
24/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Políticas Públicas para a educação vai ser tema de publicação organizada pela ABMES
Número de internautas brasileiros cresce 20% em 2009, aponta estudo
Escolas penitenciárias
Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia
A Consolidação dos Débitos no
Parcelamento instituído pela Lei N.O 11.941/2009 e
a Portaria Conjunta PGFN/RFB N.O 3/2010 - Peculiaridades
Alunos precoces: Jovens buscam cada vez mais cedo uma
especialização para encarar o competitivo mercado de
trabalho
Encontro no Sul discute a criação de escolas binacionais
Unesco promove concurso sobre educação sexual
Famílias têm despesas maiores conforme escolaridade, diz IBGE
Universidade de Brasília integra aluno perseguido pela ditadura militar
Entidade de Engenheiros defende valorização de mão de obra nacional
Novo padrão de consumo inclui itens mais caros e gasto maior com imóveis
Políticas Públicas para a educação vai ser tema de publicação organizada pela ABMES
Fonte: ABMES - Boletim de Notícias
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino
Superior (ABMES) organizará uma publicação
contendo pontos de vista sobre o tema Ideias básicas e
diretrizes para a definição de políticas
educativas do próximo governo, com o propósito de
endereçá-la aos candidatos à Presidência da
República, aos representantes destes na área de
educação, aos parlamentares, aos dirigentes do
Ministério da Educação, aos mantenedores
associados e à comunidade acadêmica em geral.
A pretendida publicação constará de duas partes. A
primeira abrangerá a transcrição das
exposições e dos debates do painel com os representantes
dos candidatos à presidência, realizado pela ABMES no dia
8 de junho de 2010, em Brasília, e a segunda os pontos de vista
de membros da comunidade acadêmica, de empresários, de
jornalistas e outros sobre o tema em questão.
Tendo em vista a importância dessa tarefa a ser coordenada pela
ABMES, e considerando ser este um ano que abrigará a
elaboração do Plano Nacional de Educação
2011-2010 e as eleições, temos a satisfação
de convidá-lo para compor a publicação.
Se nos der a honra de aceitar o convite, o que esperamos possa
acontecer, solicitamos-lhe a gentileza de enviar o seu texto –
com as seguintes características: Fonte Arial 12, espaço
simples, margem de 2 cm; até 10.500 caracteres (com
espaços); prazo: 16 de agosto – para
pontosdevista@abmes.org.br. Além disso, envie suas
credenciais (três no máximo) e e-mail para contatos.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Professora
Cecília Horta (cecilia@abmes.org.br; 3322-3252) ou com os
Assessores – Lidyane Lima (lidyane@abmes.org.br; 3322-3252)
e Frederico Ramos (frederido@abmes.org.br; 3322-3252)
Aguardando com grande expectativa a sua valiosa colaboração, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
Gabriel Mario Rodrigues
Presidente
Número de internautas brasileiros cresce 20% em 2009, aponta estudo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:38 hs.
24/06/2010 - Os dados indicam ainda que usuários brasileiros
também são os que passam a maior parte do tempo on-line,
em uma média de 26,4 horas durante o mês de fevereiro
deste ano.
Por Marina Lang, Folha Online
O Brasil foi o país que acrescentou mais usuários
à internet em termos absolutos: foram 6 milhões de novos
internautas no ano passado, número que representa um percentual
de 20% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da
empresa de estatísticas comScore, divulgada no final da semana
passada.
Em 2008, o Brasil registrava 28,6 milhões de internautas. De
acordo com os dados, 34,4 milhões de usuários
únicos foram identificados no ano passado.
No total, a América Latina teve um crescimento de 23% no ano
passado - e representa uma fatia de 8% da audiência da internet
mundial. Embora o Brasil represente 34% dos usuários da
América Latina, 61% das compras via internet são feitas
no país.
Os dados indicam ainda que usuários brasileiros também
são os que passam a maior parte do tempo on-line, em uma
média de 26,4 horas durante o mês de fevereiro deste ano.
O tempo é superior à média mundial, cujo
número é 22,6 horas, e à média
latino-americana (24,3 horas mensais).
Redes Sociais
A penetração das redes sociais no Brasil é muito
forte, segundo os números: elas têm 77,5% de alcance no
país. A média da América Latina, contudo, é
mais alta: 81,9%. O Facebook apresenta um baixo, mas crescente,
índice de penetração no país: apenas 15%
dos internautas aderiram à plataforma.
Embora não forneça números, a pesquisa sublinha a
forte presença do Orkut como site de relacionamentos principal
do país. Já o Twitter aparece com quase 18 milhões
de usuários no país, segundo os dados.
Na região latino-americana, o uso de redes sociais já
ultrapassou o de e-mail, de acordo com o estudo: 81,9% dos internautas
acessaram sites como Twitter e Facebook, em detrimento do e-mail, cujo
acesso foi de 78,9% dos internautas.
As líderes absolutas nas preferências dos usuários,
contudo, ainda residem nas clássicas ferramentas de busca, que
lideram com 85,5% de adesão na internet.
Fonte: www.administradores.com.br
Escolas penitenciárias
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 24/06/2010 - Recife PE
Adeildo Nunes
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária,
órgão colegiado da execução penal,
vinculado ao Ministério da Justiça, responsável
pela elaboração de diretrizes básicas sobre a
política criminal e penitenciária para o País,
acaba de decidir pela elaboração de anteprojeto de lei a
ser submetido ao Congresso Nacional, criando a Escola
Penitenciária Nacional, com sede em Brasília, buscando,
precipuamente, a formação técnica e profissional,
teórica e prática de todos quantos atuem no âmbito
do sistema carcerário brasileiro, em nível federal ou
estadual, não importa. A capacitação
técnica e o aprimoramento pessoal dos diretores de
presídios, agentes penitenciários e dos demais
técnicos que participam do dia a dia nas prisões, com
efeito, deverão servir como estímulo à
aquisição de experiências profissionais e a
introdução de práticas inovadoras que o
penitenciarismo moderno exige, que de há muito já
não admite os maus-tratos físicos e morais aos seus
encarcerados, ao lado de um despreparo profissional de alguns agentes
do Estado, que o Brasil infelizmente assiste no cotidiano prisional. A
desqualificação profissional e humana de muitos dos
responsáveis pela administração prisional e pela
segurança interna das prisões, certamente favorecem ao
tratamento desumano oferecido aos detentos brasileiros, hoje perto de
500 mil, homens e mulheres, provisórios e já condenados,
que vivem espremidos nas suas 210 mil vagas. Dos administradores de
presídio, a Escola pretende desenvolver atividades de
reflexão, crítica e avaliação permanente do
sistema carcerário, de modo a conduzi-los a uma eventual
transformação e neles introduzir as necessárias
inovações que a sociedade e a lei exigem.
