
16/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Secretaria
de Educação Superior do MEC intensifica a abertura de
inquéritos em faculdades, centros universitários e
faculdades
Conselho federal ganha poder para cassar registro de contador
Termina hoje prazo de inscrição para o Enem
Lista de espera do Sisu será divulgada na segunda-feira
Comissão aprova devolução de IOF a quem antecipar quitação de dívida
Conteúdos específicos e gerais do Enade estão definidos
Tecnólogos são mais requisitados
Ações visam garantir qualidade aos cursos de pedagogia
Banco dará € 90 mi a projetos brasileiros em universidades
Por um espaço ibero-americano do conhecimento responsável
O que você acha do projeto de lei que propõe alterações no ensino a distância?
Aluno expulso de sala tem indenização negada
Ensino superior é parte da crise
Divórcio direto será promulgado
Lei da Ficha Limpa deve impugnar de 10% a 15% das candidaturas, diz TSE
A política da palmada
O melhor semestre de SC
Emprego segue atividade e cresce menos em junho
Um em cada três alunos fora da escola tem necessidades especiais, diz ministro Haddad
MEC realiza retificação de instrumentos
de avaliação institucional externa e
avaliação de cursos
Conselho Nacional de Educação mantém orientação para ingresso no ensino fundamental
Confederação Nacional de
Estabelecimentos de Ensino analisará temas de interesse das
entidades filantrópicas
ONG nos EUA mobiliza mais universitários do que programas de pós-graduação
Secretaria de Educação Superior do MEC
intensifica a abertura de inquéritos em faculdades, centros
universitários e faculdades
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação vem, através da
Secretaria de Educação Superior, abrindo sucessivamente
inquéritos contra faculdades, centros universitários e
faculdades objetivando encerrar cursos oferecidos em todo o Brasil por
escolas particulares.
Muitos dos processos foram iniciados em decorrência de
denúncias anônimas de supostos alunos, contrariando o
disposto na legislação em vigor que exige que as
representações sejam feitas com o apoio de alguma
entidade representativa do corpo discente, docente ou
técnico-administrativo.
Em diversos casos há adoção de medidas liminares
que impedem a realização de processos seletivos.
Apesar de haver direito de recurso ao Conselho Nacional de
Educação a ampla divulgação que é
dada para a imprensa traz prejuízos incalculáveis e
provoca uma significativa redução de candidatos às
vagas oferecidas.
(IPAE 089- 07/10)
Conselho federal ganha poder para cassar registro de contador
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:07 hs.
16/07/2010 - Contabilidade: Penalidade vale para casos de apropriação indevida de valores de clientes
Arthur Rosa, de São Paulo
Os contadores e técnicos em contabilidade correm agora o risco
de ter o registro profissional cassado. A penalidade foi
instituída pela Lei nº 12.249, de 11 de junho,
conversão da Medida Provisória nº 472, de 2009.
Até então, a maior punição prevista era a
suspensão do exercício da profissão pelo
período de até dois anos. Se a medida estivesse valendo
no ano passado, pelo menos 40 contabilistas poderiam perder o registro,
a maioria por apropriação indevida de valores de clientes.
Em 2009, os 27 conselhos regionais de contabilidade (CRCs) do
país julgaram 8.155 processos contra contadores, técnicos
e empresas. Desse total, 2.328 foram analisados pelo Conselho Federal
de Contabilidade (CFC), por meio de recurso. E apenas 93 casos foram
arquivados. Das 2.235 decisões mantidas, a maioria previa pena
de multa, de uma a dez vezes o valor da anuidade da categoria (R$ 380
para pessoa física e de R$ 950 para pessoa jurídica),
além de penalidade ética - advertência reservada,
censura reservada e censura pública.
Agora, o Plenário do Tribunal Superior de Ética e
Disciplina do CFC pode cassar profissionais que cometerem faltas
graves. "Desde que a decisão seja homologada por dois
terços dos julgadores", diz o presidente do CFC, Juarez
Domingues Carneiro. De acordo com o artigo 76 da Lei nº 12.249, a
penalidade está prevista para os casos de comprovada
incapacidade técnica, crime contra a ordem econômica e
tributária - como falsificação de balanço
-, apresentação de falsa prova para a
obtenção do registro profissional e
apropriação indevida de valores de clientes.
Além da pena de cassação do registro, a Lei 12.249
trouxe de volta o exame de suficiência para os contabilistas. A
prova, anteriormente prevista em resolução do CFC, chegou
a ser aplicada para cerca de 150 mil candidatos, entre os anos de 2000
e 2004. Mas foi suspensa, depois de ser questionada por um profissional
na Justiça. No último exame realizado, a taxa de
reprovação foi de 27,5% para os contadores e de 59,2%
para os técnicos. "O exame foi instituído com base em uma
resolução do CFC, razão pela qual foi suspenso por
liminar", afirma Carneiro.
Até o dia 30, os bachareis em ciências contábeis e
os técnicos em contabilidade poderão requerer o registro
profissional sem ter de se submeter ao exame de suficiência. Foi
criada uma comissão no CFC para regulamentar o assunto. "Essa
é uma antiga reivindicação da categoria. Valoriza
a atividade, que se torna a cada dia mais complexa", diz o
empresário José Maria Chapina Alcazar, presidente do
Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de
Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), entidade que
ajudou na elaboração e aprovação do texto
sancionado.
Dois artigos da Lei 12.249 - 76 e 77 - alteram o Decreto-Lei nº
9.295, de 27 de maio de 1946, que criou o Conselho Federal de
Contabilidade e definiu as atribuições do contador. E
dão maior segurança jurídica a normas do
órgão, entre elas a que lhe dá o poder de editar
regras brasileiras de contabilidade de natureza técnica e
profissional, um tema polêmico e que dividia a categoria. O texto
ainda traz duas outras novidades: estabelece um índice de
correção para a anuidade - o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) - e acaba com o registro
profissional do técnico em contabilidade. Os conselhos regionais
só poderão conceder registro aos profissionais que
ingressarem com seus pedidos até 1º de junho de 2015.
Fonte: Valor Econômico
Termina hoje prazo de inscrição para o Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:34 hs.
16/07/2010 - Hoje é o último dia para as
inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem). Os interessados poderão se registrar até as
23h59m no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep). As provas estão marcadas para os dias 6 e 7
de novembro. O Enem vale como forma de ingresso nas
instituições de ensino superior que aderiram ao Sistema
de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da
Educação.
Nas duas últimas edições do Enem, 40 universidades
federais utilizaram o exame em substituição ao vestibular
ou como parte do processo seletivo.
