
30/06/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Confira os temas já solicitados nas provas de redação do Enem
Sai resultado do Simulado Enem Online
Cartilha orienta atos administrativos durante período eleitoral
Comissão votará parecer sobre a Reforma Universitária
59% das universidades particulares e 15% das federais
correm o risco de serem "rebaixadas" para faculdades ou centros
universitários
Empresário que financia qualificação de funcionário terá incentivos fiscais
Assembleia aprova acesso de tecnólogos em gestão pública no Executivo Estadual
Advogado é inscrito na OAB sem aprovação em estágio profissional
Funcionamento era irregular
Esquema vendia diplomas
Caçada a diplomas fajutos
MPs trancam trabalhos no Plenário
Sisu: segunda chamada está disponível para consulta
Alfabetização de adultos terá 2,2 milhões de alunos
O impacto das fusões e aquisições nas IES de pequeno e médio porte
Pobre e desigual
MEC estima matricular 2,2 milhões de adultos em classes de alfabetização neste ano
''Exigências do MEC travam educação a distância em áreas isoladas''
Por irregularidade, MEC exclui faculdade paranaense do ProUni
"Universidade federal não olha o mercado"
País terá 20 escolas para estimular mais inovação nas empresas
Pacote educacional
TRT determina reintegração de empregado
portador de necessidades especiais porque empresa não comprovou
preenchimento da cota mínima
Projetos de inovação terão aportes de R$ 100 milhões
STJ destaca, em julgamento, importância da imprensa na vigilância da coisa pública
A consolidação do ensino superior em 2010.
Diferenças de URV para servidores públicos estão sujeitas a desconto de IR
Profissionais com formação técnica têm 48% mais chances de emprego
Empresa que parcelou pagamento de verbas rescisórias pagará multa do artigo 477 da CLT
Gabarito online sai amanhã
Fique atento para o que funciona
Congresso vota o BBB da educação infantil
Integração
Falando nisso...
Governador Leonel Pavan lança pacote para Educação na segunda-feira
Brasil Afabetizado recebe adesão até 4 de julho
Projeto escolar pode virar lei
Governador Leonel Pavan lançará pacote para Educação nesta segunda-feira
Londres limita número de imigrantes
Donini detalha propostas para suceder Alcantaro na Fiesc
O dever de avaliar
O direito fundamental à educação infantil
Confira os temas já solicitados nas provas de redação do Enem
Fonte: O Meu Futuro
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado em
1998, com o obejtivo de avaliar o desempenho dos estudantes ao
fim do ensino médio.
A prova do Enem é utilizada como critério de
seleção para estudante concorrerem a bolsa do ProUni
(Programa Universidade para Todos), além de ser usado por
algumas Universidades para critério de ingresso. Por isto, uma
dica importante para quem irá fazer o Enem 2010 é ficar
ligado as provas anteriores.
Por isso, abaixo seguem os temas solicitados na provas de redação do Enem desde a sua criação:
1998: "Viver e aprender"
1999: "Cidadania e participação social"
2000: "Direitos da Criança e do Adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?"
2001: "Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2002: "O direito de votar: como fazer desta conquista um meio para
promover as transformações sociais que o Brasil
necessita?"
2003: "A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras deste jogo?
2004: "Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos no meio de comunicação?
2005: "O trabalho infantil na sociedade brasileira"
2006: "O poder de transformação de leitura"
2007: "O desafio de se conviver com as diferenças"
2008: " A preservação da floresta amazônica"
2009: "Reflexão sobre ética no Brasil"
Sai resultado do Simulado Enem Online
Fonte: Jornal A Notícia, 30/06/2010
Lista oficial já está disponível. Hoje serão divulgados vencedores de concurso cultural
O resultado oficial da prova do Simulado Novo Enem Online realizado no
fim de semana por mais de 15 mil estudantes catarinenses já
está disponível no site www.prevestibular.ufsc.br).
O simulado também realizou concurso cultural entre os inscritos.
Os dez participantes que obtiveram a melhor pontuação e
que responderam à pergunta “Por que o Simulado Novo Enem
Online é a sua chance de chegar preparado para o Enem?”
poderão ter as respostas escolhidas pela equipe da Rádio
Atlântida.
Os autores das três melhores frases serão premiados com um
netbook. Os vencedores serão conhecidos hoje, às 20
horas, no site das instituições organizadoras:
Pré-vestibular da UFSC (www.prevestibular.ufsc.br), Instituto Federal de Santa Catarina (www.ifsc.edu.br) e Grupo RBS (www.clicrbs.com).
Cartilha orienta atos administrativos durante período eleitoral
Fonte: ABRAFI Assessoria Juridícia
O Ministério da Educação elaborou uma cartilha
para informar às entidades vinculadas, como
fundações, autarquias, instituições de
ensino superior, sobre normas éticas e legais, tais como
orientar a respeito das condutas vedadas aos agentes públicos e
orientar acerca da conduta ética, tratando do assunto em duas
partes que devem nortear as condutas dos agentes públicos
federais no ano de eleições gerais.
Elaborada com base na Lei das Eleições, Lei nº
9.504, de 30 de setembro de 1997; na Lei de Inelegibilidades, Lei
Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990; e nas
Instruções Normativas, da Secretaria de
Comunicação da Presidência (Secom/PR), a cartilha
tem como objetivo evitar que sejam praticados atos administrativos e/ou
tomadas de decisões governamentais indevidas durante o
período de restrição eleitoral, compreendido entre
3 de julho a 5 de outubro, ou 31 de outubro, se houver segundo turno.
A cartilha informa ainda que, em 2006, logomarcas de programas e
ações, slogans e nome de órgãos foram
proibidos em ações autorizadas pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). Nos casos de dúvidas, o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) deve ser consultado.
Para maiores informações acesse o site: http://www.capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/36-noticias/3920-cartilha-orienta-atos-administrativos-durante-periodo-eleitoral
Comissão votará parecer sobre a Reforma Universitária
Fonte: ABRAFI
A Comissão Especial da Reforma Universitária se
reúne nesta terça-feira (29) para discutir e votar o
parecer do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP). A
comissão foi criada para propor um novo modelo de gestão
para as universidades públicas e privadas no País.
O parecer do relator ainda não foi divulgado. Maluly adiantou,
no entanto, que vai tratar da autonomia administrativa,
pedagógica e financeira das instituições. Esse
tema, disse, será mais facilmente aprovado do que outros.
“Vamos pegar tudo o que há na área de autonomia. O
grande trabalho será conscientizar a comissão para votar
esse ponto. No ano que vem, outro grupo poderá fechar os pontos
que ficarem em aberto”, explicou.
Entre os temas que não possuem consenso e não
entrarão no parecer estão o sistema de
avaliação, a montagem de cursos universitários e a
participação de capital estrangeiro no ensino superior
brasileiro. Sobre o sistema de avaliação, Maluly explicou
que alguns dos envolvidos no tema o consideram um caminho para melhoria
do ensino superior, enquanto outros o classificam como
punição.
Em relação à montagem de cursos, o deputado disse
que o Ministério da Educação não cumpre
prazos e que as instituições de ensino ficam sem poder
tomar uma iniciativa. Já no que diz respeito ao capital
estrangeiro, a dificuldade é estabelecer limites para essa
participação.
Projetos em análise
A comissão analisa o Projeto de Lei 4212/04, do deputado
Átila Lira (PSB-PI), e outros que tramitam em conjunto. Entre
eles, o projeto de reforma universitária encaminhado pelo
Executivo ao Congresso em 2006 (PL 7200/06) e a proposta (PL 5175/09)
apresentada pela Comissão de Legislação
Participativa por sugestão da União Nacional de
Estudantes (UNE).
A reunião será realizada às 14h30, no plenário 12.
Para maiores informações acesse o site:
http://www.camara.gov.br/internet/jornalcamara/default.asp?selecao=materia&codMat=57950&codjor=
59% das universidades particulares e 15% das
federais correm o risco de serem "rebaixadas" para faculdades ou
centros universitários
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:38 hs.
30/06/2010 - 59% das universidades particulares e 15% das federais
correm o risco de serem "rebaixadas" para faculdades ou centros
universitários
Profissionais consagrados e experientes do setor discutem os
cenários e os desafios do (Re) Credenciamento de Centros
Universitários e Universidades. Pressa do MEC no processo de
credenciamento e recredenciamento e falta de diálogo do governo
com setor particular do ensino foram principais críticas dos
dirigentes das instituições privadas durante I
Fórum Brasil sobre Credenciamento e Recredenciamento de
Universidades e Centros Universitários.
São Paulo - A legislação sobre credenciamento e
recredenciamento de universidades está parada desde 2002.
Entretanto, em poucos meses, o Ministério da
Educação tirou projeto da gaveta, expediu parecer e
projeto de resolução. Essa "pressa" do MEC em fechar a
discussão ainda em 2010, segundo os consultores e dirigentes das
principais entidades ligadas ao ensino particular do Brasil, como
ABMES, Anup e Angrad, pode prejudicar o setor, já que há
muitos pontos divergentes e o texto dá margens a problemas de
interpretação na resolução proposta.
A sugestão de profissionais como Edson Nunes, ex-conselheiro do
Conselho Nacional de Educação, e de Raulino Tramontin,
ex-conselheiro do Conselho Federal de Educação e
especialista em Estrutura, Organização e
Legislação do ensino superior, é que o
Ministério realize uma audiência pública, na qual
as partes interessadas poderiam se manifestar e apresentar
sugestões e críticas para melhorar a
formatação do documento.
O consultor Carlos Monteiro ressalta que, ao mesmo tempo em que
há essa urgência por parte do MEC em encerrar a
discussão do credenciamento e recredenciamento ainda esse ano,
existem outras pendências, como o primeiro ciclo avaliativo, que
deveria ter sido finalizado em 2009. "Estamos na metade do ano e ainda
há uma quantidade enorme de instituições de ensino
que ainda devem passar por processo de avaliação externa.
Já deveria estar começando segundo ciclo. O fato é
que o governo não tem estrutura adequada para fazer valer todos
esses processos", observa.
O assunto mobilizou cerca de 60 gestores de entidades privadas na
semana passada. Durante o I Fórum Brasil sobre Credenciamento e
Recredenciamento de Universidades e Centros Universitários,
organizado pela CM Consultoria com o apoio do Santander Universidades,
os profissionais discutiram com conselheiros do CNE e representantes
das principais entidades do setor os pontos das novas
resoluções, erros de redação e
interpretação e ainda apontaram os principais problemas
do MEC no que diz respeito às legislações que
regulam as IES particulares.
Recredenciamento acontece pela primeira vez para universidades. Pela
primeira vez, as universidades, inclusive as federais, passarão
pelo credenciamento. Já no caso dos centros
universitários, esse processo existe desde que foram criados. Em
ambos os casos, se as exigências legais previstas pelo MEC
não forem cumpridas, podem perder o status atual e serem
rebaixados à faculdade.
Estudo feito pelo ex-conselheiro do CNE Edson Nunes, com base em dados
da Capes (órgão do MEC), mostra que cerca de 59% das
entidades particulares e 15% das federais correm o risco de perder o
status. Carlos Monteiro explica que a titulação é
o único critério para o qual existe um prazo. As
entidades são obrigadas a ter três mestrados e um
doutorado até 2013 e quatro mestrados e dois doutorados
até 2016. "O regime de trabalho, qualificação
docente, pesquisa institucionalizado e demais exigências tem que
cumprir no momento do credenciamento e recredenciamento", explica
Carlos Monteiro.
Para evitar problemas, as instituições tem que assumir
planejamento extremamente racional e estratégico. A maioria
precisa mudar modelo de gestão e começar a se preocupar
em entregar resultados. "É necessário e métricas
para todos seus projetos e dimensões. Ao mesmo tempo, é
preciso racionalizar quantidade de docentes para que possam manter os
melhores profissionais e oferecer melhores condições de
trabalho", explica.
O resultado do I Fórum sobre credenciamento e recredenciamento
de universidades e centro universitário vai auxiliar as
instituições a efetivamente se planejar e criar
dotação orçamentária no prazo de três
a seis anos para cumprir todos os processos necessários para
manter o seu status ou mesmo subir de status, conforme o caso. O
professor Monteiro ressalta que as discussões foram
especialmente importantes para entidades que querem ser credenciadas
como centro universitário.
Quem é a CM Consultoria - A CM Consultoria oferece suporte para
instituições de ensino superior, no planejamento,
elaboração e instalação de novos cursos e
para o recredenciamento dos já instalados. Com escritório
central em Marília (SP), desde 1988, a empresa é
especializada na organização e
implementação de universidades, de centros
universitários e outras instituições de ensino
superior (IES), orientando o cliente sobre as novas exigências da
legislação e do mercado, que se mostra cada vez mais
competitivo. Com freqüência, a CM realiza seminários
voltados para a maior capacitação das IES com a
participação de profissionais atualizados e considerados
agentes de transformação da nossa sociedade. Além
disso, está apta a realizar auditorias e implantar programas de
Qualidade Total no ambiente educacional, promovendo, em parceria com a
sua equipe, a instalação do sistema de
avaliação continuada de resultados.
Fonte: Portal Fator Brasil
Empresário que financia qualificação de funcionário terá incentivos fiscais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:13 hs.
30/06/2010 - Fazenda e Educação finalizam proposta, que deve vigorar a partir de 2011
Roberto Maltchik
BRASÍLIA. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da
Educação, Fernando Haddad, acertam os últimos
detalhes de uma proposta de concessão de incentivos fiscais a
empresários que financiarem a qualificação dos
funcionários que cursam o ensino médio profissional em
instituições privadas. Segundo Haddad, o incentivo deve
entrar em vigor no primeiro semestre de 2011, quando o Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) será
estendido aos alunos de cursos profissionalizantes.
Os técnicos da Fazenda ainda verificam como permitir o
abatimento do Imposto de Renda (IR) aos empresários que pagarem
pelos estudos dos trabalhadores.
— Ainda não tem percentual.
