24/06/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Políticas Públicas para a educação vai ser tema de publicação organizada pela ABMES

Número de internautas brasileiros cresce 20% em 2009, aponta estudo


Escolas penitenciárias

Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia

A Consolidação dos Débitos no Parcelamento instituído pela Lei N.O 11.941/2009 e a Portaria Conjunta PGFN/RFB N.O 3/2010 - Peculiaridades

Alunos precoces: Jovens buscam cada vez mais cedo uma especialização para encarar o competitivo mercado de trabalho


Encontro no Sul discute a criação de escolas binacionais

Unesco promove concurso sobre educação sexual

Famílias têm despesas maiores conforme escolaridade, diz IBGE

Universidade de Brasília integra aluno perseguido pela ditadura militar

Entidade de Engenheiros defende valorização de mão de obra nacional

Novo padrão de consumo inclui itens mais caros e gasto maior com imóveis

Políticas Públicas para a educação vai ser tema de publicação organizada pela ABMES
Fonte: ABMES - Boletim de Notícias
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) organizará uma publicação contendo pontos de vista sobre o tema Ideias básicas e diretrizes para a definição de políticas educativas do próximo governo, com o propósito de endereçá-la aos candidatos à Presidência da República, aos representantes destes na área de educação, aos parlamentares, aos dirigentes do Ministério da Educação, aos mantenedores associados e à comunidade acadêmica em geral.
A pretendida publicação constará de duas partes. A primeira abrangerá a transcrição das exposições e dos debates do painel com os representantes dos candidatos à presidência, realizado pela ABMES no dia 8 de junho de 2010, em Brasília, e a segunda os pontos de vista de membros da comunidade acadêmica, de empresários, de jornalistas e outros sobre o tema em questão.
Tendo em vista a importância dessa tarefa a ser coordenada pela ABMES, e considerando ser este um ano que abrigará a elaboração do Plano Nacional de Educação 2011-2010 e as eleições, temos a satisfação de convidá-lo para compor a publicação.
Se nos der a honra de aceitar o convite, o que esperamos possa acontecer, solicitamos-lhe a gentileza de enviar o seu texto – com as seguintes características: Fonte Arial 12, espaço simples, margem de 2 cm; até 10.500 caracteres (com espaços); prazo: 16 de agosto – para  pontosdevista@abmes.org.br.  Além disso, envie suas credenciais (três no máximo) e e-mail para contatos.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Professora Cecília Horta (cecilia@abmes.org.br; 3322-3252) ou com os Assessores –  Lidyane Lima (lidyane@abmes.org.br; 3322-3252) e Frederico Ramos (frederido@abmes.org.br; 3322-3252)
Aguardando com grande expectativa a sua valiosa colaboração, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
Gabriel Mario Rodrigues
Presidente
 
