superior
Sites oferecem diplomas por R$ 3,6 mil na internet
Estudantes terão oportunidade de estágio em hospitais do SUS
Vagas em federais crescem 63%
Secretário atribui mau desempenho de alunos em matemática ao despreparo de professores
Em 7 anos, mais 236 cidades passaram a ter um curso federal
Ociosidade sobe 99% nas universidades em cinco anos
MEC cogita mudanças no Sisu para o próximo ano, após 74% de desistência de aprovados
Enem altera calendário
MEC espera reunir 80 mil escolas na Olimpíada da Língua Portuguesa
Equador estuda aplicar elementos da educação indígena em escolas convencionais
O processo de desnacionalização do ensino superior
Apenas 2% dos alunos cogitam em seguir carreira docente, diz pesquisa
Capes disponibiliza aplicativo de declaração de rendimentos para bolsistas e consultores
FNDE libera recursos aos estados que não alcançaram mínimo nacional
Educação equatoriana pode aderir características indígenas
AULP premia Teses de mestrado e doutorado
Bom desempenho pode garantir adicional no Bolsa Família
STJ anula portaria que demitiu professora vítima de golpe do falso diploma
Ministro divulga cronograma de audiência pública sobre ação afirmativa para acesso ao ensino superior
Fonte: OAB/SC Notícias
O Supremo Tribunal Federal
realizará nos próximos dias 3, 4 e 5 de março
audiência pública sobre políticas de
ação afirmativa (ou discriminação reversa)
de acesso ao ensino superior. Serão três dias de debates
com 38 especialistas de associações,
fundações, movimentos sociais e entidades envolvidas com
o tema. A lista completa dos participantes pode ser acessada pelo link
audiências públicas no site do STF. Nos dias 3 e 4 de
março a audiência será realizada no período
da manhã, entre 8h30 e 12h. Já no dia 5 de março a
programação será durante todo o dia. O cronograma
da audiência pública recebeu a seguinte divisão
temática:
3 de março
(i) Instituições
estatais responsáveis pela regulação e
organização das políticas nacionais de
educação e de combate à
discriminação étnica e racial (Ministério
da Educação, Secretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Nacional de
Direitos Humanos, Fundação Nacional do Índio e
Comissão de Constituição e Justiça do
Senado Federal), bem como pela instituição
responsável por mensurar os resultados dessas políticas
públicas (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA).
(ii) Partes relacionadas aos processos selecionados para a audiência pública.
4 de março
Início do
contraditório entre os defensores da tese de constitucionalidade
e os defensores da tese de inconstitucionalidade das políticas
de reserva de vaga como ação afirmativa de acesso ao
ensino superior (5 defensores para cada uma das teses). Nessa data, os
defensores da tese de inconstitucionalidade das políticas de
reserva de vagas iniciarão o contraditório e serão
seguidos pelos defensores da tese contrária.
5 de março
Manhã – Na manhã
do dia 5 de março, dar-se-á continuidade ao
contraditório entre os defensores das teses de
constitucionalidade e de inconstitucionalidade das políticas de
reserva de vagas. Nessa data, serão os defensores da tese de
constitucionalidade que iniciarão o contraditório, que
será encerrado pelos defensores da tese da inconstitucionalidade.
Tarde – O período da
tarde do dia 5 de março será destinado à
apresentação das experiências das universidades
públicas na aplicação das políticas de
reserva de vagas como ação afirmativa para acesso ao
ensino superior. Após essas entidades, a
Associação dos Juízes Federais exporá como
tem julgado os conflitos decorrentes da aplicação dessas
medidas. Essas exposições têm como escopo permitir
que esta Corte Constitucional avalie se e em que medida as
políticas de reserva de vagas no ensino superior afrontam a
Constituição Federal de 1988.
Fonte: Supremo Tribunal Federal
Regime escolar de oito horas será avaliado na Câmara
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 010 - 03/10)
Na reunião desta
quarta-feira, a Comissão Especial de Tempo Integral da
Câmara dos Deputados analisará a Proposta de Emenda
à Constituição que institui o regime escolar de
oito horas e estabelece punição para os agentes
públicos que deixarem as crianças fora da escola.
De acordo com a proposta,
autoridades responsáveis pela administração e pelo
funcionamento da rede pública de ensino poderão perder o
cargo e chefes do Poder Público perderiam o direito de se eleger
pelo período de oito anos.
Comissão elegerá ainda seus três vice-presidentes.
Candidatos ainda podem conseguir bolsas parciais ou integrais na segunda etapa do Prouni
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:13 hs.
02/03/2010 - RIO - A vestibulanda
Lilian Gomes Santos, de 18 anos, não perdeu a esperança
de conseguir uma bolsa através do Prouni. Apesar de não
ter sido selecionada na primeira etapa para uma das 165 mil bolsas (86
mil integrais e 79 mil parciais), ela vai se inscrever na segunda fase,
que começa nesta quinta-feira e vai até domingo:
- Não consegui passar no
vestibular para uma universidade pública, apesar de ter ido bem
no Enem. Quero estudar Nutrição e preciso de, no
mínimo, um desconto de 50% no valor da mensalidade.
Para Priseila Hespanhol, de 22 anos,
ser selecionada pelo Prouni não foi fácil. Depois de
tentar por dois anos, ela conseguiu uma bolsa integral para cursar moda
e design na Estácio.
- Minha família não
tinha condições de pagar os meus estudos. A nota que eu
tirei no Enem só permitia esse desconto em uma universidade
carioca. Sou de Barbacena, mas não pensei duas vezes e vim para
o Rio. Estou realizada, pois ainda vou trabalhar no Ateliê
Tirelli, na Itália, uma oportunidade que conquistei com o meu
projeto final de curso - conta.
Para se candidatar a uma vaga do
Prouni é preciso ter obtido média de 400 pontos no Enem,
considerando as quatro provas e a redação. É
necessário ainda ter cursado o ensino médio em escola
pública, ou em escola particular como bolsista integral, e
possuir renda familiar comprovada de até um salário
mínimo e meio (R$ 697,50), para bolsa integral, e de até
três salários mínimos (R$ 1.395), para a parcial.
Os candidatos que tiraram zero na redação, que estejam
ocupando outra vaga em instituição pública ou que
não se encaixem nas faixas de renda determinadas pelo MEC
não podem participar.
A central de atendimento
funcionará durante todo o período de
inscrições, sempre das 8h às 20h, pelo telefone
0800 616161.
Rodrigo Gomes
Fonte: O Globo - RJ
Sisu dá início à última etapa de inscrição
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 008 - 03/10)
Começa nesta segunda-feira e
se estende até a próxima quarta o prazo de
inscrição na terceira e última etapa do Sistema de
Seleção Unificada (Sisu), que conta com a oferta de
21.701 vagas em 51 instituições de ensino.
As vagas podem ser preenchidas pelos
candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio em 2009
e não forma selecionados nas duas primeiras fases de
inscrição no sistema.
Para esta etapa, há ainda a
lista de espera, que precisa ter o interesse confirmado pelo candidato.
As matrículas nas instituições devem ser feitas no
período de 9 a 12 deste mês.
Outras informações no site www.mec.gov.br
Portaria aprova cursos de tecnologia em Segurança Pública e Serviços Penais
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 001 - 03/10)
Foi publicada no Diário
Oficial da União desta segunda-feira, dia 01 de março,
Portaria Interministerial nº 158-A que cria o eixo
tecnológico Segurança e aprova a inclusão dos
cursos superior de tecnologia em Segurança pública e
Serviços Penais, ambos com carga horária mínima de
1600 horas, no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de
Tecnologia.
A portaria foi assinada pelos
ministros da Educação e da Justiça, além do
secretário de Educação Profissional e
tecnológica do Ministério da Educação e do
secretário Nacional de Segurança Pública do
Ministério da Justiça.
