
01/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Dia da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular
MEC divulga dados do Ideb Nacional 2009 nesta quinta-feira
Projeto de deputado Jorginho Maluly (PL 4212/04) consta
que professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas
semanais de aulas na graduação.
''Exigências do MEC travam educação a distância em áreas isoladas''
Empossados os Novos Conselheiros do CEE/SC
Surpresas até no último dia
Profissões do ano 2030 listadas pelo estudo tem cara futurista
OAB participará de audiência no Senado que debaterá penhora administrativa
Estácio anuncia incorporação de 15 instituições pela IREP
Comissão de Especialistas em Ensino Médico, instituída pela Portaria nº 344, de 9 de maio de 2008
Faculdades oferecem disciplinas para estimular criatividade e lógica
Adimplência nas escolas
Uso de sistema de ensino estruturado melhora notas de alunos, diz pesquisa
Animais em laboratório
MEC estima matricular 2,2 mi em classes de alfabetização
Moreira e o Conselho de Ética do PMDB nacional
Lula critica 'gente com diploma' que não compartilhou oportunidades
Cursos tecnológicos são atalho ao mercado
Empresas aceleram contratações e investimentos
Estácio anuncia incorporação de 15 instituições pela IREP
Dia da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular
Fonte: ABMES Notícias
No dia 25 de setembro acontece o grande evento que reunirá
instituições de ensino superior particulares de todo o
Brasil, num só dia, para organizar uma mostra de
ações resultantes de projetos de ensino, pesquisa e
extensão desenvolvidos durante todo o ano. A
divulgação conjunta, com repercussão nacional, tem
o objetivo de enriquecer a campanha e fortalecer o setor particular,
além de certificar as IES que estão verdadeiramente
comprometidas com a educação superior de qualidade e com
o seu papel na sociedade. O cadastramento das atividades pode ser feito
no site da campanha. O usuário e a senha são os mesmos do
ano anterior.
MEC divulga dados do Ideb Nacional 2009 nesta quinta-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 01/07/2010
O ministro da Educação, Fernando Haddad, anuncia nesta
quinta-feira, em entrevista coletiva às 14h30 em
Brasília, o Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb) Nacional de 2009. Criado
pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em
2007, dentro do Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE), o Ideb busca reunir em um só indicador os conceitos de
fluxo escolar e de médias de desempenho nas
avaliações que medem a qualidade da
educação numa escala que vai de zero a dez.
O objetivo do MEC é, a partir deste instrumento, traçar
metas de desempenho bianuais para cada escola e cada rede até
2022. Em 2008, todos os 5.563 municípios brasileiros
participavam do programa. No dia 30 de julho deste ano,
100% dos municípios brasileiros aderiram ao Ideb. A primeira
medição dados que foram levantados em 2005. A
média nacional do Ideb nesse ano foi 3,8 nos primeiros anos do
ensino fundamental. Em 2007, essa nota subiu para 4,2. O objetivo
é chegar a uma média superior a 6,0 em 2022.
Projeto de deputado Jorginho Maluly (PL 4212/04)
consta que professor ficará obrigado ao mínimo de oito
horas semanais de aulas na graduação.
Fonte: ABRAFI
A Comissão Especial criada para tratar da Reforma
Universitária (PL 4212/04), deve votar hoje (9) o parecer do
relator, deputado Jorginho Maluly (Democratas-SP). Para o democrata
“o relatório traz um avanço para a
educação superior no Brasil, com importantes pontos que
aperfeiçoam a gestão das instituições de
ensino, que refletirão de forma positiva, na vida
acadêmica dos estudantes”. No projeto consta que
caberá a União, em seu orçamento, assegurar
recursos para a manutenção e o desenvolvimento das
instituições federais de educação superior.
Outro ponto, é que nas instituições
públicas de educação superior, o professor
ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de aulas
na graduação. “Para a elaboração do
relatório que trata da reforma universitária no nosso
País, procurei o equilíbrio, pensando sempre na vertente
que melhora a vida do estudante de nível superior”,
ressaltou Maluly.
Para maiores informações: http://www.deputados.democratas.org.br/noticias.php?cod=643
''Exigências do MEC travam educação a distância em áreas isoladas''
Sarah Fernandes
Fonte: ABMES Notícias
sarahfernandes@aprendiz.org.br
O grande número de exigências do Ministério da
Educação (MEC) para que universidades ofereçam
cursos a distância inviabiliza a oferta nos municípios
pequenos e isolados. A avaliação foi feita na 3ª
Conferência sobre Educação a Distância
— realizada entre 23 e 24 de junho, em São Paulo (SP)
— pelo professor aposentado da Universidade de São Paulo
(USP) José Manuel Moran, que coordena os polos de apoio
presencial da Universidade Anhanguera.
“Com as exigências do MEC torna-se inviável oferecer
educação a distância para aluno pobre em
área isolada. É um problema para o atendimento dos menos
favorecidos”, disse. Entre as exigências, as universidades
devem construir polos de apoio presencial com um número
mínimo de alunos, livros e laboratórios, que, segundo
Moran, exigem investimento elevado e sem retorno.
“Se mantivermos esse modelo por mais dois ou três anos as
instituições médias não conseguirão
manter educação a distância”, comentou Moran.
O MEC exige, por exemplo, biblioteca com um total mínimo de
exemplares por alunos, laboratórios e um número base de
professores e coordenadores. “Os cursos de saúde, por
exemplo, são muito caros e não vão se sustentar
sem um mix entre presencial e semipresencial. Ao contrário
serão somente para a elite”.
Para o MEC, as exigências visam garantir que os alunos
matriculados não sejam prejudicados. “Está mais do
que provado que a educação a distância pode ser
oferecida com excelência. Por isso, não podemos correr o
risco de instituições ainda mal estruturadas ampliarem a
oferta de vagas sem garantir os direitos dos estudantes”, disse o
ministro Fernando Haddad, em entrevista ao Portal MEC.
O MEC exige que as avaliações sejam realizadas
presencialmente na sede da universidade e não nos polos. Para
Moran, a medida prejudica os alunos de áreas isoladas,
localizados distantes dos centros. “Além disso, o peso
mínimo da avaliação presencial é 80% e o
resto das atividades só vale 20%. Não é
pedagógico porque o aluno vai construindo o aprendizado, mas
tudo será avaliado em uma prova”.
“Existe preconceito com educação a distância
e todo preconceito é baseado em algo real. Há um receio
de banalização do ensino e um pensamento que esses cursos
são só para conseguir diploma”, comentou Moran.
“Essa, porém, é uma visão elitista da
educação. Cursos a distância permitem que aqueles
que estão em áreas isoladas do Brasil também
façam o ensino superior”.
É o caso da professora Patrícia dos Santos, que dá
aulas de matemática para 57 alunos na escola da pequena
comunidade caiçara da praia do Bonete, no município de
Ilhabela (SP). Para chegar à vila só de barco ou por uma
trilha de aproximadamente 15 km a partir do centro do município,
que deve ser percorrida a pé.
A maneira que ela encontrou de aprimorar as aulas foi começar,
em 2005, o curso superior de pedagogia a distância, que foi
concluído em 2007. “Já tinha feito ciências
contábeis presencialmente em São Sebastião, mas a
maneira como dar aula aprendi na pedagogia. Antes eu me virava”,
conta.
Como a comunidade não tem acesso à Internet,
Patrícia acompanhava as aulas por material impresso.
“Nós tínhamos apostilas e entregávamos os
exercícios pelos Correios, quando algum morador da vila viajava
para a cidade”. Uma vez por mês, na reunião dos
professores das comunidades tradicionais na prefeitura, ela usava a
sala virtual do curso.
“Para mim o curso presencial foi mais fácil, porque era
mais simples esclarecer as dúvidas, e como temos pouco acesso
à Internet foi mais difícil”. “Ao meu
ver, tivemos um problema de orientação, principalmente no
Trabalho de Conclusão de Curso”.
