
21/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Portaria º 807, de 18 de junho de 2010.
INEP divulga novo instrumento de avaliação de Cursos Superiores de Tecnologia que subsidia o ato de reconhecimento
Instrumento de avaliação para reconhecimento de Cursos de Pedagogia
Começam hoje as inscrições para o Enem
CPF será obrigatório para fazer Enem
Câmara: Projeto inclui educação para a cidadania no ensino médio
Prouni - Inscrições para 60 mil bolsas serão encerradas neste sábado
Aluno comporão Parlamento Juvenil do Mercosul
Governo quer reduzir evasão nos cursos
STJ julga recurso sobre indenização bilionária por uso indevido de software
Projeto de Resolução do CNE
Parecer CNE/CES nº 107, de 7 de maio de 2010.
Docente é despreparado para lidar com diferenças
CNE estabelece exigências para redes públicas e municipais
Portal do Professor teve crescimento em dois anos
Estudantes representam o Brasil em expedição no México
Começa a funcionar o Observatório da Justiça Brasileira
Educação de jovens e adultos: em vigor as novas diretrizes para oferta pela rede pública
O futuro do emprego
Justiça bloqueia R$ 1,8 milhão de dono de escola com diploma falso
Crise do ensino médio ameaça mão de obra
Quase metade dos municípios brasileiros não tem plano de educação
País perde US$ 15 bi com má formação de engenheiro
Eleições e educação
Portaria º 807, de 18 de junho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:48 hs.
21/06/2010 - Instituir o Exame Nacional do Ensino Médio –
ENEM como procedimento de avaliação cujo objetivo
é aferir se o participante do Exame, ao final do ensino
médio, demonstra domínio dos princípios
científicos e tecnológicos que presidem a
produção moderna e conhecimento das formas
contemporâneas de linguagem.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2475.pdf
Fonte: DOU n.º 116 - 21.06.2010
INEP divulga novo instrumento de avaliação de Cursos Superiores de Tecnologia que subsidia o ato de reconhecimento
Fonte: CM Consultoria
Errata: O que o INEP divulgou na semana passada foi o novo instrumento
de avaliação de Cursos Superiores de Tecnologia que
subsidia o ato de reconhecimento, e não a listagem de
avaliação para cursos superiores de tecnologia.
Confira o novo instrumento: http://www.inep.gov.br/download/superior/condicoesdeensino/2010/rec_tecnologico_inep_16_06_10_versao_setec.pdf
A CM pede desculpas pelos transtornos!
De toda forma, na semana passada foram divulgados listagens de abertura
de formulário eletrônico para autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento. Confira
neste link: http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaocursos.php
Instrumento de avaliação para reconhecimento de Cursos de Pedagogia
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União segunda-feira, 21 de junho de 2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 808, DE 18 DE JUNHO DE 2010
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=21/06/2010&jornal=1&pagina=72&totalArquivos=168
Aprova o instrumento de avaliação para reconhecimento de
Cursos Pedagogia,no âmbito do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior - SINAES.
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas
atribuições, tendo em vista a Lei n° 9.394 de 20 de
janeiro de 1996, a Lei n° 10.861 de 14 de abril 2004 e o Decreto
n° 5.773 de 09 de maio de 2006, resolve:
Art. 1° Aprovar o Instrumento de Avaliação para
Reconhecimento de Cursos de Licenciatura em Pedagogia, no âmbito
do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior, anexo a esta portaria.
Art. 2º O instrumento a que se refere o art. 1° será
utilizado na avaliação de reconhecimento de Curso de
Licenciatura em Pedagogia do Sistema Federal de Educação
Superior, e será disponibilizado na íntegra, na
página eletrônica do INEP-MEC, em www.mec.gov.br.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
FERNANDO HADDAD
ANEXO
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO PARA RECONHECIMENTO DE CURSO DE PEDAGOGIA
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=21/06/2010&jornal=1&pagina=72&totalArquivos=168
Começam hoje as inscrições para o Enem
Fonte: Diário Catarinense, 21/06/2010
Provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 já tem
data marcada. As provas serão nos dias 6 e 7 de novembro. As
inscrições, via internet, começam hoje e seguem
até 9 de julho. No momento da inscrição é
obrigatório o aluno informar o número do seu CPF.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), as provas
terão a mesma estrutura do ano passado, contemplando as
áreas de linguagens e códigos, ciências da
natureza, matemática e ciências humanas. O exame
terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45
questões cada uma, e redação. A novidade este ano
serão as questões de língua estrangeira
(inglês ou espanhol) na área de linguagens e
códigos. As inscrições custam R$ 35 e estudantes
de escolas públicas não pagam a taxa.
A nota do Enem é utilizada pelo Prouni, o programa de bolsas do
governo federal em universidades particulares. A prova também
substituiu o vestibular nas universidades públicas que
participam do Sistema de Seleção Unificado (Sisu).
Para mais informações e inscrição basta clicar aqui
ZERO HORA
CPF será obrigatório para fazer Enem
Fonte: Diário Catarinense, 19/06/2010
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) de 2010 começam na segunda-feira. O
Ministério da Educação alerta que será
necessário que o estudante informe o número do seu CPF.
Se o aluno não tiver o documento, será aceito o dos pais
ou responsáveis.
As inscrições estarão abertas exclusivamente via
internet entre 21 de junho e 9 de julho no site www.enem.inep.gov.br.
As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro. O exame
terá 180 questões de múltipla escolha e uma
redação.
A novidade para a edição deste ano é a
inclusão de língua estrangeira. O aluno deverá
escolher entre o inglês e o espanhol.
Câmara: Projeto inclui educação para a cidadania no ensino médio
Fonte: Jornal da Educação
Na sexta-feira (18) a Câmara analisou o Projeto de Lei 7113/10,
da Comissão de Legislação Participativa. O projeto
inclui entre as finalidades do ensino médio a
“educação para a cidadania”, com
informações sobre as leis básicas que constituem o
Estado democrático, os direitos e deveres dos cidadãos e
dos governos, e que disciplinam a administração
pública. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (9394/96).
Para o presidente da comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS),
que assina o projeto, a mudança fará com que a
escola prepare os jovens “para o pleno exercício de uma
cidadania autônoma”. O projeto tramita em regime de
prioridade e, antes de ir a Plenário, será analisado
pelas comissões de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Prouni - Inscrições para 60 mil bolsas serão encerradas neste sábado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:31 hs.
