21/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Compartilhamento físico de instituições é aceito pela Secretaria de Educação Superior

Projeto cria o cargo de bibliotecário escolar na rede pública estadual

Governo Federal edita Medida Provisória e decretos para auxiliar instituições federais de ensino superior

PNGE 2011 - Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano

MEC planeja Enem próprio para aluno indígena

Lula sanciona lei que cria a Universidade Luso-Afro-Brasileira

Governador em exercício sanciona lei que altera regimento de custas

Guerra fiscal contra a indústria

Impugnações de candidaturas já beiram 3.000 no país

Uczai recebe primeiras assinaturas para implantar piso do professor diferenciado em SC

Capes e FCT selecionam propostas para início em 2011

Brasil terá primeira universidade na área de museologia em outubro

Brasil Alfabetizado inscreverá 2,2 milhões de alunos este ano

Senado aprova texto que vincula aumento de professores também ao INPC

Falta de educação na economia

Exposição sobre Rondon passará por 800 cidades

Aprovados no ProUni internacional tem bom desempenho na Espanha

Universidades federais ganham mais autonomia

Escolas públicas poderão realizar seminário anual sobre o ECA

Compartilhamento físico de instituições é aceito pela Secretaria de Educação Superior
Fonte: Jornal da Educação
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação admitiu formalmente a figura do compartilhamento físico de prédio em instituições de ensino superior.
Despacho nesse sentido foi publicado no Diário Oficial da União do dia 19 de julho e versou sobre o uso do mesmo imóvel por duas faculdades particulares no Paraná. A medida é um avanço em relação à postura anteriormente do MEC.

Projeto cria o cargo de bibliotecário escolar na rede pública estadual
Fonte: Assessoria Deputado Pedro Uczai 
Um projeto apresentado pelo deputado estadual Pedro Uczai, esta semana, cria o cargo de bibliotecário escolar nas unidades de ensino da rede pública estadual, conforme prevê a Lei Federal 9.674/98. O objetivo é melhorar a qualidade na educação da rede estadual, já que atualmente os professores são desviados de sua função para suprir a ausência de bibliotecários.
O projeto vai ao encontro da luta e mobilização das entidades representativas de classe e do conjunto da comunidade escolar de várias entidades da rede pública estadual, nos anos de 2005 e 2006. Na época, por solicitação do então deputado Paulo Eccel, foi aberto espaço para que o Conselho de Biblioteconomia e a Associação Catarinense de Bibliotecários ocupassem a tribuna da Assembleia Legislativa e entregassem milhares de assinaturas em defesa dessa reivindicação.
 
Governo Federal edita Medida Provisória e decretos para auxiliar instituições federais de ensino superior
Fonte: Jornal da Educação
O Executivo não conseguiu, ainda, a aprovação das mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional pela Comissão Especial que versa sobre a reforma universitária e que irão consolidar benefícios para as universidades federais.
O seu mais recente esforço foi feito antes do recesso do Congresso Nacional mas como não existiram avanços (eis que alguns deputados contrários ao governo se retiraram e com isso faltou quorum para deliberação) o Presidente da República e o Ministro da Educação decidiram fazer as bondades pela via rápida:  editaram a Medida Provisória 495 e três Decretos (7.232, 7.233 e 7.235), todos de 19 de julho de 2010.
Os atos foram assinados durante reunião do presidente com os reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes).
Um dos decretos trata da autonomia orçamentária e administrativa das universidades federais. A medida prevê a abertura de créditos suplementares, pelo Poder Executivo, para as universidades federais e seus hospitais universitários. A partir da nova regra, será permitido que o orçamento não empregado pelas universidades até o final do exercício de cada ano possa ser reutilizado no exercício seguinte. O objetivo é conferir maior eficiência e agilidade à gestão financeira das instituições.
Também foi assinado pelo presidente  o decreto que trata da contratação de servidores pelas universidades federais. As universidades poderão realizar, nos limites fixados pelo decreto, concursos públicos para substituição automática de técnicos administrativos, sem depender de autorização específica dos ministérios da Educação e Planejamento, Orçamento e Gestão. A medida vale para os casos em que houver vacância de cargos a partir de exonerações, aposentadorias e falecimentos, por exemplo, da mesma forma como ocorre para a contratação de professores.
O último decreto assinado é sobre ajuda aos universitários, que até então estava regulamentada por portaria. Ficou criado o Programa Nacional de Assistência Estudantil
A medida provisória assinada durante a reunião disciplina a relação das universidades federais com as fundações de apoio, especialmente em relação aos convênios para realização de obras de melhorias em infraestrutura. De acordo com a medida, haverá dispensa de licitações na alocação de recursos do FINEP, CNPq e as agências de fomento.

