
15/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
A AMPESC informa que o horário de expediente nos dias dos jogos
da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2010, será especial e em
regime de plantão.
60 mil bolsas no ProUni. Inscrições abrem hoje
Inscrições abertas para Simulado Enem Online
Muito reforço na educação
Eles só pensam em crescer
Udesc divulga lista de aprovados da primeira fase do vestibular de inverno
Entidades aprovam proposta de Haddad para criação de comitê
Professor que teria usado termos chulos em sala de aula se livra de justa causa
Inclusão, crescimento econômico e ampliação das matrículas no ensino superior
Brasil precisa investir mais na formação de talentos
O Brasil e seu ensino superior
Brasil liderou vendas online na América Latina em 2009
Brasil é o principal foco da Laureate
Empresas retomam contratações
Cinco anos depois, Lei de Recuperação deve ser revista
CNJ estuda normas para uniformizar gestão documental no Judiciário
60 mil bolsas no ProUni. Inscrições abrem hoje
Fonte: Jornal A Notícia, 15/06/2010
A partir de hoje, interessados em uma bolsa do Programa Universidade
para Todos (ProUni) podem se inscrever pelo site do Ministério
da Educação (www.mec.gov.br).
Serão 60.488 bolsas (39.113 integrais) em 1.225
instituições privadas de ensino superior. O candidato
precisa ter cursado o ensino médio em escola pública ou
em colégio particular como bolsista. É necessário
ter participado do Enem em 2009.
Inscrições abertas para Simulado Enem Online
Fonte: Jornal A Notícia, 15/06/2010
O pré-vestibular da UFSC realiza o “Simulado Novo Enem
Online”, oferecido em parceria com o Grupo RBS e com IFSC. As
inscrições vão até dia 23 e as provas
estarão disponíveis no site www.prevestibular.ufsc.br,
nos dias 26 e 27, pela manhã. As provas terão 30
questões de múltipla escolha. Os gabaritos serão
divulgados 48 horas após o término do simulado.
Muito reforço na educação
Fonte: Jornal A Notícia, 15/06/2010
Uma das maiores preocupações da nova classe média
é com a educação. Neste ano, a expectativa da
consultoria IPC Target é que os joinvilenses gastem mais de R$
161 milhões em matrículas, mensalidades e material
didático. É 2,3% do consumo esperado para 2010. Em 1997,
apenas 1,8% dos recursos era destinados à
formação. As classes B e C devem ser responsáveis
por pelo menos metade do valor que será investido em
educação em Joinville este ano.
Educação é uma das maiores
preocupações de Sandro Machado. Antes de abrir a sua
lanchonete ele se preparou. “Fui em busca de
formação para montar o meu empreendimento. Quero que
dê certo para contar com uma renda extra, que me ajude a pagar a
faculdade dos meus filhos”, afirma.
Para o diretor da escola Elias Moreira e da Faculdade Cenecista de
Joinville (FCJ), Félix José Negherbon, o aumento nos
gastos aconteceu principalmente na educação
universitária. “Tanto Estado como governo federal
têm incentivos para o ensino superior. Na década de 1980,
estes incentivos eram voltados para a educação
básica”, explica.
Eles só pensam em crescer
Fonte: Jornal A Notícia, 15/06/2010
80% da população de Joinville já é considerada como classe média
Os irmãos Camilo Monschau Machado, de 17 anos, e Mariana
Monschau Machado, de 15 anos, nem estão no mercado de trabalho e
já têm currículos de dar inveja. Ele cursa o
último ano do ensino médio, concluiu o técnico em
sistemas de informação, tem inglês básico e
está aprendendo espanhol. Ela está no primeiro ano do
ensino médio, cursa técnico em enfermagem, além de
fazer aulas de inglês e espanhol.
O exemplo vem de casa. O pai, Sandro Luiz Oliveira Machado, está
finalizando o mestrado em educação, e a mãe, Maria
Dileta Monschau Machado, é técnica em contabilidade.
“Investimos mais de 60% da nossa renda em educação,
pois sabemos que os mais instruídos vão conseguir os
melhores postos de trabalho”, defende Sandro, que acaba de abrir
uma lanchonete para complementar a renda familiar mensal, que hoje
é de R$ 3 mil.
A família Machado faz parte do maior grupo consumidor de
Joinville, responsável por quase três quartos dos gastos
da cidade. Segundo o estudo IPC Target 2010, que analisa o perfil de
consumo dos brasileiros, 80,4% dos joinvilenses pertencem às
classes B e C, ou seja, ganham em média entre R$ 1.100 e R$
5.350. Em 1997, cerca de 60% se encaixavam nessa classe econômica.
“A antiga classe média brasileira representava uma parcela
muito menor da população e era formada por profissionais
liberais, servidores públicos e por pessoas com empregos
estáveis ou pequenos negócios. Os pais queriam para os
filhos mais ou menos o que tinham alcançado na vida e a
aspiração de mobilidade social não era tão
evidente. A ‘nova’ classe média é um grupo
maior e mais diversificado. Eles sabem que precisam lutar pela
sobrevivência e tentar subir na vida”, diz o
sociólogo Bolívar Lamounier.
Udesc divulga lista de aprovados da primeira fase do vestibular de inverno
Fonte: Jornal A Notícia, 14/06/2010
Segunda etapa do concurso será em 27 de junho
A lista dos classificados na primeira fase do vestibular de inverno da
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) foi divulgada na tarde
desta segunda-feira. O concurso oferece 1.270 vagas em 32 cursos.
As provas foram aplicadas no dia 30 de maio em oito cidades:
Florianópolis, Joinville, Lages, Ibirama, Chapecó,
São Bento do Sul, Balneário Camboriú e Laguna.
Segundo a comissão organizadora, 5.887 pessoas se inscreveram na
seleção. O índice de abstenção desta
primeira fase foi de 8,26%.
A lista também está disponível no site da Udesc e no mural da reitoria, no bairro Itacorubi, na Capital.
