
19/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
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veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Magistério sem diploma
Advogados empossados no cargo de procuradores do Estado
Conheça Harvard, a melhor universidade do mundo
Educação de Joinville na frente
Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009
Seleção para Harvard é uma das mais criteriosas do mundo
Emprego e Qualificação
OAB e CNBB convocam para reunião do Movimento de Combate à Corrupção
É cabível ação de
contribuinte para compensar tributos, mesmo havendo
instrução da Receita Federal
Currículo do curso de relações públicas terá novas diretrizes
Candidatos não isentos podem pagar sua inscrição até dia 20
Só Enem não basta para escolher colégio, dizem educadores
País tem 148 instituições públicas de ensino superior com sistema de cotas
Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil
Ministério da Educação intensifica pressões sobre os cursos de pedagogia
Mudança demográfica reduz pressão de jovens no mercado de trabalho
Egito investe na melhora do ensino de tecnologia
O perfil do candidato de SC
Bolsista da Capes e CNPq pode ter outra fonte de renda
Aumento de envio de profissionais latino-americanos ao exterior
‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’
Sindicato sugere avaliação ampla e sem ranking
'Com alta procura, exame tem desafio de manter credibilidade'
Ranking baseado no Enem: informações e limitações
Só Enem não basta para escolher colégio
Aluno de pós poderá acumular bolsa e atividade remunerada
Magistério sem diploma
Fonte: Diário Catarinense, 19/07/2010
O aumento no número de professores sem diploma de nível
superior, registrado em todo o Brasil pelo Censo Escolar do MEC,
é, ao mesmo tempo preocupante e revelador da crise enfrentada
pelo magistério. De acordo com o censo, entre 2007 e 2009, os
professores sem diploma em atividade no ensino básico cresceram
de 594 mil para 632 mil. De cada 10 professores, três
estão nessa condição. O fato, além de
demonstrar a dificuldade de cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB), de 1996, reafirma o desinteresse pela
carreira, o que pode contribuir para dificultar ainda mais os planos de
qualificação do ensino.
Para o país, são constatações graves. Hoje,
já ninguém põe em dúvida a
afirmação de que uma educação de qualidade
é condição indispensável para o
desenvolvimento social e econômico. De outro lado, o crescimento
da parcela de professores sem título universitário
configura uma espécie de fracasso das políticas
públicas voltadas para a melhor formação de
docentes. É inadiável que o Brasil encontre as causas
mais profundas para que a realidade esteja, como está, na
contramão dos esforços governamentais.
Na raiz dessa situação, provavelmente, serão
encontrados fatos que explicam a degradação da
profissão de professor e o consequente desapreço dos
vestibulandos com os cursos de magistério. O resgate do valor
social dos professores, sua adequada remuneração, a
reconquista da atratibilidade da profissão – inclusive
para os alunos mais brilhantes – e a devolução da
respeitabilidade que essa função mereceu, durante
centenas de anos, tudo isso precisa fazer parte das políticas de
curto, médio e longo prazos. A educação, por sua
relevância para a sociedade, exige iniciativas
estratégicas para a conquista de novos professores e para a
qualificação dos existentes. Governos, autoridades do
ensino público e privado, entidades de classe e famílias
têm interesse nessa questão e precisam assumir a
responsabilidade de enfrentá-la.
Advogados empossados no cargo de procuradores do Estado
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Foram empossados ontem (15) no cargo de procurador do Estado 14
advogados em solenidade no auditório do Tribunal de Contas do
Estado. A cerimônia foi presidida pelo governador Leonel Pavan e
foi prestigiada pelo vice-presidente da OAB/SC, Márcio Vicari;
pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador
José Trindade dos Santos; pelo presidente do TCE, conselheiro
Wilson Rogério Wan-Dall; pelo procurador de Justiça,
José Eduardo Orofino da Luz Fontes, e pelo presidente da
Comissão da Advocacia Pública Estadual da OAB/SC,
João dos Passos Martins Neto, entre inúmeras outras
autoridades. A OAB/SC deseja sucesso aos advogados empossados nesta
nova etapa de sua vida profissional. São eles: Bruno de Macedo
Dias, Felipe Wildi Varela, Diogo Marcel Reuter Braun, Elizabeth
Hinning, Andre Emiliano Uba, Rodrigo Roth Castellano, Ronan Saulo Robl,
Carla Schmitz de Schmitz, Alisson de Bom de Souza, Fernando Mangrich
Ferreia, Daniela Sieberichs, Thiago Aguiar de Carvalho, Sergio Laguna
Pereira e Camila Maria Duarte.
Conheça Harvard, a melhor universidade do mundo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 15/07/2010
Pelo seu campus, o mais antigo dos EUA, passaram 43 ganhadores do
Prêmio Nobel e oito presidentes americanos, entre eles Obama
Silvana Mautone, especial para o iG, de Cambridge
A elite da ciência e das artes está reunida em Harvard. A
mais antiga universidade dos Estados Unidos é considerada
também a melhor – do mundo. Desde que o jornal
britânico "The Times" passou a avaliar os mais importantes
centros de conhecimento, em 2004, Harvard sempre apareceu no topo do
ranking internacional. Entre seus professores, de hoje e de ontem,
estão nada menos do que 43 prêmios Nobel. Passaram pela
universidade, fundada em 1636, oito presidentes americanos, entre eles
Barack Obama, que se formou na conceituada escola de Direito; George W.
Bush, que frequentou a Escola de Negócios; e John Kenneddy, que
se graduou em Assuntos Internacionais. Sete dos nove juízes que
atualmente compõem a Suprema Corte Americana também
saíram de lá. Grande parte desse sucesso se deve ao seu
criterioso sistema de seleção. Harvard quer os melhores
alunos – não importa se sua situação
financeira lhes permite ou não pagar os quase US$ 60 mil
necessários por ano para estudar ali. Por isso, o processo
é chamado de “admissão cega”. A universidade
dará um jeito de bancar o estudante, caso ele não tenha
dinheiro. O valor da ajuda depende da renda familiar. Se for inferior a
US$ 60 mil, o aluno não desembolsará um
tostão. E isso é válido, igualmente, para
americanos e estrangeiros. “Harvard não tem nenhum tipo de
cota. Todos concorrem em condições iguais. A única
exigência para os estrangeiros é que sejam fluentes em
inglês”, diz Jim Pautz, profissional responsável
pela primeira análise das inscrições dos
brasileiros no processo de seleção.
Atualmente, 70% dos estudantes recebem algum tipo de ajuda financeira.
Harvard pode se dar a esse “luxo” porque, além de
melhor, é também uma das mais ricas universidades do
mundo. Tem em caixa cerca de US$ 25 bilhões, grande parte desse
dinheiro doações de ex-alunos que fizeram fortuna, entre
eles Bill Gates, que abandonou a faculdade no primeiro ano para fundar
a Microsoft, e o brasileiro Jorge Paulo Lemann, que se graduou em
Economia nos anos 60 e hoje é um dos principais acionistas da
AmBev. O empresário mantém inclusive um programa voltado
para subsidiar estudantes brasileiros em Harvard, o Lemann Fellow, mas
ele é 100% administrado pela universidade – ou seja, caso
alunos brasileiros selecionados pelo processo regular precisem de ajuda
financeira, o Lemann Fellow entra em ação, mas
não execerce nenhuma interferência no processo
de seleção. Esse foi o caso do jovem Pedro Henrique
de Cristo, de 26 anos, que está no meio do seu mestrado em
Políticas Públicas em Harvard. O curso, que custa US$ 38
mil por ano, é integralmente pago pelo Lemann Fellow.
“Minha família não teria como arcar com esse
gasto”, diz Cristo, que se formou em administração
pela Universidade Federal da Paraíba. Antes de iniciar o curso
em Harvard, ele se dedicou a projetos de gestão pública
na prefeitura de João Pessoa. Seu trabalho, que conseguiu
reduzir em quase 50% o consumo de água em locais como
praças e mercados públicos, chegou a ser premiado pela
Organização das Nações Unidas (ONU). Alunos
e mestres - O ambiente de diversidade que predomina fora e dentro da
sala de aula e o talento de cada um dos alunos são os principais
pontos fortes da universidade, na opinião de Cristo. “Todo
mundo é bom em alguma coisa”, diz. “É
incrível como um colega estimula o outro a melhorar.” O
questionamento durante as aulas é outra constante.
“Qualquer afirmação dos professores é
respeitosamente contestada. Aprende-se tanto com os professores quanto
com os colegas”, afirma o estudante paraibano.