PNGE 2011 - Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano
Fonte: Humus Consultoria
Reconhece o desempenho das Instituições de Ensino no Brasil e valoriza o trabalho do Gestor Educacional.
Com a missão de incentivar e valorizar práticas eficazes de gestão educacional no Brasil, a CONFENEN (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), a Humus e, a partir deste ano, a ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e a ANACEU (Associação Nacional dos Centros Universitários) promovem a quarta edição do PNGE – Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano.
O prêmio visa estimular a divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas à gestão educacional premiando instituições e profissionais que realizam ações inovadoras nesse âmbito de atuação e que tenham êxito na melhoria da qualidade de seus processos acadêmicos e organizacionais.
O gestor brasileiro ao desenvolver sua atividade profissional a engrandece e contribui significativamente para o avanço de sua organização na sociedade. O Prêmio Gestor Educacional do Ano prestigia e difunde este trabalho de notória competência e destaca a performance em sua área de atuação.
As inscrições para o Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano não possuem taxas para participação e podem ser feitas a partir do dia 02/08/2010 até o dia 28/01/2011.
Consulte o regulamento no site: http://www.humus.com.br/pnge/ ou visite o site: http://blog.covac.com.br/

MEC planeja Enem próprio para aluno indígena
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 20/07/2010
Sarah Fernandes 
Depois de uma escola indígena do Amazonas ter ficado com a nota mais baixa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, o Ministério da Educação (MEC) prevê acelerar o projeto que cria uma avaliação específica para escolas indígenas. A ideia é aplicar uma prova na língua tradicional dos povos e que leve em conta as diferenças de cultura. “É uma modalidade que abrange interculturalidade, educação bilíngue e tem que dar conta dos valores, do conhecimento e da história tradicional”, explica a subcoordenadora de políticas indígenas do MEC, Susana Martelleti. “É preciso criar um sistema de avaliação bilíngue, adaptado para essa modalidade”. A necessidade de avaliações próprias para as escolas indígenas foi levantada durante a Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em novembro de 2009. A ideia é que seja criada uma comissão do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para discutir a estruturação da prova.
Barreiras - O idioma foi uma das barreiras dos alunos da Escola Estadual Indígena D. Pedro I, último lugar no Enem de 2009, com nota 249,25, em uma escala de zero a 1.000. Localizada no Alto Solimões, no pequeno município amazonense de Santo Antônio do Içá — que fica a três horas de barco de Manaus —, a escola tem 669 alunos da segunda etapa o ensino fundamental e do ensino médio. Todos os estudantes são indígenas da etnia Tikuna. Os professores, porém, se dividem: 12 são indígenas e lecionam disciplinas  como história, filosofia, química e a língua Tikuna; e os outros nove, não indígenas, ficam com aulas como biologia, artes e português. Eles moram em alojamentos exclusivos para os professores.
A escola tem 10 salas de aulas, uma biblioteca e um laboratório de informática com computadores conectados à Internet. Ele, porém, não está sendo usado pelos alunos, porque falta professor para a disciplina. A língua oficial, inclusive para alfabetização, é o Tikuna, o que prejudicou o entendimento da prova, segundo o MEC. “O ensino é bilíngue. Ou eles aprendem no idioma tradicional e fazem a prova em Português, ou eles têm aulas com professores não indígenas em um idioma que não é o deles. Isso complica na hora de fazer a prova”, explica Martelleti.
A dificuldade explica o baixo rendimento dos alunos na redação do Enem, responsável por diminuir a média da escola, segundo o gestor do colégio Fanito Manduca Ataíde. “A linguagem é uma barreira. Alguns alunos conseguem fazer, outros não”. “Além disso, os temas da redação são focados em São Paulo e Rio de Janeiro e os alunos não conseguem desenvolver”. A falta de professores também é um problema para a escola da comunidade Tikuna. “Faltam professores especializados para o ensino médio até em São Paulo. Nas regiões isoladas é ainda mais difícil”, comenta o secretário de Educação do Amazonas, Gedeão Amorim. “Temos programas de formação continuada de professores e vamos focar na educação   indígena”, comenta. Além disso, o baixo  investimento nas escolas indígenas deixa os alunos para trás, segundo o secretário executivo do Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena (Iepé), Luis Donisete. “Menos de 20% das escolas indígenas têm biblioteca e só 70% têm prédios próprios”, conta. “Por serem em áreas isoladas os custos são mais caros e investir em escolas indígenas não dá voto para ninguém”.
Objetivo da Prova - Dos 56 alunos que cursavam a terceira série do ensino médio na Escola Estadual D. Pedro I no ano passado, 40 fizeram a prova do Enem. O principal objetivo é somar pontos para conseguir uma vaga em universidades públicas ou uma bolsa de estudos no Programa Universidade para Todos (ProUni), segundo o MEC. “Temos uma aluna que foi bem no Enem e conseguiu ser aprovada em uma universidade em Tabatinga [município vizinho a Santo Antônio do Içá]”, conta o gestor da escola, Fanito Manduca Ataíde. “Quando vemos esse exemplo não desanimamos no nosso trabalho”.
Depois do Enem - A direção do colégio D. Pedro I informou à reportagem do Portal Aprendiz que recebeu uma carta avisando que a escola deixaria de oferecer ensino médio. “Tínhamos planos de trabalharmos mais as redações em sala de aula. Fico preocupado com os alunos”, diz o gestor da escola. A Secretaria Estadual de Educação do Amazonas afirmou que não tem conhecimento do documento. “Nossa intenção é expandir o ensino médio. Não cerceamos a participação de ninguém, inclusive nas provas”, diz o secretário.

