13/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

OAB-SC não pode exigir diploma para inscrição no exame da ordem

MEC realiza retificação de instrumentos de avaliação institucional externa e avaliação de cursos (reconhecimento e renovação de reconhecimento)

Projeto de reforma universitária volta à pauta na Câmara dos Deputados

Parecer sobre a reforma universitária pode ser votado na quarta-feira

Escolas públicas estaduais entram em recesso no dia 17 de julho

Audiência examina sistema de credenciamento de cursos no Mercosul

Bolsa para Universidade - Mobilização contra atraso

Cai a liminar: CPF é obrigatório para inscrição no Enem

Inscrições ENEM são prorrogadas

Ministério da Educação arquiva ilegalmente centenas de pedidos de autorização de novos cursos, com base em disposições infra-legais

Aluno com 6 anos até dezembro poderá entrar no fundamental

BBB desde a infância

ONG entregará propostas para educação aos candidatos à Presidência

Corrida ao Senado e ao Planalto

Projeto que dispõe sobre idade limite para atendimento a deficientes na rede pública é extinto por comissão

Marina quer mais verba para ensino

Professor terá licença capacitação

Números para o governo de SC

Comissão da Reforma Universitária se reúne na quarta

Término da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul faz com que Brasil redefina suas prioridades

Um tesouro chamado egresso

Um futuro sem mestres e também sem educação

Empresas ganham status de "universidade"

Educação na agenda política

Faltam professores de ciências exatas e biológicas nas escolas do país


Bolsistas "fujões" são condenados a pagar R$ 19,6 mi


Articulação entre as instituições de ensino de ensino superior e escolas de educação básica é a única alternativa para a melhoria dos padrões de qualidade nas universidades, centros universitários e faculdades

Código Disciplinar já é usado em diversas escolas


Civita compra Anglo e fará mais aquisições

OAB-SC não pode exigir diploma para inscrição no exame da ordem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 12/07/2010 
A Justiça Federal determinou que a Seccional de Santa Catarina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC) não poderá exigir a comprovação de conclusão de curso e de colação de grau para que o candidato faça a inscrição no exame da Ordem. Segundo comunicado do Procuradoria da República de Santa Catarina, a decisão é resultado de uma ação civil pública, que aponta a ilegalidade de provimento do Conselho Federal da OAB que restringe a inscrição no exame aos candidatos que comprovem a conclusão do curso de Direito. A ação foi ajuizada pelo procurador da República Maurício Pessutto Para, que considerou que "o provimento da OAB limita o exercício do direito   fundamental à livre atividade profissional de advocacia ao estabelecer requisitos não contidos na lei que ele regula". O estatuto da OAB (lei nº 8.906/94) dispõe que, para inscrição como advogado, o bacharel em Direito deve apresentar o diploma ou certidão de graduação e comprovar a aprovação no exame da Ordem. A procuradoria, entretanto, argumenta que em nenhum momento a lei estabelece que a conclusão do curso é requisito para a inscrição ou para a realização do exame. A exigência do diploma é feita apenas para o momento da inclusão no quadro de advogados. Ainda segundo a ação, a OAB não terá nenhum prejuízo ao permitir a realização da prova pelos   bacharelandos. Em caso de aprovação no exame, o bacharelando somente será autorizado a se inscrever no quadro profissional, quando tiver colado grau. Por outro lado, se o estudante for reprovado no exame, também não haverá prejuízo, pois ele não terá fundamento para requerer sua inscrição definitiva na OAB. A Justiça determinou também que, para a inscrição no exame da Ordem, basta a apresentação de certidão ou atestado de que o candidato está cursando as últimas disciplinas da grade curricular acadêmica. Além disso, a OAB/SC deverá promover ampla divulgação sobre a possibilidade de os bacharelandos do curso de Direito se inscreverem no exame. (Portal IG) 

MEC realiza retificação de instrumentos de avaliação institucional externa e avaliação de cursos (reconhecimento e renovação de reconhecimento)
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:32 hs. 
13/07/2010 - A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES aprovou alterações nos instrumentos de avaliação institucional externa, avaliação de cursos de graduação (licenciatura e bacharelado) para fins de reconhecimento e avaliação de cursos de graduação (licenciatura, bacharelado e superiores de tecnologia) para fins de renovação de reconhecimento.
As alterações realizadas e as orientações gerais para os processos avaliativos estão destacadas a seguir:
I.Instrumento de Avaliação Institucional Externa:
1.Exclusão da expressão imprescindível do indicador 2.4
Políticas institucionais para cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, na modalidade presencial, e suas formas de operacionalização. "indicador imprescindível para universidades".
2.Alteração da redação do conceito referencial mínimo de qualidade para Universidades e Centros Universitários do indicador 5.2 (Formação do corpo docente), que passa a ser:
"Quando o corpo docente da IES tem experiência profissional e acadêmica adequadas às políticas constantes nos documentos oficiais da IES e 100% têm formação mínima em nível de pós-graduação lato sensu; desses, 70% possuem formação mínima em nível em pós-graduação stricto sensu e pelo menos 20% possuem o título de doutor".
3.Alteração da redação do conceito referencial mínimo de qualidade para Faculdades do indicador 5.2 (Formação do corpo docente), que passa a ser:
"Quando todo o corpo docente tem, no mínimo, formação de pós-graduação lato sensu e experiência profissional e acadêmica adequadas às políticas constantes nos documentos oficiais da IES".
4.Exclusão dos conceitos referenciais mínimos de qualidade para Universidade, Centro Universitário e Faculdade do indicador 5.3 (Condições institucionais para os docentes), a expressão "homologado por órgão do Ministério do Trabalho e Emprego".
“Quando o perfil (formação e experiência) e as políticas de capacitação do corpo técnicoadministrativo estão adequados ás políticas constantes dos documentos oficiais da IES*. Além disso, está implementado e difundido”.
5.Alteração da redação do item 2, do Requisito Legal (Titulação do corpo docente) Universidades e Centro Universitários que passa a ser:
“Para Universidades e Centro Universitários: "no mínimo formação em pós-graduação lato sensu para todos os docentes e percentual mínimo de docentes com pós-graduação stricto sensu, de acordo com os artigos 66 e 52 da Lei Nº 9.394/1996”.
6.Alteração da redação do item 2, do Critério de Análise (Titulação do corpo docente) Universidades e Centro Universitários que passa a ser:
"O corpo docente tem, no mínimo, formação em pós-graduação lato sensu e a IES tem, no mínimo, um terço do corpo docente com titulação de mestrado e/ou doutorado?".
7.Alteração da redação do item 2, do Requisito Legal (Titulação do corpo docente) Faculdades que passa a ser:
"no mínimo formação em pós-graduação lato sensu para todos os docentes (art. 66 da Lei n. 9.394/1996)".
8.Alteração da redação do item 2, do Critério de Análise (Titulação do corpo docente) Faculdades que passa a ser:
“O corpo docente tem, no mínimo, formação em pós-graduação lato sensu?".
9.Adoção da expressão "Plano de Cargo e Carreira" na descrição do Requisito Legal e no Critério de Análise do item 4(Plano de Cargo e Carreira), que passa a ser: "O Plano de Cargo e Carreira deve estar protocolado no órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego.
10.Alteração da redação da resposta à questão "Quem é o Ouvidor?" no verbete Ouvidoria, que consta do Glossário do Instrumento, que passa a ser: "É um docente ou técnico-administrativo facilitador das relações entre o cidadão e a instituição".
II.Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação para fins de renovação de reconhecimento
1.Alteração da redação do conceito referencial mínimo de qualidade do Indicador 2.3 (Titulação e experiência do corpo docente e efetiva dedicação ao curso)que passa a ser:
"Quando, pelo menos, 50% dos docentes do curso têm titulação obtida em programas de pós-graduação stricto sensu, 20% são doutores, 10% são contratados em tempo integral e todos os mestres e doutores têm, pelo menos, quatro (4) anos de experiência acadêmica no ensino superior". (considerar apenas as horas destinadas às atividades da Mantida à qual pertence o curso).
2.Alteração da expressão "Requisitos Legais" para Requisitos Legais e Normativos, nos Instrumentos de Avaliação de Cursos de Graduação que subsidiam os atos regulatórios: Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos.
3.Alteração da denominação "indicador imprescindível" para "indicador de destaque" em todos os instrumentos de Avaliação de Cursos de Graduação, exceto para os Cursos de Graduação em Medicina – Bacharelado.
4.A atribuição de conceito 1 (um) a, pelo menos, um indicador de destaque de qualquer uma das dimensões, implica em conceito 1 (um) para toda a dimensão, independentemente dos conceitos obtidos nos outros indicadores que a constituem. Quando se verificar o disposto nesse item, o conceito final do Relatório da Avaliação exarado pela Comissão de Avaliação in loco, não poderá ser superior a 3 (três). Estas alterações também se aplicam ao Relatório da Avaliação de Curso de Graduação em Medicina – Bacharelado.
5.A atribuição de conceito menor que 3 (três) em qualquer uma das dimensões do Instrumento de Avaliação, nos processos de Renovação de Reconhecimento de Cursos, ensejará a celebração de protocolo de compromisso a ser firmado entre a Instituição de Educação Superior e o Ministério da Educação, conforme disposto no art. 10 da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.
III.Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação (bacharelado e licenciatura) para fins de Reconhecimento:
1.Exclusão da expressão "imprescindível" nos descritores dos conceitos 3, 4 e 5 do Indicador 3.2 (Tipologia e quantidade de ambientes/laboratórios, de acordo com a proposta do curso). 
Fonte: CM Consultoria 

