
11/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Senadores aprovam emenda que destina 50% dos recursos do Fundo Social para educação
Divulgada a data para inscrições do Enem
MEC quer finalizar as propostas para o novo Plano Nacional de Educação
Câmara: Ensino integral necessitará de mais de R$ 20 bi
STJ nega correção de prova do Enem a estudante que não cumpriu regulamento
Fraudes, aqui como lá, no maior vestibular do mundo
Projeto cria imposto sobre grandes fortunas
MEC divulga regras para o 2º semestre do ProUni
Pesquisa revela mais interesse de eleitores com a educação
Educação é quarta prioridade de eleitor para próximo governo
Educação é a terceira área mais problemática do país, diz pesquisa
Copa do Mundo: expediente na OAB/SC e judiciário em dia de jogos do Brasil
Inscrições para o Enem 2010 vão de 21 de junho a 9 de julho
MEC decide fazer Enem sem licitação
Audiência debate a importância do fortalecimento do conselho escolar
Não existe prazo mínimo para se reconhecer uma relação estável, diz TJ
Portaria nº 119, de 9 de junho de 2010.
Portaria nº 773, de 09 de junho de 2010
Programa permite que estudantes façam provas em casa
Ministério da Educação quer aprimorar concursos para valorizar professor
Estudar para quê?
Expectativa de contratações para o terceiro trimestre no Brasil atinge 40%
Ranking é só base para escolha de faculdade
Cai avaliação positiva de faculdade pública
Argentina incentiva ensino de geografia e história com livro com informações da Copa
Senado aprova 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação
A Copa como impulso para a Educação
Resgate dos cursos técnicos
Senadores aprovam emenda que destina 50% dos recursos do Fundo Social para educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.
10/06/2010 - Metade dos recursos recebidos pela União com a
venda do petróleo do pré-sal será destinada
à educação. A emenda ao projeto que cria o Fundo
Social foi aprovada nesta madrugada (10) pelos senadores.
Essa era uma reivindicação da UNE (União Nacional
dos Estudantes), que fez várias mobilizações no
Congresso Nacional para pressionar os deputados e os senadores pela
aprovação da emenda.
Também foram aprovadas pelos senadores mais oito
alterações no texto-base do projeto que cria o Fundo
Social. Entre elas a que determina que 5% dos recursos do fundo que o
governo destinar ao combate à pobreza devem ser encaminhados
à Previdência Social.
O texto do Fundo Social volta agora para a Câmara dos Deputados,
que deverá analisar apenas se concorda ou não com as
alterações propostas pelo Senado. Os deputados não
poderão fazer novas emendas.
Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília
Fonte: Uol - Educação
Divulgada a data para inscrições do Enem
Fonte: Diário Catarinense, 11/06/2010
O Ministério da Educação (MEC) confirmou, ontem,
as datas para a inscrição no Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) de 2010. O período será de 21 de
junho a 9 de julho, exclusivamente pela internet. As provas
serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro. Os detalhes
serão publicados em uma portaria na próxima semana.
MEC quer finalizar as propostas para o novo Plano Nacional de Educação
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação (MEC) está reunido
para formular e enviar até julho, as novas propostas para o novo
Plano Nacional de Educação (PNE) ao Congresso Nacional.
As questões foram levantadas pela sociedade civil durante a
Conferência Nacional de Educação (Conae), que
aconteceu entre 28 de março e 1º abril de 2010, em
Brasília.
O plenário aprovou propostas como o direito à
eleição para diretor escolar, diminuição do
número de alunos nas salas de aula e reserva de 50% das vagas de
universidades.
Os delegados também aprovaram a implantação do
custo-aluno qualidade, que determina um investimento nacional
mínimo por aluno, e a aplicação de 7% do Produto
Interno Bruto (PIB) em educação até 2011 e 10%
até 2014. Também foram aprovadas a Lei de
Responsabilidade da Educação, que prevê punir
desvios de verba pública para o setor.
Um dos objetivos do Conselho é buscar alternativas que garantam
a participação da sociedade no desenvolvimento,
aprimoramento e consolidação de processos educacionais no
país.
Câmara: Ensino integral necessitará de mais de R$ 20 bi
Fonte: Jornal da Educação
De acordo com o especialista do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), Paulo Augusto Meyer Nascimento, serão
necessários mais de R$ 20 bilhões para implementar o
ensino em tempo integral nas escolas públicas do país. O
cálculo foi apresentado na última terça-feira
à Comissão Especial, que analisa a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) que institui o regime escolar
de oito horas diárias nas instituições
públicas.
O cálculo do especialista leva em consideração
apenas o número de alunos matriculados nas escolas do
país, sem levar em conta o custo que os estabelecimentos
terão para se adaptar a nova regra. A base do estudo é o
valor mínimo pago por aluno, que é diferente em cada
estado. A estimativa de Nascimento é de que seriam
necessários mais R$ 10 bilhões para a
adaptação das escolas. Além disso, o valor gasto
para a manutenção mensal seria de R$ 2.500.
Outras informações na página da Câmara.
STJ nega correção de prova do Enem a estudante que não cumpriu regulamento
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs.
11/06/2010 - BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça
(STJ) negou a um estudante do Maranhão o direito a ter sua prova
do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) corrigida por
não ter prestado informações corretas nos
cartões de respostas. O estudante deixou de indicar
adequadamente no formulário a cor do teste, o que, conforme o
regulamento do Enem, impede que receba as notas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (INPE), responsável pelo exame, distribui provas de
quatro cores diferentes, com as mesmas questões embaralhadas, um
procedimento que evita a cola. Segundo o órgão, para que
o corretor saiba se o gabarito está correto, é preciso
que o candidato informe qual exame fez. Porém, vários
estudantes que não cumprem a norma têm recorrido à
Justiça para conseguir a correção.
No caso julgado pelo STJ, o estudante Bilsã Ferreira de Carvalho
requereu liminar, argumentando que, ao buscar suas notas, constatou que
faltavam as de duas matérias. E que, sem elas, não
conseguiria fazer inscrição no Prouni
Fábio Fabrini.
Fonte: O Globo on line
Fraudes, aqui como lá, no maior vestibular do mundo
Fonte: Boletim de Notícias ABMES
Embora adotemos o princípio e conceito editoriais de não
repetir o que outros veículos publicam, porque buscamos o novo,
o inédito textual/comunicacional, a matéria abaixo
merece espaço, por imperdível aos que não
têm acesso ao veículo, publicada pelo jornal Estado de
São Paulo em 27/10/2009, de autoria da correspondente
Cláudia Trevisan. Não porque enquanto aqui é dia e
lá é noite mas o que ainda temos por aprender, sem um
estar de pé e o outro de ponta-cabeça.
Vestibular chinês atrai 10 milhões de candidatos e mobiliza um país que sempre valorizou o mérito.
PEQUIM – A estudante Chen Ling Long, de 18 anos, fez parte do
batalhão de 10,2 milhões de chineses que prestou em junho
o exame nacional de admissão nas universidades, o maior
vestibular do mundo. Chen e outros 6,3 milhões de aprovados se
juntaram a uma população universitária que cresce
a taxas recordes desde o fim da década de 90. “Você
nunca esquece a sua pontuação”, disse Chen ao
Estadão.edu no refeitório da Universidade de Esportes de
Pequim, onde cursa o 1º ano de Inglês.
Chamado de gaokao, o vestibular é visto pelos candidatos como um
momento crucial, capaz de definir o sucesso no ultracompetitivo mercado
de trabalho chinês. A aprovação no exame é
um dos mais fortes símbolos de status social em um país
que tem uma milenar tradição de valorização
do estudo e da figura do intelectual. Dirigentes de vilas rurais que
têm moradores aprovados no gaokao fazem questão de
divulgar a informação aos visitantes.
O exame nacional é realizado nas mesmas datas, 7 e 8 de junho
– em algumas regiões, também no dia 9 – e
mobiliza a sociedade chinesa. Há um espírito coletivo de
apoio aos candidatos. Em várias cidades, eles têm
transporte público gratuito nos dias de prova e muitos taxistas
trabalham como voluntários para transportar estudantes de
graça. Alunos que esquecem documentos são levados de
volta à casa em carros da polícia com sirenes ligadas,
para retornar a tempo de realizar o exame.
Filhos únicos
Os pais dos vestibulandos têm participação ativa
nos dias de prova. Uma das imagens recorrentes nessas ocasiões
é a de homens e mulheres aflitos à espera dos filhos nos
portões dos locais de exame. Em virtude da severa
política de controle de natalidade adotada desde o fim dos anos
70, a China tem uma legião de 100 milhões de filhos
únicos, sobre os quais recaem as expectativas dos pais e dos
quatro avós.
Antes das provas, muitos pais vão aos templos erguidos em
homenagem a Confúcio para rezar pelo sucesso dos filhos.
Filósofo que marcou como nenhum outro a identidade chinesa,
Confúcio (551-479 a.C.) era um defensor do estudo e
aperfeiçoamento constantes. Foi ele quem inspirou o modelo de
seleção de funcionários do Império por
exames abertos a todos e baseados no mérito dos candidatos.