A íntegra da Portaria pode
ser obtida no caminho
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=01/03/2010
Novos presidentes das comissões da Câmara serão eleitos esta semana
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 002 - 03/10)
Na próxima quarta-feira, dia
3, as Comissões da Câmara dos Deputados elegem seus
presidentes. Oito nomes já foram definidos, três
estão entre as indicações prováveis que
aguardam confirmação e outros nove nomes devem ser
indicados até o dia da eleição.
A comissão de
Educação e Cultura, prevista para o PT, está entre
as que não têm o indicado ao cargo definido.
Finanças e Tributação, Direitos Humanos e
Minorias, e, provavelmente, de Legislação Participativa
também devem ter como presidente um representante petista.
Entre os oito deputados indicados
estão os representantes do PSB, Dr. Ubiali (SP) e Marcelo
Serafim (AM), que seriam os apontados para presidir, respectivamente,
as comissões de Desenvolvimento Econômico,
Indústria e Comércio; e da Amazônia,
Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.
O PDT e o PPS também
definiram seus candidatos, Vieira da Cunha (RS), para a Comissão
de Seguridade Social e Família; e Humberto Souto (MG), para a
Comissão de Desenvolvimento Urbano, respectivamente.
As comissões de Agricultura,
Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Minas e Energia
já tem seus indicados:
Abelardo Lupion (DEM-PR), Jorge Khoury (DEM-BA), Laerte Bessa (PSC-DF), e Mário Negromonte (PP-BA).
A eleição para a
escolha da mesa diretora foi marcada para às 10h de quarta.
Apenas as comissões de Direitos Humanos e Minorias;
Legislação Participativa; Segurança Pública
e Combate ao Crime Organizado; e de Turismo e Desporto elegem seus
presidentes e vice-presidentes às 16h.
Projeto de cooperação incentiva ensino da língua chinesa em Portugal
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 003 - 03/10)
Na última sexta-feira foi
realizada reunião entre a Fundação Oriente e a
Universidade do Minho para a assinatura de um protocolo de
cooperação para que seja aperfeiçoada a
língua chinesa em Portugal.
Com o acordo, a
Fundação Oriente apoiará a
realização das atividades no âmbito da Licenciatura
em Línguas e Culturas Orientais e no Mestrado em Estudos
Interculturais Português/Chinês: Tradução,
Formação e Comunicação Empresarial
realizadas pela universidade.
Um docente de língua chinesa,
proveniente da China, receberá subsídios e três
estudantes de Mestrado apoio financeiro para freqüentar um ano
letivo na China.
Semesp apresenta Pesquisa Salarial para Educação Superior
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 005 - 03/10)
O Sindicato das Entidades
Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de
São Paulo (Semesp) realizou na última sexta-feira, dia 26
de fevereiro, reunião com 50 gestores de 21
instituições de ensino para apresentar a Pesquisa
Salarial do setor elaborada pela entidade.
A pesquisa, que é
inédita, permitirá que os RHs dos estabelecimentos de
ensino superior tenham acesso a informações que
ajudarão a estabelecer os padrões de
remuneração adequados à sua realidade.
A pesquisa foi idealizada pela
empresa Towers Watsos, responsável por apresentar a metodologia
do estudo e os resultados, dados e valores médios das
remunerações de diretores, gerentes, coordenadores e
analistas, tanto do administrativo quanto do acadêmico aos
gestores, que receberam um CD para instalação do programa.
Mais informações na página http://www.semesp.org.br/portal/index.php
Sites oferecem diplomas por R$ 3,6 mil na internet
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
01/03/2010 - O título de
bacharel não é mérito apenas dos que passam pelos
bancos da universidade. Na internet, diplomas são oferecidos por
sites que prometem entrega rápida. Entre sete e 30 dias,
é possível adicionar o nível superior ao
currículo, sem esforço.
No site de busca Google, por
exemplo, as empresas que comercializam o documento de forma irregular
circulam no espaço de anunciantes livremente. Em poucos
segundos, é possível encontrar uma dezena de
opções de compra. O Diário entrou em contato com
três empresas nesta semana.
Os preços são
convidativos. Enquanto alunos matriculados de forma regular em um curso
de Direito investem, no mínimo, R$ 38 mil para se formar em
cinco anos, no mundo virtual é possível obter o
certificado gastando até R$ 3.600.
Os vendedores negociam por e-mail e
telefone e garantem que a cópia fiel não levanta
suspeitas. Prometem reconhecimento pelo MEC (Ministério da
Educação), publicação no Diário
Oficial, nome na lista de ex-alunos, assinatura de diretores de
universidades reconhecidas e até senha de aluno nos sites das
instituições.
A maioria das empresas virtuais pede
de R$ 100 a R$ 700 de entrada, por meio de depósito
bancário, e prefere mandar o certificado pelos Correios. Alguns
aceitam negociação pessoalmente. O risco, no entanto,
existe, já que não há garantia alguma de que o
documento chegará até o comprador.
Polícia Federal investiga o esquema
A PF (Polícia Federal)
está investigando empresas que oferecem diplomas na internet
desde o início do mês, quando recebeu denúncia do
MEC (Ministério da Educação). A pasta foi avisada,
em novembro, de que o site www.phdcentro.com estava cometendo o crime.
O alerta foi dado pelo Semesp
(Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino
Superior do Estado de São Paulo), que também enviou aviso
para todas as faculdades privadas afiliadas.
O site denunciado pela
instituição já está fora do ar. No entanto,
deu lugar ao www.unidiferencial.com, que faz os mesmos tipos de oferta.
Em tópico do link Dúvidas Frequentes, a empresa chega a
se identificar como a extinta Phd Centro.
Questionada pelo Diário na
sexta-feira, a PF não informou se o site Unidiferencial
também está sendo investigado. A empresa que oferece
diplomas foi procurada por telefone durante a semana, mas não
foi localizada.
Seis anos de cadeia -
Falsificação de diploma é crime e não pune
só aquele que oferece o serviço. Quem compra o documento
também pode ser penalizado de acordo com o Código Penal
Brasileiro. O vendedor pode ser enquadrado no artigo 297 -
falsificação de documento público, que prevê
pena de até seis anos de prisão.
A mesma punição pode
ser aplicada a quem compra o diploma, que infringe o artigo 304 - uso
de documento falso. Caso o certificado seja usado profissionalmente, o
tempo na cadeia pode aumentar.
Página da empresa tem erros de ortografia e gramática
O site da Unidiferencial avisa que
pode ser considerado confiável pelos futuros compradores porque
tem todo o conteúdo escrito conforme as regras da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Porém, comete graves erros de ortografia ao exibir palavras como
"ofereçe", "agradeçe" e "aquizição".
Frases sem sentido também
fazem parte da tentativa de atrair os interessados: "Tendo uma postura
ética, e aparado tecno-socialmente de poder vender um diploma
é muito importante", cita o site.
O proprietário da empresa
também mostra a dificuldade em lidar com a língua
portuguesa ao escrever a estranha frase: "Além da nossa equipe
á (em vez de há) funcionários dentro das
instituições que providenciam os carimbos, assinaturas;
processo de transição para Secretaria Estadual de
Educação no MEC e que avaliam em anexo com as futuras
carteiras de registro profissional".
Além disso,
acentuação incorreta não é coisa rara. O
site oferece diplomas de qualquer curso, de pintura a medicina. E ainda
ressalta em letras chamativas: "Somos a unica a ofereçer tal
serviço".
Quadrilha que vendia certificado em Mauá foi presa em 2008
A Polícia Civil de
Mauá indiciou três pessoas por venda de diplomas
falsificados do Ensino Médio em 2008. O inquérito foi
aberto após o caso ter sido revelado pelo Diário, que
comprou certificado por R$ 500.