A segunda etapa está marcada para o domingo, 27 de junho, com
prova de redação e de questões de conhecimento
específico.
A novidade deste vestibular é a inclusão de dois novos
cursos: Engenharia da Pesca, em Laguna, e Licenciatura em
Química, em Joinville.
Entidades aprovam proposta de Haddad para criação de comitê
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs.
12/06/2010 - Quatro entidades da área de estudos e pesquisas em
educação aprovaram na última segunda-feira, 7, em
Brasília, a proposta do ministro da Educação,
Fernando Haddad, de constituir um comitê de governança
para aprofundar a análise e encaminhar sugestões sobre a
Portaria nº 14, de 21 de maio. A portaria trata do Exame Nacional
para Ingresso na Carreira Docente.
Participaram da audiência com o ministro Fernando Haddad
representantes da Associação Nacional pela
Formação dos Profissionais da Educação
(Anfope), Associação Nacional de Política e
Administração (Anpae), Associação Nacional
de Pesquisa e Pós-graduação em
Educação (Anped) e o Centro de Estudos
Educação e Sociedade (Cedes).
Veja a ata da audiência.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=5567&Itemid=
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: MEC
Professor que teria usado termos chulos em sala de aula se livra de justa causa
Fonte: OAB/SC Notícias
O Centro de Educação Superior de Brasília –
Iesb não conseguiu demonstrar à Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho que a demissão por justa causa de um
professor do curso de administração em comércio
exterior foi aplicada corretamente. Ele teria procedido mal em sala de
aula. O caso chegou à instância superior por meio de
agravo de instrumento da empresa contra decisão do Tribunal
Regional da 10ª Região que não viu motivo para a
demissão justificada. O Iesb alegou que o professor teria usado
termos chulos e desrespeitosos em uma discussão com os alunos em
sala de aula.
Segundo o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que analisou o agravo
na Sexta Turma, o acórdão regional informou que, apesar
de ser inaceitável a atitude do professor, o excesso de
liberdade entre ele os alunos dava “margem a brincadeiras e
comentários impróprios para o ambiente de trabalho, no
caso, a sala de aula”. O relator constatou que a prova que levou
a empresa educacional a dispensar o empregado não foi suficiente
para demonstrar a justa causa, uma vez que foi unilateralmente
produzida pela assessora da diretoria-geral, sem que o professor
tivesse oportunidade de defesa. O que se verifica, avalia o relator,
é uma suposta discussão que não foi provada
cabalmente e, portanto, insuficiente para caracterizar a dispensa
motivada. Ademais, a reforma da decisão pretendida pelo Iesb
dependeria do reexame de todo conjunto probatório em que se
baseou o 10º Tribunal Regional, o que é inviável
nesta instância recursal, nos termos da Súmula nº 126
do TST, concluiu. Por unanimidade, a Sexta Turma aprovou seu voto
negando provimento ao agravo de instrumento da empresa.
(AIRR-122640-15.2002.5.10.0007
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Inclusão, crescimento econômico e ampliação das matrículas no ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:37 hs.
14/06/2010 - As Instituições de Ensino Superior –
IES estão estruturadas para abrigar o homem e as inúmeras
relações com o espaço e a própria
sociedade. Essas diferentes relações sociais estabelecem
entre si a pretensão de organizar a vida e dão origem ao
contínuo ressignificar de padrões culturais, produzindo
avanços no entendimento da construção dos
espaços sociais de vida.
Com base nesse entendimento, as IES assumem o compromisso de contribuir
para o processo de inclusão social, ampliando as possibilidades
de crescimento econômico, e se impõe a necessidade de
permanente reflexão de seus fins, de sua estrutura, de suas
linhas de ação e do sentido das suas práticas,
pois não são entidades abstratas.
Cabe às IES incorporarem esse conceito, no relacionamento com a
comunidade, na manutenção e relacionamentos de parcerias
com empresas públicas e privadas viabilizando essa
prática e inserindo-se no contexto regional.
É preciso implementar efetivamente políticas que
facilitem o acesso e desta forma, competir em igualdade de
condições nos processos de seleção e
admissão a esse nível de ensino.
Essa atuação deve levar em consideração que
existem mais de quatro bilhões de pessoas em três
continentes, tentando participar da economia globalizada. O consumidor
de baixa renda necessita de produtos e serviços baratos sem
abdicar da qualidade. Esse consumidor sabe o que quer.
É interessante que as IES imaginem algumas
situações que estão ocorrendo atualmente: um carro
vendido a 2 mil dólares, um laptop custando 100 dólares;
uma cirurgia de catarata no valor de 30 dólares; uma
diária de hotel sendo possível por apenas 20
dólares e uma chamada de celular custando apenas 0,002 centavos
de dólar o minuto.
Essas ponderações refletem a realidade na qual as IES,
seus colaboradores e discentes estão inseridos. Por outro lado,
no Brasil existem 10 milhões de jovens na faixa de 18 a 24 anos
fora da universidade. Isso é um problema de responsabilidade
social, mas para aqueles que conseguem enxergar o que os outros
não veem, é uma ótima oportunidade de crescimento
para as IES que percebem na inclusão social e educacional uma
excepcional oportunidade.
Alguém já imaginou um curso superior com mensalidades de
R$50.00? Uma outra linha de raciocínio se refere ao Produto
Interno Bruto - PIB. O FMI divulgou recentemente a pesquisa que
realiza, fazendo a projeção de desempenho do PIB de
diversos países para 2010. Como isso é bastante
interessante para o caso brasileiro do ensino superior, vamos
recapitular alguns números.
O PIB dos países ricos vai crescer da seguinte maneira: os
Estados Unidos - 3,1%; o Japão - 1,0%; a França - 1,5%; o
Reino Unido - 1,3%; a Alemanha - 1,2%. O PIB dos Países
Emergentes ou BRIC vai crescer da seguinte ordem: a China - 10%; a
Índia - 8,8%; o Brasil - 5,5% e a Rússia - 3,9%.
