09/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Inscrições para o Enem prorrogadas para 16/07

Inep afirma que prazo de inscrição do Enem 2010 vai terminar no dia 16

Muda idade para entrar no 1º ano

Votação de substitutivo sobre reforma universitária na Câmara fica para o dia 14

Chamada pública de patrocínio Sebrae

Haddad diz que astronomia, astronáutica e clima devem ser mais discutidos nas escolas

Conselho Nacional de Educação tem acolhido recursos apresentados contra decisões das Secretarias do MEC


Municipalização

Evolução (1)

Evolução (2)

Arte e envolvimento comunitário garantem os maiores Idebs do país

Exigência de nível superior para professores de educação básica representa excelente oportunidade para desenvolver cursos na área de educação

Cristovam diz que Ideb reprovou educação e propõe federalização do ensino fundamental


Para aperfeiçoar a educação, professores precisam ser valorizados, diz Serra 

Tribunal Arbitral não é competente para homolocar rescisões trabalhistas 


Câmara: Cidadania para o Ensino Médio

Brasil tem 13,8 milhões de analfabetos, diz Unesco

Ministro do Trabalho defende política de emprego para pessoas acima de 50 anos


Recolocação após os 50 anos

Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano


O inconcebível retrocesso no acesso ao ensino superior

Disney English planeja abrir escola de idiomas no Brasil


O que pode (e o que não pode) no estágio

Lei deve frear mudanças bruscas de jurisprudência


Inscrições para o Enem prorrogadas para 16/07
Fonte: http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/enem/news10_12.htm
O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram as inscrições do Enem, que se encerrariam nesta sexta-feira, dia 9, para o próximo dia 16, sexta-feira, às 23h59. A decisão foi tomada pelo presidente do Inep, Joaquim Neto, que atendeu à solicitação dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela. Os dois governadores do Nordeste, preocupados com o impacto das chuvas e das enchentes, fizeram o pedido ao secretário executivo do MEC, Henrique Paim, que percorre a região devastada, à frente de um grupo que estuda a reconstrução das escolas destruídas. Quem ainda não fez sua inscrição tem agora mais sete dias para fazê-la, apenas pela internet, no portal www.enem.inep.gov.br. O valor da inscrição é de R$ 35, mas estão isentos os estudantes da última série do ensino médio em escolas públicas e os que que comprovem a impossibilidade de pagamento preenchendo declaração de carência. É fundamental estar munido de CPF e RG próprios, como documentos de identificação. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro.

Inep afirma que prazo de inscrição do Enem 2010 vai terminar no dia 16
Fonte: G1, 09/07/2010
Do G1, em São Paulo
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano foram prorrogadas até o dia 16 deste mês, de acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Uma portaria publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (9), indicava que a prorrogação valeria até o dia 18, mas o Inep reforça que o novo prazo será encerrado às 23h59 da próxima sexta-feira, dia 16. O instituto vai apurar junto à Imprensa Oficial os motivos pelo engano no Diário Oficial. Segundo a entidade, uma edição extraordinária com a retificação deve sair neste sábado (10).

Muda idade para entrar no 1º ano
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 09/07/2010 - São Paulo SP
Luísa Alcaide 
Resolução aprovada ontem pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) permite que crianças que completem seis anos só no final do ano possam ser matriculadas no 1º ano do ensino fundamental em 2011. A condição para que isso ocorra é que ela já tenha feito dois anos de pré-escola. Ou seja, tem de ter frequentado a escolinha desde, pelo menos, os quatro anos de idade. Essa excepcionalidade já foi prevista no início deste ano letivo. A partir de 2012, volta a resolução inicial. Em janeiro, decisão do órgão estabelecia que o ingresso no ensino fundamental só deveria ocorrer no caso de crianças que completassem seis anos até 31 de março. A regra começou a valer este ano com a implantação do ensino fundamental de nove anos.
“Tomamos essa decisão porque seria muito  duro dizer para uma criança de cinco anos que completa seis anos só depois de março, que ela não iria poder matricular-se no fundamental como os demais coleguinhas, só porque nasceu em abril ou maio, por exemplo”, explica César Callegari, um dos conselheiro do CNE. “Sabemos que nessa faixa etária é muito difícil para a criança se desvincular de seu grupo de referência e muitas estavam sendo retidas pelas particulares na pré-escola”, completa. A regra, diz, é o ingresso com seis anos até 31 de março, mas este ano e no ano que vem o CNE abriu uma exceção por tratar-se de nova legislação.
Mas Callegari alerta que as escolas que irão receber crianças com cinco anos no ensino fundamental precisam estar alertas se  perceberem imaturidade no desenvolvimento.  “As escolas têm obrigação de orientar e de observar como será o comportamento da criança nessa fase”, afirma. Essa deliberação, acatada em pelo menos 20 Estados, entretanto, não é seguida pela rede particular de ensino paulista e pela rede pública estadual, em São Paulo, que prefere ignorar as resoluções do CNE e seguir as determinações do Conselho Estadual de Educação, que estabelece a data de corte para matrícula no 1º ano do ensino fundamental até 30 de junho. Outra novidade da resolução reeditada ontem foi a fixação de data limite para o ingresso na pré-escola. Agora a criança deve ser matriculada com quatro anos ou a serem completados até 31 de março. “Queremos realinhar o ensino infantil com o fundamental”, explica o especialista. 

