14/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Comissão Especial que votará o projeto de reforma universitária decide que não alterará a lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior e afirma que o MEC não cumpre os prazos

Medida Provisória que altera a legislação do FIES será transformada em lei nesse semestre

Divulgado abertura de formulário eletrônico pelo Inep

Estatuto da Criança e Adolescente completa 20 anos

O Enem pode ser feito por pessoas que estejam pleiteando certificação nesta etapa de ensino

Inep já estuda incluir francês e alemão em edição futura do Enem

Ações visam garantir qualidade aos cursos de pedagogia

Parceria oferece bolsas para professores de Língua Portuguesa

Cresce número de professores sem diploma na educação básica do País

Lei de responsabilidade educacional

Cristovam pede que novelas incentivem a educação

Não incide IR sobre indenização por dano moral ou material de qualquer natureza

Publicado edital para preencher vagas para advogados de ministro do STJ

Educação: um item supérfluo para o consumidor

Comissão aprova projeto para facilitar validação de diplomas do Mercosul

Abril Educação anuncia compra do grupo Anglo

População se mobiliza por Defensoria Pública em SC

Parlamento analisou mais de uma centena de projetos no semestre

Semestre de intensos trabalhos

Diploma em Gestão Pública

Nada de palmada para educar

Comissão Especial que votará o projeto de reforma universitária decide que não alterará a lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior e afirma que o MEC não cumpre os prazos
Fonte: Jornal da Educação
O projeto da reforma universitária deverá ser, finalmente, votado na sessão deste 14 de julho pela Comissão Especial criada pela Câmara dos Deputados.
Houve acordo em não alterar a lei do SINAES. Com isso serão mantidas as atuais normas que prevêem a avaliação externa (que é exercida pelo Ministério ou Secretarias de Educação dos Estados, conforme o Sistema de Ensino), a auto-avaliação (feita pela própria instituição) e a dos estudantes (realizada por intermédio do ENADE).   Reforça-se, assim, o princípio da legalidade das disposições que vigoram desde 2004 e que não prevêem critérios criados por decretos e portarias ministeriais.
Não serão incorporadas na nova lei aspectos trazidos pelo chamado "decreto ponto" de 2006 que dá poderes ao MEC em inserir no sistema formas diferentes da lei.   A negativa dessa "legalização" representa uma forte derrota para o governo eis que seria uma excelente oportunidade para que se validassem práticas adotadas pelas Secretarias do MEC e pelo INEP.
O relator, Deputado Jorge Maluly, chega a afirmar, na página oficial da Câmara dos Deputados, que o "o Ministério da Educação não cumpre os prazos e as instituições de ensino ficam sem poder tomar uma iniciativa".

Medida Provisória que altera a legislação do FIES será transformada em lei nesse semestre
Fonte: Jornal da Educação
A Medida Provisória 487, de 26 de abril de 2010, deverá ser votada na Câmara dos Deputados nesses próximos dias, uma vez que encontra-se "trancando a pauta".   O prazo de apreciação já se encontra esgotada e a relatora, Deputada Solange de Almeida (RJ) já tem o seu parecer pronto para relatar em plenário.
Logo a seguir será remetida para o Senado Federal, onde não deverá sofrer significativas alterações.
Há grandes vantagens para alunos e instituições, eis que consolida a possibilidade de existir o financiamento estudantil para o ensino médio e para a pós-graduação (stricto sensu).  Permitirá também que débitos federais de mantenedoras (de ensino superior e básico) possam ser quitados por meio de bolsas.
O MEC tem interesse na matéria eis que a MP retira da Caixa Econômica Federal a administração do FIES e transfere essa competência para o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que é órgão vinculado diretamente à estrutura do Ministério.  A CEF (bem outros bancos) passam a ser agentes financeiros de operação.

Divulgado abertura de formulário eletrônico pelo Inep
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:38 hs. 
14/07/2010 - Divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) listagem de abertura do formulário eletrônico para autorização, reconhecimento de curso, renovação de reconhecimento de curso e recredenciamento de IES.
Confira em:
http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaocursos.php
http://www.cmconsultoria.com.br/avaliacaoexterna.php
Fonte: Portal Inep 

Estatuto da Criança e Adolescente completa 20 anos
Fonte: Jornal da Educação 
O Estatuto da Criança e Adolescente está completando vinte anos de sua criação.
O mesmo trouxe fortes reflexos para as escolas de educação básica, exigindo a mudança de comportamento de educadores, dirigentes e pessoal técnico e de administração.
Ao longo dessas duas décadas, muitos docentes foram questionados, administrativa ou judicialmente, por práticas que ocorrem no dia-a-dia das unidades de ensino.
Certificação do ensino médio através do ENEM enfraquece as escolas de educação básica e trará reflexos na qualidade do ensino superior
 
O Enem pode ser feito por pessoas que estejam pleiteando certificação nesta etapa de ensino
Fonte: Jornal da Educação
Ou seja: pessoas que não cursaram ou não concluíram o Ensino Médio e que, agora, têm a chance de fazer a prova do Enem e, atingindo a pontuação mínima exigida – 400 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 pontos na redação -, receberão seu certificado de conclusão.
Conforme as normas estabelecidas pelo MEC, a pessoa que estiver pleiteando um certificado de conclusão não precisa ter freqüentado a escola regular nem a Educação de Jovens e Adultos. A condição para obter a certificação é que o participante tenha 18 anos completos até a data de realização da primeira prova do Enem 2010, o que ocorrerá no dia 06 de novembro.
O INEP faz a inscrição, aplica e corrige a prova. A emissão do certificado é de competência das secretarias estaduais de educação. Institutos e os centros federais de educação, ciência e tecnologia também poderão também certificar no nível de conclusão do Ensino Médio com base nos resultados do Enem 2010. Dessa forma, o candidato deverá, no ato da inscrição, indicar a secretaria ou o instituto ou centro federal pelo qual pretende obter a certificação. Na própria ficha de inscrição há a lista de instituições certificadoras, que são aquelas que firmaram acordo de cooperação técnica com o Instituto.
Essa prática enfraquece as escolas de educação básica e trará reflexos do ensino superior, pois possibilitará o ingresso de pessoas com baixo nível de conhecimento.

