
13/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
OAB-SC não pode exigir diploma para inscrição no exame da ordem
MEC realiza retificação de instrumentos
de avaliação institucional externa e
avaliação de cursos (reconhecimento e
renovação de reconhecimento)
Projeto de reforma universitária volta à pauta na Câmara dos Deputados
Parecer sobre a reforma universitária pode ser votado na quarta-feira
Escolas públicas estaduais entram em recesso no dia 17 de julho
Audiência examina sistema de credenciamento de cursos no Mercosul
Bolsa para Universidade - Mobilização contra atraso
Cai a liminar: CPF é obrigatório para inscrição no Enem
Inscrições ENEM são prorrogadas
Ministério da Educação arquiva
ilegalmente centenas de pedidos de autorização de novos
cursos, com base em disposições infra-legais
Aluno com 6 anos até dezembro poderá entrar no fundamental
BBB desde a infância
ONG entregará propostas para educação aos candidatos à Presidência
Corrida ao Senado e ao Planalto
Projeto que dispõe sobre idade limite para
atendimento a deficientes na rede pública é extinto por
comissão
Marina quer mais verba para ensino
Professor terá licença capacitação
Números para o governo de SC
Comissão da Reforma Universitária se reúne na quarta
Término da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul faz com que Brasil redefina suas prioridades
Um tesouro chamado egresso
Um futuro sem mestres e também sem educação
Empresas ganham status de "universidade"
Educação na agenda política
Faltam professores de ciências exatas e biológicas nas escolas do país
Bolsistas "fujões" são condenados a pagar R$ 19,6 mi
Articulação entre as
instituições de ensino de ensino superior e escolas de
educação básica é a única
alternativa para a melhoria dos padrões de qualidade nas
universidades, centros universitários e faculdades
Código Disciplinar já é usado em diversas escolas
Civita compra Anglo e fará mais aquisições
OAB-SC não pode exigir diploma para inscrição no exame da ordem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 12/07/2010
A Justiça Federal determinou que a Seccional de Santa Catarina
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC) não poderá
exigir a comprovação de conclusão de curso e de
colação de grau para que o candidato faça a
inscrição no exame da Ordem. Segundo comunicado do
Procuradoria da República de Santa Catarina, a decisão
é resultado de uma ação civil pública, que
aponta a ilegalidade de provimento do Conselho Federal da OAB que
restringe a inscrição no exame aos candidatos que
comprovem a conclusão do curso de Direito. A ação
foi ajuizada pelo procurador da República Maurício
Pessutto Para, que considerou que "o provimento da OAB limita o
exercício do direito fundamental à livre
atividade profissional de advocacia ao estabelecer requisitos
não contidos na lei que ele regula". O estatuto da OAB (lei
nº 8.906/94) dispõe que, para inscrição como
advogado, o bacharel em Direito deve apresentar o diploma ou
certidão de graduação e comprovar a
aprovação no exame da Ordem. A procuradoria, entretanto,
argumenta que em nenhum momento a lei estabelece que a conclusão
do curso é requisito para a inscrição ou para a
realização do exame. A exigência do diploma
é feita apenas para o momento da inclusão no quadro de
advogados. Ainda segundo a ação, a OAB não
terá nenhum prejuízo ao permitir a
realização da prova pelos bacharelandos. Em
caso de aprovação no exame, o bacharelando somente
será autorizado a se inscrever no quadro profissional, quando
tiver colado grau. Por outro lado, se o estudante for reprovado no
exame, também não haverá prejuízo, pois ele
não terá fundamento para requerer sua
inscrição definitiva na OAB. A Justiça determinou
também que, para a inscrição no exame da Ordem,
basta a apresentação de certidão ou atestado de
que o candidato está cursando as últimas disciplinas da
grade curricular acadêmica. Além disso, a OAB/SC
deverá promover ampla divulgação sobre a
possibilidade de os bacharelandos do curso de Direito se inscreverem no
exame. (Portal IG)
MEC realiza retificação de
instrumentos de avaliação institucional externa e
avaliação de cursos (reconhecimento e
renovação de reconhecimento)
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs.
13/07/2010 - A Comissão Nacional de Avaliação da
Educação Superior – CONAES aprovou
alterações nos instrumentos de avaliação
institucional externa, avaliação de cursos de
graduação (licenciatura e bacharelado) para fins de
reconhecimento e avaliação de cursos de
graduação (licenciatura, bacharelado e superiores de
tecnologia) para fins de renovação de reconhecimento.
As alterações realizadas e as orientações
gerais para os processos avaliativos estão destacadas a seguir:
I.Instrumento de Avaliação Institucional Externa:
1.Exclusão da expressão imprescindível do indicador 2.4
Políticas institucionais para cursos de
pós-graduação lato sensu e stricto sensu, na
modalidade presencial, e suas formas de
operacionalização. "indicador imprescindível para
universidades".
2.Alteração da redação do conceito
referencial mínimo de qualidade para Universidades e Centros
Universitários do indicador 5.2 (Formação do corpo
docente), que passa a ser:
"Quando o corpo docente da IES tem experiência profissional e
acadêmica adequadas às políticas constantes nos
documentos oficiais da IES e 100% têm formação
mínima em nível de pós-graduação
lato sensu; desses, 70% possuem formação mínima em
nível em pós-graduação stricto sensu e pelo
menos 20% possuem o título de doutor".
3.Alteração da redação do conceito
referencial mínimo de qualidade para Faculdades do indicador 5.2
(Formação do corpo docente), que passa a ser:
"Quando todo o corpo docente tem, no mínimo,
formação de pós-graduação lato sensu
e experiência profissional e acadêmica adequadas às
políticas constantes nos documentos oficiais da IES".
4.Exclusão dos conceitos referenciais mínimos de
qualidade para Universidade, Centro Universitário e Faculdade do
indicador 5.3 (Condições institucionais para os
docentes), a expressão "homologado por órgão do
Ministério do Trabalho e Emprego".
“Quando o perfil (formação e experiência) e
as políticas de capacitação do corpo
técnicoadministrativo estão adequados ás
políticas constantes dos documentos oficiais da IES*.
Além disso, está implementado e difundido”.
5.Alteração da redação do item 2, do
Requisito Legal (Titulação do corpo docente)
Universidades e Centro Universitários que passa a ser:
“Para Universidades e Centro Universitários: "no
mínimo formação em
pós-graduação lato sensu para todos os docentes e
percentual mínimo de docentes com
pós-graduação stricto sensu, de acordo com os
artigos 66 e 52 da Lei Nº 9.394/1996”.
6.Alteração da redação do item 2, do
Critério de Análise (Titulação do corpo
docente) Universidades e Centro Universitários que passa a ser:
"O corpo docente tem, no mínimo, formação em
pós-graduação lato sensu e a IES tem, no
mínimo, um terço do corpo docente com
titulação de mestrado e/ou doutorado?".
7.Alteração da redação do item 2, do
Requisito Legal (Titulação do corpo docente) Faculdades
que passa a ser:
"no mínimo formação em
pós-graduação lato sensu para todos os docentes
(art. 66 da Lei n. 9.394/1996)".
8.Alteração da redação do item 2, do
Critério de Análise (Titulação do corpo
docente) Faculdades que passa a ser:
“O corpo docente tem, no mínimo, formação em pós-graduação lato sensu?".
9.Adoção da expressão "Plano de Cargo e Carreira"
na descrição do Requisito Legal e no Critério de
Análise do item 4(Plano de Cargo e Carreira), que passa a ser:
"O Plano de Cargo e Carreira deve estar protocolado no
órgão competente do Ministério do Trabalho e
Emprego.
10.Alteração da redação da resposta
à questão "Quem é o Ouvidor?" no verbete
Ouvidoria, que consta do Glossário do Instrumento, que passa a
ser: "É um docente ou técnico-administrativo facilitador
das relações entre o cidadão e a
instituição".
II.Instrumento de Avaliação de Cursos de
Graduação para fins de renovação de
reconhecimento
1.Alteração da redação do conceito
referencial mínimo de qualidade do Indicador 2.3
(Titulação e experiência do corpo docente e efetiva
dedicação ao curso)que passa a ser:
"Quando, pelo menos, 50% dos docentes do curso têm
titulação obtida em programas de
pós-graduação stricto sensu, 20% são
doutores, 10% são contratados em tempo integral e todos os
mestres e doutores têm, pelo menos, quatro (4) anos de
experiência acadêmica no ensino superior". (considerar
apenas as horas destinadas às atividades da Mantida à
qual pertence o curso).
2.Alteração da expressão "Requisitos Legais" para
Requisitos Legais e Normativos, nos Instrumentos de
Avaliação de Cursos de Graduação que
subsidiam os atos regulatórios: Autorização,
Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos.
