08/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

ABMES transmite ao vivo hoje (08/06) às 19 horas evento com Presidênciáveis para elaboração do Plano Nacional de Educação

Despacho do Ministro em 7 de Junho de 2010.

Estudantes ainda podem se inscrever no Fies 2010

Estudantes solicitam mais Fies

Conselho toma posse e vai preparar Plano Nacional de Educação

Prêmio universitário

Ministro empossa integrantes e destaca abertura à sociedade

Câmara: Comissão promove debate sobre fortalecimento dos conselhos escolares

Reitor da UCPel é eleito Presidente de Comissão do ProUni

Lula prepara pacote de bondades para universidades

Audiência discutirá sobre universidades comunitárias

Começa orientação sobre uso da cadeirinha nos carros

Lâmpadas economizadoras de energia são perigosas à saúde

Seminário em Londres apresentou o Brasil como destino estratégico de investimentos estrangeiros

"Podemos antecipar o futuro"

Marina Silva define o seu perfil como candidata do Partido Verde à Presidência da República

Brasil quer ter banco de código de barras genético

Falta de mão de obra pode durar dez anos

Cientistas querem usar lama para produzir energia

Ministros ignoram ordem para cortar gastos


Indicação que solicita ao Governador que seja retirado o PLC 071/2009 que "Cria a Fundação Estadual de Meteorologia e Pesquisas do Clima de Santa Catarina - CLIMESC

Novo período de inscrições no Sisu é aberto esta semana

Premiação incentiva pesquisa para jovens cientistas

Portugal e Congo assinam acordo para ensino de português nas escolas do país africano

Meio milhão de docentes dá aulas sem formação ideal

Alunos mais bem colocados no Enade não estudam apenas nas vésperas das provas

Crédito do BNDES avança na inércia do mercado de capitais

Livro eletrônico começa a mudar indústria

Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil

ABMES transmite ao vivo hoje (08/06) às 19 horas evento com Presidênciáveis para elaboração do Plano Nacional de Educação
Fonte: ABMES Notícias
19 horas
Plano Nacional de Educação
Subsídios para a elaboração de propostas
José Roberto Covac – Consultor Jurídico da ABMES/Semesp
Representantes dos Presidenciáveis:
· Maria Alice Setubal – PV
· Maria Helena Guimarães de Castro – PSDB
· Maria do Rosário Nunes – PT
Entrega dos Prêmios
· Top Educacional Professor Mário Palmério – 2009
· Concurso Sílvio Tendler de Curtas sobre Responsabilidade Social das IES Particulares – 2009
Lançamento das publicações
· Ensino Superior Legislação Atualizada v.13
· ABMES Cadernos 20
Todos os participantes receberão um exemplar de cada
21 horas e 30 minutos
Coquetel de confraternização
Mais Informações
Data: 8 de junho
Horário: 19 horas
Telefone: (61) 3322-3252
Inscrições: www.abmes.org.br/seminarios
Local presencial: Sede da ABMES - Torre do Pátio Brasil - 5º andar
Transmissão ao vivo: www.abmes.org.br/tv

Despacho do Ministro em 7 de Junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:02 hs. 
08/06/2010 - Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer no 255/2009, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que é favorável à alteração da Resolução CNE/CES nº 6/2006, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, conforme Projeto de Resolução que acompanha o presente, de maneira que o regulamento desta Câmara de Educação Superior execute fielmente os termos da Lei nº 5.194/66, ao mesmo tempo resgatando os referenciais das Diretrizes Curriculares Nacionais do CNE e do MEC, conforme consta do Processo no 23000.004916/2009-81.
FERNANDO HADDAD
(Publicação no DOU n.º 107, de 08.06.2010, Seção 1, página 16)
Fonte: DOU nº 107 - 08.06.2010 

Estudantes ainda podem se inscrever no Fies 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:19 hs. 
05/06/2010 - Os estudantes de instituições particulares seguem com prazo para se inscrever para o Fies (Financiamento Estudantil). Os alunos poderão solicitar o benefício até o fim do primeiro semestre. Para se inscrever, é preciso estar matriculado em curso superior não gratuito e com avaliação positiva (com conceito maior ou igual a 3) no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que tenha efetuado a adesão ao financiamento. Os financiamentos poderão ser de 50%, 75% e 100% do valor da mensalidade. O Fies não concederá financiamento a cursos a distância. 
Fonte: Jornal de Valinhos 

Estudantes solicitam mais Fies
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:25 hs. 
08/06/2010 - Redução da taxa de 6,5% para 3,4% ao ano é um dos atrativos. Foram mais de 11 mil contratos em um mês
No primeiro mês de inscrições para o Financiamento Estudantil (Fies), 108.700 alunos procuraram financiamento e, destes, 11.472 já assinaram o contrato. Os dados são da diretoria financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC que opera o novo Fies desde 3 de maio.
A grande procura pelo financiamento, segundo a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, se deve a uma série de fatores, entre eles, a liberdade que tem o aluno de pedir o financiamento a qualquer tempo e a redução da taxa de 6,5% ao ano para 3,4%.
Dados do sistema eletrônico de inscrições do Fies mostram que, além dos estudantes que já obtiveram o financiamento, 11.100 estão com processos em análise na Caixa Econômica Federal, 17.700 estão sendo avaliados pelas comissões permanentes de supervisão e acompanhamento (CPSA), obrigatórias em cada instituição de ensino superior privado, e 63.500 estão preenchendo dados no sistema.
Outros 1.666 pedidos foram validados pelas Cpsa e estão prontos para serem enviados para a Caixa, e 3.100 alunos precisam complementar dados.
Para a secretária de Educação Superior do MEC, além do acerto do programa ao abrir as inscrições em fluxo contínuo, o Fies também reflete positivamente dentro das instituições, melhorando a qualidade dos cursos.
Como o Ministério definiu que só financia cursos com conceitos três, quatro e cinco, a qualidade da oferta dos cursos tende a melhorar. "As instituições redefinem os cursos e se concentram nas áreas onde estão melhores", diz Maria Paula.
O diretor financeiro do FNDE, Antonio Correia Neto, explica que a contratação de mais de 11 mil financiamentos em menos de 30 dias mostra que as mudanças foram bem recebidas. O FNDE já tem garantidos recursos no orçamento para 125 mil contratos e solicitou crédito adicional para outros 75 mil, segundo Antonio Correia Neto.
Bom resultado
Procura
108.700 estudantes procuraram o financiamento no primeiro mês
Novos contratos
11.472 assinaram contrato no período
Atrativo
Redução da taxa de 6,5% ao ano para 3,4%
Análise na Caixa
11.100 pedidos estão em análise na Caixa Econômica Federal
Aprovação prévia
17.700 estão sendo avaliados por comissões
Primeiro passo
63.500 estão preenchendo seus dados no sistema.
Diário de São Paulo on line 
Fonte: Portal Semesp 

Conselho toma posse e vai preparar Plano Nacional de Educação
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/06/2010
Foram empossados nesta segunda-feira, em Brasília, os novos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE). A principal meta do colegiado é organizar o novo Plano Nacional de Educação, que deve ser votado no Congresso Nacional até o fim deste ano. O objetivo é que o projeto seja iniciado em 2011 com término em 2020. Durante a cerimônia de posse, a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão Alvarenga, destacou a importância do trabalho desenvolvido pela instituição e os caminhos que devem ser seguidos para o desenvolvimento do novo plano. “O projeto do novo plano deverá ter quatro etapas. Vamos promover avanços e metas para a educação, discutindo com todos os estados, que serão aplicados no seu período de abrangência”.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os investimentos na área nos últimos anos cresceram consideravelmente e o papel dos conselheiros tem sido importante para o desenvolvimento educacional: “O conselho se colocou em novo patamar e passa e exercer atividades do Estado, deixando de lado o fator administrativo. Esse momento de interação e produção tende a promover debates e um diálogo permanente com a sociedade a fim de trazer melhorias na educação brasileira.”
O presidente da Câmara de Educação Básica, Cesar Callegari, explica que o desafio do novo conselho do setor é propor soluções que melhorem a educação brasileira e que estabeleça o compromisso de retomar aquilo que não pôde ser implantado no plano que se encerra este ano: “É importante que os estados como um todo trabalhem com uma educação igualitária, e que as iniciativas que não foram implantadas nesse plano que encerra este ano sejam discutidas no novo, saindo definitivamente do papel.”
Os novos integrantes do CNE têm mandato de quatro anos, que pode ser estendido por mais dois. Entidades ligadas à área educacional indicam até três nomes para cada câmara. A partir dessa indicação, os membros da entidade são escolhidos pelo presidente da República e pelo ministro da Educação. Um dos objetivos do conselho é buscar alternativas e mecanismos que garantam a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação de processos educacionais no país.

Prêmio universitário
Fonte: Jornal de SC, pg. 4, 08/06/2010
O Ministério do Turismo (MTur) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançaram o 7º Prêmio MTur/Ebape-FGV de monografias sobre o setor de turismo e hotelaria. A novidade deste ano é a inclusão da categoria doutorado. Alunos, ex-alunos e professores de qualquer curso de graduação, pós-graduação e doutorado do país poderão inscrever seus trabalhos até 16 de julho de 2010. Para mais informações, acesse o site www.ebape.fgv.br/pp/neath ou entre em contato pelo e-mail neath@fgv.br ou pelo telefone (21) 3799-5475.