Número de internautas brasileiros cresce 20% em 2009, aponta estudo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:38 hs. 
24/06/2010 - Os dados indicam ainda que usuários brasileiros também são os que passam a maior parte do tempo on-line, em uma média de 26,4 horas durante o mês de fevereiro deste ano.
Por Marina Lang, Folha Online
O Brasil foi o país que acrescentou mais usuários à internet em termos absolutos: foram 6 milhões de novos internautas no ano passado, número que representa um percentual de 20% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa da empresa de estatísticas comScore, divulgada no final da semana passada.
Em 2008, o Brasil registrava 28,6 milhões de internautas. De acordo com os dados, 34,4 milhões de usuários únicos foram identificados no ano passado.
No total, a América Latina teve um crescimento de 23% no ano passado - e representa uma fatia de 8% da audiência da internet mundial. Embora o Brasil represente 34% dos usuários da América Latina, 61% das compras via internet são feitas no país.
Os dados indicam ainda que usuários brasileiros também são os que passam a maior parte do tempo on-line, em uma média de 26,4 horas durante o mês de fevereiro deste ano. O tempo é superior à média mundial, cujo número é 22,6 horas, e à média latino-americana (24,3 horas mensais).
Redes Sociais
A penetração das redes sociais no Brasil é muito forte, segundo os números: elas têm 77,5% de alcance no país. A média da América Latina, contudo, é mais alta: 81,9%. O Facebook apresenta um baixo, mas crescente, índice de penetração no país: apenas 15% dos internautas aderiram à plataforma.
Embora não forneça números, a pesquisa sublinha a forte presença do Orkut como site de relacionamentos principal do país. Já o Twitter aparece com quase 18 milhões de usuários no país, segundo os dados.
Na região latino-americana, o uso de redes sociais já ultrapassou o de e-mail, de acordo com o estudo: 81,9% dos internautas acessaram sites como Twitter e Facebook, em detrimento do e-mail, cujo acesso foi de 78,9% dos internautas.
As líderes absolutas nas preferências dos usuários, contudo, ainda residem nas clássicas ferramentas de busca, que lideram com 85,5% de adesão na internet. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Escolas penitenciárias
Fonte: Clipping Educacional Consae Jornal do Commercio, 24/06/2010 - Recife PE
Adeildo Nunes 
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão colegiado da execução penal, vinculado ao Ministério da Justiça, responsável pela elaboração de diretrizes básicas sobre a política criminal e penitenciária para o País, acaba de decidir pela elaboração de anteprojeto de lei a ser submetido ao Congresso Nacional, criando a Escola Penitenciária Nacional, com sede em Brasília, buscando, precipuamente, a formação técnica e profissional, teórica e prática de todos quantos atuem no âmbito do sistema carcerário brasileiro, em nível federal ou estadual, não importa. A capacitação técnica e o aprimoramento pessoal dos diretores de presídios, agentes penitenciários e dos demais técnicos que participam do dia a dia nas prisões, com efeito, deverão servir como estímulo à aquisição de experiências profissionais e a introdução de práticas inovadoras que o penitenciarismo moderno exige, que de há muito já não admite os maus-tratos físicos e morais aos seus encarcerados, ao lado de um despreparo profissional de alguns agentes do Estado, que o Brasil infelizmente assiste no cotidiano prisional. A desqualificação profissional e humana de muitos dos responsáveis pela administração prisional e pela segurança interna das prisões, certamente favorecem ao tratamento desumano oferecido aos detentos brasileiros, hoje perto de 500 mil, homens e mulheres, provisórios e já condenados, que vivem espremidos nas suas 210 mil vagas. Dos administradores de presídio, a Escola pretende desenvolver atividades de reflexão, crítica e avaliação permanente do sistema carcerário, de modo a conduzi-los a uma eventual transformação e neles introduzir as necessárias inovações que a sociedade e a lei exigem.
A Escola pretende, ainda, gerir e difundir, em todo o País, conhecimentos que visem a subsidiar a formulação e aplicação de novas políticas no campo penitenciário, oferecendo cursos, seminários e conferências a todos aqueles que têm o compromisso de efetivar a sentença penal condenatória e a realizar a reintegração social do apenado. A elaboração de procedimentos padronizados, a publicação de estudos e pesquisas, e a organização de banco de dados sobre as estatísticas criminais e penitenciárias, certamente serão contempladas na fase de execução das metas que deverão ser atingidas, mas, sem dúvidas, a interação com as escolas estaduais será um objetivo que será perseguido a todo momento, ademais sabe-se que embora existam penitenciárias administradas pela União, são os Estados os grandes responsáveis pela administração e manutenção dos presídios.
Ao contrário do que vem acontecendo durante a capacitação dos atuais agentes federais e estaduais, os agentes penitenciários no futuro não mais receberão exclusivamente treinamento sobre a segurança pessoal e prisional, embora   elas sejam importantes, mas, acima de tudo, o projeto pedagógico envolverá conhecimento vasto em direitos humanos e sobre lei de Execução Penal, mormente o aprendizado sobre disciplina prisional e direitos do preso. O novo diretor de presídio que se pretende formar e capacitar há de possuir curso superior na área do conhecimento humano, com vasto acesso à gestão prisional, cuidando em oferecer ao preso dignidade e respeito à sua integridade física e moral, pois só assim ele estará cumprindo o que a constituição estabelece.
Aprovado o projeto da sua criação pelo Congresso, havendo a sanção presidência, a Escola Nacional reunirá os segmentos sociais que pretendam de uma vez por todas colaborar com a formação e o aprimoramento dos profissionais responsáveis pela reintegração social do recluso, principalmente os dirigentes das escolas estaduais - muitos Estados já possuem a sua, inclusive Pernambuco - no sentido de padronizar, em todo país, um modelo de gestão prisional e de um projeto pedagógico capazes de introduzir o Brasil, definitivamente, no rol dos países que querem reduzir os índices de reincidência de quem cumpre pena de prisão, que hoje atinge cerca de 80%. Um estabelecimento federal de ensino e de pesquisa, sem dúvidas, exclusivo para as boas práticas penitenciárias, será um forte aliado na tarefa de humanizar o sistema penitenciário nacional.

Vestibulares passam a cobrar mais conhecimento de filosofia
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Online, 23/06/2010 - São Paulo SP
Nesta semana, o caderno Fovest da Folha destaca os vestibulares de São Paulo que se abriram à filosofia. Segundo Fabiana Rewald, editora do suplemento e do Blog do Fovest, a maioria das faculdades deve cobrar a habilidade de interpretar textos. A exceção é a Unesp, que já avisou que na segunda fase cobrará conhecimentos mais aprofundados da disciplina. A edição desta semana também traz informações sobre o Enem. Interessados têm  até 9 de julho para se inscrever, exclusivamente pelo site sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao. Como no ano passado, a taxa é de R$ 35. Para o aluno que deseja aperfeiçoar sua redação, o caderno também dá a oportunidade de enviar uma redação para análise da consultora de língua portuguesa do grupo Folha-UOL, Thaís Nicoleti de Camargo.
Todos os textos serão lidos, mas apenas um   terá sua correção publicada, na edição do dia 4 de agosto de 2010. A redação escolhida permitirá fazer observações úteis a todos os estudantes. Desta vez, o candidato deve escrever sobre a influência da tecnologia sobre o comportamento das pessoas. Os textos devem ser encaminhados apenas para o e-mail thais.nicoleti@grupofolha.com.br até o próximo dia 8 de julho. Na barra de assunto do e-mail, escreva "redação fovest 2010". 