Entre o primeiro contato com o
falsificador e a entrega do diploma, passaram-se apenas seis dias. O
homem responsável pela negociação, Alexandre
José da Silva, chegou a afirmar que um certificado
universitário custaria R$ 2.500.
O documento entregue ao
Diário tinha o timbre do governo do Estado e, para dar
veracidade ao golpe, havia um carimbo com o número de
matrícula de uma ex-aluna da Escola Estadual Olavo Hansen. Na
parte de baixo do papel, havia assinaturas que seriam da
secretária da escola e da diretora.
Um mês depois, José
Augusto dos Santos e uma terceira pessoa, que não foi
identificada, foram indiciados. Ao prestar depoimento, José
Augusto contou que ganhou R$ 50 para ir até a Praça da
Sé, na Capital, pegar o diploma falsificado, que teria custado
R$ 200.
Universidades da região devem acionar departamento jurídico
Além de oferecer a venda de
diplomas e prometer entregá-los em até 30 dias, a empresa
Unidiferencial ainda cita o nome de centenas de
instituições de ensino como "universidades
disponíveis para emissão" do certificado . Pelo menos
nove faculdades do Grande ABC estão relacionadas na
página. Cinco delas informaram que pretendem acionar seus
departamentos jurídicos para saber que providências podem
tomar.
"O diploma em si não tem
valor. O que vale do diploma é o conhecimento que você
adquiriu durante a faculdade. O processo vale mais que o papel. O
engenheiro não é engenheiro porque tem diploma. Ele o
é porque aprendeu a planejar, a fazer projetos", afirma Rivana
Basso Fabbri Marino, vice-reitora de atividades e extensão
comunitária do Centro Universitário da FEI
(Fundação Educacional Inaciana).
O vice-reitor acadêmico da
UniAbc (Universidade do Grande ABC) concorda. "O diploma de Ensino
Superior só pode ser conferido aos alunos que cumpriram suas
obrigações acadêmicas, pois o primeiro
critério é a real aprendizagem", afirma. "(A venda do
documento) é ilegal e imoral. Deve ser denunciada e combatida
com todo o rigor, pois trata-se de um caso de polícia", diz.
Além de FEI e UniAbc, a FSA
(Fundação Santo André), o Instituto Mauá de
Tecnologia e a Universidade Metodista relataram que não
têm qualquer ligação com o site que oferece
diplomas, que seus nomes estão sendo utilizados sem
autorização e que devem levar o caso aos respectivos
departamentos jurídicos.
O MEC (Ministério da
Educação) informou que a oferta de diplomas de
nível superior pela internet é ilegal. A
orientação para os alunos, segundo a Pasta, é
sempre ingressar em uma instituição de ensino que tenha
cursos autorizados e esteja no Cadastro Nacional da
Educação Superior. A relação de entidades
cadastradas no ministério pode ser consultada no site
www.mec.gov.br
Promotoria investiga propaganda
A Promotoria de Defesa do Consumidor
de Santo André aguarda receber, dentro de três semanas,
documentos que provem a legalidade do Pronacem (Programa Nacional de
Aceleração de Conclusão do Ensino Médio). O
Ministério Público investiga se a empresa cometeu crime
de propaganda enganosa.
O curso particular, que é um
preparatório para o Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio), divulgou suas inscrições, no início
de fevereiro, por meio de uma carta. O texto dizia que o curso estava
em "sintonia com o PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) do governo federal".
O comunicado foi enviado aos
moradores de nove cidades, em três Estados diferentes. A
direção da empresa que dá o curso informou que
pretende rever a publicidade para destacar a "seriedade e
transparência".
Raquel de Medeiros e Tiago Dantas
Fonte: Diário do Grande ABC
Estudantes terão oportunidade de estágio em hospitais do SUS
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 007 - 03/10)
As comissões de
comissões de Seguridade Social e Família; de
Educação e Cultura; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania analisam Projeto de Lei que prevê a
obrigatoriedade da oferta de estágios à estudantes
universitários da área de ciência da saúde
nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) ou que recebem recursos do Programa de Fortalecimento e Melhoria
da Qualidade dos Hospitais (Pró-hosp).
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, estabelece a divulgação dos
requisitos para preenchimento das vagas semestralmente. Para o autor,
deputado Edmar Moreira, a oportunidade é uma forma de melhorar a
formação dos estudantes e também
aperfeiçoar os serviços de saúde prestados.
Vagas em federais crescem 63%
Fonte: Clipping Educacional Consae Diário Catarinense, 01/03/2010 - Florianópolis SC
Em quatro anos, o número de
vagas nas universidades federais do país cresceu 63%. O primeiro
relatório do programa de Reestruturação das
Universidades (Reuni), preparado pelos reitores das
instituições federais, mostra que foram criadas mais de
77 mil novas vagas desde 2006. E, pela primeira vez, as universidades
conseguiram inverter uma tendência histórica e
investiram no desenvolvimento dos cursos noturnos. Depois de anos de
resistências, as universidades federais – em troca de mais
recursos – começaram o investimento em cursos noturnos,
programas para reverter evasão, ociosidade e aumento da
produtividade dos próprios professores. Apenas no período
em que o Reuni foi implantado, a partir de 2008, as
vagas noturnas subiram 63%. Nas licenciaturas, outra área
prioritária para o ministério, o acréscimo foi de
27%. Um dos pontos que mais agradaram ao MEC foi o crescimento dos
cursos de Engenharia no país, área considerada
crítica para o desenvolvimento e em que faltam profissionais de
todos os setores.
Secretário atribui mau desempenho de alunos em matemática ao despreparo de professores
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 26/02/2010 - São Paulo SP
FERNANDA PEREIRA NEVES da Folha Online
O secretário estadual de
Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, afirmou
nesta sexta-feira que o mau desempenho registrado nas provas de
matemática aplicadas para alunos da terceira série do
ensino médio é consequência, entre outros fatores,
do despreparo dos professores para ensinar a disciplina. A
afirmação foi feita nesta sexta-feira durante a
divulgação do resultado da prova do Saresp (Sistema de
Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São
Paulo), realizado por cerca de cinco mil escolas estaduais, em novembro
de 2009. Segundo os dados, 58,3% dos estudantes que concluem o ensino
médio têm conhecimento insuficiente de
matemática. "Os professores mal preparados também
são vítimas do processo de formação. Eles
têm muita teoria e pouco aprendizado de como isso deve ser
aplicado na sala de aula", afirmou o secretário. Ele acrescentou
ainda que "as notas de matemática são baixas
tradicionalmente."
Com base nisso, Paulo Renato afirmou
que esses professores poderão fazer curso de aprimoramento da
disciplina. O curso --que ainda não tem data para
começar-- não será obrigatório e deve ser
dividido em aulas presenciais e por meio de vídeo
conferência que poderá ser acessada por computador.
Além disso, as aulas presenciais deverão acontecer em
horário contrário ao de trabalho, mas na mesma escola. O
curso ainda terá uma avaliação ao término,
antes da entrega dos certificados. A secretaria afirmou que os alunos
que não alcançaram desempenho considerado suficiente
também deverão passar por aulas de reforço.
Além dos 58,3% dos alunos do ensino médio que não
alcançaram o nível suficiente, o Saresp apontou 20,9% dos
estudantes da 4º série do ensino fundamental no mesmo
nível, assim como 22,5% dos estudantes da 8º série
do ensino fundamental.
Em 7 anos, mais 236 cidades passaram a ter um curso federal
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:43 hs.
01/03/2010 - O ministro da
Educação, Fernando Haddad, está convicto que o
processo de interiorização das universidades federais
brasileiras vai superar os atuais obstáculos das vagas ociosas e
ajudar a criar mais oportunidades de acesso, se consolidando como
importante ferramenta de desenvolvimento regional no médio e
longo prazos.