Lula sanciona lei que cria a Universidade Luso-Afro-Brasileira
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:55 hs. 
21/07/2010 - Presidente Lula assina a sanção da lei que cria a Unilab. Foto: Fabiana CarvalhoFoi sancionada na tarde desta terça-feira, 20, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro Brasileira (Unilab). A Universidade atuará em cooperação com os países de língua portuguesa da África.
A nova universidade será instalada no município de Redenção (CE) e as obras do campus têm início previsto para 2011. Até a conclusão, as atividades serão desenvolvidas em instalações provisórias cedidas pela prefeitura da cidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser uma alegria o Congresso Nacional ter aprovado a criação da Unilab. “É uma forma do Brasil, aos poucos, pagar a dívida com os povos africanos, que não pode ser mensurada em dinheiro, mas em parceria, em solidariedade.”
Ele lembrou também que Redenção foi a cidade escolhida para abrigar a Unilab por ter sido a primeira a abolir a escravidão, cinco anos antes da Lei Áurea.
Durante a cerimônia de sanção da lei, o ministro da Educação, Fernando Haddad, lembrou que a Unilab é a 14ª universidade federal criada pelo presidente Lula. Dessas, 12 já estão em funcionamento. As duas últimas, aprovadas este ano pelo Congresso Nacional, são a Universidade da Integração Latinoamericana (Unila), cujas aulas devem começar no segundo semestre de 2010, e a Unilab, que deve iniciar suas aulas no início de 2011.
O ministro Fernando Haddad reiterou em seu discurso que Unila e Unilab têm em comum a busca pela integração internacional. “Durante a concepção do projeto pedagógico da Unilab – que agora é lei – houve a preocupação de que uma parte da formação do aluno seja feita na África, e continuamos trabalhando para que o diploma seja válido lá também, de forma que o estudante volte a seu país e possa contribuir para o desenvolvimento local”, afirmou o ministro.
Inclusão – A lei que cria a Unilab foi sancionada no mesmo evento da sanção do Estatuto da Igualdade Racial. O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira, falou sobre a importância das ações afirmativas e do Programa Universidade para Todos (ProUni) para a inclusão da comunidade afrodescendente na universitária.
“Ninguém quer cotas para sempre, mas elas são um tipo de ação afirmativa, e com elas podemos inovar na inclusão de negros e negras na universidade”, disse.
Ele lembrou também que mais de 300 mil beneficiados pelo ProUni são negros ou pardos. De acordo com dados da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, 45% dos 704 mil beneficiados pelo ProUni desde o início do programa se autodeclararam afrodescendentes. O presidente Lula lembrou também o encontro, ocorrido há algumas semanas, com os futuros formandos de medicina do ProUni. “Quando pudemos imaginar que uma menina negra pobre da periferia chegaria numa faculdade de medicina? Eu e Haddad tiramos foto com cada um deles, porque daqui a muitos anos teremos muito orgulho de ter participado disso.” ele também afirmou que os bolsistas do ProUni estão entre os melhores universitários do século 21.
Seleção – A projeção é de que a universidade atenda 5 mil estudantes de graduação, dos quais 50% serão brasileiros e 50% de países africanos. A seleção será feita a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, para os estudantes brasileiros, metade das vagas será destinada aos egressos do ensino médio público.
Inicialmente a universidade abrangerá cinco áreas do conhecimento: energia e tecnologias; gestão pública; saúde pública; educação pública e agricultura.
Os cursos de enfermagem, agronomia, administração pública, licenciatura em ciências da natureza e matemática e engenharia de energia já serão ofertados em 2011, cada um com 70 vagas. Para atender esse público, serão selecionados, a partir deste ano, docentes e técnicos administrativos. Até 2013 o quadro da instituição contará com 300 docentes e 208 técnicos administrativos.
O projeto da Unilab prevê que a instituição seja uma universidade residencial, em que os estudantes possam morar no campus. Para viabilizar que a estrutura necessária seja oferecida, a universidade firmará convênios de cooperação com instituições de ensino superior dos países parceiros.
Luciana Yonekawa 
Fonte: MEC 

Governador em exercício sanciona lei que altera regimento de custas
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
O governador em exercício, desembargador José Trindade dos Santos, sancionou, nesta segunda-feira (19/7), lei que altera o regimento de custas nos atos para o registro de imóveis. Ficou estabelecido que ficam isentos os atos de averbação e encerramento de matrícula da serventia de origem, quando da redivisão de área e nova serventia.
De acordo com o desembargador Trindade dos Santos, a lei vai diminuir custos para os proprietários de imóveis que passam o registro de sua propriedade a outro cartório. O governador em exercício permanece no Governo até a próxima segunda-feira (26/7), quando está previsto o retorno do titular, Leonel Pavan.
O desembargador declarou que, durante o período de interinidade, vai dar prioridade aos atos administrativos (com informações da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado).
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina

Guerra fiscal contra a indústria
Fonte: O Estadão
A guerra fiscal está prejudicando a indústria brasileira e criando empregos fora do País. Pelo menos seis Estados têm reduzido impostos para facilitar importações e incentivar o uso dos portos locais. Com isso, produtores nacionais são submetidos a uma concorrência maior, não por uma decisão de política industrial ou comercial, mas por iniciativa arbitrária de alguns governos estaduais. Por mais de um quarto de século essa guerra foi principalmente uma disputa entre governos regionais. Alguns Estados atraíam investimentos e fortaleciam sua economia oferecendo redução ou isenção de impostos, além de outras facilidades, como terrenos de graça ou a baixo custo. As empresas beneficiadas ganhavam poder de competição.
Nos Estados prejudicados, o Tesouro perdia receita e as empresas ficavam em desvantagem diante daquelas beneficiadas com os favores. Havia distorções econômicas muito graves, mas com efeitos pouco sensíveis na concorrência internacional. Esse quadro mudou e o problema dos incentivos concedidos de forma arbitrária se tornou muito mais sério.
De janeiro a junho, o Brasil importou 45% mais que no primeiro semestre de 2009. No mesmo período, as importações de Santa Catarina, Pernambuco e Goiás foram cerca de 70% maiores que as de um ano antes. Além desses, pelo menos três outros Estados concedem vantagens fiscais a importadores: Espírito Santo, Paraná e Alagoas.
O esquema foi resumido em reportagem publicada no Estado no último domingo, mas vale a pena repetir a informação. Se um importador receber um carregamento de aço pelo Porto de Santos, pagará 18% de ICMS. Se a importação chegar por Itajaí (SC) ou Suape (PE), o tributo só será pago quando a mercadoria cruzar a fronteira para outro Estado. A alíquota será de 3% num caso e de 5% no outro. Se o produto entrar em São Paulo, o Tesouro paulista deverá conceder um crédito fiscal equivalente a 12%, como se esse fosse o imposto recolhido na origem. A diferença ficará para o importador.
A indústria nacional será submetida a uma concorrência imposta não por um governo estrangeiro, por meio de subsídio, mas por um governo estadual do Brasil. Para atrair a operação de comércio, movimentar o porto local e ganhar alguma receita adicional, uma autoridade brasileira dá um presente a uma empresa de outro país e ajuda a criar empregos no exterior.
A guerra fiscal sempre foi uma ilegalidade. A lei restringe o poder dos Estados de conceder benefícios tributários. Como regra básica, incentivos são regulares somente quando aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, com participação de secretários de Fazenda de todos os Estados. Mas essa norma tem sido violada com frequência há décadas. Os Estados mais prejudicados - São Paulo é o exemplo mais notório - têm recorrido ao Judiciário, mas com resultados escassos. De fato, nunca houve uma repressão eficaz a essa irregularidade.
A guerra se torna mais danosa quando os incentivos facilitam a importação e afetam o comércio exterior, comprometendo a produção e a criação de empregos no Brasil. O Imposto de Importação, administrado pelo governo federal, é um tributo regulador, concebido não para geração de receita, mas para administração do comércio internacional. O ICMS, recolhido pelos Estados, tem outra natureza e é usado pelos governos estaduais como instrumento de suas políticas, muitas vezes contra os interesses da economia nacional.
A eliminação da guerra fiscal é um dos vários objetivos da reforma tributária há muito discutida pelos especialistas e prometida pelo governo central. Enquanto se espera a reforma e os governos estaduais se mantêm livres para praticar desmandos na concessão de incentivos, multiplicam-se as distorções.
Uma delas, denunciada por uma empresa em anúncio publicado na última edição da revista Veja, ocorre no mercado atacadista de medicamentos: é o transporte de produtos farmacêuticos, em viagens de ida e volta, entre os principais Estados produtores, como São Paulo, e os paraísos do estímulo fiscal. O frete é menor que o benefício obtido por quem promove o passeio da mercadoria e consegue com esse truque um lucro extra.

Impugnações de candidaturas já beiram 3.000 no país
Fonte: Folha Online
A entrada de São Paulo no ranking de impugnações elevou para quase 3.000 o número de candidatos com problemas na Justiça Eleitoral. Ontem, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a divulgar os dados de candidaturas impugnadas no Estado. Até as 20h, a corte havia registrado o questionamento de 301 registros dos 3.154 políticos que se lançaram na disputa por cargos.
Com isso, o total de candidaturas impugnadas na Justiça Eleitoral chegou a 2.967.
Pelo sistema disponibilizado pelo tribunal, não é possível detalhar quantas impugnações foram pedidas pelo Ministério Público, e quantas foram solicitadas por partidos e candidatos.
A impugnação é a contestação do registro de um candidato na Justiça Eleitoral. Esse questionamento pode ser feito pelo Ministério Público, por siglas e por candidatos para impedir a aprovação do registro.
As falhas apontadas podem ir desde a falta de documentos a denúncias para impedir que "fichas-sujas" disputem as eleições. Os tribunais regionais têm até o dia 5 de agosto para julgar as impugnações. O TSE não havia registrado até ontem nenhum pedido de impugnação dos nove candidatos que disputam a Presidência da República.
O nome do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) não figura entre os candidatos com problemas na Justiça. Isso porque o número de concorrentes com candidaturas impugnadas ainda deve aumentar. O TSE tem até o fim do dia de hoje para finalizar a lista de candidatos questionados na Justiça Eleitoral.
Por enquanto, Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, lidera o ranking dos pedidos de impugnação.
De um total de 1.701 registros de candidatura, 614 foram impugnados, segundo balanço divulgado pelo TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral) na última sexta-feira.
O Estado de Alagoas ocupa a segunda posição em números absolutos, mas em cálculo proporcional --quando são comparados o número de candidaturas registradas e o número de questionamentos--, o Estado lidera.
Dos 438 políticos que se lançaram candidatos, 429 tiveram a candidatura impugnada, o equivalente a 97,9% dos registros.
Até ontem, Rondônia ocupava o terceiro lugar, com 327 candidaturas impugnadas, de um total de 477 políticos registrados.
Há ainda números expressivos de impugnações nos Estados de Goiás, onde 230 das 800 candidaturas enfrentam problemas na Justiça; Amazonas, com 117 políticos questionados e Bahia, com 110.
Paraíba com 98 impugnações e o Distrito Federal com 76, e Mato Grosso do Sul fecham os dez Estados com o maior número de candidaturas questionadas.
O Amapá é o Estado que contabiliza o menor número de impugnações. Das 368 candidaturas registradas, apenas 11 foram alvo de questionamento na Justiça Eleitoral do Estado.