A Consolidação dos Débitos no Parcelamento instituído pela Lei N.O 11.941/2009 e a Portaria Conjunta PGFN/RFB N.O 3/2010 - Peculiaridades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:51 hs. 
24/06/2010 - Como é notório, a Lei n.o 11.941, de 27 de maio de 2009, regulamentada pela Portaria Conjunta PGFN/RFB n.o 6, de 22 de julho de 2009, instituiu a possibilidade de parcelamento ou de pagamento à vista de débitos tributários, em até 180 (cento e oitenta) prestações, incluindo créditos de competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), constituídos ou não, com exigibilidade suspensa ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, abarcando o citado parcelamento, inclusive os débitos decorrentes das contribuições previdenciárias, oriundas do então, INSS, hoje sob atribuição da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), desde que fosse respeitado o lapso temporal de valores vencidos até 30 de novembro de 2008, concedendo ainda o citado parcelamento diversas reduções, especialmente no que tange a juros e multas.
No momento da adesão do parcelamento, ocorrida em meados de novembro de 2009, os contribuintes apenas optaram em aderir ou não ao citado parcelamento, vez que a indicação dos débitos e a sua consolidação seriam efetuados em momento posterior.
Assim, diante da necessidade de consolidação dos créditos tributários que serão objeto do citado parcelamento e a finalidade da manutenção da expedição das certidões de regularidade fiscal, fora expedida pela Procuradoria da Fazenda Nacional e Receita Federal do Brasil, a Portaria Conjunta n.o 3, de 29 de abril de 2010 que dispõe sobre a necessidade de manifestação dos sujeitos passivos optantes pelos parcelamentos previstos na lei mencionada, com relação à inclusão dos débitos nas respectivas modalidades de parcelamento, sobre a qual torna-se importante, tecer comentários a respeito de suas peculiaridades.
De fato, conforme mencionado na Portaria publicada, para a concretização do processo de parcelamento o contribuinte deverá manifestar, até 30 de junho de 2010, com relação à consolidação dos débitos que pretende incluir, do contrário ocorrerá o cancelamento do pedido, de acordo com orientação do artigo 1o da Portaria PGFN/RFB n.o 3, de 29 de abril de 2010.
A etapa preliminar à conclusão da consolidação consiste na entrega de Declaração sobre a Inclusão sobre a Totalidade ou não dos Débitos no Parcelamento.
Importante destacar, que a indicação sobre a inclusão da totalidade dos débitos nos parcelamentos consiste confissão irretratável e irrevogável destes, mas não dispensa o contribuinte do cumprimento dos demais atos referentes à consolidação das modalidades de parcelamento previstas na Portaria Conjunta PGFN/RFB n.o 6, de 2009, cujas etapas serão disponibilizadas em atos posteriores.
Cumpre informar que, existem duas opções para o contribuinte no momento do preenchimento da “Declaração sobre a Inclusão de Totalidade dos Débitos nos Parcelamentos”, quais sejam: “SIM” ou “NÃO”, disponível exclusivamente nos sítios da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) www.receita.fazenda.gov.br no e-CAC em “Opções da Lei 11.941/2009” a partir de 1/6/2010.
Assim, ao acessar os locais mencionados o contribuinte se depara com o seguinte cenário:
- ao optar por incluir a totalidade dos seus débitos tributários no parcelamento (SIM) o site do órgão remete para dois outros links; em um constam os débitos previdenciários e; na outra os débitos oriundos de tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Nesses portais aparecem todos os débitos existentes em nome do contribuinte e não apenas aqueles que foram citados no momento da adesão ao parcelamento, exatamente porque a Portaria estabelece a inclusão de todos os créditos constituídos (seja por procedimento de fiscalização, seja por confissão espontânea do contribuinte) e para tanto não há necessidade de preenchimento dos Anexos I a IV. Nessa hipótese terá o benefício de obter Certidão Positiva de Débitos com Efeito de Negativa (conjunta ou específica), caso não haja outros impedimentos, diretamente nos sítios da PGFN e da RFB na internet, além de conseguir a suspensão de todos os atos de cobrança relativos aos débitos existentes abrangidos no parcelamento.
- ao optar por NÃO incluir a totalidade dos seus débitos tributários no parcelamento, o contribuinte deverá discriminar um por um, todos os débitos que pretende ver consolidados. Logo, o contribuinte deverá preencher os Anexos I a IV disponibilizados na referida Portaria, apresentá-los na unidade da PGFN e da RFB do seu domicílio, conforme o caso, munido dos documentos citados na orientação disponibilizada pelo órgão. Nessa hipótese estará impedido de obter a Certidão Positiva de Débitos com Efeito de Negativa, conjunta ou específica, automaticamente.
Importante ressaltar, que na hipótese do contribuinte optar pela apresentação de “Declaração sobre a Inclusão de Totalidade dos Débitos nos Parcelamentos”, modalidade “SIM”, correrá o risco de ter incluído no âmbito do parcelamento os débitos que estão sendo discutidos judicialmente e que, por tal motivo, pretendia manter fora da inclusão, haja vista não haver na citada Portaria a informação de que tal opção estaria vinculada a adesão realizada anteriormente.
Por outro lado, caso opte por realizar a declaração não incluindo todos os débitos, não haverá o risco da inclusão de valores que não pretende ver no parcelamento em comento, já que ficará a seu critério discriminar de maneira pormenorizada a inclusão de cada crédito ou tributo que pretenda ver parcelado.
Neste sentido, deve-se considerar que dependendo da opção do contribuinte, é conveniente a discriminação pontual de quais créditos pretende incluir no parcelamento, apenas como medida de cautela, mediante a apresentação de formulários específicos no âmbito na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal do Brasil, face à temeridade de interpretação equivocada quando da opção de inclusão da totalidade dos créditos, especialmente, pela não demonstração clara e precisa de que tal opção ficaria vinculada a adesão realizada pelo contribuinte em novembro de 2009, sob pena de o Fisco interpretar que o contribuinte sujeitou todo seu passivo tributário ao citado parcelamento, independentemente, de qual modalidade tenha sido efetuada na adesão.
- Dra. Flávia de Oliveira Nora - Advogada da área Tributária da SEBA Sociedade de Advogados – São Paulo, Especialista em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Membro do Grupo de Estudos de Direito Tributário do Professor Paulo de Barros Carvalho - flavia@sebaadvogados.com.br 
Fonte: Seba Sociedade de Advogados 

