17/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Senado debate ensino a distância na educação de pessoas com deficiência

Revista da COGEIME traz artigos sobre mudanças no cenário educacional


Inscrições para o Simulado Enem Online vão até o dia 23 de junho

Antonio Ronca é o novo presidente do CNE

EDUCAÇÃO: Para o MEC, currículo mais atraente pode combater a evasão escolar


Estatuto racial passa sem cotas 

Igualdade Racial

Estatuto exclui cota e incentivo a quem contratar negros

Mais competitividade

MEC divulga lista de aprovados na primeira chamada pelo Sisu

Excesso de rigor da ONU atrasa projetos ambientais

De vilão a aliado

Negado habeas corpus contra uso de interceptação telefônica como meio de prova

Câmara: Votação para ampliação da Banda Larga nas escolas é adiada

China: educação severa e problemas no setor fazem governo repensar sistema educacional

Educação Infantil do país é precária

Como pensam os otimistas

Porque é difícil de aprender outro idioma?

Advogados inscrevem-se para concorrer a vaga no TRF4

Incide Cofins sobre faturamento de sociedade de prestação de serviços de profissão regulamentada

Auxílio-alimentação deve ser pago durante afastamento por licença de saúde

Diferenças salariais de controvertida conversão pela URV serão pagas por empresa

Ensino médio precisa incluir 2 milhões de jovens

Universidade em xeque, por Mauro Boppré Goulart*

Senador pede prioridade para bibliotecas na região norte do país

Senado debate ensino a distância na educação de pessoas com deficiência
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 16/06/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza neste momento audiência pública para debater o potencial dos métodos de ensino a distância na educação e  profissionalização de pessoas com deficiência. O debate começou com falas de dois alunos da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a   Distância (Aced), Adelmar Babinski Junior e Amilton Castilho. A reunião é presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). 

Revista da COGEIME traz artigos sobre mudanças no cenário educacional
Fonte: JOrnal da Educação
A edição nº 34/35 da Revista de Educação do COGEIME tem como tema “Educação relevante em tempos de mudança”. Em suas 120 páginas, traz ao leitor sete artigos de autores nacionais e internacionais que debatem temáticas como o cenário político-educativo da América Latina, e as mudanças culturais no contexto da contemporaneidade, entre outras.
O periódico foi criado com o objetivo de "divulgar em geral os grandes temas" não debatidos interior da Educação Metodista, além de publicar experiências educacionais e de gestão, desenvolvidas pelas Instituições e outros temas da área de educação.
Mais informações na página http://www.cogeime.org.br/
Link da revista: http://www.cogeime.org.br/index.jsp?conteudo=419

Inscrições para o Simulado Enem Online vão até o dia 23 de junho
Fonte: Jornal de SC, 17/06/2010
Estão abertas as inscrições para o Simulado Novo Enem Online, que vai avaliar a preparação dos estudantes matriculados ou que já concluíram o Ensino Médio para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova do Enem é válida como forma de ingresso em uma instituição de Ensino Superior.
Para participar, é necessário fazer a inscrição gratuita até o dia 23, pelo site www.prevestibular.ufsc.br. As provas, compostas por 30 questões de múltipla escolha de matemática, física, química, biologia, gramática, literatura, geografia, história, inglês e espanhol, ocorrerão nos dias 26 e 27 de junho, das 10h30min às 12h. Cada candidato deverá escolher um dos dias para fazer o simulado. Os gabaritos serão divulgados 48 horas após o término da prova.
Os primeiros colocados podem ganhar netbooks e livros preparatórios para o vestibular. Os dez participantes que tiverem o maior número de acertos e completarem a prova em menos tempo responderão à pergunta “Por que o Simulado Novo Enem Online é a sua chance de chegar preparado para o Enem?”. A equipe da Rádio Atlântida irá escolher as melhores frases e três alunos serão premiados com um notebook cada um. Os nomes dos vencedores serão divulgados no dia 30 de junho.
A prova online é uma realização do Curso Pré-vestibular da UFSC, Secretaria Estadual de Educação e Rádio Atlântida.

Antonio Ronca é o novo presidente do CNE
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal IG, 09/06/2010
Professor da PUC-SP assume presidência do conselho por dois anos. Câmaras de Educação Básica e Superior também têm novos líderes
Priscilla Borges, iG Brasília 
O Conselho Nacional de Educação (CNE) tem um novo presidente. O escolhido pelos conselheiros na tarde de terça-feira foi o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Antonio Carlos Caruso Ronca. Formado em pedagogia e filosofia, Caruso possui títulos de mestrado e doutorado na área de psicologia da educação. Caruso atua no CNE desde 2004 e ocupará a presidência por dois anos. O professor também é integrante do  Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), do Conselho Consultivo do Centro de Atendimento ao Trabalhador e do Conselho da Fundação Abrinq.
Na Câmara de Educação Básica, o novo presidente será Francisco Aparecido Cordão, também antigo conselheiro. O primeiro mandato no CNE foi em 1998. Cordão foi presidente dessa câmara entre 2002 e 2006.  O vice será Adeum Hilário Sauer, que foi secretário de Educação da Bahia e do município de Itabuna. Os escolhidos para comandar a Câmara de Educação Superior são: o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Paulo Speller, que será o presidente, e o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, como vice. Barone acaba de encerrar o mandato à frente da Câmara de Educação Superior. 

