
14/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
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veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Fique de olho nos horários de seu filho
Empresa é condenada em R$ 200 mil por comprar informações sobre antecedentes de trabalhadores
MEC fecha cursos e descredencia universidades
Estão abertas as inscrições para lista sêxtupla que preencherá vaga no TST
Vestibulares têm as datas modificadas
Reforma no ensino médico: Os médicos que queremos formar para o futuro
Desejo de mudar a educação do País leva jovens a tornarem-se professores
Instituições catarinenses mudam data de vestibular para não coincidir com Enem e Enade
É legal recusa de emissão de
certidão de regularidade fiscal em caso de descumprimento de
obrigação
A visão da indústria catarinense
Em discussão, a precariedade da educação rural no Brasil
Fique de olho nos horários de seu filho
Fonte: Diário Catarinense, 13/06/2010
Os jogos do Brasil no Mundial da África vão alterar o
calendário na maioria das escolas de SC. Pais devem se informar
sobre a liberação dos alunos e a reposição
das aulas para cumprir com o período letivo
A rotina vai mudar com os jogos do Brasil na Copa do Mundo da
África do Sul. Mas para que a empolgação com as
partidas não se torne um problema, os pais com filhos na escola
precisam ficar atentos, porque não há uma norma
única quanto à interrupção das aulas.
Alguns colégios vão suspender as atividades e, outros,
vão liberar os alunos antes dos jogos. Mas tem aqueles que
farão das partidas um momento de confraternização.
De acordo com o professor Jorge Alexandre Nogared Cardoso, coordenador
do curso de Pedagogia da Unisul, a lei diz que as unidades escolares
precisam cumprir 200 dias letivos. As que suspenderem as aulas durante
a Copa e não previram isso no calendário terão que
repor o tempo perdido.
– Não dá para fingir que a Copa não importa
para os brasileiros. As escolas precisam usar isso a seu favor,
promovendo atividades em várias disciplinas. Mas, na hora do
jogo, os estudantes devem assistir. Pelo que vi, a maioria das escolas
vai liberar alunos e fazer um regime de plantão para aqueles
pais que não puderem buscar seus filhos, principalmente os
pequenos.
É o que acontecerá nas escolas estaduais no terceiro
jogo, marcado para as 11h do dia 25 de junho, uma sexta-feira, quando
as aulas serão suspensas no recreio. Alguns funcionários
e professores serão responsáveis por aqueles alunos que
não tiverem como ir embora naquela hora.
Na primeira partida do Brasil, na tarde da próxima
terça-feira, todos os estudantes verão o confronto no
colégio a partir das 15h30min. Já a segunda
participação dos brasileiros no Mundial será num
domingo, às 15h30min.
Pais que se sintam prejudicados devem procurar a escola
Caso os pais se sintam prejudicados com alguma mudança, devem conversar com a direção da escola.
– A Copa do Mundo mexe com o Brasil. Assim, geralmente os pais
também têm horários diferentes. Caso não
concordarem, devem reivindicar e conversar – recomenda Jorge
Alexandre.
As escolas particulares terão autonomia para decidir o que
fazer. O Colégio Catarinense, de Florianópolis,
também vai dispensar os alunos uma hora antes quando o jogo for
de manhã. No da tarde, suspenderá as atividades. E os
pais, como ficam?
– Em Florianópolis, há muitos funcionários
públicos, que também terão um horário
diferente. Também não tivemos reclamações
– disse a diretora acadêmica Cleia Abdala.
O Colégio Bom Jesus, também na Capital, vai manter as
aulas. E, na hora dos jogos, os estudantes se reunirão no
ginário para ver a partida juntos.
– Cerca de 300 estudantes vão assistir aos jogos no
ginásio, em um telão, e com pipoca. Pedimos para eles
trazerem almofadas para ficarem confortável – explicou o
coordenador de educação física do colégio,
Fabiano Souza Pereira.
Segundo Fabiano, um ofício foi enviado a todos os pais para que
eles pudessem optar. Bastava informar ao colégio o interesse em
buscar os estudantes na hora em que o Brasil estiver em campo.
mauricio.frighetto@diario.com.br
MAURÍCIO FRIGHETTO
Como vai ficar
REDE ESTADUAL
- 1º jogo, terça-feira, às 15h30min
As aulas não serão suspensas, e a
recomendação é que televisores e telões
sejam instalados para os estudantes assistirem aos jogos.
- 3º jogo, sexta-feira, às 11h
As aulas vão até às 9h45min, quando os alunos
serão liberados. A escola não será fechada para os
pais que não puderem pegar seus filhos.
REDE PARTICULAR
Têm autonomia para se organizarem, ficando a cada
instituição de ensino a decisão de liberar ou
não os alunos, professores e demais funcionários.
REDE MUNICIPAL
- Florianópolis
A secretaria solicitou que as aulas não sejam dispensadas. Mas
as escolas têm autonomia para decidir pela suspensão.
- Palhoça
Vai seguir o calendário escolar, sem modificações.
- Biguaçu
As escolas dispensarão os alunos no período dos jogos.
- Blumenau
Os centros de educação infantil organizarão
plantão após às 14h e as escolas não
terão aula no período vespertino.
- Joinville
Jogos às 11h, alunos que estudam no período da
manhã serão dispensados às 10h e, à tarde,
terá aula normal. Nos jogos às 15h30min, os alunos
terão aula das 7h às 10h35min. Aulas à tarde
vão das 11h às 14h35min.
