19/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
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Magistério sem diploma

Advogados empossados no cargo de procuradores do Estado

Conheça Harvard, a melhor universidade do mundo

Educação de Joinville na frente

Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009


Seleção para Harvard é uma das mais criteriosas do mundo

Emprego e Qualificação

OAB e CNBB convocam para reunião do Movimento de Combate à Corrupção

É cabível ação de contribuinte para compensar tributos, mesmo havendo instrução da Receita Federal

Currículo do curso de relações públicas terá novas diretrizes

Candidatos não isentos podem pagar sua inscrição até dia 20

Só Enem não basta para escolher colégio, dizem educadores

País tem 148 instituições públicas de ensino superior com sistema de cotas

Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil

Ministério da Educação intensifica pressões sobre os cursos de pedagogia

Mudança demográfica reduz pressão de jovens no mercado de trabalho

Egito investe na melhora do ensino de tecnologia

O perfil do candidato de SC

Bolsista da Capes e CNPq pode ter outra fonte de renda

Aumento de envio de profissionais latino-americanos ao exterior

‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’

Sindicato sugere avaliação ampla e sem ranking

'Com alta procura, exame tem desafio de manter credibilidade'

Ranking baseado no Enem: informações e limitações

Só Enem não basta para escolher colégio

Aluno de pós poderá acumular bolsa e atividade remunerada

Magistério sem diploma
Fonte: Diário Catarinense, 19/07/2010
O aumento no número de professores sem diploma de nível superior, registrado em todo o Brasil pelo Censo Escolar do MEC, é, ao mesmo tempo preocupante e revelador da crise enfrentada pelo magistério. De acordo com o censo, entre 2007 e 2009, os professores sem diploma em atividade no ensino básico cresceram de 594 mil para 632 mil. De cada 10 professores, três estão nessa condição. O fato, além de demonstrar a dificuldade de cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, reafirma o desinteresse pela carreira, o que pode contribuir para dificultar ainda mais os planos de qualificação do ensino.
Para o país, são constatações graves. Hoje, já ninguém põe em dúvida a afirmação de que uma educação de qualidade é condição indispensável para o desenvolvimento social e econômico. De outro lado, o crescimento da parcela de professores sem título universitário configura uma espécie de fracasso das políticas públicas voltadas para a melhor formação de docentes. É inadiável que o Brasil encontre as causas mais profundas para que a realidade esteja, como está, na contramão dos esforços governamentais.
Na raiz dessa situação, provavelmente, serão encontrados fatos que explicam a degradação da profissão de professor e o consequente desapreço dos vestibulandos com os cursos de magistério. O resgate do valor social dos professores, sua adequada remuneração, a reconquista da atratibilidade da profissão – inclusive para os alunos mais brilhantes – e a devolução da respeitabilidade que essa função mereceu, durante centenas de anos, tudo isso precisa fazer parte das políticas de curto, médio e longo prazos. A educação, por sua relevância para a sociedade, exige iniciativas estratégicas para a conquista de novos professores e para a qualificação dos existentes. Governos, autoridades do ensino público e privado, entidades de classe e famílias têm interesse nessa questão e precisam assumir a responsabilidade de enfrentá-la.

Advogados empossados no cargo de procuradores do Estado
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Foram empossados ontem (15) no cargo de procurador do Estado 14 advogados em solenidade no auditório do Tribunal de Contas do Estado. A cerimônia foi presidida pelo governador Leonel Pavan e foi prestigiada pelo vice-presidente da OAB/SC, Márcio Vicari; pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos; pelo presidente do TCE, conselheiro Wilson Rogério Wan-Dall; pelo procurador de Justiça, José Eduardo Orofino da Luz Fontes, e pelo presidente da Comissão da Advocacia Pública Estadual da OAB/SC, João dos Passos Martins Neto, entre inúmeras outras autoridades. A OAB/SC deseja sucesso aos advogados empossados nesta nova etapa de sua vida profissional. São eles: Bruno de Macedo Dias, Felipe Wildi Varela, Diogo Marcel Reuter Braun, Elizabeth Hinning, Andre Emiliano Uba, Rodrigo Roth Castellano, Ronan Saulo Robl, Carla Schmitz de Schmitz, Alisson de Bom de Souza, Fernando Mangrich Ferreia, Daniela Sieberichs, Thiago Aguiar de Carvalho, Sergio Laguna Pereira e Camila Maria Duarte.

