08/03/2009
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa




Parecer CNE/CES X Avaliação INEP

Edital de seleção de projetos que terão apoio Fundo Brasil

Questionado, ministério reagenda a publicação de nova cartilha para este mês

MEC comprará de docentes questões para exames

Banco de avaliadores recebe inscrições de pesquisadores

No Brasil, mulheres passam mais tempo na escola do que os homens

Senador vê com bons olhos mudanças no Bolsa Família

Educação ajuda IPCA a ter maior índice em dois anos

Longe da excelência

Ministério da Educação dá início ao processo de escolha de novos membros para o Conselho Nacional de Educação

Proposta do CNE prevê fim do analfabetismo no país até 2020

Capital português sofre com greve de docentes

Para senadora, educação pode melhorar com ensino de artes nas escolas

Terceira fase do Sisu tem lista de aprovados divulgada

Colégios não regulamentam estágio

Ministro Lewandowski informa que OAB também deve realizar audiência sobre política de cotas

Candidatos que não foram selecionados podem fazer parte de lista de espera

Trabalho tecnológico: a discussão é pra valer

Mulheres da classe C são maioria no consumo

Anticotistas dizem que debate no Supremo teve desigualdade

Despreparo e crise fazem crescer evasão nas faculdades

Representante da Andifes defende autonomia das universidades em respeito à Constituição Federal

Expositor diz que cotas sociais é a solução para desigualdade de oportunidades no ensino superior

Depoimentos de estudantes cotistas encerram audiência pública no STF

Entrevista com o Professor Mário Moraes, Vice-Presidente da ANGRAD

Parecer CNE/CES X Avaliação INEP
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 44, segunda-feira, 8 de março de 2010
Ministério da Educação
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA EXECUTIVA
SÚMULA DE PARECERES
Reunião ordinária dos dias 26, 27 e 28 de janeiro/2010.
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
Processo: 23001.000145/2009-42 Parecer: CNE/CES 10/2010 Relatora: Marília Ancona-Lopez Interessado: Instituto de Ensino Superior de Londrina S/C Ltda. - Londrina/PR Assunto: Consulta sobre a legalidade do formulário de avaliação in loco utilizado pelo INEP para os cursos de graduação em Medicina e o emprego de instrumentos de avaliação para processos de credenciamento e recredenciamento de IES e de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação Voto da relatora: Responda-se à interessada nos seguintes termos: 1. A portaria que aprova os instrumentos de avaliação é norma procedimental, que alcança os atos já praticados, respeitando aqueles que já foram produzidos. 2. Não há óbice legal à utilização de instrumento de avaliação pelo INEP, nem da aplicação destes aos processos protocolados em data anterior à sua aprovação, desde que a avaliação não tenha ainda sido realizada por outro instrumento Decisão da Câmara: APROVADO por unanimidade.
Observação: De acordo com o Regimento do CNE, os interessados terão prazo de 30 (trinta) dias para recursos, a contar da data de publicação desta Súmula no Diário Oficial da União. Os Pareceres citados encontram-se à disposição dos interessados no Conselho Nacional de Educação. As Atas das Sessões Deliberativas desta Reunião, uma vez aprovadas pelo Colegiado, serão divulgadas na página do CNE (http://portal.mec.gov.br/cne/). Brasília, 5 de março de 2010. ESPARTACO MADUREIRA COELHO Secretário Executivo

Edital de seleção de projetos que terão apoio Fundo Brasil
O edital para a seleção de projetos que terão apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos fica aberto até o dia 23 de março. O fundo incentiva iniciativas voltadas ao combate, à discriminação e à violência institucional. O valor repassado ao projeto selecionado varia de R$ 10 mil a R$ 25 mil. Informações pelo site www.fundodireitoshumanos.org.br.

Questionado, ministério reagenda a publicação de nova cartilha para este mês
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 07/03/2010 - São Paulo SP
DA REPORTAGEM LOCAL 
Publicada em outubro de 2008, a Cartilha do Estágio foi desenvolvida pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e pelo MEC (Ministério da Educação) para melhorar o entendimento da lei nº 11.788, que regula o estágio em todos os níveis e modalidades de ensino público e privado no Brasil. Agora, uma nova cartilha será lançada ainda neste mês, afirmou Ezequiel Nascimento, secretário de Políticas Públicas de Emprego, do MTE. Em 25 de outubro do ano passado, a Folha antecipou o novo texto e apontou deslizes,   como a falta de clareza sobre o recesso proporcional ao tempo estagiado. A publicação, que seria lançada dias após a veiculação da matéria, foi adiada. Nesta semana, questionado pela reportagem, Nascimento afirmou que reagendaria a data de lançamento com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Em um novo contato, o secretário declarou que o texto estaria disponível ainda neste mês. A data, segundo ele, será decidida em uma reunião na próxima terça-feira. Pela lei, o estágio é matéria educacional,   cabendo ao MTE fiscalizar esta relação quando for considerada fraude de trabalho. Ao MEC compete analisar o caráter educacional trazido por essa experiência. O MEC afirmou não ter nenhuma ação com foco em estágio prevista em seu projeto Ensino Médio Inovador. O programa trataria do trabalho, "não apenas no sentido profissionalizante mas também em seu sentido ontológico", segundo o diretor de formulação de políticas de educação profissional e tecnológica, Luiz Caldas. 
Haiti receberá ajuda brasileira na reconstrução de educação superior
Fonte: Jornal da Educação
O Brasil vai cooperar com o Haiti para auxiliar no recomeço da educação superior da nação caribenha após os terremotos que destruíram boa parte do território no início do ano. O memorando de cooperação foi assinado em fevereiro e ajudará o país em graduação e pós-graduação (plena e sanduíche).
De acordo com o documento assinado pelos brasileiros, bolsas de mestrado e doutorado do programa PEC-PG (Programa de Estudante-Convênio Pós-Graduação) serão oferecidos a estudantes haitianos e cursos de português em Centros Universitários brasileiros. Tudo isso será realizado através da concessão de recursos de custeio e em universidades brasileiras.
Com ajuda do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), à Sesu (Secretaria de Educação Superior) do MEC (Ministério da Educação) e ao Ministério das Relações Exteriores, também será disponibilizado programas acadêmicos para docentes e pesquisadores que possam oferecer seminários e cursos em terras haitianas.