Horários especiais nos dias de jogos do Brasil
NO ESTADO
- Saúde - Hospitais e emergências funcionarão
normalmente em todo o Estado. Fique atento, pois alguns postos de
saúde deverão fechar.
- Bancos - Nos jogos realizados às 11h, as agências da
Capital e região metropolitana, abrem das 8h às 10h30min,
com retorno às 14h até 16h. As do interior, das 8h
às 10h30min, com retorno às 13h30min até 15h30min.
Nos jogos às 15h30min, as agências que trabalham seis
horas (capitais e regiões metropolitanas) abrirão das 8h
às 14h, e as que trabalham cinco horas, como no interior do
Estado, funcionaram das 9h às 14h.
- Procon - Em todo o Estado, quando as partidas forem às 11h, o
funciona será das 14h às 20h. Durante os jogos das
15h30min, o expediente será das 8h às 14h.
- Casan - Jogos às 11h, atendimento será das 8h às
10h30min, com retorno das atividades das 14h às 18h. Jogos
às 15h30min, horário de atendimento será das 8h
às 14h. Serviço de emergência funciona 24h por dia,
pelo telefone 0800-643-0195.
- Celesc - Jogos às 11h, atendimento das 8h30min às 10h,
com retorno das 14h às 16h30min. Jogos às 15h30min,
atendimento das 8h30min às 15h. Serviço de
emergência funciona 24 horas pelo telefone 0800-48-0120.
- Ministério Público Estadual - Jogos no período
da manhã, funcionamento das 14h às 19h30min. Jogos no
período da tarde, funcionamento das 8h às 14h30min.
- Ministério Público Federal - Jogos no período da
manhã, funcionamento das 14h às 19h, com atendimento ao
público das 16h às 18h. Jogos no período da tarde,
funcionamento das 8h às 14h, com atendimento ao público
das 10h às 12h.
- Correios - Nas partidas realizadas às 11h, as agências
fecham das 10h30min às 13h. Nas realizadas às 15h30min,
as agências vão funcionar das 8h30min às 15h. A
Central de Atendimento dos Correios (CAC) funcionará normalmente
das 8h às 22h.
FLORIANÓPOLIS
- Prefeitura - Partidas realizadas às 15h30min, atendimento das
8h às 14h. Nos jogos às 11h, o atendimento será
das 14h às 20h.
- Saúde - Unidades Pronto Atendimento, Samu e Vigilância Municipal não param.
- Comércio - Partida às 11h, das 8h às 10h30min,
com reabertura às 13h. Partida às 15h30min, funcionamento
das 8h às 15h.
SÃO JOSÉ
- Prefeitura - Partida às 11h, funcionamento das 14h às
20h. Partida às 15h30min, serviço ao público das
8h às 14h.
- Comércio - Partida às 11h, das 8h às 10h30min,
com reabertura às 13h. Partida às 15h30min, funcionamento
das 8h às 15h.
PALHOÇA
- Prefeitura - Partida às 11h, atendimento das 14h às 19h. Partidas às 15h30min, das 8h às 13h.
- Comércio - Partida às 11h, das 8h às 10h30min,
com reabertura às 13h. Partida às 15h30min, funcionamento
das 8h às 15h.
BIGUAÇU
- Prefeitura - Nas partidas realizadas às 11h, o expediente
será das 14h às 20h. No jogo das 15h30min, o expediente
será das 8h às 14h.
- Comércio - Partida às 11h, das 8h às 10h30min,
com reabertura às 13h. Partida às 15h30min, funcionamento
das 8h às 15h.
BLUMENAU
- Prefeitura - Jogos às 11h, funcionamento das 8h às 10h,
com retorno das 14h às 17h30min. Jogos às 15h30min,
funcionamento das 8h às 14h.
- Comércio - Não há um horário definido. Se
os jogos forem realizados próximos ao final do expediente, o
comerciante poderá liberar os empregados uma hora antes do jogo.
LAGES
- Prefeitura - Jogos às 11h, funcionamento das 14h às 18h. Jogos às 15h30min, das 8h às 12h.
- Comércio - Jogos às 15h, abertos das 9h às 15h.
Jogos as 11h, das 9h às 10h, com reabertura às 14h.
JOAÇABA
- Prefeitura - Nos jogos às 11h, o expediente será das
14h às 20h. Nos jogos realizados às 15h30min, o
expediente será das 8h às 14h.
- Simae - Nos jogos realizados às 11h, o expediente será
das 7h às 10h30min, com retorno das 13h45min às 18h15min.
Jogos às 15h30min, expediente das 7h às 11h45min, com
retorno das 13h15min às 15h.
- Comércio - Jogos às 11h, das 8h às 10h30min com
retorno das 14h às 18h30min. Jogos às 15h30min, das 8h
às 12h, com retorno das 13h às 15h.
JOINVILLE
- Prefeitura - Jogos às 11h, funcionamento das 14h às 19h. Nos jogos às 15h30min, das 8h às 14h.
- Comércio - Jogos às 11h, funcionam até as
10h30min, com retorno às 13h30min. As partidas das 15h30min,
ficarão abertos até as15h. Sugestão da CDL, mas
que fica para cada comerciante definir seus horários.
TUBARÃO
- Prefeitura - Jogos às 11h, funcionamento das 14h às 19h. Jogos às 15h30min, das 7h às 13h.
- Comércio - Partidas às 11h, abrem até as 10h,
com retorno às 13h30min. Jogos às 15h30min, funcionamento
até as 15h.