Conheça Harvard, a melhor universidade do mundo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 15/07/2010
Pelo seu campus, o mais antigo dos EUA, passaram 43 ganhadores do Prêmio Nobel e oito presidentes americanos, entre eles Obama
Silvana Mautone, especial para o iG, de Cambridge 
A elite da ciência e das artes está reunida em Harvard. A mais antiga universidade dos Estados Unidos é considerada também a melhor – do mundo. Desde que o jornal britânico "The Times" passou a avaliar os mais importantes centros de conhecimento, em 2004, Harvard sempre apareceu no topo do ranking internacional. Entre seus professores, de hoje e de ontem, estão nada menos do que 43 prêmios Nobel. Passaram pela universidade, fundada em 1636, oito presidentes americanos, entre eles Barack Obama, que se formou na conceituada escola de Direito; George W. Bush, que frequentou a Escola de Negócios; e John Kenneddy, que se graduou em Assuntos Internacionais. Sete dos nove juízes que atualmente compõem a Suprema Corte Americana também saíram de lá. Grande parte desse sucesso se deve ao seu criterioso sistema de seleção. Harvard quer os melhores alunos – não importa se sua situação financeira lhes permite ou não pagar os quase US$ 60 mil necessários por ano para estudar ali. Por isso, o processo é chamado de “admissão cega”. A universidade dará um jeito de bancar o estudante, caso ele não tenha dinheiro. O valor da ajuda depende da renda familiar. Se for inferior a US$ 60 mil, o aluno não desembolsará   um tostão. E isso é válido, igualmente, para americanos e estrangeiros. “Harvard não tem nenhum tipo de cota. Todos concorrem em condições iguais. A única exigência para os estrangeiros é que sejam fluentes em inglês”, diz Jim Pautz, profissional responsável pela primeira análise das inscrições dos brasileiros no processo de seleção.
Atualmente, 70% dos estudantes recebem algum tipo de ajuda financeira. Harvard pode se dar a esse “luxo” porque, além de melhor, é também uma das mais ricas universidades do mundo. Tem em caixa cerca de US$ 25 bilhões, grande parte desse dinheiro doações de ex-alunos que fizeram fortuna, entre eles Bill Gates, que abandonou a faculdade no primeiro ano para fundar a Microsoft, e o brasileiro Jorge Paulo Lemann, que se graduou em Economia nos anos 60 e hoje é um dos principais acionistas da AmBev. O empresário mantém inclusive um programa voltado para subsidiar estudantes brasileiros em Harvard, o Lemann Fellow, mas ele é 100% administrado pela universidade – ou seja, caso alunos brasileiros selecionados pelo processo regular precisem de ajuda financeira, o Lemann Fellow entra em ação, mas não   execerce nenhuma interferência no processo de  seleção. Esse foi o caso do jovem Pedro Henrique de Cristo, de 26 anos, que está no meio do seu mestrado em Políticas Públicas em Harvard. O curso, que custa US$ 38 mil por ano, é integralmente pago pelo Lemann Fellow. “Minha família não teria como arcar com esse gasto”, diz Cristo, que se formou em administração pela Universidade Federal da Paraíba. Antes de iniciar o curso em Harvard, ele se dedicou a projetos de gestão pública na prefeitura de João Pessoa. Seu trabalho, que conseguiu reduzir em quase 50% o consumo de água em locais como praças e mercados públicos, chegou a ser premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Alunos e mestres - O ambiente de diversidade que predomina fora e dentro da sala de aula e o talento de cada um dos alunos são os principais pontos fortes da universidade, na opinião de Cristo. “Todo mundo é bom em alguma coisa”, diz. “É incrível como um colega estimula o outro a melhorar.” O questionamento durante as aulas é outra constante. “Qualquer afirmação dos professores é respeitosamente contestada. Aprende-se tanto com os professores quanto com os colegas”, afirma o estudante paraibano. 
A opinião é compartilhada pelo paulista Gustavo Bassetti, de 27 anos, que cursa MBA na Harvard Business School (HBS). Ele foi aprovado em três universidades top dos Estados Unidos: além de Harvard, passou em Wharton e em Stanford. Mas o sistema de ensino de Harvard foi decisivo na escolha final. A famosa metodologia de estudos de casos criada pla HBS, por exemplo, é hoje copiada por inúmeras escolas de negócios mundo afora. O método não inclui aulas teóricas, somente a análise de histórias reais do dia-a-dia das empresas. Nos dois anos do MBA, os alunos estudam até 800 casos. “As aulas estimulam o debate, nos ajudam a organizar as idéias, a desenvolver a capacidade de comunicação e a tomar decisões”, diz Bassetti. O modelo deu tão certo que atualmente os casos elaborados pelos professores da HBS são comprados por outras universidades para serem utilizados em sala de aula. A HBS pesquisa e redige mais de 600 novos estudos de caso por ano. Só em 2009, vendeu mais de 8 milhões de casos para escolas, empresas e instituições. É na HBS que está o maior número de brasileiros que atualmente estudam em Harvard. Dos 76 brasileiros inscritos no ano letivo 2009-2010, 21 deles estavam na Escola de Negócios.
Dos dois lados do rio Charles - O principal campus de Harvard fica em Cambridge, cidade de pouco mais de 100 mil habitantes ao norte de Boston, no estado de Massachussetts. A área não é grande, mas seus prédios se impõem numa miscelândia de arquitetura onde predominam os de estilo colonial, de tijolinhos  vermelhos. É nesse campus, cercado de muito verde, onde fica também a maior parte dos dormitórios estudantis – ao todo, são 29 destinados aos alunos de graduação, que devem obrigatoriamente morar no campus durante pelo menos o primeiro ano de faculdade; 97% decidem ficar o curso todo. Do outro lado do rio Charles, já na cidade de Boston, mas a apenas dez minutos de caminhada do campus principal, está o imponente campus da HBS. A Escola de Governo, um prédio mais moderno, fica no meio do caminho. Já a Escola de Medicina está mais distante, mais ao sul de Boston. O clima estudantil predomina nas duas cidades. A região é um dos principais polos educacionais dos Estados Unidos. Além de Harvard, abriga o renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), o Boston Collegge e outras inúmeras universidades, especialmente nas áreas de tecnologia e de artes. Em qualquer lugar para onde se olhe é fácil ver um estudante andando de bicicleta, praticando corrida ou lendo em um café.
Futuro garantido - “O ganho pessoal de viver num ambiente extremamente estimulante intelectualmente e de conviver com pessoas vindas de todos os cantos do mundo é incalculável”, diz o médico Fábio Katayama, de 29 anos, que acabou de concluir seu MBA na Harvard Business School. “O valor dessa experiência vai muito além do conhecimento que você adquire para a sua carreira. O crescimento é profissional e pessoal”, diz. Desde que se formou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP),  Katayama sempre trabalhou na área de gestão hospitalar. Para arcar com os dois anos do MBA em Harvard, que exigem cerca de US$ 160 mil, não bastou a bolsa que ganhou da Fundação Estudar. Ele usou recursos próprios e ainda solicitou um empréstimo junto a um banco americano para ser pago em 15 anos. “Os juros, fixados em torno de 6% ao ano no início, saltaram para cerca de 10% no ano passado, devido à crise financeira”, diz.
Mas Katayama não lamenta. No começo deste ano, faltando ainda um semestre para concluir o curso, ele já tinha mais de uma proposta de emprego para quando voltasse ao Brasil. Aceitou o convite da Booz & Company, uma das principais consultorias mundiais, para trabalhar na área de estratégia. E não só no setor de saúde. “No futuro, quero voltar a atuar com gestão hospitalar, mas agora quero me aprofundar nas melhores práticas dos mais diversos segmentos”, diz. Ao que tudo indica, Katayama tem em suas mãos seu destino profissional. “O mercado reconhece que quem consegue um diploma de Harvard tem uma potencial diferenciado para gerar resultados”, afirma Paula Oliveira, sócia-diretora da Cia. de Talentos, empresa especializada no recrutamento de jovens recém-formados para grandes empresas. “São pessoas com uma lógica de raciocínio acima da média, que têm uma sólida visão panorâmica do que ocorre no mundo e muita capacidade de análise”, diz. “São profissionais caros, lapidados para posições estratégicas.” Pode-se dizer que Harvard cria joias do conhecimento. 

Educação de Joinville na frente
Fonte: Jornal A Notícia, 19/07/2010
Colégios Bom Jesus e Posiville alcançaram as duas melhores médias do Estado na prova do Enem em 2009, que avalia desempenho de alunos no ensino médioA divulgação do ranking de desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, deixou Joinville novamente em uma posição de destaque no cenário estadual quando o assunto é educação. Três instituições da cidade estão entre as cinco que conseguiram a melhor média nas provas do ano passado.
A Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, o popular Bonja, é a primeira entre as cerca de mil escolas catarinenses que tiveram alunos inscritos no Enem 2009. A média dos estudantes, que soma as notas do teste de múltipla escolha às da redação, ficou em 684,15. O segundo colocado de Santa Catarina, o Colégio Posiville, atingiu a média de 681,71, alavancando ainda mais o desempenho da cidade. No ranking de 2008, as duas também figuravam entre as dez primeiras do Estado. O Posiville manteve o segundo lugar e o Bom Jesus estava na sexta posição.
O ranking divulgado pelo Ministério da Educação demonstra uma superioridade nas notas dos alunos matriculados na rede privada, em especial nos colégios que direcionam o ensino para a preparação para o vestibular. Entre as 30 primeiras de Santa Catarina, apenas uma é da rede estadual: a Escola Feliciano Nunes Pires, de Florianópolis. Já no ranking joinvilense, o melhor colocado entre os colégios estaduais foi o Germano Timm, em 12º, com 580,06 pontos.
O resultado amplia a boa colocação obtida pela cidade no ranking do Índice de Desenvolvimento Básico (Ideb), estudo liderado pelo MEC que contém dados nacionais sobre a educação básica no Brasil. Joinville teve 14 colégios entre os 23 com o melhor índice em Santa Catarina.

Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009
Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/07/rede-publica-tem-so-duas-escolas-entre-20-melhores-do-enem-2009.html
Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.
Novo exame permite comparação ao longo do tempo.
A rede pública de ensino do Brasil tem apenas duas escolas entre as 20 melhores do país no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta segunda-feira (19). Entre as 20 escolas com as piores médias, 19 são estaduais e uma é municipal.
As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na 17ª posição.
O Colégio Vértice, em São Paulo, foi o melhor colocado, com a média geral 749,70 pontos, incluindo a prova objetiva e a redação, feita pelos estudantes do último ano do ensino médio. No ano passado, a escola, que é particular, ficou na 10ª colocação.
O Instituto Dom Barreto, de Teresina, no Piauí, também particular, ficou com a segunda posição no ranking do Brasil, com 741,54 pontos, e o Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro, foi a terceira melhor escola do país, com 741,32 pontos.
No lado oposto da lista, está a escola Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, Santo Antônio de Içá, no Amazonas, que, com 249,25 pontos de média, ficou com a pior colocação do ranking do Enem.
O ranking do G1 desconsidera escolas que ficaram sem média geral. Essas escolas tiveram menos de dez alunos no Enem e que realizaram uma das provas, objetiva e de redação, ou tiveram menos de 2% de participação no exame.
O Enem deste ano é o primeiro com o novo formato, de 180 questões, e com uma nova metodologia de cálculo, que permite a comparação ao longo do tempo. Em 2008, a prova tinha 63 questões e uma redação.
Baseado no modelo da Teoria de Resposta ao Item (TRI), o novo exame avalia a proficiência do candidato minimizando o grau de acertos por sorte e apontando habilidades e deficiências. Um aluno que teve menor pontuação do que outro pode apresentar resultado melhor, se os acertos se concentrarem nas questões que tiverem maior peso.
Segundo o Inep, 500 pontos é a média de todos os participantes do exame regularmente matriculados no terceiro ano do ensino médio regular em 2009. Os dados do Enem, mostram que 64% das escolas da rede pública ficaram acima dessa média. Sendo que 62,7% fizeram entre 500 e 600 pontos e 1,3% fizeram mais que 600 pontos.
Na rede particular, 98% das escolas ficaram acima da média. Sendo que 48,74% fizeram entre 500 e 600 pontos e 48,44% tiveram mais que 600 pontos.
O número de escolas de ensino médio regular com alunos que participaram do Enem aumentou de 24.253 em 2008 para 25.484 em 2009. Entre as 27.306 escolas que constam no Censo Escolar 2009 que oferecem o ensino médio regular, 93% tiveram alunos concluintes participando do exame.
Segundo o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, é preciso levar em consideração que o exame é voluntário, por isso há muita variação na taxa de participação de cada escola. “Os estudantes que se inscreveram são os que tinham interesse”, afirmou.
Para Neto, as informações do Enem por escola devem ser usadas para uma análise do que é preciso ser feito para o aumento da qualidade do ensino no país. “A partir dos dados, cada escola, município e estado pode fazer suas análises e buscar perspectivas de solução, focando na melhoria do ensino”, afirmou.
A educadora e superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, também ressalta que o resultado do Enem não é universal. “Só faz quem quer e quem faz são os melhores alunos. Tem escolas particulares que cultivam seus alunos por 11 anos. Na escola pública, só aqueles que têm pretensão para ir à universidade fazem”, afirmou.
De acordo com o Inep, 2,4 milhões de candidatos participaram do Enem em 2009. Desses, 37% declararam estar concluindo o ensino médio no mesmo ano e 56% informaram que havia concluído o ensino médio em anos anteriores.
Wanda defende que o Enem seja obrigatório. “Não tem nenhum exame obrigatório do final do ensino médio. Precisávamos que fosse universal para realmente podermos comparar”, afirmou. De acordo com Neto, não há discussões no Inep sobre a possibilidade de o exame se tornar obrigatório.
Para a educadora, apesar de os dados do Enem 2009 mostrarem que as escolas públicas ainda não estão entre as melhores, nos últimos seis anos, houve um esforço de melhoria na rede. “As escolas públicas vêm, de alguma forma, melhorando bastante na pontuação. Estão tentando se aperfeiçoar, principalmente em estados como Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal”, disse Wanda.
A educadora afirma ainda que o ranking das 20 melhores do país mostra ainda que a qualidade do ensino está se espalhando. “Há escolas de estados fora do Sudeste e Sul entre as melhores, como escolas do Piauí e de Mato Grosso do Sul”, disse.
Sobre o mau desempenho da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas informou que só irá se pronunciar sobre os resultados quando o Ministério da Educação e o Inep disponibilizarem oficialmente os dados.

Seleção para Harvard é uma das mais criteriosas do mundo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 15/07/2010
Documentação é lida por pelo menos 2 pessoas. Se o aprovado não tiver como bancar o curso, universidade pode pagar até 100%
Silvana Mautone, especial para o iG, de Cambridge 
Harvard é uma das faculdades mais seletivas do mundo. Provavelmente a mais. Para o ano acadêmico que começa no próximo mês de setembro, 30.489 jovens se inscrevaram para o bacharelado e apenas 2.110 foram aprovados. Não há nota de corte. Todo material enviado pelos candidatos é lido meticulosamente do começo ao fim por pelo menos dois funcionários da equipe responsável pela seleção. O sistema de graduação nos Estados Unidos é muito diferente do brasileiro. E em Harvard, em particular, o aluno não escolhe previamente em que área vai se formar. A universidade oferece dois tipos de bacharelado, que é chamado de “undergraduate program”: em Artes e em Ciências. Nos primeiros três semestres, os estudantes não precisam escolher em que área querem se especializar. “É um processo de autoconhecimento. Eles têm a chance de descobrir do que gostam ao longo do curso”, diz Jim Pautz, profissional responsável pela primeira análise das inscrições dos brasileiros no processo de seleção. Das 32 matérias necessárias para obter o diploma, apenas oito são obrigatórias, ou seja, os alunos escolhem 75% das aulas que vão frequentar.  Diferentemente do Brasil, algumas profissões, como Direito e Medicina, exigem um segundo diploma nos Estados Unidos, os chamados “graduate programs”, além do da graduação. O presidente americano, Barack Obama, por exemplo, primeiro se formou em Ciências Políticas, pela Universidade de Columbia, em Nova York, e só depois pode inscrever-se para o conceituado curso de Direito em Harvard, onde foi aceito. Nos Estados Unidos, ao invés de cada universidade promover um vestibular, elas geralmente solicitam o resultado de dois testes: o Scholastic Aptitude Test (SAT) e o American College Testing (ACT). O SAT é um exame mais analítico, consiste em interpretação de texto, gramática, redação e matemática. Já o ACT é mais voltado para checar o aprendizado ao longo dos anos de escola. As questões avaliam o conhecimento do aluno em inglês, matemática, ciências, interpretação de texto e redação. A pontuação máxima desses testes é 800, e a média, 500. A maioria dos aprovados para estudar no Harvad College obtém acima de 600 pontos. Além dos resultados do SAT e do ACT, a comissão julgadora avalia o  histórico escolar dos candidatos. “Nossos alunos geralmente fizeram parte do grupo dos 10% melhores em suas escolas”, diz Pautz. Mas notas boas não garantem o passaporte para Harvard. “Olhamos o todo. Avaliamos se o estudante trabalha ou não, se precisou, por exemplo, cuidar de irmãos mais novos, se seus pais cursaram faculdade. São situações que influenciam nas oportunidades que o estudante teve na vida”, afirma Pautz. “Cada caso é um caso.” O interesse do estudante fora da sala de aula é outro ponto fundamental no processo de seleção. No formulário de inscrição para a graduação, há uma pergunta específica sobre isso. Os avaliadores querem saber quais são os hobbies do candidato, suas atividades extracurriculares, se já trabalhou como voluntário em algum lugar. “A vida no campus é um elemento forte no ambiente universitário americano. Buscamos alunos que queiram aproveitar não só as vantagens acadêmicas que oferecemos, mas de todo o campus”, diz Pautz. “Se a pessoa canta, toca algum instrumento ou joga futebol, queremos saber. O importante é que seja algo algo pelo qual ela tenha profundo interesse.” 
No processo de seleção para o MBA na Harvard Business School (HBS), considerada uma das melhores escolas de negócios do mundo, isso também é levado em conta. “Nós buscamos pessoas com perfil de liderança e essas informações nos ajudam muito para conhecer melhor os candidatos”, diz Pauline Jennett, uma das responsáveis pela seleção para o MBA. No último ano, foram cerca de 9.500 candidatos para pouco mais de mil vagas. Na HBS, são analisadas as notas durante a graduação e a obtida no GRE General Test ou no Graduate Management Adminission Test (GMAT) – são aceitos os dois exames. A escola de negócios de Harvard pede ainda o TOEFL, certificado de proficiência em inglês, para os estudantes estrangeiros (o Harvard College também exige inglês fluente, mas não requer nenhum tipo de certificato). Outra diferença é que no processo de seleção para a graduação não há entrevistas pessoalmente, enquanto na HBS, sim. Neste ano, cerca de 1.800 candidatos foram entrevistados. “O estudante não precisa vir até os Estados Unidos conversar com a gente. Oferecemos a possibilidade de a entrevista ser feita em vários países, ele  escolhe onde for mais conveniente”, diz Jennett.
Dicas úteis - - Não deixe a inscrição para a última hora. Os candidatos aprovados geralmente começam a se dedicar para os testes e a preparar toda a documentação necessária com pelo menos seis meses de antecedência. A média é um ano. - Depois de escrever, ler e reler as redações solicitadas, peça para alguém que conhece você bem lê-las. Essa pessoa ajudará a avaliar se você conseguiu expressar suas qualidades de forma clara e convincente. Mas não peça a opinião de muitas pessoas para não correr o risco de ficar confuso e despersonalizar o texto. - Solicite cartas de referência somente a pessoas que conhecem você profundamente, como professores ou chefes diretos. Mais importante do que o cargo de quem envia a carta de recomendação é o que essa pessoa poderá dizer a seu respeito que o diferencie dos demais candidatos. - Caso você tenha tido notas baixas em algum período da escola ou da faculdade devido a problemas pessoais, como doença ou a morte de um parente, destaque essa informação. A  equipe responsável pela escolha dos estudantes lê todo o material encaminhado pelo menos duas vezes e analisa caso a caso.
- Não deixe de concorrer a uma vaga em Harvard, seja na graduação, no MBA, na pós ou no doutorado, devido aos custos com o curso e estadia. A universidade analisa a condição financeira de cada um dos alunos aprovados e, dependendo do caso, banca 100% das despesas. Cerca de 70% dos estudantes recebem algum tipo de ajuda financeira. A instituição também auxilia na obtenção de empréstimos junto a bancos americanos. - Uma vez por ano, geralmente em maio ou junho, um profissional da comissão julgadora da HBS faz uma apresentação no Brasil sobre o curso de MBA. Para ser informado por email sobre esses e outros eventos de seu interesse, basta se cadastrar no site da escola. - Para mais informações sobre como estudar em universidades americanas, acesse o site do Instituto de Liderança do Rio (ILRIO), organização não-governamental criada em 2009 por ex-alunos brasileiros das universidades de Harvard, Princeton e Pennsylvania. 