Projeto de reforma universitária volta à pauta na Câmara dos Deputados
Fonte: Jornal da Educação 
A Comissão Especial que analisa o projeto de lei que versa sobre a reforma universitária aprovará, nesse dia 14 de julho, o substitutivo do Deputado Jorge Maluly objetivando a modificação de três artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
A matéria seguirá, logo a seguir, para o Plenário da Câmara dos Deputados e depois de ratificado irá para o Senado Federal.
As mudanças irão beneficiar, em especial,  universidades públicas e os seus professores e servidores.

Parecer sobre a reforma universitária pode ser votado na quarta-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/07/2010 - Brasília DF
Agência Câmara 
A Comissão Especial da Reforma Universitária pode votar na quarta o parecer do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP). A comissão foi criada para propor um novo modelo de gestão para as universidades públicas e privadas no País. O parecer do relator ainda não foi divulgado. Maluly adiantou, no entanto, que vai tratar da autonomia administrativa, pedagógica e financeira das instituições. Esse tema, disse, será mais facilmente aprovado do que outros. “Vamos pegar tudo o que há na área de autonomia. O grande trabalho será conscientizar a comissão para votar esse ponto. No ano que vem, outro grupo poderá fechar os pontos que ficarem em  aberto”, explicou.
Entre os temas que não possuem consenso e não entrarão no parecer estão o sistema de avaliação, a montagem de cursos universitários e a participação de capital estrangeiro no ensino superior brasileiro. Sobre o sistema de avaliação, Maluly explicou que alguns dos envolvidos no tema o consideram um caminho para melhoria do ensino superior, enquanto outros o classificam como punição. Em relação à montagem de cursos, o deputado disse que o Ministério da Educação não cumpre prazos e que as instituições de ensino ficam sem poder tomar   uma iniciativa. Já no que diz respeito ao capital estrangeiro, a dificuldade é estabelecer limites para essa participação.
Projetos em análise - A comissão analisa o Projeto de Lei 4212/04, do deputado Átila Lira (PSB-PI), e outros que tramitam em conjunto. Entre eles, o projeto de reforma universitária encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 2006 (PL 7200/06) e a proposta (PL 5175/09) apresentada pela Comissão de Legislação Participativa por sugestão da União Nacional de Estudantes (UNE). A reunião será realizada às 14h30 no plenário 8. 

Escolas públicas estaduais entram em recesso no dia 17 de julho
Fonte:  http://www.sed.sc.gov.br/secretaria/noticias/2442-escolas-publicas-estaduais-entram-em-recesso-no-dia-17-de-julho, 05/07/2010
As férias de julho para os 700 mil alunos da educação básica, profissional e de jovens e adultos das 1.350 escolas da rede pública estadual de ensino começam no próximo dia 17. O recesso será de 15 dias, com as atividades sendo retomadas no dia 2 de agosto.
O recesso escolar segue o calendário estipulado pela Secretaria de Estado da Educação (SED), baseado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Esta lei prevê o cumprimento mínimo de 200 dias letivos.
Docentes
Já os professores terão folga de uma semana, entre os dias 26 e 2 de agosto. Cada Gerência Regional de Educação (GERED) terá autonomia para definir o que será feito na primeira semana de recesso.
O período poderá ser usado para capacitação, reposição de aulas (perdidas por conta dos estragos provocados pela chuva de maio ou paralisação de professores) ou férias.

Audiência examina sistema de credenciamento de cursos no Mercosul
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/07/2010 - Brasília DF
Agência Câmara 
A Comissão de Educação e Cultura promove na terça-feira (13/7) audiência pública para discutir o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2403/10, da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), que estabelece de um sistema de credenciamento de cursos de graduação no Mercosul e países associados. O debate foi proposto pelos  deputados João Matos (PMDB-SC) e Lobbe Neto (PSDB-SP). Segundo os parlamentares, o acordo servirá para facilitar o reconhecimento de títulos e diplomas universitários. Um modelo será elaborado a partir de experiências já realizadas no caso de cursos de agronomia, engenharia e medicina e que foram consideradas exitosas por equipes técnicas. Foram convidados: - o  presidente do Conselho Nacional de Educação, Antonio Carlos Caruso Ronca; - o representante do Ministério de Estado da Educação Roberto Wollinger; e - o representante do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Antonio Carbonari Netto. A audiência pública está marcada para as 14h30 no plenário 10. 

Bolsa para Universidade - Mobilização contra atraso
Fonte: Diário Catarinense, 13/07/2010
Reitores e estudantes de Santa Catarina se reúnem hoje, às 10h, na Assembleia Legislativa, para discutir o atraso do repasse dos recursos das bolsas aos universitários catarinenses.
A audiência pública foi proposta do deputado estadual Pedro Uczai (PT), autor do projeto que já concedeu mais de 180 mil bolsas. Segundo ele, com os convênios assinados em fevereiro entre o governo do Estado e as universidades, os investimentos em bolsas de estudo para 2010 devem ser de R$ 49 milhões.
Como muitas universidades catarinenses não receberam nenhuma das cinco parcelas que deveriam ser pagas no primeiro semestre deste ano, o deputado Uczai acredita que a mobilização de hoje é fundamental para pressionar o governo.
– O Estado que forma universitários, projeta o futuro. Queremos saber para onde está indo o dinheiro, porque a receita existe.
Ontem, o deputado esteve reunido em Chapecó com reitores da região do Oeste para avaliar as condições das universidades. Muitas instituições que concederam o benefício, mesmo com o atraso, não terão condições de bancar os custos nas mensalidades no segundo semestre, caso o governo não repasse. Se o pagamento não for colocado em dia, muitos bolsistas terão que abandonar os estudos.
JOANA GANDIN

Cai a liminar: CPF é obrigatório para inscrição no Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
O desembargador José Antônio Lisboa Neiva, do Tribunal Regional Federal da 2ª região, acolheu as razões apresentadas pelo Ministério da Educação e cassou a liminar que obrigava o Inep a aceitar inscrições de estudantes no Enem 2010 sem a obrigatoriedade de apresentar CPF próprio. Neiva cedeu ao argumento dos advogados do MEC e do Inep,  segundo o qual o CPF é o único documento nacional, com garantia de segurança para todos os inscritos da prova. A arguição abordava ainda a facilidade para a consecução do documento em todo o território nacional e os transtornos que a decisão anterior provocaria em um certame que já tem mais de quatro milhões de inscritos.   O Inep, atendendo a um pedido dos governadores de Penambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Vilela, decidiu prorrogar as inscrições até a próxima sexta-feira, dia 16. Os estudantes que ainda não se inscreveram devem fazê-lo apenas no portal www.enem.inep.gov.br, com CPF e RG próprios. 

