
20/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Inscrição para o Enem 2010 pode ser paga até a próxima terça-feira (20/07)
Santa Catarina e o Enem
Enem 2009-Particulares também
Liberados para consulta os resultados do Enem por escola
Cerca de 2,9 mil programas de pós-graduação terão de passar por avaliação
Nova portaria permite acúmulo de bolsas
Dilma promete criar Prouni para alunos do ensino médio
Dilma mira ensino médio
Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil
Número de matrículas apresenta crescimento na creche e pré-escola
Ensino Fundamental-Prefeitura terá mais verba
Ensino Fundamental-Municipalização terá nova análise
Câmara: Ensino integral tem votação em agosto
O segundo melhor do país é de Santa Catarina
Estaduais satisfeitas
Falta de currículo trava EJA no Enem, diz especialista
Recado do Enem
Desempenho em português puxa média do Enem para baixo
Egito investe na melhora do ensino de tecnologia
Lula assina decretos e MPs que ampliam autonomia de universidades federais
Presidente da República discute com reitores das universidades federais melhorias para o ensino superior no Brasil
Falta de mão de obra qualificada é momentânea, diz Haddad
Brasil Alfabetizado inscreverá 2,2 milhões de alunos
Inscrição para o Enem 2010 pode ser paga até a próxima terça-feira (20/07)
Fonte: Folha de São Paulo, 17/07/2010
Os estudantes inscritos para o Enem (Exame Nacional do Ensino
Médio) de 2010 podem efetuar o pagamento da
inscrição, no valor de R$ 35, até a próxima
terça-feira (20), em toda a rede bancária. As
inscrições terminaram ontem, e foram feitas
exclusivamente pela internet.
A taxa não se aplica àqueles que estão dentro dos
critérios de isenção, ou seja, aos alunos da
última série do ensino médio da rede
pública e a todos os concluintes, da rede pública ou
particular, que declararam carência.
As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro. O exame
terá 180 questões de múltipla escolha e uma
redação. Como no ano passado, a prova terá
questões relacionadas às áreas de linguagens e
códigos, ciências da natureza, matemática e
ciências humanas.
A novidade para a edição deste ano é a
inclusão de língua estrangeira. No momento da
inscrição, o aluno teve que escolher entre o inglês
e o espanhol.
Santa Catarina e o Enem
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010
Divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o novo
relatório sobre o desempenho das escolas brasileiras com base
nas provas aplicadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
em 2009, confirmam a queda na qualidade do ensino deste nível em
Santa Catarina. O desempenho das escolas foi avaliado com base na
média total obtida por seus alunos nas provas objetivas e na
redação do Enem. A média nacional foi de 500
pontos, segundo o Inep. As escolas particulares, tanto as catarinenses
quanto as do resto do país, conquistaram os melhores resultados
e ocupam 18 das 20 melhores posições do ranking.
O Estado, que durante muito tempo foi apontado como uma
referência nacional em matéria de ensino – tanto no
nível médio quanto no fundamental –, nesses anos
recentes tem enfrentado visível desgaste e perda de qualidade
neste setor do qual depende o futuro. A qualidade da
educação pública e com acesso garantido a todos os
jovens, conforme o mandamento constitucional, traça a
diferença entre as sociedades bem-sucedidos e aquelas destinadas
a serem caudatárias. Santa Catarina, que apresenta alguns dos
melhores indicadores nacionais de qualidade de vida, precisa reagir,
com urgência e vigor, para recuperar a excelência do seu
ensino público.
A divulgação do ranking do Enem chega no momento em que
começou para valer a campanha eleitoral com vistas à
troca de comando do país e dos estados. A
qualificação da educação é tema
obrigatório do debate.
Enem 2009-Particulares também
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010
O Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino de Santa Catarina
(Sinepe) ficou satisfeito com as médias das escolas
particulares. Para o presidente Marcelo Batista de Sousa, fatores como
capacitação da equipe técnica, acompanhamento da
família, discipilina, autonomia e agilidade administrativa fazem
a diferença na educação.
O fato de a melhor escola, a Associação Educacional
Luterana Bom Jesus, em Joinville, ter a média bem abaixo da 1a
colocada brasileira, não preocupa o Sinepe. Sousa afirma que os
resultados do Enem fazem parte de uma amostragem de
participação voluntária e que as notas, isoladas,
não dizem nada.
Liberados para consulta os resultados do Enem por escola
Fonte: www.nota10.com.br, 20 de Julho de 2010
Estão liberadas para consulta pela internet as médias
obtidas pelos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) de 2009, por escola. Quase 2,6 milhões de estudantes
fizeram as provas. Tiveram as médias divulgadas as unidades de
ensino com mais de dez alunos.
Os resultados são calculados a partir do desempenho dos alunos
concluintes. É possível verificar as médias de
todas as escolas do Brasil por modalidade de ensino, com resultados
apresentados para o ensino médio regular, para a
educação de jovens e adultos e para as duas etapas em
conjunto. São divulgadas as médias separadas das quatro
áreas objetivas avaliadas no exame, a da redação,
a das provas objetivas e a geral — prova objetiva mais
redação.
O número de escolas de ensino médio regular com alunos
que participaram do Enem aumentou de 24.253 em 2008 para 25.484 em
2009. Dentre as 27.306 escolas constantes do censo escolar de 2009 que
oferecem o ensino médio regular, 93% tiveram a
participação de alunos concluintes no exame. A
variação mais significativa ocorreu no número de
escolas que oferecem apenas a modalidade de educação de
jovens e adultos — apresentaram aumento de 16% em
relação a 2008.
Organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), o Enem de 2009 foi aplicado em 5 e 6 de dezembro. Foram
avaliadas as áreas de conhecimento de ciências da natureza
e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias,
linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e
suas tecnologias, além da redação. A
divulgação das médias do exame é elemento
de mobilização em favor da melhoria da qualidade do
ensino. A iniciativa auxilia professores, diretores e demais dirigentes
educacionais na reflexão sobre problemas e
soluções no âmbito da escola, a partir da
avaliação do desempenho dos alunos em cada área de
conhecimento.
Cerca de 2,9 mil programas de pós-graduação terão de passar por avaliação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 19/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC
Teve início nesta segunda-feira (19/7) em Brasília, a
avaliação trienal da pós-graduação
stricto sensu relativa ao período 2007-2009. Cerca de 900
consultores, nomeados especificamente para esse trabalho,
analisarão o desempenho de aproximadamente 2,9 mil programas de
mestrado e doutorado que oferecem 4,3 mil cursos em todo o país.
As atividades vão se estender até 14 de agosto. Os
resultados devem ser divulgados em 13 de setembro. A finalidade da
avaliação da pós-graduação
brasileira é atribuir conceitos. Os resultados darão
subsídios para a definição de planos e programas
governamentais de desenvolvimento e investimento no Sistema Nacional de
Pós- Graduação. Os conceitos 1 e 2 reprovam
o programa; o 3 significa desempenho regular (atende padrão
mínimo de qualidade); o 4 significa bom desempenho; o 5 é
a nota máxima para programas com oferta apenas de mestrado; o 6
e o 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão
internacional.
O Ministério da Educação, com base em
decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE),
reconhece os resultados da avaliação trienal. Os cursos
que não contam com a recomendação da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) não obtêm a
autorização do MEC e não podem emitir certificados
de mestrado e doutorado. A avaliação da pós-
graduação stricto sensu, criada em 1976, serve como
referência para a concessão de bolsas de estudos e apoio a
programas, tanto por parte de agências de fomento nacionais
quanto internacionais. Na abertura das atividades desta segunda-feira,
o presidente da Capes, Jorge Guimarães, disse que a
avaliação da pós-graduação
brasileira é um trabalho reconhecido dentro e fora do
país. “Tenho a convicção de que o modelo
desenhado ao longo dos anos é o mais rigoroso
possível”, disse. Ele previu mudanças no formato do
processo de aferição. “As mudanças, com
certeza, serão feitas no sentido de aperfeiçoar o modelo
desenvolvido nas últimas décadas.”
Nova portaria permite acúmulo de bolsas
Fonte: www.nota10.com.br, 19 de Julho de 2010
Foi publicada na última sexta-feira (16), no Diário
oficial da União, a Portaria Conjunta n.º 1, redigida pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq), que trata
do acúmulo de bolsas com rendimentos de atividades remuneradas.
É vedado o recebimento simultâneo de bolsas provenientes
de agências públicas de fomento.
De acordo com a legislação, a partir de hoje, os
bolsistas da Capes e do CNPq matriculados em programa de
pós-graduação no país poderão
receber complementação financeira, proveniente de outras
fontes, desde que se dediquem a atividades relacionadas à sua
área de atuação e de interesse para sua
formação acadêmica, científica e
tecnológica, especialmente quando se tratar de docência
como professores nos ensinos de qualquer grau.
Para receber a complementação financeira ou atuar como
docente, o bolsista deve obter autorização, concedida por
seu orientador, devidamente informada à
coordenação do curso ou programa de
pós-graduação em que estiver matriculado e
registrado no Cadastro Discente da Capes.
Dilma promete criar Prouni para alunos do ensino médio
Se efetivado, programa deverá ampliar o abismo entre escolas públicas e privadas
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 20/07/2010 - São Paulo SP
A promessa da presidenciável petista Dilma Rousseff de adaptar o
modelo do ProUni ao ensino médio, a julgar pelas suas
declarações à rádio Paiquerê,
é perfeitamente viável. A dúvida é aonde
ela quer chegar com isso. No ensino superior, apenas 24% das
matrículas são públicas. Com poucas vagas
gratuitas, muitos alunos de baixa renda deixam de estudar por
não ter como pagar. O ProUni ataca o problema alocando esses
jovens em instituições privadas, mas com dinheiro
público. No ensino médio, a rede pública responde
por 86% das matrículas. O problema, portanto, não
é de falta de vagas gratuitas, mas de má qualidade do
ensino.
Para definir quem seria beneficiado pelo "ProMédio", o governo
provavelmente precisará submeter estudantes a um concurso, do
qual passarão apenas os melhores. Será um incentivo para
que os talentos que hoje estão no ensino
público migrem para o particular. De um lado, pode-se argumentar
que os jovens selecionados terão acesso a um ensino de melhor
qualidade caso migrem para uma escola top, pois vale lembrar que
há particulares de péssima qualidade também. Quem
certamente ganhará com isso, no entanto, serão as escolas
particulares, que receberão os melhores alunos do setor
público e, sem muito esforço, aumentarão ainda
mais sua vantagem. (ANTÔNIO GOIS)
Dilma mira ensino médio
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010
No dia em que o governo divulgou o ranking das escolas brasileiras no
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a candidata do PT
à presidência, Dilma Rousseff, prometeu criar o ProMedio,
um programa para abrir vagas a alunos carentes em escolas privadas,
à semelhança do ProUni – que concede bolsas para
vagas em universidades particulares.