MEC comprará de docentes questões para exames
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:30 hs. 
06/03/2010 - Perguntas serão usadas em várias provas; selecionado recebe R$ 100
O Ministério da Educação (MEC) inicia na segunda-feira o cadastramento de professores e pesquisadores de instituições públicas interessados em elaborar questões para compor o banco de dados das avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O Inep é responsável por algumas das provas mais importantes do País, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
O docente receberá R$ 100 por questão enviada que for aprovada pela banca do Inep. O MEC anunciou também que contratará professores para fazerem a revisão técnica e de língua portuguesa. Para essas tarefas, o ministério pagará, respectivamente, R$ 50 e R$ 20 por questão.
Esta será a primeira vez que o Inep comprará diretamente de professores questões de provas. Até agora, as perguntas só eram compradas de empresas. Segundo o instituto, foi necessário alterar a legislação que proibia o órgão de pagar a pessoas físicas pelo serviço.
Além do vínculo com instituições públicas de ensino ou pesquisas, o outro pré-requisito para participar da seleção é ter diploma em licenciatura ou bacharelado, independentemente da área. Não podem concorrer docentes que sejam servidores efetivos ou comissionados de órgãos e entidades do MEC.
COMO PARTICIPAR
Os interessados têm de se cadastrar no site http://bni.inep.gov.br entre os dias 8 e 15. O instituto vai divulgar no dia 18 uma lista de pré-selecionados, que serão convocados para um treinamento obrigatório. A capacitação será realizada entre 10 de abril e 31 de julho.
O Inep deve chamar 500 elaboradores e revisores de questões de várias áreas e 25 profissionais para correção de língua portuguesa. O Banco de Colaboradores será reaberto para novos cadastramentos sempre que necessário, com divulgação pela internet. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Banco de avaliadores recebe inscrições de pesquisadores
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs. 
06/03/2010 - No período de 8 a 15 de março, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) receberá inscrições de docentes e pesquisadores de instituições públicas de todo o Brasil interessados em compor o banco de colaboradores das avaliações do instituto. A primeira convocação de 2010 selecionará especificamente três perfis: elaboradores, revisores e corretores de itens.
Entre os requisitos básicos, os interessados deverão ter diploma de graduação em licenciatura ou bacharelado, ter vínculo com instituições públicas de ensino ou pesquisa e não ser do quadro de servidores efetivos ou comissionados dos órgãos e entidades do MEC. O cadastramento do colaborador é o primeiro passo para a construção do banco de itens do Inep.
As inscrições deverão ser feitas pelo site http://bni.inep.gov.br. Depois do cadastramento, os colaboradores serão analisados com base nos requisitos complementares de cada área, especificados no Edital de credenciamento.
Os candidatos com as melhores pontuações serão convocados para as capacitações e para o 1º Evento de Elaboração de Itens (EEI) de 2010. Está prevista a seleção de 25 revisores de língua portuguesa e 500 elaboradores e revisores técnicos de itens. A lista com a convocação para o treinamento dos colaboradores sairá no dia 18 de março. Eles terão até o dia 22 do mês corrente para confirmar presença. Várias capacitações serão realizadas em todas as regiões do país, de 10 de abril a 31 de julho.
A remuneração dos itens elaborados e revisados será feita com base no auxílio da avaliação educacional: o elaborador receberá R$ 100,00 por item aceito, após aprovação dos revisores técnicos do Inep; o revisor técnico, R$ 50,00 por item revisado; e o revisor de língua portuguesa, R$ 20,00.
O banco de colaboradores será aberto para novos cadastramentos sempre que necessário, mediante divulgação de chamada pública na página eletrônica do Inep e publicação de edital de cadastramento e credenciamento, devendo o candidato a colaborador passar por todas as etapas e cumprir com os requisitos exigidos.
Mais informações poderão ser obtidas pelo telefone 0800 61 6161.
Assessoria de Imprensa do Inep 
Fonte: MEC 

No Brasil, mulheres passam mais tempo na escola do que os homens
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 08/03/2010 - São Paulo SP
Da Agência Brasil 
Se na maioria das áreas a desigualdade entre mulheres e homens permanecem, na educação o cenário é diferente. A trajetória escolar das meninas brasileiras tende a ser mais regular e bem-sucedida do que a dos meninos. Em alguns países, especialmente na África e no mundo árabe, as condições de acesso ao ensino e permanência na escola são desfavoráveis para as mulheres. Por essa razão, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) estabeleceu metas de promoção de paridade entre gêneros para alguns países durante a Conferência Mundial de Educação, em 2000. A situação é monitorada pelo órgão. O especialista em educação e oficial de projetos da Unesco no Brasil Wagner Santana analisa que no país as trajetórias escolares diferentes para homens e mulheres têm relação com o mundo do trabalho.
"Faltam estudos conclusivos a respeito disso, mas com muita frequência fala-se que os meninos, especialmente no final do ensino fundamental e no ensino médio, já passam a sentir uma pressão maior para entrar no mercado de trabalho", aponta. Muitos também são afetados pela violência que,  nessa faixa etária, atinge mais a população masculina. Santana destaca alguns dados da última Pnad/IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que ilustram a situação do Brasil: no grupo dos 15 aos 17 anos, 57% das meninas estão no ensino médio, etapa correta para essa faixa etária. Entre os meninos, o atraso é maior: só 47% cursam a série indicada para a sua idade. Em relação aos índices de escolaridade, na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 41% dos homens têm menos de oito anos de estudo. Já entre as mulheres, essa situação atinge 29% da população nessa faixa etária.
"A entrada dos dois na escola é muito parecida, mas a trajetória escolar dos meninos é mais tumultuada e interrompida", compara Santana. Segundo ele, essa situação é comum nos países da América Latina. A pesquisadora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria Patrícia Rangel ressalta que essa vantagem na escolarização não se reflete em ganhos no mercado de trabalho. Segundo ela, o índice de desemprego entre mulheres com nível universitário é 30% maior do que entre os homens com a mesma escolaridade. Elas ainda   ocupam menos cargos de chefia e continuam ganhando menos do que os homens por questões culturais e de estruturação do mundo do trabalho, de acordo com a especialista. "Em primeiro lugar, o Brasil tem uma cultura patriarcal que não considera normal que a mulher assuma funções de liderança", afirma.
"Além disso, há uma divisão sexual do trabalho. Algumas tarefas são delegadas ao homens e outras à mulher. Elas sempre ficam encarregadas das atividades do lar e do cuidado com os filhos. Com isso, elas têm menos tempo para se dedicar e crescer na carreira", explica. De acordo com a especialista, creches e escolas infantis são importantes para reverter essa situação e a oferta precisa ser ampliada. Com o acolhimento das crianças nesse locais, a mulher teria mais tempo e energia para investir na carreira, reduzindo os efeitos da dupla jornada. "Além disso, homens e mulheres precisam compartilhar solidariamente as tarefas domésticas e de cuidado com a família. A Convenção 156 da OIT [Organização Internacional do Trabalho] trata sobre isso, mas o Brasil ainda não ratificou essa convenção", diz. 
Senador vê com bons olhos mudanças no Bolsa Família
Fonte: Jornal da Educação
O projeto de lei que acrescenta benefícios ao Bolsa-Família de alunos com bom desempenho escolar  não para de ganhar adeptos. Depois de receber o sinal verde do Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, o senador pedetista Cristovam Buarque também se mostrou favorável ao projeto sugerido por Tarso Gereissate (PSDB-CE).
A proposta, que está em caráter terminativo e foi aprovada na última semana pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), recebeu o apoio de Cristovam por ser importante para aprimorar a educação através do incentivo ao estudante. De acordo com senador, os argumentos de alguns petistas que dizem que a medida vai exigir demais das crianças é estranho, pois as classes médias e altas exigem das crianças e as premiam. Outros políticos que também concordaram com o projeto foram os senadores Cícero Lucena (PSDB), Geraldo Mesquita Junior (PMDB) e Heráclito Fortes (DEM).