A Escola pretende, ainda, gerir e difundir, em todo o País,
conhecimentos que visem a subsidiar a formulação e
aplicação de novas políticas no campo
penitenciário, oferecendo cursos, seminários e
conferências a todos aqueles que têm o compromisso de
efetivar a sentença penal condenatória e a realizar a
reintegração social do apenado. A
elaboração de procedimentos padronizados, a
publicação de estudos e pesquisas, e a
organização de banco de dados sobre as
estatísticas criminais e penitenciárias, certamente
serão contempladas na fase de execução das metas
que deverão ser atingidas, mas, sem dúvidas, a
interação com as escolas estaduais será um
objetivo que será perseguido a todo momento, ademais sabe-se que
embora existam penitenciárias administradas pela União,
são os Estados os grandes responsáveis pela
administração e manutenção dos
presídios.
Ao contrário do que vem acontecendo durante a
capacitação dos atuais agentes federais e estaduais, os
agentes penitenciários no futuro não mais
receberão exclusivamente treinamento sobre a segurança
pessoal e prisional, embora elas sejam importantes, mas,
acima de tudo, o projeto pedagógico envolverá
conhecimento vasto em direitos humanos e sobre lei de
Execução Penal, mormente o aprendizado sobre disciplina
prisional e direitos do preso. O novo diretor de presídio que se
pretende formar e capacitar há de possuir curso superior na
área do conhecimento humano, com vasto acesso à
gestão prisional, cuidando em oferecer ao preso dignidade e
respeito à sua integridade física e moral, pois só
assim ele estará cumprindo o que a constituição
estabelece.
Aprovado o projeto da sua criação pelo Congresso, havendo
a sanção presidência, a Escola Nacional
reunirá os segmentos sociais que pretendam de uma vez por todas
colaborar com a formação e o aprimoramento dos
profissionais responsáveis pela reintegração
social do recluso, principalmente os dirigentes das escolas estaduais -
muitos Estados já possuem a sua, inclusive Pernambuco - no
sentido de padronizar, em todo país, um modelo de gestão
prisional e de um projeto pedagógico capazes de introduzir o
Brasil, definitivamente, no rol dos países que querem reduzir os
índices de reincidência de quem cumpre pena de
prisão, que hoje atinge cerca de 80%. Um estabelecimento federal
de ensino e de pesquisa, sem dúvidas, exclusivo para as boas
práticas penitenciárias, será um forte aliado na
tarefa de humanizar o sistema penitenciário nacional.
Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 23/06/2010 - São Paulo SP
Nesta semana, o caderno Fovest da Folha destaca os vestibulares de
São Paulo que se abriram à filosofia. Segundo Fabiana
Rewald, editora do suplemento e do Blog do Fovest, a maioria das
faculdades deve cobrar a habilidade de interpretar textos. A
exceção é a Unesp, que já avisou que na
segunda fase cobrará conhecimentos mais aprofundados da
disciplina. A edição desta semana também traz
informações sobre o Enem. Interessados têm
até 9 de julho para se inscrever, exclusivamente pelo site
sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao. Como no ano passado, a taxa
é de R$ 35. Para o aluno que deseja aperfeiçoar sua
redação, o caderno também dá a oportunidade
de enviar uma redação para análise da consultora
de língua portuguesa do grupo Folha-UOL, Thaís Nicoleti
de Camargo.
Todos os textos serão lidos, mas apenas um
terá sua correção publicada, na
edição do dia 4 de agosto de 2010. A
redação escolhida permitirá fazer
observações úteis a todos os estudantes. Desta
vez, o candidato deve escrever sobre a influência da tecnologia
sobre o comportamento das pessoas. Os textos devem ser encaminhados
apenas para o e-mail thais.nicoleti@grupofolha.com.br até o
próximo dia 8 de julho. Na barra de assunto do e-mail, escreva
"redação fovest 2010".
A
Consolidação dos Débitos no Parcelamento instituído pela Lei N.O
11.941/2009 e a Portaria Conjunta PGFN/RFB N.O 3/2010 - Peculiaridades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs.
24/06/2010 - Como é notório, a Lei n.o 11.941, de 27 de
maio de 2009, regulamentada pela Portaria Conjunta PGFN/RFB n.o 6, de
22 de julho de 2009, instituiu a possibilidade de parcelamento ou de
pagamento à vista de débitos tributários, em
até 180 (cento e oitenta) prestações, incluindo
créditos de competência da Secretaria da Receita Federal
do Brasil (SRFB) e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN),
constituídos ou não, com exigibilidade suspensa ou
não, inscritos ou não em Dívida Ativa da
União, abarcando o citado parcelamento, inclusive os
débitos decorrentes das contribuições
previdenciárias, oriundas do então, INSS, hoje sob
atribuição da Secretaria da Receita Federal do Brasil
(RFB), desde que fosse respeitado o lapso temporal de valores vencidos
até 30 de novembro de 2008, concedendo ainda o citado
parcelamento diversas reduções, especialmente no que
tange a juros e multas.
No momento da adesão do parcelamento, ocorrida em meados de
novembro de 2009, os contribuintes apenas optaram em aderir ou
não ao citado parcelamento, vez que a indicação
dos débitos e a sua consolidação seriam efetuados
em momento posterior.
