
05/03/2009 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Divulgação
da relação das entidades que indicarão os nomes a
serem considerados para a recomposição da Câmara de
Educação Básica e da Câmara de
Educação Superior que integram o Conselho Nacional de
Educação
Michel Temer cria comissão para avaliar PEC do diploma de jornalismo
Reconhecimento de Cursos de Graduação - Grupo 2/2010
Pauta de reuniões do Conselho Nacional de Saúde
Dissertação "O IMPACTO DO PLANO DE
DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL NA PROFISSIONALIZAÇÃO DAS
INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE ENSINO SUPERIOR", Wille Muriel
Cardoso
A oferta de cursos lato-sensu fora de sede
Portaria nº 234, de 4 de março de 2010.
Justiça dá a 2 alunos acesso a notas do Enem
Segunda etapa da seleção até domingo
ProUni abre segunda etapa de seleção com 85 mil bolsas de estudo
Prouni dá início à 2ª etapa de inscrições às 14h desta quinta-feira
Todas as etapas de aplicação do exame da OAB têm de ser apuradas, diz Cespe
UNE participa nesta sexta de debate no STF sobre cotas
MEC estuda mudar seleção para federais
Formação de médicos - Estudantes da área de saúde ganharão bolsas de pesquisa
Novo plano prevê até 2020 erradicação do analfabetismo
STF debate sistema de cotas raciais
Espanha quer mais transparência nas universidades
Comissão de Educação da Câmara e do Senado elegem novos presidentes
Justiça dá direito à vaga para estudante sem nota no Enem
Novo ciclo de alfabetização é tema de audiências marcadas pelo CNE
Lula aprova mudanças no Bolsa Família
Debate sobre tempo integral es escolas públicas é adiado para a próxima terça, 9
Cota racial em Universidades é destaque no primeiro dia de audiência pública
Classe C: um novo perfil de consumidor
A hora da educação
Universidade espanhola abre chamada para participação de pesquisadores em livros
No primeiro dia de audiência pública, maioria é favorável às cotas em universidades
Ministro quer que STF analise sistema de cotas raciais nas universidades ainda este ano
MEC e Funai expõem argumentos a favor do sistema de inclusão por cotas
Liminar suspende impedimento de cobrança de assinatura básica
"Lugar de condenados não é na política", sustenta OAB ao defender Ficha Limpa
Morar no exterior justifica ausência de trabalhador à audiência de julgamento
Reajustes na educação fazem inflação oficial ser a maior desde 2008
Referência em determinadas áreas, Brasil vira exportador de profissionais
Intel transforma seu laptop escolar em "e-book"
Brasileiro gosta de ler, mas falta acesso
Divulgação
da relação das entidades que indicarão os nomes a
serem considerados para a recomposição da Câmara de
Educação Básica e da Câmara de
Educação Superior que integram o Conselho Nacional de
Educação
Fonte: IPAE
PORTARIA Nº 234, DE 4 DE MARÇO DE 2010
O MINISTRO DE ESTADO DA
EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições
legais, e tendo em vista o disposto no Decreto no 3.295, de 15 de
dezembro de 1999, publicado no Diário Oficial da União de
16 de dezembro de 1999, resolve:
Art. 1º Divulgar, na forma do
Anexo a esta Portaria, a relação das entidades que
indicarão os nomes a serem considerados para a
recomposição da Câmara de Educação
Básica e da Câmara de Educação Superior que
integram o Conselho Nacional de Educação.
Art. 2º As entidades
relacionadas em Anexo deverão protocolizar no Gabinete do
Ministro da Educação, até o dia 19 de março
de 2010, a lista tríplice de que trata o § 1o do art. 2o do
Decreto no 3.295 de 15 de dezembro de 1999.
Art. 3º O Ministério da
Educação fará publicar na forma do art. 3º do
citado Decreto, a lista nominal dos indicados pelas entidades referidas.
Art. 4º Esta Portaria entra em
vigor na data de sua publicação, ficando revogada a
Portaria no 42 de 11 de janeiro de 2008, publicada no D.O.U. de 14 de
janeiro de 2008.
FERNANDO HADDAD
ANEXO
ENTIDADES A SEREM CONSULTADAS PARA A ELABORAÇÃO DAS LISTAS TRÍPLICES PARA AS CÂMARAS DO CNE
1.Academia Brasileira de Ciências
2.Academia Brasileira de Educação
3.Academia Brasileira de Letras - ABL
4.Academia Nacional de Medicina
5.Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED
6.Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo - ABEA
7.Associação Brasileira de Ensino de Biologia
8.Associação Brasileira de Ensino de Direito - ABEDi
9.Associação Brasileira de Ensino de Engenharia - ABENGE
10.Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB
11.Associação Nacional de Centros de Pós-Graduação em Economia - ANPEC
12.Associação Nacional de História
13.Associação Nacional de Política e Administração da Educação - ANPAE
14.Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - ANPED
15.Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia - ANPOF
16.Associação Nacional de Pós-Graduação em Pesquisa em Ciências Sociais - ANPOCS
17.Associação Nacional de Pós-Graduandos - ANPG
18.Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração - ANGRAD
19.Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação - ANFOPE
20.Conselho Nacional dos Secretários de Educação - CONSED
21.União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação
22.Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação
23.Sociedade Brasileira de Física - SBF
24.Sociedade Brasileira de Matemática - SBM
25.Sociedade Brasileira de Psicologia - SBP
26.Sociedade Brasileira de Química - SBQ
27.Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência -SBPC
28.União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES
29.União dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME
30.União Nacional dos Estudantes - UNE
31.Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE
32.Associação Brasileira de Avaliação Educacional – ABAVE
Publicada no DOU nº 43, em 5 de março de 2010, seção 1, página 25
Michel Temer cria comissão para avaliar PEC do diploma de jornalismo
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 03/03/2010 - Brasília DF
Uma comissão especial foi
criada nesta terça-feira (2/3) pelo presidente da Câmara
dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para avaliar a Proposta de
Emenda à Constituição 386/09. O projeto, cujo
autor é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), restabelece a
obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício
da profissão. Dezoito membros titulares e 18 suplentes
comporão a comissão. Eles serão indicados pelos
partidos. Pimenta já tem vaga garantida, por ser autor da
proposta. o deputado explica que, após ser criada, a
comissão especial precisa ser instalada. E isso depende da
indicação dos nomes pelos partidos, prevista
para ocorrer em breve. Com a instalação concluída,
a comissão vai avaliar o mérito da proposta e recomendar
ou não a sua aprovação. Caso seja aprovada,
será encaminhada ao plenário para ser
votação. A expectativa é que a PEC entre na pauta
para ser votada ainda no primeiro semestre deste ano.
Reconhecimento de Cursos de Graduação - Grupo 2/2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:43 hs.
05/03/2010 - Foi divulgado pelo INEP
- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira - O Cronograma para Reconhecimento de Cursos de
Graduação (Grupo 2/2010)
http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaocursos.php


Pauta de reuniões do Conselho Nacional de Saúde
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:13 hs.
04/03/2010 - Pauta de reuniões do Conselho Nacional de Saúde – CNS – Ref. Março 2010.
Clique e tenha acesso, no Portal da CM Consultoria, a pauta de reuniões do Conselho Nacional de Saúde.
http://www.cmconsultoria.com.br/calendariocns2010.php
Fonte: CM Consultoria
Dissertação
"O IMPACTO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL NA
PROFISSIONALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES
PRIVADAS DE ENSINO SUPERIOR", Wille Muriel Cardoso
Fonte: Revista Gestão Universitária
http://www.gestaouniversitaria.com.br/teses-dissertacoes/22145-o-impacto-do-plano-de-desenvolvimento-institucional-na-profissionalizacao-das-instituicoes-privadas-de-ensino-superior.html
A oferta de cursos lato-sensu fora de sede
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:40 hs.
05/03/2010 - Assista ao Prof. Carlos Monteiro falando sobre o tema: A oferta de cursos lato-sensu fora de sede.
Clique aqui para assistir: http://www.cmconsultoria.com.br/central_interna.php?modo=2
Portaria nº 234, de 4 de março de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:34 hs.
05/03/2010 - As entidades
relacionadas em anexo deverão protocolizar no Gabinete do
Ministro da Educação, até o dia 19 de março
de 2010, a lista tríplice de que trata o § 1º do art.