E 30, dos 38 institutos federais de educação do
país, também usaram a avaliação para
preencher suas vagas.
Os candidatos que já fizeram o exame e não se saíram bem poderão fazê-lo novamente.
A taxa de inscrição é de R$ 35 e os estudantes
devem informar os números do CPF e da carteira de identidade.
Estão isentos da taxa os alunos que concluíram o ensino
médio na rede pública de ensino e os de baixa renda.
Nos dias 6 e 7 de novembro, o inscrito tem que levar a carteira de
identidade e o cartão de confirmação da
inscrição enviado pelos Correios e disponibilizado na
página de acompanhamento do inscrito na Internet. Para fazer o
exame, o aluno deverá usar caneta esferográfica de tinta
preta.
Serão quatro provas com 45 questões de múltipla escolha cada e uma redação
Fonte: O Globo on line
Lista de espera do Sisu será divulgada na segunda-feira
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estadão.edu, 15/07/2010 - São Paulo SP
Instituições que aderiram ao sistema terão autonomia para decidir sobre uso da lista
O Ministério da Educação encerrou as
inscrições para o Sistema de Seleção
Unificada do segundo semestre e, a partir de segunda-feira, 19, os
candidatos que manifestaram interesse em fazer parte da lista de espera
do sistema poderão entrar em contato com as
instituições em que se inscreveram para se informar sobre
sua posição na lista. As instituições que
participaram do Sisu do meio do ano têm liberdade para decidir
sobre a utilização da lista de espera para
convocação de candidatos. O sistema ofereceu
16,5 mil vagas para cursos presenciais em 15 universidades federais,
duas estaduais, 17 institutos federais de educação,
ciência e tecnologia e um centro federal de
educação tecnológica.
Comissão aprova devolução de IOF a quem antecipar quitação de dívida
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou proposta que
prevê a devolução do IOF (imposto que incide sobre
operações financeiras) em casos de quitação
antecipada de empréstimos. Essa devolução
será proporcional ao tempo de antecipação do
pagamento.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Cezar
Silvestri (PPS-PR), ao Projeto de 6236/09, do deputado Vital do
Rêgo Filho (PMDB-PB).
O substitutivo proíbe as instituições financeiras
de cobrar taxa ou tarifa para o pagamento antecipado de débito.
Segundo o relator, faltava ao projeto um dispositivo que garantisse
essa proibição. “A quitação
antecipada de débito é um direito do consumidor, e como
tal não precisa de aceitação da
instituição financeira”, afirmou o relator.
O relator lembrou que o Código de Defesa do Consumidor (Lei
8.078/90) já assegura a liquidação antecipada de
débito, por meio de redução proporcional de juros
e demais acréscimos.
O substitutivo aprovado também prevê penalidades como
multa e cassação da licença de funcionamento para
a instituição que descumprir as regras do projeto.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivoRito de
tramitação pelo qual o projeto não precisa ser
votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas
para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em
duas situações: - se houver parecer divergente entre as
comissões (rejeição por uma,
aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas
comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51
deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário. e ainda será votado nas
comissões de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Conteúdos específicos e gerais do Enade estão definidos
Fonte: www.nota10.com.br, 15/07/2010
Portarias do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep) publicadas no Diário Oficial da
União de ontem (14), fixam os conteúdos gerais e
específicos que serão avaliados no Exame Nacional de
Desempenho dos Estudantes (Enade) deste ano. Participam da
avaliação alunos de 14 tipos de bacharelados e de cinco
áreas superiores de tecnologia. A prova será aplicada em
21 de novembro.
O exame é obrigatório para dois tipos de alunos: os
ingressantes que, até 2 de agosto, tiverem completado entre 7% e
22% da carga horária mínima do currículo do curso,
e os concluintes que tiverem alcançado pelo menos 80% da carga
horária mínima do currículo ou que tenham
condições de concluir o curso neste ano letivo.
Com duração de quatro horas, a prova avalia a
formação geral comum aos cursos de todas as áreas
do conhecimento, além de temas específicos do curso. No
conjunto, a prova terá 40 questões, sendo dez sobre a
formação geral do aluno e 30 sobre os conteúdos do
curso.
Conforme descrito nas portarias, na parte geral da prova será
considerada a formação de um profissional ético,
competente e comprometido com a sociedade em que vive. Esses
conteúdos compreendem dez questões, sendo oito de
múltipla escolha e duas discursivas. Os testes discursivos
avaliarão aspectos como clareza, coerência, coesão
e correção gramatical.
As 30 questões da parte específica se dividem em 27 de
múltipla escolha e três discursivas, que pretendem avaliar
o aprendizado do aluno durante o curso. Para cada área, o Inep
publicou portaria específica descrevendo conteúdos,
competências e habilidades que serão medidas.
Áreas – Em 2010, o Ministério da
Educação (MEC) vai avaliar alunos das áreas de
agronomia, biomedicina, educação física,
enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina,
medicina veterinária, nutrição, odontologia,
serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, e também
estudantes dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria,
agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e
radiologia.
As portarias do Inep estão no Diário Oficial da União, seção 1.
Tecnólogos são mais requisitados
Fonte: Notícias do Dia, p. 18, 16/07/2010
A oferta de empregos é maior para quem possui curso
técnico, segundo a Fundação Gétulio Vargas
(FGV). Em pesquisa, a instituição verificou que as
pessoas que passam pela educação profissional –
seja em curso técnico ou superior de tecnologia –
têm 48,2% mais chances de obter uma ocupação.
Quem se beneficiou deste mercado receptivo foi Darliza Giusti, 22 anos,
que se formou tecnóloga em telecomunicações e em
pouco tempo foi chamada a trabalhar na sua área. “Assim
que me formei, encaminhei o currículo e hoje trabalho na
Dígitro”.
Uma das instituições que oferece cursos tecnólogos
na Capital é o Senai (Serviço Nacional da
Indústria). São aproximadamente três mil vagas
direcionadas a 14 segmentos industriais, com aulas que se iniciam neste
semestre. Para o diretor regional, Sérgio Arruda, a pesquisa da
FGV atesta os levantamentos internos do Senai. “Temos um
diagnóstico de que mais de 90% dos nossos egressos garantem uma
ocupação profissional até o término do
curso”, argumenta.
Salário Maior
A formação na área tecnóloga é
levada em consideração também na oferta salarial.