3.Alteração da denominação "indicador
imprescindível" para "indicador de destaque" em todos os
instrumentos de Avaliação de Cursos de
Graduação, exceto para os Cursos de
Graduação em Medicina – Bacharelado.
4.A atribuição de conceito 1 (um) a, pelo menos, um
indicador de destaque de qualquer uma das dimensões, implica em
conceito 1 (um) para toda a dimensão, independentemente dos
conceitos obtidos nos outros indicadores que a constituem. Quando se
verificar o disposto nesse item, o conceito final do Relatório
da Avaliação exarado pela Comissão de
Avaliação in loco, não poderá ser superior
a 3 (três). Estas alterações também se
aplicam ao Relatório da Avaliação de Curso de
Graduação em Medicina – Bacharelado.
5.A atribuição de conceito menor que 3 (três) em
qualquer uma das dimensões do Instrumento de
Avaliação, nos processos de Renovação de
Reconhecimento de Cursos, ensejará a celebração de
protocolo de compromisso a ser firmado entre a
Instituição de Educação Superior e o
Ministério da Educação, conforme disposto no art.
10 da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.
III.Instrumento de Avaliação de Cursos de
Graduação (bacharelado e licenciatura) para fins de
Reconhecimento:
1.Exclusão da expressão "imprescindível" nos
descritores dos conceitos 3, 4 e 5 do Indicador 3.2 (Tipologia e
quantidade de ambientes/laboratórios, de acordo com a proposta
do curso).
Fonte: CM Consultoria
Projeto de reforma universitária volta à pauta na Câmara dos Deputados
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão Especial que analisa o projeto de lei que versa sobre
a reforma universitária aprovará, nesse dia 14 de julho,
o substitutivo do Deputado Jorge Maluly objetivando a
modificação de três artigos da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional.
A matéria seguirá, logo a seguir, para o Plenário
da Câmara dos Deputados e depois de ratificado irá para o
Senado Federal.
As mudanças irão beneficiar, em especial, universidades públicas e os seus professores e servidores.
Parecer sobre a reforma universitária pode ser votado na quarta-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/07/2010 - Brasília DF
Agência Câmara
A Comissão Especial da Reforma Universitária pode votar
na quarta o parecer do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP). A
comissão foi criada para propor um novo modelo de gestão
para as universidades públicas e privadas no País. O
parecer do relator ainda não foi divulgado. Maluly adiantou, no
entanto, que vai tratar da autonomia administrativa, pedagógica
e financeira das instituições. Esse tema, disse,
será mais facilmente aprovado do que outros. “Vamos pegar
tudo o que há na área de autonomia. O grande trabalho
será conscientizar a comissão para votar esse ponto. No
ano que vem, outro grupo poderá fechar os pontos que ficarem
em aberto”, explicou.
Entre os temas que não possuem consenso e não
entrarão no parecer estão o sistema de
avaliação, a montagem de cursos universitários e a
participação de capital estrangeiro no ensino superior
brasileiro. Sobre o sistema de avaliação, Maluly explicou
que alguns dos envolvidos no tema o consideram um caminho para melhoria
do ensino superior, enquanto outros o classificam como
punição. Em relação à montagem de
cursos, o deputado disse que o Ministério da
Educação não cumpre prazos e que as
instituições de ensino ficam sem poder tomar
uma iniciativa. Já no que diz respeito ao capital estrangeiro, a
dificuldade é estabelecer limites para essa
participação.
Projetos em análise - A comissão analisa o Projeto de Lei
4212/04, do deputado Átila Lira (PSB-PI), e outros que tramitam
em conjunto. Entre eles, o projeto de reforma universitária
encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 2006 (PL 7200/06) e a
proposta (PL 5175/09) apresentada pela Comissão de
Legislação Participativa por sugestão da
União Nacional de Estudantes (UNE). A reunião será
realizada às 14h30 no plenário 8.
Escolas públicas estaduais entram em recesso no dia 17 de julho
Fonte: http://www.sed.sc.gov.br/secretaria/noticias/2442-escolas-publicas-estaduais-entram-em-recesso-no-dia-17-de-julho, 05/07/2010
As férias de julho para os 700 mil alunos da
educação básica, profissional e de jovens e
adultos das 1.350 escolas da rede pública estadual de ensino
começam no próximo dia 17. O recesso será de 15
dias, com as atividades sendo retomadas no dia 2 de agosto.
O recesso escolar segue o calendário estipulado pela Secretaria
de Estado da Educação (SED), baseado na Lei de Diretrizes
e Bases da Educação (LDB). Esta lei prevê o
cumprimento mínimo de 200 dias letivos.
Docentes
Já os professores terão folga de uma semana, entre os
dias 26 e 2 de agosto. Cada Gerência Regional de
Educação (GERED) terá autonomia para definir o que
será feito na primeira semana de recesso.
O período poderá ser usado para
capacitação, reposição de aulas (perdidas
por conta dos estragos provocados pela chuva de maio ou
paralisação de professores) ou férias.
Audiência examina sistema de credenciamento de cursos no Mercosul
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/07/2010 - Brasília DF
Agência Câmara
A Comissão de Educação e Cultura promove na
terça-feira (13/7) audiência pública para discutir
o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2403/10, da
Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul
(Parlasul), que estabelece de um sistema de credenciamento de cursos de
graduação no Mercosul e países associados. O
debate foi proposto pelos deputados João Matos (PMDB-SC) e
Lobbe Neto (PSDB-SP). Segundo os parlamentares, o acordo servirá
para facilitar o reconhecimento de títulos e diplomas
universitários. Um modelo será elaborado a partir de
experiências já realizadas no caso de cursos de agronomia,
engenharia e medicina e que foram consideradas exitosas por equipes
técnicas. Foram convidados: - o presidente do Conselho
Nacional de Educação, Antonio Carlos Caruso Ronca; - o
representante do Ministério de Estado da Educação
Roberto Wollinger; e - o representante do Fórum das Entidades
Representativas do Ensino Superior Particular, Antonio Carbonari Netto.
A audiência pública está marcada para as 14h30 no
plenário 10.
Bolsa para Universidade - Mobilização contra atraso
Fonte: Diário Catarinense, 13/07/2010
Reitores e estudantes de Santa Catarina se reúnem hoje,
às 10h, na Assembleia Legislativa, para discutir o atraso do
repasse dos recursos das bolsas aos universitários catarinenses.
A audiência pública foi proposta do deputado estadual
Pedro Uczai (PT), autor do projeto que já concedeu mais de 180
mil bolsas. Segundo ele, com os convênios assinados em fevereiro
entre o governo do Estado e as universidades, os investimentos em
bolsas de estudo para 2010 devem ser de R$ 49 milhões.
Como muitas universidades catarinenses não receberam nenhuma das
cinco parcelas que deveriam ser pagas no primeiro semestre deste ano, o
deputado Uczai acredita que a mobilização de hoje
é fundamental para pressionar o governo.
– O Estado que forma universitários, projeta o futuro.
Queremos saber para onde está indo o dinheiro, porque a receita
existe.
Ontem, o deputado esteve reunido em Chapecó com reitores da
região do Oeste para avaliar as condições das
universidades. Muitas instituições que concederam o
benefício, mesmo com o atraso, não terão
condições de bancar os custos nas mensalidades no segundo
semestre, caso o governo não repasse. Se o pagamento não
for colocado em dia, muitos bolsistas terão que abandonar os
estudos.
JOANA GANDIN
Cai a liminar: CPF é obrigatório para inscrição no Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC
O desembargador José Antônio Lisboa Neiva, do Tribunal
Regional Federal da 2ª região, acolheu as razões
apresentadas pelo Ministério da Educação e cassou
a liminar que obrigava o Inep a aceitar inscrições de
estudantes no Enem 2010 sem a obrigatoriedade de apresentar CPF
próprio. Neiva cedeu ao argumento dos advogados do MEC e do
Inep, segundo o qual o CPF é o único documento
nacional, com garantia de segurança para todos os inscritos da
prova. A arguição abordava ainda a facilidade para a
consecução do documento em todo o território
nacional e os transtornos que a decisão anterior provocaria em
um certame que já tem mais de quatro milhões de
inscritos. O Inep, atendendo a um pedido dos governadores
de Penambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Vilela,
decidiu prorrogar as inscrições até a
próxima sexta-feira, dia 16. Os estudantes que ainda não
se inscreveram devem fazê-lo apenas no portal
www.enem.inep.gov.br, com CPF e RG próprios.
