23/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Adultos sem o ensino médio podem fazer Enem para obter certificação

Haddad vai pedir ao STF que julgue ação contra o ProUni

Matrícula de selecionados na primeira chamada começa nesta quarta-feira


Câmara discute PEC que restabelece exigência de diploma para jornalistas

Senado: Projetos de Lei sobre educação são aprovados


Comissão da Reforma Universitária vota parecer do relator

Comissão da Reforma Universitária tem audiência cancelada

Lançamento do Selo de Certificação SCDesign de Excelência


Lei nº 12.260, de 21 de junho de 2010 - União Nacional dos Estudantes - UNE

Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia

Governo poderá criar olimpíada para estimular esporte na educação básica

MEC emite processos de filantropia

Quase 25% dos jovens faltam às aulas sem motivo 

Missão de tornar Reuni política de Estado

MEC publica instrumento de avaliação dos cursos de pedagogia 

O exame da (des)Ordem

Concurso Design Estudantes Masisa

Quase metade dos universitários do país já usou drogas ilícitas, mostra pesquisa

PUC-MG terá de indenizar ex-aluna vítima de violência

Podemos pensar em Direito Digital Global?

MEC lança biblioteca do professor

Reformada decisão que condenava universidade ao pagamento de dano moral

Adultos sem o ensino médio podem fazer Enem para obter certificação
Fonte: Clipping Educacional consae - Correio Braziliense, 22/06/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser feito por pessoas que buscam o certificado de conclusão dessa etapa de ensino. Ou seja, quem não cursou ou não concluiu o ensino médio tem agora a chance de fazer a prova. Caso atinja a pontuação mínima exigida — 400 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 na redação — terá direito ao certificado. As matrículas do Enem de 2010 foram abertas na segunda-feira, 21, e vão se estender até 9 de julho, pela internet. Ao fazer a inscrição, o candidato à certificação deve indicar o número do CPF e preencher o questionário  socioeconômico. As provas serão aplicadas em 6 e 7 de novembro. Como estabelece o edital retificado, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, dia 22, o candidato à obtenção do certificado de conclusão não precisa ter frequentado a escola regular nem a educação de jovens e adultos. A condição para obter a certificação é ter 18 anos completos na data de realização da primeira prova.
Cabe ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) receber as inscrições dos candidatos, aplicar e corrigir as   provas. A emissão do certificado é de competência das secretarias estaduais de educação. Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem. Assim, o candidato deve, no ato da inscrição, indicar a secretaria, instituto ou centro federal pelo qual pretende obter a certificação. Da ficha de inscrição consta a relação de instituições certificadoras que firmaram acordo de cooperação técnica com o Inep 

Haddad vai pedir ao STF que julgue ação contra o ProUni
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 22/06/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, pretende fazer visita nos próximos dias aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em pauta, o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adi) proposta pelo partido político Democratas, em outubro de 2004, contra o Programa Universidade para Todos (ProUni),   criado naquele ano, com seleção dos primeiros estudantes em 2005. Preocupado com as mais de 700 mil bolsas em instituições particulares de ensino (500 mil em utilização) distribuídas desde a implantação do programa, Haddad vai pedir aos ministros que julguem a ação o mais brevemente possível. “Temos de zelar pelo   ProUni”, disse o ministro. “Quinhentas mil vidas acadêmicas dependem disso.” Em abril de 2008, o relator da ação, ministro Carlos Ayres Brito, ao levar o voto ao plenário do STF, julgou a ação improcedente. No entanto, o ministro Joaquim Barbosa pediu vistas do processo, o que sustou o julgamento. 

Matrícula de selecionados na primeira chamada começa nesta quarta-feira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:10 hs. 
23/06/2010 - Começa nesta quarta-feira, 23, e vai até quinta-feira, 24, o prazo para matrícula dos 16.549 candidatos selecionados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Os estudantes devem comparecer à instituição para a qual foram selecionados e apresentar a documentação exigida para a matrícula. A relação dos documentos necessários pode ser consultada pelos candidatos no Boletim Individual ou junto às instituições.
Os candidatos que foram selecionados em sua primeira opção na primeira chamada serão excluídos do sistema e não serão novamente convocados nas chamadas subsequentes, mesmo que não efetuem a matrícula.
Já os estudantes selecionados em sua segunda opção continuarão no sistema e poderão ser convocados em sua primeira opção. Ao final das matrículas da primeira chamada, serão feitas outras duas chamadas subsequentes, caso ainda existam vagas disponíveis.
Participam do processo de seleção para as vagas do segundo semestre 35 instituições de ensino superior, sendo 15 universidades federais, duas universidades estaduais, 17 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um centro federal de educação tecnológica (Cefet).
Assessoria de Imprensa da Sesu 
Fonte: MEC 