Inscrições ENEM são prorrogadas
Fonte: Diário Catarinense, 10/07/2010
Ministro da Educação afirmou que enchentes no Nordeste são responsáveis por mudança da data
As chuvas nos Estados de Alagoas e de Pernambuco foram as responsáveis pela prorrogação das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) até a próxima sexta-feira.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou ontem que os governadores dos dois estados pediram que o prazo fosse adiado porque muitos alunos dessas regiões estão recuperando documentos necessários para confirmar as inscrições.
Segundo o ministro, outro preocupação dos governadores Teotonio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, é a reconstrução das escolas destruídas pelas chuvas.
- Como não vai haver prejuízo ao calendário, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) resolveu adiar por uma semana - afirmou Haddad.
Com isso, os alunos terão mais uma semana para se candidatar à seleção, apenas via internet. O valor da inscrição é de R$ 35. Estão isentos os estudantes da última série do ensino médio de escolas públicas e aqueles que comprovem carência.
O ministro disse que o MEC está trabalhando para recuperar as escolas a tempo de salvar o ano letivo. Para isso, serão usados métodos alternativos de construção, que possibilitem erguer um colégio em 60 dias.
– Já fizemos várias reuniões com empresas que trabalham com métodos alternativos de construção. Algumas dizem que em 60 dias é possível ter a escola funcionando.
O ministério pretende contratar, até o final deste mês, as responsáveis pelas reconstruções.

Ministério da Educação arquiva ilegalmente centenas de pedidos de autorização de novos cursos, com base em disposições infra-legais
Fonte: Jornal da Educação
A legislação brasileira afirma que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, a não ser por força de lei (e não portarias), entretanto o Ministério da Educação,  desde 2008, vem arquivando processos de criação de cursos superiores apresentados por faculdades isoladas.
A decisão toma por base apenas alguns dos elementos constantes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que são utilizados como critério de qualidade nos processos de regulação. A criação de índices não foi prevista por lei, mas foi instituída por portaria, o que deixa o procedimento vulnerável.
A partir dos resultados do Índice Geral de Cursos (IGC), a Secretaria de Educação Superior do MEC arquivou 357 pedidos de autorização de novos cursos em instituições de ensino superior que apresentaram resultado igual ou inferior a 3 em uma escala que vai de 1 a 5.
A medida é ilegal, embora alguns juízes venham denegando tutelas antecipadas e confirmando o posicionamento do Ministério.
Normalmente, os tribunais reformam a decisão e reconhecem os direitos das mantenedoras, mas até que isso aconteça os cursos não podem funcionar.

Aluno com 6 anos até dezembro poderá entrar no fundamental
Fonte: O Estado de São Paulo, 10/07/2010
Em 2011, Conselho Nacional de Educação permitirá matrícula no 1º ano de criança que tenha feito 2 anos de pré-escola
O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu permitir em 2011 a matrícula no 1.º ano do ensino fundamental de crianças que completem 6 anos até 31 de dezembro. A regra só vale para aquelas que tiverem cursado dois anos de pré-escola.
Em janeiro, o CNE havia aprovado uma resolução que orientava as redes de ensino pública e particular do País a adotar a partir de 2010 a data 31 de março como limite, mas acabou abrindo uma exceção este ano, considerado um período de transição.
"Decidimos estender o período de transição por mais um ano porque vimos que muitas crianças com dois anos de pré-escola ainda não teriam atingido a idade para entrar no 1.º ano", afirmou Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara da Educação Básica do conselho.
Ele acredita que como neste ano a maioria das pré-escolas também passou a adotar o corte em 31 de março - são matriculadas crianças com 4 anos completos até essa data -, a transição será completa em 2012.
"A data não mudou. Apenas consideramos oportuno estender as medidas já adotadas em 2010 para o ano de 2011", reforçou Cesar Callegari, membro do CNE. "A resolução foi apenas reeditada para servir também para o ano que vem." Para entrar em vigor, o texto deverá ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.
Segundo Callegari, o mais importante da resolução é a inclusão das diretrizes da pré-escola. "Trouxemos isso para a resolução. Tínhamos a expectativa de que o Congresso aprovasse a lei definindo idade de corte, mas isso é complicado em um ano eleitoral."
No entanto, o presidente do Conselho entende que não é necessário que o Congresso aprove em lei o limite de idade para ingresso no ensino fundamental. Segundo ele, ao se aprovar a lei que aumentou de oito para nove anos a duração desta etapa da educação básica, ficou determinado que a competência para resolver as questões suscitadas pela mudança seriam de competência do conselho.
Polêmicas. A maneira como o ensino fundamental de nove anos foi implantado no País provocou polêmica entre gestores, educadores e pais, por não definir uma data de corte para ingresso e incluir crianças muito pequenas num modelo de ensino mais voltado para a alfabetização.

BBB desde a infância
Fonte: Jornal A Notícia, 13/07/2010
Projeto de lei que está na Câmara dos Deputados prevê o monitoramento obrigatório nas creches brasileiras. Em Joinville, já há experiência com o sistema
A arquiteta Mainara Pech, 36, fez questão de colocar o filho Bernardo, de dois anos, em uma creche com câmeras de vigilância até mesmo nas salas de aula. “É por segurança mesmo, me sinto mais tranquila”, diz.
O Jardim de Infância Curupira, no bairro Anita Garibaldi, em Joinville, onde o menino estuda, é a única escola de educação infantil de Joinville com sistema de monitoramento eletrônico.
Se aprovado, um projeto de lei que está em discussão na Câmara dos Deputados, em Brasília, pode tornar obrigatório esse tipo de vigilância em todas as instituições de educação infantil do País, tanto públicas quanto privadas. É uma espécie de educação em um Big Brother Brasil desde a infância.
A proposta aguarda avaliação de mais duas comissões de parlamentares e não precisa passar pelo plenário para ser regulamentada no Ministério da Educação.
A vigilância é vista por muitos como um jeito de garantir segurança às crianças. Outros consideram que a medida pode tirar a liberdade de alunos e professores. Há creches em São Paulo, por exemplo, que já permitem aos pais acompanhar a rotina dos filhos pela internet. Não é o caso do Curupira.
A diretora Tatiana Krause Olm diz que, além de implicar em um custo maior, a transmissão pela internet pode manter os pais muito dependentes dos filhos e ocasionar um excesso de ligações à escola para tirar dúvidas sobre as imagens.
Os pais têm acesso às gravações por meio de duas TVs instaladas na recepção da escola ou caso ocorram problemas que gerem dúvida, o que é raro, segundo a diretora. Monitores na sala da diretora e das coordenadoras pedagógicas aumentam a vigilância.
“Em geral, é raro termos problemas. Na verdade, as câmeras acabam ajudando as professoras. Se percebermos que uma criança está se pendurando no parquinho enquanto ela dá atenção a outro aluno, por exemplo, temos como notar a situação e comunicá-la”, afirma.
rogério.kreidlow@an.com.br
ROGÉRIO KREIDLOW | JOINVILLE