Outras previsões para o PIB Brasileiro em 2010 oferecem outras
perspectivas: o boletim foco do Banco Central sinaliza um crescimento
de 5,8%, a Goldman Facs aponta crescimento de 6,4%, a JP More destaca
7% e o governo brasileiro divulga que o crescimento será entre
5,5 e 6%.
Como temos no Brasil uma relação direta entre crescimento
econômico, distribuição de renda, aumento do
número de empregos e do número de matrículas de
instituições de ensino superior, a perspectiva para 2011
é bastante positiva para as IES nacionais.
Para isso, há necessidade de que todas as IES tenham a
preocupação com foco e posicionamento, almejando os 10
milhões de jovens que estão fora das cadeiras
universitárias porque a perspectiva para 2010 é a melhor
possível.
O Diretor-presidente da CM Consultoria, o Prof. Carlos Monteiro destaca essa temática em VIDEOCAST e PODCAST.
Acesse: Inclusão: uma megaoportunidade
http://www.cmconsultoria.com.br/central_interna.php?modo=2&ID=70
Crescimento econômico e de matrículas
http://www.cmconsultoria.com.br/central_interna.php?modo=3&ID=85
Em decorrência desta nova proposta de resolução, em
tramitação no CNE/MEC, a CM Consultoria promove o 1º
Fórum Brasil de (Re) Credenciamento de Universidades e Centros
Universitários que acontecerá nos dias 23 e 24 de junho
de 2010, no Rio de Janeiro, Hotel Windsor Barra/Barra da Tijuca.
Neste evento serão tratadas as temáticas:
• As Universidades e Centros Universitários,
• Tendências para 2020, abrangendo o histórico e as perspectivas de futuro,
• Os processos de credenciamento e recredenciamento e seus dilemas regulatórios,
• Análise e discussão da nova
Resolução em tramitação no CNE/MEC pelos
principais articuladores desta proposta, como foco principal.
Confira a programação, os palestrantes e os parceiros:
http://www.cmconsultoria.com.br/forumbrasil.php
Fonte: CM Consultoria
Brasil precisa investir mais na formação de talentos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:20 hs.
14/06/2010 - Recursos humanos: Para CEO da Hays, companhia global de
recrutamento, país deve seguir o exemplo da Índia.
Por Stela Campos, de São Paulo
O Brasil não dispõe de um número suficiente de
profissionais qualificados para acompanhar seu desenvolvimento
econômico nos próximos anos e existem poucas saídas
para esta situação. Investir na formação
educacional domesticamente, atrair os brasileiros que estão fora
e incentivar as indústrias a contratá-los são
algumas delas. "Foi o que a Índia fez e deu certo", diz Alistair
Cox, CEO da Hays, uma das maiores recrutadoras globais de talentos, de
origem inglesa.
No Brasil há apenas quatro anos, a Hays tem planos ambiciosos
para o país, que já é sua sétima
operação mais lucrativa. A primeira é a
Austrália, seguida da Alemanha e do Reino Unido. O grupo
está presente em 28 países e faturou no ano passado R$
1,7 bilhões, com um lucro operacional de R$ 422,5
milhões. A empresa, de capital aberto, tem seu valor de mercado
estimado em R$ 4 bilhões.
O objetivo no Brasil, segundo o CEO, é ampliar o número
do efetivo de 80 para 120 nos próximos meses e inaugurar uma
unidade a cada ano nos próximos seis anos. "Queremos aproveitar
a onda de crescimento. O país. precisará de pessoas em
diversos setores", diz. Em rápida passagem por São Paulo,
Cox concedeu uma entrevista exclusiva ao Valor. A seguir, os principais
trechos:
Valor: Como anda o mercado de recrutamento mundial hoje?
Alistair Cox: O mundo viveu em uma montanha russa nos últimos 18
meses, o que, obviamente impactou a área de recrutamento. Foi
provavelmente a primeira vez que vimos todas as economias, setores e
países serem afetados. Por volta de julho de 2009, porém,
alguns países começaram a se recuperar. Foi a primeira
vez também que a Ásia ajudou o mundo a sair da
recessão e nossos negócios por lá estão se
recuperando. Espero que nos próximos seis meses nossos
negócios aumentem em torno de 10%. Contrataremos cerca de cem
pessoas na região.
Valor: Onde o mercado ainda está ruim para o setor?
Cox: Na Europa, algumas regiões como a Espanha ainda
estão mal. A Itália está estável, embora
não mostre sinais de melhora. Por outro lado, temos a Alemanha
que está indo bem tanto no recrutamento sênior como no
profissional. Eles precisam, por exemplo, de engenheiros altamente
qualificados de TI. No Reino Unido, onde começamos o
negócio e que responde a 20% do nosso lucro, a recessão
está profunda. O setor privado foi duramente afetado, mas
está começando a ficar mais confiante e a criar empregos.
No nosso negócio a confiança do candidato é
fundamental. A pessoa que está em um emprego precisa estar
querendo ir para outro. Em uma recessão, ninguém tem
coragem de mudar.
Valor: Como o senhor vê o mercado brasileiro?
Cox: O Brasil está voando de novo. A recessão no
país foi curta e não tão profunda. Devemos crescer
10% no fechamento do nosso ano fiscal em junho, lembrando que ainda
estamos contabilizando um pedaço da crise. Em 2011, espero
crescer 50%. Hoje temos 80 pessoas no Brasil. Nos próximos
meses, espero chegar a 120. Esse número pode crescer ainda mais
se o mercado continuar acelerado.
Valor: Quanto o Brasil representa para os negócios da Hays?