2º do Decreto nº 3.295 de 15 de dezembro de 1999.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2229.pdf
Fonte: DOU n.º 43 - 05.03.2010
Justiça dá a 2 alunos acesso a notas do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 04/03/2010 - São Paulo SP
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
Um estudante de PE e outro de MT
cujas notas no Enem não foram divulgadas pelo Inep (instituto
ligado ao MEC) ganharam na Justiça o direito de ter acesso ao
resultado, única forma de concorrer a vaga nas
instituições federais que adotaram o exame. Os dois dizem
que fizeram todas as provas, mas que o Inep não divulgou as
notas de duas das cinco disciplinas. Eles disseram que contataram
o órgão, mas não tiveram resposta. O juiz da
5ª Vara Federal de MT, José Pires da Cunha, solicitou ao
Inep as notas de Thiago Queiroz Amaral de Oliveira, 19, que concorre a
vaga na UFMT. Já o juiz da 10ª Vara Federal de Recife,
Flávio Lima, disse haver provas de que Tiago Falcão de
Melo, 20, realizou os exames do Enem. Além disso, as notas
dele nas provas da segunda fase da instituição, que
equivalem a 65% da pontuação geral do vestibular, foram
suficientes para ele ser aprovado. Melo deve começar a cursar
direito na UFPE no dia 8. A Procuradoria Regional Federal da 5ª
Região recorreu da medida. O Inep não comentou os dois
casos. (RENATA BAPTISTA)
Segunda etapa da seleção até domingo
Fonte: DC 5 de março de 2010 | N° 8733
Começou ontem e vai
até domingo a segunda etapa de seleção para os
estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para
Todos (ProUni). São 85 mil bolsas. Para participar, o candidato
precisa ter nota mínima de 400 pontos na média das cinco
provas do Enem e não pode ter zerado a redação.
Além disso, é necessário ter cursado o ensino
médio em escola pública e ser de baixa renda. Mais
informações: www.siteprouni.mec.gov.br.
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2828444.xml&template=3898.dwt&edition=14234§ion=213
ProUni abre segunda etapa de seleção com 85 mil bolsas de estudo
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 04/03/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
Os estudantes interessados em uma
bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem
participar da segunda etapa de seleção que começou
nesta quarta-feira (4/3) e vai até o domingo (7/3). No total,
estão sendo oferecidas 85 mil bolsas: 50.495 parciais e 34.661
integrais. Para se inscrever, o candidato precisa ter obtido nota
mínima de 400 pontos na média das cinco provas do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) e também não
pode ter zerado a redação. Além disso, é
necessário ter cursado todo o ensino médio em escola
pública e ser de baixa renda. As bolsas integrais são
reservadas a estudantes com renda familiar de até um
salário mínimo e meio (R$ 756) por membro da
família. As bolsas parciais, que custeiam 50% da mensalidade,
podem ser pleiteadas por candidatos com renda familiar de até
três salários mínimos (R$ 1.530) per capita.
Os alunos que receberam bolsa parcial podem financiar o restante
do curso pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) pela Caixa
Econômica Federal ou pelo Banco do Brasil. A lista dos
pré-selecionados será divulgada no dia 10 de
março. Entre os dias 10 e 12 de março os estudantes
aprovados deverão comparecer à instituição
para a qual foram selecionados para comprovar as
informações prestadas durante o período de
inscrição.
Prouni dá início à 2ª etapa de inscrições às 14h desta quinta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:33 hs.
04/03/2010 - O Prouni (Programa
Universidade para Todos) recebe inscrições para a segunda
etapa de seleção de estudantes a partir das 14h desta
quinta-feira (4), de acordo com a assessoria de imprensa da Sesu
(Secretaria de Educação Superior) do MEC
(Ministério da Educação). Os interessados devem se
inscrever pelo site do programa até o próximo dia 7.
O programa oferece bolsas de estudos
em instituições particulares de ensino superior e o
candidato pode escolher até cinco opções de curso.
Nesta etapa, podem participar todos
os alunos que foram ou não selecionados na primeira, segundo o
MEC (Ministério da Educação). Estão em
disputa bolsas integrais e parciais (50% da mensalidade).
Na primeira etapa de 2010, o
programa que dá bolsas de estudo na rede privada de ensino
superior selecionou 148.327 candidatos. O Prouni registrou recorde de
inscrições para 165 mil bolsas de estudo em
instituições de ensino superior particulares. Ao todo
822.254 estudantes disputaram as vagas. No ano passado, 600 mil alunos
se candidataram ao programa.
O resultado do processo está
previsto para ser divulgado em 10 de março. Os convocados devem
comprovar as informações prestadas entre os dias 10 e 12
de março.
Como funciona o programa
Para participar, é
necessário ter prestado o Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio) 2009, e ter obtido nota mínima de 400 pontos na
média das cinco notas -ciências da natureza e suas
tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens,
códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias
e redação- além de não ter zerado na
redação.
É preciso ter renda familiar
de até três salários mínimos (R$ 1.530) por
pessoa da família para concorrer às bolsas de 50%; e
renda máxima de um salário mínimo e meio (R$ 765)
por pessoa da família para concorrer às bolsas integrais.
Deve-se também atender a uma das condições:
- ter cursado o ensino médio
completo em escola pública ou em escola privada com bolsa
integral da instituição;
- ter cursado o ensino médio
parcialmente em escola pública e parcialmente em escola privada
com bolsa integral da instituição;
- ser professor da rede
pública de ensino básico, em efetivo exercício,
integrando o quadro permanente da instituição, e estar
concorrendo a vaga em curso de licenciatura, normal superior ou
pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é
considerada.
O que é o Prouni
O Prouni foi criado em 2004, pela
Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a
concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes
do ensino superior em instituições privadas. As
instituições que aderem ao programa recebem
isenção de tributos.
Outras informações podem ser obtidas no site do Prouni.
Fonte: Uol - Educação
Todas as etapas de aplicação do exame da OAB têm de ser apuradas, diz Cespe
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs.
04/03/2010 - Para diretor do órgão, nenhuma hipótese pode ser descartada.
Pedido de abertura de sindicância interna será enviado ao reitor da UnB.
Fernanda Calgaro e Érica Polo Do G1, em São Paulo
Novo presidente da OAB critica corrupção no país e pede "vergonha na cara""
A investigação sobre a
fraude ocorrida na segunda fase do exame da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) tem de abranger todos os passos de aplicação
da prova, afirmou nesta quarta-feira (3) ao G1 Ricardo Carmona, diretor
do Centro de Seleção e Promoção de Eventos
da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), que realiza o exame em
parceira com a OAB.
“Nenhuma hipótese pode
ser descartada. A apuração deve incluir desde a
elaboração, a impressão na gráfica, o
transporte e a aplicação”, disse. Segundo ele, as
provas são impressas na gráfica do próprio Cespe e
a guarda do material é feita pelas equipes de
aplicação.
Um bacharel na cidade de Osasco (SP)
foi pego colando durante a prova, aplicada de forma unificada em todo o
país no último domingo (28). Ele tinha as respostas
anotadas a lápis nas páginas do Código Penal, que
podia ser consultado.
Carmona disse que o custo da
reaplicação do exame, se for o caso, vai depender da
decisão do Conselho Federal da OAB, que se reúne no
domingo (7) –até lá a correção das
provas está suspensa. “Isso varia muito conforme a
extensão do problema. Se for só em São Paulo, tem
um custo, se for só em Osasco, outro.”
No total, 18,7 mil candidatos
fizeram as provas em 155 locais. Em Osasco, 152 bacharéis foram
aprovados para a segunda fase.
Carmona informou ainda que um
memorando será enviado nesta tarde ao reitor em exercício
da Universidade de Brasília (UnB), João Batista de Sousa,
para que seja instaurada uma sindicância interna.
“Serão três
frentes de atuação: o inquérito da Polícia
Federal, o processo administrativo interno da OAB e a nossa
sindicância”.
Na terça-feira (2), a OAB
entregou à Polícia Federal notícia crime sobre o
fato. Nesta quarta, a PF informou que um inquérito será
instaurado para apurar o episódio.
A prova prático-profissional,
composta por redação de peça jurídica e
cinco questões práticas, além de Direito Penal,
também inclui provas nas áreas de Direito Administrativo,
Direito Civil, Direito Constitucional, Direito do Trabalho, Direito
Empresarial e Direito Tributário.
Fonte: G1 - Portal Globo
UNE participa nesta sexta de debate no STF sobre cotas
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 03/03/2010 - Brasília DF
A União Nacional dos
Estudantes participa nesta semana da audiência pública
promovida pelo Supremo Tribunal Federal, que acontece de 3 a 5 de
março, em Brasília. Até a sexta-feira,
especialistas em educação, acadêmicos e integrantes
de movimentos sociais discutirão e compartilharão
experiências de políticas de ação afirmativa
para reserva de vagas no ensino superior. Serão intensos debates
sobre a política de reserva de vagas em universidades
públicas com base em critérios raciais – as
chamadas cotas.
Essa é uma das grandes
bandeiras de luta da UNE: a democratização do acesso
à universidade brasileira. Na sexta-feira (5/3), a entidade
terá espaço para apresentar durante a audiência sua
proposta de política, que consta na Reforma Universitária
da UNE (transformado em Projeto de Lei que já tramita no
Congresso Nacional). O PL defende a reserva de 50% das vagas nas
universidades públicas, por curso e por turno, para estudantes
de escolas públicas. E ainda a adoção das cotas
raciais de acordo com os dados das populações
medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), dentro da reserva de 50% das vagas. A UNE defende que o STF
considere constitucional os projetos de lei que tratam das
políticas de cota, caso contrário “seria um
retrocesso”, afirma Augusto Chagas, presidente da UNE. Ao
mencionar a questão racial, o estudante lembra que a
universidade brasileira hoje é majoritariamente branca, e
não há promoção de acesso à
juventude negra.