– Fica claro que as escolas estaduais e municipais se
saíram bastante mal nesta avaliação –
comentou Dilma sobre o resultado do Enem, no qual escolas privadas
tiveram ampla vantagem, com os melhores resultados. Ela deu entrevista
à Rádio Paiquerê FM, de Londrina.
A candidata petista sugeriu ainda a proposta de financiamentos
“com prazos longos e baixos juros” para os alunos que
desejem estudar em escolas privadas, além da melhoria do ensino
público, com valorização dos professores. Dilma
insistiu na necessidade de que professores da rede pública do
Ensino Médio tenham formação universitária.
Dilma defendeu, ainda, em entrevista à rádio Solar, de
Juiz de Fora (MG), que as Unidades de Polícia Pacificadora
(UPPs) implantadas no Rio sejam referência nacional na
política de segurança pública. As UPPs são
postos policiais criados em favelas cariocas onde o tráfico foi
desarmado. A ex-ministra disse que, apesar de o tema da
segurança pública ser de responsabilidade constitucional
dos Estados, o governo federal assumiu a bandeira.
– Nós criamos esta experiência, que é referência nacional.
Segundo a candidata, o governo federal colaborou para a
implantação das UPPs com transferência de recursos
para rearmamento das polícias e treinamento dos agentes.
Resultados do IDEB mostram deficiência do ensino público em todo o Brasil
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação editou a Portaria 905, em
12 de julho de 2010, divulgando os resultados do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica, que foi
calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira a partir de avaliações feitas nas
escolas de ensino fundamental mantidas pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios.
Os resultados são alarmantes e mostram que a falta de
políticas públicas continuadas para a
educação representam um dos principais fatores para o
fracasso das redes, na maioria das Unidades da Federação.
Comparando-se com a rede privada, os estabelecimentos de ensino
estatais têm desempenho extremamente fraco. Os resultados mostram
que a cada momento se cria um maior abismo entre os segmentos, com
graves prejuízos à sociedade.
Os resultados fracos não são por falta de recursos.
O Brasil dispõe de recursos para campanhas políticas
bilionárias e para manter órgãos ineficazes e que
nenhum serviço prestam ao País.
(IPAE 098- 07/10)
Número de matrículas apresenta crescimento na creche e pré-escola
Fonte: Jornal da Educação
A educação infantil pública no Brasil cresceu nos
últimos anos. O censo da educação básica de
2009 mostra que há 1,2 milhão de crianças
matriculadas em creches. Em 2000, esse número era de 652 mil.
Já na pré-escola, foram registradas 3,7 milhões de
matrículas em instituições públicas no ano
passado; há dez anos, eram 3,8 milhões. No entanto, essa
diferença não representa queda no número de
crianças matriculadas, já que boa parte dos alunos de
seis anos, que antes cursavam a pré-escola com essa idade, agora
estão no primeiro ano do ensino fundamental, devido à
implantação do ensino de nove anos. Em 2009, havia 2,2
milhões de matrículas no primeiro ano do ensino
fundamental.
Com a expansão da oferta na educação infantil, a
demanda por professores qualificados também aumenta.
(IPAE 100 - 07/10)
Ensino Fundamental-Prefeitura terá mais verba
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010
Santa Catarina tem 410.233 alunos matriculados em 1.087 escolas
estaduais que contam com ensino fundamental. Por aluno, o governo
recebe do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica (Fundeb) entre R$ 1,8 mil e R$ 2,2
mil por ano, dependendo da série e localização da
escola (veja quadro ao lado).
Com a transferência dos alunos do Estado para os
municípios, os recursos do Fundeb seriam repassados diretamente
para as contas das prefeituras, a fim de cobrir os custos.
Mas projeto de lei de municipalização não obriga
nenhum município a assumir as escolas estaduais. Ao
contrário, permite que apenas aqueles que tenham interesse
participem do processo de municipalização.
De acordo com a diretora de apoio ao estudante da Secretaria de Estado
da Educação, Rogéria Diegoli, a proposta foi
pensada pelo ex-secretário Paulo Bauer para atender aos pedidos
de diversas prefeituras.
– A ideia era passar o ensino fundamental para os
municípios para que o Estado pudesse investir mais no ensino
médio – afirma ela.
Para o professor Wilson Schmidt, doutor em Educação e
diretor do Centro de Ciências da Educação da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a
municipalização do ensino gera um desequilíbrio
entre grandes e pequenas cidades:
– A distribuição de recursos pelo Fundeb trata como
igual os desiguais. A maioria dos municípios pequenos não
tem as mesmas condições de arrecadação que
os grandes.
Na avaliação do professor, em outros estados como
Paraná e Rio Grande do Sul, a transferência das escolas do
Estado para as prefeituras não trouxe grandes avanços na
qualidade da educação.
Ensino Fundamental-Municipalização terá nova análise
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010
Na volta às aulas na rede estadual, em agosto, professores, pais
e alunos terão de incluir um assunto extra nos debates da
escola: a municipalização do ensino fundamental. Depois
de tramitar por mais de um ano na Assembleia Legislativa, o projeto de
lei tratando do assunto foi retirado da pauta no início do
mês. Agora, deve passar por um novo estudo feito pela Secretaria
de Estado da Educação (SED).
