
08/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
ABMES
transmite ao vivo hoje (08/06) às 19 horas evento com
Presidênciáveis para elaboração do Plano
Nacional de Educação
Despacho do Ministro em 7 de Junho de 2010.
Estudantes ainda podem se inscrever no Fies 2010
Estudantes solicitam mais Fies
Conselho toma posse e vai preparar Plano Nacional de Educação
Prêmio universitário
Ministro empossa integrantes e destaca abertura à sociedade
Câmara: Comissão promove debate sobre fortalecimento dos conselhos escolares
Reitor da UCPel é eleito Presidente de Comissão do ProUni
Lula prepara pacote de bondades para universidades
Audiência discutirá sobre universidades comunitárias
Começa orientação sobre uso da cadeirinha nos carros
Lâmpadas economizadoras de energia são perigosas à saúde
Seminário em Londres apresentou o Brasil como destino estratégico de investimentos estrangeiros
"Podemos antecipar o futuro"
Marina Silva define o seu perfil como candidata do Partido Verde à Presidência da República
Brasil quer ter banco de código de barras genético
Falta de mão de obra pode durar dez anos
Cientistas querem usar lama para produzir energia
Ministros ignoram ordem para cortar gastos
Indicação que solicita ao Governador que
seja retirado o PLC 071/2009 que "Cria a Fundação
Estadual de Meteorologia e Pesquisas do Clima de Santa Catarina -
CLIMESC
Novo período de inscrições no Sisu é aberto esta semana
Premiação incentiva pesquisa para jovens cientistas
Portugal e Congo assinam acordo para ensino de português nas escolas do país africano
Meio milhão de docentes dá aulas sem formação ideal
Alunos mais bem colocados no Enade não estudam apenas nas vésperas das provas
Crédito do BNDES avança na inércia do mercado de capitais
Livro eletrônico começa a mudar indústria
Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil
ABMES transmite ao vivo hoje (08/06) às 19
horas evento com Presidênciáveis para
elaboração do Plano Nacional de Educação
Fonte: ABMES Notícias
19 horas
Plano Nacional de Educação
Subsídios para a elaboração de propostas
José Roberto Covac – Consultor Jurídico da ABMES/Semesp
Representantes dos Presidenciáveis:
· Maria Alice Setubal – PV
· Maria Helena Guimarães de Castro – PSDB
· Maria do Rosário Nunes – PT
Entrega dos Prêmios
· Top Educacional Professor Mário Palmério – 2009
· Concurso Sílvio Tendler de Curtas sobre Responsabilidade Social das IES Particulares – 2009
Lançamento das publicações
· Ensino Superior Legislação Atualizada v.13
· ABMES Cadernos 20
Todos os participantes receberão um exemplar de cada
21 horas e 30 minutos
Coquetel de confraternização
Mais Informações
Data: 8 de junho
Horário: 19 horas
Telefone: (61) 3322-3252
Inscrições: www.abmes.org.br/seminarios
Local presencial: Sede da ABMES - Torre do Pátio Brasil - 5º andar
Transmissão ao vivo: www.abmes.org.br/tv
Despacho do Ministro em 7 de Junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:02 hs.
08/06/2010 - Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro
de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o
Parecer no 255/2009, da Câmara de Educação Superior
do Conselho Nacional de Educação, que é
favorável à alteração da
Resolução CNE/CES nº 6/2006, que institui as
Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação
em Arquitetura e Urbanismo, conforme Projeto de Resolução
que acompanha o presente, de maneira que o regulamento desta
Câmara de Educação Superior execute fielmente os
termos da Lei nº 5.194/66, ao mesmo tempo resgatando os
referenciais das Diretrizes Curriculares Nacionais do CNE e do MEC,
conforme consta do Processo no 23000.004916/2009-81.
FERNANDO HADDAD
(Publicação no DOU n.º 107, de 08.06.2010, Seção 1, página 16)
Fonte: DOU nº 107 - 08.06.2010
Estudantes ainda podem se inscrever no Fies 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:19 hs.
05/06/2010 - Os estudantes de instituições particulares
seguem com prazo para se inscrever para o Fies (Financiamento
Estudantil). Os alunos poderão solicitar o benefício
até o fim do primeiro semestre. Para se inscrever, é
preciso estar matriculado em curso superior não gratuito e com
avaliação positiva (com conceito maior ou igual a 3) no
Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior), que tenha efetuado a adesão ao
financiamento. Os financiamentos poderão ser de 50%, 75% e 100%
do valor da mensalidade. O Fies não concederá
financiamento a cursos a distância.
Fonte: Jornal de Valinhos
Estudantes solicitam mais Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:25 hs.
08/06/2010 - Redução da taxa de 6,5% para 3,4% ao ano
é um dos atrativos. Foram mais de 11 mil contratos em um
mês
No primeiro mês de inscrições para o Financiamento
Estudantil (Fies), 108.700 alunos procuraram financiamento e, destes,
11.472 já assinaram o contrato. Os dados são da diretoria
financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE), autarquia do MEC que opera o novo Fies
desde 3 de maio.
A grande procura pelo financiamento, segundo a secretária de
Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, se
deve a uma série de fatores, entre eles, a liberdade que tem o
aluno de pedir o financiamento a qualquer tempo e a
redução da taxa de 6,5% ao ano para 3,4%.
Dados do sistema eletrônico de inscrições do Fies
mostram que, além dos estudantes que já obtiveram o
financiamento, 11.100 estão com processos em análise na
Caixa Econômica Federal, 17.700 estão sendo avaliados
pelas comissões permanentes de supervisão e
acompanhamento (CPSA), obrigatórias em cada
instituição de ensino superior privado, e 63.500
estão preenchendo dados no sistema.
Outros 1.666 pedidos foram validados pelas Cpsa e estão prontos
para serem enviados para a Caixa, e 3.100 alunos precisam complementar
dados.
Para a secretária de Educação Superior do MEC,
além do acerto do programa ao abrir as inscrições
em fluxo contínuo, o Fies também reflete positivamente
dentro das instituições, melhorando a qualidade dos
cursos.
Como o Ministério definiu que só financia cursos com
conceitos três, quatro e cinco, a qualidade da oferta dos cursos
tende a melhorar. "As instituições redefinem os cursos e
se concentram nas áreas onde estão melhores", diz Maria
Paula.
O diretor financeiro do FNDE, Antonio Correia Neto, explica que a
contratação de mais de 11 mil financiamentos em menos de
30 dias mostra que as mudanças foram bem recebidas. O FNDE
já tem garantidos recursos no orçamento para 125 mil
contratos e solicitou crédito adicional para outros 75 mil,
segundo Antonio Correia Neto.
Bom resultado
Procura
108.700 estudantes procuraram o financiamento no primeiro mês
Novos contratos
11.472 assinaram contrato no período
Atrativo
Redução da taxa de 6,5% ao ano para 3,4%
Análise na Caixa
11.100 pedidos estão em análise na Caixa Econômica Federal
Aprovação prévia
17.700 estão sendo avaliados por comissões
Primeiro passo
63.500 estão preenchendo seus dados no sistema.
Diário de São Paulo on line
Fonte: Portal Semesp
Conselho toma posse e vai preparar Plano Nacional de Educação
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/06/2010
Foram empossados nesta segunda-feira, em Brasília, os novos
membros do Conselho Nacional de Educação (CNE). A
principal meta do colegiado é organizar o novo Plano Nacional de
Educação, que deve ser votado no Congresso Nacional
até o fim deste ano. O objetivo é que o projeto seja
iniciado em 2011 com término em 2020. Durante a cerimônia
de posse, a presidente do Conselho Nacional de Educação,
Clélia Brandão Alvarenga, destacou a importância do
trabalho desenvolvido pela instituição e os caminhos que
devem ser seguidos para o desenvolvimento do novo plano. “O
projeto do novo plano deverá ter quatro etapas. Vamos promover
avanços e metas para a educação, discutindo com
todos os estados, que serão aplicados no seu período de
abrangência”.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os
investimentos na área nos últimos anos cresceram
consideravelmente e o papel dos conselheiros tem sido importante para o
desenvolvimento educacional: “O conselho se colocou em novo
patamar e passa e exercer atividades do Estado, deixando de lado o
fator administrativo. Esse momento de interação e
produção tende a promover debates e um diálogo
permanente com a sociedade a fim de trazer melhorias na
educação brasileira.”
O presidente da Câmara de Educação Básica,
Cesar Callegari, explica que o desafio do novo conselho do setor
é propor soluções que melhorem a
educação brasileira e que estabeleça o compromisso
de retomar aquilo que não pôde ser implantado no plano que
se encerra este ano: “É importante que os estados como um
todo trabalhem com uma educação igualitária, e que
as iniciativas que não foram implantadas nesse plano que encerra
este ano sejam discutidas no novo, saindo definitivamente do
papel.”
Os novos integrantes do CNE têm mandato de quatro anos, que pode
ser estendido por mais dois. Entidades ligadas à área
educacional indicam até três nomes para cada câmara.
A partir dessa indicação, os membros da entidade
são escolhidos pelo presidente da República e pelo
ministro da Educação. Um dos objetivos do conselho
é buscar alternativas e mecanismos que garantam a
participação da sociedade no desenvolvimento,
aprimoramento e consolidação de processos educacionais no
país.
Prêmio universitário
Fonte: Jornal de SC, pg. 4, 08/06/2010
O Ministério do Turismo (MTur) e a Fundação
Getúlio Vargas (FGV) lançaram o 7º Prêmio
MTur/Ebape-FGV de monografias sobre o setor de turismo e hotelaria. A
novidade deste ano é a inclusão da categoria doutorado.
Alunos, ex-alunos e professores de qualquer curso de
graduação, pós-graduação e doutorado
do país poderão inscrever seus trabalhos até 16 de
julho de 2010. Para mais informações, acesse o site
www.ebape.fgv.br/pp/neath ou entre em contato pelo e-mail neath@fgv.br
ou pelo telefone (21) 3799-5475.
Ministro empossa integrantes e destaca abertura à sociedade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:39 hs.
08/06/2010 - Ao dar posse a nove educadores no Conselho Nacional de
Educação (CNE), o ministro da Educação,
Fernando Haddad, destacou nesta segunda-feira, 7, os resultados da
reformulação ocorrida no órgão em 2006.