Segundo a pesquisa da FGV, os egressos dos cursos tecnólogos ou
superiores de tecnologia tê ganhos em média 12,9% acima
dos demais. Para Darliza, não há dúvidas quanto a
diferenciação. O estudo da FGV tomou por base os
resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
de 2007 e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) dos últimos oito
anos.
Ações visam garantir qualidade aos cursos de pedagogia
Fonte: ABRAFI NOTÍCIAS
Considerados estratégicos para a política de
formação de professores da educação
básica, os cursos de pedagogia recebem atenção
especial do Ministério da Educação. Uma das
ações destinadas a assegurar a qualidade desses cursos
é o processo de supervisão, ao qual devem ser submetidos
aqueles que apresentam resultados insuficientes nas
avaliações do Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior (Sinaes)
Iniciada em 2008, a supervisão verificou a
condição de oferta de 49 cursos de pedagogia e 11 de
normal superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 – em uma
escala que vai de 1 a 5 – no Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade) de 2005.
Após a realização de visitas in loco pela
comissão de especialistas na área, as
instituições firmaram termo de saneamento de
deficiências com a Secretaria de Educação Superior
(Sesu) do MEC, a partir do qual se comprometeram, em um prazo
máximo de 12 meses, a promover as melhorias necessárias
para um ensino de qualidade. Durante esse prazo, os cursos que
repetiram os resultados insatisfatórios no Enade de 2008
receberam medidas cautelares suspendendo novos ingressos, até
que fosse verificado o cumprimento das medidas de saneamento.
Após o término do prazo, dois cursos que não
demonstraram o cumprimento das medidas tiveram abertura de processo
administrativo para o encerramento da oferta. Também foi
instaurado processo para redução do número de
vagas em outro curso, que cumpriu parcialmente as exigências da
Sesu.
Para preservar o interesse dos estudantes, além da
instauração do processo, os cursos que serão
encerrados receberam medidas cautelares e estão impedidos de
ingressar novos alunos até que seja concluído o processo.
As medidas representam a redução de 280 vagas anuais de
ingresso.
Os demais cursos seguem sob verificação da Sesu e aqueles
que têm o prazo encerrado recebem visita para
reavaliação e verificação do cumprimento
das medidas.
Além da supervisão, outra medida voltada à
qualidade dos cursos de pedagogia é a publicação
de um instrumento de avaliação. O documento, publicado no
último mês de junho, apresenta os aspectos que
serão considerados pelos avaliadores do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nos processos de reconhecimento
dos cursos.
A definição de um instrumento específico para os
cursos de pedagogia tem como objetivo valorizar a
formação dos professores que atuam na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental. Além de pedagogia, os cursos de medicina, direito e
os superiores de tecnologia possuem instrumentos próprios de
avaliação.
O instrumento aponta os critérios de qualidade que devem ser
adotados pelos cursos, para que tenham o reconhecimento do MEC. Os
critérios de avaliação são organizados a
partir de três elementos principais: organização
didático-pedagógica do curso, corpo docente e
instalações físicas.
Em relação à organização
didático-pedagógica, serão considerados aspectos
como o processo de avaliação da aprendizagem, a
integração do aluno à prática educativa e a
relação do curso com os sistemas públicos de
ensino municipais e estaduais.
No quesito corpo docente, além de considerar a
titulação dos professores, o instrumento também
apresenta, como critério a ser avaliado, a
composição e atuação do núcleo
docente estruturante, grupo de professores da instituição
responsável pela implementação das diretrizes
curriculares do curso.
Assessoria de Imprensa da Sesu
Para maiores informações visite o site: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15664:acoes-visam-garantir-qualidade-aos-cursos-de-pedagogia&catid=212&Itemid=86
Banco dará € 90 mi a projetos brasileiros em universidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:55 hs.
16/07/2010 - O Santander destinará € 600 milhões nos
próximos cinco anos para projetos de universidades em todo o
mundo. O Brasil, uma das três maiores operações
globais do banco, absorverá 15% - € 90 milhões, diz
Jamil Hannouche, responsável no país pelo Santander
Universidades.
O banco financia pesquisa, laboratórios, prêmios e
intercâmbio de alunos em 25 universidades do país. Hoje,
500 brasileiros estudam no exterior com seu apoio. Também
patrocina o intercâmbio entre instituições
brasileiras.
A seleção cabe às universidades. Mas o banco, diz
Hannouche, orienta a instituição a considerar dois
critérios: desempenho e situação
socioeconômica do estudante.
Fonte: Folha de São Paulo
Por um espaço ibero-americano do conhecimento responsável
Fonte: Jornal da Educação - Educação em Foco, produzido pelo IPAE
A cidade de Guadalajara, no México, reuniu mais de novecentos
reitores de universidades de diversos países num encontro que
discutiu as metas e objetivos do ensino superior. O tema central
foi "Por um espaço ibero-americano do conhecimento
responsável". O evento anterior foi na cidade
espanhola de Sevilha, em 2005 e o próximo, no Brasil, em 2015.
O Ministro da Educação fixou meta de 10 milhões de
estudantes universitários para a década. Atualmente
existem 5,8 milhões de alunos matriculados em cerca de 25.000
cursos superiores. Como acontece normalmente o MEC divulga
intenções, contudo não apresenta estudos
técnicos que mostram os fundamentos das
manifestações.
O órgão anunciou que irá investir R$ 30
milhões em 2011 para apoiar o desenvolvimento de 488 programas e
projetos de extensão universitária.
O programa de financiamento estudantil (FIES) recebeu mais de cem mil
inscrições. O número de vagas
oferecidas ainda é muito reduzido, se comparada com a
necessidade de apoio aos estudantes universitários.
O Conselho Nacional de Educação empossou novos membros e
elegeu seus dirigentes. A renovação foi parcial. O
órgão passa por dificuldades operacionais, tendo em vista
falta de recursos humanos, o que dificulta, em muito, a
agilização da análise dos processos.
A Câmara de Educação Básica do CNE editou
Resolução instituindo as novas regras para a
educação de jovens e adultos no país.
Foram abertas as inscrições para o ENEM - Exame Nacional
do Ensino Médio, que será realizado em
novembro. A avaliação servirá de base
para acesso à diversas universidades, centros
universitários e faculdades, públicas e
particulares. Igualmente foram iniciadas as
inscrições para o Programa Universidade para Todos.
A Copa do Mundo de Futebol trouxe reflexos na educação em
vários países. Em muitos, como na Argentina,
o ensino de geografia e história foram modificados para dar
ênfase, nessa época, ao campeonato. Mais de 25.000
colégios do país receberam livros especialmente
elaborados para a ocasião.