Educação ajuda IPCA a ter maior índice em dois anos
Fonte: Jornal da Educação
O reajuste das mensalidades das escolas contribuiu para o ligeiro aumento da inflação no país. De acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador registrou alta de 0,78% no mês de fevereiro. Tais dados estão de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que é um indicador oficial de preços, usado para definir as metas de inflação no ano.
Até o mês de fevereiro, o IPCA teve alta 1,54. Um dos grupos que mais contribui para essa elevação foi o setor educacional. A alta registrada pela Educação chegou a 4,53% e foi responsável por 41% da inflação total no mês passado. O aumento desse índice reflete, então, o aumento das mensalidades e materiais das escolas, que mesmo sendo realizadas em janeiro, tem a conta registrada no mês seguinte segundo normas do IPCA.

Longe da excelência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:18 hs. 
06/03/2010 - Dados do Ministério da Educação indicam que o Brasil avançou em ritmo lento em sala de aula – e a qualidade do ensino é ainda uma meta distante.
Ronaldo França
Um novo conjunto de dados sobre a educação brasileira traz à luz um fato incômodo: na última década, os avanços em sala de aula foram bem mais lentos do que o esperado – e o necessário. Os números, reunidos na versão preliminar de um relatório do Ministério da Educação (MEC), revelam que o Brasil deixou de atingir as metas mais básicas rumo à excelência acadêmica. Elas compõem o Plano Nacional de Educação, documento formulado dez anos atrás, durante o governo Fernando Henrique, que, pela primeira vez, definiu objetivos concretos para a educação pública do país, justamente até 2010. Fica bem claro ali que o Brasil patinou no enfrentamento de questões cruciais, tais como os elevadíssimos índices de repetência, indicador-mor da incompetência da própria escola. A meta para este ano era chegar a 10%, índice ainda alto – mas a repetência estacionou em 13%, como em alguns dos países africanos. Outro dado que ajuda a traduzir a ineficácia do ensino é a evasão escolar. Nesse caso, pas me-se, o Brasil até piorou. De 2006 a 2008, o porcentual de estudantes que abandonaram a sala de aula pulou de 10% para 11% – quando o objetivo era baixar a taxa, nesse mesmo período, para 9%. Alerta a especialista Maria Helena Guimarães: "Essas são questões que os países mais ricos já equacionaram, com eficácia, mais de um século atrás".
Ainda que a tendência geral seja de melhora do ensino, a persistência da má qualidade nas escolas brasileiras faz refletir sobre a necessidade de acelerar o passo. Sabe-se que as deficiências no nível básico repercutem, de forma decisiva, nos indicadores de acesso à universidade – um dado que merece atenção por sinalizar as chances de um país competir globalmente. O Brasil conta hoje com apenas 14% dos jovens em idade considerada ideal (entre 18 e 24 anos) na universidade. É um número mínimo na comparação até com países da América Latina, como o Chile, onde a taxa já está em 21% – e também frustrante diante da meta do presente plano de educação, que previa, a esta altura, pelo menos 30% dos jovens brasileiros no ensino superior. O atraso do país ainda se reflete no medidor do analfabetismo: a taxa é de 10%, quando deveria ter caído para 4%. Ao escancarar esse e outros nós, o atual documento do MEC tem o mérito de traçar um diagnóstico preciso, iluminar as várias lacunas e ref orçar a ideia de que, com o acesso já garantido à sala de aula, é premente investir com mais vigor na tão almejada excelência acadêmica.