Ministro empossa integrantes e destaca abertura à sociedade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:39 hs. 
08/06/2010 - Ao dar posse a nove educadores no Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou nesta segunda-feira, 7, os resultados da reformulação ocorrida no órgão em 2006. “O Conselho está em novo patamar, com condições de exercer funções de Estado, além de ser um colegiado que se abriu para a sociedade”, afirmou. Dos nove conselheiros empossados, dois foram reconduzidos por mais quatro anos e sete assumiram novos mandados, com igual duração.
Na reformulação, o CNE deixou as funções administrativa e burocrática para se dedicar à doutrina da educação do país. O Conselho tem 24 membros, que representam as cinco regiões do país e diversas áreas do conhecimento. Entre as atribuições do órgão está a de assessorar o ministro da Educação.
Numa breve retrospectiva das atividades do CNE nos último quatro anos, Haddad disse que o período foi produtivo tanto na quantidade de ações quanto na qualidade do trabalho desenvolvido. Isso, segundo o ministro, dá segurança aos gestores públicos estaduais e municipais.
Interação mais ampla com a sociedade e com o Poder Legislativo e a definição de uma série de diretrizes, que abrangem da educação infantil ao ensino médio, da educação de jovens e adultos ao marco regulatório da educação superior, também foram iniciativas lembradas por Haddad. Avanços como a obrigatoriedade da educação dos quatro aos 17 anos, a definição do piso salarial nacional dos professores da educação básica pública e o fim da desvinculação dos recursos da União (DRU) para a educação são ações que tiveram a contribuição decisiva do CNE e do Congresso Nacional, segundo o ministro.
Posse — Constituída por 12 membros, a Câmara de Educação Básica do CNE teve três conselheiros reconduzidos — Maria Izabel Azevedo Noronha e Mozart Neves Ramos tomaram posse nesta segunda-feira; Regina Vinhaes Gracindo será empossada posteriormente. Como novos integrantes, assumiram Nilma Lino Gomes e Rita Gomes do Nascimento.
Na Câmara de Educação Superior, tomaram posse cinco novos conselheiros — Arthur Roquete de Macedo, Gilberto Gonçalves Garcia, Luiz Antônio Constant Rodrigues da Cunha, Paschoal Laércio Armonia e Reynaldo Fernandes. 
Fonte: MEC 

Câmara: Comissão promove debate sobre fortalecimento dos conselhos escolares
Fonte: Jornal da Educação
As propostas que visam fortalecer os conselhos escolares serão debatidas nesta quinta-feira, 10, pela Comissão de Educação e Cultura. A solicitação do encontro foi feita pelos deputados Fátima Bezerra (PT-RN) e Iran Barbosa (PT-SE). De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, os conselhos escolares são formados por representantes das comunidades escolar e local e atuam na definição das normas de gestão do ensino público.
A audiência, que terá início às 10h, no plenário dez, contara com a presença do professor Walter Pinheiro Barbosa Júnior, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); e o professor Genuíno Bordignon, da Universidade de Brasília (UnB). A deputada Fátima Bezerra sugeriu a audiência para esta semana para aproveitar a realização do 2º Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, que ocorre em Brasília entre os dias 8 a 11 de junho.
(IPAE 039 - 06/10)

Reitor da UCPel é eleito Presidente de Comissão do ProUni
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:58 hs. 
08/06/2010 - O Reitor da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Alencar Mello Proença, acaba de ser eleito para mais um cargo representativo na educação superior brasileira. Proença foi escolhido por unanimidade para a presidência da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social (CONAP) do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A CONAP é vinculada à Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação. Sua função é exercer o acompanhamento e controle social dos procedimentos operacionais de concessão de bolsas do ProUni, visando ao seu aperfeiçoamento e consolidação. Também se propõe a interagir com a sociedade civil, recebendo queixas, denúncias, críticas e sugestões para apresentação à SESu e propor diretrizes para organização de comissões de acompanhamento local. O mandato da presidência é de um ano.
Presença
Além de reitor da UCPel, Proença é vice-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e vice-presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Piratini, que administra a TVE e a FM Cultura de Porto Alegre.
Fonte: Assessoria de Comunicação Universidade Católica de Pelotas 
Fonte: Portal Universia 

Lula prepara pacote de bondades para universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:01 hs. 
05/06/2010 - Propostas que regularizam vínculo com fundações e facilitam compra de equipamentos foram apresentadas pelo ministro Sérgio Rezende
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com os ministros Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e Fernando Haddad, da Educação, uma série de medidas para as instituições federais de ensino superior. No encontro, ocorrido nesta quarta-feira, 2 de junho, discutiu-se o decreto que regula o vínculo entre universidades e fundações de apoio e a medida provisória que facilita a compra de equipamentos para fins científicos. Também participaram do encontro representantes do Ministério do Planejamento e da Casa Civil.
O assunto ainda é tratado a sete chaves pelo governo. Fontes do Ministério da Ciência e Tecnologia confirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com as propostas. O anúncio deve ser feito por Sérgio Rezende nos próximos dias.
“A sugestão de tornar as fundações vinculadas às universidades e pertinentes às funcionalidades das mesmas foram acatadas”, adiantou Gustavo Balduíno, secretário-executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Balduíno afirma que a definição do presidente já era esperada. “Tínhamos essa expectativa porque o Lula reafirmou a necessidade da autonomia universitária na 4ª CNCTI”, disse. A indefinição está em como a regulamentação será feita. “Não importa qual será o instrumento desde que se transforme em lei”, disse o secretário-executivo.
Atualmente, a compra de materiais para pesquisa é regida pela Lei nº 8.666 de 1993. Conhecida como Lei das Licitações, ela não prevê alterações em prazos e valores depois de contratos fechados. Com isso, a imprevisibilidade característica dos projetos científicos e a necessidade de agilidade para colocá-los em prática não é contemplada.
Não existem leis que regularizem as relações entre as fundações e as universidades. A intenção é criar uma lei que garanta a transparência das entidades de apoio.
Fonte: Correio Braziliense 

Audiência discutirá sobre universidades comunitárias
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:56 hs. 
08/06/2010 - BRASÍLIA - A Comissão de Educação e Cultura promove nesta terça-feira (8) audiência pública para discutir uma proposta elaborada pelas universidades comunitárias para regulamentar o setor. Essa proposta vem sendo discutida desde 2008 e sua redação foi concluída no início de 2010. O texto ainda não tramita na Câmara.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que solicitou o debate, lembra que a legislação brasileira não contempla a figura de entidade pública não-estatal nem regulamenta o ensino superior comunitário. Segundo a deputada, a falta de regulamentação limita a cooperação entre as universidades comunitárias e o Estado.
“No momento em que forem mais apoiadas pelo poder público, essas instituições podem ser fator de rápido incremento da inclusão de jovens na educação superior”, diz Maria do Rosário.
A deputada lembra que, atualmente, apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos estão na universidade. A meta do Plano Nacional de Educação, no entanto, é aumentar esse percentual para 30% até 2011.
Maria do Rosário é presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Comunitárias.
Foram convidados para a audiência:
- o presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Vilmar Thomé.
- o presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), padre José Marinoni;
- o presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), Paulo Ivo Koehntopp;
- o presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), Ney José Lazzari;
- o reitor da UniEvangélica, Carlos Hassel Mendes da Silva;
A audiência será realizada às 14h30, no plenário 10. 
Fonte: Jornal DCI 

Começa orientação sobre uso da cadeirinha nos carros
Fonte: Jornal de SC, 5 e 6/06/2010
A partir desta segunda-feira, 20 mil alunos de escolas públicas e particulares de Blumenau vão começar a receber orientações sobre o uso da cadeirinha, bebê conforto e assento de elevação nos carros. A ação faz parte da “Blitz Educativa”, que pretende fazer com que as próprias crianças levem as orientações aos pais. Uma equipe da Escola Pública de Trânsito percorrerá os colégios distribuindo flayers e explicando sobre as novas normas.
A fiscalização dos agentes de trânsito sobre o uso dos equipamentos começa quarta-feira. Mas em Blumenau as multas só serão cobradas a partir do dia 9 de julho. Conforme o gerente da Escola Pública de Trânsito, Délcio César Dallagnollo, o prazo é dado para motoristas se adaptarem à legislação.
A penalidade está prevista no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, considerando a infração gravíssima.
Fique atento!
Crianças até 1 ano: transporte sempre em cadeirinha tipo “bebê conforto”, presa ao cinto de segurança, preferencialmente no meio do banco traseiro e de costas voltadas para a frente do carro.
Crianças de 1 a 4 anos: transporte sempre em cadeira especial, de frente para o painel e presa ao cinto de segurança, preferencialmente no meio do banco traseiro do carro.
Crianças de 4 a 7anos e meio: transporte sempre em assento de elevação, presa ao cinto de segurança três pontos. O assento que não pode ser improvisado eleva o tronco da criança para a posição adequada, propiciando um maior conforto e, no caso de acidente, afasta o perigo de estrangulamento.