“Consideramos positivas as
medidas adotadas por algumas universidades, que possuem política
de cotas, pois acabam reparando parte de uma dívida
histórica da sociedade”. Para a UNE, as cotas sociais
fazem parte da política de inclusão de estudantes da rede
pública nas Instituições de Ensino Superior (IES).
“Acreditamos que somente com a popularização da
universidade brasileira alcançaremos uma
instituição mais comprometida com os interesses da
maioria do povo brasileiro e da construção de uma
nação mais desenvolvida”, declara
Chagas. Audiência pública - A audiência
pública foi convocada pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator
de dois processos sobre o tema: a Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186, ajuizada pelo
Partido Democratas contra atos administrativos utilizados como
critérios raciais para a admissão de alunos pelo sistema
de reserva de vagas na Universidade de Brasília (UnB); e o
Recurso Extraordinário (RE) 597285, interposto por um estudante
que se sentiu prejudicado pelo sistema de cotas adotado pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A UnB é um
exemplo bem sucedido desde a implantação do sistema, em
2004, ao contrário do que muitos críticos apontavam
– de que haveria queda de qualidade do ensino. “Há
cinco anos, a UnB adotou o sistema de cotas, por perceber a
ausência de negros e indígenas na universidade”,
confirma Deborah Santos, assessora de Diversidade e Apoio aos Cotistas
da UnB e coordenadora do CCN, tido como um ambiente de
promoção da igualdade racial dentro do
câmpus.
MEC estuda mudar seleção para federais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:18 hs.
04/03/2010 - Diante do problema de
expressivas sobras de vagas para o ingresso em universidades federais,
o governo estuda fazer mudanças no processo seletivo que associa
o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao Sistema de
Seleção Unificada (SiSU), em vigor pela primeira vez no
ano letivo de 2010.
Como a oferta de 47,9 mil
oportunidades em 51 instituições federais que adotaram o
novo modelo não foi totalmente preenchida em três etapas
de inscrições, o Ministério da
Educação (MEC) pretende excluir uma fase da
seleção e antecipar a abertura de lista de espera para o
segundo momento da disputa por um lugar no ensino superior em 2011.
Preferindo não se identificar, especialista em
educação que acompanha reuniões entre autoridades
do MEC e reitores revelou ao Valor que o ministério não
descarta impor limitações regionais no ato das
inscrições, ou seja, candidatos do Sudeste não
teriam acesso a 100% das vagas universitárias disponíveis
no Norte e Nordeste, e vice-versa. Encontro programado para
amanhã entre MEC e representantes das 51 universidades e
institutos federais que adotaram o Enem como vestibular vai tratar da
polêmica.
De acordo com
informações do ministério, o "fenômeno" das
sobras de vagas, apesar da forte demanda, é identificado apenas
na segunda etapa de inscrições no SiSU, quando 550,9 mil
candidatos que fizeram o Enem disputaram 29,2 mil
posições, mas ainda assim o sistema registrou 45% de
vagas remanescentes. Na primeira fase, esse índice superou os
60%. A terceira rodada de inscrições, encerrada à
meia-noite de ontem, terá entre 280 mil e 300 mil concorrentes
para 21,7 mi oportunidades, adiantou o MEC. A fonte ouvida pelo Valor
aposta que as sobras deverão continuar em torno de 40%, fazendo
com que cerca de 13 mil matrículas sejam feitas por candidatos
na lista de espera.
"Consideramos que exista uma elite
intelectual do ensino médio, formada por 25 mil, 30 mil alunos.
Esses têm ótimo aproveitamento em qualquer vestibular,
Enem, Fuvest, nas principais universidades. Eles se inscrevem no SiSU,
mas acabam se matriculando em outras instituições. Essa
é a explicação para as sobras da primeira etapa",
explicou uma fonte do MEC. "O fenômeno se deu na segunda fase,
quando muitos candidatos se inscreveram sem a intenção de
se matricular, seja por status, para agregar no currículo ou
até por brincadeira. Um estudo de mobilidade, que ainda
está sendo analisado e vai ajudar na tomada de decisão,
mostra candidato do Rio de Janeiro se inscrevendo na Federal do Vale do
São Francisco. Ele não tinha nota de corte no Rio, mas
tinha em Petrolina, o que não quer dizer que ele vai sair do
Leblon para se matricular lá." Pelo menos 10 mil casos
semelhantes foram identificados no estudo do ministério.
Valmar Corrêa de Andrade,
reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), argumenta
que não há vagas ociosas e defende o modelo de vestibular
via Enem. "Estamos no meio de um processo e a lista de espera faz parte
dele. Não haverá sobra de vagas, porque todos os
classificados vão se matricular. O Enem é o sistema mais
justo e correto", reitera. A UFRPE entrou na segunda fase de
inscrições do SiSU com 30% de sobras sobre as 2.100 vagas
oferecidas para 2010. "A Rural está satisfeita, os candidatos
vão entrar devidamente pela listagem", insistiu Andrade, que
esteve em Brasília ontem para reunião no MEC. "[O
processo seletivo Enem/SiSU] Vai sofrer pequenos ajustes, mas
caberá à Secretaria de Ensino Superior do MEC fazer a
avaliação e decidir."
Para o analista de
educação consultado pelo Valor, as sobras no nível
de 40% preocupam, uma vez que os vestibulares tradicionais têm
percentual médio de vagas na lista de espera em torno de 4% a 5%
para cursos bastante procurados, como medicina e direito, e 10% para
programas de licenciatura. "Sabemos que o Enem ajuda a promover o fim
da exclusão do acesso ao ensino superior e melhorar a qualidade
do médio, mas da maneira como está sendo colocado vai
contra a política de interiorização das
universidades, que deveria valorizar as vagas regionais, por isso o MEC
vai ouvir os reitores e deverá adotar limitações."
Luciano Máximo, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
Formação de médicos - Estudantes da área de saúde ganharão bolsas de pesquisa
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:25 hs.
04/03/2010 - Os ministros
Temporão e Haddad destacaram os diversos avanços nos
trabalhos conjuntos entre os ministérios da Saúde e da
Educação.
A formação de
médicos será melhorada no país. Os ministros da
Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José
Gomes Temporão, firmaram parcerias nesta quarta-feira, 3, para
promover a iniciação ao trabalho e a vivência dos
estudantes de graduação em saúde, de acordo com as
necessidades do sistema público. Cerca de mil bolsas de pesquisa
serão destinadas a estudantes, professores da
educação superior e profissionais do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Parte das bolsas terá origem
no Programa de Educação para o Trabalho em Saúde
(PET-Saúde), que foi ampliado e passará a atuar no
combate a doenças como dengue, malária, sarampo, gripe e
doenças sexualmente transmissíveis, ação
conhecida como vigilância em saúde. Até
então, o programa era voltado para a estratégia
saúde da família, de atenção básica
à saúde.
A nova configuração do
programa vai permitir a destinação de 700 bolsas a
estudantes que desenvolvam trabalhos sobre o perfil da saúde no
Brasil, consideradas as necessidades do SUS. De acordo com o
Ministério da Saúde, as pesquisas devem analisar a
incidência de doenças, causas de mortes e problemas
decorrentes da violência.
Os estudantes serão
acompanhados por professores-tutores e por profissionais da
saúde, que receberão bolsa mensal de R$ 1.045,89 —
os estudantes ganharão bolsa-incentivo de R$ 300. Os
benefícios correspondem aos valores pagos pelo Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O investimento anual previsto
é de R$ 4 milhões. Os projetos devem ser apresentados por
instituições de ensino superior públicas ou
particulares sem fins lucrativos, em parceria com secretarias estaduais
e municipais de saúde. Em breve, será publicado edital na
página eletrônica do Ministério da Saúde.
Internato — Outro acordo
firmado nesta quarta-feira diz respeito ao Programa de Apoio ao
Internato Médico em Universidades Federais
(Pró-Internato). A iniciativa tem o objetivo de melhorar a
qualidade do ensino na área de saúde pública e
estimular a produção de pesquisas. O programa
oferecerá bolsas a estudantes, professores e profissionais da
saúde vinculados à supervisão do estágio
curricular da graduação em medicina, o internato. O
investimento do governo federal será de R$ 3 milhões.
Terão prioridade projetos de pesquisa apresentados pelas
faculdades de medicina das instituições federais de
educação superior que não tenham hospitais
universitários próprios. Os valores das bolsas são
os mesmos do PET-Saúde.
Para o ministro Fernando Haddad, a
ação conjunta entre educação e saúde
está baseada na parceria e no diálogo franco.