Inscrições ENEM são prorrogadas
Fonte: Diário Catarinense, 10/07/2010
Ministro da Educação afirmou que enchentes no Nordeste são responsáveis por mudança da data
As chuvas nos Estados de Alagoas e de Pernambuco foram as
responsáveis pela prorrogação das
inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) até a próxima sexta-feira.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou ontem
que os governadores dos dois estados pediram que o prazo fosse adiado
porque muitos alunos dessas regiões estão recuperando
documentos necessários para confirmar as
inscrições.
Segundo o ministro, outro preocupação dos governadores
Teotonio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, e Eduardo Campos (PSB), de
Pernambuco, é a reconstrução das escolas
destruídas pelas chuvas.
- Como não vai haver prejuízo ao calendário, o
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep) resolveu adiar por uma semana - afirmou Haddad.
Com isso, os alunos terão mais uma semana para se candidatar
à seleção, apenas via internet. O valor da
inscrição é de R$ 35. Estão isentos os
estudantes da última série do ensino médio de
escolas públicas e aqueles que comprovem carência.
O ministro disse que o MEC está trabalhando para recuperar as
escolas a tempo de salvar o ano letivo. Para isso, serão usados
métodos alternativos de construção, que
possibilitem erguer um colégio em 60 dias.
– Já fizemos várias reuniões com empresas
que trabalham com métodos alternativos de
construção. Algumas dizem que em 60 dias é
possível ter a escola funcionando.
O ministério pretende contratar, até o final deste
mês, as responsáveis pelas reconstruções.
Ministério da Educação arquiva
ilegalmente centenas de pedidos de autorização de novos
cursos, com base em disposições infra-legais
Fonte: Jornal da Educação
A legislação brasileira afirma que ninguém
é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, a não ser por
força de lei (e não portarias), entretanto o
Ministério da Educação, desde 2008, vem
arquivando processos de criação de cursos superiores
apresentados por faculdades isoladas.
A decisão toma por base apenas alguns dos elementos constantes
do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (Sinaes), que são utilizados
como critério de qualidade nos processos de
regulação. A criação de índices
não foi prevista por lei, mas foi instituída por
portaria, o que deixa o procedimento vulnerável.
A partir dos resultados do Índice Geral de Cursos (IGC), a
Secretaria de Educação Superior do MEC arquivou 357
pedidos de autorização de novos cursos em
instituições de ensino superior que apresentaram
resultado igual ou inferior a 3 em uma escala que vai de 1 a 5.
A medida é ilegal, embora alguns juízes venham denegando
tutelas antecipadas e confirmando o posicionamento do Ministério.
Normalmente, os tribunais reformam a decisão e reconhecem os
direitos das mantenedoras, mas até que isso aconteça os
cursos não podem funcionar.
Aluno com 6 anos até dezembro poderá entrar no fundamental
Fonte: O Estado de São Paulo, 10/07/2010
Em 2011, Conselho Nacional de Educação permitirá
matrícula no 1º ano de criança que tenha feito 2
anos de pré-escola
O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu permitir em
2011 a matrícula no 1.º ano do ensino fundamental de
crianças que completem 6 anos até 31 de dezembro. A regra
só vale para aquelas que tiverem cursado dois anos de
pré-escola.
Em janeiro, o CNE havia aprovado uma resolução que
orientava as redes de ensino pública e particular do País
a adotar a partir de 2010 a data 31 de março como limite, mas
acabou abrindo uma exceção este ano, considerado um
período de transição.
"Decidimos estender o período de transição por
mais um ano porque vimos que muitas crianças com dois anos de
pré-escola ainda não teriam atingido a idade para entrar
no 1.º ano", afirmou Francisco Aparecido Cordão, presidente
da Câmara da Educação Básica do conselho.
Ele acredita que como neste ano a maioria das pré-escolas
também passou a adotar o corte em 31 de março -
são matriculadas crianças com 4 anos completos até
essa data -, a transição será completa em 2012.
"A data não mudou. Apenas consideramos oportuno estender as
medidas já adotadas em 2010 para o ano de 2011", reforçou
Cesar Callegari, membro do CNE. "A resolução foi apenas
reeditada para servir também para o ano que vem." Para entrar em
vigor, o texto deverá ser homologado pelo ministro da
Educação, Fernando Haddad.
Segundo Callegari, o mais importante da resolução
é a inclusão das diretrizes da pré-escola.
"Trouxemos isso para a resolução. Tínhamos a
expectativa de que o Congresso aprovasse a lei definindo idade de
corte, mas isso é complicado em um ano eleitoral."
No entanto, o presidente do Conselho entende que não é
necessário que o Congresso aprove em lei o limite de idade para
ingresso no ensino fundamental. Segundo ele, ao se aprovar a lei que
aumentou de oito para nove anos a duração desta etapa da
educação básica, ficou determinado que a
competência para resolver as questões suscitadas pela
mudança seriam de competência do conselho.
Polêmicas. A maneira como o ensino fundamental de nove anos foi
implantado no País provocou polêmica entre gestores,
educadores e pais, por não definir uma data de corte para
ingresso e incluir crianças muito pequenas num modelo de ensino
mais voltado para a alfabetização.
BBB desde a infância
Fonte: Jornal A Notícia, 13/07/2010
Projeto de lei que está na Câmara dos Deputados
prevê o monitoramento obrigatório nas creches brasileiras.
Em Joinville, já há experiência com o sistema
A arquiteta Mainara Pech, 36, fez questão de colocar o filho
Bernardo, de dois anos, em uma creche com câmeras de
vigilância até mesmo nas salas de aula. “É
por segurança mesmo, me sinto mais tranquila”, diz.
O Jardim de Infância Curupira, no bairro Anita Garibaldi, em
Joinville, onde o menino estuda, é a única escola de
educação infantil de Joinville com sistema de
monitoramento eletrônico.
Se aprovado, um projeto de lei que está em discussão na
Câmara dos Deputados, em Brasília, pode tornar
obrigatório esse tipo de vigilância em todas as
instituições de educação infantil do
País, tanto públicas quanto privadas. É uma
espécie de educação em um Big Brother Brasil desde
a infância.
A proposta aguarda avaliação de mais duas
comissões de parlamentares e não precisa passar pelo
plenário para ser regulamentada no Ministério da
Educação.
A vigilância é vista por muitos como um jeito de garantir
segurança às crianças. Outros consideram que a
medida pode tirar a liberdade de alunos e professores. Há
creches em São Paulo, por exemplo, que já permitem aos
pais acompanhar a rotina dos filhos pela internet. Não é
o caso do Curupira.
A diretora Tatiana Krause Olm diz que, além de implicar em um
custo maior, a transmissão pela internet pode manter os pais
muito dependentes dos filhos e ocasionar um excesso de
ligações à escola para tirar dúvidas sobre
as imagens.
Os pais têm acesso às gravações por meio de
duas TVs instaladas na recepção da escola ou caso ocorram
problemas que gerem dúvida, o que é raro, segundo a
diretora. Monitores na sala da diretora e das coordenadoras
pedagógicas aumentam a vigilância.
“Em geral, é raro termos problemas. Na verdade, as
câmeras acabam ajudando as professoras. Se percebermos que uma
criança está se pendurando no parquinho enquanto ela
dá atenção a outro aluno, por exemplo, temos como
notar a situação e comunicá-la”, afirma.
rogério.kreidlow@an.com.br
ROGÉRIO KREIDLOW | JOINVILLE
ONG entregará propostas para educação aos candidatos à Presidência
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 12/07/2010
Lourenço Melo da Agência Brasil em Brasília
Os candidatos à Presidência da República vão
receber dentro de 20 dias um documento com propostas para melhorar o
ensino. O texto está sendo trabalhado pela ONG
(Organização não governamental) Parceiros da
Educação, que colheu opiniões de vários
especialistas sobre as medidas que cada um adotaria se fosse presidente
ou governador. Entre as propostas estão a
valorização do professor, uma maior autonomia para a
direção da escola, a reforma do ensino médio, o
aperfeiçoamento do sistema de avaliação e mais
tempo na escola, mas não apenas dentro das salas de aula. Para o
presidente da ONG, Jair Ribeiro, apesar das discussões sobre a
melhoria da educação, ainda faltam ações
que garantam a continuidade das políticas públicas.
“O país precisa de um programa de qualidade e de longo
prazo, previsto para 20 ou 30 anos, e multipartidário, que tenha
continuidade a nível federal e estadual.” Jair Ribeiro
falou sobre o assunto durante debate sobre educação
promovido pelo programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. Ele
disse que um grande número de famílias "se declaram
satisfeitas com a educação oferecida aos seus filhos, mas
não sabem medir a qualidade do que está sendo
ministrado".