“O Conselho está em novo patamar, com
condições de exercer funções de Estado,
além de ser um colegiado que se abriu para a sociedade”,
afirmou. Dos nove conselheiros empossados, dois foram reconduzidos por
mais quatro anos e sete assumiram novos mandados, com igual
duração.
Na reformulação, o CNE deixou as funções
administrativa e burocrática para se dedicar à doutrina
da educação do país. O Conselho tem 24 membros,
que representam as cinco regiões do país e diversas
áreas do conhecimento. Entre as atribuições do
órgão está a de assessorar o ministro da
Educação.
Numa breve retrospectiva das atividades do CNE nos último quatro
anos, Haddad disse que o período foi produtivo tanto na
quantidade de ações quanto na qualidade do trabalho
desenvolvido. Isso, segundo o ministro, dá segurança aos
gestores públicos estaduais e municipais.
Interação mais ampla com a sociedade e com o Poder
Legislativo e a definição de uma série de
diretrizes, que abrangem da educação infantil ao ensino
médio, da educação de jovens e adultos ao marco
regulatório da educação superior, também
foram iniciativas lembradas por Haddad. Avanços como a
obrigatoriedade da educação dos quatro aos 17 anos, a
definição do piso salarial nacional dos professores da
educação básica pública e o fim da
desvinculação dos recursos da União (DRU) para a
educação são ações que tiveram a
contribuição decisiva do CNE e do Congresso Nacional,
segundo o ministro.
Posse — Constituída por 12 membros, a Câmara de
Educação Básica do CNE teve três
conselheiros reconduzidos — Maria Izabel Azevedo Noronha e Mozart
Neves Ramos tomaram posse nesta segunda-feira; Regina Vinhaes Gracindo
será empossada posteriormente. Como novos integrantes, assumiram
Nilma Lino Gomes e Rita Gomes do Nascimento.
Na Câmara de Educação Superior, tomaram posse cinco
novos conselheiros — Arthur Roquete de Macedo, Gilberto
Gonçalves Garcia, Luiz Antônio Constant Rodrigues da
Cunha, Paschoal Laércio Armonia e Reynaldo Fernandes.
Fonte: MEC
Câmara: Comissão promove debate sobre fortalecimento dos conselhos escolares
Fonte: Jornal da Educação
As propostas que visam fortalecer os conselhos escolares serão
debatidas nesta quinta-feira, 10, pela Comissão de
Educação e Cultura. A solicitação do
encontro foi feita pelos deputados Fátima Bezerra (PT-RN) e Iran
Barbosa (PT-SE). De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, os conselhos escolares são formados por
representantes das comunidades escolar e local e atuam na
definição das normas de gestão do ensino
público.
A audiência, que terá início às 10h, no
plenário dez, contara com a presença do professor Walter
Pinheiro Barbosa Júnior, da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN); e o professor Genuíno Bordignon, da
Universidade de Brasília (UnB). A deputada Fátima Bezerra
sugeriu a audiência para esta semana para aproveitar a
realização do 2º Encontro Nacional de Fortalecimento
dos Conselhos Escolares, que ocorre em Brasília entre os dias 8
a 11 de junho.
(IPAE 039 - 06/10)
Reitor da UCPel é eleito Presidente de Comissão do ProUni
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:58 hs.
08/06/2010 - O Reitor da Universidade Católica de Pelotas
(UCPel), Alencar Mello Proença, acaba de ser eleito para mais um
cargo representativo na educação superior brasileira.
Proença foi escolhido por unanimidade para a presidência
da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social (CONAP)
do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A CONAP é vinculada à Secretaria de
Educação Superior (SESu) do Ministério da
Educação. Sua função é exercer o
acompanhamento e controle social dos procedimentos operacionais de
concessão de bolsas do ProUni, visando ao seu
aperfeiçoamento e consolidação. Também se
propõe a interagir com a sociedade civil, recebendo queixas,
denúncias, críticas e sugestões para
apresentação à SESu e propor diretrizes para
organização de comissões de acompanhamento local.
O mandato da presidência é de um ano.
Presença
Além de reitor da UCPel, Proença é vice-presidente
do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e
vice-presidente do Conselho Deliberativo da Fundação
Cultural Piratini, que administra a TVE e a FM Cultura de Porto Alegre.
Fonte: Assessoria de Comunicação Universidade Católica de Pelotas
Fonte: Portal Universia
Lula prepara pacote de bondades para universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs.
05/06/2010 - Propostas que regularizam vínculo com
fundações e facilitam compra de equipamentos foram
apresentadas pelo ministro Sérgio Rezende
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com os ministros
Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e Fernando
Haddad, da Educação, uma série de medidas para as
instituições federais de ensino superior. No encontro,
ocorrido nesta quarta-feira, 2 de junho, discutiu-se o decreto que
regula o vínculo entre universidades e fundações
de apoio e a medida provisória que facilita a compra de
equipamentos para fins científicos. Também participaram
do encontro representantes do Ministério do Planejamento e da
Casa Civil.
O assunto ainda é tratado a sete chaves pelo governo. Fontes do
Ministério da Ciência e Tecnologia confirmam que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com as propostas.
O anúncio deve ser feito por Sérgio Rezende nos
próximos dias.
“A sugestão de tornar as fundações
vinculadas às universidades e pertinentes às
funcionalidades das mesmas foram acatadas”, adiantou Gustavo
Balduíno, secretário-executivo da
Associação Nacional dos Dirigentes das
Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Balduíno afirma que a definição do presidente
já era esperada. “Tínhamos essa expectativa porque
o Lula reafirmou a necessidade da autonomia universitária na
4ª CNCTI”, disse. A indefinição está em
como a regulamentação será feita.
“Não importa qual será o instrumento desde que se
transforme em lei”, disse o secretário-executivo.
Atualmente, a compra de materiais para pesquisa é regida pela
Lei nº 8.666 de 1993. Conhecida como Lei das
Licitações, ela não prevê
alterações em prazos e valores depois de contratos
fechados. Com isso, a imprevisibilidade característica dos
projetos científicos e a necessidade de agilidade para
colocá-los em prática não é contemplada.
Não existem leis que regularizem as relações entre
as fundações e as universidades. A intenção
é criar uma lei que garanta a transparência das entidades
de apoio.
Fonte: Correio Braziliense
Audiência discutirá sobre universidades comunitárias
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:56 hs.
08/06/2010 - BRASÍLIA - A Comissão de
Educação e Cultura promove nesta terça-feira (8)
audiência pública para discutir uma proposta elaborada
pelas universidades comunitárias para regulamentar o setor. Essa
proposta vem sendo discutida desde 2008 e sua redação foi
concluída no início de 2010. O texto ainda não
tramita na Câmara.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que solicitou o debate,
lembra que a legislação brasileira não contempla a
figura de entidade pública não-estatal nem regulamenta o
ensino superior comunitário. Segundo a deputada, a falta de
regulamentação limita a cooperação entre as
universidades comunitárias e o Estado.
“No momento em que forem mais apoiadas pelo poder público,
essas instituições podem ser fator de rápido
incremento da inclusão de jovens na educação
superior”, diz Maria do Rosário.
A deputada lembra que, atualmente, apenas 13% dos jovens de 18 a 24
anos estão na universidade. A meta do Plano Nacional de
Educação, no entanto, é aumentar esse percentual
para 30% até 2011.
Maria do Rosário é presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Comunitárias.
Foram convidados para a audiência:
- o presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Vilmar Thomé.
- o presidente da Associação Nacional de
Educação Católica do Brasil (Anec), padre
José Marinoni;
- o presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), Paulo Ivo Koehntopp;
- o presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), Ney José Lazzari;
- o reitor da UniEvangélica, Carlos Hassel Mendes da Silva;
A audiência será realizada às 14h30, no plenário 10.
Fonte: Jornal DCI
Começa orientação sobre uso da cadeirinha nos carros
Fonte: Jornal de SC, 5 e 6/06/2010
A partir desta segunda-feira, 20 mil alunos de escolas públicas
e particulares de Blumenau vão começar a receber
orientações sobre o uso da cadeirinha, bebê
conforto e assento de elevação nos carros. A
ação faz parte da “Blitz Educativa”, que
pretende fazer com que as próprias crianças levem as
orientações aos pais. Uma equipe da Escola Pública
de Trânsito percorrerá os colégios distribuindo
flayers e explicando sobre as novas normas.
A fiscalização dos agentes de trânsito sobre o uso
dos equipamentos começa quarta-feira. Mas em Blumenau as multas
só serão cobradas a partir do dia 9 de julho. Conforme o
gerente da Escola Pública de Trânsito, Délcio
César Dallagnollo, o prazo é dado para motoristas se
adaptarem à legislação.
A penalidade está prevista no artigo 168 do Código de
Trânsito Brasileiro, considerando a infração
gravíssima.
Fique atento!
Crianças até 1 ano: transporte sempre em cadeirinha tipo
“bebê conforto”, presa ao cinto de segurança,
preferencialmente no meio do banco traseiro e de costas voltadas para a
frente do carro.
Crianças de 1 a 4 anos: transporte sempre em cadeira especial,
de frente para o painel e presa ao cinto de segurança,
preferencialmente no meio do banco traseiro do carro.
Crianças de 4 a 7anos e meio: transporte sempre em assento de
elevação, presa ao cinto de segurança três
pontos. O assento que não pode ser improvisado eleva o tronco da
criança para a posição adequada, propiciando um
maior conforto e, no caso de acidente, afasta o perigo de
estrangulamento.
Lâmpadas economizadoras de energia são perigosas à saúde
Fonte: Consumidor-RS
Estes tipos de lâmpadas, que são chamadas de
poupança de energia ou lâmpadas de baixa energia, se elas
se partem causam sério perigo! Tanto que todos vão
ter que sair da sala, pelo menos, durante 15 minutos. O alerta é
do Ministério da Saúde britânico.
Essas lâmpadas contém mercúrio (venenoso), que
causa enxaqueca, desorientação, desequilíbrios e
diferentes outros problemas de saúde quando inalado. E muitas
pessoas com alergias, causa-lhes problemas de pele e outras
doenças graves apenas tocando esta substância ou inalando.