CHAPECÓ
- Prefeitura - Nos jogos realizados às 11h, o expediente
será das 8h às 10h30min e das 13h30min às 19h. Nos
jogos das 15h30min, o expediente será das 8h às 14h.
- Saúde - No dia 15 de junho, os Centros de Saúde
vão atender das 7h30min às 13h30min. No dia 25 de junho,
as unidades prestarão atendimento das 7h30min às 10h, e
à tarde, das 13h30min às 17h.
- Comércio - Fica à critério dos comerciantes.
CRICIÚMA
- Prefeitura - Jogos no período da manhã, atendimento das
8h às 10h30min, com retorno das 13h às 17h. Jogos no
período da tarde, atendimento das 8h às 15h.
- Comércio - Fica a critério dos comerciantes definirem seus horários.
Empresa é condenada em R$ 200 mil por comprar informações sobre antecedentes de trabalhadores
Fonte: OAB/SC Notícias
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou em R$ 200 mil,
por dano moral coletivo, a Higi Serv Limpeza e
Conservação Ltda, pela compra de banco de dados da
empresa Innvestig, com informações sobre antecedente de
crimes, reclamações trabalhistas e crédito de
empregados e candidatos a emprego.
Com a decisão, a Quinta Turma acatou recurso do
Ministério Público do Trabalho no processo de
ação civil pública e, com isso, reverteu
decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª
Região (PR). O TRT havia liberado a Higi Serv da
indenização por danos morais imposta pelo juiz de
primeiro grau, sob o argumento de que o banco de dados com as
informações dos trabalhadores não teria,
comprovadamente, influenciado em contratações ou
demissões de empregados.
Assim, não existiria prejuízo efetivo que pudesse gerar o
dano moral a que a Higi Serv foi condenada. Inconformado, o
Ministério Público recorreu ao Tribunal Superior do
Trabalho. O ministro Emanoel Pereira, relator do processo na Quinta
Turma, entendeu que “o simples fato de a reclamada violar a
intimidade do empregado, por si só”, já
contrariaria o artigo 5º, X, da Constituição Federal
que garante a intimidade e a vida privada das pessoas. “Tem-se
que não existe necessidade de aferição dos
prejuízos ou mesmo de sua comprovação para fins de
configurar o dano moral. Esse decorre na mera invasão de
privacidade, na qualidade de empregadoras do autor, ao investigar a
vida íntima do trabalhador sem a sua
autorização”, ressaltou o ministro, ao dar
provimento ao recurso do Ministério Público e
restabelecer a condenação a indenização de
R$ 200 mil destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
MEC fecha cursos e descredencia universidades
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 11/06/2010
Ao todo, 11 despachos foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira
iG Brasília
O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta
sexta-feira uma série que despachos que punem
instituições de ensino superior privadas. Três
faculdades serão descredenciadas, seis cursos de direito
serão punidos por não cumprirem os acordos de ajustes
para aprimorar a qualidade das graduações e uma faculdade
será descredenciada por não manter as atividades
autorizadas pelo ministério. Duas faculdades pediram
descredenciamento voluntário. De acordo com a Secretaria de
Educação Superior do MEC, a Faculdade de Ciências
Administrativas e Contábeis Costa Braga, a Faculdade de
Educação Costa Braga e a Faculdade Práxis,
localizadas em São Paulo (SP), se unificaram de forma irregular.
A lista de irregularidades cometidas por elas ainda inclui:
funcionamento sem autorização; mudanças
recorrentes de endereço sem comunicação ao MEC;
cancelamento de atividades por mais de um ano e cursos abertos sem
reconhecimento.
Por isso, as três serão descredenciadas. Os cursos de
enfermagem e pedagogia da Faculdade Práxis; de
administração e ciências contábeis da
Faculdade de Ciências Administrativas e Contábeis Costa
Braga; e de pedagogia da Faculdade de Educação Costa
Braga serão fechados. Os alunos terão de ser transferidos
para garantir a conclusão dos estudos. Nos próximos dois
anos, as instituições ou suas mantenedoras não
podem solicitar novas autorizações ou credenciamento de
cursos. As Faculdades Eurobras, que haviam solicitado revisão de
punição por não terem cumprido as
determinações de saneamento de deficiências
impostas pelo ministério, tiveram o pedido negado. Com isso,
continua suspensa a entrada de novos alunos.
Qualidade ruim - Seis instituições que oferecem cursos de
direito que não obtiveram bons desempenhos no Exame Nacional de
Desempenho dos Estudantes (Enade) também serão punidas
pela falta de cumprimento dos acordos estabelecidos com o MEC.
A Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,
do Rio de Janeiro; o Centro Universitário Nilton
Lins, de Manaus (AM); a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas
de Diamantino, Mato Grosso, as Faculdades Integradas de Três
Lagoas, Mato Grosso do Sul; Universidade Nove de Julho, São
Paulo, e a Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, não
podem aumentar a oferta de vagas para a graduação no
vestibular e continuam respondendo um processo para
desativação de curso. Duas instituições do
Nordeste – a Faculdade Cenecista de Ituberá (BA) e a
Faculdade Cenecista de Fortaleza (CE) – solicitaram
descredenciamento voluntário. No caso da primeira, os cursos de
história e letras não podem receber novos alunos. Apenas
poderão emitir diplomas aos estudantes desses cursos em fase de
conclusão. Na Cenecista de Fortaleza, serão encerrados os
cursos de ciências contábeis e turismo. Por mim, o
ministério tornou sem validade os atos que autorizavam o
funcionamento dos cursos da Faculdade Pensar (BA). A
instituição será descredenciada por não
realizar as atividades solicitadas.