Uma pesquisa realizada pelo IBOPE, a pedido do movimento Todos pela
Educação, constatou que a educação aparece
como a quarta área que merece atenção pelo o
próximo presidente da República. Foram
entrevistados dois mil eleitores.
O governo federal promulgou lei instituindo o projeto Um Computador por
Aluno e estabeleceu regime especial para aquisição de
equipamentos para uso educacional. A medida visa beneficiar
escolas da rede pública em todo o país.
Estudo apontou crescimento do número de doutores no
Brasil. A mostra destacou que a taxa média anual tem sido
de 11,9%. As áreas de ciências humanas e sociais
aplicadas são as que têm maior incidência.
A China anunciou um plano de reforma do ensino, tendo como objetivo
determinar metas estratégicas para os próximos dez
anos. Atualmente há reprovações em massa,
falta de vagas e alto custo da educação. No
país faltam professores, mas há boas universidades
capazes de formá-los.
Na África do Sul, mesmo em época de campeonato mundial de
futebol, estudantes protestaram pela instituição do
ensino superior gratuito. Atualmente somente o ensino
básico não é cobrado, tanto pelas
instituições públicas, como particulares.
Um estudo divulgado na Grã-bretanha apontou que as aulas de
educação sexual devem começar aos cinco anos de
idade, para que as crianças estejam preparadas para evitar
situações indesejáveis.
Esses foram os principais fatos que marcaram o mês de junho de
2010. Como pode ser visto não ocorreram fatos relevantes
para a educação, tanto no Brasil, como no exterior.
(IPAE 203 - 06/10)
O que você acha do projeto de lei que propõe alterações no ensino a distância?
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:09 hs.
14/07/2010 - O Plenário do Senado aprovou, na última
semana, em primeira votação, projeto de lei que obriga os
alunos de cursos a distância a realizarem
avaliações presenciais. A medida ainda será
avaliada em votação suplementar para, depois, seguir para
análise da Câmara dos Deputados. O caminho para se tornar
lei ainda é longo, mas a medida já gera questionamentos
sobre essa modalidade de ensino e pode provocar algumas
alterações, embora poucas, na avaliação de
representantes do segmento.
“No Brasil, ainda temos uma cultura presencial e entendemos que o
estudante brasileiro já vai até a
instituição, até para uma maior
interação com outros alunos e com professores”,
acredita Holz. “Ainda não temos uma cultura de fazer
avaliações via internet”, completa o diretor de
Educação a Distância do Sistema COC, Jeferson
Fagundes. De acordo com ele, na maioria das instituições
que oferecem cursos a distância, as avaliações
presenciais têm peso maior na avaliação geral, de
cerca de 60%.
Além do fator cultural, também há um fator legal
que determina esse comportamento. O decreto que regulamenta o EAD
(5.622/05) já obriga os estudantes a fazerem
avaliações presenciais, bem como estágios
obrigatórios, quando previstos, além da defesa de
trabalhos de conclusão de curso e atividades relacionadas a
laboratórios de ensino.
“Caso aprovada sem nenhum alteração, a proposta
deixará mais claro o que já é praticado no
segmento educacional que atua na modalidade a distância”,
completa o diretor-adjunto do Centro de Educação a
Distância da Universidade Anhanguera, Luciano Sathler. “O
projeto apenas solidifica o que já vigora. Em termos
práticos, não muda nada”, diz Sathler, que
também é representante da Associação
Brasileira de Educação a Distância.
As informações são do UOL Economia.
Fonte: Uol - Educação
Aluno expulso de sala tem indenização negada
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
Um ex-estudante de Odontologia da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) não deve ser indenizado. O juiz Osni Cardoso
Filho, da 3ª Vara da Justiça Federal, em
Florianópolis, afirmou que a alegação do autor do
processo, de que foi impedido de assistir uma aula por não ter o
material necessário, não ocorreu exatamente como descrita
e o professor agiu com o rigor exigido pela disciplina. Cabe recurso.
“Não há como deduzir do conjunto dos depoimentos
prestados que o professor haja se excedido, abusado de sua autoridade,
para ofender o aluno”, afirmou o juiz, que ouviu seis
testemunhas. Segundo ele, “dizer em voz alta para o aluno se
retirar da sala é, no contexto, atitude docente contida na
responsabilidade do exercício do magistério sério
e independente”. “O professor repreendeu, sem qualquer
exagero, e com total razão, aquele que não se conduziu de
forma adequada”, observou.
Ainda de acordo com os depoimentos, os alunos tiveram acesso à
relação de materiais necessários nove meses antes
do início da disciplina. Para o juiz, o argumento da dificuldade
financeira não se sustenta. “No próprio curso de
Odontologia, disseram algumas testemunhas, há referências
nominais de pessoas que trabalharam por conta própria para pagar
seus estudos, aliás, em iniciativa que não é
novidade na busca de quem anseia a realização
pessoal”. O ex-estudante não voltou a frequentar a
disciplina, trancou a matrícula e pediu
indenização de 250 salários mínimos, cerca
de R$ 127,5 mil.
O juiz considerou ainda que, no dia da audiência, o ex-estudante
recusou a proposta de acordo da UFSC, que permitiria o retorno ao
curso, com possível ajuda para adquirir os materiais. Para ele,
a atitude demonstrou que o ex-aluno não tinha real interesse em
estudar. “Interromper os estudos é decisão
unilateral que só a ele cabe”, ponderou Cardoso. “O
que não lhe assiste é o direito à
indenização de qualquer quantia em dinheiro, pois
não existem os danos morais alegados”, concluiu. Com
informações da Assessoria de Imprensa da Justiça
Federal em Santa Catarina.
Ensino superior é parte da crise
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs.
14/07/2010 - O número de brasileiros em idade escolar
deverá diminuir gradualmente nos próximos anos, em
decorrência da mudança do perfil demográfico do
país. A queda na taxa de fecundidade faz com que a média
de filhos por mulheres em idade fértil (estatisticamente, de 13
a 45 anos) já tenha se reduzido para menos de dois, segundo
algumas projeções que precisarão ser confirmados
no Censo Populacional que o IBGE promoverá este ano, já a
partir do mês que vem.
Mas, se por um lado a redução do número de
crianças e adolescentes facilita o investimento na qualidade do
ensino básico, por outro a tendência é que a
demanda cresça expressivamente nos cursos profissionalizantes e
superiores.