O ambiente onde a lâmpada quebrar deve ser limpo através
de vassoura ou escova normal e os resíduos mantidos num saco
lacrado e jogado fora de casa, no lixo para materiais perigosos.
Além disso, o ministério alertou para não limpar
os restos da lâmpada partida com o aspirador de pó, pois
iria espalhar a contaminação para outros lados da
casa quanto estiver usando o aspirador de pó novamente.
Aviso: O mercúrio é perigoso, até mais venenoso que o chumbo ou arsénio.
Autor: Agências
Revisão e Edição: Redação
Seminário em Londres apresentou o Brasil como destino estratégico de investimentos estrangeiros
Fonte: ApexBrasil
Evento mostrou a investidores do Reino Unido o País como ambiente propício para negócios e investimentos
O evento Doing Business in Brazil, realizado em Londres no dia 4 de
junho e organizado pela Apex-Brasil, em parceria com o Financial Times,
apresentou a investidores do Reino Unido o Brasil como ambiente
propício para negócios e investimentos internacionais. Os
benefícios da diversificação dos investimentos em
setores não tradicionais como semicondutores e private equity
& venture capital também estiveram na pauta.
A Conferência mostrou o Brasil como um país
estratégico para investimentos estrangeiros diretos e forneceu a
mais de 130 investidores informações sobre a
macroeconomia brasileira e sobre oportunidades em diversos setores. O
evento destacou ainda a atual situação do país
queé a nona maior economia do mundo, a maior da América
do Sul e com indicação de ser a quinta potência
econômica do planeta nos próximos anos, segundo
consultorias econômicas de todo o mundo.
O potencial brasileiro para receber investimentos do Reino Unido foi
debatido em um painel com a participação de
representantes do BNDES, da United Kingdom Trade & Investment
(UKTI) e da PricewaterhouseCoopers. "O Brasil está em nosso foco
porque é um país grande e um mercado que não pode
ser ignorado pelos investidores", disse o diretor da UKTI, Nicholas
Armour, que destacou ainda a importância dos investidores
ingleses estarem no mercado brasileiro e sul-americano. "Nossos
principais competidores na Europa, Alemanha, França e
Itália estão tendo bons resultados no mercado brasileiro,
e deveríamos estar também. Organizações
como a Apex-Brasil e a UKTI podem ajudar nossos investidores a conhecer
o mercado e fazer do Brasil o destino de seus investimentos", completou.
A diretora da PricewaterhouseCoopers, Yael Seltin, ressaltou que o
crescimento da classe média no Brasil é um dos pontos
importantes a serem considerados pelos investidores: "Há uma
determinação do governo brasileiro em ver o país
crescer e há grandes oportunidades em setores como
infraestrutura, equipamentos e produtos médicos e
farmacêuticos, por exemplo". Seltin destacou ainda a
importância em saber em que o Brasil está crescendo, e que
o investidor deve ficar atento a nichos específicos do mercado.
O responsável pelo escritório do BNDES em Londres, Jaime
Gornsztein, destacou alguns dos setores mais atraentes no Brasil: "Os
setores de infraestrutura, geração de energia,
transportes e petróleo e gás estão em crescimento
no país e requerem investimento e tecnologia, que podem
representar oportunidades para o Reino Unido". Gornsztein ressaltou que
há recursos de financiamento também para setores
não tradicionais como o de semicondutores. "O setor de TI
também é interessante, pois o Brasil possui tecnologias
avançadas usadas nas eleições e na
declaração de renda, por exemplo, que podem ser trazidas
ao Reino Unido, por meio de joint ventures ou outras parcerias entre
empresas e investidores brasileiros e ingleses", complementou.
A editora da FDI magazine, Courtney Finger, destacou que o Brasil pode
ser também uma plataforma para se alcançar os mercados da
América Latina: "O Brasil já ocupa uma
posição estratégica do ponto de vista regional e
global e tem oportunidades de negócios a oferecer ao mundo. Esse
evento foi importante para aumentar o interesse dos investidores do
Reino Unido e possibilitar um maior conhecimento sobre o país".
A gerente de investimentos da Apex-Brasil, Márcia Nejaim,
apresentou um panorama sobre a macroeconomia brasileira e o clima de
investimentos no país, apontando oportunidades em setores como
energia, petróleo e gás, tecnologia, indústria de
informática e comunicação, setor
imobiliário, automotivo, aeroespacial, entre outros: "O
Brasil está em uma posição estratégica e
sustentável, há mais empregos, um grande mercado interno
e uma indústria desenvolvida. O país está
preparado para enfrentar desafios e receber investidores dos mais
diversos setores, inclusive dos menos tradicionais como os de
semicondutores e private equity & venture capital". Márcia
complementou dizendo que o Brasil "também vem sendo
incluído nas estratégias de pesquisa e desenvolvimento de
diversas multinacionais".
Sessões paralelas apresentaram detalhes sobre setores que
oferecem oportunidades, com informações sobre o mercado
brasileiro, programas governamentais, legislação e alguns
estudos de caso.
O evento teve ainda a participação de representantes do
Ministério de Ciência e Tecnologia, do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da
ABDI e da Associação Brasileira de Private Equity &
Venture Capital.
Para mais informações visite o site www.apexbrasil.com.br
ou entre em contato através do e-mail imprensa@apexbrasil.com.br
ou do telefone (61)3426-0724.
Autor: Imprensa
Revisão e Edição: Carlos Alexandre Machado
"Podemos antecipar o futuro"
Marina Silva, em entrevista exclusiva, diz que não está
nem à direita nem à esquerda, mas à frente, e que
levará o Brasil à condição de
potência ambiental
Marina Silva define o seu perfil como candidata do Partido Verde à Presidência da República
Fonte: RS Notícias
Ex-ministra fala sobre reforma na segurança pública e
estratégias contra a dependência química
MARINA E O VICE
A equipe que entrevistou a candidata do PV, da esquerda para a direita:
Carlos José Marques, diretor editorial; Luiz Fernando Sá,
diretor editorial-adjunto; Marcelo Tas, colunista de ISTOÉ;
Paulo Lima, colunista de ISTOÉ; Delmo Moreira, editor executivo
de ISTOÉ; Ricardo Boechat, colunista de ISTOÉ; Ricardo
Amorim, colunista de ISTOÉ; Mário Simas Filho, diretor de
redação de ISTOÉ, Yan Boechat, editor de
política; Octávio Costa, diretor da sucursal de
Brasília; Gisele Vitória, diretora
de redação da revista GENTE; Hélio Gomes, editor
executivo de ISTOÉ ONLINE; Leonardo Attuch, redator-chefe da
revista DINHEIRO; Joaquim Castanheira, diretor de redação
da revista DINHEIRO; e Caco Alzugaray, presidente executivo da Editora
Três
Marina Silva gosta de conceitos. Muitas vezes, parece uma professora
aplicada, disposta a entrar em minúcias para se fazer entender
pelos alunos. É sempre firme, mas também sempre
simpática. A campanha eleitoral não mudou seu jeito. Ela
retocou a pintura, não ajeita mais os cabelos num coque muito
alto e ainda gosta dos vestidões que chamavam a
atenção mesmo quando frequentava o colégio de
freiras. Magérrima e bem-humorada, ela conta que algumas
fãs a abordam de um modo surpreendente: “Sabe o que mais
invejamos na senhora? São suas saboneteiras.” Marina diz
que jamais pensou em ser elogiada pelas clavículas salientes.
Junto com o candidato a vice, o empresário Guilherme Leal,
Marina explicitou seus planos para o Brasil numa entrevista exclusiva
à equipe de editores e articulistas de ISTOÉ. A seguir,
publicamos os principais trechos da entrevista:
Istoé – A candidata Dilma Rousseff se apresenta ao eleitor
como a extensão do governo Lula. Serra como uma espécie
de pós-Lula. E a sra., como se define?
Marina – Eu acho que pós-Lula todos somos. O Brasil
está fechando um ciclo de 16 anos em que conseguimos
estabilidade econômica e quebramos o paradigma de que primeiro
tinha que crescer para depois dividir o bolo. Neste período, se
distribuiu e cresceu ao mesmo tempo. Mas o que a gente faz com isso?
Considera o fim da história ou, em cima desse acúmulo
positivo, se transita para o futuro? Temos dito que não
estaremos nem à esquerda nem à direita, estaremos
à frente. Porque é disso que o Brasil e o mundo precisam:
integrar as conquistas do século XX para transitar para o que
chamamos de economia do século XXI.
Istoé – A sra. acha que temos condições de fazer isto?
Marina – O Brasil é o país que reúne as
melhores condições. Já somos um país
industrializado, com uma base de conhecimento e um avanço
tecnológico razoáveis, e temos a imensa vantagem de
nossos recursos naturais. O Brasil pode ser neste século XXI
aquilo que foram os EUA no século passado. Mas para isso
precisamos, além de ter essa visão generosa de um
país capaz de integrar desenvolvimento e
preservação dos recursos naturais, criar o processo e as
estruturas adequadas para encaminhar esta visão.
Istoé – A sra. se considera a candidata ideal para implementar este futuro?
Marina – Seria muito pretensioso eu dizer que sou a candidata que
antecipa o futuro. Mas participo deste movimento que acha que é
preciso antecipar o futuro. É o futuro das energias limpas.
Istoé – Ao final de quatro anos a sra. acredita que poderá se orgulhar de ter feito o quê?
Marina – Já estou orgulhosa por termos feito o Brasil se
posicionar de acordo com as exigências deste século, que
já sabe que os recursos naturais são finitos. E já
sabe que o nosso grande diferencial é contarmos com 11% da
água doce do planeta e 22% das espécies vivas. Temos a
maior área terrestre isolada do planeta e uma grande parte
agricultável. Eu me sentirei orgulhosa se o Brasil for capaz de
se colocar no lugar de potência ambiental.
Istoé – E como se caminha para isto?