O próprio Guido está pedindo pressa nessa análise — afirmou Haddad.
O principal desafio da Fazenda é garantir que o Fies para o
ensino profissional — com o abatimento do IR — funcione sem
que os recursos sejam incluídos no cálculo do
superávit primário.
— O que temos que garantir é sustentabilidade no tempo.
Saber que o fundo será recomposto pelo pagamento, mesmo que a
isenção fiscal seja cogitada.
O Fies do ensino profissional deverá ter as mesmas regras
concedidas aos estudantes universitários: prazo de pagamento
três vezes superior ao período do curso, com um ano e meio
de carência. Os juros do Fies estão fixados em 3,4% ao
ano, e o financiamento varia entre 50% e 100% da mensalidade.
A partir de janeiro de 2011, além da Caixa Econômica
Federal, o Banco do Brasil também deverá oferecer as
linhas de financiamento.
Desempenho de ex-alunos será acompanhado Outra novidade prevista
para o ano que vem é o acompanhamento da progressão de
alunos egressos dos Institutos Federais no mercado de trabalho. A ideia
do ministro é cruzar os dados do Sistema Nacional de
Informações da Educação Profissional e
Tecnológica (Sistec) com os registros do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), atualizado mensalmente pelo
Ministério do Trabalho.
Fonte: O Globo on line
Assembleia aprova acesso de tecnólogos em gestão pública no Executivo Estadual
Fonte: Assessoria do Gabinete do Deputado Pedro Uczai, 29/06/2010
O plenário da Assembleia Legislativa aprovou, na
terça-feira (29), um projeto de lei do deputado estadual Pedro
Uczai (PT) que garante o direito de diplomados em cursos de
gestão pública reconhecidos pelo Ministério da
Educação ocuparem cargos de nível superior na
administração direta e indireta do Poder Executivo
Estadual mediante concurso público. O projeto segue agora para a
sanção do governador.
Segundo Uczai, a lei pretende corrigir uma situação de
exclusão dos profissionais formados em cursos de Tecnologia em
Gestão Pública. Embora já exista norma legal do
Ministério da Educação que equipara os cursos de
tecnólogos aos de graduação para efeitos de
diplomação, o Plano de Cargos e Vencimento do Executivo
Estadual ainda mantém esse distinção, impedindo
esses profissionais de tentarem a carreira pública na
administração direta e indireta estadual. “Aprovar
esse projeto é fazer justiça com aqueles profissionais
que se prepararam para atuar na gestão pública”,
explicou o deputado.
Com a lei aprovada, os diplomados poderão concorrer a vagas de
Analista Técnico em Gestão Pública, previstas na
Classe IV do Plano de Carreira e Vencimentos da
administração estadual. São cargos que exigem
formação superior para desempenhar
atribuições técnico-administrativas de maior
complexidade, como o gerenciamento de programas e projetos e a
liderança de equipes.
Advogado é inscrito na OAB sem aprovação em estágio profissional
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 29/06/2010
OAB cancelou inscrição por entender que advogado
não concluiu estágio. Profissional conseguiu
inscrição na Justiça, que não viu ofensa
à lei
Do G1, em São Paulo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) em Santa Catarina aceite a
inscrição de um profissional que não apresentou
provas de ter concluído, com aproveitamento, o estágio
previsto no estatuto da categoria. O advogado vinha atuando na
profissão graças a uma decisão provisória
da Justiça, segundo o STJ. De acordo com o Estatuto da Advocacia
(Lei n. 8.906/94), o estagiário inscrito na OAB é
dispensado do exame da ordem “desde que comprove, em até
dois anos da promulgação desta lei, o exercício e
resultado do estágio profissional ou a conclusão, com
aproveitamento, do estágio de prática forense e
organização judiciária, realizado junto à
respectiva faculdade, na forma da legislação em
vigor”. A seccional catarinense da OAB cancelou a
inscrição do advogado por entender que ele não
havia preenchido os requisitos da lei. O profissional, contudo, foi
à Justiça e conseguiu anular a decisão, obtendo
ainda a antecipação de tutela para poder continuar
trabalhando. Segundo o STJ, ao julgar apelação da OAB, o
Tribunal Regional Federal da 4ª Região considerou que "a
exigência se restringe à comprovação da
realização do estágio profissional, não
sendo necessário demonstrar a aprovação em exame
final".
Recurso - Em recurso especial ao STJ, a OAB de SC sustentou que a
comprovação do aproveitamento no estágio deveria
ter sido feita segundo as normas de uma resolução da
seccional e de um convênio firmado com a universidade. A
sustentação foi a seguinte:
“verifica-se, do seu histórico escolar, que o
recorrido não preencheu os requisitos do convênio, ou
seja, não havia cumprido os semestres curriculares, bem como
não há comprovação de que tenha se
submetido a exame final de estágio.”
Decisão - A Primeira Turma do STJ, em decisão
unânime, não reconheceu a controvérsia levantada
pela OAB de SC. “O que se tem, na essência, é uma
questão relativa a descumprimento de resolução e
de convênio e de falta de prova. Não há uma
típica questão envolvendo ofensa direta a lei
federal”, afirmou o relator do recurso, ministro Teori Albino
Zavascki, para afastar a competência do STJ. Com isso, prevalece
a decisão do tribunal de segunda instância, a favor do
profissional.
Funcionamento era irregular
Fonte: Diário Catarinense, 30/06/2010
O Conselho Estadual de Educação informou que a Eureka
teve o credenciamento cancelado em 2008 e a Microlins nunca teve
autorização para emitir certificados de conclusão
de ensino fundamental e supletivo. O presidente do conselho, Darcy
Laske, disse que a decisão foi comunicada à Secretaria de
Educação.
A orientação era lacrar a Eureka, recolher todos os
documentos existentes no local e verificar se algum certificado foi
emitido após o descredenciamento. Mas a operação
realizada ontem pela Polícia Federal mostrou que a
determinação não foi cumprida. O diretor de
Educação Básica e Profissional da Secretaria de
Educação, Antônio Elízio Pazeto, justificou
que a burocracia impediu que a medida fosse seguida.
Ele diz que é preciso esperar o processo de fechamento da escola
ser finalizado. De acordo com Pazeto, isto ainda não aconteceu.
Quanto a lacrar a Eureka, declara que é impossível,
porque não tem poder de polícia.
O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina,
Marcelo Batista de Sousa, disse que a fiscalização no
Estado é eficiente e casos de fraudes como o investigado pela
Polícia Federal são raros. A psicopedagoga Albertina de
Mattos Chraim considera a fiscalização essencial para
não marginalizar o ensino à distância.
Contraponto
O que dizem a Microlins e o Curso Eureka
Microlins - A diretora da unidade de São José da
Microlins, Teresinha Borderes, afirma que a escola não foi
implicada na Operação Formatura nem cometeu qualquer
irregularidade.
Eureka - Os funcionários trancaram a porta quando perceberam a
chegada da imprensa e não atenderam os chamados as batidas
na porta.
Um homem que transportava móveis, porque a escola
está de mudança, declarou que o responsável
estava no local. A escola também não atendeu.
Esquema vendia diplomas
Fonte: Diário Catarinense, 30/06/2010
Operação Formatura, da PF, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em cinco cidades de SC
Policiais federais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em
Santa Catarina em endereços de escolas e diretores ligados a um
esquema de emissão de certificados ilegais de conclusão
do ensino fundamental e supletivo. Batizada de Operação
Formatura, a investigação envolveu sete estados
brasileiros.
O delegado da Polícia Federal PF Ildo Rosa contou que em
São José foi descoberta uma sala de 40 metros quadrados
com documentos de escolas. Havia pastas de históricos escolares
em que o campo da matrícula estava em branco, mas mesmo assim
constava que o estudante frequentava as aulas.
Ildo afirmou que o esquema funcionava nos cursos à
distância das instituições de ensino Microlins e
Eureka, ambas de São José. O delegado disse que elas
não tinham tecnologia, acompanhamento tutorial e plataformas
para entregar o produto oferecido. O Estado foi incluído na
operação no começo do ano e, desde então,
ele acredita que foram emitidos centenas de certificados irregulares.
Uma interceptação telefônica flagrou uma
situação curiosa no ano passado. Uma empresa reclamava
pelo atraso de 70 certificados, mas a Eureka estava segurando a
documentação porque sofria fiscalização da
Secretaria de Estado da Educação. O delegado disse que na
segunda-feira, em depoimento, a diretora da escola admitiu as
irregularidades. Em outra situação, o esquema forneceu um
certificado para um analfabeto funcional do Mato Grosso do Sul.
Os envolvidos responderão inquérito por
falsificação de documento público, uso de
documento falso e estelionato. A soma das penas chega a 17 anos de
prisão. Em SC, foram cumpridos cinco mandados de busca e
apreensão em São José, quatro em Joinville, um em
Blumenau, um em Gaspar e um em Jaraguá do Sul.
Todos os alvos eram pessoas ou instituições suspeitas de
participarem do esquema. Ninguém foi detido em SC, mas o
delegado espera que a Justiça Federal do Mato Grosso do Sul
determine a prisão preventiva dos envolvidos. A
investigação começou em 2008 e se alastrou
também por SP, ES, PR e RJ e MT, onde uma prisão
aconteceu ontem.
felipe.pereira@diario.com.br
FELIPE PEREIRA
Caçada a diplomas fajutos
Fonte: Jornal A Notícia, 30/06/2010
Polícia Federal faz buscas em duas escolas de Joinville e uma de Jaraguá
Policiais federais do Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina
participaram ontem da Operação Formatura, realizada em
sete Estados do País para flagrar o crime de
falsificação de diplomas em escolas de ensino a
distância.
Eles cumpriram dez mandados de busca e apreensão em Santa
Catarina. Dois deles em Joinville e um em Jaraguá do Sul.
Conforme o delegado da PF de Joinville, Christian Robert Wurster, foram
apreendidos diplomas, certificados, históricos escolares,
declarações de conclusão de curso e outros
documentos (veja quadro).
Todo o material será enviado para a o setor de perícias
da PF de Mato Grosso do Sul. Até o fechamento desta
edição, ninguém havia sido preso no Estado.
“Houve a colaboração de todos os envolvidos no
momento em que o material estava sendo apreendido. Foi uma
operação muito tranquila”, disse o delegado.
No início da tarde de ontem, apenas o material de uma das
escolas de Joinville estava na delegacia da PF em Joinville. Os
documentos foram lacrados. O nome das instituições
não foi divulgado pela polícia.
Desde 2008, a Polícia Federal investiga as irregularidades de
escolas de ensino à distância. As
instituições estariam promovendo cursos fora das normas
estabelecidas pelo MEC, entregando documentos falsos.
O material apreendido nas escolas serve para a polícia
identificar se elas fazem parte do esquema de diplomas e certificados
falsos ou se elas são vítimas dessa quadrilha que nasceu
no Centro do País. Até agora, só um homem foi
preso em Campo Grande.
taisa.rodrigues@an.com.br
TAÍSA RODRIGUES
MPs trancam trabalhos no Plenário
Fonte: Jornal da Educação
Na tarde desta terça-feira, o Plenário realiza
sessão ordinária para votar medidas provisórias.
Sete trancam a pauta de reuniões, entre elas a que trata sobre o
Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.
A MP autoriza a União a transferir R$ 800 milhões 11
estados no âmbito do programa. Os estados contemplados
serão das regiões Norte e Nordeste que tiveram gasto
anual por aluno inferior à média das regiões, de
acordo com o Fundeb.
Os outros estados também receberão R$ 800 milhões,
como prevê a medida provisória. Entre as outras MPs que
trancam os trabalhos está a que abre crédito
extraordinário para o Ministério da
Educação, os estados, o Distrito Federal e os
municípios, no valor global de R$ 1,6 bilhão.
Sisu: segunda chamada está disponível para consulta
Fonte: Clipping Educacional Consae - Agência Estado, 28/06/2010 - São Paulo SP
Estudantes selecionados devem fazer a matrícula nos dias 1º e 2 de julho
Agência Brasil
Está disponível a partir desta segunda-feira a lista de
convocados em segunda chamada pelo Sistema de Seleção
Unificada (Sisu). Os estudantes selecionados devem fazer a
matrícula na quinta-feira, 1º de julho, e na sexta-feira,
2. Os documentos necessários podem ser consultados nos
boletins individuais ou nas universidades. Caso haja vagas excedentes,
será feita uma terceira chamada no dia 8 de julho. Se ainda
assim sobrarem vagas, as universidades convocarão os
alunos a partir de uma lista de espera. Participam do processo seletivo
15 universidades federais, duas estaduais, 17 institutos federais de
educação, ciência e tecnologia e um centro federal
de educação tecnológica.
Alfabetização de adultos terá 2,2 milhões de alunos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:11 hs.
29/06/2010 - A uma semana do fim do prazo para adesão de Estados
e municípios ao Programa Brasil Alfabetizado, do governo
federal, o Ministério da Educação faz a
previsão de matricular, neste ano, 2,2 milhões de jovens
e adultos em classes de alfabetização. O prazo para
adesão de Estados e municípios termina domingo e a meta
do ministério é fechar parceria com 1.450 secretarias de
Educação.
Até agora, foram registradas 1.392 adesões - 23 Estados,
o Distrito Federal e 1.368 municípios. Ainda não aderiram
ao programa São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do
Sul. O ministério repassa recursos aos Estados e
municípios participantes para capacitações de
professores, compra de material pedagógico, além de ser
responsável pelo pagamento da bolsa dos alfabetizadores.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) de 2008, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o país tem 14 milhões de
analfabetos.
Agência Brasil, de Brasília
Fonte: Valor Econômico
O impacto das fusões e aquisições nas IES de pequeno e médio porte
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:50 hs.
28/06/2010 - O impacto das fusões e aquisições nas IES de pequeno e médio porte
Convencionamos que as IES de pequeno porte são aquelas que
detêm até 1.000 alunos, enquanto as IES de médio
porte apresentam de 1.000 a 5.000 alunos matriculados.
