11/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Senadores aprovam emenda que destina 50% dos recursos do Fundo Social para educação

Divulgada a data para inscrições do Enem

MEC quer finalizar as propostas para o novo Plano Nacional de Educação

Câmara: Ensino integral necessitará de mais de R$ 20 bi

STJ nega correção de prova do Enem a estudante que não cumpriu regulamento

Fraudes, aqui como lá, no maior vestibular do mundo

Projeto cria imposto sobre grandes fortunas

MEC divulga regras para o 2º semestre do ProUni

Pesquisa revela mais interesse de eleitores com a educação

Educação é quarta prioridade de eleitor para próximo governo 

Educação é a terceira área mais problemática do país, diz pesquisa

Copa do Mundo: expediente na OAB/SC e judiciário em dia de jogos do Brasil

Inscrições para o Enem 2010 vão de 21 de junho a 9 de julho

MEC decide fazer Enem sem licitação

Audiência debate a importância do fortalecimento do conselho escolar

Não existe prazo mínimo para se reconhecer uma relação estável, diz TJ

Portaria nº 119, de 9 de junho de 2010.

Portaria nº 773, de 09 de junho de 2010

Programa permite que estudantes façam provas em casa

Ministério da Educação quer aprimorar concursos para valorizar professor

Estudar para quê?

Expectativa de contratações para o terceiro trimestre no Brasil atinge 40%

Ranking é só base para escolha de faculdade

Cai avaliação positiva de faculdade pública

Argentina incentiva ensino de geografia e história com livro com informações da Copa

Senado aprova 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação

A Copa como impulso para a Educação

Resgate dos cursos técnicos

Senadores aprovam emenda que destina 50% dos recursos do Fundo Social para educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs. 
10/06/2010 - Metade dos recursos recebidos pela União com a venda do petróleo do pré-sal será destinada à educação. A emenda ao projeto que cria o Fundo Social foi aprovada nesta madrugada (10) pelos senadores.
Essa era uma reivindicação da UNE (União Nacional dos Estudantes), que fez várias mobilizações no Congresso Nacional para pressionar os deputados e os senadores pela aprovação da emenda.
Também foram aprovadas pelos senadores mais oito alterações no texto-base do projeto que cria o Fundo Social. Entre elas a que determina que 5% dos recursos do fundo que o governo destinar ao combate à pobreza devem ser encaminhados à Previdência Social.
O texto do Fundo Social volta agora para a Câmara dos Deputados, que deverá analisar apenas se concorda ou não com as alterações propostas pelo Senado. Os deputados não poderão fazer novas emendas.
Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília 
Fonte: Uol - Educação

Divulgada a data para inscrições do Enem
Fonte: Diário Catarinense, 11/06/2010
O Ministério da Educação (MEC) confirmou, ontem, as datas para a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. O período será de 21 de junho a 9 de julho, exclusivamente pela internet. As provas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro. Os detalhes serão publicados em uma portaria na próxima semana.

MEC quer finalizar as propostas para o novo Plano Nacional de Educação
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação (MEC) está reunido para formular e enviar até julho, as novas propostas para o novo Plano Nacional de Educação (PNE) ao Congresso Nacional.
As questões foram levantadas pela sociedade civil durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceu entre 28 de março e 1º abril de 2010, em Brasília.
O plenário aprovou propostas como o direito à eleição para diretor escolar, diminuição do número de alunos nas salas de aula e reserva de 50% das vagas de universidades.
Os delegados também aprovaram a implantação do custo-aluno qualidade, que determina um investimento nacional mínimo por aluno, e a aplicação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2011 e 10% até 2014. Também foram aprovadas a Lei de Responsabilidade da Educação, que prevê punir desvios de verba pública para o setor.
Um dos objetivos do Conselho é buscar alternativas que garantam a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação de processos educacionais no país.
 
Câmara: Ensino integral necessitará de mais de R$ 20 bi
Fonte: Jornal da Educação
De acordo com o especialista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Augusto Meyer Nascimento, serão necessários mais de R$ 20 bilhões para implementar o ensino em tempo integral nas escolas públicas do país. O cálculo foi apresentado na última terça-feira à Comissão Especial, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o regime escolar de oito horas diárias nas instituições públicas.
O cálculo do especialista leva em consideração apenas o número de alunos matriculados nas escolas do país, sem levar em conta o custo que os estabelecimentos terão para se adaptar a nova regra. A base do estudo é o valor mínimo pago por aluno, que é diferente em cada estado. A estimativa de Nascimento é de que seriam necessários mais R$ 10 bilhões para a adaptação das escolas. Além disso, o valor gasto para a manutenção mensal seria de R$ 2.500.
Outras informações na página da Câmara.

STJ nega correção de prova do Enem a estudante que não cumpriu regulamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs. 
11/06/2010 - BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou a um estudante do Maranhão o direito a ter sua prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) corrigida por não ter prestado informações corretas nos cartões de respostas. O estudante deixou de indicar adequadamente no formulário a cor do teste, o que, conforme o regulamento do Enem, impede que receba as notas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INPE), responsável pelo exame, distribui provas de quatro cores diferentes, com as mesmas questões embaralhadas, um procedimento que evita a cola. Segundo o órgão, para que o corretor saiba se o gabarito está correto, é preciso que o candidato informe qual exame fez. Porém, vários estudantes que não cumprem a norma têm recorrido à Justiça para conseguir a correção.
No caso julgado pelo STJ, o estudante Bilsã Ferreira de Carvalho requereu liminar, argumentando que, ao buscar suas notas, constatou que faltavam as de duas matérias. E que, sem elas, não conseguiria fazer inscrição no Prouni
Fábio Fabrini. 
Fonte: O Globo on line 