Inep já estuda incluir francês e alemão em edição futura do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 14/07/2010 - São Paulo SP
DE SÃO PAULO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 
Além do inglês e do espanhol, no futuro, o estudante que fizer o Enem poderá ter a opção de escolher o francês ou o alemão como línguas estrangeiras avaliadas. De acordo com Fernanda Monteiro, diretora-substituta de avaliação da educação básica do Inep, o órgão responsável pelo Enem já estuda incluir esses dois idiomas no exame, mas ainda não há uma data para isso. O espanhol e o inglês, porém, não deixarão de figurar  entre as opções. Isso porque a oferta do ensino de espanhol passou a ser obrigatória nas escolas, e o inglês, apesar de não ser obrigatório, é hoje a língua mais comumente usada no mundo. No momento, o Inep está pré-testando as questões candidatas a fazer parte do exame deste ano. Entre elas, há tanto perguntas com enunciados e alternativas em português quanto questões que aparecem inteiramente na língua estrangeira. A cobrança   de gramática está prevista, mas sempre de maneira contextualizada -dentro de um texto, por exemplo. O número de questões não foi fechado, mas, de acordo com Fernanda, será o mesmo para inglês e espanhol. Além disso, nas duas línguas, o número de itens considerados fáceis, medianos ou difíceis também tem de ser igual. (Fabiana Rewald e Andressa Taffarel) 

Ações visam garantir qualidade aos cursos de pedagogia
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:02 hs. 
14/07/2010 - Por se tratarem de cursos estratégicos para a política de formação de professores para a educação básica, os cursos de pedagogia recebem atenção especial do Ministério da Educação.
Uma das ações que visam assegurar a qualidade desses cursos é o processo de supervisão, ao qual devem ser submetidos aqueles que apresentam resultados insuficientes nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Iniciada em 2008, a supervisão verificou a condição de oferta de 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 – em uma escala que vai de 1 a 5 – no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2005.
Após a realização de visitas in loco pela comissão de especialistas na área, as instituições firmaram termo de saneamento de deficiências com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, a partir do qual se comprometeram, em um prazo máximo de 12 meses, a promover as melhorias necessárias para um ensino de qualidade. Durante esse prazo, os cursos que repetiram os resultados insatisfatórios no Enade de 2008 receberam medidas cautelares suspendendo novos ingressos, até que fosse verificado o cumprimento das medidas de saneamento.
Após o término do prazo, dois cursos que não demonstraram o cumprimento das medidas tiveram abertura de processo administrativo para o encerramento da oferta. Também foi instaurado processo para redução do número de vagas em outro curso, que cumpriu parcialmente as exigências da Sesu.
Para preservar o interesse dos estudantes, além da instauração do processo, os cursos que serão encerrados receberam medidas cautelares e estão impedidos de ingressar novos alunos até que seja concluído o processo. As medidas representam a redução de 280 vagas anuais de ingresso.
Os demais cursos seguem sob verificação da Sesu e aqueles que têm o prazo encerrado recebem visita para reavaliação e verificação do cumprimento das medidas.
Além da supervisão, outra medida voltada à qualidade dos cursos de pedagogia é a publicação de um instrumento de avaliação. O documento, publicado no último mês de junho, apresenta os aspectos que serão considerados pelos avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nos processos de reconhecimento dos cursos.
A definição de um instrumento específico para os cursos de pedagogia tem como objetivo valorizar a formação dos professores que atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Além de pedagogia, os cursos de medicina, direito e os superiores de tecnologia possuem instrumentos próprios de avaliação.
O instrumento aponta os critérios de qualidade que devem ser adotados pelos cursos, para que tenham o reconhecimento do MEC. Os critérios de avaliação são organizados a partir de três elementos principais: organização didático-pedagógica do curso, corpo docente e instalações físicas.
Em relação à organização didático-pedagógica, serão considerados aspectos como o processo de avaliação da aprendizagem, a integração do aluno à prática educativa e a relação do curso com os sistemas públicos de ensino municipais e estaduais.
No quesito corpo docente, além de considerar a titulação dos professores, o instrumento também apresenta, como critério a ser avaliado, a composição e atuação do núcleo docente estruturante, grupo de professores da instituição responsável pela implementação das diretrizes curriculares do curso.
Assessoria de Imprensa da Sesu 
Fonte: MEC 

Parceria oferece bolsas para professores de Língua Portuguesa
Fonte: Jornal da Educação
Termina nesta quinta-feira, dia 15, o prazo para o interessados em obter uma das 30 bolsas de estudo para professores de Língua Portuguesa estudarem nos Estados Unidos. A iniciativa é da parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Comissão Fullbright.
O período de estudo será de nove meses. Os bolsistas terão duas aulas por semestre em uma universidade norte-americana. Obrigatoriamente uma das disciplinas será sobre os EUA e a outra sobre literatura, linguística ou metodologia de ensino.
terão prioridade os professores da rede pública, ex-bolsistas do Programa Universidade Para Todos e aqueles que possuírem pouca ou nenhuma experiência no país norte-americano. Os selecionados terão, além da bolsa, moradia, transporte, passagem de ida e volta, seguro saúde e alimentação.

