09/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

CNE elege novos presidentes

Apostilamento

Estudantes buscam garantir prioridade da educação no Fundo Pré-Sal

UNE convoca "guerrilha virtual" em defesa dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a Educação

Criação do Exame Nacional de Ingresso da Carreira Docente

Resolução nº 16, de 8 de Junho de 2010.

Portaria Normativa nº 16, de 8 de Junho de 2010.

Portaria nº 739, de 7 de junho de 2010.

O Fórum do Ensino Privado

Aprovado projeto que oferece 14º salário à professores da educação básica

Sai lista dos melhores alunos do Enade que ganharam pós-graduação

Prêmio 1

Prêmio 2

Senado: Fundação de Pesquisa Universitária

Para MEC, rodada única aprimora sistema de seleção

Santander Universidades recebe inscrições para quatro prêmios

Comissão vai fazer operação “pente fino” no cadastro

FIES vira tormenta na vida de estudantes pobres

Administração acadêmica: o papel de gestor de um coordenador de curso em uma IES privada

Segunda Turma aplica a OJ n° 344 para requerimento de diferenças de FGTS

Faculdade indenizará professor por ter usado seu nome indevidamente

Haddad explica política de educação brasileira aos senadores argentinos

Lula recomenda a jovens que priorizem os estudos

Estágio a estudantes no âmbito do Ministério Público do Trabalho

Cai avaliação positiva de faculdade pública

Comissão especial sobre o diploma de jornalismo realiza audiência pública nesta quarta


MEC deve finalizar proposta para Plano Nacional até julho

Segurança do Enem será supervisionada pela Polícia Federal 

Ministro da Educação propõe intercâmbio de estudantes no Mercosul

Países do Mercosul sugerem metas para a universalização do ensino médio

Impostos Demais

Gestor: Lembre-se da declaração anual de quitação

CNE elege novos presidentes
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação elegeu nessa terça-feira, dia 8, como seu novo presidente Antônio Carlos Caruso Ronca. Houve ainda votação para os novos presidentes das Câmaras de Educação.
Francisco Aparecido Cordão presidirá a Câmara de Educação Básica, que tem como vice-presidente Adeum Hilário Sauer. Já para a Câmara de Educação Superior foram eleitos Paulo Speller, para presidente, e Paulo Monteiro Barone, para vice-presidente.

Apostilamento
Fonte: Informe Semanal do SIEESP
Resolução CNE/CES Nº. 2, de 29 de janeiro de 2009.
O presente parecer trata de proposta de alteração das Resoluções CNE/CES n º. 1, de 1º. de fevereiro de 2005, e 08, de 29 de março de 2008, que estabelece normas para o apostilamento, no diploma do curso de Pedagogia, do direiro ao exercício do magistério nos anos iniciais do Ensino Fundamental.  A  Resolução CNE/CES Nº. 2/2009 publicada no DOU em 30 de janeiro de 2009, dispõe que estudantes concluintes do curso de graduação plena em Pedagogia, até o final de 2010, terão direito ao apostilamento de habilitação para o exercício do magistério nos quatro anos iniciais do Ensino Fundamental, desde que tenham cursado com aproveitamento Estrutura e Funcionamento do Ensino fundamental, Metodologia do Ensino Fundamental e Prática de Ensino-Estágio Supervisionado nas escolas de Ensino Fundamental, com carga horária mínima de trezentas horas, de acordo com o disposto no art. 65, da lei nº. 9394/96.
( www.sieeesp.org.br – legislação escolar )

Estudantes buscam garantir prioridade da educação no Fundo Pré-Sal
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 08/06/2010 - Brasília DF
Assessoria de imprensa Ubes 
O Senado Federal deve votar ainda nesta terça-feira (8) o Projeto de Lei 07/2010, que cria e regulamenta o Fundo Social do Pré-Sal para Educação. A expectativa da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) é grande em torno da aprovação do projeto.  Yann Evanovick, presidente da UBES, se reuniu hoje com Romero Jucá, líder do governo no Senado, que garantiu que a Educação terá prioridade no Fundo Social e que o projeto tem grandes chances de ser aprovado pelos senadores. "A aprovação do PL 07/2010 será   uma grande vitória para todos os estudantes brasileiros. O Fundo Social Pré-Sal foi a bandeira de luta que unificou o movimento estudantil do País este ano e orientou nossa jornada de lutas", declarou Evanovick. 

UNE convoca "guerrilha virtual" em defesa dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a Educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 08/06/2010 - Brasília DF
Assessoria de imprensa UNE 
A União Nacional dos Estudantes (UNE) lançou nesta terça-feira (8) uma “campanha virtual” em defesa da criação do Fundo Social do Pré-sal e que 50% do valor arrecadado pelo Fundo sejam destinados ao financiamento da educação. Nesta terça-feira (8) será votado no plenário do Senado Federal o PLC 07/2010, que cria e regulamenta o Fundo Social do Pré-Sal. Estará sob avaliação a emenda nº 5 ao PL, proposta pelas entidades estudantis -UNE, UBES e ANPG- e que defende a vinculação de 50% dos recursos do Fundo para o financiamento da educação. Com  objetivo de pressionar os senadores a aprovarem a emenda nº 5, as entidades estudantis convocam uma “guerrilha virtual”. As principais armas dos estudantes serão as redes sociais, a exemplo do twitter, orkut, facebook e tantas outras hoje disponíveis na web.
A idéia é que toda juventude brasileira envie mensagens para as caixas de correio e “perfis” dos parlamentares defendendo que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam investidos na Educação. "Essa pauta tem sido   tema prioritário da nossa gestão. Já realizamos três grandes passeatas como a de 11 de novembro do ano passado, a memorável jornada de lutas do mês de março e uma última mobilização no dia 20 de maio. Nesse momento não será diferente. Realizaremos algumas ações no sentido de pressionar os senadores a aprovar a nossa emenda. Dentre elas, uma mobilização via twitter para inundar as caixas de correio e perfis dos parlamentares na web", explica o diretor da Comunicação da UNE, André Vitral. 

Criação do Exame Nacional de Ingresso da Carreira Docente
Fonte: IPAE
A notícia de maior impacto no Brasil, durante o mês de maio de 2010, foi a edição de norma do governo federal que estabeleceu a criação do Exame Nacional de Ingresso da Carreira Docente. O mesmo poderá ser usado para contratação nas redes públicas. A primeira edição ocorrerá em 2011 e os Estados e Municípios decidirão se irão ou não usar os resultados para os novos professores.  A matéria, bastante polêmica, já conta com resistência de diversos setores.
Também merece atenção especial duas novas leis.  A primeira cria a obrigatoriedade de existência de salas de aula nos estabelecimentos penais.  Paralelamente houve resolução do Conselho Nacional de Educação com as diretrizes nacionais para a oferta para jovens e adultos de ensino para os encarcerados. A segunda dispôs sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino, tornando obrigatória sua existência em todos as escolas de educação básica existentes no Brasil.
O Ministério da Educação iniciou o trabalho de apuração do Censo do Ensino Superior, objetivando apurar os exatos números dos cursos de graduação existentes no Brasil.   Os últimos dados disponíveis são de 2008 e mostram que em relação ao ano anterior foi notado um crescimento do número de alunos, mas uma redução da quantidade de instituições.  O fato mostra tendências de maior concentração dos discentes em escolas de porte maior.   Ainda não foram liberados os resultados do censo de 2009. O setor privado permanece tendo a maior participação tanto em termos de unidades de ensino, como quantidade de cursos e alunos.
Foram definidos os novos membros do Conselho Nacional de Educação.   Após um longo processo de escolha foram designados sete novos integrantes do colegiado, sendo dois para a Câmara de Educação Básica e cinco para a Câmara de Educação Superior. 
Brasília sediou o Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio.  Participaram mais de 130 especialistas de diversos países, especialmente dos Estados Unidos da América, Canadá, Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.
A Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais realizou, em Ilhéus, Bahia,  mais um de seus fóruns nacionais.  Os estudos mostraram o papel das instituições de ensino superior públicas mantidas sem subsídios do governo federal e que são impedidas pela legislação, de cobrar pelos serviços prestados aos alunos.
Um outro evento, também ocorrido na capital federal, analisou os cursos superiores de tecnologia.   Durante o mesmo foi lançado o novo Catálogo Nacional dos Cursos dessa natureza que já registra mais de 421 matrículas.
O Ministério da Ciência e Tecnologia realizou uma nova Conferência Nacional de C&T, em Brasília.  Os resultados foram bastante positivos e ajudarão a definir as ações um um novo Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Registra-se também o III Fórum da Aliança das Civilizações, no Rio de Janeiro.  O encontro trouxe ao nosso país renomados educadores, dentre os quais a diretora geral da UNESCO.  Foram debatidos os aspectos do relatório "Investir na diversidade e no diálogo intercultural" elaborado pela Organização.
O mais relevante evento foi o Congresso Internacional de Educação, realizado em sua décima sétima edição, na capital paulista. Paralelamente ocorreu uma feira internacional mostrando as inovações que ocorrem no setor.
O Dia da Língua Portuguesa foi comemorado a 16 de maio, na sede da Organização das Nações Unidas, em Paris. Atualmente mais de 260 milhões de pessoas falam o idioma no mundo.   Há metas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa de que o idioma se torne língua de trabalho nas Nações Unidas.
No âmbito internacional, a Coréia do Sul, considerada uma das nações mais avançadas em tecnologia da informação, reuniu seus estudantes para debater formas de prevenir o vício de uso da rede mundial de computadores.   Atualmente mais de 90% dos lares têm acesso à internet de banda larga. Atualmente há mais de dois milhões de viciados em web e os crimes por causa da tecnologia estão cada vez mais comuns no país.
O presidente dos EUA declarou que a era iPod e Xbox nem sempre foi boa para a causa de uma educação de qualidade.  Segundo o governante norte-americano, os formados atuais estão atravessando maiores dificuldades,  em um momento de grande redirecionamento para o país.
O Paraguai, seguindo o exemplo de seus vizinhos, também está implementando um programa para distribuir um laptop por aluno na rede pública. Atualmente há um milhão de alunos e mais de 90 mil professores.
Outra nação do continente, o Suriname, anunciou seu interesse em criar um programa de alimentação escolar dentro dos padrões brasileiros.     A Venezuela, dentro das diretrizes de estatização das escolas superiores, anunciou a nacionalização de uma de suas tradicionais universidades (Universidade de Santa Inês), que funciona em Caracas.  A principal justificativa é que a escola não vinha cumprindo os requisitos legais e éticos.
Estudantes chilenos fizeram manifestações por existência de bônus estudantil. Foi a primeira ação concreta contra a política governamental do novo presidente da República. Assim foi o quinto mês do ano, considerado pelos especialistas, como positivo para a educação no Brasil e no Mundo.
(IPAE 169 - 05/10)
 