Votação de substitutivo sobre reforma universitária na Câmara fica para o dia 14
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 08/07/2010 - Brasília DF
Agência Câmara 
Relator, em busca de consenso, se limitou às universidades federais. Regras para a reposição de servidores e a seleção de dirigentes dessas instituições, no entanto, ainda geram dúvidas entre parlamentares. Dúvidas dos parlamentares em relação ao substitutivo do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP), levaram a novo adiamento – para a próxima quarta-feira (14) – da votação do texto na Comissão Especial da Reforma Universitária (PLs 4212/04; 7200/06 e outros). O substitutivo apresentado nesta quarta-feira trata apenas da autonomia das instituições federais de ensino superior e dos hospitais universitários, e o ponto mais polêmico é a mudança na forma de reposição dos servidores dessas entidades.
Maluly propõe que a contratação de professores e de funcionários da área técnico-administrativa para repor as vagas ociosas seja autorizada de uma vez só, conforme a necessidade de cada instituição. Atualmente, o Ministério da Educação (MEC) tem de autorizar individualmente o preenchimento de cada cargo vago. Os critérios de reposição, pela proposta, devem ser previstos em regulamentação específica. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) disse estar insegura quanto à mudança. "O que é a regulamentação específica, é decreto, é portaria, é lei?", questionou. A secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, explicou que o mecanismo de reposição poderá ser estipulado por meio de uma simples portaria interministerial. Autonomia - Para Dallari, a  desburocratização do processo de reposição "representa o maior avanço da proposta, porque viabiliza a aplicação do artigo 207 da Constituição", que prevê a autonomia universitária. Sem a regulamentação desse artigo, avaliou a secretária do MEC, as instituições têm pouca liberdade efetiva de ação. Segundo ela, principalmente devido a barreiras administrativas, as universidades não conseguem administrar seus orçamentos. Dallari garantiu ainda que nada muda em relação à exigência de concurso público para a contratação de pessoal nas universidades federais – essa foi outra preocupação expressa por Alice Portugal.
Seleção de dirigentes - O texto apresentado também define regras para a nomeação de reitores e de diretores das unidades acadêmicas das universidades federais. Os reitores deverão ser nomeados pelo presidente da República, após processo de consulta à comunidade universitária. Somente poderão se habilitar ao cargo docentes do quadro efetivo da instituição que tenham o título de doutor. Já os diretores das unidades acadêmicas serão nomeados pelo reitor, também após consulta à comunidade acadêmica. Poderão concorrer apenas docentes do quadro efetivo. O mandato para os dois cargos será de quatro anos, permitida uma recondução. Hoje, os critérios de seleção desses dirigentes são estabelecidos na Lei 9.192/95, que será revogada pelo substitutivo. Esses critérios também foram questionados por Alice Portugal. Ela lembrou que a proposta não define a forma   de seleção de dirigentes dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets). A deputada reclamou ainda que o substitutivo não inclui os Ifets no rol das instituições com direito a receber recursos para a assistência estudantil.
Busca de consenso - O relator sustentou que limitou a proposta às instituições federais para conseguir consenso. Maluly argumentou que a maioria dos pontos previstos no PL 7200/06, do Executivo, utilizado como eixo para o substitutivo, já foi superada. Segundo ele, o Plano de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), "do ponto de vista da organização acadêmica e curricular, avança mais que o projeto". Quanto à regulamentação do setor privado, Maluly defendeu que "os avanços poderão continuar a ser implementados na esfera infralegal". Ele citou a adoção do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e o acordo de cooperação entre o MEC e o BNDESO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O banco financia principalmente grandes empreendimentos industriais e de infra-estrutura, mas também investe nas áreas de agricultura, comércio, serviço, micro, pequenas e médias empresas, educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa. como exemplos desses progressos. O acordo prevê que o banco ofereça linha de crédito específica para a educação superior privada. 