Cresce número de professores sem diploma na educação básica do País
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:20 hs. 
13/07/2010 - Dados do Censo Escolar mostram que a quantidade de docentes sem curso superior lecionando para os ensinos infantil, fundamental e médio saltou de 594 mil em 2007 para 636 mil em 2009; crescimento vai na contramão dos investimentos públicos na área
Luciana Alvarez, Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo
O número de professores que lecionam no ensino básico sem diploma de curso superior aumentou entre 2007 e 2009, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Atualmente, os professores sem curso superior somam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio - o que representa 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.
O crescimento vai na contramão das políticas públicas adotadas nos últimos anos para melhorar a formação dos docentes no País. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, o Brasil deveria ter todos os seus professores de ensino fundamental e médio com curso superior - projeto de lei atualmente em tramitação no Congresso Nacional prorroga esse prazo por mais seis anos e estende a obrigatoriedade também para o ensino infantil.
A Bahia é o Estado com o maior número de professores que lecionam sem diploma: eles eram 101 mil em 2009, dois terços do total. Mas mesmo em São Paulo ainda há 2.025 docentes sem diploma atuando no ensino médio - teoricamente, a etapa do ensino com mais conhecimentos específicos, como matemática e física, que mais exige uma formação superior.
Para o governo federal, o principal motivo de os índices de professores com formação superior não terem crescido, apesar dos investimentos públicos na formação, está no grande contingente sem diploma na educação infantil, etapa do ensino cuja oferta teve maior aumento no País nos últimos oito anos.
"Devemos fechar este ano com 20% de aumento na oferta de educação infantil. E, até há pouco tempo (2006), as creches eram ligadas à assistência social, portanto a ideia era cuidar, não educar", afirma Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.
Ensino infantil. O curso superior não é obrigatório no ensino infantil, mas o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, tinha como meta que 70% dos professores dessa etapa conseguissem o diploma no prazo de dez anos. Pelo Censo de 2009, quase 5 mil professores do ensino infantil têm formação apenas na educação fundamental e mais de 34 mil possuem o ensino médio, mas não da modalidade normal.
"É muito importante que todo o magistério tenha uma formação adequada. E, no Brasil de hoje, ela se dá por meio do curso superior. E ainda nem em todos os cursos superiores", disse o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Mas o especialista afirma que esse quadro será revertido em poucos anos. "As metas podem ser atingidas com bastante rapidez, pois não há mais barreiras econômicas ou geográficas para a formação dos que já atuam como professores", diz Callegari.
O governo federal, em parceria com Estados e universidades, tem um programa de ensino a distância para professores, além de créditos e bolsas para os docentes que entram na faculdade. Atualmente, a maior aposta do governo federal está no Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica.
A intenção é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados. Parte dos cursos é presencial e a maioria, na Universidade Aberta do Brasil (UAB), que oferece graduação para professores de maneira semipresencial. No total, os recursos para a área somam cerca de R$ 1 bilhão por ano. Os esforços, porém, ainda não aparecem nas estatísticas.
Ensino médio. Outro gargalo para o aumento do índice de professores com diploma está no ensino médio, etapa que passa por um crescimento de matrículas, mas para a qual há carências de quadros qualificados em algumas disciplinas, sobretudo física, química e matemática.
Apesar de ter o menor índice de docentes sem curso superior, a proporção dos sem diploma cresceu em dois anos também nessa etapa: eram 6,6% em 2007 e passaram para 8,7% no ano passado. "Há pesquisas mostrando que há pouco interesse dos jovens pela carreira do magistério e, em algumas áreas, a carência se dá em todo o País", afirma Maria Corrêa Silva, vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consede). "Profissionais de outras áreas acabam assumindo." Com isso, docentes sem formação permanecem em sala de aula.
Maria, porém, diz-se otimista com a reversão do quadro geral. "Agora existem políticas públicas. Claro que cada Estado está em um estágio diferente, mas todos podem melhorar." A secretária do Acre lembra que, em 1999, apenas 26% dos professores do Estado tinham formação superior. Dez anos depois, são mais de 50%.
PARA LEMBRAR
Cursos ruins formam 25% dos docentes
Os cursos de Pedagogia se destacaram nas recentes avaliações do Ministério da Educação pelo crescimento de notas ruins e de oferta.
Dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) divulgados no ano passado indicam que o número de cursos mal avaliados passou de 28,8% do total (172 cursos), em 2005, para 30,1% (292). Os cursos ruins formam um em cada quatro futuros professores.
Entre 2002 e 2007, a oferta de cursos subiu 85% - um porcentual acima da média geral (63%). Em cinco anos, os cursos de Pedagogia passaram de 1.237 para 2.295. Segundo especialistas, a proliferação ocorre por causa da facilidade de montar um curso. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Lei de responsabilidade educacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:44 hs. 
13/07/2010 - Devemos lutar pela lei de responsabilidade educacional; como funcionou no controle dos gastos públicos, dará certo na área da educação
A Lei de Responsabilidade Fiscal acaba de completar dez anos e nos ajudou a colocar as finanças públicas nos trilhos, ao impor disciplina legal aos gastos dos governos, o que abriu caminho para a estabilidade econômica. Esse marco da história recente do arcabouço jurídico e econômico do país traz à tona a necessidade de se discutir efetivamente uma proposta de lei de responsabilidade para gestores públicos no campo da educação.
Tal debate, iniciado em 2006 com a firme participação do movimento Todos pela Educação, evidencia a importância de se criar uma lei que venha a impor regras claras para a aplicação de dinheiro público no ensino, fazendo valer o direito constitucionalmente garantido do acesso à educação.
O dispositivo legal deverá estabelecer metas de acesso e qualidade e mecanismos mais acurados e objetivos de controle dos investimentos, trazendo maior eficiência ao sistema de educação. Deve incluir também mecanismos para agilizar a execução do orçamento e estabelecer punições claras para os gestores que utilizarem mal os recursos empenhados.
A execução do orçamento hoje vaga ao sabor dos gestores. Não há mecanismos de controle para garantir a aplicação dos recursos em consonância com o Plano Nacional de Educação, a Lei de Diretrizes de Bases da Educação e os objetivos pretendidos pelo Estado para a melhora do ensino. Essa iniciativa é premente e representaria um avanço importante.
Sem um sistema que comprometa os gestores, torna-se quase impossível cobrar resultados dos agentes públicos, entre eles governadores, prefeitos e secretários de educação. Para que seja efetiva, é fundamental que a lei seja acompanhada por um Plano Nacional de Educação eficaz, com metas e indicadores fáceis de serem acompanhados pela sociedade.
É essencial também um conjunto mais específico de regras para disciplinar o regime de colaboração, estabelecendo os papéis da União, Estados e municípios na educação, eliminando diferenças no tratamento e no padrão de qualidade oferecidos aos alunos. Com esses pilares estabelecidos e a criação da lei que regulará os investimentos no setor, teremos condições de responsabilizar os gestores que fazem uso inadequado dos recursos, orientando efetivamente a ação dos governos, como fez a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O desafio é conseguirmos debater uma legislação desse porte em ano eleitoral. Estamos na metade de 2010, e o segundo semestre será dominado pela escolha dos próximos governantes e legisladores.
Mas é exatamente neste momento de decisão sobre o nosso futuro que devemos acompanhar e apoiar a discussão desse necessário mecanismo de controle. A educação é peça-chave da agenda econômica e política dos próximos anos.
Sem um ensino inclusivo e que gere efetiva aprendizagem, o país não terá como competir no ambiente internacional e não terá as condições para abastecer os postos de trabalho que serão demandados por uma economia em franca modernização e expansão.
Estamos diante de tarefa urgente. Para enfrentar os desafios da educação, teremos de expandir investimentos no ensino público, melhorando salários, qualificação dos professores e a gestão das escolas.
Onde há investimentos, são fundamentais os instrumentos de controle. A lei de responsabilidade educacional é uma iniciativa importante, pela qual devemos lutar. Como deu certo no controle dos gastos públicos, dará certo na regulação do financiamento e gestão da educação, nosso passaporte para o desenvolvimento sustentável.
ANTONIO MATIAS é vice-presidente da Fundação Itaú Social e membro do conselho de administração do Instituto Unibanco, do conselho de governança do movimento Todos pela Educação, do conselho deliberativo do Instituto Ethos e do conselho de orientação estratégica do Ceats - Centro Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor da USP.
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Fonte: Folha de São Paulo 