Fraudes, aqui como lá, no maior vestibular do mundo
Fonte: Boletim de Notícias ABMES
Embora adotemos o princípio e conceito editoriais de não repetir o que outros veículos publicam, porque buscamos o novo, o inédito textual/comunicacional, a matéria abaixo
merece espaço, por imperdível aos que não têm acesso ao veículo, publicada pelo jornal Estado de São Paulo em 27/10/2009, de autoria da correspondente Cláudia Trevisan. Não porque enquanto aqui é dia e lá é noite mas o que ainda temos por aprender, sem um estar de pé e o outro de ponta-cabeça.
Vestibular chinês atrai 10 milhões de candidatos e mobiliza um país que sempre valorizou o mérito.
PEQUIM – A estudante Chen Ling Long, de 18 anos, fez parte do batalhão de 10,2 milhões de chineses que prestou em junho o exame nacional de admissão nas universidades, o maior vestibular do mundo. Chen e outros 6,3 milhões de aprovados se juntaram a uma população universitária que cresce a taxas recordes desde o fim da década de 90. “Você nunca esquece a sua pontuação”, disse Chen ao Estadão.edu no refeitório da Universidade de Esportes de Pequim, onde cursa o 1º ano de Inglês.
Chamado de gaokao, o vestibular é visto pelos candidatos como um momento crucial, capaz de definir o sucesso no ultracompetitivo mercado de trabalho chinês. A aprovação no exame é um dos mais fortes símbolos de status social em um país que tem uma milenar tradição de valorização do estudo e da figura do intelectual. Dirigentes de vilas rurais que têm moradores aprovados no gaokao fazem questão de divulgar a informação aos visitantes.
O exame nacional é realizado nas mesmas datas, 7 e 8 de junho – em algumas regiões, também no dia 9 – e mobiliza a sociedade chinesa. Há um espírito coletivo de apoio aos candidatos. Em várias cidades, eles têm transporte público gratuito nos dias de prova e muitos taxistas trabalham como voluntários para transportar estudantes de graça. Alunos que esquecem documentos são levados de volta à casa em carros da polícia com sirenes ligadas, para retornar a tempo de realizar o exame.
Filhos únicos
Os pais dos vestibulandos têm participação ativa nos dias de prova. Uma das imagens recorrentes nessas ocasiões é a de homens e mulheres aflitos à espera dos filhos nos portões dos locais de exame. Em virtude da severa política de controle de natalidade adotada desde o fim dos anos 70, a China tem uma legião de 100 milhões de filhos únicos, sobre os quais recaem as expectativas dos pais e dos quatro avós.
Antes das provas, muitos pais vão aos templos erguidos em homenagem a Confúcio para rezar pelo sucesso dos filhos. Filósofo que marcou como nenhum outro a identidade chinesa, Confúcio (551-479 a.C.) era um defensor do estudo e aperfeiçoamento constantes. Foi ele quem inspirou o modelo de seleção de funcionários do Império por exames abertos a todos e baseados no mérito dos candidatos.
Essa tradição de respeito à educação foi brutalmente atacada durante a Revolução Cultural (1966-1976), quando todas as universidades foram fechadas e os estudantes mandados à zona rural para trabalharem a terra e serem “reeducados” pelos camponeses. Só em 1977, um ano após a morte do líder da Revolução Cultural, Mao Tsé-tung, o gaokao foi restabelecido. Em 1978, a China tinha 856 mil universitários. Hoje são 20,2 milhões.
Como virtualmente todos os inscritos no gaokao, Chen Long sabe de cor sua nota, 591 pontos em 750 possíveis. O resultado não foi suficiente para ela ser admitida na instituição de preferência, o Instituto de Tecnologia de Xangai, mas permitiu que ela entrasse na Universidade de Esportes de Pequim, a número 2 da sua lista. Isso ocorreu porque o exame divide as universidades, das de elite às de menor prestígio. O candidato pode escolher em ordem decrescente um número limitado de instituições e cursos de sua preferência em cada um desses níveis, aos quais terá acesso se atingir a nota de corte exigida.
Apesar de seu caráter nacional, o vestibular chinês não tem, desde 2003, provas idênticas em todo o território. Dezesseis regiões, de um total de 32, elaboram seus próprios testes, seguindo orientações dadas pelo Ministério da Educação. Chen, por exemplo, fez o teste em sua província de origem, Fujian, mas podia se candidatar a qualquer universidade do país, como todos os demais estudantes.
Fraudes
Liu Haifeng, diretor de Centro de Pesquisa em Educação Superior da Universidade de Xiamen, afirma que o modelo regionalizado reflete a diversidade do país e evita o impacto nacional de eventuais fraudes. Liu lembra um caso real para justificar a necessidade de mudança. Em determinado ano, um dos temas de redação era a história de uma mãe que dizia gostar de comer a cabeça do peixe. Na verdade, ela queria que os filhos ficassem com a melhor parte, o corpo, e fingia gostar de comer o que supostamente era a menos saborosa. Mas para os moradores da Província de Guangdong, no sul da China, a cabeça é a melhor parte do peixe. A mãe que parecia generosa no norte do país era uma egoísta no sul.
Por outro lado, o combate a fraudes é um dos maiores problemas para as autoridades, principalmente por causa dos recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados à disposição dos candidatos. Liu disse que várias escolas utilizam bloqueadores de sinal de celulares durante os exames e os alunos são revistados para que não entrem nos locais das provas com aparatos eletrônicos.
Os responsáveis pela elaboração dos testes ficam isolados durante um mês antes da realização do gaokao e estão sujeitos a pena de 7 anos de prisão caso revelem o conteúdo da prova a algum candidato ou a terceiros. Estudantes pegos colando no gaokao ficam proibidos de fazer o exame por um período de 1 a 3 anos. As autoridades também registram o fato no prontuário do vestibulando, que o acompanhará por toda a vida.
O Ministério da Educação sustenta que o número de fraudes tem caído a cada ano e no exame de 2009 as irregularidades envolveram 2.219 candidatos, o equivalente a 2,3% do total. O mais célebre caso de fraude do gaokao deste ano incluiu a contratação de 17 estudantes da Província de Shandong, que tem um dos melhores padrões de ensino do país, para realizarem o exame no lugar de candidatos na Província de Gansu.
O esquema foi revelado quando um dos fiscais percebeu que o rosto da pessoa que se apresentou como candidato era totalmente diferente do da fotografia que constava de sua ficha de inscrição. Segundo Liu, algumas províncias estão coletando digitais dos estudantes para tentar impedir que outras pessoas façam os testes em seus lugares.
Além das questões regionais, o gaokao oferece duas provas distintas para alunos das áreas de Humanas e Exatas, que na China são chamadas de Artes e Ciências. Mas a escolha não depende do curso que o candidato pretende fazer na universidade, mas sim do que ele estudou no 2º grau.
No fim do 1º ano do ensino médio, os chineses têm que definir se querem estudar Humanas ou Exatas nos dois anos seguintes. Um aluno de Exatas pode decidir cursar Filosofia na universidade, mas terá de fazer no gaokao uma prova com questões de química, biologia e física. As provas específicas para as áreas de Humanas são as de história, geografia e política. Além da redação, há três disciplinas comuns a estudantes de Humanas e Exatas: chinês, matemática e língua estrangeira, que normalmente é o inglês.
Quem consegue ultrapassar a barreira do vestibular invariavelmente afirma que a vida universitária é muito mais tranquila que a do ensino médio, na qual os estudantes viviam sob a constante pressão do desempenho no gaokao. O câmpus também dá aos filhos únicos chineses a chance de viverem com pessoas da mesma idade durante o período de duração dos cursos. Quase todos os estudantes moram nos dormitórios das universidades.
He Yang Yi, de 18 anos, foi aprovada este ano para o curso de Comunicação no International College of Beijing. Seus pais são de Pequim, mas He Yang decidiu morar no câmpus, assim como todos os seus colegas de classe.
Sem gratuidade
Outra característica do ensino superior chinês é a cobrança de mensalidades, mesmo em instituições públicas. A família de Chen paga anuidade de US$ 880 na Universidade de Esportes de Pequim, mais US$ 132 pelo dormitório, dividido entre seis alunos. Os pais de He Yang pagam 30 mil yuans por ano, o equivalente a US$ 4,4 mil, valor que supera a renda per capita do país. No International College, os professores do curso de Comunicação são estrangeiros e as aulas, ministradas em inglês. Os estudantes ficarão dois anos na China e completarão o curso na Universidade de Bedfordshire, Inglaterra, onde terão a opção de permanecer mais um ano para o mestrado. O ano na Inglaterra custará à família de He Yang US$ 29,4 mil.
Apesar das reservas de muitos chineses ao padrão acadêmico das suas universidades, as instituições de elite do país têm ganho prestígio internacional. O conceituado ranking das 200 melhores universidades do mundo preparado pelo jornal britânico The Times traz na sua última edição seis representantes da China. O grupo é liderado pela Universidade Tsinghua, que tem sede em Pequim. Única instituição brasileira a aparecer na lista no ano passado, na 196ª posição, a Universidade de São Paulo foi excluída do ranking em 2009.
Quando saem da faculdade, os estudantes chineses enfrentam uma nova barreira, cuja transposição está cada vez mais difícil: encontrar emprego em um mercado inundado por profissionais diplomados. Fora das instituições de elite, muitos dos formandos não atendem aos requisitos mínimos de seleção das grandes empresas, principalmente multinacionais.
A principal crítica que se faz ao gaokao está na origem dos problemas enfrentados pelos recém-formados. Para seus detratores, o exame não estimula o pensamento criativo e independente e premia apenas a capacidade de memorização do aluno, que terá notas mais altas quanto mais se aproximar das respostas-padrão. Nada muito diferente do que grande parte deles verá nas universidades.
Fonte: O Estado de São Paulo