EDUCAÇÃO: Para o MEC, currículo mais atraente pode combater a evasão escolar
Fonte: http://professorcarlosalbuquerque.blogspot.com/
"Combater a evasão escolar é o principal desafio do Programa Ensino Médio Inovador do Ministério da Educação (mec), segundo afirmou nesta terça-feira em audiência na Câmara o diretor de orientações curriculares para a Educação Básica do MEC, Carlos Artexes. O programa tem o objetivo de tornar o currículo do ensino médio mais atraente para os jovens, incluindo disciplinas optativas e aulas práticas. A iniciativa já foi adotada por 357 escolas públicas, de 17 estados e do Distrito Federal.
Hoje, metade dos alunos matriculados não conclui os estudos. De acordo com Artexes, as próprias escolas elaboraram projetos inovadores que, depois de selecionados pelo MEC, receberam recursos do governo federal para serem colocados em prática. Cada escola deverá receber entre R$ 50 mil e R$ 120 mil, dependendo do número de alunos atendidos. Em 2009, foram destinados R$ 10 milhões ao programa e, neste ano a previsão orçamentária é de R$ 30 milhões.
Efeitos
Para o deputado Iran Barbosa (PT-SE), que sugeriu a realização da audiência na Comissão de Educação e Cultura, o programa, apesar de ser relevante, poderá não ter o efeito desejado se a participação de alunos, professores e da comunidade não for efetiva.
A ideia do MEC é que a experiência das 357 escolas incluídas no programa seja multiplicada. Hoje, o Brasil tem 8,3 milhões de alunos no ensino médio, matriculados em 24 mil escolas - sendo 17 mil públicas."
Fonte: O Globo

Estatuto racial passa sem cotas 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estado de Minas, 17/06/2010 - Belo Horizonte MG
Brasília – Criado para estabelecer diretrizes e garantir direitos para a população negra, o Estatuto da Igualdade Racial foi votado ontem no Senado e segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os deputados já tinham tirado a previsão de cotas em universidades para negros e cotas para negros em televisão e filmes. Os senadores eliminaram também a previsão de incentivo fiscal para empresas que contratassem negros e a cota de negros por partido nas eleições. Outra mudança envolve a troca da expressão “raça negra” por “etnia negra”.
“O artigo sobre as cotas foi suprimido, pois temos projeto análogo para debater (Projeto de Lei Complementar 180-2008), e  isso deve acontecer o mais rápido possível. Fica a cargo do poder público adotar programa de ação afirmativa”, disse o senador Demóstenes Torres (Democratas), relator do estatuto e um dos principais combatentes da política de reserva de vagas para etnias. A relatora da proposta de cotas, Serys Slhessarenko (PT), votou a favor do estatuto, mas fez a ressalva quanto a retirada do artigo 17, que previa as vagas nas universidades. “É uma perda não incluirmos as cotas no estatuto, mas ainda vamos debater o projeto que sou relatora, que é mais detalhado e específico”, disse. A criação do Estatuto da Desigualdade Racial tramitava no Congresso Nacional havia sete anos e teve diversos pontos  modificados. Um deles, o artigo 17, propunha destinar 50% das vagas em universidades federais para estudantes que tenham cursado o Ensino Médio em escolas da rede pública de ensino e, dentro deste grupo, metade deveria ser dividida entre a população negra e indígena, de acordo com a proporção étnica do Estado registrada no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). POLÊMICA O estatuto divide opiniões dentro do movimento negro. Algumas entidades apontam a lei como um avanço enquanto outras consideram o texto vazio por não tratar das principais bandeiras do movimento, como a questão das cotas raciais nas universidades e uma definição sobre quem são os remanescentes dos quilombos. 
Folha de São Paulo, 17/06/2010 - São Paulo SP
Estatuto exclui cota e incentivo a quem contratar negros
Proposta que garantia incentivo fiscal foi retirada ontem do texto; estatuto depende da sanção de Lula. Para ministro da Igualdade Racial, texto servirá de base para que o Executivo implemente medidas afirmativas
JOHANNA NUBLAT / NOELI MENEZES DE BRASÍLIA 
Sete anos após tramitar no Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado ontem pelo Senado com um texto esvaziado nos pontos mais polêmicos. O texto segue agora para sanção do presidente Lula. Até a referência genérica a cotas na educação foi retirada do texto, que agora fala só em ações afirmativas a serem promovidas pelo setor público e incentivadas no privado. O texto traz uma série de garantias à igualdade racial em setores variados. Simplifica o crédito agrícola para negros e garante a viabilidade de acesso a financiamentos públicos e privados. Ela assegura, ainda, medidas contra a discriminação racial: a previsão de ouvidorias da União para receber denúncias e a possibilidade de o juiz suspender páginas na internet que difundam o preconceito racial. Mas os pontos que traziam alterações práticas e imediatas foram rejeitados ao longo dos sete anos de tramitação da  proposta no Congresso. Em 2009, ainda na Câmara, a proposta perdeu o artigo que criava cota de 20% de negros na programação diária das TVs e peças publicitárias.
Ontem, o texto foi ainda mais desidratado pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO), perdendo a previsão de incentivos fiscais para empresas que contratassem um determinado percentual de negros e a cota para candidaturas nos partidos políticos. Para o ministro Eloi Araújo (Igualdade Racial), o projeto servirá de base para que o Executivo crie medidas afirmativas e para respaldar a defesa de ações que tramitam hoje no Supremo Tribunal Federal -de inconstitucionalidade das cotas no ensino superior e da demarcação de terras dos quilombolas. Uma das ações do governo federal, diz, poderá ser a criação de mecanismos que ampliem a presença de negros na administração   pública. O ex- ministro da pasta, deputado Edson Santos (PT-RJ), disse que, agora, o Executivo poderá regulamentar políticas de cotas por decreto. TEXTO POSSÍVEL - Para o autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), o texto aprovado não é ideal, mas "um avanço e tem toda a simbologia para que na sociedade brasileira ninguém mais seja discriminado". Alvo de críticas de parte do movimento negro por ter esvaziado a proposta, Demóstenes disse que preferia ter deixado a votação para depois das eleições, mas que houve pressão de Paim e do governo para aprovação. "Por mais de dez anos, lutamos pela aprovação de um estatuto que recuperasse nossa a dignidade do negro. Demóstenes destrói toda a possibilidade da política de ação afirmativa, das cotas, da inserção negra no mercado de trabalho", diz Cleide Hilda de Lima Souza, da Coordenação Nacional de Entidades Negras. 