Essa tradição de respeito à educação
foi brutalmente atacada durante a Revolução Cultural
(1966-1976), quando todas as universidades foram fechadas e os
estudantes mandados à zona rural para trabalharem a terra e
serem “reeducados” pelos camponeses. Só em 1977, um
ano após a morte do líder da Revolução
Cultural, Mao Tsé-tung, o gaokao foi restabelecido. Em 1978, a
China tinha 856 mil universitários. Hoje são 20,2
milhões.
Como virtualmente todos os inscritos no gaokao, Chen Long sabe de cor
sua nota, 591 pontos em 750 possíveis. O resultado não
foi suficiente para ela ser admitida na instituição de
preferência, o Instituto de Tecnologia de Xangai, mas permitiu
que ela entrasse na Universidade de Esportes de Pequim, a número
2 da sua lista. Isso ocorreu porque o exame divide as universidades,
das de elite às de menor prestígio. O candidato pode
escolher em ordem decrescente um número limitado de
instituições e cursos de sua preferência em cada um
desses níveis, aos quais terá acesso se atingir a nota de
corte exigida.
Apesar de seu caráter nacional, o vestibular chinês
não tem, desde 2003, provas idênticas em todo o
território. Dezesseis regiões, de um total de 32,
elaboram seus próprios testes, seguindo
orientações dadas pelo Ministério da
Educação. Chen, por exemplo, fez o teste em sua
província de origem, Fujian, mas podia se candidatar a qualquer
universidade do país, como todos os demais estudantes.
Fraudes
Liu Haifeng, diretor de Centro de Pesquisa em Educação
Superior da Universidade de Xiamen, afirma que o modelo regionalizado
reflete a diversidade do país e evita o impacto nacional de
eventuais fraudes. Liu lembra um caso real para justificar a
necessidade de mudança. Em determinado ano, um dos temas de
redação era a história de uma mãe que dizia
gostar de comer a cabeça do peixe. Na verdade, ela queria que os
filhos ficassem com a melhor parte, o corpo, e fingia gostar de comer o
que supostamente era a menos saborosa. Mas para os moradores da
Província de Guangdong, no sul da China, a cabeça
é a melhor parte do peixe. A mãe que parecia generosa no
norte do país era uma egoísta no sul.
Por outro lado, o combate a fraudes é um dos maiores problemas
para as autoridades, principalmente por causa dos recursos
tecnológicos cada vez mais sofisticados à
disposição dos candidatos. Liu disse que várias
escolas utilizam bloqueadores de sinal de celulares durante os exames e
os alunos são revistados para que não entrem nos locais
das provas com aparatos eletrônicos.
Os responsáveis pela elaboração dos testes ficam
isolados durante um mês antes da realização do
gaokao e estão sujeitos a pena de 7 anos de prisão caso
revelem o conteúdo da prova a algum candidato ou a terceiros.
Estudantes pegos colando no gaokao ficam proibidos de fazer o exame por
um período de 1 a 3 anos. As autoridades também registram
o fato no prontuário do vestibulando, que o acompanhará
por toda a vida.
O Ministério da Educação sustenta que o
número de fraudes tem caído a cada ano e no exame de 2009
as irregularidades envolveram 2.219 candidatos, o equivalente a 2,3% do
total. O mais célebre caso de fraude do gaokao deste ano incluiu
a contratação de 17 estudantes da Província de
Shandong, que tem um dos melhores padrões de ensino do
país, para realizarem o exame no lugar de candidatos na
Província de Gansu.
O esquema foi revelado quando um dos fiscais percebeu que o rosto da
pessoa que se apresentou como candidato era totalmente diferente do da
fotografia que constava de sua ficha de inscrição.
Segundo Liu, algumas províncias estão coletando digitais
dos estudantes para tentar impedir que outras pessoas façam os
testes em seus lugares.
Além das questões regionais, o gaokao oferece duas provas
distintas para alunos das áreas de Humanas e Exatas, que na
China são chamadas de Artes e Ciências. Mas a escolha
não depende do curso que o candidato pretende fazer na
universidade, mas sim do que ele estudou no 2º grau.
No fim do 1º ano do ensino médio, os chineses têm que
definir se querem estudar Humanas ou Exatas nos dois anos seguintes. Um
aluno de Exatas pode decidir cursar Filosofia na universidade, mas
terá de fazer no gaokao uma prova com questões de
química, biologia e física. As provas específicas
para as áreas de Humanas são as de história,
geografia e política. Além da redação,
há três disciplinas comuns a estudantes de Humanas e
Exatas: chinês, matemática e língua estrangeira,
que normalmente é o inglês.
Quem consegue ultrapassar a barreira do vestibular invariavelmente
afirma que a vida universitária é muito mais tranquila
que a do ensino médio, na qual os estudantes viviam sob a
constante pressão do desempenho no gaokao. O câmpus
também dá aos filhos únicos chineses a chance de
viverem com pessoas da mesma idade durante o período de
duração dos cursos. Quase todos os estudantes moram nos
dormitórios das universidades.
He Yang Yi, de 18 anos, foi aprovada este ano para o curso de
Comunicação no International College of Beijing. Seus
pais são de Pequim, mas He Yang decidiu morar no câmpus,
assim como todos os seus colegas de classe.
Sem gratuidade
Outra característica do ensino superior chinês é a
cobrança de mensalidades, mesmo em instituições
públicas. A família de Chen paga anuidade de US$ 880 na
Universidade de Esportes de Pequim, mais US$ 132 pelo
dormitório, dividido entre seis alunos. Os pais de He Yang pagam
30 mil yuans por ano, o equivalente a US$ 4,4 mil, valor que supera a
renda per capita do país. No International College, os
professores do curso de Comunicação são
estrangeiros e as aulas, ministradas em inglês. Os estudantes
ficarão dois anos na China e completarão o curso na
Universidade de Bedfordshire, Inglaterra, onde terão a
opção de permanecer mais um ano para o mestrado. O ano na
Inglaterra custará à família de He Yang US$ 29,4
mil.
Apesar das reservas de muitos chineses ao padrão acadêmico
das suas universidades, as instituições de elite do
país têm ganho prestígio internacional. O
conceituado ranking das 200 melhores universidades do mundo preparado
pelo jornal britânico The Times traz na sua última
edição seis representantes da China. O grupo é
liderado pela Universidade Tsinghua, que tem sede em Pequim.
Única instituição brasileira a aparecer na lista
no ano passado, na 196ª posição, a Universidade de
São Paulo foi excluída do ranking em 2009.
Quando saem da faculdade, os estudantes chineses enfrentam uma nova
barreira, cuja transposição está cada vez mais
difícil: encontrar emprego em um mercado inundado por
profissionais diplomados. Fora das instituições de elite,
muitos dos formandos não atendem aos requisitos mínimos
de seleção das grandes empresas, principalmente
multinacionais.
A principal crítica que se faz ao gaokao está na origem
dos problemas enfrentados pelos recém-formados. Para seus
detratores, o exame não estimula o pensamento criativo e
independente e premia apenas a capacidade de memorização
do aluno, que terá notas mais altas quanto mais se aproximar das
respostas-padrão. Nada muito diferente do que grande parte deles
verá nas universidades.
Fonte: O Estado de São Paulo
Projeto cria imposto sobre grandes fortunas
Fonte: OAB/SC Notícias
Por unanimidade, o projeto de lei complementar (
http://s.conjur.com.br/dl/substitutivo-projeto-lei-imposto.pdf ) que
tributará grandes fortunas passou na Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara dos
Deputados. Nesta quarta-feira (9/6), os deputados aprovaram parecer do
relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) a favor do novo tributo. A
norma regula previsão feita no artigo 153, inciso VII da
Constituição Federal, .
De acordo com a proposta, de autoria da deputada Luciana Genro
(PSOL-RS), o Imposto sobre Grandes Fortunas incide, anualmente,
sobre todo patrimônio superior a R$ 2 milhões. O projeto
ainda precisa ser votado pelo Plenário e, se for aprovado,
seguirá para o Senado.
Conforme a proposta, a alíquota variará de 1% a 5%,
dependendo do montante da riqueza, e não será permitida a
dedução, no Imposto de Renda anual, dos valores
recolhidos ao novo tributo. Para o patrimônio de R$ 2
milhões a R$ 5 milhões, a taxação prevista
é de 1%; entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, de
2%; de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, de 3%; de R$ 20
milhões a R$ 50 milhões, de 4%; e de 5% para fortunas
superiores a R$ 50 milhões.
Tributaristas criticam a proposta, que significará aumento na
carga tributária, sem desconto em outros impostos.
“Será criado um imposto sobre o patrimônio, o qual,
a princípio, foi conquistado com a renda do contribuinte, que
já é tributado pelo Imposto de Renda”, diz o
tributarista José Eduardo Tellini Toledo, do escritório
Leite, Tosto e Barros Advogados. “Além disso, na
alienação desse patrimônio, em havendo ganho de
capital, haverá nova incidência do IR. Isso não
estimula investimentos no país.”