Dados do MEC mostram que um em cada cinco novos alunos de
graduação no país ingressa em um curso a
distância. O modelo tem mantido taxas altas de crescimento (50%
ao ano, em média), enquanto o avanço da
graduação presencial tende a se estabilizar (3,5% em
2008).
O Brasil tem 109 instituições que oferecem cursos de
graduação a distância, das quais oito atendem a
416.320 alunos, o que representa 54,7% do total.
Fonte: Portal Aprendiz
Empossados os Novos Conselheiros do CEE/SC
Fonte: http://www.cee.sc.gov.br, 01/07/2010
O Governador do Estado, através do Ato nº1228, publicado no
DOE de 18 de junho de 2010, nomeou os novos Conselheiros para o
Conselho Estadual de Educação. São Eles os
Professores Silvestre Heerdt, Osvaldir Ramos, Alaércio
José Lopes, Gildo Volpato e José Carlos Pacheco. A posse
ocorreu no dia 30 de junho do corrente ano, as 14 horas, na sede do
Conselho, sito a Avenida Osmar Cunha, nº 283, Edifício
Ceisa Center, Bloco "b", 3º andar, sala 301, centro, nesta
Capital.
Surpresas até no último dia
Fonte: Jornal A Notícia, 01/07/2010
Não teve monotonia no último dia de
convenções partidárias em Santa Catarina. Teve
pressão: do diretório nacional, para o PSDB entrar na
tríplice aliança. Teve desfiliação
forçada do presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, o que
criou um problema para a campanha de Raimundo Colombo (DEM).
O último dia para a realização de
convenções resumiu o período pré-eleitoral
no Estado: foi marcado até o último minuto por
reviravoltas, surpresas e muita negociação nos
bastidores. Depois de tantas indefinições, os
catarinenses terão seis candidatos disputando o governo em
outubro.
Com o fim das convenções, o quadro eleitoral indica
três candidaturas dos maiores partidos. Uma vinculada ao governo,
duas de oposição, e outras três chapas dos partidos
nanicos. Entre os grandes, a situação mais delicada
é a de Raimundo Colombo (DEM). À frente da
tríplice aliança, terá, inicialmente, duas
missões espinhosas pela frente.
A primeira, será resolver a situação do vice,
Eduardo Pinho Moreira (PMDB), que a filiação
partidária suspensa e corre o risco de não poder
concorrer nas eleições. Outro desafio de Colombo
será acalmar as bases, descontentes com o processo
traumático de confirmação da aliança dentro
do PMDB e do PSDB.
Os tucanos relutaram, até o último minuto, em aderir
à tríplice aliança, mas acabaram aprovando a
reedição. Até a noite de terça-feira, era
grande o apelo para que Leonel Pavan assumisse a candidatura. O
governador chegou a dizer que estava no seu limite, mas que esperava
uma decisão da executiva nacional.
Outra vertente apontava para uma aliança com o PP, que
formalizou uma proposta de acordo ontem pela manhã. No entanto,
uma carta assinada pelos advogados do PSDB nacional endereçada
ao presidente estadual em exercício, Beto Martins, selou o
destino da sigla no Estado.
O documento alertava para as consequências de uma decisão
que não fosse o apoio à tríplice aliança.
Depois do episódio do anúncio da candidatura de Alvaro
Dias (PSDB-PR) como vice de José Serra (PSDB) e da ameaça
do DEM de desembarcar do projeto presidencial, a pressão sobre
os catarinenses aumentou. De positivo para o DEM, foi a
confirmação, por parte do PTC e o PPS, de apoio à
coligação.
O PT realizou uma festa para confirmar a candidatura de Ideli Salvatti
ao governo. O partido contou com a presença das
lideranças e candidatos aliados, como PR, PRB, PCdoB e PSB. Os
petistas também confirmaram o nome de Cláudio Vignatti e
João Ghizzoni (PC do B) para o Senado.
A situação do PP também só se definiu em
cima da hora. De manhã o presidente estadual, Joares Ponticelli,
foi à sede do PSDB formalizar uma proposta de
composição, enquanto Angela Amin esperava por uma
decisão do PDT. Já sem esperanças, o partido dava
como certa chapa pura. Mas à noite, recebeu a
confirmação do apoio ao PDT, que indicou o presidente
estadual, Manoel Dias, como vice.
Fechando as candidaturas ao governo, PV, PSOL e PSTU lançaram
seus nomes em meio a uma estratégia para garantir,
principalmente, palanque no Estado para os candidatos à
Presidência da República Marina Silva, Plínio de
Arruda Sampaio e José Maria de Almeida.
O engenheiro Rogério Novaes, candidato à prefeitura de
Joinville na campanha de 2008, será o nome à frente da
chapa do Partido Verde. O PSOL confirmou o professor Valmir Martins
para concorrer ao governo, enquanto Gilmar Salgado vai disputar,
novamente, o governo pelo PSTU.
Profissões do ano 2030 listadas pelo estudo tem cara futurista
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:21 hs.
29/06/2010 - Britânicos fazem lista de profissões que devem "bombar" nos próximos 20 anos.
Estudo levou em conta possibilidades de desenvolvimento
tecnológico para definir as profissões do futuro. Veja
lista de dez dessas carreiras
da redação
Responder "o que você quer ser quando crescer" será mais
difícil nos próximos 20 anos, segundo um estudo publicado
no Reino Unido. Ao listar as profissões que vão "bombar"
até 2030, a consultora ‘Fast Future’ encontrou nomes
estranhos como "Nanomédico" ou "Policial Climático"
"Estudamos as mudanças em ciência e tecnologia que podem
acontecer nos próximos vinte anos e fizemos uma previsão
das 20 profissões que poderemos exercer no futuro", diz o
estudo, publicado no último mês.
Financiado pelo governo britânico, o estudo lista tanto as
profissões que ainda não existem, quanto as já
existentes e que devem se tornar mais presentes no futuro
próximo. Para elaborar a lista, foram ouvidos engenheiros,
cientistas e "especialistas em futuro" – talvez já uma das
profissões que ainda se tornarão popular
O estudo também destacou três profissões que
deverão estar entre as mais bem pagas. São elas a
nanomedicina, a cirurgia para expansão de memória e o
direito virtual.
Conheça dez dessas profissões do futuro. Use o campo
"Comente", no fim da página, para falar o que você achou
desse exercício de futurologia:
1. Fabricante de partes do corpo - Graças aos avanços na
ciência, será possível mandar fazer partes do
corpo, o que vai exigir a presença de produtores, lojas e
centros de reparo de partes do corpo.
2. Nanomédico - Avanços em nanotecnologia oferecem um
potencial para diversos aparelhos e procedimentos em "nanoescala" que
devem transformar a área da saúde. Um novo grupo de
especialistas en namomedicina serão exigidos para administrar
esses tratamentos.
3. Fazendeiros geneticistas - serão capazes de criar cultivos e
gados geneticamente modificados para melhorar a produção
dos campos e fornecer proteínas terapêuticas.
Poderão produzir, por exemplo, tomates com vacina ou extrair
leites medicinais de vacas.
4. Geriatras - Essa é das profissões que já
existem e devem se tornar ainda mais importantes. Com o envelhecimento
da população, os médicos especialistas em terceira
idade serão cada vez mais resquisitados. Além de cuidar
da saúde, os profissonais precisarão também se
ocupar de soluções estéticas, psiquiátricas
e de bem estar dos velhinhos.
5. Cirurgião de aumento de memória - O estudo acredita
que será possível aumentar a capacidade da memória
instalando "dispositivos" no cérebro humano. Como o acesso
à informação é cada vez maior, talvez seja
necessário adicionar "espacinhos extras" na memória
humana. E profissionais especialistas nessas técnicas
serão bastante requisitados.
6. Advogado virtual - Cada vez mais a vida será virtual. O que
exigirá especialistas em resolver disputas que poderão
envolver cidadãos que vivem em países regidos por leis
diferentes, mas que compartilham o mesmo espaço online.