Igualdade Racial
Fonte: Diário de Cuiabá, 17/06/2010   
Projeto é aprovado e vai para presidente sancionar
Alvo de discussões acirradas nos sete anos de tramitação, o projeto de lei que institui no País o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado ontem no Senado, em votação simbólica, e entrará em vigor logo que for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O substitutivo final negociado pelo governo e pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) suprimiu do texto a previsão de cotas para negros na educação, serviço público e privado e nos partidos políticos. Deixou, ainda, de fora o ponto que previa a adoção de política pública de saúde exclusiva para população negra.
Representantes da comunidade negra, chegaram a ensaiar um protesto pela manhã, quando da aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O tom contrário deu lugar à receptividade, quando ouviram as explicações do autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), do ex e do atual ministro da Igualdade Racial, respectivamente deputado Edson Santos (PT-RJ) e Elói Ferreira de Araujo. Segundo eles, embora não seja o ideal, o estatuto retrata 90% dos anseios dos movimentos negros do País.
O ministro e o deputado asseguram que, ao definir como política pública a implementação de programas de ações afirmativas, o estatuto dará condições ao governo de regulamentar por decreto a adoção de cotas ou outro tipo de bonificação em favor da população negra.
"Fazer um cavalo de batalha em cima das cotas, quando a ação afirmativa está assegurada, é pouco inteligente", afirmou o deputado. "A proposta foi negociada com todo o governo, até porque não teria sentido adotar medidas sem esse tipo de apoio", destaca ele.
O ministro da Igualdade Racial avalia que a aprovação do estatuto "foi uma vitória da Nação brasileira" porque reflete "o melhor entendimento possível em torno do assunto".

Estatuto exclui cota e incentivo a quem contratar negros
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 17/06/2010 - São Paulo SP
Proposta que garantia incentivo fiscal foi retirada ontem do texto; estatuto depende da sanção de Lula. Para ministro da Igualdade Racial, texto servirá de base para que o Executivo implemente medidas afirmativas
JOHANNA NUBLAT / NOELI MENEZES DE BRASÍLIA 
Sete anos após tramitar no Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado ontem pelo Senado com um texto esvaziado nos pontos mais polêmicos. O texto segue agora para sanção do presidente Lula. Até a referência genérica a cotas na educação foi retirada do texto, que agora fala só em ações afirmativas a serem promovidas pelo setor público e incentivadas no privado. O texto traz uma série de garantias à igualdade racial em setores variados. Simplifica o crédito agrícola para negros e garante a viabilidade de acesso a financiamentos públicos e privados. Ela assegura, ainda, medidas contra a discriminação racial: a previsão de ouvidorias da União para receber denúncias e a possibilidade de o juiz suspender páginas na internet que difundam o preconceito racial. Mas os pontos que traziam alterações práticas e imediatas foram rejeitados ao longo dos sete anos de tramitação da  proposta no Congresso. Em 2009, ainda na Câmara, a proposta perdeu o artigo que criava cota de 20% de negros na programação diária das TVs e peças publicitárias.
Ontem, o texto foi ainda mais desidratado pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO), perdendo a previsão de incentivos fiscais para empresas que contratassem um determinado percentual de negros e a cota para candidaturas nos partidos políticos. Para o ministro Eloi Araújo (Igualdade Racial), o projeto servirá de base para que o Executivo crie medidas afirmativas e para respaldar a defesa de ações que tramitam hoje no Supremo Tribunal Federal -de inconstitucionalidade das cotas no ensino superior e da demarcação de terras dos quilombolas. Uma das ações do governo federal, diz, poderá ser a criação de mecanismos que ampliem a presença de negros na administração   pública. O ex- ministro da pasta, deputado Edson Santos (PT-RJ), disse que, agora, o Executivo poderá regulamentar políticas de cotas por decreto. TEXTO POSSÍVEL - Para o autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), o texto aprovado não é ideal, mas "um avanço e tem toda a simbologia para que na sociedade brasileira ninguém mais seja discriminado". Alvo de críticas de parte do movimento negro por ter esvaziado a proposta, Demóstenes disse que preferia ter deixado a votação para depois das eleições, mas que houve pressão de Paim e do governo para aprovação. "Por mais de dez anos, lutamos pela aprovação de um estatuto que recuperasse nossa a dignidade do negro. Demóstenes destrói toda a possibilidade da política de ação afirmativa, das cotas, da inserção negra no mercado de trabalho", diz Cleide Hilda de Lima Souza, da Coordenação Nacional de Entidades Negras. 

Mais competitividade
Fonte: Revista Mercado Brasil
O Governo Federal anunciou em maio medidas para estimular as exportações brasileiras. Entre os incentivos à competitividade estão: devolução mais rápida de créditos tributários; exclusão da receita de exportações para enquadramento no SIMPLES; implementação do drawback isenção no mercado interno; eliminação do redutor do imposto de importação sobre autopeças; criação do Fundo Garantidor de Comércio Exterior – FGCE; e criação do EXIM Brasil, agência especializada em comércio exterior. Além disso, estão nos planos a redução do custo do financiamento à exportação de bens de consumo (linha de R$ 7 bilhões) e as compras governamentais com preferência para bens e serviços nacionais.
Estatal chinesa compra
A estatal chinesa State Grid fechou contrato em maio com as espanholas Cobra, Elecnor e Isolux para a compra de sete concessionárias de energia no Brasil por R$ 3,097 bilhões (US$ 1,726 bilhão), maior valor já investido pela China no País até agora. O negócio prevê a transferência de 100% do capital das empresas transmissoras de energia: Ribeirão Preto, Serra Paracatu, Poços de Caldas, Itumbiara e Serra da Mesa. Os chineses também compraram 75% da Expansión Transmissão de Energia Elétrica e da Expansión Transmissão Itumbiara Marimbondo. O valor de R$ 3 bilhões inclui a transferência de dívida de R$ 1,305 bilhão. Antes do contrato ser fechado o maior investimento chinês no Brasil havia sido no setor de mineração, com a compra da Itaminas por US$ 1,2 bilhão, em março.