O professor titular de Direito Tributário da UFRJ Sacha Calmon
critica a efetividade do imposto para o Estado. “O novo imposto
teria como fato gerador uma renda que já foi tributada, na
ocasião em que foi obtida, e depois pelo Imposto de Renda. Todos
sabem que é um imposto de baixíssima produtividade
fiscal, que vai gerar muito trabalho e pouca
arrecadação”, diz.
Eduardo Winters Costa, do Salusse Marangoni Advogados, concorda.
“A instituição do tributo demandaria a
criação de novos sistemas de declaração,
cobrança e fiscalização, aumentando a burocracia,
para atingir uma parcela que não deve representar nem 1% da
população brasileira”, esclarece, e avisa:
“é certo que, com tal clientela, os melhores tributaristas
estarão de prontidão”.
Para o tributarista Igor Mauler Santiago, sócio do Sacha Calmon,
Misabel Derzi Consultores e Advogados, prevê fuga patrimonial do
país. “O imposto é bem-intencionado, mas ineficaz.
Nos países que o adotaram, observou-se a transferência dos
grandes patrimônios e de seus detentores para o exterior”,
avisa. “No fim, quem acabou condenado a pagá-lo foi apenas
a classe média, que não tem a mesma mobilidade dos muito
ricos.”
É no apoio popular que se sustenta a proposta, segundo o
advogado Eduardo Diamantino, do Diamantino Advogados Associados.
“É um imposto comunista de baixíssima
aplicação em outros países, visto que os ricos
costumam montar estruturas para se proteger dele”, diz. Segundo
Diamantino, a lei deve enfrentar problemas por incidir sobre a mesma
base do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e
Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), “o
que é vedado pela Constituição Federal”.
Fonte: Consultor Jurídico
MEC divulga regras para o 2º semestre do ProUni
Fonte: Folha de SP, 09/06/2010
O MEC (Ministério de Educação) publicou nesta
quarta-feira no "Diário Oficial da União" as regras para
concorrer ao processo seletivo do ProUni (Programa Universidade para
Todos) para o segundo semestre de 2010.
As inscrições serão feitas somente através
do site do MEC. O candidato deverá informar o número de
inscrição do Enem referente ao exame de 2009 e o CPF
(cadastro de pessoa física).
Podem se inscrever os brasileiros que não tenham diploma de
curso superior, tenham feito o Enem e cursado todo o ensino
médio em escola da rede pública ou como bolsista da rede
privada.
Também podem participar do Prouni os portadores de
deficiência física e professores da rede pública de
ensino que lecionem na educação básica.
Para pleitear uma bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar
per capita de um salário mínimo e meio ou R$ 765. Para as
bolsas parciais de 50% ou 25%, a renda per capita familiar mensal
não pode passar dos três salários mínimos
(R$ 1.530).
O ProUni oferece bolsas em instituições privadas de
ensino superior para alunos que cursaram todo o ensino médio em
escola pública.
Pesquisa revela mais interesse de eleitores com a educação
Fonte: Jornal da Educação
Uma pesquisa do Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do
movimento Todos pela Educação, constatou que a
educação aparece como a quarta área que merece
receber mais atenção para o próximo presidente da
República. Além disso, revelou que desde o ultimo pleito
em 2006, a educação ganha mais importância para o
eleitor.
Na pesquisa, foram entrevistados 2 mil eleitores onde cada entrevistado
destacou pontos fortes e fracos da educação
básica. Como resultado de pontos fortes, se destacam a merenda
escolar, o número de escolas e vagas existentes e o material
didático. Já como ponto fraco está o
salário dos professores, a segurança nas escolas e a
qualificação do corpo docente.
Os entrevistados também elegeram as medidas que os
próximos governantes devem priorizar para melhorar a
educação pública no país. Cada participante
pode escolher três opções em uma lista de 16
medidas. No topo das necessidades está melhorar o salário
do professor e equipar melhor as escolas já existentes, a
criação de escolas profissionalizantes e melhoraria da
segurança nas unidades de ensino.
A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação,
Priscila Cruz acredita que o brasileiro está entendendo que a
educação é o que é capaz de mudar o
país.
Educação é quarta prioridade de eleitor para próximo governo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 10/06/2010
A educação aparece como a quarta área que, segundo
os eleitores, merece receber mais atenção do
próximo presidente da República - perde apenas para a
saúde, a segurança pública e o emprego. É o
que aponta uma pesquisa divulgada hoje (9) pelo Instituto Paulo
Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela
Educação. O estudo constata que a educação
ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em
2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora
executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila
Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as
áreas de resultado a longo prazo. "Pesquisas semelhantes mostram
que essa crescida da educação é consistente, ano a
ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito
importante", disse.
Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da
educação básica a merenda escolar (29%), o
número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material
didático (25%). Entre os pontos fracos estão o
salário do professor (46%), a segurança nas escolas
(46%) e a qualificação do corpo docente. Os entrevistados
também elegeram as medidas que os próximos governantes
devem priorizar para melhorar a educação pública
no país. No topo das necessidades está melhorar o
salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já
existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a
segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia
escolher três opções em uma lista de 16 medidas.
Para a diretora executiva do IPM, Ana Lucia Lima, o resultado da
pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor. "Isso é uma
evolução importante em relação aos momentos
anteriores, quando a população pensava que só era
precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que
talvez seja o mais importante de tudo", afirmou. O estudo também
mostra que o brasileiro está dando mais importância
à questão da avaliação do ensino. Em 2006,
29% dos entrevistados disseram não conhecer os
exames que avaliam a educação básica,
índice que caiu para 13% em 2010.
Ana Lucia destaca outra informação importante na
pesquisa. Em 2006, 10% dos entrevistados não sabiam dizer de
quem era a responsabilidade pela educação básica,
taxa que caiu para 1% em 2010. Para 55% dos entrevistados, quem mais
contribui para a qualidade da educação foi o governo
federal, seguido pelos municípios e os estados. A diretora
executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila
Cruz, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a
cargos eletivos em diferentes níveis de que é preciso
apresentar propostas consistentes para a área de
educação. "Nós esperamos que os candidatos
entendam o que a população está dizendo. A
educação é uma agenda cada vez mais importante que
encostou em áreas que historicamente eram prioritárias
como a saúde e a segurança. O brasileiro está
entendo que a educação no final das contas é o que
é capaz de mudar o país", afirmou.
Educação é a terceira área mais problemática do país, diz pesquisa
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 10/06/2010
Ensino fica ao lado de drogas e empregos e depois de saúde e
segurança. Estudo foi feito pelo Ibope para ONG Todos pela
Educação e Fundação SM
Do G1, em São Paulo
A educação é a terceira área considerada
mais problemática no país, mostra pesquisa feita para a
organização não-governamental Todos Pela
Educação e para a Fundação SM pelo Ibope
Inteligência. O ensino fica ao lado de questões como
drogas e empregos e depois de áreas como saúde e
segurança pública. De acordo com o estudo, que contou com
2.002 entrevistas entre 13 a 18 de maio deste ano, a
educação básica está em 4º lugar entre
as áreas consideradas prioritárias para políticas
do próximo presidente e que podem ajudar a solucionar os
problemas nacionais.
A pesquisa aponta ainda que os brasileiros estão
mais preocupados com a educação, já que em 2006 o
tema ocupava apenas o 7º lugar entre os anseios dos entrevistados.
“A população passou a enxergar a
educação como um problema prioritário a ser
resolvido. Isso mostra um amadurecimento”, disse a
diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Para Priscila, o resultado do estudo é um recado para os
candidatos à presidência. "Eles têm de ser mais
transparentes nas propostas para melhorar a educação
básica", disse.
A pesquisa mostra ainda que os entrevistados acreditam que a
educação melhorou de 2006 para 2010. O percentual de
entrevistados que consideram o ensino ótimo passou
de 25% para 34%; a parcela dos que consideram ruim ou péssimo
diminuiu de 28% para 21%; e o total dos que o consideram regular
manteve-se passou de 45% para 44%. A maioria dos entrevistados, 51%,
acredita que o ritmo da melhora é lento. O próximo passo,
de acordo com Priscila, é a população passar a
cobrar um ensino de qualidade. "A escola tem que ir além da
merenda, do transporte e da infraestrutura. Tem que ter aprendizado",
afirmou. A pesquisa foi feita com eleitores de 16 anos ou mais. A
margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para
menos.
Copa do Mundo: expediente na OAB/SC e judiciário em dia de jogos do Brasil
Fonte: OAB/SC Notícias
A OAB/SC informa que o horário de expediente da Seccional e
Subseções da OAB/SC, nos dias dos jogos da
Seleção Brasileira de Futebol - na Copa do Mundo de 2010,
fica assim estabelecido: 1) Nos dias em que os jogos ocorrerem
às 11 horas, o expediente será das 14 às 19h30min;
2) Quando os jogos ocorrerem às 15h30min, o expediente
será das 8 às 14h30min, sem interrupção. 3)
Os casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.