Resolução nº 16, de 8 de Junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:22 hs. 
09/06/2010 - Altera a Resolução CD/FNDE nº 64, de 13 de dezembro de 2007, que estabelece os critérios e os procedimentos para a participação de instituições públicas de ensino superior na implementação do Programa de Formação Continuada Mídias na Educação, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, e aprova as normas para a concessão de bolsas de estudo no âmbito do Programa.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2453.pdf 
Fonte: DOU nº 108 - 09.06.2010

Portaria Normativa nº 16, de 8 de Junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:15 hs. 
09/06/2010 - Regulamenta o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) referente ao segundo semestre de 2010 e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2452.pdf 
Fonte: DOU nº 108 - 09.06.2010 

Portaria nº 739, de 7 de junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:50 hs. 
09/06/2010 - Revogar a Portaria nº 1.770 de 21 de dezembro de 1994, publicada no Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 1994.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2449.pdf 
Fonte: DOU nº 107 - 08.06.2010 
 
O Fórum do Ensino Privado
Fonte: ABRAFI - O Estado de São Paulo, 06/06/2010
Obrigado por lei a lançar até dezembro o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos, o governo convocou uma "conferência nacional" para discutir o assunto, da qual participaram representantes dos mais variados setores da administração pública, dos sindicatos, movimentos sociais, ONGs e entidades da chamada "sociedade civil organizada".
O encontro ocorreu há dois meses, foi apresentado como um "espaço democrático aberto",contou com a participação do presidente Lula e terminou com um documento que faz a defesa da expansão do dirigismo estatal e da imposição de restrições à liberdade de iniciativa no setor. A justificativa é que o ensino superior é um "bem público", motivo pelo qual a oferta de vagas por universidades privadas teria de ser feita somente por meio de um regime de concessão, a exemplo do que ocorre nas áreas de energia, petróleo e telecomunicações. Para os 3 mil participantes da Conferência Nacional de Educação, as universidades particulares visam ao lucro e, ao contrário das públicas, não se preocupariam com a qualidade dos serviços que prestam.
A tese que prevaleceu na conferência foi a de que, se a União tem a prerrogativa de "articular" o sistema educacional, ela também deveria "normatizar e controlar" as universidades privadas, além de estabelecer parâmetros para currículos e projetos
pedagógicos. Esse controle seria feito por uma agência reguladora e o setor educacional seria organizado como um "sistema nacional articulado", nos moldes do Sistema Único de Saúde. A ideia é criar um processo decisório compartilhado, por meio de um órgão normativo, integrado por representantes do Ministério da Educação (MEC), gestores estaduais e municipais, sindicatos e organizações sociais, mas não por representantes do ensino privado.Como sabiam que a conferência convocada pelo governo enveredaria por esse caminho, as instituições privadas de ensino superior não só não compareceram ao evento, como também
decidiram realizar um fórum da educação superior particular. Pretendiam com isso ser ouvidas pelas autoridades educacionais durante a elaboração do Plano Nacional de Educação. Mas, enquanto a conferência do governo teve ampla repercussão, o fórum ?
realizado três semanas depois ? foi ignorado pela mídia. Embora sejam responsáveis por quase 80% da oferta de vagas do ensino superior do País e venham recebendo vultosas somas de fundos de investimentos para financiar sua expansão, as universidades privadas têm sido obrigadas a viver na defensiva com relação ao MEC, que desenvolveu mecanismos de avaliação ouvindo somente as universidades públicas. As instituições particulares são acusadas de "mercantilismo", de oferecer uma educação de má qualidade, de não fazer pesquisa científica e de não realizar as chamadas "atividades de extensão". Há muito de verdade nessas acusações, mas elas não podem ser generalizadas. A pauta do fórum da educação superior, por exemplo ? que incluiu temas como sistemas de avaliação, indicadores de qualidade de ensino, capacitação docente, pluralismo de ideias e de
concepções pedagógicas e financiamento estudantil ?, foi discutida por representantes de reputadas instituições privadas de ensino.
A síntese dessas discussões foi apresentada sob a forma de uma carta de princípios, cuja redação teve por objetivo "desconstruir o discurso sutilmente elaborado dentro dos bastidores do MEC que exclui a iniciativa privada das reflexões sobre os mecanismos pelos quais elas são avaliadas". Evidentemente, o ensino superior privado tem muitas falhas,
como também acontece com as universidades públicas. Com o fórum da educação superior particular, as entidades do setor substituíram uma postura defensiva por outra mais ativa, divulgando o que têm feito, com base no princípio da responsabilidade social do ensino, e deixando claro que também têm sugestões a dar para o Plano Nacional de Educação da
próxima década.

Aprovado projeto que oferece 14º salário à professores da educação básica
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto que institui o 14º salário para professores da educação básica do ensino público. A proposta do senador Cristovam Buarque, oferece o direito ao 14º salário para os professores que elevarem em 50% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de sua escola. O Ideb é um indicador que avalia a qualidade de ensino das escolas públicas. O professor só vai receber se o aluno tiver nota melhor na escola na avaliação que o MEC faz. Após a publicação dos resultados do Ideb, o pagamento desse benefício, deverá ocorrer até o final do semestre.           
Cristovam Buarque acredita que o projeto incentiva os professores e ao mesmo tempo melhora a qualidade da educação das crianças. A proposta ainda terá de ser analisada na Comissão de Assuntos Sociais antes de ser encaminhada para a Câmara dos Deputados.

Sai lista dos melhores alunos do Enade que ganharam pós-graduação
Fonte: G1, 08/06/2010
Alunos poderão fazer mestrado e doutorado de graça.
Veja nomes dos 48 estudantes contemplados.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira (7) a lista dos 48 estudantes que terão direito a bolsa de estudo em cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Confira os nomes.
Os alunos foram os melhores classificados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em 2007 e 2008.
O valor mensal das bolsas é de R$ 1.200 no mestrado e R$ 1.800 no doutorado. A decisão de premiar os melhores do Enade, foi publicada no dia 27 de março deste ano, no Diário Oficial da União. Os estudantes têm doze meses, a partir desta data, para entrar nos cursos.
Esses alunos também precisam participar dos processos seletivos dos cursos. Após aprovados, os estudantes devem apresentar cópia do boletim de desempenho no Enade à instituição de ensino que encaminhará o pedido de bolsa.
As bolsas serão concedidas em cursos com nota igual ou superior a três na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O prazo de conclusão é de 24 meses para o mestrado e 48 meses para o doutorado.
No total, 48 áreas foram avaliadas pelo Enade em 2007 e em 2008. Em 2007, os cursos foram agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, tecnologia em agroindústria, tecnologia em radiologia, terapia ocupacional e zootecnia.
Em 2008, os cursos foram arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química, além dos cursos superiores de tecnologia em construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.

Prêmio 1
Fonte: Notícias do Dia, p. 11, 09/06/2010
Para homenagear pessoas ligadas à Educação e instituições de ensino, o Conselho Estadual de Educação abre as inscrições para a 19ª edição do Prêmio Educador Elpídio Barbosa.

Prêmio 2
Fonte: Notícias do Dia, p. 11, 09/06/2010
A inscrição pode ser feita até 30 de junho, com entrega do projeto nos conselhos municipais. O pedido deve conter currículo e o relatório da atividade que justifique o prêmio.

Senado: Fundação de Pesquisa Universitária
Fonte: Jornal da Educação
Nesta quarta-feira (09) acontece a votação do Projeto de Lei do Senado (409/03), do senador Hélio Costa. A Lei obriga que as instituições participem da Fundação de Pesquisa Universitária. O projeto promove o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológica nas instituições de ensino superior privadas. 
A Fundação de Pesquisa Universitária deveria destinar recursos para entidades públicas ou privadas que tenham interesse à pesquisa científica e tecnológica e atuar no aperfeiçoamento nas áreas de ciência, pesquisa e tecnologia.  O projeto original está previsto que a fundação teria sede em Brasília, mas poderia manter centros de pesquisa em qualquer parte do território nacional.

Para MEC, rodada única aprimora sistema de seleção
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:38 hs. 
09/06/2010 - Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação Superior do MEC, diz que Sisu será mais ágil agora
Principal queixa dos reitores era o atraso no início das aulas em razão das convocações tardias de candidatos
DE SÃO PAULO
Se toda instituição aprimora seu vestibular anualmente é normal que a segunda edição do Sisu também venha com alterações. Quem diz isso é Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação).
A principal alteração é ter apenas uma rodada, em vez das três da primeira edição do sistema. Consultados pela Folha, alguns pró-reitores de graduação de instituições que aderiram novamente ao sistema reclamaram da demora nas convocações após o Sisu do início do ano.
A crítica foi confirmada por Maria Paula e motivou a mudança no sistema, que deve encurtar o processo de convocações e acelerar o procedimento de chamada e matrícula. Veja trechos da entrevista exclusiva a seguir.
Folha - Transformar o Sisu em rodada única visa acelerar o processo, por se tratar do vestibular de meio de ano, ou veio em resposta a críticas das universidades?
Maria Paula Dallari Bucci- É normal que um processo dessa magnitude sofra aprimoramentos. Aliás, até nos vestibulares das instituições, e a gente tem convivido com eles de perto, há uma série de alterações. Isso é normal.
Então era uma crítica?
A principal crítica das instituições era em relação ao adiamento do calendário [com a remarcação do Enem para dezembro, as convocações pelo Sisu foram adiadas]. É uma solução para encurtar a duração do processo. E para usar melhor o que foi a grande inovação do processo, que é a lista de espera.
Concentrando as três etapas de inscrição em uma só, a gente antecipa o momento de uso da lista de classificação e da lista de espera. Essa lista é o maior instrumento para eliminar vagas ociosas.
O Sisu é capaz de selecionar alunos tão bem preparados quanto exames tradicionais?
Temos alunos mais preparados. Isso me foi dito pelo fórum de pró-reitores de graduação. O fórum colheu as opiniões dos pró-reitores e eles acham que o projeto é muito bom. É um aluno mais envolvido, tem mais capacidade de leitura, de compreensão. Além disso, o Sisu aumentou a visibilidade dos cursos, aumentou a procura por cursos que não eram conhecidos e aumentou as notas de ingresso em geral.
Para o próximo Sisu, serão aceitas as edições 2009 e 2010 do Enem?
É cedo para falar do próximo Sisu. Vamos esperar rodar esse aqui. Aí vamos fazer um balanço e decidir em conjunto com as instituições.
Tanto o Sisu quanto o Reuni - programa do governo federal de expansão das universidades federais-, que são iniciativas do governo federal, ao mesmo tempo em que aumentaram a mobilidade estudantil, trouxeram especulação imobiliária aos arredores das instituições. Isso faz com que o aluno tenha mais dificuldades para se estabelecer. O MEC está atento a isso?
Está. Tanto que ele dobrou o recurso para assistência estudantil. Hoje o programa, que é novo, tem recursos de R$ 300 milhões. O fato de que o estudante tem muitas opções é uma coisa a ser comemorada. (PG) 
Fonte: Folha de São Paulo 