7. Organizador de desordem virtual - Com tanta atividade no
ciberespaço, as pessoas precisarão de ajuda para
organizar suas vidas eletrônicas. A organização
incluirá ajuda para organizar e-mails, armazenamento seguro de
dados, gerenciamento de identidades eletrônicas e
racionalização de uso de aplicativos.
8. Guias turísticos, arquitetos e pilotos espaciais -
Excursões espaciais serão uma realidade até 2030,
segundo o estudo. O que exigirá pilotos e guia especialistas no
espaço sideral. O estudo cita um projeto da Universidade de
Houston para a construção de estufas em Marte,
sinalizando a necessidade também de arquitetos espaciais.
9. Policial climático - Infrações ambientais em um
país podem, por exemplo, levar chuva ácida para o outro
lado das fronteiras. Por isso, serão necessários fiscais
com poder internacional com o poder de punir e prevenir
alterações climáticas. Eles seriam capazes, ainda,
de emitir foguetes com substâncias capazes de transformar nuvens
em chuva quando necessário.
10. Corretor de tempo - Moedas alternativas devem crescer no mercado de
ações. Banco de tempo, por exemplo, já
existe.
Fonte: Guia do Estudante
OAB participará de audiência no Senado que debaterá penhora administrativa
Fonte: Conselho Federal da OAB
O presidente da Comissão Especial de Direito Tributário
do Conselho Federal da OAB Luiz Claudio Allemand representará a
entidade na audiência pública que será realizada
pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) do Senado Federal para instruir o Projeto de Lei do
Senado (PLS) nº 10, de 2005. O projeto, de autoria do senador
Pedro Simon (PMDB-RS), pretende modificar o atual sistema de
cobrança dos créditos inscritos em Dívida Ativa,
instituindo o mecanismo da penhora administrativa. A audiência
pública acontece amanhã (29), a partir das 9h, na Sala de
Reuniões da CCJ, Anexo II do Senado.
A reunião será conduzida pelo presidente da CCJ, senador
Demóstenes Torres (DEM-GO). A deliberação para que
a OAB preste suas contribuições ao debate sobre a
matéria se deu na reunião da CCJ do dia 12 de maio deste
ano. O convite à OAB foi requerido pelo senador Antonio Carlos
Júnior (DEM-BA).
Estácio anuncia incorporação de 15 instituições pela IREP
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:35 hs.
01/07/2010 - A Estácio Participações vai promover
a incorporação pela IREP de quinze
instituições de ensino. O negócio faz parte do
processo de integração administrativa da IREP e tem como
objetivo simplificar o controle e reduzir os custos administrativos e
operacionais. As quinze instituições já eram
controladas indiretas da IREP.
Em fato relevante divulgado hoje, a Estácio ressalva que a
operação de integração ainda está
sujeita à aprovação do Ministério da
Educação (MEC). Após a conclusão do
processo, as quinze instituições serão extintas.
As instituições de ensino incorporadas são:
Sociedade Tecnopolitana da Bahia (STB); Sociedade de Ensino Superior do
Ceará (SESCE); Sociedade de Ensino Superior do Pará
(SESPA); Sociedade de Ensino Superior de Pernanbuco (SESPE); Faculdade
Radial de Curitiba (Radial); Sociedade de Ensino Superior de Alagoas
(SESAL); Sociedade de Ensino Superior de Sergipe (SESSE); Sociedade de
Ensino Superior do Amapá (SESAP); União Nacional de
Educação e Cultura (Unec); Maria Montessori de
Educação e Cultura; União Cultural e Educacional
Magister; Faculdade Brasília de São Paulo; Sociedade
Interlagos de Educação e Cultura (Fintec); Sociedade
Abaeté de Educação e Cultura; e Instituto
Euro-Latino-Americano de Cultura e Tecnologia (Europan).
Fonte: O Globo on line
Comissão de Especialistas em Ensino Médico, instituída pela Portaria nº 344, de 9 de maio de 2008
Fonte: ABRAFI
Os membros da Comissão de Ensino Médico e representantes
da SESu reunidos ouviram e apreciaram as leituras dos relatórios
de reavaliação dos seguintes cursos, cujo prazo de
saneamento já se esgotou e que já receberam visita de
reavaliação:
1-Centro de Ensino Superior de Valença - RJ, pelo(s) relator(es) professor(es) Jairo José Caovilla;
2-Centro Universitário Nilton Lins - AM, pelo(s) relator(es) professor(es) Regina Celles e Lucieni de Oliveira;
3-Universidade de Santo Amaro - SP, pelo(s) relator(es) professor(es) Sigisfredo Brenelli e Carlos Rodrigues da Silva Filho;
4-Universidade de Uberaba - MG, pelo(s) relator(es) professor(es) Jairo Jose Caovilla;
5-Universidade Federal do Pará - PA, pelo(s) professor(es) Sigisfredo Brenelli;
6-Universidade Luterana do Brasil - RS, pelo(s) relator(es) professor(es) Maria Neile;
7-Universidade Metropolitana de Santos - SP, pelo(s) relator(es) professor(es) Maria Neile.
Apreciadas as explanações e discutidos caso a caso, a
Comissão emitiu os seguintes pareceres, para cada um dos cursos,
justificando os encaminhamentos administrativos a serem adotados pela
SESu:
a)Centro de Ensino Superior de Valença:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso cumpriu parcialmente o Termo de Saneamento de Deficiências,
uma vez que, apesar de avanços na atualização do
PPC, na inserção precoce do graduando no sistema
Único de Saúde - SUS, na atualização dos
Laboratórios de Habilidades, de Comunicação e de
Apoio, na adequação do corpo docente
(titulação - dedicação), na
implementação do colegiado do Curso e do Núcleo
Docente Estruturante - NDE, na aquisição de
títulos da Biblioteca e na ampliação do acesso
à biblioteca virtual, foram verificadas limitações
na pesquisa, uma vez que é incipiente a produção
científica, apesar do crescimento da atividade, bem como
limitações nos cenários de campos de
prática médica, com relação à
capacidade da rede de saúde instalada na cidade, considerando o
número total de alunos do curso. Nesse sentido, a
Comissão de verificação in loco recomendou a
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta
do curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 60 (sessenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo. Foi também referendada pela Comissão a
recomendação de que, mesmo após a
redução de vagas, o curso de Medicina seja acompanhado
sistematicamente pelo poder Público.
b)Centro Universitário Nilton Lins:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, apesar de avanços
na participação e qualificação docente, na
ampliação das instalações físicas da
IES, na ampliação do acervo e dos equipamentos de
pesquisa instalados na biblioteca, foram verificadas
limitações no Projeto Político Pedagógico
do Curso, que apresenta-se em desacordo com as Diretrizes Curriculares
do Curso de Medicina, sendo excessivamente teórico; não
há avaliação de habilidades consistente; apresenta
problemas na composição do corpo docente, com
vínculos incompatíveis, tendo em vista
constatação de dados de dedicação dos
docentes, com base nas informações do currículo
Lattes; pesquisa institucionalizada é incipiente; falta de
capacitação dos docentes para o uso de novos equipamentos
e limitações no Hospital próprio, no que se refere
a atendimentos e uso pelos alunos da IES. Nesse sentido, a
Comissão recomendou instauração de processo
administrativo para aplicação de penalidade de
encerramento da oferta do curso, combinada com medida cautelar de
suspensão imediata de novos ingressos, que deverá
perdurar até a conclusão do referido processo
administrativo.
c)Universidade Santo Amaro:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, apesar de avanços
nos cenários de prática, uma vez que o Hospital
próprio apresenta instalações compatíveis
para a função, boas condições do internato
no M"Boi Mirim, embora ainda existam limitações no
desenvolvimento de estágio, o curso apresenta corpo docente
motivado e qualificado, foram verificadas limitações no
Projeto Político Pedagógico do Curso, uma vez que
não há PPC coerente e efetivo; o corpo gestor da IES e do
curso não possui preparação em
educação médica; a utilização de
Hospitais e unidades básicas de saúde municipais pela IES
é precária e propicia problemas no acolhimento e no
desenvolvimento dos estágios, especialmente no Hospital do
Grajaú; extensiva contratação de docentes em
regime horista; e ausência de Núcleo Docente Estruturante.