A justificativa do líder do governo, deputado Elizeu Mattos
(PMDB), para retirada do projeto foi a falta de convergência de
opinião entre Estado, municípios e professores. Segundo
ele, os deputados tinham muitas dúvidas e ninguém havia
se convencido de que a matéria estava pronta para ser aprovada.
Ainda não há previsão para que o projeto
reformulado volte à Assembleia, mas é provável que
isso não aconteça antes das eleições.
A proposta de municipalização do governador Luiz Henrique
da Silveira em abril de 2009 causava polêmica em três
pontos: repasse de verbas, gestão das escolas e
situação dos professores concursados do Estado.
Para o presidente da Federação Catarinense dos
Municípios (Fecam), Saulo Sperotto, o principal problema era que
o município receberia mais serviço sem receber mais
recursos. Ao invés disso, o projeto ainda previa que a
administração municipal pagasse o salário dos
professores concursados do Estado que continuassem a dar aulas nas
escolas.
– Não somos contrários à
municipalização. Mas avaliamos que é preciso
discutir esse processo mais amplamente – pondera Sperotto.
Com a transferência de alunos, os municípios receberiam
mais dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica (Fundeb). Mesmo assim, os
prefeitos avaliam que o repasse não seria suficiente para
custear a municipalização e ainda pagar o salário
dos professores do Estado.
Com relação à gestão, a polêmica
estava na escolha do diretor da escola. A proposta de municipalizar o
ensino de forma gradual, uma série a cada ano, previa que a
direção dos colégios ficaria com o Estado
até que o município tivesse recebido mais de 50% das
séries em questão.
Mas essa ideia não foi bem aceita pelos prefeitos e secretários de Educação das cidades do Estado.
– Não há possibilidade de administrar parcialmente
uma escola. A municipalização da forma como estava sendo
colocada não ia prosperar – avalia o presidente da
União dos Dirigentes Municipais da Educação e
secretário da Educação de Florianópolis,
Rodolfo Pinto da Luz.
O terceiro item contestado no projeto foi a situação dos
professores do Estado. O Sindicato dos Trabalhadores em
Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) se opôs
radicalmente à proposta de mantê-los trabalhando em
escolas que não seriam mais estaduais e sim municipais.
– Com a municipalização, a categoria teria
sérios prejuízos tanto de carreira, como financeiros
– enfatiza o coordenador estadual do Sinte-SC, Antonio Valmor
Campos.
O deputado Pedro Uczai (PT-SC), que preside a Comissão de
Educação da Assembleia e acompanhou as audiências
públicas promovidas pelo Estado para discutir a
municipalização, avalia que a retirada do projeto foi uma
vitória da sociedade:
– O Estado estava lavando as mãos da responsabilidade do
ensino fundamental. E os municípios ainda não conseguiram
nem resolver o problema da educação infantil, que
já foi municipalizada. Como poderiam dar conta de mais escolas?
mayara.rinaldi@diario.com.br
MAYARA RINALDI
Câmara: Ensino integral tem votação em agosto
Fonte: Jornal da Educação
A reunião da Comissão que vota a Proposta de Emenda
à Constituição que estabelece o regime escolar de
oito horas diárias nas escolas da rede pública foi
cancelada por falta de quórum.
A Comissão Especial que analisaria o parecer da relatora Raquel
Teixeira estaria reunida na última quarta-feira. Com o
cancelamento da reunião, a PEC só será votada em
agosto, no período de esforço concentrado.
(IPAE 102 - 07/10)
O segundo melhor do país é de Santa Catarina
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010 - Florianópolis SC
É catarinense de Criciúma o segundo melhor colocado no
Enem de 2009. Leonardo Manoel de Carvalho, 17 anos, deixou o Sul do
Estado para morar em Porto Alegre em março, quando
começou a cursar Medicina. Com o notão que conquistou no
exame, o jovem abriu as portas do ensino superior público no
curso mais concorrido em cinco universidades, quatro delas federais. A
divulgação das médias das escolas públicas
e particulares no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2009,
ontem, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), revelou que a elite da
educação brasileira está nas
instituições pagas, e no caso das públicas,
ligadas a universidades ou com ensino técnico. O ranking
nacional das melhores classificadas aponta que as escolas estaduais
ainda precisarão trilhar o longo caminho para chegar aos bons
números registrados pelas líderes.
O Diário Catarinense foi em busca dos alunos mais bem
classificados no exame e descobriu que o segundo colocado no
país é um catarinense de Criciúma. Leonardo Manoel
de Carvalho, agora acadêmico de Medicina no Rio Grande do Sul,
aproveitou bem a chance de entrar na universidade federal
usando a porta aberta pelo Enem. O DC também ouviu especialistas
para repercutir os dados revelados pela prova. É preciso
analisar os números com cautela, porque a
participação no Enem é voluntária e faz
parte de uma amostra, alertam. Eles acreditam que a
educação catarinense está tomando o caminho certo,
apesar da evolução lenta e gradual revelada pelos
índices.