Marina – Precisamos criar uma nova narrativa para os nossos
produtos. Basta fazer o dever de casa, passando no teste e não
mudando o teste como tentaram fazer aqui. Quando as pessoas falavam que
o governador Blairo Maggi tinha se convertido ao ambientalismo, eu
passava por cética. É que eu sabia o que estava
acontecendo em Mato Grosso. Saí do governo porque o governador
de Mato Grosso queria contrapor os dados do Inpe, que acompanha
desmatamento com altíssima tecnologia, reconhecida no mundo
inteiro, aos de uma Secretaria de Meio Ambiente que tinha acabado de
ser criada. O secretário, por sinal, foi agora preso numa
operação. Eles estavam fazendo apenas fraude
política com a questão ambiental e prejudicando o
agronegócio do Brasil. Mas saí vitoriosa e quem fez a
opção pelo que dizia o Mangabeira, pelo que dizia o
Blairo e pelo que dizia o ministro da Agricultura, se não
está politicamente derrotado, eticamente está.
Istoé – A sra. ficou chocada com o que enfrentou no governo?
Marina – Não consigo me vitimizar nessa
relação. Não quero fazer isso. Nunca vou fazer
isso. Eu tinha grandes aliados: os ministros Ciro Gomes, Luiz Dulci,
Tarso Genro, Márcio Thomaz Bastos. O ministro da Defesa sempre
foi meu aliado também. Seria impossível prender 725
pessoas, fazer 25 operações da Polícia Federal,
acabar com 1.500 empresas criminosas, inibir 35 mil propriedades de
grilagem na Amazônia se não contasse com uma base de apoio.
Istoé – Seu maior enfrentamento não foi com a ministra Dilma, então?
Marina – Não posso reduzir a questão à
Dilma. Eu discutia as questões de mérito com os ministros
dos Transportes, de Minas e Energia, da Agricultura, do Desenvolvimento
Agrário e da Ciência e Tecnologia.
Istoé – Nestes momentos a sra. já pensava em sair candidata à Presidência da República?
Marina – Não. Para mim isso se colocou como uma
equação a ser resolvida quando o PV me fez oficialmente o
convite.
Istoé – A sra. guarda alguma mágoa do presidente Lula?
Marina – De jeito nenhum. Aliás, de ninguém,
graças a Deus. Tenho carinho, respeito e gratidão por
ele. Eu tenho um investimento de 30 anos no presidente Lula,
defendendo-o das piores injustiças. Hoje, quando eu vejo minha
fé ser atacada como se eu fosse uma pessoa fundamentalista,
enxergo a época em que atacavam o Lula.
Istoé – Muitos empresários entendem ser
incompatível manter a taxa atual de crescimento com essas suas
propostas de investir mais em energias limpas, abrindo mão de
investimentos como Belo Monte. Como a sra. vê isso?
Marina – É perfeitamente possível. Quem disse que
as energias limpas são incompatíveis com a
geração de energia?
Istoé – Na quantidade necessária?
Marina – Sim, a nossa maior fonte de geração, 64%, é hidroeletricidade.
Istoé – E por que não Belo Monte?
Marina – A pergunta é: foram resolvidos os problemas de
Belo Monte? Há 20 anos que a índia Tuíra botou o
facão no pescoço do diretor da Eletrobras e os mesmos
problemas seguem ali presentes. Não ouviram as comunidades
indígenas, não resolveram os problemas de impacto
ambiental em relação ao rio Xingu. Vai um contingente de
100 mil pessoas só para fazer a obra. E agora ainda apareceu a
questão da viabilidade econômica do empreendimento. Ele
é praticamente subsidiado pelo governo. Não adianta a
gente fazer vista grossa para os problemas reais que Belo Monte tem.
Istoé – Há alguma hidrelétrica que a sra. aceita como modelo?
Marina –Todas têm impacto ambiental. O problema é a
capacidade de suporte dos ecossistemas em relação a esses
impactos. Há um empreendimento pequeno, São Salvador,
para 400 megawatts, que levou seis meses para a gente licenciar. Os
estudos de impacto ambiental eram exemplares, foram benfeitos.
Istoé – Mas há algum exemplo de maior porte?
Marina – Vários empreendimentos que foram viabilizados na
minha gestão. O mais complexo foi a usina do Madeira. Quando
cheguei tinha 45 obras na Justiça e resolvemos todos. Depois da
minha saída, o presidente do Ibama estava com 17 processos.
Guilherme Leal – Eu queria qualificar essa questão do
crescimento. Acho que não se advoga crescimento igual ao da
China. O Brasil não está preparado para crescer a taxas
de 7% a 10%. Nós não temos poupança de
investimento para sustentar crescimento a esses níveis. Quem
disser que é capaz de virar esta equação é
populista.
Istoé – O Partido Verde tem quadros suficientes para dar resposta a esses desafios?
Marina – A sociedade brasileira tem e isso é uma das
coisas que estamos inovando. Se formos pensar só no nosso
partido, obviamente não temos. Mesmo o PT, que possui 1,6
milhão de filiados, precisou buscar quadros como Meirelles,
Furlan, Roberto Rodrigues...
Istoé – A sra. quer PT e PSDB no seu governo?
Marina – Eu diria que há excelentes quadros em ambos e que ninguém poderia abrir mão deles.
Istoé – A sra. teve uma infância duríssima e
um histórico de doenças, com cinco malárias,
três hepatites, uma leishmaniose e ainda
contaminação por mercúrio. Como está sua
saúde hoje?
Marina – Graças a Deus está muito bem. Tenho
saúde para ser presidente da República. De fato,
enfrentei vários problemas na minha vida. Hoje estou bem,
graças a Deus e a tantos médicos e à ciência
que me ajudou. Eu inclusive tenho uma gratidão enorme pelo
Estado de São Paulo. Todas as vezes que os médicos diziam
que não tinha jeito para mim, na minha inocência, mas
também por intuição, eu pensava: “São
Paulo tem médico bom que vai me ajudar.” Quando, aos 19
anos, um médico previu minha morte, eu, uma menina ainda muito
tímida, falei que queria sair do hospital. Assinei os documentos
e vim para São Paulo, para o Hospital São Camilo.
Istoé – Como o presidente Lula a sra. teve uma origem
humilde, mas, diferentemente dele, sempre estudou, buscou se aprimorar.
Como a sra. compara estas situações?
Marina – São trajetórias diferentes, com
oportunidades diferentes e que não podem ser comparadas.
É assim mesmo: os seres humanos são diferentes e
únicos no mundo. A vantagem do presidente Lula é que ele
é uma pessoa fenomenal ou não estaria onde está.
Como lideranças, a gente tem que manejar o tempo todo essa coisa
do exemplo que está passando para as pessoas...
Istoé – Em alguns discursos, o presidente parece elogiar a falta de estudo...
Marina – Quando ele faz isso obviamente não é
educativo. Mas também se eu disser: “Olha, é
possível, se você estudar, se você se
esforçar, virar ministro, virar Pelé” igualmente
não seria educativo. Sou uma exceção e a
educação tem que ser a regra de oportunidade para todas
as pessoas. Vim de um seringal que tinha cerca de 300 famílias e
apenas uma pessoa, entre todas, conseguiu fazer faculdade,
começando pelo Mobral aos 16 anos. Logo, eu não posso
usar isso como uma regra. Foi uma pequena fresta que caiu para uma
pessoa em um palheiro, o que só prova uma coisa: se as
crianças tiverem educação de qualidade, da
educação infantil à universidade, todos têm
as mesmas potencialidades. Muitas pessoas às vezes tentam
até me usar: “Eles são preguiçosos, veja
você como conseguiu, venceu.” Eu não posso me
prestar a esse tipo de coisa.
Istoé – E em relação ao presidente Lula?
Marina – Às vezes, na tentativa de comunicar, ele
simplifica demais as questões e desfavorece essa coisa
educativa. Mas não quero ser injusta com Lula. Estamos falando
aqui de análise de discurso. Para que não pairem
dúvidas sobre o que eu penso: foi no governo Lula que
saímos de 600 mil vagas nas universidades para mais de um
milhão. O governo dele criou muitas oportunidades para muita
gente.
Istoé – Um dos papéis do vice na campanha é
alinhavar um pouco de apoio empresarial à candidatura. Como isso
está acontecendo, qual a receptividade?
Guilherme Leal – Não estou na função de
arrecadador para a campanha. Mas obviamente uma campanha não se
faz sem recursos. Eu acho que a sociedade brasileira, incluindo o
empresariado, percebe na candidatura Marina Silva a relevância de
um projeto novo para o País. Acredito que esse empresariado
está disposto sim a aportar recursos para fazer com que essa
campanha possa prosperar. Claro, não nos consideramos os primos
ricos dessa família de competidores. Sabemos que corremos por
fora, que temos 12% das pesquisas e isso tem um rebatimento nos
recursos de campanha.
Istoé – Quanto o sr. vai doar para a campanha?
Guilherme Leal – Esta é uma pergunta que não tem
resposta, até porque a doação não
está absolutamente definida.
Istoé – A sra. vai aceitar doação de bancos e de empreiteiras? Há algum limite estabelecido?
Marina –Temos feito essa discussão. Queremos que tudo seja
transparente e, em hipótese alguma, a função do
Guilherme nesse processo pode ser reduzida a isso. Ele é uma
liderança, um dos melhores filhos do setor empresarial
brasileiro.
Istoé – E um canal privilegiado para o setor empresarial?
Marina – Exatamente. É alguém que foi capaz de
antecipar o futuro, há 30 anos, com uma pequena empresa. Mostrou
que era possível juntar valores a um empreendimento
próspero. Queremos muitos contribuindo com pouco e alguns, na
medida do possível, contribuindo com um pouquinho mais. Toda vez
que eu pego carona no avião do Guilherme ele doa a hora-voo para
o Partido Verde para não ficar essa história de que
Marina está pegando carona no avião do Guilherme.
Istoé – Qualquer doador é bem-vindo?
Marina – Se o Blairo Maggi, por exemplo, quisesse doar para mim, eu não ia aceitar.
Istoé – Tem que ter ficha limpa para a doação?
Marina – Você também não pode presumir nenhum
tipo de condenação. Mas indústrias de armamentos
decidimos que não. É uma questão simbólica,
porque defendemos uma cultura de paz. A indústria de tabaco
também não.
Istoé – De uma empresa como a Vale do Rio Doce, a sra. aceitaria contribuições?
Marina – Acho que sim. Aceitei a contribuição da
Vale para fazer a conferência do meio ambiente. Não
é uma empresa marginal. É uma mineradora que faz coisas
de forma correta, sustentável, que não invade terra de
índios, não vejo problema.