A opinião é compartilhada pelo paulista Gustavo Bassetti,
de 27 anos, que cursa MBA na Harvard Business School (HBS). Ele foi
aprovado em três universidades top dos Estados Unidos:
além de Harvard, passou em Wharton e em Stanford. Mas o sistema
de ensino de Harvard foi decisivo na escolha final. A famosa
metodologia de estudos de casos criada pla HBS, por exemplo, é
hoje copiada por inúmeras escolas de negócios mundo
afora. O método não inclui aulas teóricas, somente
a análise de histórias reais do dia-a-dia das empresas.
Nos dois anos do MBA, os alunos estudam até 800 casos. “As
aulas estimulam o debate, nos ajudam a organizar as idéias, a
desenvolver a capacidade de comunicação e a tomar
decisões”, diz Bassetti. O modelo deu tão certo que
atualmente os casos elaborados pelos professores da HBS são
comprados por outras universidades para serem utilizados em sala de
aula. A HBS pesquisa e redige mais de 600 novos estudos de caso por
ano. Só em 2009, vendeu mais de 8 milhões de casos para
escolas, empresas e instituições. É na HBS que
está o maior número de brasileiros que atualmente estudam
em Harvard. Dos 76 brasileiros inscritos no ano letivo 2009-2010, 21
deles estavam na Escola de Negócios.
Dos dois lados do rio Charles - O principal campus de Harvard fica em
Cambridge, cidade de pouco mais de 100 mil habitantes ao norte de
Boston, no estado de Massachussetts. A área não é
grande, mas seus prédios se impõem numa miscelândia
de arquitetura onde predominam os de estilo colonial, de
tijolinhos vermelhos. É nesse campus, cercado de muito
verde, onde fica também a maior parte dos dormitórios
estudantis – ao todo, são 29 destinados aos alunos de
graduação, que devem obrigatoriamente morar no campus
durante pelo menos o primeiro ano de faculdade; 97% decidem ficar o
curso todo. Do outro lado do rio Charles, já na cidade de
Boston, mas a apenas dez minutos de caminhada do campus principal,
está o imponente campus da HBS. A Escola de Governo, um
prédio mais moderno, fica no meio do caminho. Já a Escola
de Medicina está mais distante, mais ao sul de Boston. O clima
estudantil predomina nas duas cidades. A região é um dos
principais polos educacionais dos Estados Unidos. Além de
Harvard, abriga o renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT),
o Boston Collegge e outras inúmeras universidades, especialmente
nas áreas de tecnologia e de artes. Em qualquer lugar para onde
se olhe é fácil ver um estudante andando de bicicleta,
praticando corrida ou lendo em um café.
Futuro garantido - “O ganho pessoal de viver num ambiente
extremamente estimulante intelectualmente e de conviver com pessoas
vindas de todos os cantos do mundo é incalculável”,
diz o médico Fábio Katayama, de 29 anos, que acabou de
concluir seu MBA na Harvard Business School. “O valor dessa
experiência vai muito além do conhecimento que você
adquire para a sua carreira. O crescimento é profissional e
pessoal”, diz. Desde que se formou na Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (USP), Katayama sempre trabalhou
na área de gestão hospitalar. Para arcar com os dois anos
do MBA em Harvard, que exigem cerca de US$ 160 mil, não bastou a
bolsa que ganhou da Fundação Estudar. Ele usou recursos
próprios e ainda solicitou um empréstimo junto a um banco
americano para ser pago em 15 anos. “Os juros, fixados em torno
de 6% ao ano no início, saltaram para cerca de 10% no ano
passado, devido à crise financeira”, diz.
Mas Katayama não lamenta. No começo deste ano, faltando
ainda um semestre para concluir o curso, ele já tinha mais de
uma proposta de emprego para quando voltasse ao Brasil. Aceitou o
convite da Booz & Company, uma das principais consultorias
mundiais, para trabalhar na área de estratégia. E
não só no setor de saúde. “No futuro, quero
voltar a atuar com gestão hospitalar, mas agora quero me
aprofundar nas melhores práticas dos mais diversos
segmentos”, diz. Ao que tudo indica, Katayama tem em suas
mãos seu destino profissional. “O mercado reconhece que
quem consegue um diploma de Harvard tem uma potencial diferenciado para
gerar resultados”, afirma Paula Oliveira, sócia-diretora
da Cia. de Talentos, empresa especializada no recrutamento de jovens
recém-formados para grandes empresas. “São pessoas
com uma lógica de raciocínio acima da média, que
têm uma sólida visão panorâmica do que ocorre
no mundo e muita capacidade de análise”, diz.
“São profissionais caros, lapidados para
posições estratégicas.” Pode-se dizer que
Harvard cria joias do conhecimento.
Educação de Joinville na frente
Fonte: Jornal A Notícia, 19/07/2010
Colégios Bom Jesus e Posiville alcançaram as duas
melhores médias do Estado na prova do Enem em 2009, que avalia
desempenho de alunos no ensino médioA divulgação
do ranking de desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino
Médio, o Enem, deixou Joinville novamente em uma
posição de destaque no cenário estadual quando o
assunto é educação. Três
instituições da cidade estão entre as cinco que
conseguiram a melhor média nas provas do ano passado.
A Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, o
popular Bonja, é a primeira entre as cerca de mil escolas
catarinenses que tiveram alunos inscritos no Enem 2009. A média
dos estudantes, que soma as notas do teste de múltipla escolha
às da redação, ficou em 684,15. O segundo colocado
de Santa Catarina, o Colégio Posiville, atingiu a média
de 681,71, alavancando ainda mais o desempenho da cidade. No ranking de
2008, as duas também figuravam entre as dez primeiras do Estado.
O Posiville manteve o segundo lugar e o Bom Jesus estava na sexta
posição.
O ranking divulgado pelo Ministério da Educação
demonstra uma superioridade nas notas dos alunos matriculados na rede
privada, em especial nos colégios que direcionam o ensino para a
preparação para o vestibular. Entre as 30 primeiras de
Santa Catarina, apenas uma é da rede estadual: a Escola
Feliciano Nunes Pires, de Florianópolis. Já no ranking
joinvilense, o melhor colocado entre os colégios estaduais foi o
Germano Timm, em 12º, com 580,06 pontos.
O resultado amplia a boa colocação obtida pela cidade no
ranking do Índice de Desenvolvimento Básico (Ideb),
estudo liderado pelo MEC que contém dados nacionais sobre a
educação básica no Brasil. Joinville teve 14
colégios entre os 23 com o melhor índice em Santa
Catarina.
Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009
Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/07/rede-publica-tem-so-duas-escolas-entre-20-melhores-do-enem-2009.html
Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.
Novo exame permite comparação ao longo do tempo.
A rede pública de ensino do Brasil tem apenas duas escolas entre
as 20 melhores do país no Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) 2009. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta segunda-feira (19). Entre
as 20 escolas com as piores médias, 19 são estaduais e
uma é municipal.
As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de
Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV),
em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de
Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que
funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na
17ª posição.
O Colégio Vértice, em São Paulo, foi o melhor
colocado, com a média geral 749,70 pontos, incluindo a prova
objetiva e a redação, feita pelos estudantes do
último ano do ensino médio. No ano passado, a escola, que
é particular, ficou na 10ª colocação.
O Instituto Dom Barreto, de Teresina, no Piauí, também
particular, ficou com a segunda posição no ranking do
Brasil, com 741,54 pontos, e o Colégio de São Bento, no
Rio de Janeiro, foi a terceira melhor escola do país, com 741,32
pontos.
No lado oposto da lista, está a escola Escola Estadual
Indígena Dom Pedro I, Santo Antônio de Içá,
no Amazonas, que, com 249,25 pontos de média, ficou com a pior
colocação do ranking do Enem.
O ranking do G1 desconsidera escolas que ficaram sem média
geral. Essas escolas tiveram menos de dez alunos no Enem e que
realizaram uma das provas, objetiva e de redação, ou
tiveram menos de 2% de participação no exame.
O Enem deste ano é o primeiro com o novo formato, de 180
questões, e com uma nova metodologia de cálculo, que
permite a comparação ao longo do tempo. Em 2008, a prova
tinha 63 questões e uma redação.
Baseado no modelo da Teoria de Resposta ao Item (TRI), o novo exame
avalia a proficiência do candidato minimizando o grau de acertos
por sorte e apontando habilidades e deficiências. Um aluno que
teve menor pontuação do que outro pode apresentar
resultado melhor, se os acertos se concentrarem nas questões que
tiverem maior peso.
Segundo o Inep, 500 pontos é a média de todos os
participantes do exame regularmente matriculados no terceiro ano do
ensino médio regular em 2009. Os dados do Enem, mostram que 64%
das escolas da rede pública ficaram acima dessa média.