ONG entregará propostas para educação aos candidatos à Presidência
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 12/07/2010
Lourenço Melo da Agência Brasil em Brasília 
Os candidatos à Presidência da República vão receber dentro de 20 dias um documento com propostas para melhorar o ensino. O texto está sendo trabalhado pela ONG (Organização não governamental) Parceiros da Educação, que colheu opiniões de vários especialistas sobre as medidas que cada um adotaria se fosse presidente ou governador. Entre as propostas estão a valorização do professor, uma maior autonomia para a direção da escola, a reforma do ensino médio, o aperfeiçoamento do sistema de avaliação e mais tempo na escola, mas não apenas dentro das salas de aula. Para o presidente da ONG, Jair Ribeiro, apesar das discussões sobre a melhoria da educação, ainda faltam ações que garantam a continuidade das políticas públicas. “O país precisa de um programa de qualidade e de longo prazo, previsto para 20 ou 30 anos, e multipartidário, que tenha continuidade a nível federal e estadual.” Jair Ribeiro falou sobre o assunto durante debate sobre educação promovido pelo programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. Ele disse que um grande número  de famílias "se declaram satisfeitas com a educação oferecida aos seus filhos, mas não sabem medir a qualidade do que está sendo ministrado".
A representante do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Júlia Ribeiro, argumentou durante o debate que a diversidade regional exige que a educação seja mais contextualizada, que as salas de aulas sejam cada vez mais interativas, dando atenção individualizada às crianças. Para a coordenadora de Avaliação Educacional da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Gláucia Maria Guerra "a eficiência do ensino é que pode garantir o sucesso do aluno na vida, e para isso é preciso investir em formação do profissional e na valorização do magistério. O aumento do número de matrículas e de instituições acarretou perda de qualidade, que precisa ser resgatada”. A professora Maria Auxiliadora Seabra, do movimento Todos pela Educação, defendeu um esforço coletivo para sanar os problemas da educação. “Dificilmente a população enxerga o   que a educação pode fazer pela sua própria sobrevivência. O discurso político, por sua vez, diz que a educação é importante, mas ela nunca é colocada como prioridade".
O nível de formação do professor, de acordo com Auxiliadora, está muito distante da necessidade do dia a dia. Ela acha que o Brasil mantém políticas de perpetuação da pobreza. "Várias pesquisas mostram que o pobre miserável de 10 ou 12 anos atrás continua sendo o mesmo de hoje. Seus filhos estão na mesma condição, pois eles às vezes recebem bolsas por longo tempo e, quando não se enquadram mais no padrão de assistência, voltam ao desamparo anterior". Ela defende a criação de políticas integradas que garantam a mudança da condição de vida da pobreza. Outra crítica é que há o mesmo nível de financiamento da educação para as diversas regiões, "quando se sabe que no Nordeste há mais pobreza e dificuldades, por isso os lugares mais carentes deveriam receber mais recursos”, explicou Auxiliadora. 

Corrida ao Senado e ao Planalto
Fonte: Jornal A Notícia, 13/07/2010
Levantamento do Mapa mostra as intenções de voto dos catarinenses
Pesquisa Mapa indica a preferência do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) na disputa pelo Senado. O deputado Paulo Bauer (PSDB) é o segundo mais lembrado, seguido por Claudio Vignatti (PT) e Hugo Biehl (PP), em empate técnico.
O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e realizado entre os dias 7 e 9 de julho. Luiz Henrique tem, no momento, a preferência de um terço do eleitorado para o Senado. No total, 33,9% dos entrevistados afirmaram que dariam o primeiro voto ao ex-governador, enquanto 5,6% disseram que votariam nele como segunda opção.
Paulo Bauer aparece em seguida, com 9,9% dos votos, e é lembrado por 12,3% dos entrevistados como opção de segundo voto. O terceiro lugar é ocupado pelo deputado federal Claudio Vignatti, com 7,2% das intenções de voto, enquanto o ex-deputado Hugo Biehl é o quarto mais citado, com 5,5%. Ainda é grande o nível de indecisão dos eleitores. Cerca de 23% dos entrevistados afirmaram não saber a quem dar o primeiro voto, sendo que o percentual sobe para 44,7% para o segundo voto.
Para presidente, José Serra (PSDB) se mantém na liderança, entre os catarinenses, com 43% das intenções de voto. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT) continua na segunda colocação, com 31,4%, e a senadora Marina Silva (PV) aparece com 6,8%. Na pesquisa anterior, publicada em 12 de abril, Serra tinha 38,7%; Dilma, 27,5%; e Marina, 6,8%.
Outro dado que chama atenção é o baixo índice de indecisão para a corrida presidencial. Apenas 9,4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Em um provável segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano teria 50,9% das intenções de voto, contra 33,7% de Dilma Rousseff. A pesquisa ainda questionou o eleitor sobre a transferência de votos. Um total de 28,8% respondeu que votará no candidato apoiado por Lula e 20,7% disseram que escolheriam o candidato apoiado por Serra. Já 46,8% disseram que o voto não dependerá de apoios.
Os entrevistados ainda citaram as áreas prioritárias para o próximo governador de Santa Catarina. Com 44,9% da preferência, a saúde continua sendo a prioridade do eleitorado.

Projeto que dispõe sobre idade limite para atendimento a deficientes na rede pública é extinto por comissão
Fonte: Jornal da Educação 
O Projeto de Lei que extingue a idade limite para o atendimento de portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino foi aprovado na última semana pela Comissão de Seguridade Social e Família.
De acordo com o Projeto, o aluno ou responsável poderá decidir quando pedir a "terminalidade específica", certificado dado aos estudantes que não alcançam o nível de conhecimento exigido para a conclusão do ensino fundamental. Atualmente, o certificado é concedido pelo Estado quando o aluno completa dezoito anos.
As comissões de Educação e Cultura e de Constituição, Justiça e Cidadania ainda analisam o projeto, que tramita em caráter conclusivo.

Marina quer mais verba para ensino
Candidata do PV defende investimentos anuais de R$ 2,1 mil por aluno
Fonte: Diário Catarinense, 13/07/2010
A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, disse ontem, em São José dos Campos (SP), que o Brasil precisa investir mais em educação.
De acordo com a candidata do Partido Verde, o país destina, atualmente, cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à área, mas seria possível chegar a 7% em quatro anos.
– No Brasil se investe R$ 1,1 mil por ano, por aluno. E isso é muito pouco. Temos 30 anos de atraso em relação ao Chile. Para que tivéssemos uma educação de qualidade precisaríamos estar investindo cerca de R$ 2,1 mil – disse a candidata.
Marina ressaltou que isso é um processo que não “acontece da noite para o dia” e destacou que será necessário adotar uma política para ampliar, progressivamente, os recursos para a educação.
– E não é só uma questão de aumentar os recursos, mas aplicá-los melhor – disse Marina.
Para ela, a educação poderia ser melhorada com investimentos na qualificação e no salário do professor. Outra questão importante, segundo a candidata, é atualizar a grade curricular para que as “crianças possam ter acesso à informação, organizar essa informação e ter uma visão crítica sobre a sociedade’’.
Além de apontar a educação como uma das prioridades de seu governo, Marina afirmou que o país também precisa melhorar a infraestrutura. A crítica da candidata é que o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) é um programa apenas de gerenciamento de obras.
– O PAC é um sistema de gerenciamento das obras que já existem.
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP

Professor terá licença capacitação
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou na última semana proposta que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para permitir o direito de licença capacitação para profissionais da área.
Atualmente, só os funcionários públicos regulados pela Lei 8.112/90 possuem o direito. Os professores terão direito a licença de três meses a cada cinco anos de trabalho efetivo.
O relator da proposta, Wilson Picler, retirou ainda a previsão de que, nos planos de carreira e de cargos dos profissionais da educação pública, esteja garantido vencimento inicial igual ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional aprovado em lei federal.
O texto segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Números para o governo de SC
Fonte: Jornal A Notícia, 12/07/2010
Mapa divulga primeira pesquisa depois do registro das candidaturas
A primeira pesquisa depois do registro das candidaturas mostra Angela Amin (PP) liderando a preferência do eleitorado catarinense. Em comparação com o levantamento anterior, em abril, Raimundo Colombo (DEM) ultrapassou Ideli Salvatti (PT) e agora assume a segunda colocação.
Este é o resultado da pesquisa Mapa sobre as eleições para o governo do Estado, encomendada pelo Grupo RBS e realizada entre os dias 7 e 9 de julho. A principal diferença em relação à pesquisa anterior é que o levantamento foi feito com base nas oito candidaturas registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC).
Antes, com as indefinições do quadro eleitoral, o levantamento tinha que considerar mais pré-candidatos e diferentes cenários. A principal alteração é a ausência de Leonel Pavan (PSDB) e Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e a definição de Colombo como o candidato da tríplice aliança.
Mesmo com a aglutinação de forças de três partidos (PMDB/PSDB e DEM), Angela está em primeiro nas intenções de votos. Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados têm que escolher entre os candidatos apresentados, ela aparece com 33,5%. Colombo surge em segundo lugar (20,6%). Embora esteja numericamente à frente, aparece empatado tecnicamente com Ideli (15,9%).
Na última pesquisa, Colombo e Ideli também apareciam empatados tecnicamente, mas com a petista à frente em todos os cenários. Nas projeções de segundo turno, Angela também lidera nos dois cenários em que aparece e apresenta um desempenho ligeiramente melhor quando confrontada com Ideli. No cenário que coloca Colombo contra Ideli, o candidato do DEM tem a maior preferência.
A pesquisa mostra ainda que há espaço para os candidatos crescerem, devido ao alto índice de indecisão. Em relação ao primeiro turno, 19,2% dos entrevistados afirmaram que não sabiam em quem votar ou não responderam. Outro dado é o índice de rejeição. Ideli apresenta o maior percentual (9,4%), seguida por Angela (8,8%) e por Colombo (5,6%).