Alunos precoces: Jovens buscam cada vez mais cedo uma especialização para encarar o competitivo mercado de trabalho
Fonte: Clipping Educacional Consae Folha Dirigida, 22/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Ser doutor aos 40 anos de idade era o sonho de muitos há alguns anos atrás, quando o mestrado era ainda algo distante para a grande maioria dos estudantes. A própria graduação era privilégio de poucos e toda a especialização após o nível superior era pensada com calma, ao longo dos anos. Com a globalização e o aumento da oferta de trabalho, cresceu também a necessidade de novos e maiores conhecimentos, já que a procura pelas vagas também aumentou significativamente. E o jovem de hoje tem pressa. Em épocas em que o diploma de graduação não é mais uma garantia de inserção no mercado profissional, os jovens buscam cada vez por mais qualificação e cada vez mais cedo. Atualmente, muitos deles já saem da graduação com um pé na pós-graduação. Outros tantos, cursam o nível superior em paralelo com um curso de especialização ou mestrado. É a corrida contra o tempo na busca por mais conhecimento e pelo sucesso imediato na carreira profissional.
As amigas Carine Cardinelli e Camila Boechat são duas entre as muitas jovens que se encaixam nesse perfil. Aos 22 anos de idade, cursam a pós-graduação concomitante à graduação. Carine cursa o penúltimo período de Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e faz especialização em Nutrição Clínica, na mesma instituição. O segundo curso, que se iniciou em março deste ano, é, para a jovem, uma forma de se destacar no mercado de trabalho. "Atualmente, nós não podemos perder tempo. Cada vez mais o mercado pede uma pós-graduação. Antigamente, a graduação era mais difícil. Hoje em dia, a maioria das pessoas já tem um diploma de nível superior e a pós entra como um diferencial. Eu vejo como algo muito necessário, muito importante, diria que é uma continuação da graduação", afirma a estudante.
Já Camila, aluna do oitavo semestre de Enfermagem na Universidade Gama Filho, concilia o curso superior com a pós  graduação em Saúde da Família na Faculdade Souza Marques. "Resolvi cursar os dois ao mesmo tempo quando eu vi que iria precisar de uma pós-graduação depois que me formasse. Este foi o momento em que eu tive oportunidade. Estou com tempo para cursar e com condições financeiras de bancar os dois cursos", conta a estudante, que tem aulas na graduação às terças e quartas na parte da tarde e na pós-graduação aos sábados, além de fazer estágio na Gama Filho, todos os dias, das 7h30 às 12 horas. Para Carine, o fator tempo não é problema. A futura nutricionista explica que está sendo possível cursar a graduação ao mesmo tempo da pós-graduação porque, nos últimos períodos de Nutrição, as horas de aula são substituídas por estágio obrigatório, três vezes na semana. Além disso, a fato de seu curso ser em horário integral, facilitou a estudante a se acostumar com a rotina. "Acho que a universidade pública, ainda mais quando se trata de cursos com horário integral como o de Nutrição, nos ensina a lidar com a questão do tempo. Estou muito acostumada a ter o dia cheio. Com os dois cursos ficou até tranquilo, sobram ainda dois dias para outras atividades", conta Carine que reserva suas noites de folga para se dedicar ao curso de Espanhol.
Escolha de olho no futuro - "É verdade que não sobra muito tempo livre, mas é bom porque não tenho tempo ocioso. Acaba sendo domingo o único dia para descansar. Pesando os prós e contras, os prós ficam muito mais evidentes", justifica. Camila considera o fato de cursar a graduação e a pós ao mesmo momento positivo. "Dá tempo de se dedicar aos dois. Eu vejo que, estando ainda na universidade, levo vantagens por estar tudo fresco na minha cabeça", declara. As amigas, que estudaram juntas durante todo o ensino médio, encaram essa nova fase acadêmica pensando no futuro e levando em consideração os aspectos do mercado organizacional atual. "Além da necessidade de me especializar,  sinto que saímos da universidade com algumas lacunas no que diz respeito ao conhecimento. A pós-graduação passa uma segurança maior, conceitos novos, um aprofundamento maior. Alguns conceitos aprendidos na universidade, são passados de outra forma na pós-graduação, sob outro ângulo. Pretendo fazer uma outra especialização ou mesmo tentar um mestrado", comenta Carine.
Camila, que pensa em seguir a carreira pública, sabe que o diploma da especialização é fundamental em alguns casos. "Atualmente, um diploma de pós-graduação é exigência em muitos concursos públicos. É a chance também de mais oportunidades de emprego. Além disso, descobri uma área que gosto, que me identifiquei e quero estar sempre atualizada", destaca. E ela não pensa em parar por aí. "Já penso em fazer outra pós-graduação, assim que terminar essa. Na área de Saúde é muito importante se atualizar. Pretendo estar sempre estudando para fazer a diferença no mercado de trabalho", acrescenta. O que se percebe é que as turmas de pós-graduação, antes compostas por pessoas de idade mais avançadas, são agora, cada vez mais, compostas de jovens, seja os que ainda estão cursando o ensino superior, seja os que acabaram de sair da universidade. Camila Boechat vê com naturalidade as mudanças. "Assim que entrei na pós- graduação pensei que fosse encontrar pessoas mais velhas. Me surpreendi com a quantidade de alunos que estão também finalizando a graduação ou mesmo recém-formados. Acho que é mesmo a tendência do mercado atual". Estudioso na área de formação de jovens e professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas publicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gaudêncio Frigotto acredita que, mesmo sendo uma tendência e quase uma exigência do mercado atual, é complicado falar em pós-graduação em um país onde a educação, em geral, não é acessível a todos. 
Mercado exige melhor preparação 
"Eu acho que, no Brasil, falar de juventude é complicado, temos várias juventudes diferentes. Os jovens do campo, por exemplo, quando muito, completam a educação fundamental. É negada, precocemente, a educação a eles. Mesmo na classe média, não são todos os que chegam a uma universidade. Vemos isso pelos números, apenas cerca de 13% dos brasileiros ingressam em uma universidade". Gaudêncio concorda que os jovens de atualmente precisam realmente de mais conhecimento, tendo em vista o mercado cada vez mais competitivo. "É um fenêmeno mundial, já que os empregos de valor agregado, ou seja, aqueles que oferecem maiores salários, estão escassos e isso se explica pela mundialização do capital. Antigamente, 20, 30 anos atrás, os pais desses estudantes ocupavam cargos importantes em bancos, empresas públicas. Hoje, os jovens não têm mais esse espaço. Poucos desses cargos, hoje, são ocupados por brasileiros", pondera. Em um de seus estudos, "Juventude com vida provisória e em suspenso", Gaudêncio divide os jovens em dois grupos. "Há aqueles que entregam sua juventude se especializando, fazendo mestrado, depois MBA e todos os cursos que estão ao seu alcance para obter uma vantagem no mercado e tem aqueles que jogam a toalha", explica.
O educador diz que a especialização passou a ser necessária. "Não é uma questão de ser positiva ou negativa, é uma questão de necessidade. Hoje, a pessoa que tem um plus, seja uma especialização, um curso de idioma a mais, um estágio no exterior, é a que busca o mercado de trabalho. O estudo, em si, é positivo. Negativa é a concorrência, a desigualdade nas condições de ensino. Infelizmente, é
uma minoria que pode seguir essa tendência", comenta. "Penso que há uma multidão de jovens querendo se especializar, mas não há recursos financeiros para isto. Estamos falando da grande maioria dos jovens do país", acrescenta o especialista.
Como escolher um bom curso? - Em meio a tanta procura pela pós-graduação cresce também a oferta. Cada vez mais as universidades têm oferecido esses cursos. Com o aumento no   número de cursos, ofertados por muitas  instituições de ensino, é preciso ficar atento à qualidade. Ao escolher, o futuro pós-graduando deve levar em consideração aspectos como o corpo docente, projeto pedagógico, estrutura e a própria instituição. Para Fernando Arduini, professor diretor do Instituto A Vez do Mestre, da Universidade Candido Mendes, avaliar a instituição é uma das principais questões na hora de escolher um bom curso de pós-graduação. "O estudante deve levar em consideração a instituição que oferece o curso. É importante ver há quanto tempo ele vem sendo oferecido, quantas turmas ele já formou, sua tradição no ensino. Ele deve se concentrar na instituição e no seu tempo de mercado. Se a instituição já formou muitos profissionais, isto é sinal de qualidade", sugere Arduini, acrescentando que esta não é uma tarefa fácil. Muitos alunos optam por pesquisar sobre o corpo docente da universidade que oferece o curso. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) acompanha anualmente as realizações e desempenhos de todos os cursos conferindo uma nota a cada três anos. São considerados qualificados os cursos que, em uma escala de 1 a 7, recebem nota superior a 3. Além disso, para saber mais sobre o corpo docente da instituição, o Conselho nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), disponibiliza, também em seu portal, o currículo dos professores, com informações de sua vida pregressa e atual.
Na visão do diretor do Instituto A Vez do Mestre, a pesquisa sobre os professores não é boa opção, já que os estudantes não possuem muito conhecimento acerca do mercado docente. "Por mais que os estudantes pesquisem sobre os professores que irão ministrar as aulas, é difícil saber sobre a qualidade dos docentes. Ainda que os professores possam apresentar uma série de titulações, nem sempre isso vai indicar que esse professor está alinhado com a turma". Arduini afirma que, além da tradição no ensino da instituição, é importante pensar nos fatores estrutura e localização. Assim como a graduação, a pós exigirá do aluno assiduidade e dedicação. O que muda, neste caso, é que grande parte dos pós-graduandos já está empregado, o que significa menos tempo   ocioso. "A estrutura e a localização também são itens  importantes. A pós-graduação será um curso demorado, que vai exigir do aluno participação. Por isso, quanto mais perto for o curso do trabalho ou de sua residência, vai facilitar muito seu deslocamento e a questão do tempo. Além disso, laboratórios bem equipados farão a diferença em sua formação", comenta.
O educador afirma ainda que o curso escolhido deve ser bem pensado. O estudante deve ter em mente o que ele pretende com a pós-graduação, como por exemplo se deseja se aprofundar em alguma área ou busca mudar o foco de sua profissão. "A pós-graduação deve ser repensada de acordo com a carreira. O aluno deve ter em mente que a especialização deve ser algo que possa melhorar a colocação dele no mercado de trabalho ou mesmo em sua carreira", explica Fernando Arduini. E acrescenta. "E ele precisa ver isso dentro da perspectiva da carreira que ele vai seguir, do seu segmento, o que pode variar. Há instituições com mais credibilidade em certas áreas".
Educação a Distância é opção - Com os cursos de pós-graduação ganhando, ano a ano, mais adeptos, surge a oportunidade de cursá-los em uma outra modalidade que vem ganhando espaço no país: a Educação a Distância (EAD). Em todo o Brasil já existem muitas instituições que oferecem os cursos, muitas delas grandes instituições, reconhecidas e renomadas no mercado educacional. É o caso da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Estadual de Campinas (UniCamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para citar alguns exemplos. Além da autonomia com os estudos, um dos fatores que estimula os profissionais a ingressarem em uma pós-graduação a distância é o fato de poder estudar em uma instituição de renome, mesmo que ela não esteja no seu estado. Antes visto com certo preconceito no mercado, o ensino a distância vem consolidando sua presença no mercado. Por muito tempo, o ensino a distância era a única opção para aqueles que não tinham uma universidade próxima à sua residência. Hoje, a EAD recebe muitos alunos que optam pelo seu método, no qual os estudantes têm mais autonomia e podem conduzir seu processo com mais independência. 