Cox: Quase 90% do nosso lucro vem de três países:
Austrália, Alemanha e Reino Unido. Todos os outros países
juntos respondem por 10%. O Brasil ocupa o sétimo lugar no nosso
negócio. Estamos focando no recrutamento profissional
técnico qualificado, que é um novo conceito no Brasil. Um
aspecto interessante dos nossos trabalhos no Brasil é que ele
nos anima a operar na América Latina. A experiência que
tivemos aqui foi tão positiva que estamos começando a
olhar países como México, Colômbia e Argentina e
Chile.
Valor: Quais setores do Brasil demandarão mais profissionais nos próximos anos?
Cox: Nos próximos cinco anos, 25 milhões de pessoas
estarão saindo da pobreza para a classe média, podendo
comprar casa, carro e produtos de consumo. Então, devemos
esperar um aumento na demanda nas área de bens de consumo,
varejo, energia e petróleo e gás, por exemplo. O setor de
manufatura teve um momento ruim na recessão, mas já vimos
que a indústria pesada está voltando. O setor de
construção ligado à infraestrutura também
deve contratar por conta da Olimpíada e da Copa. As
farmacêuticas também devem crescer, pois as pessoas
estão vivendo mais, existe uma preocupação maior
em cuidar da saúde e mais acesso a medicamentos. A única
área que não está se recuperando ainda talvez seja
a de mineração. O câmbio forte e a
redução no preço das commodities talvez ainda
atrapalhem temporariamente. Os bancos domésticos estão
tendo de absorver as integrações então vão
perder pessoas nestes processos. Eles estarão focados nisso
agora, antes de pensar em crescer novamente.
Valor: Qual o perfil dos profissionais recrutados no Brasil?
Cox: Há um ano, a maioria das pessoas que estávamos
colocando em um novo emprego estava desempregada, pois tinha sido
demitida. Hoje, 80% dos candidatos recrutados têm um emprego.
Essa é uma boa notícia, significa que elas têm
confiança para mudar.
Valor: Em termos salariais, como anda o recrutamento?
Cox: Em qualquer parte do mundo os pagamentos foram reduzidos na
recessão. Agora, generalizando, os pagamentos subiram 10%
além da inflação no Brasil. É um sinal
encorajador. As pessoas que estão mudando estão recebendo
um aumento de salário. No Brasil, para que as coisas continuem
assim é preciso manter a inflação baixa.
Valor: Que tipo de executivo o mercado procura agora?
Cox: Existem muitas oportunidades na área de contabilidade,
afinal, as empresas estão precisando de analistas e planejadores
financeiros. Elas querem pessoas que entendam e façam a
gestão do risco. Controle e administração de
crédito e planejamento tributário também
estão em alta. Os bancos precisam de quem entenda de processos
de fusões e aquisições. Na área de vendas e
marketing, muitas das pessoas que foram dispensadas na crise
estão sendo recontratadas agora. Engenharia é uma parte
muito importante da economia brasileira. O país necessita de
gerentes de projetos e operacionais. Com a retomada da economia as
coisas começaram a se movimentar. A área de
logística é um exemplo.
Valor: O país dispõe de profissionais para atender a demanda em todas essas áreas?
Cox: Não existem pessoas suficientes para alimentar todas as
indústrias. Talvez seja preciso atrair brasileiros que
estão lá fora ou até mesmo estrangeiros. O Brasil
tem de enfrentar esse desafio para manter a economia se movendo como
agora. É um país massivo, grande e com uma crescente
população consumidora. Existem boas
condições para que ele se torne uma potência
mundial. O setor de automóveis no Brasil, por exemplo, é
provavelmente um dos melhores mercados do mundo.
Valor: O que pode comprometer este crescimento?
Cox: O que poderia fazer o Brasil não ter sucesso seria uma
instabilidade na condução da economia, além da
falta de investimentos em infraestrutura e educação.
É preciso criar habilidades domesticamente para preencher as
posições que as indústrias vão precisar
daqui a 25 anos. A educação é uma área que
não teve atenção devida no Brasil. Vocês
têm universidades, mas acredito não têm a quantidade
necessária de pessoas com a qualidade que precisam. Ainda
não existe um mercado global de talentos. O Brasil precisa dos
melhores engenheiros. Se o país quiser ser importante em TI, por
exemplo, tem de fazer o que a Índia fez nos últimos 15
anos, investindo internamente para abastecer a indústria. Foi um
trabalho fantástico. Ela elevou o nível da
educação, atraindo os indianos de volta para casa,
criando oportunidades e dando incentivos para as indústrias
recrutarem essas pessoas. Assim, o país criou uma
indústria de TI fenomenal. Para competir com a China,
Índia e com outros países da América Latina,
Europa e Estados Unidos, o Brasil precisa ter talentos.
Fonte: Valor Econômico
O Brasil e seu ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:57 hs.
12/06/2010 - Nos dois últimos governos inventaram
índices, condições de oferta, Sinaes, Conaes,
IGCs, CPCs, CCs AIEs (Avaliação Institucional Externa),
produziram especiosos e detalhistas, senão ineficazes,
instrumentos de avaliações, além de Enade, Enem,
provinhas e provões, decretos-pontes, reformas
universitárias, dilúvios de portarias ministeriais, micro
(ou nano) regulatórias, enfim, uma parafernália de
mudanças. Tudo muito bonito, mas efetivamente inócuo.
É um processo avassalador de modificações. Os
governos brasileiros, federal e estaduais, têm alergia à
ideia de órgãos autônomos, sejam agências
reguladoras, sejam universidades, sejam conselhos educacionais. As
universidades brasileiras não gozam de autonomia verdadeira.
Acho que os políticos brasileiros pensam que autonomia seja
equivalente a soberania. Neste sentido, é de certa forma
irônico observar que foi certa autonomia do Banco Central que deu
ao Brasil a estabilidade da qual hoje se beneficia o país.
Não se discute o ensino superior no Brasil, discute-se o acesso
ao ensino superior, por isso, não existe uma política
universitária, uma política educacional do ensino
superior. Minha decepção nesse período é
que não tenhamos discutido os objetivos do ensino superior no
Brasil. Hoje, o Brasil é a 8ª, 9ª economia do mundo.