TJSC, FÓRUM
Nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira de
Futebol às 11 horas, o expediente na Secretaria do Tribunal de
Justiça, na Justiça de Primeiro Grau e no Foro
extrajudicial será das 14 às 19h30min; quando os jogos
ocorrerem às 15h30min, o expediente será das 8 às
14h30min, sem interrupção. Os casos urgentes serão
atendidos em regime de plantão.
VARA DO TRABALHO
Nos dias em que houver jogos da Seleção Brasileira de
Futebol às 15h30min, o expediente interno e externo da
Justiça do Trabalho de Santa Catarina será das 8h
às 14h. Nos dias em que houver jogos da Seleção
Brasileira de Futebol às 11 horas, não haverá
expediente na Justiça do Trabalho de Santa Catarina.
Os prazos que vencerem nos dias de jogos da seleção brasileira ficarão
prorrogados para o primeiro dia útil subseqüente, sendo que
os casos urgentes serão atendidos em regime de plantão.
VARA FEDERAL
Art. 1º No dia 15/06/2010, o horário de funcionamento do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região será das 8h
às 14h. Parágrafo único. Neste dia, haverá
plantão das 14h às 19h, devendo os diretores de diretoria
e de secretaria designar servidores que possam responder sobre assuntos
de sua área de atuação. Art. 2º No dia
25/06/2010, o horário de funcionamento do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região será das 14h às 19h.
Parágrafo único. Neste dia, haverá plantão
das 11h às 14h, devendo os diretores de diretoria e de
secretaria designar servidores que possam responder sobre assuntos de
sua área de atuação. Art. 3º A
redução de horário será compensada nos dias
úteis subseqüentes, mediante critério a ser
estabelecido pelas chefias imediatas.
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Inscrições para o Enem 2010 vão de 21 de junho a 9 de julho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:47 hs.
10/06/2010 - O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto,
anunciou hoje que as inscrições para o Enem deste ano
começam no dia 21 de junho, e seguem até 9 de julho. O
anúncio foi feito durante entrevista concedida ao lado da
secretária de educação superior do
Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci.
As provas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro.
Mais de 16 mil vagas na seleção unificada do meio do ano
Para quem fez o Enem em 2009, começa nesta quinta-feira, 10, e
segue até 14 de junho o período de
inscrições para a segunda edição do Sistema
de Seleção Unificada (Sisu), que selecionará os
candidatos às vagas nos institutos federais e universidades
federais e estaduais que aderiram ao sistema para a oferta de vagas
para o segundo semestre de 2010.
Nesta edição, oito instituições que
não participaram do primeiro processo, em janeiro, aderiram ao
sistema para selecionar seus candidatos. Ao todo, participam desta
rodada 35 instituições públicas de ensino
superior, sendo 15 universidades federais, 18 institutos federais e
duas universidades estaduais. Ao todo, são oferecidas 16.573
vagas em cursos superiores, entre bacharelados, licenciaturas e cursos
superiores de tecnologia.
Podem participar da seleção os candidatos que prestaram o
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. Para
inscrever-se, o candidato deverá informar seu número de
inscrição no Enem 2009 e sua senha de acesso cadastrada
no exame. As inscrições estarão abertas no
período das 8h às 23h59 (horário de
Brasília), de 10 a 14 de junho.
O aluno poderá acessar o Sisu com sua senha do Enem, sendo
facultado ao candidato a criação de uma nova senha para
acesso ao sistema.
As inscrições serão feitas em uma única
etapa, de 10 a 14 de junho. Ao inscrever-se, o aluno poderá
fazer até duas opções de curso e
instituição, em ordem de preferência, e
poderá alterar suas opções até o final do
período de inscrição.
Ao final das inscrições, haverá três
chamadas subsequentes. Os candidatos selecionados em sua primeira
opção não serão convocados nas chamadas
posteriores, nem mesmo aqueles que não realizarem a
matrícula. Ao final das três chamadas, caso ainda existam
vagas, as instituições convocarão os candidatos a
partir da lista de espera gerada pelo sistema.
O Sisu também oferece vagas específicas para
políticas afirmativas. Essa informação
estará disponível no sistema, e ao inscrever-se o
candidato deverá informar se deseja concorrer às vagas de
ampla concorrência ou às vagas de políticas
afirmativas. As políticas afirmativas oferecidas pelo sistema
seguem o que é adotado pela instituição, com base
na decisão de seus conselhos universitários.
Assessoria de Imprensa do Inep/MEC
Fonte: Portal Inep
MEC decide fazer Enem sem licitação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:41 hs.
10/06/2010 - As provas do próximo Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) serão feitas pela Cesgranrio e pela Cespe,
com dispensa de licitação. As instituições
foram encarregadas da prova em 2009, depois que a primeira
versão do exame, feita pelo consórcio Connasel, teve
sigilo violado, conforme revelou o Estado na época.
As informações foram dadas ontem pelo MEC, em entrevista
sobre o calendário do Enem e do Sistema de Seleção
Unificada (Sisu), que abre inscrições hoje.
"O Enem se transformou numa prova de seleção. Há
entendimento que, nessas condições, é
possível fazer a dispensa da licitação", afirmou o
presidente do Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto. Para ele, o formato
escolhido não será condenado pelo Tribunal de Contas da
União (TCU).
As inscrições para o Enem de 2010 serão feitas
entre os dias 21 de junho e 9 de julho. A aplicação das
provas ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro. Neste ano
serão incluídas questões de língua
estrangeira. Durante a inscrição, o candidato
poderá optar entre inglês e espanhol.
Na edição de novembro, a prova deverá seguir com
os mesmos colaboradores do Enem de 2009. A Polícia Federal e as
Forças Armadas participam do processo. Assim como ocorreu na
edição passada, os Correios ficarão encarregados
de fazer a distribuição das provas. Haverá escolta
e segurança de policiais federais, dos Estados e
rodoviários. Está em curso uma licitação
para escolher a gráfica encarregada de imprimir as provas.
"Será escolhida uma de segurança máxima", afirmou
o presidente do Inep. "Estamos cuidando de todos detalhes para que a
segurança seja garantida."
Sisu. O prazo para inscrição no Sisu começa hoje e
vai até o dia 14. Nessa segunda edição
serão ofertadas 16.573 vagas em cursos superiores de
bacharelado, licenciatura e de tecnologia, distribuídas em 15
universidades federais, 2 estaduais, 17 institutos federais e 1 centro
federal de educação tecnológica. Oito
instituições participam do sistema de
seleção pela primeira vez.
Para evitar problemas enfrentados na primeira edição, as
normas foram alteradas. Desta vez, inscrições
serão feitas em apenas uma etapa. Foi mantida, porém, a
regra que permite ao estudante fazer alterações na
escolha da carreira até o último dia de
inscrição. "Essa é uma das vantagens do sistema",
afirma a secretária de Ensino Superior, Maria Paula Dallari
Bucci.
Podem participar da seleção alunos que fizeram o Enem de
2009. A partir do segundo dia de inscrição é
informada a nota de corte dos cursos. O aluno que perceber que
não tem condições de ser aprovado pode alterar a
opção para outra carreira, cuja nota de corte está
próxima do resultado alcançado no Enem. O candidato pode
fazer duas opções de curso e instituição,
em ordem de preferência.
Serão preparadas três listas de chamada e, caso as vagas
não tenham sido preenchidas até lá, uma de espera.
Os aprovados na primeira opção não participam de
outras chamadas. "Aquele que não se matricular está fora
do sistema", disse Maria Paula.
Apesar das críticas sofridas durante a primeira
edição, a secretária voltou a afirmar que o Sisu
foi bem-sucedido. "O sistema permitiu a mobilidade do aluno e a
visibilidade das instituições." Ela nega que a primeira
edição do processo tenha aumentado o número de
vagas ociosas. "Mais de 95% das vagas foram preenchidas, um
número bastante significativo."
Para a secretária, as novas regras do processo de seleção representam um aprimoramento natural.
Apenas as instituições públicas que têm
vestibular no meio do ano participam deste Sisu. Maria Paula informou
que estão em curso negociações com universidades
estaduais e federais para participação da próxima
etapa de seleção, no fim do ano.
As inscrições podem ser feitas entre 8h e 23h59, pela
internet. É preciso informar o número de registro no Enem
de 2009 e a senha de acesso cadastrada. Serão oferecidas vagas
para políticas afirmativas. Na hora da inscrição,
o aluno deve checar quais são as exigências da
instituição a que vai concorrer a uma vaga.
A HISTÓRIA DO ENEM
1998
É criado para avaliar a qualidade do ensino médio.
2004
Bolsas do ProUni são vinculadas à nota no exame.
Março de 2009
MEC transforma prova em vestibular para universidades federais.
Setembro de 2009 Vazamento da prova leva a adiamento e abstenção recorde.?