Lâmpadas economizadoras de energia são perigosas à saúde
Fonte: Consumidor-RS
Estes tipos de lâmpadas, que são chamadas de poupança de energia ou lâmpadas de baixa energia, se elas se partem  causam sério perigo! Tanto que todos vão ter que sair da sala, pelo menos, durante 15 minutos. O alerta é do Ministério da Saúde britânico.
Essas lâmpadas contém mercúrio (venenoso), que causa enxaqueca, desorientação, desequilíbrios e diferentes outros problemas de saúde quando inalado. E muitas pessoas com alergias, causa-lhes problemas de pele e outras doenças graves apenas tocando esta substância ou inalando.
O ambiente onde a lâmpada quebrar deve ser limpo através de vassoura ou escova normal e os resíduos mantidos num saco lacrado e jogado fora de casa, no lixo para materiais perigosos.
Além disso, o ministério alertou para não limpar os restos da lâmpada partida com o aspirador de pó, pois iria espalhar a contaminação para outros  lados da casa quanto estiver usando o aspirador de pó novamente.
Aviso: O mercúrio é perigoso, até mais venenoso que o chumbo ou arsénio.
Autor: Agências
Revisão e Edição: Redação

Seminário em Londres apresentou o Brasil como destino estratégico de investimentos estrangeiros
Fonte: ApexBrasil
Evento mostrou a investidores do Reino Unido o País como ambiente propício para negócios e investimentos
O evento Doing Business in Brazil, realizado em Londres no dia 4 de junho e organizado pela Apex-Brasil, em parceria com o Financial Times, apresentou a investidores do Reino Unido o Brasil como ambiente propício para negócios e investimentos internacionais. Os benefícios da diversificação dos investimentos em setores não tradicionais como semicondutores e private equity & venture capital também estiveram na pauta.
A Conferência mostrou o Brasil como um país estratégico para investimentos estrangeiros diretos e forneceu a mais de 130 investidores informações sobre a macroeconomia brasileira e sobre oportunidades em diversos setores. O evento destacou ainda a atual situação do país queé a nona maior economia do mundo, a maior da América do Sul e com indicação de ser a quinta potência econômica do planeta nos próximos anos, segundo consultorias econômicas de todo o mundo.
O potencial brasileiro para receber investimentos do Reino Unido foi debatido em um painel com a participação de representantes do BNDES, da United Kingdom Trade & Investment (UKTI) e da PricewaterhouseCoopers. "O Brasil está em nosso foco porque é um país grande e um mercado que não pode ser ignorado pelos investidores", disse o diretor da UKTI, Nicholas Armour, que destacou ainda a importância dos investidores ingleses estarem no mercado brasileiro e sul-americano. "Nossos principais competidores na Europa, Alemanha, França e Itália estão tendo bons resultados no mercado brasileiro, e deveríamos estar também. Organizações como a Apex-Brasil e a UKTI podem ajudar nossos investidores a conhecer o mercado e fazer do Brasil o destino de seus investimentos", completou.
A diretora da PricewaterhouseCoopers, Yael Seltin, ressaltou que o crescimento da classe média no Brasil é um dos pontos importantes a serem considerados pelos investidores: "Há uma determinação do governo brasileiro em ver o país crescer e há grandes oportunidades em setores como infraestrutura, equipamentos e produtos médicos e farmacêuticos, por exemplo". Seltin destacou ainda a importância em saber em que o Brasil está crescendo, e que o investidor deve ficar atento a nichos específicos do mercado.
O responsável pelo escritório do BNDES em Londres, Jaime Gornsztein, destacou alguns dos setores mais atraentes no Brasil: "Os setores de infraestrutura, geração de energia, transportes e petróleo e gás estão em crescimento no país e requerem investimento e tecnologia, que podem representar oportunidades para o Reino Unido". Gornsztein ressaltou que há recursos de financiamento também para setores não tradicionais como o de semicondutores. "O setor de TI também é interessante, pois o Brasil possui tecnologias avançadas usadas nas eleições e na declaração de renda, por exemplo, que podem ser trazidas ao Reino Unido, por meio de joint ventures ou outras parcerias entre empresas e investidores brasileiros e ingleses", complementou.
A editora da FDI magazine, Courtney Finger, destacou que o Brasil pode ser também uma plataforma para se alcançar os mercados da América Latina: "O Brasil já ocupa uma posição estratégica do ponto de vista regional e global e tem oportunidades de negócios a oferecer ao mundo. Esse evento foi importante para aumentar o interesse dos investidores do Reino Unido e possibilitar um maior conhecimento sobre o país".
A gerente de investimentos da Apex-Brasil, Márcia Nejaim, apresentou um panorama sobre a macroeconomia brasileira e o clima de investimentos no país, apontando oportunidades em setores como energia, petróleo e gás, tecnologia, indústria de informática e comunicação, setor imobiliário, automotivo, aeroespacial, entre outros:  "O Brasil está em uma posição estratégica e sustentável, há mais empregos, um grande mercado interno e uma indústria desenvolvida. O país está preparado para enfrentar desafios e receber investidores dos mais diversos setores, inclusive dos menos tradicionais como os de semicondutores e private equity & venture capital". Márcia complementou dizendo que o Brasil "também vem sendo incluído nas estratégias de pesquisa e desenvolvimento de diversas multinacionais".
Sessões paralelas apresentaram detalhes sobre setores que oferecem oportunidades, com informações sobre o mercado brasileiro, programas governamentais, legislação e alguns estudos de caso.
O evento teve ainda a participação de representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da ABDI e da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital.
Para mais informações visite o site www.apexbrasil.com.br ou entre em contato através do e-mail imprensa@apexbrasil.com.br ou do telefone (61)3426-0724.
Autor: Imprensa
Revisão e Edição: Carlos Alexandre Machado

"Podemos antecipar o futuro"
Marina Silva, em entrevista exclusiva, diz que não está nem à direita nem à esquerda, mas à frente, e que levará o Brasil à condição de potência ambiental