Se o esforço que está sendo feito para a melhora do
ensino básico der o resultado desejado - e não há
razão para não se acreditar nessa possibilidade, pois,
felizmente, as autoridades, municipais, estaduais e federais,
estão despertando para a importância da
educação -, mais alunos ficarão aptos a cursos de
nível superior.
A economia brasileira também necessitará de mais
profissionais qualificados se mantiver um ritmo de crescimento
sustentado. Alguns segmentos vêm se queixando de falta de
mão de obra especializada, situação que pode se
generalizar e se tornar um forte obstáculo a esse crescimento
projetado.
O ensino superior terá, então, de forçosamente
estar na pauta do próximo governo - sem prejuízo das
preocupações com o ciclo básico -, ainda mais que
é a União que concentra as maiores responsabilidade nesse
nível educacional, diferentemente do ensino básico,
encargo de prefeituras e governos estaduais
Nas próprias universidades federais há muito o que se
fazer para se oferecer o ensino na qualidade e na quantidade que o
país demanda. Se a Universidade Federal do Rio de Janeiro for um
espelho do conjunto das instituições de ensino superior
sob responsabilidade da União, o esforço para vencer esse
desafio terá de ser redobrado. Professores e alunos se ressentem
de instalações adequadas no principal campus da UFRJ,
como mostrou reportagem do GLOBO na edição do
último domingo. E a questão não parece se resumir
à falta de verbas. Para atender a metas definidas pelo
Ministério da Educação, universidades federais
aderiram a um programa chamado Reuni. Na prática, o que se
percebe é uma tentativa de multiplicação de vagas
sem que as estruturas das universidades acompanhem esse processo.
O Reuni está previsto para ser executado até 2011. Com
base na experiência acumulado, o programa deve ser reavaliado
para que não haja desperdício de tempo e energia.
O ensino superior é a base da pesquisa tecnológica. Se
das universidades não saírem bons pesquisadores e
profissionais preparados, além de talentosos, o Brasil
permanecerá muito atrás no ranking de
inovações, medido, por exemplo, no número de
patentes concedidas em órgãos internacionais de registro
de propriedade industrial e intelectual, em que é flagrante e
crescente o distanciamento do país em relação a
outras economias emergentes - China e Índia entre eles.
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Fonte: O Globo on line
Divórcio direto será promulgado
Fonte: Conselho Federal da OAB
O Congresso promulgou ontem (13) emenda à
Constituição que torna o divórcio imediato. A
chamada PEC do Divórcio facilita a dissolução do
casamento civil ao eliminar a exigência atual de
separação judicial prévia por mais de um ano ou de
separação de fato por mais de dois anos para que os
casais possam se divorciar. A emenda teve origem na Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) 413/05, do suplente de
deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), e poderá beneficiar as
mais de 153 mil pessoas que se divorciam por ano no País,
segundo dados do IBGE para 2008.
A PEC foi aprovada na semana passada pelo Senado, graças a
acordo de líderes, que permitiu a supressão de prazos de
discussão da matéria. Na Câmara, a medida foi
aprovada em junho de 2009 com 315 votos favoráveis e 88
contrários.
O texto aprovado pelos deputados e confirmado pelo Senado foi o
substitutivo do também suplente de deputado Joseph Bandeira
às PECs 413/05 e 33/07, esta do deputado Sérgio Barradas
Carneiro (PT-BA), que tramitou em conjunto. Os autores das medidas
aprovadas, Antonio Carlos Biscaia e Sérgio Barradas Carneiro,
defendem a desburocratização do fim do casamento. "O
divórcio já é um tema consolidado em nosso
País desde a Lei do Divórcio, de 1977. Não
há razão para que a Constituição
faça exigências", diz Biscaia.
Ele explica que as regras vigentes permitem fraudes, pois qualquer
pessoa pode dizer ao juiz que um casal está separado há
mais de dois anos, para obter o divórcio."A PEC vai acabar com a
hipocrisia hoje existente de um casal que se separa hoje a
amanhã leva uma testemunha para prestar depoimento falso",
acrescenta Biscaia, que nos anos 1980 atuou como promotor em vara de
Família.
Segundo Barradas Carneiro, a simplificação do
divórcio vai representar também economia para o casal,
que terá de pagar honorários advocatícios e custas
processuais apenas uma vez, e não mais duas, nos casos de
separação judicial. Esse ponto foi destacado
também pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Ophir Cavalcante, para quem a aprovação da PEC representa
um avanço para o País. "Não há sentido
algum que o cidadão tenha que despender custos com a
separação judicial e depois gastos adicionais com o
divórcio em si. É como se o Estado cartorializasse uma
relação que já poderia ter sido encerrada em um
primeiro momento", explica Ophir, em nota da OAB.
Na opinião de Sérgio Barradas Carneiro, no entanto, a
maior economia é a dos "custos sentimentais". "A nova regra
economiza, além de dinheiro, sofrimento, dor e constrangimento.
O divórcio hoje é uma discussão sem fim." A
sessão de promulgação da PEC está prevista
para às 12 horas no plenário do Senado. (Agência
Câmara)
Lei da Ficha Limpa deve impugnar de 10% a 15% das candidaturas, diz TSE
Fonte: Agência Brasil
O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, disse que a
implementação da Lei da Ficha Limpa deve provocar a
impugnação de até 15% das candidaturas este ano.
“A ficha limpa pegou sem dúvida nenhuma. Estou fazendo um
cálculo que essas impugnações devem corresponder
entre 10% a 15% dos registros de candidaturas. Isso é algo
esperado, está dento do normal e a Justiça Eleitoral
dará uma resposta rápida a essas
impugnações”.
O presidente do tribunal disse também que a lei prevê
algumas hipóteses de inelegibilidades e ao que, até o
momento, todas as impugnações estão baseadas na
Lei da Ficha Limpa.
“Vamos examinar todas essas impugnações e o que
pode, de certa maneira, tranquilizar a todos que acompanham essas
impugnações é que no momento que o TSE e o STF
[Supremo Tribunal Federal] chegaram a um consenso em
relação a certas teses, os processos serão
julgados rapidamente”, disse o ministro em relação
ao prazo para a Justiça Eleitoral julgar todos os casos de
inelegibilidade.