Câmara discute PEC que restabelece exigência de diploma para jornalistas
Fonte: Notícias do Ensino Superior ABRAFI
A comissão especial que analisa a PEC 386/09, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista, realiza audiência pública hoje. Serão ouvidos professores e representantes de emissoras de rádio e TV. O debate foi proposto pelos deputados Chico Alencar (Psol-RJ) e Francisco Praciano (PT-AM). O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse, na semana passada, que sua intenção é apresentar seu parecer até o dia 30.
O objetivo da PEC é reverter decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho do ano passado, acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício de atividades jornalísticas. A decisão provocou protestos de entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Segundo a Fenaj, a decisão do STF “rebaixa” a profissão, já que, em tese, até pessoas sem formação escolar poderão obter registros de jornalistas.
Já os representantes das empresas do setor, como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), alegam que a exigência do diploma fere a liberdade de expressão, e que na prática já existe a atuação na mídia de pessoas sem o diploma da área.
Convidados
Foram convidados para o debate:
- o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slavieiro;
- o diretor do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof;
- o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Antonio Carlos Hohlfeldt;
- a professora de Comunicação Leise Taveira dos Santos;
- o coordenador do Curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), Leonel Azevedo de Aguiar; e
- o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Carlos Eduardo Franciscato.
A audiência está marcada para as 14h30 no plenário 3.
Para maiores informações acesse o site:
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=11902

Senado: Projetos de Lei sobre educação são aprovados
Fonte: Jornal da Educação IPAE
Na terça-feira (22) a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou dois projetos de lei sobre educação que tramitam no Senado. Entre os projetos de leis aprovados estão o PLS 526/09 e o PLS 583/09.
O projeto de lei 526/09 teve autoria da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e visa financiar o transporte intermunicipal de universitários. O projeto de Lei 583/09 teve como autor o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), este projeto garante recursos para a compra periódica de equipamentos e materiais de informática destinada à educação básica.
Além desses dois projetos, a Comissão de Educação aprovou requerimento de Flávio Arns para a realização de audiência pública sobre o PLC 230/09. O projeto trata de assuntos como a jornada escolar na rede pública de educação básica e o número de alunos por professor nessa rede. A data da audiência para esse projeto ainda será marcada.
As duas propostas foram aprovadas nesta terça-feira (22), pela Comissão e agora têm de passar por votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Comissão da Reforma Universitária vota parecer do relator
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
A Comissão Especial da Reforma Universitária se reúne hoje para discutir e votar o parecer do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP).
Maluly adiantou que enfocará, em seu texto, a autonomia administrativa, pedagógica e financeira das instituições. Esse tema, disse, será mais facilmente aprovado do que outros. “Vamos pegar tudo o que há na área de autonomia. O grande trabalho será conscientizar a comissão para votar esse ponto. No ano que vem, outro grupo poderá fechar os pontos que ficarem em aberto”, explicou.
Entre os temas que não possuem consenso e não entrarão no relatório de agora, estão o sistema de avaliação, a montagem de cursos universitários e a participação de capital estrangeiro no ensino superior brasileiro. Sobre o sistema de avaliação, Maluly explicou que alguns dos envolvidos no tema o consideram um caminho para melhoria do ensino superior, enquanto outros o classificam como punição.
Em relação à montagem de cursos, o deputado observou que o Ministério da Educação não cumpre prazos e as instituições de ensino ficam sem poder tomar uma iniciativa. Já no que diz respeito ao capital estrangeiro, a dificuldade é estabelecer limites para essa participação.
A comissão foi criada para propor um novo modelo de gestão para as universidades públicas e privadas no País. A comissão analisa o Projeto de Lei 4212/04, do deputado Átila Lira (PSB-PI), e outros que tramitam em conjunto. Entre eles, o projeto de reforma universitária encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 2006 (PL 7200/06) e a proposta (PL 5175/09) apresentada pela Comissão de Legislação Participativa por sugestão da União Nacional de Estudantes (UNE). 

Comissão da Reforma Universitária tem audiência cancelada
Fonte: Jornal da Educação IPAE
Foi cancelada esta reunião da Comissão Especial da Reforma Universitária que discutiria e votaria o Parecer do relator, deputado Jorginho Maluly. Não foi definida nova data.
O Projeto não tramitava desde 2009, mas este mês entrou em pauta novamente. No dia 9 de junho, estava marcada audiência para análise do texto, mas também foi cancelada, sendo remarcada para esta quarta-feira.
 
Lançamento do Selo de Certificação SCDesign de Excelência
Fonte: Associação Catarinense de Design
A SCDesign participará na ACIB – Associação Comercial e Industrial de Blumenau com uma grande e importante palestra para apresentar a Associação dos Profissionais de Design de Santa Catarina aos empresários e industriais de toda a região, apresentando a importância da SCDesign na organização profissional dos designers no estado de Santa Catarina dentro dos grandes e potenciais mercados existentes e em pela expansão tecnológica.
Será lançado oficialmente neste evento o Selo de Certificação SCDesign de Excelência, que já foi divulgado á impressa estadual e que todas informações e detalhes já ficarão disponíveis no portal da SCDesign. Disponibilizaremos até o dia do lançamento o edital completo do Selo de Certificação SCDesgin de Excelência para download e procedimento de inscrição.