Encontro no Sul discute a criação de escolas binacionais
Fonte: www.nota10.com.br, 24/06/2010
O Ministério da Educação (MEC) prossegue hoje (24) com o 1.º Encontro das Escolas de Educação Profissional de Fronteira, que foi aberto ontem, em Porto Alegre. Os participantes discutem a possibilidade de implantação de escolas binacionais a partir de um instituto federal de educação, ciência e tecnologia.
Dez estados e oito países do continente têm potencial para receber cursos técnicos, material bilíngue e aulas de idioma. O encontro reúne representantes do MEC, dos institutos, da Agência Brasileira de Cooperação e de países que fazem fronteira com o Brasil.
No segundo semestre, terá início o projeto-piloto das escolas de fronteira, em Santana do Livramento (RS) e Rivera, Uruguai. No lado brasileiro, haverá duas turmas de 40 alunos do curso técnico em informática para internet. Do lado uruguaio, será oferecido o curso técnico em controle ambiental, sob a coordenação da Universidade do Trabalho do Uruguai (UTU), com 30 estudantes, inicialmente.
Em Santana do Livramento, o processo será coordenado pelo instituto federal Sul-Rio-Grandense. “Os cursos sempre levarão em conta os arranjos produtivos locais. As escolas, além de levar desenvolvimento às regiões de fronteira, vão aprofundar a integração entre as nações”, afirmou Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC.