Santander Universidades recebe inscrições para quatro prêmios
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:58 hs. 
09/06/2010 - Podem participar estudantes, professores e até doutores.
Todos os concorrentes ganham curso de empreendedorismo.
Do G1, em São Paulo
Prêmio Jovem Cientista recebe inscrições até 30 de junho Reitores do Brasil buscam parcerias internacionais em encontro no México Estão abertas as inscrições para os Prêmios Santander Universidades – edição 2010. Para participar, os interessados devem se inscrever pelo site da instituição até o dia 27 de agosto.
Neste ano, além dos prêmios de Empreendedorismo e Ciência e Inovação, outros dois foram incorporados: a Universidade Solidária e o Guia do Estudante Destaques do Ano.
Os Prêmios Santander Universidades estimulam o empreendedorismo, a pesquisa científica, a extensão universitária e a busca pela excelência das universidades, sempre com foco no desenvolvimento sustentável. No site, é possível encontrar cases das edições anteriores, com o histórico dos projetos vencedores.
Uma das novidade deste ano é que todos os inscritos serão contemplados com um curso online da Babson College, instituição norte-americana referência mundial em empreendedorismo. O curso visa proporcionar aos participantes formação básica, com certificação em empreendedorismo voltado à criação de novas empresas.
Outro destaque nesta edição é a internacionalização da iniciativa. Os quatro melhores projetos de cada modalidade serão indicados a concorrer ao Prêmio Ibero-Americano de Inovação e Empreendimento. O evento é organizado pela SEGIB (Secretaria Geral Ibero-americana) e reúne finalistas da Argentina, Peru, Colômbia, Chile e Espanha. Na fase final, quatro trabalhos serão premiados com 100 mil euros.
Prêmios
O Prêmio Santander de Empreendedorismo é destinado a graduandos e pós-graduandos e tem objetivo de apoiar e reconhecer a criação e o desenvolvimento de projetos com perfil e postura empreendedora. O total em prêmios é R$ 200 mil, R$ 50 mil por categoria.
Em Ciência e Inovação, serão premiados os pesquisadores-doutores que produzirem as melhores pesquisas científicas de caráter inovador nas categorias Indústria; Tecnologia da Informação e Educação; Biotecnologia; e Saúde. O vencedor de cada divisão receberá R$ 50 mil.
O Santander Universidade Solidária - UniSol apoia com R$ 50 mil (totalizando em R$ 400 mil) a implementação dos melhores projetos de ação comunitária focados em desenvolvimento sustentável, com ênfase em geração de renda.
O Guia do Estudante Destaques do Ano reconhecerá quatro instituições de ensino superior que se destacaram em âmbito nacional ou internacional com iniciativas para o desenvolvimento da educação superior do país em busca de uma sociedade mais justa, equilibrada e sustentável durante o ano. 
Fonte: G1 - Portal Globo 

Comissão vai fazer operação “pente fino” no cadastro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:43 hs. 
09/06/2010 - A comissão responsável pela fiscalização do Programa Universidade para Todos vai reforçar a operação pente fino contra aqueles estudantes que ganharam bolsas do Prouni, mas não preenchem os requisitos exigidos. Denúncias veiculadas na imprensa mostraram universitários com carros 0 km entre os bolsistas. O Ministério da Educação (MEC) também finalizou o convênio com 15 universidades, suspeitas de facilitar as fraudes.
Para ter ideia, no ano passado, foram canceladas 1.766 bolsas ao fim de investigação de irregularidades no cadastro. Atualmente, o programa tem 443 mil bolsistas. O programa bateu um recorde e, somente no primeiro semestre deste ano, ofereceu 2.649 bolsas de estudo para o Rio Grande do Norte.
O Prouni concede bolsas em universidades particulares para estudantes de baixa renda. Os alunos têm de comprovar que fizeram ensino médio em escola pública e que as famílias não ganhem mais de R$ 697,50 por pessoa, para as bolsas integrais, ou R$ 1.395 por pessoa, para as parciais.
Os efeitos dos investimentos já são sentidos. “Surpreendentemente, este primeiro semestre de 2010 foi o que mais incluímos alunos na universidade através do Prouni, tanto em relação ao número de vagas, quanto de selecionados. Tivemos em torno de 900 a mil alunos entrando pelo Prouni, quando a média nos últimos anos era de, aproximadamente, uns 700 por semestre”, disse o coordenador do Prouni na Universidade Potiguar (UNP), Nelson Euclides, ao caderno Motores do RN da TRIBUNA DO NORTE.
Atualmente, dos 26 mil alunos da UNP, em torno de 3.400 ingressaram pelo Programa Universidade para Todos. E geralmente, quando os alunos selecionados pelo Prouni não conseguem a bolsa integral, buscam o Fies para complementar os pagamentos das mensalidades. E nesse aspecto a realidade tem sido positiva. “O Fies também vem crescendo e tem atendido cerca de 80% dos estudantes que nos procuram”, revelou Nelson Euclides.
Em resposta às denúncias de irregularidades no Prouni,o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que possíveis fraudadores terão que "devolver o dinheiro aos cofres públicos". O Tribunal de Contas da União, (TCU), suspeita de 30 mil bolsas concedidas.
O presidente da comissão de fiscalização do Prouni, o reitor da Universidade Católica de Pelotas (RS), Alencar Mello Proença afirmou que tem como meta aumentar o número de comissões locais de fiscalização dos benefícios. Atualmente, há 4.100.
Outra proposta é aumentar os seminários regionais para que as faculdades sejam mais bem orientadas no processo de fiscalização. As universidades recebem desconto nos impostos para conceder as bolsas aos estudantes. Elas perdem o convênio no caso de confirmada a conivência com as fraudes.
Todas as instituições que oferecem bolsas do Prouni são obrigadas a manter uma comissão para fiscalizar o benefício. O MEC também recebe denúncias através de sua página na internet.
Além disso, o MEC pretende firmar parceria com a Receita Federal para cruzar dados dos estudantes com as declarações de Imposto de Renda.
Como funciona o Prouni
O programa tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior. Podem se inscrever no processo seletivo os candidatos não portadores de diploma de curso superior que tenham realizado o Enem no ano anterior e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco notas (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação). Para concorrer às bolsas, o candidato deve, também, ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa e satisfazer a pelo menos uma das seguintes condições: ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública; ter cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição; ser portador de deficiência; ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério e integrando o quadro de pessoal permanente e que estejam concorrendo a bolsas nos cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia. 
Fonte: Folha de São Paulo 