Ministério da Educação dá início ao processo de escolha de novos membros para o Conselho Nacional de Educação
Fonte: Jornal da Educação
A Portaria nº 234, de 4 de março de 2010, definiu as entidades consultadas no processo de indicação de pessoas para serem consideradas na recomposição de membros das Câmaras de Educação Básica e de Educação do CNE.
Ao todo são 32 entidades. Comparando-se com a portaria anterior, duas aparecem pela primeira vez nesse processo de escolha (a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e a Associação Brasileira de Avaliação Educacional. É provável, como já aconteceu em vezes anteriores, que nova portaria seja editada para ampliar as organizações com direito à indicação.
No ano de 2008, a Portaria nº 42, de 11 de janeiro, enumerou 30 instituições, todas repetidas no ato publicado neste dia 5 de março.
A indicação deverá ser feita até o dia 19 de março, podendo haver sugestões de três nomes para cada câmara. 
Em tese podem ser indicados até 192 pessoas.   É certo, contudo, que alguns candidatos buscarão o apoio de diversas entidades e, com isso, se reduzirá a lista final. Na última escolha foram 113 nomes sugeridos, sendo 56 para a Câmara Básica e 57 para a Superior.  Oito foram incluídos em ambas listagens, o que reduziu o número final para 105.   A renovação foi diminuta, com a recondução de praticamente todos os possíveis de serem mantidos.
Segundo as normas vigentes em maio há a renovação, tendo em vista o término de mandato de metade dos membros do órgão.
A legislação prevê a existência de doze conselheiros na Câmara de Educação Básica e igual número na de Educação Superior.  Os mandatos são de quatro anos, podendo haver recondução por uma vez.
Dois conselheiros não poderão ser reconduzidos eis que completam esse ano o segundo mandato: Edson Nunes e Maria Ancona-Lopes, ambos da Câmara de Educação Superior.
Terminam o mandato, mas com possibilidade de recondução: Mario Portugal Pederneiras, Aldo Vannucchi e Hélgio Henrique Casses Trindade, na CES e Mozart Neves Ramos, Maria Izabel Azevedo Noronha, Regina Vinhaes Gracindo, Maria das Dores de Oliveira e Wilson Roberto de Mattos, todos da CEB.
Alguns dos conselheiros foram nomeados em substituição a educadores que pediram seus afastamentos e há dúvidas quanto a uma prorrogação dos seus mandatos.  
Permanecerão com seus cargos, na Câmara Superior, Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, Antonio Araújo Freitas Junior, Antonio Carlos Caruso Ronca, Maria Beatriz Lucce, Milton Linhares e Paulo Speller.   Na Câmara Básica, tem mandatos até 2012, Antonio César Russi Callegari, Adeum Hilário Sauer, Clélia Brandão Alvarenga Craveiro, Francisco Aparecido Cordão, José Fernandes de Lima e Raimundo Moacir Mendes Feitosa.
O CNE, apesar de passar por momentos difíceis (especialmente em aspectos administrativos e operacionais), notadamente por ser um órgão de Governo e não de Estado, com suas atribuições bastante reduzidas (se comparado com o extinto Conselho Federal de Educação) e que depende de homologação de todos os seus atos pelo Ministro, para haver a validade das decisões, é um colegiado bastante disputado, em termos políticos.  
O Ministério da Educação é o responsável pelo processo de recebimento dos nomes, contudo a nomeação é feita pela Presidência da República, através da Casa Civil.
Considerando-se as mudanças que ocorrerão no setor é bastante provável que as definições ocorram ainda em março, antes da exoneração, a pedido, da ministra que será candidata à Presidência da República.
(IPAE 033 - 03/10)
 
Proposta do CNE prevê fim do analfabetismo no país até 2020
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação (CNE) propôs um novo Plano Nacional de Educação que prevê a erradicação do analfabetismo no Brasil em dez anos. Mesmo depois de não cumprir a meta para 2010, quando somente 33% das metas do atual PNE (2001-2010) foram realizadas, o CNE garante que a meta será cumprida com a também erradicação do analfabetismo funcional. A Conferência Nacional de Educação será o palco da discussão do projeto e irá subsidiar o programa que o MEC levará ao Congresso Nacional. Já a realização será no fim de março.
O Brasil conta, atualmente, com 14 milhões de analfabetos, de acordo com um relatório realizado por pesquisadores de Universidades federais. O ministro da Educação, Fernando Haddad, discordou, entretanto, de um dado do relatório em que é citada a elevação no índice de repetências no Ensino Fundamental. Segundo o ministro, esse número caiu quase 8% em oito anos. Por fim, o plano também irá priorizar a elevação de investimentos na educação, que passará a equivaler 14% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação. 
(IPAE 034 - 03/10)
 
Capital português sofre com greve de docentes
Fonte: Jornal da Educaçao
Em Lisboa, desde a última quinta-feira (4), é impossível encontrar uma escola aberta; isso porque, professores e funcionários da área educacional aderiram aos sindicatos da Função Pública de Portugal. De acordo com os pais das crianças que agora estão sem aulas a situação é complicada, pois não há lugar para deixar os filhos quando vão trabalhar.
Já o líder da Fenprof, acredita que a adesão à greve é muito grande, mas lamenta a irresponsabilidade de algumas escolas que optaram por manter os portões abertos mesmo sem funcionários. Em relação às aulas, ainda não há previsão de recomeço.
(IPAE 035 - 03/10)
 
Para senadora, educação pode melhorar com ensino de artes nas escolas
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação aprovou a proposta que possibilita a obrigatoriedade do ensino de música de artes cênicas e plásticas em escolas de ensino fundamental e médio. Na última terça-feira, 2, a Senadora Rosalba Ciarline, do Democratas potiguar, foi aplaudida ao fazer um discurso sobre a importância do projeto realizado pelo ex-senador Roberto Saturnino.
Segundo Rosalba, a arte tem uma função de extrema importância na cidadania do jovem, além de ajudar o aluno a se tornar mais crítico. Outro ponto destacado pela senadora é a possibilidade de expansão do mercado de trabalho nessa área.
De acordo com a proposta da senadora esse é mais um passo para a melhora da educação, que vem em queda, e para implantar o ensino integral. Para ela, todas essas mudanças são válidas para melhorar a qualidade do ensino, que hoje conta com muitos estudantes que não conseguem nem mesmo interpretar um texto.
(IPAE 039 - 03/10)

Terceira fase do Sisu tem lista de aprovados divulgada
Fonte: Jornal da Educação
A última etapa de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que chegou ao fim na última quarta-feira (3), teve a lista dos aprovados divulgada nesta sexta-feira, 5. No total foram disponibilizadas 21.701 vagas em Centros Universitários federais e estaduais de educação ciência e tecnologia do país.
Nesta terceira etapa o número de inscritos chegou a quase 323 mil candidatos. Já a realização da matrícula dos aprovados será feita entre os dias 9 e 12 de março. Na última etapa, assim como nas outras duas fases, o curso mais procurado pelos estudantes foi o de medicina. Já o Rio de Janeiro foi o estado com maior número de inscrições. Para mais informações é necessário acessar o site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br/).
(IPAE 040 - 03/10)