Depois de muito analisar as grades curriculares, os professores e a
localização dos campi, o catarinense optou pela
Fundação Faculdade Federal de Ciências
Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA). Ontem, quando foi avisado
pelo Inep que tinha feito a segunda melhor média do país,
ficou feliz, mas não surpreso. Ele pensava que ficaria entre os
melhores colocados por causa do número de acertos e da nota
máxima na redação. Das 180 questões,
Leonardo acertou 164. A média de 881,82 deixou o jovem
emocionado. Consciente que todo esforço vale a pena, conforme
contou para a reportagem do DC por telefone. – Não tenho
uma receita para passar. Cada um precisa descobrir o seu jeito de
estudar, e estudar muito, para ir bem no Enem e passar no
vestibular. A diferença é que descobri o meu modo com
tempo suficiente para me preparar para as provas.
Leonardo se antenou que precisaria se debruçar horas e horas por
dia em cima de livros e cadernos quando estava no 2° ano do Ensino
Médio, logo depois de ter decidido que queria fazer Medicina.
Consciente, mudou de escola, foi para o Energia, e focou na
preparação para o vestibular e para o Enem. Em 2009,
manteve uma rotina rígida de estudos. De manhã, aula.
À tarde, logo depois do almoço, voltava ao colégio
para estudar na biblioteca. – Casa é lugar para dormir e
descansar. Eu não iria render bem se ficasse estudando
lá. Sozinho ou na companhia de colegas, ficava estudando
até as 18h ou 21h, dependendo da dificuldade da matéria.
Para não “pirar”, intercalava os estudos com o bate
papo com os outros vestibulandos. Depois, banho e cama. Boliche e
cinema só nos finais de semana para desestressar. – Alguns
piram por causa do vestibular. Se privar de tudo não dá.
Tranquilidade e “vida” são essenciais. Ontem
à noite, ele viajou para Criciúma para contar e
compartilhar com os pais a emoção. FRANCINE CADORE
Estaduais satisfeitas
Fonte: Diário Catarinense, 20/07/2010 - Florianópolis SC
Para a Secretaria de Estado da Educação, os
índices das escolas estaduais catarinenses revelam uma melhora
lenta, mas progressiva. O diretor de educação
básica e profissional, Antônio Elízio Pazeto, tem
as notas que foram encaminhadas pelas escolas e aguarda a
divulgação da média nacional de Santa Catarina
para avaliar melhor a evolução. A distância das
notas das instituições públicas para as privadas
foi considerada pequena por Pazeto. Ele acredita que as escolas
estaduais estão, gradualmente, se aproximando das
particulares. O diretor afirma que a rede estadual está tendo
bom desempenho porque a comunidade, pais, professores e gestores
estão focados em aumentar a aprendizagem dos alunos.
Falta de currículo trava EJA no Enem, diz especialista
Fonte: Portal Aprendiz, 19/07/2010
Sarah Fernandes
A falta de parâmetros curriculares para o ensino médio na
Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi um dos fatores
responsáveis pelo baixo rendimento de escolas dessa modalidade
no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009,
divulgado nesta segunda-feira (19/7) pelo Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A
avaliação é do especialista em EJA da
organização não governamental Ação
Educativa, Roberto Catelli. O primeiro colégio de EJA ocupa
posição número 2.752, com nota 599,87, em uma
escala de zero a 1.000. “EJA no ensino médio é uma
coisa muito nova. Em geral o foco da modalidade é na
alfabetização e nas séries iniciais”, avalia
Catelli. “Além disso, existe pouco material
didático, os existentes são de baixa qualidade, e o
recurso repassado para a EJA é menor do que para o ensino
regular”. Outro fator responsável pelo desempenho
insatisfatório das escolas de EJA no Enem é a falta de
professores. “Já é difícil conseguir
professores para as séries iniciais, para o ensino médio
é muito mais. Já vi escolas onde todas as matérias
de ensino médio de EJA eram ministradas pelo mesmo
professor”, conta Catelli.
Essa dificuldade também é verificada pela professora de
EJA Adriana Silva, que faz formações de professores para
essa modalidade de ensino. “Existe mais atenção
para os alfabetizadores e para os educadores de séries iniciais.
Não há uma formação específica para
se trabalhar com EJA, menos ainda para o ensino médio”. A
falta de um currículo para essa modalidade é um dos
entraves na sala de aula, segundo Adriana. “Os professores de EJA
de ensino médio só tem uma referência: a
educação regular. Nisso se desconsidera toda a
história de vida do aluno e todas as suas demandas
específicas”.
Participação - O número escolas de EJA que fizeram
o Exame Nacional do Ensino Médio em 2009 aumentou
16% em relação ao ano anterior. “Desde 2009 o Enem
passou a certificar a conclusão da Educação de
Jovens e Adultos, substituindo o Enceja [Exame Nacional para
Certificação de Competências de Jovens e Adultos],
o que aumenta a participação”, avalia Roberto
Catelli, da ONG Ação Educativa.
A prova do Enem de 2009 contou com 2.426.432 candidatos, dos quais 37%
declararam estar concluindo o Ensino Médio em 2009 e 56% serem
egressos. O Exame foi composto por uma redação e por
provas objetivas divididas em quatro áreas: linguagens;
ciências humanas; ciências da natureza e
matemáticas. O número de escolas de ensino médio
regular que participaram do Enem aumentou 5%, passando de 24.253 em
2008 para 25.484 em 2009. Participaram 93% das escolas que oferecem de
ensino médio, de acordo com o Censo Escolar 2009.
Recado do Enem
Fonte: Folha de São Paulo, 20/07/2010 - São Paulo SP
Editorial
Devem ser analisados com cautela os rankings de desempenho das escolas
no Exame Nacional do Ensino Médio do ano passado, que acabam de
ser divulgados. Como a prova -usada por parcela das universidades e
faculdades públicas para selecionar alunos- não é
obrigatória, a maior ou menor adesão de estudantes ao
processo seletivo tende a influenciar o resultado dos colégios.