MEC divulga lista de aprovados na primeira chamada pelo Sisu
Fonte: Folha de SP, 17/06/2010
O MEC divulgou nesta quinta-feira a lista de candidatos aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferece vagas em universidades públicas que utilizam o Enem no processo seletivo. Os inscritos já podem consultar a lista no site do minsitério.
Nesta edição foram oferecidas 16,5 mil vagas em 35 instituições. Pelas novas regras do Sisu, o estudante pode se inscrever em até dois cursos, selecionando um deles como primeira opção. Quem for aprovado para a primeira opção é automaticamente retirado do sistema e se não fizer a matrícula na instituição para a qual foi selecionado, perde a vaga.
Já o estudante que for selecionado para a segunda opção ou não atingir a nota mínima para nenhum dos dois cursos escolhidos poderá permanecer no sistema e ser convocado nas chamadas seguintes.
Os estudantes selecionados em primeira chamada deverão matricular-se nas instituições de ensino entre os dias 23 e 24 de junho. Segundo o cronograma, estão previstas mais duas chamadas nos dias 28 de junho e 8 de julho. Ao final das três chamadas, caso ainda existam vagas disponíveis, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema.

Excesso de rigor da ONU atrasa projetos ambientais
Fonte: Revista Mercado Brasil
Artigo escrito por Ernesto Cavasin Neto     
Passados 12 anos da criação do primeiro protocolo climático, o de Kyoto, um grande mercado de reduções de emissões floresceu. Estimado em torno de US$ 33 bilhões/ano, esse cenário ganhou espaço na agenda das empresas e consolidou o Brasil como o terceiro maior emissor de créditos de carbono do mundo, atrás apenas da China e da Índia.
Muitas empresas com operações no Brasil estruturaram projetos contando com os incentivos financeiros proveniente da venda das reduções de emissões de seus projetos. Contudo, ano após ano, a regulamentação desse mercado, via Kyoto, foi tornando-se mais restritiva para evitar que projetos duvidosos fossem aprovados pelas Nações Unidas. Discrepâncias de avaliação de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL (nome dado a projetos de carbono submetidos à aprovação e registro nas Nações Unidas) – causam prejuízos a projetos sérios que buscam esse incentivo para “ficar de pé”.
Evitar que projetos que não trazem reais benefícios climáticos sejam favorecidos indevidamente é importante, mas não à custa do cerceamento de direito a créditos de iniciativas honestos. O modelo atual de aprovação de projetos de MDL está restringindo investimentos, elegíveis dentro das regras estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto. 
Auditores credenciados pela ONU se escondem atrás de burocracia, regras e critérios que mudam constantemente, governos que não definem a direção do mercado para o pós-Kyoto. Tudo isso faz com que um mercado que nasceu para incentivar empresas a buscar o desenvolvimento limpo torne-se, para algumas, um calvário em busca dos créditos de carbono. Nesse contexto, o setor elétrico está entre os mais prejudicados e, em especial, os projetos para construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs.
É gritante o desrespeito com que alguns investidores que buscam a sustentabilidade e a redução de emissões através de suas operações estão sendo tratados por alguns validadores acreditados pela ONU.
O que resta hoje a quem deseja realizar um projeto benéfico ao clima e que necessita dos benefícios financeiros do mercado de carbono para ser viável é estruturar seu projeto de MDL em bases sólidas e buscar o seu direito. 
Ernesto Cavasin Neto
especialista em sustentabilidade empresarial, é gerente
executivo da PricewaterhouseCoopers e membro do Conselho
da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono

De vilão a aliado
Fonte: Jornal de SC, p. 17, 17/06/2010
Estudo internacional aponta que o aparelho ajuda na aprendizagem
Condenado pelos incômodos gerados no ambiente escolar, o telefone celular está prestes a se transformar em aliado no processo de aprendizagem, segundo um estudo de um grupo de pesquisadores internacionais.
O relatório Horizon 2010, que identifica tecnologias que podem ter impacto na educação nos próximos anos, aponta o celular como uma das ferramentas pedagógicas do futuro.
Resultado da troca de informações entre especialistas de mais de 300 universidades ao redor do mundo, o estudo coordenado pelas organizações New Media Consortium e Educause bate de frente com a visão de professores país afora, que culpam o celular pela distração dos estudantes.
Pelo estudo, o celular pode ser útil para pesquisas durante a aula, para gravar trechos de explicações do professor e até para compartilhar com a turma, por meio de redes sociais como o Twitter e blogs, dados de saídas a campo. Única brasileira a participar da edição mais recente do relatório internacional, Cristiana Assumpção defende que educadores brasileiros repensem a postura quanto ao uso da comunicação móvel na escola.
– O celular é uma ferramenta que está na mão de todos, não importa a classe social. Não se pode tapar uma coisa que está vindo como um rolo compressor. Com a proibição, os alunos logo encontram uma forma de contornar isso, fazendo às escondidas. O pensamento deveria ser: já que estão usando, como podemos fazer para usar melhor? – afirma a especialista em tecnologia da educação, coordenadora dessa área no Colégio Bandeirantes, de São Paulo (SP).
Em Santa Catarina, o uso de celular em sala de aula é proibido pela Lei 14.363, de janeiro de 2008, em escolas públicas e instituições privadas.
Mas, para o diretor de Educação Básica e Profissional da Secretaria de Estado da Educação, Antônio Elízio Pazeto, todas as tecnologias que agreguem conteúdos são válidas na hora de ensinar.
– Quanto mais tecnologia, melhor. Desde que usada devidamente e em consenso com o professor – afirma.
Segundo Pazeto, é possível admitir que o telefone celular contribua para a aprendizagem quando usado para fazer pesquisas. Mas ele percebe que os alunos têm o hábito de usar o aparelho apenas para fazer ligações e mandar torpedos.
maicon.bock@zerohora.com.br
MAICON BOCK
PRÓS E CONTRAS
Quando ajuda
- Internet: com o consentimento do professor, alunos podem buscar mais informações sobre o tema estudado
- Pesquisas:dados coletados em saídas de campo podem ser divulgados para a turma no Twitter
- Tirar fotos: de fórmulas ou uma explicação para serem revistas antes de provas
- Vídeos e áudios: com permissão do professor, alunos podem filmar ou gravar trechos de explicações para ver ou ouvir em casa
- Dicionário: consultar o significado de palavras e conhecer o significado em outras línguas
Quando atrapalha
- Ligações: estudantes que falam ao celular nas aulas perdem explicações e prejudicam a classe
- Mensagens: trocar torpedos compromete a atenção dos alunos e representa desrespeito
- Toque: se não estiver desligado ou no silencioso, aparelho pode tocar na hora errada
- Cola: alunos mal-intencionados podem usá-lo para enviar e receber gabaritos de provas
- Gravações clandestinas: aulas gravadas sem autorização podem parar na internet sem consentimento. No YouTube, há quase 800 vídeos de “aula chata”.