Cristovam pede que novelas incentivem a educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/07/2010 - Brasília DF
Agência Senado 
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs em discurso nesta segunda-feira (12) que os autores de novela de televisão procurem, "de alguma forma", incentivar a educação e passar a idéia de que não é só "graças ao dinheiro ou à beleza física" que as pessoas "vencem na vida" ou são reconhecidas. Ele lamentou nossas novelas só mostrem que são bem sucedidos os jovens "mais espertos ou mais sarados", ou seja, têm corpo bonito, moldado em academias de ginástica. Cristovam informou que já fez essa sugestão no passado, sem sucesso. Disse que até entende a posição dos autores de novela, pois "infelizmente os brasileiros acham que as pessoas cultas são chatas  ou até pedantes". Por isso, ponderou, as novelas teriam de incentivar a educação "de forma sutil, inteligente, ou então soaria como algo demagógico".
O senador aplaudiu o empresário Emílio Odebrecht, que assinou artigo neste domingo (11), no jornal Folha de S. Paulo, onde sustenta que a influência das novelas brasileiras tem sido mais benéfica do que maléfica em relação aos costumes. O empresário sugere que os autores de novela usem o meio para reforçar no ideário dos brasileiros "a crença no trabalho duro e honesto como forma de ascensão social".
Cristovam Buarque lamentou ainda  que nas escolas públicas de praticamente todo o país faltem professores de ciências (química e física) no ensino médio, como mostrou, também neste domingo, o programa Fantástico, da Rede Globo. Para ele, em qualquer país onde a educação "é levada a sério pelo governo", haveria no dia seguinte "socos na mesa" e "pedidos de explicações" sobre o problema. - Infelizmente, a reportagem não tem necessária repercussão, apesar da gravidade do que foi mostrado, com alunos revoltados dizendo que só apareceu professor de química ou física no final do semestre - constatou o senador do Distrito Federal. 

Não incide IR sobre indenização por dano moral ou material de qualquer natureza
Fonte: Informativo Tributário, 13/07/2010 em www.advcovac.com.br/blog
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou a tese, em recurso repetitivo, de que o pagamento de indenização não é renda e, por isso, não incide imposto de renda (IR) sobre valores recebidos em razão de dano moral. O relator do recurso, ministro Luiz Fux, explicou que, como a quantia tem natureza jurídica de indenização, não há qualquer acréscimo patrimonial.
O julgamento foi feito pelo rito do artigo  543-C do Código de Processo Civil (CPC). Assim, todos os demais processos sobre o mesmo tema, que tiveram o andamento suspenso nos tribunais de segunda instância desde o destaque deste recurso para julgamento na Primeira Seção, devem ser resolvidos com a aplicação do entendimento exposto pelo STJ.
A intenção do procedimento é reduzir o volume de demandas vindas dos tribunais de Justiça dos estados e dos tribunais regionais federais cujas teses já tenham posição pacífica junto ao STJ, mas que continuam a chegar ao Tribunal, em Brasília.
Ao analisar o caso, o ministro Luiz Fux esclareceu que, na hipótese, tratava-se de indenização por dano moral decorrente de reclamação trabalhista. De acordo com o ministro, se a reposição patrimonial goza da não incidência de IR, a indenização para reparação imaterial [como é o dano moral] deve se submeter ao mesmo regime.
O relator do recurso ainda explicou que a ausência da incidência não depende da natureza do dano a ser reparado. “Qualquer espécie de dano (material, moral puro ou impuro, por ato legal ou ilegal) indenizado, o valor concretizado como ressarcimento está livre da incidência de imposto de renda.

