03/03/2009
AMPESC CLIPPING
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PF apura fraude em exame da OAB; resultado é suspenso

Ministério Público requer desistência da Ação Civil Pública envolvendo a MP 446/2008

Sarney recebe presidente da UNE para discutir recursos do pré-sal para a Educação

Adesão de empresa a parcelamento da Receita não extingue ação em andamento na Justiça

Um debate educacional


MEC define na próxima semana se realiza Enem no primeiro semestre

Você têm talento empreendedor? Inscreva-se no Desafio Sebrae e descubra

Regras e metas da educação até 2020

Quando as redes sociais não afetam as notas escolares

Redes sociais a serviço do ensino

Concursos Públicos: a melhor opção de emprego?


País só cumpre 33% de metas de educação

Plano avança em itens como financiamento e avaliação de alunos

MEC atribui sobra de vagas no SiSU à falta de compromisso de estudantes

Haddad "minimiza" as sobras de vagas

Brasil tem mais doutores, mas produz pouca inovação

Só metade de alunos conclui faculdade paga


Aluno sem nota do Enem ganha vaga na Justiça

O destino das cotas no país

As classes C e D no ensino superior


Conferência da Educação enfrentará polêmicas  

PF apura fraude em exame da OAB; resultado é suspenso
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:53 hs. 
03/03/2010 - Candidato foi pego com 5 respostas de questões de direito penal em Osasco; prova foi domingo
Resultado da prova estava previsto originalmente para sair hoje; no próximo domingo, OAB fará reunião para decidir o que fazer
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Polícia Federal apura desde ontem o vazamento de parte das questões da prova do exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB suspendeu a divulgação dos resultados, prevista para hoje, até determinar o que fará com o exame - aplicado no domingo.
A fraude foi detectada por fiscais da prova em Osasco (SP), onde um candidato ao exame da Ordem foi flagrado com um papel contendo cinco respostas de questões de direito penal, antes do início da distribuição das provas da segunda fase.
Os testes são elaborados e aplicados em parceria entre a OAB e o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília). O exame foi feito por 18.720 candidatos em 155 cidades.
A fraude foi informada ao Cespe anteontem. Ontem, uma notícia crime foi entregue ao diretor-geral em exercício da PF, Luiz Pontel de Souza, pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante, e pelo presidente do Cespe, Ricardo Carmona.
Cavalcante pediu a apuração urgente. Há suspeita de que outras questões vazaram. "Não dá para ter certeza se foi um fato isolado. Para não colocar em risco a credibilidade do evento, decidiu-se pela suspensão", disse Carmona à UnB Agência.
O papel encontrado com um dos candidatos ao exame em Osasco continha parte das respostas datilografada e outra parte escrita à mão. É a primeira vez que a prova da Ordem é aplicada de maneira unificada. A centralização começou em 2006, com parte dos Estados. Antes, cada Estado tinha uma prova diferente.
A decisão sobre o destino do exame será tomada no domingo, quando haverá uma reunião em Brasília dos presidentes das subseções da OABs de todos os Estados e do Distrito Federal. Se as investigações mostrarem que a irregularidade ficou limitada a Osasco, é possível que só as provas de SP sejam anuladas, apurou a Folha. Ainda não há estimativa de prejuízo com a eventual anulação.
Não é a primeira vez em que há denúncia de fraude em concursos do Cespe. Em 2005, o centro divulgou nota dizendo que tentativas de fraudes "são frequentes em todo o país". Em 2007, um vazamento de questões também fez o exame da OAB-SP ser suspenso.
Recém-formado em direito, Michel Marsick, 24, se disse desapontado diante da possibilidade de a prova ser cancelada. "Estudei desde agosto para essa prova. Perdi Ano Novo [por causa da primeira fase], Carnaval [por causa da segunda], passei nervoso. Ter que fazer a prova de novo seria a pior notícia." Ele afirma ter ido bem no exame, no qual seria aprovado se tivesse nota igual ou superior a seis. Ele espera o registro da OAB para obter emprego em escritórios de advocacia. "Sem isso, fico de mãos atadas." 
Fonte: Folha de São Paulo 

Ministério Público requer desistência da Ação Civil Pública envolvendo a MP 446/2008
Fonte: Covac Advogados
Publicado 02/03/2010
O MPF requereu desistência da Ação Civil Pública ajuizada contra os efeitos da Medida Provisória n.º 446/2009 (Processo n.º 2008.34.00.038314-4 – 13ª. Vara Federal – DF). Tal ACP visava o cancelamento de todos os Certificados de Entidades Beneficentes de Assistência Social – CEAS outorgados em função da MP 446/2008.

Sarney recebe presidente da UNE para discutir recursos do pré-sal para a Educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 02/03/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
O presidente do Senado, José Sarney, recebeu, nesta terça-feira (2) o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, que veio apresentar e defender a campanha da entidade que pede a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. - O presidente se posicionou positivamente, como a maioria das pessoas quando se fala em educação - declarou Augusto, após a audiência. Os projetos que criam um marco regulatório para a exploração de petróleo nas camadas profundas do oceano, o chamado pré-sal, estão em tramitação no Congresso. Ao Senado chegou o primeiro deles (PLC 309/09), que autoriza o Executivo a criar a Petro-Sal, estatal que vai gerenciar os contratos de partilha da exploração e comercialização do petróleo e gás  extraído da camada. Os outros três, se depender da vontade dos deputados governistas, devem ser aprovados ainda neste mês pelo Plenário da Câmara.
Uma das propostas cria o chamado Fundo Social, e estabelece que ele seja fonte regular de recursos destinados a programas nas áreas de combate à pobreza, educação, cultura, ciência, tecnologia e sustentabilidade ambiental. A UNE defende que metade dos recursos desse fundo seja destinada para a educação no Brasil. Os recursos seriam então usados para diminuir o montante de 14 milhões de analfabetos que ainda existem no país, aumentar o número de anos de escolarização da população - atualmente na média de sete anos - e melhorar a remuneração dos professores, entre outros   objetivos. Na Câmara, frisou Augusto Chagas, o debate não "vingou", não se conseguiu colocar um "carimbo" no montante a compor o fundo, definindo legalmente a sua destinação. - No Senado temos a oportunidade de reabrir esse debate - salientou.
Royalty-criança - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) já manifestou seu apoio à bandeira levantada pela UNE, e apresentou proposta (PLS 2/10) correlata: a que institui o "royalty-criança", correspondendo à parcela de recursos que couber à União como resultado da exploração das reservas de petróleo existentes na camada do pré-sal, a ser administrado pelo Fundo Nacional da Educação de Base (FNEB). O fundo também será criado com a aprovação da proposição. 