“É um ambiente de trabalho no qual a disputa deu lugar
à cooperação”, afirmou. Haddad citou
diversos avanços nos trabalhos conjuntos. Entre eles, as
melhorias dos hospitais universitários, a formação
continuada de professores na área da saúde, a
residência médica baseada na demanda do SUS e o novo
financiamento — o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies) permite agora a quitação da dívida
do estudante com trabalho na rede pública de saúde.
Na visão do ministro
José Gomes Temporão, os avanços dos dois
últimos anos foram possíveis graças à
criação de uma comissão interministerial,
instituída por decreto. “Para a saúde, a parceria
com o MEC é fundamental, já que a área precisa de
profissionais bem formados”, disse. “Com uma
formação adequada, conseguiremos resgatar a base do
sistema, na qual o trabalho na atenção básica
à saúde seja suficiente para a realização
profissional dos médicos.”
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC
Novo plano prevê até 2020 erradicação do analfabetismo
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 04/03/2010 - São Paulo SP
Ministro diz que pediu revisão do balanço do plano atual que apontou só 33% de metas cumpridas
ANGELA PINHO / LARISSA GUIMARÃES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A proposta para o novo Plano
Nacional de Educação feita pelo Conselho Nacional de
Educação prevê a erradicação do
analfabetismo até 2020, tarefa que o atual plano ficou longe de
cumprir. O analfabetismo funcional também terá de ser
extinto pelo novo PNE, que norteará a educação no
país por dez anos (2011-2020). A proposta ainda será
discutida na Conferência Nacional de Educação, que
ocorre no fim de março e que levará subsídios ao
projeto que o MEC enviará ao Congresso. A Folha adiantou ontem
que, assim como a erradicação do analfabetismo, dois
terços das metas não foram cumpridas do atual PNE,
que abrange o período de 2001-2010. Relatório feito por
pesquisadores de universidades federais apontou que só 33% das
metas foram alcançadas. O país ainda tem 14
milhões de analfabetos.
Outra prioridade que entrará
no novo plano será a elevação dos investimentos em
educação, que passarão a equivaler a 10% do
Produto Interno Bruto até 2014. Em 2007, dado mais recente
disponível, o percentual ficou em 5,1% ou 4,7%, dependendo da
forma de cálculo. Fernando Haddad (Educação) disse
que pediu ao Inep, órgão ligado à pasta,
para atualizar e revisar o balanço do PNE encomendado aos
pesquisadores. O ministro contestou um dado do relatório
relativo à repetência no ensino fundamental: o trabalho
diz que ela cresceu, mas dados do Inep apresentados por Haddad apontam
que caiu de 21,7% para 13% de 2000 a 2008. Haddad fez ressalva
também em relação à educação
superior. O PNE fixa que até 2010 o Brasil tenha 30% dos jovens
de 18 a 24 matriculados nessa etapa. Em 2008, só tinha 13,7%.
Para o ministro, a meta conta como não incluídos alunos
abaixo de 24 anos que tenham acabado o ensino superior.
STF debate sistema de cotas raciais
Fonte: Jornal da Educação
O Supremo Tribunal Federal dá
início nesta quarta-feira a audiência pública para
debater o sistema de reserva de vagas nas universidades públicas
através das cotas raciais. O evento se estende até
sexta-feira, dia 5. O resultado da reunião será
enviado a todos os ministros do Supremo que vão votar a
matéria.
Está programada a
participação de 38 pessoas de diversos segmentos da
população, selecionadas pelo STF por ter tido um grande
número de inscritos, que possam contribuir para que sejam
oferecidas diversas opiniões sobre o tema.
Entre os inscritos estão
especialistas, representantes de instituições de ensino e
da sociedade civil que terão 15 minutos para expor suas
visões, como: o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil,
Ophir Cavalcante Filho, o ministro da Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson
Santos, e representante da Associação nacional dos
Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
(Andifes).
Espanha quer mais transparência nas universidades
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da
Educação espanhol quer que o ensino superior seja mais
transparente. Assim, acredita que as decisões tomadas pelo setor
serão terão mais garantia de sucesso, principalmente no
que diz respeito aos alunos.
Para o ministério, é
preciso saber onde as melhores equipes de professores em cada ramo de
conhecimento estão, onde se encontram os especialistas em cada
área e quais os centros mais ativos de inovação e
transferência. O perito da OCDE, Francesc Pedro, afirmou que o
atual sistema é cego, o que obriga os estudantes a se guiar
apenas por suas intuições ou preferências.
Para o professor de economia Pompeu
Fabra José García-Montalvo, ao invés de terem como
base apenas as notas de corte, poderiam ser utilizadas também
como itens de identificação da qualidade
educacional quanto tempo leva, em média, para terminar o
curso, quais as taxas de estudantes que abandonam o curso no 1º e
2º ano, quantos alunos escolheram a titulação como
primeira opção, ou a taxa de inserção
profissional depois de formados.
A posição do
Ministério da Educação da Espanha encontra-se em
um relatório que está sendo discutido para alterar o
modelo de financiamento universitário. O objetivo do novo modelo
é que o conhecimento dos resultados, a metodologia e as
limitação do sistema estejam acessíveis à
toda a comunidade universitária, possibilitando a
avaliação do desempenho das universidades e dos gastos
públicos financiados pela população.
Comissão de Educação da Câmara e do Senado elegem novos presidentes
Fonte: Jornal da Educação
Foi eleito nesta quarta-feira para
presidir a Comissão de Educação e Cultura da
Câmara o deputado Ângelo Vanhoni, que substituirá a
deputada Maria do Rosário.
Vanhoni, que é formado em
Letras, está em seu primeiro mandato como deputado federal, mas
já tinha experiência na carreira política como
vereador e deputado estadual no Paraná.
Atuando desde 2007 como membro da
Comissão de Educação e Cultura, o deputado
apresentou o Projeto de Lei que permite a dedução do
Imposto de Renda do valor de obras de artes doadas a museus e
participou como relator do PL que inclui no Programa Nacional de Apoio
à Cultura (Pronac) os projetos de atualização e
aprimoramento profissional para áreas técnicas do
audiovisual.
Os deputados Paulo Rubem Santiago
(PDT-PE) e Antônio Carlos Chamariz (PTB-AL) foram eleitos 1º
vice-presidente e 2º vice-presidente, respectivamente.
A comissão de
Educação do Senado Federal também elegeu sua nova
presidência. A senadora Fátima Cleite foi eleita por
unanimidade na manhã desta quarta-feira como presidente da
Comissão de Educação, Cultura e Esporte.
A votação excepcional
ocorreu em função da mudança de partido do
então presidente, Flávio Arms, que saiu do PT e voltou
para o PSDB. Como o biênio 2009/2010 é do PT, um novo
presidente teve que ser escolhido. A senador Marisa Serrano permanece
no cargo de vice-presidente.
Justiça dá direito à vaga para estudante sem nota no Enem
Fonte: Jornal da Educação
A Justiça concedeu a dois
estudantes que não tiveram a nota do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a ter acesso ao
resultado. Um dos candidatos conseguiu ainda o direito a uma vaga no
curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco em que disputava
uma vaga.
Quando entraram no sistema para ter
acesso a nota, os dois estudantes encontraram traços no lugar do
conceito das provas de ciências humanas e ciências da
natureza. Com o fato, entraram em contato com o Inep.
De acordo o Instituto,
responsável pelo exame, a ausência da nota poderia ter
ocorrido por esquecimento dos alunos no preenchimento do
cartão-resposta ou por ter cometido algum ato ilícito,
como utilização de celular. Mas o juiz Flávio
Roberto Ferreira de Lima, da 10ª Vara Federal no Recife, obrigou o
Ministério da Educação a publicar a nota do
candidato e a UFPE, a matriculá-lo.
Novo ciclo de alfabetização é tema de audiências marcadas pelo CNE
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 025 - 03/10)
As novas diretrizes curriculares
nacionais para o Ensino Fundamental será o tema principal de
três audiências públicas com
elaboração do Conselho Nacional de
Educação. O primeiro encontro será realizado
já no dia 12 de março, na capital baiana Salvador.
Já a segunda reunião será em Brasília, no
dia 8 de abril e no dia 16 do mesmo mês, será a vez de
São Paulo receber a audiência.
De acordo com o presidente da
Câmara de Educação, o professor César
Callegari, a finalidade das reuniões é debater com a
sociedade a proposta para estabelecer um ciclo único de
alfabetização. Com isso, crianças de seis a oito
anos não poderiam ser reprovadas em colégios
públicos ou particulares em todo o território nacional.
Callegari acredita que com as novas
diretrizes para o Ensino Fundamental a faixa etária das
crianças estará de acordo com o conteúdo
educacional. Ainda segundo o professor esse ciclo será
importante para que as crianças se desenvolvam de acordo com o
tempo delas e ainda tenham o suporte da escola para identificarem quais
são as deficiências dos alunos. Por fim, o professor
acredita que a medida não quer dizer falta de uma
avaliação, mas sim uma tentativa de evitar a
evasão de 80 mil estudantes do Ensino Fundamental.