19/06/2010 - Serão encerradas neste sábado, 19, as
inscrições para o Programa Universidade para Todos
(ProUni). Neste processo seletivo, são oferecidas 60.488 bolsas
de estudo, sendo 39.113 bolsas integrais e 21.375 bolsas parciais
– de 50% da mensalidade – em 1.255
instituições de ensino superior. O resultado, com a
relação dos pré-selecionados, será
divulgado na segunda-feira, 21.
Podem concorrer às bolsas os candidatos que tenham realizado o
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e tenham
alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco
notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias;
ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e
suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, e
redação).
Esta é a única etapa de inscrição, e para
candidatar-se às bolsas o estudante deve inscrever-se no
sítio do programa.
A partir das inscrições, serão feitas seis
chamadas subsequentes para convocação dos candidatos
pré-selecionados. O candidato poderá escolher até
três opções de curso e instituição.
Para efetuar sua inscrição, o candidato deverá
informar seu número de inscrição no Enem e seu CPF.
Na segunda-feira, 21 de junho, será divulgado o resultado, com a
relação dos candidatos pré-selecionados em
primeira chamada. Esses estudantes deverão comprovar suas
informações junto às instituições de
ensino, no período de 22 de junho a 2 de julho. Acabada essa
fase, poderá haver mais cinco chamadas, caso ainda haja bolsas a
serem oferecidas.
Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda
familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e
meio. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda
familiar de até três salários mínimos por
pessoa. Além de ter feito o Enem 2009, o candidato deve ter
cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso
de escola particular, ter cursado na condição de bolsista
integral.
Assessoria de Imprensa da Sesu
Fonte: MEC
Aluno comporão Parlamento Juvenil do Mercosul
Fonte: Nota 10 Jornal da Educação, 21/06/2010
Estudantes do ensino médio público, com idade entre 14 e
17 anos, podem concorrer a 27 vagas para representar o Brasil no
Parlamento Juvenil do Mercosul. Os escolhidos, que vão
representar as cinco regiões do país e a diversidade
nacional, farão parte da primeira assembleia de jovens do
Mercosul que acontece em Montevidéu, no Uruguai, em outubro.
Lá estarão também alunos da Argentina, Uruguai,
Paraguai, Bolívia, Chile e Venezuela.
A inscrição dos estudantes, de junho a agosto, é
coordenada pela secretaria de educação de cada estado e
do Distrito Federal. Cabe também à secretaria selecionar
três alunos para concorrer à etapa nacional, que acontece
de 14 a 16 de setembro, em Brasília. Para mobilizar escolas,
professores e alunos, a Secretaria de Educação
Básica (SEB) do Ministério da Educação
(MEC) enviou para as secretarias de educação dos estados
e do Distrito Federal orientações, cartazes e fichas de
inscrição.
Critérios – Na seleção dos alunos, as
secretarias estaduais de educação devem observar uma
série de critérios, entre eles, assegurar o
equilíbrio da representação de meninos e meninas,
ter bom desempenho escolar, liderança e algum tipo de
experiência de participação social.
Estarão na etapa nacional cem candidatos, sendo três por
unidade da Federação e 19 que representam a diversidade
(indígenas, quilombolas, jovens de comunidades populares, da
Amazônia e do Semiárido), esses selecionados pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
A escolha dos 27 representantes do Brasil, sendo 18 titulares e nove
suplentes, será conduzida pelo MEC com o apoio do Unicef e do
Observatório Jovem da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG). A fase nacional será em setembro, em Brasília. Na
capital, os concorrentes vão participar de oficinas
preparatórias para a reunião em Montevidéu e da
seleção final.
Além dos alunos, cada estado deve indicar um professor para
acompanhar os estudantes na fase nacional. Do conjunto de professores,
nove serão escolhidos para ir a Montevidéu, sendo que
cada professor será responsável por três alunos.
O Parlamento Juvenil do Mercosul segue o modelo do Parlamento do
Mercosul (Parlasul). Tanto a representação parlamentar
como a juvenil tem 126 membros, 18 por país – Argentina,
Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai e Venezuela –
calendário de reuniões e agenda de debates coincidentes,
presidência rotativa, entre outros pontos.
Parlasul – No âmbito político, o Parlamento do
Mercosul foi criado em 2005, mas começou sua
atuação em 2007. É integrado por 18 representantes
de cada país do bloco e, no caso do Brasil, é composto
por deputados e senadores das cinco regiões. O estatuto do
Parlasul prevê eleições diretas de seus membros e
representação proporcional ao número de eleitores
de cada país.
Governo quer reduzir evasão nos cursos
Fonte: Clipping Educacional Consae DE SÃO PAULO
A principal meta do governo nos próximos três anos
é elevar de 30 mil para 40 mil o número de graduados em
engenharia no Brasil. A tarefa foi entregue à Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior). A instituição criou uma
comissão para cumprir esse objetivo. Segundo o coordenador da
Capes, Jorge Almeida Guimarães, há dois problemas
centrais na crise da engenharia brasileira. A primeira é a
precária formação no ensino fundamental e
médio, com grandes deficiências em disciplinas
básicas das chamadas ciências duras, como física,
química e matemática. A segunda é
consequência da anterior. A falta de boa formação
no ensino médio tem provocado evasão maciça
nos cursos de engenharia. "A primeira missão será
garantir que o aluno fique no curso", disse Guimarães.
A Capes vai pedir auxílio à Petrobras para
alcançar essa meta. A estatal, responsável por grande
parte da demanda brasileira por engenheiros, é uma das empresas
mais interessadas em ampliar a formação desses
profissionais. Só assim conseguirá pôr em marcha
planos de investimentos de US$ 200 bilhões nos próximos
cinco anos. A comissão da Capes estuda repetir iniciativa hoje
já usada por grandes corporações e bancar a
permanência dos alunos nos cursos. A ampliação em
10 mil engenheiros em três anos é uma meta modesta
para as necessidades nacionais. Os países que fazem
concorrência com o Brasil no mercado internacional formam
contingentes muito maiores de engenheiros. Por ano, a China forma 400
mil engenheiros, a Índia, 250 mil, e a Coreia do Sul, 80 mil.
INICIATIVAS - Jacques Marcovitch, professor da USP, listou iniciativas
com o objetivo de modernizar a engenharia nacional em documento a ser
entregue pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) aos
presidenciáveis. O desafio de todas é inverter a
avaliação atual do diretor da Poli, José Roberto
Cardoso: "Engenheiros de menos. Escolas de mais". (AB)
STJ julga recurso sobre indenização bilionária por uso indevido de software
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Tramita na Terceira Turma do STJ recurso especial com o objetivo de
mudar indenização por uso indevido de software que pode
chegar ao valor de R$ 1 bilhão – um dos mais altos
já aplicados em ações do tipo no Brasil. A
determinação partiu do Tribunal de Justiça de
São Paulo (TJSP), que condenou a Rede Brasileira de
Educação a Distância S/C Ltda. por crime de
propriedade intelectual contra o Centro de Estratégia
Operacional Propaganda e Publicidade S/C Ltda.