Lei nº 12.260, de 21 de junho de 2010 -
União Nacional dos Estudantes - UNE
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:46 hs. 
23/06/2010 - Reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro pela destruição, no ano de 1964, da sede da União Nacional dos Estudantes - UNE, localizada no Município do Rio de Janeiro, e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2483.pdf 
Fonte: DOU n.º 117 - 22.06.2010 

Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:38 hs. 
23/06/2010 - Nesta semana, o caderno Fovest da Folha destaca os vestibulares de São Paulo que se abriram à filosofia.
Segundo Fabiana Rewald, editora do suplemento e do Blog do Fovest, a maioria das faculdades deve cobrar a habilidade de interpretar textos. A exceção é a Unesp, que já avisou que na segunda fase cobrará conhecimentos mais aprofundados da disciplina.
A edição desta semana também traz informações sobre o Enem. Interessados têm até 9 de julho para se inscrever, exclusivamente pelo site sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao. Como no ano passado, a taxa é de R$ 35.
Para o aluno que deseja aperfeiçoar sua redação, o caderno também dá a oportunidade de enviar uma redação para análise da consultora de língua portuguesa do grupo Folha-UOL, Thaís Nicoleti de Camargo.
Todos os textos serão lidos, mas apenas um terá sua correção publicada, na edição do dia 4 de agosto de 2010. A redação escolhida permitirá fazer observações úteis a todos os estudantes.
Desta vez, o candidato deve escrever sobre a influência da tecnologia sobre o comportamento das pessoas. Os textos devem ser encaminhados apenas para o e-mail thais.nicoleti@grupofolha.com.br até o próximo dia 8 de julho. Na barra de assunto do e-mail, escreva "redação fovest 2010". 
Fonte: Folha on line 

Governo poderá criar olimpíada para estimular esporte na educação básica
Fonte: Clipping Educacional Consae Correio Braziliense, 22/06/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
O Poder Executivo poderá ser autorizado a criar a Olimpíada Brasileira do Esporte, para dinamizar a prática de modalidades olímpicas entre estudantes das escolas públicas e privadas da educação básica. Proposta nesse sentido consta da pauta da reunião da Comissão de Educação,   Cultura e Esporte, que se reúne nesta terça-feira (22/6). De autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o projeto visa identificar jovens talentos e incentivar a prática desportiva amadora e de competição. O relator, senador Jefferson Praia (PDT-AM), apresentou voto favorável à  matéria, que terá decisão terminativa na CE. A Comissão analisa ainda, entre as 22 proposições em pauta, proposta que obriga formação de nível superior para professores da educação básica e projeto da Câmara que trata do direito à prática religiosa. 

MEC emite processos de filantropia
Fonte: Jornal da Educação IPAE
Com base nas disposições da Lei 12.101 de 2009, o Ministério da Educação iniciou a emissão de Portarias para certificação das certificando as entidades filantrópicas.
A responsabilidade pela análise dos processos e o acompanhamento das instituições era do Conselho Nacional de Assistência Social, mas de acordo com a Lei passou para o MEC.
Os primeiros atos, voltados para as escolas de ensino básico, foram assinados pela Secretaria de Educação Básica.
 
Quase 25% dos jovens faltam às aulas sem motivo 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 22/06/2010
Quase 25% dos alunos do ensino médio faltam às aulas sem ter motivo, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) reunidos por Elaine Toldo Pazello, diretora de pesquisas educacionais do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem). O número inclui jovens do sexo masculino. No caso das meninas, 18% também disseram não ter ido às aulas "porque não quiseram". Os dados valem tanto para escolas públicas quanto particulares. O número de faltas gira entre um e dez dias para cerca de 40% dos estudantes. Em média, os alunos do nível médio faltam um dia a mais que os do fundamental, e os de escola pública faltam mais um dia que os da rede particular, em um período de dois meses. A maior razão apontada para as faltas é doença: 48% das garotas usaram este argumento, contra 42% dos meninos. Menos de 1% disse ter se ausentado do colégio porque era distante (em torno de 0,5%) ou por falta de dinheiro (0,9% em média). Uma parte significativa dos estudantes de escolas   públicas, entretanto, disse que greves e a falta de professores foram razões para faltarem - 9,3% das meninas e 8,6% dos meninos.
Elaine sugere que mudar a estrutura e as aulas do ensino médio pode ajudar a manter os estudantes na escola. Os dados, diz ela, confirmam que o motivo para os alunos faltarem não são falta de transporte, dificuldade de acompanhar o curso nem a renda. - Por que os estudantes faltam? Acho que é isso que temos que perguntar. Provavelmente o que ele [aluno] faz na escola não está sendo tão animador. Já foi proposto abrir a jornada do estudante, aprender e estudar a rotina dele. Acho que isso é importante. Os dados da Pnad, os mais recentes a respeito de faltas nas aulas, são de 2004. Diretor de orientações curriculares do MEC (Ministério da Educação), Carlos Artexes concorda com Elaine. Ele afirma que o currículo do ensino médio deveria ter mais ligação com a realidade do adolescente.
- É preciso mudar a cultura da  escola média do Brasil. As aulas precisam ser construídas como um projeto de vida do estudante, não como conhecimento enciclopédico. Existe outra componente [que define a ausência na escola], mais complexa. Ela tem a ver com o que quer a pessoa humana. Dos alunos matriculados no ensino médio brasileiro, 16,5% abandonam os estudos já no primeiro ano. O número equivale a quase 570 mil dos 3,4 milhões de jovens inscritos neste nível de ensino. Essas informações, assim como os dados sobre faltas, estão em um estudo apresentado na quarta-feira (16) pela ONG Todos Pela Educação. A pesquisa aponta ainda que cerca de 253 mil alunos formados na oitava série do ensino fundamental que poderiam ingressar no ensino médio não fizeram matrícula. A evasão e o abandono neste nível são problemas graves, que atingem tanto as áreas rurais quanto as grandes cidades, afirma Artexes. - É um fenômeno humano, que se repete nas regiões metropolitanas e no Sudeste. (R7) 