Lula aprova mudanças no Bolsa Família
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 026 - 03/10)
As novas medidas para o Bolsa
Família, aprovadas na última terça-feira (2), foi
bem avaliada pelo Presidente da República Luis Inácio
Lula da Silva. De acordo com o projeto proposto pela
oposição e aprovado pela Comissão de
Educação, os estudantes que obtiveram um bom desempenho
escolar poderão receber um benefício extra no Bolsa
Família.
Contrariando seus aliados petistas,
que eram contra a resolução do projeto por acharem que
joga a responsabilidade sobre as crianças para terem um bom
desempenho escolar, o presidente achou o projeto da
oposição positivo. Isso porque, serviria de incentivo
para a criança estudar. Por fim, Lula afirmou que é
ótimo a oposição aprovarem melhorias na
política social.
Debate sobre tempo integral es escolas públicas é adiado para a próxima terça, 9
Fonte: Jornal da Educação (IPAE 031 - 03/10)
A discussão que trataria do
modelo de tempo integral para escolas públicas não foi
realizada na última terça-feira, 2, ao contrário
do que foi divulgado pela Câmara dos Deputados. Na reunião
da Comissão Especial do Tempo Integral nas Escolas
Públicas, cancelada por falta de quorum, seriam eleitos os
três vice-presidentes do colegiado.
Apesar do cancelamento da
reunião, uma nova data já foi marcada para debater a
carga horária dos colégios públicos: será
na próxima terça-feira, 9, às 15h.
Cota racial em Universidades é destaque no primeiro dia de audiência pública
Fonte: Jornal da Educação
A audiência pública de
políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior
teve início na última quarta-feira, 3, com debates de
assuntos polêmicos. Já no primeiro dia, a maior parte dos
expositores se mostraram favoráveis às cotas raciais em
Universidades públicas. No total, o debate conta com oito
participantes e somente a Ordem dos Advogados do Brasil preferiu
não emitir opinião na audiência.
Ainda sobre o modelo de cotas, a
Secretária de Ensino Superior do Ministério da
Educação, Maria Paula Dallari Bucci, acredita que uma
melhora no ensino superior do país não consegue acabar
com a histórica e ainda existente desigualdade na
educação. Segundo dados do próprio MEC, há
dois anos de diferença na média escolar entre negros e
brancos e que em 20 anos a distâncias entre as duas etnias
não se alterou.
A opinião do ministro da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, é similar a da
secretária do MEC. Para ele, o Estado deve intervir na
desigualdade educacional do Brasil que tem, nos dias de hoje, 50,6% da
população considerada negra.
Classe C: um novo perfil de consumidor
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:00 hs.
04/03/2010 - A busca da
estabilização econômica, iniciada oficialmente, a
partir de 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu entre regras de
conversão e uso de valores monetários, a
desindexação da economia, dando início ao Plano
Real, que trouxe uma nova moeda ao mercado financeiro e principalmente
a efetiva abertura da economia brasileira.
Entre os efeitos reguladores do
Plano Real, estavam as baixas taxas inflacionárias, as
referências reais de valores, o aumento do poder aquisitivo das
famílias, a modernização do parque industrial e
principalmente o crescimento econômico com geração
de empregos.
Esse contexto contribuiu para um
novo formato, de forma imediata e positiva da classe C, apresentando um
novo perfil de consumidor, que antes perdia poder aquisitivo
continuamente e não conseguia manter o ‘dinheiro no
bolso’ por muito tempo, a não ser mantendo suas reservas
em aplicações bancárias de rendimento
diário, como o overnight que resguardava, ainda que
parcialmente, a corrosão do valor nominal da moeda.
Com a estabilização da
economia, a venda a prazo passou a atingir proporções
mais expressivas e vários bens de consumo, antes restritos
à classe A e B, passaram a ser acessíveis também
à classe C.
No primeiro semestre de 2008, a
“investiment grade” e agências internacionais de
rating passaram a classificar o Brasil no grupo de países com
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto. A expansão
da classe C, que antes detinha o perfil de instabilidade financeira e
sem perspectivas de ampliar a base de consumo, passou a ter um novo
perfil de crescimento, que se apresenta cada vez mais acelerado.
Neste sentido, observa-se que a
classe C ampliou a renda em 22,8% entre abril de 2004 e abril de 2008 e
a classe A e B subiu 33,6%. Segundo pesquisas da FGV –
Fundação Getúlio Vargas, um novo perfil do
consumidor brasileiro pode ser analisado, a partir desse período
e servir de base para um cenário de classes sociais para 2010 e
2014: segundo estudos, a pobreza cairia pela metade e a classe AB
dobraria, ou seja, 14,5 milhões de pessoas sairiam da pobreza e
36,1 milhões se juntariam às classes ABC.
A análise desses indicadores
torna-se imprescindível, quando reflete as propostas do PNE
– Plano Nacional de Educação, destacando que
até 2014, deve ocorrer a efetiva ampliação dos
investimentos em educação pública de 4% para 10%
do PIB.
Essa premissa é
necessária, quando se percebe que o futuro está galgado
nos investimentos em educação e que a
qualificação proporciona também aumento da renda e
consequentemente crescimento do estrato social.
Nesta nova
configuração, as grandes mudanças ocorrem no
perfil e crescimento econômico da população, assim
como na multiplicação de empregos. O acesso ao
crédito e o assistencialismo social que influenciaram
diretamente o poder de compra dos consumidores, também
está em fase de adaptação.
Concluindo, as
transformações na classe média brasileira
representam um fenômeno típico de sociedades
avançadas, ou seja, o surgimento de um mercado consumidor de
massa que diante das mudanças socioeconômicas que ocorrem
em ritmo acelerado, permite que milhões de brasileiros
aproveitem de maneira inédita as ‘delícias’
do consumo.
Ressalta-se que após expandir
o poder de consumo, a classe C evoluiu ano após ano,
transformando-se em um público mais exigente, formador de
opinião. Trata-se de um grande vetor de tendências de
mercado, além do fato de as mulheres da classe C representarem a
maioria e serem tomadoras de decisão, nos momentos de compra e
de consumo. Esta fatia de mercado está na mira dos grandes
investidores, principalmente os que atuam no segmento do ensino
superior.
Fonte: CM Consultoria
A hora da educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:18 hs.
04/03/2010 - Relatório do
governo revela avanços lentos no ensino na última
década; faltam objetivos claros para políticas
públicas
É PREOCUPANTE , embora
não surpreenda, o balanço apresentado em relatório
do governo federal sobre o desempenho da educação
brasileira na última década. Encomendado pelo ministro
Fernando Haddad, o documento revela que apenas 33% das 294 metas
estabelecidas no Plano Nacional de Educação, de 2001,
haviam sido cumpridas em 2008, último ano com dados consolidados
no estudo.
É um resultado desalentador
para uma sociedade que só agora vai alcançando o consenso
necessário acerca da importância da educação
para enfrentar seus desafios, do potencial de crescimento
econômico à violência urbana -ao mesmo tempo em que
se dá conta de oportunidades desperdiçadas.
Fica claro que o país
não foi capaz, nesse período, de diminuir a evasão
no ensino médio, conter de maneira satisfatória as taxas
de repetência e ampliar tanto quanto seria recomendável o
acesso à universidade. Cada uma dessas falhas cobrará o
seu preço nos próximos anos, e será mais lento o
ritmo em que o país caminhará na direção de
melhores condições sociais, com a necessária
redução das desigualdades.
Ao mesmo tempo foram tantos os
objetivos definidos em 2001, que a taxa de cumprimento das metas
precisa ser analisada com cautela. Faltou ao plano identificar
prioridades, estabelecer metas passíveis de serem acompanhadas
por indicadores confiáveis e, em alguns casos, uma perspectiva
mais realista.
Chama a atenção, por
exemplo, o projeto de matricular, em uma década, metade das
crianças de zero a três anos em creches. Em
relatório de 2005, a Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que
congrega países industrializados, listava apenas Dinamarca e
Islândia, em uma lista de 28 nações, como
cumpridoras desse louvável objetivo.
Esse tipo de irrealismo acaba por
obscurecer conquistas do período, quando o país dobrou a
parcela de crianças de zero a três anos na escola -de 9%
para 18%.
Os resultados positivos, no entanto,
não são capazes de dissipar a impressão geral
negativa propiciada pelo estudo. O Brasil avançou pouco, e por
vezes retrocedeu, em índices educacionais importantes. O gasto
total com educação ficou estagnado em cerca de 5% do PIB
até 2007. A parcela de jovens entre 15 e 17 anos no ensino
médio passou de pífios 45,4%, em 2001, para 50,4%, em
2008.
É preciso não
só melhorar os indicadores, mas fazê-lo em ritmo muito
mais intenso. O país discutirá em 2010 seu novo Plano
Nacional de Educação, que fixará objetivos para os
próximos dez anos. É uma oportunidade para elaborar
diretrizes mais precisas, estabelecer prioridades claras e criar
incentivos ao cumprimento de metas que possam ser acompanhadas com mais
precisão e regularidade.