Na ação, a Rede Brasileira foi acusada de reproduzir, sem
autorização, um software de autoria dos pesquisadores do
Centro de Estratégia e fazer sua distribuição para
dez universidades brasileiras e 33 universidades estrangeiras, o que
representou a disponibilização do acesso à
ferramenta para um universo de, aproximadamente, 17 mil professores e
190 mil alunos. Os advogados da empresa argumentaram que o procedimento
se configura como mera adaptação ao programa inicialmente
elaborado, mediante contrato firmado, sem o intuito de invasão
de propriedade intelectual.
Ao pedir ao STJ a redução do valor da
indenização, a defesa afirmou que “o montante foge
de todos os padrões já exigidos no âmbito da
Justiça”. O Centro de Estratégia –
responsável pela produção de programas digitais
para a Bovespa, Credit Suisse e Banco Real – reivindica que o
valor da indenização seja calculado com base no universo
de pessoas que podem ter tido acesso ao software.
O relator do recurso no STJ, ministro Sidnei Beneti, no entanto,
propôs, em seu voto, que seja instituída uma
comissão de arbitramento para fazer um cálculo do valor
da indenização mais condizente com a realidade. O
julgamento está suspenso em razão do pedido de vista
feito pelo desembargador convocado Vasco Della Giustina.
Projeto de Resolução do CNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:27 hs.
18/06/2010 - Regulamenta o art. 52, inciso I da Lei 9.394, de 1996, e
dispõe sobre normas e procedimentos para credenciamento e
recredenciamento de universidades do Sistema Federal de Ensino.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2472.pdf
Fonte: CM Consultoria
Parecer CNE/CES nº 107, de 7 de maio de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:11 hs.
18/06/2010 - Diretrizes gerais para ingresso e permanência das Universidades no Sistema Federal de Ensino.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2471.pdf
Fonte: CM Consultoria
Docente é despreparado para lidar com diferenças
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:26 hs.
18/06/2010 - Para presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia, falta de preparo, de incentivo e esgotamento fazem
professor ultrapassar seus limites
Luciana Alvarez - O Estado de S.Paulo
Sem jamais justificar a agressão de um professor contra um
aluno, especialistas acreditam que muitos docentes estão
despreparados para reconhecer doenças e lidar com as
diferenças de comportamento em sala de aula.
"A falta de preparo, de incentivos e o esgotamento às vezes
fazem com o que o professor ultrapasse seus limites", afirma
Quézia Bomnonato, presidente da Associação
Brasileira de Psicopedagogia. "Mas nada justifica que um adulto,
sobretudo um professor, amarre uma criança."
Quézia alerta ainda que alguns professores mal preparados,
apesar de não amarrarem as crianças, acabam usando de
violência verbal, exclusão e rótulos para
aprisionar emocionalmente os estudantes. "É muito grave, mas
difícil de medir."
Segundo ela, a melhor forma de lidar com um aluno muito agitado
é lhe passar tarefas como apagar a lousa e distribuir material
aos colegas, fazendo com que fique ocupado e se sinta útil. "O
professor precisa entender as diferentes necessidades e possibilitar
que a criança dê vazão a sua hiperatividade", diz.
A psicopedagoga reconhece que muitos pais não dão limites
aos filhos, o que torna seu comportamento mais difícil em
classe. "As famílias não estão dando conta de
educar e jogam a responsabilidade para a escola. Mas elas têm de
ser parceiras."
Nos casos em que a agitação da criança
pareça acima do normal para sua idade, o papel do professor
é conversar com os pais para que eles procurem um
diagnóstico e, se for o caso, tratamento.
A psicóloga Cleide Heloisa Partel, especialista em Transtorno do
Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH),
afirma que muitas vezes o aluno que tem o problema acaba sendo visto
como indisciplinado.
"Infelizmente nem todos conseguem saber a diferença entre
malcriação e hiperatividade", diz Cleide. De qualquer
forma, condena a forma da professora de Brasília de tratar o
aluno. "Isso não se faz em caso nenhum. Alguém assim
não tem capacidade para ser professor."
Cleide explica que a indisciplina acontece às vezes; já a
hiperatividade é constante, porque o aluno não consegue
se controlar.
Além da tarefa extra, a psicóloga recomenda que a
criança seja colocada na primeira fila, que seus comportamentos
positivos sejam elogiados e seus maus comportamentos, ignorados, na
medida do possível. "Ninguém gosta de ser ignorado,
especialmente as crianças. Dessa forma, ela vai fazer coisas
positivas para chamar a atenção." O desafio e a
solução, afirma Cleide, são manter esse aluno
sempre motivado.?
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias são compiladas das mais
diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos
referidos não refletem necessariamente a opinião da CM
Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na
integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: O Estado de São Paulo
CNE estabelece exigências para redes públicas e municipais
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação (CNE) instituiu uma
série de diretrizes que as redes públicas estaduais e
municipais de educação deverão seguir.
A Resolução nº 3/2010 da Câmara de
Educação Básica do CNE estabelece carga
horária mínima de 1,6 mil horas de estudos para os anos
finais do ensino fundamental. A idade do aluno será de 15 anos
completos no dia das provas. Para o ensino médio 1,2mil horas e
18 anos de idade. O CNE deixa a critério das redes de ensino a
definição da carga horária dos anos iniciais do
ensino fundamental.
As secretarias que oferecem educação profissional
técnica integrada ao ensino médio devem garantir 1,2 mil
horas de educação geral e acrescentar a carga
horária mínima da habilitação escolhida
pelo estudante.
Para ampliar o acesso à educação formal, a
resolução indica que os sistemas de ensino devem abrir
cursos com a presença dos alunos e a distância, sendo eles
diurnos e noturnos.
No caso da educação de jovens e adultos à
distância, a Câmara de Educação Básica
determina lugares dotados de infraestrutura e exige livros
didáticos e literários, biblioteca de apoio
pedagógico, acesso à rádio, televisão e
internet, além de professores licenciados nas disciplinas.