Entre 2003 e 2009, 236 cidades que
não eram atendidas por instituições de ensino
superior inauguraram campi federais, graças à
criação de novas universidades ou ao aumento das vagas
nas unidades localizadas nas capitais ou cidades de grande porte. No
período, cerca de 20 mil professores e funcionários
administrativos concursados foram contratados.
Segundo Haddad, a abertura de
universidades públicas no interior do país faz parte de
uma determinação da Constituição de 1988,
que acabou suprimida na ocasião da aprovação do
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério
(Fundef), em 1996. Em 2003, o atual governo retomou o compromisso
constitucional.
"Nove regiões metropolitanas
localizadas na faixa de mar, exceto Belo Horizonte, abrigam 40% da
população brasileira. A Constituição estava
correta ao determinar a interiorização da oferta do
ensino superior, porque a educação é um eixo de
ordenação territorial e econômica", lembra o
ministro.
Justificando a supressão do
parágrafo único que tratava da expansão da rede de
universidades públicas, o secretário estadual da
Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, que foi
ministro da Educação entre 1994 e 2002, disse que
procurou respeitar o texto constitucional ao direcionar
ações governamentais para erradicar o analfabetismo e
universalizar o acesso à educação básica.
"Nem todos os artigos da Constituição são
eficazes. Não se faz política pública escrevendo
leis, não só", afirmou o secretário.
Haddad reconhece que os resultados
da difusão do ensino superior federal não podem ser
esperados no "curtíssimo prazo" e cita como exemplo Minas Gerais
e São Paulo, onde universidades públicas instaladas no
interior participaram do desenvolvimento regional.
"É natural que a ociosidade
de vagas seja elevada quando levamos uma universidade para a parte sul
do Rio Grande do Sul ou para o Vale do Jequitinhonha. É o
preço inicial que pagamos pela interiorização, que
é compensado com a chegada dos primeiro jovens, que atraem as
primeiras repúblicas, mais tarde as livrarias, restaurantes,
pousadas, até a migração das primeiras empresas",
diz o ministro.
No norte do Rio Grande do Norte, a
construção do novo campus de Angicos da Universidade
Federal do Semi-Árido (Ufersa), sediada em Mossoró,
só ficará pronto no segundo semestre, mas já
está atendendo 300 alunos classificados no Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) deste ano. Instalados provisoriamente em uma
escola cedida pela prefeitura local, os jovens cursam o programa de
três anos do bacharelado em ciência e tecnologia, com
possibilidade de graduação posterior em oito cursos de
engenharia.
Desde a adesão ao Programa de
Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (Reuni), em 2006, a Ufersa ampliou o
orçamento de R$ 200 mil para R$ 23 milhões, o que
permitiu a construção de três novos blocos de salas
de aula e quatro de laboratórios no campus de Mossoró, a
ampliação do quadro de professores, de 29 para 270 (63%
deles doutores) e o aumento das vagas em 100%, para 1.620, em 2010.
O pró-reitor de
graduação da universidade, professor José de
Arimatea de Matos, conta que já existe demanda por formandos
pelas empresas da região, cuja atividade econômica
é dominada pela extração de petróleo,
produção de sal e construção civil. "A
Petrobras está financiando, via Finep [Financiadora de Estudos e
Projetos], um laboratório de estudos ambientais no valor de R$ 1
milhão. O espaço será usado pelo curso de
engenharia", revela.
Em Foz do Iguaçu, no
Paraná, o MEC vai desembolsar R$ 266 milhões para a
construção da primeira etapa do campus da Universidade
para a Integração da América Latina (Unila),
projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O edital para a
licitação das obras deve ser divulgado nas
próximas semanas, de acordo com Hélgio Trindade,
presidente da comissão de implantação da
instituição. Mil alunos e 80 professores brasileiros e
oriundos dos países latino-americanos começam os
trabalhos oficiais de graduação - toda formatada no
modelo acadêmico de bacharelados - no segundo semestre em
área cedida pela usina hidrelétrica de Itaipu.
Trindade informa que o objetivo
é chegar a 10 mil alunos e 500 docentes em cinco anos. "A Unila
é parte de um processo de interiorização levado ao
extremo: está na fronteira trilateral do Brasil, mas a
visão estratégica é passar a enxergar esse limite
territorial periférico como polo central de conhecimento e
cooperação de toda a América Latina", afirma
Trindade. (LM) Fonte: Valor Econômico
Ociosidade sobe 99% nas universidades em cinco anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:55 hs.
01/03/2010 - O Brasil vive momento
paradoxal e emblemático na educação superior.
Sonho de muitos jovens, o acesso à universidade, pública
ou privada, é um dos mais expressivos da história. Entre
2003 e 2008, o número de estudantes cresceu 30%, superando a
faixa dos 5 milhões, e as vagas aumentaram 50%, oferta que
representa quase 3 milhões de novos lugares nos bancos
universitários a cada novo ano.
Dentro da oferta total de vagas, no
âmbito federal está em curso um ambicioso projeto de
reestruturação e expansão do ensino superior, com
um misto de inaugurações e ampliações que
resultaram em 13 novas instituições, intensa
interiorização de campi universitários,
criação de mais cursos, contratações de
dezenas de milhares de professores e funcionários e uma
consequente elevação na taxa de matrículas.
Em meio às boas
notícias, porém, o crescimento sustentado da
educação superior brasileira esbarra nos gargalos do
ensino médio, que não forma jovens suficientes para
preencher a oferta em alta do terceiro grau. De acordo com os dados
mais atuais dos censos escolares do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 1,7
milhão de jovens concluíram o ensino médio em
2007. Ao saírem da escola, 2,9 milhões de vagas estavam
sendo oferecidas no ensino superior para ingresso no início de
2008.
O retrospecto de conclusão do
ensino médio - praticamente estagnado em relação
ao forte ritmo de aumento de oportunidades no próximo
nível - acaba sendo, assim, um dos principais fatores para a
causa de um efeito perverso na expansão do ensino
universitário: a explosão de vagas sem preenchimento.

De
2003 a 2008, o ensino superior amargou alta de 99% das vagas ociosas,
chegando a 1,479 milhão. As universidades federais são
responsáveis por uma ínfima parte dessa ociosidade, mas
ela cresceu 500% - as vagas não preenchidas subiram de 893 em
2003 para 5.364 há dois anos. O grosso da evolução
está no setor privado, com 1,442 milhão de vagas ociosas
registradas em 2008 - crescimento de 98% em seis anos. Nas
universidades e faculdades estaduais a curva é menos acentuada:
as oportunidades desperdiçadas passaram de 3.085 para 4.372,
elevação de 41% no período. "Para
conclusões mais apropriadas, é necessário
análise detalhada dos dados sobre a oferta por curso, turno,
modalidade de ensino. Além disso, é possível
realizar comparação profícua entre esses dados e
informações sobre o mercado de trabalho, provenientes de
outras pesquisas realizadas pelo IBGE e pelo Ministério do
Trabalho", justifica resumo técnico do Inep.
O desequilíbrio
oferta-demanda também pode ser explicado por problemas de
infraestrutura nas novas federais, desistência de
matrículas, horários conflitantes, baixa procura por
determinados cursos e, sobretudo, excesso proposital de vagas ofertadas
por instituições de ensino superior particulares. "As
privadas estão mais ajustadas à dinâmica da oferta
e da demanda. Tirando as PUCs [Pontifícia Universidade
Católica] e algumas tradicionais, as faculdades privadas
já se registram no Ministério da Educação
com capacidade maior e acertam as vagas conforme o movimento da
tesouraria", opina João Monlevade, consultor legislativo do
Senado e doutor em políticas educacionais pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
O ministro da
Educação, Fernando Haddad, acrescenta que a postura de
muitas privadas "é uma espécie de ilusão
estatística". Segundo ele, nos editais de oferta as
instituições particulares superestimam a demanda para
não sofrer constrangimento no momento da matrícula e para
demonstrar alta capacidade de potencial de atendimento perante o MEC.