Assim, diante da necessidade de consolidação dos
créditos tributários que serão objeto do citado
parcelamento e a finalidade da manutenção da
expedição das certidões de regularidade fiscal,
fora expedida pela Procuradoria da Fazenda Nacional e Receita Federal
do Brasil, a Portaria Conjunta n.o 3, de 29 de abril de 2010 que
dispõe sobre a necessidade de manifestação dos
sujeitos passivos optantes pelos parcelamentos previstos na lei
mencionada, com relação à inclusão dos
débitos nas respectivas modalidades de parcelamento, sobre a
qual torna-se importante, tecer comentários a respeito de suas
peculiaridades.
De fato, conforme mencionado na Portaria publicada, para a
concretização do processo de parcelamento o contribuinte
deverá manifestar, até 30 de junho de 2010, com
relação à consolidação dos
débitos que pretende incluir, do contrário
ocorrerá o cancelamento do pedido, de acordo com
orientação do artigo 1o da Portaria PGFN/RFB n.o 3, de 29
de abril de 2010.
A etapa preliminar à conclusão da
consolidação consiste na entrega de
Declaração sobre a Inclusão sobre a Totalidade ou
não dos Débitos no Parcelamento.
Importante destacar, que a indicação sobre a
inclusão da totalidade dos débitos nos parcelamentos
consiste confissão irretratável e irrevogável
destes, mas não dispensa o contribuinte do cumprimento dos
demais atos referentes à consolidação das
modalidades de parcelamento previstas na Portaria Conjunta PGFN/RFB n.o
6, de 2009, cujas etapas serão disponibilizadas em atos
posteriores.
Cumpre informar que, existem duas opções para o
contribuinte no momento do preenchimento da
“Declaração sobre a Inclusão de Totalidade
dos Débitos nos Parcelamentos”, quais sejam:
“SIM” ou “NÃO”, disponível
exclusivamente nos sítios da Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional (PGFN) e da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB)
www.receita.fazenda.gov.br no e-CAC em “Opções da
Lei 11.941/2009” a partir de 1/6/2010.
Assim, ao acessar os locais mencionados o contribuinte se depara com o seguinte cenário:
- ao optar por incluir a totalidade dos seus débitos
tributários no parcelamento (SIM) o site do órgão
remete para dois outros links; em um constam os débitos
previdenciários e; na outra os débitos oriundos de
tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Nesses portais
aparecem todos os débitos existentes em nome do contribuinte e
não apenas aqueles que foram citados no momento da adesão
ao parcelamento, exatamente porque a Portaria estabelece a
inclusão de todos os créditos constituídos (seja
por procedimento de fiscalização, seja por
confissão espontânea do contribuinte) e para tanto
não há necessidade de preenchimento dos Anexos I a IV.
Nessa hipótese terá o benefício de obter
Certidão Positiva de Débitos com Efeito de Negativa
(conjunta ou específica), caso não haja outros
impedimentos, diretamente nos sítios da PGFN e da RFB na
internet, além de conseguir a suspensão de todos os atos
de cobrança relativos aos débitos existentes abrangidos
no parcelamento.
- ao optar por NÃO incluir a totalidade dos seus débitos
tributários no parcelamento, o contribuinte deverá
discriminar um por um, todos os débitos que pretende ver
consolidados. Logo, o contribuinte deverá preencher os Anexos I
a IV disponibilizados na referida Portaria, apresentá-los na
unidade da PGFN e da RFB do seu domicílio, conforme o caso,
munido dos documentos citados na orientação
disponibilizada pelo órgão. Nessa hipótese
estará impedido de obter a Certidão Positiva de
Débitos com Efeito de Negativa, conjunta ou específica,
automaticamente.
Importante ressaltar, que na hipótese do contribuinte optar pela
apresentação de “Declaração sobre a
Inclusão de Totalidade dos Débitos nos
Parcelamentos”, modalidade “SIM”, correrá o
risco de ter incluído no âmbito do parcelamento os
débitos que estão sendo discutidos judicialmente e que,
por tal motivo, pretendia manter fora da inclusão, haja vista
não haver na citada Portaria a informação de que
tal opção estaria vinculada a adesão realizada
anteriormente.
Por outro lado, caso opte por realizar a declaração
não incluindo todos os débitos, não haverá
o risco da inclusão de valores que não pretende ver no
parcelamento em comento, já que ficará a seu
critério discriminar de maneira pormenorizada a inclusão
de cada crédito ou tributo que pretenda ver parcelado.
Neste sentido, deve-se considerar que dependendo da opção
do contribuinte, é conveniente a discriminação
pontual de quais créditos pretende incluir no parcelamento,
apenas como medida de cautela, mediante a apresentação de
formulários específicos no âmbito na Procuradoria
Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal do Brasil, face à
temeridade de interpretação equivocada quando da
opção de inclusão da totalidade dos
créditos, especialmente, pela não
demonstração clara e precisa de que tal
opção ficaria vinculada a adesão realizada pelo
contribuinte em novembro de 2009, sob pena de o Fisco interpretar que o
contribuinte sujeitou todo seu passivo tributário ao citado
parcelamento, independentemente, de qual modalidade tenha sido efetuada
na adesão.
- Dra. Flávia de Oliveira Nora - Advogada da área
Tributária da SEBA Sociedade de Advogados – São
Paulo, Especialista em Direito Tributário pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo; Membro do Grupo de
Estudos de Direito Tributário do Professor Paulo de Barros
Carvalho - flavia@sebaadvogados.com.br
Fonte: Seba Sociedade de Advogados
Alunos precoces: Jovens buscam cada vez mais cedo
uma especialização para encarar o competitivo mercado de
trabalho
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Dirigida, 22/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Ser doutor aos 40 anos de idade era o sonho de muitos há alguns
anos atrás, quando o mestrado era ainda algo distante para a
grande maioria dos estudantes. A própria graduação
era privilégio de poucos e toda a especialização
após o nível superior era pensada com calma, ao longo dos
anos. Com a globalização e o aumento da oferta de
trabalho, cresceu também a necessidade de novos e maiores
conhecimentos, já que a procura pelas vagas também
aumentou significativamente. E o jovem de hoje tem pressa. Em
épocas em que o diploma de graduação não
é mais uma garantia de inserção no mercado
profissional, os jovens buscam cada vez por mais
qualificação e cada vez mais cedo. Atualmente, muitos
deles já saem da graduação com um pé na
pós-graduação. Outros tantos, cursam o
nível superior em paralelo com um curso de
especialização ou mestrado. É a corrida contra o
tempo na busca por mais conhecimento e pelo sucesso imediato na
carreira profissional.