Também foi adequado o padrão de qualidade dos cursos a
distância. O Ministério da Educação, em
cooperação com as redes estaduais e municipais
será o responsável em estabelecer padrões, normas
e procedimentos para autorizar, reconhecer e renovar o reconhecimento
das instituições que oferecem educação de
jovens e adultos.
Os cursos autorizados a funcionar antes da Resolução
nº 3 têm um ano para fazer a adequação dos
projetos políticos-pedagógicos.
Portal do Professor teve crescimento em dois anos
Fonte: Jornal da Educação
O Portal do Professor comemorou na sexta-feira (18) dois anos de
criação e 3,5 milhões de acessos no
período. Lançado em 2008, em parceria com o
Ministério da Ciência e Tecnologia, o portal apóia
os processos de formação dos professores brasileiros e
enriquece a prática pedagógica, podendo ser acessado por
todos os interessados.
O site teve uma evolução de 68,65% desde junho de 2008,
época de sua criação. Hoje, são mais de 20
mil acessos diários e mais de 450 mil mensais.
A ferramenta mais utilizada é “O espaço
Aula”. Foi feito para que professores de todo o País
possam compartilhar idéias, propostas, sugestões
metodológicas para o desenvolvimento dos temas curriculares e
utilização dos recursos de multimídia como
vídeos, animações e áudios. Há quase
6 mil aulas elaboradas e publicadas por professores de todo o
país.
Além disso, o site conta com a publicação
quinzenalmente do “Jornal do Professor”, onde são
apresentados o cotidiano da sala de aula e temas ligados à
educação.
Há mais de 120 mil professores inscritos no portal, interagindo
nos fóruns ou elaborando sugestões de aulas. O site
brasileiro tem atraído professores de outros lugares. No total,
147 países costumam acessar o site, entre eles, Portugal,
Estados Unidos, Argentina e França.
Para conhecer o site acesse: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html
Estudantes representam o Brasil em expedição no México
Fonte: Jornal da Educação
Três estudantes da Rede Federal de Educação
Profissional e Tecnológica representarão o Brasil na
15ª edição da expedição educativa e
cultural Ruta Quetzal. O programa de intercâmbio Ruta Quetzal
é apoiado pelo MEC desde 1993 e patrocinado pela Secretaria de
Estado para la Cooperacíon Internacional y para Iberoamerica,
vinculada ao Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.
A expedição educativa e cultural intitulada “O
Mistério dos Caminhos Brancos Maias: Bicentenário
México 2010” tem como roteiro a visitação a
cidades e lugares mexicanos com influência da cultura maia,
começando por Veracruz. O participantes
percorrerão os caminhos construídos pela antiga
civilização, além de celebrar o
bicentenário da independência do país.
Os alunos foram selecionados em suas instituições de
ensino, por meio de uma análise de desempenho escolar.
São eles: Yannikson Batista Mattos Pereira, 15 anos, do
Institutos Federais Sul-rio-grandense, Walbert Vieira dos Santos, 15,
do Instituto Federal Goiano e Fabio Luiz Suarez, 17, aluno do Centro
Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas
Gerais. Os três participantes já deixaram o Brasil para
dar início à expedição de 45 dias ao lado
de jovens de outros 53 países.
Para Luiz Caldas, diretor de políticas de educação
profissional do MEC, a participação dos estudantes na
expedição é motivo de orgulho para toda a rede
federal.
Começa a funcionar o Observatório da Justiça Brasileira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:32 hs.
19/06/2010 - Após três anos em desenvolvimento, o
Observatório da Justiça Brasileira começou a
funcionar esta semana, em Belo Horizonte. O projeto do
Ministério da Justiça em parceria com a Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) vai incentivar a produção
de pesquisas sobre o sistema judiciário e auxiliar o
ministério no aperfeiçoamento de políticas
públicas.
De acordo com o secretário de Reforma do Judiciário,
Rogério Favreto, o ministério liberou R$ 550 mil para a
UFMG durante a fase de estruturação do
observatório.“Vai ser um espaço para
articulação de pesquisas de conteúdo e de
qualidade para orientar as reformas normativas de políticas e
gestão da Justiça, bem como a avaliação dos
resultados”.
Além de ser responsável pela manutenção do
observatório, a universidade mineira deverá selecionar
outras instituições de ensino para participar do
desenvolvimento das pesquisas. “Queremos aproveitar essa rede das
universidades públicas e privadas para que elas possam trazer
uma contribuição para orientar nossas reformas e avaliar
as que têm sido desenvolvidas”, disse o secretário.
Segundo Favreto, o observatório brasileiro foi inspirado no
modelo português desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais da
Universidade de Coimbra. “O Observatório da Justiça
Portuguesa foi um parâmetro para nós, mas agregamos um
elemento novo: as pesquisas devem fazer um diagnóstico da
realidade e apontar alternativas que nós devemos avaliar”.
Nesta fase inicial, cinco temas serão trabalhados: a
judicialização e o equilíbrio de Poderes no
Brasil; penas alternativas e Justiça Criminal; acesso ao direito
e à Justiça; nova geografia da Justiça; e
recrutamento e formação de magistrados.
Fonte: Jornal Feira Hoje - BA
Educação de jovens e adultos: em vigor as novas diretrizes para oferta pela rede pública
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:30 hs.
19/06/2010 - As redes públicas estaduais e municipais de
educação básica que oferecem
educação de jovens e adultos presencial e a
distância terão de seguir, a partir de agora, uma
série de diretrizes, instituídas pelo Conselho Nacional
de Educação (CNE). Tempo de duração dos
cursos, infraestrutura de apoio pedagógico ao aluno e
padrões de qualidade das escolas estão entre as normas.
A Resolução nº 3/2010 da Câmara de
Educação Básica do CNE estabelece carga
horária mínima de 1,6 mil horas de estudos para os anos
finais do ensino fundamental. A idade do aluno será de 15 anos
completos no dia das provas. Para o ensino médio, 1,2 mil horas
e 18 anos de idade. O CNE deixa a critério das redes de ensino a
definição da carga horária dos anos iniciais do
ensino fundamental.
As secretarias que oferecem educação profissional
técnica integrada ao ensino médio devem assegurar 1,2 mil
horas de educação geral e acrescentar a elas a carga
horária mínima da habilitação escolhida
pelo estudante. Para ampliar o acesso à educação
formal, a resolução indica que os sistemas de ensino
devem abrir cursos presenciais e a distância diurnos e noturnos.
No caso da educação de jovens e adultos a
distância, a Câmara de Educação Básica
determina a oferta em polos dotados de infraestrutura e estabelece uma
série de itens, como livros didáticos e de literatura,
biblioteca de apoio pedagógico, acesso a rádio,
televisão e internet, além de professores licenciados nas
disciplinas.