Projeto cria imposto sobre grandes fortunas
Fonte: OAB/SC Notícias
Por unanimidade, o projeto de lei complementar ( http://s.conjur.com.br/dl/substitutivo-projeto-lei-imposto.pdf ) que tributará grandes fortunas passou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (9/6), os deputados aprovaram parecer do relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) a favor do novo tributo. A norma regula previsão feita no artigo 153, inciso VII da Constituição Federal, .
De acordo com a proposta, de autoria da deputada Luciana Genro (PSOL-RS), o  Imposto sobre Grandes Fortunas incide, anualmente, sobre todo patrimônio superior a R$ 2 milhões. O projeto ainda precisa ser votado pelo Plenário e, se for aprovado, seguirá para o Senado.
Conforme a proposta, a alíquota variará de 1% a 5%, dependendo do montante da riqueza, e não será permitida a dedução, no Imposto de Renda anual, dos valores recolhidos ao novo tributo. Para o patrimônio de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, a taxação prevista é de 1%; entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, de 2%; de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, de 3%; de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões, de 4%; e de 5% para fortunas superiores a R$ 50 milhões.
Tributaristas criticam a proposta, que significará aumento na carga tributária, sem desconto em outros impostos. “Será criado um imposto sobre o patrimônio, o qual, a princípio, foi conquistado com a renda do contribuinte, que já é tributado pelo Imposto de Renda”, diz o tributarista José Eduardo Tellini Toledo, do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados. “Além disso, na alienação desse patrimônio, em havendo ganho de capital, haverá nova incidência do IR. Isso não estimula investimentos no país.”
O professor titular de Direito Tributário da UFRJ Sacha Calmon critica a efetividade do imposto para o Estado. “O novo imposto teria como fato gerador uma renda que já foi tributada, na ocasião em que foi obtida, e depois pelo Imposto de Renda. Todos sabem que é um imposto de baixíssima produtividade fiscal, que vai gerar muito trabalho e pouca arrecadação”, diz.
Eduardo Winters Costa, do Salusse Marangoni Advogados, concorda. “A instituição do tributo demandaria a criação de novos sistemas de declaração, cobrança e fiscalização, aumentando a burocracia, para atingir uma parcela que não deve representar nem 1% da população brasileira”, esclarece, e avisa: “é certo que, com tal clientela, os melhores tributaristas estarão de prontidão”.
Para o tributarista Igor Mauler Santiago, sócio do Sacha Calmon, Misabel Derzi Consultores e Advogados, prevê fuga patrimonial do país. “O imposto é bem-intencionado, mas ineficaz. Nos países que o adotaram, observou-se a transferência dos grandes patrimônios e de seus detentores para o exterior”, avisa. “No fim, quem acabou condenado a pagá-lo foi apenas a classe média, que não tem a mesma mobilidade dos muito ricos.”
É no apoio popular que se sustenta a proposta, segundo o advogado Eduardo Diamantino, do Diamantino Advogados Associados. “É um imposto comunista de baixíssima aplicação em outros países, visto que os ricos costumam montar estruturas para se proteger dele”, diz. Segundo Diamantino, a lei deve enfrentar problemas por incidir sobre a mesma base do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), “o que é vedado pela Constituição Federal”.
Fonte: Consultor Jurídico

MEC divulga regras para o 2º semestre do ProUni
Fonte: Folha de SP, 09/06/2010
O MEC (Ministério de Educação) publicou nesta quarta-feira no "Diário Oficial da União" as regras para concorrer ao processo seletivo do ProUni (Programa Universidade para Todos) para o segundo semestre de 2010.
As inscrições serão feitas somente através do site do MEC. O candidato deverá informar o número de inscrição do Enem referente ao exame de 2009 e o CPF (cadastro de pessoa física).
Podem se inscrever os brasileiros que não tenham diploma de curso superior, tenham feito o Enem e cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista da rede privada.
Também podem participar do Prouni os portadores de deficiência física e professores da rede pública de ensino que lecionem na educação básica.
Para pleitear uma bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar per capita de um salário mínimo e meio ou R$ 765. Para as bolsas parciais de 50% ou 25%, a renda per capita familiar mensal não pode passar dos três salários mínimos (R$ 1.530).
O ProUni oferece bolsas em instituições privadas de ensino superior para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública.

Pesquisa revela mais interesse de eleitores com a educação
Fonte: Jornal da Educação
Uma pesquisa do Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação, constatou que a educação aparece como a quarta área que merece receber mais atenção para o próximo presidente da República. Além disso, revelou que desde o ultimo pleito em 2006, a educação ganha mais importância para o eleitor. 
Na pesquisa, foram entrevistados 2 mil eleitores onde cada entrevistado destacou pontos fortes e fracos da educação básica. Como resultado de pontos fortes, se destacam a merenda escolar, o número de escolas e vagas existentes e o material didático. Já como ponto fraco está o salário dos professores, a segurança nas escolas e a qualificação do corpo docente.
Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. Cada participante pode escolher três opções em uma lista de 16 medidas. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor e equipar melhor as escolas já existentes, a criação de escolas profissionalizantes e melhoraria da segurança nas unidades de ensino. 
A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz acredita que o brasileiro está entendendo que a educação é o que é capaz de mudar o país.

Educação é quarta prioridade de eleitor para próximo governo 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 10/06/2010
A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego. É o que aponta uma pesquisa divulgada hoje (9) pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação. O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo. "Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante", disse.
Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do  professor (46%), a segurança nas escolas (46%) e a qualificação do corpo docente. Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções em uma lista de 16 medidas.
Para a diretora executiva do IPM, Ana Lucia Lima, o resultado da pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor. "Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava que só era precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que talvez seja o mais importante de tudo", afirmou. O estudo também mostra que o brasileiro está dando mais importância à questão da avaliação do ensino. Em 2006, 29% dos entrevistados disseram não   conhecer os exames que avaliam a educação básica, índice que caiu para 13% em 2010.
Ana Lucia destaca outra informação importante na pesquisa. Em 2006, 10% dos entrevistados não sabiam dizer de quem era a responsabilidade pela educação básica, taxa que caiu para 1% em 2010. Para 55% dos entrevistados, quem mais contribui para a qualidade da educação foi o governo federal, seguido pelos municípios e os estados. A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a cargos eletivos em diferentes níveis de que é preciso apresentar propostas consistentes para a área de educação. "Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendo que a educação no final das contas é o que é capaz de mudar o país", afirmou. 

Educação é a terceira área mais problemática do país, diz pesquisa
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 10/06/2010
Ensino fica ao lado de drogas e empregos e depois de saúde e segurança. Estudo foi feito pelo Ibope para ONG Todos pela Educação e Fundação SM
Do G1, em São Paulo 
A educação é a terceira área considerada mais problemática no país, mostra pesquisa feita para a organização não-governamental Todos Pela Educação e para a Fundação SM pelo Ibope Inteligência. O ensino fica ao lado de questões como drogas e empregos e depois de áreas como saúde e segurança pública. De acordo com o estudo, que contou com 2.002 entrevistas entre 13 a 18 de maio deste ano, a educação básica está em 4º lugar entre as áreas consideradas prioritárias para políticas do próximo presidente e que podem ajudar a solucionar os problemas nacionais.
A pesquisa aponta ainda que os brasileiros estão   mais preocupados com a educação, já que em 2006 o tema ocupava apenas o 7º lugar entre os anseios dos entrevistados. “A população passou a enxergar a educação como um problema prioritário a ser resolvido. Isso mostra um amadurecimento”, disse a diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz. Para Priscila, o resultado do estudo é um recado para os candidatos à presidência. "Eles têm de ser mais transparentes nas propostas para melhorar a educação básica", disse.
A pesquisa mostra ainda que os entrevistados acreditam que a educação melhorou de 2006 para 2010. O percentual de entrevistados que   consideram o ensino ótimo passou de 25% para 34%; a parcela dos que consideram ruim ou péssimo diminuiu de 28% para 21%; e o total dos que o consideram regular manteve-se passou de 45% para 44%. A maioria dos entrevistados, 51%, acredita que o ritmo da melhora é lento. O próximo passo, de acordo com Priscila, é a população passar a cobrar um ensino de qualidade. "A escola tem que ir além da merenda, do transporte e da infraestrutura. Tem que ter aprendizado", afirmou. A pesquisa foi feita com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Copa do Mundo: expediente na OAB/SC e judiciário em dia de jogos do Brasil
Fonte: OAB/SC Notícias
A OAB/SC informa que o horário de expediente da Seccional e Subseções da OAB/SC, nos dias dos jogos da Seleção Brasileira de Futebol - na Copa do Mundo de 2010, fica assim estabelecido: 1) Nos dias em que os jogos ocorrerem às 11 horas, o expediente será das 14 às 19h30min; 2) Quando os jogos ocorrerem às 15h30min, o expediente será das 8 às 14h30min, sem interrupção. 3) Os casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.
TJSC, FÓRUM
Nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira de Futebol às 11 horas, o expediente na Secretaria do Tribunal de Justiça, na Justiça de Primeiro Grau e no Foro extrajudicial será das 14 às 19h30min; quando os jogos ocorrerem às 15h30min, o expediente será das 8 às 14h30min, sem interrupção. Os casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.
VARA DO TRABALHO
Nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira de Futebol às 15h30min, o expediente interno e externo da Justiça do Trabalho de Santa Catarina será das 8h às 14h. Nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira de Futebol às 11 horas, não haverá expediente na Justiça do Trabalho de Santa Catarina.
Os prazos que vencerem nos dias de jogos da seleção brasileira ficarão
prorrogados para o primeiro dia útil subseqüente, sendo que os casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.
VARA FEDERAL
Art. 1º No dia 15/06/2010, o horário de funcionamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região será das 8h às 14h. Parágrafo único. Neste dia, haverá plantão das 14h às 19h, devendo os diretores de diretoria e de secretaria designar servidores que possam responder sobre assuntos de sua área de atuação. Art. 2º No dia 25/06/2010, o horário de funcionamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região será das 14h às 19h. Parágrafo único. Neste dia, haverá plantão das 11h às 14h, devendo os diretores de diretoria e de secretaria designar servidores que possam responder sobre assuntos de sua área de atuação. Art. 3º A redução de horário será compensada nos dias úteis subseqüentes, mediante critério a ser estabelecido pelas chefias imediatas.
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC

Inscrições para o Enem 2010 vão de 21 de junho a 9 de julho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs. 
10/06/2010 - O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, anunciou hoje que as inscrições para o Enem deste ano começam no dia 21 de junho, e seguem até 9 de julho. O anúncio foi feito durante entrevista concedida ao lado da secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci. As provas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro.
Mais de 16 mil vagas na seleção unificada do meio do ano
Para quem fez o Enem em 2009, começa nesta quinta-feira, 10, e segue até 14 de junho o período de inscrições para a segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que selecionará os candidatos às vagas nos institutos federais e universidades federais e estaduais que aderiram ao sistema para a oferta de vagas para o segundo semestre de 2010.
Nesta edição, oito instituições que não participaram do primeiro processo, em janeiro, aderiram ao sistema para selecionar seus candidatos. Ao todo, participam desta rodada 35 instituições públicas de ensino superior, sendo 15 universidades federais, 18 institutos federais e duas universidades estaduais. Ao todo, são oferecidas 16.573 vagas em cursos superiores, entre bacharelados, licenciaturas e cursos superiores de tecnologia.
Podem participar da seleção os candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. Para inscrever-se, o candidato deverá informar seu número de inscrição no Enem 2009 e sua senha de acesso cadastrada no exame. As inscrições estarão abertas no período das 8h às 23h59 (horário de Brasília), de 10 a 14 de junho.
O aluno poderá acessar o Sisu com sua senha do Enem, sendo facultado ao candidato a criação de uma nova senha para acesso ao sistema.
As inscrições serão feitas em uma única etapa, de 10 a 14 de junho. Ao inscrever-se, o aluno poderá fazer até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e poderá alterar suas opções até o final do período de inscrição.
Ao final das inscrições, haverá três chamadas subsequentes. Os candidatos selecionados em sua primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores, nem mesmo aqueles que não realizarem a matrícula. Ao final das três chamadas, caso ainda existam vagas, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema.
O Sisu também oferece vagas específicas para políticas afirmativas. Essa informação estará disponível no sistema, e ao inscrever-se o candidato deverá informar se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência ou às vagas de políticas afirmativas. As políticas afirmativas oferecidas pelo sistema seguem o que é adotado pela instituição, com base na decisão de seus conselhos universitários.
Assessoria de Imprensa do Inep/MEC 
Fonte: Portal Inep 

MEC decide fazer Enem sem licitação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs. 
10/06/2010 - As provas do próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão feitas pela Cesgranrio e pela Cespe, com dispensa de licitação. As instituições foram encarregadas da prova em 2009, depois que a primeira versão do exame, feita pelo consórcio Connasel, teve sigilo violado, conforme revelou o Estado na época.
As informações foram dadas ontem pelo MEC, em entrevista sobre o calendário do Enem e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que abre inscrições hoje.
"O Enem se transformou numa prova de seleção. Há entendimento que, nessas condições, é possível fazer a dispensa da licitação", afirmou o presidente do Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto. Para ele, o formato escolhido não será condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
As inscrições para o Enem de 2010 serão feitas entre os dias 21 de junho e 9 de julho. A aplicação das provas ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro. Neste ano serão incluídas questões de língua estrangeira. Durante a inscrição, o candidato poderá optar entre inglês e espanhol.
Na edição de novembro, a prova deverá seguir com os mesmos colaboradores do Enem de 2009. A Polícia Federal e as Forças Armadas participam do processo. Assim como ocorreu na edição passada, os Correios ficarão encarregados de fazer a distribuição das provas. Haverá escolta e segurança de policiais federais, dos Estados e rodoviários. Está em curso uma licitação para escolher a gráfica encarregada de imprimir as provas.
"Será escolhida uma de segurança máxima", afirmou o presidente do Inep. "Estamos cuidando de todos detalhes para que a segurança seja garantida."
Sisu. O prazo para inscrição no Sisu começa hoje e vai até o dia 14. Nessa segunda edição serão ofertadas 16.573 vagas em cursos superiores de bacharelado, licenciatura e de tecnologia, distribuídas em 15 universidades federais, 2 estaduais, 17 institutos federais e 1 centro federal de educação tecnológica. Oito instituições participam do sistema de seleção pela primeira vez.
Para evitar problemas enfrentados na primeira edição, as normas foram alteradas. Desta vez, inscrições serão feitas em apenas uma etapa. Foi mantida, porém, a regra que permite ao estudante fazer alterações na escolha da carreira até o último dia de inscrição. "Essa é uma das vantagens do sistema", afirma a secretária de Ensino Superior, Maria Paula Dallari Bucci.
Podem participar da seleção alunos que fizeram o Enem de 2009. A partir do segundo dia de inscrição é informada a nota de corte dos cursos. O aluno que perceber que não tem condições de ser aprovado pode alterar a opção para outra carreira, cuja nota de corte está próxima do resultado alcançado no Enem. O candidato pode fazer duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência.
Serão preparadas três listas de chamada e, caso as vagas não tenham sido preenchidas até lá, uma de espera. Os aprovados na primeira opção não participam de outras chamadas. "Aquele que não se matricular está fora do sistema", disse Maria Paula.
Apesar das críticas sofridas durante a primeira edição, a secretária voltou a afirmar que o Sisu foi bem-sucedido. "O sistema permitiu a mobilidade do aluno e a visibilidade das instituições." Ela nega que a primeira edição do processo tenha aumentado o número de vagas ociosas. "Mais de 95% das vagas foram preenchidas, um número bastante significativo."
Para a secretária, as novas regras do processo de seleção representam um aprimoramento natural.
Apenas as instituições públicas que têm vestibular no meio do ano participam deste Sisu. Maria Paula informou que estão em curso negociações com universidades estaduais e federais para participação da próxima etapa de seleção, no fim do ano.
As inscrições podem ser feitas entre 8h e 23h59, pela internet. É preciso informar o número de registro no Enem de 2009 e a senha de acesso cadastrada. Serão oferecidas vagas para políticas afirmativas. Na hora da inscrição, o aluno deve checar quais são as exigências da instituição a que vai concorrer a uma vaga.
A HISTÓRIA DO ENEM
1998
É criado para avaliar a qualidade do ensino médio.
2004
Bolsas do ProUni são vinculadas à nota no exame.
Março de 2009
MEC transforma prova em vestibular para universidades federais.
Setembro de 2009 Vazamento da prova leva a adiamento e abstenção recorde.? 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Audiência debate a importância do fortalecimento do conselho escolar
Fonte: Jornal da Educação
Na quinta-feira a Comissão de Educação e Cultura promoveu a audiência pública para debater propostas de fortalecimento dos conselhos escolares. O projeto de Lei 4483/08 da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), já foi aprovado pela Comissão de Educação e Cultura e aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto inclui na LDB o dever de municípios e estados aprovarem leis específicas para regulamentar a forma como a comunidade escolar e local vão participar da administração do ensino e para estruturar os conselhos escolares.
Outro projeto que aguarda a votação é do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que define a composição e as atribuições dos conselhos escolares e cria regras para a eleição de seus integrantes. A reunião foi proposta pela deputada Fátima Bezerra para coincidir com a realização do 2º Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, que ocorre de 8 a 11 de junho, em Brasília.
Foram convidados para a audiência o professor Walter Pinheiro Barbosa Júnior, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); e o professor Genuíno Bordignon, da Universidade de Brasília (UnB).