Adesão de empresa a parcelamento da Receita não extingue ação em andamento na Justiça
Fonte: Covac Advogados Publicado 03/03/2010
O fato de o contribuinte ter aderido a programa de parcelamento de débitos junto à Secretaria da Receita Federal, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme estabelece a Lei 10.684/03, não faz com que, automaticamente, ações das quais seja parte na Justiça sejam extintas. O Superior Tribunal Justiça (STJ) defende a tese de que mesmo diante do parcelamento, não é possível a extinção de um feito judicial sem que haja o pedido formal de desistência da ação.
Assim, a Primeira Turma do STJ deu provimento a recurso especial interposto pela Companhia Industrial Rio Guahiba, do Rio Grande do Sul, com o objetivo de mudar decisão que propôs a extinção de ação na qual estava envolvida, sem que os representantes legais da empresa tivessem formalizado a desistência.
O Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, TRF 4, considerou que, pelo fato da empresa ter aderido ao parcelamento, a adesão deveria acarretar na “perda do objeto da ação” por confissão. Motivo pelo qual decretou a extinção da mesma, sem julgamento de mérito, alegando “falta de interesse processual”. O tribunal manteve suspensa a execução fiscal, bem como as garantias existentes até a quitação das parcelas.
Ao recorrer junto ao STJ, os advogados da Companhia Rio Guahiba afirmaram que, com a decisão do TRF 4, houve violação ao artigo 4ª da Lei 10.684/03. Ressaltaram que seria incorreto o entendimento firmado pelo TRF 4 de extinguir o feito dessa forma, chamando a atenção para a necessidade de um pedido expresso para que seja caracterizada a renúncia ou a desistência processual.
Para o relator do recurso no STJ, ministro Mauro Campbell Marques, a existência de pedido expresso de renúncia do direito discutido nos autos é condição de direito para a extinção do processo com julgamento do mérito por provocação do próprio autor, não podendo ser admitida de forma tácita ou presumida. O recurso foi julgado na linha de recurso especial precedente ( Resp 1124420/MG – relatado pelo ministro Luiz Fux, e julgado em 25/11/2009, DJe de 18.12.2009), conforme o rito dos recursos repetitivos.

Um debate educacional
Fonte: Clipping Educacional Gazeta do Povo, 03/03/2010 - Curitiba PR
Editorial 
A partir de hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) abrirá espaço para discussões acerca de um tema bastante polêmico e atual: a questão atinente à reserva de vagas em universidades públicas baseada em critérios raciais. Em suma, sobre o sistema das cotas raciais. A partir da análise da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) de n.º 186 e do Recurso Extraordinário (RE) de n.º 597285, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, decidiu convocar uma audiência pública para aprofundar os debates e para permitir a participação da sociedade em um assunto que ainda está muito longe de um consenso.
Assim, a audiência pública ganha importância na medida em que talvez seja uma das últimas oportunidades de convencimento daqueles que darão a palavra final sobre o tema, pois, como já destacou o ministro Lewandowski, “a interpretação a ser firmada por esta Corte poderá autorizar, ou não, o uso de critérios raciais nos programas de admissão das universidades brasileiras”. Ao que tudo indica, serão três dias de intensos debates e de defesas dos mais diferentes pontos de vista. Uma audiência pública que contará com a presença de mais de 35 especialistas e interessados no tema, além da participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público Federal (MPF) e da Advocacia-Geral da União  (AGU). Pois bem, em relação ao sistema de cotas raciais, é possível destacar as mais variadas correntes de opinião: há os que defendem a adoção do sistema de forma irrestrita; há os que o defendem apenas por um período determinado; há aqueles totalmente contrários a qualquer espécie de sistema de cotas, tanto as raciais quanto as fundadas em outros critérios; há, ainda, os que são contrários ao sistema de cotas raciais, mas que defendem as cotas baseadas em critérios econômico-sociais (apenas para pessoas que tenham realizado todos os seus estudos em escolas públicas); e assim por diante. Para os defensores do sistema das cotas raciais, os argumentos mais frequentes costumam ser: a) a existência de uma dívida histórica e social do país com os negros; b) o de que o sistema de cotas raciais pode dar efetividade ao princípio da igualdade, haja vista a distribuição de renda e a realidade populacional brasileira; c) o de que o sistema de cotas raciais é capaz de reduzir as desigualdades econômicas e sociais no curto prazo; d) o de que o sistema de cotas raciais pode estimular o reconhecimento da existência de preconceito no Brasil; entre outros.
Já os críticos da medida sustentam, principalmente: a) que as cotas fundadas em critérios raciais apenas agravam o preconceito existente; b) que as cotas raciais,  por diferentes ângulos, também violam o princípio da igualdade; c) que, se a melhor opção é a adoção de um sistema de cotas, o critério mais justo é aquele que parte das concretas condições econômicas dos candidatos e não de diferenças raciais; d) que o sistema de cotas raciais pode estimular o surgimento de conflitos; e) que, se adotado, o sistema de cotas raciais deveria ter um prazo máximo de duração; e assim por diante. Podemos ver, então, que de ambos os lados existem argumentos razoáveis e sensatos. Mesmo assim, entendemos que o sistema de cotas raciais não pode ser visto como uma solução em si mesma. Mas independentemente da adoção de um sistema de cotas raciais, de um sistema de cotas sociais, de ambos ou de nenhum deles, acreditamos que as inegáveis desigualdades existentes no Brasil demandam políticas cada vez mais intensas e arrojadas de inclusão social e de qualidade de gestão dos recursos públicos. A solução, então, passa por planejamento, controle e investimentos contínuos em educação, os quais possibilitem, ao longo do tempo, a eliminação da gritante diferença de qualidade entre o ensino público e o ensino privado. Reduzida ou eliminada essa diferença, tanto no ensino médio, quanto no ensino fundamental, a discussão racial perderá importância e o princípio da igualdade terá, na sua essência e na sua melhor forma, enfim prevalecido. 

MEC define na próxima semana se realiza Enem no primeiro semestre
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 02/03/2010 - São Paulo SP
da Agência Brasil 
O MEC (Ministério da Educação) deve definir na próxima segunda-feira (8) se promoverá a edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) planejada para o primeiro semestre deste ano. Desde que foi criado, em 1998, o Enem é realizado uma vez ao ano, sempre no segundo semestre, mas o ministério tem planos de realizar a prova semestralmente. Ao lançar a Olimpíada de Língua Portuguesa nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, o ministro da Educação se demonstrou preocupado por considerar que o prazo esteja exíguo para a realização do Enem ainda no primeiro semestre. De acordo Haddad, o início dos preparativos para o Enem dependia de um posicionamento dos órgãos de controle e fiscalização, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da  União), sobre a possibilidade de o governo federal contratar uma empresa para organizar a prova sem necessidade de fazer licitação.
O pedido do ministério para contratar uma empresa organizadora sem licitação surgiu depois do vazamento das provas do Enem, no ano passado. Haddad já afirmou em entrevistas anteriores, há o receio de que empresa participantes do processo licitatório cortem custos para vencer a licitação, o que poderia comprometer a segurança do sigilo das provas. Por isso, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC responsável pela realização do Enem, solicitou ao TCU e à CGU para viabilizar a possibilidade de contratar uma empresa mais confiável sem a necessidade de  uma licitação.
Haddad disse que as negociações do Inep com o Tribunal e a Controladoria já se encerraram e que, nos próximos dias, ele deve tratar do assunto com o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, para decidir se será possível fazer o Enem neste primeiro semestre. "O professor Neto me assegurou que as conversas foram muito boas. O Inep fez uma apresentação da complexidade da aplicação da prova e dos riscos inerentes de um processo licitatório tradicional. Parece que ele sensibilizou os ministros com quem conversou e também a CGU. Parece que há uma compreensão básica de que o modelo precisa ser revisto em função do afastamento de riscos inerentes a um processo dessa complexidade", disse. 