Emprego e Qualificação
Fonte: Diário Catarinense, 19/07/2010
O recorde na geração de emprego no mercado formal registrado no primeiro semestre em âmbito nacional pelo Ministério do Trabalho é um fenômeno positivo que os responsáveis pela condução da política econômica devem se esforçar para manter e aprofundar. Ao mesmo tempo, o total de quase 1,5 milhão de novas vagas abertas de janeiro a junho, nos cálculos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), chama a atenção para a necessidade de os brasileiros não perderem de vista a importância de maior qualificação profissional. A desaceleração na abertura de vagas em junho deve ser atribuída tanto a uma redução no ritmo do crescimento quanto à dificuldade de as empresas encontrarem profissionais capacitados para preencher determinadas vagas por falta de habilitação específica.
Historicamente descuidado em relação ao ensino, fazendo com que, apesar dos avanços continuados nos últimos anos, os brasileiros ainda registrem em média poucos anos de escola, o país precisa avançar muito na área educacional. O resultado, na prática, é que, entre os milhares de pessoas em busca de uma chance de trabalho com carteira assinada, a maioria tem, além de educação formal insuficiente, baixa qualificação, particularmente no caso dos mais jovens e dos mais velhos. Isso significa que o poder público e as empresas, de maneira geral, precisam levar mais em conta a situação de quem recém concluiu o ensino médio ou que, por se encontrar em atividade há muito tempo, deixou de acompanhar as novidades surgidas na sua área específica de atuação.
No caso dos jovens que conseguem vencer as adversidades e concluir o ensino médio, é importante que sejam propiciadas a eles cada vez mais oportunidades de cursos técnicos, de graduação, de pós-graduação, de aprendizado de ferramentas de informática e de idiomas. Esses são pressupostos cada vez mais exigidos por quem pretende ingressar no mercado formal de trabalho e ainda não dispõe da prática como trunfo. Da mesma forma, também os profissionais já em atividade precisam contar com alternativas de reciclagem para que possam se manter atualizados com as novas tendências das áreas nas quais atuam. Esse é um desafio do poder público e de instituições da iniciativa privada.
O processo de expansão continuada registrado hoje na atividade econômica exige atenção especial às transformações no mercado de trabalho para que os benefícios possam contemplar o maior número possível de trabalhadores. Independentemente das mudanças, o alerta para a necessidade de mais anos de escola e de mais qualificação continuará sempre válido.

OAB e CNBB convocam para reunião do Movimento de Combate à Corrupção
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, enviaram ofício às 46 instituições e entidades que integram o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral para convocá-las para uma reunião que debaterá os rumos do Movimento - do qual a OAB faz parte. O objetivo é fortalecer a rede do Comitê Nacional e os Comitês para as eleições e próximas ações depois do trabalho de mobilização social voltado para a Campanha da Lei Ficha Limpa. A reunião acontecerá no dia 20 de julho na sede do Movimento, localizada no Centro Cultural Lins e Silva, da OAB, em Brasília.
Santa Catarina
O presidente da OAB/SC, Paulo Borba, começou a nomear no mês passado a comissão estadual que integrará a Comissão Especial de Combate à Corrupção do Conselho Federal da OAB. Em Santa Catarina, a Comissão será presidida pelo vice-presidente Márcio Vicari. Também já foram nomeados mais três membros, Gabrielle Beckhäuser, Manuela Gomes Magalhães Biancamano e Milena Kretzer Caliendo dos Reis, iniciando a composição que incluirá representantes de todas as subseções do estado. “Esse foi o primeiro passo para a atuação em Santa Catarina e já estão sendo encaminhados ofícios às Subseções para que nomeiem sete membros cada uma, conforme proposição aprovada no último Colégio de Presidentes da OAB/SC”, adianta Borba.
A Comissão Nacional é presidida pelo conselheiro federal Paulo Henrique Falcão Brêda, que no dia 18 de junho falou ao Colégio de Presidentes e Delegados da OAB/SC e da Caixa de Assistência dos Advogados sobre a campanha de combate à corrupção e à impunidade que a OAB Nacional começa a promover em 2010, ano que a entidade completa 80 anos.
Segundo ele, será utilizada a ampla capilaridade da OAB para cobrar dos poderes constituídos e autoridades competentes a continuidade dos inquéritos e ações de grande repercussão e que estão “dormindo ou se arrastando”. Para isso, serão criadas comissões em todas as seccionais do país. “Não pediremos condenação ou absolvição. Pediremos respostas”, afirmou Brêda, enfatizando que o Brasil precisa falar de reforma política, especialmente este ano em que “muitas formas de corrupção eleitoral ainda maculam muitos de nossos representantes”.
Segundo o conselheiro, o objetivo é sacudir o país com essa discussão, a fim de propor ao próximo presidente da República que implemente o projeto de reforma política, com o respaldo do debate de um país inteiro. A OAB também quer abrir um canal de comunicação em cada seccional para receber denúncias que passarão por análises prévias e em seguida enviadas ao órgão responsável para apuração. “Na maioria das vezes o cidadão se sente mais à vontade para encaminhar uma denúncia à OAB do que a outros órgãos e sobram exemplos no país inteiro. Muitos não acreditavam, por exemplo, no Projeto Ficha Limpa e hoje é uma realidade”, avalia Brêda.

É cabível ação de contribuinte para compensar tributos, mesmo havendo instrução da Receita Federal
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A existência de instruções normativas da Secretaria da Receita Federal que reconhecem e regulamentam o direito à compensação do tributo não afasta o interesse de agir do contribuinte que ingressa com ação judicial visando à definição dos critérios do procedimento compensatório. A tese foi definida pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento de recurso repetitivo.
Agora, o entendimento deve ser aplicado a todos os demais processos que tratem da questão e que estavam com o andamento suspenso em razão do julgamento deste recurso especial no STJ.
No caso analisado, o contribuinte – uma empresa de materiais de construção de São Paulo – ingressou com mandado de segurança, pedindo o reconhecimento do direito de efetuar a compensação de tributos indevidamente recolhidos a título de PIS com parcelas vincendas do próprio PIS e de outras contribuições arrecadadas pela Receita Federal.
Ao analisar a questão, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) afirmou não existir interesse de agir do contribuinte [motivo para a ação], tendo em vista que não haveria qualquer prova de resistência ou violação por parte do Fisco ao direito de efetuar a compensação pela via administrativa.
O contribuinte recorreu, então, ao STJ. Alegou que teria direito de compensar os valores indevidamente recolhidos sem as limitações previstas pelas Instruções Normativas n. 67/92, 21/97 e 73/97, todas da Receita Federal, que tratam dos moldes para compensação tributária.
O relator, ministro Mauro Campbell Marques, considerou que o interesse de agir se caracteriza pelos entraves rotineiramente opostos pela Receita Federal ao contribuinte que pede a compensação tributária dos valores indevidamente recolhidos a maior a título de PIS. De acordo com o ministro, é inegável a necessidade de o contribuinte buscar a Justiça a fim de proteger seu direito pelo exercício pleno da compensação de tributos declarados indevidos.
Assim, cabe agora ao TRF3 analisar o mérito do pedido do mandado de segurança e definir os critérios do procedimento da compensação.