A política da palmada
Fonte: Diário Catarinense, 16/07/2010
Como a própria palmada aplicada por alguns pais em
crianças travessas, o projeto de lei encaminhado pelo presidente
Lula ao Congresso no sentido de proibir a prática de castigos
físicos em crianças e adolescentes pode ser até
bem-intencionado, mas é completamente equivocado. Em primeiro
lugar, trata-se de uma ingerência indevida do Estado na vida das
pessoas. Não cabe ao governo dizer aos cidadãos como eles
devem educar os seus filhos. Cabe-lhe, isto sim, orientá-los e
municiá-los de informações para que percebam que a
violência gera mais violência e que os castigos
físicos, sejam eles um tapa nas nádegas ou um
puxão de orelhas, fazem parte de um processo educativo superado,
que pode até ter apresentado resultados positivos no passado,
mas hoje não funciona mais e é incompatível com os
avanços pedagógicos. Um tapinha dói, sim e
também humilha, constrange e passa à criança a
falsa ideia de que os conflitos devem ser resolvidos com força
física.
Defensora da proposta apresentada pelo governo para celebrar o 20º
aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente
– instrumento fundamental para a proteção da
infância no país –, a secretária especial de
Direitos Humanos Carmen Oliveira argumenta que se trata do cumprimento
de um compromisso internacional do país no âmbito da ONU,
já que o Brasil é signatário de uma rede
denominada Não Bata, Eduque. Acrescenta, ainda, que o projeto
complementa o próprio ECA ao definir, mais precisamente, que
qualquer espécie de castigo corporal e constrangimento
psicológico também pode ser enquadrada como maus-tratos.
Quanto a isso não pode haver restrições. Mas o
Código Penal já disciplina, inequivocamente, o assunto,
prevendo pena de dois meses a quatro anos de detenção
para pais e educadores que infligirem maus-tratos a crianças,
especialmente quando o castigo causar lesões corporais. A nova
legislação proposta pouco acrescentará ao que
já existe, além de ser inútil no sentido
prático. Como fiscalizar, por exemplo, o que acontece entre pais
e filhos no âmbito familiar?
Talvez o único mérito da iniciativa, que recende a
oportunismo político e demagogia, seja a renovação
do debate em torno de um tema que deveria ser pauta permanente no
país – a educação dos jovens. Ao propor
à sociedade brasileira uma discussão abrangente sobre a
palmada e suas consequências, o governo, embora este não
seja o objetivo, está dando oportunidade para que as pessoas
defendam seus pontos de vista da maneira mais civilizada, pelo
diálogo, que também deveria ser o principal instrumento
na relação entre pais e filhos.
O debate é oportuno, mas a proposta de nova lei é
inadequada porque evidencia um viés autoritário e
intervencionista do governo na vida das pessoas. Caberá ao
Congresso desfazer o equívoco, quem sabe aproveitando a
oportunidade para sugerir ações e conteúdos
pedagógicos que, efetivamente, contribuam para a
formação de uma cultura de paz e de civilidade na
educação, tanto no âmbito da família quanto
no da escola.
O melhor semestre de SC
Fonte: Diário Catarinense, 16/07/2010
Puxada pela indústria, criação de emprego no
Estado apresentou o maior saldo dos primeiros seis meses do ano desde
1996
A geração de emprego no primeiro semestre deste ano
registrou um recorde histórico em Santa Catarina. A
dúvida, agora, é sobre a continuidade desse crescimento
nos próximos meses.
Entre janeiro e junho, o saldo de vagas abertas no Estado foi de
66.296, o maior resultado desde 1996, quando começou a ser
apurada a série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged). Apenas em junho, foram 6.099 novas vagas, o segundo melhor
desempenho para o mês, atrás de junho de 2008 (quando
foram abertos 8.641 postos).
O técnico do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Santa
Catarina, Osnildo Vieira Filho, destaca que o saldo dos últimos
12 meses também apresenta recorde, com a geração
de 105.637 vagas.
– Como o desempenho do ano passado foi bastante afetado pela
crise financeira internacional, era normal que o primeiro semestre
deste ano superasse o de 2009. Mas essa amostra dos últimos 12
meses é uma demonstração mais concreta da retomada
– destaca Vieira Filho.
Ele acredita que além de reocupação dos postos
fechados durante a crise, os recordes na geração de
emprego formais demonstram a abertura de vagas que não existiam
antes das demissões. Neste cenário, a indústria
é o setor que vem apresentando o melhor desempenho (veja quadro
acima).
– A indústria de transformação, que nos
últimos anos estava perdendo espaço para atividades como
comércio e serviços, voltou a se caracterizar como a
atividade econômica que mais gera empregos com carteira assinada,
respondendo por mais da metade dos postos criados – avalia.
Em junho, a indústria foi responsável pela oferta de
53,9% de todos os empregos gerados em Santa Catarina. No acumulado do
semestre, esta participação sobe para 57,4%. O desempenho
negativo no semestre ficou com a agroindústria, afetada pela
sazonalidade ligada às atividades de fruticultura e da
produção de fumo. Para os próximos meses, o
cenário ainda é de dúvidas.
– O acumulado de 2010, com certeza, vai ser melhor que o
desempenho do ano passado. Mas se vai apresentar um crescimento recorde
superando outros anos, ainda é cedo para afirmar. Dezembro, por
exemplo, é um mês em que tradicionalmente são
fechadas muitas vagas – explica.
No balanço da geração de emprego por
regiões, o Sudeste foi quem criou mais da metade das vagas
formais do primeiro semestre, com o saldo líquido de 894.012
postos com carteira assinada no período, diante de um volume de
1.473.320 vagas verificadas no país. A Região Sul ficou
com o segundo lugar no ranking, ao produzir 271.938 postos.
alexandre.lenzi@diario.com.br
ALEXANDRE LENZI
Emprego segue atividade e cresce menos em junho
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:34 hs.
16/07/2010 - A geração de empregos formais em junho teve
um saldo positivo de 212,9 mil postos, com 1,623 milhão de
trabalhadores admitidos e 1,410 milhão desligados. O saldo
representa uma queda em relação a maio, quando foram
gerados 298 mil novos empregos, e também na
comparação com as 309 mil novas vagas de junho de 2008
(outro ano de forte crescimento), segundo dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged). A queda foi interpretada por
analistas e pelo governo como um reflexo do menor ritmo de crescimento
da economia.
Entre janeiro e junho, porém, a geração
líquida de empregos somou 1,473 milhão e superou a marca
de 1,361 milhão de empregos novos no mesmo período de
2008, até então o recorde na série
histórica iniciada em 1992. Os dados mostram, porém, que
a indústria ganhou peso dentro da geração de
empregos, respondendo por quase 27% do total de novas vagas, acima dos
23,3% do primeiro semestre de 2008.