Você têm talento empreendedor? Inscreva-se no Desafio Sebrae e descubra
Fonte: Portal O Meu Futuro
Administrar uma fábrica de instrumentos musicais é a prova deste ano; meta é atrair mais de 135 mil estudantes à competição
Regina Mamede
Brasília - Mais moderno, funcional, interativo e em 3D. O Desafio Sebrae chega à 11ª edição ainda mais aprimorado para oferecer aos universitários de todo o país a possibilidade de exercer o talento empreendedor, enfrentando a administração  virtual de um negócio. As inscrições, que começam em 10 de março e vão até 15 de abril, poderão ser feitas no site do Desafio. Como prêmio, os vencedores ganham uma viagem internacional a um centro empreendedor enotebooks. A expectativa é de que este ano as inscrições superem 135 mil, um aumento de 4% em relação a 2009.
"Mais do que os prêmios o que está em jogo é um aprendizado que o jovem levará para a vida inteira, seja administrando seu próprio negócio ou de terceiros", avalia o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. "Os resultados são sempre de grande valia, inclusive em termos pessoais. O Desafio Sebrae aposta no que há de mais moderno em termos de gestão empresarial: o trabalho em equipe, o compartilhamento do processo decisório, a visão de que o sucesso de um projeto, de um empreendimento, leva em conta o esforço, a adesão, o entusiasmo de muitas pessoas", explica.
Ainda de acordo com o diretor, o Desafio Sebrae deste ano se dá em um contexto bastante promissor, pois o Brasil se saiu bem de uma crise financeira mundial, com mais confiança no seu futuro. "A certeza de que dificuldades podem ser superadas com determinação, persistência e confiança é o grande diferencial para uma vida profissional e empreendedora de sucesso", ressalta.
O desafio para os participantes do jogo em 2010 é administrar uma fábrica de instrumentos musicais. As equipes devem ser formadas por no mínimo três e no máximo cinco integrantes.
Das cinco fases, as três primeiras são jogadas via internet. A semifinal e final são presenciais e acontecem no final do ano, em Recife (PE). O Desafio é uma promoção do Sebrae em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).
Uma pesquisa para desvendar o universo destes jovens precedeu a criação da campanha publicitária. O levantamento mostrou que esse grupo quer trabalhar de um jeito próprio, que não gosta de reuniões intermináveis e se preocupa com temas como a sustentabilidade. Com base nessas informações a campanha terá como tema ‘Faça a Empresa do seu Jeito. Faça o Desafio Sebrae’.
“Os jovens têm mesmo que inovar e sair do quadrado, porém fazer a gestão de uma empresa depende de um conhecimento já acumulado. Ao participar do jogo, ele tem espaço para inovar em campos como estratégia de marketing ou pesquisa e desenvolvimento, mas aprende a entender a importância e administrar corretamente pontos como fluxo de caixa e balanço patrimonial”, explica um dos coordenadores do Desafio Sebrae, Marcus Vinicius Bezerra.
Desafio Sebrae Internacional
A disputa entre as equipes dos países vencedores da edição passada acontece entre os dias 21 e 26 de março no Desafio Sebrae Internacional. Estudantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai se enfrentam no Rio de Janeiro.
A edição de 2010 do Desafio Sebrae Internacional terá a participação de El Salvador e Panamá. A expectativa agora é receber 29 mil inscrições, frente as 18 mil de 2009, um aumento de 62%.
"A ampliação do número de interessados demonstra o interesse por essa forma lúdica de capacitação. Outro ponto importante é que com este produto divulgamos a marca Sebrae associada ao empreendedorismo", avalia uma das coordenadoras do Desafio Sebrae, Carla Virgínia Lima.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 3348-7494
www.agenciasebrae.com.br

Regras e metas da educação até 2020
Fonte: Clipping Educacional Consae Estado de Minas, 03/03/2010 - Belo Horizonte MG
Glória Tupinambás 
São Paulo – O Brasil está diante de um momento decisivo: construir um novo Plano Nacional de Educação (PNE) para aos próximos 10 anos (2011-2020). As bases que vão compor o documento, que dita regras e cria metas para o ensino público e privado do país, foram discutidas ontem, na capital paulista, num encontro promovido pelo Movimento Todos Pela Educação. Durante a reunião, especialistas em ensino, autoridades do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação apresentaram os 10 grandes obstáculos que o Brasil precisa superar para garantir a todos uma escola de qualidade.
Entre os desafios, estão extinguir o analfabetismo; ampliar o investimento em educação pública, atingindo 10% do PIB até 2014; valorizar os profissionais da educação; implantar a escola de tempo integral na educação básica; universalizar o atendimento público e gratuito da pré-escola, ensino fundamental de nove anos e ensino médio; democratizar a oferta de vagas no ensino superior; expandir  a educação profissional; garantir oportunidades para estudantes com deficiência, indígenas, afro-descendentes e povos do campo; implantar o Sistema Nacional de Educação, em regime de colaboração entre União, estados e municípios; e estabelecer padrões de qualidade para cada modalidade de educação.
A principal cobrança feita pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) foi para que o novo PNE traga instrumentos para punir os agentes públicos que não cumprirem os compromissos firmados. “A lei deve ser mais que um conjunto de objetivos e metas. É preciso encontrar mecanismos que obriguem e deem prazos para que municípios, estados e a União cumpram as regras”, diz César Callegari, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE. O pedido foi reforçado pelo secretário executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas, que assumiu que o atual plano, em vigor desde 2001, anda meio esquecido. “Vamos divulgar, essa semana, o documento-base com propostas  vindas das conferências estaduais e municipais. O texto vai servir de referência para o novo plano que está sendo construído e precisa ser articulado em regime de colaboração e cooperação”.
O novo PNE volta a ser discutido durante a Conferência Nacional de Educação, entre os dias 28 de março e 1º de abril, em Brasília. Em seguida, o MEC deve consolidar, até maio, um documento com as diretrizes que será encaminhado ao Congresso Nacional, para votação até o fim do ano. O presidente executivo do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, reforçou a necessidade de estipular poucas metas e prazos curtos para facilitar o acompanhamento. “Defendemos metas objetivas, par que a sociedade possa entender e monitorar de perto. Além disso, é preciso que elas sejam estabelecidas ano a ano, pois assim é possível medir esforços e conhecer os avanços num tempo menor”. *A repórter viajou a convite da organização do evento. 