Fonte: O Estado de São Paulo
Audiência debate a importância do fortalecimento do conselho escolar
Fonte: Jornal da Educação
Na quinta-feira a Comissão de Educação e Cultura
promoveu a audiência pública para debater propostas de
fortalecimento dos conselhos escolares. O projeto de Lei 4483/08 da
deputada Luiza Erundina (PSB-SP), já foi aprovado pela
Comissão de Educação e Cultura e aguarda
votação na Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania. O projeto inclui na LDB o dever de
municípios e estados aprovarem leis específicas para
regulamentar a forma como a comunidade escolar e local vão
participar da administração do ensino e para estruturar
os conselhos escolares.
Outro projeto que aguarda a votação é do deputado
Enio Bacci (PDT-RS), que define a composição e as
atribuições dos conselhos escolares e cria regras para a
eleição de seus integrantes. A reunião foi
proposta pela deputada Fátima Bezerra para coincidir com a
realização do 2º Encontro Nacional de Fortalecimento
dos Conselhos Escolares, que ocorre de 8 a 11 de junho, em
Brasília.
Foram convidados para a audiência o professor Walter Pinheiro
Barbosa Júnior, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN); e o professor Genuíno Bordignon, da Universidade de
Brasília (UnB).
Não existe prazo mínimo para se reconhecer uma relação estável, diz TJ
Fonte: OAB/SC Notícias
O Tribunal de Justiça, por meio da 1ª Câmara de
Direito Civil, confirmou sentença da Comarca de São
José e reconheceu a união estável entre uma mulher
e seu companheiro, após a morte deste. Em sua
apelação, o filho do falecido – que lutava contra o
reconhecimento - não teve o pleito acolhido. Conforme os autos,
o casal manteve relacionamento entre o início de 1998 e maio de
2002. O rapaz alegou que a madrasta separou-se de seu pai duas semanas
antes do óbito.
Afirmou que as provas testemunhais são contraditórias e
acrescentou que a união não era estável, pois eles
estavam juntos há menos de cinco anos. O relator da
matéria, desembargador Edson Ubaldo, explicou que os vizinhos do
casal, e até mesmo a mãe do autor, informaram que os dois
ficaram juntos até a morte do homem.
“Oportuno mencionar que inexiste prazo mínimo legalmente
exigido para que um relacionamento seja reconhecido como
estável. E assim o é pois o legislador afirmou que seria
'reconhecida como entidade familiar a união estável entre
o homem e a mulher, configurada na convivência pública,
contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de
constituição de família', sem exigir a
comprovação de qualquer lapso temporal mínimo para
sua configuração”, finalizou o magistrado.
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
Portaria nº 119, de 9 de junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:18 hs.
10/06/2010 - Institui o Programa de Consolidação das Licenciaturas - Prodocência no âmbito da CAPES.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2456.pdf
Fonte: DOU n.º 109 - 10.06.2010
Portaria nº 773, de 09 de junho de 2010
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:23 hs.
10/06/2010 - Transferir para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE), a competência para efetuar a
execução orçamentária e financeira das
dotações alocadas no orçamento do
Ministério da Educação.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2457.pdf
Fonte: DOU n.º 109 - 10.06.2010
Programa permite que estudantes façam provas em casa
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Online, 09/06/2010
DA REUTERS, EM LONDRES
Estudantes britânicos poderão em breve ter a oportunidade
de fazerem provas da faculdade em seus próprios quartos, em
qualquer momento do dia, sem poderem colar. A empresa norte-americana
Software Secure desenvolveu um programa projetado para assegurar que os
estudantes sejam honestos enquanto fazem a prova, vigiando e
restringindo o acesso a qualquer material suspeito. O programa
primeiramente trava o uso de todos os arquivos e acesso à
internet, exceto os especificados para que o exame seja feito.
Então ele pede um reconhecimento de impressão digital
para certificar que o candidato é a pessoa correta e
usa gravação de áudio e vídeo para
assegurar que o estudante está em condições de
fazer prova durante todo o período. A empresa diz em seu site
que "traz a sala de prova para a era do computador, tornando o exame
menos estressante para os estudantes, faculdades e administradores".
Pelo menos uma faculdade na Grã-Bretanha, a University of Wales
Institute, está experimentando o sistema e outras podem seguir o
caminho. Diversas universidades nos Estados Unidos já usam o
sistema.
A associação nacional dos estudantes recebeu com
certa cautela a nova ideia. "Seria uma solução para
problemas enfrentados por pessoas com dificuldades de chegar ao campus
da universidade para exames", disse um porta-voz. "Contudo o recurso
não pode ser usado como desculpa para reduzir custos ao diminuir
o contato dos estudantes com o ambiente universitário." A
empresa diz que o programa foi projetado para estudantes com empregos
em tempo integral, ou para aqueles com filhos e não têm
flexibilidade para encontrar um supervisor.
Ministério da Educação quer aprimorar concursos para valorizar professor
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:35 hs.
10/06/2010 - O Ministério da Educação vai
concentrar esforços, até o final do governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, para moralizar as provas dos
concursos de professores no Brasil. Uma série de reuniões
está sendo promovida pelo ministério para conseguir um
consenso em torno do assunto. Dessas reuniões já
participaram, por exemplo, a Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE) e entidades ligadas
à pesquisa educacional.
As informações foram dadas, com exclusividade à
Agência Brasil, pelo ministro Fernando Haddad, que participou
nesta quarta-feira (9) da 38ª Reunião dos Ministros de
Educação do Mercosul - bloco formado pelo Brasil, pela
Argentina, pelo Uruguai e Paraguai -, na capital argentino.
- Temos um balanço grande de ações. São
dezenas e dezenas de programas novos que foram consolidados no governo
Lula. Este ano, estamos chamando para conversar, além da CNTE e
das entidades ligadas à pesquisa educacional, os dirigentes
municipais e estaduais das redes de ensino. Vamos moralizar essa
questão da prova de concurso, de maneira a valorizar a
profissão do professor - disse Haddad.
De acordo com o ministro da Educação, hoje a
graduação de professores já é gratuita no
Brasil, seja na universidade pública ou na particular.
- Queremos que agora, com o piso salarial, tenhamos uma prova nacional
de concurso para ampliar o horizonte profissional daqueles que
estão se formando - relatou. Durante a reunião em Buenos
Aires, Haddad apresentou uma sugestão para
ampliação do programa que promove a
movimentação de estudantes pelos países do
Mercosul.
- O programa, chamado Marca, permite que graduandos de cursos
acreditados pelo Mercosul passem seis meses em outro país,
fazendo graduação, e voltem para terminá-la em seu
país de origem. Para dinamizar as relações entre
nossos países, sugeri que aproveitássemos a licenciatura
em português e espanhol para potencializarmos o Marca - disse.
Segundo o ministro Haddad, em vez de abrir oportunidades apenas para
algumas dezenas de licenciandos para estudar seis meses em outro
país do Mercosul, deve ser analisada a possibilidade de enviar
centenas ou até milhares de estudantes por meio do Marca.
- Há muitos interessados. Todo licenciando de espanhol vai
querer morar seis meses em outro país do Mercosul. Para ele
é uma vantagem e para o Brasil, por exemplo, é
espetacular porque o país receberá de volta um professor
muito bem formado não só na língua, mas na cultura
local. Certamente, ele terá mais motivação para
exercer a profissão, aproveitando a experiência que teve
no exterior. Além disso, ele terá fluência no
idioma - afirmou.
Um tema que obteve consenso no encontro de ministros de
Educação do Mercosul foi a necessidade de encontrar
mecanismo comum ao bloco que permita o reconhecimento dos diplomas
expedidos em cada um dos países e o consequente exercício
de atividades profissionais nos países-membros e associados. Os
ministros também concordam que o Estado deve garantir a todas as
crianças e jovens o direito ao acesso, permanência e
conclusão de seus estudos, "como um ato de justiça
social", promovendo a inclusão educativa e oferecendo
educação gratuita e de qualidade para o "desenvolvimento
pleno da pessoa e o exercício da cidadania".
O encontro em Buenos Aires reuniu ministros e autoridades da
área educacional do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai,
além da Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, Peru e
Venezuela.
Fonte: O Globo on line
Estudar para quê?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:36 hs.
10/06/2010 - Há uma parcela significativa de pessoas que ainda se perguntam se vale à pena estudar.
Por Orlando Pavani Junior.
Há uma parcela significativa de pessoas que ainda se perguntam
se vale à pena estudar. Pasmem, mas ainda existem certos pais (e
mães) que brigam com seus filhos quando estes manifestam desejo
de estudar em detrimento a trabalhar precocemente para ajudar nas
despesas da casa, havendo alguns que até fazem filhos com este
objetivo!
Eu não quero investir estas linhas com este tipo de
disfunção de alguns, seria uma incongruência com
tudo que valorizei a vida toda, mas desejo promover uma reflexão
sobre o porquê, realmente, de algumas pessoas ainda insistirem em
estudar.