Não existe prazo mínimo para se reconhecer uma relação estável, diz TJ
Fonte: OAB/SC Notícias
O Tribunal de Justiça, por meio da 1ª Câmara de Direito Civil, confirmou sentença da Comarca de São José e reconheceu a união estável entre uma mulher e seu companheiro, após a morte deste. Em sua apelação, o filho do falecido – que lutava contra o reconhecimento - não teve o pleito acolhido. Conforme os autos, o casal manteve relacionamento entre o início de 1998 e maio de 2002. O rapaz alegou que a madrasta separou-se de seu pai duas semanas antes do óbito.
Afirmou que as provas testemunhais são contraditórias e acrescentou que a união não era estável, pois eles estavam juntos há menos de cinco anos.  O relator da matéria, desembargador Edson Ubaldo, explicou que os vizinhos do casal, e até mesmo a mãe do autor, informaram que os dois ficaram juntos até a morte do homem.
“Oportuno mencionar que inexiste prazo mínimo legalmente exigido para que um relacionamento seja reconhecido como estável. E assim o é pois o legislador afirmou que seria 'reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família', sem exigir a comprovação de qualquer lapso temporal mínimo para sua configuração”, finalizou o magistrado.
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina

Portaria nº 119, de 9 de junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:18 hs. 
10/06/2010 - Institui o Programa de Consolidação das Licenciaturas - Prodocência no âmbito da CAPES.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2456.pdf 
Fonte: DOU n.º 109 - 10.06.2010 

Portaria nº 773, de 09 de junho de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:23 hs. 
10/06/2010 - Transferir para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a competência para efetuar a execução orçamentária e financeira das dotações alocadas no orçamento do Ministério da Educação.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2457.pdf
Fonte: DOU n.º 109 - 10.06.2010 

Programa permite que estudantes façam provas em casa
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Online, 09/06/2010
DA REUTERS, EM LONDRES 
Estudantes britânicos poderão em breve ter a oportunidade de fazerem provas da faculdade em seus próprios quartos, em qualquer momento do dia, sem poderem colar. A empresa norte-americana Software Secure desenvolveu um programa projetado para assegurar que os estudantes sejam honestos enquanto fazem a prova, vigiando e restringindo o acesso a qualquer material suspeito. O programa primeiramente trava o uso de todos os arquivos e acesso à internet, exceto os especificados para que o exame seja feito. Então ele pede um reconhecimento de impressão digital para   certificar que o candidato é a pessoa correta e usa gravação de áudio e vídeo para assegurar que o estudante está em condições de fazer prova durante todo o período. A empresa diz em seu site que "traz a sala de prova para a era do computador, tornando o exame menos estressante para os estudantes, faculdades e administradores". Pelo menos uma faculdade na Grã-Bretanha, a University of Wales Institute, está experimentando o sistema e outras podem seguir o caminho. Diversas universidades nos Estados Unidos já usam o sistema.
A associação nacional dos  estudantes recebeu com certa cautela a nova ideia. "Seria uma solução para problemas enfrentados por pessoas com dificuldades de chegar ao campus da universidade para exames", disse um porta-voz. "Contudo o recurso não pode ser usado como desculpa para reduzir custos ao diminuir o contato dos estudantes com o ambiente universitário." A empresa diz que o programa foi projetado para estudantes com empregos em tempo integral, ou para aqueles com filhos e não têm flexibilidade para encontrar um supervisor.

Ministério da Educação quer aprimorar concursos para valorizar professor
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:35 hs. 
10/06/2010 - O Ministério da Educação vai concentrar esforços, até o final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para moralizar as provas dos concursos de professores no Brasil. Uma série de reuniões está sendo promovida pelo ministério para conseguir um consenso em torno do assunto. Dessas reuniões já participaram, por exemplo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e entidades ligadas à pesquisa educacional.
As informações foram dadas, com exclusividade à Agência Brasil, pelo ministro Fernando Haddad, que participou nesta quarta-feira (9) da 38ª Reunião dos Ministros de Educação do Mercosul - bloco formado pelo Brasil, pela Argentina, pelo Uruguai e Paraguai -, na capital argentino.
- Temos um balanço grande de ações. São dezenas e dezenas de programas novos que foram consolidados no governo Lula. Este ano, estamos chamando para conversar, além da CNTE e das entidades ligadas à pesquisa educacional, os dirigentes municipais e estaduais das redes de ensino. Vamos moralizar essa questão da prova de concurso, de maneira a valorizar a profissão do professor - disse Haddad.
De acordo com o ministro da Educação, hoje a graduação de professores já é gratuita no Brasil, seja na universidade pública ou na particular.
- Queremos que agora, com o piso salarial, tenhamos uma prova nacional de concurso para ampliar o horizonte profissional daqueles que estão se formando - relatou. Durante a reunião em Buenos Aires, Haddad apresentou uma sugestão para ampliação do programa que promove a movimentação de estudantes pelos países do Mercosul.
- O programa, chamado Marca, permite que graduandos de cursos acreditados pelo Mercosul passem seis meses em outro país, fazendo graduação, e voltem para terminá-la em seu país de origem. Para dinamizar as relações entre nossos países, sugeri que aproveitássemos a licenciatura em português e espanhol para potencializarmos o Marca - disse.
Segundo o ministro Haddad, em vez de abrir oportunidades apenas para algumas dezenas de licenciandos para estudar seis meses em outro país do Mercosul, deve ser analisada a possibilidade de enviar centenas ou até milhares de estudantes por meio do Marca.
- Há muitos interessados. Todo licenciando de espanhol vai querer morar seis meses em outro país do Mercosul. Para ele é uma vantagem e para o Brasil, por exemplo, é espetacular porque o país receberá de volta um professor muito bem formado não só na língua, mas na cultura local. Certamente, ele terá mais motivação para exercer a profissão, aproveitando a experiência que teve no exterior. Além disso, ele terá fluência no idioma - afirmou.
Um tema que obteve consenso no encontro de ministros de Educação do Mercosul foi a necessidade de encontrar mecanismo comum ao bloco que permita o reconhecimento dos diplomas expedidos em cada um dos países e o consequente exercício de atividades profissionais nos países-membros e associados. Os ministros também concordam que o Estado deve garantir a todas as crianças e jovens o direito ao acesso, permanência e conclusão de seus estudos, "como um ato de justiça social", promovendo a inclusão educativa e oferecendo educação gratuita e de qualidade para o "desenvolvimento pleno da pessoa e o exercício da cidadania".
O encontro em Buenos Aires reuniu ministros e autoridades da área educacional do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além da Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela. 
Fonte: O Globo on line 

Estudar para quê?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:36 hs. 
10/06/2010 - Há uma parcela significativa de pessoas que ainda se perguntam se vale à pena estudar.
Por Orlando Pavani Junior.
Há uma parcela significativa de pessoas que ainda se perguntam se vale à pena estudar. Pasmem, mas ainda existem certos pais (e mães) que brigam com seus filhos quando estes manifestam desejo de estudar em detrimento a trabalhar precocemente para ajudar nas despesas da casa, havendo alguns que até fazem filhos com este objetivo!
Eu não quero investir estas linhas com este tipo de disfunção de alguns, seria uma incongruência com tudo que valorizei a vida toda, mas desejo promover uma reflexão sobre o porquê, realmente, de algumas pessoas ainda insistirem em estudar.
Vejo ao meu redor, em minhas redes de relacionamento acadêmico e até entre pessoas muito próximas, três tipos de acadêmicos. Na verdade, parece somente haver três tipos de "futuros profissionais", com posturas bem diferentes entre si. São três comportamentos que, de longe, são muito mais agregadores de valor do que àqueles que sequer decidiram (ou não conseguiram) frequentar os bancos acadêmicos, mas mesmo assim são comportamentos que trazem contribuições bastante diferentes entre si.