Sendo que 62,7% fizeram entre 500 e 600 pontos e 1,3% fizeram mais que
600 pontos.
Na rede particular, 98% das escolas ficaram acima da média.
Sendo que 48,74% fizeram entre 500 e 600 pontos e 48,44% tiveram mais
que 600 pontos.
O número de escolas de ensino médio regular com alunos
que participaram do Enem aumentou de 24.253 em 2008 para 25.484 em
2009. Entre as 27.306 escolas que constam no Censo Escolar 2009 que
oferecem o ensino médio regular, 93% tiveram alunos concluintes
participando do exame.
Segundo o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, é
preciso levar em consideração que o exame é
voluntário, por isso há muita variação na
taxa de participação de cada escola. “Os estudantes
que se inscreveram são os que tinham interesse”, afirmou.
Para Neto, as informações do Enem por escola devem ser
usadas para uma análise do que é preciso ser feito para o
aumento da qualidade do ensino no país. “A partir dos
dados, cada escola, município e estado pode fazer suas
análises e buscar perspectivas de solução, focando
na melhoria do ensino”, afirmou.
A educadora e superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda
Engel, também ressalta que o resultado do Enem não
é universal. “Só faz quem quer e quem faz
são os melhores alunos. Tem escolas particulares que cultivam
seus alunos por 11 anos. Na escola pública, só aqueles
que têm pretensão para ir à universidade
fazem”, afirmou.
De acordo com o Inep, 2,4 milhões de candidatos participaram do
Enem em 2009. Desses, 37% declararam estar concluindo o ensino
médio no mesmo ano e 56% informaram que havia concluído o
ensino médio em anos anteriores.
Wanda defende que o Enem seja obrigatório. “Não tem
nenhum exame obrigatório do final do ensino médio.
Precisávamos que fosse universal para realmente podermos
comparar”, afirmou. De acordo com Neto, não há
discussões no Inep sobre a possibilidade de o exame se tornar
obrigatório.
Para a educadora, apesar de os dados do Enem 2009 mostrarem que as
escolas públicas ainda não estão entre as
melhores, nos últimos seis anos, houve um esforço de
melhoria na rede. “As escolas públicas vêm, de
alguma forma, melhorando bastante na pontuação.
Estão tentando se aperfeiçoar, principalmente em estados
como Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e
no Distrito Federal”, disse Wanda.
A educadora afirma ainda que o ranking das 20 melhores do país
mostra ainda que a qualidade do ensino está se espalhando.
“Há escolas de estados fora do Sudeste e Sul entre as
melhores, como escolas do Piauí e de Mato Grosso do Sul”,
disse.
Sobre o mau desempenho da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I,
a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de
Educação do Amazonas informou que só irá se
pronunciar sobre os resultados quando o Ministério da
Educação e o Inep disponibilizarem oficialmente os dados.
Seleção para Harvard é uma das mais criteriosas do mundo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 15/07/2010
Documentação é lida por pelo menos 2 pessoas. Se o
aprovado não tiver como bancar o curso, universidade pode pagar
até 100%
Silvana Mautone, especial para o iG, de Cambridge
Harvard é uma das faculdades mais seletivas do mundo.
Provavelmente a mais. Para o ano acadêmico que começa no
próximo mês de setembro, 30.489 jovens se inscrevaram para
o bacharelado e apenas 2.110 foram aprovados. Não há nota
de corte. Todo material enviado pelos candidatos é lido
meticulosamente do começo ao fim por pelo menos dois
funcionários da equipe responsável pela
seleção. O sistema de graduação nos Estados
Unidos é muito diferente do brasileiro. E em Harvard, em
particular, o aluno não escolhe previamente em que área
vai se formar. A universidade oferece dois tipos de bacharelado, que
é chamado de “undergraduate program”: em Artes e em
Ciências. Nos primeiros três semestres, os estudantes
não precisam escolher em que área querem se especializar.
“É um processo de autoconhecimento. Eles têm a
chance de descobrir do que gostam ao longo do curso”, diz Jim
Pautz, profissional responsável pela primeira análise das
inscrições dos brasileiros no processo de
seleção. Das 32 matérias necessárias para
obter o diploma, apenas oito são obrigatórias, ou seja,
os alunos escolhem 75% das aulas que vão frequentar.
Diferentemente do Brasil, algumas profissões, como Direito e
Medicina, exigem um segundo diploma nos Estados Unidos, os chamados
“graduate programs”, além do da
graduação. O presidente americano, Barack Obama, por
exemplo, primeiro se formou em Ciências Políticas, pela
Universidade de Columbia, em Nova York, e só depois pode
inscrever-se para o conceituado curso de Direito em Harvard, onde foi
aceito. Nos Estados Unidos, ao invés de cada universidade
promover um vestibular, elas geralmente solicitam o resultado de dois
testes: o Scholastic Aptitude Test (SAT) e o American College Testing
(ACT). O SAT é um exame mais analítico, consiste em
interpretação de texto, gramática,
redação e matemática. Já o ACT é
mais voltado para checar o aprendizado ao longo dos anos de escola. As
questões avaliam o conhecimento do aluno em inglês,
matemática, ciências, interpretação de texto
e redação. A pontuação máxima desses
testes é 800, e a média, 500. A maioria dos aprovados
para estudar no Harvad College obtém acima de 600 pontos.
Além dos resultados do SAT e do ACT, a comissão julgadora
avalia o histórico escolar dos candidatos. “Nossos
alunos geralmente fizeram parte do grupo dos 10% melhores em suas
escolas”, diz Pautz. Mas notas boas não garantem o
passaporte para Harvard. “Olhamos o todo. Avaliamos se o
estudante trabalha ou não, se precisou, por exemplo, cuidar de
irmãos mais novos, se seus pais cursaram faculdade. São
situações que influenciam nas oportunidades que o
estudante teve na vida”, afirma Pautz. “Cada caso é
um caso.” O interesse do estudante fora da sala de aula é
outro ponto fundamental no processo de seleção. No
formulário de inscrição para a
graduação, há uma pergunta específica sobre
isso. Os avaliadores querem saber quais são os hobbies do
candidato, suas atividades extracurriculares, se já trabalhou
como voluntário em algum lugar. “A vida no campus é
um elemento forte no ambiente universitário americano. Buscamos
alunos que queiram aproveitar não só as vantagens
acadêmicas que oferecemos, mas de todo o campus”, diz
Pautz. “Se a pessoa canta, toca algum instrumento ou joga
futebol, queremos saber. O importante é que seja algo algo pelo
qual ela tenha profundo interesse.”
No processo de seleção para o MBA na Harvard Business
School (HBS), considerada uma das melhores escolas de negócios
do mundo, isso também é levado em conta.
“Nós buscamos pessoas com perfil de liderança e
essas informações nos ajudam muito para conhecer melhor
os candidatos”, diz Pauline Jennett, uma das responsáveis
pela seleção para o MBA. No último ano, foram
cerca de 9.500 candidatos para pouco mais de mil vagas. Na HBS,
são analisadas as notas durante a graduação e a
obtida no GRE General Test ou no Graduate Management Adminission Test
(GMAT) – são aceitos os dois exames. A escola de
negócios de Harvard pede ainda o TOEFL, certificado de
proficiência em inglês, para os estudantes estrangeiros (o
Harvard College também exige inglês fluente, mas
não requer nenhum tipo de certificato). Outra diferença
é que no processo de seleção para a
graduação não há entrevistas pessoalmente,
enquanto na HBS, sim. Neste ano, cerca de 1.800 candidatos foram
entrevistados. “O estudante não precisa vir até os
Estados Unidos conversar com a gente. Oferecemos a possibilidade de a
entrevista ser feita em vários países, ele escolhe
onde for mais conveniente”, diz Jennett.
Dicas úteis - - Não deixe a inscrição para
a última hora. Os candidatos aprovados geralmente começam
a se dedicar para os testes e a preparar toda a
documentação necessária com pelo menos seis meses
de antecedência. A média é um ano. - Depois de
escrever, ler e reler as redações solicitadas,
peça para alguém que conhece você bem lê-las.
Essa pessoa ajudará a avaliar se você conseguiu expressar
suas qualidades de forma clara e convincente. Mas não
peça a opinião de muitas pessoas para não correr o
risco de ficar confuso e despersonalizar o texto. - Solicite cartas de
referência somente a pessoas que conhecem você
profundamente, como professores ou chefes diretos. Mais importante do
que o cargo de quem envia a carta de recomendação
é o que essa pessoa poderá dizer a seu respeito que o
diferencie dos demais candidatos. - Caso você tenha tido notas
baixas em algum período da escola ou da faculdade devido a
problemas pessoais, como doença ou a morte de um parente,
destaque essa informação. A equipe
responsável pela escolha dos estudantes lê todo o material
encaminhado pelo menos duas vezes e analisa caso a caso.