Vejo ao meu redor, em minhas redes de relacionamento acadêmico e
até entre pessoas muito próximas, três tipos de
acadêmicos. Na verdade, parece somente haver três tipos de
"futuros profissionais", com posturas bem diferentes entre si.
São três comportamentos que, de longe, são muito
mais agregadores de valor do que àqueles que sequer decidiram
(ou não conseguiram) frequentar os bancos acadêmicos, mas
mesmo assim são comportamentos que trazem
contribuições bastante diferentes entre si.

Faça uma análise você mesmo em
relação a suas características considerando a
tabela anterior. Veja em que "quadrado" você se sente mais
representado e reflita sobre seu papel profissional como fruto de sua
dedicação como acadêmico. Saiba que o "ser
profissional" é uma decorrência de sua
"dedicação como estudante eterno" e você só
colherá profissionalmente aquilo que souber plantar no
âmbito acadêmico.
Qualquer sucesso profissional sem uma sólida base
acadêmica, sob o ponto de vista da dedicação do
aluno e não somente da qualidade da escola é semelhante a
uma construção num pântano: em breve, pode ruir!
Afinal de contas, é o aluno que faz a escola e não a
escola que faz o aluno?
- Orlando Pavani Junior é CEO da Gauss Consulting, empresa de assessoria instrumental e consultoria especializada.
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias são compiladas das mais
diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos
referidos não refletem necessariamente a opinião da CM
Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na
integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: www.administradores.com.br
Expectativa de contratações para o terceiro trimestre no Brasil atinge 40%
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:42 hs.
10/06/2010 - Otimismo deu ao Brasil o segundo lugar na lista geral de
índices de expectativa de emprego, atrás apenas da
Índia, com 42%
Por Equipe InfoMoney, InfoMoney
A aposta de contratações entre os empregadores
brasileiros para o terceiro trimestre deste ano chama a
atenção. Um levantamento realizado pela empresa de
recursos humanos Manpower identificou que esses executivos contam com
uma Expectativa Líquida de Emprego (ELE) de 40%, dois pontos
percentuais acima do resultado referente ao trimestre atual.
Tamanho otimismo deu ao Brasil o segundo lugar na lista geral de
índices de expectativa de emprego, atrás apenas da
Índia, com 42%. Os dados baseiam-se nos comentários de 61
mil empregadores de 36 países ouvidos pela empresa. No Brasil,
quase mil companhias foram entrevistadas.
Os mais otimistas
Diante deste cenário, os empregadores do setor de
Serviços são os mais otimistas em relação
às contratações de funcionários no terceiro
trimestre deste ano. Eles aparecem no topo da lista, com uma
expectativa de 52%.
Na sequência, estão os segmentos de
Finanças/Seguros e Imobiliário, com 49%, e
Construção Civil, com 43%.
“Podemos notar que, no País, os investimentos
públicos e privados, nacionais e estrangeiros dos últimos
meses estão criando expectativa de aumento da mão-de-obra
em todos os setores da economia”, afirma o diretor comercial da
Manpower no Brasil, Pedro Guimarães.
A menor esperança de movimentação
empregatícia se dá no setor de
Administração Pública e Educação.
Para o terceiro trimestre deste ano, a expectativa gira em torno dos
24%, frente os 48% obtidos no período anterior.
Análise regional
A cidade de São Paulo e o estado do Paraná destacam-se
com as maiores ELEs, ambos com 44%. Em Minas Gerais e no Rio de
Janeiro, os índices permanecem altos, em 38% para ambos. O
estado de São Paulo aparece com 37%, um ponto percentual acima
do último trimestre.
“Na construção civil, por exemplo, as facilidades
no financiamento e a chegada de novos investidores já se
refletem no aumento de empregos. Na indústria, a cada mês
o nível de emprego bate recorde, e a Fiesp prevê a
manutenção do crescimento, encerrando 2010 com o melhor
aumento da série histórica”, avalia
Guimarães.
“Outro ponto importante é que o setor de infraestrutura
também se desenvolve a todo vapor, por conta da forte demanda em
áreas como aeroportos, estradas e energia
elétrica”, aponta. Ele cita ainda a indústria
automobilística, que vai investir em 2010 um total de 4,4
bilhões de dólares no país. “Esses e outros
fatores corroboram a expectativa do governo de gerar mais dois
milhões de empregos até o fim de seu mandato”,
finaliza.
Contexto global
Em relação ao resto do mundo, a expectativa de
contratação melhorou em 23 países, na
comparação com o atual trimestre. Além de
Índia e Brasil, as previsões são mais fortes em
Taiwan (35%), China (27%), Peru (26%) e Austrália (24%). De modo
que 31 dos 36 países pesquisados pretendem aumentar sua
força de trabalho de julho a setembro.
As únicas expectativas negativas estão na Itália
(-9%), Irlanda e Espanha (-6%) e Grécia (-5%). No que diz
respeito às Américas, os dez países pesquisados
apresentam otimismo em relação a novas
contratações. Em último lugar no continente
estão os EUA, com um índice de 6%, número que
está oito pontos acima na comparação com o mesmo
período do ano anterior.
Fonte: www.administradores.com.br
Ranking é só base para escolha de faculdade
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:34 hs.
10/06/2010 - “Qualquer pessoa que usasse rankings como
única base para tomar decisões sobre onde estudar seria
um idiota.” Quem diz isso é Phil Baty, editor-assistente
do mais prestigioso e influente ranking mundial de universidades,
publicado anualmente, desde 2004, pelo londrino “Times Higher
Education”.
Por Maria Carmem Tavares
De acordo com a entrevista concedida à Folha de São
Paulo, o editor-assistente de lista mundial, MARCOS FLAMÍNIO
PERES, diz o que pensa sobre o Ranking.
"Qualquer pessoa que usasse rankings como única base para tomar
decisões sobre onde estudar seria um idiota." Quem diz isso
é Phil Baty, editor-assistente do mais prestigioso e influente
ranking mundial de universidades, publicado anualmente, desde 2004,
pelo londrino "Times Higher Education".
No final do ano passado, o THE anunciou o rompimento com a empresa QS
–que coletava e fornecia dados para o guia– e pôs em
xeque a metodologia usada até então.
Isso causou um trauma num mercado valioso, que gira milhões de
dólares ao ano. Por exemplo, a renomada London School of
Economics –que, pela classificação do THE, caiu de
11º, em 2004-5, para 67º, em 2009– conta com pelo menos
70% de alunos estrangeiros.
A questão é: esses alunos, que investiram suas economias
para fazer um curso de graduação (o primeiro ano
lá sai por 13.700 libras, R$ 39 mil), se nortearam num ranking
errado? E governos, fundações e órgãos
financiadores, que usam esses rankings para orientar políticas
de ensino superior, gastaram mal suas polpudas verbas?
Isso é o que Baty tenta responder na entrevista abaixo e
também o que esperar do novo ranking, previsto para agosto
–já com a nova parceira, a Thomson Reuters.
Baty prevê que as instituições brasileiras
irão se beneficiar da nova metodologia. Mas a grande surpresa
será a relativa queda de EUA e Reino Unido e o avanço da
Ásia.
FOLHA Por que o THE rompeu o contrato com a QS? Os dados não eram confiáveis?
PHIL BATY – Tivemos que admitir quer o ranking da QS não
se ajustava a seus fins. Tinha erros e inconsistências demais
para ser uma ferramenta sólida e confiável para o
século 21. A metodologia e a análise de dados não
eram fortes o bastante.
A responsabilidade pesa toda sobre nossos ombros, e estamos muito
conscientes de que políticas nacionais e decisões
multimilionárias foram influenciadas por nosso ranking.
FOLHA – Então os muitos estudantes de todo o mundo que se
utilizaram deles para investir em sua formação podem ter
feito a escolha errada e gasto mal seu dinheiro?
BATY – Rankings são um ponto de partida útil, mas
não podem lhe dizer se você irá gostar de seu
professor, o que será ensinado em cada curso, quantos livros
há na biblioteca, se é preciso pegar fila para usar um
computador ou se seu orientador é preguiçoso.
Mas admito que os rankings de 2004 a 2009 provavelmente não
forneceram um retrato correto, como deveria ter sido feito. Não
tenho dúvida de que algumas instituições receberam
avaliação mais alta do que mereciam, enquanto outras
foram injustamente penalizadas.
FOLHA -E quais medidas estão sendo tomadas para resolver isso?
BATY – Haverá uma sensível melhora do tão
falada "avaliação pelos pares", que respondia por cerca
40 % nos rankings anteriores. Ela era, na verdade, uma simples pesquisa
de opinião junto aos acadêmicos e, além disso, com
um número muito pequeno de pessoas.
A amostragem era pequena demais e o peso, alto demais.
FOLHA – E o que irá mudar?
BATY – Em vez de perguntar simplesmente "qual é a
melhor?", pediremos às pessoas para avaliarem a qualidade do
ensino e da pesquisa em sua área, em sua região e em
escala global. Além disso, a pesquisa está sendo feita em
sete línguas, incluindo o português.