Em suma, após leitura do relatório, a Comissão
considerou que não houve avanços significativos no
saneamento das condições de oferta do curso e que o Termo
de Saneamento de Deficiências não foi cumprido
satisfatoriamente; por tal razão, a Comissão recomendou
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, combinada com medida cautelar de suspensão imediata de
novos ingressos, que deverá perdurar até a
conclusão do referido processo administrativo.
d)Universidade Federal do Pará:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão considerou-se que o curso
cumpriu parcialmente o Termo de Saneamento de Deficiências, uma
vez que, apesar de avanços na realização de um
desenho de Projeto Político Pedagógico nuclear a ser
implantado em agosto de 2010, apesar de não haver o entendimento
de como será efetivado esse desenho, e que houve estabelecimento
de novos convênios com a rede, o curso apresentou
limitações naquilo que tem a ver com a
inserção precária dos alunos no atendimento de
urgência (não há supervisão); na
dedicação e no envolvimento do corpo docente da IES; na
ausência de programas de cursos e disciplinas; na questão
do uso do hospital universitário por alunos de cursos privados
em atividades de estágio e na falta de liderança do corpo
gestor da IFES. Tendo em vista tal situação, que indica
problemas não só no que se refere ao efetivo cumprimento
do Termo de Saneamento de Deficiência, mas também
relativos ao compromisso maior da Instituição com o
saneamento do curso de Medicina e do cumprimento rigoroso de deveres
funcionais de servidores públicos, a Comissão recomendou
a conversão do processo de supervisão em
diligência, para que a Universidade apresente à SESU
relatórios detalhados e individualizados das atividades
desenvolvidas pelos docentes do curso no último ano, bem como as
planejadas para o ano de 2010, além de informar sobre a
execução das medidas de saneamento, sob pena de
responsabilização administrativa dos docentes e
dirigentes do curso.
e)Universidade de Uberaba:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso, apesar de avanços e melhorias no que se refere à
implantação do laboratório de habilidades e de
parte da infra-estrutura, apresenta limitações nos campos
de prática, seja no que se refere ao número de leitos,
seja no que se refere à distribuição das
atividades de estágio de acordo com as áreas de
formação médica, seja ainda no que se refere
à dispersão dos locais; que o hospital próprio da
IES, em construção, não apresenta
condições de funcionamento em curto ou médio
prazo; que alunos do internato têm sido enviados para
realização de estágios na cidade de Franca, sem
supervisão adequada; que o acervo bibliográfico é
limitado; que a instituição não atingiu
cumprimento satisfatório no que se refere ao Projeto
Pedagógico de Curso, e na composição do corpo
docente, restrito em relação às dimensões
do curso; Núcleo Docente Estruturante incipiente, sem
influência na reformulação do PPC, que continua sem
maiores alterações. Tendo em vista as
limitações verificadas, a Comissão considerou que
não houve avanços significativos no saneamento das
condições de oferta do curso e que o Termo de Saneamento
de Deficiências não foi cumprido satisfatoriamente; por
tal razão, a Comissão recomendou
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, combinada com medida cautelar de suspensão imediata de
novos ingressos, que deverá perdurar até a
conclusão do referido processo administrativo.
f)Universidade Luterana do Brasil:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso sofreu com os problemas administrativos e financeiros da
Universidade, e que as mudanças decorrentes da mudança de
reitoria e da nova gestão da Instituição gerou
efeitos positivos no curso de Medicina; que houve mudanças no
corpo docente do curso; que o hospital próprio passou por
mudanças na gestão e no financiamento, e que o internato
do curso está sendo reestruturado nesse hospital; que ainda
há rodízio de internos em outros hospitais; que houve
mudança na coordenação de curso, que organiza o
colegiado de curso e o Núcleo Docente Estruturante; que houve
revisão dos planos de ensino do curso, com envolvimento dos
professores e assessoria pedagógica da
Instituição; que há inserção dos
alunos na rede no segundo ano, porém com um intervalo até
que os alunos voltem aos cenários de prática, somente no
internato; que houve redução voluntária, por parte
da Instituição, para 50 ingressos semestrais; que houve
atendimento de medida de saneamento relativa ao processo seletivo e
às formas de ingresso; que o corpo docente é adequado;
que a infra-estrutura é boa; que há programa de monitoria
implementado; que há limitações na biblioteca, que
não atendeu às determinações de saneamento.
Tendo em vista o descumprimento de medidas pontuais de saneamento, e a
fase de transição e reestruturação do
hospital próprio e do internato, a Comissão considerou
cumprimento parcial do Termo de Saneamento, e recomendou a
instauração de processo administrativo para
aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 80 (oitenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo.
g)Universidade Metropolitana de Santos:
Segundo relatório de reavaliação e
deliberações da Comissão, considerou-se que o
curso reformulou seu Projeto Pedagógico de Curso e a
inserção dos alunos na rede de saúde, tendo
celebrado convênios com Programas de Saúde da
Família de municípios vizinhos; que há problemas
pontuais no conteúdo de disciplinas do primeiro ano, relativas
ao SUS e à saúde da família; que foi
construído um ambulatório próprio da IES, ainda
inativo; que há bons cenários de prática
conveniados com o curso, porém ainda sem aulas práticas
efetivas no terceiro e no quarto ano; que a Instituição
não apresentou atendimento satisfatório da medida de
saneamento relativa à redução da carga
horária do curso; que o internato anteriormente realizado na
cidade de São Paulo foi extinto, permanecendo apenas em fase de
transição; que as mudanças nas disciplinas do
curso não foram efetivas, não alcançando seu
conteúdo; que o corpo docente ainda é fortemente
originário da cidade de São Paulo, com pouco tempo de
disponibilidade para outras atividades que não as aulas
previamente determinadas; que há limitações no
ensino da semiologia. Considerando as limitações ainda
existentes, especialmente no que se refere à carga
horária do curso e às atividades de prática
médica, a instauração de processo administrativo
para aplicação de penalidade de encerramento da oferta do
curso, com possibilidade de modulação em
redução de vagas, em atenção ao
princípio da proporcionalidade, redução essa que
deverá resultar na oferta de 60 (sessenta) vagas totais anuais,
adequando-se a medida cautelar atualmente vigente a esse número
de ingressos, até a conclusão do referido processo
administrativo.
COMISSÃO DE ESPECIALISTAS DO ENSINO MÉDICO
SECRETARIA DO ENSINO SUPERIOR - MEC
Portarias publicadas no DOU de terça feira - 15 de junho de 2007
Brasília, 24 de maio de 2010.
Para maiores informações acesse o site:
http://www.escolasmedicas.com.br/news_det.php?cod=1191
Faculdades oferecem disciplinas para estimular criatividade e lógica
Fonte: ABRAFI
Para passar no vestibular, o estudante deve buscar uma resposta certa
para cada questão. Quando entra na faculdade, porém, ele
aprende que não existe uma única solução
para cada problema.
Pelo menos é o que ensinam as disciplinas que têm como
objetivo desenvolver o pensamento crítico, o raciocínio
lógico e a criatividade, oferecidas por faculdades logo no
início da graduação.
Os nomes das matérias --tão criativos quanto o
comportamento pregado-- variam, mas todas pretendem mudar o modo de
pensar.
A Faap implantou há dois anos no seu curso de
administração a "Metodologia do Pensamento Produtivo". A
principal fonte de inspiração é o livro "Pense
Melhor", de Tim Hurson (Editora DVS), que usa animais para descrever
barreiras ao pensamento.
Ensinar o aluno a tomar decisões baseadas na lógica
é outra preocupação comum. Na Fecap, a disciplina
"Lógica" pretende "desenvolver a capacidade de pensar, ler e
escrever de forma crítica e logicamente sustentável", diz
Luiz Guilherme Brom, superintendente da faculdade.
A Aiec oferece a disciplina "Processo Decisório e Criatividade"
no primeiro semestre de seu curso de administração a
distância, que recebeu nota máxima do Ministério da
Educação.