Um alto índice de abstenção, por exemplo, pode
contribuir para que apenas uma "elite" de alunos de determinada escola
seja responsável pelo retrato de seu desempenho educacional. Se
problemas intrínsecos de comparação não
bastassem, o exame de 2009 foi atípico. O último Enem
teve a maior abstenção da história -quase 40% dos
inscritos. O vazamento das questões forçou o
adiamento do teste. Universidades importantes desistiram de
aproveitá-lo em seus processos seletivos -e muitos estudantes se
desmotivaram. Com tantos fatores a embaralhar a performance individual
das escolas, tornam-se ainda mais significativas as constâncias
encontradas no Enem nos últimos anos.
São públicas, em maioria esmagadora, as piores escolas no
exame. E ainda que variem bastante os nomes dos centros de
excelência no topo do ranking a cada ano, eles são, em
regra, particulares. As exceções são as escolas
públicas que conseguem selecionar seus alunos, por meio de
testes. Esses centros de excelência podem se dar ao
luxo de escolher os melhores estudantes, o que cria um ciclo virtuoso
para a qualidade de seu ensino. Da mesma forma se constata um ciclo de
mazelas nas escolas estaduais e municipais das regiões mais
pobres. A difícil tarefa de gestores públicos, diretores
e professores é fazer com que seus alunos consigam superar
condicionamentos externos aos muros da escola. Exames como o Enem
têm permitido identificar métodos que contribuem para
isso, ao elevar o aproveitamento dos estudantes. Resta levar esse
conhecimento aos professores e diretores de cada escola pública.
E incentivá-los -financeiramente, inclusive- a perseguir o
objetivo de melhorar o desempenho de seus alunos.
Desempenho em português puxa média do Enem para baixo
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:44 hs.
20/07/2010 - O desempenho na área de Linguagens e Códigos
puxou para baixo a média final das escolas no Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) de 2009. Essa parte do exame foi a
única em que nenhum colégio no País atingiu
média de 700 pontos, numa escala de 0 a 1.000. Entre as escolas
da capital, o melhor desempenho ficou com o Colégio
Vértice, com 686,70 pontos.
Nas questões dessa área foram medidas as habilidades dos
jovens em língua portuguesa e interpretação de
textos ?diferentemente do Enem de 2009, o deste ano terá prova
de idioma estrangeiro. Nas outras grandes áreas do conhecimento,
a maior média dos colégios ficou entre 700 e 800 pontos.
Com a maior média geral do País, o Vértice
encabeça as notas das escolas da capital em Matemática,
Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Em
redação, a melhor média foi do Colégio
Batista.
A pontuação máxima abaixo de 700 em linguagens
é considerada "preocupante" e um reflexo da chamada
"geração Y", educada com a ajuda da internet. Para
gestores de escolas, com os jovens cada vez mais conectados em redes
sociais, a linguagem desenvolvida no mundo virtual se distanciou da
língua culta, empobrecendo o vocabulário e prejudicando a
capacidade de interpretar textos mais longos.
"Está tudo muito abreviado, curto, e eles deixam de produzir
textos. É tudo copiado: control-C, control-V", diz Maria
Martinez, diretora pedagógica do Batista Brasileiro. "Não
aceitamos trabalhos copiados da internet. As próprias escolas,
às vezes, entregam material pronto para o aluno, que só
tem o trabalho de responder, não de elaborar o texto". Diretor
do Vértice, Adílson Garcia reconhece que há
dificuldade do jovem em adquirir hábitos de leitura.
Uma das propostas do novo Enem era avaliar a capacidade do estudante de
interpretar textos, ter raciocínio lógico e leitura
crítica. "Linguagens acaba interferindo em outras áreas,
como história, geografia e até na área de exatas,
por causa da leitura", diz Miguel Arruda, coordenador do ensino
médio do Colégio Santo Américo.
Fábio Mazzitelli - O Estado de S.Paulo
Fonte: O Estado de São Paulo
Egito investe na melhora do ensino de tecnologia
Fonte: Jornal da Educação
Melhorar o ensino de tecnologia nas escolas tem sido um dos objetivos
do Egito nos últimos anos, e para isso tem buscado o apoio de
grandes empresas como IBM e Microsoft para expandir a indústria
de terceirização.
O ramos traz anualmente para o país cerca de US$ 1 bilhão
em negócios. Com o declínio populacional e os custos
elevados existentes na Europa, a solução tem sido buscar
a ampliação de operações terceirizadas,
como suporte técnico e centrais de atendimento em outros
países.
Sabendo desta realidade, o Egito tem tentado se inserir neste mercado.
Mas a qualificação da mão de obra dos
egípcios tem sido um problema para as grandes empresas, que
reclamam e precisam de artifícios como prêmios para
conseguirem a empregados com os conhecimentos necessários.
Para conseguir alcançar a meta de gerar US$ 10 milhões em
serviços terceirizados até 2020, o Egito, através
da agência do Ministério das Comunicações,
criada para gerir este mercado de terceirizações, vai
investir, anualmente, de US$ 10 a 12 milhões na
preparação de universitários do país.