Guilherme Leal – Quem contribuir para a campanha da Marina
não receberá medalha de bom cidadão, nem
certificação, nem direito a qualquer retorno. Este
é o critério.
Istoé – Qual é seu plano para a educação?
Marina – O Brasil está à beira de um apagão
de recursos humanos. Faltam engenheiros, geólogos,
químicos. Falta gente inclusive para os investimentos do
pré-sal. Hoje as empresas já estão cheias de
pessoas que vêm da China, da Índia. Um país
começa a se desqualificar para o futuro quando não
é capaz de suprir os empregos qualificados com seus
próprios filhos. Nosso país ainda tem 15 milhões
de jovens analfabetos. Aqui o professor não é valorizado,
não temos um processo de formação continuada. Se
você fizer um concurso para juiz, pode ser no cafundó do
Judas, que a pessoa vai lá e toma posse. Agora, um professor
não consegue ser deslocado nem para o bairro periférico
mais próximo do centro de São Paulo. Na classe
média, quando um sonhador diz que quer ser professor, os amigos
tentam dissuadi-lo.
Istoé – O que é necessário para mudar isto?
Marina – O professor necessita de tripla
valorização: uma valorização
simbólica do papel do professor, a remuneração e a
qualificação. E as escolas precisam ser premiadas pela
melhora que conseguem em relação a si mesmas. Com isto se
evitaria um ciclo vicioso: só vai dinheiro para
qualificação das escolas que já têm melhor
desempenho. As de desempenho pior são castigadas. E sem apoio
vão ficar ainda piores. Devemos dar uma cesta de oportunidades
para todas e se a escola, em relação a si mesma,
melhorar, se aumentam os recursos para ela.
Istoé – E os recursos para isto?
Marina – Estamos falando em aumentar, de cara, o investimento em
educação que hoje é de 4% do PIB para 5%. E
até 2014 chegarmos a algo em torno de 10%. Temos um dreno de 3%
do PIB só com a corrupção.
Istoé – Que métodos a sra. utilizaria para acabar com a corrupção?
Marina – O combate à corrupção depende de
duas coisas: de pessoas virtuosas para criar instituições
virtuosas e de instituições virtuosas para corrigir as
pessoas quando elas falham em suas virtudes, porque todos falhamos.
Então é necessário um Tribunal de Contas
independente, um Ministério Público atento e um Congresso
com autonomia para fazer essa fiscalização.
Istoé – A sra. já falou que Dilma, Serra e Lula
extrapolam a lei na campanha eleitoral. Essa constante
transgressão que se vê está ligada à cultura
da impunidade que costuma permear o meio político?
Marina – É isso que eu falo: a virtude das pessoas
é a virtude das instituições. Mas temos um
problema: o hiato entre a pré-campanha e a campanha. Não
há uma lei que regulamente como deve ser o comportamento
até a oficialização do nome na
convenção. E, na falta do regramento, as pessoas
vão pela linha cinzenta de extrapolar, o que não poderia
acontecer, principalmente quando se trata do presidente da
República.
Istoé – Como a sra. vê a política pública de combate às drogas no Brasil?
Marina – No caso do crack, o governo acabou de lançar um
programa que é muito baseado nas contribuições que
foram apresentadas em setembro do ano passado ao ministro Tarso Genro
pelo Luiz Eduardo, que é um dos meus coordenadores na parte de
segurança. Eu defendo, inclusive, uma reforma na
segurança pública no Brasil. Sem isto vamos ficar fazendo
puxadinho em cima de puxadinho, enquanto a base está deteriorada.
Istoé – E em relação à maconha?
Marina – Existem pessoas sérias que defendem a
liberalização da maconha. Eu defendo que se faça
um plebiscito para que a população possa debater esse
assunto. Eu não faço um discurso moralista para cima dos
que defendem, como se fossem pessoas degradadas que estão
propondo destruir os nossos jovens. Não, são pessoas
sérias, como o ex-presidente Fernando Henrique, o Gabeira e
tantos outros. Mas eu acho que a maconha também é uma
porta de entrada para outras drogas.
Istoé – Sobre a questão do aborto e da união
entre pessoas do mesmo sexo a sra. também fará um
plebiscito?
Marina – Essa questão não tem como ser apenas
prática. É por isso que entra o plebiscito. O que
está colocado aí é a questão da vida da
mulher que faz isso e também da vida que a sociedade protege
como um princípio. Temos todos esses aspectos
filosóficos, morais, éticos, científicos.
Istoé – A sra. tem arrebatado muito apoio, mas nas
pesquisas seus índices não têm se alterado muito. A
sra. acredita numa virada?
Marina – No livro “Memórias Póstumas de
Brás Cubas”, de Machado de Assis, o personagem diz sobre
uma moça: “Bonita, porém coxa. Mas por que coxa se
bonita? Mas por que não bonita se coxa?” Parece isso
quando falam que eu arrebato, mas não tenho voto. Por que
arrebata se não vota? Por que não vota se arrebata?
Nós estamos apenas no começo e 12% nesse começo
é muita coisa. O presidente Lula está há
três anos falando da Dilma. O governador Serra era candidato
desde que perdeu e o Ciro Gomes estava até um dia desses
empatado comigo. É um bom começo.
Fonte: ISTOÉ Independente
Autor: Redação
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Brasil quer ter banco de código de barras genético
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:30 hs.
05/06/2010 - O Ministério da Ciência e Tecnologia deve
lançar ainda este mês edital de R$ 5 mi para pesquisas
Reduto de biodiversidade, o Brasil ficou para trás em pesquisas
genéticas no setor. O Ministério da Ciência e
Tecnologia promete começar este mês a tirar o atraso,
lançando um edital que destina R$ 5 milhões a pesquisas
sobre códigos de barras genético, os barcodes. O termo se
refere à técnica pela qual cientistas criam arquivos com
dados do sequenciamento de um gene específico de algum ser vivo.
A ideia é montar um banco no qual, a cada espécie,
corresponda um barcode.
A Ararajuba já tem um código de barras depositado no Bold, no Canadá
O código pode ajudar a impedir o contrabando de animais e
plantas, porque facilita a identificação de
espécies em fronteiras e aeroportos. Faz parte de um arsenal de
instrumentos que revolucionou estudos sobre biodiversidade, hoje
orientados para a preservação da riqueza genética
das espécies.
“Do ponto de vista da biodiversidade, o ideal é sequenciar
e criar barcodes para ao menos cinco exemplares de cada espécie,
o que diminui o risco de deixar de fora indivíduos
isolados”, diz a professora Cristina Miyaki, do Instituto de
Biociências da Universidade de São Paulo. “Nunca se
pode garantir que toda uma espécie estará representada na
amostragem.”
Já existe um arquivo de barcodes, o Bold, alimentado por
pesquisadores do mundo todo. Ele é parte do programa
International Barcode of Life (Ibol), criado pelo Canadá, com
investimento total de US$ 76 milhões. “Estamos atrasados
nesse setor. O Brasil foi convidado para ser a sede regional do Ibol,
mas declinamos. Hoje, quem faz este papel é a Argentina”,
diz Fabrício dos Santos, professor de Genética da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
“Sabemos que vários países estão investindo
nisso. A China anunciou US$ 30 milhões. O México, a
Índia e o Quênia têm programas nacionais de
barcodes. É uma prioridade, mas antes temos de organizar nossa
rede de pesquisadores”, alega o assessor técnico da
Coordenação de Ecossistemas do ministério, David
Oren. “O ideal seria ter um banco de dados no Brasil.”
Enquanto isso não ocorre, vários brasileiros têm
colaborado com o Bold. Cristina foi ao Canadá para sequenciar e
“etiquetar” espécies como ararinha-azul e ararajuba.
O pesquisador Maurício Zenker, da Universidade Federal do
Paraná, deve remeter amostras de mariposas para o Ibol. "Ainda
não temos base legal para enviar amostras com segurança.
É preciso deixar alguém como fiel depositário
aqui.”
Karina Ninni - Especial para O Estado
Fonte: Estadão
Falta de mão de obra pode durar dez anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs.
05/06/2010 - Se o Brasil se tornar um dos principais produtores de
petróleo do mundo, sofrerá com falta de mão de
obra especializada, avalia Paulo Pontes, presidente da unidade
brasileira da Michael Page, empresa inglesa especializada em
recrutamento de executivos para média e alta gerência.
Essa carência, entretanto, deverá estar suprida daqui a 10
anos. Instituições de Ensino Superior estão se
especializando na formação de profissionais para o setor.
Fonte: Correio do Povo - Porto Alegre
Cientistas querem usar lama para produzir energia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.
05/06/2010 - Bactéria encontrada no lodo produz eletricidade.
Custo de usinas para captar essa energia é menor que de
hidrelétricas.
Pesquisadores do Rio Grande do Sul encontraram uma forma de gerar energia elétrica a partir da lama.
Cerca de três mil navios circulam por ano no porto do Rio Grande
(RS). Para garantir esse movimento, embarcações cavam
buracos debaixo da água e sugam a areia para aumentar a
profundidade do canal. O trabalho tem que ser feito todos os anos. Ao
todo, são retirados 1,5 milhão de metros cúbicos
de material.
Todo o lodo é jogado fora. E os cientistas da Universidade Federal do Rio Grande querem acabar com o desperdício.
Segundo os pesquisadores, a lama contém altas
concentrações de uma bactéria conhecida como
micróbio elétrico. Essa bactéria se alimenta de
restos de peixes, algas e vegetais que estão na lama. No final
da refeição, produz energia elétrica que é
liberada em forma de pequenas partículas chamadas de
elétrons.
Os pesquisadores montaram uma pequena usina no laboratório.
Placas de grafite captam a energia liberada pelas bactérias, que
segue por fios até uma bateria. A energia liberada é
suficiente para carregar um celular.
Os cientistas vão propor a construção de uma usina
em tamanho industrial. A energia produzida no local será
suficiente para abastecer uma cidade com 500 mil habitantes.
A maior vantagem é a economia, dizem os pesquisadores. O custo
de uma usina desse tipo é menor do que o das
hidrelétricas. E a matéria prima viria das obras de
dragagem do porto.
Fonte: VNews - São José dos Campos
Ministros ignoram ordem para cortar gastos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:46 hs.