Missão de tornar Reuni política de Estado
Fonte: Clipping Educacional Consae Portal IG Educação, 22/06/2010
Novo presidente da associação dos dirigentes das universidades federais assume posto com missão de tornar Reuni política de Estado
Priscilla Borges, iG Brasília 
De formação, Edward Madureira Brasil é engenheiro agrônomo. A trajetória profissional construída em empresas privadas, no entanto, terminou na universidade. Por vocação, Edward se tornou professor. À frente da Universidade Federal de Goiás (UFG) desde 2006, o reitor será agora o novo presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes). Em um ano, Edward pretende   atingir metas que são antigas demandas dos reitores federais. A primeira é consolidar a autonomia universitária. Conceito difícil de ser compreendido, mas garantido em constituição, ainda não é uma realidade. No próximo mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar um decreto que regulamenta o que as universidades podem ou não fazer. Além disso, o novo presidente da Andifes pretende finalizar   uma proposta de solução definitiva para os hospitais universitários. Eles vivem uma crise financeira, de pessoal e de investimentos que se estende há anos. A última meta, no entanto, talvez seja a mais ambiciosa: tornar o Reuni, programa que garantiu recursos para a expansão federal, uma política de Estado e que não termine ao final do governo Lula. A seguir, entrevista concedida por Edward Madureira ao iG. 
Como se sente à frente da Andifes em um momento tão particular para as universidades, que estão em expansão e próxima a uma troca de governo?
Minha universidade me terá mais ausente nos próximos meses, mas será por uma boa razão, que são os interesses coletivos das instituições. É isso, inclusive, que pautará minhas ações. Entre as razões que me motivaram a disputar as eleições para a presidência da Andifes é a minha crença no sistema federal. Acho que a qualificação do nosso corpo docente, a qualidade dos nossos estudantes e a capilaridade que o sistema ganhou com a expansão podem contribuir muito para o desenvolvimento do País.
Quais são suas metas à frente da entidade?
Acho que precisamos insistir na defesa da autonomia universitária, solucionar os problemas dos hospitais universitários e continuar a expansão. Precisamos trabalhar para que o sistema tenha mais coesão. Já temos um programa de mobilidade, que é importante, mas precisamos fortalecê-lo. Temos um potencial grande para criarmos uma rede de conhecimento, com projetos colaborativos entre as instituições. Temos um grande diferencial no sistema federal, que é a presença em todo o território. Precisamos aproveitar isso. Acho que precisamos aproximar as propostas pedagógicas das universidades também.
É possível fazer isso sem ferir a autonomia universitária?
É sim. O que sugiro é fazermos um trabalho em rede, colaborativo. A Universidade Federal do Paraná, por exemplo, está desenvolvendo uma ferramenta para que as universidades possam trocar conteúdos de diferentes mídias, como rádio e TV. As instituições possuem esses canais de comunicação, mas têm dificuldade em produzir algo. Então poderíamos aproveitar esforços. O importante é criarmos essa cultura de troca. Essa coesão pode ser feita a partir da Andifes.
A consolidação da autonomia universitária é, ano a ano, colocada entre as prioridades das universidades federais. O que ainda falta para que ela se torne realidade?
A autonomia é um valor difícil de ser compreendido. Precisamos poder repor professores quando eles morrem ou se aposentam, ter a liberdade de utilizar o que sobrou de recursos previstos para um ano no seguinte. Isso ainda não foi compreendido pelos órgãos de controle. Por isso, trabalhamos na elaboração de um decreto que regulamente essas questões. Depois de um ano, garantimos no documento a reposição dos quadros de pessoal (professor e técnico), o aproveitamento de crédito orçamentário, remanejamento de recursos, a relação com as fundações de apoio. O presidente Lula deve assinar esse documento no dia 19 de julho.
O senhor falou também que é preciso continuar a expansão das universidades. Como a Andifes pretende trabalhar nesse sentido?
As obras do Reuni ainda não foram concluídas e há muitas instituições que começaram as atividades sem as condições ideais de infraestrutura. Queremos acertar com esse governo as adequações que consideramos necessárias no Reuni. Como tivemos pouco prazo para apresentar os projetos e nos candidatar às verbas, há pontos que deixaram a desejar. Precisamos acertar, por exemplo, estimativas de quantidade de professores para os cursos, recursos necessários para a criação de graduações. Queremos resolver essas pendências para batalharmos a continuidade do programa. O Brasil ainda tem uma meta de inclusão no ensino superior longe de ser atingida. No Plano Nacional de Educação, havia o objetivo de incluir na universidade 30% da população de 18 a 24 anos. Não chegamos a 15%. Mantendo a proporção de hoje, teríamos de dobrar o sistema para atender esses jovens. Então, ainda há muito a ser ampliado. Precisamos também, para que a expansão dê certo, criar incentivos para manter os professores e os doutores nos campi que estão no interior, para consolidá-los. Queremos que a expansão se torne uma política de Estado, que não seja interrompida. Vamos apresentar demandas aos candidatos às eleições.
Os hospitais universitários sofrem há anos com a falta de recursos, uma divisão entre o trabalho de assistência - vinculado ao Sistema Único de Saúde e ao de ensino -, têm dívidas e sofrem com a falta de pessoal. Também uma pendência antiga a ser resolvida?
É verdade, esse é um problema antigo. Mas, nos últimos anos, avançamos com um levantamento completo sobre a situação dos hospitais. Hoje, temos um diagnóstico da situação deles e do que precisam. Lula também assumiu um compromisso, no ano passado, para resolver o problema deles. Avançamos, mas ainda não o suficiente. Há cerca de 20 mil funcionários terceirizados nesses hospitais, que não podem ser dispensados. Precisamos implementar o decreto do plano de reestruturação dos hospitais para solucionar esses problemas. Ele prevê uma divisão das despesas entre os Ministérios da Educação e da Saúde. 