Sob essa premissa, o ensino superior brasileiro mostra-se altamente
competitivo e bastante fragmentado devido à abrangência
territorial e ao perfil da maioria das IES.
Com base no Censo Educacional 2008, nota-se que das 2.252 IES, cerca de
90% são consideradas de pequeno e médio porte,
concentrando mais de 36% do total das matrículas do ensino
superior privado.
Vale o retrospecto de que o perfil dos grandes players do ensino
superior está focado nas classes C e D e “respiram”
seu core business, minuto a minuto, em busca da ampla eficiência
de sua gestão.
De olho nesse mercado, os grandes grupos educacionais, alguns deles
contando com participações de empresas de private equity,
outros como sócios de instituições estrangeiras,
assim como os grupos genuinamente brasileiros, entram no mercado
comprando IES menores, com o objetivo de expandir seu modelo de
negócio – caracterizado pela rentabilidade,
padronização e ganho de escala.
Os processos de fusões e aquisições, realizados
por IES sempre muito bem capitalizadas financeiramente, geraram ao
longo dos últimos anos um alerta às IES de pequeno e
médio porte em relação à sua entrada no
mercado. E o alvo desses players foca, especialmente, aquelas
Instituições que atuam em um mercado com pouca
concorrência e destacam-se regionalmente.
Nota-se que, na dinâmica das fusões e
aquisições de IES, pode-se utilizar uma frase da
mitologia grega – o enigma da esfinge: “Decifra-me ou
devoro-te”. Esse paralelo demonstra que após a escolha do
mercado-alvo, as IES compradoras buscam negociar sua entrada no mercado
escolhido, antes de realizar um processo de crescimento orgânico,
até porque buscam o retorno rápido do investimento e as
IES já atuantes, representam um período de
maturação mais rápido.
Os processos de fusões e aquisições impactam
diretamente na gestão das IES de pequeno e médio porte,
resultando muitas vezes na alteração do seu tamanho,
baseado no número de alunos. E, esse impacto surge a partir dos
diferentes focos de atuação dessas IES, que não
podem insistir em competir com dinâmicas de mercado diferentes,
mas sim tornarem-se parceiras.
A tendência para 2015 é de que a velocidade de
concentração das IES se eleve, período em que os
20 maiores grupos educacionais poderão deter aproximadamente 70%
das matrículas do ensino superior privado, cabendo a fatia dos
30% restantes, às IES de médio e pequeno porte que
atuarão no âmbito local ou regional.
O Diretor-presidente da CM Consultoria, o Prof. Carlos Monteiro destaca essa temática em VIDEOCAST e PODCAST. Acesse:
Fusões e Aquisições
http://www.cmconsultoria.com.br/central_interna.php?modo=2&ID=87
Próximos eventos a serem realizados, no mês de agosto, pela CM Consultoria:
Seminário - Gestão Integrada em Marketing Estratégico para IES
- 11/08/2010 - Florianópolis - Sofitel Florianópolis.
Pobre e desigual
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:35 hs.
28/06/2010 - Pesquisa de Orçamentos Familiares mostra que
país avança, mas ainda precisa gastar melhor para superar
carências e desigualdades
No início do ano passado, cerca de 22% dos brasileiros viviam
com o equivalente R$ 6 por dia -preço aproximado daquilo que
restaurantes populares chamam de "prato feito". A renda média
das famílias dessa faixa era de R$ 544,21, segundo a Pesquisa de
Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, divulgada na semana
passada, que traz valores referidos ao mês de janeiro de 2009.
Uma cesta básica custava àquela altura R$ 215. Seus itens
permitiam nutrir quatro pessoas de maneira precária. E a
família precisaria arcar com despesas relativas a outros itens,
como habitação, energia, transporte e roupas. A
atenção aos detalhes é proposital. Ressalta os
rigores da vida de um Brasil eufórico por se projetar como
potência econômica, mas nem sempre atento ao fato de que
ainda é um país relativamente pobre e, em demasia,
desigual.
Há de fato crescimento com alguma distribuição de
renda. Segundo o economista Marcelo Neri, do ano de 2003, data da POF
anterior, ao de 2009, o rendimento dos 10% mais pobres aumentou 42%; o
das pessoas no décimo superior da renda subiu 13%.
Porém, no Nordeste, em 2003, a renda média per capita dos
10% mais ricos era 11,8 vezes maior que a dos 40% mais pobres da
população. Em 2009, "recuou" para 11,4 vezes. No Sudeste,
passou de 8,3 vezes para 8,2.
A pobreza foi em parte reduzida graças a transferências
sociais. Para as famílias cuja renda era de até dois
salários mínimos, em 2009 (22% da
população), mais de 21% do rendimento advinha de
benefícios e aposentadorias públicas federais.
Valores pagos pelo INSS e programas sociais em geral representam
parcela maior da renda dos mais pobres do que dos mais ricos. Tal
progressividade é porém discutível. O valor
absoluto dos benefícios é mais alto nas faixas de maior
renda. Além do mais, os 22% mais pobres, com renda familiar per
capita de R$ 177, recebem relativamente menos do INSS que a parcela
seguinte da distribuição, os 17,4% da
população, com renda de R$ 355.
A grande disparidade está nas aposentadorias e pensões
públicas que não são pagas pelo INSS -de
servidores federais e estaduais. Entre os 22% mais pobres, 0,9% da
renda vem daí. No topo da distribuição, os 3,81%
mais ricos, 9% da renda média per capita de R$ 5.452 vem de
aposentadorias e pensões.
São aposentadorias para as quais em geral não houve
contribuição, responsáveis por deficit tão
grande quanto o do INSS, que no entanto beneficia dez vezes mais
cidadãos.
A iniquidade fica ainda mais evidente quando se trata do Bolsa
Família. Custa um vigésimo da despesa do INSS e
alcança os mais miseráveis, mas metade da
população com renda adequada ao programa não
recebe o benefício.
Sabe-se que não será com transferências sociais que
se acabará com a pobreza -aliás, além de um certo
ponto, tais programas podem se tornar contraproducentes e
insustentáveis.
Além da dose de realismo que trazem, pesquisas como essa
deveriam servir para estimular a reorganização dos gastos
sociais e tornar menos sombria a vida de grande parte dos
brasileiros.
Fonte: Folha de São Paulo
MEC estima matricular 2,2 milhões de adultos em classes de alfabetização neste ano
Fonte: O Meu Futuro
A uma semana do final do prazo para adesão de Estados e
municípios ao Programa Brasil Alfabetizado, do governo federal,
o MEC (Ministério da Educação) faz a
previsão de matricular, neste ano, 2,2 milhões de jovens
e adultos em classes de alfabetização. O prazo para
adesão de Estados e municípios termina no próximo
domingo (4) e a meta do ministério é fechar parceria com
1.450 secretarias de Educação.
Até agora, foram registradas 1.392 adesões – 23
Estados, o Distrito Federal e 1.368 municípios. Ainda não
aderiram ao programa os Estados de São Paulo, do Espírito
Santo e Rio Grande do Sul. O ministério repassa recursos aos
Estados e municípios participantes para
capacitações de professores, compra de material
pedagógico, além de ser responsável pelo pagamento
da bolsa dos alfabetizadores.
Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios) de 2008, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), o país tem 14 milhões de
analfabetos entre a população com 15 anos de idade ou
mais, o que representa 10% dos brasileiros nessa faixa etária.
Mais informações sobre a adesão ao Brasil
Alfabetizado no site do ministério.
''Exigências do MEC travam educação a distância em áreas isoladas''
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 28/06/2010
Sarah Fernandes
O grande número de exigências do Ministério da
Educação (MEC) para que universidades ofereçam
cursos a distância inviabiliza a oferta nos municípios
pequenos e isolados. A avaliação foi feita na 3ª
Conferência sobre Educação a Distância
— realizada entre 23 e 24 de junho, em São Paulo (SP)
— pelo professor aposentado da Universidade de São Paulo
(USP) José Manuel Moran, que coordena os polos de apoio
presencial da Universidade Anhanguera. “Com as exigências
do MEC torna-se inviável oferecer educação a
distância para aluno pobre em área isolada. É um
problema para o atendimento dos menos favorecidos”, disse. Entre
as exigências, as universidades devem construir polos de apoio
presencial com um número mínimo de alunos, livros e
laboratórios, que, segundo Moran, exigem investimento elevado e
sem retorno.
“Se mantivermos esse modelo por mais dois ou três anos as
instituições médias não conseguirão
manter educação a distância”, comentou Moran.
O MEC exige, por exemplo, biblioteca com um total mínimo de
exemplares por alunos, laboratórios e um número base de
professores e coordenadores. “Os cursos de saúde, por
exemplo, são muito caros e não vão se sustentar
sem um mix entre presencial e semi-presencial. Ao contrário
serão somente para a elite”. Para o MEC, as
exigências visam garantir que os alunos matriculados não
sejam prejudicados. “Está mais do que provado que a
educação a distância pode ser oferecida com
excelência. Por isso, não podemos correr o risco de
instituições ainda mal estruturadas ampliarem a oferta de
vagas sem garantir os direitos dos estudantes”, disse o ministro
Fernando Haddad, em entrevista ao Portal MEC.
O MEC exige que as avaliações sejam realizadas
presencialmente na sede da universidade e não nos polos. Para
Moran, a medida prejudica os alunos de áreas isoladas,
localizados distantes dos centros. “Além disso, o peso
mínimo da avaliação presencial é 80% e o
resto das atividades só vale 20%. Não é
pedagógico porque o aluno vai construindo o aprendizado, mas
tudo será avaliado em uma prova”. “Existe
preconceito com educação a distância e todo
preconceito é baseado em algo real. Há um receio de
banalização do ensino e um pensamento que esses cursos
são só para conseguir diploma”, comentou Moran.
“Essa, porém, é uma visão elitista da
educação. Cursos a distância permitem que aqueles
que estão em áreas isoladas do Brasil também
façam o ensino superior”.
É o caso da professora Patrícia dos Santos, que dá
aulas de matemática para 57 alunos na escola da pequena
comunidade caiçara da praia do Bonete, no município de
Ilhabela (SP). Para chegar à vila só de barco ou por uma
trilha de aproximadamente 15 km a partir do centro do
município, que deve ser percorrida a pé. A maneira que
ela encontrou de aprimorar as aulas foi começar, em 2005, o
curso superior de pedagogia a distância, que foi concluído
em 2007. “Já tinha feito ciências contábeis
presencialmente em São Sebastião, mas a maneira como dar
aula aprendi na pedagogia. Antes eu me virava”, conta.
Como a comunidade não tem acesso à Internet,
Patrícia acompanhava as aulas por material impresso.
“Nós tínhamos apostilas e entregávamos os
exercícios pelos Correios, quando algum morador da vila viajava
para a cidade”. Uma vez por mês, na reunião dos
professores das comunidades tradicionais na prefeitura, ela usava a
sala virtual do curso. “Para mim o curso presencial foi mais
fácil, porque era mais simples esclarecer as dúvidas, e
como temos pouco acesso à Internet foi mais
difícil”. “Ao meu ver, tivemos um problema de
orientação, principalmente no Trabalho de
Conclusão de Curso”. Dados do MEC mostram que um em cada
cinco novos alunos de graduação no país ingressa
em um curso a distância. O modelo tem mantido taxas altas de
crescimento (50% ao ano, em média), enquanto o avanço da
graduação presencial tende a se estabilizar (3,5% em
2008). O Brasil tem 109 instituições que oferecem cursos
de graduação a distância, das quais oito atendem a
416.320 alunos, o que representa 54,7% do total.
Por irregularidade, MEC exclui faculdade paranaense do ProUni
Fonte: Clipping Educacional Consae - Jornal do Brasil, 29/06/2010 - Rio de Janeiro RJ
Portal Terra
PARANÁ - O Ministério da Educação (MEC),
por meio da Secretaria de Educação Superior, publicou no
Diário Oficial da União desta segunda-feira a
exclusão da Faculdade Ingá (Uningá), de
Maringá, na região noroeste do Paraná (a 436 Km de
Curitiba) do Programa Universidade Para Todos (ProUni). Conforme a
publicação, a desvinculação não
trará ônus ao poder público. Os estudantes com
bolsas ativas vão continuar estudando normalmente com o
benefício, até a conclusão dos cursos.
Estão canceladas somente novas inscrições no
programa por meio da instituição de Maringá. Um
processo administrativo está em andamento no MEC para
apurar os indícios de irregularidades na concessão de
bolsas do ProUni na faculdade. A Uningá tem, a partir desta
segunda-feira, 10 dias para recorrer da decisão do MEC. A
Secretaria de Ensino Superior, conforme a publicação em
Diário Oficial, vai encaminhar ao Ministério
Público Federal e à Advocacia Geral da União a
cópia do processo administrativo para tomar as
providências cabíveis para o caso.
A concessão irregular de bolsas do ProUni foi denunciada pelo
programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 2 de maio deste
ano. Três alunas de classe alta de Maringá foram
beneficiadas com as bolsas. Elas cursavam Medicina na
instituição. A mensalidade custa cerca de R$ 3,2 mil. A
reportagem mostrou que as estudantes tinham ligações com
integrantes da diretoria da Uningá. A faculdade havia cancelado
o benefício de duas das três estudantes dois dias antes da
veiculação da reportagem. A última pediu a
suspensão após a matéria ir ao ar. A reportagem
tentou contato com a Uningá, mas não havia ninguém
da direção da instituição na tarde desta
segunda-feira por causa do jogo do Brasil na Copa do Mundo.
"Universidade federal não olha o mercado"
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 29/06/2010 - São Paulo SP
Para professor, instituições públicas precisam se concentrar em cursos estratégicos
RICARDO WESTIN DE SÃO PAULO
O professor e economista Jorge Madeira Nogueira, da Universidade de
Brasília, afirma que o Ministério da
Educação é capaz de impedir o temido
"apagão" de mão de obra qualificada no Brasil.