Colégios não regulamentam estágio
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha de São Paulo, 07/03/2010 - São Paulo SP
Estudantes do ensino médio são impedidos de estagiar por falta de adequação das escolas
ANDRÉ LOBATO DA REPORTAGEM LOCAL 
Escolas de todo o país ainda não fizeram a tarefa de inserir o estágio em seu projeto político-pedagógico. Sem esse dever cumprido, cabe aos alunos voltar para casa depois da aula, pois não podem estagiar. O problema está na Lei do Estágio (nº 11.788), de setembro de 2008, a primeira a especificar claramente a possibilidade de estágio no ensino médio. Segundo o texto, o Termo de Compromisso do Estágio -um contrato entre escola, estudante e empresa- só é válido se constar do PPP (projeto político-pedagógico) do colégio. A rigor, uma frase nesse documento garante a conformidade com a lei. Mas grande parte das escolas brasileiras ainda não fez essa modificação, apontam agentes locais de integração entre empresas e estudantes, delegacias regionais do trabalho e membros de   conselhos estaduais de educação ouvidos pela Folha. Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rondônia estão entre os Estados que apresentam problemas. A maioria, entretanto, avança na adequação.
Fraude - Mesmo que todas as demais exigências, como supervisão por professores, sejam cumpridas, sem a alteração no PPP o estágio é considerado fraude trabalhista, explica Cássio Casagrande, membro da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho, do Ministério Público do Trabalho. Ele afirma que, em todo o país, há denúncias de termos de estágio assinados sem que o PPP esteja adaptado. O IEL (Instituto Euvaldo Lodi) e o Ciee (Centro de Integração Empresa-  Escola) afirmam que fazem ações em diversos Estados para estimular a adequação à lei. Para o superintendente nacional de operações do Ciee, Eduardo de Oliveira, há um aumento do interesse das escolas e das secretarias nesse ajuste. "A oferta [de estágio] estimula as escolas a aderirem à lei. Até porque o aluno cobra." Ou troca de escola, como fez Ully Evelyn da Costa Ayres, 19. Ela mudou para colégio adequado à lei para poder depois de perder uma vaga de estágio. "Preciso ajudar minha mãe em casa. O estágio dá mais responsabilidade e ajuda a escolher o que quero fazer na faculdade." Matheus do Brasil, 19, do Maranhão, também ficou sem atividade. "Se estivesse numa escola particular não teria perdido meu estágio. Foi só com os alunos das públicas", diz. 

Ministro Lewandowski informa que OAB também deve realizar audiência sobre política de cotas
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 05/03/2010 - Brasília DF
Ascom STF 
Antes de dar início à última parte da audiência pública sobre a constitucionalidade de políticas de ação afirmativa de acesso ao ensino superior, na tarde desta sexta-feira (5), o ministro Ricardo Lewandowski esteve na Sala de Sessões da Segunda Turma do  Supremo Tribunal Federal (STF), onde interessados no tema acompanham as palestras em tempo real em telões instalados no auditório. O ministro fez questão de agradecer a participação ativa de todos os presentes durante os três dias de debates, e aproveitou para  comunicar que a partir da experiência do STF, a Ordem dos Advogados do Brasil informou ao ministro que vai, também, promover audiência, com participação de todas suas seccionais e subseccionais, para discutir o assunto. 

Candidatos que não foram selecionados podem fazer parte de lista de espera
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs. 
06/03/2010 - Foi divulgada nesta sexta-feira, 5, a lista de aprovados na terceira etapa do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Foram aprovados 21.457 candidatos, que têm o prazo de 9 a 12 de março para efetuar a matrícula na instituição de ensino.
Os candidatos não selecionados poderão confirmar no sistema se desejam fazer parte da lista de espera do curso para o qual se inscreveram. A confirmação do estudante deve ser feita durante o período de matrículas, entre os dias 9 e 12 de março.
A partir de 14 de março, o Ministério da Educação informará, por meio do boletim individual do aluno, se ele foi classificado para a lista de espera. Os candidatos classificados terão os dias 15 e 16 de março para efetuar a matrícula na instituição.
A partir dessa chamada, encerra-se o processo do Sisu e, caso ainda existam vagas disponíveis, a própria instituição publicará edital próprio informando como será feita a ocupação das vagas.
Assessoria de Comunicação Social 
Fonte: MEC 
 
Trabalho tecnológico: a discussão é pra valer
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs. 
06/03/2010 - Os SINPROs e a FEPESP fizeram uma proposta formal para que seja incorporado à Convenção Coletiva, na cláusula de hora extra, o pagamento das atividades tecnológicas que o professor executa.
Apresentada nas últimas rodadas de negociações com os sindicatos patronais de ensino superior (SEMESP) e educação básica (SIEEESP), a redação estabelece como extras as atividades realizadas por meio eletrônico e de mídia com o uso de novas tecnologias e plataformas de interação com alunos e estabelecimentos de ensino.
O princípio geral da reivindicação já vinha sendo discutido desde as primeiras rodadas de negociação. Agora o debate ganhou uma outra qualidade.
Para a FEPESP e os SINPROs, o mais importante é a aceitação de que o contrato por hora-aula não dá conta das novas atividades docentes que foram se somando às que eram habitualmente realizadas. Segundo Celso Napolitano, presidente da FEPESP, "as escolas precisam reconhecer que esse trabalho é novo e não está sendo remunerado. Esse é o ponto de partida a partir do qual deve ser discutido como serão calculadas - e pagas - as horas de trabalho."
O SEMESP admite a existência de novas atividades, mas pondera que algumas delas sofreram apenas substituição do meio em que vinham sendo realizadas. Cita como exemplo a "tarjeta", suprimida pela transmissão online de notas. Para os mantenedores de ensino superior, estabelecer essa distinção é tão importante quanto definir a forma de remuneração pelo trabalho.
Já o SIEEESP defende que o trabalho seja regulamentado por acordo interno nas escolas, hipótese rejeitada pelos SINPROs e a FEPESP. Para os professores, a Convenção Coletiva deve estabelecer parâmetros de remuneração das novas atividades para toda a categoria. 
Fonte: Sinpro - SP 

Mulheres da classe C são maioria no consumo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:08 hs. 
06/03/2010 - São Paulo – As mulheres da classe C já representam a maioria dos consumidores nos principais canais de compra no varejo. Segundo o diretor do instituto de pesquisas Data Popular, Renato Meirelles, nas lojas de roupas, supermercados e farmácias, elas são 51% do público consumidor.
“Nos shoppings, há pelo menos 12 clientes mulheres da classe C para cada 10 compradores do sexo masculino”, afirma Meirelles.
Esse grupo também representa a maioria dos consumidores que possuem cartão de crédito: enquanto a adoção é de 59% entre os homens, 62% das mulheres são usuárias.
A pesquisa identificou também que é crescente o número de mulheres que assumem o papel de protagonistas do desenvolvimento econômico do país. Além de cuidar da família, elas ainda trabalham fora e, na classe C, respondem por 37% da massa de renda total – montante que atingirá R$ 158 bilhões neste ano.
“O fato está ligado à independência financeira da população feminina”, avalia o diretor do instituto. Segundo ele, 25% da renda familiar da classe A são provenientes da mulher, enquanto na classe C essa participação é de 41%.
As jovens mulheres também têm importância fundamental no chamado protagonismo feminino. Das 8 milhões de jovens entre 16 e 25 anos na classe C, cerca de 5,5 milhões estão no mercado de trabalho e 2 milhões cursam ou já concluíram a faculdade. “Números como esse demonstram a força que a mulher tem para movimentar nossa economia”, declarou Meirelles. 
Fonte: Jornal O Estado do Maranhão 