Quando as redes sociais não afetam as notas escolares
Fonte: Portal O Meu Futuro
Um estudo da Universidade de New Hampshire, dos Estados Unidos, chama a atenção por um assunto recorrente no mundo acadêmico. A entidade realizou uma pesquisa entre estudantes do país e avaliou que o uso intenso de redes sociais não afetam nas notas escolares.
Para chegar a esta conclusão, pesquisadores dividiram alunos em dois grupos: os que acessam plataformas participativas como Facebook e YouTube e pessoas que não têm o costume de usá-las. Em ambos os casos, as notas foram similares: mais da metade dos entrevistados (63% e 65%, respectivamente) tiraram notas A e B, ou seja, acima da média.
A pesquisa vai na contramão do que já foi dito por outra instituição americana. Em abril, a Universidade de Ohio realizou um relatório, no qual constatou que internautas que possuem contas em redes sociais – no caso, o Facebook - estudam menos e tiram notas mais baixas , comparados a seus colegas de classe que não possuem acessos aos ambientes online sociais.
Na ocasião, não faltou lucidez da pesquisadora. Aryn Karpinski mostrou bom senso ao não padronizar ou estabelecer o Facebook como culpado por um possível fracasso em sala de aula, atributo que não pode ser ressaltado.
"Se não houvesse o Facebook, pode ser que alguns estudantes continuariam tendo notas baixas, pois eles arrumariam outras maneiras de evitar estudar".
Um ponto que a pesquisa poderia ter entrado envolve a questão da dispersão. O acesso a redes sociais e a tendência de estar a integrado em diversos ambientes em rede promove um cuidado menor com o que é lido, observado. A distração é quase um lugar-comum hoje entre adolescentes de todo o mundo. E o acesso ao computador, com as funcionalidades e estruturas flexíveis, pode ou não ter contribuído para isso. A questão é checar.

Redes sociais a serviço do ensino
Fonte: Portal O Meu Futuro
Mais de 5 milhões de estudantes brasileiros já pertencem a uma rede social na internet, como o Facebook ou o Twitter. A novidade é que, agora, parte deles começa a frequentar esses círculos virtuais estimulados pela própria escola - e com fins educativos. Alguns colégios, a maioria particular, fazem uso simples de tais redes, colocando ali informações como calendário de aulas e avisos. Muitas vezes, incluem ainda exercícios e o conteúdo das aulas, recurso que vem se prestando a aproximar os pais da vida escolar.
O maior avanço proporcionado por esses sites, no entanto, se deve à possibilidade que eles abrem para o aprendizado em rede - o que já acontece há mais tempo, e com sucesso, em países como Japão e Inglaterra. No espaço virtual, os alunos debatem, sob a supervisão de um professor, temas apresentados na sala de aula e ainda, de casa, podem tirar dúvidas sobre a lição.
O Twitter está sendo também adotado nas escolas por uma de suas particularidades: como nenhum texto ali pode ultrapassar 140 caracteres, os alunos são desafiados a exprimir ideias com concisão - habilidade revelada por grandes gênios da história e tão requerida nos tempos modernos. A experiência tem funcionado no Colégio Hugo Sarmento, de São Paulo, onde os estudantes se lançam em animadas gincanas das quais saem campeões aqueles com o maior poder de síntese. Conclui o professor de português Tiago Calles: "As redes fazem parte da vida deles. Não há como a escola ignorá-las".
Esse já é um consenso. O que se discute é como fazer uso seguro - e produtivo - das redes. Entre os sites de relacionamento, o Twitter agrada às escolas justamente por preservar, ao menos em parte, a privacidade dos alunos: é preciso nome de usuário e senha para tomar parte dos encontros on-line promovidos pelo colégio. Todo o conteúdo que resulta daí, porém, fica disponível na internet e qualquer um pode ver.
Preocupadas com isso, muitas escolas preferem criar redes próprias, que funcionam como uma intranet. "Evitamos assim a exposição dos alunos e temos condições de nos responsabilizar pelo que acontece na rede", explica Eduardo Monteiro, coordenador no Colégio Santo Inácio, do Rio de Janeiro, onde há um ano os alunos participam de debates virtuais que abarcam todas as disciplinas.
Outro perigo do ambiente virtual, este de ordem pedagógica, diz respeito ao tipo de linguagem que os alunos tendem a usar na rede, bem distante da norma culta. Não é fácil estimulá-los a empregar o bom português nesse contexto. Avalia Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, em São Paulo: "Em atividades on-line, damos o exemplo aos estudantes, respeitando a pontuação e fugindo do coloquial - mas eles costumam escrever muito mal".
De todos os desafios, no entanto, talvez o mais difícil seja tornar o ensino em rede algo realmente eficaz. Nos Estados Unidos, por exemplo, algumas escolas que haviam aderido à modalidade se viram forçadas a voltar atrás. Quando os exercícios ocorriam nos domínios do colégio, verificou-se que os estudantes tinham o hábito de engatar em chats e navegar por sites de fast-food enquanto a aula virtual se desenrolava - um fiasco. Com base na experiência internacional, já se sabe um pouco do que funciona nesse campo. A mais bem-sucedida de todas as medidas tem sido colocar as crianças para compartilhar projetos de pesquisa em rede, reproduzindo assim (ainda que em escala bem menor) o que se vê nos melhores centros de pesquisa do mundo.
O Brasil está começando a adotar as redes virtuais no ensino com pelo menos cinco anos de atraso em relação a países da OCDE. O conjunto de experiências brasileiras, até agora, parece apontar para a direção certa - mas requer avanços. "É preciso integrar melhor o uso das redes ao currículo escolar. Sem isso, os efeitos serão modestos ou nulos", pondera José Armando Valente, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp.
Para executar tarefa de tamanha complexidade, antes de tudo é necessário que as escolas disponham de uma equipe de professores bem treinados, artigo raríssimo num país que acumula tantas deficiências nesse setor. Por completa inexperiência, muitos deixam os computadores acumulando pó e, quando fazem uso deles em sala de aula, é para dar burocráticas lições de informática. Há, portanto, um gigantesco caminho a percorrer - e isso deve ser feito logo.

Concursos Públicos: a melhor opção de emprego?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Aprovação em um concurso público é cobiça de muitas pessoas. Uns estudam muito e conseguem; outros têm sorte e conseguem e, outros ainda, tentam, tentam e nunca conseguem!
A estabilidade traduz a cobiça, mas a necessidade de qualidade, mínima, de vida e inserção social digna, revela um país de grandes diferenças sociais.
O concurso público não é a única alternativa. Brilhantes carreiras e outras conquistas sociais, além das profissionais, revelam-se na administração privada.
Não apenas em empresas de grande porte, multinacionais, mas em qualquer empresa. Obviamente a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho deve ser considerada, destacando a persistência como um caminho.
Observe, como incentivo, os casos de realização de algumas pessoas considerados impossíveis. Enfim, pense que em qualquer emprego ou área profissional, quem conquista seu sucesso é você!
Por Patricia Gujev