MEC publica instrumento de avaliação dos cursos de pedagogia 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 22/06/2010
Foi publicada nessa segunda-feira (21) portaria do Ministério da Educação que institui o instrumento de avaliação dos cursos de pedagogia. O documento apresenta os aspectos que serão considerados pelos avaliadores do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) nos processos de reconhecimento dos cursos. A definição de um instrumento próprio para os cursos de pedagogia é mais uma ação do MEC no campo da formação de professores. Ele contribui para consolidar as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Pedagogia e afirma o lugar que a qualificação dos  professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental deve assumir nesses cursos. O instrumento define os critérios de qualidade que devem ser alcançados pelos cursos para que tenham o reconhecimento do MEC. Os critérios de avaliação são organizados a partir de três fatores: organização didático-pedagógica do curso, corpo docente e instalações físicas.
Em relação à organização didático-pedagógica, serão considerados aspectos como o processo de avaliação da aprendizagem, a integração do   aluno à prática educativa e a relação do curso com os sistemas públicos de ensino municipais e estaduais. No quesito corpo docente, além de considerar a titulação dos professores, o instrumento também apresenta como critério a ser avaliado a composição e atuação do Núcleo Docente Estruturante, grupo de professores da instituição responsável pela implementação das diretrizes curriculares do curso. Além de pedagogia, medicina, direito e os cursos superiores de tecnologia possuem instrumentos específicos de avaliação. 