FIES vira tormenta na vida de estudantes pobres
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:31 hs. 
08/06/2010 - O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), crédito educativo do governo federal destinado aos estudantes de baixa renda que passaram no vestibular de faculdades particulares e não têm como bancar os estudos, se transformou em uma verdadeira tormenta na vida de milhares de estudantes brasileiros.
A dívida acumulada com a Caixa Econômica Federal no decorrer do curso cresce exponencialmente e se torna praticamente impagável logo após a formatura.
A crise gerada por esse tipo de financiamento, que ao invés de facilitar a vida de estudantes carentes acaba criando um problema gravíssimo para estes quando concluem a graduação, está levando o Ministério da Educação a rever o programa criado, em 1999, pelo governo do tucano Fernando Henrique Cardoso e mantido na gestão do presidente Lula.
Várias modificações estão sendo discutidas pelo MEC para tentar amenizar o caos em que se transformou o Fies, mas até o fechamento desta edição o Ministério da Educação não havia transformado as propostas em uma legislação que de fato proteja o aluno pobre. Além disso, os estudantes que ingressaram nas instituições de ensino privado neste ano também não estão conseguindo ter acesso ao financiamento, que está suspenso até que o MEC efetive as novas regras para o Fies.
Pela proposta, o alongamento do prazo de carência para o início do pagamento da dívida passará dos atuais seis meses para um ano e meio. O Ministério também está propondo a prorrogação do prazo para o pagamento do financiamento, que seria ampliado de duas vezes o tempo de duração do curso para três vezes. Com isso, o estudante que se forma em quatro anos, passaria a ter 12 anos para saldar o total da dívida contraída.
O MEC também pretende que os futuros médicos e professores que ingressem nas redes públicas de saúde e educação possam abater anualmente 1% de suas dívidas. No início do ano, o Ministério também reduziu os juros dos contratos de financiamento de 9% para 3,4% ao ano. As medidas estão sendo encaradas pelo Ministério da Educação como a tábua de salvação para evitar o naufrágio do programa, mas estão longe de resolver o problema dos estudantes pobres.
Apesar de amenizar os impactos negativos para os futuros financiamentos, essas propostas não resolvem o problema dos estudantes que possuem contratos antigos, como é o caso de Edney Mota. Formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, em 2002, Edney está com o nome sujo no Serasa há cinco anos porque não conseguiu pagar a dívida com a Caixa Econômica Federal.
O jornalista não arrumou emprego fixo quando terminou o curso e a dívida virou uma bola de neve. Em abril deste ano, Edney devia para a Caixa R$ 49.153,70, apesar da dívida de capital ser de apenas R$ 9.896,39. Os juros estratosféricos inflacionaram o saldo devedor e o levaram à inadimplência.
“Eu estudei com muita dificuldade. Meu pai é pedreiro, minha mãe teve derrame, tenho uma irmã excepcional. Não consegui pagar porque não arrumei emprego. Minha divida é de pouco mais de R$ 9 mil reais e o banco quer me cobrar quase R$ 50 mil. É um absurdo”, protesta Edney.
Os efeitos negativos do financiamento estudantil não atingiram apenas ele. Seu irmão, que no caso é o fiador da dívida, também está sentindo na pele o peso da mão do credor. A Caixa pediu o bloqueio de sua conta bancária. E a Justiça determinou que 30% do dinheiro que entra seja bloqueado. Além disso, o irmão também corre o risco de perder o carro, único bem que possui, para saldar parte da dívida.
Edney está preocupado com as conseqüências que sua inadimplência está acarretando para o irmão, que praticamente rompeu relações com ele em função do problema gerado. “Ele ainda não me perdoou, acha que é um problema meu e que eu tenho de resolver.”
Ele conta que seu irmão é funcionário público e que os advogados da Caixa penhoraram a conta salário dele. “Como não conseguiram os R$ 50 mil, a próxima ação será penhorar o carro. Eu não tenho carro, mas meu irmão tem um Gol antigo. Terminada a penhora e como não vão conseguir atingir o valor, vão querer penhorar a casa”, afirma apreensivo.
A sorte de Edney, que mora na residência da família no Capão Redondo, em Campo Limpo, na periferia da zona sul da capital paulista, é que a casa não está no nome do irmão, que também não tem nenhum outro imóvel e, portanto, não tem mais o que penhorar.
O teto do jornalista também foi conseguido com muita luta. Os familiares de Edney se cotizaram para a compra do terreno e seu pai ergueu os cômodos. “Moro com minha família, minha mãe, minhas irmãs, meu cunhado, dois sobrinhos. Mora a família inteira, é como se fosse uma comunidade”, ressalta.
Ao contrário da permissividade que tem com os grandes devedores latifundiários, banqueiros e empresários no pagamento de suas dívidas, a Caixa Econômica Federal é extremamente rígida com aqueles que buscam apenas um financiamento para custear os estudos.
O banco não fala sobre inadimplência. A reportagem da Caros Amigos entrou em contato com a instituição, mas ninguém quis se manifestar sobre o assunto.
Em abril, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) divulgou o índice de inadimplência. O percentual recuou 2,74% em 2009 em relação ao ano anterior, mas atinge 23,9% dos estudantes. Na região metropolitana da capital paulista o percentual é maior e chega à casa dos 33,9%. Esse é o terceiro maior índice de inadimplência registrado nos últimos 11 anos no Estado, segundo o sindicato das mantenedoras.
Fies Justo
Daniela Pellegrini Nóbrega, líder do Fies Justo, movimento de defesa dos direitos dos estudantes que possuem o financiamento federal, orienta os inadimplentes que correm o risco de ter a dívida executada a entrarem com embargo de execução na Justiça. A medida, no entanto, tem apenas caráter protelatório e não afasta de vez o risco da execução da dívida.
“Estamos cobrando do MEC para que parem de executar as dívidas e façam logo essa legislação.” Para quem está com o nome sujo no SPC, Daniela é mais pessimista. “Por mais que se faça, a situação vai continuar na mesma, porque quase todos os tribunais estão indeferindo nossos pedidos”, lamenta.
O Fies Justo nasceu da preocupação da estudante de direito, Daniela, que se formou em uma faculdade particular de Brasília, em defender os interesses daqueles que, assim como ela, têm o crédito educacional. O movimento se organiza virtualmente pelo sítio (www.fiesjusto.com.br) para pressionar o Executivo e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a encontrar uma solução para o problema criado pelo formato do financiamento estudantil.
“Em 2008 comecei a organizar o movimento, a buscar apoio dos deputados, pedia que os estudantes mandassem e-mail para os parlamentares pressionando. Eu ia sempre ao Congresso, então comecei a coordenar o Brasil todo. Não conhecia ninguém, as pessoas foram entrando no site...”, conta. Ela acredita que o movimento reúna, hoje, em torno de 10 mil estudantes.
Daniela também está empenhada em demonstrar que a Caixa cobra juros indevidos dos estudantes que buscam financiamento para estudar. “Podem estar faturando à nossa custa mais de um bilhão de reais. Se ficar comprovando que estão cobrando indevidamente, vamos pedir o ressarcimento. Se a Caixa não tomar nenhuma providência, vamos tornar isso público e entrar com uma ação coletiva. O que eles cobraram a mais vai ter de ser devolvido para todos.”
“Se a educação é uma garantia constitucional, não podem agir dessa forma. Estamos falando de um programa social que está martirizando, detonando os estudantes”, argumenta.
Para ela, as regras do novo Fies que estão sendo propostas pelo MEC ainda não resolvem o problema dos estudantes. “Ameniza, fica mais maleável, mas ainda não é solução para os problemas dos que já se formaram. Para quem está entrando é excelente. É muito bom. Mas o que adianta eles criarem soluções para quem ainda não tem problemas? Queremos soluções para quem já tem problemas. E a soluções que eles dão para essas pessoas não servem”, reclama.
Daniela explica que, apesar de o prazo de financiamento ser ampliado, o sistema de amortização se baseia na tabela Price, que faz com que a dívida se torne mais alta no final. “Estamos diante de um problema social, e o novo Fies não vai ser a solução para esse problema. A solução seria devolver praticamente o que nós pegamos emprestado, não o dobro ou triplo desse valor. O problema são os juros cobrados”, conclui.
Ela acredita que a implantação das novas regras do Fies não deve ser posta em prática no curto prazo. “Ainda vai demorar um pouco, o MEC não estabeleceu um prazo, mas nós continuaremos cobrando. Há um jogo de empurra-empurra. O MEC diz que está esperando a Caixa...”, critica.
Falta de transparência
Pelas novas regras fixadas pelo Ministério da Educação e que devem entrar em vigor, a Caixa perderá poder. Na prática para o estudante isso não muda muita coisa, mas o banco deixará de ser o operador do programa, que passa a ser controlado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia do Ministério da Educação. Além disso, a Caixa também perderá o monopólio sobre o financiamento dos contratos de crédito, que também passarão a ser oferecidos pelo Banco do Brasil.
Até 2009, a Caixa executava as duas funções com exclusividade. A falta de transparência no cálculo das dívidas dos estudantes e a burocratização nos procedimentos são criticadas até mesmo por aliados do governo.
“A fórmula do cálculo é bem complexa, as pessoas não conseguem entender como a Caixa chega àquele resultado, que transforma a dívida em uma bola de neve”, critica o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), um dos principais defensores desses estudantes na Câmara dos Deputados.
O parlamentar adverte que no Brasil há mais de 43 mil fiadores com dívidas sendo executadas. “Têm casos dramáticos, em que os estudantes morreram e mesmo assim a dívida foi executada”, lamenta. Ele afirma que conseguiu incorporar às novas regras que o MEC deve anunciar que, nos casos de morte, a dívida não seja executa. Ainda segundo ele, a emenda que permitiu estender a todos os contratos de financiamento estudantil os juros de 3,4% ao ano também é de sua autoria.
“O projeto original só tratava daqui pra frente. Consegui aprovar uma emenda estendendo o benefício também para os contratos antigos. Mas a interpretação da Caixa é muito restritiva, porque só aceita que o percentual seja daqui pra frente. Não retroage no cálculo.”
A restrição imposta pela Caixa impede, por exemplo, que o valor da dívida dos contratos em vigência possa ter seu saldo recalculado com base nos juros reduzidos propostos. Isso impede um abatimento significativo nesse montante. Pela interpretação, os juros de 3,4% devem incidir sobre o saldo devedor elevado.
Pimenta, que tem se destacado no Congresso Nacional como um dos parlamentares que apóiam a luta dos estudantes que possuem o Fies, já realizou audiências públicas, com a presença de representantes do MEC e da Caixa Econômica Federal para tentar resolver o problema.
Para ele, a entrada do Banco do Brasil no processo de financiamento estudantil é uma alternativa. “A ideia ao abrir para o Banco do Brasil é facilitar, dar mais uma opção para o aluno, porque hoje o processo é muito burocratizado.”
Pelas regras que devem entrar em vigor a partir deste ano, o financiamento estará disponível de maneira contínua. O estudante poderá solicitar o financiamento dos estudos a qualquer momento do ano. As inscrições poderão ser feitas, exclusivamente, por meio de um sistema eletrônico disponível no Portal do MEC, que será gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A data de início das inscrições, no entanto, ainda não havia sido divulgada.
O Dia on line 
Fonte: Portal Semesp 