País só cumpre 33% de metas de educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 03/03/2010 - São Paulo SP
Relatório mostra que ainda há alta repetência, a taxa de universitários é baixa e o acesso à educação infantil está longe do proposto. Estudo de pesquisadores de universidades federais abrange o período de 2001 a 2008, incluindo dois anos de governo FHC e seis de Lula
ANGELA PINHO / LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Enquanto petistas e tucanos fazem alarde dos seus feitos na educação, um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas. Relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, aponta alta repetência, baixa taxa de universitários -apesar dos programas criados nos últimos anos- e acesso à educação infantil longe do proposto. O estudo, que abrange o período de 2001 a 2008, foi feito por pesquisadores de universidades federais, com apoio do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC).
O plano foi criado com o objetivo de implantar uma política de Estado para a educação que sobrevivesse às mudanças de governo. As metas presentes nele são de responsabilidade dos três entes federados, mas municípios têm mais atribuição pela educação infantil e fundamental; Estados, pelo ensino médio; e a   União, pela articulação de políticas. O estudo traz indicadores relativos ao período de 2001 a 2008 -dois anos de governo FHC e seis de Lula. Para muitas metas, não há nem sequer indicador que permita o acompanhamento da execução. Em outros casos, em que há indicadores claros, há um longo caminho pela frente. A educação infantil é um exemplo. O plano previa que 50% das crianças de 0 a 3 anos estivessem matriculadas em creches até 2010. É o que a faxineira Adriana França dos Reis, 32, desejava para sua filha, que chegou aos quatro anos sem conseguir vaga. "Quanto mais cedo ela entrar na escola, sei que mais longe ela vai chegar", diz. Segundo o IBGE, só 18,1% das crianças de até três anos estavam em creches em 2008. Já o ensino fundamental foi quase universalizado e aumentou de oito para nove anos. No ensino médio, o obstáculo é já no atendimento. Na faixa etária considerada adequada para a etapa (15 a 17 anos), 16% estão fora da escola. Na educação superior, o plano estabelecia uma meta de 30% dos jovens na universidade. Em   2008, o índice estava em 13,7%.
O objetivo número um na educação de jovens e adultos, a erradicação do analfabetismo, está longe de ser alcançado. O Brasil ainda tem 14 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem escrever. Para João Oliveira, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás) e um dos responsáveis pela pesquisa, uma das principais causas dos problemas na execução do PNE foi o veto à meta que previa um aumento expressivo nos recursos destinados à educação: 7% do PIB em educação até 2010. Prevista na proposta aprovada no Congresso, foi vetada por FHC, que terminou seu mandato com um investimento de 4,8%. A decisão do tucano foi duramente criticada por petistas, que, em 2007 (dado mais recente disponível), já no poder, tinham aumentado o percentual apenas para 5,1%. Sem financiamento, diz Oliveira, o plano acabou perdendo força, pois impôs deveres aos governos sem viabilizar recursos para o cumprimento deles. 

Plano avança em itens como financiamento e avaliação de alunos
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 03/03/2010 - São Paulo SP
Introdução do Fundeb e fim da desvinculação de parte da receita da educação levaram mais recursos para o setor. Ampliação da escolaridade obrigatória fez as matrículas aumentarem na faixa de 4 a 6 anos; todos os alunos e escolas públicas são avaliados
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Embora o quadro geral seja negativo, o balanço do PNE (Plano Nacional de Educação) também mostra alguns avanços e não capta efeitos de medidas adotadas mais recentemente, já que os dados utilizados vão de 2001 a 2008. Um exemplo é o Fundeb (fundo de desenvolvimento da educação básica). Instituído em 2007, ele substituiu o Fundef, que cobria apenas o ensino fundamental, e passou a colocar recursos também para outras etapas que haviam ficado em segundo plano -a educação infantil, o ensino médio e a educação de jovens e adultos (antigo supletivo).
A injeção de recursos da União para os Estados mais pobres saiu de R$ 500 milhões para R$ 5 bilhões. No ano passado, outra boa notícia para o financiamento foi o fim da DRU (Desvinculação de Receitas da União) para a educação. Instituído em 1994, o mecanismo permitia que o governo gastasse em outras   áreas até 20% da receita vinculada à educação, o que tirava do setor R$ 10 bilhões por ano. A mesma emenda que acabou com a DRU trouxe outro avanço: a ampliação da escolaridade obrigatória, que passou dos 7 a 14 anos de idade para 4 a 17 anos. Na faixa etária de quatro a seis anos, também houve um movimento positivo: o número de matrículas aumentou e deve cumprir a meta até 2010, saindo de 61,2% no ano 2000 para 79,8% em 2008, o que coloca o país muito próximo da meta de 80%.
O monitoramento do PNE aponta que o Brasil evoluiu também na avaliação da aprendizagem. O governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) consolidou o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) que havia sido criado por Fernando Collor (1990-92), mudando a metodologia da prova para que fosse possível compará-la ano a ano. Sob Lula, o processo se   aprofundou, e a prova deixou de ser amostral  para avaliar todos os alunos e dar uma nota para cada escola pública do país. Informado sobre o teor da reportagem, o Ministério da Educação afirmou que o relatório é preliminar e que novos dados deverão ser acrescentados posteriormente na avaliação que a pasta faz sobre o PNE. O MEC prometeu dobrar o atendimento de crianças em creches até 2010 -o que deixará o país fora da meta do mesmo jeito. Em relação ao ensino fundamental, lembrou que, pela primeira vez, foi registrada uma melhoria na qualidade: a nota subiu de 3,8, em 2005, para 4,2 em 2007. Em relação ao ensino médio, o MEC comemorou o fato de que, após as taxas de matrícula ficarem anos estagnadas, aumentaram dois pontos percentuais na última medição feita pelo IBGE. Segundo o instituto, em 2008, 84% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam na escola, contra 82% em 2007. 

MEC atribui sobra de vagas no SiSU à falta de compromisso de estudantes
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 02/03/2010
Terceira e última etapa tem quase metade do total de vagas. Baixo índice de matrículas confirmadas surpreendeu a pasta
Da Agência Estado 
O Ministério da Educação (MEC) atribuiu o grande número de vagas não preenchidas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) à falta de compromisso social de muitos estudantes, que teriam feito a inscrição no sistema online mesmo sem a intenção de se matricular nos cursos. Segundo a pasta, o baixo índice de matrículas confirmadas surpreendeu, pois o mesmo sistema é utilizado há alguns anos no Programa Universidade Para Todos (ProUni) sem que tivesse havido um número significativo de inscrições não confirmadas. A terceira e última etapa de inscrições para instituições federais de ensino  superior começou na segunda-feira (1º) com quase metade das vagas ainda disponíveis. Das 47,9 mil oferecidas, sobraram 21.701 vagas (45,3% do total) após duas rodadas de matrículas em todas as 51 instituições que participam da seleção.
As inscrições no site vão até amanhã e os resultados serão divulgados na sexta-feira. Pela primeira vez a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é usada como forma de seleção unificada para parte das universidades federais. Porém, o MEC ressaltou que não   haverá vagas ociosas porque foi instituída uma lista de espera após a terceira etapa. Candidatos não aprovados ao fim desta fase podem confirmar que mantêm o interesse na vaga que disputaram e entrar para a lista de espera. Mesmo com poucos alunos matriculados, a maioria das instituições decidiu manter o calendário acadêmico. As aulas para o curso de Educação Física da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começaram oficialmente ontem no câmpus de Santos com apenas 12 estudantes matriculados - ainda há 36 vagas abertas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Haddad "minimiza" as sobras de vagas
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta de Cuiabá, 03/03/2010 - Cuiabá MT
Felipe Werneck Rio/AE 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, minimizou nesta terça-feira (02) a sobra de quase metade (45,3%) das vagas oferecidas em universidades federais após duas rodadas de matrículas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). "Isso é da natureza do processo. Tem universidade que está na quinta lista de espera. Vamos dar tempo ao tempo", declarou Haddad. Ele citou apenas a Universidade Federal do Mato Grosso, que, no ano passado, soltou 16 listas de espera. "Se você não puder testar hipóteses para promover a transformação da  realidade e entrar sempre num clima histérico, acaba não ajudando", afirmou o ministro.
Segundo ele, será feito um cruzamento com dados do Programa Universidade Para Todos (ProUni). O ministério alega que estudantes teriam feito a inscrição no sistema online mesmo sem a intenção de se matricular nos cursos. "Provavelmente houve um comportamento que precisa ser melhor explicado por parte de alguns estudantes, que se inscreveram pelo prazer de ser aprovados", disse o ministro. Para  ele, com "calma" tudo vai "terminar bem". Haddad participou hoje do lançamento da Olimpíada de Língua Portuguesa, que foi transmitida pela internet. O ministro voltou a defender a revisão do modelo de execução das provas do Enem e disse que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) terminou as conversas com órgãos de controle para discutir a eventual dispensa de licitação. "Na segunda-feira eu vou saber. O Neto (Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep) me assegurou que as conversas foram muito boas", garantiu. 