O padrão de qualidade dos cursos a distância também
integra as diretrizes. Será responsabilidade do
Ministério da Educação, em
cooperação com as redes estaduais e municipais,
estabelecer padrões, normas e procedimentos para autorizar,
reconhecer e renovar o reconhecimento das instituições
que oferecem educação de jovens e adultos. Os cursos
autorizados a funcionar antes da Resolução nº3
têm um ano para fazer a adequação dos projetos
político-pedagógicos.
Ionice Lorenzoni
Fonte: MEC
O futuro do emprego
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br.
21/06/2010 - O aumento do PIB nos últimos anos, como era de
esperar, beneficiou o mercado de trabalho. Os dados do IBGE referem-se
apenas a seis regiões metropolitanas, e há poucos
indicadores no país que reflitam períodos longos de
tempo. Mesmo assim, é possível inferir tendências.
A taxa de desemprego passou por duas fases nos últimos 20 anos.
A primeira foi de aumento persistente, entre 1990 e 1998, quando subiu
de 9% para cerca de 13%, oscilando nessa faixa até 2003. Em 2004
começou a segunda fase, de declínio acelerado para o
patamar atual, próximo a 7%. Além da queda do desemprego,
a qualidade da geração de postos de trabalho mudou nos
últimos anos: a proporção de empregos com carteira
assinada cresceu de 57%, há 10 anos, para 64%.
Os anos 1990 foram marcados pela estabilização da
economia e forte ajuste na indústria. Mas parte do ganho de
produtividade do setor decorreu de demissões em massa, com
aumento da informalidade -o que é ruim para a economia como um
todo.
O reencontro com o crescimento nos últimos anos mostrou as
vantagens do aumento da produtividade associado à
criação de empregos de qualidade. O fortalecimento das
relações de trabalho explica parte importante da
expansão do crédito e do varejo verificada nos
últimos anos. Ao lado dos programas de renda mínima e dos
aumentos do salário mínimo, foi uma das causas da
redução da pobreza. Por outro lado, níveis de
ocupação não vistos há décadas
têm criado riscos inflacionários.
Há sinais de escassez em certos setores, e os salários na
construção civil crescem no ritmo de 15% ao ano. O grande
desafio para os próximos governantes será melhorar o
investimento no chamado capital humano e modernizar a ainda deficiente
legislação trabalhista.
Fonte: Folha de São Paulo
Justiça bloqueia R$ 1,8 milhão de dono de escola com diploma falso
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal G1, 20/06/2010
Empresa com filiais em São Paulo e em Campo Grande é
investigada. Cinco pessoas foram presas por estelionato e
formação de quadrilha
Uma escola da empresa Paulistec, que fica na Penha, na Zona Leste de
São Paulo, está envolvida em um escândalo. A filial
de Campo Grande foi fechada no começo do mês. A Delegacia
do Consumidor indiciou o dono e mais quatro pessoas por estelionato e
formação de quadrilha. Além de não ter
professor, o curso a distância funcionava sem alvará da
prefeitura nem autorização das autoridades de ensino para
dar aulas ou aplicar provas. Mas a polícia encontrou exames
já preenchidos, faltando apenas o nome do aluno. Existem outras
23 filiais, em mais seis estados. A de Interlagos, na Zona Sul da
capital paulista, nem fachada tem. No local, a atendente reconhece:
“aprender mesmo, eu sou bem sincera, ela não vai aprender
muita coisa”, diz outra atendente.
O anúncio chama a atenção, mas é
possível terminar o primeiro ou o segundo grau em apenas 60
dias? A atendente alega que se trata de um curso supletivo a
distância. “Em 60 dias, já pega o
certificado”, diz a funcionária. O preço: R$ 700
para concluir o Ensino Médio e o Fundamental. O aluno recebe uma
apostila e estuda, sem nenhum tipo de ajuda. “A gente não
está tendo um professor”, justifica a funcionária.
Um rapaz fala em outra fraude. Conta que recebeu dez provas iguais.
Cada uma com dez questões e quatro alternativas. Segundo ele, a
funcionária mandou preencher as provas com respostas diferentes,
e a escola só ficava com a que tivesse mais acertos. “Ela
falou: ‘assim não tem nem como você não
passar’”, revela o aluno. “Aí, eu só
tirava nota alta”.
Segundo as investigações, os diplomas eram emitidos por
escolas do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, que também
são suspeitas de envolvimento na fraude. “A escola
só pode oferecer o curso se ela estiver credenciada pelo Mato
Grosso do Sul. O documento não tem validade aqui no
estado”, afirma Maria Luiza Robaldo, presidente do Conselho de
Educação do Mato Grosso do Sul. A Paulistec funcionava no
centro de Campo Grande havia três anos. Segundo a polícia,
cerca de 1,2 mil alunos saíram de lá com um diploma que
não vale nada. Uma mulher pode ser obrigada a sair da faculdade
de pedagogia e já prestou queixa no Procon. “Eu quero
receber o meu dinheiro de volta”, declara. Em depoimento, obtido
com exclusividade pelo Fantástico, o dono da Paulistc, Mauro di
Nápoli, chegou a admitir que o diploma não serve para
nada. “Se não foi feito de acordo com as normas,
não tem validade. Essa é a minha opinião”,
declara.
No vídeo, o advogado Thiago Balat Barbosa desaprova a
confissão. Mas, na entrevista, diz que a Paulistec não
cometeu crime. “Ela não emite certificado. Ela é
apenas um curso preparatório livre”, justifica. A
Justiça determinou o bloqueio de um R$ 1,8 milhão da
conta da família do dono do curso a distância.
Também está proibida a venda de nove carros, avaliados em
meio milhão de reais. Entre os veículos,
há três modelos de luxo. Em agosto do ano
passado, em Goiânia, quatro escolas da empresa já tinham
sido fechadas por suspeita de emissão irregular de diplomas. A
polícia de Mato Grosso do Sul já pediu a abertura de
investigação nos outros seis estados onde a Paulistec
atua. “É um típico estelionatário, e a
empresa instalada em Mato Grosso do Sul seria uma fábrica de
diplomas”, afirma Adriano Garcia, delegado da Delegacia de Defesa
do Consumidor em MS.