As amigas Carine Cardinelli e Camila Boechat são duas entre as
muitas jovens que se encaixam nesse perfil. Aos 22 anos de idade,
cursam a pós-graduação concomitante à
graduação. Carine cursa o penúltimo período
de Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) e faz especialização em Nutrição
Clínica, na mesma instituição. O segundo curso,
que se iniciou em março deste ano, é, para a jovem, uma
forma de se destacar no mercado de trabalho. "Atualmente, nós
não podemos perder tempo. Cada vez mais o mercado pede uma
pós-graduação. Antigamente, a
graduação era mais difícil. Hoje em dia, a maioria
das pessoas já tem um diploma de nível superior e a
pós entra como um diferencial. Eu vejo como algo muito
necessário, muito importante, diria que é uma
continuação da graduação", afirma a
estudante.
Já Camila, aluna do oitavo semestre de Enfermagem na
Universidade Gama Filho, concilia o curso superior com a
pós graduação em Saúde da
Família na Faculdade Souza Marques. "Resolvi cursar os dois ao
mesmo tempo quando eu vi que iria precisar de uma
pós-graduação depois que me formasse. Este foi o
momento em que eu tive oportunidade. Estou com tempo para cursar e com
condições financeiras de bancar os dois cursos", conta a
estudante, que tem aulas na graduação às
terças e quartas na parte da tarde e na
pós-graduação aos sábados, além de
fazer estágio na Gama Filho, todos os dias, das 7h30 às
12 horas. Para Carine, o fator tempo não é problema. A
futura nutricionista explica que está sendo possível
cursar a graduação ao mesmo tempo da
pós-graduação porque, nos últimos
períodos de Nutrição, as horas de aula são
substituídas por estágio obrigatório, três
vezes na semana. Além disso, a fato de seu curso ser em
horário integral, facilitou a estudante a se acostumar com a
rotina. "Acho que a universidade pública, ainda mais quando se
trata de cursos com horário integral como o de
Nutrição, nos ensina a lidar com a questão do
tempo. Estou muito acostumada a ter o dia cheio. Com os dois cursos
ficou até tranquilo, sobram ainda dois dias para outras
atividades", conta Carine que reserva suas noites de folga para se
dedicar ao curso de Espanhol.
Escolha de olho no futuro - "É verdade que não sobra
muito tempo livre, mas é bom porque não tenho tempo
ocioso. Acaba sendo domingo o único dia para descansar. Pesando
os prós e contras, os prós ficam muito mais evidentes",
justifica. Camila considera o fato de cursar a graduação
e a pós ao mesmo momento positivo. "Dá tempo de se
dedicar aos dois. Eu vejo que, estando ainda na universidade, levo
vantagens por estar tudo fresco na minha cabeça", declara. As
amigas, que estudaram juntas durante todo o ensino médio,
encaram essa nova fase acadêmica pensando no futuro e levando em
consideração os aspectos do mercado organizacional atual.
"Além da necessidade de me especializar, sinto que
saímos da universidade com algumas lacunas no que diz respeito
ao conhecimento. A pós-graduação passa uma
segurança maior, conceitos novos, um aprofundamento maior.
Alguns conceitos aprendidos na universidade, são passados de
outra forma na pós-graduação, sob outro
ângulo. Pretendo fazer uma outra especialização ou
mesmo tentar um mestrado", comenta Carine.
Camila, que pensa em seguir a carreira pública, sabe que o
diploma da especialização é fundamental em alguns
casos. "Atualmente, um diploma de pós-graduação
é exigência em muitos concursos públicos. É
a chance também de mais oportunidades de emprego. Além
disso, descobri uma área que gosto, que me identifiquei e quero
estar sempre atualizada", destaca. E ela não pensa em parar por
aí. "Já penso em fazer outra
pós-graduação, assim que terminar essa. Na
área de Saúde é muito importante se atualizar.
Pretendo estar sempre estudando para fazer a diferença no
mercado de trabalho", acrescenta. O que se percebe é que as
turmas de pós-graduação, antes compostas por
pessoas de idade mais avançadas, são agora, cada vez
mais, compostas de jovens, seja os que ainda estão cursando o
ensino superior, seja os que acabaram de sair da universidade. Camila
Boechat vê com naturalidade as mudanças. "Assim que entrei
na pós- graduação pensei que fosse encontrar
pessoas mais velhas. Me surpreendi com a quantidade de alunos que
estão também finalizando a graduação ou
mesmo recém-formados. Acho que é mesmo a tendência
do mercado atual". Estudioso na área de formação
de jovens e professor do Programa de Pós-Graduação
em Políticas publicas e Formação Humana da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gaudêncio
Frigotto acredita que, mesmo sendo uma tendência e quase uma
exigência do mercado atual, é complicado falar em
pós-graduação em um país onde a
educação, em geral, não é acessível
a todos.
Mercado exige melhor preparação
"Eu acho que, no Brasil, falar de juventude é complicado, temos
várias juventudes diferentes. Os jovens do campo, por exemplo,
quando muito, completam a educação fundamental. É
negada, precocemente, a educação a eles. Mesmo na classe
média, não são todos os que chegam a uma
universidade. Vemos isso pelos números, apenas cerca de 13% dos
brasileiros ingressam em uma universidade". Gaudêncio concorda
que os jovens de atualmente precisam realmente de mais conhecimento,
tendo em vista o mercado cada vez mais competitivo. "É um
fenêmeno mundial, já que os empregos de valor agregado, ou
seja, aqueles que oferecem maiores salários, estão
escassos e isso se explica pela mundialização do capital.