Lula assina decretos e MPs que ampliam autonomia de universidades federais
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 19/07/2010 - São Paulo SP
Medidas permitem a realização de concursos
públicos sem autorização prévia do Poder
Executivo, entre outros pontos
Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta
segunda-feira três decretos e duas medidas provisórias que
visam dar maior autonomia às universidades federais do
país. As medidas permitem a abertura de créditos
suplementares para instituições e seus hospitais
universitários, o uso das sobras do orçamento do ano
anterior no exercício seguinte e a realização de
concursos públicos sem autorização prévia
do Poder Executivo, entre outros pontos. Os decretos regulamentam ainda
a assistência estudantil e liberam recursos para o Programa de
Reestruturação dos Hospitais Universitários
Federais. Em relação às medidas
provisórias, uma estabelece as regras de funcionamento das
fundações de apoio às universidades e outra cria a
margem de preferência para as compras públicas de produtos
e serviços brasileiros. A segunda MP possibilita que essas
entidades públicas possam comprar produtos de empresas
brasileiras, mesmo que os preços sejam superiores aos oferecidos
por uma empresa estrangeira. Em seu discurso, Lula disse que a
assinatura dos decretos e das medidas provisórias é uma
prova de que o governo federal aprendeu a escutar a sociedade e, com
isso, tem conseguido atender às suas
reivindicações. “Uma coisa que vai se consagrar nas
políticas públicas do país é o fato de o
governo ter aprendido que ouvir as pessoas faz bem, mesmo quando elas
estão zangadas, questionando. Muitas vezes permite que a gente
faça coisas corretas. Se não fossem as criticas,
poderíamos fazê-las incorretas”, disse Lula a
reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das
Instituições Federais (Andifes). O ministro da
Educação, Fernando Haddad, destacou que muitos problemas
enfrentados pelas universidades seriam facilmente resolvidos se esses
dispositivos já estivessem em vigor. “A autonomia é
mais do que isso, evidentemente, mas diria que o grande anseio das
nossas universidades era, justamente, um arcabouço legal que
permitisse que pessoal, custeio e investimento tivessem o abrigo de um
diploma legal para traduzir na prática aquilo que era
um princípio constitucional poucas vezes respeitado.
O avanço feito por esses decretos é muito
significativo”, disse o ministro.
Haddad afirmou que o governo está “indo ao limite do que a
legislação permite” para oferecer maior autonomia
às universidades. “Não fica mais ao arbítrio
nem do ministro da Educação nem do ministro do
Planejamento autorizar concursos públicos para
recomposição de pessoal que se exonera, se aposenta,
enfim, de alguma razão deixa de pertencer ao pessoal ativo das
instituições”, disse. “A universidade, no
gozo de sua autonomia, vai programar a reposição do seu
pessoal. O mesmo vale para a execução
orçamentária. As universidades passam a contar, agora,
com um diploma legal que lhes dá completa autonomia de
gestão do orçamento para remanejamento de verbas entre
rubricas, apropriação de recursos próprios e para
a eventual execução orçamentária no ano
seguinte daquilo que não pôde ser executado no
exercício anterior”, explicou o ministro
Decreto nº 7233, de 19 de julho de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:51 hs.
20/07/2010 - Dispõe sobre procedimentos
orçamentários e financeiros relacionados à
autonomia universitária, e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2553.pdf
Fonte: DOU n.º 137 - 20.07.2010
Presidente da República discute com reitores das universidades federais melhorias para o ensino superior no Brasil
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 19/07/2010 - Brasília DF
Acabou às 19h30 desta terça-feira (19/7) o encontro entre
os reitores das universidades federais brasileiras e o Presidente da
República Luiz Inácio Lula da Silva. O cerne do debate
foi a questão da autonomia na gestão universitária
e a ampliação dos investimentos nos hospitais
universitários do país. Esta é a oitava
edição da reunião anual em que os reitores e o
presidente se juntam para discutir soluções e apresentar
melhorias para o ensino superior. O professor Edward Madureira,
presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das
Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), diz
que está confiante com as discussões levantadas na
reunião de hoje. Segundo ele, foi apresentada uma medida
provisória que regulamenta a relação das
fundações de apoio com as universidades com o objetivo de
ampliar os projetos de ensino, pesquisa e extensão. Além
dessa, outra medida provisória deve dar autonomia às
universidades na contratação de funcionários
técnicos administrativos.
Outro ponto importante em discussão foi o financiamento de R$
100 milhões, por meio de uma portaria do Ministério da
Saúde, que deverá trazer melhorias aos 46 hospitais
universitários brasileiros e ajudar a solucionar os problemas
mais emergentes, como pagamento de dívidas das unidades e
deficiência na infraestrutura. Estas medidas
poderão ser implementadas ainda este ano.
Além do Presidente da República e dos reitores das
universidades federais brasileiras, estavam presentes os ministros da
Educação, Fernando Haddad, de Ciência e Tecnologia,
Sérgio Rezende, do Planejamento, Paulo Bernardo, e da
Saúde, José Gomes Temporão. “Conseguimos
apresentar com clareza a necessidade atual do ensino superior federal
no Brasil, e o que fica positivo é o entendimento. Já
sabemos os caminhos e as soluções, agora precisamos
colocá-los em prática”, afirma o presidente da
Andife.