- Não deixe de concorrer a uma vaga em Harvard, seja na
graduação, no MBA, na pós ou no doutorado, devido
aos custos com o curso e estadia. A universidade analisa a
condição financeira de cada um dos alunos aprovados e,
dependendo do caso, banca 100% das despesas. Cerca de 70% dos
estudantes recebem algum tipo de ajuda financeira. A
instituição também auxilia na
obtenção de empréstimos junto a bancos americanos.
- Uma vez por ano, geralmente em maio ou junho, um profissional da
comissão julgadora da HBS faz uma apresentação no
Brasil sobre o curso de MBA. Para ser informado por email sobre esses e
outros eventos de seu interesse, basta se cadastrar no site da escola.
- Para mais informações sobre como estudar em
universidades americanas, acesse o site do Instituto de
Liderança do Rio (ILRIO), organização
não-governamental criada em 2009 por ex-alunos brasileiros das
universidades de Harvard, Princeton e Pennsylvania.
Emprego e Qualificação
Fonte: Diário Catarinense, 19/07/2010
O recorde na geração de emprego no mercado formal
registrado no primeiro semestre em âmbito nacional pelo
Ministério do Trabalho é um fenômeno positivo que
os responsáveis pela condução da política
econômica devem se esforçar para manter e aprofundar. Ao
mesmo tempo, o total de quase 1,5 milhão de novas vagas abertas
de janeiro a junho, nos cálculos do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged), chama a atenção para a
necessidade de os brasileiros não perderem de vista a
importância de maior qualificação profissional. A
desaceleração na abertura de vagas em junho deve ser
atribuída tanto a uma redução no ritmo do
crescimento quanto à dificuldade de as empresas encontrarem
profissionais capacitados para preencher determinadas vagas por falta
de habilitação específica.
Historicamente descuidado em relação ao ensino, fazendo
com que, apesar dos avanços continuados nos últimos anos,
os brasileiros ainda registrem em média poucos anos de escola, o
país precisa avançar muito na área educacional. O
resultado, na prática, é que, entre os milhares de
pessoas em busca de uma chance de trabalho com carteira assinada, a
maioria tem, além de educação formal insuficiente,
baixa qualificação, particularmente no caso dos mais
jovens e dos mais velhos. Isso significa que o poder público e
as empresas, de maneira geral, precisam levar mais em conta a
situação de quem recém concluiu o ensino
médio ou que, por se encontrar em atividade há muito
tempo, deixou de acompanhar as novidades surgidas na sua área
específica de atuação.
No caso dos jovens que conseguem vencer as adversidades e concluir o
ensino médio, é importante que sejam propiciadas a eles
cada vez mais oportunidades de cursos técnicos, de
graduação, de pós-graduação, de
aprendizado de ferramentas de informática e de idiomas. Esses
são pressupostos cada vez mais exigidos por quem pretende
ingressar no mercado formal de trabalho e ainda não
dispõe da prática como trunfo. Da mesma forma,
também os profissionais já em atividade precisam contar
com alternativas de reciclagem para que possam se manter atualizados
com as novas tendências das áreas nas quais atuam. Esse
é um desafio do poder público e de
instituições da iniciativa privada.
O processo de expansão continuada registrado hoje na atividade
econômica exige atenção especial às
transformações no mercado de trabalho para que os
benefícios possam contemplar o maior número
possível de trabalhadores. Independentemente das
mudanças, o alerta para a necessidade de mais anos de escola e
de mais qualificação continuará sempre
válido.
OAB e CNBB convocam para reunião do Movimento de Combate à Corrupção
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e o secretário
geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom
Dimas Lara Barbosa, enviaram ofício às 46
instituições e entidades que integram o Movimento de
Combate à Corrupção Eleitoral para
convocá-las para uma reunião que debaterá os rumos
do Movimento - do qual a OAB faz parte. O objetivo é fortalecer
a rede do Comitê Nacional e os Comitês para as
eleições e próximas ações depois do
trabalho de mobilização social voltado para a Campanha da
Lei Ficha Limpa. A reunião acontecerá no dia 20 de julho
na sede do Movimento, localizada no Centro Cultural Lins e Silva, da
OAB, em Brasília.
Santa Catarina
O presidente da OAB/SC, Paulo Borba, começou a nomear no
mês passado a comissão estadual que integrará a
Comissão Especial de Combate à Corrupção do
Conselho Federal da OAB. Em Santa Catarina, a Comissão
será presidida pelo vice-presidente Márcio Vicari.
Também já foram nomeados mais três membros,
Gabrielle Beckhäuser, Manuela Gomes Magalhães Biancamano e
Milena Kretzer Caliendo dos Reis, iniciando a composição
que incluirá representantes de todas as subseções
do estado. “Esse foi o primeiro passo para a
atuação em Santa Catarina e já estão sendo
encaminhados ofícios às Subseções para que
nomeiem sete membros cada uma, conforme proposição
aprovada no último Colégio de Presidentes da
OAB/SC”, adianta Borba.
A Comissão Nacional é presidida pelo conselheiro federal
Paulo Henrique Falcão Brêda, que no dia 18 de junho falou
ao Colégio de Presidentes e Delegados da OAB/SC e da Caixa de
Assistência dos Advogados sobre a campanha de combate à
corrupção e à impunidade que a OAB Nacional
começa a promover em 2010, ano que a entidade completa 80 anos.
Segundo ele, será utilizada a ampla capilaridade da OAB para
cobrar dos poderes constituídos e autoridades competentes a
continuidade dos inquéritos e ações de grande
repercussão e que estão “dormindo ou se
arrastando”. Para isso, serão criadas comissões em
todas as seccionais do país. “Não pediremos
condenação ou absolvição. Pediremos
respostas”, afirmou Brêda, enfatizando que o Brasil precisa
falar de reforma política, especialmente este ano em que
“muitas formas de corrupção eleitoral ainda maculam
muitos de nossos representantes”.
Segundo o conselheiro, o objetivo é sacudir o país com
essa discussão, a fim de propor ao próximo presidente da
República que implemente o projeto de reforma política,
com o respaldo do debate de um país inteiro. A OAB também
quer abrir um canal de comunicação em cada seccional para
receber denúncias que passarão por análises
prévias e em seguida enviadas ao órgão
responsável para apuração. “Na maioria das
vezes o cidadão se sente mais à vontade para encaminhar
uma denúncia à OAB do que a outros órgãos e
sobram exemplos no país inteiro. Muitos não acreditavam,
por exemplo, no Projeto Ficha Limpa e hoje é uma
realidade”, avalia Brêda.
É cabível ação de
contribuinte para compensar tributos, mesmo havendo
instrução da Receita Federal
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A existência de instruções normativas da Secretaria
da Receita Federal que reconhecem e regulamentam o direito à
compensação do tributo não afasta o interesse de
agir do contribuinte que ingressa com ação judicial
visando à definição dos critérios do
procedimento compensatório. A tese foi definida pela Primeira
Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em
julgamento de recurso repetitivo.
Agora, o entendimento deve ser aplicado a todos os demais processos que
tratem da questão e que estavam com o andamento suspenso em
razão do julgamento deste recurso especial no STJ.
No caso analisado, o contribuinte – uma empresa de materiais de
construção de São Paulo – ingressou com
mandado de segurança, pedindo o reconhecimento do direito de
efetuar a compensação de tributos indevidamente
recolhidos a título de PIS com parcelas vincendas do
próprio PIS e de outras contribuições arrecadadas
pela Receita Federal.
Ao analisar a questão, o Tribunal Regional Federal da 3ª
Região (TRF3) afirmou não existir interesse de agir do
contribuinte [motivo para a ação], tendo em vista que
não haveria qualquer prova de resistência ou
violação por parte do Fisco ao direito de efetuar a
compensação pela via administrativa.
O contribuinte recorreu, então, ao STJ. Alegou que teria direito
de compensar os valores indevidamente recolhidos sem as
limitações previstas pelas Instruções
Normativas n. 67/92, 21/97 e 73/97, todas da Receita Federal, que
tratam dos moldes para compensação tributária.
O relator, ministro Mauro Campbell Marques, considerou que o interesse
de agir se caracteriza pelos entraves rotineiramente opostos pela
Receita Federal ao contribuinte que pede a compensação
tributária dos valores indevidamente recolhidos a maior a
título de PIS. De acordo com o ministro, é
inegável a necessidade de o contribuinte buscar a Justiça
a fim de proteger seu direito pelo exercício pleno da
compensação de tributos declarados indevidos.