Se pegarmos a lista de melhores universidades mundiais, não
encontramos nenhuma universidade brasileira entre as 100 primeiras.
Vemos alguma lá na 180ª posição, que
são as paulistas, a USP, a Unicamp, seguidas pela UFRJ, UFMG. O
Brasil nunca definiu se deseja ter uma grande universidade de
qualificação mundial. A Coreia do Sul está lutando
bravamente para constituir universidades de qualificação
mundial. A China tem um plano de fazer 100 universidades de
qualificação mundial até 2021. A Alemanha tem um
programa de 2,5 bilhões de euros para a
qualificação. O presidente francês deu autonomia
para as principais universidades e exigiu que elas se qualifiquem. Po
rtugal e Austrália também têm feito movimentos
nessa direção. A Inglaterra tem pelo menos três
universidades de classe mundial e os EUA tem um caminhão delas.
E o Brasil, quer o que com seu ensino superior?
Nelson Valente - Professor universitário, jornalista e escritor
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias são compiladas das mais
diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos
referidos não refletem necessariamente a opinião da CM
Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na
integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: Gazeta do Sul - Santa Cruz do Sul/RS
Brasil liderou vendas online na América Latina em 2009
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:52 hs.
12/06/2010 - Em 2009, 8,7 bilhões de dólares em
transações de venda pela internet foram feitas pelos
Brasil, segundo estudo da consultoria Everis
Tatiana Vaz - de EXAME.com
São Paulo - Os brasileiros foram os que mais consumiram produtos
pela Internet em toda a América Latina, em 2009, de acordo com
um relatório da consultoria Everis, feito com mais de 41
países. O Brasil liderou as vendas online na região e
atingiu um volume de 8,7 bilhões de dólares
transacionados no ano, um aumento de 10,3% em relação a
2008.
No ranking mundial de vendas, o primeiro lugar é ocupado pelos
Estados Unidos, com um movimento de 134,9 bilhões de
dólares em 2009. O segundo país que mais realizou
negócios pela web foi o Japão, com 51,2 bilhões de
dólares em transações no ano, seguido pela China,
com um volume de vendas em 36,9 bilhões de dólares em
2009.
No mundo, as vendas eletrônicas atingiram 502,1 bilhões de
dólares em 2009, volume 4,5% maior em relação ao
ano anterior. Desse total, 82,3% das vendas se concentraram nos
países desenvolvidos. A média proporcional geral entre o
volume de vendas eletrônicas e o PIB (Produto Interno Bruto) foi
de 0,88%. Dos 41 países analisados, 16 superam a
proporção de 1%, entre eles Coréia (1,63%), Hong
Kong (1,45%) e Hungria (1,39%).
O estudo também compara o volume de vendas eletrônicas
anuais, em dólares, com o número de habitantes de cada
país. Do grupo estudado, apenas quatro países
apresentaram decréscimo no valor movimentado pelas vendas
online: Coréia, Dinamarca, Suécia e Nigéria.
Já a Índia e o Vietnã apresentaram um volume de
transações 30,8% maior comparado a 2008.
O Brasil, em 2009, apresentou um crescimento no volume de
transações de vendas online de 8,9% em
relação ao ano anterior. Do período de 2005 a
2009, o aumento dos negócios pela internet chegou a
238,8%.
Fonte: Revista Exame - ed. 970
Brasil é o principal foco da Laureate
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:08 hs.
14/06/2010 - O Brasil é o principal foco da rede de ensino
Laureate na América Latina. Um país de dimensões
continentais, onde 50% da população tem menos de 24 anos
de idade, mas, ao mesmo tempo, uma nação onde as pessoas
têm muitas limitações para pagar o ensino privado.
E aí está o desafio da rede privada que deseja se
expandir no país. Quem faz a análise do cenário
é o executivo William Dennis Júnior, presidente para
América Latina da Laureate Education.
“Se você fala no mundo da educação, fala de
Brasil, Rússia, Índia, China, eles têm muita coisa
boa, condição de fazer lá, mas
educação no Brasil é agora. A gente do Brasil tem
necessidade de ter educação. 50% da
população tem menos de 24 anos de idade. Você
não tem que convencer que eles precisam estudar, eles sabem que
precisam se preparar”, avalia William Dennis, que esteve em Natal
participando das comemorações dos 30 anos da Universidade
Potiguar. Uma das alternativas de fomentar o ensino privado, mesmo com
a limitação financeira da população,
observas o executivo, são os programas de bolsas de estudo e
ainda a cobrança por matéria e não por semestre.
“E isso é um desafio. Mas acho que com bolsas, com
descontos, com programas de diferentes focos ajudará na
questão financeira”, observou. Ele se mostra um empolgado
com a educação na América Latina e pondera que a
Laureate atua como uma operadora do ensino e não como
investidora. Para isso, segundo ele, a busca é construir uma
rede mundial de educação, fomentando o intercâmbio
de processos. Ele admite que um dos desafios do trabalho é
seguir as legislações específicas de cada
país e, ao mesmo tempo, promover a troca de conhecimentos e
experiências com alunos e professores.
O convidado de hoje do 3 por 4 se mostra um verdadeiro mestre ao falar
sobre a empresa que preside, na empolgação com o ensino
no Brasil e no trabalho que realiza na América Latina. William
Dennis fala com tranqüilidade, é atencioso com o espectador
e simpático no trato.
Com vocês, o presidente para América Latina da Laureate Education.
Da atuação da Laureate na América Latina qual o
país onde há mais dificuldade para implantar um ensino de
qualidade?
Todos os países têm seus próprios desafios. Na
nossa parte, a Laureate, precisamos ter a confiança de todos.