Estão abertas as inscrições para lista sêxtupla que preencherá vaga no TST
Fonte: OAB/SC Notícias
Vencem no dia 21 de junho as inscrições para o processo
seletivo de formação da lista sêxtupla para o
preenchimento de vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho. A
vaga, destinada a membro da advocacia e a ser preenchida mediante o
mecanismo do Quinto Constitucional, foi aberta em decorrência da
aposentadoria do ministro José Simpliciano Fontes de Faria
Fernandes. Os interessados devem formalizar os pedidos de
inscrição com o atendimento das exigências dos
artigos 4º, 5º, 6º e 7º do Provimento número
102, de 2004 (com as alterações de redação
introduzidas por intermédio do Provimento 139, de 2010,
publicado no Diário da Justiça do dia 21/05/2010, p. 20).
Os pedidos de inscrição dos advogados interessados
deverão ser encaminhados mediante requerimento dirigido ao
presidente do Conselho Federal da OAB e protocolizados no Setor de
Protocolo, na sede da entidade, em Brasília. Para os advogados
que residem fora da capital federal, também há a
opção de formalizar o pedido mediante
correspondência registrada, desde que postada até o
último dia previsto para as inscrições. Nessa
hipótese, o interessado deverá encaminhar à OAB
notícia expressa quanto ao envio da correspondência, no
mesmo dia da postagem, sob pena de ter o seu pedido desconsiderado. As
regras para a seleção foram publicadas na
edição nº 101 do Diário da Justiça, do
dia 28 de maio deste ano.
A seguir, a íntegra do edital:
EDITAL
Formação da lista sêxtupla constitucional para o
preenchimento da vaga de Ministro destinada a advogado no Tribunal
Superior do Trabalho, em decorrência da aposentadoria do Ministro
José Simpliciano Fontes de Faria Fernandes.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, nos termos dos
arts. 94 e 111-A, I, da Constituição da República
e do seu Provimento n. 102, de 2004 (com as alterações de
redação introduzidas por intermédio do Provimento
n. 139, de 2010, publicado no Diário da Justiça do dia
21/05/2010, p. 20), torna pública a abertura das
inscrições ao processo seletivo de formação
da lista sêxtupla constitucional para o preenchimento da vaga de
Ministro destinada a advogado no Tribunal Superior do Trabalho, em
decorrência da aposentadoria do Ministro José Simpliciano
Fontes de Faria Fernandes, devendo os interessados formalizar os
pedidos de inscrição com o atendimento das
exigências dos arts. 4º, 5º, 6º e 7º do
provimento citado. Os pedidos de inscrição deverão
ser encaminhados mediante requerimento dirigido ao Presidente do
Conselho Federal da OAB e protocolizados no Setor de Protocolo da
Entidade, localizado no Setor de Autarquias Sul (SAUS), Quadra 05, Lote
01, Bloco M - térreo, Brasília/DF, CEP: 70070-939. O
prazo para as inscrições é de 20 (vinte) dias,
contados a partir do dia útil seguinte ao da
publicação deste edital na imprensa oficial.
Brasília, 26 de maio de 2010. Alberto de Paula Machado,
Vice-Presidente, no exercício da Presidência.”
Fonte: Conselho Federal da OAB
Vestibulares têm as datas modificadas
Fonte: Diário Catarinense, 12/06/2010
A divulgação da data do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) – que acontecerá nos dias 6 e 7 de
novembro – fez instituições de ensino de Santa
Catarina alterarem seus cronogramas de vestibular de verão.
Nesta semana, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) optou
por antecipar a primeira fase do concurso já que a data
coincidiria com a do exame.
A prova que seria aplicada em 7 de novembro passou para 24 de outubro.
Já a segunda fase se manteve em 28 de novembro. A Udesc
oferecerá cerca de 1,4 mil vagas.
As universidades do sistema Acafe também fizeram mudanças
na última terça-feira, depois que o Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (Enade) foi transferido para 21 de novembro.
A aplicação única das provas da Acafe, marcada
para o mesmo dia, foi adiada para 5 de dezembro. Em todas as
instituições do grupo, são oferecidas mais de 19
mil vagas.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ainda não tem
data confirmada. Um cronograma preliminar aponta os dias 18, 19 e 20 de
dezembro, mas ainda não foi oficializado. Se o período se
confirmar, a instituição não deve ter problemas
com a data do Enem. O edital será publicado em agosto.
As inscrições para o Enem deste ano estarão
abertas de 21 junho a 9 de julho, apenas pela internet. Pela primeira
vez, o exame contará com uma prova de língua estrangeira.
Na inscrição, o aluno poderá optar por
inglês ou espanhol.
Reforma no ensino médico: Os médicos que queremos formar para o futuro
Fonte:Revista Gestão Universitária, Edição 227
Antonio Barbosa De Oliveira Filho
O Brasil vem passando por uma crise na educação superior,
em especial no ensino médico, que se iniciou na década de
1960. Não apenas no Brasil, mas também em todo o mundo,
vem ocorrendo desde essa época crescentes críticas no
setor saúde, que deu origem à denominação
de “crise da medicina”. As principais
características dessa crise no ensino médico
evidenciaram: o descompromisso com a realidade e as necessidades da
população. Neste ano de 2010, comemora-se cem anos da
publicação do Relatório Flexner, que foi
considerado o novo paradigma para o ensino médico das escolas
médicas dos EUA, e para vários países da Europa e
também para a América Latina. Em 1910, a
situação das escolas médicas nos EUA era
caótica. Diante do contexto da crise no ensino médico da
época, Abraham Flexner, educador americano, descendente de
judeus alemães radicados nos EUA, formado em Artes e
Humanidades, pela Johns Hopkins, foi convidado pela
direção da Carnegie Foundation for the advancement of
teaching, para realizar um estudo sobre a educação
médica nos EUA e no Canadá. Flexner visitou 155 escolas
médicas e considerou que apenas 31 tinham
condições de continuar funcionando. Após 12 anos
da divulgação do seu relatório, das 131 escolas em
funcionamento, apenas 81 subsistiram.