Currículo do curso de relações públicas terá novas diretrizes
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/07/2010 às 09:08 hs.  
Uma revisão curricular deverá definir diretrizes mais específicas para o curso de relações públicas, que atualmente conta apenas com aquelas estabelecidas para o de comunicação social. O objetivo é atualizar o perfil do profissional da área.
Para subsidiar o trabalho de revisão, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação constituiu uma comissão de especialistas, presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, professora do curso de comunicação organizacional da Universidade de São Paulo (USP).
A comissão terá o prazo de 150 dias para elaborar uma proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão responsável pela aprovação das diretrizes curriculares dos cursos de graduação.
A comissão realizará uma consulta pública pela internet para receber as contribuições dos segmentos interessados – acadêmicos, profissionais do setor e sociedade civil. Após a consulta, serão realizadas audiências públicas, abertas à participação de entidades representativas do setor.
A consulta receberá sugestões sobre três questões: o perfil desejável do profissional de relações públicas diante das transformações políticas, culturais, sociais e tecnológicas contemporâneas; as competências a serem adquiridas na formação superior, e os mecanismos e instrumentos de formação do profissional pela academia.
As sugestões podem ser encaminhadas para a comissão por mensagem Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. eletrônica, até o dia 15 de setembro de 2010. A comissão foi constituída pela portaria 595/2010, em 24 de maio de 2010.
Além da presidente, compõem a comissão os professores especialistas: Cláudia Peixoto de Moura, Ésnel José Fagundes, Márcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviane Ferraz, Paulo Roberto Nassar de Oliveira e Ricardo Ferreira Freitas.
Margarida Maria Krohling Kunsch é professora titular da USP. Livre-docente em teorias e processos de comunicação institucional, doutora e mestre em ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Bacharel em comunicação social – relações públicas pela Faculdade de Comunicação Social Anhembi. Docente dos cursos de graduação e pós-graduação, presidente da Comissão de Pós-Graduação e coordenadora do curso de pós-graduação lato sensu de gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas da ECA-USP.
A revisão das diretrizes curriculares dos cursos de graduação teve início em 2009, com o curso de jornalismo. A proposta apresentada pela comissão presidida pelo professor José Marques de Mello foi encaminhada pela Sesu ao CNE e está sendo avaliada pelo órgão.
Assessoria de Imprensa da Sesu
Fonte: MEC 

Candidatos não isentos podem pagar sua inscrição até dia 20
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 09:03 hs. 
Com o fim do período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, os candidatos que estiverem fora dos critérios de isenção ainda têm prazo até a próxima terça-feira, 20, para pagar o boleto na rede bancária. Aqueles que ainda não o imprimiram poderão fazê-lo nesse período, desde que já inscritos.
São isentos da taxa de inscrição, de R$ 35, os estudantes da última série do ensino médio em escolas públicas. Também não pagam a taxa aqueles que tiverem concluído o ensino médio em anos anteriores e declararam carência. A mesma declaração é exigida de alunos de escolas particulares que reivindicaram a isenção.
As provas, marcadas para 6 e 7 de novembro, terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, e redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos — o candidato deve fazer a opção no momento de se inscrever.
Em 6 de novembro, sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas, das 13h às 17h. No domingo, 7, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e redação.
Assessoria de comunicação Social
Fonte: MEC 

Só Enem não basta para escolher colégio, dizem educadores
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 09:04 hs. 
Perfil da família e do aluno, projeto pedagógico e modo como escola avalia os alunos são pontos importantes.
Professor lembra ainda que as médias das primeiras colocadas são muito próximas umas das outras
FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
A classificação das escolas no Enem é um dos critérios que costumam ser usados na hora de escolher um colégio. Mas não deve ser o único nem o principal critério, de acordo com educadores.
Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, lembra que as médias obtidas pelas primeiras colocadas são muito próximas umas das outras.
Além disso, o resultado de cada escola é dado com base na média das notas dos alunos que participaram do exame. Ou seja, nem todos obtiveram aquele bom resultado.
Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf, o peso dado à nota no Enem na escolha de um colégio de ensino médio deve ser de 10%. Os outros 90% devem se basear nas características da família e do estudante e nos objetivos que se tem para ele.
Não adianta o adolescente estudar em um colégio rígido demais se em casa ele tem uma educação mais liberal. Os pais não podem querer viajar com os filhos sempre aos finais de semana se a escola demanda muito tempo de estudo em casa.
Por isso, a proposta pedagógica deve estar de acordo com os valores da família.
AVALIAÇÃO
Saber como os estudantes são avaliados também é importante. Há alunos que se saem melhor em provas orais, outros precisam ter a chance de fazer recuperação ao final do bimestre e há também aqueles que não se dão bem em trabalhos de grupo.
A formação dos professores é algo essencial. Além de checar se o docente tem curso superior e pós, é bom saber se dar aulas é a paixão dele ou um bico enquanto não arranja outro emprego.
Qualidade do material didático, estrutura, localização e a mensalidade são outros pontos importantes. Além disso, a vontade do estudante também não pode ser deixada de lado. "Se a escolha é só dos pais, o aluno não vai se comprometer", diz Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 
Fonte: Folha de São Paulo 

País tem 148 instituições públicas de ensino superior com sistema de cotas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/07/2010 às 08:39 hs. 
Estudo da Educafro mostra que a maioria das ações é socioeconômica, mas há também as raciais, especialmente para negros. Enquanto projeto sobre o tema tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios modelos
Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo
São 148 as instituições públicas de ensino superior do País que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. A maioria das políticas de reserva de vagas identificadas é socioeconômica, mas uma parte é de cotas raciais - especialmente para negros. O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, foi feito pela entidade Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).
Enquanto o projeto que prevê 50% das vagas para alunos de escolas públicas e para negros tramita no Congresso, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações há reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar, professores da rede pública e residentes da cidade onde se localiza a instituição. O aumento de nota nas provas de seleção para determinados grupos também é considerado em grande parte das universidades públicas.
O estudo mapeou ações afirmativas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Pará, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Defensores das cotas comemoraram a adesão das universidades. "A mobilização dos negros para o debate das cotas está movimentando outros setores", diz frei David Raimundo dos Santos, da Educafro. Para ele, o principal desafio está nas grandes universidades, como a Universidade de São Paulo, que oferece, por meio do Programa de Inclusão Social da USP, o acréscimo na nota do vestibular para candidatos do ensino médio público.
Para Rafael Ferreira Silva, professor e pesquisador de ações afirmativas, as cotas são necessárias para suprir as desigualdades socioeconômicas do País. "Temos de resgatar as consequências de fatos históricos como a escravidão e a abolição. As diferenças são extremas", diz.
Para Valter Silvério, da Universidade Federal de São Carlos, a adesão das instituições se deve também ao respaldo popular que as ações afirmativas apresentam. "Os diferentes tipos de cotas refletem que as universidades estão discutindo seus próprios perfis."
Preconceito. A advogada Allyne Andrade, de 24 anos, que ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema de cotas, diz que ainda existe preconceito no ambiente acadêmico. "Muitos professores achavam que a qualidade do ensino ia cair. A sociedade é racista."
Apesar de ser cotista, Maria de Lourdes Aguiar, de 24 anos, estudante de Medina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, critica o sistema. "Eu apoio até um certo limite, porque isso pode acabar tampando o sol com a peneira", opina.
José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, concorda. "Isso mostra a incompetência do Estado, que não oferece educação básica de qualidade", diz. "Cotas só são boas para quem usufrui delas. Elas não acabam com o racismo nem melhoram a mobilidade social. Motivo para comemorar é quando um estudante pobre entra na universidade pública sem cota."
Ações afirmativas
Cotas raciais
Consistem em reservar parte das vagas da instituição de ensino superior para candidatos que sejam afrodescendentes ou indígenas, por exemplo.
Cotas sociais
São a reserva de vagas do vestibular para alunos formados em escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência, estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede pública, entre outros.
Bônus
É o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de determinadas condições sociais. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação editou a Portaria 905, em 12 de julho de 2010, divulgando os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que foi calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira a partir de avaliações feitas nas escolas de ensino fundamental mantidas pelos Estados, Distrito Federal e Municípios.
Os resultados são alarmantes e mostram que a falta de políticas públicas continuadas para a educação representam um dos principais fatores para o fracasso das redes, na maioria das Unidades da Federação.
Comparando-se com a rede privada, os estabelecimentos de ensino estatais têm desempenho extremamente fraco. Os resultados mostram que a cada momento se cria um maior abismo entre os segmentos, com graves prejuízos à sociedade.
Os resultados fracos não são por falta de recursos.  O Brasil dispõe de recursos para campanhas políticas bilionárias e para manter órgãos ineficazes e que nenhum serviço prestam ao País.
 