Quando o aluno entra na nossa universidade ele precisa ter muita
confiança na gente, porque nós vamos dar um ensino de
valor. Precisamos de um ensino de qualidade, caso contrário o
estudante vai sair com as condições que chegou aqui e
não alcançará os objetivos na vida. Os pais
também precisam ter confiança na gente porque
estão entregando seus filhos para estudar na nossa rede.
É preciso que tenhamos também a confiança dos pais
que sabem que o filho receberá uma educação com
nível de qualidade. A indústria, os hospitais, o Governo,
todos eles precisam ter confiança na universidade. Temos que
cumprir com muitos requisitos. Para nós confiança
é tudo. Não podemos ser uma universidade de
excelência sem ter qualidade. Todas as universidades de nossa
rede precisam ter como estratégia como avançar, como
melhorar. Lembro que quando entramos no México estávamos
no ranking de q ualidade de 20º, 21º ou 22º. E hoje
estamos entre as cinco do México, incluindo as públicas
também. Depois de nove anos chegamos ao top 5. A qualidade
é nossa definição. Todas as nossas universidades
buscam o crédito das pessoas. Se nós dizemos que a
universidade é de qualidade tudo bem, mas se uma terceira pessoa
afirma que nossa universidade é de qualidade isso tem muita
importância. É o crédito que ganhamos nos
países. Essa é a primeira linha. E tem também o
crédito de nós mesmos, como capacitamos os alunos e
professores, nosso modelo acadêmico. Laureate é
seletividade? Sim. Isso porque somos seletivos ao pegarmos as
universidades de acessibilidade. Para nós não importa
como entra o estudante, mas como ele sai da universidade. Nosso
trabalho é fazer o estudante competitivo na vida.
Implantar um ensino privado na América Latina se torna mais
fácil pela baixa qualidade da educação
pública nos países?
Acho que é preciso dizer que se estamos analisando uma
universidade ser parte da nossa rede, estamos buscando centro que
já tem condição de ser parte da rede e vai crescer
a rede, vem com gestão boa, conteúdo e ofertas boas, vem
com professores bons. Nós temos uma visão de longo prazo.
Não somos investidores em educação, somos
operadores de educação. Estamos tentando construir uma
rede mundial, que pode fazer trocas de processos, de melhores
práticas, de melhores professores, trocas de melhor
experiência dos estudantes. Essa é uma rede grande que tem
valor. Se nós trazemos uma universidade tem que ser de alto
nível. Começamos com um grupo muito bom, se nós
vemos uma universidade que não tem essa condição
preferimos deixar.
Construir uma rede de ensino na América Latina não se torna complicado por cada país ter sua peculiaridade?
Claro, por suposto. Mas veja que os benefícios são muito
mais importantes. A parte de regulação é
difícil, mas temos que trabalhar. Os países também
precisam de intercâmbio. Nós não nascemos pequenos,
nascemos grandes. Uma estudante para ir estudar fora é só
um estudante. Mas o esquema da rede esse intercâmbio é
nossa experiência do dia-dia. É o estudante de Natal que
vai a Madri, não pode ser algo difícil. E o trabalho de
nós, dos nossos diretores locais, é desenvolver isso.
Não pode ser só um estudante, mas é um trabalho
diário de promover esse intercâmbio. Eu conheço a
articulação do Brasil, conheço a
articulação do México e a partir daí
é feita toda parte de regulação para o estudante.
É complexo, difícil, mas não é
obstáculo. O obstáculo é quando o aluno pensa que
não pode. Mas nós pensamos que pode. Os
intercâmbios existiam anteriormente, mas agora é uma
política. Esse é o encanto da rede, todos estamos
articulados.
Mas como se dá a questão legal para as disciplinas de cada curso?
Cada país tem seus próprios requisitos e nós
precisamos cumprir com isso. Nós podemos contribuir com
idéias, com as regras que vemos em outros países, podemos
compartilhar as coisas que aprendemos em outros lugares. Por exemplo,
acho que Brasil tem um dos mais avançados sistemas de
educação. O ensino superior é incrível
aqui. As coisas que fizeram no Governo, Prouni, aumentando as bolsas,
as oportunidades de acessibilidade, é algo incrível aqui.
A graduação tecnológica não existe como o
Brasil em outros países. A graduação
tecnológica no setor educativo é muito, muito mais
avançado que outros países, especialmente na
América latina. Sempre vemos aprendendo dia-dia, mais e mais com
os brasileiros. Com as ideias vistas aqui compartilhamos com outros
Governos, outros ministros da Educação. Alguns aceitam as
sugestões, outros têm suas próprias idéias.
Mas nós sempre estamos compartilhando as coisas que aprendemos
aqui.
Qual a experiência que a rede Laureate tem com os alunos oriundos
de escolas públicas e que ingressam em universidade privada
através do programa de bolsa? Esse aluno fica aquém do
aprendizado dos demais estudantes?
Cada país ataca o tema de forma diferente. No Chile existia um
grande programa, muito bem feito, que começou no fim de 2004
financiando os alunos que estão dentro da universidade
acreditada pelo Governo. Se você vai em universidade que
não é validada pelo Governo não recebe o
financiamento. Dessa forma o Governo estava dizendo para as
universidades que precisam ter ensino de qualidade, melhorar os
professores, o conteúdo, prédio, laboratório,
equipe. Tudo isso precisa melhorar para experiência do estudante
vai ser bom, caso contrário não credita e não
recebe ajuda financeira. Essa é a experiência do Chile. O
estudante já pensa que se a universidade não está
creditada ele não vai buscar. A universidade que não luta
para grande qualidade não cresce. Outros países fazem de
forma totalmente distinta. Mas uma coisa totalmente certa que os
Governos da América Latina todos falam é a qualidade
acadêmica. Isso é básico. Você precisa porque
é necessário. Todos estamos lutando para melh orar
continuamente. No caso do Brasil, esses alunos que ingressam em
universidade da nossa rede, depende muito se vêm do
secundário bem preparado. Outros não vêm tão
preparados. Mas se nós admitimos esses alunos, no momento, passa
a ser nossa responsabilidade de levá-los para um grande sucesso.