"[A matéria] tira os bloqueios que a escola põe", diz Vicente Nogueira Filho, presidente da Aiec.
A visão é compartilhada por Carolina da Costa,
coordenadora do Núcleo de Estudos da Dinâmica do Ensino e
Aprendizagem do Insper, que ensina "Lógica e Ética". "O
aluno chega com pouca tolerância à ambiguidade."
Base cultural
Na Ibmec do Rio, a disciplina "Pensamento Critico, Lógica e
Argumentação" faz parte de um programa de
formação de lideranças. Além de quatro
matérias, o programa inclui visitas a ateliês e projetos
sociais, além de encontros com líderes.
"Esse alargamento cultural tem o objetivo de trazer novas visões
de mundo", diz Flávia Cavazotte, coordenadora do programa.
Isso porque de nada adianta dar conselhos que caem no senso comum e
não usar as disciplinas já existentes para desenvolver
competências, afirma Nilson José Machado, professor da USP
e autor de "Jogo e Projeto" (Editora Summus).
Para maiores informações acesse o site:
http://www1.folha.uol.com.br/saber/757483-faculdades-oferecem-disciplinas-para-estimular-criatividade-e-logica.shtml
Adimplência nas escolas
Fonte: Humus Notícias
Inadimplência é um efeito de várias causas internas
e externas dos estabelecimentos de ensino. Infelizmente a falta de
visão das partes envolvidas (escolas, pais, sociedade e governo)
no processo faz com que as atitudes dessas corroam os resultados
necessários para que todos tenham ganhos sustentáveis em
curto, médio e longo prazo.
A grande maioria das escolas acredita que para ter alunos e ao mesmo
tempo combater a inadimplência devem praticar preços
baixos para concorrer no mercado. Eles não vão pela
qualidade ou diferencial nos serviços praticados e entregues.
Isto acaba causando uma ausência de conhecimentos
mercadológicos em saber quais os argumentos certos a serem
utilizados para praticarem um valor justo pelos serviços de
ensino e ao mesmo tempo o que e como fazer para gerar
satisfação plena nos clientes.
A incompreensão da escola gera fraqueza e ao mesmo tempo
oportunismo por parte do cliente, sendo assim, esta pratica atos que
com o tempo comprometem sua sobrevivência, tais como:
preço baixo, flexibilidade nos vencimentos, formas de
recebimento, dilação dos prazos, dispensa de multas e
juros, aumento nos descontos, etc.
Os pais, clientes indiretos, buscam resultados imediatos de curto prazo
e acabam abdicando ou não percebendo a sua missão que
é de demonstrar sentimentos, como a admiração e
orgulho e auxiliá-los em seu futuro para que sejam melhores do
que nós.
Este é o grande desafio, já que nossa sociedade
está mais preocupada com os chamados prazeres imediatos sem
consciência, que tem como causa: falta do processo de
conscientização, preparação e
informação adequadas do ser humano à necessidade
atual e futura do mundo globalizado e causa de onde têm surgido
os grandes e graves problemas mundiais na atualidade com sérias
tendências de crescimento.
A sociedade brasileira, por sua vez, é passiva nas
reações, nos votos e submissa a sistemas ultrapassados de
política e de desenvolvimento pessoal. O governo também
não enxerga o valor das escolas particulares e o quanto elas
são importantes para o país, hoje são estas as
produtoras de emoções, visões e mentes que
dirigirão o futuro do mundo.
A atividade de ensino, embora momentaneamente não esteja
agregando o valor esperado aos seus clientes, é uma das
atividades que mais gera benefícios sociais à sociedade,
em forma de empregos, tributos, valores e vantagens agregadas.
Escola particular, um serviço complementar ao do Estado, ao
invés de ser beneficiado pela árdua tarefa e grande poder
de entrega de si é duramente penalizado pela alta carga
tributária e ingerência na atividade.
Serviço de ensino é uma das atividades mais
difíceis de provar que foi feito e entregue, geralmente suas
referências de desempenho são de longo prazo e de
difícil memorização pelo recebedor ou pagador dos
serviços. Por outro lado a escola também não sabe
mostrar o que foi feito, praticado e entregue ao aluno diariamente.
O dinheiro é a coisa mais tangível do mundo, por outro
lado o serviço de ensino a coisa mais intangível, causas
dos grandes problemas entre escola, pais, alunos, sociedade e governo.
Conforme pesquisa realizada por SHOSTACK GLYNN nos EUA a
percepção do cliente sobre o processo de serviços
de ensino tem os percentuais citados abaixo, acredito que no Brasil
esse percentual seja menor ainda.
• 1% na tangibilidade do processo de ensino;
• 25% na percepção da qualidade do processo;
• 4% na percepção da durabilidade do valor
extraído, dos benefícios e vantagens obtidas com os
serviços;
• Assim 4% é o total que o cliente valoriza e acha que vale
os serviços. Essa visão fragmentada do todo, gera
comportamentos de curto prazo, distorcidos em relação ao
que buscam para seus filhos e consequentemente obterão
resultados ruins em médio e longo prazo. Evidentemente os
resultados serão cada vez piores, corroendo qualidade e gerando
nas pessoas modelos mentais mais fracos, o que compromete o futuro do
mundo.
Essa incompreensão leva os clientes às seguintes ações:
• Procuram escolas com preços menores para tentar fazer com
que a sua visão de valor (4%) fique mais perto da realidade,
insistem em obter descontos;
• Buscam escolas que investem mais na infra-estrutura do que na essência do negócio;
• Acham marcas fortes na propaganda de material didático como se isso fosse preparar ou formar melhor seus filhos;
• Erroneamente procuram grandes conglomerados para colocar seus filhos.
Essas atitudes causam nos filhos sentimentos e emoções
negativas por saberem que os pais os obrigam ir para a escola, quer
queiram quer não. Isso gera uma fraqueza e vergonha
inconsciente, porque eles não entendem o processo interno que
estão sentindo.
Conclusão
Os pais na grande maioria abdicam da responsabilidade de in-formar
integralmente seus filhos, procuram apenas métodos de ensino da
mente analítica, esquecendo ou não sabendo que para ser
vencedor uma pessoa deve ser desenvolvida nas suas principais
inteligências (espiritual, emocional, intelectual, física
e social) para poder ser plenamente feliz e não ter apenas
alguns momentos de alegria.
O sucesso de uma pessoa não parte da sua inteligência
intelectual e sim das inteligências espiritual e emocional.
Escola em minha opinião, jamais deveria ser muito grande, perde
a pessoalidade, afinal seu negócio é particular e pessoal
e não convencional. Acho que deveriam praticar o que chamo de
COETI – Conscientizar (tornar ciente), Orientar, Ensinar, Treinar
e In-formar seres humanos que transcenderão nossos filhos, netos
e bisnetos.
Se quisermos mudar o mundo, devemos combater as suas causas reais. As
pessoas precisam de conscientização e
orientação e não de educação.
É preciso mudar a partir da alteração das
emoções, e essas se modificam pelo nível de
consciência sobre assuntos específicos.
Por Donizete Fernandes - Superintendente da Meira Fernandes Consultoria & Assessoria
Uso de sistema de ensino estruturado melhora notas de alunos, diz pesquisa
Fonte: G1, Educação, 30/06/2010
Levantamento foi feito pela Fundação Lemann.
Base foram notas de escolas municipais do estado de SP na Prova Brasil.
Do G1, em São Paulo
O uso de sistemas de ensino estruturados nas escolas tem impacto
positivo sobre o desempenho dos alunos, afirma pesquisa da
Fundação Lemann, apresentada em São Paulo na
terça-feira (29). Esses sistemas incluem apostilas, livros,
acompanhamento pedagógico e treinamento de professores, de
acordo com a fundação.
A pesquisa comparou notas de escolas municipais do estado de São
Paulo na Prova Brasil, avaliação que mede o desempenho de
estudantes da quarta e da oitava séries (quinto e nono anos) de
escolas públicas nas duas disciplinas. Segundo o estudo, a
adoção desse material aumenta em cinco pontos as notas
dos alunos em matemática e língua portuguesa.