O conteúdo do Relatório Flexner é polêmico e
contraditório até os dias de hoje. Fundamentalmente ele
destaca três aspectos como principais responsáveis pela
crise no ensino médico da época, a saber: a
qualificação docente, heterogeneidade dos
conteúdos e prática fora dos hospitais. Flexner, defendia
o modelo de ensino biomédico – centrado na doença e
no hospital – elitizou a escola médica, passando a ser
freqüentada pela classe média alta. Propôs para a
época, uma nova ordem para a reconstrução do
modelo de ensino médico, exigindo uma base científica
para a construção do currículo médico e
instituiu uma divisão deste em dois ciclos: um ciclo
básico com duração de dois anos e um ciclo
clínico com duração de mais 2 anos, conhecido como
2 + 2. O modelo de currículo biomédico conduziu os
programas educacionais nas escolas médicas a uma visão
reducionista – conceito unicausal da doença e não a
concepção de saúde como um processo
saúde-doença. Este modelo exclui a dimensão
social, psicológica e econômica da saúde como parte
do amplo espectro de implicações inerentes ao conceito
atual de saúde, além da medicina e seus médicos.
Diante do cenário atual, decorridos cem anos de um modelo que
passou a ser designado de Flexneriano, e que determinou os rumos da
educação médica brasileira ao longo desse
período, nos encontramos no auge dos conflitos frente à
defasagem desse modelo educacional sob vários aspectos.
Há que se considerar o contexto contemporâneo,
repleto de mudanças sociais, culturais e as
incorporações das tecnológicas da
informação e da comunicação, que ocorreram
nos últimos 40 anos.
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os cursos de medicina
representam o instrumento oficial e norteador para induzir iniciativas
de mudanças e adaptações curriculares, a saber:
perfil dos docentes para o novo século, introdução
de novas estratégias de ensino-aprendizagem e de
avaliação do aprendizado; e postura dos gestores das
instituições de ensino, no sentido de debater e construir
com as comunidades interna e externa, a implantação de um
modelo de currículo biopsicosocial, condizente com as demandas
contemporâneas. No Brasil, a crise do ensino médico
não tem nada em comum com o que ocorreu nos EUA há cem
anos atrás, apesar de muitos associarem a crise do ensino com a
proliferação de novos cursos de Medicina. A
proliferação dos Cursos de Medicina ocorreu por
incompetência dos nossos governantes da esfera Federal e
Estadual, pela falta de políticas públicas, de incentivos
e planejamento para uma distribuição racional de
médicos no país. Os Cursos privados de Medicina foram
autorizados para suprir a deficiência do poder público
frente à demanda pela procura de candidatos nos vestibulares
para os cursos de graduação em medicina. A grande
proporção do número de candidatos por vagas
oferecidas nos cursos de medicina, continua a refletir essa
deficiência. O que ocorreu de fato foi que o Ministério da
Educação não estruturou adequadamente ao longo
desses anos, equipes técnicas para exercerem o papel de
“guardiões” dos cursos autorizados. Não houve
estrutura adequada oficial que fiscalizasse e exigisse das
instituições a manutenção das
recomendações exigidas por ocasião do
período da autorização dos cursos.
Sobre o conceito de “má qualidade do ensino médico
no país”, atribuído à
proliferação de cursos de graduação em
medicina, não servem como parâmetros, apontar o
número de denúncias no CRM por “má
práxis”, nem tampouco os médicos mais jovens
oriundos de novos cursos de medicina. Constata-se que os registros de
“má práxis” não dependem apenas da
qualidade da formação médica, mas sim da
formação, moral e ética do profissional. Muitos
processos no CRM são de velhos profissionais de escolas
públicas e tradicionais e não somente de médicos
jovens de escolas novas e privadas. Também, os baixos
índices de aprovação baseados em modelos de
avaliação empregados pelo CRM não refletem a
“má qualidade do ensino médico”, refletem sim
o mau desempenho dos egressos frente a um modelo inadequado de
avaliação da formação médica.
Trata-se de uma orientação baseada nos
currículos vigentes que privilegiam a fragmentação
do conhecimento e a avaliação apenas cognitiva e somativa
dos estudantes, predominantes na maioria dos cursos de
graduação em medicina do país. Para consolidar um
estado da arte autêntico e pertinente aos referenciais culturais
e sociais do Brasil, devem-se levar em consideração as
orientações previstas nas Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCN) do Curso de Graduação em Medicina. O eixo
para o desenvolvimento curricular deve ser o das necessidades de
saúde da população, baseado em competências,
capaz de promover a integração entre ensino,
serviço e comunidade, preferencialmente nos três
níveis de atenção da saúde disponibilizados
na rede assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS).