Anticotistas dizem que debate no Supremo teve desigualdade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:15 hs. 
06/03/2010 - Crítica foi de advogada do DEM; ao todo, 29 pessoas falaram a favor das cotas e 15, contra
LAURA CAPRIGLIONE
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
Egbonmy Conceição Reis de Ogum, 56, como ontem era sexta-feira, estava luxuosamente vestida de branco. Adepta do candomblé, ela escolheu o traje usado nas celebrações para ir, assim, à audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal, a respeito das cotas raciais nas universidades. Foi barrada quando tentava entrar.
Motivo: o segurança do tribunal não sabia como enquadrar nas exigências do protocolo a saia, a bata fechada, lenços e turbantes feitos de rico algodão bordado. Não era tailleur, tampouco calça comprida com blazer de manga comprida.
Também barrada foi Mirewa Consolação Cruz Dias de Iansã, 66, roupas brancas e colares. As duas só poderiam entrar se concordassem em vestir um blazer sobre a roupa religiosa.
Ialorixá, Mirewa não aceitou. Sexta-feira é dia de branco. E não se via um único blazer branco para elas. Às 10h30, chegaram às mãos das duas mulheres os crachás com a identificação: "Convidada - gabinete do ministro Lewandowski". Ninguém mais se meteu com elas.
Eram 14h30 quando cerca de 50 pessoas, em sua maioria negras e negros, muitos com batas, sandálias e cordões, entraram. O ministro-relator da discussão das cotas, Ricardo Lewandowski, havia autorizado o ingresso do pessoal que, até ali, só havia conseguido assistir aos debates por telão, no andar de cima.
Os advogados anticotas não ficaram satisfeitos. Para Roberta Fragoso Kaufmann, que representa o Partido Democratas em sua Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra as cotas raciais, "os três dias da audiência pública apresentaram uma clara desproporção entre os defensores das teses pró e anticotas, sempre em favor dos primeiros".
No primeiro dia de debates, a diferença foi assim justificada pelo relator: "Não tem como discutir o câncer com pessoas que não têm a doença". Na contabilidade final, puderam falar a favor das cotas 29 pessoas. Contra, 15.
Cota social deixa jovem mulato fora de universidade gaúcha
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Autor de um recurso ao Supremo Tribunal Federal contra o sistema de cotas, Giovane Pasqualito Fialho, 20, considera-se injustiçado pelo suposto "assistencialismo" praticado pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Em 2008, na segunda tentativa de ingressar na instituição, ficou na 132ª posição no vestibular para administração (160 vagas), mas perdeu o lugar para um cotista de escola pública.
"O sistema de cotas foi uma imposição goela abaixo, a universidade não discutiu com a sociedade. É uma polícia assistencialista como tantas outras do governo, e essa despreza totalmente o mérito", diz.
Na UFRGS, o critério adotado prevê 30% das vagas para estudantes egressos da escola pública -metade dessa cota é para alunos afrodescendentes. Em três vestibulares realizados dessa forma, 4.200 cotistas ingressaram na instituição.
Embora se declare mulato (o pai é negro), Fialho ficou fora por vir de escola particular.
Uma das críticas que ele faz às cotas é obrigar sua geração a "pagar a dívida histórica com a escravidão", abolida no século 19. Antes de chegar ao STF, sua contestação à cota foi vitoriosa na primeira instância e derrotada na segunda (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Enquanto o caso corre na Justiça, Fialho cursa licenciatura em música em uma faculdade privada. Entusiasta das cotas, o secretário de assistência estudantil da UFRGS, o sociólogo Edilson Nabarro, que é negro, afirmou que o sistema está mudando o perfil dos acadêmicos da instituição. "Embora os negros sejam 13% da população do RS, antes das cotas nem 1% conseguia entrar aqui. Há mais pobres também. Essa política possibilitou uma oportunidade para o andar de baixo", declara.
Nabarro refuta que o sistema tenha sido imposto. Segundo ele, o debate que precedeu a criação da cota levou cinco anos e culminou com a aprovação do conselho superior da instituição. "Foram intelectuais brancos, que prezam o mérito, que decidiram", diz.
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias sobre educação, com foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias e notícias não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Despreparo e crise fazem crescer evasão nas faculdades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:40 hs. 
06/03/2010 - O número de universitários que, por algum motivo, abandona o curso antes da formatura tem crescido e preocupado as instituições de ensino superior da região de Franca. Levantamento divulgado ontem pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), mostra que a taxa de abandono chegou aos 30% em 2008. Em 2004, o índice não alcançava 25%. O número mostra que a cada dez estudantes que iniciam um curso, três não chegam ao final. A percentagem atual corresponde à desistência de aproximadamente seis mil alunos de um universo de 19,5 mil universitários no período de graduação.
A evasão compreende abandonos, desistências por motivos variados e matrículas trancadas durante os quatro anos de duração, em média, de um curso superior.
Diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato aponta que a dificuldade financeira e a falta de preparo para acompanhar um curso superior são os principais motivadores do problema. Com a ampliação das matrículas de alunos das classes mais baixas, esse cenário ficou ainda mais acentuado já que a maioria vem da escola pública e possui formação deficitária. "Há muitas evasões por problemas financeiros, mas não é o único fator. Têm também alunos que não conseguem acompanhar a turma, precisam trabalhar, sustentar a casa ou não conseguem conciliar os estudos com os outros afazeres", disse Capelato. Os dados apresentados pelo Semesp são anteriores à crise econômica mundial no fim de 2008.
Para o sindicalista, as instituições precisam ficar atentas e criar mecanismos para combater o abandono. Entre as ações, Capelato sugere aulas de nivelamento em português e matemática, reformulação da grade curricular, principalmente no primeiro ano do curso e acompanhamento vocacional, além de mais políticas de financiamento estudantil. "A evasão tem piorado e se tornado uma preocupação para as instituições".
Na Fafram (Faculdade Doutor Francisco Maeda), de Ituverava, foi adotado um programa para atender os estudantes com dificuldades financeiras. Ele oferece bolsas internas, estágios, bolsas de iniciação científica e orientação quanto aos benefícios do governo federal. Dos 1.200 alunos aproximadamente 25% são contemplados com as ações.
Reitora da Unifran (Universidade de Franca), Rosalinda Pimentel diz que a instituição tem analisado os casos propícios à evasão e renegociado pagamentos, além de oferecer parcerias com prefeituras, empresas e associações de estudantes. "A gente tenta conciliar de todas as formas e o fato da Unifran ter uma vasta oferta de cursos - 56 no total - possibilita ao aluno migrar e continuar conosco". Segundo a reitora, o índice de evasão na universidade está bem abaixo do apresentado pelo Semesp.
Marco Felippe
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias sobre educação, com foco no ensino superior são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos artigos, matérias e notícias não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor. 
Fonte: Portal Comércio de Franca 
 