A representante do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a
Infância), Júlia Ribeiro, argumentou durante o debate que
a diversidade regional exige que a educação seja mais
contextualizada, que as salas de aulas sejam cada vez mais interativas,
dando atenção individualizada às crianças.
Para a coordenadora de Avaliação Educacional da
Secretaria de Educação do Distrito Federal,
Gláucia Maria Guerra "a eficiência do ensino é que
pode garantir o sucesso do aluno na vida, e para isso é preciso
investir em formação do profissional e na
valorização do magistério. O aumento do
número de matrículas e de instituições
acarretou perda de qualidade, que precisa ser resgatada”. A
professora Maria Auxiliadora Seabra, do movimento Todos pela
Educação, defendeu um esforço coletivo para sanar
os problemas da educação. “Dificilmente a
população enxerga o que a
educação pode fazer pela sua própria
sobrevivência. O discurso político, por sua vez, diz que a
educação é importante, mas ela nunca é
colocada como prioridade".
O nível de formação do professor, de acordo com
Auxiliadora, está muito distante da necessidade do dia a dia.
Ela acha que o Brasil mantém políticas de
perpetuação da pobreza. "Várias pesquisas mostram
que o pobre miserável de 10 ou 12 anos atrás continua
sendo o mesmo de hoje. Seus filhos estão na mesma
condição, pois eles às vezes recebem bolsas por
longo tempo e, quando não se enquadram mais no padrão de
assistência, voltam ao desamparo anterior". Ela defende a
criação de políticas integradas que garantam a
mudança da condição de vida da pobreza. Outra
crítica é que há o mesmo nível de
financiamento da educação para as diversas
regiões, "quando se sabe que no Nordeste há mais pobreza
e dificuldades, por isso os lugares mais carentes deveriam receber mais
recursos”, explicou Auxiliadora.
Corrida ao Senado e ao Planalto
Fonte: Jornal A Notícia, 13/07/2010
Levantamento do Mapa mostra as intenções de voto dos catarinenses
Pesquisa Mapa indica a preferência do ex-governador Luiz Henrique
da Silveira (PMDB) na disputa pelo Senado. O deputado Paulo Bauer
(PSDB) é o segundo mais lembrado, seguido por Claudio Vignatti
(PT) e Hugo Biehl (PP), em empate técnico.
O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e realizado entre os dias
7 e 9 de julho. Luiz Henrique tem, no momento, a preferência de
um terço do eleitorado para o Senado. No total, 33,9% dos
entrevistados afirmaram que dariam o primeiro voto ao ex-governador,
enquanto 5,6% disseram que votariam nele como segunda
opção.
Paulo Bauer aparece em seguida, com 9,9% dos votos, e é lembrado
por 12,3% dos entrevistados como opção de segundo voto. O
terceiro lugar é ocupado pelo deputado federal Claudio Vignatti,
com 7,2% das intenções de voto, enquanto o ex-deputado
Hugo Biehl é o quarto mais citado, com 5,5%. Ainda é
grande o nível de indecisão dos eleitores. Cerca de 23%
dos entrevistados afirmaram não saber a quem dar o primeiro
voto, sendo que o percentual sobe para 44,7% para o segundo voto.
Para presidente, José Serra (PSDB) se mantém na
liderança, entre os catarinenses, com 43% das
intenções de voto. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT)
continua na segunda colocação, com 31,4%, e a senadora
Marina Silva (PV) aparece com 6,8%. Na pesquisa anterior, publicada em
12 de abril, Serra tinha 38,7%; Dilma, 27,5%; e Marina, 6,8%.
Outro dado que chama atenção é o baixo
índice de indecisão para a corrida presidencial. Apenas
9,4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram
responder. Em um provável segundo turno entre Serra e Dilma, o
tucano teria 50,9% das intenções de voto, contra 33,7% de
Dilma Rousseff. A pesquisa ainda questionou o eleitor sobre a
transferência de votos. Um total de 28,8% respondeu que
votará no candidato apoiado por Lula e 20,7% disseram que
escolheriam o candidato apoiado por Serra. Já 46,8% disseram que
o voto não dependerá de apoios.
Os entrevistados ainda citaram as áreas prioritárias para
o próximo governador de Santa Catarina. Com 44,9% da
preferência, a saúde continua sendo a prioridade do
eleitorado.
Projeto que dispõe sobre idade limite para
atendimento a deficientes na rede pública é extinto por
comissão
Fonte: Jornal da Educação
O Projeto de Lei que extingue a idade limite para o atendimento de
portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino foi
aprovado na última semana pela Comissão de Seguridade
Social e Família.
De acordo com o Projeto, o aluno ou responsável poderá
decidir quando pedir a "terminalidade específica", certificado
dado aos estudantes que não alcançam o nível de
conhecimento exigido para a conclusão do ensino fundamental.
Atualmente, o certificado é concedido pelo Estado quando o aluno
completa dezoito anos.
As comissões de Educação e Cultura e de
Constituição, Justiça e Cidadania ainda analisam o
projeto, que tramita em caráter conclusivo.
Marina quer mais verba para ensino
Candidata do PV defende investimentos anuais de R$ 2,1 mil por aluno
Fonte: Diário Catarinense, 13/07/2010
A candidata à Presidência da República pelo PV,
Marina Silva, disse ontem, em São José dos Campos (SP),
que o Brasil precisa investir mais em educação.
De acordo com a candidata do Partido Verde, o país destina,
atualmente, cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à
área, mas seria possível chegar a 7% em quatro anos.
– No Brasil se investe R$ 1,1 mil por ano, por aluno. E isso
é muito pouco. Temos 30 anos de atraso em relação
ao Chile. Para que tivéssemos uma educação de
qualidade precisaríamos estar investindo cerca de R$ 2,1 mil
– disse a candidata.
Marina ressaltou que isso é um processo que não
“acontece da noite para o dia” e destacou que será
necessário adotar uma política para ampliar,
progressivamente, os recursos para a educação.
– E não é só uma questão de aumentar
os recursos, mas aplicá-los melhor – disse Marina.
Para ela, a educação poderia ser melhorada com
investimentos na qualificação e no salário do
professor. Outra questão importante, segundo a candidata,
é atualizar a grade curricular para que as
“crianças possam ter acesso à
informação, organizar essa informação e ter
uma visão crítica sobre a sociedade’’.
Além de apontar a educação como uma das
prioridades de seu governo, Marina afirmou que o país
também precisa melhorar a infraestrutura. A crítica da
candidata é que o Plano de Aceleração do
Crescimento (PAC) é um programa apenas de gerenciamento de obras.
– O PAC é um sistema de gerenciamento das obras que já existem.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP
Professor terá licença capacitação
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara
dos Deputados aprovou na última semana proposta que altera a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação para permitir o direito
de licença capacitação para profissionais da
área.
Atualmente, só os funcionários públicos regulados
pela Lei 8.112/90 possuem o direito. Os professores terão
direito a licença de três meses a cada cinco anos de
trabalho efetivo.
O relator da proposta, Wilson Picler, retirou ainda a previsão
de que, nos planos de carreira e de cargos dos profissionais da
educação pública, esteja garantido vencimento
inicial igual ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional
aprovado em lei federal.
O texto segue agora para análise das comissões de
Finanças e Tributação e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Números para o governo de SC
Fonte: Jornal A Notícia, 12/07/2010
Mapa divulga primeira pesquisa depois do registro das candidaturas
A primeira pesquisa depois do registro das candidaturas mostra Angela
Amin (PP) liderando a preferência do eleitorado catarinense. Em
comparação com o levantamento anterior, em abril,
Raimundo Colombo (DEM) ultrapassou Ideli Salvatti (PT) e agora assume a
segunda colocação.
Este é o resultado da pesquisa Mapa sobre as
eleições para o governo do Estado, encomendada pelo Grupo
RBS e realizada entre os dias 7 e 9 de julho. A principal
diferença em relação à pesquisa anterior
é que o levantamento foi feito com base nas oito candidaturas
registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC).
Antes, com as indefinições do quadro eleitoral, o
levantamento tinha que considerar mais pré-candidatos e
diferentes cenários. A principal alteração
é a ausência de Leonel Pavan (PSDB) e Eduardo Pinho
Moreira (PMDB) e a definição de Colombo como o candidato
da tríplice aliança.
Mesmo com a aglutinação de forças de três
partidos (PMDB/PSDB e DEM), Angela está em primeiro nas
intenções de votos. Na pesquisa estimulada, em que os
entrevistados têm que escolher entre os candidatos apresentados,
ela aparece com 33,5%. Colombo surge em segundo lugar (20,6%). Embora
esteja numericamente à frente, aparece empatado tecnicamente com
Ideli (15,9%).