O SUS deve ser valorizado como um dos cenários de aprendizagem,
ao permitir que o estudante entre em contato simultâneo com a
teoria e a prática nos primeiros períodos da
graduação consolidando uma formação mais
humana e menos técnica, tão importante nessa fase da
aquisição das competências e habilidades para o
futuro exercício da profissão. Deve ser amenizada ainda a
heterogeneidade dos conteúdos curriculares entre os cursos, e a
qualificação docente profissional e não a
qualificação meramente de médico que se
propõe a ser docente. As competências adquiridas no
mestrado e no doutorado, não conferem competências para a
educação superior. Diante do complexo cenário da
crise que envolve a formação médica atual, outro
aspecto que está em jogo no currículo tradicional das
escolas, são as abordagens e metodologias de ensino centradas no
docente e não no estudante, com resquícios de um modelo
hospitalocêntrico, descontextualizado da realidade
sócio-cultural, que inviabiliza as oportunidades de
compreensão e de intervenção por parte do
estudante no processo doença-saúde.
O que não pode continuar acontecendo nas escolas médicas
é a persistência do descompromisso da docência com a
formação generalista do estudante, ao se omitirem diante
de um currículo que prestigia uma orientação
tendenciosa aos graduandos para a especialização precoce.
A sociedade deve esperar que a árdua tarefa comandada pelo Dr.
Adib Domingos Jatene, resulte num verdadeiro diagnóstico
não apenas das escolas privadas, mas também das
públicas em todo o país. Sobre as medidas punitivas que
poderão advir sobre as irregularidades encontradas, isto apenas
resultará em soluções momentâneas.
Será necessário, além de um diagnóstico
sobre os cursos de medicina existentes, maior rigor na vigilância
e maior assiduidade de verificação das
instituições que já possuem cursos autorizados por
parte das equipes técnicas do Ministério da
Educação.
Desejo de mudar a educação do País leva jovens a tornarem-se professores
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:31 hs.
11/06/2010 - São Paulo – Salários baixos,
desmotivação, falta de tempo para se especializar e uma
imagem desgastada e desvalorizada. Os professores que estão na
ativa sabem o que é ter uma rotina difícil e o senso
comum leva a crer que essa profissão não é
opção segura. Para muitos jovens, porém, apesar
das dificuldades, o ideal de mudar os rumos da educação
no Brasil os leva a querer atuar na área.
“Os professores de hoje têm vontade de fazer e mudar, mas
estão afetados pelas dificuldades”, afirma a
psicóloga e professora da Unicamp, especialista na área
de educação e formação de professores,
Ângela Fátima Soligo. “Já os jovens têm
mais "gás" e acreditam mesmo que vão efetuar
mudanças”, diz. Para ela, o que importa para a nova
geração de docentes é fazer a diferença.
“O atrativo na educação é o próprio
ato de educar”.
E foram esses motivos que criaram no relações
públicas Renan Abdalla, 26, a vontade de ser professor. Quando
ele decidiu seguir a profissão, antes mesmo de prestar
vestibular, não se importou com brincadeiras do tipo "Como
você vai viver?". “Sempre quis ser professor, não
importava o que eu fizesse, que graduação escolheria, eu
seria professor”, diz, entusiasmado.
Para ele, ser professor é ter o poder de mudar algo que
não é aparente, demora para dar resultados, mas que
é compensador: o desenvolvimento do conhecimento. “O
professor é um facilitador do conhecimento. Ele abre os melhores
caminhos. Daí, você escolhe qual quer seguir”,
afirma.
Geração consciente
Esse entusiasmo e idealismo está formando a nova
geração de docentes. “O que atrai esses jovens
é a possibilidade de construção de algo
maior”, diz a professora Ângela. Apesar disso, ela, que
dá aulas para futuros professores, percebe que a nova
geração tem consciência dos problemas que deve
enfrentar.
“Eles sabem que ser professor é atuar com dificuldade,
muitas vezes em lugares sem estrutura, com salários
baixos”, diz Ângela. “Já vi muitos alunos
desmotivados, porque a questão salarial e do crescimento da
carreira desmotiva mesmo”. Sem contar a imagem do professor.
“Hoje, a figura do professor não é apresentada como
uma figura de valor”. Além disso, a professora acredita
que os docentes têm menos autonomia dentro da sala de aula
– situação diferente de alguns anos atrás.
Porém, Ângela conta que, quando eles começam a
estagiar na área, esses jovens se apaixonam pela
profissão. “O contato com o campo da
educação mobiliza uma vontade de fazer diferença,
de se aproximar do aluno e, por mais dificuldades que se tenha, a
educação oferece muitas possibilidades”,
reforça.
Para ela, os professores do futuro desejam salários melhores,
uma carreira que forneça mais oportunidades de crescimento, mais
tempo para se dedicar à própria formação
– que deve ser contínua – e um vínculo mais
acessível com o aluno.
Formação e mercado de trabalho
Renan Abdalla formou-se em Relações Públicas em
2007 e resolveu investir no sonho que carregava há tempos. Hoje,
ele faz parte de um projeto que forma professores do futuro, na
Faculdade Cásper Líbero. Lá, ele acompanha um
professor durante as aulas, uma vez por semana, mas também ajuda
a preparar as aulas. “Fico em uma posição meio
intermediária entre o professor e os alunos e participo dos
bastidores das aulas”.
Abdalla quer ser professor da área de comunicação.
Para seguir a carreira acadêmica, porém, ele fará
mestrado, e já se prepara para a profissão lendo muito.
“Nessa área, a experiência profissional é
importante, mas o conhecimento técnico é tão
importante quanto”, diz.