Unesco promove concurso sobre educação sexual
Fonte: www.nota10.com.br, 23/06/2010
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), promove concurso sobre prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/Aids, à gravidez na adolescência e ao uso de drogas.
Para participarem, as escolas devem promover um concurso de Histórias em Quadrinhos (HQs) sobre qualquer um dos temas. As histórias podem ser enviadas até o dia 31 de agosto para: SAS Quadra 5, Bloco H, lote 6, Ed. CNPq/Unesco, 9.º Andar, CEP: 70.070-914, Brasília - DF. O prêmio será um notebook.
Mais informação pelo http://eventos.unesco.org.br/premioescola/

Famílias têm despesas maiores conforme escolaridade, diz IBGE
Fonte: http://noticias.uol.com.br, 23/06/2010
Quanto maior o tempo de estudos de um dos membros da família, maior é a despesa média mensal dos brasileiros. Entre 2008 e 2009, enquanto famílias em que o responsável tinha menos de um ano de escolaridade contavam com despesa média mensal de R$ 1.403,42, famílias com 11 anos de estudos tinham despesa triplicada (R$ 4.314,92). Os dados foram divulgados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta escolaridade de outros membros da família também aumenta as despesas mensais nos lares brasileiros. A despesa de famílias com mais de um membro com nível superior completo e incompleto (R$ 8.117,27) é quase quatro vezes (390%) maior do que as de famílias sem membros com graduação, que têm despesa média de R$ 1.659,99.
Segundo a POF realizada entre 2002 e 2003, no entanto, a diferença entre famílias com e sem membros no ensino superior era ainda maior, com 430%.
Entre 2008 e 2009, o percentual de famílias que não possuíam pessoas com nível de instrução superior completo ou incompleto também diminuiu em relação à POF 2002/2003: foi de 84% para 76%.
Gasto com educação
A pesquisa revela que o gasto dos brasileiros com educação entre 2008 e 2009 diminuiu 1,1 ponto percentual em relação a 2002/2003: foi de 4,1% para 3%.
O número, porém, é maior do que o da pesquisa feita entre 1974 e 1975: naquele período, as famílias gastavam 2,3% de sua renda com educação.
•Um terço passa fome "às vezes" ou "normalmente"
•Gasto de rico com comida é seis vezes maior
•Despesa média no Sudeste é quase o dobro da do Nordeste
•Homens e brancos consomem mais que mulheres e negros
•75% têm dificuldade de esticar o salário até o fim do mês
•Brasileiro gasta menos com comida e mais com saúde
•Entenda como é feita a Pesquisa de Orçamentos Familiares
Comida e saúde
O estudo também mostra que o peso da comida nas despesas mensais do brasileiro sofreu um tombo nos últimos 34 anos, enquanto os gastos com saúde e transporte deram um salto.
Em 1974/1975, a participação da comida (dentro e fora de casa) era de 33,9% das despesas de consumo. Em 2008/2009, caiu para 19,8%. No sentido contrário, saúde pesava 4,2% em 1975, e passou a 7,2% em 2008/2009 (uma alta de 71%). Transporte pulou de 11,6% para 19,6% (elevação de 69%).
Com alimentação, o valor mensal médio gasto em 2008/2009 foi de R$ 421,72, enquanto habitação custou R$ 765,89, e saúde (incluindo remédios e planos de assistência) ficou em R$ 153,81.
Sobre a POF
Segundo o IBGE, a pesquisa visa principalmente mensurar as estruturas de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias.
A ideia é estudar a composição dos gastos das famílias segundo as classes de rendimentos, as disparidades regionais, as áreas urbana e rural, a extensão do endividamento familiar, a difusão e o volume das transferências entre as diferentes classes de renda e a dimensão do mercado consumidor para grupos de produtos e serviços.