"Elas recebem autorização para ofertar 200 vagas para um
determinado curso que todo ano tem 100 matrículas. É uma
virtualidade que não ajuda a explicar a expansão, um dado
que sequer é publicado em outros países, uma
excentricidade brasileira", complementa Haddad.
A justificativa, entretanto,
não é plausível para as universidades
públicas, que apresentam uma média superior a oito
candidatos disputando uma única vaga. Para atender a essa
demanda, a partir de 2005, o Ministério da
Educação intensificou políticas governamentais de
expansão da rede federal, que resultaram no aumento superior a
30% nas vagas ofertadas. Estas políticas, contudo, também
repercutiram na aceleração, em ritmo mais forte, das
vagas ociosas.
Inaugurada em setembro de 2006 e
ainda em construção, a Universidade Federal do ABC
(UFABC), localizada em Santo André, enfrentou um índice
de evasão de 42% no primeiro ano de funcionamento por causa de
problemas de infraestrutura. "A primeira turma foi muito castigada.
Sempre soubemos que no início a universidade teria que
avançar com gargalos, como conciliar obras com atividade
acadêmica", explica Helio Waldman, reitor da UFABC. Atualmente, a
evasão é menor, na casa dos 12%, e a universidade foi a
mais procurada no vestibular deste ano, com mais de 19 mil
inscrições para 1,7 mil vagas disponíveis. A
universidade foi uma das que adotou o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) como único instrumento de
seleção dos estudantes para o ingresso em 2010.
Fernando Haddad reconhece as
dificuldades que o governo está enfrentando. "Só com
expansão universitária administramos hoje obras em 104
cidades e bilhões em recursos. Apesar das dificuldades
orçamentárias e operacionais, apostamos na
interiorização das universidades e da
educação profissional, um processo complexo que pode
ajudar a trazer muitos benefícios no médio e longo
prazos", prevê o ministro.
A secretária de ensino
superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, minimiza o aumento das
vagas ociosas nas universidades federais. "Representam apenas 0,36% da
ociosidade geral", argumenta. Como parte do plano de
ampliação do acesso ao terceiro grau no país, ela
explica que existe um alinhamento entre ensino médio e superior,
como forma de equacionar problemas de acesso às universidades e
de qualidade da educação básica. "A primeira
política importante é permitir a formação
universitária e continuada dos professores da rede
pública. As outras são o Enem [Exame Nacional do Ensino
Médio] e o SiSU [Sistema de Seleção Unificada],
definidos para permitir que se fale a mesma língua entre ensino
médio e superior, além do ProUni", diz Maria Paula.
Na UFABC, essa conexão
será traduzida em nova oferta de vagas para a
educação básica, com a criação de
uma escola de ensino médio a ser administrada pela
própria universidade. Dentro de um programa de bolsas da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes), alunos de licenciatura participam
atualmente de atividades pedagógicas em colégios do ABC,
com o objetivo de ajudar na formação de professores e
atrair alunos para a universidade. "Até 2014, isso pode resultar
na abertura de um colégio de aplicação de
nível médio dentro da universidade, o que irá
possibilitar a abertura de estágios para nossos estudantes,
focando pesquisa sobre o ensino básico de ciências, e
oferecer vagas gratuitas a alunos da rede pública em uma escola
de nível médio qualificada em pleno ambiente
universitário", destaca Waldman, reitor da UFABC.
Fonte: Valor Econômico
MEC cogita mudanças no Sisu para o próximo ano, após 74% de desistência de aprovados
Fonte: Clipping Consae Portal UOL Educação, 02/03/2010
Simone Harnik em São Paulo
A terceira etapa do Sisu (Sistema de
Seleção Unificada) do MEC (Ministério da
Educação) começou, nesta segunda-feira (1º),
após desistência maciça dos candidatos às
vagas nas instituições de ensino em que foram convocados.
Ao todo, foram selecionados mais de 29 mil vestibulandos e apenas 26%
deles se matricularam na segunda etapa - o que representa um fracasso
para esta fase do processo seletivo. A pasta já estuda
mudanças no Sisu para o ingresso no próximo ano, com a
criação de uma lista de espera já após a
primeira chamada. O ministério atribui a falha da
seleção na segunda etapa do Sisu, principalmente, aos
candidatos que, de maneira jocosa, fizeram inscrição em
universidades que não tinham interesse real de estudarem. Na
primeira etapa, estavam em disputa 47,9 mil vagas, das quais 18,6 mil
foram preenchidas. Restaram para a segunda etapa mais de 29 mil, com
apenas 7,5 mil matriculados. De acordo com o MEC, houve casos de
estudantes que participaram do Sisu mesmo depois de matriculados em
outras instituições de prestígio. Um exemplo
citado foi o de um candidato que, matriculado na Faculdade de
Ciências Médicas da Santa Casa, prestou um curso na UFRGS
(Universidade Federal do Rio Grande do Sul), garantiu a vaga no Sul do
país e não se matriculou.
O que deve mudar - E qual
mudança seria capaz de dar conta de desestimular os candidatos a
fazerem brincadeiras com o sistema? O ministério acredita que a
lista de espera poderá acabar com o problema de vagas não
preenchidas. Por isso, a partir do próximo processo seletivo,
ela deverá ser instituída após a primeira chamada.
Esta relação foi um artifício criado
exclusivamente para esta terceira etapa de seleção do
Sisu, pois o MEC "não havia previsto" que vestibulandos poderiam
fazer do sistema um "joguinho de aprovação". Com ela, a
pasta pretende que todas as vagas das instituições de
ensino recebam seu respectivo ingressante. A pasta afirma que o
fenômeno não ocorreu durante a primeira etapa, que
selecionou os candidatos com as maiores notas e maior interesse. Por
que o MEC não previu o problema - A grande desistência
de vagas não foi pressuposta porque a pasta imaginou que
as listas de aprovados fossem seguir os padrões de preenchimento
de vagas do Prouni (Programa Universidade para Todos), com muito menos
abandono de aprovados. O programa dá bolsas de estudo, parciais
e integrais, em universidades particulares para estudantes egressos da
rede pública com renda familiar que se enquadre ao limite do
edital. No momento, a renda familiar, por cabeça máxima
admitida é de três salários mínimos (R$
1.530). O caráter social das vagas do Prouni, segundo o MEC,
seria inibidor de brincadeiras entre os vestibulandos.
Como se inscrever no Sisu - Para
concorrer, é preciso preencher ficha pela internet, no
horário das 6h às 23h59, informando seu número de
inscrição no Enem 2009 e sua senha de acesso. O candidato
cadastrado em fases anteriores do Sisu deve usar a mesma senha na
terceira etapa. Os inscritos no processo seletivo do Prouni
também podem usar a senha da inscrição. A
relação dos aprovados deve ser divulgada nesta
sexta-feira (5).
Enem altera calendário
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 02/03/2010 - Belo Horizonte MG
Devido à adesão de
várias universidades ao Exame Nacional do Ensino Médio,
colégios e pré-vestibulares mudam cronograma para melhor
aproveitamento das aulas pelos alunos. UFMG estuda adotar vestibular
unificado este ano
Glória Tupinambás
Aulas todos os sábados, carga
horária reforçada e mudanças drásticas no
material didático. O Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) promete outra avalanche de novidades em 2010, desta vez com
impactos no calendário de ensino de colégios e cursos
preparatórios. As alterações já
começam a entrar em vigor e os estudantes precisam correr contra
o tempo para ficar com o conteúdo na ponta da língua o
quanto antes. Outro motivo de correria é que, para este ano,
estão previstas duas maratonas de provas: uma em abril e outra
em outubro. As mudanças justificam-se pelas perspectivas de
crescimento da importância do Enem como processo seletivo para as
universidades federais. Em 2009, a proposta feita pelo
Ministério da Educação (MEC) para que o exame
substituísse os tradicionais vestibulares foi aceita pela
maioria das instituições de ensino superiores e a
tendência para este ano é de novas adesões. Em
Minas, 10 das 11 universidades federais aproveitaram a nota do Enem
para selecionar alunos ou preencher vagas remanescentes e, agora, a
grande dúvida é a Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), que ainda não definiu as regras para o próximo
vestibular.