Assim, cabe agora ao TRF3 analisar o mérito do pedido do mandado
de segurança e definir os critérios do procedimento da
compensação.
Currículo do curso de relações públicas terá novas diretrizes
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/07/2010 às 09:08 hs.
Uma revisão curricular deverá definir diretrizes mais
específicas para o curso de relações
públicas, que atualmente conta apenas com aquelas estabelecidas
para o de comunicação social. O objetivo é
atualizar o perfil do profissional da área.
Para subsidiar o trabalho de revisão, a Secretaria de
Educação Superior (Sesu) do Ministério da
Educação constituiu uma comissão de especialistas,
presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, professora do curso de
comunicação organizacional da Universidade de São
Paulo (USP).
A comissão terá o prazo de 150 dias para elaborar uma
proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de
Educação (CNE), órgão responsável
pela aprovação das diretrizes curriculares dos cursos de
graduação.
A comissão realizará uma consulta pública pela
internet para receber as contribuições dos segmentos
interessados – acadêmicos, profissionais do setor e
sociedade civil. Após a consulta, serão realizadas
audiências públicas, abertas à
participação de entidades representativas do setor.
A consulta receberá sugestões sobre três
questões: o perfil desejável do profissional de
relações públicas diante das
transformações políticas, culturais, sociais e
tecnológicas contemporâneas; as competências a serem
adquiridas na formação superior, e os mecanismos e
instrumentos de formação do profissional pela academia.
As sugestões podem ser encaminhadas para a comissão por
mensagem Este endereço de e-mail está protegido contra
spambots. Você deve habilitar o JavaScript para
visualizá-lo. eletrônica, até o dia 15 de setembro
de 2010. A comissão foi constituída pela portaria
595/2010, em 24 de maio de 2010.
Além da presidente, compõem a comissão os
professores especialistas: Cláudia Peixoto de Moura,
Ésnel José Fagundes, Márcio Simeone Henriques,
Maria Aparecida Viviane Ferraz, Paulo Roberto Nassar de Oliveira e
Ricardo Ferreira Freitas.
Margarida Maria Krohling Kunsch é professora titular da USP.
Livre-docente em teorias e processos de comunicação
institucional, doutora e mestre em ciências da
comunicação pela Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Bacharel em
comunicação social – relações
públicas pela Faculdade de Comunicação Social
Anhembi. Docente dos cursos de graduação e
pós-graduação, presidente da Comissão de
Pós-Graduação e coordenadora do curso de
pós-graduação lato sensu de gestão
estratégica em comunicação organizacional e
relações públicas da ECA-USP.
A revisão das diretrizes curriculares dos cursos de
graduação teve início em 2009, com o curso de
jornalismo. A proposta apresentada pela comissão presidida pelo
professor José Marques de Mello foi encaminhada pela Sesu ao CNE
e está sendo avaliada pelo órgão.
Assessoria de Imprensa da Sesu
Fonte: MEC
Candidatos não isentos podem pagar sua inscrição até dia 20
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 09:03 hs.
Com o fim do período de inscrições para o Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, os candidatos que
estiverem fora dos critérios de isenção ainda
têm prazo até a próxima terça-feira, 20,
para pagar o boleto na rede bancária. Aqueles que ainda
não o imprimiram poderão fazê-lo nesse
período, desde que já inscritos.
São isentos da taxa de inscrição, de R$ 35, os
estudantes da última série do ensino médio em
escolas públicas. Também não pagam a taxa aqueles
que tiverem concluído o ensino médio em anos anteriores e
declararam carência. A mesma declaração é
exigida de alunos de escolas particulares que reivindicaram a
isenção.
As provas, marcadas para 6 e 7 de novembro, terão a mesma
estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de
linguagens e códigos, ciências da natureza,
matemática e ciências humanas. O exame terá quatro
provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões
cada uma, e redação. A novidade este ano serão as
questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol)
na área de linguagens e códigos — o candidato deve
fazer a opção no momento de se inscrever.
Em 6 de novembro, sábado, serão aplicadas as
questões de ciências da natureza e ciências humanas,
das 13h às 17h. No domingo, 7, das 13h às 18h30,
será a vez de matemática, linguagens e códigos e
redação.
Assessoria de comunicação Social
Fonte: MEC
Só Enem não basta para escolher colégio, dizem educadores
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 09:04 hs.
Perfil da família e do aluno, projeto pedagógico e modo
como escola avalia os alunos são pontos importantes.
Professor lembra ainda que as médias das primeiras colocadas são muito próximas umas das outras
FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
A classificação das escolas no Enem é um dos
critérios que costumam ser usados na hora de escolher um
colégio. Mas não deve ser o único nem o principal
critério, de acordo com educadores.
Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de
Educação da USP, lembra que as médias obtidas
pelas primeiras colocadas são muito próximas umas das
outras.
Além disso, o resultado de cada escola é dado com base na
média das notas dos alunos que participaram do exame. Ou seja,
nem todos obtiveram aquele bom resultado.
Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf, o peso dado à nota no
Enem na escolha de um colégio de ensino médio deve ser de
10%. Os outros 90% devem se basear nas características da
família e do estudante e nos objetivos que se tem para ele.
Não adianta o adolescente estudar em um colégio
rígido demais se em casa ele tem uma educação mais
liberal. Os pais não podem querer viajar com os filhos sempre
aos finais de semana se a escola demanda muito tempo de estudo em casa.
Por isso, a proposta pedagógica deve estar de acordo com os valores da família.
AVALIAÇÃO
Saber como os estudantes são avaliados também é
importante. Há alunos que se saem melhor em provas orais, outros
precisam ter a chance de fazer recuperação ao final do
bimestre e há também aqueles que não se dão
bem em trabalhos de grupo.
A formação dos professores é algo essencial.
Além de checar se o docente tem curso superior e pós,
é bom saber se dar aulas é a paixão dele ou um
bico enquanto não arranja outro emprego.
Qualidade do material didático, estrutura,
localização e a mensalidade são outros pontos
importantes. Além disso, a vontade do estudante também
não pode ser deixada de lado. "Se a escolha é só
dos pais, o aluno não vai se comprometer", diz Quézia
Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia.
Fonte: Folha de São Paulo
País tem 148 instituições públicas de ensino superior com sistema de cotas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/07/2010 às 08:39 hs.
Estudo da Educafro mostra que a maioria das ações
é socioeconômica, mas há também as raciais,
especialmente para negros. Enquanto projeto sobre o tema tramita no
Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus
próprios modelos
Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo
São 148 as instituições públicas de ensino
superior do País que adotam algum tipo de cota em seus processos
seletivos. A maioria das políticas de reserva de vagas
identificadas é socioeconômica, mas uma parte é de
cotas raciais - especialmente para negros. O levantamento, obtido com
exclusividade pelo Estado, foi feito pela entidade
Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes
(Educafro).
Enquanto o projeto que prevê 50% das vagas para alunos de escolas
públicas e para negros tramita no Congresso, as universidades
têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas.
Entre os vários tipos de ações há reserva
de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de
escola pública, pessoas com deficiência, filhos de
policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda
familiar, professores da rede pública e residentes da cidade
onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas
provas de seleção para determinados grupos também
é considerado em grande parte das universidades públicas.
O estudo mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e
nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais,
Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins,
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco,
Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte,
Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e
Santa Catarina.
Defensores das cotas comemoraram a adesão das universidades. "A
mobilização dos negros para o debate das cotas
está movimentando outros setores", diz frei David Raimundo dos
Santos, da Educafro. Para ele, o principal desafio está nas
grandes universidades, como a Universidade de São Paulo, que
oferece, por meio do Programa de Inclusão Social da USP, o
acréscimo na nota do vestibular para candidatos do ensino
médio público.
Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de
ações afirmativas, as cotas são necessárias
para suprir as desigualdades socioeconômicas do País.
"Temos de resgatar as consequências de fatos históricos
como a escravidão e a abolição. As
diferenças são extremas", diz.
Para Valter Silvério, da Universidade Federal de São
Carlos, a adesão das instituições se deve
também ao respaldo popular que as ações
afirmativas apresentam. "Os diferentes tipos de cotas refletem que as
universidades estão discutindo seus próprios perfis."
Preconceito. A advogada Allyne Andrade, de 24 anos, que ingressou na
Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema de cotas, diz que
ainda existe preconceito no ambiente acadêmico. "Muitos
professores achavam que a qualidade do ensino ia cair. A sociedade
é racista."