Universidade de Brasília integra aluno perseguido pela ditadura militar
Fonte: Notícias ABRAFI 23/06/2010 - 20h20
Depois de 40 anos, Iraê Sassi voltará a ser calouro. A Câmara de Ensino e Graduação da UnB (Universidade de Brasília) aprovou por unanimidade na terça-feira (22) a reintegração dele ao curso de letras/tradução. A decisão devolve ao paulistano de 59 anos o direito de estudar na instituição.
A história acadêmica de Iraê na UnB começou em 1970, quando ele passou no vestibular para estudar Engenharia Mecânica, mas não consegue efetivar sua matrícula. "Fiz movimento secundarista, fiquei com o nome marcado", afirma.
O rapaz de 19 anos pediu, então, que a reitoria reconsiderasse a decisão. Um despacho do vice-reitor José Carlos de Almeida Azevedo, capitão de mar e guerra da Marinha, indefere o pedido. "Ele me considerava uma ameaça à ordem". Iraê, então, parte para a Justiça para tentar valer seu direito de frequentar a UnB.
A batalha judicial entre o aluno e a reitoria só terminaria no final do ano seguinte no Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua argumentação, o reitor da época, Caio Benjamin Dias, diz que a universidade não poderia "acolher em seu seio, numa posição cômoda, porém masoquista (...) estudantes hostis à ordem, à disciplina e à própria comunidade universitária".
Em 25 de novembro de 1971, o ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR) Armando Rollemberg decidiu em favor do estudante. Iraê Sassi foi registrado com o número de matrícula 70/05695. Ainda assim, ele não chegou ao final do curso. "Lembro que cursei as disciplinas de cálculo, mas logo a repressão aumentou e tive que sumir de circulação", conta o ex-militante do Partido Operário Revolucionário Trotskista Pousadista. Iraê não participou da luta armada, mas estava envolvido com atividades políticas de esquerda. Aos 21 anos, mudou-se para São Paulo e começou a viver na clandestinidade.
Documentação
Enquanto Iraê Sassi se escondia do regime – chegou a mudar de casa sem levar nada pelo menos cinco vezes -, ele foi retirado do quadro de estudantes da UnB. Em agosto de 1974, ele foi jubilado por rendimento insuficiente. No histórico escolar que subsidiou o desligamento, consta que ele vinha frequentando as aulas desde 1970 e que estava matriculado em apenas uma disciplina: ciências humanas.
"O aluno só conseguiu cursar a UnB em 72, depois da decisão do STF. E, além disso, não há registros de uma disciplina chamada ciências humanas", diz Elaine Maria de Oliveira Alves, professora da medicina, a quem coube relatar o processo na câmara. As duas informações, mais a documentação do processo judicial, serviram como evidência de que a direção da universidade à época queria afastá-lo do campus.
A reintegração de Iraê Sassi foi aprovada por unanimidade pelos 15 integrantes que estiveram presentes à sessão da Câmara de Ensino e Graduação de ontem. "Fizemos justiça a ele", afirma a relatora. O calouro, que é casado e pai de três filhos adolescentes, começa as aulas em setembro.
Em seu retorno à UnB, Iraê cogitou estudar ciência política ou agronomia, mas acabou se decidindo por letras/tradução com habilitação em inglês. A escolha foi ditada pelos rumos que a vida dele tomou depois da perseguição política. Sem formação específica e vivendo na clandestinidade, Iraê foi mandado pelo partido para a Europa no início dos anos 80. "Lá comecei a fazer trabalhos como intérprete por uma questão de sobrevivência", conta.
Depois de passar 19 anos fora, retornou a Brasília em 2000 e começou a atuar como tradutor de italiano e espanhol. Para ele, o significado do canudo será simbólico. "É como se eu estivesse recuperando um pedaço da minha história."
O calouro está ansioso para experimentar a vida social e cultural da instituição. "Quero aproveitar a oportunidade de estar na universidade. A UnB faz parte do meu imaginário desde a adolescência", conta Iraê que é filho de um assessor de Darcy Ribeiro e conheceu o campus ainda em obras. Entre os planos dele, está cursar as aulas de dança. Sobre os professores e colegas, diz que terá humildade para aprender com todos. "Posso contar a minha história como testemunho, mas não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém.”
* com informações da Agência UnB
Retirado do site: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/23/universidade-de-brasilia-reintegra-aluno-perseguido-pela-ditadura-militar.jhtm

Entidade de Engenheiros defende valorização de mão de obra nacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:45 hs. 
24/06/2010 - Frente à falta de profissionais, a FNE é contrária à importação de engenheiros
Engajada na luta pelo aproveitamento da mão de obra nacional, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) não só alertou a sociedade com relação à falta de profissionais na área de engenharia, mas tomou providências para gerar mais mão de obra especializada. A entidade acredita que uma forte estrutura de ensino aliada à um incentivo para resgatar profissionais que migraram para outras áreas pode saciar a necessidade de profissionais no mercado brasileiro.
No início do ano letivo, a Federação produziu o vídeo "Mais engenheiros para construir o Brasil" com o objetivo de distribuir nas escolas secundaristas de todo o território nacional o material elucidativo da profissão de engenharia. Com o intuito de estimular os estudantes a optarem pelo curso, que tem um leque enorme de opções e especializações, o material aborda todas as áreas da profissão: Civil, Elétrica, Química, Ambiental, Mecânica e Agronômica.
A ideia surgiu diante da iminente falta de profissionais com a aceleração acentuada do desenvolvimento que o país terá que enfrentar nesses próximos anos, diante da Copa de 2014, Olimpíadas de 2016 e com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep) apontam que no ano de 2008 apenas 22% do total de ingressos nos cursos de engenharia chegaram a se formar. Ou seja, dos 134 mil alunos que ingressam na faculdade, apenas 30 mil se formam. "Precisamos estimular a demanda de alunos que se interessam pela área e dobrar o número de formandos. Dessa forma, não precisaremos importar mão de obra", explica Fernando Palmezan, coordenador do projeto Cresce Brasil, da FNE.
Ainda de acordo com dados do Inep, existem hoje no país 1.406 cursos de engenharia, sendo 40% em instituições públicas e 60% nas privadas. A análise também destaca que entre os cursos mais procurados estão a Engenharia Elétrica e a Civil, com 12% e 11% de procura efetiva.
Segundo José Roberto Cardoso, Professor de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a grande procura no mercado, no momento, é por engenheiros civis. Porém, ele ressalta que temos deficiência em todas as áreas de engenharia no Brasil. "Nos países desenvolvidos da Europa e dos Estados Unidos o cenário é positivo. Na Ásia estão sendo formados quase um milhão de engenheiros todos os anos e não há expectativa de desemprego. Precisamos estimular a procura do curso de engenharia pelos jovens brasileiros, pois o mercado tem demanda suficiente para suprir o dobro de formandos na área por ano", explana o professor.
Fernando Palmezan destaca ainda a importância de estimular em todo o território nacional uma formação básica de qualidade e mais direcionada às matérias exatas. Palmezan acredita que com uma formação consistente os jovens teriam mais facilidade para concluir o curso que é bastante árduo e exigente de tempo e dedicação, com muitos cálculos e trabalhos.
Além de recrutar jovens a aderirem à profissão, a FNE sabe que também existe uma grande parcela de profissionais da engenharia que acabaram se rendendo à outras áreas. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que apenas 2 em cada 7 engenheiros trabalham na área. “Há a necessidade de gerar menor migração ocupacional de engenheiros e tentar recrutar os que deixaram a área atrás de outras oportunidades no mercado de trabalho”, diz Palmezan.
Diante de todo esse cenário, a FNE e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (SEESP) fizeram uma parceria com a Associação Brasil-Alemanha (VDI) para a criação de uma instituição de ensino superior voltada para a "engenharia de inovação", aproveitando o intercâmbio tecnológico com a Alemanha. "Como a engenharia exige que o profissional esteja sempre se reciclando e conhecendo as novas tecnologias, pensamos em juntar tudo isso numa instituição que ofereça graduação, pós-graduação, pós-doutorado e especializações", esclarece Fernando Palmezan. A implementação do centro de excelência no ensino da engenharia tem a inauguração prevista para o ano que vem, com sede no SEESP.
Pollyanna Nóbrega
Assessora de Comunicação
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Fonte: Vounessa Notícias 