05/06/2010 - Brasília - Menos de uma semana depois do
anúncio do novo corte de R$ 7,5 bilhões nas despesas da
União, ministros que deveriam reduzir despesas de suas pastas
decidiram ignorar restrições para gastar. "Não
haverá cortes", diz o ministro da Educação,
Fernando Haddad, um dos mais atingidos, com R$ 1,3 bilhão
subtraído da pasta.
Como Haddad, os colegas que também sofreram cortes em suas
pastas tampouco trabalham com a revisão de metas de programas e,
muito menos, com a possibilidade de parar obras em ano eleitoral. A
aposta generalizada é que os limites de gastos impostos agora
vão desaparecer no segundo semestre em decorrência do
esperado aumento na arrecadação de tributos da
União.
Esse entendimento enfraquece o discurso da equipe econômica que,
só neste ano, bloqueou um total R$ 31,8 bilhões de gastos
para mostrar compromisso com as metas fiscais (3,3% do PIB de economia
para pagamento de juros). O corte mais recente chegou a R$ 10
bilhões com o bloqueio de gastos de pessoal e subsídios.
Esse último corte não passou de um sinal - possivelmente
ineficaz - de que o governo faz a sua parte no esforço para que
o Banco Central (BC) não tenha de agir sozinho, aumentando a
taxa básica de juros (Selic), para conter o ritmo mais acelerado
da economia e, consequentemente, a inflação. Gastos
públicos elevados pressionam a atividade econômica.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: VEJA On-line
Indicação que solicita ao Governador que seja retirado o
PLC 071/2009 que "Cria a Fundação Estadual de
Meteorologia e Pesquisas do Clima de Santa Catarina - CLIMESC
Fonte: Gabinete do Deputado Pedro Uczai
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INDICAÇÃO Nº 317/2010
Solicita ao Governador do Estado providências visando à
retirada de tramitação do Projeto de Lei Complementar
nº 071/2009, que tramita nesta Casa Legislativa.
O Deputado que esta subscreve, com amparo nos artigos 204/206 do Regimento Interno e considerando que:
- tramita na Assembléia Legislativa os Projeto de Lei
Complementar nº 071/2009, de autoria governamental, que
“Cria a Fundação Estadual de Meteorologia e
Pesquisas do Clima de Santa Catarina - CLIMESC e estabelece outras
provi-dências”;
- esse Projeto não corresponde aos anseios da maioria dos
servido-res da Epagri e também da das entidades representativas
ligadas a temática; e
- em Audiência Pública realizada no Plenarinho desta Casa
Legisla-tiva, em 28 de abril do corrente ano, com a
participação de vários parlamentares e entidades
representativas ligadas ao assunto, foi manifestada a proposta do mesmo.
REQUER seja encaminhada ao Governador do Estado de Santa Catarina, a seguin-te INDICAÇÃO:
“A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA,
ACOLHENDO PROPOSIÇÃO DO DEPUTADO PEDRO UCZAI, SOLICITA A
VOSSA EXCELÊNCIA A RETIRADA DE TRAMITAÇÃO DO
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 071/2009, EM CONFORMIDADE COM AS
PRERROGATIVAS CONSTITUCIONAIS. ATENCIOSAMENTE, DEPUTADO GELSON
MERÍSIO – PRESIDENTE”.
Sala das Sessões, em
Deputado Pedro Uczai
Novo período de inscrições no Sisu é aberto esta semana
Fonte: Jornal da Educação
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre na
próxima quinta-feira, dia 10, novas inscrições. Os
estudantes interessados terão até o dia 14 de junho para
entrar no sistema e se candidatar a uma das 15 mil vagas esperadas para
este semestre em instituições públicas de ensino
superior.
Diferentemente do ocorrido no ano passado, os candidatos poderão
escolher este ano até duas opções de cursos, com a
possibilidade de mudança de curso ou instituição
durante o período de inscrições. Diariamente
serão divulgas as notas de corte de acordo com as
inscrições dos estudantes.
Os estudantes que forem selecionados para o curso de sua primeira
opção serão retirados do sistema, mas aqueles que
se classificarem para a segunda opção ou não
conseguirem média em nenhum dos cursos escolhidos ficarão
em uma lista de espera, que preencherá as vagas restantes.
O Sisu, que foi criado em 2009 pelo Ministério da
Educação, possibilita a entrada dos estudantes em
universidades públicas através da nota do Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem).
(IPAE 033 - 06/10)
Premiação incentiva pesquisa para jovens cientistas
Fonte: Jornal da Educação
O concurso Prêmio Jovem Cientista completa este ano 24
edições como um projeto de sucesso no incentivo à
pesquisa. Em 2010, estudantes do ensino médio, ensino superior e
graduados têm de apresentar trabalhos sobre o tema "Energia e
Meio Ambiente – Soluções para o Futuro”.
Entre os benefícios estão: bolsas do CNPq (Conselho
Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico),
equipamentos de informática e R$ 145 mil em prêmios.
O objetivo da premiação é incentivar jovens
pesquisadores na resolução de problemas cotidianos. No
total farão parte do concurso cinco categorias: graduado,
estudante do ensino superior e estudante do ensino médio,
orientador e mérito institucional e uma menção
honrosa ao pesquisador doutor, que recebe R$ 15 mil. As
inscrições chegam ao fim às 18h do dia 30 de junho.
Mais informações: www.jovemcientista.cnpq.br.
(IPAE 034 - 06/10)
Portugal e Congo assinam acordo para ensino de português nas escolas do país africano
Fonte: Jornal da Educação
Foi assinado, na última sexta-feira (4), um acordo entre o
governo de Portugal e do Congo que prevê o ensino de
língua portuguesa nas escolas do país africano já
em 2011. A aliança também conhecida como Congo-Brazaville
se deve à proximidade da nação à Angola e
São Tomé e Príncipe, países falantes do
idioma, e pertencentes da Comunidade Econômica dos Estados da
África Central.
O ensino deve começar já em setembro de do ano que vem e
a primeira experiência será com diplomatas congoleses.
Atualmente, já existe o ensino de português como
língua estrangeira em vários países africanos onde
o idioma não é oficial. É o caso de Senegal,
Namíbia, Suazilândia, Costa do Marfim e África do
Sul.
(IPAE 035 - 06/10)
Meio milhão de docentes dá aulas sem formação ideal
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 07/06/2010
Meio milhão de professores da educação
básica ensina, nas salas de aulas da rede pública
brasileira, disciplinas sobre as quais não aprenderam durante o
curso superior. Nos mais variados colégios brasileiros,
profissionais formados em matemática dão aulas de
física e professores de educação física
dão aulas de biologia, por exemplo. Eles representam quase um
quarto dos 1.977.978 educadores dessa etapa. Dados do Censo Escolar
2009 tabulados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que pouco mais da
metade (53,3%) dos professores que atuam no ensino médio na rede
pública têm formação compatível com a
disciplina que lecionam. O total é de 366.757. Nas séries
finais do ensino fundamental, etapa na qual as matérias
começam a ser dadas por professores de áreas
específicas, a proporção é ainda menor:
46,7% de 617.571 docentes. O levantamento feito pelo Inep considerou
apenas a inadequação dos professores que já
possuem diploma de curso superior. A quantidade de docentes que atua
nos colégios brasileiros sem ter freqüentado uma
universidade também é grande: 152 mil, como divulgou o
iG. Os números revelam que a maior distorção
está na área de exatas, na qual os profissionais formados
nos cursos de licenciatura do País são insuficientes para
suprir a demanda.
Segundo o censo, nas séries finais do ensino fundamental, apenas
5% dos professores de física têm licenciatura na
área. Em química, apenas 10,4% dos docentes têm
formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em
língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui
professores com formação adequada para o ensino da
matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de
profissionais da área. No ensino médio, as áreas
que “lideram” as estatísticas da
inadequação entre diploma universitário e
matéria dada em sala de aula são um pouco diferentes do
fundamental. Além da física, em que apenas 25,1% dos
docentes que lecionam a disciplina têm formação na
área, em química, 28% dos profissionais dão aulas
sem qualificação adequada. Faltam
também professores especialistas de
língua estrangeira e de educação artística,
por exemplo.
Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos
Dirigentes Municipais de Educação (Undime), afirma que a
realidade preocupa os gestores. “A formação dos
professores tem tudo a ver com a qualidade de ensino. Não
há como pensarmos em melhorar a educação sem
investirmos nisso”, afirma. Um estudo feito pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes), com base nos dados do Censo Escolar de
2007, mostra que os Estados com maior número de professores sem
formação adequada (incluindo aqui os docentes leigos que
atuam nas redes) são os que têm pior desempenho do
Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb). O presidente da Undime, que é
secretário municipal de Educação na cidade de
Castro, no Paraná, diz que os dirigentes são
“obrigados” a contratar profissionais sem a
qualificação ideal. Ele conta que, quando começou
a gerenciar o sistema educacional de Castro, em 2005, 43% dos
professores não tinham curso superior. Hoje, o número
caiu para 28%.
“Ainda hoje contratamos professores que só possuem ensino
médio porque existe uma lacuna muito grande a ser preenchida.
Faltam professores nas áreas de biologia, química,
física. Mas, junto a isso, investimentos em
formação. Os que não têm
graduação vão para a universidade e os que
têm fazem pós. Temos de fazer um planejamento a longo
prazo”, pondera. Para isso, reforça Carlos Eduardo, a
União precisa investir mais recursos em estados e
municípios. Professora eventual da rede pública de
Santos, litoral de São Paulo, Daiane Santos ainda não
terminou a faculdade e já enfrenta as dificuldades da
profissão. Prestes a se formar em história, ela passa a
semana preparando aulas de matemática para os alunos do 7º
ano do ensino fundamental. Ao passar no concurso para
temporários, Daiane teve de procurar por vagas ociosas de
professores efetivos para conseguir dar aulas. Só conseguiu em
matemática, na
qual a escassez de profissionais é grande. “O
professor que seria o ‘dono’ dessas aulas está em
licença e deu a entender que não deve voltar neste ano.
Então eu devo continuar com as aulas dele”, conta.
Para preparar o conteúdo, ela se vale do fato de ter
concluído o ensino médio há poucos anos.