Apesar de ser cotista, Maria de Lourdes Aguiar, de 24 anos, estudante
de Medina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, critica o
sistema. "Eu apoio até um certo limite, porque isso pode acabar
tampando o sol com a peneira", opina.
José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, concorda.
"Isso mostra a incompetência do Estado, que não oferece
educação básica de qualidade", diz. "Cotas
só são boas para quem usufrui delas. Elas não
acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social. Motivo para
comemorar é quando um estudante pobre entra na universidade
pública sem cota."
Ações afirmativas
Cotas raciais
Consistem em reservar parte das vagas da instituição de
ensino superior para candidatos que sejam afrodescendentes ou
indígenas, por exemplo.
Cotas sociais
São a reserva de vagas do vestibular para alunos formados em
escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência,
estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede
pública, entre outros.
Bônus
É o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de
porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de determinadas
condições sociais.
Fonte: O Estado de São Paulo
Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação editou a Portaria 905, em
12 de julho de 2010, divulgando os resultados do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica, que foi
calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira a partir de avaliações feitas nas
escolas de ensino fundamental mantidas pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios.
Os resultados são alarmantes e mostram que a falta de
políticas públicas continuadas para a
educação representam um dos principais fatores para o
fracasso das redes, na maioria das Unidades da Federação.
Comparando-se com a rede privada, os estabelecimentos de ensino
estatais têm desempenho extremamente fraco. Os resultados mostram
que a cada momento se cria um maior abismo entre os segmentos, com
graves prejuízos à sociedade.
Os resultados fracos não são por falta de recursos.
O Brasil dispõe de recursos para campanhas políticas
bilionárias e para manter órgãos ineficazes e que
nenhum serviço prestam ao País.
Ministério da Educação intensifica pressões sobre os cursos de pedagogia
Fonte: Jornal da Educação
Sob o argumento que os cursos de pedagogia são
estratégicos para a política de formação de
professores para a educação básica, os mesmos
recebem atenção especial do Ministério da
Educação.
Uma das ações que visam assegurar a qualidade desses
cursos é o processo de supervisão, ao qual devem ser
submetidos aqueles que apresentam resultados insuficientes nas
avaliações do Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior (Sinaes).
Iniciada em 2008, a supervisão verificou a
condição de oferta de 49 cursos de pedagogia e 11 de
normal superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 – em uma
escala que vai de 1 a 5 – no Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (Enade) de 2005.
Após a realização de visitas in loco pela
comissão de especialistas na área, as
instituições firmaram termo de saneamento de
deficiências com a Secretaria de Educação Superior
(Sesu) do MEC, a partir do qual se comprometeram, em um prazo
máximo de 12 meses, a promover as melhorias necessárias
para um ensino de qualidade. Durante esse prazo, os cursos que
repetiram os resultados insatisfatórios no Enade de 2008
receberam medidas cautelares suspendendo novos ingressos, até
que fosse verificado o cumprimento das medidas de saneamento.
Após o término do prazo, dois cursos que não
demonstraram o cumprimento das medidas tiveram abertura de processo
administrativo para o encerramento da oferta. Também foi
instaurado processo para redução do número de
vagas em outro curso, que cumpriu parcialmente as exigências da
Sesu.
Para preservar o interesse dos estudantes, além da
instauração do processo, os cursos que serão
encerrados receberam medidas cautelares e estão impedidos de
ingressar novos alunos até que seja concluído o processo.
As medidas representam a redução de 280 vagas anuais de
ingresso.
Os demais cursos seguem sob verificação da Sesu e aqueles
que têm o prazo encerrado recebem visita para
reavaliação e verificação do cumprimento
das medidas.
Além da supervisão, outra medida voltada à
qualidade dos cursos de pedagogia é a publicação
de um instrumento de avaliação. O documento, publicado no
último mês de junho, apresenta os aspectos que
serão considerados pelos avaliadores do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nos processos de reconhecimento
dos cursos.
A definição de um instrumento específico para os
cursos de pedagogia tem como objetivo valorizar a
formação dos professores que atuam na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental.
O instrumento aponta os critérios de qualidade que devem ser
adotados pelos cursos, para que tenham o reconhecimento do MEC. Os
critérios de avaliação são organizados a
partir de três elementos principais: organização
didático-pedagógica do curso, corpo docente e
instalações físicas.
Mudança demográfica reduz pressão de jovens no mercado de trabalho
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 10:18 hs.
Com a queda do ritmo de crescimento da população
brasileira, hoje existem 425 mil pessoas de 18 a 24 anos a menos no
mercado do que há seis anos
Marcelo Rehder - O Estado de S.Paulo
Nos últimos seis anos, cerca de 425 mil jovens de 18 a 24 anos,
ocupados ou em busca de ocupação, deixaram de pressionar
o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas
do Brasil. A grosso modo, se quantidade semelhante de jovens estivesse
no mercado, a taxa de desemprego metropolitano, hoje em 7,5% da
população economicamente ativa (PEA), poderia ficar
próxima de 10%.
A questão é que o ritmo de crescimento da
população brasileira está diminuindo a uma
velocidade maior que a esperada. Mais que isso, as dinâmicas
são diferentes, e até opostas, entre diferentes grupos
por faixas etárias. Enquanto a participação dos
mais jovens na força de trabalho encolhe, a da
população de mais de 50 anos é a que mais cresce,
refletindo a forte expansão demográfica do passado.
Os jovens de 18 a 24 anos, que representavam 15,1% da
população em idade economicamente ativa das principais
regiões metropolitanas do País em 2003, passou a
responder por 12,6% no ano passado. "Três pontos porcentuais
é uma queda e tanto", diz o gerente da pesquisa mensal de
emprego do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), Cimar Azeredo. Nesse mesmo período, a fatia dos
trabalhadores com 50 anos ou mais saltou de 24,9% para 30,2%.
A população está envelhecendo porque a taxa de
natalidade tem caído num ritmo maior que o da mortalidade. Em
pouco mais de 40 anos, da metade da década de 1960 até
2006, a taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher
para 1,8 filho, segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional de
Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS),
divulgados pelo IBGE em 2008.
De forma geral, a queda da fecundidade no Brasil é explicada
pelas transformações ocorridas na estrutura
socioeconômica do País. As mudanças incluem os
processo de urbanização, industrialização,
estabilidade monetária e a entrada da mulher no mercado de
trabalho, além de avanços das políticas de ensino,
saúde e previdência.
A mudança na composição da estrutura etária
da população economicamente ativa tem diversas
implicações econômicas e sociais. Para o professor
da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE,
José Eustáquio Diniz Alves, uma PEA mais envelhecida
significa uma força de trabalho com maiores níveis
educacionais, com maior experiência e com maior produtividade.
Isso significa que a PEA pode contribuir com o desenvolvimento
brasileiro e com o aumento da renda per capita. "A renda tende a
aumentar com a idade", diz o professor. Além disso, o
País poderá contar com mais pessoas em idade produtiva e
com menos razões de dependência. Ou seja, cada adulto
terá um número menor de dependentes para sustentar.
"O grande impacto será na produtividade da economia brasileira",
observa o professor de relações do trabalho da Faculdade
de Economia e Administração da Universidade de São
Paulo (FEA/USP), José Pastore.
Escolaridade. A média de anos de estudo da força de
trabalho brasileira hoje é de apenas sete anos, o que é
muito pouco quando comparado com países com os quais o Brasil
compete, como os do leste Europeu, onde essa média é de
11 anos. E chega a ser covardia comparar o grau de escolaridade do
trabalhador brasileiro com o de países como Estados Unidos,
Inglaterra e Alemanha, onde a média é de 13 a 14 anos de
estudo.
A redução da taxa de participação do jovem
no mercado de trabalho brasileiro também está relacionada
ao aumento da presença nos bancos escolares, observa Marcio
Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(ver reportagem abaixo). "Na faixa de jovens, hoje a média de
escolaridade já subiu para nove a dez anos", diz Pastore. "Isso
é ótimo, porque daqui a uns dez anos, essa vai ser a
média dos chefes de família no País."
O problema é que o período do chamado "bônus
demográfico" não dura para sempre. Depois, segue-se o
envelhecimento populacional, o que pode vir a ser um "ônus
demográfico".
Em 2050, o peso relativo das pessoas com 65 anos ou mais será
expressivo na população brasileira, muito maior que
jovens e adultos.
"Uma população envelhecida representa uma série de
novos desafios e os mais evidentes são aqueles ligados à
saúde pública e a questões
previdenciárias", diz o professor Alves.
Egito investe na melhora do ensino de tecnologia
Fonte: Jornal da Educação
Melhorar o ensino de tecnologia nas escolas tem sido um dos objetivos
do Egito nos últimos anos, e para isso tem buscado o apoio de
grandes empresas como IBM e Microsoft para expandir a indústria
de terceirização.