A diferença entre maio e junho foi justificada pelo ministro
Carlos Lupi, do Trabalho, com a estagnação do ritmo de
crescimento da economia. "É claro que está havendo uma
acomodação na contratação. Inclusive
teremos no mês de julho as férias escolares, a
conclusão de obras na construção civil e a
proibição de contratação de servidores
públicos por forca da lei eleitoral", afirmou Lupi. Para o
economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, o
desempenho de junho "evidencia uma redução do ritmo de
crescimento da ocupação", e acompanha "o cenário
de desaquecimento no segundo trimestre do ano".
No primeiro semestre, o salário médio dos trabalhares
admitidos subiu 4,86% em relação ao mesmo período
do ano passado, alcançando R$ 821,13 em 2010. A média
salarial das mulheres admitidas, nos primeiros seis meses de 2010, foi
de R$ 753,23, enquanto a média dos homens foi de R$ 856,88. No
período entre 2003 e 2010, os salários médios de
admissão tiveram, em nível nacional, trajetória de
crescimento, passando de R$ 635,85 naquele ano para os R$ 821,13 de
2010. "É um aumento real de 29,14%", observou Lupi.
O Estado que apresentou a maior elevação nessa
comparação foi Rondônia, por causa das
contratações para as obras das usinas
hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Lá, o aumento do salário de admissão foi de
59,46%. Outros estados que se destacaram foram Piauí (55,19%),
Maranhão (46,50%) e Bahia (46,14%). Os que obtiveram menor ganho
real foram Distrito Federal (12,13%), Amazonas (15,16%) e São
Paulo (19,41%).
Em junho passado, o agronegócio foi o setor de atividade
econômica que registrou a maior taxa de crescimento de emprego,
com aumento de 3,5% em relação ao estoque de pessoas
empregadas em maio. Foi registrado neste período um aumento
líquido de 55,367 mil novos trabalhadores com carteira assinada
no campo.
O setor de serviços registrou o maior saldo, com 57,4 mil novos
postos, uma alta de 0,42% sobre o mês anterior. Dentre os
segmentos de serviços, o único ramo que obteve resultado
negativo foi o ensino, com a eliminação de 3 mil postos,
queda de 0,24%.
A indústria registrou o crescimento de 44,4 mil novos postos de
trabalho em junho, com variação positiva de 0,57%. Este
saldo é menor que o de maio (62,2 mil postos) e praticamente a
metade do registrado em abril (83,2 mil vagas). O destaque do setor
produtivo ficou com o setor de materiais de transporte, com crescimento
de 1,04% e 5,6 mil novos postos. No entanto, o segmento com maior fatia
de novos empregos criados na indústria foi de produtos de
alimentos e bebidas, que respondeu por 10, 4 mil, com
variação de 0,55%.
Nos primeiros seis meses do ano, Rondônia foi responsável
pela maior taxa de crescimento do emprego com 8,31% e saldo de 16,7 mil
novos postos. O Estado com maior número de empregos criados foi
São Paulo, com 545,7 mil vagas novas . (Com agências
noticiosas)
Rafael Bitencourt, de Brasília
Fonte: Valor Econômico
Um em cada três alunos fora da escola tem necessidades especiais, diz ministro Haddad
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:52 hs.
16/07/2010 - Apesar de a maioria de crianças com idades entre 7
e 14 anos estarem na escola, ainda há cerca de 680 mil delas sem
acesso ao ensino - que representam 2,4% da população
nessa faixa etária. O levantamento é da Unicef (Fundo das
Nações Unidas para a Infância). Em entrevista
exclusiva ao UOL Educação, o ministro Fernando Haddad
explicou que "pouco mais de um terço" desse grupo é
composto por crianças com algum tipo de deficiência.
Além da questão da deficiência, o trabalho infantil
e o acesso fluvial para estudantes de regiões distantes
são "a fronteira que nos resta [superar] para chegar à
universalização", na opinião de Haddad.
UOL Educação – O número de crianças
fora da escola já se reduziu, mas segundo o Unicef, ainda
são cerca de 680 mil. Qual é a estratégia para
colocá-los nas salas de aula?
Fernando Haddad - É algo em torno disso, um pouco menos. Deve
superar meio milhão. Mas são várias coisas a
dizer. Primeiro lugar: não são as mesmas 500 mil
crianças que estão fora da escola a cada Pnad [Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE]. Algumas voltam pra
escola, outras, por migração, saem da escola. É
muito difícil haver uma criança brasileira de 7 a 14 anos
hoje, se é que existe, que nunca foi à escola. O que
existe é uma intermitência. Elas não frequentam a
escola todos os anos letivos. No momento que o pesquisador foi
lá, ela tinha evadido para o trabalho doméstico. Isso
não significa que ela não esteve na escola no primeiro
semestre, no ano anterior, ou que não estará no ano
seguinte.
UOL Educação – Mas qual é o motivo que as mantém longe?
Haddad – Se você me perguntar ‘o senhor não
consegue identificar um grupo social que realmente não tenha
pisado na escola?’, eu digo: tem um grupo em que isso é
verdade. São os alunos em idade escolar com deficiência.
Existem pessoas com deficiência no Brasil que nunca foram
abordadas e que a família entende que não deve mandar
à escola por alguma razão.
UOL Educação – Elas não têm acesso a nenhum tipo de educação?
Haddad - Essa criança não está tampouco na escola
especial. Ela não está no sistema escolar. Nós
estamos pegando o cadastro do BPC [Beneficio de Prestação
Continuada], que tem todos os beneficiários que recebem um
salário mínimo, como as crianças com
deficiência em idade escolar que estão fora da escola.
Imagino que a maioria não tenha tentado ir pra escola e elas
dão pouco mais de um terço do universo.
UOL Educação - Como as famílias justificam que as crianças não foram matriculadas?
Haddad - Cada uma alega uma coisa. Às vezes, a escola não
está preparada para receber. O MEC tem que ir lá, botar
uma sala de recursos multifuncionais, adequar rampas, capacitar um
professor em libras, capacitar um professor em braile. É um
trabalho estrutural, artesanal. É pegar a criança quase
que uma a uma.
UOL Educação - E vai haver algum condicionamento, como benefício vinculado à frequencia?
Haddad - Não, porque pode ser injusto.
UOL Educação – O que mais mantém as crianças fora da escola?