Se um aluno tem mais dificuldade que outro precisamos fazer mais
trabalho com esse aluno. Podemos identificar muito cedo, logo no
primeiro semestre, quem tem dificuldade, precisamos ter professores que
desenvolvem professores para ajudá-los. Mas isso é muito
importante. No Chile o índice de desistência é de
30%, isso é inaceitável. Se você aceita os alunos,
você tem que assegurar o sucesso deles. Não pode aceitar
30% de desistência logo no primeiro ano. A universidade tem
responsabilidade. Como líder temos consciência da nossa
responsabilidade. Independente se o estudante é de escola
pública ou privada, zona Norte ou zona Sul, de diferentes
partes, o importante é que estamos preparado s para ambos,
não importa de onde vêm. O mais importante é que
estejamos preparados para todos.
Para fazer um ensino de qualidade onde está o fundamental: qualidade do professor ou incentivo ao aluno?
Boa pergunta. Acho que para nós não são somente
esse dois elementos. Asseguro que os professores estão na linha
da frente, eles estão a cada dia na frente do estudante. Mas
eles, os professores, precisam ter conteúdo, com programas bem
desenvolvidos. E eles precisam de bons prédios, bons
laboratórios, boa tecnologia para entregar o produto. Acho que
é uma combinação de tudo. Com essa fórmula
é que temos muito sucesso. Toda gente que trabalha na
universidade, começando pelo porteiro até a reitora,
precisa estar integrado a uma filosofia, procurando o sucesso.
Nós estamos fazendo em toda a carreira do estudante a
aferição, nós mediamos, analisamos. E depois
quando ele sai (da universidade) nós continuamos medindo quanto
tempo para ele precisa para conseguir um trabalho. Analisamos o
salário. E outra coisa também estamos medindo como se
sente o estudante, se ele indica a nossa universidade para outros. Se o
estudante recomenda nossa universidade ao seu amigo. Se você
recomenda é porque recebe o que precisa.
Qual o país hoje que a Laureate está mais focado para aumentar a atividade?
Brasil. Brasil tem todas as condições. É um
país muito grande, tem 200 milhões de habitantes,
é um país economicamente muito estável, com muitas
oportunidades de futuro e o futuro do Brasil é brilhante. Se
você fala no mundo da educação, fala de Brasil,
Rússia, Índia, China, eles têm muita coisa boa,
condição de fazer lá, mas educação
no Brasil é agora. A gente do Brasil tem necessidade de ter
educação. 50% da população tem menos de 24
anos de idade. Você não tem que convencer que eles
precisam estudar, eles sabem que precisam se preparar.
Mas as pessoas têm limitação financeira para ingressar em universidade privada?
Você está certa. E isso é um desafio. Mas acho que
com bolsas, com descontos, com programas de diferentes focos
ajudará na questão financeira.
Fonte: Tribuna do Norte
Empresas retomam contratações
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
14/06/2010 - No primeiro trimestre, 69% admitiram quem possui nível superior, segundo o Datafolha
Com o mercado interno aquecido, 59% querem contratar até o final do ano, principalmente no setor de serviços
Marcelo Justo/Folhapress
No aquecido setor varejista, o gerente Cauê Baltazar, 28, foi contratado pela Riachuelo
CRISTIANE CAPUCHINHO
DE SÃO PAULO
Após passarem 2009 receosas com efeitos da crise econômica
de 2008, as empresas retomaram, neste ano, o ânimo para contratar
profissionais que têm nível superior de escolaridade.
Nos quatro primeiros meses de 2010, o número de postos abertos
para eles foi maior do que o de demissões -saldo de 130.429
vagas, registra o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Pesquisa Datafolha com as maiores empresas do país mostra que
59% querem contratar até o fim do ano quem tem
formação superior. Serão, em média, 106
novos funcionários em cada uma no setor de serviços, 29
no de comércio e 14 na indústria.
No primeiro trimestre, 69% já o fizeram, admitindo, em
média, 28 funcionários cada uma. O setor de
serviços, que se recuperou mais rapidamente da crise, lidera,
com 68 em cada companhia.
"A tendência é haver aquecimento em todos os setores. O
aumento no emprego deve se manter até o fim do ano", avalia
Bernardo Wjuniski, analista de atividade da consultoria
Tendências.
MERCADO INTERNO
O resultado positivo deve-se ao aquecido mercado interno. Está
ligado a subsídios ao varejo no período de crise mundial
-como corte de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)-, a obras
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e ao
reaquecimento do mercado imobiliário, explica Daniel Motta,
professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).
A previsão é de mais contratações, ainda
que não no mesmo ritmo pelo resto do ano, devido à volta
do IPI, à retomada dos juros e à turbulência no
mercado europeu.
Saiba, nesta edição, quais são as
intenções de admissão e demissão nos
setores de serviços, indústria e comércio e as
tendências em benefícios, treinamento e
expatriação reveladas ao Datafolha por empresas nacionais
e multinacionais.
Fonte: Folha de São Paulo
Cinco anos depois, Lei de Recuperação deve ser revista
Fonte: OAB/SC Notícias
A necessidade de rever aspectos da Lei de Recuperação e
Falências, que completou cinco anos de vigência na
última semana, é essencial para adaptá-la
às dificuldades concretas enfrentadas pelos operadores do
direito. Essa é a opinião de especialistas que debateram
o tema no Congresso Internacional de Direito Empresarial, organizado
pelo Instituto Nacional de Recuperação Empresarial (INRE).
Se o Judiciário tem hoje a preocupação de
viabilizar a Justiça, conforme enfatizou o ministro Cesar Asfor
Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a
efetividade da recuperação judicial é um dos
desafios. Desde 2005, foram abertos 5.310 processos de
recuperação judicial no Brasil, 1.535 dos quais no ano
passado. A maioria dos casos está concentrada na Região
Sudeste (38%). Quanto ao número de falências, foram 4.437
desde o início da nova lei. Só neste ano, foram 485
pedidos falimentares.