Brasil tem mais doutores, mas produz pouca inovação
Fonte: Clipping Educacional Portal Aprendiz, 02/03/2010  
Como está a formação de mão-de-obra para enfrentar os desafios nos setores ligados à infraestrutura no país? Os especialistas ouvidos nesta segunda-feira (1º) em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) traçaram um cenário preocupante. Com estímulos de agências governamentais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a produção científica, medida pela publicação de textos acadêmicos em revistas especializadas, cresceu muito e hoje o Brasil supera a Holanda e a Rússia, segundo o diretor de relações internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, um dos participantes da audiência.
O sistema de pós-graduação brasileiro exibe números razoáveis: 4.100 cursos, por onde passaram mais de 150 mil alunos - um terço no doutorado e dois terços no mestrado. Mas isso não foi suficiente para assegurar inovação tecnológica: no triênio 2005-2007, o número de patentes registradas pelo Brasil no United States Patent and Trademark Office (USPTO) caiu 13% em relação ao triênio anterior (2002/2004), enquanto dois países que integram o chamado Bric - Índia e China - tiveram crescimento de 48% e de 53%, resepctivamente, no volume de patentes registradas no USPTO no período 2005-2007. A Índia conseguiu 1.411 registros, enquanto na China esse número chegou a 2.764, ou seja, dez vezes o total brasileiro, que foi de 288 registros. De acordo com Carneiro, só a Polônia teve desempenho inferior ao Brasil no   ranking do USPTO.
O diretor da Capes atribuiu o problema a uma opção da empresa brasileira: ao invés de investir em inovação, ela prefere comprar a tecnologia que vem de fora do país. “Enquanto o Samsug tem laboratório de pesquisa com 5 mil doutores, o conglomerado industrial brasileiro quase não emprega doutores”, observou. Na presidência da reunião, o senador Fernando Collor (PTB-AL) criticou a falta de visão do empresário brasileiro, que, segundo ele, sacrifica o futuro em função de resultados em curto prazo. Engenheiros - Sandoval Carneiro afirmou que a capacidade de inovação tecnológica de um país e sua competitividade industrial estão ligadas ao desenvolvimento das engenharias, outra situação que considerou preocupante. Em 2007, os engenheiros graduados correspondiam a 4,2% do total de formados em todos os cursos - relação que é de quase 30% na Coreia do Sul. No mesmo ano, foram oferecidas 198 mil vagas em faculdades de engenharia, mas apenas 115 mil foram preenchidas - 83 mil ficaram ociosas. O mais grave, segundo Sandoval Carneiro, é a evasão dos alunos que ingressaram nos cursos, que chega a 60% nas escolas públicas e a 75% nas privadas. Dos engenheiros que se formam, apenas um em cada 3,5 exercem a profissão. “Se o Brasil crescer de 5% a 7%, um dos cenários traçados pelo Ipea, haverá falta de engenheiro”, afirmou. A situação preocupa tanto que o governo federal criou um grupo de trabalho presidido por Sandoval Carneiro com o objetivo de propor ações indutoras para estimular o ingresso  de estudantes nos cursos de graduação na área das engenharias.
Ensino básico - O reitor da Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, Paulo Alcântara Gomes, disse que a solução para o problema deve começar no ensino básico, que precisa ser reforçado - ideia que recebeu o apoio de Fernando Collor. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), também presente à audiência, afirmou que o cuidado com as crianças desde a pré-escola forma cidadãos e profissionais mais habilitados para os novos desafios do mercado.
Alcântara Gomes defendeu "mudanças profundas" na formação de profissionais de todos os níveis. Observou que em 2009 um total de 1,7 milhão de vagas oferecidas por agências públicas de empregos não foram preenchidas por falta de qualificação dos pretensos candidatos. Ele notou que a nova configuração das empresas, com os arranjos produtivos locais e o fortalecimento das microempresas, substituiu o conceito de empregado pelo de empreendedor. O ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Wilson Lang disse que o Brasil está diante do chamou de "apagão de gente", em que a demanda por profissionais qualificados não é atendida pelas escolas de formação. Outro participante da audiência pública, Roosevelt Tomé Silva Filho, representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, apresentou aos senadores as políticas para inclusão social adotadas pela pasta. (Agência Senado) 

Só metade de alunos conclui faculdade paga
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 03/03/2010 - São Paulo SP
Dados, do sindicato dos estabelecimentos privados, se referem aos estudantes de Ribeirão que terminaram curso em 2008. Em Franca, índice é de 70%; especialista diz que a falta de financiamento e de qualidade dos cursos "pesam" na desistência
JEAN DE SOUZA DA FOLHA RIBEIRÃO 
Em 2006, aos 32 anos, o técnico de manutenção Carlos Fernando Candido decidiu que havia chegado o momento de realizar seu sonho de ter um diploma universitário. Dois anos depois de ingressar no curso de matemática na Faculdades COC, desistiu. "Vi que não era o que eu queria." Pelo menos outros quatro estudantes, de cada dez que se matricularam em faculdades privadas na região de Ribeirão Preto, seguiram o mesmo caminho de Candido. Segundo dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimento de Ensino Superior do Estado de São Paulo), a taxa de concluintes no ensino superior privado em 2008 na região administrativa de Ribeirão foi de 50%. Ou seja, de cada dez que entraram quatro anos antes, apenas metade se formou. Foi o menor índice   em seis anos. Na região administrativa de Franca, que engloba 27 cidades, o índice dos que completaram a faculdade no mesmo período foi bem maior: 70%. De acordo com o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o maior desafio das instituições particulares, atualmente, é manter os alunos no curso. Nessa tarefa, diz Capelato, elas esbarram na falta de uma política sólida de financiamento aos estudantes e, em muitos casos, no despreparo dos alunos. Para o especialista em educação da USP de Ribeirão Preto José Marcelino Rezende Pinto, além do financiamento, a falta de qualidade oferecida em muitas instituições "pesa" na desistência da faculdade. A dificuldade de aprendizado do aluno também pode contribuir para a desistência, diz ele.  Entre o obstáculo financeiro e o da qualidade oferecida pelas instituições, o diretor de ensino superior e pesquisa do SEB (Sistema Brasileiro de Ensino), Luiz Roberto Cury, diz que "qualidade é muito mais fundamental que o preço". Na Faculdades COC, controladas pelo SEB, o esforço para combater a evasão tem se concentrado em "encantar" os alunos, segundo Cury. Esse processo de encantamento, disse ele, passa pelo estímulo à iniciação científica, à pesquisa acadêmica e à prática de atividades culturais. Maior instituição privada da região de Ribeirão, a Unaerp afirmou, por meio de sua assessoria, que combate a evasão por motivos financeiros oferecendo bolsas de estudo e mantém programas de reforço de conteúdo para estimular o aluno. 