Haddad - Uma delas, que não depende da escola, é o
combate ao trabalho infantil. Um outro elemento, e não menos
importante, é o [acesso ao] transporte fluvial. Uma
questão de acesso físico mesmo. As crianças
não suportam as distâncias [pois gastam muitas horas no
trajeto de casa até a escola]. Uma hora, elas desistem. E
não tínhamos uma única empresa no Brasil capaz de
atender o Ministério da Educação no transporte na
região norte. Quem teve que começar a fabricar
barcos-escola para o MEC foi a Marinha. Nós já
encomendamos 1.600, mas nossa necessidade é de 15.000 barcos,
pelo menos. O tempo de viagem, em algumas localidades, cai a um
terço. Aí você tem realmente chance de manter a
criança na escola.
UOL Educação – Mas há crianças que moram ainda mais longe.
Haddad – Para isso, tem o barco grande, que ainda não
está em produção. Ainda estamos pensando num barco
de maiores proporções, onde haja atividades
didáticas. Ele é muito mais caro, mais sofisticado, mas
é para um grupo menor de crianças que tem que se deslocar
muito, de locais onde também não é possível
construir uma escola. Eu diria que esses três movimentos, a
questão do trabalho infantil, do transporte fluvial e das
crianças com deficiência são a fronteira que nos
resta para chegar à universalização.
UOL Educação – E em mais quanto tempo pode se chegar à universalização?
Haddad - Nós dependemos aqui, para resolver, de outros
ministérios [do Desenvolvimento Social, no caso das
crianças com deficiência; da Defesa, para a
articulação com a Marinha na produção dos
barcos]. Por isso, é difícil dar a resposta [antes de
terminar a articulação com as outras pastas].
UOL Educação – Como se pode acelerar esse processo?
Haddad - Na semana que vem, tenho uma reunião com o ministro
Nelson Jobim para saber o que a Marinha precisa para tentar aumentar a
produção dos barcos. Quanto tempo vamos levar para
dobrar, triplicar a capacidade de produção da Marinha? Ou
é possível induzir, pelo BNDES [Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social], o setor privado a acordar
para essa necessidade do poder publico? São muitos barcos
pequenos para transportar 20 crianças. Às vezes, o
estaleiro, por uma questão de demanda, olha para a rentabilidade
e prefere construir iate.
Fonte: Uol - Educação
MEC realiza retificação de
instrumentos de avaliação institucional externa e
avaliação de cursos
(reconhecimento e renovação de reconhecimento)
Fonte: Jornal da Educação
A Comissão Nacional de Avaliação da
Educação Superior – CONAES aprovou
alterações nos instrumentos de avaliação
institucional externa, avaliação de cursos de
graduação (licenciatura e bacharelado) para fins de
reconhecimento e avaliação de cursos de
graduação (licenciatura, bacharelado e superiores de
tecnologia) para fins de renovação de reconhecimento.
(IPAE 090- 07/10)
Conselho Nacional de Educação mantém orientação para ingresso no ensino fundamental
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação aprovou, em sua
reunião de julho, parecer em que estende para 2011 a medida
orientativa adotada em 2010 para o ingresso de alunos no ensino
fundamental.
Pelo parecer do Conselho, o estudante deve ter 6 anos ou completar
até 31 de março para poder ser matriculado no 1º ano
do ensino fundamental. Como em 2010, foi mantida exceção
para a matrícula de crianças que completem 6 anos
até 31 de dezembro, desde que tenham feito dois anos de
pré-escola.
Até 2009, a 1ª série recebia alunos a partir dos
sete anos. Lei federal determinou a antecipação da
entrada dos estudantes a partir deste ano, com a entrada em vigor do
ensino fundamental de nove anos.
A resolução do CNE ainda precisa ser homologada pelo
ministro da Educação, Fernando Haddad.para ter validade
(IPAE 091 -07/10)
Confederação Nacional de
Estabelecimentos de Ensino analisará temas de interesse das
entidades filantrópicas
Fonte: Jornal da Educação
A Confederação Nacional de Estabelecimentos de Ensino
realizará no dia 30 de agosto, em sua sede, em Brasília,
reunião do Conselho de Representantes.
Dentre os assuntos estará em análise proposta de ingresso
de Ação Direta de Inconstitucionalidade contra
legislação federal que disciplina os direitos e deveres
das entidades filantrópicas.
Segundo os estudos realizados a lei editada em dezembro de 2009 afronta
a Carta Magna e, com isso, cabe medida judicial para suspender a
eficácia de alguns dispositivos da norma jurídica.
(IPAE 092 - 07/10)
ONG nos EUA mobiliza mais universitários do que programas de pós-graduação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 14/07/2010
A estudante Alneada Biggers, da Universidade Harvard de 2010, ficou
surpresa nos últimos 12 meses ao descobrir que pode ser mais
fácil ingressar na melhores faculdades de direito e nos melhores
programas de pós-graduação dos EUA do que ser
aceito para um emprego de professor na organização Teach
for America - organização sem fins lucrativos que busca
voluntários para trabalharem em escolas públicas com
indices elevados de pobreza. Os candidatos sobreviveram a um longo
processo de inscrição, com milhares de
eliminações em cada etapa. O processo inclui uma
inscrição online, uma entrevista por telefone, a
apresentação de um plano de aula, uma entrevista pessoal,
um teste escrito e uma discussão em grupo monitorada com
vários outros candidatos. Os aprovados consideram-se
indivíduos de sorte por estarem entre os 4.500 selecionados
– entre 46.359 candidatos – pela organização
sem fins lucrativos para trabalharem em escolas públicas com
índices elevados de pobreza (um aumento de 32% em
relação a 2009). Há pouca dúvida de que os
números foram alimentados pela crise econômica, que
limitou as opções de emprego até mesmo para
indivíduos que se formaram por pelas melhores universidades dos
Estados Unidos. Em 2007, durante o boom econômico, 18.172 pessoas
se inscreveram.
Em entrevistas, 24 indivíduos que em breve serão
professores aqui em Houston, um dos oito centros nacionais da
Teach for America que fornecem um curso de verão de cinco
semanas como prática de ensino em sala de aula, mencionaram a
oportunidade de ajudarem crianças pobres e reduzir a lacuna de
desempenho escolar entre estudantes pobres e ricos como sendo os
principais motivos pelos quais se inscreveram. Victor Alquicira, da
Universidade Yale, que nasceu no México, e Kousha Navidar, da
Universidade Duke, que nasceu no Irã, disseram que isso é
uma chance de retribuir a um país que deu muita coisa a eles.
Além disso, a Teach for America tornou-se uma marca de elite que
ajuda na criação de um bom currículo,
independentemente do fato de a pessoa permanecer ou não na
área de ensino. As informações são do UOL
Notícias.