Ministério da Educação intensifica pressões sobre os cursos de pedagogia
Fonte: Jornal da Educação
Sob o argumento que os cursos de pedagogia são estratégicos para a política de formação de professores para a educação básica, os mesmos recebem atenção especial do Ministério da Educação.
Uma das ações que visam assegurar a qualidade desses cursos é o processo de supervisão, ao qual devem ser submetidos aqueles que apresentam resultados insuficientes nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Iniciada em 2008, a supervisão verificou a condição de oferta de 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 – em uma escala que vai de 1 a 5 – no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2005.
Após a realização de visitas in loco pela comissão de especialistas na área, as instituições firmaram termo de saneamento de deficiências com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, a partir do qual se comprometeram, em um prazo máximo de 12 meses, a promover as melhorias necessárias para um ensino de qualidade. Durante esse prazo, os cursos que repetiram os resultados insatisfatórios no Enade de 2008 receberam medidas cautelares suspendendo novos ingressos, até que fosse verificado o cumprimento das medidas de saneamento.
Após o término do prazo, dois cursos que não demonstraram o cumprimento das medidas tiveram abertura de processo administrativo para o encerramento da oferta. Também foi instaurado processo para redução do número de vagas em outro curso, que cumpriu parcialmente as exigências da Sesu.
Para preservar o interesse dos estudantes, além da instauração do processo, os cursos que serão encerrados receberam medidas cautelares e estão impedidos de ingressar novos alunos até que seja concluído o processo. As medidas representam a redução de 280 vagas anuais de ingresso.
Os demais cursos seguem sob verificação da Sesu e aqueles que têm o prazo encerrado recebem visita para reavaliação e verificação do cumprimento das medidas.
Além da supervisão, outra medida voltada à qualidade dos cursos de pedagogia é a publicação de um instrumento de avaliação. O documento, publicado no último mês de junho, apresenta os aspectos que serão considerados pelos avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nos processos de reconhecimento dos cursos.
A definição de um instrumento específico para os cursos de pedagogia tem como objetivo valorizar a formação dos professores que atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.
O instrumento aponta os critérios de qualidade que devem ser adotados pelos cursos, para que tenham o reconhecimento do MEC. Os critérios de avaliação são organizados a partir de três elementos principais: organização didático-pedagógica do curso, corpo docente e instalações físicas. 

Mudança demográfica reduz pressão de jovens no mercado de trabalho
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/07/2010 às 10:18 hs. 
Com a queda do ritmo de crescimento da população brasileira, hoje existem 425 mil pessoas de 18 a 24 anos a menos no mercado do que há seis anos
Marcelo Rehder - O Estado de S.Paulo
Nos últimos seis anos, cerca de 425 mil jovens de 18 a 24 anos, ocupados ou em busca de ocupação, deixaram de pressionar o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil. A grosso modo, se quantidade semelhante de jovens estivesse no mercado, a taxa de desemprego metropolitano, hoje em 7,5% da população economicamente ativa (PEA), poderia ficar próxima de 10%.
A questão é que o ritmo de crescimento da população brasileira está diminuindo a uma velocidade maior que a esperada. Mais que isso, as dinâmicas são diferentes, e até opostas, entre diferentes grupos por faixas etárias. Enquanto a participação dos mais jovens na força de trabalho encolhe, a da população de mais de 50 anos é a que mais cresce, refletindo a forte expansão demográfica do passado.
Os jovens de 18 a 24 anos, que representavam 15,1% da população em idade economicamente ativa das principais regiões metropolitanas do País em 2003, passou a responder por 12,6% no ano passado. "Três pontos porcentuais é uma queda e tanto", diz o gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Nesse mesmo período, a fatia dos trabalhadores com 50 anos ou mais saltou de 24,9% para 30,2%.
A população está envelhecendo porque a taxa de natalidade tem caído num ritmo maior que o da mortalidade. Em pouco mais de 40 anos, da metade da década de 1960 até 2006, a taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher para 1,8 filho, segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgados pelo IBGE em 2008.
De forma geral, a queda da fecundidade no Brasil é explicada pelas transformações ocorridas na estrutura socioeconômica do País. As mudanças incluem os processo de urbanização, industrialização, estabilidade monetária e a entrada da mulher no mercado de trabalho, além de avanços das políticas de ensino, saúde e previdência.
A mudança na composição da estrutura etária da população economicamente ativa tem diversas implicações econômicas e sociais. Para o professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, José Eustáquio Diniz Alves, uma PEA mais envelhecida significa uma força de trabalho com maiores níveis educacionais, com maior experiência e com maior produtividade.
Isso significa que a PEA pode contribuir com o desenvolvimento brasileiro e com o aumento da renda per capita. "A renda tende a aumentar com a idade", diz o professor. Além disso, o País poderá contar com mais pessoas em idade produtiva e com menos razões de dependência. Ou seja, cada adulto terá um número menor de dependentes para sustentar.
"O grande impacto será na produtividade da economia brasileira", observa o professor de relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), José Pastore.
Escolaridade. A média de anos de estudo da força de trabalho brasileira hoje é de apenas sete anos, o que é muito pouco quando comparado com países com os quais o Brasil compete, como os do leste Europeu, onde essa média é de 11 anos. E chega a ser covardia comparar o grau de escolaridade do trabalhador brasileiro com o de países como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, onde a média é de 13 a 14 anos de estudo.
A redução da taxa de participação do jovem no mercado de trabalho brasileiro também está relacionada ao aumento da presença nos bancos escolares, observa Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (ver reportagem abaixo). "Na faixa de jovens, hoje a média de escolaridade já subiu para nove a dez anos", diz Pastore. "Isso é ótimo, porque daqui a uns dez anos, essa vai ser a média dos chefes de família no País."
O problema é que o período do chamado "bônus demográfico" não dura para sempre. Depois, segue-se o envelhecimento populacional, o que pode vir a ser um "ônus demográfico".
Em 2050, o peso relativo das pessoas com 65 anos ou mais será expressivo na população brasileira, muito maior que jovens e adultos.
"Uma população envelhecida representa uma série de novos desafios e os mais evidentes são aqueles ligados à saúde pública e a questões previdenciárias", diz o professor Alves.
 