Negado habeas corpus contra uso de interceptação telefônica como meio de prova
Fonte: OAB/SC Notícias
Em decisão unânime, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de Habeas Corpus (HC 103236) em que um empresário acusado de integrar esquema de sonegação de impostos pretendia que fossem consideradas ilegais provas obtidas contra ele por meio de interceptações telefônicas. O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o habeas corpus em questão “tem um caráter quase que inusitado”, já que defende que todo e qualquer procedimento de monitoramente telefônico seria inconstitucional ao se combinar a garantia de o acusado não produzir provas contra si mesmo com o direito ao silêncio.
“O próprio texto [constitucional] excluiu o caráter absoluto desse direito. Portanto, estou denegando [o habeas corpus]”, disse Gilmar Mendes.
O pedido de liminar nesse processo já havia sido negado pelo ministro Cezar Peluso no início do ano. Na decisão, Peluso afirma que a defesa, na tentativa de demonstrar ilegalidade da interceptação telefônica como meio de prova, “descuidou do comando do artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, que ressalva, expressamente, a quebra de sigilo mediante ordem judicial para fins de investigação e instrução no âmbito criminal”.
O habeas corpus foi apresentado em defesa de A.M.S., que responde, juntamente com outras 25 pessoas, a uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados alegam que a única prova existente nos autos que demonstraria a suposta prática de crime são diálogos gravados por meio de interceptação telefônica. Ele é acusado de integrar esquema que teria sonegado R$ 7 milhões em importações de carros, motos e mercadorias de luxo.
Fonte: Supremo Tribunal Federal

Câmara: Votação para ampliação da Banda Larga nas escolas é adiada
Fonte: Jornal da Educação
Está na pauta da sessão extraordinária que acontece nesta quarta-feira no Plenário, o Projeto de Lei que permite o uso dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para que seja ampliado o acesso à banda larga nas escolas públicas do país.
A votação estava prevista na pauta da reunião que ocorreu na terça-feira, mas foi retirada pela obstrução dos trabalhos realizada pelos partidos de oposição.
Outras proposta também serão analisadas na reunião desta manhã.

China: educação severa e problemas no setor fazem governo repensar sistema educacional
Fonte: Jornal da Educação
A China anunciou, em abril, um plano de excepcional de reforma do ensino que tem como objetivo determinar metas estratégicas para os próximos dez anos para que consiga cumprir as exigências da população que está descontente com a atual situação da ensino no país.
Na última década, as reprovações em massa, a falta de vagas e o alto custo da educação são problemas que têm se acumulado. Para contornar a problemática, o primeiro ministro Wen Jiabao pretende modernizar o sistema, cumprindo os Objetivos do milênio, que estipulam que cada país deve transferir 6% do PIB para a educação.
A China conseguiu reduzir o analfabetismo, mas enfrenta dificuldades com a carência de professores. Há boas universidades, mas a maioria está a beira da falência. Os estudantes não conseguem manter os custos do estudo por muito tempo.
A esperança está no novo plano da educação, que tem como objetivo reforma o ensino básico, contratar professores qualificados e estabelecer um programa único para a educação básica.

Educação Infantil do país é precária
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Carlos Chagas e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, desenvolveram um estudo divulgado nesta terça-feira, dia 15, que revelou que as creches e pré-escolas do país foram reprovadas. Segundo a pesquisa, 86,9% das creches e 72,4% das pré-escolas oferecem o básico para atender às crianças, tendo uma média inferior a 5 pontos em uma escala de 1 a 10.
A pesquisa foi desenvolvida tendo como base perguntas respondidas por professores, coordenadores e diretores de instituições de Belém (PA), Campo Grande (MT), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Teresina (PI).
Quesitos como falta de vagas, precariedade de matérias escolas, ociosidade das crianças e má qualificação dos professores foram avaliados, revelando que apenas 1,1% das creches e 3,6% das pré-escolas são consideradas boas.

Como pensam os otimistas
Fonte: Portal O Meu Futuro
Todo otimista é persistente: muitas pessoas passam a vida "sonhando" com alguma coisa, mas não tem a atitude de dar o primeiro passo. Não arriscam fazer o inusitado. Crie diferentes formas de conseguir o que quer. Algumas podem parecer estranhas ou ousadas demais, outras não darão o resultado esperado, mas tornarão você persistente em querer fazer. Entre erros e acertos, o efeito "média" sobre várias tentativas será surpreendente e compensador.
Todo otimista sempre tem planos de ação: Uma meta sem um prazo de realização não passa de uma boa intenção. Sem data marcada, os objetivos podem levar meses, ou até anos para se realizarem. Com a data definida, relacione o que você já fez e o que você ainda tem a fazer. Isso ajuda a perceber que você está progredindo a cada dia.
Todo otimista não se deixa abater: Nunca perca de vista o lado positivo de uma experiência negativa. Se você reparar..."ao tecer uma bela tapeçaria os fios escuros são necessários para realçar toda a beleza do desenho formado pelos fios mais claros". As dificuldades fazem parte da caminhada, os erros fazem parte do aprendizado que tanto buscamos. Focalize o seu sucesso e não o que pode lhe impedir.
Toda dia quando você acordar você terá duas escolhas: ser uma pessoa otimista ou ser uma pessoa pessimista. Sempre teremos obstáculos, você pode escolher desistir e ficar lamentando ou aprender com as dificuldades e criar novas saídas. A escolha é sua! Mas prefira em todas ser feliz e você não sentirá dificuldade nenhuma em encontrar pessoas que gostem de estar ao seu lado.