Administração acadêmica: o papel de gestor de um coordenador de curso em uma IES privada
Fonte: Clipping Educacional Consae - Revista Gestão Universitária, Edição 226
Djonny Weinzierl 
Resumo: Em um cenário cada vez mais competitivo, o coordenador de curso de uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada é convocado a apresentar resultados acadêmicos e financeiros positivos. Nesse sentido, a crescente cobrança por parte da IES faz com que coordenadores, tradicionalmente ligados apenas à gestão acadêmica, desenvolvam novas habilidades, tais como a de gestão de pessoas e liderança de equipes. Desta forma, o perfil da função deve passar, necessariamente, por uma mudança profunda, muitas vezes afastando o gestor de sua área de formação. Baseando-se em relatórios e números confiáveis, o coordenador de curso passa a propor índices de mérito que facilitem suas ações administrativas e possam orientar a gestão acadêmica.
1. Introdução - Atualmente, a busca de uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada por excelência acadêmica se relaciona diretamente com a sua própria sobrevivência no mercado. Embora o termo “mercado” se mostre, às vezes, impróprio para se tratar de uma questão tão nobre e importante como a educação, o atual cenário de alta competitividade no setor de educação superior privado requer a aplicação de um conjunto de técnicas coordenadas que permita a instituição conhecer seus clientes. A busca por objetivos estratégicos alicerçados na avaliação e no reposicionamento de suas ações faz com que as instituições tenham de profissionalizar sua gestão. Coaduna com tal informação a importância da adoção de estratégias eficientes que conciliem objetivos acadêmicos, financeiros e administrativos, cujo comprometimento de gestores e professores se torna essencial para o sucesso da instituição. Nesse contexto, percebe-se a importância do papel do coordenador de curso na condução de suas atividades em uma IES, bem como a necessidade de se tratar do tema formalmente, sendo esse, portanto, o objetivo principal do presente artigo.
2. As atribuições do coordenador de curso em uma IES - Quando havia apenas a preocupação em se administrar a demanda por vagas de cursos de graduação, sem grandes cobranças de organismos reguladores e fiscalizadores, o coordenador concentrava suas ações no desenvolvimento acadêmico do curso e em atender aos documentos institucionais [1],[2]. Atualmente, inserido no cenário de alta competitividade que se evidencia, o   coordenador passa a receber novas atribuições inerentes ao papel de gestor administrativo e financeiro. Além de conceitos positivos nas avaliações do Ministério da Educação (MEC), e.g. o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) [3], [4], requer-se do coordenador resultados menos previsíveis, como baixos índices de evasão, elevado número de ingressantes (calouros e transferências) e baixa ociosidade no curso [2]. Ademais, no campo do relacionamento interpessoal, exige-se do coordenador, também, um elevado desempenho no que diz respeito à integração de seus colegas (professores e demais gestores), bem como a promoção de adequada harmonia entre o colegiado e seu corpo discente. A problemática surge, entretanto, no momento em que cada um traz ao convívio profissional sua própria bagagem de valores e conceitos, que, finalmente, definirá a forma de se relacionar com seu público, muitas vezes, heterogêneo. De forma geral, o coordenador do curso se torna responsável pela identificação das melhores ferramentas de liderança aplicáveis no cotidiano profissional, considerando a manutenção de um corpo docente qualificado e titulado, o pleno desenvolvimento de competências e habilidades dos egressos, sem com isso incentivar a evasão, a garantia de infra-estrutura mínima para a condução das atividades do curso, bem como o cumprimento de metas financeiras ousadas estabelecidas pela IES. Absolutamente, nenhuma tarefa fácil.
3. Avaliações do MEC - Os instrumentos do MEC que definem indicadores de qualidade para os processos de avaliação de cursos são, atualmente, o ENADE e as avaliações in loco realizadas pelas comissões de especialistas [4]. No que diz respeito ao ENADE, entende-se como resultado positivo um conceito acima do referencial mínimo de qualidade estabelecido pelo MEC no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). O ENADE leva em consideração três aspectos [3],[4], basicamente: Conceito do curso, calculado a partir do desempenho dos acadêmicos ingressantes e concluintes em componentes específicos do curso e em sua formação geral; O Indicador de Diferença Entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), cujo objetivo é comparar os desempenhos de seus concluintes levando em consideração os resultados obtidos, em média, pelas demais instituições, cujos perfis de seus ingressantes são semelhantes. Mais   especificamente, o referido indicador visa medir  a taxa da aprendizagem adquirida pelo acadêmico ao longo de sua permanência na instituição, comparando-a com perfis semelhantes da região; Análise do formulário socioeconômico, cuja percepção do acadêmico a respeito do ambiente de ensino-aprendizagem, da organização do curso, do currículo e da atividade docente é contemplada no conceito final, que é apresentado em cinco categorias, de 1 (um) a 5 (cinco), esta última o melhor resultado possível.
Um elevado conceito traz visibilidade ao curso e, consequentemente, um maior número de potenciais candidatos para o processo seletivo, assunto que será tratado mais adiante. De qualquer forma, o relatório confeccionado com base no ENADE – e encaminhado à instituição pelo MEC – apresenta, especificamente, informações sobre desempenho, perfil socioeconômico e percepção dos estudantes sobre a IES, ou seja, presta informações importantíssimas do curso, como suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Cabe ao coordenador de curso, portanto, hierarquizar prioridades e estabelecer um plano de ação para cada uma delas [2]. Tratar das fraquezas de um curso ou explorar suas potencialidades pode se tornar uma tarefa mais simples e objetiva a partir da utilização de ferramentas de análise de cenário, e.g. SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) [5]. Quanto à regulação de cursos, são empreendidas três avaliações in loco: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento. A primeira diz respeito à solicitação de autorização para a abertura de um curso, enquanto que a segunda deve ser agendada quando a primeira turma inicia a segunda metade do curso. Nesta são avaliados a organização didático-pedagógica, o corpo social do curso (docentes e técnico-administrativos), as instalações físicas e o cumprimento dos requisitos legais. Já a renovação de reconhecimento de curso se dá a cada 3 (três) anos. A partir do conceito preliminar do curso, obtido do ciclo do SINAES (ENADE), somente será submetido à avaliação in loco o curso que tiver conceitos abaixo do valor referencial mínimo, i.e. 3 (três). Já o Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) estabelece que os cursos superiores, autorizados ou reconhecidos, são objeto de avaliação permanente, submetidos ao processo, geralmente, a cada 5 (cinco) anos [6]. 
A questão apresentada pode se parecer um tanto complexa, pois, muitas vezes, as metas financeiras e acadêmicas parecem se contrapor: como atingir a excelência acadêmica quando não há disponível no orçamento elevadas somas de recursos destinados à contratação de novos professores, investimentos etc.. De qualquer forma, o coordenador deve traçar metas acadêmicas adequadas ao orçamento do curso, a serem atingidas em médio e longo prazos. Questões relativamente simples, contudo, podem determinar um melhor conceito na avaliação do curso. No instrumento de avaliação dos cursos de graduação do CEE/SC, por exemplo, concede-se ao curso um conceito referencial mínimo de qualidade, no quesito 3.3 Livros – Bibliografia Básica, quando no acervo da instituição a bibliografia básica atende aos programas de todas as disciplinas do curso, na proporção de um exemplar para 8 (oito) acadêmicos previstos para cada turma, referentes aos títulos indicados na bibliografia básica, com um mínimo de 3 (três) títulos [6]. Percebe-se, muitas vezes, que o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) relaciona uma quantidade de bibliografias básicas superior ao exigido para cada disciplina, fazendo com que a instituição tenha de adquirir um elevado número de obras para se adequar às exigências legais, o que, em alguns casos, não estabelece uma relação direta com a aprendizagem de seus acadêmicos. Os livros que não se relacionam diretamente com os objetivos da disciplina, por exemplo, podem ser listados como bibliografia complementar, da qual não se exige um número mínimo de obras no acervo. Ademais, o simples fato de se garantir um conceito acima do referencial mínimo de qualidade para o quesito anteriormente explorado gera compensações, como, por exemplo, quando se obtém um conceito inadequado em um dos itens do quesito Corpo Social. Absolutamente, não se incentiva aqui o empobrecimento da biblioteca da instituição, mas uma readequação de obras nas listas de bibliografias básica e complementar, de forma a se garantir o referencial mínimo de qualidade e melhor distribuir os recursos destinados aos investimentos no curso. Outra questão importante ao se encaminhar um projeto de renovação de reconhecimento de curso diz respeito à composição do Núcleo Docente Estruturante (NDE). Recebe-se o conceito referencial mínimo quando todos os professores que constituem o NDE possuem titulação acadêmica obtida em programas de  pós-graduação stricto sensu e, destes, 50% têm título de Doutor e 40% atuam ininterruptamente no curso desde o último ato regulatório (nos cursos de Direito e Medicina as exigências são mais rigorosas) [6]. Assim, a inclusão no NDE de apenas um professor que não se enquadre nessas exigências inviabilizaria o conceito do curso no quesito analisado, mesmo se tratando de um excelente professor. São apenas alguns exemplos apresentados, porém muito comuns em processos de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de cursos. Sugere-se, assim, antes de se encaminhar tais processos, o estudo minucioso do instrumento utilizado na avaliação de cursos pelo MEC.
4. Índices acadêmico-financeiros - Entende-se que cada curso, atualmente, é uma unidade estratégica que tem de apresentar resultados positivos. Isso faz com que o coordenador de curso deva, sempre que possível, apoiar-se em relatórios e números confiáveis, os quais, finalmente, resultam em índices de mérito (aqui apresentados como acadêmico-financeiros) que servem de orientação para a gestão acadêmica. São eles aqueles relacionados à relação candidato/vaga, ao número de ingressantes (calouros e transferências), à evasão e à ociosidade no curso. A saúde financeira de um curso está diretamente associada aos índices anteriormente apresentados e representa, atualmente, uma das grandes preocupações de gestores acadêmicos. Sem recursos disponíveis para a ampliação de laboratórios, contratação e manutenção de professores bem qualificados, investimentos em equipamentos de informática etc., não há condições de se manter a qualidade de um curso. O descontentamento por parte dos acadêmicos e professores pode gerar elevados índices de evasão, cujas consequências podem conduzir a um ciclo crônico de falta de recursos para reinvestimentos no curso, i.e. a falência do curso.
A relação de candidatos/vaga pode ser, em princípio, um índice que não cause maior impacto em uma análise de cenário, porém pode resultar em benefícios para o curso a médio prazo. Uma seleção mais criteriosa implica em ingressantes mais bem preparados, dos quais se obtém um melhor desempenho ao longo do curso e, finalmente, um melhor resultado no ENADE, por exemplo. Parece um encadeamento de ideias extremamente  simplista, porém uma divulgação adequada no  período do processo seletivo pode definir o sucesso profissional de um determinado grupo de egressos, atribuindo mais visibilidade à instituição e, consequentemente, um aumento no número de potenciais candidatos para o curso. Obtém-se, assim, um ciclo virtuoso. Desconsiderando casos onde haja menos de 1 (um) candidato por vaga no processo seletivo, o número de ingressantes do curso representa um índice complexo de se administrar. Primeiramente, este número é definido no PPC e está diretamente relacionado com a infra-estrutura que o curso oferece. Ademais, há, geralmente, poucos ingressos via transferências internas e externas. Assim, uma das ações que pode ser implementada diz respeito à ampliação da visibilidade do curso, possibilitando que acadêmicos de outras regiões sejam atraídos para a instituição. Nesse momento, as potencialidades do curso, apontadas em uma análise de cenário, podem auxiliar no processo de sua divulgação.
A evasão, por sua vez, está diretamente relacionada com a ociosidade no curso, e sua causa se relaciona aos processos de trancamento, desistência e transferência. Antes de se buscar uma conclusão precipitada, deve-se construir um histórico das variáveis apresentadas. Uma análise estatística, em princípio, pode auxiliar no processo de visualização do comportamento de grupos de evadidos. As decepções quanto às expectativas de uma vida acadêmica sem muitas responsabilidades por parte do corpo discente, à infra-estrutura do curso ou à metodologia do trabalho acadêmico podem resultar em elevados índices de evasão. Assim, resultados de eventos previsíveis podem ser minimizados a partir de ações antecipadamente planejadas pela coordenação de curso. Por outro lado, os problemas financeiros ou de saúde de certos acadêmicos nem sempre podem ser contornados, não restando quaisquer providências a serem tomadas pela coordenação de curso. De forma geral, a falta de informação a respeito da profissão e do curso faz com que muitos acadêmicos desistam de sua opção, prejudicando a saúde financeira do curso e da instituição. Portanto, sugere-se um relacionamento prévio com potenciais candidatos ao curso, e.g. alunos do ensino médio, em momentos anteriores ao processo seletivo. Isso pode garantir um recuo dos números da evasão no curso. 
5. Relacionamento interpessoal 
Um dos fatores preponderantes e impulsionadores da carreira profissional, sem dúvida, é a forma de se relacionar com pessoas. Sabe-se, contudo, que a convivência humana é desafiante, o que faz do cotidiano profissional algo singular [7]. Nesse sentido, destaca-se a formação altamente técnica de um coordenador de curso, sem, muitas vezes, haver um paralelo de qualificação na área de gestão de pessoas. Ao passo que se pretende mobilizar o trabalho coletivo, a constante busca por ferramentas de liderança constitui uma das ações indicadas aos gestores acadêmicos.
Segundo Chiavenato [7], tratar as pessoas como parceiras da organização faz com que elas invistam em seu comprometimento com a instituição. Na academia, sobretudo, as pessoas constituem seu capital intelectual e definem a imagem da IES no mercado. O coordenador, portanto, deve valorizar o professor, promovendo um ambiente de trabalho agradável, em que o colegiado se sinta à vontade para expor suas potencialidades. Ademais, não se deve impor um ambiente de controle excessivamente normativo. A valorização do ser humano e a  preocupação com a qualidade de vida do colegiado são fatores que fazem a diferença. Sobretudo, o coordenador deve transparecer ética e comprometimento, fazendo com que a atividade de liderança seja conduzida de forma natural. Em um trabalho que busca ilustrar a pouca atenção prestada à gestão de equipes por coordenadores de cursos de Computação e Informática [1], são levantadas algumas questões importantes no âmbito de uma IES: •De que forma a IES define o papel do coordenador frente ao seu colegiado? •Como o coordenador visualiza seu papel de líder de uma equipe de trabalho? •De que forma a equipe de trabalho, por sua vez, visualiza o coordenador de curso como seu líder?
Os dados apresentados na pesquisa mostram que o grupo de entrevistados possui formação amplamente técnica em detrimento à de gestão de pessoas, bem como evidencia uma lacuna entre o que se exige do coordenador nos instrumentos de avaliação do MEC e o que a IES espera deste profissional. De qualquer forma, fica clara a importância de uma formação mais específica na área de gestão de pessoas para  coordenadores de curso, que deve ser incentivada pela IES para sua própria manutenção no mercado.
6. Conclusões - Observou-se nesse artigo a importância do papel de gestor de um coordenador de curso em uma IES privada, bem como a necessidade de se apostar na criação/manutenção de cursos de excelência com base na profissionalização de sua gestão. Destaca-se, também, a importância de o coordenador conhecer os dispositivos legais e a organização didático-pedagógica do curso, além de, obviamente, ter domínio científico da área e habilidades de gestão de pessoas. Ademais, fica evidente que uma IES necessita de visão estratégica para avaliar corretamente as ameaças que a cercam, bem como deve possuir os recursos humanos, financeiros e de infra-estrutura para poder executar adequadamente as mudanças necessárias para sua manutenção no mercado. Finalmente, a IES tem de reagir com rapidez. Atualmente, visto o cenário extremamente competitivo do setor da educação, seus concorrentes podem perceber mais rapidamente as oportunidades latentes do momento, posicionando-se melhor no mercado. 