Marina Silva define o seu perfil como candidata do Partido Verde à Presidência da República
Fonte: RS Notícias
Ex-ministra fala sobre reforma na segurança pública e estratégias contra a dependência química
MARINA E O VICE
A equipe que entrevistou a candidata do PV, da esquerda para a direita: Carlos José Marques, diretor editorial; Luiz Fernando Sá, diretor editorial-adjunto; Marcelo Tas, colunista de ISTOÉ; Paulo Lima, colunista de ISTOÉ; Delmo Moreira, editor executivo de ISTOÉ; Ricardo Boechat, colunista de ISTOÉ; Ricardo Amorim, colunista de ISTOÉ; Mário Simas Filho, diretor de redação de ISTOÉ, Yan Boechat, editor de política; Octávio Costa, diretor da sucursal de Brasília; Gisele Vitória, diretora
de redação da revista GENTE; Hélio Gomes, editor executivo de ISTOÉ ONLINE; Leonardo Attuch, redator-chefe da revista DINHEIRO; Joaquim Castanheira, diretor de redação da revista DINHEIRO; e Caco Alzugaray, presidente executivo da Editora Três
Marina Silva gosta de conceitos. Muitas vezes, parece uma professora aplicada, disposta a entrar em minúcias para se fazer entender pelos alunos. É sempre firme, mas também sempre simpática. A campanha eleitoral não mudou seu jeito. Ela retocou a pintura, não ajeita mais os cabelos num coque muito alto e ainda gosta dos vestidões que chamavam a atenção mesmo quando frequentava o colégio de freiras. Magérrima e bem-humorada, ela conta que algumas fãs a abordam de um modo surpreendente: “Sabe o que mais invejamos na senhora? São suas saboneteiras.” Marina diz que jamais pensou em ser elogiada pelas clavículas salientes.
Junto com o candidato a vice, o empresário Guilherme Leal, Marina explicitou seus planos para o Brasil numa entrevista exclusiva à equipe de editores e articulistas de ISTOÉ. A seguir, publicamos os principais trechos da entrevista:
Istoé – A candidata Dilma Rousseff se apresenta ao eleitor como a extensão do governo Lula. Serra como uma espécie de pós-Lula. E a sra., como se define?
Marina – Eu acho que pós-Lula todos somos. O Brasil está fechando um ciclo de 16 anos em que conseguimos estabilidade econômica e quebramos o paradigma de que primeiro tinha que crescer para depois dividir o bolo. Neste período, se distribuiu e cresceu ao mesmo tempo. Mas o que a gente faz com isso? Considera o fim da história ou, em cima desse acúmulo positivo, se transita para o futuro? Temos dito que não estaremos nem à esquerda nem à direita, estaremos à frente. Porque é disso que o Brasil e o mundo precisam: integrar as conquistas do século XX para transitar para o que chamamos de economia do século XXI.
Istoé – A sra. acha que temos condições de fazer isto?
Marina – O Brasil é o país que reúne as melhores condições. Já somos um país industrializado, com uma base de conhecimento e um avanço tecnológico razoáveis, e temos a imensa vantagem de nossos recursos naturais. O Brasil pode ser neste século XXI aquilo que foram os EUA no século passado. Mas para isso precisamos, além de ter essa visão generosa de um país capaz de integrar desenvolvimento e preservação dos recursos naturais, criar o processo e as estruturas adequadas para encaminhar esta visão.
Istoé – A sra. se considera a candidata ideal para implementar este futuro?
Marina – Seria muito pretensioso eu dizer que sou a candidata que antecipa o futuro. Mas participo deste movimento que acha que é preciso antecipar o futuro. É o futuro das energias limpas.
Istoé – Ao final de quatro anos a sra. acredita que poderá se orgulhar de ter feito o quê?
Marina – Já estou orgulhosa por termos feito o Brasil se posicionar de acordo com as exigências deste século, que já sabe que os recursos naturais são finitos. E já sabe que o nosso grande diferencial é contarmos com 11% da água doce do planeta e 22% das espécies vivas. Temos a maior área terrestre isolada do planeta e uma grande parte agricultável. Eu me sentirei orgulhosa se o Brasil for capaz de se colocar no lugar de potência ambiental.
Istoé – E como se caminha para isto?
Marina – Precisamos criar uma nova narrativa para os nossos produtos. Basta fazer o dever de casa, passando no teste e não mudando o teste como tentaram fazer aqui. Quando as pessoas falavam que o governador Blairo Maggi tinha se convertido ao ambientalismo, eu passava por cética. É que eu sabia o que estava acontecendo em Mato Grosso. Saí do governo porque o governador de Mato Grosso queria contrapor os dados do Inpe, que acompanha desmatamento com altíssima tecnologia, reconhecida no mundo inteiro, aos de uma Secretaria de Meio Ambiente que tinha acabado de ser criada. O secretário, por sinal, foi agora preso numa operação. Eles estavam fazendo apenas fraude política com a questão ambiental e prejudicando o agronegócio do Brasil. Mas saí vitoriosa e quem fez a opção pelo que dizia o Mangabeira, pelo que dizia o Blairo e pelo que dizia o ministro da Agricultura, se não está politicamente derrotado, eticamente está.
Istoé – A sra. ficou chocada com o que enfrentou no governo?
Marina – Não consigo me vitimizar nessa relação. Não quero fazer isso. Nunca vou fazer isso. Eu tinha grandes aliados: os ministros Ciro Gomes, Luiz Dulci, Tarso Genro, Márcio Thomaz Bastos. O ministro da Defesa sempre foi meu aliado também. Seria impossível prender 725 pessoas, fazer 25 operações da Polícia Federal, acabar com 1.500 empresas criminosas, inibir 35 mil propriedades de grilagem na Amazônia se não contasse com uma base de apoio.
Istoé – Seu maior enfrentamento não foi com a ministra Dilma, então?
Marina – Não posso reduzir a questão à Dilma. Eu discutia as questões de mérito com os ministros dos Transportes, de Minas e Energia, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Ciência e Tecnologia.
Istoé – Nestes momentos a sra. já pensava em sair candidata à Presidência da República?
Marina – Não. Para mim isso se colocou como uma equação a ser resolvida quando o PV me fez oficialmente o convite.
Istoé – A sra. guarda alguma mágoa do presidente Lula?
Marina – De jeito nenhum. Aliás, de ninguém, graças a Deus. Tenho carinho, respeito e gratidão por ele. Eu tenho um investimento de 30 anos no presidente Lula, defendendo-o das piores injustiças. Hoje, quando eu vejo minha fé ser atacada como se eu fosse uma pessoa fundamentalista, enxergo a época em que atacavam o Lula.
Istoé – Muitos empresários entendem ser incompatível manter a taxa atual de crescimento com essas suas propostas de investir mais em energias limpas, abrindo mão de investimentos como Belo Monte. Como a sra. vê isso?
Marina – É perfeitamente possível. Quem disse que as energias limpas são incompatíveis com a geração de energia?
Istoé – Na quantidade necessária?
Marina – Sim, a nossa maior fonte de geração, 64%, é hidroeletricidade.
Istoé – E por que não Belo Monte?
Marina – A pergunta é: foram resolvidos os problemas de Belo Monte? Há 20 anos que a índia Tuíra botou o facão no pescoço do diretor da Eletrobras e os mesmos problemas seguem ali presentes. Não ouviram as comunidades indígenas, não resolveram os problemas de impacto ambiental em relação ao rio Xingu. Vai um contingente de 100 mil pessoas só para fazer a obra. E agora ainda apareceu a questão da viabilidade econômica do empreendimento. Ele é praticamente subsidiado pelo governo. Não adianta a gente fazer vista grossa para os problemas reais que Belo Monte tem.
Istoé – Há alguma hidrelétrica que a sra. aceita como modelo?
Marina –Todas têm impacto ambiental. O problema é a capacidade de suporte dos ecossistemas em relação a esses impactos. Há um empreendimento pequeno, São Salvador, para 400 megawatts, que levou seis meses para a gente licenciar. Os estudos de impacto ambiental eram exemplares, foram benfeitos.
Istoé – Mas há algum exemplo de maior porte?
Marina – Vários empreendimentos que foram viabilizados na minha gestão. O mais complexo foi a usina do Madeira. Quando cheguei tinha 45 obras na Justiça e resolvemos todos. Depois da minha saída, o presidente do Ibama estava com 17 processos.
Guilherme Leal – Eu queria qualificar essa questão do crescimento. Acho que não se advoga crescimento igual ao da China. O Brasil não está preparado para crescer a taxas de 7% a 10%. Nós não temos poupança de investimento para sustentar crescimento a esses níveis. Quem disser que é capaz de virar esta equação é populista.
Istoé – O Partido Verde tem quadros suficientes para dar resposta a esses desafios?
Marina – A sociedade brasileira tem e isso é uma das coisas que estamos inovando. Se formos pensar só no nosso partido, obviamente não temos. Mesmo o PT, que possui 1,6 milhão de filiados, precisou buscar quadros como Meirelles, Furlan, Roberto Rodrigues...
Istoé – A sra. quer PT e PSDB no seu governo?
Marina – Eu diria que há excelentes quadros em ambos e que ninguém poderia abrir mão deles.
Istoé – A sra. teve uma infância duríssima e um histórico de doenças, com cinco malárias, três hepatites, uma leishmaniose e ainda contaminação por mercúrio. Como está sua saúde hoje?
Marina – Graças a Deus está muito bem. Tenho saúde para ser presidente da República. De fato, enfrentei vários problemas na minha vida. Hoje estou bem, graças a Deus e a tantos médicos e à ciência que me ajudou. Eu inclusive tenho uma gratidão enorme pelo Estado de São Paulo. Todas as vezes que os médicos diziam que não tinha jeito para mim, na minha inocência, mas também por intuição, eu pensava: “São Paulo tem médico bom que vai me ajudar.” Quando, aos 19 anos, um médico previu minha morte, eu, uma menina ainda muito tímida, falei que queria sair do hospital. Assinei os documentos e vim para São Paulo, para o Hospital São Camilo.
Istoé – Como o presidente Lula a sra. teve uma origem humilde, mas, diferentemente dele, sempre estudou, buscou se aprimorar. Como a sra. compara estas situações?
Marina – São trajetórias diferentes, com oportunidades diferentes e que não podem ser comparadas. É assim mesmo: os seres humanos são diferentes e únicos no mundo. A vantagem do presidente Lula é que ele é uma pessoa fenomenal ou não estaria onde está. Como lideranças, a gente tem que manejar o tempo todo essa coisa do exemplo que está passando para as pessoas...
Istoé – Em alguns discursos, o presidente parece elogiar a falta de estudo...
Marina – Quando ele faz isso obviamente não é educativo. Mas também se eu disser: “Olha, é possível, se você estudar, se você se esforçar, virar ministro, virar Pelé” igualmente não seria educativo. Sou uma exceção e a educação tem que ser a regra de oportunidade para todas as pessoas. Vim de um seringal que tinha cerca de 300 famílias e apenas uma pessoa, entre todas, conseguiu fazer faculdade, começando pelo Mobral aos 16 anos. Logo, eu não posso usar isso como uma regra. Foi uma pequena fresta que caiu para uma pessoa em um palheiro, o que só prova uma coisa: se as crianças tiverem educação de qualidade, da educação infantil à universidade, todos têm as mesmas potencialidades. Muitas pessoas às vezes tentam até me usar: “Eles são preguiçosos, veja você como conseguiu, venceu.” Eu não posso me prestar a esse tipo de coisa.
Istoé – E em relação ao presidente Lula?
Marina – Às vezes, na tentativa de comunicar, ele simplifica demais as questões e desfavorece essa coisa educativa. Mas não quero ser injusta com Lula. Estamos falando aqui de análise de discurso. Para que não pairem dúvidas sobre o que eu penso: foi no governo Lula que saímos de 600 mil vagas nas universidades para mais de um milhão. O governo dele criou muitas oportunidades para muita gente.
Istoé – Um dos papéis do vice na campanha é alinhavar um pouco de apoio empresarial à candidatura. Como isso está acontecendo, qual a receptividade?
Guilherme Leal – Não estou na função de arrecadador para a campanha. Mas obviamente uma campanha não se faz sem recursos. Eu acho que a sociedade brasileira, incluindo o empresariado, percebe na candidatura Marina Silva a relevância de um projeto novo para o País. Acredito que esse empresariado está disposto sim a aportar recursos para fazer com que essa campanha possa prosperar. Claro, não nos consideramos os primos ricos dessa família de competidores. Sabemos que corremos por fora, que temos 12% das pesquisas e isso tem um rebatimento nos recursos de campanha.
Istoé – Quanto o sr. vai doar para a campanha?
Guilherme Leal – Esta é uma pergunta que não tem resposta, até porque a doação não está absolutamente definida.
Istoé – A sra. vai aceitar doação de bancos e de empreiteiras? Há algum limite estabelecido?
Marina –Temos feito essa discussão. Queremos que tudo seja transparente e, em hipótese alguma, a função do Guilherme nesse processo pode ser reduzida a isso. Ele é uma liderança, um dos melhores filhos do setor empresarial brasileiro.
Istoé – E um canal privilegiado para o setor empresarial?
Marina – Exatamente. É alguém que foi capaz de antecipar o futuro, há 30 anos, com uma pequena empresa. Mostrou que era possível juntar valores a um empreendimento próspero. Queremos muitos contribuindo com pouco e alguns, na medida do possível, contribuindo com um pouquinho mais. Toda vez que eu pego carona no avião do Guilherme ele doa a hora-voo para o Partido Verde para não ficar essa história de que Marina está pegando carona no avião do Guilherme.
Istoé – Qualquer doador é bem-vindo?
Marina – Se o Blairo Maggi, por exemplo, quisesse doar para mim, eu não ia aceitar.
Istoé – Tem que ter ficha limpa para a doação?
Marina – Você também não pode presumir nenhum tipo de condenação. Mas indústrias de armamentos decidimos que não. É uma questão simbólica, porque defendemos uma cultura de paz. A indústria de tabaco também não.
Istoé – De uma empresa como a Vale do Rio Doce, a sra. aceitaria contribuições?
Marina – Acho que sim. Aceitei a contribuição da Vale para fazer a conferência do meio ambiente. Não é uma empresa marginal. É uma mineradora que faz coisas de forma correta, sustentável, que não invade terra de índios, não vejo problema.
Guilherme Leal – Quem contribuir para a campanha da Marina não receberá medalha de bom cidadão, nem certificação, nem direito a qualquer retorno. Este é o critério.
Istoé – Qual é seu plano para a educação?
Marina – O Brasil está à beira de um apagão de recursos humanos. Faltam engenheiros, geólogos, químicos. Falta gente inclusive para os investimentos do pré-sal. Hoje as empresas já estão cheias de pessoas que vêm da China, da Índia. Um país começa a se desqualificar para o futuro quando não é capaz de suprir os empregos qualificados com seus próprios filhos. Nosso país ainda tem 15 milhões de jovens analfabetos. Aqui o professor não é valorizado, não temos um processo de formação continuada. Se você fizer um concurso para juiz, pode ser no cafundó do Judas, que a pessoa vai lá e toma posse. Agora, um professor não consegue ser deslocado nem para o bairro periférico mais próximo do centro de São Paulo. Na classe média, quando um sonhador diz que quer ser professor, os amigos tentam dissuadi-lo.
Istoé – O que é necessário para mudar isto?
Marina – O professor necessita de tripla valorização: uma valorização simbólica do papel do professor, a remuneração e a qualificação. E as escolas precisam ser premiadas pela melhora que conseguem em relação a si mesmas. Com isto se evitaria um ciclo vicioso: só vai dinheiro para qualificação das escolas que já têm melhor desempenho. As de desempenho pior são castigadas. E sem apoio vão ficar ainda piores. Devemos dar uma cesta de oportunidades para todas e se a escola, em relação a si mesma, melhorar, se aumentam os recursos para ela.
Istoé – E os recursos para isto?
Marina – Estamos falando em aumentar, de cara, o investimento em educação que hoje é de 4% do PIB para 5%. E até 2014 chegarmos a algo em torno de 10%. Temos um dreno de 3% do PIB só com a corrupção.
Istoé – Que métodos a sra. utilizaria para acabar com a corrupção?
Marina – O combate à corrupção depende de duas coisas: de pessoas virtuosas para criar instituições virtuosas e de instituições virtuosas para corrigir as pessoas quando elas falham em suas virtudes, porque todos falhamos. Então é necessário um Tribunal de Contas independente, um Ministério Público atento e um Congresso com autonomia para fazer essa fiscalização.
Istoé – A sra. já falou que Dilma, Serra e Lula extrapolam a lei na campanha eleitoral. Essa constante transgressão que se vê está ligada à cultura da impunidade que costuma permear o meio político?
Marina – É isso que eu falo: a virtude das pessoas é a virtude das instituições. Mas temos um problema: o hiato entre a pré-campanha e a campanha. Não há uma lei que regulamente como deve ser o comportamento até a oficialização do nome na convenção. E, na falta do regramento, as pessoas vão pela linha cinzenta de extrapolar, o que não poderia acontecer, principalmente quando se trata do presidente da República.
Istoé – Como a sra. vê a política pública de combate às drogas no Brasil?
Marina – No caso do crack, o governo acabou de lançar um programa que é muito baseado nas contribuições que foram apresentadas em setembro do ano passado ao ministro Tarso Genro pelo Luiz Eduardo, que é um dos meus coordenadores na parte de segurança. Eu defendo, inclusive, uma reforma na segurança pública no Brasil. Sem isto vamos ficar fazendo puxadinho em cima de puxadinho, enquanto a base está deteriorada.
Istoé – E em relação à maconha?
Marina – Existem pessoas sérias que defendem a liberalização da maconha. Eu defendo que se faça um plebiscito para que a população possa debater esse assunto. Eu não faço um discurso moralista para cima dos que defendem, como se fossem pessoas degradadas que estão propondo destruir os nossos jovens. Não, são pessoas sérias, como o ex-presidente Fernando Henrique, o Gabeira e tantos outros. Mas eu acho que a maconha também é uma porta de entrada para outras drogas.
Istoé – Sobre a questão do aborto e da união entre pessoas do mesmo sexo a sra. também fará um plebiscito?
Marina – Essa questão não tem como ser apenas prática. É por isso que entra o plebiscito. O que está colocado aí é a questão da vida da mulher que faz isso e também da vida que a sociedade protege como um princípio. Temos todos esses aspectos filosóficos, morais, éticos, científicos.
Istoé – A sra. tem arrebatado muito apoio, mas nas pesquisas seus índices não têm se alterado muito. A sra. acredita numa virada?
Marina – No livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, o personagem diz sobre uma moça: “Bonita, porém coxa. Mas por que coxa se bonita? Mas por que não bonita se coxa?” Parece isso quando falam que eu arrebato, mas não tenho voto. Por que arrebata se não vota? Por que não vota se arrebata? Nós estamos apenas no começo e 12% nesse começo é muita coisa. O presidente Lula está há três anos falando da Dilma. O governador Serra era candidato desde que perdeu e o Ciro Gomes estava até um dia desses empatado comigo. É um bom começo.
Fonte: ISTOÉ Independente
Autor: Redação
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte

Brasil quer ter banco de código de barras genético
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:30 hs. 
05/06/2010 - O Ministério da Ciência e Tecnologia deve lançar ainda este mês edital de R$ 5 mi para pesquisas
Reduto de biodiversidade, o Brasil ficou para trás em pesquisas genéticas no setor. O Ministério da Ciência e Tecnologia promete começar este mês a tirar o atraso, lançando um edital que destina R$ 5 milhões a pesquisas sobre códigos de barras genético, os barcodes. O termo se refere à técnica pela qual cientistas criam arquivos com dados do sequenciamento de um gene específico de algum ser vivo. A ideia é montar um banco no qual, a cada espécie, corresponda um barcode.
A Ararajuba já tem um código de barras depositado no Bold, no Canadá
O código pode ajudar a impedir o contrabando de animais e plantas, porque facilita a identificação de espécies em fronteiras e aeroportos. Faz parte de um arsenal de instrumentos que revolucionou estudos sobre biodiversidade, hoje orientados para a preservação da riqueza genética das espécies.
“Do ponto de vista da biodiversidade, o ideal é sequenciar e criar barcodes para ao menos cinco exemplares de cada espécie, o que diminui o risco de deixar de fora indivíduos isolados”, diz a professora Cristina Miyaki, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. “Nunca se pode garantir que toda uma espécie estará representada na amostragem.”
Já existe um arquivo de barcodes, o Bold, alimentado por pesquisadores do mundo todo. Ele é parte do programa International Barcode of Life (Ibol), criado pelo Canadá, com investimento total de US$ 76 milhões. “Estamos atrasados nesse setor. O Brasil foi convidado para ser a sede regional do Ibol, mas declinamos. Hoje, quem faz este papel é a Argentina”, diz Fabrício dos Santos, professor de Genética da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
“Sabemos que vários países estão investindo nisso. A China anunciou US$ 30 milhões. O México, a Índia e o Quênia têm programas nacionais de barcodes. É uma prioridade, mas antes temos de organizar nossa rede de pesquisadores”, alega o assessor técnico da Coordenação de Ecossistemas do ministério, David Oren. “O ideal seria ter um banco de dados no Brasil.”
Enquanto isso não ocorre, vários brasileiros têm colaborado com o Bold. Cristina foi ao Canadá para sequenciar e “etiquetar” espécies como ararinha-azul e ararajuba. O pesquisador Maurício Zenker, da Universidade Federal do Paraná, deve remeter amostras de mariposas para o Ibol. "Ainda não temos base legal para enviar amostras com segurança. É preciso deixar alguém como fiel depositário aqui.”
Karina Ninni - Especial para O Estado
Fonte: Estadão 

Falta de mão de obra pode durar dez anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs. 
05/06/2010 - Se o Brasil se tornar um dos principais produtores de petróleo do mundo, sofrerá com falta de mão de obra especializada, avalia Paulo Pontes, presidente da unidade brasileira da Michael Page, empresa inglesa especializada em recrutamento de executivos para média e alta gerência.
Essa carência, entretanto, deverá estar suprida daqui a 10 anos. Instituições de Ensino Superior estão se especializando na formação de profissionais para o setor.
Fonte: Correio do Povo - Porto Alegre 

Cientistas querem usar lama para produzir energia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs. 
05/06/2010 - Bactéria encontrada no lodo produz eletricidade. Custo de usinas para captar essa energia é menor que de hidrelétricas.
Pesquisadores do Rio Grande do Sul encontraram uma forma de gerar energia elétrica a partir da lama.
Cerca de três mil navios circulam por ano no porto do Rio Grande (RS). Para garantir esse movimento, embarcações cavam buracos debaixo da água e sugam a areia para aumentar a profundidade do canal. O trabalho tem que ser feito todos os anos. Ao todo, são retirados 1,5 milhão de metros cúbicos de material.
Todo o lodo é jogado fora. E os cientistas da Universidade Federal do Rio Grande querem acabar com o desperdício.
Segundo os pesquisadores, a lama contém altas concentrações de uma bactéria conhecida como micróbio elétrico. Essa bactéria se alimenta de restos de peixes, algas e vegetais que estão na lama. No final da refeição, produz energia elétrica que é liberada em forma de pequenas partículas chamadas de elétrons.
Os pesquisadores montaram uma pequena usina no laboratório. Placas de grafite captam a energia liberada pelas bactérias, que segue por fios até uma bateria. A energia liberada é suficiente para carregar um celular.
Os cientistas vão propor a construção de uma usina em tamanho industrial. A energia produzida no local será suficiente para abastecer uma cidade com 500 mil habitantes.
A maior vantagem é a economia, dizem os pesquisadores. O custo de uma usina desse tipo é menor do que o das hidrelétricas. E a matéria prima viria das obras de dragagem do porto.
Fonte: VNews - São José dos Campos 