Egito investe na melhora do ensino de tecnologia
Fonte: Jornal da Educação
Melhorar o ensino de tecnologia nas escolas tem sido um dos objetivos do Egito nos últimos anos, e para isso tem buscado o apoio de grandes empresas como IBM e Microsoft para expandir a indústria de terceirização.
O ramos traz anualmente para o país cerca de US$ 1 bilhão em negócios. Com o declínio populacional e os custos elevados existentes na Europa, a solução tem sido buscar a ampliação de operações terceirizadas, como suporte técnico e centrais de atendimento em outros países.
Sabendo desta realidade, o Egito tem tentado se inserir neste mercado. Mas a qualificação da mão de obra dos egípcios tem sido um problema para as grandes empresas, que reclamam e precisam de artifícios como prêmios para conseguirem a empregados com os conhecimentos necessários.
Para conseguir alcançar a meta de gerar US$ 10 milhões em serviços terceirizados até 2020, o Egito, através da agência do Ministério das Comunicações, criada para gerir este mercado de terceirizações, vai investir, anualmente, de US$ 10 a 12 milhões na preparação de universitários do país.

O perfil do candidato de SC
Fonte: Diário Catarinense, 18/07/2010
Radiografia dos que estão na disputa nas eleições 2010 mostra que a )maioria nasceu no Estado e terminou o curso superior
Catarinense, 41 a 50 anos, casado, com curso superior e com patrimônio declarado de até R$ 10 mil. Este é o perfil médio do candidato que concorre às eleições 2010 em Santa Catarina. São 538 inscritos para os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.
A pesquisa foi feita nos dados registrados na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet, com base nas informações oficiais prestadas no momento do registro da candidatura.
Além de data e local de nascimento, estado civil, profissão, escolaridade e relação de bens, o banco de dados virtual tem informações mais técnicas, como o CNPJ de campanha (e certidões criminais).
Entre os candidatos ao governo, a maioria é de homens, com nível superior, casados e nascidos em Santa Catarina. Em média, os que disputam o cargo de governador têm entre 51 e 60 anos e com patrimônio entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Entre as profissões mais citadas entre os que concorrem à sucessão estadual, estão senador (2) e aposentado (2).
Entre os que querem ser senador por Santa Catarina, a maioria são homens casados e com nível superior completo. A média de idade e de renda é igual à média dos candidatos ao governo. Das profissões mais citadas, estão deputado (2) e aposentado (2).
Os homens são maioria entre os candidatos a deputado federal e estadual: a proporção é de 70,7% de homens e 29,3% de mulheres. Dos que disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa, 72,1% são homens e 27,9% são mulheres.
Assim como os candidatos ao governo e ao Senado, entre os candidatos a deputado a maioria tem nível superior completo, é casada e é catarinense. As faixas etárias e de renda são menores. A média é de 41 a 50 anos. As profissões mais citadas são advogado, deputados buscando a reeleição, servidor público e vereador.
Em todo o país, o Tribunal Supeior Eleitoral contabilizou 20.335 candidatos. A maioria é homem, casado, não tem ensino superior, passou dos 45 anos e disputa uma vaga nas assembleias estaduais: 1.027 políticos adotaram o cargo temporário como profissão e disputam a reeleição.
natalia.viana@diario.com.br
NATÁLIA VIANA

Bolsista da Capes e CNPq pode ter outra fonte de renda
Fonte: Estadão.edu, 16/07/2010 - São Paulo SP
Portaria com regra foi assinada por presidentes das duas agências de fomento; bolsistas eram proibidos de outra fonte Carolina Stanisci - Especial para o Estadão.edu Portaria vai permitir que bolsistas matriculados em programas de pós que recebem fomento de agências possam receber remuneração de outras fontes. O documento foi assinado nesta quinta-feira, dia 15, pelos presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães e do Conselho Nacional de Desenvolvimento  Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Alberto Aragão. A iniciativa atende a uma antiga reivindicação dos bolsistas. A partir de agora, eles vão poder exercer atividade remunerada, como serem professores no ensino de qualquer grau. Os bolsistas não podem, por outro lado, acumular bolsas de outras agências públicas de fomento. Para conseguir receber  complementação financeira, o bolsista deve pedir autorização a seu orientador. A autorização deve ser informada à coordenação do curso ou programa de pós. Caso seja comprovado algum tipo de desrespeito às regras condições estabelecidas na portaria, o bolsista será obrigado a devolver a Ca  pes ou CNPq os valores recebidos a título de bolsa. 

Aumento de envio de profissionais latino-americanos ao exterior
Fonte: Folha de São Paulo, 18/07/2010 - São Paulo SP
A América Latina teve maior crescimento no número de profissionais que vão para fora do país de origem com contratos de longa duração do que o resto do mundo. Transferências superiores a um ano aumentaram 47% nessa região em 2008 e 2009, contra 41% nos outros países, segundo estudo da consultoria Mercer obtido com exclusividade pela Folha. Foram ouvidas 220 companhias -responsáveis por cerca de 60 mil expatriados. "Na América Latina, há mais transferências de longo prazo, mas as de curto estão crescendo,  com foco em projetos específicos e transferência de tecnologia", afirma Renata Herrera, da Mercer.
Uma pesquisa global da consultoria de recolocação Brookfield, feita com 120 profissionais de RH, mostra que 44% de suas multinacionais esperam transferir mais trabalhadores neste ano. Em relação a 2009, contudo, só 27% dizem que aumentou o número de expatriados. "Apesar da crise, quem já havia comprometido investimentos na   internacionalização deu continuidade ao processo", avalia a professora associada da Fundação Dom Cabral Carmen Migueles. No Brasil, com a melhora no cenário internacional, a expectativa é de envio de mais profissionais para fora. Um dos que embarcaram neste mês foi o gerente comercial internacional da Chemtech, de tecnologia, Diogo Bahia de Carvalho, 28. Antes de ir aos EUA, o executivo focava a adaptação. "Eles têm escritórios remotos -e estamos acostumados a relações mais pessoais. Sempre há choque cultural." 

‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’, diz ex-presidente do Inep Entrevista com Reynaldo Fernandes, professor da USP e ex-presidente do Inep Luciana Alvarez . Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais quando esta última edição do Enem foi aplicada, o professor Reynaldo Fernandes elogia a evolução da prova.  No início, o Enem não tinha ranking, não era usado para entrar em universidades. As mudanças são positivas?
Sim. O Enem começou com 150 mil inscritos e foi crescendo até ter escala suficiente para dar resultados por escola. O ranking é consequência: a imprensa põe os mais altos na frente e o resultado vira ranking. Mas o ranking não veio de nenhuma mudança no Enem.
E o fato de ele ter virado um vestibular?
O Enem começou a ser usado pelas universidades por ele mesmo; foram as universidades que o adotaram. Os usos foram mudando porque ele cresceu e ganhou credibilidade. Mas a grande mudança do exame foi mesmo com o novo Enem.
Que vantagens têm o novo Enem?
O Enem foi sendo aprimorado: ganhou escala, robustez, e agora, com a Teoria de Resposta ao Item (TRI), é possível acompanhar as notas no tempo. Antes, não se podia comparar as edições. Daqui para frente vamos comparar pessoas que fizeram provas diferentes; o Enem poderá servir como prova de ingressantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), poderemos ver a evolução das escolas.
Em escolas de São Paulo, a proporção de alunos que fizeram o Enem foi baixa. Isso pode afetar os resultados?
Não vi os resultados, não sei quantos alunos de cada escola fizeram o Enem - e isso precisa ser estudado com calma. Mas já passei muito tempo analisando essas correlações. Sempre vai ter algum caso em que as mudanças afetam, mas em geral os resultados são muito robustos. 

Sindicato sugere avaliação ampla e sem ranking
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Sieesp é contra o uso de notas para criar comparação Insatisfeito com a transformação das notas dos alunos no Enem em ranking de escolas, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieesp) sugere um modelo de avaliação mais amplo, que possibilite uma evolução interna em vez da comparação. O exame anual, feito  pelo Instituto de Avaliação e Desenvolvimento Educacional desde 2008 para escolas sindicalizadas que se interessem, mede, por exemplo, a participação da família e o "efeito escola" - responsabilidade do colégio no desempenho do aluno. "Cada escola tem identidade própria e  atende grupos com condições socioeconômicas diferentes", diz a diretora técnica da prova, Regina Cançado. "Presta Enem o aluno que quiser - não são todos, não é por amostra estatística. Portanto, o resultado das escolas não pode ser comparado", critica Regina. 