Segunda Turma aplica a OJ n° 344 para requerimento de diferenças de FGTS
Fonte: OAB/SC Notícias
O termo inicial do prazo para exigir diferenças da multa do FGTS, decorrentes de atualização monetária, se dá com a edição da Lei Complementar n° 110, de 2001. Com esse entendimento, expresso na Orientação Jurisprudencial n° 344 da Seção I de Dissídios Individuais, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão que havia considerado o depósito na conta do trabalhador como marco para requerer as diferenças da multa do FGTS.
No caso, um ex-empregado do Banco Itaú ingressou com ação trabalhista em setembro de 2007, requerendo diferenças de indenização dos 40% do FGTS, decorrentes de atualização monetária de diversos Planos Econômicos. Ocorre que, no mês anterior, em agosto de 2007, a Caixa Econômica havia depositado em sua conta vinculada os valores dessa atualização monetária, em função de provimento de ação anterior, proposta pelo trabalhador contra a CEF na Justiça Federal.
Ao analisar o caso, o juiz de primeiro grau decretou a prescrição total de dois anos para requerer esse direito. Diante disso, o trabalhador recorreu ao Tribunal Regional da 1ª Região (RJ), que modificou a sentença, afastando a prescrição. O Regional condenou a empresa a pagar as diferenças do FGTS, sob o entendimento de que o marco inicial acontece no exato momento em que se dá lesão do direito, no caso o depósito pela CEF da atualização monetária na conta do empregado.
Com isso, o banco interpôs recurso de revista ao TST, alegando contrariedade à Orientação Jurisprudencial n° 344. A OJ estabelece que o início do prazo para o empregado pleitear em juízo diferenças da multa do FGTS, decorrentes dos expurgos inflacionários, se dá com a vigência da Lei Complementar nº 110, de 2001, salvo comprovado trânsito em julgado de decisão proferida em ação proposta anteriormente na Justiça Federal, que reconheça o direito à atualização do saldo da conta vinculada. Essa lei complementar previu justamente o direito às diferenças do FGTS em virtude de atualização monetária.
O relator do processo na Segunda Turma, juiz convocado Roberto Pessoa, divergiu do TRT. Para o Juiz, a doutrina e a jurisprudência reconhecem que a prescrição extintiva se inicia quando o direito se tornou exigível, ou seja, com a edição da Lei Complementar nº 110, de 2001, ou com o trânsito em julgado de decisão judicial anterior. Ocorre que, segundo o relator, não se demonstrou a data do trânsito em julgado da ação proposta na Justiça Federal, mas tão somente a data do crédito na conta vinculada.
Com isso, o Regional, ao afastar a prescrição extintiva, contrariou a OJ n° 344, uma vez que a ação trabalhista foi proposta quando já decorridos dois anos da publicação da lei complementar. Com esses fundamentos, a Segunda Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista do Itaú e restabeleceu a sentença em que se declarou a prescrição para o trabalhador exigir as diferenças da multa do FGTS. (RR-140240-13.2007.5.01.0302)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Faculdade indenizará professor por ter usado seu nome indevidamente
Fonte: OAB/SC Notícias
Um ex-professor de Medicina Legal conseguiu indenização por danos morais contra instituição que manteve indevidamente seu nome no quadro de docentes para obter o reconhecimento do Curso de Direito, mesmo após sua dispensa da faculdade. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou o agravo de instrumento da instituição e, com isso, ficou mantida decisão do Tribunal Regional da 3ª Região (MG) que condenou a instituição por danos morais.
O caso iniciou em dezembro de 1999, quando, após sua dispensa imotivada da Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp), o professor tomou conhecimento de que seu nome havia sido aprovado como responsável para ministrar a disciplina Medicina Legal, levando a crer que a Fundação havia usado indevidamente seu nome e titulação para obter o reconhecimento do curso de Direito pelo Conselho Estadual de Educação. Diante disso, ele ingressou com ação trabalhista requerendo danos morais contra a instituição. O juiz de primeiro grau reconheceu o direito, e a Fundação recorreu ao TRT. O Tribunal Regional, por sua vez, confirmou a sentença, condenando a Fesp a pagar indenização no valor de R$ 10 mil. Para o TRT, a empresa não conseguiu demonstrar o motivo pelo qual não substituiu o nome do professor por outro docente.
Contra essa decisão, a Fundação interpôs recurso de revista, cujo seguimento foi negado pelo TRT. No intuito de destrancar o recurso, a faculdade ingressou com agravo de instrumento, alegando que não houve a comprovação do dano. O relator do processo na Primeira Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa, não deu razão à instituição. Em sua avaliação, o TRT demonstrou que houve a violação de direito personalíssimo expresso no uso indevido das qualificações profissionais e do nome do professor, quando nem sequer fazia parte do curso. Segundo o relator, ocorrendo o dano moral, não se necessita da prova do prejuízo, por se tratar de aspecto imaterial. Com esses fundamentos, a Primeira Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo de instrumento da Fesp e manteve a condenação por danos morais contra a instituição. O processo foi baixado ao TRT de origem. (AIRR-23040-83.2006.5.03.0101)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Haddad explica política de educação brasileira aos senadores argentinos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:43 hs. 
09/06/2010 - Buenos Aires – O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na tarde desta terça-feira, 8, no Senado da República Argentina, em Buenos Aires, que o pior crime que se pode cometer em termos de educação é vender ilusões para a população. “Não existe mágica. É preciso investir em todos os níveis, da educação infantil à pós-graduação, das avaliações à formação dos professores”, afirmou. “E os resultados não aparecem de uma hora para outra. Por isso nosso objetivo está previsto para 2022. Só lá, esperamos atingir a mesma média dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico]”.
lado do vice-presidente argentino, Julio Cobos, o ministro Fernando Haddad explica os planos de educação do Brasil. (Foto: Prensa Senado - Argentina)Haddad foi convidado pelo Centro de Estúdios de Políticas Públicas (CEPP), entidade que organizou a agenda para o Senado argentino, que começa agora a discutir a realidade educacional daquele pais. Tendo ao lado o vice-presidente da República, César Cobos, também presidente do Senado, Haddad apresentou aos parlamentares o dilema clássico da evolução educativa no mundo: mais recursos ou mais gestão?
“O presidente Lula triplicou os investimentos em educação no Brasil. Passamos de R$ 19 bilhões em 2003 para mais de R$ 59 bilhões neste ano. Paralelamente, implementamos um plano executivo de ação, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), com 42 ações, da creche à pós-graduação, e criamos um sistema de avaliação que premia as escolas com autonomia na gestão dos gastos quando se sobressaem, ou pune com a supervisão do ministério quando não atingem os resultados propostos”, apresentou o ministro brasileiro.
Panorama argentino – a Argentina tem hoje de cerca de 10 milhões de alunos na educação básica, e pouco mais de 1 milhão de estudantes no ensino superior. Também conta com um piso salarial para professores, de cerca de U$ 400, frente a U$ 350 do salário mínimo no país – a título de comparação, o piso salarial brasileiro para professores é de cerca de U$ 600, e o salário mínimo está perto de U$ 300. O investimento argentino em relação ao PIB de lá é de 6%.
Depois da agenda no Senado, Fernando Haddad segue para o Ministério da Educação da Argentina, onde participa do encerramento do seminário internacional A educação no contexto da integração latinoamericana e o papel do ensino médio. Nesta quarta, 9, recebe a presidência temporária do Mercosul Educacional e participa do 1º Encontro de Ministros de Temas Sociais da região.
Luciana Yonekawa 
Fonte: MEC 