Chamada pública de patrocínio Sebrae
Fonte: CRASC 24 horas
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) abre processo seletivo para a escolha de projetos a serem patrocinados pela organização. Podem participar pessoas jurídicas com ou sem finalidade lucrativa. Cada uma pode inscrever dois projetos, que devem ter início entre 18 de outubro de 2010 e 30 de junho de 2011. Mais informações no edital:
http://www.sebrae.com.br/customizado/sebrae/institucional/patrocinio/chamada-publica/edital_ChamadaPublicaPatrocinio-012010_SEBRAE.pdf

Haddad diz que astronomia, astronáutica e clima devem ser mais discutidos nas escolas
Fonte: Clipping Educacional - Portal UOL Educação, 08/07/2010
Da Agência Brasil em Brasília 
O ministro da Educação Fernando Haddad disse hoje (8) que assuntos como Astronomia, Astronáutica e Mudanças Climáticas devem estar cada vez mais inseridos nas atividades curriculares da rede pública de ensino. “Estamos tendo a chance de fazer agora o que deveríamos ter feito a tempos atrás. Estamos recuperando nossa capacidade de desenvolvimento educacional”, disse durante a cerimônia de lançamento dos três volumes dos livros que compõem a  Coleção Explorando o Ensino. As publicações se referem à astronomia, astronáutica e a mudanças climáticas e farão parte do currículo escolar da rede pública.
Fazem parte da coleção os volumes 11,12,13 intitulados Fronteira Espacial. Mais de 73 mil exemplares de cada volume foram distribuídos em escolas públicas de todo Brasil. Segundo um dos escritores dos livros e jornalista  cientifico, Salvador Nogueira, a elaboração dos livros representa uma conquista e contribuição significativa para a educação pública. “É uma pena que a astronomia não esteja tão presente nas escolas. Essas publicações são uma maneira de trazer para as escolas parte da ciência que antes não era vista”, disse. O lançamento é iniciativa da Agência Espacial Brasileira em parceria com o Ministério da Educação.

Conselho Nacional de Educação tem acolhido recursos apresentados contra decisões das Secretarias do MEC
Fonte: Jornal da Educação 
Tem sido frequente a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) acolher recursos apresentados por mantenedoras de ensino superior para modificar decisões da Secretaria de Educação Superior, Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação.
As reformas versam, normalmente, sobre portarias que indeferem pedidos de autorização de cursos superiores ou credenciamento de instituições de ensino.
Apesar dos pareceres favoráveis, as Instituições de Ensino Superior normalmente demoram muito para ver esses pareceres homologados pelo Ministro da Educação.  Aliás, há centenas pendentes de análises, feitas pelos técnicos do MEC, para que tenham validade.
 
Municipalização
Fonte: Diário Catarinense, p.2, 09/07/2010
O Projeto de Lei Complementar 01409, que trata sobre a municipalização do ensino fundamental do Estado, passará novamente por estudos para que seja reenviado à Assembléia Legislativa. A proposta foi retirada da pauta de votação da última quarta-feira pelo governo do Estado. Ele transfere a responsabilidade financeira, administrativa e operacional do ensino para os municípios.

Evolução (1)
Fonte: Jornal de Santa Catarina, p. 3, 09/07/2010
O desempenho das escolas municipais de Blumenau no estudo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, divulgado pelo Ministério da Educação, apresentou melhora em relação ao estudo anterior.
Em 2007, a média da rede municipal foi de 4,8. No estudo divulgado esta semana, as médias subiram para 5,2, nas séries iniciais, e 5, nos anos finais, índices previstos para 2017.

Evolução (2)
Fonte: Jornal de Santa Catarina, p. 3, 09/07/2010
O Ideb é resultado de duas provas realizadas com alunos das 4ª e 8ª séries, além dos índices de aprovação, reprovação e evasão escolar – apurados pelo censo escolar do MEC.O índice é divulgado a cada dois anos e fixa metas a serem alcançadas até 2021.

Arte e envolvimento comunitário garantem os maiores Idebs do país
Fonte: Jornal da Educação 
Promover atividades como oficinas de músicas, jogos de futebol, gravações de curtas-metragens e trabalhos que desenvolvem pesquisas de campo garantem maior desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Trazer a comunidade para participar foi a receita das três escolas melhores classificadas no que mede a proficiência dos alunos em português e matemática e a taxa de aprovação para alcançar os primeiros lugares.
Os resultados do Ideb, divulgados nesta semana, provaram que mesmo com a melhora geral, ainda existem  resultados muito ruins.

Exigência de nível superior para professores de educação básica representa excelente oportunidade para desenvolver cursos na área de educação
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou projeto de lei que torna obrigatória a formação universitária para lecionar em turmas de educação infantil e nas cinco primeiras séries do ensino fundamental.   Para as demais séries desse segmento e para o ensino médio já existe a obrigatoriedade legal de formação específica.
O Projeto de Lei tende a ser aprovado e se transformar em lei.
Isso representa uma ótima oportunidade para as universidades, centros universitários e faculdades. Pois, as que possuem licenciaturas e pedagogia poderão aumentar a quantidade de alunos.  
Por sua vez significa o fim dos cursos normais que formam, ainda, professores para atuar nesse segmento.