O ramos traz anualmente para o país cerca de US$ 1 bilhão
em negócios. Com o declínio populacional e os custos
elevados existentes na Europa, a solução tem sido buscar
a ampliação de operações terceirizadas,
como suporte técnico e centrais de atendimento em outros
países.
Sabendo desta realidade, o Egito tem tentado se inserir neste mercado.
Mas a qualificação da mão de obra dos
egípcios tem sido um problema para as grandes empresas, que
reclamam e precisam de artifícios como prêmios para
conseguirem a empregados com os conhecimentos necessários.
Para conseguir alcançar a meta de gerar US$ 10 milhões em
serviços terceirizados até 2020, o Egito, através
da agência do Ministério das Comunicações,
criada para gerir este mercado de terceirizações, vai
investir, anualmente, de US$ 10 a 12 milhões na
preparação de universitários do país.
O perfil do candidato de SC
Fonte: Diário Catarinense, 18/07/2010
Radiografia dos que estão na disputa nas eleições
2010 mostra que a )maioria nasceu no Estado e terminou o curso superior
Catarinense, 41 a 50 anos, casado, com curso superior e com
patrimônio declarado de até R$ 10 mil. Este é o
perfil médio do candidato que concorre às
eleições 2010 em Santa Catarina. São 538 inscritos
para os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.
A pesquisa foi feita nos dados registrados na página do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) na internet, com base nas
informações oficiais prestadas no momento do registro da
candidatura.
Além de data e local de nascimento, estado civil,
profissão, escolaridade e relação de bens, o banco
de dados virtual tem informações mais técnicas,
como o CNPJ de campanha (e certidões criminais).
Entre os candidatos ao governo, a maioria é de homens, com
nível superior, casados e nascidos em Santa Catarina. Em
média, os que disputam o cargo de governador têm entre 51
e 60 anos e com patrimônio entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Entre
as profissões mais citadas entre os que concorrem à
sucessão estadual, estão senador (2) e aposentado (2).
Entre os que querem ser senador por Santa Catarina, a maioria
são homens casados e com nível superior completo. A
média de idade e de renda é igual à média
dos candidatos ao governo. Das profissões mais citadas,
estão deputado (2) e aposentado (2).
Os homens são maioria entre os candidatos a deputado federal e
estadual: a proporção é de 70,7% de homens e 29,3%
de mulheres. Dos que disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa,
72,1% são homens e 27,9% são mulheres.
Assim como os candidatos ao governo e ao Senado, entre os candidatos a
deputado a maioria tem nível superior completo, é casada
e é catarinense. As faixas etárias e de renda são
menores. A média é de 41 a 50 anos. As profissões
mais citadas são advogado, deputados buscando a
reeleição, servidor público e vereador.
Em todo o país, o Tribunal Supeior Eleitoral contabilizou 20.335
candidatos. A maioria é homem, casado, não tem ensino
superior, passou dos 45 anos e disputa uma vaga nas assembleias
estaduais: 1.027 políticos adotaram o cargo temporário
como profissão e disputam a reeleição.
natalia.viana@diario.com.br
NATÁLIA VIANA
Bolsista da Capes e CNPq pode ter outra fonte de renda
Fonte: Estadão.edu, 16/07/2010 - São Paulo SP
Portaria com regra foi assinada por presidentes das duas agências
de fomento; bolsistas eram proibidos de outra fonte Carolina Stanisci -
Especial para o Estadão.edu Portaria vai permitir que bolsistas
matriculados em programas de pós que recebem fomento de
agências possam receber remuneração de outras
fontes. O documento foi assinado nesta quinta-feira, dia 15, pelos
presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães e do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Carlos Alberto Aragão. A iniciativa
atende a uma antiga reivindicação dos bolsistas. A partir
de agora, eles vão poder exercer atividade remunerada, como
serem professores no ensino de qualquer grau. Os bolsistas não
podem, por outro lado, acumular bolsas de outras agências
públicas de fomento. Para conseguir receber
complementação financeira, o bolsista deve pedir
autorização a seu orientador. A autorização
deve ser informada à coordenação do curso ou
programa de pós. Caso seja comprovado algum tipo de desrespeito
às regras condições estabelecidas na portaria, o
bolsista será obrigado a devolver a Ca pes ou CNPq os
valores recebidos a título de bolsa.
Aumento de envio de profissionais latino-americanos ao exterior
Fonte: Folha de São Paulo, 18/07/2010 - São Paulo SP
A América Latina teve maior crescimento no número de
profissionais que vão para fora do país de origem com
contratos de longa duração do que o resto do mundo.
Transferências superiores a um ano aumentaram 47% nessa
região em 2008 e 2009, contra 41% nos outros países,
segundo estudo da consultoria Mercer obtido com exclusividade pela
Folha. Foram ouvidas 220 companhias -responsáveis por cerca de
60 mil expatriados. "Na América Latina, há mais
transferências de longo prazo, mas as de curto estão
crescendo, com foco em projetos específicos e
transferência de tecnologia", afirma Renata Herrera, da Mercer.
Uma pesquisa global da consultoria de recolocação
Brookfield, feita com 120 profissionais de RH, mostra que 44% de suas
multinacionais esperam transferir mais trabalhadores neste ano. Em
relação a 2009, contudo, só 27% dizem que aumentou
o número de expatriados. "Apesar da crise, quem já havia
comprometido investimentos na
internacionalização deu continuidade ao processo", avalia
a professora associada da Fundação Dom Cabral Carmen
Migueles. No Brasil, com a melhora no cenário internacional, a
expectativa é de envio de mais profissionais para fora. Um dos
que embarcaram neste mês foi o gerente comercial internacional da
Chemtech, de tecnologia, Diogo Bahia de Carvalho, 28. Antes de ir aos
EUA, o executivo focava a adaptação. "Eles têm
escritórios remotos -e estamos acostumados a
relações mais pessoais. Sempre há choque
cultural."
‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
‘Agora
prova é comparável ao longo do tempo’, diz
ex-presidente do Inep Entrevista com Reynaldo Fernandes, professor da
USP e ex-presidente do Inep Luciana Alvarez . Presidente do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais quando esta última
edição do Enem foi aplicada, o professor Reynaldo
Fernandes elogia a evolução da prova. No
início, o Enem não tinha ranking, não era usado
para entrar em universidades. As mudanças são positivas?
Sim. O Enem começou com 150 mil inscritos e foi crescendo
até ter escala suficiente para dar resultados por escola. O
ranking é consequência: a imprensa põe os mais
altos na frente e o resultado vira ranking. Mas o ranking não
veio de nenhuma mudança no Enem.
E o fato de ele ter virado um vestibular?
O Enem começou a ser usado pelas universidades por ele mesmo;
foram as universidades que o adotaram. Os usos foram mudando porque ele
cresceu e ganhou credibilidade. Mas a grande mudança do exame
foi mesmo com o novo Enem.
Que vantagens têm o novo Enem?
O Enem foi sendo aprimorado: ganhou escala, robustez, e agora, com a
Teoria de Resposta ao Item (TRI), é possível acompanhar
as notas no tempo. Antes, não se podia comparar as
edições. Daqui para frente vamos comparar pessoas que
fizeram provas diferentes; o Enem poderá servir como prova de
ingressantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade),
poderemos ver a evolução das escolas.
Em escolas de São Paulo, a proporção de alunos que
fizeram o Enem foi baixa. Isso pode afetar os resultados?
Não vi os resultados, não sei quantos alunos de cada
escola fizeram o Enem - e isso precisa ser estudado com calma. Mas
já passei muito tempo analisando essas
correlações. Sempre vai ter algum caso em que as
mudanças afetam, mas em geral os resultados são muito
robustos.
Sindicato sugere avaliação ampla e sem ranking
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Sieesp é contra o uso de notas para criar
comparação Insatisfeito com a transformação
das notas dos alunos no Enem em ranking de escolas, o Sindicato dos
Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieesp)
sugere um modelo de avaliação mais amplo, que possibilite
uma evolução interna em vez da comparação.
O exame anual, feito pelo Instituto de Avaliação e
Desenvolvimento Educacional desde 2008 para escolas sindicalizadas que
se interessem, mede, por exemplo, a participação da
família e o "efeito escola" - responsabilidade do colégio
no desempenho do aluno. "Cada escola tem identidade própria
e atende grupos com condições socioeconômicas
diferentes", diz a diretora técnica da prova, Regina
Cançado. "Presta Enem o aluno que quiser - não são
todos, não é por amostra estatística. Portanto, o
resultado das escolas não pode ser comparado", critica
Regina.