“É um resultado expressivo, uma vez que 12 pontos na
escala da Prova Brasil representam aproximadamente um ano
escolar”, afirmou a pesquisadora Paula Louzano, autora do estudo
e consultora da Fundação Lemann. A pesquisa usou dados da
Prova Brasil de 2005 e de 2007.
Segundo Paula, o uso do material também diminuiu em 2% o
número de crianças nos níveis mais baixos de
proficiência de português e matemática. "Quando
não usa material didático estruturado, o professor define
o que ensinar e pula o que não sabe", disse a pesquisadora.
Outra vantagem, de acordo com Paula, é que sistemas de ensino
estruturados permitem que os estudantes levem o material para casa,
escrevam nele e facilitam o controle dos pais sobre o que os filhos
aprendem.
Atualmente, 291 dos 645 municípios paulistas usam materiais
estruturados nas escolas, de acordo com Paula. O número
considera o uso de materiais privados e públicos.
Outra pesquisa da fundação, feita em 2008, mostrou que
93% dos professores e gestores entrevistados consideravam
“bom” ou “ótimo” o sistema adotado em
sua rede e que 84% acreditavam que o desempenho dos alunos havia
melhorado com a adoção do material.
Animais em laboratório
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs.
30/06/2010 - Governo começa hoje campanha sobre
importância do uso de bichos em experiências
científicas
Começa hoje campanha do Ministério da Ciência e
Tecnologia sobre a importância do uso de animais em experimentos
científicos. A proposta do governo federal é que a
população saiba que eles são
imprescindíveis para as pesquisas de medicamentos e vacinas.
A propaganda, que será veiculada na televisão,
rádio e mídia impressa, garante que os bichos são
tratados com ética e respeito. Entidades de
proteção animal afirmam que a divulgação
só mostra um lado da questão e que esses animais
são submetidos a torturas e sofrimentos.
– Nós dependemos das pesquisas com animais. Se não
fosse assim, a população teria que correr o risco de
não ter testes para vacinas e remédios – afirmou o
médico coordenador da campanha, Marcelo Marcos Morales, do
Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal
(Concea), e pesquisador da Universidade Federal do Rio. Segundo ele,
95% dos animais usados nos experimentos são roedores como ratos
e camundongos.
– Existe uma lei que regulamenta o uso desses animais e eles
são tratados com todos os princípios éticos.
É isso que queremos esclarecer.
Não existem estatísticas de quantos bichos são
usados no país para experimentação. O levantamento
é feito pelo Concea. Valderez Valero Lapchick, presidente da
Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório
(SBCAL), explicou que métodos alternativos ao uso de animais
estão se desenvolvendo.
– Os animais permanecem até o momento como única
possibilidade de resposta integrada pelos sistemas que compõem
os seres vivos.
Angela Caruso, integrante do Fórum de Proteção
Animal, ressaltou que a campanha faz um agradecimento aos animais por
eles proporcionarem a possibilidade de cura.
– Só que eles não precisam de agradecimento, e sim de respeito.
Grupos de proteção começaram
mobilização contra a campanha que vai durar uma ano e
custou R$ 80 mil.
Fonte: Diário Catarinense
MEC estima matricular 2,2 mi em classes de alfabetização
Fonte: www.nota10.com.br
A uma semana do final do prazo para adesão de estados e
municípios ao Programa Brasil Alfabetizado, do governo federal,
o Ministério da Educação (MEC) faz a
previsão de matricular, neste ano, 2,2 milhões de jovens
e adultos em classes de alfabetização. O prazo para
adesão de estados e municípios termina no próximo
domingo (4) e a meta do ministério é fechar parceria com
1.450 secretarias de Educação.
Até agora, foram registradas 1.392 adesões – 23
estados, o Distrito Federal e 1.368 municípios. Ainda não
aderiram ao programa os estados de São Paulo, do Espírito
Santo e Rio Grande do Sul. O ministério repassa recursos aos
estados e municípios participantes para
capacitações de professores, compra de material
pedagógico, além de ser responsável pelo pagamento
da bolsa dos alfabetizadores.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) de 2008, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o país tem 14 milhões de
analfabetos entre a população com 15 anos de idade ou
mais, o que representa 10% dos brasileiros nessa faixa etária.
Mais informações sobre a adesão ao Brasil
Alfabetizado no site do ministério.
Moreira e o Conselho de Ética do PMDB nacional
Fonte: Diário Catarinense, 01/07/2010
Está terminado o prazo das convenções
partidárias para escolha dos candidatos, mas o cenário
confuso ainda não foi concluído. Fica a pendência
da desfiliação de Eduardo Pinho Moreira.
O último dia das convenções foi agitado, marcado
por fatos novos. Começou com a decisão do PTC de aliar-se
ao DEM e apoiar Raimundo Colombo. Veio a primeira noticia de impacto
com a punição ao presidente estadual do PMDB, prosseguiu
com a intervenção do Diretório Nacional do PSDB na
direção em Santa Catarina para impor o apoio a Raimundo
Colombo.
E terminou com a reviravolta no PDT. Os brizolistas tinham fechado
acordo com o PDT, indicaram Manoel Dias vice de Ideli Salvatti. O PT
pediu outro nome de Joinville, o PDT reagiu e Manoel Dias acabou vice
de Angela Amin.
O inesperado exigiu novas avaliações do comando do PT, o
que aconteceu às 23h após a empolgada
convenção no Clube 12 de Agosto. O escolhido para vice de
Ideli foi o empresário Guido Bretzke, de Jaraguá do Sul.
Ele é filiado ao PR.
Serão, portanto, seis os candidatos ao governo: Raimundo
Colombo, Angela Amin, Ideli Salvati, Gilmar Salgado,Valmir Martins e
Rogério Novaes. A desfiliação de Eduardo Moreira
terá novo capítulo nesta quinta no Conselho de
ética do PMDB nacional. O ex-governador recebeu apoios de
setores do PMDB e dos aliados e anunciou contestação da
punição em todas as esferas da Justiça.
Lula critica 'gente com diploma' que não compartilhou oportunidades
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 30/06/2010
Lula defendeu investimento em educação, área
prioritária do governo, disse. Presidente participou de
conferência para formandos de medicina do ProUni.
Nathalia Passarinho do G1, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira
(30) que os presidentes que o Brasil já teve não
“tiveram vontade” de dar aos brasileiros a oportunidade
educacional de que desfrutaram. Lula participou nesta tarde de uma
conferência para formandos de medicina beneficiados pelo Programa
Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo parciais
e integrais para estudantes de baixa renda. “Em 93 anos, todos os
presidentes fizeram 140 escolas técnicas e em oito anos vamos
entregar 214. Uma vez e meia tudo o que foi feito num século.
Não falo isso com orgulho porque acho que houve descaso
com o Brasil”, disse. “Houve descaso porque foi governado
por muita gente com diploma universitário. Eles sabiam do valor
da educação porque tinham recebido
educação, mas me parece que não tinham nenhuma
vontade de dar ao povo brasileiro a oportunidade que tiveram”,
criticou.
Segundo Lula, o ProUni enfrentou preconceito porque a
“elite” acreditava que os alunos de baixa renda seriam
“menos doutores”. “Como Deus escreve certo por linhas
tortas, em 15 áreas os melhores alunos foram os que foram
rejeitados por uma parte preconceituosa da elite
brasileira”, afirmou.
Lula defendeu investimentos em educação e disse que a
área foi considerada prioritária pelo governo. O
presidente afirmou ainda que dinheiro destinado à
educação deve ser considerado investimento, não
gasto. “Proibimos no primeiro ano de governo utilizar a palavra
gasto quando fossemos falar em educação.
Instituímos que o dinheiro para educação deveria
ser tratado como investimento, porque era o investimento que mais daria
retorno porque estávamos qualificando”, disse.
Cursos tecnológicos são atalho ao mercado
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Universia, 30/06/2010
Absorção de profissionais está aquém do crescimento da modalidade
Larissa Leiros Baroni
Cursos de tecnologia ganham mais espaço em
instituições de Ensino Superior, além de maior
visibilidade no mercado de trabalho. Para confirmar essa
afirmação, duas pesquisas. Uma, do Inep (Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que aponta crescimento
de mais de 600% na quantidade de cursos tecnológicos no
País. Outra, do Centro de Estudos de Políticas Sociais da
Fundação Getúlio Vargas, que notifica ganhos
salariais de até 24% e aumento de 48,2% no índice de
empregabilidade dos profissionais com esse tipo de
formação. Atualmente, o Brasil mantém 4.355 cursos
superiores de tecnologia. Número quase sete vezes maior do que o
registrado em 2002, quando existiam apenas 636 programas. A
expansão, segundo Roberto Leher, professor do Departamento de
Fundamentos da Educação da UFRJ (Universidade Federal do
Rio de Janeiro), se iniciou em 1997, com a publicação do
Decreto 2.208, que prevê a dissociação entre
formação profissional e científica. "A
transição propiciou novo nicho para as
instituições de Ensino Superior a partir da oferta de
cursos superiores mais rápidos e meramente instrumentais",
analisa ele.
O crescimento econômico brasileiro aliado à ausência
de mão-de-obra qualificada para atender às novas demandas
do País também contribuem para a
proliferação dos cursos superiores de tecnologia.
É o que garante João Cardoso Palma Filho, especialista em
políticas educacionais e professor da Unesp (Universidade
Estadual Júlio de Mesquita Filho). "Ao mesmo tempo em que o
mercado está afoito por profissionais qualificados, os jovens
estão cada vez mais preocupados em ingressar o mais
rápido possível no mercado", aponta. A modalidade,
segundo o Inep, é a opção de 412.027 estudantes
brasileiros, doze vezes menos que as matrículas na
graduação presencial, calculada em 5.080.056. A
quantidade de cursos superiores de tecnologia também é
inferior a de licenciaturas e bacharelados. Existem hoje 24.719 cursos
presenciais, mas apenas 4.355 de tecnologia.
Embora a maior parte das ofertas esteja centralizada no setor privado,
Palma Filho enxerga políticas oficiais para expansão da
modalidade no sistema federal, principalmente devido à
criação dos IFETs (Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia). De acordo com a
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
do Ministério da Educação, o Brasil tem 38 IFETs,
com 255 campi espalhados em todo território nacional. Outras 99
unidades estão em construção e previstas para
serem entregues até o final de 2010. Há ainda outras
instituições públicas que mesmo dedicadas
às graduações tradicionais têm adotado esse
modelo de formação, como é o caso de Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo), Unicamp (Universidade
Estadual de Campinas), UTFPR (Universidade Tecnológica Federal
do Paraná) e UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
O resultado dessas iniciativas pode ser visto na atual
edição do Catálogo Nacional de Cursos Superiores
de Tecnologia, lançada em maio de 2010, e que apresenta dez
novos cursos divididos nos eixos tecnológico-militar,
segurança e apoio educacional. Há, ainda, outros 98
cursos tecnológicos nas áreas de produção
alimentícia, recursos naturais, produção cultural
e design, gestão e negócios, infraestrutura, controle e
processos industriais, produção industrial, hospitalidade
e lazer, informação e comunicação e
ambiente, saúde e segurança.
A tendência, na opinião de Palma Filho, é a
intensificação da proliferação dos cursos
superiores de tecnologia nos próximos meses, independente do
resultado eleições presidenciais de 2010. Para ele, no
entanto, esse crescimento não colocará em xeque as
graduações - licenciaturas e bacharelados. "A
convivência será harmônica, até porque a
formação teórica e tão importante quanto a
científica. Há ainda forte tendência de
intercâmbio entre as modalidades, bem como de encurtar o tempo de
alguns bacharelados", acredita o especialista. Leher não
têm o mesmo otimismo de Palma Filho e prevê o esgotamento
na oferta dos cursos superiores de tecnologia em um futuro não
tão distante. Ele aponta a experiência do México
para explicar sua teoria. "O país, na década de 1990,
vivia momento similar ao que o Brasil vive hoje. Com a quebra da
expectativa dos profissionais e a percepção da restrita
formação e do baixo peso do diploma no mercado de
trabalho, a procura pelos programas diminuíram e a ofertas das
vagas também", diz o professor da UFRJ.
Enquanto Palma Filho aponta a expansão do sistema como
estratégia para a ampliação do acesso de
brasileiros ao Ensino Superior, Leher relaciona a
proliferação da modalidade com a baixa qualidade da
formação. "Mesmo que a formação do
tecnólogo seja fundamentada na prática profissional,
não exclui a necessidade de capacitação
científica - ainda que em menor intensidade do que a da
graduação", relata. Segundo ele, o modelo de
referência, inicialmente adotado pela maioria das
instituições de Ensino, passou a ser minoritário
no País. "Essa transformação é uma grande
perda para o Brasil. Até porque os conhecimentos técnicos
por si só não são suficientes. É preciso
ter profissionais que pensem em soluções".
Mercado de trabalho
A pesquisa "A Educação Profissional e Você no
Mercado de Trabalho", realizada pelo Centro de Estudos de
Políticas Sociais da Fundação Getúlio
Vargas, aponta ganhos salariais de até 24% e aumento de 48,2% no
índice de empregabilidade dos profissionais formados em cursos
superiores de tecnologia. Enquanto o salário médio de um
profissional que não tenha formação
tecnológica é calculado em R$ 1.731,12, a
remuneração média daquele que possui o diploma
passa para R$ 2.837,80. Ainda, sim, Leher acredita que as oportunidades
de emprego para os profissionais tecnólogos sejam inferiores
às destinadas aos bacharéis. "A absorção
dos tecnólogos existe, mas é preciso observar que tipo de
emprego está disponível a eles e compará-lo com a
demanda dos profissionais formados nas graduações
tradicionais", relata ele, que enfatiza a preferência do mercado
de trabalho por candidatos que tenham formação mais
sólida e não puramente de base tecnológica.
Para exemplificar a afirmação, o professor da UFRJ cita a
Petrobras. Embora os cursos superiores na área de
petróleo tenham crescido a partir da demanda, a empresa estatal,
segundo Leher, não aceita candidaturas de profissionais com
diploma de tecnólogo em seus processos seletivos. A
informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da
empresa. Robert Karlisle Burnett, pró-reitor acadêmico da
PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
confirma o preconceito por parte do mercado de trabalho, mas o
justifica como desconhecimento da formação
tecnológica. "Muitas empresas não sabem qual é a
capacitação de um tecnólogo, outras desconhecem
até a existência dessa modalidade", diz ele. O
preconceito, para Palma Filho, não se restringe às
empresas. De acordo com ele, ainda que a LDB (Lei de Diretrizes e
Bases) preserve o direito dos tecnólogos, há
universidades que são resistentes a aceitar esses profissionais
em programas de pós-graduação stricto sensu -
mestrado e doutorado.
Oportunidades de estágio - O panorama dos estágios no
Brasil pode exemplificar as diferenças entre as oportunidades
para um bacharel e para um tecnólogo. A Abres
(Associação Brasileira de Estágios) aponta a
existência de 650 mil vagas de estágio para o Ensino
Superior. "A maior parte das oportunidades ainda são preenchidas
por estudantes de cursos convencionais. Arrisco dizer que apenas 30%
das vagas são ocupadas por alunos de cursos
tecnológicos", diz Seme Arone Junior, presidente da
associação. Ele acredita que o mercado ainda está
em processo de maturação das novas modalidades de Ensino.
"É por esse mesmo motivo que as empresas são mais
cautelosas nas contratações. Estão descobrindo,
aos poucos, de que forma esses estudantes tendem a contribuir com o
desenvolvimento", explica Arone Junior, que também cita uma
desvantagem competitiva entre os candidatos das duas modalidades. "Em
geral, estudantes dos cursos de bacharelado, até pelo tempo da
formação, têm vivência acadêmica maior,
além de experiências em estágios anteriores",
aponta.
As diferenças salariais, no entanto, não são
tão grandes quanto o número de oportunidades. A pesquisa
"Valores pagos aos estagiários do Brasil", realizada pelo Nube
(Núcleo Brasileiro de Estágios), revela que a
média salarial dos estudantes de nível Superior é
de R$ 765,25. Já para o nível Superior tecnólogo,
é de R$ 702,40 Formação contínua -
Independente da escolha da modalidade da graduação,
é preciso investir em formação contínua,
conforme comprova a pesquisa "Você e o Mercado de Trabalho", da
FGV. Segundo o estudo, a cada ano de estudo completado o salário
pode subir 15% e as chances de arrumar emprego aumentam em 3,3%. A taxa
média de ocupação de uma pessoa que nunca estudou,
por exemplo, é de 59%. Esse índice sobe para 90% quando
se fala de brasileiros com 18 anos de estudo, o que inclui
profissionais com mestrado e doutorado. A mesma teoria foi comprovada
em relação à média salarial dos
brasileiros. Apesar das jornadas de trabalho serem similares, as
diferenças salariais podem chegar a R$ 4 mil. Enquanto quem
nunca estudou recebe, em média R$ 392,14, aqueles que possuem
título de mestre ou doutor ganham, em média, R$ 4.454,69.
Dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil -
Nível Superior: Engenharia R$ 1.022,30 - Relações
Internacionais R$ 1.008,38 - Economia R$ 999,27 - Química R$
897,45 - Arquitetura e Urbanismo R$ 896,35 - Biblioteconomia R$ 883,60
- Nutrição R$ 880,40 - Estatística R$ 864,70 -
Ciências Atuariais R$ 817,61 - Matemática R$ 802,12.
Nível Superior Tecnólogo: Secretariado R$ 958,98 -
Mecânica R$ 906,03 - Construção Civil R$ 896,95 -
Mecatrônica Industrial R$ 831,89 - Processamento de Dados R$
791,03 - Comércio Exterior R$ 788,79 - Gestão Ambiental
R$ 772,46 - Tecnologia em Alimentos R$ 765,00 - Sistemas de
Informação R$ 655,00 - Redes de Computadores R$ 627,00.
Fonte: Pesquisa "Valores pagos aos estagiários do Brasil",
realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios)
Empresas aceleram contratações e investimentos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:03 hs.
01/07/2010 - Conjuntura: Capacidade instalada na indústria,
porém, chega a 85,5%, nível mais alto desde agosto de
2008.
Sergio Lamucci, de São Paulo
Para atender ao crescimento expressivo da demanda, a fabricante de
tintas Sherwin Williams aumentou entre fevereiro e abril em mais de 10%
o número de empregados na produção, de 900 para
pouco mais de 1 mil, além de ter recorrido a horas extras. "Por
enquanto, essas contratações foram suficientes para dar
conta da demanda, mas é possível que tenhamos que elevar
em mais 2% ou 3% o pessoal até o fim do ano se a atividade
continuar forte", diz o presidente da empresa, Mark Pitt. Segundo ele,
com essas medidas, que ocorrem simultaneamente a investimentos
habituais em troca de máquinas para desenvolvimento de novos
produtos, a Sherwin Williams driblou eventuais gargalos de
produção.
Na Ford, a inauguração de uma nova linha de motores em
dezembro de 2009 dobrou a capacidade de produção desses
itens, para 500 mil unidades por ano. Além disso, contratou
neste ano 200 horistas para trabalhar na área de estamparia em
São Bernardo do Campo e mais 109 engenheiros. "Nós
tivemos algumas dificuldades com suprimentos, mas foram pontuais",
afirma o diretor de relações governamentais da Ford para
a América do Sul, Rogelio Golfarb, contando que a empresa
também recorreu a horas extras.
Essas têm sido algumas das estratégias adotadas pelas
empresas para enfrentar a demanda aquecida. Ainda assim, não
têm sido suficientes para impedir a alta do nível de
utilização de capacidade instalada (Nuci) na
indústria de transformação, que subiu de 84,9% em
maio para 85,5% em junho, segundo números com ajuste sazonal da
sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV). "É o
nível mais elevado desde agosto de 2008 e consideravelmente
acima da média histórica", diz o economista-chefe do
Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, que
acredita, porém, numa evolução mais tranquila nos
próximos meses. O recorde, de 86,7%, foi alcançado em
junho de 2008. Entre 2004 e 2008, quando a economia cresceu com
força, a média foi de 84%.
O Nuci segue muito pressionado no setor de material para
construção. Em junho, subiu para 91,7%, um pouco acima
dos 91,6% do mês anterior. É o recorde da série
iniciada em 1993. A atividade no setor está muito forte, tanto
no segmento residencial como no de infraestrutura, dada a retomada do
investimento.
Pitt diz que a demanda mais forte pelos produtos da Sherwin Williams na
primeira metade de 2010 veio do segmento industrial. O setor havia
sofrido muito nos primeiros meses do ano passado, por causa do impacto
da crise global, e agora mostra recuperação mais firme.
Otimista, Pitt espera expansão do faturamento superior a dois
dígitos neste ano.
No setor de bens de consumo duráveis (como automóveis e
eletroeletrônicos), a ocupação de capacidade
dá sinais de acomodação. Ficou em 89% em junho,
depois de ter batido em 90,9% em maio. O fim da vigência do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para
veículos e eletrodomésticos da linha branca ajuda a
explicar o movimento. Os fabricantes diminuíram um pouco o
nível de produção, já que houve
antecipação do consumo nos primeiros meses do ano.
Golfarb diz que a Ford não teve problemas para atender a
demanda. Além das contratações e horas extras e do
investimento na nova linha de motores, ele observa que ainda não
houve uma forte retomada das exportações. Com isso, parte
da produção que seria destinada ao mercado externo
atendeu a demanda interna. De janeiro a maio, as vendas
domésticas da Ford cresceram 14,6% sobre o mesmo período
de 2009.
No segmento de bens intermediários, que engloba insumos como
aço e produtos químicos, o Nuci ficou em 86,3% em junho,
inferior aos 86,5% de maio. É um número que segue abaixo
dos 87,4% da média de 2004 a 2008. No setor de bens de capital,
a utilização de capacidade aumentou de 82,8% em maio para
83,2% em junho. Apesar da alta, é bem menos que os 89,6% de
julho de 2008, no pico do pré-crise. A concorrência
externa, num cenário de câmbio valorizado, contribui para
a recuperação mais modesta do Nuci do setor.
Fonte: Valor Econômico
Estácio anuncia incorporação de 15 instituições pela IREP
Fonte: O Globo on-line
A Estácio Participações vai promover a
incorporação pela IREP de quinze
instituições de ensino. O negócio faz parte do
processo de integração administrativa da IREP e tem como
objetivo simplificar o controle e reduzir os custos administrativos e
operacionais. As quinze instituições já eram
controladas indiretas da IREP.
Em fato relevante divulgado hoje, a Estácio ressalva que a
operação de integração ainda está
sujeita à aprovação do Ministério da
Educação (MEC). Após a conclusão do
processo, as quinze instituições serão extintas.
As instituições de ensino incorporadas são:
Sociedade Tecnopolitana da Bahia (STB); Sociedade de Ensino Superior do
Ceará (SESCE); Sociedade de Ensino Superior do Pará
(SESPA); Sociedade de Ensino Superior de Pernambuco (SESPE); Faculdade
Radial de Curitiba (Radial); Sociedade de Ensino Superior de Alagoas
(SESAL); Sociedade de Ensino Superior de Sergipe (SESSE); Sociedade de
Ensino Superior do Amapá (SESAP); União Nacional de
Educação e Cultura (Unec); Maria Montessori de
Educação e Cultura; União Cultural e Educacional
Magister; Faculdade Brasília de São Paulo; Sociedade
Interlagos de Educação e Cultura (Fintec); Sociedade
Abaeté de Educação e Cultura; e Instituto
Euro-Latino-Americano de Cultura e Tecnologia (Europan).