Cristovam diz que Ideb reprovou educação e propõe federalização do ensino fundamental
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 08/07/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta quinta-feira (8) que o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - cuja nota ficou em 4,6 - é uma demonstração de que a educação brasileira está reprovada. - Eu não vejo o presidente da República convocar ministros para saber por que ficamos em 85º [em ranking da Unesco] na educação, quando saiu esse resultado. Nós não fomos reprovados em futebol, apenas não ficamos entre os primeiros. Mas nós fomos reprovados na educação, e temos que ter uma proposta para sair disso. Eu gostaria de ver este Senado, nos próximos anos, debatendo como o Brasil poderá reverter esse quadro - conclamou. O Ministério da Educação (MEC) divulgou na última quinta-feira (1º) o Ideb de 2009. São dados que medem o aprendizado e a taxa de aprovação de mais de 2,6 milhões de estudantes de todo o país no ensino fundamental e no ensino médio.
Como solução para o problema, o senador propõe que o Brasil adote a federalização do ensino fundamental e da carreira dos professores, porém com a descentralização da gestão e do projeto pedagógico. - Nós só vamos conseguir ter uma educação de qualidade e qualidade igualitária no país quando tratarmos a escola como nós tratamos o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, como  nós tratamos a Receita Federal, a Polícia Federal, o Congresso, a Justiça, de uma maneira que os gastos sejam financiados nacionalmente, pela nação, e as exigências sejam feitas pela Nação, não apenas localmente pelos municípios e pelos estados- propôs.
Situação grave - Cristovam disse que o quadro na educação brasileira pode ser ainda "mais grave", apontando para uma nota de 3,5, se for levado em conta o número de alunos que abandonam a escola. A nota obtida pelo Ideb é, na sua avaliação, uma "nota de aprovação deficiente", por ser próxima a 5. Incluída a evasão, a reprovação é "desesperante", disse o senador, por revelar um quadro em que o Brasil demonstra incapacidade para continuar estudando. Cristovam comparou a educação brasileira com a europeia, com muitos anos de investimento, o que, segundo ele, levou à atual situação de desenvolvimento baseado em tecnologia do conhecimento. Para ele, o Brasil, diferentemente, tem uma economia industrial básica, mecânica e agrícola. Porém, Cristovam insistiu que os parlamentares na próxima legislatura priorizem a discussão da escola que se quer para o futuro.
Apartes - Heráclito Fortes (DEM-PI), ao comentar o resultado do Ideb, lamentou que o   Piauí tenha recebido a pior nota no ensino médio, em contraste com a capital Teresina, que segundo ele teve o melhor desempenho do Nordeste. Criticou a utilização "eleitoreira" do cargo de secretário da educação e sugeriu período de quarentena para cargos eletivos para quem ocupar essa pasta na esfera estadual. Nesse sentido, Cristovam considerou que a federalização da profissão de professor é a melhor solução para a questão. Por sua vez, o senador Arthur Virgílio criticou a praxe de se considerar o professor "sacerdote" para justificar baixos salários. Citou a Coreia do Sul como exemplo de país que investiu maciçamente em educação e, com isso, ultrapassou o Brasil em renda per capita, tornando-se país exportador de produtos de alta tecnologia.
Potencialidades - Ao se referir a um comentário de Arthur Virgílio sobre a possibilidade de o Brasil se tornar uma potência por ter um conjunto de potencialidades que outros países latino-americanos não possuem, Cristovam lamentou que falta ao país a principal delas, a educação, "capacidade que unifica todas as outras. Para Cristovam, o Brasil só se tornará uma potência se tiver capital humano habilitado a manejar equipamentos e aparatos modernos. O senador salientou que a educação é o elemento alavancador do crescimento sustentável. 

Para aperfeiçoar a educação, professores precisam ser valorizados, diz Serra 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 08/07/2010 - Brasília DF
O aperfeiçoamento da educação no país deve incluir o treinamento e a valorização dos professores, segundo o candidato à Presidência da República pela coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), José Serra. “A educação tem problema no Brasil inteiro. Não adianta só o trololó, ficar falando isso e aquilo”, disse o candidato, que passou o dia de hoje (8) no Rio de Janeiro. Serra analisou ainda os resultados do Índice Nacional do Ensino Básico (Ideb), divulgados no começo deste mês pelo Ministério da Educação. Os dados mostram que o índice no ano passado foi de 4,6 para os anos iniciais do ensino fundamental, meta prevista para  2011. Em 2007, o Ideb foi de 4,2, meta projetada para 2009.
“A educação tem problema no Brasil inteiro”, afirmou o ex-governador de São Paulo. “Fiquei muito satisfeito porque no período em que eu fui governador o exame do Ideb deu São Paulo como a maior melhora do Brasil. É uma tarefa muito difícil”, disse ele, enquanto caminhava pelo bairro de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Pelo Plano de Desenvolvimento da Educação em vigor, a meta é que o Brasil atinja a nota 6 no Ideb até 2022 - média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável à dos países  desenvolvidos.
“O governo federal tem que mergulhar nisso. Não adianta só o trololó, falando isso e aquilo. Para melhorar, temos que valorizar os professores e o seu treinamento, o aprendizado na sala de aula”, disse Serra. Ele fez hoje corpo a corpo no Rio de Janeiro na companhia do vice na sua chapa, deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Nos últimos dias, Serra foi ao Rio, São Paulo, Jundiaí e Campinas (no interior paulista) e Curitiba. Amanhã (9) ele pretende passar o dia entre Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. Também vai fazer corpo a corpo nas duas cidades. 