Aluno sem nota do Enem ganha vaga na Justiça
Fonte: Clipping Educacional Consae O Estado de São Paulo, 03/03/2010 - São Paulo SP
Estudante que não teve o resultado do exame divulgado se matriculou na Universidade Federal de PE; outro candidato terá acesso à avaliação
Carolina Stanisci, ESPECIAL PARA O ESTADO 
Dois estudantes que não tiveram a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ganharam na Justiça o direito de ter acesso ao resultado - um deles também conseguiu a matrícula na universidade onde disputaria uma vaga no curso de Direito. Apenas com a nota do Enem é possível concorrer a vagas nas instituições federais que adotaram o exame no processo seletivo. Os estudantes Thiago Queiroz Amaral, de 19 anos, de Várzea Grande, em Mato Grosso, e Tiago Aguiar de Sousa Falcão, de 20 anos, do Recife, fizeram o exame e, quando saiu o resultado, não encontraram a nota da prova de ciências da natureza e ciências humanas. No lugar do resultado aparecia um traço.
Eles mandaram e-mails e ligaram para o Inep várias vezes, sem  sucesso. Acabaram se conhecendo no site de relacionamento Orkut, onde muitos alunos relatam problema semelhante. Segundo o Inep, quem ficou sem nota deve ter esquecido de preencher o cartão-resposta - cada prova tinha uma cor que deveria ser anotada no documento entregue aos fiscais. O órgão também afirmou, em e-mail para um aluno, que alguns podem ter ficado sem nota por ter utilizado "meios ilícitos durante a realização das provas, como portar celular".
Falcão, que desde criança sonha em cursar Direito na Universidade Federal de Pernambuco, conseguiu uma vaga em 12 de fevereiro. O juiz Flávio Roberto Ferreira de Lima, da 10ª Vara Federal no Recife, obrigou o MEC a publicar a nota do candidato e a UFPE, a matriculá-lo. A universidade usou a nota do Enem como primeira fase do vestibular e, por isso, Falcão  havia sido eliminado da seleção. "As aulas começam na semana que vem. Ainda não acredito", festeja. Amaral, que tenta há dois anos uma vaga no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contou com a ajuda do pai, advogado. Ivanildo Santos de Oliveira impetrou um mandado de segurança contra o Inep e a UFMT no dia 2 de fevereiro - véspera do encerramento das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema cadastra os estudantes interessados em vagas em instituições federais. A liminar foi concedida no dia seguinte pelo juiz José Pires da Mota, da 5ª Vara Federal. O magistrado obrigou a divulgação das provas corrigidas pelo Inep e a suspensão do prazo de matrícula no curso até que o estudante receba sua nota e verifique se foi classificado. "Ele foi bem e deve ter passado", diz o pai. 

O destino das cotas no país
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 02/03/2010 - Brasília DF
STF inicia amanhã debates que vão embasar decisão sobre reserva de vagas nas universidades
Luiza Seixas 
Nesta semana, 38 entidades e autoridades vão ajudar 10 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a decidirem o destino dos programas de política de ação afirmativa das universidades federais que beneficiam 50 mil alunos em todo o país. Contestado no STF pelo partido Democratas, o sistema de cotas da Universidade de Brasília (UnB) deve ter seu futuro definido ainda este ano. Embora a ação de Descumprimento de Preceito Fundamental seja direcionada apenas à UnB, a decisão a ser tomada pela Corte vai valer para as 68 instituições de ensino superior que adotem algum tipo de cota racial em seus vestibulares. Para subsidiar a decisão do STF, o ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação, selecionou especialistas para apresentarem argumentos contra e a favor das cotas em audiência pública que acontece entre amanhã e sexta-feira. Ao todo, se inscreveram 252 debatedores para participarem da audiência como amici curiae — amigos da corte —, mas apenas 38 foram selecionados. Os convidados para o primeiro dia de debate são em sua maioria favoráveis à política de cotas raciais. Entre eles estão o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o professor Carlos Mares, representante da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ainda amanhã, serão ouvidos os posicionamentos contrários às cotas, defendidos na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental pela procuradora do DF e advogada do DEM, Roberta Kaufmann. A parcela dos debatedores que se posiciona contra as cotas está concentrada entre pesquisadores, médicos, advogados, autores e professores que consideram a medida inconstitucional e pouco eficiente. Já os órgãos do governo e representantes das universidades federais são a favor — caso da própria Universidade de Brasília.
Cotas Raciais Vs Cotas Sociais - De acordo com a advogada Roberta Kaufmann, um dos principais problemas do modelo de cotas raciais aplicado na UnB e na maioria das universidades é que não há um critério econômico para a seleção de cotistas. "O negro não entra na universidade não porque não tem o dom da pele negra, mas porque ele é pobre e passou a vida inteira estudando em uma escola pública, que é de péssima qualidade. Com cotas sociais, naturalmente você vai ajudar os negros, pois  70% dos pobres no Brasil são negros." Defensores das cotas, como o professor José Jorge de Carvalho da Universidade de Brasília, argumentam no entanto que as cotas sociais são insuficientes para inclusão do negro no ensino superior. "Cotas raciais são a única política pública em cima da mesa que permite projeção de quantos negros vamos ter na universidade dentro de um determinado prazo." O plano de metas do sistema de cotas da Universidade de Brasília estabelece que em 10 anos o percentual de negros e indígenas na instituição suba de 2%, como estimado em 2004, para pelo menos 20%.
Segundo dados da Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas na UnB, negros e indígenas representam atualmente 11% do total de estudantes da universidade. Isso equivale a 3.076 matriculados. Para a assessora e professora da UnB, Deborah Santos, o aumento do percentual não representa uma diminuição do racismo. "O preconceito na verdade começou a aparecer. É uma parcela da população até então excluída, que traz um debate novo, sobre gestão da educação, assistência estudantil. Mostra como a universidade é elitizada e eurocêntrica." Esses percentuais, no entanto, são criticados por Roberta Kaufmann. "No critério do IBGE existem cinco critérios raciais - branco, preto, pardo, índios e amarelos. Negro não é uma categoria. Tentam juntar pretos e pardos para formar a categoria negra. Acontece que pretos são 5% e pardos são 39% da população, somando 44%. Mas na hora de dizer que só 2% estão na universidade, o movimento se ancora no direito de falar apenas em relação aos pretos e esquecem da categoria dos pardos."
Tribunal racial? - Outro argumento apresentado pelo Democratas é de que o sistema de cotas estabelece um tribunal nos moldes nazistas. "É um tribunal racial, de composição secreta, com critérios secretos, que pretende definir quem é branco, quem é negro no brasil. Como uma miscigenação de mais de 500 anos, é impossível definir a carga de ancestralidade genética do brasileiro." Para os defensores das cotas raciais, a argumentação não é genética, mas sim do preconceito e racismo vivenciados pelo negro no dia a dia. "Dados do Ipea mostram que até entre os pobres, o branco leva vantagem salarial, de saúde, de estudos, sobre o negro. A população negra no Brasil representa   48% dos brasileiros. Quantas décadas ainda faltam pra que em um curso como medicina, direito, odontologia, se tenha 48% de estudantes negros? Estamos muito longe disso. Sem falar nos docentes, onde os negros são apenas 1% do total. E na pós-graduação. Por que os negros não ocupam esses espaços?" questiona o professor José Jorge.
Decisão STF - Várias ações judiciais relativas a políticas de ação afirmativa ainda estão pendentes no STF. No entanto, nos dois processos sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski será julgada a constitucionalidade ou não das cotas raciais. A decisão deve nortear as outras discussões e será válida para todas as instituições de ensino público do brasil. Ainda não se sabe o que pode acontecer com os os estudantes já matriculados, caso o entendimento do STF seja de que cotas raciais são inconstitucionais. O ministro Antonio Dias Toffoli não poderá participar do julgamento, pois já se posicionou oficialmente sobre o caso, quando era advogado-geral da União. O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi um dos inscritos para participar da audiência pública que não foram selecionados. No entanto, Thomaz Bastos vai acompanhar os debates e seu escritório deve elaborar um parecer em defesa das ações afirmativas, que será apresentado ao STF antes do julgamento.
Favorável às cotas, o estudante de gestão de políticas públicas Daniel Garcia Dias, 26 anos, disse que o vestibular é visto pela população como um compromisso apenas individual, mas, para ele, o objeto é ainda mais amplo. “O modelo hoje favorece a elite branca do país, independentemente da questão financeira, e prejudica o negro. Então, uma das formas de repensar isso é ter mais negros dentro do nível superior”. Já o estudante de direito André Maia, 24 anos, é contra as cotas. Segundo Maia, os defensores do sistema partem da ideia de que são sempre os negros que sofrem o preconceito, mas, como destacou, a sociedade não pode se basear nessa atitude preconceituosa realizada por uma parte pequena da população. “Estamos chegando a um grau de barbárie em que vamos adotar parâmetros preconceituosos, que não são de toda a população, para tornar parâmetros estatais”, explicou. 