Faça uma análise você mesmo em relação a suas características considerando a tabela anterior. Veja em que "quadrado" você se sente mais representado e reflita sobre seu papel profissional como fruto de sua dedicação como acadêmico. Saiba que o "ser profissional" é uma decorrência de sua "dedicação como estudante eterno" e você só colherá profissionalmente aquilo que souber plantar no âmbito acadêmico.
Qualquer sucesso profissional sem uma sólida base acadêmica, sob o ponto de vista da dedicação do aluno e não somente da qualidade da escola é semelhante a uma construção num pântano: em breve, pode ruir! Afinal de contas, é o aluno que faz a escola e não a escola que faz o aluno?
- Orlando Pavani Junior é CEO da Gauss Consulting, empresa de assessoria instrumental e consultoria especializada.
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Expectativa de contratações para o terceiro trimestre no Brasil atinge 40%
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs. 
10/06/2010 - Otimismo deu ao Brasil o segundo lugar na lista geral de índices de expectativa de emprego, atrás apenas da Índia, com 42%
Por Equipe InfoMoney, InfoMoney
A aposta de contratações entre os empregadores brasileiros para o terceiro trimestre deste ano chama a atenção. Um levantamento realizado pela empresa de recursos humanos Manpower identificou que esses executivos contam com uma Expectativa Líquida de Emprego (ELE) de 40%, dois pontos percentuais acima do resultado referente ao trimestre atual.
Tamanho otimismo deu ao Brasil o segundo lugar na lista geral de índices de expectativa de emprego, atrás apenas da Índia, com 42%. Os dados baseiam-se nos comentários de 61 mil empregadores de 36 países ouvidos pela empresa. No Brasil, quase mil companhias foram entrevistadas.
Os mais otimistas
Diante deste cenário, os empregadores do setor de Serviços são os mais otimistas em relação às contratações de funcionários no terceiro trimestre deste ano. Eles aparecem no topo da lista, com uma expectativa de 52%.
Na sequência, estão os segmentos de Finanças/Seguros e Imobiliário, com 49%, e Construção Civil, com 43%.
“Podemos notar que, no País, os investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros dos últimos meses estão criando expectativa de aumento da mão-de-obra em todos os setores da economia”, afirma o diretor comercial da Manpower no Brasil, Pedro Guimarães.
A menor esperança de movimentação empregatícia se dá no setor de Administração Pública e Educação. Para o terceiro trimestre deste ano, a expectativa gira em torno dos 24%, frente os 48% obtidos no período anterior.
Análise regional
A cidade de São Paulo e o estado do Paraná destacam-se com as maiores ELEs, ambos com 44%. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os índices permanecem altos, em 38% para ambos. O estado de São Paulo aparece com 37%, um ponto percentual acima do último trimestre.
“Na construção civil, por exemplo, as facilidades no financiamento e a chegada de novos investidores já se refletem no aumento de empregos. Na indústria, a cada mês o nível de emprego bate recorde, e a Fiesp prevê a manutenção do crescimento, encerrando 2010 com o melhor aumento da série histórica”, avalia Guimarães.
“Outro ponto importante é que o setor de infraestrutura também se desenvolve a todo vapor, por conta da forte demanda em áreas como aeroportos, estradas e energia elétrica”, aponta. Ele cita ainda a indústria automobilística, que vai investir em 2010 um total de 4,4 bilhões de dólares no país. “Esses e outros fatores corroboram a expectativa do governo de gerar mais dois milhões de empregos até o fim de seu mandato”, finaliza.
Contexto global
Em relação ao resto do mundo, a expectativa de contratação melhorou em 23 países, na comparação com o atual trimestre. Além de Índia e Brasil, as previsões são mais fortes em Taiwan (35%), China (27%), Peru (26%) e Austrália (24%). De modo que 31 dos 36 países pesquisados pretendem aumentar sua força de trabalho de julho a setembro.
As únicas expectativas negativas estão na Itália (-9%), Irlanda e Espanha (-6%) e Grécia (-5%). No que diz respeito às Américas, os dez países pesquisados apresentam otimismo em relação a novas contratações. Em último lugar no continente estão os EUA, com um índice de 6%, número que está oito pontos acima na comparação com o mesmo período do ano anterior. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Ranking é só base para escolha de faculdade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:34 hs. 
10/06/2010 - “Qualquer pessoa que usasse rankings como única base para tomar decisões sobre onde estudar seria um idiota.” Quem diz isso é Phil Baty, editor-assistente do mais prestigioso e influente ranking mundial de universidades, publicado anualmente, desde 2004, pelo londrino “Times Higher Education”.
Por Maria Carmem Tavares
De acordo com a entrevista concedida à Folha de São Paulo, o editor-assistente de lista mundial, MARCOS FLAMÍNIO PERES, diz o que pensa sobre o Ranking.
"Qualquer pessoa que usasse rankings como única base para tomar decisões sobre onde estudar seria um idiota." Quem diz isso é Phil Baty, editor-assistente do mais prestigioso e influente ranking mundial de universidades, publicado anualmente, desde 2004, pelo londrino "Times Higher Education".
No final do ano passado, o THE anunciou o rompimento com a empresa QS –que coletava e fornecia dados para o guia– e pôs em xeque a metodologia usada até então.
Isso causou um trauma num mercado valioso, que gira milhões de dólares ao ano. Por exemplo, a renomada London School of Economics –que, pela classificação do THE, caiu de 11º, em 2004-5, para 67º, em 2009– conta com pelo menos 70% de alunos estrangeiros.
A questão é: esses alunos, que investiram suas economias para fazer um curso de graduação (o primeiro ano lá sai por 13.700 libras, R$ 39 mil), se nortearam num ranking errado? E governos, fundações e órgãos financiadores, que usam esses rankings para orientar políticas de ensino superior, gastaram mal suas polpudas verbas?
Isso é o que Baty tenta responder na entrevista abaixo e também o que esperar do novo ranking, previsto para agosto –já com a nova parceira, a Thomson Reuters.
Baty prevê que as instituições brasileiras irão se beneficiar da nova metodologia. Mas a grande surpresa será a relativa queda de EUA e Reino Unido e o avanço da Ásia.
FOLHA Por que o THE rompeu o contrato com a QS? Os dados não eram confiáveis?
PHIL BATY – Tivemos que admitir quer o ranking da QS não se ajustava a seus fins. Tinha erros e inconsistências demais para ser uma ferramenta sólida e confiável para o século 21. A metodologia e a análise de dados não eram fortes o bastante.
A responsabilidade pesa toda sobre nossos ombros, e estamos muito conscientes de que políticas nacionais e decisões multimilionárias foram influenciadas por nosso ranking.
FOLHA – Então os muitos estudantes de todo o mundo que se utilizaram deles para investir em sua formação podem ter feito a escolha errada e gasto mal seu dinheiro?
BATY – Rankings são um ponto de partida útil, mas não podem lhe dizer se você irá gostar de seu professor, o que será ensinado em cada curso, quantos livros há na biblioteca, se é preciso pegar fila para usar um computador ou se seu orientador é preguiçoso.
Mas admito que os rankings de 2004 a 2009 provavelmente não forneceram um retrato correto, como deveria ter sido feito. Não tenho dúvida de que algumas instituições receberam avaliação mais alta do que mereciam, enquanto outras foram injustamente penalizadas.
FOLHA -E quais medidas estão sendo tomadas para resolver isso?
BATY – Haverá uma sensível melhora do tão falada "avaliação pelos pares", que respondia por cerca 40 % nos rankings anteriores. Ela era, na verdade, uma simples pesquisa de opinião junto aos acadêmicos e, além disso, com um número muito pequeno de pessoas.
A amostragem era pequena demais e o peso, alto demais.
FOLHA – E o que irá mudar?
BATY – Em vez de perguntar simplesmente "qual é a melhor?", pediremos às pessoas para avaliarem a qualidade do ensino e da pesquisa em sua área, em sua região e em escala global. Além disso, a pesquisa está sendo feita em sete línguas, incluindo o português.
Outra mudança importante é a forma como medir a excelência acadêmica, que representava 20% do total da pontuação.
Era um ponto fraco muito sério, pois não levava em conta as práticas de citação de trabalhos acadêmicos, que são muito diferentes entre as disciplinas. Isso premiava desproporcionalmente as ciências, em que as citações contam mais.
Também não sei se era justo dar muito crédito à proporção de estudantes estrangeiros em um dado campus, pois não há nenhum meio de avaliar a qualidade desses estudantes.
E devemos reduzir o peso dado à relação aluno-professor, pois essa não é uma garantia muito boa para o ensino de qualidade.
FOLHA – Mas nas avaliações das universidades brasileiras esse é um dado que tem sempre muito peso...
BATY – Não acho que esse critério possa dizer muita coisa sobre a qualidade do ensino. Claro que os estudantes querem aprender em um ambiente onde têm contato próximo e frequente, mas isso não diz se os professores são bons ou ruins ou sobre o padrão de ensino dos cursos.
Também é muito difícil coletar esses dados de forma justa e assegurar que estejam corretos. Pode haver muita manipulação nesses dados.
FOLHA – Por que a série histórica apresenta oscilações gritantes, casos da Universidade da Califórnia, em Berkeley (de 2º lugar, em 2004, para 39º em 2009) e da Universidade de São Paulo (284º em 2006, 175º em 2007, 196º em 2008)?
BATY – Um dos problemas com o ranking da QS era sua volatilidade, pois uma universidade não melhora ou piora sensivelmente em apenas dez meses.
FOLHA – O prestígio mundial de universidades como Harvard, Yale ou Oxford tem influência sobre os avaliadores do ranking?
BATY – Um dos problemas em utilizar um critério de reputação é que ele é inteiramente subjetivo e pode ser baseado em estereótipos e mesmo em clichês. Pesquisas norte-americanas apontaram que a posição no ranking do ano anterior é um dos principais determinantes do índice de reputação do ano seguinte.
FOLHA – Então existe um componente inercial nas avaliações? As grandes universidades ajudam para isso ao construírem suas marcas?
BATY – Não tenho dúvida de que universidades que construíram suas marcas, por meio de marketing e relações públicas, levam vantagem no critério de reputação usado no ranking.
Para lidar com isso e evitar o subjetivismo, estamos perguntando sobre a reputação apenas a acadêmicos sêniores, que têm mais experiência para se ater à realidade e fazer um julgamento mais correto.
Mas, no longo prazo, não acredito que universidade possa manter uma marca e uma reputação fortes se entrarem em conflito com a realidade.
FOLHA – Essa é a razão por que há tantas diferenças entre rankings como o do "Times Higher", Xangai Jiao Tong e Webometrics?
BATY – O Xangai Jiao Tong é relativamente bem respeitado por ser transparente, mas é criticado por ser muito focado em aspectos facilmente medidas, o que pode favorecer instituições fortes em ciências e pesquisa.
Não acho que seja referência segura para um público mais amplo. Quanto ao Webometrics, se trata muito mais de uma mera curiosidade do que um parâmetro sério.
FOLHA – O THE recebe algum tipo de suporte financeiro de governos ou instituições privadas?
BATY – Ele é totalmente independente. A revista do THE tem experts em todas as áreas da educação superior, com uma história de quase 40 anos de fornecimento de informações ao setor de educação superior.
FOLHA – Mas sofre algum tipo de pressão política ou mesmo financeira de instituições ou governos?
BATY – Obviamente, muitas instituições têm visões muito fortes sobre o que deveríamos mudar na metodologia, e sofremos pressão nesse sentido.
Mas o fato de sermos independentes nos preserva de sermos influenciados por grupos de interesse, instituições e países. Aliás, suspeito que neste ano o Reino Unido não irá tão bem no ranking –e, como somos uma instituição britânica, isso nos preocupa em especial.
FOLHA – E as instituições americanas? Também serão afetadas no ranking deste ano como efeito da crise financeira?
BATY – As duas tradicionais superpotências da área foram duramente atingidas pela crise, em termos de financiamento público, o que é motivo de grande preocupação.
É difícil prever se isso irá se refletir no próximo ranking, porque as mudanças metodológicas tornam difíceis a comparações com os rankings anteriores. Mas os EUA certamente verão sua supremacia na educação superior ser seriamente desafiada.
Suponho que o novo ranking também deverá espelhar o crescimento das universidades asiáticas. Emergentes como o Brasil podem aparecer mais no palco global –claramente, há muita pesquisa de qualidade sendo feita aí.
FOLHA – Uma crítica recorrente ao ranking da THE é a de anglocentrismo _em 2009, as 20 primeiras instituições vinham de EUA (13), Reino Unido (5), Canadá (1) e Austrália (1).
BATY – Não há dúvida de que instituições dos países anglófonos têm sistemas de educação superior excelentes e de classe mundial, mas concordo que os rankings podem ter sido anglocêntricos demais.
FOLHA – O que o sr. conhece das universidades brasileiras?
BATY – Como é uma corporação global, a Thomson Reuters tem cerca de 50 mil pessoas ao redor do mundo, inclusive na América do Sul e nos países do Bric. Recentemente, destacou em artigo a excelência da pesquisa em seu país.
FOLHA – Mas no artigo é apenas citada a quantidade de papers, sem avaliar sua qualidade. Aliás, essa é uma crítica comum aos rankings...
BATY – Mas ele não irá avaliar a qualidade da pesquisa só pela quantidade de papers publicados, mas também seu impacto e sua influência. Isso será feito verificando quantas vezes os papers de pesquisadores brasileiros são citados por seus congêneres em todo o mundo.
FOLHA – Rankings não podem ser vistos como agência de avaliação de risco, como Fitch ou Moody"s, que erraram feio ao não detectarem os indícios da crise financeira mundial?
BATY – Não aceito essa hipótese. Rankings são muito diferentes de "ratings". A questão crucial, para mim, é que estamos muito abertos a suas limitações. Deixamos claro que os dados usados são indicadores.
Seria idiota tomá-los como uma espécie medida inatacável gravada na pedra. Não há ranking definitivo as pessoas que os fazem terão sempre de fazer julgamentos, e rankings nunca irão capturar o intangível.
Mais reflexões sobre educação e contexto : http://ces3.wordpress.com/
http://www.genesisedu.com.br
Gênesis Consultoria Educacional 
Fonte: www.administradores.com.br 