Antigamente, 20, 30 anos atrás, os pais desses estudantes
ocupavam cargos importantes em bancos, empresas públicas. Hoje,
os jovens não têm mais esse espaço. Poucos desses
cargos, hoje, são ocupados por brasileiros", pondera. Em um de
seus estudos, "Juventude com vida provisória e em suspenso",
Gaudêncio divide os jovens em dois grupos. "Há aqueles que
entregam sua juventude se especializando, fazendo mestrado, depois MBA
e todos os cursos que estão ao seu alcance para obter uma
vantagem no mercado e tem aqueles que jogam a toalha", explica.
O educador diz que a especialização passou a ser
necessária. "Não é uma questão de ser
positiva ou negativa, é uma questão de necessidade. Hoje,
a pessoa que tem um plus, seja uma especialização, um
curso de idioma a mais, um estágio no exterior, é a que
busca o mercado de trabalho. O estudo, em si, é positivo.
Negativa é a concorrência, a desigualdade nas
condições de ensino. Infelizmente, é
uma minoria que pode seguir essa tendência", comenta. "Penso que
há uma multidão de jovens querendo se especializar, mas
não há recursos financeiros para isto. Estamos falando da
grande maioria dos jovens do país", acrescenta o especialista.
Como escolher um bom curso? - Em meio a tanta procura pela
pós-graduação cresce também a oferta. Cada
vez mais as universidades têm oferecido esses cursos. Com o
aumento no número de cursos, ofertados por
muitas instituições de ensino, é preciso
ficar atento à qualidade. Ao escolher, o futuro
pós-graduando deve levar em consideração aspectos
como o corpo docente, projeto pedagógico, estrutura e a
própria instituição. Para Fernando Arduini,
professor diretor do Instituto A Vez do Mestre, da Universidade Candido
Mendes, avaliar a instituição é uma das principais
questões na hora de escolher um bom curso de
pós-graduação. "O estudante deve levar em
consideração a instituição que oferece o
curso. É importante ver há quanto tempo ele vem sendo
oferecido, quantas turmas ele já formou, sua
tradição no ensino. Ele deve se concentrar na
instituição e no seu tempo de mercado. Se a
instituição já formou muitos profissionais, isto
é sinal de qualidade", sugere Arduini, acrescentando que esta
não é uma tarefa fácil. Muitos alunos optam por
pesquisar sobre o corpo docente da universidade que oferece o curso. A
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) acompanha anualmente as
realizações e desempenhos de todos os cursos conferindo
uma nota a cada três anos. São considerados qualificados
os cursos que, em uma escala de 1 a 7, recebem nota superior a 3.
Além disso, para saber mais sobre o corpo docente da
instituição, o Conselho nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), disponibiliza,
também em seu portal, o currículo dos professores, com
informações de sua vida pregressa e atual.
Na visão do diretor do Instituto A Vez do Mestre, a pesquisa
sobre os professores não é boa opção,
já que os estudantes não possuem muito conhecimento
acerca do mercado docente. "Por mais que os estudantes pesquisem sobre
os professores que irão ministrar as aulas, é
difícil saber sobre a qualidade dos docentes. Ainda que os
professores possam apresentar uma série de
titulações, nem sempre isso vai indicar que esse
professor está alinhado com a turma". Arduini afirma que,
além da tradição no ensino da
instituição, é importante pensar nos fatores
estrutura e localização. Assim como a
graduação, a pós exigirá do aluno
assiduidade e dedicação. O que muda, neste caso, é
que grande parte dos pós-graduandos já está
empregado, o que significa menos tempo ocioso. "A estrutura
e a localização também são itens
importantes. A pós-graduação será um curso
demorado, que vai exigir do aluno participação. Por isso,
quanto mais perto for o curso do trabalho ou de sua residência,
vai facilitar muito seu deslocamento e a questão do tempo.
Além disso, laboratórios bem equipados farão a
diferença em sua formação", comenta.
O educador afirma ainda que o curso escolhido deve ser bem pensado. O
estudante deve ter em mente o que ele pretende com a
pós-graduação, como por exemplo se deseja se
aprofundar em alguma área ou busca mudar o foco de sua
profissão. "A pós-graduação deve ser
repensada de acordo com a carreira. O aluno deve ter em mente que a
especialização deve ser algo que possa melhorar a
colocação dele no mercado de trabalho ou mesmo em sua
carreira", explica Fernando Arduini. E acrescenta. "E ele precisa ver
isso dentro da perspectiva da carreira que ele vai seguir, do seu
segmento, o que pode variar. Há instituições com
mais credibilidade em certas áreas".
Educação a Distância é opção -
Com os cursos de pós-graduação ganhando, ano a
ano, mais adeptos, surge a oportunidade de cursá-los em uma
outra modalidade que vem ganhando espaço no país: a
Educação a Distância (EAD). Em todo o Brasil
já existem muitas instituições que oferecem os
cursos, muitas delas grandes instituições, reconhecidas e
renomadas no mercado educacional. É o caso da Universidade de
Brasília (UnB), da Universidade Estadual de Campinas (UniCamp) e
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para citar alguns
exemplos. Além da autonomia com os estudos, um dos fatores que
estimula os profissionais a ingressarem em uma
pós-graduação a distância é o fato de
poder estudar em uma instituição de renome, mesmo que ela
não esteja no seu estado. Antes visto com certo preconceito no
mercado, o ensino a distância vem consolidando sua
presença no mercado. Por muito tempo, o ensino a distância
era a única opção para aqueles que não
tinham uma universidade próxima à sua residência.
Hoje, a EAD recebe muitos alunos que optam pelo seu método, no
qual os estudantes têm mais autonomia e podem conduzir seu
processo com mais independência.
Encontro no Sul discute a criação de escolas binacionais
Fonte: www.nota10.com.br, 24/06/2010
O Ministério da Educação (MEC) prossegue hoje (24)
com o 1.º Encontro das Escolas de Educação
Profissional de Fronteira, que foi aberto ontem, em Porto Alegre. Os
participantes discutem a possibilidade de implantação de
escolas binacionais a partir de um instituto federal de
educação, ciência e tecnologia.
Dez estados e oito países do continente têm potencial para
receber cursos técnicos, material bilíngue e aulas de
idioma. O encontro reúne representantes do MEC, dos institutos,
da Agência Brasileira de Cooperação e de
países que fazem fronteira com o Brasil.