O MEC, diz, precisa fechar os cursos baratos das universidades federais
e transferi-los para as faculdades privadas. As federais
ficariam só com os cursos que formam profissionais
estratégicos para o crescimento do país.
FOLHA - Existe, de fato, o risco de a economia travar por falta de profissional qualificado?
Jorge M. Nogueira - Formamos muitos advogados e administradores, mas um
país não se faz só com advogados e
administradores. Muitas empresas já não conseguem
encontrar engenheiros dentro da qualificação
necessária. A nossa graduação está formando
pouco e mal.
Mas o governo tem multiplicado as vagas nas federais...
Lamento essa estratégia. O Brasil não tem dinheiro para
manter 70 universidades federais. Está diluindo recursos. Com
pouco dinheiro, as federais passam fome e fazem pesquisinha. Entre numa
federal de Mato Grosso e você vai chorar. E é justamente
lá a fronteira agrícola. Por outro lado, as federais
sempre têm um curso de contabilidade. Não adianta fazer
universidade pública com cursos baratos. Quero ver abrir
engenharia nuclear ou mecatrônica. O governo deve escolher dez
universidades e investir pesado, para que se tornem fontes de recursos
humanos top de linha.
E os cursos baratos?
As faculdades privadas podem cuidar deles. Os alunos que não
puderem pagar terão bolsas de estudos. Não podemos querer
que a universidade pública se encarregue de tudo. O Brasil
não está tendo a coragem de fazer a divisão entre
público e privado no ensino superior. Antes, dava-se um diploma
ao jovem e pronto. Ele conseguia emprego. Hoje há o mercado. A
empresa quer o jovem com uma qualificação bem
específica. Se não tiver, ele não serve para o
mercado.
Não é perigoso deixar as universidades federais formando só para o mercado?
Não é pecado. É claro que as federais não
devem formar só o que o mercado quer, mas também
não devem formar só o que o mercado não quer. A
esquerda tem um ranço de que é preciso formar
universitários com uma visão humanística, mas
assim deixa-se o mercado a ver navios. Não me venham com o papo
de que 70 federais de péssima qualidade geram pensamento. O
governo pode deixar um grupo menor [de universidades] com qualidade
fazendo esses novos pensamentos. Quando se quer todas as universidades
fazendo tudo, elas ficam medíocres.
País terá 20 escolas para estimular mais inovação nas empresas
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 29/06/2010 - São Paulo SP
CNI, Sebrae e Finep querem duplicar o investimento em inovação no país até 2012
AGNALDO BRITO DE SÃO PAULO
Vinte escolas distribuídas pelo país serão
montadas para o ensino da inovação no ambiente
industrial. Governo e empresários aplicarão mais de R$
100 milhões na construção de 20 núcleos,
todos em federações estaduais da indústria. A
estrutura será montada para formar 1.600 gestores da
inovação. A ideia é fazer que esse grupo ajude 18
mil empresas a propor projetos de pesquisa. Na moderna
indústria, inovação é gasto essencial para
suportar a competição local e internacional. A
preocupação é de que essa
mobilização de dinheiro e de gente para a
pesquisa e o desenvolvimento de produtos no ambiente industrial ainda
é incipiente no país. Hoje, recursos disponíveis
em editais da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e em linhas do
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
não são usados pela falta de projetos.
Segundo Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação
Nacional da Indústria), a iniciativa integra um esforço
do setor industrial e de governo com objetivo de ampliar
nesse campo para além dos atuais 1% do PIB. "A nossa meta
é dobrar o investimento em P&D até 2012,
alcançando a marca de R$ 40 bilhões com investimento em
inovação ao ano", disse. Além da CNI, o
investimento nas escolas de formação de "gestores da
inovação" também receberá recursos do
Sebrae e da Finep. Os núcleos são parte da chamada
"Mobilização Empresarial para a Inovação",
capitaneada pela CNI. O plano é repetir o bem-sucedido movimento
pela qualidade, que ganhou robustez nos anos 1990.
Pacote educacional
Fonte: Diário Catarinense, 29/06/2010
O governo estadual anunciou ontem, durante encontro que reuniu,
aproximadamente, 1,4 mil diretores, gerentes, gestores, supervisores e
técnicos de escolas públicas, investimento no valor de R$
195 milhões para uma série de medidas na área da
educação pública. O pacote inclui a
criação de novos cursos técnicos e mais cursos
para a alfabetização de adultos. No mesmo evento, foi
anunciada a aquisição de 454 mil livros de
ficção e 341 mil didáticos para
distribuição às bibliotecas das 1.350 escolas
públicas de Santa Catarina.
Evidencia-se a importância dessas iniciativas. O sistema de
ensino não pode descuidar da alfabetização de
adultos. O analfabetismo ainda é uma chaga aberta no
país. Combatê-lo é medida obrigatória para
resgatar a cidadania daqueles que não tiveram acesso à
escola e permaneceram iletrados na maioridade. A criação
de novos cursos técnicos, por sua vez, responde a uma
necessidade urgente do mercado de trabalho, que enfrenta
terrível escassez de mão de obra melhor qualificada, o
que funciona como um freio ao desenvolvimento sustentado.
Equipar e atualizar as bibliotecas escolares, colocando à
disposição dos estudantes também livros de
ficção, convidando-os à leitura e à
reflexão, contribui para a formação de uma
cidadania mais crítica e atenta. O pacote educacional anunciado
ontem, no CentroSul, em Florianópolis, merece registro positivo.
Espera-se que mais investimentos extraorçamentários sejam
feitos no sistema, onde ainda remanescem problemas preocupantes, como o
alto índice de evasão escolar e a grande quantidade de
alunos que está cursando séries atrasadas para as suas
idades.
TRT determina reintegração de
empregado portador de necessidades especiais porque empresa não
comprovou preenchimento da cota mínima
Fonte: OAB/SC Notícias
Julgando favoravelmente o recurso de um trabalhador portador de
necessidades especiais, a 4ª Turma do TRT-MG declarou a nulidade
da dispensa do empregado e determinou a sua reintegração
no emprego, com o pagamento dos salários, desde o término
do contrato até o efetivo retorno. A dispensa não poderia
ter ocorrido, porque a reclamada, uma grande rede de lojas de
eletrodomésticos, não comprovou que possuía em
seus quadros o número mínimo de empregados nessas
condições, como determina a lei.
Conforme explicou o juiz convocado Fernando Luiz Gonçalves Rios
Neto, o parágrafo 1º, do artigo 93, da Lei 8.213/91,
estabelece que a empresa com mais de cem empregados deverá
preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com trabalhadores
reabilitados ou portadores de deficiência. E a dispensa imotivada
desses empregados, nos contratos por prazo indeterminado, somente
poderá ocorrer após a contratação de um
substituto em condição semelhante.
Dessa forma, concluiu o magistrado, o legislador acabou criando, por
vias indiretas, uma forma de garantia de emprego para o empregado
deficiente, pois a extinção de seu contrato de trabalho
está condicionada à admissão de trabalhador em
condições idênticas. No caso, o trabalhador foi
contratado em junho de 2008, para ocupar vaga destinada a pessoas
portadoras de deficiência física, e foi dispensado em
junho de 2009, com aviso prévio indenizado. Embora a empresa
tenha admitido outro portador de necessidades especiais em junho de
2009, ela não comprovou o preenchimento do quadro mínimo
de empregados nessas condições.
"De acordo com a previsão contida no artigo 93 da Lei 8.213/91,
a empresa que contar com mais de 100 empregados somente poderá
dispensar o empregado, portador de necessidades especiais, sem justa
causa, se atender, de forma cumulativa, aos requisitos de contar com um
número de empregados habilitados ou deficientes habilitados pelo
menos no limite do percentual estabelecido e admitir anteriormente
à dispensa pretendida, outro empregado em condição
semelhante" destacou o relator. Enquanto a empresa não atinge o
percentual mínimo legal, nenhum empregado reabilitado ou
deficiente pode ser dispensado, ainda que seja contratado outro em
condição semelhante.
Fonte: TRT 3ª Região
Projetos de inovação terão aportes de R$ 100 milhões
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs.
29/06/2010 - O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da
Indústria (CNI) e o Ministério de Ciência e
Tecnologia (MCT) anunciaram ontem um programa que prevê aportes
superiores a R$ 100 milhões no fomento a projetos de
inovação de empresas brasileiras.
Os recursos serão dirigidos a 20 núcleos instalados em
federações industriais, no sentido de atrair, preparar e
apoiar os gestores no desenvolvimento de projetos inovadores. A
expectativa é que a iniciativa resulte na criação
de aproximadamente 2,4 mil projetos no curto prazo.
Em convênio, Sebrae e CNI já se comprometeram a aplicar R$
48 milhões para lançar ações para induzir
empresários a investir em inovação, assim como
prestar consultoria no desenvolvimento dos projetos. Em complemento, o
ministério destinará entre R$ 50 milhões e R$ 60
milhões em recursos voltados ao apoio para a gestão dos
projetos de inovação.
Esse aporte virá do Fundo Nacional do Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio de um edital
com lançamento previsto para a próxima semana. "A ideia
é que as empresas possam elaborar um plano de
inovação robusto", disse Luiz Antonio Elias,
secretário-executivo do ministério.
Por sua vez, Carlos Alberto Santos, diretor-técnico do Sebrae,
apontou que o programa ajudará a desmistificar o significado da
inovação, tido como algo muito sofisticado pelas
empresas. "No fim, serão alguns bilhões de reais gerados
a partir dessa iniciativa", afirmou.
Segundo o presidente da CNI, Robson Braga Andrade, as empresas
brasileiras não podem mais considerar o BNDES como único
canal de financiamento, dentro de uma meta do país de crescer
mais de 5% nos próximos anos. Ele afirmou que o Brasil
precisará de R$ 600 bilhões em créditos para
investimentos com essa taxa de crescimento prevista.
Eduardo Laguna, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
STJ destaca, em julgamento, importância da imprensa na vigilância da coisa pública
Fonte: OAB/SC Notícias
A Quarta Turma do STJ reconheceu, em julgamento realizado dia 17, a
relevância da participação da imprensa “na
vigilância da coisa pública” e chamou a
atenção da crítica jornalística para o
fortalecimento da democracia. Tomando como base tais premissas, os
ministros que compõem a turma acataram recurso especial
interposto pela Editora Diário da Manhã Ltda., do
Paraná. Assim, mudaram decisão do Tribunal de
Justiça daquele estado que havia condenado a empresa por danos
morais pela publicação de uma matéria cujo
título foi considerado ofensivo.
O jornal tinha sido condenado pelo TJPR a pagar
indenização de R$ 8 mil ao motorista da Câmara de
Vereadores de Ponta Grossa (PR) Vlaudemir Regonato, pela
publicação de matéria do Diário da
Manhã referente a uma colisão de veículos
provocada por ele. O título da referida matéria sugeria
que o motorista estava embriagado, mas, apesar de depoimentos de
colegas sobre o estado do servidor, a sindicância realizada para
apurar o caso excluiu a embriaguez, embora o tenha punido. Para o
relator do recurso no STJ, ministro Luis Felipe Salomão, o cerne
da questão consiste em saber se a editora extravasou ou
não o direito de informar, atingindo indevidamente a honra do
motorista. O STJ, no entanto, entendeu que isso não ocorreu.
De acordo com o ministro relator, em seu voto, na reportagem foi
vislumbrado “o simples e regular exercício de
direito”, consubstanciado em crítica jornalística
própria de estados democráticos, “razão pela
qual o autor deve, como preço módico a ser pago pelas
benesses da democracia, conformar-se com os dissabores eventualmente
experimentados”.
Ao ajuizar a ação contra a Editora Diário da
Manhã, o motorista Regonato argumentou que “experimentou
intenso abalo moral pelo fato de a matéria tê-lo
intitulado de bêbado”. O jornal, no entanto, alegou que
simplesmente noticiou fato gravíssimo imputado ao motorista e
lembrou que ele foi considerado negligente em sua conduta e punido na
esfera administrativa com pena de advertência e desconto em
folha, pelos prejuízos ocasionados ao erário
público em decorrência do episódio.
Moralidade
De acordo com o ministro Luis Felipe Salomão, no caso em
questão não se pode afirmar que houve erro grosseiro na
informação divulgada, uma vez que a manchete do jornal,
embora utilize um termo impreciso, não se distancia dos fatos
assumidos pelo próprio motorista (autor da ação) e
de tudo que ficou comprovado nas instâncias ordinárias.
“A não comprovação do estado de embriaguez,
no âmbito de processo disciplinar, apenas socorre o autor na
esfera administrativa, não condiciona a atividade da imprensa,
tampouco suaviza o desvalor da conduta do agente público, a
qual, quando evidentemente desviante da moralidade administrativa, pode
e deve estar sob as vistas dos órgãos de controle social,
notadamente os órgãos de imprensa”, ressaltou o
relator.
O ministro destacou, também, que a posição do TJPR
significa tolher o que há de melhor na imprensa, “que
é, exatamente, essa indispensável
participação na vigilância da coisa
pública”.
Lei de Imprensa
Em seu voto, Luis Felipe Salomão levantou, ainda, a
discussão sobre a atual Lei de Imprensa, ao lembrar que justo
agora, em que foi declarada não recepcionada pela
Constituição Federal, no julgamento da ADPF n. 130/DF
(ação de descumprimento de preceito fundamental), em maio
passado, “a imprensa afirma-se mais ainda como uma
instituição livre, e essa liberdade faz parte dos
caracteres identificadores do próprio sistema
democrático”.
“Em outros termos, a crítica jornalística –
que é uma das faces da aclamada liberdade de imprensa –
densifica esse dogma maior do Estado de Direito, qual seja, a
democracia”, destacou Salomão. No seu voto, o relator
citou precedentes do ministro Celso de Mello, no julgamento da ADPF n.
130/DF, no Supremo Tribunal Federal (STF), e de recursos do
próprio STJ, relatados pelos ministros Ari Pargendler, Aldir
Passarinho Junior, Nancy Andrighi e por ele mesmo.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A consolidação do ensino superior em 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:44 hs.