Outra mudança importante é a forma como medir a
excelência acadêmica, que representava 20% do total da
pontuação.
Era um ponto fraco muito sério, pois não levava em conta
as práticas de citação de trabalhos
acadêmicos, que são muito diferentes entre as disciplinas.
Isso premiava desproporcionalmente as ciências, em que as
citações contam mais.
Também não sei se era justo dar muito crédito
à proporção de estudantes estrangeiros em um dado
campus, pois não há nenhum meio de avaliar a qualidade
desses estudantes.
E devemos reduzir o peso dado à relação
aluno-professor, pois essa não é uma garantia muito boa
para o ensino de qualidade.
FOLHA – Mas nas avaliações das universidades brasileiras esse é um dado que tem sempre muito peso...
BATY – Não acho que esse critério possa dizer muita
coisa sobre a qualidade do ensino. Claro que os estudantes querem
aprender em um ambiente onde têm contato próximo e
frequente, mas isso não diz se os professores são bons ou
ruins ou sobre o padrão de ensino dos cursos.
Também é muito difícil coletar esses dados de
forma justa e assegurar que estejam corretos. Pode haver muita
manipulação nesses dados.
FOLHA – Por que a série histórica apresenta
oscilações gritantes, casos da Universidade da
Califórnia, em Berkeley (de 2º lugar, em 2004, para
39º em 2009) e da Universidade de São Paulo (284º em
2006, 175º em 2007, 196º em 2008)?
BATY – Um dos problemas com o ranking da QS era sua volatilidade,
pois uma universidade não melhora ou piora sensivelmente em
apenas dez meses.
FOLHA – O prestígio mundial de universidades como Harvard,
Yale ou Oxford tem influência sobre os avaliadores do ranking?
BATY – Um dos problemas em utilizar um critério de
reputação é que ele é inteiramente
subjetivo e pode ser baseado em estereótipos e mesmo em
clichês. Pesquisas norte-americanas apontaram que a
posição no ranking do ano anterior é um dos
principais determinantes do índice de reputação do
ano seguinte.
FOLHA – Então existe um componente inercial nas
avaliações? As grandes universidades ajudam para isso ao
construírem suas marcas?
BATY – Não tenho dúvida de que universidades que
construíram suas marcas, por meio de marketing e
relações públicas, levam vantagem no
critério de reputação usado no ranking.
Para lidar com isso e evitar o subjetivismo, estamos perguntando sobre
a reputação apenas a acadêmicos sêniores, que
têm mais experiência para se ater à realidade e
fazer um julgamento mais correto.
Mas, no longo prazo, não acredito que universidade possa manter
uma marca e uma reputação fortes se entrarem em conflito
com a realidade.
FOLHA – Essa é a razão por que há tantas
diferenças entre rankings como o do "Times Higher", Xangai Jiao
Tong e Webometrics?
BATY – O Xangai Jiao Tong é relativamente bem respeitado
por ser transparente, mas é criticado por ser muito focado em
aspectos facilmente medidas, o que pode favorecer
instituições fortes em ciências e pesquisa.
Não acho que seja referência segura para um público
mais amplo. Quanto ao Webometrics, se trata muito mais de uma mera
curiosidade do que um parâmetro sério.
FOLHA – O THE recebe algum tipo de suporte financeiro de governos ou instituições privadas?
BATY – Ele é totalmente independente. A revista do THE tem
experts em todas as áreas da educação superior,
com uma história de quase 40 anos de fornecimento de
informações ao setor de educação superior.
FOLHA – Mas sofre algum tipo de pressão política ou
mesmo financeira de instituições ou governos?
BATY – Obviamente, muitas instituições têm
visões muito fortes sobre o que deveríamos mudar na
metodologia, e sofremos pressão nesse sentido.
Mas o fato de sermos independentes nos preserva de sermos influenciados
por grupos de interesse, instituições e países.
Aliás, suspeito que neste ano o Reino Unido não
irá tão bem no ranking –e, como somos uma
instituição britânica, isso nos preocupa em
especial.
FOLHA – E as instituições americanas? Também
serão afetadas no ranking deste ano como efeito da crise
financeira?
BATY – As duas tradicionais superpotências da área
foram duramente atingidas pela crise, em termos de financiamento
público, o que é motivo de grande
preocupação.
É difícil prever se isso irá se refletir no
próximo ranking, porque as mudanças metodológicas
tornam difíceis a comparações com os rankings
anteriores. Mas os EUA certamente verão sua supremacia na
educação superior ser seriamente desafiada.
Suponho que o novo ranking também deverá espelhar o
crescimento das universidades asiáticas. Emergentes como o
Brasil podem aparecer mais no palco global –claramente, há
muita pesquisa de qualidade sendo feita aí.
FOLHA – Uma crítica recorrente ao ranking da THE é
a de anglocentrismo _em 2009, as 20 primeiras
instituições vinham de EUA (13), Reino Unido (5),
Canadá (1) e Austrália (1).
BATY – Não há dúvida de que
instituições dos países anglófonos
têm sistemas de educação superior excelentes e de
classe mundial, mas concordo que os rankings podem ter sido
anglocêntricos demais.
FOLHA – O que o sr. conhece das universidades brasileiras?
BATY – Como é uma corporação global, a
Thomson Reuters tem cerca de 50 mil pessoas ao redor do mundo,
inclusive na América do Sul e nos países do Bric.
Recentemente, destacou em artigo a excelência da pesquisa em seu
país.
FOLHA – Mas no artigo é apenas citada a quantidade de
papers, sem avaliar sua qualidade. Aliás, essa é uma
crítica comum aos rankings...
BATY – Mas ele não irá avaliar a qualidade da
pesquisa só pela quantidade de papers publicados, mas
também seu impacto e sua influência. Isso será
feito verificando quantas vezes os papers de pesquisadores brasileiros
são citados por seus congêneres em todo o mundo.
FOLHA – Rankings não podem ser vistos como agência
de avaliação de risco, como Fitch ou Moody"s, que erraram
feio ao não detectarem os indícios da crise financeira
mundial?
BATY – Não aceito essa hipótese. Rankings
são muito diferentes de "ratings". A questão crucial,
para mim, é que estamos muito abertos a suas
limitações. Deixamos claro que os dados usados são
indicadores.
Seria idiota tomá-los como uma espécie medida
inatacável gravada na pedra. Não há ranking
definitivo as pessoas que os fazem terão sempre de fazer
julgamentos, e rankings nunca irão capturar o intangível.
Mais reflexões sobre educação e contexto : http://ces3.wordpress.com/
http://www.genesisedu.com.br
Gênesis Consultoria Educacional
Fonte: www.administradores.com.br
Cai avaliação positiva de faculdade pública
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs.
10/06/2010 - A avaliação da população sobre
a qualidade do ensino superior público no país piorou
entre 2008 e 2010.
Há dois anos, segundo pesquisa do Ibope, 55% dos entrevistados
avaliavam esse nível de ensino como ótimo ou bom. Neste
ano, o percentual caiu para 45%. Isso porque mais entrevistados
passaram a considerar regular esse ensino -não houve alta no
conceito ruim/péssimo.
Para Ryon Braga, do Grupo Hoper, consultoria na área de ensino
superior, dois fatores contribuíram para a queda na
avaliação positiva.
O primeiro, diz ele, é o "sucateamento" das universidades
federais, que passaram por programas de expansão, mas apresentam
problemas para receber mais alunos.
O outro fator apontado por ele é a maior inclusão social,
motivada pela utilização de cotas em vestibulares, que
facilitaram o acesso de alunos com renda mais baixa.
Com isso, diz ele, os estudantes percebem uma queda no desempenho
médio dos colegas - o que, porém, tende a melhorar nos
próximos anos, à medida que o nível dos alunos de
diferentes faixas de renda se igualar. A pesquisa foi encomendada ao
Ibope pelo movimento Todos pela Educação.
FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
Fonte: Folha de São Paulo
Argentina incentiva ensino de geografia e história com livro com informações da Copa
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação da Argentina aproveitou a
Copa para lançar um livro didático sobre o Mundial para
docentes da rede pública de ensino Primário e
Secundário, que no Brasil seria o Ensino Fundamental e
Médio.
O livro foi elaborado pelo Ministério em parceria com a AFA
(Associação de Futebol Argentina),e traz mais de 70
exercícios para que os professores aproveitem a temporada
esportiva para trabalhar em classe, assuntos envolvendo a Copa com
geografia dos países, história da África do Sul,
educação e literatura.
O material didático está disponível para download
na página do Ministério e a previsão é de
que mais de 25 mil colégios do país recebem os livros
antes do inicio da Copa.
Senado aprova 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 10/06/2010 - Brasília DF
Agência Senado
Após mais de 11 horas de discussão, o Plenário
aprovou, no início da madrugada desta quinta-feira (10), o
substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei
do Executivo que cria o Fundo Social do Pré-Sal (PLC 7/10). A
matéria - que recebeu 38 votos favoráveis, 31
contrários e uma abstenção - retornará para
analise da Câmara, uma vez que o texto aprovado também
define que o regime de partilha será o modelo adotado na
exploração do petróleo da camada pré-sal
Entenda o assunto, que se estende no subsolo marinho que vai do
litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo.