Porque é difícil de aprender outro idioma?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Dicas Profissionais
Muitas pessoas dizem que não conseguem aprender um outro idioma que é muito importante em sua vida profissional. Fazem matrícula numa escola, têm aulas particulares na empresa. Tentam uma vez, duas, três, mas não conseguem sair do famoso "the book is on the table". Mas, o que ajuda uma pessoa a aprender um idioma?
Gostar de um idioma é fundamental. Se você é uma daquelas pessoas que não entende nada de um idioma estrangeiro mas fica extasiado só de ouvir uma palavra e se identifica de imediato com ele, pode estar certo que vai ter facilidade de aprender rápido. O seu gosto fará com que você vá buscar mais dicionários, mais vocábulos, e treinará mais pronúncia para aprender tudo o que puder.
É preciso ter motivação. Aprender por aprender, sem grande ou nenhuma motivação, não vai levar a lugar nenhum. Uma viagem de negócios da empresa pode ser um bom motivo. Ou uma reunião com alguma pessoa de outro país. Com isso você vai se esforçar em buscar termos específicos sobre um assunto ou vai buscar entender mais o idioma do dia a dia do país para onde irá ou da pessoa com quem se encontrará.
Um passo importante é escolher uma boa escola e bons professores. Escolas têm metodologias e devem exigir que os seus professores sigam essa metodologia. O problema é que esses passam a maior grande parte do tempo tentando ensinar vocabulários para seus alunos quando deveriam também fazer com que eles se envolvessem com outras atividades mais focadas na realidade do estudante.
Eu, por exemplo, tive uma experiência não tão feliz. Ao buscar um curso de inglês para uma viagem internacional, comecei a ter aulas com diversos professores e me lembro que se não reclamado com uma das professoras que queria e precisava aprender coisas mais práticas naquele curto espaço de tempo, eu estaria até hoje tentando pronunciar "newspaper stand" como ela queria.
Por último, não tenha medo de errar quando estiver falando em outro idioma. Quando se conversa com pessoas de outros países eles sabem que o idioma do nosso país é o português e sabem o quanto é difícil aprender e falar o nosso complicado português.

Advogados inscrevem-se para concorrer a vaga no TRF4
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Encerrou nessa terça-feira, dia 15 de junho, às 19h, o prazo para inscrições de advogados que desejam concorrer a uma vaga de desembargador no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) pelo quinto constitucional da OAB. Os advogados inscritos até hoje na OAB candidatam-se a integrar a lista sêxtupla a ser definida pelo Conselho Federal entre os inscritos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e enviada ao TRF4, que a reduzirá a tríplice, enviando-a, então, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomear um dos advogados.
Advogados inscritos
Heitor Wensing Júnior
Luciano Gabiatti
Miguel Ângelo Sedrez Junior
Oswaldo José Pedreira Horn
Paulo Roberto Müller da Silva
Pedro De Queiroz Córdova Santos
Rogério Silva Portanova

Incide Cofins sobre faturamento de sociedade de prestação de serviços de profissão regulamentada
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incide sobre o faturamento das sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada. A regra foi confirmada em julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que seguiu o rito dos recursos repetitivos. A partir da publicação do acórdão, o entendimento deve ser aplicado pela Justiça Federal de todo o país.
O relator do recurso, ministro Luiz Fux, levou o caso para julgamento na Primeira Seção, onde tramita grande número de recursos idênticos sobre o tema. A isenção era prevista no artigo 6º, inciso II, da Lei Complementar n. 70/1991, mas foi revogada pelo artigo 56 da Lei n. 9.430/1996.
O ministro ressaltou que, em setembro de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF), em “repercussão geral”, consolidou a tese de que a isenção da Cofins, prevista na LC n. 70/1991, foi validamente revogada pela lei de 1996. Ou seja, a lei revogadora é constitucional (RE 377.457 e RE 381.964). Para o ministro, é fundamental a uniformização da jurisprudência para que haja isonomia fiscal.
No recurso analisado pela Primeira Seção, um laboratório de citopatologia e anatomia patológica de Minas Gerais pedia a reforma da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Confirmando a decisão de primeiro grau, o Tribunal de segunda instância entendeu que o laboratório tinha obrigação com a União de recolhimento da Cofins.

Auxílio-alimentação deve ser pago durante afastamento por licença de saúde
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
A 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça condenou o Estado de Santa Catarina ao ressarcimento dos valores correspondentes ao auxílio-alimentação não efetuados em benefício da servidora pública Rosaner Cordeiro durante os períodos em que ela esteve afastada de suas atividades para tratamento de saúde.
O Estado não realizou o pagamento do benefício nos períodos de afastamento – foram diversos, em meses aleatórios, durante seu tempo de serviço, de 1978 a 2008, sob a alegação de que o auxílio-alimentação é indevido para os servidores que se encontram em licença.
O relator do processo, desembargador João Henrique Blasi, explicou que, apesar do Decreto n. 1.989/2000 estabelecer tal vedação, a Lei n. 11.647/2000, que trata especificamente do auxílio-alimentação, não o exclui nesses casos.
“Irrazoável sim é pretender-se que, numa total subversão à hierarquia das normas jurídicas, o disposto em um decreto possa sobrepujar o assentado em uma lei”, afirmou o magistrado.
A sentença da Comarca da Capital foi modificada somente quanto aos critérios de atualização monetária e de aplicação dos juros. A decisão foi unânime. (Apelação Cível n. 2010.023328-4)