Cai avaliação positiva de faculdade pública
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs. 
10/06/2010 - A avaliação da população sobre a qualidade do ensino superior público no país piorou entre 2008 e 2010.
Há dois anos, segundo pesquisa do Ibope, 55% dos entrevistados avaliavam esse nível de ensino como ótimo ou bom. Neste ano, o percentual caiu para 45%. Isso porque mais entrevistados passaram a considerar regular esse ensino -não houve alta no conceito ruim/péssimo.
Para Ryon Braga, do Grupo Hoper, consultoria na área de ensino superior, dois fatores contribuíram para a queda na avaliação positiva.
O primeiro, diz ele, é o "sucateamento" das universidades federais, que passaram por programas de expansão, mas apresentam problemas para receber mais alunos.
O outro fator apontado por ele é a maior inclusão social, motivada pela utilização de cotas em vestibulares, que facilitaram o acesso de alunos com renda mais baixa.
Com isso, diz ele, os estudantes percebem uma queda no desempenho médio dos colegas - o que, porém, tende a melhorar nos próximos anos, à medida que o nível dos alunos de diferentes faixas de renda se igualar. A pesquisa foi encomendada ao Ibope pelo movimento Todos pela Educação.
FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO 
Fonte: Folha de São Paulo 

Argentina incentiva ensino de geografia e história com livro com informações da Copa
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação da Argentina aproveitou a Copa para lançar um livro didático sobre o Mundial para docentes da rede pública de ensino Primário e Secundário, que no Brasil seria o Ensino Fundamental e Médio.
O livro foi elaborado pelo Ministério em parceria com a AFA (Associação de Futebol Argentina),e traz mais de 70 exercícios para que os professores aproveitem a temporada esportiva para trabalhar em classe, assuntos envolvendo a Copa com geografia dos países, história da África do Sul, educação e literatura.
O material didático está disponível para download na página do Ministério e a previsão é de que mais de 25 mil colégios do país recebem os livros antes do inicio da Copa.