- O CM News é uma
publicação diária da CM Consultoria de
Administração Ltda. Artigos, notícias e
matérias sobre educação, com foco no ensino
superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o
Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias
e notícias não refletem necessariamente a opinião
da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos
na integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: CM Consultoria
Universidade espanhola abre chamada para participação de pesquisadores em livros
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs.
04/03/2010 - A Universidade de
Alicante, na Espanha, abriu chamada para contribuições de
pesquisadores com capítulos para o livro Human Resource
Management in the New Economy. A data limite para envio de propostas
é 11 de abril deste ano e os autores aceitos devem enviar os
capítulos completos até 30 de outubro. Veja abaixo a
íntegra da chamada (em inglês).
Para mais informações, visite: http://www.igi-global.com
Fonte: www.administradores.com.br
No primeiro dia de audiência pública, maioria é favorável às cotas em universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:26 hs.
04/03/2010 - Brasília - No
primeiro dia da audiência pública que trata de
políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino
superior, a maioria dos expositores se manifestou favorável
às chamadas cotas raciais em universidades públicas. Dos
oito participantes, apenas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) optou
por não assumir uma posição no debate.
Para a secretária de Ensino
Superior do Ministério da Educação (MEC), Maria
Paula Dallari Bucci, uma melhora generalizada no ensino superior
brasileiro não é suficiente para acabar com a
desigualdade educacional, considerada por ela "histórica" e
"persistente".
Maria Paula lembrou que, atualmente,
há mais brasileiros frequentando as escolas e que houve um
aumento nos anos de escolaridade. Ainda assim, segundo ela, a
distância entre negros e brancos permanece "intocada" nos
últimos 20 anos. De acordo com dados do próprio MEC,
há uma diferença de dois anos na média de
escolaridade entre negros e brancos.
- Não basta a passagem do
tempo. Ela não muda o estado das coisas. A desigualdade no campo
educacional é permanente e tende a se perpetuar - diz.
O ministro da Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial
(Seppir), Edson Santos, destacou que a última Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio (Pnad) aponta que 50,6% da
população brasileira se declara negra.
- O Brasil, ainda em tempo, recupera
o debate da campanha abolicionista que, infelizmente, não veio
acompanhada dessas medidas e deixou um recado - diz.
Santos ressaltou que a taxa de
analfabetismo de jovens de 15 anos é 2,2% maior entre negros do
que entre brancos. Outros dados apresentados pelos ministros apontam
que os negros representam 73% dos 10% mais pobres no país, e
apenas 15% dos 10% mais ricos do país.
- Tudo isso demonstra a necessidade
de uma intervenção do Estado, que não deve se
manter distante e neutro diante do quadro de desigualdade do
país - afirma.
A OAB não se posicionou sobre
a adoção das cotas e defende que é preciso
analisar se as ações afirmativas estão em sintonia
com a Constituição Federal.
Para o advogado-geral da
União, Luís Inácio Lucena Adams, a ideia de
existência de uma democracia racial no país não se
confirma e o intuito da implementação das cotas é
exatamente erradicar a discriminação e viabilizar a
construção de uma sociedade efetivamente plural.
- Grupos fragilizados devem receber tratamento jurídico - avalia.
O diretor de
Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), Mário Lisboa Theodoro, defendeu
que as desigualdades raciais não apenas são expressivas
no Brasil mas são "extremamente persistentes". Ele acredita que
o sistema de cotas funciona como um mecanismo de
equalização de oportunidades e proporciona a abertura de
portas para um contingente significativo de estudantes que não
teriam acesso ao ensino superior.
- São 52 mil alunos
beneficiados até hoje com as cotas. Isso significa que
são 52 mil profissionais que vão disputar em igualdade de
condições os melhores postos de trabalho - conclui.
Fonte: O Globo - RJ
Ministro quer que STF analise sistema de cotas raciais nas universidades ainda este ano
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 04/03/2010 - Rio de Janeiro RJ
Agência Brasil
BRASÍLIA - O ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski avaliou como
positivo o primeiro dia de audiência pública sobre as
políticas afirmativas para a reserva de vagas para negros no
ensino superior. Ele admitiu que não há previsão
para que o tema entre em pauta, mas que vai mobilizar
esforços para que o julgamento aconteça ainda
este ano. - Não há previsão para que o
tema entre em pauta, mas, dado o interesse da sociedade, faremos o
maior esforço no sentido de que isso seja julgado o mais
rapidamente possível. Espero que este ano. É um ano
complicado, ano eleitoral. Eu mesmo estarei envolvido na
organização das eleições, mas indicarei
esforços para que o tema venha a plenário ainda neste ano
- diz. De acordo com o ministro, a missão do STF é julgar
se é possível, do ponto de vista constitucional,
estabelecer algum tipo de critério que privilegie um grupo que
historicamente não teve acesso às universidades -os
negros.
MEC e Funai expõem argumentos a favor do sistema de inclusão por cotas
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 03/03/2010 - Brasília DF
Ascom STF
Na sequência das
apresentações durante a audiência pública
sobre cotas raciais, que teve início nesta quarta-feira (3), no
Supremo Tribunal Federal (STF), representantes do Ministério da
Educação (MEC) e da Fundação Nacional do
Índio (Funai) trouxeram suas contribuições a favor
da atual política adotada para inclusão da
população negra nas universidades federais. De acordo com
a secretária de ensino superior do MEC, Maria Paula Dallari
Bucci, “existe uma distância histórica no campo da
educação e essa distância se reproduz ao longo dos
anos quando se compara os dados educacionais entre negros e
brancos”.
Em sua opinião, esse dado
esvazia a tese de que, para a inclusão dos negros, o ideal seria
melhorar o ensino como um todo, pois, historicamente, essa melhora
não diminuiu a desigualdade histórica e persistente entre
os dois grupos. Um gráfico apresentado pela
secretária demonstrou que essa distância
permanece intocada nos últimos vinte anos. Maria Paula
também afirmou que as ações afirmativas têm
sido eficientes no seu propósito, pois a igualdade de
oportunidades tem correspondido ao princípio constitucional da
igualdade. Segundo ela, pesquisas mostram que o bolsista entra com
defasagem educacional, mas a concessão da oportunidade dá
para o estudante as condições de superar as defasagens do
início e diminuir essa diferença na reta de chegada.
Cotas para índios - O
professor da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná Carlos Frederico de Souza Mares falou em nome da
Fundação Nacional do Índio (Funai) e defendeu o
sistema de cotas para negros ao dizer que, "para se ter igualdade
é necessário ter políticas públicas e leis
que façam dos desiguais iguais, uma vez que, sem as
políticas, se manterá a desigualdade". Carlos Frederico
afirmou que “não há notícias de que
haja políticas públicas específicas para reserva
de vagas nas universidades diretamente para povos indígenas",
mas que é absolutamente fundamental que se tenha cotas para
negros. O professor contou que, na universidade em que leciona, o curso
de mestrado na área socioambiental já teve como alunos
dois indígenas que concluíram o mestrado “com
extraordinário brilho”. Eles voltaram para suas
comunidades indígenas para atender às questões
pertinentes ao conhecimento adquirido. Segundo ele, quem ganhou,
efetivamente, foram os alunos que cursaram com os indígenas as
disciplinas e também os professores, pois foi possível
fazer um intercâmbio de conhecimento. “Portanto, seria
não só ilegal e inconstitucional reduzir as cotas, mas
seria, sobretudo, atécnico e profundamente contra o
próprio desenvolvimento da nossa ciência e do nosso
conhecimento”, destacou.
Liminar suspende impedimento de cobrança de assinatura básica
Fonte: OAB/SC Notícias
O ministro Hamilton Carvalhido, da
Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), suspendeu liminarmente a decisão da Justiça da
Paraíba que impediu a cobrança de assinatura
básica realizada pelas Concessionárias de Serviço
Telefônico Fixo Comutado e todos os processos em trâmite
acerca da tarifa apreciados na Terceira Turma Recursal Mista de Campina
Grande (PB). A decisão vigora até o julgamento do
mérito da reclamação apresentada pela empresa
Telemar S/A.
A reclamação foi
ajuizada contra decisão da Terceira Turma Recursal Mista de
Campina Grande, que reconheceu a inexigibilidade da cobrança. A
empresa de telefonia sustentou que a sentença proferida divergiu
do enunciado nº 356 da Súmula do STJ e de precedentes
julgados na Corte Superior, submetidos ao regime do artigo 543 do
Código de Processo Civil. Nesse sentido, solicitou a
suspensão da sentença e da tramitação dos
processos com idêntica controvérsia.
Aplicando a Resolução
n. 12 do STJ, editada em dezembro de 2009, o relator deferiu a
reclamação ao destacar que existiu, em princípio,
divergência entre a decisão da Turma Recursal e o
enunciado da Súmula 356 do STJ.