O levantamento foi feito nas corregedorias dos tribunais de
Justiça e divulgado pelo desembargador Carlos Henrique
Abrão, do Tribunal de Justiça de São Paulo
(TJ-SP). Uma das reformas apontadas pelo magistrado é que a
assembleia geral, que tem o poder de rejeitar ou modificar o plano de
recuperação, deve ser composta por todos os credores.
Flávio Galdino, professor de Direito Civil e
Recuperatório, lista outras questões que precisam
inclusive ser enfrentadas pelo Judiciário. Hoje a
jurisprudência já firmou o juízo universal como
órgão competente para apreciar a
recuperação. No entanto, ainda está pendente de
solução o local em que se dará o processo no caso
de empresas com atividades em diversas regiões do País.
"A lei é genérica, não traz segurança. E a
jurisprudência não tem sido contundente", afirma o
sócio do Brasil, Pereira Neto, Galdino e Macedo Advogados.
Tramitava no Congresso um projeto de lei, já arquivado, que
previa como solução concentrar o litígio nas
capitais - que geralmente têm órgãos especializados
- ou no Distrito Federal.
Outro fator, que, segundo o advogado, ainda não foi enfrentado,
é responder a quem se estende a recuperação no
caso de grupos econômicos. Além disso, grupos que exercem
atividades econômicas sem finalidade lucrativa, como clubes de
futebol e entidades hospitalares, também deveriam ser protegidos
pela norma.
A falta de amparo aos créditos que estão fora da
recuperação também é criticada. "Deve ser
criada uma cultura no Judiciário para tutelar esses
créditos", diz Galdino. Ele lembra também que a Lei
11.101 não trata com atenção os bens essenciais e
recebíveis.
"Não é razoável imaginar que o crédito
vá ficar no 'limbo' durante a recuperação", diz.
A procuradora Selma Negrão Pereira dos Reis, do
Ministério Público do Estado de São Paulo, afirma
que é fundamental haver a especialização da
Justiça para que o andamento dos processos seja mais
ágil. Ela ressaltou a dificuldade do MP em
apurações de fraudes. "Sem acesso a documentos, provas,
perícia e auditorias, essa é mesmo uma missão
impossível", disse, lembrando que o Ministério
Público deve atuar sob o princípio de preservar as
empresas.
O advogado Luiz Antônio Miretti ressaltou as qualidades da lei.
"Foi uma grande evolução, especialmente ao colocar os
credores como agentes principais da recuperação e
responsáveis por avaliar a viabilidade para que as atividades
das empresas sejam mantidas", afirmou. De acordo com o advogado, um
outro aspecto que pode ser reinterpretado pelo Judiciário
é o momento da entrega das certidões negativas de
débitos tributários.
Supremo
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) pacificou um dos
principais conflitos resultantes da Lei 11.101: estabeleceu que a
competência para decidir sobre o pagamento de créditos
trabalhistas de empresas em processo de falência ou em
recuperação é da justiça comum, não
da trabalhista. A decisão teve repercussão geral, ou
seja, a vara empresarial é o órgão do Poder
Judiciário competente para decidir a respeito dos pagamentos dos
créditos, incluídos os de natureza trabalhista.
Além disso, a Corte declarou a constitucionalidade dos artigos
que isentam as empresas compradoras do patrimônio de uma empresa
em recuperação ou falência da responsabilidade por
dívidas trabalhistas.
A Lei 11.101/05 estabelece que na falência não há
sucessão do adquirente em obrigações trabalhistas.
No entanto, havia decisões declarando a sucessão: muitos
juízes trabalhistas, seguindo a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), acabavam determinando que o novo comprador
deveria pagar os débitos.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
CNJ estuda normas para uniformizar gestão documental no Judiciário
Fonte: OAB/SC Notícias
Está em estudo no Conselho Nacional de Justiça a
proposição de normas para regulamentar e uniformizar a
gestão documental no Poder Judiciário brasileiro. O
Comitê do Programa Nacional de Gestão Documental e
Memória do Poder Judiciário (Proname) se reuniu esta
semana, em Brasília, para debater uma proposta de minuta de
resolução para normatizar a matéria. A ideia
é estabelecer regras mínimas para melhorar a
gestão de documentos nos tribunais, como a
destinação e o tempo mínimo que um processo deve
ficar guardado, depois de ter sido arquivado.
"Estamos fechando as propostas relativas à gestão
documental para submeter ao colegiado do CNJ", destacou o juiz federal
do Rio de Janeiro e integrante do comitê do CNJ, Alexandre
Libonati. O grupo, instituído pela Portaria 616 aprovada em
setembro do ano passado, é responsável por elaborar e
encaminhar ao CNJ proposta de instrumentos de gestão documental.
Entre as propostas está a criação de uma tabela de
temporalidade, para definir o tempo mínimo que um processo deve
permanecer guardado em arquivo, em cada ramo do Judiciário, de
acordo com a classe processual, o assunto e o tipo de decisão.
Também estão sendo definidas quais as ações
judiciais não poderão ser descartadas.
A criação de um Manual de Gestão Documental para o
Judiciário, com orientações para a
aplicação das normas de gestão de documentos
é outra iniciativa que está sendo analisada pelo
comitê. O grupo é composto por representantes do CNJ e
todos os ramos do Judiciário brasileiro. "As propostas
estão sendo feitas com base na experiência dos tribunais",
explica o juiz auxiliar da presidência do CNJ Marivaldo Dantas,
coordenador dos trabalhos do comitê. Depois de concluídas,
as sugestões serão submetidas a consulta pública e
consolidadas em um documento final que será levado à
apreciação do Plenário do CNJ. Segundo Libonati, a
expectativa é que em agosto o grupo se reúna novamente
para consolidar a proposta de minuta de resolução.