Representante da Andifes defende autonomia das universidades em respeito à Constituição Federal
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 05/03/2010 - Brasília DF
Ascom STF 
O professor Alan Kardec Martins Barbiero, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), falou na audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a experiência das universidades federais em relação às cotas e defendeu a autonomia das universidades em respeito ao princípio constitucional contido no artigo 207. A entidade representa 59 instituições de ensino superior, entre as quais estão todas as universidades federais. O expositor discorreu sobre os pontos positivos alcançados, dificuldades e a posição da Andifes em relação às ações afirmativas. “Nós fizemos um levantamento nas nossas instituições e vimos uma quantidade grande de iniciativas de ações afirmativas implantadas no Brasil”, disse ao analisar que entre os aspectos positivos está a promoção da inserção social de seguimentos historicamente excluídos, como a participação de populações negras, afrodescendentes, indígenas, e também categorias sociais de baixa renda.  “A implantação dessas ações tem fomentado o debate, que já é um grande ganho para a nação”, afirmou Kardec. Ele esclareceu que as ações são implantadas após uma discussão com a comunidade universitária e que as decisões são colegiadas através dos conselhos superiores de cada instituição. “Nós publicamos editais e definimos normas e regras para a implantação dessas ações com toda a transparência e com o debate necessário”, contou.
Segundo ele, pode-se perceber ações no sentido de abrigar cotas para as populações indígenas, possibilidade de bonificação para estudantes de escolas públicas em uma determinada etapa do vestibular, cotas para afrodescendentes e para portadores de necessidades especiais. “Isso varia de acordo com a região e conforme o nível de amadurecimento de cada instituição e com o debate realizado na comunidade local”, informou o professor. Há também uma ampliação da produção científica sobre esta temática, de acordo com Alan Kardec. Vários grupos de pesquisas foram  organizados nas universidades com dados reais e, com base nessa experiência, teses de doutorado e dissertações de mestrado têm sido produzidas. No entanto, revelou como dificuldade a incompreensão de percepção por parte da sociedade, mesmo na comunidade universitária, sobre a problemática da discriminação ético-racial e socioeconômica no interior das instituições.
Posição da Andifes - “Nós defendemos a autonomia das universidades. Um tema que é bastante caro para este país porque as nossas instituições são dinâmicas e estão inseridas em diferentes contextos econômicos, sociais, políticos e culturais e muitas vezes estamos engessados em uma situação normativa do país que não nos dá possibilidade de exercer plenamente a autonomia”, afirmou Kardec. Segundo ele, a autonomia garante à universidade implantar as ações afirmativas ou não. A forma como essas ações serão implantadas ou não compete aos conselhos superiores das instituições. 

Expositor diz que cotas sociais é a solução para desigualdade de oportunidades no ensino superior
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 05/03/2010 - Brasília DF
Ascom STF 
Advogado e membro do movimento negro contra o racismo e as discriminações, José Roberto Ferreira Militão é ativista por ações afirmativas e favorável ao investimento público em cotas sociais. Ao participar da audiência pública sobre política de cotas nas universidades, ele expôs que as universidades deveriam reservar pelo menos 50% das vagas a serem preenchidas pelo critério de rendas. Em sua breve apresentação, José Roberto pretendeu demonstrar que o Estado não pode outorgar uma identidade racial, sob pena de violar a dignidade humana dos brasileiros e dos afro-brasileiros, em especial. “O Estado não pode nos submeter aos velhos ideais do racismo”, disse.  Para ele, as universidades deveriam ter políticas de ações afirmativas, além de separar verbas de seus orçamentos para custear cursos preparatórios dos jovens afrodescendentes “com deficiência da pobreza e da escola pública”. Militão entende que caberia ao Estado fazer investimentos subvencionando as Educafros [Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes; do Brasil inteiro para que os jovens afro-brasileiros se preparassem para competir em igualdade de condições.
Ele lembrou a dicotomia entre iluminismo e racismo. “A ideia da igualdade trazida pelo iluminismo é que as pessoas seriam tratadas no mesmo plano e o racismo veio na  mesma época se contrapor a isso”, disse, ressaltando que haveria uma hierarquia racial na qual a raça negra seria a base inferior. De acordo com Militão, deve ser verificado se a sociedade pode conviver com a classificação de raça, “se o brasileiro quer e precisa dessa classificação e se, conforme o conceito do racismo, os afro-brasileiros querem pertencer àquela que o racismo diz que é a raça inferior”. Dessa forma, ele entendeu caber ao Supremo decidir se todo esse procedimento é compatível com a dignidade humana, com a história e com a vontade popular e se tal opção renega a miscigenação ou o chamado mito da democracia racial. 