As classes C e D no ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:12 hs. 
03/03/2010 - As classes C e D estão em alta aos olhos dos grandes investidores em vários segmentos de consumo. Na educação superior não é diferente, tendo em vista que o acesso ao ensino, no caso dessas classes, ocorre, em sua maioria, em instituições privadas de ensino.
Indubitavelmente, estas classes constituem a maioria da população brasileira, necessário é que haja cada vez mais produtos que sejam desenhados para seu perfil de consumo, englobando as necessidades de cada classe. No ensino superior, por exemplo, a profissionalização de atividades informais, comuns nessas classes, contribui para a regularização de atividades e para a melhoria da qualidade dos serviços.
O exemplo, parte do Ministério da Educação que, no primeiro dia deste mês de março criou no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, o eixo tecnológico Segurança, aprovando a inclusão dos cursos superiores de tecnologia em Segurança Pública, Serviços Penais e em Segurança do Trânsito, com carga horária mínima de 1.600 horas para cada curso.
Esse novo eixo abre a oportunidade para a profissionalização de milhares de profissionais que atuam nas mais diversas áreas de segurança, principalmente no setor privado que concentra alto índice de informalidade. Isso, sem falar no aumento da eficiência do serviço com o aprendizado de técnicas que visam diminuir os riscos nesta área, tanto para quem atua, quanto para quem é receptor dos serviços.
De fato, há que se ressaltar que o Ministério da Educação está criando a oportunidade para as IES definirem seu posicionamento estratégico no mercado, atendendo aos mais diversos interesses. Resta agora a estas, oferecerem cursos com diferenciais competitivos que criem referências regionais em suas áreas de atuação, inclusive atentando para a questão do acesso.
O mercado para estas áreas é amplo, principalmente em razão da criação da guarda municipal, pela Lei n. 9.507 de 23 de setembro de 1997 que instituiu o Novo Código de Trânsito. Esta profissão é exercida, em sua maioria, por profissionais das Classes C e D.
Esta é a força das classes C e D. Força capaz de criar, modificar, em razão da necessidade do mercado. As IES podem aproveitar de maneira eficiente este oceano azul de oportunidades em classes sociais que estão cada vez mais exigentes por qualidade. E lembre-se de que essas classes sociais repetem a famosa frase de Antônio Hermírio de Moraes: “Por que nós deveríamos fazer negócios com você?” 
Fonte: CM Consultoria

Conferência da Educação enfrentará polêmicas
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:38 hs. 
03/03/2010 - Os mais de 3 mil delegados que participarão da Conferência Nacional de Educação (Conae), no fim do mês, em Brasília, terão a difícil missão de transformar em metas 5,3 mil propostas discutidas ao longo de 2009 por autoridades, empresas, profissionais e movimentos do setor. O resultado dos trabalhos será concentrado nas principais diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE), documento que deverá nortear as políticas públicas educacionais nos âmbitos municipal, estadual e federal nos próximos dez anos.
Da educação infantil ao ensino superior, de financiamento público à regulamentação jurídica, os debates prometem muita polêmica durante e depois do evento. As deliberações da conferência serão repassadas ao Ministério da Educação (MEC), que está incumbido de encaminhá-las para aprovação do Congresso Nacional em pleno período eleitoral. Francisco das Chagas Fernandes, secretário-executivo adjuntivo do ministério e coordenador da comissão organizadora da Conae, admite que o PNE corre o risco de não sair ainda este ano. "Vamos trabalhar com o Conselho Nacional de Educação e a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para entregar o plano em maio, aí o Congresso terá o resto do ano para votar. As eleições podem gerar um vácuo."
Entre os assuntos polêmicos que deverão ser aprovados pela Conae e passar pelo crivo do Congresso estão: ampliação dos investimentos em educação pública para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014 - atualmente a relação não passa dos 4% do PIB -; implantação da escola de tempo integral na educação básica; garantia de oportunidades igualitárias na educação básica para jovens deficientes; valorização de profissionais e aumentos de salários; sistema de cotas; aumento significativo da oferta de vagas nas creches; democratização do ensino superior, entre outros. "O problema é identificar fontes de recursos para as demandas", justifica Chagas.
Para o presidente-executivo do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, a Conae deve se concentrar nas macrometas. "Não podemos cometer o erro de dez anos atrás, quando o PNE definiu quase 300 metas, que impediram o acompanhamento mais próximo da sociedade." Para o sociólogo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, as polêmicas são bem-vindas. "A Conae provou que não é um espaço efêmero de debate. Mesmo complicadas, as discussões ganham a opinião pública e a sociedade", diz.
Luciano Máximo, de São Paulo.
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Fonte: Valor Econômico