Publicado edital para preencher vagas para advogados de ministro do STJ
Fonte: Conselho Federal da OAB
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou dia 6 de julho, na página 68 do Diário de Justiça, nova versão do edital para a formação das listas sêxtuplas para o preenchimento das vagas de ministro destinadas à advocacia no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O edital foi republicado no dia 8 por incorreção no original. As vagas foram abertas em decorrência das aposentadorias dos ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Humberto Gomes de Barros e Nilson Naves.
A seguir a íntegra do edital:
Formação das listas sêxtuplas constitucionais para o preenchimento das vagas de ministro destinadas a advogados no Superior Tribunal de Justiça, decorrentes das aposentadorias dos Ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Humberto Gomes de Barros e Nilson Naves.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, nos termos dos arts. 94 e 104, parágrafo único, II, da Constituição da República e do seu Provimento nº 102/2004-CFOAB (com as alterações de redação introduzidas pelo Provimento n. 139/2010-CFOAB), torna pública a abertura das inscrições ao processo seletivo de formação das listas sêxtuplas constitucionais para o preenchimento das vagas de ministro destinadas a advogados no Superior Tribunal de Justiça, em virtude das aposentadorias dos Ministros Antônio de Pádua Ribeiro, Humberto Gomes de Barros e Nilson Naves, devendo os interessados formalizar os pedidos de inscrição com o atendimento das exigências dos arts. 4º, 5º, 6º e 7º do provimento citado e o preenchimento do seguinte termo, oriundo da referida Corte: "Termo de Compromisso. Ao apresentar a minha candidatura ao honroso cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, comprometo-me, em caso de nomeação, a fixar domicílio pessoal e familiar em Brasília-DF, de modo a assegurar, com a minha presença permanente na cidade, a mais rápida e eficiente prestação jurisdicional quanto aos processos que me forem distribuídos, não me ausentando dessa sede a não ser em situação de manifesta e superior necessidade; comprometo-me, também, a não exercer nenhuma atividade profissional fora de Brasília. ___(cidade)___, data. (assinatura)". Nos termos da decisão do Conselho Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil proferida no dia 22 de junho de 2010, serão deliberadas simultaneamente a composição das três listas sêxtuplas, preenchendo-as por ordem de maior votação, devendo os candidatos mais votados ocupar as primeiras vagas de cada, sucessivamente, até a composição sêxtupla das três listas. Os pedidos de inscrição deverão ser encaminhados por intermédio de requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e protocolizados no Setor de Protocolo da Entidade, localizado no Setor de Autarquias Sul (SAUS), Quadra 05, Lote 01, Bloco M - térreo, Brasília/DF, 70070-939. A abertura das inscrições deverá efetivar-se no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia útil seguinte ao da publicação deste edital na imprensa oficial, e o prazo para as inscrições será de 20 (vinte) dias (art. 2º, § 1º, do Provimento n. 102/2004-CFOAB). Brasília, 6 de julho de 2010. Ophir Cavalcante Junior, Presidente. OBS: Republicado, por incorreção no original, publicado no Diário da Justiça do dia 6 de julho de 2010, p. 05.