Uczai recebe primeiras assinaturas para implantar piso do professor diferenciado em SC
Fonte: Assessoria Deputado Pedro Uczai 
Na condição de presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Pedro Uczai (PT) recebeu, nesta quinta-feira (15), as primeiras 20 mil assinaturas em apoio ao projeto de iniciativa popular para implantar o piso salarial dos professores em Santa Catarina. A entrega foi feita por professores que atuam no Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), em diferentes regiões do Estado.
A proposta para regulamentar a Lei Federal que criou o piso nacional foi apresentada por Uczai no mês de março ao magistério. A idéia é implantar um piso diferenciado conforme a habilitação do professor, já que o atual piso nacional de R$ 1.312,85 é apenas para o professor em nível de ensino médio para uma jornada de 40 horas semanais.
Com a regulamentação proposta, o piso em início de carreira subiria para R$ 1.838,00 para professores com faculdade; R$ 2.205,60 para professores com especialização; R$ 2.646,76 para quem tem mestrado; e R$ 3.176,06 para quem tem doutorado. Segundo Uczai, a mobilização precisa continuar. “Essas primeiras milhares de assinaturas devem servir para incentivar ainda mais os professores a seguirem a mobilização e superaram as 44 mil assinaturas necessárias”. Os dirigentes do Sinte que participaram da entrega disseram que a regulamentação do piso é fundamental para motivar o professor, e afirmaram que o objetivo da categoria é chegar a 100 mil assinaturas.
 
Capes e FCT selecionam propostas para início em 2011
Fonte: Assessoria de Imprensa da Capes.
Com objetivo de selecionar projetos conjuntos de pesquisa para iniciarem as atividades no ano de 2011, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga o edital do Programa Capes-FCT, que visa à formação de recursos humanos de alto nível no Brasil e em Portugal. A seleção das propostas acontecerá em quatro fases, sendo elas verificação da consistência documental, análise do mérito, priorização das propostas previamente aprovadas e reunião mista entre a Capes e a Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), ou de seu representante, para decisão final.
Os projetos serão financiados por um período de dois anos, sendo prorrogável por mais um, condicionada à aprovação dos relatórios de atividade, prestação de contas, justificativas para a prorrogação e disponibilidade orçamentária.
Candidaturas
Para ser inscrita, a proposta deve, entre os requisitos especificados no edital, estar vinculada a um programa de pós-graduação (PPG) avaliado pela Capes, preferencialmente com conceitos 5, 6 ou 7; contemplar, principalmente, a formação de pós-graduandos e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores vinculados aos referidos programas; prever a publicação conjunta de artigos científicos e ter como meta o desenvolvimento científico e tecnológico dos grupos de pesquisa envolvidos; ser apresentada por coordenador de equipe, detentor do título de doutor há pelo menos cinco anos; e ter uma equipe constituída de, no mínimo, dois docentes doutores vinculados a um PPG, além do coordenador.
As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de setembro, exclusivamente pela internet. Para candidatar, é necessário preencher o formulário disponível no site da Capes e enviar, por meio eletrônico, os documentos discriminados no edital. A Capes não se responsabilizará por inscrição não concretizada em decorrência de problemas técnicos de tecnologia da informação, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores que impossibilitem a transferência de dados.
A divulgação dos resultados está prevista para dezembro deste ano e o início das atividades para março de 2011.
Benefícios
As propostas selecionadas terão direito a até duas missões de trabalho e de estudo por ano, além da concessão anual de R$ 10 mil à equipe brasileira, como recursos de material de consumo para a execução do projeto, que serão geridos pelo coordenador da equipe. O recurso para material de consumo deve ser utilizado conforme previsto no “Manual de Concessão de Prestação de Contas de Auxílio Financeiro a Pesquisador”, disponível na página da Capes.
Para maiores informações visite o site: http://blog.covac.com.br/

Brasil terá primeira universidade na área de museologia em outubro
Fonte: Notícias ABRAFI
DA AGÊNCIA BRASIL
O Brasil poderá contar a partir de outubro com uma universidade aberta na área de museologia. Segundo o presidente do Ibran (Instituto Brasileiro de Museus), José Nascimento Junior, a intenção é capacitar profissionais de todo o país que já trabalham em museus, mas sem formação específica.
Haverá cursos de pós-graduação e de curta duração transmitidos por aulas virtuais ou presenciais, em Brasília.
"Nossa meta é fazer inventários dos acervos e conscientizar os museus para a importância de aplicar o plano de segurança nacional que elaboramos. Quanto aos investimentos, passamos de R$ 25 milhões em 2003 para os atuais R$ 120 milhões anuais", disse.
Ele acredita que o aumento de recursos influencia diretamente o crescimento no número de visitantes, que passou de 15 para 33 milhões de pessoas. Mesmo com a ampliação do acesso, os museus ainda estão concentrados no Sudeste do país. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões mais carentes de museus e centros culturais.
"Existe uma concentração histórica de instituições culturais no litoral. Para rompermos com isso estamos buscando apoiar museus que querem ser federalizados ou criados nas outras regiões", explicou Nascimento. Além disso, foram criados pontos de memória em áreas carentes, como a cidade Estrutural, em Brasília, e o morro Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro.
O Ibram cuida de 28 museus ligados diretamente ao Ministério da Cultura e também é responsável pela Política Nacional de Museus, que orienta os 2.870 museus brasileiros. O instituto foi criado em 2009, mesmo ano da aprovação do Estatuto dos Museus.
Retirado site: http://www1.folha.uol.com.br/saber/769523-brasil-tera-primeira-universidade-na-area-de-museologia-em-outubro.shtml ou visite o site: http://blog.covac.com.br/