Na última pesquisa, Colombo e Ideli também apareciam
empatados tecnicamente, mas com a petista à frente em todos os
cenários. Nas projeções de segundo turno, Angela
também lidera nos dois cenários em que aparece e
apresenta um desempenho ligeiramente melhor quando confrontada com
Ideli. No cenário que coloca Colombo contra Ideli, o candidato
do DEM tem a maior preferência.
A pesquisa mostra ainda que há espaço para os candidatos
crescerem, devido ao alto índice de indecisão. Em
relação ao primeiro turno, 19,2% dos entrevistados
afirmaram que não sabiam em quem votar ou não
responderam. Outro dado é o índice de
rejeição. Ideli apresenta o maior percentual (9,4%),
seguida por Angela (8,8%) e por Colombo (5,6%).
Comissão da Reforma Universitária se reúne na quarta
Fonte: Jornal da Educação
Está prevista para quarta-feira. dia 14, votação
do parecer do relator, deputado Jorginho Maluly, na Comissão
Especial da Reforma Universitária.
Maluly ainda não divulgou o parecer, mas adiantou que
tratará sobre assuntos como autonomia administrativa,
pedagógica e financeira das instituições.
Não serão tratados temas relacionados ao sistema de
avaliação, à montagem de cursos
universitários e à participação de capital
estrangeiro no ensino superior brasileiro.
A Comissão, que foi criada para criar um novo modelo de
gestão para as instituições de ensino superior,
analisa outros projetos que tramitam em conjunto.
Mais informações no site www.camara.gov.br
Término da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul faz com que Brasil redefina suas prioridades
Fonte: Jornal da Educação
O Brasil interrompeu sua rotina de normalidade com o início do
Campeonato Mundial de Futebol, em 10 de junho de 2010. Ao longo
de um mês, as atenções estiveram voltadas para a
competição que envolveu países de todo o mundo e
mostrou a diversidade que existe em todas as áreas
geográficas.
Volta-se, agora, à uma outra disputa, de maior importância
para o país: a da definição dos destinos do
Brasil para os próximos anos e a escolha de nomes que
irão ocupar os principais cargos nos Poderes Executivo e
Legislativo.
A campanha eleitoral mobilizará mais do que o esporte? Infelizmente não.
Tanto a seleção brasileira, como os políticos (em
sua maioria), estão nesse momento desacreditados tendo em vista
os resultados ruins e maus exemplos que dão à sociedade.
As mudanças comportamentais em uma Nação
dependem, em muito, dos exemplos que são transmitidos
pelas pessoas. O berço de tudo está na
família e na escola e o papel dos educadores é de extrema
importância para que tenhamos esperanças no amanhã.
Um tesouro chamado egresso
Fonte: Revista Gestão Universitária, Edição 231
Prof. Roney Signorini
Em outras oportunidades já destaquei a imensa importância
que as IES deveriam atribuir aos egressos de seus cursos, voltando-se
com políticas atraentes para a manutenção da
relação deles com a escola (se é que ela existiu
desde o ingresso, como manda o figurino), como quem cuida de um cliente
cativo, reputando o MKT da fidelidade. Afinal, o maior tesouro de uma
escola é o aluno. Podem existir prédios, corpos docente e
administrativo, bibliotecas e laboratórios, mas sem o aluno a
escola padece, perece e desaparece. São poucas as IES que
dão atenção ao seu egresso e pouco se sabe deles
após a solenidade de formatura. Sequer podem se cadastrar numa
AEA – associação de ex-alunos – por esta
inexistir ou ex-alunos não se prestarem a alvo de pesquisas, por
exemplo, a ser feita pela CPA da instituição.
Assim, com bom motivo, razão e propriedade, a Carta Consulta, de
Belo Horizonte, vai promover em agosto um curso sobre a Política
de Egressos — coisa nova por aqui —, contando com
palestrantes americanos que sabem das coisas, três grandes nomes
da gestão universitária americana. E que
trajetória profissional eles têm, incríveis e
inusitadas.
O relacionamento com alunos egressos é uma das mais importantes
questões para a gestão universitária brasileira,
lamentavelmente, insisto, quase inexistente no setor. Os egressos podem
auxiliar no recrutamento e na retenção de alunos porque
são os principais "opinion makers" do produto ensino, que
consumiram. Assim, depoimentos e testemunhos autênticos
consolidam uma boa imagem de serviços obtidos. Podem constituir
uma base de empregadores potenciais, se mantiverem um longo
vínculo com a IES. Mas não, até o foco da
educação continuada é relegado, pois não se
abre a eventual pós-graduação. Este
relacionamento, muitas vezes, é ignorado como um recurso e
não faz parte do plano estratégico da
instituição. Mas como pensar e estabelecer uma
política de egressos capaz de gerar recursos humanos e
financeiros para o nosso sistema educacional? Como usar o máximo
do potencial dos egressos? Um caminho pode ser trilhado pela
análise de políticas de sucesso, implantadas e
desenvolvidas por instituições que prosperam em mercados
altamente competitivos. Está aí uma oportunidade para
quem nunca ouviu falar do assunto.
EGRESSOS EM CAPTAÇÃO DE ESTUDANTES - Muitas escolas
subestimam a importância de terem os egressos envolvidos em seu
plano de captação de alunos. Os egressos desempenham um
papel fundamental em ajudar sua “alma mater”. A
questão é se todos os bons alunos com alto nível
de empregabilidade se disporiam a dar seus testemunhos. Quem arrisca a
resposta? Um dos palestrantes da Carta Consulta, o professor Trent Argo
(Georgetown College – Oklahoma Baptist University), foi Diretor
de Captação, Retenção,
Seleção e Desenvolvimento de alunos da Oklahoma, bem
como, na mesma função, da Campbellsville University.
Aí desenvolveu planos de marketing e Estratégia para
Crescimento dessas universidades com aumento de 198% para os projetos
de captação e retenção. Foi presidente da
Associação Americana dos Diretores de
Captação de Estudantes das universidades americanas. Ou
seja, cá pra nós, nunca ouvimos falar que isso
existe(ia).
PARTICIPAÇÃO ATIVA DE EGRESSOS NA IES - Os egressos
são o maior recurso que as Instituições de Ensino
têm e, sem a participação ativa deles, as IES
não podem alcançar seu melhor potencial. Um pequeno
perfil da professora Libba Andrews, outra participante do
seminário: nos últimos 20 anos, ela atuou em uma
série de funções na Universidade Estadual do
Mississipi (MSU) e atualmente detém o título de Diretora
de Relações com os Egressos, gerenciando um
universo de mais de 115 mil ex-alunos. Com esta capacidade, ela tem
sido responsável por elaborar o plano estratégico da
Associação dos Egressos.
RELACIONAMENTO COM OS EGRESSOS - O tema relações com
egressos é um dos assuntos mais críticos para as
instituições de ensino hoje. Relações
saudáveis com os egressos reforçam a base de apoio das
instituições de ensino nas áreas de
captação de novos alunos, retenção dos
alunos atuais e sustentabilidade financeira dessas
instituições. Quem argumenta com bases sólidas e
profundos conhecimentos sobre a matéria é o professor J.
Robert Gaddis, também da Campbellsville University. Com um
currículo bem diferenciado, o Dr. Gaddis tem o bacharelado em
Música e Mestrado em Educação pela Universidade do
Kentucky. O foco de sua atuação é na
direção de programas de música com espantoso
crescimento de 25 programas de graduação para os atuais
160, entre graduação e
pós-graduação.
Fato é que a desatenção aos egressos vai
além da desídia institucional, negligência e
descaso, porque não é interpretada como um dos canais
mais vivos de interação e comunicação com a
coletividade, que se avoluma a cada formatura, podendo atingir
números muito significativos, decorrentes de alguns anos na
oferta de cursos. E hoje, com a internet, não há o que se
pensar em custos para "falar" com todos eles, seja um expediente
simpático de cumprimentar pelo aniversário, seja para
informar sobre uma atividade de extensão ou algum curso de
especialização, seja um convite para a
comemoração de alguma efeméride, etc. Em pouco
tempo acaba se tornando uma rede social das melhores (e que já
existe, por iniciativa dos próprios ex-alunos, basta conferir no
Orkut, Facebook e outros). E mais, o egresso solteiro de hoje é
pai amanhã, com prole caminhando para os estudos.
Um futuro sem mestres e também sem educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Tempo, 09/07/2010 - Belo Horizonte MG
JOSÉ HENRIQUE DINIZ
O magistério se encontra em seus estertores finais. Só
não acabou de vez porque ainda existem alguns idealistas que,
apesar de todas as dificuldades, se sentem felizes no ofício.