Falta de mão de obra qualificada é momentânea, diz Haddad
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 19/07/2010
A carência de profissionais qualificados no Brasil para suprir a
demanda por mão de obra é momentânea, afirmou o
ministro da Educação, Fernando Haddad. O forte
crescimento do País, com expansão da economia na casa dos
7% em 2010, pôs mais em evidência o antigo problema de
escassez de trabalhadores em áreas como engenharia e tecnologia
da informação. Em entrevista à Reuters, o ministro
defendeu a política do governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva de investir com a mesma ênfase em
educação básica, no ensino superior e em escolas
técnicas federais. Ele lembrou que o atual governo foi criticado
pela opção de dar o mesmo peso aos investimentos em
educação superior e profissional. "Já
estávamos antevendo (carência de mão de obra). A
oferta e a demanda por trabalhadores qualificados vão se
encontrar muito brevemente", disse. "Acho que (a mão de obra)
é um problema de curto prazo e que se resolve rapidamente.
Nós dobramos as vagas de ingresso nas universidades federais",
afirmou, referindo-se ao período de 2003 para cá. "Temos
as condições para formar trabalhadores para superar essas
dificuldades momentâneas." Dados do Ministério da
Educação (MEC) indicam que as vagas em universidades
federais subiram de 109,2 mil para 222,4 mil. Nas escolas
técnicas públicas, as vagas triplicaram para 524,4 mil em
2009, segundo o ministro. Os cursos de graduação com
mais procura são geologia, engenharia e licenciatura,
sobretudo matemática, "áreas que exigem
atenção maior do poder público", segundo o
ministro. O orçamento do MEC para 2010 é de 60
bilhões de reais, 16 por cento acima de 2009 e o dobro de 2006.
O investimento público em Educação no País
deve ser de 5 por cento do PIB este ano, ou quase R$ 170
bilhões. "Teríamos um desafio de chegar em 7% (do PIB)",
disse Haddad.
Qualidade de ensino - Formado em Direito e doutor em Filosofia pela
Universidade de São Paulo (USP), Haddad concorda com a ideia de
que "se a criança tiver uma boa formação de base,
ela consegue progredir muito mais facilmente". "Por isso, nos fixamos
muito nas metas (de qualidade) dos anos iniciais do ensino."
Ele disse que a melhora do planejamento nas escolas públicas,
com planos individuais de ações do MEC em mais de 5 mil
municípios. As escolas com Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb) abaixo da média
nacional têm apoio técnico e financeiro. A cada dois anos,
o trabalho é avaliado. O Ideb médio na
educação básica no Brasil avançou de 3,8 em
2005 para 4,6 em 2009, em uma escala de zero a 10. A meta é
chegar até 2021 a uma nota 6, segundo Haddad. A
evolução nos últimos quatro anos significa que a
criança do quinto ano tem hoje a proficiência que em
2005 tinha a criança do sétimo ano. Na etapa que antecede
a universidade, os dados indicam que o ensino privado está bem
à frente do público. No Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) de 2009, divulgado nesta segunda-feira, aparece
apenas uma escola da rede pública entre as 10 melhores do
País. O ministro Haddad falou à Reuters antes da
publicação do resultado do Enem.
Volta à escola pública - Haddad costuma visitar escolas
públicas quando viaja a trabalho. Ele se considera de uma
geração que viveu a "derrocada da escola pública
até 2001". Isso, segundo ele, o levou a estudar em
colégio particular, como seus filhos. O ministro falou com
entusiasmo da análise individual das escolas públicas
adotada há alguns anos. Antes, a avaliação era por
amostragem. "O que se sabia era que as escolas públicas, em
média, estavam muito aquém das particulares, então
houve uma migração das pessoas que podiam pagar o estudo.
Hoje acontece o inverso, de volta da classe média à
escola pública." Ministro desde julho de 2005, Haddad disse
estar "pensando em cuidar um pouco da minha vida" em 2011, ao ser
questionado sobre seu futuro na vida pública. Uma importante
tarefa ainda sob seu comando é o Plano Nacional de
Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, que
será enviado ao Congresso Nacional neste semestre.
Brasil Alfabetizado inscreverá 2,2 milhões de alunos
Fonte: www.nota10.com.br, 20 de Julho de 2010
As secretarias de educação de 23 estados, do Distrito
Federal e de 1.444 municípios informaram ao Ministério da
Educação (MEC) que vão matricular este ano 2,2
milhões de jovens e adultos em turmas de
alfabetização. Não aderiram ao programa Brasil
Alfabetizado as secretarias estaduais de educação de
São Paulo, Espírito Santo e do Rio Grande do Sul.
Para atender a meta de alfabetização programada pelas
1.468 secretarias, o MEC vai investir R$ 530 milhões. Do total
de recursos, R$ 290 milhões serão destinados ao pagamento
de bolsas para 150 mil alfabetizadores, coordenadores de turmas e
intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (libras), e R$
240 milhões serão transferidos a estados e
municípios para custeio.
De acordo com Mauro Silva, coordenador de alfabetização
da Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, os dados
são muito bons, ainda que estados e municípios não
tenham alcançado a meta para este ano – atender 2,5
milhões de jovens e adultos. Com relação a 2009, o
programa ampliou o número de adesões de 1.318 parceiros
para 1.468. E o cadastro de alunos subiu de 1,96 milhão (2009)
para 2,2 milhões.
O coordenador explica que é difícil ampliar a capacidade
instalada de estados e municípios: mais salas de aula, maior
número de alfabetizadores e de coordenadores de turmas e
até a mobilização de jovens e adultos de distritos
e comunidades distantes. A ampliação seria
possível, diz, com a adesão de novos municípios e
dos estados que estão fora do programa.