Lula recomenda a jovens que priorizem os estudos
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 08/06/2010 - Brasília DF
Agência Brasil 
Ao discursar há pouco para um plateia formadas por jovens beneficiados pelo Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem Urbano), em Fortaleza (CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo a eles para que priorizem os estudos. Para Lula, as oportunidades para estudar e se formar precisam ser procuradas como se busca “agulha no palheiro”. “Vocês que já são mães devem se espelhar em vocês mesmas para que não permitam que haja qualquer retrocesso. Mulher encontra homem em qualquer lugar do mundo e homem encontra mulher em qualquer lugar. Agora, oportunidade de estudar e vencer na vida a gente precisa procurar como se procura agulha no palheiro. A gente precisa priorizar nossa formação para depois priorizar outras coisas na vida”, discursou o presidente.
Lula pediu ainda que os jovens não desanimem diante das dificuldades para estudar e que   façam de tudo para concluir os estudos. “O apelo que quero fazer para vocês, como se fossem meus filhos, é que não há razão para desanimar. O que precisamos é levantar todo o santo dia pela manhã, com disposição. Se não der certo em um dia, é pensar que no outro vai dar certo”, discursou Lula. Segundo Lula, o ProJovem, implementado em julho de 2005, em seu formado original, atendeu 241.235 jovens em 27 capitais e 29 municípios das regiões metropolitanas. Em 2008, foi transformado em ProJovem Urbano e ampliou o atendimento para 96 municípios com população superior a 200 mil habitantes e 22 estados que atendem a cidades com menos de 200 mil habitantes.
Em 2008 e 2009, ainda de acordo com dados citados por Lula, o programa atendeu 340.787 jovens. Este ano, o ProJovem Urbano atende a 156.361 jovens em sala de aula desde 24 maio. O programa é voltado a jovens entre 18 e 29    anos, que sabem ler e escrever, mas não concluíram o ensino fundamental. Lula lembrou que os jovens beneficiados pelo programa recebem bolsa de R$ 100, desde que tenham frequência igual ou superior 75% das aulas presenciais e entreguem 75% dos trabalhos, que são monitorados mensalmente. Mas uma vez, Lula voltou a dizer que não deixará a política depois de deixar a Presidência da República. Segundo ele, quem apostar nisso vai errar. “Vou deixar a Presidência em 31 de dezembro e podem ficar certos que quem imaginar que vou deixar a política e viajar para o estrangeiro, vai quebrar a cara. Quem imaginar que vou deixar a política e vou ficar enchendo o saco da Marisa, vai quebrar a cara. Vou continuar fazendo política e vou continuar andando por este país e ajudando o povo a conquistar, definitivamente, sua cidadania. O povo brasileiro jogou fora parte do século 20 e não temos o direito de desperdiçar o século 21”, disse Lula.

Estágio a estudantes no âmbito do Ministério Público do Trabalho
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO quinta-feira, 10 de junho de 2010
DIÁRIO DA JUSTIÇA
Ministério Público do Trabalho
RESOLUÇÃO No- 93, DE 27 DE MAIO DE 2010
Dispõe sobre a concessão de estágio a estudantes no âmbito do Ministério Público do Trabalho
Art. 1º Instituir, no âmbito do Ministério Público do Trabalho, os requisitos para a concessão de estágio a estudantes que estejam frequentando o ensino regular, em instituições públicas ou privadas de educação superior, de educação profissional, de ensino médio e da educação especial, oportunizando o desempenho de atividades complementares em sua área de formação, objetivando o desenvolvimento do educando para a cidadania, a vida e o trabalho.
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=126&pagina=28&data=10/06/2010

Cai avaliação positiva de faculdade pública
Fonte: Folha de São Paulo, 10/06/2010 - São Paulo SP
FABIANA REWALD DE SÃO PAULO 
A avaliação da população sobre a qualidade do ensino superior público no país piorou entre 2008 e 2010. Há dois anos, segundo pesquisa do Ibope, 55% dos entrevistados avaliavam esse nível de ensino como ótimo ou bom. Neste ano, o percentual caiu para 45%. Isso porque mais entrevistados passaram a considerar regular esse ensino -não houve alta no conceito ruim/péssimo. Para Ryon Braga, do  Grupo Hoper, consultoria na área de ensino superior, dois fatores contribuíram para a queda na avaliação positiva. O primeiro, diz ele, é o "sucateamento" das universidades federais, que passaram por programas de expansão, mas apresentam problemas para receber mais alunos. O outro fator apontado por ele é a maior inclusão social, motivada pela utilização de cotas em vestibulares, que facilitaram o  acesso de alunos com renda mais baixa. Com isso, diz ele, os estudantes percebem uma queda no desempenho médio dos colegas -o que, porém, tende a melhorar nos próximos anos, à medida que o nível dos alunos de diferentes faixas de renda se igualar. A pesquisa foi encomendada ao Ibope pelo movimento Todos pela Educação. 

Comissão especial sobre o diploma de jornalismo realiza audiência pública nesta quarta
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/06/2010 - Brasília DF  
A comissão especial para avaliar a necessidade do diploma de jornalismo para exercer a profissão no Brasil realiza audiência pública nesta quarta-feira (9/6), às 14h30, na Câmara dos Deputados para discutir o assunto. Estão confirmadas as presenças do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, e do jornalista e  escritor Audálio Dantas. De acordo com o roteiro de trabalho apresentado pelo relator da comissão, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), além da audiência desta quarta, deverá haverá uma outra. Também serão realizadas visitas à Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro, e à Associação Nacional de Jornais,   em Brasília. A previsão é que o relatório final seja apresentado até 23 de junho. Foram convidados também os jornalistas Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, e o premiado Lúcio Flávio; e a presidente da ANJ – Associação Nacional dos Jornais – Judith Brito que não poderão estar presentes nesta audiência. 

MEC deve finalizar proposta para Plano Nacional até julho
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 09/06/2010
Sarah Fernandes 
O Ministério da Educação (MEC) prevê enviar ao Congresso Nacional até julho um documento com as propostas para o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai nortear políticas públicas para o ensino formal entre 2011 e 2020. Depois da entrega, fica sob responsabilidade da Câmara dos Deputados e do Senado votar a validade de cada proposta e formular o Plano. A expectativa é que ele seja aprovado ainda este ano. As demandas foram levantadas pela sociedade civil durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceu entre 28 de março e 1º abril de 2010, em Brasília. As plenárias aprovaram propostas como eleição para diretor escolar, diminuição do número de alunos nas salas de aula e reserva de 50% das vagas de universidades para alunos da rede pública de ensino.
Sobre orçamento, eixo mais polêmico da Conferência, os delegados aprovaram a implantação do custo-aluno qualidade, que determina um investimento nacional mínimo por aluno, e a aplicação de 7% do Produto Interno   Bruto (PIB) em educação até 2011 e 10% até 2014. Também foram aprovadas a Lei de Responsabilidade da Educação, que prevê punir desvios de verba pública para o setor. “O documento final da Conferência traz diretrizes e reivindicações, mas o Plano deve ser formado por metas. O MEC está reunido para formulá-las e enviá-las ao Congresso, que é quem vai fazer o novo Plano”, afirma o coordenador da Conferência Nacional de Educação (Conae), Francisco Chagas. ”A prioridade é formular metas para garantir a qualidade da educação da creche à pós-graduação”.
Novo Conselho - O novo colegiado do Conselho Nacional de Educação (CNE) tomou posse na última segunda-feira (7/6) e assumiu como uma das prioridades agilizar as tramitações do novo Plano no Ministério da Educação e no Congresso Nacional. “É preciso terminar o Plano até o fim do ano, devido à troca de governo. Até 31 de dezembro as metas têm que estar aprovadas”, afirma o novo presidente do Conselho, Antonio Carlos Ronca, empossado nesta terça-feira   (8/6). “Marcamos uma audiência com o ministro  da Educação para os próximos dias para conversarmos sobre a elaboração do Plano. É uma as urgências para Educação”.
Na reforma do Conselho, membros antigos foram reconduzidos ao cargo — entre eles Mozart Neves Ramos, Regina Vinhaes e Maria Izabel Noronha — e novos membros tomaram posse, como Reynaldo Fernandes, Arthur Roquete de Macedo, Gilberto Gonçalves Garcia, Luiz Antônio Constant Rodrigues da Cunha, Paschoal Laércio Armonia e Rita Gomes do Nascimento. Os novos integrantes do CNE têm mandato de quatro anos, que pode ser estendido por mais dois. Instituições ligadas à área educacional indicam até três nomes para cada câmara. A partir dessa indicação, os membros são escolhidos pelo presidente da República e pelo ministro da Educação. Um dos objetivos do Conselho é buscar alternativas e mecanismos que garantam a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação de processos educacionais no país.