O exame da (des)Ordem
Fonte: Clipping Educacional Consae O Globo, 23/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Iuri Bastos 
Passados apenas alguns dias desde a primeira avaliação à qual são submetidos os bacharéis em Direito como pré-requisito à inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), inúmeras são as reclamações, os questionamentos e os revoltados com a avaliação imposta aos aspirantes da tão sonhada "carteira vermelha". Esse último exame foi considerado por muitos (nisso incluem-se magistrados, acadêmicos e bacharéis em Direito, professores e advogados militantes) o mais difícil de todos desde o seu início. Mas qual é mesmo o objetivo desta avaliação? Segundo a OAB, o referido exame tem por objetivo avaliar o profissional de Direito, bacharel, capacitado para a entrada no competitivo mercado de trabalho brasileiro. Segundo a cúpula dos mais qualificados advogados, muitos são os cursos medíocres e, por isso, os atuais bacharéis precisam de um aval para atuar em defesa dos direitos e deveres dos que dependem do poder legislativo no Brasil.
Mas até onde isso é verdade? Sem considerar o caráter inconstitucional desta prova, indiscutivelmente contrária ao artigo 22 da Constituição - que diz competir privativamente à União legislar sobre a organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões -, a OAB submete os bacharéis em Direito a 100 questões (das quais no mínimo 50 precisam ser acertadas para que o candidato realize a segunda etapa do concurso) mal formuladas, extremamente difíceis e totalmente incoerentes com os objetivos citados pelos próprios organizadores do exame. Isso sem mencionar, é claro, as recentes denúncias de fraude que envolvem  a prova, organizada pela Cespe.
Consultando os gabaritos extraoficiais do exame de 2010, já disponíveis na internet, nota-se a inconformidade entre os professores de Direito mais gabaritados do país (frequentemente usados como chamarizes para os incontáveis cursos preparatórios para o exame da Ordem). Se nem eles, docentes e advogados militantes, chegam a um consenso acerca das corretas respostas das provas, como é possível exigir de bacharéis em Direito o conhecimento, a finco, de milhares de leis, súmulas, orientações jurisprudenciais, etc? Perguntas que precisam ser respondidas - Precisamos de profissionais éticos, idôneos, bem articulados e capacitados pelos cursos superiores em Direito, regularmente fiscalizados pelo MEC, ou de mentes capazes de decorar dezenas de milhares de leis em seus detalhes mais minuciosos? Ou, o que é pior, precisamos daqueles que dão a sorte de acertar as questões cujas respostas desconhecem? É desse tipo de advogado que o Brasil precisa?
Que (des)Ordem é essa que rejeita bacharéis aprovados nos primeiros lugares em outros concursos públicos? Que órgão é esse que, em vez de salvaguardar e assegurar o cumprimento das leis, cria normas inconstitucionais para impedir a entrada de milhares de advogados no mercado de trabalho? Por que não deixar que o próprio mercado selecione os melhores profissionais (e não apenas os mais sortudos)? Qual a legitimidade de um órgão fiscalizador, que é a OAB, em avaliar os cursos superiores reconhecidos pelo MEC (que, de fato, deveria atestar a qualidade do ensino  superior no país)? Por que não existe um apelo popular pelo fim do exame da Ordem como houve pela condenação do casal Nardoni no recente julgamento que mobilizou o país? Quem deve responder pelas milhares de vidas acorrentadas por mais quatro meses até a realização da próxima prova? Pelos milhares de bacharéis indevidamente impedidos de trabalhar (muitos deles com empregos garantidos e à espera, "apenas", da carteira vermelha)? Pelas famílias não constituídas, pelos futuros não escritos, pelos sonhos não concretizados?
Seriam as "porcarias" de bacharéis (como denominado pelo desembargador aposentado Renan Lotufo) ou os responsáveis pelo arrecadamento de nada mais, nada menos que R$ 50 milhões por ano somente em taxa de inscrição, a qual, em 2010, atingiu o patamar de R$ 200,00 por candidato? Será que os organizadores do concurso conseguiriam acertar as 50 questões necessárias nesta primeira fase da avaliação? É pouco provável que sim... Como podemos ver, muitas são as indagações, poucas as ações dos políticos brasileiros e nenhuma é a repercussão dessa atrocidade que se tornou o exame da Ordem em sua mais fiel representação de um país que, de fato, não pode ser sério. Finalizando e, a título de curiosidade, esta não é a opinião de mais um bacharel recentemente reprovado ainda na primeira fase do exame da Ordem. Sou formado há mais de seis anos e atualmente Mestre/Doutorando em Química Biológica pela UFRJ. Acho que essa briga não é apenas dos bacharéis em Direito do Brasil mas, sim, de todos que discordam desse caos. 

Concurso Design Estudantes Masisa
Fonte: Associação Catarinense de Design
Podem ser feitas até as 17h do dia 30 de junho as inscrições para a primeira fase do “Concurso Design Estudantes Masisa”, que irá premiar os melhores projetos de design de mobiliário desenvolvidos por estudantes brasileiros, além de chilenos, argentinos, mexicanos e venezuelanos.
A intenção do concurso é estimular a concepção de trabalhos que integrem os conceitos de inovação, criatividade e sustentabilidade através do design. Os projetos devem ser inéditos e alcançar objetivos de estética e funcionalidade, sustentabilidade, possibilidade de produção industrial e inovação. Os projetos deverão utilizar como principal matéria-prima os produtos Masisa, que podem ser combinados a outros materiais.
Os candidatos deverão enviar para a sede do concurso, em Curitiba, organizados em envelopes conforme
regulamento, a ficha de inscrição, certificado que comprove sua condição de aluno regularmente matriculado ou recém-formado, emitido pela instituição de ensino, além de descrição do projeto, rendering ou fotografia da maquete ou protótipo, se houver, além de apresentação tridimensional (planta, elevação e perfil).
No dia 7 de julho serão selecionados os 12 projetos que passarão para a segunda fase, a qual consistirá no envio de protótipos. Mais informações, regulamento e ficha de inscrição no site: www.masisa.com.
Fonte: designGrafico