Ele está certo. A formação de um professor –
os de antes e os de amanhã – sempre foi centrada na
pesquisa. “Assim, você garante que esse profissional tenha
acesso a conteúdos relevantes”, explica Ângela.
Além da formação técnica, a professora
acredita que um bom docente deve ter em mente que ele é
referência, e, por isso, deve ter postura de um bom
cidadão – dentro e fora da sala de aula.
E o estudo do professor não pode parar. Ele deve estar em
constante mudança, até porque os alunos mudam. “O
aluno é menos disciplinado, mais questionador, por conta da
nossa própria cultura”, diz Ângela. “Esse
aluno é permeável e o professor de amanhã vai ter
uma tarefa maior de captá-lo e seduzi-lo para o conhecimento e
não obrigá-lo ao conhecimento”, ressalta.
A tecnologia já é uma ferramenta dos professores que
estão na ativa e continuará sendo para os docentes de
amanhã. A diferença é que a nova
geração já conhece os instrumentos. Mas,
Ângela alerta: “A tecnologia em si não garante
melhor formação, ela é só uma ferramenta. O
que melhora a formação são os processos de
reflexão”.
Para a professora, mesmo com tantas dificuldades, o mercado para o
professor está em crescimento. “Um País que cresce
como o Brasil tem na educação uma
estratégia”, diz.
Um bom professor
A professora da Unicamp também ressalta um outro ponto essencial
que deve estar presente na formação de um bom professor:
a percepção dele mesmo. “É uma capacidade
que permita uma abertura para pensar sobre seus próprios
entraves, preconceitos, que acabam entrando em jogo durante as
aulas”, diz.
Para a docente, o que torna o professor um bom profissional é a
capacidade de ele assumir que não é perfeito.
“Mesmo porque ele terá de lidar com uma diversidade de
alunos e situações que os professores da
geração anterior não enfrentaram e os que
estão na ativa estão aprendendo a lidar”, afirma
Ângela.
Mas todas essas qualificações não são
suficiente se não houver uma que é capaz de fazer com que
esses profissionais superem todas as pedras encontradas no caminho: a
paixão pelo ensino. “Aqueles que realmente querem ser
professores acreditam na educação”.
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notícias e matérias são compiladas das mais
diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos
referidos não refletem necessariamente a opinião da CM
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veículo ou do autor.
Fonte: Uol - Educação
Instituições catarinenses mudam data de vestibular para não coincidir com Enem e Enade
Fonte: Diário Catarinense, 11/06/2010
Udesc e Acafe fizeram as alterações nesta semana
A divulgação da data do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) — 6 e 7 de novembro — fez
instituições de ensino de Santa Catarina alterarem seus
cronogramas de vestibular de verão.
Nesta semana, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) optou
por antecipar a primeira fase do concurso já que a data
coincidiria com a do exame.
Desta forma, a prova, que seria aplicada em 7 de novembro, passou para
24 de outubro. Já a segunda fase se manteve em8 de novembro. A
Udesc oferecerá cerca de 1,4 mil vagas.
As universidades do sistema Acafe também fizeram mudanças
na última terça-feira, tendo em vista que o Exame
Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) foi transferido para 21 de
novembro.
Assim, a aplicação única das provas da Acafe,
marcada para o mesmo dia, foi adiada para 5 de dezembro. Em todas as
instituições do grupo, são oferecidas mais de 19
mil vagas.
Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não
haverá alteração. A seleção
está marcada para os dias 18, 19 e 20 de dezembro.
Enem
As inscrições para o Enem deste ano estarão
abertas de 21 junho a 9 de julho, apenas pela internet. Pela primeira
vez, o exame contará com uma prova de língua estrangeira.
Na inscrição, o aluno poderá optar por
inglês ou espanhol.
A ferramenta foi criada pelo Ministério da
Educação (MEC) no ano passado para que estudantes
disputem vagas em instituições públicas de ensino
superior a partir do resultado do Enem, em substituição
ao vestibular tradicional.
É legal recusa de emissão de
certidão de regularidade fiscal em caso de descumprimento de
obrigação
Fonte: OAB/SC Notícias
É legal a recusa do fornecimento de certidão de
regularidade fiscal (Certidão Negativa de Débitos) em
caso de descumprimento de obrigação acessória,
consistente na entrega de Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço e Informações à
Previdência Social (GFIP), quando não constituído o
crédito tributário. O entendimento foi pacificado pela
Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), no julgamento do recurso especial da Fundação
Escola de Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro. O
processo foi apreciado no âmbito da lei dos recursos repetitivos
(Lei n.11.672/2008).
No caso, a fundação recorreu de decisão
desfavorável do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região (TRF2). Na ação, ela buscava o afastamento
da exigência da entrega da GFIP como condicionante à
obtenção de certidão negativa de débitos.
Para isso, sustentou que é uma fundação
autárquica vinculada a um ente da União Federal, cujos
bens não estão sujeitos à penhora. Além
disso, argumentou que, segundo a Lei n. 8.212/1991, só
não poderia ser expedida a certidão ante a efetiva
existência de crédito tributário
constituído, e não em decorrência de dúvidas
acerca do correto preenchimento de declarações prestadas,
sendo certo que inexistem débitos constituídos em nome da
recorrente, salvo aquele já objeto de parcelamento, que vem
sendo regularmente cumprido.
Ao decidir, o relator, ministro Luiz Fux, destacou que a Lei n.