Depoimentos de estudantes cotistas encerram audiência pública no STF
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 05/03/2010 - Brasília DF 
Ministro Lewandowski garante espaço para apresentação de cotista no último dia de debates sobre cotas raciais 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a tarde do terceiro e último dia de audiência pública sobre ações afirmativas de acesso ao ensino superior, nesta sexta-feira (5/3), foi marcada pelo relato das diversas experiências com cotas raciais e sociais em instituições brasileiras. Na programação inicial, no entanto, não estavam previstos depoimentos de estudantes cotistas. Atendendo a pedidos do coletivo estudantil Denegrir, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o ministro Ricardo Lewandowski abriu espaço para que o estudante Moacir Carlos da Silva, o Cizinho, fizesse uma apresentação.
Cizinho agradeceu o espaço. “É uma grande responsabilidade estar aqui e falar para o Brasil inteiro. Minha avó não teve fala, minha tataravó nem sei quem foi, nem minha bisavó.” O estudante, de 38 anos, afirmou ser o primeiro de sua família a ingressar na universidade, algo que, segundo ele, seria impossível sem a política de cotas. O estudante afirmou que “houve um abismo grande” entre os defensores e os críticos das cotas, que apresentaram argumentos “anacrônicos”. “Nós falamos do que já está acontecendo. A tal disputa racial não veio. E por prática, em questões de estágio, emprego, violência da polícia, nós sabemos que só cotas sociais não resolvem o problema. A gente não consegue sair da base da pirâmide por uma questão racial.” Os estudantes receberam o apoio da reitoria da Uerj para participarem da audiência, além do Centro Acadêmico Luiz Carpenter, da Faculdade de Direito, e do Diretório Central dos Estudantes. A Uerj adota o sistema de cotas desde 2003. Entre os beneficiados no vestibular, estão ex-estudantes de escolas públicas, negros de baixa renda e   filhos de policiais e bombeiros mortos. Para garantir o equilíbrio entre palestrantes contra e a favor das cotas, o ministro Ricardo Lewandowski cedeu anteriormente espaço para o estudante de museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Davi Cunha Minuzzo. Neto de imigrantes europeus, ele cursou o ensino médio em uma escola pública, mas só teve a oportunidade de ingressar na universidade uma vez aposentado. “No entanto, abdiquei de me inscrever por cotas sociais, para não tirar a vaga de um jovem estudante.” Grande foi a surpresa de Minuzzo ao descobrir que vários cotistas exibiam em seus perfis de sites de relacionamentos fotos de viagens à Europa e aos Estados Unidos, carros do ano e outros atributos que, em sua opinião, negavam a legitimidade de esses estudantes concorrerem pelo sistema de cotas. Lesado, o Minuzzo entrou com uma ação na justiça local e foi admitido na universidade. “Não sou contra as cotas, sociais ou raciais. Sou contra o desvirtuamento do sistema de cotas.”
Cotas no Brasil: erros e acertos - Estiveram presentes representantes de cinco universidades públicas brasileiras e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que apresentaram variadas experiências de ações afirmativas. As particularidades de cada região levaram as instituições a adotarem diferentes critérios raciais, sócio-econômicos e geográficos em suas cotas.
Apesar de alguns problemas ainda enfrentados, a opinião geral dos representantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),  da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Juiz de For a (UFJF) foi de que a autonomia das instituições de ensino superior deve ser preservada e de que as cotas têm de fato contribuído para uma maior inclusão social de parcelas tradicionalmente discriminadas da população. De acordo com o Professor Marcelo Tragtenberg, de Santa Catarina, “há no Brasil um apartheid igual ou pior que na África do Sul no quesito racial, o que tem um impacto econômico direto”. Tragtenberg criticou a defesa de cotas sociais em vez de raciais. “Fizemos uma simulação na UFSC em que se oferecia 50% das vagas a estudantes do ensino público e constatamos que isso não mudaria o perfil étnico-racial estudantil.”
Entre os principais problemas práticos enfrentados pelos sistemas de políticas afirmativas, está o critério para determinar quem tem direito ou não às cotas. A professora Jânia Saldanha, da UFSM, defende a “autodeclaração como forma de autorreconhecimento para a emancipação e o fortalecimento das identidades”. O professor Renato Barbosa, da Unicamp, reconheceu, contudo, que a autodeclaração pode apresentar problemas e ainda está em discussão. Em 15 dias, o STF disponibilizará em seu site todo o material dos três dias de audiência pública. Ainda não há prazo para realização do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pelo DEM contra a Universidade de Brasília e do Recurso Extraordinário do estudante Giovane Pasqualito Fialho, ambos sob relatoria do ministro Lewandowski. 

Entrevista com o Professor Mário Moraes, Vice-Presidente da ANGRAD
Fonte: Informativo Enangrad
1. Professor, o Senhor possui uma longa história com a ANGRAD, que agora entra em um novo capítulo com essa nova gestão. Pode nos contar um pouco dessa história?
A história da minha participação na ANGRAD coincide, em muitos aspectos, com a da ESAG, Centro de Ciências da Administração e Sócio Economicas da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina, o qual a partir de 1º de março passei a responder pela direção geral.
Na ANGRAD, tive a grata satisfação de participar de seu primeiros passos, nas reuniões em São Paulo juntamente com o prof. Alexander Berndt e um pequeno grupo, na ocasião representando a ESAG/UDESC, que à época contava com apensa um curso de Administração e pouco mais de 40 professores, sendo a maioria de 20 horas, ou seja, em regime de trabalho de Tempo Parcial. Na ANGRAD, fui representante regional, coordenei área, desempenhei a função de vice-presidente de ensino por dois mandatos, tendo sido eleito ao final do ano passado para a função de vice-presidente para o período de 2010 a 2011. De modo análogo, na ESAG, exerci as funções de coordenador de estágios; coordenador de pós "lato sensu"; chefe de departamento; coordenador do programa de mestrado em Administração; diretor de pesquisa e pós graduação por dois mandatos; tendo sido eleito também ao final do ano passado para exercer o mandato de diretor geral no período de 2010 a 2014.
2. Como Vice Presidente, quais serão seus principais encargos nessa nova plataforma de gestão?
O desafio da ANGRAD é, efetivamente muito grande. Discutimos e estabelecemos diretrizes e um plano estratégico que pretendemos implementar. Essencialmente, há que se incrementar a aproximação da Associação com os seus associados, as Instituições de Educação Superior com cursos de graduação em Administração, que são a sua razão de existir. Ao destacar alguns aspectos importantes, há que se registrar a importância do seminário nacional; a revista eletrônica da ANGRAD, que é a única no segmento a priorizar artigos que abordem o ensino de Administração; uma revisão no "site" institucional, socializando informações do interesse das IES associadas; promover a discussão de diretrizes curriculares nacionais para os cursos de Administração Pública além de uma revisão das DCN dos cursos de Administração.
3. O Senhor tomou posse como Diretor Geral do ESAG nessa sexta, dia 26 de Fevereiro. Como o Senhor se sente recebendo essa honra, um reconhecimento de todo o trabalho competente de tantos anos?
Como disse anteriormente, a direção geral da ESAG é idêntica a dos demais centros da UDESC, onde a função de diretor é preenchida mediante um processo eleitoral interno, do qual participa a comunidade acadêmica, com destaque para professores e técnicos administrativos, os quais ratificaram meu nome com mais de 86% dos votos de docentes e 98% dos técnicos. De fato, mais do que o reconhecimento, trata-se de uma grande responsabilidade que, a exemplo da ANGRAD onde junto com o prof. Mauro Kreuz e todos os vice-presidentes que integram a equipe gestora, tivemos a honra da eleição por aclamação, consiste em um grande desafio.