Tribunal Arbitral não é competente para homolocar rescisões trabalhistas 
Fonte: Boletim Jurídico SIEEESP
Não se conformando com a decisão de primeiro grau, um servente de pedreiro recorreu perante o TRT da 2ª Região, impugnando a sentença, em síntese, quanto à rejeição dos pedidos em face do acolhimento do acordo feito no Tribunal Arbitral.
Após ser demitido, o autor não recebeu as verbas rescisórias, e, em vez de ser encaminhado à DRT ou ao sindicato da classe, as reclamadas o levaram à Câmara de Alçada Arbitral Brasileira, onde recebeu o valor das verbas rescisórias reconhecidas e mais um valor de verbas indenizatórias, sem qualquer discriminação quanto à origem dessas.
De início, segundo o desembargador relator Jonas Santana de Brito, da 3ª Turma do TRT-2, “... na data do acordo já havia sido ultrapassado o prazo legal de 10 dias para pagamento das rescisórias e o valor total pago sequer atingiu as verbas rescisórias e a multa legal.”
Analisando os autos, o relator observou que o juízo de primeiro grau havia encerrado a instrução processual, por entender que não havia necessidade de prova, ante o acordo feito no Tribunal Arbitral. “Embora o juízo tenha julgado improcedente a ação, sequer adentrou ao mérito, importando a decisão em extinção do feito sem julgamento do mérito diante do acordo feito no Tribunal Arbitral”, ressaltou o magistrado.
O desembargador também salientou que: “O Tribunal Arbitral, criado pela lei 9307-1996, não tem competência material para apreciar lides trabalhistas e homologar acordos. Desse modo, eventual acordo não é título executivo a ser executado na Justiça do Trabalho e nem impede a propositura de ação trabalhista. Os direitos trabalhistas têm caráter indisponível e não podem ser objeto de acordo extrajudicial, exceto nas comissões de conciliação prévia previstas no artigo 625 A da CLT.”
Por outro lado, no entendimento do magistrado, “O Tribunal Arbitral tem plena validade para arbitrar outros tipos de demanda, de trânsito, militares, de família, criminais, de falência, etc; mas excluídas as trabalhistas, cujos direitos são, em regra, irrenunciáveis.”
Desse modo, os magistrados da 3ª Turma do TRT da 2ª Região decidiram pela anulação da sentença, determinando a reabertura da instrução processual, de modo que as partes possam produzir provas de suas alegações de mérito, com produção de provas orais e julgamento ao final.
O acórdão 20100347520 (Proc. 02576200706102005) foi publicado em 7 de maio de 2010.
Fonte: TRT 2º REGIÃO.

Câmara: Cidadania para o Ensino Médio
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação e Cultura aprovou na quarta-feira (7) o Projeto de Lei 7113/10, da Comissão de Legislação Participativa, que inclui entre as finalidades do ensino médio a “educação para a cidadania”.
O objetivo é aumentar a consciência crítica dos jovens e formar indivíduos aptos ao exercício da cidadania. Além disso vai contribuir para aperfeiçoar a legislação educacional em um momento em que a sociedade pede maior rigor no combate à corrupção, na defesa da ética e  no controle da correta utilização de recursos públicos.
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.
 
Brasil tem 13,8 milhões de analfabetos, diz Unesco
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Dirigida, 07/07/2010 - Rio de Janeiro RJ
Mariana Debarba 
Dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura(Unesco), relativos a 2007, foram apresentados no 8° Encontro do grupo de nove países em desenvolvimento mais populosos do mundo (E-9), na Abuja, Nigéria. Segundo a Unesco, o México é o país que apresenta o menor número absoluto de analfabetos (5,3 milhões), seguido da Indonésia (13,2 milhões) e do Brasil (13,8 milhões). Na sequência vem Egito (16,8 milhões), Paquistão (47 milhões), Bangladesh (48,5 milhões), China (70,5 milhões) e Índia (269,8 milhões).
O total de brasileiro alfabetizados nesse período atingiu 90,04%. Próximos a esse percentual,   estão a China, com 93,23% (95,98% dos homens e 88,48% das mulheres) e México com 91,6% (93,2% dos homens e 90,2% das mulheres). Em outras nações do E-9, os índices de alfabetização das mulheres são muito baixos, como por exemplo, a Índia e o Paquistão. O Brasil alcançou o melhor índice de alfabetização de mulheres em relação ao de homens. Segundo os dados de 2008 da Unesco, o país alfabetizou 90,22% da pessoas do sexo feminino e 89,9% do sexo masculino, matriculadas em alguma instituição de ensino, desde a educação infantil até a faixa de adultos que não passaram pelo ensino regular. Segundo o diretor de políticas de  jovens adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jorge Teles, representante do Ministério da Educação, o encontro avaliou o andamento do Pacto pela Aceleração da Alfabetização, firmado em 2000 pelos 9 países (Bangladesh, Brasil, China, Egito, Índia, Indonésia, México, Nigéria e Paquistão). O acordo propõe reduzir até 2015 em 50% a taxa de analfabetismo de jovens e adultos. No caso do Brasil, a previsão é de que a meta será alcançada, pois em 2000 o país tinha 14% de analfabetos com idade acima de 15 anos e, em 2010, o índice está em 9,9%. A meta é chegar com 7% em 2015. 