Brasil Alfabetizado inscreverá 2,2 milhões de alunos este ano
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 20/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
As secretarias de educação de 23 estados, do Distrito Federal e de 1.444 municípios informaram ao Ministério da Educação que vão matricular este ano 2,2 milhões de jovens e adultos em turmas de alfabetização. Não aderiram ao programa Brasil Alfabetizado as secretarias estaduais de educação de São Paulo, Espírito Santo e do Rio Grande do Sul. Para atender a meta de alfabetização programada pelas 1.468 secretarias, o MEC vai investir R$ 530 milhões. Do total de recursos, R$ 290 milhões serão destinados ao pagamento de bolsas para 150 mil alfabetizadores, coordenadores de turmas e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (libras), e R$ 240 milhões serão transferidos a estados e municípios para custeio.
De acordo com Mauro Silva, coordenador de alfabetização da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, os dados são muito bons, ainda que estados e municípios não tenham alcançado a meta para este ano – atender 2,5 milhões de jovens e adultos. Com relação a 2009, o programa ampliou o número de adesões de 1.318 parceiros para 1.468. E o cadastro de alunos subiu de 1,96 milhão (2009) para 2,2 milhões. O coordenador explica que é difícil ampliar a capacidade instalada de estados e municípios:  mais salas de aula, maior número de alfabetizadores e de coordenadores de turmas e até a mobilização de jovens e adultos de distritos e comunidades distantes. A ampliação seria possível, diz, com a adesão de novos municípios e dos estados que estão fora do programa.
Municípios desistem - Programa do Ministério da Educação desenvolvido em parceria com estados e municípios, o Brasil Alfabetizado recebeu adesões no período de 19 de abril a 9 de julho. Mesmo com prazo de 82 dias, 86 municípios que entraram no sistema e informaram metas de alfabetização não concluíram o processo. No conjunto, esses municípios informaram ao MEC que pretendiam alfabetizar 15.278 alunos, mas não preencheram o Plano Plurianual de Alfabetização (PPAlfa). É esse plano que define o volume de recursos a serem transferidos e o pagamento das bolsas, além de livros didáticos e recursos da merenda e do transportes escolar. Entre os 86 municípios que não concluíram o plano estão Osasco e Campos do Jordão, de São Paulo; Santos Dumont, Ponte Nova e Sobrália, de Minas Gerais; Inhambupe e Belo Campo, da Bahia; Monção, Fortuna e São José de Ribamar, do Maranhão. Inhambupe, por exemplo, comunicou ao MEC que  sua meta de 2010 era matricular três mil alunos, e São José de Ribamar, 1.615.
Avaliação - Na avaliação de Mauro Silva, ao chegar ao oitavo ano de funcionamento o Brasil Alfabetizado se consolida como programa. Estabeleceu parcerias com estados e municípios, tem metas anuais de alfabetização e recursos orçamentários assegurados, além de livros didáticos e de literatura específicos para o público jovem e adulto. Na metodologia, respeita os projetos de alfabetização de estados e municípios e caminha para tornar efetiva a educação de jovens e adultos pós-alfabetização nas redes municipais da educação básica. Buscamos, explica Mauro Silva, a integração do processo de alfabetização, que vai de seis a oito meses, com a continuidade dos estudos no ensino fundamental e médio e na educação profissional. Segundo o coordenador, para que o programa alcance melhores resultados é preciso aumentar o empenho dos gestores. Acompanhar desde a montagem das turmas e a seleção dos alfabetizadores, ir às salas de aula verificar o andamento da aprendizagem, ver se os livros didáticos e de literatura estão sendo usados, acompanhar a matrícula em turmas de educação de jovens e adultos, são algumas dessas responsabilidades. 