29/06/2010 - O atual cenário competitivo do ensino superior
brasileiro tem exigido cada vez mais dos dirigentes das
instituições (de capital aberto ou não) uma
reflexão profunda sobre as estratégias adotadas quanto
aos seus modelos de gestão acadêmica, administrativa e
mercadológica. A exemplo de outros setores da economia, a
consolidação do setor educacional é uma realidade
premente, reforçada, sobretudo, pelos movimentos expressivos
para aquisição de market share promovidos pelos grandes
grupos educacionais: Laureatte Internacional, Kroton Educacional,
Estácio Participações, SEB S/A, Multi Brasil S/A.
Neste contexto, se por um lado assistimos às dificuldades
financeiras vivenciadas por muitas IES, em decorrência
principalmente da pulverização da oferta de vagas e
consequente atendimento de uma demanda reprimida de mercado (fatores
tais que influenciam, por exemplo, elevados índices de vagas
ociosas, capacidade física instalada ociosa, descompasso na
relação vagas/candidatos etc.), por outro lado, estas
mesmas dificuldades tornam-se fator decisivo dos movimentos
estratégicos das grandes redes.
É inegável que o ritmo das grandes redes de ensino em
concluírem seus processos de incorporações e
crescimento, visando aos benefícios futuros do aumento da base
de alunos e ganhos de escala, dependem intrinsecamente da
sustentabilidade como negócio, representada pelas IES
adquiridas.
A realidade é clara: a consolidação é um
caminho sem volta, sendo que, o que vemos no momento, é apenas
uma etapa desse processo, mais especificamente, a garantia de efetiva
participação de mercado. Evidentemente, cabe aos
dirigentes institucionais posicionarem sua IES nesse mercado.
Algumas observações auxiliam esse processo de tomada de decisão:
. Não há como crescer sem oferecer ensino de qualidade,
com equilíbrio entre as visões empresariais e
educacionais. A entrada das redes de ensino fomenta essa visão
de negócio. Portanto, a profissionalização da
gestão e adoção de ferramentas de gestão
baseadas em indicadores de performance deve ser encarada como um
processo natural (e não um modismo) de adequação
da gestão da empresa educacional.
. As novas tecnologias de ensino passam a ser fatores determinantes da
capacidade competitiva das IES. Nesse sentido, há uma clara
mudança no processo de ensino-aprendizagem, isto é, do
modelo predominantemente presencial para um modelo que contemple um
conjunto de atividades de aprendizagem: ensino presencial, a
distância, educação continuada.
. Saber comunicar-se com os nativos digitais passa a ser
condição essencial a ser assimilada pelo corpo docente. A
combinação entre avanços tecnológicos e uma
nova pedagogia do ensino é condição
necessária para fidelizar os discentes.
. As novas tecnologias também mudaram substancialmente o
conceito de valor entregue pelas IES. O aluno que se dirige ao ensino
superior, muito provavelmente deseja algo além de
informação, pois, apenas informação, este
obtém fora do ambiente universitário. Portanto, a
orientação discente na busca pelo conhecimento torna-se a
principal questão a ser tratada pelas Instituições.
. A captação de aluno sempre terá seu papel
fundamental para a instituição do ponto de vista
pragmático empresarial. Contudo, mais importante que a
captação é a retenção do aluno.
Novamente, o exercício consiste em descobrir aquilo que a
instituição representa nas mentes (e
corações) de seus alunos.
. A divulgação de rankings pelo MEC,
‘atestando’ a qualidade (ou não) do ensino superior
prestado pelas IES é um fato consolidado e continuará a
se acentuar independentemente de quem comandará o país,
após as próximas eleições. Cabe às
IES aproveitar positivamente esse fato.
Enfim, o rol de observações pode ser (e certamente o
é) ampliado substancialmente. Cabe, portanto aos dirigentes
institucionais elencar quais temas são mais latentes para sua
realidade organizacional e mercadológica para, efetivamente,
promover as mudanças necessárias à continuidade de
sua IES, seja num modelo de negócio único ou, por que
não em rede.
SESu e Comissão de Especialistas do Ensino Médico - Decisões finais sobre sete IES
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:00 hs.
29/06/2010 - Comissão de Especialistas em Ensino Médico,
instituída pela Portaria nº 344, de 9 de maio de 2008
Nota Oficial
Os membros da Comissão de Ensino Médico e representantes
da SESu reunidos ouviram e apreciaram as leituras dos relatórios
de reavaliação dos seguintes cursos, cujo prazo de
saneamento já se esgotou e que já receberam visita de
reavaliação:
1-Centro de Ensino Superior de Valença - RJ, pelo(s) relator(es) professor(es) Jairo José Caovilla;
2-Centro Universitário Nilton Lins - AM, pelo(s) relator(es) professor(es) Regina Celles e Lucieni de Oliveira;
3-Universidade de Santo Amaro - SP, pelo(s) relator(es) professor(es) Sigisfredo Brenelli e Carlos Rodrigues da Silva Filho;
4-Universidade de Uberaba - MG, pelo(s) relator(es) professor(es) Jairo Jose Caovilla;
5-Universidade Federal do Pará - PA, pelo(s) professor(es) Sigisfredo Brenelli;
6-Universidade Luterana do Brasil - RS, pelo(s) relator(es) professor(es) Maria Neile;
7-Universidade Metropolitana de Santos - SP, pelo(s) relator(es) professor(es) Maria Neile.
Apreciadas as explanações e discutidos caso a caso, a
Comissão emitiu os seguintes pareceres, para cada um dos cursos,
justificando os encaminhamentos administrativos a serem adotados pela
SESu:
a)Centro de Ensino Superior de Valença:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso cumpriu parcialmente o Termo de Saneamento de Deficiências,
uma vez que, apesar de avanços na atualização do
PPC, na inserção precoce do graduando no sistema
Único de Saúde - SUS, na atualização dos
Laboratórios de Habilidades, de Comunicação e de
Apoio, na adequação do corpo docente
(titulação - dedicação), na
implementação do colegiado do Curso e do Núcleo
Docente Estruturante - NDE, na aquisição de
títulos da Biblioteca e na ampliação do acesso
à biblioteca virtual, foram verificadas limitações
na pesquisa, uma vez que é incipiente a produção
científica, apesar do crescimento da atividade, bem como
limitações nos cenários de campos de
prática médica, com relação à
capacidade da rede de saúde instalada na cidade, considerando o
número total de alunos do curso. Nesse sentido, a
Comissão de verificação in loco recomendou a
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 60 (sessenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo. Foi também referendada pela Comissão a
recomendação de que, mesmo após a
redução de vagas, o curso de Medicina seja acompanhado
sistematicamente pelo poder Público.
b)Centro Universitário Nilton Lins:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, apesar de avanços
na participação e qualificação docente, na
ampliação das instalações físicas da
IES, na ampliação do acervo e dos equipamentos de
pesquisa instalados na biblioteca, foram verificadas
limitações no Projeto Político Pedagógico
do Curso, que apresenta-se em desacordo com as Diretrizes Curriculares
do Curso de Medicina, sendo excessivamente teórico; não
há avaliação de habilidades consistente; apresenta
problemas na composição do corpo docente, com
vínculos incompatíveis, tendo em vista
constatação de dados de dedicação dos
docentes, com base nas informações do currículo
Lattes; pesquisa institucionalizada é incipiente; falta de
capacitação dos docentes para o uso de novos equipamentos
e limitações no Hospital próprio, no que se refere
a atendimentos e uso pelos alunos da IES. Nesse sentido, a
Comissão recomendou instauração de processo
administrativo para aplicação de penalidade de
encerramento da ofe rta do curso, combinada com medida cautelar de
suspensão imediata de novos ingressos, que deverá
perdurar até a conclusão do referido processo
administrativo.
c)Universidade Santo Amaro:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, apesar de avanços
nos cenários de prática, uma vez que o Hospital
próprio apresenta instalações compatíveis
para a função, boas condições do internato
no M"Boi Mirim, embora ainda existam limitações no
desenvolvimento de estágio, o curso apresenta corpo docente
motivado e qualificado, foram verificadas limitações no
Projeto Político Pedagógico do Curso, uma vez que
não há PPC coerente e efetivo; o corpo gestor da IES e do
curso não possui preparação em
educação médica; a utilização de
Hospitais e unidades básicas de saúde municipais pela IES
é precária e propicia problemas no acolhimento e no
desenvolvimento dos estágios, especialmente no Hospital do
Grajaú; extensiva contratação de docentes em
regime horista; e ausência de Núcleo Docente Estruturante.
Em suma, após leitura do relatório, a Comissão
considerou que não houve avanços significativos no
saneamento das condições de oferta do curso e que o Termo
de Saneame nto de Deficiências não foi cumprido
satisfatoriamente; por tal razão, a Comissão recomendou
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, combinada com medida cautelar de suspensão imediata de
novos ingressos, que deverá perdurar até a
conclusão do referido processo administrativo.
d)Universidade Federal do Pará:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso cumpriu parcialmente o Termo de Saneamento de Deficiências,
uma vez que, apesar de avanços na realização de um
desenho de Projeto Político Pedagógico nuclear a ser
implantado em agosto de 2010, apesar de não haver o entendimento
de como será efetivado esse desenho, e que houve estabelecimento
de novos convênios com a rede, o curso apresentou
limitações naquilo que tem a ver com a
inserção precária dos alunos no atendimento de
urgência (não há supervisão); na
dedicação e no envolvimento do corpo docente da IES; na
ausência de programas de cursos e disciplinas; na questão
do uso do hospital universitário por alunos de cursos privados
em atividades de estágio e na falta de liderança do corpo
gestor da IFES. Tendo em vista tal situação, que indica
problemas não só no que se refere ao efetivo cumprimento
do Termo de Saneamento de Deficiência, mas também
relativos ao compromisso maior da Institui ção com o
saneamento do curso de Medicina e do cumprimento rigoroso de deveres
funcionais de servidores públicos, a Comissão recomendou
a conversão do processo de supervisão em
diligência, para que a Universidade apresente à SESU
relatórios detalhados e individualizados das atividades
desenvolvidas pelos docentes do curso no último ano, bem como as
planejadas para o ano de 2010, além de informar sobre a
execução das medidas de saneamento, sob pena de
responsabilização administrativa dos docentes e
dirigentes do curso.
e)Universidade de Uberaba:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso, apesar de avanços e melhorias no que se refere à
implantação do laboratório de habilidades e de
parte da infra-estrutura, apresenta limitações nos campos
de prática, seja no que se refere ao número de leitos,
seja no que se refere à distribuição das
atividades de estágio de acordo com as áreas de
formação médica, seja ainda no que se refere
à dispersão dos locais; que o hospital próprio da
IES, em construção, não apresenta
condições de funcionamento em curto ou médio
prazo; que alunos do internato têm sido enviados para
realização de estágios na cidade de Franca, sem
supervisão adequada; que o acervo bibliográfico é
limitado; que a instituição não atingiu
cumprimento satisfatório no que se refere ao Projeto
Pedagógico de Curso, e na composição do corpo
docente, restrito em relação às dimensões
do curso; Núcleo Docente Estruturante incipiente, sem
influência na reformulação do PPC, que cont inua
sem maiores alterações. Tendo em vista as
limitações verificadas, a Comissão considerou que
não houve avanços significativos no saneamento das
condições de oferta do curso e que o Termo de Saneamento
de Deficiências não foi cumprido satisfatoriamente; por
tal razão, a Comissão recomendou
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, combinada com medida cautelar de suspensão imediata de
novos ingressos, que deverá perdurar até a
conclusão do referido processo administrativo.
f)Universidade Luterana do Brasil:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso sofreu com os problemas administrativos e financeiros da
Universidade, e que as mudanças decorrentes da mudança de
reitoria e da nova gestão da Instituição gerou
efeitos positivos no curso de Medicina; que houve mudanças no
corpo docente do curso; que o hospital próprio passou por
mudanças na gestão e no financiamento, e que o internato
do curso está sendo reestruturado nesse hospital; que ainda
há rodízio de internos em outros hospitais; que houve
mudança na coordenação de curso, que organiza o
colegiado de curso e o Núcleo Docente Estruturante; que houve
revisão dos planos de ensino do curso, com envolvimento dos
professores e assessoria pedagógica da
Instituição; que há inserção dos
alunos na rede no segundo ano, porém com um intervalo até
que os alunos voltem aos cenários de prática, somente no
internato; que houve redução voluntária, por parte
da Instituição, para 50 ingressos semestra is; que houve
atendimento de medida de saneamento relativa ao processo seletivo e
às formas de ingresso; que o corpo docente é adequado;
que a infra-estrutura é boa; que há programa de monitoria
implementado; que há limitações na biblioteca, que
não atendeu às determinações de saneamento.
Tendo em vista o descumprimento de medidas pontuais de saneamento, e a
fase de transição e reestruturação do
hospital próprio e do internato, a Comissão considerou
cumprimento parcial do Termo de Saneamento, e recomendou a
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 80 (oitenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo.
g)Universidade Metropolitana de Santos:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso reformulou seu Projeto Pedagógico de Curso e a
inserção dos alunos na rede de saúde, tendo
celebrado convênios com Programas de Saúde da
Família de municípios vizinhos; que há problemas
pontuais no conteúdo de disciplinas do primeiro ano, relativas
ao SUS e à saúde da família; que foi
construído um ambulatório próprio da IES, ainda
inativo; que há bons cenários de prática
conveniados com o curso, porém ainda sem aulas práticas
efetivas no terceiro e no quarto ano; que a Instituição
não apresentou atendimento satisfatório da medida de
saneamento relativa à redução da carga
horária do curso; que o internato anteriormente realizado na
cidade de São Paulo foi extinto, permanecendo apenas em fase de
transição; que as mudanças nas disciplinas do
curso não foram efetivas, não alcançando seu
conteúdo; que o corpo docente ainda é fortemente
originário da cidade de São Paulo, com pouco tempo de
dispo nibilidade para outras atividades que não as aulas
previamente determinadas; que há limitações no
ensino da semiologia. Considerando as limitações ainda
existentes, especialmente no que se refere à carga
horária do curso e às atividades de prática
médica, a instauração de processo administrativo
para aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 60 (sessenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo.