No segundo semestre, terá início o projeto-piloto das
escolas de fronteira, em Santana do Livramento (RS) e Rivera, Uruguai.
No lado brasileiro, haverá duas turmas de 40 alunos do curso
técnico em informática para internet. Do lado uruguaio,
será oferecido o curso técnico em controle ambiental, sob
a coordenação da Universidade do Trabalho do Uruguai
(UTU), com 30 estudantes, inicialmente.
Em Santana do Livramento, o processo será coordenado pelo
instituto federal Sul-Rio-Grandense. “Os cursos sempre
levarão em conta os arranjos produtivos locais. As escolas,
além de levar desenvolvimento às regiões de
fronteira, vão aprofundar a integração entre as
nações”, afirmou Eliezer Pacheco, secretário
de educação profissional do MEC.
Unesco promove concurso sobre educação sexual
Fonte: www.nota10.com.br, 23/06/2010
A Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (Unesco), promove
concurso sobre prevenção às Doenças
Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/Aids, à gravidez na
adolescência e ao uso de drogas.
Para participarem, as escolas devem promover um concurso de
Histórias em Quadrinhos (HQs) sobre qualquer um dos temas. As
histórias podem ser enviadas até o dia 31 de agosto para:
SAS Quadra 5, Bloco H, lote 6, Ed. CNPq/Unesco, 9.º Andar, CEP:
70.070-914, Brasília - DF. O prêmio será um
notebook.
Mais informação pelo http://eventos.unesco.org.br/premioescola/
Famílias têm despesas maiores conforme escolaridade, diz IBGE
Fonte: http://noticias.uol.com.br, 23/06/2010
Quanto maior o tempo de estudos de um dos membros da família,
maior é a despesa média mensal dos brasileiros. Entre
2008 e 2009, enquanto famílias em que o responsável tinha
menos de um ano de escolaridade contavam com despesa média
mensal de R$ 1.403,42, famílias com 11 anos de estudos tinham
despesa triplicada (R$ 4.314,92). Os dados foram divulgados na Pesquisa
de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009, divulgada nesta
quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística).
A alta escolaridade de outros membros da família também
aumenta as despesas mensais nos lares brasileiros. A despesa de
famílias com mais de um membro com nível superior
completo e incompleto (R$ 8.117,27) é quase quatro vezes (390%)
maior do que as de famílias sem membros com
graduação, que têm despesa média de R$
1.659,99.
Segundo a POF realizada entre 2002 e 2003, no entanto, a
diferença entre famílias com e sem membros no ensino
superior era ainda maior, com 430%.
Entre 2008 e 2009, o percentual de famílias que não
possuíam pessoas com nível de instrução
superior completo ou incompleto também diminuiu em
relação à POF 2002/2003: foi de 84% para 76%.
Gasto com educação
A pesquisa revela que o gasto dos brasileiros com
educação entre 2008 e 2009 diminuiu 1,1 ponto percentual
em relação a 2002/2003: foi de 4,1% para 3%.
O número, porém, é maior do que o da pesquisa
feita entre 1974 e 1975: naquele período, as famílias
gastavam 2,3% de sua renda com educação.
•Um terço passa fome "às vezes" ou "normalmente"
•Gasto de rico com comida é seis vezes maior
•Despesa média no Sudeste é quase o dobro da do Nordeste
•Homens e brancos consomem mais que mulheres e negros
•75% têm dificuldade de esticar o salário até o fim do mês
•Brasileiro gasta menos com comida e mais com saúde
•Entenda como é feita a Pesquisa de Orçamentos Familiares
Comida e saúde
O estudo também mostra que o peso da comida nas despesas mensais
do brasileiro sofreu um tombo nos últimos 34 anos, enquanto os
gastos com saúde e transporte deram um salto.
Em 1974/1975, a participação da comida (dentro e fora de
casa) era de 33,9% das despesas de consumo. Em 2008/2009, caiu para
19,8%. No sentido contrário, saúde pesava 4,2% em 1975, e
passou a 7,2% em 2008/2009 (uma alta de 71%). Transporte pulou de 11,6%
para 19,6% (elevação de 69%).
Com alimentação, o valor mensal médio gasto em
2008/2009 foi de R$ 421,72, enquanto habitação custou R$
765,89, e saúde (incluindo remédios e planos de
assistência) ficou em R$ 153,81.
Sobre a POF
Segundo o IBGE, a pesquisa visa principalmente mensurar as estruturas
de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da
variação patrimonial das famílias.
A ideia é estudar a composição dos gastos das
famílias segundo as classes de rendimentos, as disparidades
regionais, as áreas urbana e rural, a extensão do
endividamento familiar, a difusão e o volume das
transferências entre as diferentes classes de renda e a
dimensão do mercado consumidor para grupos de produtos e
serviços.
Universidade de Brasília integra aluno perseguido pela ditadura militar
Fonte: Notícias ABRAFI 23/06/2010 - 20h20
Depois de 40 anos, Iraê Sassi voltará a ser calouro. A
Câmara de Ensino e Graduação da UnB (Universidade
de Brasília) aprovou por unanimidade na terça-feira (22)
a reintegração dele ao curso de
letras/tradução. A decisão devolve ao paulistano
de 59 anos o direito de estudar na instituição.
A história acadêmica de Iraê na UnB começou
em 1970, quando ele passou no vestibular para estudar Engenharia
Mecânica, mas não consegue efetivar sua matrícula.
"Fiz movimento secundarista, fiquei com o nome marcado", afirma.
O rapaz de 19 anos pediu, então, que a reitoria reconsiderasse a
decisão. Um despacho do vice-reitor José Carlos de
Almeida Azevedo, capitão de mar e guerra da Marinha, indefere o
pedido. "Ele me considerava uma ameaça à ordem".
Iraê, então, parte para a Justiça para tentar valer
seu direito de frequentar a UnB.
A batalha judicial entre o aluno e a reitoria só terminaria no
final do ano seguinte no Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua
argumentação, o reitor da época, Caio Benjamin
Dias, diz que a universidade não poderia "acolher em seu seio,
numa posição cômoda, porém masoquista (...)
estudantes hostis à ordem, à disciplina e à
própria comunidade universitária".