Ministro do Trabalho defende política de emprego para pessoas acima de 50 anos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:04 hs. 
08/07/2010 - Para o ministro, a falta de mão-de-obra qualificada poderá estimular o retorno de pessoas mais experientes
Por Karla Santana Mamona, InfoMoney.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu na segunda-feira (5) a adoção de políticas públicas para a reinserção de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho. Segundo o ministro, a falta de mão-de-obra qualificada poderá estimular o retorno de pessoas mais experientes.
"O Brasil vive a mais rápida expansão do emprego formal, e esse crescimento também está gerando a falta de profissionais qualificados. Em algumas cidades, já está difícil contratar pedreiros ou engenheiros", disse.
Lupi acrescentou também que, com tantos investimentos previstos devido aos eventos que acontecerão no País - Copa do Mundo e a Olimpíada -, é necessário pensar nesse segmento da população que tem muito a ensinar e contribuir.
Realidade do mercado
O consultor em Talentos Humanos da Inthegra, Nege Calil, afirmou que as empresas já enfrentam o problema da falta de pessoas qualificadas, por isso elas reconhecem o valor da experiência que os profissionais mais velhos possuem.
"Ter realizado boas obras durante a carreira, estar atualizado sobre o mercado, ter formação acadêmica adequada, lidar bem com informática e idiomas, além de possuir entusiasmo para trabalhar, são requisitos que contam mais pontos que a idade", disse.
De acordo com Calil, os segmentos que mais contratam profissionais experientes são as redes de assistência médica, supermercados, locadoras, concessionárias de veículos e empresas de construção civil.

Recolocação após os 50 anos
A atendente da Unimed Uberlândia, Célia de Fátima Oliveira, é um exemplo de recolocação no mercado de trabalho após 50 anos de idade. A profissional de 62 anos trabalha diariamente na empresa há três anos.
"Eu fiquei sabendo que a Unimed iria contratar pessoas mais velhas. Então, enviei meu currículo, passei por entrevista com uma psicóloga e estou aqui trabalhando. Eu gosto muito de ter a cabeça ocupada, principalmente se for pelo trabalho", finalizou Célia. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano
Fonte: ABMES Notícias
Reconhece o desempenho das Instituições de Ensino no Brasil e valoriza o trabalho do Gestor Educacional
Com a missão de incentivar e valorizar práticas eficazes de gestão educacional no Brasil, a CONFENEN (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), a Humus e, a partir deste ano, a ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e a ANACEU (Associação Nacional dos Centros Universitários) promovem a quarta edição do PNGE – Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano.
O prêmio visa estimular a divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas à gestão educacional premiando instituições e profissionais que realizam ações inovadoras nesse âmbito de atuação e que tenham êxito na melhoria da qualidade de seus processos acadêmicos e organizacionais.
O gestor brasileiro ao desenvolver sua atividade profissional a engrandece e contribui significativamente para o avanço de sua organização na sociedade. O Prêmio Gestor Educacional do Ano prestigia e difunde este trabalho de notória competência e destaca a performance em sua área de atuação.
As inscrições para o Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano não possuem taxas para participação e podem ser feitas a partir do dia 02/08/2010 até o dia 28/01/2011.