“Não estou tendo dificuldades para rever as
matérias e ensinar. Meu problema, às vezes, é com
alunos que rejeitam o fato de eu ser professora substituta e acham que
não precisam fazer os exercícios, mas até isso eu
consigo contornar”, garante. Jussara Regina Avele Knopik leciona
matemática para turmas de 2º e 3º anos do ensino
médio há quatro anos. Concursada para trabalhar 40h na
rede estadual do Paraná, ela também é escalada
para atuar como professora de física. As aulas de física,
como conta, sempre “sobram” na escola, por falta de
professores. Como gosta do assunto, ela procurou fazer novos cursos
para aprender mais do que o estudado na faculdade, onde teve aulas de
física por quatro semestres. Ela já fez cinco, incluindo
um em astrofísica, oferecido pelo MEC em parceria com o
Observatório Nacional. “Quando tiver mais tempo, quero
fazer um curso de ensino a distância na área”,
afirma.
Veridiana Dias, de Arealva, interior de São Paulo, também
é professora temporária. Por causa disso, não
escolhe a aula que é capacitada para dar. Quando a escola da
rede estadual que a contrata chama, ela tem de lecionar o que vier.
“Eu moro perto da escola e, às vezes, eles me ligam no
horário da aula porque o professor faltou e não avisou
com antecedência. Tenho de ir com a cara e com a coragem, sem ter
tempo de me preparar”, conta a docente, formada em letras, com
habilitação em português e espanhol, e que
já teve de lecionar física, sociologia e inglês. A
experiência tem sido tão desagradável que
Veridiana, mesmo tendo passado no concurso para efetiva, pensa em
deixar a carreira na rede pública em breve. “Estou fazendo
pós-graduação em espanhol e pretendo trabalhar com
empresas ou na rede particular”, lamenta. (IG)
Alunos mais bem colocados no Enade não estudam apenas nas vésperas das provas
Fonte: Clippping Educacional Consae - Folha Online, 06/06/2010 - São Paulo SP
ANGELA PINHO DE BRASÍLIA
André, 26, é frei franciscano em Petrópolis (RJ).
Pedro, 30, vive em uma chácara nos arredores de Brasília,
onde sua família cultiva maracujá. Vivian, 27, morava em
uma favela no Rio, de onde saiu graças a bolsas que ganhou
durante a faculdade. Com perfis bem distintos do típico aluno
aplicado de classe média, os três ficaram em primeiro
lugar nos seus respectivos cursos no Enade, o exame do
Ministério da Educação que é dirigido aos
universitários. A Folha obteve a lista (veja abaixo) dos 48
estudantes mais bem colocados em cada um dos cursos avaliados em 2007 e
2008 --os resultados de 2009 ainda não saíram. Eles
serão contemplados com bolsas do governo caso queiram fazer
pós-graduação.
Apesar das características diferentes, seguem uma cartilha de
condutas em comum que os levou ao topo do ranking do Enade: não
estudam somente nas vésperas das provas, tiram as dúvidas
durante as próprias aulas e, principalmente, são
apaixonados por seus cursos. O sucesso na universidade, no entanto, nem
sempre se repetiu durante a escola. Frei André teve que
deixar o jardim de infância porque a professora dizia que ele era
tímido demais para conviver com os colegas. Quando voltou
à escola, quase repetiu a primeira série. Mudou de cidade
cinco vezes durante a infância e a adolescência. A cada
colégio, conteúdos nunca vistos anteriormente. Para
André, a timidez o ajudou a obter o primeiro lugar entre os
estudantes de filosofia em 2008. "Quem não se dá bem em
algumas dimensões da vida social acaba se aplicando mais a
outras, e eu me apliquei mais aos estudos", diz ele, que estudou no
Centro Universitário Franciscano do Paraná.
Qualidade - Dois terços dos primeiros colocados no exame
estudaram em universidades públicas. Entre os demais, a lista
traz egressos de instituições particulares tradicionais,
como a PUC do RJ e de SP. Há, no entanto,
exceções. Melhor aluna de Letras do país, Paula
Carnasciali, 35, estudou na Faculdade Anhanguera de Osasco,
instituição que tem nota 2 no IGC (Índice Geral de
Cursos) do Ministério da Educação. Seu
método de estudos era a dedicação total. Ia a
todos os cursos extras e atividades extracurriculares oferecidas pela
faculdade e conversava muito com os professores, que ela achou muito
bons. Luana Guedes, 25, também acredita que sua
participação em atividades voluntárias, para
atender pacientes, a ajudou a obter o primeiro lugar em fisioterapia.
Mas isso não se refletiu num bom emprego na área.
Após se formar, ficou um ano desempregada. Prestou concurso
público e hoje ocupa um cargo administrativo no
Ministério da Saúde cuja única exigência
é o ensino médio completo. "A não ser que consiga
um emprego público na área, não pretendo trabalhar
com fisioterapia." Já para Vivian dos Santos Teixeira, 27, a
universidade foi fundamental para melhorar de vida. Ao cursar
enfermagem na UFRJ e ter acesso a bolsas de pesquisa, passou a ajudar a
família, o que permitiu que ela e mãe saíssem da
favela Nossa Senhora das Graças, na Ilha do Governador, zona
norte do Rio. Colaborou ITALO NOGUEIRA, DO RIO
Crédito do BNDES avança na inércia do mercado de capitais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs.
08/06/2010 - Novos solavancos no exterior frustraram a expectativa de
que o mercado de capitais internacional e doméstico e os bancos
privados dariam suporte aos planos de investimento da economia real.
Felizmente, abastecido por generosas injeções de recursos
do Tesouro Nacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) continua irrigando as empresas com
crédito e impulsionando os programas de investimento
governamentais. No ano passado, no auge do aperto de liquidez, o BNDES
liberou R$ 137,4 bilhões, 49% a mais do que em 2008 e 20% do
crédito do país.
Nos primeiros quatro meses deste ano, o BNDES desembolsou 34% a mais do
que em igual período de 2009, em um total de R$ 35,7
bilhões. A maior parte do dinheiro foi para a infraestrutura,
incluindo obras listadas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC). A infraestrutura ficou com 40% dos créditos
liberados, ou R$ 14,1 bilhões, 41,3% a mais do que no primeiro
quadrimestre de 2009, canalizados principalmente para projetos de
transporte rodoviário, que receberam R$ 7,6 bilhões. Em
2009, o BNDES direcionou para a infraestrutura R$ 48,7 bilhões
em créditos, ou 36% do total desembolsado pelo banco no ano, com
destaque para transporte rodoviário e energia.
Outra ênfase do BNDES é o financiamento de máquinas
e equipamentos, que absorveu 43,7% dos desembolsos do primeiro
quadrimestre deste ano, o que significou a irrigação de
R$ 15,6 bilhões, 133% a mais do que em 2009. Parte da
expansão dos desembolsos para o setor é explicada pela
busca de recursos do Programa de Sustentação do
Investimento (PSI) antes da elevação, prevista para
julho, de um ponto de suas módicas taxas de 4,5% a 7% ao ano.
O Valor apurou que o BNDES também está cumprindo à
risca a tarefa de apoiar as diretrizes industriais do governo,
delineadas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
Traçada pelo governo federal em maio de 2008, a PDP tem como
objetivo aumentar a taxa de investimento, estimulando a tecnologia e a
inovação, para que a economia possa crescer de forma
sustentável.
Entre as metas traçadas pelo programa estão ampliar a
taxa de investimento do país para 21% do PIB; aumentar a
participação do Brasil nas exportações
mundiais para 1,25% e ampliar em 10% o número de micro e
pequenas empresas exportadoras.
O BNDES foi nomeado o principal financiador do programa. Das 179
operações feitas pelo banco com a área industrial
naquele ano, 75% foram realizadas com empresas de setores
incluídos no PDP. No ano passado, dos 156 contratos de
crédito com a indústria, 83,3% abrangiam projetos ligados
ao PDP, sendo R$ 563 milhões direcionados para a
inovação. De janeiro a março deste ano, a
inovação já recebeu R$ 353 milhões, 366% a
mais do que no mesmo período de 2009.
Apesar desse esforço, a crise internacional teve impacto
fulminante na taxa de investimento do país, que despencou de 19%
do PIB em 2008 para 16,7% em 2009 - número bastante distante dos
21% a 22% necessários para que a economia cresça a um
ritmo superior a 5% ao ano.
Uma falha na ação do BNDES é a
concentração dos desembolsos nas grandes empresas,
desequilíbrio causado pelo fato de que são as companhias
de maior porte as que apresentam os projetos que exigem maiores
investimentos. Se as micro, pequenas e médias empresas ganham em
número de operações, com 437 mil nos doze meses
terminados em abril, ou 93% do total, a relação se
inverte quando se pensa em volume financeiro, pois esses
negócios envolveram R$ 31 bilhões, ou 21% do total
desembolsado, em comparação com os R$ 115 bilhões
destinados às empresas de grande porte, que fizeram 7% das
operações e abocanharam 79% dos recursos concedidos.
O outro ponto negativo é o subsídio embutido nas
operações do banco, que cobra as taxas mais baixas do
mercado. Para expandir as operações, o BNDES recebeu duas
injeções de recursos do Tesouro entre 2009 e o
início deste ano, no valor total de R$ 180 bilhões. Para
obter esses recursos, o Tesouro tem que captar dinheiro no mercado
pagando a taxa Selic, que é superior ao juro cobrado pelo BNDES
na maior parte dos seus créditos. Os aportes de recursos no
BNDES aumentaram o endividamento do governo, pressionando as contas
fiscais.
Fonte: Valor Econômico
Livro eletrônico começa a mudar indústria
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:37 hs.
08/06/2010 - A escritora Karen McQuestion passou quase dez anos
tentando convencer algum editor nova-iorquino a publicar seus livros.
Aí, em julho, McQuestion, de 49 anos e mãe de três
filhos, decidiu publicar por conta própria na internet.
Onze meses depois, McQuestion já vendeu 36.000 livros
eletrônicos para o Kindle, o aparelho da Amazon.com Inc. para
e-books, e tem uma opção para um filme com um produtor de
Hollywood. Em agosto, a Amazon publicará uma versão
impressa de bolso de? A Scattered Life?, seu primeiro romance, sobre
três amigas numa cidadezinha do Estado americano de Wisconsin.