Quando se aposentam, são capazes de dizer que têm saudades
da sala de aula. Parecem dom Quixote lutando contra os moinhos de
vento, defendendo sua Dulcineia. Também fui professor e
até meio Quixote. Hoje, estou mais para Sancho Pança.
Aposentado, não tenho saudade dos difíceis tempos de
professor. Sem querer generalizar, creio que os colegas ainda em
atividade no magistério estão num beco sem saída,
num mato sem cachorro. Caso lecionem em escola pública, hoje
sucateada, são mandados, geralmente, para as periferias,
enfrentando alunos "difíceis", que jogam sobre o professor todas
as suas mazelas. Os mestres correm risco de agressão
física, de danos a seus meios de transporte, chegam até a
serem ameaçados de morte.
Aqueles que lecionam em escolas particulares, atendendo às
classes abastadas, são, muitas vezes, vítimas de
menosprezo dos alunos. Com frequência, são tratados como
reles empregados de filhinhos de pais ricos, jovens que têm tudo,
menos educação para respeitar seus professores. Penso que
estamos longe de nos igualar à cultura oriental, na qual os
mestres são admirados e respeitados. Se algo não for
feito, chegará o tempo em que as escolas fecharão suas
portas por falta de professores, pois nem todos têm
vocação para mártir.
Empresas ganham status de "universidade"
Fonte: Clipping Educacional Consae
Salas de aula são montadas dentro de firmas do setor de
serviços para capacitar e desenvolver a mão de obra.
Profissionais de Ribeirão têm aula de gestão,
relacionamento com clientes e línguas no próprio emprego
JEAN DE SOUZA DE RIBEIRÃO PRETO
Com escassez de mão de obra qualificada, o mercado de trabalho
da região de Ribeirão Preto aposta na estratégia
do "faça você mesmo" para treinar funcionários e
enquadrá-los nas exigências das empresas.
Esse tipo de treinamento se diferencia daquele em que o
funcionário aprende trabalhando. Exige, por exemplo, a
implantação ou adaptação de salas de aula
dentro do ambiente de trabalho. Foi a dificuldade de contratar
funcionário com as habilidades desejadas para o negócio
de montagem de instalações elétricas que fez a
Gôndola criar uma espécie de embrião de
universidade corporativa dentro da empresa, há três anos.
e acordo com Rafael Vaz de Lima, assistente de Desenvolvimento Humano
da empresa, que tem sede em Ribeirão Preto, o objetivo do
núcleo de ensino interno "foi ensinar a cultura da empresa aos
colaboradores". "Precisamos fazer isso para adequar o
profissional ao nosso conceito de mercado. Por causa das
particularidades da empresa, seria muito difícil contratar um
profissional já com nosso perfil." Na empresa, além dessa
adaptação cultural, os profissionais têm aulas de
gestão e relacionamento com clientes, entre outros cursos. A
Biosalc, empresa de Ribeirão da área de TI (Tecnologia de
Informação) voltada ao agronegócio, segue os
mesmos princípios.
A empresa montou uma sala de aula interna que é usada tanto para
ensinar as especificidades do agronegócio aos especialistas em
informática quanto para oferecer outras habilidades, como
línguas estrangeiras. Para o diretor do Instituto de Pesquisas
Sociais da ACI-RP (Associação Comercial e Industrial de
Ribeirão Preto), Antonio Vicente Golfeto, esse tipo de
estratégia deve se tornar tendência na medida em que
o desemprego cai e torna cada vez mais rara a mão de obra
especializada disponível no mercado. Um fator estrutural,
segundo Golfeto, deve acentuar o movimento. "O mercado é muito
mais dinâmico do que a estrutura de formação de
ensino formal." Qualidade e quantidade de trabalhadores são os
principais entraves para as empresas atualmente, segundo o diretor do
Centro de Treinamento Senai de Sertãozinho, Luiz Zanbom Neto. Em
Sertãozinho, segundo ele, é grande a procura pelo ensino
em escolas técnicas, mas a pujança econômica
também tem elevado a procura de empresas por
qualificação "in company", ou seja, no local onde o
trabalhador atua ou irá atuar. Segundo Zanbom Neto, o Senai
está capacitado a oferecer cursos customizados, de acordo com o
perfil pedido pela empresa.
Educação na agenda política
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/07/2010 - Brasília DF
Mozart Neves Ramos
A mais recente pesquisa Ibope, encomendada pelo movimento Todos Pela
Educação, em parceria com a Fundação SM,
convoca os candidatos às eleições de 2010 a uma
nítida necessidade de maior atenção à
educação básica. Não basta dizerem que
vão construir escolas e oferecer mais vagas: os números
revelam que a sociedade está muito mais atenta ao quesito
qualidade. A escolaridade da população aumentou nos
últimos 10 anos, e a nova geração de pais
já sabe que o diploma apenas não basta — é
preciso que o direito à aprendizagem seja assegurado. Um fato
que aponta nessa direção é o reconhecimento da
importância das avaliações da
educação básica, como a Prova Brasil, o Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb)
e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pesquisa mostra
que, para 70% dos eleitores, as provas ajudam a melhorar a
educação em alguma medida. Já existe uma
consciência de que medir o aprendizado é um passo para a
garantia de uma boa escola. Na última década, os
indicadores sociais de emprego e de pobreza também melhoraram
bastante. Uma coisa puxa a outra: mais educação, menos
pobreza e maiores as chances de empregabilidade. Essa última
requer, por seu lado, mais escolaridade e com qualidade. Isso significa
pessoas aptas para ocuparem posições em um mercado de
trabalho cada vez mais exigente.
O emprego, que em 2006 aparecia como a segunda área a merecer
especial atenção do próximo
presidente, caiu para a terceira colocação, atrás
de saúde e segurança pública, conforme aponta o
estudo. A educação básica saltou da sétima
para a quarta posição entre as prioridades do eleitorado
para o próximo governante e foi a segunda que mais cresceu em
termos percentuais nos últimos quatro anos, saindo de 15% para
28%, um aumento de 13 pontos percentuais em quatro anos, ficando
atrás apenas da saúde, que apresentou aumento de 20
pontos percentuais, saindo de 43% para 63%.
Dentre os pontos fracos na educação básica,
segundo a pesquisa Ibope, o salário dos professores aparece no
topo, seguido por segurança nas escolas. Já entre os
pontos considerados fortes na escola pública do país,
destacam-se, por ordem de prioridade, a merenda, o número de
vagas e a qualidade do material didático — os três
com percentuais muito próximos. Nesse sentido, é
gratificante notar que a população percebe que os
materiais didáticos das escolas públicas de todo o
país ganharam qualidade.
A melhoria da educação é percebida por 61% dos
entrevistados. No entanto, 51% consideram lento o ritmo do
avanço. Essa é a mesma percepção dos
relatórios das cinco metas do Todos Pela Educação.
Assim, o resultado aponta para a necessidade de um maior esforço
e aceleração no processo da educação de
qualidade. Os governos isoladamente, sem um projeto de
nação, sem objetivos claros para a educação
do país e sem o envolvimento da sociedade civil, não
conseguiram lograr o êxito esperado. A economia cresce em ritmo
acelerado, mas não pode ir tão veloz porque falta
infraestrutura (portos, estradas, aeroportos) e recursos humanos
compatíveis com a exigência do mercado.
A necessidade desse projeto de nação mostra-se clara pelo
fato de que o governo, em todos os seus níveis de poder, foi
apontado pelos eleitores como o principal responsável a
contribuir para assegurar a qualidade do ensino no país. O
governo federal é tido como o maior agente na
educação, seguido das prefeituras, do Ministério
da Educação e dos governos estaduais. Por seu lado, as
organizações sociais e os professores foram menos
responsabilizados nesse sentido. Os números, de certa forma,
revelam que a sociedade vai começar a exigir cada vez mais do
poder público uma melhor qualidade na educação,
entendendo-a, efetivamente, como direito garantido por lei. Por tudo
isso, é preciso que os candidatos à Presidência da
República e aos governos estaduais, nas eleições
deste ano, apresentem com clareza suas propostas para melhorar a
educação brasileira. É preciso que digam à
população como vão resolver um dos mais
importantes desafios, o da educação com qualidade.