Senado aprova 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 10/06/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
Após mais de 11 horas de discussão, o Plenário aprovou, no início da madrugada desta quinta-feira (10), o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei do Executivo que cria o Fundo Social do Pré-Sal (PLC 7/10). A matéria - que recebeu 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção - retornará para analise da Câmara, uma vez que o texto aprovado também define que o regime de partilha será o modelo adotado na exploração do petróleo da camada pré-sal Entenda o  assunto, que se estende no subsolo marinho que vai do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo.
Os parlamentares também aprovaram emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que distribui os royalties do petróleo entre todos os estados e municípios, estabelecendo que a União compensará os estados produtores - Rio de Janeiro e Espírito Santo - pela perda de recursos. A emenda de Simon foi aprovada por   41 votos favoráveis e 28 contrários. O relator da matéria e líder do governo, Romero Jucá, afirmou, durante o debate do projeto, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vetar essa determinação. Também foi aprovada emenda resultante de acordo entre os senadores destinando 50% dos recursos do Fundo Social para a educação pública superior e básica. A emenda determina ainda que, do total, 80% dos recursos precisam ser aplicados na educação básica. 

A Copa como impulso para a Educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Dirigida, 10/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Renato Deccache 
Nos meses de junho e julho, as atenções do planeta estarão voltadas para o maior evento esportivo do ano. A realização da Copa do Mundo será o desfecho de um projeto que começou em 2004, quando a Fifa anunciou o país como sede da competição. Neste ano, estádios foram construídos, ocorreram investimentos em infraestrutura e, naturalmente, ações para a melhoria da qualidade da educação. Desafios que, por sinal, são bem semelhantes aos do Brasil, que sediará a próxima Copa, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Brasil e África do Sul também têm outras semelhanças. Uma das principais é o desafio de reduzir o alto grau de desigualdade no acesso à educação de qualidade. Para Jorge Werthein, doutor em Educação pela Universidade de Stanford e ex-representante da Unesco no Brasil, é inegável que, no caso brasileiro, houve alguns avanços, principalmente na comparação do cenário atual com o do início dos anos 90.
Neste período, o acesso ao ensino fundamental foi quase universalizado e o investimento público na Educação cresceu de forma significativa. Mas o educador ressalta que, em países como a África do Sul e o Brasil, o desafio imediato ao da inclusão é o da melhoria do ensino oferecido. "Isto é algo que não dá para mudar tão rapidamente. Quando inicia-se um processo de universalização do acesso, é necessário ter mais professores formados e bem capacitados, por exemplo", destaca Jorge Werthein, que também é  vice-presidente do Instituto Sangari.
No caso de países como África do Sul e Brasil, para a redução das desigualdades no acesso à educação de qualidade, são essenciais ações que vão além da melhoria do ensino, como ressalta Pablo Gentili, pesquisador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj. Para ele, é essencial reduzir a pobreza e superar desigualdades para melhorar as condições de acesso à educação. "Não se pode cair na armadilha de pensar que os pobres são pobres porque não têm uma educação de qualidade", destaca. Até por isto, o pesquisador da Uerj sustenta que políticas voltadas para distribuição da renda, em geral, costumam ter impacto positivo também no acesso ao ensino, por permitirem melhores condições de vida aos alunos. "Há países da América Latina em que 40% das crianças chegam às escolas em um estado de desnutrição crônica. É muito difícil alcançar uma educação de qualidade quando necessidades básicas não são satisfeitas."
Reduzir as disparidades no acesso ao ensino de qualidade não depende, porém, só de medidas estruturantes em outras áreas. Elas precisam ser complementadas por estratégias na área educacional e uma delas, afirma Pablo Gentili, é dar uma orientação adequada aos investimentos. "Os mais ricos têm possibilidades educacionais além do acesso à escola. Para os mais pobres, a única oportunidade é a escola", ressalta o educador. A desigualdade no acesso ao ensino  de qualidade tem origens diferentes no Brasil e na África do Sul. No caso africano, uma das causas principais foi o regime do "apartheid", onde uma lei determinava que brancos deveriam estudar nas melhores escolas. No Brasil não há a imposição formal mas, na prática, negros e pobres ficam restritos às escolas menos dotadas de estrutura. É o que leva educadores como Frei David dos Santos, diretor da Educafro, a afirmar que, por aqui, existe um "apartheid" educacional.
"O ‘apartheid’ brasileiro é mais cruel, pois as vítimas são levadas a acreditar num determinismo de que são pobres por vontade de Deus ou negro só gosta de samba e futebol", salienta Frei David dos Santos. Para equalizar o acesso ao ensino de qualidade, o diretor da Educafro defende medidas como investimento em todos os níveis de ensino, maior integração entre o bolsa-família e a educação e a adoção de cotas no ensino superior. "O Brasil, com a luta das cotas e a conquista do ProUni, já tem um considerável número de pobres e negros formando-se nas universidades", comenta Frei David. Pablo Gentili, porém, vê as reservas de vagas para grupos como negros, pobres, alunos da rede pública e indígenas, entre outros, como avanços, mas não como soluções isoladas. "A cota é uma medida em um conjunto de políticas que devem ser integradas e estarem constituídas em um plano estratégico de desenvolvimento educacional", defende o educador. 

Resgate dos cursos técnicos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs. 
11/06/2010 - O governo aproveita o momento para reforçar o setor e anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na expansão dos cursos formadores de tecnólogos até o próximo ano
Está claro para as grandes multinacionais e países do chamado Primeiro Mundo que a vocação do Brasil é mesmo de um círculo virtuoso de crescimento econômico - e social. E dessa vez, não se trata de vislumbrar apenas O país do futuro, como se vaticinava na década de 70. O crescimento é agora e acontece num momento em que muitas nações desenvolvidas, no Hemisfério Norte, ainda tentam se livrar dos graves problemas do sistema financeiro internacional que logo completarão dois anos. Mas o desenvolvimento brasileiro esbarra em urgências, desafios e necessidades. Um deles pode ser resumido no binômio educação-qualificação.
Neste cenário, tornou-se mais do que urgente dotar o Brasil (de Norte a Sul) de um corpo de técnicos e tecnólogos para fazer o barco da economia andar nas empresas dos mais diversos segmentos. O detalhe é que a expansão do número desses profissionais no mercado deverá seguir uma escala geométrica para atender todas as necessidades. Mas os últimos dados do governo federal em torno do tema são alentadores e apontam rápida recuperação do terreno educacional e formador na área técnica.
Vamos aos dados atualizados do Ministério da Educação: tendo referência básica o ano de 2003, o número de universidades federais cresceu 13% em todo o País, passando de 83 para 96 unidades. Enquanto isso, as instituições de cursos tecnológicos evoluíram 52,8% no período. O governo aproveita o momento para reforçar o setor e anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na expansão dos cursos formadores de tecnólogos até o próximo ano. O próprio secretário da área de Educação Profissional do MEC, Eliezer Pacheco, veio a público informar que também as universidades (voltadas para o setor) receberão, até 2012, aporte financeiro da ordem de R$ 3,5 bilhões.
Lamentavelmente, assinalam analistas do mercado de trabalho, ainda há preconceito em torno da chamada educação profissional. Na prática, o perfil do estudante que opta pelas alternativas técnicas é diferente da pessoa que busca o diploma, o bacharelado de determinada cadeira acadêmica. De maneira pragmática, os estudantes dos cursos de tecnólogo têm uma preocupação maior com a empregabilidade.
Vale acentuar que, justamente, a quantidade de alunos atendidos também cresce em maior velocidade na área dos cursos profissionalizantes. Os dados também são do próprio MEC: em 2003 a rede somava 113 mil alunos matriculados e, apenas seis anos depois, pulou 93% - o que significa total de 219 mil estudantes.
As estatísticas, estudos e análises corroboram com a opção dos novos estudantes. Afinal, segundo pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Brasil atual o curso profissionalizante eleva em 48% as chances de se conseguir emprego - se levarmos em comparação os estudantes que fizeram o chamado ensino médio regular. Um outro dado da própria GV é fundamental: em média, o salário do tecnólogo é 12,9% maior comparado a empregados que cursaram o ensino médio normal (ou regular).
O efeito da formação profissional qualificada está visível no mercado. No último 25 de maio, por exemplo, o jornal Cruzeiro do Sul publicou oportuno Caderno Dia da Indústria e um dos temas apontava a importância da área técnica. Apurou a editora Cida Vida, na ocasião, que de acordo com o Sistema de Avaliação Institucional de 2008, 94% dos alunos formados pela Fatec-Sorocaba estavam empregados um ano após o término do curso. Sem dúvida, todos esses números e análises revelam um dos caminhos seguros a ser seguido pelo País nos próximos anos. 
Fonte: Cruzeiro do Sul Online