COMISSÃO DE ESPECIALISTAS DO ENSINO MÉDICO
SECRETARIA DO ENSINO SUPERIOR - MEC
Portarias publicadas no DOU de terça feira - 15 de junho de 2007
Brasília, 24 de maio de 2010.
Fonte: Portal Escolas Médicas
Diferenças de URV para servidores públicos estão sujeitas a desconto de IR
Fonte: OAB/SC Notícias
Os valores recebidos por servidores públicos a título de
diferenças ocorridas na conversão de sua
remuneração, quando da implantação do Plano
Real, são de natureza salarial. Por isso, estão sujeitos
aos descontos de Imposto de Renda e de contribuições
previdenciárias.
Esse entendimento do STJ foi reafirmado pela Primeira Turma, em
decisão unânime, ao julgar recurso em mandado de
segurança interposto por um servidor do Poder Judiciário
do Rio Grande do Sul.
O servidor pretendia que as parcelas recebidas, resultantes de perdas
verificadas na conversão para Unidades Reais de Valor (URV) e
daí para a nova moeda, fossem tratadas como verbas
indenizatórias – livres, portanto, dos descontos.
A turma julgadora negou provimento ao recurso do servidor, na linha do
voto do relator, ministro Luiz Fux. “A matéria é
pacífica nesta corte superior, no sentido de que as verbas
percebidas por servidores públicos, resultantes da
diferença apurada na conversão de sua
remuneração da URV para o real, têm natureza
salarial, por isso que estão sujeitas à incidência
de Imposto de Renda e de contribuição
previdenciária”, afirmou Luiz Fux.
Segundo a jurisprudência do STJ, os valores relativos a
diferenças no cálculo da conversão da
remuneração dos servidores públicos em URVs
incorporam-se ao patrimônio desses servidores, razão pela
qual devem ter o mesmo tratamento das verbas de natureza salarial.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Profissionais com formação técnica têm 48% mais chances de emprego
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:28 hs.
29/06/2010 - Pesquisa revela também que os ganhos são em média 12,9% superiores aos dos demais.
Por Redação, Administradores (com Senai)
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas aponta que as
pessoas que passam pela educação profissional - seja em
curso técnico, superior de tecnologia ou
qualificação - têm 48,2% mais chances de obter uma
ocupação", afirma o diretor regional do SENAI de Santa
Catarina, Sérgio Arruda.
A pesquisa, divulgada em maio, revela também que as pessoas que
passaram por algum dos cursos citados têm ganhos em média
12,9% superiores aos dos demais. Realizado pelo economista Marcelo
Neri, sob encomenda do Instituto Votorantim, o estudo tomou por base a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 e a
Pesquisa Mensal de Emprego (PME) dos últimos oito anos. Conforme
o Pnad, 29 milhões de pessoas freqüentaram alguma
modalidade de cursos - qualificação, técnica ou
superior.
"Essa pesquisa da FGV confirma as análises internas que
já fazemos. Temos, por exemplo, um diagnóstico de que
mais de 90% dos egressos dos cursos técnicos ou superiores de
tecnologia do SENAI garantem uma ocupação profissional
até o término do curso ou alguns meses depois",
acrescenta Sérgio Arruda.
Oportunidades
O Senai-SC está com inscrições abertas para cerca
de 3 mil vagas em cursos técnicos e superiores de tecnologia
direcionados a 14 segmentos industriais. As 83 turmas, de 75 cursos,
iniciam as aulas no segundo semestre letivo do ano.
As inscrições prosseguem até o dia 2 de julho.
Informações pelo site www.sc.senai.br ou pelo telefone
0800 48 1212.
Para o segundo semestre de 2010, o Senai de Santa Catarina oferece nas
cidades de Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque,
Indaial, Itajaí, Pomerode, Rio do Sul, Jaraguá do Sul,
Joinville, Schroeder, Florianópolis, São José,
Palhoça, Tijucas, Chapecó, São Lourenço do
Oeste, São Miguel do Oeste, Xanxerê, Caçador,
Capinzal, Luzerna, Seara e Criciúma. As áreas atendidas
são construção civil, tecnologia da
informação, eletrônica, moda e vestuário,
têxtil, segurança do trabalho, mecânica, naval,
manutenção de aeronaves e automotiva, cerâmica,
celulose e papel, logística e metalmecânica.
Confira os cursos por região e cidade no site Administradores
http://www.administradores.com.br
Empresa que parcelou pagamento de verbas rescisórias pagará multa do artigo 477 da CLT
Fonte: OAB/SC Notícias
Pela natureza imperativa do pagamento de verbas rescisórias, a
Seção Especializada em Dissídios Individuais do
Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da
Têxtil Renaux S/A, que buscava validar o pagamento parcelado de
direitos trabalhistas. A empresa havia deixado de pagar, a um empregado
que dispensou sem justa causa, verbas rescisórias no prazo
legal. Firmou acordo extrajudicial, parcelando esses valores, e
estabeleceu novo prazo para o pagamento da multa do artigo 477 da CLT.
Esse dispositivo disciplina a multa por eventual descumprimento do
prazo para o pagamento das verbas rescisórias devidas no ato da
homologação da dispensa do trabalhador.
Ao analisar o caso, a Terceira Turma do TST havia aceitado o recurso do
trabalhador e condenou a empresa ao pagamento da multa. Diante disso, a
empresa interpôs recurso de embargos, alegando a validade da
transação. O relator do processo na SDI-1, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, considerou correta a
posição da Terceira Turma, ao aplicar a multa prevista no
artigo 477, diante da inobservância do prazo para o pagamento das
verbas e da não validade do acordo extrajudicial. Em sua
avaliação, não se pode validar acordo que
prevê o parcelamento de verbas rescisórias, uma vez que se
trata de direito indisponível do empregado, ainda mais quando
realizado extrajudicialmente. O relator apresentou outra decisão
do colegiado nesse mesmo sentido. Seguindo o entendimento do relator, a
SDI-1, por unanimidade, negou provimento ao recurso de embargos da
empresa.
(RR-19600-41.2008.5.12.0010)
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Gabarito online sai amanhã
Fonte: Diário Catarinense, p. 23, 28/06/10
O fim de semana foi de teste para 15.182 estudantes do ensino
médio de Santa Catarina. Eles fizeram o Simulado Novo Enem
Online no sábado ou no domingo. Os gabaritos serão
divulgados amanhã.
O simulado foi organizado pelo curso pré-vestibular da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Secretaria da
Educação e a Rádio Atlântida, com apoio do
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), UFSC, Pró-Enem e
Kzuka. O teste foi uma boa oportunidade para os estudantes se
prepararem para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os 10 participantes que tiveram o maior número de acertos e que
completaram a prova em menos tempo, responderam à pergunta: Por
que o Simulado Novo Enem Online é a sua chance de chegar
preparado para o Enem?. A equipe da Rádio Atlântida
irá escolher as melhores frases e três alunos
ganharão um netbook cada um. Os nomes dos vencedores
serão divulgados na quarta-feira.
Fique atento para o que funciona
Fonte: Diário Catarinense, p. 25, 28/06/10
A Seleção Brasileira entra em campo hoje contra o Chile,
às 15h30min, para disputar a permanência na Copa do Mundo.
Durante o jogo, várias instituições, como bancos e
escolas, param de funcionar ou têm horários diferenciados.
Confira o que abre e o que fecha em todo o Estado.
PREFEITURAS
Na maioria das cidades, funcionam das 8h às 14h. Em
Palhoça, o expediente será das 8h às 13h; em
Lages, das 8h às 12h; em Tubarão, das 7h às 13h;
em Criciúma, das 8h às 15h.
SAÚDE
Hospitais e emergências funcionarão normalmente em todo o Estado.
COMÉRCIO
Na maioria das cidades, o funcionamento será das 8h às
15h. Em Lages, será das 9h às 15h; em Joaçaba,
será em dois períodos: das 8h às 12h e das 13h
às 15h; em Chapecó e em Criciúma, o horário
fica a critério dos comerciantes.
BANCOS
Agências que trabalham seis horas (capitais e regiões
metropolitanas) abrem das 8h às 14h. As que trabalham cinco
horas, funcionarão das 9h às 14h.
CASAN
Atendimento será das 8h às 14h. Emergência pelo telefone 0800-643-0195.
CELESC
Atendimento das 8h30min às 15h. Emergência pelo 0800-48-0120.
ESCOLAS MUNICIPAIS
Em Florianópolis, a secretaria solicitou que os alunos
não sejam dispensados. Mas as escolas têm autonomia para
decidir pela suspensão. Palhoça vai seguir o
calendário escolar, sem modificações. Em
Biguaçu, as escolas dispensarão os alunos. Os centros de
educação infantil de Blumenau organizarão
plantão após as 14h e as escolas não terão
aula no período da tarde. Em Joinville, os alunos terão
aula das 7h às 10h35min. O turno da tarde vai das 11h às
14h35min.
ESCOLAS ESTADUAIS
As aulas não serão suspensas, e a
recomendação é que televisores e telões
sejam instalados para os estudantes assistirem ao jogo.
ESCOLAS PARTICULARES
Têm autonomia para se organizar, ficando a cada
instituição a decisão de liberar ou não
alunos, professores e demais funcionários.
Congresso vota o BBB da educação infantil
Fonte: Diário Catarinense, p. 25, 27/06/10
Está em discussão no Congresso Nacional um projeto de lei
que obriga as escolas de educação infantil
públicas e privadas a instalarem câmeras de
vigilância eletrônica para monitorar professores e
crianças. O objetivo, segundo o autor, é coibir
maus-tratos contra os pequenos de até seis anos. A proposta
tramita em caráter conclusivo e precisa da
aprovação de duas comissões para entrar em vigor.
Em Florianópolis, uma escola de educação infantil
da rede privada se antecipou ao projeto de lei do deputado Francisco
Rossi (PMDB-SP). Na Milênio Baby, o monitoramento
eletrônico é utilizado desde o ano passado. As 16
câmeras estão espalhadas pelos corredores, salas e
áreas de recreação.
A diretora Paula Zanettini Ribeiro justifica que optou pelas
câmeras para ter uma visão de todo o espaço
físico da creche, dinâmica da criança e
atuação dos profissionais. As imagens ficam gravadas por
15 dias na escola e já foram usadas para desfazer mal-entendidos
e esclarecer questões sobre o comportamento dos pequenos e
atuação dos professores.
Pais devem ficar atentos a vários sinais de maus-tratos
Os pais não têm acesso de casa às cenas. Rafael Pol
Vita, pai de Luan, seis anos, diz que fica mais tranquilo com o sistema:
– Sei que meu filho é bem cuidado na escola, mas
segurança nunca é demais. Saio daqui mais tranquilo
porque sei que, se tiver alguma dúvida, a câmera me
mostrará o que aconteceu com Luan na escola.
A opinião de Rafael é compartilhada com Ticiana Tatit, mãe de Kauã, quatro anos.
– A cabecinha da criança é muito fértil.
Eles fantasiam e a história pode ser tão real a ponto de
confundir a família. As câmeras me deixam mais segura
sobre o que ocorreu de verdade e mostram até que ponto vai a
imaginação infantil – opina.
A Secretaria Municipal de Educação ainda não
debateu o assunto, mas a diretora de educação infantil,
Sônia Fernandes considera o projeto polêmico. Ela diz que o
aprendizado dos pequenos deve ser compartilhado entre a escola e a
família e que é preciso haver confiança na
instituição que recebe a criança.
– A família deve buscar uma escola em sintonia com seus valores.
Para Sônia, a obrigatoriedade do monitoramento criaria uma
relação artificial entre professor e aluno. Ela salienta
que as imagens não são o único sinal para detectar
violência.
– A vítima de maus-tratos muda o comportamento. Às
vezes, chora quando vê o agressor, não quer ir mais para o
colo, tem febre, diarreia. É importante que os pais estejam
sempre atentos aos sinais, e não somente àquilo que a
câmera registraria.
Integração
Fonte: Diário Catarinense, p. 14, 27/06/10
O Ministério da Educação pretende colocar em
prática, ainda neste ano, o projeto escolas técnicas de
fronteira. A ideia do governo é que para cada
instituição federal localizada nestas regiões
tenha outra similar no país vizinho.
Falando nisso...
Fonte: Diário Catarinense, p. 14, 27/06/10
Em Santa Catarina, o MEC planeja viabilizar a parceria, estendendo o
campus de São Miguel do Oeste até Dionísio
Cerqueira, onde seria instalada a escola técnica binacional. A
cidade de Bernardo de Irigoyen, na Argentina, receberia a outra
unidade. Em ambas, haveria reserva de vagas para brasileiros e
argentinos. O campus de São Miguel deve ficar pronto ainda neste
ano.
Governador Leonel Pavan lança pacote para Educação na segunda-feira
Fonte: http://www.leonelpavan.com.br, 27/06/2010
Florianópolis (26/6/2010) - O governador Leonel Pavan e o
secretário de Estado da Educação, Silvestre
Heerdt, firmarão, na segunda-feira (28), às 11h, no
Centrosul, em Florianópolis, um pacote de ações
direcionado a todas as áreas da Educação. A
assinatura das medidas acontecerá durante o seminário
Educação: Construindo Qualidade. O evento reunirá
mais de 1,4 mil gestores, gerentes, diretores, técnicos e
supervisores escolares da rede pública de várias
regiões do Estado.
O montante de recursos a serem investidos pelo governo estadual, em
parceria com o Ministério da Educação (MEC),
é de cerca de R$ 195 milhões, sendo R$ 142 milhões
do governo federal e R$ 53 milhões em recursos próprios.
Além dos investimentos, o chefe do Executivo estadual e o
secretário da Educação apresentarão uma
lista de 206 obras que serão concluídas e inauguradas
durante 2010.