O inconcebível retrocesso no acesso ao ensino superior
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:37 hs. 
08/07/2010 - É sobejamente conhecido que Portugal tem taxas de acesso ao ensino superior que estão muito aquém das que se verificam, não apenas na generalidade dos países da União Europeia, mas mesmo em países que são considerados como menos desenvolvidos. Impunha-se por isso um grande esforço do Estado português no apoio ao acesso ao ensino superior por parte dos jovens portugueses, em nome da superação do atraso nacional e a bem das possibilidades de acesso a emprego qualificado por parte das gerações futuras.
Fez-se precisamente o contrário. As propinas no ensino superior público, que meados dos anos noventa tinham um valor simbólico, estão hoje acima dos 900 euros anuais. Isto nas licenciaturas e nos mestrados integrados, já que nos mestrados não integrados as propinas ascendem a milhares de euros anuais. Acresce que o famigerado processo de Bolonha se encarregou de desgraduar as licenciaturas, fazendo com que a habilitação exigida para o acesso a profissões qualificadas seja o mestrado.
Não tenho qualquer dúvida que existe hoje uma grave selecção económica no acesso ao ensino superior. Basta olhar para a média salarial praticada em Portugal e para o crescente empobrecimento do extracto social a que se convencionou chamar “classe média” para perceber que grande parte das famílias portuguesas não tem condições económicas para que os seus jovens frequentem o ensino superior público, e por maioria de razão, privado.
Dizia hipocritamente o ministro Mariano Gago que o problema se resolvia por via da concessão de bolsas de estudo aos jovens de famílias carenciadas para que pudessem frequentar o ensino superior. Demagogia. É mais que sabido que as condições de acesso a bolsas são de tal modo restritivas que deixam de fora amplas camadas da população que vivem com sérias dificuldades económicas. E para piorar as coisas, vem agora o PEC retirar as bolsas de estudo a 20 % dos actuais beneficiários.
Portugal, os jovens portugueses do presente, e as gerações futuras, vão pagar muito caro o retrocesso inconcebível que a doutrina neoliberal posta em prática pelos Governos PS/PSD/CDS impôs ao nosso país em matéria de ensino superior. A menos que esta política seja travada. A menos que o acesso à formação superior deixe de ser considerada como um privilégio individual de alguns privilegiados e volte a ser encarada como um desígnio estratégico para o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal. 
Fonte: Blog Parlamento - PT 

Disney English planeja abrir escola de idiomas no Brasil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs. 
08/07/2010 - A Disney English, ramo de educação dos estúdios Walt Disney planeja abrir escola de inglês para crianças no Brasil no próximo ano.
A escola de idioma já possui várias unidades na China, onde pretende expandir para 148 no prazo de cinco anos. Várias estão localizadas em Xangai, onde a Disney está construindo um parque temático. Recentemente mais uma escola foi inaugurada em Pequim. A classe média chinesa paga cerca de 1.700 dólares por 96 horas de aula por ano, o que não é barato para os padrões de ensino de línguas do continente.
O curso é direcionado para crianças de um a 11 anos, o idioma é ensinado com personagens como Mickey Mouse, a Pequena Sereia, entre outros, e os responsáveis pelas aulas são chamados de "membros do elenco" e não de professores. A Disney English projeta ensinar inglês para 150 mil crianças por ano, até 2015.
A Disney tinha licenciado seus personagens para outras ações de formação em língua inglesa para os últimos 25 anos, mas decidiu desenvolver seu próprio programa e executar suas próprias escolas quando percebeu a crescente demanda na China. Está é uma estratégia que permite que os estúdios criem um vínculo com uma nova geração de consumidores que poderia não ter consciência dos personagens e das histórias da empresa.
De acordo com Russell Hampton, presidente da Disney Publishing Worldwide, os próximos 12 meses serão focados em investimentos no Brasil e na rápida expansão na China. Além disso, a Disney English está estudando um sistema de ensino à distância e um pacote de formação em línguas que podem ser comprados em lojas de varejo.
As informações são do Financial Times 
Fonte: Terra - Educação 