Educação: um item supérfluo para o consumidor
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Dirigida, 13/07/2010 - Rio de Janeiro RJ 
Paola Azevedo 
Um dos caminhos para a educação avançar, na visão dos especialistas, é o brasileiro entender o quanto é decisiva a formação educacional para o crescimento de um indivíduo. Este reconhecimento ocorre, em geral, a partir de duas vertentes. Uma é o acompanhamento direto dos pais em relação ao que os filhos aprendem ou não e ao trabalho que é feito na instituição de ensino. Nesta já se sabe que os responsáveis se envolvem bem menos que o aconselhável. Outra forma de avaliar o quanto se valoriza a educação, que, por sinal, tem sido   pouco estudada, é saber em que medida a educação é prioridade nos investimentos familiares. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último mês, lança uma luz sobre este último ponto e revela um quadro que também não é muito animador. A partir de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), iniciada em 2008 e concluída em 2009, fica evidente que, na lista de prioridades dos gastos da população, o ensino se torna um item quase supérfluo. As famílias brasileiras, por exemplo,   gastam 1,3% de seus orçamentos com calçados. Isto representa mais do que o dobro do que é despendido com mensalidades escolares dos ensinos fundamental e médio ou dos cursos de ensino profissionalizante e de idiomas, ambos com participação de 0,6%. Com ensino superior, os brasileiros gastam um pouco mais: 0,8% de suas rendas. O percentual, porém, é o mesmo destinado a um tipo de consumo que contribui bem menos para o crescimento pessoal e profissional, como compra de perfumes ou gastos com cabeleireiro. 
Gasto das famílias com Educação está em queda 
A pesquisa feita a partir dos dados do IBGE trouxe, no entanto, uma notícia ainda pior: a participação dos gastos com Educação está em trajetória de queda. Os dispêndios com formação educacional, por parte das famílias, foram mais baixos do que os números da pesquisa anterior, referente aos anos de 2002 e 2003. A participação do investimento dos brasileiros, que, na POF 2002/2003, foi de 4,1%, na atual caiu para 3,0%. Duas inferências podem ser feitas a partir destes números: ou os brasileiros efetivamente se preocupam menos com Educação de seus filhos ou, por dificuldades financeiras, os pais têm sido obrigados a recorrer à rede pública, que tem ampliado a oferta de vagas, ao longo dos últimos anos. Essa mudança nas prioridades da família brasileira são vistas por João Roberto Moreira Alves, presidente do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae), como algo presente na cultura da nossa sociedade. "A sociedade brasileira como um todo tem como princípio que a educação tem que ser pública, oferecida pelo poder publico. Essa é uma disposição prevista na Constituição, de que a educação básica é dever do estado  e da família apenas de forma complementar", destaca o educador. De acordo com o especialista do Ipae, o país possui 220 mil escolas. Destas, 185 mil são públicas e oferecem ensino gratuito, o que justificaria a tendência de baixa participação do gasto com ensino privado, em especial na Educação Básica. Segundo ele, as demais 35 mil escolas particulares são procuradas por pessoas que buscam alternativas ao ensino público, em função dos problemas estruturais que possui. "Quem paga por um ensino privado, paga duas vezes pela educação de seus filhos. Uma vez pela mensalidade e outra pelos impostos. Este é um fato que faz com que haja um grande universo de escolas públicas. O ensino público tem uma estrutura, recebe material gratuito, embora deficiente, portanto, prevalece em pessoas de classe C, D e E, o que representa uma grande parcela da população brasileira. Porém, se observarmos as classes A e B e uma parte da C, temos um resultado diferenciado", destaca o educador.
E os números da pesquisa do IBGE confirmam   isto. O percentual dos gastos com Educação cresce, na medida em que aumenta a renda média mensal dos consumidores. No caso dos cursos regulares, por exemplo, a taxa média de comprometimento do orçamento pessoal é de 0,6%. Quem ganha menos de R$830 reserva, para esta rubrica, 0,1% de seus recursos financeiros. Já quem tem renda superior a R$10.375 direciona quase 1% do que pode investir. No entanto, mesmo famílias de alto poder aquisitivo e em tese, mais esclarecidas, não mostram priorizar o ensino, quando analisa-se a estrutura de gastos, como um todo. Também no caso das que têm renda superior a R$10.375, os gastos com Pacotes de telefone, TV e Internet, por exemplo, têm o mesmo peso do ensino regular. "As famílias mais ricas investem na educação de seus filhos e em sua própria educação, com a questão da educação continuada. Ainda assim, despesas com carros e telefone, são prioritárias. Entre pagar a mensalidade de uma escola ou a conta do celular, certamente optam pela telefonia, porque sabem que haverá um corte no serviço caso o pagamento não seja feito", afirma. 
Inadimplência é reflexo do baixo interesse das famílias, diz educador 
Victor Mauricio Notrica, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio), acredita que as famílias tiveram a renda aumentada de alguns anos para cá e que, com isso, passaram a gastar mais com o supérfluo. "Há uma espécie de deslumbramento pelo consumo, se observarmos os gastos com perfumes e calçados, por exemplo. Ou seja, famílias que não investiam em educação, realmente por falta de recurso para tal, a partir do momento em que tiveram uma certa ascensão de renda, passaram a ser consumidores e não investidores no futuro da família", analisa o educador, que, assim como o professor João Roberto Moreira Alves, não se surpreendeu com o baixo índice de gasto com educação das famílias brasileiras. "É um problema cultural da sociedade. De geração em geração, o item educação não tem sido prioridade. Este é um processo que vem se desenvolvendo: a desvalorização da educação no olhar da família".
O impacto, para o setor privado, desta visão   pouco prioritária do ensino por parte das famílias, vai além da redução do potencial número de estudantes. Tanto para o professor Victor Notrica como para o presidente do Ipae, diante esta desvalorização, associada a falhas na legislação, serve de combustível para a inadimplência. "Há uma legislação perversa em que se pode matricular uma criança na escola e passar 12 meses sem pagar e a escola não pode fazer nada. Talvez, por esse motivo, a escola não entre em uma lista de prioridades. Não há um corte nesse serviço mesmo com a falta de pagamento, o que não acontece em outros setores", comenta João Roberto Moreira Alves. "Obviamente isso está muito ligado à chamada 'lei do calote'. A escola particular tem sido vítima disso. Muitos recebem o serviço e não pagam por ele"", completa o professor Victor Notrica. A queda do gasto das famílias com educação pode também ter uma outra vertente: a de que mais brasileiros estejam procurando a educação oferecida pela rede pública, que é gratuita.
Para o presidente do Ipae, com esta migração de alunos entre as  duas redes, é possível que haja uma cobrança maior no ensino público do país. "As escolas públicas ganham com isso. Passam a receber pessoas de culturas diferentes, acostumadas com outra realidade, em que não há greve de professores, por exemplo. Sendo assim, tanto os pais, quanto os próprios alunos passam a pressionar a escola pública. A família impõe mudanças na escola privada quando julgam necessário e o mesmo deve acontecer na rede pública". Na visão de Victor Notrica, porém, a realidade é outra. Para ele, embora haja uma migração visível, isto não significa necessariamente que a qualidade do ensino público pode melhorar. "Estamos falando da generalidade. Em alguns municípios a escola pública vem realmente progredindo e melhorando em qualidade. Mas essa evasão da escola particular para a pública não é uma questão de queda de qualidade da particular ou melhoria de qualidade da escola pública. Isso está ligado à cultura da família de investir em educação. O ideal seria que a escola pública fosse uma opção qualitativa equivalente às boas escolas particulares". 