Os parlamentares também aprovaram emenda do senador Pedro Simon
(PMDB-RS) que distribui os royalties do petróleo entre todos os
estados e municípios, estabelecendo que a União
compensará os estados produtores - Rio de Janeiro e
Espírito Santo - pela perda de recursos. A emenda de Simon foi
aprovada por 41 votos favoráveis e 28
contrários. O relator da matéria e líder do
governo, Romero Jucá, afirmou, durante o debate do projeto, que
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vetar essa
determinação. Também foi aprovada emenda
resultante de acordo entre os senadores destinando 50% dos recursos do
Fundo Social para a educação pública superior e
básica. A emenda determina ainda que, do total, 80% dos recursos
precisam ser aplicados na educação básica.
A Copa como impulso para a Educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Dirigida, 10/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Renato Deccache
Nos meses de junho e julho, as atenções do planeta
estarão voltadas para o maior evento esportivo do ano. A
realização da Copa do Mundo será o desfecho de um
projeto que começou em 2004, quando a Fifa anunciou o
país como sede da competição. Neste ano,
estádios foram construídos, ocorreram investimentos em
infraestrutura e, naturalmente, ações para a melhoria da
qualidade da educação. Desafios que, por sinal,
são bem semelhantes aos do Brasil, que sediará a
próxima Copa, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.
Brasil e África do Sul também têm outras
semelhanças. Uma das principais é o desafio de reduzir o
alto grau de desigualdade no acesso à educação de
qualidade. Para Jorge Werthein, doutor em Educação pela
Universidade de Stanford e ex-representante da Unesco no Brasil,
é inegável que, no caso brasileiro, houve alguns
avanços, principalmente na comparação do
cenário atual com o do início dos anos 90.
Neste período, o acesso ao ensino fundamental foi quase
universalizado e o investimento público na
Educação cresceu de forma significativa. Mas o educador
ressalta que, em países como a África do Sul e o Brasil,
o desafio imediato ao da inclusão é o da melhoria do
ensino oferecido. "Isto é algo que não dá para
mudar tão rapidamente. Quando inicia-se um processo de
universalização do acesso, é necessário ter
mais professores formados e bem capacitados, por exemplo", destaca
Jorge Werthein, que também é vice-presidente do
Instituto Sangari.
No caso de países como África do Sul e Brasil, para a
redução das desigualdades no acesso à
educação de qualidade, são essenciais
ações que vão além da melhoria do ensino,
como ressalta Pablo Gentili, pesquisador do Laboratório de
Políticas Públicas da Uerj. Para ele, é essencial
reduzir a pobreza e superar desigualdades para melhorar as
condições de acesso à educação.
"Não se pode cair na armadilha de pensar que os pobres
são pobres porque não têm uma
educação de qualidade", destaca. Até por isto, o
pesquisador da Uerj sustenta que políticas voltadas para
distribuição da renda, em geral, costumam ter impacto
positivo também no acesso ao ensino, por permitirem melhores
condições de vida aos alunos. "Há países da
América Latina em que 40% das crianças chegam às
escolas em um estado de desnutrição crônica.
É muito difícil alcançar uma
educação de qualidade quando necessidades básicas
não são satisfeitas."
Reduzir as disparidades no acesso ao ensino de qualidade não
depende, porém, só de medidas estruturantes em outras
áreas. Elas precisam ser complementadas por estratégias
na área educacional e uma delas, afirma Pablo Gentili, é
dar uma orientação adequada aos investimentos. "Os mais
ricos têm possibilidades educacionais além do acesso
à escola. Para os mais pobres, a única oportunidade
é a escola", ressalta o educador. A desigualdade no acesso ao
ensino de qualidade tem origens diferentes no Brasil e na
África do Sul. No caso africano, uma das causas principais foi o
regime do "apartheid", onde uma lei determinava que brancos deveriam
estudar nas melhores escolas. No Brasil não há a
imposição formal mas, na prática, negros e pobres
ficam restritos às escolas menos dotadas de estrutura. É
o que leva educadores como Frei David dos Santos, diretor da Educafro,
a afirmar que, por aqui, existe um "apartheid" educacional.
"O ‘apartheid’ brasileiro é mais cruel, pois as
vítimas são levadas a acreditar num determinismo de que
são pobres por vontade de Deus ou negro só gosta de samba
e futebol", salienta Frei David dos Santos. Para equalizar o acesso ao
ensino de qualidade, o diretor da Educafro defende medidas como
investimento em todos os níveis de ensino, maior
integração entre o bolsa-família e a
educação e a adoção de cotas no ensino
superior. "O Brasil, com a luta das cotas e a conquista do ProUni,
já tem um considerável número de pobres e negros
formando-se nas universidades", comenta Frei David. Pablo Gentili,
porém, vê as reservas de vagas para grupos como negros,
pobres, alunos da rede pública e indígenas, entre outros,
como avanços, mas não como soluções
isoladas. "A cota é uma medida em um conjunto de
políticas que devem ser integradas e estarem constituídas
em um plano estratégico de desenvolvimento educacional", defende
o educador.
Resgate dos cursos técnicos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs.
11/06/2010 - O governo aproveita o momento para reforçar o setor
e anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão na expansão dos
cursos formadores de tecnólogos até o próximo ano
Está claro para as grandes multinacionais e países do
chamado Primeiro Mundo que a vocação do Brasil é
mesmo de um círculo virtuoso de crescimento econômico - e
social. E dessa vez, não se trata de vislumbrar apenas O
país do futuro, como se vaticinava na década de 70. O
crescimento é agora e acontece num momento em que muitas
nações desenvolvidas, no Hemisfério Norte, ainda
tentam se livrar dos graves problemas do sistema financeiro
internacional que logo completarão dois anos. Mas o
desenvolvimento brasileiro esbarra em urgências, desafios e
necessidades. Um deles pode ser resumido no binômio
educação-qualificação.
Neste cenário, tornou-se mais do que urgente dotar o Brasil (de
Norte a Sul) de um corpo de técnicos e tecnólogos para
fazer o barco da economia andar nas empresas dos mais diversos
segmentos. O detalhe é que a expansão do número
desses profissionais no mercado deverá seguir uma escala
geométrica para atender todas as necessidades. Mas os
últimos dados do governo federal em torno do tema são
alentadores e apontam rápida recuperação do
terreno educacional e formador na área técnica.
Vamos aos dados atualizados do Ministério da
Educação: tendo referência básica o ano de
2003, o número de universidades federais cresceu 13% em todo o
País, passando de 83 para 96 unidades. Enquanto isso, as
instituições de cursos tecnológicos
evoluíram 52,8% no período. O governo aproveita o momento
para reforçar o setor e anuncia investimentos de R$ 1,1
bilhão na expansão dos cursos formadores de
tecnólogos até o próximo ano. O próprio
secretário da área de Educação Profissional
do MEC, Eliezer Pacheco, veio a público informar que
também as universidades (voltadas para o setor)
receberão, até 2012, aporte financeiro da ordem de R$ 3,5
bilhões.
Lamentavelmente, assinalam analistas do mercado de trabalho, ainda
há preconceito em torno da chamada educação
profissional. Na prática, o perfil do estudante que opta pelas
alternativas técnicas é diferente da pessoa que busca o
diploma, o bacharelado de determinada cadeira acadêmica. De
maneira pragmática, os estudantes dos cursos de tecnólogo
têm uma preocupação maior com a empregabilidade.
Vale acentuar que, justamente, a quantidade de alunos atendidos
também cresce em maior velocidade na área dos cursos
profissionalizantes. Os dados também são do
próprio MEC: em 2003 a rede somava 113 mil alunos matriculados
e, apenas seis anos depois, pulou 93% - o que significa total de 219
mil estudantes.
As estatísticas, estudos e análises corroboram com a
opção dos novos estudantes. Afinal, segundo pesquisadores
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Brasil atual
o curso profissionalizante eleva em 48% as chances de se conseguir
emprego - se levarmos em comparação os estudantes que
fizeram o chamado ensino médio regular. Um outro dado da
própria GV é fundamental: em média, o
salário do tecnólogo é 12,9% maior comparado a
empregados que cursaram o ensino médio normal (ou regular).
O efeito da formação profissional qualificada está
visível no mercado. No último 25 de maio, por exemplo, o
jornal Cruzeiro do Sul publicou oportuno Caderno Dia da
Indústria e um dos temas apontava a importância da
área técnica. Apurou a editora Cida Vida, na
ocasião, que de acordo com o Sistema de Avaliação
Institucional de 2008, 94% dos alunos formados pela Fatec-Sorocaba
estavam empregados um ano após o término do curso. Sem
dúvida, todos esses números e análises revelam um
dos caminhos seguros a ser seguido pelo País nos próximos
anos.
Fonte: Cruzeiro do Sul Online