'Com alta procura, exame tem desafio de manter credibilidade'
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Leia a análise de Luciana Constantino
"Passados 12 anos desde que foi criado, o Enem se consolida como um
instrumento de avaliação. Nasceu com o objetivo de
oferecer uma possibilidade de autoavaliação dos alunos e
como alternativa ao processo seletivo de universidades. Começa
em 1998 com 157,2 mil inscritos e vê, três anos depois,
esse número crescer para 1,624 milhão, justamente quando
os alunos carentes ficam isentos da taxa de inscrição e a
internet é inserida nesse processo. Um novo salto vem em 2005,
com a nota da prova se transformando em porta de entrada para o
Universidade Para Todos (ProUni). O programa distribui bolsas de estudo
para alunos carentes em instituições de ensino superior
particulares. Naquele ano, o Enem registrou 3 milhões de
inscritos. São as notas de 2005 que servem de base para, pela
primeira vez, o MEC divulgar o desempenho por escolas, como faz agora.
Com isso, o exame é usado também para medir a
contribuição da escola na qualidade do ensino por meio do
desempenho de seus alunos.
De lá para cá, mesmo voluntário, o Enem vem
batendo recordes de procura, com os 4,147 milhões de
inscrições em 2009. Ganhou novas funções: a
de criar uma referência nacional para aperfeiçoar
currículos do ensino médio e ser um mecanismo
único ou complementar dos processos seletivos de universidades,
especialmente das federais. Além disso, a nota poderá ser
usada para obter o certificado de conclusão da
Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com todo esse
gigantismo, a prova passa a ser alvo de possíveis fraudes, assim
como são os concursos. Exemplo foi o que aconteceu no ano
passado, com a tentativa de vazamento, noticiada pelo Estado. Um dos
desafios agora é conseguir dar segurança a
esse processo para que o exame mantenha a credibilidade. Ao longo de
sua história, o Enem convidou o aluno a pensar e a relacionar
temas, não aceitando apenas fórmulas decoradas.
Selecionou os melhores entre os mais bem preparados, independentemente
de estudarem na rede pública ou particular. Daqui para frente, a
questão é saber se ele será capaz de provocar um
debate em torno do ensino médio que promova mudanças
nessa etapa tão carente de qualidade. Ou se haverá a
necessidade de um foco menos amplo para obter o que se espera. O
processo de decisão demandará transparência e
participação da sociedade para que, daqui a 12 anos,
não tenhamos de repetir notícias relatando que o ensino
médio melhora em ritmo lento, mas não o suficiente para
atingir níveis de países desenvolvidos."
Ranking baseado no Enem: informações e limitações
Fonte: Folha de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
EDUARDO DE CARVALHO ANDRADE
ESPECIAL PARA A FOLHA
A divulgação do ranking das escolas baseado no Enem tem
uma forte repercussão, não só na mídia.
Pais pedem explicações aos diretores das escolas com
fraco desempenho. Escolas bem ranqueadas alardeiam os seus resultados.
Não é raro pais decidirem a escola infantil (!) dos
filhos em função do ranking do ensino médio. Mas o
que ele nos informa sobre a qualidade das escolas? É
possível que a contribuição de um colégio
para o aprendizado dos alunos seja maior numa escola com pior
posição no ranking. Isto porque vários fatores,
fora do controle das escolas, afetam o desempenho dos alunos como o seu
"background" familiar e a sua habilidade inata. O grande mérito
das escolas líderes é a sua capacidade de selecionar e
reter os alunos com maiores habilidades cognitivas, que
são as testadas no Enem e nos vestibulares. Seus alunos se
beneficiam com a reputação da escola, com o "network" dos
ex-alunos e o aprendizado que se adquire ao conviver com colegas
competentes.
No entanto, é possível que estas notas maiores sejam
obtidas como fruto do uso de duas estratégias. Por um lado,
evitar que os seus piores alunos realizem a prova, de forma a aumentar
a média da escola. Como? Expulsando ou induzindo os piores
alunos a abandonar a escola. Também pode refletir um foco
excessivo no que é pedido no exame, em detrimento de outras como
a capacidade de trabalhar em grupo e de se expressar,
também requisitadas no mercado de trabalho. Por fim, cabe
ressaltar que a confiabilidade do ranking se deteriora drasticamente
caso uma parcela significativa dos alunos não realize o exame,
não obrigatório. Isto ocorre porque os alunos que
prestaram o exame podem não ser representativos do corpo
discente da escola. Em suma, a mensagem para os pais/estudantes
é clara. Não foquem primordialmente a escolha da escola
no resultado do Enem. É só uma das inúmeras
informações que devem ser utilizadas neste processo.
EDUARDO DE CARVALHO ANDRADE, PhD em economia pela Unive rsidade
de Chicago e professor do Insper (ex-Ibmec São Paulo)
Só Enem não basta para escolher colégio
Fonte: Folha de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Só Enem não basta para escolher colégio, dizem
educadores Perfil da família e do aluno, projeto
pedagógico e modo como escola avalia os alunos são pontos
importantes. Professor lembra ainda que as médias das primeiras
colocadas são muito próximas umas das outras FABIANA
REWALD DE SÃO PAULO A classificação das escolas no
Enem é um dos critérios que costumam ser usados na hora
de escolher um colégio. Mas não deve ser o único
nem o principal critério, de acordo com educadores. Ocimar
Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da
USP, lembra que as médias obtidas pelas primeiras colocadas
são muito próximas umas das outras. Além disso, o
resultado de cada escola é dado com base na média das
notas dos alunos que participaram do exame. Ou seja, nem todos
obtiveram aquele bom resultado. Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf,
o peso dado à nota no Enem na escolha de um colégio de
ensino médio deve ser de 10%. Os outros 90% devem se
basear nas características da família e do estudante e
nos objetivos que se tem para ele. Não adianta o adolescente
estudar em um colégio rígido demais se em casa ele tem
uma educação mais liberal. Os pais não podem
querer viajar com os filhos sempre aos finais de semana se a escola
demanda muito tempo de estudo em casa. Por isso,
a proposta pedagógica deve estar de acordo com os valores da família.
AVALIAÇÃO - Saber como os estudantes são avaliados
também é importante. Há alunos que se saem melhor
em provas orais, outros precisam ter a chance de fazer
recuperação ao final do bimestre e há
também aqueles que não se dão bem em trabalhos de
grupo. A formação dos professores é algo
essencial. Além de checar se o docente tem curso superior e
pós, é bom saber se dar aulas é a paixão
dele ou um bico enquanto não arranja outro emprego. Qualidade do
material didático, estrutura, localização e a
mensalidade são outros pontos importantes. Além disso, a
vontade do estudante também não pode ser deixada de lado.
"Se a escolha é só dos pais, o aluno não vai se
comprometer", diz Quézia Bombonatto, presidente da
Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Aluno de pós poderá acumular bolsa e atividade remunerada
Fonte: Folha de São Paulo, 18/07/2010
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
Alunos de pós-graduação do CNPq (Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico Tecnológico) e da Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior) poderão agora acumular suas bolsas com
outras atividades remuneradas.
A "antiga reivindicação dos bolsistas", nas palavras dos
CNPq, foi atendida nesta sexta-feira (16), quando uma portaria assinada
pelos presidentes dos órgãos, Carlos Aragão, do
CNPq, e Jorge Guimarães, da Capes, foi publicada no
Diário Oficial da União
As atividades, porém, terão de ser aprovadas pelos
orientadores e informadas aos programas de
pós-graduação. Devem estar "relacionadas à
área" do estudante e ser "de interesse para sua
formação", diz a portaria.
O texto cita "especialmente [atividades de] docência nos ensinos
de qualquer grau". Segundo Aragão, os orientadores
evitarão que os alunos dediquem um número excessivo de
horas ao trabalho fora da universidade.
ESFORÇO INÚTIL
Muitos alunos bolsistas já complementavam sua renda com aulas
antes da portaria --o CNPq com frequência recebia
denúncias de pessoas fazendo isso, diz Aragão. Os
inquéritos criados, diz, eram um "esforço inútil",
porque é "muito recomendável que o aluno de pós
exerça atividades didáticas".
"Além disso, há áreas como engenharia ou medicina,
em que existia dificuldade para manter estudantes vinculados aos cursos
de pós-graduação", diz. Os alunos recebiam ofertas
de trabalho com boas remunerações, e era difícil
evitar a evasão.
"Por isso, a medida será boa no que diz respeito à
interação com empresas", diz, argumentando que ela vai
permitir que empresas se aproximem das universidades quando alunos de
pós estiverem nos seus quadros.