'Com alta procura, exame tem desafio de manter credibilidade'
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Leia a análise de Luciana Constantino
"Passados 12 anos desde que foi criado, o Enem se consolida como um instrumento de avaliação. Nasceu com o objetivo de oferecer uma possibilidade de autoavaliação dos alunos e como alternativa ao processo seletivo de universidades. Começa em 1998 com 157,2 mil inscritos e vê, três anos depois, esse número crescer para 1,624 milhão, justamente quando os alunos carentes ficam isentos da taxa de inscrição e a internet é inserida nesse processo. Um novo salto vem em 2005, com a nota da prova se transformando em porta de entrada para o Universidade Para Todos (ProUni). O programa distribui bolsas de estudo para alunos carentes em instituições de ensino superior particulares. Naquele ano, o Enem registrou 3 milhões de inscritos. São as notas de 2005 que servem de base para, pela primeira vez, o MEC divulgar o desempenho por escolas, como faz agora. Com isso, o exame é usado  também para medir a contribuição da escola na qualidade do ensino por meio do desempenho de seus alunos.
De lá para cá, mesmo voluntário, o Enem vem batendo recordes de procura, com os 4,147 milhões de inscrições em 2009. Ganhou novas funções: a de criar uma referência nacional para aperfeiçoar currículos do ensino médio e ser um mecanismo único ou complementar dos processos seletivos de universidades, especialmente das federais. Além disso, a nota poderá ser usada para obter o certificado de conclusão da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com todo esse gigantismo, a prova passa a ser alvo de possíveis fraudes, assim como são os concursos. Exemplo foi o que aconteceu no ano passado, com a tentativa de vazamento, noticiada pelo Estado. Um dos desafios agora é conseguir dar segurança a   esse processo para que o exame mantenha a credibilidade. Ao longo de sua história, o Enem convidou o aluno a pensar e a relacionar temas, não aceitando apenas fórmulas decoradas.
Selecionou os melhores entre os mais bem preparados, independentemente de estudarem na rede pública ou particular. Daqui para frente, a questão é saber se ele será capaz de provocar um debate em torno do ensino médio que promova mudanças nessa etapa tão carente de qualidade. Ou se haverá a necessidade de um foco menos amplo para obter o que se espera. O processo de decisão demandará transparência e participação da sociedade para que, daqui a 12 anos, não tenhamos de repetir notícias relatando que o ensino médio melhora em ritmo lento, mas não o suficiente para atingir níveis de países desenvolvidos." 

Ranking baseado no Enem: informações e limitações
Fonte: Folha de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
EDUARDO DE CARVALHO ANDRADE
ESPECIAL PARA A FOLHA
A divulgação do ranking das escolas baseado no Enem tem uma forte repercussão, não só na mídia. Pais pedem explicações aos diretores das escolas com fraco desempenho. Escolas bem ranqueadas alardeiam os seus resultados. Não é raro pais decidirem a escola infantil (!) dos filhos em função do ranking do ensino médio. Mas o que ele nos informa sobre a qualidade das escolas? É possível que a contribuição de um colégio para o aprendizado dos alunos seja maior numa escola com pior posição no ranking. Isto porque vários fatores, fora do controle das escolas, afetam o desempenho dos alunos como o seu "background" familiar e a sua habilidade inata. O grande mérito das escolas líderes é a sua capacidade de selecionar e reter  os alunos com maiores habilidades cognitivas, que são as testadas no Enem e nos vestibulares. Seus alunos se beneficiam com a reputação da escola, com o "network" dos ex-alunos e o aprendizado que se adquire ao conviver com colegas competentes.
No entanto, é possível que estas notas maiores sejam obtidas como fruto do uso de duas estratégias. Por um lado, evitar que os seus piores alunos realizem a prova, de forma a aumentar a média da escola. Como? Expulsando ou induzindo os piores alunos a abandonar a escola. Também pode refletir um foco excessivo no que é pedido no exame, em detrimento de outras como a capacidade de  trabalhar em grupo e de se expressar, também requisitadas no mercado de trabalho. Por fim, cabe ressaltar que a confiabilidade do ranking se deteriora drasticamente caso uma parcela significativa dos alunos não realize o exame, não obrigatório. Isto ocorre porque os alunos que prestaram o exame podem não ser representativos do corpo discente da escola. Em suma, a mensagem para os pais/estudantes é clara. Não foquem primordialmente a escolha da escola no resultado do Enem. É só uma das inúmeras informações que devem ser utilizadas neste processo. EDUARDO DE CARVALHO ANDRADE, PhD em economia pela Unive  rsidade de Chicago e professor do Insper (ex-Ibmec São Paulo) 

Só Enem não basta para escolher colégio
Fonte: Folha de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Só Enem não basta para escolher colégio, dizem educadores Perfil da família e do aluno, projeto pedagógico e modo como escola avalia os alunos são pontos importantes. Professor lembra ainda que as médias das primeiras colocadas são muito próximas umas das outras FABIANA REWALD DE SÃO PAULO A classificação das escolas no Enem é um dos critérios que costumam ser usados na hora de escolher um colégio. Mas não deve ser o único nem o principal critério, de acordo com educadores. Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, lembra que as médias obtidas pelas primeiras colocadas são muito próximas umas das outras. Além disso, o resultado de cada escola é dado com base na média das notas dos alunos que participaram do exame. Ou seja, nem todos obtiveram aquele bom resultado. Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf, o peso dado à nota no Enem na escolha de um colégio de ensino médio deve ser de 10%. Os outros  90% devem se basear nas características da família e do estudante e nos objetivos que se tem para ele. Não adianta o adolescente estudar em um colégio rígido demais se em casa ele tem uma educação mais liberal. Os pais não podem querer viajar com os filhos sempre aos finais de semana se a escola demanda muito tempo de estudo em casa. Por isso,
a proposta pedagógica deve estar de acordo com os valores da família.
AVALIAÇÃO - Saber como os estudantes são avaliados também é importante. Há alunos que se saem melhor em provas orais, outros   precisam ter a chance de fazer recuperação ao  final do bimestre e há também aqueles que não se dão bem em trabalhos de grupo. A formação dos professores é algo essencial. Além de checar se o docente tem curso superior e pós, é bom saber se dar aulas é a paixão dele ou um bico enquanto não arranja outro emprego. Qualidade do material didático, estrutura, localização e a mensalidade são outros pontos importantes. Além disso, a vontade do estudante também não pode ser deixada de lado. "Se a escolha é só dos pais, o aluno não vai se comprometer", diz Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 

Aluno de pós poderá acumular bolsa e atividade remunerada
Fonte: Folha de São Paulo, 18/07/2010
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
Alunos de pós-graduação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) poderão agora acumular suas bolsas com outras atividades remuneradas.
A "antiga reivindicação dos bolsistas", nas palavras dos CNPq, foi atendida nesta sexta-feira (16), quando uma portaria assinada pelos presidentes dos órgãos, Carlos Aragão, do CNPq, e Jorge Guimarães, da Capes, foi publicada no Diário Oficial da União
As atividades, porém, terão de ser aprovadas pelos orientadores e informadas aos programas de pós-graduação. Devem estar "relacionadas à área" do estudante e ser "de interesse para sua formação", diz a portaria.
O texto cita "especialmente [atividades de] docência nos ensinos de qualquer grau". Segundo Aragão, os orientadores evitarão que os alunos dediquem um número excessivo de horas ao trabalho fora da universidade.
ESFORÇO INÚTIL
Muitos alunos bolsistas já complementavam sua renda com aulas antes da portaria --o CNPq com frequência recebia denúncias de pessoas fazendo isso, diz Aragão. Os inquéritos criados, diz, eram um "esforço inútil", porque é "muito recomendável que o aluno de pós exerça atividades didáticas".
"Além disso, há áreas como engenharia ou medicina, em que existia dificuldade para manter estudantes vinculados aos cursos de pós-graduação", diz. Os alunos recebiam ofertas de trabalho com boas remunerações, e era difícil evitar a evasão.
"Por isso, a medida será boa no que diz respeito à interação com empresas", diz, argumentando que ela vai permitir que empresas se aproximem das universidades quando alunos de pós estiverem nos seus quadros.