Comissão da Reforma Universitária se reúne na quarta
Fonte: Jornal da Educação
Está prevista para quarta-feira. dia 14, votação do parecer do relator, deputado Jorginho Maluly, na Comissão Especial da Reforma Universitária.
Maluly ainda não divulgou o parecer, mas adiantou que tratará sobre assuntos como autonomia administrativa, pedagógica e financeira das instituições.
Não serão tratados temas relacionados ao sistema de avaliação, à montagem de cursos universitários e à participação de capital estrangeiro no ensino superior brasileiro.
A Comissão, que foi criada para criar um novo modelo de gestão para as instituições de ensino superior, analisa outros projetos que tramitam em conjunto.
Mais informações no site www.camara.gov.br

Término da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul faz com que Brasil redefina suas prioridades
Fonte: Jornal da Educação
O Brasil interrompeu sua rotina de normalidade com o início do Campeonato Mundial de Futebol, em 10 de junho de 2010.  Ao longo de um mês, as atenções estiveram voltadas para a competição que envolveu países de todo o mundo e mostrou a diversidade que existe em todas as áreas geográficas.
Volta-se, agora, à uma outra disputa, de maior importância para o país: a da definição  dos destinos do Brasil para os próximos anos e a escolha de nomes que irão ocupar os principais cargos nos Poderes Executivo e Legislativo.
A campanha eleitoral mobilizará mais do que o esporte?   Infelizmente não.
Tanto a seleção brasileira, como os políticos (em sua maioria), estão nesse momento desacreditados tendo em vista os resultados ruins e maus exemplos que dão à sociedade.
As mudanças comportamentais  em uma Nação dependem, em muito, dos exemplos que são transmitidos  pelas pessoas.   O berço de tudo está na família e na escola e o papel dos educadores é de extrema importância para que tenhamos esperanças no amanhã.

Um tesouro chamado egresso
Fonte: Revista Gestão Universitária, Edição 231 
Prof. Roney Signorini 
Em outras oportunidades já destaquei a imensa importância que as IES deveriam atribuir aos egressos de seus cursos, voltando-se com políticas atraentes para a manutenção da relação deles com a escola (se é que ela existiu desde o ingresso, como manda o figurino), como quem cuida de um cliente cativo, reputando o MKT da fidelidade. Afinal, o maior tesouro de uma escola é o aluno. Podem existir prédios, corpos docente e administrativo, bibliotecas e laboratórios, mas sem o aluno a escola padece, perece e desaparece. São poucas as IES que dão atenção ao seu egresso e pouco se sabe deles após a solenidade de formatura. Sequer podem se cadastrar numa AEA – associação de ex-alunos – por esta inexistir ou ex-alunos não se prestarem a alvo de pesquisas, por exemplo, a ser feita pela CPA da instituição.
Assim, com bom motivo, razão e propriedade, a Carta Consulta, de Belo Horizonte, vai promover em agosto um curso sobre a Política de Egressos — coisa nova por aqui —, contando com palestrantes americanos que sabem das coisas, três grandes nomes da gestão universitária americana. E que trajetória profissional eles têm, incríveis e inusitadas.
O relacionamento com alunos egressos é uma das mais importantes questões para a gestão universitária brasileira, lamentavelmente, insisto, quase inexistente no setor. Os egressos podem auxiliar no recrutamento e na retenção de alunos porque são os principais "opinion makers" do produto ensino, que consumiram. Assim, depoimentos e testemunhos autênticos consolidam uma boa imagem de serviços obtidos. Podem constituir uma base de empregadores potenciais, se mantiverem um longo vínculo com a IES. Mas não, até o foco da educação continuada é relegado, pois não se abre a eventual pós-graduação. Este relacionamento, muitas vezes, é ignorado como um recurso e não faz parte do plano  estratégico da instituição. Mas como pensar e estabelecer uma política de egressos capaz de gerar recursos humanos e financeiros para o nosso sistema educacional? Como usar o máximo do potencial dos egressos? Um caminho pode ser trilhado pela análise de políticas de sucesso, implantadas e desenvolvidas por instituições que prosperam em mercados altamente competitivos. Está aí uma oportunidade para quem nunca ouviu falar do assunto.
EGRESSOS EM CAPTAÇÃO DE ESTUDANTES - Muitas escolas subestimam a importância de terem os egressos envolvidos em seu plano de captação de alunos. Os egressos desempenham um papel fundamental em ajudar sua “alma mater”. A questão é se todos os bons alunos com alto nível de empregabilidade se disporiam a dar seus testemunhos. Quem arrisca a resposta? Um dos palestrantes da Carta Consulta, o professor Trent Argo (Georgetown College – Oklahoma Baptist University), foi Diretor de Captação, Retenção, Seleção e Desenvolvimento de alunos da Oklahoma, bem como, na mesma função, da Campbellsville University. Aí desenvolveu planos de marketing e Estratégia para Crescimento dessas universidades com aumento de 198% para os projetos de captação e retenção. Foi presidente da Associação Americana dos Diretores de Captação de Estudantes das universidades americanas. Ou seja, cá pra nós, nunca ouvimos falar que isso existe(ia).
PARTICIPAÇÃO ATIVA DE EGRESSOS NA IES - Os egressos são o maior recurso que as Instituições de Ensino têm e, sem a participação ativa deles, as IES não podem alcançar seu melhor potencial. Um pequeno perfil da professora Libba Andrews, outra participante do seminário: nos últimos 20 anos, ela atuou em uma série de funções na Universidade Estadual do Mississipi (MSU) e atualmente detém o título de Diretora de Relações com os Egressos,   gerenciando um universo de mais de 115 mil ex-alunos. Com esta capacidade, ela tem sido responsável por elaborar o plano estratégico da Associação dos Egressos.
RELACIONAMENTO COM OS EGRESSOS - O tema relações com egressos é um dos assuntos mais críticos para as instituições de ensino hoje. Relações saudáveis com os egressos reforçam a base de apoio das instituições de ensino nas áreas de captação de novos alunos, retenção dos alunos atuais e sustentabilidade financeira dessas instituições. Quem argumenta com bases sólidas e profundos conhecimentos sobre a matéria é o professor J. Robert Gaddis, também da Campbellsville University. Com um currículo bem diferenciado, o Dr. Gaddis tem o bacharelado em Música e Mestrado em Educação pela Universidade do Kentucky. O foco de sua atuação é na direção de programas de música com espantoso crescimento de 25 programas de graduação para os atuais 160, entre graduação e pós-graduação.
Fato é que a desatenção aos egressos vai além da desídia institucional, negligência e descaso, porque não é interpretada como um dos canais mais vivos de interação e comunicação com a coletividade, que se avoluma a cada formatura, podendo atingir números muito significativos, decorrentes de alguns anos na oferta de cursos. E hoje, com a internet, não há o que se pensar em custos para "falar" com todos eles, seja um expediente simpático de cumprimentar pelo aniversário, seja para informar sobre uma atividade de extensão ou algum curso de especialização, seja um convite para a comemoração de alguma efeméride, etc. Em pouco tempo acaba se tornando uma rede social das melhores (e que já existe, por iniciativa dos próprios ex-alunos, basta conferir no Orkut, Facebook e outros). E mais, o egresso solteiro de hoje é pai amanhã, com prole caminhando para os estudos. 