Por ano, cerca de 300 mil alunos em todo o Brasil fazem o nível
básico em escolas de ensino a distância. Especialistas
dizem que cursos sérios de educação a
distância sempre têm professores à
disposição dos alunos. O atendimento pode ser feito pela
internet ou por telefone. “O primeiro passo é verificar a
situação legal dela, se ela tem o credenciamento, se ela
é fiscalizada, se ela tem biblioteca, se tem uma sala de
aula”, diz Fábio Sanchez, especialista ensino a
distância. Esta semana, o Conselho Nacional de
Educação determinou a duração mínima
dos cursos a distância: 1,6 mil horas nos anos finais do Ensino
Fundamental - o que representa, em média, cinco horas de estudo
por dia, durante dez meses. Já para conclusão do Ensino
Médio, a duração é de pelo menos 1,2 mil
horas ou oito meses de estudo. “Vou fazer de novo, não vou
desistir. Agora, vou na escola certa, para não cair em outra
fraude”, ressalta um aluno.
Crise do ensino médio ameaça mão de obra
Fonte: Clipping Educacional Consae Gazeta do Povo, 17/06/2010 - Curitiba PR
Mercado exige pessoas mais qualificadas, mas escolaridade média
do jovem brasileiro está abaixo do necessário
Tatiana Duarte, enviada especial
São Paulo - Incapaz de colocar todos os seus adolescentes no
ensino médio, o Brasil vive o risco de um verdadeiro
“apagão” de mão de obra nos próximos
anos, já que a conclusão do ensino médio,
além de permitir ao aluno a entrada na faculdade, representa a
possibilidade de acesso a melhores ofertas de emprego. Esta é
uma das principais constatações de estudos feitos por
vários especialistas e compilados em uma
publicação lançada ontem em São Paulo, em
parceria com o Movimento Todos Pela Educação e o
Instituto Unibanco. De acordo com os dados apresentados, levantados
pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), em
2008 havia mais oferta de emprego para quem tem mais escolaridade. A
concentração das vagas estava nos trabalhadores com uma
média de 11 anos de escolaridade. Hoje, no Brasil, são
necessários 12 anos de estudo para completar toda a
educação básica – o ensino fundamental mais
o médio. No entanto, entre os jovens brasileiros de 18 a 24
anos, a média de escolaridade é de 9,1 anos de estudo.
Segundo Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, é
preciso investir urgentemente nesta etapa de ensino. “O ensino
médio é uma bomba-relógio prestes a explodir. Em
algumas regiões do país já temos déficit de
vagas para mão de obra qualificada. Se não mudarmos
esta realidade, o país vai parar de crescer”, alertou.
Entre 1991 e 2004, o número de matrículas no ensino
médio mais que dobrou no Brasil: passou de 3,8 milhões
para 9,2 milhões. Porém, o Brasil está 28 anos
atrasado em relação ao Chile no acesso à
educação. O país sul-americano já
universalizou o acesso ao ensino médio, de acordo com o
pesquisador Ricardo Paes de Barros, do Ipea. “Hoje, o jovem
chileno que entra no mercado de trabalho passou em média 12 anos
na escola. Se continuarmos aumentando apenas um ano de estudo por
década, vamos demorar mais 30 anos para chegar aonde o Chile
está hoje”, ressaltou. Paes de Barros ainda alerta para a
parcela de jovens com idade entre 15 e 17 anos que estão fora da
escola. De acordo com ele, entre 2000 e 2008 o país não
conseguiu atrair para os bancos escolares uma taxa média de 18%
de jovens nesta faixa etária. O pesquisador concluiu
também que a taxa de frequência no ensino médio
sobe porque o Brasil ainda se esforça para corrigir o atraso
escolar. “Quando o fluxo do ensino fundamental estiver corrigido,
o ensino médio vai parar de crescer”, complementou.
Causas - A publicação faz um diagnóstico da
situação do ensino médio brasileiro, mas
não aponta causas ou soluções. Estas
questões estão sendo analisadas em uma outra etapa de
estudos, que serão divulgados em novembro deste ano. Para a
superintendente do Unibanco, um dos problemas que já podem ser
verificados é que faltam atrativos para o adolescente buscar a
escola. “É um problema de concepção. O
ensino médio não está servindo nem para colocar os
jovens para o ensino superior, nem para a formação
técnica, e muito menos para dar uma formação geral
aos nossos jovens”, disse Wanda Engel.
Na opinião do diretor de Concepções e
Orientações Curriculares para a Educação
Básica do Ministério da Educação (MEC),
Carlos Artexes, a compreensão do fenômeno da crise do
ensino médio não é linear e tem de se articular
com outras etapas. “O ensino médio no Brasil, pelo
próprio nome, que antes era chamado de ensino secundário,
nunca teve caráter de prioridade”, disse. Para ele, a lei
que exige a obrigatoriedade de frequência até os 17 anos
de idade, a ser implantada até 2016, não mudará
muita coisa se não houver adequação entre a
proposta pedagógica do ensino médio com o plano de vida
desses jovens. “Precisamos ouvi-los para saber o que pretendem,
qual a escola que querem”, afirmou. A repórter viajou a
convite do Movimento Todos Pela Educação e do Instituto
Unibanco
Quase metade dos municípios brasileiros não tem plano de educação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:34 hs.
19/06/2010 - Quase metade dos municípios brasileiros não
tem plano municipal de educação. Das 5.565 localidades,
2.427 - ou 44% - não apresentam um conjunto de metas
educacionais a serem cumpridas pelo poder público. Os dados
são da Pesquisa de Informações Básicas
Municipais (Munic) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgada neste ano. Somente no Estado de
São Paulo, 284 dos 645 municípios não têm
plano - incluindo a capital, que começa a consolidar o seu
agora, e outras grandes cidades como Araçatuba, Bauru, Campinas,
Diadema, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São
José dos Campos e Sorocaba.
Os planos municipais, estaduais e federal são considerados
essenciais para efetivar e acompanhar políticas em todas as
áreas da administração pública. Eles podem
ser elaborados por consultorias, pelas secretarias ou com a
colaboração da sociedade. "Esse número pode ser
ainda menor porque existem muitos planos que foram aprovados mas
não se traduziram em lei", afirma o presidente-executivo do
movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos.
Segundo especialistas em gestão da educação, o
maior entrave causado pela ausência do plano municipal é a
descontinuidade dos projetos a médio e longo prazo, já
que, sem metas bem definidas, cada troca de governo rompe com o projeto
do mandato anterior. "Políticas educacionais devem deixar de ser
de governo para ser de Estado. Educação não pode
ser objeto de disputa, de eleição. Isso é
criminoso", afirma Branca Jurema Ponce, vice-coordenadora da
pós-graduação em Educação da PUC-SP.