Ministros ignoram ordem para cortar gastos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:46 hs. 
05/06/2010 - Brasília - Menos de uma semana depois do anúncio do novo corte de R$ 7,5 bilhões nas despesas da União, ministros que deveriam reduzir despesas de suas pastas decidiram ignorar restrições para gastar. "Não haverá cortes", diz o ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos mais atingidos, com R$ 1,3 bilhão subtraído da pasta.
Como Haddad, os colegas que também sofreram cortes em suas pastas tampouco trabalham com a revisão de metas de programas e, muito menos, com a possibilidade de parar obras em ano eleitoral. A aposta generalizada é que os limites de gastos impostos agora vão desaparecer no segundo semestre em decorrência do esperado aumento na arrecadação de tributos da União.
Esse entendimento enfraquece o discurso da equipe econômica que, só neste ano, bloqueou um total R$ 31,8 bilhões de gastos para mostrar compromisso com as metas fiscais (3,3% do PIB de economia para pagamento de juros). O corte mais recente chegou a R$ 10 bilhões com o bloqueio de gastos de pessoal e subsídios.
Esse último corte não passou de um sinal - possivelmente ineficaz - de que o governo faz a sua parte no esforço para que o Banco Central (BC) não tenha de agir sozinho, aumentando a taxa básica de juros (Selic), para conter o ritmo mais acelerado da economia e, consequentemente, a inflação. Gastos públicos elevados pressionam a atividade econômica.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: VEJA On-line 

Indicação que solicita ao Governador que seja retirado o PLC 071/2009 que "Cria a Fundação Estadual de Meteorologia e Pesquisas do Clima de Santa Catarina - CLIMESC
Fonte: Gabinete do Deputado Pedro Uczai
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
INDICAÇÃO Nº 317/2010
Solicita ao Governador do Estado providências visando à retirada de tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 071/2009, que tramita nesta Casa Legislativa.
O Deputado que esta subscreve, com amparo nos artigos 204/206 do Regimento Interno e considerando que:
- tramita na Assembléia Legislativa os Projeto de Lei Complementar  nº 071/2009, de autoria governamental, que “Cria a Fundação Estadual de Meteorologia e Pesquisas do Clima de Santa Catarina - CLIMESC e estabelece outras provi-dências”;
- esse Projeto não corresponde aos anseios da maioria dos servido-res da Epagri e também da das entidades representativas ligadas a temática; e
- em Audiência Pública realizada no Plenarinho desta Casa Legisla-tiva, em 28 de abril do corrente ano, com a participação de vários parlamentares e entidades representativas ligadas ao assunto, foi manifestada a proposta do mesmo.
REQUER seja encaminhada ao Governador do Estado de Santa Catarina, a seguin-te INDICAÇÃO:
“A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, ACOLHENDO PROPOSIÇÃO DO DEPUTADO PEDRO UCZAI, SOLICITA A VOSSA EXCELÊNCIA A RETIRADA DE TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 071/2009, EM CONFORMIDADE COM AS PRERROGATIVAS CONSTITUCIONAIS. ATENCIOSAMENTE, DEPUTADO GELSON MERÍSIO – PRESIDENTE”.
Sala das Sessões, em
Deputado Pedro Uczai

Novo período de inscrições no Sisu é aberto esta semana
Fonte: Jornal da Educação
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre na próxima quinta-feira, dia 10, novas inscrições. Os estudantes interessados terão até o dia 14 de junho para entrar no sistema e se candidatar a uma das 15 mil vagas esperadas para este semestre em instituições públicas de ensino superior.
Diferentemente do ocorrido no ano passado, os candidatos poderão escolher este ano até duas opções de cursos, com a possibilidade de mudança de curso ou instituição durante o período de inscrições. Diariamente serão divulgas as notas de corte de acordo com as inscrições dos estudantes.
Os estudantes que forem selecionados para o curso de sua primeira opção serão retirados do sistema, mas aqueles que se classificarem para a segunda opção ou não conseguirem média em nenhum dos cursos escolhidos ficarão em uma lista de espera, que preencherá as vagas restantes.
O Sisu, que foi criado em 2009 pelo Ministério da Educação, possibilita a entrada dos estudantes em universidades públicas através da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
(IPAE 033 - 06/10)
 
Premiação incentiva pesquisa para jovens cientistas
Fonte: Jornal da Educação 
O concurso Prêmio Jovem Cientista completa este ano 24 edições como um projeto de sucesso no incentivo à pesquisa. Em 2010, estudantes do ensino médio, ensino superior e graduados têm de apresentar trabalhos sobre o tema "Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro”. Entre os benefícios estão: bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico), equipamentos de informática e R$ 145 mil em prêmios.
O objetivo da premiação é incentivar jovens pesquisadores na resolução de problemas cotidianos. No total farão parte do concurso cinco categorias: graduado, estudante do ensino superior e estudante do ensino médio, orientador e mérito institucional e uma menção honrosa ao pesquisador doutor, que recebe R$ 15 mil. As inscrições chegam ao fim às 18h do dia 30 de junho.
Mais informações: www.jovemcientista.cnpq.br.
(IPAE 034 - 06/10)

Portugal e Congo assinam acordo para ensino de português nas escolas do país africano
Fonte: Jornal da Educação
Foi assinado, na última sexta-feira (4), um acordo entre o governo de Portugal e do Congo que prevê o ensino de língua portuguesa nas escolas do país africano já em 2011. A aliança também conhecida como Congo-Brazaville se deve à proximidade da nação à Angola e São Tomé e Príncipe, países falantes do idioma, e pertencentes da Comunidade Econômica dos Estados da África Central.
O ensino deve começar já em setembro de do ano que vem e a primeira experiência será com diplomatas congoleses. Atualmente, já existe o ensino de português como língua estrangeira em vários países africanos onde o idioma não é oficial. É o caso de Senegal, Namíbia, Suazilândia, Costa do Marfim e África do Sul.
(IPAE 035 - 06/10)

Meio milhão de docentes dá aulas sem formação ideal
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 07/06/2010  
Meio milhão de professores da educação básica ensina, nas salas de aulas da rede pública brasileira, disciplinas sobre as quais não aprenderam durante o curso superior. Nos mais variados colégios brasileiros, profissionais formados em matemática dão aulas de física e professores de educação física dão aulas de biologia, por exemplo. Eles representam quase um quarto dos 1.977.978 educadores dessa etapa. Dados do Censo Escolar 2009 tabulados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que pouco mais da metade (53,3%) dos professores que atuam no ensino médio na rede pública têm formação compatível com a disciplina que lecionam. O total é de 366.757. Nas séries finais do ensino fundamental, etapa na qual as matérias começam a ser dadas por professores de áreas específicas, a proporção é ainda menor: 46,7% de 617.571 docentes. O levantamento feito pelo Inep considerou apenas a inadequação dos professores que já possuem diploma de curso superior. A quantidade de docentes que atua nos colégios brasileiros sem ter freqüentado uma universidade também é grande: 152 mil, como divulgou o iG. Os números revelam que a maior distorção está na área de exatas, na qual os profissionais formados nos cursos de licenciatura do País são insuficientes para suprir a demanda.
Segundo o censo, nas séries finais do ensino fundamental, apenas 5% dos professores de física têm licenciatura na área. Em química, apenas 10,4% dos docentes têm formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui professores com formação adequada para o ensino da matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de profissionais da área. No ensino médio, as áreas que “lideram” as estatísticas da inadequação entre diploma universitário e matéria dada em sala de aula são um pouco diferentes do fundamental. Além da física, em que apenas 25,1% dos docentes que lecionam a disciplina têm formação na área, em química, 28% dos profissionais dão aulas sem qualificação adequada. Faltam também    professores especialistas de língua estrangeira e de educação artística, por exemplo.
Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), afirma que a realidade preocupa os gestores. “A formação dos professores tem tudo a ver com a qualidade de ensino. Não há como pensarmos em melhorar a educação sem investirmos nisso”, afirma. Um estudo feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com base nos dados do Censo Escolar de 2007, mostra que os Estados com maior número de professores sem formação adequada (incluindo aqui os docentes leigos que atuam nas redes) são os que têm pior desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O presidente da Undime, que é secretário municipal de Educação na cidade de Castro, no Paraná, diz que os dirigentes são “obrigados” a contratar profissionais sem a qualificação ideal. Ele conta que, quando começou a gerenciar o sistema educacional de Castro, em 2005, 43% dos professores não tinham curso superior. Hoje, o número caiu para 28%.
“Ainda hoje contratamos professores que só possuem ensino médio porque existe uma lacuna muito grande a ser preenchida. Faltam professores nas áreas de biologia, química, física. Mas, junto a isso, investimentos em formação. Os que não têm graduação vão para a universidade e os que têm fazem pós. Temos de fazer um planejamento a longo prazo”, pondera. Para isso, reforça Carlos Eduardo, a União precisa investir mais recursos em estados e municípios. Professora eventual da rede pública de Santos, litoral de São Paulo, Daiane Santos ainda não terminou a faculdade e já enfrenta as dificuldades da profissão. Prestes a se formar em história, ela passa a semana preparando aulas de matemática para os alunos do 7º ano do ensino fundamental. Ao passar no concurso para temporários, Daiane teve de procurar por vagas ociosas de professores efetivos para conseguir dar aulas. Só conseguiu em matemática, na
 qual a escassez de profissionais é grande. “O professor que seria o ‘dono’ dessas aulas está em licença e deu a entender que não deve voltar neste ano. Então eu devo continuar com as aulas dele”, conta.
Para preparar o conteúdo, ela se vale do fato de ter concluído o ensino médio há poucos anos. “Não estou tendo dificuldades para rever as matérias e ensinar. Meu problema, às vezes, é com alunos que rejeitam o fato de eu ser professora substituta e acham que não precisam fazer os exercícios, mas até isso eu consigo contornar”, garante. Jussara Regina Avele Knopik leciona matemática para turmas de 2º e 3º anos do ensino médio há quatro anos. Concursada para trabalhar 40h na rede estadual do Paraná, ela também é escalada para atuar como professora de física. As aulas de física, como conta, sempre “sobram” na escola, por falta de professores. Como gosta do assunto, ela procurou fazer novos cursos para aprender mais do que o estudado na faculdade, onde teve aulas de física por quatro semestres. Ela já fez cinco, incluindo um em astrofísica, oferecido pelo MEC em parceria com o Observatório Nacional. “Quando tiver mais tempo, quero fazer um curso de ensino a distância na área”, afirma.
Veridiana Dias, de Arealva, interior de São Paulo, também é professora temporária. Por causa disso, não escolhe a aula que é capacitada para dar. Quando a escola da rede estadual que a contrata chama, ela tem de lecionar o que vier. “Eu moro perto da escola e, às vezes, eles me ligam no horário da aula porque o professor faltou e não avisou com antecedência. Tenho de ir com a cara e com a coragem, sem ter tempo de me preparar”, conta a docente, formada em letras, com habilitação em português e espanhol, e que já teve de lecionar física, sociologia e inglês. A experiência tem sido tão desagradável que Veridiana, mesmo tendo passado no concurso para efetiva, pensa em deixar a carreira na rede pública em breve. “Estou fazendo pós-graduação em espanhol e pretendo trabalhar com empresas ou na rede particular”, lamenta. (IG)
 