Senado aprova texto que vincula aumento de professores também ao INPC
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 20/07/2010 - Brasília DF 
A decisão vale ainda para o Fundeb, prevalecendo o maior índice
Larissa Leite 
Os professores da educação básica têm motivos para comemorar durante o recesso escolar. Enquanto o semestre letivo terminava, uma reivindicação histórica da categoria entrava na pauta do Congresso Nacional: o aumento salarial. Em 7 de julho, o Senado aprovou substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 321/09 reafirmando o compromisso com o reajuste dos vencimentos da classe que, desta vez pode ser acima da inflação. Aprovado no Senado, o projeto agora volta à Câmara. A matéria prevê que a atualização anual do piso dos professores deve levar em consideração tanto o crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb) quanto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação. Na prática, o reajuste deve ser feito pelo Fundeb, mas não pode ser menor do que o índice da inflação.
O substitutivo é uma resposta a projeto enviado pelo governo, que pretendia considerar o reajuste dos professores apenas pelo INPC — tradicionalmente menor do que o crescimento do Fundeb. Em 2009, por exemplo, a elevação do INPC ficou em 4,11%, enquanto a variação do Fundeb, de 2008 para o ano passado, foi de   4,69%. Na prática, o PLC nº 321/09 altera a Lei do Piso (nº 11.738/08), que criou e determinou o pagamento de um salário mínimo nacional para os profissionais de educação básica. De acordo com o Ministério da Educação — com base em consulta feita à Advocacia-Geral da União (AGU) —, o piso atual dos professores que trabalham 40 horas semanais é de R$ 1.024. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende o valor de R$ 1.312,85.
O presidente da CNTE, Roberto Leão, considerou a aprovação do texto no Senado um passo adiante na conquista de melhorias para a carreira de professor da educação básica. “Conseguimos união e um acordo com o próprio governo para alterar o projeto que veio do Executivo, que cedeu a uma pressão enorme dos estados”, afirma Leão. Ele ainda criticou os chefes do Executivo estadual que tentaram sensibilizar o Palácio do Planalto argumentando que um reajuste salarial dos professores baseado no Fundeb iria desestabilizar as contas públicas. “Os governadores fazem pressão tanto no que diz respeito à política de reajuste quanto no valor do próprio piso. É uma vergonha governadores e prefeitos acharem  que pagar mais de R$ 1 mil para um professor, para uma pessoa que vai alfabetizar, é muito. É preciso que eles digam que escola eles querem”, completa.
Questionamento - Cinco estados brasileiros — Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará — questionaram a constitucionalidade da Lei do Piso por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a flexibilizar a norma. O STF julgou a lei constitucional, mas concedeu liminar a dois dos pedidos dos governadores e, portanto, ainda cabe julgar o mérito sobre as questões da vinculação do piso aos vencimentos iniciais de carreira e sobre a destinação de um terço da carga horária dos professores para atividades fora de sala de aula. “Com a liminar, os governadores podem considerar que o piso corresponde ao conjunto da remuneração do professor, incluindo gratificações e complementos. O resultado é que os estados não efetivaram o piso, esperando a decisão do Supremo, que precisa se manifestar”, diz Leão. O número - R$ 1.599,43 - Vencimento básico dos professores no Distrito Federal.
 
Falta de educação na economia
Fonte: Clipping Educacional Consae - Revista IstoÉ Dinheiro, 16/07/2010
Dois números divulgados nos últimos dias, sobre emprego e educação, aparentemente não guardam relação entre si.
Joaquim Castanheira 
Dois números divulgados nos últimos dias aparentemente não guardam relação entre si. Um deles, auspicioso, mostra que o Brasil criou 1,5 milhão de postos de trabalho nos primeiros seis meses do ano. Com isso, o País praticamente atingiu um estágio inédito em sua história: o pleno emprego, aquele cenário no qual não falta ocupação para quem estiver disposto a trabalhar – e esse é o tema da reportagem de capa desta edição da DINHEIRO. A notícia confirma que a economia realmente está despertando de um longo período de hibernação. Mas coloca um desafio monumental diante de nós. Como abastecer as empresas com a mão de obra necessária para sustentar o crescimento da economia? Como manter uma expansão do PIB em torno de 5%, sem retirar da frente mais esse gargalo?  Aí entra outro número que ganhou destaque nas últimas semanas: ano após ano, União, Estados e municípios não chegam a usar sequer todo o dinheiro que têm disponível para a educação. Em média, 15% dos orçamentos oficiais destinados a esse item não chegam às salas de aula. A preocupação em manter o superávit fiscal por um lado, e a burocracia por outro, além da ausência de vontade política, explicam essa anomalia. Pior: além de investir mal, o Brasil investe pouco. A Constituição determina que 18% das receitas de impostos sejam destinados à educação. Essa determinação, porém, não é cumprida desde 1994, quando o governo conseguiu desvincular das obrigações constitucionais 20% da arrecadação. Calcula-se que, entre 1994 e 2008, cerca de R$ 80 bilhões tenham deixado de irrigar a  educação no País.
Felizmente, o artifício da desvinculação terminará em 2011. Isso contribuirá para que o Brasil passe a investir cerca de 5% do PIB na formação de seus habitantes, índice semelhante ao dos países desenvolvidos. Segundo especialistas, no entanto, esse percentual deveria atingir 10% para compensar os investimentos escassos das últimas décadas e acelerar o processo de qualificação de pessoal. Ignorar esse fator pode ser desastroso para a economia. A abundante criação de postos de trabalho e a falta de gente apta a ocupá-los pressionam para cima os salários e, por tabela, a inflação. Ninguém, evidentemente, torce pelo desemprego, mas o desequilíbrio nesse campo torna-se prejudicial para todos. 