Um futuro sem mestres e também sem educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Tempo, 09/07/2010 - Belo Horizonte MG
JOSÉ HENRIQUE DINIZ 
O magistério se encontra em seus estertores finais. Só não acabou de vez porque ainda existem alguns idealistas que, apesar de todas as dificuldades, se sentem felizes no ofício. Quando se aposentam, são capazes de dizer que têm saudades da sala de aula. Parecem dom Quixote lutando contra os moinhos de vento, defendendo sua Dulcineia. Também fui professor e até meio Quixote. Hoje, estou mais para Sancho Pança. Aposentado, não tenho saudade dos difíceis tempos de professor. Sem querer  generalizar, creio que os colegas ainda em atividade no magistério estão num beco sem saída, num mato sem cachorro. Caso lecionem em escola pública, hoje sucateada, são mandados, geralmente, para as periferias, enfrentando alunos "difíceis", que jogam sobre o professor todas as suas mazelas. Os mestres correm risco de agressão física, de danos a seus meios de transporte, chegam até a serem ameaçados de morte.
Aqueles que lecionam em escolas  particulares, atendendo às classes abastadas, são, muitas vezes, vítimas de menosprezo dos alunos. Com frequência, são tratados como reles empregados de filhinhos de pais ricos, jovens que têm tudo, menos educação para respeitar seus professores. Penso que estamos longe de nos igualar à cultura oriental, na qual os mestres são admirados e respeitados. Se algo não for feito, chegará o tempo em que as escolas fecharão suas portas por falta de professores, pois nem todos têm vocação para mártir. 

Empresas ganham status de "universidade"
Fonte: Clipping Educacional Consae
Salas de aula são montadas dentro de firmas do setor de serviços para capacitar e desenvolver a mão de obra. Profissionais de Ribeirão têm aula de gestão, relacionamento com clientes e línguas no próprio emprego
JEAN DE SOUZA DE RIBEIRÃO PRETO 
Com escassez de mão de obra qualificada, o mercado de trabalho da região de Ribeirão Preto aposta na estratégia do "faça você mesmo" para treinar funcionários e enquadrá-los nas exigências das empresas.
Esse tipo de treinamento se diferencia daquele em que o funcionário aprende trabalhando. Exige, por exemplo, a implantação ou adaptação de salas de aula dentro do ambiente de trabalho. Foi a dificuldade de contratar funcionário com as habilidades desejadas para o negócio de montagem de instalações elétricas que fez a Gôndola criar uma espécie de embrião de universidade corporativa dentro da empresa, há três anos. e acordo com Rafael Vaz de Lima, assistente de Desenvolvimento Humano da empresa, que tem sede em Ribeirão Preto, o objetivo do núcleo de ensino interno "foi ensinar a cultura da empresa aos colaboradores".  "Precisamos fazer isso para adequar o profissional ao nosso conceito de mercado. Por causa das particularidades da empresa, seria muito difícil contratar um profissional já com nosso perfil." Na empresa, além dessa adaptação cultural, os profissionais têm aulas de gestão e relacionamento com clientes, entre outros cursos. A Biosalc, empresa de Ribeirão da área de TI (Tecnologia de Informação) voltada ao agronegócio, segue os mesmos princípios.
A empresa montou uma sala de aula interna que é usada tanto para ensinar as especificidades do agronegócio aos especialistas em informática quanto para oferecer outras habilidades, como línguas estrangeiras. Para o diretor do Instituto de Pesquisas Sociais da ACI-RP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), Antonio Vicente Golfeto, esse tipo de estratégia deve se  tornar tendência na medida em que o desemprego cai e torna cada vez mais rara a mão de obra especializada disponível no mercado. Um fator estrutural, segundo Golfeto, deve acentuar o movimento. "O mercado é muito mais dinâmico do que a estrutura de formação de ensino formal." Qualidade e quantidade de trabalhadores são os principais entraves para as empresas atualmente, segundo o diretor do Centro de Treinamento Senai de Sertãozinho, Luiz Zanbom Neto. Em Sertãozinho, segundo ele, é grande a procura pelo ensino em escolas técnicas, mas a pujança econômica também tem elevado a procura de empresas por qualificação "in company", ou seja, no local onde o trabalhador atua ou irá atuar. Segundo Zanbom Neto, o Senai está capacitado a oferecer cursos customizados, de acordo com o perfil pedido pela empresa. 

Educação na agenda política
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 09/07/2010 - Brasília DF
Mozart Neves Ramos 
A mais recente pesquisa Ibope, encomendada pelo movimento Todos Pela Educação, em parceria com a Fundação SM, convoca os candidatos às eleições de 2010 a uma nítida necessidade de maior atenção à educação básica. Não basta dizerem que vão construir escolas e oferecer mais vagas: os números revelam que a sociedade está muito mais atenta ao quesito qualidade. A escolaridade da população aumentou nos últimos 10 anos, e a nova geração de pais já sabe que o diploma apenas não basta — é preciso que o direito à aprendizagem seja assegurado. Um fato que aponta nessa direção é o reconhecimento da importância das avaliações da educação básica, como a Prova Brasil, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pesquisa mostra que, para 70% dos eleitores, as provas ajudam a melhorar a educação em alguma medida. Já existe uma consciência de que medir o aprendizado é um passo para a garantia de uma boa escola. Na última década, os indicadores sociais de emprego e de pobreza também melhoraram bastante. Uma coisa puxa a outra: mais educação, menos pobreza e maiores as chances de empregabilidade. Essa última requer, por seu lado, mais escolaridade e com qualidade. Isso significa pessoas aptas para ocuparem posições em um mercado de trabalho cada vez mais exigente.
O emprego, que em 2006 aparecia como a segunda área a merecer especial atenção do   próximo presidente, caiu para a terceira colocação, atrás de saúde e segurança pública, conforme aponta o estudo. A educação básica saltou da sétima para a quarta posição entre as prioridades do eleitorado para o próximo governante e foi a segunda que mais cresceu em termos percentuais nos últimos quatro anos, saindo de 15% para 28%, um aumento de 13 pontos percentuais em quatro anos, ficando atrás apenas da saúde, que apresentou aumento de 20 pontos percentuais, saindo de 43% para 63%.
Dentre os pontos fracos na educação básica, segundo a pesquisa Ibope, o salário dos professores aparece no topo, seguido por segurança nas escolas. Já entre os pontos considerados fortes na escola pública do país, destacam-se, por ordem de prioridade, a merenda, o número de vagas e a qualidade do material didático — os três com percentuais muito próximos. Nesse sentido, é gratificante notar que a população percebe que os materiais didáticos das escolas públicas de todo o país ganharam qualidade.
A melhoria da educação é percebida por 61% dos entrevistados. No entanto, 51% consideram lento o ritmo do avanço. Essa é a mesma percepção dos relatórios das cinco metas do Todos Pela Educação. Assim, o resultado aponta para a necessidade de um maior esforço e aceleração no processo da educação de qualidade. Os governos isoladamente, sem um   projeto de nação, sem objetivos claros para a educação do país e sem o envolvimento da sociedade civil, não conseguiram lograr o êxito esperado. A economia cresce em ritmo acelerado, mas não pode ir tão veloz porque falta infraestrutura (portos, estradas, aeroportos) e recursos humanos compatíveis com a exigência do mercado.
A necessidade desse projeto de nação mostra-se clara pelo fato de que o governo, em todos os seus níveis de poder, foi apontado pelos eleitores como o principal responsável a contribuir para assegurar a qualidade do ensino no país. O governo federal é tido como o maior agente na educação, seguido das prefeituras, do Ministério da Educação e dos governos estaduais. Por seu lado, as organizações sociais e os professores foram menos responsabilizados nesse sentido. Os números, de certa forma, revelam que a sociedade vai começar a exigir cada vez mais do poder público uma melhor qualidade na educação, entendendo-a, efetivamente, como direito garantido por lei. Por tudo isso, é preciso que os candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais, nas eleições deste ano, apresentem com clareza suas propostas para melhorar a educação brasileira. É preciso que digam à população como vão resolver um dos mais importantes desafios, o da educação com qualidade. Presidente-executivo do Todos Pela Educação, membro do Conselho Nacional de Educação e professor da UFPE 