A municipalização do ensino infantil, fundamental e
médio, prevista na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, de 1996, também é prejudicada
pela falta de planejamento, que pode dificultar a
concretização de investimentos. "Além disso,
não ter um plano significa evitar parcerias entre a rede
municipal e estadual e impedir que a sociedade participe da
discussão", afirma Samantha Neves, representante do Movimento
Nossa São Paulo, que participou da discussão em
São Paulo.
Acompanhamento
O Ministério da Educação tem um Programa Nacional
de Capacitação de Conselheiros Municipais de
Educação (Pró-Conselho) que estimula a
criação de novos planos por meio de conselheiros e
qualifica os gestores da educação. Os conselheiros
são representantes da sociedade que fiscalizam o desempenho da
secretarias de educação. Maria Luiza Alessio, diretora de
Fortalecimento Institucional e Gestão Educacional do MEC, afirma
que muitos municípios não têm planos e seguem
orientações dos governos estaduais por serem pequenos em
termos populacionais.
"Alguns preferem porque é inviável uma cidade com duas
escolas desenvolver um plano." Mesmo assim, segundo ela, a necessidade
de um plano municipal ainda existe. "O Brasil vive um momento
propício para essa discussão", afirma Maria Luiza. "As
conferências locais que discutiram o novo Plano Nacional de
Educação foram essenciais para isso." O Plano Nacional de
Educação, que tem as metas a serem seguidas pela
União, Estados e municípios, foi discutido neste ano na
Conferência Nacional de Educação (Conae). O texto
final, que deve valer para os próximos dez anos, está
sendo elaborado e, segundo o MEC, deve ser encaminhado para
votação na Câmara dos Deputados até o fim de
julho. O atual PNE vence neste ano.
Segundo Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos
Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a
elaboração do PNE é essencial para dar diretrizes
aos planos municipais. "Eles se complementam. Muitas das metas do plano
nacional não foram atingidas pela ausência de planos
municipais e estaduais", explica. "O novo PNE pode impulsionar o
debate." (Mariana Mandelli)
Fonte: Cruzeiro do Sul Online - SP
País perde US$ 15 bi com má formação de engenheiro
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:25 hs.
21/06/2010 - Valor é estimativa dos prejuízos com falhas nos projetos de obras públicas.
CNI calcula que 150 mil vagas não terão como ser preenchidas até 2012; evasão nos cursos chega a 80%
AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO
A baixa qualidade do ensino médio, sobretudo em disciplinas como
física, química e matemática, tornou-se
obstáculo para a formação de engenheiros no
Brasil. Essa falha, agravada pela alta demanda gerada com o crescimento
do país, tem custo - e não é pequeno.
Cálculos de entidades de engenharia mostram que o país
perde US$ 15 bilhões (R$ 26,5 bilhões) por ano com falhas
nos projetos das obras públicas. A cifra, equivalente a 1% do
PIB, foi apresentada em encontro nacional de engenheiros, em Curitiba,
na semana passada.
A reunião levou à capital do Paraná 850
engenheiros de todo o país com o único propósito:
buscar meios de frear a crise sem precedentes da engenharia nacional.
GUERRA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) calcula
que 150 mil vagas de engenheiros não terão como ser
preenchidas até 2012. Tamanha demanda diante da falta de
profissionais criou uma guerra por engenheiros.
Em 2003, a formação de um engenheiro custava US$ 25 mil.
Hoje, US$ 40 mil, diz a IBM, uma das empresas que mais contrataram
engenheiros e técnicos de computação desde quando
o Brasil tornou-se base mundial para oferta de serviços.
Essa escassez já atinge a competitividade brasileira. "Em 2009,
exportamos US$ 1,5 bilhão em serviços. Só a IBM
respondeu por US$ 500 milhões. A Índia exportou US$ 25
bilhões", disse Paulo Portela, vice-presidente de
Serviços da IBM, em seminário promovido pela Amcham, em
São Paulo.
"Essa disputa [por engenheiros] não ajuda. Vamos perder se
entrarmos numa guerra e ampliar a inflação dos custos da
mão de obra." O salário inicial, de R$ 1.500 em 2006,
já atinge R$ 4.500.
EVASÃO
O diagnóstico da realidade nos 1.374 cursos no país
mostra que a evasão nos cursos de engenharia é de 80%;
dos 150 mil que ingressam no primeiro ano, 30 mil se formam.
"Só um 1 em cada 4 possui formação adequada. O
Brasil forma menos de 10 mil engenheiros com competência e esses
são disputados pelas empresas", diz José Roberto Cardoso,
diretor da Escola Politécnica da USP, uma das mais importantes
faculdades de engenharia do país.
A Amcham (Câmara Americana de Comércio) quer o tema na
campanha eleitoral. O documento com o diagnóstico e as propostas
compiladas por Jacques Marcovitch, professor da USP e conselheiro do
Fórum Econômico Mundial, será entregue ao governo e
aos candidatos.
É certo que ficará para o próximo governo a busca
da resposta para a pergunta: "Por que o jovem quer ser médico e
advogado e não quer ser engenheiro e professor de
matemática?".
Exemplo de baixa procura pela área ocorreu em concurso para
professor de física em São Paulo. De 931 vagas, só
304 foram preenchidas. Sem oferta, indústria "caça"
engenheiro
Estudantes de engenharia da Poli aprendem a desenhar carros no sistema
GM e saem treinados da universidade. Vale cria cursos para especializar
recém-formados em áreas como portos e ferrovia e paga R$
3.000
DE SÃO PAULO
Pesquisa do Ibope encomendada pela Amcham aponta que 76% das empresas
no Brasil possuem programas de treinamento e formação de
mão de obra. Boa parte desses gastos assegura o futuro
engenheiro na companhia. A mineradora Vale, que só em 2010
prevê investimento total de US$ 12,9 bilhões, deu escala a
esse modelo.
A mineradora criou cursos de pós-graduação para
atrair engenheiros com até três anos de formado. Cada um
recebe bolsa de R$ 3.000 para especialização em
engenharia de mina, ferrovia, porto e agora pelotização
(transformação de finas partículas de
minério em pelotas).
Marcelo Brandão, engenheiro ambiental, e Fabio Witaker,
engenheiro mecânico, são exemplos recentes. Foram
contratados em fevereiro depois de curso intensivo de engenharia
ferroviária.
Aproximar-se da academia tem sido a solução. A montadora
General Motors é uma das empresas mais agressivas nesse campo.
Com a instalação no Brasil de 1 dos 5 centros mundiais de
desenvolvimento de produto, a montadora teve de ampliar de 600 para
1.300 o número de engenheiros.