Em 25 de novembro de 1971, o ministro do Tribunal Federal de Recursos
(TFR) Armando Rollemberg decidiu em favor do estudante. Iraê
Sassi foi registrado com o número de matrícula 70/05695.
Ainda assim, ele não chegou ao final do curso. "Lembro que
cursei as disciplinas de cálculo, mas logo a repressão
aumentou e tive que sumir de circulação", conta o
ex-militante do Partido Operário Revolucionário
Trotskista Pousadista. Iraê não participou da luta armada,
mas estava envolvido com atividades políticas de esquerda. Aos
21 anos, mudou-se para São Paulo e começou a viver na
clandestinidade.
Documentação
Enquanto Iraê Sassi se escondia do regime – chegou a mudar
de casa sem levar nada pelo menos cinco vezes -, ele foi retirado do
quadro de estudantes da UnB. Em agosto de 1974, ele foi jubilado por
rendimento insuficiente. No histórico escolar que subsidiou o
desligamento, consta que ele vinha frequentando as aulas desde 1970 e
que estava matriculado em apenas uma disciplina: ciências humanas.
"O aluno só conseguiu cursar a UnB em 72, depois da
decisão do STF. E, além disso, não há
registros de uma disciplina chamada ciências humanas", diz Elaine
Maria de Oliveira Alves, professora da medicina, a quem coube relatar o
processo na câmara. As duas informações, mais a
documentação do processo judicial, serviram como
evidência de que a direção da universidade à
época queria afastá-lo do campus.
A reintegração de Iraê Sassi foi aprovada por
unanimidade pelos 15 integrantes que estiveram presentes à
sessão da Câmara de Ensino e Graduação de
ontem. "Fizemos justiça a ele", afirma a relatora. O calouro,
que é casado e pai de três filhos adolescentes,
começa as aulas em setembro.
Em seu retorno à UnB, Iraê cogitou estudar ciência
política ou agronomia, mas acabou se decidindo por
letras/tradução com habilitação em
inglês. A escolha foi ditada pelos rumos que a vida dele tomou
depois da perseguição política. Sem
formação específica e vivendo na clandestinidade,
Iraê foi mandado pelo partido para a Europa no início dos
anos 80. "Lá comecei a fazer trabalhos como intérprete
por uma questão de sobrevivência", conta.
Depois de passar 19 anos fora, retornou a Brasília em 2000 e
começou a atuar como tradutor de italiano e espanhol. Para ele,
o significado do canudo será simbólico. "É como se
eu estivesse recuperando um pedaço da minha história."
O calouro está ansioso para experimentar a vida social e
cultural da instituição. "Quero aproveitar a oportunidade
de estar na universidade. A UnB faz parte do meu imaginário
desde a adolescência", conta Iraê que é filho de um
assessor de Darcy Ribeiro e conheceu o campus ainda em obras. Entre os
planos dele, está cursar as aulas de dança. Sobre os
professores e colegas, diz que terá humildade para aprender com
todos. "Posso contar a minha história como testemunho, mas
não tenho a pretensão de ensinar nada a
ninguém.”
* com informações da Agência UnB
Retirado do site: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/23/universidade-de-brasilia-reintegra-aluno-perseguido-pela-ditadura-militar.jhtm
Entidade de Engenheiros defende valorização de mão de obra nacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:45 hs.
24/06/2010 - Frente à falta de profissionais, a FNE é
contrária à importação de engenheiros
Engajada na luta pelo aproveitamento da mão de obra nacional, a
Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) não
só alertou a sociedade com relação à falta
de profissionais na área de engenharia, mas tomou
providências para gerar mais mão de obra especializada. A
entidade acredita que uma forte estrutura de ensino aliada à um
incentivo para resgatar profissionais que migraram para outras
áreas pode saciar a necessidade de profissionais no mercado
brasileiro.
No início do ano letivo, a Federação produziu o
vídeo "Mais engenheiros para construir o Brasil" com o objetivo
de distribuir nas escolas secundaristas de todo o território
nacional o material elucidativo da profissão de engenharia. Com
o intuito de estimular os estudantes a optarem pelo curso, que tem um
leque enorme de opções e especializações, o
material aborda todas as áreas da profissão: Civil,
Elétrica, Química, Ambiental, Mecânica e
Agronômica.
A ideia surgiu diante da iminente falta de profissionais com a
aceleração acentuada do desenvolvimento que o país
terá que enfrentar nesses próximos anos, diante da Copa
de 2014, Olimpíadas de 2016 e com o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep)
apontam que no ano de 2008 apenas 22% do total de ingressos nos cursos
de engenharia chegaram a se formar. Ou seja, dos 134 mil alunos que
ingressam na faculdade, apenas 30 mil se formam. "Precisamos estimular
a demanda de alunos que se interessam pela área e dobrar o
número de formandos. Dessa forma, não precisaremos
importar mão de obra", explica Fernando Palmezan, coordenador do
projeto Cresce Brasil, da FNE.
Ainda de acordo com dados do Inep, existem hoje no país 1.406
cursos de engenharia, sendo 40% em instituições
públicas e 60% nas privadas. A análise também
destaca que entre os cursos mais procurados estão a Engenharia
Elétrica e a Civil, com 12% e 11% de procura efetiva.
Segundo José Roberto Cardoso, Professor de Engenharia
Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo (USP), a grande procura no mercado, no momento,
é por engenheiros civis. Porém, ele ressalta que temos
deficiência em todas as áreas de engenharia no Brasil.
"Nos países desenvolvidos da Europa e dos Estados Unidos o
cenário é positivo. Na Ásia estão sendo
formados quase um milhão de engenheiros todos os anos e
não há expectativa de desemprego. Precisamos estimular a
procura do curso de engenharia pelos jovens brasileiros, pois o mercado
tem demanda suficiente para suprir o dobro de formandos na área
por ano", explana o professor.
Fernando Palmezan destaca ainda a importância de estimular em
todo o território nacional uma formação
básica de qualidade e mais direcionada às matérias
exatas. Palmezan acredita que com uma formação
consistente os jovens teriam mais facilidade para concluir o curso que
é bastante árduo e exigente de tempo e
dedicação, com muitos cálculos e trabalhos.