A exemplo do pacote da segurança pública, já
lançado ,são ações e projetos para preparar
o futuro do estado, beneficiar a sociedade e facilitar a gestão
dos próximos governantes, enfatizou Pavan.
INVESTIMENTOS
Ações Pedagógicas e de Apoio ao Estudante - Entre
as ações a serem anunciadas estão a
homologação do resultado das licitações
para aquisição de 454 mil livros de leitura da
Coleção Jovem Leitor, que irá beneficiar 439 mil
estudantes da rede pública estadual, e de 341 mil livros
didáticos para a Educação de Jovens e Adultos, que
irá atender a 91 mil estudantes da rede, com o objetivo de
melhorar a qualidade do ensino e a formação profissional
no Estado.
Ambos os projetos estão previstos no Programa de
Ações Pedagógicas e de Apoio ao Estudante, que
integra o pacote. Neste mesmo programa, será assinada a
autorização de publicação de processo
licitatório para a aquisição de 12
coleções de obras de pesquisa para todas as bibliotecas
das 1.350 escolas públicas do Estado. A ideia é
intensificar a leitura entre os estudantes do ensino fundamental.
Também deve ser assinada a autorização para
início de licitação para compra de 43 mil livros
técnicos para professores e estudantes de cursos técnicos
de 198 escolas. O pacote traz ainda a distribuição de 6,6
mil pares de óculos e 100 cadeiras de rodas, para 6,7 mil alunos
portadores de necessidades especiais. A assistência será
acompanhada de exames médicos.
Não ficaram de fora a criação de duas mil vagas em
50 cursos de ensino médio e técnico e um curso de
alfabetização para 14 mil adultos analfabetos com o
objetivo de reduzir o índice de analfabetismo em Santa Catarina.
Uma das principais prioridades da atual gestão, o incentivo
à leitura, também está presente no pacote que
será assinado nesta segunda. Entre os dias 1º e 10 de
setembro serão inauguradas 10 salas de leitura em escolas da
Grande Florianópolis e na Penitenciária estadual, por
meio do programa federal Leitura para Todos. Os agentes de leitura que
irão atuar nas salas foram capacitados na última
quinta-feira (24), na sede da Secretaria de Estado da
Educação (SED).
O objetivo do projeto é ampliar a integração entre
escola e comunidade, uma vez que parentes e amigos dos alunos
matriculados nas escolas beneficiadas e dos presidiários
também poderão tomar emprestado exemplares, disseminando
assim o hábito da leitura.
Para o secretário da Educação, Silvestre Heerdt,
as salas de leitura "fortalecem um projeto em andamento muito
importante: o de dotar todas as escolas de bibliotecas e,
principalmente, incentivar os alunos, os professores e a comunidade a
adotar a prática da leitura tanto como um hobby como para
manter-se atualizado. Atualização permanente é
fundamental. Ela garante a empregabilidade, apesar das mudanças
que se operam em todas as profissões".
Formação de professores e gestores educacionais - O
próprio evento onde o governador e o secretário
assinarão o conjunto de ações para a
Educação, o seminário Educação:
Construindo Qualidade, faz parte do pacote que será
lançado na segunda-feira. A terceira etapa do seminário
está incluída no Programa de Formação de
Professores e Gestores Educacionais, e terá como tema principal
A gestão da Escola.
O objetivo do seminário é revitalizar e otimizar as
atividades pedagógicas e administrativas das escolas e
gerências de Educação. Entre os convidados
está o mexicano membro da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
Francisco Marmolejo, que fará uma conferência sobre sua
experiência frente à internacionalização do
ensino superior e sobre os modelos de ensino na Europa, América
Latina, Estados Unidos, África, Ásia e Oriente
Médio.
O programa de formação também inclui o
oferecimento de 4.747 bolsas de estudo para professores
aperfeiçoarem sua formação em nível de
licenciatura, mestrado e doutorado.
Infraestrutura e laboratórios - O governador e o
secretário assinarão ainda a autorização
para publicação de processo licitatório para
aquisição de 1050 equipamentos multimídia para 229
escolas e 6.400 equipamentos e utensílios de infraestrutura para
230 escolas de ensino médio e seis escolas técnicas
agrícolas.
Ambos os projetos fazem parte do Programa de Infraestrutura e
Laboratórios, outro item do pacote. Entre os equipamentos
multimídia estão: som, datashow, tela retrátil,
lousa ultrasônica e projetor multimídia. Já os
utensílios para infraestrutura incluem móveis, aparelhos
de ar-condicionado, cortinas e maquinário. Os dois projetos
constam do Plano de Ações Articuladas (PAR) e do programa
Brasil Profissionalizado.
No programa de infraestrutura constam ainda a construção
de 18 escolas, sendo oito técnicas (com Centros de
Educação Profissionalizante -CEDUPs) e dez de ensino
médio.
Ensino profissionalizante.
Os CEDUPs terão capacidade para 500 alunos por turno.
Serão administrados pelo governo estadual, mas cada
município terá autonomia para definir os cursos a serem
oferecidos. Também está incluída no pacote a
construção de um laboratório de vitivinicultura na
da Escola de Educação Básica (EEB) Manoel Cruz, em
São Joaquim, no Planalto Serrano.
Ensino Médio - A proposta para o Ensino Médio é
ampliar a oferta de matrículas. As dez novas escolas, no valor
de R$ 6 milhões cada, têm conclusão prevista para
2011. Serão construídas dentro de um projeto
arquitetônico padrão, com uma área de 5.839,05
metros quadrados cada uma, onde serão construídos um
auditório, um centro esportivo, uma biblioteca e pelo menos 12
salas de aula, além de outras dependências.
Neste mesmo programa também estão previstas a
instalação de 285 laboratórios científicos
e técnico-profissionais e de 770 salas de informática com
9,9 mil computadores, além da aquisição de 3,5 mil
computadores para uso dos professores e das secretarias das 1.350
escolas da rede pública estadual.
Obras - Na lista de 206 obras em escolas de educação
básica (EEB) que serão concluídas e inauguradas em
2010, destacam-se dez unidades escolares, cujo investimento foi de
cerca de R$ 25 milhões.
1 EEB Bom Pastor, em Chapecó - Construção.
Será a maior escola do Estado, com 2,5 mil alunos e três
ginásios.
2 EEB Normélio Cunha, em Sombrio - Construção do novo prédio.
3 EEB Monsenhor Francisco Giesbert, em Armazém - Construção.
4 EEB Muquém, em Florianópolis - Construção de 12 salas de aula e duas quadras cobertas.
5 EEB Elvira Faria Passos, em São João do Itaperiú - Reforma e ampliação.
6 EEB Annes Gualberto, em São Francisco do Sul - Construção.
7 EEB EEB João Silveira, em Palhoça -
Construção, com 20 salas de aula, duas quadras
poliesportivas descobertas e esgoto.
8 EEB Vidal Ramos Júnior, em Lages - Reforma geral e construção.
9 EEB Visconde do Rio Branco, em Imbituba - Construção.
10 EEB Raul Pompéia, em Campo Erê - Construção e ampliação do ginásio.
Brasil Afabetizado recebe adesão até 4 de julho
Fonte: www.nota10.com.br, 28/06/2010
Estados e municípios têm prazo até 4 de julho para
aderir ao Programa Brasil Alfabetizado e informar ao Ministério
da Educação (MEC) as metas de alfabetização
de jovens e adultos em 2010. A expectativa do MEC é
alcançar 1.450 parceiros e matricular 2,2 milhões de
adultos e jovens com mais de 15 anos.
De acordo com Mauro Silva, coordenador de alfabetização
da Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, até
esta sexta-feira, 25, foram registradas 1.392 adesões — 23
estados, o Distrito Federal e 1.368 municípios. Nos planos
plurianuais de alfabetização (PPAlfa), estados e Distrito
Federal informaram que a meta é matricular 1,4 milhão de
pessoas e os municípios, 700 mil. Ainda não aderiram ao
programa os estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio
Grande do Sul.
O mapa das adesões, explica Mauro Silva, traz duas
situações que preocupam. Em 266 municípios, o
cadastro foi iniciado, mas ainda não foram preenchidas as
informações sobre número de alfabetizadores,
coordenadores de turmas e de alunos a serem matriculados em 2010. Esses
gestores, diz Silva, precisam apressar a inclusão de dados e
completá-los até 4 de julho.
A outra situação diz respeito a municípios
prioritários do programa Brasil Alfabetizado que ainda
não manifestaram interesse em participar dessa
edição — municípios prioritários
são aqueles que, no censo demográfico de 2000, registram
taxa de analfabetismo superior a 25% da população jovem e
adulta. Dos 1.928 prioritários, 86% estão na
região Nordeste e 14% pertencem a Acre, Tocantins e Pará.
Projeto escolar pode virar lei
Fonte: Notícias do Dia, 29/06/2010
Alunos da Escola Estadual Adelaide Konder de Navegantes apresentaram na
última quinta-feira (24/6), um projeto na Assembleia Legislativa
de Santa Catarina (Alesc).
A unidade escolar representou o Vale do Itajaí na 10ª
edição do Parlamento Jovem. O projeto que trata de
segurança nas escolas foi um dos que gerou mais
discussões no plenário da Alesc. Agora, a proposta dos
estudantes do Vale do Itajaí segue para a Comissão de
Legislação Participativa e pode virar lei. O tema
segurança nas escolas foi escolhido por votação
entre alunos e professores. Desde abril, a unidade escolar trabalha na
elaboração do Programa de Apoio a Rede Escolar (Pare). A
intenção dos alunos de Navegantes é transformar o
programa em lei estadual. Entre as medidas previstas no Pare,
estão o aumento do policiamento nas escolas e
aquisição de viaturas policiais. O Parlamento Jovem foi
criado para promover entre estudantes do ensino médio, das redes
pública e privada, a vivência e o contato com a vida
política catarinense. Além da escola de Navegantes,
outras sete escolas representaram uma região do Estado. Os
estudantes formaram partidos políticos, elaboram, apresentaram e
votaram projetos de lei na Sessão Plenária da
quinta-feira. “O nosso objetivo é oferecer mais
condições segurança aos estudantes no caminho de
casa até a escola e também o retorno deles aos seus
lares. O Pare não é só um projeto para uma escola
estadual de Navegantes, mas sim para toda a rede pública e
privada de Santa Catarina”, explicou a assessora de
direção da escola Adelaide Konder, Benta dos Passos
Pivatto.
Governador Leonel Pavan lançará pacote para Educação nesta segunda-feira
Fonte: http://webimprensa.sc.gov.br/paginas/index.asp, 26/06/2010
O governador Leonel Pavan e o secretário de Estado da
Educação, Silvestre Heerdt, firmarão, nesta
segunda-feira (28), às 11h, no Centrosul, em
Florianópolis, um pacote de ações direcionado a
todas as áreas da Educação. A assinatura das
medidas acontecerá durante o seminário
“Educação: Construindo Qualidade”. O evento
reunirá mais de 1,4 mil gestores, gerentes, diretores,
técnicos e supervisores escolares da rede pública de
várias regiões do Estado.
O montante de recursos a serem investidos pelo governo estadual, em
parceria com o Ministério da Educação (MEC),
é de cerca de R$ 195 milhões, sendo R$ 142 milhões
do governo federal e R$ 53 milhões em recursos próprios.
Além dos investimentos, o chefe do Executivo estadual e o
secretário da Educação apresentarão uma
lista de 206 obras que serão concluídas e inauguradas
durante 2010.
INVESTIMENTOS
Ações Pedagógicas e de Apoio ao Estudante - Entre
as ações a serem anunciadas estão a
homologação do resultado das licitações
para aquisição de 454 mil livros de leitura da
Coleção Jovem Leitor, que irá beneficiar 439 mil
estudantes da rede pública estadual, e de 341 mil livros
didáticos para a Educação de Jovens e Adultos, que
irá atender a 91 mil estudantes da rede, com o objetivo de
melhorar a qualidade do ensino e a formação profissional
no Estado.
Ambos os projetos estão previstos no Programa de
Ações Pedagógicas e de Apoio ao Estudante, que
integra o pacote. Neste mesmo programa, será assinada a
autorização de publicação de processo
licitatório para a aquisição de 12
coleções de obras de pesquisa para todas as bibliotecas
das 1.350 escolas públicas do Estado. A ideia é
intensificar a leitura entre os estudantes do ensino fundamental.
Também deve ser assinada a autorização para
início de licitação para compra de 43 mil livros
técnicos para professores e estudantes de cursos técnicos
de 198 escolas. O pacote traz ainda a distribuição de 6,6
mil pares de óculos e 100 cadeiras de rodas, para 6,7 mil alunos
portadores de necessidades especiais. A assistência será
acompanhada de exames médicos.
Não ficaram de fora a criação de duas mil vagas em
50 cursos de ensino médio e técnico e um curso de
alfabetização para 14 mil adultos analfabetos com o
objetivo de reduzir o índice de analfabetismo em Santa Catarina.
Uma das principais prioridades da atual gestão, o incentivo
à leitura, também está presente no pacote que
será assinado nesta segunda. Entre os dias 1º e 10 de
setembro serão inauguradas 10 salas de leitura em escolas da
Grande Florianópolis e na Penitenciária estadual, por
meio do programa federal “Leitura para Todos”. Os agentes
de leitura que irão atuar nas salas foram capacitados na
última quinta-feira (24), na sede da Secretaria de Estado da
Educação (SED).
O objetivo do projeto é ampliar a integração entre
escola e comunidade, uma vez que parentes e amigos dos alunos
matriculados nas escolas beneficiadas e dos presidiários
também poderão tomar emprestado exemplares, disseminando
assim o hábito da leitura.
Para o secretário da Educação, Silvestre Heerdt,
as salas de leitura "fortalecem um projeto em andamento muito
importante: o de dotar todas as escolas de bibliotecas e,
principalmente, incentivar os alunos, os professores e a comunidade a
adotar a prática da leitura tanto como um hobby como para
manter-se atualizado. Atualização permanente é
fundamental. Ela garante a empregabilidade, apesar das mudanças
que se operam em todas as profissões".