Segurança do Enem será supervisionada pela Polícia Federal 
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal Terra Educação, 09/06/2010
O esquema de segurança do próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi organizado sob a supervisão da Polícia Federal e contará com o efetivo das Forças Armadas e das secretarias de segurança de cada estado, informou nesta quarta o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Soares Neto. O esforço tem o intuito de evitar problemas como o ocorrido no ano passado quando a prova do Enem foi furtada de dentro da gráfica que imprimia o material e o exame teve que ser cancelado às vésperas de sua realização. Todo o esquema de impressão, distribuição, segurança e aplicação das provas seguirá o modelo que foi montado no ano passado pelo ministério depois que a prova foi roubada. O Inep será o responsável pela elaboração das provas e contratará, via licitação, uma gráfica para imprimir o material.
A distribuição será feita pelos Correios, com o esquema de segurança que contará com as   Forças Armadas e os efetivos estaduais a partir de convênios. A aplicação e correção da prova será responsabilidade novamente do consórcio formado por Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília e pela Fundação Cesgranrio, sem necessidade de licitação. Desde o ano passado o ministério negocia com o Tribunal de Contas da União (TCU) a dispensa de licitação para o Enem. O MEC quer contratar as duas empresas que foram responsáveis pela prova nos anos anteriores e assumiram o exame também no ano passado após o furto.
"A dispensa de licitação é possível porque o Enem se tornou uma prova de seleção para as universidades do país. Por isso ele utiliza da mesma atribuição de todas essas outras seleções que são dispensadas de licitação. Existe um entendimento de que para um concurso público de seleção o Estado pode contar com o serviço de instituições que tenham a experiência necessária para fazer a prova", explicou Neto. Um dos pontos centrais da nova  organização é a gráfica que será contratada para imprimir as provas. Segundo Neto, o principal requisito é "segurança máxima". "Ela precisa ter câmeras de vigilância com monitoramentos 24 horas, mas também precisa de um controle de toda a estrutura de manuseio, de quem entra e sai do ambiente, como entra e como o sai", afirmou. A licitação ainda não foi encerrada.
O presidente do Inep não quis anunciar qual é a expectativa de inscrições para o Enem de 2010, mas disse que o órgão trabalha com o mesmo número do ano passado: 6 milhões de participantes. As inscrições para o Enem 2010 serão entre 21 de junho e 9 de julho exclusivamente pela internet. Questionado sobre a possibilidade de a prova ser roubada novamente, Neto disse que as chances são "muito pequenas". "Fizemos um grande esforço para que isso não ocorra. Estamos planejando milimetricamente cada um dos passos da prova de 2010, trabalhando sob a supervisão da Polícia Federal", afirmou. 

Ministro da Educação propõe intercâmbio de estudantes no Mercosul
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/06/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
O Setor de Educação do Mercosul (SEM) acatou na manhã desta quarta-feira, 9, proposta do ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad, sobre a criação de sistema de intercâmbio de estudantes em licenciaturas entre os países do Mercosul. Eles seriam capacitados em línguas espanhola e portuguesa durante os cursos. Haddad lembrou que, no Brasil, a lei torna obrigatória a oferta do ensino de espanhol onde haja demanda por parte da comunidade. Entretanto, admitiu a carência de professores no país. “Tenho certeza de que a procura e o impacto no ensino médio brasileiro seriam muito grandes. Nos intercâmbios, teríamos uma clientela muito qualificada”, disse Haddad. “A   questão da cultura apaixona, e o professor teria uma imersão na cultura além do aprimoramento da língua, e a nossa interação poderia ser dinamizada em muito pouco tempo.”
A proposta será elaborada durante a gestão brasileira na presidência pro tempore do SEM, assumida pelo Brasil durante a 38ª reunião de ministros da educação da região, realizada no Ministério da Educação da Argentina, em Buenos Aires, também nesta quarta-feira. Os países que fazem parte do Mercosul se revezam na presidência a cada seis anos. O Brasil esteve no posto pela última vez em 2008 e fica agora até   o  fim deste ano. Durante a gestão brasileira, o Setor Educacional do Mercosul aprovará o plano estratégico para o período de 2011 a 2015. As equipes dos países participantes voltam a se encontrar para elaboração do plano em setembro, em Salvador. A aprovação deve ocorrer em outra série de reuniões, com os ministros, em novembro, no Rio de Janeiro. Participaram da reunião em Buenos Aires, além de Fernando Haddad, os ministros de educação da Argentina, Alberto Sileoni; da Bolívia, Roberto Aguilar Gomes; do Paraguai, Luis Alberto Riart; do Uruguai, Ricardo Ehrlich, e representantes do Chile, do Peru e da Venezuela. 

Países do Mercosul sugerem metas para a universalização do ensino médio
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 09/06/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
Ministros da Educação do Mercosul e representantes das centrais sindicais do Cone Sul, reunidos em Buenos Aires, assinaram nesta quarta-feira, 9, declaração conjunta de diretrizes necessárias para alcançar a meta de universalização do ensino médio em toda a região. Eles estiveram na capital argentina para participar do seminário internacional A Educação no Contexto da Integração Latino-Americana e o Papel do Ensino Médio. As nove ações sugeridas ao fim do evento abrangem, entre outros temas, a criação de políticas públicas de inclusão, ingresso, permanência, aprendizagem e, por consequência, conclusão do ensino médio. Estudantes, professores, gestores e comunidade devem participar como protagonistas da construção democrática de políticas educativas.
O documento também reitera a importância de garantir financiamento público integral do sistema educativo para que se chegue efetivamente à universalização. Na terça-feira, 8, o ministro Fernando Haddad lembrou que até alguns anos atrás o Brasil  não contava com programas de alimentação e de transporte escolares e de material didático para o ensino médio. Além de garantir os benefícios a todos, da creche ao fim da educação básica, o orçamento do Ministério da Educação triplicou em cinco anos — de R$ 19 bilhões para os aproximadamente R$ 59 milhões atuais.
Professor — No Brasil, vigora a Lei nº 11.738, de 16 julho de 2008, que estabelece piso salarial nacional e a obrigatoriedade da formulação de planos de carreira para os professores. Conta também, para garantir a formação gratuita dos profissionais, com uma rede de formação inicial e continuada em instituições públicas de ensino superior e com uma modalidade especial de financiamento estudantil, que possibilita ao licenciado pagar parte da dívida com trabalho, a cada mês de exercício em escola pública. Na Argentina, a formação de professores fica a cargo de 1.280 institutos públicos e da iniciativa particular espalhados pelo país. Os professores recebem um grau de  formação suficiente para lecionar em todas as etapas da educação básica. Há um piso salarial de aproximadamente U$ 400 — o salário mínimo argentino é de U$ 350.
O Paraguai conta com um programa nacional de formação inicial de professores, coordenado pela diretoria-geral de educação superior do país, e com uma campanha nacional de apoio pedagógico a docentes em serviço. Os professores têm graduação, não universitária, que depende do nível (infantil, fundamental ou médio) no qual pretendem lecionar. Os cursos duram três anos — podem chegar a quatro, se houver interesse em licenciatura. Há um piso nacional, estabelecido em lei, de U$ 350, inferior ao salário mínimo geral, de U$ 380. O Uruguai aprovou, em 2008, lei que muda a obrigatoriedade de formação para professores da educação básica. O Estado deve garantir formação universitária para todos os profissionais. O país conta com um piso nacional de U$ 700 para 20 horas semanais. 

Impostos Demais
Fonte: Jornal Sinepe, junho/julho de 2010, nº 129, Ano 19
A carga tributária imposta às escolas particulares no Brasil é de 72% da folha de pagamento. Esse elevadíssimo índice, além de quantificar a voracidade insuperável do fisco e justificar as sucessivas demonstrações de revolta dos contribuintes ressalta a urgência de uma reforma profunda e audaciosa, que simplifique radicalmente o sistema tributário e elimine a evasão. Segundo os especialistas, o brasileiro trabalha em média quatro meses por ano – ou dedica cerca de um terço da sua renda – para pagar a miríade de tributos existentes. Há impostos, normalmente mais do que um, sobre todos os tipos de atividades e bens. Boa parte dos tributos empobrece a população às escondidas, embutidos nos preços. A taxação das escolas privadas, aliás, é bem ilustrativa dos desatinos tributários do país. O contraste com outros países dá a medida do absurdo. A situação torna-se ainda mais perversa quando se acrescenta que não há contrapartida adequada para a taxação excessiva. Pelo contrário, à elevação das alíquotas assistiu- se no Brasil, em muitas áreas, apenas uma deterioração dos serviços públicos. O país tem pressa. Sem demora, precisamos de uma reforma profunda e audaciosa que aumente a receita e distribua melhor a carga dos impostos. Efeitos que as eleições de outubro podem ensejar. Por isso, vote em candidatos comprometidos com a educação.

Gestor: Lembre-se da declaração anual de quitação
Fonte: Jornal Sinepe, junho/julho de 2010, nº 129, Ano 19
Com o advento da Lei nº 12.007, de 29 de julho de 2009, que “dispõe sobre a emissão de declaração de quitação anual de débitos pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados”, gerou-se mais uma obrigação aos prestadores de serviços e que ganhou relevância na mídia. Trata-se da obrigação, por parte das pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados, portanto, dentre estas, a ESCOLA, de emitir e encaminhar ao consumidor declaração de quitação anual de débitos, compreendendo os meses de janeiro a dezembro de cada ano, tendo como referência a data do vencimento das respectivas faturas. A aludida declaração deverá ser enviada ao consumidor por ocasião do encaminhamento da fatura a vencer no mês de maio do ano seguinte ou no mês subsequente à completa quitação dos débitos do ano anterior ou dos anos anteriores, podendo ser emitida em espaço da própria fatura. Caso eventualmente sua instituição não tenha emitido a declaração relativa ao exercício de 2009, sugerimos que o faça mesmo a destempo, observando doravante o prazo para o exercício de 2010, que de acordo com a lei será no máximo maio de 2011. Somente terão direito à declaração de quitação anual de débitos os consumidores que quitarem todos os débitos relativos ao ano em referência. Importante ainda atentar para o disposto no art. 4º da aludida Lei, expressando que “da declaração de quitação anual deverá constar a informação de que ela substitui, para a comprovação do cumprimento das obrigações do consumidor, as quitações dos faturamentos mensais dos débitos
do ano a que se refere e dos anos anteriores”. Dessa forma, entendemos que se em outras épocas havia dúvida se a escola particular poderia exigir um comprovante de quitação da escola anterior, com o advento da Lei 12.007/09, esta dúvida perde espaço, podendo inclusive, oportunamente, tal comprovante constar como exigência no ato da matrícula para o próximo ano.