Desta forma, além de
suspender a inexigibilidade da cobrança da assinatura
básica e de todos os processos em trâmite inerentes ao
assunto, o ministro estabeleceu prazo de 30 dias para a
manifestação dos interessados e de cinco dias para os
consumidores, autores da ação principal. O ministro
também solicitou informações ao presidente da
Turma Recursal, ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado
da Paraíba e concedeu prazo de cinco dias para o parecer do
Ministério Público Federal.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
"Lugar de condenados não é na política", sustenta OAB ao defender Ficha Limpa
Fonte: OAB/SC Notícias
O presidente nacional da Ordem dos
Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, recebeu ontem (02)
comunicação do deputado Índio da Costa (DEM-RJ),
relator do grupo de trabalho da Câmara que analisa o projeto
Ficha Limpa, informando que entregará no próximo dia 17 o
texto final da proposta ao presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), pronto para votação, que espera ocorra ainda
este mês. O projeto Ficha Limpa (projeto de lei popular nº
518/09) barra o registro de candidatos condenados na
Justiça por crimes graves ou contra a
administração pública. Ophir elogiou o trabalho do
relator e disse concordar com ele: "Lugar de condenados não
é na política", afirmou.
Na comunicação, o
deputado Índio da Costa informou ainda que sua expectativa
é que o texto seja votado até o dia 31 deste mês
pela Câmara "e, se depender de mim, entrará em vigor neste
ano". O presidente nacional da OAB também concorda com a
proposta de que o texto passe a vigorar este ano, embora haja
controvérsia em torno dessa ideia, dado o princípio de
anterioridade no mínimo de um ano fixado pela Lei eleitoral para
que passe a vigorar qualquer alteração nas normas para o
ano da eleição.
Ophir Cavalcante defende
também que o candidato só possa ser declarado
inelegível quando processado e condenado por meio de
órgãos colegiados da Justiça, ou seja, na segunda
instância. Ele é contra o impedimento de candidatos
já pela primeira instância ou juízo
monocrático, por entender que a decisão nesse
nível ficaria mais suscetível a erros, o que
dificilmente ocorreria em turmas julgadoras. Mas o relator do projeto
disse que pretende encaminhar o texto do projeto "barrando o registro
de candidatos condenados em primeira instância".
Fonte: Conselho Federal da OAB
Morar no exterior justifica ausência de trabalhador à audiência de julgamento
Fonte: OAB/sc Notícias
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho entendeu que o fato de o trabalhador se encontrar no
exterior é motivo suficiente para justificar sua ausência
em audiência de julgamento e, com isso, evitar a
extinção do processo sem a análise do seu
conteúdo (do mérito).
No caso, bancário ajuizou
ação trabalhista contra o HSBC Bank Brasil. Consignou que
seria representado na ação por seu irmão,
também bancário. Por isso, na audiência de
julgamento esteve presente apenas o irmão, acompanhado de
advogado.
De acordo com o artigo 843 da CLT,
“se por doença ou qualquer outro motivo ponderoso,
devidamente comprovado, não for possível ao empregado
comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro
empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo
seu sindicato.”
O juiz de primeiro grau entendeu que
o fato de o bancário estar no exterior não pode ser
considerado motivo “ponderoso” para a ausência da
audiência. Por isso, não aceitou a
representação do irmão do reclamante e decidiu
pela extinção do processo. Essa sentença foi
confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da Nona Região
(PR). Inconformado, o bancário recorreu ao TST.
Para a ministra Maria Cristina
Irigoyen Peduzzi, relatora do processo na Oitava Turma, o fato de o
trabalhador estar no exterior “caracteriza o motivo ponderoso a
que alude o artigo da CLT, pois o autor somente poderia retornar ao
país para comparecer à audiência com dificuldade e
mediante grandes despesas.” Ela citou ainda outras
decisões do Tribunal nesse sentido.
Assim, a Oitava Turma acatou o
recurso do bancário, considerando “comprovado o motivo
ponderoso a justificar a ausência do autor à
audiência”, e determinou o retorno do processo à
Vara do Trabalho de origem “para prosseguir no julgamento como
entender de direito”.
(RR-494200-95.2006.5.09.0664)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Reajustes na educação fazem inflação oficial ser a maior desde 2008
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:54 hs.
Inflação oficial, medida pelo IPCA, avançou para 0,78% em fevereiro
Fabiana Ribeiro
RIO - A inflação
oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), avançou para 0,78% em fevereiro, com a
taxa de 0,75% registrada em janeiro e de 0,55% verificada em igual
mês de 2009, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Desta forma, o indicador atingiu
o maior patamar desde maio de 2008, em razão dos reajustes das
mensalidades escolares.
"Agora, o consumo começa a voltar com mais força e dá espaço para aumento de preços"
Com o resultado de fevereiro, o IPCA
acumula no ano alta de 1,54%, acima da taxa de 1,03% relativa a igual
período de 2009. Nos últimos doze meses, soma
inflação de 4,83%, também acima do intervalo
anterior (4,59%).
Traduzindo o economês: conheça os principais índices de inflação.
O grupo Educação, com
alta de 4,53% e contribuição de 0,32 ponto percentual,
foi responsável por 41% do índice de fevereiro.
Refletindo os reajustes típicos do início do ano, os
aumentos nas mensalidades escolares ficaram em 5,38%, com 0,26 ponto
percentual, a maior contribuição individual do mês.
De acordo com coordenadora do IPCA
no IBGE, Eulina Nunes, além dos efeitos sazonais, a
recuperação da economia também contribuiu para o
comportamento dos preços em fevereiro.
- O perfil desta
inflação é diferente do que se viu no ano passado:
seu patamar é bem maior do que o do ano anterior. Em fevereiro
de 2009, havia uma crise e, com isso, um consumo desaquecido. Agora, o
consumo começa a voltar com mais força e dá
espaço para aumento de preços - afirmou.
Lembre: IGP-M, que reajusta aluguéis, sobe para 1,18%, maior nível desde julho de 2008.
Nas Regiões Metropolitanas,
os resultados ficaram entre 2,00% (Porto Alegre, complementando a
variação de 2,92% de janeiro) e 7,57% (Salvador),
não ocorrendo variação em Fortaleza em
razão de diferenciado período de reajuste.
Nas mensalidades dos cursos diversos
(idioma, informática, etc.), a variação foi de
4,79%. Os demais grupos, no entanto, excetuando Habitação
e Comunicação, apresentaram taxas inferiores às de
janeiro.
De janeiro para fevereiro, os
preços dos alimentos continuaram aumentando, mas em ritmo um
pouco menor (de 1,13% para 0,96%). Vários se mantiveram em
destaque, a exemplo dos açúcares refinado (de 6,25% para
10,90%) e cristal (de 10,27% para 10,48%), tomate (de -13,74 para
17,26%), leite pasteurizado (de 1,88 % para 2,84%) e arroz (de 3,26 %
para 4,45%).
- Ainda há uma lista extensa
de produtos que aumentam de preço, a exemplo do
açúcar que sobe, devido a escassez do produto. Poucos
artigos ficam mais baratos de um mês para outro. As carnes,
contudo, ficaram 1,18% mais baratas, o que ajuda a explicar o fato de o
grupo de alimentos ter apresentado uma variação menor em
fevereiro - disse Eulina, acrescentando que as chuvas podem ter efeitos
nos preços.
Fonte: O Globo - RJ
Referência em determinadas áreas, Brasil vira exportador de profissionais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:01 hs.
05/03/2010 - Eles vão ao
exterior pela multinacional que trabalham, depois de fazer um MBA ou
são simplesmente convidados
Por Flávia Furlan Nunes, InfoMoney
Futebol, Carnaval, praia,
diversão... É claro que tudo isso forma a imagem do
Brasil para os estrangeiros, mas nos últimos anos o País
tem se destacado no mundo dos negócios e, como
consequência disso, passou a ser exportador de profissionais,
principalmente em áreas que são referências, como
publicidade e propaganda e finanças.
De acordo com o gerente da Robert Half, Fabio Saad, existem sim profissionais sendo chamados para trabalhar no exterior.
Existem alguns caminhos mais comuns
para que isso aconteça. Em um deles, o profissional se destaca
dentro de uma multinacional e é convidado a atuar na sede ou em
outras filiais. No outro, a empresa em que ele atua decide abrir filial
em outro país e ele é escolhido para ajudar. Além
disso, ele pode fazer um MBA (Master Business Administration) no
exterior, ingressar em um estágio e ser efetivado. “Agora,
mandar currículo e ser chamado é mais
difícil”, explicou.
Não é impossível
Mas não é
impossível ser chamado simplesmente por se destacar no Brasil.
Segundo o presidente da ABP (Associação Brasileira de
Propaganda), Cyd Alvarez, profissionais digitais, mesmo não
estando ligados a uma multinacional, têm sido chamados a
trabalhar fora do Brasil, tendo em vista que a área de
propaganda no Brasil é considerada uma das melhores no mundo em
criatividade, qualidade e na forma de produzir.
“Ela é uma atividade
absolutamente ligada à qualidade do profissional. A performance
da agência está ligada à do profissional”,
destacou, dizendo que as grandes agências multinacionais
estão no Brasil e levam publicitários para fora,
não só na área de criação, mas na de
planejamento estratégico e na digital.