Presidente-executivo do Todos Pela Educação, membro do
Conselho Nacional de Educação e professor da UFPE
Faltam professores de ciências exatas e biológicas nas escolas do país
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 11/07/2010
Déficit era de 240 mil professores da 5ª série ao
ensino médio, em 2008. As áreas mais críticas
são física, química e matemática
Do G1, com informações do Fantástico
O estudante Thiago dos Santos teve que fazer um trabalho de
física, no primeiro ano do ensino médio de uma escola
estadual em São Paulo. Como em 2010 não teve nenhuma aula
da matéria, apelou para a internet. Questionado sobre o que acha
que é física, Thiago responde: “Não tenho a
mínima ideia.” Laíne Oliveira Lima, no Tocantins,
enfrenta problema parecido. “O professor de matemática era
o mesmo professor de física, aí saiu o professor de
matemática e ficamos sem matemática e
física”, afirmou. O Fantástico percorreu as cinco
regiões do país e constatou: nas escolas públicas
brasileiras, falta gente pra ensinar ciências exatas e
biológicas, principalmente no ensino médio. Na semana
passada, o Ministério da Educação divulgou que
esse nível de ensino foi o que se saiu pior no Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Esse
resultado é uma conseqüência do que o governo
já tinha apurado em 2008. Nesse ano, um levantamento do
Ministério da Educação mostrou um déficit
de 240 mil professores da 5ª série ao ensino médio.
As áreas mais críticas eram, justamente, física,
química e matemática. De 2008 até hoje, o governo
vê algum avanço.
“Essa falta de professores começa a diminuir, mas ainda
muito lentamente, mas há hoje uma política muito
estruturada pra garantir que os jovens procurem as licenciaturas, pra
que os jovens se tornem professores”, disse a secretária
da Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.
Para resolver o problema, alguns estados recorrem aos professores que
não prestaram concurso, os chamados temporários. Em
São Paulo, por exemplo, há mais de 80 mil desses
temporários. Segundo a Secretaria da Educação do
estado, são eles que darão as aulas de física que
faltaram na escola de Thiago. “Todas as aulas serão
repostas. E a reposição de aula, para que não haja
nenhum prejuízo no conteúdo, vai ser realizada aos
sábados e fora do horário de aulas desses alunos”,
disse o secretário adjunto de Educação, Guilherme
Bueno. Também no Sudeste, em uma escola estadual em Mesquita, na
Baixa Fluminense, este ano falta professor de química. “A
gente vai se formar, terminar o terceiro ano esse ano, ensino
médio, tentar o Enem, vestibular, tudo, agora a gente decide a
nossa vida e a gente não tem uma base boa pra isso porque
na escola falta professor”, disse um estudante. Em nota, a
Secretaria de Educação do estado do Rio informou que
existem carências provocadas por afastamentos temporários
ou definitivos de professores. Apesar de ter realizado concursos, ainda
tem vagas abertas para química, física, filosofia e
sociologia.
Na região Centro-Oeste, em Novo Gama, em Goiás, a
diretora de uma escola conta que 95% dos professores têm
contratos temporários e que já improvisou, para
prejuízo dos alunos. “Isso aconteceu no caso do professor
de ciência ir ministrar aula de matemática,
infelizmente”, disse Jeania Cardoso. Em nota enviada ao
Fantástico, a Secretaria de Educação de
Goiás admitiu que o déficit é de mais de 3.800
professores, principalmente na área de ciências e
matemática. Na Região Sul, em Porto Alegre, alguns
cadernos estão vazios. Um estudante mostra o caderno de
matemática sem lições. “Não tem,
não tem professor de matemática para fazer a
lição”, afirmou. O Fantástico acompanhou a
primeira aula de matemática do ano para a turma da 1ª
série do ensino médio de uma escola de Porto Alegre. Isso
ocorreu no final de junho. “Dentro das nossa possibilidades, a
gente vai tentar resgatar todo esse conteúdo aí que
vocês perderam resgatando o que é mais importante pra que
vocês não fiquem tão prejudicados, certo?”,
afirmou o professor João Francisco. A Secretaria da
Educação gaúcha disse, em nota, que a turma que
ficou sem aula terá reposição em outros
horários. O último concurso público para
professores, no estado, foi em 2005.
João Francisco dá aula de matemática em quatro
escolas gaúchas. Por causa do salário baixo, às
vezes, pensa em buscar outro trabalho. “Eu acredito que se eu
tivesse oportunidade em alguma outra empresa, talvez pudesse conciliar,
né? Trabalhar nessa empresa, mas sempre com alguma turma, com
certeza”, disse o professor. Uma lei federal estipula o piso
salarial de professores, por mês, em R$ 1.024 para trinta horas
semanais de aula, mas, em muitos estados, o salário não
chega a R$ 1 mil. O presidente do movimento Todos pela
Educação, Mozart Neves Ramos, que reúne
empresários e educadores, diz que melhorar o pagamento
não é tudo. “Tem que ter carreira, a carreira
que seja motivadora, baseada no mérito, no desempenho”,
afirmou. Ele apresenta outro dado preocupante. “Somente 25% dos
professores que estão ensinando física no Brasil, de
fato, foram formados em física. Em química, 38%. Isso
é grave porque a gente não sabe o que eles estão
ensinando e como estão ensinando”, disse. Esse problema do
professor que não é formado na matéria que ensina
se repete no Nordeste. Na região Nordeste, em Viana, no
Maranhão, Maurício Machado conta que isso aconteceu com
sua mãe, professora de matemática. “Chamaram ela na
Regional e queriam que ela desse outra matéria que ela
não é formada”, disse. Questionado sobre que
matéria queriam que a mãe dele lecionasse,
Maurício respondeu: “Por exemplo, biologia, outra como
português”. O Fantástico visitou três escolas
públicas em Viana. Em todas elas faltam professores de
várias disciplinas desde o início do ano. “Eu
não tenho nenhuma nota de física”, disse Luan
Mendonça.
A Secretaria de Educação do Maranhão reconhece que
faltam 1.252 professores das áreas de exatas e de ciências
no estado. Segundo a nota, não há profissionais
suficientes formados nessas áreas e, por isso, sobraram vagas no
último concurso para professores. Na Região Norte, em
São Miguel do Tocantins, em Tocantins, os alunos estão
sem física e matemática desde a segunda quinzena de maio.
A Secretaria de Educação de Tocantins diz que vai chamar
os professores concursados do cadastro de reserva e que a
reposição começa no início do segundo
semestre. Maria Clara Silva, que tem espaços em branco no
boletim em física e em matemática, está descrente.
“Mesmo que venha em agosto, vai ser passado apenas um trabalho
pra recuperação da nota, e não vai ser suficiente
principalmente pra nós que vamos prestar vestibular”,
afirmou. Segundo o MEC, física tem o maior déficit do
país. Só sete mil professores se formaram entre 2001 e
2008. Números do governo, no entanto, mostram que começa
a aumentar a quantidade de alunos em faculdades que formam professores
no país, principalmente porque mais cursos foram criados.
“A prioridade é o professor porque nenhuma mudança
na educação acontecerá sem o professor ou contra o
professor”, Maria do Pilar.
Bolsistas "fujões" são condenados a pagar R$ 19,6 mi
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 12/07/2010 - São Paulo SP
Tribunal cerca pesquisadores que não retornaram ao Brasil
após cursos no exterior pagos com verba pública. Segundo
o TCU, são 48 os bolsistas em situação irregular
condenados; casos ocorreram entre 1981 e 1998, diz agência
RODRIGO VARGAS DE CUIABÁ
Entre 2008 e 2010, o TCU condenou 48 ex-bolsistas do CNPq (Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e
da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior) a restituir um total de R$ 19,6
milhões. São pesquisadores que não voltaram ao
país após a conclusão de cursos no exterior pagos
com dinheiro público. As duas instituições dizem
que as irregularidades atingem menos de 1% das bolsas e vão de
1981 a 1998. Desde 2002, 408 tomadas de contas foram encaminhadas ao
TCU para julgamento de irregularidades. No caso da Capes, a
relação de contas abrange 91 ex-bolsistas. Outros
316 são do CNPq. O valor dos prejuízos supera os R$ 100
milhões. Em acórdão publicado em abril deste ano,
o Tribunal de Contas da União diz que o propósito da
concessão de bolsas no exterior "é a
formação de pesquisadores", e não a
"satisfação pessoal de determinado estudante".
O documento se referia ao caso da ex-bolsista Rogéria Waismann,
condenada a devolver, em valores atualizados, um total de R$ 891.721,81
ao CNPq. A Folha não conseguiu contato com a pesquisadora, que
não apresentou defesa ao TCU. Segundo o tribunal, a
pesquisadora recebeu verba em 1993 para custear um doutorado em
psiquiatria na Universidade de Londres, mas não comprovou sua
conclusão nem retornou ao país. Outra decisão
publicada este ano condenou o ex-bolsista Jorge Campello de Souza a
ressarcir R$ 990.634,05 à Capes -o maior valor imposto pelo
tribunal desde 2008 para casos semelhantes. Contemplado com uma bolsa
para doutorado na Universidade Stanford (EUA) em 1994, ele não
voltou ao país. Ao TCU, Campello disse que, após concluir
a bolsa, realizou seminários, estudos e atuou como
responsável técnico em uma empresa de sua família
em Recife.