Enquanto o Enem batalha para ganhar
espaço entre as universidades, colégios e cursinhos fazem
ajustes no calendário a fim de aproveitar melhor o tempo de
preparação dos alunos. Em BH, um dos exemplos de
mudança é o Unimaster Pré-Vestibular, que promete
alterar toda a rotina de aulas. “O curso extensivo, que antes
terminava em novembro, agora vai até 30 de setembro. Vamos
aumentar a carga horária e dar aulas aos sábados para
não prejudicar os alunos e, nos meses seguintes, a aposta
será na revisão de matérias e na
resolução de questões abertas. Fizemos
mudanças porque temos que preparar os alunos de forma
integral para o Enem, dando todo o conteúdo de forma mais
profunda. Além da chance de a UFMG usar a nota do exame, temos
que considerar que muitas faculdades particulares já são
adeptas do Enem”, diz a diretora pedagógica da
instituição, Diva Maria Valentim Barros.
Mesmo diante da promessa de um ritmo
de estudos mais apertado, estudantes aprovam as mudanças.
“Não há como negar a importância do Enem.
É evidente que cada vez mais universidades vão adotar a
nota do exame e, por isso, temos que estar preparados para fazer uma
boa prova. Meu foco principal continua sendo a UFMG, mas estou gostando
da ideia de receber um material especializado no Enem para direcionar
melhor meus estudos. Quero fazer muitos simulados para me acostumar ao
tipo de cobrança e ao tamanho das provas do exame, que
são muito cansativas”, conta Fabiana Couto de Almeida, de
21 anos, que pretende usar a avaliação para conquistar
uma vaga em engenharia civil.
UFMG Mudanças à vista
também no maior vestibular do estado, o da Universidade Federal
de Minas Gerais. Embora o reitor Ronaldo Pena tenha descartado, em
setembro do ano passado, a hipótese de usar o Enem no processo
seletivo para 2011, a coordenadora da Comissão Permanente do
Vestibular (Copeve), Vera Lúcia Resende, surpreendeu todos ao
anunciar, no início do ano, que a UFMG estuda a possibilidade de
aproveitar a nota do exame já no próximo concurso.
Segundo Vera Lúcia, a possibilidade deve ser discutida ainda
este mês, com a posse do novo reitor da universidade, prevista
para a segunda quinzena. E a decisão final será tomada
pelo Conselho Universitário no primeiro semestre, já que
a UFMG precisa cumprir prazos para a publicação do
edital com as regras e exigências para o próximo processo
seletivo. Vera ainda afirmou que, em 2009, o assunto havia sido pauta
de várias reuniões do colegiado, mas as denúncias
de fraude levaram ao adiamento das discussões.
RECUO O vazamento de questões
do Enem às vésperas da aplicação da prova e
o adiamento dos testes fizeram com que várias
instituições recuassem da decisão de aproveitar
sua nota nos processos seletivos. Em Minas, a Universidade Federal de
Viçosa (UFV) desistiu no fim do ano de usar o exame como parte
do vestibular em função do atraso na data de
divulgação dos resultados. Mas em janeiro, voltou
atrás e deu uma chance aos candidatos que fizeram o Enem. Em
São Paulo, a mudança da data de aplicação
da prova, de outubro para dezembro, impossibilitou o aproveitamento por
instituições importantes, como a USP, a Unicamp, a
Fundação Getúlio Vargas e a PUC.
As denúncias de fraude e o
recuo das universidades desanimaram os estudantes e a taxa de
desistência do Enem, em 2009, chegou perto dos 40%. Apesar das
turbulências e transtornos envolvendo o exame, especialistas em
educação apostam num cenário diferente para 2010.
“Este ano, o Enem vai se tornar uma realidade forte. A prova
é uma aposta do MEC e as universidades federais estão
subjugadas à União, portanto a tendência é
de aumento da adesão entre os reitores. Diante dessa
perspectiva, os alunos devem estar muito bem preparados para a prova,
que merece ser vista como um grande vestibular. Além de
conhecimento, o Enem exige preparo físico, raciocínio
rápido e boa capacidade de interpretação”,
explica Diva Barros.
MEC espera reunir 80 mil escolas na Olimpíada da Língua Portuguesa
Fonte: Clipping Educacional Consae O Dia, 01/03/2010 - Rio de Janeiro RJ
POR DÉBORA THOMÉ
Rio - Nove milhões de
estudantes da educação básica pública devem
participar da Olimpíada de Língua Portuguesa de 2010. O
concurso será lançado na terça-feira, 2 de
março, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.
Adesões de secretarias de educação e
inscrições de professores poderão ser feitas,
on-line, na página eletrônica do Cenpec, até 14 de
maio. A expectativa do Ministério da Educação
(MEC) é reunir 80 mil escolas e receber inscrições
de 300 mil professores — para que os docentes se inscrevam, as
secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso.
“A adesão da rede de ensino é pré-requisito
para a inscrição do professor”, disse o
coordenador-geral de tecnologia da educação da Secretaria
de Educação Básica (SEB), Raymundo Filho.
Uma das novidades da segunda
edição da olimpíada é a
participação de estudantes matriculados no nono ano (ou
oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino
médio de escolas públicas. Eles concorrerão com
textos do gênero crônica. As demais categorias permanecem
como em 2008 — quinto e sexto anos (quarta e quinta
séries) participarão com textos do gênero poema;
sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries),
gênero memórias literárias. No ensino
médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer
com artigos de opinião. O tema para todas as categorias é
"O lugar onde vivo". Alunos e professores participarão de etapas
escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional.
Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual,
152 na regional e 20 na nacional. Os 500 escolhidos na fase estadual
receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e
aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão
medalhas, microcomputadores e impressoras.
Equador estuda aplicar elementos da educação indígena em escolas convencionais
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 01/03/2010
Sarah Fernandes
O Equador avalia implantar
características da educação indígena em
escolas convencionais, seguindo princípios de qualidade de vida,
vigentes na nova Constituição do país, aprovada em
outubro de 2008. O molde tradicional prevê que a
educação seja mais pessoal e aconteça
também fora da escola. Seguindo o modelo, o ensino
acadêmico seria influenciado pela transmissão oral de
conhecimento, pela maior aplicabilidade dos conteúdos e pela sua
validade para qualquer geração. O molde indígena
é inspirado no conceito tradicional andino de “viver
bem” — com condições para que o
indivíduo desenvolva todas as suas capacidades — que
inspirou a reforma constitucional do país. “Passamos
hoje por várias crises e a educação
comunitária é mais eficiente para formar
indivíduos aptos a superá-las que o modelo individual,
que cria consumidores”, avaliou a ex-ministra da
Educação do Equador, Rosa Maria Torres, durante o
Encontro Internacional de Educação, realizado entre 23 e
25 de fevereiro, em Osasco (SP). “O modelo ainda não foi
implantado em escolas convencionais e se mantém confinado aos
povos indígenas. Há um descompasso entre a nova
Constituição e as políticas de
educação”, avalia. A educação no
Equador é obrigatória dos 5 aos 14 anos. Em setembro de
2009 o país se autoproclamou "pátria alfabetizada" ao
anunciar a redução da taxa de analfabetismo
de 9% para 2,7%.