Quase metade dos universitários do país já usou drogas ilícitas, mostra pesquisa
Fonte: Diário Catarinense Online 
Uso é maior entre jovens das regiões Sul e Sudeste
Quase a metade dos universitários brasileiros (49%) já experimentou drogas ilícitas. É o que revela o 1º Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários, divulgado hoje pela secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
O estudo indica que 22% dos universitários estão sob o risco de desenvolver dependência de álcool. No caso da maconha, esse percentual é de 8%. O levantamento ouviu cerca de 18 mil jovens matriculados em instituições públicas e privadas de ensino superior das 27 capitais brasileiras.
Entre os entrevistados, 40% usaram duas ou mais drogas nos últimos 12 meses e 43% disseram já ter feito uso múltiplo e simultâneo dessas substâncias. Segundo a pesquisa, o uso de substâncias ilícitas é maior entre os universitários das regiões Sul e Sudeste, de mais de 35 anos, que estudam em instituições privadas e estão matriculados em cursos da área de humanas no período noturno.
Não foi observada a interferência do gênero nesse consumo. O fumo é um hábito de 22% dos jovens do ensino superior. Em relação à bebida alcoólica, 86% dos universitários disseram já ter consumido álcool. O índice é de 80% entre os menores de 18 anos. O estudo aponta ainda que 18% dos jovens já dirigiram sob o efeito de bebida e 27% pegaram carona com um motorista embriagado.
O estudo ressalta que a prevalência do uso de álcool, tabaco e drogas entre os universitários brasileiros é semelhante à verificada entre os jovens dos Estados Unidos. Mas há algumas peculiaridades: entre os estudantes norte-americanos é maior o uso da maconha e, no Brasil, o percentual de universitários que declararam usar inalantes é superior ao daquele país.
AGÊNCIA BRASIL

PUC-MG terá de indenizar ex-aluna vítima de violência
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:46 hs. 
23/06/2010 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o valor da condenação a ser pago pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) à ex-estudante de História. A jovem terá de receber R$ 100 mil por danos morais por ter sido alvo de uma tentativa de estupro no banheiro da faculdade, durante uma festa organizada pelos alunos em setembro de 2000, na pizzaria da PUC. O agressor estava mascarado e tentou estuprar a jovem, que reagiu e levou cinco facadas.
A estudante entrou na Justiça contra a PUC, pedindo indenização por danos morais. Em sua defesa, a PUC alegava que o "lamentável ocorrido foi gerado exclusivamente por ato de terceiro, de forma manifestamente imprevisível e inevitável pela segurança mantida em toda e qualquer universidade".
Entretanto, o Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG) acolheu os argumentos da vítima e fixou o valor a ser pago em R$ 100 mil. Para o TJ-MG, ficou comprovada a negligência da universidade, que não observou o dever de cuidado, falhando na prestação dos serviços de vigilância e de segurança dentro de suas instalações.
A PUC recorreu ao STJ, pedindo a revisão do valor fixado para reparação do dano moral. No entanto, o ministro Raul Araújo, relator do processo, não aceitou os argumentos da universidade. "O montante da indenização só pode ser alterado na instância especial quando ínfimo ou exagerado, o que não ocorre no caso em tela. Levando em consideração as circunstâncias do caso concreto em que a agravada sofreu tentativa de estupro e agressão que deixaram sequelas, a quantia fixada pelo TJMG não se distanciou dos padrões de razoabilidade", afirmou. 
Fonte: Mais Comunidade - DF 
 