Alunos mais bem colocados no Enade não estudam apenas nas vésperas das provas
Fonte: Clippping Educacional Consae - Folha Online, 06/06/2010 - São Paulo SP 
ANGELA PINHO DE BRASÍLIA 
André, 26, é frei franciscano em Petrópolis (RJ). Pedro, 30, vive em uma chácara nos arredores de Brasília, onde sua família cultiva maracujá. Vivian, 27, morava em uma favela no Rio, de onde saiu graças a bolsas que ganhou durante a faculdade. Com perfis bem distintos do típico aluno aplicado de classe média, os três ficaram em primeiro lugar nos seus respectivos cursos no Enade, o exame do Ministério da Educação que é dirigido aos universitários. A Folha obteve a lista (veja abaixo) dos 48 estudantes mais bem colocados em cada um dos cursos avaliados em 2007 e 2008 --os resultados de 2009 ainda não saíram. Eles serão contemplados com bolsas do governo caso queiram fazer pós-graduação.
Apesar das características diferentes, seguem uma cartilha de condutas em comum que os levou ao topo do ranking do Enade: não estudam somente nas vésperas das provas, tiram as dúvidas durante as próprias aulas e, principalmente, são apaixonados por seus cursos. O sucesso na universidade, no entanto, nem sempre se repetiu  durante a escola. Frei André teve que deixar o jardim de infância porque a professora dizia que ele era tímido demais para conviver com os colegas. Quando voltou à escola, quase repetiu a primeira série. Mudou de cidade cinco vezes durante a infância e a adolescência. A cada colégio, conteúdos nunca vistos anteriormente. Para André, a timidez o ajudou a obter o primeiro lugar entre os estudantes de filosofia em 2008. "Quem não se dá bem em algumas dimensões da vida social acaba se aplicando mais a outras, e eu me apliquei mais aos estudos", diz ele, que estudou no Centro Universitário Franciscano do Paraná.
Qualidade - Dois terços dos primeiros colocados no exame estudaram em universidades públicas. Entre os demais, a lista traz egressos de instituições particulares tradicionais, como a PUC do RJ e de SP. Há, no entanto, exceções. Melhor aluna de Letras do país, Paula Carnasciali, 35, estudou na Faculdade Anhanguera de Osasco, instituição que tem nota 2 no IGC (Índice Geral de Cursos) do Ministério   da Educação. Seu método de estudos era a dedicação total. Ia a todos os cursos extras e atividades extracurriculares oferecidas pela faculdade e conversava muito com os professores, que ela achou muito bons. Luana Guedes, 25, também acredita que sua participação em atividades voluntárias, para atender pacientes, a ajudou a obter o primeiro lugar em fisioterapia. Mas isso não se refletiu num bom emprego na área. Após se formar, ficou um ano desempregada. Prestou concurso público e hoje ocupa um cargo administrativo no Ministério da Saúde cuja única exigência é o ensino médio completo. "A não ser que consiga um emprego público na área, não pretendo trabalhar com fisioterapia." Já para Vivian dos Santos Teixeira, 27, a universidade foi fundamental para melhorar de vida. Ao cursar enfermagem na UFRJ e ter acesso a bolsas de pesquisa, passou a ajudar a família, o que permitiu que ela e mãe saíssem da favela Nossa Senhora das Graças, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Colaborou ITALO NOGUEIRA, DO RIO 

Crédito do BNDES avança na inércia do mercado de capitais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs. 
08/06/2010 - Novos solavancos no exterior frustraram a expectativa de que o mercado de capitais internacional e doméstico e os bancos privados dariam suporte aos planos de investimento da economia real.
Felizmente, abastecido por generosas injeções de recursos do Tesouro Nacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua irrigando as empresas com crédito e impulsionando os programas de investimento governamentais. No ano passado, no auge do aperto de liquidez, o BNDES liberou R$ 137,4 bilhões, 49% a mais do que em 2008 e 20% do crédito do país.
Nos primeiros quatro meses deste ano, o BNDES desembolsou 34% a mais do que em igual período de 2009, em um total de R$ 35,7 bilhões. A maior parte do dinheiro foi para a infraestrutura, incluindo obras listadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A infraestrutura ficou com 40% dos créditos liberados, ou R$ 14,1 bilhões, 41,3% a mais do que no primeiro quadrimestre de 2009, canalizados principalmente para projetos de transporte rodoviário, que receberam R$ 7,6 bilhões. Em 2009, o BNDES direcionou para a infraestrutura R$ 48,7 bilhões em créditos, ou 36% do total desembolsado pelo banco no ano, com destaque para transporte rodoviário e energia.
Outra ênfase do BNDES é o financiamento de máquinas e equipamentos, que absorveu 43,7% dos desembolsos do primeiro quadrimestre deste ano, o que significou a irrigação de R$ 15,6 bilhões, 133% a mais do que em 2009. Parte da expansão dos desembolsos para o setor é explicada pela busca de recursos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) antes da elevação, prevista para julho, de um ponto de suas módicas taxas de 4,5% a 7% ao ano.
O Valor apurou que o BNDES também está cumprindo à risca a tarefa de apoiar as diretrizes industriais do governo, delineadas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Traçada pelo governo federal em maio de 2008, a PDP tem como objetivo aumentar a taxa de investimento, estimulando a tecnologia e a inovação, para que a economia possa crescer de forma sustentável.
Entre as metas traçadas pelo programa estão ampliar a taxa de investimento do país para 21% do PIB; aumentar a participação do Brasil nas exportações mundiais para 1,25% e ampliar em 10% o número de micro e pequenas empresas exportadoras.
O BNDES foi nomeado o principal financiador do programa. Das 179 operações feitas pelo banco com a área industrial naquele ano, 75% foram realizadas com empresas de setores incluídos no PDP. No ano passado, dos 156 contratos de crédito com a indústria, 83,3% abrangiam projetos ligados ao PDP, sendo R$ 563 milhões direcionados para a inovação. De janeiro a março deste ano, a inovação já recebeu R$ 353 milhões, 366% a mais do que no mesmo período de 2009.
Apesar desse esforço, a crise internacional teve impacto fulminante na taxa de investimento do país, que despencou de 19% do PIB em 2008 para 16,7% em 2009 - número bastante distante dos 21% a 22% necessários para que a economia cresça a um ritmo superior a 5% ao ano.
Uma falha na ação do BNDES é a concentração dos desembolsos nas grandes empresas, desequilíbrio causado pelo fato de que são as companhias de maior porte as que apresentam os projetos que exigem maiores investimentos. Se as micro, pequenas e médias empresas ganham em número de operações, com 437 mil nos doze meses terminados em abril, ou 93% do total, a relação se inverte quando se pensa em volume financeiro, pois esses negócios envolveram R$ 31 bilhões, ou 21% do total desembolsado, em comparação com os R$ 115 bilhões destinados às empresas de grande porte, que fizeram 7% das operações e abocanharam 79% dos recursos concedidos.
O outro ponto negativo é o subsídio embutido nas operações do banco, que cobra as taxas mais baixas do mercado. Para expandir as operações, o BNDES recebeu duas injeções de recursos do Tesouro entre 2009 e o início deste ano, no valor total de R$ 180 bilhões. Para obter esses recursos, o Tesouro tem que captar dinheiro no mercado pagando a taxa Selic, que é superior ao juro cobrado pelo BNDES na maior parte dos seus créditos. Os aportes de recursos no BNDES aumentaram o endividamento do governo, pressionando as contas fiscais. 
Fonte: Valor Econômico 