Articulação entre as
instituições de ensino de ensino superior e escolas de
educação básica é a única
alternativa para a melhoria dos padrões de qualidade nas
universidades, centros universitários e faculdades
Fonte: Jornal da Educação
O ensino superior brasileiro vem sentindo os reflexos de baixos
níveis de conhecimento dos alunos que concluem o ensino
médio.
Esse fato aponta a necessidade de existir um programa de
integração entre o ensino superior e a
educação básica, que envolve os níveis
infantil, fundamental e médio.
Os governos federal, estaduais e municipais não possuem regras
de integração. Há uma total
independência entre os Sistemas de Ensino e os resultados da
avaliação é que mostram os descompassos que
existem.
A melhor alternativa é a criação, por cada IES, de
um modelo próprio, onde deva ser definido o perfil do aluno que
se pretende. A partir disso, deve existir uma pesquisa
sobre a origem dos candidatos, isto é, em quais estabelecimentos
são formados.
Convênios de cooperação técnica representam
a melhor alternativa. Através dessa
integração, as instituições de ensino
superior começam a colaborar na capacitação dos
docentes e na indução de conteúdos que possam
aprimorar o conhecimento dos futuros universitários.
Um dos bons exemplos desse modelo ocorre na Austrália. Os
resultados nacionais mostram êxito a médio e longo prazos.
Código Disciplinar já é usado em diversas escolas
Fonte: Jornal da Educação
As regras que disciplinam as relações entre alunos,
professores e instituições costumam ser inseridos nos
regimentos escolares, estabelecendo os direitos e deveres
recíprocos das pessoas que participam da comunidade educacional.
O crescimento de violência nos estabelecimentos de ensino, tanto
de educação básica, como superior, vem provocando
a criação de Códigos Disciplinares. Os
mesmos sistematizam, em instrumento próprio, as regras numa
espécie de código de processo.
Existindo esse documento é recomendável retirar os
artigos que detalham esses direitos e deveres do regimento escolar.
Atualmente existem mais de cem unidades de ensino que já
seguiram essa linha. As consequências são positivas
para os estabelecimentos eis que reduzem os riscos de perdas judiciais,
quando há conflitos.
Civita compra Anglo e fará mais aquisições
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs.
13/07/2010 - Roberto Civita, do Grupo Abril: "A
participação dos grupos internacionais deixou o jogo mais
emocionante. Vou ligar para a Marjorie [Scardino, CEO da Pearson]"
Em uma transação de apenas dois meses, a Abril
Educação adquiriu 100% do Anglo, conhecido pelos seus
sistemas de ensino e curso pré-vestibular. A
negociação é o pontapé inicial da Abril
Educação para uma fase de fusões e
aquisições de empresas ligadas à área de
ensino.
A compra do Anglo foi feita pela família Civita e não
pela Abril S.A. Em janeiro, a Abril Educação foi separada
do grupo, que continua tendo o sul-africano Naspers como sócio,
com 30%. Hoje as editoras de livros didáticos Ática e
Scipione e os sistemas de ensino Ser e Anglo pertencem a Roberto Civita
e seus três filhos.
Ao adquirir o Anglo, a Abril Educação deixou para
trás concorrentes de peso como a inglesa Pearson, dona do
Financial Times, e a espanhola Santillana, que também disputaram
a empresa brasileira, considerada uma das mais renomadas entre os
sistemas de ensino. "A participação dos grupos
internacionais deixou o jogo mais emocionante. Vou ligar para a
Marjorie [Scardino, CEO da Pearson]", disse, sorridente, Roberto
Civita, presidente do conselho de administração do grupo
Abril. O contato com a sua colega Marjorie não é à
toa. Em 2008, a Pearson tentou comprar, sem sucesso, as editoras
Ática e Scipione e agora perdeu a disputa para a Abril.
O valor da transação não foi divulgado. Segundo o
ex-sócio do Anglo Guilherme Faiguenboim, o Crédit Suisse
avaliou a empresa em R$ 600 milhões, mas o mercado é
unânime em afirmar que esse valor é muito alto. Segundo
estimativas feitas pelo consultor especializado em
educação, Ryon Braga, a transação saiu, no
máximo, por R$ 450 milhões, considerando que o Anglo
faturou R$ 150 milhões em 2009 e a margem lajida (ou ebtida)
é de 50%. "O mercado não paga mais do que seis vezes o
ebtida para uma instituição de ensino", diz o consultor.
"Mas pode ter chegado até R$ 450 milhões porque o Anglo
é a bola da vez. É uma das últimas empresas de
sistemas de ensino que não estavam nas mãos de grupos
consolidadores", observou Ryon. Com o Anglo, Civita comprou
também cursinho para vestibular e para concurso público.
A Abril Educação entra para o grupo das cinco maiores
empresas de sistemas de ensino do país, com mais de 330 mil
alunos. Até então, a Abril tinha 85 mil alunos usando as
apostilas do sistema Ser. Seus principais concorrentes são
Positivo, Objetivo, além do COC e Pitágoras. Estas duas
pertencem, respectivamente, a SEB e Kroton, que já estão
na bolsa.
"Com o Anglo vamos entrar na área pública, onde o Ser
não atuava. Existe um grande mercado a ser explorado", disse
Manoel Amorim, novo presidente da Abril Educação. Ele,
que estava na instituição americana Laureate até
maio, teve como primeira missão comprar o Anglo. "Nossa meta
é aumentar, em cinco anos, a atual receita de R$ 500
milhões para R$ 2,5 bilhões, o equivalente ao faturamento
da Abril", disse Civita, que recebeu a reportagem do Valor na tarde de
ontem, ao lado de Amorim, na sede do grupo Abril. Para atingir esses
patamares, a Abril Educação inicia um forte processo de
expansão, que inclui mais aquisições e eventuais
fusões. Estão no foco ensino profissionalizante, idiomas
e ensino à distância. "A ideia é diversificar nossa
atuação", disse Amorim, que já está em
conversações para fechar um novo negócio, a ser
concluído ainda neste ano.
A operação do Anglo dentro da Abril será comandada
pelo próprio Guilherme e seu filho Assaf Faiguenboim, que foram
contratados como executivos da Abril. O outro sócio,
Emílio Gabríades, vendeu sua participação
de 50% e saiu totalmente do negócio. A outra metade estava
dividida entre Guilherme e sua irmã.
Outro projeto que pode ajudar a Abril Educação a aumentar
sua receita em cinco vezes é um IPO (oferta inicial de
ações). "Achamos que podemos nos financiar, abrindo o
capital", diz Civita. E ir à bolsa tendo o estrangeiro Naspers
como sócio não seria possível. Amorim observou que
o IPO poderá ser feito bem antes da empresa chegar a um
faturamento de R$ 1 bilhão.
Beth Koike e Cynthia Malta, de São Paulo.
Com Naspers, grupo vai focar em mídia e internet
Com a compra do Anglo, o Grupo Abril, o maior do país no setor
de revistas, tem nova configuração e nova
estratégia. Sem a área de educação, que
fica nas mãos da família Civita, o grupo foca em
mídia e internet, com planos de expandir as áreas de
distribuição e gráfica.
"O Naspers, nosso sócio, não quer investir em
educação. Ele quer mídia e internet. Com a
separação, podemos fazer as duas coisas", disse ao Valor
o presidente do conselho de administração do Grupo Abril,
Roberto Civita.
O grupo de mídia sul-africano Naspers, que ficou com 30% da
Abril em 2006, comprou no terceiro trimestre do ano passado 91% do site
de comparação de preços Buscapé, por US$
342 milhões. Nos últimos quatro anos, o sócio da
Abril já investiu mais de US$ 800 milhões em
aquisições no Brasil.
Para Roberto Civita, o futuro das publicações impressas -
revistas ou jornais - passa pela internet. Mas países em
desenvolvimento como Brasil, China e Índia, ainda há
muito espaço a ser explorado pela mídia impressa. "O
Brasil vende duas revistas per capita/ano. Em país de primeiro
mundo essa relação é superior a 20", diz Civita,
que não abre mão de imprimir em seu cartão de
visitas o cargo de "Editor de Veja". Essa é a revista semanal
mais vendida no país e significa 40% do negócio de
revistas da Abril. Tamanha dependência, diz o empresário,
só será reduzida com o lançamento de novas
revistas.
Fonte: Valor Econômico