O que pode (e o que não pode) no estágio
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:58 hs. 
08/07/2010 - Entenda os direitos e deveres de estudantes, escolas e empresas
Por Simão Mairins, www.administradores.com.br
Estágio e Trainee: está aberta a temporada de caça aos talentos
Completará dois anos em alguns meses a nova Lei do Estágio, que regulamenta a atividade e estabelece de forma mais clara direitos e deveres de estudantes e empresas. Do lado dos alunos, aumentaram os benefícios. Aos empresários e às instituições de ensino, agora são exigidas maiores responsabilidades. Entenda o que diz a, ao mesmo tempo, elogiada e criticada legislação.
As duas grandes novidades da nova lei são a redução da carga horária do estágio e a concessão, aos alunos, do direito a recesso. Com relação ao primeiro ponto, fica estabelecido que a jornada máxima de um estagiário do ensino superior deve ser de seis horas diárias e trinta semanais. Em períodos de provas, a carga deve ser reduzida à metade.
Já no tocante ao segundo ponto, o advogado trabalhista Alexandre Moraes e Souza esclarece que o estagiário não passou a ter direito a férias. "A lei do estágio não estabeleceu direito a férias, pois estas são próprias de empregado cujo contrato é regido pela CLT. Porém, assegurou ao estagiário um período de descanso de 30 dias denominado de recesso, sendo-lhe devida a remuneração deste período, em caso de o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação", explica o advogado.
O recesso deve ser concedido de forma integral ou escalonada, conforme for estabelecido no termo de compromisso, a todos os estudantes. Para cada ano de estágio, o aluno tem direito a 30 dias de descanso. No caso dos contratos inferiores a 12 meses, o direito deve ser concedido de forma proporcional ao tempo trabalhado.
Empresas
Do lado da parte concedente do estágio, há mais obrigações que benefícios. Além de muitas empresas terem se desagradado com a redução da carga horária dos estagiários, agora todas são obrigadas, também, a contratar, para o aluno, seguro contra acidentes e a enviar, a cada seis meses, à instituição de ensino, um relatório sobre as atividades desenvolvidas pelo estudante.
Alexandre Souza explica ainda que "a contratação de estudantes na condição de estagiários, segundo impõe a Lei 11.788/08, exige compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso". No tocante a essa questão, a nova lei não apresenta muitas diferenças com relação à regulamentação antiga, e estabelece que o aluno, a escola e a parte concedente do estágio celebrem um termo em conjunto, observando, além da compatibilidade entre curso e estágio, a frequência contínua nas aulas e demais atividades acadêmicas.
O descumprimento das normas do estágio pode caracterizar a atividade desenvolvida como emprego. "Estagiários que exerçam, na prática, atribuições específicas de certas profissões – porém, em desacordo com a lei – poderão ser reconhecidas como empregados", explica Souza. Segundo o advogado, o estudante poderá, inclusive, "pleitear o reconhecimento de sua condição como de empregado, com a incidência dos direitos próprios e decorrentes daquela relação de emprego", no caso de irregularidade no exercício da atividade de estágio.
Instituições de ensino
Com a nova regulamentação, a responsabilidade das instituições de ensino com relação ao estágio ficou maior. Alexandre Souza enumera as principais obrigações das escolas, que são determinadas no artigo 7º da lei:
- Celebrar o indispensável termo de compromisso a ser firmado com a organização concedente e o estagiário;
- Avaliar as instalações da parte concedente e sua adequação à formação cultural e profissional do educando (estagiário);
- Verificar, mediante relatório, as atividades do estagiário;
- Elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação de seus estagiários;
- Indicar professor orientador de acordo com cada área do estágio;
- Instituir plano de atividades, tendo em conta a grade curricular do curso
Cartilha
O governo preparou uma cartilha que esclarece, de forma sintética, os principais pontos da nova Lei do Estágio. Para ver, clique aqui
http://www.mte.gov.br/politicas_juventude/cartilha_lei_estagio.pdf
Fonte: www.administradores.com.br 

Lei deve frear mudanças bruscas de jurisprudência
Fonte: OAB/SC Notícias
No fim de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu do Tribunal Superior Eleitoral sua sexta multa por propaganda eleitoral antecipada em favor da então pré-candidata à presidência da República Dilma Rousseff. Para a Advocacia-Geral da União, que defende o presidente na corte, ele jamais pediu votos para a candidata de seu partido. Apenas realçou suas qualidades. Já para o TSE, embora não tenha havido um pedido expresso de Lula ao eleitorado, as menções à candidata desequilibram o processo eleitoral. E ponto final.
A mudança de entendimento do TSE é relativamente recente. Tanto as últimas multas por propaganda irregular quanto as cassações de mandato de governadores, prefeitos e parlamentares, ocorreram devido a decisões que envolvendo muito mais a presunção de que os candidatos usaram táticas irregulares de campanha do que a certeza de provas concretas. Em parte, a nova jurisprudência contorna a clássica dificuldade em se juntar provas desse tipo de comportamento, mas também causa desconforto nos atores da política.
“Nos últimos quatro anos, a jurisprudência do TSE mudou muito rápido, por exemplo, em relação à fidelidade partidária, o que cria insegurança jurídica”, diz o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). Segundo ele, a jurisprudência da corte dita o comportamento e a cautela dos políticos, e manobras erradas podem acontecer por falta de estabilidade. O mesmo ocorre em relação ao entendimento do tribunal sobre campanha irregular. “A lei precisa ser mais clara para que não haja brecha a presunção.”
Especialista em Direito Eleitoral e Penal, o advogado do PT, Pierpaolo Bottini, concorda. “Ajustes de rumo não podem ser bruscos. Tem de haver ao menos modulação”, afirma. No caso da fidelidade partidária, ele afirma que a posição do Judiciário é importante, mas as regras devem ser definidas no Legislativo, justamente devido ao risco de mudança jurisprudencial. Para o advogado, no entanto, não há como fixar todos os procedimentos em uma lei de forma exaustiva. “Cada eleição é diferente, e demanda uma mudança na Lei Eleitoral.”
Bottini acredita que a recente interpretação do TSE sobre inelegibilidade, baseada na Lei Ficha Limpa, deve ser revisada no Supremo Tribunal Federal. “Embora não seja vista como pena, é uma sanção”, afirma. Por isso, segundo ele, a perda do direito de se candidatar deve respeitar a presunção de inocência prevista na Constituição Federal. “Ainda há dúvidas sobre a aplicação retroativa da lei.”
Fonte: Consultor Jurídico