Diferenças salariais de controvertida conversão pela URV serão pagas por empresa
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Condenada a pagar diferenças aos empregados em decorrência de problemas na conversão de salários pela URV, efetuada na época do Plano Real, a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb) pretendia tornar ineficaz a decisão do Tribunal Regional da 4ª Região (RS), mas a Seção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da empresa, por não verificar a violação legal apontada pela empregadora no acórdão regional.
A defesa da Trensurb explica como equívoco o fato que motivou a reclamação trabalhista. A empresa alega que interpretou erroneamente a MP 434/1994, depois Lei 8.880/1994, e converteu os salários dos empregados, em fevereiro de 1994, de cruzeiros reais para URV, considerando o valor da URV vigente em 01/03/1994, em vez de aplicar a média dos últimos quatro meses – novembro e dezembro de 1993 e janeiro e fevereiro de 1994.
De acordo com a empresa, o engano resultou no pagamento de salários além do devido aos trabalhadores, o que foi detectado e corrigido em junho de 1994. Nesse mês, então, segundo alega a empregadora, passou a utilizar o critério de conversão adequado, reduzindo o valor do salário pago nos meses de março a maio, e determinando a devolução das diferenças remuneradas indevidamente. Os empregados, então, ajuizaram a reclamação trabalhista, devido à redução salarial, e conseguiram o deferimento das diferenças.
Ação rescisória
Após a condenação na reclamação trabalhista, a Trensurb ajuizou uma ação rescisória, que foi julgada improcedente pelo TRT/RS, o que motivou um recurso ordinário ao TST. Ao examinar o caso, o ministro Emmanoel Pereira, relator do recurso ordinário em ação rescisória, considerou correto o primeiro critério de conversão. Segundo o relator, “não bastasse o acerto na aplicação do primeiro critério, restou configurada a redução salarial em junho de 1994”.
Para o ministro Emmanoel, a alegação da empresa de que o salário de fevereiro de 1994 era inferior à média aritmética dos quatro últimos meses “revela-se contraditória, uma vez que, se assim fosse, a suposta correção perpetrada pela Trensurb, em junho de 1994, não importaria redução do valor do salário e tampouco na devolução de eventuais diferenças, sendo certo, ainda, que a própria execução da decisão não surtiria qualquer efeito patrimonial para os trabalhadores”.
Se, para os trabalhadores, houve redução salarial, para a Trensurb, uma sociedade de economia mista, no entanto, houve um equívoco que resultou em maior salário para os empregados e que derrubou toda a diretoria da empresa na época – segundo declarações do advogado da Trensurb na sustentação oral. Para a União, que atua como assistente no processo e é acionista majoritária, resta agora uma conta alta de “centenas de milhões de reais”, conforme informações da advogada da União, também na sustentação oral.
A SDI-2 acompanhou o voto do relator e negou provimento ao recurso da Trensurb quanto à pretensão de rescindir o acórdão proferido pelo TRT, determinando o pagamento das diferenças salariais devidas pela conversão da URV. Com a decisão da SDI-2, mantém-se, na prática, a condenação do Tribunal Regional. (ROAR - 276600-09.2004.5.04.0000)

Ensino médio precisa incluir 2 milhões de jovens
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal IG Educação, 16/06/2010
Para especialista, esse é o principal desafio do País, que terá de oferecer educação obrigatória para estudantes de 4 a 17 anos
Priscilla Borges, iG Brasília 
O ensino médio passa por uma grande crise. A opinião praticamente consensual entre especialistas é reforçada por números que assustam. Da população com idade entre 15 e 17 anos – que deveria estar matriculada no ensino médio – apenas 48% frequentam o ensino médio. O restante está atrasado, ainda tentando aprender as lições do ensino fundamental. Mas o que mais assusta os especialistas é a quantidade de jovens com essa idade que está fora da escola: 18%. O número aparentemente pequeno esconde a realidade de 2 milhões de jovens brasileiros. Esse, na opinião de especialistas, deve ser o grande foco das políticas públicas para a etapa final da educação básica.
“Não podemos encarar com naturalidade tantos jovens fora da escola. Estamos conseguindo absorver quem sai do ensino fundamental, mas não colocamos no sistema quem está fora da escola. Estamos estagnados nessa inclusão há anos e temos de mudar isso”, opina Ricardo Paes de Barros, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ricardo apresentou, durante o seminário Educação em pauta: A crise de audiência no ensino médio, promovido pela Campanha Todos pela Educação nesta quarta-feira em São Paulo, dados sobre a evolução do acesso da população brasileira de 15 a 17 anos à escola. O estudo feito por ele mostra que a porcentagem dos jovens nessa faixa etária que freqüentam a escola estagnou em 80% desde o início dos anos 2000.
O pesquisador lembra que, nos últimos anos, os   programas de correção de fluxo ajudaram os índices de jovens com idade entre 15 e 17 anos no ensino médio a aumentarem. “Em algum momento, conseguimos atrair os adolescentes que terminam o ensino fundamental para a etapa seguinte. Mas há uma taxa de retenção na 8ª série de 5%, que se mantém há 15 anos. É um dado que precisa ser considerado também”, pondera. Ricardo acredita que muitos adolescentes acabam desistindo de continuar os estudos porque não recebem respaldo suficiente da escola para superar deficiências anteriores ao ensino médio. Para ele, a reprovação não garante o aprendizado do aluno. “Não faz sentido obrigar uma pessoa a reaprender o que ela já sabe para tentar sanar o que ela não sabe. A escola deveria manter programas que o ajudem enquanto ele adquire novos conhecimentos”, diz.
Sem justificativas - Durante o seminário, uma publicação com diferentes artigos que tentam mostrar a falta de interesse dos jovens pelo ensino médio foi divulgada. Os textos apontam quantos estão fora das salas de aula e quantos desistem da escola, mas não revelam as causas para o desinteresse. Novas pesquisas serão feitas a partir de agora para tentar identificá-las. Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco (que promoverá os estudos), afirma que é preciso dar visibilidade às necessidades da etapa final da educação básica. “O ensino médio é uma bomba-relógio prestes a explodir”, afirma. Wanda lembrou que o desemprego juvenil é três vezes maior do que nas outras faixas etárias. “O déficit de mão-de-obra não existe por falta de vagas, mas por falta de  qualificação”, destaca.
Para a superintendente, os candidatos aos governos estaduais não estão se dando conta de que precisam incluir o ensino médio entre as propostas políticas de governo. “Os governos estaduais são os responsáveis pela oferta do ensino médio e não falam deles nas propostas. Essa é a hora e a vez do ensino médio”, comenta.
Desigualdades históricas - A maioria da população brasileira com 30 anos possui apenas nove anos de estudo, o que significa ter completado apenas o ensino fundamental. Segundo Ricardo Paes de Barros, isso representa um atraso histórico de três décadas comparado ao nível de escolaridade da população chilena. “Ainda temos desníveis em acesso à escola muito grandes. Não podemos achar que o problema de quantidade está resolvido e só basta melhorar a qualidade”, diz. O pesquisador afirma que 80% dos jovens da classe mais rica da população completam o ensino médio com 19 anos. Essa mesma meta só é atingida por 20% dos estudantes das famílias mais pobres. “Não estamos sendo capazes de reduzir desigualdades”, garante. Na opinião de Eunice Durham, professora da Universidade de São Paulo (USP), o estudante brasileiro precisa de mais opções de formação no ensino médio. O ensino técnico, segundo ela, é apenas uma delas. “Essa fase precisa ser diversificada. Mesmo quem escolhe a formação profissional precisa aprender lições para passar no vestibular. Isso é um absurdo”, pondera. 