ACORDO
Um acordo com a Escola Politécnica da USP, um dos principais
centros de formação de engenheiros no Brasil, deu
à GM uma vantagem. Os estudantes de engenharia da Poli aprendem
a desenhar carros no sistema GM de projetar veículos.
"Quando esse estudantes saírem da universidade, estarão
prontos, com parte do treinamento executado", diz Pedro Manuchakian,
vice-presidente de Engenharia de Produtos da General Motors na
América do Sul.
Com planos para criar centros de pesquisa no Brasil, General Electric e
IBM correm para atrair profissionais. A IBM vai repatriar 50 cientistas
brasileiros.
O novo laboratório anunciado há duas semanas exigirá cem cientistas, alguns dos quais engenheiros.
"É uma operação de guerra", disse Paulo Portela,
vice-presidente de Serviços da IBM. De 3.800 funcionários
em 2003, a IBM expandiu para 21 mil. A empresa já treinou 60 mil
pessoas, das quais contratou 10 mil.
CONTEÚDO NACIONAL
A GE também tem planos igualmente fortes no país,
sobretudo para ampliar o conteúdo nacional de componentes usados
em seus equipamentos. A empresa também anunciou um centro de
pesquisa no país, onde contratará 150 engenheiros.
Segundo Alexandre Alfredo, diretor de relações
institucionais, a companhia foi buscar profissionais em quatro
universidades: as paulistas USP e Unicamp e as federais do Rio e de
Minas Gerais.
(AGNALDO BRITO)
Frase
"Só um 1 em cada 4 engenheiros tem formação
adequada. O Brasil forma menos de 10 mil engenheiros com
competência e esses são disputados pelas empresas"
JOSÉ ROBERTO CARDOSO
diretor da Escola Politécnica da USP
Governo quer reduzir evasão nos cursos
DE SÃO PAULO
A principal meta do governo nos próximos três anos
é elevar de 30 mil para 40 mil o número de graduados em
engenharia no Brasil. A tarefa foi entregue à Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior). A instituição criou uma
comissão para cumprir esse objetivo. Segundo o coordenador da
Capes, Jorge Almeida Guimarães, há dois problemas
centrais na crise da engenharia brasileira.
A primeira é a precária formação no ensino
fundamental e médio, com grandes deficiências em
disciplinas básicas das chamadas ciências duras, como
física, química e matemática. A segunda é
consequência da anterior. A falta de boa formação
no ensino médio tem provocado evasão maciça nos
cursos de engenharia. "A primeira missão será garantir
que o aluno fique no curso", disse Guimarães.
A Capes vai pedir auxílio à Petrobras para alcançar essa meta.
A estatal, responsável por grande parte da demanda brasileira
por engenheiros, é uma das empresas mais interessadas em ampliar
a formação desses profissionais. Só assim
conseguirá pôr em marcha planos de investimentos de US$
200 bilhões nos próximos cinco anos.
A comissão da Capes estuda repetir iniciativa hoje já
usada por grandes corporações e bancar a
permanência dos alunos nos cursos. A ampliação em
10 mil engenheiros em três anos é uma meta modesta para as
necessidades nacionais.
Os países que fazem concorrência com o Brasil no mercado
internacional formam contingentes muito maiores de engenheiros. Por
ano, a China forma 400 mil engenheiros, a Índia, 250 mil, e a
Coreia do Sul, 80 mil.
INICIATIVAS
Jacques Marcovitch, professor da USP, listou iniciativas com o objetivo
de modernizar a engenharia nacional em documento a ser entregue pela
Amcham (Câmara Americana de Comércio) aos
presidenciáveis.
O desafio de todas é inverter a avaliação atual do
diretor da Poli, José Roberto Cardoso: "Engenheiros de menos.
Escolas de mais". (AB)
Fonte: Folha de São Paulo
Eleições e educação
Fonte: Clipping Educacional Consae Zero Hora, 21/06/2010 - Porto Alegre RS
Mariza Abreu
A Emenda Constitucional 59/2009, que extinguiu a
Desvinculação das Receitas da União (DRU) para a
educação e ampliou a obrigatoriedade do ensino para a
idade de quatro a 17 anos, dispõe que o novo Plano Nacional de
Educação (PNE) deve articular o sistema nacional de
educação em regime de colaboração e fixar
meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do Produto Interno
Bruto (PIB). A Constituição de 1988 fixa a
repartição de competências entre União,
Estados e municípios pela oferta da educação,
determina a organização dos sistemas de ensino em regime
de colaboração e atribui à União
função supletiva e redistributiva e papel de
coordenação da educação nacional. Trata-se,
pois, de aperfeiçoar o sistema nacional de
educação já existente no país.
Primeiro, é preciso aumentar o gasto público com
educação em relação ao PIB e a
participação da União no financiamento do
setor, que foi de 23,8% em 1995, baixou a 18,2% em 2004 e retornou ao
patamar de 23% em 2007/08. Em relação ao PIB, o gasto
público com educação manteve-se em 4% entre 1995 e
2005, elevando-se a 4,7% em 2008.
Segundo, ao aperfeiçoar o regime de colaboração,
são fundamentais espaços inter-federativos deliberativos.
No Rio Grande do Sul, lei de 1995 criou o grupo de assessoramento
formado por Estado e municípios. No país, foram criadas a
Comissão Intergovernamental do Fundeb (lei de 2007), com MEC,
secretários estaduais e municipais de educação; o
Grupo de Trabalho Permanente do Transporte Escolar (GTP-TE/Portaria MEC
de 2008), com governo federal, prefeitos, secretários estaduais
e municipais de educação; Comitê de
Governança do novo Enem, com MEC, universidades e
secretários estaduais de educação. O
Programa Nacional do Transporte Escolar (Pnate) influenciou a
construção do Peate/RS e o debate daqui foi levado ao
GTP-TE, cujo trabalho resultou no Projeto de Lei 3.417/2008.
Para avançar, é preciso novos espaços
inter-federativos. Por que não conselhos representativos dos
três entes federados no FNDE e Inep, órgãos do MEC?
Quando o tema é financiamento, os municípios devem se
representar por prefeitos e secretários de
educação, como no GTP-TE. Por fim, riscos a evitar. A
centralização no governo federal do planejamento e
formulação das políticas e
descentralização da execução. A
partidarização ou sindicalização:
presença em conselhos, fóruns e conferências de
setores mais mobilizados em lugar da maioria da
população. Em tempos de eleições e novo
PNE, é hora de avançar rumo à
educação de qualidade para todos.