E por que as empresas olham o
Brasil? A resposta de Alvarez é que o modelo de propaganda do
País é “virtuoso”: a empresa cliente valoriza
a propaganda porque vende mais e a remunera bem; a agência
investe na qualificação dos profissionais; e os
veículos têm uma alta qualidade na
divulgação das propagandas.
De acordo com o presidente da ABP,
esta é uma área de muito trabalho, ou de
“inspiração e transpiração”, o
que é cada vez mais cobrado quando se percebe a
competição no mercado e que cada vez mais existem novos
profissionais ingressando. É por isso que a experiência
internacional, em sua opinião, é importante, o que
garante mais bagagem e a remuneração aumenta.
“As faculdades ajudam muito na
formação, no olhar, mas a experiência tem um peso
maior”, explicou.
Ficar ou partir?
Nos últimos anos, o fluxo de
brasileiros foi em busca de oportunidades fora do Brasil,
principalmente daqueles de níveis gerenciais ou maiores.
Porém, de acordo com Saad, a tendência é de que
eles voltem ao País por conta do desenvolvimento econômico.
“A crise afetou globalmente o
mercado de trabalho. Houve redução de emprego lá
fora e aqui. No fluxo pós-crise, a tendência é
contrária: de voltar para o Brasil, com oportunidade de emprego.
No mercado financeiro, profissionais em Londres e EUA estão
querendo voltar e estrangeiros querendo vir para o Brasil”,
afirmou Saad.
Ele afirmou que este é um bom
momento para fazer carreira no País, principalmente porque a
diferença em salário não é sentida a ponto
de isso pesar na decisão. “Pode haver diferença em
qualidade de vida. A decisão está muito mais ligada
à satisfação profissional do que ao
salário”.
Fonte: www.administradores.com.br
Intel transforma seu laptop escolar em "e-book"
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:16 hs.
05/03/2010 - Computadores: Nova versão do "Classmate PC" tem o varejo como alvo
Intel transforma seu laptop escolar em "-book"
André Borges, de São Paulo
A fabricante de chips Intel deu mais
um passo em sua investida para conquistar terreno no mercado do laptop
escolar. Nesta semana, a companhia americana apresentou um
protótipo da nova versão de seu "Classmate", um
computador portátil criado especialmente para uso em sala de
aula. O Valor teve acesso com exclusividade ao equipamento, que
começará a chegar ao mercado no segundo trimestre.
O novo portátil educacional
da Intel é, na pratica, um computador completo. Com tela de
cristal líquido (LCD) de 10,1 polegadas e placa de acesso
à internet sem fio embutida, o Classmate tem capacidade de
armazenamento de até 250 gigabytes. Além do teclado, a
tela de LCD ganhou proteção à prova d"água.
A bateria do equipamento, que na versão atual dura no
máximo seis horas, foi extendida para até oito horas e
meia. A principal novidade, no entanto, é a capacidade de
converter o equipamento em um leitor de livros digitais. O aluno pode
girar a tela e, com a ponta do dedo, "folhear" as páginas do
livro e fazer anotações usando uma caneta acoplada ao
computador. Um software de colaboração permite que os
estudantes compartilhem, instantaneamente, os arquivos e o
conteúdo mostrados na tela.
O produto, diz Kapil Wadhera,
líder mundial da Intel para o projeto Classmate, é
resultado de um ano de trabalho envolvendo um time engenheiros,
designers, professores e alunos. Wadhera, que nesta semana visitou o
Brasil pela primeira vez, concedeu entrevista exclusiva ao Valor.
"Definitivamente, trata-se de um computador completo, mas é um
equipamento repleto de características educacionais", diz.
A passagem de Wadhera pelo Brasil
incluiu visitas a membros do governo e empresas. O interesse da Intel
por este projeto não é meramente institucional. Embora
não produza computadores, delegando essa tarefa a companhias
especializadas nisso, a Intel embute no Classmate os seus
processadores. No caso dos portáteis educacionais, a fabricante
de chips decidiu, por conta própria, desenvolver um equipamento,
com o propósito de impulsionar o mercado.
Os resultados têm aparecido,
comenta Wadhera. Lançado dois anos atrás, o Classmate
já atingiu a marca de 2 milhões de unidades vendidas em
mais de 60 países. O contrato mais recente foi fechado no
Brasil, que comprou 150 mil unidades do equipamento no fim do ano, por
meio de uma licitação vencida pela fabricante
Digibrás, controlada pela CCE. Wadhera sabe, porém, que
isso foi apenas uma amostra do que está por vir. O Brasil tem
hoje 42 milhões de alunos na rede pública de ensino do
país, distribuídos por 176 mil escolas. Para estimular o
projeto, o governo federal firmou recentemente um acordo com o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que
irá disponibilizar uma linha de financiamento de R$ 650
milhões para que Estados e municípios do país
possam adquirir suas máquinas. A expectativa é adquirir
mais de 1 milhão de laptops escolares.
Enquanto olha para compras
públicas, a Intel também corre para fechar acordo com
fabricantes e redes varejistas, que deverão colocar os
portáteis da empresa nas prateleiras nos próximos meses.
Wadhera prefere não falar em preço, mas admite que a nova
versão do equipamento vai chegar mais cara que a atual. Nos
Estados Unidos, estima-se que, dependendo da
configuração, o novo Classmate custe de US$ 300 a US$
500. No projeto brasileiro, o governo pagou R$ 550 por cada
portátil.
Parceiro de grandes multinacionais,
como Hewlett-Packard (HP), Dell e Lenovo, a Intel tem usado a
associação com fabricantes locais para tocar a
produção de seu computador educacional. No Brasil, a
montagem dos equipamentos está nas mãos da CCE e da
Positivo Informática. No mundo, a lista de empresas envolvidas
com a iniciativa chega a 300 companhias, entre fabricantes de
equipamentos, desenvolvedores de sistemas e prestadores de
serviços.
Fonte: Jornal Valor Econômico / SP
Brasileiro gosta de ler, mas falta acesso
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Aprendiz, 04/03/2010
Desirèe Luíse
Os brasileiros letrados – 95
milhões – leem, em média, 1,3 livro por ano,
revelou a última pesquisa do Instituto Pró-Livro,
divulgada no final de 2009. Apesar disso, a coordenadora
programática do Centro de Cultura Luiz Freire, Cida Fernandez,
diz que é falsa a ideia de que o brasileiro não gosta de
ler. Para ela, o problema é a falta de acesso à leitura.
Ainda segundo a pesquisa, entre os leitores brasileiros, 75% disseram
que sentem prazer em ler uma obra. Cida ressalta que a leitura de
livros de ficção no país é ainda mais
frágil. Para ela, um país mais literário pode
trazer benefícios para a sociedade: “no mundo
possível da ficção, o homem se encontra realmente
livre para pensar, deixar a fantasia agir e, então, configurar
alternativas para os problemas. Na literatura, ele se liberta do agir
prático e da necessidade, daí sua possibilidade
intrínseca de inclusão”.
Com o objetivo de incentivar
ações que promovam a leitura de livros de
literatura, nasceu o Movimento por um Brasil Literário.
“Ler este gênero é um direito de todos e que ainda
não está escrito”, revela o manifesto do movimento,
que recentemente recebeu a adesão da escritora premiada Ana
Maria Machado, eleita secretária geral da Academia Brasileira de
Letras, e já contava com autores como Frei Beto, Marina
Colasanti e Marisa Lajolo. Iniciativa do Instituto C&A, a campanha
pela promoção da literatura no Brasil foi lançada
oficialmente em junho de 2009, na Festa Literária Internacional
de Paraty (Flip), que acontece todos os anos na cidade fluminense.
Além do Centro de Cultura Luiz Freire, também faz parte
da articulação do movimento a Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Instituto Ecofuturo e a
Associação Casa Azul, organizadora da Flip.
De acordo com Cida, é
necessário investir em políticas públicas que
ampliem o acesso aos livros. Baratear o custo das obras e
aumentar o número de bibliotecas seria ações
essenciais. O preço do livro “Tieta do Agreste”, por
exemplo, custa aproximadamente R$ 70 em livrarias paulistas, quase 14%
do salário mínimo brasileiro, os atuais R$ 510. A obra de
Jorge Amado custaria mais barato se fosse comprado fora do país.
Em La Paz, capital da Bolívia, sairia pelo equivalente a R$ 61.
“Se tem acesso desde pequeno, vai gostar da literatura.
Não tem acesso, por isso o sujeito não conheceu e
não criou o hábito”, disse ela. A pesquisa do
Instituto Pró-Livro sugere que a maior influência para a
formação do hábito da leitura vem da
família, o que explica o fato de 63% dos não leitores
informarem nunca ter visto os pais lendo. Assim, além de ampliar
o acesso ao livro, seria necessário investir na
formação de leitores. Segundo Cida, há um problema
cultural da não leitura, decorrência da falta de
valorização do livro.