Podemos pensar em Direito Digital Global?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:36 hs. 
23/06/2010 - Será que a Sociedade Digital caminha no sentido de se criar um Ordenamento Jurídico Global? Como tratar as situações de obrigações ou mesmo de ilícitos ocorridos através de meios eletrônicos que envolvam múltiplos países ou ordenamentos jurídicos?
Seria possível assinar uma carta de princípios gerais aplicável a qualquer um, em qualquer lugar, que pudesse contribuir e facilitar o tratamento das questões digitais, aumentando o grau de segurança jurídica das relações eletrônicas?
Considerando todas as possibilidades que a Internet nos trouxe, bem como mais recentemente, as próprias redes sociais, não há como garantir o devido processo legal e o próprio exercício e proteção dos direitos dos indivíduos sem que se aceite e compreenda que vivemos um mundo plano, sem fronteiras físicas.
Muitos dos crimes digitais que ficam sem solução envolvem uso de recursos de acesso a internet em países distintos do local das vítimas, dificultando as investigações e aumentando sobremaneira o tempo de uma ação judicial. O fator tempo é crucial na Sociedade que vive o tempo real. A demora gera a perda das provas bem como desestimula o cidadão a socorrer-se junto ao Judiciário.
Independente da assinatura de Acordos Internacionais de Colaboração nas Investigações, como o de Budapeste, há que se assumir, nas próximas reuniões relacionadas a sustentabilidade da Internet, que faz-se mister a criação de uma Corte Internacional para julgar casos digitais. A mesma deve ser regida pelo princípio do acesso e da celeridade, com uso de recursos de mediação ou arbitragem, bem como ter suas decisões baseadas em um direito costumeiro inspirado nos princípios do Direito Digital Global (conforme tabela abaixo).
Este Direito Digital Supranacional não retiraria a soberania dos Estados, ao contrário, seria a única forma de garantir a aplicação da justiça na era das fronteiras da informação, em que espaço e tempo foram relativizados e se os Estados não forem capazes de implementar uma solução viável para os conflitos da era digital, corremos o risco de voltar ao Estado de Natureza, a se "fazer justiça com o próprio mouse".
A ética e os valores precedem as leis. A Sociedade Digital precisa reafirmar os valores que serão o fundamento de todo seu regime legal, de harmonização de regras que precisam nortear as condutas dos indivíduos conectados, em rede, em que a ação de um pode atingir e gerar consequências e riscos sistêmicos para todos.
Apesar da Geração Y, da era do individualismo exarcerbado, apenas a compreensão da responsabilidade em se viver em uma grande aldeia global nos permitirá garantir o futuro para as próximas gerações, seja do ponto de vista ambiental, seja na formação de usuários digitalmente corretos.
Princípios que regem o Direito Digital Global
1.Princípio da Transparência
2.Princípio do Uso ético da tecnologia
3.Princípio da presunção da Boa-fé contratual
4.Princípio da Vedação ao Anonimato na Manifestação do Pensamento (a exceção de denúncia anônima)
5.Princípio do viver honestmente
6.Princípio do a ninguém lezar
7.Princípio do dar a cada um o que é seu
8.Princípio da Liberdade de expressão com responsabilidade
9.Princípio da Proteção da Privacidade dos Indivíduos e dos seus dados
10.Princípio Proteção da Imagem e Reputação
11.Princípio da Proteção do Consumidor
12.Princípio Proteção dos Direitos Autorais, da Inovação, da Invenção e Criação na Sociedade do Conhecimento
13.Princípio da Colaboração e do Compartilhamento
14.Princípio do "Paper Less Society" do documento original escrito eletrônico (sem necessidade do suporte em papel)
15.Princípio da Livre Iniciativa
16.Princípio da Liberdade de Ir e Vir
17.Princípio da Segurança da Informação (disponibilidade, autenticidade, integridade, confidencialidade, legalidade)Princípio da Responsabilidade por ação ou omissão
18.Princípio da confidencialidade das comunicações telegráficas, telefônicas e eletrônicas
19.Princípio do menor dano possível (para retirada de conteúdos do ar da Internet)
20.Princípio de que todo dano deve ser ressarcido
21.Princípio da solução amigável e não enfrentamento
22.Princípio do uso de mediação e arbitragem
23.Princípio da Cooperação Internacional para investigação de casos digitais
24.Princípio da obrigação da guarda de provas eletrônicas para determinação de autoria em meios digitais (logs de conexão e acesso)
25.Princípio do acesso e da celeridade da Justiça
26.Princípio da majoração da pena para crimes digitais (devido a sua ocorrência de forma ardil e convarde, com alto impacto social)
27.Princípio do cárcere de segurança máxima sem acesso a ferramentas tecnológicas para criminosos digitais
28.Princípio da Recuperação do Criminoso e sua Reintegração Social
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor. 
Fonte: Última Instância - SP

MEC lança biblioteca do professor
Fonte: Jornal da Educação IPAE
O ministério da Educação criou Programa Nacional Biblioteca da Escola, onde os professores da educação básica pública terão livros específicos para eles.
A biblioteca contará com 154 títulos que compõem acervos a serem distribuídos por categorias. São títulos para os anos iniciais e finais do ensino fundamental. Além do ensino médio e ensino fundamental na educação de jovens e adultos. Serão distribuídos seis milhões de títulos para os professores das escolas públicas das 27 unidades da Federação. O programa, que teve investimento de R$ 78 milhões, tem o objetivo de fornecer material de apoio teórico e metodológico para o trabalho do professor em sala de aula e contribuir como ferramenta para o planejamento de suas aulas.

Reformada decisão que condenava universidade ao pagamento de dano moral
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça proveu recurso da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, e a isentou de pagamento de indenização por danos morais e materiais a Simone Regina Lenzi Rosembrock, que pretendia ter diploma de pós-graduação validado pela instituição de ensino.
Simone concluiu o curso de Mestrado em Metodologia de Ensino de Inglês em instituição localizada nos Estados Unidos (New Mexico State University), em agosto de 2001, e, apesar de as duas universidades possuírem convênio, a Unisul não revalidou o diploma. Com isso, Simone alegou ter sofrido danos na vida profissional, pois foi desclassificada em concurso público por causa da ausência do título. Contudo, para a relatora do processo, desembargadora substituta Sônia Maria Schmitz, tal frustração decorreu de sua própria conduta.
“Agravou ainda mais a situação ao antecipar-se ao prestar concurso público. Mesmo tendo o conhecimento pleno de que se aprovada fosse, não poderia apresentar o diploma de Mestrado sem a validação exigida pela norma de regência”, afirmou.
A decisão foi unânime. Em 1º grau, na Comarca de Blumenau, a Unisul havia sido condenada ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais e materiais.  (Apelação Cível n. 2008.032491-1)