Comissão aprova projeto para facilitar validação de diplomas do Mercosul
Fonte: Jornal da Educação
Na manhã desta quarta-feira, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou o Projeto de Decreto Legislativo que  cria um sistema de credenciamento de cursos de graduação no Mercosul que facilitará a certificação dos diplomas emitidos nos países do bloco.
O projeto tem como base Mecanismo Experimental de Acreditação (Mexa) aplicado aos cursos de Agronomia, Engenharia e Medicina. O Credenciamento Regional de Carreiras Universitárias dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados (Arcu-SUR), nome dado ao acordo, será administrado por meio da instituição de agências nacionais de credenciamento.
As comissões de Educação e Cultura; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, já analisaram o projeto, que segue agora para votação no Plenário.
 
Abril Educação anuncia compra do grupo Anglo
Fonte: Portal O Meu Futuro
A Abril Educação anunciou nesta segunda-feira (12) ter fechado a aquisição do grupo Anglo, que envolve o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a SIGA, empresa focada na preparação para concursos públicos. O valor do negócio não foi divulgado.
Segundo a companhia, o Anglo possui hoje 211 mil alunos em 484 escolas da rede privada em 316 municípios brasileiros.
“O negócio fará com que o faturamento da Abril Educação supere R$ 500 milhões de reais em 2010, tornando a empresa uma das maiores do setor”, diz o grupo Abril em nota.
Guilherme Faiguenboim e Assaf Faiguenboim, membros de uma das famílias fundadoras do Anglo, permanecerão à frente das operações da empresa, junto com Manoel Amorim, que preside a Abril Educação.
Fonte: G1

População se mobiliza por Defensoria Pública em SC
Fonte: AL Notícias, ano 12, nº 369, 02/07/2010
Parlamento recebe primeiro projeto de iniciativa popular, com adesão de 48 mil assinaturas
Representantes de movimento sociais e populares entregaram, dia 30 de junho, o primeiro projeto de lei de iniciativa popular a tramitar no Parlamento catarinense, assinado por mais de 48 mil cidadãos. A matéria defende a implantação da Defensoria Pública no estado de acordo com o que está estabelecido pela Constituição Federal de 1988, e assegura direito à assistência jurídica integral e gratuita aos necessitados. O projeto é fruto de uma luta de lideranças sociais formada em 2006 que, engajadas no Movimento pela Criação da Defensoria Catarinense, recolheram durante este período as assinaturas. O projeto vai tramitar na Assembleia Legislativa, conforme prevê o regimento, sendo inicialmente apreciado na Comissão de Constituição e Justiça.

Parlamento analisou mais de uma centena de projetos no semestre
Fonte: AL Notícias, ano 12, nº 369, p.2, 02/07/2010
Ao encerrar o primeiro semestre de atividades deste ano, os deputados estaduais catarinenses
registraram uma significativa produção parlamentar. De fevereiro a junho de 2010, tramitaram por esta Casa Legislativa mais de uma centena de projetos, a maioria de autoria dos próprios deputados. A análise e o aprimoramento dessas matérias – feitas através dos trabalhos das comissões permanentes e também das consultas populares em audiências públicas - resultaram na aprovação de 87 propostas de leis e 04 Emendas à Constituição do Estado que beneficiam Santa Catarina nos mais diferentes setores, como o social, o econômico e poder público. Como de praxe, nem todas as proposições aprovadas pelos parlamentares receberam autorização do Poder Executivo e seus vetos foram, novamente, alvo de discussão do Legislativo. O plenário desta Casa manteve cerca da metade dos vetos encaminhados, rejeitando número similar. Esse equilíbrio demonstra tanto o respeito pelo Poder Executivo, seus argumentos e restrições, quanto a autonomia do Legislativo catarinense, que garantiu a vigência de leis consideradas fundamentais para a população e o Estado. O primeiro semestre de 2010 também teve como marca uma grande quantidade de manifestações no Palácio Barriga Verde. Servidores públicos e representantes da sociedade civil fizeram do Parlamento catarinense sede de seus encontros, dos debates e da defesa de suas reivindicações. A presença popular nas reuniões de comissões e sessões ordinárias reforça o espaço democrático característico desta Casa Legislativa, que mantém portas abertas a todas as vertentes sociais e políticas. Outras medidas adotadas pelo Parlamento catarinense também ampliaram o acesso da população às ações da Casa. Desde 27 de maio, a Assembleia Legislativa mantém o espaço da transparência orçamentária e financeira no seu endereço eletrônico oficial: www.alesc.sc.gov. br No local estão concentrados dados de despesas e receitas, atendendo às determinações dos artigos 48, 48-A e 73-B, I, da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 101/2000). Também foi implantado, através do mesmo site, o sistema Push ALESC, que permite ao usuário receber por e-mail informações sobre matérias de seu interesse. Mediante cadastro do usuário, são informadas movimentações ocorridas durante o processo legislativo até o resultado final. Ao contrário de outros anos, a Assembleia Legislativa não fará recesso de 15 dias no mês de julho. Nas próximas semanas serão realizadas 10 sessões ordinárias e mais 05 sessões do calendário especial estabelecido pelos parlamentares em virtude das eleições de 2010. O número de sessões reduz-se em agosto e setembro, para retornar em outubro à normalidade, com média mensal de 12 sessões realizadas. A medida permite que os deputados estejam presentes em suas bases no período pré-eleitoral sem, no entanto, prejudicar o andamento dos trabalhos legislativos. Também em virtude das eleições deste ano, os veículos de comunicação social do Parlamento sofrem modificações em sua programação. O jornal AL Notícias deixa de circular nos próximos meses, retornando logo após o primeiro turno das eleições. A TVAL traz novos programas, enquanto os espaços de notícias do site oficial e da Rádio ALESC Digital mantêm a divulgação exclusiva dos atos parlamentares. Com essas medidas, ao Assembleia Legislativa resguarda o espírito democrático do processo eleitoral, evitando exposição demasiada dos parlamentares candidatos e respeitando os limites da legislação eleitoral.
Deputado Gelson Merisio
Presidente