Faltam professores de ciências exatas e biológicas nas escolas do país
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 11/07/2010
Déficit era de 240 mil professores da 5ª série ao ensino médio, em 2008. As áreas mais críticas são física, química e matemática
Do G1, com informações do Fantástico 
O estudante Thiago dos Santos teve que fazer um trabalho de física, no primeiro ano do ensino médio de uma escola estadual em São Paulo. Como em 2010 não teve nenhuma aula da matéria, apelou para a internet. Questionado sobre o que acha que é física, Thiago responde: “Não tenho a mínima ideia.” Laíne Oliveira Lima, no Tocantins, enfrenta problema parecido. “O professor de matemática era o mesmo professor de física, aí saiu o professor de matemática e ficamos sem matemática e física”, afirmou. O Fantástico percorreu as cinco regiões do país e constatou: nas escolas públicas brasileiras, falta gente pra ensinar ciências exatas e biológicas, principalmente no ensino médio. Na semana passada, o Ministério da Educação divulgou que esse nível de ensino foi o que se saiu pior no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Esse resultado é uma conseqüência do que o governo já tinha apurado em 2008. Nesse ano, um levantamento do Ministério da Educação mostrou um déficit de 240 mil professores da 5ª série ao ensino médio. As áreas mais críticas eram, justamente, física, química e matemática. De 2008 até hoje, o governo vê algum avanço.
“Essa falta de professores começa a diminuir, mas ainda muito lentamente, mas há hoje uma política muito estruturada pra garantir que os jovens procurem as licenciaturas, pra que os jovens se tornem professores”, disse a secretária da Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. Para resolver o problema, alguns estados recorrem aos professores que não prestaram concurso, os chamados temporários. Em São Paulo, por exemplo, há mais de 80 mil desses temporários. Segundo a Secretaria da Educação do estado, são eles que darão as aulas de física que faltaram na escola de Thiago. “Todas as aulas serão repostas. E a reposição de aula, para que não haja nenhum prejuízo no conteúdo, vai ser realizada aos sábados e fora do horário de aulas desses alunos”, disse o secretário adjunto de Educação, Guilherme Bueno. Também no Sudeste, em uma escola estadual em Mesquita, na Baixa Fluminense, este ano falta professor de química. “A gente vai se formar, terminar o terceiro ano esse ano, ensino médio, tentar o Enem, vestibular, tudo, agora a gente decide a nossa vida e a gente não tem uma base boa pra isso porque  na escola falta professor”, disse um estudante. Em nota, a Secretaria de Educação do estado do Rio informou que existem carências provocadas por afastamentos temporários ou definitivos de professores. Apesar de ter realizado concursos, ainda tem vagas abertas para química, física, filosofia e sociologia.
Na região Centro-Oeste, em Novo Gama, em Goiás, a diretora de uma escola conta que 95% dos professores têm contratos temporários e que já improvisou, para prejuízo dos alunos. “Isso aconteceu no caso do professor de ciência ir ministrar aula de matemática, infelizmente”, disse Jeania Cardoso. Em nota enviada ao Fantástico, a Secretaria de Educação de Goiás admitiu que o déficit é de mais de 3.800 professores, principalmente na área de ciências e matemática. Na Região Sul, em Porto Alegre, alguns cadernos estão vazios. Um estudante mostra o caderno de matemática sem lições. “Não tem, não tem professor de matemática para fazer a lição”, afirmou. O Fantástico acompanhou a primeira aula de matemática do ano para a turma da 1ª série do ensino médio de uma escola de Porto Alegre. Isso ocorreu no final de junho. “Dentro das nossa possibilidades, a gente vai tentar resgatar todo esse conteúdo aí que vocês perderam resgatando o que é mais importante pra que vocês não fiquem tão prejudicados, certo?”, afirmou o professor João Francisco. A Secretaria da Educação gaúcha disse, em nota, que a turma que ficou sem aula terá reposição em outros horários. O último concurso público para professores, no estado, foi em 2005.
João Francisco dá aula de matemática em quatro escolas gaúchas. Por causa do salário baixo, às vezes, pensa em buscar outro trabalho. “Eu acredito que se eu tivesse oportunidade em alguma outra empresa, talvez pudesse conciliar, né? Trabalhar nessa empresa, mas sempre com alguma turma, com certeza”, disse o professor. Uma lei federal estipula o piso salarial de professores, por mês, em R$ 1.024 para trinta horas semanais de aula, mas, em muitos estados, o salário não chega a R$ 1 mil. O presidente do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, que reúne empresários e educadores, diz que melhorar o pagamento não é tudo. “Tem que ter carreira, a  carreira que seja motivadora, baseada no mérito, no desempenho”, afirmou. Ele apresenta outro dado preocupante. “Somente 25% dos professores que estão ensinando física no Brasil, de fato, foram formados em física. Em química, 38%. Isso é grave porque a gente não sabe o que eles estão ensinando e como estão ensinando”, disse. Esse problema do professor que não é formado na matéria que ensina se repete no Nordeste. Na região Nordeste, em Viana, no Maranhão, Maurício Machado conta que isso aconteceu com sua mãe, professora de matemática. “Chamaram ela na Regional e queriam que ela desse outra matéria que ela não é formada”, disse. Questionado sobre que matéria queriam que a mãe dele lecionasse, Maurício respondeu: “Por exemplo, biologia, outra como português”. O Fantástico visitou três escolas públicas em Viana. Em todas elas faltam professores de várias disciplinas desde o início do ano. “Eu não tenho nenhuma nota de física”, disse Luan Mendonça.
A Secretaria de Educação do Maranhão reconhece que faltam 1.252 professores das áreas de exatas e de ciências no estado. Segundo a nota, não há profissionais suficientes formados nessas áreas e, por isso, sobraram vagas no último concurso para professores. Na Região Norte, em São Miguel do Tocantins, em Tocantins, os alunos estão sem física e matemática desde a segunda quinzena de maio. A Secretaria de Educação de Tocantins diz que vai chamar os professores concursados do cadastro de reserva e que a reposição começa no início do segundo semestre. Maria Clara Silva, que tem espaços em branco no boletim em física e em matemática, está descrente. “Mesmo que venha em agosto, vai ser passado apenas um trabalho pra recuperação da nota, e não vai ser suficiente principalmente pra nós que vamos prestar vestibular”, afirmou. Segundo o MEC, física tem o maior déficit do país. Só sete mil professores se formaram entre 2001 e 2008. Números do governo, no entanto, mostram que começa a aumentar a quantidade de alunos em faculdades que formam professores no país, principalmente porque mais cursos foram criados. “A prioridade é o professor porque nenhuma mudança na educação acontecerá sem o professor ou contra o professor”, Maria do Pilar. 

Bolsistas "fujões" são condenados a pagar R$ 19,6 mi
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 12/07/2010 - São Paulo SP
Tribunal cerca pesquisadores que não retornaram ao Brasil após cursos no exterior pagos com verba pública. Segundo o TCU, são 48 os bolsistas em situação irregular condenados; casos ocorreram entre 1981 e 1998, diz agência
RODRIGO VARGAS DE CUIABÁ 
Entre 2008 e 2010, o TCU condenou 48 ex-bolsistas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) a restituir um total de R$ 19,6 milhões. São pesquisadores que não voltaram ao país após a conclusão de cursos no exterior pagos com dinheiro público. As duas instituições dizem que as irregularidades atingem menos de 1% das bolsas e vão de 1981 a 1998. Desde 2002, 408 tomadas de contas foram encaminhadas ao TCU para julgamento de irregularidades. No caso da Capes, a relação de contas abrange 91 ex-bolsistas.  Outros 316 são do CNPq. O valor dos prejuízos supera os R$ 100 milhões. Em acórdão publicado em abril deste ano, o Tribunal de Contas da União diz que o propósito da concessão de bolsas no exterior "é a formação de pesquisadores", e não a "satisfação pessoal de determinado estudante".
O documento se referia ao caso da ex-bolsista Rogéria Waismann, condenada a devolver, em valores atualizados, um total de R$ 891.721,81 ao CNPq. A Folha não conseguiu contato com a pesquisadora, que não apresentou defesa ao TCU. Segundo o tribunal, a pesquisadora  recebeu verba em 1993 para custear um doutorado em psiquiatria na Universidade de Londres, mas não comprovou sua conclusão nem retornou ao país. Outra decisão publicada este ano condenou o ex-bolsista Jorge Campello de Souza a ressarcir R$ 990.634,05 à Capes -o maior valor imposto pelo tribunal desde 2008 para casos semelhantes. Contemplado com uma bolsa para doutorado na Universidade Stanford (EUA) em 1994, ele não voltou ao país. Ao TCU, Campello disse que, após concluir a bolsa, realizou seminários, estudos e atuou como responsável técnico em uma empresa de sua família em Recife. 