Exposição sobre Rondon passará por 800 cidades
Fonte: Portal O Meu Futuro
Exposição itinerante sobre a vida de Marechal Cândido Rondon
Cerca de 800 municípios de todo País poderão conferir, ainda neste semestre, uma exposição itinerante sobre a vida e obra de Marechal Cândido Rondon, conhecido como o patrono da comunicação e fundador do Serviço de Proteção aos Índios, que originou a Fundação Nacional do Índio (Funai).
A exposição faz parte das atividades educacionais e culturais do projeto Memória Rondon – A Construção do Brasil e a Causa Indígena, que foram lançadas na última sexta-feira no Museu do Índio, na cidade do Rio de Janeiro.
No evento, estiveram presentes o Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto; o presidente da Fundação Nacional do Índio, Márcio Meira; o diretor do Museu, José Carlos Levinho; o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit; o chefe indígena Akijaeoro Kayapó e o neto caçula de Rondon, Angelo Cristiano Rondon Amarante.
O projeto, da Fundação Banco do Brasil, busca divulgar obras e fatos de personalidades que contribuíram para a construção da cultura nacional. Em 2010, em parceria com a Sociedade de Amigos do Museu do Índio, Rondon será lembrado, além da exposição, na distribuição de 20 mil kits pedagógicos para escolas públicas de ensino fundamental.
Um video-documentário e um livro fotobiográfico sobre a vida de Rondon ainda serão entregues para mais de 5 mil bibliotecas públicas.
De acordo com a Fundação Banco do Brasil, ainda não há previsão para o início da exposição itinerante.
Fonte: Terra

Aprovados no ProUni internacional tem bom desempenho na Espanha
Fonte: Jornal da Educação
Os brasileiros aprovados através do Exame Nacional do Ensino Médio para a Universidade de Salamanca, na Espanha, tiveram novas conquistas. Os dez alunos passaram no exame de proficiência na língua espanhola e na prova específica realizados no mês de maio.
Para o assessor internacional da Ministério da Educação, o desempenho dos universitários foi bom. Os dez fizeram curso de espanhol intensivo de dois meses e ainda frequentaram aulas de filosofia e integração em Salamanca. O primeiro grupo de estudantes que do ProUni internacional começam a assistir as aulas em setembro.

Universidades federais ganham mais autonomia
Fonte: Folha de São Paulo, 20/07/2010
Lígia Formenti, Rafael Moraes Moura /Brasília - O Estado de S.Paulo
Universidades federais ganharam mais liberdade para gerir seus recursos e seu pessoal. A antiga reivindicação da autonomia administrativa e orçamentária, debatida por mais de um ano com o Ministério da Educação, veio sob o formato de três decretos e uma medida provisória, assinados ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos decretos altera dispositivos referentes à gestão financeira e orçamentária das universidades federais. Com o novo instrumento, é possível transferir recursos não empenhados de um ano fiscal para o seguinte. A medida evita a penalização de instituições que, por várias razões, não conseguem utilizar todo o orçamento em um mesmo ano e, por isso, acabam perdendo a chance de usá-lo.
O texto permite ainda que o Poder Executivo abra créditos suplementares para universidades e seus hospitais.
"A universidade passa agora a contar com um completa autonomia de gestão do seu orçamento", afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. "Do ponto de vista financeiro e orçamentário, as instituições ganham para as despesas de custeio e investimento uma liberdade que não tinham", completou.
Com outro decreto, as universidades ficam autorizadas para concursos fazer concursos de contratação de servidores sem prévia consulta ao Ministério do Planejamento. A contratação, porém, tem de respeitar os limites orçamentários e pode ser aplicada apenas para preencher cargos abertos por exonerações, aposentadorias e mortes.
Medida semelhante havia sido adotada para a contratação de professores. "Não fica mais ao arbítrio dos ministros da Educação e do Planejamento a autorização de concursos públicos para reposição de pessoal que de alguma maneira deixa de pertencer ao pessoal ativo das instituições", afirmou Haddad.
O terceiro decreto regulamenta a assistência estudantil, um programa cujo orçamento atual é de R$ 300 milhões, destinados ao pagamento de bolsas e transporte. Com o novo texto, o programa passa a ser considerado como política de Estado.
A medida provisória visa a tornar mais transparente a relação entre universidades e fundações de apoio à pesquisa. Ela permite que universidades contratem as fundações para financiar obras de infraestrutura para laboratório, por exemplo.
"O avanço feito por esses decretos é muito significativo", afirmou o ministro. "É o início de uma história", completou.
Durante a cerimônia de assinatura, o presidente Lula procurou enfatizar sua proximidade com setores organizados da sociedade e sua disposição de negociar. Segundo ele, o governo "aprendeu a ouvir". "É um paradigma que ficou para quem assumir a presidência a partir de 1.º de janeiro. Fizemos oito reuniões com os reitores, com todas as pessoas das escolas técnicas brasileiras, com todos os segmentos organizados da sociedade", disse o presidente.

Escolas públicas poderão realizar seminário anual sobre o ECA
Fonte: www.nota10.com.br, 21 de Julho de 2010
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7229/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que obriga escolas da rede pública de ensino a realizar, no primeiro semestre de cada ano letivo, um seminário para apresentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90) a alunos, pais e responsáveis legais.
Segundo o deputado, o estatuto é uma das leis mais avançadas do mundo, mas nunca foi implementado em sua totalidade, apesar de já estar em vigência a 20 anos. "Esse é o primeiro passo para fazer com que a população brasileira conheça melhor o ECA, sobretudo os agentes mais interessados, que são as crianças e os adolescentes", diz Moreira.
Segundo a Agência Câmara, composto por 267 artigos, o estatuto representa um marco na história dos direitos da infância e da adolescência no país. A lei tem como base o princípio de "prioridade absoluta" às crianças e aos adolescentes.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.