Novo padrão de consumo inclui itens mais caros e gasto maior com imóveis
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:16 hs. 
24/06/2010 - Graças ao crédito, compra de veículos corresponde a 43% das despesas com transporte.
Fabiana Ribeiro e Danielle Nogueira
Nos últimos seis anos, mais gente passou a ter acesso a bens mais caros. Na cesta de compras das famílias, apareceram pela primeira vez os produtos light, diet e orgânicos — além de ter aumentado a participação de itens como carnes, frutas e legumes.
Também passaram a fazer parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE os pacotes de telefonia, TV e internet, antes apurados separadamente.
E, ainda que o brasileiro continue a poupar pouco, os investimentos em imóvel e carro foram intensificados nos últimos seis anos. As mudanças de hábitos refletem, segundo especialistas, a melhora no mercado de trabalho, a maior formalização, a expansão do crédito e o crescimento da renda do trabalhador.
— Os avanços do mercado de trabalho e os ganhos de renda dos últimos anos ajudam a explicar as mudanças no padrão de consumo dos brasileiros — diz Edilson Nascimento Silva, gerente da POF, acrescentando que as famílias de menor renda apresentaram fortes avanços no rendimento no período.
Nos últimos seis anos, as famílias ampliaram seus gastos com a casa própria: em 2002/2003, estes representavam 2,77% das despesas; em 2008/2009, são 4% do total. Já a participação dos veículos passou de 5,93% para 6,9% do orçamento doméstico.
Gastos com eletrodomésticos passaram de 1,88% a 2,1% Segundo especialistas, o crédito foi um dos responsáveis pela maior participação dos eletrodomésticos nas despesas das famílilas. Na POF anterior, eram 1,88% dos gastos e, agora, são 2,1%. A ampliação dos financiamentos também elevou a participação da compra dos veículos: de 39% dos gastos com transportes em 2002/2003, agora são 43,1%.
— Mais gente passou a ter acesso a produtos e serviços mais sofisticados, a exemplo do que já acontece em países desenvolvidos. Na década de 1960, ter um automóvel era para poucos. Agora, famílias de baixa renda possuem um carro — explica o professor Heron do Carmo, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
Caíram as despesas com os serviços de telefonia fixa, de 1,79% para 1%. Com os celulares, o movimento foi inverso: de 0,63% para 1%, refletindo o fato de que muitos lares só contam hoje com a telefonia móvel.
Esse é o caso da empregada doméstica Adriana dos Santos, de 31 anos, cujo trabalho como diarista lhe garante R$ 770 por mês. No mês passado, ela comprou um celular por R$ 159, o equivalente a 20,6% de sua renda bruta. Parcelou a compra em três vezes e não descarta pedir dinheiro aos amigos ou à família — seu marido está desempregado — para quitar as duas parcelas restantes.
— Nunca conseguiria comprar o celular à vista. O que ganho é pouco e, quando chega no fim do mês, tenho que dar meu jeito — diz.
Professor vê consumo mais coerente com o país É o segundo celular que Adriana compra. Como não tem telefone fixo, um fica em casa e o outro ela leva para o trabalho. Assim, pode ter notícias de seus três filhos durante o dia. As despesas com transporte (R$ 160 mensais), por outro lado, respondem por 20,7% de sua renda.
— A cesta de compras do brasileiro vem melhorando desde a década de 30. Isso se refere à quantidade e à qualidade.
A mudança não é limitada a classes mais altas as famílias de renda baixa passam a ter mais acesso a produtos e serviços mais caros, de petshops a viagens — diz Carmo.
Dados da POF mostram que o consumo de orgânicos ainda é insignificante, mas sua presença na pesquisa é um sinal de que esses produtos já começam a aparecer na mesa dos brasileiros. Também é mínima a participação de artigos light e diet (0,1%).
Para Carmo, a inflação sob controle contribuiu — e muito — para melhorar a qualidade da cesta de compras do brasileiro e influenciou nas mudanças dos hábitos dos brasileiros.
— Isso também permitiu que o país apresente um padrão de consumo mais coerente com seu nível de desenvolvimento.
O consumo ficou menos desigual e mais democrático — afirma o professor da USP 
Fonte: O Globo on line