Semestre de intensos trabalhos
Fonte: AL Notícias, ano 12, nº 369, p. 3, 02/07/2010
Parlamento aprova 1.502 matérias, com destaque para emendas à Constituição, que ampliaram fiscalização do Legislativo Rossana Espezin O Poder Legislativo aprovou 1.502 matérias, de 1º de fevereiro a 24 de junho. Entre elas, 13 projetos de conversão em lei, 80 projetos de lei, sete projetos de lei complementar, quatro propostas de emenda à Constituição
de Santa Catarina, dois decretos do Legislativo, dois projetos de resolução, 49 moções, 375 indicações, 87 pedidos de informação e 868 requerimentos. As Propostas de Emenda à Constituição (PECs) estão entre as matérias de maior repercussão.  Em abril, o Legislativo aprovou a PEC 01/10, de autoria do deputado Renato Hinnig (PMDB), que alterou a redação do artigo 41. Além da prerrogativa do Parlamento, de convocar secretário de Estado e titulares de fundações, autarquias e empresas públicas para prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados, a matéria incluiu também os titulares de sociedades de economia mista, como a Celesc e a Casan. A PEC 03/10, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT), deu nova redação ao artigo 13 e estabelece que a alienação ou qualquer transferência de controle acionário de empresas públicas depende de autorização legislativa, com posterior consulta popular sob a forma de referendo. A proposta ganhou Emenda Substitutiva Global do deputado Elizeu Mattos (PMDB), líder do governo, que especificou as sociedades de economia mista sujeitas à nova regulamentação: Casan, Celesc e a subsidiária Celesc Distribuição. A PEC 04/10, de autoria do presidente da Assembleia, deputado Gelson Merísio (DEM), alterou o artigo 40. Desde sua aprovação, toda a alteração estatutária das empresas de economia mista deve ser submetida à concordância do Legislativo. O voto dos representantes do Estado nos conselhos administrativos das sociedades de economia mista, que implique em alteração do estatuto social, será precedido de autorização da maioria absoluta dos parlamentares. Ao enfatizar que a mudança na Constituição catarinense vai proporcionar, no mínimo, R$ 70 milhões a mais para investimentos na área da saúde, o deputado Dado Cherem (PSDB) teve aprovada a PEC 5/10, de sua autoria. A alteração do Artigo 50 das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição determinou que os gastos com inativos da área da saúde não podem ser computados na apuração do montante mínimo de 12% a serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde. Novas Leis Os 80 projetos de lei aprovados versaram sobre os mais diversos tópicos, entre os quais a cota para estágios na administração pública estadual para deficientes físicos previsto no PL 7/10, de autoria do deputado César Souza Júnior (DEM)
e defesa do consumidor, tema do PL 116/10, de autoria do deputado Renato Hinning (PMDB).

Diploma em Gestão Pública
Fonte: AL Notícias, ano 12, nº 369, p. 7, 02/07/2010
Aprovado em Plenário dia 29 o Projeto de Lei nº 12/2010, do deputado Pedro Uczai (PT), que assegura o acesso aos cargos de Classe IV, previstos no Plano de Cargos e Vencimentos da administração direta e indireta do Executivo, aos portadores de diploma em curso de Gestão Pública, devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação.O parlamentar explica que a medida fará justiça aos estudantes que se preparam para trabalhar na gestão pública em Santa Catarina, além de corrigir uma questão legal, pois já existe norma específica que equipara os cursos de tecnólogos aos de graduação para efeitos de exigência de diplomação. “O curso de Tecnologia em Gestão Pública tem como objetivo formar profissionais preparados para atuar na gestão estatal, qualificados para compreender sistemicamente a função do serviço público, traçar e implementar estratégias de gestão, gerenciar programas, projetos, liderar equipes e ser agente empreendedor de desenvolvimento”, destaca Uczai.

Nada de palmada para educar
Fonte: Jornal A Notícia, 14/07/2010
Governo envia hoje proposta de emenda ao ECA para vetar castigos dolorosos
Pais, professores, cuidadores de crianças em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar “palmadas pedagógicas” em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ser votado no Congresso Nacional e assim marcar os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A intenção é garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou “tratamento cruel e degradante”. A Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra crianças e adolescentes, mas não define se seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir “castigo corporal” como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”.
As penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica. “A definição se aplica não só ao ambiente doméstico, mas aos demais cuidadores de crianças e adolescentes – na escola, abrigos, unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural”, diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, 1/3 das denúncias no Disque 100 referem-se à violência doméstica.
Será necessário o testemunho de terceiros – vizinhos, parentes, funcionários, assistentes sociais – que atestem o castigo corporal e queiram delatar o infrator para o Conselho Tutelar. No caso de lesões corporais graves, o responsável é punido pelo Código Penal, que prevê a pena de um a quatro anos de prisão para quem “abusa dos meios de correção ou disciplina”, com agravante se a vítima tiver menos de 14 anos.
Ontem, o ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, afirmou que o projeto não levará à cadeia “qualquer pai que bate”. Vannuchi explicou que a prioridade não punir, mas prevenir castigos corporais. Para o ministro, a criança que apanha passa a entender que bater é normal e reproduz o ato na escola e, posteriormente, na vida adulta.