Tecnologia - O uso da tecnologia na
educação na América Latina também foi
comentado pela ex-ministra equatoriana. Segundo Rosa, o tema precisa
ser avaliado com cuidado. “O que acontece nos países do
Norte automaticamente é copiado no Sul. É
necessário avaliar se temos condições de implantar
essas medidas com eficiência”. “A maioria dos
países da América Latina não tem 100% do seu
território coberto por energia elétrica e nem todos os
professores estão preparados para lidar com softwares de
educação”, comentou. “Além disso,
é preciso redobrar a atenção, pois há muito
mais informação que conhecimento na
Internet”.
O processo de desnacionalização do ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:55 hs.
02/03/2010 - A venda de IES privadas
para investidores internacionais é o que se convencionou chamar
de desnacionalização do ensino superior, um assunto muito
polêmico, pois para muitos educadores significa apenas uma
transação para o capital especulativo internacional,
interessado somente em grandes lucros.
De fato, não há como
ignorar essa realidade, pois a questão é complexa e exige
posicionamento governamental. É preciso conciliar essa
questão comercial com a internacionalização da
educação, via acesso à produção do
conhecimento, cooperação internacional e
intercâmbio de experiências. Isto certamente
ampliará a qualidade do ensino e do saber em nosso país.
A entrada de capital internacional
não é salutar, quando se buscam apenas lucros e
especulação financeira. Nota-se risco da mesma ser
controlada por organismos internacionais e especuladores estrangeiros,
descompromissados com a qualidade acadêmica, com o
desenvolvimento nacional e com a melhoria da vida da nossa
população. Cabe ao MEC estabelecer políticas que
protejam o Brasil em relação a este cenário.
Observa-se que desde que a
Anhanguera Educacional S.A tornou-se a primeira
instituição de ensino superior da América Latina a
abrir capital na Bolsa de Valores (03/3007), outras três
Instituições seguiram o mesmo caminho (SEB
Participações, Kroton Educacional e Estácio
Participações).
Neste sentido, apesar de o governo
ter sinalizado preocupação com essa questão,
vê-se um jogo de interesses que dificulta o posicionamento. Mesmo
assim, estima-se que as negociações e investimentos
apontam que, em breve, o quantitativo de grupos educacionais com
capital aberto no Brasil, deve ampliar-se para, pelo menos, dez grandes
grupos.
Nota-se que os investidores
estão de olho nas boas oportunidades, como é o caso da
Laureate Education, a Apollo Group, a rede DeVry entre outros.
Vêem-se ainda perspectivas de lucratividade diante da abertura de
capital. Resta ao poder público (MEC) definir como será
regulamentada e supervisionada a atuação dessas empresas
e investidores internacionais no setor.
Relembrando, o projeto de reforma
universitária em tramitação, a passos lentos no
congresso nacional, propõe que os estrangeiros terão
direito a adquirir até 30% das ações de uma
determinada Instituição/grupo. Atualmente, não
é o que está ocorrendo.
Neste âmbito, o representante
do SEMESP (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de
Ensino Superior do Estado de São Paulo), Hermes Figueiredo, em
artigo publicado na Revista Ensino Superior destaca que o ensino
não é um bem público e, sim, um serviço
público, quando prestado pelo poder público e atividade
econômica quando prestado pela iniciativa privada.
Em suma, o que se observa é
que o ensino superior privado necessita de novas
definições, ou ainda, uma reafirmação
diante do mercado. A desnacionalização é apenas
mais um ingrediente, haja vista, que os referenciais de qualidade
acadêmica devem ser alcançados independente desse fato.
Esse é um assunto que não se esgota, sendo
necessário adaptabilidade, sobretudo ao cenário em
acirrada concorrência.
Fonte: CM Consultoria
Apenas 2% dos alunos cogitam em seguir carreira docente, diz pesquisa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:33 hs.
02/03/2010 - Baixa
remuneração, desvalorização social
são motivos apontados para não ecolha da profissão
de professor
Você já pensou em ser
professor? Se respondeu que não, saiba que não é o
único. Segundo levantamento encomendado pela FVC
(Fundação Victor Civita) à Fundação
Carlos Chagas, apenas 2% dos alunos do Ensino Médio têm
interesse em seguir a carreira docente.
“O estudo mostrou que um
terço dos jovens entrevistados chegou a cogitar a carreira de
professor, mas desistiu em função da baixa
atratividade”, afirmou a diretora-executiva da FVC, Angela
Dannemann. A pesquisa entrevistou 1,5 mil alunos do Ensino Médio
de 18 escolas públicas e privadas do País.
Baixa remuneração,
desvalorização social, falta de
identificação profissional ou pessoal e o desrespeito dos
alunos foram os principais motivos apontados pelos estudantes para
não escolherem a carreira de professor.
Percepção dos alunos
A pesquisa também apontou a
percepção dos entrevistados em relação a
ser professor, com aspectos positivos e negativos, conforme mostra a
tabela abaixo:
Os estudantes, de modo geral,
acreditam que os docentes da escola privada são mais motivados e
melhor remunerados. Já os jovens das escolas públicas
idealizam o professor da escola particular. Na percepção
dos estudantes, os alunos da escola privada são “mais
educados” e os da pública “são mais
difíceis”.
“Eu vejo muita
diferença entre professores de escola pública e de escola
particular. O professor de escola particular sempre vem animado para a
escola, porque ele sabe que, talvez, ele tenha uma turma um pouco mais
bem educada do que o de uma escola pública; e também
porque eles são bem melhor remunerados. Não que o
dinheiro traga felicidade, mas ajuda”, comentou na entrevista um
aluno de escola pública de Joinville (SC).
Cursos mais procurados
As profissões mais almejadas
pelos alunos que responderam a pesquisa são
Administração, Engenharia, Direito e Medicina. Na escola
pública, os cursos de Pedagogia e Licenciatura aparecem em
16º e 24º lugar, respectivamente, enquanto no ensino
particular, eles estão na 36ª e 37ª
posição.
Entre os alunos que decidem ser
professor, 87% estudaram em escolas públicas, 77% são
mulheres e metade deles tem uma família cujos pais estudaram no
máximo até a 4ª série do Ensino Fundamental.
Além disso, 45% afirmam ter conhecimento nulo em inglês e
39% têm renda familiar inferior a três salários
mínimos.
De acordo com o estudo, o fator mais
atraente para a escolha da carreira docente foi a possibilidade de
ensinar e transmitir conhecimentos. Essa atividade parece estar ligada
ao prazer de trabalhar com a aprendizagem do outro.
Possíveis soluções
A FVC desenvolveu um painel com
especialistas na área da Educação para discutir as
possíveis soluções para problema de baixa
atratividade da carreira docente no País. O painel identificou
oito sugestões que ajudariam a melhorar esse cenário.
Confira:
- Oferta de salários iniciais mais altos;
- Revisão dos planos de carreira para conservação dos bons profissionais;
- Melhoria nas condições de trabalho;
- Revisão na formação inicial;
- Melhorias na formação em serviço;
- Resgate do valor social da profissão;
- Proporcionar aos alunos uma boa experiência escolar;
- Tratar o professor como profissional;
“Para que a
educação no País tenha uma evolução
constante nos próximos anos, é fundamental que os
melhores alunos se sintam atraídos pela carreira docente. Para
que isso possa acontece, é necessária uma boa dose de
investimentos e medidas do setor público e da iniciativa
privada”, finalizou Angela.
- O CM News é uma
publicação diária da CM Consultoria de
Administração Ltda. Artigos, notícias e
matérias sobre educação, com foco no ensino
superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o
Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias
e notícias não refletem necessariamente a opinião
da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos
na integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: www.administradores.com.br
Capes disponibiliza aplicativo de declaração de rendimentos para bolsistas e consultores
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:10 hs.
02/03/2010 - Está
disponível, desde sexta-feira (26), o aplicativo de
declaração de rendimentos de pessoa física, que
considera os dados do ano/exercício de 2009. Por meio dele,
bolsistas no país que recebem pagamento de bolsa diretamente
pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) e consultores que receberam em 2009 o
pagamento do Auxílio de Avaliação Educacional
(AAE) podem ter acesso às declarações de
rendimentos digitando o CPF e o nome do beneficiário.