Formação de professores e gestores educacionais - O
próprio evento onde o governador e o secretário
assinarão o conjunto de ações para a
Educação, o seminário
“Educação: Construindo Qualidade”, faz parte
do pacote que será lançado na segunda-feira. A terceira
etapa do seminário está incluída no Programa de
Formação de Professores e Gestores Educacionais, e
terá como tema principal “A gestão da Escola”.
O objetivo do seminário é revitalizar e otimizar as
atividades pedagógicas e administrativas das escolas e
gerências de Educação. Entre os convidados
está o mexicano membro da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
Francisco Marmolejo, que fará uma conferência sobre sua
experiência frente à internacionalização do
ensino superior e sobre os modelos de ensino na Europa, América
Latina, Estados Unidos, África, Ásia e Oriente
Médio.
O programa de formação também inclui o
oferecimento de 4.747 bolsas de estudo para professores
aperfeiçoarem sua formação em nível de
licenciatura, mestrado e doutorado.
Londres limita número de imigrantes
Fonte: O Meu Futuro
O governo do Reino Unido, do premiê conservador David Cameron,
anunciou ontem uma limitação temporária do
número de permissões de entrada no país concedidas
a trabalhadores qualificados originários de nações
que não sejam membros da União Europeia.
A ação ocorre antes da introdução de um
limite permanente, previsto para vigorar a partir de abril de 2011.
A ministra do Interior, Theresa May, disse que as medidas são as
primeiras de uma série que será implementada para
controlar a imigração ao país que, segundo ela,
atingiu números muito altos durante o governo trabalhista
(1997-2010).
Apesar de os imigrantes qualificados beneficiarem a economia
britânica, May ponderou que a imigração
descontrolada "não foi uma boa coisa" e costuma gerar
pressão sobre os custos dos serviços públicos.
"O que temos como objetivo é de fato reduzir a
imigração das centenas de milhares de pessoas que ela
atingiu sob os trabalhistas para as dezenas de milhares de antes",
disse May em entrevista à rádio BBC.
A limitação, que entrará em vigor no
próximo mês, limitará em 24.100 o número de
trabalhadores qualificados vindos de fora da UE.
O número é 5% menor do que o total que entrou no país em 2009.
A ministra explicou que a limitação temporária
é necessária para garantir que "não tenhamos uma
corrida de pessoas tentando vir para o Reino Unido" antes do limite
permanente ser anunciado, o que ocorrerá após três
meses de negociações com o setor empresarial.
O alvo do novo governo de coalizão entre conservadores e
liberais-democratas -que assumiu o poder após as
eleições de maio- são pessoas de fora da UE
porque, de acordo com a ministra, elas representam a maior parcela dos
que chegam ao país.
Dados do Ministério do Interior mostram que, entre outubro de
2008 e setembro de 2009, o Reino Unido recebeu, ao todo, 503 mil
imigrantes. Desses, apenas 233 mil eram de países-membros da UE.
O limite anunciado ontem não prevê
restrições à chegada de estudantes nem a
multinacionais que pretendam transferir seus profissionais ao
país.
A medida recebeu críticas de empresários, que temem que
as restrições dificultem contratações
quando houver demanda por trabalhadores.
Mas o ministro dos Negócios, Vince Cable, prometeu às
empresas que o limite será aplicado de "forma flexível" e
de uma maneira que não prejudique a recuperação
econômica do Reino Unido.
Donini detalha propostas para suceder Alcantaro na Fiesc
Fonte: Jornal A Notícia, 29/06/2010
O empresário Vicente Donini explicita o que quer para a Fiesc em
texto no qual mostra que o presidente da Fiesc não deve ter
ligação partidária, defende mandato de dois anos
renováveis ou um só de quatro anos, sem
remuneração. O plano de ação deve ser
participativo.
Seguer, na íntegra, o texto.
A Federação das Indústrias do Estado de Santa
Catarina é uma Entidade Federativa de natureza sindical,
representativa do Patronato Industrial Catarinense. Portanto, o
processo eletivo deve decorrer da manifesta vontade das bases,
delegadas pelos Sindicatos Patronais.
A organização regional, denominada INTERSINDICAL,
respeita a divisão geográfica de abrangência das 14
Vice-Presidências Regionais, compreendendo: Alto Uruguai
Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Centro-Norte, Centro-Oeste,
Extremo-Oeste, Litoral Sul, Norte-Nordeste, Oeste, Planalto Norte,
Serra Catarinense, Sudeste, Sul, Vale do Itajaí e Vale do
Itapocu, e é naturalmente coordenada pelos respectivos
Vice-Presidentes Regionais.
A FIESC lidera e coordena, ainda, as atividades das demais Entidades
vinculadas, que compõem o Sistema FIESC: o CIESC – Centro
das Indústrias do Estado de Santa Catarina; o SESI/SC –
Serviço Social da Indústria; o SENAI/SC –
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; e o IEL/SC –
Instituto Euvaldo Lodi.
Os cargos para compor a Diretoria são: Presidente, 1º
Vice-Presidente, Diretor 1º Secretário, Diretor 2º
Secretário, Diretor 1º Tesoureiro, Diretor 2º
Tesoureiro, Vice-Presidências Regionais, Vice-Presidências
para Assuntos Estratégicos, Diretores e Conselheiros das
distintas Entidades integrantes do Sistema FIESC, sendo
elegíveis industriais vinculados aos respectivos Sindicatos
Patronais.
É primordial que se busque, sempre e no limite das
possibilidades, a “defesa incondicional da unidade da classe
industrial catarinense”, para o engrandecimento da sua Entidade
representativa, o Sistema FIESC. E que todas as regiões e as
distintas atividades industriais estejam proporcionalmente
representadas em seu corpo diretivo, respeitando os limites
estatutários.
No que diz respeito ao Processo Eleitoral, apresento a seguir alguns encaminhamentos recomendáveis:
MANDATO DA DIRETORIA
· Reduzir do atual mandato de 3 anos para 2 anos, com
admissibilidade de uma reeleição, ou um só mandato
de 4 anos.
PROCESSO DECISÓRIO
· Implementar o processo decisório participativo, para
que as decisões relacionadas com aspectos relevantes sejam
sempre compartilhadas.
INTERSINDICAIS
· Valorização e estímulo à
interlocução intrarregional e regional, e apoio às
atividades sindicais pertinentes, objetivando o contínuo
desenvolvimento econômico regional e setorial.
PERFIL DOS POSTULANTES
· É imprescindível que os industriais que venham a
ocupar os principais cargos eletivos tenham fortes traços de
liderança e possuam bom trânsito junto aos distintos
órgãos governamentais e entidades de classe.
· Atributos igualmente desejáveis são o elevado
espírito empreendedor, um comprovado histórico de
serviços prestados ao associativismo, e suficiente
disponibilidade de tempo para se dedicar à Entidade,
desinteressadamente.
· Fundamental, ainda, que o postulante à
presidência da mais importante Entidade empresarial do Estado
desfrute de inquestionável respeitabilidade, apresente
sólido histórico como industrial, tenha investido,
assumido os riscos inerentes, gerado e sustentado empregos e renda, e
que tenha sido bem sucedido em suas iniciativas, para que a dignidade
do cargo encontre efetiva compatibilidade com o perfil do seu ocupante.
ISENÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIA
· É primordial que o Presidente não tenha qualquer
vínculo político-partidário, explícito ou
não, haja vista que o Sistema FIESC deve atuar sempre com total
isenção, acolhendo em suas dependências todas as
correntes de pensamento, dispensando-lhes igualdade de tratamento,
sempre respeitoso.
VEDAÇÃO DE REMUNERAÇÃO
· Adoção e observância eficaz do preceito
constitucional: ”É vedada a remuneração dos
cargos eletivos em entidades sem fins lucrativos” (Art. 150, VI,
“c” e § 4º da Constituição
Federal), como condição para garantir a imunidade ao
patrimônio, à renda e aos serviços.
· A eventual atribuição de verba de
representação, comedida e em caráter meramente
indenizatório, estabelecida anualmente pelo Conselho de
Representantes, poderia ser admitida, porém, a nossa proposta e
compromisso é de abolir tal prática, que se revelou
danosa ao Sistema FIESC, face a interpretação equivocada
dada ao assunto.
PLANO DE GESTÃO
· Com o propósito de desenvolver uma agenda de trabalhos
para a próxima gestão que seja consistente e
consentânea com as verdadeiras aspirações da
Indústria Catarinense, apresentaremos proximamente uma
série de propostas a serem avaliadas, complementadas pelas
lideranças industriais catarinenses e convalidadas pelos
delegados representantes dos Sindicatos filiados à FIESC. Com
isso, o Plano de Gestão para o próximo mandato
será, a partir da sua origem, democrático e
participativo, tal como deverá ser a sua
implementação.
O dever de avaliar
Fonte: Jornal A Notícia, 30/06/2010
Uma pesquisa realizada pelo Ibope detectou que maioria expressiva dos
brasileiros percebe as avaliações como fatores que ajudam
a melhorar o sistema educacional. Pelo levantamento, encomendado pela
Fundação SM e pelo Projeto Todos pela
Educação, 70% dos entrevistados reconhecem que tais
procedimentos ajudam, pouco ou muito, na qualificação da
educação básica. O País vem desenvolvendo
desde a década de 1990 um processo de avaliação de
seu ensino em todos os níveis. Embora ainda enfrente
resistências residuais em áreas cada vez mais isoladas, o
processo de avaliação, por suas consequências
benéficas, já desfruta de uma quase unanimidade quanto a
sua necessidade e a seus benefícios. Restam
restrições quanto à forma de avaliar ou à
extensão do processo. A construção de sistemas de
avaliação é consequência da crescente
conscientização do País em relação
à necessidade de uma educação qualificada e
transformadora.
O resultado da pesquisa nacional que mostra a consciência do
País em relação às virtudes da
avaliação deveria ter como efeito uma reflexão por
parte das autoridades da educação, dos planejadores do
País e dos Estados e das corporações de docentes.
Conhecer a qualidade das escolas, dos corpos docentes, do processo de
ensino e do que os alunos aprendem de fato e podem levar para a
construção de suas histórias pessoais é
condição indispensável para novos avanços e
conquistas.
O direito fundamental à educação infantil
Fonte: Clipping Educacional Consae - Gazeta do Povo, 30/06/2010 - Curitiba PR
Hirmínia Dorigan de Matos Diniz
Diariamente nos defrontamos com a violação de direitos
fundamentais dos cidadãos – prostituição
infanto-juvenil, crianças esmolando, trabalhando precocemente,
perambulando, subnutridas, exploração de todas as ordens.
Com facilidade, percebemos que isso se deve, em muito, à
omissão do Estado quanto às políticas
públicas que conduzam à concretização dos
direitos fundamentais – sobretudo à
educação. Em particular, no que se refere à
educação infantil, ou seja, direcionada a crianças
de 0 a 5 anos de idade. Muita gente não sabe, mas trata-se de um
direito, assegurado pela Constituição Federal –
educação de qualidade a todos os brasileiros, desde a
primeira infância.
A propósito do atendimento a essa faixa da
população, de 0 a 5 anos, somam-se os argumentos da
comunidade científica – de âmbito multidisciplinar
– que investiga o processo de desenvolvimento da criança.
Assegura-se que a inteligência se forma a partir do nascimento e
menciona-se o que chamam de “janelas de oportunidade” na
infância, o que ocorre quando determinado estímulo ou
experiência exerce maior influência sobre a
inteligência do que em qualquer outra época da vida. Assim
sendo, descuidar-se desse período – a infância
– significa desperdiçar um imenso potencial humano.
Mais que isso: significa comprometer os alicerces individuais e, por
conseguinte, as bases do convívio social.
Nesta especial fase de desenvolvimento, a prioridade absoluta
justifica-se na medida em que, superado o momento adequado, os
investimentos posteriores não produzirão os mesmos
resultados que poderiam ser obtidos naqueles períodos cruciais
à estimulação. Ou seja – se o poder
público deixa de investir nessa faixa etária, já
terá comprometido investimentos futuros. No Brasil, a
educação infantil somente passou a ser concebida como
educação, propriamente, com o advento da
Constituição Federal de 1988. Até então, a
primeira fase da educação infantil, destinada a
crianças de até 3 anos de idade, era ministrada em
creches, cuja preocupação precípua, até
então, repousava nos cuidados físicos, saúde e
alimentação, descurando-se da vertente educacional.
Assim, é preciso democratizar o acesso à
educação infantil, para que todas as crianças
possam usufruir plenamente esse direito em igualdade efetiva de
condições. Os argumentos – sejam legais, sociais ou
científicos – implicam uma educação infantil
universalizada. Vale dizer, dirigida às crianças de todas
as classes sociais e em qualquer situação de
peculiaridade pessoal e ministrada com satisfatório grau de
especialidade. Os direitos fundamentais – e nesse caso, a
educação – erigidos constitucionalmente a esse
patamar, impõem ao administrador público, do presidente
da República a governadores e prefeitos, o dever de
promovê-los, dando-lhes efetividade. As políticas
públicas constituem-se, nesse contexto, no instrumento para a
efetivação desses direitos.
Dessa forma, se o estabelecimento de prioridades, privilegiando-se
recursos para certos segmentos, em detrimento de outros, é uma
constante nas políticas públicas em geral, o mesmo
não pode ocorrer no espaço da educação
infantil. Nessa seara o tratamento deve ser sempre prioritário.
O Ministério Público defende que a criança deve
ser prioridade absoluta nas políticas públicas e nos
orçamentos públicos. E a educação infantil
deve ser interpretada pelos gestores como a prioridade da prioridade.
É um direito. Hirmínia Dorigan de Matos Diniz, mestre em
Direito Econômico e Social, é promotora de Justiça
com atribuições junto ao Centro de Apoio Operacional
às Promotorias de Justiça de Proteção
à Educação do Ministério Público do
estado do Paraná