Autores como McQuestion estão na vanguarda de uma reviravolta
tecnológica que está enfraquecendo o tradicional controle
das editoras sobre o mercado literário? e aumentando o poder de
empresas de tecnologia como a Amazon, que passaram a determinar quais
livros e autores vão dar certo.
Do mesmo modo que os blogs roubaram leitores dos jornais e o YouTube
roubou espectadores da TV, a auto-publicação digital
está criando uma nova fronteira nos livros e ameaçando o
setor inteiro. Antes ridicularizados pelas editoras como livros de
vaidade?, as edições independentes agora conseguem
prosperar evitando o sistema institucionalizado das editoras.
Se você é um autor e quer atingir muitos leitores,
até pouco tempo atrás o melhor era vender o livro para
uma editora, porque elas controlavam a impressão e a
distribuição. Isso está começando a mudar?,
diz Mark Coker, fundador da empresa iniciante Smashwords Inc., da
Califórnia, que oferece serviços de
publicação e distribuição de e-books.
Por trás dessa mudança está a popularidade
crescente dos livros eletrônicos, que poucas pessoas estavam
dispostas a ler até três anos atrás. O iPad, da
Apple Inc., e aparelhos eletrônicos como o Kindle facilitaram a
compra e leitura de obras digitais. As vendas americanas de livros
caíram 1,8% no ano passado, para US$ 23,9 bilhões, mas as
de e-books triplicaram, para US$ 313 milhões, segundo a
Associação de Editores Americanos. Alguns analistas
calculam que as vendas de livros eletrônicos podem chegar a
compor entre 20% e 25% do mercado de livros em 2012.
Não se sabe qual é a verdadeira ameaça que a
publicação independente em meio digital representa para
as editoras, que ainda controlam os campeões de vendas, sejam em
formato impresso ou eletrônico. Muitas grandes editoras minimizam
os livros independentes, afirmando que a maioria não resiste ao
tempo, em parte porque são mal editados e quase nunca ganham
resenhas.
Mas alguns editores dizem que a publicação independente
on-line e a chegada de novatos como a Amazon ao mercado podem promover
uma mudança gigantesca na indústria editorial.
Ela mostra aos autores famosos que eles mesmos podem contratar assessor
de imprensa, especialista em marketing on-line, editor freelance e
serviço de distribuição próprios?, disse
Richard Nash, ex-publisher da Soft Skull Press que lançou
recentemente a editora Cursor Inc.
A Amazon assumiu a dianteira desse processo, oferecendo ferramentas
para o autor se auto-publicar e criando ano passado um selo para
publicar autores promissores em meio impresso e digital.
Este mês, a Amazon vai incrementar ainda mais sua iniciativa
aumentando a comissão do autor para 70% da receita, ante 30%
para livros eletrônicos que custam entre US$ 2,99 e US$ 9,99. Um
autor independente cujo livro eletrônico é vendido a US$
9,99 na loja do Kindle receberá US$ 6,99 por livro vendido. A
comissão do autor numa venda parecida, intermediada pela maioria
das grandes editoras, seria US$ 1,75.
A nova fórmula torna a publicação independente em
meio digital mais lucrativa para os autores? Algumas pessoas
ficarão tentadas pelo royalty de 70% da Amazon?, diz Nash? Se
já têm uma base de fãs, será que vão
querer 70% de US$ 100.000 ou 15% de US$ 200.000 para publicar um livro
de capa dura?
As empresas de tecnologia e as tradicionais companhias do setor
editorial estão apostando na publicação
independente. A Apple anunciou semana passada um programa de
publicação independente para o iPad que oferece
até 70% dos royalties para os autores, uma fórmula
parecida com a da Amazon. A rede de livrarias Barnes & Noble
lançou no mês passado um serviço chamado PubIt!,
que permite aos autores carregar e publicar livros na internet.
Ano passado, Jane Friedman, que já foi diretora-presidente da
editora HarperCollins Publishers, da News Corp., empresa que
também é dona do Wall Street Journal, fundou a Open Road
Integrate Media LLC, voltada para e-books e autores que estão
interessados em publicar digitalmente antes de tentar o meio impresso.
Editoras tradicionais como a Thomas Nelson Inc., de Nashville,
Tennessee, que publica obras religiosas, fecharam acordos com uma
empresa chamada Author Solutions Inc. para publicação
independente online e impressa.
E uma série de empresas iniciantes de tecnologia passou a
oferecer serviços de publicação independente, como
a Smashwords, a FastPencil Inc. e a Lulu Enterprises Inc. O site
Scribd.com afirma que publica 290.000 livros independentes por ano, que
os autores vendem a preços que eles mesmos determinam.
Um dos maiores arquivos de livros eletrônicos publicados
independentemente é a Amazon Digital Text Platform. Steve
Kessel, diretor sênior da Amazon, diz que a empresa lançou
a Digital Text juntamente com o Kindle em 2007 para dar aos autores e
pequenos editores ferramentas simples para carregar livros na loja do
Kindle. Atualmente, a loja do Kindle responde por cerca de 70% do
mercado americano de e-books.
A Amazon está usando sua forte presença no varejo para
fechar acordos diretamente com autores famosos. Ela conseguiu acordos
de exclusividade para escritores como Stephen King e Stephen Covey.
E em maio de 2009 a Amazon lançou seu próprio selo
editorial, o Amazon Encore. Da enxurrada de livros independentes, a
Amazon escolhe os mais promissores para editar e publicar online e em
varejistas de livros impressos. Seu primeiro lançamento se chama
Legacy? e foi escrito por uma menina de 14 anos chamada Cayla Kluver. O
selo já anunciou o lançamento de 19 livros.
O diretor-presidente da Amazon, Jeff Bezos, diz que a Amazon quer ser
parceira e não ameaçar as editoras. ?Acho que o
verdadeiro risco é que existem muitas editoras. Algumas delas
têm mais visão que as outras e realmente estão
investindo nessa nova área dos e-books?, diz ele. ?Se você
não é uma dessas editoras, aí é
preocupante.?
As editoras alegam que a maioria dos autores continuará
trabalhando com o meio impresso. Mais de 90% das vendas ainda vêm
dos livros impressos. Além do suporte de edição e
marketing para os manuscritos, muitos escritores dependem dos
adiantamentos que recebem das editoras. Para alguns, isso significa
pagamentos na casa dos sete dígitos muito antes de suas obras
chegarem às prateleiras. Os autores independentes só
conseguem gerar receita quando seus livros são vendidos.
Mas à medida que milhares de autores se publicam, o controle das
editoras sobre quais títulos são editados e vendidos
enfraquece cada vez mais. Algumas editoras temem que uma das grandes
empresas de tecnologia que agora distribuem e-books vá concorrer
com elas pelos autores mais vendáveis, oferecendo vantagens numa
tentativa de conquistar mais mercado. Alguns autores famosos escrevem
vários livros por ano e podem sentir-se tentados a testar o
mercado se tiverem um original que ainda não foi comprado por
uma editora.
O mercado deve se organizar em torno de dois níveis, de marca/de
qualidade? e barato/bom o suficiente?, prevê o escritor e
palestrante Seth Godin. Faz muito tempo que as grandes editoras
dependem das vendas de catálogo, ou seja, de livros publicados
há um ano ou mais, para obter boa parte de seus lucros. Nos
próximos anos, surgirão substitutos adequados para muitos
desses livros a um quarto do preço atual, diz ele.
Geoffrey A. Fowler e Jeffrey A. Trachtenberg, The Wall Street Journal
Fonte: Valor Econômico
Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:15 hs.
08/06/2010 - Estudo aponta o país como o segundo em incompatibilidade entre perfil procurado e qualificação
Encontrar o perfil ideal na hora de contratar não é a
tarefa das mais fáceis no Brasil. Essa foi a conclusão de
um estudo realizado pelo Manpower, multinacional especializada em
recursos humanos, que apontou o nosso país como o segundo que
possui mais escassez de talentos. Ao todo, foram consultados 35 mil
empresas em 36 países. No Brasil, 64% dos quase mil
entrevistados apontaram que faltam profissionais adequados para
preencherem as vagas disponíveis.
O Brasil fica atrás somente do Japão, no qual, 76% das
empresas entrevistadas apontaram dificuldades em contratar. A
média geral entre os países que sofrem problemas para
contratar por falta de mão-de-obra apropriada foi de 31%, um
ponto percentual acima do resultado de 2009.
A pesquisa também destacou o ranking das profissões com
maior incompatibilidade entre a qualificação
disponível e o perfil demandado. No Brasil, onde a pesquisa
está sendo realizada pela primeira vez, os técnicos em
produção, operações, engenharia e
manutenção, principalmente os de nível
médio, foram os mais citados, seguidos pelos trabalhadores de
ofícios manuais e pelos operadores de produção
(veja a relação abaixo).
1. Técnicos (produção, operações, engenharia e manutenção)
2. Trabalhadores de oficio manual (eletricista, carpinteiros)
3. Operadores de produção
4. Secretarias e assistentes administrativos
5. Operários
6. Engenheiros
7. Motoristas
8. Contadores e profissionais de finanças
9. Profissionais de TI
10. Representante de vendas
De acordo com Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no
Brasil, "o principal problema não é o número de
candidatos, mas a incompatibilidade de talentos. Não há
pessoas habilitadas para realizar as tarefas demandadas". Segundo
Guimarães, os empregadores têm exigido, além da
capacidade de realizar o trabalho para o qual foram contratados, que os
empregados possuam outras qualidades que agreguem valor à
organização.
Uma das consequência desse resultado se deve ao período
atual de recuperação da economia mundial, em que empresas
buscam fazer mais atividade, mas com menos investimento financeiro e
mão-de-obra.
"O quadro atual apresenta desafios tanto para empregadores quanto para
candidatos", atesta Guimarães. Para ele, isso demonstra que as
empresas devem fazer uma busca mais ampla para preencher as vagas
abertas, em nichos antes inexplorados. "Dessa maneira, as companhias
podem atrair candidatos que, se não são exatamente aquilo
que procuram, possuem potencial para serem treinados", diz. "Desse
ponto de vista, interessa menos a habilidade técnica e mais a
capacidade e motivação para aprender", finaliza.
Confira a pesquisa completa no site www.manpower.com/ResearchCenter.
Fonte: www.administradores.com.br