Confira os links:
Declaração de rendimentos – bolsas
http://conteudoweb.capes.gov.br/conteudoweb/DeclaracaoRendimentoServlet?declaracaorendimentos=Enviar+dados
Declaração de rendimentos – AAE
Fonte: Portal Capes
FNDE libera recursos aos estados que não alcançaram mínimo nacional
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 009 - 03/10)
A segunda parcela da
complementação da União ao Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb) foi liberada pelo Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) para nove estados.
O valor total liberado é de
R$ 441.071.368,09. Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí
receberam o dinheiro, transferido no último dia 25 de fevereiro,
por não terem arrecadado o valor mínimo nacional de R$
1.415,97 por aluno/ano.
Educação equatoriana pode aderir características indígenas
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 011 - 03/10)
Durante o Encontro Internacional de
Educação realizado entre 23 e 25 de fevereiro, em Osasco,
São Paulo, a ministra da Educação do Equador
mostrou interesse do país de implantar elementos da
educação indígena nas escolas convencionais.
O objetivo é seguir os
princípios de qualidade de vida vigentes na
Constituição aprovada em outubro de 2008. Com o modelo, o
ensino passaria a ser mais pessoal e ultrapassaria a os limites do muro
da escola. Assim, a transmissão oral de conhecimento, a maior
aplicabilidade dos conteúdos e a sua validade para qualquer
geração passaria a ser influências para a
educação.
Em 2009, o Equador se autoproclamou
um país alfabetizado por ter diminuído de 9% para 2,7% a
taxa de analfabetos. Os equatorianos são obrigados a estudar dos
5 aos 14 anos.
AULP premia Teses de mestrado e doutorado
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 013 - 03/10)
A Associação das
Universidades de Língua Portuguesa (AULP) recebe até o
dia 30 de maio candidatura para o Prêmio Fernão Mendes
Pinto, que premia teses de mestrado e doutorado que contribuam para a
aproximação das comunidades de Língua Portuguesa.
A iniciativa é desenvolvida
em parceria com a Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP) e o Instituto Camões (IC). O vencedor recebe
um prêmio de 10 mil euros e ainda tem a tese publicada pelo
Instituto Camões.
Mais informação no site http://www.aulp.org/
Bom desempenho pode garantir adicional no Bolsa Família
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 015 - 03/10)
A Comissão de
Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou em
reunião nesta terça-feira o projeto do senador Tasso
Jereissati que prevê um adicional no Bolsa Família para os
estudantes que tiverem bom desempenho dos estudantes. A proposta
não estabelece o valor a ser pago, que deve ser definido pelo
governo, mas prevê que não deve haver um limite por
família para receber o benefício.
Outro projeto que tem como foco
crianças de famílias de baixa renda é o de autoria
do senador Marcelo Crivella, que prevê a prioridade na
matrícula de universidades públicas para estudantes com
renda familiar inferior a 10 salários mínimos.
Na pauta da reunião
está ainda o projeto de lei, de autoria do senador Cristovam
Buarque, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação obrigando o poder público a fazer o
recenseamento dos alunos da educação básica.
STJ anula portaria que demitiu professora vítima de golpe do falso diploma
Fonte: OAB/SC Notícias
A Quinta Turma do STJ concedeu
mandado de segurança para anular o ato que demitiu A.R.S.,
professora adjunta de Ensino Fundamental I do Sistema Municipal de
Ensino da cidade de São Paulo, que apresentou histórico
escolar e diploma falsos, do curso de pedagogia, para obter
promoção na carreira. A professora havia sido exonerada
do cargo, mas os ministros entenderam que a profissional, na verdade,
foi vítima de estelionatários e determinou sua
reintegração no quadro da escola.
De acordo com as
informações da defesa, a professora prestou vestibular
para o curso de pedagogia – licenciatura plena, à
distância, na Universidade do Oeste Paulista – Unoeste, na
cidade de Presidente Prudente/SP, e realizou todas as provas mensais no
escritório de um representante da faculdade, na própria
capital. O curso durou cerca de três anos e ela teria
desembolsado mais de oito mil reais para obter o diploma.
Ao concluir o curso, recebeu o
diploma emitido pela Universidade Brás Cubas, de Mogi das
Cruzes/SP. Sem entender a razão da mudança, foi informada
que o curso dela havia sido transferido para tal
instituição e, por isso, o diploma não pôde
ser emitido em nome da Unoeste. Entretanto, ao entregar o documento na
secretaria de educação, descobriu que a assinatura
impressa no certificado era falsa.
Em decorrência das
irregularidades formais apresentadas no documento, a Comissão de
Cursos e Títulos da prefeitura do município de São
Paulo enviou oficio à Universidade Braz Cubas, que respondeu
confirmando não haver registro de nenhuma aluna com o nome da
professora nos assentamentos do estabelecimento de ensino. A
Comissão, então, concluiu pela demissão da
profissional que “por ser professora, deveria estar atenta ao
curso superior que se inscreveu, bem como se ele era devidamente
regulamentado. A indiciada é professora do ensino fundamental I,
o que pressupõe ser pessoa esclarecida o suficiente para
observar as irregularidades e controvérsias que os documentos
apresentavam, ainda que os julgasse verdadeiros”.
Durante todo o processo
administrativo, a servidora indiciada sustentou sua inocência,
argumentando que só tomou conhecimento da falsidade do documento
quando foi chamada pela Administração. A defesa da
professora alega que ela foi vítima de estelionatários,
pois realmente acreditou que estava fazendo o curso à
distância. Por isso, recorreu ao STJ afirmando que a pena de
demissão foi fixada sem a observação da conduta e
das circunstâncias em que a ilegalidade foi praticada, devendo
ter sido menos severa em face de a professora ser exemplar no
cumprimento de suas funções. “A
sanção de demissão foi fixada de forma
automática. O abrandamento da pena disposta no artigo 192 da Lei
Municipal não se traduz em mera faculdade da autoridade
julgadora, mas sim em dever, sob pena de violação ao
princípio da individualização da pena, gravado no
artigo 5º do texto constitucional”.
Para o relator do processo, ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, a tese da defesa procede, “uma
vez que não basta a demonstração da
ocorrência de conduta tipificada como ilícita para que se
imponha automaticamente a punição administrativa abstrata
ao seu autor. O tipo de sanção, na hipótese,
pressupõe a consciência do agente e sua
intenção em usar de ardil para enganar a
Administração e obter vantagem indevida, de sorte que a
culpa do administrado infrator tem de ser discutida e provada no curso
do procedimento de apuração ilícito”.
De acordo com o ministro, a
servidora foi afastada do cargo “com base em premissa vaga e
genérica de que o servidor que exerce cargo de professor
não pode vir a ser ludibriado por estelionatários no que
diz respeito a cursos profissionalizantes, por se tratar de pessoa
suficientemente esclarecida na área. Por outro lado, a
plausibilidade da defesa da professora, não foi sobejamente
refutada, além de ter sido reforçada pelos depoimentos
testemunhais do diretor da escola e também de colegas com quem
ela trabalhava. A Comissão, portanto, não logrou
demonstrar o dolo específico necessário à
configuração do ilícito administrativo. É
patente a desproporcionalidade da pena aplicada e a inexistência
de sua individualização, pois não teria sido
levado em consideração a primariedade da indiciada e a
dedicação dela ao serviço público ao longo
de tantos anos”, ressaltou.
O relator deu provimento ao recurso
para anular a Portaria 135/06 de abril de 2006, que demitiu a servidora
do cargo de professora adjunto do Ensino Fundamental I,
“promovendo-se sua imediata reintegração, com
pagamento dos vencimentos e cômputo de tempo para todos os
efeitos legais”.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça