
06/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Divulgado abertura de formulário eletrônico pelo Inep
Sai lista de beneficiados com bolsa
“Exame” elege Hering como a melhor
O Desafio do IDEB
Excelente
PORTARIA Nº 70, DE 30 DE JUNHO DE 2010 – Programa e Universidade
PORTARIA Nº 140, DE 1º DE JULHO DE 2010 - Programa de Formação Doutoral Docente
Presidente do TSE autoriza veiculação de propaganda institucional do Enem
MEC não pode exigir CPF na inscrição
Obras de curso técnico nível médio devem ser inscritas até o dia 15
Inédita condenação por bullying no RS
A arte do encantamento
Concurso incentiva alunos a escrever sobre trânsito
Carteira de identidade terá modelo novo até o fim do ano, diz governo
Nova regra dificulta ainda mais importação científica
Espaço acadêmico ajuda a construir rede de contatos
Decretos garantem mais autonomia para as universidades
Parlamento Jovem lança sementes da cidadania
Doutores demais e profissionais de menos
Câmara dos deputados aprova proposta contra cobrança de serviços advocatícios não prestados
Segundo semestre iniciará com processo eletrônico em todo o TST
A confusão do Reconhecimento, da Renovação do
Reconhecimento, do Reconhecimento Provisório - 3ª
Parte
Mudança estrutural e nível de escolaridade
Ficha Limpa: OAB enviará lista com os afastados da advocacia a TREs do país
Brasil forma mais doutores em humanas
A demanda por técnicos
Com a economia em alta, a leitura entra no dia a dia do brasileiro
"Apagão" de mão de obra é consequência de mau ensino médio
Nova Lei protege informações privadas
Divulgado abertura de formulário eletrônico pelo Inep
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:54 hs.
06/07/2010 - Divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) a abertura
do formulário eletrônico.
Confira em:
http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaocursos.php
http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaoexterna.php
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RECREDENCIAMENTO)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 05/08/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 20/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 – AUTORIZAÇÃO - BACHARELADO)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 – AUTORIZAÇÃO - LICENCIATURA)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 – AUTORIZAÇÃO - TECNOLÓGICO)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RECONHECIMENTO DE CURSO - BACHARELADO)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RECONHECIMENTO DE CURSO - LICENCIATURA)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RECONHECIMENTO DE CURSO - TECNOLÓGICO)
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RENOVAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE CURSO - BACHARELADO
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
- Aberturas de Formulário Eletrônico (06/07/2010 - RENOVAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE CURSO –
LICENCIATURA
Período para preenchimento do Formulário Eletrônico: 06/07/2010 a 21/07/2010
Previsão de Visitas In Loco a partir de 05/08/2010
Fonte: Portal Inep
Sai lista de beneficiados com bolsa
Fonte: Jornal A Notícia, 06/07/2010
A Prefeitura de Joinville divulgou ontem a lista dos 442
funcionários públicos e dependentes beneficiados com
bolsas de estudos. O valor da bolsa varia de acordo com o
salário.
A primeira categoria é para concursados que recebem entre 10% e
50% do valor da bolsa sobre a anuidade do curso escolhido.
Dependentes de funcionários que recebem entre 10% e 45% sobre a
anuidade também foram escolhidos, mas terão de comprovar
serviços voluntários.
A outra categoria envolve professores em formação em
pedagogia. Os profissionais recebem até 70% do valor da anuidade
do curso. Para calcular a porcentagem de cada bolsa é levado em
conta o salário dos funcionários e o número de
familiares.
A lista dos aprovados pode ser conferida no www.joinville.sc.gov.br, por meio do link Resultado Bolsas de Estudos 2010.
“Exame” elege Hering como a melhor
Fonte: Jornal A Notícia, 06/07/2010
A Hering foi escolhida ontem como a empresa do ano da
publicação “Maiores e Melhores”, da
“Exame”. A tradicional empresa de Blumenau, fundada
há 130 anos, passou por mudanças radicais nos
últimos anos, focando-se principalmente no público de
classe média. Marketing agressivo e preços
compatíveis com o bolso do consumidor são as suas
principais estratégias.
A empresa também está investindo na
ampliação de sua rede de lojas próprias e
franqueadas. Ela deve encerrar 2010 com 325 unidades. A expectativa
é chegar aos 400 pontos de venda antes de 2013.
A “Exame” também apresentou um balanço que
mostra que as 500 maiores empresas do País faturaram no ano
passado US$ 1,06 trilhão, valor que representa uma queda de
10,3% em relação a 2008 (US$ 1,18 trilhão). Por
outro lado, o lucro dessas empresas cresceu 20%, passando de US$ 50,1
bilhões para US$ 60 bilhões no ano passado. As empresas
exportadoras registraram uma queda de 22% nos seus negócios, com
valor exportado caindo de US$ 140 bilhões, em 2008, para US$ 109
bilhões.
O Desafio do IDEB
Fonte: Diário Catarinense, 06/07/2010
O Índice de Desenvolvimento de Educação
Básica (Ideb) relativo ao ano passado, que acaba de ser
divulgado, revela que Santa Catarina, mais uma vez, superou as metas
estipuladas pelo Ministério da Educação. Mas o
resultado reservava uma surpresa para os responsáveis pelo
setor. O Estado já não detém mais o melhor
índice nacional no ensino fundamental e nas séries do
ensino médio da rede pública estadual, porque outros
estados, como o Paraná e o Rio Grande do Sul, melhoraram ainda
mais o seu desempenho. No Ideb de 2007, Santa Catarina liderava em duas
das três categorias avaliadas: ensino médio e
séries finais, e ocupava o quarto lugar nas séries
iniciais de 1ª a 4ª. O Ideb resulta da
combinação das taxas de aprovação dos
estudantes com os resultados das provas do Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb)
e da Prova Brasil. Uma forma de avaliação complexa, cuja
eficiência tem sido demonstrada. Seus resultados são
utilizados pelo governo tanto para determinar novas metas para a
educação e corrigir desvios de rumo quanto para planejar
a distribuição de recursos.
Melhorar a qualidade da educação básica é
condição fundamental para que o crescimento brasileiro
não seja apenas material, mas se traduza, igualmente, em
cidadania, democracia, qualidade de vida e justiça. A
política pública mais importante para o desenvolvimento,
num conceito mais amplo, é a educação. A
educação no país tem avançado mais em
quantidade do que em qualidade. Com efeito, depois de garantir o
cumprimento do preceito constitucional que assegura o acesso à
escola de todos os brasileiros na faixa etária dos sete aos 14
anos, ainda no governo do ex-presidente FHC, a prioridade passou a ser
a qualificação do ensino de todos os níveis, mas
principalmente o de nível básico.
Mas as últimas avaliações sinalizam que, apesar de
tudo, da escassez de recursos e do fato de a tão desejada e
necessária prioridade à educação continuar
mais no discurso dos políticos falastrões do que na
ação, o país tem conseguido acelerar o processo de
qualificação do ensino. O resultado do Ideb, entretanto,
precisa ser encarado como um alerta, para que sejam multiplicados
investimentos e esforços dos poderes públicos, em todos
os três níveis, para queimar etapas e atingir o objetivo
de uma educação de qualidade para todos. Assim pensa,
também, o secretário estadual da Educação,
Silvestre Heerdt, que encara os índices como um estímulo
para que a liderança de Santa catarina seja retomada, não
pela necessidade de ostentar um título, mas como um renovado
esforço para garantir uma educação de qualidade
à nossa juventude, e bem prepará-la para enfrentar a vida
e os novos tempos.
Este é também um desafio que emerge da nova
dimensão econômica mundial. O sociólogo Pedro Demo,
referência na área das ciências sociais no
país, e dedicado pesquisador das questões que envolvem
educação e cidadania, afirma que é difícil
– se não impossível – uma economia
competitiva sem trabalhadores instruídos, que saibam pensar;
trabalhadores criativos, e não apenas cumpridores de ordens.
Excelente
Fonte: Jornal A Notícia, 06/07/2010
14 escolas públicas de Joinville estão entre as 23 com as melhores notas no exame em Santa Catarina
A rede municipal de ensino de Joinville colocou 14 escolas entre as 23
catarinenses com as melhores notas no Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica (Ideb) 2009, divulgado ontem
pelo Ministério da Educação (MEC).
São seis entre as melhores das séries iniciais (1ª a
4ª) e oito no ensino fundamental. Há 13 unidades no ranking
do ensino fundamental porque três joinvilenses empataram
colocação com uma escola de Garuva. E a melhor
notícia é que a Presidente Castello Branco, do bairro Boa
Vista, é primeira colocada no ranking estadual. Ela obteve a
melhor média de todas as escolas catarinenses: 7,8.
Entre as escolas mais bem colocadas do ensino fundamental, o destaque
é a Pastor Hans Müller, com 6,6. Notas que, para a
realidade brasileira, equivalem a um “dez com estrelas. Isso
porque estão muito acima das metas do MEC.
A meta para as turmas do 1º ao 4º ano era atingir 5,3 no
Ideb, em 2009, e chegar a 6 (média em países
desenvolvidos) até 2021.
Números que 39 das 59 escolas municipais avaliadas já
deixaram para trás, considerando que apenas 20 escolas
não alcançaram a média 6.
“Mais importante do que a colocação no ranking
é o avanço da maioria das escolas em
relação a 2007”, ressaltou a gerente de ensino da
Secretaria da Educação de Joinville, Rosânia Campos.
“Entre as turmas de 5ª a 8ª série (6º ao
9º ano), a média foi 5,2, quatro décimos acima da
média que alcançamos em 2007 e acima da meta nacional
prevista pelo MEC para 2009, que é 4,8”, afirma. E,
segundo a gerente, não será surpresa chegar, já no
próximo Ideb, aos 5,5 (meta nacional que deve ser atingida
até 2021).
“O resultado obtido nas séries finais já é
reflexo da melhora na educação desde a base, e pela
avaliação sabemos que esses alunos das séries
iniciais estão bem encaminhados”, diz.
mariana.pereira@an.com.br
MARIANA PEREIRA

PORTARIA Nº 70, DE 30 DE JUNHO DE 2010 – Programa e Universidade
Fonte: Diário Oficial da União, 05 de julho de 2010
MINISTÉRIO DA CULTURA
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No- 70, DE 30 DE JUNHO DE 2010
Cria o Programa Cultura e Universidade, com o objetivo de fomentar
ações e consolidar políticas culturais no
âmbito das instituições de ensino superior
brasileiras.
O MINISTRO DE ESTADO DA CULTURA, no uso das atribuições
que lhe conferem o art. 87 da Constituição, e tendo em
vista o disposto na Lei n° 8.313, de 23 de dezembro 1991 e no
Decreto n° 5.761 de 27 de abril de 2006, resolve:
Art.1º Cria o Programa Cultura e Universidade, com o objetivo de
fomentar ações e consolidar as políticas culturais
no âmbito das instituições de ensino superior
brasileiras para: gerar inteligência crítica e constante
reflexão sobre a formação simbólica,
econômica e cidadã brasileira; incentivar a
formação, aprimoramento e
profissionalização no campo cultural; fomentar a
produção de estudos e pesquisas na área cultural e
as atividades de cultura e extensão universitária, em
busca da valorização da produção
artística, do patrimônio histórico nacional e do
reconhecimento das culturas tradicionais; estabelecer projetos e
ações em articulação com programas
já existentes em outros ministérios que tenham como foco
a universidade e a cultura.
Art. 2º O Programa Cultura e Universidade articulará com
outros programas, projetos e ações com tal objetivo no
MinC e em suas instituições vinculadas, tendo por
finalidade:
I - o fomento, a promoção, a difusão e a
consolidação da produção artística e
cultural no interior das universidades brasileiras em busca da
ampliação dos circuitos culturais e do fortalecimento de
suas comunidades;
II- o fomento à difusão da produção
teórica, crítica, reflexiva e à pesquisa sobre
cultura de cidadãos brasileiros, residentes no Brasil ou em
outros países, vinculados ao campo universitário,
acadêmico, científico, editorial e intelectual;
III - a implementação, fomento e fortalecimento de
políticas públicas e programas para consolidar as
atividades das pró-reitorias de cultura e extensão
universitária, bem como dos equipamentos culturais, museus,
arquivos e bibliotecas que guardem acervos de relevância
cultural, estimulando ações em benefício da
comunidade
acadêmica e do ambiente universitário;
IV - o fomento à formação de recursos humanos nas
áreas de política pública, gestão,
planejamento e produção cultural de modo a ampliar a
capacidade do País de expandir e promover a
profissionalização do setor cultural e artístico
do Brasil.
Art.3º O Programa Cultura e Universidade compreenderá projetos e ações voltados para:
I - o fortalecimento das diretrizes, ações e metas do
Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de
Informações e Indicadores Culturais (SNIIC);
II - articulação com entidades de direito público
ou privado, fundações e institutos de caráter
nacional ou internacional, que atuem no ambiente universitário
dando condições ao desenvolvimento de atividades
culturais e artísticas que contribuam para a
formação educacional superior e da pesquisa e
extensão;
III - o incentivo à formação na área de
artes, da produção, gestão e economia da cultura a
fim de fomentar e consolidar uma política estruturada de
profissionalização para o setor;
IV - a promoção de intercâmbios e mobilidade de
estudantes, pesquisadores e docentes no Brasil e no exterior com vista
à consolidação do campo acadêmico e da
pesquisa, disciplinar e interdisciplinar, nas áreas de arte,
cultura e humanidades, com fomento à bolsas de estudo,
residências e projetos de pesquisa, que estimulem a
atualização constante e a interação com o
campo da produção contemporânea;
V - o aumento da visibilidade e circulação da
produção intelectual e dos acervos no campo da arte, da
cultura e das humanidades, fomentando a exposição e a
publicação de conteúdos de interesse cultural, de
forma impressa ou digital, permitindo que estes circulem gerando acesso
e consumo, apoiando a consolidação do campo educacional
em geral e da esfera pública;
VI - o fomento à formação e
consolidação de rede de pesquisadores no campo da cultura
e a sistematização do conhecimento produzido para apoiar
a formulação das políticas públicas de
cultura e o Sistema Nacional de Informações e Indicadores
Culturais;
VII - - a realização de eventos nacionais e
internacionais de ensino, pesquisa e extensão, tais como
seminários, ciclos de conferências, mesas redondas,
reuniões de especialistas e congressos, que visem aprofundamento
conceitual e debate públicos buscando integrar esses
conteúdos à programação de rádio, TV
e demais mídias digitais;
VIII - o desenvolvimento de plataformas digitais e de sítios
virtuais na rede mundial de computadores para a difusão e o
reconhecimento internacional de nossa cultura, veiculando
informações qualificadas e certificadas;
IX - o estímulo a projetos que visem o aprimoramento e a
inovação cultural da área; ao reconhecimento de
tradições e acúmulos históricos da cultura
brasileira e a consolidação de uma perspectiva
contemporânea sobre a história cultural do ocidental.
Art. 4º A execução do Programa ocorrerá
mediante convênios e outros instrumentos congêneres a serem
firmados com órgãos e entidades da
administração pública federal, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, assim como com entidades de
direito privado sem fins lucrativos, observada a
legislação pertinente, podendo inclusive, utilizar-se dos
mecanismos previstos na Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991.
Parágrafo único. As escolhas dos projetos no âmbito
do Programa serão realizadas, preferencialmente e quando for
possível e adequado, por procedimentos de seleção
pública, de modo a contemplar ações que atendam ao
previsto na presente Portaria.
Art. 5º Poderão ser convidados ou convocados outros
órgãos ou entidades, públicas ou privadas, para
colaborar com o Programa, a fim de garantir uma
cooperação e coesão nas atividades empreendidas
pelo poder público federal no campo da cultura e na
promoção dos valores e bens artísticos brasileiros.
Art. 6º Os recursos para implementação das
ações do Programa serão advindos da Lei
Orçamentária e de parcerias agregadas ao Programa.
Art. 7º A coordenação dos projetos e
ações do Programa será de competência da
Secretaria de Políticas Culturais.
Art. 8º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA
PORTARIA Nº 140, DE 1º DE JULHO DE 2010 - Programa de Formação Doutoral Docente
Fonte:
Ministério da Educação - COORDENAÇÃO
DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR
O PRESIDENTE DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE
PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR - CAPES, no uso das
atribuições conferidas pelo Estatuto aprovado pelo
Decreto n.º 6.316, de 20/12/2007, publicado no DOU de 21
subseqüente, resolve:
Art. 1º Aprovar o novo regulamento do Programa de
Formação Doutoral Docente - Prodoutoral, anexo a esta
portaria.
Art. 2º Revogar a Portaria nº 112, de 01 de agosto de 2008.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JORGE ALMEIDA GUIMARÃES
Link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=05/07/2010&jornal=1&pagina=5&totalArquivos=56
Presidente do TSE autoriza veiculação de propaganda institucional do Enem
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral - 05 de Julho de 2010
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo
Lewandowski, autorizou a veiculação, no período
eleitoral, de propaganda institucional do governo federal que
alertará os estudantes sobre o prazo de inscrições
para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que termina dia 9
de julho. A propaganda será feita por meio de rádio e TV.
Presidente do TSE libera propaganda institucional do...
Presidente do TSE autoriza veiculação de propaganda...
BNDES não pode veicular propaganda institucional...
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Ao examinar o pedido feito pela Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República para a
liberação da propaganda, o ministro Ricardo Lewandowski
lembrou que a Justiça Eleitoral pode permitir a publicidade
institucional em caso de grave e urgente necessidade pública.
Em sua decisão, o presidente do TSE afirma que o Enem é
um certame que tem como objetivo não somente avaliar os
estudantes de ensino médio do país, mas, também,
constitui meio de seleção para o ingresso nas
universidades públicas federais.
O Enem está previsto para ocorrer nos dias 6 e 7 de novembro
deste ano, sendo necessário um período mínimo de
antecedência para a divulgação e
realização das inscrições que, neste ano,
coincidem com o começo do período eleitoral.
"No caso, vislumbra-se a ressalva contida no dispositivo em
questão, tendo em vista que há necessidade pública
quanto à realização do referido exame e, por
conseguinte, quanto à ampla divulgação do
período para realização das
inscrições, com o fim de alcançar o maior
número de estudantes para participarem dele", destaca o
presidente do TSE.
O ministro Ricardo Lewandowski recorda ainda que, em processos
envolvendo a divulgação do Enem durante períodos
de eleições anteriores, o TSE autorizou a propaganda
justamente por reconhecer que a divulgação se enquadrava
na exceção prevista em dispositivo do artigo 73 da Lei
das Eleicoes (Lei nº 9.504/97).
Na decisão, o presidente do TSE ressalta que "não se
vislumbra nenhuma intenção eleitoreira ou de
promoção do atual governo no material de propaganda que
acompanha a petição", como atesta parecer da Assessoria
Especial da Presidência da Corte.
BNDES
O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, indeferiu, em outra
decisão, pedido também feito pela Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da
República para que o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) pudesse veicular material de
divulgação do projeto "Quintas no BNDES".
O ministro lembrou que item do artigo 73 da Lei das Eleicoes
proíbe publicidade institucional dos atos, programas, obras,
serviços e campanhas dos órgãos públicos
federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da
administração indireta, nos três meses que
antecedem às eleições. A exceção
são os casos de grave e urgente necessidade pública,
assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.
O presidente do TSE informa que, no ofício encaminhado ao TSE,
não consta qualquer justificativa quanto à grave e
urgente necessidade pública apta a autorizar a publicidade
institucional no período eleitoral. Segundo o ministro,
não há também informação sobre o
período em que a divulgação seria feita, se
durante um tempo determinado ou ao longo de todo o período
eleitoral.
"A improcedência do pedido é manifesta", destaca o ministro Ricardo Lewandowski na decisão.
Processos relacionados: Pet 153861 Pet 153946
MEC não pode exigir CPF na inscrição
Fonte: Gazeta do Povo, 06/07/2010 - Curitiba PR
A Justiça atendeu a um pedido do Ministério
Público Federal e ordenou ao Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educa¬cionais (Inep) que deixe de exigir o CPF dos
inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A
procuradoria argumenta que boa parte dos inscritos no exame têm
entre 15 e 17 anos e não têm obrigação
constitucional de ter um CPF. A liminar da 6.ª Vara Federal do Rio
de Janeiro determina que a mu¬-dança deve ser
incluída no edital da prova e amplamente di¬¬vulgada
pelos meios de comunicação e pelo site do Inep. As
inscrições para o Enem, que avalia alunos de ensino
médio em todo o país e é usado para o acesso a
várias faculdades públicas e particulares, vão
até a próxima sexta-feira. O Inep deve comunicar o
cumprimento da decisão em até dez dias, sob pena de multa
diária de R$ 10 mil. Por meio de sua assessoria, o
Ministério da Educação afirmou que o Inep
não foi notificado e que por isso o documento ainda é
obrigatório para a inscrição no Enem.
Obras de curso técnico nível médio devem ser inscritas até o dia 15
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:45 hs.
06/07/2010 - Estão abertas até o dia 15 próximo as
inscrições para o processo de avaliação e
seleção de livros didáticos destinados a
estudantes de cursos técnicos de nível médio.
Podem ser inscritas obras inéditas ou reapresentadas
publicações já avaliadas pelo Ministério da
Educação, que pretende formar um banco de dados com o
cadastro de editores.
Serão selecionadas obras em 12 eixos tecnológicos
escolhidos de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos
Técnicos. Os livros devem seguir proposta pedagógica
adequada à legislação, diretrizes e normas
oficiais relativas à educação profissional e
tecnológica.
Um dos objetivos da iniciativa é avaliar a sintonia do que
existe hoje no mercado com as diretrizes estabelecidas pelo
Ministério da Educação, de
contextualização do ensino com arranjos produtivos,
sociais, culturais e locais das comunidades.
“É importante estimular a produção de livros
destinados à educação profissional e
tecnológica”, afirma o diretor de políticas da
educação profissional e tecnológica do MEC, Luiz
Augusto Caldas. “Esperamos que as obras superem o viés
estritamente tecnicista a favor de uma abordagem mais
contextualizada.”
As empresas interessadas em participar da seleção
precisam fazer o pré-cadastro das obras e dos autores e, como
estabelece o edital, entregar os documentos relacionados ao contrato de
direitos autorais e de comercialização das obras. Todos
os editores que fizerem a pré-inscrição
serão convocados a apresentar exemplares dos livros.
O extrato do edital foi publicado no Diário Oficial da
União, seção 3, página 31, desta
segunda-feira, 5.
Danilo Almeida
Fonte: MEC
Inédita condenação por bullying no RS
Fonte: Espaço Vital - 05 de Julho de 2010
A 6ª Câmara Cível do TJRS proferiu interessante e
inédito julgamento sob a relatoria da desembargadora
Liége Puricelli Pires, em caso envolvendo
indenização pela prática de bullying pela
Internet.
O autor Felipe de Arruda Birck, um professor da cidade gaúcha de
Erechim, ajuizou ação contra o provedor de Internet Terra
e Solange Fátima Ferrari, mãe do menor de idade
responsável pelas ofensas, alegando que foi criado um fotolog
(espécie de saite com imagens) com suas fotos com a finalidade
de ofender, atrelando fatos e imagens de caráter exclusivamente
pejorativo.
A relatora entendeu que a prática de "bullying" é ato
ilícito, haja vista compreender a intenção de
desestabilizar psicologicamente o ofendido, o qual resulta em abalo
acima do razoável, respondendo o ofensor pela prática
ilegal.
"Bullying" é um termo inglês utilizado para descrever atos
de violência física ou psicológica, intencionais e
repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de
indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro
indivíduo incapaz de se defender. Também existem as
vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados
momentos cometem agressões, porém também
são vítimas da turma.
A desembargadora também referiu, ao responsabilizar a mãe
do ofensor, que "aos pais incumbe o dever de guarda,
orientação e zelo pelos filhos menores de idade,
respondendo civilmente pelos ilícitos praticados, uma vez ser
inerente ao pátrio poder, conforme inteligência do art.
932, do Código Civil".
Segundo o acórdão, é incontroversa a ofensa aos
direitos de personalidade do autor, como à imagem e à
honra, restando, ao responsável, o dever de indenizar o ofendido
pelo dano moral causado.
Também foi entendido, em relação ao provedor da
Internet, que, havendo denúncia de conteúdo
impróprio e/ou ofensivo à dignidade da pessoa humana,
incumbe ao prestador de serviços averiguar e retirar com
brevidade a página se presente elementos de caráter
ofensivo.
E, no caso, foi hipótese em que o provedor excluiu a
página denunciada do ar depois de transcorrida uma semana.
Assim, ausentes provas de desrespeito aos direitos previstos pelo CDC,
não houve responsabilidade civil do provedor.
Lance interessante do caso foi que a vítima descobriu, por meio
de ação cautelar ajuizada contra o Terra, de qual
computador partira a produção do flog, o que o permitiu
chegar à identificação da mãe do menor. A
reparação pelo dano foi mantida pelo TJRS conforme
arbitrada na sentença proferida pela juíza Taís
Culau de Barros, da 1ª Vara Cível da Comarca de Carazinho,
em R$ 5 mil.
As advogadas Silviane Arruda Estery e Vera Cecília Wentz atuam
em nome do professor autor da ação. (Proc. nº
70031750094 - com informações do blog do gabinete do
desembargador Ney Wiedemann Neto).
A arte do encantamento
Fonte: Diário Catarinense, 06/07/2010
Ao participar da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, Mauricio de
Sousa disse ontem que esse tipo de evento é uma
celebração para formar futuros leitores
Ele chegou e foi aplaudido antes mesmo de subir ao palco para
começar a palestra. Mauricio de Sousa, 75 anos, considerado um
dos mais importantes cartunistas do país agradou aos visitantes
da 4ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul, ontem. O artista
falou em dois momentos: às 9h30min e às 14h. Os 450
lugares do espaço ficaram lotados com crianças, jovens e
adultos.
Para Mauricio, eventos como as feiras de livros são uma celebração.
– É uma atração que prevê que as
pessoas que visitam se tornarão leitoras, portanto é o
tipo de evento que temos de comemorar – disse, pouco antes de
falar com os fãs.
Mauricio afirmou que o gibi é um caminho para as crianças chegarem aos livros.
– O gibi é o brinquedo mais barato que existe. Ele
é uma porta para a inteligência, a cultura, a arte e a
informação. Nele, a criança mergulha e viaja e
aprende – analisou Mauricio, que é um profundo conhecedor
do mundo infantil, já que tem 10 filhos, 13 netos e um bisneto.
– Se dependesse de mim, teria mais, e outro bisneto está a
caminho. Um conselho que dou para minha equipe é estar sempre
cercada de crianças, só assim conseguimos conversar com
elas de igual para igual – ensinou o cartunista, que hoje conta
com uma equipe de 150 profissionais só no setor de arte.
– Houve um tempo em que eu fazia tudo sozinho e chegava a
trabalhar 48 horas seguidas, mas hoje tenho uma equipe de arte,
redatores e diversos profissionais que ajudam a manter a turma toda
– contou.
Sobre o Projeto da Turma da Mônica Jovem, Mauricio disse que a
ideia surgiu porque ele percebeu que as crianças estavam
amadurecendo mais rápido.
– Criança mesmo é só até os cinco,
seis anos, depois já é pré-adolescente, cheio de
vontade. Percebendo esse espaço, criamos a turma jovem para
atender a esse público que está mudando – afirmou,
destacando a importância de estar preparado para a
renovação dos leitores.
– As mudanças ocorrem com velocidade e temos de estar um
passo a frente. Mesmo com as modificações, conservamos
nossas preocupações com passar cultura e ter cuidado com
a língua – ressaltou.
A plateia que esperava para ver o pai da Mônica era bem
diversificada e crianças, jovens e adultos se misturavam no
mesmo ambiente.
A menina Elisa Weiller de Souza, 6 anos, estava acompanhada da
mãe Andréia e está aprendendo a ler com a ajuda
dos livros e gibis da Turma da Mônica.
– O tio dela começou a dar gibis de presente e ela se
apaixonou. Foi com o incentivo dela que o pai e eu começamos a
ler gibis. Outra coisa que ela adora são histórias
clássicas, como a Chapeuzinho Vermelho, com a Magali no papel
principal – disse Andréia.
A auxiliar administrativo lê para a filha e percebeu que ela tem
facilidade em acompanhar as palavras dos livros porque as letras
são maiores e mais definidas. – Eu gosto e acho
fácil. É bem legal – disse Elisa.
Perto dali, outra iniciante nas letras aguardava para ouvir Mauricio.
Juraci dos Santos, 54 anos, aposentada, está aprendendo a ler e
usa os gibis nessa caminhada. Ela mora em Schroeder e foi a
Jaraguá para passear na feira do livro e ver Mauricio de Sousa.
– Gosto muito dos gibis e o evento todo é ótimo
porque vou aprender mais com tudo isso – disse Juraci que entrou
na escola há pouco mais de um ano e está conhecendo as
letras pela primeira vez.
– O gibi é mais fácil e me ajuda porque ainda tenho
dificuldades e não sei bem – contou, cheia de orgulho,
segurando os livros que adquiriu na visita feita ontem à feira
em Jaraguá do Sul.
– Agora, vou ter muito o que ler – disse a aposentada.
Um dos projetos de Mauricio de Sousa é saber quantos brasileiros aprenderam a ler com seus gibis.
– Estou para fazer um levantamento de quantas pessoas
começaram a ler com os gibis da Turma da Mônica.
Não tenho ideia do número, mas acredito que milhares de
pessoas se encaixam nesse perfil – disse.
A Turma da Mônica nasceu há 50 anos, quando Mauricio
trabalhava como repórter policial no jornal Folha da
Manhã, de São Paulo. Ele criou o cãozinho Bidu e
seu dono, o Franjinha, e depois vieram Cebolinha, Cascão,
Humberto, entre outros.
Serviço
O quê: 4ª Feira do Livro de
Jaraguá do Sul
Quando: até dia 12, de segunda a sexta, das 9h às 21h;
aos sábados, das 9h às 19h; e domingos, das 13h às
19h
Onde: Praça Ângelo Piazera, Centro
Quanto: gratuito
Informações: www.feiradolivro.org
Concurso incentiva alunos a escrever sobre trânsito
Fonte: Jornal A Notícia, 06/07/2010
A Conurb lança às 9 horas de hoje, na Mitra Diocesana, o
Concurso Municipal da Feira de Educação no
Trânsito. Os trabalhos têm abordagem e formato de
apresentação livre, com a temática
“trânsito”. As inscrições devem ser
feitas até 31 de julho, pelo e-mail
educacaotransito@conurb.com.br. Podem participar as redes municipal,
estadual e particular.
Carteira de identidade terá modelo novo até o fim do ano, diz governo
Fonte: Globo.com
Os brasileiros que forem tirar carteira de identidade receberão
um modelo totalmente novo ainda neste ano. A mudança é
para dificultar as fraudes. E outros documentos também
terão modificações. Para o CPF, por exemplo, o
plano da Receita Federal é eliminar até agosto o
cartão de plástico. O número será mantido.
Quem ainda não tem, poderá tirar o CPF pela internet, nos
Correios, na Caixa ou no Banco do Brasil. O número sairá
na hora.
Já o passaporte emitido a partir de dezembro virá com um
chip, que será lido em terminais eletrônicos no Brasil e
no exterior. A ideia é reduzir as filas no embarque.
A mudança mais significativa será a do documento de
identidade. O governo quer tirar do papel um projeto que se arrasta
há 13 anos: o Registro de Identidade Civil, o chamado RIC,
promete evitar fraudes e ajudar o trabalho da polícia.
Hoje qualquer pessoa pode tirar até 27 RGs, uma em cada nova
unidade da federação. Já a nova identidade
terá um número único em todo o país. Os
dados e as impressões digitais ficarão armazenados num
supercomputador em Brasília, conectado às secretarias de
segurança dos estados.
A tecnologia evita que uma pessoa se passe por outra. Em nove anos, o
RIC deve substituir todas as carteiras de identidade ao custo de quase
R$ 1,5 bilhão.
“Viável é, mas caro. Haverá uma
definição de quem vai pagar a conta ainda”, diz o
diretor do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton
Daunt (IRGD), Carlos Antônio Guimarães de Siqueira.
O governo federal diz que os primeiros RICs serão emitidos
até o fim deste ano. Setenta por cento da
população terão de pagar entre R$ 12 e R$ 15. A
União deve bancar o documento para os outros 30%.
“É um custo que retornará aos cofres da
União, levando-se em conta o que se vai se economizar com
fraudes”, diz o diretor do Instituto Nacional de
Identificação (INI), Marcos Elias Cláudio de
Araújo.
Nova regra dificulta ainda mais importação científica
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:49 hs, 03/07/2010.
O programa de importação do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico), chamado
Importa Fácil, está dificultando a vida de quem precisa
de material de fora do país para fazer pesquisa, argumentam
cientistas.
O programa existe desde 2004, mas agora o CNPq começou a
transferir às universidades e institutos de pesquisa a
responsabilidade pelo processo de importação.
O problema é que as universidades não têm estrutura
para fazer isso. Resultado: a burocracia acaba nas costas do
próprio cientista, que precisa cuidar até do pagamento do
despachante aduaneiro - cuja conta pode representar até um
terço do valor do material importado.
"Pode-se ter atrasos de seis meses na pesquisa. Nos EUA e Europa, o
suprimento de novos insumos leva um ou dois dias", afirma Jorge Kalil,
imunologista da USP.
Kalil teve recentemente um pedido de importação devolvido
pelo CNPq. A instituição afirmou que não
fará mais importações. "Quem as fará? Eu?"
-questiona.
A diretora de administração e financiamento do CNPq,
Nívia Wanzeller, explica que a ideia do CNPq é que o
processo de compra de material importado seja feito pela universidade
ou instituição do cientista.
TREINAMENTO
"Se for preciso, o CNPq oferece treinamento técnico sobre o
processo para universidades e instituições de pesquisa",
afirma Wanzeller. O CNPq é a principal instituição
nacional que cuida dos trâmites de importação de
material de pesquisa. Além dele, as fundações de
amparo à pesquisa dos Estados também podem ajudar.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo) tem uma equipe que cuida dos processos de
importação previstos nos auxílios à
pesquisa.
"Nos Estados sem essa estrutura, não imagino como se faz
pesquisa", diz a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos
do Genoma Humano da USP.
As dificuldades aumentam no caso de animais vivos (como ratos para
experimentos), material biológico (como DNA) e de material que
precisa de refrigeração.
"Chegamos a devolver material genético que recebemos como
doação no final do ano passado, tamanha foi a burocracia
para entrada no país", lembra Zatz.
Conforme o valor do produto importado cresce, os obstáculos
também se tornam maiores, e a espera pode chegar a seis meses.
Os reflexos dos entraves na importação são piores
na área da saúde. De acordo com Zatz, para que as
pesquisas não sejam interrompidas, muito material é
importado com antecedência, o que atrapalha o armazenamento.
"São meses para conseguir trazer material para pesquisa. Quando
chega, não sabemos se está em boas
condições", reclama ela.
AGÊNCIA PRÓPRIA
Zatz e Kalil estão liderando um grupo de cientistas que quer
propor mudanças nas condições de
importação. A ideia é tratar dos entraves, das
regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) e da criação de estrutura nas
universidades para coordenar os pedidos.
"Cada instituição deveria ter algo como as atuais
agências de inovação das universidades estaduais
paulistas, para cuidar da captação e
administração dos recursos para
importação", analisa Zatz. "É o que existe em
todas as universidades americanas."
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Fonte: Folha de São Paulo
Espaço acadêmico ajuda a construir rede de contatos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:11 hs, 03/07/2010.
Por Amanda Assad
Dicas para um bom networking
- As pessoas dependem umas das outras. É importante conhecer pessoas e ser conhecido.
- Registre seus contatos; eles podem ser úteis quando você
precisar de um emprego ou até quando procurar algum tipo de
serviço.
- Cultive seus relacionamentos com gentileza e educação; seja disponível.
- Seja disponível também nas redes de relacionamento para que as pessoas o encontrem com facilidade.
- Na hora de se comunicar com seus contatos, pense sobre o tipo de informação pela qual eles se interessam.
- Networking é uma via de mão dupla: você ajuda e é ajudado.
Você já ouviu falar em networking? O conceito se baseia na
socialização e na construção de uma rede de
relacionamentos que pode contribuir para uma boa
colocação profissional. Embora haja inúmeras
fórmulas para se construir essa rede, os universitários
talvez tenham uma oportunidade única para fazê-lo.
Há quem aposte que o espaço acadêmico seja uma
espécie de incubadora bastante eficiente para o processo de
constituição dessa teia de contatos.
Segundo Osmar Rocha, coordenador do curso de
Administração da UFPR (Universidade Federal do
Paraná), a universidade é um espaço que beneficia
o início dessas relações. "A primeira rede de
contatos do universitário é o ambiente interno. Isso
envolve o relacionamento dentro da própria turma, alunos de
outros períodos, diretório dos estudantes, empresa
júnior e entidade de intercâmbios, entre outros
espaços", diz Rocha.
José Augusto Minarelli, autor dos livros "Networking - Como
utilizar a rede de relacionamentos na sua vida e na sua carreira" e
"Super Dicas de Networking para sua vida pessoal e profissional",
destaca como as relações interpessoais podem ser
fundamentais de parte a parte. "É importante entender que o
mercado de trabalho é constituído de gente e que
nós precisamos de outras pessoas para ter
informações sobre vagas, gerar entrevistas, sermos
orientados e obtermos informações em geral", explica ele.
Apesar de não se familiarizar com o termo, a estudante Bruna
Meirelles, que está no terceiro semestre do curso Design de Moda
na Universidade Anhembi Morumbi, já começou a perceber a
relevância da rede de contatos. "Desde o início do curso,
sempre tive como preocupação um perfil comunicativo para
conseguir evoluir profissionalmente e a minha universidade prioriza
muito isso", diz a estudante, que graças à
divulgação feita por um professor no ano passado,
conseguiu participar da Casa de Criadores, evento de moda que segue
linha semelhante à adotada pelo SP Fashion Week. Bruna conta
que, após a atuação de 2009, ainda conseguiu uma
vaga no evento deste ano.
De acordo com Minarelli, a construção dessa rede de
contatos tem como objetivo a troca de conhecimentos,
informações e cooperação. "Um dos fatores
de empregabilidade é ter uma rede de relacionamentos bem
cultivada, ter acesso a quem pode ajudar na indicação de
alguma oportunidade de emprego ou até com dados para um TCC
(Trabalho de Conclusão de Curso), por exemplo. Conhecer pessoas,
descobrir atividades e cultivar relacionamentos é muito
importante para quem está no começo da carreira e
necessita de uma primeira oportunidade de trabalho", afirma ele.
Paulo Vieira de Campos, professor de pós-graduação
da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), defende que o
sucesso profissional vai depender do conhecimento adquirido
multiplicado pelas pessoas que conhecemos e ressalta a
importância que o convívio universitário pode ter
nesse contexto. Minarelli procura ilustrar a razão disso. "Na
universidade você tem professores, funcionários, colegas,
ex-alunos, pessoas que têm vínculos, e é natural
ter afinidade com pessoas que estejam no mesmo curso. Por trás
dessas pessoas estão pais, irmãos, familiares e
conhecidos. O networking é importante pelas pessoas que
você pode conhecer e pelas pessoas que estão por
trás delas", declara ele, que alerta que muitas pessoas
só percebem a oportunidade de construção da rede
de contatos quando voltam para a universidade para o curso de
pós-graduação.
Como construir uma rede de contatos
Campos, que também leciona no curso de férias
"Comportamento no Mundo Corporativo", diz que os contatos se iniciam
através de pontos em comum. "Para se ter um relacionamento com
alguém, vale uma certa afinidade, gostos parecidos,
reconhecimento e até algum tipo de admiração. Para
fazer um bom networking, o estudante precisa buscar um ponto de
intersecção, um interesse para se aproximar das pessoas",
sugere ele. O professor da ESPM afirma ainda que na
comunicação dentro das redes é preciso se importar
com o tipo de informação que é relevante para os
interlocutores. Ele simplifica esse relacionamento numa frase: "Todo
mundo quer ter uma recompensa". De acordo com ele, essa recompensa pode
ser uma troca, um agradecimento ou uma divulgação.
A estudante Bruna Meirelles colheu os frutos que plantou na rede de contatos que fez na universidade
Foi esse o caso de Glaucia Ferraro, aluna do quinto semestre no curso
de Desenho Industrial da Universidade Mackenzie. Apesar de já
atuar na área profissional quando entrou na universidade,
Glaucia ficou desempregada depois de um tempo e conseguiu um novo
emprego graças à indicação de uma colega.
"Quando fiquei desempregada, conversava com as pessoas e perguntava se
elas sabiam a respeito de alguma vaga disponível e pedia que,
caso soubessem de alguma coisa, me informassem", lembra ele.
A estudante lista algumas vantagens que acredita que o ambiente
universitário oferece para a rede de contatos. "Acredito que a
universidade seja um bom espaço para se fazer contatos, porque a
maioria das pessoas que você conhece geralmente estão
inseridas na área em que você quer trabalhar. O importante
é conversar com as pessoas, se mostrar disponível,
deixá-las saber o tipo de oportunidade que você procura",
diz Glaucia. Depois de conquistar a vaga indicada pela colega, ela
ainda indicou vagas de emprego para outras duas companheiras de sala de
aula, que conseguiram uma colocação.
Minarelli fala sobre algumas características que podem soar
elementares, mas que, as vezes, são negligenciadas no
relacionamento que temos com pessoas próximas.
Características, como flexibilidade, gentileza, simpatia e
atenção com as pessoas. E o autor ainda faz uma ressalva:
"Fazemos relacionamento por interesse de conhecer e nos tornarmos
conhecidos. O ruim é ser interesseiro, pensar em explorar a
disponibilidade e a boa intenção do próximo.
Ninguém gosta de ser explorado. É importante que o
estudante não seja invasivo. Seja gentil, solícito, pois
é isso que faz com que se adquiram créditos", alerta ele.
De acordo com Minarelli, as relações interpessoais devem
ser construídas com base no companheirismo, coleguismo e
interesse genuíno pelas pessoas.
Entretanto, ressalta Rocha, a rede de relacionamentos não
acontece apenas dentro da universidade. Por isso mesmo, ele aconselha
que os estudantes usem também as oportunidades que a
universidade oferece na projeção para fora do ambiente
estudantil. "É necessário integrar os ambientes interno e
externo. Tenho estimulado que meus alunos comecem desde o primeiro
semestre a pensar em estágios, para estender seu relacionamento
com clientes e fornecedores e assim abram o leque dessa malha de
relacionamentos. Também incentivo a participação
em projetos sociais, que ampliam a construção do
indivíduo como cidadão e geram um posicionamento
profissional e pessoal dentro do ambiente social, não só
dentro da universidade", afirma ele.
Depois da formatura
Se já parece bastante evidente as oportunidades que a
universidade oferece, de nada elas adiantarão se o
recém-formado não conseguir manter o que construiu depois
da formatura. Por isso, Minarelli lembra que é importante trocar
dados de contato com as pessoas, como nome, e-mail e número de
celular. "É valioso que se registre os contatos adquiridos
durante a vida. Através desses dados, você pode ligar,
convidar as pessoas para um almoço, para tomar um café ou
até para alguma festa ou evento. É necessário ter
disposição para encontrar as pessoas", aponta ele.
De acordo com Campos, as redes de relacionamento virtual também
ganham um forte apelo dentro dessa rede de contatos sociais. "As
pessoas podem gerenciar sua rede se posicionando através de
alguma ferramenta social", resume ele. O professor, que diz se
comunicar com seus alunos e contatos profissionais por meio do Twitter,
defende o uso do ambiente virtual para a divulgação de
ideias, utilizando-se de blogs, sites de relacionamento e
compartilhamento de informações. Campos também
destaca que as pessoas devem ser encontráveis, ou seja,
facilmente acessadas através da rede. "Hoje em dia, algo para
pensar em se tratando de rede é a capacidade de ser
encontrável. Você é achável? Não ser
uma pessoa encontrável pode dificultar o estabelecimento de sua
rede", adverte ele.
Além disso, Campos chama atenção para um detalhe
importante e que deve ser lembrado no contato presencial e virtual: a
reputação. "Quando você mantém sua
autenticidade e sua coerência, cuida de sua confiabilidade. A
base de um profissional está vinculada à sua
confiança, que é expressa pelo seu comportamento",
acrescenta ele. Segundo o professor da ESPM, essa confiança
merece ainda mais atenção para os relacionamentos via
Internet. "Reputação é uma moeda fortíssima
na sua rede de relacionamentos. Nas redes sociais virtuais, atualmente,
existem profissionais virando amadores e amadores virando
profissionais".
Fonte: Portal Universia
Decretos garantem mais autonomia para as universidades
Fonte: Correio Braziliense, 05/07/2010 - Brasília DF
Documentos elaborados pela Andifes e Ministério da
Educação devem ser assinados pelo presidente Lula em 19
de julho
UnB Agência
O presidente Lula deve assinar, no próximo 19 de julho, dois
decretos que ampliam a autonomia das universidades públicas
brasileiras. Os documentos, finalizados em reunião entre a
Associação Nacional dos Dirigentes das
Instituições de Ensino Superior (Andifes) e o
Ministério da Educação (MEC), na noite da
quinta-feira, 1º de julho, dão mais independência
às universidades em relação à gestão
financeira e à contratação de pessoal, duas
reivindicações históricas das
instituições. Na prática, as medidas significam
menos burocracia e mais agilidade para os gestores. O Decreto de
Gestão Financeira, por exemplo, fortifica a autonomia das
universidades para o reaproveitamento de créditos de um ano para
o outro – antes havia a ameaça de devolução
do dinheiro não usado durante o período - e da
realocação interna de recursos entre rubricas distintas.
“Cada universidade tem necessidades singulares na gestão
do orçamento”, observa o presidente da Andifes, professor
Edward Madureira.
Outro avanço, incluído no Decreto de Pessoal, diz
respeito à autonomia na realização de concursos
públicos para a contratação de professores e
servidores técnicos. “Hoje há uma dependência
da liberação do Ministério do Planejamento para a
contratação, o que torna lenta a
substituição de profissionais que deixam as
universidades”, explica Edward, reitor da Universidade Federal de
Goiás. Com a criação do Banco de Servidores
Equivalentes, um novo concurso poderá ser feito em curto prazo.
A reunião desta quinta-feira contou com a presença do
ministro Fernando Haddad, da secretária de Ensino Superior,
Maria Paula Dallari, da diretoria da Andifes e do reitor da UnB,
professor José Geraldo de Sousa Junior. “O encontro foi
muito bom. Conseguimos chegar a um consenso sobre os meios para
efetivar as reivindicações das universidades”,
destaca José Geraldo. “Esses decretos são
resultados de um trabalho longo e de intensas negociações
entre reitores e governo”, completa Edward.
URGÊNCIA - O presidente da Andifes não esconde a
expectativa sobre a assinatura dos decretos na reunião com o
presidente Lula, que desde 2003 recebe anualmente o grupo de reitores.
“Está tudo redondinho e muito bem elaborado”,
avalia. A Andifes tinha a preocupação de conseguir
medidas para melhorar a gestão das universidades públicas
antes do fim do mandato do presidente, que acaba em 31 de dezembro. Se
depender do clima da reunião no MEC, os documentos não
serão questionados.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº
5.540), que trata da “autonomia administrativa, financeira e
disciplinar” das universidades brasileiras é de 1961. Na
avaliação de Edward Madureira, de lá para
cá – são 49 anos - alguns avanços em termos
de legislação ocorreram, mas as mudanças
não acompanharam as necessidades das instituições.
“A ampliação do acesso e a expansão do
ensino superior no país demandam uma evolução
também das leis sobre gestão”, explica o reitor da
UFG.
Parlamento Jovem lança sementes da cidadania
Fonte: AL Notícias nº 368, 25/06/2010
A Assembleia Legislativa, por intermédio da Escola do
Legislativo, realizou, nos dias 23 e 24, a 10ª
edição do Parlamento Jovem. O projeto estimula a
participação política da juventude
proporcionando aos estudantes vivenciar situações reais
da atividade político-parlamentar, a partir da
elaboração, apresentação e
votação de projetos em sessão plenária. Na
solenidade de abertura, realizada dia 23, no Auditório Antonieta
de Barros, os alunos conheceram detalhes do programa. Na
condição de presidente da Escola do Legislativo, o
deputado Joares Ponticelli (PP) anunciou que nos dois dias de eventos
na Casa os deputados jovens têm a oportunidade de acompanhar a
rotina do Legislativo e, na prática, exercitar a
lição de cidadania. Ao dar boas-vindas, Ponticelli
ressaltou a importância da juventude para o futuro da
política e da sociedade. “Sem dúvida, essa é
uma grande oportunidade para as escolas participantes. Aqui vocês
obtêm uma bagagem enorme sobre a vida política e suas
condutas e, futuramente, poderão ocupar um cargo eletivo, no
Parlamento”, revelou.
A 10ª edição reuniu estudantes de sete escolas de
diferentes regiões do estado. Nesta edição,
participaram alunos da Escola Básica Adelaide Konder, de
Navegantes, Vale do Itajaí; Colégio Cenecista Marcos
Olsen, de Caçador, no Meio Oeste; Colégio
Evangélico Jaraguá, de Jaraguá do Sul,
região Nordeste; Escola de Educação Básica
de Lages, Planalto Serrano; Escola de Educação
Básica Cristo Rei, de São João do Oeste,
região Oeste; Escola Educação Básica
Irmã Maria Felícitas, de Canoinhas, no Planalto Norte, e
Escola Estadual Básica João Teixeira Nunes,
Tubarão, região Sul.
Doutores demais e profissionais de menos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:10 hs, 02/07/2010.
Está disponível interessante estudo realizado pelo Centro
de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE) por encomenda do
Ministério da Ciência e Tecnologia, Doutores 2010: estudos
da demografia da base técnico-científica brasileira.
Trata-se de abrangente diagnóstico sobre o desempenho da
pós-graduação do País nos últimos
anos, com ênfase na formação de doutores. Por ele
ficamos sabendo que o sistema nacional liderado pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) teve um desempenho formidável nos
últimos 15 anos, com destaque para o período 1996-2008,
em que foram titulados 87 mil doutores, na taxa média de 12% de
crescimento anual. Esses resultados têm sido muito comemorados
pelo governo federal e pelas universidades e os autores do estudo
refletem essa onda de otimismo. Afinal, nas suas palavras, doutores
"são profissionais com capacidade para realizar pesquisa e
desenvolvimento (P&D) ori ginal" e, por isso, defendem a tese de
que para alcançarmos o padrão dos países
desenvolvidos deveríamos multiplicar por pelo menos 4,5 vezes a
sua proporção em relação à
população total.
Mas nem tudo são flores nessa área e temos sérios
problemas nas relações da
pós-graduação com o mercado de trabalho do
País. O estudo aponta com precisão o que muitos de
nós intuíamos, isto é, que de cada dez doutores
formados no período 1996-2006 e empregados em 2008, oito
estão trabalhando em educação (principalmente nas
universidades públicas), um na administração
pública e um nas empresas privadas. Aí está o
amargo reverso da moeda, em que virtudes podem tornar-se pecados.
É evidente que implantamos um sistema eficiente para produzir
doutores, mas ele tem o grave defeito de ser excessivamente
acadêmico e autocentrado e, portanto, descolado do mercado de
trabalho e da economia real do País.
Os dirigentes do Ministério da Educação (MEC) e da
Capes podem argumentar, com razão, que o papel da agência
criada para promover o "aperfeiçoamento de pessoal de ensino
superior" tem sido cumprido. E as universidades (principalmente as
públicas), com os seus atuais 2.718 programas de
pós-graduação, apontarão para a comprovada
correlação dessa atividade (e a atuação dos
seus doutores) com o aumento da produção
científica. Afinal, esses docentes pesquisam, publicam papers e
ainda podem formar mestres e doutores, e por isso elas definiram essa
titulação como pré-requisito para o ingresso de
docentes em seus concursos públicos.
Há os que se preocupam com o futuro desse sistema e recomendam
que na elaboração do próximo Plano Nacional de
Pós-Graduação seja também contemplada a
formação de recursos humanos para o mercado de trabalho
"extra-acadêmico". Lembro, entretanto, que essa diretriz consta
do atual plano quinquenal e que se avançou pouquíssimo
nesse terreno. Indicador positivo seria o crescimento de 0,95% para
1,98%, no período, do número de doutores empregados na
indústria de transformação. Mas sejamos
razoáveis. Além de irrisório, esse desempenho
é implacavelmente ofuscado por outro: o contingente de doutores
na administração pública passou de 8.5% para 14%,
reflexo da expansão do setor público nos últimos
anos.
Mantidas as características desse sistema, é certo que
teremos problemas para absorver as novas safras de jovens doutores que
as universidades continuarão a produzir em ritmo crescente. Como
os seus maiores empregadores no País até o momento, as
universidades federais tiveram enorme expansão no atual governo,
em que dobraram a oferta de vagas em seus cursos de
graduação e ampliaram muito as suas atividades de
pós-graduação. Mas há sinais de esgotamento
no ensino superior do País - como as sobras de vagas - e
é certo que esse ritmo de expansão não será
mantido, assim como o das despesas com pessoal na
administração pública. Por outro lado, cerca de
40% dos recém-doutores formados nos dois últimos anos
ainda não estão empregados e esse pode ser o sinal
amarelo que nos alerta para esse início de reversão.
Resta o mercado de trabalho das empresas privadas, mas esse é um
terreno pouco conhecido, praticamente inexplorado e por vezes
hostilizado pelo universo acadêmico. Sobre o tema dos recursos
humanos qualificados, sabemos, por exemplo, que os empresários
se queixam muito de que o País carece de engenheiros. Outro
indicador do comportamento das empresas é que mesmo em
atividades de pesquisa tem sido escasso o seu interesse na
contratação de doutores com perfil acadêmico e
vocação para cientista e por isso estes são
minoria mesmo em grandes centros de P&D, como o Cenpes da
Petrobrás e o CTC da indústria sucroalcooleira.
Especialistas asseguram que hoje em dia grandes empresas preferem
recrutar estagiários ou jovens recém-formados que,
após rigorosa seleção e na condição
de trainees, receberão formação e treinamento
complementares. Ao lado da qualificação técnica
dos novos profissionais, elas investem na transmissão de valores
da cultura empresarial e, nos últimos tempos, dão grande
ênfase à gestão de negócios para todo o
universo dos seus recursos humanos. Daí por que tendem a
valorizar mais certificados de MBA obtidos em
instituições de renome nacional e internacional do que
títulos acadêmicos como os de mestre e doutor.
Em suma, o próximo governo e as universidades têm um
enorme desafio pela frente e é preciso que levem em conta os
muitos sinais de mudanças no País e as novas demandas por
educação superior. Afinal, vitoriosos na
produção de doutores de alto nível, por que
não aplicarmos essa receita de sucesso para formar os
profissionais de que carece esse novo mercado de trabalho?
Wanderley Messias da Costa - Professor titular do departamento de
geografia da Usp, é autor de cinco livros e um dos idealizadores
do centro de biotecnologia da amazônia.
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Fonte: O Estado de São Paulo
Câmara dos deputados aprova proposta contra cobrança de serviços advocatícios não prestados
Fonte: Conselho Federal da OAB
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados
aprovou proposta que proíbe o fornecedor de produtos ou
serviços de exigir o ressarcimento de despesas com
honorários advocatícios para cobrança de
dívida do consumidor, quando não houver a
prestação de serviço por advogado.
A proposta altera o altera Código de Defesa do Consumidor (Lei
8.078/90), segundo a OAB, atende a uma demanda do consumidor
brasileiro, pois proíbe que empresas, muitas vezes de
má-fé, incluam nas cobranças ao consumidor
honorários advocatícios para pagar por serviços de
um profissional que sequer foi acionado.
A matéria foi aprovada na forma de substitutivo ao projeto de
lei 3291/08, do deputado Celso Russomanno (PP-SP). O texto do relator,
deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), especifica na proposta os
serviços que podem ser prestados pelo advogado, que, além
da propositura de ação judicial, podem ser de
consultoria, assessoria e direção jurídica. A
proposta original mencionava apenas a ação judicial
relacionada a dívidas do consumidor. A proposta tramita em
caráter conclusivo.
Segundo semestre iniciará com processo eletrônico em todo o TST
A partir do dia 2 de agosto, quando começa o segundo semestre do
Judiciário, o Tribunal Superior do Trabalho passará a
operar, exclusivamente, com processo digital. Isso inclui as
ações que são ajuizadas no TST, originalmente, e
os recursos enviados pelos Tribunais Regionais do Trabalho à
Corte Superior. Para isso, o Conselho Superior da Justiça do
Trabalho publicou ato que regulamenta a transmissão dos
processos, por meio eletrônico, entre os TRTs e o TST
(DEJT-28junho2010 – Caderno CSJT). A remessa das peças
processuais digitalizadas ou produzidas em ambiente eletrônico
será feita pelo Sistema de Remessa de Peças Processuais,
o e-Remessa, que poderá ser acessado pelos órgãos
usuários 24 horas por dia. Segundo informações da
Secretaria de Tecnologia da Informação do TST, até
ontem (29/06) foram concluídos testes do sistema com sete TRTs:
da 2ª Região (SP), 3ª Região (MG), 5ª
Região (BA), 10ª Região (DF/TO), 13ª
Região (PB), 20ª Região (SE) e 21ª
Região (RN). Outros seis estão em fase de cadastramento:
1ª Região (RJ), 4ª Região (RS), 8ª
Região (PA/AP), 9ª Região (PR), 11ª
Região (AM/RO) e 24 Região (MS). A previsão
é que, a partir da próxima semana, todos os TRTs concluam
os preparativos técnicos para que se habilitem à
utilização do e-Remessa.
Uma vez implantado em todo o TST, o processo eletrônico,
além de agilizar o trâmite porcessual, irá
propiciar economia anual da ordem de R$ 11 milhões, entre
despesas com correios, mão de obra terceirizada, mensageiros,
grampos, papéis e outros materiais diretamente relacionados
à existência de processos físicos. Recentemente, o
Tribunal cancelou, em função do processo
eletrônico, licitação que iria realizar para
aquisição de estantes para armazenamento de processos
físicos. Somente com essa medida, foram economizados R$ 1,2
milhão.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
A confusão do Reconhecimento, da
Renovação do Reconhecimento, do Reconhecimento
Provisório - 3ª
Parte
Escrito por Abigail França Ribeiro
Que coisa, meu Deus. Aqui estou eu, de novo, falando sobre o mesmo assunto.
A verdade é que o MEC não consegue fazer tanta coisa ao
mesmo tempo – e nessa correria. Enrolou, enrolou; não
“pegou o boi pelo chifre”; e agora aí está:
universidade federal se recusando a registrar diploma de IES não
universitária, isolada, por não ter protocolado processo
de reconhecimento em prazo hábil; e órgão de
representação profissional ameaçando não
conceder habilitação profissional sob a
alegação de que “o ciclo avaliativo” terminou
em 31 de dezembro de 2009, e a IES não tem ato de
renovação ou prorrogação do reconhecimento.
O INEP até já confessou que não conseguiu fechar o
ciclo avaliativo. Veja-se o Ofício-circular DAES/INEP/MEC 48, de
13 de maio de 2010, enviado por email para os pesquisadores
institucionais das IES:
Assunto: Informações sobre dinâmica de
avaliação de cursos e Instituições, para
finalização do ciclo avaliativo do SINAES iniciado pela
Portaria Normativa Nº 1, de 10 de janeiro de 2007.
...
Com o objetivo de agilizar os processos em tramitação,
especialmente para composição e envio de comissões
de avaliadores, e visando a finalização do ciclo
avaliativo do SINAES iniciado pela Portaria Normativa Nº 1, de 10
de janeiro de 2007, o INEP juntamente com as Secretarias do MEC (SESu,
SETEC, SEED), está promovendo mudanças na sua
dinâmica interna, para maior celeridade nos processos
avaliativos.(grifos nossos)
O Ofício-circular é assinado pela Presidente da CONAES,
pelo Presidente do INEP, pela Diretora de Avaliação da
Educação Superior.
Tudo bem: o INEP não conseguiu fechar o Ciclo Avaliativo
referente ao triênio 2007/2009. E daí? O INEP avisou os
pesquisadores institucionais das IES - tudo bem também.
Mas quem é que vai avisar as universidades registradoras de
diplomas? E os órgãos de representação
profissional, quem vai avisar?
No nosso SIC 21/2010, tratando da disparatada publicação
no DOU de retificação de Portaria Interministerial pela
SETEC, já dissemos que o MEC precisa cuidar de suas
funções de regulação. Reiteramos nossa
recomendação.
Em todo o País gestores acadêmicos reclamam da
confusão que reina sobre o assunto “reconhecimento e
renovação de reconhecimento de cursos”. Os
encarregados dos setores de expedição e de registro de
diplomas não sabem o que fazer. Com razão! O
próprio o MEC parece não saber.
Cursos já reconhecidos tinham o prazo de reconhecimento
prorrogado até o fim do ciclo avaliativo. Mas o INEP não
conseguiu fechar o ciclo. O que faremos? NINGUÉM SABE!
Autor deste artigo: Abigail França Ribeiro, 01/07/2010
Mudança estrutural e nível de escolaridade
Fonte: Gazeta do Povo, 06/07/2010 - Curitiba PR
Rafael Camargo de Pauli, Luciano Nakabashi e Armando Vaz Sampaio
Em economia, utilizamos duas teorias principais para explicar a
relação entre abertura comercial e a
elevação da de¬¬manda por trabalhadores, de
acordo com o seu nível de qualificação. A primeira
delas propõe que a abertura comercial entre países
desenvolvidos e em desenvolvimento tende a elevar o diferencial de
renda dos primeiros, enquanto o oposto ocorre no segundo grupo.
Contudo, estudos empíricos constatam que o diferencial salarial
entre os trabalhadores qualificados e não qualificados tem
aumentado nos dois grupos de países. Depreende-se daí que
está ocorrendo uma elevação na demanda relativa
por trabalhadores qualificados nos dois grupos de países.
O raciocínio para esse fenômeno é que a abertura
comercial, ao possibilitar uma maior difusão tecnológica
entre as economias, facilita (barateia) a incorporação de
métodos mais eficientes de produção nas firmas.
Estas, por sua vez, demandam mão de obra mais qualificada.
Adicionalmente, a maior concorrência externa forçaria as
firmas a reagirem com maior eficiência produtiva, mais qualidade
e maior diferenciação do produto. Para o caso brasileiro,
entre 1994 e 2008, encontramos resultados que indicam que a
elevação da demanda por trabalhadores qualificados pelo
processo de difusão tecnológica e para elevar a
competitividade das empresas é adequada apenas no caso em que
consideramos exclusivamente a demanda por trabalhadores com
nível superior completo. Entre¬¬tanto, a
contribuição desse fator foi pequena.
Em relação aos fatores estruturais, os resultados mostram
que as perdas e ganhos de participação dos diferentes
segmentos da indústria de transformação têm
ocorrido no sentido de reduzir a escolaridade média dos seus
trabalhadores. Aqueles segmentos e empresas que empregam mão de
obra qualificada em maior proporção foram justamente os
que perderam participação, ou seja, ocorreu uma
redução da demanda relativa por trabalhadores
qualificados com o processo de mudança estrutural da economia.
No entanto, o fator mais relevante para explicar as
variações nesta variável está associado ao
aumento da oferta de qualificação.
Os resultados expostos acima indicam, em primeiro lugar, que os
aumentos da escolaridade média dos trabalhadores brasileiros
têm ocorrido, em maior medida, pela expansão da oferta de
ensino devido a programas governamentais. Em segundo lugar, as
mudanças es¬¬truturais ocorridas, principalmente na
década de 1990, não têm agido de modo a aumentar a
demanda por esse contingente crescente de trabalhadores com maior
qualificação. Por fim, os aumentos de produtividade
observados na década de 1990 não foram acompanhados por
aumentos significativos na demanda de trabalhadores qualificados
nos serviços e na indústria de
transformação.
Concluindo, o crescimento na demanda por trabalhadores com maior
qualificação devido ao processo de
intensificação da abertura comercial, nos anos 90,
concentra-se no grupo com ensino superior completo, mas esse aumento
é fraco. A elevação na qualificação
se deve, em grande medida, a um processo de substituição
de trabalhadores pouco escolarizados pelo crescente contingente de
trabalhadores com ensino médio completo sem impactos
significativos na produtividade do trabalho, levando a uma
estagnação, ou mes¬¬mo queda, dos salários
reais controlados pelo nível de escolaridade. Esse
fenômeno in¬¬dica, ainda, que boa parte da
elevação na escolaridade não tem sido acompanhada
por uma me¬¬lhora na qualidade. Desse modo, o processo de
elevação do nível de escolaridade dos
trabalhadores não tem ocorrido de maneira a
im¬¬pulsionar o dinamismo produtivo, as
inovações, a qualidade e a competitividade da economia
brasileira. Rafael Camargo de Pauli é mestre em Desenvolvimento
Econômico. Luciano Nakabashi, doutor em Economia, é
coordenador do boletim Economia & Tecnologia e professor do
Departamento de Economia da UFPR. Armando Vaz Sampaio, doutor em
Economia, é professor do Departamento de Economia da UFPR.
Ficha Limpa: OAB enviará lista com os afastados da advocacia a TREs do país
Fonte: Conselho Federal da OAB
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir
Cavalcante, enviou ontem (05) ofício aos presidentes das 27
Seccionais da entidade em todo o país para recomendar o envio,
ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada Estado, de lista contendo
os nomes dos advogados que foram excluídos do exercício
da advocacia.
Com a medida, a OAB busca atender ao disposto na alínea
‘m' do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar nº
135/2010 - Lei da Ficha Limpa. O dispositivo prevê que
"são inelegíveis para qualquer cargo (inciso I) os que
forem excluídos do exercício da profissão, por
decisão sancionatória do órgão profissional
competente, em decorrência de infração
ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato
houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário
(alínea m)".
"Assim, objetivando preservar a cidadania, a probidade e a moralidade
administrativa, mister se faz a elaboração de listagem
dos advogados excluídos dessa Seccional para fins de remessa ao
TRE, considerando, sobretudo, o papel de vanguarda que a OAB
representou no processo legislativo que resultou na
promulgação da referida lei", afirmou o presidente
nacional da OAB no ofício.
A seguir a íntegra do ofício enviado aos 27 presidentes das Seccionais da OAB:
Ofício Circular n º 015/2010/GPR.
Brasília, 05 de julho de 2010.
Exmo. Sr.
Presidente do Conselho Seccional da OAB
Assunto: Lei Complementar nº 135/2010 - "Ficha Limpa? - Inelegibilidade - advogados excluídos.
Ilustre Presidente,
Com a satisfação de cumprimentar V. Exa., e considerando
os termos da alínea ‘m' do inciso I do art. 1º da Lei
Complementar nº 135/2010, recomendo que essa r. Seccional elabore
listagem dos advogados excluídos para fins de encaminhamento ao
respectivo Tribunal Regional Eleitoral.
É que, a propósito, a Lei conhecida como "Ficha Limpa"
prescreve a inelegibilidade para qualquer cargo daqueles que forem
excluídos do exercício da profissão em
decorrência de infração ético-profissional,
mediante decisão sancionatória do órgão
profissional competente devidamente transitada em julgado, salvo se o
ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário.
Assim, objetivando preservar a cidadania, a probidade e a moralidade
administrativa, mister se faz a elaboração de listagem
dos advogados excluídos dessa Seccional para fins de remessa ao
TRE, considerando, sobretudo, o papel de vanguarda que a OAB
representou no processo legislativo que resultou na
promulgação da referida lei.
Ao ensejo, apresento protestos de elevada estima e distinta consideração
Fraternalmente.
Ophir Cavalcante, presidente
Brasil forma mais doutores em humanas
Fonte: Folha de São Paulo, 04/07/2010
Ciências exatas e da Terra caíram de 2º para 6º
lugar entre as que mais geraram PhDs entre 1996 e 2008, diz governo.
Humanidades puxam expansão da pós, o que compromete
inovação tecnológica no país, diz
presidente do CNPq
RICARDO MIOTO DE SÃO PAULO
O doutorando brasileiro está cada vez mais interessado em
Machado de Assis e menos em relatividade. Ao menos é isso o que
sugere um novo levantamento do governo. Ele mostra que a
expansão da pós-graduação brasileira
é puxada, em primeiro lugar, pelo aumento de doutores nas
humanidades, e não nas ciências exatas e
biológicas. Em 1996, as ciências exatas e da Terra
ocupavam o segundo lugar entre as áreas que mais formavam
doutores no país, com 16,1%. Em 2008, caíram para o sexto
lugar, com 10,6%. O tombo das engenharias foi menor. A área se
manteve como a quinta que mais forma doutores, mas a sua fatia caiu de
13,7% para 11,4%. Redução similar teve a área de
ciências biológicas. "Se olharmos as áreas que
cresceram menos, elas ainda cresceram muito", diz Eduardo Viotti, que
coordenou o estudo, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos
Estratégicos, vinculado ao Ministério da Ciência e
Tecnologia. "É difícil criar doutorados em áreas
de ciências exatas, da Terra e engenharias. Eles exigem
laboratórios, não são cursos que precisam apenas
de cuspe e giz", brinca.
"O custo mais baixo estimula as escolas particulares a
abrir cursos nessas áreas. Os novos dados não me
surpreendem", diz o especialista em política científica
Rogério Meneghini, coordenador de Pesquisas do Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (Opas-OMS). Não foi só por
causa das particulares que o número de doutores disparou,
porém. Nesses 12 anos, as universidades federais aumentaram em
mais de cinco vezes o seu número de doutores. Em 2005,
aliás, elas ultrapassaram as estaduais e se tornaram as
instituições mais importantes na
pós-graduação do Brasil. Algumas estaduais,
porém, como a USP e a Unicamp, ainda concentram grande parte das
matrículas no país (veja ao lado). E, apesar do
crescimento das federais, o país ainda tem apenas 1,4 doutor por
mil habitantes, enquanto os EUA têm 8,4, e a Alemanha, 15,4.
MUDANÇA DE RUMO - Para Carlos Aragão, presidente do CNPq
(Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico), a queda relativa na formação de
quadros em ciências exatas é preocupante. "Formar
cientistas e engenheiros é fundamental para que
exista inovação tecnológica nas empresas",
afirma. Além disso, pondera, áreas estratégicas
para o país precisam dessas pessoas, como o programa espacial, o
programa antártico, a política nuclear, as
questões que envolvem clima, energia e agricultura e o
pré-sal.
Segundo ele, o CNPq tem procurado apoiar a formação de
engenheiros e cientistas lançando editais voltados para essas
áreas, assim como facilitando o acesso a bolsas a alunos que se
interessarem pelas áreas. "É necessário corrigir
essa distorção", diz. Os especialistas concordam,
porém, que pode acontecer um movimento natural de fortalecimento
das áreas que envolvem números. "Nos últimos 20
anos o país não cresceu muito, não havia muito
emprego ou interesse nas áreas de engenharia ou ciências
da Terra. Direito, economia e administração, por exemplo,
eram as áreas onde havia mais possibilidade de os doutores se
empregarem", diz Viotti. Com a economia do país se aquecendo e
com empregos sobrando nas áreas de infraestrutura, o
próprio mercado de trabalho pode incentivar alunos a buscarem as
áreas de exatas, portanto.
A demanda por técnicos
Fonte: O Estado de São Paulo, 05/07/2010
A demanda por mão de obra especializada, que vem crescendo mais
do que a capacidade do sistema de ensino de atendê-la, é
hoje um dos grandes problemas enfrentados pelo Brasil. As
instituições de ensino superior, públicas e
privadas, vêm, bem ou mal, dando conta do recado. O mesmo
não acontece nos outros níveis de ensino. As graves
deficiências do ensino básico são notórias e
só há muito pouco tempo se acordou para a necessidade de
aumentar a oferta de cursos técnicos profissionalizantes, vitais
para o desenvolvimento econômico de qualquer país. Como
uma das vantagens do capitalismo é suprir a demanda onde quer
que ela surja, não espanta a notícia de que, com as
prometidas riquezas da exploração do petróleo na
camada do pré-sal, tenham sido criados no País, nos
últimos dois anos, cem novos cursos superiores, a maioria em
instituições privadas, voltados para o setor
petrolífero, segundo informa o Ministério da
Educação. A maioria de tais cursos destina-se à
formação de tecnólogos, em cursos de menor
duração que os de bacharelado universitário.
É o modelo dos junior colleges, criado nos Estados Unidos ainda
no século 19. São cursos de dois anos, feitos depois do
ensino médio, que podem funcionar como um cursinho para
aspirantes à universidade, mas que, quase sempre, têm um
cunho vocacional ou profissionalizante. O licenciamento obtido vale
para conseguir empregos, às vezes muito bons, e permite
aos formados, se o desejarem, prosseguir os estudos em nível
mais avançado. O tecnólogo de hoje pode ser o engenheiro
de amanhã, certamente com mais prática.
Isso não chega a ser propriamente uma novidade no Brasil.
Há escolas técnicas de alto nível em São
Paulo, no Rio e em outros grandes centros, mantidas por universidades
ou faculdades privadas e públicas ou por entidades empresariais,
como as do Sistema S (Senac e Senai, por exemplo). A oferta,
porém, é ainda muito limitada e há preconceito
contra os licenciados por esses cursos. Um exemplo disso é dado
pela Petrobrás, que não aceita sua
inscrição nos concursos que promove para preencher vagas
destinadas a profissionais com ensino superior. Ela só admite a
inscrição de tecnólogos nos concursos que exigem
formação média. A Petrobrás prefere
patrocinar cursos oficiais por meio do Programa de
Mobilização da Indústria Naval (Prominp), o que
não deixa de ser útil. Mas isto talvez não baste
para atender a suas necessidades. De acordo com seu plano de
negócios para 2009-2013, ela precisará de profissionais
de 185 categorias para preencher 207 mil novos empregos e parece
improvável que consiga formá-los só com as medidas
adotadas até agora.
Muitas outras empresas dos setores industriais e de
serviços valorizam os tecnólogos que aqui se
formam. Nas multinacionais, é frequente o oferecimento de
estágios ou cursos de treinamento em suas matrizes para pessoal
de nível médio, nos quais os brasileiros são
obrigados, também, a aprender línguas estrangeiras.
Não raro, alguns dos melhores são convidados a trabalhar
em fábricas ou operações na matriz ou em outros
países. Há queixas, porém, quanto ao baixo
nível de escolaridade e de conhecimento técnico
básico de um bom número deles, o que exige de sua parte
um esforço redobrado.
Este é um ponto negativo, que deve ser enfrentado com
ações dos governos federal e estaduais para melhorar o
ensino básico. No que diz respeito aos cursos técnicos
superiores, a preocupação do Ministério da
Educação não deve ser com quem os ministra, mas
com sua qualidade. Afinal, todos "têm de cumprir a mesma
legislação dos cursos de bacharelado e se submeter aos
mesmos mecanismos de avaliação", como afirma Marcelo
Feres, coordenador de regulação da educação
profissional da Pasta. Este é mais um exemplo de como as
exigências do mercado ajudam o Brasil a mudar para melhor. Nada
contra a contratação de trabalhadores estrangeiros, se e
quando for necessário. Mas o que resolve o problema é dar
mais oportunidades a milhões de jovens brasileiros em busca de
formação e emprego.
Com a economia em alta, a leitura entra no dia a dia do brasileiro
Fonte: Correio Braziliense, 05/07/2010 - Brasília DF
Regina Bandeira Especial para o Correio
Dez anos depois do surgimento das primeiras megastores, frequentar
livrarias virou hábito de boa parte da população
brasiliense. Com um mix sedutor nas prateleiras - músicas,
filmes, atrações culturais e gastronômicas -, as
gigantes atraíram uma boa parcela das classes A e B, ajudando a
alavancar a leitura de livros no Brasil, que na última
década passou de 1,8 livro ao ano para 3,7 livros. "As livrarias
têm papel preponderante no crescimento do índice de
leitura no país, mas estão muito concentradas nos grandes
centros", alerta Rosely Boschini, presidenta da Câmara Brasileira
do Livro. A oferta do mix música-livros-filmes começou na
década de 1990, inspirada em um modelo americano para atrair
clientes. As livrarias passaram a oferecer CDs, DVDs, cafés
expressos, palestras e peças teatrais. Também não
se esqueceram do público infantil, para quem existe internet,
contadores de histórias e até pequenos shows de rock.
Espalhadas pelas grandes cidades, as gigantes esvaziaram as pequenas e
tradicionais livrarias de quadras e bairros, levando parte delas
à falência - principalmente as que não acompanharam
as mudanças no mercado. No entanto, o conceito de livrarias
cheias de atrativos também foi diretamente responsável
pela reestruturação, pela modernização e
pela sobrevivência de muitas outras de pequeno e médio
portes.
"Quem não mudou, morreu. Nós nos recriamos", afirma Cida
Caldas, coproprietária do Sebinho, da 406 Norte. Cida ampliou a
loja, passando a oferecer CDs, DVDs e HQs usados, e incorporou um
espaço gastronômico, com internet, além de
café ao ar livre. "Hoje temos novos clientes, gente que vem aqui
trabalhar, e os antigos estão mais satisfeitos. Financeiramente,
a mudança também foi positiva em relação
à venda de livros", diz. Outra livraria brasiliense que reciclou
após a entrada das megalivrarias foi a Dom Quixote. Ao perceber
que o mercado para as distribuidoras estava ficando reduzido,
Márcio Castagnaro, 39 anos, decidiu diversificar seu
negócio, abrindo lojas em pontos estratégicos da cidade.
Deu certo. Nos últimos 10 anos, a empresa inaugurou seis filiais
na cidade (entre elas, no aeroporto, na rodoviária e no Centro
Cultural Banco do Brasil), trabalhando principalmente com livros de
edições mais acessíveis e revistas. "Hoje,
só não lê quem não quer", destaca.
Impulsionada pelos bons números da economia e pela
ampliação dos produtos oferecidos, as livrarias foram
sendo incorporadas ao programa do brasiliense. "Em nossas lojas, o
maior gasto médio por pessoa é do cliente de
Brasília", confirma Pedro Herz, dono da Livraria Cultura (rede
com 11 lojas em todo o país, todas em shoppings). A
família do administrador Luciano Fonseca, 43 anos, é um
exemplo da nova geração de frequentadores de livrarias na
cidade. "Seria capaz de passar um dia inteiro aqui", diz o carioca que
lembra sem saudade do tempo em que ir a uma livraria não era
prazeroso. "Era bem burocrático até", diz. A esposa,
Márcia Penna, 34 anos, também aproveita o acervo para
conhecer novos livros de direito e legislação.
"Bisbilhoto aqui, mas costumo comprar a maioria deles pela internet",
diz, reforçando uma tendência global.
Economia - Outra golias nesse mercado, com quase 100 lojas em todo o
país (47 megastores), a Saraiva é um exemplo de empresa
que cresceu alavancada pelo aumento de serviços oferecidos aos
clientes. Pela internet, a empresa vende 12 mil livros por dia. Nos
últimos cinco anos, as vendas aumentaram, em média, 36%
ao ano. Um número expressivo e que demonstra que nunca o
país esteve tão ligado às letras. Para
Marcílio D'Armico, presidente da Saraiva, elas só tendem
a crescer. "A economia vai bem, os livros estão mais baratos, o
governo ampliou a compra e a distribuição de livros
didáticos. Agora, é preciso investir na
população, em como tornar a leitura um hábito",
avalia, retomando a questão para o investimento público
em educação de base.
Um problema que também é lembrado pelo escritor e
jornalista Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da
Leitura, e coordenador da pesquisa nacional Retratos da Leitura no
Brasil. "Mais gente está lendo, e também lendo mais. As
grandes livrarias ajudaram nesse processo, mas principalmente entre as
classes A, B. Ainda estão alijados dessa nova realidade 77
milhões de brasileiros, leitores de nenhum livro. Para esses -
analfabetos e analfabetos funcionais - é necessário um
investimento maciço em educação. É preciso
acesso a bibliotecas e elas estão em estado precário,
sucateadas, fechadas à noite e nos fins de semana", aponta.
"Apagão" de mão de obra é consequência de mau ensino médio
Fonte: Folha de São Paulo, 06/07/2010 - São Paulo SP
Para ex-secretária de Assistência Social de FHC, ensino médio avança pouco no país
ANTÔNIO GOIS DO RIO
O Brasil não pode esperar que o ensino médio melhore
apenas com a chegada de uma geração de alunos mais bem
preparada desde o início do fundamental. É o que disse
à Folha Wanda Engel, ex-secretária de Assistência
Social do governo FHC e superintendente-executiva do Instituto
Unibanco, que tem priorizado em suas ações sociais a
melhoria da formação no ensino médio. O Ideb,
indicador de qualidade do MEC, mostrou que a educação
avançou no ensino fundamental, mas ficou estagnada no
médio. Leia trechos da entrevista.
Folha - Para o MEC e alguns especialistas, é natural que a
qualidade da educação melhore a partir do início
do ensino fundamental, com menos avanços no ensino médio.
A senhora concorda?
Wanda Engel - Não dá para esperar que a gente melhore
apenas quando uma geração mais bem escolarizada chegue ao
fim do ensino médio. O país hoje já vive um
apagão de mão de obra em algumas áreas e a
deficiência na formação de jovens nesta etapa
é a principal causa. Se o ensino médio continuar
melhorando ao ritmo de 0,1 ponto a cada dois anos, demoraremos 40 anos
para atingir a meta de qualidade proposta.
É possível ter resultados em curto prazo, quando sabemos
que os jovens chegam ao ensino médio com muitas
deficiências?
Com criatividade, sim. Uma das estratégias pode ser fazer um
esforço para recuperar as deficiências em português
e matemática.
Não estaríamos negligenciando as demais disciplinas?
Não significa esquecê-las, mas sim priorizar as
fundamentais primeiramente. Além disso, quando há nexo
entre educação e trabalho, o incentivo é maior.
Neste sentido, é fundamental aproveitar a Lei do Aprendiz, que
cria condições para que esses jovens tenham oportunidade
no mercado de trabalho sem prejudicar sua formação.
Nova Lei protege informações privadas
Fonte: Dos Gabinetes – Assessoria de Imprensa do deputado Gelson Merisio, 06/07/2010
Virou a Lei no. 15.214 o projeto de autoria do deputado Gelson Merisio
(DEM), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que
proíbe a disponibilização ou
divulgação de informações de caráter
privado nos sites oficiais do Poder Executivo. A proposta foi
sancionada pelo governador Leonel Pavan e já está em
vigor.
A matéria estabelece que não será divulgado o
endereço residencial do proprietário de veículo
licenciado no estado. Na justificativa da proposição, o
parlamentar explica que artigos das constituições federal
e estadual, autoaplicáveis, independendo de
legislação complementar que os regulamentem, asseguram
ser invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem
das pessoas.
“Além disso, diante do atual quadro de insegurança
pública, disponibilizar e ou divulgar dados particulares em
sites oficiais capazes de facilitar o acesso de elementos mal
intencionados à vida privada de qualquer cidadão deve ser
duramente combatido e, assim, diante do desconhecimento do grande
público do disposto na Carta Constitucional, um texto de lei
estadual, por estar mais próximo do cidadão, facilita o
conhecimento da matéria”, completa Merisio.