Articulação entre as instituições de ensino de ensino superior e escolas de educação básica é a única alternativa para a melhoria dos padrões de qualidade nas universidades, centros universitários e faculdades
Fonte: Jornal da Educação
O ensino superior brasileiro vem sentindo os reflexos de baixos níveis de conhecimento dos alunos que concluem o ensino médio.
Esse fato aponta a necessidade de existir um programa de integração entre o ensino superior e a educação básica, que envolve os níveis infantil, fundamental e médio.
Os governos federal, estaduais e municipais não possuem regras de integração.  Há uma total independência entre os Sistemas de Ensino e os resultados da avaliação é que mostram os descompassos que existem.
A melhor alternativa é a criação, por cada IES, de um modelo próprio, onde deva ser definido o perfil do aluno que se pretende.   A partir disso, deve existir uma pesquisa sobre a origem dos candidatos, isto é, em quais estabelecimentos são formados.
Convênios de cooperação técnica representam a melhor alternativa.  Através dessa integração, as instituições de ensino superior começam a colaborar na capacitação dos docentes e na indução de conteúdos que possam aprimorar o conhecimento dos futuros universitários.
Um dos bons exemplos desse modelo ocorre na Austrália.  Os resultados nacionais mostram êxito a médio e longo prazos.

Código Disciplinar já é usado em diversas escolas
Fonte: Jornal da Educação
As regras que disciplinam as relações entre alunos, professores e instituições costumam ser inseridos nos regimentos escolares, estabelecendo os direitos e deveres recíprocos das pessoas que participam da comunidade educacional.
O crescimento de violência nos estabelecimentos de ensino, tanto de educação básica, como superior, vem provocando a criação de Códigos Disciplinares.  Os mesmos sistematizam, em instrumento próprio, as regras numa espécie de código de processo.
Existindo esse documento é recomendável retirar os artigos que detalham esses direitos e deveres do regimento escolar.
Atualmente existem mais de cem unidades de ensino que já seguiram essa linha.  As consequências são positivas para os estabelecimentos eis que reduzem os riscos de perdas judiciais, quando há conflitos.

Civita compra Anglo e fará mais aquisições
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:21 hs. 
13/07/2010 - Roberto Civita, do Grupo Abril: "A participação dos grupos internacionais deixou o jogo mais emocionante. Vou ligar para a Marjorie [Scardino, CEO da Pearson]"
Em uma transação de apenas dois meses, a Abril Educação adquiriu 100% do Anglo, conhecido pelos seus sistemas de ensino e curso pré-vestibular. A negociação é o pontapé inicial da Abril Educação para uma fase de fusões e aquisições de empresas ligadas à área de ensino.
A compra do Anglo foi feita pela família Civita e não pela Abril S.A. Em janeiro, a Abril Educação foi separada do grupo, que continua tendo o sul-africano Naspers como sócio, com 30%. Hoje as editoras de livros didáticos Ática e Scipione e os sistemas de ensino Ser e Anglo pertencem a Roberto Civita e seus três filhos.
Ao adquirir o Anglo, a Abril Educação deixou para trás concorrentes de peso como a inglesa Pearson, dona do Financial Times, e a espanhola Santillana, que também disputaram a empresa brasileira, considerada uma das mais renomadas entre os sistemas de ensino. "A participação dos grupos internacionais deixou o jogo mais emocionante. Vou ligar para a Marjorie [Scardino, CEO da Pearson]", disse, sorridente, Roberto Civita, presidente do conselho de administração do grupo Abril. O contato com a sua colega Marjorie não é à toa. Em 2008, a Pearson tentou comprar, sem sucesso, as editoras Ática e Scipione e agora perdeu a disputa para a Abril.
O valor da transação não foi divulgado. Segundo o ex-sócio do Anglo Guilherme Faiguenboim, o Crédit Suisse avaliou a empresa em R$ 600 milhões, mas o mercado é unânime em afirmar que esse valor é muito alto. Segundo estimativas feitas pelo consultor especializado em educação, Ryon Braga, a transação saiu, no máximo, por R$ 450 milhões, considerando que o Anglo faturou R$ 150 milhões em 2009 e a margem lajida (ou ebtida) é de 50%. "O mercado não paga mais do que seis vezes o ebtida para uma instituição de ensino", diz o consultor. "Mas pode ter chegado até R$ 450 milhões porque o Anglo é a bola da vez. É uma das últimas empresas de sistemas de ensino que não estavam nas mãos de grupos consolidadores", observou Ryon. Com o Anglo, Civita comprou também cursinho para vestibular e para concurso público.
A Abril Educação entra para o grupo das cinco maiores empresas de sistemas de ensino do país, com mais de 330 mil alunos. Até então, a Abril tinha 85 mil alunos usando as apostilas do sistema Ser. Seus principais concorrentes são Positivo, Objetivo, além do COC e Pitágoras. Estas duas pertencem, respectivamente, a SEB e Kroton, que já estão na bolsa.
"Com o Anglo vamos entrar na área pública, onde o Ser não atuava. Existe um grande mercado a ser explorado", disse Manoel Amorim, novo presidente da Abril Educação. Ele, que estava na instituição americana Laureate até maio, teve como primeira missão comprar o Anglo. "Nossa meta é aumentar, em cinco anos, a atual receita de R$ 500 milhões para R$ 2,5 bilhões, o equivalente ao faturamento da Abril", disse Civita, que recebeu a reportagem do Valor na tarde de ontem, ao lado de Amorim, na sede do grupo Abril. Para atingir esses patamares, a Abril Educação inicia um forte processo de expansão, que inclui mais aquisições e eventuais fusões. Estão no foco ensino profissionalizante, idiomas e ensino à distância. "A ideia é diversificar nossa atuação", disse Amorim, que já está em conversações para fechar um novo negócio, a ser concluído ainda neste ano.
A operação do Anglo dentro da Abril será comandada pelo próprio Guilherme e seu filho Assaf Faiguenboim, que foram contratados como executivos da Abril. O outro sócio, Emílio Gabríades, vendeu sua participação de 50% e saiu totalmente do negócio. A outra metade estava dividida entre Guilherme e sua irmã.
Outro projeto que pode ajudar a Abril Educação a aumentar sua receita em cinco vezes é um IPO (oferta inicial de ações). "Achamos que podemos nos financiar, abrindo o capital", diz Civita. E ir à bolsa tendo o estrangeiro Naspers como sócio não seria possível. Amorim observou que o IPO poderá ser feito bem antes da empresa chegar a um faturamento de R$ 1 bilhão.
Beth Koike e Cynthia Malta, de São Paulo.
Com Naspers, grupo vai focar em mídia e internet
Com a compra do Anglo, o Grupo Abril, o maior do país no setor de revistas, tem nova configuração e nova estratégia. Sem a área de educação, que fica nas mãos da família Civita, o grupo foca em mídia e internet, com planos de expandir as áreas de distribuição e gráfica.
"O Naspers, nosso sócio, não quer investir em educação. Ele quer mídia e internet. Com a separação, podemos fazer as duas coisas", disse ao Valor o presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.
O grupo de mídia sul-africano Naspers, que ficou com 30% da Abril em 2006, comprou no terceiro trimestre do ano passado 91% do site de comparação de preços Buscapé, por US$ 342 milhões. Nos últimos quatro anos, o sócio da Abril já investiu mais de US$ 800 milhões em aquisições no Brasil.
Para Roberto Civita, o futuro das publicações impressas - revistas ou jornais - passa pela internet. Mas países em desenvolvimento como Brasil, China e Índia, ainda há muito espaço a ser explorado pela mídia impressa. "O Brasil vende duas revistas per capita/ano. Em país de primeiro mundo essa relação é superior a 20", diz Civita, que não abre mão de imprimir em seu cartão de visitas o cargo de "Editor de Veja". Essa é a revista semanal mais vendida no país e significa 40% do negócio de revistas da Abril. Tamanha dependência, diz o empresário, só será reduzida com o lançamento de novas revistas. 
Fonte: Valor Econômico