Além de recrutar jovens a aderirem à profissão, a
FNE sabe que também existe uma grande parcela de profissionais
da engenharia que acabaram se rendendo à outras áreas.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram
que apenas 2 em cada 7 engenheiros trabalham na área.
“Há a necessidade de gerar menor migração
ocupacional de engenheiros e tentar recrutar os que deixaram a
área atrás de outras oportunidades no mercado de
trabalho”, diz Palmezan.
Diante de todo esse cenário, a FNE e o Sindicato dos Engenheiros
de São Paulo (SEESP) fizeram uma parceria com a
Associação Brasil-Alemanha (VDI) para a
criação de uma instituição de ensino
superior voltada para a "engenharia de inovação",
aproveitando o intercâmbio tecnológico com a Alemanha.
"Como a engenharia exige que o profissional esteja sempre se reciclando
e conhecendo as novas tecnologias, pensamos em juntar tudo isso numa
instituição que ofereça graduação,
pós-graduação, pós-doutorado e
especializações", esclarece Fernando Palmezan. A
implementação do centro de excelência no ensino da
engenharia tem a inauguração prevista para o ano que vem,
com sede no SEESP.
Pollyanna Nóbrega
Assessora de Comunicação
- O CM News é uma publicação diária da CM
Consultoria de Administração Ltda. Artigos,
notícias e matérias são compiladas das mais
diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos
referidos não refletem necessariamente a opinião da CM
Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na
integra, não havendo alteração por parte da CM
Consultoria, a não ser por autorização do
veículo ou do autor.
Fonte: Vounessa Notícias
Novo padrão de consumo inclui itens mais caros e gasto maior com imóveis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:16 hs.
24/06/2010 - Graças ao crédito, compra de veículos corresponde a 43% das despesas com transporte.
Fabiana Ribeiro e Danielle Nogueira
Nos últimos seis anos, mais gente passou a ter acesso a bens
mais caros. Na cesta de compras das famílias, apareceram pela
primeira vez os produtos light, diet e orgânicos —
além de ter aumentado a participação de itens como
carnes, frutas e legumes.
Também passaram a fazer parte da Pesquisa de Orçamentos
Familiares (POF) do IBGE os pacotes de telefonia, TV e internet, antes
apurados separadamente.
E, ainda que o brasileiro continue a poupar pouco, os investimentos em
imóvel e carro foram intensificados nos últimos seis
anos. As mudanças de hábitos refletem, segundo
especialistas, a melhora no mercado de trabalho, a maior
formalização, a expansão do crédito e o
crescimento da renda do trabalhador.
— Os avanços do mercado de trabalho e os ganhos de renda
dos últimos anos ajudam a explicar as mudanças no
padrão de consumo dos brasileiros — diz Edilson Nascimento
Silva, gerente da POF, acrescentando que as famílias de menor
renda apresentaram fortes avanços no rendimento no
período.
Nos últimos seis anos, as famílias ampliaram seus gastos
com a casa própria: em 2002/2003, estes representavam 2,77% das
despesas; em 2008/2009, são 4% do total. Já a
participação dos veículos passou de 5,93% para
6,9% do orçamento doméstico.
Gastos com eletrodomésticos passaram de 1,88% a 2,1% Segundo
especialistas, o crédito foi um dos responsáveis pela
maior participação dos eletrodomésticos nas
despesas das famílilas. Na POF anterior, eram 1,88% dos gastos
e, agora, são 2,1%. A ampliação dos financiamentos
também elevou a participação da compra dos
veículos: de 39% dos gastos com transportes em 2002/2003, agora
são 43,1%.
— Mais gente passou a ter acesso a produtos e serviços
mais sofisticados, a exemplo do que já acontece em países
desenvolvidos. Na década de 1960, ter um automóvel era
para poucos. Agora, famílias de baixa renda possuem um carro
— explica o professor Heron do Carmo, da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da Universidade de
São Paulo (FEA-USP).
Caíram as despesas com os serviços de telefonia fixa, de
1,79% para 1%. Com os celulares, o movimento foi inverso: de 0,63% para
1%, refletindo o fato de que muitos lares só contam hoje com a
telefonia móvel.
Esse é o caso da empregada doméstica Adriana dos Santos,
de 31 anos, cujo trabalho como diarista lhe garante R$ 770 por
mês. No mês passado, ela comprou um celular por R$ 159, o
equivalente a 20,6% de sua renda bruta. Parcelou a compra em três
vezes e não descarta pedir dinheiro aos amigos ou à
família — seu marido está desempregado — para
quitar as duas parcelas restantes.
— Nunca conseguiria comprar o celular à vista. O que ganho
é pouco e, quando chega no fim do mês, tenho que dar meu
jeito — diz.
Professor vê consumo mais coerente com o país É o
segundo celular que Adriana compra. Como não tem telefone fixo,
um fica em casa e o outro ela leva para o trabalho. Assim, pode ter
notícias de seus três filhos durante o dia. As despesas
com transporte (R$ 160 mensais), por outro lado, respondem por 20,7% de
sua renda.
— A cesta de compras do brasileiro vem melhorando desde a
década de 30. Isso se refere à quantidade e à
qualidade.
A mudança não é limitada a classes mais altas as
famílias de renda baixa passam a ter mais acesso a produtos e
serviços mais caros, de petshops a viagens — diz Carmo.
Dados da POF mostram que o consumo de orgânicos ainda é
insignificante, mas sua presença na pesquisa é um sinal
de que esses produtos já começam a aparecer na mesa dos
brasileiros. Também é mínima a
participação de artigos light e diet (0,1%).
Para Carmo, a inflação sob controle contribuiu — e
muito — para melhorar a qualidade da cesta de compras do
brasileiro e influenciou nas mudanças dos hábitos dos
brasileiros.
— Isso também permitiu que o país apresente um
padrão de consumo mais coerente com seu nível de
desenvolvimento.
O consumo ficou menos desigual e mais democrático — afirma o professor da USP
Fonte: O Globo on line