Livro eletrônico começa a mudar indústria
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:37 hs. 
08/06/2010 - A escritora Karen McQuestion passou quase dez anos tentando convencer algum editor nova-iorquino a publicar seus livros. Aí, em julho, McQuestion, de 49 anos e mãe de três filhos, decidiu publicar por conta própria na internet.
Onze meses depois, McQuestion já vendeu 36.000 livros eletrônicos para o Kindle, o aparelho da Amazon.com Inc. para e-books, e tem uma opção para um filme com um produtor de Hollywood. Em agosto, a Amazon publicará uma versão impressa de bolso de? A Scattered Life?, seu primeiro romance, sobre três amigas numa cidadezinha do Estado americano de Wisconsin.
Autores como McQuestion estão na vanguarda de uma reviravolta tecnológica que está enfraquecendo o tradicional controle das editoras sobre o mercado literário? e aumentando o poder de empresas de tecnologia como a Amazon, que passaram a determinar quais livros e autores vão dar certo.
Do mesmo modo que os blogs roubaram leitores dos jornais e o YouTube roubou espectadores da TV, a auto-publicação digital está criando uma nova fronteira nos livros e ameaçando o setor inteiro. Antes ridicularizados pelas editoras como livros de vaidade?, as edições independentes agora conseguem prosperar evitando o sistema institucionalizado das editoras.
Se você é um autor e quer atingir muitos leitores, até pouco tempo atrás o melhor era vender o livro para uma editora, porque elas controlavam a impressão e a distribuição. Isso está começando a mudar?, diz Mark Coker, fundador da empresa iniciante Smashwords Inc., da Califórnia, que oferece serviços de publicação e distribuição de e-books.
Por trás dessa mudança está a popularidade crescente dos livros eletrônicos, que poucas pessoas estavam dispostas a ler até três anos atrás. O iPad, da Apple Inc., e aparelhos eletrônicos como o Kindle facilitaram a compra e leitura de obras digitais. As vendas americanas de livros caíram 1,8% no ano passado, para US$ 23,9 bilhões, mas as de e-books triplicaram, para US$ 313 milhões, segundo a Associação de Editores Americanos. Alguns analistas calculam que as vendas de livros eletrônicos podem chegar a compor entre 20% e 25% do mercado de livros em 2012.
Não se sabe qual é a verdadeira ameaça que a publicação independente em meio digital representa para as editoras, que ainda controlam os campeões de vendas, sejam em formato impresso ou eletrônico. Muitas grandes editoras minimizam os livros independentes, afirmando que a maioria não resiste ao tempo, em parte porque são mal editados e quase nunca ganham resenhas.
Mas alguns editores dizem que a publicação independente on-line e a chegada de novatos como a Amazon ao mercado podem promover uma mudança gigantesca na indústria editorial.
Ela mostra aos autores famosos que eles mesmos podem contratar assessor de imprensa, especialista em marketing on-line, editor freelance e serviço de distribuição próprios?, disse Richard Nash, ex-publisher da Soft Skull Press que lançou recentemente a editora Cursor Inc.
A Amazon assumiu a dianteira desse processo, oferecendo ferramentas para o autor se auto-publicar e criando ano passado um selo para publicar autores promissores em meio impresso e digital.
Este mês, a Amazon vai incrementar ainda mais sua iniciativa aumentando a comissão do autor para 70% da receita, ante 30% para livros eletrônicos que custam entre US$ 2,99 e US$ 9,99. Um autor independente cujo livro eletrônico é vendido a US$ 9,99 na loja do Kindle receberá US$ 6,99 por livro vendido. A comissão do autor numa venda parecida, intermediada pela maioria das grandes editoras, seria US$ 1,75.
A nova fórmula torna a publicação independente em meio digital mais lucrativa para os autores? Algumas pessoas ficarão tentadas pelo royalty de 70% da Amazon?, diz Nash? Se já têm uma base de fãs, será que vão querer 70% de US$ 100.000 ou 15% de US$ 200.000 para publicar um livro de capa dura?
As empresas de tecnologia e as tradicionais companhias do setor editorial estão apostando na publicação independente. A Apple anunciou semana passada um programa de publicação independente para o iPad que oferece até 70% dos royalties para os autores, uma fórmula parecida com a da Amazon. A rede de livrarias Barnes & Noble lançou no mês passado um serviço chamado PubIt!, que permite aos autores carregar e publicar livros na internet.
Ano passado, Jane Friedman, que já foi diretora-presidente da editora HarperCollins Publishers, da News Corp., empresa que também é dona do Wall Street Journal, fundou a Open Road Integrate Media LLC, voltada para e-books e autores que estão interessados em publicar digitalmente antes de tentar o meio impresso. Editoras tradicionais como a Thomas Nelson Inc., de Nashville, Tennessee, que publica obras religiosas, fecharam acordos com uma empresa chamada Author Solutions Inc. para publicação independente online e impressa.
E uma série de empresas iniciantes de tecnologia passou a oferecer serviços de publicação independente, como a Smashwords, a FastPencil Inc. e a Lulu Enterprises Inc. O site Scribd.com afirma que publica 290.000 livros independentes por ano, que os autores vendem a preços que eles mesmos determinam.
Um dos maiores arquivos de livros eletrônicos publicados independentemente é a Amazon Digital Text Platform. Steve Kessel, diretor sênior da Amazon, diz que a empresa lançou a Digital Text juntamente com o Kindle em 2007 para dar aos autores e pequenos editores ferramentas simples para carregar livros na loja do Kindle. Atualmente, a loja do Kindle responde por cerca de 70% do mercado americano de e-books.
A Amazon está usando sua forte presença no varejo para fechar acordos diretamente com autores famosos. Ela conseguiu acordos de exclusividade para escritores como Stephen King e Stephen Covey.
E em maio de 2009 a Amazon lançou seu próprio selo editorial, o Amazon Encore. Da enxurrada de livros independentes, a Amazon escolhe os mais promissores para editar e publicar online e em varejistas de livros impressos. Seu primeiro lançamento se chama Legacy? e foi escrito por uma menina de 14 anos chamada Cayla Kluver. O selo já anunciou o lançamento de 19 livros.
O diretor-presidente da Amazon, Jeff Bezos, diz que a Amazon quer ser parceira e não ameaçar as editoras. ?Acho que o verdadeiro risco é que existem muitas editoras. Algumas delas têm mais visão que as outras e realmente estão investindo nessa nova área dos e-books?, diz ele. ?Se você não é uma dessas editoras, aí é preocupante.?
As editoras alegam que a maioria dos autores continuará trabalhando com o meio impresso. Mais de 90% das vendas ainda vêm dos livros impressos. Além do suporte de edição e marketing para os manuscritos, muitos escritores dependem dos adiantamentos que recebem das editoras. Para alguns, isso significa pagamentos na casa dos sete dígitos muito antes de suas obras chegarem às prateleiras. Os autores independentes só conseguem gerar receita quando seus livros são vendidos.
Mas à medida que milhares de autores se publicam, o controle das editoras sobre quais títulos são editados e vendidos enfraquece cada vez mais. Algumas editoras temem que uma das grandes empresas de tecnologia que agora distribuem e-books vá concorrer com elas pelos autores mais vendáveis, oferecendo vantagens numa tentativa de conquistar mais mercado. Alguns autores famosos escrevem vários livros por ano e podem sentir-se tentados a testar o mercado se tiverem um original que ainda não foi comprado por uma editora.
O mercado deve se organizar em torno de dois níveis, de marca/de qualidade? e barato/bom o suficiente?, prevê o escritor e palestrante Seth Godin. Faz muito tempo que as grandes editoras dependem das vendas de catálogo, ou seja, de livros publicados há um ano ou mais, para obter boa parte de seus lucros. Nos próximos anos, surgirão substitutos adequados para muitos desses livros a um quarto do preço atual, diz ele.
Geoffrey A. Fowler e Jeffrey A. Trachtenberg, The Wall Street Journal 
Fonte: Valor Econômico 

Os dez cargos com maior escassez de talentos no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:15 hs. 
08/06/2010 - Estudo aponta o país como o segundo em incompatibilidade entre perfil procurado e qualificação
Encontrar o perfil ideal na hora de contratar não é a tarefa das mais fáceis no Brasil. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pelo Manpower, multinacional especializada em recursos humanos, que apontou o nosso país como o segundo que possui mais escassez de talentos. Ao todo, foram consultados 35 mil empresas em 36 países. No Brasil, 64% dos quase mil entrevistados apontaram que faltam profissionais adequados para preencherem as vagas disponíveis.
O Brasil fica atrás somente do Japão, no qual, 76% das empresas entrevistadas apontaram dificuldades em contratar. A média geral entre os países que sofrem problemas para contratar por falta de mão-de-obra apropriada foi de 31%, um ponto percentual acima do resultado de 2009.
A pesquisa também destacou o ranking das profissões com maior incompatibilidade entre a qualificação disponível e o perfil demandado. No Brasil, onde a pesquisa está sendo realizada pela primeira vez, os técnicos em produção, operações, engenharia e manutenção, principalmente os de nível médio, foram os mais citados, seguidos pelos trabalhadores de ofícios manuais e pelos operadores de produção (veja a relação abaixo).
1. Técnicos (produção, operações, engenharia e manutenção)
2. Trabalhadores de oficio manual (eletricista, carpinteiros)
3. Operadores de produção
4. Secretarias e assistentes administrativos
5. Operários
6. Engenheiros
7. Motoristas
8. Contadores e profissionais de finanças
9. Profissionais de TI
10. Representante de vendas
De acordo com Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil, "o principal problema não é o número de candidatos, mas a incompatibilidade de talentos. Não há pessoas habilitadas para realizar as tarefas demandadas". Segundo Guimarães, os empregadores têm exigido, além da capacidade de realizar o trabalho para o qual foram contratados, que os empregados possuam outras qualidades que agreguem valor à organização.
Uma das consequência desse resultado se deve ao período atual de recuperação da economia mundial, em que empresas buscam fazer mais atividade, mas com menos investimento financeiro e mão-de-obra.
"O quadro atual apresenta desafios tanto para empregadores quanto para candidatos", atesta Guimarães. Para ele, isso demonstra que as empresas devem fazer uma busca mais ampla para preencher as vagas abertas, em nichos antes inexplorados. "Dessa maneira, as companhias podem atrair candidatos que, se não são exatamente aquilo que procuram, possuem potencial para serem treinados", diz. "Desse ponto de vista, interessa menos a habilidade técnica e mais a capacidade e motivação para aprender", finaliza.
Confira a pesquisa completa no site www.manpower.com/ResearchCenter
Fonte: www.administradores.com.br