8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 9.528/1997,
determina que o descumprimento da obrigação
acessória de informar, mensalmente, ao INSS dados relacionados
aos fatos geradores da contribuição previdenciária
é condição impeditiva para expedição
da prova de inexistência de débito. Assim, acaso afastada,
implicaria violação da Súmula Vinculante n. 10 do
STF: "Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo
97) a decisão de órgão fracionário de
tribunal que, embora não declare expressamente a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público,
afasta sua incidência, no todo ou em parte".
O ministro ressaltou, ainda, que a divergência entre os valores
declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações à Previdência
Social (GFIP) e os efetivamente recolhidos também impede a
concessão da pretendida certidão de regularidade fiscal,
porquanto já constituídos os créditos
tributários, bastando que sejam encaminhados para a
inscrição em dívida ativa.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A visão da indústria catarinense
Fonte: Jornal A Notícia, 13/06/2010
Por ocasião das comemorações alusivas aos 60 anos,
em maio, a Fiesc apresentou a versão preliminar do trabalho
intitulado “Desenvolvimento SC: uma visão da
indústria”. O documento foi elaborado a partir de ampla
consulta realizada junto aos industriais, com a finalidade de
identificar e compor um conjunto de propostas a ser debatido com os
catarinenses que vierem a concorrer a governador nas
eleições.
Trata-se da visão da indústria sobre uma proposta de
parceria com o governo estadual, destinada a contribuir para o
desenvolvimento sustentável do Estado, por meio de
ações que assegurem condições
institucionais e físicas favoráveis ao incremento da
inovação e da competitividade industriais. Segundo a
visão de quem melhor conhece a sua realidade, os seguintes
fatores críticos, entre outros, precisam ser superados para que
SC ingresse num novo ciclo de desenvolvimento duradouro:
1) As más condições da infraestrutura estadual,
que onera os custos logísticos, acarretando um gasto de R$ 18,00
para cada R$ 100 faturados pela indústria, o dobro do gasto nos
EUA.
2) A irracionalidade tributária, que inibe investimentos e asfixia a produção.
3) A qualidade do ensino básico, que precisa ser melhorada,
embora os índices catarinenses estejam entre os melhores do
Brasil. Acontece que as deficiências prejudicam o prosseguimento
dos estudos nas instituições de ensino profissionalizante
e superior.
4) A existência de poucos segmentos inovadores constitui um ponto
vulnerável da indústria catarinense, pelo que se
propõe a criação de incentivos para atividades
inovadoras, desenvolvimento de infraestrutura tecnológica,
incubadoras e centros tecnológicos.
5) A falta de políticas claras de desenvolvimento gera
insegurança aos investidores. A percepção é
de que o governo dispensa tratamento diferenciado para as empresas de
fora do que para as que operam em SC, o que leva à proposta de
priorizar com ações do governo as empresas já
instaladas.
A indústria entende que as trocas de governo são
inspiradoras da oportunidade da promoção de ajustes que,
aproveitando-se dos êxitos e fracassos passados, antecipam e
projetam as mudanças requeridas pelo futuro. Mais do que a
simples vontade, essas mudanças exigem ações em
parceria. A Fiesc está pronta para exercer a sua parte nesse
compromisso com o desenvolvimento de SC.
GLAUCO JOSÉ CÔRTE | primeiro vice-presidente da Fiesc
Em discussão, a precariedade da educação rural no Brasil
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 14/06/2010 - São Paulo SP
MARIA ISABEL ANTUNES-ROCHA ESPECIAL PARA A FOLHA
As pesquisas atuais denunciam a precariedade física e
pedagógica das escolas rurais. Esse não é um tema
recente. No início do século 20, educadores já
registravam o abandono em que se encontravam em todo o
território nacional. Ao longo do tempo, os governos e
organizações da sociedade civil se empenharam em
implantar políticas e projetos visando alterar essa realidade.
Nos governos de Getúlio Vargas, por exemplo, investiram-se
recursos elevados na educação rural. Em que pese todo o
empenho, ainda não se conseguiu implantar uma
educação de qualidade no meio rural. As razões do
fracasso foram imputadas, quase que exclusivamente, ao baixo
nível da formação docente, às classes
multisseriadas, à escassez de material pedagógico e
à multi-atividade do professor, entre outros.
Trataram a escola como produtora e produto da precariedade. Não
se aproximaram das condições concretas em que ela
está situada. Na realidade, como problema maior, a maioria das
ações até então implantadas viu apenas a
escola, e não o seu entorno.
A escola não é neutra. Ela possui vínculos muito
estreitos com a dinâmica de produção da sociedade.
Logo, as análises e proposições sobre as escolas
rurais não podem prescindir de tratar das tensões
históricas que definem sua existência. Como exemplo, a
questão da posse e do uso da terra. Dessa forma, faz-se
necessário refletir sobre o lugar ocupado pelos seus
usuários. Historicamente, planejaram-se escolas para
eles, e não com a participação efetiva
deles. Sendo assim, a escola revelada pelas pesquisas evidencia um
projeto de educação construído de forma
distanciada das necessidades dos povos que demandam escola
pública no meio rural. A tarefa é possível. Na
última década, movimentos sociais e sindicais,
universidades, instituições públicas e
organizações não governamentais se articularam em
torno do movimento pela educação do campo. Esse movimento
tem como princípios abrir as portas da escola para o meio que
lhe cerca e trazer a ela as vozes daqueles a quem se destina. Maria
Isabel Antunes-Rocha é professora-adjunta na Faculdade de
Educação da UFMG e coordenadora do Núcleo de
Estudos e Pesquisas em Educação do Campo