Universidade em xeque, por Mauro Boppré Goulart*
Fonte: Diário Catarinense, 17/06/2010
A universidade pública brasileira está em crise. Uma crise caracterizada, sobretudo, pela resistência da maioria de seus atuais dirigentes em manter um diálogo aberto e transparente com a sociedade. Mas quais são os fundamentos dessa crise? Como podemos superá-la? Para elucidar estas questões, precisamos recorrer às teorias de modernização da sociedade. Alberto Guerreiro Ramos, sociólogo brasileiro de renome internacional, afirma que o processo de modernização da sociedade, incluindo suas instituições e organizações, pode ser compreendido dentro de uma escala cujos extremos correspondem a duas teorias: a teoria N (da necessidade) e a teoria P (das possibilidades).
A teoria N parte da premissa de que o processo de modernização deve seguir uma lei de necessidade histórica que estabelece um “caminho único” para uma dada sociedade alcançar um estágio superior de desenvolvimento. Em contrapartida, a teoria P propõe que o processo de modernização não tem fundamento em um receituário determinístico, mas que existem possibilidades variadas, segundo o contexto de cada sociedade. Com base na teoria N, a universidade pública deve assumir a forma de uma organização burocrática comandada por uma elite conservadora. Com este desenho institucional, a universidade tende a se enrijecer, pouco inova e se limita a reproduzir o que já está cientificamente comprovado e ultrapassado.
A adoção da teoria P aproxima a universidade pública da sociedade por meio da participação constante de suas lideranças em um amplo debate com as comunidades em torno de alternativas de solução para os problemas locais e globais, que surgem das mudanças de um mundo em transformação.
O desenho institucional da universidade pode assumir, então, a forma de uma rede aberta, em expansão espiral, que envolve tanto o mercado quanto setores não governamentais da sociedade.
*PROFESSOR DA UDESC

Senador pede prioridade para bibliotecas na região norte do país
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 16/06/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
O senador Augusto Botelho (PT-RR) apresentou dados do censo nacional sobre bibliotecas públicas municipais, realizado em 2009, para reivindicar ao Ministério da Cultura prioridade para a Região Norte na instalação desses espaços de leitura. Segundo revelou o levantamento, essa região tem uma média de duas bibliotecas para cada 100 mil habitantes. A pior proporção está no estado do Amazonas, onde há apenas 24 bibliotecas públicas para uma população superior a 3,3 milhões de habitantes. Embora Roraima apresente um índice de bibliotecas por 100 mil habitantes inferior ao da Região Norte (1,66), o censo demonstrou que os roraimenses são os brasileiros que mais procuram esses estabelecimentos para fazer pesquisas em geral. Enquanto a média nacional   de uso das bibliotecas para esse fim é de 26%, em Roraima esse índice chega a 88%. No restante do país, conforme ressaltou Augusto Botelho, a utilização desses espaços é maior (65%) para a realização de pesquisas escolares.
O senador reivindicou a melhor estruturação das bibliotecas públicas de Roraima e, para isso, destinou a esse fim emendas parlamentares ao Orçamento. Uma, no valor de R$ 550 mil, está voltada à modernização desses estabelecimentos e, outra, no valor de R$ 300 mil, objetiva a atualização dos acervos com a compra de livros de referência e de obras técnicas especializadas. Ambas estariam prestes a serem liberadas pelo governo federal.
 - É de suma importância oferecermos uma coleção atualizada e completa para que os roraimenses possam estudar e se preparar para a vida - considerou Augusto Botelho. O censo nacional sobre bibliotecas públicas municipais foi desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que percorreu 4.905 municípios e monitorou outros 660 por telefone. A pesquisa revelou a existência de 4.763 bibliotecas públicas em 4.413 municípios brasileiros, mas também apontou a ausência do serviço em 1.152 municípios (21%) no ano passado. O estado do Tocantins, localizado na Região Norte, apresenta a maior proporção de bibliotecas por habitante. São 100 bibliotecas para uma população estimada em 1,29 milhão de habitantes.